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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MINHOTOS EM 1941 ENTREGARAM O MILHO À FEDERAÇÃO NACIONAL DOS PRODUTORES DE TRIGO

O Ministério da Economia - Gabinete do Ministro, através da Portaria 9958, publicada em Diário do Govêrno n.º 289/1941, Série I de 1941-12-12, determinou que se considerem requisitadas as quantidades de milho existentes na posse dos produtores dos concelhos de Caminha, Vila Nova da Cerveira, Valença do Minho, Monção, Melgaço, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras do Bouro, Montalegre e Chaves.

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Este diploma foi rectificado, tendo sido acrescentados novos concelhos.

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GOVERNO REQUISITOU EM 1941 O MILHO AOS PRODUTORES

O Ministério da Economia - Gabinete do Ministro, através da Portaria nº. 9958, publicada em Diário do Govêrno n.º 289/1941, Série I de 12 de Dezembro de 1941, determinou que se considerassem requisitadas as quantidades de milho existentes na posse dos produtores dos concelhos de Caminha, Vila Nova da Cerveira, Valença do Minho, Monção, Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras do Bouro, Montalegre e Chaves.

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TRANSPENEDA-GERÊS - CORRIDA DOS 4 CASTELOS

De 3 a 5 de junho realiza-se mais uma edição do TransPeneda-Gerês (TPG) – “Corrida dos 4 Castelos”, evento organizado pela empresa carlos_sa_nature_events, com a colaboração dos cinco municípios que integram o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG): Montalegre, Melgaço, Terras de Bouro, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.

Este será o palco principal para este fantástico evento de trail, que irá contar com provas de várias distâncias: 27km, 55km, 105km Non-stop, 165km Non-stop e 165km Relay/Estafetas.

Dia 4 em Lindoso

10h00 - Partida TPG 105 Km Non-stop (Castelo de Lindoso)

10h45 – O Tempo limite de passagem na Base de Vida de Lindoso - TPG 165km

Mais informações: https://www.carlossanatureevents.com/pt/tpg

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QUEM É ARTUR COIMBRA – UM HISTORIADOR A QUEM FAFE DEVE OS MAIORES CONTRIBUTOS NA INVESTIGAÇÃO DA SUA HISTÓRIA?

Artur Coimbra é uma personalidade por demais conhecida e respeitada em Fafe para que ousemos colocar a questão a saber de quem realmente se trata. Mas, perdoem-nos os leitores pois não resistimos de com humildade apresentálo através do BLOGUE DO MINHO. Faltam-nos as palavras para irmos além da sua própria biografia.

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Artur Ferreira Coimbra nasceu em 10 de Maio de 1956, no lugar da Borralha, freguesia de Salto (Montalegre), filho de pai fafense que foi trabalhar para as minas, nos anos de 1950 e de mãe natural daquele lugar, que também aí laborava.

Com apenas dois anos de idade, a família rumou à freguesia de Serafão, no município de Fafe, onde fez a escola primária. Cursou depois a Telescola, em Garfe (Póvoa de Lanhoso), seguindo-se o Colégio Municipal de Fafe e o então Liceu Sá de Miranda, em Braga, onde concluiu o ensino secundário.

Em 1980, instalou-se em Fafe, onde integrou o executivo da Câmara Municipal de Fafe, em regime de permanência, com acção na área da cultura, no mandato 1980-1982, numa altura em que frequentava a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, cuja licenciatura em História concluiu em 1982.

Mais tarde, concluiria o Curso de Especialização em Assuntos Culturais no Âmbito das Autarquias, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1995) e o Mestrado em História das Instituições e Cultura Moderna e Contemporânea na Universidade do Minho (2000), com a dissertação sobre o tema Paiva Couceiro e a Contra-Revolução Monárquica (1910-1919), que publicou em 2000, na editora fafense Labirinto.

A partir de 1983, ingressou na carreira de Técnico Superior no Município de Fafe. Dois anos depois, seria nomeado chefe de Divisão da Cultura e Desporto da autarquia. Mantém cargos dirigentes até hoje (actualmente é Chefe de Divisão da Cultura e Turismo), com acção funcional da informação à política cultural, programação cultural nos espaços municipais, gestão das bibliotecas e arquivos, gestão da Casa Municipal de Cultura (fundada em 1984), coordenação das publicações, organização de eventos históricos e literários, entre muitas outras. Em 2016, foi nomeado director dos Museus Municipais de Fafe.

Fundou (1981, enquanto vereador) e coordenou durante mais de três décadas o Boletim Municipal de Fafe. É o responsável-coordenador desde o início da revista cultural Dom Fafes, fundada em 1994 e da qual foram publicados até agora 22 números.

Foi um dos fundadores, em 1990, e é presidente até à actualidade do Núcleo de Artes e Letras de Fafe e coordenador de todas as suas actividades, eventos e publicações.

Começou a escrever bem cedo e publicou o seu primeiro livro de poesia, O Prisma do Poeta, em 1978, quando tinha apenas 22 anos.

A partir daí editou mais meia dúzia de obras na área da poesia, a última das quais Palavras à procura de voz (2018).

Dada a sua formação académica e por paixão, dedicou-se à investigação no âmbito da História Local, tendo publicado até agora mais de duas dezenas de livros, maioritariamente sobre a história e a memória de Fafe e das suas gentes, valores e instituições, freguesias e património, entre as quais várias biografias, e as obras Dicionário dos Fafenses; Desafectos ao Estado NovoEpisódios da Resistência ao Fascismo em Fafe (com 3 edições); Fafe – Apontamentos de História Local; O Associativismo em Fafe; António Marques Mendes – Íntimo e Universal; Fafe – 30 Anos de Poder Local (1976-2006) – Alguns Aspectos; Associação Desportiva de Fafe – 50 Anos de História; Teatro-Cinema de Fafe – Memória para o Futuro; Escola Industrial e Comercial de Fafe – Memória e Testemunhos e Fafe, Meu Amor. Textos e imagens sobre o concelho.

É autor da monumental e mais actualizada monografia sobre o concelho, com o título Fafe – a Terra e a Memória (2ª edição, 2016), obra inteiramente a cores e com mais de 600 páginas.

Em 2019, foi o vencedor do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira, para o género "Estudos Histórico-sociais de Âmbito Local ou Regional", promovido pelo município de Fafe, com a sua obra Bombeiros Voluntários de Fafe – Uma História de Heroísmo desde 1890, publicada em 2017.

Contam-se pelas dezenas os prefácios, posfácios e colaborações em obras colectivas das áreas da poesia, conto e historiografia.

Apaixonado pelo jornalismo, foi correspondente durante décadas de jornais nacionais (Jornal de Notícias e Diário de Notícias), das agências nacionais de notícias (ANOP e depois a Lusa) e colaborador da imprensa local e regional (jornais de Guimarães, Felgueiras, Cabeceiras e Póvoa de Lanhoso, entre outros).

É colaborador do diário Correio do Minho (Braga), há mais de 45 anos e é Director Adjunto e colaborador há anos do jornal Povo de Fafe.

Recebeu diversos prémios jornalísticos pelo seu trabalho literário e foi galardoado com as mais altas condecorações do Município de Fafe (Medalha de Ouro de Mérito Concelhio) e da Junta de Freguesia de Fafe (Medalha de Ouro), ambas em 2003.

Foi fundador de diversas associações e integra os órgãos sociais de instituições locais: além do Núcleo de Artes e Letras de Fafe (presidente da Direcção), da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fafe (vice-Presidente da Direcção), Confraria da Vitela Assada à Moda de Fafe (vice-Presidente da Direcção), Academia de Música José Atalaya e Academia de Letras de Trás-os-Montes (presidente do Conselho Fiscal, em ambos os casos).

FOLHETIM "TERRA FRIA" RETRATOU A VIDA DAS GENTES DO BARROSO

Terra Fria – Ferreira de Castro

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Ferreira de Castro era um homem que gostava de conhecer o ser humano em todas as suas vicissitudes, um estudioso das questões sociais, utilizando as suas observações para a realização da maioria dos seus livros.

“Terra Fria” é um dos romances onde ele aplica o fruto das suas longas observações, traçando-nos um retracto da vida do povo do nordeste transmontano, evidenciando o sofrimento, a luta quotidiana e o modo de vida quase medieval que se fazia sentir nos início dos anos 30 do século passado.

E, para mim, é aqui que reside a principal beleza deste romance. Escrito em 1934, Ferreira de Castro pretendeu transmitir a imagem da vida nessa região. Hoje em dia, 80 anos depois, esse cenário desapareceu ou poucos vestígios existem, pelo que é nas páginas de “Terra Fria” que descobrimos esse passado e que faz deste livro uma espécie de romance histórico.

Aldeia de Padornelos, Montalegre. Leonardo luta dia a dia pelo sustento da sua família. Ele a mulher, ainda sem filhos, procura em trabalhos esporádicos e principalmente no contrabando, ganhar algum dinheiro enquanto sonha em se estabelecer por conta própria com uma venda (espécie de mercearia que ainda conheci no Alentejo nos anos 80).

É neste contexto que Ferreira de Castro nos descreve a actividade do contrabando, tão em voga nessa altura. Mas o autor vai mais longe.

Volta a Padornelos um homem que havia estado emigrado nos Estados Unidos e, como era apanágio, fica conhecido pelo “americano”. Depressa dá mostras da sua riqueza que o leva a ser considerado um dos homens mais importantes e influentes da aldeia e é ele que dá origem ao drama que irá assolar a aldeia.

É um romance que nos faz sentir uma constante solidão. Somos assaltados por imagens de uma terra desoladora, fria, onde a pobreza é a única condição conhecida e onde o rico julga ter todo o poder sobre o pobre. A meu ver, Ferreira de Castro para além de evidenciar a pobreza do Portugal profundo, nesse caso em Trás-os-Monte, lança aqui uma crítica feroz ao abuso de poder do regime caracterizado no “americano” e a sua forma de agir.

Fonte: https://nlivros.blogspot.com/

CENAS PREPARADAS NO BARROSO, PARA ILUSTRAÇÃO DO FOLHETIM TERRA FRIA.

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Fonte: ANTT

LUTA CONTRA A EXPLORAÇÃO DO LÍTIO LEVA A BOICOTE ELEITORAL

Populares de Morgade repetem "voto de protesto" contra a mina

Populares de Morgade que se opõem à exploração de uma mina de lítio a céu aberto nesta freguesia de Montalegre repetem hoje um "voto de protesto" e recusam-se a votar nas eleições legislativas.

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Esta manhã verificou-se, inclusive, uma tentativa de boicote em três mesas de voto das aldeias de Morgade, Cortiço e Arcos, no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real.

Fonte da GNR disse à agência Lusa que em Cortiço e Arcos foram encontradas chaves partidas nas fechaduras das portas dos edifícios e, em Morgade, os portões estavam fechados com cadeados e a fechadura da porta colada.

De acordo com a fonte, as três mesas de voto estavam a funcionar normalmente às 08:00, hora do início do ato eleitoral.

Fonte: LUSA

TRANSCÁVADO ESTÁ DE VOLTA DESDE MONTALEGRE A ESPOSENDE

TransCávado 2019 é apresentado amanhã em Montalegre

Amanhã, dia 13 de setembro, a empresa municipal Esposende 2000 vai fazer a antevisão do TransCávado BTT-GPS 2019, em sessão a decorrer em Montalegre, no Ecomuseu de Barroso – Espaço Padre Fontes, às 10h30, integrada no Fórum Desporto, Turismo e Território.

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A quarta edição deste evento desportivo decorrerá nos dias 21 e 22 de setembro e ligará a nascente do rio Cávado à foz, partindo do sopé da terceira elevação de Portugal, a serra do Larouco, em Montalegre, com os seus imponentes 1.525 metros de altitude, em direção a Esposende.

Mais de 400 participantes abraçaram o desafio e vão pedalar por trilhos, carreiros, caminhos e estradas, uns na versão slow race, em apenas um dia, outros na vertente race, ao longo dos dois dias. São 150 quilómetros de pura adrenalina e vibrante desafio.

Reafirmando a importância da bacia hidrográfica do Cávado, esta prova de ousadia, desafio e superação tem marcada passagem por nove municípios (Montalegre, Terras de Bouro, Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Amares, Vila Verde, Braga, Barcelos e Esposende), envolvendo territórios de dois distritos (Vila Real e Braga), unindo Trás-Os-Montes e o Minho e assumindo-se como um canal privilegiado de divulgação cultural da região, através do ciclismo de aventura, natureza, lazer e liberdade.

Na consolidação do sucesso das edições anteriores, está lançado o desafio de ligar o majestoso Parque Nacional da Peneda-Gerês ao imponente Parque Natural do Litoral Norte, unindo a nascente à foz, testemunhando o fraterno abraço do Cávado ao oceano Atlântico e usufruindo de um genuíno sentimento de pura liberdade em vertiginosa pedalada velocipédica.

Na organização desta prova, a Esposende 2000 conta com a parceria dos municípios de Esposende, Barcelos, Vila Verde, Braga, Amares, Terras de Bouro, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Montalegre, assegurando toda a logística necessária, nomeadamente, transporte de pessoas, bicicletas, mochilas, alimentação e dormidas, com pontos de recolha em Montalegre e em Esposende, apoio médico e mobilidade supervisionada e protegida.

TERRABOURENSES FORAM A SALTO FAZER TIRO AOS PRATOS

7ª Prova do Circuito Interclubes de Tiro aos Pratos

No dia 16 de junho, na 7ª prova do Circuito Interclubes de Tiro aos Pratos que decorreu em Salto, Montalegre, a equipa de Tiro Desportivo do Clube CPE de Terras de Bouro contou com a participação de dois elementos que são referências históricas do tiro aos pratos concelhio, inscrevendo, pela 1ª vez, uma representação na categoria de Super-Veteranos.

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O maior destaque, no entanto, não vai para os mais experientes, que, desta vez, não atingiram o alvo da excelência, mas para o atleta mais jovem, cujo resultado o guindou ao 2º lugar do pódio na categoria de Sub25.

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PARTIDO "OS VERDES" CONFRONTA ANTÓNIO COSTA COM EXPLORAÇÃO DE LÍTIO EM MONTALEGRE

Hoje, no debate quinzenal com o Primeiro Ministro sobre políticas ambientais, de ordenamento e de valorização do território, a Deputada Heloísa Apolónia questionou António Costa sobre a exploração de lítio em Montalegre.

A Deputada de Os Verdes acusou o Primeiro Ministro de declarações contraditórias em matéria de exploração de lítio pois o Governo afirmou que não haveria exploração em áreas classificadas. Ocorre que em Montalegre, em área classificada como Património Agrícola da Humanidade pela FAO/UNESCO, há um contrato assinado de exploração de lítio sem sequer haver avaliação de impacto ambiental.

Os Verdes lamentam que esta matéria tenha ficado sem resposta por parte do Sr. Primeiro Ministro e, como tal, comprometem-se a confrontar novamente sobre esta situação.

Heloísa Apolónia, Deputada do PEV, levantou ainda, neste debate, questões sobre mitigação e adaptação ao fenómeno das alterações climáticas, com foco na floresta, prevenção de incêndios e fim da expansão do eucalipto.

Veja aqui a intervenção completa da Deputada Heloísa Apolónia: https://www.youtube.com/watch?v=gV0VcvEgcM8 (tema “lítio” ao minuto 3:40).

O Grupo Parlamentar Os Verdes

MONTALEGRE DÁ ESPAÇO À CORRIDA COM OBSTÁCULOS

ISAVE apoiou 600 atletas no “Montalegre U rban Fit”

Montalegre voltou a ser palco de um evento desportivo extraordinário que juntou mais de 600 atletas, a 2 de março, na terceira edição do ISAVE Montalegre Urban Fit, prova que combina corrida com obstáculos urbanos.

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Organizada pela empresa URBAN FIT RACE, esta prova de corrida com obstáculo tem o apoio dos estudantes de Enfermagem do Instituto Superior de Saúde (ISAVE) e conta com o apoio, entre outros, do município de Montalegre.

Os alunos do ISAVE  - da Licenciatura de Enfermagem, enquadrados pelo Prof. Gilvan Pacheco - estão treinados neste tipo de serviços ao desporto, especialmente esta prova considerada uma corrida de obstáculos, desenvolvida num ambiente natural, bem como ambiente Urbano, em áreas com vários obstáculos naturais e outros artificiais como: pirâmides de madeira, paredes, pneus, paredes inclinadas, poças, fardos, escadas, trincheiras, reboques, etc., o que implica riscos ao enfrentar e superar os mesmos.

No âmbito das unidades curriculares teóricas e práticas do Curso de Licenciatura em Fisioterapia e sob a supervisão do coordenador do Curso de Licenciatura em Fisioterapia Professor Doutor Gilvan Baroni Pacheco e da fisioterapeuta Professora Sílvia Xavier, os estudantes participaram no evento Urban Fit de Montalegre com objetivo de aplicarem as técnicas de avaliação, diagnóstico e tratamento nas lesões músculo-esqueléticas adquiridas durante a prova. Desta forma, os estudantes colocaram em prática as técnicas de Fisioterapia Desportiva aprendidas durante o curso num contexto diferente do estágio realizado em Clínicas e Hospitais.

A prova realizou-se com partida e chegada no Pavilhão Multiusos de Montalegre, onde foram efetuadas partidas de 10 em 10 minutos, em grupos de 200 pessoas.

Nesta III edição do Montalegre Urban Fit, a prova foi dividida no escalão Elite, apenas com escalão individual masculino e individual feminino.

A prova apresentou um carácter solidário ajudando uma instituição do concelho e teve um percurso de oito quilómetro em que cada participante enfrentou 20 obstáculos com diferentes níveis de dificuldade e com muito frio garantido nesta altura do ano nas terras do Barroso.

A próxima prova realiza-se em Amares, no dia 1 de junho, com chegada e partida no centro de Ferreiros, estando as inscrições abertas até 19 de maio.

REVISTA “A BARROSANA” PUBLICA ARTIGO DO BLOQUE DO MINHO ACERCA DA VILA DE SALTO

Acaba de ser publicada a edição de Março da revista “A Barrosana” que pode ser lida aqui, número que transcreve o artigo publicado no BLOGUE DO MINHO sob o título “Vila de Salto – Concelho de Montalegre – é terra minhota e deveria ser devolvida a Cabeceiras de Basto”.

Fundado e dirigido por Domingos Chaves, a revista A BARROSANA, "tem como objectivo principal, promover e divulgar o concelho de Montalegre, o seu património, a sua língua, as características e valores da sua cultura, bem como valorizar as obras, os homens e mulheres da região e toda a área geográfica onde se insere".

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VILA DE SALTO (MONTALEGRE) É TERRA MINHOTA E DEVERIA SER DEVOLVIDA A CABECEIRAS DE BASTO

Em 1 de Setembro de 1915, foi pelo deputado Augusto José Vieira apresentado ao Senado, em nome da Junta de Paróquia da freguesia de Salto, uma proposta solicitando que fosse colocado à discussão o projecto de lei que anexava aquela freguesia ao concelho de Cabeceiras de Basto em relação à qual, aliás, já havia pertencido. Também o governador civil de Braga apresentou idêntica proposta em nome dos paroquianos da freguesia de Salto.

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Sucede que, numa perspectiva histórica e etnográfica, os habitantes da vila de Salto – actualmente a maior freguesia do concelho de Montalegre – preservam a sua identidade e costumes minhotos, mau grado por razões políticas terem sido "transferidos" para um concelho transmontano.

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Rezava assim a proposta então apresentada:

“O Sr. Presidente :—Consulto a Câmara sobre a admissão à discussão do seguinte projecto de lei publicado no Diário do Governo de 8 do corrente:

Senhores Deputados – Vem de longos anos o desejo dos habitantes da freguesia de Salto, concelho e comarca de Montalegre e distrito de Vila Rial, a desanexação da sua freguesia desse concelho e comarca, para ser anexada ao concelho e comarca de Cabeceiras de Basto.

E esse desejo não é "por política, nem por capricho, mas tam somente por motivos de ordem económica para a freguesia de Salto c comodidade dos seus habitantes.

Com efeito, quási todo o comércio da freguesia é feito com a região de Cabeceiras de Basto, e muito principalmente com a sede do concelho, devido a haver mais facilidade de comunicação com esta vila, por virtude de serem melhores.

Mas, outros motivos há, e esses também muito de atender, quais sejam as distancias a que fica a freguesia dos dois concelhos.

Da freguesia de Salto à sede do concelho de Montalegre, a distância é de cerca de 35 quilómetros, cujos caminhos são de difícil passagem e de grande aspereza as regiões a percorrer, quase sempre cobertas de neve devido à vila do Montalegre ser situada nas serranias de Trás-os-Montes, ao passo que a distancia da sede do concelho de Cabeceiras de Basto, é apenas de 15 quilómetros cujo caminho, como se disse, é de fácil percurso.

E pelo que respeita às cabeças de distrito, a distância da de Vila Ilial é do 125 quilómetros e da de Braga de 65 quilómetros.

De notar é também que a freguesia de Salto fica muito mais perto da sede do concelho de Cabeceiras de Basto do que algumas freguesias que a este concelho pertencem, tais como: Gondiàes, Vilar, Samão e outras.

Pertenceu já a freguesia de Salto ao concelho de Cabeceiras de Basto, até o ano de 1834, tendo sido deste concelho desanexada para ser anexada ao do Montalegre, para satisfação de interesses políticos com absoluto desprêzo dos interesses e comodidades dos povos das duas regiões.

Pelo exposto, e ainda pelo desejo manifestado por 277 cidadãos naturais c residentes na freguesia do Salto, que assinam a representação dirigida à Câmara dos Deputados, no número dos quais se compreendem os representantes da junta de paroquia da mesma freguesia, pedindo a sua anexação ao concelho e comarca de Cabeceiras de Basto, pedido corroborado pela Câmara Municipal desse concelho em representação dirigida à mesma Câmara, tenho a honra de propor o seguinte projecto de lei:

Artigo 1.° E desanexada a freguesia do Salto do concelho o comarca de Montalegre para ser anexada ao concelho e comarca de Cabeceiras do Basto.

Art. 2.° Para a Câmara Municipal do concelho de Cabeceiras de Basto passam quaisquer encargos respeitantes à freguesia, de Salto e que sejam da responsabilidade da. Câmara Municipal de Montalcgre.

Art. 3." Fica a mesma freguesia de Salto pertencendo ao distrito do Braga, sendo desanexada do de Vila Rial de Trás--os-Montes.

Art. 4.° Fica revogada a legislação em contrário.

Sala das Sessões, em 7 de Maio de 1914. =0 Deputado, Augusto José Vieira.”

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O deputado Augusto José Vieira nasceu no Funchal em 19861, tendo militado no Partido Republicano Português. Foi ainda presidente da Associação do Registo Civil e secretário da Federação do Livre Pensamento, tendo exercido a carreira docente que escolheu em detrimento da carreira militar que inicialmente se propunha seguir.

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Como espaço habitado e evangelizado, Salto é já referido no Paroquial Suévico como uma das trinta paróquias já existentes, no último terço do século VI e pertencentes à catedral de Braga. As suas raízes históricas ligam-na ao Minho desde tempos muito remotos!

Fotos: Wikipédia e Junta de Freguesia de Salto

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