Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

QUEM FOI O ARCUENSE FRANCISCO TEIXEIRA DE QUEIROZ (BENTO MORENO)?

Francisco Teixeira de Queiroz, (Arcos de Valdevez, 3 de maio de 1848 - Sintra, 22 de julho de 1919), que usou o pseudónimo literário de Bento Moreno, foi um escritor português. Era filho de José Maria Teixeira de Queiroz e Antónia Maria Joaquina Pereira Machado.

Teixeira_de_Queiróz.png

Francisco Teixeira de Queiroz por Columbano Bordalo Pinheiro

 

Como romancista e contista, foi fiel seguidor da escola naturalista/realista. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa por volta de 1885, deputado na legislatura de 1893 e integrou a Assembleia Nacional Constituinte em 1911 como deputado pelo círculo de Aldeia Galega (actual cidade do Montijo), cargo a que renunciou no mesmo ano, tendo ainda sido ministro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo presidido por José de Castro, em 1915.

Foi ainda presidente da Academia das Ciências de Lisboa em 1915. Logo no princípio da sua carreira literária, ainda estudante, em obediência a um plano prévio, iniciou duas séries paralelas de contos e romances, a que deu os títulos de Comédia do Campo e Comédia Burguesa, plano que pouco a pouco foi realizando, com uma tenacidade e persistência notáveis. Essa organização, escolhida pelo autor para aquele que é considerado o conjunto mais significativo da sua obra, reflecte uma inspiração no modelo de Balzac, que se evidencia também ao nível do conteúdo, de raiz predominantemente realista/naturalista.

Foi casado com Teresa Narcisa de Oliveira David, tendo seis filhos.

António José Saraiva e Óscar Lopes na História da Literatura Portuguesa comparam o talento deste escritor ao de Eça de Queiroz.

Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas O Occidente  (1878-1915), Renascença (1878-1879?), Serões (1901-1911) e Arte e Vida (1904-1906).

Em 2019, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez promove um ciclo de conferências, prémios de literários entre outras actividades para homenagear o escritor, incluindo um livro biográfico escrito pelo bisneto, Luís Teixeira de Queiroz Pinto https://www.scribd.com/document/415002911/Familia-Teixeira-de-Queiroz

Fonte: Wikipédia

MONTIJO: A ALDEIA GALEGA DO RIBATEJO FOI POVOADA POR MINHOTOS E GALEGOS

A actual cidade do Montijo era outrora denominada de Aldeia Galega do Ribatejo ou simplesmente Aldeia Galega. A razão é simples e prende-se com o seu repovoamento, na sequência da Reconquista Cristã, por pescadores e salineiros oriundos do litoral do Minho e das Rías Galegas. De resto, “galegos” era uma forma com que frequentemente os minhotos eram apelidados fora da sua região…

dsc_1108_1_1280_720.jpg

Também no século XII, o Rei D. Sancho I doou em 1186 vários coutos e herdades aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, tendo mais tarde por ali passado o Mestre da Ordem, D. Paio Peres Correia, que nasceu em Barcelos, no Monte de Fralães.

Há alguns anos, a Câmara Municipal do Montijo recuperou o moinho de maré ali existente, o qual ainda exibe sobre a portada a cruz que simboliza a Ordem de Santiago. A a existência de numerosos municípios na margem sul do rio Tejo, desde pelo menos Santiago do Cacém e passando nomeadamente por Seixal, Montijo e Benavente dão-nos a ideia clara de um dos trajectos percorridos pelos peregrinos a Santiago de Compostela.

Os minhotos, juntamente com os seus irmãos galegos, estão pois na origem da actual cidade do Montijo!

Foto: Município do Montijo

V ENCONTRO NACIONAL DE MOLINOLOGIA

A cada dois anos o país dos moinhos junta-se num encontro para partilhar e publicar conhecimento, ideias e projetos, num ambiente informal e construtivo que envolve uma grande diversidade de participantes e instituições, autarquias, museus, associações, empresários, empreendedores económicos e sociais, agentes culturais e ativistas que, no conjunto, realizam a importante obra de salvaguarda e valorização do património molinológico português, um dos mais relevantes do mundo.

cartazmolin.jpg

Desta vez, realiza-se a 9 e 10 de Novembro próximo, na cidade do Montijo,  o V Encontro Nacional de Molinologia, relativamente ao qual remetemos o respetivo cartaz, programa e boletim de inscrição.

Deste modo vimos pelo presente meio convidar à participação no encontro e à apresentação de uma comunicação nas sessões de comunicações versando a tecnologia tradicional, os engenhos, o saber e o saber fazer dos moinhos, os moleiros e as dimensões imateriais, históricas e etnotecnológicas dos moinhos portugueses.

Numa outra vertente do encontro, da parte da tarde, convidamos ainda os interessados para a participação no Workshop “Já – Viveiro de projetos” onde promotores públicos, privados e indivíduos com ideias de projetos de recuperação e viabilização de moinhos poderão conhecer as oportunidades de mercado, financiamento e tendências atuais de forma desenvolver melhor o seu projeto através da interação e partilha com outros promotores.

Os interessados poderão ainda participar na visita de dia 10, que se inicia nos diversos moinhos do Montijo e segue até final do dia pelos moinhos do Oeste.

Participe, contamos consigo e com a sua experiência para continuarmos, juntos, a promover os moinhos de Portugal.

Jorge Miranda

Rede Portuguesa de Moinhos

Capturarmo1.PNG

Capturarmo2.PNG

Capturarmo3.PNG

Capturarmo4.PNG

Capturarmo5.PNG

Capturarmo6.PNG

Capturarmo7.PNG