O vindalho é uma especialidade tipica madeirense com origem na gastronomia minhota muito apreciada na época natalícia. Em virtude do povoamento do território levada a efeito pelos minhotos, a carne de vinha-d’alhos tornou-se um prato típico da quadra natalícia, o qual está naturalmente relacionado com a matança do porco. Aqui é feita com carne de porco que, após ser temperada com vinagre, vinho branco, alho, louro, segurelha, sal e pimenta, é deixada a marinar pelo menos durante dois dias. Depois é cozida na própria marinada e guardada. Na altura de comer, é frita com banha de porco e servida com pão frito na mesma gordura da cozedura.
Esta especialidade espalhou-se para outras regiões do mundo como Goa onde toma a designação devindalho, a Índia e o Paquistão onde aqui é denominado por vindaloo. Porém, em virtude da proibição religiosa do consumo de carne de porco, esta foi substituída por carne de frango, borrego e até peixe. Em virtude da emigração indiana para o Reino Unido, também aqui o vindalho adquiriu bastante popularidade e tornou-se muito apreciado.
Com efeito, a culinária minhota é apreciada nos mais diversos recantos do mundo e adaptada ao gosto dos diferentes povos.
Atribui-se geralmente ao Infante D. Henrique a introdução da vinha na Madeira pouco tempo após a sua descoberta no século XV, coincidindo com o começo da colonização da ilha. Nada mais óbvio atendendo a que foi seu donatário por doação régia atribuída pelo rei D. Duarte em 1433.
Porém, atendendo a que foram os minhotos os seus principais povoadores, deve-se a estes particularmente a cultura da vinha na região, nomeadamente a introdução e desenvolvimento inicial da viticultura e vinicultura na ilha. Foram eles os responsáveis por trazerem consigo as suas práticas culturais, incluindo a da vinha. A casta Malvasia (Cândida) foi uma das primeiras e mais famosas a ser cultivada na ilha.
Os primeiros bacelos de Vitis vinífera chegaram à ilha após a sua descoberta por João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo, por volta de 1419.
A cultura da vinha foi uma parte inevitável do processo de colonização, impulsionada pela necessidade do vinho para o ritual religioso cristão e para consumo geral. A sua formação em latada nas encostas constitui um elemento que faz lembrar a paisagem minhota.
A casta Malvasia, foi importada da Grécia, mais especificamente perto de Esparta, ou de Creta e plantadas na ilha por volta de 1450.
O Minho e a Madeira estão profundamente ligados pelos mais estreitos laços históricos e culturais.
O vindalho é uma especialidade tipica madeirense com origem na gastronomia minhota muito apreciada na época natalícia. Em virtude do povoamento do território levada a efeito pelos minhotos, a carne de vinha-d’alhos tornou-se um prato típico da quadra natalícia, o qual está naturalmente relacionado com a matança do porco. Aqui é feita com carne de porco que, após ser temperada com vinagre, vinho branco, alho, louro, segurelha, sal e pimenta, é deixada a marinar pelo menos durante dois dias. Depois é cozida na própria marinada e guardada. Na altura de comer, é frita com banha de porco e servida com pão frito na mesma gordura da cozedura.
Esta especialidade espalhou-se para outras regiões do mundo como Goa onde toma a designação devindalho, a Índia e o Paquistão onde aqui é denominado por vindaloo. Porém, em virtude da proibição religiosa do consumo de carne de porco, esta foi substituída por carne de frango, borrego e até peixe. Em virtude da emigração indiana para o Reino Unido, também aqui o vindalho adquiriu bastante popularidade e tornou-se muito apreciado.
Com efeito, a culinária minhota é apreciada nos mais diversos recantos do mundo e adaptada ao gosto dos diferentes povos.
Os minhotos foram um dos primeiros grupos de colonos a povoar a Madeira após a descoberta da ilha em 1419. A forte densidade populacional e a escassez de terra no Minho na época incentivaram a emigração. Estes pioneiros iniciaram o desenvolvimento económico da ilha, através do cultivo de cereais e cana-de-açúcar, e da construção de infraestruturas como as levadas para a irrigação - as levadas em tudo semelhantes ao regadio tradicional minhoto.
Decorridos cerca de sete séculos sobre a data do seu descobrimento e início do povoamento, persistem as ligações à sua região de origem não somente na sua genealogia como ainda nas suas tradições, no artesanato, gastronomia, folclore e traje. Nomeamos, entre elas, a carne de vinha-d’alhos tão apreciada na quadra natalícia, a capa em quase tudo semelhante à capotilha bracarense, as coreografias das danças tradicionais e o inconfundível brinquinho que no Minho é conhecido por “zuca-truca”. Mas, não nos detenhamos por estes aspetos…
Uma das tradições mais arreigadas que os povoadores minhotos levaram para a Madeira dá ali pelo nome de “despique” e tem a sua origem na tradição dos cantares ao desafio do Minho cujas raízes nos remetem para o cancioneiro galaico-minhoto da Idade Média com as suas cantigas de escárnio e maldizer, tradição intimamente ligada ao cancioneiro provençal e aos Caminhos de Santiago.
Dois ou mais cantadores ao desafio como aqui designamos improvisam quadras rimadas subordinadas a um tema específico, exigindo-se que mantenha a habilidade do improviso e a capacidade de manter o ritmo e a melodia durante toda a atuação. Trata-se de um costume que ocorre frequentemente nas festas e arraiais populares da Ilha da Madeira, à semelhança do que se verifica nas romarias minhotas de onde foram originários grande parte dos povoadores daquela região.
A Ilha da Madeira é, por assim dizer, um pedaço do Minho no meio do Oceano Atlântico e as suas gentes minhotos que não esquecem as suas raízes.
Capotilha do Vale do Cávado (Foto: Abel Cunha) / Capa madeirense (Foto: Carlos Gomes)
O povoamento do arquipélado da Madeira a partir da sua descoberta em 1419 foi realizada sobretudo por gente oriunda do Minho. E, entre os seus traços característicos, ainda podemos anotar tradições como a carne de vinha-d'alhos que constitui um dos expoentes da sua gastronomia que está sempre presente na época natalícia. E, quem sabe, a coreografia do tradicional bailinho filiar-se em danças tradicionais da região de Guimarães com muitas semelhanças com o Velho.
Também no traje encontramos surpreendentes semelhanças entre a capotilha bracarense e a capa madeirense no traje feminino.
Capotilha do Vale do Cávado (Foto: Abel Cunha) / Capa madeirense (Foto: Carlos Gomes)
“É «comum atribuir-se a proveniência algarvia aos primeiros e principais povoadores que desencadearam a ocupação da ilha», segundo, Luís de Albuquerque e Alberto Vieira, na sua obra, “O Arquipélago da Madeira no Século XV”. Segundo estes, «essa ideia filia-se na tradição, que corre no Algarve, da participação das suas gentes na gesta expansionista, e na expressão de Jerónimo Dias Leite, ‘muitos do Algarve’». Ainda mais referem que, lhes parece apressada esta concepção, «uma vez que faltam provas que a corroborem», e que numa «listagem dos primeiros povoadores referidos nos documentos e crónicas a presença nortenha é muito superior à algarvia (64% para 25%); por outro lado os registos paroquiais da freguesia da Sé, no período de 1539 a 1600, corroboram esta conclusão, uma vez que os nubentes oriundos de Braga, Viana e Porto representam metade do total; enquanto os provenientes de Faro não ultrapassam os 3%». Partindo da análise destes dados retirados destes mesmos registos (1539 e 1600), «chega-se à conclusão que metade da população não nascida na Madeira era originária do Norte do País», e que a «situação do século anterior» (século XIV) «não deve ter sido por certo diferente».
Assim, Luis de Sousa Melo, antigo Director do Arquivo Regional da Madeira, igualmente é da mesma opinião. Numa «tentativa de aproximação com base nos registos de casamento da paróquia da Sé», nas mesmas datas (1539 a 1600), foi-lhe «possível averiguar» que, para este período, «foi da província do Minho, com os distritos de Braga e Viana do Castelo, que a maioria dos recém-chegados era natural: 54,4% - muito longe dos 13,2% dos do Douro Litoral, mais ainda dos 8,3% da Estremadura, a que se seguiram os naturais das Beiras com 5%, os de Trás-os-Montes e Alto-Douro com 4,5%, depois os do Algarve com 3,7%, os do Alentejo com 2,5%, e por fim os do Ribatejo com 1,2%. (Fonte, “Presença Açoriana nos Registos Paroquiais do Funchal 1761 - 1860”).
Na realidade, o Norte de Portugal, nos séculos XIV e XV era a região do país com maior densidade populacional por um lado e por outro, esta região sempre teve uma «permanente vinculação à economia madeirense». No «reinado de D. João II» (1481 a 1495), escreve Eduardo C. N. Pereira nas Ilhas de Zargo, «os mercadores de Guimarães navegavam entre os arquipélagos dos Açores, Madeira, Continente e Flandres com naus do Porto, Vila do Conde, Viana, Azurara e Aveiro, negociando açúcares, pimenta... panos de baetilha, chapéus, linhos, etc. Guimarães era sede de um vasto termo e extensíssima comarca de 30 concelhos e chave do comércio com os concelhos interiores de Entre-Douro e Minho e Trás-os-Montes».”
O vindalho é confeccionado com carne de porco cortada aos cubos e temperada com sal e vinagre. Depois de frito, é feiro um refogado de cebola com malagueta moída, alhos, coentros, cominhos, açafrão-da-terra, tamarindo e vinagre. Depois de bem misturados estes ingredientes e bem fritos, adicionam açúcar, a carne, a marinada e água de tamarindo. É apurado num tacho fechado a fim de que o molho fique suficientemente expesso. É geralmente servido com arroz.
Esta especialidade espalhou-se para outras regiões da Índia e Paquistão onde é denominado por vindaloo. Porém, em virtude da proibição religiosa do consumo de carne de porco, esta foi substituída por carne de frango, borrego e até peixe. Em virtude da emigração indiana para o Reino Unido, também aqui o vindalho adquiriu bastante popularidade e tornou-se muito apreciado.
Também na Madeira, em virtude do povoamento do território pelos minhotos, a carne de vinha-d’alhos tornou-se um prato típico da quadra natalícia, o qual está naturalmente relacionado com a matança do porco. Aqui é feita com carne de porco que, após ser temperada com vinagre, vinho branco, alho, louro, segurelha, sal e pimenta, é deixada a marinar pelo menos durante dois dias. Depois é cozida na própria marinada e guardada. Na altura de comer, é frita com banha de porco e servida com pão frito na mesma gordura da cozedura.
A culinária minhota é apreciada nos mais diversos recantos do mundo e adaptada ao gosto dos diferentes povos.
ZUCA-TRUCA DO MINHO VIROU BRINQUINHO NA MADEIRA
AS COLEÇÕES DO MUSEU ETNOGRÁFICO DA MADEIRA | INSTRUMENTOS MUSICAIS | O BRINQUINHO
O brinquinho ou “bailhinho”, designações populares utilizadas na Madeira, é um dos instrumentos musicais tradicionais madeirenses mais divulgados, sendo a cana vieira uma das matérias-primas utilizadas na sua construção.
É um idiofone misto de concussão direta, composto por um conjunto de bonecos em pano (usualmente sete figuras, masculinas e femininas), trajando indumentária tradicional, portadores de castanholas nas costas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca, em duas ou mais séries circulares, de diâmetro desigual e encimado por uma destas figuras. É ornamentado, ainda, com tampas de garrafas (caricas), que também funcionam como castanholas.
Era costume, nos arraiais, para entretenimento, o povo formar rodas, tocando, cantando e dançando – os chamados brincos - termo que estará, provavelmente, relacionado com a designação deste instrumento.
Este instrumento possui um arame, o qual entra na cana, e o tocador segura no cabo imprimindo movimentos verticais, que fazem tocar as castanholas. É utilizado usualmente para marcar compasso. Sendo o seu uso mais comum entre os grupos de folclores da Região, também aparece isolado pelas mãos do povo, nos arraiais tradicionais.
Embora a sua origem seja incerta, segundo alguns autores este instrumento terá sido trazido para o arquipélago pelos primeiros colonizadores, estando a sua origem provavelmente relacionada com um instrumento que era utilizado nas Regiões do Minho e do Douro: a charola ou cana de bonecos.
BIBLIOGRAFIA
CAMACHO, Rui, TORRES, Jorge; Catálogo “Instrumentos musicais da tradição popular madeirense”, Centro de Documentação Musical Xarabanda, 2006.
Catálogo da “1ª Mostra instrumentos musicais populares: recolha, restauro, construção”, Direção Regional dos Assuntos Culturais, Câmara Municipal do Funchal, 1982.
Fonte: Museu Etnográfico da Madeira
CAVAQUINHO – O CORDOFONE ORIGINÁRIO DO MINHO – TOMA NA MADEIRA O NOME DE BRAGUINHA
Também o cavaquinho viajou para a Madeira onde tomou o nome de braguinha. Originário do Minho, que mais tarde foi amplamente introduzido na cultura popular de Braga pelos nobres biscainhos, de onde foi posteriormente levado à outras regiões, nomeadamente para a Madeira.
O vindalho é uma especialidade tipica madeirense com origem na gastronomia minhota muito apreciada na época natalícia. Em virtude do povoamento do território levada a efeito pelos minhotos, a carne de vinha-d’alhos tornou-se um prato típico da quadra natalícia, o qual está naturalmente relacionado com a matança do porco. Aqui é feita com carne de porco que, após ser temperada com vinagre, vinho branco, alho, louro, segurelha, sal e pimenta, é deixada a marinar pelo menos durante dois dias. Depois é cozida na própria marinada e guardada. Na altura de comer, é frita com banha de porco e servida com pão frito na mesma gordura da cozedura.
Esta especialidade espalhou-se para outras regiões do mundo como Goa onde toma a designação devindalho, a Índia e o Paquistão onde aqui é denominado por vindaloo. Porém, em virtude da proibição religiosa do consumo de carne de porco, esta foi substituída por carne de frango, borrego e até peixe. Em virtude da emigração indiana para o Reino Unido, também aqui o vindalho adquiriu bastante popularidade e tornou-se muito apreciado.
Com efeito, a culinária minhota é apreciada nos mais diversos recantos do mundo e adaptada ao gosto dos diferentes povos.
Dividido em quatro passeios, que tiveram como destino a Ilha da Madeira, o Passeio Sénior 2024 resultou em momentos enriquecedores e memoráveis que permanecerão, com afeto e ternura, no coração de todos os participantes.
Entre 16 e 24 de novembro, cerca de 400 monçanenses aterraram no Funchal com uma bagagem cheia de alegria e simpatia, tendo sido recebidos de uma forma hospitaleira e afável pelo povo madeirense. Viveram-se momentos únicos de convivência, bem-estar e descoberta das múltiplas maravilhas da “Pérola do Atlântico”.
A organização esteve cinco estrelas, cumprindo, com profissionalismo, todas as etapas de um programa apelativo que, entre deslocações e visitas, contou com um jantar tipicamente madeirense, onde marcou presença o Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande.
Uma atuação genuína da etnografia local que complementou, muito bem, uma mesa preenchida com os melhores sabores da ilha da Madeira que, assinale-se, presenteou os monçanenses com locais de elevado interesse paisagístico e patrimonial. Casos de Santana, São Vicente, Porto Moniz, Ribeira Brava, Cabo Girão, Câmara de Lobos e Mercado dos Lavradores.
Juntamente com o Vice-Presidente, João Oliveira, o Presidente, António Barbosa, acompanhou os seniores monçanenses. Na hora do balanço, escreveu: “Espero que estes dias vos tenham deixado boas recordações e, acima de tudo, sorrisos nos vossos corações. Até ao próximo! Um abraço amigo”.
Entre 16 e 24 de novembro, realizam-sequatro passeios à “Pérola do Atlântico” num total de 370 idosos.
O passeio sénior deste ano, promovido pela Câmara Municipal de Monção, tem como destino a ilha da Madeira. Estão previstos quatro passeios, de três dias cada, entre 16 e 24 de novembro, com a participação total de 370 pessoas.
Destinando-se a pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, as inscrições decorreram em finais de maio, nas juntas de freguesia do concelho e no serviço de ação social da CMM, representando, para cada uma, um custo monetário de 420,00 €.
Na “Pérola do Atlântico”, os participantes ficam alojados na cidade do Funchal, estando previstas deslocações a Santana, São Vicente, Porto Moniz, Ribeira Brava, Cabo Girão, Câmara de Lobos e Mercado dos Lavradores.
O passeio sénior é uma prática habitual do executivo monçanense como forma de contribuir para um envelhecimento ativo dos nossos idosos, proporcionando-lhes momentos de convívio e animação com deslocações a distintos locais do pais e estrangeiro.
Este sábado, pelas 21h00, o Fórum Machico recebe, no âmbito do Festival de Teatro de Machico, a peça «A Furgoneta» do Teatro de Balugas, espetáculo selecionado para o Festival Internacional de Teatro Amador da International Amateur Theatre Association, em Debrecen, na Hungria, e vencedor do Prémio do Público no Concurso Nacional de Teatro Ruy de Carvalho. No ano passado, a peça foi distinguida em Itália como melhor espetáculo internacional de teatro amador.
O trabalho, com texto e encenação de Cândido Sobreiro é sobre a história de Romão e do irmão que decidem reformar o negócio do pai, homem com milhares de quilómetros feitos pelas aldeias do Minho. Mas agora o negócio é outro: a furgoneta que vendia tudo e mais alguma coisa, até a compra de uma simples faca, que dava para estonar batatas e cortar o pescoço ao frango, já não é feita da mesma maneira! Confrontados com um modo de vida que está a chegar ao fim entre os últimos fregueses e os velhos vendedores ambulantes, os dois irmãos veem-se divididos entre o progresso tecnológico e os que ainda resistem nas aldeias, à espera da buzina estridente e dois dedos de conversa.
A Pirotecnia Minhota, Lda., com sede em Ponte de Lima e filial no Funchal, Madeira, foi selecionada pelo Turismo de Macau como consultora do 32º Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau.
"O serviço de consultoria proporcionado pela Pirotecnia Minhota, Lda., envolve a presença permanente de dois técnicos consultores durante o decorrer de todo o evento que irão apoiar nas questões de segurança, logística, manuseamento e utilização dos artigos pirotécnicos bem como o apoio às 10 empresas participantes, facilitando a interação entre estas empresas e as autoridades e entidades locais", explica uma nota enviada pela Pirotecnia Minhota.
O 32º Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau conta, este ano, com a participação de 10 empresas, como habitual e conforme anunciadas no site do Turismo de Macau, sendo que Portugal será representado pela empresa portuguesa Pirotecnia Oleirense, Lda.
Fonte: Andreia Correia / Diário de Notícias da Madeira
AS COLEÇÕES DO MUSEU ETNOGRÁFICO DA MADEIRA | INSTRUMENTOS MUSICAIS | O BRINQUINHO
O brinquinho ou “bailhinho”, designações populares utilizadas na Madeira, é um dos instrumentos musicais tradicionais madeirenses mais divulgados, sendo a cana vieira uma das matérias-primas utilizadas na sua construção.
É um idiofone misto de concussão direta, composto por um conjunto de bonecos em pano (usualmente sete figuras, masculinas e femininas), trajando indumentária tradicional, portadores de castanholas nas costas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca, em duas ou mais séries circulares, de diâmetro desigual e encimado por uma destas figuras. É ornamentado, ainda, com tampas de garrafas (caricas), que também funcionam como castanholas.
Era costume, nos arraiais, para entretenimento, o povo formar rodas, tocando, cantando e dançando – os chamados brincos - termo que estará, provavelmente, relacionado com a designação deste instrumento.
Este instrumento possui um arame, o qual entra na cana, e o tocador segura no cabo imprimindo movimentos verticais, que fazem tocar as castanholas. É utilizado usualmente para marcar compasso. Sendo o seu uso mais comum entre os grupos de folclores da Região, também aparece isolado pelas mãos do povo, nos arraiais tradicionais.
Embora a sua origem seja incerta, segundo alguns autores este instrumento terá sido trazido para o arquipélago pelos primeiros colonizadores, estando a sua origem provavelmente relacionada com um instrumento que era utilizado nas Regiões do Minho e do Douro: a charola ou cana de bonecos.
BIBLIOGRAFIA
CAMACHO, Rui, TORRES, Jorge; Catálogo “Instrumentos musicais da tradição popular madeirense”, Centro de Documentação Musical Xarabanda, 2006.
Catálogo da “1ª Mostra instrumentos musicais populares: recolha, restauro, construção”, Direção Regional dos Assuntos Culturais, Câmara Municipal do Funchal, 1982.
O palmito é uma bonita peça de artesanato que geralmente as mordomas levam consigo nas festas e romarias minhotas. Trata-se de um arranjo de flores produzidos a partir de papel metalizado e lâminas de metal dobradas e armadas com arames finos. São também usados como ornamento em casas e eventos religiosos no Alto Minho, principalmente em Viana do Castelo e Ponte de Lima.
Desconhece-se a origem da tradição, inicialmente representada através de folhas de palmeiras, representando a inocência quando colocadas nas mãos de crianças ou moças virgens. Com efeito, na simbologia cristã, a palma simboliza o martírio, tal como aparece na representação de Santa Bárbara.
Em virtude da migração minhota para a Madeira, o palmito marca ali a sua presença principalmente nos festejos do Domingo de Ramos. No século XVIII, este costume foi também levado para o Brasil, mormente para Sabará, no Estado de Mins Gerais.
Foto: Integrante do Grupo de Folclore da Casa do Povo de Campanário.
O Brinquinho da Madeira
O brinquinho ou “bailhinho”, designações populares utilizadas na Madeira, é um dos nossos instrumentos musicais tradicionais mais divulgado. É um idiofone misto de concussão direta, composto por um conjunto de bonecos em pano (usualmente sete figuras masculinas e femininas) trajando indumentária tradicional, portadores de castanholas nas costas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca, em duas ou mais séries circulares, de diâmetro desigual e é encimado por uma destas figuras. É ornamentado, ainda, com tampas de garrafas (caricas), que também funcionam como castanholas. Este instrumento possui um arame (vareta central do instrumento), o qual passa no interior de uma cana e é acoplado a um cabo. O tocador segura no cabo e imprime movimentos verticais, que fazem tocar as castanholas. É utilizado usualmente para marcar compasso. Sendo o seu uso mais comum entre os grupos de folclore da Região, também aparece isolado pelas mãos do povo, nos arraiais tradicionais. Era costume, nos arraiais, o povo formar rodas para entretenimento, tocando, cantando e dançando – os chamados brincos - termo que alguns autores relacionam com a sua designação. Embora a sua origem seja incerta, segundo alguns autores terá sido trazido para o arquipélago no século XIX, estando a sua origem provavelmente relacionada com um instrumento musical idêntico, designado de zuca-truca na Região do Minho e de charola ou cana de bonecos na Região do Douro. O zuca-truca ou cana dos bonecros ou monecros ou, ainda bonecos da festada ou macacos, é utilizado, actualmente, nas “rusgas” da zona de Guimarães e em Vila Praia de Âncora, onde é conhecido por brinquinho de âncora.
Estão previstas quatro datas no mês de novembro (16 a 18 | 18 a 20 | 20 a 22 | 22 a 24). As inscrições abrem na segunda-feira, 20 de maio, no Serviço de Ação Social do Município de Monção e nas juntas de freguesia do concelho.
O passeio sénior é uma prática habitual do executivo monçanense como forma de contribuir para um envelhecimento ativo dos nossos idosos, proporcionando-lhes momentos de convívio e animação com deslocações a distintos locais do pais e estrangeiro.
Este ano, em novembro, o passeio sénior tem como destino a Ilha da Madeira, abrangendo quatro datas diferentes (16 a 18 | 18 a 20 | 20 a 22 | 22 a 24). Destinando-se à população com idade igual ou superior a 60 anos, o programa é igual em todos os passeios. Na inscrição, é necessário apresentar bilhete de identificação ou cartão de cidadão.
Datas
- 1º passeio - 16 a 18 de novembro
- 2º passeio – 18 a 20 de novembro
- 3º passeio – 20 a 22 de novembro
- 4º passeio – 22 a 24 de novembro
Locais de Inscrição
- Juntas de Freguesia do Concelho
- Serviço de Ação Social da CMM - Antiga Casa do Dr. Pinho - Rua Sá da Bandeira, nº 132
O vindalho é uma especialidade tipica madeirense com origem na gastronomia minhota muito apreciada na época natalícia. Em virtude do povoamento do território levada a efeito pelos minhotos, a carne de vinha-d’alhos tornou-se um prato típico da quadra natalícia, o qual está naturalmente relacionado com a matança do porco. Aqui é feita com carne de porco que, após ser temperada com vinagre, vinho branco, alho, louro, segurelha, sal e pimenta, é deixada a marinar pelo menos durante dois dias. Depois é cozida na própria marinada e guardada. Na altura de comer, é frita com banha de porco e servida com pão frito na mesma gordura da cozedura.
Esta especialidade espalhou-se para outras regiões do mundo como Goa onde toma a designação de vindalho, a Índia e o Paquistão onde aqui é denominado por vindaloo. Porém, em virtude da proibição religiosa do consumo de carne de porco, esta foi substituída por carne de frango, borrego e até peixe. Em virtude da emigração indiana para o Reino Unido, também aqui o vindalho adquiriu bastante popularidade e tornou-se muito apreciado.
Com efeito, a culinária minhota é apreciada nos mais diversos recantos do mundo e adaptada ao gosto dos diferentes povos.
O cavaquinho (pai de outros modelos como a braguinha, braga, machete, machetinho ou machete-de-braga) é um instrumento musical de cordas (cordofone) originário da província portuguesa de Minho, que mais tarde foi amplamente introduzido na cultura popular de Braga pelos nobres biscainhos, de onde foi posteriormente levado à outras regiões, como: Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Havaí e Madeira. É formado por um corpo oco e chato, em forma de oito, tem um braço que possui trastes que o torna um instrumento temperado, composto de quatro cordas (de tripa ou com materiais sintéticos como nylon, nylgut, fluorocarbono).
Com 12 trastos na forma original o cavaquinho tem uma afinação própria da cidade de Braga que é ré-lá-si-mi. No entanto, as suas quatro cordas de tripa ou de metal, são também afinadas em ré-si-sol-sol, mi-dó#-lá-lá, mi-ré-si-sol, no Brasil como ré-si-sol-ré ou, mais raramente, em mi-si-sol-ré conforme o país onde é utilizado e de acordo com os costumes etnográficos de cada região portuguesa. Júlio Pereira, um dos músicos portugueses mais renomados da actualidade, tem ajudado na divulgação do cavaquinho como instrumento pleno de versatilidade e que tem dado frutos.
No Brasil este instrumento é usado nas congadas e forma, junto com o bandolim, a flauta, o violão de 7 cordas, o violão de 6 cordas e o pandeiro os conjuntos regionais para a execução de choros.
Waldir Azevedo foi possivelmente o mais conhecido músico deste instrumento no Brasil, nas décadas de 60 a 80, no domínio da música instrumental, o choro. Em décadas anteriores, um influente intérprete do cavaquinho foi Augusto Sardinha, popularmente conhecido como Garoto. Considerado, ainda em vida deste, como seu sucessor, o músico paulista Roberto Barbosa, mais conhecido por Canhotinho, é hoje considerado uma das principais referências no instrumento, por ter aprimorado a técnica deixada por Waldir Azevedo. Canhotinho é há cerca de 40 anos o arranjador do renomado conjunto de samba Demônios da Garoa. Outros tocadores notáveis deste instrumento são Dudu Nobre, Salgadinho, Mauro Diniz, Alceu Maia e Arlindo Cruz, conhecidos na cena do samba e do pagode Brasileiro.
As ilhas do Hawai têm um instrumento baseado no cavaquinho chamado ukulele, também com quatro cordas e um formato semelhante ao do cavaquinho, que se julga ser uma alteração do cavaquinho, levado por emigrantes portugueses em 1879.
A navegação portuguesa também levou o cavaquinho para a Indonésia. Sua adaptação local ganhou o nome de kroncong, nome também dado a um estilo musical com influências do fado e criado no século XVI por escravos libertados.
Reconhecimento
No dia 20 de Outubro de 2022 a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) anunciou a inscrição das práticas tradicionais de construção do cavaquinho no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
O povoamento do arquipélado da Madeira a partir da sua descoberta em 1419 foi realizada sobretudo por gente oriunda do Minho. E, entre os seus traços característicos, ainda podemos anotar tradições como a carne de vinha-d'alhos que constitui um dos expoentes da sua gastronomia que está sempre presente na época natalícia. E, quem sabe, a coreografia do tradicional bailinho filiar-se em danças tradicionais da região de Guimarães com muitas semelhanças com o Velho.
Também no traje encontramos surpreendentes semelhanças entre a capotilha bracarense e a capa madeirense no traje feminino.
Capotilha do Vale do Cávado (Foto: Abel Cunha) / Capa madeirense (Foto: Carlos Gomes)
“É «comum atribuir-se a proveniência algarvia aos primeiros e principais povoadores que desencadearam a ocupação da ilha», segundo, Luís de Albuquerque e Alberto Vieira, na sua obra, “O Arquipélago da Madeira no Século XV”. Segundo estes, «essa ideia filia-se na tradição, que corre no Algarve, da participação das suas gentes na gesta expansionista, e na expressão de Jerónimo Dias Leite, ‘muitos do Algarve’». Ainda mais referem que, lhes parece apressada esta concepção, «uma vez que faltam provas que a corroborem», e que numa «listagem dos primeiros povoadores referidos nos documentos e crónicas a presença nortenha é muito superior à algarvia (64% para 25%); por outro lado os registos paroquiais da freguesia da Sé, no período de 1539 a 1600, corroboram esta conclusão, uma vez que os nubentes oriundos de Braga, Viana e Porto representam metade do total; enquanto os provenientes de Faro não ultrapassam os 3%». Partindo da análise destes dados retirados destes mesmos registos (1539 e 1600), «chega-se à conclusão que metade da população não nascida na Madeira era originária do Norte do País», e que a «situação do século anterior» (século XIV) «não deve ter sido por certo diferente».
Assim, Luis de Sousa Melo, antigo Director do Arquivo Regional da Madeira, igualmente é da mesma opinião. Numa «tentativa de aproximação com base nos registos de casamento da paróquia da Sé», nas mesmas datas (1539 a 1600), foi-lhe «possível averiguar» que, para este período, «foi da província do Minho, com os distritos de Braga e Viana do Castelo, que a maioria dos recém-chegados era natural: 54,4% - muito longe dos 13,2% dos do Douro Litoral, mais ainda dos 8,3% da Estremadura, a que se seguiram os naturais das Beiras com 5%, os de Trás-os-Montes e Alto-Douro com 4,5%, depois os do Algarve com 3,7%, os do Alentejo com 2,5%, e por fim os do Ribatejo com 1,2%. (Fonte, “Presença Açoriana nos Registos Paroquiais do Funchal 1761 - 1860”).
Na realidade, o Norte de Portugal, nos séculos XIV e XV era a região do país com maior densidade populacional por um lado e por outro, esta região sempre teve uma «permanente vinculação à economia madeirense». No «reinado de D. João II» (1481 a 1495), escreve Eduardo C. N. Pereira nas Ilhas de Zargo, «os mercadores de Guimarães navegavam entre os arquipélagos dos Açores, Madeira, Continente e Flandres com naus do Porto, Vila do Conde, Viana, Azurara e Aveiro, negociando açúcares, pimenta... panos de baetilha, chapéus, linhos, etc. Guimarães era sede de um vasto termo e extensíssima comarca de 30 concelhos e chave do comércio com os concelhos interiores de Entre-Douro e Minho e Trás-os-Montes».”
O vindalho é confeccionado com carne de porco cortada aos cubos e temperada com sal e vinagre. Depois de frito, é feiro um refogado de cebola com malagueta moída, alhos, coentros, cominhos, açafrão-da-terra, tamarindo e vinagre. Depois de bem misturados estes ingredientes e bem fritos, adicionam açúcar, a carne, a marinada e água de tamarindo. É apurado num tacho fechado a fim de que o molho fique suficientemente expesso. É geralmente servido com arroz.
Esta especialidade espalhou-se para outras regiões da Índia e Paquistão onde é denominado por vindaloo. Porém, em virtude da proibição religiosa do consumo de carne de porco, esta foi substituída por carne de frango, borrego e até peixe. Em virtude da emigração indiana para o Reino Unido, também aqui o vindalho adquiriu bastante popularidade e tornou-se muito apreciado.
Também na Madeira, em virtude do povoamento do território pelos minhotos, a carne de vinha-d’alhos tornou-se um prato típico da quadra natalícia, o qual está naturalmente relacionado com a matança do porco. Aqui é feita com carne de porco que, após ser temperada com vinagre, vinho branco, alho, louro, segurelha, sal e pimenta, é deixada a marinar pelo menos durante dois dias. Depois é cozida na própria marinada e guardada. Na altura de comer, é frita com banha de porco e servida com pão frito na mesma gordura da cozedura.
A culinária minhota é apreciada nos mais diversos recantos do mundo e adaptada ao gosto dos diferentes povos.
No passado sábado (15 de outubro), o Centro Cultural John Dos Passos, espaço tutelado pela Secretaria Regional de Turismo e Cultura, através da Direção Regional da Cultura da Madeira, que homenageia desde o alvorecer do séc. XXI o escritor americano com raízes lusas e localizado no centro da vila da Ponta do Sol, promoveu o evento “Havai: histórias de portugalidade”.
A iniciativa, aberta à comunidade, incluiu a projeção dos documentários “Mandem saudades”, realizado em 1997, do jornalista de cinema, escritor e apresentador de televisão, Mário Augusto, e “Portuguese in Hawaii”, rodado em 2018, pelo realizador luso-descendente Nelson Ponta-Garça, assim como um painel com intervenientes em presença e também online desde o Havai.
O painel presencial e online no decurso do evento “Havai: histórias de portugalidade” no Centro Cultural John Dos Passos
No painel, moderado pelo coordenador do Centro Cultural John dos Passos, Bernardo de Vasconcelos, participaram, presencialmente, além de Mário Augusto e Nelson Ponta-Garça, que apresentaram livros de sua autoria concebidos no âmbito dos documentários; Daniel Bastos, autor do livro “Crónicas - Comunidades, Emigração e Lusofonia”, já em segunda edição, que reúne as crónicas que o historiador tem escrito nos últimos anos na imprensa de língua portuguesa no mundo; Danny Abreu, descendente de madeirenses, da ilha de Oahu e de visita à Madeira propositadamente nesta altura para este evento, e que está atualmente envolvido na dinamização do Centro Histórico e Cultural Português no arquipélago americano; e Susana Caldeira, investigadora madeirense que tem centrado o seu trabalho na emigração de naturais da Pérola do Atlântico para o Havai.
Participaram também no painel, mas em formato online desde o Havai, Audrey Rocha Reed, descendente de madeirenses e com um papel fundamental na preservação da cultura lusa através do Centro Cultural Português e do Heritage Hall em Maui; Tyler Dos Santos-Tam, cônsul honorário de Portugal em Honolulu; e Paul Neves, havaiano a residir em Hilo, neto de emigrantes madeirenses e mestre de dança Hula.
Numa fase em que se perspetiva a curto prazo a assinatura de um acordo de geminação entre a Região Autónoma da Madeira e o Estado do Havai. A iniciativa promovida pelo Centro Cultural John Dos Passos, e que contou na sessão de encerramento com a presença do Secretário Regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, teve o condão de homenagear os cerca de 27 mil portugueses que, no final do século XIX e até 1913, muitos deles madeirenses, fizeram uma longa rota de emigração para o meio do Pacífico, e cujos milhares de descendentes são hodiernos pilares da sociedade havaiana.
Concomitantemente, esta linha de ação do Centro Cultural John Dos Passos, mormente o da diáspora madeirense, ao salientar a importância do fenómeno emigratório num território em que muitos dos seus naturais se encontram espalhados por nações como a África do Sul, Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos da América, França, Reino Unido ou Venezuela. Lança quiçá, as bases vindouras para a dinamização, por exemplo, no Centro Cultural John Dos Passos, de um núcleo museológico no arquipélago, que possa homenagear, estudar, preservar e comunicar as expressões materiais e simbólicas da emigração madeirense, que pelas suas enormes potencialidades culturais e turísticas seria seguramente uma mais-valia para a região e para o país.