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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO: GRUPO FOLCLÓRICO “LA ENCINA” - A AZINHEIRA – DE OLIVENÇA DANÇA NA MEADELA NOS PRÓXIMOS DIAS 2 E 3 DE AGOSTO

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FOLCLORE DE OLIVENÇA: ENTRE O ALENTEJO E A EXTREMADURA ESPANHOLA – ARTIGO DE CARLOS GOMES

O concelho de Olivença é originariamente uma terra alentejana, com os seus usos e costumes característicos do Alto Alentejo, o seu modo de falar a Língua portuguesa com a pronúncia característica das gentes daquela região e o seu património histórico e artístico a atestar a sua secular portugalidade firmada desde o Tratado de Alcanizes. Porém, a conjuntura política dos finais do século XVII levaram à sua ocupação militar por parte de Espanha por ocasião da chamada “guerra das laranjas”, ocorrida em 1801. Esta situação levou ainda ao desmembramento do concelho de Juromenha uma vez que, também a Aldeia da Ribeira – actual freguesia de Vila Real – passou a integrar o município oliventino como se do seu termo fizesse parte.

A partir de então, diversos sucessos ocorridos ao longo de mais de dois séculos de ocupação, entre os quais se destaca a guerra civil espanhola e a ditadura franquista, determinaram a alteração do equilíbrio demográfico, registando-se um progressivo abandono por parte dos oliventinos de origem portuguesa e a sua substituição por gentes oriundas da Extremadura e outras regiões de Espanha. A maioria dos que ficaram foram reduzidos à situação de pobreza, fixaram-se nas aldeias em redor e foram sujeitos a um processo de assimilação, vendo os seus próprios nomes de baptismo convertidos para o castelhano.

A realidade, porém, é que tendo a realidade social sido alterada e colocando de parte julgamentos de natureza política, Olivença acusa presentemente uma forte influência da extremenha a par de uma surpreendente resistência da cultura portuguesa. É que, manter viva a chama da cultura portuguesa através de uma dezena de gerações que viveram sob as circunstâncias mais difíceis, sem qualquer estímulo por parte do Estado português para além da manutenção jurídica da questão territorial como uma posição de princípio, convenhamos que não é tarefa fácil. Pelo que, certos juízos de valor que por vezes se fazem acerca da vontade dos oliventinos, sem discriminação sequer quanto à sua origem, só podem ser entendidos como cínicos ou ridículos.

Essa influência extremenha revela-se nomeadamente através do próprio folclore, sendo usual os grupos folclóricos e de música tradicional interpretarem danças e cantares que claramente se distinguem quanto à sua origem e, na realidade, nem sequer se confundem. Danças como “O Pescador” e o “Verde-gaio” são representadas a par de jotas e coplas extremenhas. É uma realidade diferente que é resultado de processos históricos em relação aos quais não podemos culpar aqueles oliventinos cujas origens não se filiam na nação portuguesa. Mas, aquilo que devemos fazer e encontra-se ao nosso alcance é o estreitamento das relações culturais com Olivença, nomeadamente através do intercâmbio com os grupos folclóricos e de música tradicional ali existentes, aceitando e compreendendo as diferenças e relevando a sua identidade portuguesa e as suas características alentejanas.

Em tempos, o Rancho Folclórico “La Encina”, interpretava uma cantiga muito popular em Olivença nos começos do século XX, marcadamente portuguesa. Recolhida por Bonifácio Gil e publicada no seu “Cancioneiro Popular da Extremadura”, trata-se de uma melodia melancólica cujo tema sugere a aproximação geográfica ao rio Guadiana, relacionada com a faina da pesca e com toda a probabilidade originária da antiga Aldeia da Ribeira, actual freguesia de Vila Real.

O tema, que possui curiosas semelhanças com outras cantigas do cancioneiro popular português, trata das relações amorosas do pescador com uma mulher casada, qual “sereia que canta bela e que perdido é remo e vela”…e os conselhos da gente para que volte atrás nos seus propósitos. Na realidade, uma versão diferenciada da cantiga do “pescador da barca bela”!

 

Ó pescador da barquinha

Volta atrás que vais perdido

Essa mulher que tu amas

É casada e tem marido;

Casada e marido tem,

Ó pescador da barquinha

Volta atrás que não vás bem.

Fugiste-me ingrato

Deixaste-me só

No alto da serra

Sem pena nem dó.

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RONDA TÍPICA DA MEADELA LEVOU A OLIVENÇA A “ESSÊNCIA DO FOLCLORE PORTUGUÊS COM A SUA ALEGRIA E ELEGÂNCIA” – AFIRMA O AYUNTAMIENTO DE OLIVENZA

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Uma noite mágica de tradição e folclore em Olivenza!

Ontem, 26 de julho, o Auditório Municipal de Olivenza encheu-se de música, cor e animação com a celebração do XVI Festival Folclórico Choni Ramallo, organizado pelo nosso querido Grupo de Coros e Danças La Encina.

No palco, tivemos a honra de desfrutar do talento de:

Os Baixinhos – a pedreira folclórica de Olivenza, que nos mostra que a arte e a tradição continuam mais vivos do que nunca nas novas gerações.

Ronda Típica da Meadela – diretamente de Viana do Castelo (Portugal), que nos trouxeram a essência do folclore português com a sua alegria e elegância.

Coros e Danças La Encina – anfitriões e coração do festival, que, mais uma vez, encantaram o público com as suas danças e rondalhas cheias de sentimento, autenticidade e tradição

Foi uma noite memorável, em que os oliventinos e oliventinas desfrutaram do folclore como parte viva da nossa cultura.

Fonte: Ayuntamiento de Olivenza

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VIANA DO CASTELO: GRUPO FOLCLÓRICO “LA ENCINA” (A AZINHEIRA) DE OLIVENÇA DANÇA NA MEADELA NOS PRÓXIMOS DIAS 2 E 3 DE AGOSTO

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La Encina traduz-se por A Azinheira

𝐘𝐀 𝐄𝐒𝐓𝐀́ 𝐀𝐐𝐔𝐈 𝐄𝐋 𝐗𝐕𝐈 𝐅𝐄𝐒𝐓𝐈𝐕𝐀𝐋 𝐂𝐇𝐎𝐍𝐈 𝐑𝐀𝐌𝐀𝐋𝐋𝐎

O XVI FESTIVAL CHONI RAMALLO ESTÁ AQUI.

No próximo dia 26 de julho, sábado, às 22:30 horas no Auditório Municipal celebramos uma nova edição do Festival Choni Ramallo.

Nesta ocasião, nos acompanharão os nossos baixinhos e o grupo Ronda Típica Da Meadela Viana Do Castelo de Portugal, cidade para a qual viajaremos no fim de semana de 2 e 3 de agosto.

Reserve a data e não perca.

Fotos: La Encina

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FOLCLORE DE OLIVENÇA: ENTRE O ALENTEJO E A EXTREMADURA ESPANHOLA – ARTIGO DE CARLOS GOMES

O concelho de Olivença é originariamente uma terra alentejana, com os seus usos e costumes característicos do Alto Alentejo, o seu modo de falar a Língua portuguesa com a pronúncia característica das gentes daquela região e o seu património histórico e artístico a atestar a sua secular portugalidade firmada desde o Tratado de Alcanizes. Porém, a conjuntura política dos finais do século XVII levaram à sua ocupação militar por parte de Espanha por ocasião da chamada “guerra das laranjas”, ocorrida em 1801. Esta situação levou ainda ao desmembramento do concelho de Juromenha uma vez que, também a Aldeia da Ribeira – actual freguesia de Vila Real – passou a integrar o município oliventino como se do seu termo fizesse parte.

A partir de então, diversos sucessos ocorridos ao longo de mais de dois séculos de ocupação, entre os quais se destaca a guerra civil espanhola e a ditadura franquista, determinaram a alteração do equilíbrio demográfico, registando-se um progressivo abandono por parte dos oliventinos de origem portuguesa e a sua substituição por gentes oriundas da Extremadura e outras regiões de Espanha. A maioria dos que ficaram foram reduzidos à situação de pobreza, fixaram-se nas aldeias em redor e foram sujeitos a um processo de assimilação, vendo os seus próprios nomes de baptismo convertidos para o castelhano.

A realidade, porém, é que tendo a realidade social sido alterada e colocando de parte julgamentos de natureza política, Olivença acusa presentemente uma forte influência da extremenha a par de uma surpreendente resistência da cultura portuguesa. É que, manter viva a chama da cultura portuguesa através de uma dezena de gerações que viveram sob as circunstâncias mais difíceis, sem qualquer estímulo por parte do Estado português para além da manutenção jurídica da questão territorial como uma posição de princípio, convenhamos que não é tarefa fácil. Pelo que, certos juízos de valor que por vezes se fazem acerca da vontade dos oliventinos, sem discriminação sequer quanto à sua origem, só podem ser entendidos como cínicos ou ridículos.

Essa influência extremenha revela-se nomeadamente através do próprio folclore, sendo usual os grupos folclóricos e de música tradicional interpretarem danças e cantares que claramente se distinguem quanto à sua origem e, na realidade, nem sequer se confundem. Danças como “O Pescador” e o “Verde-gaio” são representadas a par de jotas e coplas extremenhas. É uma realidade diferente que é resultado de processos históricos em relação aos quais não podemos culpar aqueles oliventinos cujas origens não se filiam na nação portuguesa. Mas, aquilo que devemos fazer e encontra-se ao nosso alcance é o estreitamento das relações culturais com Olivença, nomeadamente através do intercâmbio com os grupos folclóricos e de música tradicional ali existentes, aceitando e compreendendo as diferenças e relevando a sua identidade portuguesa e as suas características alentejanas.

Em tempos, o Rancho Folclórico “La Encina”, interpretava uma cantiga muito popular em Olivença nos começos do século XX, marcadamente portuguesa. Recolhida por Bonifácio Gil e publicada no seu “Cancioneiro Popular da Extremadura”, trata-se de uma melodia melancólica cujo tema sugere a aproximação geográfica ao rio Guadiana, relacionada com a faina da pesca e com toda a probabilidade originária da antiga Aldeia da Ribeira, actual freguesia de Vila Real.

O tema, que possui curiosas semelhanças com outras cantigas do cancioneiro popular português, trata das relações amorosas do pescador com uma mulher casada, qual “sereia que canta bela e que perdido é remo e vela”…e os conselhos da gente para que volte atrás nos seus propósitos. Na realidade, uma versão diferenciada da cantiga do “pescador da barca bela”!

 

Ó pescador da barquinha

Volta atrás que vais perdido

Essa mulher que tu amas

É casada e tem marido;

Casada e marido tem,

Ó pescador da barquinha

Volta atrás que não vás bem.

Fugiste-me ingrato

Deixaste-me só

No alto da serra

Sem pena nem dó.

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VIANA DO CASTELO: GRUPO FOLCLÓRICO “LA ENCINA” DE OLIVENÇA DANÇA NA MEADELA NOS PRÓXIMOS DIAS 2 E 3 DE AGOSTO

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La Encina traduz-se por A Azinheira

𝐘𝐀 𝐄𝐒𝐓𝐀́ 𝐀𝐐𝐔𝐈 𝐄𝐋 𝐗𝐕𝐈 𝐅𝐄𝐒𝐓𝐈𝐕𝐀𝐋 𝐂𝐇𝐎𝐍𝐈 𝐑𝐀𝐌𝐀𝐋𝐋𝐎

O XVI FESTIVAL CHONI RAMALLO ESTÁ AQUI.

No próximo dia 26 de julho, sábado, às 22:30 horas no Auditório Municipal celebramos uma nova edição do Festival Choni Ramallo.

Nesta ocasião, nos acompanharão os nossos baixinhos e o grupo Ronda Típica Da Meadela Viana Do Castelo de Portugal, cidade para a qual viajaremos no fim de semana de 2 e 3 de agosto.

Reserve a data e não perca.

Fotos: La Encina

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FOLCLORE DE OLIVENÇA: ENTRE O ALENTEJO E A EXTREMADURA ESPANHOLA – ARTIGO DE CARLOS GOMES

O concelho de Olivença é originariamente uma terra alentejana, com os seus usos e costumes característicos do Alto Alentejo, o seu modo de falar a Língua portuguesa com a pronúncia característica das gentes daquela região e o seu património histórico e artístico a atestar a sua secular portugalidade firmada desde o Tratado de Alcanizes. Porém, a conjuntura política dos finais do século XVII levaram à sua ocupação militar por parte de Espanha por ocasião da chamada “guerra das laranjas”, ocorrida em 1801. Esta situação levou ainda ao desmembramento do concelho de Juromenha uma vez que, também a Aldeia da Ribeira – actual freguesia de Vila Real – passou a integrar o município oliventino como se do seu termo fizesse parte.

A partir de então, diversos sucessos ocorridos ao longo de mais de dois séculos de ocupação, entre os quais se destaca a guerra civil espanhola e a ditadura franquista, determinaram a alteração do equilíbrio demográfico, registando-se um progressivo abandono por parte dos oliventinos de origem portuguesa e a sua substituição por gentes oriundas da Extremadura e outras regiões de Espanha. A maioria dos que ficaram foram reduzidos à situação de pobreza, fixaram-se nas aldeias em redor e foram sujeitos a um processo de assimilação, vendo os seus próprios nomes de baptismo convertidos para o castelhano.

A realidade, porém, é que tendo a realidade social sido alterada e colocando de parte julgamentos de natureza política, Olivença acusa presentemente uma forte influência da extremenha a par de uma surpreendente resistência da cultura portuguesa. É que, manter viva a chama da cultura portuguesa através de uma dezena de gerações que viveram sob as circunstâncias mais difíceis, sem qualquer estímulo por parte do Estado português para além da manutenção jurídica da questão territorial como uma posição de princípio, convenhamos que não é tarefa fácil. Pelo que, certos juízos de valor que por vezes se fazem acerca da vontade dos oliventinos, sem discriminação sequer quanto à sua origem, só podem ser entendidos como cínicos ou ridículos.

Essa influência extremenha revela-se nomeadamente através do próprio folclore, sendo usual os grupos folclóricos e de música tradicional interpretarem danças e cantares que claramente se distinguem quanto à sua origem e, na realidade, nem sequer se confundem. Danças como “O Pescador” e o “Verde-gaio” são representadas a par de jotas e coplas extremenhas. É uma realidade diferente que é resultado de processos históricos em relação aos quais não podemos culpar aqueles oliventinos cujas origens não se filiam na nação portuguesa. Mas, aquilo que devemos fazer e encontra-se ao nosso alcance é o estreitamento das relações culturais com Olivença, nomeadamente através do intercâmbio com os grupos folclóricos e de música tradicional ali existentes, aceitando e compreendendo as diferenças e relevando a sua identidade portuguesa e as suas características alentejanas.

Em tempos, o Rancho Folclórico “La Encina”, interpretava uma cantiga muito popular em Olivença nos começos do século XX, marcadamente portuguesa. Recolhida por Bonifácio Gil e publicada no seu “Cancioneiro Popular da Extremadura”, trata-se de uma melodia melancólica cujo tema sugere a aproximação geográfica ao rio Guadiana, relacionada com a faina da pesca e com toda a probabilidade originária da antiga Aldeia da Ribeira, actual freguesia de Vila Real.

O tema, que possui curiosas semelhanças com outras cantigas do cancioneiro popular português, trata das relações amorosas do pescador com uma mulher casada, qual “sereia que canta bela e que perdido é remo e vela”…e os conselhos da gente para que volte atrás nos seus propósitos. Na realidade, uma versão diferenciada da cantiga do “pescador da barca bela”!

 

Ó pescador da barquinha

Volta atrás que vais perdido

Essa mulher que tu amas

É casada e tem marido;

Casada e marido tem,

Ó pescador da barquinha

Volta atrás que não vás bem.

Fugiste-me ingrato

Deixaste-me só

No alto da serra

Sem pena nem dó.

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BRAGA: O DIÁRIO DO MINHO E A QUESTÃO DE OLIVENÇA

Carta de Rodrigo Pimenta para Alfredo Pimenta, datada de 27 de maio de 1939, na qual tece comentários críticos aos artigos do "Diário Minho" contra Alfredo Pimenta. Fala do "Diário de Notícias". Informa sobre o subsídio para Boletim [de Trabalhos Históricos]. Pede para notícias sobre a conferência de Alfredo Pimenta no Grémio do Alentejo, atual Casa do Alentejo, sobre Olivença.

Fonte: Arquivo Municipal Alfredo Pimenta

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GOVERNO RECONHECE "UTILIDADE PÚBLICA" AO GRUPO DE AMIGOS DE OLIVENÇA

Governo declara de Utilidade Publica “Grupo dos Amigos de Olivença” pelo trabalho em prol da “afirmação da soberania portuguesa”

Foi através de um despacho assinado pela Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, que o Governo declarou de Utilidade Publica o Grupo dos Amigos de Olivença – Sociedade Patriótica.

Olivença

Com sede na Casa do Alentejo o Grupo dos Amigos de Olivença – Sociedade Patriótica, coopera com diversas entidades, públicas e privadas, na prossecução dos seus fins e é reconhecido como uma referência no espaço público dentro do seu âmbito de actuação, tendo sido esta um dos fundamentos para a decisão do Conselho de Ministros.

No despacho pode ainda ler-se que o Grupo dos Amigos de Olivença – Sociedade Patriótica, “vem desenvolvendo, desde 1944, relevantes actividades no âmbito da cultura e da educação, pugnando activamente e sempre por meios pacíficos, em defesa da unidade nacional, pela salvaguarda da integridade territorial de Portugal e pela afirmação da soberania portuguesa.”

Fonte: https://odigital.pt/

PORTUGUESES CELEBRAM DIA DA RESTAURAÇÃO DE 1640 – DEZENAS DE BANDAS FILARMÓNICAS DESFILARAM EM LISBOA

Este ano, os distritos de Braga e Viana do Castelo não se fizeram representar

Portugueses celebremos

O dia da redenção,

Em que valentes guerreiros

Nos deram livre a Nação

- Eis os primeiros versos do Hino da Restauração que nos convoca, hoje e sempre, a mantermos a nossa Pátria livre e soberana!

A iniciativa coube uma vez mais ao Movimento 1º de Dezembro que lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios.

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Foram 35 bandas filarmónicas, dois grupos de bombos e um grupo etnográfico que marcaram presença neste desfile e que teve transmissão directa através da RTP e cobertura noticiosa de outros órgãos de comunicação social.

Desfilaram sob uma maré de aplausos, pela avenida da Liberdade, rumo à Praça dos Restauradores onde se ergue o obelisco comemorativo das campanhas da Restauração.

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MUY NOBRE, NOTÁVEL E SEMPRE LEAL VILA DE OLIVENÇA – FILARMÓNICA DE OLIVENÇA DESFILOU EM LISBOA NA AVENIDA DA LIBERDADE NAS COMEMORAÇÕES DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Foi sob uma maré de aplausos do público que se perfilava ao longo da avenida da Liberdade que a Filarmónica de Olivença desfilou hoje rumo à Praça dos Restauradores, em Lisboa.

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A sua participação nas comemorações do dia 1 de Dezembro de 1640 – Dia da Restauração da Independência Nacional face ao jugo espanhol – encheu de entusiasmo e orgulho patriótico os portugueses que tiveram a oportunidade de ver desfilar a Filarmónica de Olivença, com os seus estandartes num dos quais, a heráldica acompanha a divisa “Muy nobre, notável e sempre leal Vila de Olivença”, atribuída por D. João II e D. Manuel I nos séculos XV e XVI.

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Na realidade, sempre que Olivença nos é trazida à memória, aquele pedaço da nossa Pátria faz estremecer o coração dos portugueses, mesmo daqueles nos quais a esperança mais se desvanece!

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Fundada em 28 de marzo de 1851 pelo ilustre filántropo oliventino José María Marzal, é a decana das bandas de Extremadura espanhola e uma de las mais antigas de Espanha. Ostenta o privilégio de usar uniforme militar com espachim, concedido nos finais do Século XIX.

Ao longo da sua existência tem obtido importantes prémios e distinções:

– 1er Premio Certamen de Bandas Civiles (Badajoz 1929).

– Diploma de Honor Certamen de Bandas (Cazalla de la Sierra – Sevilla 1929).

– 2º Premio Certamen de Bandas Semana de las Fuerzas Armadas (Badajoz – 1987).

– 1er Premio Certamen de Bandas “Ciudad de la Música” (Villafranca de los Barros – Badajoz 2000).

– 1er Premio Certamen de Bandas “Ciudad de la Música” (Villafranca de los Barros – Badajoz 2001).

– Medalla de Extremadura 2001 por sus más de 150 años ininterrumpidos dedicados a la enseñanza y fomento de la cultura musical. Decreto 119/2001 de 25 de julio JUNTA DE EXTREMADURA.

– 2º Premio Concurso de Bandas Taurinas Féria del Toro (Santarem – Portugal 2003).

– Título de Comendadora de la Orden de “El Miájón de los Castúos” otorgado por el Centro de Iniciativas Turísticas de Almendralejo (2006).

Participou em muitos actos institucionais como a entrega de Medalhas de Extremadura en Mérida (dirigida por Miguel del Barco, autor do hino de Extremadura), na recepção aos Reis de Espanha en Zafra e Badajoz en 1992 o no bicentenário da fundação do Regimento de Castilla 16. Actuou no Teatro López de Ayala de Badajoz como no Gran Teatro de Cáceres. Esteve presente, en 1994 no Festival de Teatro Clásico de Alcántara.

Em 1995 gravou o seu primeiro CD con obras própias dol repertório para bandas e em 1998 o hino para o C.F. Exotremadura conjuntamente com o Coral de Almendralejo. Em 2008 editou o seu segundo CD denominado TOROS EN OLIVENZA, o qual recolhe alguns dos mais belos pasodobles toreiros que se escreveram, incluindo a primera gravação de ANTOÑITO FERRERA, escrito por Antonio Cotolí Ortiz e dedicado ao popular diestro extremenho.

En 2011, actuou como banda convidada na Asamblea Nacional de la Confederación Española de Sociedades Musicales celebrada en Llerena, oferecendo um concerto. A sua presença é frequente em numerosas localidades extremenhas e portuguesas (Alcácer do Sal, Silves, Tomar, Arrentela). Também tem realizado actuações en Barberá del Vallés (Barcelona), EXPO´92 y Realtem es Alcázares (Sevilla), Aracena y Trigueros (Huelva), Algimia de Alfara (Valencia), Cámara de Lobos (Isla de Madeira- Portugal) y Saturnia y Montemerano (Grosetto- Italia).

Desde a sua primeira aparição, é a banda responsável por animar os festejos taurinos na Feria Ibérica del Toro de Olivenza e participa em numerosas ediciones da Feria de San Juan de Badajoz. A Semana Santa oliventina não seria a mesma sem o acompanhamento musical da Filarmónica de Olivença, tendo estado também presente nas de Badajoz, Llerena, Jeréz de los Caballeros y Plasencia.

Pertenece à Federación Extremeña de Bandas de Música, comprotida de forma directa com o desenvolvimento musical da região. Actualmente é dirigida por Salvador Rojo Gamón.

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FALTA DE MEMÓRIA EM ESPANHA?

Agora, é oficial: A Espanha, através do seu Primeiro-Ministro Pedro Sánchez, ameaça não subscrever o acordo do Brexit por causa da Questão de Gibraltar. Sempre constante neste propósito, Madrid.

Olivença (48)

Era de esperar. Um dia antes, o Governo espanhol, através de Josep Borrell, veio uma vez mais colocar na mesa a Questão de Gibraltar. No fundo, tudo isto reflete uma posição de há alguns dias, do antigo ministro JOSÉ MANUEL GARCÍA-MARGALLO (El País, 15 .novembro-2018). Convém debruçarmo-nos um pouco sobre essa posição, em si mesmo paradigmática. As considerações sobre as razões, e as críticas, abrangerão toda esta questão.

A Espanha reivindica Gibraltar. Desde a sua cedência à Inglaterra, em 1704 (conquista) e 1713/14 (Tratado de Utreque), Pode-se dizer que a Espanha, naturalmente, nunca se conformou com a presença britânica naquela território, tentando recuperá-lo várias vezes desde sempre, mesmo através de alianças militares contra-natura. O que não é de espantar, dada a humilhação sofrida, e a presença, contrária a qualquer lógica geográfica, dum enclave na sua costa.

Todavia, os acordos de cedência foram legalmente assinados. E nada mudou em 300 anos. E, no século XX, a saga continuou. Desde a criação das Nações Unidas, e, logo depois, do conceito de descolonização, e da necessidade de pôr fim a situação herdadas dum passado imperialista em todo o mundo, a tónica da política externa espanhola passou a ser a de considerar que, sendo Gibraltar uma colónia, havia que acabar com a sua existência, com o seu regresso à mãe-pátria. Isto enquanto a Grã-Bretanha dava autonomia legislativa ao território, deixando de ser propriamente uma colónia, e procedia a referendos, sempre com resultados esmagadores a favor de Londres.

A União Europeia facilitou um tanto o diálogo hispano-britânico, mas a saída da Grã-Bretanha da União ( o "Brexit") fez voltar o assunto à baila. E eis que, a 15 de novembro de 2018, o antigo ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros ("Relaciones Exteriores"), do tempo de José Maria Aznar , José Manuel García-Margallo, escreveu uma extensa crónica no El País, muito difundida de imediato, onde abordou, de novo, o problema dos direitos espanhóis a Gibraltar. Os argumentos baseiam-se num anticolonialismo apoiado nas regras da O.N.U., que é citada até à saciedade ("La situación colonial de Gibraltar quebranta la integridad territorial de España y es incompatible con la Resolución 1514 (XV) sobre descolonización."), e na recusa do direito dos gibraltenhos decidirem o seu futuro ("Sólo Naciones Unidas puede decidir cuándo ha concluido el proceso de descolonización de Gibraltar.")

Há uma crítica ao atula governo de Madrid, acusado de não estar a aproveitar bem a situação causada pelo "Brexit". García-Margallo defende algum tipo de soberania partilhada para Gibraltar ( "la única solución es la soberanía compartida del Reino Unido y de España. (...)Pondría fin a una controversia de 300 años entre dos países que son amigos y aliados.").

Diga-se que não faz apelos propriamente a conflitos com o Reino Unido (justiça lhe seja feita!), país que considera "amigo e aliado". Todavia, faz um apelo a uma mobilização contra o imobilismo do Governo de Madrid ("Ante esta insensibilidad ¿qué podemos hacer cada uno de nosotros? Pues podemos hacer una cosa: pedir la palabra y ponernos a gritar para exigir que los actuales gobernantes se vean obligados a poner los intereses permanentes de España por encima de sus intereses particulares. A decir la verdad en la hora de la verdad.").

O que continua a ser estranho, principalmente para os portugueses, é o seu (aparente?) desconhecimento da situação irregular, em termos internacionais, que se vive em Olivença, como aliás jornais franceses, britânicos e outros referem ( o que nunca é referido pela Imprensa espanhola ). Trata-se também duma posição oficial do Estado Português, que muitas vezes a Imprensa Portuguesa finge ignorar.

Vejamos: Olivença e o seu termo foram ocupados em 1801. Em 1814, em Paris, concluiu-se pela nulidade do Tratado de Badajoz (de ocupação) de 1801, e aceitou-se que esta nulidade tivesse a ver com a violação de tratados em 1793, violação consusbtanciada em tratados franco-espanhóis de 1795 e 1796. Em Viena de Áustria, em 1815, porque se falava de devolução de Olivença a Portugal, a Espanha negou-se a assinar os Tratados, fazendo-o , porém, em 1817. Depois, Madrid tentou jogar com ilegalidades na situação do moderno Uruguay, que acabou por não reocupar, não por culpa de Portugal, mas em virtude de acontecimentos internos espanhóis, o que significa que se mantêm válidos os acordos de 1815/17.

Durante duzentos anos, a Espanha tem mantido uma administração ilegal, à luz do Direito Internacional, em Olivença. Uma contínua descaracterização do território, com recurso a falsificações históricas constantes e perfeitamente intoleráveis, uma repressão notória (especialmente dura na época franquista, mas sempre presente, a vários níveis, desde 1805), uma política de ocultação da situação na própria Espanha, tentativas sucessivas de, por vias burocráticas, levar Portugal a aceitar a posse espanhola do território , a que Lisboa se tem firmemente oposto, tudo isto foi feito e, de certa maneira, se mantém.

Nada tenho contra que a Espanha lute pelo que considera justo, e que, neste caso, é a situação de humilhação causada por um enclave estrangeiro no seu território. Compreendo. Mas era bom que Madrid não deixasse para trás "telhados de vidro", e não tentasse, de certa forma, fazer figura de ingénua e tentar fazer passar terceiros por incompetentes ou distraídos. Por aqui me fico, antes que me venham à memória Ceuta e Melilla, e um país chamado Marrocos...

Estremoz, 21 de novembro de 2018

Carlos Eduardo da Cruz Luna

Olivença (34)

FILARMÓNICA DE OLIVENÇA DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO, DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios.

É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro, e com a colaboração da CMP – Confederação Musical Portuguesa. Agradecemos também o apoio facultado pelo "Recheio" e pelo "Amanhecer", assim como a cobertura e transmissão pela RTP.

Entre os participantes, destaca-se este ano a Filarmónica de Olivenza, em representação daquele território português sob administração de Espanha.

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Fundada eml 28 de marzo de 1851 pelo ilustre filántropo oliventino José María Marzal, é a decana das bandas de Extremadura espanhola e uma de las mais antigas de Espanha. Ostenta o privilégio de usar uniforme militar com espachim, concedido nos finais do Século XIX.

Ao longo da sua existência tem obtido importantes prémios e distinções:

– 1er Premio Certamen de Bandas Civiles (Badajoz 1929).

– Diploma de Honor Certamen de Bandas (Cazalla de la Sierra – Sevilla 1929).

– 2º Premio Certamen de Bandas Semana de las Fuerzas Armadas (Badajoz – 1987).

– 1er Premio Certamen de Bandas “Ciudad de la Música” (Villafranca de los Barros – Badajoz 2000).

– 1er Premio Certamen de Bandas “Ciudad de la Música” (Villafranca de los Barros – Badajoz 2001).

– Medalla de Extremadura 2001 por sus más de 150 años ininterrumpidos dedicados a la enseñanza y fomento de la cultura musical. Decreto 119/2001 de 25 de julio JUNTA DE EXTREMADURA.

– 2º Premio Concurso de Bandas Taurinas Féria del Toro (Santarem – Portugal 2003).

– Título de Comendadora de la Orden de “El Miájón de los Castúos” otorgado por el Centro de Iniciativas Turísticas de Almendralejo (2006).

Participou em muitos actos institucionais como a entrega de Medalhas de Extremadura en Mérida (dirigida por Miguel del Barco, autor do hino de Extremadura), na recepção aos Reis de Espanha en Zafra e Badajoz en 1992 o no bicentenário da fundação do Regimento de Castilla 16. Actuou no Teatro López de Ayala de Badajoz como no Gran Teatro de Cáceres. Esteve presente, en 1994 no Festival de Teatro Clásico de Alcántara.

Em 1995 gravou o seu primeiro CD con obras própias dol repertório para bandas e em 1998 o hino para o C.F. Exotremadura conjuntamente com o Coral de Almendralejo. Em 2008 editou o seu segundo CD denominado TOROS EN OLIVENZA, o qual recolhe alguns dos mais belos pasodobles toreiros que se escreveram, incluindo a primera gravação de ANTOÑITO FERRERA, escrito por Antonio Cotolí Ortiz e dedicado ao popular diestro extremenho.

En 2011, actuou como banda convidada na Asamblea Nacional de la Confederación Española de Sociedades Musicales celebrada en Llerena, oferecendo um concerto. A sua presença é frequente em numerosas localidades extremenhas e portuguesas (Alcácer do Sal, Silves, Tomar, Arrentela). Também tem realizado actuações en Barberá del Vallés (Barcelona), EXPO´92 y Realtem es Alcázares (Sevilla), Aracena y Trigueros (Huelva), Algimia de Alfara (Valencia), Cámara de Lobos (Isla de Madeira- Portugal) y Saturnia y Montemerano (Grosetto- Italia).

Desde a sua primeira aparição, é a banda responsável por animar os festejos taurinos na Feria Ibérica del Toro de Olivenza e participa em numerosas ediciones da Feria de San Juan de Badajoz. A Semana Santa oliventina não seria a mesma sem o acompanhamento musical da Filarmónica de Olivença, tendo estado também presente nas de Badajoz, Llerena, Jeréz de los Caballeros y Plasencia.

Pertenece à Federación Extremeña de Bandas de Música, comprotida de forma directa com o desenvolvimento musical da região. Actualmente é dirigida por Salvador Rojo Gamón.

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NACIONALISTAS GALEGOS DEFENDEM A LÍNGUA PORTUGUESA QUE É TAMBÉM O SEU IDIOMA – O GALEGO!

Os nacionalistas gelagos estão a optar por escrever sob a ortografia portuguesa e, desse modo, deixarem de fazê-lo através das regras ortográficas do castelhano que é a língua oficial de Espanha. A iniciativa não é inética uma vez que o deputado nacionalista no Parlamento Europeu, Camilo Nogueira Román, o fazia como uma forma de se exprimir em liberdade no seu próprio idioma – o galego reintegrado ou seja, o galego-português – algo que estava impedido de fazê-lo nas cortes de Madride.

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Contudo, a generalização desta prática que está agora a verificar-se contribui para a afirmação da Galiza no contexto internacional uma vez que o galego – ou português – constitui o idioma oficial de 9 países independentes, para além de numerosos territórios e comunidades espalhadas pelo mundo de que Macau, Malásia e a antiga Índia Portuguesa serão as mais relevantes! – abrangendo quase 300 milhões de falantes. Refira-se ainda que se trata de uma língua e franca expansão em virtude de alguns dos países de expressão portuguesa serem actualmente países economicamente emergentes.

Para além desta opção que rompe com o “isolacionismo” imposto pelo castelhano que o remete o galego a um dialecto insignificante quando, desde os cancioneiros trovadorescos da Idade Média já consituía uma língua nacional – ainda a Espanha estava muito longe de se concretizar como um país! – esta iniciativa constitui uma afirmação de identidade da Galiza onde também o insígne poeta autor de Os Lusíadas teve as suas raízes.

Para além das suas afinidades linguísticas, históricas e culturais, a Galiza deveria formar com Portugal um único corpo, sob a forma confederal ou outra qualquer. Sob as muralhas do castelo – Castela! – escondem-se sempre as masmorras onde se mantêm aprisionadas as nacionalidades da Galiza, Catalunha, Euskadi, Canárias, Ceuta e até o território português de Olivença.

OLIVENÇA (TAMBÉM) COMEMORA O DIA DE PORTUGAL

Casa do Minho em Lisboa era uma das entidades que no passado também organizava excursões a Olivença

SIGNIFICADO DE COMEMORAR O 10 DE JUNHO EM OLIVENÇA

“Na questão de Olivença a Espanha não tem defesa” - Federico Trillo y Figueroa, Ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha (Convento de Santa Maria de Aguiar – Castelo Rodrigo, 12/9/1997).

À semelhança dos dois últimos anos a Associação Além – Guadiana (AAG) (nascida por iniciativa de um grupo de pessoas nadas e criadas em Olivença, em 2008) – terra portuguesa sob administração espanhola (se assim se pode dizer), desde 1801, após o Tratado de Badajoz que culminou a breve “Guerra das Laranjas”, ocorrida naquele ano – vai levar a cabo uma cerimónia comemorativa do “Dia de Portugal” no próximo dia 10 de Junho (1).

A esta organização tem-se associado um grupo de personalidades portuguesas “capitaneadas” pelo antigo Deputado Ribeiro e Castro, o qual se interessou pela causa Oliventina depois de ter recebido em audiência por diversas vezes, membros da direcção da patriótica agremiação dos “Amigos de Olivença”, quando fazia parte da Comissão dos Negócios Estrangeiros, da Assembleia da República (2).

Entre muitas e louváveis iniciativas de âmbito cultural e social que a AAG tem levado a cabo nos últimos anos, destaca-se a possibilidade de cidadãos oliventinos poderem obter a nacionalidade portuguesa, contando-se já em mais de cinco centenas os que a solicitaram e obtiveram.

Nesta senda, a nacionalidade portuguesa de Olivença – que data do Tratado de Alcanizes, de 1297 – vai ser comemorada em comunhão com as festividades que decorrem em todo o território nacional português e nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Tal facto é de muito louvar pois permite manter vivas as raízes da nacionalidade e a evocação da História de antanho numa área cujos traços de portugalidade são visíveis e indesmentíveis.

Deste modo os “Amigos de Olivença” também se associam às festividades enviando um amplexo de lusitanidade a todos os oliventinos que se sentem portugueses e que têm sobrevivido a 200 anos de espanholização forçada, do seu território, e organiza uma excursão para quem se quiser associar a este evento (3).

O 10 de Junho comemora-se onde haja portugueses.

E por maioria de razão em todo o território nacional, onde se inclui, a mui nobre vila de Olivença e seu termo, que tantos e ilustres homens e mulheres deu à sua Pátria.

Viva Portugal!

João José Brandão Ferreira

Amigo de Olivença

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GRUPO DE AMIGOS DE OLIVENÇA RECLAMA DEVOLUÇÃO DO TERRITÓRIO PORTUGUÊS SOB OCUPAÇÃO DE ESPANHA

O Grupo dos Amigos de Olivença tem constatado que, a propósito da actual « crise independentista da Catalunha », o Estado Espanhol tem alicerçado a sua posição na defesa intransigente da integridade territorial dos Estados e da necessidade de respeitar os tratados que regem o relacionamento dos Estados na Europa.

Olivença

Também, a este propósito, o Estado Português por intermédio do Sr. Presidente da República, Sr. Primeiro Ministro e Sr Ministro dos Negócios Estrangeiros, tem se manifestado publicamente, pela defesa intransigente da legalidade interna espanhola, pelo respeito pela integridade territorial dos Estados e pela Lei Internacional.

Nesse sentido, o Grupo dos Amigos de Olivença relembra a existência da « questão de Olivença», território que o Estado Português considera juridicamente português mas ocupado ilegalmente por Espanha, que se recusa a cumprir o tratado de Viena de 1815, por ela assinado, e faz um apelo à opinião pública para que se pressione estes importantes órgãos do Estado Português a pôr em prática os princípios acima defendidos e levantar esta questão junto de Espanha, de maneira a dar cumprimento ao seu compromisso de restituição de Olivença a Portugal.

SERÁ QUE A DEVOLUÇÃO DO TERRITÓRIO DE OLIVENÇA A PORTUGAL TAMBÉM É ILEGAL FACE À CONSTITUIÇÃO ESPANHOLA?

O governo de Madrid impede o povo catalão não possui o direito de decidir o seu destino político através de referendo alegando que este instrumento democrático é inconstitucional. Será que a constituição espanhola também impede a Espanha de restituir a Portugal o território que mantém ilegitimamente ocupado há mais de dois séculos, apesar dos compromissos que assumiu nesse sentido?

Em 20 de Janeiro de 1801, Espanha, cínica e manhosamente concertada com a França Napoleónica, sem qualquer pretexto ou motivo válido, declara guerra a Portugal e, em 20 de Maio, invade o nosso território, ocupando grande parte do Alto-Alentejo, na torpe e aleivosa «Guerra das Laranjas». Comandadas pelo «Generalíssimo» Manuel Godoy, favorito da rainha, as tropas espanholas cercam e tomam Olivença.

Ao assinar em 1817, o Tratado de Viena, a Espanha concordava e comprometia-se a devolver o território português de Olivença. Referia o artigo 105.º dor eferido Tratado o seguinte: “As Potências, reconhecendo a justiça da reclamações formuladas por Sua Alteza, o Príncipe Regente de Portugal e do Brasil, sobre a vila de Olivença e os outros territórios cedidos à Espanha pelo tratado de Badajoz de 1801, e considerando a restituição destes objectos como uma das medidas adequadas a assegurar entre os dois Reinos da Península aquela boa harmonia, completa e estável, cuja conservação em todas as partes da Europa tem sido o fim constante das suas negociações, formalmente se obrigam a empregar por meios conciliatórios os seus mais eficazes esforços a fim de que se efectua a retrocessão dos ditos territórios a favor de Portugal. E as Potências reconhecem, tanto quanto depende de cada uma delas, que este ajuste deve ter lugar o mais brevemente possível”.

Não obstante, a Espanha até ao momento nunca honrou a sua palavra, quaisquer que fossem os regimes políticos que ali tiveram vigência, o que nunca os coibiu de cinicamente nos tratar por “hermanos”…

Em 1864, Portugal e Espanha trataram de proceder à delimitação da sua fronteira comum. Perante a recusa do Estado Português em reconhecer a soberania espanhola sobre o território de Olivença, a Comissão Internacional de Limites Luso-Espanhola interrompeu os seus trabalhos na zona da desembocadura do rio Caia, tendo os mesmos apenas sido retomados em 1926, a partir da desembocadura da ribeira dos Cuncos no rio Guadiana, portanto a sul de Olivença.

O Estado Português jamais reconheceu a ocupação do território de Olivença por parte de Espanha, razão pela qual se mantém por colocar os marcos fronteiriços naquele local. Tratando-se de um território de jure pertencente a Portugal nem sequer se coloca juridicamente a questão da autodeterminação – o que se coloca é, do ponto de vista moral, a ocupação em si mesma, ao arrepio do direito internacional, contra os compromissos que assumiu que leva a descredibilizar a palavras dos seus governantes e os protestos de amizade em relação ao povo português. Ou será que a devolução do território que não legalmente não lhe pertence também é inconstitucional face à nova Lei em Espanha?

Carlos Gomes

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