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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ VAI CRIAR GEOSSÍTIOS

"Rochas que contam Histórias": Projeto para criação de Geossítios no valor de 184.000,0 euros

A Câmara Municipal aprovou, no âmbito do projeto “Rochas que Contam Histórias – valorização do património geológico e geomorfológico arcuense”, a abertura de procedimento concursal, pelo valor base de 184.000,0 euros, para a aquisição da conceção, execução e colocação de conteúdos para a sensibilização e educação ambiental sobre o património geológico e geomorfológico e a sua relação com a fauna, flora e a paisagem, suportados num conjunto de ferramentas, designadamente uma unidade interativa tridimensional; um posto Interativo táctil; painéis interpretativos para colocação exterior, os quais Incorporarão conteúdos interpretativos dos geossítios localizados nos espaços classificados, transmitidos de modo simples e acessível para o público; placas Sinalizadoras para orientar a visitação e orientar as ações de sensibilização e educação ambiental desenvolvidas nas áreas classificadas; estruturas para colocação de código QR para colocação ao longo de percursos ou junto dos geossítios que permitam fornecer informação mais detalhada sobre os geossítios mas também sobre o restante património natural; aplicação Móvel (App); um Portal de internet, dedicada à geodiversidade e ao património geológico e a sua interligação com os habitats a fauna e a flora das áreas classificadas no Município dos Arcos de Valdevez.

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O projeto “Rochas que Contam Histórias” visa tornar uma área de Arcos de Valdevez num grande centro interpretativo onde se vão identificar e interpretar um conjunto diverso de valores naturais com destaque para a geologia e geomorfologia e a sua relação com os restantes valores naturais ali presentes e que é suporte de um conjunto de habitats e de espécimes da fauna e da flora, alguns dos quais protegidos. Trata-se, portanto, de criar condições “in loco” para que a comunidade infantojuvenil e o público em geral possam conhecer os aspetos naturais do seu território, os aprenda a interpretar e desta forma adquira uma maior consciencialização para a proteção da natureza.

Com o projeto também se pretende promover a articulação entre o uso eficiente dos recursos naturais e as atividades socioeconômicas com estímulos para o contributo destas para a conservação, gestão, ordenamento e conhecimento da biodiversidade, dos ecossistemas e dos recursos geológicos.

A Operação “POSEUR-03-2215-FC-000059 - Rochas que Contam Histórias - Arcos de Valdevez”, é cofinanciada pelo FC, Programa Operacional POSEUR, Portugal2020, Eixo III - Proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos e conta com um Investimento Elegível de 342.555,00 € e Comparticipação Comunitária de 291.171,75 €.

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ARCOS DE VALDEVEZ INAUGURA MUSEU DA ÁGUA AO AR LIVRE, EXEMPLAR ÚNICO EM TODO O PAÍS

Arcos de Valdevez com Museu da Água ao Ar Livre único no país. Símbolo do Museu é o melro d’água, um bioindicador da qualidade do ecossistema fluvial

A Câmara Municipal procedeu no passado sábado, dia 1 de junho, à abertura oficial do Museu da Água ao Ar livre do Rio Vez, o qual tem no edifício Fluvivez o seu ponto de Informação e acolhimento ao visitante.

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Para o Presidente da Câmara Municipal este foi um momento de grande importância para o concelho que vê a sua fauna, flora e património cada vez mais valorizados. “Este Museu é único no país e reforça, renova e amplia o papel de Arcos de Valdevez como porta da mais importante Reserva da Biosfera, declarada pela Unesco, existente no noroeste peninsular – o Parque Nacional Peneda-Gerês /Parque Transfronteiriço Gerês/Xurés”, referiu João Esteves.

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Com a sua criação “pretendeu-se preservar o mais possível as condições naturais do território e as marcas da atividade humana que, durante séculos, soube, de uma forma equilibrada, tirar partido da água e dos ecossistemas que lhe estão associados, transformando este vasto património em pilar do desenvolvimento socioeconómico do concelho”.

“No fundo a Autarquia está a valorizar e enfatizar aquilo que estava ao nosso redor através da recuperação dos açudes, levadas e moinhos, bem como a colocar sinalética e informação sobre os ecossistemas”, atestou.

Pedro Gomes, professor da Universidade do Minho e responsável da equipa técnica que concebeu o edifício de receção do Museu da Água, afirmou que este “contribui para um melhor conhecimento de um dos poucos rios selvagens em Portugal que se apresenta em boas condições ambientais” e deu ainda um conselho a quem tem por hábito fazer a ecovia “não se preocupem tanto em fazer quilómetros mas sim em apreciar a beleza natural e riqueza do percurso”.

A primeira fase do Museu da Água ao ar livre centra-se no troço do rio Vez, situado entre a foz do rio Vez, na freguesia de Souto, e a freguesia de Vilela, e pretende promover o património ambiental (flora e fauna), arquitetónico e etnográfico associado ao Rio Vez e seus afluentes.

Além da sinalização do património construído nas margens, o museu inclui, ao longo do trajeto, painéis informativos sobre a fauna, flora e ecologia do ecossistema ribeirinho, bem como do seu património construído e da sua história.

Foram intervencionados açudes ao abrigo do projeto museológico, recuperando uma das suas funcionalidades, ou seja, diminuir a energia da corrente do rio, minimizando deste modo o poder erosivo sobre as suas margens.

Disponibiliza observatórios para conhecer ‘in loco’ a fauna que habita neste ecossistema ribeirinho.

Dotado de um equipamento multimédia, o Fluvivez – Centro de Informação e acolhimento tem como missão dar a conhecer aos visitantes a história do rio e desafia-los a conhecer, no terreno, o seu património. O museu completa-se com dois postos, em Sabadim e Santar, para apoiar atividades de educação ambiental.

Com a criação do museu, o município pretende potenciar o aumento do número de visitantes, dinamizando a hotelaria, a restauração, as empresas de prestação de serviços ligadas ao ambiente e ao comércio.

A Operação “NORTE-04-2114-FEDER-000382 - Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez”, é cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional NORTE2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4 - Qualidade Ambiental e conta com um Investimento Elegível de 345.071,33 € e Comparticipação Comunitária de 293.310,63 €.

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MUSEU DE ARTE POPULAR PERTENCE AO POVO PORTUGUÊS – SEM O “MERCADO DA PRIMAVERA” O MUSEU NÃO FICARÁ COMPLETO!

Com cerca de 15 mil peças da mais variada natureza, representando actividades artesanais do povo português, desde objectos de cerâmica a utensílios de trabalho, alfaias agrícolas, carroças, brinquedos e cestaria, o Museu de Arte Popular é porventura aquele com quem mais o povo português se identifica pois ali encontra-se retratado nos seus usos e costumes de uma forma bastante acessível.

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Porém, nos últimos 45 anos, os decisores políticos votaram-no ao desprezo, chegando mesmo ao ponto de sentenciarem-lhe a sua destruição. Por fim, acabaria por ver a sua colecção incorporada no Museu Nacional de Etnologia e transformado em Núcleo de Arte Popular.

Ao espaço museológico propriamente dito encontrava-se associado o Mercado da Primavera, espaço de animação cultural no exterior que serviu nomeadamente para dar a conhecer muitos dos nossos artesãos e suas obras, como foi o caso da barrista barcelense Rosa Ramalho, foi destruído há cerca de quatro décadas.

Constituído em 1948, no âmbito da Exposição do Mundo Português, então com a designação de “Pavilhão da Vida Popular”, o seu acervo reunia um conjunto de peças que foi apresentado na Exposição de Arte Popular Portuguesa que teve lugar em Genebra, em 1935. O seu espólio repartia-se por diferentes salas dedicadas às mais diversas regiões do país e ainda um espaço para exposições temporárias, nelas predominando as cerâmicas e as alfaias agrícolas, os trajes e instrumentos musicais tradicionais, a joalharia e as artes de pesca, as carroças e a cestaria, a maioria das quais recolhida nos começos do século passado.

A decisão de ali instalar o Museu de Arte Popular coube ao ministro António Ferro e o edifício foi originalmente concebido pelo arquiteto Veloso Reis, tendo posteriormente sido sujeito a remodelação com vista a acolher o museu, tendo o projeto de adaptação pertencido ao arquiteto Jorge Segurado. O Museu de Arte Popular constituiu seguramente o exemplar mais representativo das conceções museológicas e ideológicas do Estado Novo, facto que só por si justificaria a sua continuidade e preservação.

Em relação ao próprio edifício, é reconhecido “o valor estético e material intrínseco, o génio dos respectivos criadores, o interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, a sua concepção arquitectónica, urbanística e paisagista, e o que nele se reflecte do ponto de vista da memória colectiva”, razão pela qual foi pela Secretaria de Estado da Cultura, através da portaria n.º 263/2012, classificado como monumento de interesse público. Não obstante, chegou a estar prevista a sua demolição por proposta de um ministro da Cultura…

O Museu de Arte Popular pertence ao povo português e, como tal, deverá ser-lhe devolvido juntamente com a sua colecção.

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MUSEU DE ARTE POPULAR ESTÁ DE VOLTA!

Ministra da Cultura quer reabrir o Museu de Arte Popular

Reabertura do museu integra-se num plano nacional para recuperar as artes e ofícios portugueses dando-lhe um potencial económico. Primeira iniciativa dedicada à cestaria realiza-se em julho.

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O artesão do bunho Manuel Ferreira

© Gustavo Bom/ Global Imagens

Manuel Ferreira estende as mãos para mostrar a pele gretada, os dedos grossos, as articulações salientes. As mãos são, há 31 anos, o seu principal instrumento de trabalho. É com elas que mede a "macheia" de bunho com que começa cada peça, que ata os caules num molho, que molda a primeira curva, que puxa com força a agulha e entrelaça as meadas até formar uma espécie de um tecido grosso e resistente. Dali há de nascer um banco, uma cadeira, um sofá, uma cesta ou outra coisa qualquer que a imaginação queira e a técnica permita. "É um trabalho muito pesado para o corpo", diz Manuel Ferreira, de 64 anos, que já não consegue passar um dia inteiro sentado no seu banquinho nem tem a força que costumava ter. "Antes fazia dois bancos por dia, agora demoro dois dias para fazer um banco."

Sob o olhar atento da cadela Linda, o senhor Manuel trabalha todos os dias na oficina que fica na antiga Escola Prática de Infantaria de Santarém, ao lado da cesteira Maria das Neves. "Há 30 anos, éramos dez no curso do bunho e outros dez no curso de cestaria, agora só restamos nós. Os outros desistiram todos", explica. Por um lado porque o trabalho é pesado, por outro porque não rende assim tanto. "Para começar é preciso aprender, ter um espaço, ter os materiais, e depois trabalhar algum tempo até começar a ganhar algum dinheiro. E não é assim tão fácil. Os jovens preferem outros trabalhos." Na região, só há mais um artesão que trabalha o bunho.

É para tentar alterar um pouco esta situação que, em julho, Manuel Ferreira vai ser um dos mestres artesões a participar no "summer camp" sobre tecnologias de cestaria portuguesa que vai acontecer no Museu de Arte Popular (MAP), em Lisboa. O "summer camp" é uma iniciativa do Ministério da Cultura que tem planos não só para programar mais atividades naquele espaço em Belém como também para reabrir o museu de forma permanente, revela ao DN Graça Fonseca. "O MAP tem um espólio extraordinário. Neste momento o museu está fechado e todo o seu acervo está no Museu de Etnologia, mas temos planos para reabri-lo." Claro que os planos estão sujeitos ao resultado das eleições legislativas em outubro próximo mas a ministra quer "deixar tudo pronto para o Governo seguinte poder reabrir o museu até 2020", explica.

Recuperar o "saber fazer português"

"Hoje em dia, felizmente, as artes e ofícios deixaram de ser uma coisa rejeitada pelas novas gerações, já não têm problemas em trabalhar com as mãos", diz Graça Fonseca, sublinhando que os jovens estão a redescobrir esse tipo de trabalho manual que além de ter uma componente de sustentabilidade (ligada à ecologia) pode também abrir possibilidades de negócio. "Há aqui uma oportunidade, julgamos nós, de regressar às artes e ofícios e de recuperar o saber fazer português, quer de uma perspetiva cultural, ou seja, o património imaterial, quer numa perspetiva de ativo económico."

Para isso, o Ministério da Cultura, em parceria com a Fundação Michelangelo e com a colaboração da Fundação Ricardo Espírito Santo, começou por programar uma iniciativa ligada à cestaria, "uma das técnicas mais antigas humanidade". "Hoje em dia, em Portugal estima-se que a idade média dos cesteiros ande à volta dos 70 anos, estamos com um saber fazer bastante envelhecido e existem evidentes problemas para os que ainda têm oficinas em conseguir atrair aprendizes, novos a quem passar o conhecimento, e também têm dificuldade de acesso ao mercado internacional e no fundo na valorização da sua arte e do seu produto", explica a ministra.

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Ministra da Cultura Graça Fonseca visitou a coleção de cestaria que está no Museu de Etnologia

© Reinaldo Rodrigues

O "summer camp" que decorre de 15 de agosto a 2 de julho será, antes de mais, uma ação de formação em que participam cinco mestres artesãos, de regiões diferentes do país e que trazem consigo diferentes técnicas, e 10 aprendizes (cinco nacionais e cinco estrangeiros). A ação de formação decorre no MAP e, simultaneamente, haverá uma exposição com algumas das peças da coleção de cestaria do MAP e outras atividades abertas ao público. "A nossa ideia é que durante 15 dias o museu esteja aberto e vivo e as pessoas possam vir cá conhecer a coleção de cestaria, contactar com os artesãos, perceber como é que se faz." Para setembro está prevista uma exposição maior, em que além da coleção de cestaria vão estar também as peças que foram criadas pelos aprendizes, resultado do "summer camp".

Depois de se avaliar o sucesso deste "summer camp", o passo seguinte é tornar este tipo de iniciativas mais regulares. Para isso, a ministra da Cultura pretende criar o Plano Nacional do Saber Fazer Português, assente em quatro pilares: preservação, educação, capacitação e promoção.

Primeiro, há que conhecer artes e ofícios de Portugal, diz Graça Fonseca. "Não há um conhecimento estruturado do país, de onde é que estão as unidades produtivas, onde estão os diferentes artesãos, qual o nível de risco. Há um trabalho a fazer de identificação e avaliação." No caso da cestaria, esse mapeamento está já a ser feito pelas curadoras da coleção de cestaria, que trabalham no Museu de Etnologia.

Depois, há a educação - o passar o conhecimento. "Temos de ter programas de aprendizado, transformar este summer camp em algo estruturado e recorrente. Para isso, teremos de trabalhar com o Ministério da Educação, as escolas e os centros profissionais", explica.

A capacitação passa por "trabalhar junto das unidades de produção que existam e dos indivíduos que têm o saber", o que será feito em colaboração com o Ministério do Trabalho e o Instituto de Formação Profissional. "A ideia é capacitar as pessoas para terem um plano de negócios, a forma de comunicar o seu produto e de chegar ao mercado. Sabemos que muitos dos artesãos têm problemas nesta fase."

E depois "um último eixo que é importante, que é a promoção", explica Graça Fonseca. "É preciso chegar ao mercado nacional e internacional - isso é fundamental." Para isso, conta com as parcerias do Turismo e AICEP. "Estes produtos são gourmet e estão muito bem posicionados para o mercado do luxo mas também para um mercado ligado à sustentabilidade", em ambos os casos podem ter um papel importante não só para a economia como para a promoção da imagem do país e para o turismo.

Qual o papel do Museu de Arte Popular?

O Museu de Arte Popular foi inaugurado em 1948 e nasceu da reformulação do antigo pavilhão criado para a Exposição do Mundo Português (1940). O MAP teve uma vida atribulada, sobretudo, após o 25 de Abril. Em 2000 iniciaram-se obras de requalificação do museu que tinha entrado em decadência e que levariam ao encerramento do espaço em 2003. Em 2006, a então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou que o MAP iria ser transformado em Museu da Língua Portuguesa. Mas nem todos gostaram das notícias.

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António Ferro na inauguração do Museu de Arte Popular em julho de 1948

© Arquivo DN

O movimento pela reabertura do MAP incluiu a criação de um blogue e de uma petição online que reuniu mais de três mil assinaturas. Em Dezembro desse ano, a nova ministra, Gabriela Canavilhas, anunciou que o museu "é para se manter tal como estava (...), dedicado à arte popular portuguesa". A reabertura aconteceu em 2010, sob a direção de Andreia Galvão, mas o projeto acabaria por fracassar.

Nos últimos anos, o MAP tem recebido exposições avulsas e nem sempre relacionadas com o tema do museu. O seu espólio encontra-se no Museu de Etnologia, que é na verdade quem tutela o espaço. Paulo Costa, diretor de Etnologia, é, por inerência, também o diretor do MAP.

"O museu tem uma história complicada", admite a ministra da Cultura. "Mas temos de ultrapassar isso." "Muitas destas técnicas de que estamos a falar estão representadas no museu", explica. Além da cestaria, a coleção integra cerâmica, azulejo, tapeçaria e muitas outras artes tradicionais. "Este museu foi constituído para mostrar o que é a arte popular portuguesa, não só temos as peças como temos toda a documentação, é um repositório de conhecimento que é muito importante quando pensamos em pegar neste saber para o reinventar", explica Graça Fonseca.

"O que nos queremos é reinstalar o museu na sua vocação original, de mostrar o que é a arte popular portuguesa, mas que seja um museu virado para o futuro. Não é num sentido saudosista. Para nos conseguirmos projetar o futuro convém conhecer o passado e perceber o presente. E portanto temos que conhecer bem a arte popular portuguesa, que é distinta das outras, temos que identificar o nosso ADN porque é isso que faz a diferença no mercado. E é a partir daqui que nós podemos projetar o futuro."

Para pensar a melhor maneira de concretizar esta ideia, o Ministério da Cultura está a criar um grupo informal de trabalho, de que farão partes personalidades como a artista Joana Vasconcelos, a historiadora e especialista em museologia Raquel Henriques da Silva e o jurista Gomes de Pinho que, além de administrador da Fundação Vieira da Silva, é também um grande colecionador de arte popular. Ter exposições permanentes e temporárias, abrir um espaço de oficinas, pensar em ligações com as escolas e com o mercado, programar atividades para o público mas também com a comunidade dos artesãos - são muitos os pormenores a debater. "Vamos discutir o que deve ser o museu de arte popular no século XXI e como pode funcionar", garante Graça Fonseca. "O potencial é enorme."

A ministra da Cultura espera, assim, ter tudo pronto antes das eleições para que o museu abra de novo as portas de forma permanente em 2020: "As verbas vão estar previstas no orçamento do próximo ano vamos e deixar para o próximo Governo tudo preparado quer para avançar para o plano nacional quer para organizar a reabertura do museu."

Fonte: https://www.dn.pt/

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Interior do museu em 2010

© Arquivo DN

CABECEIRENSES DEBATEM "MARKETING DOS MUSEUS E ARTES CRIATIVAS CONTEMPORÂNEAS"

Workshop ‘Marketing dos Museus e Artes Criativas Contemporâneas’ realizou-se no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe

Realizou-se ontem, dia 17 de maio, no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe do Museu das Terras de Basto, o Workshop ‘Marketing dos Museus e Artes Criativas Contemporâneas’ que contou com a participação dos especialistas Adriana Henriques e Jorge Lira. Este evento inseriu-se no programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’ que, até julho, oferece iniciativas desenvolvidas em três eixos temáticos: Cultura/Artes Performativas, Gastronomia/Sabores e Saúde e Bem-Estar com o objetivo de promover o património material e imaterial de Cabeceiras de Basto.

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Coube à vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada, dar as boas-vindas a todos os presentes e apresentar os oradores convidados deste workshop que assinalou também o Dia Internacional dos Museus que se celebra oficialmente hoje.

Durante a iniciativa, a artista plástica Adriana Henriques, Licenciada em Artes/Desenho e Curadora de diversos espaços de arte e exposições, apresentou o tema ‘O papel da Curadoria na relação com os públicos’, enquanto Jorge Lira, arquiteto e coordenador do projeto ‘Gaita de Foles Mirandesa – Reconhecimento e Padronização’, fez ‘A ponte entre a tradição e a arte contemporânea através dos instrumentos musicais - o caso da Gaita de Foles’.

No final, Jorge Lira brindou os presentes com um momento musical, ao som da gaita de foles.

Sobre os oradores:

  • ADRIANA HENRIQUES

Nasceu em Salamonde, no concelho de Vieira do Minho, em 1978. Concluiu o Curso Superior de Pintura, em 2006, e a Licenciatura em Artes/Desenho, em 2009, ambos frequentados na Escola Superior Artística do Porto (ESAP), extensão de Guimarães. Paralelamente à sua formação académica, participou ainda em vários cursos e encontros ministrados no âmbito das artes. Promoveu e participou em inúmeras exposições individuais e coletivas, tendo sido curadora de várias exposições de arte contemporânea.

Atualmente desenvolve projetos pedagógicos em instituições culturais como curadora, professora e orienta programas para crianças e jovens no campo das artes visuais.

  • JORGE LIRA

Nascido em 1967, na Cidade do Porto, é Arquiteto pela Universidade do Porto, (1985/1992). Dedica-se à Arquitetura como profissão mas também à Música e sobretudo à música Tradicional, bem como à investigação e recuperação de instrumentos históricos, nomeadamente, gaitas de fole.

Promotor e Coordenador do Projeto ‘Gaita-de-foles Mirandesa - Reconhecimento e Padronização’, dedica-se à recuperação de genuínos instrumentos da tradição.

Nos últimos 35 anos, desde a aprendizagem inicial com Joaquim Antão, Gaiteiro de Granja da Silva / S. Joanico, foram por si medidas e estudadas várias dezenas de gaitas antigas, algumas com centenas de anos.

Em quase todos os Museus de Portugal estudou, mediu, levantou e desenhou instrumentos ancestrais, posteriormente replicados, alguns dos quais, fundamentais para a compreensão do enquadramento e da história da Gaita de Foles em Portugal.

Esse acervo pessoal considera-o de utilidade pública e, como tal, estará disponibilizado na Casa da Gaita e do Gaiteiro, em Mogadouro.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO INTEGRA CONSÓRCIO EUROPEU PARA PRESERVAÇÃO DE PEIXES MIGRADORES

Aquamuseu do rio Minho integra consórcio europeu para preservação de peixes migradores 

Cerca de 30 parceiros de diferentes países europeus, entre os quais o Aquamuseu do Rio Minho (Município de Vila Nova de Cerveira), acabam de lançar o projeto DiadES que visa a promoção de ações para a conservação de peixes diádromos (peixes migradores entre águas doces e marinhas). Com um orçamento de 2,2ME, financiado pela União Europeia até 2022, a iniciativa visa melhorar o conhecimento sobre os benefícios ecológicos, económicos e culturais oferecidos por estas espécies e, em simultâneo, aprofundar possíveis mudanças na sua distribuição geográfica devido às alterações climáticas.

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O que é que o salmão, a lampreia ou a enguia têm em comum? Duas caraterísticas indiscutíveis: peixes que migram entre água doce e salgada para alimentação ou reprodução e que geram importantes e diversos benefícios nas comunidades em que vivem. Com o objetivo de melhorar o seu estado de conservação e assegurar o impacto positivo que têm na economia e na natureza, o DiadES tem a missão de quantificar e potenciar os serviços de ecossistema prestados pelos peixes diádromos no Espaço Atlântico.

A sua concretização baseia-se numa abordagem inovadora que se limita a uma única espécie ou a uma única área geográfica, mas levanta uma perspetiva global e multidisciplinar. Os vários investigadores no domínio das ciências naturais e dos economistas ambientais, bem como uma sólida rede de gestores no Espaço Atlântico, vão produzir um atlas internacional interativo que apresentará a atual distribuição de peixes diádromos e os serviços de ecossistema que eles fornecem, bem como uma previsão das tendências sob um cenário de mudanças climáticas.

Além disso, uma das ações do projeto visa um jogo sério, em que os atores relacionados com a gestão das espécies diádromasvão adotar diferentes papéis, para suscitar um diálogo coletivo de reflexão e apresentação de estratégias de gestão alternativas e criativas. Prevê-se que as conclusões obtidas permitam o desenvolvimento de um quadro de orientações para a gestão a longo prazo de peixes diádromos, posteriormente formalizado numa declaração assinada por todas as entidades envolvidas.

Com um orçamento total de 2,ME, financiado pelo Programa Interreg Atlântico do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional que será prorrogado até 2022, o projeto DiadEsé liderado pela entidade francesa Irstea e conta com a participação de 30 parceiros de diferentes países europeus, entre os quais o Aquamuseu do Rio Minho (Município de Vila Nova de Cerveira), AZTI, a Diputación Foral de Gipuzkoa, a Universidade de Santiago de Compostela, a Associação para a Defesa Ecológica da Galiza, a Associação Galega de Sociedades de Pesca, a Xunta de Galicia e a Autoridade Marítima Nacional.

TERRAS DE BOURO APRESENTA NÚCLEO MUSEOLÓGICO DE CAMPO DE GERÊS

Caminhada e visita ao Núcleo Museológico de Campo do Gerês

No âmbito da realização do Fórum das Vias Romanas na Europa, que decorreu em Braga, no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, teve lugar a 16 de Novembro uma visita a Terras de Bouro do grupo de especialistas internacionais participantes no fórum e que constituem a Associação ITER ROMANUM.

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Além da caminhada na Mata da Albergaria, percurso que foi acompanhado e guiado pelo Dr. José Carlos Pires, a quem, desde logo, o Município de Terras de Bouro deixa uma palavra de agradecimento pelo facto, a jornada contemplou, igualmente, uma visita guiada ao Museu da Geira, no Núcleo Museológico de Campo do Gerês.

A escolha do concelho de Terras de Bouro é a prova que o rico património arqueológico que existe neste território é de importância capital no reconhecimento das vias romanas da Europa como Itinerário Cultural do Conselho Europeu, que tem como objetivo a cooperação no domínio cultural, educativo e turístico no espaço europeu.

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ESPOSENDE: APÚLIA VAI TER MUSEU DO SARGAÇO

Já arrancou obra do Museu do Sargaço em Apúlia. Investimento do Município eleva-se a 275 584 euros

Já arrancaram as obras de reabilitação da antiga Escola Básica de Areia-Apúlia para Museu do Sargaço, um projeto do Município de Esposende que trará à memória da população e da cultura local, a “apanha do sargaço”, aquela que foi, e ainda é, uma tradição de grande relevo para o povo apuliense.

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A obra corresponde a um investimento de 275 584 euros e tem um prazo de 198 dias (aproximadamente seis meses e meio), enquadrando-se no PARU (Plano de Ação de Regeneração Urbana) para a área de Apúlia. Sob a premissa “remodelar para recrear”, a intervenção passa pela remodelação de um espaço também ele com história, mantendo intactas as linhas mestras e os marcos arquitetónicos do edifício, com o objetivo de recrear espaços e tradições de um dos pilares da economia de Apúlia.

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No primeiro piso ficará situada a receção/zona de acolhimento, os sanitários, uma sala polivalente, bem como um espaço destinado à guarda de material expositivo e reparação/restauração de peças de arte em exposição, localizando-se, no piso superior, a sala de exposição geral. O acesso ao piso superior, além de ser pelas escadas, será ainda feito através de um elevador, garantindo, assim, o acesso a pessoas com mobilidade reduzida a todos os espaços do museu.

No exterior, será criada uma “praça temática” relacionada com a apanha do sargaço, bem como um pequeno “auditório” ao ar livre, que permitirá acolher todo o tipo de palestras e eventuais espetáculos relacionados com o tema da apanha do sargaço e das exposições.

O projeto prevê, ainda, a criação de onze lugares de estacionamento públicos, dois dos quais destinados a pessoas com mobilidade condicionada, além de cinco lugares de estacionamento privativos, sendo um destinado a pessoas com mobilidade condicionada.

“É intenção do Município manter vivas as memórias da tradição da prática desse ofício de grande valor cultural de Apúlia e do próprio concelho”, sublinha o Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, clarificando que o Museu do Sargaço se insere num “projeto mais vasto de valorização do património do concelho, que integra entre outras iniciativas, a criação do Centro Interpretativo do Junco, na freguesia de Forjães”. O Autarca realça a mais-valia destes projetos, lembrando ainda que o Município tem na forja outros importantes investimentos que posicionarão Esposende tanto no plano cultural como turístico, bem como a nível económico.

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CABECEIRAS DE BASTO CONSERVA PEÇAS DE ARTE SACRA

Câmara Municipal realiza intervenção de manutenção nas coleções do Núcleo de Arte Sacra

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto realizou durante oito dias, de 18 a 25 de junho, uma intervenção de manutenção nas coleções do Núcleo de Arte Sacra do Museu das Terras de Basto com o objetivo de preservar e valorizar o acervo existente.

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Os trabalhos de conservação foram efetuados pelas Oficinas de Santa Bárbara e incidiram nas coleções em suporte lenhoso do Núcleo de Arte Sacra sediado na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, núcleo esse que esteve encerrado ao público naquele período.

Os trabalhos incluíram a limpeza a seco das peças, a consolidação das camadas cromáticas que se revelavam em destacamento, perigo de decaimento e perda com resinas reversíveis, assim como a remoção de elementos metálicos não funcionais (pregos), tendo-se procedido à sua remoção, dado o seu elevado grau de oxidação.

Concluídas estas operações, todas as peças foram submetidas a tratamento de desinfestação (Xilix 3000 P) através da aspersão, pincelagem e injeção e encapsulamento em películas plásticas durante três dias.

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Câmara realiza intervenção de manutenção nas coleções do Núcleo de Arte Sacra (2)

MUSEU DA GUERRA COLONIAL EM FAMALICÃO QUER CRIAR CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E ESTUDO

Repto foi lançado nas comemorações do 17.º aniversário do museu famalicense

O presidente do Museu da Guerra Colonial, Augusto Silva, manifestou hoje o desejo de criar um Centro de Investigação e Estudo inteiramente dedicado à Guerra do Ultramar. O desafio foi lançado ao ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, que esta segunda-feira de manhã se juntou ao presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, nas comemorações do 17.º aniversário do museu.

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No horizonte está a criação de um polo científico que chamará até si a autarquia, o mundo académico e, segundo manifestou hoje o representante do Governo, o próprio do Ministério da Defesa Nacional. “Se for o caso, o Ministério lá estará disponível para se envolver, para promover e sentar todas as pessoas à mesa para que possamos continuar a melhorar o trabalho deste Museu”.   

José Azeredo Lopes disse ainda que a “preservação da nossa história é condição indispensável para a construção da nossa identidade” e mostrou-se surpreendido pelo facto de Vila Nova de Famalicão concentrar “cada vez mais conhecimento sobre um período da nossa história recente que teve muitas consequências históricas”.

Para o edil famalicense esta é uma ambição legítima do museu. “O que se fez até agora, a forma como se conseguiu reunir documentos, artefactos, histórias, memórias e vivências faz com que a partir de agora surga esta ambição de darmos uma pouco mais de cientificidade ao projeto”.

A centralidade nacional que o Museu da Guerra Colonial confere a Famalicão foi outro dos aspetos realçados pelo autarca. “A sua unicidade no contexto nacional faz deste museu e do nosso concelho um ponto de passagem obrigatório para todos quantos querem investigar, descobrir e estudar este período da história nacional”.

Recorde-se que o Museu da Guerra Colonial foi inaugurado a 23 de abril de 1999, através de uma parceria entre a Câmara de Famalicão, a Associação Dos Deficientes das Forças Armadas e a ALFACOOP (Externato Infante D. Henrique de Ruilhe). Em 2012 foi transferido para as suas atuais instalações, no Lago Discount, na freguesia de Ribeirão.

A sua exposição permanente retrata o itinerário do combatente português nas três frentes da Guerra Colonial, na qual Portugal se envolveu entre 1961 e 1974. Mais do que um espaço museológico, é um local que pretende transmitir ao visitante um real conhecimento sobre este período da História de Portugal, contado por quem a viveu e sentiu na primeira pessoa.

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NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO CAMPO DO GERÊS RECEBEU SESSÃO PROMOVIDA PELO PROJETO REVITAGRI

O seminário, realizado a 4 de maio, abordou a temática:” Os negócios familiares impulsionam as economias locais” e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, da Vereadora Dr.ª Ana Genoveva e da Chefe de Gabinete de Apoio à Presidência, Dr.ª Liliana Machado, além dos responsáveis do Projeto REVITAGRI e respetivos convidados.

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FORJÃES VAI TER NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO JUNCO

Núcleo Museológico do Junco de Forjães vai integrar grupo restrito de projetos de Turismo Criativo

O Município de Esposende viu selecionada a sua proposta de criação do Núcleo Museológico do Junco, em Forjães, para integrar o conjunto de iniciativas-piloto de turismo criativo a serem desenvolvidas no âmbito do CREATOUR “Desenvolver Destinos de Turismo Criativo em Cidades de Pequena Dimensão e Áreas Rurais”.

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A proposta de desenvolvimento de um projeto de turismo criativo, em Esposende, assentará na organização de experiências artesanais, tendo por base atividades associadas à arte tradicional do trabalho do junco, designadamente a introdução de processos de inovação e criatividade, resultantes de uma metodologia de interação entre a comunidade local e os visitantes.

Para os promotores, o projeto proposto pelo Município de Esposende apresenta um grande potencial para o desenvolvimento de destinos turísticos criativos, devido à sua inovação, criatividade e autenticidade.

Com a criação do futuro Núcleo Museológico do Junco, em Forjães, pretende-se criar um espaço de memória vocacionado para o desenvolvimento desta arte, preservando a identidade de uma atividade intrinsecamente ligada à população local, tendo em conta os valores do presente, do passado e do futuro. Pretende-se, ainda, valorizar a tradição associada à inovação, através da utilização de outros materiais em conjunto com o junco, numa tentativa de ligação desta arte ao ambiente e ao nosso quotidiano.

Agora, a iniciativa será desenvolvida com mais detalhe, durante um IdeaLab regional, agendado para os dias 9 e 10 de março e, posteriormente, apresentada a nível nacional, a 6 de junho de 2018, com vista à boa implementação do projeto. Estão, ainda, previstas conferências internacionais, nos dias 7 e 8 de junho e no outono de 2019.

Este projeto visa desenvolver, implementar e promover ofertas de turismo criativo durante o período de execução do CREATOUR, entre 2018 e 2019, contemplando o trabalho de campo de investigadores que vão coligir documentação e efetuar a avaliação das iniciativas-piloto.

MANUEL ANTUNES PUBLICA NA REVISTA IBEROAMERICANA DE TURISMO ARTIGO SOBRE TURISMO E MUSEOLOGIA

A RITUR – Revista Iberoamericana de Turismo acaba de publicar um artigo do Prof. Doutor Manuel Antunes subordinado ao tema “Do turismo aos museus, com passagem pela cultura”. Pelo seu elevado interesse, reproduzimos com a devida vénia as páginas que inserem o artigo em questão.

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Aproveitamos para lembrar que, no próximo dia 30 de Junho, pelas 15 horas, o Prof. Doutor Manuel Antunes vai estar em Loures para fazer uma palestra dedicada ao tema “Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada”. A iniciativa que se realiza no âmbito do FolkLoures’18, terá lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte – local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures – constituindo uma iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

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BOLETIM ICOM PORTUGAL ENTREVISTA JOÃO ALPUIM BOTELHO

A edição de Outubro do “Boletim ICOM Portugal” editado pelo Comité Português da International Council of Museums (ICOM) publicou, na secção “Museus & Pessoas”, uma entrevista conduzida pela investigadora Ana Carvalho, através da qual segue o percurso do Dr. João Alpuim Botelho através do Museu do Traje, o Museu Bordallo Pinheiro e a sua passagem pelo Teatro Rivoli.

Conforme a própria entidade oficialmente se define, “O ICOM é a maior organização internacional de museus e profissionais de museus dedicada à preservação e divulgação da património natural e cultural mundial, do presente e do futuro, tangível e intangível.

Uma entrevista a não perder que o BLOGUE DO MIMNHO disponibiliza neste espaço.

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MUSEU DAS MIGRAÇÕES E DAS COMUNIDADES DE FAFE PARTICIPA EM SEMINÁRIO NO BRASIL

A Fundação Casa de Rui Barbosa do Ministério da Cultura do Brasil, o Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense e o Município de Fafe promovem um seminário sobre "O Brasileiro de Torna-Viagem e a Construção da Luso-brasilidade no Oitocentos", muito centrado nas memórias de Fafe. 

O evento realiza-se na segunda-feira, 23 de Outubro, na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro (Brasil).

Programa do seminário:

10h – Palestra:
O Brasileiro de Torna Viagem na sociedade portuguesa da segunda metade de Oitocentos – representações e realidades.
Profa. Dra. Isilda Monteiro (pesquisadora do CEPESE, professora da ESEPF, Portugal)

15h - Abertura da Exposição: 
Fafe dos "Brasileiros": heranças & memórias

16h - Mesa-redonda: Memória da Imigração
Me. Artur Coimbra (director do Museu das Migrações e das Comunidades, de Fafe)
Luíza Campos de Carvalho (curadora do Arquivo Albino O. Guimarães)
Dra. Ana Pessoa (pesquisadora da FCRB)
Mediadora: Profa. Dra. Ismênia Martins (PPGH-UFF) 

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NAVIO GIL EANNES É O MELHOR MUSEU DO NORTE E O 7º A NÍVEL NACIONAL

O Navio Gil Eannes foi classificado pelo Tripadvisor, maior site de viagem do mundo, como um dos 10 melhores Museus de Portugal tendo ficado em 7º lugar nos Travelers’ Choice Awards em 2017.

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Os Travelers' Choice Awards são determinados através das avaliações feitas pelos utilizadores do Tripadvisor em todo o mundo e durante 12 meses.

A seleção é feita a nível mundial, mas também por regiões e, em Portugal, em dez museus distinguidos um é de Viana do Castelo, o Navio Gil Eannes.

Lista dos 10 eleitos em Portugal são:

  1. Museu Calouste Gulbenkian | Lisboa
  2. Museu Nacional do Azulejo | Lisboa 
  3. Museu Coleção Berardo | Lisboa 
  4. Museu Nacional de Machado de Castro | Coimbra 
  5. Museu do Ar | Sintra
  6. Museu Nacional de Arte Antiga | Lisboa
  7. Navio Gil Eannes | Viana do Castelo
  8. Museu de Aveiro | Aveiro
  9. Museu Monográfico de Conímbriga | Condeixa-a-Nova
  10. Museu Nacional dos Coches | Lisboa

Consultar em https://www.tripadvisor.pt/TravelersChoice-Museums-cTop-g189100

O Navio Hospital Gil Eannes foi construído nos Estaleiros de Viana do Castelo em 1955, tendo como missão apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

A sua principal função foi prestar assistência hospitalar aos pescadores e tripulantes da frota bacalhoeira. Também foi navio capitania, navio correio, navio rebocador, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.

O Gil Eannes encontra-se aberto ao público como navio museu desde agosto de 1998 e ao longo destes anos já foi visitado por mais de 845 mil visitantes.

O navio museu pode ser visitado todos os dias a partir das 9h30.

MUSEU DE OLARIA DE BARCELOS RECEBE EXPOSIÇÃO PÓSTUMA DE JOÃO MACEDO CORREIA

“João Macedo Correia: o ceramista visionário” é o nome da exposição temporária que estará patente, de 27 de setembro de 2017 a 11 de março de 2018, no Museu de Olaria. Integradas no programa expositivo vão estar imagens inéditas de um dos mais emblemáticos ceramistas barcelenses.

A mostra, organizada pela Câmara Municipal de Barcelos, composta por mais de 90 peças, na sua maioria da coleção dos filhos Adélio Marinho Macedo Correia e Fernando Macedo Correia, é inaugurada na quarta-feira, dia 27 de setembro, às 18h00, onde também será apresentada a monografia “João Macedo Correia (1908-1987), o legado de um ceramista”, pelo Dr. António Augusto Joel.

João Correia Macedo é um dos grandes vultos da cerâmica barcelense. é um dos grandes vultos da cerâmica barcelense, exemplo perfeito da forma como a arte em torno da cerâmica moldou em termos sociais, culturais e económicos todo o território de Barcelos.

Oriundo de uma família de oleiros, cedo percebe que queria enveredar por um novo caminho. Estudou com alguns dos discípulos de Rafael Bordalo Pinheiro; implementou os seus conhecimentos na produção cerâmica, transformando a Fábrica do Macedo numa verdadeira Cerâmica artística.

Foram mais de 50 anos o tempo que se dedicou, com coragem, perseverança e persistência, ao ofício da cerâmica desde o tempo que passou na fábrica de cerâmica do seu pai ao período em que, fruto das circunstâncias da vida, recomeça a atividade, praticamente sozinho, numa pequena oficina junto à sua habitação.

Por tudo isto, João Macedo Correia tornou-se um exemplo pela defesa dos interesses dos oleiros e barristas de Barcelos em prol da salvaguarda do futuro da indústria cerâmica da região.