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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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O “NOSSO TRAJAR” EM TEMPOS DE CONFINAMENTO

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  • Crónica de José Luís Carvalho

A sociedade em geral, a cultura em particular e muito especialmente o movimento folclorico estão emersos neste fenómeno global chamado Covid-19 obrigando ao confinamento em casa e à anulação ou adiamento sine die das suas atividades culturais.

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Não significa isto que o movimento folclorico esteja parado ou inoperativo, pelo contrário, muitos dos Grupos, utilizando as redes sociais, aproveitam para publicar vídeos das suas atuações ou tutoriais para bem trajar, fotografias de momentos do trajar, das viagens, recolha de novas peças, etc., etc.

Pessoalmente este confinamento tem-me afetado diretamente já que durante vários dias a sala de casa transformou-se numa autêntica feira de farrapos como vulgarmente se pode considerar a um monte de tecidos do “ano da velha”. Por isso quero partilhar esta feliz “angustia” de ver como as peças guardadas nos guarda-fatos saíram para arejar e de passagem converterem-se em modelos por um dia.

Esta dedicação vem de parte da Mireia e da Cami, filha e esposa respectivamente, que longe do nosso país durante anos tem dedicado parte da sua paixão pelo folclore à recolha, pesquisa e restauro de peças do trajar tradicional do Alto Minho. Saias, saiotes, meias e chinelas, socos, coletes e algibeiras, blusas e camisas, casaquinhas, lenços e xailes passearam por casa e também saem à rua quando o Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ apresenta a cultura tradicional ou representa a portugalidade no Principado de Andorra e não só.

A ambição de ambas na obtenção de peças pertencentes ao trajar minhoto que poderiam ir para a fogueira ou para o caixote do lixo, já que para muitos dos seus proprietários carecem de qualquer valor cultural, leva a que grande parte das férias no Alto Minho sejam dedicadas ao folclore.

Não podemos esquecer o valor monetário dispendido para adquirir a maioria dos objetos já que muitos dos seus proprietários não se desfizeram gratuitamente das peças e outros, sabendo que os “farrapos” viraram “moda”, procuram obter importantes sumas monetárias. Estamos portanto na presença de um investimento económico e num investimento cultural e numa preservação histórica que reforça um melhor conhecimento no trajar e no dia-a-dia da sociedade rural de finais do século IXX e primeira metade do século XX.

Para terminar, não podemos obviar o valor sentimental de algumas das peças. Algumas pessoas que conhecem esta dedicação da Mireia e da Cami na recolha, restauro, preservação e utilização das peças, tem-las oferecido com a certeza de que continuarão “vivas” e não acabarão abandonadas ou “mortas” na fogueira. Várias delas guardam histórias de vida, momentos solenes, mas sem dúvida destacaríamos o traje de Noiva datado de 1915 que desempenhou essa função e que contrariamente ao que acontecia com a maioria dos trajes pretos de Noiva, este, não serviu de mortalha e apresenta impecável estado de conservação.

Em tempos de emergência que a todos afeta direta ou indiretamente, não deixa de ser também uma emergência a salvaguarda, nos tempos vindouros, do patrimônio imaterial dos nossos antepassados.

José Luis Carvalho

Principado de Andorra

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O QUE É E PARA QUE SERVE A FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS?

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  • Crónica de Carlos Gomes

Fundada em 28 de maio de 1977, a Federação do Folclore Português tem por missão “Preservar, Estudar e Divulgar a Etnografia, o Folclore e a Cultura Tradicional Portuguesa”.

De acordo com os seus próprios estatutos, a Federação do Folclore Português tem, entre outros aspetos, por objetivos “a pesquisa, recolha, defesa, estudo e divulgação de todas as formas da tradição cultural popular dos portugueses” e “o prestígio da temática relativa aos seus objetivos e a cooperação com todas as entidades que com a mesma estejam relacionadas”.

Entre as categorias de sócios estatutariamente definidas no seu artigo 5º contam-se os sócios efetivos que são “todas as coletividades que, dedicando-se à actividade do Folclore, o façam de forma verdadeiramente representativa” e os sócios aderentes que são “todas as colectividades que se dediquem à actividade do Folclore e a quem ainda não foi reconhecida a posse de todos os requisitos indispensáveis a uma verdadeira representatividade”. Por sua vez, no que aos direitos e deveres dos associados diz respeito, os artigos 7º e 8º dos Estatutos da Federação do Folclore Português não estabelece qualquer distinção entre sócios efetivos e aderentes.

A Federação do Folclore Português foi durante muito tempo criticada pelo seu excesivo comportamento selectivo, a falta de apoio técnico aos grupos folclóricos que o solicitavam e até a ausência de resposta. Porém, nos tempos mais recentes e sobretudo desde a tomada de posse dos actuais corpos sociais – é justo reconhecê-lo! – tem vindo a assumir uma maior abertura e proximidade com os grupos folclóricos e todas as pessoas e entidades que se relacionam nesta área. E isso faz toda a diferença!

Como qualquer outra instituição, também a Federação do Folclore Português é constituída por pessoas e, como tal, falíveis nos seus actos e decisões porque nada existe de mais humano do que a capacidade de errar… e corrigir! Confesso que eu próprio também evoluí na forma como tenho encarado esta entidade, corrigindo gradualmente anteriores apreciações, parte das quais também resultantes da forma fechada como outrora funcionava.

A Federação do Folclore Português pode ter muitas limitações e, naturalmente, erros que terá de corrigir. Mas não será certamente advogando a sua destruição que se prestará um bom serviço ao folclore. Antes pelo contrário, será contribuindo para o seu engrandecimento que ele pode adquirir maior representatividade e reconhecimento por parte dos organismos públicos e prestar um melhor serviço aos grupos folclóricos, a todos – sejam eles federados ou os que o desejem vir a adquirir esse estatuto. Sem a Federação do Folclore Português o movimento folclórico ficaria mais pobre!

VIZELA RECEBE MÁSCARAS DA CHINA

Chegaram a Vizela 40 mil máscaras vindas da China

Chegaram hoje a Vizela, cerca de 40 mil máscaras cirúrgicas oferecidas pelo empresário vizelense Paulino Moura, proprietário da empresa Atrai que, face as relações profissionais que mantém com China, conseguiu adquirir essas máscaras em tempo recorde para oferecer ao concelho de Vizela.

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A Câmara Municipal de Vizela agradece de novo ao Sr. Paulino Moura da empresa Atrai, pela oferta destas 40 mil máscaras.

A Câmara Municipal de Vizela aproveita ainda para agradecer à empresa de transportes vizelense Fema e à empresária Paula Mainini, pela oferta do transporte das máscaras de Lisboa para Vizela.

Importa acrescentar que estas máscaras serão distribuídas pelas IPSS's, USF's e Bombeiros do Concelho, tal como serão disponibilizadas algumas ao Hospital de Guimarães e Felgueiras.

Por último, a Câmara Municipal de Vizela agradece ainda ao Estado Português na pessoa da Sra. Secretaria de Estado Adjunta e da Saúde, Dra. Jamila Madeira, assim como ao Sr. Embaixador de Portugal na China - Pequim, Dr. José Duarte, com quem a Câmara manteve contacto permanente ao longo dos últimos 15 dias, de forma a articular este transporte com sucesso.

REGIMENTO DE CAVALARIA DE BRAGA APOIA VIZELA

Regimento de Cavalaria n.º6 de Braga cedeu 30 camas para lar de retaguarda na Escola Básica e Secundária de Infias

A Câmara Municipal de Vizela recebeu esta tarde 30 camas cedidas pelo Regimento de Cavalaria n.º6 de Braga do Exército Português, para o lar de retaguarda que esta a ser instalado na Escola Básica e Secundária de Infias para o combate à pandemia da covid-19.

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De relembrar que a Câmara Municipal transformou as salas de aulas da Escola Básica e Secundária de Infias em quartos para acolhimento de utentes não infetados das IPSS’, entre outras medidas que estão a ser definidas com as autoridades de saúde oficiais.

Esta medida vem juntar-se a um conjunto de outras medidas complementares que a Câmara Municipal tem vindo a adotar, tendo em consideração a atual situação evolutiva do surto epidémico, e com o objetivo de salvaguardar o interesse público municipal.

MUNICÍPIO DE VIZELA PROSSEGUE À DESPISTAGEM DO COVID-19

Câmara Municipal de Vizela continua testes de despiste do COVID-19 nas IPSS’ do Concelho

Na sequência do surto da nova estirpe de Coronavírus (COVID-19), foi decretado o Estado de Emergência Nacional, através do Decreto Presidencial n.º 14-A/2020, de 18 de março, tendo sido decretadas pelo Governo, através do Decreto n.º 2-A/2020, de 20 de março, um conjunto de medidas de ordem preventiva e restritiva, designadamente deveres de confinamento obrigatório e de especial proteção, para evitar a transmissão da doença na comunidade.

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De igual modo, tendo em consideração a atual situação evolutiva do surto epidémico, o Município de Vizela implementou o respetivo Plano de Contingência Municipal e tem vindo a adotar conjunto de medidas complementares com o objetivo de salvaguardar o interesse público municipal.

Assim, a Câmara Municipal de Vizela, em colaboração com as USF’s do Centro de Saúde de Vizela, e em parceria com a Unilabs Portugal, iniciou a realização de testes de despiste e diagnóstico do novo coronavírus COVID-19 aos utentes das IPSS’s, para reforçar a segurança e rastrear os mais vulneráveis.

A realização dos testes de despiste e diagnóstico do novo coronavírus COVID-19 iniciou-se pelos utentes do Centro Social e Paroquial de Santa Eulália, estando neste momento a ser testados os funcionários daquela instituição. Entretanto decorreu também o processo de testes a utentes e funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Vizela.

Hoje avançaram os testes de despiste e diagnóstico do novo coronavírus COVID-19 aos utentes da AIREV, sendo que no decorrer desta semana deverá ficar concluída a totalidade dos testes.

Assim, e mantendo a estratégia até agora adotada, os utentes das IPSS’S são rastreados nas próprias instituições, com a colaboração de dois enfermeiros das USF’s do Concelho e um enfermeiro/a residente da respetiva instituição, sendo que os funcionários da IPSS’s são rastreados nos centros de rastreio “drive-thru” mais próximos.

De destacar que a Câmara Municipal de Vizela foi a primeira Autarquia do país a avançar para a realização de testes de despiste e diagnóstico do novo coronavírus COVID-19 nas IPSS’ do Concelho, para reforçar a segurança e rastrear os mais vulneráveis.

Trata-se de uma medida de reforço às já implementadas pela Autarquia com o objetivo de reduzir o impacto provocado pela pandemia no Concelho, minimizando a propagação do vírus e assegurando as boas condições de funcionamento das instituições.

De destacar que a Câmara Municipal de Vizela tem acompanhado atentamente a evolução do surto epidémico do COVID-19 no concelho e tomado as medidas necessárias para informar a população e apoiar as várias instituições para fazer face às necessidades acrescidas vividas neste momento, efetuando também uma reavaliação diária das medidas de prevenção adotadas e a adotar de modo a prevenir e conter a respetiva propagação.

ESPOSENDE REQUALIFICA RUA DA SENRA EM MARINHAS

Município de Esposende concretiza requalificação da Rua da Senra em Marinhas

O Município de Esposende avança hoje com o procedimento para a execução da empreitada de reperfilamento e infraestruturação da Rua da Senra, em Marinhas, num investimento estimado em 113 500 euros.

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A obra, há muito ansiada pela população e sinalizada como prioritária pela União das Freguesias de Esposende, Marinhas e Gandra, pretende essencialmente eliminar os problemas de estrangulamento da via, melhorando as condições de segurança e de circulação.

Os trabalhos, com prazo de execução de quatro meses, incluem também a execução das redes de infraestruturas de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais domésticas, mantendo-se a pavimentação em calçada de granito.

O Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, sublinha que “não obstante os condicionamentos impostos pela situação de pandemia devido ao surto do vírus COVID-19, o Município não abrandou a sua ação, tanto ao nível da execução de projetos como no que se refere à concretização das intervenções”. “O plano de Investimento contempla todo o território concelhio, dando cumprimento aos compromissos assumidos com as populações”, refere.

ARCOS DE VALDEVEZ REÚNE EXECUTIVO MUNICIPAL

REUNIÃO ORDINÁRIA DE 27 DE MARÇO DE 2020

PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA:

  • Considerando a atual situação de pandemia do novo coronavírus COVID-19, no Período antes da Ordem do Dia foi aprovado o VOTO DE LOUVOR apresentado pelo Vereador Hélder Barros a todos os profissionais envolvidos neste combate, pela sua disponibilidade, dedicação, coragem e altruísmo, na defesa de vidas, e da saúde e bem-estar da população, especialmente dos mais vulneráveis, reconhecendo o seu assinalável contributo, do qual todos dependemos e desejando-lhes força e energia para continuarem a dar o melhor de si nos próximos tempos, até vencermos este flagelo e normalizarmos a vida em sociedade;
  • No período antes da Ordem do Dia, a Presidência e a Dra. Belmira Reis da Equipa de Gestão do COVID-19 informaram sobre as medidas e as ações promovidas pela Câmara nos últimos tempos relacionadas com a Pandemia Covid-19. Foram tomadas um conjunto de medidas relacionadas com a suspensão ou proibição da realização de atividades culturais, desportivas ou recreativas, proibição de queimas e queimadas, bem como a suspensão da feira quinzenal.
  • Referiu também que são realizadas reuniões e contactos com regularidade com diversas entidades nomeadamente com Lares, Juntas de Freguesia, IPSS’s, entidades de Proteção Civil, Bombeiros e Segurança Social;
  • Outro aspeto referido foi o das preocupações de assegurar alojamento para pessoas com problemas e o seu acompanhamento através de uma bolsa de pessoas que estejam habituadas a lidar com estas questões. Foram indicados locais de isolamento coletivos como a antiga enfermaria do Centro de Saúde e duas unidades hoteleiras arcuenses, bem como disponibilizado o Pavilhão Municipal.
  • De igual modo apelou às pessoas para cumprirem as determinações quanto ao isolamento social e etiqueta respiratória.
  • Agradeceu aos profissionais de Saúde e aos trabalhadores da Câmara Municipal que têm sido incansáveis, nos diversos setores dos serviços.
  • Pela Vereadora Emília Cerdeira foi dada nota à Câmara das medidas tomadas no âmbito da Educação, sendo a escola de retaguarda a EBI Padre Himalaya em Távora, referindo que não houve até ao momento qualquer pedido. Informou também que está a ser dada especial atenção aos alunos que não têm equipamento informático e internet em casa para poderem acompanhar a matéria letiva, face ao encerramento das escolas.
  • Por último, pelo Vereador Olegário Gonçalves foi dada informação sobre a aquisição de material para a luta ao COVID-19, nomeadamente equipamento de proteção individual, a desinfeção das ruas e espaços públicos, em especial os de maior circulação de pessoas, bem como o apoio da GNR para controlo e sensibilização das pessoas que formam agrupamentos junto às mercearias locais.

Medidas de apoio financeiro às pessoas, às instituições e às empresas - foi aprovada a proposta apresentada pela Presidência que engloba várias medidas de apoio financeiro às pessoas, às instituições e às empresas, entre as quais o reforço ao apoio às pessoas com necessidades sociais, através de uma rede que envolve os Serviços Municipais, as Juntas de Freguesia, as Instituições sociais, as associações e outras entidades. O apoio financeiro às instituições sociais nos custos com a realização de testes de rastreio do novo vírus aos utentes e funcionários dos lares e cedência de equipamentos de proteção individual. Ao nível da saúde, a contribuição para o fundo financeiro para apoio à ULSAM- Unidade Local de Saúde do Alto Minho, para a aquisição de equipamentos e outras despesas. A intensificação das ações de desinfeção dos espaços públicos e da envolvente de equipamentos sociais e as ações de sensibilização às pessoas, nomeadamente os idosos, grupos de risco e pessoas que regressaram do estrangeiro. O reforço da liquidez das instituições e empresas, procedendo à antecipação dos pagamentos dos protocolos aprovados pela Câmara Municipal com as Juntas de Freguesia, Instituições Sociais, Bombeiros Voluntários, associações e outras entidades e o pagamento, em menos de um mês, de todas as faturas validadas dos fornecedores do Município. No que toca às pequenas empresas dos diversos sectores serão comparticipadas na totalidade as tarifas fixas de água e de saneamento e a taxa de resíduos sólidos urbanos. Devido o ao encerramento dos espaços comerciais, a Autarquia irá isentar do pagamento da renda todos os espaços comerciais arrendados pelo Município. Também, vai isentar o pagamento da taxa de terrado na Feira Quinzenal e no Mercado Municipal. Serão prorrogados os prazos dos processos administrativos a decorrer na Câmara Municipal até ao final de maio.Com o objetivo de contribuir para o relançamento da economia e do emprego, a Câmara Municipal foi aprovada a apresentação de um programa de apoio.

PROTOCOLOS DE APOIO FINANCEIRO ÀS FREGUESIAS: Foi aprovado apoiar em 41.911, 00€ a Junta de Freguesia de Gondoriz, para ajudar a fazer face à realização de obras de ampliação do Cemitério Paroquial/segunda fase.

Foi aprovado atribuir um aditamento no valor de 55.000,00€ ao Centro Social e Paroquial e Social de S. Jorge, para apoiar a conclusão das obras de ampliação das suas instalações.

Foi aprovado apoiar em 20.000,00€ a Associação Recreativa e Cultural Os Amigos de Oliveira, para ajudar a fazer face aos custos com a conclusão das obras de ampliação do Complexo Desportivo de Oliveira.

Foi aprovado apoiar em 15.000,00 euros a AVVEZ – Associação dos Vinhos de Arcos de Valdevez, para ajudar a fazer face aos custos com a conclusão do equipamento do Espaço Vinhos & Sabores.

Foi aprovado apoiar a Associação Recreativa e Cultural de Guilhadeses, em 900,00 euros para ajudar a suportar as despesas inerentes à transferência de 24 atletas inscritos na equipe de iniciados da época 2019/2020.

MINUTA DO CONTRATO INTERADMINISTRATIVO DE DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ NAS FREGUESIAS, PARA LIMPEZA DE VIAS MUNICIPAIS E OUTROS ESPAÇOS PÚBLICOS: foi aprovada uma proposta de celebração de contrato interadministrativo de delegação de competências para limpeza de vias municipais e outros espaços públicos, com a Freguesia de Gondoriz, prevendo a transferência de € 11.946,00 para aquela Freguesia, sendo o mesmo calculado tendo em conta os quilómetros de rede viária municipal existente na freguesia, à razão de € 350,00 por quilómetro de via a limpar duas vezes por ano.

MEDIDAS ORGANIZACIONAIS PARA A REALIZAÇÃO DE FUNERAIS NO CEMITÉRIO MUNICIPAL: foi aprovada a proposta apresentada pela Presidência, a ter em conta enquanto vigorar o estado de emergência em Portugal.relativamente às medidas organizacionais para a realização de funerais no Cemitério Municipal de S. Bento, nomeadamente a limitação a 20 pessoas na participação de funerais. (Aconselha-se a que se restrinja aos familiares mais próximos); Devem ainda ser cumpridas as regras de distanciamento social (manter uma distância de pelo menos 2 metros entre as pessoas), de higiene das mãos e de etiqueta respiratória, em todas as circunstâncias; As cerimónias fúnebres deverão ser realizadas junto ao coval.

PAVILHÃO MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ – REABILITAÇÃO DAS COBERTURAS E FACHADAS: foi aprovado adjudicar o procedimento à empresa IMPERFEL – IMPERMEABILIZAÇÕES, ISOLAMENTOS E REVESTIMENTOS, Lda., pelo valor de 88.612,33 euros, sem IVA.

OPERAÇÃO SISTEMÁTICA DE REABILITAÇÃO URBANA  DA ARU DO CENTRO URBANO DE ARCOS DE VALDEVEZ: a Câmara aprovou preliminarmente a presente proposta de Programa Estratégico de Reabilitação Urbana, bem como remeter a mesma ao IHRU,IP, para efeitos de emissão de parecer; De igual modo foi aprovada a abertura de procedimento de discussão pública, por um período de 20 dias úteis, nos termos do definido no Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial.

INSTALAÇÃO DE ESPAÇO CIDADÃO NA JUNTA DE FREGUESIA DE ARCOS DE VALDEVEZ (SALVADOR) VILA FONCHE E PARADA: A Câmara deliberou, por unanimidade, pronunciar-se favoravelmente relativamente ao pedido formulado pela AMA – Agência para a Modernização Administrativa, de instalação do Espaço Cidadão na sede da Junta de Freguesia de Arcos de Valdevez (Salvador)  Vila Fonche e Parada.

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONCEÇÃO DE MATERIAL PROMOCIONAL – SERVIÇO DE TURISMO 2020: foi aprovado adjudicar o procedimento referido em epígrafe à empresa J. SÁ, UNIPESSOAL, Lda., pelo valor de 17.455,00 euros, sem IVA.

AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE EXECUÇÃO DE -EXPANSÃO DA REDE DE SANEAMENTO A OLIVEIRA (2ª FASE), PARADA - CÔTO E SANTAR/SOUTO: foi aprovada a abertura de procedimento concursal para a aquisição de serviços para elaboração do projeto de execução referido pelo valor base de €14.000,00.

RESPOSTA AO PEDIDO DE ESCLARECIMENTOS N.º 1 - PO 328/2020 - REABILITAÇÃO DE ESPAÇOS URBANOS - RUA PADRE MANUEL HIMALAIA – foi aprovado o mapa de quantidades retificado e os pormenores construtivos para inclusão nas peças do procedimento e divulgação aos concorrentes, assim como dos esclarecimentos adicionais prestados pelo autor do projeto.

ADMISSÃO DE COMUNICAÇÃO PRÉVIA INSTALAÇÃO DE UNIDADE INDUSTRIAL: foi aprovada a comunicação prévia apresentada pela empresa Portas Arcuense, Lda - Fábrica de Portas Seccionadas e Comércio de Automatismo, relativa à construção de um pavilhão industrial, na freguesia de Padreiro.

MUNICÍPIO DE VIZELA ENTREGA VISEIRAS DE PROTEÇÃO EM ACRÍLICO ÀS IPSS's, USF's E BOMBEIROS

Na sequência do surto da nova estirpe de Coronavírus (COVID-19), foi decretado o Estado de Emergência Nacional, através do Decreto Presidencial nº 14-A/2020, de 18 de março, tendo sido decretadas pelo Governo, através do Decreto n.º 2-A/2020, de 20 de março, um conjunto de medidas de ordem preventiva e restritiva, designadamente deveres de confinamento obrigatório e de especial proteção, para evitar a transmissão da doença na comunidade.

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Neste seguimento, a Câmara Municipal, com contributo de vários empresários do nosso Concelho e da nossa região, e nos termos já apresentados na reunião do grupo de crise, está a entregar um kit às IPSS do Concelho, de onde cumpre destacar a Santa Casa da Misericórdia de Vizela, o Centro Social e Paroquial de Santa Eulália, o Centro Social e Paroquial de S. Miguel e a AIREV, e ainda às Unidades de Saúde Familiar do Centro de Saúde de Vizela e aos Bombeiros Voluntários de Vizela.

Hoje, para além do gel desinfetante, foram ainda entregues 1500 máscaras doadas pela empresa Pocargil, e ainda viseiras de proteção em acrílico disponibilizadas pela Autarquia.

De destacar que desde o início desta pandemia, a Câmara Municipal já entregou 2500 máscaras, com o apoio das empresas Confeções Cruzeiro e Dr. Phone, 500 litros de álcool gel, e 50 barreiras de proteção em acrílico para balcões de atendimento.

O objetivo da distribuição deste Kits é apoiar a comunidade local na prevenção e combate, ajudando a colmatar a falta destes artigos junto da comunidade.

De destacar que a Câmara Municipal de Vizela tem acompanhado atentamente a evolução do surto epidémico do COVID-19 no concelho e tomado as medidas necessárias para informar a população e apoiar as várias instituições para fazer face às necessidades acrescidas vividas neste momento, efetuando também uma reavaliação diária das medidas de prevenção adotadas e a adotar de modo a prevenir e conter a respetiva propagação.

ARCOS DE VALDEVEZ: GNR DESINFETA LAR DE GRADE

COVID 19: Promovida a desinfeção do Lar de Grade

A Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR procedeu à desinfeção do Lar do Centro Paroquial e Social de Grade devido ao COVID-19. Esta operação contou também com o envolvimento da Câmara Municipal, GNR, Bombeiros Voluntários e colaboradores do Lar.

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De referir também que toda a roupa da Instituição foi higienizada numa lavandaria arcuense (Lava D’Arcos), tendo sido este espaço comercial também desinfetado no final.

Esta é mais uma medida levada a cabo pela Autarquia na prevenção e contenção do vírus COVID-19.

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez tem estado atenta ao desenrolar da pandemia, e desde muito cedo que promove a desinfeção das ruas e das áreas envolventes dos Lares e IPSS’s.

Nesta fase de mitigação, a Câmara Municipal reitera a importância para que todos cumpram as medidas de redução de contágio, como o isolamento social, em particular os idosos, os grupos de risco e os cidadãos provenientes do estrangeiro.

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VILA NOVA DE CERVEIRA: COMUNIDADE DE LEITORES "CHÁ COM LETRAS" PROMOVE SESSÕES LITERÁRIAS ONLINE

Perante as atuais circunstâncias de contenção da pandemia COVID-19, a Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira está a adaptar alguns dos seus serviços para o formato digital. Depois da experiência com a Hora do Conto, é a vez da Comunidade de Leitores “Chá com Letras” passar a estar disponível com sugestões semanais para o público geral, através da criação de um grupo com o nome da atividade na página de Facebook.

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Além da divulgação literária, este projeto de leitura online visa dar continuidade a um serviço de leitura e de cariz social, preservando as rotinas dos membros habituais desta comunidade e incentivar outros que eventualmente se venham a juntar a esta atividade. Apesar de ser uma nova experiência, a intenção da Biblioteca Municipal é manter-se presente junto dos seus utilizadores, na grande maioria com idades a partir dos 70 anos, ao mesmo tempo que contribui para reduzir o sentimento de isolamento social.

Cabe à Profª. Maria José Areal, orientadora do projeto “Chá com Letras”, assegurar a seleção e análise de textos, propostas de reflexão que serão publicadas, estando disponível para dar resposta às questões/comentários que sejam apresentadas pelos participantes, sempre pela via online. A primeira sessão já aconteceu na passada quarta-feira, 1 de abril, analisando Miguel Torga e um texto poético da sua autoria que é, simultaneamente, o seu primeiro Diário formal.

A periodicidade deste projeto de leitura online será semanal, às quartas-feiras, às 15h00, mantendo as rotinas dos encontros presenciais da Comunidade de Leitores. Para participar, basta aderir ao grupo Comunidade de Leitores Chá com Letras, na página do Facebook da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, em: https://www.facebook.com/groups/267750950894744/

MUNICÍPIO DE BARCELOS PROMOVE APOIO PSICOLÓGICO

Num momento de grande incerteza para a nossa sociedade, despoletado pela Pandemia do Covid19, as questões de saúde mental devem ser salvaguardadas. Os sentimentos negativos gerados por esta situação, a falta de suporte social e familiar geradas pelo isolamento, a ameaça à saúde das pessoas e a ansiedade face ao futuro, com todas as questões económicas inerentes, causam um cenário que pode ser altamente incapacitante. Todos estes sentimentos podem ser geradores de problemas psicológicos graves, resultantes em problemas de saúde mental severos, que devemos a tudo o custo prevenir.

Assim, o Município de Barcelos disponibiliza a toda a população do concelho um serviço de apoio psicológico, que terá como prioridades o suporte emocional a idosos carentes de estruturas familiares e sociais, pessoas em situação de  isolamento face à COVID19, familiares de pessoas infetadas, pessoas que perderam familiares decorrentes da referida doença e/ou outras situações de emergência social relevantes.

As pessoas que pretendam usufruir deste apoio deverão ligar para linha criada pelo Município de Barcelos no âmbito do COVID19 (253 809 655), manifestar a sua necessidade de apoio e deixar um contacto telefónico. Posteriormente um técnico da área da Psicologia entrará em contacto com o respetivo munícipe.

Importa salientar que todos os processos de intervenção psicológica, decorrerão acordo com as normas e orientações estabelecidas pela Ordem dos Psicólogos.

GRUPO DE SENIORES DE CERVEIRA AFETOS AO In Commos Sports MANTÉM TREINOS ONLINE

Devido à pandemia mundial do COVID-19, os treinos presenciais para seniores no âmbito do projeto europeu In Common Sports foram suspensos em todos os países. No entanto, e para manter a boa forma e uma rotina diária/semanal, alguns parceiros estão a proporcionar sessões de exercício físico online, monitorizadas pelos treinadores, e que incluem dicas de aeróbica, de fortalecimento e alongamento.

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Sob orientação do treinador Nuno Silva, a equipa de Cerveira-Tomiño está a usar o WhatsApp para garantir a continuidade dos exercícios durante este período de isolamento social, além de manter a motivação necessária através do contato com o grupo.

O mesmo cenário está a ser praticado no Município de Cesena, em Itália, com Sabrina Colaci, a treinadora principal, a dinamizar um conjunto de treinos online para seus participantes seniores, com o intuito de os ajudar a permanecer ativos durante estes momentos difíceis.

De salientar que o ‘In Common Sports’ propõe e avalia o impacto do desporto na aptidão física e mental do idoso tem consolidado a sua expressão além-fronteiras. Fruto de uma candidatura financiada em mais de 300 mil euros pelo programa Erasmus + Sport, o projeto iniciou em março de 2018, contando com um consórcio de municípios parceiros da Bulgária, Espanha, Hungria e Itália, sob liderança de Portugal, através do Município de Vila Nova de Cerveira.

Os tempos difíceis que vivemos obriga à adoção de novos métodos, privilegiando a vertente digital. Algumas das aulas online estão disponíveis em vídeo, em: http://www.olympics4all.eu/

A todos os participantes, o consórcio de parceiros ‘In Common Sports’ deixa a seguinte mensagem: ‘Fiquem em casa, fiquem em forma, fiquem em segurança!

UMINHO DISPONIBILIZA RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA PARA APOIAR COMBATE CONTRA A COVID-19

A Universidade do Minho (UMinho) vai disponibilizar as instalações e serviços da Residência Universitária Prof. Carlos Lloyd Braga, em Braga, como apoio de retaguarda a pessoas que se encontram em lares e instalações congéneres afectados por casos de COVID-19. Pretende-se, assim, criar condições para que pessoas que não têm sintomas e testaram negativamente possam ver preservada a sua saúde, assegurando uma alternativa que evite efeitos de contaminação do vírus.

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Para o Reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, “esta é mais uma forma de a Universidade do Minho se afirmar como instituição solidária, empenhada em contribuir para  ajudar as nossas populações e os nossos territórios, apoiando a acção das pessoas e das entidades que estão na primeira linha do combate à pandemia”, lembrando que a instituição “já disponibilizou um número muito expressivo de equipamentos de protecção individual aos hospitais de Braga, Guimarães e Viana do Castelo, bem como a outras instituições do sistema de saúde e de protecção social, está a garantir serviços de apoio clínico e psicológico, por via digital, à nossa população, e encontra-se activamente envolvida na produção de ventiladores e de testes para despiste da doença”.

Esta cedência temporária do espaço responde a um apelo da Câmara Municipal de Braga no sentido de alargar o número de camas disponíveis para dar resposta adequada e evitar a propagação da pandemia no Concelho. A medida contou com a colaboração do Hospital de Braga.

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio considerou que “a disponibilidade prontamente expressa pelo Reitor Rui Vieira de Castro, pelos Serviços de Acção Social da UM e pelos alunos instalados na Residência é mais um testemunho do compromisso desta Instituição para com a Comunidade em que se encontra inserida, alocando os seus recursos aos objectivos comuns que prosseguimos nos mais diferentes contextos”.

“A Universidade do Minho teve uma resposta exemplar na sequência da primeira ocorrência registada no nosso Concelho e tem estado fortemente envolvida em múltiplas dimensões da resposta a esta pandemia, o que merece a minha pública gratidão”, acrescentou.

A UMinho disponibilizará, gratuitamente, os 154 quartos - equipados com quarto de banho, televisão, roupa de cama e banho, e frigorífico – para além dos seus serviços de alimentação para fornecer, mediante avaliação das necessidades.

O Município de Braga assumirá, em articulação com o Hospital de Braga, a identificação e o acompanhamento dos novos residentes, assim como a higienização prévia de toda a infra-estrutura, dando cumprimento às regras definidas pelas autoridades de saúde.

O Administrador dos Serviços de Acção Social da UMinho, António Paisana, agradeceu a colaboração de todos os estudantes que se encontravam na Residência e elogiou a forma responsável e solidária como reagiram. “Todos os estudantes foram contactados para lhes ser explicado o contexto extraordinário em que vivemos, tendo reagido com grande compreensão e espírito de entreajuda ao pedido que lhes foi feito”, disse ainda.

A preparação da Residência para esta nova utilização foi feita com a supervisão de responsáveis da UMinho, do Município de Braga e da Protecção Civil, face às especificidades que este novo uso requer.

Esta iniciativa vem reforçar os fortes laços de cooperação já existentes entre a UMinho, o Município de Braga e o Hospital de Braga, ao mesmo tempo que dá corpo à atitude solidária e unida da Universidade face à pandemia que enfrentamos.

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PONTE DE LIMA JÁ POSSUI CENTRO DE RASTREIO DA COVID-19

Abriu o Centro de Rastreio da Covid-19 em Ponte de Lima

Entrou esta segunda-feira, 6 de abril, em funcionamento o Centro de Rastreio da Covid-19, no Pavilhão de Feiras e Exposições da Expolima, em Ponte de Lima, com a capacidade para a realização de 60 testes/dia aproximadamente, assegurado pelo Laboratório Germano de Sousa, em parceria com a ULSAM e a Câmara Municipal de Ponte de Lima.

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Os testes serão realizados apenas mediante a prescrição pelo médico de Medicina Geral e Familiar do Centro de Saúde. O laboratório é informado pelo médico do caso suspeito, sendo o doente agendado pelo laboratório que após receber SMS se dirige ao Centro de Rastreio.

O doente desloca-se até ao ponto de recolha, de acordo com as orientações do laboratório.

Os resultados do exame serão depois enviados diretamente ao doente, ao médico e às autoridades de saúde pública.

Este Centro de Rastreio vai funcionar tipo Drive thru, ou seja, os utentes referenciados deslocam-se dentro do seu veículo ao ponto de recolha sem entrar em contacto com outras pessoas, reduzindo assim o risco de infeção em cada colheita.

Os testes serão realizados mediante marcação através dos contactos:

- 93 0568014

- covid19.pontedelima@germanodesousa.com

O Horário de funcionamento do Centro de Rastreio de Ponte de Lima é o seguinte:

Às segundas, quartas e sextas das 9h00 às 13h00, e das 14h00 às 16h00, com exceção da sexta-feira santa e da segunda-feira de páscoa.

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OS FESTIVAIS DE FOLCLORE DE HOJE E OS DE AMANHÃ…

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  • Crónica de José Ramos Vaz

Parafraseando o Senhor Presidente da Federação do Folclore Português, Dr. Daniel Café no  “Jornal Folclore” (N.º 285) na Nota Editorial, ao falar dos festivais de folclore dizia: “ Trata-se de uma prática cultural e popular tão nossa, tão portuguesa, que por vezes nos passa despercebida a real importância que os Festivais de Folclore assumem no nosso país e nas nossas comunidades”. (sic)

… É recorrente no meio folclórico, ouvir dizer-se pelos próprios componentes e responsáveis de ranchos/grupos de folclore, que o movimento é o “parente pobre da cultura”…

Não deixarão de ter razão. Porém, há em tudo isto, agrupamentos que em meu entender, contribuíram/contribuem para essa denominação do movimento. Uma percentagem dessa “culpa” é de todos nós, por não Lhe darmos a dignificação que merece.

Senão, reflictamos: os agrupamentos deslocam-se largas centenas de quilómetros, para se apresentarem condignamente a representar as suas gentes, seus usos e costumes d’antanho.

Pessoas há, que em cima do tablado apresentam e explicam o que os seus companheiros vão representar, reportando-se a uma sociedade dos finais do Séc.: XIX e primeiro quartel do Séc XX. Todos temos um orgulho incomensurável na representação e respeito pelos nossos antepassados, o seu decoro e recato que, preservavam, não só as mulheres, mas também os homens.

Há no entanto, lacunas (que facilmente serão resolvidas) que em nada dignificam o esforço de todos nós, e que muitos inadvertidamente (ou não), cometem:

Reportemo-nos hoje ao que no trajar diz respeito. Trata-se pois do local de trajar dos componentes… Há que apelar às organizações para que tal postura seja revertida, já no próximo ano de actividade! As organizações, têm por obrigação facultar locais recatados, onde os agrupamentos se possam trajar. Falo, como é óbvio, onde esta prática não existe, havendo casos, e não poucos, onde esta prática já é uso corrente.

É com muita tristeza que se tem visto pessoas trajarem-se na via pública (!!!) A realização de festivais de folclore, coincide (ou faz-se coincidir) numa época estival, onde o turismo (internacional ou não) é rei e senhor. Logo, esse comportamento, deve ser de acordo com a época que os ranchos/grupos representam, ou seja, em recato e com decoro, evitando assim, a exposição pública a quem visita este jardim à beira-mar plantado.

Não será nada dignificante para quem defende o folclore, que um mero turista, leve nas suas recordações para além-fronteiras, as cuecas, os soutiens, as meias, as botas e sapatos, etc. nos seus registos fotográficos. Não podemos continuar a dar esta deplorável imagem ao trajarmo-nos no jardim público onde estendemos os trajos (por cima dum provável “alívio” dum qualquer animal), no olival, à beira da estrada, por detrás do palco, junto à parede onde o autocarro estacionou, etc. Não podemos colocar a dignidade dos antepassados de quem tanto dizemos respeitar e preservar a sua memória, e logo em seguida, termos comportamentos menos dignos a essa mesma memória. Ao trajar, o agrupamento não se deve expor aos transeuntes. Deve fazê-lo, tal como os seus antepassados recatadamente.

Numa última hipótese, sugere-se que se trajem no interior da viatura que transporta o grupo, com uma prévia concordância de quem deverá fazê-lo primeiro (homens ou mulheres, se assim o entenderem) …

Urge exigir à organização do evento, condições para a cedência dum local apropriado para se trajarem, assim como boas condições do palco, e nunca, jamais, descurar a qualidade da aparelhagem de som (som de retorno, quantidade de microfones, potência de som e a colocação de microfone sem fios e, quando possível a feitura de teste de som com a devida antecedência do festival, ente outros…).

Este, um breve apontamento (sugestão), agora que estamos todos (infelizmente com tempo para uma cuidada reflexão), com o desejo para que todos os intervenientes nestes eventos, possam melhorar o seu próprio evento, assim como aquele em que irão participar, esperando que assim, possamos todos contribuir para um melhoramento do movimento folclórico. (perdoem-me o que ficou esquecido acerca deste mundo do folclore e da etnografia. … Mas dignifiquem-no s.f.f..

Termino, parafraseando o Senhor Vice-Presidente da Federação do Folclore Português, Dr. Ludgero Mendes no mesmo número do “Jornal Folclore” (N.º 285) que no seu artigo de opinião disse: “… não ignoramos que ainda há muitos grupos que continuam a fazer as coisas à maneira antiga, ou seja, às três pancadas, mas, estamos certos de que cada vez serão menos os que continuam a não fazer bem…” (sic).

O autor escreve sem seguir o AO.

O RIO LIMA E A VISÃO MÍTICA DO HADES

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  • Crónica de Carlos Gomes

Quando no ano 163 Antes de Cristo, as legiões romanas comandadas por Decimus Julius Brutus chegaram à margem esquerda do rio Lima, elas temeram atravessá-lo por acreditarem tratar-se do mítico rio do esquecimento e, ao transporem-no, esquecerem-se para sempre da sua pátria e de si mesmos. Tal superstição foi desfeita quando o tribuno romano atravessou o rio e, da outra margem, chamou todos os seus soldados pelo seu próprio nome.

PONTE DE LIMA RECONSTRÓI AÇUDE DO RIO LIMA - BLOGUE DO MINHO

O sítio escolhido pelas legiões romanas para atravessar o rio Lima foi naturalmente aquele que entretanto entenderam por mais adequado para construírem a ponte que liga as duas margens, um troço da qual veio a ser reconstruído ao tempo do rei D. Pedro I em virtude de ter sido derrubado pelas fortes correntes.

Foi também o local onde mais tarde veio a nascer a vila de Ponte de Lima – no sítio exacto onde a ponte que servia a estrada militar via XIX que constava do Itinerário de Antonino e que ligava Bracara Augusta (Braga a Astúrica Augusta (Astorga), passando por Lugo e Tui, se cruza com o rio como duas importantes vias de comunicação à época! – e em relação ao qual os romanos baptizaram por Lethes, numa clara alusão ao mítico Lethes, um dos quatro rios que na mitologia grega banhava o Hades, representando a passagem da vida para a morte através de uma barca conduzida por Caronte.

A travessia era paga e, a comprová-lo, as moedas encontradas em muitas sepulturas romanas, colocadas na boca do defunto para garantir o seu pagamento.

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Interpretação do século XIX da travessia do rio Lethes por Caronte, por Alexander Litovchenko.

 

Segundo a mitologia grega, o rio Lethes era um dos quatro rios que banhava o Hades. A passagem da vida para a morte constituía a travessia feita do rio Lethes – o rio do esquecimento – através de uma barca conduzida por Caronte. Foi aliás, baseado nesta crença que Gil Vicente escreveu os seus autos, mormente o Auto da Barca do Inferno.

Também Dante, na Divina Comédia, na segunda parte da obra dedicada ao Purgatório, descreve o Lethes como um rio de cujas águas os pecadores tinham de beber para apagarem da memória os seus pecados cometidos e, desse modo, entrarem no Paraíso.

Porém, uma das mais conhecidas descrições do Hades e, consequentemente do rio Lethes constitui a versão apresentada pelo poeta épico Homero na Ilíada e na Odisseia.

Como é sabido, os romanos assimilaram a cultura dos gregos, atribuindo novas denominações às suas divindades. Na Grécia antiga, Lethes significava literalmente “esquecimento”, constituindo um dos cinco rios que banhavam o Hades. Os demais eram o Aqueronte (rio da dor), Cocito (lamento), Flegetonte (fogo) e Estige (invulnerabilidade), os quais faziam a fronteira entre os mundos superiores e inferiores. Lete é também uma das náiades, filha da deusa Eris, senhora da discórdia, irmã de Algea, Limos, Horcos e Ponos.

A origem etimológica da palavra Inferno provém do latim infernum ou inferus e que significa literalmente “profundezas”, “lugares baixos”, aludindo a um local de sepultura. O equivalente ao termo hebraico sheol, não existindo nela qualquer indicação de local de fogo e tormento a que os maus estavam condenados. Aliás, tal ideia só veio a ser concebida por associação com a Geena – o vale de Hinom, fora das muralhas de Jerusalém – que era usado como lixeira e onde também eram lançados os cadáveres de pessoas consideradas indignas, sendo utilizado o enxofre para manter o fogo aceso e queimar o lixo. De resto, o termo Geena ocorre doze vezes nas Escrituras Sagradas, tendo Jesus usado o vale de Hinom para representar a destruição eterna.

Em Lucas (12:5), o evangelista refere-se à Geena com as seguintes palavras: “Mas, eu vos indicarei quem é para temer: Temei aquele que, depois de matar, tem autoridade para lançar na Geena. Sim, eu vos digo temei a Este”. E assim surgiu o Inferno como um local de padecimento!

Para trás ficou – qual rio do Esquecimento! – a crença no mítico rio Lethes que, séculos após a chegada das legiões romanas, passou a ser local de atravessamento de milhares de peregrinos, através da ponte que os romanos ali ergueram, com destino a Compostela para ali venerarem o apóstolo São Tiago Maior que, depois de ter andado pelo Minho – Braga, Guimarães e Rates – a tentar converter os pagãos, veio mais tarde segundo a tradição cristã a ser sepultado no local onde entretanto foi erguida a monumental catedral na Galiza.

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António Feijó

 

Também designado de Belion e pelo historiador e geógrafo grego Estrabão identificado como o mítico Lethes, o rio Lima continua a ser cantado pelos poetas, tendo em António Feijó porventura um dos seus maiores bardos:

 

Nasci á beira do Rio Lima,

Rio saudoso, todo crystal;

D'ahi a angustia que me victima,

D'ahi deriva todo o meu mal.

 

É que nas terras que tenho visto,

por toda a parte por onde andei,

Nunca achei nada mais imprevisto,

Terra mais linda nunca encontrei.

 

São águas claras sempre cantando,

Verdes colinas, alvôr d'areia,

Brancas ermidas, fontes chorando

Na tremulina da lua - cheia...

JORNAL INGLÊS “THE TELEGRAPH” DESTACA O MINHO NA SUA EDIÇÃO DO ...

BRAGA: AGERE PROCURA MINIMIZAR IMPACTOS FINANCEIROS DOS CLIENTES

Combate à propagação do COVID-19: Agere implementa medidas que visam minorar os impactos financeiros de todos os seus clientes

Como já amplamente divulgado, no contexto da pandemia COVID-19, em que muitas famílias e empresas veem a sua situação financeira afetada de forma temporária, foram criadas pela AGERE, medidas que visam minorar esses impactos nos seus clientes.

As referidas medidas contemplam desde isenções de taxas de disponibilidade de água e saneamento e reduções da componente fixa do tarifário de resíduos urbanos, para as empresas, bem como o reescalonamento do tarifário da água, resultante do consumo adicional das famílias devido ao isolamento social.

Apesar destes benefícios serem de acesso automático, e que se irão consubstanciar através de créditos futuros, a AGERE decidiu agora antecipar a atribuição dos mesmos, não ficando dependente dos ciclos de faturação normais.

Para que tal seja possível, a AGERE agradece, a empresas e famílias, a partir de amanhã dia 06 de abril, o preenchimento do formulário de comunicação de leituras, disponível em leituras.agere.pt, respeitando o intervalo de datas referidas no mesmo.

Atendendo aos momentos difíceis que todos estamos a enfrentar, como cidadãos e como sociedade, a Agere e o Município de Braga apelam uma vez mais a todos para que tenham uma atitude cívica e responsável, de proteção própria e dos seus, evitando ser um agente transmissor ou recetor deste vírus, ainda que inadvertidamente.

Com os melhores cumprimentos,

A Administração