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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DA BARCA: NO CENTENÁRIO DE JOSÉ SARAMAGO “A MAIOR FLOR DO MUNDO” EM EXPOSIÇÃO NOS PAÇOS DO CONCELHO

O átrio dos Paços do Concelho encheu-se, na manhã desta quarta-feira, de gerações dos 8 aos 80 anos, naquela que foi a inauguração da exposição “A Maior Flor do Mundo”, inspirada na obra com o mesmo nome, de José Saramago, escritor português, Nobel da Literatura, no âmbito das comemorações dos 100 anos do seu nascimento.

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Utentes das IPSS locais, alunos do Agrupamento de Escolas e EPRALIMA, executivo municipal, diretores, colaboradores e representantes das várias instituições presentes que colaboraram na realização deste projeto - Agrupamento de Escolas, Epralima, à APPACDM, Santa Casa da Misericórdia, Casa da Cerca, Centros de Dia de Lavradas, de Entre Ambos-os-Rios, Cuide de Vila Verde e Britelo, e Jardim de Infância José Carneiro Bouças, juntaram-se, então, para inaugurar os vários trabalhos que estão agora expostos ao público que os queira visitar.

Para gáudio dos muitos presentes, além da leitura de excertos de obras de José Saramago por alunos do 11º ano do Agrupamento de Escolas, e da leitura da obra infantil de Saramago que deu o mote a esta mostra de belíssimos trabalhos pela aluna do 6º ano, Matilde Pimenta, os alunos do 5º ano e respetivas professoras de educação musical brindaram e emocionaram os presentes com uma música que elaboraram de homenagem à obra do escritor português.

A autarquia cunhou ainda José Saramago na Casa da Cultura de Ponte da Barca com a celebre citação do autor “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”, porque é através dessa combinação que se torna possível realizar sonhos, ser feliz e evoluir, através do encontro do equilíbrio.

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BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ESPOSENDE APRESENTA “SARAMAGO EM FADO” NO DIA DO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO ESCRITOR

Na próxima quarta-feira, 16 de novembro, dia que assinala o centenário de nascimento de José Saramago, o Município de Esposende promove o espetáculo “Saramago em Fado”, por Adriana Moreira, às 18h00, na Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, com entrada livre.

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Neste espetáculo serão tocados e cantados fados tradicionais com poesia do escritor e apresentadas melodias e letras originais da fadista inspiradas no acervo literário de Saramago, na modalidade fado-canção, e poemas musicados do escritor. A acompanhar Adriana Moreira estarão dois músicos de renome no panorama fadista, nomeadamente João Ferreira Martins (guitarra portuguesa) e Pedro Fernandes Martins (guitarra clássica), assim como com a contrabaixista Mariana Rodrigues.

Adriana Moreira, natural de Braga, encontra o fado aos dezasseis anos, na melancolia da escrita em prosa e na melodia da escrita em poesia. Começa por cantar em casas típicas e participa em inúmeros eventos, ganhando corpo na sua forma de estar e sentir o fado. Em 2014, venceu a edição do BRAGAFADO.

Esta atividade insere-se nas comemorações do centenário de nascimento de José Saramago e marca o início da itinerância deste espetáculo pelas bibliotecas da região, após ter vencido o prémio ACTUM - Convocatória Aberta de Projetos Artísticos de Braga, na área da Música e das Artes Performativas, do Município de Braga.

No ano em que se assinala o centenário de José Saramago, o Município traz de novo à memória o escritor e a sua obra, depois de ter dedicado a edição de 2022 da Semana da Leitura ao autor, numa estratégia alinhada com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

BARCELOS ASSINALA CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE JOSÉ SARAMAGO

ESCRITOR ESCREVEU SOBRE BARCELOS NA SUA “VIAGEM A PORTUGAL”

Saramago 100 Tempo (em Barcelos) é o título de uma instalação de rua que pretende assinalar o centenário do nascimento do escritor José Saramago, evocando a sua passagem por Barcelos em 1979 e 1980, durante a qual fez apontamentos sobre a cidade e algumas localidades, entre elas as freguesias de Abade de Neiva, Balugães, Vila Seca, Gilmonde, que depois publicou na obra “Viagem a Portugal”. Esta é uma das muitas atividades com que o Município de Barcelos assinala o centenário do nascimento do escritor, e nobel da literatura, José Saramago, que vão decorrer de 14 a 19 de novembro, em diversos locais da cidade, incluindo a Biblioteca Municipal, as escolas do concelho e o centro histórico da Cidade.

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Leituras centenárias, recitais, espetáculo de poesia e música e projeção do filme “José e Pilar” fazem parte da programação preparada para assinalar a data. Assim, no dia 14, às 10h30, pode assistir à projeção do filme “José e Pilar”, uma colaboração Cineclube Zoom, na Biblioteca Municipal; no dia 16, decorre nas Bibliotecas Escolares do Ensino Secundário a iniciativa “Leituras Centenárias” e, nas Bibliotecas Escolares, do 1.º -2.º e 3.º ciclo, a “Leitura da Lenda do Galo de Barcelos nas palavras de José Saramago”.

Destaque para o dia 18 de novembro, às 10h30, para um roteiro cultural dedicado a José Saramago, com a visita a alguns locais, no centro da cidade de Barcelos, referenciados na obra “Viagem a Portugal”. Ainda no dia 18, à noite, a Biblioteca Municipal recebe o espetáculo de leitura e música pelos alunos das escolas secundárias Alcaides de Faria, Barcelos, Barcelinhos, Vale D’Este, Vale do Tamel e Vila Cova.

No dia 19, às 21h30, é a vez da Associação D’Improviso apresentar o “Expresso das Letras 2022”, espetáculo de poesia e música dedicado a José Saramago, e Agustina Bessa Luís.

Recorde-se que o Município de Barcelos, já iniciou as comemorações do centenário do nascimento nobel da literatura, no mês passado, com a inauguração da exposição “Palavras e Silêncio em José Saramago”, de Ana Carvalho, que está patente até 30 de novembro, na Biblioteca Municipal.

As comemorações do centenário de Saramago têm como objetivos a celebração e divulgação e a aproximação dos leitores à obra literária de José Saramago.

José Saramago

Nascido a 16 de novembro de 1922, José Saramago foi Prémio Nobel da Literatura em 1998 e galardoado com o Prémio Camões em 1995, um dos maiores prémios de língua portuguesa. Autor de mais de 40 títulos, o escritor faleceu a 18 de junho de 2010, deixando uma vasta herança literária e um legado que enriquece a cultura portuguesa.

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VIANA DO CASTELO: CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS HOMENAGEIA JOSÉ SARAMAGO

José Saramago, o homem e o escritor. Homenagem pelo Clube de Leitura da Academia Sénior do Centro de Estudos Regionais

No próximo dia 10 de novembro (quinta-feira), na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, pelas 17.00 horas, realiza-se a iniciativa “José Saramago, o Homem e o Escritor”, uma organização do Clube de Leitura da Academia Sénior do Centro de Estudos Regionais.

A sessão literária resulta da leitura e análise da obra do Prémio Nobel da Literatura desenvolvida pelos membros do referido Clube de Leitura, que se associa, através desta homenagem, ao programa do Centenário de Saramago (1922-2022), com o apoio da Fundação José Saramago.

Recorde-se que no próximo dia 16 de novembro assinala-se o centenário do nascimento de José Saramago (Azinhaga do Ribatejo, Santarém). A sua obra literária foi reconhecida, em 1995, com o Prémio Camões e, em 1998, com o Prémio Nobel da Literatura. Autor de dezenas de títulos, onde se podem destacar “Levantado do Chão”, “Memorial do Convento”, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, “Ensaio sobre a Cegueira”, “Todos os Nomes” e “A Viagem do Elefante”, José Saramago está traduzido em mais de trinta línguas, constituindo uma referência literária nacional e universal.

A entrada no encontro é livre.

A direção do Centro de Estudos Regionais

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ESPOSENDE: CANDIDATURAS AO PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA 2023 DECORREM EM JANEIRO

Em 2023, o Prémio Literário Manuel de Boaventura, instituído pelo Município de Esposende com o intuito de homenagear e divulgar este escritor e homem de cultura esposendense, apresenta-se com alterações ao regulamento, documento recentemente aprovado pela Câmara e pela Assembleia Municipal de Esposende e posteriormente publicado em Diário da República.

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Assim, a quarta edição do Prémio Literário admitirá a concurso obras editadas em livro, em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante os anos de 2021 e 2022, sendo que o prazo de candidatura decorrerá entre 1 e 31 de janeiro de 2023.

Mantém-se a periodicidade bienal e o valor pecuniário de 7 500 euros, abrangendo a modalidade da criação narrativa de Romance ou de Conto, da autoria de escritores de língua portuguesa, maiores de 18 anos.

Ainda de acordo com o regulamento, a avaliação das obras a concurso caberá a um júri constituído por dois críticos literários de reconhecido mérito académico e por um representante da Câmara Municipal de Esposende.

Os concorrentes deverão enviar as obras literárias enviadas via CTT, com registo e aviso de receção, para o endereço: Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, Rua Dr. José M. Oliveira, 4740-265 Esposende. Para mais informações deverá ser consultado o regulamento disponível online, no site do Município: https://www.municipio.esposende.pt/admin/editor/pages/980/editor.

Na primeira edição, em 2017, o Prémio foi atribuído à escritora Ana Margarida de Carvalho pela obra “Não se pode morar nos olhos de um gato”, em 2019, foi a Filipa Martins, pelo livro “Na Memória dos Rouxinóis” e, em 2021, ao escritor moçambicano Mia Couto, com o romance “O Mapeador de Ausências”, obras que integram o espólio bibliográfico da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura.

Natural de Vila Chã, onde nasceu em 1885, Manuel Joaquim de Boaventura fixou residência, em 1906, na freguesia de Palmeira de Faro, onde escreveu toda a sua obra literária, composta por dezenas de títulos e uma notável colaboração jornalística nas principais revistas e jornais nacionais. A sua paixão pela cultura local, pelos hábitos e costumes do Minho, pelo linguarejar típico, levaram-no a coligir e publicar, entre outras, uma extraordinária obra, Vocabulário Minhoto. Nos seus romances e contos, reconhece-se a escrita da terra, os vocábulos lugareiros, as romarias e festas, o mundo maravilhoso de lendas, bruxas, gnomos, lobisomens, fadas e diabos, a narrativa humorística e emotiva dos costumes e paisagens de Entre Douro e Minho, especialmente o seu “terrunho” natal. Manuel de Boaventura faleceu a 25 de abril de 1973, em Esposende.

ESCRITORA PORTUGUESA É DESTAQUE EM FESTIVAL LITERÁRIO NO BRASIL QUE PRESTA HOMENAGEM A CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

  • Crónica de Ígor Lopes

Entre os dias 31 de outubro e 6 de novembro, acontece, no formato presencial e digital, a segunda edição do Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira), município localizado no interior do estado brasileiro de Minas Gerais. Este evento, que conta com uma programação extensa com debates, concertos e shows, gastronomia, lançamentos de livros e exposições, terá a participação da escritora portuguesa Rute Simões Ribeiro.

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O segundo Flitabira, que tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale e o apoio da prefeitura de Itabira e da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), vai celebrar, em 2022, os 120 anos de Carlos Drummond de Andrade, um dos mais importantes nomes da literatura brasileira. Toda a programação acontecerá em formato presencial, numa imensa montagem na Praça do Centenário, e digital, podendo ser acompanhada pelas redes sociais: YouTube, Instagram e Facebook do Flitabira, bem como pelo site: https://flitabira.com.br/

Segundo Afonso Borges, ativista cultural e presidente do Flitabira, “a festa da leitura do Flitabira vai se materializar em diversos campos da arte e do conhecimento, em diversos formatos e camadas, em lives ou diretos – em direto e pré-gravadas – em debates presenciais, nas salas de aula, nas praças, nos parques, nas escolas – da educação básica às universidades –, em museus, galerias e na periferia da cidade. Tudo em busca da inovação e tendo a criatividade como inspiração, fatores que caracterizam os festivais e eventos promovidos pela Associação Cultural Sempre um Papo, gestora também do Fliaraxá, que entra, em 2023, na sua 11ª edição, e do próprio “Sempre um Papo” no seu 36.º ano de vida”.

O Festival teve início, segundo apurámos, “justamente na data em que nasceu o poeta itabirano Carlos Drummond de Andrade – 31 de outubro, segunda-feira – e segue até o dia 6 de novembro, domingo, na rua da “Casa de Drummond”, onde será montada uma imensa livraria, uma área de gastronomia e um palco onde vão se alternar atrações do Vijazz Blues Festival, que vai acontecer paralelamente ao Festival”. Além disso, haverá exposições, lançamentos de livros, autógrafos, debates, apresentações teatrais e musicais, contação de histórias, entre muitas outras atividades. O segundo Flitabira conta com a curadoria do também jornalista Afonso Borges, dos escritores Antônio Carlos Secchin, Tom Farias e do artista visual Pedro Drummond. A curadoria local foi feita por Sandra Duarte e Rafael de Sá.

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Inovação em prol da cultura

A programação do Flitabira, que vai acontecer em diversas camadas, tem como palco principal a Arena Newton Baiandeira, uma forma de homenagear o cantor e compositor itabirano, falecido em 2011.

A escritora Rute Simões Ribeiro, uma das revelações da nova prosa portuguesa, realiza o lançamento nacional do seu livro “A breve história da menina eterna” (Editora Nós), no dia 5 de novembro, às 21 horas.

Rute Ribeiro nasceu em 17 de novembro de 1977 em Coimbra e vive em Lisboa. Licenciou-se, “por convicção”, em direito e doutorou-se, “por acidente”, em política e gestão da saúde. Entre estes dois pontos, registou uma série de eventos pessoais e profissionais “irrelacionáveis”, a não ser pela lição de conjunto, ainda em estudo. Entre eles, “gosto de saber que, antes de me ter distraído, ajudei a fundar a secção de direitos humanos da Associação Académica de Coimbra e de ter podido trabalhar com jovens privados de crescimento em liberdade ao abrigo de uma tutela educativa”.

“Escrevo. Comecei a fazê-lo poucos meses depois de saber usar a palavra escrita. Não tenho como explicar o que terá acontecido, entretanto, mas só quase 30 anos passados soube reconhecer o que acontece quando escrevo. Sou plena, nada mais em falta. Até então, tinha-me deixado afinal distrair pelo que nunca teria sido suficiente. Estive possivelmente suspensa. Permanecia em transição. Julgo estar prestes a chegar onde só agora poderia ter chegado”, sublinhou Rute Simões Ribeiro.

De Portugal virá também o fotógrafo Adriano Fagundes, brasileiro radicado em Lisboa, para a inauguração da exposição baseada no livro “Vasto mundo”.

Na camada Digital do Festival, os curadores Tom Farias e Antônio Carlos Secchin montaram 12 painéis com dois convidados cada um, abordando tanto os aspetos genéricos quanto académicos da obra do Poeta. É o Ciclo de Debates “12 x 120”, com exibição de três lives por dia, entre 3 e 6 de novembro, em transmissão pelo Youtube do Flitabira e do CPF Sesc.

Foram convidados para este conjunto de lives os escritores Adriano Espínola, Antônio Torres, Arnaldo Saraiva, Catita, Edimilson de Almeida Pereira, Edmilson Caminha, Elisa Lucinda, Elisa Pereira, Emmanuel Santiago, Eucanaã Ferraz, Felipe Fortuna, Flávia Amparo, Gilberto Araújo, Gilberto Mendonça Teles, José Miguel Wisnik, Marcelo Torres, Miguel Sanches Neto, Míriam Alves, Paulo Scott, Paulo Vicente Cruz, Pedro Drummond, Ricardo Vieira Lima, Salgado Maranhão e Sérgio Alcides.

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Segunda edição recheada de novidades

De acordo com fontes ligadas à organização, em 2022, o Flitabira conta ainda com algumas novidades em relação à edição anterior, que visam “deixar um legado significativo na educação da cidade”. Uma delas é a parceria com a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) – Campus Itabira –, que realiza para os seus alunos uma oficina gratuita de produção e gestão cultural de cinco dias, na semana que antecede o Festival.

Os participantes da Oficina poderão estagiar na produção do 2.° Flitabira durante os dias em que ocorre o evento. Também como fruto desta parceria, o Sempre um Papo Itabira realiza, no campus da universidade, uma conversa de acesso gratuito com o ator Thiago Lacerda, no dia 4 de novembro.

Outro destaque da programação do Festival é o 2.º Prémio de Redação e Desenho Carlos Drummond de Andrade, que contempla crianças e jovens das redes pública e privada de Itabira. Neste ano, o concurso, que tem como tema “120 Anos de Drummond – Chão de Poesia”, inova ao incluir crianças do ensino infantil, que podem participar com desenhos. Além disso, os professores dos alunos vencedores também serão premiados.

Festival de renome

O Flitabira foi criado pelo jornalista Afonso Borges, que é também o idealizador do Festival Literário de Araxá (Fliaraxá) e do Sempre um Papo. Na sua primeira edição, que ocorreu entre 27 e 31 de outubro de 2021, o Festival alcançou um público presencial de cerca dez 10 mil pessoas e teve mais de 580 mil impressões nas suas redes sociais.

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BIBLIOTECA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO RECEBE ENCONTROS LITERÁRIOS DO ALTO MINHO A 27 DE OUTUBRO

No dia 27 de outubro, a Biblioteca Municipal de Viana do Castelo acolhe uma sessão no âmbito do segundo ciclo dos Encontros Literários do Alto Minho: “As palavras que nos unem”, num momento de entrada gratuita.

Esta é uma iniciativa inserida no projeto “Inclusão ativa de grupos vulneráveis – Cultura para todos”, dinamizada pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) e cofinanciado pelo PO Norte 2020, através do Fundo Social Europeu, que vai juntar à conversa diferentes autores portugueses, unir todos os públicos em torno dos livros e proporcionar uma reflexão sobre o poder das palavras enquanto instrumento privilegiado para combater desigualdades, alertar para a exclusão e motivar coletivamente para a coesão social.

Em Viana do Castelo, esta quinta-feira, o programa da sessão inicia pelas 10h30, com “A Importância da Ficção”, com José Mário Silva, tendo como destinatário o público escolar. Às 14h30, partilha de histórias “São as palavras que nos unem”, num momento que tem como destinatários os lares e centros de dia, com participação de alunos da licenciatura em Educação Social Gerontológica da ESE – IPVC e o grupo Sénior+ da Escola Secundária de Monserrate.

À noite, às 21h30, o público em geral é convidado a participar em “Secundários ou simbólicos – A deficiência na ficção”, com Rita Taborda e José Mário Silva.

A moderação e programação é da responsabilidade de João Morales e estes encontros inclusivos contam com conteúdos em multiformato.

A iniciativa, dinamizada pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), em parceria com os dez municípios do distrito, acontece no âmbito do projeto Cultura para Todos e irá reunir vários escritores portugueses e estrangeiros nas bibliotecas municipais de Melgaço (20 de outubro), Ponte da Barca (21 de outubro), Viana do Castelo (27 de outubro), Monção (28 de outubro) e Paredes de Coura (29 de outubro), com uma programação inclusiva destinada a todos os públicos.

Todas as sessões serão traduzidas em simultâneo para língua gestual portuguesa e estará disponível o programa em braille, com o objetivo de garantir a acessibilidade e a inclusão de pessoas com limitações auditivas e visuais.

Esta iniciativa conta com o apoio da RIBAM - Rede Intermunicipal das Bibliotecas Públicas Municipais do Alto Minho.

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VIANA DO CASTELO: TECEDEIRAS E BORDADEIRAS DO ALTO MINHO – CRIADORAS DO TRAJE TRADICIONAL

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Fonte: Arquivo Municipal de Viana do Castelo

A aldeã do distrito de Viana é, por via de regra, tecedeira. É preciso não se confundir o que no Minho se chama tecedeira com o que geralmente se entende por teceloa. A tecedeira de Viana não se emprega numa fábrica nem tem propriamente uma oficina. Sabe simplesmente tecer como a menina de Lisboa sabe fazer crochet; e junto da janela engrinaldada por um pé de videira o seu pequenino tear caseiro, como o da casta Penépole, tem o aspecto decorativo de um puro atributo familiar, como um cavalete de pintura ou um órgão de pedais no recanto de um salão. A tecedeira trabalha mais para si do que para os outros nesse velho tear herdado e transmitido de geração em geração, e não tece servilmente e automaticamente, como nas fábricas, sobre um padrão imposto pelo mestre da oficina, mas livremente, como artista, ao solto capricho da sua fantasia e do seu gosto, combinando as cores segundo os retalhos da lã de que dispõe, contrastando os tons e variando os desenhos ao seu arbítrio. Tecer em tais condições é educar a vista e o gosto para a selecção das formas num exercício infinitamente mais útil que o de todas as prendas de mãos com que nos colégios se atrofia a inteligência e se perverte a imaginação das meninas de estimação, ensinando-lhes ao mesmo tempo como se abastarda o trabalho e como se desonra a arte.

(…) O marido minhoto, por mais boçal e mais grosseiro que seja, tem pela mulher assim produtiva um respeito de subalterno para superior, e não a explora tão rudemente aqui como em outras regiões onde a fêmea do campónio se embrutece de espírito e proporcionalmente se desforma de corpo acompanhando o homem na lavra, na sacha e na escava, acarretando o estrume, rachando a lenha, matando o porco, pegando à soga dos bois ou à rabiça do arado, e fazendo zoar o mangual nas eiras, sob o sol a pino, à malha ciclópica da espiga zaburra.

- Ramalho Ortigão, in As Farpas

Quando nos começos do século XX, a Singer Corporation começou a vender as suas máquinas de costura no nosso país, escolheu precisamente a vianense como alvo da sua publicidade, apresentando-a, laboriosa, com o seu traje domingueiro de lavradeira, sentada junto da máquina de coser da mesma maneira que poderia estar frente ao tear. A Singer conhecia bem as qualidades da mulher de Viana do Castelo!

MUNICÍPIO DE BRAGA APRESENTA 6ª EDIÇÃO DO BRAGA EM RISCO – ENCONTRO DE ILUSTRAÇÃO

O Município de Braga promove a apresentação da 6.ª edição do Braga em Risco – Encontro de Ilustração, que terá lugar na próxima Segunda-feira, 24 de Outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Braga.

A iniciativa contará com as presenças de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, de Pedro Seromenho, curador do evento, e de Joana Aguiar, vice-reitora da Universidade do Minho.

O Braga em Risco – Encontro de Ilustração irá decorrer entre os dias 5 e 18 de Novembro. Este é um evento organizado pelo Município de Braga que celebra a ilustração, o livro e a literatura infanto-juvenil e que irá contar com vai contar com mais de 70 artistas e 80 oficinas de ilustração.

ARCOS DE VALDEVEZ: NOVO LIVRO DE JAIME FERRERI SOBRE FERNÃO DE MAGALHÃES APRESENTADO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL

Na passada sexta-feira, 14 de Outubro decorreu a apresentação do mais recente livro do escritor Jaime Ferreri  “Os Mares e os Céus de Magalhães”, um romance histórico sobre Fernão de Magalhães ao qual o autor devotou largos anos de pesquisa, de modo a verter para a forma ficcional a tese da naturalidade barquense do primeiro navegador a realizar a circum-navegação – Fernão de Magalhães.

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A sessão organizada pela Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo e pelo GEPA - Grupo de Estudos do Património Arcuense decorreu na sala da varanda da biblioteca municipal e contou com a presença de inúmeros amigos do autor, entre os quais o Presidente da Câmara Municipal, Dr. João Manuel Esteves e o advogado Dr. Victor de Castilho, a quem coube a responsabilidade de fazer a introdução.

Nas palavras que proferiu para apresentar o autor, Victor Castilho referiu que este é descendente pelo lado materno de Rodrigo de Gouveia e Inácia Vilhena Coutinho proprietários, no séc. XVIII, da primitiva Casa do Terreiro, onde agora está instalada a Casa das Artes / Biblioteca Municipal. A ascendência arcuense de Jaime Ferreri serviu de pretexto para trazer à luz notas curiosas sobre o passado arcuense da sua toponímia, do património e até das suas figuras populares. Debruçando-se sobre o conteúdo do livro, Vitor Castilho enfatizou que a investigação histórica, os conhecimentos de astronomia e matemática do autor estiveram na base da redação de um romance histórico rigoroso sobre o navegador Fernão de Magalhães e na afirmação da sua pertença a Ponte da Barca quer pela genealogia, quer pelo local de nascimento.

Jaime Ferreri natural de Bravães, Ponte da Barca, professor aposentado, mas ativo como autor e encenador, entre múltiplos interesses e causas, conta já com 11 obras publicadas. A sua apaixonada aventura literária começou em 1986 com a publicação da novela “O Cabrito Montês” ao qual se seguiram “Fizeram de mim soldado” (1992); “Os homens também hibernam” (1995); “Crónicas (des)alinhadas” (2005); “Pecúlio” (2005); “A minha filha Inês” (2017), “O suco das palavras” (2018); “Brincar de miúdos e teatro para graúdos” (2019), “A saga do Alferes Vicente” (2020)

O autor tem também um projeto editorial, a Aquileio Edições, no qual tem vindo a reeditar as suas obras mais antigas e a publicar todas as suas produções literárias desde crónicas a romances, passando pelo conto e pela poesia.

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BARCELOS: “PALAVRAS E SILÊNCIO EM JOSÉ SARAMAGO”, DE ANA CARVALHO

Exposição abre dia 11 de outubro na Biblioteca Municipal de Barcelos

“Palavras e Silêncio em José Saramago”, de Ana Carvalho, é a exposição que vai estar patente de 11 de outubro a 30 de novembro, na Biblioteca Municipal, no âmbito do programa do Município de Barcelos para a comemoração do Centenário de José Saramago.

A inauguração decorre dia 11 de outubro, pelas 10h30, podendo os visitantes participar na oficina “Olhares sobre as “palavras” de José Saramago”. A oficina conta com a presença da autora e da curadora Ana Calçada, e decorre ainda no mesmo dia, às 15h00, e no dia seguinte, às 10h00. Depois, prossegue todas as segundas-feiras, até ao final de novembro, promovida pela Biblioteca Municipal.

Ana Carvalho nasceu no Porto e atualmente reside na Holanda. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês - Alemão) e possui o Curso de Fotografia Analógica de Berlim e o Curso de Fotografia Digital na Academia Fotogram de Amesterdão. Além de fotógrafa, é também tradutora, sendo Master of Arts em literatura inglesa e alemã. É membro da redação da revista de divulgação de literatura lusófona “Zuca-Magazine” (fotografia e composição gráfica). Realizou várias exposições individuais e coletivas em Amesterdão, Bruxelas, Utrecht, Haarlem, Paris, Porto, Lisboa,Lagoa, Cascais, Óbidos, Matosinhos, S.João da Madeira, Avintes (Festival Instantes). Expõe desde 2009 e colabora em diversas revistas.

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ESCRITOR PORTUGUÊS JOÃO MORGADO PARTICIPA ESTE MÊS EM FESTIVAL LITERÁRIO NA INDONÉSIA

  • Crónica de Ígor Lopes

O escritor português João Morgado estará presente no Ubud Writers Festival nos planaltos de Bali, Indonésia, de 27 a 31 de outubro. Este, que é o principal Festival literário do sudeste Asiático, destaca-se também por ser um encontro internacional e que leva o público a “descobrir vozes únicas e a literatura excecional de cantos conhecidos e desconhecidos” do mundo.

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Segundo dados da organização do festival, mais de 150 escritores e pensadores vão “convergir em Ubud para debater sobre questões que separam e unem os povos, como o poder da narrativa e o papel da palavra escrita na defesa dos valores e liberdades da humanidade”.

“Num ano tão difícil para muitos, com guerras e conflitos, desastres naturais e turbulência política, afetando as nossas vidas e as vidas dos nossos vizinhos, amigos e entes queridos, perguntamos como podemos unir as muitas vertentes de diferentes culturas e perspetivas para criar uma compreensão mais profunda, respeito mútuo e igualdade”, disse Janet DeNeefe, diretora do Festival.

Programação intensa

João Morgado participará em três painéis. No dia 28 de outubro, marcará presença num encontro de poesia centrada no tema Memayu Hayuning Bawana, a antiga filosofia javanesa que remete para os princípios pelos quais cuidamos, protegemos e embelezamos o nosso universo. “A poesia tem o poder de nos mover, inspirar e unir”. Além de Morgado, estarão presentes Rob Arnold, um poeta local de língua chamorro, Miles Merrill, australiano, e o norueguês Allen C. Jones.

No dia 30, o escritor português integrará o painel “Olhando o passado: escrevendo sobre a história”, para falar da sua “Trilogia dos Navegantes” – romances biográficos de Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama e Fernão de Magalhães. Terá a companhia de premiados escritores, como Isna Marifa, da Indonésia, e Mirandi Riwoe, da Austrália.

Já no dia 31, no fecho do evento, entre os cocktails coloridos de Boliche, um tradicional bar de Ubud, João Morgado é o convidado para uma conversa com Giuseppe Catozzella, embaixador da ONU e aclamado romancista italiano, a renomada romancista australiana Laura Jean McKay e Emily Brugman, que escreve sobre as experiências de migração da família finlandesa.

“É uma honra poder representar a literatura portuguesa no outro lado do mundo, falar da nossa cultura e da nossa história, ler poesia em português – com posterior tradução. Pessoalmente, também é gratificante que o meu trabalho esteja a chamar a atenção de cada vez mais leitores”, refere João Morgado.

Este tem sido um ano de internacionalização para João Morgado que tem lançado obras em várias línguas e vê assim reconhecido o seu trabalho além-fronteiras.

O autor prepara ainda o lançamento de algumas obras até final do ano, e deverá ter a tradução de “Fernão de Magalhães e a Ave-do-Paraíso” para a língua sérvia, aquando da Feira do Livro de Belgrado, também no final do mês de outubro.

Conheça o autor que está a conquistar leitores fora de Portugal

João Morgado é nascido na Aldeia do Carvalho, na Covilhã, região Centro de Portugal. Poeta e romancista português, publicou o primeiro romance em 2010, “Diário dos Infiéis”, e não parou mais de editar. Tem neste momento sete romances publicados e muitas outras obras divididas entre o conto, a novela, a poesia ou as narrativas infantojuvenis. É doutorando em Ciências da Comunicação na Universidade da Beira Interior, onde se licenciou, tem mestrado em Estudos Europeus na Universidade de Salamanca, Espanha, e uma pós-graduação em Marketing Político pela Universidade Independente / Universidade de Madrid. É membro do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão. Preside a Casa do Brasil – Terras de Cabral e participa ativamente em diversas associações.

Trabalhou como operário têxtil e jornalista na imprensa local e nacional portuguesa. Atualmente, é consultor em meios empresariais e políticos e dirigente de associações sociais e económicas.

Considera-se um “autor plural” já que apresenta uma obra diversificada nos temas e oferece diferentes linguagens, estruturas narrativas e estilos literários.

“Os meus heterónimos moram todos na mesma casa e olham o mundo pela mesma varanda, pelo que respondem pelo mesmo nome”, atesta Morgado.

Esta policromia já lhe valeu nove prémios literários, adaptações para teatro e algumas traduções para inglês, espanhol, russo, sérvio e chinês.

João Morgado foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cívico e Cultural, oficializada pela República Federativa do Brasil, pelo seu trabalho de investigação sobre Pedro Álvares Cabral. Recebeu ainda o Troféu “Cristo Redentor” da Academia de Letras e Artes de Paranapuã – Rio de Janeiro.

No campo do romance, foi o vencedor do Prémio Literário Vergílio Ferreira 2012, do Prémio Literário Alçada Baptista 2014, do Prémio Nacional de Literatura LIONS 2015, do Prémio Literário Fundação Dr. Luís Rainha, do Prémio Correntes d’Escritas 2015, recebeu a Medalha do Mérito Literário da “Ordem Internacional do Mérito do Descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral” (Brasil), 2017.

Na poesia, conquistou o Prémio Manuel Neto dos Santos 2015. No conto, recebeu o Prémio Literário António Serrano 2016 e o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca 2020.

É autor de diversos livros: ‘O Livro do Império’, Romance Biográfico de Luiz de Camões e a sua escrita d’Os Lusíadas – Clube de Autor, 2018; ‘Fernão Magalhães e a Ave-do Paraíso’, Romance Biográfico de Fernão de Magalhães, responsável pela viagem de circunavegação – Esfera dos Livros, 2019; ´Índias’, Romance Biográfico sobre o lado sombrio de Vasco da Gama - Clube do Autor, 2016; ‘Vera Cruz’, Romance sobre a vida desconhecida de Pedro Álvares Cabral - Clube do Autor, 2015; 'Diário dos Imperfeitos', - LEYA – 2015; ‘Diário dos Infiéis’ – LEYA – 2010; ‘Diário dos Infelizes’ – (ainda a ser publicado); 'O Pássaro dos Segredos', Conto Ilustrado, Editora Kreamus, 2014; ‘Meio-Rico’, Contos, Editora: Kreamus – 2011; ‘Contos de Macau’, Contos intemporais tendo Macau por cenário, Colibri, 2020; ‘A Costureira de Sonhos’, Conto Ilustrado: Paulo Lopes, Amazon 2022; ´Para Ti', Editora Kreamus, 2014; ‘Porto de Saudade’, Editora Arandis, 2016; Participação em coletâneas nacionais e internacionais; Colecção grande navegadores da Alethêia / Pingo Doce, 2016; ‘Pedro Alvares Cabral – O Gigante dos Mares’; ‘Vasco da Gama – O Terror das Índias’; ‘CABRALITO’, uma versão ilustrada para crianças, sobre a vida de Pedro Álvares Cabral, o descobridor do Brasil. Ilustração Bruno Picoto, Ed: Restelo 30 / Kreamus.

Saiba mais sobre a participação de João Morgado no festival na Indonésia no seguinte link: www.ubudwritersfestival.com/writers/joao-morgado/

FAMALICÃO: SÃO MIGUEL DE SEIDE TORNA-SE O CENTRO DA ROTA CAMILIANA

Centenário de abertura ao público da Casa-Museu de Camilo e oficialização do espaço como sede do projeto “Camillo – Rotas do Escritor” marcam Encontros Camilianos

São Miguel de Seide torna-se o centro da rota camiliana

A Casa-Museu de Camilo, em Vila Nova de Famalicão, assinala no próximo dia 15 de outubro, 100 anos de abertura ao público e a data foi escolhida para oficializar a casa de Seide São Miguel como o espaço sede do projeto turístico-cultural “Camillo – Rotas do Escritor”, que pretende materializar e potenciar uma rota literária em torno do património vivencial, literário e arquitetónico camiliano.

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A inauguração da sede da rota camiliana na galeria da Casa-Museu é um dos pontos altos da sexta edição dos Encontros Camilianos, que decorre nos dias 14 e 15 de outubro, em São Miguel de Seide.

Recorde-se que, para além do Município de Famalicão, este projeto de valorização do património de Camilo Castelo Branco conta também com o envolvimento de outras instituições e cidades do norte do país com forte ligação histórica ao romancista, como Braga, Porto e Ribeira de Pena.

Entretanto, a 6.ª edição dos Encontros Camilianos arranca dia 14, sexta-feira, com a realização de um roteiro camiliano ao centro histórico de Braga, durante o qual serão evocados episódios biográficos do novelista e lugares ou edifícios frequentados por Camilo que serviram de cenário para as suas produções ficcionais. A saída de Seide está marcada para as 14h00, junto à Casa de Camilo. À noite, pelas 21h30, o GRUTACA apresenta “Entre a flauta e a viola”, uma peça de teatro cómico de Camilo Castelo Branco, no auditório do Centro de Estudos.

Os trabalhos do segundo dia dos Encontros Camilianos arrancam às 09h30, com a intervenção do presidente da autarquia, Mário Passos, e do diretor da Casa de Camilo, José Manuel de Oliveira.

A conferência inaugural será moderada pelo docente João Paulo Braga, da Universidade Católica de Braga, e contará com a intervenção de Eunice Maria Ribeiro, da Universidade do Minho, que abordará o tema “Retratos Camilianos: aproximações e enigmas”.

Pelas 10h30, segue-se a inauguração da exposição “A tebaida do Mestre de Seide – 100 anos de memórias de uma casa-museu”. Uma mostra documental, bibliográfica e iconográfica dos factos mais importantes relacionados com o pulsar da Casa Museu de Camilo desde 15 de outubro de 1922 até à atualidade.

A partir das 11h00, seguem-se as comunicações de Serafina Martins, da Faculdade de Letras de Lisboa, sob o tema “Regresso a Fanny Owen, regresso ao Romantismo”; de Luciana Namorato, da Indiana University Bloomington, que abordará o tema “Entre revoluções, invasões e paixões: o papel da história nos romances de atualidade de Camilo Castelo Branco” e de Stefanie Gil Franco, da Universidade Nova de Lisboa, com “Camilo e Jorge, o filho louco, nas literaturas médicas”.

Segue-se um almoço com ementa camiliana, às 13h00, e a conferência de encerramento, pelas 14h30, com a apresentação de Maria de Fátima Marinho, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sobre o tema “Camilo Castelo Branco: da figura controversa às controversas figuras” e a apresentação do livro “Camilo Castelo Branco e a atração dos abismos”.

A inauguração da sede do projeto “Camillo – Rotas do Escritor” está então agendada para as 16h00. Pelas 16h30 haverá lugar para uma visita guiada à Casa-Museu de Camilo.

Os interessados em participar nos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide devem efetuar a sua inscrição através do site em www.camilocastelobranco.org. As inscrições são obrigatórias e gratuitas e decorrem até 10 de outubro.

Promover o debate e a reflexão interdisciplinar em torno das temáticas camilianas, contribuindo para a melhor promoção e divulgação da vida e obra de Camilo Castelo Branco, é um dos grandes propósitos dos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide.

AMARES ACOLHEU APRESENTAÇÃO DO LIVRO “REPENSAR SÁ DE MIRANDA E O RENASCIMENTO”

CEM apresentou o livro "Repensar Sá Miranda e o Renascimento". Publicação reúne comunicações de colóquio internacional realizado em 2021.

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A Biblioteca Municipal de Amares acolheu, no passado sábado, a apresentação do livro "Repensar Sá Miranda e o Renascimento". A publicação reúne as comunicações (diferentes e interessantes perpetivas) apresentadas no Colóquio Internacional "Repensar Sá Miranda e o Renascimento" (realizado a 20 e 30 de abril de 2021), um memorável encontro científico promovido pelo Centro de Estudos Mirandinos (CEM), com o intuito de revisitar a obra do poeta do Neiva nas suas múltiplas dimensões.

A obra editada pelo CEM/Município de Amares foi organizada por, Sérgio Guimarães de Sousa, Luciana Braga e Anabela Costa.

Coube ao Diretor do Centro de Estudos Mirandinos, Sérgio Guimarães de Sousa, fazer a apresentação desta publicação, que resumiu como sendo mais uma forma de mostrar que os estudos mirandinos surgiram e despertaram o interesse de grandes nomes académicos e científicos. “Esta publicação é pensar a obra de Sá de Miranda, é escrutinar novas leituras, novas perspetivas, novos entendimentos. Trata-se de uma abordagem mais profunda sobre a obra do poeta”, mencionou. “Foi isso a que desafiámos quando realizámos o primeiro colóquio internacional e que agora aqui se encontra registado. Felizmente, o colóquio foi bastante participado e mereceu a atenção de um público alargado. E isso foi muito bom. Permitiu a realização de um segundo encontro científico nos mesmos termos e também com assinalável sucesso. Ou seja, o CEM conseguiu, em pouco tempo, afirmar-se como um centro de investigação dinâmico e credível, como o lugar privilegiado, tanto no nosso país como no estrangeiro, para aprofundar o estudo de Sá de Miranda”, sublinhou.

CEM redinamiza estudos mirandinos

Sérgio Guimarães recordou a este nível todo o trabalho que tem vindo a ser feito pelo CEM (instituição de investigação integrada na estrutura da Câmara Municipal de Amares) com sede na Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda. “Em três anos promovemos a releitura e a revisão científica da obra de Sá de Miranda como provavelmente não terá acontecido nas últimas décadas. Notava-se em torno de Sá de Miranda, e infelizmente também se continua a notar em torno de outros vultos literários, algum défice em termos de investigação. O CEM, em certo sentido, veio redinamizar os estudos mirandinos, que, ainda recentemente, beneficiaram de uma sorte imensa: duas edições da obra completa da obra do poeta. Uma a cargo do CEM e outra publicada pela Imprensa Nacional. É uma sorte imensa esta redescoberta de um poeta tão valioso e fundamental como Sá de Miranda”.

Quanto ao futuro, o CEM vai procurar editar as atas do segundo colóquio internacional, está a ser preparado um vídeo com leituras de textos mirandinos por pessoas das mais variadas áreas e idades e para o ano avizinha-se a nova edição do Prémio Literário Francisco Sá de Miranda, entre outros projetos entre mãos.

Trabalho em torno de Sá de Miranda dá frutos para o futuro

O Vereador Vítor Ribeiro, em representação do Município de Amares (padrinho do CEM), sublinhou a importância de “marcar” momentos que ficam para a história. E este colóquio internacional que agora se reflete nesta publicação a par de todo o excelente trabalho que tem vindo a ser realizado pelo CEM em torno de uma personalidade impar das letras é na opinião do vereador algo que faz muita falta, que começa a ter visibilidade e deve ser reconhecido. Vítor Ribeiro deixou, neste sentido, uma palavra de agradecimento e apoio a toda a equipa do centro de estudos mirandinos

Isidro Araújo anterior Vereador da Cultura do Município de Amares e que esteve na génese da criação do CEM reforçou que “em tão pouco tempo tem sido feito um trabalho gigantesco em torno da figura e da obra de Sá de Miranda e esta publicação é disso um exemplo”. “Os maiores nomes sobre o renascimento estiveram a pensar sobre o Sá de Miranda e a dizer o que pensam sobre Sá de Miranda e a sua ligação ao renascimento, porque no fundo ele é o pai do renascimento, e isso é simbólico do grande trabalho que está a ser feito por esta equipa. Este colóquio, nesta obra descrito, acreditou mais de 70 pessoas de todo o mundo em formação contínua de professores do secundário o que é notável”, concluiu deixando uma chamada de atenção para que se passe a “valorizar” a cultura e as letras e aquilo que por elas é feito.

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ARQUIVO EPHEMERA TRAZ EXPOSIÇÃO “PROIBIDO POR INCONVENIENTE” A VIANA DO CASTELO

Proibido por Inconveniente, a exposição realizada em conjunto pelo Arquivo EPHEMERA e a Câmara Municipal de Lisboa, entre 7 e 27 de Abril do corrente ano, em Lisboa, no espaço da antiga sede do jornal Diário de Notícias, poderá ser vista em Viana do Castelo, de 5 a 30 de Outubro, no espaço dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República, diariamente, das 10 às 17 horas. A inauguração será no dia 5 de outubro, pelas 18 horas, com a presença de José Pacheco Pereira.

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Uma vez mais, o Arquivo EPHEMERA de José Pacheco Pereira, pela mão do seu núcleo de Viana do Castelo, com o apoio da Câmara Municipal, proporcionará o contacto com um conjunto de materiais raros que documentam um período e um assunto muito importante da nossa História, partindo dos materiais das censuras materiais do Arquivo EPHEMERA, e de outros cedidos por particulares vianenses, familiares de opositores ao Estado Novo.

E porque falamos de Censura, refere Pacheco Pereira no texto de abertura do catálogo, que um dos feitos da Censura em Portugal, foi o de ter deixado uma nostalgia perversa do Portugal da Ditadura, onde era feito crer que todos se entendiam, havia “consensos”, não havia corrupção e todos trabalhavam para o “bem comum”.

Nesse sentido, a Censura foi, talvez a mais eficaz arma do regime da ditadura, cujos efeitos ainda hoje estão submersos no nosso quotidiano. O que a Censura protegia era o Poder, todas as hierarquias que dele emanam, exigindo mais do que respeito, “respeitinho”. “Proibido por inconveniente”, nas palavras de Pacheco Pereira, tem uma intenção a que podemos chamar pedagógica, mostrando a Liberdade pela sua negação.

Nos dias 8 e 22 de outubro, às 11 horas, serão organizadas visitas guiadas por voluntários do EPHEMERA para o público em geral, mediante inscrição prévia, para grupos de 25 pessoas.

As Escolas poderão agendar visitas guiadas, para todos os ciclos, em datas a marcar, com a duração de cerca de uma hora, limitadas a uma turma por sessão.

Aquando da inauguração da exposição, os filhos do Dr. Ribeiro da Silva, ilustre advogado oposicionista vianense, farão entrega ao Arquivo Municipal, na pessoa do Senhor Presidente da Câmara, de parte do seu espólio documental, constituído por cartas, folhetos políticos, textos políticos, apontamentos de reuniões partidárias e de associações cooperativas, processos judiciais de opositores, assim como textos publicados pela sua mulher, assinados como Rosa Gomes de Castro, em diferentes periódicos.

A curadoria da exposição é da responsabilidade de Carlos Simões e de Júlia Leitão de Barros, com o apoio na montagem de Carlos Vieira.

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ANTÓNIO MEGA FERREIRA VENCE GRANDE PRÉMIO DE LITERATURA DE VIAGENS MARIA ONDINA BRAGA

António Mega Ferreira é o vencedor do Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga pela sua obra ‘Crónicas Italianas’. O júri, coordenado por José Manuel Mendes e constituído por Annabela Rita, Guilherme d’Oliveira Martins e Isabel Cristina Mateus, justifica a atribuição do prémio pela “grande qualidade literária, na qual a viagem se associa à grande literatura, à arte e à cultura”.

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Segundo o júri, com esta obra “o clássico ‘Grand Tour’ cede lugar à descoberta das narrativas ocultas nas cidades de Itália e ao diálogo que com elas estabeleceram turistas apaixonados e grande autores da cultura europeia como Stendhal, Rilke, Proust e Freud. Viajar ganha, assim, uma rica dimensão de procura da vida, da História e da valorização do património cultural para além da imediata apreensão do que se vê e sente. Pode dizer-se que se trata de um precioso vade-mécum capaz de enriquecer a viagem e o viajante”.

Para esta 5.ª edição da Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, instituído pelo Município de Braga e pela Associação Portuguesa de Escritores, concorreram obras publicadas no ano de 2021.

A cerimónia de entrega do prémio, cujo valor monetário é de €12.500,00, será oportunamente anunciada.

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Foto: O Sol

Nota Biográfica

António Mega Ferreira, escritor, gestor e jornalista, nasceu em Lisboa em 1949. Estudou Direito e Comunicação Social, foi jornalista no Jornal Novo, no Expresso, em O Jornal e na RTP, onde chefiou a redacção da Informação do segundo canal. Foi chefe de redacção do JL — Jornal de Letras, Artes e Ideias. Fundou as revistas Ler e Oceanos. Chefiou a candidatura de Lisboa à Expo’98, de que foi comissário executivo. Foi presidente da Parque Expo, do Oceanário de Lisboa e da Atlântico, Pavilhão Multiusos de Lisboa. S.A. De 2006 a 2012, presidiu à Fundação Centro Cultural de Belém. De 2013 a 2019, desempenhou as funções de director executivo da AMEC/Metropolitana. Tem cerca de 40 obras publicadas, entre ficção, ensaio, poesia e crónicas.

PONTE DA BARCA: ANTÓNIO FRANCO ALEXANDRE VENCE A 1ª EDIÇÃO DO GRANDE PRÉMIO DE POESIA DIOGO BERNARDES

Já é conhecido o  vencedor da  1.ª edição do  Grande Prémio de Poesia Diogo Bernardes. O galardão, que foi atribuído ao livro Poemas (Assírio & Alvim), a António Franco Alexandre, vai ser entregue no dia 24 de Outubro, Dia do Município de Ponte da Barca. A decisão foi tomada por unanimidade pelo júri constituído por Cândido Oliveira Martins, José Manuel de Vasconcelos e Rita Patrício que, nesta primeira edição, a título excecional, contemplou obras saídas nos anos de 2019, 2020 e 2021.

O valor do Grande Prémio é de  12.500,00€.

Recorde-se que o Grande Prémio de Poesia Diogo Bernardes com a coordenação da Associação Portuguesa de Escritores e com o patrocínio da Câmara Municipal de Ponte da Barca, pretende conferir uma maior divulgação do poeta barquense, Diogo Bernardes que é um dos mestres da nossa Literatura clássica, e destina-se a galardoar anualmente uma obra em português e de autor português, publicada integralmente e em 1.ª edição, obras completas de poesia ou antologias poéticas de autor. 

Sobre o vencedor:

António Franco Alexandre nasceu a 17 de junho de 1944, em Viseu. Fez os seus estudos académicos nas áreas de Matemática e Filosofia em França (primeiro, em Toulouse, depois em Paris) e nos EUA (Harvard). Após o seu regresso a Portugal, em 1975, é convidado para professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde lecionou até meados de 2009. Embora se tenha estreado como poeta ainda na década de sessenta, é sobretudo a partir da publicação de Sem Palavras nem Coisas (1974) que a sua obra se afirmou. Uma voz incontornável no nosso panorama literário, são suas algumas das obras mais significativas da poesia portuguesa contemporânea: Os Objectos Principais (1979), A Pequena Face (1983 – Grande Prémio de Poesia do PEN Clube Português), Quatro Caprichos (1999 – Prémio Luís Miguel Nava, Grande Prémio APE de Poesia), Duende (2002 – Prémio D. Dinis e Prémio Correntes d'Escritas), Aracne (2004).

MARTA PAIS DE OLIVEIRA É A VENCEDORA DA 8ª EDIÇÃO DO PRÉMIO LITERÁRIO NORTEAR PARA JOVENS ESCRITORES DA EURORREGIÃO GALICIA - NORTE DE PORTUGAL

A OBRA VENCEDORA “mEdula” É Um CONTO Em PROSA QUE se DESTACA “PeLa sua inovação na introdução de entidades e instituições irreais que sem ter correspondência com o mundo real, configuram a materialização de um estado vigilante e controlador do indivúduo, em prol de um suposto bem-estar”, PoDE LER-se NA ATA DO júri.

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A vencedora da 8ª Edição do Prémio Literário Nortear para jovens da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal é a escritora portuguesa, Marta Pais de Oliveira, com o conto em prosa “Medula”. Pais de Oliveira, de 32 anos é natural de Vila Nova de Gaia e “recibeu a notícia com enorme felicidade, pela relevância do prémio, pelo incentivo que supõe e a oportunidade de promoção na nossa Eurorregião e pela publicação do conto em galego e em português”, explica a escritora, que antes já havia vencido o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís 2020 com a sua novela “Escavadoras”. “Medula” é uma distopia, ao estilo de George Orwell, que aborda a história de duas pessoas que estão às portas do ministério da solidão e precisam de decidir o que fazer depois”, avança a autora.

40 jovens escritores, entre os 16 e os 36 anos, da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal apresentaram obras à 8ª Edição do Prémio Literário Nortear. É uma iniciativa do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal, da Consellería de Cultura, Educación, Formación Profesional e Universidades da Xunta de Galicia e da Direção Regional de Cultura do Norte.

O júri da 8ª edição do prémio Nortear foi presidido por Gonzalo Constela, escritor e diretor da Escola Oficial de Linguas de Santiago e constituído pelos escritores galegos Eva Mejuto e Ramón Nicolás, e por Carlos Lopes, editor e responsável da editorial Edita-me, e Ana Araujo, docente do ensino secundário e técnica superior da Direção Regional da Cultura do Norte. Todos destacam “a mestria da autora na construção da narrativa em todas as suas categorias”. Para o júri, Medula possui um bom ritmo e uma linguagem e estilo notável, que coincidem com o estado de desassossego permanente, que acompanham toda a estrutura interna da narrativa”. Mais sublinharam que, em geral, se verificou um crescendo de qualidade das narrativas apresentadas a concurso, designadamente em termos de domínio da arquitetura do género narrativo, estilístico e mesmo linguístico.

O Prémio será entregue na próxima edição da Culturgal, feira de indústrias culturais da Galiza, que se realizará, em Pontevedra no final deste ano.

O prémio literário Nortear tem uma dotação financeira de três mil euros e contempla a publicação da obra vencedora em galego e português. Distingue anualmente obras originais, para estimular o lançamento de novos escritores, incentivar a criatividade literária entre os jovens residentes na Eurorregião Galicia - Norte de Portugal e promover a sua distribuição além-fronteiras.

Marta Pais de Oliveira junta-se, assim, aos sete vencedores das anteriores edições: Lara Dopazo, Rui Cerqueira Coelho, Cecília Santomé, Sara Brandão, Sabela Varela, Célia Fraga e Pedro Rodríguez Villar. O projeto Nortear é um pólo cultural de referência na Europa no âmbito da Cooperação transfronteiriça. É cofinanciado pelo Programa Interreg V A España – Portugal (POCTEP) – Projeto 0457_EGNP_AECT_1_E”.

ESCRITOR JAIME FERRERI APRESENTA EM PONTE DA BARCA O SEU LIVRO “OS MARES E OS CÉUS DE MAGALHÃES”

O escritor barquense Jaime Ferreri vai no próximo dia 23 de Setembro proceder à apresentação do seu mais recente livro “Os mares e os céus de Magalhães”, em sessão que terá lugar no Auditório Municipal a partir das 21h30.

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Jaime Ferreri enriquece o panorama cultural com a publicação de mais uma obra, o romance “Os mares e os céus de Magalhães”.

Trata-se da melhor forma de encerrar, em Ponte da Barca, as comemorações dos 500 anos da viagem de Fernão de Magalhães, uma epopeia que teve um notável impacto ao nível científico e civilizacional.

Romancista, cronista, poeta, encenador e dramaturgo, Jaime Ferreri tem múltiplas paixões e ofícios, que conjuga harmoniosamente com a carreira profissional de docente de Matemática e Informática. Além disso, é agricultor e editor, a ele se devendo a criação da editora que publica os seus próprios livros – a AquiLeio Edições – e que constitui um importante contributo para o enriquecumento cultural da nossa região.

Nascido e criado na Ponte da Barca (Bravães), Jaime Ferreri começou nestas lides há mais de trinta anos e desde então nunca mais parou, como podemos perceber pela biografia apresentada na plataforma digital ‘Viral Agenda’. "A MINHA FILHA INÊS é último romance deste escritor, nascido em Bravães, Ponte da Barca, que se iniciou nas lides literárias em 1986, com a publicação da novela intitulada ‘Cabrito Montês’, muito bem-recebida pela critica e pelo público.

Seguiram-se depois os romances ‘Fizeram de mim soldado’, publicado em 1992 e ‘Os homens também hibernam’ em 1995. Em 2005 publicou um livro de crónicas ‘Crónicas (des)alinhadas’ e um livro de poesia ‘Pecúlio’. A mesma fonte indicou ainda que “Jaime Ferreri vive em Ponte da Barca e, a par de uma dedicada carreira docente na área da informática e matemática, desenvolveu o gosto pela criação literária e pela dramaturgia, tendo ao longo dos anos encenado inúmeras peças de teatro, com particular destaque para as encenações anuais, por altura da Semana Santa, de ‘A Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo’, no mosteiro de Bravães, Ponte da Barca”.

VIANA DO CASTELO: ESCRITORA MANOELLA DE CALHEIROS APRESENTA O LIVRO “AS CORES DO VENTO INCERTO” NO VIANA TAURINO CLUBE

A escritora Manoella Calheiros vai no próximo dia 10 de Setembro, pelas 16 horas, proceder à apresentação do livro de sua autoria “As cores do Vento Incerto”, em cerimónia a ter lugar no Viana Taurino Clube, em Viana do Castelo.

A apresentação do livro estará a cargo de Fernando Garcez/Porfírio Silva. O livro que vem apresentar-nos é uma resposta do espírito às suas inquietações , à sua necessidade interior de partilhar reflexões. Serão lidas as primeiras cores deste novo livro.

A capa é da autoria do fotógrafo Luís Carvalhido.

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