Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

COVID 19 ENCERRA MUSEU DAS TERRAS DE BASTO

Casa do Tempo e Museu das Terras de Basto sem visitas

No âmbito do Plano de Contingência elaborado nos termos das orientações da Direção Geral de Saúde, a Câmara Municipal acaba de determinar o encerramento imediato das visitas ao Museu das Terras de Basto, designadamente ao Núcleo Ferroviário, Núcleo de Arte Sacra, Casa da Lã e Casa do Pão, bem como à Casa do Tempo. Também as visitas guiadas ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos foram suspensas.

Casa do Tempo sem visitas.JPG

O presidente da Câmara Municipal, coordenador do Plano de Contingência, apela, ainda, à população para evitar a deslocação aos serviços do Município, especialmente ao Serviço de Atendimento Único – SAU, reservando as deslocações a estes serviços só em casos de extrema necessidade ou urgência.

Como medida preventiva, a Câmara Municipal desaconselha também a utilização das piscinas e pavilhões municipais, sobretudo por parte de pessoas mais vulneráveis, designadamente a população idosa.

As medidas preventivas agora implementadas estarão em vigor até ao próximo dia 31 de março, data em que será reavaliado o ponto de situação e decidido prorrogar ou desativar as medidas.

De salientar, ainda, que a todo o tempo o Grupo Coordenador do Plano poderá sugerir outros procedimentos a adotar em função da evolução epidemiológica e das orientações da Direção-Geral de Saúde.

MUSEU DO ALVARINHO EM MONÇÃO RECEBEU MAIS DE 50 MIL PESSOAS EM 5 ANOS

O Museu do Alvarinho, localizado na Casa do Curro, foi inaugurado no dia 28 de fevereiro de 2015, faz hoje 5 anos, numa cerimónia presidida pelo Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque. A partir desse dia, Monção passou a contar com um equipamento relevante e defensor do vinho Alvarinho, aberto a munícipes, turistas e apaixonados pelo mundo dos vinhos.

exterior m.jpg

O ano com maior afluência de visitantes foi 2019, com 11.773, seguindo-se 2015 (10.356), 2016 (10.044), 2018 (9.893) e 2017 (8.137). Em 2020, até ao momento, contabilizaram-se 850 visitantes. Contas feitas, passaram pelo Museu do Alvarinho 51.053 visitantes de diferentes nacionalidades. Sem surpresa, os meses com maior afluência são junho, julho e agosto.

Com o nome registado, o Museu do Alvarinho constitui um espaço de promoção, comercialização e degustação daquele produto demarcado e singular com elevada importância na economia de muitas famílias monçanenses e suporte da identidade cultural e histórica do concelho.

Distribuído por diferentes áreas, este espaço proporciona aos visitantes uma autêntica viagem pelo mundo deste famoso néctar, disponibilizando informação interativa sobre a origem, evolução e empresas dedicadas à produção deste verdadeiro ex. libris do concelho de Monção.

As empresas de Vinho Alvarinho com produto rotulado, tantas e tantas vezes premiadas em concursos nacionais e internacionais, encontram neste espaço “uma porta de acesso” para a valorização dos seus produtos, bem como um “ponto de encontro” para provas comentadas, encontros promocionais e estabelecimento de parcerias negociais.

interior 01 m.JPG

interior 02 m.JPG

interior 03 m.jpg

NAVIO GIL EANNES RECEBE VISITANTES ILUSTRES

O Navio Gil Eannes recebeu a visita de duas ilustres personalidades no passado dia 7 de fevereiro o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), Almirante Silva Ribeiro, acompanhado por oficiais do Exército, da Força Aérea e da Marinha e, no dia 14 de fevereiro a Embaixadora do Canadá em Portugal, Elizabeth Rice Madan.

Foto - Chefe Estado Maior.jpg

Recebidos a bordo e acompanhados por José Maria Costa, Presidente da Fundação Gil Eannes, FP e por João Lomba da Costa Vice-Presidente ambas as individualidades tiveram a oportunidade de visitar os espaços museológicos deste emblemático navio hospital, incluindo os novos espaços restaurados e inaugurados no final de janeiro, no âmbito das comemorações do 22º Aniversário do regresso do navio a Viana do Castelo.

Recorde-se que o Navio Hospital Gil Eannes foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e, em 1955 iniciou a sua atividade de apoio à frota bacalhoeira nos mares da Terra Nova como navio hospital, para o qual foi construído àquela data.

Desde 1998 o Gil Eannes, propriedade da Fundação Gil Eannes, FP, encontra-se aberto ao público recebendo visitas diariamente e até à data a Fundação já registou 1 041 017 pessoas que passaram a bordo deste navio museu.

O navio museu encontra-se aberto a visitas todos os dias das 09h30 às 18h00.

A marcação de visitas guiadas a grupos pode ser feita para o telefone 258 809 710 ou para o email navio@fundacaogileannes.pt.

Foto - lavandaria.JPG

Foto_Embaixadora.JPG

Foto_farmácia.JPG

MUSEU DA ÁGUA AO AR LIVRE DO RIO VEZ

Workshop de ilustração para crianças - "Conhecer a fauna, pintando-a"

O mês dedicado à ilustração da Natureza no Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez arrancou no passado dia 8 de fevereiro, com um workshop de ilustração dedicado às crianças e com uma exposição sobre a ilustração científica que estará exposta até 7 de março, no Centro acolhimento do Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez.

84398042_1757010257771625_6859859355001421824_n.jpg

Foi notória a adesão de participantes que quiseram "Conhecer a fauna, pintando-a". Esta atividade proporcionou o desenvolvimento da criatividade, da perceção visual e da destreza ao mesmo tempo, que aprendiam mais sobre a nossa fauna e as características das diversas espécies abordadas. A presença de dois modelos vivos, uma cobra e uma cadela, fizeram as delícias dos presentes que os pintaram com grande empenho.

Tel.: (+351) 258 247 317

E-mail: museudaagua@cmav.pt |Site: http://museudaagua.arcosdevaldevez.pt/ 

FB_IMG_1581358897875.jpg

IMG_5584.JPG

IMG_5625.JPG

CASA MUSEU DE MONÇÃO EXPÕE SOBRE TECNOLOGIAS VERDES

Exposição Itinerantena Casa Museu de Monção/Universidade do Minho. "Inspirar, expirar vamos conhecer o ar" e "Tecnologias verdes. De que cor é o teu futuro?"

A Casa Museu de Monção apresenta a exposição itinerante , intitulada, "Inspirar, expirar vamos conhecer o ar" e "Tecnologias verdes. De que cor é o teu futuro" que está patente ao público de 1 de fevereiro a 30 de março, na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho.

pastedImage.png

A temática que aborda o ar, apresenta em 19 painéis,  temas como: Composição Atmosférica, Fontes de Poluição, Poluentes Atmosféricos e seus Efeitos no Ambiente e na Saúde Humana, Transporte do Som, Aerobiologia, Pólenes, Ar como Elemento Essencial à Vida e Veículo de Colonização, Qualidade do Ar Interior e Exterior, Líquenes como Bioindicadores da Qualidade do Ar e Quadro Legislativo, assim como medidas para melhorar a qualidade do Ar.

Na exposição sobre as Tecnologias Verdes são apresentadas as várias áreas de aplicação das tecnologias verdes, nomeadamente, as energias alternativas, os edifícios verdes, a arquitetura bioclimática, o ecodesign e vestuário, a química verde, tecnologias de informação e comunicação e a nanotecnologia.

Estas Exposições Itinerantes foram gentilmente cedidas pela CMIA - Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Vila do Conde.

A entrada é livre! 

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:

terça a sexta feira: das 09:30 às 12:30 e das 14:00 às 17:30

sábado: das 14:00 às 19:00

domingo e segunda feira: encerrada 

pastedImage (1).png

AQUAMUSEU DO RIO MINHO RECONHECIDO COMO PARCEIRO DA CARTA EUROPEIA DE TURISMO SUSTENTÁVEL

A CIM do Alto Minho promoveu, a 13 de dezembro, o reconhecimento dos primeiros 11 representantes do setor do turismo que, ao longo de 2019, trabalharam em prol da implementação da metodologia para adesão à II Fase da Carta Europeia de Turismo Sustentável - CETS, no âmbito de uma experiência piloto promovida no Território CETS do Alto Minho. O Aquamuseu do rio Minho é uma das entidades distinguidas na vertente das Áreas Protegidas e/ou Classificadas.

Diplomaaqumus.JPG

As entidades/empresas “Parceiras da CETS" cumpriram um conjunto de requisitos básicos de acesso e elaboraram um Programa de Atividades a três anos (2020-2022), no qual assumem um conjunto de compromissos para melhorar o desempenho da sua atividade em termos ambientais, sociais e económicos, contribuindo para a sustentabilidade do Alto Minho enquanto destino turístico.

As 11 entidades/empresas reconhecidas trabalharam em conjunto na implementação da metodologia de adesão à II Fase da CETS, sendo que alguns dos compromissos assumidos têm um caráter transversal, o que potenciará o impacto que as mesmas terão no Território CETS do Alto Minho enquanto destino turístico.

REDE DE MUSEUS DE FAMALICÃO DEFINE MISSÃO E ABRAÇA NOVOS DESAFIOS

Lançado o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”

No arranque de uma nova década, a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que integra doze estruturas museológicas do concelho, deu à estampa o livro “Definir a Missão… da necessidade ao desafio”, lançado em colaboração com o Citcem (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória); a Fundação para a Ciência e a Tecnologia; a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a associação Acesso Cultura.

DSC_2192.JPG

O livro que promove a reflexão sobre o papel que cada museu desempenha, a sua missão e os seus desafios para o futuro, coloca a Rede de Museus de Famalicão no centro do debate nacional e internacional sobre “Ser Museu no Século XXI”.

Ao longo de mais de 60 páginas é dada a palavra aos doze museus que integram rede, incluindo a visão de cada um, a missão, cinco objetivos, cinco ações e as palavras que inspiram as equipas de cada entidade.

O técnico especialista no Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Joaquim Jorge, que apresentou o livro, congratulou o município de Famalicão, “que tem uma Rede de Museus que fez um trabalho importante, que o divulga e publica em livro, disponibilizando também em inglês e colocando-o online, acessível a todos.” Para o responsável, este livro representa “o materializar de um trabalho extenso e profundo concretizado pelos museus de Famalicão”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, “este livro é base de um trabalho ambicioso por parte da nossa Rede de Museus, um trabalho que reflete a cooperação e partilha de experiências das várias estruturas, e que pretende posicionar a rede no panorama museológico nacional”.

O livro é uma edição da Câmara Municipal de Famalicão, sendo o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”, destinada a profissionais de museus e público em geral, onde se partilham diversos temas da museologia no território. Uma publicação, bilingue e adaptada para linguagem clara, está disponível online em www.famalicao.pt.

Refira-se que a apresentação da publicação decorreu no âmbito da comemoração do sétimo aniversário da Rede de Museus de Famalicão, que aconteceu em finais de novembro, integrando o debate “Ser Museu no Século XXI!”

A Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão é constituída por doze unidades museológicas – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem, como o caso dos Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que se iniciaram em 2016.

MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL LANÇA COLEÇÃO MONOGRÁFICA "ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL"

Conferência com visita realiza-se no próximo dia 14 de dezembro, pelas 14h30. A participação é gratuita

Depois do sucesso das últimas conferências do ciclo “Percursos e memórias da indústria na Bacia do Ave”, promovido pelo Museu da Indústria Têxtil, que tem levado os participantes a percorrer alguns dos marcos históricos do cluster têxtil da região, a iniciativa chega ao fim no próximo dia 14 de dezembro a partir das 14h30.

Museu Indústria Têxtil.jpg

A conferência arranca, no Museu da Indústria Têxtil, com a apresentação da coleção monográfica “Arqueologia Industrial”, a cargo do professor Lopes Cordeiro.  Fundada em 1987 como publicação periódica, é agora lançada, em 2019, no formato de livro, constituindo uma coleção monográfica nas áreas da arqueologia, património e museologia industrial, procurando acompanhar o desenvolvimento destas áreas no país e no estrangeiro.

A sua edição é da responsabilidade do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave/Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da APPI – Associação Portuguesa para o Património Industrial, representante em Portugal do TICCIH – The International Committee for the Conservation of the Industrial Heritage, sendo publicada pelas Edições Humus.

Segue-se o debate “O Contributo da Revista de Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”, com Paulo Ramos Nogueira, da Universidade de Coimbra.

A iniciativa termina com uma visita à exposição temporária “Industria Têxtil de Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas”, no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães. Os participantes são convidados a visitar a exposição, num autocarro disponibilizado gratuitamente. O regresso ao Museu acontece pelas 18h00.

A participação é gratuita, sendo que as inscrições e informações devem ser solicitadas junto do Museu da Indústria Têxtil ou através do email geral@museudaindustriatextil.org

Refira-se que estas conferências estão certificadas como Ação de Curta Duração para os professores pelo que as inscrições decorrem através de formulário online disponível em https://bit.ly/2mU3p92

Contactos:

Tel.: 252 313 986

geral@museudaindustriatextil.org

Programa

14 dezembro ‘19

14h30 Apresentação da coleção monográfica

Arqueologia Industrial

Professor Doutor J. M. Lopes Cordeiro

15h00 Conferência “O contributo da Revista de Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”

Paula Ramos Nogueira

Universidade de Coimbra, Instituto de Investigação Interdisciplinar, Centro de Física

Local Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

16h30 Visita à exposição temporária “Indústria Têxtil da Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas” (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, Guimarães)

17h15 Regresso ao Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

18h00 Encerramento

ESPOSENDE SMARTCITY PROMOVE VISITA DE ESTUDO AO ESTUÁRIO DO CÁVADO

O Projeto Esposende SmartCity proporcionou uma visita de estudo ao estuário do Cávado a alunos da Escola Secundária Henrique Medina, de Esposende.

espocavmus (1).JPG

A par da transformação digital em curso, através da implementação de uma rede de infraestruturas de comunicação capaz de agregar toda a informação dos sensores do território, o Esposende SmartCity pretende aliar a inteligência urbana e ambiental à criação artística original, implementada no espaço público. Neste sentido, o projeto assume, como premissa estruturante, a importância da literacia da arte como impulsionadora dos territórios criativos.

espocavmus (2).JPG

Neste contexto, para além da encomenda de obras de arte pública a conceituados artistas de renome nacional e internacional, o projeto contempla a dinamização de ações de caráter pedagógico, promovidas através de uma parceria com o Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade da Universidade do Minho (IB-s UM), que permitam à comunidade (escolar e/ou outras) apreender, através de um conjunto de ações práticas e multidisciplinares (artes, ciências, tecnologias), os conceitos agregadores do projeto, sensibilizando para as grandes temáticas da sustentabilidade, da economia circular, do património e da cultura.

Neste âmbito, o projeto tem trabalhado com duas turmas do 11.º e 12.º anos de escolaridade do curso de Artes Visuais da Escola Secundária Henrique Medina e com o projeto AMAReMAR – Arte e Comunidade, com o objetivo final da conceção de uma obra de arte coletiva, que será apresentada em finais de maio de 2020, no âmbito do Fórum da Educação, tendo como base de trabalho e inspiração os quatro pilares estruturantes do Esposende SmartCity: Sustentabilidade, Pessoas, Território e Arte. Sob orientação pedagógica dos professores e formadores que trabalham regularmente com os participantes envolvidos, o processo conta com a colaboração regular de profissionais do Município de Esposende, do IB-s UM, da Zet Gallery (grupo DST), assim como do artista plástico local Jorge Braga.

Enquadrado na preparação de todo o trabalho artístico a realizar, a bordo da embarcação “Rabilo”, da Associação Forum Esposendense, foram realizadas visitas de estudo ao estuário do Cávado, com a colaboração de Nuno Catarino, do IB-s UM, e do biólogo marinho Vasco Ferreira, consultor para a implementação do OMARE – Observatório Marinho de Esposende. Neste âmbito, foram partilhados com os alunos da Escola Secundária Henrique Medina envolvidos no projeto alguns aspetos relevantes relativos à biodiversidade do Parque Natural Litoral Cávado, e, em particular, do rio Cávado e da costa marítima de Esposende, assim como princípios importantes relativos à sustentabilidade ambiental e à preservação da natureza, que funcionarão como denominadores comuns para a intervenção artística a desenvolver nos próximos meses. Os alunos tiveram, ainda, oportunidade de visitar a exposição “A Pesca no Rio e no Mar de Esposende”, patente no Museu Marítimo de Esposende, onde se destacam algumas obras de arte de escultura e pintura, respetivamente dos autores locais Belemino Ribeiro e Fernando Rosário.

Antes mesmo desta ação, no mês de outubro, os alunos tiveram oportunidade de contactar com a curadora da Zet Gallery, Helena Mendes Pereira, que orientou uma aula sobre “Arte e Natureza”. No mesmo mês, para além de uma sessão formativa sobre os princípios e conteúdos estruturais do projeto, dirigida aos referidos alunos e aos participantes do projeto AMAReMAR, foram dinamizados workshops junto de cerca de 400 alunos do 9.º ano de escolaridade, pelo escultor Volker Schnüttgen, cuja escultura, de sua autoria, “Padrão do Mar”, foi inaugurada a 23 de outubro. Durante o presente ano letivo estão agendadas mais ações pedagógicas, quer em contexto de sala, quer no exterior.

Todas as ações em curso enquadram-se no âmbito dos eixos de intervenção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com especial realce para Educação de Qualidade (ODS4), Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS11), Combate às Alterações Climáticas (ODS13) e Oceanos, Mares e Recursos Marinhos (ODS14).

Museu Marítimo_3.jpg

MUSEU DE VILARINHO DA FURNA PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE O GERÊS-XURÊS

Seminário Gerês-Xurês - Museu de Vilarinho da Furna - 05 de Dezembro

Comunidade Territorial de Cooperação LIMA-LIMIA-CÁVADO é um projeto apoiado pelo POCTEP - Programa de Cooperação INTERREG VA Espanha-Portugal que tem por objetivo promover o desenvolvimento do território no espaço transfronteiriço Norte de Portugal – Galiza, envolvendo diretamente os territórios do Cávado, Alto Minho e Ourense. Um dos objetivos deste projeto é a promoção do turismo de natureza e das suas atividades.

Museu Campo do Gerês 1.JPG

Neste âmbito e com o objeto de promover a discussão sobre as oportunidades e problemas existentes no setor e ouvir os principais atores e empresas que atuam neste território, a CIM Cávado em parceria com o Município de Terras de Bouro, com a CIM do Alto Minho e com o INORDE – Orense, promovem no próximo dia 5 de dezembro o seminário Gerês - Xurês: Turismo de Natureza num espaço Transfronteiriço, que decorrerá no Auditório do Museu de Vilarinho da Furna, Campo do Gerês em Terras de Bouro, entre as 14h00 e as 17h30.   A sessão é gratuita, mas a inscrição obrigatória, devendo ser feita através do link: https://forms.gle/SP5YeyNVNWK8fHZaA .

MONÇÃO: MUSEU ETNOGRÁFICO DE LONGOS VALES RECRIA A VIDA RURAL DE OUTROS TEMPOS

Fruto da disponibilidade e entusiasmo de Eduardo Cardoso, que durante alguns anos colecionou diversos objetos agrícolas, o Museu Etnográfico de Longos Vales, situado na antiga Escola Primária do Cesto, tornou-se uma realidade no dia 29 de maio de 2011.

DSC_0448.JPG

O equipamento, que reúne um considerável espólio de instrumentos do mundo rural, nasceu com o objetivo de divulgar antigos ofícios e modos de vida da freguesia de Longos Vales, valorizando e colocando à disposição do público uma herança cultural e etnográfica coletiva.

Ao longo deste percurso de quase uma década, o mentor do projeto tem vindo a apetrechar o espaço com novos utensílios e equipamentos, enriquecendo, de ano para ano, a estrutura dedicada ao mundo rural. No livro de honra, entre várias citações, pode ler-se: “o passado é o cimento que liga o presente e o futuro. Algo que devemos proteger e valorizar”.

Aberto ao público através de marcação prévia, o Museu Etnográfico de Longos Vales é visitado, frequentemente, por grupos de turistas e amantes da cultura popular, tendo sido, várias vezes, objeto de reportagens jornalísticas escritas e faladas, onde é dado enfâse à quantidade de materiais expostos.

No passado dia 29 de novembro, sexta-feira, cerca de vinte pessoas da Universidade Sénior de Monção visitaram o Museu Etnográfico de Longos Vales, desfrutando de uma tarde marcada pela convivialidade, vivência rural e recordações de infância.

Esta visita, que contou com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Longos Vales, Pedro rodrigues, representou também a primeira oportunidade para Eduardo Cardoso mostrar as últimas peças do museu: malhadeira de centeio e oratório.

O Museu Etnográfico de Longos Vales mostra utensílios de campo, de cozinha e objetos ligados ao linho. Desta forma, quem passar por este espaço cultural pode reviver vivências de antigamente e apreciar, entre outros objetos, carros de bois, potes do alambique, pipos de vinho, malhadores e debulhadores de espigas, sachadeiras e cabaças.

DSC_0459.JPG

DSC_0469.JPG

DSC_0473.JPG

DSC_0477 (1).JPG

DSC_0482.JPG

FAMALICÃO POSSUI MUSEU DO AUTOMÓVEL ANTIGO COM CENTRO DE FORMAÇÃO DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE AUTOMOBILISMO E KARTING

“Centro de Formação Permanente para Extração” entra em funcionamento em 2020

A partir do próximo ano, o Museu do Automóvel Antigo e Clássico de Vila Nova de Famalicão vai contar com um “Centro de Formação Permanente para Extração” criado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), com ações de formação sobre os procedimentos de socorro necessários para a retirada de pilotos e co-pilotos do interior de veículos de alta competição acidentados.

Museu do Automóvel  034.jpg

A criação desta estrutura no museu famalicense foi aprovada no final da semana passada na Assembleia Geral da FPAK.

Estas ações serão coordenadas e desenvolvidas por elementos acreditados pela Federação Internacional do Automóvel, com foco inicial nos associados FPAK e nas equipas de Associações Humanitárias.

Este Centro de Formação contará com componente teórica e prática, recorrendo a três modelos de cockpit utilizados nos diversos campeonatos do desporto automóvel.

Recorde-se que o Museu do Automóvel Antigo e Clássico está instalado em Famalicão, mais concretamente no Lago Discount, em Ribeirão, desde setembro de 2013.

Integra a Rede de Museus de Famalicão e é ponto de passagem obrigatória para colecionadores e admiradores da indústria automóvel. Tem patente um espólio de grande riqueza constituído por cerca de uma centena de carros e motas antigas e que acompanha a evolução do design automóvel ao longo do século XX. O Museu do Automóvel Antigo e Clássico tem associada uma Escola de Restauro Automóvel, um projeto de formação profissional inovador que junta o museu e a Escola Profissional CIOR e uma Escola de Educação Rodoviária vocacionada para o ensino dos mais jovens.

FAMALICÃO ENCERRA MUSEUS NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Encontro encerra museus no dia 26 de novembro

A Câmara Municipal informa que, em virtude da realização do IV Encontro da Rede de Museus de Famalicão, o Museu Bernardino Machado, a Casa Museu Soledade Malvar, o Museu da Indústria Têxtil e o Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa estarão encerrados ao público no dia 26 de novembro, a partir das 12h00.

O que é um Museu no Século XXI? Quais são os seus desafios? O que procura o seu público? Como responde às demandas da contemporaneidade, da tecnologia, da globalização? Estas são algumas das questões a que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão pretende dar resposta no decorrer do IV Encontro da Rede.

Refletir sobre o papel que cada museu desempenha, a sua missão e os desafios para o futuro que enfrenta no território onde está inserido é o principal objetivo da iniciativa.

MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL REVISITA A DESAPARECIDA FÁBRICA DE LANIFÍCIOS DO BARÃO DA TROVISQUEIRA, EM RIBA DE AVE

Conferência com visita realiza-se este sábado, a partir das 15h00. A participação é gratuita

É já neste sábado, 16 de novembro, pelas 15h00, que se realiza a segunda conferência do novo ciclo de atividades, promovido pelo Museu da Indústria Têxtil, intitulado “Percursos e memórias da indústria na Bacia do Ave” que tem levado os participantes a percorrer alguns dos marcos históricos do cluster têxtil da região.

Hoje desaparecidaa fábrica está relacionada com a paisagem industrial de Riba de Ave.jpg

Desta vez, o convidado é Mário Bruno Pastor da Universidade Católica Portuguesa, que irá falar sobre “A Fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira, a têxtil inaugural de Riba de Ave”. Depois de abordar a temática, os participantes são convidados a visitar o local onde esteve implantada a Fábrica, num autocarro disponibilizado gratuitamente. O regresso ao Museu acontece pelas 17h15.

A participação é gratuita, sendo que as inscrições e informações devem ser solicitadas junto do Museu da Indústria Têxtil ou através do email geral@museudaindustriatextil.org

Entretanto, no dia 14 de dezembro, o programa começa mais cedo com a apresentação da monografia Arqueologia Industrial. Fundada em 1987 como publicação periódica, é agora lançada, em 2019, no formato de livro, constituindo uma coleção monográfica nas áreas da arqueologia, património e museologia industrial, procurando acompanhar o desenvolvimento destas áreas no país e no estrangeiro.

A sua edição é da responsabilidade do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave/Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da APPI – Associação Portuguesa para o Património Industrial, representante em Portugal do TICCIH – The International Committee for the Conservation of the Industrial Heritage, sendo publicada pelas Edições Humus.

Às 15h00 debate-se “O contributo da Revista de Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”, com Paula Ramos Nogueira da Universidade de Coimbra. A visita guiada será ao Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães, à exposição temporária “Indústria Têxtil da Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas”.

Refira-se que estas conferências estão certificadas como Ação de Curta Duração para os professores pelo que as inscrições decorrem através de formulário online disponível em https://bit.ly/2mU3p92

Contactos:

Tel.: 252 313 986

geral@museudaindustriatextil.org  

Programa

16 novembro ‘19

“A Fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira, a têxtil inaugural de Riba de Ave”

Mário Bruno Pastor

Universidade Católica Portuguesa / CITAR / FCT

15h00 Conferência no Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

16h30 Visita ao local onde esteve implantada a Fábrica (Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão)

17h15 Regresso ao Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

18h00 Encerramento

A fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira

A têxtil inaugural de Riba de Ave

“O arranque industrial da produção têxtil no Vale do Ave é um fenómeno que começou a afirmar-se a partir dos meados do século XIX, quase sempre intimamente relacionado com o retorno de antigos emigrantes portugueses no Brasil. A primeira fábrica têxtil montada com aproveitamento hidráulico diretamente sobre o Rio Ave foi construída por José Francisco da Cruz Trovisqueira (1824-1898), barão da Trovisqueira. Precisamente um famalicense que emigrara, ainda menino, para o Brasil, onde fez fortuna e importantes contactos comerciais e políticos, que o levariam não só a ser eleito deputado às cortes constitucionais, durante um dos governos do marquês de Sá da Bandeira, em 1868, como também, por duas vezes, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Em 1873, Trovisqueira adquire, num leilão do Ministério da Fazenda, em Lisboa, as antigas azenhas e respetivos terrenos dos párocos de Riba de Ave, é a partir desse património que a sua fábrica de lanifícios começa a ser erguida. Em 1881, quando a fábrica é inscrita no registo predial de Famalicão, é já uma estrutura totalmente renovada, de feição inglesa, do tipo mill, especializada na fiação de telas e fazendas económicas de lã nacional, destinadas ao mercado local. É com esta configuração que a fábrica nos surge no Inquérito Industrial de 1890.

Hoje desaparecida, esta fábrica inaugural está diretamente relacionada com génese da paisagem industrial de Riba de Ave. Foi adquirida, no final do ano de 1900, por Narciso Ferreira, que a viria a inserir na sua emblemática Sampaio, Ferreira & Cia. Lda.

A visita do próximo dia 16 de novembro incidirá sobre a memória e o espaço da antiga fábrica em Riba de Ave, tal como sobre as instalações do que resta atualmente da Sampaio, Ferreira.”

Mário Bruno Pastor

14 dezembro ‘19

“O contributo da Revista de Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”

Paula Ramos Nogueira

Universidade de Coimbra, Instituto de Investigação Interdisciplinar, Centro de Física

Local Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

14h30 Apresentação da coleção monográfica

Arqueologia Industrial

Professor Doutor J. M. Lopes Cordeiro

15h00 Conferência no Museu da Indústria

Têxtil da Bacia do Ave

16h30 Visita à exposição temporária “Indústria Têxtil da Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas” (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, Guimarães)

17h15 Regresso ao Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

18h00 Encerramento

REDE DE MUSEU DE FAMALICÃO DEBATE "SER MUSEU NO SÉCULO XXI" E LANÇA LIVRO

IV Encontros da Rede realiza-se dia 26 de novembro, no Museu Nacional Ferroviário de Lousado

O que é um Museu no XXI? Quais são os seus desafios? O que procura o seu público? Como responde às demandas da contemporaneidade, da tecnologia, da globalização? Estas são algumas das questões a que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão pretende dar resposta no próximo dia 26 de novembro, no Museu Nacional Ferroviário de Lousado, no decorrer do IV Encontro da Rede.

Museu Ferroviárioc.JPG

A iniciativa que vai decorrer a partir das 14h30 com o debate “Ser Museu no século XXI” e culmina com a apresentação do livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”, é de entrada livre, sujeita a inscrição prévia através do mail rededemuseus@famalicao.pt.

No debate, a investigadora da Universidade de Évora, Ana Carvalho, a responsável da Direção-Geral do Património Cultural, Clara Camacho, a representante do Mapa das Ideias, Inês Câmara e a museóloga Rita Pires dos Santos irão refletir sobre a nova definição de museu proposta pelo ICOM (Conselho Internacional dos Museus). A conversa serás moderada por Maria Vlachou da associação Acesso Cultura.

No final da sessão, o técnico especialista no Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural – Ministério da Cultura, Joaquim Jorge irá apresentar o livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”. Este livro é o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”, coordenada pela Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão, destinada a profissionais de museus e público em geral, onde se partilham diversos temas da museologia no território.

Esta publicação, bilingue e adaptada para linguagem clara, estará disponível em versão impressa e acessível gratuitamente online.

Os IV Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão têm como objetivo refletir sobre o papel que cada museu desempenha, a sua missão e os desafios para o futuro que enfrenta no território onde está inserido.

Refira-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão nasceu em 2012 e é constituída por doze unidades museológicas – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem, como o caso dos Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que se iniciaram em 2016.