VIANA DO CASTELO: ASSIM SE TRAJAVA NA MEADELA NOS FINAIS DO SÉCULO XIX!

Fonte: Centro Português de Fotografia
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Fonte: Centro Português de Fotografia

Fonte: ANTT


Festas na Meadela em honra de Santo Amaro e de S. Vicente
Fonte: Illustração Catholica, nº 34, Braga, 21 de Fevereiro de 1914

Fonte: Centro Português de Fotografia
Foto: Arquivo Municipal do Porto
Fonte: Arquivo Municipal do Porto
O Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca vai no próximo dia 2 de Maio abrilhantar o 24º Convívio da ex-Casa do Minho de Lourenço Marques (Moçambique) que vai ter lugar na Quinta da Presa, na Meadela.
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O Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca, afilhado dos insignes escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, foi fundado em Fevereiro de 1980, com a finalidade de fazer reviver e preservar os costumes, tradições, danças e cantares desta encantadora aldeia minhota, situada na margem esquerda do Rio Lima a escassos 8 km da Capital da Beleza e Rainha do Folclore - Viana do Castelo.
Sempre procurou este Grupo cantar, dançar e trajar conforme recolhas feitas e que são cópias, tanto quanto possíveis fieis, da vida das gentes que orgulhosamente representa, nos finais do século dezanove e princípios do século vinte. Desta recolha, destacamos, os trajes femininos de Feira e Meia Senhora e masculinos de Domingar e Namorar.
No decorrer da sua existência, tem este Grupo participado nos mais variados Festivais Nacionais e Internacionais, tendo também a registar várias gravações para a Rádio, R.T.P. e Rede Globo e T.V. Galiza, nomeadamente programas de carácter cultural e divulgação regional.
Por diversas vezes foi também o Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca convidado a participar em festivais no estrangeiro, sendo o seu concurso apenas possível em Inglaterra, Bélgica, Principado de Andorra, vizinha Espanha, Brasil, Holanda, Bélgica e recentemente na Itália, onde por diversas vezes obteve assinaláveis êxitos.
(Foto e Historial oficial do RFLVF)
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Às vezes precisamos que nos leiam. Porque há necessidade disso? Não sei. O leitor é sempre parte do escritor e vice-versa. O que um puxa, o outro recebe, a lei de Newton, para cada força uma reação.
Para cada impulso uma resposta. Temos tanto para ouvir e tanto para aprender. Às vezes fico assustada... já andei na escola mas tenho de aprender? Sim... todos os dias. Faz parte da evolução e da emoção. Aprender é parte da locomoção. Da razão. Aliar o conhecimento à prática. Não um conhecimento imposto, mas um conhecimento livre e espontâneo.
Seria muito soberbo se eu dissesse que já sei escrever, como também seria incompreensível, se eu dissesse que não sei escrever. Sinto que não posso ter tanta segurança em dizer que "sei", porque mesmo sabendo, ainda não estou aperfeiçoada. Não escrevo como os jornalistas.
Escrevo "mediano". Por exemplo, sei criar um texto, mas não um romance. Sei escrever poesia, mas não sei fazer poemas de amor. Porque para adquirir esse conhecimento, precisamos de tempo e de amadurecimento, precisamos que nos ensinem.
Se ensinar é falar, comunicar, aprender é ouvir e perguntar. O aluno tem de, perante o "mestre", ser sempre o mais humilde.
Márcia Filipa Barbosa Passos
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Viana do Castelo vai receber este ano o Almoço-convívio dos minhotos que viveram em Moçambique e fizeram parte da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques. O encontro vai ter lugar no próximo dia 2 de Maio, na Quinta da Preza, na Meadela.

O programa, a fechar até ao final deste mês, deverá incluir a celebração de missa em memória dos conterrâneos falecidos, a realização de uma tarde dançante com música ao vivo e a actuação de um rancho folclórico cuja confirmação se aguarda para breve.
O encontro deverá contar com a presença entre outros, de muitos minhotos radicados em Moçambique, Brasil e Canadá e outros espalhados por todo o país. O BLOGUE DO MINHO espera em breve poder adiantar mais pormenores acerca deste evento.
Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.
Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.
Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.
Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!







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