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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO PREPARA EM GRANDE AS COMEMORAÇÕES DAS SUAS BODAS DE PRATA

No próximo dia 2 de Fevereiro de 2020, passam precisamente 25 anos desde que o Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho – vulgo Verde Minho – foi legalmente constituído na região de Lisboa, passando a sediar-se em Loures, um dos mais importantes concelhos da área metropolitana de Lisboa, geograficamente situado às portas da capital.

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O Grupo Folclórico Verde Minho está a preparar uma série de actos comemorativos que deverão decorrer ao longo de todo o ano e terão naturalmente o seu ponto alto com a realização da próxima edição do FolkLoures’20.

As celebrações começarão inevitavelmente no dia da efeméride com a realização do Almoço do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima, esperando-se a presença das mais altas individualidades dos concelhos de Loures e Ponte de Lima, a começar pelos respectivos autarcas.

Também a organização da próxima edição do FolkLoures já se encontra em marcha, devendo o programa ficar preenchido até ao final do próximo mês de Outubro, encontrando-se já algumas representações confirmadas.

Neste momento, o Grupo Folclórico Verde Minho está a requalificar a sua representação, nomeadamente através da introdução de instrumentos musicais tradicionais como a viola braguesa e a renovação dos trajes e apresentação dos novos componentes.

A cada dia mais reconhecido pela nossa região a qual procura servir com espírito de missão, o Grupo Folclórico Verde Minho afirma-se como um guardião das nossas tradições e do folclore minhoto na região de Lisboa, colocando-se nomeadamente ao serviço do concelho de Ponte de Lima na cidade onde se encontra sediado – Loures!

O MINHO É VERDE - FOLCLORE É VERDE MINHO!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1995 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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VINHO LOUREIRO (PONTE DE LIMA) E ARINTO DE BUCELAS (LOURES) NO FOLKLOURES - 19

No âmbito da programação do FolkLoures 2019, organizado pelo Grupo Folclórico Verde Minho daquela cidade da área metropolitana de Lisboa, realizou-se a harmonização dos vinhos Loureiro, do concelho de Ponte de Lima, e Arinto de Bucelas, do município anfitrião.

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O evento, que decorreu no passado Sábado 6 do corrente mês de Julho, juntou confrades daquele néctar precioso com Região Demarcada em 1911, mas com referências de produção já no ano de 1594, e da casta Verde, o apreciado Loureiro, produção particular da Aromas4U, com sede no Parque Empresaria da Gemieira, também Ponte de Lima.

Foram padrinhos na solenidade, o atleta Nuno Barros, o primeiro português campeão do mundo em canoagem (2010) e da Europa (2014), natural da Seara, e João Pedro Coelho, o Melhor Cozinheiro Jovem nacional em 2017, de Fornelos, duas freguesias Limianas. Associaram-se o ex- eurodeputado da Saúde Pública e Segurança Alimentar, deputado á Assembleia Municipal de Lisboa pelo Movimento Partido da Terra, o jurista José Inácio Faria; o Grupo Verde Minho, organizador, presidido por Teotónio Gonçalves, ex- Provedor da Misericórdia local e dinâmico promotor das artes e tradições de Loures; o jornalista Carlos Gomes (Blogue do Minho), entre outros.

Para acompanhar os dois vinhos, foram de Ponte de Lima também produtos alimentares tradicionais, como a alheira de galo, o paio do lombo e a chouriça de carne, produzidos pela MinhoFumeiro, na Correlhã e o Folar Limiano, confecionado á base duma massa especial com enchidos, pelo Chef Vítor Lima, estabelecido na urbanização da Baldrufa, na sede do concelho.

Quanto ao FolkLoures, ele é já um grande acontecimento na região lisboeta. Este ano, estiveram em palco, representações nacionais e estrangeiras, como o Grupo de Bombos Us Bat na Pele, de Alfândega da Fé, Bragança e o de Arrufarte, Vertente Sul, de Odivelas; o organizador, Verde Minho, de Loures; do Douro Litoral, veio o Tradições Baile dos Pedreiros, de Penafiel, e também dessa mesma cidade, o seu Rancho Folclórico; de Guimarães, participou no Festival, o Rancho Folclórico de Moreira de Cónegos, enquanto o Baixo Alentejo esteve presente com o Grupo Coral e Etnográfico Camponeses de Pias. De mais longe, da Madeira, actuou  o Grupo de Danças e Cantares daquela ilha, e de África, a Dança Sancofa Black Gold, de Cabo Verde.

Numa pesquisa rápida de tempos idos, recordemos que o vinho Arinto de Bucelas foi introduzido na Corte inglesa de Carlos II, casado com a lusitana Catarina de Bragança, filha do rei D. João IV, (e introdutora do Chá), pelo 3º Conde de Castelo Melhor, Luis de Vasconcelos e Sousa (1636 – 1720) durante a sua permanência em Londres. O pai desse titular, João Rodrigues de Vasconcelos, faleceu em Ponte de Lima a 13 de Novembro de 1658, parente dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira, Alcaides (e com D. Maria I elevados a Marqueses) de Ponte de Lima. Os fidalgos eram proprietários do Palácio da Rosa, na capital portuguesa, e da Quinta da Romeira, em Loures, ainda actualmente ex-libris do Arinto, com 75 hectares com plantio dessa casta, e detentora do rótulo - Prova Régia – comercializada em Portugal e estrangeiro.

Fonte: Tito Morais / https://www.luso.eu/

FOLKLOURES’19 É A FESTA GRANDE DA CULTURA TRADICIONAL – TERMINOU EM APOTEOSE A EDIÇÃO DESTE ANO PROMETENDO UM ÊXITO MAIOR PARA A PRÓXIMA EDIÇÃO

Ainda estalejavam nos céus os foguetes iluminando a cidade de Loures, às portas de Lisboa, e os organizadores já prometiam um programa ainda mais ousado para a próxima edição. No próximo ano, o Grupo Folclórico Verde Minho assinala 25 anos de existência e vai comemorar as suas bodas com a grandiosidade que é devida.

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A grande festa terminou ontem pouco antes da meia-noite e já deixava saudades.

A abrir o desfile rufaram os bombos do Arrufarte e da Associação “Us Bate N’Pelle” – Alfândega da Fé.

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Além da actuação do anfitrião – Grupo Folclórico Verde Minho – a grande festa do FolkLoures’19 contou com a participação do Rancho do Centro Cultural e Recreativo de Moreira de Cónegos – Guimarães; Grupo de Danças e Cantares da Madeira; Grupo Coral e Etnográfico “Os Camponeses de Pias” – Alentejo; “Black Gold” constituído por jovens africanos maioritariamente nascidos em Portugal e o Grupo Folclórico de Penafiel – Região d’Entre-o-Douro-e-Minho que, para além da sua actuação, fez a representação do tradicional “Baile dos Pedreiros” cuja explicação tivémos a oportunidade de ouvir na conferência ontem realizada. De referir que é a primeira vez que esta tradição é representada na região de Lisboa e, de uma maneira geral, fora de Penafiel.

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Todos os participantes receberam como lembrança um galo de Barcelos produzido pela conceituada artesã barcelense Júlia Côta, privilegiando-se desse modo os artesãos e o artesanato tradicional.

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A revista FolkLoures’19 foi distribuída durante o festival que teve lugar no Parque da Cidade e que teve como abertura uma prova de vinhos arintos de Bucelas e de Ponte de Lima.

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Para além do seu significado em termos de defesa das culturas tradicionais e da confraternização entre povos, tratou-se também de uma forma de celebrar a amizade entre os dois concelhos – Loures e Ponte de Lima – que através de eventos como este e a promoção do arroz de sarrabulho com rojões, estão a caminhar no sentido de uma estreita colaboração e, quem sabe, na geminação dos dois municípios.

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Finalmente, como oportunamente foi divulgado, esta ininiciativa mereceu uma mensagem do Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, a enartecer as virtualidades do evento.

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EX-EURODEPUTADO DA SEGURANÇA ALIMENTAR AMANHÃ NO FOLKLOURES'19

À medida que se aproxima a realização do FOLKLOURES 19, amanhã Sábado 6 de Julho, a grande festa de tradições populares na região de Lisboa, organizado pelo Grupo Folclórico Verde Minho, presidido por Teotónio Gonçalves, agregam-se mais personalidades para participarem.

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Assim, chega-nos agora a informação que o ex-eurodeputado José Inácio Faria, eleito pelo Movimento Partido da Terra (e seu actual Presidente do Conselho Nacional e deutado Assembleia Municipal de Lisboa) no mandato que terminou o mês passado, e era então o único português efectivo na comissão parlamentar de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar, participará na degustação organizada pela Confraria do Vinho Arinto de Bucelas, em harmonização com produtos de Ponte de Lima.

Do Minho, irão apadrinhar o encontro, o primeiro português campeão do mundo em canoagem (2010) e da Europa (2014), Nuno Barros, natural de Ponte de Lima, e João Pedro Coelho, eleito o Melhor Cozinheiro Jovem nacional em 2017, também Limiano, que se disponibilizou, em vésperas de ser colaborador de um dos melhores restaurantes do mundo, algures no centro da Europa, depois de ter passado pelo Vidago Palace em Chaves, e coordenado um evento gastronómico do eurodeputado Inácio Faria em Bruxelas, onde o bacalhau e vinhos portugueses estiveram à mesa.

Mas, a escolha dos produtos para o megaevento de Loures, agendado para as 16,30 h, foi da gama Excelência! Assim, o Loureiro é do Aromas4U, uma empresa de Ponte de Lima, que conseguiu medalha de ouro no Concurso Mundial de Vinhos de Bruxelas, no passado mês de Maio, com outro rótulo, tinto, esse selecionado entre 13000 vinhos do planeta e mais de mil lusitanos.

Para entretém, haverá mais gastronomia limiana medalhada: a celebérrima alheira de galo e o paio do lombo, por exemplo, também ourados na última edição na Feira Nacional de Gastronomia em Santarém como “ melhor dos melhores”, a par do Folar Limiano, um produto especial confecionado á base duma massa especial com enchidos, pelo Chef Vítor Lima.

Quanto ao FolkLoures, ele é já um grande acontecimento na região metropolitana da capital. Este ano, estarão em palco, representações nacionais e estrangeiras, com abertura pelo Grupo de Bombos Us Bat na Pele, de Alfândega da Fé, Bragança e o de Arrufarte, Vertente Sul, de Odivelas; segue-se o anfitrião, Verde Minho, de Loures; do Douro Litoral, actuará o Tradições Baile dos Pedreiros, de Penafiel, e também dessa mesma cidade, o seu Rancho Folclórico; de Guimarães, descerá até Loures, o Rancho Folclórico de Moreira de Cónegos, enquanto do Baixo Alentejo, subirá, o Grupo Coral e Etnográfico Camponeses de Pias. De fóra do continente, teremos o Grupo de Danças e Cantares da Madeira e a Dança Sancofa Black Gold, de Cabo Verde.

Todo o espectáculo encerrará à Meia Noite, com uma grandiosa sessão de fogo de artifício.

Tito Morais / https://www.luso.eu/