Representação medieval de um dragão na História de São Jorge e o dragão, de Paolo Uccello. Atualmente esta figura é geralmente chamada "Serpe"
Conta uma velha lenda que o território que corresponde ao Minho e Galiza foi pelos gregos denominado por Ofiúsa ou Ophiussa e os seus habitantes por Ofis, o que ajuda a explicar o topónimo Ofir, em Esposende, pese embora as suas referrências no Antigo Testamento.
O termo Ofiúsa deriva do grego e significa “Terra das Serpentes”, a que não é alheia a lenda da fundação da mítica Ulisseia, fundada por Ulisses, antes da chegada dos lusitanos e dos Sefes. A cidade de Lisboa também designada por Olisipo. Apesar de se tratar de uma lenda, o topónimo foi utilizado pelos antigos geógrafos e historiadores gregos para se referir à costa portuguesa em geral e à região do Minho e Galiza em particular.
Acredita-se que este povo adorava serpentes, nome que deriva de Serpes e cuja tradição chega até aos nossos dias através do combate entre São Jorge e o Dragão (a Coca de Monção), costume que também se mantém em terras galegas.
Para além da lenda, a ocupação humana da nossa região remonta a mais de duzentos mil anos por comunidades nómadas e recolectoras na Pré-História, a que se seguiram os povoados os povoados castrejos por tribos celtas e iberas que se miscigenaram formando os celtiberos.
Mais tarde vieram os romanos que fundaram Bracara Augusta (Braga) e que encontraram nos brácaros – a principal tribo pré-romana da região – forte resistência à ocupação romana.
À queda do Império Romano seguiram-se os Suevos e Visigodos que deixaram marcas indeléveis na nossa toponímia e, posteriormente, com menor influência na nossa região, a chegada dos mouros que levou ao processo de Reconquista Cristã e à formação do Condado Portucalense que deu origem a Portugal.
Com quase nove séculos de História, o futuro dos portugueses encontra-se ameaçado perante o declínio demográfico e a chegada de novos povos que dentro de escassos anos se tornarão maioritários naquela que outrora foi a Terra das Serpentes e por enquanto continua a ser o lar dos portugueses. As nações não são eternas, sobretudo quando os seus guias não enxergam o destino dos seus povos.
Há muitos, muitos anos, vivia na Serra d’Arga um perigoso salteador de estradas e casais, de seu nome Aginha. Por entre os arvoredos, caminhos e casas da Serra corria o temor de algum dia ser-se confrontado com tão perigoso meliante. A sua fama corria por todos os recantos, espalhando um misto de pânico e admiração. Já ninguém se atrevia a cortar a serra sozinho e, muito menos, de noite. Contavam-se histórias e histórias dos seus feitos, durante os serões da serra, ao calor das fogueiras. Os mais velhos, querendo o respeito e a obediência das crianças, ameaçavam com a presença do Aginha. Mas estas, depois da repreensão, preferiam brincar recriando as aventuras do malvado.
Quando menos esperava, o viajante via aparecer-lhe pela frente, de punhal em riste e chapelão, o malfadado Aginha! E se não levasse consigo fazenda ou moeda, passava um mau bocado, porque o assaltante só desistia da presa depois de a esbulhar, nem que tosse da roupa que trazia. Qualquer gesto de autodefesa era suficiente para a aventura não ficar apenas pelo roubo. Ao maltratar as vítimas mais intimoratas, Aginha marcava a fronteira do medo, e justificava a impunidade conquistada. Descia um dia, ainda noite alta, um frade do convento de S. João para a missa da matina em Arga de Baixo, quando o meliante lhe saltou ao caminho. A escuridão confundiu-se no hábito do frade. Aginha só reconheceu o homem de Deus quando o confrontou em pleno caminho. Mas Aginha não era homem de grandes rezas, e seria muito mau para a fama conquistada, se não fizesse o que sempre fazia nestes casos. Por isso, apontando o grande facalhão ao pobre do frade atónico, exigiu o salteador:
- A bolsa ou a vida!
A normalidade da sua exigência deu com a anormalidade do caminhante. O frade nem tinha bolsa, nem se preocupava muito com a vida terrena:
- Ó meu filho, não tenho nada de valor comigo, a não ser as pobres vestes de frade e a cruz que trago ao peito!
De que lhe serviam tais «trastes»? Nem umas botas ele trazia! Aginha não sabia o que fazer, pois tal nunca lhe havia acontecido. Vendo-o assim sem jeito e mudo, o pobre do frade lá foi conversando com o salteador, usando palavras mansas e sábias, às quais, perplexo, o Aginha, sentado agora, respondeu com um longo silêncio. Ainda hoje ninguém sabe o que o frade lhe disse! O certo é que, em puro milagre, decidiu abandonar aquela vida de salteador! Caindo aos pés do frade, banhado em lágrimas de arrependimento, confessou os seus crimes e converteu-se. Como penitência, impôs-lhe o frade a missão de permanecer na serra, ajudando agora aqueles que antes havia maltratado.
Poucos dias depois, passou por ali um lavrador, decidido a atravessar a serra com um carro de lenha. Ainda não era noite. Por isso, apesar de receoso, o nosso lavrador foi avançando apressado, como sempre fazia quando passava por tão mal afamado sítio. Na pressa não reparou numa grande pedra do caminho que, repentinamente, lhe tombou o carro em tremenda barulheira.
Não podia o dia ser tão azarado! Como podia aquilo acontecer mesmo ali! Depois de soltar dois ou três palavrões, sempre olhando em volta, assustado, decidiu o lavrador que a única solução era levantar o carro e atrelar novamente os animais o mais depressa possível. Mas como podia fazê-lo sozinho?
O estrondo do acidente atraiu Aginha. Vendo a incapacidade do lavrador, decidiu ir ajudá-lo, e assim dar cumprimento à penitência prescrita pelo frade.
Quando os olhos do lavrador deram com a figura conhecida do Aginha, sentiu que o sangue lhe fugia pelas pernas, e, por momentos, ficou petrificado, pois desconhecia a intenção do penitente. Julgava o lavrador que Aginha vinha para o maltratar, já que não o sabia convertido. Mais refeito da surpresa, e vendo-o sem guarda, pegou na machada de cortar a lenha, e desferiu-lhe um golpe na cabeça, que o matou.
Angustiado por tão hediondo crime, apesar de se julgar em autodefesa, arrastou o cadáver para o matagal mais próximo, e regressou, ainda assustado, à aldeia.
Passados dias, chegou à Serra d’Arga uma ordem do rei que prometia grande prémio a quem terminasse as aventuras do temível salteador, O lavrador, ao ter conhecimento desta ordem, e desejando fazer-se ao prémio, logo denunciou o seu feito heróico. Porém, chegados ao local onde tinha lançado o cadáver, povo e autoridades ficaram estarrecidos ao ver o corpo intacto! Aproximaram-se mais um pouco e, segundo dizem, sentiram que o corpo exalava um suave cheiro de flores silvestres, não obstante terem decorrido já alguns dias após o trágico desfecho. A estupefação só ficou mitigada quando souberam, pelo frade, da conversão do ladrão. Imediatamente o povo aclamou Aginha como santo, construindo ali uma capela em sua honra.
A actual aldeia da Cabração, terá sido uma quinta de algum nobre godo, o que se retira de uma escritura que as freiras do mosteiro levaram quando foram para o Convento do Salvador de Braga. Aí se diz que, "indo D. Afonso Henriques à caça dos javalis, a esta freguesia, que é na serra de Arga, acompanhado de Nuno Velho, Sancho Nunes, Gonçalo Rodrigues, Lourenço Viegas, Soeiro Mendes (o Gordo), Gonçalo Ramires e outros fidalgos, o abade de Vitorino, D. Fernando, lhes deu aí de jantar, junto à capela de Nossa Senhora de Azevedo, no fim do qual o rei lhe demarcou o couto."
A Lenda da Cabração
Após o recontro no Rêgo do Azar, quis D. Afonso Henriques voltear pelas montanhas próximas, caçando ursos e javalis. Convidou alguns poucos ricos-homens e infanções.
Quando estavam no sítio que hoje se chama Cabração, apareceu muito açodado o Capelão das Freiras de Vitorino das Donas, que à frente de moços com cestos pesados andava desde manhã á busca do real monteador, com um banquete mandado do Mosteiro.
Em boa hora vinha a refeição.
Estendeu-se na relva uma toalha de linho e sentados em troncos de carvalho cortados à pressa, começou o jantar. Alegre ia correndo.
D. Nuno Soares por alcunha Nuno velho o postrimeiro para diferença de seu avô, a quem também haviam chamado o Velho e cujas proezas ainda se recontavam em toda a terra da Cervaria, começou a trinchar um leitão assado.
- Parece-me que tens mais jeito para matar infiéis, - disse-lhe o rei brincando.
- Ai Real senhor, antes eu ficasse morto com os últimos que matei, que desde essa refrega não passo um dia que não me lembre do momento em que o bom Cavaleiro Gonçalo da Maria exalou o derradeiro suspiro encostado a meu peito.
- Quisera eu ouvir da tua boca essa heróica morte do Lidador, interrompeu o Monarca triste, mas curioso. E o Senhor da Torre de Loivo obedeceu, com voz pousada e lágrimas nos olhos.
Ia escurecendo o dia e era tão esquisita a coincidência de estar ali um punhado de homens, senão solenizando um aniversário, festejando uma vitória, que talvez um pressentimento apertasse o coração dos guerreiros.
Atentos, escutavam silenciosos a narração. De golpe ergue-se o Espadeiro e olhou fito para as bandas da Galiza.
- Que examinais D. Egas? – perguntou o Príncipe.
- Vejo além muito ao longe um turbilhão de pó, que se aproxima. São talvez inimigos que procuram encontrar-nos descuidados.
De facto vagalhões de poeira negra encobriam multidão fosse do que fosse. O ruído do torpel era cada vez mais distinto.
- Sejamos prestes – gritou o rei, cingindo o seu enorme espadão. Todos fizeram o mesmo. - Cavalgar, cavalgar; - já não era outra voz que se ouvia, enquanto cada um se dirigia para o lugar onde se prendera o seu cavalo.
O Capelão olhou, escutou e sentou-se começando a comer aqui e alem os deliciosos postres e bebendo aos goles pachorrentos um licor estomacal, resmungando:
- Deixa-los ir que voltam em breve. Eu era capaz de apostar todo o mel deste monte, em como sei que inimigos são aqueles. E mais dizem que é mel igual ao do Himeto. A história do Lidador é que lhes esquentou a cabeça.
Pouco depois voltavam os monteadores rindo á gargalhada.
- Cabras são: - disse o Rei ao apear-se, e dirigindo-se ao padre: - bem fizestes vós que não bulistes. E D. Afonso tomando um púcaro e enchendo-o de vinho num cangirão, acrescentou:
Bebei todos, que estais muito quentes e podeis ter um resfriado, e dizei-me depois se não valeu a pena o engano para nos refrescarmos agora com este delicioso néctar.
Capelão, quero comemorar o caso de confundir rebanhos de cabras com mesnadas de leonezes e beneficiar o convento para vos honrar a vós que fostes, não sei se mais perspicaz, se mais valente do que nós debicando mui sossegadamente em todos os doces.
Vou coutar aqui uma terra, para que as boas monjas possam de vez em quando apanhar bom ar da montanha e rir-se de nós. Riscou-se o couto e nessa noite os cavaleiros dormiram na ermida da Senhora de Azevedo.
O dito do rei Cabras são corrompeu-se em Cabração.
Fonte: Conde de Bertiandos, Cabras São, in Almanaque de Ponte de Lima, 1923.
No dia 15 de agosto, festeja a Cabração a Nossa Senhora do Azevedo, padroeira da Freguesia. Neste dia, todos os filhos que em terras distantes labutam, estejam em Lisboa ou no estrangeiro, regressam à terra para encontrarem-se com os seus familiares e amigos. É a festa maior da freguesia que por essa altura se torna muito populosa. Atualmente, durante a maior parte do ano, apenas ali vive pouco mais de uma centena de almas numa vastidão com mais de dezasseis quilómetros quadrados, superior ao território de alguns concelhos do país.
Mas, apesar da escassez de população, a festa nunca deixa de realizar-se e, da capela de Nossa Senhora do Azevedo, saem os pendões e os andores enfeitados em procissão até à Crus da Veiga, dando a volta ao cruzeiro e regressando pelo mesmo caminho. E, nenhum dos santos falta à procissão…
Em tempos mais recuados, nos finais de julho, também era costume as gentes da Cabração irem em peregrinação a Santa Rita que fica no Alto da Travanca, no limite geográfico com a vizinha Freguesia de Romarigães, do Concelho de Paredes de Coura. O culto e a festa eram realizados pelos povos das duas localidades. Atualmente, as gentes da Cabração ainda vão a Santa Rita mas a festa é organizada pelas gentes de Romarigães.
Fotos cedidas pelos habitantes da Freguesia da Cabração
CABRAS, SÃO… SENHOR!
Segundo rezam os cálculos dos historiadores, o torneio de Valdevez deverá ter ocorrido nos começos de 1140, após o qual volteou D. Afonso Henriques “pelas montanhas próximas, caçando ursos e javalis” e, com os seus ricos-homens e infanções, terá chegado ao “sítio que hoje se chama Cabração”. Desde então, não há memória de algum Chefe de Estado – rei ou presidente da República – ter visitado a Freguesia de Cabração, nem que ao menos fosse para caçar ursos e javalis…
“Após o recontro no Rêgo do Azar, quiz D. Afonso Henriques voltear pelas montanhas próximas, caçando ursos e javalis. Convidou alguns poucos ricos-homens e infanções. Quando estavam no sítio que hoje se chama Cabração, apareceu muito açodado o Capelão das freiras de Vitorino das Donas, que à frente de moços com cestos pesados andava desde manhã à busca do real monteador, com um banquete mandado do Mosteiro. Em boa hora vinha a refeição. Estendeu-se na relva uma toalha de linho e sentados em troncos de carvalho cortados à pressa, começou o jantar. Alegre ia correndo. D. Nuno Soares por alcunha o Velho e o postrimeiro para diferença de seu avô, a quem também haviam chamado o Velho e cujas proezas ainda se recontavam em toda a terra da Cervaria, começou a trinchar um leitão assado.
- Parece-me que tens mais jeito para matar infiéis, - disse-lhe o Rei brincando. – Ai Real Senhor, antes eu ficasse morto com os últimos que matei, que desde essa refrega não passo um dia que me não lembre do momento em que o bom cavaleiro Gonçalo da Maia exalou o derradeiro suspiro encostado ao meu peito.
- Quisera eu ouvir da tua boca essa heroica morte do Lidador, interrompeu o Monarca triste, mas curioso. E o Senhor da Torre do Loivo obedeceu, com voz pausada e lágrimas nos olhos.
Ia escurecendo o dia e era tão esquisita a coincidência de estar ali um punhado de homens, senão solenizando um aniversário, festejando uma vitória, que talvez um pressentimento apertasse o coração dos guerreiros.
Atentos, escutavam silenciosos a narração. De golpe ergueu-se o Espadeiro e olhou fito para as bandas da Galiza.
- Que examinas D. Egas? – Perguntou o Príncipe. – Vejo além muito ao longe um turbilhão de pó, que se aproxima. São talvez inimigos que procuram encontrar-nos dcescuidados.
De facto vagalhões de poeira negra encobriam multidão fosse do que fosse. O ruído do tropel era cada vez mais distinto.
- Sejamos prestes – gritou o Rei, cingindo o seu enorme espadão. Todos fizeram o mesmo. – Cavalgar, cavalgar, já não era outra a voz que se ouvia, enquanto cada um se dirigia para o lugar onde prendera o seu cavalo. O capelão olhou, escutou e sentou-se começando a comer aqui e além os deliciosos postres e bebendo aos goles pachorrentos um licor estomacal, resmungando… - Deixa-los ir que voltam breve. Eu era capaz de apostar todo o mel deste monte, em como sei que inimigos são aqueles. E mais dizem que é mel igual ao do Himeto. A historia do Lidador é que lhes esquentou a cabeça.
Pouco depois voltavam os monteadores rindo à gargalhada. – Cabras são: - disse o rei ao apear-se, e, dirigindo-se ao padre: - bem fizestes vós que não bulistes. E D. Afonso tomando um púcaro e enchendo-o de vinho num cangirão, acrescentou.
- Bebi todos, que estais muito quentes e podeis ter um resfriado, e dizei-me depois se não valeu a pena o engano para nos refrescarmos agora com este delicioso néctar.
Capelão, quero comemorar o caso de confundir rebanhos de cabras com mesnada de leonezes e beneficiar o convento para vos honrar a vós que fostes, não sei se mais perspicaz, se mais valente do que nós debicando mui sossegadamente em todos os doces.
Vou coutar aqui uma terra, para que as boas monjas possam de vez em quando apanhar bom ar da montanha e rir-se de nós.
Riscou-se o couto e nessa noite os cavaleiros dormiram na ermida da Senhora do Azevedo. O dito do Rei “Cabras são” corrompeu-se em Cabração.”
Conde de Bertiandos, Cabras São, in “Almanaque de Ponte de Lima, 1923
Painel de azulejos existente em Ponte de Lima, da autoria de Jorge Colaço
A companhia Teatro de Balugas apresenta a recriação da Lenda do Galo, um espetáculo para toda a família, no dia 2 de agosto, pelas 22h00, nos jardins da Junta de Freguesia de Balugães, em Barcelos.
Este trabalho combina narração, manipulação de objetos e música, tendo como elemento central o barro, que os atores modelam à frente do público para criar personagens, animais, objetos ou adereços, com os quais contam uma das principais lendas associadas ao Caminho de Santiago.
A iniciativa integra a programação das Jornadas Culturais de Balugães e a entrada é livre.
Esposende, antiga estação naval, fortaleza marítima, estaleiros medievais, aparece-nos nas inquirições de 1258 como povoação “Esposendi” e pertencente à freguesia fr S. Miguel de Cepães. No Séc. XVI já D. Frei Bartolomeu dos Mártires reconheceu o seu interesse pastoral (1560) e D. Sebastião dota aquela “pobra” de pescadores como Vila (19 de Agosto de 1572).
A carta régia reflecte já o valor que Esposende e Fão tiveram na “euforia dos descobrimentos” e que constam da Carta de Mercê de El-Rei D. Manuel I, datada de 1491, dada aos carpinteiros e calafates de Fão.
E se em 1552 já eram anotadas 17 caravelas no porto de Esposende, a Carta Régia quantifica o número de navios eexistentes bem como oo número de vizinhos mareantes:
“Dizem os moradores do lugar de Esposende, termo da vila de Barcelos, terras e jurisdição do Duque de Bragança, que no dito lugar há trezentos e setenta para quatrocentos vizinhos juntos e arrumados e muito nobre de casarias, gente rica e abastada, e a maior parte dela ao serviço de Vossa Alteza por seu porto de Mar, e que há setenta para oitenta navios grandes, e muitos pilotos e homens do Mar”
Terra voltada para o oceano, também viu, tal como Viana do Castelo perder no correr dos anos esta alma marinheira, que foi fonte de riqueza, de trocas e comércio.
Ficou a lenda… e o mar!
Salomão quis dar seguimento a um velho desejo de seu pai, o Rei David, construir o templo do Senhor em Jerusalém. Solicitou ajuda ao Rei Irão da Fenícia e chegaram adrede, as madeiras do Líbano, os hábeis construtores de templos, peritos na arte de lavrar a pedra. Constrói uma frota, que atravessa o Mediterrâneo e sulca o Atlântico, manejada por hábeis fenícios ao serviço de Salomão.
Já não chega, porém só a riqueza dos cedros do Líbano: faltava-lhes o ouro, a prata, as pedras preciosas.
Diz a lenda que o Bíblico Ofir existia na foz do Cávado.
Seria ali que os navios fenícios, ao serviço do Rei Israelita, recolhiam suas cargas magníficas.
Salomão quis ser grato com estes povos. Remeteu-lhes, então, como presente os corcéis que no mundo melhor haviam.
O destino, porém, não permitiu que tal acontecesse. Arrebatada por uma medonha tempestade, a frota salomónica foi despedaçar-se de encontro à penedia e os famosos cavalos, por obra dos deuses, petrificados e eternamente cativos destas águas oceânicas que ora acariciam, ora batem em espumosa fúria.
Já passámos Fão e a pitoresca vila de Esposende.
E fico com Correia de Oliveira:
Ó Esposende… palavra
Lembrando o verbo esposar
Terra Noiva, abrindo os braços
Ao varonil nobre Mar!
Fonte: Francisco Sampaio in “Alto Minho – Região de Turismo”. Casa do Concelho de Ponte de Lima, Lisboa, 1997.
Este postal reproduz a imagem do fresco de Augusto Gomes (1910-1976), pintor e professor português, colocado no Hotel Ofir em Fão, Esposende.
O Hotel Ofir foi inaugurado em 1948, tendo sido projetado pelo arquiteto Alfredo de Magalhães (1919-1988), a mando da Sociedade Raul Sousa Martins.
Os Cavalos de Fão, a temática deste fresco, refere-se a um bloco de rochas submersas em Ofir que são postas a descoberto na maré-baixa. A sua existência agitou a imaginação de povos passados, que a essas rochas atribuíram uma lenda, que já conta com várias versões.
Uma conta que o rei Salomão ao construir o Templo do Senhor em Jerusalém, utilizou cargas preciosas oriundas do que hoje é Fão, e num esforço para agradecer a este povo por tais preciosidades, ofereceu-lhes corcéis. Infelizmente, uma medonha tempestade arrebatou a embarcação onde estes se encontravam e esta afundou-se, porém os deuses intervieram e transformaram os corcéis em rochedos.
A outra versão da lenda conta que aquando de invasões de bárbaros do norte da Europa, o povo pequeno mas astucioso, conseguiu que eles recuassem até ao mar. Os invasores, montados a cavalos, morreram afogados mas os seus cavalos foram transformados em rochas, que a partir de então, formariam uma barreira protetora ao largo da costa de Fão.
Data atribuída com base na data da inauguração do Hotel Ofir em 1948
Entidade detentora: Fernando Vilar (sr. Pieira) – Fão | Fonte: Biblioteca Municipal de Esposende
Era uma vez, um jovem moço de gentil disposição e de grandes forças, nascido de pais novos e ricos, lá para os lados do oriente, a quem deram o nome de Jorge. Desde novo, dedicou-se às armas, tendo servido o imperador Diocleniano. O seu grande valor e coragem, fizeram-no ser estimado por todos os companheiros, os quais o nomearam seu tribuno e mestre de campo.
No entanto, a impiedosa perseguição aos cristãos, movida pelo imperador, levou o valente guerreiro a descobrir a força daquela gente, que preferia morrer a negar o seu Deus. Converteu-se a Cristo e jurou servir a sua vontade, dando proteção e auxílio aos que dele necessitavam.
Um dia, andava S. Jorge pelas terras da Líbia, quando escutou um grito horrendo e desesperado. O jovem guerreiro ocorreu ao apelo de ajuda. Quando chegou ao local, deparou-se com um enorme e terrível dragão que tentava devorar uma jovem donzela. S. Jorge não hesitou um segundo e, avançando de lança em punho, feriu de morte o monstro.
Perante tal ato de bravura, a jovem, que S. Jorge viria a saber tratar-se de uma princesa, filha do rei da Líbia, impressionada pela heroicidade do cavaleiro, descobre a fé do santo, convertendo-se, também, ao Cristianismo.
Muitos foram, ainda, os feitos deste guerreiro santo e corajoso, desejoso de vencer o mal e fazer reinar o bem. Por esta razão, o povo de Monção celebra a vitória de S. Jorge sobre a Coca, no dia da sua maior festa, a Festa do Corpo de Deus.
Era uma vez, um jovem moço de gentil disposição e de grandes forças, nascido de pais novos e ricos, lá para os lados do oriente, a quem deram o nome de Jorge. Desde novo, dedicou-se às armas, tendo servido o imperador Diocleniano. O seu grande valor e coragem, fizeram-no ser estimado por todos os companheiros, os quais o nomearam seu tribuno e mestre de campo.
No entanto, a impiedosa perseguição aos cristãos, movida pelo imperador, levou o valente guerreiro a descobrir a força daquela gente, que preferia morrer a negar o seu Deus. Converteu-se a Cristo e jurou servir a sua vontade, dando proteção e auxílio aos que dele necessitavam.
Um dia, andava S. Jorge pelas terras da Líbia, quando escutou um grito horrendo e desesperado. O jovem guerreiro ocorreu ao apelo de ajuda. Quando chegou ao local, deparou-se com um enorme e terrível dragão que tentava devorar uma jovem donzela. S. Jorge não hesitou um segundo e, avançando de lança em punho, feriu de morte o monstro.
Perante tal ato de bravura, a jovem, que S. Jorge viria a saber tratar-se de uma princesa, filha do rei da Líbia, impressionada pela heroicidade do cavaleiro, descobre a fé do santo, convertendo-se, também, ao Cristianismo.
Muitos foram, ainda, os feitos deste guerreiro santo e corajoso, desejoso de vencer o mal e fazer reinar o bem. Por esta razão, o povo de Monção celebra a vitória de S. Jorge sobre a Coca, no dia da sua maior festa, a Festa do Corpo de Deus.
Tendo como elemento central o barro, os atores do Teatro de Balugas contaram neste fim de semana passado, a Lenda do Galo no Paço dos Condes de Barcelos, modelando personagens, animais e objetos com muito humor à mistura. O trabalho combinou narração, manipulação de formas animadas e música, com os quais foi narrada uma das principais lendas associadas ao Caminho de Santiago. O espetáculo segue agora para a aldeia de Balugães, onde será apresentado brevemente na Igreja Românica de São Martinho, um dos mais importantes pontos de passagem do Caminho Português. A iniciativa da recriação da Lenda do Galo foi promovida pelo Município de Barcelos e continua nos meses de julho, agosto e setembro.
Conta uma antiga lenda que os habitantes de Barcelos andavam alarmados com a ocorrência de um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera. Porém, certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa.
Condenado à forca, rogou o pobre homem que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
- “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.”
O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.
Alguns anos mais tarde, o galego teria voltado a Barcelos para esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a São Tiago, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.
Esta lenda remete-nos para outras narrativas como a profecia de Jesus revelada durante a última ceia realizada com os apóstolos, segundo a qual, Pedro o iria renegar por três vezes antes que o galo cantasse na manhã seguinte.
A companhia Teatro de Balugas apresenta a recriação da Lenda do Galo, um espetáculo para toda a família, nos dias 7 e 8 de junho, pelas 16h00, junto ao Cruzeiro do Galo, no Paço dos Condes de Barcelos.
Este trabalho combina narração, manipulação de objetos e música, tendo como elemento central o barro, que os atores modelam à frente do público para criar personagens, animais, objetos ou adereços, com os quais contam uma das principais lendas associadas ao Caminho de Santiago.
A iniciativa é promovida pelo Município de Barcelos e a entrada é livre.
A companhia Teatro de Balugas apresenta a recriação da Lenda do Galo, um espetáculo para toda a família, nos dias 7 e 8 de junho, pelas 16h00, junto ao Cruzeiro do Galo, no Paço dos Condes de Barcelos.
Este trabalho combina narração, manipulação de objetos e música, tendo como elemento central o barro, que os atores modelam à frente do público para criar personagens, animais, objetos ou adereços, com os quais contam uma das principais lendas associadas ao Caminho de Santiago.
A iniciativa é promovida pelo Município de Barcelos e a entrada é livre.
Era uma vez, um jovem moço de gentil disposição e de grandes forças, nascido de pais novos e ricos, lá para os lados do oriente, a quem deram o nome de Jorge. Desde novo, dedicou-se às armas, tendo servido o imperador Diocleniano. O seu grande valor e coragem, fizeram-no ser estimado por todos os companheiros, os quais o nomearam seu tribuno e mestre de campo.
No entanto, a impiedosa perseguição aos cristãos, movida pelo imperador, levou o valente guerreiro a descobrir a força daquela gente, que preferia morrer a negar o seu Deus. Converteu-se a Cristo e jurou servir a sua vontade, dando proteção e auxílio aos que dele necessitavam.
Um dia, andava S. Jorge pelas terras da Líbia, quando escutou um grito horrendo e desesperado. O jovem guerreiro ocorreu ao apelo de ajuda. Quando chegou ao local, deparou-se com um enorme e terrível dragão que tentava devorar uma jovem donzela. S. Jorge não hesitou um segundo e, avançando de lança em punho, feriu de morte o monstro.
Perante tal ato de bravura, a jovem, que S. Jorge viria a saber tratar-se de uma princesa, filha do rei da Líbia, impressionada pela heroicidade do cavaleiro, descobre a fé do santo, convertendo-se, também, ao Cristianismo.
Muitos foram, ainda, os feitos deste guerreiro santo e corajoso, desejoso de vencer o mal e fazer reinar o bem. Por esta razão, o povo de Monção celebra a vitória de S. Jorge sobre a Coca, no dia da sua maior festa, a Festa do Corpo de Deus.
A Torre que conta uma lenda e regista a altura das cheias
A Torre de S. Paulo foi erigida no século XIV, fazendo parte da estrutura muralhada de defesa da vila. Na face voltada ao rio, um painel de azulejos assinado por Jorge Colaço representa um episódio imaginário de D. Afonso Henriques na Cabração (Cabras são, Senhor!). [Segundo a lenda, depois de uma caçada, descansando D. Afonso Henriques junto à Capela de Nossa Senhora de Azevedo com a sua comitiva, começou a notar-se ao longe uma nuvem de pó e um barulho ensurdecedor. Julgando ser o inimigo que iria atacar, prepararam-se para o combate, indo de encontro à poeira e ao barulho, quando, de repente, o aio D. Egas, parando, dirigiu-se ao rei dizendo em tom de riso: "Cabras são, Senhor!” Deste modo, aquela área, que era ocupada em grande parte por pastores e cabras, passou a chamar-se Cabração].
Deu-la-Deu Martins é uma personagem lendária da história de Monção, sendo-lhe atribuído o feito de ter enganado os castelhanos à época das guerras fernandinas. Porém, pouco se sabe a seu respeito.
Segundo a tradição, Deu-la-Deu Martins era espôsa de Vasco Gomes de Abreu que foi 8º senhor da torre e honra de Abreu, Senhor de Valadares e Alcaide-mór de Lapela, Melgaço e Castro Laboreiro. Foi vassado de D. Pedro I e assistiu ao seu juramento sobre o seu casamento com D. Inês de Castro. Na morte do rei D. Fernando, tomou o partido da rainha, pelo que D. João I lhe retirou o senhorio de Valadares.
Foi casado com Maria Roiz de Portocarreiro (ou Maria Rodrigues de Portocarreiro). Deste casamento resultou pelo menos um filho de nome Álvares Vaz de Abreu que foi Escudeiro e Juíz em Valença. Porém, Vasco Gomes de Abreu poderá ter celebrado vários casamentos, um dos quais com Deu-la-Deu Martins.
Mas, afinal, quem foi a heroína da vila de Monção?
Consta no Wikipédia o seguinte: “Deu-la-Deu Martins é uma personagem lendária e tornou-se a principal figura de Monção. A lenda a dá como esposa do capitão-mor de Monção Vasco Gomes de Abreu, sendo lhe atribuído o feito de ter enganado os castelhanos à época das Guerras Fernandinas.
Durante as guerras fernandinas, entre D. Fernando, rei de Portugal, com D. Henrique II de Castela, no séc. XIV, Castela pôs cerco à vila de Monção. O cerco já demorava há demasiado tempo e dentro das muralhas o alimento já era escasso. E foi aí que Deu-la-deu Martins agiu, mandou recolher a pouca farinha que restava e com ela fazer os últimos pães. Com os pães já cozidos, Deu-la-deu subiu à muralha com os pães na mão e atirou-os gritando: “A vós, que não podendo conquistar-nos pela força das armas, nos haveis querido render pela fome, nós, mais humanos e porque, graças a Deus, nos achamos bem providos, vendo que não estais fartos, vos enviamos esse socorro e vos daremos mais, se pedirdes!”. Dito isto, os castelhanos acreditaram que ainda havia muita resistência dentro das muralhas, então levantaram o cerco e partiram para as terras de Castela. Desta forma, com audácia e coragem, Deu-la-Deu salvou a praça e ficou, para sempre, ligada à história de Monção.”
A lenda que gira à sua volta foi construída pelo seguinte relato do episódio militar:
Durante as guerras de El-Rei D. Fernando I de Portugal com Henrique II, Rei de Castela, veio Pedro Rodrigues Sarmento, adiantado do Reino da Galiza, pôr cerco à vila de Monção.
Deu-la-Deu Martins, esposa do capitão-mor daquela vila, Vasco Gomes de Abreu, corria sempre veloz a tomar parte na defesa, arremessando, de sobre os muros, pedras e matérias inflamadas. Onde o perigo era maior lá aparecia com o denodo de um soldado corajoso e animado a todos como o faria um chefe valoroso e dedicado. E, quando as traças do inimigo conseguiram abrir brecha na muralha, logo nela foi vista a heroísmo, a impedir-lhe o passo com a espada na mão.
A vila aguentou o cerco apesar da falta de recursos de todo o género. Os alimentos eram escassos, os homens válidos muito poucos.
Deu-la-Deu tomou o comando da praça, como se fosse o verdadeiro capitão-mor, durante o tempo que durou o cerco, dirigiu os seus homens, lutou a seu lado nos momentos de maior perigo, encorajou os vacilantes e desesperados, assistiu os feridos. Desmultiplicou-se, sem um momento de desânimo, sem uma vacilação.
Infelizmente tinham as coisas chegado a ponto em que estava passado o tempo para os actos de valor. A fome, zombando do esforço humano, ia pôr termo a tão heróica resistência.
Deu-la-Deu Martins, que, enquanto teve pão para dar, o ia repartindo pelos soldados, chegou uma vez ao seu celeiro, e só encontrou nele uma exígua porção de farinha, com que apenas poderia fabricar alguns poucos pães. A eminência do perigo sugeriu-lhe uma ideia luminosa, que Deus se dignou de coroar.
A resoluta dama sabendo que aos inimigos começava a escassear o pão, pega da farinha, manda-a amassar e cozer, e, depois, enchendo o regaço com os pães que ela produzira, sobe às muralhas, e daí os lança aos castelhanos, dizendo-lhes:
- “A vós, que não podendo conquistar-nos pela força das armas, nos haveis querido render pela fome, nós, mais humanos e porque, graças a Deus, nos achamos bem providos, vendo que não estais fartos, vos enviamos esse socorro e vos daremos mais, se pedirdes!”
Dito isto, os castelhanos ficaram tão desconcertados com esta acção, que acreditaram que ainda havia muita resistência dentro das muralhas, perderam a esperança de submeter a praça pela fome, e, já cansados, levantaram o cerco e partiram para as terras de Castela.
Na verdade, também o inimigo tinha fome, muita fome. Por isso, face àquele esbanjamento de pão, acreditaram na fartura dos sitiados e levantaram o cerco. Este facto causou indizível regozijo ao povo de Monção. Desta forma, com audácia e coragem, Deu-la-Deu salvou a praça. A heroína foi aplaudida e vitoriada como libertadora, tendo ficado, para sempre, ligada à história de Monção.
No largo do Loreto, centro histórico de Monção, pode ver-se a estátua de Deu-la-Deu Martins colocada, desde 1869. No centro da base dessa estátua envolvida por um chafariz em forma circular, a heroína encontra-se perpetuada no brasão de armas de Monção: “… Em campo branco uma torre, no alto da qual emerge um vulto de mulher, em meio corpo, segurando um pão em cada uma das mãos, em volta a legenda, Deus a deu – Deus o há dado”.
A Igreja Matriz, templo românico que “conheceu” algumas alterações e restauros ao longo dos séculos, possui uma capela em sua memória.
BASTOS, José António Peres da Silva | TV Monarquia Portuguesa / Fonte: Barbosa, Vilhena, Arquivo Pitoresco.
Postal editado pelo Secretariado Nacional da Informação (SNI), inserido na Colecção “Panorama” e impresso na Bertrand (Irmãos), Ldª. No verso apresenta o preço de 1$50 e a referência “M/RT”.
O SNI foi um organismo do Estado Novo que existiu com esta denominação entre 1945 e 1968, destinado a fazer nomeadamente a divulgação política, cultural, turística do país e do regime, tendo desenvolvido uma importante actividade no âmbito da promoção do folclore, cinema, teatro e artes plásticas.