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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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GNR ATUAM EM VIANA DO CASTELO

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Os GNR atuam já no próximo dia 11 de fevereiro no Montepio às Vezes o Amor, o festival de música do Dia dos Namorados. Esta banda portuguesa apresenta-se no Centro Cultural de Viana do Castelo, às 21h30.

Os GNR são uma banda incontornável na história da música portuguesa. São 42 anos de uma carreira construída por canções de sucesso e momentos que fazem parte da nossa cultura e da música portuguesa. Músicas como “Dunas”, “Efetivamente” ou “Pronúncia do Norte”, entre muitas outras, são ainda hoje, a banda sonora da vida de milhões de portugueses.

Vai contar com um concerto especial, com Rui Reininho, Jorge Romão e Tóli César Machado, trazendo de volta as canções de sempre.

Haverá música para preencher os corações que se apaixonam.

Contamos consigo para esta celebração?

Bilhetes já disponíveis: bit.ly/3hQHxIk

O FOLCLORE NA ERA DO DISCO DE VINIL

Com o aparecimento em 1948 do disco de vinil, os antigos discos de 78 rotações que eram utilizados nas velhinhas grafonolas foram guardadas no baú das memórias. A partir de então, começaram a produzir-se em série de dois formatos: o Long Play (LP) ou seja, de longa duração, com 33 rotações por minuto e o single de 45 rotações. Porém, pouco mais de três décadas haviam de durar até aparecer no final da década de oitenta do século passado os compact discs, vulgo CD’s, transformando o disco de vinil em peça de museu.

O disco de vinil consiste num disco de plástico que, por meio da ação de um gira-discos, efetua a rotação do disco no sentido dos ponteiros do relógio e conduz a agulha sobre minúsculos sulcos que a fazem vibrar e, de forma mecânica, transformam as vibrações em sinal elétrico e este, uma vez amplificado, é produzido analogicamente em música.

A aproximação do Verão e com ele a época dos espetáculos era sempre antecedida pelo lançamento de um disco – um LP ou, pelo menos um single – que haveria de acompanhar toda a tournée do artista ou agrupamento, fazendo da primeira música do lado A o sucesso da ocasião. À falta de reportório atualizado, as novas edições recuperavam gravações anteriores a fim de garantir a divulgação dos artistas e as receitas das editoras discográficas. Algo que não difere substancialmente dos tempos que correm…

A capa dos discos constituía um dos seus principais atrativos, tanto pela qualidade gráfica como ainda pela informação disponibilizada, sobretudo nas capas dos discos de longa-duração (LP’s). De resto, pela sua apresentação e o próprio circuito de distribuição, o disco de vinil possuía um estatuto diferenciado da cassete de fita magnética.

Também o folclore deve ao disco de vinil em grande medida a sua divulgação. Muitos foram os ranchos folclóricos que à época gravaram o seu disco, exibindo na capa um motivo etnográfico adequado ou a imagem do próprio grupo. Dependendo naturalmente da importância da etiqueta e da sua capacidade de distribuição, o disco de vinil contribuiu grandemente para o prestígio de muitos grupos folclóricos uma vez que, de certa forma, representava um reconhecimento pelo seu trabalho por parte das editoras discográficas que apostavam na sua comercialização.

Encontramo-nos na era do compact discs (CD) e do Digital Versatile Disc (DVD) que permitem a leitura ótica e uma maior capacidade de armazenamento de ficheiros em formato digital. O disco de vinil, contudo, ocupa um lugar de destaque na história da divulgação do folclore, com tanto ou maior impacto do que a sua própria atuação ao vivo. Sem ele, seguramente muitas das nossas músicas tradicionais não teriam ficado no ouvido de muitas pessoas tanto que, salvo honrosas exceções, o folclore português jamais mereceu destaque significativo na programação televisiva e radiofónica.

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BANDA DA SOCIEDADE MUSICAL DE ARCOS DE VALDEVEZ BRINDOU ARCUENSES COM CONCERTO DE ANO NOVO

A Banda da Sociedade Musical de Arcos de Valdevez subiu, mais uma vez, ao palco do Auditório da Casa das Artes concelhia para, tal como nos tem habituado no início do ano, brindar o público com os seus arranjos musicais de atestada qualidade.

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O tradicional concerto celebrativo da entrada do Novo Ano decorreu no habitual registo de qualidade e inovação aportado por esta centenária instituição, plena de história e uma verdadeira referência da vida cultural arcuense, e reconhecidamente uma das melhores bandas nacionais.

O Presidente da Câmara Municipal João Esteves, marcou presença neste concerto e fez questão de parabenizar os músicos, o Maestro da Banda e a Direção da Sociedade Musical Arcuense pelo excelente trabalho que desempenham.

Neste concerto de Ano Novo, o autarca também desejou a todos os arcuenses votos de um Próspero Ano de 2023 e solicitou o envolvimento de todos na construção de Arcos de Valdevez

Atualmente a Banda é composta por cerca de 65 músicos, muitos deles têm formação musical na própria Banda, outros frequentam academias e escolas profissionais de música e, existe ainda, o grupo de músicos com formação superior.

Atualmente sob regência do Maestro Álvaro Pinto, a Banda dispõe de um vasto, renovado e variado repertório e dispõe igualmente de um coral de música sacra que apoia o culto religioso.

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AMARES REALIZA CONCERTO DE ANO NOVO

“Um Natal para Amar(es)” superou expetativas: Programação abrangente encerra este Domingo com Concerto de Ano Novo

“Um Natal para Amar(es)”. Assim foi a programação especial promovida pelo Município de Amares durante a época festiva que convidou as famílias amarenses a disfrutarem da magia natalícia. Diversas iniciativas culturais, desportivas, solidárias e de lazer, com destaque para a música, corridas, mercado natalício, atividades circenses, tradições, comércio local, artesanato, fizeram parte do programa que se estendeu até ao final do mês de janeiro e encerra este domingo, dia 22, com o Concerto de Ano Novo, que acontece no Mosteiro de Rendufe às 15h00.

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Em jeito de balanço, o Vereador do Município de Amares, Vítor Ribeiro, manifestou o seu contentamento com a adesão e o feedback “extremamente” positivo dos amarenses que “aderiram em massa” a todas as atividades. “No geral, todos os eventos tiveram muito sucesso. As sessões de circo, que promovemos em parceria com a junta de freguesia de Amares e Figueiredo, com o intuito de animar os dias de todos os amarenses e, simultaneamente, contribuir para a dinamização do comércio local, uma vez que o acesso era gratuito mediante compras efetuadas no comércio local, esgotaram e o sucesso desta iniciativa foi visível”, começou por referir Vítor Ribeiro. “ “A primeira gala do desporto foi também um sucesso. Tivemos um feedback muito positivo, quer por parte dos pais, quer por parte das instituições, o que nos deixa muito satisfeitos”. “Tivemos um programa abrangente que se estendeu até ao fim de semana dos Reis, com a Urjalândia, e que culmina agora com o Concerto de Ano Novo.

Tempo tímido não esmoreceu espírito da Urjalândia

Apesar das condições atmosféricas adversas que se fizeram sentir em fim de semana de Reis (6, 7 e 8 de janeiro) o espírito da Urjalândia – Aldeia de Natal Sustentável e da união entre a comunidade manteve-se bem presente na Aldeia do Urjal, em Seramil, que teve as portas abertas para receber os visitantes. Promovido pelo Município de Amares em parceria com a União de Freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas, a quarta edição do evento voltou a transformar a pacata aldeia do Urjal num exemplo de responsabilidade ambiental (decorada apenas com materiais sustentáveis), envolvência da comunidade e de valorização da cultura, tradições e identidade local.

Os moradores ‘abriram’ as suas portas para dar a conhecer as tradições e os produtos locais. Este ano, foi a primeira vez que o evento se realizou depois do Natal, mas o cheirinho à época esteve bem presente com muitos motivos associados.

“Depois de uma agenda de natal repleta de atividades, este ano, decidimos apostar pela primeira vez na Urjalândia no fim de semana de Reis”. Apesar das condições atmosféricas adversas que fizeram com que tivéssemos um sábado mais tímido, o domingo esteve bastante concorrido com muita gente a circular pela aldeia, e estou certo que se tivéssemos tido bom tempo a Urjalândia voltaria a abarrotar de visitantes”, frisou Vítor Ribeiro. Louvo o espírito de união e cooperação de toda a gente do Urjal que ainda assim tudo fizeram para manter vivo o evento e agradeço a todos os participantes que contribuíram para animar o fim de semana”, concluiu o Vereador.

A par dos costumes, exposição de dinossauros foi muito apreciada pelos visitantes

De visita à Urjalândia, os visitantes deliciaram-se com o pão caseiro, os enchidos ou mesmo as pataniscas e sardinhas com arroz de feijão, e o vinho quente com maçã porta da loja, também aqueceu o tempo chuvoso.

A exposição de dinossauros foi o grande destaque desta edição que conquistou miúdos e graúdos. O programa contou, ainda, com uma pista de slide com vista sobre todo o vale, aves de rapina, espetáculos de palhaços, animação a cargo de vários grupos e associações do concelho, produtos locais, exposição de presépios, passeios a cavalo e bolo rei de laranja.

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MUNICÍPIO DE BRAGA E INSTITUTO CONFÚCIO PROMOVEM CONCERTO DE ANO NOVO CHINÊS

O Instituto Confúcio Da UMinho, com o apoio da Câmara Municipal de Braga, leva a cabo o Concerto Comemorativo de Ano Novo Chinês 2023 - Ano do Coelho.

Este espetáculo será apresentado pela Orquestra Filarmónica de Braga, no dia 4 de Fevereiro, pelas 21h30, no Espaço Vita.

Os bilhetes são gratuitos, mediante levantamento na Bilheteira do Espaço Vita.

Espetáculo para maiores de 6 anos.

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ESPOSENDE: CORO ARS APRESENTA “CONCERTO DE ANO NOVO” EM PALMEIRA DE FARO

14 de janeiro – 21h30

O Município de Esposende vai promover, no próximo sábado, dia 14 de janeiro, às 21h30, no Auditório do Centro Paroquial de Palmeira de Faro, um “Concerto de Ano Novo”, pelo Coro Ars Vocalis.

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Sob a direção musical de Helena Venda Lima, o Coro Ars Vocalis, acompanhado por Carlos Pinto da Costa (violino), André Silva (percussão), Jaime Alvarez (contrabaixo e baixo elétrico) e Diogo Zão (piano), apresenta uma proposta musical que integra arranjos corais de canções portuguesas de sempre e para sempre, de autores como Rui Veloso, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Carlos Paião, assim como outros temas universais, como “What a Wonderful World”, “Imagine”, ou o famoso “Hallelujah”, de Leonard Cohen, prometendo contagiar o público.

Através da coprodução da Escola de Música de Esposende, este será o primeiro de uma série de concertos que o Coro Ars Vocalis realizará ao longo deste ano, destacando-se as participações na programação cultural da Semana Santa, 25 de Abril, verão e Natal.

O Coro Ars Vocalis nasce no seio da Escola de Música de Esposende e do seu projeto educativo, em 2009, e tem como base o trabalho realizado durante cinco anos com alunos da Escola Básica de Forjães, no âmbito do ensino articulado de música. Trabalhando em formação de coro júnior, pretende desenvolver o conceito na prática coral portuguesa com a perspetiva de escola e formação. O coro é constituído por cantores dos 15 aos 23 anos de idade, todos do concelho de Esposende. Do seu percurso, destaca-se a participação no prestigiado Festival Internacional de Música de Cantonigrós (Vic – Catalunha), em 2013, representando Portugal na categoria de coros infantis, as masterclasses com as diretoras corais Jo Mcnally, da Associação Britânica de Diretores Corais (2016) e Magna Ferreira (2021). Em parceria com o Município de Esposende, o Coro desenvolveu o projeto “Mare Nostrum – Cantigas & Poemas”, que integra a edição de um livro com um disco com obras que têm o Mar como inspiração. O Ars Vocalis tem encomendado e estreado obras a compositores portugueses de reconhecido mérito, como Telmo Marques e Rui Paulo Teixeira. Deste último, estreou, em 2022, “The Breeze of Peace”, no âmbito dos Concertos Promenade do Coliseu do Porto. Em 2019, lançou o disco “AETERNUM”, em articulação com o Coro de Pequenos Cantores de Esposende, incluindo obras de Alfredo Teixeira, António Pinho Vargas, Helena Venda Lima, Osvaldo Fernandes, Paulo Bastos e Telmo Marques.

O Coro Ars Vocalis representa a continuidade do projeto de formação do Coro de Pequenos Cantores de Esposende. Os dois projetos estão, portanto, intimamente relacionados, numa lógica de sequencialidade etária e formativa. Sob a coordenação artística da Escola de Música de Esposende, o Coro Ars Vocalis é atualmente comissariado e financeiramente apoiado pelo Município de Esposende. A direção coral, desde a sua formação, está a cargo de Helena Venda Lima.

Este concerto integra a programação cultural do Município de Esposende e enquadra-se nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. O evento conta com o apoio da Paróquia de Palmeira de Faro e tem entrada livre.

VALENÇA: CONCERTOS NAS FREGUESIAS REGRESSAM COM VITORINO DE ALMEIDA E CONVIDADOS

Valença recebe um novo ciclo de Concertos nas Freguesias com António Vitorino d’Almeida, Miguel Leite e convidados, entre 14 de janeiro e 10 de junho.

O ciclo Concertos nas Freguesias começa este sábado, 14 de janeiro, na Igreja Paroquial de Gandra, às 21h30, com um concerto de Miguel Leite e António Vitorino d’Almeida que contará com a presença especial de Paulo Alves, ao piano.

No sábado, 11 de fevereiro, será a vez da Igreja Paroquial de Verdoejo receber, às 21h30, Miguel Leite e António Vitorino d’Almeida em concerto acompanhados de Ana Ferraz à flauta e Luis Arias ao piano.

Sábado, 18 de março, cabe à Igreja Paroquial de Fontoura, receber Miguel Leite e António Vitorino d’Almeida, às 21h30, acompanhados de Beatriz Cortesão na harpa.

Sábado, 15 de abril, cabe à Igreja Paroquial de Gondomil, receber Miguel Leite e António Vitorino d’Almeida, às 21h30, acompanhados de Rodrigo Teixeira ao Piano.

Sábado, 13 de maio, cabe à Igreja Paroquial de Ganfei, receber Miguel Leite e António Vitorino d’Almeida, às 21h30, acompanhados de Jorge Ferreira ao acordeão.

Sábado, 10 de junho, a Praça da República, às 21h30, será o palco para o concerto de encerramento do ciclo de Concertos nas Freguesias 2023. Miguel Leite e António Vitorino d’Almeida, estarão acompanhados por Bernardo Pinhal ao piano. O concerto contará, ainda, com a participação especial do compositor Daniel Moreira.

Concertos nas Freguesias é um programa cultural da Câmara Municipal de Valença que pretende levar concertos, de elevada qualidade artística, às freguesias, numa política de descentralização cultural pelo concelho.

Esta é uma oportunidade para assistir a seis espetáculos gratuitos de grande qualidade dinamizados pelos conceituados Miguel Leite e António Vitorino d’Almeida, acompanhados de artistas de renome nacional.

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ESPOSENDE: TORRE DA MEMÓRIA - UMA ÓPERA SOBRE O MAR

Inscrições para a criação de um Coro Comunitário

O Quarteto Contratempus, em coprodução com o Município de Esposende, estreará no próximo dia 4 de agosto uma ópera dedicada ao mar e ao território e identidade de Esposende.

A partir das recolhas locais, propõe-se a criação de uma ópera que narre a realidade das comunidades piscatórias e o universo marítimo destas populações.

A produção contará com uma equipa de músicos profissionais, à qual se juntará um coro comunitário, formado por pessoas do nosso território que partilhem o gosto pela música, que gostem de cantar e que queiram experimentar a participação neste processo criativo.

A ópera, que integrará as comemorações dos 450 anos da elevação de Esposende a vila e da fundação do concelho, conta com encenação do islandês Ivars Sverisson, libreto de Francisca Camelo, composição de João Ricardo e direção musical de Diogo Costa.

As inscrições para a integração no coro estão disponíveis em www.quartetocontratempus.com, podendo ainda ser realizadas presencialmente na Câmara Municipal ou nas sedes das Juntas de Freguesia.

Mais informações sobre o projeto: www.quartetocontratempus.com/project/torredamemoria

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BRAGA: JUNTA DE FREGUESIA DE NOGUEIRA, FRAIÃO E LAMAÇÃES ORGANIZA CONCERTO SOLIDÁRIO DE REIS

No passado domingo, dia 08 de janeiro, na igreja Paroquial de Nogueira realizou-se um Concerto Solidário de Reis, organizado pela Junta de Freguesia, que juntou várias gerações de pessoas para vivenciar e testemunhar esta quadra festiva.

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Este concerto contou com a parceria do Coro Allegretus do centro Cultural e Social e Santo Adrião.  O Coro Allegretus é uma valência do Centro Cultural e Social de Santo Adrião - Braga. Em 2013, retomou uma tradição que marcou o Centro nos primeiros anos da sua existência. Daí até ao presente tem levado a muitos palcos, com muita dignidade e grande orgulho, a mística da instituição através de um grupo de voluntários que emprestam a sua disponibilidade e o seu mérito a esta nobre causa.

A Junta de Freguesia referiu que esta iniciativa teve como finalidade proporcionar à comunidade um momento cultural, que se associou à ação social. Assim, pretendeu-se com esta iniciativa angariar bens alimentares não perecíveis, para apoiar agregados carenciados da freguesia, que no atual momento se encontram a passar dificuldades. “Dificuldades que se agravaram por causa da guerra, da inflação e da subida vertiginosa dos preços dos bens de primeira necessidade”, afirmou a secretária da Junta, Suzana Leite.

A junta de freguesia encerrou o concerto agradecendo a todos o apoio prestado.

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BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ESPOSENDE CONVIDA PEDRO ABRUNHOSA PARA UMA CONVERSA INTIMISTA

A Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, em Esposende, vai receber Pedro Abrunhosa, no próximo dia 29 de janeiro, para uma conversa intimista, com Helena Teixeira da Silva, sobre a arte, o silêncio e a bondade como valores de aproximação da humanidade.

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Esta atividade marca a agenda da Biblioteca Municipal do primeiro mês do ano, que reserva mais uma sessão (Con)Viver com Poesia, numa estratégia de dinamização da cultura e da promoção do livro e da leitura.

Pedro Abrunhosa, músico, compositor, autor, viajante, leitor compulsivo, homem de palco e de causas escolheu desde sempre o caminho mais difícil. “A sua história pública não começa com uma banda de garagem mas pelo Conservatório. Não começou por ganhar fama na música ligeira para se aventurar depois em projetos mais ousados. Fez ao contrário: aos 16 anos estudava Análise, Composição e História da Música com Álvaro Salazar e Jorge Peixinho na Escola de Música do Porto e, posteriormente, com Cândido Lima no Conservatório. Por essa altura integrava já o Grupo de Música Contemporânea de Madrid. Entrou na música pela via erudita. E quando chegou ao jazz era um erudito a tocar jazz.”

Entre o seu primeiro álbum, “Viagens”, de 1994, e o álbum “Espiritual” de 2018, encontram-se algumas das músicas que ficam para a história da música, do tempo e das causas. A sua tomada de posição pública contra a guerra da Ucrânia, num concerto, valeu-lhe uma “repreensão” por parte da embaixada da Federação Russa originando uma resposta do governo português em defesa da liberdade de expressão. E sobre esta guerra e a resistência dos cidadãos da Ucrânia que escreveu e compôs a música “Que o amor te salve desta noite escura".

Na sua recente digressão pela Europa, em 2022, Pedro Abrunhosa fez-se acompanhar pelo grupo "Os Camponeses de Pias”, que interpretaram as suas músicas com a singularidade do cante alentejano, património imaterial da Humanidade.

Helena Teixeira da Silva é jornalista e vive no Porto. Iniciou a sua carreira no jornal “Público” e, como confessa, “habitou” a redação do "Jornal de Notícias" durante 21 anos, trabalhando nas áreas da Política, Sociedade e Cultura. Colaborou com a "Grande Reportagem" e a "Notícias Magazine". Em 2022, abandonou temporariamente o jornalismo diário para desenvolver outros projetos na área do jornalismo cultural. É autora do livro "751 dias - O tempo não consome a eternidade", sobre Paulo Cunha e Silva.

As sessões de poesia regressam à Biblioteca Municipal, no dia 20 de janeiro, às 18h00, desta vez, com abordagem a Ana Luísa Amaral. A professora Cristina Silva estabelecerá pontes entre a poesia de Ana Luísa Amaral e outras artes. Como sempre acontece, o público será convidado a ler poemas e a participar na sessão.

Já no dia 22, pelas 16h00, a Biblioteca Municipal acolhe mais uma sessão da hora do conto “Histórias em Família”. A contadora Cândida-da-Luz desafia as famílias a “Viajar nas histórias”. À roda do leme da poesia, a contadora fará uma viagem pelo mundo através das histórias, das sonoridades da terra, das canções de cada lugar, onde o sol abraça a lua e a areia embala o mar. Esta sessão é dirigida a crianças dos 3 aos 8 anos de idade, acompanhadas por adultos. Os interessados deverão inscrever-se através do email biblioteca.municipal@cm-esposende.pt.

Ainda no plano cultural, no dia 14 de janeiro, realiza-se a cerimónia de entrega do Prémio Rodrigues Sampaio 2022, ao historiador António Borges Coelho, prémio que foi instituído pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, com o patrocínio da Câmara Municipal de Esposende. O Prémio Rodrigues Sampaio distingue personalidades que, pelo seu trabalho nas áreas da cultura e da comunicação social, contribuam para uma sociedade mais inclusiva e mais crítica.

ARCOS DE VALDEVEZ: SONS DE VEZ, O PRIMEIRO FESTIVAL DE MÚSICA DO ANO, ESTÁ DE VOLTA!

TAXI, HMB, The Black Mamba e Rita Vian são alguns dos nomes dos 12 projetos confirmados para a 21ª edição daquele que é o primeiro festival do ano a celebrar o que de melhor se faz na música portuguesa. Depois da comemoração de duas décadas de existência no ano passado, o Sons de Vez está de volta, aos sábados, à Casa das Artes de Arcos de Valdevez, de 4 de fevereiro a 25 de março.

A Casa das Artes arcuense propõe um alinhamento de 12 projetos, numa filosofia eclética, mas atenta à História e às novas dinâmicas sonoras, assumindo, sem temores, a responsabilidade de ser o primeiro evento do ano que celebra a música nacional.” conta Nuno Soares, Diretor do Festival.

A 21ª edição arranca a 4 de fevereiro com um concerto repleto de groove dos HMB. A banda, composta por um grupo de amigos, deu os primeiros passos em 2012 com o lançamento do primeiro disco homónimo. Mas, hoje, com influências de soul e RnB, um toque de jazz, funk e hip hop, são um projeto consolidado, que tem em “O amor é assim”, feito em colaboração com Carminho, um bom exemplo disso.

A 11 de Fevereiro, segundo fim-de-semana do Sons, há dose dupla de atuações. Rita Vian traz a sua voz de sereia que faz qualquer ouvinte viajar entre o passado e o futuro, num espectro amplo entre a eletrónica e a tradição. E os Stick & Rope Band propõem uma experiência musical instrumental de identidade sonora própria, onde a madeira e as cordas são os dois materiais que sustentam a construção dos cordofones e de todos os instrumentos de cordas com a qual se apresentam ao vivo.

Sam The Kid, um dos maiores produtores nacionais, também se junta à festa acompanhado das rimas de Beware Jack num concerto especial de Classe Crua, que promete atrair público de várias gerações. O encontro está marcado para o dia 18 de fevereiro.

A última proposta do mês faz-se ao som de sonoridades mais “revivalistas”. A começar, os Ardours, uma banda de rock alternativo formada em 2015 por Mariangela Demurtas, ex-vocalista dos Tristania, e Kris Laurent, que pertenceu aos Cadaveria. Depois deles, uma banda de culto no contexto da música feita em Portugal, os TAXI. Nascidos em 1979, no Porto, a banda com influência musical pós-punk, new wave e ska, marcou gerações com temas como “Chiclete”, “Vida de Cão” ou “Cairo”.

A começar o mês de março, no dia 4, a Casa das Artes de Arcos de Valdevez é tomada de assalto por uma das bandas portuguesas mais enérgicas, emocionantes e apaixonantes que podemos ver ao vivo: os The Black Mamba. Desde 2010 percorrem o universo do blues, soul e funk, adaptando-o ao seu habitat natural, e recentemente representaram Portugal na Eurovisão depois de vencerem o Festival da Canção com o tema “Love Is On My Side”.

No sábado seguinte, a 11 de março, atuação dupla com o cantautor Valter Lobo e o virtuoso guitarrista Manuel de Oliveira. Valter Lobo afirmou-se em 2016 com a edição do seu primeiro álbum, “Mediterrâneo”, assumindo-se cada vez mais como um artista verdadeiramente independente em todas as formas: do pensamento e composição à forma de comunicar, sem moda ou apropriação estilística. Já na música de Manuel de Oliveira, fronteira, território, comunidade e identidade serão sempre palavras-chave. É isso que vamos comprovar em “Entre-Lugar”, que será apresentado ao vivo.

Também os Dapunksportif se juntam a estes 21 anos de Sons de Vez. A 18 de março transformam-se na banda sonora que nos abana e personifica instrumentalmente as questões que vamos criando, com os riffs de guitarras que abraçam o calor do baixo, teclas que criam a ambiência aconchegante e dançante e a bateria que nos vai guiando pelo caminho.

Para terminar, a 25 de março, Frankie Chavez com um Blues/Folk composto por ambientes limpos e outros mais crus, difícil de catalogar num só termo, e 47 de Fevereiro, que expressam a visão de jogo que emana dos seus elementos titulares, sem filtros ou condicionalismos, rematando e driblando palavras e acordes sob a forma de Rock'n'Roll.

Para além de todos os inesquecíveis concertos e, conforme vem acontecendo todos os anos, estará no Foyer do Auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez uma exposição fotográfica com a compilação dos momentos mais marcantes da edição anterior. Este ano será igualmente apresentada uma intervenção plástica ao vivo, que homenageará os nomes e projetos que constituíram estes 21 anos do Sons.

Os bilhetes para a 21ª Edição do Festival Sons de Vez ficam disponíveis para compra, como sempre, na semana de cada espetáculo, via telefone, pelo número da Casa das Artes 258 520 520.

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