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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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SERÃO OS GIGANTONES UMA REPRESENTAÇÃO DE GIGANTES MITOLÓGICOS OU APENAS FIGURAS LENDÁRIAS DO NOSSO FOLCLORE? – FOTOS DE CARLOS VIEIRA

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Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama – Génesis, capítulo 6

Existe na cultura de todos os povos, na sua literatura e no folclore, alusões à existência de gigantes, geralmente personagens de grande estatura, nem sempre encarnando o mal mas a grandeza de forças que não dominamos como a da Natureza.

Temos entre nós a figura do Adamastor referida por Luís de Camões em “Os Lusíadas” e o Mostrengo apresentado por Fernando Pessoa. Quem nunca se maravilhou com o conto João e o Pé de Feijão na literatura inglesa ou O Alfaiate Valente recolhido pelos irmãos Grimm na literatura alemã? A própria Bíblia faz por diversas vezes menção à existência de gigantes, desde logo no livro Génesis que narra a criação do mundo na perspectiva hebraica.

Mas, terão os gigantes alguma vez existido na história da humanidade ou não terão passado de figuras lendárias surgidas na imaginação dos povos e transmitidas através do seu folclore?

Entre nós – particularmente no folclore do Minho – temos nos divertidos Gigantones que animam as nossas romarias o melhor exemplo dos gigantes que povoam o imaginário dos povos.

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EMIGRANTE ALTINA RIBEIRO APRESENTA EM FAFE O ROMANCE BIOGRÁFICO “DONA ZEZINHA – A VIDA SINGULAR DE UMA PROFESSORA”

O romance biográfico “Dona Zezinha – A vida singular de uma professora”, de Altina Ribeiro, natural de Chaves e emigrante em França há mais de meio século, é apresentado esta sexta-feira, 22 de Julho, pelas 21h30, no exterior da Biblioteca Municipal de Fafe, se o tempo o permitir, numa iniciativa do Município, no âmbito das atividades do Museu das Migrações.

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A anteceder, regista-se a atuação do Grupo de Cavaquinhos da AAPAEIF.

Este quarto livro de Altina Ribeiro é uma biografia de «Dona Zezinha», uma professora que ensinou entre Guarda e Sabugal no tempo da ditadura de Salazar. A história foi contada à escritora pelo filho da docente que, naquela altura, foi para França, a salto, para fugir à guerra colonial.

Em Fafe, será o primeiro lançamento do livro. Depois, será apresentado em Sabugal, Chaves e Lisboa.

Altina Ribeiro nasceu em São Vicente, uma aldeia do concelho de Chaves. Tinha apenas dois anos quando o seu pai emigrou para a França, a salto. Seis anos mais tarde, em 1969, o pai reúne toda a família em Paris.

Decorridos mais de trinta anos de vida em França, cresceu em Altina o desejo de contar a sua própria história em francês. Assim, a sua autobiografia «Le fado pour seul bagage» foi publicada em 2005.

Após este lançamento, outra emigrante, Alice Neto, que também queria partilhar a sua viagem de armadilhas, confiou-lhe alguns episódios da sua vida. Assim, a biografia «Alice au pays de Salazar» nasceu cinco anos depois.

Em Julho de 2011, saiu uma nova versão do seu primeiro livro «Le fado pour seul bagage”. Dado o interesse despertado pela sua obra, Altina Ribeiro traduziu-a e adaptou-a para português, sob o título “De São Vicente a Paris”.

A autora escreveu ainda a biografia do autor, compositor e intérprete Dan Inger dos Santos, co-escrita com o músico, sob o título “Trois notes de blues pour un fado - Dan Inger – À conversa com Altina Ribeiro”.

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40 RELATOS BREVES DO NORTE DE PORTUGAL E DA GALIZA A CONCURSO NA 8ª EDIÇÃO DO PRÉMIO LITERÁRIO NORTEAR PARA JOVENS ESCRITORES DA EURORREGIÃO GALICIA – NORTE DE PORTUGAL

Um total de 40 jovens escritores da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal candidataram-se à 8ª Edição do Prémio Literário Nortear. O certame é uma iniciativa do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal, da Consellería de Cultura, Educación e Universidade da Xunta de Galicia e da Direção Regional de Cultura do Norte de Portugal.

Tendo decorrido o prazo de apresentação dos originais na Plataforma Nortear: https://nortear.gnpaect.eu/ o júri, constituído por cinco membros, selecionados entre representantes das entidades promotoras e personalidades do mundo literário português e galego, avaliará as obras a concurso, entre os 40 originais recebidos.

O nome do vencedor/a será conhecido no início do mês de setembro. O galardão será entregue na próxima edição da feira de indústrias culturais de Galiza, Culturgal, no final do ano.

O prémio literário Nortear tem uma dotação financeira de três mil euros e contempla a publicação da obra vencedora em galego e em português. Distingue anualmente obras literárias originais, para estimular o lançamento de novos escritores, incentivar a criatividade literária entre os jovens residentes na Eurorregião Galicia - Norte de Portugal e promover a distribuição de obras literárias além-fronteiras. Podem candidatar-se todas as pessoas com plena capacidade jurídica, nascidas e/ou residentes na Região Norte de Portugal ou na Galiza, entre os 16 e os 36 anos, com obras originais e inéditas, escritas em língua portuguesa, segundo o novo acordo ortográfico, e em língua galega, segundo a normativa ortográfica vigente publicada pela Real Academia Galega, sobre o género do relato curto. Os sete vencedores nas anteriores edições foram: Lara Dopazo, Rui Cerqueira Coelho, Cecília Santomé, Sara Brandão, Sabela Varela, Célia Fraga e Pedro Rodríguez Villar.

O projeto Nortear é um pólo cultural de referência na Europa no âmbito da Cooperação transfronteiriça. É cofinanciado pelo Programa Interreg V A España – Portugal (POCTEP) – Projeto 0457_EGNP_AECT_1_E”

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ESCRITOR ARCUENSE TOMAZ DE FIGUEIREDO NASCEU HÁ 120 ANOS

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Tomás Xavier de Azevedo Cardoso de Figueiredo (em grafia antiga Tomaz) (Braga, 6 de Julho de 1902 — Lisboa, 29 de Abril de 1970) foi um escritor português. Tem uma biblioteca com o seu nome em Arcos de Valdevez.

Nasce em Braga a 6 de Julho de 1902, na rua de santo André freguesia de São Vicente, na mesma casa onde Carlos Amarante tinha nascido. Filho de Gustavo de Araújo e Silva Figueiredo e de Maria da Soledade de Azevedo Araújo Costa Lobo e Mendonça.

Passados poucos meses vai, com seus pais, residir em Arcos de Valdevez, para a Casa de Casares, construída pelo seu avô materno, e onde ainda viviam algumas das suas tias solteiras. A ida, tão infante, para os Arcos, justifica o sentimento que o leva a considerar essa vila como "terra minha pela memória e pelo amor".

Aos doze anos vai cursar preparatórios para o Colégio dos Jesuítas, em La Guardia, na Galiza, em Espanha. Aí se vai já destacar na disciplina de Português, obtendo altas classificações. Em 1920, ingressa, em Coimbra, no Curso de Ciências Jurídicas, má escolha pela certa, porque o atirará para uma vida profissional que lhe será extremamente adversa. Em Coimbra, é contemporâneo e amigo do grupo “presencista”, afirmando mais tarde:

"Passeei em Coimbra com o chamado grupo da Presença, do qual em verdade não fiz parte, umas vezes aceitando e outras recusando, outras até ensinando e guiando, pois, independente e selvagem como era e me conservo – por graça de Deus! – impossível deixar-me arrebanhar, aceitar qualquer diácono ou pontífice".

A sua passagem por Coimbra (1920-1925) irá inspirar-lhe não só o romance “a clef” Nó Cego, que retrata o ambiente literário e ideológico coimbrão dessa época, mas ainda Conversa Com O Silêncio, monólogo com o companheiro e poeta Alexandre de Aragão, falecido precocemente, por suicídio, aos 27 anos, e a novela Reconstrução da Cidade, integrada na obra Vida de Cão (1951), que relata primorosamente o confronto entre a “cidade nova” e a memória da velha cidade do seu tempo.

Após concluído o curso jurídico na Universidade de Lisboa, em 1928, e já casado (1930), vai para Tarouca como notário, mudando-se, sucessivamente, para a Nazaré, Ponte da Barca e Estarreja. Faz, na sua actividade de notário, um interregno de seis anos, durante os quais, em Lisboa, ocupa o cargo de Vice-Presidente da Junta Nacional dos Resinosos. Em Estarreja (1957), é afectado por grave doença do foro psicológico, que o obriga a internamento hospitalar e a prolongados tratamentos, ficando seriamente afectado. Após esses dois anos, um verdadeiro calvário que relembra em muitos dos seus poemas, regressa ao cartório de Estarreja, solicitando a reforma, que lhe é concedida.

Finalmente livre das entediantes ocupações burocráticas, volta à sua casa de Lisboa para, durante dez anos (1960-1970), se entregar por inteiro à vida que verdadeiramente lhe apraz: escrever, conviver com os amigos, ser assíduo frequentador d'A Brasileira do Chiado, do Café Aviz, das livrarias Bertrand e Guimarães, ainda que profundamente amargurado com a separação do casal, entretanto ocorrida. Da sua vida de “funcionário público” diz: "Os cargos oficiais que desempenhei, tão exteriores a mim, considero-os violência de vida'"'. Escrever, apenas escrever, totalmente livre para escrever, e vivendo da sua escrita, tal o sonho que a vida lhe negou.

Morre em Lisboa, em sua casa, a 29 de Abril de 1970. Sentidamente, recorda Bigotte Chorão:

"... o corpo foi dado à terra em Arcos de Valdevez, no Cemitério de S. Bento. Mal chegou à câmara-ardente, o Padre António de Magalhães (que parecia trazer ainda no rosto o espanto de algum diálogo sibilino com Pascoaes ou Leonardo) entrou a cantar com uma veemência e uma convicção como só a Fé as pode inspirar – a Fé que faz violência aos Céus para que se abram a quem muito sofreu neste mundo."

O primeiro soneto encontrado no seu espólio data de 1917 e foi escrito enquanto aluno do Colégio de A Guarda. No entanto, a actividade literária, diz-nos o escritor, tê-la-há iniciado num jornalzinho dos Arcos, O Realista, em 1925, com académicos sonetos que muito exasperavam e escandalizavam os “intelectuais” da terra.

Anuncia-se verdadeiramente no semanário Fradique, em 1934, com novelas e contos, que levam o director da revista, Thomaz Ribeiro Colaço, a considerá-lo "chafariz de novelas, cintilantes como água pura. Espanta a clareza de estilo, com o seu talento (...) enovelesco. Desbanca o mais pintado moedeiro falso na arte de fazer contos (...) verdadeiros."

  • Em 1947 publica o seu primeiro romance, A Toca do Lobo, Prémio Eça de Queiroz (1948), em que faz reviver a sua infância e juventude, seus pais, as tias velhas, todo um universo afectivo que para sempre lhe perdurou na memória.
  • Em 1950, Nó CegoCarta ao Júri do Prémio Eça de Queiroz.
  • Em 1952, Uma Noite na Toca do Lobo, em que retoma o ambiente do seu primeiro livro – esta “fuga romântica” é como que o 2º volume de um “Ciclo de Tocas”, que a morte o impediu de efectivar.
  • Em 1953, traduz A Vagabunda, de Colette.
  • Em 1954, a novela Procissão dos Defuntos.
  • Em 1956, Guitarra, treze romances em verso, alguns dos quais recriam ambientes lisboetas.
  • Em 1960, Conversa Com o Silêncio.
  • Em 1961, o romance A Gata Borralheira, Prémio Diário de Notícias (1963).
  • Em 1962, o 1º volume da "Crónica Heróica" Dom Tanas de Barbatanas – O Doutor Geral.
  • Em 1963, Vida de Cão.
  • Em 1964, o 2º volume de Dom Tanas de Barbatanas – O Magnífico Sem Par.
  • Em 1965, o 1º volume de Monólogo em Elsenor – Noite das Oliveira', monólogo que se irá espraiar por quatro volumes de uma “prosa poética”, muitas vezes dorida, muitas vezes satírica, mas sempre, como diz Fernanda Botelho, “num estilo vigoroso, trabalhado, ora truculento, ora lírico, sempre encadeado por extremismos de paixão e de barroquismo.”. No mesmo ano, o 1º volume de Teatro, com as peças A Rapariga da LorenaO Visitador Extraordinário, e A Barba do Menino Jesus.
  • Em 1966, Tiros de Espingarda, Prémio Nacional de Novelística (1966).
  • Em 1968, o longo poema Viagens No Meu Reino.
  • Em 1969, o 2º volume de Monólogo em Elsenor – A Má Estrela.
  • Em 1970, A Outra Cidade.

Postumamente, são publicados Dicionário Falado (1970) e o 3º volume de Monólogo em Elsenor – Túnica de Nesso (1989).

Por ocasião do centenário do nascimento do escritor, os seus herdeiros e a Imprensa Nacional – Casa da Moeda celebraram um contrato para a publicação das suas Obras Completas, o que permitiu reeditar obras esgotadas e dar à estampa muitos dos trabalhos ainda inéditos de Tomaz de Figueiredo.

Edições IN-CM

  • 2002- Nó Cego
  • 2003- Teatro. A Rapariga de Lorena - O Visitador Extraordinário - A Barba do Menino Jesus - Os Lírios Brancos ou a Salvação Universal - O Homem do Quiosque* - A Nobre Cauda* - O Embate - Loiros de Morte ou, talvez, Quarto Minguante (fragmento) - O Morto e os Vivos (fragmento)
  • 2003- Poesia I. Volumes de poemas: Guitarra - Viagens no Meu Reino - Consumatum Est* - Poço da Noite* - Sangue de Cristo* - Caixa de Música* - Orfeu e Eurídice*
  • 2003- Poesia II. Volumes de poemas: Coroa de Ferro* - Moto Contínuo* - Viagem Estática* - Jardim Antigo* - Espada de Fogo* - As Mãos Vazias* - Malho Rodeiro* - Aos Amigos* - Poesia Diversa* - Traduções*: de 21 poemas de Reinhold Schneider; de oito Sonetos Ingleses de Fernando Pessoa; de um poema de Gerard Mauley Hopkins; de um soneto de Lope de Vega; de um poema de Ricarda Huch
  • 2005- A Toca do Lobo - Fim* - Uma Noite na Toca o Lobo
  • 2006- Novelas e Contos I. Procissão dos Defuntos - Vida de Cão
  • 2006- Novelas e Contos II. Tiros de Espingarda - A Outra Cidade
  • 2007- Monólogo em Elsenor I. Noite das Oliveiras - A Má Estrela
  • 2007- Monólogo em Elsenor II. Túnica de Nesso - Memória de Ariel*
  • O documentário "A Toca do Lobo" é um filme, dedicado ao escritor e seu avô materno, realizado por Catarina Mourão, vencedor do Prémio do Público para Longa Metragem no IndieLisboa 2015 e Melhor Documentário Português no festival Filmes do Homem 2016.

Fonte: Wikipédia

BRAGA: JOÃO LUÍS BARRETO GUIMARÃES RECEBEU GRANDE PRÉMIO DE LITERATURA DST

O Theatro Circo acolheu este Sábado, 2 de Julho, a Gala de entrega do Grande Prémio de Literatura dst, atribuído este ano a João Luís Barreto Guimarães pelo seu livro “Movimento”.

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A cerimónia integrou o programa da 31.ª Feira do Livro de Braga, que decorre até ao próximo dia 17 de Julho e que tem como mecenas a dst group.

João Luís Barreto Guimarães nasceu no Porto e escreveu 11 livros de poesia, os primeiros sete reunidos em Poesia Reunida (2011), a que se seguiram Você está Aqui (2013), Mediterrâneo (2016), Nómada (2018), a antologia O Tempo Avança por Sílabas (2019) e Movimento (2020).

João Luís Barreto Guimarães já foi distinguido, entre outros, com o Prémio Criatividade Nações Unidas 1992, o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa 2017, o Prémio Livro de Poesia do Ano Bertrand 2018, o Prémio Literário Armando da Silva Carvalho 2020 e o Willow Run Poetry Book Award 2020.

A gala do Grande Prémio de Literatura dst, com um valor pecuniário de 15 mil euros, contou ainda com um concerto de Milton Nascimento e uma "after party" com o DJ Rui Vargas.

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VIANA DO CASTELO: 12ª EDIÇÃO DO PRÉMIO ESCOLAR ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA DISTINGUE TALENTO DE 13 ESTUDANTES

Foram hoje entregues os prémios aos 13 estudantes vencedores da 12ª edição do Prémio Escolar António Manuel Couto Viana, concurso que foi criado para homenagear a personalidade vianense que foi autor de literatura infantil, poeta, ensaísta, tradutor e dramaturgo.

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Numa cerimónia que aconteceu na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo e que contou com a presença do Vice-presidente e Vereador da Educação da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Manuel Vitorino, do Júri e de representantes dos diversos agrupamentos escolares e ensino privado do concelho, foram entregues os diplomas aos vencedores desta edição. Recorde-se que este prémio tem por finalidade dar a conhecer a obra literária de Couto Viana e premiar produções literárias e artísticas da população infantojuvenil da comunidade escolar vianense sob as modalidades de Conto, Ensaio, Ilustração e Poesia.

Manuel Vitorino considerou que a “alegria imensa” proporcionada pela entrega destes prémios irá marcar os jovens estudantes para o resto da vida e servirá de incentivo. “Desta sessão tiramos sinais muito positivos, sinais da criatividade, da capacidade de escrita e de redação, do entusiasmo e do olhar que já notei em alguns do gosto quase compulsivo pela escrita. Isso é um sinal muito animador para o futuro não só das crianças, mas também do próprio sistema de ensino”, declarou o vice-presidente.

“Numa altura em que diariamente os operadores que vemos no espaço mediático dizem que a escola pública e até a privada não prepara os alunos para a vida e para as empresas, num discurso catastrofista, o que aqui verificamos é exatamente o contrário. Verificamos que temos excelentes alunos, temos excelentes escolas e temos tudo isso graças a professores e professoras de excelência que são a alavanca de sucesso de tudo isto. Senti e sinto o olhar embevecido dos professores que acompanham o sucesso e os prémios dos nossos alunos. Essa é a maior garantia do sucesso da nossa ação educativa. Naturalmente que o Município, através dos Serviços Educativos da Biblioteca Municipal, dos museus, do CMIA e de outros, é uma ferramenta poderosa para ajudar o trabalho dos professores. Nesse sentido, somos todos elementos auxiliadores do sucesso dos nossos jovens, conjuntamente com os pais, mães, irmãos, avós, família em geral”, reforçou Manuel Vitorino.

De acordo com o Diretor da Biblioteca Municipal, Rui Viana, na presente edição foram apresentados à fase final do concurso 54 trabalhos dos alunos das escolas do concelho, públicas e privadas, e o júri deliberou premiar um total de 13 trabalhos, distribuídos pelas várias modalidade e anos de escolaridade.

Assim, na modalidade de CONTO (tema livre), o prémio foi atribuído aos seguintes concorrentes: Olavo Martins Gonçalves, do 1.º Ciclo do Ensino Básico, com o Conto intitulado “Aventura Negra”; Tiago de Castro Carvalho, 2.º Ciclo do Ensino  Básico, com o Conto intitulado: “A Fábrica dos Afetos”; Mercedes Figueira Botão de Noronha Rego, 3.º Ciclo do Ensino Básico, com o conto “Alma”; Mafalda Reis Sendim Rodrigues, do Ensino Secundário, com o conto “Dali espera-se tudo”.

Na modalidade de POESIA (tema livre), o prémio foi atribuído aos seguintes concorrentes: Lourenço Dantas Silva, 1.º Ciclo do Ensino Básico, com a poesia “Poema de Paz”; Maria Beatriz Gonçalves de Castro, do 2.º Ciclo do Ensino Básico, com “O Azul”; Guilherme Pinto Correia, 3.º Ciclo do Ensino Básico, com a poesia “Sentimento”; e Maria Inês Simões de Oliveira, Ensino Secundário, com “Pressa de correr”.

Na modalidade de ENSAIO, o prémio foi atribuído aos trabalhos realizados a partir da obra de António Manuel Couto Viana, de acordo com os seguintes níveis de escolaridade: Maria Filipe da Ponte Guedes, Ensino Secundário, com “Ensaio sobre «Memorial do Guerreiro» de Estádio Estacionário de A. M. Couto Viana - «Memorial do Guereiro» - Camões e Pessoa na poética de Couto Viana”.

Na modalidade de ILUSTRAÇÃO, o prémio foi atribuído aos trabalhos realizados a partir da obra de António Manuel Couto Viana, de acordo com os seguintes níveis de escolaridade: Nataliia Kuvshynova, 1.º Ciclo do Ensino Básico, com a ilustração a partir do poema “Para cada um seu modo de ver” do livro Versos de Cacaracá; Bruna Martins Lourenço, 2.º Ciclo do Ensino Básico, com uma ilustração a partir do poema "Lenda de Viana” do livro Lendas do Vale do Lima; Helena Feio Garcia, 3.º Ciclo do Ensino Básico, com ilustração a partir da "Lenda da Pieira de Lobos" do livro Lendas do Vale do Lima; e João Festa da Cruz, Ensino Secundário, com a ilustração a partir do livro Meias de seda vermelha e sapatos de verniz com fivelas de prata e outros contos.

O Prémio Escolar António Manuel Couto Viana é um concurso organizado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, através da Biblioteca Municipal, em parceria com as Bibliotecas Escolares dos estabelecimentos de ensino público e privado do concelho, que prevê duas fases distintas, uma que decorre nas escolas, com a seleção do melhor trabalho, e outra, a concorrer à fase final, na Biblioteca Municipal, onde são apurados, de acordo com o Regulamento, os melhores trabalhos por um júri idóneo.

Com esta iniciativa, que conta com o apoio da Editora OPERA OMNIA, a Câmara Municipal através da sua Biblioteca, procura responder ao apelo do Manifesto da IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas 1994 que defende a biblioteca pública como “porta de acesso local ao conhecimento - fornece as condições básicas para a aprendizagem ao longo da vida, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural do indivíduo e dos grupos sociais”.

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MUNICÍPIO DA PÓVOA DE LANHOSO ENTREGA PRÉMIOS DE MÉRITO ANTÓNIO LOPES

Está marcada para o próximo dia 29 de junho a cerimónia de entrega dos Prémios de Mérito Escolar António Lopes. São 24 as crianças abrangidas.

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O momento decorre no Theatro Club, com início às 20h30, e destina-se às crianças e suas famílias bem como aos/às professores/as.

Através desta iniciativa, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso reconhece publicamente o trabalho efetuado e o empenho demonstrado no decorrer do ano letivo que agora termina (2021/2022) e que, para estas crianças, representa a conclusão do 1º ciclo de ensino básico.

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso instituiu, em 2006, o Prémio de Mérito Escolar António Lopes, o qual também representa uma homenagem ao grande benemérito Povoense, António Lopes, que, no âmbito das suas imensas realizações, deixou como legado uma das principais escolas do concelho.

Este Prémio Escolar é dirigido aos alunos e às alunas do 1º ciclo ensino básico do concelho da Póvoa de Lanhoso, contemplando todas as turmas do 4º ano e é atribuído anualmente aos alunos ou às alunas que cumpram um conjunto de requisitos associados ao seu desempenho escolar. Esta iniciativa representa mais um contributo da autarquia para o complexo processo de aprendizagem, na expectativa de combater o insucesso e o abandono escolar precoce.

NÚCLEO DE ARTES E LETRAS DE FAFE VOLTA A INSTITUIR PRÉMIO DE POESIA SOLEDADE SUMMAVIELLE

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe relançou o Prémio de Poesia Soledade Summavielle, na sua quinta edição, para premiar obras inéditas, com o propósito de estimular a criação literária, bem como o aparecimento de novos autores.

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São admitidos a concurso trabalhos inéditos de autores que se expressem em língua portuguesa, com idade superior a 18 anos, inclusive e com um mínimo de trinta poemas.

O Prémio pressupõe a atribuição do montante de 500€ e a edição da obra com a chancela da Editora Labirinto, parceira da iniciativa. Excepcionalmente, o Júri pode atribuir Menções Honrosas.

Os trabalhos a concurso deverão ser enviados, até 31 de Outubro de 2022, por correio, registado e com aviso de recepção, em envelope fechado com a indicação exterior “PRÉMIO DE POESIA SOLEDADE SUMMAVIELLE”, para o Apartado 304 – 4820-909 Fafe.

Para efeito de atribuição do Prémio, será constituído um Júri composto por um representante do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, um representante da Editora Labirinto e uma personalidade de reconhecida competência nesta área. O representante do Núcleo de Artes e Letras presidirá ao Júri.

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe dará conhecimento público do autor premiado no dia 7 de Dezembro de 2022, data de nascimento de Soledade Summavielle. Os resultados serão divulgados nos órgãos de Comunicação Social e disponibilizados nas redes sociais das entidades promotora e parceira do prémio.

O regulamento completo do Prémio pode ser solicitado através do endereço: nalf@sapo.pt

BRAGA COMEMORA CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DA ESCRITORA MARIA ONDINA BRAGA

No âmbito do programa de comemorações do centenário de Maria Ondina Braga terão lugar no próximo dia 21 de Junho, pelas 21h00, na Galeria do Paço, em Braga, a inauguração da exposição documental “Eu Vim Para Ver Terra: Maria Ondina Braga, um olhar nómada” e a apresentação do I Volume das Obras Completas de Maria Ondina Braga, editado pela Imprensa Nacional, a chancela editorial da Imprensa Nacional - Casa da Moeda.

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As sessões contarão com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, do Reitor da Universidade do Minho, do presidente do Conselho de Administração da dst Group e do director de Edições e Cultura da Imprensa Nacional — Casa da Moeda, além da representação da família da escritora.

“Eu Vim Para Ver a Terra: Maria Ondina Braga, um olhar nómada”, procura mapear e dar a conhecer ao visitante o percurso singular da escritora, desde Braga, cidade natal e geografia de afetos, aos caminhos percorridos pelos quatro continentes, quer como emigrante, quer como viajante, quer como turista.

Objetos, cadernos de notas, diários de bordo, fotografias, cartas, memórias, existentes no Espaço Maria Ondina Braga (Museu Nogueira da Silva) ou cedidos pela família, convidam a viajar pelos lugares, reais ou imaginários. Textos, manuscritos e datiloscritos, traduções, abrem a porta da oficina de escrita, descobrindo ao visitante o retrato da escritora ao espelho ou sob o olhar de outros escritores.

VIANA DO CASTELO: VENCEDORES DA 12ª EDIÇÃO DO PRÉMIO ESCOLAR ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA EM DIA DE HOMENAGEM AO ESCRITOR

No dia em que se assinala o aniversário do falecimento do escritor António Manuel Couto Viana, a Câmara Municipal de Viana do Castelo divulga os vencedores da 12ª edição do Prémio Escolar que foi criado para homenagear a personalidade vianense que foi autor de literatura infantil, poeta, ensaísta, tradutor e dramaturgo.

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O dia 8 de junho, data em que faleceu António Manuel Couto Viana, é o momento escolhido para a comunidade educativa vianense conhecer os vencedores da 12ª edição do Prémio Escolar, numa homenagem à vida e à obra do escritor vianense. Esta homenagem é traduzida num prémio que tem por finalidade dar a conhecer a obra literária do autor e premiar produções literárias e artísticas da população infantojuvenil da comunidade escolar vianense, sob as modalidades de Conto, Ensaio, Ilustração e Poesia.

Na presente edição, foram apresentados à fase final do concurso 54 trabalhos dos alunos das escolas do concelho, públicas e privadas, e o júri deliberou premiar um total de 13 trabalhos, distribuídos pelas várias modalidade e anos de escolaridade.

Na modalidade de CONTO (tema livre), o prémio foi atribuído aos seguintes concorrentes: Olavo Martins Gonçalves, do 1.º Ciclo do Ensino Básico, com o Conto intitulado “Aventura Negra”; Tiago de Castro Carvalho, 2.º Ciclo do Ensino Básico, com o Conto intitulado: “A Fábrica dos Afetos”; Mercedes Figueira Botão de Noronha Rego, 3.º Ciclo do Ensino Básico, com o conto “Alma”; Mafalda Reis Sendim Rodrigues, do Ensino Secundário, com o conto “Dali espera-se tudo”.

Na modalidade de POESIA (tema livre), o prémio foi atribuído aos seguintes concorrentes: Lourenço Dantas Silva, 1.º Ciclo do Ensino Básico, com a poesia “Poema de Paz”; Maria Beatriz Gonçalves de Castro, do 2.º Ciclo do Ensino Básico, com “O Azul”; Guilherme Pinto Correia, 3.º Ciclo do Ensino Básico, com a poesia “Sentimento”; e Maria Inês Simões de Oliveira, Ensino Secundário, com “Pressa de correr”.

Na modalidade de ENSAIO, o prémio foi atribuído aos trabalhos realizados a partir da obra de António Manuel Couto Viana, de acordo com os seguintes níveis de escolaridade: Maria Filipe da Ponte Guedes, Ensino Secundário, com “Ensaio sobre «Memorial do Guerreiro» de Estádio Estacionário de A. M. Couto Viana - «Memorial do Guereiro» - Camões e Pessoa na poética de Couto Viana”.

Na modalidade de ILUSTRAÇÃO, o prémio foi atribuído aos trabalhos realizados a partir da obra de António Manuel Couto Viana, de acordo com os seguintes níveis de escolaridade: Nataliia Kuvshynova, 1.º Ciclo do Ensino Básico, com a ilustração a partir do poema “Para cada um seu modo de ver” do livro Versos de Cacaracá; Bruna Martins Lourenço, 2.º Ciclo do Ensino Básico, com uma ilustração a partir do poema "Lenda de Viana” do livro Lendas do Vale do Lima; Helena Feio Garcia, 3.º Ciclo do Ensino Básico, com ilustração a partir da "Lenda da Pieira de Lobos" do livro Lendas do Vale do Lima; e João Festa da Cruz, Ensino Secundário, com a ilustração a partir do livro Meias de seda vermelha e sapatos de verniz com fivelas de prata e outros contos.

O Prémio Escolar António Manuel Couto Viana é um concurso organizado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, através da Biblioteca Municipal, em parceria com as Bibliotecas Escolares dos estabelecimentos de ensino público e privado do concelho, que prevê duas fases distintas, uma que decorre nas escolas, com a seleção do melhor trabalho, e outra, a concorrer à fase final, na Biblioteca Municipal, onde são apurados, de acordo com o Regulamento, os melhores trabalhos por um júri idóneo.

Com esta iniciativa, que conta com o apoio da Editora OPERA OMNIA, a Câmara Municipal através da sua Biblioteca, procura responder ao apelo do Manifesto da IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas 1994 que defende a biblioteca pública como “porta de acesso local ao conhecimento - fornece as condições básicas para a aprendizagem ao longo da vida, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural do indivíduo e dos grupos sociais.”

BRAGA: OBRA DE JOSÉ SARAMAGO DEIXA APELO À MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Debate em torno do livro Ensaio sobre a Lucidez

No âmbito das Comemorações do Centenário de José Saramago que o PCP está a promover sob o lema "Escritor Universal, intelectual de Abril, militante comunista", a DORB realizou um debate em torno do livro O Ensaio sobre a Lucidez.

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Pretendeu-se uma evocação sobre a vida e obra de José Saramago, plena de actualidade, e uma reflexão sobre temáticas tratadas nesta obra, como os riscos existentes para a democracia, as condicionantes das eleições, a valia imensa do direito ao voto conquistado ao longo de uma história de impedimentos e proibições para as classes trabalhadoras e várias camadas sociais.

Participaram José Manuel Mendes, Escritor e Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, e António Filipe, Jurista e Professor Universitário, membro do Comité Central do PCP. A moderação coube a Rosa Guimarães, Professora e membro da Comissão Concelhia de Guimarães do PCP.

Na Biblioteca Municipal de Guimarães, perante uma plateia que tornou a sala pequena, José Manuel Mendes recordou várias das obras de José Saramago e o seu percurso como escritor. Na sequência do Ensaio sobre a Cegueira, segundo José Manuel Mendes, o Ensaio sobre a Lucidez é uma obra que convida à reflexão sobre as sociedades e a superação dos problemas. Sem adiantar soluções, esta obra realça o poder negativo da cegueira extrema e o maniqueísmo que o poder dirigente por vezes assume. "Este é um livro que apela a que cada um saía da sonolência!" afirmou.

António Filipe, a partir dos diálogos das personagens do romance, ilustrou até onde um poder que se sinta ameaçado pode ir, mesmo que não saiba exactamente o porquê. Para o dirigente comunista, a História está repleta de exemplos de manipulação de bodes expiatórios. "No livro, as autoridades determinam à polícia que descure quem está na base das movimentações e que, se não encontrarem, que inventem" afirmou António Filipe. 

O voto em branco não é apresentado no livro como solução mas como expressão do descontentamento da larga maioria da população ficcionada no livro. Para António Filipe "temos que transportar o livro para a realidade, saltar do romance para a vida. Têm que ser as pessoas a tomar o destino das suas vidas. A transformação social faz-se com a participação activa das pessoas, com o seu voto, mas não só. Com a participação social, associativa, sindical e política."  concluiu.

Na sessão foi destacado o compromisso com a luta pela justiça social e a profunda ligação ao povo que José Saramago manteve ao longo de toda a sua vida.

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AMARES REVISITOU POETA SÁ DE MIRANDA

Colóquio Internacional “Sá de Miranda e a História Literária'' revisitou um “poeta inesgotável”

O colóquio internacional “Sá de Miranda e a História Literária”, promovido recentemente online pelo Centro de Estudos Mirandinos (CEM), na senda do primeiro ("Repensar Sá de Miranda e o Renascimento"), reuniu perto de meia centena de pessoas e foi a ocasião para reavaliar a fortuna crítica de Sá de Miranda ao longo da nossa história literária.

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A Vice-Presidente e Vereadora da Cultura do Município de Amares, Cidália Abreu, sublinha o modo a obra e a figura de Sá de Miranda continua “a marcar e a despertar a atenção de sucessivas gerações de autores e investigadores”, reconhecendo a este propósito a importância deste género de iniciativas para perpetuar a obra e vida do poeta. Cidália Abreu manifestou, ainda, a sua satisfação pela adesão ao colóquio que contou com a participação de investigadores portugueses e estrangeiros.

A sua realização faz parte de uma estratégia do CEM para, de maneira coerente e contínua, promover investigação científica de alto nível sobre a obra mirandina e, mais latamente, sobre o século XVI.

“Vamos continuar no CEM, tirando o máximo partido do mundo tecnológico, a realizar conferências avulsas em plataformas digitais (as que temos realizado têm conseguido uma assinalável presença de pessoas dos quatro cantos do mundo); e vamos, se possível a curto prazo, tratar de editar as atas deste último colóquio e do do ano passado. E talvez em 2024 consigamos realizar um colóquio internacional e presencial, não apenas sobre Sá de Miranda, mas sobre o século XVI numa perspetiva ibérica”, refere o Diretor do Centro de Estudos Mirandinos, Sérgio Guimarães de Sousa.

O CEM assume-se, neste sentido, como uma ponte entre os investigadores da obra de Sá de Miranda e a sociedade civil para o estudo, partilha e descoberta de um autor “inesgotável”, como aconteceu a título de exemplo com a ‘Poesia de Sá de Miranda’, uma edição monumental da obra do poeta nas suas múltiplas variantes, coordenada por de José Camões e Filipa Freitas, apresentada no colóquio da passada sexta-feira.

Está prevista a publicação de um volume com as comunicações do evento.

PAREDES DE COURA REEDITA O ROMANCE “A CASA GRANDE DE ROMARIGÃES” COM APRESENTAÇÃO EM ROMARIGÃES

Paredes de Coura território literário: A Casa Grande de Romarigães - Aquilino Ribeiro. reedição vai ser apresentada esta 6ª feira, 27 maio | 18h00 | ROMARIGÃES

A Casa Grande de Romarigães, de Aquilino Ribeiro, unanimemente reconhecido como um dos livros mais marcantes da literatura portuguesa do século XX e um dos romances históricos mais notáveis da literatura europeia, vai dar à estampa uma nova edição prefaciada por Mário Cláudio e ilustrações de João Abel Manta esta sexta-feira, dia 27 de maio, pelas 18h00, precisamente na Quinta do Amparo, localizada na freguesia de Romarigães, em Paredes de Coura.

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A apresentação da obra estará a cargo de Mário Cláudio e da professora de Literatura Portuguesa Contemporânea Serafina Martins – paralelamente também serão lançadas as edições galega e castelhana, publicadas pela Kalandraka Editora --, numa iniciativa que também promoverá um novo espaço expositivo dedicado à vida e obra de Aquilino Ribeiro que está a nascer dos trabalhos de restauração da Quinta do Amparo, na sequência do protocolo assinado em 2019 com os herdeiros daquele imóvel situado na freguesia de Romarigães.

“Neste momento está a decorrer o projeto da reabilitação física e funcional da Quinta do Amparo mais conhecida como Casa Grande de Romarigães, fruto da obra literária de Aquilino Ribeiro que tornou este local num dos ícones culturais do Norte de Portugal”, recordou Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, explicando que “entenderam a família proprietária e a Câmara Municipal, ser oportuna a celebração de um acordo de comodato que permite o desenvolvimento de um projeto capaz de preencher várias necessidade que procurarão aprofundar a relação emocional e pessoal do escritor com Paredes de Coura bem como valorizar um Imóvel de Interesse Público devolvendo-lhe a dignidade justa e apostar num projeto de desenvolvimento literário e turístico de Paredes de Coura”.

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Aquilino, Mário Cláudio, Valter Hugo Mãe

O autarca courense sustenta que “através da literatura e das memórias do lugar será possível fomentar o turismo cultural do concelho com uma oferta inovadora e capaz de contribuir para o aumento de visitantes e a atenuação da sazonalidade turística”. Vitor Paulo Pereira não tem dúvidas que “a obra e a bela Casa Grande de Romarigães, bem como o Centro Mário Cláudio fazem parte da estratégia de promovermos Paredes de Coura como território literário”.

Recorde-se que ainda recentemente, o escritor Valter Hugo Mãe também escolheu Paredes de Coura para passar um longo período e criar a sua mais recente obra, ‘As doenças do Brasil’. Já quanto à Casa Grande de Romarigães/Quinta do Amparo – onde viveu Aquilino Ribeiro, fruto do seu casamento com a filha de Bernardino Machado --, está em fase de finalização dos profundos trabalhos de restauro tendo em vista a sua dinamização enquanto polo cultural de Paredes de Coura e deverá estar concluída no mês de setembro.

A reedição da Casa Grande de Romarigães, através de uma parceria com a Bertrand, insere-se na “consolidação da estratégia” promovida pelo Município para dar corpo à ideia de Paredes de Coura como território literário. Num outro âmbito, “a boa relação e o entendimento que estabelecemos com a editora Kalandraka”, como sugere Vitor Paulo Pereira, permitiram também a tradução para galego e castelhano desta obra que agora chegará também aos leitores de Espanha.

A Casa Grande de Romarigães

A narrativa da Casa Grande de Romarigães constrói-se a partir de manuscritos encontrados no restauro da casa que foi solar dos Meneses e Montenegros e conta-nos a história das sucessivas gerações que, para o bem e para o mal, a habitaram. Uma trama ficcional que começa no tempo dos Filipes, mas que se estende por inúmeros momentos marcantes da nossa História, nomeadamente a Guerra da Independência, as Invasões Francesas e a Guerra dos Dois Irmãos.

Aquilino Ribeiro nasceu na Beira Alta, concelho de Sernancelhe, no ano de 1885, e morreu em Lisboa em 1963.

Deixou uma vasta obra, na qual cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, no dizer de Óscar Lopes, o primado das Letras portuguesas do século XX. Foi sócio de número da Academia das Ciências e, após o 25 de Abril, reintegrado, a título póstumo, na Biblioteca Nacional, condecorado com a Ordem da Liberdade e homenageado, aquando do seu centenário, pelo Ministério da Cultura.

Em setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.

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QUEM FOI O LIMIANO LUÍS DANTAS?

  • Crónica de José Sousa Vieira

LUÍS AUGUSTO DE SOUSA PEREIRA DANTAS (1946-2011)

(Luís de Sousa Dantas, Hugo Ritson, Só, L.S.D., Luís Dantas)

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Nasceu, paredes-meias com o Rio Lima, a 03 de Agosto de 1946, em Ponte de Lima, na Rua do Arrabalde, então Rua Vasco da Gama, e, embalado pelo murmurar das águas estivais de encontro às pedras da ponte medieval, foi-se sedimentando, partícula a partícula, de generosidade e expressividade, desaguando, para além das borrascas, num ser fraterno.

Assim formado, encontrou na escrita, e que bem ele conviveu com as palavras, o prolongamento de uma existência de partilha consciente e permanente, sem querer saber que, por ela, iria cá ficar quando partisse.

O primeiro texto publicado, que conheço, do Luís de Sousa Dantas, está no jornal Cardeal Saraiva, de Ponte de Lima, numa prosa carregada de literatura e de inconformismo, Cenas da Aldeia, que remonta a Maio de 1965.

Depois veio a poesia e a recriação, o espertado e o sonho, a clareza interior e o driblar as meias tintas do quotidiano dessa época. E a atenção constante à condição humana, ao fluir e às transformações sociais. E foram muitos os textos e os estilos, pedindo, para equilíbrio, outras assinaturas: o cronista e poeta Hugo Ritson, o poeta Só, o publicista L.S.D., e, outra vez, o Luís de Sousa Dantas, em muitos géneros, tal como o Luís Dantas que grafou na maioria dos seus trabalhos e o acompanhou com assiduidade.

A sua obra de mais fino recorte literário servindo a existência de seres reais, uma obra-prima, As Figuras Populares de Ponte de Lima, começou a ser revelada em 1966, também nas páginas do Cardeal Saraiva, em escrito tendo como protagonista o Pinta Ratos e, sugestivamente, dedicado ao Padre Manuel Dias que em muito contribuiu para o Luís Dantas de quem nos orgulhamos.

Na edição começou em Abril de 1970, com Pedras Verdes, a que se seguiu, em Janeiro de 1974, Bolero Bar, com republicações em 2.000 e 2006, ambas obras poéticas. Regressou, com novos géneros, em 1993, Ponte de Lima na Revolução de 1383 (2.ª edição em 2006); 1999, A Água nas Primeiras Civilizações, O Vinho nas Primeiras Civilizações, Viagens e Descobertas; 2001, A Revolta da Maria da Fonte, Bocage no seu tempo; 2002, Os Garranos da Península Ibérica (aumentado, tem nova edição em 2010); 2006, O Cinema Olympia em Ponte de Lima, A Vaca das Cordas em Ponte de Lima; 2008, A Arte e a Guerra 1914-1918, Os Limianos na Grande Guerra; 2009, António Feijó, A Boémia Estudantil e Os Primeiros Versos, O Circo em Ponte de Lima, Figuras Populares de Ponte de Lima, A Geração Coimbrã de 62; 2010, Retratos Galegos, Geração Beat; 2011, Gomes Leal, O Anjo Rebelde, João Penha, Vida e Obra.

Participou, também, entre 1996 e 2011, em seis obras colectivas e assinou, de 1975 a 2011, 18 prefácios. Revelados, mas sem impressão clássica, ficaram 4 trabalhos: Deputados do Alto Minho na Primeira República; Alberto de Madureira Um poeta esquecido; Mário Domingues; A. Gonçalves Dias, O Poeta do Maranhão.

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FAMALICÃO: CRISTINA ROBALO-CORDEIRO VENCE GRANDE PRÉMIO DE ENSAIO COM “OBRA VERDADEIRAMENTE NOTÁVEL”

Ensaísta recebeu Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho na passada sexta-feira

“O ensaio é um género literário poucas vezes reconhecido no nosso país e o Grande Prémio de Ensaio veio transformar a leitura crítica numa leitura reconhecida por todos”. Foi com estas palavras que a professora universitária Cristina Robalo-Cordeiro recebeu na passada sexta-feira, dia 13 de maio, o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho atribuído pela Câmara Municipal de Famalicão e a Associação Portuguesa de Escritores (APE).

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A ensaísta, tradutora e escritora venceu mais uma edição do prémio literário com a obra “O véu de Maia – Relendo Almeida Faria”. “Trabalho sobre este autor (Almeida Faria) há 40 anos, tenho acompanhado a sua obra sempre com um olhar crítico diferente e terminar a minha carreira com este livro e com este prémio faz com que as coisas façam sentido”, disse.

A cerimónia decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal, com a presença do vereador da Educação e Ciência, Augusto Lima, que acredita que "premiar o estudo e a dedicação ao conhecimento é a melhor forma de homenagearmos Eduardo Prado Coelho e de replicarmos o seu exemplo".

“Eduardo Prado Coelho era um amante do conhecimento, do saber e da cultura. É isso que nós queremos fazer em Vila Nova de Famalicão: uma cidade amiga do conhecimento, do saber e da cultura”, acrescentou.

Sobre o título vencedor deste ano, o presidente da APE fala numa "obra verdadeiramente notável", referindo-se a Cristina Robalo-Cordeiro como "uma autora de primeira grandeza". José Manuel Mendes enalteceu ainda a parceria estabelecida entre a APE e a autarquia famalicense: “Uma das mais longínquas da APE”.

Cristina Robalo-Cordeiro, de 68 anos, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, de que foi vice-reitora de 2003 a 2011, é uma ensaísta, tradutora e escritora, que consagrou a sua investigação prioritariamente às culturas e às literaturas francesa e francófonas, tendo igualmente publicado monografias e artigos científicos em literatura comparada e em literatura portuguesa.

É autora de 17 livros, entre ensaios, novelas, romances e traduções, e de cerca de 200 artigos científicos.

Coordenadora do Plano Nacional de Leitura para a Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Cristina Robalo-Cordeiro já tinha sido distinguida com o Prémio Richelieu Senghor de la Francophonie, em 2008, e condecorado com a Legião de Honra (Cavaleiro), em 2014, e com a Ordem do Infante (Comendador), em 2015.

Recorde-se que o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho é atribuído pela APE em conjunto com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e tem um valor monetário de 7.500 euros.

O júri desta edição foi composto por António Apolinário Lourenço, Carlos Nogueira, que também marcará presença na cerimónia de amanhã, e Helena Carvalhão Buescu.

Desde 2010, o prémio já distinguiu Victor Aguiar e Silva, Manuel Gusmão, João Barrento, Rosa Maria Martelo, José Gil, Manuel Frias Martins, José Carlos Seabra Pereira, Isabel Cristina Rodrigues, Helder Macedo, Joana Matos Frias e Helena Carvalhão Buescu.

CANDIDATURAS AO PRÉMIO NORTEAR ABERTAS AOS JOVENS DA GALIZA E NORTE DE PORTUGAL

Até 30 de junho os jovens escritores da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal podem apresentar os seus relatos curtos à  8ª edição do Prémio Nortear.

-É uma iniciativa conjunta do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal, da Consellería de Cultura, Educación e Universidade da Xunta de Galicia e da Direção Regionalde Cultura do Norte.

-Tem uma dotação financeira de 3.000 €. A obra vencedora publicar-se-á em português e galego.

-O último vencedor foi Pedro Rodríguez Villar com “O amor das Pedras”.

A 8ª Edição do Prémio Literário Nortear está aberta até próximo dia 30 de junho, para receber candidaturas procedentes da Galiza e do norte de Portugal.

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Os jovens da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal , entre os 16 e os 36 anos, que tenham escrito uma obra original em português ou em galego, de cinco mil a oito mil palavras, estão ainda a tempo de concorrer ao Prémio Nortear de relato curto, que tem uma dotação financeira de 3.000 euros,(tirar) e, ainda, a publicação da obra em português e galego.

O prémio distingue anualmente obras literárias originais, para estimular o lançamento de novos escritores, incentivar a criatividade literária entre os jovens residentes na Eurorregião Galicia - Norte de Portugal e promover a distribuição de obras literárias além fronteiras. Podem candidatar-se todas as pessoas com plena capacidade jurídica, nascidas e/ou residentes na Região Norte de Portugal ou na Galiza, entre os 16 e os 36 anos, com obras originais e inéditas, escritas em língua portuguesa, segundo o novo acordo ortográfico, e em língua galega, segundo a normativa ortográfica vigente publicada pela Real Academia Galega, sobre o género do relato curto, e terá uma dotação financeira de três mil euros (3000 €) para o vencedor e a publicação da obra.

A apresentação das candidaturas deverá ser feita online, na página web da Plataforma Nortear: https://nortear.gnpaect.eu/

Nortear é  uma iniciativa conjunta do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal, a Consellería de Cultura, Educación e Universidade da Xunta de Galicia e a Direção Regional de Cultura do Norte que colaboram de forma continuada, promovendo diferentes atividades com o objetivo do conhecimento mútuo da cultura, a literatura e a criação artística em geral, em ambos os territórios.

Os sete vencedores nas anteriores edições foram: Lara Dopazo, Rui Cerqueira Coelho, Cecília Santomé, Sara Brandão, Sabela Varela, Célia Fraga e Pedro Rodríguez Villar.

O projeto Nortear é um pólo cultural de referência na Europa no âmbito da Cooperação transfronteiriça. É cofinanciado pelo Programa Interreg V A España – Portugal (POCTEP) – Projeto 0457_EGNP_AECT_1_E”