Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

INVESTIGADORA MARIA BARTHEZ APRESENTA EM LISBOA O LIVRO “FRANCISCO LAGE: DA PRÁTICA À TEORIA”

Francisco Lage (1888-1957) foi dramaturgo e etnógrafo, além de grande responsável pelo Museu de Arte Popular.

Maria Barthez vai apresentar a obra “Francisco Lage: Da Prática à Teoria”, em cerimónia que vai ter lugar na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, no próximo dia 12 de setembro, pelas 18 horas, com entrada livre.

Capturarfoz.PNG

O livro versa a “ação de homem que sempre se preocupou em salvaguardar a autênticidade das nossas tradições populares”.

Do site da BragaTV trasncrevemos a seguinte nota biográfica: “Francisco Lage, natural da freguesia de São José de São Lázaro, revelou-se como um homem de ação, multifacetado, de pensamento eclético, susceptível de visionar o seu interesse pela história, pela arte, pela etnografia, que marcam e aprofundam a sua evolução profissional, enquanto colaborador do Secretariado Nacional da Informação Cultura Popular e Turismo. Personagem responsável pelas atividades folcloristas do SPN/SNI, Francisco Lage foi ainda o autor do programa funcional do Museu de Arte Popular, inaugurado em 1948. Amante de teatro, tendo inclusive sido autor de diversas peças, Francisco Lage dedicou-se também à indústria e teve uma breve passagem pela política local. A si se deve também o interesse pela divulgação do Abade de Priscos, esforço que promoveu nos anos imediatos à morte deste gastrónomo.”

http://www.bragatv.pt/

francisco_lage.jpeg

imageflag.png

ORQUESTRA XXI REGRESSA A CABECEIRAS DE BASTO

Cabeceiras de Basto integra, pelo segundo ano consecutivo, a digressão da Orquestra XXI e que neste ano inicia hoje, dia 5 de setembro, na Casa da Musica, no Porto, passando por Cabeceiras de Basto, na sexta-feira, e terminando no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no dia 8 de setembro, depois de passar por Oliveira de Azeméis na véspera.

Foto concerto Orquestra XXI.JPG

A Orquestra XXI é um projeto que reúne dezenas de jovens músicos portugueses residentes no estrangeiro e que tem o duplo objetivo de manter uma forte ligação entre estes jovens e o seu país de origem e, ainda, de levar momentos musicais de excelência a públicos diversificados.

Note-se que a flautista Cabeceirense Adriana Ferreira integra esta magnífica Orquestra e estará, por isso, amanhã entre nós. Adriana Ferreira encontra-se a trabalhar em Itália na Orquestra da Academia Nacional de Santa Cecília em Roma, Itália, tendo já passado pela Orquestra Nacional de França e pela Orquestra Filarmónica de Roterdão, motivo de grande orgulho para todos os Cabeceirenses que poderão desfrutar na próxima sexta-feira de um sublime concerto da Orquestra XXI.

A Orquestra XXI, dirigido pelo jovem maestro Dinis Sousa, regressa ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Basto, desta vez com o extraordinário violoncelista Pavel Gomziakov a interpretar o Primeiro Concerto de Shostakovich, um dos mais emblemáticos e desafiantes do repertório para violoncelo. O programa abre com uma obra da compositora Ana Seara, que se tem destacado entre a nova geração de compositores em Portugal, e termina com a última sinfonia de Brahms, uma das mais importantes sinfonias de todo o repertório sinfónico.

Esta digressão é dedicada ao oboísta Samuel Bastos, membro fundador da Orquestra XXI que nos deixou tão prematuramente em Maio.

Cabeceiras de Basto recebe, assim, no seu Mosteiro um extraordinário espetáculo com entrada livre e gratuita, concerto que proporcionará aos Cabeceirenses e a todos os que nos visitarem uma noite cultural única que coloca Cabeceiras de Basto na rota dos maiores eventos culturais do país.

O espetáculo é oferecido a todos pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.

Programa:

Ana Seara - Tua lágrima em mim
D. Shostakovich - Concerto para Violoncelo e Orquestra nº 1
J. Brahms - Sinfonia nº 4
Orquestra XXI
Pavel Gomziakov, violoncelo
Dinis Sousa, direção musical

Orquestra XXI - Cartaz.jpg

SOPRANO ELISABETE MATOS: UMA VIMARANENSE À FRENTE DO TEATRO NACIONAL DE S. CARLOS

A soprano vimaranense Elisabete Matos acaba de suceder a Patrick Dickie na direcção artística do Teatro Nacional de São Carlos.

Elisabete Matos nasceu em Guimarães onde estudou canto e violino. Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, mudou-se para Espanha a fim de completar a sua formação com Ángeles Chamorro, Marimí del Pozo, Félix Lavilla e Miguel Zanetti.

Depois da sua estreia na Ópera de Hamburgo como Alice Ford (Falstaff) e Donna Elvira (Don Giovanni), papel que voltou a cantar em Lisboa, Las Palmas e Santander, participou, em 1997, na inauguração do Teatro Real de Madrid, interpretando Marigaila na estreia mundial de Divinas Palabras, de Antón García Abril, ao lado de Plácido Domingo. Imediatamente, é convidada por Domingo para estrear o papel de Dolly na Washington Opera, numa nova produção de Sly, de Wolf-Ferrari, com José Carreras como protagonista. De seguida, interpretou o mesmo papel no Teatro Regio de Turim, no Japão (com a Washington Opera) e na Ópera de Roma, desta vez com Plácido Domingo no elenco.

Interpretou, entre outros papéis, Chimène em Le Cid, de Jules Massenet, no Teatro de la Maestranza de Sevilha e na Washington Opera, com Plácido Domingo; a protagonista de Margarita la Tornera, também com Plácido Domingo, no Teatro Real de Madrid; Elsa em Lohengrin, na sua estreia no Gran Teatre del Liceu de Barcelona; Mimí em La Boheme, no Teatro de São Carlos de Lisboa; La Voix Humaine, na Maestranza; Zaza, no Teatro Regio de Turim e na Opéra de Nice; Elisabetta, numa nova produção de Don Carlo no Teatro Real de Madrid e em Palermo; La Battaglia di Legnano, no Teatro Massimo Bellini de Catânia; Freia em Das Rheingold, em Turim, Ópera de Roma e Liceu de Barcelona; o papel titular de Suor Angelica, no Palau de les Arts de Valência; Tosca, no La Fenice de Veneza, Teatro Massimo Bellini de Catania, em Chipre (com a Arena de Verona), Porto, Messina, no Festival de Macerata, em Tóquio, Lisboa e Cardiff (com a Welsh National Opera); La Vida Breve, em Lisboa; Amelia Grimaldi de Simon Boccanegra, no Teatro Real e Catania; Sieglinde em Die Walküre, na Maestranza, Centro Cultural de Belém e Liceu de Barcelona; Senta em O Navio Fantasma, em Nápoles, Sevilha e Madrid; Katia Kabanova e Els Pirineus, no Liceu de Barcelona; Madame Lidoine de Os Diálogos das Carmelitas, no La Scala de Milão, dirigida por Ricardo Muti; o papel titular de La Dolores, no Teatro Real de Madrid; Gutrune (Götterdämerung) e Rosa (Gaudi) no Liceu de Barcelona; Amélia de O Baile de Máscaras em Nápoles e em Bari; Condessa de Capriccio, no Centro Cultural de Belém; Santuzza de Cavalleria Rusticana, no São Carlos de Lisboa e no San Carlo de Nápoles; Abigaille (Nabucco), em Toulon; a protagonista de Norma, no Festival de Mérida e no Teatro Villamarta de Jerez; Elisabeth de Tannhäuser, no Liceu de Barcelona; Iphigénie en Tauride, no Teatro Campoamor de Oviedo; Turandot, em Antuérpia, Gante, Jerez e Valência (no Palau de les Arts, sob a batuta de Lorin Maazel); La Gioconda, em Tóquio; Minnie de La Fanciulla del West, em Lucca (com o Maggio Musicale Fiorentino).

Entre os seus compromissos mais recentes destacam-se Gutrune (Götterdämmerung), com Zubin Metha, e Cassandre (Les Troyens), com Valery Gergiev, ambos no Palau de les Arts de Valência.

Após o seu êxito como Senta (O Navio Fantasma) no Teatro Real de Madrid, cabe referir entre os compromissos futuros de Elisabete Matos a estreia como Lady Macbeth, na Ópera Nacional do Reno (Estrasburgo), e Isolda (Tristão e Isolda), no Campoamor de Oviedo, além de Iphigénie en Tauride, no Liceu de Barcelona, e da sua estreia na Metropolitan Opera de Nova Iorque como Minnie de La Fanciulla del West.

Para além dos teatros líricos, Elisabete Matos apresenta-se com frequência nas salas de concerto, interpretando habitualmente lied e concerto sinfónico, num vasto repertório que vai desde Bach até à música contemporânea. Destacam-se um recital de canções russas na Fundação Gulbenkian de Lisboa e no Festival de A Corunha; a Nona Sinfonia de Beethoven em Cagliari, dirigida por Lorin Maazel (com quem actuou também em Milão), no Auditório Nacional de Madrid (sob a direcção de López Cobos) e na Gulbenkian; O Chapéu de Três Bicos de Manuel de Falla, com a Chicago Simphony Orchestra, dirigida por Daniel Baremboim; um concerto de árias de Mozart com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Giuliano Carella; Offrandes, de Varèse, dirigida por C. Walmar; e os Wesendonk Lieder em Lisboa. Em Março de 2001, participou com Plácido Domingo, José Carreras e Mariella Devia, entre outros cantores de renome, no concerto que Zubin Mehta dirigiu em Parma em memória de Verdi, e que foi transmitido para todo o mundo.

Gravou o Requiem de Suppé com o Coro e Orquestra da Fundação Gulbenkian de Lisboa, sob a direcção de Michel Corboz, para a Virgin Classics; o papel titular de La Dolores, de Bretón, para a Decca, pelo qual foi galardoada com um Grammy em 2000; e Margarita la Tornera, de R. Chapí, para a RTVE, ambas com Plácido Domingo. Também com Domingo gravou em DVD a ópera Le Cid, de Massenet, com a Washington Opera. Recentemente, foi lançado em DVD O Chapéu de Três Bicos, de Manuel de Falla, com a Chicago Simphony Orchestra, dirigida por Daniel Baremboim.

Elisabete Matos foi nomeada Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Portuguesa.

Foi galardoada com a Medalha de Ouro por Mérito Artístico da Cidade de Guimarães.