Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

COURENSE FILIPA GUERREIRO APRESENTA HOJE NA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN O SEU LIVRO “COLÓNIAS AGRÍCOLAS”

A sessão de apresentação tem lugar às 18h30

Apresentação e debate em torno do livro 'Colónias Agrícolas' de Filipa Guerreiro, em conversa com Frederico Ágoas (sociólogo), João Gomes da Silva (arquitecto paisagista) e moderação de André Tavares.

Capturarfilipag.JPG

Apresentação organizada em colaboração com a Biblioteca de Arte Gulbenkian, um lugar que proporciona condições singulares de preservação e utilização de documentação e que foi uma das fontes utilizadas na construção deste livro.

A publicação do livro Colónias Agrícolas e a realização do respectivo filme foram possíveis graças ao financiamento do Programa Garantir Cultura. A edição teve o apoio do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo / Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.

Imagem | Colónia Agrícola de Pegões © Mário Novais. Biblioteca de Arte / Fundação Calouste Gulbenkian

Capturarcoloniaagric (1).JPG

COUVADA TRADICIONAL FEZ AS DELÍCIAS DOS MINHOTOS QUE ONTEM AFLUÍRAM À CASA DO MINHO EM LISBOA

A couvada minhota – uma iguaria sem requinte mas que tem a simplicidade daquilo que constituía a alimentação do lavrador sobretudo nesta época do ano – é um dos pratos mais apreciados da nossa cozinha tradicional, a lembrar com nostalgia a vivência das nossas gentes das nossas aldeias.

Capturarcouv1 (5).JPG

As carnes vieram de Ponte de Lima, os enchidos e o vinho de Vila Nova de Cerveira e a alegria também foi genuinamente minhota, onde não faltaram as concertinas a animar o convívio.

A iniciativa contou com a presença entre outros do Vice-presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Dr. Miguel Teixeira, do deputado municipal Dr Jorge Nuno de Sá, representantes da Junta de Freguesia do Lumiar e de várias casas regionais e grupos folclóricos.

Entretanto, a Casa do Minho celebrou um protocolo com a Junta de Freguesia do Lumiar com vista à realização de diversas atividades naquela freguesia. Também foi tornado público que os ensaios do Rancho Folclórico da Casa do Minho passarão a realizar-se às sextas-feiras a partir das 21,45 no Lagar de São Vicente, em Telheiras.

Capturarcouv2 (3).JPG

Capturarcouv3 (7).JPG

Capturarcouv4 (3).JPG

CASA DO MINHO EM LISBOA JUNTA MINHOTOS À MESA PARA APRECIAREM A COUVADA TRADICIONAL

O “maestro” que vai confecionar a Couvada à Minhota é Paulo Duque – Cerveirense da Freguesia de Covas e Presidente da Direção da Casa do Minho – uma garantia da qualidade do repasto

Os minhotos que vivem na região de Lisboa vão no próximo domingo, dia 20 de Novembro, afluir à Casa do Minho para degustar um dos mais apreciados pratos que outrora faziam parte da ementa habitual dos nossos lavradores – a couvada à minhota!

313426196_568779501920247_3982997341957163857_n.jpg

A couvada constitui desde sempre um dos pratos mais apreciados do lavrador minhoto. Mal começava o Outono e com ele as longas noites passadas à lareira, as couves faziam parte da alimentação diária do pobre camponês. Juntava-lhe as batatas, o feijão, a chouriça e, de um modo geral, um pouco de tudo quanto a lavoura lhe oferecesse. Era um verdadeiro manjar dos deuses.

Remonta ao século IV Antes de Cristo a origem da couve, altura em que os gregos a descobriram na região da Jônia e dela se surpreenderam pelos seus poderes medicinais, para além das suas virtudes culinárias. Porém, foram os romanos que a trouxeram para a Península Ibérica e nos deram a conhecer, passando a constituir o género de verdura mais consumida até aos finais da Idade Média.

Rica em fibras, iodo, cálcio, potássio, enxofre, magnésio e ômega 3; além de vitaminas A, B1, B2, B6, C e K, a couve é uma hortaliça da família Brassicaceae, constituindo um alimento de baixa caloria, desde sempre utilizado no tratamento de doenças estomacais, tendo vindo com o tempo a revelar-se como um excelente anti-inflamatório, antibiótico e anti-irritante natural, aplicado no combate a gripes, problemas hepáticos, renais e menstruais; artrite, bronquite, hemorroidas, úlceras e pedras nos rins e, na medicina alternativa, como vermífugo, para evitar ressacas, e até mesmo para baixar a febre, quando aplicada em forma de cataplasma.

Conhecida na Galiza por “verça”, a variedade de couve-galega é no Minho responsável por uma das melhores iguarias da cozinha tradicional portuguesa – o caldo verde – considerada uma das 7 maravilhas da gastronomia de Portugal!

O paladar constitui um dos sentidos que o minhoto sempre conserva e o mantém permanentemente ligado ao seu rincão natural, ao seu pedaço de Minho. E, na capital, a Casa do Minho faz jus à sua tradicional divisa: Uma boa mesa para uma boa política regionalista!

cof

Paulo Duque, Presidente da Direção da Casa do Minho, garante a qualidade da confeção desta iguaria da nossa cozinha tradicional.

CENTRO GALEGO DE LISBOA COMEMORA HOJE 114 ANOS AO SERVIÇO DA GALIZA E DA COMUNIDADE GALEGA

Passam hoje precisamente 114 anos desde que foi fundada em Lisboa a Xuventude de Galicia – Centro Galego de Lisboa.

Terá naturalmente uma cerimónia comemorativa. Porém, em virtude das obras que está a realizar no espaço exterior (esplanada frontal, uma vez que o espaço posterior foi reformado no mês de Setembro), as mesmas deverão ocorrer no próximo mês de Janeiro em data a anunciar brevemente.

XuventudGalicia 005

A COMUNIDADE GALEGA EM LISBOA

A presença de galegos entre nós remonta aos primórdios da Reconquista e da formação da nacionalidade. Porém, o fenómeno da imigração galega entendida enquanto tal teve o seu começo a partir do século XVII, facto a que não é certamente alheia a situação política da época caracterizada pela dominação filipina. Vinham sobretudo para a lides dos campos, ocupar-se em trabalhos sazonais, procurando obter o indispensável para regressarem às origens e providenciarem o sustento da família. Mas também havia os que se estabeleciam nas cidades, nomeadamente em Lisboa, dedicando-se às mais variadas profissões e ofícios.

capture3

Aguadeiros galegos no Chafariz de Alfama

Por essa altura, no alto de uma colina do sítio de Alcântara já se encontrava construída a Capela de Santo Amaro que viria a tornar-se o local mais concorrido dos galegos que viviam em Lisboa, tornando-se palco de festas e romarias em homenagem àquele que se tornara o seu padroeiro nesta cidade. Com efeito, a pequena ermida foi erguida na sequência de uma promessa feita por frades da Ordem de Cristo que, numa viagem de regresso de Roma, a nau em que vinham foi acometida de temporal no mar e, perante o receio de naufrágio, prometeram construir uma capela no local onde aportassem sãos e salvos.

De traça renascentista, a ermida apresenta forma circular e é rodeada por um átrio. A capela original foi construída em 1549 e constitui, muito provavelmente, a actual sacristia. A Capela de Santo Amaro está classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Julho de 1910.

Com o tempo, a presença de galegos foi crescendo em número, tendo passado a concentrar-se preferencialmente nas cidades de Lisboa e Porto. Por altura da “Guerra das Laranjas” ocorrida em 1801, altura em que perdemos Olivença, chegou a ser aventada a possibilidade da sua expulsão a qual, proposta que contou com a oposição do Intendente da Polícia porque tal resultaria em deixar de ter “quem servisse as cidades de Lisboa e Porto”. Acredita-se, porém, que em consequência do crescimento económico verificado a partir da segunda metade do século XIX, a comunidade galega tenha atingido perto de trinta mil indivíduos, a maioria dos quais a viver em Lisboa.

Como costuma dizer-se, os galegos eram então pau para toda a obra. Havia entre eles taberneiros e carvoeiros, moços de fretes e hospedeiros. Eça de Queirós, na sua obra “Os Maias”, faz-lhes frequentes alusões, confundindo-os embora com espanhóis. Porém, é a profissão de aguadeiro que mais o identifica e fica associado na vida lisboeta. Com a sua indumentária característica e a respectiva chapa de identificação municipal no boné, o aguadeiro galego percorria a cidade vendendo a água em barris. E era vê-los a abastecer-se nos chafarizes e fontes do Aqueduto das Águas Livres, nas bicas que lhes estavam reservadas pelo município a fim de evitar as brigas que frequentemente ocorriam. De referir que, até ao início do século XX, a maioria da população lisboeta era forçada a recorrer aos fontenários uma vez que poucas eram as habitações que dispunham de água canalizada. Os aguadeiros organizavam-se em companhias e, uma vez que tinham a primazia do abastecimento de água, eram ainda obrigados a participar no combate aos incêndios.

Outra das actividades pela qual ficaram particularmente conhecidos consistiu na venda dos palitos fosfóricos, então feitos de enxofre que tinham de ser mergulhados num pequeno frasco de ácido sulfúrico. Dada a sua utilização demorada e ainda pouco prática, os palitos fosfóricos ficaram então conhecidos por “espera-galego”, criando-se desse modo uma imagem que passou a conotar de forma algo injusta os próprios galegos, sugerindo tratarem-se de mandriões. Porém, a colónia galega não se ocupava apenas das profissões mais labregas, por assim dizer humildes, mas destacava-se em todas as áreas sociais, muitas das quais de grande relevo, tendo nomeadamente eleito vereadores para a edilidade lisboeta como sucedeu com o escritor Carlos Selvagem. É, aliás, no início do século que surge na zona da Graça, em Lisboa, por iniciativa de um empresário galego, um bairro para os trabalhadores da sua fábrica que desperta ainda grande curiosidade devido à simbologia ali sempre presente – o Bairro Estrela d’Ouro.

Todos os anos, por ocasião do dia que é consagrado a Santo Amaro e que ocorre em meados do mês de Janeiro, uma autêntica multidão acorria à Romaria de Santo Amaro para festejar o seu padroeiro. Rezam as crónicas da época que, em redor da capela, era um ver de gaitas-de-foles e pandeiretas e um nunca mais acabar de xotas e muiñeiras, carballesas e foliadas. Contudo, esta festa foi perdendo o seu fulgor e deixou de realizar-se. A própria capela veio a encontrar-se ao abandono, chegando uma das suas dependências a ser utilizada como armazém de carvão.

Entretanto, em 1908, os galegos que vivem em Lisboa constituíram a sua própria associação – a Xuventude de Galicia (Centro Galego de Lisboa). E, em meados do século passado, passaram a celebrar o dia 25 de Julho em homenagem a S. Tiago, Padroeiro da Galiza. E, para o festejar, escolhiam então uma velha capelinha actualmente em ruína, situada no Alto da Boa Viagem, junto ao farol do Esteiro, em Caxias, e para lá acorriam juntamente com os minhotos, o mesmo é dizer os “galegos d’aquém Minho”. Mas, à semelhança do que antes sucedera com a Romaria de Santo Amaro, também esta acabou votada ao esquecimento e deixou de ser celebrada. Também, há pouco mais de meio século, criaram o grupo “Os Anaquinos da Terra” que procura manter e divulgar as tradições folclóricas das gentes da Galiza.

Em virtude da sua identidade cultural e sobretudo linguística, a comunidade galega encontra-se presentemente integrada na sociedade portuguesa a tal ponto que não se faz notar pela forma de estar ou de se exprimir. Pese embora os acontecimentos históricos terem determinado a separação política de um povo que possui raízes comuns, portugueses e galegos continuam irmanados do mesmo sentimento que os une e do supremo ideal de virem ainda um dia a construir uma só nação. Como disse Ramón Cabanillas, no seu poema “Saúdo aos escolares Lusitanos”:

                                               Irmáns no sentimento saudoso!

                                               Mocedade da pátria portuguesa!

                                               Este homilde fogar galego é voso.

                                               É voso este casal,

                                               onde vive a soñar, orante, acesa,

                                               a alma da Galiza e Portugal!

capture1

Um aspecto da Romaria de Santo Amaro, nos começos do século XX. Na imagem, galegos vendedores de pinhões em forma de rosários.

capture2

Entre as numerosas ocupações, os galegos também faziam de moços de fretes

Capturarxuvgal (7).JPG

XuventudGalicia 023

Consciente da sua identidade própria e da necessidade de criar uma associação, a comunidade galega radicada em Lisboa  fundou em 10 de novembro de 1908, a Xuventude de Galícia – Centro Galego de Lisboa, cuja primeira Xunta Diretiva foi constituída por José Lorenzo Covas, Manuel Alvarez Covas, Ramiro Vidal Carreira, Francisco Sanchez, Marcelino Outerelo Rocha, Casimiro Movilla e Ramiro Martin Y Mart.

Atualmente sediada na Rua Júlio de Andrade, n.º 3, num magnífico palacete dos finais do século XIX construído segundo a traça de um arquiteto italiano, com uma soberba vista sobre Lisboa, a Xuventude de Galícia é desde 1980 reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Na realidade, trata-se de uma autêntica embaixada dos interesses culturais da Galiza e o lídimo representante da comunidade galega radicada em Lisboa.

XuventudGalicia 017

XuventudGalicia 019

XuventudGalicia 020

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa / Carlos Gomes

galegos_lisboa4

O FOLCLORE NA XUVENTUDE DE GALICIA

Há 65 anos, a Xuventude da Galiza – Centro Galego de Lisboa constituiu no seu seio o Grupo Anaquiños da Terra, tendo procedido à sua primeira apresentação pública nas suas instalações, à altura localizadas na rua da Madalena, em plena baixa lisboeta. Inicialmente constituído apenas como grupo coral, veio posteriormente a incorporar a dança tradicional do povo galego.

A sua denominação, “Anaquiños da Terra”, significa literalmente “pedaciños da nosa terra”, o que nos remete directamente para a preservação e divulgação dos usos e costumes das gentes da Galiza. De resto, como se indica no seu site oficial, “Os Anaquiños da Terra acaban por ser o principal vehículo de expresión da tradición galega”.

Conforme a sua própria descrição, “os cantares son esencialmente femininos, os instrumentos, entre os cuais destacan as pandeiretas, as cunchas, como as utilizadas pólos peregrinos a Santiago de Compostela, as piñas, o tambor, o bombo, o pandeiro, a zanfona (instrumento de cordas medieval) e a gaita, entre outros.

Na danza tradicional galega, onde destaca especialmente a muiñeira, a xota e a pandeirada, características dos bailes tradicionais, tamén existén danzas asociadas a eventos específicos, como son: a danza de Maio, a danza dos paos ou a danza da regueifa, típica de bodas. Existe tamén otyro tipo de danza mais recente produto de interaccións com outras tradicións, normalmente traídas por emigrantes galegos, como son: a polca, o valse galego ou a mazurca.

Os traxes dos “Anaquiños da Terra” son típicos de Galícia, de varias rexións e com diversas aplicacións”.

Fotos: Xuventude de Galicia / Centro Galego de Lisboa

253876_218199308204309_117007301656844_796320_7077

381059_1716273523451_1736637627_910071_560933072_n

BANDAS DE MÚSICA DESFILAM EM LISBOA NO PRÓXIMO DIA 1º DE DEZEMBRO

Pela primeira vez, o Minho não vai estar representado no desfile

Perto de duas dezenas as bandas filarmónicas, grupos de bombos e outros agrupamentos de música tradicional portuguesa em representação dos mais variados distritos do nosso país vão desfilar no próximo dia 1 de Dezembro, em Lisboa, na avenida da Liberdade, rumo à Praça dos Restauradores. Trata-se das comemorações da Restauração da Independência em 1640 após 60 anos sob o jugo de Espanha.

Este ano, não está prevista a participação de qualquer banda filarmónica do Minho. Porém, a entidade organizadora – o Movimento 1º de Dezembro – espera contar com a representação do Minho neste desfile.

Dia da Restauração 054

Capturarbandas.JPG

CASA DO MINHO EM LISBOA A CAMINHO DO CENTENÁRIO

Grémio do Minho – atual Casa do Minho – foi fundada em 29 de abril de 1923

Passam no próximo dia 29 de abril de 1923 precisamente 100 anos sobre a data da fundação do então Grémio do Minho, a primeira entidade destinada a pugnar em Lisboa pelos interesses regionalistas do Minho e a congregar a colónia minhota ali residente.

384597_138532566257198_611207072_n

Naquele dia já longínquo, um punhado de 18 minhotos reuniram-se na rua do Benformoso, nº 150, os quais viriam a nomear a “Comissão Fundadora” encarregue de lançar as bases da futura agremiação regionalista. Foram eles Delfim Gomes de Faria (Braga); João Alves Pereira (Terras de Bouro); Manuel Abreu Vieira (Monção); João Pereira de Araújo (Arcos de Valdevez); Manuel Joaquim da Costa (Póvoa de Lanhoso) e Flávio Gonçalves (Monção).

Desde então, foram várias as instalações que lhe serviram de sede social. Funcionou na rua da Mouraria nº 27, na rua dos Anjos; na rua Víctor Cordon nº 14 e, finalmente, encontra-se instalada na zona de Telheiras. Mas foi na rua Víctor Cordon que a Casa do Minho conheceu o seu auge sob a liderança do jornalista Artur Maciel.

z1

A imagem data de 4 de julho de 1934 e apresenta os membros da Direção do Grémio do Minho, atual Casa do Minho, em Lisboa, e da Comissão organizadora da Semana dos Vinhos Verdes. Na foto identificam-se Francisco da Conceição Rosa, José Augusto da Cunha, Prudente da Rocha, Engenheiro Raul Dantas, Engenheiro Luís Cincinato Cabral da Costa, José de Azevedo, Álvaro de Lacerda, Pedro Bandeira, Ernesto Ferreira e Dr. Francisco Veloso.

Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Entretanto, como consequência das alterações introduzidas pelo Estado Novo com vista à instituição do corporativismo que atavés do Decreto-Lei nº. 23 049, de 23 de setembro de 1933, estabelecia os “grémios nacionais” como organismos corporativos das entidades patronais, o então Grémio do Minho passou a adoptar a designação de “Casa de Entre-Douro-e-Minho”, área geo-etnográfica que corresponde ao da histórica Comarca com o mesmo nome, incluindo portanto o Distrito do Porto e os concelhos de Ribeira de Pena, Mondim de Basto e Castelo de Paiva. De resto, área geográfica que ainda permanece inscrita nos estatutos em vigor da Casa do Minho.

Aliás, a propósito da criação artificial da província do Douro Litoral em 1936, escreveu a esse respeito o Conde d’Aurora em “O Douro Litoral”, da colecção “Antologia da Terra Portuguesa”, o seguinte:

Criou-se nos últimos anos, mutilando a velha e tradicional Província de Entre Douro e Minho (já truncada em 1834, subdividida em Minho e em Douro, já então sendo Santo Tirso, no Douro, por exemplo, mas não tendo qualquer efeito prático essa divisão de Províncias), de modo a ficarem nela incluídos o Distrito do Porto e ainda os Concelhos de Espinho, Arouca, Castelo de Paiva e Vila da Feira, do Distrito de Aveiro – e os de Resende e Cinfães, no de Viseu.

E sendo a nova comarca administrativa denominada Minho, apenas constituída pelos distritos de Braga e de Viana do Castelo.

Divisão de critério meramente ferroviário, baseado na penetração das duas velhas linhas do Estado, a do Minho e a do Douro, subdividindo-se em Ermesinde.

A querer partilhar a velha e ancestral Província na sua unidade inegável que resistira a tantos séculos, por se achar demasiado grande, porque não dar-lhe então os títulos, respectivamente, de Alto e Baixo Minho?

Assim poderiam continuar a ser minhotos, oficialmente, os povos do resto da velha comarca interamnense; minhotos sem distinção dos restantes, hoje destinados à condição de douro-litoralenses, os minhotos de Felgueiras, de Santo Tirso, da Póvoa ou de Baião…”

z1

A imagem data de 8 de maio de 1938 e mostra as crianças que receberam roupas e calçado na Casa de Entre-Douro-e-Minho, atual Casa do Minho. Face às dificuldades que então sentiam muitas famílias, as casas regionais possuíam uma vertente social que pode ser recuperada nos tempos que correm.

Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo

z12

Entretanto, na década de quarenta foi-se acentuando uma divisão interna que levou a uma cisão que esteve na origem da criação, em 1944, da Casa do Distrito do Porto, a qual já não existe.

10409468_1422446658034434_4138927194034844996_n

Em data imprecisa do ano de 1943, por ocasião das comemorações do duplo centenário da Independência de Portugal em 1143 e da Restauração em 1640, foi constituído o seu Grupo Folclórico que, apesar de algumas intermitências, se mantém na actualidade sob a batuta de Paulo Duque, actual Presidente da Direcção desta Instituição regionalista”.

Em 4 de Junho de 1956, esta instituição voltaria a alterar a sua denominação, adoptando a que mantém até aos nossos dias – Casa do Minho!

A caminho do seu 1º Centenário, o BLOGUE DO MINHO saúda os seus dirigentes e associados, endereçando votos para que novos e mais auspiciosos dias se apresentem no futuro.

SEC-AG-1485I.jpg

A imagem regista o almoço realizado no Grémio do Minho - actual Casa do Minho - em 8 de Julho de 1934, para a inauguração da Semana dos Vinhos Verdes.

SEC-AG-1459I.jpg

A imagem data de 4 de Julho de 1934 e mostra membros da Direcção do Grémio do Minho (actual Casa do Minho) e da Comissão Organizadora da Semana dos Vinhos Verdes.

Nela se identificam Francisco da Conceição Rosa; José Augusto da Cunha; Prudente da Rocha; Engº Raul Dantas; Engº Luís Cincinato Cabral da Costa; José de Azevedo; Álvaro de Lacerda; Pedro Bandeira; Ernesto Ferreira e o Dr Francisco Veloso.

Desde há muito tempo que a Semana dos Vinhos Verdes deixou de realizar-se naquela instituição.

Fonte: ANTT

PT-TT-EPJS-SF-001-001-0023-0536G_derivada.jpg

Em 20 de Junho de 1932, o Grémio do Minho, actual Casa do Minho em Lisboa, recebeu uma representação do Concelho de Viana do Castelo.

PT-TT-EPJS-SF-001-001-0023-0610G_derivada.jpg

A foto data de 15 de Julho de 1932 e mostra o Orfeão do Grémio do Minho, actual Casa do Minho em Lisboa.

SEC-AG-1117J.jpg

A fotografia data de 10 de Junho de 1935 e retrata a chegada ao Rossio do Conde Vladimiro D’Omerson, podendo ser identificados, a contar da esquerda, Artur Maciel, François Mauriac, Condessa d’Omerson, Madame Mauriac, Ferreira dos Santos, Guilherme Pereira de Carvalho, António Ferro, Conde Vladimiro d’Omerson e António Eça de Queirós.

Fonte: ANTT

POSTAL DO GRÉMIO DO MINHO – ATUAL CASA DO MINHO – EM 1930

“Tirada na Sala do Grémio em 2 de Fevereiro de 1930.”

“A Direcção do Grémio do Minho, como prova de absolucto reconhecimento, oferece à Comissão de gentis e incansáveis senhoras, constituída com o fim de angariar donativos para oferecerum estandarte à Colectividade.”

(Seguem-se as assinaturas dos directores)

0001_Mgremiodominho1 (1).jpg

0001V_MGREMIODOMINHO2 (1).jpg

Fonte: Arquivo Municipal de Viana do Castelo

CASA DO MINHO EM LISBOA REALIZA COUVADA MINHOTA NO PRÓXIMO DIA 20 DE NOVEMBRO

Os minhotos que vivem na região de Lisboa vão no próximo dia 20 de Novembro afluir à Casa do Minho para degustar um dos mais apreciados pratos que outrora faziam parte da ementa habitual dos nossos lavradores – a couvada à minhota!

cof

A couvada constitui desde sempre um dos pratos mais apreciados do lavrador minhoto. Mal começava o Outono e com ele as longas noites passadas à lareira, as couves faziam parte da alimentação diária do pobre camponês. Juntava-lhe as batatas, o feijão, a chouriça e, de um modo geral, um pouco de tudo quanto a lavoura lhe oferecesse. Era um verdadeiro manjar dos deuses.

Remonta ao século IV Antes de Cristo a origem da couve, altura em que os gregos a descobriram na região da Jônia e dela se surpreenderam pelos seus poderes medicinais, para além das suas virtudes culinárias. Porém, foram os romanos que a trouxeram para a Península Ibérica e nos deram a conhecer, passando a constituir o género de verdura mais consumida até aos finais da Idade Média.

Rica em fibras, iodo, cálcio, potássio, enxofre, magnésio e ômega 3; além de vitaminas A, B1, B2, B6, C e K, a couve é uma hortaliça da família Brassicaceae, constituindo um alimento de baixa caloria, desde sempre utilizado no tratamento de doenças estomacais, tendo vindo com o tempo a revelar-se como um excelente anti-inflamatório, antibiótico e anti-irritante natural, aplicado no combate a gripes, problemas hepáticos, renais e menstruais; artrite, bronquite, hemorroidas, úlceras e pedras nos rins e, na medicina alternativa, como vermífugo, para evitar ressacas, e até mesmo para baixar a febre, quando aplicada em forma de cataplasma.

Conhecida na Galiza por “verça”, a variedade de couve-galega é no Minho responsável por uma das melhores iguarias da cozinha tradicional portuguesa – o caldo verde – considerada uma das 7 maravilhas da gastronomia de Portugal!

O paladar constitui um dos sentidos que o minhoto sempre conserva e o mantém permanentemente ligado ao seu rincão natural, ao seu pedaço de Minho. E, na capital, a Casa do Minho faz jus à sua tradicional divisa: Uma boa mesa para uma boa política regionalista!

cof

Paulo Duque, Presidente da Direção da Casa do Minho, garante a qualidade da confeção desta iguaria da nossa cozinha tradicional

FILIGRANA CERTIFICADA DA PÓVOA DE LANHOSO COM PALCO EXCLUSIVO NA OURIVESARIA MAIS EMBLEMÁTICA DE LISBOA – A JOALHARIA DO CARMO

No dia 27 de Outubro, o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Frederico Castro, assinou em Lisboa, na Joalharia do Carmo, um protocolo de cooperação para a promoção e divulgação da Filigrana de Portugal Certificada. Este protocolo, assinado com a empresa Valor do Tempo, que é detentora desta joalharia antiquíssima e emblemática de Lisboa, envolve também o Município de Gondomar e a A.Certifica, empresa responsável pela certificação da Filigrana da Póvoa de Lanhoso.

CapturarFILIGRLXCARMO.JPG

No evento, além do Presidente, do Vereador responsável pelo Turismo e Eventos, Ricardo Alves e do deputado povoense na Assembleia da República, Gilberto Anjos, estiveram presentes os artesãos e ourives da Póvoa de Lanhoso, para testemunhar a assinatura deste protocolo que os coloca em destaque e ao seu trabalho - a filigrana, num espaço que lhes é exclusivamente dedicado, pois só será comercializada filigrana certificada.

Sendo opção desta joalharia comercializar exclusivamente filigrana certificada, a oferta ao público será de 100% de peças que exibam uma punção e uma etiqueta de certificação que comprovam a sua singularidade e autenticidade.

A associação desta Ourivesaria, uma “Loja com História”, que conta já com quase 100 anos de existência e mantém intacta a sua fachada e características originais, à nossa filigrana, é a parceria perfeita para levar ainda mais longe o produto mais identitário da Póvoa de Lanhoso. Acresce ainda a mais-valia da sua localização, pois sediada na zona mais central da cidade de Lisboa é dos espaços pedonais mais movimentados e de maior afluência turística, tornando-se uma janela para o mundo.

Para a Póvoa de Lanhoso, a Filigrana, secular arte de trabalhar o ouro, sendo um recurso endógeno de excelência é um legado a manter vivo, preservando todas as suas particularidades, que deverá ser transmitido às gerações vindouras.

Pretende-se com esta parceria dar um sopro encorajador aos ourives e artesãos povoenses, estimulando a sua produção e criatividade, com base no potencial que a filigrana teve, tem e sempre terá para a economia e cultura do concelho da Póvoa de Lanhoso.

XUVENTUDE DE GALICIA INAUGURA EM LISBOA EXPOSIÇÃO COLECTIVA FOTOGRÁFICA “DIVERSIDADES”

Sábado, 29 de outubro 16h:00h.

Inauguración da exposición colectiva de fotografía “Diversidades”.

Pode ser visitada do 27 de outubro de luns a venres

De 11.00 a 14.00 h. e de 15.00 a 20.00 h. ata 1 de novembro

Salón Leocadia Boullosa da Xuventude de Galicia - Centro Galego de Lisboa.

Rua Júlio de Andrade, 3 – 1150-206 Lisboa (Xunto ao Jardim do Torel)

Capturarxuv (4).JPG

FALECEU A RAINHA D. ISABEL II – MINHOTOS RECORDAM A DESPEDIDA FEITA AQUANDO DA SUA VISITA A PORTUGAL EM 1957

Capturardespedidaisabelii.PNG

A 18 de fevereiro de 1957, - fez 65 anos! - a Rainha Isabel II de Inglaterra visitou Portugal e, à despedida, foi acenada com lenços brancos por um grupo de minhotas trajadas à vianesa. Na imagem vêmo-las acenando para o avião real um adeus da terra portuguesa.

Fonte: Diário da Manhã : número especial comemorativo da visita de S. M. a rainha Isabel II de Inglaterra. Companhia Nacional Editora, ed. com. 23 de Fevereiro de 1957

CASA DO CONCELHO DE PONTE DA BARCA FOI FUNDADA EM LISBOA HÁ 30 ANOS

Passam precisamente três décadas sobre a data de fundação em Lisboa da Casa do Concelho de Ponte da Barca. Constituída em 1992, era então uma das associações regionalistas minhotas de âmbito concelhio sediadas na capital do país. Porém, a sua existência foi quase efémera.

img305

A imagem regista o acto de celebração da escritura notarial da constituição da Casa do Concelho de Ponte da Barca, em Lisboa. (Na imagem, Carlos Gomes, Administrador do Blogue do Minho, no acto de assinatura)

A realização em 2001 de um almoço de lampreia que reuniu cerca de sessenta pessoas foi porventura a última iniciativa da Casa do Concelho de Ponte da Barca, em Lisboa. Na realidade, aquela instituição regionalista debatia-se então com a dificuldade de liquidar o empréstimo bancário concedido para a aquisição das suas instalações na rua do Telhal.

O jornal “Correio da Manhã” noticiou, na sua edição de 5 de março de 2001, a realização no dia anterior do almoço de lampreia na Casa do Concelho de Ponte da Barca, em Lisboa.

Desde então, aquela casa regional deixou de realizar actividades e inclusivamente eleger os respectivos corpos gerentes. A situação manteve-se num impasse sem se vislumbrar a possibilidade da sua reativação. E, ao que julgamos saber, as instalações passaram para a posse da Câmara Municipal de Ponte da Barca.

Ponte da Barca e os barquenses radicados em Lisboa perderam a sua representação regionalista – fica a memória de dias gloriosos!

img306

Os fundadores da Casa do Concelho de Ponte da Barca no momento em que procediam à celebração da sua escritura notarial.

img307

Alguns meses após a sua constituição, centenas de naturais de Ponte da Barca reuniram-se em Lisboa no I Almoço Barquense.

535807_442611085819410_260204820_n.jpg

 

155043_444234872323698_639698405_n.jpg

CENTRO GALEGO DE LISBOA INAUGURA EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA

body's in the city [5097].png

Inauguração Exposição Ivone Gaipi e Yves Badyh al Dahâh- 9 de Setembro 2022

[GAL]

Venres, 9 de setembro 18h:00h.

Inauguración da exposición "Body´s in the city", de Yves Badyh  - Fotógrafo, pintor e escritor, e Ivone Gaipi -Escultora, coa curadoría de Olga e Sousa

Sinopse: O Fotógrafo Yves Badyh viaxa e sente as cidades do mundo nas suas obras " Urban Structures"- "Estruturas Urbanas. A escultora Ivone Gaipi moldea a forma como o Universo feminino sente dentro das cidades .

Unha fusión de dous sentimentos.

Pode ser visitada ata o dia 28 de setembro de luns a venres

De de 11.00 a 14.00 h. e de 15.00 a 20.00 h.

Salón Leocadia Boullosa da Xuventude de Galicia - Centro Galego de Lisboa

Rua Júlio de Andrade, 3 – 1150-206 Lisboa (Xunto ao Jardim do Torel)

[ESP]

Viernes, 9 de septiembre 18h:00h.

Inauguración de la exposición "Body´s in the city", de Yves Badyh  - Fotógrafo, pintor y escritor, e Ivone Gaipi-Escultora, con la curadoría de Olga e Sousa

Sinopsis: El Fotógrafo Yves Badyh viaja y siente las ciudades del mundo en sus obras " Urban Structures"- "Estructuras Urbanas. La escultora Ivone Gaipi moldea la manera como el Universo femenino se siente dentro de las ciudades .

Una fusión de dos sentires.

Puede ser visitada hasta el día 28 de septiembre de lunes a viernes

De 11.00 a 14.00 h. y de 15.00 a 20.00 h.

Salón Leocadia Boullosa da Xuventude de Galicia - Centro Galego de Lisboa

Rua Júlio de Andrade, 3 – 1150-206 Lisboa (Junto al Jardim do Torel)

[POR]

Sexta-feira, 9 de Setembro 18h:00h.

Inauguração da exposição "Body´s in the city", de Yves Badyh  - Fotógrafo, pintor e escritor, e Ivone Gaipi-Escultora, com a curadoria de Olga e Sousa

Sinopse: O Fotógrafo Yves Badyh viaja e sente as cidades do mundo nas suas obras " Urban Structures"- "Estruturas Urbanas. A escultora Ivone Gaipi molda a forma como o Universo feminino se sente dentro das cidades .

Uma fusão de dois sentires.

Pode ser visitada ata o dia 28 de setembro de luns a venres

De 11.00 a 14.00 h. e de 15.00 a 20.00 h.

Salón Leocadia Boullosa da Xuventude de Galicia - Centro Galego de Lisboa

Rua Júlio de Andrade, 3 – 1150-206 Lisboa (Junto ao Jardim do Torel)