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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA VAI REQUALIFICAR MUSEUS

Protocolos para requalificação do Mosteiro de Tibães, Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa e Museu dos Biscaínhos

O Município de Braga vai proceder à assinatura dos protocolos para requalificação do Mosteiro de Tibães, Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa e Museu dos Biscaínhos, em cerimónia que terá lugar amanhã, no Museu dos Biscainhos.

O Mosteiro de Tibães, o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa e o Museu dos Biscaínhos estão entre os museus, monumentos e palácios identificados como de intervenção prioritária no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Os protocolos serão assinados pelos representantes do Município, DGPC, DRCN e GEPAC.

A iniciativa contará com as presenças do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, da Ministra da Cultura, Graça Fonseca, da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, do Director-Geral do Património Cultural, João Carlos Santos, da Directora Regional de Cultura do Norte, Laura Castro, da Directora do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, Fernanda Heitor, e da Directora do Museu dos Biscainhos e do Museu D. Diogo de Sousa, Isabel Silva.

VIANA DO CASTELO: APROVAÇÃO DA CANDIDATURA "VIDAS DE MAR - VOCAÇÃO MARÍTIMA E PATRIMÓNIO" PERMITE RENOVAÇÃO DE DUAS SALAS DO MUSEU DE ARTES DECORATIVAS

Foi aprovada a candidatura “Vidas de Mar – Vocação Marítima e Património”, no âmbito do Mar 2020, que visa a reabilitação e adaptação de duas salas do Museu de Artes Decorativas para nova exposição permanente.

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Na candidatura é referido que o Município de Viana do Castelo, através do seu Museu de Artes Decorativas pretende criar as condições de proteção, preservação, conservação, estudo e divulgação ao seu público de experiências pedagógicas, culturais e artísticas, inerentes à perpetuação da história ligada ao mar.

O legado histórico que integra as exposições previstas para o Museu de Artes Decorativas, “Viana e o Mar” e “Viana na Rota do Oriente”, data dos séculos XV/XVI até ao século XX. Neste âmbito, pretende-se proceder à reabilitação de dois espaços expositivos, com substituição do pavimento, restauro e consolidação dos tetos e paredes, vitrines, iluminação e design, de forma a modernizar o espaço e garantir um ambiente adequado às obras em exposição, dada a sensibilidade dos materiais que constituem as peças.

Deste modo, na Sala Poente, a Pedra de Armas de Viana (séc. XVI), a Esfera Armilar (séc. XVI), a Caixa de Pesos Padrão (Sec. XVI), o Sextante (séc. XIX), a louça da Antiga Fábrica de Viana (séc. XIX) ou a pintura “Hum dia de Feira” (séc. XIX) ou ainda a imprescindível arca (séc. XVII) são alguns exemplos do que podemos experienciar nesta viagem a bordo de uma caravela de velas triangulares ao vento ou de uma nau repleta de mercadorias de aqui e de além-mar.

Já a Sala Nascente será composta por um conjunto de onze peças, sendo que oito são contadores, mesas e trempes Indo-Portugueses (séc. XVII). As coleções mobiliário Indo-Europeu (séc. XVII–XIX), assim como o património artístico municipal associado ao mar desde do século XVI, têm valor reconhecido a nível nacional e internacional e conferem ao Museu um impacto patrimonial de relevo, traduzido na disponibilização de algumas peças para estudo e exposição por reconhecidos especialistas e instituições nacionais e internacionais.

A implementação deste projeto tem como objetivos contextualizar a história de Viana na sua relação com o mar onde se insere o património artístico e cultural. Pretende ainda demonstrar a importância dos ecossistemas naturais do território – marítimos e fluviais - e seus recursos, em diversas práticas do Homem, ao longo de séculos, criando uma identidade histórica e cultural muito diversificada, mas com referências territoriais muito bem delimitadas; destacar o património artístico intercultural que se concretiza na miscigenação de culturas resultante do enorme desenvolvimento comercial entre Ocidente e o Oriente com a circulação de objetos artísticos de índole portuguesa e europeia no Oriente.

São ainda objetivos do projeto dinamizar os bens culturais do Museu de Artes Decorativas que têm norteado a sua ação e atividade na sua relação com o público; permitir que as “gentes” e os agentes locais contactem com a sua herança natural e patrimonial ligada ao mar, reconheçam os seus traços identitários e a consciência coletiva de forma a proteger, valorizar e promover o meio natural e os bens culturais, materiais e imateriais de relevante interesse natural e cultural.

VIANA DO CASTELO: MUSEU DO TRAJE JAMAIS VISTO COMO ATUALMENTE!

O Museu do Traje de Viana do Castelo atingiu 3300 visitantes no mês de outubro.

Situado em pleno centro histórico da cidade, o edifício do antigo Banco de Portugal, alberga, desde 2004, o Museu do Traje que dá a conhecer a riqueza etnográfica dos tradicionais trajes vianenses.

O Museu do Traje realiza inúmeras exposições temporárias tendo como tema o traje e etnografia vianense.

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MUSEU MUNICIPAL DE CAMINHA VAI ALBERGAR A PORTA DO TEMPO DO MEGALITISMO E DA ARTE RUPESTRE

Encontra-se em fase de instalação no Museu Municipal de Caminha a Porta do Tempo do Megalitismo e da Arte Rupestre, um projeto desenvolvido pela CIM Alto Minho, com o objetivo de dar a conhecer ao público este património do Alto Minho e, em particular, do Concelho de Caminha.

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A par da instalação deste espaço, está também a decorrer uma intervenção de reabilitação e valorização do espaço museológico, que irá melhorar as infraestruturas e, por conseguinte, as suas condições expositivas e de visitação.

Estas intervenções fazem parte de um projeto de maior escala, a ser continuamente implementado e que visa a reorganização do Museu Municipal de Caminha, a atualização do seu discurso museográfico e a modernização dos seus suportes de comunicação.

O Museu Municipal de Caminha encontra-se temporariamente encerrado ao público devido às obras de reabilitação.

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VIANA DO CASTELO: MUSEU DO TRAJE RECEBE DOAÇÕES

O Museu do Traje de Viana do Castelo vai acolher novo espólio através de doações feitas por particulares. As doações, aprovadas em reunião de Câmara, dizem respeito a itens relacionados com o traje de Viana e ficam sob custódia do Museu do Traje, que se compromete a guardar as peças em condições de conservação adequadas, com menção dos doadores sempre que forem expostas.

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Em causa está uma doação de Carlos Alberto Carvalho Dias de dois espadeladouros em madeira de 1923, três espadelas em madeira e um par de perneiras em junco; uma outra de Amaro David Palhares Pinto Moreira de uma sombrinha com pano em tafetá de algodão creme; um lenço de lá estampado com motivos florais doado por Maria Goretti Pereira Gonçalves; e uma doção de Marta Prozil de um conjunto de três pares de chinelas bordadas com fio colorido, um conjunto de cinco pares de chinelas sem bordado e um conjunto de seis pares de chinelas bordadas com fio branco.

Estas doações integram agora o espólio do Museu do Traje, instalado num edifício construído entre 1954 e 1958, com características arquitetónicas do “Estado Novo”, onde funcionou até 1996 a delegação nesta cidade do Banco de Portugal, foi criado em 1997, dedicando-se à etnografia vianense - e muito particularmente ao Traje.

O Museu iniciou, em 2002, o processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus, tendo sido certificado em 2004, o que lhe confere grandes responsabilidades no estudo, conservação e divulgação dos bens culturais. Em 2007 o edifício sofreu grandes obras de adaptação às funções museológicas, com a conquista de espaços para exposições, reservas, serviços educativos, tertúlias e administração que melhoraram consideravelmente as condições para o cumprimento das funções museológicas.

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CONCURSO “COCA DE MONÇÃO`21”

Cerimónia de entrega de prémios e inauguração da exposição, com apresentação de 40 trabalhos selecionados, realiza-se este sábado, 23 de outubro, pelas 16h00, no Museu Monção & Memórias.

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A secular festividade “Corpo de Deus – Coca de Monção” é um dos acontecimentos mais relevantes do calendário cultural do concelho de Monção, tratando-se de uma celebração secular com caraterísticas muito próprias, onde o sagrado e o profano se cruzam.

Nesta festividade, que valoriza a etnografia popular e afirma a identidade coletiva do povo e do território monçanense, os momentos mais relevantes são a procissão solene do Corpo de Deus e a peleja ancestral entre o Cavaleiro S. Jorge, simbolizando o bem, e o Dragão Coca, simbolizando o mal.

Inspirando-se na “Sardinha das Festas de Lisboa”, a autarquia lançou o concurso “Coca de Monção`21”, procurando estimular a participação do público, com o objetivo de reforçar, ainda mais, a iconicidade da Coca de Monção, o dragão mítico monçanense.

Este sábado, 23 de outubro, pelas 16h00, no Museu Monção & Memórias, Rua da Independência, no centro histórico de Monção, realiza-se a cerimónia de entrega de prémios aos vencedores do concurso “Coca de Monção`21”, seguindo-se a inauguração da exposição desta primeira edição.

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Bordalo II apadrinhou concurso

Englobada na programação do “Mês do Cordeiro à Moda de Monção”, a exposição mostra uma seleção de 40 trabalhos de autores de várias localidades de Portugal e Espanha, onde são abordadas diferentes formas de interpretação da emblemática figura da Coca, através de múltiplos olhares sobre o mítico dragão monçanense, um dos principais legados da cultura local.

O concurso, apadrinhado pelo artista Bordalo II, contou com o apoio institucional da Caixa de Crédito Agrícola do Noroeste. O júri de premiação foi constituído por David Santos - Noiserv (músico), Afonso Cruz (escritor e artista multidisciplinar), Acácio Viegas (artista visual contemporâneo), Chelo Matesanz (artista e professora) e Sónia Borges (ilustradora).

BARCELOS: MUSEU DE OLARIA RECEBE EXPOSIÇÃO "BONECREIRO"

A Sala da Capela do Museu de Olaria recebe, até 31 de dezembro de 2021, a exposição “Bonecreiro” resultante do trabalho desenvolvido pelos artistas Alberto Berruto, Auréline Caltagirone, Carolina Garfo, Fábio Araújo, Francesco Caruso, Laura Monteiro, José Sottomayor e Maria Luísa Ramires numa residência artística organizada pela POUSIO - Arte e Cultura em parceria com o Museu de Olaria, decorrida entre maio e junho deste ano, em Barcelos.

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Fomentando a criação e a experimentação interdisciplinar destes artistas emergentes em contacto com os artesãos locais do município, a residência artística procurou fortalecer, assim como dinamizar, a pesquisa e a produção em torno do artesanato e das práticas artísticas de Barcelos, em diálogo com a sua comunidade.

Com curadoria de Ana Bacelar Begonha, "Bonecreiro", que estará patente até ao final do ano, na Sala da Capela do Museu, conta com trabalhos multidisciplinares que vão desde a cerâmica, à serigrafia, à pintura, ao vídeo ou ainda à performance e que se preocupam com reinventar e recontextualizar práticas tradicionais, assim como questionar as dicotomias entre velho e novo, digital e material ou real e ficcional.

A exposição contará também com uma projeção do documentário Bonecreiros (2021), de Alberto Berruto e Francesco Caruso, sobre o processo da residência, na Sala Multiusos do Museu no dia 20 de novembro, às 16h00, para assinalar a semana em que se comemora o Dia Mundial da Criatividade.

A exposição “Bonecreiro” é organizada pela POUSIO -Arte e Cultura em parceria com o Museu de Olaria de Barcelos.

A POUSIO – Arte e Cultura é uma associação que surgiu em 2019 para dar resposta à necessidade de criação de novos contextos de produção artística. Tem como objetivo ligar produtores culturais nacionais - artistas, curadores, museólogos e investigadores - a comunidades social ou culturalmente isoladas no país. Propondo várias formas de contacto, a POUSIO tem como objetivo: evidenciar a importância da arte e da cultura como instrumentos de novas soluções sociais; incentivar a produção artística desafiando-a a conhecer novas realidades, a abrir diálogo com novas comunidades e artistas, a expor a sua experiência; promover a troca de conhecimento e criar uma cultura de serviço - uma cultura que crie novos acessos.

Na cidade de Barcelos, ergue-se o Museu de Olaria, equipamento cultural na área da cerâmica com notoriedade internacional. A contínua missão (estudar, documentar, conservar, e divulgar o património cerâmico) materializou-se num acervo com mais de 10000 itens, e em diversas publicações. Nele podemos encontrar várias tipologias cerâmicas e artefactos dos principais centros oláricos portugueses (passado e presente), países de expressão portuguesa, entre outros. Estas atraem investigadores de vários campos do conhecimento, e ainda, possibilitam uma ampla e periódica oferta expositiva ao público.

A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h00 e, aos sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

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FAMALICÃO: MOVIMENTAÇÕES OPERÁRIAS EM DESTAQUE NO III CICLO DE CONFERÊNCIAS DO MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL

Museu da Indústria Têxtil recebe conferências nos dias 16 de outubro, 13 de novembro e 11 de dezembro

Subordinado ao tema «Percursos e memórias: Indústria e operariado nos séculos XIX – XX», o III Ciclo de Conferências do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave (MITBA) decorre ao longo do último trimestre de 2021, com três sessões, divididas pelos dias 16 de outubro, 13 de novembro e 11 de dezembro. Cada uma delas decorre ao sábado à tarde, a partir das  15h00, no MITBA, e inclui a visita guiada a uma unidade museológica famalicense no final da conferência.

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Tendo como pretensão apresentar alguns dos aspetos mais significativos das movimentações operárias ocorridas na Bacia do Ave naqueles séculos, entre os assuntos abordados serão apresentadas reflexões sobre as lutas reivindicativas do operariado, a questão do trabalho feminino na indústria têxtil e a primeira grande greve operária da região.

O ciclo de conferências inicia com Paula Ramos Nogueira, do Centro de Física da Universidade de Coimbra, a explorar o tema «Mulheres de Fábrica – Apontamentos sobre a feminização da indústria têxtil em Guimarães», a 16 de outubro, que inclui, no final, a visita ao Museu do Automóvel, em Ribeirão.

Já a segunda sessão, a 13 de novembro, terá como assunto «As lutas reivindicativas do operariado bracarense durante a I República (1910-1926)», e contará com a presença de Débora Duarte Val Escadas, doutoranda da Universidade do Minho. Desta vez, a visita será ao Núcleo de Lousado do Museu Nacional Ferroviário.

A terceira, e última conferência, prossegue os estudos das lutas operárias, com «As lutas dos operários têxteis da Bacia do Ave, 1956 -1974», tema que será explorado por José Manuel Lopes Cordeiro, Coordenador Científico do MITBA e professor na Universidade do Minho. A derradeira visita do ciclo, será ao museu anfitrião do Ciclo de Conferências.

Refira-se que as sessões são abertas ao público em geral, sendo necessária inscrição prévia, gratuita, através do link: https://bit.ly/cicloconferenciasmitba. O evento está acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, na modalidade de Curso de Formação, para professores, com a duração de 10 horas.

Para mais informações, consulte: www.museudaindustriatextil.org

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VIANA DO CASTELO: SECRETÁRIA DE ESTADO DO TURISMO AFIRMA QUE RENOVAÇÃO DA SALA DO OURO DO MUSEU DO TRAJE É HOMENAGEM AO "TRADICIONAL E AUTÊNTICO"

A Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, visitou o Museu do Traje de Viana do Castelo para conhecer a renovada Sala do Ouro e para assistir à apresentação do catálogo “Viana do Castelo e a Tradicional Ourivesaria Portuguesa”, da autoria de Rosa Maria Mota, agora disponível em português ou inglês.

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Para o Presidente da Câmara Municipal, “esta Sala do Ouro sofreu uma importante remodelação para acrescentar ainda mais valor às peças que guarda”. José Maria Costa indica que “Viana do Castelo é a montra do ouro português e é provavelmente responsável pela venda de boa parte do ouro tradicional português graças à beleza das nossas mordomas e ao trabalho que a Comissão de Festas tem feito na divulgação e internacionalização da Romaria d’Agonia”.

A Secretária de Estado do Turismo indicou que o Museu do Traje se apresenta como “um testemunho vivo e uma demonstração do muito orgulho por todos aqueles que desenvolvem funções em torno da autenticidade”. Rita Marques explicou que “aquilo que é único, tradicional e autêntico é sempre uma mais-valia para o turismo”.

“Viana do Castelo abriu o cofre que é a Sala do Ouro abrindo o coração, revelando as suas riquezas e valorizando a sua autenticidade”, assegurou.

Já a autora do livro e do catálogo, Rosa Mota, refere que a Sala do Ouro “faz a ligação entre a cultura e o turismo porque quando o visitante vê algo, também aprende, sendo esta uma forma de disseminação do conhecimento que valoriza a relação entre a ourivesaria popular e Viana do Castelo”.

O comissário da candidatura de Viana do Castelo a Capital Europeia da Cultura 2027, Gonçalo Vasconcelos e Sousa, realça que “um dos eixos fundamentais da candidatura é a sua identidade e o Traje e o Ouro, que são duas realidades desta mesma identidade”. O comissário frisa que apesar de serem duas realidades dissociáveis, “se unem num casamento perfeito”.

Na renovada Sala do Ouro podem ser encontradas as peças que mais marcam a cidade, como os Colares de Contas, o Coração de Viana, o Cordão e a Cruz de Resplendor. Também os Colares de Gramalheira podem ser vistos, bem como as Borboletas, os Relicários, as Libras e Medalhas, assim como os brincos mais típicos de Viana do Castelo. O cofre guarda ainda peças do século XX e ourivesaria masculina. A exposição compreende peças da Fundação Eduardo Freitas, que resulta de uma doação de Manuel Freitas a Viana do Castelo.

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BRAGA: MUSEU DA IMAGEM DESAFIA OS BRACARENSES A PARTILHAREM IMAGENS DO PASSADO

O Museu da Imagem e a investigadora Tânia Dinis desafiam os Bracarenses a partilhar fotografias do passado.

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“Memoração” é o nome da chamada do Museu da Imagem para a constituição de uma colecção composta por fotografias digitalizadas que compreendam, idealmente, o período do antes de 1910 e do pós 1960.

A intenção é enriquecer o espólio e dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Museu, que tem como missão preservar e divulgar a história do Concelho de Braga e a memória das suas gentes através da imagem.

Se tiver fotografias destas épocas nas quais estejam patentes individualidades e aspectos da Cidade de Braga, entre em contacto telefónico através dos números 919133302 (Tânia Dinis), 253 278 633 (Museu da Imagem) ou do email memoracao@cm-braga.pt.

A entrega temporária das imagens para digitalização deverá ser efectuada no Museu da Imagem mediante contacto prévio para agendamento de análise das imagens e possível digitalização

VIANA DO CASTELO: “GIL EANNES – O ANJO DO MAR” – UM LIVRO DE JOÃO DAVID BATEL MARQUES EDITADO PELA FUNDAÇÃO GIL EANNES

“Gil Eannes – O Anjo do Mar” é a mais recente obra do escritor João David Batel Marques, o mesmo autor da coleção “A Pesca do Bacalhau”. Trata-se de uma edição bilingue – em Português e Inglês – com excelente apresentação gráfica e profusamente ilustrada, que transporta o leitor a uma época cuja missão do navio consistia em prestar apoio à frota bacalhoeira nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

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Qual “Anjo do Mar”, com os costados de branco vestidos, o navio Gil Eannes irrompia por entre as brumas, como um ano emergindo das águas gélidas, acudindo aos pescadores nas horas mais difíceis e temidas.

O Navio-Hospital Gil Eannes foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955. Navegou em muitos mares cumprindo as mais variadas missões. E, quando o seu destino já parecia traçado, eis que os vianenses se uniram e resgataram ao seus destino inglório de ser transformado num monte de sucata. E, em Janeiro de 1998, o navio regressou à cidade onde foi construído – Viana do Castelo!

José Maria Costa – Presidente da Fundação Gil Eannes – descreve com satisfação o acolhimento do navio Gil Eannes: “Em Viana do Castelo, temos o privilégio de acolher, na nossa antiga doca comercial, um navio que representa uma parte importante da história da nossa cidade e até do nosso país”.

O navio Gil Eannes tornou-se entretanto um importante pólo museológico, exemplar único de um navio hospital onde, por vezes através de delicadas intervenções cirúrgicas, foi possível salvar numerosas vidas de quem, na faina do mar, ousava enfrentar as situações mais perigosas para garantir um dos alimentos que durante muitas décadas foram o principal sustento do povo português.

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MUNICÍPIO DE ARCOS DE VALDEVEZ É FINALISTA DO PRÉMIO EUROPEU "TRANSFORMATIVE ACTION AWARD 2021"

O Município de Arcos de Valdevez é uma das 15 localidades finalistas de vários países europeus, do prémio “Transformative Action Award 2021” com o projeto EcoValdevez: Educar para a Ecocidadania”.

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Este prémio europeu de sustentabilidade é co-organizado pela ICLEI – Local Governments for Sustainability, pelo País Basco e pela Cidade de Aalborg (Dinamarca), e apoiado pelo Comité das Regiões Europeu e pelo Banco Europeu de Investimento, sendo atribuído a uma cidade, região ou organização da sociedade civil, que promova a transformação sociocultural, socioeconómica e tecnológica de sua comunidade.

O projeto “EcoValdevez: Educar para a Ecocidadania” faz parte da estratégia municipal para a sustentabilidade assente em vários eixos: ciência, inovação, educação, envolvimento social e infraestruturas.

O EcoValdevez engloba um conjunto de equipamentos, projetos e iniciativas que visam “educar para a ecocidadania”, envolvendo os diferentes grupos sociais e entidades de forma a que os cidadãos sejam os agentes da mudança no futuro. A construção da personalidade de “ecocidadão” é baseada nos valores da cidadania, do ambiente e da sustentabilidade alicerçados na educação, na ciência e na inovação, como ferramenta de transformação da sociedade.

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MUSEU DAS MIGRAÇÕES E DAS COMUNIDADES: UM ESPAÇO DE MEMÓRIA DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

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  • Crónica de Daniel Bastos

A dimensão e impacto da emigração no país, nas palavras abalizadas de Vitorino Magalhães Godinho, uma “constante estrutural” da demografia portuguesa, têm impelido a construção nas últimas décadas, no seio dos territórios municipais, de vários núcleos museológicos dedicados à salvaguarda da memória do processo histórico do fenómeno migratório nacional.

É o caso, por exemplo, do Museu das Migrações e das Comunidades, sediado em Fafe, uma cidade do interior norte de Portugal, situada no distrito de Braga, no coração do Minho, cujo desenvolvimento contemporâneo teve um forte cunho de emigrantes locais enriquecidos no Brasil na transição do séc. XIX para o séc. XX. Também conhecidos como "brasileiros de torna-viagem", que na esteira da trajetória transoceânica empreendida por mais de um milhão de portugueses entre 1855 e 1914, conseguiram voltar engrandecidos à sua terra natal, e assim sustentaram a criação das primeiras indústrias, a construção de casas apalaçadas, e a edificação de obras filantrópicas ligadas à saúde, ao ensino e à caridade.

Estas marcas identitárias do ciclo do retorno dos "brasileiros de torna-viagem", singularmente presentes no centro urbano da "Sala de visitas do Minho", e profusamente estudadas pelo saudoso mestre Miguel Monteiro, impulsionaram o Município de Fafe a instituir no início do séc. XXI o Museu das Migrações e das Comunidades.

Percursor no seu género em Portugal, o espaço museológico assenta a sua missão no estudo, preservação e comunicação das expressões materiais e simbólicas da emigração portuguesa, detendo-se particularmente na emigração para o Brasil do século XIX e primeiras décadas do XX, e na emigração para os países europeus da segunda metade do século XX.

Entre os acervos documentais que compõem o Museu das Migrações e das Comunidades, que tem o reconhecimento da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e integra a AEMI (Association of European Migration Institutions), destaca-se uma coleção de mais de uma centena de fotografias oferecidas ao Museu pelo consagrado fotógrafo franco-haitiano Gérald Bloncourt, cujas amplamente conhecidas imagens que imortalizam a história da emigração portuguesa para França, representam um contributo fundamental para a (re)construção da identidade e memória coletiva nacional.

Como realça a socióloga Maria Beatriz Rocha-Trindade, no artigo Museus de Migrações – Porquê e para quem?, a instituição sediada no coração do Minho, um território fortemente marcado pela emigração, e da qual a autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as migrações é consultora científica, o Museu das Migrações e das Comunidades, ao longo dos últimos anos, tem desempenhado um papel fundamental na “conservação e transmissão da memória que faz parte da própria história portuguesa”.

MUSEU DO TRAJE DE VIANA DO CASTELO VÊ APROVADA CANDIDATURA AO ProMuseus 2021 DO MINISTÉRIO DA CULTURA

O Museu do Traje viu aprovada a candidatura ao concurso ProMuseus 2021 promovido pelo Ministério da Cultura. A candidatura agora aprovada diz respeito à Exposição do Ouro – Ourivesaria Popular no Norte de Portugal e a sua vivência em Viana do Castelo.

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O programa ProMuseus selecionou este ano 59 projetos das 101 candidaturas a concurso, a apoiar com 1,8 milhões de euros, e terá continuidade em 2022.  O concurso promovido pela Direção-Geral de Património Cultural foi criado com o objetivo de incentivar a qualificação dos museus portugueses, contribuir para a preservação do património cultural e melhorar a prestação do serviço público.

Recorde-se que a renovada Sala do Ouro no Museu do Traje de Viana do Castelo reabriu no final do passado mês de agosto. No espaço, o visitante pode encontrar informações sobre os instrumentos antigos utilizados na produção de ourivesaria. No cofre podem ser encontradas as peças que mais marcam a cidade, como os Colares de Contas, o Coração de Viana, o Cordão e a Cruz de Resplendor. 

Também os Colares de Gramalheira podem ser vistos, bem como as Borboletas, os Relicários, as Libras e Medalhas, assim como os brincos mais típicos de Viana do Castelo. O cofre guarda ainda peças do século XX e ourivesaria masculina. A exposição compreende peças da Fundação Eduardo Freitas, que resulta de uma doação de Manuel Freitas a Viana do Castelo. A Câmara Municipal lançou também o catálogo “Viana do Castelo e a Tradicional Ourivesaria Portuguesa”, da autoria de Rosa Maria Mota.

CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO INCENTIVA RETOMA DA ATIVIDADE CULTURAL DAS BANDAS FILARMÓNICAS E NÚCLEOS MUSEOLÓGICOS DO CONCELHO

O executivo da Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou um conjunto de propostas que visa incentivar a retoma da atividade cultural das bandas filarmónicas e dos núcleos museológicos do concelho.

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Assim, foi aprovado um Apoio Financeiro às Bandas Filarmónicas do Concelho de Viana do Castelo tendo em consideração que “o trabalho desenvolvido pelas bandas tem tido uma representação na valorização da cultura vianense, através da promoção e divulgação musical, quer no enriquecimento pessoal e musical dos seus constituintes, quer no enriquecimento de públicos existentes e na criação de novos públicos”.

“O Município está sensibilizado pelo facto das Bandas Filarmónicas terem sido obrigadas a suspender a sua atividade em 2020 e 2021, fruto da pandemia Covid-19, mantendo custos mensais de manutenção de equipamentos e infraestruturas”, sendo que este apoio “tem também como objetivo um planeamento de novos concertos, despesas de funcionamento e apetrechamento, para que possam iniciar o ano de 2022 dotadas de meios para proporcionar excelentes espetáculos musicais”. Assim, será atribuída uma verba de 4.000 euros à Banda dos Escuteiros de Barroselas, Banda Velha da Casa do Povo de Barroselas, Filarmónica do Centro Social e Paroquial de Vila Nova de Anha e ainda à Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha.

Foi ainda aprovada a proposta de Protocolo de Cooperação e Apoio Financeiro entre o Município, a União de Freguesias de Barroselas e Carvoeiro e a Associação de Reformados e Pensionistas de Barroselas para a construção da Biblioteca do Vale do Neiva. Recorde-se que a Associação de Reformados criou em 2019 o Núcleo Museológico do Linho e pretende agora instalar no mesmo espaço uma biblioteca dedicada aos autores do Vale do Neiva.

Para tal, foi aprovada a atribuição de um apoio financeiro de 7.500 euros para a melhoria do Núcleo Museológico já existente e para a execução desta biblioteca que ficará instalada no edifício sede da ARPB.

O executivo aprovou ainda um Apoio de 2.500 euros à Junta de Freguesia de Vila Nova de Anha para a Exposição “Anha Somos Todos Nós”, em parceria com o Professor Manuel Domingos C. Silva e Horácio Saleiro, com o envolvimento de diversas entidades, associações e famílias da freguesia. O programa da exposição, que pretende ser uma iniciativa pedagógica para as escolas da área envolvente, apresenta um conteúdo cultural que abrange desde a conceção de coletâneas que abordam a religiosidade, literatura popular, resenha da Casa do Povo – Incubadora de respostas sociais, fotografias, particularidades diversas, teatro de revista, desenhos à pena, rostos de pessoas de Anha e formas de trajar.

VIANA DO CASTELO: NAVIO GIL EANNES RECEBE CADA VEZ MAIS VISITANTES

Navio Gil Eannes recebe cerca de 2 mil visitantes a mais que agosto de 2020

Durante este mês de agosto o Navio Hospital Gil Eannes recebeu 18 405 visitantes no total. Assim, foram contabilizados mais 1 955 visitantes que no mês de agosto do ano anterior, pelo que foi considerado pelo Conselho Diretivo da Fundação Gil Eannes, FP um aspeto bastante positivo para a retoma da instituição e do turismo em Viana do Castelo.

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Das principais nacionalidades que visitaram o Gil Eannes no mês de agosto, 74% foram portugueses, 18% espanhóis, 6% franceses e 1% brasileiros e outras nacionalidades.

De lembrar que para além do selo Clean&Safe 2021, o Navio Gil Eannes possui também o selo “European Tourism Safety” e o selo “Destino de Qualidade” atribuído pela Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Até o dia 31 de outubro de 2021, o Navio Museu estará aberto todos os dias das 09h30 às 19h00.

A Fundação Gil Eannes, FP