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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA: ESTAÇÃO ARQUEOLÓGICA DE SANTA MARTA DAS CORTIÇAS VAI SER MUSEALIZADA

Assinatura do protocolo de valorização, musealização e adequação à visita da Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças

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O Município de Braga procede amanhã à assinatura do protocolo de valorização, musealização e adequação à visita da Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças, em cerimónia que terá lugar na Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças.

O reconhecimento do valor histórico, cultural e científico da estação arqueológica de Santa Marta das Cortiças, a par da percepção do seu elevado potencial de valorização, motivou o Município de Braga, em parceria com a Junta de Freguesia de Esporões e o Conselho Económico da Paróquia de Esporões, a promover um projecto de estudo, conservação, valorização e divulgação da Estação Arqueológica de Santa Marta das Cortiças, concretizando-se deste modo, a garantia da sua conservação, o seu acesso público e a criação de condições para a sua integração no Roteiro Arqueológico de Braga.

A iniciativa contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.

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Nota Histórico-Artística

A segunda metade do século XIX assistiu, entre nós, a uma autêntica explosão de interesse pelas, então, denominadas antiguidades nacionaes, seguindo os trilhos desbravados além-fronteiras por insignes precursores dos estudos arqueológicos, antropológicos, etnográficos e etnológicos.

Com efeito, o conhecimento destas práticas, fosse indirectamente, através da bibliografia que chegava até ao país, fosse pela visão de algumas personalidades ou, ainda, pelo contacto directo mantido nestas esferas por parte de certas individualidades, investiu Portugal de estabelecimentos científicos que, apesar das polémicas nas quais foram pontualmente envolvidas, exerceram uma actividade fundamental para o desenvolvimento ulterior destas jovens disciplinas. Disso são bons exemplos, embora com graus de relevância assaz diferenciados, a Commissão dos Estudos Geológicos, a Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes, a Sociedade de Geographia de Lisboa e, por fim, o Muzeu Ethnographico Portuguez. Eram, contudo, organismos lisboetas. Não obstaram, porém, à formação de outros espaços culturais em importantes cidades portugueses, antes incentivando-as. Foi o que sucedeu em Guimarães, com a Sociedade Martins Sarmentos, da iniciativa do escritor, historiador e arqueólogo vimarenense Francisco Martins de Gouveia Morais Sarmento (1833-1899), a quem se devem algumas das descobertas mais notáveis da Arqueologia praticada ao tempo entre nós (veja-se o caso da Citânia de Briteiros), e com quem privaram individualidades que haveriam de prosseguir o seu caminho.

Foi o que sucedeu com Albano Belino (1863-1906), infatigável indagador do passado minhoto, em geral, e bracarense, em particular, enquanto se correspondia com personalidades marcantes dos estudos arqueológicos portugueses de finais de oitocentos, dos quais se destacava, sem dúvida, o nome de José Leite de Vasconcellos (1858-1941), mentor e primeiro director do actual Museu Nacional de Arqueologia, entre 1893 e 1929.

Deve-se-lhe, na verdade, o reconhecimento de várias estações arqueológicas datáveis da Idade do Ferro, nomeadamente castros - ou citânias -, temática bastante grata aos investigadores da época, quer por se enquadrar na linha geral de investigação conduzida noutros países sobre a expansão celta, quer por se revelar um meio de acentuar as particularidades da região nortenha ancoradas nesses tempos e nesses lugares.

Não surpreende, por conseguinte, que os castros povoassem desde então, tanto o imaginário colectivo da região, quanto o interesse intelectual de sucessivos investigadores, acabando por identificar exemplares desta tipologia arqueológica. Foi o caso, entre outros, da "Estação arqueológica de Santa Marta das Cortiças", localizada numa plataforma superior do Monte da Falparras.

Dotado de um sistema defensiva composto de três linhas de muralha erguidas com pedra solta de grande dimensões, o povoado possuía diversas estruturas habitacionais de planta predominantemente circular, na área interna definida pelo muralhado, elementos datáveis do primeiro momento de ocupação do sítio, ou seja, da Idade do Ferro.

Entretanto, as escavações arqueológicas conduzidas na estação já na década de cinquenta de novecentos permitiram localizar os alicerces de uma construção constituída por ábside semicircular e três naves, erguida entre os séculos V e VI d. C., enquanto o final dos anos setenta trouxe à luz do dia um número considerável de sepulturas romanas de incineração com bastante espólio associado, identificadas pelos investigadores nas proximidades deste mesmo edifício de tipo basilical. Uma realidade que reafirmava, no fundo, a possível reutilização deste espaço ao tempo da conquista romana, a julgar pelos materiais de construção recolhidos no local por A. Bellino, entre os quais tegulae - telhas rectangulares - e imbrex - telhas em forma de meia cana.

[AMartins]

Fonte e fotos: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

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MUNICÍPIO DE BRAGA APRESENTA PROJECTO FINAL DE ARQUITECTURA PARA A MUSEALIZAÇÃO DAS RUÍNAS DAS CARVALHEIRAS

Sábado, dia 22 de Maio, pelas 10h00, no Museu D. Diogo de Sousa

O Município de Braga procede à apresentação pública do projecto final de arquitectura para a musealização das ruínas arqueológicas da “Insulae das Carvalheiras”, que terá lugar amanhã, Sábado, dia 22 de Maio, pelas 10h00, no Museu D. Diogo de Sousa.

Pretende-se com esta acção, dar a conhecer, e discutir publicamente, o projecto final de arquitectura, promovido pelo Município de Braga, em colaboração com a Universidade do Minho, para a musealização/visitação, das ruínas arqueológicas “Insulae das Carvalheiras”, bem como dar a conhecer as alterações nele verificadas desde a sua primeira apresentação pública.

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MUNICÍPIO DE BRAGA LANÇA PROJECTO DE MUSEALIZAÇÃO DA ÁREA ARQUEOLÓGICA DAS CARVALHEIRAS

Investimento permitirá a valorização, musealização e adequação à visita do espaço

O Município de Braga prepara-se para lançar o projecto de execução para a Musealização da área arqueológica das Carvalheiras, cujo custo previsto ascende a 2 milhões e 700 mil euros. A proposta será analisada na próxima reunião do Executivo Municipal, que se realiza dia 3 de Maio. O prazo previsível de execução da obra é de 18 meses.

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O conjunto arqueológico das Carvalheiras, classificado como Imóvel de Interesse Público, constitui uma das mais originais e maiores áreas com ruínas romanas da cidade, oferecendo um elevado potencial histórico, científico e cultural na promoção de Braga e do País.

Desde 2018 que o Município a Universidade do Minho têm conjugado esforços para a elaboração deste projecto, que resulta do empenho conjunto de ambas as entidades e permitirá a valorização, musealização e adequação à visita da referida área arqueológica, com criação de um centro interpretativo e de um parque verde na área envolvente para usufruto qualificado do espaço pelos cidadãos e desenvolvimento de actividades culturais e de lazer.

Como salienta Miguel Bandeira, vereador do Município de Braga, a Cidade ´passará a dispor de uma ampla área patrimonial musealizada e aberta ao público, que constituirá um equipamento de grande valor histórico e cultural, verdadeiramente emblemático da origem romana de Braga, capaz de ajudar a reforçar a sua identidade e a diferenciar a oferta cultural da Cidade´.

O sítio arqueológico das Carvalheiras é o único quarteirão romano completamente escavado da antiga Bracara Augusta, sendo o seu valor inegável para entender o urbanismo romano da antiga Cidade. A Universidade do Minho realizou um exaustivo trabalho de investigação e interpretação dos achados arqueológicos deste local, com coordenação científica de Manuela Martins.

A intervenção permitirá a sua recuperação integral para utilização como lugar privilegiado de visita do passado romano da cidade, complementando a narrativa e os itinerários com outros lugares da mesma época que hoje já se podem visitar: entre outros, a Fonte do Ídolo, as Termas Romanas ou o Museu Arqueológico D. Diogo de Sousa.

O projecto de musealização das Carvalheiras vai propiciar uma verdadeira viagem no tempo, através de uma experiência interactiva alicerçada nas media arts, com a entrada num Centro Interpretativo que terá uma dimensão moderna e tecnológica e com um percurso até ao interior deste espaço que constitui um importantíssimo legado romano.

A REDE MUSEOLÓGICA DEDICADA À EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

O desígnio e imperativo de valorização do conhecimento da história da emigração portuguesa têm impelido, nos últimos anos, o poder político a procurar incrementar uma estratégia cultural capaz de aglutinar os espaços museológicos ligados ao fenómeno migratório que se encontram disseminados pelo território nacional.

Esta estratégia cultural ganhou recentemente um novo e decisivo impulso, através da apresentação por parte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, liderada por Berta Nunes, de um projeto que visa a criação de uma rede museológica digital dedicada à emigração lusa.

Uma rede museológica, cuja principal ambição passa por ligar a história da diáspora portuguesa e suas vias de acesso, via digital e num itinerário real, fisicamente implantado, apto a reconhecer os diferentes fluxos migratórios e capaz de atrair o interesse pelo país e suas gentes. Na esteira das palavras de Luís Castro Mendes, embaixador e antigo ministro da Cultura que preside ao conselho de consultores deste projeto, pretende-se deste modo fomentar “uma rede entre espaços museológicos, com vantagens em relação a um museu que concentrasse tudo”.

Precursora de uma visão museológica desconcentrada, esta rede museológica passará, através da dinamização de uma plataforma online, a disponibilizar assim os acervos do Museu das Migrações e das Comunidades, sediado em Fafe, do Espaço Memória e Fronteira, localizado em Melgaço, e do Museu da Emigração Açoriana, instalado na Ribeira Grande. E depois de estruturada, abarcará ainda projetos e instituições como o Cais da Língua e das Migrações, em Matosinhos, o Museu Português da Migração, no Sabugal, o Espaço Memória e Fronteira, no Fundão, e o Museu do Salto, em Vilar Formoso.

Esta plataforma, que passará a ligar os espólios que em Portugal contam a história da emigração portuguesa, pode e deve aglutinar ainda espaços museológicos que têm sido construídos ao longo das últimas décadas por portugueses no estrangeiro. Como, por exemplo, a Galeria dos Pioneiros Portugueses, em Toronto, impulsionada no presente pelo comendador Manuel DaCosta, e que se dedica à dinamização do legado dos pioneiros da emigração portuguesa para o Canadá; o Museu da Imigração, em Lausanne, na Suíça, criado pelo português Ernesto Ricou, e que nesta altura procura novo local; o Museu Etnográfico Português em Sydney, na Austrália, que tem procurado manter viva a identidade cultural da comunidade luso-australiana; ou o Museu Histórico Português em São José, Califórnia, dedicado às tradições lusas, em especial religiosas, neste estado norte-americano.

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O historiador Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, acompanhado em 2016 do comendador Manuel DaCosta (dir.) na Galeria dos Pioneiros Portugueses, em Toronto, no âmbito de uma conferência sobre a Emigração Portuguesa

Estes espaços museológicos, e outros que se encontram ou possam vir a ser projetados na pátria de origem ou de acolhimento dos portugueses espalhados pelo mundo, são uma indubitável mais-valia na perpetuação da memória da emigração lusa, e fundamentais para a prossecução da missão descentralizada e polinuclear da vindoura rede museológica.

Como menciona Maria Beatriz Rocha-Trindade, uma das consultoras de referência deste projeto, no artigo Museus de Migrações – Porquê e para quem?, um “museu é, antes de tudo, um instrumento de educação e de difusão cultural destinado a criar referências, visíveis e concretas, que ultrapassem o fluir do tempo. Tanto os centros de pesquisa, que em regra os integram ou lhe estão associados, como os acervos que vão sendo constituídos produzem registos para memória futura”.

PONTE DE LIMA: MUSEU DOS TERCEIROS NA REDE PORTUGUESA DE MUSEUS

O Museu dos Terceiros já faz parte da Rede Portuguesa de Museus, tendo sido aprovada a sua credenciação através do despacho nº 3533/2021, assinado pela Ministra da Cultura, Graça Fonseca, e publicado no Diário da República a 5 de abril de 2021.

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Instalada no conjunto arquitetónico formado pelo antigo Convento de Santo António dos Capuchos e pelo edifício da Ordem Terceira de São Francisco, a mais antiga instituição museológica de Ponte de Lima tem à sua guarda um notável património religioso, que tem vindo a proteger, recuperar, estudar e valorizar, contribuindo igualmente para a divulgação e conhecimento do acervo sacro existente nas diversas freguesias do concelho de Ponte de Lima.

A adesão à Rede Portuguesa de Museus (RPM), organização que reúne já mais de 150 museus, é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Museu, mormente no que toca ao cumprimento cabal das funções museológicas, que vão desde o inventário e a investigação até à conservação, divulgação e valorização do património, funções essas que são depois exponenciadas sobretudo através dos serviços educativos e das exposições temporárias, dirigidos às escolas e à comunidade em geral.

O culminar deste processo de credenciação funciona também como um poderoso estímulo para o Município de Ponte de Lima e para o Instituto Limiano, entidades que tutelam o Museu, assim como para os que aí trabalham diariamente, no sentido de continuar a lutar pela preservação e valorização do património histórico de Portugal e de Ponte de Lima.

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PONTE DE LIMA: MUSEU DOS TERCEIROS INTEGRA REDE PORTUGUESA DE MUSEUS

Rede Portuguesa de Museus integra mais três museus

O Museu dos Terceiros, em Ponte de Lima, o Museu Municipal de Vidigueira, em Beja, e o Museu de Neorrealismo, em Lisboa, passam a integrar a Rede Portuguesa de Museus.

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A Rede Portuguesa de Museus, que atualmente é constituída por 156 estruturas, passa a integrar mais três museus, uma vez que “preenchem os requisitos legais e reúnem todas as condições”.

Museu dos Terceiros, em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, foi inaugurado em 1977. É constituído pela Igreja de Santo António dos Frades, pela Igreja da Ordem Terceira de São Francisco e edifícios anexos, e o seu acervo reúne, preserva e expõe parte do espólio de arte sacra existente em Ponte de Lima. Na década de 1980, foi criado um espaço expositivo com peças arqueológicas, proveniente de escavações efetuadas no concelho de Ponte de Lima e arredores. 

O Museu Municipal de Vidigueira, no distrito de Beja, está instalado no edifício da antiga Escola Primária Vasco da Gama, remodelada e adaptada a espaço museológico, e possui dois núcleos temáticos. Um deles contém retratada a história do ensino primário no concelho, desde a inauguração do edifício da escola, em 1884, até ao final da sua utilização como estabelecimento de ensino, em 1991; o segundo núcleo dá uma visão da evolução económica da região a partir dos anos 1930, através de uma coleção etnográfica sobre ofícios, comércio e agricultura.

O Museu do Neorrealismo, localizado em Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, foi criado em 1990 a partir da atividade de um Centro de Documentação sobre o movimento neorrealista português. Ativo em torno da área arquivística e bibliográfica, este museu enriqueceu e diversificou o seu património com um conjunto de coleções museológicas, com destaque para espólios literários e editoriais, arquivos documentais impressos e audiovisuais, acervos iconográficos, obras de arte, bibliotecas particulares e uma biblioteca especializada na temática neorrealista.

De acordo com o plano de desconfinamento em curso, esta segunda-feira reabrem os museus, monumentos, palácios, galerias de arte e espaços similares.

Fonte: https://www.esquerda.net/

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ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE MUSEOLOGIA DISTINGUE MUSEUS DE FAMALICÃO

A Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão foi distinguida pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), com dois prémios e uma menção honrosa, no âmbito da 25ª edição da Cerimónia dos Prémios APOM, que se realizou na semana passada, em formato online.

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A Fundação Cupertino de Miranda foi contemplada com dois prémios nas categorias de Prémio Incorporação com o conjunto de 47 obras de Isabel Meyrelles e na categoria de Prémio Catálogo com a publicação do catálogo "Cruzeiro Seixas – Ao longo do longo caminho" .

O Roteiro “Famalicão Turismo Industrial”, que agrega três unidades museológicas da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão - Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu do Automóvel e Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado - recebeu uma Menção Honrosa na categoria Informação Turística.

Em tempos atipicos marcados pela pandemia, a Cerimónia dos Prémios APOM, decorreu numa edição online, mas que, nem por isso, deixou de celebrar o que de melhor se faz Portugal nos Museus e pelos seus profissionais.

Refira-se que a edição deste ano contou com 208 candidaturas, envolvendo instituições de Portugal Continental e Regiões Autónomas. Assumiu também uma vertente marcadamente internacional, reconhecendo a excelência de projetos de exposição e divulgação cultural de Portugal no estrangeiro.

O Prémio Museu do Ano, o mais alto galardão da APOM, foi atribuído ao Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s Madeira.

Refira-se que a Associação Portuguesa de Museologia foi fundada em 1965 com o objetivo de servir a comunidade de profissionais de museus Portugueses. Foi a primeira organização profissional ligada aos Museus a ser fundada em Portugal. Hoje conta com cerca de duzentos sócios individuais e uma dezena de sócios institucionais.

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A MEMÓRIA DA EMIGRAÇÃO NOS ESPAÇOS MUSEOLÓGICOS DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

A dimensão e impacto da emigração no país, nas palavras abalizadas de Vitorino Magalhães Godinho, uma “constante estrutural” da demografia portuguesa, têm impelido a construção nas últimas décadas, no seio dos territórios municipais, de vários núcleos museológicos dedicados à salvaguarda da memória do processo histórico do fenómeno migratório nacional.

É o caso, por exemplo, do Museu das Migrações e das Comunidades, sediado em Fafe, o Espaço Memória e Fronteira, localizado em Melgaço, e do Museu da Emigração Açoriana, instalado na Ribeira Grande, que têm prestado um serviço público de grande relevância na dinamização da memória da emigração portuguesa.

A grande relevância do fenómeno migratório nacional e a importante função destes núcleos museológicos locais concorrem diretamente para que o projeto do futuro Museu Nacional da Emigração, cuja criação foi aprovada, como recomendação, pela Assembleia da República, a 27 de outubro de 2017, e cuja construção que teima em não sair do papel está prevista desde 2018 em Matosinhos, pressuponha uma estratégia cultural em rede.

Uma vindoura estratégia cultural em rede que não pode olvidar a existência de outros relevantes espaços museológicos que têm sido construídos ao longo dos últimos anos por portugueses no estrangeiro, comummente figuras gradas das comunidades lusas, e que tal como no território nacional desempenham um papel valioso na perpetuação da memória da emigração portuguesa.

É o caso, por exemplo, da Galeria dos Pioneiros Portugueses, um espaço museológico em Toronto, impulsionado no presente pelo comendador Manuel DaCosta, um dos mais ativos e beneméritos empresários luso-canadianos, que se dedica à dinamização do legado dos pioneiros da emigração portuguesa para o Canadá. Nação da América do Norte onde vive e trabalha uma das maiores comunidades de emigrantes portugueses, e que se destaca atualmente pela sua perfeita integração, inegável empreendedorismo e relevante papel económico e sociopolítico.

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O historiador Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, acompanhado em 2016 do comendador Manuel DaCosta (dir.) na Galeria dos Pioneiros Portugueses, no âmbito de uma conferência sobre a Emigração Portuguesa

 

Ainda na esteira museológica sobre o fenómeno migratório no seio das comunidades lusas destaca-se o Museu da Imigração, em Lausanne, na Suíça, um dos principais destinos da emigração portuguesa, como comprovam os mais de 200 mil lusos que vivem e trabalham no território helvético. Fundado em 2005 pelo português Ernesto Ricou, artista plástico e professor de História de Arte reformado, o Museu da Imigração, considerado o mais pequeno da Suíça, procura desde então salvaguardar as memórias ligadas à migração.

Na mesma linha, sobressai desde o final do séc. XX o Museu Etnográfico Português em Sydney, na Austrália, inaugurado por um grupo de voluntários que têm procurado manter viva a identidade cultural da comunidade luso-australiana, cujas raízes remontam à segunda metade do séc. XX, e que é constituída atualmente por cerca de 55 mil portugueses disseminados por metrópoles como Perth, Melbourne ou Sydney.

Estes exemplos museológicos, e outros que se encontram ou possam vir a ser projetados no seio das comunidades lusas espalhadas pelos quatro cantos do mundo, enquanto valiosos espaços de perpetuação da memória e das histórias da emigração portuguesa, merecem a admiração e reconhecimento do país, e não podem deixar de integrar o trabalho em rede do futuro Museu Nacional da Emigração.

ARCOS DE VALDEVEZ: MUSEU DA ÁGUA AO AR LIVRE É EXEMPLO DE BOAS PRÁTICAS

Comissão Europeia elege projeto do Museu da Água ao Ar Livre como exemplo de boas práticas

A Comissão Europeia, através da DG REGIO, encontra-se a promover no seu website oficial, um conjunto de projetos apoiados pelos Fundos Comunitários.

Foi com grande satisfação que a Câmara Municipal recebeu a notícia de que o Projeto “Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez”, apoiado através do Norte 2020, já integra o portfólio da plataforma eletrónica da DG REGIO, como um exemplo de boas práticas.

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Segundo a Comissão Europeia o projeto do Museu da Água ao ar Livre destaca-se por ter contribuído “para a promoção do património natural, arquitetónico e cultural associado ao rio Vez na Região Norte de Portugal. Através do mesmo foi possível criar um percurso ao longo do Rio Vez e vários pontos de observação a partir dos quais o visitante pode observar a flora e a fauna nativas.”

De referir que este Museu é único no país e reforça, renova e amplia o papel de Arcos de Valdevez como porta da mais importante Reserva da Biosfera, declarada pela Unesco, existente no noroeste peninsular – o Parque Nacional Peneda-Gerês /Parque Transfronteiriço Gerês/Xurés.

Com a criação do museu, o município pretendeu potenciar o aumento do número de visitantes, dinamizando o alojamento, a restauração, a animação turística e as empresas de prestação de serviços ligadas ao ambiente e ao comércio.

A primeira fase do Museu da Água ao ar livre centra-se no troço do rio Vez, situado entre a foz do rio Vez, na freguesia de Souto, e a freguesia de Vilela, e pretende promover o património ambiental (flora e fauna), arquitetónico e etnográfico associado ao Rio Vez e seus afluentes.

Além da sinalização do património construído nas margens, o museu inclui, ao longo do trajeto, painéis informativos sobre a fauna, flora e ecologia do ecossistema ribeirinho, bem como do seu património construído e da sua história. Estes painéis têm código Qr para que se possa aceder a mais informação no site do Museu da Água em http://museudaagua.arcosdevaldevez.pt/ .

Disponibiliza observatórios para conhecer ‘in loco’ a fauna que habita neste ecossistema ribeirinho.

Dotado de um equipamento multimédia, o Fluvivez – Centro de Informação e acolhimento tem como missão dar a conhecer aos visitantes a história do rio e desafiá-los a conhecer, no terreno, o seu património. O museu completa-se com dois postos, em Sabadim e Santar, para apoiar atividades de educação ambiental.

A Operação “NORTE-04-2114-FEDER-000382 - Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez”, foi cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional NORTE2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4 - Qualidade Ambiental e contou com um Investimento Elegível de 345.071,33 € e Comparticipação Comunitária de 293.310,63 €.

FAMALICÃO ASSINALA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS COM PROGRAMA ONLINE DE VÁRIOS DIAS

Rede de Museus de Famalicão e Fundação Serralves debatem diversidade e inclusão nas instituições culturais

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O município de Vila Nova de Famalicão vai assinalar o Dia Internacional dos Museus, que se celebra a 18 de maio, com o tema “Museus para a igualdade: diversidade e inclusão”, com uma programação online a partir do facebook da Rede de Museus (@rededemuseusdevilanovadefamalicao). São duas dezenas de atividades a decorrer a partir das diversas estruturas museológicas, entre 15 e 18 de maio, e que incluem por exemplo um debate, música, cinema, oficinas, visitas guiadas, etc.

O programa fica marcado pelo debate promovido pela Rede de Museus de Famalicão em parceria com a Fundação de Serralves, logo a abrir o programa, na sexta-feira, dia 15, pelas 17h00, difundido através da plataforma online Zoom.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que decorrem da resolução da Organização das Nações Unidas, intitulada “Transformar o nosso mundo: Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável” e que foi aprovada por unanimidade por 193 estados-membros dá o mote para o debate intitulado “Agenda 2030 e instituições culturais: diversidade e inclusão”. Os convidados são Alexandra Serra, investigadora da FPCE–UP, António Gouveia, diretor do parque de Serralves e Ricardo Nicolau, adjunto do diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Para moderar o debate estará Francisco Jorge, Chefe da Divisão de Planeamento Estratégico, Economia e Internacionalização do Município de Vila Nova de Famalicão.

A participação e acesso ao debate são gratuitos, no entanto, é obrigatório fazer a inscrição enviando um email para rededemuseus@famalicao.pt.

Com esta iniciativa pretende-se incentivar um envolvimento mais ativo por parte das instituições culturais e contribuir para a promoção da adoção de valores, comportamentos e atitudes que, a nível local, procurem responder a problemas globais.

Para além do debate, destaque ainda para um conjunto de atividades como o concerto da fadista “Madur” “Vem de expresso”, no Museu Ferroviário, as oficinas da Casa de Camilo “Casa de Papel”, do Museu da Industria Têxtil “Estampar Emoções” e da Fundação Cupertino de Miranda “Faz a tua exposição”. Mas este ano há também novamente “Noite no Museu” Bernardino Machado, com uma visita guiada pelo Palacete Barão da Trovisqueira, em direto.

Em concordância com o tema proposto para o Dia Internacional dos Museus 2020, “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão”, as atividades do Museu Ferroviário contarão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Também a atividade “Musear por Vila Nova de Famalicão” que decorre no dia 18, pelas 10h30 e pelas 15h30, e apresenta os doze museus da Rede, seguindo dois percursos, estará disponível em inglês.

O programa completo está disponível no portal do município em www.famalicao.pt.

Refira-se que Vila Nova de Famalicão celebra o Dia Internacional dos Museus desde 2009. Desde a sua criação em 2012, a Rede de Museus é responsável pela organização do Dia Internacional dos Museus e da Noite Europeia dos Museus promovendo anualmente programas diversificados nas 12 unidades museológicas que a compõem.

Em 2019, as comemorações em Vila Nova de Famalicão realizaram-se entre 16 e 19 de maio, promovendo 72 atividades com um alcance de cerca de 5 061 participantes.

Em 2020, no atual contexto de Pandemia, e de portas fechadas, a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão desenvolveu o programa online comemorativo, a partir do facebook da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão.

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MORREU O ETNÓLOGO VIANENSE BENJAMIM PEREIRA

O ano começa com a triste notícia da morte de Benjamim Pereira (1928-2020).

Benjamim foi uma figura fundamental da etnografia portuguesa. Colaborou com Jorge Dias, Ernesto Veiga de Oliveira e Fernando Galhano num gigantesco levantamento da cultura material portuguesa, que levou à criação do Museu Nacional de Etnologia. Depois seguiu-se um percurso que deixou pegadas fundas em todo país: Centro Cultural Raiano (Idanha a Nova), Museu Regional de Paredes de Coura, Museu Rural de Boticas, Museu Tavares Proença Júnior - Galeria de têxteis tradicionais (Castelo Branco), Museu da Luz, Museu do Canteiro (Alcains) ou no Museu do Traje de Viana, nomeadamente no Núcleo Museológico das actividades agro-marítimas, de Carreço, a sua terra.

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O que hoje lembro é o privilégio de ter trabalhado com ele em Viana, no Museu do Traje, e de ter beneficiado da sua imensa sabedoria e da generosidade e gosto com que a partilhava. Quem falou com ele dificilmente esquecerá o "Sabes menino...", acompanhado de um gesto elegante, com que começava as suas frases.

Sentirei também uma falta tremenda da força, da exigência de rigor e do entusiasmo com que sempre me contagiava.

O enterro será amanhã, sexta-feira, às 15 horas, em Carreço, onde o corpo estará a partir de hoje à tarde.

João Alpuim Botelho

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REDE DE MUSEUS DE FAMALICÃO DEFINE MISSÃO E ABRAÇA NOVOS DESAFIOS

Lançado o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”

No arranque de uma nova década, a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que integra doze estruturas museológicas do concelho, deu à estampa o livro “Definir a Missão… da necessidade ao desafio”, lançado em colaboração com o Citcem (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória); a Fundação para a Ciência e a Tecnologia; a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a associação Acesso Cultura.

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O livro que promove a reflexão sobre o papel que cada museu desempenha, a sua missão e os seus desafios para o futuro, coloca a Rede de Museus de Famalicão no centro do debate nacional e internacional sobre “Ser Museu no Século XXI”.

Ao longo de mais de 60 páginas é dada a palavra aos doze museus que integram rede, incluindo a visão de cada um, a missão, cinco objetivos, cinco ações e as palavras que inspiram as equipas de cada entidade.

O técnico especialista no Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Joaquim Jorge, que apresentou o livro, congratulou o município de Famalicão, “que tem uma Rede de Museus que fez um trabalho importante, que o divulga e publica em livro, disponibilizando também em inglês e colocando-o online, acessível a todos.” Para o responsável, este livro representa “o materializar de um trabalho extenso e profundo concretizado pelos museus de Famalicão”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, “este livro é base de um trabalho ambicioso por parte da nossa Rede de Museus, um trabalho que reflete a cooperação e partilha de experiências das várias estruturas, e que pretende posicionar a rede no panorama museológico nacional”.

O livro é uma edição da Câmara Municipal de Famalicão, sendo o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”, destinada a profissionais de museus e público em geral, onde se partilham diversos temas da museologia no território. Uma publicação, bilingue e adaptada para linguagem clara, está disponível online em www.famalicao.pt.

Refira-se que a apresentação da publicação decorreu no âmbito da comemoração do sétimo aniversário da Rede de Museus de Famalicão, que aconteceu em finais de novembro, integrando o debate “Ser Museu no Século XXI!”

A Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão é constituída por doze unidades museológicas – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem, como o caso dos Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que se iniciaram em 2016.

MUSEUS DEBATERAM EM FAMALICÃO OS NOVOS DESAFIOS DO SÉCULO XXI

IV Encontros da Rede realizaram-se no Museu Nacional Ferroviário de Lousado e reuniram mais de uma centena de participantes

“Como podem os Museus tornar-se mais relevantes para a sociedade de forma a que os cidadãos encontrem significado naquilo que o museu faz, na razão porque o faz e naquilo que apresenta ao público”. Este é para a representante da Acesso Cultura, Maria Vlachou, o maior desafio dos museus na atualidade. A responsável foi a moderadora do debate “Ser Museu no Séc. XXI”, que reuniu esta terça-feira, em Vila Nova de Famalicão, mais de cem participantes, com representantes de estruturas museológicas de todo o país.

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A iniciativa inseriu-se no âmbito dos IV Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que decorreu no Museu Nacional Ferroviário de Lousado e que contou ainda com o lançamento do livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”, apresentado por Joaquim Jorge, Técnico especialista no Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do património Cultural. Para o responsável, este livro representa “o materializar de um trabalho extenso e profundo concretizado pelos museus de Famalicão”.

Presente na iniciativa o vereador da Cultura e Educação do município, Leonel Rocha, destacou “o trabalho que está a ser desenvolvido pela Rede de Museus de Famalicão, refletindo sobre o caminho que deve ser percorrido por estas estruturas no presente e no futuro”. “Um Museu é uma escola, que ensina, que oferece conhecimento aos seus públicos, que nos enriquece”, referiu o autarca.

No debate, a investigadora da Universidade de Évora, Ana Carvalho, a responsável da Direção-Geral do Património Cultural, Clara Camacho, a representante do Mapa das Ideias, Inês Câmara e a museóloga Rita Pires dos Santos refletiram sobre a nova definição de museu proposta pelo ICOM (Conselho Internacional dos Museus). A conversa foi moderada por Maria Vlachou da associação Acesso Cultura.

Os encontros marcaram o sétimo aniversário da Rede de Museus que foi constituída a 26 de novembro de 2012.

Refira-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão é constituída por doze unidades museológicas – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem, como o caso dos Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que se iniciaram em 2016.

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FAMALICÃO POSSUI MUSEU DO AUTOMÓVEL ANTIGO COM CENTRO DE FORMAÇÃO DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE AUTOMOBILISMO E KARTING

“Centro de Formação Permanente para Extração” entra em funcionamento em 2020

A partir do próximo ano, o Museu do Automóvel Antigo e Clássico de Vila Nova de Famalicão vai contar com um “Centro de Formação Permanente para Extração” criado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), com ações de formação sobre os procedimentos de socorro necessários para a retirada de pilotos e co-pilotos do interior de veículos de alta competição acidentados.

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A criação desta estrutura no museu famalicense foi aprovada no final da semana passada na Assembleia Geral da FPAK.

Estas ações serão coordenadas e desenvolvidas por elementos acreditados pela Federação Internacional do Automóvel, com foco inicial nos associados FPAK e nas equipas de Associações Humanitárias.

Este Centro de Formação contará com componente teórica e prática, recorrendo a três modelos de cockpit utilizados nos diversos campeonatos do desporto automóvel.

Recorde-se que o Museu do Automóvel Antigo e Clássico está instalado em Famalicão, mais concretamente no Lago Discount, em Ribeirão, desde setembro de 2013.

Integra a Rede de Museus de Famalicão e é ponto de passagem obrigatória para colecionadores e admiradores da indústria automóvel. Tem patente um espólio de grande riqueza constituído por cerca de uma centena de carros e motas antigas e que acompanha a evolução do design automóvel ao longo do século XX. O Museu do Automóvel Antigo e Clássico tem associada uma Escola de Restauro Automóvel, um projeto de formação profissional inovador que junta o museu e a Escola Profissional CIOR e uma Escola de Educação Rodoviária vocacionada para o ensino dos mais jovens.

REDE DE MUSEUS DE FAMALICÃO DEBATE "SER MUSEU NO SÉCULO XXI" E LANÇA LIVRO

IV Encontros da Rede realizam-se hoje, no Museu Nacional Ferroviário de Lousado

No dia em que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão comemora sete anos de existência – foi constituída a 26 de novembro de 2012 – lança o debate sobre o que é “Ser Museu no Séc. XXI”! Trata-se do IV Encontro da Rede de Museus que decorre esta terça-feira, a partir das 14h30, no Museu Nacional Ferroviário de Lousado. A cerimónia de abertura do evento conta com a presença do vereador da Educação e Cultura, Leonel Rocha.

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O que é um Museu no XXI? Quais são os seus desafios? O que procura o seu público? Como responde às demandas da contemporaneidade, da tecnologia, da globalização? Estas são algumas das questões a que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão pretende dar resposta.

A iniciativa arranca com o debate “Ser Museu no século XXI” e culmina com a apresentação do livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”, é de entrada livre, sujeita a inscrição prévia através do mail rededemuseus@famalicao.pt.

No debate, a investigadora da Universidade de Évora, Ana Carvalho, a responsável da Direção-Geral do Património Cultural, Clara Camacho, a representante do Mapa das Ideias, Inês Câmara e a museóloga Rita Pires dos Santos irão refletir sobre a nova definição de museu proposta pelo ICOM (Conselho Internacional dos Museus). A conversa serás moderada por Maria Vlachou da associação Acesso Cultura.

No final da sessão, o técnico especialista no Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural – Ministério da Cultura, Joaquim Jorge irá apresentar o livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”. Este livro é o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”, coordenada pela Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão, destinada a profissionais de museus e público em geral, onde se partilham diversos temas da museologia no território.

Esta publicação, bilingue e adaptada para linguagem clara, estará disponível em versão impressa e acessível gratuitamente online.

Os IV Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão têm como objetivo refletir sobre o papel que cada museu desempenha, a sua missão e os desafios para o futuro que enfrenta no território onde está inserido.

Refira-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão nasceu em 2012 e é constituída por doze unidades museológicas – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem, como o caso dos Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que se iniciaram em 2016.

REDE DE MUSEU DE FAMALICÃO DEBATE "SER MUSEU NO SÉCULO XXI" E LANÇA LIVRO

IV Encontros da Rede realiza-se dia 26 de novembro, no Museu Nacional Ferroviário de Lousado

O que é um Museu no XXI? Quais são os seus desafios? O que procura o seu público? Como responde às demandas da contemporaneidade, da tecnologia, da globalização? Estas são algumas das questões a que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão pretende dar resposta no próximo dia 26 de novembro, no Museu Nacional Ferroviário de Lousado, no decorrer do IV Encontro da Rede.

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A iniciativa que vai decorrer a partir das 14h30 com o debate “Ser Museu no século XXI” e culmina com a apresentação do livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”, é de entrada livre, sujeita a inscrição prévia através do mail rededemuseus@famalicao.pt.

No debate, a investigadora da Universidade de Évora, Ana Carvalho, a responsável da Direção-Geral do Património Cultural, Clara Camacho, a representante do Mapa das Ideias, Inês Câmara e a museóloga Rita Pires dos Santos irão refletir sobre a nova definição de museu proposta pelo ICOM (Conselho Internacional dos Museus). A conversa serás moderada por Maria Vlachou da associação Acesso Cultura.

No final da sessão, o técnico especialista no Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural – Ministério da Cultura, Joaquim Jorge irá apresentar o livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”. Este livro é o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”, coordenada pela Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão, destinada a profissionais de museus e público em geral, onde se partilham diversos temas da museologia no território.

Esta publicação, bilingue e adaptada para linguagem clara, estará disponível em versão impressa e acessível gratuitamente online.

Os IV Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão têm como objetivo refletir sobre o papel que cada museu desempenha, a sua missão e os desafios para o futuro que enfrenta no território onde está inserido.

Refira-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão nasceu em 2012 e é constituída por doze unidades museológicas – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem, como o caso dos Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que se iniciaram em 2016.

ARCOS DE VALDEVEZ VAI CRIAR GEOSSÍTIOS

"Rochas que contam Histórias": Projeto para criação de Geossítios no valor de 184.000,0 euros

A Câmara Municipal aprovou, no âmbito do projeto “Rochas que Contam Histórias – valorização do património geológico e geomorfológico arcuense”, a abertura de procedimento concursal, pelo valor base de 184.000,0 euros, para a aquisição da conceção, execução e colocação de conteúdos para a sensibilização e educação ambiental sobre o património geológico e geomorfológico e a sua relação com a fauna, flora e a paisagem, suportados num conjunto de ferramentas, designadamente uma unidade interativa tridimensional; um posto Interativo táctil; painéis interpretativos para colocação exterior, os quais Incorporarão conteúdos interpretativos dos geossítios localizados nos espaços classificados, transmitidos de modo simples e acessível para o público; placas Sinalizadoras para orientar a visitação e orientar as ações de sensibilização e educação ambiental desenvolvidas nas áreas classificadas; estruturas para colocação de código QR para colocação ao longo de percursos ou junto dos geossítios que permitam fornecer informação mais detalhada sobre os geossítios mas também sobre o restante património natural; aplicação Móvel (App); um Portal de internet, dedicada à geodiversidade e ao património geológico e a sua interligação com os habitats a fauna e a flora das áreas classificadas no Município dos Arcos de Valdevez.

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O projeto “Rochas que Contam Histórias” visa tornar uma área de Arcos de Valdevez num grande centro interpretativo onde se vão identificar e interpretar um conjunto diverso de valores naturais com destaque para a geologia e geomorfologia e a sua relação com os restantes valores naturais ali presentes e que é suporte de um conjunto de habitats e de espécimes da fauna e da flora, alguns dos quais protegidos. Trata-se, portanto, de criar condições “in loco” para que a comunidade infantojuvenil e o público em geral possam conhecer os aspetos naturais do seu território, os aprenda a interpretar e desta forma adquira uma maior consciencialização para a proteção da natureza.

Com o projeto também se pretende promover a articulação entre o uso eficiente dos recursos naturais e as atividades socioeconômicas com estímulos para o contributo destas para a conservação, gestão, ordenamento e conhecimento da biodiversidade, dos ecossistemas e dos recursos geológicos.

A Operação “POSEUR-03-2215-FC-000059 - Rochas que Contam Histórias - Arcos de Valdevez”, é cofinanciada pelo FC, Programa Operacional POSEUR, Portugal2020, Eixo III - Proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos e conta com um Investimento Elegível de 342.555,00 € e Comparticipação Comunitária de 291.171,75 €.

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ARCOS DE VALDEVEZ INAUGURA MUSEU DA ÁGUA AO AR LIVRE, EXEMPLAR ÚNICO EM TODO O PAÍS

Arcos de Valdevez com Museu da Água ao Ar Livre único no país. Símbolo do Museu é o melro d’água, um bioindicador da qualidade do ecossistema fluvial

A Câmara Municipal procedeu no passado sábado, dia 1 de junho, à abertura oficial do Museu da Água ao Ar livre do Rio Vez, o qual tem no edifício Fluvivez o seu ponto de Informação e acolhimento ao visitante.

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Para o Presidente da Câmara Municipal este foi um momento de grande importância para o concelho que vê a sua fauna, flora e património cada vez mais valorizados. “Este Museu é único no país e reforça, renova e amplia o papel de Arcos de Valdevez como porta da mais importante Reserva da Biosfera, declarada pela Unesco, existente no noroeste peninsular – o Parque Nacional Peneda-Gerês /Parque Transfronteiriço Gerês/Xurés”, referiu João Esteves.

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Com a sua criação “pretendeu-se preservar o mais possível as condições naturais do território e as marcas da atividade humana que, durante séculos, soube, de uma forma equilibrada, tirar partido da água e dos ecossistemas que lhe estão associados, transformando este vasto património em pilar do desenvolvimento socioeconómico do concelho”.

“No fundo a Autarquia está a valorizar e enfatizar aquilo que estava ao nosso redor através da recuperação dos açudes, levadas e moinhos, bem como a colocar sinalética e informação sobre os ecossistemas”, atestou.

Pedro Gomes, professor da Universidade do Minho e responsável da equipa técnica que concebeu o edifício de receção do Museu da Água, afirmou que este “contribui para um melhor conhecimento de um dos poucos rios selvagens em Portugal que se apresenta em boas condições ambientais” e deu ainda um conselho a quem tem por hábito fazer a ecovia “não se preocupem tanto em fazer quilómetros mas sim em apreciar a beleza natural e riqueza do percurso”.

A primeira fase do Museu da Água ao ar livre centra-se no troço do rio Vez, situado entre a foz do rio Vez, na freguesia de Souto, e a freguesia de Vilela, e pretende promover o património ambiental (flora e fauna), arquitetónico e etnográfico associado ao Rio Vez e seus afluentes.

Além da sinalização do património construído nas margens, o museu inclui, ao longo do trajeto, painéis informativos sobre a fauna, flora e ecologia do ecossistema ribeirinho, bem como do seu património construído e da sua história.

Foram intervencionados açudes ao abrigo do projeto museológico, recuperando uma das suas funcionalidades, ou seja, diminuir a energia da corrente do rio, minimizando deste modo o poder erosivo sobre as suas margens.

Disponibiliza observatórios para conhecer ‘in loco’ a fauna que habita neste ecossistema ribeirinho.

Dotado de um equipamento multimédia, o Fluvivez – Centro de Informação e acolhimento tem como missão dar a conhecer aos visitantes a história do rio e desafia-los a conhecer, no terreno, o seu património. O museu completa-se com dois postos, em Sabadim e Santar, para apoiar atividades de educação ambiental.

Com a criação do museu, o município pretende potenciar o aumento do número de visitantes, dinamizando a hotelaria, a restauração, as empresas de prestação de serviços ligadas ao ambiente e ao comércio.

A Operação “NORTE-04-2114-FEDER-000382 - Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez”, é cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional NORTE2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4 - Qualidade Ambiental e conta com um Investimento Elegível de 345.071,33 € e Comparticipação Comunitária de 293.310,63 €.

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