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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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Ó DIABO!... CABECEIRENSES PASSEIAM PELA LITERATURA

‘Rio’ de gente na ‘Praia Fluvial’ do Poço do Frade para um Passeio Literário pela ‘mão’ do Centro de Teatro

Centenas de pessoas assistiram ontem à noite, 18 de julho, na ‘Praia Fluvial’ do Poço do Frade, ao Passeio Literário conduzido pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Basto. ‘Ó Diabo! O Rapaz que lhe tirou o coiso de ser bruxa’ foi o espetáculo cómico levado à cena, inspirado nas histórias e crendices populares dos mais antigos sobre os seres mais misteriosos da nossa imaginação: as bruxas.

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“Nada como o amor. Tão cheio de surpresas… Quando tudo parece bem, afinal não está! O Quim gosta da Rosa. A Rosa é Bruxa. As Bruxas são prometidas ao Diabo. E agora, Quim? Esta história acaba assim?” lê-se na sinopse. Mas Não! Esta história não acabou assim porque o Quim enfrentou o Diabo! O amor venceu e a Rosa livrou-se de ser bruxa.

Este Passeio Lieterário traduziu-se em mais uma brilhante encenação teatral, desta feita com a participação especial da Associação Vilela com Vida, Amigos da Galhofa e Sérgio Oliveira.

Organizado pela Câmara Municipal, o evento foi produzido pelo Centro de Teatro com o apoio da Associação Encanto Radical.

Participaram neste Passeio Literário o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, a vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada, os presidentes das Juntas de Freguesia de Refojos, Outeiro e Painzela e também de Abadim, respetivamente, Leandro Campos e Fernando Basto, entre outros convidados e população em geral.

Uma vez mais, o numeroso público que participou neste evento demonstra bem o interesse dos Cabeceirenses por este projeto cultural que valoriza o teatro de comunidade.

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CASA DA EIRA EM LANHELAS APRESENTA AS AVENTURA DE ROBINSON CRUSOE

ROBINSON CRUSOE, imagens literárias e imaginação gráfica

À passagem do tricentenário da publicação, em 1719, em Londres, do romance de aventuras ROBINSON CRUSOE, da autoria de Daniel Defoe, a CASA DA EIRA, em LANHELAS, promove uma exposição/debate a partir de um núcleo de antigas e modernas edições da exótica e famosíssima narrativa que tantos encómios suscitou a grandes figuras do olimpo cultural dos últimos séculos.

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Para além da contextualização histórica da ficção defoneana - depois da Bíblia tida como o texto mais difundido universalmente -, e considerada a sua centralidade no âmbito da literatura de viagens e as especulações que suscitou na esfera da teoria económica e, ultimamente, emergindo como alvo de ásperas polémicas e anátemas enquanto alegoria do sistema colonial (com os temas incandescentes da aculturação forçada e do confronto entre a civilização ocidental e as etnias dos "tristes trópicos" na mira da miltância pós-colonial mais aguerrida), na habitual troca de ideias a que a circunstância convida, prestar-se-á ainda uma especial atenção ao comentário gráfico de diferentes episódios e descrições do livro, com mais evidente interesse plástico ou espessura emotiva, a ilustrarem muitas das suas edições.

Obviamente uma tradução gráfica que representa um atractivo suplementar para o leitor e a exigir uma curta sinopse acerca dos processos de composição tipográfica e uma reflexão sobre a actual e crescente permuta de sentidos entre a literatura e a arte. Uma interligação que, por meados do século XIX, com a descoberta e divulgação da fotografia, permitiu à imagem visual assumir um progressivo e avassalador protagonismo estético decorrente sobretudo da multiplicação dos jornais diários, de revistas e folhetos envolvendo enormes ou mesmo gigantescas tiragens. Em certos casos superando várias centenas de milhar e até o milhão de exemplares. Com o uso da cor ganhando depois a ilustração de um texto uma outra vivacidade e sedução. E com o advento do mercado da banda desenhada, com a aparição da publicidade sonora e visual, e, por fim, com o êxito fulminante da arte cinematográfica, vindo rapidamente a imagem em movimento a dominar absolutamente os consumos da área do simbólico. E aliás, nas décadas mais recentes, dada a explosiva captação e difusão de registos visuais por via digital, agora à escala das centenas de milhões de imagens/dia, verificando-se inclusive um claro retraimento da esfera da comunicação através da expressão escrita. E assim, com este inédito refluxo, a ficar perigosamente ameaçada a função racional na elaboração, comunicação e adopção de ideias e valores entre os humanos.

Neste quadro de uma meditação sobre a solitária experiência de um náufrago, de um europeu perdido numa ilha selvagem do fim do mundo, de um homem inteiramente livre no seu diálogo com a natureza, Robinson Crusoe, e este a recriar um mundo no qual é o único agente e único senhor - como depois a reencontrar outros seres humanos e outros variados e complexos mundos -, não se omitirá uma reflexão relativamente às polémicas travadas em torno das liberdades públicas e da mordaça e entraves que uma pesada ou totalitária intromissão do Estado poderá impor ao cidadão. Como da evocação deste universo ficcional imaginado por Defoe, bem como de outras experiências literárias semelhantes difundidas por via do texto impresso e graficamente ornamentado, se pretende concluir o evento com uma meditação sobre a hipertrofia dos contactos em rede que hoje nos vai absorvendo a mente, a alma e os dias. Um conúbio desnaturalizado entre indivíduos, entre multidões anónimas de interlocutores virtuais, todos inadevertidamente presos nesse proliferante vespeiro, à imediatez da vida, ofuscados e sufocados pelo império e o fascínio da imagem.

É claro que será feita uma prévia e sumária alusão à biografia do militante político e publicista D. Defoe, como se há-de esclarecer a aventura real vivida por Alexander Selkrik, o navegante escocês que, na sequência de um naufrágio real, terá vivido solitariamente durante vários anos (1704-1708) numa ilha do Oceano Pacífico, algures na costa do Chile actual. Episódio que terá inspirado a Defoe a sua mítica figura de Robinson Crusoe. E a propósito é de notar que recentes escavações arqueológicas na ilha de Aguas Buenas parecem comprovar uma presença europeia no seu território pelos inícios do século XVIII. E daí ter sido rebaptizada a ilha com o nome de "Ilha de Robinson Crusoe". Embora a que foi idealizada por Defoe se situe nas imediações da foz do Orenoco, e assim no Oceano Atlântico.

“UM LIVRO, UMA CONVERSA E ÀS VEZES UM FILME” JUNTA EM CAMINHA JÚLIO MACHADO VAZ, INÊS MENESES E FRANCISCO GUEDES DE CARVALHO

Sessão decorre na Biblioteca Municipal de Caminha, no dia 19 de julho, pelas 18H30

 “Um livro, uma conversa e às vezes um filme” vai apresentar o livro “O Amor é: Para Memória Futura”, de Júlio Machado Vaz e Inês Meneses, apresentado por Francisco Guedes de Carvalho. A sessão vai decorrer no dia 19 de julho, pelas 18H30, na Biblioteca Municipal de Caminha.

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Esta quarta edição de “Um livro, uma conversa e às vezes um filme” junta em Caminha rostos bem conhecidos do grande público, como são os casos de Júlio Machado Vaz e Francisco Guedes de Carvalho.

Na sinopse do livro pode ler-se: “neste O Amor É, com o imprescindível suporte da comunicadora Inês Meneses, o médico psiquiatra Júlio Machado Vaz, o grande desconstrutor dos tabus em torno da sexualidade em Portugal, conduz o leitor pelos temas que a todos nos interessam e apaixonam: as paixões adolescentes, os amores adiados, os eficazes e os impossíveis, o alargamento da adolescência, a nostalgia da paixão, a inversão dos estereótipos culturais, a obsessão pela infância e pela morte, a omnipotência do teclado, as coisas das quais queremos livrar-nos porque nos trazem recordações amargas, a culpa judaico-cristã dos que querem partir mas ficam, os homens sós que antes não cozinhavam e hoje cozinham, a apologia do engate, a monogamia, as implicações da internet nas relações amorosas, as pessoas certas e as pessoas erradas (que por vezes se buscam), as separações e os divórcios, a ligação com os filhos, as compensações, os equilíbrios e as asneiras, a maturidade sexual dos homens, a disfunção eréctil, o pecado de ser mulher, a homossexualidade hoje e na Roma Antiga, a coabitação que não garante o amor, a casa própria que não o nega, os lutos das relações passadas, entre muitos outros. Um livro imperdível, sobre muito do que o amor é.”

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Com um vasto currículo, o professor doutor Júlio Guilherme Ferreira Machado Vaz conta com vários livros publicados, com destaque para O Sexo dos Anjos; O Fio Invisível; Sábados, Domingos e outros Dias; Muros;  Conversas no Papel;  Estilhaços; Estes Difíceis Amores;  Olhos nos olhos; O Tempo dos Espelhos;  O Amor é;  Aqui entre nós;  Era uma vez um Professor;  Vinte Anos Depois;  À beira-rio;  O Amor é para Memória Futura. No campo da rádio, também é um nome conhecido pelos programas: O Sexo dos Anjos; A Bela e os Monstros; O Amor é. E na área da televisão, tem sido o rosto de vários programas, como são os casos de Sexualidades; Estes difíceis Amores e Serralves Fora de Horas.

Inês Meneses estreou-se em rádio em Vila do Conde, esteve doze anos na TSF e está na Radar há treze. Colabora com a Antena 1 e com o Expresso. Assinou na imprensa a crónica O Sexo e a Cidália durante mais de dez anos. Publicou o livro Amores Impossíveis.

Dono de um vasto curriculum, Francisco Guedes de Carvalho é autor de vários livros: Receitas Portuguesas, os pratos típicos de todas as regiões; As 100 maneiras de cozinhar bacalhau e outros peixes; As 100 maneiras de cozinhar o porco e outras carne e Guia dos restaurantes de Portugal. É também responsável pela tradução de vários livros. É ainda responsável pela organização de Correntes d´Escritas, na Póvoa de Varzim; Literatura em Viagem, em Matosinhos; o FLiD — Festival Literário do Douro, no Espaço Miguel Torga, S. Martinho de Anta, Sabrosa; entre outros.

A decorrer nas Bibliotecas de Caminha e de Vila Praia de Âncora, “Um livro, uma conversa e às vezes um filme” ainda vai trazer ao concelho Frei Bento Domingues com o livro “A Religião dos Portugueses” e Nuno Brandão Costa com o livro “São João de Deus” e Sérgio Fernández.

Esta iniciativa é organizada pelos Amigos da Rede de Bibliotecas de Caminha e pela Câmara Municipal de Caminha.

É de referir que os Amigos da Rede de Bibliotecas de Caminha (RBC) tornam-se leitores inscritos nas bibliotecas do concelho de Caminha. O estatuto de Amigo da RBC é formalizado através do preenchimento de um formulário, (com os dados biográficos essenciais e contactos) e da oferta de um livro que reverterá para a coleção da Biblioteca Municipal. A participação no grupo de Amigos da RBC é voluntária, exclui qualquer compensação e cessará no momento em que o Amigo assim o desejar. Através da sua ação, os Amigos RBC pretendem contribuir, de modo particular, para o desenvolvimento das competências e serviços das mesmas e, genericamente, para o progresso cultural da comunidade que estas servem.

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BISNETO DE FRANCISCO TEIXEIRA DE QUEIROZ DÁ A CONHECER EM LIVRO A BIOGRAFIA E A GENEALOGIA DO ILUSTRE ESCRITOR ARCUENSE

Francisco Teixeira de Queiroz, biografia e genealogia em livro da autoria do bisneto LuÍs Filipe Teixeira de Queiroz de Barros Pinto.

Intitulado " Família Teixeira de Queiroz - Casa de Cortinhas - Vida Pública, Obra Literária, Ascendência e Descendência de Francisco Teixeira de Queiroz " o livro incide em quatro áreas distintas.

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Iniciado com a primeira geração em Arcos de Valdevez, refere assim a chegada do pai, o casamento com a mãe arcuense, a descendência e a incidência no primeiro e único filho, Francisco, com a sua infância, o percurso académico, com a ida para a escola aos 7 anos, a saída aos 12 para o liceu em Braga, a chegada aos 19 à Universidade de Coimbra e o aparecimento do Escritor.

Segue-se a área das Letras. A obra literária do escritor, realista naturalista, com a Comédia do Campo, onde todo o Minho é descrito em pormenor, e com a Comédia Burguesa, a mesma forma de análise e de estilo, mas a incidir sobre a vida da sociedade citadina. Os seus pensamentos políticos e sociais também são apresentados de forma textual.

Com o terceiro capítulo, surge a sua vida pública, resultante da actividade política, da administração de empresas e da Academia das Ciências.

Na política, fazendo parte de uma geração essencialmente doutrinária, que o fazia estar de forma mais consentânea com a sua personalidade e logo mais longe das movimentações partidárias no terreno. Francisco Teixeira de Queiroz foi Deputado às Cortes na Legislatura de 1893 e eleito novamente Deputado em 1911. Em 1915, foi Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo de José de Castro.

Na Academia foi Vice-Presidente e eleito Presidente em 1913.

Por último, as empresas. Administrador e accionista elegivel na Companhia das Águas de Lisboa, na Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses e na Companhia das Lezírias, onde exerceu uma actividade reconhecida e de longa duração.

O quarto e último capítulo é o da Genealogia.

Luís Filipe Teixeira de Queiroz de Barros Pinto.

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ESPOSENDE: FILIPA MARTINS RECEBEU PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA

O Município de Esposende entregou hoje o Prémio Literário Manuel de Boaventura à escritora Filipa Martins que concorreu com o romance “Na Memória dos Rouxinóis”. A cerimónia decorreu no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende, na presença do presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira e da vereadora da Cultura, Angélica Cruz e dos membros do júri, Sérgio Guimarães de Sousa, da Universidade do Minho, e André Correa de Sá, da Universidade de Santa Bárbara, Califórnia, Estados Unidos da América. Em representação da família de Manuel de Boaventura marcou presença João Armando Boaventura e Silva.

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“Aposta sublinhada e contínua na defesa da obra cultural”, assim percecionou a própria galardoada, Filipa Martins, a ação da Câmara Municipal de Esposende que, nesta segunda edição do Prémio Literário Manuel de Boaventura, contou com a apresentação de 110 obras a concurso.

O presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, lembrou que a ideia subjacente à criação deste prémio literário “teve dois objetivos específicos como fundamento: a vontade de homenagear e divulgar o autor que deu o nome ao prémio - Manuel de Boaventura - e a necessidade de incentivar a criatividade literária e o gosto pela escrita e pela leitura”. Porém, este prémio insere-se, ainda, na política de desenvolvimento cultural do Município de Esposende, nomeadamente na ação associada à leitura, reforçada com o Plano de Combate da Iliteracia, em curso no concelho.

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A escritora Filipa Martins defendeu o papel da memória – fio condutor da sua obra -, enquanto aliada da humanidade, para recordar que “na 2.ª Grande Guerra, registaram-se 45 milhões de refugiados e, de 2015 até hoje, registaram-se 33 mil pessoas refugiadas e 12 mil morreram na rota migratória. Um continente que foi ajudado vira agora costas à ajuda”, advertiu.

Filipa Martins entende que “as memórias ligam-se umas às outras por caminhos insondáveis”, razão pela qual estabeleceu o paralelismo com Manuel de Boaventura “que foi reprodutor de lendas e narrativas e o meu romance tem a linha condutora do esquecimento”.

Sérgio Guimarães de Sousa, do júri, destacou “a originalidade do enredo, num romance escrito com muita minúcia e domínio do estilo”. Já André Correa de Sá apontou o “domínio muito correto da narrativa, por parte da autora, ficando como lição deste livro a ideia que podemos encontrar sempre mecanismos de autocriação”.

João Armando Boaventura e Silva revelou “gratidão e uma profunda emoção, pela iniciativa do Município de Esposende que perpetua o nome de Manuel de Boaventura na memória coletiva”.

O Prémio Literário Manuel de Boaventura foi criado com o intuito de homenagear e divulgar este escritor e homem de cultura, natural de Vila Chã, Esposende. No valor pecuniário de 7 500 euros, o Prémio tem periodicidade bienal, contemplando a modalidade da criação narrativa de Romances ou de Contos da autoria de escritores de língua portuguesa. A cerimónia foi complementada pela atuação de alunos da Escola de Música de Esposende.

Esta postura enquadra-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas, nomeadamente Educação de Qualidade, Cidades e Comunidades Sustentáveis.

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MINHO E GALIZA PROMOVEM PROGRAMA "NORTEAR"

Encontra-se a decorrer o prazo de apresentação de candidaturas à V edição do Prémio Literário Nortear. Este prémio tem como objetivos promover o aparecimento de novos escritores; estimular a produção de obras inéditas no domínio da ficção; incentivar a criatividade literária entre os jovens escritores, residentes na Galiza e no Norte de Portugal; distinguir, anualmente, obras literárias originais e fomentar a circulação e distribuição de obras literárias além fronteiras.

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Podem candidatar-se ao prémio todas as pessoas singulares, com plena capacidade jurídica, residentes, nascidos ou registados na região Norte de Portugal ou na Galiza, com idades compreendidas entre os 16 e os 36 anos, devendo as obras, escritas nas línguas portuguesa e galega, ser escritas no géneros de relato ou conto. Estas deverão ser enviadas, por correio postal, para o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza - Norte de Portugal até ao dia 28 de julho de 2019. O regulamento encontra-se disponível nos sites das entidades promotoras deste prémio.

O Prémio, cofinanciado pelo Projeto 0101_GNP_AECT_1_E Agrupación Europea de Cooperación Territorial Galicia-Norte de Portugal (GNP, AECT) - INTERREG V-A Espanha-Portugal, é promovido pela Direção Regional de Cultura do Norte (Portugal), pela Consellería de Cultura e Turismo – Xunta de Galicia (Espanha) e pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza - Norte de Portugal.

BARCELOS RECEBE JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS

José Rodrigues dos Santos, escritor e jornalista da RTP, na Biblioteca Municipal de Barcelos

José Rodrigues dos Santos, jornalista, pivot do “Telejornal” da RTP, e um dos mais lidos romancista portugueses, vai deslocar-se a Barcelos, no próximo dia 6 de junho, quinta-feira, às 19 horas, para um encontro com os leitores, na Biblioteca Municipal. A sessão será moderada pela jornalista Sónia Sousa.

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Trata-se de uma oportunidade única de os barcelenses conhecerem de perto um dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros, que venderam mais de cem mil exemplares cada. O romance de estreia, intitulado A Ilha das Trevas foi reeditado pela Gradiva, em 2007, atual editora do autor.

A Filha do Capitão, o seu segundo romance, é um tributo aos seus antepassados que participaram na 1ª Guerra Mundial, na Flandres e na Guerra Colonial.

José Rodrigues dos Santos é um dos mais premiados jornalistas portugueses, tendo sido galardoado com o Grande Prémio de Jornalismo, em 1994, atribuído pelo Clube Português de Imprensa. Internacionalmente, venceu três prémios da CNN: O Best News Breaking Story of the Year, em 1994, pela história “Huambo Battle”, relacionada com a guerra de Angola; o Best News Story of the Year for the Sunday, em 1998, pela reportagem “Albania Bunkers”; e o Contributor Achievement Award, em 2000, pelo conjunto do seu trabalho, aquele que é considerado o Pullitzer do jornalismo televisivo.

JOÃO DE DEUS MARTINS DIA APRESENTA EM TERRAS DE BOURO OBRA SOBRE SANTA ISABEL DO MONTE

”Caldo de Letras”, este é o título da obra literária que João de Deus Martins Dias, natural de Rebordochão, Santa Isabel do Monte e emigrante no Brasil, escreveu para apresentar de uma forma peculiar e sentida as “maravilhas que Santa Isabel do Monte possui”, nas próprias palavras do autor.

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O Município de Terras de Bouro regista com satisfação e agradece ao autor a sua presença em Terras de Bouro, onde deu a conhecer a edição desta obra onde, como refere, ” apenas foi escrito para fins informativos…podendo ser usado como guia e não como fonte final”, sublinha o autor. Referências a histórias e aos vários lugares da freguesia, assim como à gastronomia local e algumas curiosidades completam o rol de “Caldos Letras”. João de Deus Martins Dias deixa ainda um apelo para quem quiser esclarecer alguma dúvida, crítica ou sugestão que o faça para joaodias77@icloud.com .

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MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA ACOLHE APRESENTAÇÃO DO LIVRO "CONTOS À LAREIRA"

O Município de Ponte de Lima vai promover a apresentação do livro “Contos à Lareira”, da autoria de Fernando Aldeia, pseudónimo de Fernando Augusto Ferreirinha Antunes, no dia 17 de maio, às 21h30, na Biblioteca Municipal.

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Contos à Lareira” é o título da 10.ª obra do autor, organizada em narrativas curtas e constituída por oito histórias, que foram contadas ao autor e às quais o próprio acrescentou algumas peripécias para as tornar mais cativantes e apelativas.  Tratam-se de memórias que o autor pretende perpetuar no tempo, até porque fazem parte dos costumes e das tradições da sua terra natal.

À semelhança de todas as outras obras já lançadas pelo autor, todo o lucro deste livro reverterá para uma instituição solidária.

Marque presença na apresentação deste livro que será apresentado pelo limiano Cláudio Lima.

Aceite o nosso convite e venha celebrar connosco a literatura em Língua Portuguesa.

Esperamos por si!

Sobre o autor:

Fernando Aldeia, pseudónimo de Fernando Augusto Ferreirinha Antunes, é natural de Vinhais e reside em Braga.

Com formação em Gestão, foi Quadro de várias Instituições Financeiras no país e no estrangeiro.

Membro fundador e Presidente da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em Braga, bem como do Rotary Club de Braga-Norte. Pertenceu à Direção da Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa e à Direção da A.M.A.D.O.S. (Associação Minhota de Apoio ao Doente Oncológico de Senelogia).

Foi sócio efetivo da “Autores de Braga”, tendo sido Presidente do Conselho Fiscal.

Realizou programas radiofónicos e foi responsável pela formação de grupos de Teatro encenando diversas peças de autores consagrados.

Estudioso da vida e obra de Miguel Torga que tem revelado através da escrita e de conferências em diversas escolas e instituições.

Ledor de textos poéticos a convite de alguns autores.

Membro da Academia de Letras de Trás-os-Montes e da Associação Portuguesa de Escritores.

Colaborador de revistas e jornais. Tem obra dispersa nas áreas da poesia, prosa poética, crónica e contos.

AMARES: PRÉMIO LITERÁRIO FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA REGISTA GRANDE ADESÃO

Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda conta já com 139 candidaturas. Concurso aguarda a chegada de mais obras do estrangeiro

O Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda impulsionado, este ano pela primeira vez, pelo Município de Amares, encerrou a fase das candidaturas com um balanço um balanço muito positivo, contando já com 139 candidaturas confirmadas. O número de obras a concurso espera-se que cresça nos próximos dias já que se aguarda a chegada das candidaturas do estrangeiro, submetidas pelo correio.

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A informação é avançada pelo vereador da Cultura, Isidro Araújo, que se mostra muito satisfeito com a recetividade que o lançamento deste prémio está a ter junto dos apaixonados pela poesia.

“É um número muito simpático e que demonstra a notoriedade deste prémio e da figura incontornável que é Francisco Sá de Miranda. Quando lançamos este prémio tínhamos como objetivo central homenagear este grande vulto das letras e que deixou um importante marca no concelho de Amares e essa missão a que nos propusemos está a ser cumprida”.

“O prazo para apresentação das candidaturas terminou na passada terça-feira com 139 obras inscritas, mas esperamos ainda número significativo de candidaturas, de África e do Brasil, que vão dignificar ainda mais este concurso”, acrescenta Isidro Araújo, lembrando que para efeitos de candidatura no caso das obras remetidas do estrangeiro “o que conta é data em que foram registadas no correio”.

O Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda vai ser atribuído bienalmente pela Câmara Municipal de Amares, com o intuito de homenagear e divulgar o poeta e humanista Francisco de Sá de Miranda, bem como incentivar a criação literária no domínio da poesia. O prémio para o vencedor vai ser no valor 7500 euros.

PONTE DE LIMA EVOCA CONDE D'AURORA

Município de Ponte de Lima organiza exposição evocativa “Conde d’Aurora: o homem, a obra e a sua terra”

O Município de Ponte de Lima, através da Biblioteca Municipal, inaugura no dia 03 de maio, pelas 18h30, a exposição evocativa “Conde d’Aurora: o homem, a obra e a sua terra”, assinalando, desta forma, os 50 anos do falecimento de José de Sá Coutinho, 3.º Conde d’Aurora.

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Propositadamente lançada no dia do falecimento do prestigiado limiano, espera-se que a exposição venha dignificar o seu relevante legado literário, etnográfico e fotográfico, assim como, honrar o exemplo de humanismo que sempre moldou o seu relacionamento com os outros e enaltecer a sua incansável entrega na defesa do património local ao longo da sua vida.

A par da mostra biobibliográfica, realizar-se-á, no mesmo dia, pelas 19h, no auditório da Biblioteca Municipal, a palestra Conde d’Aurora, um homem à imagem da sua terra”, orientada por João Alpuim Botelho.

Associe-se a esta homenagem, visite a exposição e assista à palestra em tributo deste distinto pontelimense.

CASA DE CAMILO APRESENTA O VOLUME "LEITURAS DA NATUREZA EM CAMILO CASTELO BRANCO"

“Leituras da Natureza em Camilo Castelo Branco” assinala 194.º aniversário do nascimento do escritor. Volume é lançado este sábado, 16 de março, pelas 16h00, em S. Miguel de Seide

Para assinalar o 194.º aniversário do nascimento de Camilo Castelo Branco, a Casa de Camilo vai apresentar, no próximo sábado, 16 de março, pelas 16h00, o volume “Leituras da Natureza em Camilo Castelo Branco”.

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A obra foi organizada por Sérgio Guimarães de Sousa e João Paulo Braga e insere-se na Coleção “Estudos Camilianos”. Esta coleção pretende reunir e dar a conhecer os estudos mais recentes realizados em torno da vida e da Vida e da Obra do romancista de São Miguel de Seide, e integra-se em um dos principais objetivos do Centro de Estudos Camilianos: consolidar-se, cada vez mais, como entidade que apoia e promove a investigação respeitante a análise de aspetos da biografia de Camilo e referentes à crítica literária da sua vasta bibliografia.

O presente volume “Leituras da natureza” apresenta ensaios de oito investigadores, que constituem, segundo os seus organizadores, “sintonias críticas no sentido de considerarem a prosa camiliana rica de consequências no tocante à natureza e aos seus correlatos”. Embora a ficção de Camilo se reporte ao período de oitocentos, durante o qual muitos dos temas sobre as problemáticas do ambiente não mereciam atenção e reflexão, ela adquire outro enriquecimento em ser tematicamente revista sobre o prisma da natureza. A paisagem física de diversas regiões, sobretudo do norte português, foi sobretudo apropriada pelo romancista para valorizar o desenvolvimento das suas narrativas, contrariando a interpretação de Guerra Junqueiro de que “não há, na obra de Camilo, uma árvore”.

ESPOSENDE: ESCRITORA FILIPA MARTINS CONQUISTA PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA 2019

A escritora Filipa Martins, com o romance “Na Memória dos Rouxinóis”, é a vencedora do Prémio Literário Manuel de Boaventura 2019, à qual concorreram 110 obras, provenientes tanto de Portugal como do Brasil.

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Este Prémio foi instituído pela Câmara Municipal de Esposende, com o intuito de homenagear e divulgar este escritor e homem de cultura, natural de Vila Chã, Esposende. De periodicidade bienal e com o valor pecuniário de 7 500 euros, contempla a modalidade da criação narrativa de Romances ou de Contos da autoria de escritores de língua portuguesa.

O júri - composto pelos professores Sérgio Paulo Guimarães de Sousa, da Universidade do Minho, na qualidade de presidente, André Corrêa de Sá, da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, USA, e Maria Luísa Leite da Silva, da Câmara Municipal de Esposende, como vogais – decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio a Filipa Martins, considerando que se trata de “uma obra reveladora de uma muito assinalável maturidade literária, visível no modo como uma imaginação exuberante se declina numa arquitetura narrativa extremamente precisa”. O júri destacou ainda “a originalidade do texto e o seu notável investimento estilístico” e manifestou satisfação pelo número elevado de obras a concurso.

A editora Quetzal, que edita esta obra, refere que este é “um romance extraordinário, feminino (embora sobre homens), em torno de um matemático que encomendou a sua biografia antes de morrer”, e acrescenta que apresenta “uma escrita fantástica, inesperada, inovadora, de uma leveza surpreendente”, com “diálogos muito bem escritos, sensuais”.

A cerimónia de entrega do Prémio Literário Manuel de Boaventura 2019 ocorrerá em Esposende, em data a anunciar. De referir que na primeira edição, em 2017, a vencedora foi a escritora Ana Margarida de Carvalho, com o romance “Não se pode morar nos olhos de um gato” (2016).

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ESPOSENDE APRESENTA BIOGRAFIA DE AGUSTINA BESSA-LUÍS

Biografia de Agustina Bessa-Luís apresentada na Biblioteca Municipal de Esposende

1 de março – 21h00

A Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, em Esposende, vai receber, no próximo dia 1 de março, pelas 21h00, a escritora Isabel Rio Novo para a sessão de apresentação do seu mais recente livro, denominado “O Poço e a Estrada – Biografia de Agustina Bessa-Luís.

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A obra é a primeira da coleção “Biografias de Grandes Figuras da Cultura Portuguesa Contemporânea”, editada pela Contraponto, a que se seguirão as de Amália Rodrigues, José Cardoso Pires, Herberto Hélder, Manuel de Oliveira e Natália Correia.

Através de uma pesquisa extensiva e rigorosa, baseada em dezenas de entrevistas, testemunhos, documentários, registos oficiais e textos epistolares, estabelecendo pontes constantes com a obra literária de Agustina, Isabel Rio Novo reconstitui o percurso de vida de uma figura ímpar da cultura portuguesa contemporânea.

Um dos lugares de Agustina foi Esposende, onde viveu nos anos sessenta privando de perto com a amiga Ilse losa, e, apesar do isolamento, visitada por muitos amigos, como Vieira da Silva e Arpad Szenes. Sobre Esposende escreveu alguns dos mais belos textos, entre os quais Memória de Esposende, para além de outros de natureza biográfica, como os que refere em O Livro de Agustina (2017), um dos seus últimos registos autobiográficos: (…) Sem ser de índole marítima, porque o mar não me parece um elemento leal como a terra, em Esposende conheci dias duma perfeita harmonia comigo mesma. As pessoas foram boas para mim, com essa bondade que não se interpreta, só se regista. Nada acontecia e tudo era importante. (…) Nessa altura já me chamavam a eremita de Esposende. Estava a tornar-me típica e, além disso, a ficar bronzeada. (…)

Isabel Rio Novo nasceu e cresceu no Porto, onde fez mestrado em História da Cultura Portuguesa e se doutorou em Literatura Comparada. Ao longo do seu percurso académico, recebeu bolsas da Fundação para a Ciência e Tecnologia, do Instituto Camões, da Fundação Engenheiro António de Almeida e da Fundação Calouste Gulbenkian. Enquanto ficcionista, está representada em várias antologias de contos, é autora da narrativa fantástica O Diabo Tranquilo (2004), a partir de poemas de Daniel Maia-Pinto Rodrigues, da novela A Caridade (2005, Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes), do livro de contos Histórias com Santos (2014) e dos romances Rio do Esquecimento (2016, finalista do Prémio LeYa e semifinalista do Prémio Oceanos), Madalena (ainda inédito, Prémio Literário João Gaspar Simões) e A Febre das Almas Sensíveis (2018, finalista do Prémio LeYa).

Esta sessão de apresentação do livro de Isabel Rio Novo enquadra-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, uma orientação intencional seguida pelo Município de Esposende, nomeadamente no que se refere a uma Educação de Qualidade (ODS 4) e Parcerias para a Implementação dos Objetivos (ODS 17).

VIEIRA DO MINHO VIVE HORA DO CONTO EM GUILHOFREI

Hora do Conto na Escola Básica de Guilhofrei

No âmbito da atividade de articulação do ensino Pré-escolar com o 1º ciclo do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo, a Biblioteca Municipal de Vieira do Minho foi à Escola Básica  de Guilhofrei promover mais uma hora do conto.

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“ Corre corre cabacinha” foi a história escolhida para encantar os mais pequenos, e que posteriormente irá servir de mote para a elaboração de um trabalho em contexto de sala de aula.

De salientar, ainda, que esta narrativa faz parte das histórias tradicionais portuguesas tendo já sido recontada pela escritora Alice Vieira.

Refira-se também que este momento foi dinamizado pela participação ativa das crianças, que à sua maneira recriaram a história.

BRAGA VAI CONTAR CONTOS A BEBÉS

 ‘Contos Sensoriais’ na Estufa do Parque da Ponte. Novo serviço educativo dirigido a bebés dos 12 aos 36 meses

O Município de Braga, através do Serviço Educativo Integrado (SEI) e em pareceria com o “Conversas Entre Famílias”, vai desenvolver um novo serviço educativo na Estufa do Parque de S. João da Ponte.

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Os ‘Contos Sensoriais’ são dirigidos a bebés entre os 12 e os 36 meses e constituem uma proposta de animação da leitura pensada e concebida para a primeira infância. As sessões realizar-se-ão uma vez por mês.

Este projecto consiste na leitura de histórias, seguida pela exploração de objectos sensoriais que dão vida a cada uma das histórias contadas e, posteriormente, um momento musical com instrumentos para explorarem. A actividade culmina com um ateliê plástico em família, que lhes permite explorar diferentes técnicas e materiais de expressão.

A primeira sessão está agendada para o próximo dia 19 de Janeiro, às 11h00, com o conto ‘A Carochinha e o João Ratão’.

19 JANEIRO I 11H00

Sessão Pais & bebés

Público-alvo: 12 aos 36 meses

Duração: 60 minutos

Nº de participantes: máximo 15 bebés

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia através do link http://goo.gl/qv3Lp4

ESPOSENDE MANTÉM ABERTAS CANDIDATURAS AO PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA

Candidaturas ao Prémio Literário Manuel de Boaventura 2019 terminam a 15 de janeiro

O prazo de candidaturas à segunda edição do Prémio Literário Manuel de Boaventura termina a 15 de janeiro de 2019.

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Com o propósito de homenagear e divulgar o escritor e homem de cultura esposendense, o Município de Esposende instituiu, com periodicidade bienal, o prémio Literário Manuel de Boaventura. Na primeira edição, realizada em 2017, foi premiada a escritora Ana Margarida de Carvalho, com a obra “Não se pode morar nos olhos de um gato”.

O Prémio Literário Manuel de Boaventura tem o valor pecuniário de 7 500 euros e contempla a modalidade da criação narrativa de Romances ou de Contos da autoria de escritores de língua portuguesa. Podem concorrer autores maiores de 18 anos, com obras editadas em livro e escritas em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante o ano de 2018.

A avaliação das obras estará a cargo de um júri constituído por dois críticos literários de reconhecido mérito académico e por um representante da Câmara Municipal de Esposende.

As obras a concurso deverão ser enviadas via CTT, com registo e aviso de receção, para o endereço: Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, Rua Dr. José M. Oliveira, 4740-265 Esposende.

O regulamento está disponível para consulta on-line, em http://www.municipio.esposende.pt/pages/980

FAFE APRESENTA EM LIVRO A VITELA À MODA DE FAFE

Obra “A Vitela Assada à Moda de Fafe - do pasto ao prato” apresentada na Biblioteca Municipal de Fafe

Depois de ter sido apresentada aos participantes do V Capítulo da Confraria da Vitela Assada à Moda de Fafe, em 17 de Novembro, a obra “A Vitela Assada à Moda de Fafe - do pasto ao pratodos investigadores e confrades Artur Coimbra e Paulo Moreira, teve finalmente lançamento público um mês depois, na Biblioteca Municipal de Fafe.

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A sessão foi antecedida por um momento musical protagonizado pelo Grupo de Cavaquinhos da Associação dos Antigos Professores, Funcionários e Alunos da Escola Industrial e Comercial de Fafe (AAPAEIF), sob a direcção de Fernando Peixoto Lopes.

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A mesa integrou um painel de confrades: os co-autores da obra, o Grão Mestre Ribeiro Cardoso e Pompeu Martins, Vereador da Cultura e Turismo do Município de Fafe.

Artur Coimbra abriu a sessão referindo que se trata do “primeiro livro totalmente dedicado ao ex-líbris da gastronomia fafense, uma obra que já há alguns anos bailava no nosso espírito como necessidade de lhe dar vida e que finalmente chega à luz do dia”. Partilhou depois que a fama da vitela assada já vem de longe, tendo mais de um século as referências a esta matéria, sendo que já em 1886, há mais de 130 anos, José Augusto Vieira, autor de O Minho Pitoresco, dizia ser “afamada a vitela de Fafe”.

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A vitela assada à moda de Fafe é um verdadeiro ícone da gastronomia fafense, comummente reconhecido. A sua coroa de glória. O seu manjar mais apetecido e divulgado desde há séculos, aproveitando os recursos locais, como é o caso da criação de gado nas nossas aldeias.

Por isso, a Confraria da Vitela Assada não poderia deixar de se empenhar na publicação de uma obra que tem em vista dar a conhecer um dos pratos mais famosos e emblemáticos da gastronomia regional das terras minhotas, que em Fafe atinge a sua maior expressão e notoriedade gastronómicas, tornando-o por isso famoso em todo o país e além-fronteiras.

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É pela sua especificidade, pelo carinho posto na sua confecção e pela qualidade dos produtos nele utilizados que este prato atingiu a celebridade e a fama que hoje todos, de todos os lados, lhe conhecem e são muitos aqueles que a Fafe se dirigem propositadamente para degustarem este magnífico manjar dos deuses…

O co-autor passou depois em revista os traços essenciais da obra, começando pela investigação da produção da vitela, das raças barrosã, minhota ou cruzada, incluindo depois, a própria receita da vitela assada em forno de lenha, em assadeira ou pingadeira de barro, bem como um capítulo sobre a vitela na tradição literária fafense, dado que foi objecto de alusões de homens das letras locais, sobretudo poetas, em diferentes momentos do século XX. E a enumeração dos confrades que fundaram a Confraria e os que foram entrando ao longo dos anos, bem como dos corpos gerentesque a orientam.

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A obra relata a história da formação da Confraria, que arrancou há um bom par de anos, em 2000, quando se realizou o I Festival Gastronómico “Vitela assada à Moda de Fafe”, para fixar o método e as técnicas de confecção do receituário tradicional, bem como as linhas gerais dos seus diversos capítulos, desde 2013, quando foram entronizados os primeiros confrades e sobretudo desde 2015, quando a Confraria ganhou novo fôlego e elegeu os seus primeiros corpos gerentes.

Um capítulo aborda igualmente os festivais da vitela assada promovidos anualmente pela Câmara Municipal de Fafe, de 2014 até ao ano em curso, e nos quais a Confraria tem a sua colaboração.

E também a simbólica da Confraria, o traje, o escapulário, a bandeira, as cores de cada um deles e o seu significado.

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Nas derradeiras páginas, antes da reprodução dos estatutos da agremiação, há ainda alusões ao saboroso pão de ló e aos doces de gema de Arões e de Fornelos, bem como ao vinho verde que acompanha na perfeição a degustação do suculento prato.

Seguiu-se a intervenção do co-autor Paulo Moreira, que se centrou as suas palavras a montante do prato, na questão do gado. Referiu, designadamente, que os animais bovinos que primeiramente eram usados na confecção da vitela assada à moda de Fafe eram da raça barrosã, tendo, por mor decréscimo de efectivos, começado igualmente a ser utilizados bovinos da raça minhota, também conhecida por galega. “Tendo uma tipologia genética algo diferente, ambas as raças davam, e dão, carne com excelente qualidade para a confecção desta iguaria e, hoje, usam-se ambas indiscriminadamente, se bem que os mais ortodoxos apreciadores deste prato, digam que não há nada melhor para confeccionar este prato que a vitela barrosã”.

Abordou assim, sinteticamente, as duas raças, a sua origem, as suas características genéticas, a sua alimentação, o seu habitat natural, a área territorial onde actualmente existem os efectivos, bem como as suas qualidades de carcaça, com base nas informações das associações do sector.

O Grão-Mestre Ribeiro Cardoso usou também da palavra para referir que a Confraria, apesar de muito recente, tem já uma existência pautada por actividades e realizações, que lhe conferem um lugar cativo no movimento associativo e gastronómico.

Felicitou os autores da obra e falou da excelência do prato, que honra a gastronomia de Fafe e do país, manifestando o desejo de que a vitela se torna uma iguaria “imortal”.

Finalmente, a encerrar a sessão, interveio o confrade e Vereador Pompeu Martins, que justificou o voto de louvor aprovado por unanimidade pela Câmara em 13 do corrente à Confraria e aos autores da obra, que nunca anteriormente havia acontecido quanto a livros mas que o Executivo abriu uma excepção porque este tem características muito especiais.

O autarca lembrou, tal como o referido na deliberação aprovada, que “esta obra se reveste da maior importância para o reforço da identidade cultural do nosso concelho, contribuindo de forma relevante para o processo de certificação deste prato que é o ex-libris da gastronomia local”.

Terminou felicitando os co-autores da obra e o contributo que deram para o reforço da auto-estima e da identidade cultural do concelho.

A Vitela Assada à Moda de Fafe - do pasto ao prato”, obra profusamente ilustrada e inteiramente a cores, com 144 páginas, tem apoio à edição de diversas empresas, instituições e unidades de restauração, a maioria associados da Confraria da Vitela Assada.

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