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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE REEDITA MAIS UMA OBRA DO ESCRITOR MANUEL DE BOAVENTURA

Depois da reedição d’O Solar dos Vermelhos, em 2017, e de Crimes dum Usurário, em 2018, obras do escritor esposendense Manuel de Boaventura, o Município de Esposende promoveu hoje, 8 de novembro, a sessão de lançamento da nova edição do livro “No Presídio - Memórias dum Conspirador”. Esta obra, escrita em 1913, no período conturbado que se seguiu à implantação da República, quando o escritor se encontrava privado de liberdade no presídio de S. Barnabé, em Braga, acusado, injustamente, de conspirar contra o regime republicano, juntamente com outros ilustres esposendenses.

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Em sessão realizada na Biblioteca Municipal, que ostenta o nome do escritor Manuel de Boaventura, o Presidente da Câmara Municipal salientou a abrangência da aposta cultural do Município, abarcando áreas tão diversas como a literatura, a música, a dança, o teatro ou a escultura pública, uma das manifestações do projeto Esposende SmartCity. Clarificou, a propósito, que este projeto envolve um investimento de aproximadamente 75 000 euros, sendo suportado a 15% pelo Município, considerando-o uma mais valia, na medida em que possibilita a instalação na cidade de Esposende de obras de artistas de renome.

O autarca garantiu que o investimento do Município é transversal a todas as áreas e lembrou que os investimentos em curso no concelho totalizam 15 milhões de euros. Adiantou que, em breve, serão lançadas a concurso duas empreitadas do PARU (Plano de Ação de Regeneração Urbana), de requalificação do Largo Rodrigues Sampaio e do Mercado Municipal de Esposende, e, referindo-se ao Plano de Atividades e Orçamento para 2020, afiançou que o investimento não vai abrandar e que a valorização da cultura está garantida.

É nesta estratégia que surge a reedição de mais uma obra de um dos maiores escritores regionalistas e onde se insere também o Prémio Literário Manuel de Boaventura, instituído em 2016, de periodicidade bienal. Benjamim Pereira reiterou a intenção do Município de aquisição da casa do escritor, com vista à adaptação a Casa Museu, e anunciou que já está em perspetiva mais uma reedição, o livro “Contos do Minho”.

A terminar, o Presidente da Câmara expressou agradecimentos a todos quantos contribuíram para esta edição e para a elevação do nome de Manuel de Boaventura, particularmente a Sérgio Guimarães de Sousa, autor do estudo prévio e responsável pela fixação de texto, e a Manuel Albino Penteado Neiva, também autor do estudo prévio.

Sérgio Guimarães de Sousa saudou a aposta do Município na reedição das obras de Manuel de Boaventura. Referiu que com este livro o autor “foge um bocadinho do seu estilo romanesco porque é um livro de memórias” e considerou-o “muitíssimo interessante” e “extremamente rico” pela abordagem política, histórica e cultural local do período a que reporta, fim da monarquia e implantação da República.

A apresentação e contextualização histórica da obra esteve a cargo de Albino Penteado Neiva. O investigador esposendense considerou “uma honra” a colaboração neste projeto, desde logo por envolver o seu “escritor de eleição e de referência”, por se tratar de um conterrâneo e, pelo grau de parentesco que os une, bem como pela possibilidade de trabalhar com Sérgio Guimarães de Sousa. O livro, que relata as memórias dos 110 dias de presídio de Manuel de Boaventura, é para Albino Penteado Neiva “uma obra fundamental para nós esposendenses, de leitura quase obrigatória”. Ao Município de Esposende agradeceu a reedição das obras de Manuel de Boaventura, afirmando que “o escritor merece ser reeditado, estudado e lido”.

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CELORICENSE AIDA ARAÚJO DUARTE LANÇA LIVRO "VILLA DE BASTO ESTUDO LINGUÍSTICO E ETNOGRÁFICO"

O Centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, em Celorico de Basto, vai receber este fim de semana, dia 9 de novembro, pelas 15h30, a apresentação do livro “Villa de Basto Estudo Linguístico e Etnográfico” da autora Celoricense Aida Araújo Duarte.

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O livro, segundo a autora, é “um contributo para a divulgação de aspectos da Etnografia e do modo de falar das gentes do lugar do Castelo, concelho de Celorico de Basto, nos anos 70”. Um retrato de um pedaço de território rural profundo apresentado em livro pela autora celoricense residente no Porto, autora de outras obras amplamente conhecidas como a “Filha da Montanha e do Vento”, a “Limpidez Ausente” e as “Sandálias da Lucinda”.

Uma autora versátil na forma de escrita passando pelos contos, pela poesia, pelo romance e agora, “numa paixão imensurável à tua terra” como salienta o Vereador da cultura da Câmara Municipal de Celorico de Basto, pela história e memória “numa obra voltada para a histórias das gentes que povoaram a Villa de Basto até aos anos 70, onde se evidencia o rigor e a excelência, como é apanágio desta autora”.

A apresentação do livro da autora Aida Araújo Duarte, em Celorico de Basto, direciona-se a todos os interessados em conhecer um pouco mais da história e memória da Villa de Basto e do Concelho, e terá lugar no Centro Cultural, no próximo dia 9 de novembro, pelas 15h30. 

PONTE DE LIMA APRESENTA O LIVRO "MEMÓRIAS DE POMARCHÃO"

Apresentação do livro Memórias de Pomarchão no Arquivo Municipal de Ponte de Lima

O Município de Ponte de Lima acolhe, no próximo dia 8 de novembro, pelas 21h30, no Arquivo Municipal de Ponte de Lima, a apresentação do livro Memórias de Pomarchão, da autoria de Isabel Correia Pinto, cuja “história tem como cenário uma região que, pela sua beleza e património, merece ser evocada e é também uma homenagem aos homens e mulheres que, ao longo do tempo, fizeram dela aquilo que é”.

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A apresentação estará a cargo de Helena Simões, crítica de teatro do Jornal de Letras e Diretora de Cena da Fundação Calouste Gulbenkian.

Sobre a autora:

Nasceu em Lisboa, licenciando-se aí em Enfermagem, tendo exercido a profissão de enfermeira durante trinta e seis anos. Conciliou o exercício profissional com outras áreas igualmente do seu interesse, concluindo na Universidade Aberta, em Lisboa, um mestrado em Relações Interculturais e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, um doutoramento em Letras, Especialidade em Estudos Asiáticos. Entre 2010 e 2013, integrou o Gabinete de Apoio e Consultoria à Investigação da Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros. É, desde 2007, investigadora do Centro de Estudos Interculturais do ISCAP.

PROFESSOR DA EPATV: PROF. ANTÓNIO CUNHA APRESENTOU “NOMADISMO DA ALMA” NO MUSEU DA GEIRA

O fotógrafo e professor da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), António Cunha, apresentou domingo, dia 20 de outubro, no Museu da Geira, o seu livro de fotografias sobre o Parque Nacional da Peneda-Gerês, “Nomadismo da Alma”.

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Com um título inspirado em Miguel Torga, a apresentação do livro deu maior solenidade à celebração do Dia do Município de Terras de Bouro. Dos 505 anos do Foral de D. Manuel I e à Homenagem ao Padre João Aguiar Campos, autor de alguns poemas incluídos pelo Prof. António Cunha na sua obra.

A apresentação teve lugar no Museu situado em Campo do Gerês, perante várias centenas de pessoas e esteve a cargo do professor Manuel Adelino Cracel Viana, com alguns alunos seus a recitarem poemas de “Nomadismo da Alma” da autoria de João Luís Dias, Ana Maria Dias da Cunha, José Carlos Barros, Luís Vendeirinho e Carlos Pereira. Ainda ecoavam no Museu os excelentes acordes da rejuvenescida, afinada e centenária Banda de Carvalheira que deram mais vida à entrega da Medalha de mérito Ouro ao padre e jornalista João Aguiar Campos, amigo de António Cunha.

Na sessão presidida por Manuel Tibo, presidente do Município, podiam ver-se professores da EPATV, a sua Diretora Pedagógica, Sandra Monteiro, o Diretor Geral, João Luís Nogueira, ex-presidentes de Câmara Municipal de Terras de Bouro (António Afonso e Joaquim Cracel), entre outras individualidades.

António Cunha admitiu que “é um livro de um privilegiado. Primeiro por ser apresentado na homenagem do padre João Aguiar Campos, segundo porque estar associado ao dia do Município e, finalmente, por ser o resultado de duas paixões – fotografia e natureza” e, assim sendo, morar em Terras de Bouro é um enorme privilégio porque estão aqui algumas das mais belas paisagens do país, referiu.

Para António Cunha, nesta era tecnológica, a impressão da fotografia justifica-se porque fotografia impressa ganha, pois, outra dimensão. Ganha outro tempo e desperta outros sentidos. Paramos para ver, para observar, para tocar…. em síntese: paramos para sentir”.

Assim, continuou afirmando que é necessário que, por vezes, invertamos o processo e passemos do digital para o analógico, e uma forma de o fazer é através dos livros. Os livros materializam conhecimentos, pensamentos, ideias, histórias, locais e momentos, tornando-os intemporais e eternos.

Além disso, “fotografar a natureza é gravar momento com uma luz única e irrepetível” – acrescentou o prof. António Cunha que sentiu a dor de escolher entre milhares de fotos feitas ao “longo de mais de uma década”.

No final da sua alocução, António Cunha dedicou o livro ao grupo de caminhadas “Isto é que é lindo?” e pediu aos leitores que aprendam a “olhar a serra, a olhar para as coisas simples da vida”.

No lançamento, Manuel Cracel Viana destacou do autor «o amor pela terra, o sentido estético, a preocupação social e cultural de um homem com um sentido de humor requintado».

O livro «possui a grande capacidade para ter várias leituras» e possui um título de «expressivo significado», por evocar um dos poetas portugueses que mais amou a Serra do Gerês, Miguel Torga.

Manuel Adelino Cracel Viana define o livro como o resultado de uma “sugação sensorial” que recolhe momentos de visão, de odores, de audição e de tato e reflete “um enorme amor à terra com um sentido justo e ambiental”, tendo aludido ainda às caminhadas que proporcionaram estas fotos, como “metáfora da vida” e apresentou as três linhas de leitura possíveis para este livro: as estações do ano, os quatro elementos e as fases do dia. A apresentação destas linhas de leitura foi intercalada pela recitação de poemas inscritos na obra.

“Nomadismo da Alma” – com título extraído do “Diário VIII”, de Miguel Torga – trata-se de um livro sobre a Natureza, com incidência na região do Parque Nacional da Peneda-Gerês, composto por 142 fotografias da autoria de António Cunha, obtidas ao longo de uma década, e 43 textos/poesias de mais sete autores, também eles “amantes desta região”.

ANTÓNIO CUNHA

António Cunha nasceu em Terras de Bouro em 1968 e é Mestre em Ensino de Informática e Pós-graduado em Tecnologias de Informação e Comunicação, especialização em Multimédia.

É docente da escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) há mais de 20 anos e um apaixonado pela Natureza e pelas caminhadas.

O facto de viver perto do coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) desenvolveu-lhe a paixão pela fotografia.

«Da conjugação destas duas paixões – natureza e fotografia – resulta um trabalho de registo e de divulgação das belezas naturais do único Parque Nacional existente em Portugal», pode ler-se relativamente ao autor na obra agora lançada.

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ESCRITOR JOÃO NUNO AZAMBUJA QUESTIONA: E SE A CATÁSTROFE AMBIENTAL ACONTECER MESMO?

E se a catástrofe ambiental acontecer mesmo? Autópsia, o romance da catástrofe anunciada, conta-nos o que vai ser o mundo num futuro que pode não estar distante. Este romance de João Nuno Azambuja é uma arrepiante distopia, retrato de uma humanidade náufraga.

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De um gigantesco cataclismo resulta a submersão da maioria do solo terrestre e o globo volta a ser constituído por um enorme oceano pantalássico com raras ilhas à superfície.

Autópsia é a ilha que concentra em 220 km² os vícios e a perversão de 11 milhões de habitantes, uns desesperados face aos constantes aluimentos e a perspetiva de afundamento da ilha, outros alienados com os novos «ópios do povo».

Um dia, chega a Autópsia, vindo de uma outra ilha – feliz e estável –, um jovem estrangeiro que se fez ao mar para des­cobrir a origem da mensagem que encontrou numa garrafa. Quem é este rapaz e que novas tempestades vai ele desencadear?

A obra alia uma narrativa empolgante a reflexões essenciais sobre a saúde do nosso planeta e sobre as questões ambientais e climáticas que devem, cada vez mais, ser uma prioridade nas nossas vidas. É a continuidade da vida como a conhecemos que está em risco.

Uma distopia rara na ficção portuguesa. José Ribeiro e Castro, impulsionador do prémio literário da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, ganho na sua primeira edição por João Nuno Azambuja, afirmou: «Uma imaginação fulgurante. Que narrativa fantástica!»

O livro chegou às livrarias de todo o país no dia 17 de setembro.

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LIVRO DE ALEXANDRA PEREIRA DE CASTRO

Resgatar bracarenses do breu da ingratidão

  • Costa Guimarães

O Hotel do Elevador, no Bom Jesus do Monte, acolheu hoje à tarde a apresentação do novo livro de Alexandra Pereira de Castro que se assume como um gesto de homenagem a “Grandes vultos de Braga dos séculos XVIII e XIX” que se libertam do breu da ingratidão e  a “cidade desamou”.

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A sessão, promovida pela Confraria do Bom Jesus do Monte, decorreu  numa sala Cónego José Marques, repleta de amigos e convidados e enriqueceu a celebração deste Património Cultural da UNESCO.

Trata-se de uma obra com mais de 250 páginas que evoca a vida e obra de Manuel Rebello da Costa, grande benfeitor do Bom Jesus, e de outros bracarenses que se libertaram da lei da morte através de obras valerosas: D. Jerónimo José da Costa Rebello, Bispo do Porto, e os Comendadores Joaquim José da Costa Rebello, Barão da Gramoza, e José Narcizo da Costa Rebello, Cónego de Braga.

Braga tem uma grande dívida de gratidão para com estes benfeitores” que foram monárquicos liberais, proprietários abastados mas solidários com inúmeras instituições da Cidade dos Arcebispos — acentuou a autora da obra

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Na sala podiam-ver-se o Reitor da Basílica dos Congregados, Paulo Terroso, o director adjunto do Colégio Dom Diogo de Sousa, AntónioAraújo, o ex-ministro da Economia, Manuel Braga da Cruz, a mãe e irmã da autora, César Valença, ex-director do Museu Nogueira da Silva, Luís Costa, director do Lar D. Pedro V, e Varico Pereira, vice-presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte, a quem coube a  tarefa de apresentar o livro e a autora.

Quanto ao livro, Varico Pereira definiu-o como “um tributo aos benfeitores e antepassados que foram membros da Confraria do Bom Jesus do Monte, o que constitui um motivo de inspiração para o futuro”.

O Vice-presidente da Confraria destacou o “eminente relevo desta obra para os bracarenses, para a nossa Confraria e para Braga”, enquanto a autora agradeceu a oportunidade dada pela Confraria do Bom Jesus para acolher a apresentação deste livro, ganhando mais relevo porque foi escrito antes da Declaração do Bom Jesus do Monte como património da UNESCO. Recorde-se que o Hotel Elevador era um antigo quartel destinado a acolher os romeiros do Bom Jesus.

Depois, Alexandra Pereira de Castro apresentou uma síntese da sua obra que é mais um esforço para trazer o passado ao presente e fazer com que os  antepassados estejam connosco, numa tentativa de falar antecipadamente do futuro — parafraseando o Padre António Vieira.

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Com uma bela encadernação, a obra tem o valor inexcedível de reproduzir a cores dezenas de fotos que estavam escondidas em arquivos particulares e de instituições, às quais acresce a numerosa e vária documentação que confere a este trabalho um rigor científico inquestionável pelos críticos mais eruditos. Foi um esforço para que os bracarenses não conheçam estes seus antepassados “apenas de retrato” mas os conheçam “de verdade” como se o sangue deles bulisse no sangue bracarense.

O prefácio do livro é da autoria de Artur Anselmo Pereira de Castro faz-nos viajar a um tempo em que duas facções que, “além de se digladiarem, ultrapassavam pelo ódio mútuo a civilidade e a tolerância”, em que o “esbulho dos bens, a prisão, o assassinato, a convocação da turba para por e depor eminências políticas, o exílio dos sucessivos derrotados, satisfaziam à época, o ideal do domínio e da vingança” (cf. pág. 13).

É neste tempo, da rainha D. Maria II, que se verifica a ascensão de três grandes vultos e irmãos, D. Jerónimo, Bispo do Porto, Barão da Gramoza e Cónego José Narciso da Costa Rebello, cuja vida o prefaciador resume, lembrando que na génese destes três grandes vultos se encontra Manuel Rebelo da Costa, que “foi tão só o segundo benfeitor e zelador do Santuário do Bom Jesus do Monte, nascido ainda no século XVII e falecido no século seguinte” (cf. p. 16) porque o primeiro foi o Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles.

A ele se deve um vasto conjunto de obras naquele Santuário e assim se “compreende o carinho e orgulho da Autora no destapar do esquecimento de tão relevantes antepassados, benfeitores, religiosos, políticos e escritores que a cidade de Braga desamou mas que deixaram obras e benemerência que se estendem muito para além da memória menos grata da cidade” (cf. p.17).

Esta é mais uma obra de historiografia da genealogista bracarense e Membro da Academia de Letras e Artes de Portugal,  Alexandra Maria Ferreira Braga de Sousa Louro Pereira de Castro que, nos últimos sete anos ofereceu aos bracarenses as obras “História e Genealogia Familiar — Famílias Convergentes do Visconde de Vila Nova de Famalicão” (2012), “Memorial do Cemitério de Monte d'Arcos de Braga — Arte Tumular e seus eméritos” (2016), “Jerónimo de Sousa Louro — In Memoriam — e o Monumento de S. Frutuoso de Montélios” (2018).

Alexandra Pereira de Castro não esconde que esta investigação apresenta um tronco da sua família que não “estava totalmente estudado e que passa agora a estar reunido numa só publicação” e resulta da sua dedicação à Genealogia.

Nesse trabalho, a autora descobriu que, no século XVIII, um seu antepassado “foi uma figura respeitada e importante nesta cidade de Braga, não só por ser um abastado proprietário, mas também por ter sido o segundo maior benfeitor do Bom Jesus do Monte”. Foi um “tesouro encontrado que me deixou emocionada e orgulhosa” — assegura a autora, na página 20.

Trata-se de Manuel Rebello da Costa, um dos grandes temas deste livro, que, apesar de ter tido “dezoito filhos também teve a infelicidade de ver falecer prematuramente nove deles e os outros nove seguiram a vida religiosa”, pelo que a descendência deste rico ramo não foi devidamente assegurada.

O livro abre com um capítulo dedicado ao tronco comum da família bracarense descendente de Manuel Pinto e de D. Antónia Costa, onde se incluem os nomes que dão corpulência ao livro: Manuel Rebello da Costa, D. Jerónimo José da Costa Rebello (Bispo do Porto), Comendador Joaquim José da Costa Rebello (Barão da Gramoza), Comendador José Narcizo da Costa Rebello (Cónego de Braga), António José Pinto da Costa Rebello (1.º Visconde da Gramoza), Joaquim Augusto Pinto da Costa Rebello (2.º Visconde da Gramoza), Joaquim Guilherme da Costa Rebello Cunha Reis (3.º Visconde da Gramoza), D. Maria Adelaide Justina da Costa Rebello Cunha Reis (Senhora da Casa das Goladas), Dr. César da Costa Araújo Valença (Senhor da Casa da Sarola de Baixo) e a autora, Alexandra Maria Ferreira Braga de Sousa Louro Pereira de Castro, proprietária da Casa de Juste (Santa Lucrécia de Algeriz) e co-herdeira da Casa de Galvão (Melgaço).

Os capítulos seguintes são dedicados aos “grandes vultos bracarenses”, sempre bem documentados os aspectos pessoais, profissionais, testamentários e solidários de cada um deles, sem cortes e bem contextualizados.

Alexandra Pereira de Castro pretendeu apenas “relembrar filhos de Braga”, sem manifestar alguma pena “que a cidade  não os valorizou e esqueceu”. Deu exemplo de uma cidade brasileira, Tiradentes, perto de S. Paulo, onde existe uma rua com o nome do Barão da Gramoza, enquanto em Braga nada existe, apesar de ser verdade que, “sem eles, a História de Braga e desta Confraria não ficaria completa”.

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ESCRITOR, BISPO E COMBATENTES

Nesta sequência são lembrados os filhos de Manuel Rebello da Costa, como é o caso de José Rebello da Costa, Cónego secular que se notabilizou na escrita e insubstituível para conhecer a História do Porto e da Região de Entre Douro e Minho, no século XVIII, ou avó e mãe da autora.

A vida e obra de D. Jerónimo José da Costa Rebelo, Bispo do Porto, está espectacularmente documentada em 52 páginas com documentos e fotos que nos elucidam sobre os tempos difíceis que se viveram no século XIX.

Ficamos a saber que a escadaria da Capela de Guadalupe  — “Água de Lupe, sítio mais lindo de Braga” — foi custeada pelo 1.º Barão da Gramoza, Comendador José Joaquim da Costa Rebello, nascido em finais do séc. XVIII, tornando-se um abastado proprietário, capitalista e fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Morava numa casa do Campo de Sant'Ana (hoje Avenida Central), antigo hospício dos Religiosos Capuchos de S. Frutuoso e foi Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Braga e ocupou o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Braga, em 1846. É um dos beneméritos do Bom Jesus do Monte e da Ordem Terceira de S. Francisco (cf. p. 157) mas o seu testamento é a prova eloquente da sua generosidade com inúmeras instituições, familiares e amigos (cf. pp. 160-167).

Dotado de uma personalidade de combate, surge-nos o Comendador José Narcizo da Costa Rebello, cónego da Sé de Braga, nascido em 1791, merecedor do tratamento de “Senhoria” pelo Rei D. João VI, mas nem isso evitou ter sido preso político, passando vinte dias na Cadeia do Aljube do Porto, em 1830. Em 25 de Agosto “foi absolvido por não haver prova necessária para a condenação” (cf. p. 175).

Foi nomeado Cónego da Sé de Braga em 1826 mas teve a Oposição de outros capitulares que lhe negaram a posse. O Arcebispo teve apresentar queixa ao Rei que censurou e obrigou os capitulares opositores a darem-lhe posse. O testamento mostra a sua grandeza de alma, sendo singular a disposição de doar três mil cruzados para a Câmara Municipal de Braga construir uma estátua a D. Pedro V, na Alameda de Sant'Ana (cf. pp. 193-207).

Estranhamente, em 1913, a Câmara Municipal de Braga “desrespeitou o testamento e transferiu a estátua para o Campo Mouzinho de Albuquerque” — sustentou Alexandra Pereira de Castro, antes de uma animada sessão de autógrafos.

As páginas finais — coroadas com índice onomástico — são dedicadas à família de Costa Rebelo da Cunha Reis, a partir do Coronel Caetano Maria da Cunha Reis, filho do Senhor da Casa Grande do Campo das Hortas e das Casas de Alvação e Torre de Alvite, em Cabeceiras de Basto, sempre na perspectiva de olhar para a posteridade, inspirada na experiência dos seus antepassados.

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QUEM É A AUTORA?

Monárquica assumida, Alexandra Maria Ferreira Braga de Sousa Louro Pereira de Castro, nasceu em S. João do Souto, Braga, em Outubro de 1963.

Esta investigadora na área da Genealogia, é Dama de Mérito da Sacra e Militar Ordem Constantiniana de S. Jorge e membro da Associação da Nobreza Histórica de Portugal e da Academia Portuguesa de Ex-Libris, sendo Delegada no Minho desta Academia.

É também membro da Associação Portuguesa de Genealogia, do Instituto Português de Heráldica, da Academia de Letras e Artes de Portugal e “Academico d'Onore” da Real Academia Sancti Ambrosii Martyris de Itália.

No seu curriculum consta ainda a filiação no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (Brasil), e Confraria dos Vinhos Verdes. Nos últimos sete anos, brindou os bracarenses e amantes de temas históricos com quatro livros.

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QUATRO BRACARENSES SAEM DO BREU DA INGRATIDÃO

LIVRO DE ALEXANDRA PEREIRA DE CASTRO

O Hotel do Elevador, no Bom Jesus do Monte, acolheu hoje à tarde a apresentação do novo livro de Alexandra Pereira de Castro que se assume como um gesto de homenagem a quatro “grandes vultos de Braga dos séculos XVIII e XIX” que se libertam do breu da ingratidão.

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A sessão, promovida pela Confraria do Bom Jesus do Monte, decorreu  numa sala Cónego José Marques, repleta de amigos e convidados e enriqueceu a celebração deste Património Cultural da UNESCO.

Trata-se de uma obra com mais de 250 páginas que evoca a vida e obra de Manuel Rebello da Costa, grande benfeitor do Bom Jesus, e de outros bracarenses que se libertaram da lei da morte através de obras valerosas, como são os casos de D. Jerónimo José da Costa Rebello, Bispo do Porto, e os Comendadores Joaquim José da Costa Rebello, Barão da Gramoza, e José Narcizo da Costa Rebello, Cónego de Braga.

Trata-se de mais uma obra de historiografia da genealogista bracarense e Membros da Academia de Letras e Artes de Portugal,  Alexandra Maria Ferreira Braga de Sousa Louro Pereira de Castro que, nos últimos sete anos ofereceu aos bracarenses as obras “História e Genealogia Familiar — Famílias Convergentes do Visconde de Vila Nova de Famalicão” (2012), “Memorial do Cemitério de Monte d'Arcos de Braga — Arte Tumular e seus eméritos” (2016), “Jerónimo de Sousa Louro — In Memoriam — e o Monumento de S. Frutuoso de Montélios” (2018).

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FAMALICÃO HOMENAGEIA JOSÉ DE AZEVEDO E MENEZES

Famalicão volta a prestar tributo a José de Azevedo e Menezes, na Câmara Municipal a que presidiu nos finais do século XIX. Sessão de lançamento do 2.º volume da Correspondência de José de Azevedo e Menezes (1872-1927): Política, Cultura e Cidadania

No próximo dia 21 de setembro, pelas 15h30, na sala da Assembleia Municipal da Câmara de Vila Nova de Famalicão, vai ter lugar o lançamento do 2.º volume da Correspondência de José de Azevedo e Menezes, o escritor e genealogista famalicense, senhor da Casa do Vinhal.

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A obra abarca os temas da política, cultura e cidadania versados nas cartas endereçadas a José de Azevedo e Menezes entre 1872 e 1927. Este volume, editado pela Húmus, com o apoio editorial da Câmara Municipal, vem juntar-se à Correspondência de José de Azevedo e Menezes (1878-1933): Camilo Homenageado, cumprindo-se, assim, mais uma etapa do projecto editorial do Arquivo Municipal Alberto Sampaio de publicação da correspondência deste ilustre famalicense.

O livro Correspondência de José de Azevedo e Menezes (1872-1927): Política, Cultura e Cidadania, com introdução, leitura e notas de Emília Nóvoa Faria e prefácio de Luís Ferraz, embaixador de Portugal no Reino da Arábia Saudita, reúne trezentas e doze cartas escritas por cento e três remetentes, entre os quais se encontram nomes de influentes personalidades da época, como Bernardo Correia de Melo (conde de Arnoso), Eugénio de Castro, Francisco de Aguilar (conde de Samodães), Gonçalo Sousa e Menezes (conde de Bertiandos), Gonçalves Crespo, Hintze Ribeiro, Jacinto Cândido, João Franco, Júlio Brandão, Lino Neto, Luís de Magalhães, Martins Sarmento, Oliveira Martins, Pinho Leal e Santos Viegas.

“lugar especial na memória colectiva de Vila Nova de Famalicão” ocupado por José de Azevedo e Menezes, como destaca o Presidente da Câmara, Paulo Cunha, é o resultado do seu desempenho “social, cultural e político de grande relevância no nosso concelho”.  É também, como refere Luís Ferraz no prefácio que assina, resultado dessa “admirável inquietação intelectual” que lhe permitia reflectir “sobre o seu tempo e a realidade social e económica, buscando soluções para o atraso geral e para as dificuldades das populações […], contrariando a tese radical do proprietário ocioso”.

Dos muitos factos e acontecimentos relatados nas cartas trazidas agora a público, na sua maioria enriquecidas com interessantes notas à margem, redigidas a partir de notícias da imprensa local e nacional da época e/ou de outros documentos, é de salientar o Plano Geral de Melhoramentos no Concelho de Vila Nova de Famalicão, apresentado por José de Azevedo e Menezes, em Maio de 1896, no início do seu mandato como Presidente da Câmara. Este notável documento, transcrito integralmente no final deste segundo volume da correspondência, permite aquilatar da craveira intelectual e política do seu autor, posta em destaque por Jerónimo Pimentel ao classificar o plano como “um compêndio da administração, não só da administração local, mas da administração geral”. Sobre o homem que o arquitectou, redigiu e se propôs implementá-lo, ninguém melhor que José da Cunha Sampaio, ilustre advogado vimaranense, soube expressar o quanto lhe agradou a sua leitura: “encheu[-me] de satisfação, por ver que há nesse concelho um homem que estuda, que pensa e que se dedica desinteressadamente ao bem da sua terra”. Com este e outros legados, José de Azevedo e Menezes deixou, ao longo da sua vida, uma marca indelével na história da comunidade deste concelho.

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JOAQUIM LOUREIRO LANÇA EM FAMALICÃO LIVRO SOBRE "O ESTADO TOTALITÁRIO"

Apresentação da obra no dia 28 de setembro, às 17h00, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco

“Quarenta e cinco anos após o 25 de Abril, o ‘salazarismo/caetanismo’ continua a ser objeto de manifestações diversas, para além de descaradas tentativas de ‘branqueamento’ da história. De resto, apesar das largas dezenas de obras que têm sido publicadas nos últimos anos, o que se assiste é a uma manifesta apreciação enviesada e falsificadora da realidade histórica”.

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Esta é uma das principais ideias apresentadas no livro “O Estado Totalitário”, da autoria do advogado famalicense Joaquim Loureiro, que será apresentado no próximo dia 28 de setembro, sábado, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, no âmbito das comemorações do Dia do Concelho.

A obra, cuja apresentação contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, consiste numa apreciação da governação de António de Oliveira Salazar e Marcelo Caetano.

“A quase unanimidade dos historiadores (salvo uma recente geração) ignorava a generalidade das ‘malfeitorias’ causadas pela ação dos diferentes órgãos e titulares do poder político ‘salazarista/caetanista’ em relação aos cidadãos - nas suas vidas, na sua honra, nos seus bens - fingindo que ignoravam a existência de que cidadãos portugueses foram vítimas não só de prisões políticas na “Metrópole”, como de vítimas de verdadeiros campos de concentração”, refere o autor na sinopse da obra.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, Joaquim da Silva Loureiro nasceu em Alcobaça, em 29 de Maio de 1936. Desde os finais da década de 1950, foi um ativo apoiante da Oposição Democrática ao Estado Novo. Após ter concluído a licenciatura, foi impedido de entrar para a magistratura e demitido da docência do ensino secundário por razões políticas. Advogado de profissão, continuou a sua luta pela democracia. Após o 25 de Abril de 1974, aderiu ao PS, do qual foi membro da Comissão Diretiva e da Comissão Nacional, tendo sido igualmente membro de vários Secretariados a nível concelhio e distrital. Foi membro da Comissão Administrativa do Município presidida por José Carlos Marinho, Vereador da Câmara Municipal entre 1976 e 1977. Eleito pelo PS, foi Presidente da Assembleia Municipal nos anos oitenta. A nível associativo, esteve ligado a diversas associações, nomeadamente à Quercus e ao Famalicense Atlético Clube, onde foi presidente durante dois mandatos. Em 2001, reapareceu na política, tendo sido eleito deputado à Assembleia Municipal pelo PS.

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VALORIZAR OS PORTUGUESES NO MUNDO

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O historiador Daniel Bastos (esq.), cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, esteve presente na sessão de apresentação, que decorreu na Livraria Lello, do livro “Valorizar os Portugueses no Mundo”, do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro (dir.)

No passado dia 27 de junho, foi apresentado na Livraria Lello, um emblemático espaço da cidade do Porto e uma das mais afamadas livrarias do mundo, o livro “Valorizar os Portugueses no Mundo: Por uma visão estratégica partilhada 2015-2019”, da autoria de José Luís Carneiro, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

A obra, que tinha sido já lançada na semana transata, na Biblioteca da Imprensa Nacional em Lisboa, e que conta com prefácio do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, assume-se como um relatório de balanço dos quatro anos de mandato da Secretaria de Estado das Comunidades, estrutura governativa que foi assumida pelo antigo autarca do Município de Baião no início da legislatura que agora finda.

O livro inclui cinco capítulos dedicados às áreas de ação e prioridade política da Secretaria de Estado das Comunidades durante o recente mandato de José Luís Carneiro. Nomeadamente, “A rede consular do MNE”, “As prioridades de política da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas”, “Iniciativas promovidas pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas em cooperação com outras áreas governativas”, “Alguns eventos promovidos pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas”, e “As visitas ao estrangeiro e o contacto com as comunidades portuguesas no mundo”.

Como garante nas palavras de abertura, com “a profunda convicção de que os Portugueses nas comunidades vivem a sua relação com Portugal de modo muito especial”, o governante ao longo da obra sintetiza um conjunto de medidas políticas que foram empreendidas durante o seu mandato e que procuraram conferir às comunidades lusas espalhadas pelo mundo “uma mais ampla cidadania e uma mais forte vinculação a Portugal”.

Comungando do desiderato do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, é de enaltecer, desde logo, este modelo de prestar contas do seu mandato, uma prática que ainda não é seguida por todos os governantes. Assim como, a ligação estreita que manteve com as comunidades lusas, como sustentam as suas constantes visitas ao estrangeiro, como por exemplo, à Venezuela, ou as várias iniciativas tendentes à modernização das estruturas consulares, características distintivas do seu mandato. 

DANIEL BASTOS APRESENTOU EM GUIMARÃES NOVO LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E O NASCIMENTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA

Foi ontem apresentado na cidade berço de Portugal, o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

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O historiador Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação do livro “Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”, no fórum da FNAC-Guimarães, acompanhado do deputado na Assembleia da República, Joaquim Barreto (centro), e do tradutor Paulo Teixeira (esq.)

 

A obra, concebida e realizada pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, e prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, foi apresentada no fórum da Fnac-Guimarães.

A sessão de apresentação, que computou a presença do vereador Seara de Sá, em representação do Município de Guimarães, esteve a cargo do deputado na Assembleia da República, Joaquim Barreto, que caraterizou o livro como um importante contributo para a história do nascimento e construção da democracia em Portugal.

Refira-se que, neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa, mas que retratou também a explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o historiador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

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PONTE DE LIMA PROMOVEU A XXIV FEIRA DO LIVRO

Considerada como um evento cultural de referência a 24ª Feira do Livro de Ponte de Lima, que decorreu este fim-de-semana no Pavilhão de Feiras e Exposições, atraiu pequenos e graúdos para mais uma aventura literária.

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Estiveram representadas cerca de 100 editoras, contribuíram para este facto as novidades editorais que o evento apresentou e as promoções, com 20% de desconto sobre o preço de capa nas publicações de fundo de catalogo. Os leitores aproveitaram a oportunidade para comprar mais barato, com destaque para a procura de livros sobre a história de Portugal, sobretudo por parte dos muitos emigrantes que visitaram a feira.

O evento é organizado pelo Município de Ponte de Lima, através dos serviços da Biblioteca Municipal, em parceria com a livraria União, a Universidade Aberta, a Universidade Fernando Pessoa, o Centro de Estudos Regionais (CER), o Centro de Informação Europe Direct do Minho (CIED Minho), a Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua (ALAAR) e a Associação de Escritores, Jornalistas e Produtores Culturais de Ponte de Lima (AEJPCPL).

A oferta diversificada e acessível, patente na Feira do Livro, com destaque para os autores limianos é, segundo o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, “uma forma de promover os nossos autores limianos, nomeadamente a associação de escritores limianos que foi constituída há alguns anos, e que tem procurado em conjunto com o Município de Ponte de Lima promover autores locais”.

O autarca referiu ainda “a mostra de um conjunto de publicações de âmbito municipal e de âmbito regional, sendo de referir uma participação muito grande dos nossos serviços educativos”, acrescentou.

Foram quatro dias recheados de muitas leituras, animação infantil e musical, ateliers, oficinas criativas e apresentações de livros.

A par da promoção do livro e da leitura, a Feira do Livro de Ponte de Lima, ano após ano procura inovar e trazer novidades aos seus leitores, investindo e criando um espaço infantil devidamente decorado, tornando-o num local agradável para atrair a atenção deste público-alvo. Desta forma proporcionou-se às crianças aos pais e educadores a participação nas sessões de animação de leitura.

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PONTE DE LIMA INAUGURA FEIRA DO LIVRO

XXIV Feira do Livro de Ponte de Lima já abriu, e até ao dia 21 de julho são esperados milhares de visitantes

Durante a tarde de ontem, de livro em mão, o Executivo Municipal percorreu esta enorme montra de literatura. Foi durante a abertura oficial que Victor Mendes, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima afirmou que “esta é seguramente uma das feiras mais antigas (…) do Concelho.” Nas palavras do autarca, “estamos quase a chegar às bodas de prata, esta é a 24ª edição. Temos que ir a adaptando ao que é a realidade dos nossos dias, agora num espaço diferente, mas seguramente muito atrativo.”

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Desde as revisitações de clássicos, às contemporâneas “estreias absolutas”, esta edição está marcada por diversas novidades com especial destaque para as atividades dedicadas às crianças, como revelou Victor Mendes. “Os nossos públicos-alvos preferenciais são as crianças e os jovens, (…) para lhes procurar incutir o gosto pela escrita e o gosto pela leitura, mas obviamente que esta é uma feira transversal a todos os nossos concidadãos, a todos os limianos, e a todos os que nos visitam”.

A oferta diversificada e acessível, patente à Feira do Livro é, segundo Victor Mendes, “uma forma de promover os nossos autores limianos, nomeadamente a Associação de Escritores e Produtores Culturais de Ponte de Lima que foi constituída há alguns anos, e que tem procurado em conjunto com o Município de Ponte de Lima promover autores locais”.

“Temos também a oportunidade de ter um conjunto de publicações de âmbito municipal e de âmbito regional. Estarão aqui as últimas novidades no que aos livros diz respeito, com uma participação muito grande dos nossos serviços educativos”, acrescentou.

Com uma série de propostas que equilibram as forças entre o livro de papel e as ferramentas digitais, a “Feira tem sido ao longo dos anos uma alavanca muito grande para que hoje possa haver mais gente a escrever, mais gente a ler, em língua portuguesa, mas também em outras línguas estrangeiras”, garantiu o autarca, ressalvando a importância deste “aspeto ligado à linguística” que “faz parte de um projeto muito importante do Município de Ponte de Lima, no combate ao insucesso escolar, nomeadamente em áreas específicas ligadas à escrita e às línguas”, tendo, em suma, enorme “importância da cultura no desenvolvimento de um território”.

A XXIV Feira do Livro de Ponte de Lima continua com maratonas de contos, conversas com autores, encontros de escritores, insufláveis, tertúlias, ateliers, espetáculos de ballet, concertos literários, e diversas outras atividades lúdicas, até ao próximo domingo.

O evento deve a sua organização ao Município de Ponte de Lima, estando a cargo da Biblioteca Municipal, em parceria com a livraria União, a Universidade Aberta, a Universidade Fernando Pessoa, o Centro de Estudos Regionais (CER), o Centro de Informação Europe Direct do Minho (CIED Minho), a Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua (ALAAR) e a Associação de Escritores, Jornalistas e Produtores Culturais de Ponte de Lima (AEJPCPL).

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FEIRA DO LIVRO DE PONTE DE LIMA ABRE HOJE AO PÚBLICO

XXIV Feira do Livro de Ponte de Lima abre hoje as portas ao público a partir das 18h30

De 18 a 21 de Julho de 2019, a Feira do Livro de Ponte de Lima está de regresso, e traz consigo o melhor da literatura portuguesa e estrangeira.

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De livro em mão, o recinto do Pavilhão de Feiras e Exposições percorre-se a passo lento, para que se assimile esta enorme montra de literatura. 

Das revisitações de clássicos, às contemporâneas “estreias absolutas”, perde-se a conta às novidades desta edição, em que são as crianças quem mais fica a ganhar.

O ciclo de programação antecipa o que de mais relevante vai acontecer no evento, com mais editoras e novidades.

Com uma série de propostas que equilibram as forças entre o livro de papel e as ferramentas digitais, a 24ª edição da feira mostra-se consciente do facto de que o negócio livreiro cada vez está mais diversificado, e como tal, dá atenção redobrada às expectativas dos colaboradores, e em particular dos visitantes. Neste sentido, são várias as linguagens artísticas que, ao longo da feira, entram no espaço cultural. Destaque-se AMFF in Concert 2019, o concerto pela Academia de Música Fernandes Fão, num tributo ao Festival de Vilar de Mouros com início às 22h30 do primeiro dia de evento.

Por entre maratonas de contos, conversas com autores, encontros de escritores, insufláveis, tertúlias, ateliers, espetáculos de ballet, concertos literários, e diversas outras atividades lúdicas, desenrolam-se os quatro dias da 24ª Edição da Feira do Livro Limiana.

A cultura a baixo preço, e a oferta diversificada e acessível, atraem anualmente milhares de visitantes à feira, que pretende bater recordes de visitas.

O evento tem inauguração oficial agendada para as 18h30 de amanhã, dia 18 de julho, seguida por um Verde Literário, estando de portas abertas nos seguintes três dias. O programa completo do evento pode ser consultado através do site oficial do Município de Ponte de Lima, ou das suas redes sociais.

A XXIV Feira do Livro de Ponte de Lima deve a sua organização ao Município de Ponte de Lima, estando a cargo da Biblioteca Municipal, em parceria com a livraria União, a Universidade Aberta, a Universidade Fernando Pessoa, o Centro de Estudos Regionais (CER), o Centro de Informação Europe Direct do Minho (CIED Minho), a Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua (ALAAR) e a Associação de Escritores, Jornalistas e Produtores Culturais de Ponte de Lima (AEJPCPL).

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BARCELOS FAZ BALANÇO POSITIVO DA FEIRA DO LIVRO

Chegou ao fim a 37ª edição da Feira do Livro de Barcelos que, entre os dias 2 e 14 de julho, animou e encheu de livros a Avenida da Liberdade e o Largo da Porta Nova, contando com mais de 90 editoras e 17 livreiros, distribuidores e alfarrabistas.

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Esta edição teve como objetivo principal a promoção e o incentivo à leitura, destacando-se a evocação a Sophia de Mello Breyner, cujo centenário do nascimento se comemora no presente ano, a Agustina Bessa-Luís, a escritora da “Sibila, que faleceu recentemente, e a Florbela Espanca, de quem se comemoram os 125 anos do seu nascimento.

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Marcada por lançamentos e apresentações de livros, recitais de poesia e música, teatro, concertos e animação de rua, a Feira do Livro de Barcelos voltou a oferecer uma grande variedade e qualidade de eventos. Por isso, o público correspondeu em grande número, quer visitando os stands e adquirindo livros, quer participando nas tertúlias, convivendo de perto com grandes nomes da cultura e da música portuguesas.

O evento abriu com uma intervenção artística de A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos, seguindo-se o lançamento do livro “O Sonho de Ver o Invisível” de Luís Carvalhido com a apresentação de António F. Maia, José Augusto Santos e João Lobo.

A Feira do Livro contou ainda com alguns nomes da cultura, do jornalismo e da televisão portuguesa, tais como José António Saraiva (dia 14), antigo diretor do semanário “Expresso”, Catarina Furtado (dia 11), Joana Amaral Dias (dia 6) e Hélder Reis (dia 10) na apresentação dos livros “Eu e os Outros: uma Espécie de Memórias”, “Adolescer é Fácil # só que não!”, “Psicopatas Portugueses” e “Lendas, Mitos e Ditos de Portugal”, respetivamente.

Os escritores barcelenses também estiveram em destaque, com a realização de uma tertúlia, no dia 8 de julho, que contou com a participação de Domingos da Calçada, Rui Sousa Basto, José Ilídio Torres e Joana Luísa Matos, e a apresentação do livro “Menina entre 2 Azuis”, de Inês Martins de Faria, Prémio Literário do Município de Barcelos 2018, no dia 14 de julho-

O espaço infantil voltou a ser centro das atenções para as inúmeras crianças, graças ao vasto e variado conjunto de atividades, como ateliês, apresentação de livros, pintura, leitura de histórias e sessão de contos. Os mais novos tiveram ainda oportunidade de usufruir de atividades permanentes, tais como, o cantinho da leitura, jogos didáticos, mural de pintura e desenhos para colorir.

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PONTE DE LIMA REALIZA FEIRA DO LIVRO

XXIV Feira do Livro de Ponte de Lima: milhares de títulos, novidades literárias e verdadeiros achados

De regresso a Ponte de Lima, a Feira do Livro volta a abrir as portas do Pavilhão de Feiras e Exposições de Ponte de Lima, desta vez entre os dias 18 e 21 de julho de 2019, para a sua 24ª Edição.

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Promoções especiais, novidades, livros em segunda mão, e verdadeiros achados. Há muito por onde escolher no maior evento dedicado ao livro e ao negócio livreiro do Concelho.

A iniciativa com entrada gratuita, arranca com apresentações de livros, com conversas com autores e encontros de escritores. Sem esquecer as sessões de histórias, os concertos literários, os ateliês e oficinas, assim como os insufláveis. Em suma, equilibram-se as forças entre o livro de papel e as ferramentas digitais. 

Com algumas novidades e um novo recorde no número de expositores e editoras, a Feira regista milhares de títulos.

O primeiro dia da Feira abre às 10h00, sendo que a inauguração oficial, se prevê para as 18h30 com a presença do Edil Limiano, seguida por um verde literário.

AMFF in Concert 2019, o concerto pela Academia de Música Fernandes Fão, inicia às 22h30 e encerra o primeiro dia de feira, cujo horário se estende das 10h às 12h, e das 14h às 24h.

Os dias de sexta e de sábado dividem-se segundo o mesmo horário, das 10h00 às 13h00, das 14h00 às 19h30 e das 21h00 à 01h00, contemplando um programa semelhante, com destaque para a sessão no âmbito do projeto BiblioSénior, para II Encontro de Autores da Associação de Escritores, Jornalistas e Produtores Culturais de Ponte de Lima (AEJPCPL), e para a Tertúlia: Parentalidade, Literatura e Emoções.

Destaquem-se ainda as várias apresentações de livros, sem esquecer, às 22h30 de sexta-feira, a noite de Fado, com Deolinda Leones, e sábado, o espetáculo musical com ConecSom, pela mesma hora.

O dia de encerramento da 24ª Edição da Feira do Livro de Ponte de Lima decorre das 10h às 13h, e das 14h às 20h, e é marcado pelo Espetáculo de Ballet e Danças Urbanas “Quatro Estações”, por Pezinhos de Lã, às 14h.

O evento de longa tradição, deve a sua organização ao Município de Ponte de Lima, estando a cargo da Biblioteca Municipal, em parceria com a livraria local “União”, que representa mais de 100 editoras nacionais. Em colaboração estão também outras instituições locais e regionais como a Universidade Aberta, a Universidade Fernando Pessoa, o Centro de Estudos Regionais (CER), o Centro de Informação Europe Direct do Minho (CIED Minho), a Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua (ALAAR) e a Associação de Escritores, Jornalistas e Produtores Culturais de Ponte de Lima (AEJPCPL).