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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MONÇÃO: EU VOU AO MUSEU

Fim de semana com visitas encenadas ao Museu Monção & Memórias para as famílias. Atividade marcada para as 11h00, não sendo necessário inscrição.

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Com o propósito de celebrar o Dia Internacional dos Museus, instituído a 18 de maio de 1977, pelo Conselho Internacional de Museus, realiza-se a atividade “Eu Vou ao Museu”, destinando-se ao público pré-escolar, durante esta e a próxima semana, e às famílias, neste fim de semana, dias 21 e 22 de maio.

A atividade consiste numa visita encenada ao Museu Monção & Memórias, onde uma personagem de Monção, fazendo o papel de máquina do tempo, conduz o público presente pelos diferentes espaços daquele equipamento cultural. Uma forma didática e entretida de transmitir a história de Monção.

O Museu Monção & Memórias retrata a história da gente e do território, tendo aberto ao público no dia 24 de abril de 2021, resultando da requalificação urbanística do edifício Souto D`El Rei, imóvel datado do século XVII, localizado na Rua da Independência.

No espaço exterior, pode-se apreciar uma obra de arte da autoria de Bordalo II, a mítica Coca, dragão do imaginário monçanense, feita a partir de objetos deitados ao lixo. Com forte impacto visual e uma acentuada componente ecológica, a obra de arte transmite uma mensagem de sustentabilidade e consciencialização ambiental.

MUSEU MUNICIPAL DE ESPOSENDE APRESENTA EXPOSIÇÃO E CATÁLOGO “OS MENDANHAS”

No Dia Internacional dos Museus, que se assinala hoje, 18 de maio, sob o lema “O Poder dos Museus”, o Museu Municipal de Esposende abriu portas à exposição “Os Mendanhas”, que reúne trabalhos de Pintura, Escultura e Desenho da autoria dos reconhecidos artistas de Forjães, António (pai), Nuno e Vânia Mendanha (filhos).

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A exposição é acompanhada de um catálogo, que retrata o vasto trabalho dos Mendanha e que se estende também à Vitralística, aos murais em azulejo e à conceção de troféus e medalhas, como notou o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira. Afirmou, por isso, o “enorme privilégio” em dar a conhecer esta família, “portadora de um grande percurso e de um legado no mundo das artes”. O autarca expressou o afeto e admiração que nutre pelos artistas, seus conterrâneos, e sublinhou a humildade que os caracteriza como traço distintivo da sua personalidade.

Esta exposição e catálogo decorrem da aposta cultural do Município, uma “estratégia que visa o fomento e a afirmação de uma maior cultura artística no concelho”, vincou Benjamim Pereira, notando que Esposende é dos municípios do país que tem o privilégio de oferecer aos seus estudantes a área de Artes no Ensino Secundário e, neste contexto, referiu que é intenção do Município avançar com a criação de uma Escola de Artes na Escola Secundária Henrique Medina.

Nesta estratégia cultural insere-se, de resto, a arte de rua, materializada através da instalação de um conjunto de obras de arte, tanto em Esposende, como noutras freguesias do concelho. “Somos certamente um concelho que respira cada vez mais arte e cultura”, afirmou Benjamim Pereira, recordando o recente investimento na requalificação da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura e na aquisição da Casa Manuel de Boaventura, a que se soma o investimento na adaptação do antigo posto da GNR de Esposende para acolher o Arquivo Municipal e que em breve estará em funcionamento. O autarca notou ainda que, apesar da pandemia, a dinâmica cultural não esmoreceu e ganha agora novo folego.

Concluiu a sua intervenção agradecendo aos colaboradores do Município todo o empenho que dedicam no exercício das suas funções, dirigindo uma palavra especial aos colaboradores do Museu e ao arquiteto João Neiva, comissário da exposição e autor do catálogo “Os Mendanhas”, e convidou o público a desfrutar deste acontecimento cultural.

Com a humildade que carateriza a família, António Mendanha, em nome de todos, agradeceu ao Município a oportunidade de dar a conhecer o trabalho dos Mendanha, considerando esta exposição e catálogo um “pequeno contributo”. Confidenciou, a propósito, que a arte tem continuidade assegurada na família, uma vez que a neta Matilde, com apenas seis anos, se afigura como uma promissora artista, tendo, inclusive, colaborado/participado já em alguns trabalhos. António Mendanha exortou os presentes e toda a comunidade a usufruir da arte que agora está disponível no Museu Municipal e expressa no catálogo.

Na qualidade de comissário da exposição e autor do catálogo, João Neiva fez a apresentação dos artistas e deu nota da “obra colossal” dos Mendanha, “assumindo quase sempre a figura humana como um aspeto central dos seus trabalhos, dominando-a de uma forma soberba e à qual lhe aplicam uma grande expressividade”.

Só no concelho de Esposende, os Mendanha conceberam dez esculturas nos últimos vinte anos, tendo também obras espalhadas por outros municípios como Barcelos, Viana do Castelo, Famalicão e Amadora, bem como na Ilha da Madeira e países como o Brasil, Espanha e França. “Para além do figurativo (o mundo físico e racional), as obras dos Mendanha mostram também aquilo que não se vê com os olhos, estabelecendo uma relação estreita com o observador e levando-o a sentir emoções e sentimentos que irão despoletar reflexões de grande profundidade”, realçou João Neiva.

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CABECEIRAS DE BASTO: APITA O COMBOIO!

Automotora voltou a sair à linha férrea neste Dia Internacional dos Museus

A vereadora da Cultura, Carla Lousada, acompanhada de técnicos do município, participou esta manhã, dia 18 de maio, na atividade que assinalou o Dia Internacional dos Museus, no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe, iniciativa dinamizada pelo Museu das Terras de Basto.

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A automotora ME5 percorreu um curto trajeto da linha da antiga estação ferroviária do Arco de Baúlhe, levando nesta ‘viagem’, para além da vereadora da Cultura, uma turma da Escola de Silvares – Fafe e uma turma do curso de formação na área de vendas da Mútua de Basto/Norte.

Construída em 1948 nas Oficinas Gerais de Santa Apolónia, a automotora ME5, que é movida a gasolina, proporcionou a todos os presentes uma experiência única e muito divertida que não deixou ninguém indiferente.

De salientar que esta automotora, considerada a “A velha glória da ME5”, a par das carruagens reais e de outras máquinas a vapor, integra o espólio do Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe do Museu das Terras de Basto, um museu polinucleado que integra também a Casa da Lã em Bucos e o Núcleo de Arte Sacra na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos.

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TERRAS DE BOURO ASSINALA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS A 18 DE MAIO

No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, a 18 de maio e à semelhança dos anos anteriores, o Núcleo Museológico de Campo do Gerês estará de Portas Abertas neste dia.

A data, segundo o Conselho Internacional de Museus (ICOM),  que é a maior organização internacional de museus dedicada à preservação e divulgação da património natural e cultural mundial, destina-se a sublinhar  “O Poder dos Museus” e é o mote para uma festa que reúne museus de todo o mundo.

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VIANA DO CASTELO ASSINALA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS COM INAUGURAÇÃO DE DUAS EXPOSIÇÕES

Viana do Castelo assinala esta quarta-feira, dia 18 de maio, o Dia Internacional dos Museus com a inauguração de duas novas exposições e com iniciativas variadas.  “O Poder dos Museus” é o mote para uma festa que reúne museus de todo o mundo.

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Assim, no Museu do Traje, das 10h00 às 12h00 e das 15h00 às 16h30 será promovida a iniciativa “Venha aprender a Bordar”, dirigida ao público adulto, onde é possível aprender o bordado tradicional de Viana do Castelo.

Às 12h00, no mesmo museu será inaugurada a exposição “Traje à Vianesa – Produto Certificado”, que apresenta um breve resumo sobre o processo de certificação desenvolvido para preservar a identidade de um dos ex-libris vianenses.

Já no Museu de Artes Decorativas, às 11h00 inaugura a exposição/mostra “Artesanato Contemporâneo inspirado na coleção de obras do Museu de Artes Decorativas”, que contou com a colaboração de artesãos do concelho.

Às 15h00, “Visita guiada a edifícios de Viana do Castelo detentores de tetos de estuque decorativo”, numa organização da Câmara Municipal.

Neste âmbito, ao longo de todo o mês de maio está a ser promovida “Bom dia, Cerâmica”, dedicada à Cerâmica Portuguesa em Reserva, com visita orientada à coleção de faianças em reserva no Museu de Artes Decorativas.

O Dia Internacional dos Museus pretende explorar o potencial dos museus para trazer mudanças positivas ao mundo. Os museus têm o poder de transformar o mundo à nossa volta. Como lugares incomparáveis de descoberta, mostram-nos o nosso passado e abrem as nossas mentes para novas ideias — dois passos essenciais para construir um futuro melhor. 

Os museus têm, assim, o poder de alcançar a sustentabilidade, já que são parceiros estratégicos na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Têm o poder da inovação em matéria de digitalização e acessibilidade, já que se tornaram locais com jogos inovadores onde as novas tecnologias podem ser desenvolvidas e aplicadas à vida quotidiana. Têm ainda o poder da construção comunitária através da educação através das suas coleções e programas, o que é essencial na construção da comunidade.

FAMALICÃO: HISTÓRIA DA ASSOCIAÇÃO ALEX-RYU-JITSU GUARDADA EM ESPAÇO DE MEMÓRIA

O Mestre Alexandre Carvalho tem uma vida ligada às Artes Marciais e construiu em Vila Nova de Famalicão uma escola que já formou milhares de crianças e jovens e já deu ao concelho umas largas centenas de medalhas, entre ouro, prata e bronze, conquistadas em campeonatos nacionais e internacionais de artes marciais.

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Daqui resultou a Associação e Federação Alex-Ryu-Jitsu, cuja história está agora guardada num espaço de memórias  onde tudo começou, a outrora sala de treinos da Associação, na casa do fundador, na freguesia de Antas. Trata-se de um museu particular, onde se pode observar a evolução da modalidade e as centenas de troféus desportivos de âmbito regionais, Nacionais e Internacionais conquistados ao longo dos seus mais de 45 anos de história.

O Presidente da Câmara Municipal associou-se à inauguração do espaço, reconhecendo “o contributo importante que o projeto dá através das suas academias na formação desportiva e humana de muitos jovens famalicenses ”.

“Um dos aspetos mais importantes deste espaço de memória, é justamente a vontade e a capacidade de fazer crescer o desporto, o valor das artes marciais e de as devolver à sociedade nesta nova Casa”, refere a propósito o mestre Alexandre Carvalho.

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FESTA DOS MUSEUS EM FAMALICÃO FAZ-SE COM ESCAPE ROOM E HÁ NOITE NO MUSEU

Comemoração do Dia Internacional dos Museus em Famalicão decorre de 18 a 22 de maio com programação em todos os onze museus da rede municipal

Júlio, um colecionador obsessivo, torna-se suspeito ao analisar por horas infinitas os Museus de Famalicão e é detido tentando roubar o Tríptico «A Vida». Sob interrogatório, ele garante ter informações únicas sobre a autenticidade da obra. No entanto, no decorrer das investigações, descobre-se que as informações que ele possui estão encriptadas! Fechados numa sala em grupos de 2 a 5 pessoas, os participantes têm 40 minutos para resolver os enigmas e descobrir o que o colecionador esconde.

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De participação gratuita, com obrigatoriedade de reserva em https://desafiotriptico.pt, o Escape Room “Delírios de um Colecionador” vai ficar instalado junto à Central de Camionagem e estará disponível a partir do dia 22 de maio, marcando em Famalicão as comemorações do Dia Internacional dos Museus, este ano organizadas sob a égide do 10.º Aniversário da Rede de Museus de Famalicão.

De 18 a 22 de maio, a festa será constante nas 11 unidades museológicas de Famalicão. Com uma programação eclética, inspirada pelo tema «O poder dos museus», destaca-se ainda a organização de «Há Noite no Museu», no Museu Bernardino Machado, no dia 18 de maio, a partir das 23 horas, que inclui a apresentação do espetáculo multimédia Sons do Património, do artista St. James Park.

Durante as comemorações, o público escolar vai ser contemplado com oficinas de trabalhos manuais e visitas guiadas na Fundação Castro Alves, em Bairro, no Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa, em Famalicão, e na Fundação Cupertino de Miranda, esta última em parceria com o Parque da Devesa, no âmbito do projeto «Encontros Arte e Natureza – Frottage».

No dia 18 de maio, a Fundação Cupertino de Miranda vai promover, a partir das 14h30, a formação «Curadoria e conservação preventiva», certificada para professores, e com inscrição obrigatória até ao dia 13 de maio, através do endereço: museu@fcm.org.pt.

Também destinado ao público infantojuvenil, mas desta vez aberto à comunidade, o Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado vai receber o teatro de fantoches «As voltas que o mundo dá» com sessões nos dias 18 (10h30 e 14h00) e 22 de maio (15h30).

No que refere ao fim de semana, a programação convida para a inauguração da exposição «Fragmento e Movimento do Tempo», de Adriana Henriques, no Museu Nacional Ferroviário no sábado, 21, às 15h00, para o espetáculo de dança «A Dançar com as Máquinas» no Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave no domingo, 22, às 15h00, bem como para visitas orientadas, que mostram os diferentes Museus de Famalicão sobre várias perspetivas.

No dia 21 de maio, o Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, em Calendário, recebe a conferência «O papel do Museu da Indústria Têxtil na comunidade e no território», com a presença de José Manuel Lopes Cordeiro, diretor científico da unidade museológica e início pelas 15h00. Já o Museu da Guerra Colonial propõe uma visita orientada subordinada ao tema «O papel da Mulher na Guerra Colonial e nos tempos atuais» no domingo, 22, pela mesma hora, enquanto o Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe abre as portas no mesmo dia, a partir das 10h00, para falar sobre «Nossa Senhora do Carmo: símbolos e significados».

Durante os cinco dias de programação dedicada ao Dia Internacional dos Museus, os museus vão estar abertos das 10h00 às 17h00, de quarta a sexta-feira, e das 10h00 às 12h30 e 14h30 às 17h30, ao sábado e domingo.

A programação completa do DIM2022 está disponível na página: www.famalicao.pt.

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BARCELOS COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS E NOITE EUROPEIA DOS MUSEUS

As comemorações do Dia Internacional dos Museus celebram o “Poder dos Museus”. Veja a programação que o Município preparou e selecione as atividades que mais lhe interessem.

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Este ano, o Museu de Olaria aposta na promoção dos Caminhos do Barro entre Culturas, promovendo um conjunto de ações de internacionalização tendentes à promoção comum das cerâmicas de Barcelos e do Tarrafal, em Cabo Verde.

Programa:

6 a 22. Maio

Residência Artística “Caminhos do Barro entre Culturas” - com a participação de oleiras de Cabo Verde.

Barcelos – Museu de Olaria

  1. maio –  Programa Museu Familiar

14h00  - 17h30 | Residência artística no Museu de Olaria  com a participação  de oleiras de Cabo Verde e do oleiro de Barcelos - Paulo Coelho | Participação gratuita. Inscrições limitadas e obrigatórias para o email: servicoeducativo@cm-barcelos.pt.

  1. maio –  Programa  Criar em Barro

14h00  - 17h30 |Residência  artística no Museu de Olaria  com a participação  de oleiras de Cabo Verde e do oleiro de Barcelos  -  Armando Braz.  Participação gratuita. Inscrições limitadas e obrigatórias para o email: servicoeducativo@cm-barcelos.pt.

  1. maio -  Residência Artística

14h00  - 17h30 | Residência artística no Museu de Olaria com a participação de oleiras de Cabo Verde e artesão de Barcelos - Nelson Oliveira. Participação gratuita. Inscrições limitadas e obrigatórias para o email: servicoeducativo@cm-barcelos.pt.

  1. maio

14h00  - 17h30 | -  Cabo Verde – Afirmação e Identidade | Oficina de modelagem dirigida ao público escolar em geral com a participação das oleiras de Cabo Verde.  Participação gratuita. Inscrições limitadas e obrigatórias para o email: servicoeducativo@cm-barcelos.pt.

14h00  - 17h30 | -  O poder da partilha entre culturas | Oficina de modelagem dirigida ao público  em geral com a participação de oleiras de Cabo Verde e da oleira barcelense Inês Machado. Participação gratuita. Inscrições limitadas e obrigatórias para o email: servicoeducativo@cm-barcelos.pt.

  1. maio

21h00 -23h00. Museu aberto – Entrada livre

22h00 -23h30  - Concerto de música cabo-verdiana com ZÉZÉ BARBOSA

Museu de Olaria - Entrada livre

BRAGA: GRUPO FOLCLÓRICO DR. GONÇALO SAMPAIO EXPÕE E VENDE LENÇOS TRADICIONAIS NO MUSEU DO TRAJE

O Paço da Vila estará no Museu do Traje a participar numa iniciativa organizada e promovida pelo Grupo Folclórico Dr Gonçalo Sampaio proporcionando aos Grupos de Folclore e visitantes a oportunidade de adquirirem lenços de qualidade e representativos etnograficamente.

Datas:

Sábado, 7 de Maio : Manhã - 10h às 13h e Tarde - 15h às 19h;

Domingo, 8 de Maio: Manhã - 10h às 13h e Tarde - 15h às 17h.

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VIEIRA DO MINHO INAUGURA EXPOSIÇÃO “OLHARES SOBRE O PASSADO DE VIEIRA DO MINHO”

O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso, inaugurou ontem a Exposição Etnográfica “Olhares Sobre o Passado de Vieira do Minho”, patente na Casa da Cultura de Vieira do Minho - Casa de Lamas.

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Esta exposição traz a este espaço um acervo etnográfico relacionado com o quotidiano do mundo rural, desde o trabalho agrícola às lides domésticas, que só foi possível reunir graças à generosidade de particulares.

A exposição vai estar patente na galeria II da Casa da Cultura e o visitante pode apreciar um espólio utensílios e ferramentas outrora utilizados pelas povoações vieirenses, tais como carro de bois, capa de burel, mantas de lã, dobadeira, tear, instrumentos musicais, potes, salgadeira, masseira, louceiro, chocalho, cestos das vindimas, peneira, pá da broa, arado, semeador, enxada, pipo, dorna, entre outras alfaias e objetos da vida camponesa.

A exposição vai estar patente ao público até finais de setembro de 2022.

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MUSEU DO BRINQUEDO PORTUGUÊS DE PONTE DE LIMA INAUGURA A SALA DAS MAQUETES

Instalado no nobre edifício da Casa do Arnado, o Museu do Brinquedo Português vai inaugurar oficialmente um novo espaço, denominado ‘Sala das Maquetes’, no dia 9 de abril de 2022, pelas 11h30.

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Trata-se de um espaço renovado que apresenta um conjunto de três maquetes de expressiva singularidade.

A maquete intitulada “Cidade Imaginária”, já existente e pertencente ao Município de Ponte de Lima, é composta por sete linhas de comboios com milhares de peças que ilustram fielmente toda uma estrutura urbana de vida e movimento. Esta maquete possui a toda à volta, cenários com representações coloridas de beleza artística e desenhos de montanhas e relvados pintados por Arnaldo da Rocha Brito, fabricante de brinquedos portugueses. Esta obra de arte é única neste modelo e nesta escala – escala N- em funcionamento na Península Ibérica, movida a energia elétrica e ativa há mais de 50 anos.

A Maquete denominada “Ramal de Exeter”, incorporada no Museu do Brinquedo Português, através da doação efetuada pelo Professor Hernâni Maia, construída e concebida minuciosamente à Escala N (1:60) pelo doador, evoca as memórias do quotidiano de uma cidade universitária inglesa vivenciadas e observadas pela família Maia, ao longo de vários anos, e é possuidora de um extraordinário rigor técnico, aliado a materiais de elevada qualidade, revelando, sem dúvida, uma genialidade rara e incomparável.

A Maquete Noah, da Marklin, incorporada neste espaço museológico através da doação pelo Professor Doutor José Gameiro, representa uma fantástica exposição de miniaturas e modelismo em movimento, que engrandece e valoriza este museu que se dedica à preservação e à difusão deste tipo de património de elevada qualidade e de expressiva originalidade.

Esta sala constitui, sem margem para dúvida, um dos elementos de maior atração e interesse dos visitantes deste espaço museológico.

Um espaço renovado para visitar neste museu que se dedica à promoção do brinquedo industrial.

Marque presença nesta sessão de inauguração e usufrua desta nova ‘Sala das Maquetes’!

ALUNOS INTEGRADOS NO PROJETO ERASMUS VISITAM MUSEU DO TRAJE DE VIANA DO CASTELO

O Museu do Traje de Viana do Castelo recebeu ontem um grupo de 44 alunos do ensino secundário, com idades entre os 16 e os 18 anos, e os respetivos professores acompanhantes.

Este grupo está integrado no projeto no Erasmus + ("Gender Violence Prevention begins with us"), recebido no Agrupamento de Escolas de Barroselas.

Além de alunos portugueses, o grupo é composto por alunos de países como a Letónia, França, Itália, Espanha e Portugal, país anfitrião.

Fotos: Américo Dias

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CERVEIRA: ‘COMO SE ALIMENTAM OS ANIMAIS’ É O TEMA DAS FÉRIAS DA PÁSCOA DO AQUAMUSEU

Dirigido a crianças entre os 7 e os 13 anos. Inscrições a decorrer!

Técnicos deste equipamento público supramunicipal propõem uma série de atividades lúdico-pedagógicas para preencher a semana de férias letivas que antecede a quadra pascal.

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As férias escolares da Páscoa estão à porta e com elas chegam as sugestões lúdico-pedagógicas do Aquamuseu do rio Minho. De 11 a 14 de abril, a atividade proposta versa a temática de ‘Como se alimentam os animais?’ e é dirigida a crianças com idades entre os 7 e os 13 anos. As atividades são dinamizadas entre as 14h00 e as 17h00.

Porque a alimentação é uma função indispensável para a vida de qualquer animal, e porque os animais recorrem a fontes alimentares que variam de umas espécies para as outras, ao longo de quatro dias, as crianças inscritas vão ter a oportunidade de desenvolver ações que abordam as caraterísticas e as adaptações especiais que possuem os animais carnívoros, insetívoros, omnívoros e herbívoros.

Complementarmente à aprendizagem mais teórica, os técnicos do Aquamuseu do rio Minho vão ainda propor a cada um dos participantes a elaboração, e respetivo preenchimento de um livro de registo das atividades e conhecimentos adquiridos, que levará para casa no último dia destas Férias da Páscoa 2022.

A participação nas Férias da Páscoa do Aquamuseu está sujeita a inscrição (pelo telefone 251708026 ou via email para aquamuseu@cm-vncerveira.pt ), com um valor de 15 euros e é limitada a um grupo de 15 crianças com idades compreendidas entre os 7 e os 13 anos.

Na Páscoa e no Verão, o Aquamuseu do rio Minho disponibiliza uma programação que permite proporcionar umas férias divertidas, repletas de descobertas e novas experiências, sem descurar a dinamização de atividades que se adaptem e incentivem o estudo e o sucesso escolar!

EXPOSIÇÃO 30 + 5 + 1 CHERNOBYL PATENTE AO PÚBLICO NA SALA DE EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS DA CASA MUSEU DE MONÇÃO

30+5+1 Chernobyl

Fotografias de João Sarmento

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Era uma vez uma cidade chamada Chernobyl. Era uma cidade ucraniana que ficava a 90 quilómetros a norte de Kiev, hoje Ucrânia. Chernobyl ficava também próxima da fronteira com a Bielorrússia. Quando na década de 60 do século XX as autoridades soviéticas planearam a primeira central nuclear da Ucrânia, decidiram instalá-la 15 quilómetros a norte de Chernobyl, e batizaram-na com o mesmo nome. A central nuclear de Chernobyl começou a ser construída em 1970, e em 1986 tinha quatro reatores em funcionamento (inaugurados em 1977, 1978, 1981 e 1983, respetivamente). Para albergar os trabalhadores da central, foi construída uma cidade de raiz, uma cidade modelo, batizada com o nome de Prípiat ou Pripyat. Foi implantada a três quilómetros da estação nuclear, e chegou a ter, em 1986, cerca de 48 mil habitantes.

Na madrugada do dia 26 de abril de 1986, um teste de rotina na central nuclear de Chernobyl originou um acidente. Deficiências no projeto, erros operacionais e procedimentos de segurança desadequados causaram danos irreparáveis. A explosão do reator quatro originou o maior desastre nuclear da história, criando uma paisagem trágica, e levando à criação de uma Zona de Exclusão com uma área de 2.600km2, ou seja, uma área ligeiramente maior do que o Alto Minho!

Os habitantes de Pripyat, com uma média de idades de 26 anos - sendo mais de um terço crianças - foram informados no dia seguinte ao acidente, que tinham pouco mais de meia hora para deixar as suas casas. Deveriam levar apenas o essencial, pois voltariam dentro de dias. Saíram à pressa, mas nunca mais voltaram. Uma camada de radiação invisível e quase incompreensível assim o forçava. Num raio de 30 quilómetros do acidente, mais de 330 mil pessoas que residiam em diversas cidades, vilas e aldeias, foram gradualmente evacuadas para outros lugares da Ucrânia, da Bielorrússia e da Rússia. Nestes três países, seis milhões de habitantes passaram a viver em áreas oficialmente declaradas como contaminadas. Nos meses e anos seguintes, múltiplos trabalhos de limpeza e remoção de materiais radioativos tiveram lugar.

Desde 1986 que muitos edifícios, casas e apartamentos, e vários objetos foram mexidos, revolvidos e mesmo subtraídos, levados por “exploradores” urbanos e de ruínas, incluindo mesmo objetos fortemente radioativos. A partir de 2011 que a Zona de Exclusão pode ser visitada, desde que por períodos breves e enquadradas em excursões organizadas por agências de turismo especializadas, normalmente em pequenos grupos. Durante esta última década, materiais como livros e bonecos de peluche, diversos fragmentos e objetos, foram dispostos tendo em mente, propositadamente, o olhar do visitante ou turista, preparando, construindo e influenciando estéticas e olhares.

Em 2016, 30 anos depois do acidente, dez mil turistas visitaram Chernobyl, e eu fui um deles. Passados apenas três anos, em 2019, com a influência da conhecida série da HBO sobre o desastre (Chernobyl, 2019), o número de turistas chegou aos 124 mil. As 76 fotografias desta exposição são da ruinopólis de Pripyat, e foram tiradas no dia 30.4.2016, 30 anos e 4 dias depois do acidente. As imagens foram capturadas num intervalo de tempo de cerca de 4 horas. Esta exposição, que retrata um momento após os 30 anos do acidente, estava prevista para o 35º aniversário do acidente, em 2021, mas a pandemia SARS-COV2, empurrou-a um ano, para 2022.

A Zona de Exclusão de Chernobyl é a maior área contaminada do mundo; um lugar onde ninguém poderá viver de forma permanente e segura nos próximos milhares de anos. Desde 2017 um sarcófago cobre o reator nº4, prevenindo a emissão de radiação nos próximos 100 anos. Na Zona de Exclusão, apesar dos níveis de radioatividade serem extremamente elevados, a ausência de pessoas tem permitido que a vida animal e a flora se desenvolvam.

Nos últimos anos, uma reinvenção desta área está em curso. Se as empresas turísticas têm florescido, respondendo ao apetite voraz da experiência de paisagens de desastre e sobretudo de uma cidade fantasma, este imenso território tem também sido aproveitado para acolher centrais fotovoltaicas, e no futuro, Chernobyl poderá vir a ser um local importante de armazenamento de resíduos nucleares com origem noutras centrais.

Há 10 anos +1, em 2011, isto é, 25 anos após o acidente de Chernobyl, e após um sismo de magnitude 9,0 na escala de Richter, que por sua vez provocou um tsunami, aconteceu aquele que é o segundo pior desastre nuclear da história, em Fukoshima Daiichi, Japão. Aproximadamente 160 mil pessoas tiveram que ser deslocadas, e até hoje não puderam regressar a casa. Diferentes estudos mostram que Fukoshima pode ter emitido entre um décimo da radiação de Chernobyl (50 a 200 milhões de curies – cada curie equivale a 37 mil milhões de becquerels), ou ter sido mesmo pior que Chernobyl, em termos de contaminação global. Este desastre veio mostrar que acidentes em centrais nucleares podem ser independentes das condições sociopolíticas.

Apesar destes dois acidentes tenebrosos, existem atualmente 439 centrais nucleares em funcionamento, em 32 países diferentes. Há também 55 centrais em construção (Agência Internacional de Energia Atómica, janeiro 2021). Nas económicas mais avançadas, a média de idade das centrais é superior a 35 anos, e muitas centrais têm mais de 30 anos (90% nos EUA, 83% na EU, 61% na Rússia), aproximando-se do fim de vida planeado. Há, no entanto, um certo renascimento da energia nuclear, alimentado por um lado por discursos associados à transição energética e descarbonização, e por outro, pela suposta autonomia de produção, no contexto de um mundo crescentemente complexo geopoliticamente. Mas existem diversos problemas associados à produção de energia nuclear. Aponto aqui apenas três. Em primeiro lugar, a possibilidade de um desastre nuclear existe sempre, ainda que vários cientistas e políticos aleguem que os avanços tecnológicos e de segurança o tornem residual.  Em segundo lugar, a energia nuclear produz resíduos radioativos que têm que ser armazenados durante centenas ou milhares de anos. Este armazenamento contém os seus perigos e riscos. Aliás, as centrais nucleares e as infraestruturas que albergam materiais radioativos, podem-se tornar alvos vulneráveis em confrontos militares, como temos assistido nos últimos tempos, com a invasão militar Russa da Ucrânia, e em lugares como Chernobyl ou Zaporizhzhia. Em terceiro lugar, existe hoje uma concentração na produção global de urânio em poucos países, o que pode implicar várias dependências: em 2019 Cazaquistão (43%), Canadá (13%), e Austrália (12%) produziram mais de dois terços do urânio global usado nas centrais nucleares.

A propósito da necessária transição energética, a Comissão Europeia declarou recentemente que a energia nuclear é elegível para financiamento como sendo verde e sustentável. Vários países europeus, entre os quais a França, República Checa ou Bulgária, querem mesmo construir mais centrais. Alemanha e Áustria, assumem que querem terminar as que têm. Portugal é um país livre de centrais nucleares, ainda que na vizinha Espanha existam sete. Uma destas, Almaraz, localiza-se bem próxima da fronteira portuguesa, junto ao rio Tejo.

João Sarmento, abril 2022

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MARIA ESTELA COSTA COMES NA PÁGINA DO MUSEU DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Em 1927, nascia Maria Estela Costa Gomes.

Foi no atelier do pintor e amigo Henrique Medina que Francisco da Costa Gomes se cruzou com o retrato a óleo de uma minhota com o tradicional traje de mordoma. O interesse despertado levou-o a pedir ao pintor que os apresentasse, e desse encontro nasceu uma relação que culmina com o casamento de ambos em Viana do Castelo.

Maria Estela acompanhou sempre a carreira militar e política do marido, vivendo em Lisboa, nos Estados Unidos da América, em Moçambique e em Angola. Em setembro de 1974, Costa Gomes assume funções como Presidente da República e, em Novembro, fruto da instabilidade política, o casal é aconselhado a mudar-se para o Palácio de Belém. Maria Estela recordará sem saudade os tempos que aí viveu, pela agitação e falta de comodidade de um espaço desabitado desde o Presidente Craveiro Lopes.

O regresso à casa particular, em 1976, foi um momento de alívio para os dois e de regresso à tranquilidade, abalada anos depois pela morte inesperada do único filho, Francisco. Costa Gomes manteve uma atividade discreta, mas intensa, sempre acompanhado por Maria Estela, que o antigo Presidente tratava carinhosamente por “Estelinha”.

Estela Costa Gomes morre em 2013, sendo uma presença forte na memória da equipa do Museu, fruto das várias histórias que partilhou connosco e do apoio dado a várias iniciativas.

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