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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE TRATA ESPÓLIO DO ESCRITOR MANUEL DE BOAVENTURA

O Município de Esposende está a ultimar os procedimentos para aquisição da casa do escritor Manuel de Boaventura, com vista à adaptação a Casa Museu. Esta decisão reafirma a abrangência da política cultural do município, abarcando áreas tão diversas como a literatura, a música, a dança, o teatro ou a escultura pública.

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Em diversos tempos, o Município prestou homenagem a Manuel de Boaventura, atribuindo o seu nome à Biblioteca Municipal, e tem desenvolvido um profícuo trabalho de divulgação da sua obra literária, criando o Prémio Literário com o seu nome e reeditando da sua obra literária, já com quatro títulos publicados.

Inserida nesta política cultural está a relevância que o Município de Esposende atribui à doação da Biblioteca Particular e do Arquivo Pessoal do escritor, pela família de Manuel Boaventura. A Biblioteca Municipal iniciou já o levantamento do espólio da sua Casa, em Susão, Palmeira de Faro, constituído por manuscritos, correspondência, desenhos, fotografias e outros documentos avulsos, que irá ser alvo de higienização e tratamento documental pelos serviços técnicos.

Para dar início ao levantamento deste espólio, a Vereadora da Cultura, Angélica Cruz, visitou a Casa de Susão, onde foi recebida pelo neto do escritor, João Armando Boaventura e Silva, ocasião que serviu para acertar os últimos pormenores deste complexo processo de constituição da Casa Museu.

Manuel Joaquim de Boaventura nasceu a 15 de agosto de 1885, na freguesia de Vila Chã, Esposende, e faleceu em Esposende a 25 de abril de 1973, vítima de um acidente de viação. Em 1906 e por casamento com D. Ana da Conceição de Azevedo fixou residência no lugar de Susão, na freguesia de Palmeira de Faro, Esposende, onde escreveu toda a sua obra literária, composta por dezenas de títulos e uma notável colaboração jornalística nas principais revistas e jornais nacionais.

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ALFREDO DE SOUSA TOMAZ – “O HOMEM QUE NÃO TINHA UMA FAZENDA EM ÁFRICA” – UM ROMANCE QUASE AUTOBIOGRÁFICO

Nem todos os portugueses possuíam fazenda em Àfrica…

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

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O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

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Alfredo de Sousa Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, partiu para Angola, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

Com prefácio de Ricardo de Saavedra, conceituado jornalista e escritor, a obra compila uma série de histórias vividas pelo autor, desde que partiu para Angola ainda criança até ao momento em que teve de a deixar compulsivamente 25 anos depois.

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

Alfredo Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, partiu para Angola no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

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ESPOSENDE PROMOVE PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA 2021

Candidaturas ao Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021 a partir de 15 de outubro

Entre 15 de outubro de 2020 e 15 de janeiro de 2021, decorre o prazo de candidaturas ao Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021.

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Trata-se da terceira edição deste prémio, que o Município de Esposende instituiu com o intuito de homenagear e divulgar este escritor e homem de cultura esposendense. Natural de Vila Chã, onde nasceu em 1885, Manuel Joaquim de Boaventura fixou residência, em 1906, na freguesia de Palmeira de Faro, onde escreveu toda a sua obra literária, composta por dezenas de títulos e uma notável colaboração jornalística nas principais revistas e jornais nacionais. A sua paixão pela cultura local, pelos hábitos e costumes do Minho, pelo linguarejar típico, levaram-no a coligir e publicar, entre outras, uma extraordinária obra, Vocabulário Minhoto. Nos seus romances e contos, reconhece-se a escrita da terra, os vocábulos lugareiros, as romarias e festas, o mundo maravilhoso de lendas, bruxas, gnomos, lobisomens, fadas e diabos, a narrativa humorística e emotiva dos costumes e paisagens de Entre Douro e Minho, especialmente o seu “terrunho” natal. Manuel de Boaventura faleceu a 25 de abril de 1973, em Esposende.

O Prémio Literário Manuel de Boaventura, de periodicidade bienal e com o valor pecuniário de 7 500 euros, abrange a modalidade da criação narrativa de Romance ou de Conto, da autoria de escritores de língua portuguesa. Podem concorrer autores maiores de 18 anos, com obras editadas em livro e escritas em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante o ano de 2020.

A avaliação das obras estará a cargo de um júri constituído por dois críticos literários de reconhecido mérito académico e por um representante da Câmara Municipal de Esposende.

As obras a concurso deverão ser enviadas via CTT, com registo e aviso de receção, para o endereço: Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, Rua Dr. José M. Oliveira, 4740-265 Esposende. O regulamento está disponível para consulta on-line, em http://www.municipio.esposende.pt/pages/980

Na primeira edição, em 2017, o Prémio foi conquistado pela escritora Ana Margarida de Carvalho pela obra “Não se pode morar nos olhos de um gato” e, em 2019, por Filipa Martins, pelo livro “Na Memória dos Rouxinóis”.

FRANCISCO TEIXEIRA DE QUEIROZ - UM INSÍGNE ESCRITOR NATURAL DE ARCOS DE VALDEVEZ

“Francisco Teixeira de Queiroz - Livro Família, Casa, Obra, Ascendência e Descendência”, da autoria do seu bisneto, Luís Filipe Teixeira de Queiroz de Barros Pinto, constitui uma obra ímpar a apresentar um dos mais ilustres filhos de Arcos de Valdevez – e do Minho: o escritor Francisco Teixeira de Queiroz.

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Natural de Arcos de Valdevez (1848), Teixeira de Queiroz cedo se afirmou como romancista e contista, sendo um fiel e representativo seguidor da escola naturalista/realista, de tal forma que António José Saraiva e Óscar Lopes, na História da Literatura Portuguesa, comparam o talento deste escritor ao de Eça de Queiroz, colocando-o como um dos mais importantes expoentes literários portugueses do seu tempo.

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Francisco Teixeira de Queiroz por Columbano Bordalo Pinheiro

 

O livro incide em quatro áreas distintas. Iniciado com a primeira geração em Arcos de Valdevez, refere assim a chegada do pai, o casamento com a mãe arcuense, a descendência e a incidência no primeiro e único filho, Francisco, com a sua infância, o percurso académico, com a ida para a escola aos 7 anos, a saída aos 12 para o liceu em Braga, a chegada aos 19 à Universidade de Coimbra e o aparecimento do Escritor.

Segue-se a área das Letras. A obra literária do escritor, realista naturalista, com a Comédia do Campo, onde todo o Minho é descrito em pormenor, e com a Comédia Burguesa, a mesma forma de análise e de estilo, mas a incidir sobre a vida da sociedade citadina. Os seus pensamentos políticos e sociais também são apresentados de forma textual.

Com o terceiro capítulo, surge a sua vida pública, resultante da actividade política, da administração de empresas e da Academia das Ciências.

Na política, fazendo parte de uma geração essencialmente doutrinária, que o fazia estar de forma mais consentânea com a sua personalidade e logo mais longe das movimentações partidárias no terreno. Francisco Teixeira de Queiroz foi Deputado às Cortes na Legislatura de 1893 e eleito novamente Deputado em 1911. Em 1915, foi Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo de José de Castro.

Na Academia foi Vice-Presidente e eleito Presidente em 1913.

Por último, as empresas. Administrador e accionista elegivel na Companhia das Águas de Lisboa, na Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses e na Companhia das Lezírias, onde exerceu uma actividade reconhecida e de longa duração.

O quarto e último capítulo e, não menos importante, incide sobre a Genealogia do escritor.

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QUEM FOI O ARCUENSE FRANCISCO TEIXEIRA DE QUEIROZ (BENTO MORENO)?

Francisco Teixeira de Queiroz, (Arcos de Valdevez, 3 de maio de 1848 - Sintra, 22 de julho de 1919), que usou o pseudónimo literário de Bento Moreno, foi um escritor português. Era filho de José Maria Teixeira de Queiroz e Antónia Maria Joaquina Pereira Machado.

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Francisco Teixeira de Queiroz por Columbano Bordalo Pinheiro

 

Como romancista e contista, foi fiel seguidor da escola naturalista/realista. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa por volta de 1885, deputado na legislatura de 1893 e integrou a Assembleia Nacional Constituinte em 1911 como deputado pelo círculo de Aldeia Galega (actual cidade do Montijo), cargo a que renunciou no mesmo ano, tendo ainda sido ministro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo presidido por José de Castro, em 1915.

Foi ainda presidente da Academia das Ciências de Lisboa em 1915. Logo no princípio da sua carreira literária, ainda estudante, em obediência a um plano prévio, iniciou duas séries paralelas de contos e romances, a que deu os títulos de Comédia do Campo e Comédia Burguesa, plano que pouco a pouco foi realizando, com uma tenacidade e persistência notáveis. Essa organização, escolhida pelo autor para aquele que é considerado o conjunto mais significativo da sua obra, reflecte uma inspiração no modelo de Balzac, que se evidencia também ao nível do conteúdo, de raiz predominantemente realista/naturalista.

Foi casado com Teresa Narcisa de Oliveira David, tendo seis filhos.

António José Saraiva e Óscar Lopes na História da Literatura Portuguesa comparam o talento deste escritor ao de Eça de Queiroz.

Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas O Occidente  (1878-1915), Renascença (1878-1879?), Serões (1901-1911) e Arte e Vida (1904-1906).

Em 2019, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez promove um ciclo de conferências, prémios de literários entre outras actividades para homenagear o escritor, incluindo um livro biográfico escrito pelo bisneto, Luís Teixeira de Queiroz Pinto https://www.scribd.com/document/415002911/Familia-Teixeira-de-Queiroz

Fonte: Wikipédia

PAREDES DE COURA REGRESSA À "CASA GRANDE DE ROMARIGÃES"

‘Histórias Sonoras’ percorre universo literário da “Casa Grande de Romarigães” até 7 de outubro

Paredes de Coura acolhe até 7 de outubro a residência artística ‘Histórias Sonoras’, com Sofia Saldanha, tendo por referência a “Casa Grande de Romarigães”, de Aquilino Ribeiro, e obra maior da literatura portuguesa.

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Com estas ‘Histórias Sonoras’, Sofia Saldanha vai procurar criar um percurso áudio-guiado com narrativas sonoras dedicadas a vários temas, mas sempre tendo por referência o universo da obra de Aquilino Ribeiro retratado na “Casa Grande de Romarigães”, dando visibilidade à memória oral individual e contribuindo assim para a construção da memória coletiva.

Com esta residência artística, Sofia Saldanha procura também registar histórias do passado e presente da região que se interligam com a obra de Aquilino Ribeiro, que a partir da Quinta do Amparo, em Paredes de Coura, criou uma das obras maiores da literatura portuguesa – “A Casa Grande de Romarigães”.

Apesar da atmosfera da Quinta do Amparo e da sua dimensão literária continuarem bem vivas para aqueles que visitem o local, haverá sempre novos caminhos para evocar e homenagear Aquilino Ribeiro e o importante contributo para a preservação do seu extraordinário legado literário.

VIANA DO CASTELO HOMENAGEIA GUERRA JUNQUEIRO

A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai homenagear o escritor Guerra Junqueiro no dia em que se assinalam os 170 anos do seu nascimento, a 15 de setembro. A homenagem, que irá decorrer na sede do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), onde residiu durante alguns anos, integra a apresentação de duas edições.

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A homenagem, uma das várias que a autarquia tem vindo a fazer para marcar as datas mais importantes dos nomes da cultura vianense ou com ligação direta a Viana do Castelo, integra a apresentação da publicação “Lágrima”, que terá sido escrita por Guerra Junqueiro durante a sua permanência na cidade. Editada pela Opera Omnia em parceria com a Câmara Municipal, a edição destina-se a dar a conhecer o autor a um público mais jovem e tem ilustrações adaptadas aos mais novos.

Paralelamente, será editado um opusculo sob o título “Guerra Junqueiro em Viana do Castelo”, da autoria do Dr. António Pimenta de Castro, que irá também apresentar uma palestra sob este tema.

Esta iniciativa visa dar a conhecer alguns dos pormenores da vida deste grande escritor português e da sua passagem por Viana do Castelo, desconhecida por muitos. O escritor, nascido em Freixo de Espaço à Conta, foi transferido para Viana do Castelo como Secretário-Geral do Governo Civil. Nesse mesmo ano filia-se no Partido Progressista, partido pelo qual foi efeito depois deputado. Regressou já casado a Viana do Castelo, onde viveu durante alguns anos e onde terá produzido parte da sua obra.

No livro “Guerra Junqueiro em Viana do Castelo” que será apresentado pelo autor lê-se: Em Viana do Castelo, pelo contrário, encontrou o amor da sua vida, o equilíbrio financeiro, o calor de uma família, o tempo e as condições psíquicas e materiais para desenvolver o seu estro. Digamos que a sua vida em Viana não foi uma vida complicada, muito pelo contrário. Aqui, o Poeta não teve problemas de maior. A sua vida no Minho, pesou bastante, como vimos, na sua afectividade e na sua personalidade. Sem a estabilidade conseguida em Viana, teria sido, com certeza, muito diferente a sua obra. Foi no Minho, que verdadeiramente se realizou como homem e como poeta. Foi no tempo em que aqui viveu que, comprou a Quinta da Batoca e realizou outros sonhos seus. É por isso, extremamente importante, sabermos como decorreu esta fase da sua vida”.

AGUARELAS DE ROQUE GAMEIRO RETRATAM COSTUMES DO MINHO

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A ILUSTRAÇÃO: As Pupilas do Senhor Reitor

Colecção do Museu de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian,

em depósito no Museu de Aguarela Roque Gameiro (Minde)

Roque Gameiro revela na ilustração da edição da obra de Júlio Dinis cujo subtítulo é "Crónica de Aldeia", a grande capacidade que tinha de adequar as imagens ao texto e de compreender inteiramente a mensagem do escritor. Recriou a aldeia idealizada pelo escritor a partir dos ambientes rurais do Minho e do Douro. Aí fez pesquisas para localizar a área onde decorrera a acção do romance de maneira a ilustrar condizente com as descrições que o autor fazia das paisagens. Comprou utensílios e trajes usados na época para melhor os poder descrever. Todo o seu trabalho de ilustrador revela o investigador atento. Roque Gameiro tomou como modelos, para representar as personagens Clara e Margarida a filha Raquel e a sobrinha Hebe Gomes.

     Numa entrevista dada ao Diário de Lisboa, Roque Gameiro contesta a algumas perguntas sobre o local onde decorreu a acção das Pupilas do Sr. Reitor:

"... Convencido de que o fundo do cenário não podia ser Ovar (...), palmilhei, de recanto a recanto, o norte todo. Encontrei em Santo Tirso - onde Júlio Dinis também esteve várias vezes e onde residiu demoradamente -, a paisagem que se ajustava, com uma realidade de entusiasmar, às descrições do romance."

in Roteiro do Museu de Aguarela Roque Gameiro

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“BRINCAR DE MIÚDOS E TEATRO PARA GRAÚDOS” – UM LIVRO DE JAIME FERRERI

“Brincar de Miúdos e Teatro para Graúdos” é uma das obras de Jaime Ferreri, publicada o ano passado pela Editora barquense “AquiLeio Edições”, com capa magnificamente ilustrada pelo seu neto Guilherme Ferreri de Gusmão que se revela um excelente designer gráfico.

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Este delicioso livro constitui uma colectânea de 22 textos encenados pelo autor e destinados a levar o teatro a todas as localidades. Ou não fora o próprio Jaime Ferreri encenador e diretor de atores da Associação Cultural “Os Canários” de Bravães, em Ponte da Barca.

Através deste livro, o escritor convida-nos a fazer uma viagem pelo imaginário popular e a saborear a musicalidade das palavras. Como não podia deixar de ser, o Minho está sempre presente, tal como os costumes das suas gentes, as tradições, as expressões repentistas e as lendas, brincando com o quotidiano e connosco próprios. O teatro liberta-nos do peso do quotidiano!

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Jaime Ferreri vive em Ponte da Barca e a par de uma dedicada carreira docente na área da informática e matemática, desenvolveu o gosto pela criação literária e pela dramaturgia, tendo ao longo dos anos encenado inúmeras peças de teatro, com particular destaque para as encenações anuais, por altura da Semana Santa, de “A Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo” no mosteiro de Bravães, Ponte da Barca.

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"A SAGA DO ALFERES VICENTE" - A MAIS RECENTE OBRA DO ESCRITOR BARQUENSE JAIME FERRERI

“A Saga do Alferes Vicente” é o mais recente romance deste escritor, nascido em Bravães, Ponte da Barca, que se iniciou nas lides literárias em 1986, com a publicação da novela intitulada "Cabrito Montês", muito bem recebida pela critica e pelo público.

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Seguiram-se depois os romances "Fizeram de mim soldado", publicado em 1992 e “Os homens também hibernam” em 1995. Em 2005 publicou um livro de crónicas "Crónicas (des)alinhadas e um livro de poesia “Pecúlio” e em 2018 o livro “A minha filha Inês”.

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A Saga do Alferes Vicente é tão só um romance de abordagem à guerra colonial numa perspetiva política e sociológica onde se enlaça o regime, os “serviçais” dele, Coimbra de 1969, o poder castrense e a violência sobre a juventude da época ainda que rebeldias, voluntarismo, amores e ternuras se entrelacem no adoçar da narrativa. Este Vicente, o irmão, o pai Laurindo e outras personagens, de maior ou menor relevância, são escolhidos do coletivo nacional, muitos grãos de semente na farinha para um só pão, a passarem na peneira crítica mas também humana e poética do autor.

A região limiana, mais concretamente Ponte da Barca e Ponte de Lima, está sempre presente no romance, desde o seu início: Vicente e o seu irmão gémeo nascem na Quinta do Sobreirinho, no coração do Minho. Mas, a acção estende-se a outras localidades do país e até Àfrica ao tempo da Guerra Colonial. E, temporalmente, até aos nossos dias, acompanhando as transformações políticas.

Jaime Ferreri vive em Ponte da Barca e a par de uma dedicada carreira docente na área da informática e matemática, desenvolveu o gosto pela criação literária e pela dramaturgia, tendo ao longo dos anos encenado inúmeras peças de teatro, com particular destaque para as encenações anuais, por altura da Semana Santa, de “A Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo” no mosteiro de Bravães, Ponte da Barca.

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ARCOS DE VALDEVEZ PROMOVE "HORA DO CONTO" NA PAÇO DA GIELA

Agosto no Paço – Hora do Conto

No próximo domingo, dia 23 de agosto, às 10h30, o Paço de Giela promove a “Hora do Conto”, baseada no livro “Rodrigo e o Bafordo de Valdevez” de Noélia da Mata Fernandes. Dinamização a cargo de David S. Costa (Estudante na Escola Superior de Teatro e Cinema)

Público-alvo: famílias com crianças dos 3 aos 10 anos.

** LIMITADO A 20 PARTICIPANTES **

Atividade gratuita, sujeita a inscrição prévia. A inscrição poderá ser efetuada presencialmente ou através dos contactos:

Email: pacodegiela@cmav.pt

Telefone: 258520529

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ALEXANDRA LUCAS COELHO VENCE GRANDE PRÉMIO MARIA ONDINA BRAGA

Parceria entre a Associação Portuguesa de Escritores e o Município de Braga

O livro ´Cinco Voltas na Bahia e Um Beijo para Caetano Veloso´, de Alexandra Lucas Coelho, editado pela Editorial Caminho, é o vencedor da terceira edição do Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores com o alto patrocínio do Município de Braga.

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O júri, constituído por Guilherme d’Oliveira Martins, Fernando Batista e Isabel Cristina Mateus e coordenado por José Manuel Mendes, distinguiu esta obra, por unanimidade, visto revelar “originalidade literária pela conjugação de viagens diversas, geográficas históricas e interculturais”. Este livro «evidencia ainda uma aproximação cultural e linguística entre o Portugal e o Brasil contemporâneos, ressalvando a complementaridade e as diferenças», refere-se na sua ata de atribuição.

Nesta 3.ª edição da Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga concorreram as obras publicadas no ano de 2019. O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de 12.500,00€.

Recorde-se que o Prémio Literário Maria Ondina Braga, que o Município de Braga instituiu em 2005 com carácter bienal, deu lugar a um “Grande Prémio” no âmbito exclusivo da literatura de viagens e destinado a obras em português e de autores portugueses. Partindo de uma parceria com a Associação Portuguesa de Escritores, esta iniciativa passou a ter carácter anual, ascendendo o valor pecuniário a atribuir para os 12.500 Euros. A sua organização passou, entretanto, a ser assumida pela Associação Portuguesa de Escritores com financiamento do Município de Braga, sendo ambas as entidades promotoras do Prémio.

Em 2018, o vencedor deste prémio foi Afonso Cruz com a obra “Jalan, Jalan: Uma Leitura do Mundo” e, em 2017, Paulo Moura com “Extremo Ocidental – Uma Viagem de Moto Pela Costa Ocidental Portuguesa, de Caminha a Monte Gordo”.

Nascida em 1967 em Lisboa, Alexandra Lucas Coelho estudou teatro no IFICT e comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Publicou cinco livros de reportagem-crónica viagem: Oriente Próximo (2007), Caderno Afegão (2009), Viva México (2010), Tahrir (2011), Vai, Brasil (2013) e o romance E a Noite Roda, que foi galardoado com o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, 2012. Tem carteira de jornalista desde Janeiro de 1987, tendo vivido em Jerusalém e no Rio de Janeiro.

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JAIME FERRERI APRESENTA NOVO LIVRO “A SAGA DO ALFERES VICENTE”

Terá lugar no próximo dia 17 de Julho, sexta-feira, pelas 21h30, no espaço de lazer das Piscinas Municipais de Ponte da Barca, a apresentação do livro “A Saga do Alferes Vicente” do reconhecido romancista, contista, cronista e poeta Jaime Ferreri.

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"A Saga do Alferes Vicente" é o último romance deste escritor, nascido em Bravães, Ponte da Barca, que se iniciou nas lides literárias em 1986, com a publicação da novela intitulada "Cabrito Montês", muito bem recebida pela critica e pelo público.

Seguiram-se depois os romances "Fizeram de mim soldado", publicado em 1992 e "Os homens também hibernam" em 1995.

Em 2005 publicou um livro de crónicas "Crónicas (des)alinhadas e um livro de poesia "Pecúlio" e em 2018 o livro “A minha filha Inês”

Jaime Ferreri vive em Ponte da Barca e a par de uma dedicada carreira docente na área da informática e matemática, desenvolveu o gosto pela criação literária e pela dramaturgia, tendo ao longo dos anos encenado inúmeras peças de teatro, com particular destaque para as encenações anuais, por altura da Semana Santa, de “A Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo” no mosteiro de Bravães, Ponte da Barca.

Sinopse

A Saga do Alferes Vicente é tão só um romance de abordagem à guerra colonial numa perspetiva política e sociológica onde se enlaça o regime, os “serviçais” dele, Coimbra de 1969, o poder castrense e a violência sobre a juventude da época ainda que rebeldias, voluntarismo, amores e ternuras se entrelacem no adoçar da narrativa. Este Vicente, o irmão, o pai Laurindo e outras personagens, de maior ou menor relevância, são escolhidos do coletivo nacional, muitos grãos de semente na farinha para um só pão, a passarem na peneira crítica mas também humana e poética do autor.

Nota: Dado o contexto atual relativo à pandemia de Covid - 19, serão tomadas todas as medidas de segurança recomendadas pela Direção Geral de Saúde.

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FAMALICÃO ATRIBUI PRÉMIO DE CONTO

Candidaturas abertas ao Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco

Está a decorrer até 30 de junho, o período de candidaturas ao Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. O Prémio destina-se a galardoar anualmente uma obra em português, de autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro em primeira edição no ano de 2019.

De acordo com o regulamento do prémio disponível no site do município em www.famalicao.pt “de cada livro concorrente, devem ser enviados cinco exemplares para a sede da APE”, destinados aos membros do júri e à biblioteca. Não serão admitidos a concurso livros póstumos, nem de índole infanto-juvenil. O valor pecuniário do prémio é de 7.500 euros.

Instituído em 1991, o galardão distinguiu já escritores como Hélia Correia, Mário de Carvalho, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria e José Eduardo Agualusa. José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki, Afonso Cruz, A.M. Pires Cabral e Eduardo Palaio, entre outros.

FAMALICÃO EDITA "A MULHER DE FATAL" CAMIL0 CASTELO BRANCO

Livro da autoria dos “pequenos escritores famalicenses” está disponível no link https://issuu.com/municipiodefamalicao/docs/herois_improvaveis

“A mulher fatal” de Camilo Castelo Branco inspira “Heróis improváveis”

Se não fosse a pandemia da Covid 19, a Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide, ter-se-ia enchido hoje de várias dezenas de crianças do concelho, que haveriam de contagiar o ambiente camiliano com a sua alegria, criatividade e fantasia. Tem sido assim, nos últimos anos, com o lançamento e apresentação, no dia 1 de junho, do trabalho final do Atelier de Escrita Criativa e de Ilustração, promovido pelo serviço educativo da Casa de Camilo, com a colaboração do escritor Pedro Chagas Freitas e da ilustradora Gabriela Sotto Mayor.

Crianças na Casa de Camilo, na apresentação do trabalho final do atelier em 2019.jpg

Não sendo possível a sessão de apresentação, o município lançou hoje, no seu portal oficial o livro “Heróis Improváveis”, da autoria dos pequenos escritores. A obra está disponível também na plataforma issuu em, https://issuu.com/municipiodefamalicao/docs/herois_improvaveis.

Tendo como mote de inspiração a obra “A mulher de fatal”, de Camilo Castelo Branco, o projeto envolveu 91 alunos e cinco professores das turmas do 4.º ano das seguintes escolas: Centro Escolar Luís de Camões (turma: 4.º BB), EB Barranhas (turma: BA1), EB Lousado (turma: L4B), EB Nuno Simões (turma: NS4) e EB Requião (turma: D).

As crianças sob a orientação do escritor e formador Pedro Chagas Freitas, deram largas à imaginação e criaram uma narrativa inspirados no romancista de Seide. Finda a composição dos textos, as crianças participaram no Atelier de Ilustração, da responsabilidade da ilustradora e formadora Gabriela Sotto Mayor. Aqui, porém, os trabalhos acabaram interrompidos pela pandemia e foi preciso reinventar para se concluir a publicação.

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, mostra-se “satisfeito por se ter finalizado o atelier que, na sua opinião, corporiza uma das dinâmicas do Serviço Educativo do Museu de São Miguel de Seide: a promoção da leitura e da escrita, desenvolvida, neste caso, com o seu público mais jovem”. Neste sentido, o autarca deixou “palavras de vivo agradecimento” a todos os que deram o seu contributo no desenvolvimento deste atelier e na edição do livro tornado público, afirmando “estar perfeitamente consciente do que esta atividade cultural representa para a valorização da memória patrimonial camiliana no nosso concelho, para reavivar a memória de Camilo Castelo Branco e para fortalecer os laços dos mais novos com a literatura”.

Paulo Cunha deixou ainda a garantia antes do encerramento das aulas, serão entregues exemplares do livro nas escolas dos alunos participantes, para que cada um dos pequenos escritores guarde o seu primeiro livro escrito e impresso.

O Atelier de Escrita Criativa e de Ilustração continuará no próximo ano letivo e a obra a trabalhar será Amor de Salvação, a primeira que Camilo Castelo Branco escreveu em São Miguel de Seide.

MUNICÍPIO DE FAMALICÃO APRESENTA “CRIME E CASTIGO EM CAMILO CASTELO BRANCO”

Apresentado 13.º volume da coleção Estudos Camilianos

«Crime e Castigo em Camilo Castelo Branco» é o tema do volume 13 da coleção «Estudos Camilianos» que o Município de Vila Nova de Famalicão acaba de lançar através da Casa de Camilo – Centro de Estudos.

Crime e Castigo em CCBfamal.jpg

Com organização de Sérgio Guimarães de Sousa e João Paulo Braga, a publicação foi apresentada nesta segunda-feira, 18 de maio, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, em conferência realizada on-line.  

“Os estudos aqui reunidos, demonstram a complexidade, a profundidade e a riqueza da problemática do bem e do mal, do crime e do castigo no autor de Anátema”, refere  na nota introdutória o diretor da coleção e da Casa de Camilo, José Manuel de Oliveira.

“Vasta é a galeria de criminosos de degenerados em Camilo, inúmeros são as personagens brutais e desonestas, com tendências criminosas e instintos predadores. E as motivações do crime não se esgotam em questões sentimentais”, lê-se no mesmo texto.

Colaboraram também neste trabalho os estudiosos Henrique Marques Samyn (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Luciana Namorato (Indiana University, Estados Unidos), Maria João Dodman (York University, Toronto, Canadá) e Patrícia Silva Cardoso (Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Brasil).

A publicação encontra-se à venda ao público no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide, e na Casa do Território, em Vila Nova de Famalicão, podendo ser requerida via digital através da loja on-line da Casa- Museu em www.camilocastelobranco.org