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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FALECEU O PADRE FERNANDO DE AZEVEDO ABREU – ERA NATURAL DE ESPOSENDE

O padre Fernando de Azevedo Abreu, da Arquidiocese de Braga, faleceu esta terça-feira, e a missa exequial foi celebrada esta quinta-feira, 25 de novembro, às 10h00, na paróquia de São Miguel de Vila das Aves, arciprestado de Vila Nova de Famalicão.

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Nascido a 23 de abril de 1948, em Santa Marinha de Forjães, Esposende, foi ordenado sacerdote a 09 de julho de 1972 na paróquia da Apúlia, Esposende, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

Uma vez ordenado sacerdote, colaborou, pelo período de dois anos, como vigário paroquial em São Mamede de Ribeirão e semelhante experiência fez entre os anos de 1974 e 1980 na paróquia de Santa Marinha de Lousado, arciprestado de Vila Nova de Famalicão.

Após este período inicial do seu ministério sacerdotal, a sua vida “ficou marcada pela sua entrega incondicional e duradoira à comunidade de São Miguel de Vila das Aves e ao acompanhamento do Núcleo de Vila Nova de Famalicão do CNE”.

LFS / https://agencia.ecclesia.pt/

VIANA DO CASTELO: FALECEU JUDITE CARDOSO - FUNDADORA DO GRUPO DE DANÇAS E CANTARES DE PERRE

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Nota de Pesar pelo falecimento de Judite Cardoso

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, em seu nome e em nome do executivo, lamenta o falecimento de Judite Cardoso e apresenta as mais sentidas condolências à família e amigos daquela que foi uma das figura carismáticas da etnografia vianense.

Nascida em Perre, a 17 de fevereiro de 1929, Judite Cardoso rumou a Angola em 1961, de onde regressou em 1975. Com a ajuda do grupo de teatro existente, organizou um grupo de recolha para criar um museu polivalente, que se mantém até hoje, exposto no Centro Social e Paroquial de Perre.

Impulsionou o Grupo Teatral de Danças e Cantares de Perre, dando início ao que é hoje o Grupo de Danças e Cantares de Perre e é da sua iniciativa a construção de uma sede para o grupo e a recolha de informação que levaram a um melhor conhecimento do folclore do Alto Minho.

Recebeu um voto de louvor da Assembleia de Freguesia de Perre pelos serviços de promoção e representação cultural da freguesia. Foi presidente da Comissão de Honra das Festas d’Agonia em 2015 e recebeu o galardão de cidadã de mérito em 2016 pelo seu papel de destaque na cultura popular etnografia vianense.

FALECEU LUÍSA NOVO VAZ, PROVEDORA DA MISERICÓRDIA DE VIANA DO CASTELO

A provedora da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, Luísa Novo Vaz, morreu dia 11 de outubro, aos 72 anos, vítima de doença prolongada.

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Luísa Novo Vaz, advogada, estava internada no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

Natural de Santarém, Luísa Novo Vaz residiu em Luanda, Angola, e estudou nas faculdades de Direito das universidades de Lisboa e de Coimbra.

Luísa Novo Vaz foi eleita provedora da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo em novembro de 2016 e reeleita para novo mandato em novembro de 2020.

Fonte da Santa Casa da Misericórdia explica que Luísa Novo Vaz era “detentora de um enorme coração e de uma forte personalidade, recordaremos com saudade a forma como se aplicava no combate à desigualdade e à injustiça”.

Contactado pela agência Lusa, o ainda presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, disse tratar-se de uma “grande perda”.

“Era uma provedora da Santa Casa fortemente imbuída da missão da instituição e, este ano, estava muito empenhada nas celebrações dos 100 anos da Misericórdia. Foi também uma pessoa muito ligada à vida cívica, com participação em atividades políticas. Era uma distinta advogada de Viana do Castelo”, disse.

O velório realizou-se no dia 12 de outubrona igreja da Misericórdia de Viana do Castelo, tendo o corpo seguido depois para o cemitério de S. Paio de Antas.

Fonte: https://www.facebook.com/aauroradolima/ (adaptado)

CREMAÇÃO DIRETA, A NOVA TENDÊNCIA DOS SERVIÇOS FÚNEBRES

A CRE-MAR surge de forma pioneira em Portugal para disponibilizar serviços de cremação direta, de forma ágil e mais económica, acompanhando a tendência crescente em alguns países europeus.

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A CRE-MAR, empresa portuguesa com sede na incubadora do Instituto Pedro Nunes – IPN em Coimbra, providencia serviços concentrados online de cremação num crematório sem a cerimónia fúnebre, não sendo necessário nenhum tipo de embalsamento nem presença familiar.

Segundo Vítor Oliveira, fundador da CRE-MAR, “a forma como dizemos adeus aos nossos parentes tem-se alterado ao longo dos anos, havendo uma tendência crescente para a não realização de cerimónias fúnebres, procurando soluções que promovam uma despedida menos agressiva e dolorosa”. A empresa pretende desta forma responder à premissa de que existe uma maneira melhor, procurando simplificar o processo de cremação, contribuindo para suavizar um momento tão difícil como a perda de um ente querido. Posiciona-se no mercado de forma a tornar simples, célere e económico todo o processo, agilizando o acesso, a toda a logística e documentação necessária.

A CRE-MAR disponibiliza um serviço de atendimento 24 horas, 7 dias por semana, através da sua plataforma www.cremaronline.pt, ou pela linha gratuita 800 450 120. Atualmente a plataforma oferece informação detalhada sobre o serviço de gestão de todo o processo de óbito até à cremação. Prevê, no entanto, que no primeiro semestre de 2022, possa providenciar informação sobre o acesso a outro serviço mais inovador, único em Portugal, que consistirá na opção de transformar as cinzas fúnebres em diamante certificado – diamantes de memorial, corporalizando o ente querido num cristal singular, nobre e eterno. A plataforma disponibiliza ainda uma ligação direta à linha de apoio psicológico SNS24, para todo o apoio necessário relacionado com a dor e perda de um ente querido.

Procurando inovar no mercado fúnebre com a divulgação do primeiro serviço de cremação online em Portugal, Vítor Oliveira refere que “em Portugal a CRE-MAR posiciona-se pela prestação deste serviço de divulgação com a disponibilização de uma fórmula digital que proporciona ao cliente do luto um valor mais competitivo face às opções disponíveis no mercado. O serviço disponibilizado pela CRE-MAR tem como principal objetivo aliviar a perda de um ente querido, simplificando todo o processo desde o óbito até à cremação e respetiva entrega da urna de cinzas fúnebres no domicílio escolhido pelos familiares.”

A CRE-MAR está a dar os primeiros passos em Portugal, ambicionando complementar os serviços com espaços físicos inovadores, respondendo igualmente às necessidades de maior proximidade física.

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA MANIFESTA PESAR PELO FALECIMENTO DE JORGE SAMPAIO

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Na Morte de Jorge Sampaio

O Município de Ponte de Lima vem manifestar o mais profundo sentimento de pesar pela morte de Jorge Sampaio (Jorge Fernando Branco de Sampaio, 1939-2021). É uma perda significativa para Portugal o desaparecimento desta marcante e incontornável figura da vida política portuguesa, Presidente da República entre 1996 e 2006.

Nesta hora dolorosa, em que enviamos as mais sentidas condolências à família de Jorge Sampaio, lembramos, além do grande estadista e homem da ação política, a personalidade de notável craveira intelectual e também de elevado comprometimento cívico, que sempre pugnou pelos ideais da liberdade, da solidariedade e da fraternidade.

MUNICÍPIO DE VIZELA EMITE VOTO DE PESAR PELO FALECIMENTO DE JORGE SAMPAIO

A Câmara Municipal de Vizela manifesta o seu mais profundo e sentido pesar pelo falecimento de Jorge Sampaio prestando, deste modo, a humilde homenagem à memória de um Humanista, um ser humano extraordinário e, acima de tudo, um lutador pela liberdade e pela democracia, que tanto engrandeceu com a sua ética política, tendo servido Portugal com uma dedicação inexcedível.

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Jorge Sampaio morreu esta sexta-feira, aos 81 anos, tendo sido Presidente da República durante dois mandatos, entre 1996 e 2006.

Jorge Sampaio, enquanto Presidente da República, foi responsável, em 1998 pela promulgação da Lei da criação do Concelho de Vizela – Lei n.º63/98 de 01/09/1998, pelo que o seu nome ficará para sempre ligado à história do nosso Concelho.

Jorge Sampaio esteve em Vizela em maio de 2005, no decorrer da campanha eleitoral para a presidência da República onde foi recebido por centenas de vizelenses e pelo Presidente da Câmara Municipal, Francisco Ferreira.

A Câmara Municipal não poderia deixar de prestar uma última homenagem pública a um Homem que apoiou a maior causa dos vizelenses - a sua luta autonómica -, sendo a sua perda uma notícia extremamente triste para todo o País e para toda a comunidade Vizelense, que hoje lhe presta uma respeitosa homenagem perante a sua memória.

À sua família e amigos, a Câmara Municipal de Vizela apresenta as mais sentidas condolências.

FAFENSE CARLOS COSTA DEIXOU-NOS! – CRÓNICA NECROLÓGICA DE ARTUR COIMBRA

Conhecido resistente antifascista, combatente pela Liberdade e dirigente do Partido Comunista Português, Carlos Campos Rodrigues da Costa nasceu em 28 de Março de 1928, em Fafe e faleceu hoje, aos 93 anos de idade.

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Nasceu e viveu parte da sua juventude em Fafe. O seu pai – Manuel José da Costa, professor do ensino primário e secundário, homem republicano, progressista, um educador com ideias muito avançadas para a sua época – contribuiu muito para a sua formação.

Foi nesse contexto que aderiu ao Partido Comunista Português, em 1943, com 15 anos de idade. Três anos depois, esteve entre os que fundaram o MUD-Juvenil, participando activamente na sua organização no distrito de Braga. Foi membro da sua Direcção Liceal no Porto e depois da sua Comissão Central.

Membro do Comité Local de Fafe, desde 1947, em 27 de Novembro de 1948, tinha 20 anos, foi preso pela primeira vez, em Lisboa, por actividade política em Fafe. A acusação que recaiu sobre si era o exercício de actividades "subversivas".

Foi preso por diversas outras vezes, por motivos políticos.

De 12 de Junho a 5 de Dezembro de 1953 foi torturado pela PIDE.

Ilegalmente, passou 4 anos preso até ao seu julgamento, registado apenas a 23 de Julho de 1957. Foi condenado, pelo Tribunal Plenário Criminal de Lisboa, em 10 anos de prisão maior e "medidas de segurança" de internamento, de 6 meses a 3 anos prorrogáveis, com a acusação de ser "membro ou dirigente" do "chamado" Partido Comunista Português. Neste julgamento foi brutalmente expulso da sala do Tribunal na primeira audiência por ter devolvido os insultos de um Juiz.

Carlos Costa esteve preso em todas as prisões políticas do Continente. Permaneceu por diferentes períodos em isolamento total. Sofreu vários castigos. No dia 3 de Janeiro de 1960, fugiu da prisão de Peniche, juntamente com outros dez camaradas, entre os quais Álvaro Cunhal e um guarda da GNR, num dos mais célebres episódios de fuga das prisões do fascismo e voltou à clandestinidade. Em 4 de Abril daquele ano, foi julgado, à revelia, pelo Plenário do Tribunal Criminal da Comarca de Lisboa, que lhe agravou a pena a que já fora condenado, em mais 30 dias de prisão.

Ainda em 1960, foi eleito para o Comité Central do Partido Comunista Português, onde se manteve durante décadas e em 1961 foi cooptado para o Secretariado do Comité Central. Foi responsável pela Direcção Distrital de Lisboa e pela Juventude e fez parte ainda da redacção do jornal Avante, orgão oficial do Partido Comunista.

Ao todo passou cerca de 15 anos da sua vida nas prisões portuguesas. Preso três vezes e torturado pela PIDE, nunca prestou declarações.

No dia 25 de Abril de 1974, estava em Matosinhos, onde vivia na altura. Foi depois cabeça de lista pelo PCP nas eleições legislativas, pelo círculo eleitoral do Porto, em 1976 e da APU de 1979 a 1985, tendo sido eleito em todos esses mandatos. Em 1987, foi eleito pela CDU para a Assembleia da República, também pelo Porto, cuja lista encabeçara.

Teve destacado papel na preparação de leis fundamentais para o Poder Local (Lei das Atribuições e Competências e Lei das Finanças Locais), bem como na definição das orientações do PCP para a actuação dos eleitos comunistas nas autarquias locais e para o estilo de trabalho colectivo e de maior ligação às populações.

Escreveu dezenas de artigos publicados em jornais e revistas. Interveio em todos os congressos do Partido Comunista Português.

Foi ainda Membro do Secretariado do Comité Central de 1975 a 1990 e da Comissão Política do Comité Central de 1974 a 1998.

Foi ainda durante anos membro da Comissão Central de Controlo.

Em 25 de Abril de 2005 foi agraciado pela Câmara Municipal de Fafe com a Medalha de Prata de Mérito Concelhio, “em reconhecimento e louvor pela sua participação activa na oposição ao Estado Novo e, decorrentemente, na instauração da Democracia e da Liberdade neste país, viabilizadas pelo 25 de Abril de 1974”.

Carlos Costa aceitou a distinção outorgada pela autarquia fafense, por entender ser justa e vir da sua terra natal. Porém, afirmou na sessão solene, ser a “primeira e última vez na vida que aceita uma distinção”.

Em 2014, o Núcleo de Artes e Letras de Fafe e a Labirinto editaram a peça de teatro "Diz-lhes que não falarei nem que me matem", da sua sobrinha Marta Freitas, sobre a biografia prisional de Carlos Costa. A peça passou por Fafe e o livro foi apresentado em Almada (fotos).

Um amigo que se vai e que nos deixa irremediavelmente mais pobres!

Que descanse em paz.

Os mais profundos pêsames à sua família!

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JOSÉ LACERDA E MEGRE DEIXOU-NOS! - NOTÍCIA NECROLÓGICA DE PORFÍRIO SILVA

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Desde a manhã de anteontem, 14 de Agosto de 2021, que ainda andamos a digerir a notícia trazida até nós pela nossa prezada amiga e poeta Linda Coelho: – O José Maria (1939-2021) deixou-nos!

Transmitimo-lo de imediato ao nosso grande amigo/irmão comum, Fonseca Alves, antigo inspector da Polícia Judiciária, ilustre declamador e escritor, a residir no Porto, mas com casa de férias (refúgio circunstancial para escrever) em Castelo do Neiva. Sim, o nosso prezado amigo José Maria Lacerda e Megre, o grande homem do fado de Coimbra e acérrimo defensor da poesia e dos poetas, acabara de desencarnar, depois de estar internado no Hospital de Santo António.

José Maria Lacerda e Megre nasceu em Ponte da Barca (Terras da Nóbrega), em 14 de Novembro de 1939. Ingressa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e, em 1959, vai para Coimbra, onde concluirá, a sua licenciatura em Direito. Ainda em Lisboa, em 1954, forma com os amigos e vizinhos do bairro do Restelo a «Guitarra de Santos”, grupo de fados e poesia. Em 1961, grava em Coimbra 4 fados de Menano, Gois e Bettencourt, acompanhado por António Portugal e outros grandes instrumentistas. Em 1962, estando no 2.º ano de Direito, é chamado para cumprir o serviço militar. É incorporado em Mafra como aspirante e vai para Lamego onde realiza o curso de Caçador Especial. Em Janeiro de 1963, integrado como alferes miliciano na Companhia de Artilharia 563, parte para Moçambique (Chibuto), onde permanece até 1966. Em 1964 vem para Portugal (Porto) casar com Fernanda Forbes Bessa Costa Lobo Cid Monteiro, que o acompanha para Lourenço Marques, onde têm o primeiro filho, José Luís. Em 1969 falece a sua esposa, com quem tivera três filhos, e, em 1973, casa com Maria Manuel Garrido de Meireles Folhadela Moreira, com quem teve duas filhas. Esta senhora veio a falecer em 2002. Em 1966 é promovido a tenente miliciano e oficial de tiro no Quartel R.A.P. 2 e Carreira de Tiro de Espinho, onde prepara três batalhões para a Guiné. Recebe louvor pela sua eficácia, competência e pelos êxitos na guerra dos soldados que preparava. Em 1972 ingressa como subdelegado do procurador da República do 4.º Juízo Correcional e 5.º Cível do Tribunal do Porto.

A 24 de Abril de 1974, toma posse do cargo de delegado do Procurador da República na Comarca de Castelo de Paiva. Em Março de 1975 ingressa na Direcção do Porto da Polícia Judiciária como inspector. Aposentou-se como coordenador em 1999. Em 1996 funda em Ponte da Barca o «Clube dos Poetas Vivos», com a missão de perpetuar a obra de todos os poetas portugueses que já partiram e simultaneamente homenagear os vivos, provando que a POESIA nunca morre. Dinamizando inúmeros encontros de poesia, música, história e literatura ao longo de mais de duas décadas (tempo esse que já nos conhecíamos e sedimentamos a nossa amizade), realiza muitas dezenas de sessões, pelas quais passaram mais de 2000 participantes. Ainda em 1996, com a Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra no Porto, grava em CD com guitarras de Arménio Assis e do Barão de Palme e violas do juiz conselheiro Mário Araújo Ribeiro e Manuel Campos Costa, quatro fados de Coimbra por ele compostos, com letras dos poetas António Correia de Oliveira, Pedro Homem de Mello, Zeca Afonso e Fernando Pessoa. Fica em Paz no Mundo dos Poetas, onde um dia nos voltaremos a encontrar. ATÉ SEMPRE!

Fonte: Porfírio Silva / https://www.facebook.com/porfirio.silva.5

PONTE DA BARCA: FALECEU JOSÉ MARIA DE LACERDA E MEGRE

Faleceu no dia 14Ago2021 o veterano José Maria Neves de Lacerda e Megre, Tenente Mil.º de Infantaria na situação de disponibilidade. Serviu Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, como comandante de pelotão da CArt563 «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», no período de 12Dez1963 a 14Fev1966.

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A sua Alma descansa em Paz.

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Nasceu no dia 14 de Novembro de 1939 em Ponte da Barca

Em 16 de Junho de 1963 Soldado-Cadete nº 1595/63 da Escola Prática de Infantaria (EPI – Mafra) «AD UNUM», promovido a Aspirante-a-Oficial Miliciano Atirador de Infantaria e colocado no Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Gaia) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS»;

Em 1 de Novembro de 1963 promovido a Alferes Miliciano;

Em 23 de Novembro de 1963, tendo sido mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, embarca em Lisboa no NTT 'Niassa' rumo ao porto de Lourenço Marques, como comandante de pelotão da Companhia de Artilharia 563 (CArt563) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS»;

Em 14 de Fevereiro de 1966 inicia regresso a bordo do NTT 'Vera Cruz';

Em 1 de Março de 1966 desembarca em Lisboa, seguindo para o Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Gaia) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS»;

Em Abril de 1966 promovido a Tenente Miliciano e nomeado oficial de tiro para o Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Gaia) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS» e para a Carreira de Tiro de Espinho, onde prepara três sucessivos batalhões destinados a servir na Província Ultramarina da Guiné;

Em 1969 considerado na situação de disponibilidade.

Faleceu durante a manhã de 14Ago2021, no Hospital de Santo António no Porto.

Fonte: https://www.facebook.com/utw.veteranosguerraultramar

CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO LAMENTA MORTE DO FUNDADOR DA EnerconPor

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo vai propor hoje, em reunião de executivo, um voto de pesar pelo falecimento, ontem, de Aloys Wobben, presidente e fundador da multinacional do sector eólico Enercon, com várias empresas instaladas em Viana do Castelo e também cidadão de honra do concelho.

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O empresário e engenheiro, pioneiro no sector eólico, foi um dos responsáveis pelo forte impulso dado em Portugal nesta área, instalando em viana do Castelo cinco empresas em duas zonas empresariais. Da Enercon saem, desde 2006, geradores para produção de energia em todo o mundo, transformando Viana do Castelo num dos principais exportadores.

Foi por essa razão que, em 2014, a Câmara Municipal de Viana do Castelo lhe atribuiu o título de Cidadão de Honra de Viana do Castelo, no âmbito das comemorações do 166.º aniversário de elevação de Viana do Castelo a cidade.

“Pela importância para a economia e pela história de relação de Aloys Wobben a Viana do Castelo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo aprova um voto de pesar em reunião de Câmara, a endereçar à família e aos responsáveis da empresa”, refere o documento.

Foto: https://www.focus.de/

FALECEU ANTÓNIO OLIVEIRA AMARAL - ANTIGO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO

Câmara Municipal decreta luto municipal pelo falecimento do antigo Presidente da Assembleia Municipal António Oliveira Amaral

A Câmara Municipal de Viana do Castelo decretou, para amanhã (04 de Agosto), um dia de Luto Municipal pelo falecimento do antigo Presidente da Assembleia Municipal, António Ribeiro de Oliveira Amaral.

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O conhecido empresário e político vianense foi o segundo presidente da Assembleia Municipal no pós-25 de Abril, nos mandatos 1979-1986 e 1990-1994, deixando um legado ímpar na vida social, empresarial e cultural do Vale do Neiva e do concelho de Viana Castelo.

António Oliveira Amaral faleceu aos 93 anos de idade e será sepultado amanhã, dia em que a autarquia decreta um dia de Luto Municipal, apresentando igualmente um voto de pesar em reunião de câmara.

ANCORENSES CHORAM A PARTIDA DO ZÉ LUÍS – MEMBRO DO ETNOGRÁFICO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

As palavras que constituem o elogio fúnebre pertencem a José Meira, dirigente do Etnográfico de Vila Praia de Âncora, que com a devida vénia transcrevemos da sua página no facebook.

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“Hoje o dia começou triste...

O Zé Luís deixou-nos!

Apesar de afastado do grupo nos últimos anos, o Zé foi para o Etnográfico uma das suas principais figuras durante mais de 20 anos.

O Zé, dançou, cantou, tocou ferrinhos, cavaquinho, concertina e qualquer outro instrumento que lhe aparecesse á frente (tinha uma noção de ritmo e um ouvido ímpar).

O Zé foi director, foi presidente da Assembleia geral, foi mero elemento, fez de tudo no Etnográfico e mesmo afastado nos últimos anos, nunca deixou de sentir no grupo de uma forma muito intensa.

Falávamos muitas vezes, telefonava frequentemente para saber do Etnográfico.

Prevìa o seu regresso ao Etnográfico para "depois da pandemia".

O coração traiu-o. Possivelmente esgotou as energias que deviam durar até aos 90 anos, nestes quase 50 intensamente vividos.

Por tudo o que foste para o Etnográfico, a teu lugar em falta, agora irrecuperável, será impossível de ocupar.

Obrigado Zé!

Foi um previlégio ter feito este desfile contigo!”

NOTA DE PESAR DO CDS PELO FALECIMENTO DO ENGº ANTÓNIO NORTON DE MATOS

Foi com profunda consternação que no CDS recebemos a notícia da morte do Eng. António Norton de Matos.

Formado em engenharia química, foi fundador do CDS e deputado na Assembleia Constituinte, eleito pelo círculo de Viana do Castelo, tendo sido ainda diretor do jornal do CDS ‘Democracia 76.

António Norton de Matos foi um homem generoso e de fortes convicções: foi detido no cerco do Palácio de Cristal e votou contra a Constituição em 1976.

Para além da vida política, Norton de Matos desenvolveu extensa atividade profissional em diversas empresas nacionais, integrando a equipa que liderou a Expo 98.

À sua família, o CDS apresenta os sentimentos de pesar, saudade e gratidão pelos serviços prestados ao Partido e ao País.

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MORREU ANTÓNIO NORTON DE MATOS

António Norton de Matos foi um dos fundadores do CDS

O fundador do CDS-PP António Norton de Matos, que foi também deputado à Assembleia Constituinte, morreu aos 86 anos, informou hoje o partido, que lamenta a morte e recorda-o como “um homem bom” e de “fortes convicções”.

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Numa nota enviada à Lusa, a direção do CDS-PP, liderada por Francisco Rodrigues dos Santos, indica que “António Norton de Matos foi fundador do CDS e Deputado na Assembleia Constituinte, eleito pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, tendo sido diretor do jornal do CDS Democracia 76”.

“Nascido a 15 de fevereiro de 1935, em Lisboa”, o histórico dirigente era “formado em engenharia química” e, “para além da vida política, desenvolveu extensa atividade profissional em diversas empresas nacionais, como administrador, e destacou-se também por integrar a equipa que liderou a Expo 98”.

A nota dá também conta que “nos últimos anos, desenvolveu atividade agrícola em Moreira do Lima, na propriedade da sua família”.

Fonte: https://sintranoticias.pt/

PONTE DE LIMA: FALECEU O PADRE ARMANDINO VILAÇA DE ALMEIDA - ANTIGO PÁROCO DE ESTORÃOS

Faleceu o Pe. Armandino Vilaça de Almeida, antigo pároco de Estorãos, Ponte de Lima.

Faleceu aos 81 anos o padre Armandino Vilaça de Almeida, anunciou esta terça-feira a Diocese de Viana do Castelo.

Nascido a 3 de Julho de 1939 em Viatodos, Barcelos, foi ordenado em 1966 por D. Francisco Maria da Silva, tendo sido pároco nos arciprestados de Vila Nova de Cerveira, Caminha e Ponte de Lima.

Fonte: Diocese de Viana do Castelo

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PONTE DE LIMA: HISTORIADOR LUÍS DE SOUSA DANTAS FALECEU HÁ 1O ANOS!

RELEMBRAR LUÍS DE SOUSA DANTAS 10 ANOS APÓS A SUA MORTE!!

Luís de Sousa Dantas, ausente por um tempo (nunca para sempre), caso contrário, não estaríamos a relembrá-lo com todo o carinho e respeito que nos merece!!

Sempre que te visito "Lipinho", e, faço - o algumas vezes, carrego pedaços de lágrimas, no meu olhar.

Luís Dantas, poeta, escritor, autor e historiador, esse ser humano único e especial para todos quantos com ele partilharam tempo, sabedoria, liberdade e amor aos mais carenciados, distribuindo até parte do seu pão.

ESSA GRANDE VIRTUDE QUE SE LHE RECONHECE!!!

José Ernesto Costa (Boteca)

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CABECEIRAS DE BASTO: FALECEU ADRIANO VALENTE PEREIRA – NATURAL DE ARCO DE BAÚLHE – DINÂMICO CIDADÃO PELAS CAUSAS DO SEU CONCELHO

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Nota de Pesar

Adriano Valente Pereira

1962 - 2021

É com profundo pesar que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto tomou conhecimento da morte ocorrida hoje, dia 5 de maio, do ilustre cidadão arcoense e cabeceirense Adriano Valente Pereira.

Natural do Arco de Baúlhe, Adriano Valente era um homem bom que dedicou a sua vida ao Arco de Baúlhe e às suas gentes como autarca – exercia atualmente o cargo de Secretário da Junta de Freguesia do Arco de Baúlhe e Vila Nune – e como cidadão empenhado em muitas causas públicas e comuns aos cabeceirenses em geral e, muito particularmente, aos arcoenses através da sua participação nas atividades da Paróquia de S. Martinho do Arco de Baúlhe ou da Comissão de Festas da Senhora dos Remédios da qual era Presidente.

A morte prematura e nefasta do cidadão Adriano Valente, aos 58 anos de idade, deixa-nos a todos consternados.

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto exprime as mais sentidas condolências à esposa, filha e demais familiares e amigos.

A partida do amigo Adriano Valente representa para o Arco de Baúlhe e para Cabeceiras de Basto uma perda irreparável.

FALECEU O MELGACENSE ALBERTO PEREIRA DE CASTRO – FOI PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VALENÇA.

Município de Valença decretrou luto municipal

O Município de Valença decretou um dia de luto municipal pela morte do antigo presidente da Câmara Major Alberto Pereira de Castro que, apurou a Rádio Vale do Minho, irá cumprir-se esta quarta-feira.

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Conforme noticiou a Rádio Vale do Minho, morreu esta terça-feira, aos 80 anos de idade, o Major Alberto Magno Pereira de Castro, antigo presidente da Câmara Municipal de Valença e antigo colaborador da Rádio Vale do Minho.

Alberto Castro nasceu em Melgaço em 16 de Agosto de 1940.Em 1966, cumprido o serviço militar obrigatório, com uma Comissão em Angola, ingressou na Guarda Nacional Republicana, tendo sido transferido para Valença em Novembro do mesmo ano com destino ao Comando da Secção, onde permaneceu até 1986.

Em Dezembro deste ano, assume o Comando interino da Companhia de Viana do Castelo, optando pela continuação nesta Unidade, como Adjunto do Comando e depois como Comandante da Companhia até 1992, data em que, terminando o Curso de Promoção a Oficial Superior da GNR no Instituto de Altos Estudos Militares, é colocado em Lisboa.

Por motivos de ordem familiar, passa à situação de Reserva, fixando-se definitivamente em Valença. No ano seguinte concorre nas Eleições Autárquicas, como Independente pelo PSD, à Presidência da Câmara local tendo sido eleito, cumprindo o mandato de 1993-1997.

Já na situação de Reforma exerceu o cargo de Presidente da Direção e do Conselho Fiscal da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Alto Minho e de Presidente do Conselho Fiscal da Santa Casa de Misericórdia de Valença.

Foi Presidente daAssociação de Valença do Minho dos Amigos do Caminho Português de Santiago, de que foi co-fundador em 1995, no final do estudo, com outras individualidades, desta via de peregrinação a Compostela.

Até ao momento, desconhece-se ainda a data e local onde irão decorrer as cerimónias fúnebres.

Fonte: https://www.radiovaledominho.com/

IN MEMORIAN FERNANDO CRUZ GOMES

  • Crónica de Daniel Bastos

No decurso da semana passada assinalaram-se os 82 anos do nascimento de Fernando Cruz Gomes, saudoso decano dos jornalistas da comunidade portuguesa no Canadá, falecido em 2018, e que era um dos rostos mais conhecidos da numerosa prole luso-canadiana que vive e trabalha em Toronto.

Natural da vila de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, Fernando Cruz Gomes, iniciou nos finais dos anos 50 a sua vida profissional como jornalista, no vetusto “Primeiro de Janeiro”, um jornal diário que se publicou na cidade do Porto. Mas foi em solo africano, mais concretamente em Angola, antiga província ultramarina portuguesa, onde residiu durante 25 anos, que o seu trabalho jornalístico ganhou amplitude e profundidade, através do desempenho de funções em diversos meios de comunicação, jornais e rádios, como o "ABC Diário de Angola", a "Rádio Eclésia", no diário de Luanda "O Comércio", "A Província de Angola" (atual “Jornal de Angola”), no "Rádio Clube de Benguela" e na "Emissora Oficial de Angola".

No início da Guerra do Ultramar em Angola, a 15 de março de 1961, Fernando Cruz Gomes, chegou a acompanhar sozinho os combates entre as Forças Armadas Portuguesas e os Movimentos de Libertação deste território da costa ocidental de África. Durante o seu percurso jornalístico por terras africanas, o profissional de comunicação social, foi ainda presidente da secção de Angola do Sindicato Nacional de Jornalistas, onde se manteve até finais de 1974.

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O historiador Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, entrevistado em 2014 pelo jornalista Fernando Cruz Gomes (dir.) na Galeria dos Pioneiros Portugueses em Toronto

 A sua chegada ao Canadá ocorreu em 1975, ano do conturbado processo de descolonização. Na nova pátria de adoção, foi fundador e diretor de jornais comunitários, como "Popular", "Comércio", "Mundo", “ABC Portuguese Canadian Newspaper” e "A Voz", e editor e repórter na CIRV Rádio e na FPTV.

As suas multifacetadas funções jornalísticas em Toronto, inclusive de correspondente durante vários anos da Lusa, foram fundamentais para a promoção e conhecimento da língua, cultura e pulsar da comunidade luso-canadiana. E estiveram na base do justíssimo reconhecimento de que foi alvo em 2014, com a atribuição da Ordem do Infante D. Henrique pelos serviços relevante que prestou à pátria de Camões.

A vida e obra de Fernando Cruz Gomes, que se encontram vertidas no livro Um Homem Novo Por entre os horrores da guerra, cuja edição a título póstumo em 2019 constituiu uma homenagem sentida da família e da comunidade portuguesa em Toronto, recordam a citação afetuosa do escritor brasileiro Coelho Neto: “a saudade é a memória do coração”.