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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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"BRAGA PROMENADE" TRAZ AO THEATRO CIRCO "INTÉRPRETES DE EXCELÊNCIA" DA MÚSICA CLÁSSICA

Programa inicia-se este Sábado no Theatro Circo

Decorreu hoje, dia 16 de Janeiro, a apresentação do programa musical ‘Braga Promenade’. Composto pela apresentação de alguns dos mais relevantes artistas do actual panorama musical nacional e internacional, o ‘Braga Promenade’ decorrerá no Theatro Circo e inicia este Sábado, 18 de Janeiro, com a apresentação no palco principal da Orquestra Filarmónica Portuguesa com o Coro de Berlim.

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O programa prolonga-se por mais dois concertos que terão lugar nos dias 26 de Janeiro (Recital de piano de Yulianna Avdeeva) e 2 de Fevereiro (Orquestra Filarmónica Portuguesa & Ray Chen).

Este evento, que surge do trabalho conjunto realizado entre o Município, o Theatro Circo e o maestro Osvaldo Ferreira, tem por objectivo o posicionamento de Braga como uma Cidade de referência da cultura europeia, promovendo e incrementando o diálogo intercultural e atraindo públicos de todo o país e, em particular, da região do Norte de Portugal e do Norte de Espanha.

Segundo Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, esta é uma ´aposta pertinente´ uma vez que em Braga a música clássica tem público interessado, uma base formativa muito consolidada e tem gerado diversos talentos. “É importante dar corpo a um evento que projecta a cidade como palco de artistas com tanto reconhecimento internacional. A resposta do público, que praticamente já esgotou os três espectáculos, corrobora o acerto da nossa opção”, afirmou, deixando a garantia de que o ´Braga Promenade´ vai voltar em 2021 com ainda mais força e uma maior capacidade de interacção com outros agentes culturais da cidade e de envolvência em contexto de espaço público.

Por seu turno, Lídia Dias, vereadora da Cultura, salientou que a iniciativa traz a Braga ´intérpretes de excelência´. “É um bom prenúncio começar desta forma o ano em que somos Capital da Cultura do Eixo Atlântico. Estes concertos ajudam a que Braga se afirma cada vez mais como uma cidade cosmopolita e com uma oferta cultural bastante diversificada”, disse.

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ESCOLA DE ROCK + ACADEMIA DE MÚSICA EM PAREDES DE COURA

residência artística : concerto final

19 jan – 17h00 | Centro Cultural

Trinta e três alunos da Escola do Rock, 28 alunos do Ensino Articulado/Academia de Música e 7 formadores dão corpo à residência artística que tem lugar este fim de semana, 18 e 19 de janeiro, no Centro Cultural de Paredes de Coura, culminando na tarde de domingo com um concerto final pelas 17h00, com entrada livre.

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A Escola do Rock vai apresentar um espetáculo preparado com a participação dos alunos do Ensino Articulado da Escola Secundária de Paredes de Coura. À formação habitual que reúne inúmeras guitarras, baixos, baterias e vozes, junta-se uma orquestra de violinos, violoncelos, flautas, trompetes, fagotes, oboé, etc, para um repertório que inclui The Kinks, The Beatles, Tune Yards, The Arcade Fire, Jack White, entre muitos outros.

Esta residência artística tem também a particularidade de reunir a turma no renovado Centro Cultural, precisamente o espaço onde decorreram as primeiras edições da Escola do Rock Paredes de Coura.

Para além da Escola do Rock -- iniciativa do Município que em 2015 foi distinguido com o Prémio ‘UM-Cidades’ instituído pela Universidade do Minho e que tem a direção artística do Space Ensemble para a definição do plano de formação --, Paredes de Coura também dispõe do ensino articulado que envolve cerca de 100 alunos que frequentam o curso básico de música através de um protocolo de colaboração celebrado entre a Câmara Municipal, a Academia de Música de Viana do Castelo e o Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura.

EDP VILAR DE MOUROS INTEGRA MOVIMENTO INÉDITO EM PROL DO AMBIENTE E DA SUSTENTABILIDADE

Declaração de atitudes – DeclareAção - foi hoje apresentada e tem caráter prático

O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, participou hoje, em Lisboa, numa iniciativa conjunta que uniu os promotores nacionais dos maiores festivais de música, espetáculos e eventos, no âmbito da qual foi apresentada uma declaração de atitudes que visa consciencializar e mudar comportamentos em matéria de ambiente e sustentabilidade. A “DeclareAção” surge de um movimento cívico inédito que vai desafiar os portugueses a agir e começa de imediato, em prol de uma sociedade mais justa e equilibrada, utilizando as plataformas digitais e o seu potencial mobilizador como principal canal de convocação.

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A inspiração foi o “Lisboa Capital Verde Europeia”, que distingue a capital portuguesa e que este ano se assinala com muitas atividades, debates e conversas. O mote é “evoluir” e o EDP Vilar de Mouros associa-se ao movimento que irá mobilizar jovens de todo o país para definir ações que façam do mundo um lugar melhor.

A “DeclareAção” é diferente das que estamos habituados – é a primeira declaração em que, para “assinar”, é preciso agir. As 15 entidades que estão na base deste movimento, irão “desafiar jovens lideranças de todo o país para um workshop do qual resultarão 17 atitudes. Essas atitudes, baseadas nos ODS da ONU (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), focar-se-ão em áreas tão distintas como as alterações climáticas, a diversidade, a inclusão social, o desenvolvimento económico, a reciclagem, entre outras, cumprindo todas elas com a premissa de contribuírem ativamente para a construção de um mundo melhor”.

Os promotores da “DeclareAção” explicam a operacionalização do processo de seleção dos jovens em três fases: “na primeira, será levada a cabo uma pesquisa de metodologia quantitativa e qualitativa, com validação etnográfica, para identificação dos perfis de jovens líderes com voz ativa nas suas comunidades. Identificados esses jovens, com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos, serão selecionados cerca de 30, oriundos de diferentes distritos do país, de diferentes géneros, nacionalidades, classes sociais e nível de formação. Numa terceira etapa, o coletivo de jovens então formado será desafiado num Workshop com metodologia Torke CC (comprovada em mais de 300 workshops, em 14 países diferentes), onde de forma colaborativa trabalharão o desenvolvimento das ‘atitudes’ com base nas ODS”.

A seleção dos jovens, assim como o workshop, decorrerá já no próximo mês de fevereiro, sendo estando a divulgação das 17 atitudes agendada para o início de março.

O movimento nacional de consciencialização por um mundo melhor é lançado por 15 entidades, das quais fazem parte a Better World (promotora do Rock in Rio), Câmara Municipal de Loulé (organizadora do Festival MED), Câmara Municipal de Sines (do FMM Sines), Everything is New (promotora do NOS Alive), Live Experiences (responsável pelo EDPCOOLJAZZ e ID NO LIMITS), MOT (organizadora do RFM SOMNII), Música no Coração (promotora dos festivais Galp Beach Party, Super Bock Super Rock, Super Bock em Stock, MEO Sudoeste, Sumol Summer Fest), PEV (promotora do MEO Mares Vivas), Pic Nic (promotora do NOS Primavera Sound), Ritmos (promotora do Vodafone Paredes de Coura), Sons em Trânsito e Câmara Municipal de Faro (organizadores do Festival F), Surprise & Expectation (EDP Vilar de Mouros), APEFE e APORFEST, desafiando agora empresas e entidades públicas e privadas, de todos os setores, a juntarem-se à causa.

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MUNICÍPIO DE BRAGA APRESENTA PROGRAMA MUSICAL

O Município de Braga apresenta amanhã o programa musical ‘Braga Promenade’, em conferência de imprensa que terá lugar amanhã, no Theatro Circo, em Braga.

A iniciativa contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

Composto pela apresentação de alguns dos mais relevantes artistas do actual panorama musical nacional e internacional, o ‘Braga Promenade’ tem início no Theatro Circo a 18 de Janeiro, com a apresentação no palco principal da Orquestra Filarmónica Portuguesa com o Coro de Berlim e prolonga-se em mais dois concertos que acontecem a 26 de Janeiro e 2 de Fevereiro.

ACADEMIA DE MÚSICA DE BASTO DEU CONCERTO DE ANO NOVO EM CELORICO DE BASTO

2020 é o ano de celebração dos 15 anos da Academia de Música de Basto e, por isso, será um ano pleno de iniciativas marcantes.

A primeira dessas iniciativas decorreu no sábado, 11 de janeiro, no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários Celoricenses, o Concerto de Ano Novo com a Grooving Orchestra  by AMB e a participação especial de Rui Andrade.

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Um concerto marcante que procurou brindar a comunidade local, demonstrando o “trabalho excecional que a Academia de Música tem feito com os jovens desta terra, em particular, desde 2005, em que foi possível criar condições para que todos tivessem acesso ao ensino das artes, concretamente à música” disse Joaquim Mota e Silva, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto. O autarca, presente neste Concerto de Ano Novo, não pode deixar de enaltecer o empenho e dedicação de todos para que este projeto perdure com sucesso. “Este é um projeto marcante para a vida dos jovens e de toda a comunidade e eu, em particular, fico especialmente satisfeito por verificar o caminho de sucesso que tem percorrido e que irá continuar a percorrer. Um trabalho que é fruto do desempenho particular da professora Carla e da Professora Cristiana Lopes que, nunca baixaram os braços na busca da concretização dos seus objetivos. É um projeto que nos deixa, enquanto autarquia, muito satisfeitos, ao verificar este dinamismo, com objetivos concretos alcançados, contando com mais de 100 alunos a lecionar nesta AMB, e com muitos projetos aliciantes para concretizar”.

Um concerto que encheu o Cineteatro dos Bombeiros Voluntários Celoricenses onde foi possível ouvir um vasto repertório ao som da Grooving Orchestra by AMB nomeadamente Gonna Fly Now de Bill Conti, Bohemian Rapsody dos Queen, Feeling Goog de Nina Simone e muitos outros temas. A participação especial de Rui Andrade foi também muito aguardada pelo público que interpretou o tema “My Way” de Frank Sinatra e participou em outros temas.

Um espetáculo memorável no arranque das comemorações dos 15 anos da Academia de Música de Basto como nos salientou uma das Diretoras Pedagógicas, Carla Lopes. “Estamos muito gratas pela evolução da nossa Academia, foram 15 anos únicos, cheios de trabalho e dedicação a um projeto que nos deixa imensamente felizes. Um projeto só possível graças ao apoio de várias entidades nomeadamente o Município de Celorico de Basto e em particular o Sr. Presidente, Joaquim Mota e Silva, que sempre nos apoiou e permitiu que fosse possível criar as condições para hoje, podermos contar uma história de sucesso”.

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MIGUEL ANGELO | NOVA (POP). CONVIDADOS: FILIPE SAMBADO E CHINASKEE. PRIMEIRO ESPECTÁCULO DO ANO NO TEATRO DIOGO BERNARDES EM PONTE DE LIMA

10 de Janeiro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Amanhã, sexta-feira, 10 de Janeiro, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, Miguel Angelo apresenta a um concerto integrado na tour NOVA (pop), com os convidados .Filipe Sambado e Chinaskee..

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No ano em que celebra 35 anos de carreira, Miguel Angelo editou NOVA (pop) a 15 de Novembro. Neste álbum o artista colabora com novos nomes da música portuguesa: Filipe Sambado, Chinaskee, D’Alva e Surma.

O primeiro single, Nova, foi apresentado em Setembro e resulta da acção directa de Filipe Sambado e Chinaskee sobre demo de Miguel Angelo, que com liberdade total e autonomia participam nele e assinam a sua produção.

O segundo tema foi apresentado em Outubro. Aquista resulta da colaboração entre Miguel Angelo e Surma, no campo da composição e produção.

O ponto de partida foi um pequeno livro de Herman Hesse, ao qual o autor roubou o título e o ambiente de que necessitava para se inspirar.

A experiência sonora em Aquista transporta-nos para uma dimensão hermética – ao mesmo tempo bela e delicada – numa assombração derivada da estadia de Hesse nas Termas de Baden, Suíça, no ano de 1923.

Quimera foi o terceiro tema a ser revelado e é o feliz resultado da colaboração de Miguel Angelo com os D’Alva. Com Ben Monteiro e Alex D’Alva Teixeira como timoneiros, Quimera é a viagem perfeita da pop que os une entre o passado, o presente e o futuro da música popular. Gravada entre os lendários estúdios dos Delfins (1 Só Céu, Cascais) e a cápsula do tempo dos D’Alva, as referências geracionais ondulam num puro groove pop que serve como base de uma das canções mais clássicas que o artista editou a solo.

Apresentado a 18 de Novembro no Arena Live do Casino Lisboa, a 10 de Janeiro, num concerto muito especial e com convidados de excelência, NOVA (pop) é apresentado ao vivo no Teatro Diogo Bernardes.

Bilhetes à venda (10,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

PAREDES DE COURA RECEBE CONCERTOS DE MÚSICA

‘Snow Angel’ pelo coro CouraVoce. Piano: Diogo Zão + violoncelo: Bruno Fernandes. sexta | 10 jan | 21h30 | Centro Cultural

‘Snow Angel’ é o concerto promovido pelo coro CouraVoce, acompanhado ao piano por Diogo Zão e ao violoncelo por Bruno Fernandes. Com direção de Vitor Lima, o CouraVoce apresenta-se esta sexta-feira, dia 10 de janeiro, pelas 21h30, levando ao Centro Cultural de Paredes de Coura algumas das suas mais brilhantes interpretações.

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O CouraVoce é um coro feminino que tem vindo a desenvolver um trabalho regular desde 2017, no âmbito do ensino artístico especializado da música. Interpreta repertório coral diversificado de diferentes épocas e estilos, de compositores como J. Rutter, K. Jenkis, V. Johnson, D. Wiicoks, E. Whitacre, G. Caccini, P. Casals, L. Tinoco e F. L. Graça, entre outros. Atualmente é constituído por mais de 30 elementos e tem-se apresentado em múltiplas audições públicas como por exemplo a participação na peça de teatro “Ante mim”, levada à cena pelas Comédias do Minho, na Casa Grande de Romarigães.

O concerto ‘Snow Angel’ tem entrada livre, à semelhança do XIX Encontro de Janeiras que tem lugar no dia seguinte, sábado, pelas 21h00, também no Centro Cultural

Encontro de Janeiras com 15 grupos

São quinze as associações do concelho de Paredes de Coura que se reúnem em mais um Encontro de Janeiras, dando corpo a uma das tradições mais ricas e bonitas do cancioneiro popular courense.

A Associação de Lamamã, Associação de Rubiães, Junta de Freguesia de Romarigães, Rancho Folclórico Camponês do Bico, Grupo de Catequese de Castanheira, Associação de Cristelo, Clube de Natação e Cultura, Sporting Clube Courense, Associação de Paredes de Coura, Associação de Parada, Associação de Padornelo, Associação de Mozelos, Associação de Insalde, Universidade Sénior e a Confraria de Nossa Senhora da Pena, num total de cerca de 350 elementos, entre cantadores e músicos, proporcionam o som e o tom ao XIX Encontro de Janeiras de Paredes de Coura, depois de terem percorrido as aldeias do concelho a cantar os Reis e as Janeiras.

Como habitualmente, este Encontro de Janeiras é precedido por um desfile pelas ruas centrais de Paredes de Coura, com concentração no Largo Visconde de Mozelos, junto aos Paços do Concelho, e percorrendo em animada marcha pela Rua Conselheiro Miguel Dantas até ao Centro Cultural. 

Posteriormente a este Encontro de Janeiras, os grupos das associações culturais, recreativas e desportivas, estabelecimentos de ensino locais, grupos de catequese, Lar de Idosos e Centros de Dia, provenientes de todo o município, continuarão durante todo o mês de janeiro a visitar as casas e a Cantar as Janeiras, como é tradição neste concelho do coração do Alto Minho, e que todos os anos rejuvenesce partilhando saberes e experiências de geração em geração.

O FOLCLORE E A MÚSICA BARROCA

Desde sempre, os grandes compositores foram beber à fonte da criatividade do povo a sua inspiração para a construção de grandes obras da música erudita de todos os tempos. Apesar da sua finalidade espiritual e religiosa, também a música barroca não constituiu uma exceção à regra.

Domenico Scarlatti inspirou-se no folclore português

Como é sabido, o período da dominação filipina em Portugal que decorreu entre 1580 e 1640, caracterizou-se pela inexistência de uma corte em Lisboa que teve como reflexo imediato o empobrecimento da vida cultural do Reino. Com o desaparecimento da dinastia de Avis, a capela real suspendeu as suas atividades e acabaria por ser posteriormente suplantada pela capela ducal de Vila Viçosa que passou inclusivamente a exibir maior esplendor.

A música profana quase desapareceu e a corte filipina, então a residir em Madrid, não patrocinava a edição de música portuguesa nem, de um modo geral, qualquer dinâmica que conferisse à capital portuguesa maior importância cultural. Porém, isso não a impedia de apoiar algumas iniciativas que visavam naturalmente aliciar as elites portuguesas, tal como sucedeu com a impressão em 1620 da obra “Flores de Música”, da autoria de Manuel Rodrigues Coelho, ou ainda permitir a divulgação em Espanha de muitas obras musicais criadas pela chamada “Escola de Évora”.

Acresce aos efeitos da dominação filipina as limitações impostas pelo Concílio de Trento, a Contra-Reforma e a introdução da Inquisição. Com efeito, as condições políticas, sociais e religiosas então existentes não permitiam a Portugal manter-se atualizado em relação às grandes novidades culturais que já então se faziam sentir noutros países europeus. Apesar disso e paradoxalmente, foi precisamente o próprio contexto político em que se vivia sob a dominação espanhola que veio a contribuir para o incremento do fervor religioso e, em consequência, o florescimento da polifonia que então se expandia em toda a Europa. Assim, este período grandioso da música portuguesa, acabaria por coincidir com o auge da polifonia clássica na Europa do século XVII.

E, tal como nos descreve o escritor Rodrigues Lobo na sua obra “Corte na Aldeia”, “os fidalgos e cortesãos por suas quintas e casais, vieram a fazer cortes nas aldeias”, também a música e as atividades que lhe estão subjacentes como o seu ensino e a construção de instrumentos musicais encontraram nas catedrais e noutras instituições religiosas situadas na província autênticos conservatórios que, pese embora as condições políticas existentes à altura, transformaram precisamente aquele período naquilo que é considerado “a verdadeira idade de ouro da música portuguesa”. Entre essas catedrais distinguiu-se a Sé de Évora, a tal ponto que passou a ser classificada como a “Escola de Évora” por não só se tratar de um local de aprendizagem como ainda e principalmente de um sítio que se viria a revelar na formação de uma nova corrente estilística. À importância que veio a ter a “Escola de Évora” não foi, naturalmente, alheio o facto de D. João III ter decidido instalar a corte precisamente nessa cidade e ainda ter o Cardeal D. Henrique dotado a Sé de Évora de uma magnífica capela musical e, para o efeito, haver contratado diversos cantores e instrumentistas.

Foi ainda a convite do Cardeal D. Henrique que Manuel Mendes se tornou em 1575 Mestre da Capela do Claustro da Sé de Évora, o qual veio a formar uma autêntica plêiade de grandes compositores e músicos que se notabilizaram durante esse período áureo da música portuguesa, salientando-se entre eles Frei Manuel Cardoso, Filipe de Magalhães e Duarte Lobo.

Por seu turno, também o Duque de Bragança, D. Teodósio II, patrocinou a edição de partituras musicais em Lisboa e em Amesterdão, muitas das quais viriam a ser interpretadas na Sé de Évora. Foi ainda D. Teodósio II, pai do futuro rei D. João IV, quem instituiu o Colégio dos Santos Reis Magos que visava preparar os cantores que deveriam ingressar a capela do Paço Ducal de Vila Viçosa.

A importância então atribuída à música religiosa e a razão do seu predomínio sobre a música profana deve-se ao facto daquela ser então considerada música séria cuja verdadeira finalidade é louvar o Criador, o que explica o valor atribuído às capelas musicais das catedrais e outras instituições religiosas. Destinava-se essencialmente a acompanhar as cerimónias litúrgicas e, por conseguinte, era no seio da Igreja que a música desempenhava a sua função. Portanto, o florescimento então verificado apenas se poderia produzir no meio religioso.

Concretamente em relação às obras produzidas pela “Escola de Évora”, não obstante as condições sociais então existentes, estas revelavam-se de elevado valor técnico e artístico, alcançando um grande nível de perfeição musical. E, pese embora a música sacra ser então especialmente destinada a cumprir uma missão espiritual, ao contrário do que se verificava com a música profana que apenas servia para divertir nos serões da corte ou nas festas do povo humilde, a polifonia acabaria por vir a influenciar fortemente a música tradicional do Alentejo, vulgarmente designada por “cante”, principalmente da margem direita do rio Guadiana, onde o cantochão constitui a expressão musical mais saliente, interpretado por corais polifónicos constituídos quase sempre por componentes do sexo masculino, em grande medida devido à distribuição do povo no seio da própria Igreja. Trata-se, com efeito, uma herança cultural a que naturalmente não foi alheia a influência da “Escola de Évora” e dos frades da Serra d’Ossa.

Também no reinado de D. João V, o famoso compositor Domenico Scarlatti, filho do não menos célebre Alessandro Scarlatti, passa a viver em Lisboa e radica-se na corte portuguesa, tendo sido compositor real e mestre dos príncipes. Apesar de ter vivido durante o período do barroco, a sua arte viria a influenciar sobretudo o período clássico. Recebe notável influência de Carlos Seixas e inspira-se no folclore português, concretamente num fandango e numa canção da Estremadura para produzir duas das suas sonatas.

Inúmeros são os exemplos que demonstram a influência do folclore na música erudita em geral e não somente na música barroca. De resto, é o povo que cria a música em relação à qual os compositores vão conferir-lhe uma forma musical mais elaborada. Mas, o ensinamento que retiramos do conhecimento da relação existente entre a música folclórica e a música erudita é que não existe qualquer espécie de divórcio entre ambas como algumas mentes menos cultas supõem, originando um certo preconceito sempre que se referem ao folclore com manifesta ignorância.

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/

 

SÉNIORES DE VIEIRA DO MINHO DERAM MÚSICA AOS AUTARCAS

Grupo de Cavaquinhos da Universidade Sénior cantou janeiras na Câmara Municipal

O Grupo de Cavaquinhos da Universidade Sénior de Vieira do Minho visitou, hoje as instalações da Câmara Municipal para cantar as Janeiras. A comitiva foi recebida nos Paços do Concelho, pelo executivo Vieirense que aproveitou o ensejo para felicitar a iniciativa.

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O Grupo  trouxe cânticos cheios de alegria e boa disposição para saudar nesta quadra festiva, o presidente da Câmara Municipal,  António Cardoso, os  funcionários e público ali presente.

No final, o presidente da Autarquia agradeceu a presença dos cantadores e tocadores que ali se deslocaram, salientando que” esta é uma forma que as pessoas tem para saudar e desejar felicidades para o ano que iniciou”.

E, desta forma se cumpriu uma vez mais a tradição, em Vieira do Minho.

MÚSICA TRADICIONAL E MÚSICA ERUDITA

Pela sua envolvência e salvo opinião técnica mais fundamentada no que respeita às condições acústicas, existem na nossa região algumas igrejas e outros locais deveras apropriados à realização de espetáculos de música erudita, mormente dos períodos medievais e barroco, incluindo a recitação de poesia do nosso cancioneiro galaico-minhoto que representa a aurora da poesia portuguesa.

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E, para que melhor se compreenda que não existe qualquer barreira entre a música erudita e a música popular, sendo injustificado um certo preconceito existente em relação ao folclore, transcreve-se seguidamente um artigo recentemente publicado no Portal do Folclore

A música erudita é, por definição, toda a criação musical resultante da erudição, produzida de acordo com regras que foram sendo estabelecidas ao longo de várias épocas, integrando vários géneros que respeitam a diferentes fases estéticas e que vão desde a Idade Média aos nossos dias. Ela abrange períodos tão distintos que correspondem a categorias tão diversas como a música medieval e renascentista, a música barroca e a clássica, do Romantismo e a música contemporânea. Com influência grega e hebraica, as suas raízes remetem para a liturgia cristã e das canções trovadorescas que estão na origem do cancioneiro galaico-minhoto.

Por conseguinte, o conceito de música erudita não contempla a música popular tradicional. Porém, muitos foram os compositores que, ao longo dos tempos, se inspiraram nas tradições folclóricas para construírem as suas obras musicais. Bastará que nos recordemos de Brahms, Haydn e Beethoven, nos países germânicos, Lizt e Béla Bártok, na Hungria e Stravinsky, na Rússia. E, entre nós, Luís de Freitas Branco e Fernando Lopes Graça, Ruy Coelho e Vianna da Motta. Conforme disse João de Freitas Branco: “Uma história da música portuguesa, ainda que tendo como objecto a arte sapiente de compositores e intérpretes, não pode ignorar o que é, afinal, a mais portuguesa de quantas músicas, porque vive no seio do povo”.

Desde logo, podemos situar nas “cantigas de escárnio e maldizer” a origem das desgarradas e cantares ao desafio, da mesma forma que os poetas repentistas se filiam na tradição dos jograis e menestréis, conservando a sátira como sua principal característica. Retomando as palavras de João de Freitas Branco, “…as danças dos pauliteiros, com seus trajes e preceitos curiosíssimos, dir-se-iam também reconstituições de costumes medievais, enquanto as encomendações das almas acusam de outro modo a penetração cristã. Os belos corais alentejanos sugerem a influência da música polifónica religiosa, que foi tão brilhantemente cultivada na região, e outros exemplos, nomeadamente no Douro Litoral, descendem também do canto a duas e mais vozes de há centenas de anos, conservando por vezes, pouco deterioradas, formas definidas, designadamente de vilancico, e permitindo até, num ou outro caso, aventar a hipótese de proveniência de trechos conhecidos por via dos cancioneiros renascentistas”.

Com efeito, o cante alentejano deve em grande parte a sua influência à música polifónica dos frades da Serra d’Ossa e à denominada “Escola de Évora” que constituiu um dos expoentes do período barroco, considerada a idade de ouro da música portuguesa, denunciando o cantochão no modo muito peculiar da forma mais solene de cantar na margem direita do rio Guadiana. Antes, porém, encontramos no teatro de Gil Vicente a inspiração da música tradicional a acompanhar versos de sabor popular:

Em Portugal vi eu já

Em cada casa pandeiro

E gaita em cada palheiro;

E de vinte anos a cá

Não há hi gaita nem gaiteiro

É ainda nesta época, mais concretamente durante o reinado de D. João V, que o célebre compositor Domenico Scarlatti, filho do não menos famoso Alessandro Scarlatti, se fixa em Lisboa e passa a viver na corte portuguesa, tendo aí desempenhado as funções de compositor real e mestre dos príncipes. Também ele se inspira no folclore português e compõe duas sonatas baseadas num fandango e numa canção típica da Estremadura.

Mas, são os compositores do Romantismo quem mais recorre aos temas folclóricos, criando obras de inigualável beleza. Esta corrente artística inspirou-se nomeadamente nos temas medievais e na tradição popular com vista à criação de um nacionalismo que veio a conduzir ao estabelecimento de muitas nações independentes na Europa. São dessa altura as mazurcas de Chopin, as rapsódias húngaras de Liszt e Brahms e as danças andaluzes de Manuel de Falla. Dvórak, Stravinsky, Schubert, Schumann, Mendelssohn, Grieg, Debussy, Glinka, Sibélius e Villa-Lobos foram outros tantos compositores que incluíram no seu reportório a música tradicional dos seus países.

Considerado um dos mais consagrados compositores portugueses de sempre, Luís de Freitas Branco compõe Alentejo, Suites nº. 1 e 2, enquanto Vianna da Motta recorre à música tradicional e produz peças para piano como “Rapsódias portuguesas”, “Canções portuguesas” e “Duas Romanzas”. Entre os seus discípulos contam-se João de Freitas Branco e Fernando Lopes Graça. Também Alfredo Keil e a sua “Ópera Serrana” e Ruy Coelho, a quem se deve a divulgação internacional da ópera portuguesa, a ópera “Tá-Mar” e as músicas sinfónicas “Rondó Alentejano” e “Seis Canções Populares Portuguesas e Peninsulares”. Foi o autor da banda sonora do filme “Ala-Arriba!”, de Leitão de Barros.

Graças à invenção dos gravadores de som, surgiu nos finais do século XIX a etnomusicologia – ou antropologia da música – que visa o estudo musical da canção folclórica e o seu enquadramento etnográfico, dando origem a um árduo trabalho de recolha que viria a ser fundamental para a sua reconstituição e também para a criação dos reportórios dos ranchos folclóricos. Entre os seus fundadores contam-se os húngaros Zoltán Kodály e Béla Bartók que procederam ao levantamento da música tradicional húngara e romena.

Na senda de Béla Bartók, Fernando Lopes Graça produziu numerosas peças corais inspiradas no folclore português, de entre as quais salientamos “eu fui à terra do bravo”, publicou “A Canção Popular Portuguesa” e, em parceria com Michel Giacometti, a “Antologia da Música Regional Portuguesa”. Este, por sua vez, publicou o “Cancioneiro Popular Português” e procedeu a um grandioso trabalho de recolha de música tradicional.

Uma vez mais, parafraseando João de Freitas Branco, “O estudo ao mesmo tempo aprofundado, sistemático e em grande escala do folclore nacional está ainda por fazer. (…) Se as entidades competentes lhes não acudirem, não tardará que se perca para sempre um insubstituível tesouro nacional”. Constatando a ignorância com que o folclore é frequentemente encarado, bem revelador de um certo provincianismo que se pretende fazer passar por cosmopolita, não nos surpreende que o mesmo acabe irremediavelmente perdido!

Bibliografia:

- GRAÇA, Fernando Lopes. A Canção Popular Portuguesa. Publicações Europa-América. Lisboa.

- BRANCO, João de Freitas. História da Música Portuguesa. Publicações Europa-América. 4ª Edição. Lisboa. 2005

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DEZ COROS COMUNITÁRIOS CANTARAM EM UNÍSSONO E ENCANTARAM O PÚBLICO EM FAMALICÃO

Projeto comunitário encerrou este domingo, na Praça D. Maria II, campanha de Natal

Dez coros comunitários de Vila Nova de Famalicão uniram-se numa só voz e cantaram, este domingo, em uníssono as músicas de Natal mais tradicionais, encerrando a campanha natalícia 2019 no concelho. Várias centenas pessoas formaram este mega coro que foi dirigido pelo maestro Keith Horsfall, músico e professor envolvido na educação artística há mais de 30 anos. O momento carregado de simbolismo e emoção encheu a Praça D. Maria II com muitas centenas de pessoas, que imbuídas do verdadeiro espírito comunitário, participaram na festa.

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O espetáculo foi o culminar da iniciativa “Comunidades (en)Coro”, promovida pela Câmara Municipal de Famalicão, no âmbito do programa Famalicão Comunitário, durante a época natalícia.

Em palco, estiveram todos os participantes dos dez coros representativos de cada uma das Comissões Sociais Inter-Freguesias do concelho, que ao longo do mês de dezembro trouxeram magia e fantasia à cidade.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que assistiu ao concerto “esta iniciativa é a prova da força e do potencial da nossa comunidade”. “Juntos conseguimos fazer coisas verdadeiramente fantásticas e esta iniciativa, “Comunidades (en)Coro”, é prova disso mesmo”, afirmou o autarca visivelmente satisfeito com o sucesso desta ação.

A iniciativa arrancou no dia 1 de dezembro, com concertos todos os domingos, no Mercado de Natal.

Refira-se que os coros, que foram orientados por pessoas do próprio território, foram constituídos por pessoas das diversas freguesias que foram desafiadas a cantar através do programa Famalicão Comunitário promovido pela Câmara Municipal de Famalicão.

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ARCOS DE VALDEVEZ RECEBE MAIS UMA EDIÇÃO DO FESTIVAL SONS DO VEZ

18ª Edição do Sons de Vez arranca a 08 de Fevereiro com Dead Combo

A Casa das Artes de Arcos de Valdevez recebe nos meses de Fevereiro e Março 11 concertos intimistas, que evidenciam o melhor da música portuguesa, nos seus diferentes géneros, naquele que é o primeiro festival do ano.

Intimismo, proximidade e concertos irrepetíveis são marcas identitárias do Sons de Vez, o primeiro festival do ano que desde 2002 decorre, sem interrupções, no Auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez, sendo hoje um dos mais consagrados e respeitados momentos de promoção da melhor música nacional, que congrega, como nenhum outro, artistas e público numa comunhão de emoções e diálogo musical.

Este ano será também momento de reencontros e novidades. Logo a abrir, a 08 de Fevereiro, um regresso ao Sons e uma despedida emotiva dos palcos com os amigos Dead Combo de Tó Trips e Pedro Gonçalves.

No fim-de-semana seguinte, a 15 de Fevereiro, a herança étnica e cultural dos D’Alva transporta-nos para um universo onde a liberdade e a energia próprias dos trópicos se cruzam com uma forte estética pop.

A 22 de Fevereiro, o Sons de Vez faz uma revisita ao universo sonoro de Pedro e os Lobos, agora com o apoio do Coro Infantojuvenil do Conservatório de Música e Dança de Arcos de Valdevez, provando que a música é também multigeracional.

O mês de Fevereiro termina a 29 com uma aposta no bom gosto musical e na sensibilidade apurada, na criatividade e no fulgor de uma banda que parece imparável, os Capitão Fausto que se apresentam em palco com “A Invenção do dia claro”.

Para o arranque do mês de Março, mais concretamente no dia 07, a proposta é de pluralidade sonora com as performances de OMIRI que nos sugere um baile electrónico com a remistura de temas do nosso cancioneiro tradicional aqui misturadas com ritmos dançáveis; e Maria João Fura que se apresenta em quinteto para dar a conhecer o disco “Fura” recheado de belas canções em português.

A 14 de Março, os Rackham iniciam as hostilidades transportando-nos para um universo sonoro experimental e progressivo, abrindo espaço à intervenção dos PAUS que nos têm habituado a concertos vibrantes e carregados de energia.

No fim-de-semana seguinte, a 21 de Março, um momento histórico que coloca em palco os locais Nó Cego que quebram assim um interregno de 10 anos sem tocar e os “raros” Tarantula, pais do Heavy Metal nacional.

Esta 18ª Edição termina da melhor forma, a 28 de Março, com concerto a cargo de uma das grandes vozes do fado na atualidade e uma das artistas portuguesas com maior projeção internacional, Carminho.

Os concertos têm sempre início marcado para as 23h00 e os bilhetes são colocados à venda na semana respeitante a cada concerto, podendo ser adquiridos localmente ou por reserva telefónica através do número 258520520. Informações adicionais são disponibilizadas pelo correio eletrónico casadasartes@cmav.pt ou em facebook.com/sonsdevez

Igualmente marca identitária do Sons é a exposição de fotografia sobre alguns dos melhores momentos da edição 2019 do festival, a decorrer no Foyer do Auditório.

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MUNICÍPIO DE VIZELA PROMOVE CONCERTO COM BANDA VIZELENSE "JESUS THE SNAKE"

No seguimento dos objetivos definidos no Plano Estratégico para a Juventude - Juventude em Ação, a Câmara Municipal de Vizela promove um concerto com banda vizelense ‘Jesus The Snake’, no próximo dia 10 de janeiro, às 21.30h, na tenda de Natal do Fórum Vizela.

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Os Jesus The Snake, naturais de Vizela, são uma banda de prog/psych rock fundada em 2016, cujas influências vão de Pink Floyd e Camel até ao psicadélico pesado de Colour Haze e Causa Sui. É atualmente o projeto musical alternativo local com maior projeção nacional e internacional, tendo tocado recentemente em França, Espanha e no Sabotage Club, em Lisboa, e na  famosa sala portuense Hard Club.

No dia 10 de janeiro, os Jesus the Snake vão tocar pela primeira vez em Vizela o seu mais recente álbum Black Acid Pink Rain, editado em julho de 2019.

A promoção deste concerto pela Câmara Municipal de Vizela assenta nos objetivos definidos no Plano Estratégico para a Juventude - Juventude em Ação, estimulando o trabalho desenvolvido por jovens músicos e por projetos musicais vizelenses, dando oportunidade aos artistas da terra para promoverem o seu trabalho.

O objetivo é a promoção de trabalhos de relevância artística, permitindo à população o contacto com a produção artística desenvolvida no concelho, potenciando o valor dos artistas de Vizela, reforçando, ao mesmo tempo a dinâmica cultural do Concelho no que respeita aos gostos da juventude.

Através deste Plano Estratégico para a Juventude, a Câmara Municipal de Vizela revela o seu empenho em fazer efetivar os direitos da juventude consagrados na Constituição da República Portuguesa, mas sobretudo revela o seu empenho na defesa, salvaguarda e promoção de um dos seus ativos mais preciosos, a Juventude.

FAMALICÃO ACOLHE CONCERTO A SER REALIZADO POR CORO COM QUASE MEIO MILHAR DE CORALISTAS

Concerto decorre este domingo, dia 5 de janeiro, na Praça D. Maria II: Mega coro de quase 500 pessoas no último concerto do “Comunidades (en)Coro”

Perto de meio milhar de pessoas constituem o enorme coro comunitário que este domingo, dia 5 de janeiro, vai protagonizar o concerto de encerramento da iniciativa “Comunidades (en)Coro”, promovida pela Câmara Municipal de Famalicão, no âmbito do programa Famalicão Comunitário, durante a época natalícia.

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O concerto, que terá lugar no Mercado de Natal, localizado na Praça D. Maria II, a partir das 16h30, vai juntar em palco todos os participantes dos dez coros representativos de cada uma das Comissões Sociais Inter-Freguesias do concelho, que ao longo do mês de dezembro abrilhantaram a iniciativa.

A atuação deste domingo do “Coro Famalicão Comunitário” será conduzida pelo maestro Keith Horsfall, músico e professor envolvido na educação artística há mais de 30 anos. Com uma vasta experiência como coordenador de um serviço regional de música, em Dudley, Inglaterra, e como dirigente de uma equipa de artes da comunidade e de um centro de artes regional, Keith Horsfall é o atual presidente do Conselho de Artes de Dudley e também de uma estação de rádio comunitária.

Recorde-se que a iniciativa arrancou no dia 1 de dezembro, com concertos todos os domingos, pelas 16h00 e pelas 17h00.

Os coros, que foram orientados por pessoas do próprio território, são constituídos por pessoas das diversas freguesias que foram desafiadas a cantar através do programa Famalicão Comunitário promovido pela Câmara Municipal de Famalicão.