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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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“IMPERIAL DE CAMPO DE OURIQUE” – GERÊNCIA DO BARQUENSE JOÃO GOMES – RECONHECIDA COMO “LOJA COM HISTÓRIA” EM LISBOA

Imperial de Campo de Ourique recebe distinção de “Loja com História”

Lojas com História é um projeto que surge no âmbito de um programa criado pela Câmara Municipal de Lisboa em Fevereiro de 2015 e que tem como prioridade trabalhar com o comércio tradicional e histórico da capital.  Depois de há uns meses ter sido a Livraria Ler a receber a distinção de Loja com História, agora chegou a vez da Imperial de Campo de Ourique, que é um clássico do bairro e que atravessa gerações.

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Imperial de Campo de Ourique recebe distinção de “Loja com História”

“É com grande orgulho e alegria que anunciamos que a Imperial de Campo de Ourique foi hoje reconhecida como Loja com História de Lisboa, na qualidade de Taberna. Este é um reconhecimento nosso, de mais de 35 anos de estabelecimento e profunda dedicação a esta casa, mas também pertence aos nossos clientes e amigos, aos quais agradecemos todo o apoio neste processo e acompanhamento ao longo dos anos. Citando uma frase de um dos nossos clientes: “Esta casa, deveria ser promovida a Património Municipal”. Não é bem esta a designação, mas é quase. Por cá continuaremos, a fazer o que mais gostamos”, pode ler na página de  Facebook da Imperial de Campo de Ourique.

Fonte: http://welovecampodeourique.com/

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ANTÓNIO XAVIER CORDEIRO – UM LIMIANO QUE FOI UM DOS FUNDADORES DO INTEGRALISMO LUSITANO – TEM O SEU NOME CONSAGRADO NA TOPONÍMIA DE LISBOA

A escassas dezenas de metros da Avenida da República e da Praça de Londres, o bairro do Arco do Cego é considerado o percursor da habitação social em Lisboa. Projectado durante a Primeira República, a sua construção só veio a ser concretizada em pleno Estado Novo. De ruas pacatas e estreitas, consagra numa das suas artérias o nome de Xavier de Sousa, um limiano que foi um dos fundadores do Integralismo Lusitano. Mas, afinal quem foi Xavier Cordeiro?

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“Nasceu na freguesia de Arcozelo (Além-da-Ponte), em 9 de janeiro de 1880. Era filho do Dr. António Xavier de Sousa Cordeiro (oriundo de uma distinta família de Leiria), juiz da antiga Relação dos Açores e Delegado do Procurador Régio na Comarca de Ponte de Lima, e de D. Claudina Elisa Garcia Cordeiro.

Fez os seus estudos preparatórios nos liceus de Lisboa, Faro e Santarém. Em 1897, matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e conclui o curso em 1903.

Casa em 1905 com D. Maria Helena Taborda Bom de Sousa, na freguesia de Nossa Senhora da Lapa em Lisboa, de quem teve dois filhos - António Carlos e Maria Amélia.

Ao longo da sua vida profissional desempenhou o cargo de professor e diretor da reputada Escola Nacional, dedicando-se simultaneamente à advocacia.

Em 1907 é nomeado para o lugar de oficial da Direção-Geral da Instrução Pública, cargo onde se manterá até à sua morte.

Adriano Xavier Cordeiro foi um dos fundadores do Integralismo Lusitano, conjuntamente com António Sardinha, Alberto Monsaraz, Luís de Almeida Braga, João do Amaral, Simão Pinto de Mesquita e Hipólito Raposo e participou na conferência da Liga Naval Portuguesa sobre a “Questão Ibérica”, a quem coube a parte relativa ao Direito e às Instituições dos dois estados peninsulares, mais concretamente sobre os direitos de Portugal à sua livre existência como nacionalidade.

Em 1917 profere na Associação de Advogados de Lisboa a conferência “O problema da vinculação” (publicada em dois volumes). Seguem-se outras conferências, designadamente “Palavras sobre a arte do povo” proferida na abertura de uma exposição de indústrias regionais portuguesas, na qual realça “com o fervor de um apóstolo e o escrúpulo literário de um verdadeiro estilista”.

Foi nomeado pelo então Ministro da Justiça, Dr. Osório de Castro, para elaborar o projeto da instituição do Casal de Família em Portugal, que é apresentado em sessão do senado de 8 de janeiro de 1919.

Faleceu no Porto em 11 de setembro de 1919, representando a sua morte uma verdadeira perda nacional.”

Fonte: https://arquivo.cm-pontedelima.pt/

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ANTÓNIO NORTON DE MATOS – UM TESTEMUNHO DO DR. JOSÉ RIBEIRO E CASTRO

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Estava doente há já algum tempo. Hoje, deixou-nos. Que Deus o guarde, como merece. Foi um homem de mão cheia, um encanto de pessoa: sereno, discreto, generoso, amigo, bem humorado.

Conheci o António Norton de Matos – o “senhor engenheiro”, como os mais novos o tratávamos -, quando ele foi deputado do CDS na Assembleia Constituinte, em 1975/76. Depois, fiquei a conhecê-lo muito bem, quando foi meu diretor na “Democracia 76”, o órgão oficial do partido, durante o período de um ano e oito meses em que se publicou (1976/77). Esta fotografia é desse período, em 1976, quando ele tinha pouco mais de 40 anos – é tirada do n.º 8 da revista, Agosto/Setembro 1976.

O órgão inicial do CDS, o jornal “Democracia 74”, foi literalmente soterrado pelos dois assaltos ao “Caldas”, a sede nacional do partido, no 4 de Novembro (1974) e no 11 de Março (1975). Os assaltos dos extremistas de esquerda vandalizaram a sede e com particular intensidade o rés-do-chão, onde o jornal era produzido. O parque de máquinas foi destruído e houve perda de muitos materiais. Recomeçar era difícil e o CDS tinha poucos recursos. À segunda foi pior. A seguir ao 11 de Março, só sairiam mais dois números, produzidos fora. Esse quinzenário original acabou ao fim de dez edições.

A seguir ao 25 de Novembro, formei uma pequena equipa de gente nova que propôs a retoma do jornal, agora em formato de revista mensal. O projecto foi aprovado pela direcção do CDS, nascendo, assim, a “Democracia 76”, composta e impressa (ainda a chumbo) numa tipografia – a Neogravura – ao pé da Basílica da Estrela.

Eu tinha 22 anos. A direcção do partido escolheu o Eng.º António Norton de Matos como uma espécie de nosso tutor. Era o director. Fiquei como sub-director e o resto da equipa na redacção.

Foi um projecto que nos realizou e nos ajudou a crescer: o João Mattos e Silva, o José Pedro Barretto, o Jaime Almeida Ribeiro e o José Theotónio (mais tarde, o António Câmara de Oliveira) – a que acresciam, o José Almeida Ribeiro (cartoonista), o José Manuel Vasconcelos (fotógrafo) e Luís Moreira (gráfico). Destes, já morreram três. Além da revista, todos asseguravam em permanência o funcionamento do mítico DOP, que conduzia toda a comunicação do partido, sob a supervisão do Vice-Presidente, o Adelino Amaro da Costa.

O António Norton de Matos era um director amigo e encorajador. Não houve uma única divergência e, quando as dificuldades apertavam, lá estava a dar-nos ânimo. Com formato modesto, que os recursos eram muito escassos, a revista era apreciada pelos militantes e simpatizantes e houve algumas edições que marcaram, embora sem nunca alcançar o impacto da “Folha CDS”, que também produzíamos no DOP, de que eu era director. Da “Democracia 76” publicaram-se 22 números, até ter de deixar de publicar-se por falta de capacidade financeira. Passámos a ver-nos menos a partir daí.

Ficámos amigos para a vida. Cada encontro foi sempre uma festa, nas andanças minhas ou nas do “senhor engenheiro”, fosse em Lisboa, fosse em Ponte de Lima, terra a que realmente pertencia e de onde era originária a sua família.

Norton de Matos é um nome ilustre da vida portuguesa. E ele nunca o desmereceu. Pelo contrário, ficou como um seu príncipe, que é o que esta foto (por certo do José Manuel Vasconcelos) instantanamente nos lembra.

Fonte: https://www.facebook.com/jose.ribeiroecastro

MORREU ANTÓNIO NORTON DE MATOS

António Norton de Matos foi um dos fundadores do CDS

O fundador do CDS-PP António Norton de Matos, que foi também deputado à Assembleia Constituinte, morreu aos 86 anos, informou hoje o partido, que lamenta a morte e recorda-o como “um homem bom” e de “fortes convicções”.

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Numa nota enviada à Lusa, a direção do CDS-PP, liderada por Francisco Rodrigues dos Santos, indica que “António Norton de Matos foi fundador do CDS e Deputado na Assembleia Constituinte, eleito pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, tendo sido diretor do jornal do CDS Democracia 76”.

“Nascido a 15 de fevereiro de 1935, em Lisboa”, o histórico dirigente era “formado em engenharia química” e, “para além da vida política, desenvolveu extensa atividade profissional em diversas empresas nacionais, como administrador, e destacou-se também por integrar a equipa que liderou a Expo 98”.

A nota dá também conta que “nos últimos anos, desenvolveu atividade agrícola em Moreira do Lima, na propriedade da sua família”.

Fonte: https://sintranoticias.pt/

CARTOONISTA VENEZUELANO LEONARDO RODRÍGUEZ CARICATURA O VIANENSE JOÃO ALPUIM BOTELHO

Não digam a ninguém, mas fomos à gaveta do diretor do Museu, o Joao Alpuim Botelho, e encontrámos lá isto. Devem ser planos para uma nova estátua em frente à entrada do Museu.

Caricatura da autoria do cartoonista venezuelano Leonardo Rodríguez, onde vemos o diretor do Museu Bordalo Pinheiro metamorfoseado na estátua de Bordalo e do gato Pires, que se encontra à entrada do museu.

Leonardo Rodriguez é um galardoado cartoonista venezuelano residente em Barcelona, e que fez recentemente parte do júri do World Press Cartoon.

Leonardo Rodríguez perdeu recentemente a mãe, devido à Covid. Durante a doença, Leonardo teve que suportar os custos de hospitalização da mãe, que continuam a ser pagos. Para suportar os custos, o artista criou uma campanha de angariação de fundos, dando em troca uma caricatura.

Saiba aqui como participar na campanha e ficar com uma caricatura sua: https://tinyurl.com/wt8ktm8n

E conheça aqui o trabalho do Leonardo: https://www.leonardorodriguez.net/

E aqui: https://www.instagram.com/leonardo_rodriguez_artist/

Fonte: https://www.facebook.com/MuseuBordaloPinheiro

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VIANA DO CASTELO: S. BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES FALECEU HÁ 431 ANOS

Passam hoje 431 anos da morte de S. Bartolomeu dos Mártires. Para além da imagem que retrata a estátua em sua memória erigida no largo de S. Domingos em Viana do Castelo, bem na frente do convento com o mesmo nome que lhe era tão querido, recordamos a sua vida com duas imagens do livro de Assentos de Casamentos (misto: 1553 a 1583) da paróquia de Monte Redondo no concelho de Arcos de Valdevez.

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Foi lançado neste livro, a 8 de outubro de 1564, a ata da execução do decreto do Concílio de Trento, proibindo os casamentos clandestinos. Como participante no Concílio de Trento, Bartolomeu dos Mártires causou admiração, inclusive no Papa, pela sua ação empolgante durante o mesmo. No mesmo livro também se encontra registada a visitação feita por Dom Bartolomeu, enquanto Arcebispo de Braga, à referida paróquia.

Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

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EXPOSIÇÃO DO ARTISTA LIMIANO ALFREDO CÂNDIDO EM 1929

Exposição de Alfredo Cândido em 1 de Junho de 1929. Identificados na foto: 1-Joaquim Cardoso, 2-Adolfo Sardinha, 3-Raimundo Sardinha, 4-Maria Mata de Sousa, 5-Alfredo Cândido, 6-Rego Barros, 7-Maria do Carmo C. Dias Branco, 8-António Dias Branco, 9-Angélico de Sousa, 10-Gomes de Carvalho, 11-Carlos de Seixas. 12-António dos Santos Carvalheiro, 13-José Augusto Ruivo.

Na foto, Alfredo Cândido aparece assinalado com uma cruz, além da numeração.

Fonte: ANTT

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CASA DE ENTRE-DOURO-E-MINHO NOMEOU EM 1943 O GENERAL NORTON DE MATOS PARA O CONSELHO PROVINCIAL

Carta datada de 12 de Abril de 1943, enviada por Alfredo Cândido, Presidente da Direção da Casa de Entre-Douro-e-Minho, ao General Norton de Matos a solicitar a confirmação do dia para a tomada de posse como representante de Ponte de Lima na Conselho Provincial.

O “Conselho Provincial” era um órgão de consulta, semelhante ao designado “conselho regional” que ainda subsiste na maioria das casas regionais.

De registar a maneira de proceder à época em que a nomeação era feita por decisão de todos menos do consentimento do próprio…

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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PAREDES DE COURA DESCEU À CAPITAL EM 2012 PARA PROTESTAR CONTRA O ENCERRAMENTO DO TRIBUNAL

Perto de um mil autarcas de mais de cinquenta municípios foram a Lisboa, em 28 de Junho de 2012, protestar contra o encerramento dos tribunais nos seus concelhos. Entre eles encontrava-se o presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura e muitos courenses agitando bandeiras do seu concelho.

A concentração, em frente ao Ministério da Justiça, foi convocada pela Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) e, de acordo com os seus promotores, a manifestação visou a “defesa da Justiça em todo o território nacional”. Entretanto, foi encontrada solução para o problema em Paredes de Coura.

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PALÁCIO DOS MARQUESES DE PONTE DE LIMA EM LISBOA FOI CLASSIFICADO COMO MONUMENTO DE INTERESSE PÚBLICO

A Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura, através da Portaria nº. 740-J/2012, publicada em Diário da República n.º 248/2012, 1º Suplemento, Série II de 24 de Dezembro de 2012, classificou como monumento de interesse público o Palácio da Rosa, incluindo a Igreja de São Lourenço e toda a área de jardim, no Largo da Rosa, 4, nas Escadinhas da Costa do Castelo, 6, na Rua da Costa do Castelo, 57, e na Rua do Marquês de Ponte de Lima, Lisboa, freguesia do Socorro, concelho e distrito de Lisboa, e fixa a zona especial de proteção do mesmo monumento.

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Portaria n.º 740-J/2012

O Palácio da Rosa ergue-se no vetusto bairro da Mouraria, adossado a um lance da Cerca Fernandina de Lisboa, no local onde algumas notícias situam a antiga casa do alcaide mouro. A frontaria do edifício está alinhada com uma fachada lateral da igreja paroquial de São Lourenço, de origem tercentista, cuja evolução arquitectónica se viria a articular intimamente com a palaciana.

A feição atual do palácio, provavelmente construído no século XVII sobre uma casa nobre quinhentista que pertenceu ao morgado de São Lourenço, resulta da profunda intervenção arquitetónica de finais de Novecentos realizada a expensas de João Xavier de Lima, cuja família (Viscondes de Vila Nova de Cerveira, Marqueses de Ponte de Lima e Marqueses de Castelo Melhor) foi proprietária do imóvel desde a sua fundação e até ao século XX.

As fachadas do edifício principal caracterizam-se por grande sobriedade e depuração, seguramente resultado das intervenções pós-terramoto de 1755, destacando-se o portal nobre de linguagem barroca e rococó. O interior é rico em exemplares de arte decorativas, incluindo estuques, pinturas e frescos de gosto romântico e pompeiano, e um excelente património azulejar de épocas diferenciadas, de que é exemplo o revestimento azulejar azul e branco do pátio interno, executado na Fábrica da Viúva Lamego entre 1904 e 1906.

Recentes escavações na contígua Igreja de São Lourenço revelaram janelas góticas e notáveis capelas do período dionisino, a par de sepulturas e outros materiais arqueológicos, incluindo silos muçulmanos. Destaca-se igualmente um espólio de azulejos de brutesco do século XVII e azulejos historiados pombalinos, parte dos quais se encontra no Museu do Azulejo, bem como pintura dos séculos XVIII e XIX.

O Palácio da Rosa possui superior interesse cultural, arquitetónico e urbanístico. Com implantação privilegiada no núcleo original do centro histórico de Lisboa, o imóvel participou da dinâmica de ocupação urbana com alterações principalmente caracterizadas pela sobreposição de construções a partir do período pré-pombalino. É igualmente relevante o facto de ter estado, durante a maior parte da sua história, ligado a uma única família, cuja heráldica se encontra presente em todo o palácio.

A classificação do Palácio da Rosa, incluindo a Igreja de São Lourenço e toda a área de jardim, reflete os seguintes critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro: o caráter matricial do bem, o seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, o seu valor estético e material intrínseco, a sua conceção arquitetónica e urbanística, a sua extensão e o que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva, e a sua importância do ponto de vista da investigação histórica ou científica.

A zona especial de proteção (ZEP) tem em consideração os condicionalismos impostos pela topografia e pela própria natureza do local, o valor patrimonial dos imóveis e a sua relação visual, histórica, arquitetónica e urbanística com o conjunto envolvente. São igualmente tidos em conta os eixos viários e pedonais que possam constituir acessos diretos à área classificada. A sua fixação visa salvaguardar o imóvel e o seu contexto urbanístico.

Foram cumpridos os procedimentos de audição dos interessados, previstos no artigo 27.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, de acordo com o disposto nos artigos 100.º e seguintes do Código do Procedimento Administrativo.

Assim:

Sob proposta dos serviços competentes, ao abrigo do disposto nos artigos 15.º, 18.º, n.º 1, 28.º, n.º 2, e 43.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, e no uso das competências conferidas pelo n.º 11 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 86-A/2011, de 12 de julho, manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Cultura, o seguinte:

Artigo 1.º

Classificação

É classificado como monumento de interesse público o Palácio da Rosa, incluindo a Igreja de São Lourenço e toda a área de jardim, no Largo da Rosa, 4, nas Escadinhas da Costa do castelo, 6, na Rua da Costa do Castelo, 57, e na Rua do Marquês de Ponte de Lima, Lisboa, freguesia do Socorro, concelho e distrito de Lisboa, conforme planta de delimitação constante do Anexo à presente portaria e que desta faz parte integrante.

Artigo 2.º

Zona especial de proteção

É fixada a zona especial de proteção do monumento referido no artigo anterior, de acordo com a planta de delimitação constante do Anexo à presente portaria e que desta faz parte integrante.

20 de novembro de 2012. - O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.

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A subida ao poder do ministro Marquez de Ponte de Lima. Azulejos de Leopoldo Battistini, destinados ao Palácio da Rosa.

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Fotos: AML / Ilustração Portugueza