"Uma forma de relembrar e cuidar de um património comum."
“Memórias ao Serão” é um ciclo de encontros, pensado para valorizar a voz da comunidade e o património imaterial do concelho. Em ambiente próximo e descontraído, serão partilhadas histórias, vivências e saberes que revelam a riqueza da memória coletiva e aproximam gerações. Um espaço de diálogo, afeto e identidade, onde o passado se cruza com o presente para projetar o futuro.
O ano de 2025 não poderia ter terminado de melhor forma possível. Após ter atingido durante vários meses números recordes, incluindo em dezembro, o balanço final foi orgulhosamente positivo. Quase 99.000 visitantes, mais 9% do que em 2018, até então considerado o melhor ano, com um registo de perto de 91.000 entradas.
Os mercados que mais visitaram o Navio, foram, como habitualmente, o nacional com 54%, seguido do espanhol (22,52%), francês (9,18%), brasileiro (4,14%), alemão e inglês com quase 3% cada.
As receitas também atingiram números históricos, com um crescimento de 20% face a 2024, tendo sido um excelente aporte para as obras constantes que se realizam diariamente a bordo, para melhorar os espaços de visita e poder acolher de forma condigna os visitantes.
Para 2026, a Fundação tem previsto a prossecução de várias obras de manutenção, assim com o desenvolvimento de novas atividades, com o intuito de proporcionar uma experiência memorável aos visitantes.
Irá continuar a apostar nalgumas estratégias de promoção, começando já este mês com a presença na FITUR – Feira Internacional de Turismo em Madrid, a maior feira ibérica do setor, que se realizará de 21 a 25 de janeiro, em colaboração com a Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Esperando que o Ano de 2026 seja igualmente repleto de superações, a Fundação Gil Eannes agradece a todos os que contribuíram para o alcance desta grande meta. A Fundação Gil Eannes, FP
O Museu Regional, Paredes de Coura recebe no sábado, 8 de novembro, mais uma edição da Feira de Troca de Sementes, numa iniciativa com o propósito de consciencializar os mais jovens sobre a importância da preservação da biodiversidade e do nosso património genético para as presentes e futuras gerações.
Este encontro de pessoas que valorizam as sementes e plantas locais face ao perigo de extinção provocado pela concorrência de variedades híbridas e transgénicas, que prejudicam o equilíbrio dos nossos ecossistemas, contempla conversas dedicadas ao tema, pela manhã, e a Feira de Troca de Sementes no período da tarde.
Assim, pela manhã há “Semear o futuro: propagação de espécies vegetais para um Minho bio diverso”, uma roda de conversa moderada por Rita Roquette com representantes do Projeto Terra, de Paredes de Coura, Associação Reflorestar Serra de Arga, de Viana do Castelo, Futuro – O projeto das 100 mil árvores, na Área Metropolitana do Porto, e Reflorestar Portugal, do CRIA Viveiros de Lanheses.
Desta iniciativa promovida pelo Município em parceria com a Associação Quinta das Águias e o Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura, também constam atividades práticas como recolha e multiplicação de espécies por sementeira e estacaria, enquanto a tarde está dedicada à Feira de Troca de Sementes no Museu Regional.
Integrada na mostra “Da Pré-História à Romanização” inaugurada esta sexta-feira
Uma “Piroga Monóxila”, datada do período entre a segunda metade do séc. X e a primeira metade do séc. XI, classificada como Tesouro Nacional em 2021, é uma peça de valor incalculável e integra a exposição "Da Pré-História à Romanização”, inaugurada esta sexta-feira no Museu Municipal de Caminha. A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, no horário de funcionamento do Museu.
Trazer este exemplar para o concelho de Caminha foi um processo moroso e de minúcia, dadas as exigências técnicas de conservação e manutenção desta embarcação. Para concretizar esta operação, a Câmara estabeleceu um contrato com o Património Cultural, Instituto Público.
Como referimos, a Piroga em causa foi classificada, conjuntamente com mais cinco pirogas, como de interesse nacional, com a designação de “Tesouro Nacional”. Entre os requisitos exigidos para poder ser exposta, estão, por exemplo, os relativos às caraterísticas da sala de exposição, incluindo medidas de segurança. Acrescem condições ambientais, de humidade relativa, temperatura e iluminação, assim como a ausência de vibração e de poluentes atmosféricos.
De acordo com a descrição do Museu Nacional de Arqueologia, as pirogas monóxilas são embarcações feitas a partir de um tronco de árvore, escavado para o efeito. Este tipo de embarcação é conhecido, na Europa, desde a Pré-História, mais precisamente desde o Neolítico.
A “Piroga Monóxila”, que agora pode ser vista no Museu Municipal de Caminha, foi classificada pelo DL n.º 11/21 do Diário da República n.º 109/2021, Série I de 2021-06-07 como Tesouro Nacional.
Como já explicamos na altura da receção da “Piroga Monóxila” em Caminha, este foi o aguardado regresso do exemplar, na sequência de várias peripécias e de um longo processo.
Este Tesouro Nacional chegou a estar guardado num armazém e foi o interesse e esforço de Raúl de Sousa, à época funcionário da Câmara Municipal de Caminha e membro do grupo organizador do Museu Municipal de Caminha, que encetou importantes diligências, chegando a adquiri-la e a providenciar a sua transferência para o local do futuro Museu Municipal de Caminha.
Devido às deficientes condições preventivas do depósito, a piroga foi transferida, inicialmente para o Museu Monográfico de Conímbriga e depois para as instalações do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática, em Lisboa. Aqui iniciou o processo de consolidação com vista à secagem e estabilização em ambiente seco. O Município de Caminha acabou por lhe perder o rasto. Entretanto aconteceu a classificação como "Tesouro Nacional" e a Câmara Municipal de Caminha desenvolveu vários esforços para que a peça pudesse regressar ao concelho, o que se concretizou através do contrato com o Património Cultural, Instituto Público.
Instalado no Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora, resulta de um investimento da Câmara, superior a meio milhão de euros
Visita é gratuita: de terça-feira a sábado, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00
O “Espaço de Memórias do Mar”, instalado no Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora, continua a consolidar-se com foco de atratividade da Vila centenária. Resulta de um investimento da Câmara Municipal de Caminha, de mais de meio milhão de euros, e foi inaugurado em 7 de julho último. Em cerca de três meses já recebeu mais de 23 mil visitantes. Pode ser visitado gratuitamente, de terça-feira a sábado, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00.
A recuperação do Forte, junto à praia de Vila Praia de Âncora, permitiu dar uma nova vida ao monumento, essencialmente militar, que é hoje um equipamento também ao serviço do lazer, da cultura e do turismo, sem perder de vista a sua vocação inicial. No total, o projeto envolveu, como referimos, um investimento que ultrapassou meio milhão de euros e começou a ser desenvolvido pela Câmara Municipal de Caminha no final de 2022. O Projeto de Recuperação e Valorização do Forte da Lagarteira tinha por objetivo valorizar o monumento, abri-lo ao público e criar mais um polo de atração para Vila Praia de Âncora e para o concelho. Uma aposta ganha!
O “Espaço de Memórias do Mar”, que também é uma homenagem à classe piscatória, tem-se revelado um fator de dinamização do turismo da Vila e do Concelho. À Vila chegam diariamente visitantes de vários pontos do país, inclusivamente em excursão organizada, contribuindo também para a dinamização da economia local.
A visibilidade que o equipamento traz é também evidente e, a par dos visitantes em geral, o “Espaço de Memórias do Mar” tem recebido também repórteres de diversos Órgãos de Comunicação Social, em particular televisões nacionais e internacionais.
Delegados internacionais da Europeans Students’ Convention debateram em Barcelos
futuro do ensino superior
O Museu de Olaria de Barcelos recebeu ontem a visita dos delegados internacionais que participam, até hoje, na 50.ª edição da Europeans Students’ Convention (ESC50), o mais importante encontro político estudantil europeu, organizado pela European Students’ Union (ESU) em parceria com a FAIRe Portugal.
O evento reuniu cerca de 100 delegados de 40 países e contou com o apoio da Câmara Municipal de Barcelos, do Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), da Associação Académica do IPCA e do Instituto Português da Juventude.
De entre as ações agendadas, desde debates, conferências, workshops e iniciativas culturais, os delegados tiveram a oportunidade de visitar o Museu de Olaria de Barcelos, um repositório vivo da memória da olaria do concelho, onde puderam admirar as exposições e desvendar histórias fascinantes sobre as respetivas peças, assim como as tradições que elas representam.
Esta experiência proporcionou ainda uma imersão na história e cultura da olaria, promovendo uma compreensão mais profunda e uma maior valorização do património cerâmico nacional e internacional.
O tema definido nesta edição foi “Students Shaping Europe’s Future: Advocacy For Stengthening Erasmus + in the MFF 2028-2034”, sublinhando o papel da comunidade estudantil na definição de prioridades para a próxima década. A escolha de Portugal coloca assim o país no centro da discussão europeia sobre a mobilidade académica e políticas educativas.
A ESU representa quase 20 milhões de estudantes, através de 43 associações estudantis, em 40 países europeus. Atua como voz dos estudantes junto da União Europeia, Conselho da Europa, UNESCO e outras instituições internacionais.
A FAIRe Portugal é a plataforma nacional que reúne associações de estudantes portuguesas com ligação ao ensino superior. Representa os estudantes europeus a nível europeu e promove o diálogo sobre políticas educativas.
O sol continuou a brilhar ao longo de todo o Verão no Navio Gil Eannes. É com orgulho que a Fundação Gil Eannes vem transmitir que esta estação veraneante superou todas as expectativas, tendo excedido os números de visitantes nos meses de junho, julho e agosto. Este último mês foi ainda o melhor, tanto em visitantes como em receitas, desde a abertura como Museu, há 27 anos atrás.
Dos 21.508 visitantes recebidos em agosto, quase 50% foram nacionais, seguidos, como habitualmente, pelos nuestros hermanos espanhóis (24,13%) e os nos amis franceses (16,32%). Foram numerosas as famílias que passaram por Viana do Castelo e aproveitaram as férias para visitar o Navio Museu Hospital.
Para celebrar o início de mais um ano letivo, o Navio Gil Eannes dispõe de um novo Serviço Educativo com diversos programas e tarifas especiais para as escolas, desde o pré-escolar até à Universidade sénior.
Um agradecimento da Fundação Gil Eannes aos visitantes, bem como aos parceiros e a todos os que contribuíram para que este novo marco fosse possível."
Revisitando a Coleção do Museu Nogueira da Silva, propomos uma exposição que apresenta um percurso visual pela arte da gravura europeia, reunindo um núcleo apreciável de obras que atravessam séculos, geografias e temáticas. O visitante é convidado a conhecer os processos técnicos e os contextos históricos que marcaram esta forma de produção de imagens.
Com um espetro cronológico que vai do século XVII ao século XX, a seleção integra vários artistas, evidenciando a diversidade de métodos de impressão, como a gravura a buril ou a água-forte, e a evolução dos temas representados. São visíveis cenas religiosas, do quotidiano, retratos, paisagens e representações literárias, permitindo compreender como a gravura serviu tanto propósitos artísticos como educativos, científicos ou de divulgação cultural.
Destaca-se um conjunto de gravuras inspiradas em Os Lusíadas, sob direção artística de François Gérard (1770–1837), que traduzem visualmente momentos emblemáticos da epopeia de Camões, articulando desenho rigoroso com um tratamento decorativo e cenográfico de grande impacto.
É igualmente apresentada uma gravura atribuída ao pintor italiano Annibale Carracci (1560–1609), exemplo notável do Barroco, cuja obra é reconhecida pela excelência técnica e pela expressividade na representação das figuras humanas.
A exposição pretende sensibilizar o público para a importância da obra gráfica enquanto expressão artística e meio de comunicação visual, promovendo a observação atenta e o reconhecimento dos elementos que compõem a imagem: o traço, a textura, a luz e a sombra. Assim, o visitante é desafiado a refletir sobre o papel da gravura na história da arte e na formação do olhar ao longo do tempo.
Ao Encontro do Museu de Arte Popular - visitas guiadas por Maria Barthez
Sinopse: Visitas guiadas por Maria Barthez ao Museu de Arte Popular em Lisboa, onde se dará a conhecer pormenorizadamente a história do museu, destacando as características do património arquitetónico, museológico e museográfico, revelando os diferentes agentes e artistas envolvidos na sua criação. Serão destacadas também as pinturas murais que adornam o vestíbulo e as salas, focando os aspetos da vida tradicional respeitantes à religião, às artes e ofícios e à vida cerimonial das diferentes regiões do país.
Oficinas de Cestaria com os cesteiros Alberto Carvalhinho e Fernando Nelas Pereira de Gonçalo, Guarda
Sinopse: Oficina para aprendizagem experimental e contacto com a arte da cestaria, realizando uma base de um cesto (fundo de cesto) primeira etapa na realização de um cesto, no final da atividade será possível levar a peça realizada por cada participante. Para além da oficina os participantes poderão ver alguns trabalhos realizados pelos cesteiros de Gonçalo, Alberto Carvalhinho e Fernando Nelas Pereira.
Atividade em parceria com a Associação Desenvolver e Promover Gonçalo.
Público-alvo: público em geral
Duração: 3 horas.
Limite de inscrições: até 10 participantes por oficina.
No âmbito das Jornadas Europeias do Património 2025, o Museu de Arte Popular vai promover, nos dias 20 e 21 de setembro, um conjunto de iniciativas que destacam o seu importante património arquitetónico, artístico e cultural.
Entre as atividades programadas, merecerá destaque a arte da cestaria, património cultural imaterial de exceção, transmitido de geração em geração. Neste contexto, dois mestres cesteiros das Beiras, oriundos de Gonçalo – reconhecida como a “capital da cestaria” – estarão presentes no Museu, dinamizando oficinas onde visitantes e participantes terão a oportunidade de aprender técnicas tradicionais e experimentar criar as suas próprias peças com recurso a materiais naturais.
Será igualmente, durante a visita guiada, dado especial relevo ao Minho, território de fortes tradições, através da evocação das pinturas murais e da museografia da sala no Museu consagrada à região.
Durante os meses de setembro e outubro, o Museu Municipal de Esposende e o Museu do Sargaço, em Apúlia, vão dinamizar diversas oficinas, dirigidas à comunidade educativa e ao público em geral.
Com o intuito de celebrar o equinócio de outono, o Museu do Sargaço propõe, para os alunos do 1.º ao 3.º ciclo de Apúlia, a Oficina “Uma flor para a menina do mar”. A atividade realiza-se nos dias 24 setembro, 1, 8 e 15 outubro, pelas 10h00, desafiando os participantes para um exercício de criatividade a partir da leitura de excertos do livro "A Menina do Mar".
Igualmente direcionada para a comunidade educativa, a “Oficina para abolir preconceitos” terá lugar no dia 25 de setembro, às 10h00, no Museu Municipal de Esposende, e nos dias 2, 9, 16 e 23 outubro, no mesmo horário, no Museu Municipal de Esposende. Tendo por base o livro “História Interminável”, esta oficina pretende chamar a atenção dos participantes para os muitos preconceitos e despertar para a urgência de um mundo mais inclusivo, justo, pacífico e sem preconceitos de nenhuma natureza.
A inscrição nestas atividades é gratuita, mas obrigatória, devendo ser efetuada através do e-mail museu.esposende@cm-esposende.pt.
Para o público em geral, será realizada a “Oficina para abolir preconceitos”, no dia 13 setembro, a partir das 15h00, no Museu do Sargaço, sendo que os interessados terão de inscrever-se até à véspera.
Direcionada para pessoas dos 16 aos 106 anos, a oficina “1 objeto por 1000 palavras” decorrerá nos dias 14 e 28 de setembro, no Museu do Sargaço, e nos dias 4 e 25 de outubro, no Museu Municipal de Esposende, sempre a partir das 15h00. Uma atividade para escrever a cultura material, que tem como inspiração os exercícios de leitura de imagens, a partir de objetos do Museu. As inscrições para esta oficina decorrem até dois dias antes de cada data.
Estas sessões serão dinamizadas por Marta Vaz, antropóloga e pós-graduada em museologia. Foi jornalista e é investigadora e autora de livros para crianças e adultos. Presentemente trabalha como mediadora cultural.
Hoje celebramos o nascimento de Henrique Medina (1901), um dos mais notáveis retratistas portugueses do século XX.
O seu talento permitiu registar visualmente a história da República e dos seus Presidentes de forma única e memorável. Entre os retratos que fez, partilhamos o de Américo Tomás (1957), ainda ministro da Marinha, e o de Óscar Carmona (1933), pintado para a galeria de retratos com as insígnias da Banda das Três Ordens. Estes quadros não são apenas obras de arte, mas testemunhos da função do Chefe do Estado e da história republicana.
Medina teve também papel nas histórias pessoais da Presidência: foi no seu atelier que Francisco da Costa Gomes conheceu a futura mulher, Estela da Costa Gomes, no momento em que se encantou com o retrato de uma jovem vestida à minhota, não sabendo quem era a retratada.
Venha descobrir estas histórias e obras na Galeria de Retratos do Museu, onde cada pincelada revela o poder da arte na preservação do património e da memória institucional.
Que outros retratos oficiais ou histórias de Presidentes gostaria de conhecer? Partilhe connosco nos comentários!
Retrato de Américo Tomás (1957), Óscar Carmona (1933) e Estela Costa Gomes (1950)
“Brincadeiras Entre Nós” – Exposição Sensorial, da noc studio, no Museu do Brinquedo Português
O Município de Ponte de Lima acolhe a exposição “Brincadeiras Entre Nós” – Exposição Sensorial da noc studio que estará patente na Sala de Exposições Temporárias do Museu do Brinquedo Português de 2 de agosto a 30 de novembro.
A noc studio é uma marca limiana dedicada à criação e fabrico artesanal de brinquedos em madeira, onde a tradição se cruza com a simplicidade e a beleza natural deste material. Cada peça é fruto de um processo cuidado, onde o toque humano, o respeito pela natureza e as memórias de infância se fundem harmoniosamente.
O nome “noc” nasce da onomatopeia que evoca o som do toque na madeira – uma homenagem à matéria-prima e às raízes criativas da marca.
Esta exposição convida o público a embarcar numa viagem sensorial através de uma área interativa, onde será possível explorar os elementos que dão vida a cada criação. Uma oportunidade única para descobrir, sentir e reviver momentos repletos de significado.
Mais do que brinquedos, estas peças são fragmentos de memória que perduram no tempo.
Venha explorar, sentir e recordar com esta exposição original e inspiradora!
O Museu de Olaria, em Barcelos, inaugura, no próximo sábado, às 16h30, na Sala da Capela, a exposição “Diálogos entre o fogo e o barro”, que reúne peças de vários ceramistas do país. A mostra ficará patente ao público até 19 de outubro de 2025.
“Diálogos entre o fogo e o barro” é uma exposição de obras em cerâmica que exalta o prazer dos mais reconhecidos ceramistas do país pela modelação do barro. Todos eles são membros da prestigiada Academia Internacional de Cerâmica (AIC), destacando-se os nomes de Yola Vale, Sofia Beça, Stella Ivanova, Xana Monteiro, Ana & Betânia, João Carqueijeiro, Carlos Enxuto e Heitor Figueiredo.
As peças expostas vão além da cerâmica tradicional. Cada uma delas conta uma história, que vai do toque da mão à força do fogo, da tradição à inovação.
Nesta mostra, o barro ganha novas formas e significados. Encontram-se esculturas, instalações e objetos únicos que combinam técnicas ancestrais com uma visão artística moderna e internacional. É, assim, uma oportunidade para conhecer o que de melhor se faz, atualmente, em cerâmica no nosso país.
A cerâmica contemporânea em Portugal tem vindo a afirmar-se como um território fértil de experimentação estética e material. Artistas e ceramistas incorporam técnicas clássicas como o grés, a faiança e a porcelana, ao lado de métodos alternativos como o raku e as queimas atmosféricas. Essa diversidade técnica reflete não apenas a riqueza do património cerâmico nacional, mas também a busca por linguagens autorais e por processos sustentáveis.
A exposição pode ser visitada até ao dia 19 de outubro, de terça-feira a sexta-feira, das 10h00 às 17h30; aos sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
Sobre os ceramistas
João Carqueijeiro
Nasceu em Angola, em 1954. Licenciado em Desenho na ESAP. Na Escola de Cerâmica de La Bisbal, concluiu os Cursos de Roda, Vidrados de Grés e Raku. É Formador de Cerâmica desde 1985. Tem coordenado Encontros de Artistas e Workshops de Cerâmica. Participou em inúmeras exposições (individuais e coletivas), Bienais de Arte e Simpósios Internacionais, tendo sido várias vezes premiado. Realizou diversos murais cerâmicos. Está representado no Museu da Câmra Municipal de Alcobaça, no Museu do Azulejo, em Lisboa, no Museu Luís
de Camões, em Macau, no Museu de Olaria de Barcelos, no Museu da Câmara de Amakusa, no Japão, no Museu da Bienal de Vila Nova de Cerveira, no Museu Amadeu de Souza Cardoso, em Amarante, no Museu Municipal de Resende, bem como em colecções particulares e de outras instituições. Presidente do Júri da Bienal Internacional de Cerâmica de Aveiro 2017.
Sofia Beça
Artista ceramista, Sofia Beça é membro da Academia Internacional de Cerâmica. Desde 1997, tem desenvolvido uma carreira sólida a nível nacional e internacional, com exposições em museus e galerias de referência em Portugal, Espanha, Japão, Itália, Alemanha, Tunísia, China, entre outros países.
Stella Ivanova é ceramista e licenciada em Arquitetura pela Universidade Técnica de Lisboa. Desenvolveu a sua formação em cerâmica na ACAV (Aveiro), CEARTE (Coimbra), CENCAL (Caldas da Rainha), além de ter estudado com mestres particulares. O seu trabalho tem sido amplamente reconhecido, com publicações nas revistas Terrart e New Ceramics – The International Ceramics Magazine, e participações em várias bienais internacionais de cerâmica.
Carlos Enxuto
Nascido em 1963, Carlos Enxuto iniciou o seu contacto com a cerâmica desde jovem, explorando inicialmente a pintura, o desenho e a escultura. Em 1988, frequentou o CENCAL, nas Caldas da Rainha — um importante centro da cerâmica portuguesa e reconhecido pela UNESCO como Cidade Criativa. Estabeleceu o seu ateliê próprio em 1989 e, no ano seguinte, recebeu o prémio “Recuperação de Formas Tradicionais” no Concurso de Design Cerâmico das Caldas da Rainha.
Yola Vale
Yola Vale nasceu em Espinho, em 1975. Vive e trabalha na Sobreira Formosa.
Licenciada em Escultura, dedica-se à cerâmica contemporânea desde 2001 e é membro da AIC. Participa, regularmente, em simpósios e bienais internacionais de cerâmica, tendo já realizado diversas exposições individuais e coletivas, nomeadamente em Portugal, Espanha, Bélgica, Roménia, Coreia do Sul, Cuba, República Dominicana, Rússia, China e Letónia.
Ana + Betânia
Ana + Betânia são Ana Cruz e Maria de Betânia (n. 1983). Em 2007, depois de terminarem a sua licenciatura em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, começaram a trabalhar em escultura cerâmica ao abrigo do programa de investigação em cerâmica artística da instituição.
Tendo cada uma a sua expressão individual distinta, o início do seu trajeto artístico comum dá-se em 2012, enquanto bolseiras e artistas residentes no evento “Muel Cerámica Viva”, em Saragoça. Desde então, têm trabalhado em conjunto, numa vertente conceptual associada à técnica escultórica clássica.
Xana Monteiro
No universo da cerâmica, Xana destaca-se por contar histórias através do silêncio provocador das suas obras. Cada peça, escultura ou instalação é uma narrativa visual que evoca emoções e significados, conectando-se profundamente com a natureza e as experiências humanas, funcionando assim como janelas para universos íntimos, onde formas e texturas despertam sentimentos e lembranças.
A ceramista acredita que a arte deve provocar reflexão e diálogo, convidando os espectadores a envolverem-se com as suas obras. Assim, transforma a sua cerâmica numa comunicação poderosa, onde o silêncio se torna numa linguagem rica.
Heitor Figueiredo
Nasceu em Braga, em 1952. Estudou Cerâmica na Escola de Artes Decorativas e na Cooperativa Árvore, ambas no Porto. Estudou na Escola de Belas-Artes na mesma cidade. Realizou um estágio no CENCAL - Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica, nas Caldas da Rainha.
Em 2005, Heitor Figueiredo recebeu o Prémio Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro. O artista foi também um dos fundadores do Núcleo de Artes Visuais, em Aljustrel. Atualmente, é professor de arte e reside na aldeia de Cabeça Gorda, Beja
Na última Assembleia de Freguesia, no período destinado ao público, foi manifestada a vontade de ver criado na nossa freguesia, um espaço destinado a "Museu Etnográfico" , no sentido preservar e expor ao público o que resta do nosso rico património etnográfico histórico, que ao longo de décadas e décadas esteve presente na vida dos nossos pais, dos nossos avós e das gerações que os antecederam.
A cada dia que passa, assistimos, impávidos e serenos, à sua destruição! Para "desocupar", mobiliário, alfaias agrícolas, objectos, utensílios, documentos, fotografias e um sem número de pedaços da nossa história, são depositados nos caixotes do lixo, no contentor de Fontela ou queimados!
Pretendemos criar uma comissão para que se possa, ainda, recolher o pouco que ainda existe, o pouco que ainda resta desse nosso património histórico.
Oportunamente será dada informação com os nomes que integrarão essa comissão. Até lá, tentai ver aquilo que no sótão da vossa casa; na adega do vinho; na tarimba ou na esquina do barraco; no fundo de uma mala; pendurado numa parede ou colocado numa prateleira de um armário, podereis disponibilizar para dar vida ao que pretendemos fazer.
(As fotos que agora publico, são referentes às exposições que nos inícios da década de 2010 fiz na sede da Junta de Freguesia de Covas).