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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MONÇÃO REALIZA FEIRA DE PIAS!

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Conhecida localmente como “Feira da F0da”, realiza-se nos dias 15, 16 e 17 de Março, na Casa da Torre, a Feira da Rês em Pias, no concelho de Monção. Certame, em dose dupla, decorre sempre antes da Páscoa e destina-se à comercialização de gado caprino e ovino.

A Casa da Torre situa-se no coração de Lapela e, pelo segundo ano consecutivo alia-se à Feira da F0da. Ideal para relaxar e passar bons momentos com família e/ou amigos, este alojamento oferece uma experiência autêntica e rejuvenescedora para os visitantes que queiram usufruir da cultura e da beleza natural da nossa região. Um verdadeiro refúgio para os que a visitam.

A Feira da Rês, conhecida localmente como “Feira da Foda”, realiza-se nos dias 12 e 21 deste mês na freguesia de Pias. Tendo como espaço o Largo da Senhora do Encontro, este certame dedicado à comercialização de gado caprino e ovino decorre sempre antes da Páscoa, sendo muito procurado pelas gentes do concelho e localidades vizinhas.

No recinto, a manhã anima-se com a presença de alguns vendedores ambulantes e muitas pessoas que vem “espreitar” os ovinos e caprinos para “decorar” a mesa na quadra pascal. Entre as conversas e negociações, contam-se muitas histórias que fazem parte da identidade local e da memória coletiva dos monçanenses.

À baila, vem sempre a origem do nome de um dos pratos mais típicos e caraterísticos da culinária local. O Cordeiro à Moda de Monção, conhecido como “Foda à Moda de Monção”, cujo festival realiza-se anualmente no mês de outubro. A história reza assim:

“Os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, dirigiam-se às feiras para comprar o animal. E, como em todas as feiras, havia de tudo, bons e maus. A verdade é que os produtores de gado, quando os levavam para a feira queriam vendê-los pelo melhor preço e, para que parecessem gordos, punham-lhes sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água.

Na feira, apareciam com uma barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente gordos. Os incautos que não sabiam da manha compravam aqueles autênticos “sacos de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira do Minho: “que grande foda!”

O termo tanto se vulgarizou que o prato passou a designar-se localmente como “Foda à Moda de Monção”. De tal modo que é frequente, em alturas festivas com destaque para a quadra pascal, ouvir o povo exclamar em jeito brincalhão: “Ó Maria, já meteste a foda?”

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ESCRITORA MONÇANENSE DANIELA PEREIRA LANÇA VRO “AS HISTÓRIAS ARCO-ÍRIS”

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Primeiro livro de Daniela Pereira está à venda na Fnac, Bertrand e Wook, encontrando-se disponível nas livrarias de Monção. É um livro didático, colorido e enriquecedor, amigo da natureza e dos animais, que os mais pequenos vão adorar.

No final do ano passado, Daniela Pereira, natural de Merufe, lançou o livro “As Histórias Arco-Íris”. Esta manhã, foi recebida por António Barbosa. Ambos falaram da importância da leitura na infância, dos motivos que estiveram na génese da criação do livro e do percurso feito até à sua impressão e disponibilização ao público.

Com chancela da editora Cordel d`Prata, “As Histórias Arco-Íris” apresentam oito contos, cada um “envolvido” numa personagem e numa cor do arco-íris. Primeiro, surgem as aventuras da joaninha Estrelinha, seguindo-se a laranjeira encantada, a rã amarela no mundo dos dinossauros e um sapo especial e charmoso, chamado Nestor.

Neste livro, colorido ao olhar e entretido ao ler, exploramos o fundo do oceano com o peixinho Brilhante, todo azul, conhecemos o dragão Índigo, cuja missão é salvar o planeta, e escutamos, deliciosamente, Violeta, a flor cantora.  O último conto é a compilação de todas as cores, onde é possível “tocar” nos sonhos e “caminhar” pelo arco-íris.

Gosto pela leitura e paixão pelas crianças

O gosto de Daniela Pereira, hoje com 39 anos, pelo universo imaginário trazido pelas personagens e cenários dos livros, começou em França, pais de acolhimento dos seus pais, onde viveu entre os 3 e os 18 anos de idade, frequentando o ensino básico e secundário.

Durante esse período de infância e adolescência, sempre teve um livro na mesa de cabeceira da cama ou na mala de viagem, para folhear nas viagens familiares à nossa terra. A afeição pela escrita e as primeiras incursões no mundo das letras, só aconteceram quando “veio de vez” para Portugal.

No nosso país, Daniela Pereira licenciou-se em Educação de Infância, tendo, nesse período, enveredado pelo caminho da escrita, juntando a afinidade pela leitura com a paixão pelas crianças. Duas direções que se cruzam, carinhosamente, no interior criativo e afetivo de Daniela Pereira.

Neste percurso, a escritora salienta o apoio e incentivo do professor Manuel Couto, a quem dedicou o seu livro de estreia, bem como a inspiração dos livros da coletânea infanto-juvenil “Uma aventura”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, todos incluídos no Plano Nacional de Leitura.  

O nome “As Histórias Arco-Íris”, deve-se, segundo a autora, à tranquilidade de espírito que lhe proporciona a imagem das cores celestes e à necessidade da sociedade em construir pontes coloridas de afeto e cumplicidade, valorizando aspetos como a convivência, a amizade e a sustentabilidade.

Emoções, cores e ensinamentos

No preâmbulo, Karina Ferreira, refere que não existem antídotos para o desejo ardente de, em algum momento da nossa vida, regressarmos à infância, mas existem livros, como este, que nos reavivam a memória, transportando-nos para um mundo confabulado repleto de emoções, cores e ensinamentos. “Um livro delicioso de se ler, tanto para miúdos como graúdos” assinala.

Apesar do pouco tempo nos escaparetes físicos e virtuais das livrarias Fnac, Bertrand e Wook, bem como nas papelarias/livrarias de Monção, a receção tem sido positiva e as apreciações favoráveis. Satisfeita com o arranque, Daniela Pereira está confiante no futuro deste projeto editorial, cuja proximidade ao público acontece de diferentes formas.

E, se tal acontecer, como acredita, uma nova publicação pode estar a caminho: “A pandemia deu-me tempo para escrever e trouxe-me outros motivos de inspiração. Não fugindo à literatura infantil, a minha vontade é continuar a mostrar o meu trabalho. A primeira impressão dos leitores é fundamental. Vamos ver. Tenho esperança”.

Ler é voar mais alto.

Se tivermos um arco-íris no horizonte, a viagem será, ainda mais, apetecível e enriquecedora.

MONÇÃO: PROJETO “COPA – COZINHA COM PAIXÃO” ENSINA A COZINHAR SEM DESPERDIÇÃR

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Toucas colocadas, aventais apertados, luvas esticadas nas mãos e todos/as estão preparados/as para começar a cozinhar o almoço de hoje.

Em cima das bancadas de trabalho está uma folha com as receitas e os ingredientes para preparar a sopa de feijão-verde, os hambúrgueres de atum e as pataniscas de sardinha que acompanham o arroz de legumes, os pratos que constam da ementa de segunda-feira, 5 de fevereiro. 

Assim começa mais uma sessão do projeto COPA, na qual participam desde o primeiro dia, mais de dez pessoas. Sob a vigilância e com as indicações da “Chef” Andreia, a preparação do almoço tem início.

Os/as “cozinheiros/as” que fazem parte deste grupo são beneficiários/as do RSI (Rendimento Social de Inserção) que abraçaram este projeto desde a primeira sessão e o consideram de grande valor para o seu dia-a-dia. As novas aprendizagens relativas à confeção saudável, aproveitamento, higiene e segurança alimentar que ali apreendem são muito importantes, também, para a economia doméstica.

A aprendizagem de novas e diferentes maneiras de confecionar as conservas enlatadas são uma mais-valia, pois são dos alimentos que mais são inseridos nos cabazes que recebem, a par das massas e do arroz. Também o correto congelamento dos legumes que sobraram da sessão anterior permite que sejam aproveitados e utilizados para a sopa.

As manhãs que passam ali, são momentos de conhecimento mas também de partilha que todos/as valorizam, pois têm, ao mesmo tempo, um efeito terapêutico. As conversas paralelas acerca da escolas dos/das filhos/as ou a marcação da próxima consulta no médico são desabafos entre pessoas que estabelecem, sessão após sessão, relações que vão para além das manhãs que passam juntos/as a “preparar” o almoço.

Esta foi mais uma das sessões do Projeto – COPA: COzinha com PAixão, que começaram no passado dia 4 de Dezembro, e que continuam a decorrer, fruto do trabalho desenvolvido pelo NLI – Núcleo de Inserção do Município da Póvoa de Lanhoso.

O COPA está a ser desenvolvido com a colaboração da Associação Em Diálogo, entidade mentora deste projeto e o SAAS - Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social, da Câmara Municipal, e destina-se aos/às beneficiários/as dos Programas de Apoio Alimentar (da Eco Loja Social e do POAPMC – Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas).

Este projeto é dinamizado pela nutricionista Andreia Henriques Vieira que, ao longo de quatro meses, num total de 8 manhãs, está responsável por estas sessões estruturadas de educação alimentar e culinária.

No final, pretende-se que os/as beneficiários/as saibam confecionar refeições mais saudáveis a custos controlados, que saibam reduzir o desperdício alimentar, e que estejam mais sensibilizados para a importância das regras de higiene e segurança alimentar, enfim, que tenham adquirido mais competências pessoais e sociais.

A EPAVE, entidade parceira, recebe na cozinha e no refeitório das suas instalações os/as participantes para a realização das sessões e também disponibiliza o seu transporte. O COPA conta com a participação de 10 agregados familiares, que vão estar envolvidos neste projeto até ao dia 18 de Março de 2024.

O NLI continua a dar respostas cumprindo as funções que o validam, sendo um suporte para as famílias, e, um exemplo disso, também, os são os apoios existentes a nível da Saúde Mental e do Apoio à Parentalidade.

Abrangendo todo o concelho, o NLI apresenta uma composição multidisciplinar na qual se integram várias instituições e serviços, assumindo-se como instância promotora e dinamizadora de respostas sociais, contando com o envolvimento das parcerias locais, como são, neste caso, a Em Diálogo e a EPAVE.

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POETA MONÇANENSE JOÃO VERDE FALECEU HÁ 90 ANOS!

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Passam precisamente 90 anos sobre a data de falecimento de João Verde – o poeta monçanense que dedicou muitos dos seus versos à irmanação do Minho e Galiza.

João Verde, pseudónimo de José Rodrigues Vale, poeta maior das letras monçanenses, nasceu a 2 de novembro de 1866, no Largo da Palma, e faleceu a 7 de fevereiro de 1934, na “Casa do Arco”, Rua Conselheiro Adriano Machado, conhecida localmente como Rua Direita.

Exercendo como secretário da Câmara Municipal de Monção, desde 22 de julho de 1891 até à data do seu falecimento, a vida literária de João Verde distribuiu-se pela criação poética em verso e em prosa e pelo jornalismo, publicando textos seus nos jornais “Aurora do Lima”, “A Terra Minhota”, “Alto Minho”, “Monsanense” e “Independente”. Em 1901, funda “O Regional” (1901 – 1918).João Verde estreou-se na poesia com a publicação de “Musa Minhota”, 1887, seguindo-se “N`Aldeia”, 1890. A sua obra mais conhecida, “Ares da Raia”, foi impressa em Vigo e lançada em 1902. A tiragem foi de 700 exemplares, 500 para Portugal e 200 para a Galiza. Por incluir dois poemas em galego, João Verde foi inscrito, mais tarde, na catedrática Santiago de Compostela como o XV poeta galego.

A memória de João Verde está viva na memória de todos os monçanenses através das reedições em poesia e prosa das suas obras, do busto em bronze e mural com o poema “Vendo-os assim tão pertinho”, na Avenida General Humberto Delgado, conhecida como Avenida dos Néris, do nome atribuído à principal sala de espetáculos de Monção, Cine Teatro João Verde, bem como na designação da ponte internacional entre Monção e Salvaterra de Miño: Ponte Internacional João Verde/Amador Saavedra.  Na publicação “João Verde: Vida e Obra”, 1961, Gentil de Valadares referiu-se ao poeta desta forma: “O nome de João Verde – nome que consubstancia o português de lei, o regionalista fervoroso, o poeta d`a Galiza e mail`o Minho, o funcionário por excelência serviçal, o cidadão amigo do semelhante -, brilhará em letras de oiro, com incontestável direito, legitimamente, no pergaminho monçanense. Quanto dariam outras terras por ter o amor de tal filho!”

Fonte: Câmara Municipal de Monção

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São da sua lavra estes versos:

“Vendo-os assim tão pertinho,

A Galiza mail'o o Minho

São como dois namorados

Que o rio traz separados

Quasi desde o nascimento.

Deixalos, pois, namorar

Já que os pais para casar

Lhes não dão consentimento.”

Na outra margem do rio Minho – da vizinha e irmã Galiza – replicou o poeta galego Amador Saavedra que respondeu nos seguintes termos:

 “Se Dios os fixo de cote

Um p’ra outro e teñem dote

Em terras emparexadas,

Pol'a mesma auga regadas

Com ou sem consentimento

D'os pais o tempo a chegar

Em que teñam que pensar

Em facer o casamento.”

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MONÇÃO: BLOCO DE ESQUERDA EM ANHÕES E LUZIO

Durante a tarde do dia 4 de fevereiro, a candidata do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, Adriana Temporão, esteve em Anhões e Luzio, em Monção, numa iniciativa organizada pela junta de freguesia que pretende vincar a importância da alimentação sustentável e dos alimentos eticamente produzidos.

Numa altura em que, um pouco por toda a Europa, as ações de protesto dos agricultores se multiplicam, no Bloco de Esquerda solidarizamo-nos com estes profissionais, garantimos promover a produção e o consumo de bens alimentares de proximidade e de agriculturas sustentáveis, pretendemos também criar mecanismos de justa remuneração aos pequenos agricultores nas cadeias de abastecimento.

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MONÇÃO REALIZA CARNAVAL NA PRAÇA 2024

Dias 8, 11 e 12 de fevereiro. Mostra a tua careta! Diverte-te!

Na segunda-feira, noite mais “galhofeira” do ano, Monção espera milhares de pessoas no desfile de mascarados, pelas ruas do centro histórico, e na Mega Tenda, situada na Praça Deu-la-Deu.

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No domingo à tarde, dia 11, pelas 15h00, na Praça Deu-la-Deu, decorre o baile de máscaras júnior com animação a cargo do DJ Pedro Pagodes e a presença de figuras animadas, que criarão um ambiente de festa e alegria. Serão entregues prémios aos seis primeiros classificados. As inscrições para o concurso decorrem no próprio dia.

Na segunda-feira, dia 12, Monção espera milhares de foliões no desfile de mascarados, entre o Parque de Estacionamento da Cova do Cão e o Largo do Loreto, local onde os participantes apresentam as respetivas coreografias ao júri de premiação, sendo distinguidos de acordo com a criatividade, o guarda-roupa e a originalidade do tema.

O regulamento do “Carnaval na Praça 2024” prevê prémios para grupos de 1 a 3 elementos – 1º prémio (200,00 €) e 2º prémio (100,00 €) - e para grupos com mais de 3 elementos (1º prémio (800,00 €), 2º prémio (400,00 €) e 3º prémio (150,00 € em consumo nos bares aderentes).

Os vencedores serão anunciados na Mega Tenda, situada na Praça Deu-la-Deu, espaço com bares de apoio e animação pela noite dentro, onde se multiplicarão momentos divertidos e humorísticos. Na noite mais “galhofeira” do ano, o som é “lançado” pelo DJ Pedro Pagodes e pelo DJ Pette.

O aquecimento para estes dias de espírito carnavalesco acontece esta quinta-feira, dia 8, com o habitual desfile do Agrupamento de Escolas de Monção, Colégio do Minho e Santa Casa da Misericórdia de Monção. Tem início às 10h00, com saída da Escola Básica José Pinheiro Gonçalves.

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MONÇÃO DEU AS BOAS VINDAS AO NOVO MAESTRO DA BANDA MUSICAL DE MONÇÃO, NUNO OSÓRIO

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Presente na cerimónia, António Barbosa, desejou felicidade e sucesso à filarmónica local neste novo capítulo da sua longa e frutuosa história.

Ao final da tarde do passado sábado, 3 de fevereiro, a Banda Musical de Monção apresentou o seu novo maestro, Nuno Osório, que sucede a Vicente Simeó Mañez, o qual liderou a filarmónica monçanense durante duas décadas. A cerimónia teve lugar no Museu Monção & Memórias, contando com a presença do autarca local, António Barbosa.

Perante uma sala repleta de monçanenses, Ricardo Pereira, o novo Presidente da Direção da Banda Musical de Monção, cujos órgãos sociais para o mandato 2024/2026 tomaram posse na sexta-feira, sublinhou a honra e a responsabilidade do novo cargo e a vontade de todos os diretores e músicos em escreverem mais uma página dourada na longa e profícua história da instituição musical.

Quanto à primeira decisão, escolha do novo maestro, não teve qualquer dúvida: “É daquelas coisas que dificilmente se explicam. Após o primeiro minuto de conversa, pelo telefone, percebi que Nuno Osório seria o novo maestro da nossa banda. Acredito que é uma escolha acertada para encararmos o presente e o futuro com total confiança no desenvolvimento do nosso projeto artístico”.

O peso da nossa identidade cultural.

O espaço onde decorreu a apresentação, feito de memórias extraordinárias, contadas em séculos de história, não passou despercebido a Nuno Osório. Ali, rodeado de monçanenses, sentiu, pela primeira vez, o peso da identidade cultural da nossa terra, a força de uma comunidade que se defende como poucas, e o carinho que dedicamos à Banda Musical de Monção. Sempre com um brilhozinho nos olhos quando sobe ao palco ou enche a praça.

Honrado com o convite, Nuno Osório, 42 anos, natural de Lamego, lembrou e reconheceu o trabalho do seu antecessor, Vicente Simeó Mañez, pelos últimos vinte anos ao serviço da filarmónica. De seguida, salientou que, com humildade, resiliência e competência, tudo fará para que a Banda Musical de Monção continue o seu crescimento artístico e a sua afirmação no universo filarmónico nacional.

Com o jovem quinteto de clarinetes a preparar-se para alguns momentos musicais na área descoberta do museu, António Barbosa deu o toque final numa cerimónia com enorme simbolismo para a instituição musical. Não é todos os dias que, no dia a seguir à tomada de posse, se apresenta o novo maestro. Um sinal evidente de organização, num projeto bem construído, com ideias claras e definidas.

Exemplo de engrandecimento e afirmação.

As primeiras palavras de António Barbosa foram para o maestro Vicente Simeó Mañez pela dedicação de vinte anos à instituição, pela capacidade de aproximação à população e pela qualidade musical que trouxe à nossa banda, algo inestimável que, em tantas ocasiões, encheu de orgulho e alegria os monçanenses.

Posteriormente, referiu-se à relevância que a banda tem no quotidiano da população, bem patente nesta cerimónia, com a presença de muitos monçanenses. Neste aspeto, sublinhou a formação de músicos excelentes e, também, de jovens com sentido cívico que “abraçam” a prática do voluntariado e a realização de iniciativas meritórias.

Com o desejo de felicidade e sucesso à filarmónica local neste novo capítulo da sua longa e frutuosa história, António Barbosa enalteceu o seu papel na promoção do concelho. Disse: “Os territórios de dimensão reduzida, como Monção, destacam-se pela capacidade das suas gentes, das suas associações e das suas instituições. A Banda Musical de Monção é um exemplo de engrandecimento e afirmação da nossa terra no exterior”.

Nuno Osório estudou piano na Academia de Música de Lamego e percussão no Conservatório D. Dinis, em Odivelas. Licenciado em Composição na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo do Porto (Esmae), é Mestre em Direção de Orquestra de Sopros na Universidade de Aveiro (UA). Presentemente, exerce funções de instrumentista e compositor, na Banda de Música da Guarda Nacional Republicana.

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QUEM É O MAESTRO NUNO OSÓRIO?

Nuno Osório é natural de Magueija - Lamego, iniciou os seus estudos musicais, na Escola de Música da Banda Filarmónica de Magueija. Exerceu funções de diretor artístico da banda filarmónica anteriormente referida.

Estudou piano na Academia de Música de Lamego e percussão no Conservatório D. Dinis, em Odivelas. Trabalhou com os professores Sofia Lourenço, Fátima Juvandes, João cunha, Filipe Simões e Richard Buckley.

Licenciou-se em Composição na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo do Porto (Esmae), sob orientação dos professores Eugénio Amorim, Carlos Guedes, Dimitris Andrikopoulus e Fernando Lapa. Participou em diversos workshops com compositores de renome, tais como Jonathan Harvey, Kaija Saariaho, Bruce Pennycook e Steve Reich.

Realizou o Mestrado em Direção de Orquestra de Sopros na Universidade de Aveiro (UA). Estudou Direção de Orquestra com Barbara Franke, Eugénio Amorim, Ernest Schelle, André Granjo, António Vassalo Lourenço.

Frequência do Doutoramento em Composição na Universidade de Aveiro.

O seu trabalho enquanto compositor, assenta essencialmente em música Electrónica/Electro-Acústica, Câmara, Filmes, Orquestra Sinfónica e Orquestra de Sopros. As suas obras encontram-se editadas na Editora Holandesa “Molenaar Edition”.

Em maio de 2011 viu a sua obra Déjà-Vu, para Orquestra Sinfónica, ser estreada mundialmente em concerto pela Orquestra Sinfónica da Esmae, no teatro Helena Sá e Costa, na cidade do Porto. A referida obra foi apresentada em julho de 2011 pela Orquestra Sinfónica da Casa da Música do Porto.

Em 2015 ganhou o 3.º prémio do I Concurso de Composição da Cidade de Rio Tinto, Portugal.

Em 2020, foi homenageado pelo Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna pela composição musical da sua obra “O Patrulheiro da GNR”.

Realizou as bandas sonoras originais dos filmes Just Fly, do realizador americano Nathan Efstation; Directo de Pedro Farate e Desespero de Rui Pilão.

Enquanto Maestro, orientou os seguintes cursos e estágios de orquestra de sopros (EOSP):

Curso de Direção de Orquestra de Sopros - Filarmónica Boa Vontade Lorvanense – Penacova

EOSP - Filarmónica da Lira Estrela da Candelária, São Miguel - Açores;

EOSP - Banda Musical do Pontido - Vila Pouca de Aguiar

EOSP - Sociedade Filarmónica Quiaense - Figueira da Foz

EOSP - “Ecole de Musique et de Danse de Saint-Galmier - Lyon” - França.

EOSP - Academia das Artes de Ribeira de Pena - Vila Real

EOSP - Federação de Bandas Filarmónicas do Distrito de Coimbra.

EOSP - Filarmónica Estrela do Oriente - Algarvia - Nordeste - São Miguel - Açores

Atualmente, exerce funções de instrumentista e compositor, na Banda de Música da Guarda Nacional Republicana, com o posto de Sargento Ajudante. É Maestro da Banda Marcial de Ancede Baião.

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MONÇÃO REALIZA FEIRA DA F*** NOS PRÓXIMOS DIAS 15, 16 E 17 DE MARÇO

Vai ter lugar em Pias, no concelho de Monção, a afamada “Feira da F***” nos próximos dias 15, 16 e 17 de Março. Trata-se de um evento gastronómico animado com muita música tradicional que atrai cada vez maior número de visitantes e comensais.

A confeção deste prato em alguidar levado ao forno de lenha não só recupera o saber dos nossos antepassados como lhe adiciona um pouco de arte, carinho e profissionalismo das atuais cozinheiras. O nome artístico, digamos assim, reflete bem o caráter afável e bem-disposto dos monçanenses. Reza a história que:

“Os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, dirigiam-se às feiras para comprar o animal. E, como em todas as feiras, havia de tudo, bons e maus. A verdade é que os produtores de gado, quando os levavam para a feira queriam vendê-los pelo melhor preço e, para que parecessem gordos, punham-lhes sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água.

Na feira, apareciam com uma barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente gordos. Os incautos que não sabiam da manha compravam aqueles autênticos “sacos de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira do Minho: “que grande foda!”

O termo tanto se vulgarizou que o prato passou a designar-se, localmente, por Foda à Moda de Monção. De tal modo que é frequente, pelas alturas festivas (Páscoa, Corpo de Deus, Senhora das Dores e Natal ou Fim de Ano) ouvir as mulheres: “Ó Maria, já meteste a foda?”

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CLUBE DE CICLOTURISMO DE MONÇÃO PROMOVE BTT PORTELA XVII

Um dos mais antigos e carismáticos passeios de BTT do Alto Minho realiza-se no dia 3 de março, domingo, prometendo uma jornada desportiva com adrenalina, animação e camaradagem entre todos os participantes.

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Promovido pelo Clube de Cicloturismo Monção, com apoio da Câmara Municipal de Monção, a concentração tem lugar na Escola Básica de Pias, pelas 08h00. Uma hora depois, tem início o passeio de BTT, compreendendo um percurso aproximado de 40 quilómetros pelos lugares de montanha de algumas freguesias do Vale do Gadanha.

Com a presença assegurada de amantes das duas rodas oriundos de diferentes regiões de Portugal e da Galiza, esta prova mítica no calendário de BTT do Norte de Portugal e da Galiza, engloba, também, uma caminhada de 10 quilómetros, bastante participada pelos acompanhantes dos ciclistas.

O Clube de Cicloturismo de Monção (CCM), nascido em 1991, é uma das mais antigas coletividades do distrito ligadas à promoção do ciclismo de estrada e de montanha. Com perto de duas centenas de associados, o CCM desenvolve uma intensa atividade anual, organizando provas no concelho e participando em competições no exterior.

Informações www.ccmoncao.pt

Inscrições https://docs.google.com/.../1FAIpQLSe1ySaEP89m.../closedform

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MONÇÃO DÁ MÚSICA PARA TODOS

Com a participação da Tuna da Universidade Sénior de Monção, programa de voluntariado percorre as instituições sociais do nosso concelho, levando alegria e boa disposição aos utentes.

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No âmbito do Programa de Voluntariado “Música para Todos”, a Tuna da Universidade Sénior de Monção está a visitar as Instituições particulares de solidariedade social do nosso concelho, brindando os utentes com muita música e animação.

Este programa, promovido pelo Banco Local de Voluntariado com o apoio das IPSS`s locais, tem como objetivo aproximar a comunidade das instituições de caráter social, de forma a promover experiências positivas e incentivar o espírito de solidariedade e entreajuda.

Com o desenvolvimento do programa, procura-se a diminuição do isolamento dos idosos, proporcionando-lhes momentos de interação e afeto. Sem dúvida, um dia diferente para os idosos institucionalizados do concelho que, desta forma, vivenciam sensações de alegria e boa disposição.

A Tuna da Universidade Sénior de Monção iniciou o programa de voluntariado “Música para Todos” no dia 12 de janeiro, no Centro Paroquial e Social Padre Agostinho Caldas Afonso, em Pias, passando, no dia 26 de janeiro, pelo Centro Paroquial e Social de Merufe. Até finais de abril, visitam a APPACDM de Monção, o Centro Comunitário S. Cosme e S. Damião, em Podame, o Centro Paroquial Social de Barbeita, o CENSO e a Santa Casa Misericórdia de Monção.

No dia 26 de janeiro, ao som do “Malhão, Malhão”, entre outras músicas do universo tradicional, os alunos da Tuna da Universidade Sénior “meteram” os utentes do Centro Paroquial e Social de Merufe a baterem palmas, a dançar e a cantarolar. Uma jornada revestida de alegria, emoção e carinho. Trazida pela mão amiga daqueles que cantam e tocam com o único propósito, simples e genuíno, de fazerem os outros felizes.

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