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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DA BARCA: NUMISMÁTICA DIVULGA ETNOGRAFIA

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca e o Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional-Casa da Moeda apresentam a moeda alusiva aos Espigueiros do Noroeste Peninsular, da série Etnografia Portuguesa, da autoria de Isabel Carriço e Fernando Branco, e do Livro Caretos e Coretos, com texto de Vera Marques Alves e ilustração de Carolina Celas.

A sessão terá lugar no dia 2 de março, às 15 horas, nas Portas do Parque de Lindoso, Ponte da Barca.

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PRESIDENTE DO MUNICÍPIO ARCUENSE APRESENTA NA CASA DO POVO DO SOAJO A MOEDA ALUSIVA AOS ESPIGUEIROS DO SOAJO

Apresentada a moeda com os Espigueiros de Soajo

“A Eira dos Espigueiros é o símbolo da nossa cultura tradicional (...)Esta moeda reforça o orgulho que temos na nossa História, na nossa gente e na nossa terra” – afirmou João Esteves Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

No âmbito das moedas Comemorativas 2018, a Casa da Moeda procedeu à cunhagem de um exemplar alusivo aos Espigueiros do Noroeste Peninsular, integrado na série “Etnografia Portuguesa”, com a imagem da Eira Comunitária dos Espigueiros de Soajo, um dos ex-libris do concelho, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983.

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A apresentação pública deste exemplar foi feita no passado sábado, dia 1 de Dezembro, na Casa do Povo de Soajo, numa sessão que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, João Esteves, do Presidente da Junta de Soajo, Manuel Barreira, dos escultores da mesma, Fernando Branco e Isabel Carriço, do Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, Gonçalo Caseiro e muitos populares.

A moeda "Espigueiros do Noroeste Peninsular" conta com um valor facial de 2,5 euros e tem edição limitada a 60.000 moedas.

Foi com grande satisfação que o Presidente da Câmara assistiu à apresentação desta moeda, “mais um reconhecimento a Soajo que, ao integrar esta série de 6 moedas comprova que a Eira dos Espigueiros é um dos elementos que compõem a identidade portuguesa. (…) Esta moeda também contribui para a valorização do nosso património cultural e para a promoção e divulgação da nossa terra”.

Destacando o valor que o Município atribui ao Património Cultural na estratégia de desenvolvimento cultural, social e económico de Arcos de Valdevez, a Câmara Municipal tem realizado várias ações de valorização do mesmo, sendo disso exemplo a inauguração da escultura comemorativa dos 500 anos do Foral de Soajo, a inauguração, no próximo dia 15 de Dezembro, do Centro Interpretativo do Barroco, na Igreja do Espirito Santo, a publicação de livros sobre o concelho, o apoio à musica tradicional e ao teatro como foi o caso da teatralização da peça “O juiz de Soajo”, a valorização da área arqueológica do Gião e dos Fortins do Extremo, entre outras.

João Esteves agradeceu à Casa da Moeda e finalizou dizendo que  “Quando valorizamos o Património valorizamos a nossa terra. (…) e fazemos avançar o concelho de Arcos de Valdevez.

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CASA DA MOEDA LEVA OS ESPIGUEIROS DO SOAJO À NUMISMÁTICA PORTUGUESA

ESPIGUEIROS DO NOROESTE (OURO PROOF)

Com o intuito de colocar em evidência alguns elementos da cultura tradicional que compõem a nossa identidade, a INCM, em colaboração com o Museu Nacional de Etnologia, criou a série de moedas de coleção intitulada «Etnografia Portuguesa».

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A sexta e última moeda desta série, da autoria dos escultores Isabel Carriço e Fernando Branco, é alusiva aos Espigueiros do Noroeste da Península Ibérica, engenhosas construções populares em pedra e madeira ligadas à cultura do milho, destinadas a armazenar e proteger os cereais das pragas animais e das intempéries.

O conjunto de 24 espigueiros em pedra do Soajo, no concelho de Arcos de Valdevez, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983, constitui um magnífico exemplo destas obras da arte popular.

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CÂMARA DE CAMINHA LEVA ALUNOS AO MUSEU DO PAPEL MOEDA

Escolas que aderiram ao programa ‘No poupar está o ganho!’

A Câmara Municipal de Caminha levou ao Museu do Papel Moeda, da Fundação Cupertino de Miranda, no Porto, os alunos do 3º e 4º das Escolas Básicas de Caminha, Dem, Moledo e do Vale do Âncora, que aderiram ao o projeto de educação financeira ‘No poupar é que está o ganho!’. O objetivo é consciencializar os alunos da importância do dinheiro, para que possam tomar decisões corretas e informadas no futuro, contribuindo para que sejam consumidores mais responsáveis.

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As visitas, organizadas e asseguradas pelo Município de Caminha, decorreram na semana passada e são uma das ações do projeto, por nós já divulgado, ‘No poupar está o ganho!’, levado a cabo pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda e promovido no Alto Minho pela CIM.

Este projeto tem como objetivos mudar atitudes e comportamentos; capacitar os jovens a tomar decisões financeiramente corretas; incluir a educação financeira nos projetos educativos e criar uma nova geração de consumidores informados e mais responsáveis. Vai ainda ao encontro dos objetivos e temas definidos no Referencial de Educação Financeira promovido pelo Plano Nacional de Formação Financeira e pelo Ministério da Educação e dá resposta à necessidade de formação sentida pelos professores que, desde o ano passado, viram a educação financeira ser incluída no âmbito do curriculum nacional.

Sobre a visita ao Museu, refere-se que iniciou numa das salas de exposição do museu, onde os alunos ficaram a conhecer um pouco melhor a forma como surge o papel moeda (notas) no nosso país e no mundo; seguiu-se um filme sobre a evolução do papel moeda em Portugal e foram abordados conceitos como orçamento, poupança, gastos supérfluos, etc! Por fim, as crianças puderam visualizar notas de euro de forma pormenorizada, compreendendo quais os países que utilizam a moeda única e a sua importância para a Europa e para o mundo! Foi distribuído a cada aluno participante uma caderneta de poupança para poder anotar as suas “receitas”, os seus “gastos”, as suas “poupanças” e os seus orçamentos, dando-lhes ainda a oportunidade de fazerem várias atividades ou jogos que lhes permitirão ficar a conhecer melhor o dinheiro e a poupança! Foi fornecido, ainda, outro apoio didático, nomeadamente os cadernos da Fundação, onde estão explicados pormenorizadamente todos os conceitos. Cada aluno encontra-se agora inscrito numa plataforma onde poderão e deverão realizar-se exercícios que permitirão à turma/escola fazer parte do ranking nacional do projeto. Todos os professores participantes receberam formação adequada, apoio personalizado e permanente por parte dos técnicos da Câmara e da plataforma da Fundação.

NUMISMÁTICA PORTUGUESA HOMENAGEIA O SOAJO

Casa da Moeda - Soajo representado numa das moedas Comemorativas 2018

O Presidente da Câmara Municipal deu conta que, no âmbito das moedas Comemorativas 2018, a Casa da Moeda procedeu à cunhagem de um exemplar alusivo aos Espigueiros do Noroeste Peninsular, integrado na série “Etnografia Portuguesa”, com a imagem da Eira Comunitária dos Espigueiros de Soajo, um dos ex-libris do concelho, classificado pelo IGESPAR como Imóvel de Interesse Público desde 1983.

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A sessão de apresentação das moedas comemorativas de 2018 realizou-se na Casa da Moeda, em Lisboa, no passado dia 8 de fevereiro, pelas 18h30.

Este reconhecimento a Soajo, para além de nos encher a todos de orgulho, é mais um reforço da identidade local, valorização do património Cultural e um contributo para a promoção e divulgação turística desta localidade.

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NUMISMÁTICA DESTACA FIGURADO DE BARCELOS

Figurado de Barcelos imortalizado e homenageado agora em Moeda Nacional

Amanhã, dia 18 de novembro, às 17h30, no Museu de Olaria

A Câmara Municipal de Barcelos e a Imprensa Nacional Casa da Moeda promovem amanhã, dia 18 de novembro, às 17h30, a apresentação oficial da Moeda do Figurado de Barcelos.

A moeda especial de 2,5 euros, emitida pelo Banco de Portugal, integrada na série "Etnografia Portuguesa", denominada "O Figurado de Barcelos" será apresentada amanhã numa cerimónia que contará com a presença da escultora responsável pelo design, Baiba Sime, do Presidente da Imprensa Nacional Casa da Moeda, Rui Carp, e do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes.

Os grandes mestres do Artesanato local,  Júlia Cota, João Ferreira, Irmãos Baraça e Mistério também marcarão presença e estarão a assinalar o momento com o seu trabalho ao vivo.

FIGURADO DE BARCELOS IMORTALIZADO E HOMENAGEADO AGORA EM MOEDA NACIONAL

Moeda do Figurado de Barcelos é lançada no Museu de Olaria, dia 18 de novembro, às 17h30

A importância cultural de Barcelos no país fica agora registada em moeda e já tem data para poder ser adquirida. A moeda especial de 2,5 euros, emitida pelo Banco de Portugal, integrada na série "Etnografia Portuguesa", denominada "O Figurado de Barcelos"vai ser apresentada oficialmente no próximo dia 18 de novembro, às 17h30, no Museu de Olaria, com a presença do Presidente da Imprensa Nacional Casa da Moeda, Rui Carp, e do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes.

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A escultora Baiba Šime, responsável pelo design da Moeda, que tem na face um escudo nacional rodeado por oito galos de Barcelos e conta no verso com várias figuras do bestiário da cidade, também estará presente e vai encontrar-se com alguns dos mais prestigiados mestres barristas de Barcelos, Júlia Cota, João Ferreira, Irmãos Baraça e Mistério que estarão a assinalar o momento com o seu trabalho ao vivo.

Os colecionadores de divisas vão poder acrescentar mais um modelo do Banco de Portugal à coleção. Para os aficionados em numismática, a moeda poderá ser adquirida no local, no dia, e posteriormente através das instituições de crédito e das tesourarias do Banco de Portugal.

PROGRAMA:

-Abertura

-Apresentação da Moeda Figurado de Barcelos - Presidente da Imprensa Nacional Casa da Moeda, Rui Carp

-Apresentação do encarte Figurado de Barcelos pela ACOBAR - Associação de Colecionadores de Barcelos - Presidente da ACOBAR, Constantino Ribeiro

-Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes

-Conferência subordinada ao tema "Origem e Evolução do Galo de Barcelos no Contexto do Figurado Local" - João Mimoso, Investigador LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil)

CASA DA MOEDA EMITE MOEDA COMEMORATIVA DEDICADA AO GALO DE BARCELOS

Galo e Figurado de Barcelos são tema nas moedas comemorativas da Casa da Moeda

A INCM (Imprensa Nacional Casa da Moeda) apresentou no dia 31 de março, numa cerimónia que teve lugar na fábrica da Casa da Moeda, nove novas moedas com temas contemporâneos e trabalhados por artistas da nova geração, que contribuem para promover valores da cultura portuguesa e universal. Esta edição de moedas comemorativas de 2016 inclui, na série denominada “Etnografia Portuguesa”, o Galo e o Figurado de Barcelos.

As moedas onde figuram o Galo de Barcelos e os Diabos da celebre artesã Júlia Côta, estarão disponíveis em novembro e a sua apresentação será realizada numa cerimónia em Barcelos com a presença dos representantes da INCM e da escultora de nacionalidade Letónia, Baiba Šime, que criou a imagem sobre o Figurado de Barcelos.

Contrariando uma visão elitista e erudita da cultura geralmente associada às emissões de moeda, tendo em atenção que a história de um povo e de um país não se escreve apenas com estadistas, guerreiros e escritores, a INCM procurou que os temas das moedas comemorativas de 2016 espelhassem uma abrangência e diversidade cultural ajustada aos tempos modernos.

Figurado de Barcelos

Moeda de Coleção Comemorativa

Emissão prevista: 75 000 moedas em cuproníquel, 3000 moedas em prata proof e 2500 moedas em ouro proof

Autora: Baiba Šime

Nascida em Riga, na Letónia, em 1984, e a viver atualmente em Lisboa. Licenciada em Escultura pela Academia de Artes da Letónia (2008), trabalhou no Banco Central da Letónia entre 2006 e 2007, tendo-lhe sido atribuída uma bolsa para estudar no Instituto Poligrafico e Zecca Stato S.P.A., Sezione Zecca – Scuola dell’ Arte Della Medagila (a emissora de moedas do Estado italiano, sediada em Roma). Em 2009-2010, foi aluna de ERASMUS na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e, em 2010-2011, realizou um estágio profissional na Imprensa Nacional-Casa da Moeda, fazendo atualmente parte dos quadros desta empresa. Conta com vários prémios internacionais no âmbito da medalhística e, no que respeita à numismática, conquistou o Prémio Especial do Júri como Designer do Futuro, pela Casa da Moeda Japonesa em 2009, com uma criação comemorativa relativa às energias renováveis. Na área da Escultura, participou em diversas exposições coletivas, tanto na Letónia como em Portugal.

Entre as novidades deste ano, destacam-se a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016 e o 50.º aniversário da Ponte 25 de Abril. Já as moedas de coleção comemorativas são dedicadas ao Modernismo, à inauguração do Museu do Dinheiro, a D. Catarina de Bragança (série Rainhas da Europa), ao Cante Alentejano – Património Imaterial da Humanidade, a Eusébio (série Heróis do Desporto), ao Lince Ibérico (série Espécies de Animais Ameaçadas) e ao Figurado de Barcelos (série Etnografia Portuguesa).

NUMISMÁTICA DIVULGA FIGURADOS DE BARCELOS

A Imprensa Nacional Casa da Moeda vai este ano cunhar uma moeda para colecionadores alusiva ao figurado de Barcelos. Trata-se de uma moeda, com valor facial de 2,50 euros, inserida na série Etnografia Portuguesa, da autoria de Baiba Sime.

Serão cunhadas 75 000 moedas em cuproníquel, 3 000 moedas em prata Proof e 2 500 moedas em ouro

Possuem 28 mm de diâmetro, e apresentam-se embaladas em estojo de cortiça, com certificado de garantia numerado, decorada com motivos alusivos aos tradicionais lenços de namorados. O seu lançamento está previsto para o próximo mês de novembro.

NUMISMÁTICA DESPERTA INTERESSE EM ESPOSENDE

Feira de Velharias de abril destaca moedas antigas no dia 12 de abril, no Largo Rodrigues Sampaio

A Feira de Velharias de abril, que deveria ocorrer no primeiro domingo do mês, vai realizar-se no dia 12, em virtude do dia 5 ser Domingo de Páscoa.

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Dando continuidade aos destaques temáticos, esta edição terá como tema “Moedas: a nobreza medieval portuguesa em destaque”, dando, assim, evidência à numismática, presente um pouco em cada banca, com maior ou menor destaque.

erá dado ênfase às moedas portuguesas cunhadas durante a monarquia, desde a Dinastia Afonsina à Implantação da República, todavia, será possível encontrar outras moedas e cédulas, de outros lugares e de outras épocas.

Portugal foi, desde tempos idos, local de cunhagem de moeda e figura no mapa dos principais colecionadores, com belos exemplares de valor incalculável. A Feira de Velharias de Esposende será o palco para apreciar, comprar e trocar as moedas que fazem as delícias dos colecionadores.

Apesar do destaque incidir sobre as moedas, o certame contará com um vasto e variado leque de colecionadores, que terão ao dispor dos visitantes um conjunto de objetos de todas as épocas.

Organizada pelo Município de Esposende, a Feira de Velharias decorre no Largo Rodrigues Sampaio, entre as 10h00 e as 1900, e é de livre acesso.

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FEIRA DE VELHARIAS DE ESPOSENDE DESTACA NUMISMATA CONSTANTINO RIBEIRO

O colecionador de moedas Constantino Ribeiro vai voltar a estar em destaque na Feira de Velharias de Esposende, já no próximo mês.

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O certame, uma organização da Câmara Municipal de Esposende, decorrerá no dia 2 de fevereiro, como habitualmente no Largo Rodrigues Sampaio, em Esposende, entre as 10h00 e as 19h00, com acesso livre.

Natural de Barcelos, Constantino Ribeiro dedica-se ao colecionismo desde criança. O gosto pela numismática surge mais tarde, tendo começado a colecionar moedas portuguesas e, posteriormente, moedas estrangeiras e notas. Hoje, compra e vende com regularidade um pouco por todo o Norte do país, participando também em certames de numismática, quer em território nacional, quer no estrangeiro.

Depois de ter estado em destaque em novembro passado, Constantino Ribeiro terá oportunidade, mais uma vez, de trazer a Esposende as suas coleções, nacionais e estrangeiras, tudo a bom preço.

Para além deste colecionador, o evento conta com a participação de um leque alargado de comerciantes de antiguidades e velharias, com uma variedade enorme de peças, algumas das quais verdadeiras relíquias.

IMPRENSA NACIONAL CASA DA MOEDA HOMENAGEIA OURIVESARIA TRADICIONAL DE VIANA DO CASTELO

A Imprensa Nacional Casa da Moeda acaba de cunhar uma moeda dedicada às “arrecadas” de Viana do Castelo, constituindo esta a primeira de uma série alusiva à Etnografia Portuguesa.

Esta iniciativa, de profundo significado e elevado interesse cultural, será provavelmente a primeira na qual a numismática e a etnografia se aliam na divulgação do nosso património cultural, mais concretamente no reconhecimento do elevado valor artístico da nossa ourivesaria tradicional.

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AS "ARRECADAS" DE VIANA DO CASTELO (OURO/PRATA PROOF)

Com o intuito de colocar em evidência alguns elementos da cultura tradicional e popular que compõem a nossa identidade, a INCM, em colaboração com o Museu Nacional de Etnologia, decidiu dar início a uma nova série de moedas de coleção intitulada «Etnografia Portuguesa».

A primeira moeda desta série, da autoria da escultora Eloísa Byrne, é dedicada às «Arrecadas de Viana do Castelo», peças da ourivesaria tradicional portuguesa em filigrana cujas origens se perdem no tempo, imprescindíveis na ornamentação do traje popular das noivas minhotas.

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Observações: Peso com embalagem - 130 g

Código: 1018441

Autor: Eloísa Byrne

Série/Tema: Etnografia Portuguesa

Data de Lançamento: Julho de 2013

Valor Facial: 2.50 Euros

Metal: Ouro 999/1000 - Prata 925/1000

Acabamento: Proof

Diâmetro: 28,00 mm

Limite de Emissão: 2500

Embalagem: Estojo de madeira com certificado de garantia

Peso: 15.10 g (3,1 g Ouro + 12 g Prata)

Estado: Disponível

Preço: €295,20

Fonte: https://www.incm.pt/

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CÉDULAS FIDUCIÁRIAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGA

O BLOGUE DO MINHO já abordou por mais de uma vez a temática das cédulas fiduciárias na nossa região, fazendo nomeadamente referência a cédulas emitidas pela Associação Comercial de Ponte de Lima, o Hospital S. José de Arcos de Valdevez e também da Câmara Municipal de Braga. Porém, para além do assunto suscitar particular interesse, encontramos uma nova cédula emitida pela Câmara Municipal de Braga.

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As cédulas fiduciárias constituem desde há muito tempo um dos objetos de interesse de colecionadores e estudiosos, nomeadamente por todos quantos se interessam pela numismática e notafilia, a nossa histórica económica ou simplesmente os aspetos da vida regional. Apesar disso, estamos convencidos de que as cédulas produzidas no Minho não mereceram ainda a atenção devida e são inclusive pouco conhecidas, apesar de surgirem alguns exemplares em leilões de colecionismo. É o caso dos exemplares de cédulas de cinco centavos que junto reproduzimos.

Regra geral, o aparecimento de tais cédulas verificou-se em momentos particularmente difíceis, de grave crise económica ou convulsão social, mormente durante a primeira guerra mundial, em resultado do encarecimento dos metais e consequente escassez de moeda corrente de baixo valor indispensável a pequenas transações. Esta situação era particularmente sentida fora dos grandes centros urbanos, situação que levou ao aparecimento do chamado "dinheiro de emergência" constituído por cédulas, cuja emissão fora a princípio apenas autorizada à Casa da Moeda mas que acabou por generalizar-se a inúmeras instituições oficiais e particulares, como câmaras municipais, misericórdias e até estabelecimentos comerciais.

Na cunhagem de moedas de reduzido valor facial, como sucede com as divisionárias geralmente utilizadas na realização de trocos, são empregues metais menos valiosos como o cobre, o alumínio, o níquel ou ligas constituídas por aqueles a fim de que mantenham um valor nominal superior ao seu valor intrínseco ou seja, em relação aos metais empregues na sua feitura. Sucede, porém, que quando ocorre uma subia do custo daqueles metais, recorre-se à emissão de cédulas fiduciárias a fim de evitar os elevados custos que a cunhagem das moedas implica em relação ao seu baixo valor nominal. Foi precisamente o que sucedeu nos finais do século XIX por ocasião da crise financeira resultante sobretudo da baixa do câmbio brasileiro, facto que gerou uma situação de pânico traduzida em falências, suspensão de pagamentos, corridas aos bancos e o quase desaparecimento de circulação das moedas em ouro e também em consequência da desvalorização da prata que levou quase à falência do banco londrino Baring Brothers que tinha acabado de conceder um empréstimo de oitocentas mil libras ao Estado português, facto que determinou a depreciação da moeda.

Também, durante a Primeira República, o crescimento da dívida externa com a Inglaterra resultante da participação na guerra e a inflação daí resultante associada à especulação com as divisas constituíram fatores que determinaram a depreciação da moeda, mau grado as diversas tentativas feitas no sentido do seu controlo que levou nomeadamente à criação da Junta Reguladora da Situação Cambial que acabaria por ter existência efémera.

O historiador Oliveira Marques deu-nos o panorama da crise financeira verificada com a implantação do regime republicano no nosso país. Descreveu-nos ele o seguinte: "Em 1911, o Governo Provisório introduziu o escudo, equivalente a 1000 réis e dividido em 100 centavos. Começaram logo os problemas com a estabilidade da nova moeda. O valor oficial de origem - 1 libra de ouro = 4$50 - nunca pôde ser mantido. Na verdade, já nos últimos anos da monarquias se iniciara a desvalorização da moeda nacional, com o 1$000 réis aproximando-se mais da quinta parte da libra do que do valor estabelecido. As desvalorizações atingiam 17 % quando começou a guerra. Daí em diante o escudo foi descendo gradualmente: 6$35 (1915), 11$57 (1919). Escasseavam as moedas, particularmente as de trocos, que se substituíam por cédulas de papel e cartão, dos mais variados tipos e feitios, emitidas pelas câmaras municipais, pelas misericórdias e outras instituições, e até por entidades particulares para seu uso privativo".

Com efeito, a partir de 1914, o governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de cinco, dez e vinte centavos. Contudo, verificando-se que esta medida não era suficiente para suprir a escassez de moeda então verificada, acabaram por ser autorizadas as câmaras municipais a proceder à sua emissão com curso legal dentro da área dos respetivos concelhos. Esta prática viria contudo a generalizar-se com a emissão das referidas cédulas por parte de outras entidades. Citando ainda Oliveira Marques, "durante 1917, a escassez de moeda era já tanta que começaram a aparecer cédulas improvisadas, emitidas aqui e ali por todo o país, que a tentavam substituir. Frente ao abuso, o Ministério das Finanças decidiu ir ao encontro das realidades, determinando que a Casa da Moeda emitisse cédulas de 2 e 10 centavos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa de 5 centavos. Simultaneamente, ordenava a retirada de circulação e a recolha de toda a moeda de prata do tempo da Monarquia, com a qual passou a dispor de reserva. Apareceram, pouco depois, as primeiras cédulas. A partir de 1918, o privilégio concedido à Santa Casa da Misericórdia cessou, cabendo também à Casa da Moeda a emissão de cédulas de 5 centavos. Mais tarde (1922) surgiram ainda cédulas de 20 centavos".

De aspeto bastante rudimentar, produzidas a princípio em simples pedaços de papel ou de cartão com as mais variadas dimensões, manuscritas ou impressas, com ou sem preocupação estética, as cédulas foram progressivamente melhorando a sua apresentação gráfica, acabando por revelar-se meios de propaganda turística e regional e, nos casos em que eram emitidos por estabelecimentos particulares, meios expeditos de publicidade comercial. Acerca da sua importância e aspeto, retemos a descrição feita pelo Professor Marcello Caetano: "...as emissões privadas continuaram, inundando o país de pequenos farrapos de papel, de formas e dimensões variadas, impressos ou litografados, com ou sem vinhetas, simples pedaços de cartão com o carimbo ou com a assinatura do comerciante e às vezes até, discos de lata com figuras e dizeres estampados a cores. Eram de um, dois, cinco, dez e mesmo vinte centavos, e até 1922 circulavam num meio mais ou menos restrito, conforme a importância do emissor, no concelho se era uma câmara, na clientela do estabelecimento se tratava de um negociante: verdadeira Notgeld cuja importância total se desconhece e é, já agora, impossível apurar".

Apenas a partir de 1924 foi possível travar a depreciação do valor da moeda e, desse modo, ir progressivamente reduzindo a utilização das cédulas. De acordo com Oliveira Marques, "Em 1924, Álvaro de Castro que juntara a Presidência das Finanças, conseguiu finalmente deter a marcha do escudo. (...) A legislação de 1924 reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o valor real das moedas. Aos poucos, foi sendo possível acabar com as cédulas de papel de ínfimo valor".

Também em Braga e no Minho em geral certamente não se fugiu à regra e aqui circularam cédulas de cinco centavos emitidas pela Câmara Municipal de Braga e devidamente numeradas. Provavelmente terão também circulado outras de diferente valor.

Bibliografia

- História de Portugal. Edição Monumental de Portucalense Editora, Suplemento I. Porto, 1935;

- Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia. Lisboa, Rio de Janeiro;

- MARQUES, A. H. de Oliveira. História de Portugal Contemporâneo. Economia e Sociedade. Universidade Aberta. Lisboa;

- MARQUES, A. H. de Oliveira. Breve História de Portugal. Editorial Presença. Lisboa, 1995;

- História de Portugal. Vol. XIV. Edita Ediclube Ld.ª. Amadora. 2004.

Carlos Gomes, in “Anunciador das Feiras Novas” (Adaptado)

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CÉDULAS FIDUCIÁRIAS DE ARCOS DE VALDEVEZ

Abundam no mercado de colecionismo numismático e de notafilia as cédulas emitidas em Arcos de Valdevez nas primeiras décadas do século XX. Tal fato deve-se muito provavelmente ao elevado número de cédulas que foram então postas a circular e não foram retiradas ou destruídas. Numa altura em que a crise económica se abate particularmente sobre a Europa e o valor dos metais tende a subir, mais do que uma curiosidade, as cédulas fiduciárias constituem um desafio à compreensão do sistema financeiro. Por essa razão, transcreve-se seguidamente um extrato de um artigo publicado há algum tempo na revista “O Anunciador das Feiras Novas” de Ponte de Lima.

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“(…) Regra geral, o aparecimento de tais cédulas verificou-se em momentos particularmente difíceis, de grave crise económica ou convulsão social, mormente durante a primeira guerra mundial, em resultado do encarecimento dos metais e consequente escassez de moeda corrente de baixo valor indispensável a pequenas transacções. Esta situação era particularmente sentida fora dos grandes centros urbanos, situação que levou ao aparecimento do chamado "dinheiro de emergência" constituído por cédulas, cuja emissão fora a princípio apenas autorizada à Casa da Moeda mas que acabou por generalizar-se a inúmeras instituições oficiais e particulares, como câmaras municipais, misericórdias e até estabelecimentos comerciais.

Na cunhagem de moedas de reduzido valor facial, como sucede com as divisionárias geralmente utilizadas na realização de trocos, são empregues metais menos valiosos como o cobre, o alumínio, o níquel ou ligas constituídas por aqueles a fim de que mantenham um valor nominal superior ao seu valor intrínseco ou seja, em relação aos metais empregues na sua feitura. Sucede, porém, que quando ocorre uma subia do custo daqueles metais, recorre-se à emissão de cédulas fiduciárias a fim de evitar os elevados custos que a cunhagem das moedas implica em relação ao seu baixo valor nominal. Foi precisamente o que sucedeu nos finais do século XIX por ocasião da crise financeira resultante sobretudo da baixa do câmbio brasileiro, facto que gerou uma situação de pânico traduzida em falências, suspensão de pagamentos, corridas aos bancos e o quase desaparecimento de circulação das moedas em ouro e também em consequência da desvalorização da prata que levou quase à falência do banco londrino Baring Brothers que tinha acabado de conceder um empréstimo de oitocentas mil libras ao Estado português, facto que determinou a depreciação da moeda.

Também, durante a Primeira República, o crescimento da dívida externa com a Inglaterra resultante da participação na guerra e a inflacção daí resultante associada à especulação com as divisas constituíram factores que determinaram a depreciação da moeda, mau grado as diversas tentativas feitas no sentido do seu controlo que levou nomeadamente à criação da Junta Reguladora da Situação Cambial que acabaria por ter existência efémera.

O historiador Oliveira Marques deu-nos o panorama da crise financeira verificada com a implantação do regime republicano no nosso país. Descreveu-nos ele o seguinte: "Em 1911, o Governo Provisório introduziu o escudo, equivalente a 1000 réis e dividido em 100 centavos. Começaram logo os problemas com a estabilidade da nova moeda. O valor oficial de origem - 1 libra de ouro = 4$50 - nunca pôde ser mantido. Na verdade, já nos últimos anos da monarquias se iniciara a desvalorização da moeda nacional, com o 1$000 réis aproximando-se mais da quinta parte da libra do que do valor estabelecido. As desvalorizações atingiam 17 % quando começou a guerra. Daí em diante o escudo foi descendo gradualmente: 6$35 (1915), 11$57 (1919). Escasseavam as moedas, particularmente as de trocos, que se substituíam por cédulas de papel e cartão, dos mais variados tipos e feitios, emitidas pelas câmaras municipais, pelas misericórdias e outras instituições, e até por entidades particulares para seu uso privativo".

Com efeito, a partir de 1914, o governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de cinco, dez e vinte centavos. Contudo, verificando-se que esta medida não era suficiente para suprir a escassez de moeda então verificada, acabaram por ser autorizadas as câmaras municipais a proceder à sua emissão com curso legal dentro da área dos respectivos concelhos. Esta prática viria contudo a generalizar-se com a emissão das referidas cédulas por parte de outras entidades. Citando ainda Oliveira Marques, "durante 1917, a escassez de moeda era já tanta que começaram a aparecer cédulas improvisadas, emitidas aqui e ali por todo o país, que a tentavam substituir. Frente ao abuso, o Ministério das Finanças decidiu ir ao encontro das realidades, determinando que a Casa da Moeda emitisse cédulas de 2 e 10 centavos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa de 5 centavos. Simultaneamente, ordenava a retirada de circulação e a recolha de toda a moeda de prata do tempo da Monarquia,com a qual passou a dispor de reserva. Apareceram, pouco depois, as primeiras cédulas. A partir de 1918, o privilégio concedido à Santa Casa da Misericórdia cessou, cabendo também à Casa da Moeda a emissão de cédulas de 5 centavos. Mais tarde (1922) surgiram ainda cédulas de 20 centavos".

De aspecto bastante rudimentar, produzidas a princípio em simples pedaços de papel ou de cartão com as mais variadas dimensões, manuscritas ou impressas, com ou sem preocupação estética, as cédulas foram progressivamente melhorando a sua apresentação gráfica, acabando por revelar-se meios de propaganda turística e regional e, nos casos em que eram emitidos por estabelecimentos particulares, meios expeditos de publicidade comercial. Acerca da sua importância e aspecto, retemos a descrição feita pelo Professor Marcello Caetano: "...as emissões privadas continuaram, inundando o país de pequenos farrapos de papel, de formas e dimensões variadas, impressos ou litografados, com ou sem vinhetas, simples pedaços de cartão com o carimbo ou com a assinatura do comerciante e às vezes até, discos de lata com figuras e dizeres estampados a cores. Eram de um, dois, cinco, dez e mesmo vinte centavos, e até 1922 circulavam num meio mais ou menos restrito, conforme a importância do emissor, no concelho se era uma câmara, na clientela do estabelecimento se se tratava de um negociante: verdadeira Notgeld cuja importância total se desconhece e é, já agora, impossível apurar".

Apenas a partir de 1924 foi possível travar a depreciação do valor da moeda e, desse modo, ir progressivamente reduzindo a utilização das cédulas. De acordo com Oliveira Marques, "Em 1924, Álvaro de Castro que juntara a Presidência das Finanças, conseguiu finalmente deter a marcha do escudo. (...) A legislação de 1924 reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o valor real das moedas. Aos poucos, foi sendo possível acabar com as cédulas de papel de ínfimo valor"”.

Carlos Gomes. Cédulas Fiduciárias de Ponte de Lima. O Anunciador das Feiras Novas, Ponte de Lima

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AS CÉDULAS FIDUCIÁRIAS NO MINHO DURANTE A CRISE FINANCEIRA DO INÍCIO DO SÉCULO XX

As cédulas fiduciárias constituem, desde há muito tempo, um dos objectos de interesse de coleccionadores e estudiosos, nomeadamente por todos quantos se interessam pela numismática e notafilia, a nossa histórica económica ou simplesmente os aspectos da vida regional.

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Regra geral, o aparecimento de tais cédulas verificou-se em momentos particularmente difíceis, de grave crise económica ou convulsão social, mormente durante a primeira guerra mundial, em resultado do encarecimento dos metais e consequente escassez de moeda corrente de baixo valor indispensável a pequenas transacções. Esta situação era particularmente sentida fora dos grandes centros urbanos, situação que levou ao aparecimento do chamado "dinheiro de emergência" constituído por cédulas, cuja emissão fora a princípio apenas autorizada à Casa da Moeda mas que acabou por generalizar-se a inúmeras instituições oficiais e particulares, como câmaras municipais, misericórdias e até estabelecimentos comerciais.

Na cunhagem de moedas de reduzido valor facial, como sucede com as divisionárias geralmente utilizadas na realização de trocos, são empregues metais menos valiosos como o cobre, o alumínio, o níquel ou ligas constituídas por aqueles a fim de que mantenham um valor nominal superior ao seu valor intrínseco ou seja, em relação aos metais empregues na sua feitura. Sucede, porém, que quando ocorre uma subia do custo daqueles metais, recorre-se à emissão de cédulas fiduciárias a fim de evitar os elevados custos que a cunhagem das moedas implica em relação ao seu baixo valor nominal. Foi precisamente o que sucedeu nos finais do século XIX por ocasião da crise financeira resultante sobretudo da baixa do câmbio brasileiro, facto que gerou uma situação de pânico traduzida em falências, suspensão de pagamentos, corridas aos bancos e o quase desaparecimento de circulação das moedas em ouro e também em consequência da desvalorização da prata que levou quase à falência do banco londrino Baring Brothers que tinha acabado de conceder um empréstimo de oitocentas mil libras ao Estado português, facto que determinou a depreciação da moeda.

Também, durante a Primeira República, o crescimento da dívida externa com a Inglaterra resultante da participação na guerra e a inflação daí resultante associada à especulação com as divisas constituíram factores que determinaram a depreciação da moeda, mau grado as diversas tentativas feitas no sentido do seu controlo que levou nomeadamente à criação da Junta Reguladora da Situação Cambial que acabaria por ter existência efémera.

O historiador Oliveira Marques deu-nos o panorama da crise financeira verificada com a implantação do regime republicano no nosso país. Descreveu-nos ele o seguinte: "Em 1911, o Governo Provisório introduziu o escudo, equivalente a 1000 réis e dividido em 100 centavos. Começaram logo os problemas com a estabilidade da nova moeda. O valor oficial de origem - 1 libra de ouro = 4$50 - nunca pôde ser mantido. Na verdade, já nos últimos anos da monarquias se iniciara a desvalorização da moeda nacional, com o 1$000 réis aproximando-se mais da quinta parte da libra do que do valor estabelecido. As desvalorizações atingiam 17 % quando começou a guerra. Daí em diante o escudo foi descendo gradualmente: 6$35 (1915), 11$57 (1919). Escasseavam as moedas, particularmente as de trocos, que se substituíam por cédulas de papel e cartão, dos mais variados tipos e feitios, emitidas pelas câmaras municipais, pelas misericórdias e outras instituições, e até por entidades particulares para seu uso privativo".

Com efeito, a partir de 1914, o governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de cinco, dez e vinte centavos. Contudo, verificando-se que esta medida não era suficiente para suprir a escassez de moeda então verificada, acabaram por ser autorizadas as câmaras municipais a proceder à sua emissão com curso legal dentro da área dos respectivos concelhos. Esta prática viria contudo a generalizar-se com a emissão das referidas cédulas por parte de outras entidades. Citando ainda Oliveira Marques, "durante 1917, a escassez de moeda era já tanta que começaram a aparecer cédulas improvisadas, emitidas aqui e ali por todo o país, que a tentavam substituir. Frente ao abuso, o Ministério das Finanças decidiu ir ao encontro das realidades, determinando que a Casa da Moeda emitisse cédulas de 2 e 10 centavos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa de 5 centavos. Simultaneamente, ordenava a retirada de circulação e a recolha de toda a moeda de prata do tempo da Monarquia, com a qual passou a dispor de reserva. Apareceram, pouco depois, as primeiras cédulas. A partir de 1918, o privilégio concedido à Santa Casa da Misericórdia cessou, cabendo também à Casa da Moeda a emissão de cédulas de 5 centavos. Mais tarde (1922) surgiram ainda cédulas de 20 centavos".

De aspecto bastante rudimentar, produzidas a princípio em simples pedaços de papel ou de cartão com as mais variadas dimensões, manuscritas ou impressas, com ou sem preocupação estética, as cédulas foram progressivamente melhorando a sua apresentação gráfica, acabando por revelar-se meios de propaganda turística e regional e, nos casos em que eram emitidos por estabelecimentos particulares, meios expeditos de publicidade comercial. Acerca da sua importância e aspecto, retemos a descrição feita pelo Professor Marcello Caetano: "...as emissões privadas continuaram, inundando o país de pequenos farrapos de papel, de formas e dimensões variadas, impressos ou litografados, com ou sem vinhetas, simples pedaços de cartão com o carimbo ou com a assinatura do comerciante e às vezes até, discos de lata com figuras e dizeres estampados a cores. Eram de um, dois, cinco, dez e mesmo vinte centavos, e até 1922 circulavam num meio mais ou menos restrito, conforme a importância do emissor, no concelho se era uma câmara, na clientela do estabelecimento se se tratava de um negociante: verdadeira Notgeld cuja importância total se desconhece e é, já agora, impossível apurar".

Apenas a partir de 1924 foi possível travar a depreciação do valor da moeda e, desse modo, ir progressivamente reduzindo a utilização das cédulas. De acordo com Oliveira Marques, "Em 1924, Álvaro de Castro que juntara a Presidência das Finanças, conseguiu finalmente deter a marcha do escudo. (...) A legislação de 1924 reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o valor real das moedas. A pouco e pouco, foi sendo possível acabar com as cédulas de papel de ínfimo valor".

Também no Minho não se fugiu à regra e por aqui circularam cédulas de diferentes importâncias emitidas pelas câmaras municipais, hospitais, comerciantes e outras entidades particulares. É o caso dos exemplares que junto reproduzimos, de espécimes da Câmara Municipal de Braga, da Associação Comercial de Ponte de Lima e do Hospital de S. José, em Arcos de Valdevez.

Carlos Gomes. Cédulas Fiduciárias de Ponte de Lima (Adaptado). Anunciador das Feiras Novas.

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