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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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"BEM-VINDA SEJAS AMÁLIA" A VIANA DO CASTELO!

Exposição “Bem-Vinda Sejas Amália” celebra o centenário da artista em Viana do Castelo

Museu do Traje acolhe a mostra entre 23 de Julho e 30 de Agosto

“Bem-Vinda Sejas Amália”, exposição de homenagem a Amália Rodrigues, inaugura no dia 23 de Julho, às 17h30, no Museu do Traje, em Viana do Castelo. Produzida pela Fundação Amália para celebrar o centenário do nascimento de uma das mais importantes figuras da cultura portuguesa do último século, esta mostra itinerante dá a conhecer aos portugueses, de norte a sul, a singularidade de Amália enquanto mulher e artista. Cosmopolita – presença assídua nas mais importantes salas de espectáculo do mundo – e popular no convívio com aqueles que a pretendiam conhecer.

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Desenvolvida em quatro módulos, “Bem-Vinda Sejas Amália” dá a conhecer as diversas facetas de Amália. Do eco do sucesso mundial, pelo seu vanguardismo e arrojo artístico, ao recato do seu camarim, não esquecendo as curiosidades menos conhecidas da sua carreira.

A exposição em Viana do Castelo integra o icónico traje de Mordoma que Amália usou nas festas da Senhora da Agonia, em 1998, e que pertence ao Museu do Traje.

Esta iniciativa, patrocinada pela Delta Cafés, está incluída no programa nacional de Comemorações do Centenário do Nascimento de Amália que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República.  

“Delta e Amália são duas marcas que despertam Portugal para a humanidade das emoções, mas também para a intensidade de fazermos com paixão tudo o que mundo espera de nós. E é por isto que a Delta Cafés mantendo a sua tradição de enaltecer e promover a cultura portuguesa não poderia deixar de estar presente numa iniciativa como esta. Pretendemos através da nossa presença recordar a vida e obra de uma das maiores personagens da história do Fado, Amália Rodrigues.”, sublinha Rui Miguel Nabeiro, Administrador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés.

“Bem-Vinda Sejas Amália” inaugurou em Braga, passou pela Maia e tem já agendadas  apresentações no Fundão, Odemira, Ourém, Alter-do-Chão, Lagoa, Crato, Portimão, Barcelos, Alcochete, entre outros municípios.   

Sobre a Fundação Amália Rodrigues

Instituída por testamento, a Fundação Amália Rodrigues é uma entidade sem fins lucrativos, de solidariedade e utilidade pública que tem por missão apoiar e contribuir para a inclusão social dos mais desfavorecidos. A Fundação é detentora dos direitos de nome e imagem de Amália Rodrigues e gere a Casa Museu Amália Rodrigues, aberta ao público desde 2001 e a Herdade do Brejão. 

Sobre o Grupo Nabeiro - Delta Cafés

O Grupo Nabeiro - Delta Cafés, líder no seu segmento em Portugal, com mais de 50 anos de história, está atualmente presente em mais de 35 países, espalhados por cinco continentes, estando presente em Espanha, França, Luxemburgo, Angola (Angonabeiro), Suíça, China e Brasil, enquanto que, em outros países, o modelo de negócio baseia-se em parcerias com Distribuidores locais. Com sede em Campo Maior conta com mais de 3.000 colaboradores. O Grupo durante as várias décadas garantiu sempre o seu desenvolvimento e expansão através da inovação, aposta numa forte rede comercial, acompanhando as necessidades dos seus consumidores, nos diferentes mercados. Pretende-se continuar a reforçar a liderança e abertura a novos mercados, pensando globalmente e agindo localmente.

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HÁ 37 ANOS, CASA DO MINHO EM LISBOA INICOU A PUBLICAÇÃO DO BOLETIM “MINHO VERDE”

No início de 1983, a Casa do Minho em Lisboa iniciou a publicação do “Minho Verde”. Tratava-se de um boletim com periodicidade bimestral, especialmente destinada aos associados daquela instituição regionalista.

De aspeto gráfico modesto, o seu primeiro número, relativo aos meses de janeiro e fevereiro, dispunha de 8 páginas em formato A4, sendo totalmente impresso a verde.

Para além da informação das atividades realizadas, o boletim incluiu uma secção dedicada aos poetas minhotos, algumas crónicas revivalistas, a revista da imprensa regional e incluía alguns anúncios comerciais.

Benigno da Cruz era o seu diretor e A. Barros Gonçalves o Diretor Adjunto. Colaboraram ainda neste número Albérico Fernandes e Godinho Ribeiro.

A sua publicação teve curta duração. Porém, as novas tecnologias poderiam dar-lhe continuidade em versão digital.

RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DO MINHO É O BALUARTE DAS TRADIÇÕES FOLCLÓRICAS DO MINHO EM LISBOA

Passam no próximo mês de Setembro precisamente 77 anos desde que foi criado em Lisboa o primeiro grupo folclórico minhoto – o Rancho Folclórico da Casa do Minho.

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Constituído em 3 de Setembro 1943 no seio daquela agremiação regionalista à época denominada Casa de Entre-o-Douro-e-Minho, a sua actuação e forma de representar caracterizou-se durante décadas pelo figurino em voga na época e que caracterizava a maioria dos grupos folclóricos surgidos na década de quarenta do século passado.

Na realidade, documentos mais recentes vieram colocar em causa a versão oficial até então aceite como definitiva, tudo indicando que o Rancho Folclórico da Casa do Minho tenha sido criado em 29 de Abril de 1943, altura em que ocorreu a sua primeira exibição em público, logo seguida de outra no dia 3 de Maio do mesmo ano. Um facto histórico a confirmar e corrigir a narrativa histórica daquela entidade.

Entretanto, mudanças sociais e políticas que se verificaram e também o inesperado desaparecimento do grande obreiro da Casa do Minho, o jornalista Artur Maciel, levaram a um prolongado interregno da actividade do rancho folclórico.

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Armando Rocha

 

Ultrapassada a fase mais atribulada que o país viveu, eis que nos finais da década de setenta do século passado, o Rancho Folclórico da Casa do Minho retoma a sua actividade sob a batuta experiente de um lanhosense conhecido e estimado pelos minhotos radicados em Lisboa – o Armando Rocha.

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Paulo Duque

 

E, desde então, o Rancho Folclórico da Casa do Minho não mais parou de dançar até ao momento em que a pandemia provocada pelo vírus Covid-19 nos forçou a todos ao confinamento. Mas, Paulo Duque, seu actual director acumulando com as funções de Presidente da Direcção daquela Instituição regionalista, não baixa os braços e prepara o regresso à normalidade ainda com maior energia, não deixando de observar as preocupações sanitárias e de higiéne que a situação actual a todos nos obriga.

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GRUPO "MACAU NO CORAÇÃO" PARTICIPOU NA EXPO'98 TRAJANDO À MINHOTA

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As fotos remontam a 1998, ocasião em que teve lugar em Lisboa a Expo’98, e registam a participação do Grupo “Macau no Coração” no evento.

Numa das imagens vemos uma réplica das ruínas da Igreja de S. Paulo que serviu de fachada ao Pavilhão de Macau e actualmente encontra-se no Parque da Cidade, em Loures, tendo vindo a servir de cenário ao FolkLoures organizado pelo Grupo Folclórico Verde Minho.

Nas demais fotos, os componentes do Grupo “Macau no Coração” posam junto de vários artistas portugueses conhecidos do grande público.

Fotos: António Marques / AML

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GRUPO FOLCLÓRICO DE SANTA MARTA DE PORTUZELO REPRESENTOU O MINHO NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DE PORTUGAL EM 1998

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O Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo participou nas comemorações do Dia de Portugal que se realizaram em Lisboa, em 10 de Junho de 1998, no espaço então da Expo’98 e que é hoje o Parque das Nações. A sua actuação teve lugar no Palco do Bojador.

Foto: António Marques / AML

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REVOLUÇÃO LIBERAL ACONTECEU HÁ 200 ANOS!

Porto. Era ainda madrugada quando, no dia 24 de Agosto de 1820, os militares dirigiram-se para o Campo de Santo Ovídio com o propósito de desencadear uma revolução com vista à implantação de um regime constitucional – o Liberalismo!

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Por detrás da sublevação encontrava-se o Sinédrio, uma associação secreta destinada a preparar a revolução.

Uma vez chegados ao Campo de Santo Ovídio, actual Praça da República, os militares formaram em parada e assistiram à missa. De seguida, uma salva de artilharia anunciou o levantamento militar.

Às 8 horas da manhã, os revolucionários reuniram-se na Câmara Municipal do Porto e proclamaram a “Junta Provisional do Governo Supremo do Reino”. Entre os seus membros, salientamos os vogais João da Cunha Sotto-Mayor, natural de Viana do Castelo e José Maria Xavier de Araújo, de Arcos de Valdevez, ambos em representação da província do Minho. A Universidade teve como representante o pontelimense Frei Francisco de São Luís (Saraiva), vulgo Cardeal Saraiva.

Na altura, a Corte encontrava-se no Brasil para onde partira na sequência das invasões francesas. A Junta revolucionária exigia o seu retorno e a convocação das Cortes com vista à elaboração de uma Constituição política para o país.

A revolução alastrou a outras cidades, nomeadamente a Lisboa, vindo então os governos do Porto e de Lisboa a fundir-se, constituindo a “Junta Provisional do Supremo Governo do Reino”.

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José Maria Xavier de Araújo foi um jurista e magistrado, bacharel em Cânones pela Universidade de Coimbra, membro do Sinédrio. Exerceu as funções de deputado às Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa em 1821-1822, eleito pelo círculo do Minho. Foi membro da Maçonaria. Colaborou em diversos periódicos e é autor de umas memórias sobre a Revolução Liberal do Porto de Agosto de 1820.

Nasceu em Arcos de Valdevez em 1786, numa casa da actual rua Cerqueira Gomes. Era filho do Conselheiro de Fazenda e Desembargador Francisco Xavier de Araújo. Faleceu no Porto em 1858.

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Por seu turno, João da Cunha Sotto-Mayor nasceu em Viana do Castelo a 22 de Setembro de 1767 e faleceu em Monção, em 30 de Novembro de 1850. Foi magistrado, membro da Maçonaria, tendo exercido as funções de Grão.Mestre do Grande Oriente Lusitano entre 1821 e 1823.

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 Frei Francisco de São Luís, vulgo Cardeal Saraiva, foi um dos principais vultos do liberalismo e constitui um dos ícones maiores de Ponte de Lima e do Minho. Nasceu em Ponte de Lima em 1766 e faleceu em Lisboa em 1845. Aos catorze anos de idade, ingressou no Mosteiro de São Martinho de Tibães, da ordem beneditina, tendo daí saído anos mais tarde para o Mosteiro de Santo André de Rendufe e, posteriormente, para a Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra.

Filiado na Maçonaria da qual chegou a ser Grão-mestre, adoptou o nome Condorcet, tendo ainda integrado o Sinédrio que foi a organização responsável pela revolução portuense de 1820. Apesar dos seus ideais, não deixou de combater os invasores franceses pelos quais muitos liberais tomaram partido sem receio de que tal atitude configurasse um acto de traição.

Após a revolução, tornou-se um dos membros da Junta Provisional do Supremo Governo do Reino e, pelas Cortes Constituintes, nomeado membro do Conselho de Regência. Foi ainda Reitor da Universidade de Coimbra, deputado às Cortes e Presidente da Câmara dos Deputados.

Em 1824, resignou ao episcopado e veio a ser desterrado para o Mosteiro da Serra de Ossa, de onde saiu após a chegada das tropas liberais a Lisboa em 1833. Foi feito Patriarca de Lisboa em 1840 e, em 1843, confirmado no título e pelo Papa Gregório XVI elevado ao cargo cardinalício.

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Os restos mortais do Cardeal Saraiva repousam no Panteão dos Cardeais, no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa.

MONUMENTOS PORTUGUESES ESTÃO A SER VANDALIZADOS!

O monumento ao Padre António Vieira existente em Lisboa foi hoje vandalizado por um bando de energúmenos. Corre na internet um abaixo-assinado a propôr a destruição do Padrão dos Descobrimentos.

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Foto: Internet

O que se segue? Luís de Camões? D. Afonso Henriques? Vasco da Gama? Afonso de Albuquerque? Norton de Mattos? O Mosteiro dos Jerónimos? A Torre de Belém? A bandeira portuguesa? Afinal de contas, a Câmara Municipal de Lisboa já tomou a iniciativa de destruir os brasões florais nos jardins de Belém...

Não aceitamos que venham destruir o nosso património e apagar a nossa História. As autoridades têm de agir para repôr a ordem!

POETA LUÍS VAZ DE CAMÕES MORREU HÁ 440 ANOS!

As imagens mostram o Almirante Gago Coutinho lendo o seu discurso na sessão solene ocorrida em 10 de Junho de 1937,  junto da casa onde, segundo a tradição, terá morrido o poeta Luís de Camões, e a fachada do prédio com a respectiva lápide, em 1932.

Fotos: ANTT

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“Viveu seus anos finais num quarto de uma casa próxima da Igreja de Santa Ana, num estado, segundo narra a tradição, da mais indigna pobreza, "sem um trapo para se cobrir". Le Gentil considerou essa visão um exagero romântico, pois ainda podia manter o escravo Jau, que trouxera do oriente, e documentos oficiais atestam que dispunha de alguns meios de vida. Depois de ver-se amargurado pela derrota portuguesa na Batalha de Alcácer-Quibir, onde desapareceu D. Sebastião, levando Portugal a perder sua independência para Espanha, adoeceu, segundo Le Gentil, de peste. Foi transportado para o hospital, e morreu em 10 de junho de 1580, sendo enterrado, segundo Faria e Sousa, numa campa rasa na Igreja de Santa Ana, ou no cemitério dos pobres do mesmo hospital, segundo Teófilo Braga. A sua mãe, tendo-lhe sobrevivido, passou a receber a sua pensão em herança. Os recibos, encontrados na Torre do Tombo, documentam a data da morte do poeta, embora tenha sido preservado um epitáfio escrito por D. Gonçalo Coutinho, onde consta, erroneamente, como tendo falecido em 1579. Depois do terramoto de 1755, que destruiu a maior parte de Lisboa, foram feitas tentativas para se reencontrar os despojos de Camões, todas frustradas. A ossada que foi depositada em 1880 numa tumba no Mosteiro dos Jerónimos é, com toda a probabilidade, de outra pessoa.” – in Wikipédia

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FUNDAÇÃO AIP ADIA FEIRA INTERNACIONAL DO ARTESANATO

FIA – Feira Internacional do Artesanato 2020. ADIAMENTO

A Fundação AIP, enquanto entidade organizadora da FIA – Feira Internacional do Artesanato, vem comunicar a todos os seus expositores, parceiros e visitantes, que devido à situação mundial que se vive atualmente com a pandemia do COVID-19 e seguindo as recomendações da DGS – Direção Geral de Saúde e da OMS – Organização Mundial de Saúde, entendeu adiar a FIA 2020, que estava prevista realizarse de 27 de junho a 5 de julho, na FIL – Feira Internacional de Lisboa.

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A Fundação AIP, após auscultar diferentes parceiros e entidades públicas e privadas do sector concluiu que, face ao cenário da pandemia, não estão reunidas as condições para poder assegurar a realização da FIA 2020 na data anunciada, pelo que se vê obrigada, por motivos de força maior, a adiar a FIA para nova data a anunciar oportunamente.

Com o adiamento da realização da FIA, ficarão igualmente asseguradas melhores condições para o restabelecimento das dinâmicas geradas pela maior feira multicultural da Península Ibérica, que se afirmou ao longo dos anos como uma plataforma de excelência para a promoção da identidade e desenvolvimento de territórios nacionais e internacionais, nas vertentes económica, cultural, e turística, com particular destaque para a mostra da diversidade do artesanato português.

Conscientes do impacto desta decisão, não podemos deixar de agradecer todo o apoio, compreensão e disponibilidade que nos foi manifestado pelos nossos clientes, parceiros e visitantes, ao longo dos anos, na afirmação da FIA como feira líder da Península Ibérica e a segunda maior da Europa, no seu âmbito, e estamos confiantes que seremos capazes de ultrapassar as circunstâncias do momento e continuar, no futuro, a afirmar a FIA como montra multicultural de excelência.

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REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA TERRITORIAL AUTÁRQUICA: AS PROMESSAS FICARAM NA GAVETA?

Em 30 de Maio de 2012, foi publicada em Diário da República a Lei nº. 22/2012, que aprovou o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica que teve como objeto o estabelecimento dos “objetivos, os princípios e os parâmetros da reorganização administrativa territorial autárquica e define e enquadra os termos da participação das autarquias locais na concretização desse processo” e a consagração da “obrigatoriedade da reorganização administrativa do território das freguesias e regula e incentiva a reorganização administrativa do território dos municípios.” O diploma pode ser consultado em http://dre.pt/pdf1sdip/2012/05/10500/0282602836.pdf

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Entretanto, no dia 4 de Junho desse ano, várias freguesias de vários concelhos minhotos desfilaram em Lisboa contra o referido diploma que impunha a sua extinção através de um processo de fusão como veio a verificar-se. Na ocasião, o BLOGUE DO MINHO registou a presença de muitas freguesias sobretudo de Braga, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Barcelos, Esposende, Fafe, Ponte de Lima, Paredes de Coura, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.

Apesar dos argumentos invocados nomeadamente em relação a uma possível racionalização de custos, nunca tal foi demonstrado.

Os partidos que na altura se encontravam na oposição prometeram a revisão do processo e a restauração daquelas freguesias que se viesse a considerar que se justificaria a sua existência. Mas, ao que tudo leva a crer, o processo ficou na gaveta!

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METRO DE LISBOA REATIVA PAINÉIS DO ARTISTA VIMARANENSE JOSÉ DE GUIMARÃES NA ESTAÇÃO DE CARNIDE

Metro reativa painéis de néon de José de Guimarães na Estação Carnide | 18h00

O Metropolitano de Lisboa concluiu um conjunto de trabalhos técnicos que permitiram a reposição e a ligação dos painéis artísticos de néon existentes na estação de Carnide, de autoria do artista plástico José de Guimarães.

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Estes painéis, que serão ligados a partir das 18h00 de hoje, encontram-se desativados desde 2011, tendo o Metropolitano de Lisboa procedido aos trabalhos necessários à reposição do seu funcionamento, os quais vêm sendo desenvolvidos desde novembro de 2019.

Os painéis de néon, que serão agora reativados, encontram-se nos dois topos do átrio e do cais da estação que foi inaugurada em 1997, aquando do prolongamento da linha Azul entre as estações  do Colégio Militar e da Pontinha,  e conta com arquitetura de Sérgio Gomes e intervenção plástica de José de Guimarães.

Assim, quem passar pela estação Carnide poderá regressar ao passado e à origem do mundo, através de um conjunto de cores, linhas e luzes, que se acendem e apagam a um ritmo cadenciado.

Estes trabalhos evidenciam o compromisso do Metropolitano de Lisboa junto das populações que habitam e/ou trabalham na Área Metropolitana de Lisboa e o seu empenho para a melhoria progressiva da qualidade do serviço que diariamente presta aos seus clientes.

QUEM É JOSÉ DE GUIMARÃES?

Nascido em 25 de Novembro de 1939, em Guimarães, José de Guimarães é considerado um dos principais artistas plásticos portugueses de arte contemporânea, tendo uma vasta e notável obra na pintura, escultura e outras atividades criativas, o que faz com que seja dos mais galardoados artistas portugueses. Muitas das suas obras estão expostas em diversos museus europeus, bem como nos Estados Unidos da América, Brasil, Canadá, Israel e Japão.

Mais recentemente, em Portugal, José de Guimarães teve um forte envolvimento com a Capital Europeia da Cultura, em Guimarães, que viu nascer o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), integrado na Plataforma das Artes e da Criatividade. A própria Imprensa Nacional-Casa da Moeda assinalou a Capital Europeia da Cultura através da cunhagem de uma moeda comemorativa da autoria do artista plástico. Já em 1990 foi-lhe concedido pelo então Presidente da República Portuguesa, Mário Soares, o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Ingressou na Academia Militar e no curso de Engenharia na Universidade Técnica em Lisboa em 1957. Iniciou a sua formação artística no ano seguinte assistindo a aulas de pintura com Teresa Sousa e Gil Teixeira Lopes e estudando gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses. Entre 1961 e 1966, viajou pela Europa, conhecendo de perto a obra de antigos mestres (entre os quais Rubens) e concluiu a licenciatura de Engenharia. A sua carreira "definir-se-ia pela descoberta de regiões distantes e incomuns, de África ao Japão, do México à China. Cada uma destas culturas estimulou-o a desenvolver uma linguagem universal e a transmitir um universo imaginário que, afinal, reaviva a memória da própria História portuguesa, feita de enriquecedoras relações com países longínquos".

Fonte: Wikipédia

ESPOSENDE PRODUZ A MELHOR MANTEIGA DO MUNDO!

Desde 1954, a fábrica de Lacticínio Marinhas, em Esposende, produz uma manteiga de excepcional qualidade, com nata pasteurizada, sem corantes nem conservantes nem aditivos – a manteiga Marinhas!

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Há 66 anos nasceu em Esposende a primeira fábrica de laticínios certificada em Portugal. A Marinhas é uma empresa familiar, onde o queijo e a manteiga são ainda produzidos de forma 100%

De acordo com o seu site oficial, “A fábrica de lacticínios situada na freguesia das Marinhas, concelho de Esposende, distrito de Braga, resultou em 1939, da concentração de pequenos fabricantes de manteiga da região, levada a efeito pela então recentemente criada Junta Nacional dos Produtos Pecuários, que atribuiu quotas a cada um, integrando-os como sócios da empresa “Lacticínios de Esposende, Lda”.”

Para além da tão apreciada manteiga, esta fábrica produz uma variedade de lacticínios, de entre os quais  destacamos o queijo “Marinhas” recomendado pelos médicos. Trata-se de um “produto natural, com adição de fermentos lácteos, cloreto de cálcio e coalho, sem corantes nem conservantes e sem aditivos. É fabricado com leite de vaca pasteurizado português, de origem regional, parcialmente desnatado.”

Estes produtos têm vindo a registar cada vez maior procura, nomeadamente na região de Lisboa onde a comunidade minhota é numerosa e encontra-se ligada sobretudo ao comércio e à restauração.

ARTUR AGOSTINHO – “O LEÃO DA ESTRELA” – NASCEU HÁ 100 ANOS!

Artur Agostinho tinha raízes limianas, na freguesia de Correlhã

Passam no próximo dia 25 de Dezembro precisamente 100 anos sobre a data do nascimento do famoso jornalista, escritor e radialista Artur Agostinho. Lisboeta de nascimento, as suas raízes eram porém limianas, mais precisamente da Correlhã, onde ainda possui familiares.

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A sua carreira jornalística começou no longínquo ano de 1938, aos microfones da Rádio Luz. Seguiu-se o Clube Radiofónico de Portugal, a Voz de Lisboa, Rádio Peninsular e o Rádio Clube Português, até ingressar na então Emissora Nacional em 1945. Na década de 80 passou para a Rádio Renascença onde fez parte do Departamento Desportivo, área em que desde sempre se destacou como relator desportivo.

Dirigiu o jornal desportivo “Record” entre 1963 e 1974, foi director do jornal do Sporting Clube de Portugal e proprietário da agência de publicidade Sonarte.

Participou em numerosos filmes e telenovelas, de entre os quais destacamos o célebre “O Leão da Estrela” que a maior parte dos portugueses recordam, muito ao jeito das suas simpatias clubísticas.

Lisboeta de nacimento, Artur Fernandes Agostinho possuía raízes em Ponte de Lima, mais propriamente na Correlhã, terra que visitava frequentemente. E sempre que podia disponibilizava-se para relatar os jogos locais para a Rádio Ondas do Lima. Tal como sucedia com eventos que a comunidade limiana em Lisboa levava a efeito como, a título de exemplo, a apresentação da edição de 1994 da Festa de Portugal. Veio a falecer em 22 de Março de 2011.

Artur Agostinho era uma pessoa muito gentil e de fino trato que os limianos guardam no seu coração. No ano em que celebra o centenário do seu nascimento, Ponte de Lima certamente não o esquecerá!

Foto: https://www.cinema7arte.com/