VIANA DO CASTELO: MOINHOS DE VENTO

Foto: Artur Pastor / Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa
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Foto: Artur Pastor / Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa
Mais uma vez estamos a preparar os Moinhos Abertos!
Mais um ano em que esperamos uma grande participação e repetir o êxito da nossa atividade conjunta e em que pretendemos reeditar, pelo 14º ANO CONSECUTIVO a iniciativa Moinhos Abertos de Portugal.
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Em 2019 conseguimos em conjunto 353 moinhos abertos e mais de 30.000 visitantes.
O que é o “Dia dos Moinhos Abertos”?
O conceito desta atividade é extremamente simples:
Fazer funcionar em simultâneo e abrir ao público para acesso livre tantos moinhos quantos for possível em todo o país!
Quem pode participar na organização?
Todos: Moinhos Abertos é uma iniciativa aberta e gratuita!
Esta é uma iniciativa de alcance nacional e ampla divulgação com o único objetivo de chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos. Promovida desde 2007 pela Etnoideia esta iniciativa tem o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia sendo divulgada internacionalmente por todo o mundo.
Este dia, além de chamar a atenção para os moinhos tradicionais portugueses poderá também servir para identificar problemas e oportunidades, germinar projetos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc.) com a participação de ativistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas em torno deles.
Por isso, apelamos à sua participação ativa, através do seu envolvimento pessoal e das organizações a que pertence ou com as quais se relaciona.
Como otimizar os seus impactos?
Você:
A organização:
Como participar na organização?
Esta participação é livre, espontânea e aberta a todos pelo que pode participar na organização das seguintes formas:
o Ficha de programação Excel com informações sobre os moinhos que vão estar abertos (ficha em anexo a preencher no ficheiro Excel com todos os moinhos, identificando um a um e enviando uma foto por cada moinho com o nome do moinho no nome do ficheiro. Esta ficha inclui todas as informações necessárias para a identificação dos moinhos e respetivo programa de atividades, organizadores, indicações úteis, etc).
IMPORTANTE: NÃO SERÃO ACEITES OUTROS FORMATOS OU INFORMAÇÕES NÃO CONSTANTES NA FICHA DADO QUE ISSO PROVOCA PROBLEMAS NA PAGINAÇÃO).
o Declaração de consentimento ao abrigo do RGPD (Regulamento Geral de Proteção de Dados) depois de assinada e digitalizada. Um exemplar por cada indivíduo do qual constarem dados pessoais na ficha do moinho respetivo nos Moinhos Abertos 2020.
ATENÇÃO: POR IMPERATIVOS LEGAIS NÃO PODERÃO SER ACEITES INSCRIÇÕES DE MOINHOS QUE CONTENHAM DADOS PESSOAIS SEM A RESPETIVA AUTIRIZAÇÃO DO INDIVIDUO A QUE REFEREM. QUAISQUER DADOS PESSOAIS QUE CONSTEM DA FICHA DE PROGRAMAÇÃO EXCEL SEM DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO ASSINADA SERÃO APAGADOS NA BROCHURA FINAL PODENDO PREJUDICAR O CONTACTO COM OS ORGANIZADORES.
Antecipadamente grato pela sua contribuição para esta nova iniciativa, apresento os melhores cumprimentos,
Jorge Miranda
Rede Portuguesa de Moinhos
Em Portugal, a maior parte dos moinhos de maré encontram-se localizados entre os rios Tejo e Sado, encontrando-se entre eles alguns musealizados como o de Corroios, no Seixal, e o do Montijo, identificado com a cruz da Ordem de Santiago. Não obstante, Viana do Castelo também possui o seu moinho de maré, localmente conhecido por “Azenhas de D. Prior”.
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Situado junto à Meadela, num ponto onde o ribeiro de S. Vicente desagua no rio Lima, destinava-se este moinho a produzir a farinha necessária ao abastecimento de pão à cidade. Nele encontra-se actualmente instalado o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viana do Castelo (CMIA), de cujo site extraímos o seguinte resumo histórico:
“A história das Azenhas D. Prior
Azenhas de D. Prior é o nome pelo qual os vianenses conhecem o Moinho de Maré situado no limite da cidade com a freguesia da Meadela, onde o ribeiro de S. Vicente desagua no rio Lima.
A história deste moinho inicia-se em 1803, quando António Pereira Pinto Araújo, Abade de Lobrigos e Dom Prior da Colegiada de Barcelos - que veio a dar o nome às azenhas -, solicitou autorização à Câmara para “fazer todo seu” o terreno pantanoso, “por não ser útil a algum indivíduo” a fim de o drenar e tornar cultivável e assim “assegurar a pública felicidade a todos os viventes desta vila”.
No entanto esse seu primeiro intento depressa desapareceu e logo em 1809 há referências à existência deste moinho movido pela força da maré, que aparece referenciado na Carta Cadastral da Cidade de Vianna do Castello de 1868, onde se pode ver a existência de 4 mós.
Não é possível ter certezas, uma vez que a documentação falta, mas é provável que nos finais do século XIX, o industrial francês Jules Deveze tenha comprado as azenhas aos seus anteriores proprietários. Terá sido ele quem lhe introduziu enormes melhoramentos, transformando-o num mecanismo pré industrial.Para isso, substituiu todo o maquinismo que seria de madeira, por outro de metal com um sistema de rodas dentadas e de desmultiplicação do movimento, a que terá anexado uma serração de madeira, movida pela mesma fonte de energia.
Com o Programa Polis, as Azenhas de D. Prior retomam uma nova fase da sua vida, não com intuitos saudosistas, mas, muito pelo contrário, integrando o novo Parque da Cidade, com o objectivo de mostrar aos mais novos como é possível e desejável o aproveitamento de uma fonte de energia não poluente, gratuita e inesgotável.”
Como a sua própria denominação, um moinho de maré é movido pela força da maré, aproveitando o desnível das marés nos estuários dos rios. Dispondo de uma caldeira que se enche de água com a subida da maré, através de uma porta de água (adufa), fechando-se de seguida até à descida das águas que correm sob as arcadas onde se encontram os rodízios que fazem mover as moendas que constituem pares de mós.
Foto: CMIA Viana do Castelo
A cada dois anos o país dos moinhos junta-se num encontro para partilhar e publicar conhecimento, ideias e projetos, num ambiente informal e construtivo que envolve uma grande diversidade de participantes e instituições, autarquias, museus, associações, empresários, empreendedores económicos e sociais, agentes culturais e ativistas que, no conjunto, realizam a importante obra de salvaguarda e valorização do património molinológico português, um dos mais relevantes do mundo.
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Desta vez, realiza-se a 9 e 10 de Novembro próximo, na cidade do Montijo, o V Encontro Nacional de Molinologia, relativamente ao qual remetemos o respetivo cartaz, programa e boletim de inscrição.
Deste modo vimos pelo presente meio convidar à participação no encontro e à apresentação de uma comunicação nas sessões de comunicações versando a tecnologia tradicional, os engenhos, o saber e o saber fazer dos moinhos, os moleiros e as dimensões imateriais, históricas e etnotecnológicas dos moinhos portugueses.
Numa outra vertente do encontro, da parte da tarde, convidamos ainda os interessados para a participação no Workshop “Já – Viveiro de projetos” onde promotores públicos, privados e indivíduos com ideias de projetos de recuperação e viabilização de moinhos poderão conhecer as oportunidades de mercado, financiamento e tendências atuais de forma desenvolver melhor o seu projeto através da interação e partilha com outros promotores.
Os interessados poderão ainda participar na visita de dia 10, que se inicia nos diversos moinhos do Montijo e segue até final do dia pelos moinhos do Oeste.
Participe, contamos consigo e com a sua experiência para continuarmos, juntos, a promover os moinhos de Portugal.
Jorge Miranda
Rede Portuguesa de Moinhos
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Mais uma vez estamos a preparar os Moinhos Abertos!
Mais um ano em que esperamos uma grande participação e repetir o êxito da nossa atividade conjunta e em que pretendemos reeditar, pelo 13º ANO CONSECUTIVO a iniciativa Moinhos Abertos de Portugal.
Em 2018 conseguimos em conjunto 367 moinhos abertos e mais de 30.000 visitantes.
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O que é o “Dia dos Moinhos Abertos”?
O conceito desta atividade é extremamente simples:
Fazer funcionar em simultâneo e abrir ao público para acesso livre tantos moinhos quantos for possível em todo o país!
Quem pode participar na organização?
Todos: Moinhos Abertos é uma iniciativa aberta e gratuita!
Esta é uma iniciativa de alcance nacional e ampla divulgação com o único objetivo de chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos. Promovida desde 2007 pela Etnoideia esta iniciativa tem o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia sendo divulgada internacionalmente por todo o mundo.
Este dia, além de chamar a atenção para os moinhos tradicionais portugueses poderá também servir para identificar problemas e oportunidades, germinar projetos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc.) com a participação de ativistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas em torno deles.
Por isso, apelamos à sua participação ativa, através do seu envolvimento pessoal e das organizações a que pertence ou com as quais se relaciona.
Como otimizar os seus impactos?
Você:
A organização:
Como participar na organização?
Esta participação é livre, espontânea e aberta a todos pelo que pode participar na organização das seguintes formas:
IMPORTANTE: NÃO SERÃO ACEITES OUTROS FORMATOS OU INFORMAÇÕES NÃO CONSTANTES NA FICHA DADO QUE ISSO PROVOCA PROBLEMAS NA PAGINAÇÃO).
ATENÇÃO: POR IMPERATIVOS LEGAIS NÃO PODERÃO SER ACEITES INSCRIÇÕES DE MOINHOS QUE CONTENHAM DADOS PESSOAIS SEM A RESPETIVA AUTORIZAÇÃO DO INDIVIDUO A QUE REFEREM. QUAISQUER DADOS PESSOAIS QUE CONSTEM DA FICHA DE PROGRAMAÇÃO EXCEL SEM DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO ASSINADA SERÃO APAGADOS NA BROCHURA FINAL PODENDO PREJUDICAR O CONTACTO COM OS ORGANIZADORES.

“O Rio e o Moleiro”, de Jorge Murteira
O filme “O Rio e o Moleiro”, realizado por Jorge Murteira, vai ser exibido na mostra de curtas metragens do 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília, após ter sido selecionado pelo CineEco de Seia, Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela.

No certame que terá lugar na capital do Brasil, entre 18 e 24 de março, será projetado o filme que integra a exposição ‘Impressão Digital em Terras de Coura’, patente no Museu Regional de Paredes de Coura, numa mostra comissariada por Cláudia Freire.
Filmado em Casaldate, Parada, “O Rio e o Moleiro” evoca a importância do rio como recurso e o papel das populações na sua preservação. Manuel Barbosa é o moleiro que mantém até hoje a trabalhar este engenho movido com a força da água do rio Coura.
O 8º Fórum Mundial da Água, que decorre na capital brasileira, contará com um Pavilhão de Portugal, onde decorrerão palestras e projeções de 15 curtas metragens portuguesas sobre o tema da água.

Projeto de reabilitação foi apresentado publicamente na passada sexta-feira
O histórico Moinho de São Marçal, em Esmeriz, concelho de Vila Nova de Famalicão, vai ganhar uma nova vida. A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia estão a trabalhar no projeto de salvaguarda, preservação e valorização deste importante legado cultural, patrimonial e paisagístico da freguesia e os trabalhos deverão arrancar no decorrer do próximo ano.

A decisão de recuperar este engenho, que embora degradado ainda preserva o sistema de moagem tradicional, é para o presidente da Junta de Freguesia, Armindo Mourão, uma excelente notícia para a comunidade esmerizense que, recorda, “cresceu sempre virada para o rio Pelhe”.
O projeto, apresentado publicamente na passada sexta-feira, 1 de setembro, inclui ainda a requalificação da zona envolvente do moinho, conferindo assim à autarquia local a possibilidade de projetar um novo espaço de lazer para esta zona da freguesia de Esmeriz. “O moinho está situado numa zona de excelência, perto da escola e da estação de comboios, e é nosso desejo criar aqui uma zona ribeirinha para que todos possam desfrutar deste espaço”.

O vereador do Ambiente da autarquia, Pedro Sena, que esteve presente na apresentação do projeto, vê também com bons olhos a decisão de recuperar o Moinho de S. Marçal, sobretudo pela importância que este representa não só para a freguesia de Esmeriz, como também para todo o concelho de Vila Nova de Famalicão. “É um projeto de grande importância porque vem devolver aos esmerizenses um património histórico e cultural que lhes diz muito e que está muito ligado ao crescimento e ao desenvolvimento da freguesia e do concelho”.
Até ao momento foi já realizado o levantamento topográfico do moinho e do seu açude, trabalho complementado com a elaboração de um estudo arquitetónico por parte de uma equipa técnica especializada em património molinológico, encabeçada pelo arquiteto Bruno Matos, que adiantou que este projeto vem também conferir uma nova função ao moinho. “Queremos conciliar a preservação dos seus engenhos de moagem - de moinho de rodízio e azenha – e, ao mesmo tempo, rentabilizá-lo com produção de energia elétrica”, explica.
Localizado na rua dos Moleiros, em Esmeriz, na margem esquerda do rio Pelhe, recorde-se que o Moinho de S. Marçal, que apresenta características de relevante interesse histórico, arquitetónico e tecnológico, foi durante longas décadas um recurso fundamental da freguesia de Esmeriz, sobretudo pela importante atividade na moagem de cereais destinada à subsistência da população local e ao comércio de panificação no centro da cidade.

Ponte de Sor – Centro de Artes e Cultura. 17 de Junho (Sábado)
É já no próximo sábado: Os moinhos voltam a estar no centro das atenções: Dezenas de especialistas, empreendedores, moleiros, investigadores e autarcas de todo o país reúnem-se neste encontro bienal para passar em revista os projectos de reconstrução e revitalização económica e cultural dos moinhos tradicionais portugueses. Temas como a dinamização comunitária, o turismo sustentável, novos mercados e economia verde, tecnologias e engenhos tradicionais, misturam-se com histórias de moleiros contadas na primeira pessoa.
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Moinhos ' 2017
Após o sucesso do III Encontro em Albergaria-a-velha, em 2015, a Etnoideia organiza o IV Encontro Nacional de Molinologia dada a pertinência e urgência do tema na conjuntura atual.
A Câmara Municipal de Ponte de Sor é co-organizadora do encontro, perspectivando-se um programa de bom nível dado o rico património molinológico local e o dinamismo municipal na sua preservação e valorização de que destacamos a recuperação recente do Moinho de Vento de Foros de Arrão.
Porquê o Encontro?
Portugal precisa como nunca de desenvolver o seu interior e de qualificar as suas cidades. Os nossos moinhos são importantes ativos para o desenvolvimento sustentável, qualificação dos territórios, empreendedorismo ao nível das indústrias criativas e do turismo, por exemplo. Mas também para a construção da designada economia verde e para a qualificação ambiental das regiões e requalificação urbana, não esquecendo as importantes funções educativa, de lazer e de interação e coesão social. No entanto, o seu declínio acentuado pela crise e pelo envelhecimento dos detentores dos saberes tradicionais coloca em risco este importante património.
O que buscamos?
Por isso, mais do que nunca, é oportuno convocar a cidadania dos portugueses e as suas instituições autárquicas, associativas e económicas para a sua recuperação e valorização numa perspetiva de criação de riqueza e geração de oportunidades, tendo os jovens como prioridade e a estratégia Portugal 2020, em que os moinhos se integram claramente, como oportunidade de financiamento e ativação de processos de desenvolv-mento comunitário de base local integrando os moinhos tradicionais portugueses nas novas soluções para os territórios.
O IV Encontro Nacional de Molinologia desenvolve-se em duas vertentes. Por um lado, na recolha, aprofundamento e partilha do Saber e do Saber Fazer tradicionais ao nível da Etnotecnologia e da Molinologia Portuguesa. Por ou-tro, na apresentação e reflexão conjunta de projetos de desenvolvimento envolvendo a reabilitação e valorização de moinhos tradicionais em Portugal.
Inscrições abertas. IV Encontro Nacional de Molinologia. 17 e 18 de Junho. Ponte de Sor
A Rede Portuguesa de Moinhos vai realizar em Ponte de Sor, a 17 e 18 de Junho de 2017, o IV Encontro Nacional de Molinologia que congrega pessoas e instituições de todo o país dada a pertinência e urgência do tema na conjuntura atual.
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A Etnoideia e a Câmara Municipal de Ponte de Sor e a Etnoideia são co-organizadoras deste IV Encontro Nacional, que apresenta um programa diversificado dado o rico património molinológico local e o dinamismo municipal na sua preservação e valorização, de que destacamos a recuperação recente do Moinho de Vento e criação do forno comunitário de Foros de Arrão.
O Encontro desenvolve-se em duas vertentes. Por um lado, a recolha, aprofundamento e partilha do Saber e do Saber Fazer tradicionais ao nível da Etnotecnologia e da Molinologia Portuguesa. Por outro, a apresentação e reflexão conjunta de projetos de desenvolvimento envolvendo a reabilitação e valorização de moinhos tradicionais em Portugal.
Depois do sucesso do III Encontro (2015) em Albergaria-a-Velha, em que estiveram presentes cerca de 120 pessoas de todo o país, entre proprietários de moinhos, empreendedores, estudiosos, investigadores, moleiros, associações e autarquias locais, espera-se um encontro igualmente vivo e dinâmico demonstrando a vitalidade dos projectos de reabilitação dos moinhos tradicionais portugueses que continua a bom ritmo pelo país.
Secretariado e informações:
Etnoideia
Oeiras Golf & Residence
Rua Sacrovir Moreira, 29
2730-287 Barcarena
A/C Paulo Lopes
Tlf: +351 214 324 358
Tlm: +351 960 120 335
Mailto: paulo.lopes@etnoideia.pt
A Junta de Freguesia de Riba de Âncora vai associar-se às comemorações do Dia Nacional dos Moinhos, que se assinala a 7 de abril, com a abertura dos moinhos de D’Apardal, para visita livre, nos dias 8 e 9 de abril.
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Recorde-se que os Moinhos de D’Apardalencontravam-se “praticamente destruídos”. Em 2015, a Junta de Freguesia de Riba de Âncora e a Câmara Municipal de Caminha, com a colaboração das associações da freguesia, decidiram investir na recuperação daquele património da freguesia. E, no dia 16 de agosto de 2015, dia em que se assinala o Dia da Comunidade da Freguesia de Riba de Âncora, os Moinhos D’Apardalforam inaugurados, na presença de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, Paulo Alvarenga de Araújo, presidente da Junta de Riba de Âncora, Luis Mourão, presidente da Assembleia Municipal de Caminha e de muitos populares.
Esta intervenção consistiu na recuperação de 4 moinhos, que se encontravam ao total abandono e não eram intervencionados há já vários anos. Dos trabalhos fizeram parte a limpeza do local e a reconstrução dos moinhos propriamente dita. Para a limpeza, um trabalho árduo, foi imprescindível a colaboração do Conselho Diretivo de Baldios bem como da Associação Cultural e Recreativa de Riba de Âncora. A Câmara Municipal de Caminha forneceu todo o material necessário para a obra em si e ainda disponibilizou mão-de-obra, através dos funcionários do Município.
A recuperação do património da freguesia é uma prioridade para o presidente da Junta de Freguesia. Esta obra veio juntar-se à criação do Núcleo Museológico da Memória Arte e Ofícios de Riba de Âncora, à intervenção da Capela do Espirito Santo, à recuperação dos vários fontanários e lavadouros, entre outras obras.
Para além da abertura dos Moinhos de D’Apardal, o Município de Caminha vai também assinalar o Dia Nacional dos Moinhos com a promoção do percurso pedestre 'Vamos ao Moinho', na Serra d'Arga, no dia 8 de abril. O objetivo é divulgar os moinhos tradicionais que existem na Serra d'Arga e sensibilizar os cidadãos para o seu inestimável valor patrimonial. A participação no percurso é gratuita, mas a inscrição é obrigatória.
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Moinhos ' 2017. III Encontro Nacional de Molinologia. Ponte de Sor
9 de Abril - kickoff (abertura de inscrições)
3 e 4 de Junho - Encontro
Após o sucesso do III Encontro em Albergaria-a-velha, em 2015, a Etnoideia organiza o IV Encontro Nacional de Molinologia dada a pertinência e urgência do tema na conjuntura atual.
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A Câmara Municipal de Ponte de Sor é co-organizadora do encontro, perspectivando-se um programa de bom nível dado o rico património molinológico local e o dinamismo municipal na sua preservação e valorização de que destacamos a recuperação recente do Moinho de Vento de Foros de Arrão.
Porquê o Encontro?
Portugal precisa como nunca de desenvolver o seu interior e de qualificar as suas cidades. Os nossos moinhos são importantes ativos para o desenvolvimento sustentável, qualificação dos territórios, empreendedorismo ao nível das indústrias criativas e do turismo, por exemplo. Mas também para a construção da designada economia verde e para a qualificação ambiental das regiões e requalificação urbana, não esquecendo as importantes funções educativa, de lazer e de interação e coesão social. No entanto, o seu declínio acentuado pela crise e pelo envelhecimento dos detentores dos saberes tradicionais coloca em risco este importante património.
O que buscamos?
Por isso, mais do que nunca, é oportuno convocar a cidadania dos portugueses e as suas instituições autárquicas, associativas e económicas para a sua recuperação e valorização numa perspetiva de criação de riqueza e geração de oportunidades, tendo os jovens como prioridade e a estratégia Portugal 2020, em que os moinhos se integram claramente, como oportunidade de financiamento e ativação de processos de desenvolv-mento comunitário de base local integrando os moinhos tradicionais portugueses nas novas soluções para os territórios.
O IV Encontro Nacional de Molinologia desenvolve-se em duas vertentes. Por um lado, na recolha, aprofundamento e partilha do Saber e do Saber Fazer tradicionais ao nível da Etnotecnologia e da Molinologia Portuguesa. Por ou-tro, na apresentação e reflexão conjunta de projetos de desenvolvimento envolvendo a reabilitação e valorização de moinhos tradicionais em Portugal.