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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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REGIONALISMO EM MOVIMENTO: FUTEBOL CLUBE DO PORTO REUNIU ADEPTOS E DIRIGENTES EM LISBOA NA CASA DO DISTRITO DO PORTO EM MEADOS DO SÉCULO PASSADO

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Almoço-convívio da primeira Casa do Futebol Clube do Porto em Lisboa, realizada na Casa do Distrito do Porto (CDP) com a presença como convidado do Dr. Urgel Horta, então Presidente (1951-1954—2º mandato) do Futebol Clube do Porto. Bandeirinhas da Casa engalanavam a mesa do almoço.

Fonte: http://www.ribeirodearaujo.com/

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REGIONALISMO EM MOVIMENTO: CASA DO DISTRITO DO PORTO - UMA CISÃO NA CASA DO MINHO NA DÉCADA DE 40 DO SÉCULO PASSADO

A Casa do Distrito do Porto, em Lisboa, constituiu uma cisão ocorrida na década de quarenta do século passado, na Casa de Entre-o-Douro-e-Minho (ex-Grémio do Minho), quando aquela agremiação regionalista decidiu alterar a sua denominação para Casa do Minho. Apesar disso, continua a constar nos seus estatutos a possibilidade dos naturais dos concelhos do Distrito do Porto serem admitidos como seus sócios efectivos, procurando dessa forma manter a identidade histórica e geo-etnográfica de toda a região.

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Fonte: Vida Mundial Ilustrada, Ano V, nº 230, 11 Outubro 1945 / Hemeroteca Municipal de Lisboa

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O Conselho Diretivo da Casa do Distrito do Porto, em Lisboa, ofereceu esta fotografia ao Arquivo da Câmara Municipal do Porto recordando a homenagem que os naturais do Distrito do Porto prestaram, em Lisboa, em 11 de Novembro de 1944, ao portuense e Mestre da Pintura Portuguesa António Carvalho da Silva Porto.

Esta foto representa a mesa de honra que assistiu à cerimónia de descerramento da lápide no prédio n.º 6 da Rua Luisa Todi, onde faleceu o insigne artista, a que presidiu o Sr. Comandante Nuno de Brion, Governador Civil de Lisboa, que tinha à sua direita o Sr. Tenente Coronel Alvaro da Salvação Barreto, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e à esquerda o Dr. José de Figueiredo, em representação oficial de Sua Exa. O Ministro da Educação Nacional, Dr. José Caeiro da Mata.

No primeiro plano o Sr. Engenheiro Oscar Saturnino, Presidente da Assembleia Geral da Casa do Distrito do Porto, que também tinha a representação oficial da Câmara Municipal do Porto.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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A lápide ainda se encontra na fachada do edifício testemunhando a existência em Lisboa da Casa do Distrito do Porto.

O BANQUETE DA REPÚBLICA NO ACAMPAMENTO DA ROTUNDA ACONTECEU HÁ 110 ANOS!

Passam precisamente 110 anos desde a realização do grande banquete que, após os confrontos que levaram à implantação do regime republicano, teve lugar no acampamento da Rotunda onde um punhado de soldados e meia centena de carbonários se entrincheiraram às ordens do Comissário Naval Machado dos Santos.

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 Os cestos com as duas mil pescadas. Um aspeto da confraternização. À esquerda vê-se um militar agarrado à sua namorada.

 

Uma vez alcançado o cessar-fogo na manhã do dia 5 de outubro, as hostilidades republicanas dirigiram-se para alvos mais comestíveis e nutritivos. O acampamento manteve-se por mais cinco dias que foram preenchidos com a realização de um autêntico festim que, a avaliar pelas quantidades de alimentos digeridos, reuniu largas centenas de comensais que, não tendo embora participado nos combates, não quiseram deixar os seus créditos de bravura por mãos alheias. 

Desse extraordinário sucesso que não deveria ser omitido nas páginas da nossa História contemporânea onde se inscrevem tão gloriosos feitos revolucionários, dá-nos conta a insuspeita revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 7 de novembro de 1910, sob o curioso título “Subsídios photographicos para a História da Revolução”: 

O reducto da Avenida, que foi o verdadeiro baluarte da republica, offereceu aspectos deveras curiosos, mesmo depois de passados os combates. Durante os dias que os soldados e os civis ali se encontraram foi montado um serviço regular de subsistências, confeccionando-se em improvisadas cosinhas, rancho de que partilharam todos os que lá se tinham juntado nos dias da revolta. Na manhã do dia seis foram cozinhadas no acampamento duas mil pescadas em nove fogões de campanha e desde que se estabeleceu o serviço regular até ao dia 10, em que se retiraram os militares e paisanos, consumiu-se dez mil kilos de carne de vacca e quarenta mil kilos de pão, não sendo possível averiguar o numero de pessoas que foram alimentadas durante esse tempo na rotunda que se tornou um logar histórico”. 

- Esqueceu-se o cronista de mencionar quantos litros de vinho regaram tão lauto repasto !

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A confeção do rancho no acampamento da Rotunda. O corneteiro, ao centro, aguardando ordens para tocar para o rancho...

POETA SEBASTIÃO PEREIRA DA CUNHA: REVISTA "BRANCO E NEGRO" PUBLICOU A NOTÍCIA NECROLÓGICA

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Fonte: Branco e Negro – Semanário Ilustrado. nº 26. 27 Setembro 1896 / Hemeroteca Municipal de Lisboa

QUEM FOI SEBASTIÃO PEREIRA DA CUNHA?

Sebastião Maria do Carmo Filomena Pereira da Cunha e Castro Lobo (9 de Fevereiro de 1850 - 16 de Setembro de 1896) ou simplesmente Sebastião Pereira da Cunha como era assim que assinava, fidalgo-cavaleiro da Casa Real, deputado da Nação, morador no palácio e castelo de Portuzelo na freguesia de Santa Marta de Portuzelo e 11.º senhor da Casa Grande em Paredes de Coura, foi um político e poeta português.

Era convicto "legitimista" como seu pai.

Terá sido um dos últimos poetas românticos, reuniu várias vezes em sua casa, Guerra Junqueiro, António Feijó e outros desse movimento romântico, e terá se exprimido através de um lirismo historicizante.

Ppr altura do seu falecimento a revista O Occidente dedica-lhe as seguintes palavras:

  • “Sebastião Pereira da Cunha era uma d’estas figuras que se impunham pela forma insinuante da voz, pela naturalidade do gesto e pelo olhar franco, leal, digno; e o modo elegante de dizer era sublinhado por um jogo de phisionomia tão expontaneo que, agradando, deliciava e interessava todos os que fruíam o encanto de com elle privarem".
  • «Saio de Malha», drama (1893).
  • «A Cidade Vermelha», poema hispano-árabe (1894).
  • «Serões de Portuzelo»

Ainda terá escritos «Primeiro Alvor», a «Tarde de um César», o poemeto «Heroes d’Africa» e «Minho».

Dirigiu a publicação literária e cientifica "Pero Galego", ao lado de Alberto da Rocha Páris e de João Caetano da Silva Campos. Colaborou igualmente n´A Civilização, revista da estudantil da Imprensa da Universidade de Coimbra.

Filho de António Pereira da Cunha e Castro (Viana do Castelo, 9 de Abril de 1819 - Lisboa, 18 de abril de 1890), Fidalgo da Casa Real (Alvará de 4 de Fevereiro de 1825), senhor da Casa Grande e da Torre da Cunha em Paredes de Coura, do Morgado dos Lobos em Monção. Sócio do Instituto de Coimbra, membro do Conservatório Real de Lisboa, presidente da Sociedade Artística de Musica de Viana do Castelo, deputado da nação em 1856 (que não tomou posse por se recusar, como outros partidários de el-rei D. Miguel, em prestar o juramento estabelecido na Lei), casado em 26 de Abril de 1848 com D. Maria Ana Isabel Apolónia Machado de Mendonça Eça Castelo Branco (Palácio de Santo André, Lisboa, 9 de fevereiro de 1826 - Lisboa, 26 de Junho de 1907), filha dos 1.ºs condes da Figueira.

Casado, na freguesia de Arroios (Lisboa), a 19 de Outubro de 1869, com sua prima co-irmã:

  • Maria Amália das Necessidades de Almada Pereira Cirne Peixoto (18 de Outubro de 1847 - 3 de Março de 1881), filha dos 3.ºs Condes de Almada, Lourenço José Maria de Almada Abreu Pereira Cirne (5 de Dezembro de 1818 — 7 de Setembro de 1874) e Maria Rita Machado de Castelo-Branco Mendonça e Vasconcelos[, filha terceira dos 1.ºs conde da Figueira, D. José Maria Rita de Castelo Branco e de D. Maria Amália Machado Eça Castro e Vasconcelos Magalhães Orosco e Ribera), filha dos 3.ºs Condes de Almada.

Tiveram:

  • Maria Rita Pereira da Cunha (22 de Setembro de 1870).
  • Lourenço Pereira da Cunha (m.m.).
  • António Pereira da Cunha (15 de Agosto de 1874 - 1879).
  • Lourenço (no crisma António) Pereira da Cunha Lobo e Castro (19 de Dezembro de 1875), casado em 28 de Janeiro de 1905 com Maria Ana de Cabedo e Vasconcelos (23 de Maio de 1884), filha dos viscondes do Zambujal. Com geração.
  • Maria da Conceição Pereira da Cunha (23 de Janeiro de 1877), casada em 27 de Maio de 1905, com Tomás de Ataíde de Almeida Cayola (23 de Março de 1880), oficial do exército, filho de Tomás de Almeida Cayola, major da Administração Militar, e de Júlia de Lima. Com geração.
  • Sebastião Maria da Conceição Pereira da Cunha (8 de Julho de 1879 - 7 de Setembro de 1906), casado com sua prima Maria Rita de Carvalho Daun e Lorena (Pombal) e de Maria Amália Machado (Figueira).

Fonte: Wikipédia

O BLOGUE DO MINHO remete para outro artigo acerca de Sebastião Pereira da Cunha publicado aqui

QUEM FOI O ARCUENSE FRANCISCO TEIXEIRA DE QUEIROZ (BENTO MORENO)?

Francisco Teixeira de Queiroz, (Arcos de Valdevez, 3 de maio de 1848 - Sintra, 22 de julho de 1919), que usou o pseudónimo literário de Bento Moreno, foi um escritor português. Era filho de José Maria Teixeira de Queiroz e Antónia Maria Joaquina Pereira Machado.

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Francisco Teixeira de Queiroz por Columbano Bordalo Pinheiro

 

Como romancista e contista, foi fiel seguidor da escola naturalista/realista. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa por volta de 1885, deputado na legislatura de 1893 e integrou a Assembleia Nacional Constituinte em 1911 como deputado pelo círculo de Aldeia Galega (actual cidade do Montijo), cargo a que renunciou no mesmo ano, tendo ainda sido ministro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo presidido por José de Castro, em 1915.

Foi ainda presidente da Academia das Ciências de Lisboa em 1915. Logo no princípio da sua carreira literária, ainda estudante, em obediência a um plano prévio, iniciou duas séries paralelas de contos e romances, a que deu os títulos de Comédia do Campo e Comédia Burguesa, plano que pouco a pouco foi realizando, com uma tenacidade e persistência notáveis. Essa organização, escolhida pelo autor para aquele que é considerado o conjunto mais significativo da sua obra, reflecte uma inspiração no modelo de Balzac, que se evidencia também ao nível do conteúdo, de raiz predominantemente realista/naturalista.

Foi casado com Teresa Narcisa de Oliveira David, tendo seis filhos.

António José Saraiva e Óscar Lopes na História da Literatura Portuguesa comparam o talento deste escritor ao de Eça de Queiroz.

Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas O Occidente  (1878-1915), Renascença (1878-1879?), Serões (1901-1911) e Arte e Vida (1904-1906).

Em 2019, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez promove um ciclo de conferências, prémios de literários entre outras actividades para homenagear o escritor, incluindo um livro biográfico escrito pelo bisneto, Luís Teixeira de Queiroz Pinto https://www.scribd.com/document/415002911/Familia-Teixeira-de-Queiroz

Fonte: Wikipédia

VIANENSE MANUEL ESPREGUEIRA TRAVOU DUELO À PISTOLA COM CAEIRO DA MATA EM DEFESA DA HONRA

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Fonte: Ilustração Portugueza, 2ª Série. nº 162. 29 Março 1909. Lisboa / Hemeroteca Municipal de Lisboa

Nos começos do século XX, a defesa da honra ainda era feita através de um desafio para um duelo, cabendo geralmente ao desafiado a escolha das armas. Sentindo-se ofendido na sua honra pelas acusações que lhe foram dirigidas pelo jovem e reincidente deputado do Partido Regenerador José Caeiro da Mata, o vianense Manuel Afonso de Espregueira desafiou-o para um duelo à pistola que foi travado na serra de Monsanto.

Serviu de juíz o Conde da Penha Garcia e quatro conselheiros do Reino foram os padrinhos. Do duelo, ambos os contendares saíram ilesos. Um costume que se perdeu...

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Manuel Afonso de Espregueira Viana do Castelo, 5 de Junho de 1835 — Vila Franca, 28 de Dezembro de 1917), ao tempo grafado Manoel Affonso de Espregueira e igualmente conhecido como Conselheiro Affonso Espregueira, foi um militar, engenheiro e político português, formado em engenharia militar e em engenharia civil, especialista em questões hidráulicas e em obras portuárias, que, entre muitas outras funções, foi por diversas vezes deputado, presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Ministro da Fazenda, presidente da Câmara dos Deputados e Par do Reino.

Nasceu em Viana do Castelo, em 5 de Junho de 1835, filho de Teresa Carolina Afonso e de seu marido, Mateus António dos Santos Barbosa, oficial do Exército Português. Faleceu na sua habitação em Vila Franca, no Concelho de Viana do Castelo, em 28 de Dezembro de 1917, contando 82 anos de idade.

Estudou na Escola de Pontes e Calçadas de Paris, onde se revelou um dos alunos com melhores classificações, tendo sido colega de Marie François Sadi Carnot, futuro presidente da República Francesa.

Fonte: Wikipédia

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O juíz do duelo coadjuvado pelos padrinhos preparam as pistolas.

QUINTA CONDE DOS ARCOS EM LISBOA É PARQUE URBANO E ESTÁ ABERTO AO PÚBLICO

Situada na freguesia dos Olivais, a Quinta Conde dos Arcos pertencia aos herdeiros de Diogo de Faria em 1614 quando foi arrematada em hasta pública por Marcos de Noronha, mantendo-se na posse dos seus descendentes, os Condes dos Arcos até ser expropriada em 1940 pela Câmara Municipal de Lisboa.

quintaCondeArcos_ALA_9940.jpgNo inicío do séc. XVII a propriedade era composta por casas de sobrado e térreas, pátio, um armazém caído com 15 talhas, lagar de azeite, dois olivais, vinha, dois pomares e poço de água. Cerca de 150 depois mantinha-se assim, havendo apenas a registar alterações nas casas, que tinham passado a dispor de primeiro andar.

Foi expropriado judicialmente a Mariana Geraldes de Noronha e Menezes Costa, 8ª Condessa de S. Miguel, e seu marido Mário Tavares Costa, residentes no seu palácio do Largo do Salvador (Alfama), em Lisboa, por ter sido abrangida pelo traçado da ligação Aeroporto-Moscavide, hoje chamada Av. Dr. Francisco Luís Gomes, que lhe retirou apenas uma pequena faixa de terreno, permitindo que os seus limites se mantivessem praticamente coincidentes com os iniciais.

Após estar na posse do município, foi utilizada para Viveiro Municipal e Hortas Comunitárias dos Olivais. No palácio funcionam as escolas de jardinagem e de calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa.

Destaque para a árvore classificada - Dragoeiro (Dracaena draco).

A quinta tem uma área aproximada de 8,7ha.

Aproveite para visitar a Quinta Conde dos Arcos através do livro da Escola de Jardinagem da CML sobre as 28 árvores mais emblemáticas desta quinta.

Fonte: Câmara Municipal de Lisboa

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