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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ASSOCIAÇÃO CIDADÃOS DE ESPOSENDE QUESTIONA IPMA SOBRE MAPAS DE RISCO PARA INCÊNDIO

Não conseguimos entender que Esposende seja o único concelho em Portugal continental assinalado a verde para perigo de incêndio rural, é desta forma que a Associação Cidadãos de Esposende manifesta a sua preocupação sobre os mapas de risco de incêndio lançados pelo IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera para os próximos dias.

Consultando o mapa online do IPMA é possível verificar por exemplo que para os dias 7 e 8 de Julho, Esposende é o único concelho em Portugal Continental assinalado a verde ou seja com risco reduzido.

Concelhos vizinhos como Barcelos ou Viana estão com risco elevado ou muito elevado.

Para os responsáveis da Associação é difícil aceitar que uma freguesia de um concelho vizinho esteja com risco muito elevado e uma outra freguesia ao lado já no concelho de Esposende seja considerada de risco reduzido.

A associação questionou ainda o IPMA sobre a localização dos sensores de medição, segundo os responsáveis desta associação, "se um sensor está colocado perto do rio certamente a medição do grau de humidade não reflete a realidade do concelho".

Os avisos do IPMA são importantes para alertar a população sobre a probabilidade de ocorrência e propagação de incêndios, permitindo a adoção de medidas preventivas e comportamentos seguros, a associação alerta para o risco que podem ter estes mapas na população; “se estamos permanentemente com risco reduzido as medidas preventivas são adaptadas ao risco”.

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CLIMAS E PAISAGENS DO MINHO E ALENTEJO – CRÓNICA DE ANTÓNIO GALOPIM DE CARVALHO

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As diferentes paisagens da Terra, em qualquer momento da sua história, foram e são, em grande parte, reflexo das características meteorológicas aí prevalecentes. Esta afirmação é evidente para a generalidade dos cidadãos que, embora nunca tenham formulado esta conjectura, têm-na por adquirida. Sem saírem deste nosso rectângulo, no ocidente da Europa, todos relacionam os campos verdejantes do Minho com a maior pluviosidade anual ali verificada (2000 a 2400 mm) e as terras de sequeiro do sudeste alentejano com os menores valores dessa mesma precipitação atmosférica (<600 mm).

À escala mundial, a televisão mostra-nos constantemente imagens dos múltiplos visuais do nosso planeta marcadas pelo clima, sejam, por exemplo, a floresta equatorial da Amazónia, os glaciares do sul da Argentina, a pradaria norte-americana ou a estepe siberiana, a tundra boreal ou as areias escaldantes do Saara.

Embora na explicação da paisagem, haja que ter em conta o enquadramento geológico regional, com destaque para a natureza das rochas (granito, xisto, calcário, etc.) que lhes servem de substrato e da respectiva estrutura (modo de ocorrência dos corpos rochosos: homogéneos, estratificados, dobrados falhados, etc.), a influência do clima é muito superior. Face a esta realidade desenvolveu-se um capítulo, comum à geologia e à geografia, conhecido por “geomorfologia climática”, com o estabelecimento de domínios ou regiões morfoclimáticas.

“Faça sol ou faça chuva” é uma expressão vulgar de alusão ao estado do tempo, informação que diariamente nos chega através dos boletins meteorológicos, transmitidos pela televisão, pela rádio e pelos jornais. O estado do tempo, num dado lugar, é uma manifestação de uma realidade mais vasta, própria e à escala do nosso planeta, a que chamamos clima. Em termos muito simples, entende-se por clima um conjunto de fenómenos próprios da atmosfera, na interactividade que estabelece com os oceanos (e os lagos de maiores extensões) e com as terras emersas, nas quais a latitude, a altitude, a interioridade e a cobertura vegetal têm papel mais visível.

Temperatura, humidade do ar e pressão atmosférica são factores de clima assegurados pela energia radiante do Sol. Relacionados entre si, são os responsáveis pelas situações de tempo quente ou frio, de tempo chuvoso ou de neve ou, pelo contrário, de tempo seco. São ainda responsáveis pela existência de vento, não raras vezes catastrófico, tal a intensidade que chega a atingir.

O clima condiciona a alteração superficial (meteorização) das rochas, a génese e evolução dos solos, a erosão e transporte (evacuação) dos materiais erodidos (os sedimentos que estão na génese de muitas rochas sedimentares), bem como a ocupação vegetal e animal, incluindo a humana. São as manifestações de clima que, conjugadas com a natureza geológica dos terrenos, determinam o tipo da paisagem que nos rodeia e todas as outras de todos os lugares da Terra.

Ao longo da sua história de milhares de milhões de anos, a mudança das paisagens foi uma constante. Praticamente imperceptível à dimensão temporal de uma vida humana, esta mudança tem pouca expressão no tempo histórico, sendo notável e bem testemunhada à escala do tempo geológico. A paisagem é um sistema dinâmico, só aparentemente estático. É como um simples fotograma de um filme, escreveu Don L. Eicher, em 1970.

Processos geodinâmicos internos à escala global, com destaque para as translacções continentais e os enrugamentos orogénicos, ocasionaram mudanças de latitude e de altitude e subsequentes modificações climáticas que, por sua vez, determinaram mudanças na paisagem.

Na Terra só há alteração das rochas, formação de solos e erosão, (três aspectos modificadores do relevo e, portanto, da paisagem), porque há energia solar e porque temos uma atmosfera e uma hidrosfera, duas entidades susceptíveis de captar essa energia e de a transformar no dinamismo necessário aos processos geológicos ocorrentes à superfície e, também, aos biológicos.

As massas de ar diferentemente aquecidas pelo calor solar dão origem à circulação atmosférica, processo que se traduz na existência do vento. Nas baixas latitudes, nomeadamente nas regiões intertropicais, a incidência dos raios solares aproxima-se e atinge a perpendicular (o Sol está a pique, como vulgarmente se diz), aquecendo o ar mais do que nas latitudes das regiões polares. Nestas, a incidência desses raios é muito oblíqua e, até, rasante, pelo que a temperatura do ar é aí muito mais baixa. Esta diferença de aquecimento faz com que o ar quente suba e o ar frio desça, sendo essa uma das causas da circulação atmosférica (outra causa é da própria rotação do planeta). Por outro lado, a evaporação da água à superfície dos mares, rios e lagos e a resultante da transpiração da cobertura vegetal (uma realidade bem visível nas grandes florestas equatoriais, quentes e húmidas) fornece humidade suficiente para formar nuvens que o vento transporta e descarrega como chuva ou neve, consoante as temperaturas locais.

É, sobretudo, a esfericidade do globo terrestre e a consequente variação da latitude que determinam a zonalidade climática de que toda a gente tem noção, ainda que sumária e empírica. Mas há outros factores que interferem nessa zonalidade, entre os quais a altitude, a proximidade ou afastamento (interioridade) face ao litoral, a existência ou não de barreiras montanhosas que impeçam a passagem de ventos húmidos e, ainda, a orientação dominante do vento nas fronteiras terra/mar.

Existe, pois, uma dialéctica constante entre o clima e a paisagem, dois aspectos que também ditam a génese e a natureza das rochas sedimentares formadas na sua dependência. As areias das praias portuguesas, à semelhança de outras das regiões de clima temperado a frio, são essencialmente constituídas por grãos de quartzo, mineral oriundo, sobretudo, da desagregação dos granitos e de outras rochas afins, características e abundantes na crosta continental. Parte significativa das areias das praias das latitudes intertropicais é essencialmente calcária, dado que resultam da trituração e acumulação de restos de conchas de moluscos e de outras partes esqueléticas de múltiplos organismos construtores de carbonato de cálcio (algas, corais, etc.) que pululam nessas regiões. São estas areias, excepcionalmente brancas, que fazem a alvura das praias das Caraíbas ou das Bahamas, entre outras, e os característicos tons de azul dos mares de coral. Foram areias deste tipo e vasas finas da mesma natureza que, uma vez litificadas, deram origem a muitos calcários, entre eles os do Jurássico das nossas Serras do Sicó, d’Aire e Candeeiros, bem como do barrocal algarvio, e testemunham o posicionamento tropical destas regiões nesses recuados tempos.

O nosso satélite, embora receba o mesmo tipo de energia, não dispõe destas duas entidades, pelo que não exibe qualquer actividade erosiva para além da resultante dos antiquíssimos impactes meteoríticos. Cessado o vulcanismo que aí existiu e diminuída a intensidade de quedas meteoríticas, as suas paisagens são praticamente as mesmas desde há mais de 3000 milhões de anos.

Nas imagens, o Minho verdejante e o Alentejo a caminho da desertificação.

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MAU TEMPO EM VIEIRA DO MINHO: 39 OCORRÊNCIAS REGISTADAS ENTRE 25 E 29 DE JANEIRO

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O Município de Vieira do Minho deu a conhecer, o número total de ocorrências registadas no concelho devido ao mau tempo dos últimos dias. Entre 25 e 29 de janeiro, foram registadas 39 ocorrências no total, refletindo os efeitos das condições meteorológicas adversas.

Destas 39 ocorrências, destacam-se 17 movimentos de massas significativos e 13 quedas de árvores de grande porte, que causaram transtornos em várias zonas do concelho. Além disso, 5 freguesias – Anjos, Rossas, Tabuaças, Parada de Bouro e Louredo – sofreram falhas na rede elétrica, afetando o fornecimento de energia a várias residências.

O mau tempo também provocou 2 abatimentos de vias públicas e deixou 1 freguesia (Anissó) com falhas na rede de comunicações. Foi ainda necessário proceder à limpeza de uma valeta de grandes dimensões em determinada área do concelho.

Os serviços municipais, em conjunto com várias entidades, têm trabalhado de forma incansável para resolver todas as ocorrências. No total, 52 situações já foram intervencionadas, incluindo 25 derrocadas e 17 quedas de árvores.

A operação de resposta tem contado com a colaboração da Proteção Civil Municipal, Bombeiros Voluntários, GNR, Polícia Municipal, Serviços Municipais, Sapadores Florestais, Juntas de Freguesia, Unidades Locaos de Proteção Civil, Infraestruturas de Portugal, E-redes e ICNF

A Câmara Municipal de Vieira do Minho informa que todas as ocorrências estão a ser resolvidas de forma eficaz e que os serviços continuam em alerta para qualquer nova situação

A PESCA DA SARDINHA NA COSTA PORTUGUESA – A SUA QUALIDADE DEPENDE DO COMEÇO DA NORTADA! – FOTOS DE LUÍS EIRAS

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No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.

Tradição de origens remotas, a sardinha era tradicionalmente pescada por meio da arte xávega, método que consistia numa forma de pesca por cerco. Deixando uma extremidade em terra, as redes são levadas a bordo de uma embarcação que as vai largando e, uma vez terminada esta tarefa, a outra extremidade é trazida para terra. Então, o saco é puxado a partir da praia, outrora recorrendo ao auxílio de juntas de bois, atualmente por meio de tração do guincho ou de tratores. Entretanto, as modernas embarcações de arrasto vieram a ditar a morte da arte xávega e, simultaneamente, a ameaçar a sobrevivência das próprias espécies piscícolas, colocando em causa o rendimento familiar dos próprios pescadores.

A sardinha constitui um das suas principais fontes de rendimento, representando quase metade do peixe, calculado em peso, que passa nas lotas portuguesas. Matosinhos, Sesimbra e Peniche são os principais portos pesqueiros de sardinha em todo o país.

Quando, no início da Primavera, o vento sopra insistentemente de norte durante vários dias, os pescadores adivinham um verão farto na pesca da sardinha, do carapau, da cavala e outras espécies que são pescadas na costa portuguesa. A razão é simples e explica-se de forma científica: esta época do ano é caracterizada por um sistema de altas pressões sobre o oceano Atlântico, vulgo anticiclone dos Açores, o qual se reflete na observância de elevadas temperaturas atmosféricas, humidade reduzida e céu limpo. Verifica-se então uma acentuada descida das massas de ar que resultam no aumento da pressão atmosférica junto à superfície e a origem de ventos anticiclónicos que circulam no sentido dos ponteiros do relógio em torno do centro de alta pressão, afastando os sistemas depressionários. Em virtude da situação geográfica de Portugal continental relativamente ao anticiclone, estes ventos adquirem uma orientação a partir de norte ou noroeste, habitualmente designado por “nortada”.

Sucede que, por ação do vento norte sobre a superfície do mar e ainda do efeito de rotação da Terra, as massas de água superficiais afastam-se para o largo, levando a que simultaneamente se registe um afloramento de águas de camadas mais profundas, mais frias e ricas em nutrientes que, graças à penetração dos raios solares, permite a realização da fotossíntese pelo fito plâncton que constitui a base da cadeia alimentar no meio marinho. Em resultado deste fenómeno, aumentam os cardumes de sardinha e outras espécies levando a um maior número de capturas. E, claro está, o peixe torna-se mais robusto e apetecível.

O mês de Junho, altura em que outrora se celebrava o solstício de Verão e agora se festejam os chamados "Santos Populares" – Santo António, São João e São Pedro – é, por assim dizer, a altura em que a sardinha é mais apreciada e faz as delícias do povo nas animações de rua. Estendida sobre um naco de pão, a sardinha adquire um paladar mais característico, genuinamente à maneira portuguesa.

Por esta altura, muitos são os estrangeiros que nos visitam e, entre eles, os ingleses que possuem a particularidade de a fazerem acompanhar com batata frita, causando frequente estranheza entre nós. Sucede que, o “fish and chips” ou seja, peixe frito com batatas fritas, atualmente bastante popular na Grã-Bretanha, teve a sua origem na culinária portuguesa, tendo sido levado para a Inglaterra e a Holanda pelos judeus portugueses, dando mais tarde origem à tempura que constitui uma das especialidades gastronómicas mais afamadas do Japão.

VILA PRAIA DE ÂNCORA: PREVISÃO DE AGRAVAMENTO DAS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS OBRIGA A ADIAR ATIVIDADES PREVISTAS PARA AMANHÃ SOBRE DIA INTERNACIONAL DA PROTEÇÃO CIVIL

A Proteção Civil é um assunto de todos os dias, cheio de imponderáveis que obrigam a opções e tomadas de decisão. E isso aconteceu também na altura em que prevíamos dar mais atenção aos meios que, com mais ou menos visibilidade, todos os dias estão ao nosso serviço, zelando pela nossa segurança.

Amanhã, sexta-feira, estava previsto comemorar, em Vila Praia de Âncora, o Dia Internacional da Proteção Civil e, por ser também o Dia Internacional da Mulher, homenagear as mulheres da Proteção Civil, e assim, simbolicamente, homenagear todas as mulheres.

Os planos foram alterados e amanhã não será possível concretizar o programa. Será anunciada uma nova data, logo que a meteorologia garanta as condições adequadas. Por agora, o Município agradece a todas as mulheres e a todos os homens que amanhã e todos dias estão em prontidão, agora ainda mais vigilantes, para que todos nós estejamos seguros.

O programa era uma organização conjunta da Autoridade Nacional da Proteção Civil, Autoridade Marítima, Câmara Municipal de Caminha e ETAP – escola profissional.

PAREDES DE COURA ACOLHE V CONGRESSO DE METEOROLOGIA E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

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Ao longo de dois dias, 23 e 24 de fevereiro, Paredes de Coura recebe o V Congresso Transfronteiriço de Meteorologia e Alterações Climáticas, reunindo personalidades da academia, investigadores e representantes de ONG’s para discutir uma temática cada vez mais na ordem do dia e a merecer a ponderação de todos nós, contribuindo assim para a reflexão e sensibilização de uma realidade que preocupa cada vez mais as sociedades.

“É urgente alertar e envolver todos os quadrantes da sociedade no debate pela definição de medidas concretas e imediatas para adaptação às alterações climáticas. Não é o planeta que se encontra em risco, mas sim a vida como a conhecemos”, constata Tiago Cunha, vice-presidente da Câmara de Paredes de Coura, reforçando, por isso, que “à escala individual, é necessário entender as consequências concretas da nossa inoperância e repensar os nossos comportamentos diários com impacto no esgotamento de recursos – da alimentação aos bens de consumo, passando pela mobilidade”.

É partindo deste princípio que “o Município de Paredes de Coura apoia consistentemente a realização de congressos de dimensão nacional e internacional (como o congresso CouraVeg, Encontros Com Ciência do Agrupamentos de Escolas de Paredes de Coura, o TREX – TREX – Traditional Fire Training Exchange e WOMANTREX, o Rural Camp, entre outros) que reflitam sobre a emergência da sustentabilidade”, relembra Tiago Cunha, para quem “este congresso, que é realizado pela segunda vez em Paredes de Coura, é um bom exemplo disso e destaca-se porque permite juntar à mesma mesa a comunidade escolar, cientistas, as ONG’s, decisores locais e comunitários, envolvendo e dando voz a todos. A persistência em fazer permanecer a urgência do tema na atualidade é o nosso pequeno contributo para garantir que resgatamos a nossa casa comum”, concluiu.

Sustentabilidade enquanto contributo para a adaptação climática

Este V Congresso Transfronteiriço de Meteorologia e Alterações Climáticas é uma organização conjunta do Município de Paredes de Coura, Cenfipe e Agrupamento de Escolas de Freixo, que durante dois dias reúne diferentes especialistas de Portugal e Galiza, abordando a temática da meteorologia, impactos climáticos e o papel da sustentabilidade na emergência climática.

O tema desta quinta edição é a “Sustentabilidade enquanto contributo para a adaptação climática” e insere-se no 13º ODS (Ação Climática - Adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos), tendo como meta 13-3, “consciencialização para a educação da população para as alterações climáticas”.

No programa desta edição destacamos as comunicações de Francisco Ferreira, presidente da ONG-Associação Zero, do eurodeputado Francisco Guerreiro, da investigadora física da UTAD, Margarida Liberato, de um investigador físico da Universidade de Vigo – Diego Fernández, do climatologista Mário Marques, e ainda das coordenadoras do projeto meteoescolas em Cuntis (Pontevedra).

De referir a particular importância das comunicações no âmbito de eventos meteorológicos/climáticos extremos no território e também ações/práticas sustentáveis no meio educativo, económico e social face às alterações climáticas que estamos a viver. O congresso está planificado em três painéis, sendo o do dia 23, sexta-feira, mais ligado à forma como empresas, escolas e instituições políticas abordam a sustentabilidade enquanto agentes de ação climática. No dia 24, sábado, o painel da manhã é mais técnico, dedicado à meteorologia, e o painel da tarde mais generalizado, dedicado aos impactos das mudanças climáticas.

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ARCOS DE VALDEVEZ ACOLHEU IV CONGRESSO TRANSFRONTEIRIÇO DE METEOROLOGIA E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

“Noroeste de Portugal e Galiza adaptam-se para as adversidades de um clima mais quente e seco”

O IV Congresso Transfronteiriço de Meteorologia e Alterações Climáticas, realizado no dia 6 de maio na Casa das Artes, em Arcos de Valdevez foi um sucesso a vários níveis. A participação de cerca de 150 congressistas foi um recorde face às edições anteriores e demonstra que a comunidade está cada vez envolvida e preocupada com as mudanças climáticas que estamos a viver. Segundo a organização, este evento atingiu dimensão internacional com participantes vindos da Galiza (Vigo e Ourense) e territórios nacionais mais longínquos como o Alentejo, Lisboa, Leiria, Viseu, Aveiro, Porto, para além de várias localidades do Minho.

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Este IV congresso transfronteiriço também foi marcado por um momento significativo, a assinatura do protocolo entre a Autarquia de Arcos de Valdevez e o IPMA, formalizando a certificação da estação meteorológica do Centro Ciência Viva de Arcos de Valdevez.

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, avançou com a constituição de uma rede integrada municipal de estações meteorológicas (RIMEM), distribuídas geograficamente por ambientes microclimáticos diferenciados pelo concelho. Este projeto pioneiro pretende estar ao serviço da comunidade e dos diferentes agentes locais (segurança, proteção civil, silvicultura, agropecuária, turismo, ambiente) e contribuir para a resiliência face às mudanças climáticas que estamos a sentir e, ao mesmo tempo ser uma ferramenta útil no âmbito do Plano de Ação Climática Municipal.

No quadro das comunicações apresentadas neste Congresso, a comunidade educativa assume estar empenhada em continuar a monitorizar as oscilações e tendências climáticas da região.

O Diretor do CENFIPE, José Carlos Fernandes, manifestou um grande orgulho nesta organização conjunta com a Autarquia de Arcos de Valdevez e com a parceria direta dos Agrupamentos de Freixo (mentor do Projeto) e do Agrupamento de Valdevez que passa a integrar a RIMEM – Rede Integrada de Estações Meteorológicas - desenvolvendo o Projeto VEZ METEO.

João Esteves, Presidente da Autarquia de Arcos de Valdevez, referiu que este é um projeto importante para a região, manifestou o seu agrado pelo sucesso do Congresso, atualidade temática e pertinência das intervenções, pelos projetos das Escolas existentes no terreno e sobretudo por estarmos a trabalhar em rede, triangulando informações e prestando um serviço à comunidade científica, económica e proteção civil.

O Presidente do IPMA, Jorge Miguel Miranda referiu que os registos alarmantes deste ano 2023 são sinais que fazem antever um verão muito difícil e prolongado no tempo. Adianta que os cenários previstos exigem uma responsabilidade acrescida dos comportamentos individuais, uma vez que as entidades públicas poderão não ter meios de resposta atempada. 

Isaac Gómez, subdiretor Geral de Meteorologia e Alterações Climáticos apresentou o Plano Regional de Adaptação Climática que está a ser implementado na Galiza. A estratégia galega aposta das energias renováveis até 2050.

Susana Bayo, física investigadora da Universidade de Vigo, apresentou estudos dos anos 2021 e 2022 quanto a fenómenos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes na Galiza. Os períodos de seca mais prolongados, as ondas de calor e invernos mais suaves são uma realidade inimaginável, não faz muitos anos, e que agora exigem medidas drásticas de adaptação a um “novo” clima da região galega.

João Santos, geofísico da UTAD, entre os 1000 investigadores de alterações climáticas mais reconhecidos do mundo adianta que o noroeste da Península Ibérica apresenta um aumento evapotranspiração, trazendo balanços negativos de água no solo e recorrentes situações de secas mais severas. Defende ainda que setores socioeconómicos importantes na região como a vitivinicultura (Vinhos Verdes), já se tem vindo a adaptar, mas que se terá de continuar e intensificar este esforço nas próximas décadas.

Adriano Bordalo e Sá do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto apresentou a influência dos impactos climáticos no aumento do risco bacteriológico na saúde pública. Revela que o aumento da temperatura do ar, solos e água, períodos cada vez mais frequentes de secas, inundações e de tempestades, estão a aumentar a densidade de microrganismos, incluindo a dos patogénicos.

Joaquim Alonso do IPVC, responsável da equipa que está a criar o Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, defende a importância da consulta e participação pública para a sua implementação com sucesso.

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IV CONGRESSO TRANSFRONTEIRIÇO DE METEOROLOGIA E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS REÚNE EM ARCOS DE VALDEVEZ

O IV Congresso Transfronteiriço de Meteorologia e Alterações Climáticas, a realizar no dia 6 de maio, na Casa das Artes, em Arcos de Valdevez é uma organização do Cenfipe – Centro de Formação e Inovação dos Profissionais de educação das escolas do Alto Lima e Paredes de Coura, Município de Arcos de Valdevez, Agrupamento de Escolas de Valdevez e Agrupamento de Escolas de Freixo. Estarão presentes diferentes especialistas de Portugal e Galiza, abordando a temática sobre fenómenos extremos e seus impactos, mudanças climáticas e responsabilidade civil dos organismos oficiais (IPMA e MeteoGalicia). A organização destaca neste congresso, a apresentação dos planos de ação climática de âmbito municipal (PMAAC) e regional (Galiza), com medidas concretas de adaptação às alterações climáticas.

O presidente do IPMA, Miguel Miranda, e os investigadores geofísicos da UTAD (João Santos) e da Universidade de Vigo (Susana Bayo), farão comunicações sobre estudos seus mais recentes. O subdiretor da MeteoGalicia e Joaquim Alonso do CIBIO vão apresentar planos de ação climática. Adriano Bordalo e Sá, das Ciências Biomédicas e Hugo Parente irão abordar os impactos climáticos na saúde.

Nesta jornada será apresentado o projeto de rede integrada municipal de estações meteorológicas de Arcos de Valdevez, um projeto destinado ao apoio às diversas atividades económicas e serviços locais.

PROGRAMA

(9h30m) Sessão de abertura

Painel 1 – Meteorologia no NW Peninsular. (10h-12h30)

“Eventos meteorológicos extremos de 2022 e a afetação na má qualidade do ar da região Minho.”

Sérgio Bastos e alunos do MeteoFreixo

“VezMeteo” e “Microclimas do NW peninsular e o Projeto Transfronteiriço de Meteorologia Escolar.”

AE Valdevez / Marcos Soto - Colégio Barreiro (Vigo)

“2021 e 2022, os anos das evidencias do Cambio Climático en Galicia.”

Susana Bayo Bestero – Universidade de Vigo (Dep. de Física)

“Plano Regional de Adaptação Climática na Galiza - Estrategia Gallega de Cambio Climático y Energía 2050.”

Isaac Gómez Piñeiro – Subdirector Xeral de Meteoroloxía e Cambio Climático e Diretor da MeteoGalicía

Pausa (12h45m – 14h)

Painel 2 – Alterações climáticas no NW peninsular – Passado, presente e cenários futuros. (14h30-18h)

“IPMA - Responsabilidade cívica e influência nas decisões políticas”.

Jorge Miguel Miranda – Presidente do IPMA

(15h) Certificação da estação meteorológica CCV Padre Himalaya pelo IPMA

"Alterações climáticas: um problema global que exige adaptação local".

João Santos – Universidade da UTAD (Dep. de Física da Escola de Ciência e Tecnologia)

“Impactos climáticos e risco bacteriológico na saúde pública.”

Adriano Bordalo e Sá - Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto

“Alterações climáticas, imunidade e doenças reumáticas”

Hugo Parente – Hospital do Alto Minho

“Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas dos Arcos de Valdevez (PMAAC)”.

Joaquim Alonso – CIBIO.inBIO/UP e proMETHEUS/IPVC

(18h) Debate

(18h 45m) Sessão de encerramento

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ESPOSENDE: APÚLIA CANCELA PRIMEIRO MERGULHO DO ANO POR RAZÕES METEOROLÓGICAS

Atendendo às condições meteorológicas e marítimas previstas para o próximo dia 01/01/2023 e aos alertas e recomendações efectuadas pela Autoridade Marítima Nacional, através da Capitania do Porto de Viana do Castelo, somos a informar que o Primeiro Mergulho do Ano Apúlia 2023 foi cancelado.

Desta forma apelamos à vossa compreensão, bom censo e à responsabilidade de todos.

A vossa segurança é a segurança de todos.

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CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS CAUSAM ESTRAGOS EM CELORICO DE BASTO

Proteção Civil de Celorico de Basto desdobra-se em trabalhos para salvaguardar pessoas e bens

Múltiplas situações têm sido reportadas à Proteção Civil de Celorico de Basto que tem procurado responder prontamente a todas as solicitações.

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A situação mais grave causada pelas fortes chuvas e ventos prende-se com a derrocada de parte de uma habitação, já consideravelmente degradada. A Proteção Civil acorreu ao local e junto com os Serviços Socais da Câmara Municipal, procedeu ao alojamento provisório da única habitante, uma idosa, que se encontra provisoriamente no lar do Centro Social de Molares e do seu cão, alojado no Centro de Recolha Oficial de Animais de Celorico de Basto.   

Para José Peixoto Lima, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto e da Proteção Civil, “as condições atmosféricas têm causado alguns transtornos, que temos procurado solucionar o mais prontamente possível.  No acaso da habitação, os técnicos do Município estão a avaliar os danos causados e qual o procedimento para a sua reabilitação. Trata-se de uma habitação sinalizada na nossa Estratégia Local de Habitação e que iremos dar resposta rápida para que a idosa possa regressar ao seu lar”. José Peixoto Lima assegura que “as respostas às solicitações têm sido imediatas por forma a salvaguardar pessoas e bens. Temos procurado efetivar procedimentos de antecipação para que estas condições atmosféricas não provoquem mais danos”.

A Proteção Civil durante este período tem reforçado a comunicação à população para prevenir ocorrências e informar quais os procedimentos a tomar em situações de perigo causadas pela intempérie. Em simultâneo, tem procedido à desobstrução de sarjetas e vias para evitar inundações e cortes de árvores. E está disponível 24 horas por dia para responder a qualquer ocorrência que possa surgir.

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VIANA DO CASTELO: INICIATIVA MOSTRA GASTRONÓMICA "UM MAR DE IGUARIAS" ADIADA DEVIDO ÀS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

Devido às condições meteorológicas previstas, foi decidido o adiamento do evento “Um Mar de Iguarias” integrada no evento "Aldeias de Mar-Castelo do Neiva". Esta iniciativa será realizada no próximo dia 5 de novembro, desde que as condições meteorológicas o permitam, com a habitual animação e a excelente gastronomia local.

A inauguração da exposição "Um Mar de Tradições" irá decorrer conforme o previsto, próximo sábado, dia 29 de outubro, pelas 11h00, na sede do GRECANE.

O Município de Viana do Castelo agradece a compreensão de todos.

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MONÇÃO: SEGUNDA ESTAÇÃO METEREOLÓGICA DO CONCELHO INSTALADA EM LONGOS VALES

Inserida no Projeto “Protec/Georisk - Proteção Civil e Gestão de Riscos no Alto Minho”, para a coordenação, gestão e prevenção de riscos na região, através de processos inovadores de monitorização à escala da paisagem.

A freguesia de Longos Vales, dispõe, desde hoje, de uma Estação Meteorológica (EMA), sendo a segunda estrutura do género, com ligação ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a ser instalada no concelho de Monção. A primeira situa-se no lugar de Santo Amaro, na freguesia de Ceivães.

Inserida no Projeto “Protec/Georisk - Proteção Civil e Gestão de Riscos no Alto Minho”, a EMA é parte integrante de um projeto geral de coordenação, capacitação, gestão, e prevenção de riscos na região, através de processos inovadores de monitorização à escala da paisagem.

Localizada no Lugar de Guimil, junto ao campo de tiro, a sua operacionalidade contribuirá para o tratamento e organização das bases de dados disponíveis, bem como para a definição e análise dos fatores de risco existentes, ajudando, também, na identificação das vulnerabilidades naturais e no desenho de medidas de prevenção.

Apoiada pelo “Programa Operacional Regional do Norte – Eixo Prioritário III – Prevenção de Riscos Naturais e Tecnológicos”, a nova estrutura possibilitará uma gestão mais capacitada no que respeita à prevenção, proteção e avaliação do risco em questões relacionadas com o meio ambiente.

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