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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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A PESCA DA SARDINHA NA COSTA PORTUGUESA – A SUA QUALIDADE DEPENDE DO COMEÇO DA NORTADA! – FOTOS DE LUÍS EIRAS

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No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.

Tradição de origens remotas, a sardinha era tradicionalmente pescada por meio da arte xávega, método que consistia numa forma de pesca por cerco. Deixando uma extremidade em terra, as redes são levadas a bordo de uma embarcação que as vai largando e, uma vez terminada esta tarefa, a outra extremidade é trazida para terra. Então, o saco é puxado a partir da praia, outrora recorrendo ao auxílio de juntas de bois, atualmente por meio de tração do guincho ou de tratores. Entretanto, as modernas embarcações de arrasto vieram a ditar a morte da arte xávega e, simultaneamente, a ameaçar a sobrevivência das próprias espécies piscícolas, colocando em causa o rendimento familiar dos próprios pescadores.

A sardinha constitui um das suas principais fontes de rendimento, representando quase metade do peixe, calculado em peso, que passa nas lotas portuguesas. Matosinhos, Sesimbra e Peniche são os principais portos pesqueiros de sardinha em todo o país.

Quando, no início da Primavera, o vento sopra insistentemente de norte durante vários dias, os pescadores adivinham um verão farto na pesca da sardinha, do carapau, da cavala e outras espécies que são pescadas na costa portuguesa. A razão é simples e explica-se de forma científica: esta época do ano é caracterizada por um sistema de altas pressões sobre o oceano Atlântico, vulgo anticiclone dos Açores, o qual se reflete na observância de elevadas temperaturas atmosféricas, humidade reduzida e céu limpo. Verifica-se então uma acentuada descida das massas de ar que resultam no aumento da pressão atmosférica junto à superfície e a origem de ventos anticiclónicos que circulam no sentido dos ponteiros do relógio em torno do centro de alta pressão, afastando os sistemas depressionários. Em virtude da situação geográfica de Portugal continental relativamente ao anticiclone, estes ventos adquirem uma orientação a partir de norte ou noroeste, habitualmente designado por “nortada”.

Sucede que, por ação do vento norte sobre a superfície do mar e ainda do efeito de rotação da Terra, as massas de água superficiais afastam-se para o largo, levando a que simultaneamente se registe um afloramento de águas de camadas mais profundas, mais frias e ricas em nutrientes que, graças à penetração dos raios solares, permite a realização da fotossíntese pelo fito plâncton que constitui a base da cadeia alimentar no meio marinho. Em resultado deste fenómeno, aumentam os cardumes de sardinha e outras espécies levando a um maior número de capturas. E, claro está, o peixe torna-se mais robusto e apetecível.

O mês de Junho, altura em que outrora se celebrava o solstício de Verão e agora se festejam os chamados "Santos Populares" – Santo António, São João e São Pedro – é, por assim dizer, a altura em que a sardinha é mais apreciada e faz as delícias do povo nas animações de rua. Estendida sobre um naco de pão, a sardinha adquire um paladar mais característico, genuinamente à maneira portuguesa.

Por esta altura, muitos são os estrangeiros que nos visitam e, entre eles, os ingleses que possuem a particularidade de a fazerem acompanhar com batata frita, causando frequente estranheza entre nós. Sucede que, o “fish and chips” ou seja, peixe frito com batatas fritas, atualmente bastante popular na Grã-Bretanha, teve a sua origem na culinária portuguesa, tendo sido levado para a Inglaterra e a Holanda pelos judeus portugueses, dando mais tarde origem à tempura que constitui uma das especialidades gastronómicas mais afamadas do Japão.

DIA MUNDIAL DOS OCEANOS: VIANA DO CASTELO É EXEMPLO E REFERÊNCIA NA ECONOMIA AZUL

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo defendeu hoje, durante a sessão “Oceanos: Pessoas e Oportunidades”, uma iniciativa que pretendeu assinalar o Dia Mundial dos Oceanos que aconteceu hoje, que os oceanos são a próxima grande oportunidade para a economia, considerando que será mesmo “a próxima revolução industrial, mas sustentável e respeitadora”.

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Na sua intervenção na sessão de boas vindas da iniciativa que contou com a presença do Secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, o autarca sublinhou o trabalho desenvolvido por Viana do Castelo na economia e na literacia dos mares, sublinhando que o concelho é “um agente ativo” no processo da economia do mar, desenvolvendo um conjunto de projetos e ações na economia azul.

“O primeiro grande projeto foi o resgate do Gil Eannes onde está este Centro de Mar e onde se desenvolve a literacia para os oceanos, mas também o trabalho desenvolvido no espaço atlântico com a proteção dos oceanos enquanto prioridade para as politicas locais”, evidenciou Luís Nobre, defendendo um “pensamento que ajude a crescer e a posicionar Viana do Castelo nos três princípios da Estratégia Nacional do Mar”.

Na sessão, foram apresentados quatro grandes projetos para Viana do Castelo, nomeadamente o trabalho desenvolvido com o Centro de Mar desde 2014, com mais de 500 atividades educativas, com mais de dez mil crianças envolvidas e com um museu virtual da memória marítima, onde consta o espólio desmaterializado do centro e ainda os projetos educativos e outros, como é o caso do concurso de fotografia que hoje iniciou sobre “Viana e o Mar”.

Durante o evento, foi ainda destacado o trabalho com os clubes náuticos e foi apresentado o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho do Mar, que juntou diversas entidades para reuniões com o objetivo de definir projetos para a rede da economia do mar, investigação, energia, pesca, náutica e formação e de onde já nasceram ideias de projetos como a criação de um Museu da Pesca ou a comercialização mais justa e com incentivos ao consumo das marcas locais.

O evento integrou ainda o trabalho do Plano de Ação da Agenda do Mar 20-30, que pretende consolidar todas os domínios identificados e as potencialidades do território, materializando ainda todas as iniciativas e projetos desenvolvidos pelo projeto Centro de Mar e que levou à criação de um grupo de trabalho com diversas entidades ligadas ao tema do mar em diferentes domínios – investigação e desenvolvimento, pesca, náutica, turismo, hotelaria, entre outros.

Na sua intervenção, Miguel Marques lembrou que Viana do Castelo “sente e sabe que o mar é passado, é presente e será o futuro, com séculos e séculos de história e com o Gil Eannes a mostrar que Viana consegue fazer coisas incríveis”. Para o especialista na área, “Viana do Castelo é uma referência e um exemplo e está a cumprir a Década dos Oceanos”.

No Dia Mundial dos Oceanos, foi ainda apresentado o projeto ATLANTIC OFFSHORE WIND ENERGY - AOWINDE - que consiste no desenvolvimento de um plano de apoio industrial e na melhoria da cadeia de valor associada à energia eólica marítima na Euro-região Galiza – Norte de Portugal. O projeto visa analisar a necessidade de melhorar a competitividade da indústria europeia com emissões líquidas nulas e de impulsionar a rápida transição para a neutralidade climática e pretende que a região seja pioneira, através de um investimento a rondar os 1.8 milhões de euros nos próximos três anos, com destaque para um hub industrial transfronteiriço e para a criação de roteiros ligados às eólicas marítimas.

Este projeto é financiado pelo INTERREG e tem como parceiros a ASIME – Asociación de Industrias del Metal y Tecnologías Asociadas de Galicia (Chefe de fila), a AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, a Xunta de Galicia, o Instituto Enerxético de Galicia , a Universidade da Coruña, a Câmara Municipal de Viana do Castelo, o  Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a Universidade de Vigo, o INESCTEC e o CATIM – Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica.

Na sua intervenção, Enrique Miguel Mállon Otero, Secretário Geral da ASIME, sublinhou a importância da compatibilidade entre os intervenientes do mar: as pescas, as rotas marítimas, a indústria eólica marítima e a aquacultura marinha. “Nunca iremos defender a energia eólica marinha se esta prejudicar os restantes intervenientes, mas há que avançar e tem que haver experiências e acreditamos que há compatibilidade entre atividades”, referiu o representante da ASIME, defendendo que o projeto transfronteiriço irá permitir que a euro-região seja pioneira e um líder sólido” nesta área, sendo que a Galiza tem que se aproximar do trabalho efetuado já por Portugal e por Viana do Castelo.

Na sessão de encerramento, o Secretário de Estado do Mar evidenciou os diversos projetos em curso na área do mar e da economia azul por parte do Governo Português, nomeadamente nos ODS 14 e 17, relativos ao mar e à cooperação. “Portugal colocou na sua agenda o cumprimento destes objetivos”, observou, felicitando o município pelo cumprimento dos desafios e pelo envolvimento de todos os parceiros, “envolvendo os sectores tradicionais como a comunidade piscatória e a necessidade da coabitação do mesmo mar, porque este é um espaço de partilha e as novas atividades, tal como já aconteceu com o ordenamento do território, tem que ser harmonizadas criando o menor conflito possível e criando formas de mitigação onde não for possível”.

José Maria Costa evidenciou ainda as duas agendas: a Inova Mar e a Nexus, assim como os projetos dos Hubs Azuis, a criação de um Centro Internacional de Biotecnologia, entre outros, que permitirão novos investimentos e novas áreas de especialização. “Este é um sector em grande desenvolvimento e os projetos de Viana do Castelo são únicos e inovadores, e permitirão o desenvolvimento da região na preservação dos oceanos e na economia azul sustentável”.

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VIANA DO CASTELO VAI ASSINALAR DIA MUNDIAL DOS OCEANOS

O Centro de Mar de Viana do Castelo recebe, no próximo dia 08 de junho, a partir das 10 horas, o evento “Oceano: Pessoas e Oportunidades”, uma iniciativa que pretende assinalar o Dia Mundial dos Oceanos e que contará com a presença do Secretário de Estado do Mar e integrará a apresentação do Plano de Ação para Viana do Castelo da Agenda do Mar 20-30.

            Na sessão, será apresentado o Centro de Mar enquanto projeto integrador da cultura marítima que se consolidou com o desenvolvimento de Equipamentos dedicados à náutica assim como a um “edifício farol” que integra um Centro de Interpretação Ambiental e um Centro de Documentação do Mar. Será ainda apresentado, a cargo de Miguel Marques, o trabalho do Plano de Ação da Agenda do Mar 20-30, que pretende consolidar todas os domínios identificados e as potencialidades do território, materializando ainda todas as iniciativas e projetos desenvolvidos pelo projeto Centro de Mar e que levou à criação de um grupo de trabalho com diversas entidades ligadas ao tema do mar em diferentes domínios – investigação e desenvolvimento, pesca, náutica, turismo, hotelaria, entre outros.

A sessão integra ainda a apresentação do projeto ATLANTIC OFFSHORE WIND ENERGY - AOWINDE - que consiste no desenvolvimento de um plano de apoio industrial e na melhoria da cadeia de valor associada à energia eólica marítima na Eurorregião Galiza – Norte de Portugal. O projeto visa analisar a necessidade de melhorar a competitividade da indústria europeia com emissões líquidas nulas e de impulsionar a rápida transição para a neutralidade climática.

Este projeto é financiado pelo INTERREG e tem como parceiros a ASIME – Asociación de Industrias del Metal y Tecnologías Asociadas de Galicia (Chefe de fila), a AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, a Xunta de Galicia, o Instituto Enerxético de Galicia , a Universidade da Coruña, a Câmara Municipal de Viana do Castelo, o  Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a Universidade de Vigo, o INESCTEC  e o CATIM – Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica.

Recorde-se que o Dia Mundial dos Oceanos foi decretado através da Resolução 63/111 adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas de 5 de dezembro de 2008. O Dia Mundial dos Oceanos é celebrado anualmente a 8 de junho e pretende lembrar a importância dos oceanos no nosso quotidiano, enquanto «pulmões do planeta». Este dia é assinalado por muitos países, especialmente depois da Conferência sobre o Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro em 1992.

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ESPOSENDE APRESENTA TRABALHO FINAL DO TransFORMAR – PROJETO DE LITERACIA DOS OCEANOS

A marcar o encerramento em Esposende do TransFORMAR - Projeto de Literacia dos Oceanos, terá lugar, no dia 7 de outubro, pelas 15h00, no Centro de Educação Ambiental de Esposende, a sessão de apresentação do livro “O casamento de Krappi”.

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A publicação traduz-se num conto para o público juvenil sobre as ameaças e os riscos que pendem sobre o ambiente marinho, com particular atenção à realidade do Parque Marinho do Litoral Norte e a sua biodiversidade, bem como sobre os problemas que colocam em causa o equilíbrio e as funções desempenhadas pelos oceanos.

Este conto foi ilustrado e editado em podcast no próprio livro, tendo sido também dramatizado, dando origem a uma peça de teatro de marionetas para o público mais jovem. Assim, além da apresentação do livro “O casamento de Krappi”, terá lugar também a exibição do teatro de marionetas.

O projeto TransFORMAR foi promovido pelo Município de Esposende e pela empresa municipal Esposende Ambiente, em parceria com os Agrupamentos de Escolas António Correia de Oliveira e António Rodrigues Sampaio, e permitiu dar seguimento ao trabalho de educação e formação despoletado com o desenvolvimento do projeto OMARE – Observatório Marinho de Esposende, consolidando, deste modo, as aprendizagens adquiridas e aprofundando algumas das temáticas abordadas.

Intrinsecamente ligado à sensibilização e educação ambiental, este projeto enquadra-se, por isso, no cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, nomeadamente no que concerne aos ODS 4 - Educação de Qualidade, 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, 14 – Proteger a Vida Marinha, 15 – Proteger a Vida Terrestre e 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade.

Refira-se que o TransFORMAR - Projeto de Literacia dos Oceanos em Esposende foi financiado através do Programa Crescimento Azul (Small Grants Scheme #3), dos EEA GRANTS.

PESCADORES DE ESPOSENDE: NO SÃO JOÃO, A SARDINHA PINGA NO PÃO! – FOTOS LUÍS EIRAS

No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.

Tradição de origens remotas, a sardinha era tradicionalmente pescada por meio da arte xávega, método que consistia numa forma de pesca por cerco. Deixando uma extremidade em terra, as redes são levadas a bordo de uma embarcação que as vai largando e, uma vez terminada esta tarefa, a outra extremidade é trazida para terra. Então, o saco é puxado a partir da praia, outrora recorrendo ao auxílio de juntas de bois, atualmente por meio de tração do guincho ou de tratores. Entretanto, as modernas embarcações de arrasto vieram a ditar a morte da arte xávega e, simultaneamente, a ameaçar a sobrevivência das próprias espécies piscícolas, colocando em causa o rendimento familiar dos próprios pescadores.

A sardinha constitui um das suas principais fontes de rendimento, representando quase metade do peixe, calculado em peso, que passa nas lotas portuguesas. Matosinhos, Sesimbra e Peniche são os principais portos pesqueiros de sardinha em todo o país.

Quando, no início da Primavera, o vento sopra insistentemente de norte durante vários dias, os pescadores adivinham um verão farto na pesca da sardinha, do carapau, da cavala e outras espécies que são pescadas na costa portuguesa. A razão é simples e explica-se de forma científica: esta época do ano é caracterizada por um sistema de altas pressões sobre o oceano Atlântico, vulgo anticiclone dos Açores, o qual se reflete na observância de elevadas temperaturas atmosféricas, humidade reduzida e céu limpo. Verifica-se então uma acentuada descida das massas de ar que resultam no aumento da pressão atmosférica junto à superfície e a origem de ventos anticiclónicos que circulam no sentido dos ponteiros do relógio em torno do centro de alta pressão, afastando os sistemas depressionários. Em virtude da situação geográfica de Portugal continental relativamente ao anticiclone, estes ventos adquirem uma orientação a partir de norte ou noroeste, habitualmente designado por “nortada”.

Sucede que, por ação do vento norte sobre a superfície do mar e ainda do efeito de rotação da Terra, as massas de água superficiais afastam-se para o largo, levando a que simultaneamente se registe um afloramento de águas de camadas mais profundas, mais frias e ricas em nutrientes que, graças à penetração dos raios solares, permite a realização da fotossíntese pelo fito plâncton que constitui a base da cadeia alimentar no meio marinho. Em resultado deste fenómeno, aumentam os cardumes de sardinha e outras espécies levando a um maior número de capturas. E, claro está, o peixe torna-se mais robusto e apetecível.

O mês de Junho, altura em que outrora se celebrava o solstício de Verão e agora se festejam os chamados "Santos Populares" – Santo António, São João e São Pedro – é, por assim dizer, a altura em que a sardinha é mais apreciada e faz as delícias do povo nas animações de rua. Estendida sobre um naco de pão, a sardinha adquire um paladar mais característico, genuinamente à maneira portuguesa.

Por esta altura, muitos são os estrangeiros que nos visitam e, entre eles, os ingleses que possuem a particularidade de a fazerem acompanhar com batata frita, causando frequente estranheza entre nós. Sucede que, o “fish and chips” ou seja, peixe frito com batatas fritas, atualmente bastante popular na Grã-Bretanha, teve a sua origem na culinária portuguesa, tendo sido levado para a Inglaterra e a Holanda pelos judeus portugueses, dando mais tarde origem à tempura que constitui uma das especialidades gastronómicas mais afamadas do Japão.

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.pt/

ESPOSENDE: PROJETO "OMARE" EDITA "GUIA DE HABITATS E ESPÉCIES DO PARQUE MARINHO DO LITORAL NORTE"

Decorreu esta tarde, no Forte S. João Baptista, em Esposende, a apresentação do "Guia de habitats e espécies do Parque Marinho do Litoral Norte", uma publicação do Município de Esposende, elaborada no âmbito da candidatura do projeto Observatório Marinho de Esposende (OMARE).

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Este guia apresenta a identificação, caracterização e mapeamento dos habitats que definem o espaço marinho desta área protegida. Vasco Ferreira, consultor técnico do Município para o OMARE, revelou que, por via deste projeto foi possível identificar mais de 1500 espécies no Mar de Esposende. O biólogo aponta esta edição como mais uma ferramenta de divulgação da riqueza marinha deste espaço e sublinhou que importa “continuar os esforços para garantir que o valioso património natural e cultural subaquático do nosso mar, agora conhecido, é devidamente salvaguardado e protegido”.

Vasco Ferreira referiu que, no âmbito do projeto OMARE, foi desenvolvido um vasto trabalho, demonstrado através de variadíssimos artigos, teses e até um congresso, entre outras evidências, e que despertou a curiosidade da comunidade científica nacional, trazendo a Esposende investigadores do sul do país.

Na mesma linha, o Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, realçou o conhecimento que o projeto OMARE trouxe e o consequente impacto positivo. “Hoje conhecemos melhor a diversidade que existe nas nossas águas”, referiu, notando que estes dados permitem ao Município uma mais cabaz avaliação face a eventuais projetos para o litoral de Esposende.

Enquadrando o projeto OMARE, de que resulta esta publicação, no posicionamento há muito assumido pelo Município na área do Ambiente, Benjamim Pereira aludiu ao vasto trabalho, consistente e coerente, que vem sendo desenvolvido, nomeadamente na vertente da educação ambiental, em linha com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

Neste contexto insere-se também a cogestão do Parque Natural Litoral Norte (PNLN), que o autarca valorizou, sublinhando a importância do trabalho em rede. A recente publicação do POC (Plano da Orla Costeira) foi também abordada por Benjamim Pereira que notou que este instrumento de gestão territorial vai, finalmente, “corrigir erros do passado”, nomeadamente no território concelhio.

A pressão humana, a exploração de recursos e as alterações climáticas foram apontadas pelo Presidente da Câmara Municipal como fatores de ameaça ambiental e que importa controlar na perspetiva da defesa do património do Mar de Esposende.

A terminar, Benjamim Pereira expressou agradecimentos à Universidade do Minho e ao ICNF, parceiros do Município tanto no projeto OMARE como noutras vertentes do domínio marítimo, e dirigiu um especial agradecimento ao biólogo Vasco Ferreira quer por esta publicação como por toda a colaboração e trabalho que vem desenvolvendo com a Câmara Municipal. Concluiu lançando o repto de que o projeto OMARE possa ser ainda mais abrangente, estendendo-se às escolas, de modo a “semear o conhecimento do nosso território, que é tão importante”.

Mais informação sobre o projeto disponível em www.omare.pt

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ESPOSENDE: COMUNIDADE ESCOLAR EM DEFESA DOS OCEANOS ALERTA "O MAR COMEÇA AQUI!"

No âmbito do projeto Eco-Escolas e dando corpo à campanha da Associação Bandeira Azul, a Escola Básica António Rodrigues Sampaio, de Marinhas, em parceria com a empresa municipal Esposende Ambiente, levou a cabo uma iniciativa denominada “O mar começa aqui!”.

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Esta atividade, iniciada a 8 de junho, Dia Mundial do Mar, consistiu na pintura de sarjetas/sumidouros da escola e área envolvente, com o objetivo de sensibilizar a comunidade em geral e escolar para o facto de os resíduos abandonados na via pública, poderem ter como destino o mar através das sarjetas. Estas estruturas, criadas para canalizar as águas da chuva e impedir o alagamento dos arruamentos nas zonas urbanas, estão ligadas a uma rede pluvial que drena diretamente para as ribeiras e daí para o mar. Quando os resíduos de reduzidas dimensões como beatas, papeis ou tampinhas são depositados na via pública, ou até mesmo quando águas contaminadas de lavagens são indevidamente descarregadas nos sumidouros, estão a contribuir para aumentar a poluição dos oceanos e a colocar em causa a manutenção da biodiversidade marinha.

Os desenhos dos alunos, agora eternizados, resultaram de um concurso interno promovido pela escola e pretendem dar visibilidade à preocupação dos mais jovens relativamente ao impacto do comportamento humano nos oceanos, contribuindo para uma maior consciencialização ambiental de toda a comunidade.

A campanha “O mar começa aqui”, promovida pela Associação Bandeira Azul com a colaboração dos municípios parceiros e participação das eco-escolas nacionais, visa educar para a importância da qualidade da água salgada e para a preservação dos ecossistemas aquáticos e da biodiversidade marinha.

Esta iniciativa insere-se no cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, mais concretamente ao nível do ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis, ODS 14 – Proteger a vida marinha e ODS 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade.

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ESPOSENDE FORMA CRIANÇAS E JOVENS PARA LITERACIA DOS OCEANOS

O Município e a Esposende Ambiente, em parceria com os Agrupamentos de Escolas António Correia de Oliveira e António Rodrigues Sampaio, vão desenvolver um projeto de literacia dos oceanos junto da comunidade escolar.

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Trata-se do TransFORMAR – Projeto de Literacia dos Oceanos em Esposende, que prevê a conceção e criação de um conto para o público juvenil sobre as ameaças e os riscos que pendem sobre o ambiente marinho, com particular atenção à realidade do Parque Marinho do Litoral Norte e a sua biodiversidade, bem como sobre os problemas que colocam em causa o equilíbrio e as funções desempenhadas pelos oceanos como a poluição, a sobre-exploração de recursos, o aquecimento global, a destruição de habitats, a degradação ambiental, o desaparecimento da biodiversidade e a introdução de espécies exóticas. Este conto, que será ilustrado e editado em podcast no próprio livro, será posteriormente dramatizado com vista à construção de uma peça de teatro para o público mais jovem.

O TransFORMAR permitirá dar seguimento ao trabalho de educação e formação despoletado com o desenvolvimento do projeto OMARE – Observatório Marinho de Esposende, consolidando, deste modo, as aprendizagens adquiridas e aprofundando algumas das temáticas abordadas. Através deste projeto, o Município espera dotar os mais jovens e, consequentemente, os seus núcleos familiares, de conhecimentos e competências necessárias para que haja uma efetiva partilha de direitos e responsabilidades no que diz respeito ao Ambiente, contribuindo para a definição de uma visão comum de gestão do território, em que a preservação e valorização dos recursos marinhos assumem um papel preponderante. Pretende-se, assim, que o projeto possa ser uma importante ferramenta educativa no que diz respeito ao conhecimento dos oceanos e que contribua, efetivamente, para o reforço da relação homem-natureza, essencial para o desenvolvimento sustentável.

O TransFORMAR – Projeto de Literacia dos Oceanos em Esposende tem um período de execução de 18 meses, sendo financiado através do Programa Crescimento Azul (Small Grants Scheme #3), com uma dotação de 25 000 euros dos EEA GRANTS, de um investimento total de 33.705 euros.

Através da implementação deste projeto, Esposende contribui para o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, da ONU, nomeadamente no que se refere ao ODS 4 – Educação de Qualidade, ODS 12 – Produção e consumos sustentáveis, ODS 14 - Proteger a Vida Marinha e ao ODS 17 - Parcerias para o Desenvolvimento Sustentável.

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UNIVERSIDADE DE AVEIRO: INVESTIGADORAS PORTUGUESAS NA FRONTEIRA DA EXPLORAÇÃO DO MAR PROFUNDO

Depois de Marte, é, provavelmente, o mais enigmático local que a Humanidade não pisou: o mar profundo. Simbolicamente batizado de Challenger 150, em alusão ao ponto mais profundo do planeta (o Challenger Deep), um novo programa com cientistas de todo o mundo propõe-se trazer à superfície o conhecimento que ainda se esconde nas profundezas dos oceanos.

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Ao leme, a bióloga portuguesa Ana Hilário, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro (UA), quer dar um grande mergulho para a Humanidade e fazer com que o Challenger 150 seja uma referência da Década das Nações Unidas da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável.

“O mar profundo [vastas extensões de água e fundos marinhos entre os 200 e os 11000 metros abaixo da superfície do oceano] é reconhecido globalmente como uma importante fronteira da ciência e da descoberta”, aponta a bióloga marinha Ana Hilário, coordenadora da Challenger 150 a par com Kerry Howell, investigadora na Universidade de Plymouth (Reino Unido) e especialista em Ecologia do Mar Profundo.

Apesar de o mar profundo representar cerca de 60 por cento da superfície da Terra, aponta a investigadora da UA, “uma grande parte permanece completamente inexplorada e a Humanidade conhece muito pouco sobre os seus habitats e como estes contribuem para a saúde de todo o planeta”.

Para colmatar esta lacuna, Ana Hilário e Kerry Howell juntaram à sua volta uma equipa de cientistas de 45 instituições de 17 países que propõe um programa de investigação, com a duração de 10 anos, dedicado ao estudo do mar profundo. De Portugal, para além da equipa da UA, contribuíram para o desenho do programa também cientistas do CIIMAR (Universidade do Porto), do Okeanos (Universidade dos Açores) e do CIMA (Universidade do Algarve).

O Challenger 150 - o ano 2022 marca o 150º aniversário da expedição do navio HMS Challenger que circum-navegou o globo, mapeando o fundo do mar, registando a temperatura global do oceano, e proporcionando a primeira perspetiva da vida no mar profundo - irá coincidir com a Década das Nações Unidas da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável, que decorre de 2021 a 2030.

“Um dos grandes objetivos do Challenger 150 é a capacitação e aumento da diversidade no seio da comunidade científica, uma vez que atualmente a investigação no oceano profundo é conduzida principalmente por nações desenvolvidas com recursos financeiros suficientes e acesso a infraestruturas oceanográficas”, explica a bióloga portuguesa.

Este programa, esperam os cientistas, irá também gerar mais dados geológicos, físicos, biogeoquímicos e biológicos através da inovação e da aplicação de novas tecnologias, e utilizar estes dados para compreender como as mudanças no mar profundo afetam todo o meio marinho e a vida no planeta. Este novo conhecimento será usado para apoiar a tomada de decisões a nível regional, nacional e internacional sobre questões como a exploração mineira nos fundos oceânicos, a pesca e a conservação da biodiversidade, bem como a política climática.

Mais e melhor colaboração e conhecimento

Mas o mergulho no mar profundo do Challenger 150 só será possível através da cooperação internacional. Por isso, os investigadores do programa publicam hoje um apelo na revista Nature Ecology and Evolution enquanto, simultaneamente, publicam um esquema detalhado do Challenger 150 na revista Frontiers in Marine Science.

Liderada por membros das redes internacionais Deep-Ocean Stewardship Initiative (DOSI) e Scientific Committee on Oceanic Research (SCOR), a lista de autores dos dois artigos inclui cientistas de países desenvolvidos, emergentes e em desenvolvimento de seis dos sete continentes. Os cientistas alegam que a Década anunciada pela ONU proporciona uma oportunidade ímpar de unir a comunidade científica internacional para dar um salto gigantesco no nosso conhecimento das profundezas do oceano.

“A nossa visão é a de que, dentro de 10 anos, qualquer decisão que possa ter impacto no mar profundo, seja de que forma for, será tomada com base num conhecimento científico sólido dos oceanos”, aponta Kerry Howell. Para que isso seja alcançado, sublinha a investigadora britânica, “é necessário que haja consenso e colaboração internacional”.

Ana Hilário antevê que “a Década proporciona a oportunidade de construir um programa a longo prazo de formação e capacitação de recursos humanos em ciências do oceano”. Com o Challenger 150, “pretendemos formar a próxima geração de biólogos do mar profundo. Vamos concentrar-nos na formação de cientistas de países em desenvolvimento, mas também de jovens cientistas de todas as nações, incluindo Portugal”.

Tal formação, acredita, “irá criar uma rede reforçada que permitirá aos países exercer plenamente o seu papel nos debates internacionais sobre a utilização dos recursos marinhos dentro e fora das suas fronteiras nacionais”.

A cold water coral reef from _700m deep - these re

A fish (Lepidion eques) swims among bright purple

An outcrop of rock makes a perfect home for many d

Ana Hilário a bordo do navio de investigação Kr

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Large bubblegum corals on a cold water coral reef

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CAMINHA ACOLHEU SESSÃO DE APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO VIRTUAL “OIL SPILL”

Investigação transfronteiriça permitirá agilizar e otimizar ações em caso de desastre ambiental

O Município de Caminha acolheu hoje de manhã a sessão de apresentação dos resultados do exercício virtual “Oil Spill”, um trabalho que decorreu na faixa costeira entre Vigo e Leixões, potenciado pelo Instituto Hidrográfico (IH) da Marinha Portuguesa, em parceria com o Instituto Tecnolóxico para o Control do Medio Mariño da Galiza (INTECMAR) e o Centro Tecnológico del Mar de Vigo (CETMAR). Esta investigação, de caráter essencialmente prático, permitiu consolidar e desenvolver ferramentas que permitam às autoridades dos dois países atuar de forma concertada e mais eficaz em casos de eventuais acidentes, como o que aconteceu  em 2002, quando o petroleiro "Prestige" se afundou ao largo da Galiza, com 77 mil toneladas de fuelóleo a bordo, tendo provocado uma das mais graves crises ambientais de sempre na região.

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“Hoje estamos mais preparados se vier a acontecer uma desgraça”, referiu o Presidente da Câmara logo no início da sessão. Miguel Alves destacou a importância desta sessão decorrer em Caminha, pelo que isso significa em termos de confiança de todas as entidades envolvidas neste importante trabalho de investigação. O autarca sublinhou ainda a vocação atlântica do concelho, assim como o perfil transfronteiriço e a capacidade que os dois lados do Rio Minho possuem para trabalhar em conjunto.

Abordando o trabalho realizado, Miguel Alves recordou o caso “Prestige” e elogiou o caráter prático do exercício virtual “Oil Spill”, que nos deixa a todos melhor preparados em caso de necessidade, além de trazer conhecimentos mais aprofundados em diversas áreas ligadas ao oceano e às suas dinâmicas. Por outro lado, realçou, a experiência conjunta aprofunda a confiança entre os vários intervenientes e permitirá em situações futuras atuar de forma mais célere e mais eficaz.

O subdiretor geral de Ação Exterior e de Cooperação Transfronteiriça da Xunta de Galicia, Xosé Lago García, que também interveio na sessão, reforçou as mesmas ideias, afirmando que “o mar não conhece fronteiras e juntos conseguimos mais”.

O exercício “Oil Spill”, que envolve um projeto de investigação com um investimento da ordem de 1,5 milhões de euros, constou de uma simulação de um derrame combustível, realizada através de drifters, e teve como objetivo demonstrar a relevância das ferramentas desenvolvidas a partir dos projetos MELOA, RADAR-ON-RAIA e MYCOAST. Através da conjugação das ações dos três projetos, será possível comparar e validar as previsões de deriva dos agentes poluentes.

Os projetos de investigação e desenvolvimento que resultam da ação do IH, em parceria com o INTECMAR e o CETMAR de Vigo são financiados pelos programas INTERREG e POCTEP e contribuem para potenciar as infraestruturas de observação e desenvolvimento de produtos para apoio à comunidade científica e população em geral.

Na sessão de hoje participaram, do lado português, o Presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves; em representação da CCDR-Norte Mário Guimarães (coordenador regional); o diretor-geral do Instituto Hidrográfico, Carlos Ventura Soares e o capitão do Porto de Caminha, Pedro Santos Jorge.

Por Espanha estiveram a Diretora CETMAR, Paloma Rueda Crespo; a Diretora INTECMAR, Mª Covadonga Salgado Blanco; o subdiretor geral de Acción Exterior e de Cooperación Transfronteriza da Xunta de Galicia, Xosé Lago García; o chefe de Garda Costas de Galicia, Lino Sexto; o chefe de CCS/STM Finisterre, Manuel Capeáns Álvarez e o chefe de CCS/STM Vigo, José María Suárez-Llanos Galán.

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ESPOSENDE PARTICIPOU NO WORKSHOP "INDICADORES DE MONOTORIZAÇÃO DE ÁREAS MARINHAS PROTEGIDAS"

Esposende apresentou projeto OMARE em workshop de Áreas Marinhas Protegidas

O Município de Esposende, promotor do projeto OMARE – Observatório Marinho de Esposende, marcou presença no Workshop “Indicadores de Monotorização de Áreas Marinhas Protegidas”, que decorreu no dia 11 de fevereiro, no Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, em Faro.

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O Município esteve representado pelo seu consultor para este projeto, Vasco Ferreira, que apresentou o programa de monitorização do Observatório Marinho de Esposende, e contou com a participação da Universidade do Minho, do Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e com Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, também da Universidade do Porto.

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Este evento foi promovido em parceria pelos projetos OMARE, MARSW e INFORBIOMARES, aprovados no âmbito do Aviso POSEUR-15-2016-54, destinados ao ensaio de sistemas de monitorização da biodiversidade marinha das áreas classificadas do Litoral Norte, Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e Arrábida, respetivamente. O ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, é parceiro dos três projetos e irá implementar, no futuro, o modelo desenvolvido.

Os programas de monitorização decorrem individualmente em cada área e estão a ser desenvolvidos tendo em conta as especificidades de cada uma das áreas classificadas, mas serão interoperáveis e coerentes.

Este workshop, o primeiro de três previstos, teve como intuito o desenvolvimento de um modelo de monitorização que avalie o estado de conservação das espécies e habitats naturais em Rede Natura 2000 para o meio marinho, incluindo a avaliação dos seus limites no mar. Pretende-se que o modelo seja aplicável a diferentes áreas marinhas e que se crie um guia de boas práticas para a monitoração e gestão e de áreas marinhas protegidas onde se incluam propostas de indicadores de monotorização eficientes, face às necessidades da administração pública.

O projeto OMARE constitui uma fulcral oportunidade deste Município em contribuir para o Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente para o ODS 14 – Oceanos, Mares e Recursos Marinhos e para o ODS 17 – Parcerias para o Desenvolvimento Sustentável.

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ESPOSENDE ASSINALOU DIA DOS OCEANOS

O Município de Esposende, através da Esposende Ambiente, assinalou o Dia Mundial dos Oceanos, através da realização de um conjunto de iniciativas dedicadas a esta temática.

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No âmbito dos Planos de Atividades do Centro de Educação Ambiental e do Programa de Educação para a Sustentabilidade, a Esposende Ambiente promoveu a realização do espetáculo de marionetas “Viagem ao Fundo do Mar”, um jogo ambiental dedicado à biodiversidade marinha, e participou na Ação Nacional de Limpeza de Praias que a Liga para a Proteção da Natureza (LPN) e o Pingo Doce promoveram por todo o país, e que, no concelho de Esposende, se centrou na Praia do Fagil, em Apúlia.

O Dia Mundial dos Oceanos assinalou-se este ano sob o tema "Oceanos - Sensibilizar para agir, proteger para valorizar", com o objetivo de alertar os cidadãos para o problema da poluição dos oceanos nas suas mais variadas vertentes, em particular o plástico, e incentivar os países a definirem e implementarem soluções para um mar mais saudável.

A celebração dos oceanos teve origem na Conferência da ONU realizada na cidade de Rio de Janeiro em 1992 sobre Ambiente. Em 2008, as Nações Unidas tomaram a decisão de designar o dia 8 de junho como a data oficial do Dia Mundial dos Oceanos.

Os oceanos e mares ocupam dois terços da superfície do planeta e para além de serem o habitat de um vastíssimo número de plantas e animais, fornecem comida, energia, oxigénio e múltiplos recursos aos seres humanos. São igualmente essenciais no clima e na regulação térmica do planeta absorvendo um terço do dióxido de carbono libertado pelas atividades humanas nas condições climatéricas do planeta.

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VAIVÉM OCEANÁRIO JÁ CHEGOU A FAFE

Mais de 1700 alunos esperados para visitar o espaço

O Vaivém Oceanário já chegou a Fafe. Durante esta manhã, mais de 150 alunos tiveram oportunidade de visitar, explorar e conhecer o maior ecossistema do nosso planeta, onde residem mais de 238 mil espécies marinhas.

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Durante esta semana, na Praça 25 de Abril, está instalado um camião gigante que qualquer pessoa poderá visitar. Para a comunidade escolar, estão reservados, nos dias 24, 26, 27 e 30 de Abril, Workshops para alunos e professores sobre esta temática. Mais de 1700 alunos do concelho vão visitar o Vaivém Oceanário.

Nos dias 25, 28, 29 de Abril e 1 de Maio, o camião está aberto para toda a população.

Esta é uma iniciativa, de entrada livre, promovida pelo Oceanário de Lisboa, com o apoio da Fundação Oceano Azul e da Câmara Municipal de Fafe.

Recorde-se que o Vaivém Oceanário espalha pelo país a literacia do oceano para que todos compreendam a sua importância e a urgência de agir pela sua conservação. A conservação da natureza toca a todos, ninguém fica de fora. A organização garante que “é só receber o Vaivém e observar o que traz de novo para ajudar a adoptar comportamentos mais responsáveis para com o planeta que habitamos.”

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Os Vereadores dos Município de Fafe, Márcia Barros e Pompeu Martins, marcarm presença no momento da abertura do Vaivém Oceanário e aproveitaram a ocasião para destacar a importância da iniciativa em diferentes áreas.

O Vaivém Oceanário é mais uma iniciativa para a comunidade escolar que vem reforçar o papel de Fafe como ‘Cidade Educadora’. É esperada a visita de mais de 1700 alunos neste espaço, o que comprova o sucesso que o Vaivém terá em Fafe.”revela Pompeu Martins, Vereador da Educação do Município de Fafe.

Márcia Barros, Vereadora do Ambiente da Câmara Municipal, enaltece o valorização da consciencialização ambiental promovida pela iniciativa.

O ‘Vaivém Oceanário’ vai alertar, mais um vez, os nossos jovens e a população em geral, para a necessidade crescente de adoptar comportamentos que protejam a Natureza. É uma iniciativa interessante que lhes permitirá um contacto mais próximo com a problemática da poluição nos oceanos. ”

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MINHO E GALIZA CELEBRAM DIA MUNDIAL DOS PEIXES MIGRADORES

Aquamuseu e Estação Hidrobioloxía “Encoro do Con” celebram o Dia Mundial dos Peixes Migradores

Com o lema "Ligando Peixes, Rios e Pessoas", é celebrado no próximo sábado, 21 de abril, o "Dia Mundial dos Peixes Migradores" (WFMD: World Fish Migration Day). Com caráter transfronteiriço, o Aquamuseu do Rio Minho, de Vila Nova de Cerveira e a Estación Hidrobiológica “Encoro do Con”, da Universidade de Santiago de Compostela estão a desenvolver em conjunto uma ação de sensibilização alargada no terreno para dar a conhecer os peixes migradores do Baixo Minho e o efeito dos obstáculos nas suas migrações.

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Várias organizações vão comemorar este dia organizando mais de 400 atividades em todo o mundo, tendo como objetivo consciencializar a sociedade das necessidades dos peixes migradores, garantindo que as redes fluviais naturais permaneçam conectadas, e que seja intermediária para que as que estão fragmentadas possam ser restauradas.

Desta forma, o Aquamuseu do Rio Minho, de Vila Nova de Cerveira e a Estación Hidrobiológica “Encoro do Con”, da Universidade de Santiago de Compostela, que desenvolvem em conjunto o projecto POCTEP Migra Miño-Minho, organizam uma atividade no rio Furnia incidirá sobre o impacto das barreiras na migração de peixes. Vai-se proceder à captura de peixes por pesca elétrica e conhecer as atividades que estão a ser realizadas no projeto Migra Miño-Minho. No Aquamuseu será realizada uma visita aos aquários e ao museu das pescas, que recria todo o percurso do Minho, as suas espécies e as tradições e atividades associadas à pesca, dando a conhecer os peixes migratórios, sua importância e ameaças.

A atividade começará no rio Furnia (Tomiño) às 15h15 e vai terminar no Aquamuseu (Vila Nova de Cerveira) às 18h30. Os participantes terão um autocarro gratuito em Vila Nova de Cerveira (14h00 no Centro de Coordenação de Transporte), em Tui (14h30 na Praça de Galicia) e em Tomiño (14h55, na Praça do Concelho) para levá-los ao rio Furnia e ao Aquamuseu, trazendo-os de regresso após conclusão da atividade.

O Projeto POCTEP Migra Miño-Minho (Proteção e Conservação das Populações de Peixes Migradores no troço internacional do rio Minho e seus afluentes) é cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Interreg VA Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020. Procura melhorar a proteção e conservação do habitat fluvial da sub-bacia do troço internacional do rio Minho, desde a barragem de Freira até à foz com ações de requalificação dos canais fluviais e das espécies de peixes migradores presentes no rio Minho e seus afluentes; também promove a cooperação transfronteiriça entre autoridades e instituições com responsabilidades comuns na gestão da pesca fluvial.

A construção de barreiras transversais (barragens e açudes) tornou-se um dos principais fatores que provocaram a diminuição da população de peixes que habitam estes rios, pois tem um efeito direto sobre os movimentos migratórios dos peixes, impedindo-os de se mover livremente para completar os seus ciclos reprodutivos, acesso a áreas de alimentos ou, simplesmente, passar para outras seções da rede fluvial. Além dessas estruturas artificiais, interrompe-se o regime fluvial natural, fundamental para a reprodução dos peixes. O efeito desta fragmentação fluvial é sentido, especialmente, em espécies que preferem migrar para o mar ou para as seções superiores dos rios para completar seu ciclo de vida, o que as colocou em grave perigo de sobrevivência.

http://www.worldfishmigrationday.com

O VAIVÉM OCEANÁRIO CHEGA A FAFE

Educação Ambiental em Movimento

É já este mês que o Vaivém Oceanário chega a Fafe. A partir de 24 de Abril, toda a população terá oportunidade de visitar, explorar e conhecer o maior ecossistema do nosso planeta, onde residem mais de 238 mil espécies marinhas. A iniciativa procura também alertar e envolver a comunidade para a problemática da poluição nos oceanos.

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O Vaivém Oceanário espalha pelo país a literacia do oceano para que todos compreendam a sua importância e a urgência de agir pela sua conservação. A conservação da natureza toca a todos, ninguém fica de fora. A organização garante que “é só receber o Vaivém e observar o que traz de novo para ajudar a adotar comportamentos mais responsáveis para com o planeta que habitamos.”

Na Praça 25 de Abril estará, nos dias 25, 28, 29 de Abril e 1 de Maio, uma camião gigante, que qualquer pessoa poderá visitar para ficar a conhecer um pouco mais deste mundo.

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Para a comunidade escolar, estão reservados, nos dias 24, 26, 27 e 30 de Abril, Workshops para alunos e professores sobre esta temática.

Esta é mais uma iniciativa direccionada para a comunidade escolar que vem reforçar o papel de Fafe como ‘Cidade Educadora’. Estou certo de que será uma mais valia para os alunos e uma experiência a não esquecer, não só do ponto de vista educativo, como também ambiental.”, revela Pompeu Martins, Vereador da Educação do Município de Fafe.

Márcia Barros, Vereadora do Ambiente da Câmara Municipal, vem destacar “a consciencialização ambiental promovida nesta iniciativa. O ‘Vaivém Oceanário’ vai permitir que os nossos jovens e toda a comunidade possam conhecer e ter um contacto mais próximo com a problemática da poluição nos oceanos, alertando-os mais uma vez para a necessidade crescente de adoptar comportamentos que protejam e salvaguardem a Natureza.”

Esta é uma iniciativa, de entrada livre, promovida pelo Oceanário de Lisboa, com o apoio da Fundação Oceano Azul e da Câmara Municipal de Fafe.

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AQUAMUSEU DO RIO MINHO FUNDEIA BÓIA DE MONITORIAZAÇÃO JUNTO À ILHA DOS AMORES

Porque é importante monitorizar em prol do conhecimento, o Aquamuseu do Rio Minho colocou uma boia no estuário do rio Minho, junto à ilha dos Amores, com o objetivo de registar parâmetros físico-químicos da água.

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Integrada no projeto MIGRA MIÑO-MINHO, a aquisição deste equipamento foi efetuada por um dos parceiros do projeto - Agência Portuguesa do Ambiente (APA), de forma a que, muito em breve, se possa receber dados em tempo real de uma secção do rio sobre a qual há pouca informação com estas caraterísticas.

Candidatado ao Interreg Espanha-Portugal, o projeto MIGRA MIÑO-MINHO tem como principal desafio melhorar a proteção e a gestão sustentável do espaço natural de fronteira que forma a sub-bacia internacional do rio Minho, desde a barragem de Frieira (província de Ourense) até a sua desembocadura, com atuações de melhoria do estado de conservação dos leitos fluviais e das espécies de peixes migradores presentes no rio Minho e nos seus afluentes.

TERRAS DE BOURO DEBATE OCEANOGRAFIA E AMBIENTE

Workshop sobre “A vida nos Oceanos, Rios, Ribeiros e Lagoas – Causas e Consequências da Poluição” em Terras de Bouro

O Centro Municipal de Valências de Terras de Bouro realizou, no dia 10 de maio, um workshop sobre a temática “A vida nos Oceanos, Rios, Ribeiros e Lagoas – Causas e Consequências da Poluição” .

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Este atividade, que se destinou aos 112 alunos do 1.º ciclo e dos Jardins de Infância de Rio Caldo, do Gerês e de Valdosende, teve por objetivo demonstrar aos alunos que a água é fundamental para a vida no planeta e que, por isso, manter uma boa qualidade da água (água potável) deve ser uma das principais preocupações da sociedade. O uso irracional e a poluição de rios, oceanos, mares e lagos, podem ocasionar, muito em breve, a falta de água potável, caso não ocorra uma mudança drástica na forma como o ser humano usa e trata este bem tão precioso.

Ainda durante a atividade as crianças foram sensibilizadas para os principais fatores de poluição dos rios, mares, lagos e oceanos, designadamente a poluição e contaminação por produtos químicos, esgotos, lixo, etc.

Por fim, explicou-se e frisou-se o facto de milhões de pessoas no mundo não terem acesso a água potável, ficando por isso, expostas a diversas epidemias e doenças como a diarreia, leptospirose, esquistossomose, hepatite e febre tifoide, que matam mais de 5 milhões de pessoas por ano.

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FALECEU O INSIGNE OCEANÓGRAFO MÁRIO RUIVO

O Prof. Doutor Mário Ruivo foi um insigne cientista dedicado ao estudo e defesa dos oceanos e ao lançamento das temáticas ambientais no nosso país. De seu nome completo Mário João de Oliveira Ruivo, nasceu em Campo Maior em 1927 e faleceu hoje em Lisboa.

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É longa a sua carreira nomeadamente como investigador científico. Na década de 1940, foi dirigente da Direcção Universitária de Lisboa, do MUD Juvenil, tendo sido preso em 1947 devido ao seu envolvimento político.

Em 1950, formou-se em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e especializou-se em Oceanografia Biológica e gestão dos recursos vivos na Universidade Paris-Sorbonne.

Entre 1974 e 1979, dirigiu a Divisão de >Recursos Aquáticos e do Ambiente do Departamento de Pescas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros no V Governo Provisório e Secretário de Estado das Pescas nos II, III e IV governos provisórios. Entre 1975 e 1979, foi também Director-geral dos Recursos Aquáticos e do Ambiente do Ministério da Agricultura e Pescas.

Entre os numerosos cargos que exerceu, foi ainda Chefe da Delegação Portuguesa à Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1974-78); Ppresidente do Comité para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (1980-88), membro do Conselho Consultivo da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica - SFCT (1986-95) e presidente da Comissão de Avaliação e Controle Independente - Projecto COMBO, MEPAT (1996-97). Foi também coordenador da Comissão Mundial Independente para os Oceanos (1995-98) e membro da Comissão Estratégica dos Oceanos, bem como conselheiro científico da Expo’98. Foi também presidente da Comissão Oceanográfica Intersectorial do Ministério da Educação e Ciência, Presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e Presidente do Fórum Permanente para os Assuntos do Mar.

FOTÓGRAFO LUÍS QUINTA EXPÕE PORTUGAL SUBAQUÁTICO NO AQUAMUSEU DO RIO MINHO

O reconhecido fotógrafo português, Luís Quinta,apresenta, entre esta terça-feira e o 12 de junho, no Aquamuseu do rio Minho, uma exposição itinerante intitulada ‘Portugal Subaquático’. A mostra exibe uma pequena parte da beleza do mundo subaquático que compõe a biodiversidade associada ao vasto património natural de Portugal.

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Tendo como missãoa promoção e divulgação do património natural da bacia hidrográfica do rio Minho, o Aquamuseu, em colaboração com CMIA de Viana do Castelo, acolhe uma exposição de âmbito nacional que aborda uma riqueza subaquático à qual dificilmente temos acesso.

A objetiva de Luís Quinta tem captado alguns animais marinhos em águas portuguesas, cuja vida está diretamente relacionada com o fundo do mar (bentónicos), ou que vivem no seio de massas de água e dependem das suas propriedades físico-químicas e alimento nelas existentes (pelágicos). A mostra versa igualmente sobre um universo de organismos vegetais que permitem a existência desta diversidade animal marinha tão significativa.

Luís Quinta é um fotógrafo português de renome com diversos trabalhos publicados e que, em Novembro de 2004, foi homenageado pelo Governo Português pelo seu trabalho na área da fotografia subaquática, sendo designado um dos "Novos Heróis do Mar". Em 2009 integrou o “DreamTeam" de fotógrafos de natureza no maior projeto de fotografia sobre o mundo natural - WildWondersofEurope.

Esta exposição ‘Portugal Subaquático’ pretende ser mais um passo no gosto e respeito por espécies mais desconhecidas, o que levará a descobrir novas formas de preservar os seus habitas naturais. Estará patente no Aquamsueu do rio Minho, em Vila Nova de Cerveira, entre esta terça-feira e o dia 12 de junho, no período de funcionamento daquele equipamento.