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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CERVEIRA: MÉDICO ESPECIALISTA ANTÓNIO LÚCIO BAPTISTA OFERECE PUBLICAÇÃO INTERNACIONAL NA QUAL PARTICIPA

O médico especialista em cirurgia cardiovascular e munícipe de Vila Nova de Cerveira, o barcelense Doutor António Lúcio Baptista, entregou, esta quarta-feira, ao Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, um exemplar do livro coletivo “Towards a Better World – Tourism, pandemics, Climate Emergency and Human Rights”, no qual consta um artigo da sua autoria dedicado à “Vulnerabilidade do Turismo”.

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O edil Fernando Nogueira agradeceu a apresentação mais personalizada e aprofundada desta obra de cariz internacional e com grande atualidade, felicitando o conterrâneo pelo seu intenso dinamismo colaborativo e pela partilha de conhecimentos, em prol da consolidação de um futuro mais sustentado e saudável transversal a diversas áreas. Dado ser do interesse do público em geral, o livro vai estar disponível na Biblioteca Municipal.

A publicação, elaborada durante a pandemia Covid-19 e editada em Berlim pela GlobeEdit nos últimos dias de dezembro 2020, compila textos em inglês de 16 autores de diferentes países, com temas mais prementes e agravados pela crise social em curso - o turismo, a pandemia, a emergência climática e os direitos humanos -, deixando ainda sugestões e orientações para sair da crise.

No seu texto intitulado “Vulnerabilidade do Turismo”, o Dr. António Lúcio Baptista não só faz uma análise da situação atual, como aponta caminhos de inovação para o relançamento do turismo e, principalmente, do turismo saúde e bem-estar. A sua participação escrita incide sobre a sua visão do momento numa ótica humanista, nomeadamente sobre o problema das migrações, da fome, das doenças e direitos humanos lançando desafios para futuro.

De sublinhar que o Doutor António Lúcio Baptista, médico especialista em cirurgia cardiovascular, é presidente da ALTEC e membro emérito da direção da European Laser Association, investigador e docente de pós-graduações da Universidade de Alcalá de Madrid. É escritor e consultor em saúde, além de desenvolver projetos de investigação e inovação no campo laser médico, robótica e inteligência artificial com o IPCA e Universidade do Minho. É ainda um dos vice-presidentes da Associação Mundial de Turismo Saúde e Bem Estar.

Com distribuição mundial, o livro foi concebido no âmbito da Associação Mundial de Turismo Saúde e Bem Estar, presidida pelo Prof. Viegas Fernandes e com sede em Portugal.

PAREDES DE COURA: BERNARDINO ANTÓNIO GOMES (FILHO) FOI MÉDICO NO HOSPITAL DA MARINHA

Ao dr. Bernardino António Gomes (Filho)

(n. 1806 m. 1877)

Inaugurado no dia 12 de Novembro de 1930. situa-!oe no Iargo denominado Doutor Bernardino António Gomes (Pai) e consiste num busto de bronze representativo da figura do doutor Bernardino António Gomes (Filho) assente sobre um plinto de pedra lioz tendo na frente a seguinte inscrição: «Bernardino António Gomes médico da Marinha de Guerra 1 1R06·1877»: na retaguarda.

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Fonte: Revista da Armada

FUTUROS LICENCIADOS EM ENFERMAGEM DEBATEM DOR CRÓNICA

Dimensões da dor crónica num seminário do ISAVE

A licenciatura de Enfermagem do Instituto Superior de Saúde (ISAVE), teve o privilégio de acolher — ainda que através de videoconferência —, no passado dia 15 de Junho, a prof. Doutora em Psicologia Alexandra Ferreira Valente para conduzir um seminário sobre “Dor — experência multidimensional”.

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Este seminário — conduzido por esta Docente do ISPA e Investigadora no William James Center for Research — deu corpo à unidade curricular de Terapias não Farmacológicas daquele curso, centrado num dos seus estudos sobre as condições múltiplas de dor musculoesquelética crónica, as quais variam de acordo com a intensidade da dor, as funções física e psicológica afectadas e respostas para lidar com a dor.

No estudo coordenado por Alexandra Ferreira Valente, as respostas para lidar com a dor podem não estar associadas ao diagnóstico da dor, porque as respostas psicológicas e sociais — para além dos medicamentos — tem implicações/efeitos positivos. Num dos seus estudos, esta Investigadora constata que “a cultura  pode ter um papel  relevante  na  determinação  da  forma  como  as  pessoas  com  dor  lidam  com  ela”.

Aquela investigadora sustentou que a dor crónica é um problema de saúde com elevado impacto pessoal, económico e social, influenciado por factores biológicos, psicológicos e sociais. Nesse sentido, espera-se que a mesma pessoa lide com a dor de forma diferente em diferentes circunstâncias, e pessoas de diferentes culturas lidem com a dor de forma distinta.

Numa amostra constituída por 21 (12 portugueses e 9 norte americanos) adultos com dor há mais de 12 meses, os resultados sugerem que a cultura pode influenciar a forma como as pessoas lidam com a dor (cf. “Com dor todos vão ao médico, só alguns meditam: comparação transcultural Portugal/EUA. Psicologia, Saúde & Doenças”).

As diferenças encontradas podem resultar de fatores culturais e diferenças entre os sistemas de saúde de ambos os países, de outras diferenças legais e de diferenças no acesso e uso de novas tecnologias da informação e meios de comunicação. Este pode ser o caso, por  exemplo,  quanto  ao  uso,  por  participantes  norte  americanos  mas  não  portugueses,  de substâncias psicoativas, das medicinas complementares alternativas, do yoga e da meditação.

A  recente  legalização  do  consumo  e  comercialização  de  substâncias  psicoativas  -  drogas leves – no estado de Washington, nos Estados Unidos da América, pode ter favorecido a diminuição do estigma associado à utilização de marijuana para fins medicinais, ao mesmo tempo que agiliza o acesso. Quanto ao recurso a medicinas alternativas e complementares, o seu uso pode estar associado, ademais de a fatores culturais e de ao acesso a informação e testemunhos de outrem  ao facto de que algumas destas são cobertas e asseguradas por alguns seguros de saúde nos Estados Unidos da América. O mesmo não ocorre em Portugal, onde o seu  uso  não  está,  genericamente,  consagrado nem  as  mesmas  são  disponibilizadas  pelo  sistema nacional de saúde.

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X JORNADAS DE FISIOTERAPIA ESTIMULAM NOVA REVISTA CIENTÍFICA DO ISAVE

O ISAVE acolheu nas suas instalações, em Amares, as X Jornadas de Fisioterapia que se saldaram pela análise crítica e prática de doze casos por estudantes, cuja qualidade e diversidade de temas é o melhor impulso à criação de uma revista científica a lançar por esta Escola Superior de Saúde, no segundo semestre deste ano.

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Os estudos de “casos com patologias diversas” elevou o patamar científico das X Jornadas de Fisioterapia, protagonizadas por doze finalistas da Licenciatura de Fisioterapia do ISAVE — comentou o professor Gilvan Pacheco. Os seus trabalhos vão agora ser sintetizados com vista à sua publicação.

De acordo com o coordenador desta Licenciatura do ISAVE, a diversidade temática “foi mais interessante para os estudantes que demonstraram um nível muito bom e temos a esperança de que, no futuro, sejam publicados na nova revista científica que o ISAVE vai editar com trabalhos dos seus docentes e dos seus alunos”.

Embora ainda esteja a ser estudada a sua periodicidade e layout, o prof. Gilvan Pacheco espera que a “nova revista científica seja lançada no segundo semestre” e a “publicação dos trabalhos destes estudantes enriqueça o curriculum de cada um”.

Emocionado, Gilvan Pacheco pediu aos finalistas que “abram outras portas, com humildade, e saibam, sempre, ouvir os doentes. Ides muito longe se mantiverdes o nível de dedicação, de trabalho e de saber que vós conseguistes aqui, durante quatro anos”.

Face à emoção que envolveu alguns, como foi o caso de Stéphanie Pereira — que vivenciou a dificílima vida de uma mulher com cancro de mama — o director do Curso afirmou a necessidade de um “curso de psicologia para os fisioterapeutas” para que “estes possam ajudar o doente e protegerem-se da emoção. Devemos tratar com humanidade, carinho e respeito mas evitar colocar o nosso lado emocional. Por isso, devemos encaminhar os nossos familiares para outros colegas. Um trabalho mais racional é mais eficaz. A emoção prende, trava a clareza de opções e esconde a vossa competência”.

Gilvan Pacheco falava ao fim de uma jornada de dois dias, 10 e 11 de fevereiro, durante os quais foram apresentados os trabalhos práticos — com fundamentação teórica — elaborados pelos finalistas da Licenciatura de Fisioterapia, na disciplina de Educação Clínica II.

Participam no primeiro dia destas jornadas os finalistas Amara Rito, Ana Raquel Freitas, André Filipe Ribeiro, Diana Rosa Barbosa, Fábio Joel Cunha e Flávia Manuela Costa que apresentaram o resultado dos seus estágios em casos concretos”.

No segundo dia das jornadas — dinamizadas pela Licenciatura de Fisioterapia — foi a vez de Frederico Silva, Hugo José Rocha, João Pedro Ramalho, Maria Adriana Ribeiro, Stéphanie Pereira e Ana Catarina Machado apresentarem os resultados dos seus estágios em clínicas e unidades de saúde pública.

Cada um é desafiado a mostrar as etapas da sua investigação realizado em clínicas privadas e hospitais públicos, os fundamentos científicos e fazer um balanço do estágio e dos seus resultados positivos no paciente, perante um júri constituído pelos professores Gilvan Pacheco, Sílvia Xavier Sousa e Liliana Costa.

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ISAVE ACOLHE II JORNADAS DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR

“A sexualidade do idoso tem mais namoro e menos coito” e “pouca gente usa os protetores solares como deve ser” de modo a evitar o cancro da pele: estas foram duas grandes ideias que marcaram hoje, dia 20 de Setembro, as II Jornadas de Medicina Geral e Familiar, no Instituto Superior de Saúde — ISAVE.

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A iniciativa dos Internos do Agrupamento de Centros de Saúde do Gerês/Cabreira tinha como tema genérico os “Desafios do Envelhecimento” e encheu o auditório do ISAVE, em Amares, sendo complementada com a apresentação de mais de uma dezena de trabalhos de investigação oriundos de situações concretas vividas em Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiar de todo o norte do país.

Na sessão de Abertura, o  Diretor Executivo do ACES Gerês/Cabreira elogiou a “cultura de parcerias do ISAVE” na realização destas ações de formação e agradeceu “o apoio científico do ISAVE”, constatando que é “um orgulho ver os frutos destas jornadas organizadas pelo Núcleo de Internos”.

Por sua vez, a presidente do ISAVE lembrou que esta Escola Superior de Saúde é “um projeto voltado para fora e é com muito agrado que os recebemos mais uma vez”. Mafalda Duarte deu a conhecer novas áreas de estudos que são “alavanca de futuro em que privilegiamos a Investigação”. Nesse sentido, lançou o desafio aos médicos para colaborarem com o Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS), de modo a “criar sinergias que beneficiem os médicos, o ISAVE e a comunidade  numa estratégia de maior proximidade que permite trabalhar competências dos alunos com as populações”.

IRONIA DESAFIA AUTARQUIA

O presidente do Conselho de Direção do ISAVE apostou na ironia: ”ainda bem que chegaram cá todos, graças às inúmeras placas de informação que conduzem às instalações do ISAVE que a Câmara Municipal de Amares prometeu colocar há dois anos”. De facto, não há uma placa que informe as pessoas sobre a existência desta Escola que hoje dinamiza o decido económico, habitacional e cultural de Amares, com três centenas de alunos e professores, desde 2015.​

João Luís Nogueira agradecia desta forma a chegada de várias dezenas de Médicos Internos para participar nestas jornadas numa Escola que traz jovens para o interior. “Há alguns anos, éramos uma escola num descampado de kiwis. Hoje somos mais de 300 e contribuímos para a fixação de jovens da grande cidade num pequeno concelho do interior minhoto: somos uma casa privada aberta à comunidade e este é o ADN do ISAVE” — destacou João Luís Nogueira, agradecendo esta parceria do ACES Gerês/Cabreira.

Antes da sessão de abertura, um primeiro painel debruçou-se sobre a sexualidade no idoso, com Filipa Vilaça (UCSF de Estarreja) e o urologista Ricardo Ramires (Hospital da Senhora da Oliveira, Guimarães) a abordarem um tema pouco debatido na sociedade.

De facto, a sexualidade transforma-se no idoso, porque o desejo pode diminuir, especialmente nas mulheres, mas ele mantém-se sexualmente ativo — assegurou Fátima Vilaça, sem esquecer algumas alterações masculinas como a disfunção erétil e a ejaculação retardada, ao passo que elas sentem menos desejo e muitas vezes dor e anorgasmia. Estas dificuldades são compensadas com “maior maturidade emocional, maior descentralização da sexualidade, mais privacidade”.

Apesar das limitações, os idosos podem ser “mais saudáveis, mais ativos e ter mais desejo sexual, o que se traduz em menos depressão, menor dor, menor mortalidade, menor risco cardiovascular e o sexo atrasa o declínio cognitivo”.

“Os problemas da sexualidade do idoso exigem ao médico uma abordagem mais holística, global e total, centrada no utente, tendo em conta todas as suas dimensões, culturais, religiosas, insucessos pessoais porque, nos idosos, a melhor sexualidade precisa de mais namoro e menos coito”— concluiu a oradora.

Por sua vez Ricardo Ramires abordou doenças do aparelho sexual, como a próstata, o cancro, a questões da ereção e ejaculação e o abuso de medicamentos, em que alguns afetam a função eréctil, indicando caminhos de prevenção, como caminhar 20 minutos por dia, não fumar, travar consumo de álcool e normalizar os lípidos no sangue.​

Este médico do Hospital de Guimarães abordou medicamentos como Viagra e similares, a sua toma correta, os seus efeitos secundários em diabéticos, entre outras limitações, sendo particularmente dramático no diagnóstico e tratamento dos cancros associados à sexualidade masculina.

O segundo painel debruçou-se sobre o envelhecimento da pele, doenças, tratamentos e como a proteger de forma a retardar o seu envelhecimento. Glória da Cunha Velho (Dermatologista do Centro Hospitalar Universitário do Porto) descreveu as etapas do envelhecimento da pele, enquanto André Cerejeira (do mesmo Hospital) abordou os tratamentos destas doenças, com destaque para o cancro de pele. A primeira alertou contra a radiação ultravioleta, o tabaco, a poluição atmosférica e estilos de vida (alcoolismo, sono desassossegado, stress e alimentação) como aceleradores do envelhecimento da pele. As altas temperaturas de cozinha rápida do nosso tempo são outro acelerador do envelhecimento da pele.

Por seu lado, André Cerejeira debruçou-se sobre as doenças mais graves da pele, como é o caso de melanoma, responsável por 75% de mortalidade dos casos registados, e uma das causas principais é a exposição ao sol. No seu entender, “muito pouca gente cumpre as regras no que concerne à aplicação de protetores solares” e estes cancros atingem homens (70% nas costas) e mulheres (nas pernas).

A manhã encerrou com as intervenções de Soraia Azevedo (Hospital Conde Bertiandos) e Raquel Araújo (CH Universitário do Porto) sobre a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação das Osteoporose. Trata-se de uma doença que reduz a densidade e a massa dos ossos, provocando aumento da fragilidade e maior risco de fraturas.

Em grande parte dos casos, o paciente só sabe que está com a doença porque um traumatismo mínimo causou uma fratura. A osteoporose atinge principalmente as mulheres na pós-menopausa, com a diminuição das hormonas sexuais. O risco de desenvolver a doença aumenta com o envelhecimento, tanto no homem quanto na mulher.

Após o almoço, servido pelos estudantes dos Cursos de Restauração da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), coordenados pela Prof. Olga Martins e o Mestre Rodrigo Melendrez Rodriguez, a tarde foi dedicada à realização de diversos workshops centrados na temática do envelhecimento.

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FAMALICÃO JÁ TEM CONSULTAS DE MEDICINA DENTÁRIA ATRAVÉS DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

Gabinete está a funcionar desde o início de setembro

Já está a funcionar, na Unidade de Saúde de Delães, em Vila Nova de Famalicão, o gabinete médico dentário, que disponibiliza consultas através do Serviço Nacional de Saúde.

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O gabinete que entrou em funcionamento no início deste mês, resulta da adesão do municipio de Famalicão ao programa “Saúde Oral para Todos”, promovido pelo Governo. Com este programa, a autarquia assumiu todos os encargos financeiros com os equipamentos necessários para a criação do consultório, através de um investimento municipal de cerca de 50 mil euros. Por sua vez, o Governo assegura os recursos humanos habilitados (médico dentista e auxiliar técnico), os consumíveis necessários e as adequadas condições de funcionamento do espaço.

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, e a vereadora da saúde, Sofia Fernandes, visitaram o espaço na passada quinta-feira, sendo acompanhados pelo diretor executivo da Unidade de Saúde, Ivo Sá Machado, e pelo diretor clínico, Frederico Salgado.

O autarca mostrou-se muito satisfeito com “a criação desta nova resposta médica e social no concelho”. “Desta forma, conseguimos garantir a toda a população o acesso à prestação de cuidados de saúde essenciais e de proximidade”, adiantou, salientando que “as autarquias desempenham, ao nível local, um papel preponderante, no âmbito do bem-estar das populações, constituindo-se como uma plataforma naturalmente capaz de congregar os vários domínios de atuação das políticas públicas”.

Ivo Sá Machado, por sua vez, destacou “as excelentes condições do gabinete médico” e destacou a importância desta “nova resposta de saúde para a população”.

Uma das primeiras utentes a beneficiar da consulta dentária foi Maria da Conceição, de Riba de Ave, que considerou a medida “muito boa e essencial para uma vida melhor”. “Se estas consultas existissem há mais tempo, não teria chegado ao ponto de gravidade que estou hoje e teria mais qualidade de vida”, salientou.

Para aceder às consultas dentárias, os utentes devem solicitar o serviço ao médico de familia, que faz o reencaminhamento necessário.

Refira-se que o investimento do município surge no âmbito das políticas de apoio social desenvolvidas pela Câmara Municipal, através de uma parceria com a Administração Regional de Saúde do Norte, contribuindo para a promoção de uma política efetiva de combate às assimetrias territoriais e sociais.

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MONÇÃO DEBATE ONCOLOGIA

10 E 11 de MAIO realiza-se o III Encontro Ibérico de Oncologia em MONÇÃO

Nos dias 10 e 11 de Maio, realiza mais um Encontro Ibérico, evento que este ano cumpre a 3.a edição. Com periodicidade anual, reforça, assim, o seu estatuto de reunião agregadora entre profissionais, na região do Alto Minho e Galiza.

É nosso objetivo acompanhar o ritmo do desenvolvimento da Oncologia e as respetivas implicações ao nível científico, formativo, social e da prática clínica; interrelacionar conhecimentos entre os profissionais de saúde. Pretende-se continuar projetos para contribuir para a melhoria dos cuidados em Oncologia, em conjunto com profissionais que estão na linha da frente no tratamento e prevenção das doenças oncológicas, com ganhos efectivos em saúde, quer na sobrevivência como na qualidade de vida dos doentes. Assim sendo, a “Importância da equipa multidisciplinar” foi o tema escolhido para o Encontro Ibérico.

Reunimos, alguns dos nomes mais importantes da área: Ana Ferreira Assistente Social do IPO Porto, Drº José Miguel Lopes Coordenador Regional ARS Norte dos Cuidados Paliativos, Drº Michael Sapateiro do IPO Porto, Drº Duarte Soares, Presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, Drª Irene Esperon Psicologa Clínica da Unidade de cuidados Paliativos do Hospital do Meixoeiro de Vigo, Enfermeira Maria Dias da European Oncology Nursing Society, entre muitos outros que estarão presentes neste congresso que já é uma referência nacional.

A CADO encontra-se, atualmente, a funcionar nas antigas instalações dos Bombeiros Voluntários de Melgaço e surge com o objetivo principal de dar apoio aos doentes oncológicos, aos seus cuidadores e familiares. Foi constituída em Abril de 2016, por um grupo de jovens, na sua maioria profissionais de saúde e da área social.

A associação pretende tornar-se numa referência na região do Alto Minho no apoio, promoção e proteção da saúde, da educação e do apoio social ao doente oncológico, contribuindo para o bem-estar e qualidade de vida. Ao longo destes meses de existência a CADO tem ajudado a alertar e informar a população sobre as causas e efeitos da doença, bem como ajudar na prevenção da mesma. Mas o trabalho não termina aqui já que a associação apoia o doente oncológico ao nível das questões socioeconómicas e jurídicas; presta cuidados a nível da reabilitação física e promover atividades de lazer/desportivas; Promove a integração social dos doentes oncológicos na sociedade; proporciona fácil acesso em artigos essenciais para o bem-estar físico e psicológico do doente; entre muitos outros.

ARCOS DE VALDEVEZ ACOLHE XV EDIÇÃO DO MEDICINA NA PERIFERIA

Arcos de Valdevez acolhe XV edição do Medicina na Periferia

Arcos de Valdevez irá acolher nos próximos dias 8, 9 e 10 de março de 2019, a XV edição do Medicina na Periferia. Uma iniciativa organizada pela Associação de Estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (AEICBAS-UP), com a colaboração da Câmara Municipal, que consiste na realização de rastreios à população geral, visando sobretudo a deteção de fatores de risco cardiovascular (procedendo-se, então, à medição da tensão arterial, índice de massa corporal, perímetro abdominal e cálculo do score de risco de Diabetes Mellitus tipo II) e a educação para a saúde. Nesta XV edição contam com uma novidade, nomeadamente a realização de sessões de Educação Sexual nas escolas, de forma a educar a população jovem e a sensibilizá-la para questões de caráter pertinente para o seu futuro.

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Os rastreios serão realizados por estudantes de Medicina do ICBAS, já com introdução à prática clínica, e com preparação prévia para o efeito.

A Medicina Preventiva e a Promoção da Saúde são pilares essenciais para uma maior qualidade de vida das populações, pelo que projetos como este revestem-se de grande valor e utilidade para os cidadãos.

Com esta iniciativa, a Autarquia e a Associação pretendem intervir junto da comunidade em prol da Medicina Preventiva - ato primordial para uma maior qualidade de vida e de inquestionável utilidade para as populações abrangidas.

CIRURGIÕES REÚNEM-SE EM BRAGA

De 12 a 15 de Dezembro, no Altice Forum Braga. ‘Braga Surgical Week’ reúne 200 cirurgiões

O Altice Forum Braga recebe de 12 a 15 de Dezembro o 'Braga Surgical Week'.

Este evento contará com a presença de mais de 200 cirurgiões e internos de Cirurgia e engloba entre outras actividades os cursos First e Second Touch, dirigidos a internos do Ano Comum que iniciarão o internato de Cirurgia em 2019 e a internos do 1º ano que participaram no First Touch 2017, respectivamente.

À semelhança de 2017, a adesão por parte dos jovens internos foi fantástica e temos confirmados praticamente todos os novos internos 2019 (60 em 67, First Touch) e voltamos a ter mais de 30 internos do 1º ano de Cirurgia (Second Touch) além dos médicos internos que participam noutras actividades.

A cerimónia oficial de abertura está marcada para o dia 12, às 18h30, com a presença de Mário Rui Gonçalves, presidente da Braga Surgical Week e CEO First Touch Academy, do Bastonário da Ordem dos Médicos e do presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio.

GOVERNO QUER TRATAR-NOS DA SAÚDE ORAL

Os governos anteriores encerraram centros de saúde e encaminharam as mulheres grávidas para as maternidades de Espanha, contribuindo para o despovoamento do interior.

O governo acaba de celebrar protocolos com 65 autarquias com vista ao estabelecimento de consultórios com dentista e planeia vir a alargar uma rede a todo o país de forma a que a população portuguesa passe a ter acesso à medicina dentária através do Serviço Nacional de Saúde, em todos os concelhos do país, até 2020.

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Quem atualmente recorre ao médico dentista para proceder à prevenção ou tratamento de patologias orais e maxilares com vista à manutenção da saúde, higiene bocal e integridade dos seus dentes, está longe de imaginar os sacrifícios a que o paciente era outrora forçado a submeter-se, devendo-se o facto à extraordinária evolução da medicina dentária, sobretudo a partir do século passado.

Até ao século XIX, a atividade de dentista era exercida pelo barbeiro-sangrador que, munido de bisturi, cortava a veia e fazia a sangria, sarjava, lancetava, aplicava bichas e ventosas e arrancava dentes, para além de fazer a barba e cortar o cabelo aos seus clientes. Como ferramentas do ofício utilizavam navalha, pente, tesoura, lanceta, ventosa, sabão, pedra de amolar, bacia de cobre, escalpelo, boticão, escarificador, turquês e… a sanguessuga!

A extração dos dentes era feita sem anestesia em virtude desta ainda não ter sido inventada. Faziam curativo de fístulas dentárias, tratamento das cáries com aplicação de remédios tópicos.

Até ao século XVII, os dentes postiços com que se procedia à substituição dos naturais eram humanos ou produzidos em osso, marfim ou massa endurecida e presos àqueles com grampos de metal. Apenas dois séculos mais tarde, passaram a ser produzidos os dentes de porcelana e passou a aplicar-se pivôs e dentaduras e a fazer-se o preenchimento das cáries com chumbo. Até bem recentemente, os mais abastados preferiam exibir dentes de ouro.

Apesar da aparente rudeza com que a profissão era exercida, o ofício de barbeiro-sangrador estava regulamentado e aqueles que o exerciam eram, pelo menos até ao século XVI, obrigados a exercer a profissão durante dois anos no Hospital Real de Todos-os-Santos a fim de conseguirem a carteira profissional que lhes era passada pelo cirurgião-mor.

Um autêntico pavor invadia qualquer pessoa perante a simples ida ao dentista, tal era a forma brutal com que o paciente era antes tratado. Porém, o desenvolvimento dos conhecimentos técnicos e a forma de atendimento e tratamento alteraram profundamente esta atividade, vencendo aos poucos a barreira do medo que antes lhe estava associada.

A profissão deixou de ser exercida pelo barbeiro-sangrador e passou para a área da medicina. Não obstante, ela continuou a exercer pavor entre aqueles que com mais urgência necessitam de recorrer ao dentista… e, não nos admiraria se neste preciso momento, ao ler este artigo, algum leitor não esteja já a sentir dor de dentes!

UNIVERSIDADES DO MINHO E GALIZA PROMOVEM FORMAÇÃO EM NANOMEDICINA

INL e três universidades da Galiza juntam estudantes portugueses e espanhóis para formação em Nanomedicina

O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), sediado em Braga, coorganiza, em conjunto com as Universidades de Vigo, Santiago de Compostela e da Corunha, uma Summer School dedicada à formação em Nanomedicina. Uma oportunidade para estudantes, investigadores e profissionais da área da saúde, conhecerem as mais recentes aplicações da nanotecnologia na saúde e os seus impactos.

A Nanomedicina é um dos mais promissores ramos da medicina atual e reúne grande parte dos esforços científicos na busca de novos tratamentos. Entre as inúmeras possibilidades da nanotecnologia aplicada à saúde estão nano aparelhos para a administração localizada de fármacos, nanopartículas para a destruição seletiva de células (no caso do cancro, por exemplo, deixando intactas as células sãs), ou a utilização de nano robôs, para a realização de cirurgias minimamente invasivas, teleguiados por um médico cirurgião ou mesmo autónomos.

A iniciativa, que terá lugar no próximo dia 27 de julho, na Universidade de Santiago de Compostela, é destinada a estudantes de medicina (ou outras áreas da biomedicina) interessados em nanomedicina e nanotecnologia, assim como estudantes das áreas de nanotecnologia ou engenharia interessados em aplicações médicas nanotecnológicas.

Recorde-se que Portugal e Espanha estão hoje na vanguarda global da investigação em nanotecnologia. “É essencial continuarmos a contribuir para a formação de mão-de-obra altamente qualificada, num domínio científico que apresenta um enorme potencial para a promoção da competitividade numa economia moderna”, explica Sonia Pazos, responsável pelo projeto promotor da iniciativa, o nanoGateway.

O nanoGateway é um projeto ibérico pioneiro com o objetivo de fazer a ponte entre a inovação e a investigação de excelência e as empresas portuguesas e espanholas, encontrando na nanotecnologia resposta aos maiores desafios de empresas e entidades públicas. Um projeto “ciência chave na mão” disponível para qualquer empresa, ou entidade pública, das oito regiões transfronteiriças (Norte, Centro, Algarve, Alentejo, Andaluzia, Castela e Leão, Extremadura e Galiza).

A Summer School é ainda uma oportunidade para estimular a interação entre investigadores, profissionais do setor e a indústria, permitindo identificar necessidades em termos de conhecimento e competências.

Summer School 2018, inscrições aqui

Mais informações sobre o projeto nanoGateway aqui

Sobre o INL

O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, INL, é uma organização intergovernamental criada para fomentar a investigação interdisciplinar em nanotecnologia e nanociência. Localizado em Braga, o objetivo do INL é tornar-se num hub mundial para o desenvolvimento da nanotecnologia e assim responder aos grandes desafios da sociedade. O programa de investigação do INL abrange quatro campos estratégicos de aplicação da nanociência e da nanotecnologia: Monitorização Alimentar e Ambiental; ICT; Energias Renováveis e Saúde.

QUEM FOI O BARCELENSE PROFESSOR DOUTOR JOAQUIM RODRIGUES DOS SANTOS JÚNIOR?

Nascido em Barcelos em 1901, Licenciou-se em Ciências Histórico-Naturais pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto em 1923 e em Medicina, pela respectiva Faculdade da mesma Universidade em 1932. Só fez clínica por curto espaço de tempo já que decidiu dedicar-se por inteiro quer ao ensino quer à investigação.

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Nomeado para Assistente da cadeira de Antropologia em 1923, doutora-se em 1944 e faz concurso para Professor Extraordinário em 1948.

Realizou diversas missões de estudo antropológico à África, nomeadamente entre 1936 e 1948. Foi discípulo e continuador do Professor Mendes Correia, nomeadamente como director do Instituto de Antropologia da Universidade do Porto, que ostenta o nome daquele insigne investigador.

Publicou muitas dezenas de trabalhos e vários livros, nomeadamente versando a Antropologia, a Etnografia, a Pré-História e a Zoologia. Alguns deles tiveram como palco a Maia, com destaque para a descoberta e as primeiras referências nacionais e internacionais à Pedra Partida de Ardegães.

Entre muitas outras Instituições, pertenceu à Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, à Sociedade de Geografia de Lisboa, à Associação dos Arqueólogos Portugueses, à Sociedade Martins Sarmento, à Real Academia Galega, ao Institut International d’Anthropologie e à Société Etnographique de Paris.

Faleceu em 1990, tendo por mais de 50 anos habitado a Quinta da Caverneira.

Fonte: http://cultura.maiadigital.pt/