Em 20 de Junho de 1626, em Nagasáqui, o padre Francisco Pacheco foi martirizado a fogo lento juntamente com dezassete companheiros da Companhia de Jesus.
Francisco Pacheco era natural de Ponte de Lima e procedia de nobre linhagem. Era filho de Garcia Lopes Pacheco e Maria Borges de Mesquita.
Em 1585, ingressou na Companhia de Jesus e, dois anos depois, partiu para a Índia, de onde passou ao Japão. Sobreveio às perseguições ocorridas em 1614, tendo sido desterrado para Macau, após o que, mudando o trajo, introduziu-se disfarçadamente no Japão, tendo sido nomeado governador do bispado e Superior dos religiosos da Companhia de Jesus que prosseguiam clandestinamente a sua actividade missionária no Japão.
Em 1625, na sequência de denúncia, foi preso e encarcerado em Timabara, tendo posteriormente sido conduzido a Nagasáqui onde foi queimado vivo. Pio IX procedeu à sua beatificação em 7 de Julho de 1867.
PONTE DE LIMA: JOSÉ PACHECO PEREIRA E O BEATO FRANCISCO PACHECO
Se eu não fosse incréu e quisesse rezar pelos meus múltiplos pecados e pelo destino do mundo, podia fazê-lo para um familiar, o Beato Francisco Pacheco, jesuíta, mártir do Japão e “Pacheco”.
Recordo-me de minha tia-avó Helena conduzir uma campanha para obter a canonização do Beato, sem sucesso, nem mesmo orando na Igreja Matriz de Ponte de Lima, onde há um altar que lhe é dedicado.
Todos os anos também a sua estátua, num andor, vai em procissão pelas ruas de Ponte de Lima, dado que é filho da terra. Mas nem a minha perseverante tia, – e perseverante era ela que ajudou a salvar o filho Esteban do pelotão de fuzilamento, por ter ficado fiel à República na guerra civil espanhola, – o conseguiu.
De uma coisa tenho a certeza, caso o meu familiar Beato me convertesse, milagre maior não havia, e merecia passar a Santo.
PONTE DE LIMA: REUNIDOS 5 MILAGRES AO BEATO FRANCISCO PACHECO – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS
No âmbito do processo de canonização do Beato Francisco Pacheco (1585?-1626), a decorrer no Vaticano, o Postulador da Causa, o Padre João Caniço recolheu cinco milagres, intenções de santidade provenientes de Ponte de Lima, Custóias, Fornos de Algodres e Toronto (Canadá).
A notícia foi revelada durante um encontro realizado recentemente em Loures com aquele sacerdote, e consta do relatório a enviar pelo ex-Pároco do Lumiar, Lisboa, à Santa Sé. Na reunião, elencamos também as acções realizadas nos últimos dez meses pelo grupo dinamizador do desejo de santificar o ilustre jesuíta e conterrâneo, o Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, que no decorrer de seus eventos na Europa, incluiu a capital italiana. O Padre João Caniço, satisfeito com as actividades já realizadas, salientou ainda que “necessitamos de obter a canonização, daí a existência de milagres a justificar a sua intercessão”.
Assim, recordemos que entre o trabalho de divulgação do missionário, realizou-se na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, uma exposição bio-bibliográfica, com apoio do município e do Pároco, agora também Vigário Geral da diocese de Viana do Castelo, Mons. José Caldas. Igualmente, a devoção ao mártir português no Japão tem sido intensificada, com a entrega da sua imagem, uma escultura de marfinite pintada, na sede da NATO em Bruxelas; na embaixada de Portugal junto da Santa Sé, Roma, e posteriormente a entidades portuguesas nos sectores da diplomacia, cultura e indústria, com sede no Brasil, Canadá e França. A primeira representação iconográfica do mártir foi colocada em Outubro 2021 na Igreja de S. António dos Portugueses em Roma, oferecida pelo grupo limiano ao seu Reitor, Mons. Agostinho Borges, adido eclesiástico de Portugal junto da Santa Sé, e ex-Prelado de Honra do Papa João Paulo II, recorde-se.
Entretanto, um novo encontro terá lugar em Itália com o embaixador de Portugal no Vaticano e outros membros do Dicastério Romano, para balanço de actividades e agendamento de outras. Aqui, podemos informar que está em curso o agendamento duma reunião em Agosto próximo em Ponte de Lima com os ilustres intervenientes na Causa de Canonização, vindos de Roma, de Lisboa e Braga. O programa incluirá ainda uma recepção pelo chefe da edilidade, Vasco Ferraz, pois o município pretende colaborar nos 400 anos do martírio do Beato Pacheco e seus companheiros (1626-2026). A finalizar, podemos ainda referir, que a tradução portuguesa do latim do poema PACIECIDOS, nas mãos da latinista conimbricense Carlota Urbano deverá ser concluída no corrente ano.
O grupo “Macau no Coração” participou na Exposição Mundial de Kansai, no Japão, integrado no Pavilhão da República Popular da China. Trata-se da Semana de Eventos de Macau que decorre durante três dias seguidos em Osaka. Amanhã decorre a abertura oficial do certame.
De acordo com a organização, a "Okai World Expo 2025, Semana do Evento de Macau" realizou-se durante três dias, com o tema "Feeling Macau" para promover o património cultural imaterial de Macau e eventos de festivais em grande escala, e para demonstrar aos viajantes globais o encanto único da cidade, que combina as culturas oriental e o ocidental e reflete as culturas antigas e modernas.
Mais uma vez, o Minho marca a sua presença em terras do oriente através do Grupo “Macau no Coração” com os seus componentes trajados à vianense. Elas, com os seus trajes domingueiros de lavradeira, deslumbraram o público com a beleza e encanto da mulher macaense – as nossas minhotas de Macau!
A Guiné-Bissau fez história nos Campeonatos Mundiais de Atletismo em Tóquio no Japão com a participação do atleta do Olímpico Vianense Ussumani Djumo na disciplina de 110m barreiras. Foi a primeira vez que o país marcou presença nesta modalidade num palco mundial.
Djumo competiu na quinta ronda de apuramentos e terminou em oitavo lugar, onde encerrou a sua prestação em Tóquio. Apesar de não ter avançado para a fase seguinte, o feito do atleta do CAOV Ussumani Djumo ganha ainda mais relevância ao recordar que o próprio campeão mundial da disciplina, Grant Holloway, ficou em quarto lugar na mesma ronda, possibilitando para o apuramento
Para o atleta, que na próxima época continua a vestir as cores do CAOV, esta participação representa um marco pessoal e coletivo. “A estreia da Guiné-Bissau em Tóquio ultrapassa o resultado imediato. Não bati o meu melhor tempo mas representar a Guiné-Bissau neste palco mundial é uma honra e já foi um grande feito. Espero poder inspirar outros jovens a acreditar que é possível chegar mais longe, por isso o trabalho continua”, afirmou Usumane Djumo, sublinhando o simbolismo de levar a bandeira do país até ao maior evento do atletismo internacional.
O Campeonato Mundial de Atletismo Tóquio 2025 é a 20.ª edição da história do evento e a primeira em solo japonês desde 1991. Ao longo de nove dias de competição, cerca de 2.200 atletas de 200 países competem em diferentes disciplinas, neste que é um dos maiores palcos desportivos do Mundo.
Ussumani Djumo, o jovem atleta barreirista do Clube de Atletismo Olímpico Vianense leva o nome de Viana do Castelo aos palcos internacionais do desporto
Viana do Castelo – O nome de Ussumani Djumo voltou a brilhar no panorama do atletismo. O jovem barreirista esta época a competir pelo Clube de Atletismo Olímpico Vianense (CAOV), foi recentemente convocado pela Federação de Atletismo da Guiné-Bissau para representar o país nos Mundiais de Atletismo, que se realizam em setembro em Tóquio. Esta convocatória representa um reconhecimento do talento de Djumo e das marcas impressionantes que tem alcançado nas competições em Portugal.
Com a convocatória para os Mundiais de Tóquio, Ussumani Djumo confirma-se como um dos grandes nomes do atletismo em Portugal e na Guiné-Bissau, levando Viana do Castelo ao mapa do desporto internacional. E a sua missão vai além da pista: inspirar jovens, honrar a comunidade que o apoia e representar com orgulho a sua terra e o seu país.
O atleta sublinha a importância de ser um exemplo para os guineenses: “Tenho dois países do coração, Portugal e Guiné-Bissau. Quero mostrar que o talento e o esforço podem levar qualquer jovem longe, que o desporto pode unir pessoas e abrir portas. É importante que os jovens vejam que é possível chegar a níveis internacionais, mesmo começando em condições simples.”
Para Djumo, a carreira é também uma oportunidade de inspirar os mais jovens: “Saber que posso inspirar outros jovens é muito especial, quero mostrar que é possível chegar longe, mesmo começando com poucos recursos. Que nunca desistam dos sonhos e acreditem no seu potencial. Cada treino conta, cada prova é uma oportunidade de aprender e melhorar. Se eu consigo, eles também conseguem.”
Apesar de treinar e competir em Portugal pelo CAOV, Ussumani mantém-se profundamente ligado às suas raízes. “É incrível representar a Guiné-Bissau. Treino com o Olímpico Vianense, junto do treinador José Barros, e sinto o apoio da minha equipa todos os dias, cada mensagem de incentivo que recebo dá-me força para continuar. Vou a Tóquio com a vontade de dar o meu melhor, não só por mim, mas por todos aqueles que acreditam em mim e se orgulham de Portugal e da Guiné-Bissau”, conclui Ussumani Djumo.
Miguel de Carvavalho foi um missionário jesuíta nascido em São João do Souto, Braga, no ano de 1577, e queimado vivo no Japão, em 25 de Agosto de 1624.
Nascido dno seio de uma família nobre, ingressou na Companhia de Jesus aos vinte anos de idade.
Foi professor de Teologia em Goa e Macau antes de ser enviado para o Japão onde foi preso em 1623 por pregar a doutrina cristã.
Em 1867 foi beatificado por Pio IX juntamente com mais 204 mártires, entre os quais o Beato Francisco Pacheco, natural de Ponte de Lima.
Este Domingo, o arcebispo de Braga presidiu à Eucaristia que evocou os 400 anos do martírio do Beato Miguel Carvalho.
Em 20 de Junho de 1626, em Nagasáqui, o padre Francisco Pacheco foi martirizado a fogo lento juntamente com dezassete companheiros da Companhia de Jesus.
Francisco Pacheco era natural de Ponte de Lima e procedia de nobre linhagem. Era filho de Garcia Lopes Pacheco e Maria Borges de Mesquita.
Em 1585, ingressou na Companhia de Jesus e, dois anos depois, partiu para a Índia, de onde passou ao Japão. Sobreveio às perseguições ocorridas em 1614, tendo sido desterrado para Macau, após o que, mudando o trajo, introduziu-se disfarçadamente no Japão, tendo sido nomeado governador do bispado e Superior dos religiosos da Companhia de Jesus que prosseguiam clandestinamente a sua actividade missionária no Japão.
Em 1625, na sequência de denúncia, foi preso e encarcerado em Timabara, tendo posteriormente sido conduzido a Nagasáqui onde foi queimado vivo. Pio IX procedeu à sua beatificação em 7 de Julho de 1867.
PONTE DE LIMA: REUNIDOS 5 MILAGRES AO BEATO FRANCISCO PACHECO
Crónica de Adelino Tito de Morais
No âmbito do processo de canonização do Beato Francisco Pacheco (1585?-1626), a decorrer no Vaticano, o Postulador da Causa, o Padre João Caniço recolheu cinco milagres, intenções de santidade provenientes de Ponte de Lima, Custóias, Fornos de Algodres e Toronto (Canadá).
A notícia foi revelada durante um encontro realizado recentemente em Loures com aquele sacerdote, e consta do relatório a enviar pelo ex-Pároco do Lumiar, Lisboa, à Santa Sé. Na reunião, elencamos também as acções realizadas nos últimos dez meses pelo grupo dinamizador do desejo de santificar o ilustre jesuíta e conterrâneo, o Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, que no decorrer de seus eventos na Europa, incluiu a capital italiana. O Padre João Caniço, satisfeito com as actividades já realizadas, salientou ainda que “necessitamos de obter a canonização, daí a existência de milagres a justificar a sua intercessão”.
Assim, recordemos que entre o trabalho de divulgação do missionário, realizou-se na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, uma exposição bio-bibliográfica, com apoio do município e do Pároco, agora também Vigário Geral da diocese de Viana do Castelo, Mons. José Caldas. Igualmente, a devoção ao mártir português no Japão tem sido intensificada, com a entrega da sua imagem, uma escultura de marfinite pintada, na sede da NATO em Bruxelas; na embaixada de Portugal junto da Santa Sé, Roma, e posteriormente a entidades portuguesas nos sectores da diplomacia, cultura e indústria, com sede no Brasil, Canadá e França. A primeira representação iconográfica do mártir foi colocada em Outubro 2021 na Igreja de S. António dos Portugueses em Roma, oferecida pelo grupo limiano ao seu Reitor, Mons. Agostinho Borges, adido eclesiástico de Portugal junto da Santa Sé, e ex-Prelado de Honra do Papa João Paulo II, recorde-se.
Entretanto, um novo encontro terá lugar em Itália com o embaixador de Portugal no Vaticano e outros membros do Dicastério Romano, para balanço de actividades e agendamento de outras. Aqui, podemos informar que está em curso o agendamento duma reunião em Agosto próximo em Ponte de Lima com os ilustres intervenientes na Causa de Canonização, vindos de Roma, de Lisboa e Braga. O programa incluirá ainda uma recepção pelo chefe da edilidade, Vasco Ferraz, pois o município pretende colaborar nos 400 anos do martírio do Beato Pacheco e seus companheiros (1626-2026). A finalizar, podemos ainda referir, que a tradução portuguesa do latim do poema PACIECIDOS, nas mãos da latinista conimbricense Carlota Urbano deverá ser concluída no corrente ano.
Em 20 de Junho de 1626, em Nagasáqui, o padre Francisco Pacheco foi martirizado a fogo lento juntamente com dezassete companheiros da Companhia de Jesus.
Francisco Pacheco era natural de Ponte de Lima e procedia de nobre linhagem. Era filho de Garcia Lopes Pacheco e Maria Borges de Mesquita.
Em 1585, ingressou na Companhia de Jesus e, dois anos depois, partiu para a Índia, de onde passou ao Japão. Sobreveio às perseguições ocorridas em 1614, tendo sido desterrado para Macau, após o que, mudando o trajo, introduziu-se disfarçadamente no Japão, tendo sido nomeado governador do bispado e Superior dos religiosos da Companhia de Jesus que prosseguiam clandestinamente a sua actividade missionária no Japão.
Em 1625, na sequência de denúncia, foi preso e encarcerado em Timabara, tendo posteriormente sido conduzido a Nagasáqui onde foi queimado vivo. Pio IX procedeu à sua beatificação em 7 de Julho de 1867.
No âmbito do processo de canonização do Beato Francisco Pacheco (1585?-1626), a decorrer no Vaticano, o Postulador da Causa, o Padre João Caniço recolheu cinco milagres, intenções de santidade provenientes de Ponte de Lima, Custóias, Fornos de Algodres e Toronto (Canadá).
A notícia foi revelada durante um encontro realizado recentemente em Loures com aquele sacerdote, e consta do relatório a enviar pelo ex-Pároco do Lumiar, Lisboa, à Santa Sé. Na reunião, elencamos também as acções realizadas nos últimos dez meses pelo grupo dinamizador do desejo de santificar o ilustre jesuíta e conterrâneo, o Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, que no decorrer de seus eventos na Europa, incluiu a capital italiana. O Padre João Caniço, satisfeito com as actividades já realizadas, salientou ainda que “necessitamos de obter a canonização, daí a existência de milagres a justificar a sua intercessão”.
Assim, recordemos que entre o trabalho de divulgação do missionário, realizou-se na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, uma exposição bio-bibliográfica, com apoio do município e do Pároco, agora também Vigário Geral da diocese de Viana do Castelo, Mons. José Caldas. Igualmente, a devoção ao mártir português no Japão tem sido intensificada, com a entrega da sua imagem, uma escultura de marfinite pintada, na sede da NATO em Bruxelas; na embaixada de Portugal junto da Santa Sé, Roma, e posteriormente a entidades portuguesas nos sectores da diplomacia, cultura e indústria, com sede no Brasil, Canadá e França. A primeira representação iconográfica do mártir foi colocada em Outubro 2021 na Igreja de S. António dos Portugueses em Roma, oferecida pelo grupo limiano ao seu Reitor, Mons. Agostinho Borges, adido eclesiástico de Portugal junto da Santa Sé, e ex-Prelado de Honra do Papa João Paulo II, recorde-se.
Entretanto, um novo encontro terá lugar em Itália com o embaixador de Portugal no Vaticano e outros membros do Dicastério Romano, para balanço de actividades e agendamento de outras. Aqui, podemos informar que está em curso o agendamento duma reunião em Agosto próximo em Ponte de Lima com os ilustres intervenientes na Causa de Canonização, vindos de Roma, de Lisboa e Braga. O programa incluirá ainda uma recepção pelo chefe da edilidade, Vasco Ferraz, pois o município pretende colaborar nos 400 anos do martírio do Beato Pacheco e seus companheiros (1626-2026). A finalizar, podemos ainda referir, que a tradução portuguesa do latim do poema PACIECIDOS, nas mãos da latinista conimbricense Carlota Urbano deverá ser concluída no corrente ano.
A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez aprovou, esta quinta-feira, em reunião de Câmara e por unanimidade, um voto de louvor ao atleta Steven da Costa, com raízes em Soajo, pela conquista do terceiro título mundial de karaté na categoria -67kg, em Budapeste (Hungria).
Campeão olímpico em Tóquio em 2021, Steven da Costa conseguiu um feito inédito em terras magiares: conquistou o título mundial três vezes consecutivas, depois do ouro em Madrid em 2018 e no Dubai em 2021. Steven da Costa, de 26 anos tem conquistado vários títulos ao serviço da seleção francesa, tanto a nível individual como coletivo. É com grande satisfação que Autarquia vê reconhecido o esforço e o talento deste jovem karateca, campeão olímpico, nascido em França e com raízes em Arcos de Valdevez. O Município de Arcos de Valdevez felicita o jovem atleta Steven da Costa pelo seu percurso e contributo de prestígio que tem vindo a prestar à modalidade e deseja-lhe os maiores sucessos pessoais e profissionais no futuro. Muitos Parabéns, Steven da Costa.
Se eu não fosse incréu e quisesse rezar pelos meus múltiplos pecados e pelo destino do mundo, podia fazê-lo para um familiar, o Beato Francisco Pacheco, jesuíta, mártir do Japão e “Pacheco”.
Recordo-me de minha tia-avó Helena conduzir uma campanha para obter a canonização do Beato, sem sucesso, nem mesmo orando na Igreja Matriz de Ponte de Lima, onde há um altar que lhe é dedicado.
Todos os anos também a sua estátua, num andor, vai em procissão pelas ruas de Ponte de Lima, dado que é filho da terra. Mas nem a minha perseverante tia, – e perseverante era ela que ajudou a salvar o filho Esteban do pelotão de fuzilamento, por ter ficado fiel à República na guerra civil espanhola, – o conseguiu.
De uma coisa tenho a certeza, caso o meu familiar Beato me convertesse, milagre maior não havia, e merecia passar a Santo.
Em 20 de Junho de 1626, em Nagasáqui, o padre Francisco Pacheco foi martirizado a fogo lento juntamente com dezassete companheiros da Companhia de Jesus.
Francisco Pacheco era natural de Ponte de Lima e procedia de nobre linhagem. Era filho de Garcia Lopes Pacheco e Maria Borges de Mesquita.
Em 1585, ingressou na Companhia de Jesus e, dois anos depois, partiu para a Índia, de onde passou ao Japão. Sobreveio às perseguições ocorridas em 1614, tendo sido desterrado para Macau, após o que, mudando o trajo, introduziu-se disfarçadamente no Japão, tendo sido nomeado governador do bispado e Superior dos religiosos da Companhia de Jesus que prosseguiam clandestinamente a sua actividade missionária no Japão.
Em 1625, na sequência de denúncia, foi preso e encarcerado em Timabara, tendo posteriormente sido conduzido a Nagasáqui onde foi queimado vivo. Pio IX procedeu à sua beatificação em 7 de Julho de 1867.
Volvidos 397 anos sobre a morte do Beato Francisco Pacheco (1626-2023) o Município de Ponte de Lima, em parceria com a Paróquia de Santa Maria dos Anjos, evoca a vida desta figura de referência na história da missionação religiosa.
Dando seguimento à visita de um grupo de limianos promotores da sua terra a Roma, em outubro de 2021, e na tentativa de abertura do processo de canonização do Beato Francisco Pacheco (1566? – 1626), promove-se a inauguração da exposição bibliográfica na Biblioteca Municipal, na próxima terça – feira, dia 20 do corrente mês, pelas 17h00, à qual se seguirá a palestra intitulada “O local de nascimento”, a cargo do Arquiteto João Abreu e Lima.
Trata-se de uma homenagem evocativa do Beato Pacheco, no seu dia (20 de junho), que em 1626 foi martirizado em Nagasaky, Japão, queimado a fogo lento!
Com a nomeação do postulador da causa de canonização do Beato, o Padre João Caniço, da paróquia do Lumiar, Lisboa, nomeado pelo Vaticano, decorrerão outras iniciativas de divulgação e promoção do culto ao Beato Francisco Pacheco, por iniciativa desse grupo de Limianos que iniciou o trabalho há ano e meio depois de regressado de Itália e em colaboração com outras entidades como o Município de Ponte de Lima e a paróquia de Santa Maria dos Anjos e seu Pároco, Monsenhor José Caldas.
Outras ações de promoção do culto do Beato estão previstas, dentro e fora do país, mormente com divulgação da sua imagem esculpida em marfinite, desde já para Espanha, França, Holanda e Suécia.
A presença de António Barbosa no Japan World`s Tourism Film Festival, em Kyoto, onde o filme “Monção Deixa Marca” conquistou o primeiro lugar na categoria “Tourism Destination City”, representou uma vantagem competitiva na valorização turística do nosso território.
O nosso concelho “mexeu” com o interesse e a curiosidade dos restantes participantes no concurso que, sem exageros, ficaram fascinados com as imagens dos nossos lugares e das emoções do nosso povo, tão bem retratadas pelo cineasta Leonel Vieira.
Além dos contactos relacionados com o festival, António Barbosa, na companhia de João Oliveira e Leonel Vieira, teve a oportunidade de visitar alguns equipamentos públicos e conhecer pessoas de diversos setores de atividade.
Entre outras visitas, António Barbosa deslocou-se a uma escola de Kyoto, tomando contacto com o normal funcionamento de um dia letivo no Japão. Visitou as instalações, desde as salas de aulas aos espaços mais técnicos e desportivos, e inteirou-se da logística e dos procedimentos habituais naquele sistema educativo.
Na reunião de trabalho com os responsáveis da escola, foi abordada a possibilidade de parcerias e intercâmbios com estabelecimentos de ensino de Monção. Uma hipótese encarada por todos como bastante relevante no processo de aprendizagem e crescimento dos alunos de ambas as regiões.
Procurando transmitir um maior conhecimento do nosso concelho junto da comunidade educativa, os professores e alunos visualizaram o filme “Monção Deixa Marca”, seguindo-se um período informal de perguntas (muitas), onde ficou evidenciado o enorme interesse dos jovens pela nossa terra.
Maravilhados com o que viram, quiseram saber mais sobre o património, a paisagem, a gastronomia e as pessoas. António Barbosa respondeu a todas as questões colocadas, aguçando-lhes a curiosidade para, um dia, partirem à descoberta dos tesouros do nosso território.
No final da visita, teve lugar uma fotografia coletiva, onde também marcaram presença as figuras emblemáticas e cativantes do “Reino do Alvarinho”. Como forma de agradecimento pela receção calorosa e frutuosa, António Barbosa ofereceu uma pequena lembrança aos responsáveis da escola.
O vinho Torre de Menagem acaba de ser premiado no Japão com Diamond Trophy, distinção máxima da conceituada competição internacional SAKURA Japan Women’s Wine Awards.
Esta é a quarta vez consecutiva que a qualidade dos vinhos Quintas de Melgaço é premiada neste concurso, que se distingue no panorama mundial pela particularidade de ter um júri exclusivamente feminino. Nesta edição de 2023,430 mulheres especialistas em vinhos provaram 4.222 referências distintas, oriundas de 27 países.
Depois de ter sido, recentemente, alvo de rebranding, assinado pelo atelier de design Rita Rivotti, esta consagração atribuída ao Torre de Menagem coloca Portugal e a região de Melgaço nos holofotes do mundo, designadamente no mercado japonês, reconhecido pela exigência que o define no que diz respeito à qualidade.
“Este prémio é um importante reconhecimento e resulta da nossa aposta contínua na qualidade de todos os vinhos que a Quintas de Melgaço tem apresentado. Torre de Menagem é o nosso produto mais vendido, dentro de portas e além-fronteiras, e é, portanto, muito relevante esta distinção que muito nos honra e que contribui para elevar a perceção de qualidade que os Vinhos Verdes, designadamente da sub-região de Monção e Melgaço, deixam nos seus consumidores, em Portugal e no mundo, sobretudo num mercado tão exigente como o asiático.”, refere o administrador da empresa, Pedro Soares.
Com uma textura redonda, integrando a dose perfeita de acidez, cor límpida e aromas de frutos tropicais, Torre de Menagem deve ser servido a uma temperatura entre 8 e 10ºC para revelar todo o seu sabor. O seu corpo é delicado e é composto por uma seleção das melhores uvas das castas Alvarinho e Trajadura.
Este vinho já se encontra disponível nos diferentes mercados com a nova imagem, mais clean e elegante, que mantém a torre como elemento central na rotulagem como símbolo indissociável da marca.
Sobre a Quintas de Melgaço
Nascida na década de 1990, a Quintas de Melgaço é um projeto único em Portugal e os primeiros capítulos da sua história foram escritos pelas mãos de um filho da terra, Amadeu Abílio Lopes, que detinha um forte espírito empreendedor.
Rumou ao Brasil, em meados do séc. XX, para crescer e se afirmar como empresário industrial de referência. Apesar do sucesso alcançado, nunca esqueceu a sua terra de berço e regressou, anos mais tarde, para investir em Melgaço e potenciar o crescimento do concelho. Com a sua audácia e visão inovadora, desafiou pequenos e médios produtores vitivinícolas a juntarem forças e a trabalharem, em conjunto, na produção e promoção do potencial dos vinhos da região e da nobre casta Alvarinho.
O projeto rapidamente ganhou escala e tornou-se num importante motor de desenvolvimento para a comunidade e para Melgaço, já reconhecida, em todo o mundo, pela produção de vinhos Alvarinho de qualidade excecional. Nascia, assim, a sociedade Quintas de Melgaço, constituída, atualmente, por 530 membros acionistas que defendem a sua terra, as suas gentes e a sua origem e produzem vinhos que refletem toda a essência e cultura da região, um exemplo vivo da vontade e prosperidade dos produtores da sub-região de Monção e Melgaço.
Comitiva chinesa, sul-coreana e japonesa em Famalicão para potenciar negócios e diversificar mercados
Cerca de 40 empresários da China, Coreia do Sul e Japão estiveram nos últimos dois dias em Vila Nova de Famalicão à procura de oportunidades de negócio e a conhecer um conjunto de empresas do concelho para potenciais parcerias comerciais, numa iniciativa promovida pelo Município de Famalicão e a AEP – Associação Empresarial de Portugal.
A visita, que decorreu no âmbito do projeto Next Challenge Asia do programa Portugal Premium Experience, visou acima de tudo mostrar o potencial dos produtos portugueses das fileiras do agroalimentar e dos materiais de construção e infraestruturas, promovendo-os nos mercados asiáticos.
Com passagem pela Vieira de Castro, Casal de Ventozela, Primor, ICM, Campicarn, Lourofood, A Cimenteira do Louro, Adega Casa da Torre, Senrasdairy e Yogan, os visitantes participaram ainda em mostras de produtos, sessões de networking e missões inversas, acompanhando também o 4º Fórum Económico de Famalicão.
“A diversificação de mercados é fundamental para o aumento da competitividade das nossas empresas, principalmente num momento tão sensível para a economia mundial. Este projeto, destinado a micro, pequenas e médias empresas portuguesas tem o objetivo de orientar empresas que exportem ou pretendam iniciar a sua expansão para os exigentes mercados japonês, sul-coreano e chinês. É uma excelente porta de entrada para um mercado imenso de oportunidades”, salienta o vereador da Economia da autarquia, Augusto Lima.
No âmbito da atividade Portugal Premium Experience estão ainda previstas mais quatro ações, uma a realizar em Portugal e outras três a realizar nos mercados do Japão, Coreia do Sul e China, levando representantes de empresas portuguesas a participar nos eventos organizados nesses países.
Nos últimos anos, devido à pandemia da COVID-19, têm sido canceladas as festividades de uma ancestral tradição japonesa, o Festival Kunchi, uma das festas populares mais conhecidas na cidade de Nagasaki, uma histórica metrópole da “Terra do Sol Nascente” fundada pelos portugueses na segunda metade do séc. XVI, e que se realiza anualmente nos dias 7, 8 e 9 de outubro,
Portugal encerra a particularidade de ser o país europeu com a mais longa história de intercâmbio com o Japão, fruto de ter sido a primeira nação do “Velho Continente” a chegar e a estabelecer contactos com as gentes da “Terra do Sol Nascente”. Foi durante a expansão marítima quinhentista que se estabeleceu o início das trocas comerciais entre o Japão e os portugueses, à época chamados pelos japoneses “Nanban-jin”, isto é, “bárbaros do sul”, expressão que era nessa altura usada para identificar os povos ibéricos.
O intercâmbio comercial de há mais de quatrocentos anos, acarretava que os portugueses levassem para o território insular da Ásia Oriental, espingardas, pólvora, seda crua da China, entre outras mercadorias, e o Japão enviasse para a zona ocidental da Península Ibérica, prata, ouro e sabre japoneses, entre outros produtos. As vetustas relações comerciais entre as duas nações, estão na base de um conjunto expressivo de vocábulos de origem portuguesa que entraram na língua japonesa, como por exemplo, “pan” (pão), “koppu” (copo), “botan” (botão), “tabako” (tabaco) ou “shabon” (sabão).
A presença lusa no isolado Japão quinhentista e seiscentista teve igualmente uma conhecida dimensão missionária e evangelizadora, que redundou em ferozes perseguições movidas pelos xoguns aos missionários portugueses, receosos de uma eventual invasão por parte dos “bárbaros do sul” e temerosos da influência dos jesuítas nos nipónicos.
Ainda hoje uma das principais atrações do Festival Kunchi, celebrado todos os outonos desde o séc. XVI, com a exceção dos últimos anos marcados pela COVID-19, e que depois também se tornou uma denúncia dos chamados cristãos-escondidos, é a “Nau Portuguesa”, apenas apresentada cada sete anos, e que constitui uma evocação histórica da expansão portuguesa até ao Japão.
Conquanto as autoridades japonesas tenham optado este ano por um formato de celebrações minimalistas e simbólicas, assente essencialmente em danças e exposições, o Festival Kunchi evidencia a importância da história e cultura universal portuguesa, um ativo estratégico para a afirmação do nosso país num mundo marcado pelos desafios da globalização, diversidade cultural e desenvolvimento.
Após ter sido o primeiro atleta estrangeiro a chegar ao Japão para os Jogos Olímpicos, segundo a imprensa internacional, o que lhe originou uma extraordinária receção e “honras de imperador”, Antoine Manuel Launay já saiu de Osho e rumou a Tóquio, para disputar os Jogos Olímpicos. Antoine já “vive” na Vila Olímpica!
Todas as nações que vão disputar a especialidade de slalom já chegaram a Tóquio para iniciar a sua preparação específica na pista de slalom.
O atleta de DKC de Viana viajou de comboio de alta velocidade e já se instalou naquela que vai ser a sua sede até ao final da maior competição do planeta.
Palpita-lhe a alma portuguesa e vianense.
O feito por si só de estar nos Jogos, é já algo de extraordinário.
Antoine vai como sempre tentar a final, disputando no dia 28 a eliminatória. Se tudo correr bem irá à semi final, onde tentará a final.
“- Se chegar à final tudo pode acontecer”, confidenciou.
O atleta vianense não poupou elogios a Osho e ao Japão, pela extraordinária receção que deu origem a muitas publicações nos jornais Japoneses e Portugueses.
Vive assim Antoine e a DKC de Viana os sonhos de qualquer atleta e de qualquer clube. Os sonhos do olimpismo!.