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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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JOSÉ VIALE MOUTINHO RECEBE AMANHÃ O GRANDE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO

Cerimónia realiza-se esta quinta-feira, 14 de novembro, pelas 17h00, na Escola Secundária D. Sancho I

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e o presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), José Manuel Mendes, entregam amanhã, quinta-feira, dia 14, pelas 17h00, o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco ao escritor José Viale Moutinho, pelo  livro “Monstruosidades do Tempo do Infortúnio”. A sessão realiza-se no auditório da Escola Secundária D. Sancho I.

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A atribuição do prémio a José Viale Moutinho, que o conquista pela segunda vez, foi decidida por unanimidade no dia 24 de setembro, em reunião do júri, composto por Fernando Batista, José Manuel de Vasconcelos e Paula Mendes Coelho. O júri considerou que “estes contos de José Viale Moutinho, servidos por uma ironia mordaz numa prosa exigente e sadia, transportam a estranheza e o absurdo de situações resgatadas a tempos e atmosferas distantes, para outras ‘monstruosidades’ destes novos ‘tempos do infortúnio’”.

O Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, instituído em 1991, pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e pela APE destina-se a galardoar anualmente uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro, 1.ª edição, no decurso do ano de 2018. O valor monetário deste Grande Prémio é de 7.500 euros para o autor distinguido.

José Viale Moutinho nasceu no Funchal, em 1945, e estreou-se na literatura em 1968 com a novela “Natureza Morta Iluminada”. Jornalista e escritor, tem atualmente várias obras editadas, algumas delas traduzidas nas mais diversas línguas, como o russo, búlgaro, castelhano, alemão, italiano, catalão, asturiano e galego.

Foi diretor da APE, da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, do Círculo de Cultura Teatral e presidente da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, sendo ainda sócio do Pen Clube Português, da Academia de Letras de Campos de Jordão (Brasil) e membro honorário da Real Academia Galega.

Ficcionista e poeta, José Viale Moutinho é autor de cerca de meia centena de livros para crianças, bem como de trabalhos nas áreas de investigação de Literatura Popular, da Guerra Civil de Espanha e da deportação espanhola nos campos de concentração nazis, bem como de estudos sobre Camilo e Trindade Coelho.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE REEDITA MAIS UMA OBRA DO ESCRITOR MANUEL DE BOAVENTURA

Depois da reedição d’O Solar dos Vermelhos, em 2017, e de Crimes dum Usurário, em 2018, obras do escritor esposendense Manuel de Boaventura, o Município de Esposende promoveu hoje, 8 de novembro, a sessão de lançamento da nova edição do livro “No Presídio - Memórias dum Conspirador”. Esta obra, escrita em 1913, no período conturbado que se seguiu à implantação da República, quando o escritor se encontrava privado de liberdade no presídio de S. Barnabé, em Braga, acusado, injustamente, de conspirar contra o regime republicano, juntamente com outros ilustres esposendenses.

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Em sessão realizada na Biblioteca Municipal, que ostenta o nome do escritor Manuel de Boaventura, o Presidente da Câmara Municipal salientou a abrangência da aposta cultural do Município, abarcando áreas tão diversas como a literatura, a música, a dança, o teatro ou a escultura pública, uma das manifestações do projeto Esposende SmartCity. Clarificou, a propósito, que este projeto envolve um investimento de aproximadamente 75 000 euros, sendo suportado a 15% pelo Município, considerando-o uma mais valia, na medida em que possibilita a instalação na cidade de Esposende de obras de artistas de renome.

O autarca garantiu que o investimento do Município é transversal a todas as áreas e lembrou que os investimentos em curso no concelho totalizam 15 milhões de euros. Adiantou que, em breve, serão lançadas a concurso duas empreitadas do PARU (Plano de Ação de Regeneração Urbana), de requalificação do Largo Rodrigues Sampaio e do Mercado Municipal de Esposende, e, referindo-se ao Plano de Atividades e Orçamento para 2020, afiançou que o investimento não vai abrandar e que a valorização da cultura está garantida.

É nesta estratégia que surge a reedição de mais uma obra de um dos maiores escritores regionalistas e onde se insere também o Prémio Literário Manuel de Boaventura, instituído em 2016, de periodicidade bienal. Benjamim Pereira reiterou a intenção do Município de aquisição da casa do escritor, com vista à adaptação a Casa Museu, e anunciou que já está em perspetiva mais uma reedição, o livro “Contos do Minho”.

A terminar, o Presidente da Câmara expressou agradecimentos a todos quantos contribuíram para esta edição e para a elevação do nome de Manuel de Boaventura, particularmente a Sérgio Guimarães de Sousa, autor do estudo prévio e responsável pela fixação de texto, e a Manuel Albino Penteado Neiva, também autor do estudo prévio.

Sérgio Guimarães de Sousa saudou a aposta do Município na reedição das obras de Manuel de Boaventura. Referiu que com este livro o autor “foge um bocadinho do seu estilo romanesco porque é um livro de memórias” e considerou-o “muitíssimo interessante” e “extremamente rico” pela abordagem política, histórica e cultural local do período a que reporta, fim da monarquia e implantação da República.

A apresentação e contextualização histórica da obra esteve a cargo de Albino Penteado Neiva. O investigador esposendense considerou “uma honra” a colaboração neste projeto, desde logo por envolver o seu “escritor de eleição e de referência”, por se tratar de um conterrâneo e, pelo grau de parentesco que os une, bem como pela possibilidade de trabalhar com Sérgio Guimarães de Sousa. O livro, que relata as memórias dos 110 dias de presídio de Manuel de Boaventura, é para Albino Penteado Neiva “uma obra fundamental para nós esposendenses, de leitura quase obrigatória”. Ao Município de Esposende agradeceu a reedição das obras de Manuel de Boaventura, afirmando que “o escritor merece ser reeditado, estudado e lido”.

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MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APRESENTA NOVO LIVRO DE ANTÓNIO SILVA MELO

O Município de Ponte de Lima promove o lançamento da obra “Poesia Submersa”, da autoria de António Silva Melo, no próximo dia 16 de novembro de 2019, pelas 15h00, no auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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Trata-se de uma obra poética, de teor surrealista, que aborda as temáticas do fatalismo, da morte, da vida e do amor, mas também aflora memórias da infância e da juventude do autor.

Um livro de esperança e encanto, composto de poesia livre, quadras e prosa poética cuja apresentação estará a cargo da escritora Adelaide Graça e “que toca a pele e o coração e, em simultâneo, nos faz refletir sobre conceções e dogmas, questionando-nos em demorada contemplação sobre nós – pessoas incapazes de ser pessoas sem o outro, sem o amor, sem a tristeza e a alegria, sem o sentimento da finitude, mas também orgulhosos de estarmos vivos”, conforme refere Alice Caetano no prefácio da obra.

Marque presença na sessão de lançamento de “Poesia Submersa” e conheça a mais recente produção literária deste autor que será enriquecida com momentos de declamação de poemas por Carlos Revez, Manoela Calheiros, Orlando Alves e Josefina Gonçalves.

Aceite o nosso convite e venha celebrar connosco a literatura em Língua Portuguesa.

Esperamos por si!

Sobre o autor:

António da Silva Melo nasceu em Lourosa, concelho de Santa Maria da Feira, no dia de Natal de 1968. Filho de pai sapateiro e mãe corticeira, conclui os seus estudos no Liceu de Santa Maria de Lamas. Em 1982, inicia-se no mundo do trabalho como cabeleireiro, atividade que exerce durante 14 anos. Cumpre o serviço militar em Aveiro, em 1989, e em 2001 muda-se para Ponte de Lima, ano em que casa. Cedo ganha o gosto pela escrita e a sua paixão pela poesia intensifica-se. Estreia-se numa coletânea com vários autores e, mais tarde, lança as primeiras obras autónomas de teor poético, ESBOÇOS (2014) e PROFUNDUS (2015). Em 2016 edita POEMAS OCULTOS e DE CORPO PRESENTE. Participa intensamente em dezenas de tertúlias, eventos e programas radiofónicos dedicados ao tema.

António da Silva Melo foi empresário no sector de rochas ornamentais e hoje desempenha funções como técnico geriátrico. É casado e divide o seu tempo entre Ponte de Lima e Lourosa. Adora música clássica, é amante de cinema português e elege a RTP-2 e o Canal MEMÓRIA quando vê televisão.

Tem como referências literárias António Lobo Antunes, José Cardoso Pires, Miguel Torga, Fernando Pessoa, Pedro Tamen, Sophia de Mello Breyner Andresen e David Mourão-Ferreira.
Tem como lema de vida «Põe tudo o que sabes no pouco que fazes», sendo o ato de escrever uma permanente inquietude e um ciclo interminável.

PAREDES DE COURA HOMENAGEIA ESCRITOR MÁRIO CLÁUDIO

Encontro de Filosofia e Literatura “Trilogia do Belo”

Mário Cláudio: 50 anos de Vida Literária

25 a 26 out | Paredes de Coura

“O município de Paredes de Coura junta-se a esta comemoração dos 50 anos da sua vida literária porque é para nós uma honra ficarmos unidos à vida e à obra de um dos maiores escritores portugueses. No lugar de Venade escreveu alguns dos seus romances e viveu alguns momentos marcantes da sua vida.  Interessam-nos, obviamente, as suas criações, mas também gostamos muito da sua amizade e da sua presença constante que se mistura na terra e na gente. O Mário anda e está no meio de nós. Nós gostamos muito disso, talvez tanto como dos seus livros. E estamos felizes com ele. Os céus queiram por mais 50 anos”. 

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Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura

Os 50 anos de Vida Literária de Mário Cláudio merecem especial evocação com o Encontro de Filosofia e Literatura “Trilogia do Belo”, que esta sexta-feira e sábado, 25 e 26 de outubro, tem em Paredes de Coura o centro das iniciativas.

Uma justa homenagem ao criador de ‘Amadeo’ e ‘Retrato de Rapaz’, distinguidos com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, respetivamente em 1984 e 2014, e que escolheu Paredes de Coura para viver e oferecer o seu espólio ao Centro Mário Cláudio, instalado no lugar de Venade, na freguesia de Ferreira.

Ao longo destes dias, muitos são os notáveis da área da cultura e do saber que com as suas mais eloquentes comunicações se vão associar a estes 50 anos de Vida Literária de Mário Cláudio, também distinguido em 2004 com o Prémio Pessoa pela sua brilhante carreira dedicada às letras e à cidadania.

Em Paredes de Coura, o Encontro de Filosofia e Literatura “Trilogia do Belo” divide-se pelo Salão Nobre da Câmara Municipal e pelo Centro Mário Cláudio, com os especialistas da obra do escritor a debruçarem-se sobre a ‘A Trilogia do Belo’, ‘A Trilogia da Existência’ e ‘A Trilogia da Verdade’.

Paralelamente as estas mesas redondas com ilustres estudiosos e conhecedores da obra literária de Mário Cláudio, a sexta-feira também contempla o documentário ‘Tocata e Fuga. Os dias de Mário Cláudio’, com a presença do realizador Jorge Campos, enquanto que o sábado será ilustrado com o Recital de Piano por Olga Baranova e Yury Popov, com obras de Claude Debussy – ‘Petite Suíte’, ‘Suite Bergamesque’ e ‘La Fille aux cheveux de Lin’.

Centro Mário Cláudio

Situado na localidade de Venade, freguesia de Ferreira, o Centro Mário Cláudio concentra num só espaço todo o acervo documental do autor, que colocou o seu espólio à guarda do Município de Paredes de Coura. Constituído por objetos, cartas, apontamentos, rascunhos, publicações, jornais, suplementos, ilustrações, livros, registos fonográficos e fotografias, o acervo torna-se assim acessível desde outubro de 2013 à consulta de todos os que se dediquem ao estudo da obra de Mário Cláudio, bem como da literatura galaico-portuguesa.

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CHUVA INTENSA NÃO ESMORECEU O ÂNIMO DOS PARTICIPANTES EM ROTEIRO LITERÁRIO RIBEIRAPENENSE SOBRE CAMILO

Encontros Camilianos de São Miguel de Seide terminaram com balanço positivo. Préxima edição realiza-se em 2021

O temporal que assolou o norte de Portugal, no passado sábado, 19 de outubro, não esmoreceu o entusiasmo de uma centena de participantes que marcaram presença no roteiro literário sobre a vida e a obra de Camilo Castelo Branco no concelho de Ribeira de Pena, em Trás-os-Montes.

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A atividade inseriu-se no programa dos 5.os Encontros Camilianos de São Miguel de Seide, e teve por objetivo proporcionar aos congressistas inscritos uma visita a locais camilianos ribeirapenenses, em especial aos que serviram de cenário para a produção de uma das mais célebres novelas do romancista: Maria Moisés.

As más condições atmosféricas proporcionaram visitar apenas um dos emblemáticos locais camilianos daquele concelho transmontano, a Ilha dos Amores, no rio Tâmega, e a Igreja de Santo Aleixo de Além Tâmega. Porém, na impossibilidade de percorrer outros cenários convocados para a novela, os participantes estiveram na pequena casa onde Camilo viveu, em Friúme, com a sua primeira mulher, Joaquina Pereira de França; na Igreja de São Salvador, onde o jovem casal se consorciou, em 1841; e na ponte de Arame, uma construção que permite a travessia pedonal e a ligação entre duas freguesias de Salvador e de Além Tâmega, estrutura que será, muito em breve, deslocalizada, devido à construção da barragem de Daivões.

No período da tarde, os participantes assistiram à representação da peça Maria Moisés, em teatro de marionetas, levada à cena pelo Serviço Educativo da Casa de Camilo, em São Miguel de Seide, e à apresentação da citada obra de Camilo.

O Diretor da Casa de Camilo e do Centro de Estudos Camilianos, José Manuel de Oliveira, fez um balanço muito positivo dos 5.os Encontros Camilianos, “não só pelo respetivo programa cultural, pedagógico e científico, de enorme interesse ao nível da educação formal, não formal e informal, como também pela excelente adesão demonstrada pelos docentes das disciplinas de Português e de História dos 2.º e 3.º Ciclos”.

Por sua vez, Paulo Cunha, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, salientou “o papel de enorme relevo, impacto e alcance que tem constituído a programação da Casa de Camilo e do Centro de Estudos Camilianos, na difícil, mas não menos desafiante e estimulante, missão que constitui a promoção e a divulgação da vida e da obra do romancista de São Miguel de Seide”. O autarca famalicense destacou mesmo que “o Museu de São Miguel de Seide, pela regularidade e qualidade da sua programação e pelo seu dinamismo em termos culturais e científicos, evidencia-se e é reconhecida como exemplo de exceção entre as suas congéneres portuguesas na valorização do património vivencial e literário dos nossos escritores mais representativos”.

A próxima edição dos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide acontecerá daqui a dois anos, em outubro de 2021, e estão prometidas surpresas.

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FAMALICÃO: CAMILIANISTAS PRESTAM TRIBUTO EMOCIONADO A BIGOTTE CHORÃO

Encontros com Camilo reuniram em S. Miguel de Seide centena e meia de participantes. Evento termina sábado, 19 de outubro, com Roteiro Literário Camiliano a Ribeira de Pena

A Casa de Camilo Castelo Branco de S. Miguel de Seide foi, no sábado, palco de um momento de grande significado e impacto emocional com a homenagem prestada ao camilianista João Bigotte Chorão, colaborador assíduo e participante ativo nas atividades culturais e científicas promovidas pelo Centro de Estudos Camilianos, ao longo últimas três décadas. O tributo a Bigotte Chorão marcou a 5.ª edição dos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide que arrancou na sexta-feira, com a participação de centena e meia de participantes.

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A evocação e louvor ao camilianista falecido em fevereiro deste ano compreendeu as intervenções de Artur Anselmo, da Academia de Ciências de Lisboa, que fez uma síntese muito profícua da produção de Bigotte Chorão sobre Camilo Castelo Branco, e de Pedro Mexia, filho do homenageado, que ofereceu aos presentes uma comovente reflexão sobre o papel de seu pai, e da respetiva biblioteca, na sua formação humana, cultural e intelectual.

O momento englobou, ainda, a inauguração da exposição “Esta Nossa debilidade camiliana: Tributo a João Bigotte Chorão”, que está patente no Centro de Estudos Camilianos até 26 de abril de 2020.

A mostra proporciona ao visitante uma experiência duplamente intimista e ilustrativa do valor da obra do homenageado para os estudos camilianos: objetos pessoais, busto em bronze, da autoria de Raúl Xavier, edições contendo notas críticas e prefácios a obras ficcionais e de epistolografia de Camilo, volumes de ensaios dedicados exclusivamente ao romancista e coletâneas que inserem trabalhos de teor camiliano, a participação do homenageado nas Jornadas Camilianas de Vila Real e as colaborações nas atividades levadas a cabo pela Casa de Camilo, antologias organizadas no âmbito do 1.º Centenário da Morte de Camilo Castelo Branco, colaborações em publicações de estudos camilianos e o reconhecimento público de personalidades de diferentes quadrantes da cultura.

Para além da homenagem ao ensaísta e crítico literário João Bigotte Chorão, a 5.ª edição dos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide contou com um programa científico e cultural muito diversificado e compreendeu a realização de um Roteiro Camiliano, de um Serão Musical e da a apresentação de intervenções científicas sobre a vida e a obra do romancista e de obras de interesse camiliano.

No primeiro dia, realizou-se um “Roteiro Camiliano ao Cemitério da Lapa”, onde foi possível visitar na Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa uma exposição com vários bens culturais que pertenceram a Camilo e o revólver com que ele pôs termo à vida. No cemitério, os participantes visitaram as sepulturas e jazigos de famílias e de personalidades com quem Camilo se relacionou. O destaque foi dado ao jazigo de Freitas Fortuna, no qual se encontram os restos mortais do escritor, e ao jazigo de D. Rita Vitória Guimarães, sogra de Fanny Owen, às sepulturas das famílias da primeira e da segunda mulher de Camilo: Joaquina Pereira de França e Ana Plácido, respetivamente, e ao gavetão onde se encontra o corpo de Pinheiro Alves, primeiro marido de Ana Plácido.

À noite, no auditório do Centro de Estudos, decorreu um Serão Musical subordinado ao tema «Camilo e a Música», sob a direção musical e piano de Rui Mesquita, a atuação da soprano Annalisa Quintão e a participação especial dos alunos do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco. Tratou-se de excelente momento de interpretação ao piano e canto de poesias camilianas musicadas, sendo outras declamadas ou dançadas, todas precedidas das devidas contextualizações históricas e literárias.

No sábado, foram proferidas comunicações científicas, abordando temas variados, desde os “ciúmes e a violência de género na obra camiliana” à gastronomia nas páginas de Camilo Castelo Branco, passando pela análise da obra de Ana Plácido e da epistolografia de um dos mais importantes sacerdotes na formação literária e na vida afetiva do romancista: Padre António de Azevedo. Foram ainda apresentados os volumes Novelas do Minho, da Editora Glaciar, e os números 3 e 4 da Coleção Encontros Camilianos.

Refira-se que os 5.ºs Encontros Camilianos de São Miguel de Seide terminam no próximo dia 19 de outubro, com a realização de um «Roteiro Literário Camiliano a Ribeira de Pena», onde se proporcionará aos congressistas uma visita a locais camilianos ribeirapenenses e se dará especial relevância aos que serviram de cenário para a produção da novela Maria Moisés.

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CELORICO DE BASTO RECEBEU A PEÇA "OS TRÊS PORQUINHOS"

A Peça “OS Três Porquinhos”, uma adaptação do conto tradicional, esteve ontem, 03 de outubro, em cena no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários Celoricenses para uma plateia de 300 alunos do 3º e 4º ano do primeiro ciclo do ensino Básico do Agrupamento de Escolas.

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De forma lúdica e divertida a peça de teatro infantil “os três porquinhos”, que surgiu de uma adaptação ao conto com o mesmo, nome procurou, de forma divertida e lúdica, dar às crianças uma perceção clara das consequências das alterações climáticas. Uma ação promovida na sequência do Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas no Tâmega e Sousa, documento no qual se identificam as principais vulnerabilidades climáticas desta região e as medidas a adotar com vista à minimização dos seus impactos e riscos, e que conta com a colaboração dos Municipios que compõem a CIM.

Desta vez a peça teve lugar em Celorico de Basto, Município parceiro na promoção da iniciativa, e Fernando Peixoto, Vereador da Educação e do ambiente, salientou a importância destas ações na sensibilização e consciencialização para esta temática. “As alterações climáticas são um tema que a todos diz respeito e que todos têm responsabilidade por isso, é importante que este tipo de ações sejam promovidas assiduamente junto dos mais jovens para os ensinar, motivar e consciencializar para a preservação do meio ambiente, preferencialmente de forma lúdica e pedagógica, formas muito mais atrativas no caminho do conhecimento”.

Também Manuel Albano Gonçalves, professor do 4º ano do Agrupamento de Escolas, no Centro Escolar da Mota, e presente na ação, salientou que este é, de facto “um tema atual e esta peça de teatro é uma forma de cativar as crianças e até uma maneira mais eficaz de lhes transmitir o conhecimento sobre a temática do que, a forma utilizada em contexto escola”. Numa altura em que os alunos do 4º ano estão a aprender algumas das temáticas mencionadas na peça, como as marés.

As crianças estiveram atentas do primeiro ao último minuto a uma peça que durou aproximadamente 1h15 e que tinha os três porquinhos como personagens. Vitória Soraia, aluna do 3º ano, ouviu atentamente e mostrou-se preocupada com o ambiente. “Eu costumo reciclar e poupo água, por isso acho que já colaboro para ajudar o nosso planeta” disse.

A peça “os três porquinhos” é uma adaptação do conto tradicional desenvolvida por Luís Mourão e encenada por Frédéric da Cruz P. do Leirena Teatro, Companhia de Teatro de Leiria.

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FAMALICÃO: JOSÉ VIALE MOUTINHO VENCE GRANDE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO

Prémio é atribuído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e pela Associação Portuguesa de Escritores

O livro “Monstruosidades do Tempo do Infortúnio”, de José Viale Moutinho, venceu por unanimidade o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, instituido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e pela Associação Portuguesa de Escritores (APE). A entrega do galardão irá decorrer em novembro, durante a Semana do Conto, organizada pela Casa de Camilo em colaboração com as escolas do concelho.

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O júri considerou que “estes contos de José Viale Moutinho, servidos por uma ironia mordaz numa prosa exigente e sadia, transportam a estranheza e o absurdo de situações resgatadas a tempos e atmosferas distantes, para outras ‘monstruosidades’ destes novos ‘tempos do infortúnio’”.

A atribuição do prémio a José Viale Moutinho, que o conquista pela segunda vez, foi decidida por unanimidade no dia 24 de setembro, em reunião do júri, composto por Fernando Batista, José Manuel de Vasconcelos e Paula Mendes Coelho.

O Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, instituído em 1991, destina-se a galardoar anualmente uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro, 1.ª edição, no decurso do ano de 2018. O valor monetário deste Grande Prémio é de 7.500 euros para o autor distinguido.

José Viale Moutinho nasceu no Funchal, em 1945, e estreou-se na literatura em 1968 com a novela “Natureza Morta Iluminada”. Jornalista e escritor, tem atualmente várias obras editadas, algumas delas traduzidas nas mais diversas línguas, como o russo, búlgaro, castelhano, alemão, italiano, catalão, asturiano e galego.

Foi diretor da APE, da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, do Círculo de Cultura Teatral e presidente da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, sendo ainda sócio do Pen Clube Português, da Academia de Letras de Campos de Jordão (Brasil) e membro honorário da Real Academia Galega.

Ficcionista e poeta, José Viale Moutinho é autor de cerca de meia centena de livros para crianças, bem como de trabalhos nas áreas de investigação de Literatura Popular, da Guerra Civil de Espanha e da deportação espanhola nos campos de concentração nazis, bem como de estudos sobre Camilo e Trindade Coelho.

Ó DIABO!... CABECEIRENSES PASSEIAM PELA LITERATURA

‘Rio’ de gente na ‘Praia Fluvial’ do Poço do Frade para um Passeio Literário pela ‘mão’ do Centro de Teatro

Centenas de pessoas assistiram ontem à noite, 18 de julho, na ‘Praia Fluvial’ do Poço do Frade, ao Passeio Literário conduzido pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Basto. ‘Ó Diabo! O Rapaz que lhe tirou o coiso de ser bruxa’ foi o espetáculo cómico levado à cena, inspirado nas histórias e crendices populares dos mais antigos sobre os seres mais misteriosos da nossa imaginação: as bruxas.

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“Nada como o amor. Tão cheio de surpresas… Quando tudo parece bem, afinal não está! O Quim gosta da Rosa. A Rosa é Bruxa. As Bruxas são prometidas ao Diabo. E agora, Quim? Esta história acaba assim?” lê-se na sinopse. Mas Não! Esta história não acabou assim porque o Quim enfrentou o Diabo! O amor venceu e a Rosa livrou-se de ser bruxa.

Este Passeio Lieterário traduziu-se em mais uma brilhante encenação teatral, desta feita com a participação especial da Associação Vilela com Vida, Amigos da Galhofa e Sérgio Oliveira.

Organizado pela Câmara Municipal, o evento foi produzido pelo Centro de Teatro com o apoio da Associação Encanto Radical.

Participaram neste Passeio Literário o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, a vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada, os presidentes das Juntas de Freguesia de Refojos, Outeiro e Painzela e também de Abadim, respetivamente, Leandro Campos e Fernando Basto, entre outros convidados e população em geral.

Uma vez mais, o numeroso público que participou neste evento demonstra bem o interesse dos Cabeceirenses por este projeto cultural que valoriza o teatro de comunidade.

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CASA DA EIRA EM LANHELAS APRESENTA AS AVENTURA DE ROBINSON CRUSOE

ROBINSON CRUSOE, imagens literárias e imaginação gráfica

À passagem do tricentenário da publicação, em 1719, em Londres, do romance de aventuras ROBINSON CRUSOE, da autoria de Daniel Defoe, a CASA DA EIRA, em LANHELAS, promove uma exposição/debate a partir de um núcleo de antigas e modernas edições da exótica e famosíssima narrativa que tantos encómios suscitou a grandes figuras do olimpo cultural dos últimos séculos.

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Para além da contextualização histórica da ficção defoneana - depois da Bíblia tida como o texto mais difundido universalmente -, e considerada a sua centralidade no âmbito da literatura de viagens e as especulações que suscitou na esfera da teoria económica e, ultimamente, emergindo como alvo de ásperas polémicas e anátemas enquanto alegoria do sistema colonial (com os temas incandescentes da aculturação forçada e do confronto entre a civilização ocidental e as etnias dos "tristes trópicos" na mira da miltância pós-colonial mais aguerrida), na habitual troca de ideias a que a circunstância convida, prestar-se-á ainda uma especial atenção ao comentário gráfico de diferentes episódios e descrições do livro, com mais evidente interesse plástico ou espessura emotiva, a ilustrarem muitas das suas edições.

Obviamente uma tradução gráfica que representa um atractivo suplementar para o leitor e a exigir uma curta sinopse acerca dos processos de composição tipográfica e uma reflexão sobre a actual e crescente permuta de sentidos entre a literatura e a arte. Uma interligação que, por meados do século XIX, com a descoberta e divulgação da fotografia, permitiu à imagem visual assumir um progressivo e avassalador protagonismo estético decorrente sobretudo da multiplicação dos jornais diários, de revistas e folhetos envolvendo enormes ou mesmo gigantescas tiragens. Em certos casos superando várias centenas de milhar e até o milhão de exemplares. Com o uso da cor ganhando depois a ilustração de um texto uma outra vivacidade e sedução. E com o advento do mercado da banda desenhada, com a aparição da publicidade sonora e visual, e, por fim, com o êxito fulminante da arte cinematográfica, vindo rapidamente a imagem em movimento a dominar absolutamente os consumos da área do simbólico. E aliás, nas décadas mais recentes, dada a explosiva captação e difusão de registos visuais por via digital, agora à escala das centenas de milhões de imagens/dia, verificando-se inclusive um claro retraimento da esfera da comunicação através da expressão escrita. E assim, com este inédito refluxo, a ficar perigosamente ameaçada a função racional na elaboração, comunicação e adopção de ideias e valores entre os humanos.

Neste quadro de uma meditação sobre a solitária experiência de um náufrago, de um europeu perdido numa ilha selvagem do fim do mundo, de um homem inteiramente livre no seu diálogo com a natureza, Robinson Crusoe, e este a recriar um mundo no qual é o único agente e único senhor - como depois a reencontrar outros seres humanos e outros variados e complexos mundos -, não se omitirá uma reflexão relativamente às polémicas travadas em torno das liberdades públicas e da mordaça e entraves que uma pesada ou totalitária intromissão do Estado poderá impor ao cidadão. Como da evocação deste universo ficcional imaginado por Defoe, bem como de outras experiências literárias semelhantes difundidas por via do texto impresso e graficamente ornamentado, se pretende concluir o evento com uma meditação sobre a hipertrofia dos contactos em rede que hoje nos vai absorvendo a mente, a alma e os dias. Um conúbio desnaturalizado entre indivíduos, entre multidões anónimas de interlocutores virtuais, todos inadevertidamente presos nesse proliferante vespeiro, à imediatez da vida, ofuscados e sufocados pelo império e o fascínio da imagem.

É claro que será feita uma prévia e sumária alusão à biografia do militante político e publicista D. Defoe, como se há-de esclarecer a aventura real vivida por Alexander Selkrik, o navegante escocês que, na sequência de um naufrágio real, terá vivido solitariamente durante vários anos (1704-1708) numa ilha do Oceano Pacífico, algures na costa do Chile actual. Episódio que terá inspirado a Defoe a sua mítica figura de Robinson Crusoe. E a propósito é de notar que recentes escavações arqueológicas na ilha de Aguas Buenas parecem comprovar uma presença europeia no seu território pelos inícios do século XVIII. E daí ter sido rebaptizada a ilha com o nome de "Ilha de Robinson Crusoe". Embora a que foi idealizada por Defoe se situe nas imediações da foz do Orenoco, e assim no Oceano Atlântico.

“UM LIVRO, UMA CONVERSA E ÀS VEZES UM FILME” JUNTA EM CAMINHA JÚLIO MACHADO VAZ, INÊS MENESES E FRANCISCO GUEDES DE CARVALHO

Sessão decorre na Biblioteca Municipal de Caminha, no dia 19 de julho, pelas 18H30

 “Um livro, uma conversa e às vezes um filme” vai apresentar o livro “O Amor é: Para Memória Futura”, de Júlio Machado Vaz e Inês Meneses, apresentado por Francisco Guedes de Carvalho. A sessão vai decorrer no dia 19 de julho, pelas 18H30, na Biblioteca Municipal de Caminha.

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Esta quarta edição de “Um livro, uma conversa e às vezes um filme” junta em Caminha rostos bem conhecidos do grande público, como são os casos de Júlio Machado Vaz e Francisco Guedes de Carvalho.

Na sinopse do livro pode ler-se: “neste O Amor É, com o imprescindível suporte da comunicadora Inês Meneses, o médico psiquiatra Júlio Machado Vaz, o grande desconstrutor dos tabus em torno da sexualidade em Portugal, conduz o leitor pelos temas que a todos nos interessam e apaixonam: as paixões adolescentes, os amores adiados, os eficazes e os impossíveis, o alargamento da adolescência, a nostalgia da paixão, a inversão dos estereótipos culturais, a obsessão pela infância e pela morte, a omnipotência do teclado, as coisas das quais queremos livrar-nos porque nos trazem recordações amargas, a culpa judaico-cristã dos que querem partir mas ficam, os homens sós que antes não cozinhavam e hoje cozinham, a apologia do engate, a monogamia, as implicações da internet nas relações amorosas, as pessoas certas e as pessoas erradas (que por vezes se buscam), as separações e os divórcios, a ligação com os filhos, as compensações, os equilíbrios e as asneiras, a maturidade sexual dos homens, a disfunção eréctil, o pecado de ser mulher, a homossexualidade hoje e na Roma Antiga, a coabitação que não garante o amor, a casa própria que não o nega, os lutos das relações passadas, entre muitos outros. Um livro imperdível, sobre muito do que o amor é.”

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Com um vasto currículo, o professor doutor Júlio Guilherme Ferreira Machado Vaz conta com vários livros publicados, com destaque para O Sexo dos Anjos; O Fio Invisível; Sábados, Domingos e outros Dias; Muros;  Conversas no Papel;  Estilhaços; Estes Difíceis Amores;  Olhos nos olhos; O Tempo dos Espelhos;  O Amor é;  Aqui entre nós;  Era uma vez um Professor;  Vinte Anos Depois;  À beira-rio;  O Amor é para Memória Futura. No campo da rádio, também é um nome conhecido pelos programas: O Sexo dos Anjos; A Bela e os Monstros; O Amor é. E na área da televisão, tem sido o rosto de vários programas, como são os casos de Sexualidades; Estes difíceis Amores e Serralves Fora de Horas.

Inês Meneses estreou-se em rádio em Vila do Conde, esteve doze anos na TSF e está na Radar há treze. Colabora com a Antena 1 e com o Expresso. Assinou na imprensa a crónica O Sexo e a Cidália durante mais de dez anos. Publicou o livro Amores Impossíveis.

Dono de um vasto curriculum, Francisco Guedes de Carvalho é autor de vários livros: Receitas Portuguesas, os pratos típicos de todas as regiões; As 100 maneiras de cozinhar bacalhau e outros peixes; As 100 maneiras de cozinhar o porco e outras carne e Guia dos restaurantes de Portugal. É também responsável pela tradução de vários livros. É ainda responsável pela organização de Correntes d´Escritas, na Póvoa de Varzim; Literatura em Viagem, em Matosinhos; o FLiD — Festival Literário do Douro, no Espaço Miguel Torga, S. Martinho de Anta, Sabrosa; entre outros.

A decorrer nas Bibliotecas de Caminha e de Vila Praia de Âncora, “Um livro, uma conversa e às vezes um filme” ainda vai trazer ao concelho Frei Bento Domingues com o livro “A Religião dos Portugueses” e Nuno Brandão Costa com o livro “São João de Deus” e Sérgio Fernández.

Esta iniciativa é organizada pelos Amigos da Rede de Bibliotecas de Caminha e pela Câmara Municipal de Caminha.

É de referir que os Amigos da Rede de Bibliotecas de Caminha (RBC) tornam-se leitores inscritos nas bibliotecas do concelho de Caminha. O estatuto de Amigo da RBC é formalizado através do preenchimento de um formulário, (com os dados biográficos essenciais e contactos) e da oferta de um livro que reverterá para a coleção da Biblioteca Municipal. A participação no grupo de Amigos da RBC é voluntária, exclui qualquer compensação e cessará no momento em que o Amigo assim o desejar. Através da sua ação, os Amigos RBC pretendem contribuir, de modo particular, para o desenvolvimento das competências e serviços das mesmas e, genericamente, para o progresso cultural da comunidade que estas servem.

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BISNETO DE FRANCISCO TEIXEIRA DE QUEIROZ DÁ A CONHECER EM LIVRO A BIOGRAFIA E A GENEALOGIA DO ILUSTRE ESCRITOR ARCUENSE

Francisco Teixeira de Queiroz, biografia e genealogia em livro da autoria do bisneto LuÍs Filipe Teixeira de Queiroz de Barros Pinto.

Intitulado " Família Teixeira de Queiroz - Casa de Cortinhas - Vida Pública, Obra Literária, Ascendência e Descendência de Francisco Teixeira de Queiroz " o livro incide em quatro áreas distintas.

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Iniciado com a primeira geração em Arcos de Valdevez, refere assim a chegada do pai, o casamento com a mãe arcuense, a descendência e a incidência no primeiro e único filho, Francisco, com a sua infância, o percurso académico, com a ida para a escola aos 7 anos, a saída aos 12 para o liceu em Braga, a chegada aos 19 à Universidade de Coimbra e o aparecimento do Escritor.

Segue-se a área das Letras. A obra literária do escritor, realista naturalista, com a Comédia do Campo, onde todo o Minho é descrito em pormenor, e com a Comédia Burguesa, a mesma forma de análise e de estilo, mas a incidir sobre a vida da sociedade citadina. Os seus pensamentos políticos e sociais também são apresentados de forma textual.

Com o terceiro capítulo, surge a sua vida pública, resultante da actividade política, da administração de empresas e da Academia das Ciências.

Na política, fazendo parte de uma geração essencialmente doutrinária, que o fazia estar de forma mais consentânea com a sua personalidade e logo mais longe das movimentações partidárias no terreno. Francisco Teixeira de Queiroz foi Deputado às Cortes na Legislatura de 1893 e eleito novamente Deputado em 1911. Em 1915, foi Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo de José de Castro.

Na Academia foi Vice-Presidente e eleito Presidente em 1913.

Por último, as empresas. Administrador e accionista elegivel na Companhia das Águas de Lisboa, na Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses e na Companhia das Lezírias, onde exerceu uma actividade reconhecida e de longa duração.

O quarto e último capítulo é o da Genealogia.

Luís Filipe Teixeira de Queiroz de Barros Pinto.

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ESPOSENDE: FILIPA MARTINS RECEBEU PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA

O Município de Esposende entregou hoje o Prémio Literário Manuel de Boaventura à escritora Filipa Martins que concorreu com o romance “Na Memória dos Rouxinóis”. A cerimónia decorreu no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende, na presença do presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira e da vereadora da Cultura, Angélica Cruz e dos membros do júri, Sérgio Guimarães de Sousa, da Universidade do Minho, e André Correa de Sá, da Universidade de Santa Bárbara, Califórnia, Estados Unidos da América. Em representação da família de Manuel de Boaventura marcou presença João Armando Boaventura e Silva.

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“Aposta sublinhada e contínua na defesa da obra cultural”, assim percecionou a própria galardoada, Filipa Martins, a ação da Câmara Municipal de Esposende que, nesta segunda edição do Prémio Literário Manuel de Boaventura, contou com a apresentação de 110 obras a concurso.

O presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, lembrou que a ideia subjacente à criação deste prémio literário “teve dois objetivos específicos como fundamento: a vontade de homenagear e divulgar o autor que deu o nome ao prémio - Manuel de Boaventura - e a necessidade de incentivar a criatividade literária e o gosto pela escrita e pela leitura”. Porém, este prémio insere-se, ainda, na política de desenvolvimento cultural do Município de Esposende, nomeadamente na ação associada à leitura, reforçada com o Plano de Combate da Iliteracia, em curso no concelho.

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A escritora Filipa Martins defendeu o papel da memória – fio condutor da sua obra -, enquanto aliada da humanidade, para recordar que “na 2.ª Grande Guerra, registaram-se 45 milhões de refugiados e, de 2015 até hoje, registaram-se 33 mil pessoas refugiadas e 12 mil morreram na rota migratória. Um continente que foi ajudado vira agora costas à ajuda”, advertiu.

Filipa Martins entende que “as memórias ligam-se umas às outras por caminhos insondáveis”, razão pela qual estabeleceu o paralelismo com Manuel de Boaventura “que foi reprodutor de lendas e narrativas e o meu romance tem a linha condutora do esquecimento”.

Sérgio Guimarães de Sousa, do júri, destacou “a originalidade do enredo, num romance escrito com muita minúcia e domínio do estilo”. Já André Correa de Sá apontou o “domínio muito correto da narrativa, por parte da autora, ficando como lição deste livro a ideia que podemos encontrar sempre mecanismos de autocriação”.

João Armando Boaventura e Silva revelou “gratidão e uma profunda emoção, pela iniciativa do Município de Esposende que perpetua o nome de Manuel de Boaventura na memória coletiva”.

O Prémio Literário Manuel de Boaventura foi criado com o intuito de homenagear e divulgar este escritor e homem de cultura, natural de Vila Chã, Esposende. No valor pecuniário de 7 500 euros, o Prémio tem periodicidade bienal, contemplando a modalidade da criação narrativa de Romances ou de Contos da autoria de escritores de língua portuguesa. A cerimónia foi complementada pela atuação de alunos da Escola de Música de Esposende.

Esta postura enquadra-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas, nomeadamente Educação de Qualidade, Cidades e Comunidades Sustentáveis.

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MINHO E GALIZA PROMOVEM PROGRAMA "NORTEAR"

Encontra-se a decorrer o prazo de apresentação de candidaturas à V edição do Prémio Literário Nortear. Este prémio tem como objetivos promover o aparecimento de novos escritores; estimular a produção de obras inéditas no domínio da ficção; incentivar a criatividade literária entre os jovens escritores, residentes na Galiza e no Norte de Portugal; distinguir, anualmente, obras literárias originais e fomentar a circulação e distribuição de obras literárias além fronteiras.

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Podem candidatar-se ao prémio todas as pessoas singulares, com plena capacidade jurídica, residentes, nascidos ou registados na região Norte de Portugal ou na Galiza, com idades compreendidas entre os 16 e os 36 anos, devendo as obras, escritas nas línguas portuguesa e galega, ser escritas no géneros de relato ou conto. Estas deverão ser enviadas, por correio postal, para o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza - Norte de Portugal até ao dia 28 de julho de 2019. O regulamento encontra-se disponível nos sites das entidades promotoras deste prémio.

O Prémio, cofinanciado pelo Projeto 0101_GNP_AECT_1_E Agrupación Europea de Cooperación Territorial Galicia-Norte de Portugal (GNP, AECT) - INTERREG V-A Espanha-Portugal, é promovido pela Direção Regional de Cultura do Norte (Portugal), pela Consellería de Cultura e Turismo – Xunta de Galicia (Espanha) e pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza - Norte de Portugal.

BARCELOS RECEBE JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS

José Rodrigues dos Santos, escritor e jornalista da RTP, na Biblioteca Municipal de Barcelos

José Rodrigues dos Santos, jornalista, pivot do “Telejornal” da RTP, e um dos mais lidos romancista portugueses, vai deslocar-se a Barcelos, no próximo dia 6 de junho, quinta-feira, às 19 horas, para um encontro com os leitores, na Biblioteca Municipal. A sessão será moderada pela jornalista Sónia Sousa.

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Trata-se de uma oportunidade única de os barcelenses conhecerem de perto um dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros, que venderam mais de cem mil exemplares cada. O romance de estreia, intitulado A Ilha das Trevas foi reeditado pela Gradiva, em 2007, atual editora do autor.

A Filha do Capitão, o seu segundo romance, é um tributo aos seus antepassados que participaram na 1ª Guerra Mundial, na Flandres e na Guerra Colonial.

José Rodrigues dos Santos é um dos mais premiados jornalistas portugueses, tendo sido galardoado com o Grande Prémio de Jornalismo, em 1994, atribuído pelo Clube Português de Imprensa. Internacionalmente, venceu três prémios da CNN: O Best News Breaking Story of the Year, em 1994, pela história “Huambo Battle”, relacionada com a guerra de Angola; o Best News Story of the Year for the Sunday, em 1998, pela reportagem “Albania Bunkers”; e o Contributor Achievement Award, em 2000, pelo conjunto do seu trabalho, aquele que é considerado o Pullitzer do jornalismo televisivo.

JOÃO DE DEUS MARTINS DIA APRESENTA EM TERRAS DE BOURO OBRA SOBRE SANTA ISABEL DO MONTE

”Caldo de Letras”, este é o título da obra literária que João de Deus Martins Dias, natural de Rebordochão, Santa Isabel do Monte e emigrante no Brasil, escreveu para apresentar de uma forma peculiar e sentida as “maravilhas que Santa Isabel do Monte possui”, nas próprias palavras do autor.

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O Município de Terras de Bouro regista com satisfação e agradece ao autor a sua presença em Terras de Bouro, onde deu a conhecer a edição desta obra onde, como refere, ” apenas foi escrito para fins informativos…podendo ser usado como guia e não como fonte final”, sublinha o autor. Referências a histórias e aos vários lugares da freguesia, assim como à gastronomia local e algumas curiosidades completam o rol de “Caldos Letras”. João de Deus Martins Dias deixa ainda um apelo para quem quiser esclarecer alguma dúvida, crítica ou sugestão que o faça para joaodias77@icloud.com .

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MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA ACOLHE APRESENTAÇÃO DO LIVRO "CONTOS À LAREIRA"

O Município de Ponte de Lima vai promover a apresentação do livro “Contos à Lareira”, da autoria de Fernando Aldeia, pseudónimo de Fernando Augusto Ferreirinha Antunes, no dia 17 de maio, às 21h30, na Biblioteca Municipal.

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Contos à Lareira” é o título da 10.ª obra do autor, organizada em narrativas curtas e constituída por oito histórias, que foram contadas ao autor e às quais o próprio acrescentou algumas peripécias para as tornar mais cativantes e apelativas.  Tratam-se de memórias que o autor pretende perpetuar no tempo, até porque fazem parte dos costumes e das tradições da sua terra natal.

À semelhança de todas as outras obras já lançadas pelo autor, todo o lucro deste livro reverterá para uma instituição solidária.

Marque presença na apresentação deste livro que será apresentado pelo limiano Cláudio Lima.

Aceite o nosso convite e venha celebrar connosco a literatura em Língua Portuguesa.

Esperamos por si!

Sobre o autor:

Fernando Aldeia, pseudónimo de Fernando Augusto Ferreirinha Antunes, é natural de Vinhais e reside em Braga.

Com formação em Gestão, foi Quadro de várias Instituições Financeiras no país e no estrangeiro.

Membro fundador e Presidente da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em Braga, bem como do Rotary Club de Braga-Norte. Pertenceu à Direção da Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa e à Direção da A.M.A.D.O.S. (Associação Minhota de Apoio ao Doente Oncológico de Senelogia).

Foi sócio efetivo da “Autores de Braga”, tendo sido Presidente do Conselho Fiscal.

Realizou programas radiofónicos e foi responsável pela formação de grupos de Teatro encenando diversas peças de autores consagrados.

Estudioso da vida e obra de Miguel Torga que tem revelado através da escrita e de conferências em diversas escolas e instituições.

Ledor de textos poéticos a convite de alguns autores.

Membro da Academia de Letras de Trás-os-Montes e da Associação Portuguesa de Escritores.

Colaborador de revistas e jornais. Tem obra dispersa nas áreas da poesia, prosa poética, crónica e contos.

AMARES: PRÉMIO LITERÁRIO FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA REGISTA GRANDE ADESÃO

Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda conta já com 139 candidaturas. Concurso aguarda a chegada de mais obras do estrangeiro

O Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda impulsionado, este ano pela primeira vez, pelo Município de Amares, encerrou a fase das candidaturas com um balanço um balanço muito positivo, contando já com 139 candidaturas confirmadas. O número de obras a concurso espera-se que cresça nos próximos dias já que se aguarda a chegada das candidaturas do estrangeiro, submetidas pelo correio.

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A informação é avançada pelo vereador da Cultura, Isidro Araújo, que se mostra muito satisfeito com a recetividade que o lançamento deste prémio está a ter junto dos apaixonados pela poesia.

“É um número muito simpático e que demonstra a notoriedade deste prémio e da figura incontornável que é Francisco Sá de Miranda. Quando lançamos este prémio tínhamos como objetivo central homenagear este grande vulto das letras e que deixou um importante marca no concelho de Amares e essa missão a que nos propusemos está a ser cumprida”.

“O prazo para apresentação das candidaturas terminou na passada terça-feira com 139 obras inscritas, mas esperamos ainda número significativo de candidaturas, de África e do Brasil, que vão dignificar ainda mais este concurso”, acrescenta Isidro Araújo, lembrando que para efeitos de candidatura no caso das obras remetidas do estrangeiro “o que conta é data em que foram registadas no correio”.

O Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda vai ser atribuído bienalmente pela Câmara Municipal de Amares, com o intuito de homenagear e divulgar o poeta e humanista Francisco de Sá de Miranda, bem como incentivar a criação literária no domínio da poesia. O prémio para o vencedor vai ser no valor 7500 euros.