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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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RANCHO FOLCLÓRICO “OS MINHOTOS” DA RIBEIRA DA LAJE LEVOU AS NOSSAS TRADIÇÕES AO RIBATEJO

O Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage, do concelho de Oeiras – predominantemente composto por courenses e seus descendentes – actuaram anteontem em Samora Correia, no concelho de Benavente, nas comemorações do Centenário da Sociedade Filarmónica União Samorense.

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Tratou-se do 8º Festival de Inverno de Folclore que, além do anfitrião Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinhos da SFUS, de Samora Correia, contou ainda com a participação do Rancho Folclórico de Poceirão, de Palmela.

O Festival teve início com o desfile pelas ruas de Samora Correia, a partir da Praça da República, seguindo-se a actuação dos grupos participantes no salão nobre da colectividade samorense. A iniciativa contou com o apoio da Câmara Municipal de Benavente e da Junta de Freguesia de Samora Correia.

Entretanto, o Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage retomou os seus ensaios e prepara-se para regressar à sua actividade normal já partir do início do próximo ano com a realização dos eventos que habitualmente realiza.

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COURENSES DANÇAM EM SAMORA CORREIA

O Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage, do concelho de Oeiras – predominantemente composto por courenses e seus descendentes – vai no próximo Sábado, dia 20 de Novembro, actuar em Samora Correia, no concelho de Benavente, nas comemorações do Centenário da Sociedade Filarmónica União Samorense.

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Trata-se do 8º Festival de Inverno de Folclore que conta também com a participação do Rancho Folclórico de Poceirão, de Palmela e do anfitrião, Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinhos da SFUS, de Samora Correia.

O Festival tem início com o desfile pelas ruas de Samora Correia a partir da Praça da República às 15h30, seguindo-se a actuação dos grupos participantes no salão nobre da colectividade samorense. A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Benavente e da Junta de Freguesia de Samora Correia. De referir que o concelho de Benavente possui muitos naturais de Ponte de Lima fixados sobretudo na área da Coutada Velha, localidade próxima de Samora Correia.

Entretanto, o Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage procedeu à eleição dos seus corpos directivos e retomou os seus ensaios, preparando-se para voltar à sua actividade normal a partir do início do próximo ano com a realização dos eventos que habitualmente realiza.

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RANCHO FOLCLÓRICO OS MINHOTOS DA RIBEIRA DA LAGE DANÇA EM SAMORA CORREIA

O Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage, do concelho de Oeiras, está de volta. No próximo Sábado, dia 20 de Novembro, vai actuar em Samora Correia, no concelho de Benavente, nas comemorações do Centenário da Sociedade Filarmónica União Samorense.

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Trata-se do 8º Festival de Inverno de Folclore que conta também com a participação do Rancho Folclórico de Poceirão, de Palmela e do anfitrião, Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinhos da SFUS, de Samora Correia.

O Festival tem início com o desfile pelas ruas de Samora Correia a partir da Praça da República às 15h30, seguindo-se a actuação dos grupos participantes no salão nobre da colectividade samorense. A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Benavente e da Junta de Freguesia de Samora Correia. De referir que o concelho de Benavente possui muitos naturais de Ponte de Lima fixados sobretudo na área da Coutada Velha, localidade próxima de Samora Correia.

Entretanto, o Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage procedeu à eleição dos seus corpos directivos e retomou os seus ensaios, preparando-se para voltar à sua actividade normal a partir do início do próximo ano com a realização dos eventos que habitualmente realiza.

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM JUNTO AO ESTÁDIO NACIONAL FOI DURANTE MUITOS ANOS LOCAL DE CONFRATERNIZAÇÃO ENTRE MINHOTOS E GALEGOS

Em meados do século passado, os minhotos e os galegos radicados na região de Lisboa acorriam ao sítio conhecido por Alto da Boa Viagem, assim denominado por ali existir uma pequena ermida dedicada a Nossa Senhora da Boa Viagem, uma devoção dos homens do mar. Chamavam-lhe “Romaria de São Tiago” e ocorria invariavelmente num domingo próximo do dia 25 de Julho, por iniciativa conjunta da Xuventud de Galícia e da Casa do Minho.

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Tratava-se de uma alegre confraternização que, para além dos petiscos, envolvia a prática de jogos ao ar livre e, naturalmente, manifestações de folclore. Até então, antes do aparecimento daquelas colectividades, era a Romaria de Santo Amaro, perto de Alcântara, a grande festa das gentes da Galiza que viviam em Lisboa. Porém, um desentendimento entre as duas organizações ditaram o fim daquela que era um verdadeiro traço de união entre as gentes minhotas e galegas, povos que partilham a mesma matriz identitária.

As gentes da Galiza não voltaram mais ao local para confraternizar. A Casa do Minho ainda organizou a festa por mais alguns anos e, mesmo depois de interrompida com a mudança do regime, lá voltou em meados da década de 80 do século passado. Mas o brilho já não era o mesmo. E, eis a razão pela qual a Casa do Minho mantém a denominação “Romaria de São Tiago” para identificar a festa que anualmente realiza em Lisboa, na zona de Belém.

Aninhada junto ao farol do Esteiro, com uma vista magnífica sobre o rio Tejo e o Oceano Atlântico, a pequena capela foi votada ao abandono e degradando-se ano após ano. O carro eléctrico já havia deixado de seguir até ao Estádio Nacional. A zona envolvente sempre foi bastante movimentada devido à construção da estrada Marginal, oferecendo riscos à circulação pedonal.

A capela original foi erguida em 1734, num local onde outrora existiu o Convento de Nossa Senhora da Boa Viagem. Ali se realizavam procissões, peregrinações, votos e oferendas.

Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o convento foi abandonado e, mais tarde demolido. Com as obras do Estádio Nacional, a capela mudou de sítio. Actualmente encontra-se restaurada e classificada como “Imóvel de valor concelhio”, de acordo com o Edital n.º 184/2004 (2ª série), publicado no Diário da República, N.º 67, II Série, 19 de março de 2004.

Para as gentes minhotas e galegas, resta a memória das alegres confraternizações sob a égide de São Tiago – Patrono da Galiza!

Foto: http://umafotomilpalavras.blogspot.com/