Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

CELORICO DE BASTO “COZEU O PÃO À MODA ANTIGA” PARA CELEBRAR O DIA NACIONAL DOS MOINHOS

DSC03462.jpg

Foi em ambiente festivo que se celebrou, em Celorico de Basto, o Dia Nacional dos Moinhos, com várias ações sempre com os moinhos como foco.

A manhã do dia 7 de abril iniciou com uma visita ao moinho de Perre (S. Romão do Corgo), de tarde, os moinhos do Bernardo estiveram abertos e a funcionar com a moagem do milho, e o forno da casa do Moleiro foi acesso para “cozer o pão à moda antiga”.

Esta iniciativa atraiu muitos curiosos que assistiram à atividade e colaboram ativamente na mesma. O rancho Folclórico os Amigos do Castelo foi a entidade dinamizadora com elementos do grupo a amassar a massa tal como fazia antigamente. Segundo a técnica de turismo do Município, Dores Vieira, “tudo foi feito como se fazia antigamente, usamos o saber fazer das gentes que usualmente coziam o pão e mostramos aos visitantes estas técnicas tradicionais e ancestrais que acrescentam valor a esta comunidade”.

Todo o ritual inerente a esta técnica foi replicado e deixou muitos dos presentes curiosos e encantados. Depois de juntar a farinha, de trigo, de milho e de centeio, juntou-se o fermento já devidamente embebido em água e sal, a técnica de amassar é um ritual muito próprio que termina com uma cruz no meio da massa e fica a repousar até levedar.

Os presentes desfrutaram de todo este processo e degustaram do bolo de carne. Puderam ainda usufruir dos cantares do rancho, que animou a ação.

Para a Vereadora do município, Maria José Marinho, “esta efeméride é, para este território, muito importante. O nosso património de moinhos é vasto, e teve um papel muito importante na economia local ao longo de séculos. Hoje são espaços que abrem pontualmente, em situações de visitas guiadas, para demonstrações e atividades educativas, e que se encontram devidamente preservados para manter viva a memória e a identidade das nossas gentes”.

DSC03420.jpg

DSC03421.jpg

DSC03424.jpg

DSC03438.jpg

DSC03439.jpg

DSC03479.jpg

DSC03521.jpg

DSC03532.jpg

unnamed (7).jpg

VIANA DO CASTELO: MOINHO DE MARÉ DAS ANTIGAS AZENHAS DE D. PRIOR INTEGRADO NA REDE PORTUGUESA DE TURISMO INDUSTRIAL

GCI_1797.jpg

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, e o Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, assinaram ontem, e pleno Dia Nacional dos Moinhos, o protocolo de adesão do Moinho de Maré – antigas Azenhas de D. Prior à Rede Portuguesa de Turismo Industrial.

Na sessão, que aconteceu no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Viana do Castelo, o autarca Luís Nobre valorizou a integração das antigas azenhas nesta rede portuguesa, permitindo valorizar este moinho de maré e estimulando o turismo industrial que tem ganho importância a nível nacional.

No arranque das comemorações, o Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal considerou que “o turismo industrial é um dos bons exemplos de como se deve estruturar um produto” e referiu que 70% da oferta, a nível nacional, se localiza no Porto e no Norte de Portugal, o que é justificado pela força da indústria na região.

Luís Pedro Martins destacou a presença de Viana do Castelo nas feiras de turismo de proximidade, muitas vezes em parceria com o Turismo do Porto e Norte, “o que tem permitido ao turismo da região um crescimento sólido” e garantindo que 2024 “vai certamente ser outro ano fantástico para este setor”.

Também o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Manuel Vitorino, considerou que as antigas Azenhas de D. Prior se localizam “num braço do rio onde temos a Rede Natura 2000 e onde encontramos os Moinhos de maré, que podem fazer esta amarração ao turismo industrial, que é um turismo diferenciador”.

Existe apenas um exemplar de Moinhos de Maré no concelho, conhecido como Azenhas de D. Prior. Corresponde a um edifício robusto, com necessidade de uma preparação do local de implantação, uma vez que funciona com a diferença entre a preia-mar e a baixa-mar, precisa de condições muito específicas: proximidade da costa, geralmente no estuário dos rios, no local onde as águas do rio, sob a pressão da maré-alta, crescem para a margem, alagando-a. Sabe-se que este moinho foi mandado construir pelo Abade de Lobrigos, no início do século XIX, para o abastecimento de farinha à cidade. No início de XX, o comerciante Jules Deveze substituiu o mecanismo de madeira por outro de ferro, que é o que podemos ver hoje. Deixou de funcionar nos anos 30.

GCI_1712.jpg

GCI_1722.jpg

GCI_1747.jpg

GCI_1753.jpg

GCI_1764.jpg

GCI_1769.jpg

GCI_1774.jpg

GCI_1818.jpg

CAMINHA COMEMORA DIA NACIONAL DOS MOINHOS

435694625_856314826539632_2594047886496989233_n.jpg

Domingo, dia 7 de abril, comemora-se o Dia Nacional dos Moinhos. Para assinalar a data, será possível visitar alguns dos mais emblemáticos exemplares de moinhos de água do concelho de Caminha: os Moinhos da Gandra, em Arga de Cima e os Moinhos de A’Pardal, em Riba de Âncora.

Os moinhos irão estar abertos das 10h às 17h, para visita livre.

Esta iniciativa pretende evidenciar o elevado valor patrimonial dos moinhos tradicionais e a sua importância para a história, cultura e identidade das comunidades locais, e tem o apoio da Freguesia de Riba de Âncora e da União de Freguesias de Arga (Baixo, Cima e São João).

CELORICO DE BASTO CELEBRA O DIA NACIONAL DOS MOINHOS

_DSC6482.JPG

Dia 7 de abril, Celorico de Basto vai “cozer pão à moda antiga” na casa do Moleiro, para celebrar o Dia Nacional dos Moinhos.

O Dia Nacional dos Moinhos existe com a intenção de preservar e valorizar este património histórico e cultural. Em Celorico de Basto “existe um valor incalculável de moinhos, que mantêm preservadas as técnicas tradicionais de moagem de cereais e que foram, em tempos, símbolos da agricultura, da economia local e do desenvolvimento das comunidades. Hoje, com o desenvolvimento tecnológico estas técnicas tradicionais de moagem são usadas quase d forma demonstrativa para que o saber fazer não se perca e se perpetue no tempo assim como este património e tudo o que lhe está associado” aferiu o Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima.

A celebração do dia Nacional dos Moinhos começa logo pela manhã com a visita ao moinho de Perre, em S. Romão do Corgo. À tarde, a comunidade é convidada a meter “as mãos na massa” com o “cozer do pão à moda antiga”, na Casa do Moleiro, no Parque Urbano do Freixieiro, momento dinamizado pelo Rancho Folclórico de Santa Maria de Canedo.

_DSC6562.JPG

A ARTE DE MARINHEIRO E O OFÍCIO DOS MOLEIROS DOS MOINHOS DE VENTO

9244831_kGtiv.jpeg

Quem já alguma vez teve a felicidade de contactar de alguma forma com o labor do moleiro, num moinho de vento, certamente se apercebeu da extraordinária semelhança de numerosos vocábulos empregues neste ofício relativamente à linguagem das gentes do mar. Com efeito, existem muitos termos que são comuns às duas atividades, em grande medida resultante da identidade de processos utilizados em ambas as atividades.

À semelhança das naus e, em geral, de todas as embarcações à vela, também os moinhos de vento aproveitam a mesma fonte de energia, recorrendo a uma técnica semelhante para assegurarem o seu próprio funcionamento. Tal como o marinheiro, também o moleiro deve saber medir a direção e intensidade do vento e manobrar as velas para dele tirar o máximo rendimento. Para tal, utiliza o cata-vento estrategicamente colocado sobre o capelo do moinho e os búzios atados na extremidade das vergas. Na realidade, o moinho de vento é como um veleiro a navegar em terra firme que requer a sabedoria do seu marinheiro – o moleiro!

Quando os portugueses se fizeram ao mar, a tripulação das naus partiu de terra e era naturalmente constituída por gente que, nas suas lides quotidianas, se dedicava aos mais variados ofícios. Entre ela encontravam-se certamente os moleiros cuja arte foi seguramente determinante para as atividades de manobra uma vez que, à semelhança dos moinhos, as naus e as caravelas navegavam à vela, sendo necessários marinheiros experimentados na arte de marinharia que era, afinal de contas, a arte dos próprios moleiros.

Não admira, pois, que ambas as linguagens se confundam em grande medida. De resto, é bastante sintomática a expressão outrora utilizada pelos navegadores quando, ao constatarem a evolução demasiado lenta da nau, a ela se referiam dizendo que “a nau ia moendo”, numa clara alusão ao ritmo pachorrento com que o moinho procede à moagem do grão.

O estudo dos moinhos é de uma extraordinária riqueza e elevado interesse cultural, sob todas as suas variantes, desde o ponto de vista tecnológico como ainda etnográfico, histórico e linguístico. Refira-se, a título de exemplo, que os construtores de moinhos eram outrora apelidados de engenheiros por se tratarem, na realidade, de construtores de engenhos.

Desde que o Homem sentiu necessidade de recorrer a processos mais eficazes para moer os grãos que utilizava na sua alimentação, ultrapassando a forma primitiva de os esmagar à mão com o emprego de duas pedras, os moinhos acompanharam a evolução do seu conhecimento e refletiram a sua própria organização social. Aproveitando os mais diversos recursos naturais e apresentando-se sob variadas formas, incluindo as azenhas e os moinhos de maré, eles encontram-se presentes nas novas tecnologias para captação da energia eólica ou ainda para bombagem de água como sucede na captação de água dos poços ou na manutenção dos diques da Holanda.

Atendendo ao valor cultural que o estudo dos moinhos representa, junta-se um pequeno dicionário comparado da linguagem utilizada pelos moleiros que trabalham nos moinhos de vento relativamente à empregue no meio náutico

Andadeira –Mó de cima. Corredor.

Bolacho – Diz-se quando a vela tem três voltas em torno da vara.

Braços – Varas, Vergas.

Búzio – Alcatruz. Pequeno objeto de barro, por vezes com a forma de uma cabaça, contendo um só orifício, que se coloca na ponta das vergas das velas dos moinhos de vento e que, com o girar destas, produz uma espécie de assobio que permite ao moleiro calcular a intensidade do vento e a velocidade adquirida pelas velas.

Cabrestante – Sarilho. Dispositivo para fazer rodar o capelo do moinho. – Nos navios, refere-se ao sarilho para manobrar e levantar a âncora e outros pesos.

Cabresto – Corda comprida que segura as varas e que serve para efetuar a amarração das velas no exterior. – Cada um dos cabos que, da ponta do gurupés vem à proa do navio, junto ao couce do beque. O gurupés é o mastro oblíquo situado na proa dos navios.

Calha – Peça que leva o grão da tremonha para o olho da mó. Ligação entre o tegão e o olho da mó. Quelha.

Canoura - Vaso de madeira donde o grão vai caindo para a mó. Moega. Tremonha.

Capelo – Parte superior do moinho que roda em função da direção do vento. Existem, contudo, moinhos que são rodados a partir da base, com a utilização de rodados. – Em linguagem náutica, diz-se da volta da amarra na abita que constitui a peça de madeira ou ferro, existente na proa dos navios, para fixar a amarra da âncora. Esta peça, apresenta-se geralmente de forma retilínea e liga ao “pé de roda” e termina na roda de proa. Nos barcos rabões, embarcações da família dos rabelos durienses, indica a sua extremidade superior. Nos valvoeiros, refere-se à parte superior da caverna.

Carreto – Roda colocada na parte superior do eixo central do moinho e ligado à entrosa.

Corredor – Mó de cima, com raio idêntico ao poiso, mas com altura inferior a esta.

Eixo – Mastro.

Entrosa – Rosa dentada existente no mastro do moinho, com os dentes na lateral engrenando noutra roda dentada.

Frechal – Calha onde assenta a cúpula móvel sobre a torre do moinho.

Forquilha – Vara comprida e com a ferragem em ponta em forma de “V”. – No meio náutico também se designa por forqueta e é constituído por duas hastes de madeira onde os pescadores arrumam o mastro, a verga e a palamenta enquanto pescam. A forquilha de retranca é uma cruzeta de madeira ou de ferro colocada na borda do navio, à popa, a meia-nau, para descanso da retranca.

Mastro – Eixo do moinho de vento. – Numa embarcação designa cada uma das peças altas constituídas por vergônteas de madeira que sustentam as velas.

Meia-ponta – Diz-se quando a vela tem cinco voltas em torno da vara.

Meia-vela – Diz-se quando a vela do moinho tem uma volta em redor da vara.

 – Pedra cilíndrica em forma de anel que serve para moer o grão.

Moageiro – Aquele que produz moagem.

Moagem – Acto ou efeito de moer. Moedura

Moedura – Moagem.

Moega – Canoura. Tremonha.

Moenda – Mó. Acto ou efeito de moer. Maquia que o moleiro retribui em géneros. Moinho. Moenga.

Moenga – Moenda

Moer – acto ou efeito de transformar o grão em farinha – Em linguagem antiga de marinha, “a nau ir moendo” referia-se à evolução demasiado lenta de um navio.

Olho da mó – Parte vazia no centro da mó.

Pano – Diz-se quando a vela do moinho se encontra toda aberta. – Os marinheiros referem “navegar a todo o pano” quando se pretende que o navio obtenha a sua velocidade máxima, aludindo ao completo desfraldar das velas.

Pião – Eixo do moinho de vento. Mastro.

Picadeira – Ferramenta usada para picar a mó a fim de criar novos sulcos. Picão.

Picão – Picadeira.

Poiso – A mó que fica por debaixo, estática.

Ponta – Diz-se quando a vela tem quatro voltas em torno da vara.

Quelha – Calha.

Sarilho – Dispositivo para fazer rodar o capelo. Cabrestante. – Nos navios consiste na máquina onde se enrola o cabo ou cadeia do cabrestante.

Segurelha – Suporte metálico regulável que fixa o corredor ao eixo vertical. Peça onde entra o ferro que segura a mó inferior ou poiso para tornar uniforme o movimento da superior ou andadeira.

Taleiga – Saco pequeno para condução de farinha.

Tegão – Peça por onde o grão passa para moer.

Traquete – Diz-se quando a vela do moinho tem duas voltas em redor da vara. – Nos navios, é a maior vela do mastro da proa.

Tremonha – Canoura. Moega.

Varas – Hastes de madeira de auxílio à amarração. Vergas. – Nos navios, constituem peças longas de madeira colocadas horizontalmente sobre os mastros para nelas se prenderem as velas.

Vela – Pano forte e resistente que se prende aos braços dos moinhos para os fazer girar sob a ação do vento. – Nos navios e embarcações, é o pano que se prende aos mastros para as fazer navegar.

Vela fechada – Diz-se quando a vela tem seis voltas em torno da vara.

Vela latina – Vela de formato triangular geralmente utilizada nos moinhos e nos navios.

Velame – Conjunto das velas de um moinho ou de um navio.

Vergas – Varas de auxílio à amarração. – Na linguagem náutica, existe uma grande variedade de designações, as quais remetem para as velas que nelas envergavam. De sublinhar, aliás, a proveniência do verbo envergar.

Bibliografia: LEITÃO, Humberto; LOPES, J. Vicente. Dicionário da Linguagem de Marinha Antiga e Actual. Edições Culturais de Marinha. Lisboa. 1990.

9244833_P9yZS.jpeg

Moinhos de Cima e do Marinheiro, em Carreço, no Concelho de Viana do Castelo.

VIANA DO CASTELO COMEMORA DIA NACIONAL DOS MOINHOS ABERTOS QUE SE ASSINALA NO PRÓXIMO FIM-DE-SEMANA

Cartaz Moinhos Abertos 2024.jpeg

Dia Nacional dos Moinhos (7 de Abril) – Moinhos Abertos (6 e 7 de Abril; sábado e domingo)

É já no próximo fim de semana: Os moinhos voltam a estar de portas abertas GRATUITAMENTE em todo o País pelo 18º Ano Consecutivo!

Em resultado deste amplo movimento de cidadania, de mobilização e voluntariado pelos moinhos da nossa identidade, estarão à disposição de todos:  

  • 219 Moinhos
  • 104 núcleos moageiros
  • 71 Municípios
  • Todos os 18 Distritos de Portugal Continental
  • 2 Ilhas da Região Autónoma dos Açores

O que é o “Dia dos Moinhos Abertos”?

O conceito desta atividade é extremamente simples:

Fazer funcionar em simultâneo e abrir ao público para acesso livre tantos moinhos quantos for possível em todo o país!

  Quem participa?

Todos: Moinhos Abertos é uma iniciativa aberta e gratuita!

Esta é uma  iniciativa de alcance nacional e ampla divulgação com o único objetivo de chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos.  Promovida desde 2007 pela Etnoideia esta iniciativa tem o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia sendo divulgada internacionalmente por todo o mundo.

Este dia, além de chamar a atenção para os moinhos tradicionais portugueses poderá também servir para identificar problemas e oportunidades, germinar projetos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc.) com a participação de ativistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas em torno deles.

434388516_401213529316984_2729261147693984181_n.jpg

CELORICO DE BASTO EFETUA OBRAS DE VALORIZAÇÃO NOS MOINHOS DE ARGONTIM

DSC03249.jpg

Este elemento patrimonial de interesse relevante tal como está inventariado na carta do Património do PDM, está a sofrer obras após a aprovação da candidatura “Recuperação e valorização dos Moinhos de Argontim” integrada na medida Renovação de Aldeias do PDR2020 submetida pela Junta de Freguesia do Rego com apoio técnico do Município de Celorico de Basto.

A intervenção nos Moinhos de Argontim incide na recuperação e beneficiação do Núcleo Museológico do Planalto da Lameira, assim como a recuperação e beneficiação paisagística e ambiental do Circuito/ Percurso Turístico dos Moinhos de Argontim.

Fazem parte do Circuito/ Percurso Turístico dos Moinhos de Argontim, os moinhos de água existentes, bem como o Núcleo Museológico do Planalto da Lameira. Este circuito localiza-se na Freguesia do Rego, concelho de Celorico de Basto, ao longo do Rio Bugio. Um espaço constituído por vários moinhos, uma serração de madeira movida a água, uma azenha, e um alambique. O Núcleo Museológico do Planalto da Lameira foi instalado no edifício onde outrora funcionou uma serração de madeiras cujo engenho primitivo funcionou movido por roda hidráulica. No interior do edifício é possível observar todo o mecanismo da serração em funcionamento e um limador. O espaço alberga ainda uma moagem de duas mós e uma exposição temática de arqueologia. A exposição patente nesta sala remete, sobretudo, para os aspetos da exploração dos recursos agrícolas em dois grandes momentos: ao longo da Pré-História e na época romana.

A candidatura é financiada pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) com uma taxa de apoio de 80%. A obra está a ser realizada pela junta de freguesia do Rego com o apoio da Câmara Municipal.

DSC03255.jpg

DSC03258.jpg

DSC03259.jpg

DSC03261.jpg

DSC03263.jpg

DSC03287.jpg

MOINHOS DE VIANA DO CASTELO DISPONÍVEIS PARA VISITA PARA CELEBRAR DIA NACIONAL DOS MOINHOS ABERTOS

Nos dias 7, 15 e 16 de abril, para assinalar o Dia Nacional dos Moinhos Abertos, diversos moinhos do concelho de Viana do Castelo vão estar disponíveis para visita gratuita.

339758064_210733114897621_8546430656171030137_n.jpg

Assim, estarão de portas abertas, em horários distintos, os Moinhos de Vento, em Carreço, o Moinho de Água do Inácio, em Vila de Punhe, o Moinho de Água de Espantar, em São Lourenço da Montaria, a Azenha do Maral, em Outeiro, e o Moinho de Maré das Azenhas de D. Prior, no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA), em Viana do Castelo. Consultar programa completo em www.moinhosdeportugal.org.

Esta é uma iniciativa de alcance nacional e ampla divulgação que tem como principal intuito apelar ao inestimável valor patrimonial dos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos.

A Rede Portuguesa de Moinhos, com o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia, organiza a iniciativa "Moinhos Abertos de Portugal", no âmbito do Dia Nacional dos Moinhos que se assinala, anualmente, a 7 de abril.

Desde 2008 que o Município de Viana do Castelo integra a Rede Portuguesa de Moinhos e, como em anos anteriores, irá fazer parte desta iniciativa.

O Moinho de Maré das Azenhas de D. Prior é o único Moinho de Maré existente no concelho de Viana do Castelo. Tal como no caso das azenhas, é um edifício robusto, com necessidade de uma preparação do local de implementação, uma vez que funciona com a diferença entre a preia-mar e a baixa-mar, precisa de condições específicas: proximidade da costa, geralmente no estuário dos rios, no local onde as águas do rio, sob a pressão da maré-alta, crescem para a margem, alargando-a.

Este moinho foi mandado construir pelo Abade de Lobrigos, no início do século XIX, para o abastecimento de farinha à cidade. No início do XX, o comerciante Jules Deveze substituiu o mecanismo de madeira por outro de ferro, que é o que podemos ver hoje. Deixou de funcionar nos anos 30. 

O Moinho de Maré pode ser visitado nos dias 15 e 16 de abril, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

MUNICÍPIO DE FAFE CELEBRA DIA NACIONAL DOS MOINHOS

Atividades pensadas para todas as idades decorrem de 7 a 16 de abril e visam celebrar o valor patrimonial dos moinhos tradicionais.

Moinho de Vento de Aboim.JPG

Esta sexta-feira, 7 de abril, assinala-se o Dia Nacional dos Moinhos. Nesse contexto, o Município de Fafe promove, integra e apoia um conjunto de iniciativas que visam chamar a atenção para o inestimável valor patrimonial dos moinhos tradicionais, destacando em concreto os moinhos existentes no concelho: o Moinho de Vento de Aboim, o Moinho de Casca de Carvalho, o Moinho de Água de Cepães e o Moinho da Aldeia do Pontido.

Fafe integrará o evento “Dia dos Moinhos Abertos” que tem como conceito base fazer funcionar em simultâneo e abrir ao público para acesso livre tantos moinhos quantos for possível em todo o país. Neste âmbito, o Município convida a participar na visita gratuita orientada ao Museu do Moinho e do Povo de Aboim - Centro Interpretativo Aldeia Pedagógica da Montanha e do Centeio, no dia 7 de abril. Esta atividade promovida pela Junta de Freguesia de Aboim deve ser agendada previamente através do número 964 799 753.

Agentes turísticos de Fafe promovem visitas “À Volta dos Moinhos”

O Município apoia igualmente a iniciativa “À Volta dos Moinhos”, um conjunto de visitas guiadas pelos moinhos do concelho, promovidas por um grupo de agentes turísticos (Authentik Tours em parceria com a CountingStars, Casa do Penedo, Gud Artesanal, A Nightingale Sings e ERF), nos dias 7, 8, 14, 15 e 16 de abril.

Os programas pretendem dar a conhecer a dimensão e importância dos moinhos de Fafe, destacando a indústria de criação de taninos com o moinho de casca de carvalho e a criação da farinha para a cozedura do pão, ainda hoje base da alimentação portuguesa. As inscrições podem ser realizadas através do e-mail reservas@authentiktours.com.

PROGRAMA “DIA DOS MOINHOS ABERTOS”

7 de Abril (sexta-feira)

10h00 às 12h00 e das 15h00 às 17h00 | Visita gratuita orientada ao Museu do Moinho e do Povo de Aboim- Centro Interpretativo Aldeia Pedagógica da Montanha e do Centeio.

Inscrições: Através do número 964 799 753

PROGRAMA “À VOLTA DOS MOINHOS”

7 de abril (sexta-feira)

Atividade 1: Moinhos Sob as Estrelas – observação de estrelas com sessão de contos tradicionais; Horário: 21:00-23:00; Ponto de encontro: Moinho de Vento de Aboim

8 de abril (sábado)

Atividade 2: À Volta dos Moinhos Pontido – Caminhada e Oficina “Mãos na Massa” – caminhada pela Aldeia do Pontido com visita ao moinho e pisão e oficina de amassar o bolo tradicional minhoto em forno de lenha; Horário: 14:20-18:30; Inclui merenda com produtos locais; Ponto de Encontro: Restaurante da Aldeia do Pontido

Atividade 3: À Volta dos Moinhos Pontido – Jantar gastronómico e espetáculo de fado com artista Cristina Lima e Rui Beirão na guitarra portuguesa e Diogo Rato na viola de fado; Jantar inclui entradas, prato principal, sobremesa, bebidas e café; Horário: 20:30-23:30; Ponto de Encontro: Restaurante da Aldeia do Pontido

14 de abril (sexta-feira)

Atividade 4: Moinhos Sob as Estrelas – observação de estrelas com sessão de contos tradicionais; Horário: 21:00-23:00; Ponto de encontro: Moinho de Vento de Aboim

15 de abril (sábado)

Atividade 5: À Volta dos Moinhos Aboim – Caminhada e Oficina “Mãos na Massa” – caminhada pela freguesia de Aboim com visita aos moinhos de vento e de casca de carvalho e oficina de amassar o bolo tradicional minhoto em forno de lenha; Horário: 9:30-13:30; Inclui degustação do bolo com produtos locais; Ponto de Encontro: Antiga Escola Primária de Aboim/Museu do Moinho e Povo de Aboim

Atividade 6: À Volta dos Moinhos Moreira de Rei – Visita à Casa do Penedo e à Quinta Biológica do Confurco; Horário: 14:30-18:30; Inclui merenda com produtos locais; Ponto de Encontro: Ermida de Nossa Senhora da Guia

16 de abril (domingo)

Atividade 7: À Volta dos Moinhos Cepães – Caminhada e Visualização do Jogo do Pau; Horário: 10:00-14:30; Inclui almoço com entradas, prato principal, sobremesa, bebidas e café incluídos; Ponto de Encontro: Complexo Turístico de Rilhadas

Inscrições: Através do e-mail reservas@authentiktours.com ou do número +351 936 261 358.

CELORICO DE BASTO CELEBRA DIA INTERNACIONAL DOS MOINHOS

Celebrou-se ontem, dia 7 de abril, o Dia Nacional dos Moinhos, e o Município de Celorico de Basto celebra a data com uma série de iniciativas de promoção e valorização deste vasto património de moinhos de água.

278073495_4898592713581326_8649014885327284165_n.j

 Ontem, dia 7, as atividades foram direcionadas à comunidade escolar, envolvendo também os utentes do Programa “Celorico a Mexer”, que recrearam o ciclo do pão, com a produção de pão à moda antiga. “Esta é uma forma de promover a intergeracionalidade e ao mesmo tempo de valorizar a nossa história e da nossa memória” observou José Peixoto Lima, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, é também a “promoção de saberes e sabores da nossa terra e daquilo que nos identifica”. 

Esta iniciativa, a recreação do ciclo do pão, irá repetir-se no próximo dia 10 de abril, domingo, a partir das 14h30, no lugar no Parque Lúdico do Freixieiro, junto ao moinho do Damas. Um evento aberto ao público com produção e prova de pão e animação com música tradicional a cargo dos Cavaquinhos da Escola Profissional Agrícola de Fermil, Eng.º Silva Nunes.

Durante o dia de hoje, decorreram visitas guiadas ao circuito de moinhos de Argontim na freguesia do Rego, a Azenha de Barrega, na Freguesia de Borba e o circuito de moinhos do Freixieiro, instalados no Parque Lúdico da sede do concelho. Este património, o circuito de moinhos do Freixieiro têm sido alvo de reabilitação, uma intervenção que se encontra praticamente concluída e que já permite a realização destas iniciativas.

278120062_4898592670247997_7876935420972887633_n.j

277816667_4898592680247996_5424448036366021088_n.j

277818920_4898592760247988_5490821765165355622_n.j

278069427_4898913213549276_3756471595733115827_n.j

MOINHOS ABERTOS - 2022

7 de Abril (quinta feira) ->  Dia Nacional dos Moinhos)  +++  9 e 10 de Abril (sábado e domingo) -> Dias dos Moinhos Abertos

É já no próximo fim de semana: Os moinhos voltam a estar de portas abertas em todo o País!

Em resultado deste amplo movimento de mobilização pelos moinhos da nossa identidade estarão à disposição de todos:  

  • 307 Moinhos
  • 26 núcleos moageiros
  • 53 Municípios
  • 17  Distritos (Continente e Açores)

Desfrute dos Moinhos de Portugal, eles têm um valor cultural inestimável. Contribua para a sua salvaguarda!

moinhosabertos22.png

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE CONVIDA A VISITAR MOINHOS DO CONCELHO

Dia Nacional dos Moinhos

Como forma de assinalar o Dia Nacional dos Moinhos, que se comemora a 7 de abril, o Município de Esposende vai promover, nesse dia, um roteiro de visita aos moinhos da Abelheira-Marinhas e de Apúlia, que inclui também a visita à Casa das Marinhas.

abelheiratrabalhos.jpg

A participação é gratuita, contudo carece de inscrição prévia, até 6 de abril, através do email turismo@cm-esposende.pt. O ponto de partida será no Centro de Informação Turística de Esposende, pelas 10h00, garantindo o Município o transporte aos participantes.

O roteiro inicia com a visita à Casa das Marinhas, inspirada, arquitetada e construída a partir de um moinho em habitação pelo conceituado arquiteto esposendense Viana de Lima.

O projeto do Parque Temático dos Moinhos de Abelheira, em Marinhas, que se encontra em execução, é o ponto seguinte do roteiro, sendo a visita orientada por técnicos da autarquia, da Etnoideia, empresa responsável pelo projeto de recuperação e apetrechamento dos três moinhos de vento que são propriedade da Câmara Municipal de Esposende, e por Fernando Morgado e Edite Morgado, antiga moleira neste local. Os visitantes terão oportunidade de perceber as funcionalidades dos equipamentos em reconstrução. Os moinhos fixos de torre, à semelhança de outros exemplares do norte litoral, mantêm a sua capucha móvel acionada através do rabo, direcionando sempre a vela contra o vento. Segue-se, no itinerário de visita no mesmo local, a intervenção de Maria Augusta Fernandes, proprietária de um dos sete moinhos de vento deste complexo.

O roteiro terminará sobre o mar de Apúlia, com a visita a um dos moinhos de Apúlia implantados junto à praia e que foi transformado também numa habitação de três pisos, mantendo, contudo, a sua traça original. 

Serão distribuídos bilhetes-postais, onde, através de imagem, os visitantes poderão verificar a implantação destes moinhos, no passado e no presente. Refira-se que o Município tem em perspetiva a edição de uma publicação alusiva aos moinhos eólicos e hidráulicos existentes no concelho, bem como a criação de um roteiro turístico de visita para dar a conhecer este património. Entre os núcleos dos engenhos de moagem movidos pela força do vento, estão referenciados os de Abelheira e os de Cedovém, em Apúlia

A preservação das Etnoctecnologias, e esta ação em concreto, enquadra-se no Plano de Ação para a Sustentabilidade, Crescimento e Competitividade do Turismo em Esposende – 2018_2022. Associado a este objetivo está o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, que o Município verteu para o seu plano de ação.

moinho.jpg

Moinhos Abelheira_.jpg

Moinhos Abelheira.jpg