A apresentação da obra “Celorico de Basto na Geografia Camiliana, Percurso Literário -Turístico pelo concelho”, foi o momento maior das celebrações, uma obra organizada pelo escritor celoricense Francisco Sousa e Cunha que retrata, com recurso a duas novelas do Minho, um romance e um conto os locais por onde Camilo Castelo Branco passou na sua cruzada da vida.
As celebrações, promovidas pelo Município de Celorico de Basto, procuraram destacar o escritor que é, para muitos, o mestre da prosa que influenciou a literatura Portuguesa. “E que merece ser lembrado, perpetuado e incutido na leitura dos jovens e da comunidade em geral. Camilo Castelo Branco é das referências maiores da literatura portuguesa e, na sua cruzada de vida passou pelas Terras de Basto com referências claras em muitas das suas obras, referências essas que nos acrescentam e que nos projetam para o olhar atento do leitor. E são essas referências que o nosso escritor, Francisco Sousa e Cunha quis passar para a obra apresentada, obra de Camilo com o cunho pessoal do nosso autor” disse o Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, durante as celebrações.
Uma obra que é Camilo como diz o organizador/autor Francisco Sousa e Cunha, “o livro é de Camilo, é Camilo”. Diz o autor que em 1979 veio dar aulas para Celorico de Basto, “sou de filosofia e estava no último ano da licenciatura, havia muitos concursos, concorri para a minha terra, e aqui vim parar. Dei português aos alunos da noite, e em preparação para fazer o 5º ano, tinham que ler a obra Maria Moisés, uma novela interminável, onde pela primeira vez, vi uma referência a Celorico, à freguesia de Ribas, nunca mais deixei de ler Camilo, e toda a obra que agora está a ser apresentada e que o Dr. Manuel Oliveira chama de garimpo, visa garimpar as obras de Camilo. Ou seja, extrair delas as referências, quer através de personagens, quer através de referências históricas, acontecimentos, pessoas, lugares, o meu trabalho foi tentar juntar essas referências através das palavras de Camilo, portanto, eu escrevo muito pouco, eu organizo. Uma obra apresentada pela reconhecida escritora Celoricense, Aida Araújo Duarte, que, com o arroja que a caracteriza, deu a conhecer a obra e o autor/organizador da mesma.
A obra, organizada pelo escritor Francisco Sousa e Cunha, conta com o apoio do Município de Celorico de Basto e será distribuída pela comunidade para que “todos tenham acesso ao que foi Camilo por este concelho e pelas Terras de Basto.
A par da apresentação desta obra decorreu um momento também ele marcante nestas celebrações, a análise da vida e obra de Camilo Castelo Branco, por dois especialistas, a professora Universitária Tânia Furtado Moreira e diretor da Casa de Camilo durante mais de três décadas, José Manuel de Oliveira, um momento moderado pela professora do Agrupamento de Escolas de Celorico de Basto, Paula Quintela. Uma análise completa, com uma visão inteira e descritiva sobre a vida “avassaladora” do autor e a obra marcante que “embriaga” quem a lê pela forma tão particular de agarrar o leitor. Segundo o especialistas, Camilo Castelo Branco é uma figura incontornável do século XIX que marcou de forma decisiva a Literatura Portuguesa.
Estas comemorações contaram com a participação dos alunos do Agrupamento de Escolas do 11º ano e dos alunos do 11º ano da Escola Profissional Agrícola Eng Silva Nunes. Contou ainda com a presença do escritor Celoricense Afonso Valente Batista, que encerrou as comemorações e a quem o Presidente da autarquia teceu os mais largos elogios pela forma desprendida como o escritor se associa à cultura local e contribui para a elevar aos patamares ambicionados.
Estas comemorações dos 200 anos de Camilo Castelo Branco contaram ainda com a participação ativa do Centro de Formação de Basto tornando-a numa Ação de Curta Duração. E tiveram a associação da Casa Senhorial do Reguengo que colocou um rótulo alusivo às comemorações dos 200 anos do nascimento de Camilo em 200 garrafas de espumante, velha reserva.
Este é o aguardado regresso de José Luís Peixoto ao romance, depois de Almoço de Domingo: vidas que enfrentam a fragilidade.
Este é um romance habitado por homens e mulheres de várias idades, com origem em diversos contextos, de Moçambique à Venezuela, de Ponte de Lima a Oliveira de Azeméis, que têm em comum a sua condição de pacientes no Instituto Português de Oncologia do Porto. Um escritor viaja pelo mundo e, nesse turbilhão, tenta construir um romance com todas as histórias que lhe foram confiadas, até que o impensável acontece.
Do hiper-realismo, documental e autobiográfico, ao surrealismo, à alucinação e ao delírio, A Montanha é um romance de enorme ambição, que resgata momentos de profunda empatia e ternura, que revela o ser humano tanto na sua fragilidade como na sua máxima força.
Surpreendente nas múltiplas dimensões que propõe, este romance é um extraordinário tour de force literário, um marco muito alto na obra de um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos e, sem dúvida, uma referência inesquecível na bagagem de qualquer leitor.
Enquanto se prepara para Ponte de Lima um programa comemorativo dos 180 anos do nascimento de Eça de Queirós, a Póvoa de Varzim prossegue com as celebrações, as quais arrancaram no passado dia 25 de Novembro, com uma homenagem na estátua defronte da casa onde nasceu o escritor, nesse dia do ano de 1845, então residência do tio materno, o Limiano Francisco Augusto Soromenho.
O histórico prédio situa-se no Largo Eça de Queirós número 1, o antigo Largo do Almada, hoje sede do EÇA CULTURE HOUSE - dirigido pela sua proprietária e entusiasta de eventos, Profª Odete Rios, onde mais actividade viria a decorrer.
Com uma performance invulgar, uma simbiose de música, dança, teatro, gastronomia e todo um glamour raro, esse anoitecer e prolongamento do comemorar o início da vida do autor de "Os Maias", revestiu-se de acontecimento local e nacional, até mesmo mais longe; é que, também do outro lado do Atlântico se assinalou a efeméride, pois a comunidade portuguesa, poveira, carioca, participou na colocação da placa de homenagem ao escritor no Verão de 1906, tema para uma outra crónica...
Com o tema escolhido - Artes da Noite Queirosiana - com dezenas de convidados, participação limitada face ao espaço disponível, tudo começou pelas 15,30 horas na estátua inaugurada em 1951 da autoria de Leopoldo de Almeida. os discentes do secundário , actores e autarcas, aqui na liderança a presidente poveira, Andrea Silva, seu colega da Junta da cidade, Beiriz e Argivai, Ricardo Silva , e a da Confraria dos Sabores Poveiros, Lucinda Amorim, prestaram homenagem ao Filho Ilustre da terra.
Depois, outra cerimónia, com acolhimento no interior do lar da família Soromenho, de Lagos e de Ponte de Lima, com um serviço de mesa a cargo do chef Miguel Morgado do restaurante Turismo Loungue, unidade integrante do Guia Michelin, encerrou esse começo das comemorações do 180º aniversário da existência do "emblema identitário da Póvoa de Varzim", como lhe chamou a Presidente do Município, Andrea Silva.
A efeméride da literatura universal prosseguiu no passado Sábado, 6 de Dezembro no Cine Teatro Garrett, esgotado com mais de duas centenas de participantes entre eles, representação de 35 confrarias gastronómicas. Com falta de espaço, deixamos para outra oportunidade a informação sobre esse segundo dia queirosiano na Póvoa de Varzim.
E, já se encontra quase concluído também o alinhamento de actividades para o terceiro encontro queirosiano este ano na terra natal do homenageado. No Sábado, 20 de Dezembro, a EÇA CULTURE HOUSE, vai celebrar o Natal, com textos elaborados aquando o então cônsul de Portugal estava em Inglaterra, e um momento de degustação em quadra festiva que atravessamos, com colaboração da edilidade poveira e do nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima.
João Bento Rodrigues de Abreu Fernandes (Nhô Filili)
João Bento Rodrigues d’Abreu Fernandes de seu nome completo, também conhecido por Nhô Filili, nasceu em Cabo Verde, na Cidade da Praia em 1860, onde viveu e viria a falecer em 1939. Era filho de João Bento Rodrigues Fernandes, nascido em Paredes de Coura no ano de 1795. Foi viver para a Cidade da Praia onde faleceu em 1861.
A vida de João Bento Rodrigues vem descrita numa obra de ficção – “O Legado de Nhô Filili” – da autoria de Luís Urgais cuja sipnose, da editora Oficina do Livro, reproduzimos com a devida vénia:
“Filho de minhotos, João Bento Rodrigues - que ficaria conhecido por Filili - nasceu na ilha do Fogo no ano da abolição da escravatura. O decreto não bastou, porém, para que se extinguisse o tráfico, até porque os negreiros tinham a cumplicidade das autoridades; e foi assim que Maguika, capturada nas matas da Guiné, se tornou propriedade de Nhô Filili, trazida por um negociante desejoso de, com presentes, o conquistar para genro. Contudo, assim que pôs os olhos na negrinha, João Bento Rodrigues já não voltou a olhar para outra mulher, afrontando a elite da capital ao entrar na igreja de braço dado com a escrava e, mais tarde, unindo-se a ela pelo santo matrimónio, desafiando preconceitos e convenções. Mas, se é verdade que as pretendentes não gostaram de se saber preteridas, quem mais sofreu foi Leila, a concubina com quem Filili mantinha laços íntimos e que, de repente, se viu sozinha na Cidade Velha com um segredo. O passado tem, no entanto, maneiras de regressar quando menos se espera. E, às vezes, ainda bem.
Tendo por cenário o arquipélago de Cabo Verde entre a segunda metade do século xix e a primeira do século xx, O Legado de Nhô Filili é o retrato de uma África bela e sedutora, mas também dura e miserável, e bem assim uma metáfora da história da mestiçagem biológica e cultural e da génese dos movimentos pela independência das Colónias.”
A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, visita amanhã, o Festival Literário Utopia, no Espaço Vita, em Braga. A iniciativa contará com a presença de João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga.
No ano em que Braga assume o título de capital portuguesa da cultura, o festival, promovido pela The Book Company em parceria com a Câmara Municipal de Braga, traz à cidade encontros com alguns dos maiores nomes da literatura, incluindo um vencedor do Prémio Nobel da Literatura, duas estreias de peças de teatro de Toletino Mendonça e Martim Sousa Tavares, assim como uma extensa programação interativa com o público geral e infantil.
Durante esta visita está previsto um percurso pelas diversas áreas do festival e um momento de contacto direto com livreiros, editores, parceiros e patrocinadores, culminando com um espetáculo musical protagonizado pelo Conservatório Bomfim na Capela Imaculada.
A visita contará ainda com a presença do Diretor do Festival, Paulo Ferreira, e de Kátia Guerreiro, Comissária de Ponte Delgada Capital Portuguesa da Cultura 2026.
No próximo sábado, 22 de novembro, às 10h30, a Biblioteca Municipal de Valença convida, os mais pequenos, para uma aventura inesquecível com a história “Corre, Corre Cabacinha” – um conto divertido, cheio de coragem e esperteza. Uma boa oportunidade para viver uma manhã divertida em família.
A atividade destina-se a crianças dos 3 aos 12 anos e será dinamizada por Carla Gomes e Susana Coelho, que darão vida à história e orientarão uma oficina temática onde os pequenos exploradores poderão soltar a imaginação.
“Corre, Corre Cabacinha” é um tradicional conto português que conta a aventura de uma velhinha astuta e da sua neta, numa viagem cheia de ritmo, humor e desafios. Entre um lobo, um urso e um leão, esta aventura mostra como a inteligência, o carinho e a união podem vencer até as maiores feras!
A participação na atividade é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia através do telefone 251 800 330, do e-mail: biblioteca@cm-valenca.pt ou na própria Biblioteca Municipal. Histórias em Família é uma iniciativa da Câmara Municipal, na Biblioteca Municipal, que aos sábados de manhã pretende proporcionar momentos mágicos para pais e filhos!
Venham descobrir livros, música, histórias e muita imaginação juntos!
Próximas aventuras:
- 29 de novembro|10h30 Yoga em Ti
- 6 de dezembro|10h30 Grupo Nascente “O Tempo e o Despertar”
- 13 de dezembro|10h30 - Teatro de fantoches “Babushka” com adaptação da história “Babushka” de Sandra Ann Horn
- 20 de dezembro | 10h30 - Histórias do nosso contar
Na próxima noite de 21 de novembro, às 22h00, Fafe volta a mergulhar no mistério e na tradição com o regresso da lendária “Bicha das 7 Cabeças”. O evento, promovido pelo Município de Fafe, vai trazer até ao anfiteatro da Casa da Cultura um ambiente repleto de fantasia e misticismo, recebendo a performance “Peeira dos Lobos”, da Companhia Malazartes, inspirada na versão fafense da lenda.
Recordamos que este espetáculo faz parte da programação geral da “Bicha das 7 Cabeças”, tendo sido adiado devido às condições meteorológicas adversas existentes nas últimas semanas.
Trata-se de um evento que celebra o património lendário de Fafe, valoriza as tradições locais e envolve toda a comunidade numa experiência única de cultura e imaginação. Visite-nos!
O programa comemorativo dos 180 anos do nascimento de Eça de Queirós encontra-se já na fase final de elaboração, e inicia-se dois dias após a celebração do seu nascimento ocorrido a 25 de Novembro de 1845 na Póvoa de Varzim, em casa dos parentes maternos, a família Soromenho de Ponte de Lima.
Na sequência duma primeira reunião (foto no memorial) onde participamos a convite da Presidente da Confraria Gastronómica Sabores Póveiros, Lucinda Amorim, haverá agora uma outra para questões de pormenores, pois o programa integrará numa primeira fase duas sessões na Póvoa de Varzim e uma terceira em Ponte de Lima. Recordemos, que na nossa vila desempenhou funções de Delegado na Comarca, o pai de Eça, e daqui enviou uma semana antes do nascimento do escritor, uma carta ao Prior de Vila do Conde para baptizar o futuro romancista, o que viria a acontecer a 1 de Dezembro desse ano de 1845. Também, o autor de “Os Maias”, contava entre seus íntimos o geológo Lourenço Malheiro (1844-1890), natural de Arcozelo, mas com residência no Arrabalde de S. João de Fóra, na sede do concelho, a quem já nos referimos em crónicas anteriores. Por outro lado, foi descoberto numa casa solarenga desta localidade um cadeirão de descanso do escritor, proveniente da sua casa de praia nos arredores do Porto, assim como cartas da filha ao magistrado e escritor Conde d´Aurora.
A gastronomia, a dança, a música e a tertúlia, estará de mãos dadas no evento comemorativo da vinda ao mundo do glorioso Homem de Letras, num programa de alto nível e pela primeira vez engrandecido na sua terra natal e extensão a Ponte de Lima. Aqui, haverá a colaboração do nosso Clube de Gastronomia, pois será apresentado o pudim da tia do escritor, naturalmente gulosice do sobrinho, receita descoberta num solar da Areosa, Viana do Castelo, próximo da residência da mãe e avós de Eça.
Quanto a convidados para a actividade cultural, eles virão de Lisboa ao Minho, de Paris e do Rio de Janeiro; e, aproveitamos salientar que a placa de bronze evocativa do local de nascimento do ilustre poveiro e lá afixada em 1906, foi lembrança da comunidade portuguesa no Brasil, nomeadamente carioca.
Com agenda já confirmada, as cerimónias na Póvoa de Varzim ocorrerão a 27 de Novembro e 6 de Dezembro. Quanto a Terras Limianas, aguardamos a resposta a algumas questões sobre as amizades e património queirosiano a visitar ou conhecer, nas vilas de Arcozelo e Ponte de Lima.
"Gusta a Trapicheira" Leva Aventuras à Biblioteca Municipal Este Sábado
Este sábado, 8 de novembro, às 10h30, a Biblioteca Municipal de Valença recebe mais uma divertida sessão do ciclo “Histórias em Família”, com “Gusta, a Trapicheira”, da autora Rita Nicolau.
Nesta viagem especial, até à raia do norte de Portugal, vamos descobrir como era viver noutros tempos, entre aventuras, segredos e muita coragem. Através desta história, os participantes vão conhecer seis personagens cativantes: a Trapicheira, o Guarda Fiscal, o Carabineiro, a Rosinha, a Dona Emília e a Revistadeira. Juntos, estes protagonistas prometem fazer sonhar miúdos e graúdos!
Além da leitura da história, haverá ainda uma oficina temática, dinamizada por Rita Nicolau e Maria João Domingues, para estimular a imaginação e a criatividade das crianças.
A participação na atividade é gratuita, destina-se a crianças dos 3 aos 12 anos, mas implica inscrição prévia para o telefone 251 800 330, por e-mail biblioteca@cm-valenca.pt ou presencialmente na biblioteca.
“Histórias em Família” é a iniciativa que transforma os sábados de manhã em momentos únicos, onde famílias inteiras mergulham no maravilhoso universo dos livros e das histórias partilhadas.
𝐏𝐫𝐨́𝐱𝐢𝐦𝐚𝐬 𝐚𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨
15 de novembro – A Noite e o Sonho, pelo Grupo Nascente
22 de novembro – Corre, Corre, Cabacinha, por Fadas & Companhia
A Junta de Freguesia de Ribeiros promove a edição e apresentação da obra Euclides Sotto Mayor - Poesia e Prosa, no próximo dia 8 de novembro, pelas 21h00, no edifício sede da autarquia presidida por José Castro Novais.
A obra será apresentada pelo escritor Artur Ferreira Coimbra, autor da recolha, introdução e notas àquela extensa publicação, com mais de 600 páginas.
Um momento musical animará a sessão, que tem entrada livre.
Euclides Sotto Mayor é o autor da letra do conhecido Hino de Fafe, musicada por José Maciel, mas pouco mais se conhecia da sua extensa obra, até agora.
Euclides José Sotto Mayor, um poeta e escritor praticamente desconhecido para os fafenses, nasceu em Manaus, no estado do Amazonas, no Brasil, Brasil, em 18 de março de 1906 e faleceu a 8 de dezembro de 1952, aos 46 anos de idade, em Lisboa.
Com apenas 4 anos, veio para junto dos seus padrinhos José Ferreira de Melo e Lusitana Augusta Ferreira de Melo, residentes na Quinta da Felgueira, em Ribeiros (Fafe).
Autodidata, dedicou-se desde muito cedo às letras e ao jornalismo, que foram pela vida fora a sua vocação maior.
Euclides colaborou assiduamente na imprensa fafense entre 1923 e 1936 (O Desforço, A Democracia, O Fafense e Notícias de Fafe, de que foi redator-principal durante oito anos), bem como no semanário Notícias de Guimarães.
Como poeta e prosador, publicou onze obras literárias, em poesia e em prosa, em Fafe e em Lisboa, entre 1927 e 1946. Designadamente, Orações (Sonetos, Porto, 1927), Pétalas (Quadras, Fafe, 1928 ), Saudades ( Fafe, 1930), Mar de Angústia – Auto dos Búzios (Poemeto, Fafe, 1933), Rústicos (Musa Aldeã, Fafe, 1935), O Cântico da Vida (Poemas, Lisboa, 1940), Alentejo do Pão (novela, Lisboa, 1943) e Mandamentos de Amor (Poemas, Lisboa, 1946).
Além dos livros, deixou inúmeros poemas e alguns contos nos jornais em que colaborou, tendo escrito cinco peças de teatro, duas delas representadas no Teatro-Cinema de Fafe.
“Oito livros que foi possível encontrar e largas dezenas de poemas e uma dúzia de contos publicados na imprensa da época são transcritos nesta obra de homenagem a um poeta e escritor de enorme qualidade, que importa descobrir e revelar aos nossos contemporâneos”! – sublinha o organizador da edição, Artur Coimbra.
Trata-se de um prato com história, onde o “Rei” das mesas de Portugal, omnipresente não só na Ceia de Natal, mas ao longo de todo o ano, tem 1001 maneiras de o confecionar. A apresentação de uma receita desconhecida com esse peixe proveniente dos mares frios da Terra Nova e redondezas no passado domingo, 19 do corrente mês de Outubro, motivou uma série de pedidos para o saborear, e alguns que o conhecerem na Mostra Gastronómica de Portugal (Alto Minho, Douro e Tomar) com Taiwan (Taipei), realizada na Casa de Tomar em Lisboa, desejam-no repetir!
O sucesso foi iniciado a 24 de janeiro deste ano, a pedido do embaixador Jorge Cabral ao nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, reunindo mais 13 colegas no encontro anual, do (também deles assim designado) Clube dos Embaixadores na Bélgica, e a Inteligência Artificial (IA) já o registou, tal como segue:
O "bacalhau à Almeida Garrett" é um prato que foi apresentado no Blogue do Minho, como um tributo ao escritor Almeida Garrett. Este prato não deve ser confundido com o "Bacalhau à Minhota", que é uma receita diferente e mais comum, embora ambas envolvam bacalhau. O "Blogue do Minho" descreveu este prato especial como parte de um evento em Bruxelas, referindo-se ao contexto de um encontro do Clube de Embaixadores.
Na capital europeia, a ementa descoberta em São Paulo, Brasil, foi um trabalho do Chef Thomas Egger e esposa Fátima, e os colegas, Chef Domingos Gomes, de Cardielos, Viana do Castelo, e o Chefinho João Leonardo Matos, de Arcozelo, Ponte de Lima.
E, no passado fim de semana, passou a integrar o grupo dos autores dessa preciosidade culinária, o Chef Paulo Santos, da Casa de S. Sebastião, em S. Pedro de Arcos, Ponte de Lima, que soma agora com a variante com o “fiel amigo” á moda de António Feijó e Eça de Queirós, apresentado por si também a diplomatas em Estocolmo, Suécia, esta versão ao gosto do autor de Viagens na Minha Terra.
Recorde-se, que o motivo de ser o prato principal escolhido há dez meses para o banquete belga, foi Almeida Garrett ter sido o primeiro diplomata português na Bélgica, ocupando o cargo entre 1836 – 38, proveniente do exílio em Londres.
Para já fica o desejo, pois para cumprir a promessa, teremos de discuti – la com parceiros do Clube na região alfacinha e integrar a proposta nas actividades previstas para 2026, pois este ano está a terminar, e ainda há eventos agendados há meses, a realizar dentro e fóra do país.
Recordar a vida e a obra de um dos maiores romancistas do século XIX em Portugal e na Europa será o tema de um evento a realizar em Bruxelas pelo nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, no Parlamento Europeu.
As bases da proposta foram apresentadas na reunião realizada a semana passada com o ex-Presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão e actual líder da lista da AD ao Parlamento Europeu, Paulo Cunha (foto) com seu chefe de gabinete Nelson Braga e jurista da equipa de assistentes , com a nossa delegação, que integrava também dois conhecedores da cozinha regional: o Chef Domingos Gomes, de Cardielos, Viana do Castelo e o Chefinho João Leonardo Matos, de Arcozelo, Ponte de Lima. Também no encontro participou o vereador luso – luxemburguês de Hosingen, João Lourenço, que esquissou a próxima Mostra Gastronómica Internacional no Luxemburgo, a realizar em Março de 2026, e onde pretende novamente integrar Portugal e Alto Minho, com predominância de Ponte de Lima e suas tradições enogastronómicas, e possivelmente alargar ao Vale do Douro, onde se exalta em Tabuaço, o Chef internacional Thomas Egger e esposa Fátima. Com o sumário apresentado, o programa será elaborado com colaboração de outras entidades parra assinalar o Bicentenário do nascimento de Camilo castelo Branco (1825 – 2025), que no Alto Minho mantinha boas amizades. Entre elas, os irmãos Barbosa e Silva, proprietários do mais antigo jornal do país – A Aurora do Lima – fundado em 1855 , o qual o escritor dirigiu durante algum tempo que viveu na “Princesa do Lima”, o pai do general Norton de Matos, então proprietário do Convento de Refoios do Lima e o médico Pontelimense por adopção, mas natural de Vizela, António Inácio Freitas, falecido em 1905 no seu chalett, que depois de vendido pela viúva, foi designado de Villa Belmira.
Uma pequena mostra bibliográfica de alguns dos oitenta títulos camilianos, para além de recriação histórica de referências gastronómicas do genial escritor, compreendem uma parte do programa a realizar em colaboração com o Parlamento Europeu, através do eurodeputado português, famalicense, a embaixada de Portugal e a nossa Confraria dos Vinhos de Portugal na Bélgica – Ordem de São Vicente.
A Biblioteca Municipal de Valença recebe, este sábado, 25 de outubro, às 10h30, mais uma sessão do ciclo “Histórias em Família”, com a história “Ver Mais Longe”, inspirada no livro A Menina com os Olhos Ocupados, do ilustrador André Carrilho.
Baseada nesta obra premiada, a sessão convida os mais pequenos — e as suas famílias — a refletirem sobre o uso dos ecrãs e a redescobrirem o prazer de observar o mundo real. A história retrata uma menina cuja vida está dominada por estímulos digitais, até que um dia decide levantar os olhos e descobre um universo de pequenos milagres: o voo de um pássaro, o sorriso de um desconhecido, a textura das nuvens.
A leitura e a oficina temática serão dinamizadas por Fátima Sousa e Delfina Passos, proporcionando um momento de partilha, criatividade e descoberta.
A atividade é gratuita e destina-se, preferencialmente, a crianças dos 3 aos 10 anos, mediante inscrição prévia na Biblioteca Municipal, através do telefone 251 800 330 ou do e-mail biblioteca@cm-valenca.pt
“Histórias em Família” é uma proposta lúdico-pedagógica da Biblioteca Municipal de Valença que, aos sábados de manhã, convida crianças e famílias a mergulharem juntas no mágico mundo dos livros e da imaginação.
História em Família que se segue:
8 de novembro – “Gusta a Trapicheira”, de Rita Nicolau;
15 de novembro – “A Noite e o Sonho”, pelo Grupo Nascente;
22 de novembro – “Corre, Corre, Cabacinha”, por Fadas & Companhia;
Ponte de Lima e Póvoa de Varzim vão assinalar os 180 anos de nascimento de Eça de Queirós, no decorrer de uma reunião na qual participamos, a convite da vereadora do pelouro de Turismo, Lucinda Amorim, também Presidente da Direcção da Confraria dos Sabores Poveiros.
Com seus pares do executivo presentes no encontro, e ainda o nosso conterrâneo Pedro Braga Vieira Lisboa, bibliófilo e jurista residente naquela cidade balnear, foi acordado celebrar o aniversário do autor de “Os Maias”, ocorrido a 25 de Novembro de 1845, em casa do parente Francisco Soromenho, fiscal do pescado poveiro, irmão da avó do genial escritor, diplomata e gastrónomo.
A relação familiar do parente de Ponte de Lima, residente no município poveiro, registe-se, permitiu de certa forma ocultar a vinda ao mundo de Eça de Queirós em circunstâncias de preocupação social ao tempo, e de salientar, que o progenitor era então magistrado na nossa terra e daqui enviou uma semana antes do neófito nascer, uma carta ao Prior de Vila do Conde para baptizar seu filho. Todavia, o romancista viria a nascer na Póvoa de Varzim, local identificado por seus pais, em missivas posteriores à morte do então nosso Cônsul em Paris, onde falecera a 16 de Agosto de 1900, documentos esses divulgados na imprensa do Porto e da sua terra natal.
Quanto ao programa para recordar a ilustre Figura da literatura universal, haverá visitas guiadas à casa de Eça de Queirós e seu monumento (foto 2), evocação dos laços familiares com Ponte de Lima e Viana do Castelo, e um momento gastronómico, pois ele foi um dos mais salientes escritores da nossa tradição culinária com centenas de referências a jantares nas suas obras, como em, O Crime do Padre Amaro, Os Maias e Contos. E, a 6 de Dezembro, Sábado, o almoço – convívio da Confraria apresentará a pescada á Poveira, não fosse o ilustre filho da terra um apaixonado por esse peixe, talvez por influência do tio – avô, o Pontelimense Francisco Soromenho, empregado na fiscalização da pesca proveniente do litoral nortenho, mormente da Póvoa.
Uma harmonização de produtos da gastronomia Limiana com a Poveira também foi aflorada na reunião, a qual registará a colaboração do nosso chefinho do Clube de Gastronomia, João Leonardo Matos, que este ano já confecionou dois jantarinhos á Eça de Queirós: no Beco das Selas, e em Bruxelas, no Tapas Y Mas.
O Núcleo de Artes e Letras de Fafe leva a efeito nos próximos dias 24 e 25 de outubro a primeira edição da iniciativa “Salto – Encontros Literários de Fafe”, que se desenvolverão em torno dos temas “Memória, Viagem e Resistência”.
A entrada é livre para todos os momentos.
“A edição deste ano tem como pontos altos o tributo literário à obra do consagrado escritor Mário Cláudio (sábado, dia 25), bem como o espaço dedicado ao escritor e cineasta Vicente Alves do Ó, com a apresentação do seu mais recente livro e do filme “Os Portugueses” (sexta-feira, dia 24)” - sublinhou o Presidente do Núcleo de Artes e Letras, Artur Coimbra, que convida os fafenses a participarem nos vários momentos do evento, que que começa com uma atividade na Escola Secundária dedicada aos alunos, na manhã de sexta-feira.
À tarde, pelas 15h00, na Praça da Justiça estende-se um momento em torno das “Resistências”, com a colocação de cartazes e canções de Abril.
Pelas 17h00, no Salão Nobre do Teatro-Cinema, tem lugar a apresentação da obra de Vicente Alves do Ó “Que a vida nos oiça”, por Pompeu Miguel Martins, culminando a noite com a exibição do filme “Portugueses”, do mesmo autor, que esteve em cena nos cinemas nacionais nos últimos meses.
Na manhã de sábado, a partir das 10h00, realiza-se pela cidade uma viagem pelos sítios com história relativa à viagem e à resistência, com partida do Teatro-Cinema.
Os participantes seguem para o Jardim do Calvário, onde, pelas 11h00, terá lugar um apontamento musical de influência filarmónica.
Seguidamente, nas Biblioteca Municipal, tem lugar um apontamento de bailado, pela Escola Bailado de Fafe e a intervenção de autores locais, sobretudo com a leitura de poesia.
A tarde de sábado, inclui a abertura de uma exposição de rua com a fotobiografia de Mário Cláudio, na Arcada, culminando, a partir das 15h30, com o tributo à obra literária do renomado romancista, pelos académicos José Cândido Martins e José Carlos Seabra Pereira, com moderação do Professor César Freitas (IEES), no Salão Nobre do Teatro-Cinema.
Estas atividades são objeto de certificação como Ação de Curta Duração para os docentes interessados.
“Uma iniciativa que promete envolver a cidade e deixar marcas para o futuro de um território marcado pelas migrações, pela viagem e pela resistência à ditadura” – acentuou ainda o Presidente do Núcleo de Artes e Letras de Fafe.
Apoiam a iniciativa o Município de Fafe, o Cineclube de Fafe, a editora Labirinto e o Instituto Europeu de Estudos Superiores, entre outras entidades.
A Biblioteca Municipal de Valença recebe "Entra na Caixa Lobo Mau", na próxima edição de Histórias em Família, este sábado, 18 de outubro, às 10h30.
Esta história infantil será dinamizada por Ana Sofia Maia e contará, também, com oficina temática.
A sala dos contos, da Biblioteca Municipal, será o palco para esta atividade que apresenta um conto da escritora Clara Cunha com ilustrações de Natália Cóias.
Esta história centra-se na figura de um lobo mau que ao passear pela floresta encontrou uma caixa de cartão vazia. Sem saber o que fazer com ela, decidiu levá-la. Depois de muito pensar, resolveu fazer uma maldade… É uma história divertida que nos ensina a reutilizar e a dar nova vida aos objetos que já temos, bastando para isso um pouco de imaginação.
A participação na atividade está dirigida, sobretudo, a crianças dos 12 aos 48 meses, é gratuita, mas implica pré-inscrição diretamente na Biblioteca Municipal, através do telefone 251 800 330 ou do e-mail: biblioteca@cm-valenca.pt.
Histórias em Família é uma proposta lúdico pedagógica da Biblioteca Municipal que proporciona, aos sábados de manhã, um momento especial para as crianças e as famílias interagirem com o fantástico mundo dos livros.
História em Família que se segue:
- 25 de outubro: "Ver Mais Longe" & Oficina Temática com Fátima Sousa e Delfina Passos com adaptação do Conto "A Menina com os olhos ocupados" de André Carrilho.
No próximo dia 4 de outubro, às 16h, será apresentado o mais recente livro de Albertina Fernandes, Vidas Assim Mesmo, publicado pela Editora Labirinto.
A sessão contará com prefácio e apresentação de José Cândido Martins, bem como com a participação do Grupo de Teatro Valdevez (GTV) e de Miguel Fernandes, prometendo um momento cultural enriquecedor.
Sobre a autora
Albertina Fernandes é escritora, ensaísta, poetisa e professora aposentada do Ensino Secundário. Natural de Arcos de Valdevez, onde reside, é licenciada em Filologia Românica e Mestre em Língua e Literatura Francesa. Lecionou Português, Francês e Expressão Dramática.
Com uma vasta e diversificada obra publicada em várias editoras — como Novembro e Alfarroba — a autora tem explorado diferentes géneros literários, incluindo ensaio, poesia, romance, narrativa infantojuvenil e literatura crítica. A sua escrita é marcada por uma forte dimensão humana, sensível às relações, memórias e valores culturais, sendo também uma voz ativa na promoção da leitura e da reflexão literária.
Sobre o livro
Em Vidas Assim Mesmo, Albertina Fernandes apresenta histórias que espelham a essência da vida quotidiana, com a sua riqueza de afetos, desafios e esperanças, dando continuidade à sua trajetória de olhar atento e poético sobre o mundo.
A Biblioteca Municipal de Valença recebe “Qual é a Cor do Abraço”, a próxima edição de Histórias em Família, este sábado, 4 de outubro, às 10h30.
O conto da escritora Sami Ribeiro vai ser apresentado por Kátia Santos que dinamizará, no final, também uma oficina temática.
"Qual é a Cor do Abraço" é um fantástico livro infantil, recheado de palavras mágicas e poéticas que explora o conceito do abraço, de um modo lúdico e divertido, estimulando a inteligência emocional. A obra incentiva os pequenotes a pensarem sobre os afetos, a empatia e a interação com o outro.
Com ilustrações vibrantes e texto poético, Sami Ribeiro explora uma pergunta aparentemente simples, mas profundamente significativa: que cor teria um abraço? Cada página é uma jornada sensorial, onde as crianças são levadas a associar cores a diferentes emoções e gestos de carinho.
A participação na atividade está aberta a crianças dos 3 aos 10 anos, é gratuita, mas implica pré-inscrição diretamente na Biblioteca Municipal, através do telefone 251 800 330 ou do e-mail: biblioteca@cm-valenca.pt.
Histórias em Família é uma proposta lúdico pedagógica da Biblioteca Municipal que proporciona, aos sábados de manhã, um momento especial para as crianças e as famílias interagirem com o fantástico mundo dos livros.
Histórias em Família que se seguem:
- 11 de outubro: "O Príncipe com Orelhas de Burro" & Oficina Temática com Susana Coelho e Carla Gomes comum Conto Popular Português;
- 18 de outubro: "Entra na Caixa Lobo Mau" e Oficina Temática com Ana Sofia Maia com o Conto de Clara Cunha e Natália Cóias;
- 25 de outubro: "Ver Mais Longe" & Oficina Temática com Fátima Sousa e Delfina Passos com adaptação do Conto "A Menina com os olhos ocupados" de André Carrilho.
A terceira edição do Sunset Literário desenvolve-se este fim de semana em Fafe, no âmbito da Biblioteca Municipal, com um programa muito diversificado, voltado para diferentes públicos.
Nele avulta a presença dos consagrados escritores Margarida Rebelo Pinto e Francisco Moita Flores.
Em paralelo com uma feira do livro, a iniciativa arrancou esta manhã dedicada aos mais pequenos, com teatro de fantoches, encontro com os autores e ilustradores Nuno Caravela e Pedro Seromenho.
Pelas 18h00, regista-se a inauguração com a abertura de uma exposição de pintura de Xuca D’Oliveira e a apresentação do livro “O Sítio” de Rui Miranda. À noite, conversa e apresentação da última obra de Vera de Melo.
No sábado, o programa inclui teatro para bebés e histórias cantadas, para os mais novos, bem como conversa e apresentação dos livros “Morte nas Caves”, de Lourenço Seruya (17h00) e “A Grande Ilusão”, de Margarida Rebelo Pinto.
No domingo, o programa realiza-se à tarde e nele sobressai a conversa e apresentação da obra “Agora e na Hora da Nossa Sorte”, do romancista Francisco Moita Flores.
As atividades desenrolam-se no exterior da Biblioteca Municipal, quando o tempo permite, ou no seu interior, se as condições climatéricas o aconselharem.
OS BERNARDOS Dos Vales do Neiva à Foz de outras vidas além de Portugal e Brasil. (Realidades de um século entrelaçadas pela ficção) é o título de uma obra da autoria do escritor Miguel Vilas Boas que vai ter apresentação pública no próximo dia 27 de setembro, no Auditório Municipal de Ponte de Lima, e contará com a presença do autor.
Tal como se resume na capa do livro, o autor inspira-se na vida do seu bisavô, retratando a saga desta família ao longo de várias gerações, atravessando guerras, a emigração e profundas alterações que marcaram Portugal ao longo do século passado.
O escritor é barcelense de nascimento e é rica e vasta a sua biografia que tomamos a liberdade de transcrever da Amazon:
“Miguel Vilas Boas nasceu no concelho de Barcelos.
Após a Escola Primária, queria ir estudar para sacerdote, mas, por dificuldades económicas da família, foi mandado trabalhar como ajudante de trolha, moço de fábrica.
Aos dezassete anos, parte para empregado da indústria hoteleira, em Santarém, e daqui para a Costa do Estoril.
Em 1962, ruma em direção a Sul, primórdios do turismo algarvio.
Após o serviço militar (tendo-lhe sido recusado o passaporte), em 1969, parte clandestinamente na companhia de dois colegas, por sua conta e risco: de Penamacor, a pé, pela Serra da Gata, em direção a Espanha e França, sem passador.
Chegado a Paris, continuou a estudar línguas e a trabalhar na receção de hotéis, período em que conhece importantes figuras da oposição ao regime português até Abril de 1974.
Num intervalo deste período, trabalhou uns meses em Londres.
Com a vontade de viajar por outras paragens, mas sem dinheiro estrangeiro – ou português que se visse –, parte num navio, viajando e trabalhando no Mediterrâneo e, após alguns meses, em cruzeiros pela Austrália e Nova Zelândia.
De 1975 a 1980, trabalhou no Canadá.
Em Toronto, colaborou em regime voluntário na Redação do Jornal «O Democrata», editado nessa altura, destinado fundamentalmente à comunidade portuguesa.
Em Montreal, concluiu o curso «Proficiência em Inglês», na Universidade de Mc Gill.
Depois de regressar a Portugal, em 1980, continua a trabalhar e a estudar.
Concluiu, em 1989, a Licenciatura em Português/Inglês, Via Ensino, na Universidade do Minho.
Frequentou o Curso de Direito até ao terceiro ano, na Universidade Lusíada, no Porto.
Viu em muitos sítios um punhado de ricos a viver em palácios e o seu contrário: miséria de muita gente a sobreviver em barracas em toda a parte, na Europa, em África, América e nos seus antípodas, na Oceânia.
Está aposentado do ensino, mas não reformado de atividades de voluntariado.
E continua com uma vontade compulsiva de prosseguir as leituras de livros nos mais diversos assuntos.”