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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MINHOTOS EM LOURES CRIAM RUSGA EM PONTE DE LOUSA

Faz hoje precisamente um ano que, no concelho de Loures, um grupo de minhotos criou mais um grupo de tocadores de concertina, o Grupo Concertinas Ponte de Lousa.

O gosto por instrumentos tradicionais juntou estes amigos do Alto Minho, associando outros das Beiras e Torres Vedras.

Ponte de Lousa é a localidade de Loures onde se reúnem e ensaiam e a razão da denominação que para si escolheram. E, siga a rusga!

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GRUPO FOLCLÓRICO “VERDE MINHO” PREPARA REGRESSO EM FORÇA EM 2021

O Grupo Folclórico Verde Minho” está a preparar o regresso em força das suas actividades para o próximo ano.

Forçado em virtude das medidas sanitárias devidas à pandemia do COVID-19 a cancelar diversos eventos previstos para o corrente ano, precisamente quando assinalava as suas “Bodas de Prata”, o “Verde Minho” está já a planear a sua realização em 2021.

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Assim, no início de Fevereiro terá lugar o Almoço do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima que, à semelhança das edições anteriores, deverá constituir um sucesso e uma oportunidade para o estreitamento dos laços de amizade entre os dois concelhos – Loures e Ponte de Lima!

Também o Almoço do Arroz Pica no Chão, vulgo arroz de cabidela, deverá realizar-se pouco tempo depois, contando nomeadamente com o apoio e a representação da Câmara Municipal de Vila Verde.

As conferências, actuações e outras iniciativas deverão ser retomadas com o mesmo vigor que sempre caracterizou o Grupo Folclórico Verde Minho. E, mais do que qualquer outro evento, o FolkLoures’21 – já considerado um dos maiores festivais de folclore e de tradições populares em Portugal – regressará no seu maior esplendor, levando ao palco as representações que já se encontravam previstas e outras que estão a ser contactadas para o efeito.

Aguarda-se, com Fé em Deus e confiança nos homens e na Ciência, que até lá a doença já tenha sido debelada!

Entretanto, o Grupo Folclórico Verde Minho espera vir a dispôr de instalações onde possa funcionar com maior regularidade e intensificar a sua actividade, em prol do Minho e do concelho de Loures e das suas gentes.

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GRUPO "MACAU NO CORAÇÃO" PARTICIPOU NA EXPO'98 TRAJANDO À MINHOTA

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As fotos remontam a 1998, ocasião em que teve lugar em Lisboa a Expo’98, e registam a participação do Grupo “Macau no Coração” no evento.

Numa das imagens vemos uma réplica das ruínas da Igreja de S. Paulo que serviu de fachada ao Pavilhão de Macau e actualmente encontra-se no Parque da Cidade, em Loures, tendo vindo a servir de cenário ao FolkLoures organizado pelo Grupo Folclórico Verde Minho.

Nas demais fotos, os componentes do Grupo “Macau no Coração” posam junto de vários artistas portugueses conhecidos do grande público.

Fotos: António Marques / AML

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ADIA ALMOÇO DO ARROZ PICA NO CHÃO

COMUNICADO

Na sequência do surto da nova estirpe de Coronavírus (COVID-19), foi decretado o Estado de Emergência Nacional, através do Decreto Presidencial nº 14-A/2020, de 18 de março, tendo sido decretadas pelo Governo medidas de ordem preventiva, para evitar a transmissão da doença na comunidade.

Assim, em face de tais determinações e ainda no seguimento das recomendações da Direcção-Geral da Saúde e anunciadas pelo Ministério da Saúde, o Grupo Folclórico Verde Minho adia o evento “Almoço do Pica no Chão”, inicialmente previsto para o próximo dia 10 de Maio, em Loures, devendo realizar-se em data oportunamente a anunciar.

O Presidente,

Teotónio Gonçalves

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PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA, ENGº VICTOR MENDES, SAÚDA FOLKLOURES’20

Em artigo expressamente oferecido para a próxima edição da revista “FolkLoures” que acompanha o evento com o mesmo nome a ter lugar no próximo dia 4 de Julho – caso as medidas de contenção do novo coronavírus não venham a prejudicar a sua realização este ano! – e que contará com a participação do Grupo Etno-folclórico de Refoios do Lima, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Engº Victor Alves, saúda a organização do evento. O BLOGUE DO MINHO tem o privilégio de poder transcrever antecipadamente a referida mensagem.

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É com grande honra que Ponte de Lima se associa ao FolkLoures’20 – XXVII Encontro de Culturas, organizado pelo Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares “Verde Minho”. E fá-lo de uma maneira dupla, quer através destas minhas singelas palavras, quer, sobretudo, através da participação, na edição deste ano, do Grupo Etno-folclórico de Refoios do Lima.

Estou certo que este grupo limiano, com a sua alegria contagiante e a variedade dos seus trajes, será um notável embaixador das tradições e costumes deste território e contribuirá de modo brilhante para a dignificação e engrandecimento deste excelente evento cultural organizado em Loures, que contará, de resto, com uma presença significativa da região do Alto Minho.

A nós, enquanto representantes do Poder Local, cabe-nos incentivar e apoiar todo este fervoroso movimento associativo e felicitar os envolvidos na organização deste certame, que constitui uma excelente oportunidade para o convívio fraterno entre a comunidade portuguesa, para a troca de experiências culturais e para levar ao público o trabalho desenvolvido sempre com afinco e persistência pelas nossas associações.

Convicto já do assinalável êxito que vai ser este Encontro de Culturas, resta-me agradecer o convite endereçado pela organização a Ponte de Lima e desejar uma vida longa ao FolkLoures.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima

Victor Mendes

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ORGANIZA FOLKLOURES'20

Câmara Municipal de Loures apoia a iniciativa

O Grupo Folclórico Verde Minho leva a efeito no próximo ano mais uma edição do FolkLoures – Encontro de Culturas, iniciativa que incluirá palestra, exposição, tasquinhas, venda de artesanato e culminará com um grandioso espectáculo de folclore e recriações tradicionais de várias regiões do país, das comunidades imigrantes e a participação de representações estrangeiras.

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O MINHO É VERDE – FOLCLORE É VERDE MINHO!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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TINERII DIN ROMANIA DANSEAZA LA FOLKLOURES'20

Grupul Folcloric al Asociației Doina – Asociația Imigranților Români și Moldoveni din Algarve – va participa pe 4 iulie, va participa la FolkLoures'20 al cărui festival are loc în Parcul Orașului, în Loures, la inițiativa Grupului Popular Green Minho care are sprijinul municipalității Loures.

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Asociația Doina din care face parte acest grup popular a fost fondată în 2007 și are ca misiune "Protejarea drepturilor și intereselor specifice ale imigranților și descendenților acestora care locuiesc în Portugalia" și organizarea de evenimente socioculturale și promovarea schimburi lor culturale", printre alte aspecte de natură socială.

De remarcat că, separate de granițele politice, românești și moldovenești, sunt de fapt aceiași oameni cu o cultură comună, motiv pentru care sunt grupați în aceeași asociație.

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O Grupo Folclórico Juvenil da Associação Doina – Associação de Imigrantes Romenos e Moldavos do Algarve – vai no próximo dia 4 de Julho participar no FolkLoures’20 cujo festival se realiza no Parque da Cidade, em Loures, numa iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

A Associação Doina de que este grupo folclórico faz parte foi fundada em 2007 e tem como missão “Proteger os direitos e interesses específicos dos imigrantes e dos seus descendentes residentes em Portugal” e a realização de eventos socioculturais e promoção de intercâmbios culturais” entre outros aspectos de índole social.

Refira-se que, separados embora por fronteiras políticas, romenos e moldavos constituem na realidade o mesmo povo com uma cultura comum, razão pela qual se agrupam numa mesma associação.

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MINHOTOS EM LOURES ORGANIZAM ALMOÇO DO ARROZ PICA NO CHÃO - E O GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ANIMA A FESTA!

Almoço do Pica no Chão – Dia 10 de Maio, 12h30 – Refeitório da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho leva a efeito mais uma importante jornada gastronómica de divulgação da cozinha tradicional minhota – o Almoço do Arroz Pica no Chão, vulgo Cabidela de Galo!

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A iniciativa tem lugar no próximo dia 10 de Maio, pelas 12 horas, no refeitório da Câmara Municipal de Loures, e deverá contar com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Dr. António Vilela, entre outras entidades minhotas e do concelho de Loures.

A confecção estará a cargo de conceituados mestres na arte de bem cozinhar como o Chef Fernando Torres, de Vila Verde, vencedor do Prémio Nacional de Gastronomia e o vianense André Rodrigues, justamente reconhecido como o Melhor Cozinheiro Jovem.

Refira-se que o concelho de Vila Verde acaba de ser reconhecido no Festival Nacional de Gastronomia realizado em Santarém como a “Capital do Arroz Pica no Chão”.

O cartaz do evento tem como base uma excelente fotografia cedida pela Câmara Municipal de Vila Verde propositadamente para o efeito e reúne elementos da gastronomia e o figurado dos lenços de namorados que Vila Verde tem vindo com enorme êxito a dele fazer moda através da iniciativa "Namorar Portugal".

Trazido do continente americano nas naus de Cristóvão Colombo, o milho passou a ser cultivado na nossa região e em todo o noroeste penínsular desde há aproximadamente cinco séculos. E, desde então enraizou-se de tal modo nos nossos hábitos alimentares que os minhotos passaram a ser conhecidos por “pica-milhos”.

“Pica-milhos” era uma das designações pelas quais os minhotos eram outrora apelidados, sendo também nas terras mais a sul conhecidos por “galegos”. De igual modo, o “pica no chão” é a designação que no Minho se atribui ao que genericamente designamos por arroz de cabidela, realçando-se porém a criação caseira das aves que está na origem da expressão.

- O Folclore também serve-se à mesa – venha provar o Património!

ÀGUEDA DANÇA NO FOLKLOURES’20

Grupo de Danças e Cantares de Vale Domingos - Águeda Vale Domingos é um pequeno lugar que fica situado a nascente de Águeda, mais propriamente no sopé da serra do Caramulo.

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A zona serrana é uma região muito rica, sobretudo pela sua floresta, pelas culturas do milho, batata e outros produtos agrícolas. A serra oferece-nos a sua beleza natural, com as suas aldeias acolhedoras que, são autênticos quadros de Galeria de Arte.

As suas gentes mantêm ainda as tradições das Romarias à Santa Eufémia, à Senhora do Livramento, ao Senhor da Serra, ao S. Geraldo e à Senhora da Guia. Naturalmente, uma região com um património cultural tão rico deveria ter, quase forçosamente, um grupo folclórico, que fosse recolhendo e preservando todas as tradições locais.

Assim, em 1981 surge o Grupo de Danças e Cantares de Vale Domingos, que através das suas recolhas não só de danças e cantares mas também de trajes, usos e costumes, se tornou no fiel representante da Zona Serrana de Águeda. Sócio desde quase a primeira hora da Federação do Folclore Português, encontra-se também filiado no Inatel.

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TINERII DIN ROMANIA DANSEAZA LA FOLKLOURES'20

Grupul Folcloric al Asociației Doina – Asociația Imigranților Români și Moldoveni din Algarve – va participa pe 4 iulie, va participa la FolkLoures'20 al cărui festival are loc în Parcul Orașului, în Loures, la inițiativa Grupului Popular Green Minho care are sprijinul municipalității Loures.

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Asociația Doina din care face parte acest grup popular a fost fondată în 2007 și are ca misiune "Protejarea drepturilor și intereselor specifice ale imigranților și descendenților acestora care locuiesc în Portugalia" și organizarea de evenimente socioculturale și promovarea schimburi lor culturale", printre alte aspecte de natură socială.

De remarcat că, separate de granițele politice, românești și moldovenești, sunt de fapt aceiași oameni cu o cultură comună, motiv pentru care sunt grupați în aceeași asociație.

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O Grupo Folclórico Juvenil da Associação Doina – Associação de Imigrantes Romenos e Moldavos do Algarve – vai no próximo dia 4 de Julho participar no FolkLoures’20 cujo festival se realiza no Parque da Cidade, em Loures, numa iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

A Associação Doina de que este grupo folclórico faz parte foi fundada em 2007 e tem como missão “Proteger os direitos e interesses específicos dos imigrantes e dos seus descendentes residentes em Portugal” e a realização de eventos socioculturais e promoção de intercâmbios culturais” entre outros aspectos de índole social.

Refira-se que, separados embora por fronteiras políticas, romenos e moldavos constituem na realidade o mesmo povo com uma cultura comum, razão pela qual se agrupam numa mesma associação.

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VILA VERDE CONSAGRADA “CAPITAL DO ARROZ PICA NO CHÃO” – VILAVERDENSES JUNTAM-SE EM LOURES PARA CELEBRAR!

Almoço do Pica no Chão – Dia 10 de Maio, 12 horas – Refeitório da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho leva a efeito mais uma importante jornada gastronómica de divulgação da cozinha tradicional minhota – o Almoço do Arroz Pica no Chão, vulgo Cabidela de Galo!

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A iniciativa tem lugar no próximo dia 10 de Maio, pelas 12 horas, no refeitório da Câmara Municipal de Loures, e deverá contar com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Dr. António Vilela, entre outras entidades minhotas e do concelho de Loures.

A confecção estará a cargo de conceituados mestres na arte de bem cozinhar como o Chef Fernando Torres, de Vila Verde, vencedor do Prémio Nacional de Gastronomia e o vianense André Rodrigues, justamente reconhecido como o Melhor Cozinheiro Jovem.

Refira-se que o concelho de Vila Verde acaba de ser reconhecido no Festival Nacional de Gastronomia realizado em Santarém como a “Capital do Arroz Pica no Chão”.

Trazido do continente americano nas naus de Cristóvão Colombo, o milho passou a ser cultivado na nossa região e em todo o noroeste penínsular desde há aproximadamente cinco séculos. E, desde então enraizou-se de tal modo nos nossos hábitos alimentares que os minhotos passaram a ser conhecidos por “pica-milhos”.

“Pica-milhos” era uma das designações pelas quais os minhotos eram outrora apelidados, sendo também nas terras mais a sul conhecidos por “galegos”. De igual modo, o “pica no chão” é a designação que no Minho se atribui ao que genericamente designamos por arroz de cabidela, realçando-se porém a criação caseira das aves que está na origem da expressão.

- O Folclore também serve-se à mesa – venha provar o Património!

ALGARVE DANÇA O CORRIDINHO NO FOLKLOURES’20

Grupo Folclórico de Faro vai a Loures participar no FolkLoures’20

Este Grupo Folclórico, porventura um dos mais representativos da cultura tradicional do Algarve, está situado no concelho do Algarve.

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As origens Grupo Folclórico de Faro remontam aos inícios dos anos 30, sendo o mais antigo grupo de folclore do Algarve e um dos mais antigos do país.

Começou por se chamar Rancho Regional Algarvio ou, simplesmente, Rancho do Algarve, por ser o único na região. Na época, o Corridinho era já considerado a expressão máxima das danças populares algarvias. Atingiu grande fama o virtuosismo dos seus tocadores e a habilidade dos bailadores nas "escovinhas" e "sapateados". A tradição oral estava também representada nos Bailes de Roda, sendo de realçar o característico "Baile Mandado".

A atividade do Grupo Folclórico de Faro estende-se à organização de diversos certames de folclore na cidade, como o Encontros de folclore infantil “Dançando a Brincar” e os Encontros de Cantares de Boas-Festas “Cantar ao Menino”. É o grupo organizador do FOLKFARO, o maior festival internacional de folclore do sul de Portugal, e único certificado pelo CIOFF – Conselho Internacional de Organizadores de Festivais de Folclore, organização internacional ligada à UNESCO.

Para além das recolhas e reproduções de trajes de finais do Séc. XIX e inícios do Séc. XX, são também apresentadas as músicas tradicionais da região algarvia no Cancioneiro do Grupo Folclórico de Faro. Por outro lado, os mais pequenos têm a oportunidade de aprender os jogos, as brincadeiras e as danças de roda dos seus avós no Grupo Folclórico Infantil de Faro. Em 2015, foi criada a Escola de Acordeão, dirigida pelo Prof. Hermenegildo Guerreiro, pelo que, atualmente, o Grupo Folclórico de Faro tem 4 secções em pleno funcionamento.

Embaixador da região e do país, o Grupo Folclórico de Faro efetuou inúmeras deslocações ao estrangeiro, tendo representado Portugal em Espanha, França, Marrocos, Canadá, EUA, Itália, Brasil, Turquia, Suíça, México, Hungria, República Checa, Chipre, Grécia, Rússia, Eslovénia, Bélgica e Polónia. Quase todos os convites surgem no âmbito do CIOFF.

O Grupo é membro efetivo da Federação do Folclore Português e filiado no INATEL.

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ORGANIZA FOLKLOURES'20

Câmara Municipal de Loures apoia a iniciativa

O Grupo Folclórico Verde Minho leva a efeito no próximo ano mais uma edição do FolkLoures – Encontro de Culturas, iniciativa que incluirá palestra, exposição, tasquinhas, venda de artesanato e culminará com um grandioso espectáculo de folclore e recriações tradicionais de várias regiões do país, das comunidades imigrantes e a participação de representações estrangeiras.

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O MINHO É VERDE – FOLCLORE É VERDE MINHO!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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