Escultura de Ana Almeida Pinto colocada no exterior do Museu de Olaria
O Município de Barcelos inaugurou no dia 16 de setembro, no Museu da Olaria, a obra “Batalha das Flores”, da artista Ana Almeida Pinto, no âmbito do programa de residências artísticas do projeto “AMAR O MINHO”, uma iniciativa promovida pelo consórcio MINHO IN, constituído pelas Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Ave e Cávado, e que está a percorrer 24 municípios da região.
A obra, instalada no espaço exterior do Museu da Olaria, é o resultado da residência artística que a Ana Almeida Pinto realizou durante o início de setembro no Museu e que colocou a escultora em contacto com artesãos locais, entre os quais o oleiro João Lourenço. O artesanato foi o ponto de partida desta criação e que usa a olaria e as suas tecnologias enquanto caraterísticas identitárias do território.
A Vereadora da Cultura, Armandina Saleiro, afirmou, no momento da inauguração, que “esta obra é uma verdadeira homenagem ao artesanato do nosso concelho”. “Através destas residências artísticas deixamos uma marca da importância que a olaria tem para Barcelos. Passar para a produção de peças mais contemporâneas traz um valor acrescentado a esta matéria-prima que é o barro. Isto acaba por fazer com que a comunidade olhe para os artesãos de uma outra forma, percebendo que podem rentabilizar as peças”.
Para a curadora da exposição, Helena Mendes Pereira, da Zet Gallery, as residências são oportunidades para divulgar as obras dos artistas. “Estamos a conseguir criar para os nossos artistas contextos de trabalho. Estamos a pôr os artistas no território, a trabalhar e a fazer aquilo que sabem fazer melhor, que são obras de arte e, no caso da Ana Almeida Pinto, foi uma experiência muito enriquecedora, na medida em que a Ana é uma escultora que se adapta muito bem a diferentes contextos e que trabalha com vários materiais”.
Para a escultora Ana Almeida Pinto a experiência de estar em Barcelos foi enriquecedora e uma mais-valia para o seu percurso profissional. Para a artista foi fácil escolher a obra que iria fazer, pois desde logo pensou numa peça que retratasse a “Batalha das Flores”, o que permitiu “trabalhar a questão do movimento que existe na Batalha das Flores e transpor esse movimento para a peça. Até porque retrata o movimento da olaria e depois porque queria trazer a singeleza das flores e por isso criei uma peça que brincasse com a noção de escala e que fosse dinâmica”.
As residências artísticas que, desde junho, estão a percorrer os municípios do Minho abrangem diversas áreas disciplinares, desde a dança à música, passando pela fotografia, arte pública, artesanato e literatura, numa perspetiva de homenagem artística aos elementos identitários de cada concelho e da região em geral.
O projeto das residências artísticas é uma iniciativa de promoção da cultura, dos artistas e do turismo sob a marca “AMAR O MINHO”, com o apoio do Norte 2020 e dos FEEI, que cria a maior rede de residências artísticas, numa estratégia concertada que se destina a reforçar a identidade cultural do Minho e, desta forma, dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico.
O Município de Barcelos inaugura na próxima quarta-feira, dia 16 de setembro, às 18h30, no Museu da Olaria, a obra de arte “Batalha das Flores”, da artista Ana Almeida Pinto, no âmbito programa de Residência Artísticas do projeto “AMAR O MINHO”, uma iniciativa promovida pelo consórcio MINHO IN, constituído pelas Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Ave e Cávado, e que está a percorrer 24 municípios da região.
A obra, que ficará localizada no espaço exterior do Museu da Olaria, é o resultado da residência artística que a Ana Almeida Pinto realizou durante o início de setembro naquele museu e que colocou a escultora em contacto com artesãos locais, entre os quais o oleiro João Lourenço. O artesanato é assim o ponto de partida desta criação artística, que parte da olaria, da cerâmica e das suas tecnologias, enquanto características identitárias do território.
As residências artísticas que, desde junho, estão a percorrer os municípios do Minho abrangem diversas áreas disciplinares, desde a dança à música, passando pela fotografia, arte pública, artesanato e literatura, numa perspetiva de homenagem artística aos elementos identitários de cada concelho e do Minho, em geral.
Helena Mendes Pereira é a curadora responsável pelas áreas da arte em espaço público, artesanato e fotografia, cabendo a António Rafael, membro da banda Mão Morta, a curadoria dos projetos na área da música, dança e literatura.
O projeto das residências artísticas é uma iniciativa de promoção da cultura, dos artistas e do turismo sob a marca “AMAR O MINHO”, com o apoio do Norte 2020 e dos FEEI, que cria a maior rede de residências artísticas nos 24 municípios representados pelas três CIM da região, numa estratégia concertada que se destina a reforçar a identidade cultural do Minho e, desta forma, dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico.
A Sala da Capela do Museu de Olaria tem patente, até 29 de novembro, a exposição “Mãos de barro, figuras de vida” do artesão barcelense Manuel Macedo.
A exposição foi inaugurada no dia 24 de julho e, devido às restrições em termos de ocupação de espaços fechados, a mesma contou apenas com a presença da Vereadora da Cultura, Armandina Saleiro, e de Manuel Macedo.
A Vereadora salientou a importância desta exposição onde “uma produção certificada como o barro se tem reinventado nas formas e conceitos, face ao aparecimento de novos materiais e utensílios, mas mantendo a sua autenticidade como arte identitária do concelho de Barcelos”.
E acrescentou: “As obras do artesão Manuel Macedo patentes nesta exposição baseiam-se, sobretudo, numa recolha incessante do património cultural minhoto. O barro é reconhecido como um tesouro escondido, revelador de riqueza e identidade cultural e estas obras representam tal e qual isso”.
Manuel Macedo agradeceu o facto de poder expor as suas peças num lugar tão importante para o concelho e para o país, como o Museu de Olaria, salientando o papel do barro na sua vida: “O barro nasceu comigo, desde os meus três anos que o barro está nas minhas mãos. A minha maior preocupação é registar um Minho tradicional, eternizando-o no barro. Desde figuras como as minhotas, gentes do campo, profissões que marcaram o dia-a-dia da região, ofícios já desaparecidos ou em vias de extinção (lavadeira, moleiro, engraxador, homem a lavrar) e santos populares”.
Manuel Macedo participa em inúmeras feiras de artesanato nacionais e internacionais e em exposições, nas quais tem sido, frequentemente, premiado e reconhecido.
A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h30; aos sábados e domingos, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h30.
Amanhã, dia 15 de fevereiro, às 17h, no Museu de Olaria
Inaugura amanhã, dia 15 de fevereiro, às 17h00, na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Olaria, em Barcelos, a exposição “O Figurado de Rosa Ramalho na Coleção do Espanhol”, que reúne peças do colecionador Juan Yebra-Pimentel Rodríguez, um galego que durante mais de uma década recolheu figuras produzidas pela prestigiada barrista barcelense.
Nesta exposição, podem ser vistas cento e dezasseis peças, de um conjunto de mais de quatrocentas por ele colecionadas, produzidas por Rosa Ramalho. De entre os trabalhos expostos, constam também as vinte e sete peças da última fase da vida da barrista barcelense. É uma coleção particular, um tesouro que agora é dado a conhecer a todos.
Inaugura no próximo sábado, dia 15 de fevereiro, às 17h00, na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Olaria, em Barcelos, a exposição “O Figurado de Rosa Ramalho na Coleção do Espanhol”, que reúne peças do colecionador Juan Yebra-Pimentel Rodríguez, um galego que durante mais de uma década recolheu figuras produzidas pela prestigiada barrista barcelense.
Juan Yebra-Pimentel Rodríguez, jurista e também escultor, natural de Lugo, na região da Galiza, ainda estudante, em meados da década de sessenta, teve contacto com as peças produzidas pela artesã Rosa Ramalho na casa de um amigo seu e tendo ficado rendido à beleza das mesmas começou por comprar alguns exemplares numa loja em Vigo, no Posto de Turismo de Barcelos e numa loja em Valença do Minho. Tendo decidido conhecer a barrista de perto, rumou a Galegos S. Martinho e passou a ser uma visita assídua na casa da mesma, acabando por travar uma grande amizade com a artesã.
Entre 1968 e 1977, Juan Rodriguez teve a oportunidade de privar com a artesã, à qual carinhosamente chamava “Rosinha” e começou a solicitar-lhe a produção de peças por ele desenhadas. “Fui conhecê-la e fiz-me amigo dela. A figura dela já era bastante falada, porque, quando eu lhe fiz os desenhos dos pecados capitais, em Madrid, anunciavam-nos nos periódicos: o El País e o ABC diziam: venderam-se a vinte e oito mil pesetas, o que naquela época devia ser o equivalente catorze contos.”
Nesta exposição, podem ser vistas cento e dezasseis peças, de um conjunto de mais de quatrocentas por ele colecionadas, produzidas por Rosa Ramalho. De entre os trabalhos expostos, constam também as vinte e sete peças da última fase da vida da barrista barcelense. É uma coleção particular, um tesouro que agora é dado a conhecer a todos.
Rosa Ramalho, artesã barcelense, natural de Galegos S. Martinho, contribuiu de forma indelével para a construção da identidade da olaria local e nacional e, subsequentemente, fixou-se no imaginário e na memória coletiva do povo português.
Esta exposição estará patente até 20 de janeiro de 2021 e poderá ser visitada de terça a sexta, das 10h00 às 17h30 e aos sábados e domingos das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Cerimónia de boas-vindas aos novos membros acontece no Congresso 2020 em Rovaniemi, na Finlândia
O Museu de Olaria de Barcelos já é membro da Academia Internacional de Cerâmica, uma entidade associada da UNESCO que tem como objetivo estimular a fraternidade e a comunicação entre parceiros na área da cerâmica de todos os países, desenvolvendo formas de cooperação internacional destinadas a promover a cerâmica e encorajando e suportando os mais altos níveis de qualidade de produção, dentro das diferentes culturas cerâmicas.
A integração do Museu de Olaria nesta rede é o reconhecimento do trabalho que o Museu tem vindo a fazer pela cerâmica em Portugal e nos países lusófonos, e vai permitir a valorização, dinamização e enriquecimento do património local e a interação entre os membros.
A Academia Internacional de Cerâmica está empenhada em realizar projetos de grande escala para promover a cultura cerâmica, bem como debater, trocar, refletir e compartilhar conhecimentos. A influência da sua rede internacional é expressa em escala global e local e presta especial atenção à integração e especificidades.
A cerimónia de boas-vindas aos novos membros acontece no Congresso 2020 que irá realizar-se em Rovaniemi, na Finlândia, subordinado ao tema “On the edge”.
A Academia Internacional de Cerâmica foi fundada em 1952 por Henry J. Reynaud e associada à UNESCO desde 1958. É composta atualmente por 650 membros e constitui um acesso privilegiado a uma comunidade internacional que promove a cerâmica contemporânea através de uma larga rede de artistas, de críticos, de escritores, de historiadores, de galeristas, de museus e de outras instituições relacionadas.
A Academia é, hoje, a única associação que atua internacionalmente, reunindo ceramistas, artistas, designers, escritores, colecionadores, galeristas, curadores, conservadores e um vasto painel de instituições de prestígio.
37.ª edição da Mostra de Artesanato e Cerâmica reforça identidade cultural do concelho
Catorze dias em que o Artesanato é o Rei e o destaque são os artesãos
A 37.ª Mostra de Artesanato e Cerâmica de Barcelos, que decorre de 2 a 15 de agosto, no Parque da Cidade, apresenta, mais uma vez, um programa de qualidade, em que o principal objetivo é a promoção do artesanato e dos artesãos.
A Mostra continua a ser o evento do ano na área do artesanato, afirmando Barcelos como Cidade Criativa da UNESCO trazendo à cidade muitos milhares de pessoas, mantendo um cruzamento harmonioso com a gastronomia e os vinhos, a música popular e o folclore nacional e internacional. Este ano a mostra conta também com a presença de uma representação da Cidade Criativa de Gabrovo da Bulgária.
São mais de 130 artesãos, 86 dos quais de Barcelos, que estão representados neste certame, que conta com cerca de 140 stands espalhados pelas várias áreas do recinto do Parque e com um vasto programa de animação, do qual se destacam os espetáculos de Carminho, do barcelense Victor Rodrigues, Tânia Sampaio ou Zézé Fernandes e o já habitual folclore internacional.
A abertura oficial acontece no dia 2 de agosto, às 18h00, com visita aos expositores e desfile dos grupos de folclore internacional que participam no Festival do Rio 2019 e que também atuam no palco principal da Mostra, no dia de abertura, às 22h00, e também nos dias 5, 6 e 8.
A maior mostra de criatividade em Portugal vai ser novamente um palco de criatividade e de afirmação de Barcelos como grande polo criativo das artes e ofícios tradicionais em Portugal, nos domínios tradicionais e no artesanato contemporâneo, bem como das Queijadinhas de Barcelos e Vinhos verdes.
À semelhança dos anos anteriores, a edição deste ano da Mostra vai brindar o público com diversos espetáculos musicais, arruadas pelos grupos folclóricos e etnográficos, animação de rua e outras atividades que, ao longo da iniciativa, vão animar quem visita o concelho. Depois do sucesso dos dois anos anteriores, os workshops diários com artesãos do concelho de diversas áreas, dedicados a vários temas, voltam a marcar presença uma vez que conquistaram um lugar de destaque nesta Mostra.
O ponto alto da Mostra é a 9.ª edição da Gala do Artesanato, no dia 10, às 22h00, na qual serão entregues os prémios Carreira, Inovação, Revelação Artesanato Contemporâneo e Revelação Artesanato Tradicional.
A Praça da Alimentação, com a aposta nos sabores tradicionais da região e com música ao vivo, mantém-se como uma das principais atrações do evento.
No plano musical, são muitos os destaques do cartaz. A cantora Carminho atua no dia 3; a música folk portuguesa volta a estar em evidência com os espetáculos de Sérgio Mirra, no dia 4, e do barcelense Victor Rodrigues no dia 9; a música tradicional estará em destaque com o espetáculo de Trastes que atuam no dia 7; no dia 12 é a vez de Tânia Sampaio; o folk popular destaca-se com Zezé Fernandes no dia 13 e, o evento terminará em grande euforia com o festivo Amigo Loureiro de Barcelos, e muitos outros que farão desta edição um verdadeiro sucesso.
Diariamente, haverá animação de rua e arruadas pelo recinto protagonizadas por grupos de folclore do concelho. Os mais novos poderão divertir-se no parque de insufláveis colocado no Pavilhão Municipal.
Este ano a Feira do Melão, ainda que na Avenida da Liberdade, volta a fazer parte da Mostra nos dias 3 e 4 de agosto o que reforça ainda mais a vertente eclética da Mostra de Artesanato.
A Mostra Nacional de Artesanato e Cerâmica de Barcelos estará aberta de segunda a sexta-feira, das 18h00 às 24h00, e ao fim de semana e no feriado 15 de agosto, das 16h00 às 24h00.
O certame tem como objetivo promover o artesanato e os artesãos, sendo o grande evento anual, afirmando Barcelos como capital do artesanato e trazendo à cidade muitos milhares de pessoas, mantendo um cruzamento harmonioso com a gastronomia e os vinhos, a música popular e o folclore nacional e internacional.
Encontro com ceramistas assinala comemoração na Caldas da Rainha. Barcelos marca presença no 1º aniversário das Cidades e Vilas Cerâmicas
O Município de Barcelos estará representado hoje pela Vereadora da Cultura, Armandina Saleiro, nas Caldas da Rainha, no âmbito do 1º aniversário de existência da APTCVC (Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica). Na comemoração, estarão os catorze municípios cerâmicos portugueses que irão aproveitar para divulgar os seus objetivos junto de outros municípios candidatos à Associação.
A representar Barcelos estarão também os oleiros Paulo César Silva (olaria vidrada) e Armando Braz (olaria fosca ) e o ceramista Joaquim Esteves ( figurado/ cerâmica contemporânea).
A APTCVC tem como membros fundadores os municípios de Alcobaça, Aveiro, Barcelos, Batalha, Caldas da Rainha, Ílhavo, Mafra, Montemor-o-Novo, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Tondela, Viana do Alentejo, Viana do Castelo e Vila Nova de Poiares, todos com fortes tradições ou importância económica no campo da cerâmica artesanal, patrimonial ou industrial.
Bom Dia Cerâmica!
O programa “Bom Dia Cerâmica” será também apresentado, no âmbito desta comemoração. Este ano terá lugar a 18 e 19 de maio em toda a Europa, para chamar a atenção do público e das autoridades nacionais para este produto e material ligado aos primórdios da civilização e que até hoje constitui um testemunho da criação humana e da criação de valor e de emprego.
O Município de Barcelos, através do pelouro da Cultura, tem preparado um programa conjunto com o “Bom dia Cerâmica” e as comemorações do “Dia Internacional dos Museus e Noite Europeia dos Museus. Para o dia 18 de maio, no Museu há visitas guiadas (manhã e tarde) e oficina de conto para famílias (tarde). À noite, na Noite Europeia dos Museus, há lugar para o concerto "perhaps only as a memory” - Barcelos Cidade Criativa, Projeto de Criação Artística de Frederico Dinis.
No dia 19 de maio, o “Bom dia Cerâmica” proporciona visitas guiadas - cerâmica nos espaços públicos de Barcelos; ”Olaria e Gastronomia” com uma mostra da gastronomia local tradicional, confecionada em objetos cerâmicos (campo 5 de Outubro); uma peça de teatro "Argila", pelo Teatro da Didascália, às 15h00, no Teatro Gil Vicente; visitas guiadas ao Museu de Olaria; visita à exposição ABORDAGENS, da autoria do ceramista barcelense Joaquim Esteves; e oficinas de modelagem para o público em geral.
No início de maio, com a comemoração do Dia Nacional do Azulejo (6 maio), há visitas para grupos, com marcação prévia, para conhecer a rota do azulejos, em Barcelos.
Município de Barcelos inicia processo de adesão à Academia Internacional de Cerâmica
O Museu de Olaria de Barcelos pretende integrar a Academia Internacional de Cerâmica, uma entidade associada da UNESCO, que tem como objetivo estimular a fraternidade e a comunicação entre profissionais cerâmicos de todos os países, desenvolvendo formas de cooperação internacional destinadas a promover a cerâmica e encorajando e suportando os mais altos níveis de qualidade de produção, dentro das diferentes culturas cerâmicas.
No sentido de concretizar esta intenção, a Câmara Municipal de Barcelos deliberou, em reunião ordinária de 22 de fevereiro, remeter à Assembleia Municipal, para apreciação e votação, o pedido de autorização para a integração do Museu de Olaria de Barcelos na Academia Internacional de Cerâmica.
A integração do Museu de Olaria nesta rede revela-se de grande importância para a valorização, dinamização e enriquecimento do património local. Com efeitos, a interação entre os membros valoriza o conhecimento e a mudança cultural e as contribuições coletivas resultam no enriquecimento de forma significativa da cerâmica a um nível internacional. A Academia está empenhada em realizar projetos de grande escala para promover a cultura cerâmica, bem como debater, trocar, refletir e compartilhar conhecimentos. A influência da sua rede internacional é expressa em escala global e local e presta especial atenção à integração e especificidades.
A Academia Internacional de Cerâmica foi fundada em 1952 por Henry J. Reynaud. Associada à UNESCO desde 1958. É composta atualmente por 650 membros e constitui um acesso privilegiado a uma comunidade internacional que promove a cerâmica contemporânea através de uma larga rede de artistas, de críticos, de escritores, de historiadores, de galeristas, de museus e de outras instituições relacionadas.
Os seus membros são oriundos de cerca de seis dezenas de países de todo o mundo, figurando até agora três membros portugueses, sendo Portugal um dos países com uma tradição na cerâmica mais forte e menos representada.
A Academia é, hoje, a única associação que atua internacionalmente, reunindo ceramistas, artistas, designers, escritores, colecionadores, galeristas, curadores, conservadores e um vasto painel de instituições de prestígio.
Amanhã, dia 2 de fevereiro, às 18h, no Museu de Olaria
A exposição " Geração Mistério" é inaugurada, amanhã, às 18h, no Museu de Olaria.
A família Mistério é uma das mais carismáticas do figurado barcelense que hoje tem como representantes os filhos Manuel e Francisco, conhecidos por Irmãos Mistério, que continuam a preservar o legado dos pais, mas arriscam também as suas próprias criações.
A história da família Mistério, na arte do figurado, começa no início dos anos vinte do século passado com Domingos Gonçalves Lima, “Mistério” de alcunha, cuja projeção se deveu, sobretudo, à ironia e irreverência criativa características das suas peças.
Exposição ‘Geração Mistério’ abre dia de 2 de fevereiro, às 18h, na Sala de Exposições Temporárias
O Museu de Olaria abre o ano de 2019 com uma exposição dedicada ao figurado da Família Mistério, dando continuidade ao ciclo de exposições sobre as famílias barristas mais emblemáticas da região oleira de Barcelos.
A história da família Mistério, na arte do figurado, começa no início dos anos vinte do século passado com Domingos Gonçalves Lima, “Mistério” de alcunha, cuja projeção se deveu, sobretudo, à ironia e irreverência criativa características das suas peças. Mistério era um barrista muito criativo e a sua esposa, Virgínia Coelho Esteves, uma das mais importantes pintoras do figurado barcelense, ajudava-o com a pintura das suas criações.
Com uma numerosa família de doze filhos, toda a prole passou parte da infância e juventude na oficina da família a trabalhar no barro. Se por um lado os rapazes se dedicavam mais ao forno e à modelação, às raparigas cabia a tarefa da pintura. Entre os doze, acabariam por ficar os filhos Manuel e Francisco, que continuam ainda hoje a contribuir para o engrandecimento do artesanato barcelense, tentando preservar o legado dos pais, mas procurando também arriscar as suas próprias criações.
Nesta exposição, que decorre entre 2 de fevereiro e 31 de dezembro de 2019, poderão encontrar-se cristos, santos, diabos, monstros, desfolhadas, carros de bois, pombais, músicos, apitos, galos, entre outras peças de uma das famílias mais emblemáticas do figurado barcelense, a Família Mistério.
O Museu de Olaria está aberto de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados das 10h às 12h30 e das 14h às 17h30. A entrada é gratuita.
Cerâmica e barro inspiram novo mural de arte urbana em Bairro
A forte ligação da comunidade de Bairro à cerâmica e ao barro está agora espelhada no novo mural de arte urbana desta freguesia famalicense. A intervenção artística foi apresentada no passado sábado, 17 de novembro, e pode agora ser vista por todos no parque infantil das Camélias.
O mural, com cerca de 24 metros de comprimento, envolveu a participação de 15 jovens do concelho e é já o quarto pintado no âmbito do projeto Urban Youth, promovido pela autarquia, através do pelouro da Juventude, em parceria com o centro artístico A Casa ao Lado, depois dos trabalhos inaugurados em Vila Nova de Famalicão, Requião e Jesufrei.
O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, elogiou o trabalho feito nesta nova intervenção do Urban Youth, salientando a importância do projeto não só na valorização dos espaços públicos, como também pelo trabalho que tem conseguido fazer na divulgação das tradições e características próprias de cada uma das freguesias por onde já passou.
Recorde-se que o Urban Youth é um projeto de intervenção artística com recurso a técnicas como o grafite e a azulejaria. A primeira intervenção deste projeto decorreu na cidade, no Parque de Sinçães, com a ilustração de escritores famalicenses, seguindo-se depois o polidesportivo de Requião, onde foi retratada uma lenda antiga da freguesia, e Jesufrei, com a pintura de um mural inspirado no protetor da freguesia - o Arcanjo S. Miguel.
O design como reinvenção da olaria. Exposição no Museu de Olaria, a partir de 29 de setembro
A Câmara Municipal de Barcelos inaugura no próximo sábado, 29 de setembro, na Sala da Capela do Museu de Olaria, a exposição do designer e criativo André Teoman, intitulada “Tesouros de Barro”, que estará patente até 31 de dezembro.
As peças em barro incluídas nesta exposição retratam pequenas histórias de caça ao tesouro, mapas misteriosos que saem de dentro de garrafas de cor verde, palas dos piratas a tapar-lhes o olho, a perna de pau, imagens fortemente ligadas ao imaginário infantil.
O barro é um tesouro escondido, revelador de riqueza e identidade cultural e evidencia uma tradição em extinção, a técnica de olaria ancestral.
Teoman homenageia também o conhecimento e habilidade dos oleiros de Barcelos e alia, por isso, a técnica da roda com o figurado, pouco comum na atividade de olaria.
Os objetos são importantes na medida em que são fontes de memórias, de associações, de interrelações, além da utilidade e aparência, tidas como prioritárias. Muitas vezes tornam-se tesouros, porque a eles estão associados momentos únicos de felicidade, sentimentos especiais, pequenas histórias.
No mesmo dia, os alunos do Mestrado em Design e Desenvolvimento do Produto da Escola Superior de Design do IPCA expõem peças de cerâmica utilitária baseada na herança cultural da olaria regional (barros vermelho e preto) da sub-região do Cávado, no átrio da Sala da Capela do Museu de Olaria.
A exposição tem como objetivo demonstrar o potencial do design como catalisador para o reconhecimento do legado regional (humano, técnico e cultural) e acrescento de valor através de novas abordagens.
O Museu de Olaria reabre ao público esta tarde, depois de os resultados das análises efetuadas à qualidade do ar dentro do edifício concluírem que os locais avaliados estão em conformidade com a legislação em vigor.
Recorde-se que no passado dia 30 de agosto foi detetada uma avaria na unidade de controle da humidade e temperatura dentro do edifício, que motivou uma intervenção técnica prevista no programa de qualidade que certifica os serviços do Museu.
Por precaução, e apenas durante o período necessário à realização das análises, o Museu de Olaria permaneceu encerrado.
Galeria de Arte apresenta exposição de Maria Casal e Francisco Pazos
É inaugurada sábado, às 18h00, na Galeria Municipal de Arte, a exposição “Diálogo de Cor e Volume”, da pintora Maria Casal e do escultor Francisco Pazos. A exposição estará patente até 24 de junho.
Em “Diálogo de Cor e Volume” fundem-se duas artes, a pintura e a olaria. Nas palavras de Tere Suárez, crítica de arte e comissão da exposição, esta exposição trata-se de “uma ampla visão da obra de dois criadores galegos, que compartilham a maneira de olhar e a incansável necessidade de experimentar, na tentativa de captar o instante e transformá-lo em eterno”.
Maria Casal, nascida em 1954, em Catoira, Pontevedra, começou a expor em 2004, contando, desde então, com dezenas de exposições individuais e coletivas, no seu país de origem, e vários prémios em mostras de arte.
Francisco Pazos, nasceu em 1961, em Meaño, Pontevedra. Professor de escultura, entre 1990 e 1997, na Escola de Canteiros, onde se formara. Logo no início de carreira, em 1983, foi laureado na Bienal de Pontevedra com uma bolsa destinada a novos valores e, ao longo dos anos, a sua obra tem sido por diversas vezes premiada.
Exposição “Uma Geração de Baraças Ligada pelo Barro”
“Uma Geração de Baraças ligada pelo Barro” é o título da exposição dedicada a uma das mais conceituadas e tradicionais famílias do artesanato de Barcelos – a família Baraça – que abre ao público no dia 3 de fevereiro, na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Olaria, e se prolonga até 31 de dezembro de 2018.
Depois da Geração Ramalho, em 2016, e da Geração Côta, em 2017, o ano de 2018 é dedicado à família Baraça. Uma geração iniciada por Ana Lopes Gonçalves Valada, conhecida como Ana Baraça, que transmitiu a sua arte e saber, primeiro ao filho Fernando e à filha Rosalina, depois aos netos, Carlos, Vítor e Moisés.
É uma das famílias carismáticas do figurado barcelense que hoje tem como representantes os netos Vítor e Moisés Gonçalves, conhecidos por Irmãos Baraça, que se dedicam em exclusivo ao fabrico de artigos em barro, com fins decorativos, onde a tradição e inovação andam lado a lado.
Na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Olaria, não irão faltar os coretos, os galos de Barcelos, as bandas de música e as alminhas, por entre as mais de cem peças que estarão em exposição e que espelham temas tradicionais, com especial incidência no mundo rural, na religião e nas festas.
O Museu de Olaria está aberto de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados das 10h às 12h30 e das 14h às 17h30. A entrada é livre.
“Louças de Barcelos – Uma Arte Intemporal” é o nome da exposição que estará patente entre 19 de janeiro a 4 de março, na Torre Medieval.
A mostra, organizada pela Câmara Municipal de Barcelos, reúne peças de dez oleiros e cerâmicas de Barcelos.
A exposição, que visa retratar o percurso das louças e da cerâmica em geral no concelho de Barcelos, tem por objeto mostrar a evolução que este setor teve ao longo do tempo, tendo por base a gramática e os saberes tradicionais da olaria barcelense.
Uma arte temporal que, elencada nos saberes tradicionais, conseguiu criar novas formas e novos contextos que lhe proporcionaram, o maior e melhor enquadramento no quotidiano e nas tendências utilitárias e decorativas da actualidade, deixando em muitos casos a função unicamente utilitária de outrora, bem como criando novos contextos de utilidade adaptados aos contextos utilitários da sociedade atual.
Esta exposição pretende, também, mostrar a vivacidade deste setor no concelho de Barcelos e dar notoriedade aos agentes que nele laboram.
Por outro lado, no âmbito da participação de Barcelos na Rede Mundial das Cidades Criativas, cria-se um ciclo de dinamização desta produção certificada e encontrar novos caminhos para a sua internacionalização e consequente procura de novos de canais de distribuição.
A exposição pode ser vista até 4 de março, todos os dias, das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00. A entrada é livre.
“João Macedo Correia: o ceramista visionário” é o nome da exposição temporária que estará patente, de 27 de setembro de 2017 a 11 de março de 2018, no Museu de Olaria. Integradas no programa expositivo vão estar imagens inéditas de um dos mais emblemáticos ceramistas barcelenses.
A mostra, organizada pela Câmara Municipal de Barcelos, composta por mais de 90 peças, na sua maioria da coleção dos filhos Adélio Marinho Macedo Correia e Fernando Macedo Correia, é inaugurada na quarta-feira, dia 27 de setembro, às 18h00, onde também será apresentada a monografia “João Macedo Correia (1908-1987), o legado de um ceramista”, pelo Dr. António Augusto Joel.
João Correia Macedo é um dos grandes vultos da cerâmica barcelense. é um dos grandes vultos da cerâmica barcelense, exemplo perfeito da forma como a arte em torno da cerâmica moldou em termos sociais, culturais e económicos todo o território de Barcelos.
Oriundo de uma família de oleiros, cedo percebe que queria enveredar por um novo caminho. Estudou com alguns dos discípulos de Rafael Bordalo Pinheiro; implementou os seus conhecimentos na produção cerâmica, transformando a Fábrica do Macedo numa verdadeira Cerâmica artística.
Foram mais de 50 anos o tempo que se dedicou, com coragem, perseverança e persistência, ao ofício da cerâmica desde o tempo que passou na fábrica de cerâmica do seu pai ao período em que, fruto das circunstâncias da vida, recomeça a atividade, praticamente sozinho, numa pequena oficina junto à sua habitação.
Por tudo isto, João Macedo Correia tornou-se um exemplo pela defesa dos interesses dos oleiros e barristas de Barcelos em prol da salvaguarda do futuro da indústria cerâmica da região.
Dois jovens de Barcelos vão estar até amanhã, dia 10 de agosto, na Costa Rica, a representar o Município. Tudo porque o Museu de Olaria de Barcelos integra o projeto internacional EU-LAC MUSEUMS, que promove relações entre a Europa e a América Latina na área da Museologia Comunitária. Ana Lúcia Fernandes e Bruno São Bento, descendentes de famílias de oleiros e elementos do grupo “Sons de Barro”, da Banda Musical de Oliveira, estão a partilhar experiências com outros jovens de todo o mundo dando a conhecer, em simultâneo, a arte popular de Barcelos.
O Museu de Olaria de Barcelos integra o grupo dos três museus municipais portugueses que, a par com o Museu da Chapelaria de S. João da Madeira e o Museu de Penafiel, está a representar Portugal neste projeto internacional que envolve oito países. A nível internacional o projeto é coordenado pela Universidade de St. Andrews, na Escócia, e a nível nacional pela Universidade do Porto, através do departamento de Museologia.
A equipa portuguesa, constituída pelos jovens que representam os três Museus Municipais, em conjunto com a equipa da Escócia, está na Costa Rica, desde 24 de julho, para partilhar questões e experiências relacionadas com a cultura património e identidade das diferentes comunidades.
Recorde-se que, em janeiro deste ano, a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Armandina Saleiro, esteve presente na assinatura dos protocolos de colaboração entre a Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), o Município de Barcelos, o Município de Penafiel e o Município de São João da Madeira, e, na altura, salientou a importância destes intercâmbios que "ajudam a promover e a divulgar a cultura local".
Com a temática “Museus e Comunidade: Conceitos, Experiências e Sustentabilidade na Europa, na América Latina e Caribe”, o EU-LAC MUSEUMS pretende criar um diálogo e cooperação sustentáveis entre as universidades, museus e comunidades da região e contempla um programa de mobilidade entre os países participantes para jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos.