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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MELGAÇO CELEBRA "FINS DE SEMANA GASTRONÓMICOS" COM SABORES AUTÊNTICOS E DESCONTOS EM ALOJAMENTOS

De 23 a 25 de fevereiro, bifes de presunto, cabrito do monte assado no forno e bucho doce aguçam o paladar dos turistas, que poderão ainda usufruir de descontos em alojamentos e visitar gratuitamente os espaços museológicos

De 23 a 25 de fevereiro (próximo fim de semana), Melgaço convida os amantes da boa gastronomia a experienciarem iguarias do território. Bifes de presunto, cabrito do monte assado no forno e o tradicional bucho doce são as propostas para o Fim de Semana Gastronómico. O Município de Melgaço participa, uma vez mais, nos "Fins de Semana Gastronómicos", promovidos pela Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, e tem ainda um programa paralelo para quem visite o concelho nestes dias, destacando-se um desconto especial de 10% nos alojamentos aderentes e visitas aos espaços museológicos com entrada gratuita.

O evento conta nesta edição (a XV) com a adesão de 12 restaurantes do concelho: Adega do Sabino; Foral de Melgaço; Mira Castro; Mini-Zip; Miradouro do Castelo; O Adérito; O Brandeiro; Tasquinha Castreja; Tasquinha da Portela; Verde Minho; O Laboreiro; e o restaurante & Bar A Serra. Nestes espaços, os visitantes terão a oportunidade de desfrutar de excelentes refeições e serão, ainda, brindados com um copo de alvarinho de Melgaço, como forma de agradecimento pela visita.

Esta celebração gastronómica não é apenas uma festa para o paladar, mas também uma imersão na cultura e hospitalidade únicas de Melgaço. O destino de natureza mais radical de Portugal, em colaboração com diversas entidades da região, promove uma série de atividades, tais como uma experiência com os Pescadores - “A lampreia e as Pesqueiras do Rio Minho”, em que os turistas poderão vivenciar toda a arte da pesca artesanal nas milenares pesqueiras do rio Minho, onde os guias serão os próprios pescadores. Mas, também, uma experiência com o Apicultor – “Abelhas Mansas”, onde os participantes poderão interagir diretamente com as abelhas mansas sem qualquer uso de fato e, ainda, a experiência “Cabrinhas Felizes”, uma visita à ordenha da queijaria Prados de Melgaço, com provas de queijo cabra de fabrico artesanal, cuja qualidade extrema resulta dos processos de produção pecuária assentes no bem-estar animal, onde as cabras são criadas num autêntico SPA, com massagens e música relaxante. E sendo este um fim de semana dedicado à gastronomia, juntam-se também nesta edição as Roscas de Melgaço – doçaria tradicional, que estarão de portas abertas a todos os turistas que quiserem conhecer os seus produtos.

O Município convida ainda os turistas a explorarem a Rede Melgaço Museus, com a oferta de entrada gratuita nas diversas instalações que compõe a Rede: o Núcleo Museológico da Torre de Menagem e as Ruínas Arqueológicas da Praça da República, o Museu do Cinema Jean Loup-Passek, o Espaço Memória e Fronteira e o Núcleo Museológico de Castro Laboreiro, mas, também, a conhecerem a "Porta de Lamas de Mouro" do Parque Nacional da Peneda-Gerês, uma estrutura de receção, interpretação, animação e educação ambiental, e a rede de percursos pedestres.

Para os amantes de desportos radicais a sugestão é uma atividade de rafting no Rio Minho, que inclui a degustação de vinhos alvarinho. 

10% DE DESCONTO NO ALOJAMENTO

Os turistas que nestes dias escolham Melgaço para pernoitar terão 10% de desconto no alojamento para as noites de sexta e sábado, nos espaços aderentes, nomeadamente: Casa da Cevidade; Quinta de Remoães; Melgaço Alvarinho Houses; Hotel Boavista; Monte Prado Minho Hotel & Spa; Hotel MiraCastro; Quinta do Reguengo; Casa Fonte do Carvalhinho; Casa do Xisto; Casa da Bica; Casa do Castanheiro; Casa do Piorno; Solar do Castelo; Casa dos Barreiros; Casa das Pesqueiras; Casa da Costa; Casa das Bouças; Miradouro do Castelo; Casa do Rego; Casa da Assureira; Bungalows da Peneda (Parque de campismo de Lamas de Mouro); e Peso River House. Aconselha-se a efetuar reserva com antecedência. 

Programa de animação e informações relativas às várias entidades disponíveis aqui.

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LAMPREIA DO RIO MINHO: UMA EXPERIÊNCIA GASTRONÓMICA IMPERDÍVEL

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De 15 de fevereiro a 15 de abril

Já em degustação no Vale do Minho. Em Melgaço são sete os restaurantes aderentes à iniciativa “Lampreia do Rio Minho - Um Prato de Excelência”.

Melgaço associa-se, uma vez mais, à iniciativa “Lampreia do Rio Minho - Um Prato de Excelência”, que arrancou esta quinta-feira, 15 de fevereiro, e decorre até 15 de abril. A ação assume-se como uma oportunidade singular para degustar um dos pratos mais genuínos da gastronomia tradicional melgacense. No município mais a norte de Portugal são sete os restaurantes aderentes à ação, que acontece aos fins de semana.

Esta é a 15ª edição da iniciativa “Lampreia do Rio Minho - Um Prato de Excelência, promovida desde 2010, pela ADRIMINHO - Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho, em parceria com a Confraria da Lampreia do Rio Minho e com os seis municípios do Vale do Minho - Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, e conta com a adesão de cerca de 100 restaurantes.

O principal objetivo desta ação é a promoção de um produto/prato gastronómico tradicional que tem assumido um caráter de forte atratividade turística para o território, valorizando a lampreia do Rio Minho, enquanto recurso endógeno e de elevado valor gastronómico, promovendo, paralelamente, as potencialidades naturais e culturais de cada concelho, fatores que atraem milhares de pessoas de Portugal e Espanha neste período.

«É com orgulho e redobrado compromisso que afirmo que esta iniciativa é um marco e uma marca do relevante trabalho que este grupo de ação local tem desenvolvido no (e para o) território, um trabalho que foi novamente valorizado com a aprovação da Estratégia de Desenvolvimento Local - Vale do Minho 2030.» refere o autarca de Melgaço, Manoel Batista.

A Adega do Sabino, O Adérito, O Brandeiro, O Mini-zip, Restaurante do Cinema, Tasquinha da Portela e o Verde Minho são os restaurantes aderentes em Melgaço. Lampreia à bordalesa, assada no forno, ensopada no molho do seu próprio sangue e com arroz, recheada, escabeche e ainda sushi, são algumas das variadas propostas que os restaurantes irão apresentar durante estes dois meses.

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MELGAÇO TEM SETE RESTAURANTES ADERENTES

ADEGA REGIONAL SABINO

Largo Hermenegildo Solheiro - Vila | tlf. 251 404 576 | GPS 42.113218 -8.259337

e-mail: restaurante.sabino@sapo.pt

O ADÉRITO

Lugar do Pombal – Remoães | tlf. 251 404 412 | GPS 42.109347 -8.276439

e-mail: 

restauranteoaderito@gmail.com

O BRANDEIRO

Branda da Aveleira – Gave | tlf. 933 894 259 | GPS 41.99570042 -8.280599772

e-mail: 

alves1.1@hotmail.com

MINI –ZIP

Alameda Inês Negra, nº74 – Vila | tlf. 251 418 286 | GPS 42.113571 -8.260606

e-mail: 

vaniafaria34@gmail.com

RESTAURANTE DO CINEMA

Rua José Cândido Gomes de Abreu n.38 - Vila | tlf. 961 839 317 | GPS 42.11467400 -8.25656600

e-mail: 

restaurantedocinema@gmail.com

TASQUINHA DA PORTELA

Portela – Paderne | tlf. 251 401 109 | 42.089787 - 8.275961

e-mail: 

tasquinha.da.portel@sapo.pt

VERDE MINHO

Peso – Paderne | tlf. 251 416 081 / 966 502 603 | GPS 42.102772 - 8.290421

e-mail: 

verdeminho@hotmail.com

Aconselha-se a efetuar reserva com antecedência, diretamente com os restaurantes aderentes.

Mas porque não é só à mesa que se desfruta, durante este período, nos seis municípios, existirá também a oportunidade para que todos os que visitam a região possam aproveitar de uma intensa e variada agenda cultural, que convida à descoberta da riqueza patrimonial e paisagística do território. Em Melgaço há um programa de animação recheado de propostas culturais, tais como exposições, experiências gastronómicas, mas, também, iniciativas desportivas e atividades de turismo natureza e aventura, não fosse este ser o destino de natureza mais radical de Portugal.

PROGRAMA PARALELO

PACOTE TURÍSTICO

“A LAMPREIA E AS PESQUEIRAS DO RIO MINHO”

6 e 13 de abril

Experiência marcante tendo os pescadores como guias e o património natural e construído como pano de fundo 

www.montesdelaboreiro.pt | Valor: 30,00€/pessoa

Marcações em: geral@montesdelaboreiro.pt | +351 251 466 041

EXPERIÊNCIA

“A PESCA DA LAMPREIA E O VINHO ALVARINHO”

2 e 30 de março

Visita guiada à adega Soalheiro com prova de vinhos e exposição sobre as pesqueiras 

www.montesdelaboreiro.pt | Valor: 30,00€/pessoa

Marcações em: geral@montesdelaboreiro.pt| +351 251 466 041 

EXPOSIÇÕES

“AS ARTES DE PESCA NAS PESQUEIRAS DO RIO MINHO”  

1 a 31 de março, Adega Quinta de Soalheiro

Exposição que retrata o valor humano, piscícola, cultural e patrimonial do Rio Minho, em particular da arte da pesca, recentemente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. 

“RIO MINHO É VIDA”

Até 30 de abril, Casa da Cultura de Melgaço

Visita guiada à adega Soalheiro com prova de vinhos e exposição sobre as pesqueiras.

FIM DE SEMANA GASTRONÓMICO DE MELGAÇO

Cabrito do Monte, Bifes de Presunto e Bucho doce

23, 24 e 25 de fevereiro, nos restaurantes aderentes

Programa em www.cm-melgaco.pt

1ª EDIÇÃO DO SHOWCOOKING DA LAMPREIA NAS ADEGAS

“Como amanhar uma lampreia e confecionar o tradicional arroz de Lampreia” 

9 de março, 12h00, Quinta de Soalheiro

Número máximo de participantes: 25

Toda a informação e inscrições em: www.cm-melgaco.pt |+351 967130029

CAMINHADA COM OS PESCADORES DAS PESQUEIRAS DO RIO MINHO 

9 de março, 10h00, acesso da freguesia de Alvaredo

Toda a informação e inscrições em: www.cm-melgaco.pt |+351 967130029

IX MELGAÇO ALVARINHO TRAIL QUINTAS DE MELGAÇO

CAMINHADA/TRAIL CURTO/TRAIL LONGO/ULTRA TRAIL 

6 de abril - Campeonato Nacional Trail

7 de abril - Circuito Nacional

Paisagens deslumbrantes, adrenalina, gastronomia e alvarinho motivam a descobrir o destino de Natureza mais Radical de Portugal

Inscrições em: https://bit.ly/melgaco-alvarinho-trail-2024

SHOWCOOKING DA LAMPREIA PARA CRIANÇAS 

13 de abril, Casa da Cultura

Crianças dos 6 aos 12 anos

Número máximo de participantes: 10

Toda a informação e inscrições em: www.cm-melgaco.pt |+351 967130029

ENOTURISMO

“EXPERIÊNCIA PELOS OS CAMINHOS DO VINHO”

Visitas às adegas aderentes à Rota do Alvarinho Monção & Melgaço com vendas e provas de vinho Alvarinho.

SOLAR DO ALVARINHO

Segunda a sexta: 10h-18h I sábado e domingo: 10h-13/14-18h

Marcações: 

solardoalvarinho@cm-melgaco.pt | 251 410 195 

ADEGA QUINTAS DE MELGAÇO 

Segunda a sexta: 9h-12h30 e das 14h-18h I sábado e domingo: 10h-12h30 e das 14h-19h

Marcações: 

enoturismo@quintasdemelgaco.pt | +351 251 410 020

www.quintasdemelgaco.pt 

ADEGA QUINTA DE SOALHEIRO

Segunda a domingo: 10h-12h e das 14h30-16h30

Marcações: 

enoturismo@soalheiro.com | +351 251 416 769

www.soalheiro.com

ADEGA QUINTA DO REGUEIRO

Segunda a sábado: 10h-12h30 e das 14h30-18h I domingo: 9h-12h30

Marcações: 

comercial@quintadoregueiro.com | +351 966 855 452

www.quintadoregueiro.com 

ADEGA DOM SALVADOR

Segunda a domingo: 10h-12h e das 15h-18h

Marcações prévias em: 

info@alvarinhodomsalvador.com | +351 917 995 161

www.alvarinhodomsalvador.com 

ADEGA REGUENGO DE MELGAÇO

Segunda a sexta: 10h-12h e das 14h-17h I sábado e domingo - por marcação

Visita à quinta com venda e provas de Vinhos

Marcações prévias em: 

geral@reguengodemelgaco.pt | +351 251 410 150 | +351 937 551 061

www.reguengodemelgaco.pt

ADEGA TERRAS DE REAL

Sábado e domingo: 10h-12h e das 14h-19h

Marcações: 

terrasdereal@hotmail.com | +351 939 479 134

ADEGA DOM POCIANO

Sábado e domingo: 9h-12h e das 15h-18h

Marcações: 

geral@domponciano.com | +351 917 369 232

www.domponciano.com 

QUINTA DAS ALVAIANAS

Segundas, terças e quintas: 14h-18h I restantes dias: por marcação

Marcações: 

alvaianas@gmail.com | +351 962 856 373

www.alvaianas.pt 

QUINTA DO LOURIDAL 

Terças, quartas e sábados: 10h-12h e das 14h-16h I restantes dias: por marcação

Marcações: info@alvarinhopoema.com | +351 910 862 183

www.alvarinhopoema.com

PRODUTOS LOCAIS E ARTESANATO

QUINTA DE FOLGA - FUMEIRO TRADICIONAL DE MELGAÇO (RAÇA BÍSARA)

Visita à quinta e à produção de fumeiro com menus de degustação especializados.

Marcações prévias em: 

quintadefolga@quintadefolga.com | +351 967 076 079

www.quintadefolga.com 

PRADOS DE MELGAÇO - PRODUÇÃO DE QUEIJO ARTESANAL

Visitas à exploração das cabrinhas felizes e provas de queijo de cabra.

Marcações prévias em: 

geral@pradosdemelgaco.pt | +351 251 414 093

www.pradosdemelgaco.pt

ARTES - CENTRO DE ARTESANATO 

Trabalho ao vivo l Produção de peças únicas e exclusivas: bordados, bonecas com trajes regionais, tecelagem, lenços dos namorados.

Marcações prévias em: 

artes_rosamaria@hotmail.com | +351 251 402 133

ROSCAS DE MELGAÇO

Venda de doçaria tradicional: roscas, rosquilhos e papudos

Rua Dr. António Durães 103 r/c – Vila

Horário: 9h00-18h00  

UMA EXPERIÊNCIA COM O APICULTOR - MEL DAS ABELHAS BUCKFAST

Venda de mel e provas de favos de mel e bucho doce (doce tradicional de Melgaço)

Uma experiência única acompanhada pelo apicultor que permite interagir diretamente com as abelhas mansas sem qualquer uso de fato.

Marcações prévias em: 

proapis.pt@gmail.com | +351 936 536 780

www.abelhadebuckfast.blogspot.com

DESPORTO DE AVENTURA NO DESTINO DE NATUREZA MAIS RADICAL DE PORTUGAL

Rafting, Passeios TT com Guia, Escalada, Slide, Arvorismo, Percursos Pedestres, Salto Pendular, Passeios a cavalo

MELGAÇO WHITEWATER

Tlf. +351 933 459 751 | 

geral@melgacoww.pt | www.melgacoww.pt

MONTES DE LABOREIRO

Tlf. +351 251 466 041 I 

geral@montesdelaboreiro.pt | www.montesdelaboreiro.pt

MELGAÇO RADICAL  

Tlf. +351 251 402 155 | 

geral@melgacoradical.com | www.melgacoradical.com 

ECOTURA

Tlf. +351 967 442 217 I 

ecotura@ecotura.com | www.ecotura.com 

AZEVIM NATURE 

Tlf. +351 939 434 207 I 

azevim.nature@gmail.com | www.azevimnature.com  

JUST NATUR 

Tlf. +351 967 200 344 I 

geral@justnatur.com | www.justnatur.com 

CORALTOURS MINHO 

Tlf. +351 938 622 584 I 

coraltours20@gmail.com 

REDE MELGAÇO MUSEUS 

CONHECER A CULTURA E O PATRIMÓNIO

Passe Melgaço Museus (válido para toda a Rede de Museus de Melgaço)

– Museu do Cinema Jean Loup Passek

– Espaço Memória e Fronteira

– Núcleo Museológico de Castro Laboreiro

– Torre Menagem

Preço: 5,00 € (validade 6 meses)

Informações e marcações em: nucleomuseologico@cm-melgaco.pt | +351 251 402 843

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MELGAÇO REFORÇA MEDIDAS DE APOIO À PRODUÇÃO PECUÁRIA

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Produtores de suínos e de fumeiro podem agora usufruir dos auxílios, juntamente com os de bovinos, caprinos e ovinos

O Município de Melgaço volta a reforçar as medidas de apoio à produção pecuária, com o intuito de alavancar o aumento da produção, mas também a criação de produtos diferenciados e de valor acrescentado. Em 2024, a autarquia melgacense revigorou as ajudas ao setor: os produtores de suínos e de fumeiro, com explorações sediadas no concelho de Melgaço, juntam-se à lista de destinatários das ajudas designadas a produtores de bovinos, caprinos e ovinos.

A autarquia auxilia os produtores deste setor com os custos de produção e, principalmente, com os custos associados à saúde e higiene animal que os mesmos se vêm legalmente obrigados a cumprir e que representam um contributo importantíssimo para a manutenção da saúde pública e da segurança alimentar.

O apoio financeiro ao setor é agora realizado de cinco formas distintas, consoante a natureza da exploração pecuária, sendo consideradas elegíveis as seguintes:

  1. Exploração de cria de bovinos para produção de carne ou leite;
  2. Exploração de engorda de bovinos;
  3. Exploração de pequenos ruminantes (caprinos e ovinos);
  4. Exploração de suínos;
  5. Produção de fumeiro. 

Para os efeitos da candidatura, o produtor deverá reunir cumulativamente os seguintes requisitos

  • Ser titular de exploração agropecuária no concelho de Melgaço e/ou estabelecimento de transformação de carnes para fumeiro;
  • Ser proprietário dos efetivos bovinos, ovinos, caprinos e suínos, quando aplicável;
  • Ter cumprido anualmente, nos seus efetivos animais, todas as obrigações legais, em termos sanitários;
  • Possuir documentos comprovativos do registo do animal e exploração e comprovar, sempre que o Município o imponha, que respeita as normas obrigatórias de saúde pública, registo animal,  sanidade animal, higiene pública veterinária, segurança alimentar, bem -estar animal e respeito pelo  ambiente, nomeadamente, entre outros, através do PISA — Programa Informático de Sanidade  Animal, SNIRA — Serviço Nacional de Identificação e Registo Animal, iDigital, RED — Registo  de existências e deslocações, comprovativo de vacinação contra a doença de Aujewsky, guias de  circulação e comprovativo de abate em matadouro;
  • Ter a sua situação tributária e contributiva regularizada perante, respetivamente, a administração fiscal e a segurança social;
  • Ter a sua situação regularizada perante o Município de Melgaço. 

As candidaturas deverão ser entregues nos serviços de atendimento da Câmara Municipal de Melgaço, apresentando o formulário disponibilizado no Balcão Único ou nos serviços online, acompanhado dos seguintes documentos:

  • Declaração de efetivo relativo ao ano imediatamente anterior, através de lista SNIRA — Serviço Nacional de Identificação e Registo Animal para os bovinos, iDigital para os pequenos ruminantes e RED — Registo de existências e deslocações para os suínos;
  • Declaração da OPP — Organização de produtores pecuários, a atestar que a sanidade foi realizada durante o ano a que diz respeito o apoio financeiro (exploração de bovinos e pequenos ruminantes);
  • Declaração de vacinação contra a doença de Aujewsky e estatuto sanitário da exploração (exploração de suínos);
  • Guia de circulação e fatura de abate em matadouro (produção de fumeiro);
  • Licença do estabelecimento industrial de transformação de carnes para fumeiro (produção de fumeiro);
  • Declaração de não dívida à Administração Fiscal e Segurança Social;
  • Entrega de comprovativo bancário/IBAN do requerente.

CANDIDATURAS A DECORRER: ATÉ DIA 28 DE FEVEREIRO

As candidaturas terão, obrigatoriamente, de ser referentes ao efetivo animal, ou abates, do ano imediatamente anterior, sendo que o prazo de submissão das mesmas decorrerá, sempre, entre os dias 1 e 28 de fevereiro do ano seguinte àquele a que o subsídio disser respeito.

O montante anual do apoio a atribuir a cada produtor pecuário do concelho de Melgaço é calculado, segundo a tipologia de cada exploração, da seguinte forma:

  1. Exploração de cria de bovinos para produção de carne ou leite:
  • 50€ por cabeça nascida e registada.
  1. Exploração de engorda de bovinos:
  • 100 % por cabeça, do custo com a ação anual de controlo da sanidade animal, consoante estabelecido pelos planos de vigilância, controlo e erradicação, estabelecidos pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária para o concelho de Melgaço.
  1. Exploração de pequenos ruminantes (caprinos e ovinos):
  • 100 % por cabeça, do custo com a ação anual de controlo da sanidade animal, consoante estabelecido pelos planos de vigilância, controlo e erradicação, estabelecidos pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária para o concelho de Melgaço;
  • 100 % por cabeça, do custo associado ao registo e identificação animal.
  1. Exploração de suínos:
  • 20€ por fêmea reprodutora registada e em cumprimento com as obrigações legais de sanidade e saúde animal;
  • 15€ por macho reprodutor registado e em cumprimento com as obrigações legais de sanidade e saúde animal.
  1. Produção de fumeiro:
  • 30€ por engordas abatidas em matadouro.

O Município de Melgaço pode, a qualquer momento, e sempre que o julgue necessário, verificar o cumprimento dos termos do presente Regulamento por parte do produtor, podendo suspender o pagamento do apoio financeiro, caso verifique anomalias que o justifiquem.

Regulamento disponível aqui!

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SABIA QUE MELGAÇO TEM A PONTE INTERNACIONAL MAIS PEQUENA DO MUNDO?

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O lugar a que hoje chamamos de S. Gregório na freguesia melgacense de S. Martinho de Cristoval é de origem bastante antiga. Contudo só conhecemos referências em documentos históricos a partir do século XVII. Até aí, em termos de lugares desta freguesia, apenas aparecem citadas com alguma regularidade o sítio da Ponte das Várzeas ou a vila de Doma.

A origem para o nome do lugar “S. Gregório” merece do Padre Bernardo Pintor um apontamento. Segundo o mesmo, a razão para o seu nome deve derivar do facto de “em tempos remotos que não sei definir edificou-se ali uma capela dedicada a S. Gregório. Tal era a devoção que o lugar tomou o nome do Santo. A sua imagem está lá ainda na capela. Mais tarde, para ali se levou uma imagem de Santa Bárbara mais da devoção popular por ser evocada contra os trovões. De tal modo se desenvolveu o seu culto que se lhe faz uma grande festa e talvez não haja quem se lembre de rezar a São Gregório.” Sabemos que em meados do século XIX, a festa realizada nesta capela era já a de Santa Bárbara e já não há qualquer referência à veneração a São Gregório.

O Padre Bernardo Pintor expressa ainda o receio que “é possível que no decorrer dos tempos a imagem de São Gregório se arruíne e seja arrumada daqui para fora e os vindoiros não saibam qual a razão do nome do lugar. Tem havido muitos casos desses.”

Não temos informação precisa acerca da época de construção da capela. Contudo, NOÉ, P. (2014), considera que a mesma terá sido edificada no século XVII ou XVIII, ainda que a segunda possibilidade seja pouco provável. O pároco, nas Memórias Paroquiais em 1758, escreve que a capela já é antiga nessa época. Ao longo dos tempos, a capela recebeu obras, particularmente no século XX.

A capela de S. Gregório apresenta uma planta retangular simples, tendo adossado à fachada posterior corpo retangular, mais baixo e estreito. Possui volumes escalonados, com coberturas em telhados de duas águas, rematadas em beirada simples. As fachadas são rebocadas e pintadas de branco, percorridas por faixa em cimento, pintada de cinzento, com cunhais apilastrados, coroados por pináculos piramidais sobre acrotério, e terminadas em cornija. A fachada principal apresenta-se virada a sul, terminada em empena truncada por sineira, sobrelevada, em arco de volta perfeita sobre pilares, albergando sino, e rematada em empena com cornija, coroada por cruz latina de cantaria, biselada. É rasgada por portal de verga reta, de moldura simples, e óculo circular, com moldura pintada de branco, existindo entre os dois vãos três lápides inscritas. A fachada lateral esquerda com a capela é rasgada por porta travessa, de verga reta e moldura simples, e janela retangular, sem moldura, e o corpo adossado por janela retangular, maior e também sem moldura, e porta de verga reta, moldurada. Na fachada lateral direita a nave é cega e o anexo rasgado por duas frestas de molduras pintadas de branco. A fachada posterior com a capela e o corpo é adossado terminados em empena, coroadas por cruz latina biselada, sobre acrotério, rasgando-se no anexo janela retangular, de moldura pintada de branco.

A importância do lugar de S. Gregório ao longo dos tempos teve que ver com a importância que a Ponte das Várzeas foi adquirindo, especialmente em época de conflito armado com o país vizinho, nos séculos XVII ou épocas de tensão no século XVIII e XIX.  Não podemos esquecer também que este lugar se situa no muito antigo caminho que vem desde o litoral ao longo de todo o vale do Minho, mais tarde Estrada Real e que se prolongava até à dita ponte e continua pela Galiza. Em finais do século XIX, era já conhecida também como Ponte Internacional de S. Gregório.

Neste sentido, é bom salientar que a existência desta ponte é muito antiga dando inclusivamente nome ao próprio lugar que tinha uma designação comum de ambos os lados do rio: Ponte das Várzeas/Ponte Barxas. Todavia, do lado português, o nome entrou em desuso algures no início do século XX, enquanto que do lado galego, a localidade conserva o nome antigo (Ponte Barxas).

Claro que São Gregório foi desde sempre um local onde o comércio prosperou, quer as trocas legais, quer o contrabando, tão antigo como a própria fronteira ainda que muito mais falado durante o Estado Novo. Deixo-vos contudo um extrato de uma notícia do jornal de Melgaço “A Espada do Norte”, da sua edição de 29 de Dezembro de 1892 que diz o seguinte: "Eis aqui as apprehensões realisadas nos diferentes postos d’esta secção durante o mez corrente: (…) Pelas praças do posto fiscal de S. Gregório, differentes géneros alimentícios, algumas fazendas de lã e algodão, no valor de 3130 réis." Os bens transacionados vão variando ao longo dos tempos mas em nenhuma época os valores envolvidos são tão elevados como durante a segunda guerra mundial.

Há ainda a ter em conta que a antiga Ponte das Várzeas (Ponte Velha) era tão rudimentar como estratégica em termos militares. Historicamente, daquilo que se conhece, era a principal passagem de Melgaço para a Galiza através do vale do rio Trancoso e por isso, um ponto fronteiriço sempre sensível em tempos de guerra. Sabendo que em tempos antigos, o rio Minho era intransponível em praticamente todo o troço que passa por Melgaço, restavam as outras linhas de fronteira natural, entre as quais o traçado do rio Trancoso. Nesta linha fronteiriça, a importância da Ponte das Várzeas é destacada por MOREIRA, L. (2008) que refere que “Desde Castro Laboreiro, à entrada do rio Minho, a fronteira era estabelecida pelo vale do rio Trancoso - também designado por “rio das Várzeas” - cujo vale de margens abruptas era considerado impenetrável. Os únicos pontos de passagem seriam duas pontes: a Ponte de Pouzafolles, ainda em área de montanha, e a Ponte das Várzeas, construída em madeira no lugar de S. Gregório”, relativamente próximo do rio Minho.

Em todos os registos históricos que conhecemos, a Ponte das Várzeas é descrita como sendo construída em madeira. Nas Memórias Paroquiais de 1758, o pároco escreve que a paróquia “tem mais o lugar de Sam Gregório com uma capela antiga do mesmo santo e com vinte vizinhos (fogos), por onde é a estrada deste Reino de Portugal para a Galiza passando-se o regato por uma ponte de táboa que chamam a Ponte das Varges”. Por este registo, se vê que o lugar de São Gregório era o mais extenso da freguesia sendo que o lugar da Porta era, a seguir a São Gregório, o que tinha mais fogos, mas com apenas doze. No lugar da Porta, havia em tempos muito antigos, uma portagem de passagem que as pessoas pagavam pela circulação das próprias e pelas mercadorias.

O facto de uma ponte tão importante como esta ser em madeira durante vários séculos leva-nos a pensar em qual seria a razão para tal. Talvez por ser um ponto de passagem muito sensível no vale do rio Trancoso.

A importância estratégica da velhinha Ponte das Várzeas na perspetiva militar durante a Guerra da Restauração (século XVII) é comprovada pela frequência com que é utilizada por portugueses e espanhóis nas suas incursões em território inimigo. Para comprovar tal ideia, podemos citar um trecho do livro “História do Portugal Restaurado” que nos fala das manobras militares nas fronteiras desta região: “D. Gastão, com outro troço, ficou alojado na Ponte das Várzeas (Cristóval) e para que o inimigo divertisse o poder que tinha junto, mandou entrar na Galiza pela Portela do Homem a Vasco de Azevedo Coutinho e por Lindoso a Manuel de Sousa de Abreu, ordenando-lhes, que segunda feira, nove de Setembro, entrassem na Galiza. No mesmo dia ao amanhecer, dividiu D. Gastão a infantaria em três troços e levantando uma plataforma, fez jogar as duas peças de artilharia que levava, contra o reduto da Ponte da Várzeas (junto a Ponte Barxas) e foram de grande efeito, recebendo o inimigo considerável dano”.

Temos notícia da Ponte das Várzeas no livro “Corografia Portugueza” do padre Carvalho da Costa, publicado em 1706, que refere a propósito de Cristóval que “aqui está a Ponte das Várzeas, que divide este Reyno do da Galliza”.  

No século XVIII, além das Memórias Paroquiais, temos ainda informações sobre São Gregório e a Ponte das Várzeas. Existe um estudo de engenharia militar da autoria de Custódio Villas Boas onde este delineia um plano de defesa em caso de ataque nesta região em finais do século XVIII em época de tensão com Espanha e França, anos antes das invasões napoleónicas. No que toca à defesa de Melgaço, o autor refere que “a defesa da entrada do rio Minho deveria ser feita no rio Trancoso, onde seria necessário construir alguns entrincheiramentos, equipados com os canhões de Melgaço, ao mesmo tempo que se demoliria a Ponte das Várzeas a fim de dificultar o movimento inimigo”. Para a zona entre Melgaço e a Ponte das Várzeas, previu-se a construção de uma linha de baterias "feitas com parapeito em terra, próprias para receber soldados armados com armas ligeiras, mas também onde se poderiam colocar peças de artilharia" (ALMEIDA, C. 2002). Tais estruturas de defesa, foram efetivamente construídas, mas nunca houve uma incursão neste setor durante as invasões e, portanto, não chegaram a ser usadas.

Durante as lutas liberais, S. Gregório teve aqui estacionada uma quantidade significativa de soldados, tendo chegado a existir um Quartel General. Socorremo-nos da publicação “O Imparcial” de 23 de Novembro de 1826 que nos conta que “em S. Gregório, estão 150 homens de infantaria 9, e 30 de Caçadores 12” e acrescenta que “na Ponte das Barges, junto a Melgaço, guarnece este ponto importante, 180 homens do Regimento 9, e Caçadores 12.

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Ainda no século XIX, o lugar de São Gregório é descrito com algum pormenor. De facto, no livro “O Minho Pittoresco”, de 1886, o autor descreve-nos o lugar e a velhinha Ponte das Várzeas: “Chegámos enfim a S. Gregório, o mais importante lugar da freguesia de Cristóval, cuja igreja oculta por detrás da encosta, onde assenta S. Gregório, é o templo que fica mais ao norte em território português.

  1. Gregório apresenta o aspecto duma pequena vila inclinada sobre o rio Trancoso, que ali voltámos a cumprimentar, como a nossa primeira artéria internacional, artéria que junto a Cevide, último lugar de Cristóval, vai desaguar no Minho e cuja confluência marca igualmente o ponto em que este formoso rio se interna em plena Galiza, ou melhor, em que ele, ao vir de lá, beija pela primeira vez a terra portuguesa.
  2. Gregório é, por assim dizer, uma rua única, uma rua verde, em ladeira íngreme até à ponte da Várzea, essa ponte que o nosso desenho representa, e que é a primeira ponte internacional lançada entre os dois países, se não quisermos falar nas poldras de Pousafoles, mais ao nascente, no curso do Trancoso.

Mas, enfim, a ponte da Várzea tem já os seus 4 metros de altura, 6 de comprimento e 2 de largo! É quase a ponte de um lagosinho!

Não se riam dela, contudo, que ali onde a vêem, com os seus dois troncos de castanheiro, lançados de margem a margem, e os seus torrões como pavimento macio, é um símbolo de fraternidade entre dois países que vivem em plena paz, e seria um baluarte de independência a conquistar, quando o clarim de guerra ressoasse desoladoramente por aquelas quebradas fora.   

Ponte Várzea é o lugar espanhol, donde o pontilhão tira o nome e que pertence à alcaidaria de Padrenda, com quem S. Gregório faz o seu comércio meio lícito, meio... de contrabando!

Que diabo queriam, porém, que fizesse S. Gregório, se no inverno é a margem de Ponte Várzea que lhe dá por empréstimo um bocadito de sol, a cujos raios vão aquecer-se aqueles pobres friorentos gelados das suas sombras de meses!

Na pequena vila, — chamemos-lhe assim, que não seja senão por patriotismo, — há uma capela onde se festeja Santa Bárbara!

Uns anos mais tarde, mais concretamente em 1894, São Gregório e a sua área envolvente que envolve o lugar foram alvo de um estudo por parte do investigador Adolpho Moller onde nos deixa uma descrição do lugar “S. Gregório é uma pequena povoação que fica situada na fronteira e dista de Melgaço oito kilometros. Outrora esta povoação teve um commercio importante, mas depois decahiu muito; actualmente porém tende outra vez a animar-se. A estrada que a liga com Melgaço tem já 7 kilometros concluídos, falta-lhe o oitavo e último, que anda em construcção.

  1. Gregório não é sede de freguezia, a igreja matriz está n'uma pequena povoação a cerca de um kilometro de distância. Este facto, de povoações importantes não serem sedes de freguezia, dá-se em vários pontos do paiz, como por exemplo na Mealhada e no Cargal do Sal que são cabeças de concelho e têm a matriz em aldeias próximas. A parte alta de S. Gregório está a cerca de 250 metros acima do nível do mar e o rio Minho fica-lhe ao norte à distância aproximada de 1,500 metros.

Do nascente, banha a parte baixa d'esta povoação o pequeno rio ou ribeira de Trancoso, affluente do Minho, que limita Portugal da Galiza e tem a sua origem próxima a Alcobaça, Há uma pequena ponte internacional sobre a ribeira de Trancoso, que liga S. Gregório com uma pequena aldeia hespanhola e onde existe um posto de fiscalização aduaneira(…). 

Dos lados sul e poente de S. Gregório está a serra que tem por ponto culminante o castello de Castro Laboreiro o qual fica a cerca de 1,250 metros de altitude. Para se ir a esta povoação passa-se pela aldeia denominada Alcobaça, situada na fronteira e que fica perto de 2 horas e meia de caminho de S. Gregório.

A poente de Alcobaça há um monte que tem a mesma altitude de Castro Laboreiro (…)

O solo em volta de S. Gregório ó todo de origem granítica. Esta povoação é abundante em água e de boa qualidade. S. Gregório é saudável e o seu clima é temperado na estação invernosa e quente durante a calmosa. Para exemplo diremos que, no dia 26 de Junho ás 2 horas da tarde estando a atmosphera bastante carregada de electricidade, dentro de casa marcava o thermometro 30° C. O quarto onde fiz esta observação thermometrica tinha duas janellas voltadas para o norte e estavam com as vidraças abertas. Na mesma occasião fiz a leitura do meu aneróide o qual marcava 738 mm. 

A cultura principal de S. Gregório e povoações limítrofes é a vinha, milho, batata, algum centeio e os prados. A videira é toda cultivada em parreiras ou ramadas, mas estabelecidas a pouca distancia do solo, isto é, em média a cerca de 1 metro e meio d'altura.

O vinho é magnifico e achamo-lo muito mais agradável ao paladar do que o affamado de Monsão. Árvores fructíferas observamos a cerejeira, em grande quantidade, pereiras, macieiras, ameixoeiras, pessegueiros, laranjeiras, etc. N'outro tempo cultivava-se ali a oliveira, mas como a producão era muito incerta os lavradores foram-nas arrancando, de sorte que hoje esta árvore é ali rara. Talvez valesse a pena introduzir as variedades hespanholas de maturação precoce e próprias dos climas septentrionaes do paiz.

Enquanto árvores florestaes encontram-se: o carvalho, castanheiro, pinheiro, vidoeiro, amieiro e alguns salgueiros.

Próximo a uma azenha que fica junto à ribeira de Trancoso e não muito distante de S. Gregório, vimos um lindo exemplar de vidoeiro com o tronco muito direito. Teria uns 20 metros de altura por 60 centímetros de diâmetro na base. As essências florestaes abundam principalmente na parte inferior da serra, próximo aos ribeiros e corgas. A parte elevada tem pouco ou nenhum arvoredo e só matto rasteiro, e este mesmo não apparece em todas as localidades.

Em 1894, a velha Ponte Internacional de S. Gregório foi reconstruída em madeira ainda que apresentasse algumas peças da estrutura em ferro. Esta ponte foi destruída ainda na década de 1930.

Em final de Abril de 1935, foi inaugurada a nova Ponte Internacional de S. Gregório, não muito longe da antiga ponte.

O lugar é descrito na época pelo escritor Júlio Dantas que parece ter visitado S. Gregório mais do que uma vez. Sobre o lugar, escreve: “Dez minutos ainda de caminho, e avistamos as primeiras casas de São Gregório, cabrejando na rocha, escoando-se por dois córregos estreitos gorgolejantes de água, íngremes como calejas de velho burgo medieval, que vão dar abaixo, ao rio, conduzindo à ponte internacional de madeira que nos separa da vizinha povoação galega de Puente de Bárzia. É curioso o contraste entre as duas povoações, que testam uma com a outra, de cá e de lá da fronteira. Puente de Bárzia limita-se a um punhado apenas de casebres, de proporções humildes e de nenhum interesse. São Gregório, pelo contrário, é relativamente grande, tem alguns bons edifícios e certo aspecto de prosperidade, expressão de uma actividade comercial que, sobretudo na primeira metade do século passado, parece ter sido considerável. Há nove anos, quando pela primeira vez visitei estas paragens, ainda se encontravam de pé as ruínas de umas casas antigas, com muralhas de fortaleza, refúgio outrora de contrabandistas que, por vezes, se defendiam a tiro. Esta diferença no desenvolvimento das duas povoações fronteiriças é facilmente explicável. O comércio local de São Gregório enriqueceu, noutro tempo, com o que vinha de Espanha, mais do que o de Puente de Bárzia prosperou com o que ia de Portugal.

Há pouco tempo ainda, a estrada de rodagem parava no cimo da povoação. Quem queria descer até ao rio e pisar os últimos palmos de terra portuguesa era obrigado a meter por um quebra-costas de lajedo que estreitava em congosta enfiando até à ponte, entre pocilgas de porcos e jorros de água cachoantes. Não pode afirmar-se que seja propícia a descida, e, muito menos, a subida. Mas a natureza tem, neste rincão minhoto, belezas compensadoras. Muitas vezes me lembrei do grande e saudoso Malhoa, ao transpor alguns recantos viçosos de parreirais em que o sol projectava sombras violetas, e alguns hortejos onde, na polpa das couves galegas, faiscava em gotas a água viva das nascentes. Agora, alcança-se o extremo de São Gregório pela estrada, prolongada há três anos até Espanha, no intuito de estabelecer ligação com a estrada espanhola começada a abrir, nas lombas dos montes galegos vizinhos, por iniciativa de Primo de Rivera. O troço português está pronto. O espanhol parou a pouca distancia da fronteira. Em todo o caso, já pude, de automóvel, atingir o extremo nordeste de Portugal, até ao rio Trancoso, que no verão leva pouca água e que os garotos transpõem de um salto. Parei, durante alguns momentos, nessa «terra última» em que se apoia um dos pilares da nova ponte internacional acabada de construir. De um lado e de outro, as culturas são as mesmas: campos de milho e vinhedos, dispostos em latada, à portuguesa. Ouvia-se, em terras de Espanha, uma voz alegre de mulher cantar em português. Os pardais revoavam, de uma para outra banda, sem respeito pelas determinações da polícia de emigração, e sem pensar que, num simples bater de asas, mudavam de país.

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Fonte: Brasil-Portugal : revista quinzenal illustrada. Nº 302. 16 de Agosto de 1911

PONTE DE SÃO GREGÓRIO EM “O MINHO PITTORESCO” DE JOSÉ AUGUSTO VIEIRA

No livro "O Minho Pittoresco", de 1886, José Augusto Vieira dá-nos uma rara descrição do lugar e S. Gregório, na freguesia raiana de Cristóval nessa época:

"Chegámos enfim a S. Gregório, o mais importante lugar da freguesia de Cristóval, cuja igreja oculta por detrás da encosta, onde assenta S. Gregório, é o templo que fica mais ao norte em território português.

Gregório apresenta o aspecto duma pequena vila inclinada sobre o rio Trancoso, que ali voltámos a cumprimentar, como a nossa primeira artéria internacional, artéria que junto a Cevide, último lugar de Cristóval, vai desaguar no Minho e cuja confluência marca igualmente o ponto em que este formoso rio se interna em plena Galiza, ou melhor, em que ele, ao vir de lá, beija pela primeira vez a terra portuguesa.

Gregório é, por assim dizer, uma rua única, uma rua verde, em ladeira íngreme até à ponte da Várzea, essa ponte que o nosso desenho representa, e que é a primeira ponte internacional lançada entre os dois países, se não quisermos falar nas poldras de Pousafoles, mais ao nascente, no curso do Trancoso.

Mas, enfim, a ponte da Várzea tem já os seus 4 metros de altura, 6 de comprimento e 2 de largo! É quase a ponte de um lagosinho!

Não se riam dela, contudo, que ali onde a vêem, com os seus dois troncos de castanheiro, lançados de margem a margem, e os seus torrões como pavimento macio, é um símbolo de fraternidade entre dois países que vivem em plena paz, e seria um baluarte de independência a conquistar, quando o clarim de guerra ressoasse desoladoramente por aquelas quebradas fora.

Ponte Várzea é o lugar espanhol, donde o pontilhão tira o nome e que pertence à alcaidaria de Padrenda, com quem S. Gregório faz o seu comércio meio lícito, meio... de contrabando!

Que diabo queriam, porém, que fizesse S. Gregório, se no inverno é a margem de Ponte Várzea que lhe dá por empréstimo um bocadito de sol, a cujos raios vão aquecer-se aqueles pobres friorentos gelados das suas sombras de meses!

Na pequena vila, — chamemos-lhe assim, que não seja senão por patriotismo, — há uma capela onde se festeja Santa Bárbara! Há também... uma aspiração legítima e justa, que os governos só lembram por ocasião de eleições — é a duma estrada que os ligue com Melgaço!

- VIEIRA, José Augusto (1886) - O Minho Pittoresco, tomo I, edição da livraria de António Maria Pereira- Editor, Lisboa.

Fonte: Entre o Minho e a Serra

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Inauguração da Nova ponte Internacional de São Gregório (26 de Abril de 1935)

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MELGAÇO ALVARINHO TRAIL – QUINTAS DE MELGAÇO INTEGRA, PELA PRIMEIRA VEZ, O CAMPEONATO NACIONAL DE TRAIL

A 9ª edição acontece nos dias 6 e 7 de abril e desafia a percorrer o destino de natureza mais radical de Portugal em quatro percursos diferentes.

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O Melgaço Alvarinho Trail – Quintas de Melgaço (MAT) integra, pela primeira vez, o Campeonato Nacional de Trail, da ATRP - Associação de Trail Running de Portugal. O evento, que vai na sua 9ª edição, acontece a 6 e 7 de abril no Município de Melgaço. As inscrições já estão abertas, até 31 de março, aqui.

A 6 de abril acontecerá a prova que pontuará para o Campeonato Nacional de Trail, num percurso de 32km (série 100), que corresponde aos mesmos trilhos da região que, no dia seguinte, serão percorridos pelos atletas que participarão no Trail Longo do IX Melgaço Alvarinho Trail – Quintas de Melgaço. As inscrições para o Campeonato abrem em março.

O Melgaço Alvarinho Trail, que ao longo dos anos tem encantado os amantes da modalidade, decorrerá no dia 7 de abril e desafia os mais destemidos para as provas de Ultra Trail (48km – série 100), de Trail Longo (32km– série 100) e de Trail Curto (19km – série 100). Para quem desejar percorrer a região de uma forma mais descontraída, a proposta é uma caminhada (11km).

Este evento integra, uma vez mais, os circuitos nacionais de trail da ATRP – Associação de Trail running de Portugal, pontuável nas distâncias de Trail Longo, de Trail Ultra e Trail Curto.

A 9ª edição do Melgaço Alvarinho Trail – Quintas de Melgaço, um evento de referência no panorama regional e nacional, contempla as seguintes freguesias: U.F de Vila e Roussa; U.F. Chaviães e Paços, Fiães; U.F. de Castro Laboreiro e Lamas; S. Paio. Todas as provas arrancam no Largo Hermenegildo Solheiro, tendo a primeira partida pelas 08h00.

A idade mínima para participar no Trail Longo, no Ultra Trail e no Trail Curto é de 18 anos e na caminhada é a partir dos 14 anos, desde que acompanhados por um adulto (seio familiar diário) e após preenchimento do respetivo termo de responsabilidade. O regulamento está disponível aqui.

A 9ª edição do Melgaço Alvarinho Trail - Quintas de Melgaço (MAT) é organizado pela Melsport – Melgaço, Desporto e Lazer EM., com apoio do Município de Melgaço, a Associação Trail Running de Portugal, a Associação de Atletismo de Viana do Castelo e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Melgaço.

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O MAT ESTÁ NOS ROTEIROS DOS TRAILS DE PORTUGAL

Começou com cerca de 250 atletas, em 2015, e, desde então, tem atraído atletas e entusiastas de vários pontos. Os participantes deslocam-se ao município mais a norte de Portugal não só para um trail com percursos exigentes, mas também para desfrutar das paisagens soberbas, da tranquilidade da natureza, assim como da deliciosa gastronomia, acompanhada pelo ex-libris da região, o vinho alvarinho.

Em 2019 foi considerado o evento desportivo do ano pelo “O Minhoto” Troféus Desportivos, uma ação destinada ao reconhecimento público do mérito de todos os envolvidos no fenómeno desportivo da região Minho, através da atribuição de Troféus.

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MELGAÇO ENSINA A FAZER OS CHAPÉUS TÍPICOS DOS FARRANGALHEIROS

Quer aprender a fazer os garruços, os típicos chapéus dos farrangalheiros?

Outrora, na vila C(r)asteja, os “Farrangalheiros” saíam à rua, trajados a rigor, para celebrar o Entroido: as mulheres vestiam o tradicional saiote castrejo, tipicamente vermelho bordado e/ou decorado com cores garridas, as blusas e o lenço amarelo. O traje era composto pelo “garruço”, o objeto mais representativo do Entroido C(r)astejo: chapéus de cartão decorados com fitas e enfeites garridos que congregam uma renda que encobre o rosto dos “Farrangalheiros”.

No dia 4 de fevereiro vamos promover o workshop CONSTRUÇÃO DOS GARRUÇOS DOS FARRANGALHEIROS.

Junte-se a nós, pelas 15h00, no Centro Cívico de Castro Laboreiro.

Participação livre e gratuita.

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MELGAÇO: ELEVADA ADESÃO MUDA O LOCAL DO ENCONTRO DE REIS E JANEIRAS

Acontecerá no próximo sábado, 27 de janeiro, no gimnodesportivo da Escola Básica e Secundária de Melgaço

Dada a elevada adesão ao Encontro de Reis e Janeiras agendado para o próximo sábado, dia 27 de janeiro, na Casa da Cultura de Melgaço, o local do evento foi alterado: terá lugar no gimnodesportivo da Escola Básica e Secundária de Melgaço.

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A tradição ancestral de cantar as janeiras voltará a cumprir-se em Melgaço, depois do interregno motivado pela pandemia, dando as boas-vindas a 2024 com melodias entoadas por diferentes grupos da comunidade melgacense.

Este encontro pretende preservar a identidade e o vasto legado cultural da região de Melgaço, fomentando a participação ativa da comunidade na iniciativa.

Para animar a noite, o evento contará com a participação de diferentes grupos do concelho, designadamente: o Grupo de Reis e Janeiras da APPACDM Melgaço, o Grupo de Reis e Janeiras de Alvaredo, o Grupo de Reis do Centro Catequético Paulo VI, o Grupo de Reis e Janeiras da Academia Sénior Inês Negra, o Grupo de Reis e Janeiras do CATL e Centro de estudos "Os Trakinas", o Grupo de Reis e Janeiras do Jardim-de-infância "1,2,3 Era uma vez" e o Grupo de Reis e Janeiras do Coro Santa Bárbara. 

A iniciativa é de entrada livre, no entanto carece de reserva prévia de lugar, uma vez que a lotação de lugares é limitada. Os interessados em ouvir cantar as Janeiras poderão fazê-lo através do e-mail casacultura@cm-melgaco.pt, do telefone 251 410 060 ou presencialmente na Casa da Cultura - Av. Capitão Salgueiro Maia, 4960-570 Melgaço.

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ENTRUDO CELEBRA TRADIÇÕES DE MELGAÇO

Iniciativa, que acontece a 10 de fevereiro, pretende recordar costumes, tradições e aspetos histórico-culturais da região. As inscrições para o cortejo encontram-se abertas.

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No dia 10 de fevereiro, Melgaço volta a celebrar o Entrudo, enchendo-se de cor e folia para recordar as tradições e costumes da região. O cortejo, pelas ruas da vila melgacense, e a Queima do Santo Entroido, no Largo Hermenegildo Solheiro, a partir das 16h00, prometem recordar tradições e costumes da região, seguindo-se um momento musical que vai animar toda a comunidade.

Outrora, na vila C(r)asteja, o Entroido, era assim que os habitantes designavam o seu Carnaval, era uma das festas mais participativas da freguesia. O certame era composto por diversão de sábado a terça-feira, com bailes e mascarados dispersos por vários recantos da vila. Não faltava o tradicional cozido à portuguesa e doces típicos. Tiros, bombas e foguetes anunciavam a festa. Nessa altura, os Farrangalheiros saíam à rua, trajados a rigor: as mulheres vestiam o tradicional saiote castrejo tipicamente vermelho bordado e/ou decorado com cores garridas, as blusas e o lenço amarelo. O traje era composto pelo garruço, o objeto mais representativo do Entroido C(r)astejo: chapéus de cartão decorados com fitas e enfeites garridos que congregam uma renda que encobre o rosto dos Farrangalheiros. O ENTRUDO pretende recordar alguns desses momentos, preservando e honrando, desta forma, memórias e saberes de outras gerações.

O cortejo de 2024, realizado no âmbito do Entrudo, segue o tema “Costumes, tradições e aspetos histórico-culturais associados ao concelho de Melgaço e aos concelhos galegos vizinhos”. Toda a comunidade (do concelho de Melgaço e de outros concelhos), os comércios, associações, empresas, comunidades escolares, instituições particulares de solidariedade social e juntas de freguesia são convidados a participar no cortejo e a mostrar a criatividade com as suas máscaras e fantasias.

A organização sugere algumas temáticas para as indumentárias e acessórios: acontecimentos e povos históricos, lendas e tradições; agricultura, pastorícia, caça & pesca, brandas & inverneiras; emigração, contrabando, e outras relações transfronteiriças; e atividades socioeconómicas atuais de relevância para o concelho de Melgaço e concelhos circunvizinhos.

A participação no cortejo carece de inscrição prévia obrigatória até 2 de fevereiro de 2024 e poderá ser feita em duas categorias: “individual” e “grupo com carro alegórico”. A inscrição pode ser realizada através do preenchimento da ficha de inscrição (disponível aqui), que deverá depois ser enviada para o e-mail pmeleiro@cm-melgaço.pt (Patrícia Meleiro) ou entregue na receção da Casa da Cultura de Melgaço.

O cortejo termina no Largo Hermenegildo Solheiro com a tradicional Queima do Santo Entroido, o boneco vestido de roupas velhas. Este momento representa a expulsão de todos os males e a purificação das mentes, e, segundo os populares, também o desejo de que o inverno acabe e que a primavera comece.

Mais tarde, segue-se um momento musical, que certamente encantará os foliões, celebrando as tradições do baile e da dança.

Todos os participantes inscritos, independentemente das categorias, têm direito a participar no lanche convívio que decorrerá após a Queima do Santo Entroido (aproximadamente pelas 19h00).

As normas de participação do cortejo podem ser consultadas aqui.

QUEM FOI ANTÓNIO LOBATO – UM MELGACENSE QUE FOI UM VETERANO DE GUERRA NA GUINÉ?

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António Lourenço de Sousa Lobato, nascido em 11Mar38 na aldeia minhota de Sante (freguesia de Paderne, no concelho de Melgaço): em 26Jul61, sendo 1º Sargento piloto-aviador da Força Aérea Portuguesa, chega à Guiné e fica colocado no AB2-Bissalanca; na manhã de 22Mai63, quando em missão operacional sobre a região litoral centro-oeste da Guiné, após forçada aterragem no mato, é capturado pelo PAIGC e mantido cativo na República da Guiné-Conackry, vindo a ser em 22Nov70 resgatado - com outros 25 portugueses - no decurso da Operação Mar Verde, após o que regressa a Portugal; actualmente Major da Força Aérea Portuguesa, na situação de reforma.

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"Liberdade ou Evasão"

título: "Liberdade ou Evasão - o mais longo cativeiro da guerra"

autor: António Lobato

editor: Erasmos

1ªed. Amadora, 16Dez1995

214 págs (incluindo anexo documental)

24x17cm

preço: (original 2.500$00)

dep.leg: PT-96198/95

ISBN: 972-8301-07-3

Com o subtítulo "O mais longo cativeiro da guerra", este impressionante documento humano relata os longos anos em que o piloto aviador Lobato esteve prisioneiro na Guiné Conakry, após ser capturado pelas forças do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), durante a chamada "Guerra Colonial", que opôs Portugal às suas antigas colónias de África.

Ao longo de 200 páginas, o livro refere o drama físico e psicológico vivido por um jovem militar português, que durante mais de sete anos foi capaz de suportar um isolamento extremo num cubículo de dimensões exíguas, em condições sub-humanas, mas sem perder a esperança de alcançar de novo a liberdade. Aliás, por três vezes se evadiu, tendo a última escapadela durado ainda uma curta semana, mas tão longa para quem durante dias e meses a fio permanecia confinado numa fortaleza sombria e claustrofóbica.

Mas o aspecto talvez mais saliente neste testemunho heróico tem a ver com a reflexão interior que o protagonista deste drama nos dá a conhecer, durante as longas horas que era obrigado a permanecer quase estático num espaço acanhado de quatro por dois passos, na medida do próprio autor. Sem a vastidão ilimitada do céu por onde se habituara a voar, Lobato é forçado, para sobreviver psiquicamente a essa provação extrema, a explorar uma outra dimensão ainda ignota: a do seu próprio ser interior do qual vai aprender a conhecer os limites ou, melhor ainda, a sua infinita transcendência.

Recusando-se a desistir da vida e escudado na promessa que fez à sua jovem esposa, nos oito meses que ambos passaram na Guiné " "Se algum dia desaparecer não te preocupes, voltarei sempre." " o tenente Lobato estabelece consigo próprio um diálogo interior que lhe conserva a lucidez e o vai ajudar a passar os dias sufocantes e sempre solitários. Ao mergulhar nesta outra dimensão, comum afinal a todos nós, o prisioneiro revela não apenas a força inabalável do seu carácter, moldado também na dura disciplina militar, mas dá-nos sobretudo uma lição de sobrevivência e da admirável capacidade que o Ser Humano tem de se adaptar às condições mais inóspitas e adversas. Deste modo, e como ele próprio afirma, foi esta vitória sobre si próprio que o salvou e simultaneamente enriqueceu como Pessoa, fazendo jus às palavras milenares de Buda, que a proclamou como "a maior de todas as vitórias".

O livro baseia-se não só nas recordações do seu autor, mas também nos apontamentos que ele escreveu durante o cativeiro, quando outro preso importante de uma cela contígua lhe forneceu papel e lápis, o que permitiu inclusive o envio clandestino de algumas cartas para a família, e até informações sobre a prisão e várias outras de carácter militar. Parte destes documentos, incluindo desenhos da topografia local e um esboço do Forte de Kindia, encontram-se reproduzidos nas 26 páginas do anexo final do livro.

E é só em Novembro de 1970, que a operação secreta "Mar Verde", durante muito tempo não admitida oficialmente pelo governo português, põe fim ao longo cativeiro de Lobato e outros jovens militares portugueses, entretanto capturados pelos combatentes guineenses.

O regresso à Pátria e à família é apenas ensombrado por essa obrigação de não revelar o "modus operandi" da libertação, a qual é apresentada como uma fuga bem sucedida, já que o segredo de Estado assim o determina. Em suma, trata-se de um relato empolgante pela sua veracidade e que nos revela a faceta oculta da nossa própria humanidade, quando confrontados com situações limite em que apenas nos podemos valer de nós mesmos e de mais ninguém. Uns desistem e abandonam-se ao desespero e à negação, mas outros sempre acalentam o eterno sonho da liberdade recuperada, se não nos espaços exteriores, pelo menos na ampla vastidão do querer indómito de uma alma que não se verga a nenhuma adversidade, porque em si a Vida sabe!

Fonte: Dos Veteranos da Guerra do Ultramar

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X BTT XCO VILA DE MELGAÇO: INSCRIÇÕES ABERTAS PARA PROVA INTERNACIONAL DE CICLISMO

Evento acontecerá nos dias 2 e 3 de março, no destino de natureza mais radical de Portugal.

As inscrições para o X BTT XCO Vila de Melgaço já estão abertas. O evento, que terá lugar no destino de natureza mais radical de Portugal, Melgaço, acontecerá nos dias 2 e 3 de março. A prova internacional C1 é pontuável para a Taça de Portugal de XCO CREDIBOM 2024 e para o Campeonato do Minho de BTT XCO – POPP Design. A inscrições decorrem até dia 1 de março, no site da Federação Portuguesa de Ciclismo, aqui. 

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A disputar num circuito criado para o efeito na área circundante do Centro de Estágios de Melgaço, com todas as condições de segurança, o percurso será bastante diversificado com subidas duras, rock gardens, saltos, descidas técnicas e demais atrativos para que o espetáculo e divertimento estejam garantidos. 

Em 2023, a pista permanente de BTT XCO de Melgaço acolheu a 9ª edição desta prova internacional que contou com a participação de cerca de 400 atletas, de 10 nacionalidades.

O programa prevê treinos no sábado, dia 2 de março, entre as 10h00 e as 17h30, realizando-se a competição no domingo, dia 4 de março. Pelas 9h00 será dada a partida para a primeira corrida (Sub-17 masculinos e Sub-17 femininos) e pelas 10h15 realizar-se-á a prova para os atletas do escalão Sub-19 masculinos e para todas as categorias femininas. Os atletas masters (masculinos) e de paraciclismo (masculinos) começarão a competir às 12h30, enquanto a prova rainha, para elites e sub 23 (masculinos), terá início pelas 14h30. 

A cerimónia protocolar das provas das categorias Sub-17 masculinos e Sub-17 femininos, Sub-19 masculinos e todas categorias femininas, masters masculinos e paraciclismo masculinos acontecerá pelas 13h45. 
O evento terminará pelas 16h30 com a cerimónia protocolar das corridas elites, Sub-23 masculinos e femininos, e equipas. 

A iniciativa é promovida em conjunto pela Melsport – Melgaço, Desporto e Lazer EM e pelo Município de Melgaço, e conta com o apoio da Associação de Ciclismo do Minho, da Federação Portuguesa de Ciclismo, do Credibom, da Cision, da POPP Design, da Strong Speed, da Raiz Carisma – Soluções de Publicidade, da Arrecadações da Quintã, da Polisport, da Seg3 - Mediação de Seguros e da Bike – Tudo sobre o mundo do BTT.

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O CAMPEONATO DA EUROPA DE XCO DE 2025 VAI ACONTECER EM MELGAÇO

Em setembro de 2022, o Município de Melgaço recebeu a confirmação de que o Campeonato da Europa de XCO de 2025 aconteceria em Melgaço. 

«As condições de excelência para a prática de ciclismo de estrada e de montanha que temos permitirão a realização do Campeonato da Europa de XCO de 2025.», afirma o autarca melgacense, Manoel Batista, também presidente do Conselho de Administração da MELSPORT, salientando que «Melgaço, é hoje, um destino de eleição em termos do produto turismo desportivo. O desporto é um dos principais ativos estratégicos, ancorado nas condições naturais que temos, mas também na infraestrutura ímpar que é o nosso Centro de Estágios que, em 2004, foi oficializado pela UEFA e selecionado para centro de treinos para o Euro 2004. Com equipamentos desportivos homologados, de elevado nível de qualidade, esta infraestrutura está preparada para receber atletas de diversas modalidades e de todos os níveis de competição, tal como tem acontecido». 

A organização deste evento foi alvo de candidatura do nosso Município, da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) e da Associação de Ciclismo do Minho junto da entidade organizadora da prova. 

Em julho de 2022 uma delegação da UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo e da UEC – European Cycling Union esteve no concelho para avaliar os recursos de que Melgaço dispunha para tal evento, comprovando que Melgaço tem de facto condições de excelência para a realização do evento.

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MELGAÇO: MINISTRA DA COESÃO TERRITORIAL INAUGURA ZONA EMPRESARIAL DE ALVAREDO

Terça-feira, dia 9 de janeiro, pelas 09h30

O projeto representa um investimento de 2.711.820,22€, cofinanciado pelo FEDER no montante de 1.500.000,00€, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte, Norte2020.

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A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, vai estar em Melgaço na próxima terça-feira, 9 de janeiro, para a inauguração da 1ª fase da Zona Empresarial de Alvaredo (ZEA). O momento acontecerá pelas 09h30 (na ZEA) e esta manhã ficará ainda marcada pelo lançamento do projeto de conceção e execução da Área de Acolhimento Empresarial (AAE) de Nova Geração, a ter lugar na Quinta de Soalheiro.

O processo da ZEA remonta a 2013, aquando da revisão do PDM que definiu esta zona como área industrial, tendo Melgaço, em 2018, avançado com o projeto global da zona industrial e de execução da 1ª fase de obra em 2021 e que agora será inaugurada, estando os lotes em fase de atribuição.

O projeto abrange uma operação de loteamento com obras de urbanização e acesso à Zona Empresarial, com uma alocação de 35 263 m² para área destinada a cinco lotes, distribuindo-se as áreas de cedência por um lote destinado a equipamento coletivo com 1 685 m², espaços verdes de utilização coletiva com 9 712 m² e espaços verdes de enquadramento com 3 649 m². Representa um investimento de 2.711.820,22€, cofinanciado pelo FEDER no montante de 1.500.000,00€, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte, Norte2020.

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Relativamente à 2ª fase da obra, está já finalizado o processo de Declaração de Utilidade Pública (DUP).

«Temos trabalhado por um Melgaço mais competitivo e mais dinâmico, com o propósito de o posicionar enquanto território empresarialmente atrativo no contexto Galiza-Norte de Portugal. Estamos certos de que todos os melgacenses sairão a ganhar, na medida em que a criação deste complexo criará riqueza e dinamismo para o território.», refere o autarca de Melgaço, Manoel Batista.

LANÇAMENTO DO PROJETO DE CONCEÇÃO E EXECUÇÃO DA ÁREA DE ACOLHIMENTO EMPRESARIAL DE NOVA GERAÇÃO

A manhã desta terça-feira, ficará ainda marcada pelo lançamento do projeto de conceção e execução da Área de Acolhimento Empresarial (AAE) de Nova Geração. O objetivo principal deste projeto é a requalificação da Zona Industrial de Penso (ZIP), através da criação de espaços de demonstração, posicionando Melgaço na linha da frente em termos de competitividade no acolhimento empresarial, alinhando-se com as novas agendas climáticas e digitais.

Recorde-se que a candidatura para este projeto, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foi aprovada em janeiro de 2022, com um valor de cerca de 13 milhões de euros com o objetivo principal de dotar a ZIP e a ZEA de condições energéticas e tecnológicas de excelência.  Num total de 110 milhões de euros de Fundos do PRR para o país, foram selecionadas dez AAE a nível nacional, três das quais na NUTS II – NORTE, nomeadamente Melgaço.

Com este projeto, que beneficiará a Zona Empresarial de Alvaredo, Melgaço espera, até 2026, atingir os seguintes objetivos:

– Reforçar a competitividade territorial e promover a atração e fixação de empresas no concelho, contribuindo para o aumento da empregabilidade;

– Facilitar o desenvolvimento mais equilibrado do tecido produtivo;

– Otimizar as cadeias logísticas;

– Promover o crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, incluindo coesão económica, emprego, produtividade, competitividade, investigação, desenvolvimento e inovação;

– Reforçar a coesão social e territorial;

– Aumentar a resiliência económica, social e institucional, inclusive com vista ao aumento da capacidade de reação e preparação para crises;

– Afirmar políticas para a próxima geração, crianças e jovens, incluindo educação e competências.

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REVISTA “EVASÕES” DESTACA “O INVERNO NO ALTO MINHO: DORMIR EM CASINHAS DE MADEIRA, NOS BUNGALOWS DA PENEDA”

Na freguesia de Lamas de Mouro descobrem-se os Bungalows da Peneda, quatro casinhas em madeira, com os confortos citadinos, ideais para famílias que querem explorar a região, seja a pé ou de carro.

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A quase mil metros de altitude, quando neva em Lamas de Mouro forma-se um manto branco que embeleza esta freguesia de Melgaço. Este ano, as condições meteorológicas ainda não são favoráveis à queda de flocos, mas é provável que isso aconteça até ao final do mês, afinal “é muito raro o ano em que não cai neve”, nota Paulo Azevedo, sócio-gerente da empresa Montes de Laboreiro, que faz a gestão dos Bungalows da Peneda.

As casas em madeira encontram-se no Parque de Campismo de Lamas de Mouro, às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, e são uma opção para as famílias que querem explorar a região. Rodeados por vegetação estão os quatro bangalôs (desde 80 euros/noite), compostos por alpendre, dois quartos – um duplo com cama de casal e um twin com beliche -, casa de banho e kitchenette. Não falta televisão, wi-fi, aquecimento elétrico e equipamento para churrasco. Os animais de estimação podem acompanhar as famílias, mediante taxa de 5 euros por noite.

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O alojamento conta com quatro casinhas de madeira, a 15 minutos de carro de Melgaço. (Fotografia: DR)

Nos tempos livres, não faltam atividades para fazer. O Trilho Interpretativo de Lamas de Mouro arranca a 300 metros do parque de campismo e segue um trajeto com 4,5 quilómetros, dando a conhecer a Ponte do Porto Ribeiro, um moinho de água, um relógio de sol, o forno comunitário, a Igreja de São João Baptista e a Porta de Lamas de Mouro.

Outra sugestão passa por descarregar a Peneda Gerês App, que apresenta um conjunto pontos de interesse, rotas e percursos com mapas, proposta de atividades e roteiros.

MELGAÇO INVESTE CERCA DE 15 MILHÕES DE EUROS ATRAVÉS DO PLANO E ORÇAMENTO PARA 2024

Plano e Orçamento de Melgaço 2024 aprovado em Assembleia Municipal:

Ascende os 34 milhões de euros e as Áreas de Acolhimento Empresarial são a grande aposta

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O Plano e Orçamento de Melgaço para 2024 ascende os 34 milhões de euros, sendo cerca de 15 milhões para investimento, onde a grande fatia vai para as Áreas de Acolhimento Empresarial (AAE), representando mais de 8 milhões de euros (24% do orçamento). O Plano foi aprovado na Assembleia Municipal, que decorreu na passada sexta-feira (22 de dezembro).

A proposta apresentada oferece estabilidade, confiança e compromisso. «Entramos no novo ano com a certeza de que continuamos a trilhar um caminho estratégico e bem definido para o nosso concelho. Traçámos medidas que privilegiam as necessidades das pessoas, das famílias, que contribuem para a melhoria da qualidade vida, medidas de apoio e de alavanca para os agentes económicos, de atratividade ao tecido empresarial, sempre com a ambição de continuar a pensar e a construir um Melgaço cada vez mais sustentável, competitivo, coeso e inovador.», considera o autarca de Melgaço, Manoel Batista.

AS PRINCIPAIS APOSTAS PARA 2024: 

A Habitação representa a segunda grande aposta de Melgaço para o próximo ano: 3,65% do orçamento, num total de cerca de 1.250 000 milhões de euros. Segue-se a Manutenção da Rede Viária Municipal – 2,34%; o Gabinete Técnico Florestal – 2,15%; a Rede de Infraestruturas Elétricas e Mecânicas – 1,91%; Abastecimento de Água – 1,41%; e o Planeamento e Urbanismo – 1,06%.

Trabalhar por um Melgaço mais competitivo e mais atrativo para todos os que queiram aqui viver, investir, trabalhar e ou mesmo para aqueles que visitarem o concelho continua a ser o grande propósito do executivo melgacense, liderado por Manoel Batista.

Para o autarca, «a gestão autárquica é marcada pela necessidade de decidir e fazer escolhas, de alocar os recursos disponíveis às prioridades identificadas, suportadas por um Plano de Ação, sempre assente numa estratégia clara e democraticamente legitimada pelo Povo e com rigor, exigência e controlo, atributos que consideramos essenciais para efetuar uma boa gestão orçamental. Com o Plano e Orçamento agora aprovado, garantimos a continuação de uma gestão exigente e rigorosa.», refere o autarca, em jeito de justificação: «a gestão do erário público não pode ser encarada de outra forma, para que as metas definidas sejam alcançadas.»

DESTAQUES DAS GRANDES OBRAS DO PLANO E ORÇAMENTO

Áreas de Acolhimento Empresarial de Nova Geração - investimento de 12.717.533,00€ (financiamento do PRR no valor de 12.081.656,35€)

  • Reabilitação da igreja do Convento São Salvador de Paderne_2ª fase – investimento de 1.300.000,00€ (objeto de candidatura)
  • Infraestrutura de cuidados de saúde primários – investimento de 1.225.000,00€ (objeto de candidatura ao PRR)
  • Condomínio de aldeia - investimento de 736.275,00€ (financiamento do PRR)
  • Reabilitação dos estabelecimentos de ensino no concelho - investimento de 655.000,00€ (financiamento do NORTE 2030, no valor de 556.750,00€)
  • Requalificação das Habitações Sociais_2ª fase – investimento de 385.890,36€ (financiamento do PRR)
  • Melhoria das condições de visitação no PNPG – investimento de 299.212,00€ (financiamento do Fundo Ambiental no valor de 209.448,40€)
  • Remodelação Sistema de Abastecimento de água da Vila – investimento de 235.455,00€

Conheça o Plano e Orçamento aqui.

MELGAÇO: DONA PATERNA BRINDA AOS 30 ANOS DA COLHEITA DE ALVARINHO COM EDIÇÃO ESPECIAL

Já no mercado e só existem 1990 garrafas  

A Dona Paterna, marca de vinhos de Melgaço, celebra três décadas da colheita do Alvarinho Dona Paterna (1990-2020) com um lote comemorativo e limitado a 1990 garrafas. Tradição e inovação fundem-se neste rótulo com assinatura do enólogo Fernando Moura.

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«Achamos que deveríamos assinalar os 30 anos da primeira colheita do nosso alvarinho de uma forma especial. Cada garrafa deste lote comemorativo é uma celebração da dedicação e paixão de toda a equipa da Dona Paterna. É o testemunho do nosso compromisso com a qualidade e excelência do terroir onde estamos inseridos, a sub-região de Monção e Melgaço.», considera o produtor Carlos Codesso, dando nota de que «1990 representa o ano em que a marca Dona Paterna foi criada, mas também o lançamento do nosso primeiro vinho, e 2020 o ano da colheita do vinho agora lançado, daí termos engarrafado, propositadamente, 1990 garrafas.»

Selecionado a partir de um mosto da colheita de 2020, este vinho fermentou e estagiou em barricas usadas de carvalho francês durante dois anos, com processo de batonnage durante o primeiro ano. «Apresenta uma cor palha, com ligeiro toque de madeira e aroma misto de floral e frutado, com laivos de evolução, e uma elegância conferida pelo seu envelhecimento em barricas. Na boca notam-se os frutos secos.», conta Carlos Codesso, deixando um conselho: «este vinho é ideal como aperitivo ou para acompanhar mariscos, pratos de peixe ou pratos de carnes de aves e recomenda-se que seja consumido a 12ºC». 

Localizada numa das mais importantes sub-regiões da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, a sub-região de Monção e Melgaço, a Dona Paterna nasceu da paixão de Carlos Codesso que, inspirado pelo seu pai, Manuel Francisco Codesso, desde muito novo se interessou pela viticultura. 

Obstinado e incentivado pelo progenitor, em 1974, iniciou as primeiras plantações de alvarinho: em 1990, ano em que criou a marca DONA PATERNA, Carlos Codesso lançou no mercado o Alvarinho Dona Paterna. Desde então, de entre o vasto portfólio que hoje apresenta, com diferentes perfis, quer de alvarinho como de outras castas, assim como de espumantes e aguardentes, o Alvarinho Dona Paterna é o ex-libris da marca.

O vinho está já à venda em diferentes garrafeiras do país.

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MELGAÇO: O PAI NATAL É RADICAL E VOLTA A DESCER O RIO MINHO

A iniciativa enquadra-se na programação do município promovida para esta quadra natalícia.

Em Melgaço, a maior aventura desta época natalícia acontece no próximo sábado, dia 16 de dezembro, pelas 11h00: a tradição volta a cumprir-se e o Pai Natal aventura-se no rafting com uma descida no Rio Minho. A iniciativa, uma organização da empresa Melgaço Radical, com o apoio do município de Melgaço, enquadra-se na agenda para esta quadra natalícia que se prolonga até 12 de janeiro, com diferentes atividades.

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«Sendo Melgaço o destino de natureza mais radical de Portugal e o rafting uma das principais atrações para os amantes de desporto de aventura, o Pai Natal não poderia chegar de outra forma.», afirma o autarca de Melgaço, Manoel Batista, em jeito de convite para os mais curiosos e para que as pessoas visitem a vila melgacense nesta quadra.

O ponto de encontro com o Pai Natal será na praia de Arbo (junto à Ponte Internacional), por volta das 11h30, após a aventura pelas águas do Rio Minho. Neste momento, S. Nicolau irá entregar uns miminhos aos mais pequenos.

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À DESCOBERTA DO NATAL EM MELGAÇO

O programa de animação arrancou no dia 2 de dezembro, com a exposição coletiva “Cercolartes VII”, acompanhada de um momento musical com os “The Partisan Seed”. A mostra está em exibição para toda a comunidade até 12 de janeiro de 2024, na Casa da Cultura.

O cinema terá lugar na programação com três sessões, a acontecer na Casa da Cultura: a 16 de dezembro, pelas 10h30 e pelas 16h30, será exibido o filme “Wish: O Poder Dos Desejos”, indicado para crianças maiores de 6 anos; e a 30 de dezembro, pelas 21h30, será exibido o filme “Wonka”, indicado para crianças maiores de 12 anos. Os bilhetes estarão disponíveis na Casa de Cultura de Melgaço, no valor de 3€ cada.

Em exclusivo para a comunidade escolar de Melgaço, a Casa da Cultura acolheu hoje, 12 de dezembro, a dinamização de um Teatro de Natal. Amanhã, 13 de dezembro, esta atividade voltará ao mesmo local e será dedicada às Instituições e aos Centros de Dia.

A animação continuará a 17 de dezembro, com a VI Gala de Natal “Melgaço em Patins”. A atividade, promovida pela Associação Melgaço em Patins, onde os atletas vão demonstrar as suas habilidades e o trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano, acontecerá no Centro de Estágios de Melgaço, pelas 15h00. A entrada é livre.

Para celebrar a quadra natalícia, a autarquia convida ainda a comunidade e visitantes a participarem no workshop “Casinhas de Gengibre”, dinamizado por Cátia Domingues, a 19 de dezembro. A iniciativa é gratuita e acontecerá na Casa da Cultura, pelas 14h30. A participação carece de inscrição obrigatória até dia 15 de dezembro, através do e-mail bibliotecamunicipal@cm-melgaco.pt.

No dia 20 de dezembro, a freguesia de Penso volta a sair à rua ao anoitecer para celebrar a Alumiada a São Tomé, em diferentes locais daquela localidade.

Destinado à comunidade infantil, no dia 21 de dezembro, pelas 14h30, haverá “Um Conto de Natal” com a obra “O Melhor Presente de Natal”, de Ben Mantle. A iniciativa é de entrada livre e acontece na Casa da Cultura.

A dança também faz parte do programa de Natal: no dia 22 de dezembro, a Gala de Natal da Melgaço Dance Center promete encher de brilho e cor o Centro de Estágios de Melgaço. O evento é de entrada livre e acontecerá pelas 21h00.

Melgaço preparou ainda um momento de animação itinerante pelas ruas da vila: no dia 23 de dezembro, pelas 15h00, será possível assistir à Parada de Natal.

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“COMPRE LOCAL! COMPRE O QUE É NOSSO.” MELGAÇO TEM!

Neste Natal, a autarquia volta, uma vez mais, a apelar à realização das compras de Natal no comércio tradicional. “COMPRE LOCAL! COMPRE O QUE É NOSSO.” é a campanha de promoção e valorização que a autarquia de Melgaço lançou na fase de desconfinamento, em maio de 2020, com o propósito de revitalizar a economia local, mas que tem vindo a lembrar da importância do objetivo com que tal foi idealizada, designadamente com o intuito de mostrar o valor do comércio local.

«Ao comprarmos o que é de Melgaço, estamos a promover o desenvolvimento económico do nosso município.», atenta o autarca, Manoel Batista, apelando a que as pessoas «façam as suas compras de Natal em Melgaço. Os nossos produtos têm qualidade e são de confiança.»

A oferta é vasta, desde produtos locais, como o afamado alvarinho, ao fumeiro, aos queijos, aos doces, mas também às experiências na natureza, como atividades radicais, experiências nos diversos alojamentos de Melgaço, gastronómicas, de enoturismo, entre outras, possíveis de se vivenciar no território. Nas redes sociais do Município de Melgaço e no site municipal será possível encontrar informação sobre os diversos produtos e experiências.  «Hoje, encontramos no nosso concelho uma enorme multiplicidade de bens, muitos deles produzidos pelos melgacenses, símbolo da nossa identidade, marca de Melgaço.», refere Manoel Batista.

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ESTARÁ O URSO PARDO A REGRESSAR AO MINHO?

O último urso pardo que habitava em Portugal foi abatido no Gerês em meados do século XIX. Entretanto, a espécie parece estar a regressar ao Minho através da Galiza, tendo recentemente sido avistados a escassa distância de Melgaço.

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O urso-pardo-cantábrico ou urso-pardo-ibérico, ou apenas urso-ibérico anteriormente Ursus arctos pyrenaicus é uma população de ursos pardos da Eurásia  Ursus arctos arctos que vive nas montanhas cantábricas da Espanha . Em média, as fêmeas pesam 85 kg mas podem chegar a 150 kg

Um grupo de estudantes espanhóis do colégio Poeta Uxío Novoneyra registou imagens da presença de um urso-pardo na Serra de Courel, na Galiza, a 150 km de Melgaço.

As imagens foram registadas no âmbito de um trabalho sobre a fauna local, onde podemos ver outros animais que vivem na serra, como o lobo-ibérico, o javali, a raposa ou o texugo.

A conclusão foi que existem cerca de 370 ursos pardos na cordilheira cantábrica, que se estende por mais de 400 quilómetros pelo norte de Espanha, entre a Galiza e o País Basco.

Fonte: Portugal de Norte a Sul

O urso pardo, provavelmente extinguiu-se entre o século XVII e XIX embora no século XX alguns foram vistos temporariamente, vindos das serras de Espanha. O último urso foi abatido, numa montaria de populares a 2 de dezembro de 1843, na Serra da Mourela, no Gerês; o corpo do animal foi depois levado para Montalegre, para ser exibido. Esse urso seria já um animal errante, que se aventurou para o lado de cá da fronteira (ainda hoje há uma população considerável no norte de Espanha). Enquanto espécie com uma população reprodutora no nosso país, ter-se-á extinguido no século XVII.

Em 2005 foram encontradas pegadas de urso-pardo em Peña Trevinca a apenas cerca de 20 km de Portugal (Parque Natural de Montesinho). Acredita-se que durante os últimos anos, o êxodo rural, o aumento da área de carvalhal e do número de ungulados selvagens, foi favorável à expansão do urso-pardo, nesta região da Península Ibérica.

Ramón Grande Del Brio refere-se a Portugal, na sua obra (1994-2000) «Informe sobre el oso pardo y las montañas Galaico-Leonesas» : «Parece inegável o perigo que representa para os ditos plantígrados uma dispersão excessiva em áreas boscosas nas províncias de León, Ourense, Zamora e possivelmente também, de alguns pontos do Norte de Portugal.»

Parece então plausível colocar a possibilidade de o urso-pardo por vezes, entrar em Portugal, uma vez que um urso-pardo pode percorrer em um só dia mais de 20 km.

Fonte: Wikipédia

MELGAÇO RENOVA TÍTULO DE “MUNICÍPIO AMIGO DO DESPORTO” PELO 6.º ANO CONSECUTIVO

O destino de natureza mais radical de Portugal foi distinguido a nível nacional no passado dia 27 de novembro. 

É o 6.º ano consecutivo que Melgaço, o destino de natureza mais radical de Portugal, é reconhecido, a nível nacional, com o galardão de “Município Amigo do Deporto”, atribuído pela Cidade Social e pela APOGESD (Associação Portuguesa de Gestão do Desporto). O título foi atribuído no passado dia 27 de novembro de 2023, numa cerimónia realizada em Felgueiras, na qual a autarquia de Melgaço participou e foi reconhecida com a prestigiada distinção.

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O Programa Município Amigo do Desporto constitui uma rede de municípios portugueses, um grupo de partilha de boas práticas, de benchmarking e de formação em relação ao modelo de intervenção dos municípios nas práticas de atividades físicas e no desenvolvimento desportivo, assim como dos resultados obtidos pelos municípios portugueses.

O galardão atribuído no âmbito do programa é um reconhecimento público de excelência nas práticas adotadas pelo município melgacense na promoção do desporto e atividade física. Este sistema de reconhecimento destaca o compromisso de Melgaço em proporcionar oportunidades de atividade física e desportiva à sua comunidade, promovendo, assim, um estilo de vida ativo e saudável.

«O Desporto é, incontestavelmente, uma alavanca impulsionadora da economia melgacense. É um dos principais ativos estratégicos, ancorada nas condições naturais que temos. Melgaço é um destino de natureza por excelência.», refere o autarca de Melgaço, Manoel Batista, destacando que «as caraterísticas geográficas e geológicas nos concedem uma posição de destaque e permite que se pratiquem os desportos de rio e montanha mais exigentes, durante todo o ano. Aqui, vive-se adrenalina, com segurança e de braços dados com a natureza! Estamos situados na Área Protegida mais importante de Portugal, o PNPG – Parque Nacional Peneda Gerês, consagrado pela UNESCO Reserva Mundial da Biosfera.»

Perante a atribuição do prémio, Manoel Batista reforça a importância do Centro de Estágios de Melgaço para o concelho. «Não poderia deixar de referir a infraestrutura ímpar que é o nosso Centro de Estágios que, em 2004, foi oficializado pela UEFA e selecionado para centro de treinos para o Euro 2004. Com equipamentos desportivos homologados, de elevado nível de qualidade, esta infraestrutura está preparada para receber atletas de diversas modalidades e de todos os níveis de competição, tal como tem acontecido. Melgaço, é hoje, um destino de eleição em termos do produto turismo desportivo.», considera o autarca, salientando que «O desporto, continuará a ser uma das nossas apostas. Continuaremos a trilhar um caminho de forma ajustada, séria e equilibrada, promovendo a prática desportiva e mobilizando os vários agentes desportivos, contribuindo com o desporto para o desenvolvimento económico e social do concelho».

A distinção vai permitir que Melgaço participe em várias atividades ao longo do próximo ano, uma forma de partilhar as suas boas práticas desportivas e de as melhorar na medida que terão acesso a várias formações da área.

Saiba-se que no âmbito do programa Município Amigo do Desporto – MAD3, em fevereiro do decorrente ano, Melgaço foi anfitrião de um momento de partilha de ideias e boas práticas e de trabalho colaborativo, no qual os elementos representativos dos Municípios de Águeda e do Sabugal conheceram de perto o que está a ser implementado e desenvolvido na área desportiva, neste que é o Destino de Natureza mais Radical de Portugal.

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DESPORTO É UMA DAS GRANDES APOSTAS DO MUNICÍPIO

A forte aposta nesta vertente prende-se com o facto de, para além do fator saúde, o Desporto ser uma alavanca, incontestavelmente, impulsionadora da economia melgacense e que deve ser potenciada no seu todo, permanentemente.

O Município de Melgaço promove o Desporto através da MELSPORT – Melgaço, Desporto e Lazer, E.M., empresa municipal vocacionada para o efeito. «Melgaço dispõe, por um lado, de equipamentos desportivos homologados com elevado nível de qualidade e, por outro lado, de um conjunto de instituições, que aliadas às nossas condições naturais de excelência nos colocam numa posição ímpar para a realização de atividades desportivas.», atenta o autarca melgacense, também presidente do Conselho de Administração da MELSPORT.

A autarquia tem apoiado e promovido diversos eventos, como o são o caso do Melgaço Alvarinho Trail, o Monção e Melgaço Granfondo, o Campeonato de Portugal de Drift, a Taça de Portugal de Ciclocrosse, torneios de futsal, entre outros.

A realçar ainda, no que respeita ao ciclismo, a autarquia de Melgaço tem apostado na promoção do Centro de BTT de Melgaço localizado em Lamas de Mouro, homologado pela FPC desde 2020, e que contou com novos investimentos realizados no ano de 2021, no âmbito da candidatura Walking & Cycling da CIM Alto Minho, com percurso de ligação à REDE C&W do Alto Minho e com percurso de ligação ao Bike Point, instalado  no Centro de Estágios de Melgaço, e ainda à pista permanente de XCO, estruturas implementadas no âmbito da candidatura feita pelo Município, da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) e da Associação de Ciclismo do Minho junto da entidade organizadora da prova, para a organização do Campeonato da Europa de XCO de 2025, cuja confirmação foi anunciada a 10 de setembro.

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MELGAÇO: DONA PATERNA APRESENTA OS SEUS VINHOS EM LISBOA

No Christmas Wine Market, na Cordoaria Nacional

A DONA PATERNA participa, este fim de semana, dias 25 e 26 de novembro, no Christmas Wine Market, que decorrerá na Cordoaria Nacional, em Lisboa. O edifício emblemático abre as suas portas, nas espaçosas Salas dos Barcos.

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O evento é dirigido aos apreciadores de vinhos portugueses: em prova estarão mais de 340 rótulos, de cerca de 30 pequenos produtores de várias regiões de Portugal. «Este mercado de Natal será uma excelente oportunidade para as pessoas fazerem já algumas das compras para esta época. Aqui, poderão provar antes de comprar.», diz-nos o produtor Carlos Codesso.

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A marca de Melgaço levará para Lisboa diferentes rótulos: o Alvarinho Dona Paterna, o Alvarinho Trajadura, o Rosé, o Loureiro, o Pét-nat PETERNA, as aguardentes Bagaceira de Vinho Verde e a Bagaceira de Vinho Verde Velhíssima e, ainda, os espumantes Bruto 100% Alvarinho e o Rosé. «Teremos produtos para diferentes gostos. Quase toda a nossa gama de produtos estará neste evento», diz Carlos Codesso.

A Cordoaria Nacional vai estar dividida em diversas áreas: o bengaleiro de vinhos, para guardar todos as bebidas que comprar; a parte gourmet, com deliciosas propostas gastronómicas: e, por último, o get together profissional, dedicado aos profissionais da área. Pode contar ainda com DJ sets ao longo dos dias.

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  • Bengaleiro de Vinhos:área reservada para guardar os vinhos adquiridos, para poder desfrutar em pleno.
  • Área Gourmet:onde será possível encontrar presunto, queijo da Serra, salgados e muitas outras opções para ir petiscando. Um espaço exterior e interior com mesas e cadeiras para desfrutar em pleno.
  • Get Together Profissional:acesso especial para os profissionais da área, durante os dois dias.

A entrada tem um custo de 11€ por pessoa e dá direito a degustações e provas, assim como a 10 senhas de desconto de 1€ para as compras (não acumulável). Os bilhetes para o evento, organizado pela Vinhos a Descobrir, estão à venda na TicketLine, FNAC e na Cordoaria Nacional.

Na compra de 150€ em vinho, a organização oferecerá uma aguarela de vinho realizada pelo pintor italiano Massimo Esposito (sujeito à disponibilidade).

Horários: dia 25 de novembro, das 12h30 às 20h30; e dia 26 de novembro, das 12h às 19h30

A PAIXÃO PELA VINHA LEVOU À CRIAÇÃO DA MARCA DONA PATERNA EM 1990

Localizada numa das mais importantes sub-regiões da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, a sub-região de Monção e Melgaço, a adega Dona Paterna situa-se, concretamente, no município mais a norte de Portugal, Melgaço, na Quinta da Carvalheira, no centro da freguesia de Paderne, uma região fortemente marcada pela cultura da vinha, nomeadamente da casta alvarinho, uma das castas brancas mais ilustres e considerada, por muitos, a melhor casta branca enxertada nas vinhas portuguesas.

O alvarinho Dona Paterna nasceu da paixão de Carlos Codesso que, inspirado pelo seu pai, Manuel Francisco Codesso, desde muito novo se interessou pela viticultura. Obstinado e incentivado pelo progenitor, em 1974, iniciou as primeiras plantações de alvarinho. O acumular de experiência, o contacto com a vinha, o cultivo de videiras, o explorar e conhecer o terroir e, por fim, a experiência na vinificação, foi a pedra-base para a criação, em 1990, da marca de vinho Dona Paterna. «Foram das primeiras vinhas contínuas de alvarinho em Melgaço. Comecei a produzir vinho, como lavrador, na altura nas designadas adegas de garagem, e a participar em concursos de vinho, recebendo algumas distinções. Em 1990 decidi criar a marca Dona Paterna.», conta Carlos Codesso.

Esta relação entre o vinho e o terroir onde se insere, a sub-região Monção e Melgaço, o respeito pelo meio ambiente, bem como a aposta na tecnologia, permite hoje apresentar diferentes perfis de alvarinho Dona Paterna de elevada qualidade, entre vinhos de outras castas, espumantes e aguardentes.

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