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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PALÁCIO DA JUSTIÇA DE ARCOS DE VALDEVEZ VAI TER SEGUNDA SALA DE AUDIÊNCIAS

Câmara Municipal executa obras para criar segunda sala de Audiências no Palácio da Justiça de Arcos de Valdevez

A Câmara Municipal abriu procedimento concursal para a execução da obra de Reorganização Funcional - Sala de Audiências do Palácio da Justiça de Arcos de Valdevez, pelo valor base de 50.000 Euros e um prazo de 90 dias.

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Esta obra visa a criação de uma segunda sala de audiências e pressupõe a reorganização funcional de um conjunto de espaços, cujo desenvolvimento se prolonga para o piso superior.

Serão criados gabinetes de serviço de apoio e sala de espera; a sala de audiências será dotada de todas e necessárias infraestruturas ao seu correto funcionamento.

Com esta intervenção o Município pretende contribuir para a melhoria da qualidade das instalações e, consequentemente, das condições de funcionamento dos serviços.

Desta forma, a Câmara Municipal dará mais um contributo para aproximar os cidadãos dos serviços públicos, em particular da Justiça, em Arcos de Valdevez.

De referir também que foi promulgado recentemente o diploma do Governo que altera o mapa judiciário e que reforça a especialização dos tribunais judiciais, tendo o concelho de Arcos de Valdevez recuperado o Juízo Local Criminal.

PCP PRONUNCIA-SE ACERCA DOS CASOS JUDICIAIS RELACIONADOS COM ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS DA NOSSA REGIÃO

Sobre os casos judiciais que envolvem a Associação Industrial do Minho e Associação Comercial e Industrial de Barcelos

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Têm vindo a público notícias sobre um caso judicial que envolve a AIMinho (Associação Industrial do Minho) e várias empresas do distrito de Braga. O Ministério Público acusou 126 pessoas ou empresas de diversos crimes, havendo a suspeita do desvio de cerca de 10 milhões de euros. O processo corre ainda os seus trâmites nos tribunais mas não é a primeira vez que há suspeitas sobre o uso dado aos chamados “fundos europeus”. Ao longo dos anos, vai ficando claro um padrão comum de actuação. Esquemas de facturação falsa, truques contabilísticos e cumplicidades entre diversos intervenientes, têm permitido a criação de redes interessadas em obter ilegalmente fundos a que não teriam direito.

Neste e noutros casos – como o do alegado esquema fraudulento envolvendo a Associação Comercial e Industrial de Barcelos - vêm a público ligações dos acusados com figuras proeminentes do poder político, nomeadamente a figuras de relevo no PS e no PSD, e com os grandes grupos económico, bem como da circulação, estilo “porta giratória”, entre cargos públicos e posições de destaque nos quadros de empresas privadas.

O que este tipo de casos parece revelar é a existência de uma certa banalização das situações em que redes de tráfico de influência com ligações a centros de poder político e económico alimentam teias de corrupção.

Fundos comunitários que deveriam ser utilizados para o desenvolvimento económico, criação de emprego, melhoria das condições de trabalho e correcção de desequilíbrios regionais, acabam por ser usados para outros fins. Várias vezes ouvimos responsáveis da AIM falarem de competitividade e da falta de formação, bem como da impossibilidade de aumentos salariais. Se os projectos financiados, ao invés de alimentarem estas redes criminosas, tivessem servido para a formação de trabalhadores e para apostar na sua qualificação, podiam efectivamente reforçar o tecido produtivo da região, bem como melhorar as condições de trabalho e salariais. Para além disso, estas promiscuidades acabam por acentuar a descredibilização do regime democrático.

O combate à fraude e ao desvio de fundos comunitários necessita que as entidades públicas tenham os meios humanos e materiais adequados às investigações e à eficiência e celeridade da Justiça. Há anos que o PCP vem alertando para os perigos do desinvestimento na Administração Pública e a entrega de várias áreas à gestão privada. É evidente a necessidade de resposta aos múltiplos problemas que enfrentam os serviços públicos, onde consecutivas opções orçamentais têm vindo a limitar a sua capacidade de acção. Estes casos mais recentes fazem recordar a importância do combate decidido à fraude e corrupção. O PCP tem vindo a apresentar várias propostas sobre estas matérias, desde o combate aos offshore, ao enriquecimento injustificado,  à criminalidade económica e financeira, passando pelo reforço da cooperação judiciária internacional e pelo reforço dos meios de fiscalização do Estado. Um efetivo combate à corrupção tem de passar pelo respeito da autonomia do Ministério Público, por um adequado investimento na Polícia Judiciária, sem esquecer o reforço de meios humanos e materiais dos tribunais.

Apenas a ruptura com a política de direita, que engendra as situações descritas, permitirá colocar a região de Braga e o país no rumo de uma política alternativa, Patriótica e de Esquerda, em que será possível garantir um desenvolvimento económico assente no emprego com direitos e no progresso social, em que o sector empresarial e os serviços públicos estejam ao serviço do povo e do País.

O Gabinete de imprensa da DORB do PCP

MUNICÍPIO DE VIZELA AVANÇA COM QUEIXA-CRIME CONTRA ÁGUAS DO NORTE S.A.

Derivado do termo “Avicella”, o Rio Vizela ou “Avicella” tem uma extensão de cerca de 40 quilómetros e insere-se num numeroso grupo de pequenos afluentes do Rio Ave, destacando-se ainda o Rio Selho, o Pele e o Este.

Quanto ao seu percurso, este inicia-se na Serra da Cabreira, no alto de Mogaír, 893 metros acima do nível do mar, entre as freguesias de Aboim e Gontim do concelho de Fafe, no distrito de Braga. A sua nascente localiza-se, a cerca de 50 metros do marco geodésico no ponto mais alto de Mogaír.

Corre em direção a sudoeste até perto de Jugueiros, Felgueiras, a partir daí, toma a direção oeste e vai desaguar na margem esquerda do Rio Ave, perto de S. Miguel das Aves, em Santo Tirso, no distrito do Porto.

Foi nas suas margens, que as primeiras civilizações se instalaram, recorrendo e aproveitando tudo o que o Rio Vizela lhes dava. Este oferecia-lhes desde a sua água até à fertilidade das terras, onde se encontravam os campos de cultivo. Todo este processo permitiu assim, o desenvolvimento e a subsistência destas civilizações, levando a uma consolidação populacional e demográfica, originando o que realmente é agora Vizela.

Foram vários os cultos levados a cabo por estas civilizações relacionados, ou não, com o Rio Vizela. Podemos destacar o culto ao “Deus Bormânico”, a divindade das águas, cujo objetivo consistia basicamente na proteção “superior” para os perigos da natureza, para que a água deste rio nunca faltasse, assim como o próprio peixe, entre outro tipo de cultos praticados em épocas remotas.

Sendo Vizela um Concelho e uma Cidade virados para o Rio terá obrigatoriamente de se desenvolver todos os esforços conducentes à sua total recuperação, para que, por via dela, todos possam colher os benefícios de natureza ambiental, desportiva, lúdica e económica que daí, necessária e indubitavelmente, resultarão, e que, à semelhança da recuperação termal e da dinâmica de outras medidas que nos propôs implementar, contribuirão decisivamente para a ansiada recuperação económica e financeira.

Nesse sentido, desde que este Executivo Municipal iniciou funções, que tem sido adotada uma nova estratégia para a despoluição do Rio Vizela, comconstantes diligências da Autarquia, sendo que se tem verificado que, mais do que os restantes, a empresa Águas do Norte tem sido o principal foco poluidor do nosso Rio.

Assim, a Câmara Municipal de Vizela vai avançar com uma queixa-crime contra a aquela empresa, manifestando o seu repúdio contra a ação da Águas do Norte S.A. por se constatar ser um foco poluidor do Rio Vizela.

É profundamente lamentável que uma infraestrutura como uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), que deveria servir única e exclusivamente para o tratamento de águas residuais, e que prestam um serviço público, continuem a ser um foco poluidor do Rio Vizela.

De salientar que a Câmara Municipal de Vizela considera que a despoluição do Rio Vizela é uma medida essencial para o desenvolvimento sustentado do turismo do Concelho, pelo que se torna evidente que é necessário assegurar o cumprimento e/ou respeito do plano de despoluição do Rio Vizela, nomeadamente exigindo-se e fazendo-se cumprir as normas legais aplicáveis.

TRIBUNAL DE PONTE DA BARCA VOLTA A TER JUÍZO CÍVEL EM JANEIRO DE 2019

No âmbito da cerimónia de assinatura do protocolo entre o Município de Ponte da Barca e a Direção-Geral da Administração da Justiça, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, anunciou que “o Tribunal de Ponte da Barca em 2019 vai voltar a julgar processos cíveis até aqui julgados em Arcos de Valdevez, sendo um claro sinal aproximação da justiça aos cidadãos e de conquista por parte dos barquenses de um dos mais elementares serviços públicos a serem prestados pelo Estado em Ponte da Barca”.

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O protocolo celebrado entre o Município Barquense e o Ministério da Justiça, assinado no Dia do Município,

pretende assegurar uma colaboração estreita na área das infraestruturas, com o desígnio de promover a

conservação das instalações do Tribunal de Ponte da Barca bem como a reparação do mobiliário, contribuindo dessa forma para a melhoria da qualidade das instalações e, consequentemente, das condições de funcionamento dos serviços a serem prestados ao munícipe.

No âmbito do processo de descentralização levado a cabo pelo Governo, o autarca barquense referiu que “mais do que transferir para as Autarquias competências e responsabilidades, é fundamental que esta sejam acompanhadas pela respetiva parte financeira, pois as Autarquias tem de estar devidamente preparadas para poderem corresponder com eficiência e eficácia no serviço público a ser prestado e não meros depósitos de responsabilidades que a Administração Central dispensa de ter na sua esfera de ação direta”.

“A celebração do presente protocolo é portanto, um bom sinal de confiança do Ministério da Justiça no Município de Ponte da Barca e na forma como este gere as suas infraestruturas e equipamentos, sendo um aspeto fulcral para assegurar a equidade no acesso a bens e serviços públicos essenciais como é o caso da Justiça” afirmou Augusto Marinho na sessão solene de assinatura que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho onde, a par da presença do Diretor Geral da Administração da Justiça, Luís Borges Freitas, contou com igual presença do Juiz Presidente da Comarca de Viana do Castelo, Júlio Pinto.

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CABECEIRAS DE BASTO ESCLARECE MEDIAÇÃO FAMILIAR E LABORAL

Direção-Geral da Política de Justiça realizou ação de informação em Cabeceiras de Basto

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, participou no passado dia 11 de outubro, na Casa do Tempo, numa ação de informação realizada pela Direção-Geral da Política de Justiça sobre mediação familiar e mediação laboral, um serviço disponível no concelho Cabeceirense desde junho passado, altura em que o presidente da Câmara e a Diretora-Geral da Política de Justiça, Susana Antas Videira, assinaram um protocolo de colaboração relativo àqueles sistemas de mediação. Trata-se de um serviço público que se reveste da maior importância para os cidadãos Cabeceirenses no âmbito da resolução de conflitos extrajudiciais.

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Foram convidados para esta iniciativa os agentes de justiça, designadamente advogados e solicitadores, os serviços do Tribunal e da Conservatória, bem como técnicos do Município.

A Direção-Geral da Política de Justiça, através do seu Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios, é o organismo do Ministério da Justiça que tem por missão, entre outras, apoiar a criação e a operacionalização dos meios extrajudiciais de resolução de conflitos, nomeadamente nos sistemas públicos de mediação nos assuntos familiares e laborais.

Os processos relativos ao Sistema de Mediação Familiar e ao Sistema de Mediação Laboral apresentam como principais vantagens a confidencialidade, a informalidade, a segurança, a eficácia, a celeridade e o custo reduzido.

De salientar que a Câmara Municipal, por força do protocolo assinado em junho, disponibiliza, desde então, instalações para o atendimento a ser efetuado pelos mediadores da Direção-Geral da Política de Justiça, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 e aos sábados, das 9h00 às 13h00.

ARCOS DE VALDEVEZ APRESENTA "JUÍZ DO SOAJO"

“Juiz de Soajo” teatralizado na Feira das Artes e Ofícios Tradicionais

A Feira das Artes e Ofícios Tradicionais de Soajo este ano, para além de toda animação habitual, como as rusgas ou as atuações musicais, proporcionou teatro aos visitantes, através da teatralização da sobejamente conhecida “Lenda do Juiz de Soajo”, no Largo Eiró.

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Este foi um momento de especial destaque, no qual participaram atores locais, de Soajo, encenados pelo Grupo de Teatro do Vez.

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“Lenda ou realidade, a história do juiz de Soajo, Ti Sarramalho, é por todos conhecida, sendo ele o símbolo da inteligência e justiça de todo o povo da Vila de Soajo.

O Juiz Sarramalho era um dos homens bons da terra, de passagem para a sua terra natal, deparou com um crime de morte de um indivíduo, sendo testemunha ocular.

O caso foi submetido a julgamento e face às provas testemunhais tinha de sentenciar. Proferiu então o seguinte veredicto: “Morra que não morra, dê-se-lhe um nó que não corra, ou degredado toda a vida e com cem anos para se preparar”.

É claro que esta decisão não foi entendida pela maioria das pessoas. A sentença subiu às instâncias superiores e por recurso. Foi então, chamado o Juiz de Soajo, para justificar e explicara sentença dada.

Cansado de tanto esperar de pé, pelos juízes do Tribunal da Relação, tirou a sua capa das costas e sentou-se nela, no chão.

Após ter justificado a sentença, retirou-se. Sendo chamado, quando descia as escadas, que se esquecera da capa. De maneira digna, respondeu com altivez: “O Juiz de Soajo, cadeira onde se sentou, nunca consigo a levou.”” - Excerto retirado do site da Junta de Freguesia de Soajo.

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TRIBUNAL DE ARCOS DE VALDEVEZ VOLTA A JULGAR PROCESSOS-CRIME

A Câmara Municipal congratula-se com o facto de, a partir do início do próximo ano, os processos-crime relativos ao Concelho voltarem a ser julgados no Tribunal de Arcos de Valdevez.

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Depois de ter sido devolvida ao Tribunal local a possibilidade de resolução dos litígios em matéria de família e menores, esta é mais uma competência que vai garantir aos arcuenses o acesso célere e menos oneroso à justiça.

A aproximação da justiça dos cidadãos, nomeadamente em territórios de baixa densidade, é, para a Autarquia, um aspeto fulcral, devendo ser, na sua perspetiva, assegurada a equidade no acesso a bens e serviços públicos essenciais.

PAREDES DE COURA QUER QUE O TRIBUBUNAL POSSUA MELHORES CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO

Paredes de Coura assinou protocolo para assegurar as melhores condições no Tribunal

O Município de Paredes de Coura acaba de celebrar um protocolo com a Direção-Geral da Administração da Justiça para assegurar a conservação do Tribunal local ao nível das infraestruturas.

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O documento foi assinado por Luís Borges Freitas, Diretor Geral da Administração da Justiça, e Vitor Paulo Pereira, Presidente da Câmara de Paredes de Coura, na presença de Júlio Pinto, Juiz Presidente da Comarca de Viana do Castelo, para assegurar a conservação das instalações e da qualidade dos espaços do Tribunal, em particular nas áreas da construção civil, eletricidade, águas sanitárias e esgotos, bem como a reparação do mobiliário, dessa forma garantindo a melhoria das condições de funcionamento dos serviços quer para os agentes judiciários, quer para o público em geral.

Recorde-se que na sequência da reabertura do Tribunal de Paredes de Coura, a 2 de janeiro de 2017 -- após ter sido encerrado três anos antes pelo governo de coligação PSD/CDS-PP por alegada falta de procura de serviço --, este Juízo de Proximidade tem-se cotado como de maior movimento, sendo o 2º com maior número de julgamentos a nível nacional, entre as duas dezenas de Tribunais então encerrados sob a tutela da ministra Paula Teixeira da Cruz.

Dos Juízos de Proximidade com maior movimento

A estatística de 2017 veio reforçar a ideia de um Tribunal com grande procura. No total, realizaram-se 65 julgamentos cíveis e criminais na Secção de Proximidade de Paredes de Coura, envolvendo um total de 507 pessoas intervenientes nestes atos. Por outro lado, foram realizados 1355 atendimentos pessoais e telefónicos e praticados 1826 atos no período em análise. Números que demonstram, claramente, a vivacidade do tráfego jurídico no concelho de Paredes de Coura, o elevado número de pessoas a quem a necessidade de participação em atos jurisdicionais afeta, bem como a necessidade e demanda do Tribunal por parte da população.

Por tudo isto, e para corresponder ao movimento elevado do Tribunal, o Município de Paredes de Coura está também a ultimar com o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça a celebração de um protocolo para custear a colocação de um elevador no edifício, tornando-o acessível a pessoas com mobilidade reduzida - algo que o Município vinha reivindicando há vários anos.

Aliás, neste âmbito convém recordar que o Município de Paredes de Coura garantiu, a custas próprias, as obras de melhoramentos no edifício do Tribunal que viabilizaram a sua reabertura no início do ano passado, num esforço financeiro considerável, mas necessário para melhor responder aos anseios dos courenses.

Tribunal Paredes de Coura

PAN QUER AUMENTO DAS PENAS PARA OS CRIMES DE INCÊNDIO FLORESTAL

PAN quer maior responsabilização penal dos crimes de incêndio florestal e alterações no índice de previsão

  • Relatório da Comissão técnica independente de março refere que as principais causas na origem das ignições foram as queimadas e o incendiarismo
  • Aumentar os limites das penas para os crimes de incêndio florestal
  • Crime de incêndio florestal deve ser de investigação prioritária
  • Substituição do atual índice de previsão de risco de incêndio (RCM) nos mecanismos de gestão de incêndio

As propostas do PAN, Pessoas-Animais-Natureza, que pretendem aumentar os limites mínimos e máximos das penas para os crimes de incêndio florestal, podendo ir até aos dez anos de prisão, e voltar a incluir o crime de incêndio florestal no leque de crimes de investigação prioritária definidos pela Lei de Política Criminal 2017-2019 serão discutidas no próximo dia 28 de março, quarta feira.

O relatório da Comissão técnica independente de março, refere que as principais causas que estiveram na origem das ignições foram as queimadas (33%) e o incendiarismo (36%). Assim sendo, pode-se estimar e prever comportamentos de risco associados ás queimadas, mas nas ignições com intenções duvidosas é impossível conhecer as motivações e prever este comportamento. Neste sentido, o PAN defende a importância de se alterar a moldura penal relativamente ao incêndio florestal e de incluir o crime de incêndio florestal no elenco dos “crimes de investigação prioritária”.

O PAN defende que os limites mínimos e máximos atuais das penas para o crime de incêndio florestal são manifestamente insuficientes e inadequados à realidade que vivemos uma vez que uma das variáveis reconhecida como causa da proliferação catastrófica de incêndios no território nacional prende-se com um número anormal de ignições com origem humana. Um elemento estatístico que demonstra a dimensão deste fenómeno prende-se com a identificação de 2554 fogos oriundos de atuação criminosa. De referir também que o Estado desconhece a origem de 4000 incêndios que deflagraram em 2017, o que corresponde a um terço da estimativa geral dos incêndios referentes ao ano passado, que poderão ou não ter tido mão humana.

Por outro lado, a Lei de Política Criminal referente ao biénio de 2017-2019 inclui o crime de incêndio florestal no elenco dos “crimes de prevenção prioritária” deixando-o, todavia fora do rol dos “crimes de investigação prioritária”. Esta opção é difícil de compreender quando verificada a realidade, sendo o crime de incêndio florestal um dos maiores flagelos do nosso país, havendo devastado só em 2017 mais de 500 mil hectares de floresta. O PAN entende que a calamidade que os incêndios florestais representam no nosso país, com tremendas repercussões pessoais e patrimoniais, sobretudo porque a esmagadora maioria das ignições derivam de condutas humanas, sejam elas voluntárias ou involuntárias, merece um cuidado muito específico por parte do legislador, devendo ser considerado como absolutamente fundamental ou prioritário em todos os ângulos de análise possíveis – seja na prevenção ou na investigação.

Após a análise do referido relatório, o PAN verificou ainda que a severidade dos incêndios de outubro esteve diretamente ligada a fenómenos pirometeorologicos influenciados pelo furacão Ophelia. Face a estudos científicos recentes estas condições meteorológicas extremas tendem a intensificar-se no futuro devido às alterações climáticas, pelo que o PAN apresentou também uma iniciativa legislativa que será debatida no mesmo dia e que recomenda ao governo que substitua o atual índice de previsão de risco de incêndio (RCM) nos mecanismos de gestão de incêndio.

Para o PAN e à luz do que é utilizado pela comunidade internacional, nomeadamente a Comissão Europeia através do EFFIS (European Forest Fire Information System), deverá ser utilizado em Portugal apenas o índice meteorológico de perigo de incêndio (FWI) a uma escala espacial adequada à gestão dos incêndios, definindo os avisos à população, restrição de uso do fogo na manutenção dos campos, orientação das atividades de prevenção, pré-supressão e supressão dos incêndios.

O PAN apresentou em Outubro de 2017 doze medidas que visam contribuir para uma mudança de paradigma na área da prevenção e combate aos incêndios, com foco na maior responsabilização penal, na intensificação das medidas de prevenção, na aposta na biodiversidade e na definição de estratégias imediatas de apoio às populações e equipas no terreno.

CABECEIRAS DE BASTO CELEBRA PROTOCOLO COM DIRECÇÃO-GERAL DA POLÍTICA DE JUSTIÇA

Um novo serviço público disponível em Cabeceiras de Basto. Câmara Municipal aprovou protocolo de colaboração com a Direção-Geral da Política de Justiça

O Executivo Municipal de Cabeceiras de Basto aprovou, por unanimidade, na sua reunião do passado dia 23 de fevereiro, a celebração de um protocolo de colaboração relativo ao Sistema de Mediação Familiar (SMF) e ao Sistema de Mediação Laboral (SML) com a DGPJ – Direção-Geral da Política de Justiça, tendo em vista a realização de procedimentos de mediação da competência do SMF e do SML na Câmara Municipal, o que trará, certamente, evidentes benefícios para a população.

Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto

A Direção-Geral da Política de Justiça, através do seu Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios, é o organismo do Ministério da Justiça que tem por missão, entre outras, apoiar a criação e a operacionalização dos meios extrajudiciais de resolução de conflitos, nomeadamente nos sistemas públicos de mediação nos assuntos familiares e laborais.

O Sistema de Mediação Familiar é um meio de resolução alternativa de litígios tutelado pelo Ministério da Justiça com competência para mediar conflitos surgidos no âmbito das relações familiares, designadamente regulação, alteração e incumprimento do exercício das responsabilidades parentais; divórcio e separação de pessoas e bens. Na mediação, as partes são acompanhadas por um mediador familiar, profissional especializado que intervém de modo imparcial, esclarecendo as partes dos seus direitos e deveres face à mediação. Após a Mediação e tendo sido possível chegar a um acordo, o mesmo é reduzido a escrito e assinado pelas partes e pelo mediador, podendo ser entregue pelas partes no Tribunal para efeitos de homologação.

O Sistema de Mediação Laboral é um meio de resolução alternativa de litígios tutelado pelo Ministério da Justiça com competência para mediar conflitos entre empregador e trabalhador, sem necessidade de intervenção dos Tribunais. Com exceção das matérias relativas a acidentes de trabalho e direitos indisponíveis, o SML tem competência para mediar conflitos surgidos no âmbito do contrato individual de trabalho, tais como pagamento de créditos decorrentes da cessação do contrato de trabalho; promoções; mudança de local de trabalho; rescisão de contrato; marcação de férias; procedimento disciplinar; natureza jurídica do contrato de trabalho.

Estes processos – SMF e SML – apresentam como principais vantagens a confidencialidade, a informalidade, a segurança, a eficácia, a celeridade, e o custo reduzido.

O protocolo a celebrar entre as partes visa, assim, a criação de condições ao desenvolvimento dos Sistemas Públicos de Mediação Familiar e Laboral a implementar no concelho de Cabeceiras de Basto.

A Câmara Municipal, por força deste protocolo, disponibilizará as instalações necessárias para o atendimento a ser efetuados pelos mediadores da Direção-Geral da Política de Justiça, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 20h00 e aos sábados, das 9h00 às 13h00.

Fica, assim, disponível em Cabeceiras de Basto um novo serviço público que se reveste da maior importância para os cidadãos Cabeceirenses no âmbito da resolução de conflitos extrajudiciais.

LABORINHO LÚCIO VAI A PAREDES DE COURA FALAR DE TEATRO E JUSTIÇA

‘Teatro e Justiça’ com Álvaro Laborinho Lúcio

3 fev | Paredes de Coura

‘Teatro e Justiça’ é o tema sobre o qual este ano se debruça o projeto Universidade Invisível, das Comédias do Minho. O módulo é desenvolvido ao longo de todo este sábado, 3 de fevereiro, em Paredes de Coura, em conversas com Álvaro Laborinho Lúcio, mas também teatro, cinema e livros.

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A iniciativa que conta com o apoio do Município de Paredes de Coura contempla a conversa ‘Teatro e Justiça’ com Álvaro Laborinho Lúcio, bem como o espetáculo ‘Poemas de pé para a mão’ (Joana Providência e ACE Teatro do Bolhão), ‘Filme + Conversas de Porta Aberta’ -- a partir de uma escolha do jurista e ex-Ministro da Justiça -- e a peça de teatro ‘O senhor Ibrahim e as flores do Corão” (Miguel Seabra e Teatro Meridional). Paralelamente também decorre uma feira do livro temática em parceria com a Livraria Centésima Página.

10h00 – 12h30 Encontro / Conversa TEATRO E JUSTIÇA

«Julgar uma pessoa não passa apenas por apreciar um acto, mas também por penetrar num encadeamento de eventos inextrincáveis e imputar um deles a uma história em particular…Julgar é um distanciamento permanente, um trabalho iniciado pelo símbolo e concluído pelo discurso. Uma vez terminados os debates o juiz não fica completamente livre desse trabalho de distanciamento. O rito não é apenas uma bola de ferro presa à perna do juiz, é também um meio de este último se emancipar de si mesmo. É disso testemunha a ritualização da deliberação, ou até a própria decisão».

Transformássemo-nos nós, à maneira de Pirandello, em personagens à procura de um autor, e poucos chegaríamos a identificar em Antoine Garapon a autoria de texto que antecede, de tal maneira ele nos convida a remetê-lo para o pensamento de Bertolt Brecht e para a consideração do seu tão decantado Verfremdungseffekt, ou efeito de distanciação ou estranhamento.

E, todavia, é do primeiro que se trata.

Ele também «Gents de Justice», como diria Daumier, falando, porém, como se de Teatro fosse, e interpelando-nos, ainda ele, a pesquisar em busca do segredo que ata o Teatro e a Justiça num laço que o tempo e a História jamais lograram desatar.

Tempo, esse, para o qual nos proporemos aqui olhar de longe.

COM Álvaro Laborinho Lúcio

Magistrado de carreira, é Juiz Jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. De 1980 a 1996, exerceu, sucessivamente, as funções de Diretor do Centro de Estudos Judiciários, Secretário de Estado da Administração Judiciária, Ministro da Justiça e Deputado à Assembleia da República. Entre 2003 e 2006, ocupou o cargo de Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores. Com intensa atividade cívica é membro dirigente, entre outras, de associações como a APAV e a CRESCER-SER, de que é sócio fundador. Com artigos publicados e inúmeras palestras proferidas, é autor de livros como A Justiça e os Justos (1999), Palácio da Justiça (2007), Educação, Arte e Cidadania» (2008), O Julgamento – Uma Narrativa Crítica da Justiça (2012), Levante-se o Véu, este em coautoria (2011), e ainda os romances O Chamador (2014) e O Homem Que Escrevia Azulejos (2016).

10h00 – 22h30 FEIRA DO LIVRO TEMÁTICA

Numa parceria com a livraria Centésima Página, acontece uma feira do livro que dará especial atenção ao tema de cada encontro.

A literatura infantil está presente em todas as sessões.

15h00 Espetáculo POEMAS DE PÉ PARA A MÃO + CONVERSA

DIREÇÃO ARTÍSTICA Joana Providência / ACE TEATRO DO BOLHÃO

PÚBLICO-ALVO | a partir dos 6 anos

[…] Há paredes de palavras

a que chamamos textos.

Cada palavra de cada parede

toca uma outra palavra

e é por ela tocada.[…]

É mesmo assim que tudo vai acontecer: vamos viajar de palavra em palavra para descobrir a história da menina que não queria dormir nunca e da palavra que queria casar, dos cinco dedos que são filhos da mão, e da palavra que dava uma imensa alegria a um certo rapaz. Vamos saltar de poema em poema, voar entre mini histórias que nos vão desconcertar, e tudo porque as palavras nunca nos deixam de surpreender.

16h30 – Filme + Conversas de Porta Aberta

De portas abertas a todos os que queiram juntar-se, assistimos a um filme e conversamos sobre o que vimos e sobre o que pensamos sobre o tema. As únicas condições de acesso são: o gosto por ver filmes e a vontade de conversar…

21h00 Teatro O SENHOR IBRAHIM E AS FLORES DO CORÃO + CONVERSA

VERSÃO CÉNICA E ENCENAÇÃO Miguel Seabra / TEATRO MERIDIONAL

Em Paris, nos anos 60, Momo, um rapazinho judeu de onze anos, torna-se amigo do velho merceeiro árabe da rua Bleue. Mas as aparências iludem: o Senhor Ibrahim, o merceeiro, não é árabe, a rua Bleue não é azul e o rapazinho talvez não seja judeu.

Eric-Emmanuel Schmitt é um dos dramaturgos de língua francesa mais lidos e representados no Mundo. Os seus livros foram traduzidos para 43 línguas e as suas peças são representadas regularmente em mais de 50 países. Continua a escrever imparavelmente – muitas vezes ao ritmo de uma peça ou mais por ano. Em 2000 recebeu o Grande Prémio de Teatro da Academia Francesa, pelo conjunto da sua obra teatral, e em 2004 o Grande Prémio do Público, em Leipzig.

ENTRADA LIVRE

O QUE É A UNIVERSIDADE INVISÍVEL?

Aqui aprende-se através de aproximações diversas e valoriza-se o encontro individual com a arte e com o conhecimento. Também aqui nem sempre somos capazes de aferir no imediato o que aprendemos ou a importância do que aprendemos. As sementes germinam na invisibilidade.

Tomamos a imagem da colmeia. Move-nos a necessidade de reforçar o alcance do processo de polinização que, tão ou mais importante que a produção de mel (produção esta visível e quantificável), é difícil ou até impossível de medir sendo, no entanto, determinante para o equilíbrio e sobrevivência da natureza, da sobrevivência humana.

Acreditamos, pois, que a experiência da arte, e das múltiplas formas de conhecimento, age ao nível mais íntimo de cada um e, tal como no processo de polinização, em tempos e de modos imprevisíveis, mas imprescindíveis à construção, consolidação e manutenção dos valores humanos. Tal como a polinização não impede as catástrofes naturais, também a arte e o conhecimento não impedem a barbárie humana, mas sem a polinização e sem a arte e o conhecimento o mundo seria certamente um lugar pior.

Orienta-nos ainda a afirmação do escultor Rui Chafes: “Não sei o que a arte pode mas sei o que deve. A arte deve manter as perguntas acesas.”

Muito desejamos que este seja um lugar de perguntas acesas.

PROCURADOR GERAL ADJUNTO DA COMARCA DE BRAGA ESCLARECE COMPETÊNCIAS DO TRIBUNAL DE CABECEIRAS DE BASTO

Procurador Geral Adjunto informa sobre Juízo de Família e Menores

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, esteve presente esta manhã, dia 16 de março, numa sessão de informação sobre as competências do Tribunal de Cabeceiras de Basto em matéria relacionada com o Juízo de Família e Menores de Fafe que serve os Municípios de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto.

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A iniciativa foi promovida pelo Ministério Público, através do Procurador-Geral Adjunto da Comarca de Braga.

A sessão – que juntou autarcas, técnicos da CPCJ, da Segurança Social e do Município, advogados e militares da GNR – na Casa do Tempo contou com a presença do Procurador-Geral Adjunto da Comarca de Braga, Jorge Adelindo Gonçalves, do Secretário da Comarca de Guimarães, Eduardo Faria, e da Procuradora Substituta de Cabeceiras de Basto, Helena Amaro.

Na oportunidade, o Procurador-Geral Adjunto explicou aos presentes que quer a Ficha de Atendimento, quer a entrega de documentos, como certidões, requerimentos e outras informações, podem ser preenchidas/apresentadas no Tribunal de Cabeceiras de Basto, o que significa que apesar do Juízo de Família e Menores estar sediado em Fafe, onde se realizam as audiências, há um conjunto de assuntos/documentos que podem ser tratados no Tribunal de Cabeceiras de Basto.

De acordo com a informação prestada pela Procuradora Substituta de Cabeceiras de Basto, as segundas-feiras à tarde serão dedicadas ao atendimento de cidadãos que pretendam tratar de assuntos relacionados com o Juízo de Família e Menores, o que não invalida que o atendimento de situações urgentes possa ocorrer em qualquer dia da semana. Para um futuro próximo está a ser equacionada a possibilidade de audiências por videoconferência.

O Juízo de Família e Menores do Tribunal de Fafe foi criado no dia 1 de Janeiro de 2017. Até então, era o Tribunal de Guimarães que tinha essas competências para aquelas áreas geográficas.

No final, o presidente da Câmara agradeceu a presença de todos e demonstrou a sua satisfação pelos contributos e esclarecimentos dados à plateia pelo Procurador-Geral Adjunto que, por seu turno, elogiou o empenho da autarquia nesta sessão que teve como principal objetivo transmitir aos Cabeceirenses uma maior proteção e segurança no que toca aos serviços disponibilizados pelo Tribunal.

GUIMARÃES EVITA QUE UM MILHAR DE PROCESSOS EM 2016 TERMINE EM AÇÕES JUDICIAIS

DIA MUNDIAL DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR ESTA QUARTA-FEIRA

CIAC de Guimarães, Centro de Arbitragem de Conflitos e Tribunal Arbitral registam aumento processual. Dia Mundial dos Direitos do Consumidor assinala-se esta quarta-feira, 15 de março.

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O Centro de Informação Autárquico ao Consumidor (CIAC), criado pela Câmara Municipal de Guimarães, e o Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Vale do Ave/ Tribunal Arbitral apreciaram, em 2016, um total de 969 processos, considerando os 122 que transitaram do ano de 2015 e que também foram resolvidos em sede de mediação, evitando-se a resolução por parte dos tribunais civis. Numa análise comparativa com os últimos dois anos, o número de informações prestadas também aumentou, verificando-se 1.531 solicitações em 2016, mais 253 do que em 2015, em que foram contabilizados 1.278 pedidos de informação.

Esta quarta-feira, 15 de março, comemora-se o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor. O CIAC, um dos primeiros serviços de apoio ao consumidor do país, oficialmente criado em 8 de junho de 1989, e o Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Vale do Ave/Tribunal Arbitral são, na área do Município de Guimarães, e no que respeita aos litígios de consumo, não só uma verdadeira alternativa ao sistema judicial como muitas vezes, na prática, a única forma dos consumidores/munícipes efetivarem os seus direitos.

Recorde-se que, nos serviços públicos essenciais, as empresas prestadoras estão obrigadas a sujeitar a resolução do conflito aos centros de arbitragem se o consumidor assim o pretender e a sentença arbitral – bem como a conciliação homologada pelo juiz-árbitro – tem o mesmo valor, idêntico carácter obrigatório e força executiva de uma decisão judicial.

Em 2016, o Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Vale do Ave/ Tribunal Arbitral recebeu 1.606 processos, um acréscimo de 10% em relação ao ano anterior, o qual se afigurou bastante considerável atendendo ao já extraordinário movimento processual alcançado em 2015. A maioria dos processos (1.328) teve como objeto conflitos no âmbito dos serviços públicos essenciais, sendo de destacar os referentes a comunicações eletrónicas (821) e ao serviço de distribuição de energia elétrica e gás (449).

Neste tipo de litígios, se o consumidor intentar um processo no Centro de Arbitragem e este não se resolver por acordo, as empresas estão legalmente obrigadas a submetê-lo a decisão do tribunal arbitral. Dos 1.600 processos arquivados no ano foram resolvidos 1.433, o que representou a resolução de 90% do total dos arquivamentos efetuados.

Os processos foram maioritariamente resolvidos por acordo (1060) em sede de mediação e 373 tiveram a intervenção dos juízes árbitros do tribunal arbitral. Porém, nestes, também foi conseguido um acordo das partes (conciliação) em 147 litígios, sendo decididos por sentença os restantes 226 processos. 

Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Vale do Ave/ Tribunal Arbitral

Em 2015, esta entidade de resolução de litígios foi o centro de arbitragem de conflitos de consumo que mais processos recebeu e que mais processos resolveu a nível nacional e, em 2016, embora ainda não se conheçam os resultados que são publicados pela Direção-Geral da Política de Justiça, prevê-se que esta posição de destaque se tenha mantido.

O Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Vale do Ave é atualmente uma entidade modelo na rede de arbitragem de consumo tanto pela eficiência que alcançou, como pela cooperação funcionalmente estruturada que instituiu com os organismos autárquicos de apoio ao consumidor da sua área territorial.

PAN QUER JUSTIÇA MAIS ACESSÍVEL PARA TODOS

  • Assegurar que os tribunais não tenham um acréscimo substancial de processos e garantir que os cidadãos tenham a possibilidade de recorrer ao tribunal
  • Dois projetos de lei com medidas concretas para combater os obstáculos económicos que impedem e dificultam o acesso à justiça por todos os cidadãos
  • Matéria deve ser trabalhada no Parlamento em sede de especialidade

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza, defende na próxima Quinta-feira, dois projetos de lei que avançam com a sugestão de medidas concretas que visam contribuir para combater os obstáculos económicos que impedem e dificultam o acesso à justiça por todos os cidadãos.

É consensual no parlamento que a atual legislação não concretiza, de modo pleno, o direito fundamental de acesso ao Direito, ficando muito aquém daquilo que a Constituição da República Portuguesa pretende. Após consultar vários pareceres, nomeadamente da Ordem dos Advogados, o PAN conclui que esta é uma matéria que vai beneficiar de uma análise e debate mais aprofundado por parte de todos os grupos parlamentares.

Desta forma, os projetos do PAN pretendem, por um lado, assegurar que os tribunais não tenham um acréscimo substancial de processos que ainda vão tornar a justiça mais morosa e, por outro, garantir que os cidadãos independentemente da sua condição económica tenham a possibilidade de recorrer ao tribunal. Atualmente, a maioria das pessoas com mais dificuldades económicas não tem acesso ao apoio judiciário. Para além dos mais carenciados, há muitos portugueses que também não têm elegibilidade para poder beneficiar de apoio judiciário, pois não têm possibilidade real de custear um processo em tribunal, ficando assim inibidos de aceder à justiça. A título de exemplo, um trabalhador com um rendimento de 1000€ por mês a ter que assumir as despesas do quotidiano, não terá condições para pagar uma comum taxa de justiça de 600€, para além do pagamento de honorários a um advogado.

Neste sentido, o partido propõe no primeiro projeto, a instituição de um teto máximo de custas, a ser definido por despacho ministerial, a isenção de custas todos os processos que digam respeito a menores, isenção de pagamentos de custas nos processos de trabalho cujos trabalhadores tenham salario inferior a um determinado valor (antes só estavam isentos os representados pelo Ministério Público), isenção do pagamento de taxa de constituição de assistente no processo penal, aumento da multa em caso de litigância de má-fé e retira ainda a penalização de 0,5% do valor das custas para quem pedir pagamento faseado.

segunda iniciativa altera a lei do acesso ao direito e aos tribunais pretende substituir a possibilidade de pagamento faseado pelo pagamento de uma taxa de justiça reduzida (o valor da redução deve ser decidido por despacho ministerial) e avança com a proposta de um aumento ligeiro do valor correspondente ao rendimento do requerente para efeito de atribuição de apoio judiciário. Uma vez que a aprovação deste projeto tem impacto orçamental prevê-se a sua entrada em vigor apenas no próximo ano.

“Apontamos algumas questões que consideramos prioritárias, com o objetivo de abrir a discussão sobre este assunto e, em sede de especialidade, ser possível aprofundar o tema. Reconhecendo o mérito das recomendações apresentadas nesta matéria e que estão alinhadas com as preocupações do PAN, consideramos, no entanto, que este assunto deve ser debatido e trabalhado de forma mais aprofundada na Assembleia da Republica com a colaboração de todos os Grupos Parlamentares”, explica o Deputado André Silva do PAN.

SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTO E DA JUSTIÇA EM FAFE

Cumpriu-se um o nosso compromisso de aproximar a justiça das populações”

A Secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Ribeiro, esteve, esta manhã, em Fafe para visitar as instalações do Juízo de Família e Menores, criado no concelho no início deste ano.

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O Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha, acompanhou a Secretária de Estado durante a visita, revelando a sua satisfação e agrado com a criação deste Juízo no concelho.

Este é um culminar de um trabalho, que se desenvolveu ao longo do ano que terminou, e que teve esta conclusão de podermos ter, em Fafe, uma secção de Tribunal de Família e Menores. Este juízo cumpre o objetivo, tanto do Governo, como da Autarquia, em aproximar a justiça dos cidadãos e valorizar o esforço de todas as pessoas que trabalham na Justiça, prestando sempre um serviço de maior qualidade aos fafenses.”

Esta relação entre Ministério da Justiça e a Autarquia é uma relação que tem o nosso compromisso e a necessidade de ser aprofundada, porque, como todos acabamos de ver, há ainda muito trabalho a fazer. A Autarquia comprometeu-se a criar as condições para que o Tribunal de Família e Menores se instale com a dignidade que merece. No entanto, existe toda uma intervenção no edifício do Tribunal que merece ser aprofundada, nunca deixando de respeitar a lei.” conclui.

Durante a visita, Helena Ribeiro relevou a sua satisfação por ver cumprido mais um objectivo no âmbito da reorganização do mapa jurídico.

Hoje, estou em Fafe pela segunda vez para comprovar que aquilo que aqui viemos fazer da primeira vez não foi em vão, foi frutífero e temos agora o Juízo de Família e Menores. A população de Fafe e dos municípios à volta têm, agora ,uma resposta mais próxima e eficiente.

O Governo cumpriu um dos seus primeiros compromissos, o de aproximar a Justiça das populações. Uma vez que aqui, em Fafe, já havia o Tribunal, essa aproximação traduziu-se na criação de um Juízo de Família e Menores. Esta era uma reivindicação e algo que foi visto como adequado pelos próprios órgãos do gestão que tivemos o cuidado de ouvir.

Ouvimos também o Presidente de Câmara que sempre pugnou e lutou para que déssemos esta resposta. Aliás, se hoje aqui estamos deve-se a ele, que ainda assim teve de diligenciar por adaptações neste Tribunal, por algumas obras, sem as quais isto não seria feito.

Garantir o acesso à Justiça e para que haja Justiça, a população tem que chegar aos Tribunais. Foram colocados vários entraves para conseguir levar esta Reforma ao terreno, mas, tudo foi conseguido e a reforma correu bem.

A Secretária de Estado reconheceu ainda a necessidade de mais espaço e melhores condições, garantindo que as obras de requalificação não serão esquecidas.

Na visita, estiveram também presentes membros do Executivo Municipal, Representantes da Ordem dos Advogados de Fafe e Representantes dos Órgãos Judiciários.

Recorde-se que o Juízo de Família e Menores de Fafe, criado no âmbito da reorganização do mapa jurídico levada a cabo pelo Governo, vai ter como área de competência territorial os Municípios de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, abrangendo uma população de cerca de 90 mil pessoas.

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SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA E DA JUSTIÇA VISITA PALÁCIO DE JUSTIÇA DE PAREDES DE COURA

3ª feira | 24 jan | 14h30

O presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vitor Paulo Pereiras, convida o Órgão de Comunicação Social por si dirigido a fazer-se representar na visita da senhora Secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, ao Tribunal de Paredes de Coura, amanhã, 3ª feira, 24 de janeiro, pelas 14h30.

Nesta visita ao Palácio de Justiça de Paredes de Coura, para além da senhora Secretária de Estado Adjunta e da Justiça, comparecerão o Diretor Geral da Administração da Justiça bem como, por parte da Comarca de Viana do Castelo, o Juiz Presidente, o Procurador da República e a Administradora do Tribunal.

Recorde-se que a 4 de janeiro foram retomados os atos judiciais neste Juízo de Proximidade, no âmbito dos ajustamentos ao Mapa Judiciário recentemente introduzidos por iniciativa do Governo, através da Lei da Organização do Sistema Judiciário e do Decreto-Lei nº 86/2016, de 27 de dezembro, que altera a regulamentação da Lei de Organização do Sistema Judiciário e estabelece o regime aplicável à organização e funcionamento dos tribunais judiciais.

TRIBUNAL DE ARCOS DE VALDEVEZ RECUPERA COMPETÊNCIAS

Tribunal de Arcos de Valdevez voltou a ter competência em matéria de Família e Menores

Após várias diligências da Câmara Municipal, e em articulação com o Ministério da Justiça, o Tribunal de Arcos de Valdevez voltou a ter competência para os litígios em família e menores, desde o início deste ano.

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Sobre esta matéria o Presidente da Câmara Municipal adianta que foi facilitado “o acesso à justiça, nomeadamente àqueles com mais dificuldades de mobilidade, pois as deslocações ao tribunal de Viana do Castelo eram morosas e dispendiosas”.

De referir ainda que a Câmara Municipal sempre considerou importante “aproximar a justiça dos cidadãos, nomeadamente em territórios de baixa densidade onde lhes devemos assegurar equidade no acesso a bens e serviços públicos essenciais”, atesta o autarca.

Esta decisão vai assim garantir aos arcuenses o acesso célere e menos oneroso à justiça.

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JUÍZO DE FAMÍLA E MENORES DE FAFE JÁ FUNCIONA

Secção vai abranger uma população de cerca de 90 mil pessoas

O Juízo de Família e Menores do Tribunal de Fafe, criado no dia 1 de Janeiro, já está em funcionamento.

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O Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha, visitou, hoje, as instalações, acompanhado pelos Representantes da Ordem dos Advogados de Fafe e pelo Dr. Eduardo Faria, Secretário de Justiça.

Durante a visita, Raul Cunha, reconheceu que “hoje foi um dia importante. Faz dia 18, um ano, que estive com a Sra. Ministra da Justiça a coloquei-lhe a vontade dos fafenses em reanimar o nosso tribunal. O Tribunal de Fafe, fruto da política que tinha sido seguida anteriormente, foi reduzido a uma actividade mínima e todos sentimos que não era justo, não fazia sentido que as pessoas de Fafe e das regiões à volta tivessem que tratar dos seus assuntos em Guimarães.

Desde a primeira hora, a Ordem dos Advogados, que nos ajudou muito neste processo, nos indicou que o que seria importante trazer para Fafe seria uma secção central de família e menores. Dado o volume de processos que implica e dadas as características particulares desta problemática, fazia todos o sentido estarem em melhores condições, serem atendidos com maior proximidade e foi essa vontade que manifestei à Sra. Ministra que acolheu muito bem este nosso desejo que, no fundo, o que pretende é reaproximar a justiça dos cidadãos.

Agora que já temos esta valência instalada no Tribunal, o passo seguinte é que melhoremos as condições do espaço, um investimento volumoso que já está a ser programado e que é fundamental.”

Este Juízo de Família e Menores vai ter como área de competência territorial os Municípios de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, abrangendo uma população de cerca de 90 mil pessoas.

Até então, o Tribunal de Guimarães era quem detinha a área geográfica de Fafe na resolução deste tipo de questões.

Recorde-se que recentemente a Câmara Municipal executou obras de requalificação no Tribunal de Fafe, melhorando as acessibilidades do edifício e preparando o espaço para a recepção deste novo serviço.

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