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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PROFESSOR ARCUENSE FILIPE MACHADO LANÇA ENSAIO SOBRE TEIXEIRA DE QUEIROZ

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“(Est)Ética de Teixeira de Queiroz” foi apoiado pelo Município arcuense

Decorreu, no passado sábado, na Casa das Artes, a apresentação da mais recente obra literária do professor arcuense, Flipe Machado, intitulada “(Est)Ética de Teixeira de Queiroz”. Trata-se de um ensaio sobre a obra deste autor arcuense, ativo sobretudo no final do século XIX e início do século XX, cuja produção literária é composta por 19 títulos organizados em duas séries (Comédia do campo e Comédia burguesa), para além de contos inéditos publicados em jornais que não conheceram edição em livro.

Flipe Machado pretendeu, através desta nova publicação, contribuir para um maior e melhor conhecimento da escrita de Teixeira de Queiroz, bem como retratar a sua evolução ao longo de 46 anos, nomeadamente entre os seus 25 e 71 anos de idade.

No fundo, resume esta obra como sendo “uma reflexão que abarca o trabalho literário do escritor, político, e sobretudo cidadão, que viveu um intenso período de mudanças sociais”.

A Imagem da capa e contracapa, elaborada pelo amigo Luís Troufa, retrata as mãos. Numa primeira imagem as mãos ligadas à terra, e, numa outra conotadas com uma ligação mais metafísica (mãos viradas para cima dando a entender que se está à procura de soluções ou de algo mais).

O Presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves esteve presente neste momento, parabenizando Filipe Machado por mais um título publicado, desta feita “dedicado a um grande escritor de Arcos de Valdevez” e manifestando publicamente a disponibilidade da Câmara Municipal para apoiar mais publicações de autores arcuenses.

O autarca aproveitou também para destacar que a Autarquia tem em mãos grandes investimentos na área da Cultura e Ciência.

São mais de 15 milhões de euros a ser investidos na Escola de Ensino Artístico, na construção da Branda Científica, na Gavieira, na recuperação do Cine Teatro Alameda, na Residência Cultural Valdevez, entre outros. Investimentos que enriquecerão o concelho e deixarão marcas na atividade futura das gerações arcuenses.

Conforme afirmou, “para estarmos aqui hoje na Casa das Artes, foi necessário ter havido um investimento municipal prévio ao nível da aquisição dos espaços e ao nível de projetos”. Sem este trabalho dos meus antecessores este momento não seria possível”.

A apresentação da obra esteve a cargo de Isabel Pires de Lima, professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e reconhecida especialista em literatura portuguesa do século XIX que também exerceu funções de Ministra da Cultura e de Presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves.

Esteve igualmente presente a representante da editora Editorial Novembro, Avelina Ferraz, que fez as honras da casa, apresentando todos os intervenientes na sessão.

A sala, completamente lotada, reuniu amigos e familiares de Filipe Machado, assim como familiares de Teixeira Queiroz.

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FAFE COMEMORA 102 ANOS DO SEU TEATRO-CINEMA COM LANÇAMENTO DE OBRA HISTORIOGRÁFICA DE ARTUR FERREIRA COIMBRA

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Este sábado, 10 de Janeiro, passam 102 anos sobre a inauguração do Teatro-Cinema de Fafe, ocorrida em igual dia de 1924.

Para evocar essa data, o Município de Fafe promove uma sessão cultural, a partir das 16h30, no Salão Nobre do Teatro-Cinema, que começa com a apresentação do livro Teatro Cinema de Fafe – 100 anos de Memórias, 100 anos de História, da autoria de Artur Ferreira Coimbra, seguindo-se a apresentação oficial da Temporada de espetáculos a realizar naquela sala em 2026 e um Fafe de Honra, no lobby da Sala Manoel Oliveira.

O programa culmina, pelas 21h30, com o concerto do cantor Fernando Daniel, na sala principal daquele equipamento cultural.

Teatro Cinema de Fafe – 100 anos de Memórias, 100 anos de História é a  segunda edição de um outro livro, originalmente elaborado para a reabertura da sala em 25 de Abril de 2009, com o título Teatro Cinema de Fafe – Memória para o Futuro, e agora naturalmente revisto e ampliado, com a vivência dos 15 anos que transcorreram, entretanto.

A obra plasma, engrandece e consagra o centenário da mítica sala de espetáculos fafense, balizado entre os anos de 1924 e 2024!

Aborda assim o historial do Teatro-Cinema, a “jóia” da cultura e do património locais, como foi considerada durante muitos anos. E ainda o é na atualidade.

O edifício que hoje conhecemos e que foi restaurado, reabilitado e valorizado pela Câmara Municipal de Fafe, na primeira década do século XXI, representou o aproveitamento de um outro edifício, naturalmente mais humilde e primário, que abriu ao público no início da década de 80 do século XIX e por onde passaram grandes companhias nacionais (e até internacionais) de teatro e música, além de cinema, como a seguir se evidencia. O que significa que a vila de Fafe acompanhou os grandes espetáculos da época, já desde Novecentos, no quadro de um ambiente cultural proporcionado e suscitado pelas aspirações de uma burguesia de brasileiros de torna viagem que moldou os seus gostos nas cidades de emigração e nos teatros e casas de espetáculos das cidades europeias por onde viajavam.

O prédio seria depois adquirido pelo memorável fafense Dr. José Summavielle Soares, advogado, industrial e presidente da Câmara na I República, que o melhorou, apetrechou e enriqueceu, dotando-o das melhores condições para a apresentação de espetáculos de teatro e outras artes performativas, bem como para a exibição de cinema, cuja evolução tecnológica foi acompanhando.

O Teatro-Cinema foi formalmente concluído em 10 de dezembro de 1923 e inaugurado, com toda a retumbância, brilho e significado, para a época, em 10 de janeiro de 1924, com a célebre Companhia de Aura Abranches, que aqui trouxe a sua peça em três atos “O Grande Amor”, de Dario Nicodemi.

Era considerado, por essa altura, um dos melhores teatros da província e rivalizava mesmo com os das grandes cidades, como Braga ou Porto, em conforto, luxo, comodidade e condições de segurança para os artistas e o público.

O Cinema seria introduzido no Teatro pouco mais de três meses após a sua abertura, exatamente em 20 de abril de 1924, dando sentido à original designação (Teatro-Cinema), enquanto o cinema sonoro apareceria em finais de 1932.

Nos primeiros seis anos de existência da elegante casa de espetáculos, por aqui passaram as mais famosas companhias de teatro do país, normalmente sediadas em Lisboa (Lucília Simões, Amélia Rey Colaço, Maria Matos, Ilda Stichini, Chaby Pinheiro, Ester Leão, Cremilda de Oliveira, Rafael Marques, Palmira Bastos, Berta Bívar e Laura Alves, entre outras).

A partir dessa altura, a casa foi basicamente um local de exibição de cinema, o que se manteria até ao final da sua vida útil, no início dos anos 80 do século XX.

Entretanto, o Teatro-Cinema esteve encerrado entre dezembro de 1931 e novembro de 1932, como vingança do Administrador do Concelho pela recusa da sua cedência para uma atividade política dos dirigentes locais do Estado Novo. É que sempre foi timbre do proprietário José Summavielle Soares, insigne republicano, democrata e adversário confesso da Ditadura, não ceder a sua casa para sessões de propaganda de ideias contrárias às que professava.

Assim, e por via dessa atitude honrada, a legendária casa de espetáculos integra a mitologia da resistência ao fascismo, os seus locais emblemáticos, dado ter sido palco de manifestações políticas, sessões de propaganda e comícios da oposição democrática antes do 25 de Abril, como as que se relacionam com as eleições presidenciais a que concorreram os generais Norton de Matos (1949) e Humberto Delgado (1948), ou as legislativas de 1969, enquanto foi sistematicamente negada para idênticas atividades do regime.

Além do teatro e do cinema, a sala foi utilizada ao longo dos seus anos de atividade pelas coletividades locais para mostrarem as suas produções, bem como para a realização de festas de passagem de ano, de Carnaval e outras atividades, no salão nobre, a que apenas acediam as elites da vila. O Teatro-Cinema também foi muitas vezes cedido para a realização de espetáculos de beneficência, em favor de diversas instituições locais.

Já nos anos de 1970, foi transacionado e mais tarde encerrado, por falta de condições de segurança (1981). Seria depois objeto de vicissitudes que são conhecidas, inclusive com a ameaça de demolição ou de destruição pelo fogo pelo então proprietário, até que a Autarquia, em boa hora, decidiu adquirir o imóvel, para o reabilitar e devolver à cidade, corria o ano de 2001. Entretanto, ultrapassados procedimentos burocráticos e executadas as obras de recuperação, o Teatro-Cinema foi devolvido aos fafenses, em todo o seu esplendor, reabrindo em 25 de abril de 2009, devidamente restaurado no âmbito da empreitada de requalificação, recuperação e ampliação, bem como dotado das mais modernas condições de funcionamento e de utilização. Foi um grande dia de festa para a cidade!

Uma programação eclética, diversificada e global para os vários públicos tem marcado estes 15 anos, sendo possível assistir a peças de teatro como a espetáculos musicais (por aqui têm passado os nomes maiores da música portuguesa atual), a dança ou a comédia, à apresentação de obras literárias ou à realização de festas escolares.

Em seu redor foi construído um edifício para apoio técnico às atividades do Teatro-Cinema e que incluiu a instalação da Academia de Música José Atalaya.

O complexo integra ainda uma sala polivalente – batizada com o nome do cineasta Manoel de Oliveira, e inaugurado em 17 de maio de 2009, com a presença do consagrado realizador – e que tem capacidade para cerca de 150 pessoas, para exibição de cinema, e outras diversas atividades culturais, além de servir de apoio à Academia de Música José Atalaya.

De referir que em 2021 o Teatro-Cinema de Fafe foi integrado na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.

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ARCOS DE VALDEVEZ: PROFESSOR FILIPE ALVES MACHADO LANÇA LIVRO DEDICADO A FRANCISCO TEIXEIRA DE QUEIROZ

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O professor e investigador arcuense, Filipe Alves Machado, vai lançar o livro A (Est)ética de Teixeira de Queiroz, um ensaio dedicado à análise da obra de Francisco Teixeira de Queiroz (1848-1919), político, empresário e escritor.

O lançamento está agendado para o próximo sábado, dia 10 de janeiro, pelas 16h00, e a apresentação da obra ficará a cargo da Professora Dra.  Isabel Pires de Lima, docente universitária e ex-Ministra da Cultura.

Este livro resulta de um trabalho de investigação desenvolvido ao longo de várias décadas e constitui o terceiro estudo do autor sobre Teixeira de Queiroz.

Entre os trabalhos anteriores de Filipe Alves Machado encontra-se Teixeira de Queiroz para Néscios, uma obra pensada para o público mais jovem.

Lançamento do Livro - livro A (Est)ética de Teixeira de Queiroz

Autor - Filipe Alves Machado

Dia 10 de janeiro 2026 - 16h00

Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo

MAIS LIVROS LIMIANOS NA UNIVERSIDADE DE ESTOCOLMO NA SUÉCIA – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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O Centro de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade de Estocolmo – Camões - foi recentemente reforçado com oferta de mais publicações para a sua biblioteca, no seguimento duma colaboração iniciada há mais de um ano. O apoio começou com a necessidade de documentação para o estudo da vida e obra de António Feijó (1859-1917), o poeta, gastrónomo e diplomata que serviu os interesses de Portugal naquele Reino da Escandinávia durante um quarto de século.

De recordar, que na formação da língua lusitana proporcionado por aquele estabelecimento de ensino superior, há uma centena de alunos inscritos, com os poetas parnasianos a preencher sumários ou prelecções, entre eles o nosso conterrâneo autor das Bailatas.

Na cerimónia, realizada mais uma vez na embaixada de Portugal, foi salientada a cooperação com Ponte de Lima, assim como as experiências gastronómicas, com uma degustação desta vez com produtos da Arte dos Sabores em Sá e da MinhoFumeiro na Correlhã, freguesias do nosso concelho. Os elogios aos enchidos da terra de Feijó, que tal como o vinho verde eram presença em encontros oficiais por ele organizados, não se fizeram esperar.

Os elementos do corpo diplomático acreditados na Suécia agradeceram a lembrança, tal como Thomas Wesselén [Feijó], bisneto do nosso ilustre Pontelimense, amigo de há uns anos e que foi a porta de entrada da nossa colaboração pessoal e do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, e intercâmbio com o berço do antepassado desde o ano transacto, recorde-se.

Mas, após a recepção, juntamente com os amigos Chef Paulo Santos e Francisco Remy, professor do Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima, realizamos um circuito turístico nas áreas da cultura e da gastronomia. Uma deslocação ao Museu Vasa, esse imponente navio de guerra naufragado á saída do porto em 1628 e recuperado em 1961, depois uma passagem pelo hotel do gelo e centro histórico (Gamla Stan) preencheu o resto do programa. O tempo para a gastronomia foi salientado com um jantar com todos os Feijós, da Suécia, três gerações residentes em Estocolmo, Gotemburgo e Fallun: o jantar, com um prato típico sueco, as almôndegas de veado, acompanhadas de puré de batata e frutos do bosque, foi antecedido de uma prova de petiscos com cervejas, prolongada ao dia seguinte: nas alemãs, o destaque para as Prost e Kostrtzer; nas suecas a Eriksberg e a Sodra, ainda uma da República Checa, a Krusovice. O Chef Paulo Santos comentou os sabores, ora no manjar, ora na cervejaria, em comparação dos existentes em Portugal, Bélgica e Suíça.

As temperaturas negativas com queda de neve e o anoitecer cedo, cerca das 15 horas, apenas permitiram terminar a estadia com uma deslocação ao Centro Cultural de Estocolmo com prova de doces, ao castelo LO, a residência de António Feijó, e admirar o bulício para as compras de Natal, com milhares de pessoas na rua e nos centros comerciais.

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ESCRITOR JOSÉ LUÍS PEIXOTO VEM A PONTE DE LIMA NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA APRESENTAR O SEU LIVRO “A MONTANHA” ONDE SE FAZEM REFERÊNCIAS A PONTE DE LIMA

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Este é o aguardado regresso de José Luís Peixoto ao romance, depois de Almoço de Domingo: vidas que enfrentam a fragilidade.

Este é um romance habitado por homens e mulheres de várias idades, com origem em diversos contextos, de Moçambique à Venezuela, de Ponte de Lima a Oliveira de Azeméis, que têm em comum a sua condição de pacientes no Instituto Português de Oncologia do Porto. Um escritor viaja pelo mundo e, nesse turbilhão, tenta construir um romance com todas as histórias que lhe foram confiadas, até que o impensável acontece.

Do hiper-realismo, documental e autobiográfico, ao surrealismo, à alucinação e ao delírio, A Montanha é um romance de enorme ambição, que resgata momentos de profunda empatia e ternura, que revela o ser humano tanto na sua fragilidade como na sua máxima força.

Surpreendente nas múltiplas dimensões que propõe, este romance é um extraordinário tour de force literário, um marco muito alto na obra de um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos e, sem dúvida, uma referência inesquecível na bagagem de qualquer leitor.

Fonte: Wooke

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"CASAS ANTIGAS DA RIBEIRA LIMA" APRESENTADA EM ARCOS DE VALDEVEZ – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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No âmbito do programa de mais um Congresso da Casa Nobre, realizado em Arcos de Valdevez, foi apresentada a associação – Casas Antigas da Ribeira Lima – um projecto para a dinamização, alguns eventos temáticos onde a história, o recheio com suas artes decorativas, episódios familiares e a gastronomia, estiveram na base da fundação da colectividade.

Com o investigador e bibliófilo Limiano Miguel Ayres de Campos como porta – voz da associação, foi divulgado que já aderiram á proposta duas dezenas de casas antigas, solares ou casas senhoriais. Como associados, mormente dos concelhos de Viana do Castelo e Ponte de Lima, estão entre esse património cultural integrante para circuitos na região, alguns valores culturais deste segundo concelho como: Casa Grande de Sá, Paço de Calheiros, Casa do Outeiro em Arcozelo, Casa do Cruzeiro ou do Vale da Piedade e Paço de Vitorino das Donas..

Miguel Ayres de Campos sublinhou ainda a valorização de espaços agrícolas e de lazer adjacentes ás Casas, como os jardins, exemplificando o seu aproveitamento para Mostras Gastronómicas ou refeições temáticas ou recriação de outras de tempos idos, como já aconteceu por duas vezes na sua Casa Grande de Sá, em cooperação com o nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima. O colega historiógrafo João Abreu Lima, sublinhou também o valor arquitectónico de algum desse património e  sua interacção com a comunidade ao longo de séculos.

Aguarda-se para breve uma assembleia geral das Casas Antigas da Ribeira Lima, para discutir a constituição de órgãos sociais e Plano de Actividades, entre outros assuntos.

A apresentação deste arrolamento de residências históricas nas Terras do Vez, contou com a participação do líder da autarquia, Olegário Gonçalves, e o arcuense Vitor Alves Gomes (foto de capa), administrador em Bruxelas do Conselho Europeu de Investigação, entidade patrocinadora do congresso da Casa Nobre e programa “Vínculos com (a) História “, que o ano passado proporcionou a visita a 18 solares ou casas antigas na Ribeira Lima, com apoio de estudantes da Escola Secundária de Ponte de Lima, após uma pequena formação por Miguel Ayres de Campos     .

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PONTE DE LIMA: ESCRITORA ELISABETE ARAÚJO APRESENTA O LIVRO “ARQUÉTIPOS DA ALMA”

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Apresentação do livro Arquétipos da Alma, de Elisabete Araújo

6 de dezembro | 15h00

Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

A Biblioteca Municipal convida toda a comunidade para a apresentação do novo livro Arquétipos da Alma, de Elisabete Araújo — uma viagem inspiradora pelos arquétipos, mitologia e autoconhecimento.

Entrada livre

Aberto a todos os interessados

Junte-se a nós nesta iniciativa cultural e descubra uma obra que convida à reflexão, à autenticidade e à descoberta do nosso lugar no cosmos.

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BRAGA: PCP PROMOVE LIVRO DE SOLIDARIEDADE COM O POVO PALESTINIANO

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Solidariedade com o povo palestiniano no arranque da 3ª Edição do Roteiro do Livro Insubmisso promovido pelo PCP

A 3ª Edição do Roteiro do Livro Insubmisso iniciou-se em Vila Verde com a apresentação do livro "Genocídio na Terra Santa – Testemunho de mais de 40 anos de reportagens no Médio Oriente" de José Goulão.

José Goulão tem um longo percurso de mais de 50 anos como jornalista, tendo passado por vários órgãos de comunicação social e dirigido diversas publicações. É especialista em política internacional, particularmente nos problemas do Médio Oriente.

De acordo com o  que o autor escreveu no livro “Estava consciente de tudo isto. Mas não de que se acelerava, e definia como absorvente, a partir daquele momento, o período de quase 50 anos de dedicação prioritária do meu trabalho jornalístico, de estudo e de investigação, aos complexos problemas da região do Médio Oriente. Sobretudo o chamado e eternizado «problema israelo-palestiniano», e o seu enquadramento, a cada momento, nas volúveis conjunturas internacionais. Tenho a experiência suficiente para saber que essa tarefa a que me dediquei nunca estará concluída. E também para perceber, quanto baste, que nunca conseguirei decifrar a complexidade de uma região com uma História, uma cultura, um saber, tradições e bases filosóficas que deveríamos respeitar e admirar. Quanto mais não seja, porque nela está o berço da nossa História e brotam as principais fontes da nossa herança cultural”.

Com estas palavras, José Goulão, que por motivos imprevistos de última hora não pode marcar presença, deixa uma pistas sobre o livro e os seus objectivos, ao mesmo tempo que remete para a persistência e agravamento da guerra no Médio Oriente e na Palestina.

Partindo da leitura de partes do livro por Sandra Cardoso e Rafael Lomba, a iniciativa permitiu uma interessante abordagem da situação actual na Palestina e o genocídio que prossegue pela mão de Israel, com o apoio e cumplicidade dos EUA e UE.

Foi feito um apelo à participação nas manifestação "Todos pela Palestina. Fim ao Genocídio! Fim à Ocupação", promovida pelo CPPC, MPPM e CGTP-IN, no próximo sábado, às 15h, no Porto.

Num quadro em que o povo palestiniano continua a ser vítima de um genocídio, a realização desta iniciativa é um contributo da DORBraga para alargar a solidariedade internacionalista e luta pela Paz.

A 3ª Edição do Roteiro do Livro Insubmisso vai prosseguir com as seguintes apresentações públicas:

Fevereiro 26

Braga - “A economia política do anti-fascismo” de João Rodrigues

Março

Famalicão - “Privatizações. Contornos de um processo que é preciso reverter”

Abril

Fafe – “A verdade e a mentira na revolução de Abril. A contra-revolução confessa-se” de Álvaro Cunhal

Maio

Barcelos – "Os Processos Revolucionários: Análise Concreta e Perspectivação Histórica" de Albano Nunes

Junho

Guimarães – Centenário do nascimento de Fidel Castro - “Fidel Castro - Uma Biografia”

Julho

Esposende – “Textos de luta" de Amilcar Cabral

Setembro

Vizela - "Para Ler Camões – 35 poemas líricos comentados para estudantes e professores" de António Carlos Cortez

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VILA VERDE ACOLHEU APRESENTAÇÃO DO LIVRO “PIONEIRISMO, GENIALIDADE E MODERNIDADE EM ARTUR PAREDES” DA AUTORIA ANTÓNIO MANUEL NUNES

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A Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela foi, no dia 21 de novembro, o palco da apresentação da obra “Pioneirismo, genialidade e modernidade em Artur Paredes”, de António Manuel Nunes, integrada no programa AQUI HÁ CULTURA!, promovido pelo Município e pela EPATV.

Com edição da Tradisom, de José Moças, o livro representa um importante trabalho de investigação sobre a vida e a obra daquele que é unanimemente considerado o mais relevante intérprete da guitarra portuguesa de Coimbra. A edição inclui seis CD’s que reúnem a totalidade da obra de Artur Paredes, bem como registos sonoros dos mais importantes instrumentistas que o antecederam — alguns deles tornados públicos pela primeira vez.

A sessão foi aberta por Daniela Gomes, em representação da Câmara Municipal de Vila Verde, que apresentou os convidados e deu a palavra a Arnaldo Varela de Sousa, moderador da conversa. Este iniciou a sessão elogiando a participação ativa de José Moças nos vários encontros do AQUI HÁ CULTURA! e a presença de António Manuel Nunes.

O editor da obra, José Moças, afirmou que o livro surge como uma continuação do trabalho de edição da discografia de Artur Paredes e representa o encerramento de um ciclo na história da guitarra de Coimbra. Destacou que o livro reúne toda a obra discográfica de Artur Paredes e que João Pedro Almeida Rocha redescobriu um conjunto de gravações instantâneas inéditas do guitarrista. Contou ainda que recebeu apoio de diversas entidades, entre as quais a Câmara Municipal de Lisboa, que contribuíram para o lançamento da obra.

Seguiu-se a intervenção de António Manuel Nunes, autor do livro, que explicou que o trabalho de investigação se desenvolveu ao longo de mais de trinta anos. Descreveu o processo de escrita e investigação, salientando a dificuldade causada pelo facto de Carlos Paredes, filho de Artur Paredes, não ter guardado qualquer pertence do pai, exceto as guitarras.

No final da sessão, foi possível ouvir excertos dos CDs presentes na obra e debater ideias com o público, permitindo que todos tirassem dúvidas sobre a obra e sobre o artista Artur Paredes, numa conversa informal.

O encerramento coube a Arnaldo Varela de Sousa, que, mais uma vez, agradeceu a presença de todos e dos convidados e relembrou da restante programação do AQUI HÁ CULTURA! até ao final do ano.

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VILA VERDE: PCP PROMOVE APRESENTAÇÃO DE LIVRO SOBRE A CAUSA PALESTINIANA

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3ª Edição do Roteiro do Livro Insubmisso começa em Vila Verde

Apresentação do livro "Genocídio na Terra Santa – Testemunho de mais de 40 anos de reportagens no Médio Oriente" de José Goulão

22 Novembro, sábado, 17h, Vila Verde, Café "O Basílio" - junto aos Bombeiros (Rua dos Combatentes)

A 3ª Edição do Roteiro do Livro Insubmisso começa amanhã, sábado, 22 Novembro, em Vila Verde, com a apresentação do livro "Genocídio na Terra Santa – Testemunho de mais de 40 anos de reportagens no Médio Oriente" de José Goulão, com a participação do autor e de Rafael Lomba, da DORBraga do PCP.

José Goulão tem um longo percurso de mais de 50 anos como jornalista, tendo passado por vários órgãos de comunicação social e dirigido diversas publicações. É especialista em política internacional, particularmente nos problemas do Médio Oriente.

Num quadro em que o povo palestiniano continua a ser vítima de um genocídio, a realização desta iniciativa é um contributo da DORBraga para alargar a solidariedade internacionalista e luta pela Paz.

LIVRO “CASA DE BERTIANDOS. RECEITAS DA COPA E COZINHA” VAI SER AMANHÃ APRESENTADO EM LISBOA NO CINEMA EUROPA… E DEPOIS EM PONTE DE LIMA!

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Sandra Fernandes Morais, associou-se a Ana Marques Pereira, autora com extensa obra publicada, para trazer a público Casa de Bertiandos. Receitas da Copa e Cozinha. Este novo trabalho oferece uma perspetiva do quadro alimentar oitocentista de uma importante casa senhorial minhota, mais concretamente limiana. 

O  livro debruça-se sobre o manuscrito “Receitas da Coppa e Cozinha para o uzo da Caza do Ill.mo e Ex.mo Senr. Visconde de Bertiandos” (1841), legado de José Leite de Vasconcelos à guarda da Biblioteca do Museu Nacional de Arqueologia e cujo paradeiro José Quitério interrogava já na década de 1980.

O volume transcreve e contextualiza cerca de 200 receitas, acompanhadas de notas e comentários que situam no tempo ingredientes, técnicas e utensílios. Paralelamente, as autoras cruzaram o receituário com documentação de arquivos e bibliografia especializada, para reconstituir práticas culinárias, serviço, etiqueta e interessantes aspetos de gestão doméstica de uma importante casa senhorial minhota no século XIX

O lançamento realiza-se em Lisboa, no próximo dia 22 de novembro, na Biblioteca/Espaço Cultural Cinema Europa (Campo de Ourique) e está prevista apresentação da obra em Ponte de Lima.

Em Paredes de Coura, o livro estará disponível na Livraria Gomes e pode ser encomendado, com entrega em todo o país, através dos sites das autoras.

VIANA DO CASTELO APRESENTA “INCRÍVEIS PESSOAS COMUNS – VOLUME II”

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“Incríveis Pessoas Comuns – Volume II”: Uma nova geração de coautores apresenta-se em Viana do Castelo

No próximo sábado, 22 de novembro de 2025, pelas 14h00, o Auditório do Centro Paulo VI, em Darque, Viana do Castelo, é palco da apresentação do Volume II do projeto “Incríveis Pessoas Comuns”. Pela primeira vez, quase duas dezenas de crianças, entre os 7 e os 14 anos, assumem o papel de coautores, vivendo a sua primeira experiência literária e de cidadania ativa.

O Volume II é, assim, muito mais do que um livro: é um manifesto de esperança, empatia e futuro. Ao dar voz às crianças, o projeto “Incríveis Pessoas Comuns” demonstra que a memória e a identidade de uma comunidade se constroem também com a participação ativa dos mais novos, que aprendem, crescem e deixam a sua marca desde cedo.

Estes jovens, provenientes de diferentes contextos, aceitaram o desafio de entrevistar, escutar e dar voz a três das pessoas mais velhas cujas histórias integram este livro, tornando-se verdadeiras pontes vivas entre gerações. O resultado é um conjunto ainda mais rico de histórias autênticas, repletas de ternura, curiosidade e respeito, que revelam o olhar puro, sensível e transformador da infância sobre a vida dos mais velhos.

A sessão de apresentação contará com a presença de jovens coautores, das suas famílias, dos protagonistas das histórias e de todos aqueles que acreditam que a educação para os afetos, para a escuta e para a valorização do outro começa na infância. Será um momento de celebração, emoção e inspiração, onde cada participante é convidado a testemunhar como as crianças de hoje podem ser os grandes construtores de pontes, memórias e sonhos para o amanhã.

Entre as muitas narrativas, as histórias de Armando Rodrigo Soares Pereira e de Maria de Lourdes Ferreira de Oliveira:

Soares Pereira, natural de Santo Tirso e órfão de pai desde bebé, construiu um percurso de superação e serviço público exemplar. Entre o trabalho na Fábrica de Fiação e Tecidos do Rio Vizela e uma carreira notável em Viana do Castelo, onde presidiu durante vinte anos à Assembleia Municipal, deixou um legado de compromisso cívico e social. Fundador do Lar de Santa Teresa, onde hoje reside, é um exemplo de como a dedicação à família e à comunidade pode transformar vidas e deixar uma marca duradoura na história local.

Também a história de Dona Neves, nascida em Ponte de Lima e figura emblemática da Ribeira de Viana do Castelo, merece especial destaque. A sua infância foi marcada pela humildade e pelo trabalho precoce, mas também por uma alegria contagiante, uma fé inabalável e uma capacidade única de transformar adversidades em força. Criou seis filhos, enfrentou a viuvez e a perda, mas nunca perdeu o sorriso, a energia e a “chieira” que a caracteriza. Dona Neves é o espelho da mulher minhota: resiliente, solidária, cheia de histórias, versos e canções. Aos 95 anos, continua a inspirar todos à sua volta, mostrando que a felicidade se constrói na simplicidade, na partilha e na gratidão diária.

“Incríveis Pessoas Comuns” é um projeto já reconhecido pela sua missão de valorizar as histórias de vida e a memória coletiva, surpreendendo nesta segunda edição ao abrir espaço para uma novidade que promete emocionar toda a comunidade. O Volume II é, assim, um convite a olhar para o outro com mais empatia, a valorizar as pequenas grandes histórias e a reconhecer que o extraordinário reside no quotidiano. A sessão de apresentação contará com a presença dos autores, prefaciadores de referência e muitos dos protagonistas destas histórias, num momento de celebração da vida, da palavra e da identidade vianense.

A entrada é livre. Venha aplaudir esta nova geração de autores e descubra como a força da palavra, quando partilhada entre gerações, pode transformar vidas e comunidades.

CELORICO DE BASTO APLAUDE NOVO LIVRO “SAUDADE” DO PADRE ANTÓNIO GONÇALVES

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O Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, marcou presença neste momento e felicitou o autor pela obra e pela entrega abnegada e total à comunidade.

O terceiro livro do padre António Gonçalves foi apresentado este sábado, 15 de novembro, no Salão Paroquial de Gandarela, com casa cheia de amigos e familiares.

Uma cerimónia particularmente emotiva claramente orientada pelo conteúdo do livro e que procurou “sentir com verdade e emoção” quem já partiu mas que continua presente na vida do autor e de muitos dos presentes na apresentação da obra.

Segundo o autor “este livro “Saudade” tem uma história, saudade significa sentimento, sem sentimento não se governa o mundo,  a razão não chega. É urgente sermos pessoas de emoções, de sentimentos, seres empáticos. Saudade significa saúde, deus dá-nos saúde. Depois também temos esta saudade de servo. O padre tem que ser um servo. Quem não serve para servir, não serve para nada. Incomoda-me muito que me digam que eu trabalho muito. Eu trabalho o que Deus me pede e a consciência me manda, enquanto tiver forças e capacidades físicas, mentais e espirituais não tenciono parar. Gosto de trabalhar, é a minha paixão, é uma vocação, é serviço estar ao serviço dos outros. Depois, saudade remete também para alegria, temos de ser alegres. Eu às vezes gostava de perguntar se havia a possibilidade de criar o mercado dos sorrisos, nós precisamos de sorrir para as pessoas, ser alegres, como uma missão, ou obrigação, porque é certo que um sorriso pode mudar a vida de quem o recebe”. Depois, a amizade a entrega, a humildade. Nós precisamos de ser humildes uns com outros, de ser diferentes no temperamento, na forma como vemos a vida, mas unidos, sem união não há nada na vida. O povo de deus unido, nunca será vencido. Depois a saudade traz-nos a dádiva, dar-nos aos outros”. O autor de gratidão deu ainda nota de que “o título deste meu livro de poesia “Saudade”vem na sequência de dois anteriores “Gratidão” e “Obrigado, ISABEL”. A poesia depende muito do estado da alma de quem a escreve. Mas a obra nunca viria para as mãos do leitor se não houvesse um conjunto de amigos que colaborasse” enumerando todos aqueles que diariamente dizem “presente” na sua vida e contribuem para que esta obra e muitas outras “obras” ganhem caminho.

Um caminho que o padre António Gonçalves vê como crucial para que o mundo seja mais empático, verdadeiro e digno para todos. E por isso segue o seu destino, movido pelo trabalho, pelo serviço, pela entrega abnegada como destacou o Presidente da autarquia, durante a apresentação da obra. “ Enquanto presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, só posso estar eternamente reconhecido pela obra e vida dedicada a esta comunidade”.  Destacou o trabalho que desenvolveu  desde que chegou a Celorico “desde o primeiro dia em que chegou a Celorico de Basto que todos nós percebemos que o Senhor Padre António é uma pessoa de fazer, não pode estar parado, está sempre a pensar em algo que possa ajudar não só as pessoas, mas também as instituições, algumas das quais ajudou a criar e continua a trabalhar para que cresçam e prosperem pelo bem da nossa comunidade. Ele não se dedica só em fazer a obra, pensa em executá-la com os recursos disponíveis, sem esmorecer, sem baixar os braços nas dificuldades. Hoje, conta com um património bem visível, obras que beneficiam tantos e que transformam o território num lugar mais feliz para todos. E é um prazer enorme para esta terra ver que continua de alma e coração a transformar a nossa terra, muito obrigada por tudo”.

A apresentação da obra coincidiu com o dia de celebração do aniversário do autor, um momento de dupla celebração, que culminou com as felicitações de todos pelo aniversário e por mais uma obra “marcante pela devoção, emoção e dedicação a tantos”.

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