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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ RECEBEU PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE MARVILA

O Presidente da Junta de Freguesia de Marvila, Dr. José António Videira, foi recebido nos Paços do Concelho de Arcos de Valdevez, pelo presidente da edilidade arcuense, Dr. João Manuel Esteves.

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O autarca lisboeta foi acompanhado de uma comitiva de arcuenses que se encontram radicados na região de Lisboa, dirigida pelo Presidente da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, sr. Joaquim Cerqueira de Brito, que também é autarca da Freguesia de Marvila.

Marvila é uma freguesia da zona oriental de Lisboa com forte densidade populacional, sítio onde residem grande quantidade de arcuenses plenamente integrados no meio social, seja através da sua actividade profissional como ainda na participação de eventos desportivos e culturais. Esta iniciativa contribui para o fortalecimento dos laços de amizade entre Marvila e o concelho de Arcos de Valdevez.

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CASA DO CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ JUNTA MINHOTOS EM LISBOA SOB O SIGNO DA AMIZADE

Terminou há instantes em Lisboa a Festa da Amizade organizada pela Casa do Concelho de Arcos de Valdevez com o apoio da Junta de Freguesia de Marvila. A iniciativa teve lugar no Parque do Vale Fundão e, para além da entidade organizadora, contou ainda com a participação do Rancho Folclórico da Casa do Minho e do Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Cinfães.

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Por parte da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez – decano do regionalismo concelhio minhoto em Lisboa – participaram o Grupo de Cavaquinhos e o Rancho Folclórico, um dos mais representativos grupos minhotos sediados na região de Lisboa.

 

Para além da actuação em palco, a “Festa da Amizade” incluiu ainda a realização de jogos tradicionais, a entrega de insígnias aos desportistas arcuenses e, como não podia deixar de suceder, a abertura das merendas sob a copa frondosa dos pinheiros onde as nossas gentes aproveitaram para merendar.

O folclore é a verdadeira Festa da Amizade porque contribui para a fraternidade entre os povos, sem precupações de competição, porque respeita a diversidade de culturas.

E, acabada a romaria, eis que os festeiros regressam a suas casas já com saudade, aguardando com ansiedade a edição do próxima ano. E que viva a amizade entre os povos e as suas tradições!

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BEATO FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES VAI SER CANONIZADO

Beato Bartolomeu dos Mártires será Santo

Decisão do Papa Francisco foi hoje anunciada pela Santa Sé. Canonização será no dia 10 de Novembro.

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O Papa Francisco alargou hoje o culto litúrgico ao Beato Bartolomeu dos Mártires a toda a Igreja e declarou a sua inscrição no catálogo de Santos. A notícia foi anunciada há poucos minutos pela Santa Sé e publicada online.

A decisão foi tomada ontem, durante a audiência com Angelo Becciu, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos.

"Durante a Audiência, o Sumo Pontífice aprovou os votos favoráveis dos Eminentíssimos e Excelentíssimos membros da Congregação e ampliou o culto litúrgico em homenagem ao Beato Bartolomeo dei Martiri à Igreja Universal, da Ordem dos Frades Pregadores do Arcebispado de Braga, nascido em Lisboa (Portugal) a 3 de Maio de 1514 e falecido em Viana do Castelo (Portugal) a 16 de Julho de 1590, inscrevendo-o no catálogo de Santos", pode ler-se no site da Santa Sé.

No passado dia 20 de Janeiro, o Papa Francisco, em audiência à Congregação para a Causa dos Santos, tinha concedido a autorização necessária à dispensa do milagre formalmente demonstrado para a declaração de santidade do Beato Bartolomeu dos Mártires.

Bartolomeu dos Mártires foi declarado Venerável a 23 de Março de 1845, pelo Papa Gregório XVI e Beato, a 4 de Novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II.

A 5 de Fevereiro de 2015, D. Jorge Ortiga entregou, em mãos, ao Papa Francisco um dossier sobre a vida do antigo arcebispo de Braga e formulou o pedido de canonização equipolente (dispensa do milagre). 

Fonte: http://diocese-braga.pt/

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Promulgazione di Decreti della Congregazione delle Cause dei Santi, 06.07.2019

[B0576]

Il 5 luglio 2019, il Santo Padre Francesco ha ricevuto in Udienza Sua Eminenza Reverendissima il Signor Cardinale Angelo Becciu, Prefetto della Congregazione delle Cause dei Santi. Durante l’Udienza, il Sommo Pontefice ha approvato i voti favorevoli degli Eminentissimi ed Eccellentissimi Membri della Congregazione e ha esteso alla Chiesa Universale il culto liturgico in onore del Beato Bartolomeo dei Martiri (al secolo: Bartolomeo Fernandes), dell’Ordine dei Frati Predicatori, Arcivescovo di Braga; nato a Lisbona (Portogallo) il 3 maggio 1514 e morto a Viana do Castelo (Portogallo) il 16 luglio 1590, iscrivendolo nel catalogo dei Santi (canonizzazione equipollente).

Nella medesima Udienza il Santo Padre ha autorizzato la Congregazione a promulgare i Decreti riguardanti:

- il miracolo, attribuito all’intercessione del Venerabile Servo di Dio Fulton Sheen, Arcivescovo titolare di Newport, già Vescovo di Rochester; nato l’8 maggio 1895 a El Paso in Illinois (Stati Uniti d’America) e morto il 9 dicembre 1979 a New York (Stati Uniti d’America);

- le virtù eroiche del Servo di Dio Elia Hoyek, Patriarca di Antiochia dei Maroniti, Fondatore della Congregazione delle Suore Maronite della Sacra Famiglia; nato a Helta (Libano) il 4 dicembre 1843 e morto a Bkerké (Libano) il 24 dicembre 1931;

- le virtù eroiche del Servo di Dio Giovanni Vittorio Ferro, dell’Ordine dei Chierici Regolari di Somasca, Arcivescovo di Reggio Calabria-Bova; nato a Costigliole d’Asti (Italia) il 13 novembre 1901 e morto a Reggio Calabria (Italia) il 18 aprile 1992;

- le virtù eroiche del Servo di Dio Angelo Riesco Carbajo, Vescovo titolare di Limisa, Vescovo Ausiliare dell’Amministratore Apostolico di Tudela, Fondatore dell’Istituto delle Missionarie della Carità; nato a Bercianos de Vidriales (Spagna) il 9 luglio 1902 e morto a La Bañeza (Spagna) il 2 luglio 1972;

- le virtù eroiche del Servo di Dio Ladislao Korniłowicz, Sacerdote diocesano; nato a Varsavia (Polonia) il 5 agosto 1884 e morto a Laski (Polonia) il 26 settembre 1946;

- le virtù eroiche del Servo di Dio Angelico Lipani (al secolo: Vincenzo), Sacerdote professo dell’Ordine dei Frati Minori Cappuccini, Fondatore della Congregazione delle Suore Francescane del Signore; nato a Caltanissetta (Italia) il 28 dicembre 1842 e ivi morto il 9 luglio 1920;

- le virtù eroiche della Serva di Dio Francesca dello Spirito Santo (al secolo: Francesca de Fuentes), Fondatrice della Congregazione delle Religiose Domenicane di Santa Caterina di Siena; nata a Intramuros (Filippine) nel 1647 e morta a Manila (Filippine) il 24 agosto 1711;

- le virtù eroiche del Servo di Dio Stefano Pietro Morlanne, Laico, Fondatore della Congregazione delle Suore della Carità Materna; nato a Metz (Francia) il 22 maggio 1772 e ivi morto il 7 gennaio 1862.

[01192-IT.01] [Testo originale: Italiano]

[B0576-XX.01]

Fonte: http://press.vatican.va/

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BARTOLOMEU FERNANDES DOS MÁRTIRES (1514-1590)

BARTOLOMEU FERNANDES dos MÁRTIRES nasceu em Lisboa em Maio de 1514.Mártiresrecorda a igreja de S. Maria dos Mártires onde foi baptizado e substituiu o apelido Vale que usara em memória do avô.

Recebe o hábito dominicano a 11 de Novembro de 1528, faz o noviciado no mosteiro de Lisboa, concluindo os estudos filosóficos e teológicos em 1538.

Ensina nos conventos de Lisboa, “da Batalha” e Évora (1538-1557), passando a Prior de Benfica, em Lisboa (1557-1558). É apresentado pela rainha Catarina para suceder a D. Frei Baltesar Limpo, O. Carm., Arcebispo de Braga e o Papa Paulo IV confirma-o, com a BulaGratiae divinae praemium, datada de 27 de Janeiro de 1559. É ordenado bispo em 3 de Setembro em S. Domingos de Lisboa.

Aceitou esa dignidade por obediência ao seu prior provincial, o célebre escritor Ven. Fr. Luis de Granada, o qual, tendo sido primeiramente designado pela rainha, a aconselhou a apresentar antes este seu confrade.

Inicia a sua actividade na vastíssima Arquidiocese no dia 4 de Outubro de 1559A sua actividade apostólica é multifacetada.Recordemos alguns elementos mais sugestivos. Notabilizou­se pela realização de visitas pastorais; empenha-se na evangelização do povo, tendo para o efeito, preparado um Catecismo ou doutrina cristã e práticas espirituais (com 15 edições); a solicitude pela cultura e santificação do clero leva-o a instituir aulas de Teologia moral em vários locais da Diocese e a escrever, entre as 32 obras doutrinais. Merece particular relêvo o Stimulus Pastorum, distribuído aos Padres dos Concílios Vaticano I e II, que já conhece a vigésima segunda edição. A concretização do empenho de reforma encontra-se, também, em espaços estruturais a que deu vida.

Em 1560 confiou aos jesuítas os estudos públicos que se transformaram no Colégio de S. Paulo.

De 1561-1563 participa no Concílio de Trento, onde apresentou 268 petições como síntese das interpelações de Reforma para a Igreja.

Para concretizar as Reformas Tridentinas efectuou um Sínodo Diocesano, em 1564e outro Provincial, em 1566.

Em 1571 ou 1572 dá início à construção do Seminário Conciliar no Campo da Vinha.

Em 23 de Fevereiro de 1582 renuncia ao Arcebispado e recolhe-se ao convento dominicano da Santa Cruz, na cidade de Viana do Castelo, nascido por seu empenho (1561) para favorecer os estudos eclesiásticos e a pregação.

Morre nesse convento a 16 de Julho de 1590reconhecido e aclamado pelo povo como o Arcebispo Santo, pai dos pobres e dos enfermos. O seu túmulo è venerado na antiga igreja dominicana em Viana do Castelo.

Foi declarado Venerável por Gregório XVI em 23 de Março de 1845. O Papa João Paulo II reconheceu em 7 de Julho de 2001 o milagre proposto para a beatificação, celebrada a 4 de Novembro deste ano: dia litúrgico de S. Carlos Borromeu, com quem trabalhou arduamente na prossecução dos objetivos do Concilio de Trento.

Fonte: http://www.vatican.va/

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Bartolomeu dos Mártires será declarado santo

Papa Francisco dispensou a necessidade de um milagre formalmente demonstrado

O Papa Francisco concedeu, no passado dia 20 de Janeiro, em audiência à Congregação para a Causa dos Santos, a autorização necessária à dispensa do milagre formalmente demonstrado para a declaração de santidade do Beato Bartolomeu dos Mártires.

Este passo significativo permitirá, após o cumprimento de alguns procedimentos, a conclusão do processo de canonização e a declaração pública da santidade de Bartolomeu dos Mártires, antigo arcebispo de Braga e figura de referência do Concílio de Trento.

  1. Jorge Ortiga, numa nota pública, afirmou que esta notícia foi acolhida «como um novo estímulo para a caminhada arquidiocesana de conversão pessoal e pastoral» e reconheceu em Bartolomeu dos Mártires «um companheiro de viagem que abre novos horizontes» no caminho da nova evangelização.

Segundo a mesma nota, confirma-se para breve a colocação de uma estátua do Frei Bartolomeu no Largo de Santiago, junto à Igreja de S. Paulo.

Bartolomeu dos Mártires foi declarado Venerável, a 23 de Março de 1845, pelo Papa Gregório XVI e Beato, a 4 de Novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II.

A 5 de Fevereiro de 2015, D. Jorge Ortiga entregou, em mãos, ao Papa Francisco um dossier sobre a vida do antigo arcebispo de Braga e formulou o pedido de canonização equipolente (dispensa do milagre). Com a actual dispensa do milagre, o processo de canonização entra numa fase conclusiva e, posteriormente, será anunciada a data de canonização.

Fonte: http://diocese-braga.pt/

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CASA CERVEIRENSE É CONTRA A PROSPECÇÃO DE LÍTIO NA SERRA D’ARGA

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A casa Cerveirense afirma-se contra a prospecção de lítio na Serra D’Arga, juntando-se assim à posição assumida pela Camara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

Sabemos através de informação disponibilizada pelas entidades ambientalistas, tais como a Associação Ambientalista QUERCUS, no caso da prospecção de lítio para o Alto Minho, que nos diz, e passo a citar, “que este tipo de actividade é extremamente danosa para o ambiente e para as populações, contribui para a destruição das zonas agro-silvo-pastoris de enorme relevância e para a degradação de zonas de excelência algumas únicas no Pais e que tem sido alvo de trabalhos de conservação da Natureza, alem da destruição de habitats e ecossistemas de elevada importância de conservação, que contêm espécies ameaçadas”.

Afirma ainda esta entidade, que quanto às populações envolventes, seriam vítimas desta actividade, uma vez que seriam afectadas pela poluição do ar, da água e pela degradação dos solos, importantíssimos para o pastoreio e para a agricultura, principais sustentos e contributos para a fixação da população local.

Para além disso, o turismo rural, factor que contribui para a fixação da população e crescimento da economia local, seria também gravemente afectado.

A nossa posição prende-se com todos os factores atras mencionados e com a preocupação de este tipo de actividade poder em muito ser prejudicial para o nosso concelho, partilhando também as preocupações da Camara Municipal de Vila Nova de Cerveira, tais como a dimensão do projecto, a falta de estudos de impacto ambiental para o local, o conhecimento do processo em si e as concretas implicações para as populações locais.

Drª Rosa Brito

Presidente da Direcção da Casa Cerveirense

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN INAUGURA EXPOSIÇÃO SOBRE “SARAH AFFONSO E ARTE POPULAR DO MINHO”

Dia 11 de Julho, às 18 horas

Esta exposição explora a relação entre a obra de Sarah Affonso e a arte popular do Minho. Muitas vezes recordada como a mulher de Almada Negreiros, pretende-se evocar a artista como uma modernista reconhecida com um percurso próprio, de notável qualidade. A inauguração tem entrada livre.

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Sarah Affonso

Nascida em Lisboa, em 1899, a vida de Sarah Affonso tem uma relação particular com a sua obra. Foram poucas as mulheres que souberam transpor em Portugal as barreiras sociais à afirmação das mulheres como artistas nas primeiras décadas do século XX. Foi a primeira mulher a frequentar, contra todas as convenções, o Brasileira, no Chiado, o que ilustra não só os preconceitos do seu tempo mas também o espírito independente com que os encarava. Mas se, por um lado, o tempo em que viveu condicionou o seu percurso artístico, foram também as suas vivências e memórias que usou como matéria-prima da sua arte. Foi a partir da sua própria vida – da infância e e dos laços de amizade e amor – que construiu uma linguagem e uma temática próprias.

Nascida em Lisboa numa família modesta, Sarah Affonso cedo foi viver para Viana do Castelo, onde ficou até aos 15 anos. Estes primeiros anos da sua vida marcariam indelevelmente a sua obra, desenvolvida nos trilhos dessa memória das paisagens minhotas, dos azuis, dos pinhais e das praias, do seu quotidiano e das tradições, das festas, profissões e feiras. Estudou pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde foi um dos últimos alunos de Columbano Pinheiro. Deste terá ficado com o gosto pelo retrato e pela encenação de uma certa intimidade (veja-se o Retrato de Tagarro e Waldemar Costa, 1929).

Expõe pela primeira vez em 1923, na Sociedade Nacional das Belas Artes em Lisboa (SNBA). Uma crítica de Mário Domingues aconselha-a a ir para Paris, o que faz no ano seguinte, suportada pelas poupanças do pai. Nos oito meses que passa na capital do mundo da arte frequenta aulas de modelo na Académie de Grande Chaumièr e, sobretudo, exercita o olhar – visita museus e exposições, mas também teatros e bailados, educando-se em tendências artísticas ignoradas em Portugal.

De volta a Lisboa, participa no primeiro e segundo Salão de Outono (SNBA, respetivamente 1925 e 1926). É neste período que começa a trabalhar nas artes decorativas, estratégia de sobrevivência habituais para os artistas portugueses nos anos 20. Faz ilustração de livros infantis, trabalhando frequentemente com Fernando de Castro (de Mariazinha em África - Romance para Meninos, 1925, a O Tesouro da Casa Amarela, 1932), e de imprensa (ABCzinho, entre outros), além de uma e outra incursão na cenografia. Mas trabalha sobretudo no bordado e no tricô. Após uma primeira exposição individual no Salão Bobonne, bem recebida pela crítica, volta em 1928 para Paris, vivendo do trabalho num atelier de costura. É particularmente impressionada por uma exposição de Henri Matisse, impacto que se pode detetar no quadro As Meninas deste ano (Museu do Chiado, Lisboa), exposto com algum sucesso no Salon d’Automne.

Após regressar a Lisboa no ano seguinte, em que expõe com José Tagarro no Salão Bobonne, participa em exposições coletivas (Salão de Artistas Independentes, 1930, onde expõe As Meninas; Salão de Inverno, 1932; Artistas Independentes, 1936; Exposição Moderna do Secretariado Nacional de Propaganda em 1940, 1942, 1944 – quando recebe o Prémio Souza-Cardoso por um retrato do filho – e 1945), e expõe individualmente em 1932, na Galeria do Século, e de novo em 1939. A receção crítica da sua obra foi, geralmente, boa, não obstante as categorias retóricas que subtilmente demarcavam as artistas mulheres (com uma obra inevitavelmente caracterizada como  «lírica», «feminina», «íntima», «delicada» ...) dos seus colegas masculinos.

Em 1934 casa com Almada Negreiros, que acabara de voltar de uma estadia de sete anos em Madrid. A prazo, as obrigações de sustentar a sua família, tarefa nem sempre fácil, concorreram para a voluntária retirada da pintura, em finais dos anos 40. Mas  nos primeiros anos do seu casamento desenvolve o que será a parte mais importante da sua obra pictórica. Dos retratos de meninas e mulheres e das paisagens urbanas passa para composições que incorporam motivos antes utilizados nos bordados, oriundos da cultura e imaginário populares. Evoca, a partir da  memória da infância passada no Minho, costumes (procissões, festas, alminhas) e mitologias populares (nomeadamente as sereias). A obra Casamento na Aldeia, de 1937, é representativa desta fase da obra de Affonso. Outro motivo frequente é a família, que retrata num universo íntimo com sugestões mágicas ou lendárias (veja-se Família, também de 1937).

Como já foi referido, foram várias as razões que levaram Sarah Affonso a abandonar a pintura. Às razões pessoais juntavam-se a insegurança profissional e a falta de condições de trabalho. Continuou, no entanto, com um trabalho menos visível nas artes decorativas e de apoio a Almada Negreiros, ainda pouco conhecido. Em finais dos anos 50, retomou algumas das direções interrompidas, como a ilustração infantil (entre outros de A Menina do Mar, 1958, de Sophia de Mello Breyner Andresen) e o desenho.

Em 1953 obras suas integraram a representação portuguesa na Bienal de S. Paulo. No mesmo ano, houve uma retrospetiva na Galeria Março, Lisboa, e outra em 1962, na Galeria Dominguez Alvarez, Porto. No entanto, foi – à semelhança de outras artistas mulheres, como Milly Possoz ou Ofélia Marques – algo esquecida pela historiografia, situação que só mais recentemente começou a ser corrigida. Neste aspeto, olhares mais demorados porventura revelariam, na «poética de ingenuidade» que caracteriza a obra de Affonso, uma proposta pictórica  mais pensada e consciente do que os motivos «inocentes» poderiam levar a crer, alimentada por uma cultura artística que não era comum em Portugal e um sentido de liberdade que lhe permitiu traçar sempre o seu próprio caminho.

Nota: Sobre a vida e a visão da artista pode-se consultar as Conversas com Sarah Affonso (Lisboa: Arcádia, 1982) de Maria José de Almada NEGREIROS, a sua nora, que serviram de base para Sarah Affonso (Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1989), da mesma autora. Para situar a artista no seu tempo, sobretudo no que diz respeito a questões de género, veja-se Emília FERREIRA, “Da deliciosa fragilidade feminina”, in Margens e Confluências, n. 11/12 (Dezembro 2006), p. 143-187.

Gerbert Verheij

Fonte: https://gulbenkian.pt/

CASA CERVEIRENSE EM LISBOA: BEATRIZ GAMEIRO – VICE-PRESIDENTE DA DIRECÇÃO – CONSIDERA QUE CERVEIRA JÁ ESGOTOU A SUA CAPACIDADE DE EXTRACÇÃO DE MINÉRIO

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Caro Carlos,

Lamento que não tenha tido resposta. No entanto eu como Vice-presidente posso adiantar a minha opinião.

Cerveira já foi muito castigada no que diz respeito à extracão de minério, a lembrar o volfrâmio. Por essa razão, a minha opinião é contra. No entanto, tambem compreendo que haja necessidade de que o parque automóvel seja cada vez mais movido a eletricidade e para isso são necessarias baterias.

Mas voltando à Cerveirense, acho que já esgotámos a nossa dose de extração de minérios. Espero que os nossos autarcas sejam prudentes.

Melhores cumprimentos

Beatriz Gameiro

Vice Presidente da Direcção

JORNALISTA BRASILEIRO ÍGOR LOPES PUBLICA LIVRO SOBRE O RANCHO MARIA DA FONTE DA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO

Livro editado no Brasil narra trajetória do “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro”, ao longo dos últimos sessenta e cinco anos!

Obra apresentada no Brasil e em Portugal

No próximo dia 5 de julho, sexta-feira, nas instalações da Casa do Minho do Rio de Janeiro, vai ser feito o lançamento do livro-reportagem “Rancho Folclórico Maria da Fonte da Casa do Minho do Rio de Janeiro – A jornada do grupo português que valoriza a cultura minhota no Brasil desde 1954”, da autoria do jornalista e escritor luso-brasileiro, Ígor Lopes. No próximo mês de agosto, o livro será lançado em Portugal, na cidade de Viana do Castelo.

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Além de celebrar os 65 anos de fundação do “Rancho Folclórico Maria da Fonte”, o mais antigo dos quatro grupos da Casa do Minho do Rio de Janeiro, a proposta dessa obra literária é realçar os momentos mais importantes do percurso do rancho. Ao longo das 226 páginas da obra, o leitor poderá conhecer os nomes que fizeram o grupo ganhar a dimensão que tem hoje, além de entender as ligações da Casa do Minho do Rio de Janeiro com as autoridades portuguesas, brasileiras e luso-brasileiras, bem como desvendar os detalhes das atividades do “Rancho Folclórico Maria da Fonte”.

A narrativa procura também apontar a importância e a dimensão do protagonismo nacional e internacional do grupo, que ocupa hoje um lugar de grande notoriedade na Diáspora portuguesa, promovendo a língua de Camões, a cultura lusitana e as tradiçõesdanças e cantares da região do Alto Minho. Em pauta estão ainda os pontos mais sensíveis dessa história de relevo, as motivações, o que pensam os seus responsáveis e a crítica no país do samba. O trabalho, fruto de pesquisas e de entrevistas jornalísticas no Brasil e em Portugal, convoca personagens dos dois países para que expressem os seus sentimentos sobre o trabalho desenvolvido pela Casa do Minho na cidade maravilhosa, com destaque para o legado que será deixado para as novas gerações em termos de folclore no Brasil. O valor total obtido com a venda do livro será utilizado para as ações e atividades do “Rancho Folclórico Maria da Fonte”.

Segundo o autor, a ideia do livro passa ainda por apresentar uma qualitativa pluralidade de opiniões, mostrando que nada se faz de forma isolada. “É preciso construir parcerias e mantê-las vivas e ativas”.

Foi um enorme prazer e um orgulho ter sido convidado para contar os detalhes da história recente do Rancho Folclórico Maria da Fonte, além de poder “desfiar” parte do passado da entidade e da sua atividade folclórica. Foi emocionante ter tido contato com fotografias de época, com arquivos da Casa e com nomes fundamentais nesse percurso de sucesso. Espero que o trabalho dessa instituição minhota e dos seus ranchos folclóricos prossiga, valorizando os seus diretores, componentes, colaboradores e a cultura portuguesa no Brasil”, afirmou o jornalista Ígor Lopes.

Por sua vez, a diretoria da Casa do Minho do Rio  de Janeiro enalteceu a importância do folclore português no Brasil.

A Casa do Minho tem uma história riquíssima. E o seu mais antigo rancho é prova disso. A cultura do Alto Minho está preservada no Brasil. Os nossos folcloristas demonstram sempre muito amor pela cultura minhota quando o grupo se apresenta no Brasil ou em Portugal”, defendeu Agostinho dos Santos, presidente da Casa do Minho carioca.

Cultura de Portugal ganha destaque no Brasil

folclore português é responsável por grande parte da promoção da cultura lusitana no seio da sua Diáspora espalhada pelo mundo. E, no Brasil, não é diferente. Prova disso é a lei assinada recentemente pelo governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que declara o folclore português como Património Histórico e Cultural, de natureza Imaterial, do Estado fluminense.

Como é do conhecimento do público lusodescendente, a Casa do Minho do Rio de Janeiro trabalha de forma respeitosa e ostensiva a promoção do folclore português, mais concretamente da região do Alto Minho, no Brasil”, consideraram as autoridades luso-brasileiras.

Ígor Pereira Lopes é jornalista e escritor. Aos 38 anos, é Mestre em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra (Portugal); Especialista em Gestão de Comunidades e Redes Sociais pela Universidade de Guadalajara (México), possui Extensão Universitária em Princípios da Comunicação Mediática Contemporânea pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e Graduação em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Brasil).

É responsável por projetos jornalísticos, de comunicação e literários entre Brasil e Portugal. Atua para agências de notícias brasileiras e portuguesas. Tem experiência nas áreas de consultoria literária, assessoria de imprensa e de comunicação, comunicação estratégica empresarial e institucional, jornalismo digital, jornalismo cultural, relações públicas, social media, marketing digital e cultura digital.

É autor dos livros-reportagem “Maria Alcina, a força infinita do Fado” (2016); “Casa do Distrito de Viseu: cinquenta anos de dedicação à cultura portuguesa no Rio de Janeiro” (2016) e responsável editorial pelos livros “A Voz da Mulher” (2018), da jornalista e radialista Wylma Guimarães, e “Values, Motivation and Leadership – Fany Tchaicovsky and colleagues” (2015), organizado por Marcelo Fernandes.

É detentor de prémios, títulos e distinções no meio profissional e acadêmico. É ainda membro da Academia de Letras e Artes Paranapuã (ALAP), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO) e da Eco Academia de Letras, Ciências e Artes de Terezópolis de Goiás (E-ALCAT).

Natural do Rio de Janeiro, Ígor Lopes tem nacionalidade portuguesa. As suas raízes em Portugal estão em Armamar, no distrito de Viseu, e em Constantim, no distrito de Vila Real.

ARTESÃOS LIMIANOS LEVAM AS SUAS ESCULTURAS À FEIRA INTERNACIONAL DO ARTESANATO

“Pedras Sequeiros” é uma marca conceituada em Ponte de Lima e, de uma maneira geral, em todo o Minho. São artesãos que do mais tosco bloco de pedra arranca as mais esplêndidas representações escultóricas e outros motivos artísticos.

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É o maçon que da pedra bruta procura a perfeição humana, o artesão é como o ourives que com a maceta, escôpro e cinzel, burilam as mais magníficas peças da nossa cantaria como se da mais requintada ourivesaria se tratasse – é a filigrana feita a partir da rocha bruta do nosso mais duro granito!

Ele é o verdadeiro poeta que da pedra fez poema e na Feira Internacional do Artesanato fez um autêntico sarau, fazendo das suas pedras verdadeiros poemas e da Feira Internacional do Artesanato um granndioso recital de poesia à sua arte de transformar a pedra em poema!

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BARCELOS CANTA DE GALO EM LISBOA NA FEIRA INTERNACIONAL DO ARTESANATO

O concelho de Barcelos continua a afirmar-se como a capital portuguesa do artesanato. Dezenas de artesãos montaram os seus expositores na Feira Internacional de Artesanato que foi hoje inaugurada em lisboa, nos pavilhões da FIL. E não foi apenas a olaria… os artesãos de Barcelos mostram o que valem em todas as formas de artesanato!

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Contam-se às dezenas os artesãos barcelenses que todos os anos marcam presença neste grandioso evento. Apenas a registar que, ao contrário de anos anteriores, os barcelenses não garantiram uma área de exposição comum, encontrando-se os seus expositores dispersos por todo o pavilhão, o que dificultou de alguma maneira a sua localização por parte dos visitantes. De resto, todo o Minho bem poderia falar a uma só voz, assegurando um espaço comum para todos os artesãos e representações da nossa região.

Não obstante a dispersão verificada, Barcelos não deixou de cantar de galo que é como quem diz: quanto ao artesanato diz respeito, ninguém carcareja mais alto do que o galo de Barcelos!

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ESCOLA DE CONCERTINAS FILIPE OLIVEIRA DÁ MÚSICA NA FEIRA INTERNACIONAL DO ARTESANATO

A Escola de Concertinas Filipe Oliveira animou a tarde no pavilhão dos restaurantes da Feira Internacional de Artesanato, com as suas modas bem ao jeito da nossa região.

Seja onde for, a alegria minhota é indispensável para que a festa seja um sucesso. E, com tão exímios tocadores de concertina, é caso para proclamar: E viva o Minho!

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VIANAFESTAS LEVA À FEIRA INTERNACIONAL DO ARTESANATO AS ROMARIAS DE VIANA DO CASTELO

As portas de mais uma edição da Feira Internacional do Artesanato abriram-se e, eis que a receber à entrada o numeroso público, dois manequins de grandes dimensões a representar um casal minhoto com os seus trajes domingueiros de lavrador e lavradeira, à moda vianense, davam as boas-vindas aos visitantes: Somos todos Romaria!

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O pavilhão da VianaFestas situa-se quase à entrada do pavilhão 1, do lado direito, e é um dos mais deslumbrantes e completos de todo o certame – uma excelente representação da nossa região naquela que é considerada uma das mais importantes feiras de artesanato que se realizam na Europa.

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A simpatia e graciosidade de duas moças vianenses trajadas a rigor cativam os visitantes. E, quanto ao artesanato propriamente dito, desde a tecelagem e o traje aos bordados, é uma panóplia de peças que só atestam a qualidade artística e o lavor requintado da mulher vianense.

Tal como um dia o escritor Ramalho Ortigão descreveu na sua obra “As Farpas”, “O marido minhoto, por mais boçal e mais grosseiro que seja, tem pela mulher assim produtiva um respeito de subalterno para superior, e não a explora tão rudemente aqui como em outras regiões onde a fêmea do campónio se embrutece de espírito e proporcionalmente se desforma de corpo acompanhando o homem na lavra, na sacha e na escava, acarretando o estrume, rachando a lenha, matando o porco, pegando à soga dos bois ou à rabiça do arado, e fazendo zoar o mangual nas eiras, sob o sol a pino, à malha ciclópica da espiga zaburra.”

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TRAJES DO MINHO VÃO AO CONGRESSO INTERNACIONAL DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Entre os milhares de congressistas que este fim-de-semana enchem por completo o Estádio da Luz, em Lisboa, para participarem no Congresso Internacional das Testemunhas de Jeová, contam-se também um considerável grupo de minhotos que marcam presença com os trajes tradicionais da nossa região, mormente o chamado traje à vianesa.

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Congressistas dos mais diversos países apresentaram-se com os seus trajes típicos, fazendo desse modo assinalar a diversidade de culturas e povos ali representados numa celebração que se pretende de concórdia universal.

FEIRA INTERNACIONAL DE ARTESANATO ABRE HOJE AS PORTAS

A maior feira de artesanato da Península Ibérica promove o artesanato nacional e de várias partes do Mundo

Inicia-se este sábado, dia 29, e prolonga-se até dia 7 de Julho, a 32ª edição da FIA – Feira Internacional do Artesanato, a maior feira de artesanato da Península Ibérica e a segunda maior da Europa, na FIL. Durante nove dias, a feira abre portas às 15h00 e encerra às 24h00, com três pavilhões ocupados e mais de 600 expositores.

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O convidado especial desta edição é o Município de Caldas da Rainha, cidade com história e famosa pelo seu artesanato único no país, que foi uma escolha óbvia da organização da FIA: “enquanto centro de produção artesanal, o Concelho das Caldas da Rainha apresenta o melhor do artesanato popular, possuindo no seu património diferentes tipos de peças que são reconhecidamente do agrado dos portugueses, seja pela sua conotação humorística ou pela simbologia de reacção ao sistema”.

Caldas da Rainha estará assim destacada no pavilhão do artesanato português, que reúne 235 entidades, empresas e artesãos a título individual, com o objectivo de promover e divulgar o que de melhor se faz no artesanato português e servindo de montra para os artesãos portugueses mostrarem o seu trabalho. As entidades regionais do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve estarão igualmente representadas, assim como a Região Autónoma da Madeira e dos Açores.

A FIA, enquanto feira promotora do encontro entre culturas, apresenta também artesanato de todo o Mundo. No pavilhão internacional estão reunidos cerca de 40 países da América do Sul, África, Ásia e Europa, num total de mais de 300 expositores.

Promover o artesanato é também possibilitar ao visitante a hipótese de comprar peças únicas a preços exclusivos, sejam echarpes, biquínis, tapeçaria, tecidos, bijuteria, marroquinaria, peças de vestuário e de artesanato, entre outras. O factor distinto e personalizado destaca-se, uma vez que na FIA é possível adquirir peças feitas ao gosto pessoal do visitante.

Complementariamente à oferta de artesanato, a FIA é também gastronomia. No terceiro pavilhão da FIL encontra toda uma variedade de produtos gastronómicos das diferentes regiões do país e os visitantes podem ainda almoçar e jantar em restaurantes regionais dentro da feira! Ao todo, são mais de 40 expositores que se dedicam às delícias gastronómicas, desde as alheiras de Mirandela, às cerejas do Fundão, ao presunto e queijo da Serra, aos ovos moles de Aveiro passando pelo pão de Mafra, os enchidos do Alentejo e terminando com alguma doçaria algarvia, entre outros.

A grande novidade é a introdução de uma área intitulada “Peixe na FIA”, que segue a linha de promoção, não só do Património Artesanal, mas também do Gastronómico Regional, cada vez mais um importante atractivo turístico-cultural e um factor impulsionador do desenvolvimento e da riqueza local e nacional.

Pavilhão da Gastronomia com entrada livre entre as 12h30 e as 14h30

A FIA está aberta todos os dias e 29 de Junho a 7 de Julho das 15h00 às 24h00 – o pavilhão 3, da gastronomia, está aberto a partir das 12h30, com entrada livre entre essa hora e as 14h30.

Os bilhetes podem ser adquiridos online, a 7€, com desconto em relação aos bilhetes adquiridos nas bilheteiras da FIL. Existe também desconto para jovens e seniores (apenas se comprados nas bilheteiras físicas, por ser necessário comprovativo de condição) e packs familiares de 3 e 4 pessoas (se comprados online).

BARCELOS VOLTA A PARTICIPAR NA FEIRA INTERNACIONAL DE ARTESANATO

Bordado de Crivo de S. Miguel da Carreira estará em destaque

O Município de Barcelos estará representado, pela 14.ª vez consecutiva, na Feira Internacional de Artesanato – FIA, em Lisboa, de 29 de junho a 7 de julho. A FIA é um certame de referência na Península Ibérica no âmbito da promoção do artesanato português e estrangeiro.

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A imagem do stand de Barcelos consistirá num conjunto de várias produções artesanais locais, ao nível tradicional e contemporâneo, com especial destaque para o Bordado de Crivo de S. Miguel da Carreira, que se encontra em processo de certificação, já inscrito no Registo Nacional de Produções Certificadas, desde 29 de junho do ano passado. Trata-se de uma produção tradicional de qualidade excecional com características muito próprias e diferenciadoras de produções congéneres e com muita notoriedade no mercado de Lisboa.

Barcelos, enquanto Cidade Criativa da UNESCO, assume maior responsabilidade relativamente à promoção, preservação e valorização do artesanato barcelense em certames desta magnitude, no sentido de tornar realidade a sua internacionalização e promover o desenvolvimento  sustentável deste setor económico que promove a empregabilidade de dezenas de famílias.

A participação na FIA integra-se na estratégia de promoção do turismo criativo com artes tradicionais, registo no qual Barcelos se quer posicionar também como referência a nível nacional.

O Município espera ainda envolver a comunidade artesanal neste evento transformando-o num palco de divulgação da excelência do artesanato produzido em Barcelos.

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