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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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“A CURVA” DE TANKRED DORST ESTREIA SÁBADO NO VALADARES, TEATRO MUNICIPAL DE CAMINHA

Câmara de Caminha e Krisálida voltam a levar o teatro às freguesias do Concelho

O Valadares, Teatro Municipal de Caminha foi o local escolhido para mais uma grande estreia. Sábado, dia 26 de maio, pelas 22H00, vai receber a estreia da peça de teatro “A Curva”, de Tankred Dorst apresentada pela Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho. Depois da estreia, e à semelhança de anos anteriores, esta peça de teatro vai entrar em digressão pelas freguesias do concelho. Um ano depois, a Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho e a Câmara Municipal voltam a levar o teatro às freguesias do concelho. A entrada é gratuita.

Esta peça de teatro é promovida no âmbito de um protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Caminha e a Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho que garante que, à semelhança de anos anteriores, a Krisálida levará um espetáculo às 14 freguesias do concelho, conduzindo o teatro ao encontro do público nas salas das juntas de freguesia, nas ruas e nas pequenas praças, ao mesmo tempo que prosseguirá o projeto pedagógico em íntima articulação com a criação e produção artísticas, dirigidos às comunidades de crianças, jovens e suas famílias.

“A Curva” é uma farsa sobre a comercialização da morte. Sobre a peça, diz-se ‘dois irmãos vivem num lugar remoto junto a uma curva perigosa onde já aconteceram muitos acidentes mortais: 24 mais precisamente. Os irmãos encontraram formas engenhosas de conviver bem com esta situação e a vida decorre com relativa tranquilidade. Até que um dia o inesperado acontece…’.

“A Curva” apresenta na direção artística e produção Carla Magalhães; na encenação Nelma Nunes; na interpretação Alexandre Martins, Nuno J. Loureiro e Rui Barbosa; na cenografia e figurinos Grácia Cordeiro e no desenho de luz Rui Gonçalves.

A partir de 1 de junho, esta peça vai percorrer as várias freguesias do concelho, sempre pelas 22H00. Em junho, no dia 1, sobe ao placo do Centro Social Paroquial de Moledo; no dia 2 no Cineteatro do Bombeiros de Vila Praia de Âncora; no dia 15, no Centro Cultural de Gondar; no dia 16, no Centro Cultural de Argela; no dia 22, na Sociedade de Instrução e Recreio Ancorense, em Âncora; no dia 29, no Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense e, no dia 30, no Centro Cultural de Dem. Em julho, no dia 6, a peça está em exibição na Junta de Freguesia de Arga de Cima e no dia 7, na Casa do Povo de Lanhelas.

CASA DA EIRA EM LANHELAS RECEBE O MAIO DE 68 DE FRANÇA

Maio de 68, uma França convulsa: cartazes, fotos, livros

No decurso do último meio século multiplicaram-se as teorias avançadas por sociólogos, especialistas em psicologia e política, historiadores e pensadores de outras áreas, relativamente às ocupações de universidades, às sucessivas manifestações estudantis e aos desacatos que, a partir de Paris, alastraram por diferentes povoações francesas nos meses de Maio e Junho de 1968. Movimento de contestação conseguindo transmitir um surpreendente ímpeto subversivo, de norte a sul do país, ao conjunto do sector operário e a um variado naipe de grupos sociais. E neste clima pré-revolucionário, a dar origem à greve de maior expressão sindical e potencial político da história de França, bem como à mais longa paralisação dos sectores nevrálgicos da sua economia. 

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Perante as palavras de ordem e as proclamações de cariz revolucionário dos representantes dos grupúsculos e grupos políticos que instigaram e conduziram o processo, perfilou-se a ameaça de uma profunda fractura social e política, a queda do governo e uma grave explosão de violência colectiva. É pois, sobre esta inesperada, convulsa e histórica primavera que abalou os pilares institucionais de um dos mais prósperos e dinâmicos países do Ocidente, e alvoroçou, de forma positiva ou negativa, muitas outras sociedades à roda do globo, que à passagem do cinquentenário dos retumbantes “acontecimentos”, a Casa da Eira, em Lanhelas, decidiu promover uma exposição de centenas de cartazes, fotografias e livros, entre outra e vária documentação. Materiais associados ou alusivos aos sucessos e que deverão apoiar um debate sobre esta tentativa de viragem radical de sistema político, obviamente à margem da ordenação jurídica e dos valores democráticos vigentes. Processo que poderia levar à implantação de um regime de contornos imprecisos e comprometer as liberdades resultantes dos triunfos do Ocidente europeu sobre os regimes totalitários que o tinham asfixiado ou ameaçado na primeira metade do século.

Visando o habitual debate sondar as consequências que advieram do desenlace do movimento insurrecional francês, quer no sentido positivo de arejamento e rectificação de diversas anomalias do sistema, quer no tocante à actual deriva neoliberal, ao hiperelativismo globalista e à degenerescência dos valores antropológicos que, outrora, asseguraram a relevância económico-social, ética, cultural e política da Europa.

Na sequência de uma tradição já consolidada, proceder-se-á também à análise iconográfica dos materiais expostos, com destaque para a vasta colecção de cartazes que deram visibilidade aos objectivos e palavras de ordem da insurreição,  e que um dos seus mais directos protagonistas define como "a explosão poético-mural de Maio". Como será problematizado o impacto dos meios audiovisuais de comunicação de massas no avolumar do psicodrama contestatário, tal como os contágios emocionais que facilitam a manipulação das multidões à revelia da razão individual. 

Igualmente, e para finalizar, serão evocados alguns testemunhos de portugueses que participaram na estrepitosa movimentação social, sem esquecer a onda emotiva vivenciada por aqueles que, várias centenas de milhar, na região parisiense e em outros lugares, se viram directa ou indirectamente envolvidos nestes perturbadores “événements”.

CASA DA ANTA EM LANHELAS EVOCA ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA NO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO

António José Saraiva, um intelectual insubmisso entre a Literatura e a História

Na passagem do centenário do nascimento de António José Saraiva (1917-1993), historiador e crítico da Literatura, professor, ensaísta, e um dos vultos maiores do pensamento crítico do século XX português, a Casa da Eira, em Lanhelas, promove uma exposição bibliográfica e debate com vista a sinalizar as linhas e os desafios mais duradouros e perturbantes da sua obra e da sua inconfundível personalidade e intervenção cívica.

António José Saraiva

E assim, com esta iniciativa, o distrito de Viana do Castelo integra o ciclo de homenagens que o país consagra ao autor de livros tão monumentais ou significativos como História da Cultura em Portugal (I, II e III 1950-1962), Dicionário Crítico de algumas ideias e palavras correntes (1960), Inquisição e Cristãos Novos (1969), Maio e a crise da civilização burguesa (1970), Filhos de Saturno (1980), Tertúlia Ocidental, estudos sobre a geração de 70 (1990), entre outras dezenas de obras e escritos. Alguns dos quais de forte impacto público, a suscitarem intensos debates no campo literário e político, e a revelarem um exímio e corajoso polemista. E toda essa produção textual sempre vazada numa linguagem vernácula, de uma equilibrada luminosidade estética e de um transparente e eficaz pendor didáctico-reflexivo.

Homenagem devida deste distrito, já que o então jovem historiador e ensaísta, após uma breve experiência lectiva na Universidade de Lisboa (1941-1943) e de uma primeira manifestação de destemor e rebeldia institucional que lhe mutilou a carreira a esse nível académico, exerceu, entre 1945 e 1949, funções docentes no Liceu Gonçalo Velho (actual Escola Secundária de Santa Maria Maior), da cidade capital do Alto Minho. E é de salientar que A. J. Saraiva era um docente já altamente credenciado no plano universitário, na sequência de estudos que revalorizaram e conferiram uma outra actualidade às obras de autores quinhentistas de grande nomeada como Bernardim Ribeiro e Gil Vicente. Investigações que indiciavam a sua vasta cultura sócio-histórica e filosófica, como um dúctil domínio da língua e uma ímpar sagacidade analítica do facto literário.

Assim em Viana, onde o intrépido dinamizador de consciências viveu a sua primeira experiência de “exílio”, pôde orientar um vasto número de jovens do Alto Minho na exploração dos segredos e tesouros de diferenciados territórios líricos, dramáticos e épicos da nossa Literatura. Como acompanhá-los na aventura de descobrir e questionar os mais densos e cintilantes complexos ideológicos do pensamento nacional. E, quem sabe, alguns desses discípulos ainda sobrevivam e possam agora testemunhar essa oportunidade que a escola e a sorte um dia lhes concedeu.

Na cidade do Lima, no quadro da lição “de sapiência” do ano lectivo de 1946-1947 - ano de inauguração do novo e belo edifício escolar que tanta personalidade arquitectónica garantiu àquele arrabalde urbano da Quinta dos Quesados -, o jovem Saraiva, escolar que não ignorava as exigências do ofício, expôs o essencial do que pensava sobre a questão do ensino e a urgência em desenvolver uma pedagogia activa, renovada e experimental, tendo em mente “a igualdade e liberdade pela cultura”. Temática que desde cedo o atraiu e logo deu a conhecer em diferentes textos publicados na revista Seara Nova (1945). O programa, densamente elaborado, desenhado de um ângulo fortemente crítico e sociológico, defendia uma imperativa vivência democrática no quotidiano da vida académica, obviamente irreconciliável com a ordem social e política vigentes.

Uma súmula dessa memorável palestra vianense será nesse mesmo ano editada na forma de um opúsculo intitulado A Escola, problema central da nação. Não será, pois, excessivo considerar que AJS deve ser visto como uma das mais insignes personalidades intelectuais que passou por Viana do Castelo. Que aí viveu e que aí procurou insuflar energias novas ao corpo docente e discente da sua escola mais tradicional e prestigiada.

No seu mais amplo espaço de cidadania, aí se envolveu ainda, directamente, na vida política do país em aliança com os trabalhadores e outros cidadãos que, em 1949, deram apoio ao general Norton de Matos, de naturalidade limiana, na sua campanha eleitoral para a Presidência da República. No contexto desse empenhamento cívico, quando Saraiva gozava já nos sectores de oposição política mais aguerrida, nomeadamente no interior do PCP, do estatuto de mentor, isto é, de guia intelectual. Atitude que lhe veio a custar bem caro: meses de prisão, a proibição de vários livros publicados e o afastamento compulsivo da função pública e do ensino em todos os seus graus e modalidades. Seguindo-se dez anos de isolamento beneditino, um solitário período de árduas pesquisas, de escrita continuada e de uma obra que se ia avolumando graças à fidelidade de um público exigente que lhe assegurava a relevância pública e o sustento familiar. Mas também acumulando um enorme desgaste psíquico agravado pela recorrente hostilidade do regime e pelos insultos e ameaças emitidos pelos seus mais rudes vigilantes e prosélitos.

Coagido finalmente ao exílio no exterior, entre 1959 e 1975, de início prosseguiu em Paris o seu trabalho como investigador ligado ao Collège de France e a seguir integrou o Centre National de la Recherche Scientifique. Numa metrópole nem sempre amistosa, sentiu aí a carência dos laços familiares e a agressividade das diversas linhas da oposição ao regime português que lá se digladiavam. Como ainda lhe faltava a atmosfera de uma escola e o diálogo pedagógico que tanto apreciava e que tão vibrante análise crítica lhe havia inspirado.

Vivência, por fim, em parte recuperada, após concurso internacional com o regresso ao ensino universitário na Holanda e a direcção da Secção de Estudos Portugueses da Universidade de Amesterdão (1970-1974). Tempos, contudo, por razões diversas, ainda sentimental e profissionalmente difíceis. No conjunto deste longo período de expatriação, desfrutando no entanto, de múltiplas experiências políticas, culturais e sociais. E do mesmo passo, no contacto com as comunidades emigrantes, com a ligação a círculos de pensamento de um rigoroso escrutínio teórico e preconizando outros modelos de pedagogia, com a descoberta de outras fontes de informação e com as elucidativas e desanimadoras visitas à URSS, todo esse novo mundo vindo a permitir-lhe uma profunda renovação de padrões críticos, de militância política e de valores para a vida.

No regresso a Portugal, após a revolta do 25 de Abril de 1974 e o colapso do Estado Novo, a sua reintegração no sistema de ensino de onde havia sido banido em 1949 pela governação ditatorial salazarista (de início na Universidade Nova e depois na Universidade de Lisboa), e após os acontecimentos que provocaram a descolonização e a reconversão do sistema político no sentido de uma república liberal, Saraiva assumiu o papel ingrato e simultaneamente grandioso de consciência crítica da nação. Sobretudo quando o país se viu na iminência de ver destruído o modo de vida de amplos sectores populacionais, aniquilada a sua configuração simbólica e, in fine, ameaçado de vir a soçobrar numa ditadura de sinal totalitário. Desde aí, a teorização dos ideais liberais matizados por uma ética muito singular de pendor anarquizante e a defesa da frugalidade existencial e dos ideais ambientalistas - de que a revista Raiz e Utopia que patrocinou viria de certa forma a assumir na viragem dos anos 70 para a década seguinte -, definiram o essencial do seu activo e categórico percurso cívico e cultural.

Convém registar que Saraiva foi um profícuo colaborador de jornais e revistas de diferente âmbito temático e com públicos diferenciados. Como sempre foi muito solicitado a prestar testemunho e a dar à grande imprensa várias dezenas de longas entrevistas. Ao nível da alta cultura são de destacar as suas colaborações, entre outras, para as revistas Litoral, Seara Nova, Vértice, Les Temps Modernes, Annales ESC, Poétique, Critério. Com a recente publicação das suas correspondências (com Óscar Lopes, com Luísa da Costa e com Teresa Rita Lopes, todos criadores literários e os elementos mais chegados do seu círculo de amizades), a sua imagem de intelectual insubmisso, evidenciada nos dramas de uma existência sempre em transe especulativo e sempre inquieta, ganha até uma insuspeita aura romântica e uma outra espessura humana. 

A Casa da Eira - Lanhelas

CÂMARA PROMOVE CAMPANHA DE REDUÇÃO DE 50% DAS TARIFAS DA LIGAÇÃO À REDE DE SANEAMENTO PARA OS MORADORES NA TRAVESSA DA CANCELA EM LANHELAS

Execução de Infraestruturas de drenagem de águas residuais concluída

A empreitada “Infraestruturas de drenagem de águas residuais” na Travessa da Cancela em Lanhelas já terminou. Agora, os munícipes residentes já podem requerer na Câmara Municipal de Caminha a ligação das suas habitações à rede pública de drenagem de águas residuais com uma redução de 50%. A campanha termina a 31 de dezembro.

Recorda-se que esta rua foi alvo de uma intervenção de fundo. A Câmara Municipal de Caminha executou a empreitada “Infraestruturas de drenagem de águas residuais”, no montante de 17. 312,86 + IVA. Esta obra englobou a instalação de um coletor público de drenagem de águas residuais e de 9 ramais domiciliários. Depois de colocada a rede de saneamento, a rua foi repavimentada.

O requerimento desta ligação insere-se na campanha de redução de 50% com os encargos decorrentes da ligação à rede pública de drenagem de águas residuais de habitações unifamiliares, que o Município tem vindo a realizar nas freguesias do concelho, desde que os ramais não possuam uma extensão superior a 20 m. A campanha está em vigor até ao dia 31 de dezembro. O objetivo é apoiar os munícipes, libertando-os de alguns encargos, de modo a proporcionar-lhes uma melhor qualidade de vida.

Para além da redução dos 50% com os encargos decorrentes da ligação ao saneamento, esta campanha ainda permite que os restantes 50% do valor em causa possam ser pagos em doze prestações mensais anexadas na fatura da água.

Esta campanha visa ainda aumentar as taxas de adesão às redes públicas de drenagem e tratamento de águas residuais, contribuindo para a melhoria da qualidade ambiental do concelho.

CASA DA ANTA EM LANHELAS DÁ A CONHECER GENEALOGIA DE GOMES FREIRE DE ANDRADE

Em busca da genealogia de um “mártir da pátria”, Gomes Freire de Andrade

Com o registo e comunicação electrónica (WWW) dos elementos que definem a identidade e as relações de parentesco entre os indivíduos, as pesquisas destinadas a elaborar a árvore genealógica das famílias têm crescido extraordinariamente nas últimas décadas. Uma curiosidade natural e, decerto, uma compulsão psíquica condicionada pelo gigantismo e anonimato característicos das aglomerações urbanas onde, ano após ano, afluem e acumulam grandes massas populacionais.

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Neste quadro, e tendo em sua posse um amplo acervo documental relativo à genealogia de Gomes Freire de Andrade (1757-1817), um general partidário das ideias liberais e um dos mais brilhantes militares da sua época, na passagem do bicentenário da sua condenação à morte e execução por crime de lesa majestade, a Casa da Eira, em Lanhelas, promove uma mostra e análise deste interessante espólio. Constituído por elementos reunidos ou produzidos pacientemente por um investigador sabugalense, J. Gomes (Freire) Pinharanda, cuja linhagem o interliga à do malogrado general, e que, aliás, se apresenta como seu descendente directo. Dadas as circunstâncias que envolveram as relações conjugais do homem que acompanhou Napoleão Bonaparte nas suas temerárias incursões pela Europa, estamos perante uma reivindicação controversa, fundada, no essencial, numa romanesca tradição familiar.

Temos, pois, em vista um debate centrado nas andanças bélicas além-fronteiras do eminente precursor da revolução liberal em Portugal, bem como o aflorar do tema do imperialismo napoleónico e das violências geradas lá por onde passava a soldadesca ocupante francesa. E ainda virá a propósito reflectir acerca da abrasiva problemática da traição e redenção no tocante ao elo sentimental e político que cada qual estabelece com a comunidade de origem. E será ainda de meditar sobre as múltiplas formas de mitificação historiográfica., como de considerar a temática do expeditivo sistema de justiça do Antigo Regime em contraposição aos avanços civilizacionais decorrentes do triunfo do ideário das Luzes.

Na sessão inaugural, em complemento ao debate, com ilustração musical a cargo de um duo de teclas e clarinete, efectuar-se-á uma leitura dramatizada de alguns textos evocativos desta ímpar figura da história portuguesa agora recordada. 

MUNICÍPIOS DE CAMINHA E A GUARDA VÃO PROMOVER O PERCURSO ‘FORTALEZAS DO BAIXO MIÑO’ NO DIA 16 DE SETEMBRO

Iniciativa conjunta dos municípios de Caminha e A Guarda realizada no âmbito da candidatura do “Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO

‘Fortalezas do Baixo Miño’ é o próximo percurso pedestre que os municípios de Caminha e A Guarda vão promover no âmbito das iniciativas conjuntas da candidatura do Estuário do Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO. O percurso pelas margens do Rio Minho terá lugar no dia 16 de setembro, pelas 07H30.

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Com esta iniciativa pretende-se dar a conhecer os territórios de ambas as margens do Rio Minho e promover a cooperação e o intercâmbio cultural entre os dois povos, isto é promover a riqueza histórica, cultural, paisagística, ambiental, económica, etnográfica e humana destes dois concelhos.

‘Fortalezas do Baixo Miño’ é um percurso com uma distância de 22 Km, com um grau de dificuldade considerado fácil. A saída de Caminha está prevista para as 07H30. Este percurso é marcado por um trajeto ao longo das margens do Rio Minho, desde Goian até A Guarda, passando por Vila Nova de Cerveira e Caminha, localidades onde será possível apreciar e visitar as fortalezas existentes.

Até outubro, os Municípios de Caminha e A Guarda estão a promover a iniciativa “Andainas”, que consiste na promoção de vários percursos pedestres, a realizar tanto em território português como espanhol, no âmbito das iniciativas conjuntas da candidatura do Estuário do Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO. Já se realizaram os percursos ‘Caminho dos Burros (S. Xián (O Rosal) – A Guarda)’; ‘Allariz – Augas Santas (Ourense)’e ‘Romaria de S. João d’Arga’. “Andainas” termina com o percurso ‘Rota das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos’.

O custo de participação será de 12 euros por pessoa, para cada um dos percursos. Os dois municípios assegurarão o apoio logístico e o transporte dos participantes até aos pontos de partida e no regresso das etapas. As inscrições são obrigatórias e deverão ser realizadas para o mail ambiente@cm-caminha.pt ou para os telefones 258 721 708 ou 914 476 461.

CÂMARA DE CAMINHA ESTÁ A INTERVIR NA TRAVESSA DA CANCELA EM LANHELAS

A Travessa da Cancela em Lanhelas está a ser alvo de uma intervenção de fundo. A Câmara Municipal de Caminha está a executar a empreitada “Infraestruturas de drenagem de águas residuais”. Dotar o arruamento de rede de saneamento vai custar 17.312,86 + IVA.

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Dotar as freguesias do concelho das infraestruturas básicas,com vista a melhorar a qualidade de vida das populações tem sido uma das preocupações do executivo camarário. Na realidade, este arruamento não possuía rede de saneamento. Assim, com esta intervenção, uma obra muito desejada,os lanhelenses veem assim mais um desejo cumprido. Dentro de algumas semanas, os moradores da Travessa da Cancela já podem efetuar a ligação das suas casas à rede de saneamento pública.

Esta obra engloba a instalação de um coletor público de drenagem de águas residuais e de 9 ramais domiciliários, o que permitirá a ligação a estas infraestruturas das moradias existentes e a construir, no referido arruamento. Depois de colocada a rede de saneamento, a rua será repavimentada.

É de referir a cooperação dos proprietários dos terrenos para realizar esta empreitada.

CASA DA EIRAS EM LANHELAS EXPÕE A "VIA CRUCIS" DO ARTISTA FRANCÊS FRANÇOIS DUBERCELLE

A Via Crucis de Dubercelle, a arte religiosa e a cenografia da Paixão

A Casa da Eira, em Lanhelas, dando continuidade a um projecto destinado a incrementar a “literacia” visual e a análise de temas de grande actualidade sem desdenhar o confronto com o passado, a cultura e as tradições que nos identificam enquanto povo -, promove o primeiro evento do ano de 2017 com uma exposição/debate consagrada à série de 14 estampas originais da famosa via sacra do artista plástico francês François Philippe Dubercelle.

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Relevante desenhador e gravador, em actividade na 1ª metade do século XVIII, distinguiu-se na produção de mapas e na ilustração de livros. Na qualidade de autor de estampas de carácter satírico, género de intervenção cívica muito cultivado em França, Dubercelle, cuja biografia é mal conhecida, terá excedido os limites de tolerância definidos pela censura e a audácia acabou por levá-lo a cumprir um ano de cárcere.

Relativamente à sua incursão na esfera da arte sacra, a Via Crucis granjeou-lhe, por sua vez, além-fronteiras, uma manifesta notoriedade. De facto, em Itália (San Martino, Amatrice) e em Espanha (Umbrete, Ródenas, Montesa e Alcora), foram descobertos, restaurados e musealizados diversos painéis de azulejo que reproduzem ou se inspiram na narrativa duberceliana do itinerário e suplícios sofridos por Cristo entre o Pretório onde foi sentenciado e o Calvário, local da sua crucifixão.

Ora no próximo ciclo de celebrações pascais ainda tão vivazes em numerosas povoações do Alto-Minho, quer no plano litúrgico quer no âmbito de uma festiva e popular sociabilidade, contemplar e problematizar uma representação plástica da cena fundadora do cristianismo e matriz imagética cimeira da história da arte do Ocidente, é, decerto, um aliciante desafio.

SEGUNDO ENCONTRO PARTICIPATIVO EM LANHELAS ELEGEU QUATRO PROJETOS QUE SERÃO ALVO DE ANÁLISE TÉCNICA

Lanhelas acolheu segunda sessão do OP 2017 e a terceira está já marcada para dia 20, em Azevedo

Mais quatro propostas vão ser alvo de avaliação técnica no âmbito do Orçamento Participativo de Caminha. Este foi o resultado do Encontro Participativo que decorreu ontem, na Casa do Povo de Lanhelas, em que participaram quatro dezenas de pessoas. As quatro propostas, selecionadas entre as que foram apresentadas ao plenário são: Parque infantil e equipamento de fitness (Lanhelas); Parque Infantil (Vilar de Mouros); Rede Wi-Fi (Seixas) e Recuperação do edifício das Pedras Ruivas (Seixas).

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O segundo Encontro Participativo desta 3º edição, que teve lugar na Casa de Povo de Lanhelas, dizia respeito às freguesias de Lanhelas, Seixas e Vila de Mouros. Quatro dezenas de pessoas constituíram sete grupos, onde viriam a ser apresentadas 24 propostas. A concertação no seio desses grupos levou à eleição de 15 propostas, que foram apresentadas e defendidas perante o plenário.

Ouvidas as explicações dos proponentes e efetuada a votação, seriam apuradas quatro propostas, as mais votadas, que passam agora à fase seguinte, qua avaliará da sua viabilidade. Os resultados da votação foram os seguintes: Parque infantil e equipamento de fitness – Lanhelas (28 votos); Parque Infantil – Vilar de Mouros (24 votos); Rede Wi-Fi – Seixas (14 votos) e Recuperação do edifício das Pedras Ruivas – Seixas (14 votos).

O terceiro Encontro Participativo desta 3º edição, realiza-se em Azevedo, no próximo dia 20, pelas 18H00, no edifício da Junta de Freguesia, abrangendo Azevedo, Venade e Argela.

Na primeira sessão, realizada em Arga de Baixo, a maioria das pessoas escolheu a Aquisição de três Kit’s para combate a incêndios incluindo uma viatura, como projeto prioritário para o concelho. A 3ª edição do Orçamento Participativo de Caminha começou assim na Serra d’Arga e, como oportunamente referimos, ficou marcada pela grande afluência de pessoas, mais de sete dezenas, que seriam distribuídas por 10 grupos. Na altura foram apresentadas 20 propostas nos grupos e apresentadas no plenário 16. Destas 16 propostas, o plenário escolheu apenas a “Aquisição de 3 Kit’s para combate a incêndios incluindo uma viatura – Argas e Dem”(66 votos).

O Orçamento Participativo de Caminha é um processo de participação cidadã, que visa assegurar o envolvimento dos munícipes na decisão anual sobre as prioridades de investimento público autárquico, reforçando, desse modo, os mecanismos de interação com a população, de transparência na alocação dos recursos públicos e de aprofundamento da democracia a nível local. O Orçamento Participativo 2017 contempla uma verba de 195 mil euros, o que correspondente ao montante de IRS que se prevê que os munícipes do concelho paguem durante o ano de 2017.  Cada projeto não poderá ultrapassar os 65 mil euros.

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MUNICÍPIO DE CAMINHA RENOVA REDES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE SANEAMENTO NA RUA DA LIBERDADE EM LANHELAS

A Câmara Municipal está a proceder à renovação das infraestruturas de água e saneamento da Rua da Liberdade, em Lanhelas. Miguel Alves esteve no local, acompanhado de Josefina Covinha, para verificar a obra em curso.

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A Câmara Municipal está a intervir na Rua da Liberdade, de modo a complementar a requalificação urbanística que a Junta de Freguesia de Lanhelas irá levar a efeito naquela rua, entre a Igreja Matriz e a bifurcação da Rua do Covelo. Trata-se de uma obra há muito ansiada pelos lanhelenses. Esta intervenção engloba a reconstrução de muros, a reformulação de passeios, colocação de piso novo, execução da rede de águas pluviais e a relocalização do Espigueiro.

Quanto aos trabalhos de renovação das infraestruturas de água e saneamento é de referir que estão a ser executados pelos funcionários do Município e englobam: a instalação de uma nova conduta de abastecimento de água, numa extensão aproximada de 300 metros, com um diâmetro superior; a renovação de todos os ramais de abastecimento de água e de saneamento que não se encontrem em adequadas condições e a colocação de um marco de incêndio junto ao edifício do jardim infantil.

Esta intervenção que o Município está a realizar vai permitir melhorar as condições de abastecimento de água na freguesia, bem como melhorar a qualidade de vida dos lanhelenses.

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CASA DA EIRA EM LANHELAS EVOCA ARQUITETO MIGUEL VENTURA TERRA

A Casa da Eira, em Lanhelas, ao iniciar um novo ciclo de eventos, O ALTO MINHO: ESPAÇOS, PRÁTICAS, FIGURAS, promove uma Exposição/Mesa-redonda consagrada à difusão e análise da obra do arquiteto seixense Miguel Ventura Terra.

Isto, por altura da comemoração da centúria e meia de aniversários do nascimento desta figura de proa da cultura portuguesa, a cumprir no próximo mês de Julho.

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CENTENAS DE LANHELENSES PARTICIPAM NA INAUGURAÇÃO DO ESTÁDIO ILÍDIO COUTO

Os lanhelenses foram ontem em massa à inauguração do Estádio Ilídio Couto. “Durante demasiado tempo Lanhelas esteve mais esquecido do que merecia. Hoje fazemos um pouco de justiça áquilo que Lanhelas merece.

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Estamos hoje não só num momento solene, mas num momento de verdadeira alegria. Conseguimos dar respostanão só a um anseio da população de Lanhelas, dos adeptos de futebol, daqueles que amam o seu clube, mas de toda a população do concelho de Caminha”, realçou Miguel Alves durante a cerimónia, acrescentando que: “estamos aqui para inaugurar uma obra 650 mil euros, só no montante ilegível, investidos em Lanhelas com apoio do Estado, com apoio do Governo. Mas também estamos aqui a sublimar a nossa história enquanto povo desta grande freguesia”.

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O novo e mais recente equipamento desportivo do concelho de Caminha, o Estádio Ilídio Couto, foi ontem inaugurado pelo Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues. A cerimónia, marcada pela bênção do campo e pelo jogo Lanhelas F.C – A.C. Cardielense, contou com a presença de centenas de lanhelenses e adeptos do Lanhelas F. C. Para além de todos os que quiseram acompanhar o momento, esta cerimónia contou com a presença de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Cultura e da Educação, Ilídio Ramalhosa, presidente do Lanhelas F. C., Josefina Covinha, presidente da Junta de Freguesia de Lanhelas, vereadores da Câmara Municipal de Caminha e de Monção, deputados na Assembleia da República pelo circulo de Viana do Castelo, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, dirigentes da Associação de Futebol de Viana do Castelo, e vários presidentes de associação do concelho de Caminha.

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Sobre o novo equipamento, apetrechado com todas as condições para a prática desportiva, Miguel Alves sublinhou “temos hoje aqui um espaço que está preparado para honrar a história de Lanhelas, mas sobretudo está preparado para acompanhar o futuro de Lanhelas e do seu clube. Agora, temos condições para a prática desportiva, para formar os nossos jovens, não só para criar os Cristianos Ronaldos do futuro, mas para poder dar às nossas crianças, à nossa juventude as condições para poderem praticar um desporto, para a qui construírem o seu futuro coletivo de acordo com aqueles que são os valores do desporto, da disciplina, da solidariedade, da fraternidade, da superação”.

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O presidente da Câmara Municipal agradeceu a presença do Ministro da Educação e enalteceu “o cuidado que tem tido com o nosso concelho, que é o concelho dele também, o cuidado que tem tido com as escolas e com o desporto”.

Tiago Brandão Rodrigues sublinhou o gosto em estar no concelho de Caminha: “é bom estar aqui. É bom poder regressar a Caminha e é muito bom poder regressar a Lanhelas. É com muito gosto poder voltar onde uma boa parte de mim, a melhor parte de mim nunca saiu. não é uma honra protocolar, é uma honra real poder estar aqui a inaugurar este novíssimo estádio que leva o nome do benemérito, que doou este campo à freguesia nos anos 30”.

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O Ministro da Educação sublinhou o papel da autarquia “por ter conseguido agregar as vontades e os recursos para fazer esta obra notável”. Em Lanhelas, Tiago Brandão Rodrigues, disse: “trabalhamos para que o desporto profissional seja cada vez mais profissional, mais sério e competitivo, como trabalhamos para que o desporto amador seja cada vez mais praticado. Mas trabalhamos para que o desporto seja muito mais que coisa única e simplesmente de atletas e desportistas, trabalhamos para que o desporto exista na mente e no corpo, mas também na ideia e na ação de todos os nossos cidadãos. O desporto tem que estar presente em todos nós”, rematou.

Sobre o jogo, o ministro disse não ser um jogo qualquer:“é o jogo que abre este estádio às pessoas e aos desportistas de Lanhelas e já agora aos distritos vizinhos”.

Josefina Covinha realçou o momento de alegria vivido pela comunidade lanhelense ao inaugurar o Estádio Ilídio Couto: “é um momento de alegria e de festa de toda uma comunidade que vê os seus desejos realizados”. A autarca de Lanhelas lembrou que a iniciativa do presidente da Câmara candidatar “este espaço desportivo a uma qualificação desta dimensão, se insere num conjunto de projetos a levar a efeito nesta freguesia. E, este em particular contribui para colocar a nossa terra na vanguarda da fruição do espaço desportivo de grande nível”.A edil da freguesia deseja ainda que com esta inauguração se inicie uma nova etapa na história do Lanhelas F. C “numa perspetiva de abertura e inovação face a novos desafios sem cair nunca no conformismo e na inércia. Desejo que este estádio seja palco de grandes momentos para a nossa equipa e para o desporto”.

Ilídio Ramalhosa também realçou a importância do momento para o clube e para a comunidade. Sobre as novas instalações, o presidente do clube disse: é uma obra dotada de equipamentos modernos. É um enorme desafio à própria coletividade no sentido de encontrar as melhores soluções de gestão que permitam a sua melhor utilização. Oslanhelenses saberão reconhecer no futuro as excelentes condições desta obra que estamos a inaugurar”.

Recorda-se que o campo de jogos de Lanhelas era um espaço antigo e sem condições funcionais e de conforto satisfatórias. Agora, oslanhelenses e todo o concelho têmao dispor um campo de futebol completamente renovado e adequado para a prática desportiva. A empreitada englobou a colocação de piso sintético, a construção de balneários e a preparação de área para bancadas.

A obra resulta de uma candidatura aprovada pela Comissão Diretiva do ON.2. O custo total é de 898.085,53 euros. O investimento elegível é de 652.000,01 euros e foi comparticipado em 85% pelo FEDER, sendo o restante montante da responsabilidade do Município de Caminha. Esta foi uma aposta do Executivo, que conseguiu aproveitar os últimos fundos comunitários, uma oportunidade que não deverá repetir-se no novo quadro comunitário, onde os equipamentos desportivos têm prioridade negativa.

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