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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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SEMANA DE MACAU EM XANGAI: MACAENSES DANÇAM À MODA DO MINHO

Começou a Semana de Macau em Xangai, onde empresários locais participaram numa bolsa de contactos que incluiu 24 expositores de produtos locais e dos países de Língua Portuguesa.

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A representar Macau – e também o Minho! – participa o Grupo “Macau do Coração”, trajando e dançando à maneira minhota, qual embaixador das nossas tradições na República Popular da China.

Fotos: Ana Manhao Sou

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MACAENSES DANÇAM EM NANJING TRAJADOS À MODA DO MINHO – FOTOS DE ANA MANHAO SOU

O Grupo “Macau no Coração” acaba de fazer a sua primeira actuação na Semana de Macau’2021 que hoje abriu ao público, em Jiangsu, província chinesa que tem Nanjing como capital. A sua participação insere-se na promoção do turismo “Macao Week”.

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Situada na região do Delta do rio Yangtze, Nanjing – a “Capital do Sul” por oposição a Pequim, a “Capital do Norte” – constitui um dos três principais centros de pesquisa científica da República Popular da China, com especial destaque nas ciências químicas, e por conseguinte um importante centro de cultura, educação, pesquisa, política, economia, redes de transporte e turismo, sendo um dos maiores portos do mundo. Foi capital de várias dinastias, reinos e governos republicanos chineses que datam do século III até 1949.

Fotos: Ana Manhao Sou

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MACAENSES LEVAM O MINHO ATÉ NANJING NA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA

O Grupo “Macau no Coração” está prestes a subir ao palco para mais uma brilhante actuação. Trata-se da Semana de Macau’2021 que abre hoje ao público, em Jiangsu, província chinesa que tem Nanjing como capital. A sua participação insere-se na promoção do turismo “Macao Week”.

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Além da actuação do “Macau no Coração”, o comércio português também se encontra representado no Programa do evento.

Os elementos do Grupo “Macau no Coração” chegaram ontem a Nanjing e só deverão regressar a Macau no próximo dia 18 de Maio, tendo previstas duas actuações diárias durante a sua permanência no festival. Entretanto, já efectuou o seu ensaio preparativo das suas actuações.

Fotos: Ana Manhao Sou

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LIVRARIA PORTUGUESA DE MACAU: UMA VITRINA DA CULTURA LUSÓFONA NO ORIENTE

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  • Crónica de Daniel Bastos

No atual contexto de crise, originado pela pandemia da Covid-19 e os efeitos do confinamento social, as livrarias, espaços incontornáveis de cultura e cidadania, travam diariamente, no território nacional e nas comunidades portuguesas no mundo, hercúleas batalhas de sobrevivência.

Muitas são as que no decurso dos últimos tempos pereceram no campo de batalha, soçobrando às incursões da concorrência de grandes cadeias, à forte pressão nas rendas do mercado imobiliário, à falta de apoios ou à alteração do modo de ler, que já não se cinge exclusivamente a ler o livro em papel.

No entanto, ainda há quem resista, insistindo em manter as portas abertas apesar das incessantes contrariedades, quais faróis de uma sociedade em que nunca foi tão necessário parar para ler, refletir e cultivar a sabedoria. É o caso da Livraria Portuguesa de Macau, uma das principais vitrinas da cultura lusófona no Oriente, que para além de funcionar como local de venda de livros e de outros produtos culturais, organiza regularmente sessões de apresentação de livros e exposições. 

Fundada em 1985 pelo Instituto Cultural de Macau, numa época em que o território asiático ainda se encontrava sob administração lusa, a Livraria Portuguesa de Macau é atualmente detida pelo Instituto Português do Oriente  (IPOR). Uma entidade pública empresarial nacional, que assume como missão central preservar e difundir a língua portuguesa e a cultura lusófona no Oriente, com vista à continuidade e aprofundamento do diálogo intercultural.

Enfrentando as diversas dificuldades com que as estruturas livreiras se debatem quotidianamente, a que assomam os problemas relacionados com a importação de livros a partir do país, mormente a distância e o custo do transporte, a Livraria Portuguesa de Macau persiste na dinamização de iniciativas e atividades direcionadas para a comunidade portuguesa em Macau.

Mas para além da comunidade lusa em Macau, cifrada em milhares de compatriotas, a Livraria Portuguesa tem procurado simultaneamente atrair um público mais vasto, de residentes de Macau que não dominam a língua de Camões e também de turistas que visitam a região autónoma chinesa.

Enquanto espaço relevante de promoção da língua portuguesa, o quarto idioma mais falado no mundo como língua materna (depois do mandarim, do inglês e do espanhol), e que está a conquistar cada vez mais estudantes chineses, segundo dados recentes do Instituto Camões atualmente cerca de cinco mil chineses estudam português em 47 universidades, a Livraria Portuguesa de Macau desempenha uma missão fundamental na dinamização da cultura lusófona no Oriente, assim como no fortalecimento das relações interculturais luso-chinesas.

MACAENSES LEVAM À CHINA AS DANÇAS E CANTARES DO MINHO

A Semana de Macau em HangZhou constituiu um enorme sucesso. Tratou-se da “Macao Week in HangZhou”, iniciativa que contou com a participação da Associação “Macau no Coração que levou à cidade chinesa de HangZhou as danças e cantares do Minho, num espectáculo que atraíu inúmeros cidadãos chineses e turistas.

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Situada no delta do grande rio Yangtzé, HangZhou – Hancheu em mandarim – é capital da província de Chequião. Com mais de 6 milhões de habitantes, é um porto do rio Fushun, a cerca de 180 quilómetros de Xangai, constituindo uma das cidades mais prósperas da República Popular da China.

Historicamente, a cidade era designada de Onchom em português, conforme resulta dos relatos de Galiote Pereira, explorador português, na obra “Algumas Cousas Sabidas da China”.

Fotos: Ana Manhao Sou

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MACAENSES LEVAM A HANGZHOU, NA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA, AS DANÇAS E CANTARES DO MINHO

“Macao Week in HangZhou” – a Associação “Macau no Coração levou à cidade chinesa de HangZhou as danças e cantares do Alto Minho, num espectáculo que já dura há 3 dias consecutivos.

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Situada no delta do grande rio Yangtzé, HangZhou – Hancheu em mandarim – é capital da província de Chequião. Com mais de 6 milhões de habitantes, é um porto do rio Fushun, a cerca de 180 quilómetros de Xangai, constituindo uma das cidades mais prósperas da República Popular da China.

Historicamente, a cidade era designada de Onchom em português, conforme resulta dos relatos de Galiote Pereira, explorador português, na obra “Algumas Cousas Sabidas da China”.

Fotos: Ana Manhao Sou

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PATOÁ, UM IDIOMA DE ORIGEM PORTUGUESA EM VIAS DE EXTINÇÃO

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Crónica de Daniel Bastos

A presença pioneira dos portugueses na Ásia no séc. XVI e XVII, catalisadora dos primeiros contactos entre a Europa e o Oriente, difundiu durante a epopeia dos descobrimentos a língua de Camões por diversas regiões do continente asiático.

Através da dominação política, do comércio ou da missionação, a influência lusa no maior dos continentes terrestres, ao longo da expansão marítima, estendeu-se ao subcontinente indiano, a Ceilão, às áreas em torno da Baía de Bengala, ao Golfo Pérsico, a Sião, a Timor, às Molucas, à China e ao Japão.

Como salienta o investigador Hugo Cardoso, em O português em contacto na Ásia e no Pacífico, a língua lusa enraizou-se a partir de então “na região asiática ao ponto de se converter em importante língua franca de comércio e diplomacia, sobretudo para comunicação com e entre as demais potências europeias (britânicos, franceses, neerlandeses, dinamarqueses) que se começaram a estabelecer na Ásia a partir de finais do século XVI”.

Uma das regiões asiáticas que ainda hoje conserva importantes vestígios da presença lusa, em particular no campo linguístico, é indubitavelmente Macau, um território sob administração portuguesa até 1999, situado na costa sul da China, nação que reassumiu a soberania sobre a região em 20 de dezembro desse ano.

Durante a vetusta administração lusa em Macau desenvolveu-se inclusivamente um crioulo de base portuguesa, normalmente denominado como patoá, mas também conhecido como língu nhonha, papiâ cristâm di Macau, papiaçâm, maquista, ou macaísta, que mistura português, cantonês, malaio, cingalês, mas também tem influências do inglês, tailandês, japonês e algumas línguas da Índia.

Como aponta Alexandra Hagedorn Rangel, na dissertação de mestrado Filhos da terra: a comunidade macaense, ontem e hoje, devido “ao desenvolvimento da escolarização feita em português durante o século XX, o patuá acabou por cair em desuso e, hoje em dia, apenas as pessoas de muita idade é que ainda falam o patuá com fluência”.

De fato, atualmente o crioulo de Macau é um idioma de origem portuguesa em vias de extinção, a quem restam apenas meia centena de falantes, sendo que um dos mais conhecidos, Aida de Jesus, ou Dona Aida, fundadora do restaurante Riquexó, conhecida como a "madrinha da cozinha macaense", faleceu no decurso do mês de março aos 105 anos.

Na esteira do linguista Ataliba Teixeira de Castilho, as “línguas não são eternas. Pelo contrário, elas morrem enquanto outras nascem e se multiplicam”, sendo que no caso específico do Patoá, património imaterial da presença portuguesa em Macau, a sua reminiscência deve continuar a servir de base ao fortalecimento das seculares relações luso-chinesas.

GALO DE BARCELOS JÁ CANTA EM MACAU ...NAS COMEMORAÇÕES DO ANO NOVO CHINÊS!

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Neste Ano Novo Chinês, o "Pavilhão Criativo em Taipa" terá uma nova experiência. de Macau no Coração convida a aproveitar o feriado com seus Amigos e Família.

新年有咩好去處?

今個新年,我地位於氹仔嘅『心在澳門•創意體驗館』將會有一個全新嘅改變仲唔快啲同屋企人/約埋班朋友仔過泥享受假期!

MACAENSES DANÇAM NA CHINA TRAJADOS À MODA DO MINHO

O Grupo “Macau no Coração” atua todos os sábados, até ao próximo dia 12 de Dezembro, no “Chimelong Ocean Kingdom”, levando até à República Popular da China as tradições e os trajes do Minho.

Chimelong Ocean Kingdom é um parque temático situado em Hengqin, Zhuhai, na Província de Cantão, República Popular da China. Faz limite com Macau.

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Foto: Macau no Coração