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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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SOPRANO VIMARANENSE ELISABETE MATOS ATUA HOJE NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM

A taipense Elisabete Matos atua amanhã no Centro Cultural de Belém

A consagrada soprano Elisabete Matos atua este domingo, às 17h, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. O concerto será dirigido pelo maestro estónio Kristjian Jarvi. 
O concerto Quatro Últimas Canções integra obras de R. Strauss Macbeth, Op. 23; R. Strauss Vier letzte Lieder, Op. posth. e A. Dvořák Sinfonia N.º 8, Op. 88.

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Reproduzimos as declarações de Elisabete Matos ao site da OML.

“QUAIS AS SUAS EXPECTATIVAS PARA O CONCERTO DESTE DOMINGO COM A ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA?

A expectativa de um músico é servir sempre a música ao mais alto nível. Com esta fabulosa obra de Strauss, “Vier Letzten Lieder”, para Soprano e Orquestra, desejo encontrar a inspiração da minha vocalidade e, juntamente com a Orquestra Metropolitana e o Maestro Järvi, servir humildemente a Strauss em comunhão com Hesse e Eichendorff.
A vida é uma caminhada que começa ardente e acaba na esperança da redenção! Assim espero sentir-me quando terminar o concerto do próximo domingo no CCB, com a sensação de que a caminhada sempre merece a pena se formos honestos e nos entregarmos à música de alma e coração.

O QUE PODEM OS ESPECTADORES DESTAS CANÇÕES DE RICHARD STRAUSS?

O público esperará com estas canções encontrar-se uma vez mais com Strauss e com os seus intérpretes e poder celebrar a beleza e força da arte. Estou confiante que tudo faremos para servi-lo, prestigiando assim o talento da criação.

VOLTA A ATUAR AO LADO DA ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA. COMO TÊM SIDO ESTAS EXPERIÊNCIAS?

Cada reencontro com a Orquestra Metropolitana é sempre para mim um motivo de alegria, de orgulho no trabalho sério, escrupuloso na qualidade e na permanente ideia de superação. Este será mais um desafio e é por isso que agradeço o convite e desejo à Orquestra Metropolitana de Lisboa as maiores venturas.

PARA ESTE CONCERTO, CONTARÁ COM O PREMIADO MAESTRO KRISTJAN JARVI. É MAIS UMA GARANTIA DE SUCESSO?

Sim, claro. Estou convencidíssima que com a direção do Maestro Kristjian Järvi, teremos todas as condições para um trabalho de sucesso e alta qualidade! Empenho não vai faltar.”

Fonte: Notícias das Taipas

CANTORA LÍRICA BRACARENSE CRISTIANA OLIVEIRA RECEBE APLAUSOS EM TODO O MUNDO!

A cantora lírica portuguesa que ENCHE salas internacionais

Por Cristina Amaro

Entrou discreta. Num vestido longo, de cauda e num vermelho a condizer com as Estrelas de Natal que coloriam o palco. Foi apresentada pelo meu amigo Mário Augusto, jornalista que todos conhecemos dos programas de cinema, como uma voz que nos iria deixar sem fôlego. Pediu-nos para a ouvirmos com atenção. E desafiou-nos a dizer, no final, se ele tinha ou não tinha razão...

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As palavras elogiosas do Mário, a que se juntaram as do Maestro Osvaldo Ferreira, ao longo da atuação de Cristiana Oliveira, nem precisavam de lá estar...evidente que é o talento da nossa cantora lírica bracarense. Mas sim, fizeram a diferença e ainda deram mais vida ao Concerto de Ano Novo que há vários anos a marca SEAT gentilmente me convida para assistir.

Rendi-me ao talento desta jovem mulher que, arrisco-me a dizer, poucos conhecem em Portugal. Acompanhava-a em palco a Orquestra Filarmónica Portuguesa. Acompanho-a eu, a partir daquele concerto de ano novo, para a vida!

Herdei do meu pai o gosto pela música clássica, pela ópera e pelo canto lírico. Cantei alguns anos, quando era pequena (diria alguns anos, mesmo...) mas nunca me arrisquei neste tom. Ficou da infância a sensibilidade aos sons, a forma como me toca cá dentro a música. Neste dia senti saudades do meu pai. E partilhei isso com a Cristiana numa mensagem privada. “Se o meu pai fosse vivo ontem teria chorado a ouvi-la. Ele adorava canto lírico e dizia que era uma pena Portugal não ter ninguém de nível internacional. Partiu sem a conhecer...mas eu “levo-a a ele” desta maneira”, escrevi-lhe logo após o concerto esperançada que a humildade que o maestro referiu me permitisse ter dela uma resposta. E tive. Nem 2 horas depois a Cristiana respondeu-me.

Chegara a minha vez de a desafiar a ela a partilhar convosco quem é “a mulher do norte” a que se referiram o apresentador e o maestro. Porque há pessoas com quem me cruzo que valem a pena vos apresentar, aqui vos deixo este enorme orgulho para o nosso país. E partilho as suas palavras, na íntegra, porque são elas que vos dão a dimensão desta mulher. A tal humildade aliada a um talento que está a encher muitas salas de renome internacional e a levar um nome português aos 4 cantos do mundo. Fiquei fã. Vocês também vão ficar...

Uma palavra de elogio também aos músicos e ao Maestro Osvaldo Ferreira que nos ofereceram um concerto memorável! Naquela noite fizeram-me dançar a valsa com o meu pai...em memórias que guardo dele e que me deram tanta saudade...

Porque a vida é feita destes pequenos momentos, aqui ficam alguns para também vocês me dizerem se tenho ou não razão. Foram gravados excertos espontaneamente com o meu telemóvel. Numa sala escura. Têm por isso qualidade de “amador” ;-)

Valem o que nos fazem sentir. Não a qualidade da gravação. Deixo a ressalva. E deixo alguns momentos para apreciarem. Em silêncio. Porque é assim que valem a pena sentir...

Quem é Cristiana Oliveira. Aos olhos da própria

“Nunca tinha pensado ser cantora! Para ser muito honesta nem gostava muito daqueles seres que conhecia no conservatório como cantores e que nos davam cabo da cabeça quando vinham cantar connosco. Connosco refiro-me à orquestra, porque eu, como estudante de violino, era sempre da orquestra, nunca tinha sequer cantado no coro do conservatório.

Foi por mera sorte ou azar, ainda não sei muito bem... que numas férias da Páscoa, quando estava a participar nos masterclasses de violino da Academia de Vila do Conde, a nossa sala calhou ser ao lado da sala onde decorriam os masterclasses de canto pelo Prof Oliveira Lopes, que era o Prof de Canto da escola Superior de Música do Porto (ESMAE).

Já me tinham dito que eu até tinha voz (...) quando me punha a trautear para exemplificar excertos musicais nas conversas entre músicos ou a imitar (por brincadeira) os tais seres muito afetados que eu conhecia por estudantes de canto. Enchi-me de coragem, fui bater à porta dessa sala e pedi ao Prof para me ouvir e dizer sinceramente se valia a pena eu ter umas aulinhas de canto como já várias pessoas me tinham dito para ter.

Ele ouviu-me e disse:

“- Minha linda, não sei se toca bem violino, mas acho que devia ponderar mudar de instrumento...”

Ainda tentei resistir dizendo que não queria, que já estava a acabar uma licenciatura e que não queria fazer outra, mas ele insistiu e....

Aconteceu tudo como uma bola de neve! Entrei nesse mesmo ano para o Curso Superior de Canto. No último ano, ganhei o concurso de interpretação do Estoril e, depois, um Prémio em Milão. Seguiram-se os estúdios de ópera em Nova Iorque e Barcelona e os primeiros convites para papéis em óperas.

O momento do “é isto” acho que foi numa das minhas primeiras Traviatas, quando no final da ópera ficou tudo em silêncio, deu-se aquele momento mágico em que toda a sala fica em suspenso e o público não consegue começar logo a bater palmas.... parece que o tempo pára e por alguns segundos sentem-se 3000 pessoas a suster a respiração ainda completamente imergidos no que acabou de acontecer em palco, antes de começar o barulho ensurdecedor dos aplausos. É uma sensação indescritível!

Sobre salas e projetos futuros, acabei agora de fazer a Maddalena na ópera Andrea Chenier, no Teatro Massimo Bellini, onde tinha estado já anteriormente a fazer a Magda da ópera La Rondine de Puccini por convite do Maestro Gianluigi Gelmetti.

Nos próximos meses tenho convites para audições em Teatros como o Covent Garden, Deutsch Opera Berlim e Bayerische Ópera, vários galas de ópera para cantar e muito estudo para fazer! Em Novembro parto para Helsínquia onde fico até Janeiro de 2020 para a minha primeira Musetta na La Boheme de Puccini e em Fevereiro de 2020 vou para Wiesbaden onde faço a minha estreia no fabuloso papel de Leonora no Trovador de Verdi (um sonho tornado realidade!)

Deixo o convite para se quiser ir assistir.”

Escreveu-me Cristiana. Não quis mudar uma vírgula ao seu texto pelas razões que já vos expliquei. Acrescento apenas que farei tudo para aceitar o convite. Quero voltar a fechar os olhos a ouvi-la numa sala onde a sua voz ainda vai ser MAIOR! 
Apaixonam-me as pessoas cheias de talento e humildade.

Fonte: https://cristinaamaro.pt/

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QUEM É A BRACARENSE CRISTIANA OLIVEIRA – UMA DAS MAIS NOTÁVEIS CANTORAS LÍRICAS PORTUGUESAS?

Cristiana Oliveira é natural de Braga, cidade onde iniciou os seus estudos musicais de piano e violino.

De acordo com a sua biografia oficial que se transcreve, Cristiana Oliveira é licenciada em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, nas classes dos Professores Oliveira Lopes e Margarida Reis.

Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento e masterclasses com Ana Paula Matos, Patricia MacMahon, Enza Ferrari, Paulo Ferreira, Marc Tardue, Mme Dechorgnat no Conservatório Internacional de Paris, Gabriella Morigi em Bolonha e Palmira Troufa com quem estuda regularmente.

Em 2010 foi aceite no curso intensivo do Estúdio de Ópera de Nova Iorque onde interpretou o papel de Yaroslavna na ópera "Prince Igor", de Borodin.

Em 2011 obteve uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi.

Apresentou-se em vários recitais de Lieder e Oratória em Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos da América.

Na ópera interpretou Dido em "Dido e Aeneas", de Purcell, Gretel em "Hansel e Gretel", de Humperdink nos Teatros de Tomar e Ourém e Helena Sá e Costa e recentemente Ivette em "La Rondine", de Puccini e Nita na Zarzuela "Los Gavilanes", no Teatro Nacional de São Carlos.

Há dois anos fez a sua estreia no papel de Violetta Valery de "La Traviata" de Verdi no Atelier de l'Opera, Centro de Alto Aperfeiçoamento Operático de Barcelona e no Festival de música de Sant Pere Sallavinera com aclamadas críticas.

Em 2012 obteve o 1º Prémio no Concurso Internacional de Interpretação do Estoril.

Em 2013 ganhou o prémio especial "Concerto a Milano" no Concurso Internacional de Canto Maria Malibran em Milão.

Do seu repertório fazem parte as grandes heroínas para soprano lírico/spinto de coloratura.

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SOPRANO BRACARENSE ELISABETE MATOS DESLUMBRA EM GUIMARÃES NO CONCERTO DE ANO NOVO

O primeiro dia do ano 2019 proporcionou o já tradicional Concerto de Ano Novo pela Orquestra de Guimarães, com a soprano Elisabete Matos e a Academia Gindança, perante um auditório lotado no Centro Cultural Vila Flor.

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Natural de Braga, Elisabete Matos é uma consagrada cantora de ópera que tem em Puccini e Wagner os compositores por si mais interpretados. Deixamos aos leitores a sua própria biografia oficial.

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Elisabete Matos nasceu em Braga onde estudou canto e violino. Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, mudou-se para Espanha a fim de completar a sua formação com Ángeles Chamorro, Marimí del Pozo, Félix Lavilla e Miguel Zanetti.

Depois da sua estreia na Ópera de Hamburgo como Alice Ford (Falstaff) e Donna Elvira (Don Giovanni), papel que voltou a cantar em Lisboa, Las Palmas e Santander, participou, em 1997, na inauguração do Teatro Real de Madrid, interpretando Marigaila na estreia mundial de Divinas Palabras, de Antón García Abril, ao lado de Plácido Domingo. Imediatamente, é convidada por Domingo para estrear o papel de Dolly na Washington Opera, numa nova produção de Sly, de Wolf-Ferrari, com José Carreras como protagonista. De seguida, interpretou o mesmo papel no Teatro Regio de Turim, no Japão (com a Washington Opera) e na Ópera de Roma, desta vez com Plácido Domingo no elenco.

Interpretou, entre outros papéis, Chimène em Le Cid, de Jules Massenet, no Teatro de la Maestranza de Sevilha e na Washington Opera, com Plácido Domingo; a protagonista de Margarita la Tornera, também com Plácido Domingo, no Teatro Real de Madrid; Elsa em Lohengrin, na sua estreia no Gran Teatre del Liceu de Barcelona; Mimí em La Boheme, no Teatro de São Carlos de Lisboa; La Voix Humaine, na Maestranza; Zaza, no Teatro Regio de Turim e na Opéra de Nice; Elisabetta, numa nova produção de Don Carlo no Teatro Real de Madrid e em Palermo; La Battaglia di Legnano, no Teatro Massimo Bellini de Catânia; Freia em Das Rheingold, em Turim, Ópera de Roma e Liceu de Barcelona; o papel titular de Suor Angelica, no Palau de les Arts de Valência; Tosca, no La Fenice de Veneza, Teatro Massimo Bellini de Catania, em Chipre (com a Arena de Verona), Porto, Messina, no Festival de Macerata, em Tóquio, Lisboa e Cardiff (com a Welsh National Opera); La Vida Breve, em Lisboa; Amelia Grimaldi de Simon Boccanegra, no Teatro Real e Catania; Sieglinde em Die Walküre, na Maestranza, Centro Cultural de Belém e Liceu de Barcelona; Senta em O Navio Fantasma, em Nápoles, Sevilha e Madrid; Katia Kabanova e Els Pirineus, no Liceu de Barcelona; Madame Lidoine de Os Diálogos das Carmelitas, no La Scala de Milão, dirigida por Ricardo Muti; o papel titular de La Dolores, no Teatro Real de Madrid; Gutrune (Götterdämerung) e Rosa (Gaudi) no Liceu de Barcelona; Amélia de O Baile de Máscaras em Nápoles e em Bari; Condessa de Capriccio, no Centro Cultural de Belém; Santuzza de Cavalleria Rusticana, no São Carlos de Lisboa e no San Carlo de Nápoles; Abigaille (Nabucco), em Toulon; a protagonista de Norma, no Festival de Mérida e no Teatro Villamarta de Jerez; Elisabeth de Tannhäuser, no Liceu de Barcelona; Iphigénie en Tauride, no Teatro Campoamor de Oviedo; Turandot, em Antuérpia, Gante, Jerez e Valência (no Palau de les Arts, sob a batuta de Lorin Maazel); La Gioconda, em Tóquio; Minnie de La Fanciulla del West, em Lucca (com o Maggio Musicale Fiorentino).

Entre os seus compromissos mais recentes destacam-se Gutrune (Götterdämmerung), com Zubin Metha, e Cassandre (Les Troyens), com Valery Gergiev, ambos no Palau de les Arts de Valência.

Após o seu êxito como Senta (O Navio Fantasma) no Teatro Real de Madrid, cabe referir entre os compromissos futuros de Elisabete Matos a estreia como Lady Macbeth, na Ópera Nacional do Reno (Estrasburgo), e Isolda (Tristão e Isolda), no Campoamor de Oviedo, além de Iphigénie en Tauride, no Liceu de Barcelona, e da sua estreia na Metropolitan Opera de Nova Iorque como Minnie de La Fanciulla del West.

Para além dos teatros líricos, Elisabete Matos apresenta-se com frequência nas salas de concerto, interpretando habitualmente lied e concerto sinfónico, num vasto repertório que vai desde Bach até à música contemporânea. Destacam-se um recital de canções russas na Fundação Gulbenkian de Lisboa e no Festival de A Corunha; a Nona Sinfonia de Beethoven em Cagliari, dirigida por Lorin Maazel (com quem actuou também em Milão), no Auditório Nacional de Madrid (sob a direcção de López Cobos) e na Gulbenkian; O Chapéu de Três Bicos de Manuel de Falla, com a Chicago Simphony Orchestra, dirigida por Daniel Baremboim; um concerto de árias de Mozart com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Giuliano Carella; Offrandes, de Varèse, dirigida por C. Walmar; e os Wesendonk Lieder em Lisboa. Em Março de 2001, participou com Plácido Domingo, José Carreras e Mariella Devia, entre outros cantores de renome, no concerto que Zubin Mehta dirigiu em Parma em memória de Verdi, e que foi transmitido para todo o mundo.

Gravou o Requiem de Suppé com o Coro e Orquestra da Fundação Gulbenkian de Lisboa, sob a direcção de Michel Corboz, para a Virgin Classics; o papel titular de La Dolores, de Bretón, para a Decca, pelo qual foi galardoada com um Grammy em 2000; e Margarita la Tornera, de R. Chapí, para a RTVE, ambas com Plácido Domingo. Também com Domingo gravou em DVD a ópera Le Cid, de Massenet, com a Washington Opera. Recentemente, foi lançado em DVD O Chapéu de Três Bicos, de Manuel de Falla, com a Chicago Simphony Orchestra, dirigida por Daniel Baremboim.

Elisabete Matos foi nomeada Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Portuguesa.

Foi galardoada com a Medalha de Ouro por Mérito Artístico da Cidade de Guimarães.

Fonte: http://www.elisabete-matos.com/

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CANTORA LÍRICA BRACARENSE CRISTIANA OLIVEIRA DESLUMBRA EM ITÁLIA NO TEATRO MASSIMO BELLINI

A cantora lírica Cristiana Oliveira participa em Itália no espectáculo Andrea Chénier que está em cena até ao próximo dia 7 de Novembro, no Teatro Massimo Bellini, na Catania. Trata-se de um drama de ambiente histórico em quatro quadros baseados no libreto de Luigi Illica, com música de Umberto Giordano.

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A sua ficha técnica em italiano descreve o seguinte:

Personaggi e interpreti

Andrea Chénier: Hovhannes Ayvazyan/ Gianluca Zampieri (31 ottobre, 3, 7 novembre)

Carlo Gérard: Marco Di Felice/ Francesco Verna (31 ottobre, 3, 7 novembre)

Maddalena di Coigny: Amarilli Nizza/ Cristiana Oliveira (31 ottobre, 3, 7 novembre)

La mulatta Bersi: Sonia Fortunato

La Contessa di Coigny: Lorena Scarlata

Madelon: Lorena Scarlata

Roucher: Enrico Marchesini

Il romanziero Pietro Fléville, pensionato del Re: Carlo Checchi

Fouquier Tinville, accusatore pubblico: Gianluca Failla

Il sanculotto Mathieu, detto “Populus”: Alessandro Busi

Un “Incredibile”: Saverio Pugliese

L’Abate, poeta: Saverio Pugliese

Schmidt, carceriere a San Lazzaro: Carlo Checchi

Il Maestro di Casa: Gianluca Failla

Dumas, presidente del Tribunale di Salute Pubblica: Carlo Checchi

Orchestra e Coro del Teatro Massimo Bellini

Direttore :Antonio Pirolli

Maestro del coro: Luigi Petrozziello

Regia: Giandomenico Vaccari

Assistente alla regia: Alessandro Idonea

Allestimento del Teatro Massimo Bellini

Con sopratitoli in italiano e in inglese a cura di Prescott Studio, Firenze, con Inserra Chair (Montclair State University) e ICAMus, USA

Durata: 2 ore e 50 minuti (con due intervalli)

Prima rappresentazione

Martedì 30 ottobre 2018 ore 20,30 (Turno A)

Repliche

Mercoledì 31 ottobre 2018 ore 17,30 (Turno R)

Venerdì 2 novembre 2018 ore 20,30 (Turno B)

Sabato 3 novembre 2018 ore 17,30 (Turno S1)

Domenica 4 novembre 2018 ore 17,30 (Turno D)

Martedì 6 novembre 2018 ore 17,30 (Turno C)

Mercoledì 7 novembre 2018 ore 17,30 (Turno S2)

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Cristiana Oliveira é natural de Braga, cidade onde iniciou os seus estudos musicais de piano e violino.

De acordo com a sua biografia oficial que se transcreve, Cristiana Oliveira é licenciada em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, nas classes dos Professores Oliveira Lopes e Margarida Reis.

Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento e masterclasses com Ana Paula Matos, Patricia MacMahon, Enza Ferrari, Paulo Ferreira, Marc Tardue, Mme Dechorgnat no Conservatório Internacional de Paris, Gabriella Morigi em Bolonha e Palmira Troufa com quem estuda regularmente.

Em 2010 foi aceite no curso intensivo do Estúdio de Ópera de Nova Iorque onde interpretou o papel de Yaroslavna na ópera "Prince Igor", de Borodin.

Em 2011 obteve uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi.

Apresentou-se em vários recitais de Lieder e Oratória em Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos da América.

Na ópera interpretou Dido em "Dido e Aeneas", de Purcell, Gretel em "Hansel e Gretel", de Humperdink nos Teatros de Tomar e Ourém e Helena Sá e Costa e recentemente Ivette em "La Rondine", de Puccini e Nita na Zarzuela "Los Gavilanes", no Teatro Nacional de São Carlos.

Em 2012 fez a sua estreia no papel de Violetta Valery de "La Traviata" de Verdi no Atelier de l'Opera, Centro de Alto Aperfeiçoamento Operático de Barcelona e no Festival de música de Sant Pere Sallavinera com aclamadas críticas.

Ainda no mesmo ano obteve o 1º Prémio no Concurso Internacional de Interpretação do Estoril.

Em 2013 ganhou o prémio especial "Concerto a Milano" no Concurso Internacional de Canto Maria Malibran em Milão.

Do seu repertório fazem parte as grandes heroínas para soprano lírico/spinto de coloratura.

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QUEM É A BRACARENSE CRISTIANA OLIVEIRA – UMA DAS MAIS NOTÁVEIS CANTORAS LÍRICAS PORTUGUESAS?

Cristiana Oliveira é natural de Braga, cidade onde iniciou os seus estudos musicais de piano e violino.

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De acordo com a sua biografia oficial que se transcreve, Cristiana Oliveira é licenciada em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, nas classes dos Professores Oliveira Lopes e Margarida Reis.

Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento e masterclasses com Ana Paula Matos, Patricia MacMahon, Enza Ferrari, Paulo Ferreira, Marc Tardue, Mme Dechorgnat no Conservatório Internacional de Paris, Gabriella Morigi em Bolonha e Palmira Troufa com quem estuda regularmente.

Em 2010 foi aceite no curso intensivo do Estúdio de Ópera de Nova Iorque onde interpretou o papel de Yaroslavna na ópera "Prince Igor", de Borodin.

Em 2011 obteve uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi.

Apresentou-se em vários recitais de Lieder e Oratória em Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos da América.

Na ópera interpretou Dido em "Dido e Aeneas", de Purcell, Gretel em "Hansel e Gretel", de Humperdink nos Teatros de Tomar e Ourém e Helena Sá e Costa e recentemente Ivette em "La Rondine", de Puccini e Nita na Zarzuela "Los Gavilanes", no Teatro Nacional de São Carlos.

No ano passado fez a sua estreia no papel de Violetta Valery de "La Traviata" de Verdi no Atelier de l'Opera, Centro de Alto Aperfeiçoamento Operático de Barcelona e no Festival de música de Sant Pere Sallavinera com aclamadas críticas.

Em 2012 obteve o 1º Prémio no Concurso Internacional de Interpretação do Estoril.

Em 2013 ganhou o prémio especial "Concerto a Milano" no Concurso Internacional de Canto Maria Malibran em Milão.

Do seu repertório fazem parte as grandes heroínas para soprano lírico/spinto de coloratura.

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QUEM É A BRACARENSE ELISABETE MATOS – PORVENTURA A MAIS CONSAGRADA CANTORA LÍRICA DE PORTUGAL?

Natural de Braga, Elisabete Matos é uma consagrada cantora de ópera que tem em Puccini e Wagner os compositores por si mais interpretados. Deixamos aos leitores a sua própria biografia oficial.

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Elisabete Matos nasceu em Braga onde estudou canto e violino. Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, mudou-se para Espanha a fim de completar a sua formação com Ángeles Chamorro, Marimí del Pozo, Félix Lavilla e Miguel Zanetti.

Depois da sua estreia na Ópera de Hamburgo como Alice Ford (Falstaff) e Donna Elvira (Don Giovanni), papel que voltou a cantar em Lisboa, Las Palmas e Santander, participou, em 1997, na inauguração do Teatro Real de Madrid, interpretando Marigaila na estreia mundial de Divinas Palabras, de Antón García Abril, ao lado de Plácido Domingo. Imediatamente, é convidada por Domingo para estrear o papel de Dolly na Washington Opera, numa nova produção de Sly, de Wolf-Ferrari, com José Carreras como protagonista. De seguida, interpretou o mesmo papel no Teatro Regio de Turim, no Japão (com a Washington Opera) e na Ópera de Roma, desta vez com Plácido Domingo no elenco.

Interpretou, entre outros papéis, Chimène em Le Cid, de Jules Massenet, no Teatro de la Maestranza de Sevilha e na Washington Opera, com Plácido Domingo; a protagonista de Margarita la Tornera, também com Plácido Domingo, no Teatro Real de Madrid; Elsa em Lohengrin, na sua estreia no Gran Teatre del Liceu de Barcelona; Mimí em La Boheme, no Teatro de São Carlos de Lisboa; La Voix Humaine, na Maestranza; Zaza, no Teatro Regio de Turim e na Opéra de Nice; Elisabetta, numa nova produção de Don Carlo no Teatro Real de Madrid e em Palermo; La Battaglia di Legnano, no Teatro Massimo Bellini de Catânia; Freia em Das Rheingold, em Turim, Ópera de Roma e Liceu de Barcelona; o papel titular de Suor Angelica, no Palau de les Arts de Valência; Tosca, no La Fenice de Veneza, Teatro Massimo Bellini de Catania, em Chipre (com a Arena de Verona), Porto, Messina, no Festival de Macerata, em Tóquio, Lisboa e Cardiff (com a Welsh National Opera); La Vida Breve, em Lisboa; Amelia Grimaldi de Simon Boccanegra, no Teatro Real e Catania; Sieglinde em Die Walküre, na Maestranza, Centro Cultural de Belém e Liceu de Barcelona; Senta em O Navio Fantasma, em Nápoles, Sevilha e Madrid; Katia Kabanova e Els Pirineus, no Liceu de Barcelona; Madame Lidoine de Os Diálogos das Carmelitas, no La Scala de Milão, dirigida por Ricardo Muti; o papel titular de La Dolores, no Teatro Real de Madrid; Gutrune (Götterdämerung) e Rosa (Gaudi) no Liceu de Barcelona; Amélia de O Baile de Máscaras em Nápoles e em Bari; Condessa de Capriccio, no Centro Cultural de Belém; Santuzza de Cavalleria Rusticana, no São Carlos de Lisboa e no San Carlo de Nápoles; Abigaille (Nabucco), em Toulon; a protagonista de Norma, no Festival de Mérida e no Teatro Villamarta de Jerez; Elisabeth de Tannhäuser, no Liceu de Barcelona; Iphigénie en Tauride, no Teatro Campoamor de Oviedo; Turandot, em Antuérpia, Gante, Jerez e Valência (no Palau de les Arts, sob a batuta de Lorin Maazel); La Gioconda, em Tóquio; Minnie de La Fanciulla del West, em Lucca (com o Maggio Musicale Fiorentino).

Entre os seus compromissos mais recentes destacam-se Gutrune (Götterdämmerung), com Zubin Metha, e Cassandre (Les Troyens), com Valery Gergiev, ambos no Palau de les Arts de Valência.

Após o seu êxito como Senta (O Navio Fantasma) no Teatro Real de Madrid, cabe referir entre os compromissos futuros de Elisabete Matos a estreia como Lady Macbeth, na Ópera Nacional do Reno (Estrasburgo), e Isolda (Tristão e Isolda), no Campoamor de Oviedo, além de Iphigénie en Tauride, no Liceu de Barcelona, e da sua estreia na Metropolitan Opera de Nova Iorque como Minnie de La Fanciulla del West.

Para além dos teatros líricos, Elisabete Matos apresenta-se com frequência nas salas de concerto, interpretando habitualmente lied e concerto sinfónico, num vasto repertório que vai desde Bach até à música contemporânea. Destacam-se um recital de canções russas na Fundação Gulbenkian de Lisboa e no Festival de A Corunha; a Nona Sinfonia de Beethoven em Cagliari, dirigida por Lorin Maazel (com quem actuou também em Milão), no Auditório Nacional de Madrid (sob a direcção de López Cobos) e na Gulbenkian; O Chapéu de Três Bicos de Manuel de Falla, com a Chicago Simphony Orchestra, dirigida por Daniel Baremboim; um concerto de árias de Mozart com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Giuliano Carella; Offrandes, de Varèse, dirigida por C. Walmar; e os Wesendonk Lieder em Lisboa. Em Março de 2001, participou com Plácido Domingo, José Carreras e Mariella Devia, entre outros cantores de renome, no concerto que Zubin Mehta dirigiu em Parma em memória de Verdi, e que foi transmitido para todo o mundo.

Gravou o Requiem de Suppé com o Coro e Orquestra da Fundação Gulbenkian de Lisboa, sob a direcção de Michel Corboz, para a Virgin Classics; o papel titular de La Dolores, de Bretón, para a Decca, pelo qual foi galardoada com um Grammy em 2000; e Margarita la Tornera, de R. Chapí, para a RTVE, ambas com Plácido Domingo. Também com Domingo gravou em DVD a ópera Le Cid, de Massenet, com a Washington Opera. Recentemente, foi lançado em DVD O Chapéu de Três Bicos, de Manuel de Falla, com a Chicago Simphony Orchestra, dirigida por Daniel Baremboim.

Elisabete Matos foi nomeada Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Portuguesa.

Foi galardoada com a Medalha de Ouro por Mérito Artístico da Cidade de Guimarães.

Fonte: http://www.elisabete-matos.com/

A MAGIA DE “O LAGO DOS CSNES” CHEGA A FAMALICÃO

Bailado clássico sobe esta sexta-feira, dia 8, ao palco do grande auditório da Casa das Artes

A Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão recebe esta sexta-feira, 8 de dezembro, uma das maiores obras-primas do ballet clássico mundial. A Russian Classical Ballet regressa a Portugal para apresentar “O Lago dos Cisnes” e promete voltar a encantar o publico famalicense com um espetáculo para toda a família, repleto de romantismo e beleza.

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Composto por dois atos e quatro cenas, o bailado “O Lago dos Cisnes” narra um conto de amor, traição, do triunfo do bem sobre o mal, numa produção clássica com elementos cenográficos de um realismo incrível, figurinos manufaturados com detalhes sumptuosos e um leque de melodias encantadoras.

“O prestígio e a notoriedade intemporal alcançados pela obra são motivados pela música inspirada de Pyotr Tchaikovsky, mas também pela coreografia inventiva e expressiva de Marius Petipa que, relacionando o corpo humano com os movimentos de um cisne, revela a sua genialidade, o seu potencial coreográfico e criatividade artística”, pode ler-se na apresentação do bailado.

Atualmente a Russian Classical Ballet é dirigida por Evgeniya Bespalova e composta por um elenco de bailarinos graduados pelas mais conceituadas escolas coreográficas, conciliando a mestria e experiência de bailarinos Internacionais, com a irreverência de jovens talentos emergentes no panorama da dança clássica.

“O Lago dos Cisnes” sobe ao palco do grande auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão esta sexta-feira à noite, pelas 21h30. O bailado tem a duração de 140 minutos com intervalo de 20 minutos. Para o público geral os bilhetes têm o custo de 18 euros, reduzindo para 9 para estudantes e portadores do Cartão Quadrilátero Cultural.

Mais informações em www.casadasartes.org.

CANTORA VIMARANENSE ELISABETE MATOS LEVA PUCCINI AO COLISEU DO PORTO

Turandot, a célebre obra de Giacomo Puccini, é apresentada em outubro no grande Coliseu Porto.

No palco com Elisabete Matos, a mais prestigiada cantora lírica portuguesa, no papel de Turandot, vão estar Rafael Rojas, como Calaf, Dora Rodrigues como Liù e Carlos Guilherme como Altum.

A famosa ópera em três atos conta, nesta produção, com direção musical do maestro Domenico Longo. Dia 21 de outubro, às 20h00, há ópera no Coliseu Porto.

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BARCELOS RECEBE "O FANTASMA DA ÓPERA"

A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos comemora 40 anos de existência com a estreia de “O Fantasma da Ópera”, nos dias 8, 9 e 10 de Abril - Teatro Gil Vicente

A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos estreia nos dias 8, 9 e 10 de abril, “O Fantasma da Ópera”, no Teatro Gil Vicente. No ano em que celebra 40 anos, a companhia leva a cena o seu primeiro espetáculo de teatro musical, numa produção que envolve cerca de 50 pessoas.

“O Fantasma da Ópera”, que será a 63.ª produção da Companhia, é o exemplo da conjugação de elementos amadores e profissionais, como, aliás, têm sido as anteriores produções desde que A Capoeira se tornou a companhia de teatro residente no Teatro Gil Vivente, em 2014. Com encenação de Cátia Oliveira e direção musical de Cosme Campinho, este espetáculo conta com os seguintes parceiros: ARCA - Associação Recreativa e Cultural de Arcozelo, Coro Cantacellis e Paulo Ferrão Produções.

Fundada em 1976, A Capoeira é uma companhia de teatro, cujo principal objetivo é promover a descentralização cultural e as artes cénicas do concelho e da região, promovendo também a formação artística das comunidades, através de workshops cursos regulares de teatro e expressão dramática para todas as idades. A Academia de Teatro de Barcelos, promovida pel’A Capoeira desde 2014, conta já com um número superior a 30 alunos, a partir dos 6 anos de idade. Sob a sua alçada está ainda a organização do Festival de Teatro de Barcelos, com cerca de 30 edições, que recebe todos os anos dezenas de espetáculos de grupos de teatro de todo o país.

O Fantasma da Ópera

Baseado no romance homónimo de Gaston Leroux, o enredo da peça conta-nos a história de Christine, uma das novas bailarinas da companhia teatral da Ópera de Paris, que tem um admirador secreto. Todos lhe chamam "O Fantasma da Ópera", mas a jovem Christine prefere tratá-lo por "Anjo da Música". No desenrolar da história, assistimos às artimanhas criadas pelo Fantasma para colocar a sua amada no lugar de Carlota (Prima Donna e diva do Teatro e do público), permitindo que Christine se torne a verdadeira protagonista e que entre no coração de todos. Contudo, a admiração do Fantasma rapidamente se transforma em loucura e obsessão ao perceber que Christine mantém um enorme afecto por Raul, seu amigo de infância. Como soarão os últimos compassos desta história? Irá Christine apaixonar-se pelo tão falado e temido Fantasma da Ópera?

MONÇÃO EXIBE “ÓPERA FERNÁLIA” NO CINE TEATRO JOÃO VERDE

Um espetáculo com “música, dança e plumas” com apresentação nos dias 17 e 18, sexta-feira e sábado, pelas 22h00. A entrada é gratuita, sendo necessário “levantar” o bilhete na Loja Interativa de Turismo (T. 251 649 013).

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A novela musical “Ópera Fernália”, produção da Comédias do Minho e Teatro a Quatro, sobe ao palco do Cine Teatro João Verde nos dias 17 e 18 deste mês, sexta-feira e sábado, pelas 22h00. A entrada é gratuita, contudo, é necessário “levantar” o bilhete na Loja Interativa de Turismo (T. 251 649 013).

Com criação de Tânia Almeida e Joana Magalhães, “Ópera Fenália” é uma novela interativa que se parece com ópera, com cinema e com um jogo de futebol, mas que não deixa de ser o que realmente é: uma novela trazida para o teatro que é levado para a tela e que viaja até à estratosfera.

Interpretada por Catarina Santos, Gonçalo Fonseca, Isabel Carvalho, Joana Magalhães, Luis Filipe Silva, Mónica Tavares, Rui Mendonça, Silvia Barbosa e Tânia Almeida, conta ainda com os préstimos de Cecília Ferreira, na dramaturgia, Catarina Barros, na cenografia e figurinos. A música tem assinatura de Bernardo Soares, Ricardo Casaleiro e Vasco Ferreira.

VIMARANENSES CONGRATULAM-SE PELA DISTINÇÃO ATRIBUÍDA A ELISABETE MATOS

Distinção para cantora lírica de Guimarães. Domingos Bragança congratula vimaranense Elisabete Matos por Medalha de Mérito Cultural

Galardão junta-se à lista de distinções atribuídas à cantora natural da vila das Taipas, cuja carreira completa três décadas em 2018.

O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, felicita a cantora lírica vimaranense Elisabete Matos, condecorada pelo Estado português, esta segunda-feira, 08 de junho, com a Medalha de Mérito Cultural, numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre do Teatro Nacional de S. Carlos.

«Para nós, Vimaranenses, é um orgulho ver uma artista de Guimarães receber honrosa distinção», referiu o responsável pelo Município. Natural da vila de Caldas das Taipas, a conhecida soprano recebeu, em 2003, a Medalha de Mérito Artístico da cidade de Guimarães, tendo sido galardoada pelo Presidente da República com o título de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Entre variadas distinções que já recebeu no âmbito profissional, Elisabete Matos foi a intérprete do Hino Nacional na abertura da Sessão Solene do primeiro Centenário da República Portuguesa, em 2010. Três anos depois, conquistou o “Prémio Voz 2013”, reconhecimento atribuído a nível nacional. «Parabéns, Elisabete! Guimarães e os Vimaranenses agradecem», destacou Domingos Bragança.

Com uma carreira internacional notável, reconhecida pelos seus pares e marcada pela interpretação dos mais exigentes papéis, Elisabete Matos tem-se apresentado regularmente no único teatro lírico de Portugal destacando-se, em fevereiro de 2015, a interpretação do papel de Lady Macbeth, na ópera de Giuseppe Verdi, Macbeth, e também na temporada de 2014-2015 quando protagonizou a ópera La Gioconda, de Amilcare Ponchielli.

Galardoada com um Grammy em 2000, Elisabete Matos está em França a trabalhar na ópera Turandot, de Giacomo Puccini, que será apresentada no Théâtre du Capitole de Toulouse, na qual interpretará o papel de Turandot, entre os dias 19 e 30 de junho. Atualmente com 27 anos de carreira, a cantora vimaranense já contracenou com nomes como Plácido Domingo e José Carreras.

GOVERNO AGRACIA SOPRANO VIMARANENSE ELISABETE MATOS COM MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL

A cantora lírica Elisabete Matos recebeu hoje a Medalha de Mérito Cultural, no Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC), em Lisboa, numa cerimónia que conta com a presença do primeiro-ministro e do secretário de Estado da Cultura.

Num comunicado divulgado no final da semana passada, o TNSC afirmava que a distinção sublinha a «brilhante carreira internacional que [a artista] tem desenvolvido».

O anúncio desta decisão do Governo foi feito em julho do ano passado, no decorrer do VI Festival ao Largo, por ocasião do concerto de homenagem à soprano natural de Caldas das Taipas, em Guimarães.

A cantora lírica já foi condecorada pelo Presidente da República com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1999, e em 2013 com o grau de Grande Oficial da mesma ordem honorífica. Em 2003, Elisabete Matos recebeu a Medalha de Mérito Artístico da cidade de Guimarães.

Em fevereiro passado, Elisabete Matos interpretou no palco do São Carlos o papel de ‘Lady Macbeth’, na ópera "Macbeth", de Giuseppe Verdi.

Em comunicado, o TNSC afirma que a interpretação desta personagem «representa a mais recente colaboração [de Elisabete Matos] com o teatro lírico português, com o qual tem uma relação forte e estreita, repleta de apresentações em óperas e concertos, dos quais se destaca o recital comemorativo dos seus 25 anos de carreira, em 12 de janeiro de 2013».

A cantora lírica que já contracenou com nomes como Plácido Domingo e José Carreras, apresentou-se recentemente em Toulouse, no sudoeste de França, em Berlim e Telavive, respetivamente, como ‘Isolda’, em ‘Tristão e Isolda’, de Richard Wagner, ‘Turandot’, na ópera homónima de Giacomo Puccini, e ‘Abigaille’, em ‘Nabucco’, de Verdi.

Elisabete Matos estudou canto e violino no Conservatório de Música de Braga e prosseguiu os estudos de Canto em Espanha, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo trabalhado com Ángeles Chamorro, Marimi del Pozo, Félix Lavilla e Miguel Zanetti na Escola Superior de Canto de Madrid. A sua estreia foi no Coliseu do Porto, no papel de ‘Frasquita’, na ópera ‘Carmen’, de Georges Bizet.

Fonte: Lusa

SOPRANO BRACARENSE ELISABETE MATOS SOBE AO PALCO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS PARA INTERPRETAR LADY MACBETH NA ÓPERA DE GIUSEPPE VERDI

Elisabete Matos é Lady Macbeth na ópera de Giuseppe Verdi (1813-1901) — com libreto de Francesco Maria Piave baseado na tragédia homónima de William Shakespeare — que o Teatro Nacional de São Carlos apresenta a partir de hoje, às 20:00, com o Coro do TNSC e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, e que tem lotação esgotada em todas as récitas.

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MACBETH

Giuseppe Verdi (1813-1901)

dramma lirico em quatro atos

Libreto Francesco Maria Piave

Baseado na tragédia homónima de William Shakespeare

Lisboa, Teatro Nacional de São Carlos

21, 23, 25 e 27 de fevereiro (20h); 1 de março (16h)

Direção musical Domenico Longo

Encenação Elena Barbalich

Cenografia e figurinos Tommaso Lagattolla

Desenho de luz Giuseppe Ruggiero

Macbeth Àngel Òdena

Lady Macbeth Elisabete Matos

Macduff Enzo Peroni

Banco Giacomo Prestia

Malcolm Marco Alves dos Santos

O Médico João Oliveira

Aia de Lady Macbeth Bárbara Barradas

Um criado André Henriques

Um sicário André Henriques

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Maestro titular do Coro Giovanni Andreoli

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O drama psicológico em torno da ambição desmesurada e do sentimento de culpa de Macbeth e, sobretudo, de Lady Macbeth (cuja centralidade é destacada pelas opções dramatúrgicas de Verdi) coexiste com o tema da insurreição coletiva contra a tirania.

“Tenha em atenção que os papéis principais desta ópera são, e só podem ser, três: Macbeth, Lady Macbeth e o coro das bruxas. As bruxas dominam o drama; é nelas que tudo tem origem – grosseiras e mexeriqueiras no Ato I, exaltadas e proféticas no Ato III. Traçam uma personagem autêntica e de grande importância” (Carta de Verdi a L. Escudier, 08.02.1865).

A escolha de Macbeth constitui um momento singularmente importante na carreira de Giuseppe Verdi, visto tratar-se da sua primeira incursão criativa na dramaturgia de Shakespeare, circunstância que lhe imprimirá um novo estímulo e fulgor. É também a ocasião em que o compositor sente uma distinta intimidade com a estética do Romantismo, desenvolvendo um universo simbólico que redimensiona e intensifica o seu vocabulário dramático.

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SOPRANO BRACARENSE CRISTIANA OLIVEIRA INTERPRETA GILDA NA ÓPERA RIGOLETTO A SER REPRESENTADA NO COLISEU DO PORTO

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Ópera em três actos de Giuseppe Verdi (1813-1901), com libretto de Francesco Maria Piave, baseado na peça Le roi s’amuse de Victor Hugo.

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Estreou a 11 de Março de 1851, no teatro La Fenice em Veneza.

Considerada por muitos como a primeira obra-prima da segunda metade da carreira de Verdi, a história trágica desta ópera gira em torno da conduta libertina do duque de Mântua, do seu bobo da corte, Rigoletto, e da bela filha deste, Gilda.

O insensível aristocrata tem em Rigoletto um cúmplice e companheiro que encobre as condutas desonrosas do duque, mas a maldição vira-se contra o bobo, ao tornar-se cúmplice do rapto da sua filha e responsável pela sua morte.

Elenco:

Luis Rodrigues, Rigoletto

Cristiana Oliveira, Gilda

Sang-Jun Lee, Duque de Mantua

Càtia Moreso, Madalena

Rui Silva, Sparafucile

Leila Moreso, Giovanna

João Oliveira, Conde Ceprano

Pedro Telles, Monterone

Sara Cruz, Condessa

Samuel Vieira, Borsa

Diogo Oliveira, Marullo

Ana Isabel Santos, Pajem

Tomé Azevedo, Guarda

Coro da Orquestra do Norte

Cátia Esteves, coreógrafa

Clara Correira, bailarina

Cátia Nicolau, bailarina

Barbara Teresco, bailarina

Giulio Ciabatti, encenação

José Ferreira Lobo, direcção musical

ELISABETE MATOS: “É FANTÁSTICO HOJE SER A TOSCA E AMANHÃ LADY MACBETH”

Jornal I entrevista soprano vimaranense Elisabete Matos

25 anos de carreira e a Medalha de Mérito Cultural, recebida ontem. Hoje a soprano actua de novo no Festival ao Largo

Um rodopio de mulheres fortíssimas, personagens imortalizadas por Bizet, Mozart, Puccini, Verdi ou Wagner, vividas em palco com intensidade tamanha que a prestação reclama a lucidez da intérprete. "É preciso ter um bocadinho o pé fora, senão corremos o risco de viver tanto aquilo como se estivéssemos mesmo com uma faca na mão", confessa a mais internacional das sopranos portuguesas, de passagem por Lisboa para uma homenagem e duas actuações. Depois de ontem, o Largo do Teatro Nacional de São Carlos volta a receber Elisabete Matos, acompanhada pelo coro do Teatro Nacional de São Carlos e pela Orquestra Sinfónica Portuguesa.

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25 anos de carreira reconhecidos com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural. Como é receber esta distinção em casa?

Todos os prémios são recebidos com muita alegria. Quando se trabalhou uma vida inteira dedicada à arte, à música, ao canto lírico, evidentemente que é muito importante que os nossos resolvam dar--nos esse mimo. Causa uma satisfação e um orgulho muito grandes. Estou muito grata.

Mimos que já tinham chegado de fora?

Sim, em Itália, por exemplo, ou o Grammy nos EUA. No canto lírico há sempre menos atenção à informação. Já houve a notícia de que outras pessoas foram os primeiros a receber o Grammy e não é o caso. Fico muito contente por eles, mas fui a primeira, em 2000, juntamente com o Plácido Domingo. Fui nomeada no ano seguinte também. São prémios pelo mundo mas tomam significado especial quando vêm da nossa terra.

Há uma atenção mais evidente no estrangeiro ao seu trabalho?

Creio que é uma questão educacional. Se calhar noutros países há mais estímulo a todas as outras áreas artísticas, não só na música. Aqui somos um bocadinho desleixados nesse sentido, mas penso que as coisas se vão compondo. Cada vez mais as pessoas sentem a necessidade de estar perto da arte. A educação artística é uma função muito importante na escola. Há muitas pessoas que vêm a uma sala de concertos ou ópera casualmente e de repente sentem uma emoção. É isso que é a arte. É preciso ser despertado. O ser humano não é rico se não conhecer a arte na sua universalidade. É isso que o torna mais tolerante.

Prevalece a ideia de que o território erudito está reservado a um nicho?

Neste momento penso que é mais uma questão de possibilidades. Temos de ser realistas. Temos um único teatro nacional de ópera e uma pessoa que viva em Guimarães ou na Guarda como faz para vir a uma récita de ópera? É uma problemática até do ponto de vista económico. Já começa a haver pequenas coisas mas ainda não muito significativas. É necessária mais itinerância, que a música chegue a outros pontos além de Lisboa.

Percorrendo os libretos, falamos de histórias intemporais e até com um cunho bem popular.

Sim, e o bairrismo com que se viviam as coisas, o apoio aos compositores. Não era de todo uma arte elitista. Depois sim, adquire uma componente social, é um ponto onde as pessoas se encontram. Mas hoje em dia isso está um bocadinho ultrapassado. Tanto pode ver um rapaz novo vestido de maneira informal a assistir a uma récita de ópera como alguém com outro tipo de postura. Cabem todos.

Corre-se o risco inverso, de facilitar na qualidade dos intérpretes, do repertório?

O resultado final vai sempre depender de uma escolha muito particular, que é sempre feita por seres humanos. Considero que num teatro de ópera tem de primar não aquilo que Elisabete Matos gostaria de cantar mas sim aquilo de que o público precisa e quer ouvir. E chegar a um equilíbrio na encenação, nos cenários, na escolha do design do espectáculo, e, claro, do elenco e direcção de orquestra. A ópera é o espectáculo mais completo. É música e drama. Há tanta gente que entra neste espectáculo, dos maquinistas às senhoras que preparam os vestidos! É um espectáculo de massas e essencialmente belo porque é um espectáculo de conjunto. Claro que quem recebe os louros mais directos são o maestro e os intérpretes principais, mas não podemos esquecer todo o resto da engrenagem, pensada para cada público. Estamos cá para fazer sentir o público. Somos meros serventes e transmissores de sensações.

Ajustados aos tempos?

Às vezes seria mais fácil escolher outro caminho. Agora porque estamos no século xxiescolhemos esta linha assim e assado. Não. Se pensarmos que Puccini e Verdi viveram quando viveram, é preciso percorrer e não esquecer o que foi feito. O que continua a ser genial, por alguma razão é.

Era possível imaginar-se em miúda, no Minho, a pisar palcos como este?

Não, penso que não. Embora tenha tido sempre um contacto muito estreito com a música, através da parte mais popularucha, no bom sentido. Ouvia na banda o "1812" de Tchai- kovsky, a abertura do "Barbeiro de Sevilha". Isso para mim foi um despertar de algo que levou a uma escolha. Se pensarmos bem, as próprias bandas fazem um trabalho importante. Não tinha acesso a um teatro de ópera, isso veio mais tarde.

Quando sucede?

No Porto houve uma época em que se faziam círculos de ópera com pequenos agrupamentos, mesmo no Theatro Circo. Coisas que se foram perdendo. Hoje passamos todos problemas sérios, mas foi-se perdendo tudo um bocadinho, e é isso que não pode acontecer. Se pensar em mim, criança, precisava de ter a possibilidade de ver. Para uma miúda como eu era totalmente inviável vir a Lisboa ver um espectáculo de ópera. Ouvia-se nos discos.

Escutava outros géneros?

Fui sempre mais para o lado do jazz, gosto de fado bem cantado. Também ouvia pop numa fase adolescente. Mas o jazz é a minha escolha. Depois do trabalho escolho muito o silêncio. É necessário estar em paz. O silêncio também é música. Não é em vão que temos as pausas, que têm de ser respeitadas. Dão-nos um momento de pensar, de relaxar entre uma coisa e outra.

É necessário calar muitas vezes a voz, também para a preservar?

Sim, claro. É necessário esse mundo de introspecção. A voz são duas cordas que temos aqui dentro, que não vemos, por isso temos essa hipersensibilidade e essa sensibilidade, que nos faz chamar os divos. Quando as pessoas acordam e têm uma dor de cabeça, ok, têm de ir para o trabalho. Tomam um comprimido e aquilo vai atenuando. Nós, de repente, há um dia que por uma mudança de tempo ou uma aragem que se apanha, ou uma exaltação por um problema familiar ou amoroso, e não temos a voz em condições e temos um espectáculo à noite. Isso é o stresse, o maior pesadelo de qualquer cantor.

Já teve de cancelar espectáculos?

Sim. Graças a Deus devo ser das pessoas que menos cancelaram na vida, porque foram duas vezes, mas aconteceu. O público é soberano e temos de entregar sempre o melhor de nós. Quando a voz não está completamente bem e a técnica pode resolver, ainda dá. Agora quando se tem uma grande gripe e mal se consegue emitir sons, aí tem mesmo de se descansar. É muito desagradável mas faz parte da nossa profissão. É um stresse acrescentado ao stresse de ir ao palco todos os dias, e em directo, sempre, dar o melhor que temos. Quando chega aquele momento a única coisa que pensamos é "oxalá encontrem alguém que me possa substituir".

Essa vertigem do directo agrada tanto como aterroriza?

Sempre que subimos ao palco estamos em grande exposição. O cantor vive do directo. Se falha, o público está ali, a dizer que falhou aquela nota. É um teste diário. Evidentemente que nos carrega de adrenalina e isso dá sempre aquele nervosismo antes de uma récita, mas depois, quando se encontra o palco, há aquela causa efeito. É sempre um estar à prova e sujeito à crítica. A ter uma noite melhor ou pior. Obriga a muitos sacrifícios, a decidir que hoje não posso sair ou conversar, que é melhor ir ler um livro porque no dia a seguir tenho um ensaio ou uma récita. Não posso comer isto ou aquilo porque vai ser demasiado pesado e trazer consequências para as cordas vocais. É um bocadinho como um sacerdócio.

Como descobre a sua voz?

Em casa. Acho que mesmo pela família, inclusivamente da parte materna, que não tinha contacto com a música. O meu avô gostava de me pôr em cima de uma cadeirinha a cantar. Dava-me sempre uma gratificação. Lembro-me daquilo como os meus cachets Desde miúda tive sempre um bocado aquela coisa de cantar, de falar imenso, de fazer personagens. Era um bocado inconsciente mas estava a marinar. A minha escolha foi o violino, que era a minha paixão, mas com o tempo toda a gente falava da minha voz. Pensava que ia ser violinista toda a vida mas decido então trabalhar a voz com pequenas canções, pequenos poemas. Era a possibilidade de ser diferente daquilo que sou todos os dias. Isso ganhou a batalha. Foi aí que veio a decisão de me entregar ao canto lírico.

Já orientada pelos professores no conservatório?

Não, é uma escolha própria. Conforme vai havendo maior aproximação à técnica do canto começo a sentir que o meu caminho é esse. O meu caminho é contar histórias através da voz e não através do violino.

Falava dessas personagens. É fácil entrar no mundo e depois desligar-se dessa série de figuras fortíssimas a que dá vida?

É complicado. Estudo-as, até socialmente, no momento em que viveram, como se comportavam, sigo a pintura, a arquitectura, tudo em redor dessa época. Tem tudo a ver com a personagem e com aquilo que o libretista e o compositor escreveram. Depois é através dos meus sentimentos que elas chegam ao palco. Muitas vezes é preciso ter sempre um bocadinho do pé de fora, para não corrermos o risco de atingir e viver aquilo como se estivéssemos já com uma faca na mão preparada para matar alguém [risos]. É o que acontece na Tosca. Temos também de dosear a voz, que está lá para servir o drama. É preciso alguma lucidez que me lembre que sou Elisabete Matos e não devo passar certa linha. Ficamos sempre marcados pelas personagens e trazemos coisas cá para fora que demoram imenso tempo a sair. Mas é fantástico hoje ser a Tosca e amanhã Lady Macbeth ou a Sieglinde das Valquírias.

Ou a Isolda, a sua preferida.

Exacto. Com ela é facílimo deixar-me ir, quase não saber voltar. É uma satisfação muito grande poder ser tantas pessoas dentro de uma vida, mas pensando sempre que quando acaba voltamos a ser nós, com os nossos sentimentos, na nossa casa. Daí achar que um cantor tem de saber gerir muito bem isto. Está afastado da família, dos amigos, mas é preciso criar uma vida. Quando de repente um instrumento deixa de estar nas melhores condições, a partir de certa idade, se só soubermos fazer aquilo vêm as depressões, os problemas. Aconselho sempre as pessoas a criar uma vida dentro do possível, ter algo para além do palco. Porque quando saímos dele...

Imagina esse momento?

Sim, farei certamente alguma coisa ligada à música. Haverá um momento em que o ensino tomará uma proporção grande, até porque penso que é uma das obrigações de uma pessoa que atinge uma certa maturidade. Devemos transmitir aos mais jovens o que aprendemos com os outros. Há tantas outras coisas para fazer... Lembro-me que em criança era feliz só de parar no meio do campo e ouvir aquele barulho [tsssssssssssss], ou quando via as margaridas amarelas. O que não podemos é fazer desta bela profissão a ideia de que só podemos viver para ela. Devemos ter a consciência de que o momento de fazer outras coisas chegará. Tudo é fruto de uma época, como as rugas. A beleza transforma-se, também vem da maturidade, de ter vivido, de ter amado, dos desenganos amorosos. Esse conhecimento faz valer a pena.

É natural que nunca tenha sido a mesma pessoa quando deu a vida em ocasiões diferentes à mesma personagem.

Ah, nunca é igual. Estou em constante mutação. Há uma técnica mas nunca sentimos da mesma maneira. E há sempre uma aprendizagem ao acabar, senão também não tinha sentido o mesmo público ver as mesmas pessoas. O público também é sempre diferente e o resultado que vai sair é sempre outro. A vida é isso mesmo.

Como foi a sua estreia em palco?

Fiz a cigana Frasquita [Carmen] ainda era muito novinha, quando estava a transferir-me para Espanha. Ainda não tinha consciência de como as coisas iriam processar-se, mas foi uma experiência bonita, rodeada de colegas portugueses.

Quando sentiu que o seu caminho seria inevitavelmente este?

Já nessa altura. Quando vou para fora com uma bolsa de estudos da Fundação Gulbenkian já existia a ideia de querer viver disto. Agora, se ia conseguir ou não, era outra coisa. Não basta ter voz e talento, é preciso ter voz, talento, sorte, estar no sítio certo à hora certa, tenacidade, espírito de sacrifício, desprender-se de coisas. Não se pode ter tudo na vida, o que é preciso é tentar ser feliz.

Que nomes foram decisivos no seu percurso?

Tantos... O Plácido Domingo, o Carreras, Eva Marton, Teresa Berganza. Alguns com quem trabalhei e outros que ouvi e serviram de guia para a minha vida, como a Birgit Nilsson, a Renata Tebaldi, a Maria Callas, claro, que é um dos meus ídolos. É a mulher mais revolucionária, que leva a personagem ao palco. Curiosamente quase todos nomes do passado. Se pensar numa Tebaldi ou numa Callas, percebe que são especiais porque se dedicaram àquilo, foram ensinadas por grandes maestros. Hoje em dia é tudo muito rápido. Depois de uma vem outra, há aquela ideia do 90-60-90, aquelas coisas todas. É óbvio que é fantástico encontrar uma senhora belíssima no palco, que cante bem, que tenha uma grande personalidade. Mas também há grandes intérpretes que não eram propriamente belas. A beleza é o que vem da alma.

Que peso tem esse lado estético na vida de uma soprano?

Cada voz tem uma tipologia física. Não é correcto pensar que uma cantora de ópera é sinónimo de gorda, mas tem de haver consistência para pisar o palco três horas e estar ali em directo a lutar. O que não acho correcto é passar para o outro lado. Se é uma senhora gorducha mas é uma grande intérprete, qual é o problema? Aí é que se vê a genialidade do encenador e do figurinista. A estética só pela futilidade do que o olho vê não me interessa.

Já se sentiu avaliada exclusivamente por esse aspecto?

Graças a Deus nunca passei por isso. Mas há colegas minhas que eram mais fortes e viveram isso, que não tem nada a ver com a arte.

Já actuou em Guimarães. Tem um sabor especial regressar a casa?

Sim, são momentos bonitos. Guimarães, Braga, Porto... Sempre estive perto da terra. É conhecerem a menina que cresceu ali e de repente acharem que sou diferente. Depois passo por elas, chamo--as pelo nome e cria-se aquela naturalidade que deve existir. Só isso justifica a vida. É importante saber de onde viemos e que um dia vamos todos para o mesmo sítio.

Fonte: http://www.ionline.pt/