Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

PONTE DE LIMA: MUSEU DOS TERCEIROS NA REDE PORTUGUESA DE MUSEUS

O Museu dos Terceiros já faz parte da Rede Portuguesa de Museus, tendo sido aprovada a sua credenciação através do despacho nº 3533/2021, assinado pela Ministra da Cultura, Graça Fonseca, e publicado no Diário da República a 5 de abril de 2021.

05 (Medium).jpg

Instalada no conjunto arquitetónico formado pelo antigo Convento de Santo António dos Capuchos e pelo edifício da Ordem Terceira de São Francisco, a mais antiga instituição museológica de Ponte de Lima tem à sua guarda um notável património religioso, que tem vindo a proteger, recuperar, estudar e valorizar, contribuindo igualmente para a divulgação e conhecimento do acervo sacro existente nas diversas freguesias do concelho de Ponte de Lima.

A adesão à Rede Portuguesa de Museus (RPM), organização que reúne já mais de 150 museus, é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Museu, mormente no que toca ao cumprimento cabal das funções museológicas, que vão desde o inventário e a investigação até à conservação, divulgação e valorização do património, funções essas que são depois exponenciadas sobretudo através dos serviços educativos e das exposições temporárias, dirigidos às escolas e à comunidade em geral.

O culminar deste processo de credenciação funciona também como um poderoso estímulo para o Município de Ponte de Lima e para o Instituto Limiano, entidades que tutelam o Museu, assim como para os que aí trabalham diariamente, no sentido de continuar a lutar pela preservação e valorização do património histórico de Portugal e de Ponte de Lima.

P_20190906_161942 (Medium).jpg

PONTE DE LIMA: MUSEU DOS TERCEIROS INTEGRA REDE PORTUGUESA DE MUSEUS

Rede Portuguesa de Museus integra mais três museus

O Museu dos Terceiros, em Ponte de Lima, o Museu Municipal de Vidigueira, em Beja, e o Museu de Neorrealismo, em Lisboa, passam a integrar a Rede Portuguesa de Museus.

museu_dos_terceiros_2.jpg

A Rede Portuguesa de Museus, que atualmente é constituída por 156 estruturas, passa a integrar mais três museus, uma vez que “preenchem os requisitos legais e reúnem todas as condições”.

Museu dos Terceiros, em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, foi inaugurado em 1977. É constituído pela Igreja de Santo António dos Frades, pela Igreja da Ordem Terceira de São Francisco e edifícios anexos, e o seu acervo reúne, preserva e expõe parte do espólio de arte sacra existente em Ponte de Lima. Na década de 1980, foi criado um espaço expositivo com peças arqueológicas, proveniente de escavações efetuadas no concelho de Ponte de Lima e arredores. 

O Museu Municipal de Vidigueira, no distrito de Beja, está instalado no edifício da antiga Escola Primária Vasco da Gama, remodelada e adaptada a espaço museológico, e possui dois núcleos temáticos. Um deles contém retratada a história do ensino primário no concelho, desde a inauguração do edifício da escola, em 1884, até ao final da sua utilização como estabelecimento de ensino, em 1991; o segundo núcleo dá uma visão da evolução económica da região a partir dos anos 1930, através de uma coleção etnográfica sobre ofícios, comércio e agricultura.

O Museu do Neorrealismo, localizado em Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, foi criado em 1990 a partir da atividade de um Centro de Documentação sobre o movimento neorrealista português. Ativo em torno da área arquivística e bibliográfica, este museu enriqueceu e diversificou o seu património com um conjunto de coleções museológicas, com destaque para espólios literários e editoriais, arquivos documentais impressos e audiovisuais, acervos iconográficos, obras de arte, bibliotecas particulares e uma biblioteca especializada na temática neorrealista.

De acordo com o plano de desconfinamento em curso, esta segunda-feira reabrem os museus, monumentos, palácios, galerias de arte e espaços similares.

Fonte: https://www.esquerda.net/

46826698_1006567056209839_2459691641154306048_n.jp

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE MUSEOLOGIA DISTINGUE MUSEUS DE FAMALICÃO

A Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão foi distinguida pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), com dois prémios e uma menção honrosa, no âmbito da 25ª edição da Cerimónia dos Prémios APOM, que se realizou na semana passada, em formato online.

famalicmuseol (1).jpeg

A Fundação Cupertino de Miranda foi contemplada com dois prémios nas categorias de Prémio Incorporação com o conjunto de 47 obras de Isabel Meyrelles e na categoria de Prémio Catálogo com a publicação do catálogo "Cruzeiro Seixas – Ao longo do longo caminho" .

O Roteiro “Famalicão Turismo Industrial”, que agrega três unidades museológicas da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão - Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu do Automóvel e Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado - recebeu uma Menção Honrosa na categoria Informação Turística.

Em tempos atipicos marcados pela pandemia, a Cerimónia dos Prémios APOM, decorreu numa edição online, mas que, nem por isso, deixou de celebrar o que de melhor se faz Portugal nos Museus e pelos seus profissionais.

Refira-se que a edição deste ano contou com 208 candidaturas, envolvendo instituições de Portugal Continental e Regiões Autónomas. Assumiu também uma vertente marcadamente internacional, reconhecendo a excelência de projetos de exposição e divulgação cultural de Portugal no estrangeiro.

O Prémio Museu do Ano, o mais alto galardão da APOM, foi atribuído ao Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s Madeira.

Refira-se que a Associação Portuguesa de Museologia foi fundada em 1965 com o objetivo de servir a comunidade de profissionais de museus Portugueses. Foi a primeira organização profissional ligada aos Museus a ser fundada em Portugal. Hoje conta com cerca de duzentos sócios individuais e uma dezena de sócios institucionais.

famalicmuseol (1).jpg

famalicmuseol (2).jpeg

famalicmuseol (3).jpeg

famalicmuseol (4).jpeg

A MEMÓRIA DA EMIGRAÇÃO NOS ESPAÇOS MUSEOLÓGICOS DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

A dimensão e impacto da emigração no país, nas palavras abalizadas de Vitorino Magalhães Godinho, uma “constante estrutural” da demografia portuguesa, têm impelido a construção nas últimas décadas, no seio dos territórios municipais, de vários núcleos museológicos dedicados à salvaguarda da memória do processo histórico do fenómeno migratório nacional.

É o caso, por exemplo, do Museu das Migrações e das Comunidades, sediado em Fafe, o Espaço Memória e Fronteira, localizado em Melgaço, e do Museu da Emigração Açoriana, instalado na Ribeira Grande, que têm prestado um serviço público de grande relevância na dinamização da memória da emigração portuguesa.

A grande relevância do fenómeno migratório nacional e a importante função destes núcleos museológicos locais concorrem diretamente para que o projeto do futuro Museu Nacional da Emigração, cuja criação foi aprovada, como recomendação, pela Assembleia da República, a 27 de outubro de 2017, e cuja construção que teima em não sair do papel está prevista desde 2018 em Matosinhos, pressuponha uma estratégia cultural em rede.

Uma vindoura estratégia cultural em rede que não pode olvidar a existência de outros relevantes espaços museológicos que têm sido construídos ao longo dos últimos anos por portugueses no estrangeiro, comummente figuras gradas das comunidades lusas, e que tal como no território nacional desempenham um papel valioso na perpetuação da memória da emigração portuguesa.

É o caso, por exemplo, da Galeria dos Pioneiros Portugueses, um espaço museológico em Toronto, impulsionado no presente pelo comendador Manuel DaCosta, um dos mais ativos e beneméritos empresários luso-canadianos, que se dedica à dinamização do legado dos pioneiros da emigração portuguesa para o Canadá. Nação da América do Norte onde vive e trabalha uma das maiores comunidades de emigrantes portugueses, e que se destaca atualmente pela sua perfeita integração, inegável empreendedorismo e relevante papel económico e sociopolítico.

Fotografiamemoemigr.jpg

O historiador Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, acompanhado em 2016 do comendador Manuel DaCosta (dir.) na Galeria dos Pioneiros Portugueses, no âmbito de uma conferência sobre a Emigração Portuguesa

 

Ainda na esteira museológica sobre o fenómeno migratório no seio das comunidades lusas destaca-se o Museu da Imigração, em Lausanne, na Suíça, um dos principais destinos da emigração portuguesa, como comprovam os mais de 200 mil lusos que vivem e trabalham no território helvético. Fundado em 2005 pelo português Ernesto Ricou, artista plástico e professor de História de Arte reformado, o Museu da Imigração, considerado o mais pequeno da Suíça, procura desde então salvaguardar as memórias ligadas à migração.

Na mesma linha, sobressai desde o final do séc. XX o Museu Etnográfico Português em Sydney, na Austrália, inaugurado por um grupo de voluntários que têm procurado manter viva a identidade cultural da comunidade luso-australiana, cujas raízes remontam à segunda metade do séc. XX, e que é constituída atualmente por cerca de 55 mil portugueses disseminados por metrópoles como Perth, Melbourne ou Sydney.

Estes exemplos museológicos, e outros que se encontram ou possam vir a ser projetados no seio das comunidades lusas espalhadas pelos quatro cantos do mundo, enquanto valiosos espaços de perpetuação da memória e das histórias da emigração portuguesa, merecem a admiração e reconhecimento do país, e não podem deixar de integrar o trabalho em rede do futuro Museu Nacional da Emigração.

ARCOS DE VALDEVEZ: MUSEU DA ÁGUA AO AR LIVRE É EXEMPLO DE BOAS PRÁTICAS

Comissão Europeia elege projeto do Museu da Água ao Ar Livre como exemplo de boas práticas

A Comissão Europeia, através da DG REGIO, encontra-se a promover no seu website oficial, um conjunto de projetos apoiados pelos Fundos Comunitários.

Foi com grande satisfação que a Câmara Municipal recebeu a notícia de que o Projeto “Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez”, apoiado através do Norte 2020, já integra o portfólio da plataforma eletrónica da DG REGIO, como um exemplo de boas práticas.

Museu da água -site Comissão europeia.png

Segundo a Comissão Europeia o projeto do Museu da Água ao ar Livre destaca-se por ter contribuído “para a promoção do património natural, arquitetónico e cultural associado ao rio Vez na Região Norte de Portugal. Através do mesmo foi possível criar um percurso ao longo do Rio Vez e vários pontos de observação a partir dos quais o visitante pode observar a flora e a fauna nativas.”

De referir que este Museu é único no país e reforça, renova e amplia o papel de Arcos de Valdevez como porta da mais importante Reserva da Biosfera, declarada pela Unesco, existente no noroeste peninsular – o Parque Nacional Peneda-Gerês /Parque Transfronteiriço Gerês/Xurés.

Com a criação do museu, o município pretendeu potenciar o aumento do número de visitantes, dinamizando o alojamento, a restauração, a animação turística e as empresas de prestação de serviços ligadas ao ambiente e ao comércio.

A primeira fase do Museu da Água ao ar livre centra-se no troço do rio Vez, situado entre a foz do rio Vez, na freguesia de Souto, e a freguesia de Vilela, e pretende promover o património ambiental (flora e fauna), arquitetónico e etnográfico associado ao Rio Vez e seus afluentes.

Além da sinalização do património construído nas margens, o museu inclui, ao longo do trajeto, painéis informativos sobre a fauna, flora e ecologia do ecossistema ribeirinho, bem como do seu património construído e da sua história. Estes painéis têm código Qr para que se possa aceder a mais informação no site do Museu da Água em http://museudaagua.arcosdevaldevez.pt/ .

Disponibiliza observatórios para conhecer ‘in loco’ a fauna que habita neste ecossistema ribeirinho.

Dotado de um equipamento multimédia, o Fluvivez – Centro de Informação e acolhimento tem como missão dar a conhecer aos visitantes a história do rio e desafiá-los a conhecer, no terreno, o seu património. O museu completa-se com dois postos, em Sabadim e Santar, para apoiar atividades de educação ambiental.

A Operação “NORTE-04-2114-FEDER-000382 - Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez”, foi cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional NORTE2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4 - Qualidade Ambiental e contou com um Investimento Elegível de 345.071,33 € e Comparticipação Comunitária de 293.310,63 €.

FAMALICÃO ASSINALA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS COM PROGRAMA ONLINE DE VÁRIOS DIAS

Rede de Museus de Famalicão e Fundação Serralves debatem diversidade e inclusão nas instituições culturais

Dia Internacional dos Museus em 2019 (1).JPG

O município de Vila Nova de Famalicão vai assinalar o Dia Internacional dos Museus, que se celebra a 18 de maio, com o tema “Museus para a igualdade: diversidade e inclusão”, com uma programação online a partir do facebook da Rede de Museus (@rededemuseusdevilanovadefamalicao). São duas dezenas de atividades a decorrer a partir das diversas estruturas museológicas, entre 15 e 18 de maio, e que incluem por exemplo um debate, música, cinema, oficinas, visitas guiadas, etc.

O programa fica marcado pelo debate promovido pela Rede de Museus de Famalicão em parceria com a Fundação de Serralves, logo a abrir o programa, na sexta-feira, dia 15, pelas 17h00, difundido através da plataforma online Zoom.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que decorrem da resolução da Organização das Nações Unidas, intitulada “Transformar o nosso mundo: Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável” e que foi aprovada por unanimidade por 193 estados-membros dá o mote para o debate intitulado “Agenda 2030 e instituições culturais: diversidade e inclusão”. Os convidados são Alexandra Serra, investigadora da FPCE–UP, António Gouveia, diretor do parque de Serralves e Ricardo Nicolau, adjunto do diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Para moderar o debate estará Francisco Jorge, Chefe da Divisão de Planeamento Estratégico, Economia e Internacionalização do Município de Vila Nova de Famalicão.

A participação e acesso ao debate são gratuitos, no entanto, é obrigatório fazer a inscrição enviando um email para rededemuseus@famalicao.pt.

Com esta iniciativa pretende-se incentivar um envolvimento mais ativo por parte das instituições culturais e contribuir para a promoção da adoção de valores, comportamentos e atitudes que, a nível local, procurem responder a problemas globais.

Para além do debate, destaque ainda para um conjunto de atividades como o concerto da fadista “Madur” “Vem de expresso”, no Museu Ferroviário, as oficinas da Casa de Camilo “Casa de Papel”, do Museu da Industria Têxtil “Estampar Emoções” e da Fundação Cupertino de Miranda “Faz a tua exposição”. Mas este ano há também novamente “Noite no Museu” Bernardino Machado, com uma visita guiada pelo Palacete Barão da Trovisqueira, em direto.

Em concordância com o tema proposto para o Dia Internacional dos Museus 2020, “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão”, as atividades do Museu Ferroviário contarão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Também a atividade “Musear por Vila Nova de Famalicão” que decorre no dia 18, pelas 10h30 e pelas 15h30, e apresenta os doze museus da Rede, seguindo dois percursos, estará disponível em inglês.

O programa completo está disponível no portal do município em www.famalicao.pt.

Refira-se que Vila Nova de Famalicão celebra o Dia Internacional dos Museus desde 2009. Desde a sua criação em 2012, a Rede de Museus é responsável pela organização do Dia Internacional dos Museus e da Noite Europeia dos Museus promovendo anualmente programas diversificados nas 12 unidades museológicas que a compõem.

Em 2019, as comemorações em Vila Nova de Famalicão realizaram-se entre 16 e 19 de maio, promovendo 72 atividades com um alcance de cerca de 5 061 participantes.

Em 2020, no atual contexto de Pandemia, e de portas fechadas, a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão desenvolveu o programa online comemorativo, a partir do facebook da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão.

Dia Internacional dos Museus em 2019 (2).jpg

MORREU O ETNÓLOGO VIANENSE BENJAMIM PEREIRA

O ano começa com a triste notícia da morte de Benjamim Pereira (1928-2020).

Benjamim foi uma figura fundamental da etnografia portuguesa. Colaborou com Jorge Dias, Ernesto Veiga de Oliveira e Fernando Galhano num gigantesco levantamento da cultura material portuguesa, que levou à criação do Museu Nacional de Etnologia. Depois seguiu-se um percurso que deixou pegadas fundas em todo país: Centro Cultural Raiano (Idanha a Nova), Museu Regional de Paredes de Coura, Museu Rural de Boticas, Museu Tavares Proença Júnior - Galeria de têxteis tradicionais (Castelo Branco), Museu da Luz, Museu do Canteiro (Alcains) ou no Museu do Traje de Viana, nomeadamente no Núcleo Museológico das actividades agro-marítimas, de Carreço, a sua terra.

78361182_10221556208757596_6661253410035073024_o.jpg

O que hoje lembro é o privilégio de ter trabalhado com ele em Viana, no Museu do Traje, e de ter beneficiado da sua imensa sabedoria e da generosidade e gosto com que a partilhava. Quem falou com ele dificilmente esquecerá o "Sabes menino...", acompanhado de um gesto elegante, com que começava as suas frases.

Sentirei também uma falta tremenda da força, da exigência de rigor e do entusiasmo com que sempre me contagiava.

O enterro será amanhã, sexta-feira, às 15 horas, em Carreço, onde o corpo estará a partir de hoje à tarde.

João Alpuim Botelho

81099542_10221556212637693_7795456218805305344_o (1).jpg

81124029_10221556270759146_7406467383063216128_o.jpg

81288160_10221556223077954_3306664401720836096_o.jpg

81335501_10221556207957576_6509571670699671552_o.jpg

81722656_10221556212277684_6086826977581334528_o.jpg

82188087_10221556209477614_5390911287716741120_o.jpg

REDE DE MUSEUS DE FAMALICÃO DEFINE MISSÃO E ABRAÇA NOVOS DESAFIOS

Lançado o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”

No arranque de uma nova década, a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que integra doze estruturas museológicas do concelho, deu à estampa o livro “Definir a Missão… da necessidade ao desafio”, lançado em colaboração com o Citcem (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória); a Fundação para a Ciência e a Tecnologia; a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a associação Acesso Cultura.

DSC_2192.JPG

O livro que promove a reflexão sobre o papel que cada museu desempenha, a sua missão e os seus desafios para o futuro, coloca a Rede de Museus de Famalicão no centro do debate nacional e internacional sobre “Ser Museu no Século XXI”.

Ao longo de mais de 60 páginas é dada a palavra aos doze museus que integram rede, incluindo a visão de cada um, a missão, cinco objetivos, cinco ações e as palavras que inspiram as equipas de cada entidade.

O técnico especialista no Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Joaquim Jorge, que apresentou o livro, congratulou o município de Famalicão, “que tem uma Rede de Museus que fez um trabalho importante, que o divulga e publica em livro, disponibilizando também em inglês e colocando-o online, acessível a todos.” Para o responsável, este livro representa “o materializar de um trabalho extenso e profundo concretizado pelos museus de Famalicão”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, “este livro é base de um trabalho ambicioso por parte da nossa Rede de Museus, um trabalho que reflete a cooperação e partilha de experiências das várias estruturas, e que pretende posicionar a rede no panorama museológico nacional”.

O livro é uma edição da Câmara Municipal de Famalicão, sendo o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”, destinada a profissionais de museus e público em geral, onde se partilham diversos temas da museologia no território. Uma publicação, bilingue e adaptada para linguagem clara, está disponível online em www.famalicao.pt.

Refira-se que a apresentação da publicação decorreu no âmbito da comemoração do sétimo aniversário da Rede de Museus de Famalicão, que aconteceu em finais de novembro, integrando o debate “Ser Museu no Século XXI!”

A Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão é constituída por doze unidades museológicas – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem, como o caso dos Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que se iniciaram em 2016.

MUSEUS DEBATERAM EM FAMALICÃO OS NOVOS DESAFIOS DO SÉCULO XXI

IV Encontros da Rede realizaram-se no Museu Nacional Ferroviário de Lousado e reuniram mais de uma centena de participantes

“Como podem os Museus tornar-se mais relevantes para a sociedade de forma a que os cidadãos encontrem significado naquilo que o museu faz, na razão porque o faz e naquilo que apresenta ao público”. Este é para a representante da Acesso Cultura, Maria Vlachou, o maior desafio dos museus na atualidade. A responsável foi a moderadora do debate “Ser Museu no Séc. XXI”, que reuniu esta terça-feira, em Vila Nova de Famalicão, mais de cem participantes, com representantes de estruturas museológicas de todo o país.

DSC_1185famm.jpg

A iniciativa inseriu-se no âmbito dos IV Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que decorreu no Museu Nacional Ferroviário de Lousado e que contou ainda com o lançamento do livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”, apresentado por Joaquim Jorge, Técnico especialista no Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do património Cultural. Para o responsável, este livro representa “o materializar de um trabalho extenso e profundo concretizado pelos museus de Famalicão”.

Presente na iniciativa o vereador da Cultura e Educação do município, Leonel Rocha, destacou “o trabalho que está a ser desenvolvido pela Rede de Museus de Famalicão, refletindo sobre o caminho que deve ser percorrido por estas estruturas no presente e no futuro”. “Um Museu é uma escola, que ensina, que oferece conhecimento aos seus públicos, que nos enriquece”, referiu o autarca.

No debate, a investigadora da Universidade de Évora, Ana Carvalho, a responsável da Direção-Geral do Património Cultural, Clara Camacho, a representante do Mapa das Ideias, Inês Câmara e a museóloga Rita Pires dos Santos refletiram sobre a nova definição de museu proposta pelo ICOM (Conselho Internacional dos Museus). A conversa foi moderada por Maria Vlachou da associação Acesso Cultura.

Os encontros marcaram o sétimo aniversário da Rede de Museus que foi constituída a 26 de novembro de 2012.

Refira-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão é constituída por doze unidades museológicas – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem, como o caso dos Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que se iniciaram em 2016.

DSC_1198.jpg

DSC_1248.jpg

FAMALICÃO POSSUI MUSEU DO AUTOMÓVEL ANTIGO COM CENTRO DE FORMAÇÃO DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE AUTOMOBILISMO E KARTING

“Centro de Formação Permanente para Extração” entra em funcionamento em 2020

A partir do próximo ano, o Museu do Automóvel Antigo e Clássico de Vila Nova de Famalicão vai contar com um “Centro de Formação Permanente para Extração” criado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), com ações de formação sobre os procedimentos de socorro necessários para a retirada de pilotos e co-pilotos do interior de veículos de alta competição acidentados.

Museu do Automóvel  034.jpg

A criação desta estrutura no museu famalicense foi aprovada no final da semana passada na Assembleia Geral da FPAK.

Estas ações serão coordenadas e desenvolvidas por elementos acreditados pela Federação Internacional do Automóvel, com foco inicial nos associados FPAK e nas equipas de Associações Humanitárias.

Este Centro de Formação contará com componente teórica e prática, recorrendo a três modelos de cockpit utilizados nos diversos campeonatos do desporto automóvel.

Recorde-se que o Museu do Automóvel Antigo e Clássico está instalado em Famalicão, mais concretamente no Lago Discount, em Ribeirão, desde setembro de 2013.

Integra a Rede de Museus de Famalicão e é ponto de passagem obrigatória para colecionadores e admiradores da indústria automóvel. Tem patente um espólio de grande riqueza constituído por cerca de uma centena de carros e motas antigas e que acompanha a evolução do design automóvel ao longo do século XX. O Museu do Automóvel Antigo e Clássico tem associada uma Escola de Restauro Automóvel, um projeto de formação profissional inovador que junta o museu e a Escola Profissional CIOR e uma Escola de Educação Rodoviária vocacionada para o ensino dos mais jovens.

REDE DE MUSEUS DE FAMALICÃO DEBATE "SER MUSEU NO SÉCULO XXI" E LANÇA LIVRO

IV Encontros da Rede realizam-se hoje, no Museu Nacional Ferroviário de Lousado

No dia em que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão comemora sete anos de existência – foi constituída a 26 de novembro de 2012 – lança o debate sobre o que é “Ser Museu no Séc. XXI”! Trata-se do IV Encontro da Rede de Museus que decorre esta terça-feira, a partir das 14h30, no Museu Nacional Ferroviário de Lousado. A cerimónia de abertura do evento conta com a presença do vereador da Educação e Cultura, Leonel Rocha.

Museu Ferroviário.JPG

O que é um Museu no XXI? Quais são os seus desafios? O que procura o seu público? Como responde às demandas da contemporaneidade, da tecnologia, da globalização? Estas são algumas das questões a que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão pretende dar resposta.

A iniciativa arranca com o debate “Ser Museu no século XXI” e culmina com a apresentação do livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”, é de entrada livre, sujeita a inscrição prévia através do mail rededemuseus@famalicao.pt.

No debate, a investigadora da Universidade de Évora, Ana Carvalho, a responsável da Direção-Geral do Património Cultural, Clara Camacho, a representante do Mapa das Ideias, Inês Câmara e a museóloga Rita Pires dos Santos irão refletir sobre a nova definição de museu proposta pelo ICOM (Conselho Internacional dos Museus). A conversa serás moderada por Maria Vlachou da associação Acesso Cultura.

No final da sessão, o técnico especialista no Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural – Ministério da Cultura, Joaquim Jorge irá apresentar o livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”. Este livro é o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”, coordenada pela Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão, destinada a profissionais de museus e público em geral, onde se partilham diversos temas da museologia no território.

Esta publicação, bilingue e adaptada para linguagem clara, estará disponível em versão impressa e acessível gratuitamente online.

Os IV Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão têm como objetivo refletir sobre o papel que cada museu desempenha, a sua missão e os desafios para o futuro que enfrenta no território onde está inserido.

Refira-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão nasceu em 2012 e é constituída por doze unidades museológicas – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem, como o caso dos Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que se iniciaram em 2016.

REDE DE MUSEU DE FAMALICÃO DEBATE "SER MUSEU NO SÉCULO XXI" E LANÇA LIVRO

IV Encontros da Rede realiza-se dia 26 de novembro, no Museu Nacional Ferroviário de Lousado

O que é um Museu no XXI? Quais são os seus desafios? O que procura o seu público? Como responde às demandas da contemporaneidade, da tecnologia, da globalização? Estas são algumas das questões a que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão pretende dar resposta no próximo dia 26 de novembro, no Museu Nacional Ferroviário de Lousado, no decorrer do IV Encontro da Rede.

Museu Ferroviárioc.JPG

A iniciativa que vai decorrer a partir das 14h30 com o debate “Ser Museu no século XXI” e culmina com a apresentação do livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”, é de entrada livre, sujeita a inscrição prévia através do mail rededemuseus@famalicao.pt.

No debate, a investigadora da Universidade de Évora, Ana Carvalho, a responsável da Direção-Geral do Património Cultural, Clara Camacho, a representante do Mapa das Ideias, Inês Câmara e a museóloga Rita Pires dos Santos irão refletir sobre a nova definição de museu proposta pelo ICOM (Conselho Internacional dos Museus). A conversa serás moderada por Maria Vlachou da associação Acesso Cultura.

No final da sessão, o técnico especialista no Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural – Ministério da Cultura, Joaquim Jorge irá apresentar o livro “Definir a missão… da necessidade ao desafio”. Este livro é o primeiro número da coleção monográfica “Ser e fazer museu no século XXI”, coordenada pela Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão, destinada a profissionais de museus e público em geral, onde se partilham diversos temas da museologia no território.

Esta publicação, bilingue e adaptada para linguagem clara, estará disponível em versão impressa e acessível gratuitamente online.

Os IV Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão têm como objetivo refletir sobre o papel que cada museu desempenha, a sua missão e os desafios para o futuro que enfrenta no território onde está inserido.

Refira-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão nasceu em 2012 e é constituída por doze unidades museológicas – Casa de Camilo: Museu. Centro de Estudos; Casa-Museu Soledade Malvar; Museu Bernardino Machado; Museu Cívico e Religioso de Mouquim; Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe; Museu da Guerra Colonial; Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave; Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa; Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves; Museu do Automóvel; Museu Fundação Cupertino de Miranda – Centro Português do Surrealismo; Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado.

Desde a sua fundação procura a valorização dos museus que integram a rede, através de uma política de cooperação e articulação entre si, com vista à promoção, valorização e difusão das suas coleções museológicas, bem como de ações de capacitação das equipas que os constituem, como o caso dos Encontros da Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão que se iniciaram em 2016.

ARCOS DE VALDEVEZ VAI CRIAR GEOSSÍTIOS

"Rochas que contam Histórias": Projeto para criação de Geossítios no valor de 184.000,0 euros

A Câmara Municipal aprovou, no âmbito do projeto “Rochas que Contam Histórias – valorização do património geológico e geomorfológico arcuense”, a abertura de procedimento concursal, pelo valor base de 184.000,0 euros, para a aquisição da conceção, execução e colocação de conteúdos para a sensibilização e educação ambiental sobre o património geológico e geomorfológico e a sua relação com a fauna, flora e a paisagem, suportados num conjunto de ferramentas, designadamente uma unidade interativa tridimensional; um posto Interativo táctil; painéis interpretativos para colocação exterior, os quais Incorporarão conteúdos interpretativos dos geossítios localizados nos espaços classificados, transmitidos de modo simples e acessível para o público; placas Sinalizadoras para orientar a visitação e orientar as ações de sensibilização e educação ambiental desenvolvidas nas áreas classificadas; estruturas para colocação de código QR para colocação ao longo de percursos ou junto dos geossítios que permitam fornecer informação mais detalhada sobre os geossítios mas também sobre o restante património natural; aplicação Móvel (App); um Portal de internet, dedicada à geodiversidade e ao património geológico e a sua interligação com os habitats a fauna e a flora das áreas classificadas no Município dos Arcos de Valdevez.

catelo de sta Cruz.jpg

O projeto “Rochas que Contam Histórias” visa tornar uma área de Arcos de Valdevez num grande centro interpretativo onde se vão identificar e interpretar um conjunto diverso de valores naturais com destaque para a geologia e geomorfologia e a sua relação com os restantes valores naturais ali presentes e que é suporte de um conjunto de habitats e de espécimes da fauna e da flora, alguns dos quais protegidos. Trata-se, portanto, de criar condições “in loco” para que a comunidade infantojuvenil e o público em geral possam conhecer os aspetos naturais do seu território, os aprenda a interpretar e desta forma adquira uma maior consciencialização para a proteção da natureza.

Com o projeto também se pretende promover a articulação entre o uso eficiente dos recursos naturais e as atividades socioeconômicas com estímulos para o contributo destas para a conservação, gestão, ordenamento e conhecimento da biodiversidade, dos ecossistemas e dos recursos geológicos.

A Operação “POSEUR-03-2215-FC-000059 - Rochas que Contam Histórias - Arcos de Valdevez”, é cofinanciada pelo FC, Programa Operacional POSEUR, Portugal2020, Eixo III - Proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos e conta com um Investimento Elegível de 342.555,00 € e Comparticipação Comunitária de 291.171,75 €.

Gondião.jpg

Tibo Gavieira.jpg

ARCOS DE VALDEVEZ INAUGURA MUSEU DA ÁGUA AO AR LIVRE, EXEMPLAR ÚNICO EM TODO O PAÍS

Arcos de Valdevez com Museu da Água ao Ar Livre único no país. Símbolo do Museu é o melro d’água, um bioindicador da qualidade do ecossistema fluvial

A Câmara Municipal procedeu no passado sábado, dia 1 de junho, à abertura oficial do Museu da Água ao Ar livre do Rio Vez, o qual tem no edifício Fluvivez o seu ponto de Informação e acolhimento ao visitante.

museu da água.JPG

Para o Presidente da Câmara Municipal este foi um momento de grande importância para o concelho que vê a sua fauna, flora e património cada vez mais valorizados. “Este Museu é único no país e reforça, renova e amplia o papel de Arcos de Valdevez como porta da mais importante Reserva da Biosfera, declarada pela Unesco, existente no noroeste peninsular – o Parque Nacional Peneda-Gerês /Parque Transfronteiriço Gerês/Xurés”, referiu João Esteves.

museu da água2.JPG

Com a sua criação “pretendeu-se preservar o mais possível as condições naturais do território e as marcas da atividade humana que, durante séculos, soube, de uma forma equilibrada, tirar partido da água e dos ecossistemas que lhe estão associados, transformando este vasto património em pilar do desenvolvimento socioeconómico do concelho”.

“No fundo a Autarquia está a valorizar e enfatizar aquilo que estava ao nosso redor através da recuperação dos açudes, levadas e moinhos, bem como a colocar sinalética e informação sobre os ecossistemas”, atestou.

Pedro Gomes, professor da Universidade do Minho e responsável da equipa técnica que concebeu o edifício de receção do Museu da Água, afirmou que este “contribui para um melhor conhecimento de um dos poucos rios selvagens em Portugal que se apresenta em boas condições ambientais” e deu ainda um conselho a quem tem por hábito fazer a ecovia “não se preocupem tanto em fazer quilómetros mas sim em apreciar a beleza natural e riqueza do percurso”.

A primeira fase do Museu da Água ao ar livre centra-se no troço do rio Vez, situado entre a foz do rio Vez, na freguesia de Souto, e a freguesia de Vilela, e pretende promover o património ambiental (flora e fauna), arquitetónico e etnográfico associado ao Rio Vez e seus afluentes.

Além da sinalização do património construído nas margens, o museu inclui, ao longo do trajeto, painéis informativos sobre a fauna, flora e ecologia do ecossistema ribeirinho, bem como do seu património construído e da sua história.

Foram intervencionados açudes ao abrigo do projeto museológico, recuperando uma das suas funcionalidades, ou seja, diminuir a energia da corrente do rio, minimizando deste modo o poder erosivo sobre as suas margens.

Disponibiliza observatórios para conhecer ‘in loco’ a fauna que habita neste ecossistema ribeirinho.

Dotado de um equipamento multimédia, o Fluvivez – Centro de Informação e acolhimento tem como missão dar a conhecer aos visitantes a história do rio e desafia-los a conhecer, no terreno, o seu património. O museu completa-se com dois postos, em Sabadim e Santar, para apoiar atividades de educação ambiental.

Com a criação do museu, o município pretende potenciar o aumento do número de visitantes, dinamizando a hotelaria, a restauração, as empresas de prestação de serviços ligadas ao ambiente e ao comércio.

A Operação “NORTE-04-2114-FEDER-000382 - Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez”, é cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional NORTE2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4 - Qualidade Ambiental e conta com um Investimento Elegível de 345.071,33 € e Comparticipação Comunitária de 293.310,63 €.

museu da água4.JPG

museu da água8.JPG

museu da água9.JPG

museu da água10.JPG

museu da água11.JPG

MUSEU DE ARTE POPULAR PERTENCE AO POVO PORTUGUÊS – SEM O “MERCADO DA PRIMAVERA” O MUSEU NÃO FICARÁ COMPLETO!

Com cerca de 15 mil peças da mais variada natureza, representando actividades artesanais do povo português, desde objectos de cerâmica a utensílios de trabalho, alfaias agrícolas, carroças, brinquedos e cestaria, o Museu de Arte Popular é porventura aquele com quem mais o povo português se identifica pois ali encontra-se retratado nos seus usos e costumes de uma forma bastante acessível.

Mercado Primavera 026

Porém, nos últimos 45 anos, os decisores políticos votaram-no ao desprezo, chegando mesmo ao ponto de sentenciarem-lhe a sua destruição. Por fim, acabaria por ver a sua colecção incorporada no Museu Nacional de Etnologia e transformado em Núcleo de Arte Popular.

Ao espaço museológico propriamente dito encontrava-se associado o Mercado da Primavera, espaço de animação cultural no exterior que serviu nomeadamente para dar a conhecer muitos dos nossos artesãos e suas obras, como foi o caso da barrista barcelense Rosa Ramalho, foi destruído há cerca de quatro décadas.

Constituído em 1948, no âmbito da Exposição do Mundo Português, então com a designação de “Pavilhão da Vida Popular”, o seu acervo reunia um conjunto de peças que foi apresentado na Exposição de Arte Popular Portuguesa que teve lugar em Genebra, em 1935. O seu espólio repartia-se por diferentes salas dedicadas às mais diversas regiões do país e ainda um espaço para exposições temporárias, nelas predominando as cerâmicas e as alfaias agrícolas, os trajes e instrumentos musicais tradicionais, a joalharia e as artes de pesca, as carroças e a cestaria, a maioria das quais recolhida nos começos do século passado.

A decisão de ali instalar o Museu de Arte Popular coube ao ministro António Ferro e o edifício foi originalmente concebido pelo arquiteto Veloso Reis, tendo posteriormente sido sujeito a remodelação com vista a acolher o museu, tendo o projeto de adaptação pertencido ao arquiteto Jorge Segurado. O Museu de Arte Popular constituiu seguramente o exemplar mais representativo das conceções museológicas e ideológicas do Estado Novo, facto que só por si justificaria a sua continuidade e preservação.

Em relação ao próprio edifício, é reconhecido “o valor estético e material intrínseco, o génio dos respectivos criadores, o interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, a sua concepção arquitectónica, urbanística e paisagista, e o que nele se reflecte do ponto de vista da memória colectiva”, razão pela qual foi pela Secretaria de Estado da Cultura, através da portaria n.º 263/2012, classificado como monumento de interesse público. Não obstante, chegou a estar prevista a sua demolição por proposta de um ministro da Cultura…

O Museu de Arte Popular pertence ao povo português e, como tal, deverá ser-lhe devolvido juntamente com a sua colecção.

13292_10150163435315442_1035069_n

MUSEU DE ARTE POPULAR ESTÁ DE VOLTA!

Ministra da Cultura quer reabrir o Museu de Arte Popular

Reabertura do museu integra-se num plano nacional para recuperar as artes e ofícios portugueses dando-lhe um potencial económico. Primeira iniciativa dedicada à cestaria realiza-se em julho.

museuartpopol (1).jpg

O artesão do bunho Manuel Ferreira

© Gustavo Bom/ Global Imagens

Manuel Ferreira estende as mãos para mostrar a pele gretada, os dedos grossos, as articulações salientes. As mãos são, há 31 anos, o seu principal instrumento de trabalho. É com elas que mede a "macheia" de bunho com que começa cada peça, que ata os caules num molho, que molda a primeira curva, que puxa com força a agulha e entrelaça as meadas até formar uma espécie de um tecido grosso e resistente. Dali há de nascer um banco, uma cadeira, um sofá, uma cesta ou outra coisa qualquer que a imaginação queira e a técnica permita. "É um trabalho muito pesado para o corpo", diz Manuel Ferreira, de 64 anos, que já não consegue passar um dia inteiro sentado no seu banquinho nem tem a força que costumava ter. "Antes fazia dois bancos por dia, agora demoro dois dias para fazer um banco."

Sob o olhar atento da cadela Linda, o senhor Manuel trabalha todos os dias na oficina que fica na antiga Escola Prática de Infantaria de Santarém, ao lado da cesteira Maria das Neves. "Há 30 anos, éramos dez no curso do bunho e outros dez no curso de cestaria, agora só restamos nós. Os outros desistiram todos", explica. Por um lado porque o trabalho é pesado, por outro porque não rende assim tanto. "Para começar é preciso aprender, ter um espaço, ter os materiais, e depois trabalhar algum tempo até começar a ganhar algum dinheiro. E não é assim tão fácil. Os jovens preferem outros trabalhos." Na região, só há mais um artesão que trabalha o bunho.

É para tentar alterar um pouco esta situação que, em julho, Manuel Ferreira vai ser um dos mestres artesões a participar no "summer camp" sobre tecnologias de cestaria portuguesa que vai acontecer no Museu de Arte Popular (MAP), em Lisboa. O "summer camp" é uma iniciativa do Ministério da Cultura que tem planos não só para programar mais atividades naquele espaço em Belém como também para reabrir o museu de forma permanente, revela ao DN Graça Fonseca. "O MAP tem um espólio extraordinário. Neste momento o museu está fechado e todo o seu acervo está no Museu de Etnologia, mas temos planos para reabri-lo." Claro que os planos estão sujeitos ao resultado das eleições legislativas em outubro próximo mas a ministra quer "deixar tudo pronto para o Governo seguinte poder reabrir o museu até 2020", explica.

Recuperar o "saber fazer português"

"Hoje em dia, felizmente, as artes e ofícios deixaram de ser uma coisa rejeitada pelas novas gerações, já não têm problemas em trabalhar com as mãos", diz Graça Fonseca, sublinhando que os jovens estão a redescobrir esse tipo de trabalho manual que além de ter uma componente de sustentabilidade (ligada à ecologia) pode também abrir possibilidades de negócio. "Há aqui uma oportunidade, julgamos nós, de regressar às artes e ofícios e de recuperar o saber fazer português, quer de uma perspetiva cultural, ou seja, o património imaterial, quer numa perspetiva de ativo económico."

Para isso, o Ministério da Cultura, em parceria com a Fundação Michelangelo e com a colaboração da Fundação Ricardo Espírito Santo, começou por programar uma iniciativa ligada à cestaria, "uma das técnicas mais antigas humanidade". "Hoje em dia, em Portugal estima-se que a idade média dos cesteiros ande à volta dos 70 anos, estamos com um saber fazer bastante envelhecido e existem evidentes problemas para os que ainda têm oficinas em conseguir atrair aprendizes, novos a quem passar o conhecimento, e também têm dificuldade de acesso ao mercado internacional e no fundo na valorização da sua arte e do seu produto", explica a ministra.

museuartpopol (2).jpg

Ministra da Cultura Graça Fonseca visitou a coleção de cestaria que está no Museu de Etnologia

© Reinaldo Rodrigues

O "summer camp" que decorre de 15 de agosto a 2 de julho será, antes de mais, uma ação de formação em que participam cinco mestres artesãos, de regiões diferentes do país e que trazem consigo diferentes técnicas, e 10 aprendizes (cinco nacionais e cinco estrangeiros). A ação de formação decorre no MAP e, simultaneamente, haverá uma exposição com algumas das peças da coleção de cestaria do MAP e outras atividades abertas ao público. "A nossa ideia é que durante 15 dias o museu esteja aberto e vivo e as pessoas possam vir cá conhecer a coleção de cestaria, contactar com os artesãos, perceber como é que se faz." Para setembro está prevista uma exposição maior, em que além da coleção de cestaria vão estar também as peças que foram criadas pelos aprendizes, resultado do "summer camp".

Depois de se avaliar o sucesso deste "summer camp", o passo seguinte é tornar este tipo de iniciativas mais regulares. Para isso, a ministra da Cultura pretende criar o Plano Nacional do Saber Fazer Português, assente em quatro pilares: preservação, educação, capacitação e promoção.

Primeiro, há que conhecer artes e ofícios de Portugal, diz Graça Fonseca. "Não há um conhecimento estruturado do país, de onde é que estão as unidades produtivas, onde estão os diferentes artesãos, qual o nível de risco. Há um trabalho a fazer de identificação e avaliação." No caso da cestaria, esse mapeamento está já a ser feito pelas curadoras da coleção de cestaria, que trabalham no Museu de Etnologia.

Depois, há a educação - o passar o conhecimento. "Temos de ter programas de aprendizado, transformar este summer camp em algo estruturado e recorrente. Para isso, teremos de trabalhar com o Ministério da Educação, as escolas e os centros profissionais", explica.

A capacitação passa por "trabalhar junto das unidades de produção que existam e dos indivíduos que têm o saber", o que será feito em colaboração com o Ministério do Trabalho e o Instituto de Formação Profissional. "A ideia é capacitar as pessoas para terem um plano de negócios, a forma de comunicar o seu produto e de chegar ao mercado. Sabemos que muitos dos artesãos têm problemas nesta fase."

E depois "um último eixo que é importante, que é a promoção", explica Graça Fonseca. "É preciso chegar ao mercado nacional e internacional - isso é fundamental." Para isso, conta com as parcerias do Turismo e AICEP. "Estes produtos são gourmet e estão muito bem posicionados para o mercado do luxo mas também para um mercado ligado à sustentabilidade", em ambos os casos podem ter um papel importante não só para a economia como para a promoção da imagem do país e para o turismo.

Qual o papel do Museu de Arte Popular?

O Museu de Arte Popular foi inaugurado em 1948 e nasceu da reformulação do antigo pavilhão criado para a Exposição do Mundo Português (1940). O MAP teve uma vida atribulada, sobretudo, após o 25 de Abril. Em 2000 iniciaram-se obras de requalificação do museu que tinha entrado em decadência e que levariam ao encerramento do espaço em 2003. Em 2006, a então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou que o MAP iria ser transformado em Museu da Língua Portuguesa. Mas nem todos gostaram das notícias.

museuartpopol (3).jpg

António Ferro na inauguração do Museu de Arte Popular em julho de 1948

© Arquivo DN

O movimento pela reabertura do MAP incluiu a criação de um blogue e de uma petição online que reuniu mais de três mil assinaturas. Em Dezembro desse ano, a nova ministra, Gabriela Canavilhas, anunciou que o museu "é para se manter tal como estava (...), dedicado à arte popular portuguesa". A reabertura aconteceu em 2010, sob a direção de Andreia Galvão, mas o projeto acabaria por fracassar.

Nos últimos anos, o MAP tem recebido exposições avulsas e nem sempre relacionadas com o tema do museu. O seu espólio encontra-se no Museu de Etnologia, que é na verdade quem tutela o espaço. Paulo Costa, diretor de Etnologia, é, por inerência, também o diretor do MAP.

"O museu tem uma história complicada", admite a ministra da Cultura. "Mas temos de ultrapassar isso." "Muitas destas técnicas de que estamos a falar estão representadas no museu", explica. Além da cestaria, a coleção integra cerâmica, azulejo, tapeçaria e muitas outras artes tradicionais. "Este museu foi constituído para mostrar o que é a arte popular portuguesa, não só temos as peças como temos toda a documentação, é um repositório de conhecimento que é muito importante quando pensamos em pegar neste saber para o reinventar", explica Graça Fonseca.

"O que nos queremos é reinstalar o museu na sua vocação original, de mostrar o que é a arte popular portuguesa, mas que seja um museu virado para o futuro. Não é num sentido saudosista. Para nos conseguirmos projetar o futuro convém conhecer o passado e perceber o presente. E portanto temos que conhecer bem a arte popular portuguesa, que é distinta das outras, temos que identificar o nosso ADN porque é isso que faz a diferença no mercado. E é a partir daqui que nós podemos projetar o futuro."

Para pensar a melhor maneira de concretizar esta ideia, o Ministério da Cultura está a criar um grupo informal de trabalho, de que farão partes personalidades como a artista Joana Vasconcelos, a historiadora e especialista em museologia Raquel Henriques da Silva e o jurista Gomes de Pinho que, além de administrador da Fundação Vieira da Silva, é também um grande colecionador de arte popular. Ter exposições permanentes e temporárias, abrir um espaço de oficinas, pensar em ligações com as escolas e com o mercado, programar atividades para o público mas também com a comunidade dos artesãos - são muitos os pormenores a debater. "Vamos discutir o que deve ser o museu de arte popular no século XXI e como pode funcionar", garante Graça Fonseca. "O potencial é enorme."

A ministra da Cultura espera, assim, ter tudo pronto antes das eleições para que o museu abra de novo as portas de forma permanente em 2020: "As verbas vão estar previstas no orçamento do próximo ano vamos e deixar para o próximo Governo tudo preparado quer para avançar para o plano nacional quer para organizar a reabertura do museu."

Fonte: https://www.dn.pt/

museuartpopol (4) (1).jpg

Interior do museu em 2010

© Arquivo DN

CABECEIRENSES DEBATEM "MARKETING DOS MUSEUS E ARTES CRIATIVAS CONTEMPORÂNEAS"

Workshop ‘Marketing dos Museus e Artes Criativas Contemporâneas’ realizou-se no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe

Realizou-se ontem, dia 17 de maio, no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe do Museu das Terras de Basto, o Workshop ‘Marketing dos Museus e Artes Criativas Contemporâneas’ que contou com a participação dos especialistas Adriana Henriques e Jorge Lira. Este evento inseriu-se no programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’ que, até julho, oferece iniciativas desenvolvidas em três eixos temáticos: Cultura/Artes Performativas, Gastronomia/Sabores e Saúde e Bem-Estar com o objetivo de promover o património material e imaterial de Cabeceiras de Basto.

Workshop ‘Marketing dos Museus e Artes Criativas Contemporâneas’.JPG

Coube à vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada, dar as boas-vindas a todos os presentes e apresentar os oradores convidados deste workshop que assinalou também o Dia Internacional dos Museus que se celebra oficialmente hoje.

Durante a iniciativa, a artista plástica Adriana Henriques, Licenciada em Artes/Desenho e Curadora de diversos espaços de arte e exposições, apresentou o tema ‘O papel da Curadoria na relação com os públicos’, enquanto Jorge Lira, arquiteto e coordenador do projeto ‘Gaita de Foles Mirandesa – Reconhecimento e Padronização’, fez ‘A ponte entre a tradição e a arte contemporânea através dos instrumentos musicais - o caso da Gaita de Foles’.

No final, Jorge Lira brindou os presentes com um momento musical, ao som da gaita de foles.

Sobre os oradores:

  • ADRIANA HENRIQUES

Nasceu em Salamonde, no concelho de Vieira do Minho, em 1978. Concluiu o Curso Superior de Pintura, em 2006, e a Licenciatura em Artes/Desenho, em 2009, ambos frequentados na Escola Superior Artística do Porto (ESAP), extensão de Guimarães. Paralelamente à sua formação académica, participou ainda em vários cursos e encontros ministrados no âmbito das artes. Promoveu e participou em inúmeras exposições individuais e coletivas, tendo sido curadora de várias exposições de arte contemporânea.

Atualmente desenvolve projetos pedagógicos em instituições culturais como curadora, professora e orienta programas para crianças e jovens no campo das artes visuais.

  • JORGE LIRA

Nascido em 1967, na Cidade do Porto, é Arquiteto pela Universidade do Porto, (1985/1992). Dedica-se à Arquitetura como profissão mas também à Música e sobretudo à música Tradicional, bem como à investigação e recuperação de instrumentos históricos, nomeadamente, gaitas de fole.

Promotor e Coordenador do Projeto ‘Gaita-de-foles Mirandesa - Reconhecimento e Padronização’, dedica-se à recuperação de genuínos instrumentos da tradição.

Nos últimos 35 anos, desde a aprendizagem inicial com Joaquim Antão, Gaiteiro de Granja da Silva / S. Joanico, foram por si medidas e estudadas várias dezenas de gaitas antigas, algumas com centenas de anos.

Em quase todos os Museus de Portugal estudou, mediu, levantou e desenhou instrumentos ancestrais, posteriormente replicados, alguns dos quais, fundamentais para a compreensão do enquadramento e da história da Gaita de Foles em Portugal.

Esse acervo pessoal considera-o de utilidade pública e, como tal, estará disponibilizado na Casa da Gaita e do Gaiteiro, em Mogadouro.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO INTEGRA CONSÓRCIO EUROPEU PARA PRESERVAÇÃO DE PEIXES MIGRADORES

Aquamuseu do rio Minho integra consórcio europeu para preservação de peixes migradores 

Cerca de 30 parceiros de diferentes países europeus, entre os quais o Aquamuseu do Rio Minho (Município de Vila Nova de Cerveira), acabam de lançar o projeto DiadES que visa a promoção de ações para a conservação de peixes diádromos (peixes migradores entre águas doces e marinhas). Com um orçamento de 2,2ME, financiado pela União Europeia até 2022, a iniciativa visa melhorar o conhecimento sobre os benefícios ecológicos, económicos e culturais oferecidos por estas espécies e, em simultâneo, aprofundar possíveis mudanças na sua distribuição geográfica devido às alterações climáticas.

Enguias aquamuseu.jpg

O que é que o salmão, a lampreia ou a enguia têm em comum? Duas caraterísticas indiscutíveis: peixes que migram entre água doce e salgada para alimentação ou reprodução e que geram importantes e diversos benefícios nas comunidades em que vivem. Com o objetivo de melhorar o seu estado de conservação e assegurar o impacto positivo que têm na economia e na natureza, o DiadES tem a missão de quantificar e potenciar os serviços de ecossistema prestados pelos peixes diádromos no Espaço Atlântico.

A sua concretização baseia-se numa abordagem inovadora que se limita a uma única espécie ou a uma única área geográfica, mas levanta uma perspetiva global e multidisciplinar. Os vários investigadores no domínio das ciências naturais e dos economistas ambientais, bem como uma sólida rede de gestores no Espaço Atlântico, vão produzir um atlas internacional interativo que apresentará a atual distribuição de peixes diádromos e os serviços de ecossistema que eles fornecem, bem como uma previsão das tendências sob um cenário de mudanças climáticas.

Além disso, uma das ações do projeto visa um jogo sério, em que os atores relacionados com a gestão das espécies diádromasvão adotar diferentes papéis, para suscitar um diálogo coletivo de reflexão e apresentação de estratégias de gestão alternativas e criativas. Prevê-se que as conclusões obtidas permitam o desenvolvimento de um quadro de orientações para a gestão a longo prazo de peixes diádromos, posteriormente formalizado numa declaração assinada por todas as entidades envolvidas.

Com um orçamento total de 2,ME, financiado pelo Programa Interreg Atlântico do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional que será prorrogado até 2022, o projeto DiadEsé liderado pela entidade francesa Irstea e conta com a participação de 30 parceiros de diferentes países europeus, entre os quais o Aquamuseu do Rio Minho (Município de Vila Nova de Cerveira), AZTI, a Diputación Foral de Gipuzkoa, a Universidade de Santiago de Compostela, a Associação para a Defesa Ecológica da Galiza, a Associação Galega de Sociedades de Pesca, a Xunta de Galicia e a Autoridade Marítima Nacional.