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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ESPOSENDE RECUPERA MOINHOS DE VENTO

Município lança primeira fase da obra do Parque temático dos Moinhos de vento da Abelheira

O Município de Esposende vai arrancar com a obra de recuperação de três moinhos de vento, propriedades do Município, iniciando assim a primeira fase do processo de constituição do Parque Temático dos Moinhos de Vento da Abelheira, em Marinhas. A recuperação dos moinhos insere-se no âmbito da candidatura Qualificação das Experiências de Turismo da Natureza no Minho – Redes de Visitação da Natureza – Moinhos da Abelheira/Esposende, integrada na Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE, financiada a 85% e terá um investimento de 155.000 euros.

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Esta ação integra-se na estratégia de promoção do Turismo no Município de Esposende através da valorização e preservação do seu património material e imaterial. A intervenção global está prevista para os sete moinhos, mas nesta fase avançaremos com a recuperação dos três edifícios que são propriedade da Câmara Municipal. No futuro ficará ali implantado o parque temático ligado às energias renováveis e ao ciclo do pão”, refere Benjamim Pereira, presidente da Câmara Municipal de Esposende.

As obras de conservação abrangem os moinhos de vento números "3", "6" e "7", os quais são já propriedade do município, mas o futuro parque temático abrange sete espaços expositivos, onde será apresentado todo o processo que envolve a sementeira e a recolha do grão, assim como os diversos processos necessários à sua preparação para a moagem. Aos moinhos estarão associados os temas da eletricidade; do ciclo do pão e da etnografia a ele associado; das questões ambientais do uso de energias; das respostas sensoriais que a cultura do cereal permite experimentar através do tato, olfato e visão, às questões sobre os cereais híbridos ou geneticamente modificados. Um dos espaços, distinto pelo aspeto arquitetónico vanguardista, abordará o futuro da energia.

Relativamente ao moinho "3", pretende-se fazer a recuperação funcional a partir dos vestígios remanescentes no local, recuperando toda a informação tecnológica e capitalizando os resultados na reconstituição fidedigna do moinho (no que respeita a materiais, técnicas construtivas, volumes, paleta de cores, soluções tecnológicas tradicionais e molinologia local).

No que se refere aos outros dois moinhos, pretende-se uma recuperação parcial, garantindo emprego de técnicas não invasivas e consequentemente a preservação da integridade dos elementos existentes.

Esposende reúne vários moinhos eólicos e hidráulicos. Entre os núcleos dos engenhos de moagem movidos pela força do vento, além dos de Abelheira estão referenciados os de Cedovém em Apúlia, entre outras unidades disseminadas pelo concelho. Refira-se que a Casa das Marinhas, foi inspirada, arquitetada e construída a partir de um moinho e transformada em habitação, pelo conceituado arquiteto esposendense Viana de Lima. Portugal assinala o Dia Nacional dos Moinhos a 7 de abril.

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MOINHOS ABREM-SE À COMUNIDADE

Mais uma vez estamos a preparar os Moinhos Abertos!

Mais um ano em que esperamos uma grande participação e repetir o êxito da nossa atividade conjunta e em que  pretendemos reeditar, pelo 14º ANO CONSECUTIVO a iniciativa Moinhos Abertos de Portugal.

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Em 2019 conseguimos em conjunto 353 moinhos abertos e mais de 30.000 visitantes.

O que é o “Dia dos Moinhos Abertos”?

O conceito desta atividade é extremamente simples:

Fazer funcionar em simultâneo e abrir ao público para acesso livre tantos moinhos quantos for possível em todo o país!

Quem pode participar na organização?

Todos: Moinhos Abertos é uma iniciativa aberta e gratuita!

Esta é uma  iniciativa de alcance nacional e ampla divulgação com o único objetivo de chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos.  Promovida desde 2007 pela Etnoideia esta iniciativa tem o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia sendo divulgada internacionalmente por todo o mundo.

Este dia, além de chamar a atenção para os moinhos tradicionais portugueses poderá também servir para identificar problemas e oportunidades, germinar projetos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc.) com a participação de ativistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas em torno deles.

Por isso, apelamos à sua participação ativa, através do seu envolvimento pessoal e das organizações a que pertence ou com as quais se relaciona.

Como otimizar os seus impactos?

Você:

  • Mobilizando antecipadamente entusiastas, amigos dos moinhos, instituições e moinhos cujos proprietários e moleiros podem ser contactados por cada um de nós (contamos consigo também para o fazer).
  • Durante este dia, cada moinho deverá estar aberto e se possível a funcionar, sendo desejável a organização de algumas atividades como as sugeridas na ficha de programação em anexo, ou outras.
  • Divulgando pelos seus contactos e redes sociais o Cartaz “Moinhos Abertos 2020”, em anexo  e afixando-os nos moinhos e locais adequados (JPEG para impressão e afixação local);
  • Reencaminhando a informação da brochura e programa final logo que disponível para a sua rede de contactos. Acreditamos desta forma vir a alcançar uma ampla divulgação e impacto público.

A organização:

  • Irá divulgar junto da comunicação social nacional e regional, redes sociais e mailing a todas as pessoas e organizações constantes dos nossos ficheiros. No site da Rede ficarão disponíveis todas aas informações e por correio eletrónico serão enviados materiais de divulgação para todas as Câmaras Municipais e para todas as Juntas de Freguesia do País.
  • Irá paginar uma brochura ilustrada com informações sobre os moinhos, horários e como visitar ao longo de todo o ano que ficará disponível permanentemente online em www.moinhosdeportugal.org.

Como participar na organização?

Esta participação é livre, espontânea e aberta a todos pelo que pode participar na organização das seguintes formas:

  • Dinamização da abertura, nos dias 4 e 5 de Abril (Sábado e Domingo) e no Dia Nacional dos Moinhos 7 de Abril (Terça Feira), dos moinhos a que está ligado, se possível organizando atividades e animações e congregando moleiros, amigos, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Museus, etc.
  • Convite a outros moinhos e pessoas para participar.
  • Para isso terá que enviar até 7 de Março:

o    Ficha de programação Excel com informações sobre os moinhos que vão estar abertos (ficha em anexo a preencher no ficheiro Excel com todos os moinhos, identificando um a um e enviando uma foto por cada moinho com o nome do moinho no nome do ficheiro. Esta ficha inclui todas as informações necessárias para a identificação dos moinhos e respetivo programa de atividades, organizadores, indicações úteis, etc).

IMPORTANTE: NÃO SERÃO ACEITES OUTROS FORMATOS OU INFORMAÇÕES NÃO CONSTANTES NA FICHA DADO QUE ISSO PROVOCA PROBLEMAS NA PAGINAÇÃO).

o    Declaração de consentimento ao abrigo do RGPD (Regulamento Geral de Proteção de Dados) depois de assinada e digitalizada. Um exemplar por cada indivíduo do qual constarem dados pessoais na ficha do moinho respetivo nos Moinhos Abertos 2020.

ATENÇÃO: POR IMPERATIVOS LEGAIS NÃO PODERÃO SER ACEITES INSCRIÇÕES DE MOINHOS QUE CONTENHAM DADOS PESSOAIS SEM A RESPETIVA AUTIRIZAÇÃO DO INDIVIDUO A QUE REFEREM. QUAISQUER DADOS PESSOAIS QUE CONSTEM DA FICHA DE PROGRAMAÇÃO EXCEL SEM DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO ASSINADA SERÃO APAGADOS NA BROCHURA FINAL PODENDO PREJUDICAR O CONTACTO COM OS ORGANIZADORES.

Antecipadamente grato pela sua contribuição para esta nova iniciativa, apresento os melhores cumprimentos,

Jorge Miranda

Rede Portuguesa de Moinhos

AZENHAS DE D. PRIOR SÃO O MOINHO DE MARÉ DE VIANA DO CASTELO E MERECE SER VISITADO

Em Portugal, a maior parte dos moinhos de maré encontram-se localizados entre os rios Tejo e Sado, encontrando-se entre eles alguns musealizados como o de Corroios, no Seixal, e o do Montijo, identificado com a cruz da Ordem de Santiago. Não obstante, Viana do Castelo também possui o seu moinho de maré, localmente conhecido por “Azenhas de D. Prior”.

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Situado junto à Meadela, num ponto onde o ribeiro de S. Vicente desagua no rio Lima, destinava-se este moinho a produzir a farinha necessária ao abastecimento de pão à cidade. Nele encontra-se actualmente instalado o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viana do Castelo (CMIA), de cujo site extraímos o seguinte resumo histórico:

“A história das Azenhas D. Prior

Azenhas de D. Prior é o nome pelo qual os vianenses conhecem o Moinho de Maré situado no limite da cidade com a freguesia da Meadela, onde o ribeiro de S. Vicente desagua no rio Lima.

A história deste moinho inicia-se em 1803, quando António Pereira Pinto Araújo, Abade de Lobrigos e Dom Prior da Colegiada de Barcelos - que veio a dar o nome às azenhas -, solicitou autorização à Câmara para “fazer todo seu” o terreno pantanoso, “por não ser útil a algum indivíduo” a fim de o drenar e tornar cultivável e assim “assegurar a pública felicidade a todos os viventes desta vila”.

No entanto esse seu primeiro intento depressa desapareceu e logo em 1809 há referências à existência deste moinho movido pela força da maré, que aparece referenciado na Carta Cadastral da Cidade de Vianna do Castello de 1868, onde se pode ver a existência de 4 mós.

Não é possível ter certezas, uma vez que a documentação falta, mas é provável que nos finais do século XIX, o industrial francês Jules Deveze tenha comprado as azenhas aos seus anteriores proprietários. Terá sido ele quem lhe introduziu enormes melhoramentos, transformando-o num mecanismo pré industrial.Para isso, substituiu todo o maquinismo que seria de madeira, por outro de metal com um sistema de rodas dentadas e de desmultiplicação do movimento, a que terá anexado uma serração de madeira, movida pela mesma fonte de energia. 

Com o Programa Polis, as Azenhas de D. Prior retomam uma nova fase da sua vida, não com intuitos saudosistas, mas, muito pelo contrário, integrando o novo Parque da Cidade, com o objectivo de mostrar aos mais novos como é possível e desejável o aproveitamento de uma fonte de energia não poluente, gratuita e inesgotável.”

Como a sua própria denominação, um moinho de maré é movido pela força da maré, aproveitando o desnível das marés nos estuários dos rios. Dispondo de uma caldeira que se enche de água com a subida da maré, através de uma porta de água (adufa), fechando-se de seguida até à descida das águas que correm sob as arcadas onde se encontram os rodízios que fazem mover as moendas que constituem pares de mós.

Foto: CMIA Viana do Castelo

V ENCONTRO NACIONAL DE MOLINOLOGIA

A cada dois anos o país dos moinhos junta-se num encontro para partilhar e publicar conhecimento, ideias e projetos, num ambiente informal e construtivo que envolve uma grande diversidade de participantes e instituições, autarquias, museus, associações, empresários, empreendedores económicos e sociais, agentes culturais e ativistas que, no conjunto, realizam a importante obra de salvaguarda e valorização do património molinológico português, um dos mais relevantes do mundo.

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Desta vez, realiza-se a 9 e 10 de Novembro próximo, na cidade do Montijo,  o V Encontro Nacional de Molinologia, relativamente ao qual remetemos o respetivo cartaz, programa e boletim de inscrição.

Deste modo vimos pelo presente meio convidar à participação no encontro e à apresentação de uma comunicação nas sessões de comunicações versando a tecnologia tradicional, os engenhos, o saber e o saber fazer dos moinhos, os moleiros e as dimensões imateriais, históricas e etnotecnológicas dos moinhos portugueses.

Numa outra vertente do encontro, da parte da tarde, convidamos ainda os interessados para a participação no Workshop “Já – Viveiro de projetos” onde promotores públicos, privados e indivíduos com ideias de projetos de recuperação e viabilização de moinhos poderão conhecer as oportunidades de mercado, financiamento e tendências atuais de forma desenvolver melhor o seu projeto através da interação e partilha com outros promotores.

Os interessados poderão ainda participar na visita de dia 10, que se inicia nos diversos moinhos do Montijo e segue até final do dia pelos moinhos do Oeste.

Participe, contamos consigo e com a sua experiência para continuarmos, juntos, a promover os moinhos de Portugal.

Jorge Miranda

Rede Portuguesa de Moinhos

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VIZELA JÁ TEM VEÍCULO DE SOCORRO MÓVEL ANIMAL

Vizela já tem veículo de socorro móvel animal

Integrado no programa Vizela ProAnimal e no seguimento da reestruturação em curso do setor veterinário municipal, a Câmara Municipal de Vizela apresentou hoje o novo veículo de socorro móvel animal.

De realçar que esta medida está integrada no programa Vizela ProAnimal, um plano integrado para este setor que a Câmara Municipal se encontra a desenvolver no sentido de estruturar, dinamizar e dignificar as políticas municipais relativas aos animais errantes.

O Presidente da Câmara Municipal destacou na sua intervenção que a aquisição deste veículo faz muito sentido numa Autarquia que não tem um CRO definitivo, destacando ainda que Vizela é uma das primeiras Câmaras do país a fazer este tipo de intervenção com um veículo de socorro animal.

Este novo veículo de socorro móvel animal tem como principal preocupação o bem-estar dos animais, aliado às diversas intervenções que têm sido efetuadas no abrigo provisório, dotando-o de melhores condições para o acolhimento dos animais errantes.

O novo veículo irá apoiar na Campanha Municipal de Vacinação Antirrábica e Identificação Eletrónica, através da deslocação às freguesias – 1 vez por mês (12 vezes/ano) e ao centro urbano – 1 vez por semana (48 vezes/ano). O atendimento será efetuado individualmente no interior, com condições físicas semelhantes a um consultório, melhorando substancialmente a qualidade no serviço.

Este veículo prestará ainda apoio na recolha e transporte de animais errantes, protegendo-os e salvaguardando-os das condições atmosféricas e de olhares alheios, com maior respeito pela condição. Os animais serão devidamente acondicionados  no transporte, aumentando a segurança e o bem-estar, e poderão ser transportados para o Abrigo/CRO e os acidentados para clínicas com protocolo cheque veterinário, e os errantes para esterilizações com protocolo cheque veterinário.

De realçar que desde que este Executivo tomou posse, a Câmara Municipal de Vizela entregou uma maior atenção a esta matéria, que foi completamente descurada nos mandatos anteriores, mas que é sem duvida uma situação preocupante de preservação do bem-estar animal.

Nesse sentido, o Executivo procedeu à implementação de uma série de medidas, das quais se destacam: a compra de medicamentos e alimentos, a recolha com a criação de uma equipa, e recuperação de uma viatura e a aquisição de meios, a construção de um abrigo provisório e construção de Canil e Gatil Municipal, a Campanha de comunicação e sensibilização municipal animal, a contratação de um Veterinário, a implementação de uma Campanha de adoção, a instalação de Eco Dogs, a implementação do Cheque Animal, a Campanha de redução de errantes, a Viatura de socorro animal e a Campanha de vacinação antirrábica e identificação eletrónica de animais.

O objetivo deste Executivo passa assim por colocar Vizela na primeira linha das autarquias no que toca às políticas municipais relativas aos animais errantes, em contraponto com o que acontecia até agora, em que se verificava uma total ausência de estratégia nesta matéria.

VIEIRENSES CAMINHAM PELA ROTA DOS MOINHOS DO AVE

CAMINHADA Moinhos do Ave

Depois do sucesso da Caminhada Sra. da Lapa - Castro de Anissó, avançamos agora para a segunda do ano 2019.

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Desta vez convidamos a participar no próximo DOMINGO, dia 14 de Abril, naquela que o irá colocar em verdadeiro contacto com a natureza.

A Caminhada dos Moinhos do Ave permitirá explorar uma parte da margem direita do Rio Ave e apreciar os moinhos e pontes que irão encontrar ao longo de todo o percurso.

Serão 5 km em verdadeiro contacto com a Natureza. Um percurso difícil, não circular, que irá proporcionar o desfrute de uma paisagem de extrema beleza e ainda o contacto com o património  daquela localidade.

A saída para o percurso será de Lamedo – Rossas, e está prevista para as 9h00.

De referir, ainda que a inscrição é gratuita e pode fazê-la através do e-mail animacao.turistica@cm-vminho.pt ou através do telefone 925973100.

Contamos consigo!