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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MELGAÇO ESTÁ DE LUTO – MELGAÇO CHORA OS SEUS FILHOS!

O executivo melgacense deliberou, face à triste notícia com que ontem amanhecemos, que o dia de hoje, 15 de julho, será de luto municipal.

Por tal, os edifícios municipais estarão com a bandeira do Município a meia haste, prestando, assim, a sentida homenagem pelo falecimento precoce dos quatro jovens melgacenses que perderam a vida no trágico acidente, na madrugada do dia 14 de julho.

As mais sentidas condolências às famílias e amigos enlutados.

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MORREU O VIMARANENSE RUI GUIMARÃES – UM DOS CAPITÃES DO 25 DE ABRIL

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Rui Guimarães morreu aos 80 anos no Hospital de Braga. Em 25 de abril de 1974, era capitão no Regimento de Infantaria n.º 8 de Braga.

O antigo capitão de Abril Rui Guimarães morreu esta terça-feira, aos 80 anos, disse à Lusa o coordenador da Comissão Promotora de Homenagem aos Democratas de Braga.

Segundo Paulo Sousa, Rui Guimarães morreu no Hospital de Braga, vítima de doença prolongada.

Natural de Guimarães, Rui Rolando Xavier de Castro Guimarães participou na Guerra Colonial, tendo cumprido três comissões em Angola e na Guiné.

Em 25 de abril de 1974, era capitão no Regimento de Infantaria n.º 8 de Braga, onde fora eleito representante dos militares da Região Militar do Norte nas reuniões preparatórias no Movimento das Forças Armadas (MFA).

Fonte: Observador / Foto. Público

CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO LAMENTA O FALECIMENTO DE JOAQUIM RORIZ – FOTÓGRAFO DE REFERÊNCIA DA CIDADE

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O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, em nome do executivo municipal, lamenta o falecimento de Joaquim Roriz, fotógrafo e empresário de referência e representante da «Fotografia Roriz», Instituição de Mérito da cidade desde 2012. O autarca vai apresentar, na próxima reunião de Câmara, um voto de pesar a endereçar à família.

O fotógrafo Joaquim Roriz começou a trabalhar com 10 anos no estúdio de fotografia do tio-avó, a Fotografia Roriz, o mais antigo da cidade. A casa conta atualmente com 113 anos de história, sempre na mesma família, sendo ainda Loja Memória de Viana do Castelo.

A 20 de janeiro de 2016, Joaquim Roriz doou o espólio ao Município, sendo que a empresa familiar, com mais de um século de história, possuía um arquivo de negativos em vidro e em película, a preto e branco e a cores, de vários formatos com milhares de imagens. Foram, na altura, doadas mais de 10 mil fotografias que retratam usos, costumes, tradições, habitantes e história de Viana do Castelo.

A Fotografia Roriz inaugurou a 10 de outubro de 1911, localizando-se na Rua Gago Coutinho, uma das ruas mais prestigiadas e movimentadas da cidade. A casa fundada por Domingos Sousa Roriz era bastante inovadora à data, uma vez que eram muito poucos os estabelecimentos do mesmo ramo em Viana do Castelo ou mesmo em todo o Minho.

O fundador estaria longe de imaginar que, mais de um século depois, o negócio que lançara num espaço arrendado por 1$50 escudos se tornaria numa referência de Viana do Castelo.

Em meados do século, a Fotografia Roriz era já considerada uma das melhores casas de fotografia, amplamente procurada para serviços como casamentos, batizados ou os tradicionais retratos de família, muito populares na altura, em especial nas famílias com maior poder económico.

Em 1979, Joaquim Roriz foi mesmo distinguido com o prémio Kodak de “Melhor Fotógrafo Noivas do Mês”.

NELSON DE VILARINHO – O VILARINHO DE COVAS - EXÍMIO TOCADOR DE CONCERTINA DO ALTO MINHO – DEIXOU-NOS HÁ 11 ANOS!

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Passam precisamente 11 anos sobre a data de falecimento de Nelson Pereira – Nelson de Vilarinho ou Vilarinho de Covas – considerado um dos mais exímios tocadores de concertina do Alto Minho. O tempo passa mas a sua memória perdura nas gentes do Minho.

Tal como muitos minhotos, nasceu no Brasil, mas cedo foi viver para a Freguesia de Covas, no concelho de Vila Nova de Cerveira, precisamente para o lugar chamado de Vilarinho, e que lhe deu a alcunha de ‘Vilarinho de Covas’. E, daí, a sua concertina levou-o a todas as partes do mundo. Viria a falecer em 2013 com 91 anos de idade. Prova da estima que as nossas gentes por ele sentiam, quando um dia foi vítima de um acidente que o afectaram as pernas, as gentes de Covas e de todas as localidades em redor até concelhos distantes se juntaram para lhe comprarem um veículo que lhe permitisse deslocar-se e, dessa forma, manter as amizades com o povo que tanto o amava. A seu respeito, não resistimos a transcrever o artigo de Manuel D. Loureiro que melhor conheceu o seu percurso de vida.

“O Nelson cresceu a ouvir a concertina do tio benigno de gondarém, e outros tocadores. Um dia, e já tocador de harmónio, foi corrido de um baile por só saber tocar o RASPA, e por isso resolveu ir para Lisboa, jurando, só voltar a Covas, quando já soubesse tocar a concertina.

O Nelson, em Lisboa foi arvoeiro e no Alentejo foi vendedor de refrigerantes, onde era conhecido pelo cana verde. Quando chegou aos vinte anos regressou a Covas com uma concertina comprada na feira da Malveira e a tocar como um grande artista.

O Nelson nunca teve existência lega, nunca foi à tropa e passou a correr todas as feiras e romarias, desde Cerveira a Ponte de Lima, de Caminha a Paredes de Coura e arredores. Tocava, cantava, dançava e espalhava alegrias. Desde a Srª da Cabeça a S. Bento de Seixas, da Peneda a S. João d'Arga. Sempre solteirinho e bom rapaz, o Nelson acabou casado, mas já na casa dos cinquenta.

Em 1959, graças ao seu grande amigo, o Doutor Pedro Homem de Melo, o “Vilarinho” vai pela 1.ª vez à televisão. Daí grava o seu 1.º disco com as seguintes músicas: Rosinha de Covas, Fandango, Regadinho de Covas, Gota de Covas e o Ribeirinho. O Nelson, de Covas (concelho de Vila Nova de Cerveira).

De harmónio à banda, a melena sobre a testa, misto de gladiador e de poeta, fazendo, sozinho, a festa e deitando os foguetes, cantando e bailando, onde quer que haja um adro ou uma eira, e pronto, sempre, a embandeirar ,em arco, a serra, a beira rio ou a praia, com a chama da sua presença, ele encarna “o rapaz com o cravo na boca” da lenda portuguesa, que todos e a ninguém dá a flor que leva, ou melhor, que esfolha, à mercê da brisa, deixando, ao passar, um rasto de aroma silvestre...”.

O Nelson tudo venceu e hoje é uma figura lendária no Alto Minho, que muitos não o vão esquecer.”

Texto: Manuel D. Loureiro

POETA ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA FALECEU HÁ 14 ANOS!

Passam precisamente 14 anos sobre a data de falecimento do poeta António Manuel Couto Viana. Com efeito, o ilustre vianense nasceu em Viana do Castelo a 24 de Janeiro de 1923, filho de um ilustre minhoto e de uma asturiana, e faleceu em Lisboa a 8 de Junho de 2010. Poeta, dramaturgo, contista, ensaísta, memorialista, tradutor, gastrólogo e autor de livros para crianças, foi também empresário teatral, director artístico, encenador e ator.

Com vasta obra publicada nas mais variadas vertentes literárias, António Manuel Couto Viana foi um dos maiores poetas do nosso tempo. Ensaísta, poeta, dramaturgo, tradutor e encenador, O livro de poemas O Avestruz Lírico, publicado em 1948, marca o início da sua carreira literária.

Ao longo da sua vasta carreira literária e artística, publicou mais de uma centena de livros, muitos dos quais traduzidos para inglês, francês, castelhano e mandarim, vulgo chinês. Encenou e dirigiu companhias de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos, do Círculo Portuense de Ópera e da Companhia Portuguesa de Ópera. A sua paixão pelo teatro começa desde muito novo, quando recebeu por herança o Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, mantendo-se sempre durante toda a vida ligado a companhias de teatro para a infância.

António Manuel Couto Viana à conversa com o Engº Manuel de Sá Coutinho (Aurora) e Carlos Gomes (Administrador do BLOGUE DO MINHO).

FALECEU O PADRE JOSÉ LOPES LIMA – ERA NATURAL DE VIANA DO CASTELO – FOI PÁROCO EM DURRÃES E BALUGÃES, INCLUINDO O SANTUÁRIO DA SENHORA DA APARECIDA

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Faleceu o padre José Francisco Rodrigues Lopes Lima. Nasceu a 19 de janeiro de 1942, em Vila Nova de Anha, tendo sido ordenado sacerdote em 1968.

Os seus despojos mortais chegam à Igreja Paroquial de Vila Nova de Anha esta segunda feira às 14h. O funeral será presidido pelo Bispo de Viana do Castelo, D João Lavrador, às 17h, indo a sepultar no cemitério de Vila Nova de Anha.

O funeral é segunda-feira, 3 de junho às 17h, na Igreja Matriz de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo).

Fonte: Arquidiocese de Braga

PONTE DE LIMA: ZÉ CACHADINHA DEIXOU-NOS HÁ 5 ANOS!

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Zé Cachadinha – nome artístico de José da Silva Sousa – uma das figuras mais emblemáticas dos cantares ao desafio do Alto Minho.

Natural de Bárrio, Ponte de Lima, filho de Joaquim Cachadinha, o precursor neste tipo de cantares, Zé Cachadinha aprendeu a arte com o pai e já tinha atingido o meio século de carreira.

Zé Cachadinha deixou-nos no dia 10 de junho de 2019, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. Com ele, apagou-se também uma das vozes mais inconfundíveis e genuínas das cantigas ao desafio.

PAREDES DE COURA COMEMORA 60 ANOS DA MORTE DE AQUILINO RIBEIRO

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A Organização das Comemorações dos 60 Anos da Morte de Aquilino Ribeiro, constituída pelos Municípios de Sernancelhe, Moimenta da Beira, Paredes de Coura, Vila Nova de Paiva, a Família do Escritor e a Bertrand Editora realizam a Cerimónia de Encerramento do Programa de Homenagens a Aquilino Ribeiro, no dia 25 de maio, pelas 17:00 horas, no Panteão Nacional, em Lisboa. (...)

Em Romarigães, Alto Minho, foi inaugurada uma Casa da Escrita dedicada à comunidade, contendo um centro de interpretação da paisagem literária da Casa Grande, e onde a literatura se cruza com diversas artes e o turismo cultural.

No fundo, quisemos falar de um autor que avança a passos fortes, já a caminho do meio do século XXI, moderno e fortíssimo (Gonçalo M. Tavares, 2020). Por certo, continuaremos a segui-lo neste trajecto encantador e sem limites.

Durante o espaço de um ano, foi realizada uma programação descentralizada, em sintonia com a geografia sentimental do escritor beirão.

Nalguns aspectos que vale a pena realçar, aquilo que se tentou desenvolver foi um conjunto de actividades que beneficiassem o papel da cultura enquanto motor de coesão territorial. A título de exemplo, e enumerando algumas acções de maior simbolismo, foram realizadas três republicações da sua obra, sob chancela da Bertrand Editora, bem como o lançamento de um par de edições evocativas, e patrocinadas pelos municípios das Terras do Demo. Em Romarigães, Alto Minho, foi inaugurada uma Casa da Escrita dedicada à comunidade, contendo um centro de interpretação da paisagem literária da Casa Grande, e onde a literatura se cruza com diversas artes e o turismo cultural.

No elenco de reuniões científicas, a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE), o Instituto de Geografia de Ordenamento do Território (IGOT), Universidade de Lisboa e a Universidade do Algarve, realizaram as Primeiras Jornadas de Turismo Literário, explorando os territórios literários ficcionais e não ficcionais, em contextos rurais e urbanos. Já o Centro Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) e o mesmo IGOT reflectiram, numa Jornada Internacional, sobre a relação da literatura com a geografia. Por fim, a autarquia de Sernancelhe e a Universidade de Aveiro debateram, num congresso, a temática “Académicos, Escritores, Pintores, Políticos e Santos”.

No fundo, quisemos falar de um autor que avança a passos fortes, já a caminho do meio do século XXI, moderno e fortíssimo (Gonçalo M. Tavares, 2020). Por certo, continuaremos a segui-lo neste trajecto encantador e sem limites.

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FALECEU ANTÓNIO CERQUEIRA – ANTIGO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VILA VERDE

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O Município de Vila Verde está de luto. Faleceu hoje António Cerqueira, que foi Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde e a quem é devida homenagem pelo trabalho que desempenhou no campo político e social, com um contributo inestimável para a história e o desenvolvimento do concelho de Vila Verde.

Nascido a 30 de setembro de 1938, em Santa Maria de Mós, concelho de Vila Verde, António Cerqueira foi professor do Ensino Básico durante 16 anos, 12 dos quais em Moçambique.

Foi Presidente de Câmara Municipal de Vila Verde durante 6 mandatos, a partir das primeiras eleições autárquicas pós 25 de Abril – de 1976 a 1997.

Vila Verde recordará eternamente António Cerqueira, pela sua caraterística personalidade, ao serviço do Concelho e das suas freguesias. Figura ímpar do nosso concelho, esteve presente em inúmeras instituições onde deixou a sua marca.

Foi homem de causas e de grande obra em todas as freguesias do concelho de Vila Verde. A sua morte empobrece Vila Verde.

A Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde endereça à família as mais sentidas condolências, decretando ainda três dias de luto municipal.

As cerimónias fúnebres decorrem amanhã, quinta-feira, na Igreja Paroquial de Santa Maria de Mós: o corpo de António Cerqueira estará em câmara ardente a partir das 09h30 e o funeral terá lugar às 18h30, indo a sepultar no cemitério local.

FALECEU O BRACARENSE AFONSO BRAGA DA CRUZ

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Natural de Braga, Manuel Braga da Cruz foi para Lisboa aos 18 anos, para estudar no Instituto Superior Técnico. Após a licenciatura em Engenharia de Minas, chegou a ser assistente naquela universidade, mas abandonaria a carreira docente para se dedicar à gestão empresarial, com interesses em vários países.

VIANA DO CASTELO: FALECEU JOSÉ CARLOS RESENDE – FUNDADOR E PRIMEIRO BASTONÁRIO DA ORDEM DOS SOLICITADORES

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O fundador e primeiro Bastonário da Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE), José Carlos Resende, morreu ontem, aos 69 anos, em Viana do Castelo, confirmou fonte municipal.

José Carlos Resende foi presidente da Câmara dos Solicitadores desde 2011 até à criação da OSAE, em 2015, ano em que se tornou no seu primeiro Bastonário até 2022.

Natural do Porto, José Carlos Resende fixou-se em Viana do Castelo depois do 25 de Abril de 1974, cidade onde fundou a delegação local da União Democrática Popular (UDP).

Durante 25 anos liderou a bancada do PS na Assembleia Municipal de Viana do Castelo.

Entre outras funções, foi presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo e, sócio fundador da Rádio Alto Minho.

O corpo vai estar em câmara ardente na casa mortuária municipal de Viana do Castelo e segue, na quinta-feira para o crematório de Matosinhos.

Fonte: Agência Lusa

PEDRO HOMEM DE MELLO FALECEU HÁ 40 ANOS!

O poeta Pedro Homem de Mello foi reconhecidamente um dos mais eminentes folcloristas portugueses. De seu nome completo Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello, nasceu no Porto em 1904 onde também veio a faleceu em 5 de Março de 1984.

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Apaixonado pelas tradições do Minho em geral e pelos costumes das gentes da Serra d’Arga, da Apúlia e de Viana do Castelo em particular, adoptou Afife como a sua própria terra, aí tendo vivido no Convento de Cabanas. E é em Afife que se guardam os seus restos mortais.

A Pedro Homem de Mello se deve a divulgação do folclore português através da RTP – ao tempo não existiam outros canais televisivos – bem como muitos poemas que ficaram célebres através da voz de Amália Rodrigues, Frei Hermano da Câmara e Sérgio Godinho. Entre eles, lembramos “Povo que Lavas no Rio”, “Havemos de Ir a Viana” e “O Rapaz da Camisola Verde”.

A Câmara Municipal de Lisboa prestou-lhe homenagem, consagrando o seu nome na toponímia da capital.

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FALECEU NO BRASIL O VIANENSE JOAQUIM FERNANDES DA CUNHA GOMES – FOI DIRIGENTE DA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO E DIRETOR ARTÍSTICO DO RANCHO MARIA DA FONTE

Faleceu no Brasil o vianense Joaquim Fernandes da Cunha Gomes. Era natural de Carvoeiro, em Viana do Castelo e foi um destacado dirigente da Casa do Minho no Rio de Janeiro.

De acordo com a notícia necrológica daquela instituição regionalista, “Joaquim Fernandes deixou uma marca indelével em todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.”

“Desde 1988, dedicou-se incansavelmente ao bem-estar e ao progresso da Casa do Minho, se destacando nos diversos cargos que ocupou, tendo sido presidente e vice-presidente dessa grande instituição, além de diretor artístico do Rancho Maria da Fonte. Sua paixão pela cultura e tradições locais era evidente em cada gesto e iniciativa.”

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FAMALICÃO DECRETA LUTO MUNICIPAL PELO FALECIMENTO DE JOAQUIM LOUREIRO

Dias 27 e 28 de dezembro, bandeira do município colocada a meia haste

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, decretou, esta quarta-feira, dia 27 de dezembro, dois dias de luto municipal pelo falecimento de Joaquim Loureiro, antigo presidente da Assembleia Municipal. A bandeira do Município nos Paços do Concelho estará a meia haste até ao dia de amanhã.

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Joaquim da Silva Loureiro tinha 87 anos e faleceu esta quarta-feira, em Vila Nova de Famalicão. O velório realiza-se esta quinta-feira, 28 de dezembro, a partir das 10h00, na antiga Igreja Matriz de Famalicão, seguindo-se a missa de corpo presente pelas 15h00.

Nascido em Alcobaça a 29 de maio de 1936, Joaquim Loureiro desempenhou o cargo de presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão entre 1986 e 1989.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, apoiou a candidatura do general Humberto Delgado à Presidência da República, em 1958, e durante a crise académica de 1960-1962 participou ativamente nas manifestações estudantis, o que o levaria a ser duas vezes detido e identificado pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado).

Entre 1967 e 1968, lecionou na Escola Técnica de Vila Nova de Famalicão acabando por ser expulso da função pública por decisão do Conselho de Ministros, devido às suas posições políticas, nomeadamente, por ser apoiante da Oposição Democrática ao Estado Novo.

Pertenceu às comissões políticas do Movimento Democrático Português (MDE), deixando-o em 1974 para aderir ao Partido Socialista. Pertenceu à Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Famalicão, presidida por José Carlos Marinho, entre 1976 e 1977, foi presidente da Assembleia Municipal e várias vezes eleito vereador pelo PS, tendo, inclusive, desempenhado o cargo como vereador independente, sem filiação partidária.

A nível associativo, fez parte de várias associações como a Quercus, o Famalicense Atlético Clube, que presidiu durante dois mandatos, e dirigiu o grupo de teatro da Associação Cultural de Vermoim.

Foi também autor de vários livros, o último dos quais “O Estado Totalitário”, lançado em setembro de 2019 na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco.

“Um lutador ativo pela liberdade e pela democracia que fez dele um dos presos políticos do Estado Novo (…) nunca deixou de lutar pelos valores da democracia e da liberdade” escreveu Mário Passos nas suas redes sociais.