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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FADISTA LIMIANA DEOLINDA LEONES FALA NA PRIMEIRA PESSOA PARA O BLOGUE DO MINHO

Deolinda Leones é uma popular fadista natural de Cabração, concelho de Ponte de Lima, que acaba de editar um CD em cuja capa não podia faltar a vista panorâmica da vila limiana e a sua ponte românica sobre o rio Lima. A convite do BLOGUE DO MINHO, dá-se a conhecer aos nossos leitores na primeira pessoa, falando sobretudo da sua experiência como artista do fado, apesar de ter nascido numa terra profundamente marcada pelo folclore alegre e esplendoroso que caracteriza o Minho.

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São, pois, suas as palavras que se seguem:

“Além do meu trabalho, cantar é o que mais gosto de fazer. Era ainda muito pequena e cantava com uns vizinhos que também cantavam e tocavam viola. E assim passava os meus dias quando não tinha escola.

Perto da minha casa, em Lisboa, havia então uma casa típica chamada Arcadas do Rego, onde havia fados aos fins-de-semana. Então, refugiava-me lá para ouvir os fadistas e pedia para cantar... e, tanto pedi que certo dia lá me deixaram cantar. Recordo que cantei à capela, como se diz quando não se tem música. Interpretei então o fado “Povo que lavas no rio” cujo pema é, como se sabe, do grande poeta Pedro Homem de Mello.

Fui então muito ovacionada. E o êxito foi tão surpreendente que, no meio de tantas palmas, dois senhores vieram ter comigo e perguntaram-me:

- Como te chamas miúda?

E, depois de ter-lhes dito o meu nome, questionaram-me de novo:

- Gostas de cantar?

Foi então que confessei: disse-lhes que adoro cantat mas o meu pai não deixa porque diz que as artistas se portam mal.

Foi então que eles prometeram: Vamos falar com o teu pai e tu vai cantar!

E assim sucedeu…

Eu era então uma moça humilde e envergonhada mas, após terem conversado com o meu pai, ele lá me deixou, não sem me presentear com vários ralhetes na presença deles. Vim posteriormente a saber para minha enorme surpresa que, os referidos cavalheiros eram, nem mais nem menos, que Raul Solnado e Raul Indipo!

E assim iniciei a minha carreira artista como cantadeira de fados. A primeira casa onde passei a actuar situava-se no Bairro Alto – bairro que é um verdadeiro alfobre dos maiores fadistas! – mais precisamente O “Viela” na rua das Taipas e era gerida pelo sr. Sérgio. Concluí o meu curso mas, até hoje, não parei jamais de cantar o fado!”

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Convidamos o leitor a visionar o vídeo https://www.facebook.com/radio.sim/videos/1914369461927832/ a partir de 6:29, numa sua actuação nos estúdios da Rádio Sim

Entretanto, se alguém estiver interessado no seu CD pode mandar mensagem privada através da sua página de facebook em https://www.facebook.com/deoleones?lst=100002115675968%3A1634930443%3A1523008927

O CD é enviado em correio registado logo que o dinheiro esteja na sua conta que indicará através de mensagem.

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QUEM É JOAQUIM CERQUEIRA DE BRITO, PRESIDENTE DA DIRECÇÃO DA CASA DO CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ?

Joaquim Cerqueira de Brito é presentemente um dos mais destacados dirigentes regionalistas em Lisboa. Contando com mais de três décadas de liderança da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez – a mais antiga casa regional concelhia em Lisboa – a ele se deve a recuperação da dinâmica desta associação regionalista que ao longo da sua existência atravessou momentos particularmente difíceis.

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Em 1973, foi eleito vogal da Direcção da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez e, a partir de então, ocupou as mais diversas funções. Em 1987, foi eleito presidente da Direcção, cargo que vem ocupando até à actualidade.

Naquele ano, nascia também em Lisboa a Casa do Concelho de Ponte de Lima, instituição regionalista que à “Casa do Arcos”, como carinhosamente designam os seus associados, deve o apoio e encorajamento que foi dispensado aos seus iniciadores. Espírito fraterno que, aliás, estendeu-se a outras comunidades como os naturais de Ponte da Barca, que ali foram amistosamente acolhidos quando decidiram reunir-se para criar a sua própria associação regionalista.

Ainda, no âmbito da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, acarinhou sempre as iniciativas dos seus associados, o que levou à constituição do seu Rancho Folclórico e ainda do Grupo de Cavaquinhos e da Secção Desportiva que conta com instalações próprias na Freguesia de Marvila.

Joaquim Cerqueira de Brito foi também o principal impulsionador da criação em 2007 da Associação das Casas Regionais de Lisboa (ACRL), da qual além de fundador cumpriu três mandatos consecutivos como Presidente da Direcção, sendo actualmente Presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Como dirigente associativo, foi Presidente do Conselho Fiscal do Lusitano Clube da Sé e vogal do Conselho Fiscal do Centro Republicano Almirante Reis.

A nível autárquico, foi membro da Assembleia de Freguesia da Sé, Lisboa, tendo exercido nessa mesma autarquia o cargo de Presidente da Assembleia de Freguesia e dois mandatos como tesoureiro do executivo.

Em 2013, foi eleito para Assembleia da Junta de Freguesia de Marvila onde exerceu as funções de Primeiro-secretário, tendo sido eleito para o executivo em 2015, sendo-lhe atribuídos os pelouros da Cultura e de Tesoureiro. Em 2017, volta a ser eleito para a Junta de Freguesia de Marvila, detendo actualmente os pelouros da Cultura e Desporto, tendo entretanto sido nomeado substituto legal do presidente da Junta de Freguesia.

Joaquim Cerqueira de Brito nasceu na Freguesia de São Jorge, em Arcos de Valdevez. É casado e pai de dois filhos, contando ainda com dois netos na sua descendência.

Em 1965, teve de deixar a sua terra para procurar em Lisboa melhores condições de vida que naqueles tempos difíceis não encontrava na terra que o viu nascer. E, assim, iniciou a sua vida profissional numa casa de pasto situada nas ruas das Portas de Santo Antão até alcançar a sua independência ou seja, passar a trabalhar por conta própria à frente de vários estabelecimentos comerciais. Mas, apesar dos obstáculos que sempre teve a capacidade de transpor ao logo da vida, jamais esqueceu as suas origens e nunca deixou de transmitir uma palavra fraterna a todos os minhotos com quem se cruza, razão pela qual constitui uma das personalidades que merece a maior respeitabilidade entre a comunidade minhota radicada na região de Lisboa.

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LISBOA: RESTAURANTE RIB BEEF & WINE COM MENU EXCLUSIVO DE CARNES DE VACA DE RAÇA MINHOTA

Chefe Luís Rodrigues possui raízes em Ponte de Lima

A quase desconhecida vaca de raça Minhota é o pretexto para a viagem de sabores do restaurante Rib Beef & Wine, em Lisboa, até ao próximo dia 22 de abril. Um menu exclusivo desenvolvido pelo chefe Luís Rodrigues.

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Ao comando da cozinha do restaurante Rib Beef & Wine, steakhouseinstalada na Praça do Comércio e especializada em carne de vaca, está o chefe Luís Rodrigues. Dadas as suas raízes minhotas, a escolha era óbvia para investigar no terreno e dar a conhecer esta raça autóctone de qualidade ímpar.

O menu que desenvolveu resultado da investigação no terreno, estando à prova até 22 de abril e propondo experiências distintas, usando vários cortes e peças de diferentes idades.


"O objetivo é dar relevo a uma carne que é nossa, que ainda está em estado puro, mas é pouco conhecida comparando com outras raças DOP"diz o chefe com ligações familiares a Ponte de Lima.

Atualmente, o livro genealógico da raça Minhota contabiliza cerca de seis mil animais, considerada parente próxima da Rubia Galega, reconhecida pela qualidade da sua carne, e confecionada por conhecidos chefes como Gordon Ramsay.

O menu exclusivo está disponível por 39,00 euros por pessoa, com harmonização vínica incluída.

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Praça do Comércio, 31 – 34

Horário: 12h30 -15h00 e das 19h30-23h00

Reservas: email: rib.lisboa@pestana.com

Fonte:

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/

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MUSEU DE MARINHA EXPÕE SOBRE A GRANDE GUERRA

O Museu de Marinha vai inaugurar no próximo dia 18 de abril, às 17 horas, uma exposição dedicada à participação da Marinha Portuguesa na I Guerra Mundial, intitulada “A Marinha na Grande Guerra”.

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Com o deflagrar do conflito armado que se generalizou entre as principais potências europeias em 1914, Portugal viu-se perante o desafio de manter uma posição de não-beligerância, assegurando de igual modo a soberania sobre os territórios nacionais. À Marinha Portuguesa competiu a salvaguarda dos interesses do Estado nas águas nacionais, na metrópole e nas colónias, garantindo a defesa e vigilância dos portos, da navegação e das principais vias de comunicação marítima.

E, passados cem anos, o grande desafio da exposição passa por manter a memória de todos aqueles que, em terra e no mar, intervieram e participaram na Grande Guerra, entre 1914 e 1918, alguns inclusive com o sacrifício da própria vida, garantindo dessa forma a defesa de Portugal.

A exposição é temporária e estará em exibição entre 18 de abril e 11 de novembro de 2018. De salientar que a exposição é gratuita, na medida em que visitar a exposição permanente do Museu de Marinha, que custa entre 3,25€ e 6,50€, dará também acesso a visitar a exposição temporária, sem qualquer custo adicional.

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO LEVA A ALEGRIA E O COLORIDO DO FOLCLORE MINHOTO AO FOLKLOURES’18

O Grupo Folclórico Verde Minho é a entidade organizadora do Festival intercultural que vai ter lugar no próximo dia 7 de Julho de 2018. A próxima edição do FolkLoures decorre de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, e incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionais e um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

O Grupo Folclórico Verde Minho é o anfitrião do FolkLoures – Encontro de Culturas e a quem se deve a criação deste evento que se caracteriza pela sua originalidade, espírito fraterno e carácter inclusivo.

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Através deste grandioso festival que inclui exposições, conferências e outras iniciativas de carácter tradicional, os minhotos que vivem em Loures procuram de alguma forma retribuir à terra o excelente acolhimento com que foram recebidos neste concelho dos arredores de Lisboa e, ao mesmo tempo, contribuir para a integração e convivência saudável entre todas as comunidades imigrantes que aqui vivem, sejam elas de origem lusófona ou de outras culturas.

A edição do FolkLoures’18 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 30 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 7 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso espectáculo de culturas tradicionais.

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Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afectiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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A MÁSCARA VAI VOLTAR A ENCANTAR LISBOA!

O Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) regressa ao Jardim da Praça do Império, em Belém, com novos caretos e mascarados, grupos de música e muitas novidades.

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De 17 e 20 de maio, o XIII FIMI irá oferecer uma programação variada com gastronomia, artesanato, concertos, animação de rua, exposições e muito mais.

Este ano o XIII Desfile da Máscara Ibérica acontece no dia 19 de Maio (sábado), pelas 16h30, e contará com a participação de 33 grupos de máscaras de Portugal, Espanha, Brasil e Irlanda.

Na programação do Palco Ibérico, o FIMI volta a trazer os ritmos folk, de raiz tradicional europeia, com elementos de fusão entre o ska, reggae e rock. No dia 18 de maio sobem ao palco os Bregia (Irlanda), seguidos de Oscar Ibáñez & Tribo. Durante o fim-de-semana haverá oportunidade para conhecer as sonoridades dos Toques do Caramulo (Portugal), que atuarão sábado à noite e dos Realejo (Portugal) que fecham este cartaz no domingo à tarde.

De 17 a 20 de Maio venha ver os caretos e foliões em Belém , a partir das 10h30, com entrada livre!

Saiba mais sobre a programação em www.fimi.pt ou em @festivaldamascara.

CASA DO MINHO EM LISBOA MANTÉM A TRADIÇÃO DO COMPASSO PASCAL EM DOMINGO DE PASCOELA

Na Casa do Minho em Lisboa a tradição mantém-se. Em domingo de Pascoela, a zona de Telheiras viu passar os mordomos, com as suas opas vermelhas, tocando a sineta e levando consigo a caldeirinha e a cruz florida que é dada a beijar aos crentes que, na sua devoção, depositam toda a sua Fé na Ressurreição do Senhor: Aleluia!

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O Pároco do Lumiar, Padre João Caniço, é seguido por uma pequena multidão que, devido às condições meteorológicas, não puderam este ano percorrer as artérias da freguesia e lançar os foguetes. Mas, à boa maneira minhota, não dispesaram o rufar dos bombos e os alegres acordes das concertinas, ou não fora a Ressurreição um motivo de festa.

Já na sede daquela instituição regionalista e após a homilia, celebrada sob a égide de Nossa Senhora do Minho, ali representada sobre um improvisado altar dignamente revestido com uma magnífica toalha de linho, foi a cruz dada a beijar aos presentes tal como se pratica em todos os lares das nossas aldeias, das famílias mais humildes às mais abastadas.

E, por fim, a farta mesa onde não faltou o pão-de-ló caseiro, as cavacas e rosquilhas, os vinhos finos e, como não podia deixar de suceder, os tão apreciados vinhos verdes de Sapardos, do Concelho de Vila Nova de Cerveira, engarrafados e comercializados por José Luís Espinheira da Silva.

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira fez-se representar pelo seu assessor, Dr. Pedro Soares.

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COMUNIDADE GALEGA PARTICIPA AMANHÃ NA CELEBRAÇÃO DA PASCOELA ORGANIZADA PELA CASA DO MINHO EM LISBOA

Casa do Minho e Centro Galego de Lisboa de mãos dadas na defesa das nossas tradições comuns.

Vendo-os assim tão pertinho,

a Galiza mail’ o Minho,

são como dois namorados

que o rio traz separados

quasi desde o nascimento.

Deixal-os, pois, namorar

já que os paes para casar

lhes não dão consentimento

                                  João Verde

Irmãos da Galiza participam em Lisboa na festa da Casa do Minho

A tradicional visita pascal que amanhã vai ter lugar na Casa do Minho em Lisboa deverá contar com a participação de um grupo de gaiteiros e pandereteiras da Galiza, numa representação da Xuventud de Galicia – Centro Galego de Lisboa.

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Esta iniciativa reveste-se de profundo significado na medida em que retoma uma antiga amizade e tradição entre as duas instituições – a Casa do Minho e a Xuventud de Galicia – que visa preservar a identidade comum das gentes galaicas d’aquém e d’além Minho, incluindo o espaço que na década de trinta do século passado veio a ser subtraído à região da vetusta Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho para dar origem à criação de uma província tão artificial quanto efémera denominada por “Douro Litoral”.

A Casa do Minho em Lisboa regressa desta forma à sua matriz inicial a privilegiar a ligação fraterna com a Galiza, as associações congéneres do Brasil com especial realce por razões históricas a Casa do Minho do Rio de Janeiro e ainda os concelhos representados nos seus estatutos que, apesar de não integrarem os distritos de Braga e Viana do Castelo, não deixam de constituir do ponto de vista geo-etnográfico parte integrante do Minho.

Os minhotos em Lisboa vão amanhã celebrar a pascoela na Casa do Minho e dar um abraço fraterno aos seus irmãos da Galiza também aqui radicados!

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AUGUSTO FLOR, PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS COLETIVIDADES DE CULTURA, RECREIO E DESPORTO, VAI A LOURES FALAR SOBRE FOLCLORE E ASSOCIATIVISMO POPULAR

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho

“Rodopiando entre a tradição e a inovação – o Folclore como causa” é o tema que o Dr. Augusto Flor, Presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto vai proferir em Loures no próximo dia 20 de Outubro, pelas 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde habitualmente se reúne a Assembleia Municipal. A iniciativa é do Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

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O Dr. Augusto Flor é licenciado em Antropologia pelo ISCTE, possui o Curso de Especialista da Escola Militar de Eletromecânica (EMEL) e o Curso de Montador Eletricista na Escola Industrial Emídio Navarro.

É dirigente associativo voluntário desde 1970, tendo em 2012 sido nomeado pelo Secretário de Estado do Desporto e Juventude para Embaixador para a Ética no Desporto- Em 2011, foi nomeado Comissário Nacional para o Ano Europeu do Voluntariado. Em 2007, desempenhou funções de Presidente da Assembleia-geral da Confederação do Desporto de Portugal, sendo desde essa data, Presidente da Direção da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto.

É membro do Partido Comunista Português e, nesse âmbito, detém responsabilidades nas áreas do Movimento Associativo Popular, coordenação de atos eleitorais e referendos, bem como das áreas do Desporto, Teatro, Animação e Exposições de Ciência e Tecnologia da Festa do Avante. Entre 1993 e 1997, foi deputado na Assembleia Municipal de Sesimbra e entre 2003 e 2007 – Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República.

Entretanto, o Grupo Folclórico Verde Minho promove no próximo dia 24 de Março uma conferência subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques” a ser proferida por Rui Aguilar Cerqueira. E, no dia 30 de Junho, o Prof. Doutor Manuel Antunes dissertará sobre “Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada”. Ambas as conferências terão lugar no mesmo local, em Loures.

PENAFIEL LEVA AO FOLKLOURES O TRADICIONAL “BAILE DOS PEDREIROS”

O Grupo Folclórico de Penafiel vai no dia 7 de Julho de 2018 trazer ao FolkLoures uma das tradições mais genuínas e pouco conhecidas da sua região – o Baile dos Pedreiros!

A próxima edição do FolkLoures decorre de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, e incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionais e um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures. Trata-se de uma grandiosa iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

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Perdem-se nos tempos as origens do “Baile dos Pedreiros”, aliás à semelhança de outras tradições do concelho de Penafiel como o “Baile dos Ferreiros” e o “Baile dos Pretos”. Estes bailes devem a sua existência ao Tombo das festas de Corpo de Deus em que cada corporação de artes e ofícios teria de apresentar, nas referidas festas, um baile bem constituído, bem trajado e com uma dança bem conseguida.

Descreve o escritor valenciano José Augusto Vieira, na sua obra “O Minho Pitoresco”, que no ano 1887, os Pedreiros vestiam de branco com faixa vermelha na cinta, barrete encarnado na cabeça, e traziam a tiracolo uma cabaça com bebida e a merenda. Sustentavam ainda numa das mãos um pico.

O mestre vestia de igual modo com excepção da casaca preta e de uma régua e de um esquadro que trazia nas mãos. A mestra vestia de lavradeira, o rapaz dos picos, do mesmo modo que os pedreiros. O meirinho, que era a figura da justiça naquela altura, vestia uma levita, cartola na cabeça, trazia uma bengala e empunhava uma arma…

Desfilavam pela cidade ao som de uma marcha, tocada por uma rebeca, instrumento pouco habitual hoje em dia, quando paravam encenavam uma dança em que o Mestre cumprimentava as entidades e relatava as obras que tinha realizado, desafiando os Pedreiros a dizer também.

A certa altura entre o Meirinho, o mestre e a mestra, desenrola-se uma pequena discussão, em que tudo acaba em paz.

Estes bailes correram o risco de se perderem. Porém, graças à Câmara Municipal de Penafiel e ao Grupo Folclórico de Penafiel, foram os mesmos reavivados, constituindo o FolkLoures’18 o palco privilegiado para destacar uma das tradições mais genuínas do povo português.

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PROF. DOUTOR MANUEL ANTUNES VAI A LOURES FALAR DA ALDEIA SUBMERSA DE VILARINHO DA FURNA

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho no âmbito do FolkLoures’18

Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada” é o tema da conferência que o Professor Dr. Manuel Antunes vai proferir no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A iniciativa insere-se no âmbito da próxima edição do FolkLoures e deverá ser apoiada pela projecção de interessantes imagens que retratam os usos e costumes das gentes de Vilarinho da Furna, antes da aldeia ter ficado submersa nas águas da albufeira da barragem.

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Vilarinho da Furna era habitada em 1970 por cerca de 250 pessoas, que tiveram de abandonar a povoação devido à construção de uma barragem. A barragem foi inaugurada a 21 de Maio de 1972 e encontra-se localizada no concelho de Terras de Bouro, sendo alimentada pelo Rio Homem. Submersa pelas águas, as ruínas da aldeia são visíveis sempre que a barragem está vazia.

Manuel de Azevedo Antunes é doutorado em Ciência Política (2009). Estudante nas Universidades de Lisboa (1966-1976) e Paris – Sorbonne (1976-1977), desenvolveu atividade docente nas Universidades de Lisboa (1975-1992) e Maputo (1979-1987). Foi Consultor das Nações Unidas (1989), em Moçambique. Na Guiné- Bissau (1988-1992), participou, como coordenador, metodólogo e estatístico, no Inquérito Demográfico e Sanitário, para o Ministério da Saúde, com apoio do Banco Mundial. É, atualmente, Professor Associado e Investigador na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Preside a AFURNA – Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, tendo publicado “Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Regra do Jogo, 1985), “Requiem por Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Biblioteca da Universidade Lusófona, 1994) e “Vilarinho da Furna, Memórias do Passado e do Futuro” (Lisboa: Centro de Estudos da População, Ambiente e Desenvolvimento, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, 2005).

QUEM É PAULO DUQUE, PRESIDENTE DA CASA DO MINHO EM LISBOA E DIRECTOR DO SEU RANCHO FOLCLÓRICO?

De trato lhano, Paulo Duque é um dos minhotos mais conhecidos e estimados pela comunidade minhota radicada na região de Lisboa. A ele se deve em grande medida o restabelecimento de um relacionamento cordial e até amistoso entre as várias associações regionalistas, ultrapassando antigos orgulhos e preconceitos.

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De seu nome completo Joaquim Paulo Barreiro Duque, ele é actualmente o Presidente da Direcção da Casa do Minho em Lisboa. Natural da Freguesia de Covas, no concelho de Vila Nova de Cerveira, é filho de lavradores, tendo juntamente com os seus cinco irmãos trabalhado na lavoura até aos 10 anos de idade. É casado com Maria Teresa Duque e tem três filhos – Marcelo Gonçalo Duque, Ana Sofia Duque e João Pedro Duque – que sempre o acompanham nomeadamente no Rancho Folclórico da Casa do Minho.

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Há quarenta anos, seguindo o exemplo de muitos minhotos, veio para Lisboa trabalhar numa taberna de um familiar no Largo da Anunciada. Daí rumou a Elvas e mais tarde a Mafra, em 1986, para cumprir o serviço militar obrigatório, onde foi condutor e tendo sido distinguido com um louvor como reconhecimento do seu trabalho, dedicação e conduta exemplar.

Em 1988, uma vez cumprido o serviço militar, regressou à hotelaria, explorando um restaurante na zona do Lumiar e mais tarde uma pastelaria na área do Cais do Sodré. Mas, haveria de começar a trabalhar por conta própria num restaurante situado na rua da Palma e, mais tarde no restaurante “Dois e Dois”, onde ainda se mantém como sócio-gerente.

Para Paulo Duque, a cozinha é uma paixão que herdou do pai e dedica uma especial devoção à cozinha tradicional minhota… que o digam os comensais que acorrem à Casa do Minho para se deliciarem com o arroz de lampreia e a couvada que ele próprio confecciona!

Mas, os seus talentos não se ficam pela arte de bem cozinhar. As suas habilidades vocais já o levaram em 1991 a gravar um cd de cantares ao desafio juntamente com os cantadores José da Silva e Tony Moreira.

Foi também catequista católico na igreja de S.josé da Anunciada e integrou um grupo de jovens desta comunidade paroquial e também do Sagrado Coração de Jesus.

Como cidadão – e os minhotos querem-se cidadãos participativos e de comportamento exemplar quaisquer que sejam as suas opções políticas – foi membro da Assembleia de Freguesia de Alcântara durante três mandatos, tendo no último sido Secretário da Mesa da Assembleia de Freguesia.

Na casa do Minho em Lisboa, foi em 1989 eleito para a Direcção como tesoureiro e, mais recentemnte, eleito Presidente da Direcção, como aliás o BLOGUE DO MINHO divulgou oportunamente.

Integra o Rancho folclórico da Casa do Minho desde 1991 como director mas também cantador, apresentador e coordenador do mesmo. Como cerveirense, foi um dos fundadores da Casa Cerveirense, da qual é Vice-Presidente da Direcção.

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