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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA VAI CONTAR CONTOS A BEBÉS

 ‘Contos Sensoriais’ na Estufa do Parque da Ponte. Novo serviço educativo dirigido a bebés dos 12 aos 36 meses

O Município de Braga, através do Serviço Educativo Integrado (SEI) e em pareceria com o “Conversas Entre Famílias”, vai desenvolver um novo serviço educativo na Estufa do Parque de S. João da Ponte.

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Os ‘Contos Sensoriais’ são dirigidos a bebés entre os 12 e os 36 meses e constituem uma proposta de animação da leitura pensada e concebida para a primeira infância. As sessões realizar-se-ão uma vez por mês.

Este projecto consiste na leitura de histórias, seguida pela exploração de objectos sensoriais que dão vida a cada uma das histórias contadas e, posteriormente, um momento musical com instrumentos para explorarem. A actividade culmina com um ateliê plástico em família, que lhes permite explorar diferentes técnicas e materiais de expressão.

A primeira sessão está agendada para o próximo dia 19 de Janeiro, às 11h00, com o conto ‘A Carochinha e o João Ratão’.

19 JANEIRO I 11H00

Sessão Pais & bebés

Público-alvo: 12 aos 36 meses

Duração: 60 minutos

Nº de participantes: máximo 15 bebés

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia através do link http://goo.gl/qv3Lp4

ESPOSENDE MANTÉM ABERTAS CANDIDATURAS AO PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA

Candidaturas ao Prémio Literário Manuel de Boaventura 2019 terminam a 15 de janeiro

O prazo de candidaturas à segunda edição do Prémio Literário Manuel de Boaventura termina a 15 de janeiro de 2019.

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Com o propósito de homenagear e divulgar o escritor e homem de cultura esposendense, o Município de Esposende instituiu, com periodicidade bienal, o prémio Literário Manuel de Boaventura. Na primeira edição, realizada em 2017, foi premiada a escritora Ana Margarida de Carvalho, com a obra “Não se pode morar nos olhos de um gato”.

O Prémio Literário Manuel de Boaventura tem o valor pecuniário de 7 500 euros e contempla a modalidade da criação narrativa de Romances ou de Contos da autoria de escritores de língua portuguesa. Podem concorrer autores maiores de 18 anos, com obras editadas em livro e escritas em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante o ano de 2018.

A avaliação das obras estará a cargo de um júri constituído por dois críticos literários de reconhecido mérito académico e por um representante da Câmara Municipal de Esposende.

As obras a concurso deverão ser enviadas via CTT, com registo e aviso de receção, para o endereço: Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, Rua Dr. José M. Oliveira, 4740-265 Esposende.

O regulamento está disponível para consulta on-line, em http://www.municipio.esposende.pt/pages/980

FAFE APRESENTA EM LIVRO A VITELA À MODA DE FAFE

Obra “A Vitela Assada à Moda de Fafe - do pasto ao prato” apresentada na Biblioteca Municipal de Fafe

Depois de ter sido apresentada aos participantes do V Capítulo da Confraria da Vitela Assada à Moda de Fafe, em 17 de Novembro, a obra “A Vitela Assada à Moda de Fafe - do pasto ao pratodos investigadores e confrades Artur Coimbra e Paulo Moreira, teve finalmente lançamento público um mês depois, na Biblioteca Municipal de Fafe.

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A sessão foi antecedida por um momento musical protagonizado pelo Grupo de Cavaquinhos da Associação dos Antigos Professores, Funcionários e Alunos da Escola Industrial e Comercial de Fafe (AAPAEIF), sob a direcção de Fernando Peixoto Lopes.

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A mesa integrou um painel de confrades: os co-autores da obra, o Grão Mestre Ribeiro Cardoso e Pompeu Martins, Vereador da Cultura e Turismo do Município de Fafe.

Artur Coimbra abriu a sessão referindo que se trata do “primeiro livro totalmente dedicado ao ex-líbris da gastronomia fafense, uma obra que já há alguns anos bailava no nosso espírito como necessidade de lhe dar vida e que finalmente chega à luz do dia”. Partilhou depois que a fama da vitela assada já vem de longe, tendo mais de um século as referências a esta matéria, sendo que já em 1886, há mais de 130 anos, José Augusto Vieira, autor de O Minho Pitoresco, dizia ser “afamada a vitela de Fafe”.

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A vitela assada à moda de Fafe é um verdadeiro ícone da gastronomia fafense, comummente reconhecido. A sua coroa de glória. O seu manjar mais apetecido e divulgado desde há séculos, aproveitando os recursos locais, como é o caso da criação de gado nas nossas aldeias.

Por isso, a Confraria da Vitela Assada não poderia deixar de se empenhar na publicação de uma obra que tem em vista dar a conhecer um dos pratos mais famosos e emblemáticos da gastronomia regional das terras minhotas, que em Fafe atinge a sua maior expressão e notoriedade gastronómicas, tornando-o por isso famoso em todo o país e além-fronteiras.

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É pela sua especificidade, pelo carinho posto na sua confecção e pela qualidade dos produtos nele utilizados que este prato atingiu a celebridade e a fama que hoje todos, de todos os lados, lhe conhecem e são muitos aqueles que a Fafe se dirigem propositadamente para degustarem este magnífico manjar dos deuses…

O co-autor passou depois em revista os traços essenciais da obra, começando pela investigação da produção da vitela, das raças barrosã, minhota ou cruzada, incluindo depois, a própria receita da vitela assada em forno de lenha, em assadeira ou pingadeira de barro, bem como um capítulo sobre a vitela na tradição literária fafense, dado que foi objecto de alusões de homens das letras locais, sobretudo poetas, em diferentes momentos do século XX. E a enumeração dos confrades que fundaram a Confraria e os que foram entrando ao longo dos anos, bem como dos corpos gerentesque a orientam.

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A obra relata a história da formação da Confraria, que arrancou há um bom par de anos, em 2000, quando se realizou o I Festival Gastronómico “Vitela assada à Moda de Fafe”, para fixar o método e as técnicas de confecção do receituário tradicional, bem como as linhas gerais dos seus diversos capítulos, desde 2013, quando foram entronizados os primeiros confrades e sobretudo desde 2015, quando a Confraria ganhou novo fôlego e elegeu os seus primeiros corpos gerentes.

Um capítulo aborda igualmente os festivais da vitela assada promovidos anualmente pela Câmara Municipal de Fafe, de 2014 até ao ano em curso, e nos quais a Confraria tem a sua colaboração.

E também a simbólica da Confraria, o traje, o escapulário, a bandeira, as cores de cada um deles e o seu significado.

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Nas derradeiras páginas, antes da reprodução dos estatutos da agremiação, há ainda alusões ao saboroso pão de ló e aos doces de gema de Arões e de Fornelos, bem como ao vinho verde que acompanha na perfeição a degustação do suculento prato.

Seguiu-se a intervenção do co-autor Paulo Moreira, que se centrou as suas palavras a montante do prato, na questão do gado. Referiu, designadamente, que os animais bovinos que primeiramente eram usados na confecção da vitela assada à moda de Fafe eram da raça barrosã, tendo, por mor decréscimo de efectivos, começado igualmente a ser utilizados bovinos da raça minhota, também conhecida por galega. “Tendo uma tipologia genética algo diferente, ambas as raças davam, e dão, carne com excelente qualidade para a confecção desta iguaria e, hoje, usam-se ambas indiscriminadamente, se bem que os mais ortodoxos apreciadores deste prato, digam que não há nada melhor para confeccionar este prato que a vitela barrosã”.

Abordou assim, sinteticamente, as duas raças, a sua origem, as suas características genéticas, a sua alimentação, o seu habitat natural, a área territorial onde actualmente existem os efectivos, bem como as suas qualidades de carcaça, com base nas informações das associações do sector.

O Grão-Mestre Ribeiro Cardoso usou também da palavra para referir que a Confraria, apesar de muito recente, tem já uma existência pautada por actividades e realizações, que lhe conferem um lugar cativo no movimento associativo e gastronómico.

Felicitou os autores da obra e falou da excelência do prato, que honra a gastronomia de Fafe e do país, manifestando o desejo de que a vitela se torna uma iguaria “imortal”.

Finalmente, a encerrar a sessão, interveio o confrade e Vereador Pompeu Martins, que justificou o voto de louvor aprovado por unanimidade pela Câmara em 13 do corrente à Confraria e aos autores da obra, que nunca anteriormente havia acontecido quanto a livros mas que o Executivo abriu uma excepção porque este tem características muito especiais.

O autarca lembrou, tal como o referido na deliberação aprovada, que “esta obra se reveste da maior importância para o reforço da identidade cultural do nosso concelho, contribuindo de forma relevante para o processo de certificação deste prato que é o ex-libris da gastronomia local”.

Terminou felicitando os co-autores da obra e o contributo que deram para o reforço da auto-estima e da identidade cultural do concelho.

A Vitela Assada à Moda de Fafe - do pasto ao prato”, obra profusamente ilustrada e inteiramente a cores, com 144 páginas, tem apoio à edição de diversas empresas, instituições e unidades de restauração, a maioria associados da Confraria da Vitela Assada.

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ARCOS DE VALDEVEZ OFERECE "O SEGREDO DO PAÇO DA GIELA" ÀS CRIANÇAS DO CONCELHO

Câmara Municipal oferece Livro aos alunos do 1º ciclo

Este ano, nas Festas de Natal da Casa das Artes, para além da habitual prendinha, os alunos do 1º ciclo também levaram para casa um exemplar do livro “O Segredo do Paço de Giela”, da autoria da arcuense Maria Teresa Lobato e ilustrações de Sofia Machado.

O Segredo do Paço de Giela

Maria Teresa Lobato nasceu em Arcos de Valdevez, onde passou a sua infância e juventude. Sempre desenvolveu atividades no sentido de promover o gosto pelos livros e pela leitura. Escreve poesia, escrita diarística, crónicas e literatura para a infância e juventude.

“O Segredo do Paço de Giela” é uma edição apoiada pelo Município que pretende, de forma leve e educativa levar até aos mais pequenos a história do Paço de Giela, Monumento Nacional e um dos ex-libris do concelho.

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CRIANÇAS DE CELORICO DE BASTO RECEBEM LIVRO "O SENHOR RIBEIRO E O GUARDA-RIOS"

100 alunos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Celorico de Basto receberam o livro “O Senhor Ribeiro e o Guarda-rios”

No dia 13 de dezembro, o Centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa recebeu os 100 alunos do 1º ciclo que tiveram o melhor desempenho na prova escrita do concurso nacional de leitura na fase de escolas para assistir à apresentação do livro “O Senhor Ribeiro e o guarda-rios”. Uma obra escrita por Pedro Seromenho e ilustrada por Sebastião Peixoto.

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A abrir a sessão de apresentação do livro esteve o Diretor de Departamento da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, que recordou às crianças os rios que passam por Celorico de Basto, o rio Bugio e o rio Tâmega, e a figura do guarda-rios, como alguém que “tinha a missão de proteger os rios. Uma missão que compete a todos nós e podemos ser bem-sucedidos de aprendermos a poupar a água, a preservá-la e a protege-la”.

A apresentação deste livro foi promovida pela contadora de histórias Paula Guimarães que, de forma lúdica e divertida, contou a fascinante história de “ O Senhor Ribeiro e o guarda-rios” a um público atento e curioso, enquanto o ilustrador Sebastião Peixoto, desenhou um momento da história “o despertador do Senhor Ribeiro”.

No final da sessão todas as crianças receberam a história numa iniciativa promovida numa parceria entre a Biblioteca Municipal Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa e as bibliotecas escolares no âmbito do SABE (serviço de apoio às bibliotecas escolares) em estreita ligação com as Águas do Norte que criaram este projeto como forma de “ensinar os mais jovens a importância da água e a forma de a preservar”.

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CRIANÇAS DE FAMALICÃO ILUSTRAM "D. QUIXOTE DE LA MANCHA"

Duzentas crianças de Famalicão ilustram as “Aventuras de Dom Quixote de La Mancha”. Obra lançada pela Câmara Municipal conta com tradução e adaptação de Agostinho Fernandes

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão acaba de publicar uma versão infanto-juvenil da autoria do escritor famalicense Agostinho Fernandes da obra D. Quixote de La Mancha, do escritor espanhol Miguel de Cervantes, com ilustrações elaboradas por cerca de 200 alunos do 2.º e 3.º ciclo do concelho.

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A sessão de lançamento da obra decorreu no inicio desta semana, na Escola Básica de Gondifelos e estará disponível brevemente para aquisição na Livraria Municipal de Famalicão, localizada na Casa do Território do Parque da Devesa.

O projeto que arrancou em 2016, inserido no âmbito dos 400 anos da morte de Cervantes, culminou agora com apresentação deste trabalho “fantástico desenvolvido por Agostinho Fernandes e pelos pequenos ilustradores em prol da educação, da cultura e da leitura entre as novas gerações”, como afirma o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, no prefácio da obra.

Para o autarca “a imortal história do Cavaleiro da Triste Figura, que acompanhado pelo seu fiel escudeiro, Sancho Pança, avança por montes e vales, lutando contra moinhos de vento e cavaleiros imaginários em nome da justiça, é, sem dúvida, um livro obrigatório e inesquecível para sucessivas gerações de leitores.”

Na sua mensagem Agostinho Fernandes dirige-se aos mais novos, referindo que “não é fácil ler o original na tua idade”, por isso com este livro “o trabalho fica facilitado”.

Apesar disso, o autor deixa o desafio às crianças de lerem o original “mais tarde”, pois trata-se de “um dos mais belos e marcantes livros da história da cultura europeia e da humanidade”.

Refira-se que a obra surge de um concurso de ilustração dirigido aos alunos do 2.º e 3.º ciclo do concelho promovido em conjunto com o autor, a Biblioteca Municipal, as escolas e um conjunto de professores de Educação Visual e Belas Artes.

Ao todo, cerca de 200 alunos trabalharam a obra. Os trabalhos repletos de cor, fantasia e criatividade estiveram em exposição na Biblioteca Municipal e saltaram agora para as páginas do livro.

Considerado o primeiro romance moderno, a obra “As Aventuras de D. Quixote de La Mancha e de Sancho Pança” foi eleito em 2002 o melhor livro de todos os tempos por um conjunto de cem escritores nomeados pelo Instituto Nobel.

Agostinho Fernandes é licenciado em Filosofia, ocupou o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão durante duas décadas, dedicando-se agora à escrita, com particular incidência na literatura infantil.

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FAMALICÃO EVOCA OBRA DE CAMILO CASTELO BRANCO

Casa de Camilo evoca Maria Moisés com exposição coletiva

A Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide, vai inaugurar no próximo sábado, 15 de dezembro, pelas 16h00, a exposição “Evocar Maria Moisés”. Trata-se de uma mostra coletiva em que os artistas foram convidados a realizar uma obra inspirada na novela de Camilo Castelo Branco - Maria Moisés. Cada um utiliza a técnica da sua preferência, através de pintura, escultura e fotografia. A sessão contará com a representação do teatro de marionetas «Maria Moisés», pelo Serviço Educativo da Casa de Camilo.

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São 20 os artistas convidados aos quais se pede para fazerem acompanhar a obra de uma memória descritiva que permita aos visitantes a relação desta com o livro do escritor.

A exposição fica patente na sala de exposições do Centro de Estudos Camilianos até 28 abril 2019. A mostra pode ser visitada de segunda-feira a sexta-feira das 09h00 às 17h30, aos sábados e domingos das 10h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30.

Os artistas convidados são: Adias Machado, Adelaide Morgado, Alexandre Carvalho, Angelina Silva, David Lopes, Encarna de Bejar, Fernando Barbosa, Filomena Fonseca, Georgina Ifigénio, Helena Romão, João Araújo, Joaquim Pimenta, Jorge Braga, José M. Filgueiras Moure, José António Passos, Juan Coruxo, Julie Passos, Lianor Gaspar, Paulo Renato Vieira, Rui Rodrigues Sousa.

Refira-se que parte da exposição esteve já patente na Galeria Matriz Arte, na cidade de Famalicão, em setembro deste ano.

TERRAS DE BOURO APRESENTA LIVRO DO ESCRITOR JOÃO LUÍS DIAS

João Luís Dias apresenta o seu novo livro “Coisas que me apetece dizer”

O Município de Terras de Bouro e a CALIDUM – Clube de Autores Minhoto Galaicos informam que no próximo dia 15 de dezembro, pelas 16 horas, o Salão Nobre dos Paços do Concelho, irá acolher a apresentação do novo livro do poeta terrabourense João Luís Dias, “Coisas que me apetece dizer”, evento que contará também com um momento musical.

Capa Coisas que me apetece dizer

BRAGA ESTABELECE PARCERIA LITERÁRIA COM UNIVERSIDADE MEXICANA

 ‘Sete Palavras’ numa ponte entre Braga e o México. 28 artistas dos dois países integram projecto inédito

O Município de Braga iniciou esta semana um projecto literário e artístico desenvolvido em parceria com a Universidade Autónoma Metropolitana do México, que junta 28 artistas e literatos portugueses e mexicanos num caminho temático que se propõe criar uma ponte entre os dois países.

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O projeto “Siete palabras” foi lançado publicamente na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, que decorre até este Domingo e tem Portugal como país convidado. Desenvolvendo-se numa plataforma web (www.sietepalabras.cua.uam.mx) e também através de uma aplicação para telemóvel, este projecto contou com a colaboração de 28 artistas, 14 do México e 14 de Portugal, tendo como mote as sete palavras propostas: mar, migração, nostalgia, palavra, praça, revolução e vestígio.

A plataforma, ainda não traduzida em português, apresenta cada uma das sete palavras segundo propostas de quatro autores, dois mexicanos e dois portugueses, entre os quais dois escritores e dois artistas plásticos. Do grupo de 28 convidados salienta-se a presença de Maria Ondina Braga, escritora bracarense falecida em 2002, bem como o artista Luís Coquenão, que tem desenvolvido a sua actividade na Cidade de Braga.

Presente na cerimónia de lançamento desta parceria cultural em representação do Município de Braga, a Vereadora da Cultura, Lídia Dias, afirmou a importância do “estabelecimento de pontes” para o “desenvolvimento cultural”.

“Jamais poderíamos fechar as portas a um projecto que se propõe criar laços entre as artes plásticas, as letras e que acaba por envolver as media arts. O nosso papel enquanto mediadores culturais obriga-nos a uma abertura ao mundo e a outras realidades. O México parece muito distante, mas está bem próximo de nós”, acrescentou, na cerimónia oficial de lançamento desta parceria, que decorreu no recinto da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México.

Segundo Lídia Dias, é essencial que a rede de parcerias e projectos partilhados “se vá alargando”, num tempo em que Braga “se pretende afirmar culturalmente”.

Para o coordenador e mentor do projecto, Rafael Ibarra, um mexicano que escolheu Braga para viver há cinco anos, «os artistas escolheram livremente o caminho temático e a abordagem a cada uma das palavras que lhe foram atribuídas».

“A finalidade do projecto é gerar visões diversas sobre uma mesma temática, contribuindo assim para um encontro entre a cultura portuguesa e mexicana”, sublinhou o coordenador do projecto, cujo âmbito editorial está a cargo de Carlos Francisco Gallardo Sánchez, da Universidade Autónoma Metropolitana.

O projecto “Sete Palavras” tem previsto ainda o lançamento de um livro impresso, além de novas formas de leitura, imagem e narrativas que possam vir a ser propostas.

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CABECEIRAS DE BASTO ATRIBUI PRÉMIOS AOS VENCEDORES DE CONCURSO LITERÁRIO

Vereadora da Cultura entregou prémios aos vencedores do XII Concurso Literário Nacional – Conto Infantil

Decorreu esta tarde, dia 30 de novembro, na Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho, no Arco de Baúlhe, a entrega de prémios aos vencedores do XII Concurso Literário Nacional – Conto Infantil de Cabeceiras de Basto, cujo primeiro prémio foi atribuído a Rui Damásio Alvites, de Boticas, com o conto ‘A Gata Que Só Queria Brincar’, recebendo um prémio pecuniário no valor de 600 euros.

Vereadora da Cultura entregou prémio ao vencedor do XII Concurso Literário Nacional – Conto Infantil

Em segundo lugar classificou-se Susana Manuela de Sousa Sá, natural do Porto, com o conto ‘A Menina Que Falava Com Os Moinhos’ e em terceiro lugar Gláucia Kronberg Medeiros Lima, da Maia, com o trabalho ‘As Aventuras de Um Pequeno Guerreiro’. O Cabeceirense Valdir Daniel Neiva Teixeira foi agraciado com a Menção Honrosa para o melhor jovem escritor com o conto ‘A Menina Que Tinha Medo de Amar’. Os 2.º e 3.º classificados foram premiados com 350 e 250 euros, respetivamente, enquanto o melhor jovem escritor recebeu 200 euros.

A cerimónia de entrega dos prémios teve início com a leitura de excertos dos quatro contos premiados, belíssimo momento protagonizado pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto que fez uma brilhante interpretação, desvendando, desde logo, a todos os presentes, um pouco das histórias dos contos vencedores.

O júri do XII Concurso Literário Nacional - Conto Infantil de Cabeceiras de Basto, constituído por Joaquim Jorge Carvalho, na qualidade de presidente, e por Belanita Abreu e Simão Machado, professores e escritores, fundamentou a escolha destas obras nos critérios de organização, coerência e coesão do texto, obediência às características do género em questão, criatividade, qualidade literária, contendo uma alusão ao concelho de Cabeceiras de Basto.

Na oportunidade, o presidente do júri destacou a qualidade dos trabalhos apresentados, que classificou de “boa e muito boa, alguns muito próximos da excelência”, tendo feito um pequeno resumo e uma abordagem crítica de cada um dos contos. Felicitou a Câmara Municipal pela dinamização deste concurso literário que vai já na sua 12.ª edição, iniciativa que tem ganho “consistência e credibilidade”, afirmando-se como uma “referência cultural relevante”.

A vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada, que presidiu a esta sessão, saudou os vencedores deste concurso, salientando que a Câmara Municipal, ao promover a literatura, investe nas gerações futuras. Agradecendo a presença de todos, a vereadora disse que “são momentos como este que representam a aposta na cultura, aposta esta a que vamos dar continuidade, promovendo e enaltecendo os valores, a história e a nossa identidade”.

O presidente da Junta de Freguesia do Arco de Baúlhe e Vila Nune, Carlos Teixeira, enquanto anfitrião, manifestou o seu contentamento pela realização deste evento na Biblioteca Municipal, localizada na sua freguesia, reconhecendo a importante aposta que a Câmara Municipal faz na Cultura e parabenizando a vereadora por todo o trabalho desenvolvido nesta área pelo Município.

Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto pretendeu promover e consolidar os hábitos de leitura e de escrita criativa, através de uma atividade que estimule o envolvimento da população a nível nacional. O Concurso Literário Nacional promove deste modo a escrita criativa e valoriza a expressão literária, divulga autores portugueses (sem obras publicadas) e aspetos relativos à cultura literária e à cultura cabeceirense.

Esta é uma iniciativa integrada no programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’, que decorre até julho de 2019, e resulta de uma candidatura a Fundos Comunitários, através do NORTE 2020 que, para além das ações imateriais de promoção do Nosso Mosteiro tem também associado um conjunto de obras de requalificação e restauro do imóvel.

HÉLDER MACEDO RECEBE GRANDE PRÉMIO DE ENSAIO EDUARDO PRADO COELHO

Cerimónia decorreu na Academia de Ciências de Lisboa

Foi com uma verdadeira sessão da Academia de Ciências de Lisboa que o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho 2017, da Associação Portuguesa de Escritores e Município de Vila Nova de Famalicão, foi ontem entregue ao poeta, romancista e ensaísta Hélder Macedo pela obra "Camões e Outros Contemporâneos" editada pela Editorial Presença.

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“Razões de substância” fizeram o Presidente da Câmara Municipal Paulo Cunha deslocar-se a Lisboa para um cerimónia que normalmente decorre em Vila Nova de Famalicão por entre os milhares de livros que compõem a Biblioteca Eduardo Prado Coelho. “A ligação da Academia das Ciências de Lisboa à cultura e ao premiado justificaram a abertura do precedente”. Foi, por isso, entre amigos da Academia e entre amigos de Eduardo Prado Coelho que o prémio foi entregue, numa cerimónia intensa em substância e em sentimentos.

Presidida pelo Vice-Presidente da Classe de Letras da Academia, professor Jorge Gaspar, a cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, e da representante do júri, professora Clara Rocha, que elogiou a obra premiada “pela mestria da sua linguagem, precisa, arguta e inventiva, muito fértil como chão de verdadeira tarefa que é a do ensaísmo literário – pensar a literatura dentro da própria literatura".

Hélder Macedo ficou “muito grato” pelo prémio que, disse, “diz muito mais de quem o atribui do que de quem o recebe”. Neste caso, Hélder Macedo deixou escapar um significado especial pela circunstância de ter sido “amigo” de Eduardo Prado Coelho, que reconhece como “um dos grandes criadores da critica literária.”

Hélder Macedo, 82 anos, é autor de vários ensaios sobre literatura portuguesa e, paralelamente, assina vários títulos de ficção e de poesia, entre outros, os romances “Pedro e Paula” (1998) e “Tão Longo Amor Tão Curta a Vida” (2013), a coletânea “Poemas Novos e Velhos” (2011) e “Romance” (2015).

O Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho 2017, com um valor de 7.500 euros, foi criado pela Associação Portuguesa de Escritores, é patrocinado e tem o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. O júri desta edição integrou os professores e investigadores Artur Anselmo, Clara Rocha e Isabel Cristina Rodrigues. O prémio destina-se a galardoar, anualmente, uma obra de ensaio literário, em português e de autor português, publicada em livro, em primeira edição, no ano anterior.

Instituído em 2010, este galardão distinguiu já autores como Victor Aguiar e Silva, Manuel Gusmão, João Barrento, Rosa Maria Martelo, José Gil, Manuel Frias Martins, José Carlos Seabra Pereira e Isabel Cristina Rodrigues.

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PROJETO “LITERATURAS IRMÁS/IRMÃS” FORTALECE INTERCÂMBIO CULTURAL ENTRE MONÇÃO E REDONDELA

O Projeto “Literaturas Irmás/Irmãs” é uma iniciativa cultural de cooperação transfronteiriça entre a Galiza e o Norte de Portugal, partindo de um passado comum da literatura galega e portuguesa. O objetivo é dar a conhecer aos leitores de uma margem do rio Minho, os escritores da outra margem.

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Com vista à concretização deste projeto, foi estabelecida recentemente uma parceria entre os municípios de Monção e Redondela, localidade galega geminada com Monção, cujo ponto comum é a realização do Corpo de Deus com a participação de um dragão, a popular Coca.

Neste âmbito, a Biblioteca Pública de Redondela apresenta publicações de José Saramago e, a Biblioteca Municipal de Monção, obras literárias de Manuel Rivas, proporcionando aos respetivos leitores um conhecimento mais aprofundado do universo literário destes dois escritores.

As publicações que se encontram disponíveis numa das bibliotecas foram disponibilizadas pela outra biblioteca. A cada três meses, serão selecionados novos escritores, estando previstas algumas mesas redondas para debater a importância destes intercâmbios culturais.

“Esta iniciativa visa a partilha de momentos culturais entre as comunidades de Monção e Redondela, facilitando a aquisição de conhecimentos dos escritores de Portugal e da Galiza e contribuindo para fortalecer o intercâmbio cultural entre as duas localidades”.

ESCRITORA ANA MARIA CARVALHO GALARDOADA EM FAMALICÃO COM O GRANDE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO

Paulo Cunha e José Manuel Mendes galardoaram Ana Margarida de Carvalho. “Pequenos Delírios Domésticos” entra para a galeria dos contos de Camilo Castelo Branco

“Pequenos delírios domésticos” – título "roubado" a um poema de Sérgio Godinho – é o livro de contos da escritora e jornalista Ana Margarida de Carvalho que venceu, este ano, o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco. O galardão foi entregue, esta segunda-feira, pelos presidentes da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, no âmbito da iniciativa Semana do Conto, que está a decorrer até à próxima sexta-feira, dia 9 de novembro.

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Segundo a escritora “este é o livro mais pessoal que já escrevi e que jamais escreverei.” E explica: “é um livro sobre casas, sobre regressos, sobre famílias, sobre lares, sobre desejo de voltar. É um livro que tem na capa a fotografia da minha própria casa, que já não existe, que desapareceu por completo nos incêndios de outubro de 2017, deixando uma cratera”.

À laia de prefácio, Chão Zero, e numa espécie de epigrafe que é uma homenagem à casa, Ana Margarida de Carvalho dá testemunho da devastação que assolou o País durante os incêndios de Outubro de 2017.

“A trama narrativa, a invulgar atualidade de temas e personagens e as imagens que revelam uma interessante análise social e económica” foram apenas algumas das razões que levarão o júri, nas palavras de Isabel Cristina Mateus, a decidir por unanimidade este prémio, entre cerca de duas dezenas de obras a concurso.

Para José Manuel Mendes, trata-se de “um dos prémios mais antigos do país, com quase 3 décadas, e é simultaneamente um dos mais prestigiados. A circunstância de nessa antiguidade e nesse prestigio estarem envolvidos a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a APE  só pode trazer congratulação a ambas as instituições”. O presidente da APE sublinhou ainda que “a distinção que este ano recaiu sobre Ana Margarida de Carvalho e o seu livro “Pequenos delírios domésticos”, por unanimidade do júri, vem confirmar a vitalidade de um prémio que tem distinguido autores de diferentes gerações dos mais consagrados aos que estão apenas a emergir”.

Por sua vez, Paulo Cunha salientou a importância do prémio na divulgação e valorização da obra de Camilo Castelo Branco. “A cada ano que passa, com este Grande Prémio cumprimos uma etapa na valorização da obra camiliana.” E acrescentou que “o grande propósito que presidiu à iniciativa de 1991 de instituir este grande prémio foi dar permanência e lógica de continuidade à riqueza da obra literária de Camilo Castelo Branco e ver a APE dar este prestigio ao Prémio é uma forma de enaltecer uma iniciativa da Câmara Municipal”.

O autarca destacou ainda que este prémio constitui “um modesto apoio da autarquia à criação literária”, um contributo que, considera, “deveria ser replicado, apesar de não se tratar de um papel das autarquias”.

Refira-se que o prémio é atribuído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em parceria com a Associação Portuguesa de Escritores e destina-se a distinguir uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro, 1.ª edição. O valor do prémio é de 7.500 euros.

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MUNICÍPIO DE FAMALICÃO ENTREGA GRANDE PRÉMIO DE CONTO À ESCRITORA ANA MARGARIDA DE CARVALHO

Paulo Cunha entrega Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco a Ana Margarida de Carvalho. Cerimónia realiza-se na próxima segunda-feira, dia 5 de novembro, pelas 18h00, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e o presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), José Manuel Mendes, convidam os órgãos de comunicação social para a entrega do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco à escritora e jornalista Ana Margarida de Carvalho, pelo livro “Pequenos Delírios Domésticos (Relógio D’Água). A cerimónia realiza-se na próxima segunda-feira, dia 5 de novembro, pelas 18h00, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, na cidade de Vila Nova de Famalicão.

Ana Margarida de Carvalho

O prémio é atribuído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em parceria com a Associação Portuguesa de Escritores. Instituído em 1991, o prémio destina-se a distinguir uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro, 1.ª edição, no decurso do ano de 2017. O valor do prémio é de 7.500 euros.

Foi decidido por unanimidade por um júri constituído por Cândido Oliveira Martins, Fernando Batista e Isabel Cristina Mateus.

Sobre a obra, o júri exarou em ata que se “trata de um conjunto de contos que surpreende o leitor pela invulgar atualidade temática e sociológica (dos incêndios que devastaram o país, em 2017, aos dramas íntimos de portugueses convertidos ao estado islâmico, de refugiados sírios num lar de velhos ou de uma mulher tunisina que dá à luz num barco apinhado de gente durante a travessia do Mediterrâneo, entre outros), aliadas a um notável trabalho de precisão e depuramento da palavra e, acima de tudo, a um olhar atento aos dramas humanos, independentemente do lugar mais ou menos doméstico que lhes serve de palco.”

Ana Margarida de Carvalho é jornalista e escritora. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, o seu primeiro romance “Que Importa a Fúria do Mar” valeu-lhe o prémio APE 2013. O mesmo livro foi finalista nos mais prestigiados prémios relativos à data de edição. Tem reportagens, contos e poemas espalhados por várias publicações e coletâneas e um livro infantil chamado “A Arca do É”, com o ilustrador Sérgio Marques. “Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato” é o seu segundo romance, foi considerado livro do ano 2017, nomeado pela SPA, e vencedor do Prémio Manuel Boaventura.

ESCRITORA ANA MARGARIDA DE CARVALHO VENCE GRANDE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO

Ana Margarida de Carvalho vence Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco. Galardão é entregue na próxima segunda-feira, dia 5 de novembro, pelas 18h00, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco

O livro “Pequenos Delírios Domésticos”, da autoria da escritora e jornalista Ana Margarida de Carvalho (Relógio D’Água) é a obra vencedora do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco atribuído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em parceria com a Associação Portuguesa de Escritores. A entrega do prémio irá acontecer na próxima segunda-feira, dia 5 de novembro, pelas 18h00, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco.

Ana Margarida de Carvalho

O prémio foi decidido por unanimidade por um júri constituído por Cândido Oliveira Martins, Fernando Batista e Isabel Cristina Mateus.

Sobre a obra, o júri exarou em ata que se “trata de um conjunto de contos que surpreende o leitor pela invulgar atualidade temática e sociológica (dos incêndios que devastaram o país, em 2017, aos dramas íntimos de portugueses convertidos ao estado islâmico, de refugiados sírios num lar de velhos ou de uma mulher tunisina que dá à luz num barco apinhado de gente durante a travessia do Mediterrâneo, entre outros), aliadas a um notável trabalho de precisão e depuramento da palavra e, acima de tudo, a um olhar atento aos dramas humanos, independentemente do lugar mais ou menos doméstico que lhes serve de palco.”

Instituído em 1991, o prémio destina-se a distinguir uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro, 1.ª edição, no decurso do ano de 2017. O valor do prémio é de 7.500 euros.

Ana Margarida de Carvalho é jornalista e escritora. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, o seu primeiro romance “Que Importa a Fúria do Mar” valeu-lhe o prémio APE 2013. O mesmo livro foi finalista nos mais prestigiados prémios relativos à data de edição. Tem reportagens, contos e poemas espalhados por várias publicações e coletâneas e um livro infantil chamado “A Arca do É”, com o ilustrador Sérgio Marques. “Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato” é o seu segundo romance, foi considerado livro do ano 2017, nomeado pela SPA, e vencedor do Prémio Manuel Boaventura.

HORA DO CONTO EM VIZELA TEM NOVA EDIÇÃO

Hora do Conto arranca para nova edição

Arrancou no mês de Outubro uma nova edição da “Hora do Conto Itinerante”, promovida pela Biblioteca Municipal e dirigida aos alunos do ensino pré-escolar do concelho.

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A primeira sessão aliou a celebração do Dia da Alimentação com um cheirinho a Halloween, consistindo na teatralização da história “As Três Abóboras”, de António Torrado. Esta apresentação foi feita pelas técnicas da Biblioteca Municipal e, excecionalmente foi alargada aos alunos do 1º ciclo, em todos os estabelecimentos de ensino e na Creche Stª Cecília da Santa Casa da Misericórdia de Vieira do Minho.

Esta peça de teatro, além de ser divertida, defende os valores do trabalho, da solidariedade e da honestidade.

ESCRITORA MADALENA ROCHA APRESENTA EM PONTE DE LIMA O SEU LIVRO "A CASA CIRCULAR"

Município de Ponte de Lima promove apresentação do livro “A Casa Circular” de Madalena Rocha

O Município de Ponte de Lima promove o lançamento do livro da autora Madalena Rocha, intitulado “A Casa Circular”, no próximo dia 22 de outubro, pelas 18h00, no auditório dos Paços do Concelho.

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Trata-se de uma novela semiautobiográfico, que decorre em Portugal em 1966 e descreve o olhar da autora, pelo quotidiano, quando tinha 7 anos de idade.

Marque presença no lançamento de “A Casa Circular” e conheça a mais recente produção literária da limiana Madalena Rocha.

Venha celebrar connosco a literatura em Língua Portuguesa.

Esperamos por si!

Sobre a autora:

Nasceu em 1959 na freguesia de Estorãos do concelho de Ponte de Lima.

Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Inglês e Alemão, pela Universidade do Porto.

Pós-graduou-se em Estudos Norte-Americanos.

É casada e tem dois filhos.

PONTE DE LIMA APRESENTA MOSTRA DOCUMENTAL DE JOSÉ CARDOSO PIRES

Mostra documental de José Cardoso Pires na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

No mês em que se assinala o vigésimo aniversário do falecimento de José Cardoso Pires (26 de outubro de 1998) a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima assinala a efeméride com uma mostra documental da obra de um dos mais importantes escritores portugueses de Novecentos.

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Autor de referência em Portugal, José Cardoso Pires ficou conhecido pela sua escrita rica e vigorosa, com uma obra em trânsitos discursivos em relação ao contexto português, à sua geração literária e à sua própria produção. 

Deixou ao mundo um legado documental relevante (muitos trabalhos premiados, traduzidos, levados ao teatro e adaptados para o cinema), que revelam a marca do escritor.

A diversidade que caracteriza a obra do autor patenteia-se também no percurso por vários géneros, do conto ao romance, do ensaio à dramaturgia, da crónica à narrativa.

Venha conhecer as obras do escritor José Cardoso Pires patentes nesta mostra evocativa.

Sobre o autor

Escritor português, José Augusto Neves Cardoso Pires nasceu a 2 de outubro de 1925, no concelho de Vila de Rei, em Castelo Branco. Filho de um oficial da marinha, ainda criança muda-se com os pais para Lisboa, cidade que abraçou e amou. Exerceu várias profissões, entre as quais, redator de uma revista feminina, Eva, em finais dos anos 40. Em 1949, publica o seu primeiro livro, "Os Caminheiros e Outros Contos", retirado de circulação pela censura. Nos princípios dos anos 50, foi detido pela PIDE depois da apreensão do seu livro de contos "Histórias de Amor". Nos anos 60 foi membro da Sociedade Portuguesa de Escritores. Em 1963 publica "Hóspede de Job", livro dedicado ao seu irmão, morto enquanto cumpria o serviço militar nos anos 50, e que lhe valeu o Prémio Camilo Castelo Branco em 1964; e "O Delfim" em 1968. Em inícios dos anos 70, foi professor de Literatura Portuguesa e Brasileira em Inglaterra, no King's College da Universidade de Londres. Dois anos depois, já em Portugal, publica "Dinossauro Excelentísimo". Já nos anos 80, publica "A Balada da Praia dos Cães", romance que lhe valeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores e que foi alvo da realização de um filme, com o mesmo nome, de José Fonseca e Costa, em 1987. Neste mesmo ano publica "Alexandra Alpha", obra que mereceu o Prémio Especial da Associação de Críticos, de São Paulo, no Brasil. Em 1995 sofreu um acidente vascular cerebral que o levou a ficar algum tempo em estado de coma. Recuperado, publica em 1997 a obra "De Porfundis, Valsa Lenta", pela qual recebeu dois prémios: Prémio D. Dinis e Prémio da Crítica, atribuído pela Associação Internacional de Críticos Literários; e "Lisboa, Livro de Bordo". Entre os prémios já mencionados, recebeu também o Prémio Internacional União Latina (1991), o Astrolábio de Ouro do Prémio Internacional Último Novecento (1992) e o Prémio Pessoa (1997). Em 1998 sofreu outro acidente vascular cerebral, que viria a ser a causa da sua morte a 26 de Outubro, em Lisboa. Em Setembro desse mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores. Foi autor de contos, romances, crónicas e ensaios (como em "E Agora José?", 1977) e de peças de teatro (como "O Render dos Heróis" (1960) e "O Corpo Delito na Sala de Espelhos", 1980). (Informação retirada de https://www.wook.pt/autor/jose-cardoso-pires/14938 )

ESPOSENDE ABRE PRAZO DE CANDIDATURAS AO PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL DE BOAVENTURA

Candidaturas ao Prémio Literário Manuel de Boaventura 2019 a partir de 15 de outubro

O prazo de candidaturas à segunda edição do Prémio Literário Manuel de Boaventura vai decorrer entre 15 de outubro de 2018 e 15 de janeiro de 2019.

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Este prémio, de periodicidade bienal, foi instituído pelo Município de Esposende com o intuito de homenagear e divulgar este escritor e homem de cultura esposendense. A primeira edição realizou-se em 2017, tendo premiado a escritora Ana Margarida de Carvalho pela obra “Não se pode morar nos olhos de um gato”.

O Prémio Literário Manuel de Boaventura tem o valor pecuniário de 7 500 euros e contempla a modalidade da criação narrativa de Romances ou de Contos da autoria de escritores de língua portuguesa. Podem concorrer autores maiores de 18 anos, com obras editadas em livro e escritas em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante o ano de 2018.

A avaliação das obras estará a cargo de um júri constituído por dois críticos literários de reconhecido mérito académico e por um representante da Câmara Municipal de Esposende.

As obras a concurso deverão ser enviadas via CTT, com registo e aviso de receção, para o endereço: Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, Rua Dr. José M. Oliveira, 4740-265 Esposende.

O regulamento está disponível para consulta on-line, em http://www.municipio.esposende.pt/pages/980

Natural de Vila Chã, onde nasceu em 1885, Manuel Joaquim de Boaventura fixou residência, em 1906, na freguesia de Palmeira de Faro, onde escreveu toda a sua obra literária, composta por dezenas de títulos e uma notável colaboração jornalística nas principais revistas e jornais nacionais. A sua paixão pela cultura local, pelos hábitos e costumes do Minho, pelo linguarejar típico, levaram-no a coligir e publicar, entre outras, uma extraordinária obra, Vocabulário Minhoto. Nos seus romances e contos, reconhece-se a escrita da terra, os vocábulos lugareiros, as romarias e festas, o mundo maravilhoso de lendas, bruxas, gnomos, lobisomens, fadas e diabos, a narrativa humorística e emotiva dos costumes e paisagens de Entre Douro e Minho, especialmente o seu “terrunho” natal. Manuel de Boaventura faleceu a 25 de Abril de 1973.

QUEM É O ESCRITOR ORLANDO BARROS, AUTOR DO LIVRO “OS MANUSCRITOS DE LEIRIA – UMA HISTÓRIA DE FIDELIDADE E PAIXÃO”?

Tal como pode ler-se na badana da obra mencionada, Orlando Ferreira Barros nasceu em Leiria, quando os Aliados punham o pé na chacina das praias da Breta­nha. Saiu do sossego uterino para a luz e o que viu foram as ruínas de um castelo mouro, a ameaçar cair sobre a cidade. Percorreu outras terras e muitos livros, conheceu outras gen­tes, mas da sua memória nunca se soltou aquela visão. E foi essa me­mória que lhe permitiu dedicar-se à escrita e poder ganhar vários pré­mios literários. Tudo o que aprendeu na universidade, mestrado e douto­ramento, diz, lançou-o às urtigas, por­que são as memórias que procriam.

Orlando

Vive no sossego monástico de uma margem do rio Lima, onde diz aguar­dar que se cumpra a buena dicha tra­çada por uma cigana em Salamanca: «Vivirás hasta el fin del siglo. Mira, nunca és tarde si la dicha és buena.»

OBRAS DO AUTOR (entre outras)

TEATRO:

Com duas pedras na mão - Prémio Teatro Universitário do Porto

Anô-anele - Prémio CGTP

A lenda dos Santos Viriatos - Prémio Secretaria de Estado da Cultura

A caravela que não chegou à Ilha Redonda - Prémio Baltazar Dias

Tetralogia da procriação - quatro peças

A honra inacabada do Capitão Melquíades

As noites brancas de Branca Dias - Prêmio Cidade de Aragatu

NARRATIVA:

Chamada escrita

Quando o velho Fauno sentiu o empurrão da morte - Prémio Manuel Teixeira Gomes

A solidão do Anjo

Os filhos de Lima-rio

Excelência, em Viana chove que Deus tarda

O gordo ou a manipulação do espelho - Prémio Manuel Teixeira Gomes

A mão na faca ou o homicídio na cidade plácida

POESIA:

Picolina      

Todos os dias e nenhum

O entardecer da velha puta e outros poemetos