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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MELGAÇO ASSINALA “NOITE DOS MEDOS” COM DECORAÇÃO ALUSIVA

De 27 de outubro a 7 de novembro

E convida a população a fazer o mesmo nas suas casas e nos espaços comerciais, garantindo assim todas as medidas de segurança no combate à propagação do novo coronavírus COVID-19.

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No dia 31 de outubro, Melgaço celebraria a “Noite dos Medos” com diversas ações, onde toda a população e turistas eram convidados a participar. Este ano, em virtude das medidas preventivas de contenção à propagação do novo coronavírus COVID-19, a autarquia aposta na decoração das ruas e do Castelo de Melgaço, desafiando também a população a decorar as suas casas e espaços comerciais ou a criar algum elemento alusivo à iniciativa.

Os preparativos estão já em curso. A Casa da Cultura está a ultimar a exposição “As Bruxas estão aqui…” e que estará patente de 27 de outubro a 7 de novembro e no Castelo de Melgaço já é possível observar um cenário alusivo à temática e que ficará em exposição de 22 de outubro a 1 de novembro.

«Não podemos correr riscos. Este é um evento que se tem afirmado de ano para ano, atraindo cada vez mais visitantes mas, este ano, em virtude da situação provocada pela pandemia COVID-19, não o poderemos realizar nos mesmos moldes e, por isso, achamos que desafiar a população a criar um cenário alusivo e também a visitar Melgaço neste período, com toda a segurança, seria o melhor para todos. Temos assim garantidas as medidas que se impõem no combate a esta pandemia.”, atenta Manoel Batista, autarca de Melgaço.

A “Noite dos Medos” teve a sua primeira edição em 2017. Desde então tem despertado o interesse junto da população, que participa com entusiasmo no Cortejo dos Medos e no concurso, mas também atraído cada vez mais visitantes e que se vestem a preceito para a Noite. O Cortejo dos Medos, um desfile da Casa da Cultura até ao Castelo, onde decorreria o Enterro dos Medos, o Esconjuro das Bruxas e a Queimada Galega, seria o ponto alto do evento.

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PRESIDENTE DA CÂMARA DE MELGAÇO “NÃO ACEITA” DECISÃO DE ENCERRAMENTO DO BALCÃO DO BANCO SANTANDER TOTTA NAQUELA VILA

E dirige uma dura carta à administração do mesmo

Melgaço foi surpreendido com o encerramento do balcão do Banco Santander Totta, S.A. (BST). A notícia foi recebida com desagrado pelo autarca melgacense, Manoel Batista, que de imediato fez chegar uma carta aos presidentes da instituição onde mostra o seu total descontentamento. «Lamentavelmente, o BST deixou de encarar o nosso território como estratégico e apesar dos inúmeros clientes melgacenses confiarem na instituição, esta virou-lhes as costas. Lamentamos esta vossa decisão, profundamente lesiva para os habitantes e empresas do nosso concelho.», expressa o autarca de Melgaço em carta dirigida aos Presidentes da Comissão Executiva, Pedro Aires Coruche Castro e Almeida, e do Conselho de Administração, José Carlos Brito Sítima, do BST.

Nesta carta, Manoel Batista, para além de mostrar a sua insatisfação, também ela representativa dos sentimentos dos melgacenses, atenta para algumas oportunidades de negócio que o BST pode estar a enjeitar ao tomar a decisão de abandonar o concelho de Melgaço.

«Ao contrário do que se poderia antever, Melgaço tem neste momento um conjunto de empresas que criam valor para o território e para a região. Cerca de 5% do VAB criado pelas empresas no Alto Minho tem origem em Melgaço. (…) Melgaço está neste momento a reforçar a sua aposta no setor do turismo, com a definição e implementação de um Plano Estratégico setorial. Temos melhorado o nosso desempenho e, no ano de 2018, fomos mesmo o concelho que mais aumentou as dormidas no Alto Minho (cerca de 32% de crescimento face a 2017).

(…)

Estamos, por outro lado, a fazer uma aposta séria na área industrial, em linha com a Estratégia de Especialização Inteligente para a região Norte, procurando atrair investimento de qualidade, em particular nos domínios agroindustrial e da mobilidade e ambiente. Está para muito breve, tendo já cofinanciamento assegurado pelo Programa Operacional Regional do Norte, o lançamento da empreitada que visará lotear uma área de cerca de 3,3 ha de terreno, um investimento imediato a rondar os 3M€, cuja movimentação se faria através da conta que temos em aberto na v/ instituição (e que movimenta, igualmente, todos os valores cofinanciados no âmbito do NORTE 2020 e que bem conhecem). Estes investimentos, particularmente o da Zona Empresarial, potenciarão a atração de empresas, criação de emprego e reforço do VAB do concelho, bem como das exportações com origem no concelho. (…)»

Na comunicação, Manoel Batista frisa que sabe bem o quão importante e o peso que o concelho tem: «Estamos bem conscientes da nossa posição relativa e do peso da “nossa” carteira no vosso portefólio. (…)

Melgaço é, historicamente, um concelho com reservas importantes. Não é por acaso que, desde sempre foi considerado estratégico, tendo agências do BPI, Millenium BCP, CGD, Novo Banco e CCAM Noroeste. Ao abandonar o concelho, o BST deixará de figurar entre as marcas com maior implantação territorial em Portugal. Com toda a certeza, os melgacenses saberão deixar também de confiar na vossa instituição.»

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PROVAS DE ALVARINHO E ENTRADAS GRATUITAS NO DIA MUNDIAL DO TURISMO

Domingo, 27 de setembro

Um convite para partir à Descoberta de Melgaço!

No próximo domingo, dia 27 de setembro, o Município Mais a Norte de Portugal vai assinalar o Dia Mundial do Turismo com entradas gratuitas nos espaços museológicos e com provas de alvarinho no Solar do Alvarinho, também gratuitas. Mas, não fosse este o destino de natureza mais radical de Portugal, Melgaço sugere ainda diferentes atividades, como rafting no Rio Minho, passeio TT Buggy/Moto4, canyoning e visitas a quintas de alvarinho.

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E ainda, durante este dia, os turistas que visitem a Loja Interativa de Turismo ficarão habilitados a um prémio: a Loja terá em sorteiro três vouchers para atividades radicais - rafting no Rio Minho e canyoning no Rio Laboreiro. As sugestões do município complementam-se com a boa gastronomia e o alvarinho, que poderão ser apreciados em vários pontos do concelho.

ESPAÇOS MUSEOLÓGICOS DISPERSOS PELO CONCELHO

A rota cultural vai permitir a visita a vários pontos da vila melgacense, já que os espaços estão dispersos pelo concelho: Museu de Cinema Jean Loup Passek, Espaço Memória e Fronteira e o Núcleo Museológico de Castro Laboreiro.

No Solar do Alvarinho os turistas terão a possibilidade de degustar, gratuitamente, o magnífico néctar da região, o alvarinho.

Horário dos Museus e da Porta de Lamas de Mouro

Abril – setembro: das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
Outubro – março: das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h00
Encerrados nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro, e todas as segundas-feiras e domingo de Páscoa.

Horário do Solar do Alvarinho
Sala de Prova, Loja e Bar
Abril – setembro: das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00
Outubro – março: das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 18h00
Encerra no domingo e segunda-feira de Páscoa, nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro

ATIVIDADES RADICAIS PARA OS MAIS AVENTUREIROS

O dia poderá, ainda, ser preenchido com atividades radicais: às 10h rafting no Rio Minho - uma descida em grupo num bote pneumático, superando todos os obstáculos do rio (informações e marcações: geral@melgacoradical.com / 967 006 347); às 9h ou às 14h um passeio TT Buggy/Moto4, que possibilita percursos fascinantes em dois veículos diferentes (informações e marcações: geral@melgacoww.pt  / 933 459 751); e ainda uma atividade de canyoning, pelas 10h ou 15h, que consiste em caminhar sob as reservas naturais melgacenses (esta última atividade é organizada pela Montes de Laboreiro que oferecerá aos visitantes 10% de desconto - informações e marcações: geral@montesdelaboreiro.pt / 251 466 041).

CONHECER O ALVARINHO

Durante este dia, Melgaço sugere também visita a quintas de alvarinho:

Quinta de Soalheiro: a marca possibilitará a experiência de diferentes provas de alvarinho e convida os visitantes a conhecerem a adega e apreciarem as deslumbrantes paisagens (informação e marcação: enoturismo@soalheiro.com / 251 416 769);

Quintas de Melgaço: proporcionará um dia de portas abertas, onde os turistas terão a oportunidade de provar as suas três grandes referências - Torre de Menagem, Loureiro Alvarinho QM e Alvarinho QM (informação e marcação: enoturismo@quintasdemelgaco.pt/ 251 410 020).

SOLAR DO ALVARINHO É O ESPAÇO MAIS VISITADO

Este foi um ano diferente, dada a situação pandémica, mas, assim que os espaços reabriram, com todas as medidas de segurança, os turistas voltaram a visitar Melgaço.

Dados do Observatório Turístico de Melgaço (relativos aos meses de verão – junho, julho e agosto) demonstram que o Solar do Alvarinho continua a ser o espaço preferencial: 4.979 visitas. Segue-se a Porta de Lamas de Mouro – 1.966; a Loja Interativa de Turismo – 1.220; a Biblioteca Castro Laboreiro – 1.070; o Museu de Cinema Jean Loup Passek – 899; o Museu de Castro Laboreiro – 585 e o Espaço Memória e Fronteira – 518. A Torre de Menagem encontra-se encerrada para obras de requalificação.

Estes números são o resultado de uma aposta clara da autarquia na qualidade dos espaços e do seu acervo. A oferta em Melgaço é completa: da natureza ao bem-estar, passando pelo Alvarinho e pelo fumeiro, dando uma volta entre a cultura e o património, sem esquecer o desporto. Localizado a menos de duas horas do Porto e perto da Galiza, Melgaço é um destino a não perder. Aqui, é possível descobrir histórias únicas, contadas com o rigor histórico, mas com as novas tecnologias apelativas e sem dúvida cativantes para o visitante, a sugestão é que se Descubra o que Melgaço Tem. 

Em virtude da situação de contingência, apela-se a que todos sigam, rigorosamente, as normas de segurança emanadas pela Direção-Geral da Saúde: uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social.

A saber…o Dia Mundial do Turismo tem o objetivo de consciencializar sobre a importância do turismo e do seu impacto social, cultural, político e económico, promovendo o desenvolvimento sustentável. A data começou a ser celebrada no ano de 1980, após decisão da Organização Mundial de Turismo. Este ano celebra-se sob a temática Desenvolvimento Rural e Turismo.

Mais informações em www.cm-melgaco.pt.

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MELGAÇO CONVIDA A SABOREAR A SUA GASTRONOMIA

De 2 a 4 de outubro

Um fim de semana gastronómico e preenchido com muitas atividades para descobrir o que Melgaço Tem!

Nos dias 2, 3 e 4 de outubro há mais um motivo para se visitar o Município Mais a Norte de Portugal: bifes de presunto, cabrito do monte assado no forno acompanhado com alvarinho e bucho doce, são as propostas para o Fim de Semana Gastronómico em Melgaço. Uma irresistível sugestão para partir à descoberta da vila melgacense.

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O Município associou-se uma vez mais à iniciativa «Fins de Semana Gastronómicos», promovida pela Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, e pretende atrair ao concelho os apreciadores da boa mesa. A ação conta com a adesão de 13 restaurantes: Adega do Sabino, Adega do Sossego, Floral de Melgaço, Mini-Zip, Miradouro do Castelo, O Adérito, O Brandeiro, Paris, Serra, Tasquinha da Portela, Verde Minho, Chafarix e O Vidoeiro. Seja ao almoço ou jantar, nestes dias, os visitantes serão agraciados com um copo de vinho, uma forma de os felicitar pela visita.

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Os turistas que nestes dias escolham Melgaço para pernoitar, terão 10% de desconto no alojamento para as noites de sexta e sábado, nos espaços aderentes: Solar do Castelo, Casa da Cevidade, Quinta de Remoães, Melgaço Alvarinho Houses, Hotel Monte Prado & SPA, Hotel Boavista, Quinta do Reguengo, Casa Fonte do Carvalhinho, Casa do Xisto, Casa da Bica, Casa do Castanheiro, Casa do Piorno, Casa do Faval, Casa dos Côtos, Casa da Macheta, Casa de Cabreiros de Cima, Casa de Cabreiros de Baixo, Casa Fonte do Laboreiro, Casa das Pesqueiras, Casa da Costa, Casa de S. Marcos, Camping das Termas do Peso e Parque de Campismo de Lamas de Mouro.

Durante estes dias, o Destino de Natureza Mais Radical de Portugal proporciona também uma panóplia de atividades para quem quiser descobrir o que Melgaço Tem: provas de alvarinho e de queijos, visitas aos espaços museológicos, ao centro de artesanato “Artes”, à Porta de Lamas de Mouro e diversas atividades radicais e de natureza. A beleza natural, o clima, o património histórico e a gastronomia, são motivos que têm atraído cada vez mais turistas ao Município Mais a Norte de Portugal.

Em virtude da situação de contingência, apela-se a que todos sigam, rigorosamente, as normas de segurança emanadas pela Direção-Geral da Saúde: uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social.

Programa e informações relativas aos restaurantes e alojamentos disponíveis aqui.

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TURISMO DO PORTO E NORTE CONSIDERA ENOTURISMO ESTRATÉGICO PARA MONÇÃO E MELGAÇO

Visita ao território da Origem do Alvarinho

Em plena época das vindimas, o Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) esteve em Melgaço para acompanhar a colheita 2020 e descobrir as potencialidades desta Sub-Região dos Vinhos Verdes com foco no turismo sustentável. A visita decorreu na Quinta de Soalheiro, primeira marca de alvarinho de Melgaço, onde tiveram a oportunidade de conhecer um projeto de Enoturismo que vai muito para além do vinho, pois assenta nas potencialidades do território, dos produtos e dos serviços locais de qualidade.

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Inácio Ribeiro, Vice-Presidente do TPNP parabenizou o projeto que, salientou, “vai muito para além do vinho. Nós, no Turismo Porto e Norte, temos excelentes territórios para promover, mas precisamos de produtos nesses territórios que nos ajudem a convencer os visitantes a cá virem, a ficarem e, acima de tudo, a levarem as melhores razões para os recomendar”. “E a aposta do Soalheiro numa oferta integrada contribui para isso mesmo. Através do vinho estão a alavancar um projeto assente no território, assente no enoturismo, o que para nós é muito importante, pois podemos levar como bandeira um produto que nos ajudará a voltar aos 5 milhões de visitantes no Porto e Norte, a fazer com que os turistas fiquem mais do que as duas noites que se alcançou em 2019 e que continuem a visitar este maravilhoso Minho”.

Para os produtores Soalheiro, Maria João Cerdeira e António Luís Cerdeira, as expetativas acerca da qualidade desta colheita são as melhores e acreditam que este ano será desafiante, mas que é fundamental continuar a trabalhar para criar uma oferta turística integrada, fundada na qualidade do território, dos produtos e dos serviços. Maria João Cerdeira garante que o foco continua a ser “conseguir um bom produto, uma matéria prima de grande qualidade para depois na adega ser trabalhada de forma adequada”. Reforçando “Esta é a base de tudo. Nós queremos estar no território como a natureza está. Melgaço tem muitas potencialidades que fazem deste local especial. Melgaço não é só vinho ou vinha, é um destino a descobrir”. António Luís Cerdeira acrescenta que “2020 será um ano de grandes vinhos, mas também de grandes oportunidades de desenvolvimento do território. A título de exemplo, inauguramos a Casa das Infusões, uma casa de alojamento local, e estamos a desenvolver, através do Clube de Produtores de Monovarietais de Vinho Verde, promovido pelo Soalheiro, o projeto ENOTOUR que tem como objetivo criar uma rede de entidades que promovam um turismo direcionado para a sustentabilidade ambiental, social e económica e, ao mesmo tempo, promover o Turismo na região de Monção e Melgaço, território alvo nesta primeira fase do projeto".

O “ENOTOUR – Promoção do Turismo Sustentável no Território dos Vinhos Verdes e do Alvarinho de Monção e Melgaço” prevê ainda a criação de uma plataforma digital colaborativa que reunirá conteúdos e percursos onde se explorará a realidade aumentada, aliando a tecnologia à tradição, história e culturas locais.

NO PONTO MAIS A NORTE DE PORTUGAL (MELGAÇO): PRESIDENTE DO TURISMO DO PORTO E NORTE VAI ACOMPANHAR VINDIMAS DE ALVARINHO

14 setembro, 10h30, Soalheiro

A convite do Soalheiro, primeira marca de alvarinho de Melgaço, o Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, vai estar em Melgaço, no dia 14 de setembro, para acompanhar um importante momento para o território - as vindimas - e descobrir as potencialidades da Sub-Região de Monção e Melgaço: a origem do alvarinho. A visita está agendada para as 10h30.

Luís Pedro Martins irá acompanhar de perto as vindimas e conhecer a nova Adega Soalheiro, um investimento da marca de cerca de um milhão de euros que tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da região do Alvarinho. Recorde-se que a uva Alvarinho, mesmo com todas as condicionantes que a pandemia impôs à economia, vê assegurada a estabilidade do seu valor para reconhecer o esforço de todos os agricultores e garantir uma viticultura sustentável na região dos Vinhos Verdes.

Localizado no ponto mais a Norte de Portugal, o Soalheiro tem vindo a apostar na promoção do Turismo Sustentável, direcionado para a sustentabilidade ambiental, social e económica. Para os produtores “esta aposta tem como objetivo dinamizar toda a economia, uma vez que alavanca o aumento do número de turistas na região, motivados não só pela qualidade dos vinhos, mas também pela forte componente ambiental, que, ao visitarem a quinta/adega, acabam também por querer explorar a região”. Reforçando, “queremos partilhar com quem nos visita o que o vinho tem para ensinar. Desde a descoberta dos encantos da vinha, da preservação da biodiversidade até aos sistemas de produção tudo é uma aprendizagem que pode ou não terminar com uma prova vínica. trabalhamos para criar uma oferta turística integrada, fundada na qualidade do território, dos produtos e dos serviços”.

Visão partilhada pelo Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal que considera que “a gastronomia e os vinhos são um dos produtos mais estruturantes para a consolidação da oferta turística da região e da imagem do destino no contexto nacional. Os números disponíveis demonstram que por via direta ou indireta, a enogastronomia contribui para o índice de fidelização ao destino, a coesão territorial e social, e ainda ajuda a combater a sazonalidade”.

VINDIMA DE ALVARINHO: COLHEITA DESTE ANO PROMETE EXCELENTE QUALIDADE

2020 também foi um ano atípico para as uvas de Alvarinho em Monção e Melgaço.

Está a iniciar a Vindima 2020 em Monção e Melgaço, cerca de uma semana antes do que é costume nesta sub-região dos Vinhos Verdes, mas a qualidade das uvas começou a ser ditada há muito tempo. Para a primeira marca de alvarinho de Melgaço, Soalheiro, as expetativas acerca da qualidade desta colheita são as melhores.

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Miguel Alves, Engenheiro Agrícola, refere “a fase do abrolhamento, quando os gomos começam a surgir após o adormecimento, ocorreu na primeira quinzena de março, mais do que duas semanas antes do que acontece num ano médio nesta região”. O adiantamento na fase inicial do ciclo deu-se porque o Inverno acabou por ser menos rigoroso, menos frio, do que o normal, tendo isso consequências distintas num território tão heterogéneo, nomeadamente no vale e na montanha. O responsável pelo acompanhamento das vinhas do Clube de Produtores do Soalheiro exemplifica: “na parte mais alta do nosso território, nomeadamente na nossa vinha a 1100 metros de altitude, houve menos neve do que o costume, já no vale as temperaturas foram mais amenas”.

Durante a fase de crescimento vegetativo, a precipitação foi abundante e as temperaturas baixas, o que, como explica Miguel Alves, “acabou por atrasar o adiantamento do ciclo, fazendo com que o pintor, fase que dá início à maturação, tivesse início a meados de julho, cerca de uma semana antes do que num ano convencional”. O mês de julho e o início de agosto caraterizaram-se por temperaturas muito altas durante o dia e pela ausência de precipitação – em meados de agosto existiram algumas chuvas ligeiras que “favoreceram a qualidade das uvas e ajudaram a vinha a recuperar as reservas”.

O fim de agosto foi mais ameno, com temperaturas de cerca de 30 oC durante o dia e noites com temperaturas por volta dos 16 oC, uma amplitude térmica elevada que é uma das caraterísticas diferenciadoras do território de Monção e Melgaço, originada pela baixa influência dos ventos atlânticos, devido à proteção das montanhas que rodeiam o vale do Alvarinho. Para António Luís Cerdeira, Enólogo do Soalheiro, este final de ciclo “levou a uma maturação mais lenta com a manutenção da frescura aromática e gustativa, caraterística marcante dos nossos vinhos, o que nos leva a esperar um ano de produção média em termos de quantidade, com expetativas muito otimistas em relação à qualidade”.

AS VINHAS NESTA ALTURA DO ANO TÊM UM ENCANTO ESPECIAL

O ambiente que se vivencia no território nesta altura do ano é, ainda, mais especial, por isso, todos os programas de Enoturismo são adaptados a esta realidade. O circuito de visitas foi reformulado e a experiência é feita, maioritariamente, na parte exterior potenciando um contacto privilegiado com a natureza, principalmente nesta época em que os encantos da vinha ganham nova dimensão.

MONÇÃO E MELGAÇO MANTÊM A UVA MAIS CARA DO PAÍS NA VINDIMA 2020

Clube de Produtores Soalheiro vê assegurada estabilidade no valor da uva Alvarinho, em ano de pandemia, para reconhecer o esforço de todos os agricultores e garantir uma viticultura sustentável na região dos Vinhos Verdes. 

Com a Vindima a chegar, o Clube de Produtores de Monovarietais do Vinho Verde recebeu esta semana a notícia de que a valorização da uva irá manter-se este ano, mesmo com todas as condicionantes que a pandemia impôs à economia. O objetivo é reconhecer o trabalho dos produtores de uva associados ao Clube, valorizando a uva na próxima Vindima tal como na fase pré-Covid para reforçar a sustentabilidade económica da região de Monção e Melgaço: A Origem do Alvarinho. Um sinal de confiança para todas as famílias que, direta ou indiretamente, trabalham com a marca.

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Luís Cerdeira, enólogo e gestor do Soalheiro, considera que “está a ser, sem dúvida, um ano difícil, mas a resiliência da nossa equipa é enorme e as decisões difíceis também têm de ser tomadas. Por isso, queremos que o Alvarinho e o Vinho Verde continuem a ter as uvas mais valorizadas do país e que os viticultores dos Vinhos Verdes e de Monção e Melgaço tenham uma viticultura sustentável. Estamos confiantes e focados no desenvolvimento sustentável e acreditamos no potencial dos nossos vinhos”.

É opinião no seio dos produtores de uva que a chegada desta época tão importante para a economia da região implica a tomada de decisões que alavanquem o desenvolvimento e que valorizem o trabalho de um ano inteiro. Paulo Abreu, um dos viticultores mais antigos do Clube, acrescenta que “o investimento feito na viticultura pretende criar um rendimento complementar para as famílias e, caso não haja valorização, pode existir uma tendência para o abandona da vinha. Numa atividade tão vulnerável às condições climatéricas, é ainda mais importante existir estabilidade na valorização do nosso trabalho”.

Luís Cerdeira afirma que, num setor como o dos vinhos, é necessário olhar para estas decisões de uma forma integrada: “Esta valorização depende também do trabalho das instituições que participam na regulação e controlo do setor: Instituto da Vinha e do Vinho, ASAE, Comissão dos Vinhos Verdes e Direção Regional da Agricultura, por isso, a colaboração de todos é fundamental. Não podemos esquecer todos aqueles que têm contribuído, a nível nacional e internacional, para as vendas dos vinhos e para o crescimento deste setor que constitui um dos maiores motores da agricultura e do desenvolvimento do interior em Portugal”.  

2021 SERÁ UM ANO DE NOVOS DESAFIOS: 35 HA DE ALVARINHO SERÃO PLANTADOS

Com o objetivo de continuar a contribuir para a afirmação de Monção e Melgaço como uma região vitivinícola de excelência, a primeira marca de Alvarinho de Melgaço vai, em conjunto com o clube de produtores, promover a plantação de mais 35 ha de alvarinho, no próximo ano, ao abrigo da candidatura, recentemente aprovada, ao programa VITIS. 

 O Clube, que agrega produtores parceiros do Soalheiro, pretende contribuir para afirmar a identidade histórico-cultural, patrimonial, económica e social dos territórios ligados à produção de vinhos de qualidade e a defesa dos legítimos direitos e interesses dos seus membros, em estreita cooperação com as associações de outros setores que lhe estão ligados, a fim de dotar o território dos meios necessários ao pleno desenvolvimento técnico e económico-social.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL DÁ PROJEÇÃO À CASTA ALVARINHO E AOS VINHOS PORTUGUESES

Sarah Ahmed (Decanter), Mark Squires (The Wine Advocate), Julia Harding MW e Joshua Greene, responsável pelo Year's Best Vinhos Verdes da Wine & Spirits, destacaram colheitas recentes e envelhecidas da primeira marca de Alvarinho de Melgaço.

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Da Europa aos Estados Unidos, o Alvarinho Soalheiro continua a ser reconhecido internacionalmente pela imprensa especializada e por especialistas do setor. A frescura aromática da casta Alvarinho e a intensidade gustativa da colheita 2019 do Soalheiro Clássico conquistaram o paladar de Sarah Ahmed, 95 pontos, e de Mark Squires, 92 pontos Parker. Joshua Greene, responsável pelo Year's Best Vinhos Verdes da revista Wine & Spirits, publicado na edição de agosto, considerou mesmo o Soalheiro Clássico 2019 como um dos melhores Vinhos Verdes do ano, ao atribuir-lhe 93 pontos.

Para Mark Squires, nas notas publicadas no The Wine Advocate, a colheita 2019 trouxe outros excelentes vinhos, atribuindo ao Soalheiro Allo 2019, 90 pontos Parker, e ao Soalheiro Granit 2019, 92 pontos Parker. A colheita 2019 do Soalheiro Primeiras Vinhas também foi premiada, desta vez por Sarah Ahmed, na seleção para a revista britânica Decanter, com a atribuição de 95 pontos.

ALVARINHO TEM PONTENCIAL PARA ENVELHECER EM GARRAFA

Provando a capacidade de envelhecimento do Alvarinho em garrafa, também vinhos de colheitas mais antigas foram reconhecidos por estes especialistas internacionais. Mark Squires, no The Wine Advocate, atribuiu 93 pontos Parker ao Soalheiro Primeiras Vinhas 2018 e 92 pontos Parker ao Soalheiro Reserva 2018. Já o júri da revista Wine & Spirits atribuiu ao Soalheiro Granit 2018, 95 pontos.

A especialista em vinhos portugueses e presidente do júri para Portugal dos Prémios Mundiais de Vinho da Decanter, Sarah Ahmed, destacou, ainda, da prova vertical dos Soalheiros Clássico e Primeiras Vinhas as colheitas 2016, 2015 e 2009, tendo atribuído aos Soalheiros Clássico e Primeiras Vinhas 2015 e 2016, 96 pontos. Na colheita 2009, o Soalheiro Clássico conquistou 94 pontos e o Soalheiro Primeiras Vinhas, 95 pontos.

Julia Harding MW nas notas publicadas no portal jancisrobinson.com atribuiu 17,5 pontos ao Soalheiro Granit 2018, 17 pontos ao Soalheiro Terramatter 2018 e 16,5 pontos ao Soalheiro Oppaco 2013.

A aposta na versatilidade da casta alvarinho e no potencial dos Vinhos Verdes da sub-região de Monção e Melgaço: a origem do Alvarinho, bem como o desenvolvimento do enoturismo com vista a potenciar a descoberta dos segredos do território, continuam a ser o foco da primeira marca de alvarinho de Melgaço que acredita na tradição com inovação e irreverência.

CÂMARA E ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MELGAÇO CONTRA INSTALAÇÃO DA LINHA DUPLA PONTE DE LIMA – FONTE FRIA NO CONCELHO

Em Melgaço o projeto prevê a passagem pela freguesia de Penso.

O executivo melgacense deliberou, por unanimidade, a discordância da instalação da Linha Dupla Ponte de Lima – Fonte Fria troço português, a 400KV – AIA 3295 no concelho de Melgaço. O projeto visa a construção de uma nova linha dupla trifásica, de muito alta tensão, entre a subestação de “Vila Fria”, em Ponte de Lima e a rede elétrica de Espanha (REE). A área de implantação abrange em Portugal sete concelhos - Vila Verde, Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Monção e Melgaço – e um total de 60 freguesias. Em Melgaço o projeto conjetura a passagem numa determinada área da freguesia de Penso.

O município de Melgaço considera que o traçado apresentado pode colocar em causa a aposta que tem realizado na zona ribeirinha do concelho, ao longo dos últimos anos, e que é estruturante no desenvolvimento económico, nomeadamente no que respeita ao turismo e ao alvarinho, áreas que têm despertado o interesse junto de empreendedores e de turistas.

E ainda: a proposta de linha dupla de Ponte de Lima – Fonte Fria atravessa a Rede Natura 2000 – zona especial de conservação do Rio Minho e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês onde estão identificadas 25 espécies da fauna listadas no anexo II da diretiva “Habitats”. A autarquia salienta que a construção da linha causaria danos irreparáveis nas espécies e habitats desta área.

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MOÇÃO DE CENSURA APRESENTADA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 27 DE JUNHO

(…)

«Em abril de 2018, e já na sequência deste projeto, a Assembleia da República recomendou ao Governo que promovesse um estudo sobre o tipo de impacto dos postes e linhas de alta e muito alta tensão na saúde das populações e que suspendesse a construção da referida linha enquanto não fossem conhecidas as conclusões de tal estudo. Na referida recomendação foi ainda solicitada “a regulamentação urgente dos níveis máximos de exposição humana admitidos a campos eletromagnéticos derivados das linhas de alta e muito alta tensão”. Finalmente, a Assembleia da República aconselhou a “realização de um estudo sobre a possibilidade alternativa da colocação subterrânea dos cabos da linha de muito alta tensão”.

Também a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem publicado vários estudos que demonstram uma relação direta do aumento de doenças do foro oncológico, depressões, aumento de stress, alterações do sono, cefaleias e crises epiléticas, em populações que residem perto ou estão sobre grande exposição aos campos eletromagnéticos criados pela Linha de Muito Alta Tensão.

Sabemos que este projeto se insere numa estratégia de reforço da Rede Nacional de Transporte de Energia entre Portugal e Espanha estando, pelo efeito, previsto no PDIRT (Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transportes). No entanto, importa não esquecer que, a sua implantação no terreno trará, também, impactes negativos que importa, em tempo útil, equacionar, ponderar, minimizar e, se possível, colmatar.

No nosso entender será premente garantir que a implementação do projeto em apreço não prejudica nem compromete a vida das populações destas zonas.»