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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE BARCELOS PROMOVE 14ª EDIÇÃO DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA

A Câmara Municipal de Barcelos promove nos dias 18 e 20 de fevereiro a 14.ª edição do Concurso Nacional de Leitura – Fase Municipal de Barcelos, através da Biblioteca Municipal de Barcelos e da Rede de Bibliotecas de Barcelos.

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A iniciativa organizada pelo Plano Nacional de Leitura tem como objetivo estimular o gosto e o prazer da leitura, melhorar o domínio da língua portuguesa e a sua compreensão.

Nesta fase, participam 58 alunos, representantes de todos os agrupamentos de escolas do concelho, nas várias categorias, desde o 1º Ciclo do Ensino Básico ao Ensino Secundário.

A fase Municipal é composta por dois momentos: uma prova escrita, a realizar-se dia 18 de fevereiro, às 10h00 e uma prova oral, a decorrer no dia 22 de fevereiro, para os seis alunos selecionados, por ciclo de ensino, na prova anterior.

O Concurso Nacional de Leitura, em Barcelos, tem como júri o professor José Campinho, a Coordenadora Interconcelhia da RBE, Fernanda Freitas e o escritor Miguel Borges.

O concurso será organizado em formato online, através da plataforma Google, para a realização da prova escrita e da plataforma Zoom, para a realização da prova oral.

Os 4 alunos vencedores, por cada ciclo de ensino, irão representar o Município de Barcelos na Fase Intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura, que decorrerá no mês de abril, em Vila Verde.

A final será realizada em Oeiras e transmitida pela RTP, dia 5 de junho.

Este concurso, organizado pelo Plano Nacional de Leitura, em colaboração com a Rede de Bibliotecas Escolares, a Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, realiza-se com propósito de celebrar a leitura e o prazer de ler, reforçando o seu caráter universal.

PAREDES DE COURA: AQUILINO RIBEIRO E O ROMANCE "A CASA GRANDE DE ROMARIGÃES" FORAM REFERIDOS NA ASSEMBLEIA NACIONAL EM 1971

Na sessão legislativa de 28 de Julho de 1971, da Assembleia Nacional, no contexto da discussão na generalidade da proposta e projecto de lei sobre a liberdade de imprensa que na ocasião teve lugar, o deputado Aguiar e Silva, a meio de uma longa intervenção enaltece o escritor Aquilino Ribeiro e a sua obra “A Casa Grande de Romarigães”, nos seguintes termos:

O Orador: - Depois, é necessário reconhecer, como há diais escrevia Virgílio Ferreira em A Capital, que há muitos e grandes escritores que foram e são politicamente «reaccianarias», não sofreado contestação que o teor de uma ideologia é um factor não pertinente no universo dos valores estéticos, por muito que pese aos marxistas dogmáticos e aos intolerantes provincianos que apenas sagram com o sinete do talento ou do génio os camaradas de trincheira e os confrades de «capela».

Apesar de todos os prejuízos e resultados nocivos advenientes, repito, do regime de censura, Aquilino Ribeiro escreveu e publicou obras-primas como essa cáustica e irreverente Casa Grande de Romarigães, Miguel Torga e José Régio escreveram alguns dos mais belos poemas da língua portuguesa, e afirmou-se, nos últimos vinte anos, uma magnífica plêiade de romancistas e poetas.

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ESCRITOR AQUILINO RIBEIRO E GENERAL NORTON DE MATTOS TROCARAM CORRESPONDÊNCIA EM 1951

Em 1951, o escritor Aquilino Ribeiro endereçou a partir de Viseu uma carta ao General Norton de Matos, recebida em Ponte de Lima, a agradecer a oferta e os termos da dedicatória. Referiu ainda na mesma aspectos relacionados com a sua obra intitulada “Via Sinuosa”.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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ESCRITOR MIGUEL TORGA MORREU HÁ 26 ANOS!

Dizia o insígne escritor Miguel Torga que “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – como transmontano que era, dos pés à cabeça, desconhecia o escritor que o Minho também possuía outras cores como o branco da neve que a tempos cobre as serranias de Castro Laboreiro!

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“17 de janeiro de 1995 - Morre o escritor Miguel Torga, pseudónimo do médico Adolfo Correia da Rocha

Foi há 26 anos que morreu, em Coimbra, Adolfo Correia da Rocha, um dos mais expressivos valores das Letras Portuguesas, mais conhecido pelo pseudónimo de Miguel Torga.

Nascido em São Martinho das Antas (1907), no cenário natural e agreste das serranias transmontanas (ambiente que influenciará de forma marcante a sua escrita), deixou a sua terra natal com dez anos. Na sua adolescência, esteve emigrado no Brasil. Após voltar para Portugal, formou-se em medicina na Universidade de Coimbra, ao mesmo tempo que participava nos movimentos literários académicos da sua geração. Acabaria por se fixar nesta cidade universitária, onde viveria até ao final da sua vida.

É autor de uma vasta e diversificada obra, compreendendo poesia, diário, ficção (contos e romances), teatro, ensaios e textos doutrinários.

Estreou-se com “Ansiedade”, destacando-se no domínio da poesia com “Orfeu Rebelde”, “Cântico do Homem”, bem como através de muitos poemas dispersos pelos dezasseis volumes do seu “Diário”. Na obra de ficção, saliente-se “A Criação do Mundo”, “Bichos”, “Novos Contos da Montanha”, entre outros. O “Diário” ocupa lugar de relevo na sua obra. Como escritor dramático, também publicou três obras intituladas “Terra Firme”, “Mar” e “O Paraíso”.”

Fonte: Sociedade Histórica da Independência Nacional

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"Desanimado, meti para Castro Laboreiro à procura dum Minho com menos milho, menos couves, menos erva, menos videiras de enforcado e mais meu. Um Minho que o não fosse, afinal. Encontrei-o logo dois passos adiante, severo, de curcelo e carapuça.

A relva dera finalmente lugar à terra nua que, parda como o burel, tinha ossos e chagas. O colmo de centeio, curtido pelos nevões, perdera o riso alvar das malhadas. Identificara-se com o panorama humano, e cobria pudicamente a dor do frio e da fome. Um rebanho de ovelhas silenciosas retouçava as pedras da fortaleza desmantelada. E uma velha muito velha, desmemoriada como uma coruja das catacumbas, vigiava a porta do baluarte, a fiar o tempo. Era a pré-história ao natural, à espera da neta.

 

Ó castrejinha do monte,

Que deitas no teu cabelo?

Deito-lhe água da fonte

E rama de tormentelo.

 

Bonita, esbofeteada do frio, a cachopa vinha à frente dum carro de bois carregado de canhotas. Preparava a casa de inverno para quandochegasse a hora da transumância e toda a família —pais, irmãos, gados, pulgas e percevejos— descesse dos cortelhos da montanha para os cortelhos do vale, abrigados das neves.

 

– Conhece esta cantiga?

– Ãhn?

 

Falava uma língua estranha, alheia ao Diário de Noticias, mas próxima do Livro de Linhagens do Conde de Barcelos.

 

– É legitimo este cão?

– É cadela.

 

Negro, mal encarado, o bicho, olhou-me por baixo, a ver se eu insistia na ofensa. O matriarcado teimava ainda...

 

– A Peneda?

 

A moça apontou a vara. E, como ao gesto de um prestidigitador, foram- se desvendando a meus olhos mistérios sucessivos. Todo o grande maciço de pedra se abriu como uma rosa. A Peneda, o Suajo e o Lindoso.Um nunca mais acabar de espinhaços e de abismos, de encostas e planaltos. Um mundo de primária beleza, de inviolada intimidade, que ora fugia esquivo pelas brenhas, tímido e secreto, ora sorria dum postigo, acolhedor e fraterno.

 

Quando dei conta, estava no topo da Serra Amarela a merendar com a solidão. Tinham desaparecido de vez as cangas lavradas e coloridas que ofendiam as molhelhas do suor verdadeiro. A zanguizarra dos pandeiros festivos e as lágrimas dos foguetes já não encandeavam a lucidez dos sentidos. Os aventais de chita garrida davam lugar aos de estopa encardida. Nem contratos pré-nupciais ardilosos, nem torres feudais, nem rebanhos de homens pequeninos, dóceis, a cantar o Avé atrás do cura da freguesia. Pisava, realmente, a alta e livre terra dos pastores, dos contrabandistas e das urzes. As pernas de granito dum velho fojo abriam-se num grande V, como as dum gigante no sono da sesta. E saltou-me vivo à lembrança o instantâneo de Joaquim Vicente Araújo, quando no seu Diário Filosófico da Viagem ao Gerês fala duma batida aos lobos, que presenciou, e em que toda a população masculina do lugar colaborara: «Era cousa de ver a má catadura duns e a presteza de todos, que descalços, outros de socos, armados desciam pelas fragas». Sem a coragem dos avós, agora os habitantes comunitârios de Vilarinho da Furna atacavam as alcateias a estricnina e caçavam corças furtivamente. Mas mesmo assim nao faziam má figura ao lado do rio Homem, que, talvez a querer justificar um nome que a etimologia lhe nega, parecia um lavrador numa leira de pedras, tenaz em todo o percurso, e sempre límpido, a espelhar o céu. Na margem de lá, o Pé do Cabril, solene, esperava a abraço duma ascensão. E coma a desafiar aquela pétrea majestade, arrogante e lustroso, o toira do lugar roncou de uma chã. Símbolo tangível da virilidade e da fecundação, nenhum outro deus, ali, tinha forças para o destronar. Plenitude encarnada do instinto natural de preservação da seiva capaz de se multiplicar em cada acto de amor, era ele o pólo de todos os cultos cuItos e desvelos. Rei já no tempo das casarotas megalíticas que me rodeavam, continuava a sê-lo ainda no presente por exigência e graça da própria vida.

 

Atravessada a ponte em corcova, galgados os muros ciclópicos da Calcedónia, numa erudiçao feita à custa dos pés, e guiado pelos miliários imperiais, segui a geira romana até chegar à Portela do Homem, onde as legiões invasoras pareciam aquarteladas. Mas foi a guarda fiscal, vigilante, que me recebeu.

 

A uma sombra tutelar, pouco depois, num minuto de descanso, a Historia recente da Pátria avivou-se.

 

– Uma das incursoes monarquicas foi por aqui...

– Tentaram... Tentaram...

– Este Minho! Este Minho!...

– Tem uma costela talassa, tem...

 

Mas recusei-me a reintegrar, por simples razões partidárias, aquelas viris penedias no planisfério verdurengo de onde a própria natureza as libertara. Tranquei as portas da memória e, pela margem do rio, subi aos Carris. Uma multidão minava as fragas à procura de volfrâmio, por conta da guerra e de quem a fazia. Teixos e carvalhos centenários acompanharam-me quase todo o caminho. Só desistiram quando me aproximei do cume da montanha, onde a vida, já sem raizes, tenta levantar voo.

 

Agora, sim! Agora podia, em perfeita paz de espírito, estender a minha ternura lusíada por toda a portuguesa Galiza percorrida. Pano de fundo, o mar de terras baixas era apenas um cenário esfumado; à boca do palco reflectiam-se nas várias albufeiras do Cávado a redonda pureza da Cabreira e a beleza sem par do Gerês. E o espectador emotivo já não tinha necessidade de brigar com o cavador instintivo que havia também dentro de mim. Embora através da magia agreste dos relevos, talvez por contraste, impunha-se-me com outra significação a abundância dos canastros, o optimismo dos semeadores e a própria embriaguez que anestesiava cada acto, no fundo necessária à saúde dos corpos individuais e colectivos. Integrava o alegrete perpétuo no meu caleidoscópio telúrico. Bem vistas as coisas, se ele não existisse faria falta no arranjo final do ramalhete corográfico português.

 

Em acção de graças por esta conclusão pacificadora, rezei orações pagãs no Altar de Cabrões, antes de subir à Nevosa e aos Cornos da Fonte Fria a experimentar como se tremem maleitas em pleno Agosto.

 

Estava exausto, mas o corpo recusava-se a parar. Pitões acenava-me lá longe, de tectos colmados e de chancas ferradas. Não obstante pisar o mais belo pedaço de chão pátrio, queria repousar em terra real e consubstancialmente minha. Ansiava por estender os ossos nos tomentos de Barroso, onde, apesar de tudo, era mais seguro adormecer. Quem me garantia a mim que, mesmo alcandorado nos carrapitos doirados da Borrajeira, não voltaria a ter pela noite fora um pesadelo verde?"

RETRATOS DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA NA LITERATURA INFANTO-JUVENIL

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  • Crónica de Daniel Bastos

Nas últimas décadas a literatura infanto-juvenil, um ramo da literatura dedicado especialmente às crianças e jovens adolescentes, tem-se assumido como um dos géneros mais apreciados no panorama editorial português e uma relevante ferramenta para a criação de hábitos leitura.

Impulsionados por programas públicos, como o Plano Nacional de Leitura (PNL) e a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) que têm contribuído decisivamente em Portugal para o desenvolvimento de uma estratégia de promoção da literacia no público mais jovem, cada vez mais escritores, ilustradores e projetos editoriais têm apostado na conceção de livros destinados a crianças e jovens adolescentes.

Entre as várias temáticas abordadas, o fenómeno da emigração, uma realidade socio-histórica incontornável no território nacional, tem sido alvo de múltiplas abordagens por parte de autores de literatura para crianças e jovens. É o caso, por exemplo, de António Mota, um dos mais conhecidos autores de literatura juvenil que em 2012 lançou a obra O Agosto que Nunca Esqueci, um livro recomendado pelo PNL para leitores fluentes dos 12 aos 14 anos, que constitui um retrato da emigração portuguesa dos anos 60.

Em 2017, a famalicense Marta Pinto assinou o livro infantil Emigração. Que palavra esquisita!. Uma obra ilustrada por Natacha Lourosa, e cuja narrativa percorre a história de Clara, uma menina como tantas outras que vê o pai ter de viajar para longe, para outro país, para trabalhar, e que aguarda ansiosa pelo seu regresso.

No ocaso do ano de 2019, a Associação dos Emigrantes Açorianos (AEA), cuja sede funciona nas instalações do Museu da Emigração Açoriana, na Ribeira Grande, ilha de São Miguel, lançou o livro infanto-juvenil Açores, uma caça ao sonho americano, que narra a história dos primeiros açorianos que chegaram aos Estados Unidos da América, por via da caça à baleia, no século XVIII. Com pesquisa de Rui Faria, textos de Patrícia Carreiro, ilustrações de Romeu Cruz e tradução de Cristina Oliveira, o livro bilingue que se encontra traduzido para inglês, ficou disponível na costa Leste dos Estados Unidos a partir do início do ano seguinte, sendo que as receitas das suas vendas revertem para a edição de um novo livro sobre a história da emigração açoriana para o Canadá, outro dos principais destinos da diáspora açoriana.

Já no decurso do ano transato, e no seio das comunidades portuguesas, a empresária lusodescendente de terceira geração na Califórnia e dirigente do Conselho de Liderança Luso-americano (PALCUS), Ângela Simões, lançou o livro bilingue “Maria and Joao go to the Festa! A Maria e o João vão à Festa!”. Com ilustrações da luso-americana Hélia Borges Sousa e tradução portuguesa do professor luso-americano Diniz Borges, natural da ilha Terceira, nos Açores, e diretor do Portuguese Beyond Borders Institute da Universidade de Fresno State, na Califórnia, o livro direcionado para crianças dos 6 aos 12 anos, narra uma história que retrata a tradição das "Festas" das comunidades portuguesas nos Estados Unidos, e que imerge assim na génese dos emigrantes portugueses na América.

Porquanto as crianças são o presente e futuro do mundo, a conceção e realização de obras no campo da literatura infanto-juvenil, com enfoque no fenómeno migratório, uma constante estrutural da história portuguesa, é simultaneamente, um importante contributo para a aprendizagem. Assim como para o processo educativo, mormente a educação para a cidadania, que visa contribuir para a formação de pessoas responsáveis, autónomas, solidárias, que conhecem e exercem os seus direitos e deveres em diálogo e no respeito pelos outros, com espírito democrático, pluralista, crítico e criativo.

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APOSTA NO DESENVOLVIMENTO DO CONCURSO CONCELHIO DE LEITURA

Apesar dos condicionalismos impostos pela atual pandemia o Município de Ponte de Lima decidiu avançar com o Concurso Concelhio de Leitura, que decorrerá, este ano, no auditório rio Lima, no dia 18 de fevereiro.

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Através de uma aposta clara na promoção de competências de literacia na comunidade escolar e na valorização e consolidação de hábitos de leitura na população limiana, a Rede de Bibliotecas de Ponte de Lima, em parceria com os Agrupamentos de Escolas do concelho, dinamizará mais uma edição deste concurso que dará acesso ao Concurso Nacional de Leitura.

Após o desenvolvimento da primeira fase do concurso nas escolas, os participantes apurados transitam para esta fase municipal - constituída por uma prova escrita digital e por uma prova oral, desafiando os alunos a subirem ao palco e a prepararem-se para a próxima fase do Concurso Nacional de Leitura, que decorrerá nos mesmos moldes -.

Os livros selecionados para esta etapa adequam-se às várias faixas etárias e níveis de ensino e versam sobre os seguintes autores e obras:

1.º Ciclo – 3.º e 4.º ano

Título e autor: O avô tem uma borracha na cabeça / Rui ZinK ; il. Paula Delecave ; Porto Editora

2.º Ciclo – 5.º e 6.º ano

Título e autor: O país das Laranjas / Rosário Alçada Araújo; Edições Asa

3.º Ciclo – 7.º, 8.º e 9º ano

Título e autor: As aventuras de Tom Sawyer / Mark Towain ; trad. João Reis; Edição Fábula

Ensino Secundário

Título e autor: As Vinhas da Ira / John Steinbeck

Todos os concorrentes serão galardoados com certificados e aos vencedores, por cada nível de ensino, serão oferecidos prémios.

TRIBUTO À MULHER

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  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Iniciamos 2021. Naturalmente, todos aspiramos a que seja suficientemente melhor o ano que se inicia do que o agora terminado.  Para tal, basta que nos libertemos desta famigerada pandemia que nos atormenta e nos tolhe a todos os níveis. Mas sobre essa eventual nova realidade o futuro nos esclarecerá.

Uma entrevista à Escritora chilena Isabel Allende (prima de Salvador Allende, Presidente do Chile morto no golpe militar levado a cabo por Pinochet em 1973), publicada na revista do Expresso de 18/12/2020, deu-me o mote para a primeira crónica do ano.  Na língua espanhola, Isabel Allende está considerada como a escritora mais lida no mundo. Tem 20 romances publicados e mais de 70 milhões de livros vendidos. Acaba de lançar “Mulheres da Minha Alma”, onde procura dar novo fôlego ao feminismo que sempre advogou.

Desta escritora famosa, que se lê com prazer e nos encanta pela alma que põe nas entrevistas que dá, li apenas “A casa dos espíritos”, um livro que, pela sua grandeza, está recomendado como sugestão de leitura para o Ensino Secundário. Nesta entrevista que deu à jornalista Luciana Leiderfarbarb, Isabel explica porque continua a sua luta pela emancipação das mulheres. Diz-se feminista desde os 5 anos, quando o pai abandonou a mãe com três crianças, sendo ela a mais velha, com três anos apenas. A situação da mãe, sem trabalho, virou suplício, porque, à época, as mulheres praticamente não trabalhavam e uma mulher separada expunha-se a todo o tipo de boatos. Isabel nasceu em 1942.

Partindo da sua experiência, a Escritora desfia um rol de desgraças para a maior parte dos seres femininos. “O mundo inteiro vive num patriarcado, que é um sistema de opressão permanente contra a outra parte da Humanidade”, confessa. Depois justifica a sua asserção com variadíssimos exemplos e chega a afirmar que a mulher, em muitos países, vale menos que gado; onde um pai pode casar uma filha ainda criança ou trocá-la por duas vacas. Sobre o combate a tais situações, diz: “o feminismo começa por erradicar o medo, protegendo a mulher contra a violência sistemática a que está sujeita. Depois, uma mulher tem que ter controle sobre o seu corpo. E tem de ter um salário, porque se depende dos outros, não há feminismo que lhe valha”. Quando lhe é perguntado se são as mulheres fortes que inspiram a sua escrita, diz que sim e que não as inventa, porque não as há fracas.

Isabel Allende criou uma Fundação para proteger as crianças do sexo feminino em muitas partes do mundo, já que são rejeitadas pelos progenitores, só porque são meninas. Quando lemos ou ouvimos esta Escritora chilena, se divulgarmos a sua ação, os seus conceitos e alertas, quase estamos isentos de dissertar sobre a superior importância da mulher na sociedade, até porque muitos o fazem para sossegar a dor que lhes vai na alma. Um amigo que muito estimo, feminista assumido, se me ler dirá de imediato: mulheres ao poder.

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Capa da última obra de Isabel Allende, apresentada em Portugal em Novembro de 2020

FAMALICÃO E APE DISTINGUEM JOSÉ VIALE MOUTINHO, FRANCISCO DUARTE MANGAS E HELENA CARVALHÃO BUESCU

Grandes Prémios de Conto Camilo Castelo Branco 2018 e 2019 e o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho 2019 foram entregues nesta segunda-feira, em Lisboa

Os escritores José Viale Moutinho, Francisco Duarte Mangas e Helena Carvalhão Buescu receberam esta segunda-feira, os Grandes Prémios de Conto Camilo Castelo Branco 2018 e 2019 e o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho 2019, respetivamente.  A cerimónia decorreu na sede da Associação Portuguesa de Escritores (APE), em Lisboa, e contou ainda com as presenças do presidente da APE, José Manuel Mendes e do vereador da Cultura e da Educação do município de Vila Nova de Famalicão, Leonel Rocha.

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José Viale Moutinho foi galardoado com o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco, em 2018, pela obra "Monstruosidades do Tempo do Infortúnio", enquanto Francisco Duarte Mangas venceu a edição de 2019 com "Pavese café Ceuta". Já Helena Buescu conquistou o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho com "O Poeta na cidade - A Literatura na História".

Numa cerimónia, praticamente sem convidados e sem jornalistas, num ano completamente atípico, marcado pela pandemia da Covid 19, José Manuel Mendes abriu a sessão referindo que “esta é uma cerimónia singular e, ao que se deseja, irrepetível”, pelo “inusitado contexto pandémico”.

Apesar disso, a sessão não deixou de se realizar e os vencedores “aplaudidos e reconhecidos”, como afirmou José Manuel Mendes. O responsável da APE sublinhou ainda a parceria entre “a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, cujo incremento de notáveis realizações nas áreas criativas é bem reconhecido à escala do país, patrocinadora dos Grandes Prémios do Conto e de Ensaio Camilo Castelo Branco e Eduardo do Prado Coelho, e a Associação Portuguesa de Escritores, validando, prosseguindo, enriquecendo um diálogo muito cordial que vai tateando os 30 anos”.

Por sua vez, Leonel Rocha destacou a importância da cultura e da educação em contexto Covid 19. O autarca referiu que o município de Famalicão “tem insistido nesta aposta reconhecendo a sua relevância para o território e para os famalicenses”. “Somos inegavelmente um concelho industrializado, mas representamos ao mesmo tempo um cluster cultural e artístico de grande relevo. Temos no concelho quatro companhias de teatro profissional, companhias de circo e de dança, bandas de música de renome, escolas artísticas. Temos uma programação cultural contínua através da Casa das Artes, da Casa de Camilo e da Fundação Cupertino de Miranda e vamos continuar sempre a investir e a insistir na cultura”, afirmou.

Instituído em 1991, ao abrigo de um protocolo entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Associação Portuguesa de Escritores (APE), o Grande Prémio do Conto destina-se a galardoar uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de um país africano de expressão portuguesa, com um prémio de 7.500 euros.

O Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho tem como objetivo recordar a importância do escritor no debate de ideias o seu contributo na promoção da cultura e o seu exemplo de cidadania. Ao mesmo tempo, incentivar a criação de trabalhos na área do ensaio literário, mobilizando os meios académicos e literários do nosso País. Foi instituído em 2010 e tem o valor pecuniário de 7.500 euros.

QUEM FOI O ESCRITOR E DIPLOMATA BRASILEIRO DÁRIO CASTRO ALVES?

A imagem regista a presença, do embaixador Dário Castro Alves na Casa do Concelho de Ponte de Lima, em 1995, por ocasião de uma conferência proferida pelo Comendador Adelino Tito de Morais sob o tema “Limianos: Nobres e Titulares no Brasil”. Na foto, com Direito Matos (Presidente da Direcção da CCPL) e Carlos Gomes (actual administrador do Blogue do Minho).

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Dário Moreira de Castro Alves (Fortaleza, 14 de dezembro de 1927 - Fortaleza, 6 de junho de 2010) foi um escritor, diplomata e embaixador brasileiro.

Filho de Pascoal de Castro Alves e de Maria de Lurdes Moreira de Castro Alves. Frequentou o curso de preparação à carreira de diplomata do Instituto Rio Branco (IRBr) a partir de 1949, sendo nomeado cônsul de terceira classe em outubro de 1951. Nesse período, em 1950, formou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1950. Na Secretaria de Estado das Relações Exteriores (SERE), então funcionando no palácio Itamaraty do Rio de Janeiro, exerceu as funções de auxiliar do secretário-geral (1952 a 1953) do embaixador Vasco Leitão da Cunha e oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Raul Fernandes (1954).

Promovido a segundo-secretário em janeiro de 1954, foi auxiliar do chefe do Departamento Econômico e Consular de 1954 a 1955. Nesse último ano foi removido para a Argentina, onde serviu como segundo-secretário na embaixada em Buenos Aires até 1958, quando foi transferido para a missão junto à Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque. Nesse período participou da Comissão da ONU para Estudos da Utilização Pacífica do Espaço Cósmico (Nova Iorque, 1959), da conferência para constituir o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) (Washington, 1959) e da reunião da Comissão Especial do Conselho da Organização dos Estados Americanos (OEA), Comitê dos 21 (Bogotá, 1960). Voltou dos Estados Unidos em 1960 para exercer as funções de oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Affonso Arinos de Mello Franco, até 1961. Promovido, nesse ano, a primeiro-secretário, foi nomeado assessor de imprensa do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

De 1962 a 1964 serviu na embaixada do Brasil em Moscou, na União Soviética. De volta à SERE, foi subchefe de gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Vasco Leitão da Cunha até 1965. Nomeado nesse ano cônsul do Brasil em Roma (Itália), lá permaneceu até 1967, ano em que foi promovido a conselheiro. De volta à SERE, foi, sucessivamente, chefe da Divisão de Comunicações e Arquivo, chefe substituto do Departamento de Administração e chefe da Divisão de Pessoal, sendo promovido a ministro de segunda classe em novembro de 1968. Chefe de gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Mário Gibson Barbosa, de 1969 a 1974, em seguida chefiou o Departamento Geral da Administração (1974-1978). Nessa função, foi secretário-geral da IX Conferência dos Países da Bacia do Prata (Rio de Janeiro, 1976). Secretário-geral do MRE (1978) na gestão do embaixador Antônio Azeredo da Silveira, ocupou interinamente a pasta das Relações Exteriores.

Nomeado embaixador do Brasil em Portugal em 1979, substituindo Carlos Alberto Fontoura, serviu em Lisboa até 1983. Nesse ano deixou a capital portuguesa, sendo sucedido por Azeredo da Silveira, enviado a Washington como embaixador do Brasil junto à OEA. Nessa função, presidiu o Conselho Permanente da OEA (1984) e chefiou a missão especial do governo brasileiro aos dez países anglofônicos das Caraíbas, membros da OEA (1988). Voltou a Portugal em 1990 como cônsul-geral do Brasil com categoria de embaixador na cidade do Porto, onde trabalhou até sua aposentadoria naquele mesmo ano. Ainda em 1990, fixou residência em Lisboa, onde trabalhou como consultor para firma Noronha Advogados.

Foi reconhecido como inventor pelo Departamento de Patentes dos EUA (Washington, 1987) pela criação de uma embalagem de medicamentos à prova de violação. A partir de 1989 pronunciou numerosas conferências sobre literatura, diplomacia, gastronomia e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (nos EUA, no Brasil, em Portugal e na Rússia) e tornou-se colaborador de diversos órgãos de imprensa de Portugal e da Espanha. Viúvo da escritora Dinah Silveira de Queiroz, casou-se com Rina Bonadies de Castro Alves. Faleceu em Fortaleza de insuficiência cardíaca.

Fonte: Wikipédia

TERRAS DE BOURO: OBRA LITERÁRIA "DA ATLÂNTIDA À EUROPA" APRESENTADA OFICIALMENTE

O livro “Da Atlântida à Europa”, obra da autoria do terrabourense Pedro Filipe, conterrâneo radicado na Alemanha, foi apresentado oficialmente, a 5 de dezembro, num evento online que contou com a participação da Vereadora do Município de Terras de Bouro, Dr.ª Ana Genoveva Araújo e foi mediado por Simão Vide, para além das participações do pintor Alberto Assunção, do escritor brasileiro Efigénio Moura e do revisor literário, Nuno Telheiro.

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Nesta ocasião, a Dr.ª Ana Genoveva Araújo interveio agradecendo e frisando o apoio da câmara municipal na vertente cultural em causa, com a sempre importante aquisição de livros e todo o  apoio necessário na divulgação da respectiva obra. Aliás, a Dr.ª Ana Genoveva Araújo sublinhou que assim que teve conhecimento de que um terrabourense ia lançar um livro, no imediato, entrou em contacto de modo a que o município pudesse apoiar, não só na divulgação, mas na compra, assim como, quando a situação epidemiológica o permitir, fazer uma apresentação publica do livro na câmara municipal. Reiterou que apostar na cultura é uma investimento e que é uma honra para o município apoiar um terrabourense que está a levar o nome de Terras de Bouro além fronteiras. Desejando o maior sucesso ao Pedro Filipe, referiu: “desejo muito êxito ao Pedro e que este livro seja a primeira semente/página do seu sucesso.” Destacou também, a Dr.ª Ana Araújo, a importância desta apresentação e aproveitou a ocasião para convidar todos que estavam a acompanhar o evento online, para quando for possível, visitarem Terras de Bouro. Falou ainda e por último um pouco sobre concelho, desde a cultura, à gastronomia, referiu a beleza das paisagens, cascatas, miradouros, a Geira, entre outros pontos de atração igualmente importantes e belos.

O autor, Pedro Filipe, referiu que se trata de um romance histórico, uma fantasia, que certamente enriquecerá as mentes e o espírito dos leitores, demonstrando simultaneamente um aspeto importante da cultura de Terras de Bouro que a todos pretende “encher de orgulho”.

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CÂMARA MUNICIPAL DE ESPOSENDE REEDITA "CONTOS DO MINHO" DE MANUEL BOAVENTURA

A Câmara Municipal de Esposende iniciou, em 2016, um projeto de valorização da vida e obra do escritor Manuel de Boaventura, patrono da Biblioteca Municipal. Além de ter instituído o Prémio Literário, o Município de Esposende desenvolveu diversas iniciativas, entre as quais se destaca a reedição crítica das obras mais representativas do escritor.

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Assim, foram reeditadas as obras “O Solar dos Vermelhos” (2017); “Crimes dum Usurário” (2018), “No Presidio, Memórias dum conspirador” (2019) e, em 2020, “Contos do Minho”, numa coleção de capa dura, com fixação de texto de Sérgio Guimarães de Sousa e estudos introdutórios do mesmo e de Manuel Albino Penteado Neiva.

Considerando que 2020 é um ano excecional, devido à crise pandémica que nos assola, a sessão de lançamento da obra “Contos do Minho” foi sucessivamente adiada, esperando uma melhoria das condições sanitárias, o que não veio a verificar-se.

O Município de Esposende entende ser seu dever colocar à disposição do público o mais recente livro da coleção “Obras de Manuel de Boaventura”, intitulado “Contos do Minho”, mesmo sem a habitual sessão de lançamento.

O preço de venda ao público é de dez euros e pode ser adquirido na Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura e nas livrarias locais que manifestem interesse, beneficiando de um desconto de consignação previsto nas deliberações municipais.

De referir que, paralelamente à reedição da obra do escritor, da continuação da atribuição do Prémio Literário, cujo concurso relativo 2020 se encontra aberto, da inventariação e estudo do espólio doado ao município, está na fase final o processo de aquisição da Casa do escritor, em Palmeira de Faro, que será transformada em Casa Museu.

Manuel Joaquim de Boaventura nasceu a 15 de agosto de 1885, na freguesia de Vila Chã, Esposende, e faleceu em Esposende a 25 de abril de 1973, vítima de um acidente de viação.

Em 1906 e por casamento com D. Ana da Conceição de Azevedo fixou residência no lugar de Susão, na freguesia de Palmeira de Faro, Esposende, onde escreveu toda a sua obra literária, composta por dezenas de títulos e uma notável colaboração jornalística nas principais revistas e jornais nacionais, a par da sua atividade como professor.

Manuel de Boaventura conviveu com os principais autores da sua época (José Régio, João de Araújo Correia, Ferreira de Castro, Joaquim Paços d’Arcos, entre vários outros), e foi reconhecido como um escritor de nomeada.

Sérgio Guimarães de Sousa, reconhecido especialista de literatura refere, no texto introdutório da reedição d’ “O solar dos Vermelhos”, (2017), que, logo após Camilo, teria sido quem melhor soube prosseguir a conversão da ruralidade do Minho em lugar mítico da criação literária, preservando o legado etnográfico e popular da região.

Já em 1961, o jornalista e escritor Guedes de Amorim escreveu no Século Ilustrado um artigo intitulado “Manuel de Boaventura, Um grande escritor”, onde advoga que “os contos de Boaventura representam, mesmo em confronto com os de Camilo, das mais belas páginas que as terras, as gentes e os costumes minhotos têm inspirado”.

Apaixonado pelo folclore, fundou a Ronda de Vila Chã, Esposende, que, rapidamente, granjeou reputação de nomeada, mantendo-se ainda hoje como um dos mais genuínos ranchos do norte do país.

TERRAS DE BOURO APRESENTA OBRA LITERÁRIA "DA ATLÂNTIDA À EUROPA"

No próximo dia 5 de dezembro irá decorrer a apresentação do livro “Da Atlântida à Europa”, obra da autoria do terrabourense Pedro Filipe, radicado na Alemanha, na cidade de Hamburgo. A sessão decorrerá online pelas 18h e será mediada pelo conceituado pintor português, Alberto da Assunção.

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Contando com o apoio do departamento de História da Universidade do Minho, do Eurodeputado e amigo José Manuel Fernandes e algumas instituições, trata-se, segundo o autor,  de um romance histórico, uma fantasia, que certamente enriquecerá as mentes e o espírito dos leitores, demonstrando simultaneamente um aspeto importante da cultura de Terras de Bouro que a todos enche de orgulho.

Os interessados poderão acompanhar a divulgação desta obra em https://www.facebook.com/pedro.bracaro e https://twitter.com/peterinderhafen?s=09 , sendo que, o livro já está também à venda on-line em https://www.chiadobooks.com/livraria/da-atlantida-a-europa e não tem custos de envio, em território português.

Mais informações em:

https://youtu.be/Q6bLPwq-_nc

https://youtu.be/4OfkjOteR4c

https://www.facebook.com/daatlandidaaeuropa/

https://www.chiadobooks.com/autores/pedro-bracaro

 

MUNICÍPIO DE AMARES VAI LANÇAR OBRA COMPLETA DE SÁ DE MIRANDA

A Câmara Municipal de Amares está a preparar o lançamento da obra completa do poeta quinhentista Francisco de Sá de Miranda, numa parceria com a Porto Editora S. A.. O protocolo de colaboração que regula os termos e condições para publicação para esta edição foi aprovado, esta manhã, pelo órgão executivo.
“Sá de Miranda é o nosso poeta maior e cada vez mais atual, pelo que sentimos que temos o dever de o preservar. Não há nenhuma edição da obra completa do autor e entendemos que isso seria a melhor forma de o promover e fazer perpetuar o seu legado literário”, referiu Isidro Araújo, Vice-Presidente e Vereador do Pelouro da Cultura do Município de Amares. “Estudámos a melhor forma de o fazer e chegámos a um acordo com a Porto Editora que publicará esta grande obra, integrada numa coleção já da Porto Editora, uma editora credibilizada e que, logo, garante que chegará a muita gente. O Município de Amares comprometeu-se a adquirir 500 exemplares para poder divulgar o seu poeta”, concluiu o Vice-Presidente.
A obra deverá ser lançada em março de 2021.
"Toninho, o fantástico Variações" apresentado a 21 de novembro na Biblioteca Municipal
A Biblioteca Municipal de Amares Francisco de Sá de Miranda acolhe no dia 21 de novembro, pelas 11h00, o lançamento do livro "Toninho, o fantástico Variações", de Fabíola Lopes. A apresentação vai ficar a cargo do Vice-Presidente do Município de Amares e Vereador da Cultura, Isidro Araújo, contando com um momento musical a cargo de Rogério Braga.
O evento decorrerá com as medidas de segurança face à Covid-19, com acesso condicionado e uso obrigatório de máscara de proteção.
A inscrição para participação neste evento é gratuita mas obrigatória através do link: https://forms.gle/1mNHqusUgFuC8djB8

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE TRATA ESPÓLIO DO ESCRITOR MANUEL DE BOAVENTURA

O Município de Esposende está a ultimar os procedimentos para aquisição da casa do escritor Manuel de Boaventura, com vista à adaptação a Casa Museu. Esta decisão reafirma a abrangência da política cultural do município, abarcando áreas tão diversas como a literatura, a música, a dança, o teatro ou a escultura pública.

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Em diversos tempos, o Município prestou homenagem a Manuel de Boaventura, atribuindo o seu nome à Biblioteca Municipal, e tem desenvolvido um profícuo trabalho de divulgação da sua obra literária, criando o Prémio Literário com o seu nome e reeditando da sua obra literária, já com quatro títulos publicados.

Inserida nesta política cultural está a relevância que o Município de Esposende atribui à doação da Biblioteca Particular e do Arquivo Pessoal do escritor, pela família de Manuel Boaventura. A Biblioteca Municipal iniciou já o levantamento do espólio da sua Casa, em Susão, Palmeira de Faro, constituído por manuscritos, correspondência, desenhos, fotografias e outros documentos avulsos, que irá ser alvo de higienização e tratamento documental pelos serviços técnicos.

Para dar início ao levantamento deste espólio, a Vereadora da Cultura, Angélica Cruz, visitou a Casa de Susão, onde foi recebida pelo neto do escritor, João Armando Boaventura e Silva, ocasião que serviu para acertar os últimos pormenores deste complexo processo de constituição da Casa Museu.

Manuel Joaquim de Boaventura nasceu a 15 de agosto de 1885, na freguesia de Vila Chã, Esposende, e faleceu em Esposende a 25 de abril de 1973, vítima de um acidente de viação. Em 1906 e por casamento com D. Ana da Conceição de Azevedo fixou residência no lugar de Susão, na freguesia de Palmeira de Faro, Esposende, onde escreveu toda a sua obra literária, composta por dezenas de títulos e uma notável colaboração jornalística nas principais revistas e jornais nacionais.

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ALFREDO DE SOUSA TOMAZ – “O HOMEM QUE NÃO TINHA UMA FAZENDA EM ÁFRICA” – UM ROMANCE QUASE AUTOBIOGRÁFICO

Nem todos os portugueses possuíam fazenda em Àfrica…

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

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O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

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Alfredo de Sousa Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, partiu para Angola, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

Com prefácio de Ricardo de Saavedra, conceituado jornalista e escritor, a obra compila uma série de histórias vividas pelo autor, desde que partiu para Angola ainda criança até ao momento em que teve de a deixar compulsivamente 25 anos depois.

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

Alfredo Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, partiu para Angola no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

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ESPOSENDE PROMOVE PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA 2021

Candidaturas ao Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021 a partir de 15 de outubro

Entre 15 de outubro de 2020 e 15 de janeiro de 2021, decorre o prazo de candidaturas ao Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021.

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Trata-se da terceira edição deste prémio, que o Município de Esposende instituiu com o intuito de homenagear e divulgar este escritor e homem de cultura esposendense. Natural de Vila Chã, onde nasceu em 1885, Manuel Joaquim de Boaventura fixou residência, em 1906, na freguesia de Palmeira de Faro, onde escreveu toda a sua obra literária, composta por dezenas de títulos e uma notável colaboração jornalística nas principais revistas e jornais nacionais. A sua paixão pela cultura local, pelos hábitos e costumes do Minho, pelo linguarejar típico, levaram-no a coligir e publicar, entre outras, uma extraordinária obra, Vocabulário Minhoto. Nos seus romances e contos, reconhece-se a escrita da terra, os vocábulos lugareiros, as romarias e festas, o mundo maravilhoso de lendas, bruxas, gnomos, lobisomens, fadas e diabos, a narrativa humorística e emotiva dos costumes e paisagens de Entre Douro e Minho, especialmente o seu “terrunho” natal. Manuel de Boaventura faleceu a 25 de abril de 1973, em Esposende.

O Prémio Literário Manuel de Boaventura, de periodicidade bienal e com o valor pecuniário de 7 500 euros, abrange a modalidade da criação narrativa de Romance ou de Conto, da autoria de escritores de língua portuguesa. Podem concorrer autores maiores de 18 anos, com obras editadas em livro e escritas em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante o ano de 2020.

A avaliação das obras estará a cargo de um júri constituído por dois críticos literários de reconhecido mérito académico e por um representante da Câmara Municipal de Esposende.

As obras a concurso deverão ser enviadas via CTT, com registo e aviso de receção, para o endereço: Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, Rua Dr. José M. Oliveira, 4740-265 Esposende. O regulamento está disponível para consulta on-line, em http://www.municipio.esposende.pt/pages/980

Na primeira edição, em 2017, o Prémio foi conquistado pela escritora Ana Margarida de Carvalho pela obra “Não se pode morar nos olhos de um gato” e, em 2019, por Filipa Martins, pelo livro “Na Memória dos Rouxinóis”.

FRANCISCO TEIXEIRA DE QUEIROZ - UM INSÍGNE ESCRITOR NATURAL DE ARCOS DE VALDEVEZ

“Francisco Teixeira de Queiroz - Livro Família, Casa, Obra, Ascendência e Descendência”, da autoria do seu bisneto, Luís Filipe Teixeira de Queiroz de Barros Pinto, constitui uma obra ímpar a apresentar um dos mais ilustres filhos de Arcos de Valdevez – e do Minho: o escritor Francisco Teixeira de Queiroz.

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Natural de Arcos de Valdevez (1848), Teixeira de Queiroz cedo se afirmou como romancista e contista, sendo um fiel e representativo seguidor da escola naturalista/realista, de tal forma que António José Saraiva e Óscar Lopes, na História da Literatura Portuguesa, comparam o talento deste escritor ao de Eça de Queiroz, colocando-o como um dos mais importantes expoentes literários portugueses do seu tempo.

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Francisco Teixeira de Queiroz por Columbano Bordalo Pinheiro

 

O livro incide em quatro áreas distintas. Iniciado com a primeira geração em Arcos de Valdevez, refere assim a chegada do pai, o casamento com a mãe arcuense, a descendência e a incidência no primeiro e único filho, Francisco, com a sua infância, o percurso académico, com a ida para a escola aos 7 anos, a saída aos 12 para o liceu em Braga, a chegada aos 19 à Universidade de Coimbra e o aparecimento do Escritor.

Segue-se a área das Letras. A obra literária do escritor, realista naturalista, com a Comédia do Campo, onde todo o Minho é descrito em pormenor, e com a Comédia Burguesa, a mesma forma de análise e de estilo, mas a incidir sobre a vida da sociedade citadina. Os seus pensamentos políticos e sociais também são apresentados de forma textual.

Com o terceiro capítulo, surge a sua vida pública, resultante da actividade política, da administração de empresas e da Academia das Ciências.

Na política, fazendo parte de uma geração essencialmente doutrinária, que o fazia estar de forma mais consentânea com a sua personalidade e logo mais longe das movimentações partidárias no terreno. Francisco Teixeira de Queiroz foi Deputado às Cortes na Legislatura de 1893 e eleito novamente Deputado em 1911. Em 1915, foi Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo de José de Castro.

Na Academia foi Vice-Presidente e eleito Presidente em 1913.

Por último, as empresas. Administrador e accionista elegivel na Companhia das Águas de Lisboa, na Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses e na Companhia das Lezírias, onde exerceu uma actividade reconhecida e de longa duração.

O quarto e último capítulo e, não menos importante, incide sobre a Genealogia do escritor.

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