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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA: PRÉMIO VIDA LITERÁRIA VÍTOR AGUIAR E SILVA ATRIBUÍDO A JOÃO BARRENTO

Iniciativa da Associação Portuguesa de Escritores e do Município de Braga

O Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga, dotado de 20 mil euros foi atribuído, na primeira edição, relativa ao biénio 2020/2021, a João Barrento, docente universitário, ensaísta, tradutor e promotor de singular iniciativa cultural.

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A Direcção, constituída em júri como desde sempre nesta iniciativa, deliberou por unanimidade, considerando o percurso notável do Autor, seja nomeadamente enquanto académico e cronista no espaço mediático ao longo de muitos anos, seja pelo brilho incomum das suas traduções de grandes poetas (Hölderlin, Goethe, Walter Benjamin, entre outros) e da acção no Espaço Llansol, a todos os títulos modelar. João Barrento é uma personalidade maior da cultura portuguesa contemporânea.

Recorde-se que, no passado, foram distinguidos Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner Andresen, José Saramago, Óscar Lopes, José Cardoso Pires, Eugénio de Andrade, Urbano Tavares Rodrigues, Mário Cesariny de Vasconcelos, Vítor Aguiar e Silva, Maria Helena da Rocha Pereira, João Rui de Sousa, Maria Velho da Costa e Manuel Alegre.

A sessão oficial de entrega do Prémio será oportunamente anunciada.

BARCELOS APRESENTA OBRA DO ESCRITOR EMANUEL MENDES

“Nunca Pares” de Emanuel Mendes apresentado na Casa da Azenha

A Casa da Azenha vai acolher, no próximo dia 16 de janeiro, às 16h, a apresentação do livro “Nunca Pares”, da autoria de Emanuel Mendes.

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Emanuel Mendes, piloto de linha aérea, escreveu o livro "Nunca Pares" onde descreve a sua experiência ao longo dos Caminhos de Santiago e de Fátima.

Segundo o autor, "os caminhos formam um paralelismo com a vida, não devemos pensar nas saídas que irão surgir para a frente, nem nas que já ficaram para trás. Por umas já passámos e a outras nem sabemos se lá chegamos. Desta forma devemos usufruir o momento. " Nunca pares" é um ensinamento para aproveitarmos o momento, sentir o sabor do que está a ser vivido agora.

Passamos demasiado tempo presos a recordar o passado e a planear o futuro." Pelas páginas do livro, a “narrativa é clara e exaustiva, as referências geográficas e históricas são rigorosas, sem esquecer as cores e aromas de cada lugar, a tradição, a gastronomia, as gentes.”

Sobre Emanuel Mendes

Nasceu a 7 de dezembro de 1979, em Lisboa, tendo vivido a sua infância e adolescência em Alfama. Frequentou o ensino secundário na Escola Secundária Gil Vicente e aos 18 anos iniciou a sua carreira militar, enquanto voluntário na Marinha na especialidade de Fuzileiros, tendo realizado aqui o curso de formação de oficiais.

Participou na missão de apoio à paz na Bósnia Herzegovina, regressando após essa missão à Escola de Fuzileiros, onde permaneceu ligado à instrução até finda a sua carreira nas Forças Armadas, em dezembro de 2003.

Em janeiro de 2004, inicia o curso de formação de agentes da Polícia Marítima, prestando serviço em diversos comandos a nível nacional. Frequentou o mestrado em Ciências Farmacêuticas, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, não o tendo concluído.

Em 2010, iniciou o curso de piloto de linha aérea de aviões e posteriormente o de instrutor de voo em aviões. Atualmente, o autor trabalha como piloto de linha aérea com a especialização em Boeing 767.

Em 2016, iniciou a descoberta dos Caminhos de Santiago, tendo inicialmente optado por percorrer o Caminho Central Português, a partir de Lisboa.

MANUEL TINOCO – ESCRITOR E JORNALISTA COURENSE – ACABA DE PUBLICAR O LIVRO “VOU ALI E JÁ VENHO”

Manuel Tinoco acaba de lançar "Vou ali e já venho", livro cuja apresentação será feita em data a anunciar, em Paredes de Coura, e, muito provavelmente, em Lisboa.

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Trata-se de um conjunto de prosas que o autor escreveu entre 2018 e 2021, algumas publicadas sob o pseudónimo de José Luís Vaz.

Desde textos de carácter autobiográfico a crónicas sarcásticas sobre os aspectos mais comezinhos do dia-a-dia, passando por reflexões mais ou menos enroupadas em metáforas que aqui e ali pisam o risco da linguagem obscena, o livro lê-se de uma penada e fica-se desde já à espera do próximo.

Manuel Tinoco é jornalista desde os 16 anos, tendo vivido em Lisboa até ao início do milénio, altura em que passou a viver em Rubiães, Paredes de Coura, tendo fundado o "Notícias de Coura", jornal que ainda dirige.

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Manuel Tinoco – personalidade bastante conhecida e estimada da comunidade courense e minhota em geral radicada na região de Lisboa - foi um dos fundadores da Casa Courense em Lisboa e seu vice-presidente. E é actualmente director do jornal "Notícias de Coura".

Foi também investigador durante três décadas da presença da comunidade courense na capital, tendo efectuado o levantamento dos courenses na indústria hoteleira em Lisboa, trabalho vertido em livro editado pela ADASPACO (Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura).

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Manuel Tinoco nasceu em Rubiães porque era tradição as mães virem ter os filhos à terra, a casa de seus pais. E, com pouco mais de um mês já estava em Lisboa. A mãe levou-o ao colo e, já sem pai que morreu de doença súbito no dia do seu baptismo em Rubiães (veio cá ver-me pela primeira vez, deixando a taberna de Santa Marta por uns dias, e morreu). E, juntamente com a sua mãe, Manuel Tinoco transformou a velha taberna no conceituado restaurante Alto Minho, um estabelecimento muito visitado  pelos minhotos que residem em Lisboa.

O jornalismo foi sempre a sua grande paixão o que levou a acalentar a vontade de regresso às origens – Paredes de Coura! – sonho que acabou por concretizar por volta dos quarenta anos de idade.

Fruto dessa paixão pela terra, não obstante ser já de uma geração diferente dos cabouqueiros da Casa Courense em Lisboa, e tendo uma ligação à terra cimentada por uma veia romantizada, ao contrário de quem por cá comeu o pão que o diabo amassou, integrou a equipa fundadora daquela instituição regionalista.

E, ao voltar para Paredes de Coura, a chama do jornalismo que lhe corria nas veias concretizou-se com a fundação do jornal “Notícias de Coura”, uma referência da Imprensa da nossa região. Mas, pelo caminho não lhe faltou a veia poética

Além das suas ligações nomeadamente à Casa Courense e ao jornal “Notícias de Coura, Manuel Tinoco foi presidente da Associação Cultural de Rubiães e também vice-presidente do Núcleo de Andebol do Liceu Pedro Nunes – clube federado português que movimentava mais atletas na década de oitenta.

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O escritor e jornalista courense Manuel Tinoco

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Manuel Tinoco, ao lado do Dr. Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante um almoço da Casa Courense em Lisboa

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA PROMOVE APRESENTAÇÃO OFICIAL DO LIVRO "APRENDE COM OS ANIMAIS"

O livro “Aprende com os Animais”, composto por 10 histórias, 10 atividades lúdicas e 10 temas musicais, vai ser oficialmente lançado em Ponte de Lima no dia 9 de dezembro, pelas 14h00, no auditório Rio Lima.

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Trata-se de um projeto com raízes limianas e de forte índole educacional.

As histórias desta obra são da autoria do Daniel Duarte bem como as letras e melodias dos temas do CD. A interpretação das músicas é feita pela voz da Cândida Ferreira e as ilustrações foram realizadas por Marta Carvalho. A revisão dos textos do livro ficou a cargo do Professor João Carlos Velho.

Todos os intervenientes deste projeto têm uma forte ligação a Ponte de Lima, seja por ser a sua terra Natal, ou por serem residentes no concelho.

O livro aborda um conjunto diversificado de temáticas, nomeadamente a preservação da natureza, a igualdade, equidade e diversidade, as tradições e a alimentação.

A sessão de apresentação terá a participação especial da personagem “O Faísca” com uma demonstração de habilidades, truques caninos, entre outras recreações.

Contamos com a vossa presença.

Sinopse do livro:

"Aprende com os Animais" é muito mais do que um livro infantojuvenil. É uma junção de histórias, de músicas, de valores, de ideias e de lições.

Em cada uma das histórias apresentadas existe uma mensagem que quisemos transmitir através da promoção dos valores humanos, da solidariedade, da autoestima, da responsabilidade, da igualdade, do respeito, da cooperação, da fraternidade e do amor.

"Aprende com os Animais", com dez histórias, dez músicas e dez atividades lúdicas, tanto para miúdos como para graúdos, proporcionará, com toda a certeza, bons momentos em família.

Público-alvo: crianças dos 2 aos 12 anos.

O LIVRO "O LUGAR DO VAZIO" DE GUSTAVO PIMENTA EM LANÇAMENTO EM PONTE DE LIMA

 Município de Ponte de Lima vai promover o lançamento do livro “o lugar do vazio”, de Gustavo Pimenta, no dia 20 de novembro, pelas 17h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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Trata-se de uma obra poética, publicado sob a chancela da editora Palimage, que resulta da compilação de 73 poemas, cujas palavras se conjugam com o objetivo de despertar as nossas emoções e sentimentos.
Um livro de esperança e encanto, composto de poesia livre, com apresentação de Fernando Hilário e momentos musicais a cargo de Garry Powell.
Marque presença nesta sessão e conheça a mais recente produção literária de Gustavo Pimenta.
Aceite o nosso convite e venha celebrar a literatura em Língua Portuguesa.
A entrada é gratuita.
Esperamos por si!
Sobre o autor:
Gustavo Pimenta é natural de Ponte de Lima, onde nasceu, no lugar de Crasto da freguesia da Ribeira, em 29 de Janeiro de 1944.
Fez o ensino primário e secundário em Viana do Castelo.
Licenciou-se em Direito no Porto.
Fez o serviço militar, que incluiu passagem pela guerra colonial na Guiné-Bissau.
Desenvolveu a sua atividade profissional em diversos domínios, com especial incidência na área de Informática.
Foi docente no IPMAIA – Instituto Politécnico da Maia.
Em 2018 foi agraciado pela Câmara Municipal do Porto com a “Medalha de Mérito, Grau Ouro”, com imposição em cerimónia pública de 9 de julho de 2018.
Advogado. Em diversas circunstâncias e por diversas vezes, membro de órgãos nacionais do Partido Socialista. Foi deputado à Assembleia da República na legislatura de 1991/1995. Foi membro da Assembleia Municipal do Porto.
É autor das seguintes obras:
• Introdução ao Estudo do Direito – Argumentos de consolidação da instituição jurídica;
• Títulos de Crédito em Geral – Letra, Livrança e Cheque;
• Direito do Turismo – A actividade turística em Portugal – Recensão crítica de legislação;
• em nome da Grei;
• sairòmeM Guerra Colonial;
• O chão perfeito;
• Retratos de um país encantador;
• Triângulo Escaleno;
• A sorte de ter medo

"HISTÓRIAS DE UMA VIDA" DE ANTÓNIO MARTINS MAGALHÃES, NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE BARCELOS

"Histórias de uma Vida". Assim se denomina o mais recente livro da autoria do escritor barcelense António Martins Magalhães, e que será apresentado na Biblioteca Municipal de Barcelos, dia 6 de novembro, pelas 16h00.

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A apresentação da obra está a cargo do professor Mário Patrão, numa sessão que conta ainda com um momento cultural, da responsabilidade do ator Armindo Cerqueira e do saxofonista Pedro Pereira.

O autor

António M. Magalhães nasceu em Negreiros, Barcelos, em 23 de julho de 1935. Licenciou-se em Humanidades pela Faculdade de Filosofia de Braga. Foi professor de português até ao ano 2000. Da sua obra fazem parte os livros: “Então foi assim, narrativas”, “Margens para um rio”, “Moçambicando, memória e paisagem” e “A Voz do Vento”. Esta última publicação foi distinguida com uma menção honrosa por parte da Câmara Municipal de Barcelos, no ano passado.

Sobre o livro

“Este livro, constituído por pequenas histórias ou narrativas, lê-se de um fôlego. Foi escrito com muita satisfação. Não interessará ao leitor saber se as narrativas são reais ou fictícias (aliás, descobrirá isso facilmente). Se a história contada conseguir captar a atenção do leitor, o autor dar-se-á por satisfeito. Atingiu os seus objetivos; porém, se o leitor, enredado numa teia de acontecimentos, não encontrou uma saída para o desenlace, o autor sentir-se-á frustrado.

Oxalá, o leitor possa encontrar alguma satisfação ou prazer estético, nestas historinhas, (como diria a minha falecida esposa)”.

MANUEL CARVALHO: UM OLHAR ATENTO SOBRE A COMUNIDADE PORTUGUESA DE MONTREAL

  • Crónica de Daniel Bastos

O Canadá, uma nação que abrange grande parte da América do Norte e se estende desde o oceano Atlântico, a leste, até o oceano Pacífico, a oeste, alberga uma das mais dinâmicas comunidades portuguesas, que se destaca hodiernamente pela sua diversa atividade associativa, económica e sociopolítica.

Estima-se que atualmente vivam no Canadá mais de meio milhão de luso-canadianos, sobretudo concentrados em Ontário, Quebeque e Colúmbia Britânica, representando cerca de 2% do total da população canadiana que constitui um hino ao multiculturalismo. 

Em Montreal, a segunda maior cidade do Canadá e a primeira da região de Quebeque, onde o número total de portugueses e lusodescendentes deverá ser superior a 60.000 pessoas, ao longo das últimas décadas, o escritor Manuel Carvalho tem mantido um olhar atento sobre a realidade da comunidade luso-canadiana nesta região marcada historicamente pela tradição e cultura francesa.

Manuel Carvalho nasceu em 1946, em Cicouro, um povoado situado no extremo norte do concelho de Miranda do Douro, confinante com território espanhol. Depois de viver grande parte da juventude nos Outeiros da Gândara dos Olivais, nos arredores de Leiria, período em que se iniciou nas letras através da imprensa local, participou na Guerra do Ultramar em Angola, tendo emigrado para Montreal no alvorecer dos anos 80, onde exerceu a função de designer industrial.

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Manuel Carvalho, profícuo escritor luso-canadiano

Desde então, promoveu entre 1983 e 1985, os Jogos Florais Luso-Canadianos, e foi responsável em Montreal pela organização de bibliotecas, concursos, coletâneas literárias e festas culturais direcionadas para a comunidade portuguesa. Com uma vasta colaboração literária espalhada por diversos jornais e revistas no seio das comunidades portuguesas este genuíno cultor das artes e letras é coordenador da revista online “Satúrnia – Letras e Estudos Luso-Canadianos” onde tem divulgado dezenas de autores.

No decurso deste ano, Manuel Carvalho lançou o seu mais recente trabalho, o livro Horizontes, com chancela da Escritório Editora e capa da pintora Maria João Sousa (Majão), também ela emigrante no Canadá. O livro, que é dedicado aos portugueses de Montreal, reúne várias crónicas que o escritor mirandês tem ao longo dos últimos anos escrito nas páginas da imprensa luso-canadiana, e que espelham singularmente a mundividência da comunidade lusa em Montreal.

Na esteira de Onésimo Teotónio Almeida, professor catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University, nos Estados Unidos, que assina o prefácio da obra: “Há décadas que venho lendo com prazer a escrita de Manuel Carvalho. Narrativas curtas, incisivas, feita de traços fortes e certeiros que, numa penada, economicamente desenham personagens e situações, esboçam cenas vivas, prenhes de humanidade, colocando o leitor por dentro de momentos fortes da experiência emigrante portuguesa no Canadá francês – mais precisamente Montreal - mas que poderiam se de qualquer canto da diáspora portuguesa – Newark, Paris, Dusseldorf, Londres, Johannesburg ou Sydney. Tudo narrado num português tão puro como o melhor tinto do Douro”.

MIA COUTO APRESENTA EM PONTE DE LIMA O NOVO LIVRO "O CAÇADOR DE ELEFANTES INVISÍVEIS"

Mia Couto está em Portugal para o lançamento do seu mais recente livro e Ponte de Lima é um dos locais de paragem do escritor.

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No dia 30 outubro de 2021, às 16h00, na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima o escritor moçambicano vai dar-nos a conhecer "O caçador de elefantes invisíveis".

Trata-se de uma obra cuja génese se baseia na seleção de crónicas publicadas na revista portuguesa Visão e que foram reescritas na modalidade de contos, que apresenta, segundo a Fundação Leite Couto uma "visão mítica e poética" da existência humana, misturando ironia e humor, em histórias marcadas por um olhar critico sobre a história de Moçambique.
Marque lugar nesta sessão e não perca a oportunidade de vir ouvir e conhecer um dos mais notáveis escritores da atualidade.
Contamos com a vossa presença.
Sobre o escritor:
Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, tendo sido jornalista e professor. Atualmente é biólogo e escritor.
Foi distinguido, em 2007, com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de
Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia.
Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões.
É autor, entre outros, de "Jesusalém", "O Último Voo do Flamingo", "Vozes Anoitecidas", "Estórias Abensonhadas", "Terra Sonâmbula", "A Varanda do Frangipani" e "A Confissão da Leoa".
Traduzido em mais de 30 línguas, o escritor foi igualmente distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira, em 1999, com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas, em 2007, e com o Prémio Eduardo Lourenço, em 2011, pelo conjunto da obra, entras outras distinções.
"Terra Sonâmbula" foi eleito um dos 12 melhores livros africanos do século XX, e "Jesusalém" esteve entre os 20 melhores livros de ficção mais publicados em França, na escolha da rádio France Culture e da revista Télérama.

FAMALICÃO: GRANDE PRÉMIO DE ENSAIO EDUARDO PRADO COELHO 2020 COM CANDIDATURAS ABERTAS

Encontram-se abertas, até dia 2 de novembro de 2021, as candidaturas ao Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

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O Prémio que se destina a galardoar anualmente uma obra de ensaio literário, em português e de autor português, publicada em livro, em primeira edição, no ano anterior ao da sua entrega, tem o valor monetário de 7.500 euros.

De acordo com o Regulamento do Prémio, disponível através do seguinte link https://www.famalicao.pt/grande-premio-de-ensaio-eduardo-prado-coelho, de cada livro publicado em 2020 serão enviados a concurso, pelos meios correntes, cinco exemplares à APE (Rua de São Domingos à Lapa, 17 − 1200-832 Lisboa), destinados aos membros do Júri e à biblioteca, até 2 de Novembro de 2021. Os livros não são devolvidos pela APE.

Refira-se que o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho distinguiu desde de 2010 já Victor Aguiar e Silva, Manuel Gusmão, João Barrento, Rosa Maria Martelo, José Gil, Manuel Frias Martins, José Carlos Seabra Pereira, Isabel Cristina Rodrigues, Helder Macedo, Joana Matos Frias e Helena Carvalhão Buescu.

FAMALICÃO: GLACIAR LANÇA O VI VOLUME DAS OBRAS DE CAMILO CASTELO BRANCO

Já está nas livrarias a nova edição das Obras de Camilo Castelo Branco da Glaciar. Trata-se do volume VI da coleção camiliana que desta vez junta os romances “A Filha do Arcediago” (1854) e a sequela “A Neta do Arcediago” (1856). Com prefácio de Ana Margarida de Carvalho, a publicação tem fixação de texto de Sérgio Guimarães de Sousa e João Paulo Braga.

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Refira-se o primeiro volume foi lançado em março de 2016 com os romances “Anátema” e “Vingança”. O segundo volume reúne “Coração Cabeça e Estômago” e “Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado”. Dando continuidade à publicação pela Glaciar das suas obras surge no terceiro volume as obras “Carlota Ângela” e “O Retrato de Ricardina”. O IV volume junta as obras “O Carrasco de Vítor Hugo José Alves” e “O Senhor do Paço de Ninães” e o V volume é dedicado às “Novelas do Minho”.

Nesta última edição, pode ler-se no prefácio que “Dizia Camilo Castelo Branco que, depois da sua morte, seria natural que os estilistas se preocupassem com a sua vida e os seus recursos de artista. Não se enganou. Continuamos a lê-lo com olhos de assombro, a seguir a sua alucinante cadência, os seus ímpetos criativos, a sua inverosímil fantasia, a sua genial ironia consorciada ao dramatismo, a inventividade romanesca, o seu modernismo antes do tempo, a riqueza lexical, o vernáculo da época, ainda muito próximo do seu étimo, os seus intemperados personagens.”

Recorde-se que até 2025, ano em que se celebrará o bicentenário do nascimento de Camilo, a Glaciar propõe-se publicar a totalidade das suas obras. Em volumes que se querem irrepreensíveis a todos os níveis – de fixação de texto, grafismo ou acabamento editorial – com um prefácio de uma personalidade de reconhecido mérito.

Para além das livrarias, também é possível adquirir as Obras de Camilo Castelo Branco, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide ou através da Livraria Municipal.

PONTE DE LIMA ACOLHE LANÇAMENTO DO LIVRO "PORT-LOUIS, RUE VAUBAN,56, BRETANHA"

Lançamento do Livro “Port-Louis, Rue Vauban, 56, Bretanha”. No Auditório Municipal de Ponte de Lima, 8 de outubro, às 18 horas

O Município de Ponte de Lima vai acolher a apresentação do Livro “Port-Louis, Rue Vauban, 56, Bretanha” da autoria de Pedro Gomes, na próxima sexta-feira, 8 de outubro, às 18h00, no auditório Municipal de Ponte de Lima.

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A apresentação estará a cargo da Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Susana Costa. Autora de dois livros: "A Justiça em Laboratório" e "Filhos da (sua) mãe" / Almedina, é ainda co-autora em várias outras obras científicas.

Sobre o Autor, Pedro Gomes, destaca-se do seu curriculum a publicação de dois livros de memórias: MAIOR DO QUE O PENSAMENTO e RAÍZES. Seguindo-se o livro de crónicas PRAÇAS DO MEU CONTENTAMENTO e três romances: E O CRIME COMPENSA AS UTOPIAS? (por editar), ANGOLA… O CANTO DO CISNE, em 2.ª edição e PORT-LOUIS, Rue Vauban, 56 – Bretanha.

Atualmente frequenta o 4ºano do Curso Industrial da Escola Comercial e Industrial de V. N. de Gaia. Curso de desenho gráfico e serigrafia do Mestre Vasco Amanajáz/Hoechst Chemie-GmbH-Porto.

A nível profissional, é Gerente da Petimex – Indústria familiar de etiquetas autocolantes – Porto. Instruendo no CSM na Escola Prática de Cavalaria – Santarém – 1967.

Curso da Escola dos Serviços de Saúde Militares – Lisboa. Efetivo ao Serviço de Queimados do Anexo do H. M. P. de Lisboa. Mobilizado pelo Regimento dos Serviços de Saúde. Angola de 1969/1971. Frequência da língua alemã no Goethe Instituto – Lisboa.

Instrumentista de Cirurgia Plástica, Estética e Reconstrutiva

Diretor da Clínica Centro Cirurgia Capilar – Lisboa

A sessão de apresentação deste livro inicia-se com música, com atuação dos alunos da Academia de Música Fernandes Fão.

AQUILINO RIBEIRO NASCEU HÁ 136 ANOS!

Comemoram-se hoje os 136 anos após o nascimento de Aquilino Ribeiro.

Aquilino Gomes Ribeiro nasceu a 13 de setembro de 1885 em Sernancelhe, Viseu.

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Publicou 69 obras literárias que se distribuem por diversas áreas tais como ficção, cronica, critica literária, jornalismo, estudos da etnologia e história, teatro e literatura infantil. Pertenceu ao grupo que fundou o movimento cívico e cultural Seara Nova, e também fundou a Associação Portuguesa de Escritores, tendo sido eleito seu presidente.

Ligou-se ao movimento republicano e interveio ativamente na revolução, chegando mesmo a ser preso. Exilou-se em Paris e regressou a Portugal depois da primeira eclosão da 1ª grande guerra, exercendo a carreira de professor.

Faleceu em Lisboa, a 27 de maio de 1963.

Os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional em setembro de 2007, 44 anos após a sua morte.

Fonte: Panteão Nacional

POR ONDE ANDAM OS VERDADEIROS ESCRITORES? – INTERROGA MÁRCIA PASSOS

Os grandes escritores são homens que, pela sua "reclusão", colhem ideias que podem dar grandes livros... Recolhem as informações e escrevem.

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Não consigo pensar em mim sem escrever, mesmo que o que escreva seja uma grande porcaria... ou uma grande treta.

Os homens nasceram para fazer letras, apareçam eles na televisão, ou sejam eles anónimos. O que distingue (segundo António Lobo Antunes, que conviveu com esses conterrâneos e com esses políticos e que conheceu Mário Soares), um bom escritor dum mau, é que os maus estão sempre a serem vendidos, enquanto que os bons não são vendidos nem estão nas prateleiras das livrarias aos milhares. Tendo em vista isso e apesar de discordar com ele em várias matérias, compreendo o que o escritor diz ao entrevistador.

Escrever é muito difícil, e se vendemos muito, já falhamos. Podemos escrever enes de histórias e se são só vendas, não entramos para a História. Este ponto de vista foi escrita em 2005 e não há nada mais atual do que isso. Também fala de algumas desilusões com os contratos com as editoras, de como foi mudando a sua forma de escrever... diz igualmente que "Uma coisa é escrever, outra é fazer literatura" e lamenta que nomes que, anteriormente eram tão mencionados nas nossas conversas tenham desaparecido ao longo dos anos como a autora Augusta-Bessa Luís ou Fernando Namora, entre outros... escritores esses que antes faziam parte do mercado literário, hoje estão a desaparecer e a ficarem esquecidos das prateleiras da Bertrand e outras livrarias.

Por onde andarão esses escritores?

OBRA LITERÁRIA LANÇADA EM CELORICO DE BASTO

“ (Algumas) Memórias de Teixeira Lucas” a primeira obra literária do autor Manuel Teixeira, foi lançada este sábado, 31 de julho, no auditório do Centro Cultural prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.

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Uma obra há muito almejada pelo autor, de 87 anos, que viu o seu sonho realizado com o apoio da autarquia de Celorico de Basto, que comparticipou a produção literária da obra.

Manuel Teixeira, conhecido por Lucas, pseudónimo, tinha um sonho, “transcrever em livro alguns dos muitos poemas que foi escrevendo ao longo da sua vida”. “Estou tão feliz e realizado pela concretização deste sonho, por ver finalmente este dia acontecer. No livro escrevo sobretudo em verso muito do que fui vivendo a nível pessoal, profissional e politico. A minha memória, apesar da idade, ainda me permite recordar momentos marcantes e que me inspiraram para a criação literária” referiu o autor. “Fiz questão de, neste dia, ter comigo duas das pessoas que mais contribuíram para evolução da minha freguesia, Basto Santa Tecla. O meu grande amigo Presidente Albertino Mota e Silva e o meu grande amigo Dr. Peixoto Lima. Dois homens que me acompanharam e permitiram que muito fosse feito na minha pequena aldeia”.

Neste livro, além da parte poética está escrito em prosa parte da história da freguesia de Basto Santa Tecla, a terra natal do autor. Teixeira Lucas procurou imortalizar neste livro as famílias, os lugares, os monumentos, as lendas e os usos e costumes daquela freguesia, para que nunca fossem esquecidos.

A cerimónia de lançamento do livro contou com um vasto leque de convidados que olham para o autor como “um homem bom, que não suscita invejas um unificador, um pacificador, e ao mesmo tempo um chato, um chato por nunca desistir de buscar o melhor para a sua freguesia, por nunca baixar os braços” disse O Antigo Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Albertino Mota e Silva.

Também José Peixoto Lima, autor do Prefácio, teceu largos elogios ao autor, com quem também trabalhou durante o seu percurso como autarca. “Teria tanto a dizer sobre o Sr. Manuel Teixeira Lucas mas recordo sobretudo, a sua entrega à causa pública. Nos dias de inverno, o nosso autor levantava-se cedo para, religiosamente, acender o fogareiro que existia na escola primária para que os meninos que ali estudavam não tivessem frio enquanto aprendiam, e isto mostra a bondade do autor, a generosidade, a entrega abnegada aos outros”.

A obra estará disponível em algumas papelarias locais e pode ser adquirida em troca de um donativo de 5€,todo o valor angariado reverte a favor dos Bombeiros Voluntários Celoricenses.

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FAMALICÃO: ESCRITOR BRUNO VIEIRA AMARAL FOI O GRANDE VENCEDOR DO PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO

Escritor premiado com a obra “Uma Ida ao Motel e Outras Histórias”. Bruno Vieira Amaral refere “honra e responsabilidade” na hora de receber o Grande Prémio Camilo Castelo Branco

“Um dia ofereceram-me o livro “A Queda de Um Anjo” de Camilo Castelo Branco e foi uma das experiências de leitura mais intensas e fascinantes que tive na minha vida. A obra é um dos grandes monumentos literários do humor literário em Portugal e que até hoje me serve de inspiração, mas também de frustração por não conseguir escrever assim”. O episódio foi relatado esta segunda-feira, por Bruno Vieira Amaral, o grande vencedor do Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, com a obra “Uma Ida ao Motel e Outras Histórias”.

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Na sessão da entrega do galardão promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, em colaboração com a Associação Portuguesa de Escritores (APE), o escritor abordou a admiração pelo “génio” Camilo Castelo Branco e a importância do prémio para a sua carreira literária. “É uma honra enorme, mas também uma responsabilidade”.

“Este prémio dignifica o ofício de escritor” disse, destacando a relevância do galardão para a profissionalização dos escritores. “Tendo em conta a dimensão do nosso mercado cultural, os poucos e fracos hábitos de leitura, estes prémios têm muita importância. É um dos prémios fundamentais para haver mais escritores a dedicarem-se exclusivamente à escrita”, referiu Bruno Vieira Amaral.

Com o valor monetário de 7.500 euros, o Prémio de Conto Camilo Castelo Branco vai já na sua 29ª edição, sendo um exemplo de longevidade e sucesso.

Isso mesmo salientou o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, que louvou a colaboração com a Associação Portuguesa de Escritores. O autarca salientou ainda que o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco tem como finalidade “ao mesmo tempo estimular a escrita, evidenciar e ajudar os escritores em português, mas também perpetuar a vida e a obra de Camilo Castelo Branco”. O autarca referiu que o município tem apoiado a cultura e a criação literária, mas que “são necessários mais projetos de promoção da escrita e da leitura. Temos como objetivo de, a partir de Famalicão, dar um sinal ao país do que pode e deve ser feito para que a cultura, e particularmente a escrita, sejam promovidas”.

Por sua vez, a vice-presidente da APE, Isabel Mateus valorizou o exemplo dado pela autarquia de Famalicão na promoção da escrita. A responsável afirmou que “Bruno Vieira Amaral é um legítimo herdeiro de Camilo Castelo Branco”.

O presidente do júri, José Cândido Martins, apresentou o percurso literário do escritor desde o seu primeiro livro “As primeiras Coisas”, lançado em 2013. Sobre a obra vencedora “Uma Ida ao Motel e outras Histórias” José Cândido Martins disse tratar-se de “uma obra notável a vários títulos, que não só demonstra enorme capacidade literária do seu autor, na sequência de uma obra reconhecida amplamente, como também se mostra uma obra digna do patrono que dá nome a este prémio, Camilo Castelo Branco”.

“Uma Ida ao Motel e outras histórias”, de Bruno Vieira Amaral é uma coletânea de 30 contos anteriormente publicados no Expresso Diário, e “é para gente grande”.

Refira-se que nas 29 edições do galardão foram distinguidos os escritores Mário de Carvalho, Teresa Veiga, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, José Eduardo Agualusa, José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki, Afonso Cruz, A.M. Pires Cabral, Eduardo Palaio, Hélia Correia, Ana Margarida de Carvalho, Francisco Duarte Mangas e Bruno Vieira Amaral.

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AMARES: ANA LUÍSA AMARAL RECEBEU PRÉMIO LITERÁRIO FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA

Cerimónia decorreu na Casa da Tapada, antiga residência do poeta a quem o prémio honra.

O Presidente do Município de Amares, Manuel Moreira, procedeu, na passada sexta-feira (dia 23 de julho), à entrega do Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, à escritora Ana Luísa Amaral, que se sagrou vencedora da segunda edição do concurso com a obra ‘Ágora’. O evento aconteceu na Casa da Tapada, em Fiscal, local onde viveu parte da sua vida o poeta a quem o prémio homenageia.

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“Foi um prazer imenso entregar o prémio da 1.ª edição ao escritor Nuno Júdice. Hoje, é também com enorme honra que entrego o prémio à escritora Ana Luísa Amaral, a quem agradeço muito a sua presença em Amares. Peço-lhe que leve o nome do nosso concelho e que a partir de agora faça parte da sua história”. O edil felicitou a poetisa pela conquista do prémio e por todo o seu trabalho literário, reconhecido nacional e internacionalmente.

“Amares quer, mais uma vez, marcar a importância da cultura e dos homens e mulheres que fazem a literatura nos países de língua portuguesa. Com este prémio honramos também a história do nosso concelho e memória coletiva de Amares e das suas gentes”, destacou Manuel Moreira, reforçando a importância de manter viva a memória “de um vulto maior que muito orgulha o concelho”.

Manuel Moreira deixou, ainda, um agradecimento a todos os que têm tornado possível a concretização desta iniciativa nomeadamente, ao Centro de Estudos Mirandinos e toda a equipa que o suporta, bem como ao pelouro da cultura que tem feito um trabalho “tão importante” de promoção de Sá de Miranda.

A cerimónia foi abrilhantada por um recital de poesia protagonizado por Leonor Alves e um momento musical a cargo do Trio de Flautas da AECA.

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‘Ágora’ foi escolha unanime entre o júri

O Prémio Literário Francisco Sá de Miranda está na sua segunda edição e é promovido bienalmente pela Câmara Municipal de Amares, através do Centro de Estudos Mirandinos, com o intuito de homenagear e divulgar o poeta e humanista Francisco de Sá de Miranda, bem como incentivar a criação literária no domínio da poesia. A presente edição contou com a participação de 202 autores, que concorreram ao prémio no valor pecuniário de 7.500 euros. O júri integrou o Vereador da Cultura da Autarquia, Isidro Araújo, Ana Isabel Moniz, da Universidade da Madeira, e foi presidido por Sérgio Guimarães de Sousa, Diretor do Centro de Estudos Mirandinos.

Sérgio Guimarães de Sousa admitiu que “foi uma verdadeira maratona ler no escasso tempo disponível todas as obras a concurso, até porque ler poesia é ler com demorada atenção”. Reconheceu, no entanto, que a escolha foi unanime e destacou algumas razões que levaram a escritora a vencer o concurso literário, desde logo “a condição humana que ocupa um lugar central, mas também a relação com obras maiores da pintura e a revisitação de episódios bíblicos.

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Ana Amaral recebeu distinção com “honra e privilégio”

“É uma enorme honra e privilégio para mim receber este prémio, cujo patrono é Sá de Miranda, para mim um dos maiores da literatura portuguesa e também a meu ver o maior sonetista da nossa história. Agradeço muito ao júri que me concedeu esta distinção”, sublinhou a escritora. “Sá de Miranda é um autor cuja poesia se mantém atual, acrescentou a escritora para quem “a grande poesia é do seu tempo, mas atravessa tempos, tem essa capacidade”. Deixando uma reflexão sobre a arte, Ana Luísa Amaral confessou: “A arte, e no meu caso, a arte da poesia é absolutamente fulcral, pois é a partir dela que sentimos e pensamos o mundo, os outros seres vivos e viventes, e nos pensamos enquanto seres humanos”, disse. No final, a poetisa deixou uma palavra de carinho à sua filha, genro e pai.

Depois de ouvir a poetisa, Isidro Araújo, Vice-presidente do Município de Amares e membro do júri, mostrou-se emocionado com o discurso da escritora, revelando mesmo estar “sem palavras”. “Foi um momento único que todos tivemos o privilégio de partilhar e agradeço à Ana Luísa Amaral pela lição que deixou”, enalteceu Isidro Araújo, desejando votos de um futuro cheio de sucesso à poetisa.

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FAMALICÃO: BRUNO VIEIRA AMARAL RECEBE GRANDE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA EM SEIDE

Paulo Cunha e José Manuel Mendes entregam galardão literário, no Centro de Estudos Camilianos

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e o presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), José Manuel Mendes, entregam na próxima segunda-feira, 26 de julho, pelas 17h00, no Centro de Estudos Camilianos, em Seide, o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco ao escritor Bruno Vieira Amaral pela obra "Uma ida ao Motel e outras histórias".

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O galardão literário, com um prémio pecuniário de 7.500 euros é organizado pela APE em parceria com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. Nesta edição teve como júri os professores, investigadores e escritores Annabela Rita, António Carlos Cortez e Cândido Martins, que decidiram unanimemente o nome do vencedor.

“Considerando as candidaturas a concurso, o volume de trinta contos de Bruno Vieira Amaral destaca-se da restante produção recebida por este júri, na medida em que congrega uma apurada técnica narrativa com uma imaginação de universos de linguagem e de personagens que, saídos do real quotidiano e urbano, moldam uma visão do mundo que é a um tempo realista e irónica, e não raro, trágica...”, lê-se na ata do júri sobre o livro publicado pela Quetzal.

O Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, instituído em 1991, pela APE, patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, destina-se a galardoar anualmente uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro, em primeira edição, no decurso do ano anterior à atribuição (neste caso, 2020).

Nascido em 1978, Bruno Vieira Amaral, formado em História Moderna e Contemporânea pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, é escritor, crítico literário, tradutor, e autor do blogue “Circo da Lama”.

Colaborou no Diário de Notícias Jovem, revista Atlântico, jornal i e no Observador, e atualmente é editor-adjunto da Revista Ler, cronista do Expresso e da revista GQ.

O seu primeiro romance, "As Primeiras Coisas", publicado em 2013, foi considerado livro do ano para a Revista Time Out (ano em que o autor recebeu o Prémio Novos por se destacar na literatura), e foi distinguido com o Prémio PEN CLUBE Narrativa, Prémio Literário Fernando Namora e Prémio Literário José Saramago 2015, segundo a nota biográfica divulgada pela APE.

Em 2017, publicou o seu segundo romance, "Hoje Estarás Comigo no Paraíso", que nesse mesmo ano foi distinguido com o Prémio Tábula Rasa para melhor obra de ficção e que, em 2018, arrecadou o 2.º lugar do prémio Oceanos, antigo prémio PT de Literatura.

Bruno Vieira Amaral publicou ainda o "Guia Para 50 Personagens da Ficção Portuguesa" (pela editora Guerra e Paz, 2013), "Aleluia!" (FFMS, 2015), um livro de não-ficção sobre minorias religiosas em Portugal, "Manobras de Guerrilha" (Quetzal, 2018), coletânea de textos dispersos, e "Uma Viagem pelo Barreiro" (CMB, 2018). Prepara atualmente uma biografia do escritor José Cardoso Pires, que deverá sair no final de 2019.

Nas 29 edições do galardão foram distinguidos os escritores Mário de Carvalho, Teresa Veiga, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, José Eduardo Agualusa, José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki, Afonso Cruz, A.M. Pires Cabral, Eduardo Palaio, Hélia Correia, Ana Margarida de Carvalho, Francisco Duarte Mangas e Bruno Vieira Amaral.

MIA COUTO ENCERRA PRESENÇA EM ESPOSENDE COM PROMESSA DE REGRESSAR

A encerrar o programa do Encontro com Mia Couto, Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021, promovido pelo Município de Esposende, decorreu, esta manhã, no Bar da Praia, em Esposende, a tertúlia “Mar me Quer”, título que dá nome a uma das obras do escritor moçambicano. Em representação do Município, marcou presença na iniciativa a Vereadora da Educação e Cultura, Angélica Cruz.

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Num ambiente informal e descontraído, com a restinga e o mar de Esposende como pano de fundo, foram muitos os que quiseram aproveitar a oportunidade para um contacto mais próximo com o escritor. Apesar das limitações decorrentes da atual situação pandémica, o encontro traduziu-se num momento de convívio e de partilha, que reuniu pessoas de todas as idades, tendo iniciando com a interpretação do poema “Foi para ti”, de Mia Couto, por Raquel Boaventura Rego, familiar do escritor Manuel de Boaventura.

Como nota prévia, a responsável pela Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, Luísa Leite, que moderou a conversa juntamente com a professora Cláudia Sá, da Escola Básica António Correia de Oliveira, de Esposende, referiu que o Bar da Praia é um café icónico da cidade, que remonta às décadas de 40/50 do século XX, lembrando que o mítico bar é referido no texto sobre Esposende “A morte da água”, da autoria do escritor Ruy Belo.

Alguns alunos do clube de jornalismo da Escola Básica António Correia de Oliveira não quiseram perder a oportunidade de privar com tão grande nome da literatura e de ficar a conhecer melhor o escritor e a sua obra, tendo aproveitado para colocar diversas questões, relacionadas tanto com a sua atividade de escritor como de biólogo, tendo presenteado Mia Couto com o primeiro número da revista do Clube de Jornalismo. O escritor agradeceu a oferta e saudou a presença dos alunos e a pertinência das questões colocadas, considerando que “a qualidade de uma escola mede-se pela qualidade das perguntas colocadas pelos alunos”.

Do demais público presente surgiram as mais variadas questões em torno da sua atividade literária, clarificando Mia Couto aspetos sobre algumas das suas obras em particular e o processo criativo, bem como o seu posicionamento sobre temas atuais. O escritor assumiu que “Terra Sonâmbula”, o seu primeiro livro de prosa, constitui a sua obra de eleição, atendendo ao tema que retrata, a guerra civil, onde perdeu amigos, e afirmou que “doeu fazer”. Questionado sobre como gostaria de ser recordado, Mia Couto afirmou que a sua grande aposta “é ser uma pessoa boa, um homem bom”, clarificando que, apesar de a escrita ser o centro da sua alma, é o contacto com as pessoas que o preenche.

Na despedida, o vencedor do Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021 reiterou a vontade de regressar a Esposende, numa outra oportunidade, assumindo que “esta terra ficou-me no coração”.

Tal como as duas anteriores iniciativas do Encontro com Mia Couto, também esta tertúlia terminou com um momento de convívio e sessão de autógrafos.

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