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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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LOURES: GRUPO DE CONCERTINAS DE PONTE DE LOUSA TOCA À MODA DO MINHO

O Grupo de Concertinas de Ponte de Lousa atuou no passado dia 29 de Maio em Loures no encontro organizado pelos “Amigos da Portela”. No próximo dia 12 de Junho, a convite da Junta de Freguesia de Ponte de Lousa, vai animar o arraial de Santo António naquela localidade dos arredores de Lisboa.

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No dia 19 de Junho atua em Ataíja de Cima, no concelho de Alcobaça e, em 2 de Julho, nas Festa do Colete Encarnado, em Vila Franca de Xira e, no dia 9 de Julho, participaáa na Peregrinação a Fátima organizada pelos grupos de tocadores de concertina.

Com o apoio da autarquia local, este grupo ensaia habitualmente nas instalações da antiga Escola do Ensino Básico de Ponte de Lousa, no concelho de Loures.

LOURES: GRUPO DE CONCERTINAS DE PONTE DE LOUSA ESTÁ DE VOLTA AO TERREIRO DAS FESTAS POPULARES

Contituído por um grupo de alto-minhotos residentes no concelho de Loures, o Grupo de Concertinas de Ponte de Lousa já retomou os ensaios após as restrições sanitárias devidas à pandemia.

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E, como não há tempo a perder, já receberam convites para diversas atuações em encontros de tocadores de concertina. No próximo dia 29 de Maio atua no encontro organizado pelos “Amigos da Portela”. E, a convite da Junta de Freguesia de Ponte de Lousa, vai no próximo dia 12 de Junho animar o arraial de Santo António naquela localidade dos arredores de Lisboa.

No dia 19 de Junho atua em Ataíja de Cima, no concelho de Alcobaça e, em 2 de Julho, nas Festa do Colete Encarnado, em Vila Franca de Xira. No próximo dia 9 de Julho, participara na Peregrinação a Fátima organizada pelos grupos de tocadores de concertina.

Com o apoio da autarquia local, este grupo ensaia habitualmente nas instalações da antiga Escola do Ensino Básico de Ponte de Lousa, no concelho de Loures.

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MINHOTOS LEVARAM ARROZ PICA-NO-CHÃO – VULGO CABIDELA – A TODOS OS CONTINENTES NA EPOPEIA DOS DESCOBRIMENTOS

O arroz pica-no-chão - tal como ainda é designado no Minho a cabidela - é um dos mais afamados pratos da cozinha tradicional minhota. Mas, não existe quem não o aprecie um pouco por todo o país e ainda em terras longínquas onde as naus e caravelas nos levaram desde o século XV.

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Com algumas semelhanças ao sarapatel – outra iguaria que os minhotos levaram até aos confins da Àsia – a Cabidela é atualmente uma especialidade da nosso cozinha tradicional muito apreciada em Cabo Verde onde é conhecida por “arroz de cabidela”, em Angola como “galinha à Cabidela”, em Macau que derivou na “Cabidela de Pato”, em Goa como “Cabidela de Leitão” e, no Brasil, como “Galinha ao molho pardo”. Em Angola, por vezes acompanhado por angu, termo proveniente do dialeto quimbundo que identifica um preparado de fubá ou seja, uma farinha produzida a partir do milho ou arroz moído. Foi no século XVIII introduzida no Brasil pelos portugueses, substituindo frequentemente a farinha de mandioca.

A utilização do sangue na confeção dos alimentos é um costume antigo de muitos povos. Entre nós, existem registos do seu emprego pelo menos desde o século XVI, com aplicação no cozinhar do pato, perú, porco, cabrito e outras peças de caça, além naturalmente da galinha que a imaginação dos minhotos levou a designar por “arroz pica-no-chão”.

CABECEIRAS DE BASTO LEVA AO FOLKLOURES’22 OS CABEÇUDOS E OS GIGANTONES

“Amazonas” era uma forma como antigamente também eram designados no Minho os gigantones e os cabeçudos

A cidade de Loures vai no próximo dia 2 de Julho vibrar ao rufar dos bombos do Grupo de Bombos Jovens de Basto, de Cabeceiras de Basto, numa autêntica arruada como manda a tradição na região de Entre-o-Douro-e-Minho. E, como não podiam faltar, os gigantones e cabeçudos vão passar em revista, emprestando o seu jeito castiço ao FolkLoures como manda a tradição.

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Com quase quatro metros de altura, os gigantones desfilam em casais, geralmente rodeados pelos cabeçudos, completando dessa forma a grotesca família que, com o seu aspeto pitoresco e dançar desajeitado, remetem-nos para um tempo mitológico.

Datam de 1265, os registos mais antigos até ao momento encontrados que nos dão conta da existência entre nós de tal tradição, neste caso referente à sua participação nas festividades do Corpo de Deus ocorridas na cidade de Évora.

Era usual no Minho, os gigantones serem também conhecidos por Amazonas, tratando-se de uma tradição bem portuguesa com forte implantação na nossa região.

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BOMBOS DE CABECEIRAS DE BASTO RUFAM NO FOLKLOURES'22

O Grupo de Bombos Jovens de Basto nasceu em 2013, através de um grupo de amigos com gosto por este tipo de actividade no lugar da Cruz do Muro, Cabeceiras de Basto.

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O grupo é constituído por elementos com idades compreendidas entre os 4 aos 37 anos.

Fez a sua estreia nas festas do S. Miguel, em Cabeceiras de Basto, e nunca mais parou. Vem animando as festas na sua terra e arredores, tendo sido também convidado para representar o seu distrito na festa do avante, no Seixal e tambem na RTP1 para promover a Festa do Fumeiro que se realiza em Cabeceiras de Basto.

As nossas participações em festas englobam festas das freguesia, cortejos, arruadas, procissões, despiques, casamentos, concentrações de bombos e festivais.

O Grupo de Bombos Jovens de Basto é constituído por tocadores de bombos, caixas, concertinas e gigantones.

Esperamos dentro em breve dar também a conhecer os grupos folclóricos e outras representanções tradicionais participantes.

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MINHOTOS LEVARAM ARROZ PICA-NO-CHÃO – VULGO CABIDELA – A TODOS OS CONTINENTES NA EPOPEIA DOS DESCOBRIMENTOS

O arroz pica-no-chão - tal como ainda é designado no Minho a cabidela - é um dos mais afamados pratos da cozinha tradicional minhota. Mas, não existe quem não o aprecie um pouco por todo o país e ainda em terras longínquas onde as naus e caravelas nos levaram desde o século XV.

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Com algumas semelhanças ao sarapatel – outra iguaria que os minhotos levaram até aos confins da Àsia – a Cabidela é atualmente uma especialidade da nosso cozinha tradicional muito apreciada em Cabo Verde onde é conhecida por “arroz de cabidela”, em Angola como “galinha à Cabidela”, em Macau que derivou na “Cabidela de Pato”, em Goa como “Cabidela de Leitão” e, no Brasil, como “Galinha ao molho pardo”. Em Angola, por vezes acompanhado por angu, termo proveniente do dialeto quimbundo que identifica um preparado de fubá ou seja, uma farinha produzida a partir do milho ou arroz moído. Foi no século XVIII introduzida no Brasil pelos portugueses, substituindo frequentemente a farinha de mandioca.

A utilização do sangue na confeção dos alimentos é um costume antigo de muitos povos. Entre nós, existem registos do seu emprego pelo menos desde o século XVI, com aplicação no cozinhar do pato, perú, porco, cabrito e outras peças de caça, além naturalmente da galinha que a imaginação dos minhotos levou a designar por “arroz pica-no-chão”.

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO LEVA A LOURES O QUE DE MELHOR EXISTE NA CULTURA TRADICIONAL PORTUGUESA

O Grupo de Folclore Verde Minho leva a efeito no próximo dia 8 de Maio, em Loures, a grade Jornada Gastronómica do Arroz de Sarrabulho à Moda de Vila Verde, a ter lugar no Salão dos Bombeiros.

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Em relação ao FolkLoures'22, a programação já se encontra praticamente assegurada, prometendo uma vez mais um grandioso evento da nossa cultura tradicional.

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ALGARVE DANÇA O CORRIDINHO NO FOLKLOURES’22

Grupo Folclórico de Faro vai a Loures participar no FolkLoures’22

Este Grupo Folclórico, porventura um dos mais representativos da cultura tradicional do Algarve, está situado no concelho de Faro.

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As origens Grupo Folclórico de Faro remontam aos inícios dos anos 30, sendo o mais antigo grupo de folclore do Algarve e um dos mais antigos do país.

Começou por se chamar Rancho Regional Algarvio ou, simplesmente, Rancho do Algarve, por ser o único na região. Na época, o Corridinho era já considerado a expressão máxima das danças populares algarvias. Atingiu grande fama o virtuosismo dos seus tocadores e a habilidade dos bailadores nas "escovinhas" e "sapateados". A tradição oral estava também representada nos Bailes de Roda, sendo de realçar o característico "Baile Mandado".

A atividade do Grupo Folclórico de Faro estende-se à organização de diversos certames de folclore na cidade, como o Encontros de folclore infantil “Dançando a Brincar” e os Encontros de Cantares de Boas-Festas “Cantar ao Menino”. É o grupo organizador do FOLKFARO, o maior festival internacional de folclore do sul de Portugal, e único certificado pelo CIOFF – Conselho Internacional de Organizadores de Festivais de Folclore, organização internacional ligada à UNESCO.

Para além das recolhas e reproduções de trajes de finais do Séc. XIX e inícios do Séc. XX, são também apresentadas as músicas tradicionais da região algarvia no Cancioneiro do Grupo Folclórico de Faro. Por outro lado, os mais pequenos têm a oportunidade de aprender os jogos, as brincadeiras e as danças de roda dos seus avós no Grupo Folclórico Infantil de Faro. Em 2015, foi criada a Escola de Acordeão, dirigida pelo Prof. Hermenegildo Guerreiro, pelo que, atualmente, o Grupo Folclórico de Faro tem 4 secções em pleno funcionamento.

Embaixador da região e do país, o Grupo Folclórico de Faro efetuou inúmeras deslocações ao estrangeiro, tendo representado Portugal em Espanha, França, Marrocos, Canadá, EUA, Itália, Brasil, Turquia, Suíça, México, Hungria, República Checa, Chipre, Grécia, Rússia, Eslovénia, Bélgica e Polónia. Quase todos os convites surgem no âmbito do CIOFF.

O Grupo é membro efetivo da Federação do Folclore Português e filiado no INATEL.

JORNADA GASTRONÓMICA DO ARROZ PICA-NO-CHÃO À MODA DE VILA VERDE VAI SER UM SUCESSO EM LOURES

Jornada Gastronómica já tem mais de meia centena de inscritos

O sucesso registado na Jornada Gastronómica do Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima que ontem teve lugar em Loures está a prenunciar um êxito ainda maior em relação ao Almoço do Arroz Pica-no-Chão – vulgo Cabidela de Frango do campo – que se encontra programado para o próximo dia 15 de Maio, no refeitório da Câmara Municipal de Loures. Ainda mal os comensais do Sarrabulho poisaram os talheres e já mais de meia centena se inscreveram a fim de participarem no tradicional Pica-no-Chão à moda de Vila Verde.

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Trata-se uma vez mais de uma iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho que conta com o apoio das câmaras municipais de Loures e Vila Verde e do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima.

A confeção está a cargo do conceituado Chef Fernando Torres, natural de Vila Verde, vencedor do Prémio Nacional de Gastronomia e ainda do vianense André Rodrigues, justamente reconhecido como o Melhor Cozinheiro Jovem.

A iniciativa deverá contar com a presença a confirmar da Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Drª Júlia Fernandes, entre outras entidades minhotas e do concelho de Loures.

As inscrições poderão ser efetuadas para o Grupo Folclórico Verde Minho, nomeadamente através do número de telemóvel 964006657.

Refira-se que o concelho de Vila Verde foi recentemente reconhecido no Festival Nacional de Gastronomia realizado em Santarém como a “Capital do Arroz Pica-no-Chão”.

Trazido do continente americano nas naus de Cristóvão Colombo, o milho passou a ser cultivado na nossa região e em todo o noroeste penínsular desde há aproximadamente cinco séculos. E, desde então enraizou-se de tal modo nos nossos hábitos alimentares que os minhotos passaram a ser conhecidos por “pica-milhos”.

“Pica-milhos” era uma das designações pelas quais os minhotos eram outrora apelidados, sendo também nas terras mais a sul conhecidos por “galegos”. De igual modo, o “pica no chão” é a designação que no Minho se atribui ao que genericamente designamos por arroz de cabidela, realçando-se porém a criação caseira das aves que está na origem da expressão.

- O Folclore também serve-se à mesa – venha provar o Património!

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VILA VERDE É MINHO – FOLCLORE É VERDE MINHO!

O Grupo Folclórico Verde Minho leva a Loures uma das mais apreciadas iguarias da cozinha tradicional minhota – o Arroz Pica-no-chão, vulgo Cabidela de frango do campo, contando com o apoio do Município de Vila Verde e do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima. A iniciativa tem lugar no próximo dia 15 de Maio, pelas 12 horas, no refeitório da Câmara Municipal de Loures, e deverá contar com a presença a confirmar da Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Drª Júlia Fernandes, entre outras entidades minhotas e do concelho de Loures.

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Chef Carlos Torres (Foto: https://semanariov.pt/)

A confecção estará a cargo de conceituados mestres na arte de bem cozinhar como o Chef Fernando Torres, de Vila Verde, vencedor do Prémio Nacional de Gastronomia e o vianense André Rodrigues, justamente reconhecido como o Melhor Cozinheiro Jovem.

Refira-se que o concelho de Vila Verde foi recentemente reconhecido no Festival Nacional de Gastronomia realizado em Santarém como a “Capital do Arroz Pica-no-Chão”.

Trazido do continente americano nas naus de Cristóvão Colombo, o milho passou a ser cultivado na nossa região e em todo o noroeste penínsular desde há aproximadamente cinco séculos. E, desde então enraizou-se de tal modo nos nossos hábitos alimentares que os minhotos passaram a ser conhecidos por “pica-milhos”.

“Pica-milhos” era uma das designações pelas quais os minhotos eram outrora apelidados, sendo também nas terras mais a sul conhecidos por “galegos”. De igual modo, o “pica no chão” é a designação que no Minho se atribui ao que genericamente designamos por arroz de cabidela, realçando-se porém a criação caseira das aves que está na origem da expressão.

- O Folclore também serve-se à mesa – venha provar o Património!

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O MINHO É VERDE – FOLCLORE É VERDE MINHO!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO E CLUBE DE GASTRONOMIA DE PONTE DE LIMA JUNTARAM EM LOURES MINHOTOS E LOURENSES NUMA GRANDIOSA JORNADA GASTRONÓMICA DO SARRABULHO À MODA DE PONTE DE LIMA

Foram muitos os minhotos e lourenses que hoje acorreram ao salão dos Bombeiros Voluntários de Loures para confraternizar no âmbito da Jornada Gastronómica do Sarrabulho à moda de Ponte de Lima – uma iniciativa conjunta do Grupo Folclórico Verde Minho e do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima que foi também uma grandiosa jornada regionalista limiana.

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O Sarrabulho à moda de Ponte de Lima foi confecionado sob a batuta do Chef Paulo Santos, reuniu no Salão dos Bombeiros Voluntários de Loures 220 pessoas. O sarrabulho limiano constitui uma iguaria da nossa cozinha tradicional cada vez mais apreciada e um verdadeiro cartão-de-visita da vila limiana a atrair sempre maior número de visitantes.

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Teotónio Gonçalves, Director do Grupo Folclórico Verde Minho, na abertura da Jornada Gastronómica (Foto: Artur Lucena, “Loures-Odivelas-Magazine)

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Engº Vasco Ferraz, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima (Foto: Artur Lucena, “Loures-Odivelas-Magazine)

Esta Jornada Gastronómica a promover o Sarrabulho à moda de Ponte de Lima contou com a presença do engº Vasco Ferraz, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima que presidiu ao evento, fazendo-se acompanhar da espôsa e filho.

Por motivos de saúde, o Presidente da Câmara Municipal de Loures, Dr. Ricardo Leão fez-se representar pela Vice-Presidente da autarquia, Drª Sónia Paixão.

O deputado da Assembleia Municipal de Lisboa e seu Assessor Jurídico, Dr. José Inácio Faria, o Presidente da Junta de Freguesia de Loures, Dr. António Pombinho e o Chefe dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima e membro do Clube de Castronomia de Ponte de Lima, sr Armando Melo, também participaram na iniciativa. Refira-se, a propósito, que a corporação dos Bombeiros Voluntários de Loures onde se realizou esta Jornada Gastronómica é geminada com a corporação dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.

A festa começou com a transmissão do Hino de Ponte de Lima, baseado no poema de António Feijó musicado pelo Tenente-coronel Amílcar Morais.

As conversas e os discursos proferidos giraram em torno do desenvolvimento de possíveis parcerias entre os municípios de Loures e Ponte de Lima nomeadamente na promoção dos vinhos arintos dos dois concelhos que possuem afinidades históricas como muito bem desenvolveu o Comendador Tito Morais.

A revista “Loures – Odivelas – Magazine” cujo director, sr. Artur Lucena é já presença habitual nas iniciativas levadas a efeito pelo Grupo Folclórico Verde Minho, prepara a publicação de uma reportagem ilustrada com a qualidade gráfica que sempre a caracteriza.

Entretanto, o Grupo Folclórico Verde Minho prepara a realização do Almoço do Pica-no-Chão à moda de Vila Verde para o próximo dia 15 de Maio, a ter lugar no refeitório da Câmara Municipal de Loures.

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ARROZ DE SARRABULHO COM ROJÕES É O “EMBAIXADOR” DA GASTRONOMIA DE PONTE DE LIMA

  • Carlos Gomes

As Papas de Sarrabulho e o Arroz de Sarrabulho constituem dois pratos emblemáticos da nossa região que têm as delícias do porco como elemento central da sua confecção. Encontram-se, por conseguinte, associados à matança do porco, animal que constitui desde sempre uma das principais fontes de rendimento do agricultor, razão pela qual ele simboliza o mealheiro.

Em termos genéricos, o sarrabulho caracteriza-se por se tratar de um guisado com as miudezas do porco com sangue associado à farinha de milho ou ao arroz, tal como foi inventado em Ponte de Lima.

Acredita-se que as origens do sarrabulho remontem à Idade Média, por ocasião da crise ocorrida no século XIV. À escassez de bens alimentares devido à ocorrência de secas prolongadas nos campos, faziam do pão praticamente o único alimento da população nas zonas rurais. Porém, como a necessidade aguça o engenho, passaram a juntar-lhe o sangue e as miudezas que, por caridade, eram pelas famílias mais abastadas oferecidas aos mais necessitados sempre que efectuavam uma matança… e assim nasceram as papas de sarrabulho!

À época ainda não existia o milho na nossa região uma vez que a introdução do mesmo no noroeste peninsular se deve ao Descobrimento da América por Cristóvão Colombo, cereal que inicialmente era designado por “trigo índio”. Por conseguinte, deveria ter sido o centeio o cereal até então produzido e inicialmente utilizado na confecção das papas de sarrabulho.

Por sua vez, a expansão da cultura do arroz em Portugal regista-se nos começos do século XX, muito embora a sua introdução remonte ao início do século VIII, trazido pelos árabes aquando da sua conquista da Península Ibérica em 711. Contudo, durante muito tempo, este alimento era apenas acessível às famílias mais abastadas, razão pela qual demorou muito tempo a ser incorporado na culinária tradicional de cariz popular. Além disso, o seu cultivo estava limitado às “terras alagadiças dos vales do Vouga, Mondego, Sado, Mira e Guadiana”, o que não era o caso de Ponte de Lima.

Uma vez substituída a farinha pelo arroz na confecção do sarrabulho, Ponte de Lima inaugurou um novo prato que foi ao longo dos anos adquirindo cada vez maior número de apreciadores a tal ponto que passou a constituir a sua principal referência gastronómica – o arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima!

Sucede que esta iguaria é também responsável pela promoção turística de Ponte de Lima, constituindo um dos principais motivos de atracção de inúmeros visitantes. E, como não podia deixar de suceder, foi em 2006 criada a Confraria do Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima, como forma de “divulgar e realçar o valor gastronómico e histórico deste prato”.

A partir de então, o Comendador Adelino Tito de Morais em conjugação com os melhores restaurantes e cozinheiros de Ponte de Lima, e a colaboração das nossas comunidades de emigrantes, tem levado esta deliciosa iguaria aos mais diversos recantos da Europa, dos quais destacamos a França, Bélgica e a Córsega. E, também na região de Lisboa, desde 2017, com a colaboração do Grupo Folclórico Verde Minho e a Câmara Municipal de Loures, o arroz de sarrabulho já conquistou os paladares de muitas pessoas que, através dele, tomaram pela primeira vez contacto com Ponte de Lima. Mais ainda, qual embaixador de Ponte de Lima, o “nosso” sarrabulho é responsável pelo início de uma parceria entre os dois concelhos – Loures e Ponte de Lima – que se espera profícua e deve ser inaugurada com a promoção recíproca dos vinhos arintos, de Bucelas e de Ponte de Lima.

Salvo casos muito pontuais, a promoção em Lisboa de forma sistemática e alargada ao público em geral e aos limianos que ali vivem, do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima, começou no II Almoço Limiano realizado em Novembro de 1986, encontro que se destinou à fundação, dois meses mais tarde, da Casa do Concelho de Ponte de Lima.

Ao longo de uma década desde a sua fundação, manteve esta Instituição regionalista o arroz de sarrabulho como prato principal dos almoços limianos que em Lisboa tinham invariavelmente lugar no final do mês de novembro. Porém, a partir de então, abandonou esta causa, passando a substituir este prato por outras especialidades mais estranhas ao concelho de Ponte de Lima e até em relação ao próprio país… e, com o tempo, deixaram de realizar o próprio Almoço Limiano!

Em Loures, o próximo Almoço do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima encontra-se marcado para o dia 6 de Fevereiro de 2022. E, a adesão que o mesmo regista, não apenas entre os minhotos, mas também junto de muitos habitantes daquela que é considerada a capital da região saloia, promete um futuro auspicioso na colaboração entre os dois municípios com vista à sua promoção mútua.