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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FÉRETROS DE ANTÓNIO FEIJÓ E ESPOSA CHEGARAM A PORTUGAL EM 1927 E O POVO DE LISBOA PRESTOU-LHES SENTIDA HOMENAGEM

António Feijó é porventura o poeta mais representativo do Parnasianismo e o mais eminente poeta limiano. Nasceu em Ponte de Lima em 1859 e faleceu em Estocolmo, na Suécia, em 1917, onde exercia a carreira diplomática. Porém, só dez anos decorridos foi o seu féretro, juntamente com o de sua esposa – Mercedes Joana Leuwem – trasladado para Portugal a bordo do navio sueco HMS Flygia.

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O BLOGUE DO MINHO deixa aqui o registo da chegada a Lisboa, em 12 de Novembro de 1927, dos féretros de António Feijó e esposa, através das fotografias do Centro Português de Fotografia e da Marinha Real Sueca.

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O Flygia atracado num porto holandês

ENCONTRADO CORPO DE TRIATLETA DESAPARECIDO NO RIO MINHO

COMUNICADO CONJUNTO

Federação de Triatlo de Portugal, Federación Galega de Triatlon e Péntatlon Moderno, Pedal’Arte, Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira e Concello de Tomiño

O corpo do jovem triatleta desaparecido, desde domingo, no rio Minho, foi encontrado esta manhã, pelas 07h00, a flutuar na água na margem portuguesa, na zona em frente à Piscina Municipal.

A decorrer as operações de vigilância no terreno, um elemento da corporação dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira deu o sinal de avistamento do cadáver, tendo sido imediatamente acionado um bote do NRP Rio Minho para concretizar o resgate do corpo para, posteriormente, ser encaminhado para o Instituto de Medicina Legal de Viana do Castelo.

Dado a ocorrência ter acontecido durante a prova de natação do XII Triatlo da Amizade, com organização conjunta, a Federação de Triatlo de Portugal, a Federación Galega de Triatlon e Péntatlon Moderno, a Pedal’Arte, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira e o Concello de Tomiño manifestam publicamente o profundo pesar pela perda do jovem de 23 anos, endereçando as mais sentidas condolências à família e amigos.

Após quatro dias de operações de buscas intensivas, as duas federações, a associação e ambas as autarquias emitem ainda um agradecimento especial a todo o dispositivo destacado que, sob coordenação da Capitania do Porto de Caminha e da Comandancia Naval Del Miño, realizaram um trabalho incansável no decorrer de toda a operação.

Neste momento, solicita-se o respeito necessário de forma a que família e amigos possam realizar as cerimónias fúnebres com a maior privacidade possível.

O Ministério Público já procedeu à abertura de um inquérito, pelo que se aguarda com a brevidade possível o apuramento dos factos inerentes ao sucedido.

05 de setembro de 2019

FALECEU JOSÉ PASSOS DA SILVA. – “ESTAR VIVO É UM MILAGRE!” – AFIRMOU JOSÉ MUJICA, ANTIGO PRESIDENTE DO URUGUAI

José Araújo Passos da Silva (1939-2019)

José Silva faleceu na semana passada no Hospital de Santa Luzia, nesta cidade, após prolongado internamento no Hospital de S. João, no Porto, tendo sido sepultado no cemitério de Darque, na passada quinta-feira, dia 18. No ato fúnebre, como testemunhos de homenagem, apreço e saudade, marcaram presença inúmeros amigos, mas também muitas outras pessoas que, privando menos com ele, admiravam a sua forma de estar na sociedade. Estava aposentado como diretor bancário, patenteando ao longo da sua carreira, para quem bem o conheceu, mérito e profissionalismo.

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Neste mundo agitado em que vivemos, quase sempre nos esquecemos que o tempo de vida é bem curto, que a morte pode acontecer a qualquer momento e, como diz José Mujica, o ex-presidente do Uruguai, “estar vivo é um milagre”. A morte espreita e quando menos contamos, traiçoeiramente, faz o seu trabalho, retirando-nos do mundo dos vivos e transportando-nos para outro lugar, que ainda não consegui compreender onde será. Esta é uma realidade que nos deveria merecer alguma reflexão, mas nunca de forma constante, porque pensar permanentemente na morte torna-se pouco saudável e tolhe-nos na função que temos enquanto vivos, que é sermos úteis para com a sociedade em que nos inserimos. E sem gente profícua as sociedades tendem a cair no marasmo.

José Silva deixou-nos depois de ano e meio a ser assistido pela medicina, num combate sem tréguas à morte que se instalou junto dele e dali não arredou pé até sair vencedora. Provavelmente, pela sua educação e pela naturalidade que manifestava na vivência com quem o rodeava, familiares e amigos, como todos nós, deve ter pensado e comentado muitas vezes que o tempo de existência tem limites e que a partir de determinada idade esses limites são curtos. Mas é evidente que ninguém está preparado para a morte, porque são poucos os que dizem que estão cansados de viver, por muito que a idade lhes pese com todas as consequências próprias das idades avançadas, que não era o seu caso.

José Silva partiu. Deixou amigos em abundância, porque os sabia fazer e cultivar. Cidadão elegante, de bom trato, incapaz de aborrecimentos com alguém, bem merecia estar no nosso seio mais algum tempo. Quando se falava com ele sentia-se que adorava viver e que a vida constantemente lhe dava mais vida. Mas na nossa existência nada mandamos, nem dispomos de meios para a prolongar quando ela teima em querer deixar de soprar. Até sempre, Zé Silva. Os crentes dirão até qualquer dia. Mas a única certeza que temos todos é que perdemos um homem bom que respirava simpatia por todos os poros.

Um abraço solidário para toda a família, com o desejo de que saiba minimizar o sofrimento que está a viver.

Gonçalo Fagundes Meira

ANTÓNIO COSTA (1951/2019): RECORDÁ-LO-EMOS PERENEMENTE

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Chora-se a morte de um amigo como se chora a de um familiar muito próximo, porque se trata de alguém com quem se estabelece cumplicidades, se cria compreensões mútuas e se partilha sucessos e insucessos da vida. Um amigo de verdade pode considerar-se um irmão, que nunca nos recusa solidariedade nos momentos acidentados da vida. “Menandro”, poeta cómico ateniense (342/292 a. C.), afirmava que “mais vale um bom amigo do que um tesouro que se deixa encher de bolor num qualquer buraco”. Contudo, é usual dizer-se que a amizade tem vindo a perder valor. Tal conceção parece pouco fundada. A amizade assenta em princípios e valores, caso contrário não existe e não vai além da cordialidade, apenas isso. A amizade autêntica jamais será efémera, e pensar o contrário é não acreditar no ser humano e na sua generosidade. É não crer na possibilidade de as sociedades evoluírem e se transformarem em espaços de progresso, bom relacionamento e vincada fraternidade.

António Costa deixou-nos no passado dia 03, mas legou-nos padrões de comportamentos e formas de estar que permitem aturada reflexão sobre a nossa vida em comunidade. Verdadeiramente, conheci-o em 1974, apesar de antes nos saudarmos quando nos cruzávamos. A partir dessa data, todo o tempo foi tempo para estabelecermos uma amizade de grande solidez. Pontualmente, divergimos na apreciação das dinâmicas políticas em que, por razões bem alicerçadas ideologicamente, nos envolvíamos. Porém, sempre entendemos que uma amizade consistente estava acima de todas as formas de pensar, especialmente em relação aos caminhos a trilhar para trazer novos valores à sociedade em que nos inserimos. Daí que fossem muitos os projetos que congeminámos e realizámos, por vezes rodeados de peripécias onde prevalecia o difícil ou até o cómico. Em junho de 1976, por exemplo, colocar o retrato de Octávio Pato, candidato à presidência da República, pintado por Salvador Vieira, grande retratista que foi, a cobrir praticamente toda a frontaria da estação da CP, habitada, foi algo que ainda hoje se pode questionar como aconteceu. Ou, ainda no mesmo ano, com cariz diferente, como foi suportável passar 10 horas, a noite inteira, a pintar, com apenas três pessoas, um mural a ocupar toda a fachada principal da Cedemi, antigo edifício da fábrica das boinas, situado na Rua José Espregueira.

Bom, mas é do Amigo que partiu que se deve deixar referências, que nunca passarão de aligeiradas alusões sobre um cidadão pleno, de elevada estatura moral e de grande firmeza de princípios. As vivências, tantas elas são, ficam como memória. O Tone Costa, assim o tratávamos, valorizava pouco a sua condição de Engenheiro Eletrotécnico, ou as funções que desempenhou na sua vida profissional, quer na Portugal Telecom, primeiro, quer na docência, ultimamente. Por vezes dava a ideia de que ocultava muito do que sabia para respeitar o conhecimento de terceiros. Procurava que ninguém se sentisse diminuído na sua presença, ouvindo todos com atenção, nunca interferindo, sempre curioso e com vontade de aprender mais, porque em todos encontrava sabedoria para enriquecer os seus próprios conhecimentos. Sabia gerir o seu tempo na base de um planeamento perfeito, com agendas bem elaboradas, para dar cumprimento aos seus afazeres, e para responder a atividades extras. E, na base dessa metodologia, teve períodos de grande intensidade, muito especialmente no plano político, onde deu muito de si, quer antes, quer depois da revolução de Abril. Nos primeiros anos pós 25 de Abril, como militante ativo do PCP, fez o pleno no cumprimento de tarefas e na dedicação às atividades que se pretendiam transformadoras, rumo a uma sociedade bem diferente daquela que para trás ficava. Depois, foi intervindo em ações múltiplas, sempre com a preocupação de que o velho desse lugar ao novo, visando continuadamente um Portugal melhor. Em coletivo, presentemente, empenhava-se na preservação da história e do património da Escola Secundária de Monserrate, herdeira da velha Escola Industrial e Comercial de Viana do Castelo, com projetos muito enriquecedores, que se recomenda tenham continuidade. Há três anos, numa parceria alargada, participámos ativamente na homenagem ao Mestre Carolino Ramos. Na realização de um filme sobre aquele que era denominado o “Pintor de Viana”, com o envolvimento da Escola, mostrou mais uma vez a sua criatividade, que manifestou de igual forma em todos os outros eventos acontecidos.

Continuava a congeminar projetos, mesmo agora que a doença o atacou traiçoeira e impiedosamente. Comecei a saber muito cedo que ia ter um combate duro do qual talvez saísse perdedor, tal como aconteceu. Na última visita que lhe fiz, acompanhou-me até à porta. Costumava ali ficar até ao meu desaparecimento no dobrar da esquina. Não sei se tal aconteceu desta vez, porque me faltou a coragem de olhar para trás, já que pressagiava a despedida final. Fomo-nos correspondendo por correio eletrónico e novas visitas programadas não aconteceram, dado o seu enfraquecimento físico. Já no hospital, enviou-me o último email a 29 de Maio, manifestando confiança na sua recuperação, prevendo um encontro breve, no qual ele próprio não devia acreditar. Partiu, julgo que sereno, procurando não constranger ninguém, como era próprio de si. Só posso dizer que perdi um dos meus melhores amigos. Fica em memória a sua bondade, o seu sorriso e o seu esmero na elegância de estar.

Gonçalo Fagundes Meira

BARCELOS HOMENAGEIA SAMUEL BASTOS

Câmara Municipal de Barcelos aprova voto de pesar pelo falecimento do músico Samuel Bastos

A Câmara Municipal de Barcelos aprovou, em reunião ordinária realizada em 24 de maio, um voto de pesar pelo falecimento, no passado sábado, dia 18 de maio, do músico barcelense Samuel Bastos, de 32 anos.

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Oboísta da Orquestra da Ópera de Zurique, na Suíça, Samuel Bastos era reconhecido como um dos melhores instrumentistas da atualidade à escala internacional.

Nascido em 1987 no seio de uma família de músicos, em Oliveira, Barcelos, iniciou os estudos musicais, aos 7 anos, com o seu pai, Cândido Bastos.

O seu percurso musical foi absolutamente ímpar. Em 1997 ingressou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, tendo em 2005 concluído o 8º grau de oboé na classe do professor José Fernando Silva, obtendo a classificação máxima.

No ano 2005/2006 estudou na Escola Superior de Música com o professor Andrew Swinnerton.

Foi laureado com o 1.º Prémio no Concurso Internacional para Giovani Interpreti “Cittá di Chieri” 2005, em Turim, Itália, 17.ª edição do Concurso promovido pela YMFE (Yamaha Music Foundation of Europe, 2006), Prémio Jovens Músicos (RTP-RDP 2007), Prémio Maestro Silva Pereira, I Concurso Internacional Terras de La Sallete 2008, e 2º Prémio no "Concours National d’Execution Musicale Riddes 2008", na Suiça.

Integrou a Orchestre d’Harmonie des Jeunes de L’Union Europeenne, Phillarmonie Animato Orchestra, European Union Youth Orchestra (E.U.Y.O), The World Orchestra e a Gustav Mahler Jugend Orchester, com quem realizou concertos em Espanha, França, Itália, Alemanha, Suíça, Áustria, Luxemburgo, Liechtenstein, Bélgica, República Checa, Grécia, Hungria, Eslováquia, Eslovénia, Portugal e China.

Na temporada de 2005/2006 foi seleccionado para a L’Orchestre des Jeunes de la Meditarranée.

Colaborou ainda com o Remix Ensemble, Orquestra Sonfonia Varsóvia, Symphonisches Orchester Zurich, Orquestra Gulbenkian, Zurcher Kammer Orchester. Musikkollegium Winterthur e a Tonhalle-Orchester Zurich.

Apresentou-se como solista em Portugal, Itália, Suíça e Alemanha, nomeadamente nos Festivais Internacionais de Música da Póvoa de Varzim, Leiria, Algarve, Estoril, Ciclo Jovens Intérpretes da Fundação Gulbenkian, com a Orquestra Filarmónica das Beiras. Orquestra do Norte, Orquestra do Algarve, Orquestra Gulbenkian e Orquestra Filarmónica di Torino onde gravou em directo para a RTP/RDP e Rádio Suisse Romand.

Desde setembro de 2010 que era membro da Orquestra da Ópera de Zurique e colaborava regularmente com a Orquestra de Câmara Portuguesa.

Manteve sempre uma forte ligação a Barcelos e à Banda Musical de Oliveira, onde nasceu para a música e à qual sempre o ligaram fortes laços familiares. O seu pai, Cândido Bastos, é o presidente da direção desta histórica instituição com 237 anos, a qual, pela sua importância para o concelho, já foi distinguida pelo Município de Barcelos, com quem tem mantido, ao longo dos anos, uma relação próxima.

O talento de Samuel Bastos sempre foi – e será – motivo de grande orgulho para Barcelos e o seu falecimento constituiu uma irreparável perda para a cultura do nosso concelho

SAMUEL BASTOS, MÚSICO NATURAL DE BARCELOS FOI ENCONTRADO MORTO NA SUÍÇA

Músico de 32 anos era natural de Barcelos e integrava a Orquestra da Ópera de Zurique.

Samuel Bastos, oboísta português que integrava a Orquestra da Ópera de Zurique, foi encontrado morto na manhã deste domingo, na Suíça. A notícia foi avançada pela Rádio Barcelos, sendo ainda desconhecidas as causas da morte do solista de 32 anos.

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O músico era natural da freguesia de Oliveira, concelho de Barcelos. Começou a tocar numa banda filarmónica aos sete anos de idade. Passou para o oboé aos dez. Samuel Bastos era oboísta solista na Orquestra da Ópera de Zurique, cidade onde obteve vários graus de educação musical na Universidade de Artes de Zurique, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Samuel Bastos colaborou com diversas orquestras, nas quais se incluem a Tongyeong Festival Orchestra, da Coreia do Sul, e a Mozarteum Orchestra, de Salzburgo. Venceu vários prémios e provas internacionais: em Julho de 2017, Samuel Bastos conseguiu o primeiro lugar no concurso internacional de oboé Fernand Gillet-Hugo Fox, nos Estados Unidos. Foi um dos músicos portugueses na diáspora que integrou a Orquestra XXI, projecto que venceu o primeiro prémio do FAZ – Ideias de Origem Portuguesa, concurso da Fundação Calouste Gulbenkian e da COTEC – Associação Empresarial para a Inovação.

https://www.publico.pt/

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FALECEU ANTÓNIO ESTEVES TRIGUEIRO: UM DOS DIRIGENTES DA CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA

António Esteves Trigueiro – um dos dirigentes da Casa do Concelho de Ponte de Lima – foi a sepultar em Moreira do Lima, sua terra natal, no passado dia 10 de Maio.

Pessoa cordata e de lano trato, foi Tesoureiro da Direcção no mandato 1990/1992 e, mais tarde, no mandato de 1999/2001, para além de outros cargos que ocupou.

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