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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIEIRA DO MINHO: FALECEU ANTONIETA DIAS – ANTIGA VEREADORA DA CULTURA E MÉDICA DE FAMÍLIA NO CENTRO DE SAÚDE

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O Município de Vieira do Minho manifesta publicamente o mais profundo pesar pelo falecimento da 𝗗𝗿𝗮. 𝗔𝗻𝘁𝗼𝗻𝗶𝗲𝘁𝗮 𝗗𝗶𝗮𝘀, antiga vereadora da Cultura, Desporto e Ocupação dos Tempos Livres desta casa.

Dra. Maria Antonieta Antunes Dias, nascida em 1952, teve um vasto percurso que se distinguiu pelo serviço à saúde, à formação académica, à Ordem dos Médicos e à causa pública. Desenvolveu a atividade clínica em diversos hospitais, nomeadamente no 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝘂́𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗱𝗼 𝗠𝗶𝗻𝗵𝗼, como Médica de Família.

Na vida política foi 𝗱𝗲𝗽𝘂𝘁𝗮𝗱𝗮 𝗮̀ 𝗔𝘀𝘀𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 na XI legislatura e, a nível local, além de 𝗩𝗲𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿𝗮 𝗻𝗼 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶́𝗽𝗶𝗼 no mandato de 1989-1993, foi também Presidente da Mesa da Assembleia Concelhia do CDS de Vieira do Minho. Foi comentadora televisiva e radiofónica e tem algumas obras publicadas, ligadas à Medicina Desportiva, área em que se formou.

O Município, na pessoa do seu Presidente, endereça as 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗻𝗱𝗼𝗹𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 à família enlutada.

FALECEU A JOVEM VIANENSE ÂNGELA PEREIRA – DEIXOU-NOS UM APELO QUE FOI UMA MENSAGEM DE ESPERANÇA!

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"Tenho 23 anos, sou uma jovem menina com uma vida pela frente, após realizar um transplante de medula em que tive diversas complicações, detetaram me um fungo muito difícil de tratar. Um aspergiloma. Esse fungo está-me a matar aos poucos. Aqui já não fazem mais nada por mim, desistiram de mim, retiraram-me a medicação, deixaram de me fazer exames, para eles estou morta. Estou sem forças, ouvi hoje de um dos médicos “que é dar tempo ao tempo até que tudo se encerre”. Mas para mim existe uma grande vontade de viver, e uma esperança de que tudo vai ficar bem. Não vos peço dinheiro, apenas vos peço a vossa ajuda, as vossas partilhas, uma segunda opinião e uma transferência para um hospital que me queira tentar tratar. Nada me levaria a fazer esta publicação, senão o desespero e o medo da morte. Peço a vossa ajuda como se fosse vossa irmã, vossa filha, de alguém muito querido por vocês.

Com amor, Ângela"

FALECEU O ATOR BRACARENSE ALMENO GONÇALVES

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Almeno José Fernandes Gonçalves (Braga, 17 de Outubro de 1959 - Hospital São Francisco Xavier, Lisboa, 27 de Novembro de 2025) foi umator e encenador português.

Natural de Braga, estudou no Liceu Sá de Miranda, foi fundador de três grupos de teatro em Braga, entre eles o grupo de Teatro Universitário do Minho.

Estreou-se como actor no Teatro da Comuna, onde foi dirigido por João Mota em espectáculos como Má Sorte Ter Sido Puta, de John Ford, ou Um Eléctrico Chamado Desejo, de Tennessee Williams. Passou pelo Teatro Experimental de Cascais, Teatro Nacional D. Maria II e pelo Teaytro Aberto. Trabalhou com Luís Miguel Cintra, Christine Laurent e Luís Assis, no Teatro da Cornucópia, onde interpretou peças de Beaumarchais, Francisco de Holanda e William Shakespeare. Como encenador dirigiu espectáculos de Frank Wedekind e Camilo Castelo Branco.

Actor regular na televisão, tem participado em séries e novelas vistas do grande público, como Os Malucos do Riso. No cinema participou nos filmes Zona J e Um Tiro No Escuro, de Leonel Vieira, Debaixo da Cama, de Bruno Niel, e Uroboro, de Luís Gomes.

Fonte: Wikipédia

ARCOS DE VALDEVEZ: FALECEU MÁRIO DE BARROS PINTO – DIRETOR DO “NOTÍCIAS DOS ARCOS”

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Falecimento de Mário Gaspar Leite de Barros Pinto

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez expressa o seu profundo pesar pelo falecimento de Mário Gaspar Leite de Barros Pinto, nascido em 1937 na freguesia de Arcos (Salvador).

Iniciou a sua carreira na autarquia em 1958, tendo exercido diversas funções até Diretor do Departamento Administrativo e Financeiro e, posteriormente, Assessor Autárquico. Foi Vereador entre 1990 e 1993, eleito pelo Partido Socialista como independente.

Destacou-se pela sua dedicação à vida pública, cultural e jornalística. Dirigiu o jornal Notícias dos Arcos, foi membro fundador de várias associações culturais e de comunicação social, e criou o Festival Internacional de Cinema de Expressão Ibérica (FICEI). Publicou diversos estudos sobre o património e as tradições arcuenses, contribuindo de forma notável para a valorização da identidade local.

TERRAS DE BOURO: COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DO FALECIMENTO DO PADRE MARTINS CAPELA

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No âmbito da comemoração do centenário de falecimento do Padre Martins Capela decorreu, a 3 de novembro, na Igreja Matriz de Carvalheira uma Eucaristia presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro como forma de assinalar esta efeméride e homenagear o Padre Martins Capela, figura ilustre de Terras de Bouro. Para além de sacerdote, o Padre Martins Capela foi também professor e arqueólogo, tendo frequentado seminários e institutos religiosos em França, Itália e Espanha. Esteve também associado à fundação e dinamização da Conferência de São Vicente de Paulo, foi sócio honorário da Associação Católica de Braga e comissário da Ordem Terceira do Carmo de Viana do Castelo. Em 1903 recebeu a comenda de Oficial da Ordem de Santiago e, em 1908, foi nomeado membro da Comissão de Salvaguarda dos Monumentos da Cidade de Braga, pela sua dedicação àquela área. Manuel José Martins Capela faleceu a 3 de novembro de 1925, com 83 anos, em Carvalheira.

Ainda nesta ocasião decorreu no Salão da Junta de Freguesia de Carvalheira a apresentação do livro "Estudo Histórico-Cultural das Freguesias de Campo do Gerês, Carvalheira e Covide", de António José Ferreira Afonso. Uma obra onde o autor apresenta não só um ensaio detalhado sobre as ancestrais origens históricas e culturais destas três freguesias, como também uma descrição sociológica da evolução das mesmas ao longo dos séculos.

Na cerimónia esteve presente o Presidente da Câmara Municipal, Manuel Tibo, acompanhado de todo o Executivo Municipal, os altos dignatários eclesiásticos, nomeadamente, o Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, a Presidente da Junta de Freguesia de Carvalheira, Filipa Moreira, o Presidente da ATAHCA, Mota Alves e entidades concelhias convidadas para esta comemoração.

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O CULTO DOS MORTOS NO MINHO – FOTO: JOSÉ PINTO

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Igreja Paroquial de Cabração, concelho de Ponte de Lima, vendo-se o cemitério paroquial antigo e novo.

O cemitério – termo proveniente do latim coemeterium, por sua vez derivado do grego Kimitírion – constitui o local onde se depositam os mortos com vista ao seu repouso eterno ou seja, onde se abrem as respectivas sepulturas.

Nos tempos mais remotos, os cemitérios situavam-se geralmente fora dos muros da cidade, distantes das igrejs e outros locais de culto, como sucedia com a Geena às portas de Jerusalém. Na Roma antiga, encontravam-se nas catacumbas que constituíam espaços subterrâneos destinados ao sepultamento, as quais vieram a ser utilizadas pelos cristãos para as suas práticas religiosas com secretismo devido às perseguições de que eram alvo.

Com o tempo, as igrejas vieram a tornar-se locais de sepultamento uma vez que eram considerados como locais sagrados. Porém, sobretudo a partir do século XVIII, o crescimento populacional viria a causar falta de espaço no interior dos templos e nos espaços contíguos. Começaram então para o efeito a serem construídos cemitérios junto do adro das igrejas mas, por via da tradição, esta prática ainda não obtinha grande adesão.

Em 28 de Setembro de 1844, a pretexto de razões sanitárias, o governo de Costa Cabral proíbe os enterros nas igrejas. As famílias passaram a ser obrigadas ao pagamento das despesas do funeral depois do delegado de saúde certificar o óbito. Este constituiu o rastilho para a Revolução da Maria da Fonte, protesto a que se veio juntar a outras reclamações populares em todo o Minho.

A medida sanitária não era imediatamente aplicável por falta de locais destinados exclusivamente ao sepultamento – cemitérios – mas, com o decorrer do tempo, estes foram sendo construídos, as sepulturas abertas no interior das igrejas e os cadáveres transladados para os cemitérios paroquiais. Reduziam-se, desse modo, focos de contaminação no interior das igrejas onde o povo se juntava para o culto e os incensários eram insuficientes para purificar o local.

Nalgumas igrejas ainda se conservam as pedras tumulares identificando personalidades de relevo da comunidade, tal como o local de sepultamento. Noutras, onde não se cuidou da preservação da memória histórica, as sepulturas foram aterradas e o pavimento cimentado. E a memória local perdeu-se!

FALECEU O PROFESSOR JOSÉ AUGUSTO MAIA MARQUES – NOTÁVEL HISTORIADOR DA REGIÃO DOS VINHOS VERDES

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Nota de Pesar pelo falecimento do Professor José Augusto Maia Marques

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) expressa a sua consternação e tristeza pela partida do Professor José Augusto Maia Marques, um Historiador de referência para a Região dos Vinhos Verdes mas, sobretudo, um Amigo desta Casa com presença assídua, que muito prezávamos.

Historiador, antropólogo e ensaísta, José Maia Marques foi autor de vários livros e artigos publicados em Portugal e no estrangeiro, para além de ser membro da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e da Oral History Society, Cavaleiro da Távola da Confraria do Vinho Verde e programador na Fundação Gramaxo, na área do Património e História da Maia.

Em co-autoria com seu filho, Gonçalo Maia Marques, publicou em 2024 o livro documental “António Silva Monteiro: O Homem, a Casa e as suas Circunstâncias” editado pela CVRVV com o apoio da Câmara Municipal do Porto, proporcionando um levantamento de dados históricos de extrema relevância sobre o património material e imaterial do Palacete Silva Monteiro.

Com um novo trabalho em curso dedicado à história da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes desde a sua origem, José Augusto Maia Marques deixa na memória de toda a equipa da CVRVV o seu trato afável – pleno de humanismo -, os seus contributos de profundo conhecimento histórico, a dedicação, o empenho e o espírito de missão ao serviço da partilha da nossa História, fazendo-a resistir com veracidade ao longo do tempo.

A Região dos Vinhos Verdes despede-se de um dos seus maiores Amigos com um grande sentido de gratidão e de respeito pelo contributo que o Professor José Augusto Maia Marques nos deixa, expressando o seu enorme pesar e dirigindo à Família os mais respeitosos cumprimentos.

VILA PRAIA DE ÂNCORA: ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA HOMENAGEIA MESTRE VASCO PRESA – CRÓNICA DE CARLOS SAMPAIO *

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Mensagem de Pesar da Assembleia da República pelo Falecimento do Mestre Vasco Presa

A Associação dos Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora recebeu com profundo respeito e gratidão a mensagem de pesar e homenagem enviada pelo Presidente da Assembleia da República, Dr. José Pedro Aguiar-Branco, pela morte do nosso Grão-Mestre Vasco Presa.

As palavras do mais alto representante da Assembleia da República honram não apenas a memória de um homem excecional, mas também toda a comunidade piscatória de Vila Praia de Âncora, que nele reconhece um símbolo de coragem, entrega e amor ao mar.

O Presidente da Assembleia da República recordou com nobreza e sensibilidade o percurso de Vasco Presa — o homem que, ao longo de mais de meio século, enfrentou os mares do mundo inteiro, liderou a nossa Associação com determinação e lutou incansavelmente por um porto de mar mais digno e seguro para todos os pescadores.

Foi também reconhecido o seu papel como referência cívica e comunitária, a sua capacidade de unir gerações de pescadores e de se manter sempre fiel às causas da pesca artesanal e à defesa das tradições marítimas do concelho de Caminha.

O reconhecimento expresso nesta mensagem constitui um gesto de grande significado para todos nós. Representa a valorização nacional de um percurso de vida dedicado à pesca, à solidariedade e à comunidade — valores que o nosso Grão-Mestre sempre defendeu e que continuarão a inspirar o trabalho desta Associação.

Em nome da família, dos pescadores e de toda a comunidade piscatória de Vila Praia de Âncora, a Associação agradece ao Senhor Presidente da Assembleia da República a homenagem prestada, que ficará para sempre registada como um ato de respeito e gratidão do país para com um dos seus grandes homens do mar. Grão-Mestre Vasco Presa, símbolo maior da coragem e da identidade marítima de Vila Praia de Âncora, permanecerá eternamente na memória e no coração de todos nós.

  • Presidente interino Associação Pescadores Profissionais e Desportivos Vila Praia Âncora

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COMUNIDADE PISCATÓRIA DE VILA PRAIA DE ÂNCORA HOMENAGEOU MESTRE VASCO PRESA – CRÓNICA DE CARLOS SAMPAIO

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𝗛𝗼𝗷𝗲, 𝗻𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗳𝘂𝗻𝗲𝗿𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗚𝗿𝗮̃𝗼-𝗠𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲 𝗩𝗮𝘀𝗰𝗼 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗮, 𝗮 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗶𝘀𝗰𝗮𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝘁𝗼𝘂-𝗹𝗵𝗲 𝗮 𝗱𝗲𝗿𝗿𝗮𝗱𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗻𝗼 𝘀𝗲𝘂 𝗲𝗹𝗲𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿: 𝗼 𝗺𝗮𝗿.

Os pescadores e a Associação dos Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora lançaram às águas uma coroa e um ramo de flores, traçando em cravos o 𝗿𝘂𝗺𝗼 𝗱𝗼 𝗿𝗲𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗮𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗠𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗹𝗮 𝗣𝗿𝗮𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗔̂𝗻𝗰𝗼𝗿𝗮.

Foi um gesto carregado de simbolismo, porque o Mestre dizia sempre que a maior vitória de uma faina era 𝗿𝗲𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗮𝗿 𝗲𝗺 𝘀𝗲𝗴𝘂𝗿𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗮𝗼 𝗽𝗼𝗿𝘁𝗼 𝘀𝗲𝗴𝘂𝗿𝗼. Assim, neste adeus, cumprimos uma última viagem com ele, honrando o homem que tantas vezes guiou companheiros, amigos e a própria comunidade ao reencontro com a terra firme.

𝗔𝗴𝗿𝗮𝗱𝗲𝗰𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝗶𝗮𝗹 𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝗰̧𝗮 𝗱𝗼 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗼 𝗝𝗼𝗮̃𝗼 𝗲 𝗱𝗮 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗮 𝗖𝗮́𝘁𝗶𝗮 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗺, 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗼𝘂 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘃𝗶𝘃𝗮 𝗮 𝗺𝗲𝗺𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗽𝗮𝗶 𝗲 𝗱𝗼 𝗠𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲.

𝗩𝗮𝘀𝗰𝗼 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝘂, 𝗺𝗮𝘀 𝗼 𝘀𝗲𝘂 𝗿𝘂𝗺𝗼 𝗳𝗶𝗰𝗮𝗿𝗮́ 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗴𝗿𝗮𝘃𝗮𝗱𝗼 𝗻𝗼 𝗺𝗮𝗿 𝗲 𝗻𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝗿𝗮𝗺.

JUNTA DE FREGUESIA DE VILA PRAIA DE ÂNCORA MANIFESTA PESAR PELO FALECIMENTO DE VASCO PRESA

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NOTA DE PESAR

A Junta de freguesia de Vila Praia de Âncora manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Vasco Presa, Homem do Mar e Presidente da Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora.

O mar era a sua vida, enfrentou com coragem e valentia as agruras, medos e dificuldades de um verdadeiro Ancorense “Lobo do Mar”.

Em terra, com a sua sabedoria e experiência, ensinou muitos e ajudou tantos!

Lutou com todas as suas forças pela requalificação do Porto de Mar, por melhores infraestruturas e pela dignificação da comunidade piscatória de que tanto orgulho tinha.

Expressamos as mais sentidas condolências à sua esposa, filhos, netos e restante família, na certeza que este será também o sentimento de todos os Ancorenses, principalmente a comunidade piscatória onde era amado e respeitado.

Para sempre um “Nascido do Mar”…

MUNICÍPIO DE CAMINHA MANIFESTA PESAR PELO FALECIMENTO DO MESTRE VASCO PRESA

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O Município de Caminha manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Vasco Presa, deputado municipal, mestre da pesca e dirigente associativo de referência em Vila Praia de Âncora. 

NOTA DE PESAR

O Município de Caminha manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Vasco Presa, deputado municipal, mestre da pesca e dirigente associativo de referência em Vila Praia de Âncora.

Durante décadas, fez do mar a sua vida, enfrentando as dificuldades e incertezas de uma das profissões mais duras, mas também deixando um testemunho de coragem, sabedoria e experiência reconhecida por todos.

Já em terra, assumiu responsabilidades de dirigente da Associação dos Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora, onde deu continuidade à sua missão de defesa do porto, das infraestruturas e da dignificação da comunidade piscatória. O seu percurso une a mestria do homem do mar à dedicação do dirigente que lutou sempre pelo bem comum.

À sua esposa, filhos, restante família e amigos, o Município de Caminha apresenta as mais sentidas condolências, associando-se à dor da comunidade piscatória de Vila Praia de Âncora e de todo o concelho.

O Presidente da Câmara Municipal de Caminha decretou um dia de luto municipal, pelo falecimento do deputado municipal Vasco Presa, a concretizar-se no dia do seu funeral.

VILA PRAIA DE ÂNCORA ESTÁ DE LUTO – FALECEU VASCO PRESA – O PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE PESCADORES

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NOTA DE PESAR E RECONHECIMENTO – POR CARLOS SAMPAIO

Hoje, Vila Praia de Âncora chora a partida de um dos seus maiores homens do mar. Partiu o Mestre Vasco Presa, e com ele leva-se meio século de luta, coragem e resiliência na mais dura das profissões: a PESCA.

Durante mais de cinquenta anos, o Mestre Vasco enfrentou os quatro cantos do mundo, navegou mares revoltos e sobreviveu a tempestades que testariam qualquer coração humano.

Mas foi dessa escola dura, feita de suor, vento e maresia, que nasceu a sua mestria. E foi essa mesma mestria que o fez regressar à sua terra natal, ao seu Porto de Mar de Vila Praia de Âncora onde, ainda jovem, começou a pescar ao lado do pai e do avô.

Foram  mais de duas décadas de dedicação plena à comunidade piscatória de Vila Praia de Âncora.

Logo após a viragem do século, assumiu a direção da Associação dos Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora. Lutou como poucos por um porto de mar mais seguro, mais digno e mais funcional.

Abdicou de centenas de marés de pesca para cumprir a sua missão de dirigente, mas nunca deixou de ser homem do povo, amigo de todos, pescador de todos. Vasco Presa tinha a grandeza de dar a sua “camisola” a quem precisasse, fosse profissional, desportivo ou forasteiro. Era porto de abrigo para quem enfrentava uma necessidade ou um perigo.

Desde 2012, tive o privilégio de partilhar com Vasco Presa não apenas lutas, mas também sonhos. Para mim, foi sempre referência. Para o meu pai, Francisco Sampaio, ele era já o Grão Mestre Vasco Presa – o Téro: senhor na cultura da pesca, senhor na cultura do mar, senhor na cultura da vida. A sua paixão era contagiante, e confesso que nesta última década e meia vivi como aprendiz desse Grão-Mestre. Muito ficou por aprender, porque o Vasco soube fintar o mar, o nevoeiro e a tormenta, mas não conseguiu fintar a doença.

A comunidade piscatória, as freguesias de Vila Praia de Âncora, o concelho de Caminha e até o país lhe deve muito. O melhor tributo que podemos prestar a este Grão-Mestre é não baixar os braços e lutar pela requalificação do nosso porto de mar e das infraestruturas portuárias que ele tanto defendeu. Vasco Presa será sempre o nosso farol, a nossa bússola e o nosso norte, para manter viva a paixão que ele nos legou: a paixão da pesca e do pescador.

À família, deixo uma palavra de respeito profundo.

À esposa 𝗦𝗮𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼 quem chamava com carinho o seu “farol”, o porto seguro que o acompanhou em todas as marés da vida.

Aos filhos João e Cátia,camaradas de faina na apaixonante embarcação “Téro”, como tantas vezes dizia. Orgulhava-se de ver neles a mesma garra, porque afirmava que o mar lhes corria nas veias.

À filha Paula que desde cedo o acompanhou nas lidas da venda do pescado. Falava dela com emoção e respeito, pelo empenho, pela dedicação e pelo cuidado que tinha com todos os mestres das embarcações de Vila Praia de Âncora e arredores. Dizia sempre que era uma rapariga dócil, mas incansável e trabalhadora.

À filha mais nova, a Babi como carinhosamente a tratava, reconhecia nela um pilar firme e decisivo na venda do pescado no mercado. Admirava a sua personalidade forte e determinada, dizendo muitas vezes: “a Babi sabe o que quer”.

Os quatro filhos foram o maior orgulho da sua vida. Dois seguiram com ele a vida dura e bela do mar, vivendo a pesca como herança e missão. As filhas acompanharam em terra, dando continuidade à paixão e ao trabalho que o mar exigia. E junto deles, os seus seis netos, que tanto amava e em quem via a esperança e a continuidade de tudo aquilo que defendeu: uma família unida, o mar respeitado e a cultura piscatória preservada.

Grão-Mestre Vasco Pereira, parte fisicamente, mas permanecerá para sempre como símbolo maior da coragem, da fraternidade e da alma do nosso povo do mar.

A sua memória ficará para sempre ligada à identidade e à força da nossa comunidade piscatória.

Foi uma honra partilhar tantas lutas com o Vasco, mas acima de tudo foi um privilégio ter sido seu amigo. É nesse nome, de amigo, que hoje me despeço.

Com respeito e amizade,

Amigo Carlos Sampaio

CÂMARA MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ – NOTA DE PESAR

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A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez vem, por este meio, expressar o seu profundo pesar pelo falecimento do cantador ao desafio Delfim dos Arcos, figura incontornável da cultura popular minhota e grande embaixador da tradição do canto ao desafio.

O Município associa-se à dor da família, dos amigos e de todos quantos privaram com o artista, reconhecendo o valor da sua voz, da sua arte e da sua entrega a uma expressão cultural que é património vivo do nosso povo.

Delfim dos Arcos deixa um legado inestimável, marcado pela autenticidade, pela paixão e pela forma como soube manter viva uma tradição que orgulha Arcos de Valdevez e todo o Minho.

À família enlutada, a Câmara Municipal endereça as mais sinceras condolências.

ARCOS DE VALDEVEZ: FALECEU DELFIM DOS ARCOS – UM DOS GRANDES CANTADORES AO DESAFIO DO ALTO MINHO

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Desde muito cêdo que nos habituámos a ver e ouvir o grande Delfim dos Arcos nos cantares ao desafio pelas festas e romarias nas nossas terras do Minho e um pouco por todo o país e junto das comunidades portuguesas. Consigo levava a concertina e o nome da sua terra – Arcos de Valdevez – por esse mundo fora, colado ao seu próprio nome.

Arcos de Valdevez viajou por todo o mundo em capas de discos, muitos dos quais graças à dupla que Delfim fez com o inseparável Armando Marinho, de Ponte da Barca.

Os arcuenses não esquecem os seus. É por tudo isso e muito mais que Delfim dos Arcos é merecedor de uma homenagem por parte dos seus conterrâneos, por mais singela que ela se apresente. Mas que seja sincera e justa!

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Delfim Pereiras Amorim, nasceu na freguesia de Jolda S. Paio, concelho de Arcos de Valdevez. Apaixonado pelas concertinas, iniciou os primeiros toques aos 3 anos de idade, quando o seu pai lhe trouxe uma concertina dos Estados Unidos da América.

Tocava concertina numa fábrica de Serração, Engenho de Linho e Moinho, localizada junto ao Rio Lima em Jolda S. Paio, ainda hoje pertença da família. A 20 de Setembro de 1970, foi vencedor do 1º Prémio de Cantadores ao Desafio integrado nas “Feiras Novas de Ponte de Lima”, sendo este o 1º Concurso Nacional de Cantadores ao Desafio.

Delfim Amorim era coleccionador de concertinas, contando na sua colecção com cerca de 90 concertinas, todas elas de diferentes países. Cada concertina tem diferentes tons, que vão de 1 a 12, incorporando sete principais e 5 sustenidos.

As concertinas estão expostas na “Tasca”, que se encontra decorada com objectos simbólicos de diferentes regiões e países. Nas paredes encontram-se afixadas fotografias de personalidades que visitaram a Tasca do Delfim, como Amália Rodrigues, Jorge Sampaio (ex Presidente da República), entre outros, bem como de visitantes e frequentadores, mais ou menos anónimos, que ali prestaram o seu contributo musical. Delfim Amorim toca todos os tipos de concertina, tal como canta ao desafio todas as músicas típicas do nosso e de outros países; da região alto-minhota, interpreta as tradicionais Cana Verde, O Vira e a Chula.

O seu currículo profissional conta já com mais de 40 cassetes, 40 discos e 2 CD’s, gravados integralmente com músicas da sua autoria, sendo o seu último trabalho gravado no Brasil. A nível de espectáculos nacionais percorreu o País de Norte a Sul, bem como o estrangeiro, com destaque para Espanha, França, Alemanha, Suiça, Bélgica, Luxemburgo, Estados Unidos da América, Canadá, Venezuela e Brasil. Delfim Amorim é igualmente acompanhado nos toques da concertina, bem como nos cantares ao desafio, pelos seus filhos, Carminda e Delfim, ambos dedicados à tão nobre área musical,

A “Tasca do Delfim” é um elemento único no Alto-Minho. Qualquer pessoa pode chegar, tocar concertina, cantar ao desafio, tudo acompanhado por uns copos de bom Vinho Verde, e uma alegria sã de viver e celebrar!

Fonte: Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

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Delfim dos Arcos animou as gentes de Montalegre nos anos oitenta do século passado. Foto de Gerard Fourel

ESPOSENDE ACABA DE PERDER UM DOS SEUS FILHOS MAIS DILETOS E FIGURA DE ALTO CARISMA DA SUA HISTÓRIA – PINTOR FERNANDO ROSÁRIO

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Ouvem-se os sinos tocar a finados. Insistentemente, como que a mostrar a dor que percorre as ruas e vielas da nossa Cidade. Como se o Mundo dos PESCADORES ajoelhasse por terra, numa última homenagem a LUÍS ANDRÉ EIRAS, Grande e Valente Ser Humano, Veterano da Pesca do Rio e Mar de Esposende. Foi Mestre dos Mestres.

Homem muito respeitado por toda a Comunidade, Símbolo da Tradição Piscatória, ao longo da vida participou em ações de matriz cultural, sendo considerado um SÍMBOLO DA MEMÓRIA COLETIVA DE ESPOSENDE.

Meu Amigo e Familiar, por parte de minha Esposa, com Ele conversei muitas vezes e de Si guardarei as melhores Memórias.

Deixou-nos hoje, aos 88 anos. Que Deus o tenha em Sua Santa Glória. Que descanse em Paz!

Eternamente grato admirador,

Fonte: Pintor Fernando Rosário | “Esposende Altruísta

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PÓVOA DE LANHOTO ESTÁ DE LUTO – FALECEU LESTRA GONÇALVES

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Nota de Pesar pelo falecimento do Dr. José Afonso Lestra Gonçalves

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso lamenta profundamente o falecimento do Dr. José Afonso Lestra Gonçalves, que, após o 25 de Abril de 1974, foi nomeado Presidente da Primeira Comissão Administrativa da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, funções que exerceu entre novembro de 1974 e maio de 1976.

Advogado de renome, Lestra Gonçalves será, para sempre, recordado pelo seu passado de luta pela democracia, civismo, humanismo e antifascismo, tendo desempenhado um papel de indelével relevância para a transição democrática da Póvoa de Lanhoso.

Em 2024, Lestra Gonçalves integrou a Comissão de Honra das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, no concelho Povoense, tendo ainda colaborado com o seu testemunho no âmbito do documentário “Memórias de Abril”.

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso informa ainda que decretou luto municipal, com bandeiras a meia haste nos edifícios do Município, por um período de dois dias.

FALECEU TERESA CUPERTINO DE MIRANDA – A PRIMEIRA MULHER A PARTICIPAR NO RALI PARIS-DAKAR – ERA FILHA DO BANQUEIRO FAMALICENSE ARTUR CUPERTINO DE MIRANDA

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Morreu Teresa Cupertino de Miranda aos 78 anos

O ACP expressa sentidas condolências aos amigos e à família de Teresa Cupertino de Miranda, que integrou a direção do clube entre 1998 e 2004.

Teresa Cupertino de Miranda, a primeira mulher portuguesa a competir no Dakar, morreu na segunda-feira, 30 de junho, aos 78 anos, vítima de doença prolongada.

Filha de Artur Cupertino de Miranda, fundador do extinto Banco Português do Atlântico, cuja família era uma das dez mais ricas de Portugal até ao 25 de Abril, o percurso de Teresa Cupertino de Miranda poderia ter tido outro, mas a sua irreverência tornou-a numa das figuras mais marcantes da história do automobilismo nacional.

Pioneira no desporto motorizado feminino, fica na memória dos fãs de todo-terreno (TT) como uma figura aguerrida e de espírito aventureiro, uma piloto ímpar, que afirmava que o que lhe dava mais prazer nas corridas era deixar os homens "a comer poeira".

Corajosa e determinada ajudou a abrir as portas do desporto motorizado às mulheres. E em 1992 torna-se na primeira mulher portuguesa a participar no rali Paris-Dakar. Competiu ao volante de um Nissan Patrol e, formando equipa com Berta Assunção e Manuel Caetano, concluiu a prova no 110.º lugar. Só depois dela, surgiram pilotos como Joana Lemos e Céu Pires de Lima, Elisabete Jacinto e Maria Luís Gameiro (as únicas mulheres portuguesas a participar no Dakar).

Fonte: Automóvel Clube de Portugal

FALECEU ANTIGO PRESIDENTE DO PS EM PONTE DE LIMA – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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Vítima de doença incurável, faleceu ontem numa unidade de saúde no Porto, o Professor José Manuel Quintas, antigo Presidente da Comissão Concelhia do Partido Socialista em Ponte de Lima e deputado á Assembleia Municipal.

O saudoso amigo contava 71 anos de idade, era formado em Humanidades pela Universidade Católica Portuguesa e lecionou durante anos a disciplina de Português na Escola Secundária de Ponte de Lima, além de praticante de desporto, nomeadamente golfe, tendo participado em torneios em Portugal e Espanha. Com velório na capela de Nossa Senhora da Esperança, em Lanheses, o seu funeral realiza-se esta segunda-feira pelas 18 h naquele templo (Ver aviso necrológico anexo).

À família enlutada, nomeadamente esposa e seus dois filhos, ambos profissionais na área da saúde, médico e outro fisioterapeuta, os nossos Sentidos Pêsames por tão triste notícia.

José Manuel Quintas era irmão de Casimiro, conceituado empresário português no ramo da restauração em Luanda, Angola, e desde há dois anos também em Ponte de Lima com o empreendimento similar – Pimm’s – em Arcozelo, frente á sede do município.

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FALECEU EDUARDO GAGEIRO – O FOTÓGRAFO DA REVOLUÇÃO

Na madrugada do dia 25 de abril de 1974, mal o sol despontava no horizonte, o fotógrafo Eduardo Gageiro acompanhou as operações militares que levaram ao derrube do anterior regime político. Ele próprio o descreve quando afirma “Fui avisado e avancei”, lembrando que o capitão Salgueiro Maia o autorizou a segui-lo “com risco de vida”.

“O 25 de Abril foi uma esperança. Foi o dia mais feliz da minha vida. Senti que as pessoas iriam ter uma vida melhor, falar livremente. Mas é triste porque aquele dia magnífico foi uma esperança que não se concretizou. Muitas pessoas continuam a viver mesmo muito mal. Outros enriquecem e vivem no luxo. Deixou de haver vergonha", lamenta.

Eduardo Gageiro anda sempre com a máquina fotográfica, uma companhia permanente que hoje, como antes, "continua a ser um instrumento de denúncia e de protesto".

Chegou a ser preso pela PIDE, a polícia política da ditadura de Salazar, por exibir no estrangeiro "imagens dos humildes e da miséria do país", recordou.

"Ainda hoje penso que esta profissão (fotojornalismo) é muito nobre e pode ajudar as pessoas. O que está aqui [na exposição] foi feito com o coração e é o meu contributo", disse, manifestando um agradecimento aos habitantes de Sacavém, onde nasceu, em 1935.

Foi na antiga fábrica de cerâmica local que Gageiro começou a trabalhar, ainda muito jovem, e foi nessa altura que lhe despertou a paixão pela fotografia, captando imagens dos funcionários.

Como fotojornalista iniciou atividade no "Diário Ilustrado", e também colaborou com o "Diário de Notícias" e o "Século Ilustrado". Recebeu mais de 300 prémios de todo o mundo, incluindo o 2º lugar na categoria Retratos do World Press Photo. Em 2004, foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique.

Eduardo Gageiro nasceu em Sacavém, em 1935, tendo começado a sua atividade como repórter fotográfico em 1957 no Diário Ilustrado.

No momento em que se assinala o 40º aniversário do 25 de abril de 1974, é da mais elementar justiça lembrar aqui aquele a quem devemos porventura os melhores registos fotográficos do acontecimento histórico, publicando inclusive uma foto de nossa autoria.

Foto: Carlos Gomes | Fonte: http://rr.sapo.pt/