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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MIA COUTO APRESENTA EM PONTE DE LIMA O NOVO LIVRO "O CAÇADOR DE ELEFANTES INVISÍVEIS"

Mia Couto está em Portugal para o lançamento do seu mais recente livro e Ponte de Lima é um dos locais de paragem do escritor.

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No dia 30 outubro de 2021, às 16h00, na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima o escritor moçambicano vai dar-nos a conhecer "O caçador de elefantes invisíveis".

Trata-se de uma obra cuja génese se baseia na seleção de crónicas publicadas na revista portuguesa Visão e que foram reescritas na modalidade de contos, que apresenta, segundo a Fundação Leite Couto uma "visão mítica e poética" da existência humana, misturando ironia e humor, em histórias marcadas por um olhar critico sobre a história de Moçambique.
Marque lugar nesta sessão e não perca a oportunidade de vir ouvir e conhecer um dos mais notáveis escritores da atualidade.
Contamos com a vossa presença.
Sobre o escritor:
Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, tendo sido jornalista e professor. Atualmente é biólogo e escritor.
Foi distinguido, em 2007, com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de
Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia.
Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões.
É autor, entre outros, de "Jesusalém", "O Último Voo do Flamingo", "Vozes Anoitecidas", "Estórias Abensonhadas", "Terra Sonâmbula", "A Varanda do Frangipani" e "A Confissão da Leoa".
Traduzido em mais de 30 línguas, o escritor foi igualmente distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira, em 1999, com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas, em 2007, e com o Prémio Eduardo Lourenço, em 2011, pelo conjunto da obra, entras outras distinções.
"Terra Sonâmbula" foi eleito um dos 12 melhores livros africanos do século XX, e "Jesusalém" esteve entre os 20 melhores livros de ficção mais publicados em França, na escolha da rádio France Culture e da revista Télérama.

FAMALICÃO: GRANDE PRÉMIO DE ENSAIO EDUARDO PRADO COELHO 2020 COM CANDIDATURAS ABERTAS

Encontram-se abertas, até dia 2 de novembro de 2021, as candidaturas ao Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

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O Prémio que se destina a galardoar anualmente uma obra de ensaio literário, em português e de autor português, publicada em livro, em primeira edição, no ano anterior ao da sua entrega, tem o valor monetário de 7.500 euros.

De acordo com o Regulamento do Prémio, disponível através do seguinte link https://www.famalicao.pt/grande-premio-de-ensaio-eduardo-prado-coelho, de cada livro publicado em 2020 serão enviados a concurso, pelos meios correntes, cinco exemplares à APE (Rua de São Domingos à Lapa, 17 − 1200-832 Lisboa), destinados aos membros do Júri e à biblioteca, até 2 de Novembro de 2021. Os livros não são devolvidos pela APE.

Refira-se que o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho distinguiu desde de 2010 já Victor Aguiar e Silva, Manuel Gusmão, João Barrento, Rosa Maria Martelo, José Gil, Manuel Frias Martins, José Carlos Seabra Pereira, Isabel Cristina Rodrigues, Helder Macedo, Joana Matos Frias e Helena Carvalhão Buescu.

FAMALICÃO: GLACIAR LANÇA O VI VOLUME DAS OBRAS DE CAMILO CASTELO BRANCO

Já está nas livrarias a nova edição das Obras de Camilo Castelo Branco da Glaciar. Trata-se do volume VI da coleção camiliana que desta vez junta os romances “A Filha do Arcediago” (1854) e a sequela “A Neta do Arcediago” (1856). Com prefácio de Ana Margarida de Carvalho, a publicação tem fixação de texto de Sérgio Guimarães de Sousa e João Paulo Braga.

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Refira-se o primeiro volume foi lançado em março de 2016 com os romances “Anátema” e “Vingança”. O segundo volume reúne “Coração Cabeça e Estômago” e “Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado”. Dando continuidade à publicação pela Glaciar das suas obras surge no terceiro volume as obras “Carlota Ângela” e “O Retrato de Ricardina”. O IV volume junta as obras “O Carrasco de Vítor Hugo José Alves” e “O Senhor do Paço de Ninães” e o V volume é dedicado às “Novelas do Minho”.

Nesta última edição, pode ler-se no prefácio que “Dizia Camilo Castelo Branco que, depois da sua morte, seria natural que os estilistas se preocupassem com a sua vida e os seus recursos de artista. Não se enganou. Continuamos a lê-lo com olhos de assombro, a seguir a sua alucinante cadência, os seus ímpetos criativos, a sua inverosímil fantasia, a sua genial ironia consorciada ao dramatismo, a inventividade romanesca, o seu modernismo antes do tempo, a riqueza lexical, o vernáculo da época, ainda muito próximo do seu étimo, os seus intemperados personagens.”

Recorde-se que até 2025, ano em que se celebrará o bicentenário do nascimento de Camilo, a Glaciar propõe-se publicar a totalidade das suas obras. Em volumes que se querem irrepreensíveis a todos os níveis – de fixação de texto, grafismo ou acabamento editorial – com um prefácio de uma personalidade de reconhecido mérito.

Para além das livrarias, também é possível adquirir as Obras de Camilo Castelo Branco, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide ou através da Livraria Municipal.

PONTE DE LIMA ACOLHE LANÇAMENTO DO LIVRO "PORT-LOUIS, RUE VAUBAN,56, BRETANHA"

Lançamento do Livro “Port-Louis, Rue Vauban, 56, Bretanha”. No Auditório Municipal de Ponte de Lima, 8 de outubro, às 18 horas

O Município de Ponte de Lima vai acolher a apresentação do Livro “Port-Louis, Rue Vauban, 56, Bretanha” da autoria de Pedro Gomes, na próxima sexta-feira, 8 de outubro, às 18h00, no auditório Municipal de Ponte de Lima.

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A apresentação estará a cargo da Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Susana Costa. Autora de dois livros: "A Justiça em Laboratório" e "Filhos da (sua) mãe" / Almedina, é ainda co-autora em várias outras obras científicas.

Sobre o Autor, Pedro Gomes, destaca-se do seu curriculum a publicação de dois livros de memórias: MAIOR DO QUE O PENSAMENTO e RAÍZES. Seguindo-se o livro de crónicas PRAÇAS DO MEU CONTENTAMENTO e três romances: E O CRIME COMPENSA AS UTOPIAS? (por editar), ANGOLA… O CANTO DO CISNE, em 2.ª edição e PORT-LOUIS, Rue Vauban, 56 – Bretanha.

Atualmente frequenta o 4ºano do Curso Industrial da Escola Comercial e Industrial de V. N. de Gaia. Curso de desenho gráfico e serigrafia do Mestre Vasco Amanajáz/Hoechst Chemie-GmbH-Porto.

A nível profissional, é Gerente da Petimex – Indústria familiar de etiquetas autocolantes – Porto. Instruendo no CSM na Escola Prática de Cavalaria – Santarém – 1967.

Curso da Escola dos Serviços de Saúde Militares – Lisboa. Efetivo ao Serviço de Queimados do Anexo do H. M. P. de Lisboa. Mobilizado pelo Regimento dos Serviços de Saúde. Angola de 1969/1971. Frequência da língua alemã no Goethe Instituto – Lisboa.

Instrumentista de Cirurgia Plástica, Estética e Reconstrutiva

Diretor da Clínica Centro Cirurgia Capilar – Lisboa

A sessão de apresentação deste livro inicia-se com música, com atuação dos alunos da Academia de Música Fernandes Fão.

AQUILINO RIBEIRO NASCEU HÁ 136 ANOS!

Comemoram-se hoje os 136 anos após o nascimento de Aquilino Ribeiro.

Aquilino Gomes Ribeiro nasceu a 13 de setembro de 1885 em Sernancelhe, Viseu.

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Publicou 69 obras literárias que se distribuem por diversas áreas tais como ficção, cronica, critica literária, jornalismo, estudos da etnologia e história, teatro e literatura infantil. Pertenceu ao grupo que fundou o movimento cívico e cultural Seara Nova, e também fundou a Associação Portuguesa de Escritores, tendo sido eleito seu presidente.

Ligou-se ao movimento republicano e interveio ativamente na revolução, chegando mesmo a ser preso. Exilou-se em Paris e regressou a Portugal depois da primeira eclosão da 1ª grande guerra, exercendo a carreira de professor.

Faleceu em Lisboa, a 27 de maio de 1963.

Os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional em setembro de 2007, 44 anos após a sua morte.

Fonte: Panteão Nacional

POR ONDE ANDAM OS VERDADEIROS ESCRITORES? – INTERROGA MÁRCIA PASSOS

Os grandes escritores são homens que, pela sua "reclusão", colhem ideias que podem dar grandes livros... Recolhem as informações e escrevem.

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Não consigo pensar em mim sem escrever, mesmo que o que escreva seja uma grande porcaria... ou uma grande treta.

Os homens nasceram para fazer letras, apareçam eles na televisão, ou sejam eles anónimos. O que distingue (segundo António Lobo Antunes, que conviveu com esses conterrâneos e com esses políticos e que conheceu Mário Soares), um bom escritor dum mau, é que os maus estão sempre a serem vendidos, enquanto que os bons não são vendidos nem estão nas prateleiras das livrarias aos milhares. Tendo em vista isso e apesar de discordar com ele em várias matérias, compreendo o que o escritor diz ao entrevistador.

Escrever é muito difícil, e se vendemos muito, já falhamos. Podemos escrever enes de histórias e se são só vendas, não entramos para a História. Este ponto de vista foi escrita em 2005 e não há nada mais atual do que isso. Também fala de algumas desilusões com os contratos com as editoras, de como foi mudando a sua forma de escrever... diz igualmente que "Uma coisa é escrever, outra é fazer literatura" e lamenta que nomes que, anteriormente eram tão mencionados nas nossas conversas tenham desaparecido ao longo dos anos como a autora Augusta-Bessa Luís ou Fernando Namora, entre outros... escritores esses que antes faziam parte do mercado literário, hoje estão a desaparecer e a ficarem esquecidos das prateleiras da Bertrand e outras livrarias.

Por onde andarão esses escritores?

OBRA LITERÁRIA LANÇADA EM CELORICO DE BASTO

“ (Algumas) Memórias de Teixeira Lucas” a primeira obra literária do autor Manuel Teixeira, foi lançada este sábado, 31 de julho, no auditório do Centro Cultural prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.

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Uma obra há muito almejada pelo autor, de 87 anos, que viu o seu sonho realizado com o apoio da autarquia de Celorico de Basto, que comparticipou a produção literária da obra.

Manuel Teixeira, conhecido por Lucas, pseudónimo, tinha um sonho, “transcrever em livro alguns dos muitos poemas que foi escrevendo ao longo da sua vida”. “Estou tão feliz e realizado pela concretização deste sonho, por ver finalmente este dia acontecer. No livro escrevo sobretudo em verso muito do que fui vivendo a nível pessoal, profissional e politico. A minha memória, apesar da idade, ainda me permite recordar momentos marcantes e que me inspiraram para a criação literária” referiu o autor. “Fiz questão de, neste dia, ter comigo duas das pessoas que mais contribuíram para evolução da minha freguesia, Basto Santa Tecla. O meu grande amigo Presidente Albertino Mota e Silva e o meu grande amigo Dr. Peixoto Lima. Dois homens que me acompanharam e permitiram que muito fosse feito na minha pequena aldeia”.

Neste livro, além da parte poética está escrito em prosa parte da história da freguesia de Basto Santa Tecla, a terra natal do autor. Teixeira Lucas procurou imortalizar neste livro as famílias, os lugares, os monumentos, as lendas e os usos e costumes daquela freguesia, para que nunca fossem esquecidos.

A cerimónia de lançamento do livro contou com um vasto leque de convidados que olham para o autor como “um homem bom, que não suscita invejas um unificador, um pacificador, e ao mesmo tempo um chato, um chato por nunca desistir de buscar o melhor para a sua freguesia, por nunca baixar os braços” disse O Antigo Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Albertino Mota e Silva.

Também José Peixoto Lima, autor do Prefácio, teceu largos elogios ao autor, com quem também trabalhou durante o seu percurso como autarca. “Teria tanto a dizer sobre o Sr. Manuel Teixeira Lucas mas recordo sobretudo, a sua entrega à causa pública. Nos dias de inverno, o nosso autor levantava-se cedo para, religiosamente, acender o fogareiro que existia na escola primária para que os meninos que ali estudavam não tivessem frio enquanto aprendiam, e isto mostra a bondade do autor, a generosidade, a entrega abnegada aos outros”.

A obra estará disponível em algumas papelarias locais e pode ser adquirida em troca de um donativo de 5€,todo o valor angariado reverte a favor dos Bombeiros Voluntários Celoricenses.

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FAMALICÃO: ESCRITOR BRUNO VIEIRA AMARAL FOI O GRANDE VENCEDOR DO PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO

Escritor premiado com a obra “Uma Ida ao Motel e Outras Histórias”. Bruno Vieira Amaral refere “honra e responsabilidade” na hora de receber o Grande Prémio Camilo Castelo Branco

“Um dia ofereceram-me o livro “A Queda de Um Anjo” de Camilo Castelo Branco e foi uma das experiências de leitura mais intensas e fascinantes que tive na minha vida. A obra é um dos grandes monumentos literários do humor literário em Portugal e que até hoje me serve de inspiração, mas também de frustração por não conseguir escrever assim”. O episódio foi relatado esta segunda-feira, por Bruno Vieira Amaral, o grande vencedor do Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, com a obra “Uma Ida ao Motel e Outras Histórias”.

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Na sessão da entrega do galardão promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, em colaboração com a Associação Portuguesa de Escritores (APE), o escritor abordou a admiração pelo “génio” Camilo Castelo Branco e a importância do prémio para a sua carreira literária. “É uma honra enorme, mas também uma responsabilidade”.

“Este prémio dignifica o ofício de escritor” disse, destacando a relevância do galardão para a profissionalização dos escritores. “Tendo em conta a dimensão do nosso mercado cultural, os poucos e fracos hábitos de leitura, estes prémios têm muita importância. É um dos prémios fundamentais para haver mais escritores a dedicarem-se exclusivamente à escrita”, referiu Bruno Vieira Amaral.

Com o valor monetário de 7.500 euros, o Prémio de Conto Camilo Castelo Branco vai já na sua 29ª edição, sendo um exemplo de longevidade e sucesso.

Isso mesmo salientou o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, que louvou a colaboração com a Associação Portuguesa de Escritores. O autarca salientou ainda que o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco tem como finalidade “ao mesmo tempo estimular a escrita, evidenciar e ajudar os escritores em português, mas também perpetuar a vida e a obra de Camilo Castelo Branco”. O autarca referiu que o município tem apoiado a cultura e a criação literária, mas que “são necessários mais projetos de promoção da escrita e da leitura. Temos como objetivo de, a partir de Famalicão, dar um sinal ao país do que pode e deve ser feito para que a cultura, e particularmente a escrita, sejam promovidas”.

Por sua vez, a vice-presidente da APE, Isabel Mateus valorizou o exemplo dado pela autarquia de Famalicão na promoção da escrita. A responsável afirmou que “Bruno Vieira Amaral é um legítimo herdeiro de Camilo Castelo Branco”.

O presidente do júri, José Cândido Martins, apresentou o percurso literário do escritor desde o seu primeiro livro “As primeiras Coisas”, lançado em 2013. Sobre a obra vencedora “Uma Ida ao Motel e outras Histórias” José Cândido Martins disse tratar-se de “uma obra notável a vários títulos, que não só demonstra enorme capacidade literária do seu autor, na sequência de uma obra reconhecida amplamente, como também se mostra uma obra digna do patrono que dá nome a este prémio, Camilo Castelo Branco”.

“Uma Ida ao Motel e outras histórias”, de Bruno Vieira Amaral é uma coletânea de 30 contos anteriormente publicados no Expresso Diário, e “é para gente grande”.

Refira-se que nas 29 edições do galardão foram distinguidos os escritores Mário de Carvalho, Teresa Veiga, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, José Eduardo Agualusa, José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki, Afonso Cruz, A.M. Pires Cabral, Eduardo Palaio, Hélia Correia, Ana Margarida de Carvalho, Francisco Duarte Mangas e Bruno Vieira Amaral.

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AMARES: ANA LUÍSA AMARAL RECEBEU PRÉMIO LITERÁRIO FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA

Cerimónia decorreu na Casa da Tapada, antiga residência do poeta a quem o prémio honra.

O Presidente do Município de Amares, Manuel Moreira, procedeu, na passada sexta-feira (dia 23 de julho), à entrega do Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, à escritora Ana Luísa Amaral, que se sagrou vencedora da segunda edição do concurso com a obra ‘Ágora’. O evento aconteceu na Casa da Tapada, em Fiscal, local onde viveu parte da sua vida o poeta a quem o prémio homenageia.

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“Foi um prazer imenso entregar o prémio da 1.ª edição ao escritor Nuno Júdice. Hoje, é também com enorme honra que entrego o prémio à escritora Ana Luísa Amaral, a quem agradeço muito a sua presença em Amares. Peço-lhe que leve o nome do nosso concelho e que a partir de agora faça parte da sua história”. O edil felicitou a poetisa pela conquista do prémio e por todo o seu trabalho literário, reconhecido nacional e internacionalmente.

“Amares quer, mais uma vez, marcar a importância da cultura e dos homens e mulheres que fazem a literatura nos países de língua portuguesa. Com este prémio honramos também a história do nosso concelho e memória coletiva de Amares e das suas gentes”, destacou Manuel Moreira, reforçando a importância de manter viva a memória “de um vulto maior que muito orgulha o concelho”.

Manuel Moreira deixou, ainda, um agradecimento a todos os que têm tornado possível a concretização desta iniciativa nomeadamente, ao Centro de Estudos Mirandinos e toda a equipa que o suporta, bem como ao pelouro da cultura que tem feito um trabalho “tão importante” de promoção de Sá de Miranda.

A cerimónia foi abrilhantada por um recital de poesia protagonizado por Leonor Alves e um momento musical a cargo do Trio de Flautas da AECA.

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‘Ágora’ foi escolha unanime entre o júri

O Prémio Literário Francisco Sá de Miranda está na sua segunda edição e é promovido bienalmente pela Câmara Municipal de Amares, através do Centro de Estudos Mirandinos, com o intuito de homenagear e divulgar o poeta e humanista Francisco de Sá de Miranda, bem como incentivar a criação literária no domínio da poesia. A presente edição contou com a participação de 202 autores, que concorreram ao prémio no valor pecuniário de 7.500 euros. O júri integrou o Vereador da Cultura da Autarquia, Isidro Araújo, Ana Isabel Moniz, da Universidade da Madeira, e foi presidido por Sérgio Guimarães de Sousa, Diretor do Centro de Estudos Mirandinos.

Sérgio Guimarães de Sousa admitiu que “foi uma verdadeira maratona ler no escasso tempo disponível todas as obras a concurso, até porque ler poesia é ler com demorada atenção”. Reconheceu, no entanto, que a escolha foi unanime e destacou algumas razões que levaram a escritora a vencer o concurso literário, desde logo “a condição humana que ocupa um lugar central, mas também a relação com obras maiores da pintura e a revisitação de episódios bíblicos.

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Ana Amaral recebeu distinção com “honra e privilégio”

“É uma enorme honra e privilégio para mim receber este prémio, cujo patrono é Sá de Miranda, para mim um dos maiores da literatura portuguesa e também a meu ver o maior sonetista da nossa história. Agradeço muito ao júri que me concedeu esta distinção”, sublinhou a escritora. “Sá de Miranda é um autor cuja poesia se mantém atual, acrescentou a escritora para quem “a grande poesia é do seu tempo, mas atravessa tempos, tem essa capacidade”. Deixando uma reflexão sobre a arte, Ana Luísa Amaral confessou: “A arte, e no meu caso, a arte da poesia é absolutamente fulcral, pois é a partir dela que sentimos e pensamos o mundo, os outros seres vivos e viventes, e nos pensamos enquanto seres humanos”, disse. No final, a poetisa deixou uma palavra de carinho à sua filha, genro e pai.

Depois de ouvir a poetisa, Isidro Araújo, Vice-presidente do Município de Amares e membro do júri, mostrou-se emocionado com o discurso da escritora, revelando mesmo estar “sem palavras”. “Foi um momento único que todos tivemos o privilégio de partilhar e agradeço à Ana Luísa Amaral pela lição que deixou”, enalteceu Isidro Araújo, desejando votos de um futuro cheio de sucesso à poetisa.

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FAMALICÃO: BRUNO VIEIRA AMARAL RECEBE GRANDE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA EM SEIDE

Paulo Cunha e José Manuel Mendes entregam galardão literário, no Centro de Estudos Camilianos

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e o presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), José Manuel Mendes, entregam na próxima segunda-feira, 26 de julho, pelas 17h00, no Centro de Estudos Camilianos, em Seide, o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco ao escritor Bruno Vieira Amaral pela obra "Uma ida ao Motel e outras histórias".

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O galardão literário, com um prémio pecuniário de 7.500 euros é organizado pela APE em parceria com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. Nesta edição teve como júri os professores, investigadores e escritores Annabela Rita, António Carlos Cortez e Cândido Martins, que decidiram unanimemente o nome do vencedor.

“Considerando as candidaturas a concurso, o volume de trinta contos de Bruno Vieira Amaral destaca-se da restante produção recebida por este júri, na medida em que congrega uma apurada técnica narrativa com uma imaginação de universos de linguagem e de personagens que, saídos do real quotidiano e urbano, moldam uma visão do mundo que é a um tempo realista e irónica, e não raro, trágica...”, lê-se na ata do júri sobre o livro publicado pela Quetzal.

O Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, instituído em 1991, pela APE, patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, destina-se a galardoar anualmente uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro, em primeira edição, no decurso do ano anterior à atribuição (neste caso, 2020).

Nascido em 1978, Bruno Vieira Amaral, formado em História Moderna e Contemporânea pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, é escritor, crítico literário, tradutor, e autor do blogue “Circo da Lama”.

Colaborou no Diário de Notícias Jovem, revista Atlântico, jornal i e no Observador, e atualmente é editor-adjunto da Revista Ler, cronista do Expresso e da revista GQ.

O seu primeiro romance, "As Primeiras Coisas", publicado em 2013, foi considerado livro do ano para a Revista Time Out (ano em que o autor recebeu o Prémio Novos por se destacar na literatura), e foi distinguido com o Prémio PEN CLUBE Narrativa, Prémio Literário Fernando Namora e Prémio Literário José Saramago 2015, segundo a nota biográfica divulgada pela APE.

Em 2017, publicou o seu segundo romance, "Hoje Estarás Comigo no Paraíso", que nesse mesmo ano foi distinguido com o Prémio Tábula Rasa para melhor obra de ficção e que, em 2018, arrecadou o 2.º lugar do prémio Oceanos, antigo prémio PT de Literatura.

Bruno Vieira Amaral publicou ainda o "Guia Para 50 Personagens da Ficção Portuguesa" (pela editora Guerra e Paz, 2013), "Aleluia!" (FFMS, 2015), um livro de não-ficção sobre minorias religiosas em Portugal, "Manobras de Guerrilha" (Quetzal, 2018), coletânea de textos dispersos, e "Uma Viagem pelo Barreiro" (CMB, 2018). Prepara atualmente uma biografia do escritor José Cardoso Pires, que deverá sair no final de 2019.

Nas 29 edições do galardão foram distinguidos os escritores Mário de Carvalho, Teresa Veiga, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, José Eduardo Agualusa, José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki, Afonso Cruz, A.M. Pires Cabral, Eduardo Palaio, Hélia Correia, Ana Margarida de Carvalho, Francisco Duarte Mangas e Bruno Vieira Amaral.

MIA COUTO ENCERRA PRESENÇA EM ESPOSENDE COM PROMESSA DE REGRESSAR

A encerrar o programa do Encontro com Mia Couto, Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021, promovido pelo Município de Esposende, decorreu, esta manhã, no Bar da Praia, em Esposende, a tertúlia “Mar me Quer”, título que dá nome a uma das obras do escritor moçambicano. Em representação do Município, marcou presença na iniciativa a Vereadora da Educação e Cultura, Angélica Cruz.

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Num ambiente informal e descontraído, com a restinga e o mar de Esposende como pano de fundo, foram muitos os que quiseram aproveitar a oportunidade para um contacto mais próximo com o escritor. Apesar das limitações decorrentes da atual situação pandémica, o encontro traduziu-se num momento de convívio e de partilha, que reuniu pessoas de todas as idades, tendo iniciando com a interpretação do poema “Foi para ti”, de Mia Couto, por Raquel Boaventura Rego, familiar do escritor Manuel de Boaventura.

Como nota prévia, a responsável pela Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, Luísa Leite, que moderou a conversa juntamente com a professora Cláudia Sá, da Escola Básica António Correia de Oliveira, de Esposende, referiu que o Bar da Praia é um café icónico da cidade, que remonta às décadas de 40/50 do século XX, lembrando que o mítico bar é referido no texto sobre Esposende “A morte da água”, da autoria do escritor Ruy Belo.

Alguns alunos do clube de jornalismo da Escola Básica António Correia de Oliveira não quiseram perder a oportunidade de privar com tão grande nome da literatura e de ficar a conhecer melhor o escritor e a sua obra, tendo aproveitado para colocar diversas questões, relacionadas tanto com a sua atividade de escritor como de biólogo, tendo presenteado Mia Couto com o primeiro número da revista do Clube de Jornalismo. O escritor agradeceu a oferta e saudou a presença dos alunos e a pertinência das questões colocadas, considerando que “a qualidade de uma escola mede-se pela qualidade das perguntas colocadas pelos alunos”.

Do demais público presente surgiram as mais variadas questões em torno da sua atividade literária, clarificando Mia Couto aspetos sobre algumas das suas obras em particular e o processo criativo, bem como o seu posicionamento sobre temas atuais. O escritor assumiu que “Terra Sonâmbula”, o seu primeiro livro de prosa, constitui a sua obra de eleição, atendendo ao tema que retrata, a guerra civil, onde perdeu amigos, e afirmou que “doeu fazer”. Questionado sobre como gostaria de ser recordado, Mia Couto afirmou que a sua grande aposta “é ser uma pessoa boa, um homem bom”, clarificando que, apesar de a escrita ser o centro da sua alma, é o contacto com as pessoas que o preenche.

Na despedida, o vencedor do Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021 reiterou a vontade de regressar a Esposende, numa outra oportunidade, assumindo que “esta terra ficou-me no coração”.

Tal como as duas anteriores iniciativas do Encontro com Mia Couto, também esta tertúlia terminou com um momento de convívio e sessão de autógrafos.

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ESPOSENDE PROMOVE ENCONTRO COM MIA COUTO PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA 2021

O Encontro com Mia Couto, Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021, que o Município leva a efeito aproveitando a presença do escritor moçambicano em Esposende, teve ontem, dia 10 de julho, outro grande momento. Depois da sessão de entrega do Prémio, realizada no dia 9, o Auditório Municipal de Esposende acolheu a primeira das duas tertúlias do programa, proporcionando um contacto mais próximo e intimista com o escritor e um maior conhecimento da sua obra.

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Tendo por base o título da obra de Mia Couto “Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra”, o escritor esteve à conversa com o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, e o docente universitário, Sérgio Guimarães Sousa, presidente do júri do Prémio Literário Manuel de Boaventura. Uma conversa informal, onde o público presente e via online, através do facebook do Município, teve oportunidade de ficar a conhecer melhor o escritor, biólogo de formação. Foram quase duas horas de animada tertúlia, num primeiro momento de conversa entre os três convidados e, depois, de interação com o público, que teve, deste modo, oportunidade de colocar questões e/ou partilhar ideias com Mia Couto.

Sérgio Guimarães Sousa voltou a destacar a peculiar sensibilidade do vencedor do Prémio Literário Manuel de Boaventura e que todos puderam perceber neste apreciado momento de partilha, onde ficou igualmente patente o seu natural sentido de humor.

Considerando que o escritor teve oportunidade de visitar, durante o dia de sábado, alguns locais e equipamentos do concelho, o Presidente da Câmara Municipal quis saber, após esse contacto, a sua opinião sobre Esposende, que, na véspera, apelidou de “preciosidade”. Mia Couto referiu a diversidade de Portugal, notando que a oralidade é uma das caraterísticas do Norte, que encontrou refletida em Esposende. Falou de uma “sensação de familiaridade” e de “um sentimento de tempo, de história, que está presente do ponto de vista da construção”. Notou que “as terras são feitas de pessoas” para dizer que foi muito bem acolhido em Esposende: “sinto-me em casa, sinto-me em família. Esposende seria um local onde eu acordaria e sairia para a rua com vontade de encontrar gente”.

A “apetência para a sabedoria de ficar calado” e a vontade de ouvir histórias fez dele escritor e a pessoa sensível, que vive em relação com a natureza. “Infeliz é o escritor que pensa em prémios”, afirmou, confrontado com o facto de a sua obra “Terra Sonâmbula” estar entre os doze livros africanos mais importantes do século XX. Clarificou que o maior reconhecimento que pode receber é a sua escrita tocar alguém.

O escritor revelou algumas das suas referências na literatura e falou sobre a obra “O Mapeador de Ausências”, que lhe valeu o Prémio Literário do Município de Esposende, bem como sobre o exercício da escrita, nem sempre pacífico. Pronunciou-se sobre alguns aspetos da sociedade atual, desde a educação à saúde, e comentou, num registo descontraído e humorístico, citações de alguns escritores.

No final, esteve disponível para mais uma sessão de autógrafos, tendo sido presenteado pelo Presidente Benjamim Pereira com um conjunto de publicações do Município, entre as quais o livro “Esposende – Tempo de Lugares e de Memória”, uma espécie de álbum com citações de escritores que escreveram sobre Esposende, que motivou o autarca, em tom de brincadeira mas falando sério, a desafiar Mia Couto a seguir-lhes o exemplo.

Recorde-se que Mia Couto, aquando da entrega do Prémio, manifestou disponibilidade para contribuir para o enriquecimento cultural do Município, indo ao encontro da vontade então expressa por Benjamim Pereira de que o escritor seja embaixador de Esposende.

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ESPOSENDE: MIA COUTO RECEBEU PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA 2021

Mia Couto, o vencedor do Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021, manifestou vontade de contribuir para que “Esposende seja reconhecida como um centro de produção cultural”. O escritor falava na sessão de entrega da terceira edição do Prémio, que decorreu esta tarde, no Auditório Municipal de Esposende, assumindo, assim, a vontade de regressar a Esposende para conhecer melhor o Município e beneficiar do seu rico património cultural.

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A propósito da visita que, hoje, realizou à Casa de Manuel de Boaventura, imóvel que o Município de Esposende adquiriu recentemente, Mia Couto partilhou memórias para, a partir daí, explicar que a génese do livro “O Mapeador de Ausências”, que lhe valeu o Prémio Literário Manuel de Boaventura, foi partilhada com Patrícia, a sua companheira, com a sua filha mais velha e com o responsável editorial em Portugal, pois “não existe um único autor”.

Na busca de informação sobre o concelho, o escritor moçambicano descobriu um trecho de Agustina Bessa Luís dedicado a Esposende, em que a escritora refere o seu “…apego profundo à natureza marítima das coisas e das pessoas…”. Mia Couto concluiu que “o trabalho do escritor é como o do sargaceiro, trazendo para terra não apenas coisas do mar mas o próprio mar”.

Pela primeira vez em Esposende, Mia Couto assumiu que se deixou encantar por este território, que apelidou de “preciosidade”, e manifestou a disponibilidade para colaborar com o Município na materialização de eventos culturais que possam enriquecer culturalmente o concelho. “Estou completamente disponível”, declarou.

O Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, enquadrou a atribuição do Prémio Literário Manuel de Boaventura na estratégia cultural do Município. Referiu que, neste contexto, se insere, para além do Prémio, a reedição das obras de Manuel de Boaventura e a recente aquisição daquela que foi a sua moradia em Palmeira de Faro, para transformação em Casa-Museu, notando que a salvaguarda deste património e demais espólio de Manuel de Boaventura é da maior relevância.

Sobre o Prémio Literário, Benjamim Pereira afirmou que esta terceira edição, à qual concorreram 104 obras, de vários países de língua portuguesa, deu “um salto qualitativo”, ficando associada a “uma referência na literatura”. Atendendo ao prestígio de Mia Couto, o Município entendeu englobar no programa mais dois momentos, duas tertúlias, que irão decorrer amanhã e domingo. “Importa desfrutar da presença de Mia Couto”, assinalou, considerando que a estadia de três dias possibilitará ao escritor conhecer Esposende e deixar-se seduzir por este “Privilégio da Natureza”. Concluiu, apelando a Mia Couto para ser embaixador de Esposende, “levando pelo mundo todo um pouco desta terra que o acolhe plena de admiração e respeito pelo seu trabalho”.

Na qualidade de Presidente do Júri, Sérgio Guimarães Sousa, apresentou o enquadramento do Prémio, de periodicidade bienal, referindo que foi instituído com o objetivo de homenagear e divulgar o escritor e homem de cultura Manuel de Boaventura, bem como de incentivar a criatividade literária e o gosto pela escrita. Manifestou satisfação pessoal por participar de tão importante evento, atendendo à admiração que nutre por Mia Couto, enquanto escritor e como pessoa, e deu nota da qualidade literária da obra “O Mapeador de Ausências”, tecendo rasgados elogios ao autor. Realçou ainda a sua “intuição fabulosa” e “grande sensibilidade”, que, de resto, salientou, já lhe valeram a conquista de conceituados prémios literários. A terminar, Sérgio Guimarães Sousa expressou palavras de agradecimento ao Município de Esposende.

A sessão de entrega do prémio foi iniciada por um momento musical, a cargo da intérprete esposendense Raquel Boaventura Rego, familiar do escritor Manuel de Boaventura. Em declaração à cantora, Mia Couto elogiou a sua qualidade da sua interpretação e manifestou-se comovido pela adaptação musical do seu poema intitulado “Foi para ti.”

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PRÉMIO LITERÁRIO FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA DISTINGUIU TALENTO DE ALUNOS DE AMARES

O Agrupamento de Escolas de Amares procedeu, esta manhã, à entregue dos prémios relativos ao Concurso Literário Francisco de Sá de Miranda aos alunos, correspondente aos anos letivos 2019/2020 e 2020/2021. A iniciativa decorreu no Polivalente da Escola Secundária de Amares e contou com a presença do Presidente do Município de Amares, Manuel Moreira, da Diretora do Agrupamento de Escolas de Amares, Flora Monteiro, do Subdiretor, Sérgio Silva, e do Gerente da Caixa Geral de Depósitos, José Bonjardim. Na ocasião foram entregues, ainda, menções honrosas aos restantes participantes.

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Antes da entrega os respetivos prémios, o Presidente do Município de Amares, sublinhou que é “com um prazer imenso”, que a autarquia se associa anualmente a esta iniciativa que serve com uma forma de reconhecimento das capacidades dos alunos (e não apenas daqueles que receberam os primeiros prémios), mas também como um incentivo à prática da leitura e da escrita. “Continuem a ler e a escrever, porque vivemos numa sociedade muito exigente em que cada vez mais é necessário apostar no desenvolvimento nas nossas competências para que possamos ser bem-sucedidos, não só a nível académico e profissional, mas também pessoal”, deixou como mensagem aos alunos, cuja qualidade dos trabalhos lhe mereceu rasgados elogios.

Endereçando uma palavra de apreço aos professores por todo o trabalho e dedicação, a Diretora do Agrupamento de Escolas de Amares, Flora Monteiro, reconheceu que o mérito é dos alunos. “Os parabéns são para vocês, são excecionais. Escreverem desta forma, nas diferentes idades, a capacidade que têm já de reflexão faz com que nós tenhamos a esperança de acreditar num futuro melhor, num futuro mais rico, mas não se esqueçam: não chega ser só bom academicamente, escrever grandes textos, no mundo que estamos o essencial é ser-se bom ser humano, boa pessoa. Essa capacidade de respeito pelos outros é fundamental para que o mundo possa crescer melhor do que está”, sublinhou a Diretora.

Para a entrega dos prémios, o Agrupamento de Escolas de Amares contou com o patrocínio do Município de Amares, da Caixa Geral de Depósitos, da Farmácia do Mercado e da Modelar. De referir que a entrega dos prémios tem vindo ser adiada fruto da pandemia.

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BRAGA: PRÉMIO "VIDA LITERÁRIA VÍTOR AGUIAR E SILVA" DISTINGUE NOMES MAIORES DA LITERATURA PORTUGUESA

Iniciativa da Câmara Municipal de Braga e Associação Portuguesa de Escritores

A Câmara Municipal de Braga e a Associação Portuguesa de Escritores (APE) lançaram esta Sexta-feira, 2 de Julho, o Prémio ‘Vida Literária Vítor Aguiar e Silva’, que pretende distinguir os mais proeminentes poetas, ficcionistas e ensaístas portugueses. O prémio bienal terá o valor de 25 mil euros.

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Na cerimónia de apresentação, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, salientou que a iniciativa contribui para estreitar os laços com a APE.

“Temos utilizado esta parceria para valorizar e promover a leitura, a escrita e a cultura no seu sentido mais lato. Há quatro anos lançámos em conjunto o Grande Prémio Maria Ondina Braga e hoje temos o orgulho de apresentar este prémio, a quem associamos Vítor Aguiar e Silva, professor e ensaísta, vencedor do prémio Camões 2020”, referiu o Autarca.

Já para o presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, a parceria com a Autarquia Bracarense pretende “recolocar o Prémio Vida Literária num lugar marcante do panorama cultural e continuar a distinguir as figuras mais proeminentes da nossa literatura”.

José Manuel Mendes lembrou que o prémio teve a sua primeira edição em 1992 e já distinguiu nomes como Miguel Torga, José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Óscar Lopes, José Cardoso Pires, Eugénio de Andrade, Urbano Tavares Rodrigues, Mário Cesariny de Vasconcelos, Vítor Aguiar e Silva, Maria Helena da Rocha Pereira, João Rui de Sousa, Maria Velho da Costa ou Manuel Alegre. O vencedor do Prémio ‘Vida Literária Vitor Aguiar e Silva APE/CMB será brevemente anunciado.

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38ª FEIRA DO LIVRO DE BARCELOS COM JOSÉ LUÍS PEIXOTO E LUÍS OSÓRIO

José Fanha homenageia António Torrado

A 38ª edição da Feira do Livro de Barcelos realiza-se entre os dias 2 e 11 de julho, na Avenida da Liberdade e no Largo da Porta Nova, e conta com a presença de autores como José Luís Peixoto, Luís Osório, entre outros.

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Ao longo de dez dias, haverá lugar para apresentações e lançamentos de livros, bem como para momentos musicais, exposições e homenagens.

A Feira do Livro abre no dia 2 de julho com a intervenção do escritor António Mota, um dos maiores escritores portugueses para crianças e jovens, com o tema “A atualidade da leitura: experiências e desafios”. No mesmo dia, às 21h00, é lançado o  livro “A Quimera dos Ausentes”, de Luís Carvalhido, fotógrafo vianense residente em Barcelos, sobre uma cidade confinada.

Os destaques desta edição são José Luís Peixoto, um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea, que vem lançar o seu último romance “Almoço de Domingo”, uma espécie de biografia, uma leitura de Portugal e das várias gerações portuguesas entre 1931 e 2021. E também Luís Osório que vem apresentar ‘Ficheiros Secretos – Histórias nunca contadas da política e da sociedade portuguesas’, onde o escritor e antigo jornalista procura traçar um retrato intemporal do país e dos seus protagonistas.

Outros destaques são as homenagens a António Torrado, recentemente falecido, patrono da Biblioteca do Centro Escolar de Arcozelo, com uma sessão intitulada “Memórias do Antoninho”, a cargo do escritor e ator José Fanha, e à poetisa barcelense, Bernardete Costa, falecida em 2019, pelo Clube de Leitura da Universidade Sénior de Barcelos.

No decorrer da Feira, serão apresentados e lançados livros como “100 anos de Solidão”, de Pedro Faria e “Lembrar Tilleul”, de Catarina Miranda; “Raimundo Canta Barcelos” - Vol.III, de Joana Luísa Matos; “Leituras e Aventuras na Filosofia para Crianças”, projeto Barcelos a Ler; “Flor”, da AMAR 21; “Veronese”, de António Ramalho de Almeida; “A Poesia de Sebastião Alba”, de António Carvalho; “Uma Mão Cheia”, de Pedro Seromenho; e “Mãe, deixa-te de dramas!, de Susana Pinto.

No final das apresentações, os momentos musicais serão protagonizados pelo Grupo Raízes, por Paulo Teixeira, pela Associação Talentitanto, Bárbara Carvalho e João Dias Trio (João Dias, Tiago Pinho e Hugo Carvalho).

A Feira do Livro contempla ainda um vasto programa para o público infantil e juvenil com diversas atividades diárias: jogos didáticos, desenhos para colorir e cantinho da leitura.

A exposição “Uníssono”, de Paulo Gonçalves, patente ao público na Biblioteca Municipal, completa a variedade de propostas da 38ª Feira do Livro de Barcelos, que conta com a participação no total de 80 stands entre editoras, livreiros, distribuidores e alfarrabistas, ocupando a Avenida da Liberdade e o Largo da Porta Nova, com entrada livre, e aberta ao público entre as 17h e as 23h.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE ENTREGA PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA 2021 A MIA COUTO

O Município de Esposende distingue, no próximo dia 9 de julho, o escritor Mia Couto, vencedor da edição de 2021 do Prémio Literário Manuel de Boaventura. O romance “O Mapeador de Ausências”, foi eleito pelo júri, no dia 25 de fevereiro, entre 104 obras provenientes de vários países de língua portuguesa.

O escritor moçambicano Mia Couto sucede a Ana Margarida de Carvalho que, em 2017 venceu o prémio literário Manuel Boaventura com a obra “Não se pode morar nos olhos de um gato” e a Filipa Martins que, em 2019, venceu com o livro “Na Memória dos Rouxinóis”.

O júri justifica a distinção “por se tratar de uma narrativa de elevada maturidade literária que, com particular sensibilidade, consegue cruzar tempos distintos da realidade moçambicana, oferecendo ao leitor uma expressiva representação do país no período colonial e pós-colonial”.

“O Mapeador de Ausências” retrata a história do regresso de Diogo Santiago, prestigiado e respeitado intelectual moçambicano, professor universitário e poeta, à sua terra natal, a cidade da Beira, nas vésperas do ciclone que a arrasou em 2019, para receber uma homenagem que os seus concidadãos lhe querem prestar. Mas o regresso à Beira é também, e talvez para ele seja sobretudo, o regresso a um passado longínquo, à sua infância e juventude, quando ainda Moçambique era uma colónia portuguesa.

Além da cerimónia agendada para as 17 horas de 9 de julho, a presença de Mia Couto em Esposende servirá para uma conversa informal, no sábado, dia 10, pelas 21h30, tendo como tema “Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra”, com a participação do escritor, do presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira e de Sérgio Guimarães de Sousa, professor da Universidade do Minho.

A agenda de Mia Couto completa-se com um encontro com leitores, no domingo, dia 11, pelas 11 horas, no Café Hygge Bar da Praia Esposende, tendo como mote “Mar me quer”. A entrada é livre, mas está sujeita à lotação dos espaços, sendo obrigatória a inscrição para os eventos dos dias 9 e 10 em: https://esposende2000.scl.pt/bilheteira.php

O Prémio Literário Manuel de Boaventura foi instituído pela Câmara Municipal de Esposende, com o intuito de homenagear e divulgar este escritor e homem de cultura, natural de Vila Chã, Esposende. De periodicidade bienal e com o valor pecuniário de 7 500 euros, contempla a modalidade da criação narrativa de Romances ou de Contos da autoria de escritores de língua portuguesa.

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PONTE DA BARCA APRESENTA O LIVRO “UMA CHANCE AO DESTINO” DE MARIA INÊS RODRIGUES

O Jardim dos Poetas recebeu, na noite da passada sexta-feira, a apresentação do primeiro livro da jovem barquense, Maria Inês Rodrigues. O livro, intitulado “Uma chance ao destino” conta a história de uma mulher, Maria, que por muitos anos não recebeu nada a quem dava tudo, quando subitamente aprendeu que o amor próprio tem de prevalecer.

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A sessão, conduzida por Goreti Costa, contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, que congratulou a autora pelo seu primeiro livro, desejando-lhe muitos sucessos profissionais e pessoais.

O autarca referiu, ainda, que “Ponte da Barca tem uma forte aposta na juventude e no apoio à prossecução de projetos e iniciativas que estimulem a criatividade e o empreendedorismo dos jovens barquenses e de incentivo, cada vez maior, à sua participação ativa na vida pública do nosso concelho”.

A apresentação contou também com vários momento musicais pela voz de Mariana de Almeida Fernandes.

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DOUTOR ERNESTO PORTUGUÊS APRESENTA EM MONÇÃO A SUA OBRA "DA CASA DE SENDE AOS GOVERNOS DO MARANHÃO, PIAUÍ E GRÃO-PARÁ"

No sábado dia 26 de junho, pelas 17h00 decorrerá nos jardins da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho a cerimónia de lançamento do livro do Doutor Ernesto Português intitulado "Da Casa de Sende aos Governos do Maranhão, Piauí e Grão-Pará". Trata-se de uma edição conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e do Município de Monção.

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