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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUSEUS DE FAMALICÃO GANHAM NOSA IDENTIDADE

Novo grafismo da Rede de Museus foi lançado hoje, Dia Internacional dos Museus

A Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão despertou para o Dia Internacional dos Museus com uma nova identidade. A Câmara Municipal aproveitou a efeméride, que se assinala esta terça-feira, 18 de maio, para apresentar ao mundo a nova identidade gráfica dos Museus de Famalicão, pensada para valorizar o trabalho de parceria entre os vários museus do concelho, mas também a força e a singularidade de cada uma das suas doze unidades.

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Com um conceito planeado e desenvolvido pelo Gabinete de Comunicação e Imagem do Município de Vila Nova de Famalicão, o novo grafismo sintetiza o trabalho da Rede no conceito Museus de Famalicão, representando “um novo capítulo da sua história, fiel à sua identidade, mas mais contemporâneo e com maior potencial de apropriação emocional”.

O novo logótipo da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão divide-se em duas partes: o ilustrativo e o designativo. O ilustrativo desenha linhas que se cruzam entre si formando duas iniciais - o “m” de museus e o “f” de Famalicão - que definem a homogeneização, a interligação e a comunicação em rede entre os diversos museus de Famalicão. No designativo, na palavra Famalicão, utiliza-se uma fonte serifada, com pequenas astes, que de forma subjetiva representa a tradição, a cultura, o respeito, a grandeza e a sofisticação da instituição.

Sobre as cores usadas, o dourado representa a tradição, sabedoria e riqueza do património. Já o cinzento que escreve a palavra Famalicão representa a evolução e a modernidade de uma cidade que está sempre à frente do próprio tempo.

Recorde-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão é constituída por 10 museus e 2 coleções visitáveis – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu da Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem.

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VIANA DO CASTELO COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS COM ENTRADA GRATUITA NO MUSEU DO TRAJE

Hoje, 18 de maio, celebramos o Dia Internacional dos Museus com entrada gratuita no Museu do Traje, até ao próximo domingo. Conheça aqui o programa que preparámos para si!

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Visitas guiadas às exposições

- Trajar: Memórias no Tempo

- Amadeu Costa - Centenário do Nascimento

- Viana do Castelo - As Profissões do século passado

Local: Museu do Traje de Viana do Castelo

- Viana do Castelo - A cidade, passado e presente (perspetivas fotográficas)

Local: Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo

18 maio - Apresentação do Livro “A Ourivesaria Popular no Norte de Portugal e a sua Vivência em Viana do Castelo”, da autoria de Rosa Maria dos Santos Mota

Local: Teatro Municipal Sá de Miranda (devido às limitações de público, esta sessão é reservada apenas a convidados)

22 maio - “ANAIVODOLETSAC”

Espetáculo/Residência artística de Tânia Carvalho (n.1976), com Matthieu Ehrlacher, Grupo de Danças e Cantares de Perre e Iva Viana, inserida no programa de residências artísticas do AMAR O MINHO, projeto promovido pelo consórcio MINHO IN.

Local: Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo

29 maio - Conferência “Histórias do Minho: narrativas no feminino e uma geografia identitária”.

Oradoras:Ana Gabriela Macedo

Ana Maria B. de Vasconcelos e Melo

Elisa Noronha Nascimento

Hora: 16h30

Local: Museu do Traje de Viana do Castelo

(Lotação limitada – entrada mediante levantamento de bilhete)

ARCOS DE VALDEVEZ COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

INSIDE: Concerto comemorativo do Dia Internacional dos Museus

Dia 22 | 17H00 - Paço de Giela

Inside é um projeto composto por uma cantora (soprano) Marlene Rodrigues, um pianista Pedro Carlos, um guitarrista José Alberto Pinto e uma violetista Carla Lopes.

Inside é o pormenor essencial para um momento musical inesquecível que assegura um repertório de excelência, personalizado e adaptado ao estilo clássico, celta e atual.
Músicos profissionais com mais de 15 anos de experiência, juntos combinam a arte da voz, da guitarra e do piano com a doçura da violeta, proporcionando momentos de deleite a quem ouve.

USO OBRIGATÓRIO DE MÁSCARA PRÓPRIA

2021-05-22 - DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS - INSIDE

MUSEU HISTÓRICO DE SÃO JOSÉ: UM ESPAÇO DEDICADO À HERANÇA CULTURAL PORTUGUESA NA CALIFÓRNIA

  • Crónica de Daniel Bastos

A comunidade lusa nos Estados Unidos da América (EUA), cuja presença no território se adensou entre o primeiro quartel do séc. XIX e o último quartel do séc. XX, período em que se estima que tenham emigrado cerca de meio milhão de portugueses essencialmente oriundos dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, destaca-se atualmente pela sua perfeita integração, inegável empreendedorismo e relevante papel económico e sociopolítico na principal potência mundial.

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Atualmente, segundo dados dos últimos censos americanos, residem nos EUA mais de um milhão de portugueses e luso-americanos, principalmente concentrados em Massachusetts, Rhode Island, Nova Jérsia e Califórnia. É neste último estado, que vive e trabalha a maior comunidade luso-americana do país, constituída por mais de 300 mil pessoas, e cuja presença histórica no oeste dos EUA remonta à centúria oitocentista, aquando da corrida ao ouro, da dinamização da pesca da baleia e do atum, e mais tarde das atividades ligadas à agropecuária.

A secular presença portuguesa na Califórnia, que se manifesta hodiernamente na existência de diversas associações, clubes e fundações luso-americanas, esteve na base da inauguração a 7 de junho de 1997, na antecâmara do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, do Museu Histórico de São José.

Erigido pela Sociedade da Herança Portuguesa da Califórnia, o museu, que ocupa um espaço de 650 metros quadrados, possuiu uma forte componente dedicada à emigração portuguesa para a Califórnia, às suas tradições, em especial religiosas. De tal modo, que o edifício constitui uma réplica do primeiro Império (Capela do Espírito Santo), à volta da qual se desenvolvem as festividades do Espírito Santo.

O Museu Histórico de São José alberga um conjunto de várias exposições que perpassam a história da emigração portuguesa para a Califórnia e o papel da comunidade lusodescendente num dos mais prósperos estados norte-americanos. O papel e importância da comunidade portuguesa concorreram decisivamente para que há dois anos fosse oficialmente inscrita na legislatura estadual da Califórnia, após aprovação unânime no Senado, uma resolução a declarar junho de 2019 como "Mês da Herança Nacional Portuguesa".

Enquanto espaço singular que homenageia e perpetua a herança cultural lusa nos Estados Unidos da América, em particular na Califórnia, o Museu Histórico de São José constitui-se como um exemplo inspirador para as Comunidades Portuguesas disseminadas pelo mundo, principalmente naquilo que deve ser o respeito pelo seu passado, a construção do seu presente e a projeção do seu futuro.

PONTE DE LIMA COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS | 18 MAIO 2021

“O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar”

Segundo o ICOM – Conselho Internacional de Museus, o propósito primacial do Dia Internacional dos Museus, instituído em 1977, é o de chamar a atenção para os espaços museológicos como locais privilegiados “que guardam, estudam e expõem o património da Humanidade, mas também como agentes de mudança, intercâmbio cultural, enriquecimento de culturas e desenvolvimento de entendimento mútuo, cooperação e paz entre os povos”.

Nesta data comemorativa, o Centro de Interpretação do Território (CIT) – equipamento cultural afeto ao Município de Ponte de Lima, baluarte da identidade cultural e coletiva da comunidade limarense e guardião dos usos e costumes da região – convida-o a conhecer, de forma gratuita, a sua exposição permanente essencialmente ligada ao património cultural imaterial e material do concelho, e a percorrer a mostra temporária de “Miniaturas do Mundo Rural”, patente ao público até 20 de junho, composta por pequenas réplicas de peças em madeira da autoria do artesão ponte-limense, José Coelho, associadas aos trabalhos agrícolas e às nossas tradições, evocando o cultivo do linho, a produção do vinho verde, o amanho da terra, entre outras temáticas.

Venha à descoberta do território e da riqueza etnográfica de Ponte de Lima e visite-nos entre as 10h – 12h30 e as 14h – 18h.

Esperamos por si no interior do Parque Temático do Arnado, em Arcozelo!

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BRAGA: MUSEU PIO XII CONTA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE

UMA LUZ BRILHOU NAS TREVAS!

A viagem começa no Paleolítico, prosseguindo, devidamente ilustrada, até ao tempo dos romanos.

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Segue-se uma nova aventura: João Batista anuncia; a Mãe traz ao mundo o Salvador; os Apóstolos seguem-nO; o Messias passa pela paixão e morte; ressuscita!

O cristianismo vai-se difundindo. Os cristãos celebram a sua fé. O centro da vida cristã é a Eucaristia. A cruz é o símbolo eloquente do amor infinito de Deus pela humanidade. E tudo isso se narra na Sala da Liturgia.

A sala Hamilton Gonçalves convida a parar. Convida a meditar. Convida a um mergulho no amor apaixonado de Deus, escrito a letras de ouro. Quanta beleza! Que delícia!

O espaço sucessivo plasma ao visitante a paixão de Jesus por meio de cruzes e calvários, concebidos, à imitação do estilo indo-europeu, pela enorme maestria de José Maurício Teixeira Pereira.

No último salão está espelhada, em estratégicos apontamentos, a história da Igreja: os evangelistas e os mártires; as devoções, as grandes construções e os grandes santos medievais; a Companhia de Jesus, o Concílio de Trento, S. Frei Bartolomeu dos Mártires,

as Missões e os estilos da arte moderna; nos tempos mais recentes, a presença da Igreja no campo social, na relação com os poderes civis e na relação com o mundo. E ainda o incremento de três devoções: ao Sagrado Coração de Jesus, à Eucaristia e a Nossa Senhora.

Por fim, no primeiro piso, à espera de todos, estará o maior retratista português do século XX: Henrique Medina. Uma arte imensa espraiada em mais de oitenta belezas.

Paulo Abreu

PONTE DE LIMA COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS | 18 MAIO 2021

“O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar”

Segundo o ICOM – Conselho Internacional de Museus, o propósito primacial do DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS, instituído em 1977, é o de chamar a atenção para os espaços museológicos como locais privilegiados “que guardam, estudam e expõem o património da Humanidade, mas também como agentes de mudança, intercâmbio cultural, enriquecimento de culturas e desenvolvimento de entendimento mútuo, cooperação e paz entre os povos”.

Nesta data comemorativa, o CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DO TERRITÓRIO (CIT) – equipamento cultural afeto ao Município de Ponte de Lima, baluarte da identidade cultural e coletiva da comunidade limarense e guardião dos usos e costumes da região – convida-o a conhecer, de forma gratuita, a sua exposição permanente essencialmente ligada ao património cultural imaterial e material do concelho, e a percorrer a mostra temporária de “Miniaturas do Mundo Rural”, patente ao público até 20 de junho, composta por pequenas réplicas de peças em madeira da autoria do artesão ponte-limense, José Coelho, associadas aos trabalhos agrícolas e às nossas tradições, evocando o cultivo do linho, a produção do vinho verde, o amanho da terra, entre outras temáticas.

Venha à descoberta do território e da riqueza etnográfica de Ponte de Lima e visite-nos entre as 10h – 12h30 e as 14h – 18h.

Esperamos por si no interior do Parque Temático do Arnado, em Arcozelo!

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MUNICÍPIO DE BARCELOS COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

A Câmara Municipal de Barcelos associa-se uma vez mais às comemorações do Dia Internacional dos Museus, e de forma a assinalar esta data realiza-se, no Museu de Olaria, um conjunto diversificado de atividades.

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O programa inicia no dia 18 de maio,às 15h30, com a sessão “No Minho...As mulheres fazem-se de barro”, iniciativa inserida no Ciclo de Conferências “Estórias do Minho – Narrativas no Feminino de uma Geografia Identitária” do Consórcio Minho Inovação, que integra as três Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Cávado e Ave.

A iniciativa que se insere no âmbito do projeto âncora “PA2. Touring Cultural – Identidade Cultural do Minho”, cofinanciado pelo Norte 2020, será transmitida em direto na página Facebook do Município de Barcelos e pretende refletir sobre a olaria como uma arte identitária de Barcelos e o seu contributo para a educação artística, assim como para o reconhecimento de que o figurado e outros trabalhos em barro feitos manualmente são executados essencialmente por mulheres. Entre uma vida dura de trabalho e de tarefas domésticas algumas mulheres modelavam em barro pequenas figuras, vendidas nas feiras, festas e romarias.

O painel de intervenientes é composto pelos investigadores Isabel Maria Fernandes (directora do Museu Alberto Sampaio, Paço dos Duques de Bragança e Castelo Guimarães), Armando Malheiro (professora catedrático na Faculdade de Letras da UP) e Alexandre Alves Costa (professor catedrático jubilado).
Haverá ainda uma performance teatral “Diabo com os pés de barro” interpretada pelo Grupo de Teatro Itinerantenredo.

Este ciclo de conferências vai percorrer os 24 municípios de Viana e Braga. “Pretende-se valorizar um olhar inovador sobre a herança cultural do Minho rememorada no feminino, enquanto sociedade de forte tradição matriarcal, propiciando uma narrativa congregadora de saberes e valores identitários”, informa a organização em comunicado.

A participação nestas sessões é gratuita, contudo e considerando as regras de ocupação do Museu de Olaria de Barcelos, por razões de segurança sanitária, solicitamos, que, na possibilidade de participação, a inscrição seja efetuada através do site www.minhoin.com de forma a procedermos à respetiva reserva. As inscrições são limitadas assegurando as recomendações e regras da DGS (orientação 028/DGS) na prevenção do Covid_19.

Ainda no âmbito do Dia Internacional dos Museus, o Museu de Olaria promove de 18 a 21 de maio, das 10h00 às 17h30, visitas guiadas para grupos até 10 elemento e oficinas de criatividade abertas ao público em geral.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA VISITOU EM MELGAÇO MUSEU DE CINEMA JEAN-LOUP PASSEK

O Presidente da República visitou o Museu de Cinema Jean-Loup Passek acompanhado pelo Presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista e pelo Diretor Artístico do Museu, Bernard Despomadères.

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Situado no centro histórico de Melgaço, o Museu reúne um vasto espólio doado ao município por Jean-Loup Passek, que dirigiu o departamento cinematográfico do Centro Georges Pompidou e foi diretor do Festival de Cinema de La Rochelle.

Texto: Presidência da República / Fotos: Rui Ochôa / Presidência da República

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PONTE DE LIMA ASSINALA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

18 de Maio – Dia Internacional dos Museus – Entrada Gratuita na Rede de Museus de Ponte de Lima. Assinala-se a 18 de maio, o Dia Internacional dos Museus.

Em Ponte de Lima a Câmara Municipal aprovou na reunião de 3 de maio, uma proposta apresentada pelo Vereador Paulo Sousa, a conceder entrada gratuita na Rede de Museus e Centros de Interpretação de Ponte de Lima, nomeadamente no Museu do Brinquedo Português, Museu dos Terceiros, Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde, Centro de Interpretação do Território e no Centro de Interpretação de História Militar do Concelho de Ponte de Lima.

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Promover, junto da sociedade, uma reflexão sobre o papel dos Museus no seu desenvolvimento, é o principal objetivo da efeméride criada pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus, que este ano assinala a data sob a temática “O futuro dos museus: recuperar e reimaginar”.

Assim, os museus, os seus profissionais e as comunidades são convidados a criar, imaginar e partilhar novas práticas de criação de valor, novos modelos de negócio para instituições culturais e soluções inovadoras para os desafios sociais, económicos e ambientais. Neste sentido, desafia as instituições culturais de todo o mundo a "experimentar novas formas de modelos híbridos de fruição cultural e reafirmar a sua missão de construtores de um futuro justo e sustentável", nomeadamente através da partilha de visitas e exposições virtuais, apresentações, filmes e todas as iniciativas que possam ser partilhadas online.

Apesar dos condicionalismos impostos pela atual conjuntura pandémica, seguindo as regras e cumprindo-se os planos de contingência, a Rede de Museus e Centros de Interpretação de Ponte de Lima oferecem entradas gratuitas a todos os visitantes, sinalizando em segurança, o Dia Internacional dos Museus, no dia 18 de maio.

FAMALICÃO ASSINALOU DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS COM DEBATE SOBRE MUSEUS E SUSTENTABILIDADE

Comemorações decorrem entre 15 e 18 de maio com um vasto programa online e presencial

A conferência digital “Juntos fazemos museu. Pensar o desenvolvimento sustentável” é uma das muitas propostas do vasto programa que o município de Vila Nova de Famalicão, através da sua Rede de Museus, vai promover entre 15 e 18 de maio para assinalar o Dia Internacional dos Museus, que este ano é celebrado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) sob o tema “O Futuro dos Museus – Recuperar e Reimaginar”.

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A iniciativa está marcada para o dia 15, às 15h00, via plataforma Zoom, abordando conceitos e exemplos de boas práticas que facilitam a compreensão de como os museus poderão atuar neste novo paradigma do desenvolvimento sustentável. A Diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, a museóloga e investigadora Graça Filipe, a diretora do Museu de Lisboa e Presidente do ICOM CAMOC, Joana Sousa Monteiro, e a professora da Universidade de Aveiro, Sara Moreno Pires, são as oradoras convidadas da conferência que vai contar com a moderação de Mariana Espel, do projeto Usina de Eureka.

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias até 13 de maio para o email rededemuseus@famalicao.pt.

A esta conferência juntam-se outras três dezenas de atividades, online e presenciais, a decorrer a partir das diversas estruturas museológicas do concelho e que incluem por exemplo música, cinema, oficinas, visitas, etc..

No dia 16 de maio, às 11h00, no Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, o Grupo Etnográfico Rusga de Joane revisita as memórias e vivências das gentes de outrora, tendo o linho como fio condutor através da performance “Vivências do Linho”. A iniciativa terá transmissão online através do Facebook da Rede de Museus – www.facebook.com/rededemuseusdevilanovadefamalicao. Presencialmente contará com um limite máximo de 10 participantes e as inscrições poderão ser efetuadas até ao dia 13 de maio para o email geral@museudaindustriatextil.org.

No dia seguinte, dia 17, às 11h00, o público poderá conhecer as treze unidades museológicas que compõem a Rede de Museus de Famalicão com uma visita virtual à exposição “Ligados em Rede: Museus de vila Nova de Famalicão”, através do portal do Famalicão ID em www.famalicaoid.org.

A 18 de Maio, data em que se assinala o Dia Internacional dos Museus, destaque para duas atividades. Uma visita virtual, em www.bernardinomachado.org/, legendada e com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, ao Museu Bernardino Machado que convida a conhecer os recantos do Palacete Barão de Trovisqueira. E uma visita à exposição “Espaço Mário Cesariny”, na Fundação Cupertino de Miranda, que traz à memória o espaço-vida-obra do poeta, pintor, tradutor, considerado um dos grandes mestres do surrealismo plástico e literário português.

Nota também para a Noite Europeia dos Museus que será assinalada na noite de 15 de maio, sábado, às 22h00, com o concerto dos músicos Gil Cadeias e Pedro Vilaça no Museu Bernardino Machado, que contará com transmissão online na página de Facebook do museu.

De referir ainda que durante estes quatro dias comemorativos do Dia Internacional dos Museus, será disponibilizado em todos os museus da Rede o projeto “Musear por Vila Nova de Famalicão”, que através de um QR Code apresentará três sugestões de roteiros que convidam a explorar os museus do concelho.

Todas as atividades presenciais seguirão as normas e as indicações da Direção-Geral de Saúde, encontrando-se sujeitas à lotação dos espaços. Programa completo disponível para consulta em www.famalicao.pt ou em www.facebook.com/rededemuseusdevilanovadefamalicao.

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ABERTURA DO MUSEU MONÇÃO & MEMÓRIAS

Novo equipamento, localizado na Rua da Independência, retrata a história da gente e do território, albergando o viver e o sentir do povo monçanense, ao longo dos séculos.

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O Museu Monção & Memórias, equipamento cultural que retrata a história da gente e do território, foi aberto ao público no passado dia 24 de setembro, sábado, no âmbito das comemorações do 25 de abril, resultando da requalificação urbanística do Edifício Souto D`El Rei, imóvel datado do século XVII.
Localizada na Rua da Independência, a nova estrutura vem reforçar a oferta cultural e turística do Município de Monção. No espaço exterior, pode-se apreciar uma obra de arte da autoria de Bordalo II, a mítica Coca, dragão do imaginário monçanense, feita a partir de objetos deitados ao lixo.
Descerrada a placa, António Barbosa, realçou a importância de mais um equipamento cultural no concelho. “Trata-se de um espaço que revela muito daquilo que somos como povo. A nossa história, os nossos costumes, a nossa identidade. Está tudo neste edifício requalificado e adaptado à nova funcionalidade. Com o Museu Monção & Memórias, recuperamos o passado, valorizamos o presente, e ganhamos o futuro”.
A operação urbanística do Edifício Souto D`El Rey, enquadrada na politica municipal de reabilitação do edificado com valor identitário e patrimonial, teve como objetivo a recuperação integral do imóvel, renovando a sua imagem a adaptando-o para receber um novo equipamento cultural, albergando o viver e sentir do povo monçanense ao longo dos séculos.
A recuperação daquele imóvel secular, em pleno centro histórico da vila, envolve duas vertentes. Por um lado, promove a reabilitação arquitetónica e patrimonial e, por outro, constitui mais um elemento relevante para a divulgação da componente cultural e turística do nosso concelho.

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A REDE MUSEOLÓGICA DEDICADA À EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

O desígnio e imperativo de valorização do conhecimento da história da emigração portuguesa têm impelido, nos últimos anos, o poder político a procurar incrementar uma estratégia cultural capaz de aglutinar os espaços museológicos ligados ao fenómeno migratório que se encontram disseminados pelo território nacional.

Esta estratégia cultural ganhou recentemente um novo e decisivo impulso, através da apresentação por parte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, liderada por Berta Nunes, de um projeto que visa a criação de uma rede museológica digital dedicada à emigração lusa.

Uma rede museológica, cuja principal ambição passa por ligar a história da diáspora portuguesa e suas vias de acesso, via digital e num itinerário real, fisicamente implantado, apto a reconhecer os diferentes fluxos migratórios e capaz de atrair o interesse pelo país e suas gentes. Na esteira das palavras de Luís Castro Mendes, embaixador e antigo ministro da Cultura que preside ao conselho de consultores deste projeto, pretende-se deste modo fomentar “uma rede entre espaços museológicos, com vantagens em relação a um museu que concentrasse tudo”.

Precursora de uma visão museológica desconcentrada, esta rede museológica passará, através da dinamização de uma plataforma online, a disponibilizar assim os acervos do Museu das Migrações e das Comunidades, sediado em Fafe, do Espaço Memória e Fronteira, localizado em Melgaço, e do Museu da Emigração Açoriana, instalado na Ribeira Grande. E depois de estruturada, abarcará ainda projetos e instituições como o Cais da Língua e das Migrações, em Matosinhos, o Museu Português da Migração, no Sabugal, o Espaço Memória e Fronteira, no Fundão, e o Museu do Salto, em Vilar Formoso.

Esta plataforma, que passará a ligar os espólios que em Portugal contam a história da emigração portuguesa, pode e deve aglutinar ainda espaços museológicos que têm sido construídos ao longo das últimas décadas por portugueses no estrangeiro. Como, por exemplo, a Galeria dos Pioneiros Portugueses, em Toronto, impulsionada no presente pelo comendador Manuel DaCosta, e que se dedica à dinamização do legado dos pioneiros da emigração portuguesa para o Canadá; o Museu da Imigração, em Lausanne, na Suíça, criado pelo português Ernesto Ricou, e que nesta altura procura novo local; o Museu Etnográfico Português em Sydney, na Austrália, que tem procurado manter viva a identidade cultural da comunidade luso-australiana; ou o Museu Histórico Português em São José, Califórnia, dedicado às tradições lusas, em especial religiosas, neste estado norte-americano.

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O historiador Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, acompanhado em 2016 do comendador Manuel DaCosta (dir.) na Galeria dos Pioneiros Portugueses, em Toronto, no âmbito de uma conferência sobre a Emigração Portuguesa

Estes espaços museológicos, e outros que se encontram ou possam vir a ser projetados na pátria de origem ou de acolhimento dos portugueses espalhados pelo mundo, são uma indubitável mais-valia na perpetuação da memória da emigração lusa, e fundamentais para a prossecução da missão descentralizada e polinuclear da vindoura rede museológica.

Como menciona Maria Beatriz Rocha-Trindade, uma das consultoras de referência deste projeto, no artigo Museus de Migrações – Porquê e para quem?, um “museu é, antes de tudo, um instrumento de educação e de difusão cultural destinado a criar referências, visíveis e concretas, que ultrapassem o fluir do tempo. Tanto os centros de pesquisa, que em regra os integram ou lhe estão associados, como os acervos que vão sendo constituídos produzem registos para memória futura”.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO DIVULGA ONLINE CARACTERÍSTICAS E CURIOSIDADES D'"A PERCA-SOL"

Apesar de ainda se manter de portas encerradas ao público devido à realização de alguma sobras de manutenção e beneficiação, o Aquamuseu do rio Minho prossegue com um dos seus objetivos de promover e divulgar o património natural, recorrendo aos meios digitais.

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Assim, durante os meses de abril e maio, a página do Facebook dá a conhecer algumas caraterísticas e curiosidades sobre a perca-sol, uma espécie originária da América do Norte, presente na Europa desde o século XIX e introduzida em Portugal nos finais da década dos 70.

Apesar de amplamente distribuída por grande parte das bacias hidrográficas de Portugal, no rio Minho a sua presença ainda é relativamente recente e em Vila Nova de Cerveira os primeiros espécimes capturados ocorreram em 2013.

Esta espécie tem o corpo comprimido lateralmente, forma oval, pode medir entre os 10 e os 30 cm e chegar a viver entre 8 a 10 anos. Apresenta na parte anterior da barbatana dorsal raios espinhosos e bastante cortantes e na parte posterior, arredondada, tem espinhos moles.

O seu dorso e os flancos são azulados com reflexos verdes e com bastantes pontos escuros, enquanto o ventre é amarelo-alaranjado. Na cabeça, e mais concretamente na parte posterior do opérculo é bem visível uma mancha negra e vermelha.

A Perca-Sol gosta de viver em troços de rios, ribeiras e lagos pouco profundos, com bastante vegetação macrófita aquática e com corrente fraca. Esta espécie é capaz também de suportar baixos níveis de oxigénio na água e altas temperaturas. A sua reprodução pode ocorrer entre os meses de abril e julho sempre que a temperatura da água atinja os 16 – 18 ºC, em locais arenosos de fraca corrente e baixa profundidade. Os ninhos são construídos e protegidos pelos machos.

A sua alimentação baseia-se principalmente em larvas de insetos, crustáceos, ovos e pequenos peixes. Como é uma espécie muito territorial e devido aos seus hábitos alimentares bastante vorazes, a perca-sol compete com qualquer outro animal que tente ocupar o seu habitat principalmente na época da reprodução, fazendo com que muitas espécies autóctones diminuam ou mesmo cheguem a desaparecer. À semelhança do achigã é considerada um dos principais responsáveis pela diminuição da biodiversidade.

PONTE DE LIMA: MUSEU DOS TERCEIROS NA REDE PORTUGUESA DE MUSEUS

O Museu dos Terceiros já faz parte da Rede Portuguesa de Museus, tendo sido aprovada a sua credenciação através do despacho nº 3533/2021, assinado pela Ministra da Cultura, Graça Fonseca, e publicado no Diário da República a 5 de abril de 2021.

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Instalada no conjunto arquitetónico formado pelo antigo Convento de Santo António dos Capuchos e pelo edifício da Ordem Terceira de São Francisco, a mais antiga instituição museológica de Ponte de Lima tem à sua guarda um notável património religioso, que tem vindo a proteger, recuperar, estudar e valorizar, contribuindo igualmente para a divulgação e conhecimento do acervo sacro existente nas diversas freguesias do concelho de Ponte de Lima.

A adesão à Rede Portuguesa de Museus (RPM), organização que reúne já mais de 150 museus, é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Museu, mormente no que toca ao cumprimento cabal das funções museológicas, que vão desde o inventário e a investigação até à conservação, divulgação e valorização do património, funções essas que são depois exponenciadas sobretudo através dos serviços educativos e das exposições temporárias, dirigidos às escolas e à comunidade em geral.

O culminar deste processo de credenciação funciona também como um poderoso estímulo para o Município de Ponte de Lima e para o Instituto Limiano, entidades que tutelam o Museu, assim como para os que aí trabalham diariamente, no sentido de continuar a lutar pela preservação e valorização do património histórico de Portugal e de Ponte de Lima.

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