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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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UNIVERSIDADE DE AVEIRO CRIA CIMENTO "VERDE"

Investigação da Universidade de Aveiro: Eco-cimento produzido com desperdícios de celuloses

É, provavelmente, o cimento mais ecológico do mundo. Na receita, para além de utilizar maioritariamente desperdícios das indústrias de celulose que de outra forma iriam para aterros, a produção do cimento ‘verde’ desenvolvido na Universidade de Aveiro (UA) reduz drasticamente o uso de recursos naturais virgens e pode ser produzido à temperatura ambiente, diminuindo consideravelmente o consumo de energia. O resultado é um eco-cimento para construir um mundo mais sustentável.

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Desenvolvido para ter as mesmas caraterísticas do cimento comum, mais conhecido como cimento Portland e cuja produção é altamente poluente, o eco-cimento desenvolvido no Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica (DEMaC) da UA assume-se como uma alternativa aos ligantes tradicionais.

“As nossas argamassas geopoliméricas são uma alternativa válida às produzidas com cimento Portland pois têm propriedades que as tornam adequadas para diversas aplicações na construção”, explica Manfredi Saeli, o investigador que a par de Rui Novais, Paula Seabra e João Labrincha desenvolveu o novo material.

De fato, acrescenta o investigador, “os materiais produzidos são altamente sustentáveis, menos poluentes e a sua produção é rentável”. Além disso, “os geopolímeros endurecem rapidamente, exibem uma matriz estável e uniforme, um desempenho mecânico adequado e uma excelente resistência a produtos químicos e ao envelhecimento. Tudo isso torna essa nova classe de cimentos uma alternativa ao cimento Portland válida e sustentável”.

Desenvolvido com recurso a desperdícios da indústria de celulose, nomeadamente cinzas e grãos de cal que de outra forma iriam parar a aterros e que constituem 70 por cento dos ingredientes do eco-cimento da UA (os outros 30 por cento são metacaulino), este material inovador pode ser usado no lugar dos cimentos tradicionais e com níveis de desempenho idênticos.

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BRAGA CRIA PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO

A Comissão da Semana Santa de Braga anuncia o lançamento do Prémio Cónego Jorge Coutinho

O Prémio de Investigação Cónego Jorge Coutinho terá a sua primeira edição no presente ano, com a abertura do concurso, que agora se anuncia.

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A Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga tem como objetivo promover a realização das solenidades quaresmais, valorizando-as. Está, por outro lado, consciente de que a investigação académica ajuda à sua melhor compreensão e, por isso mesmo, a dignificar a sua realização.

A Comissão está também grata a todos os que a antecederam, ao longo dos séculos e no passado recente, e que tornaram possível a dimensão e a qualidade que as cerimónias da Quaresma e Semana Santa adquiriram em Braga. Por isso, atribuí o nome do Cónego Jorge Coutinho a este Prémio, quer pelo seu empenho nesta Comissão, quer pela sua dedicação à academia bracarense.

O “Prémio de Investigação Cónego Jorge Coutinho” é um prémio bienal instituído pela Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga, destinado a premiar o melhor trabalho de investigação sobre a Quaresma e Semana Santa bracarenses, nas diversas áreas do saber, como, por exemplo, Artes, Arquitetura, Economia, Estudos de Religião, Gestão, História, Teologia, entre outras.

O Prémio tem um valor pecuniário de 1.500 € (independentemente do número de trabalhos premiados), e será atribuído depois de avaliado por um júri, constituído pelas seguintes personalidades:

  • Avelino Marques Amorim, cónego e presidente o júri
  • Fernando Ribeiro da Silva, professor catedrático emérito da Faculdade de Letras da Universidade do Porto
  • Luís Miguel Figueiredo Rodrigues, cónego e diretor-adjunto da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa
  • Maria Marta Lobo de Araújo, professora do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho
  • Rui Ferreira, mestre em Património e Turismo Cultural e doutorando em Estudos Culturais

Alguns dados referentes a esta edição:

  • Até 30 de novembro de 2019: receção dos trabalhos candidatos
  • Até 28 de fevereiro de 2020: validação e avaliação pelo júri
  • Semana Santa de 2020: entrega do prémio em cerimónia pública

O Regulamento do Prémio e demais informação relacionada com esta iniciativa estão disponíveis no sítio oficial neste link.

INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO COMBATE COM LUZ INFEÇÕES FATAIS

Investigação da Universidade de Aveiro. Infeções fatais combatidas com luz

Chama-se Staphylococcus aureus, é uma bactéria responsável por várias infeções potencialmente fatais em humanos e, até agora, o seu combate estava dificultado pela resistência que ganhou aos antibióticos, mesmo aos utilizados em último recurso. Afinal, através da terapia fotodinâmica é possível inativar a bactéria. Os recentes avanços realizados na Universidade de Aveiro (UA) trazem uma solução a quem sofre, por exemplo, de abcessos na pele e infeções do trato urinário.

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Foliculite, furunculose, impetigo, celulite infeciosa, pneumonia necrosante, osteomielite, endocardite infeciosa, síndrome do choque tóxico e até intoxicação alimentar. A lista das infeções que S. aureus pode provocar é interminável.

Tratada facilmente com vulgares antibióticos até há poucas décadas, as infeções hospitalares e na comunidade causadas por S. aureus multiresistentes a antibióticos aumentaram dramaticamente nos últimos 30 anos, sendo acompanhadas por um aumento de estirpes super-resistentes até mesmo aos antibióticos ditos de última geração. O tratamento é, por isso, difícil, moroso e frequentemente ineficaz.

“Estas estirpes são uma ameaça grave para a saúde pública”, alerta Adelaide Almeida, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Biologia da UA e coordenadora do estudo que pode colocar um travão a esta bactéria. Este estudo resultado trabalho multidisciplinar de uma equipa de cientistas do CESAM e do Grupo de Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares, duas das unidades de investigação da UA.

Terapia fotodinâmica é eficaz

O género Staphylococcus contém pelo menos 49 espécies, várias das quais são altamente importantes clinicamente, para a indústria alimentar, para agricultura e economia. A mais patogénica dessas espécies é S. aureus.

Esta espécie, explica Adelaide Almeida, “está amplamente distribuída no ambiente, pode residir na pele e nas mucosas dos seres humanos e animais”. Nos seres humanos, “as narinas são os principais nichos ecológicos de S. aureus - a transmissão ocorre principalmente através das mãos quando estas tocam superfícies contaminadas embora outros locais, como a pele, a área perineal, a faringe, o trato gastrointestinal, a vagina e as axilas também podem ser colonizadas, podendo também funcionar como focos de transmissão”.

Com sucesso, a equipa de químicos e biólogos da UA constituída por Adelaide Almeida, Amparo Faustino, Maria da Graça Neves, Tatiana Branco, Cristina Dias, Nuno Moura, Cristina Dias, Vânia Jesus, Ana Peixoto e Nádia Valério, testou in vitro e na pele a terapia fotodinâmica, por si só ou combinada com antibióticos, para inativar esta bactéria.

“Os resultados mostraram que a terapia fotodinâmica, usada já vulgarmente para tratar, por exemplo, o acne, é uma abordagem eficaz para controlar a infeção por S. aureus na pele, inativando a bactéria eficazmente após três ciclos sucessivos de tratamento com luz e sem adição de antibióticos entre ciclos, ou após um ciclo usando a ação combinada da terapia com o antibiótico ampicilina”, congratula-se Adelaide Almeida.

“Embora seja bem-sabido que o uso de grandes quantidades de antibióticos na prática clínica é indesejável devido ao aparecimento de estirpes resistentes a antibióticos, pouco esforço tem sido feito para usar a terapia fotodinâmica para potencializar a eficácia antibiótica ou, alternativamente, usar antibióticos para melhorar o efeito desta terapia”, explica a bióloga.

A avaliação deste efeito combinado foi realizada pela equipa da UA em pele de suíno, considerada um bom modelo de teste para a pele humana, devido às semelhanças das suas propriedades histológicas, fisiológicas e imunológicas.

INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO: COMUNIDADES INTERMUNICIPAIS CUMPREM APESAR DE AFASTADAS DOS CIDADÃOS

Seis anos depois da aprovação do estatuto das entidades intermunicipais, um estudo da Universidade de Aveiro (UA) sugere que as comunidades intermunicipais “cumpriram amplamente o seu objetivo” de aproximar municípios com vistas à resolução de problemas comuns. No entanto, por concretizar, estão as expectativas das comunidades intermunicipais que há seis anos julgavam quer iriam conseguir mais financiamentos do que aqueles que até agora conseguiram. Às comunidades intermunicipais falta ainda envolver outros atores regionais e cidadãos.

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O estudo parte de um inquérito às comunidades intermunicipais do território continental, incluindo as Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, nas quais todos os 278 concelhos se encontram representados.

“As associações intermunicipais cumpriram amplamente o objetivo de estimular a aprendizagem mútua entre municípios e de permitir aos municípios obter ganhos de escala, isto é, os municípios passaram a cooperar para resolver problemas que ultrapassam as fronteiras dos municípios individuais”, aponta a investigadora Patrícia Silva, politóloga e investigadora do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território (DCSPT) e da Unidade de Investigação Governança, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOOP) da UA.

A autora do trabalho, a par de Filipe Teles e Joana Ferreira, também da UA, diz que “esta capacidade de cooperar – e até a vontade expressa de alargar formas de cooperação intermunicipal a outras arenas – sugere sinais muito positivos”, sobretudo quando se pensa que “o contexto português foi durante muito tempo caracterizado por rivalidades entre os municípios, com escassa vontade de cooperar e que, em larga medida, a pertença às comunidades intermunicipais foi imposta aos municípios”.

Exceções à regra

A única exceção a este cenário parece ser a perceção quanto à capacidade de as associações obterem fundos comunitários. Se, por um lado, descreve Patrícia Silva, “tal pode estar relacionado com as elevadas expectativas (e necessidade!) dos municípios relativamente à diversificação das fontes de financiamento para assegurar os projetos municipais e intermunicipais”, por outro lado “a obtenção de fundos depende muito da capacidade de interação com outros níveis de governação e, naturalmente, das oportunidades de financiamento”. Por isso, sublinha a investigadora, “não se trata de uma dimensão que dependa exclusivamente do compromisso dos municípios para com os projetos intermunicipais”.

A investigação chama ainda a atenção para as questões de legitimidade das comunidades intermunicipais que “é indireta, na medida em que os membros e, naturalmente, o presidente não são escolhidos diretamente pelos cidadãos”. Os eleitores escolhem ‘apenas’ os representantes dos municípios nas Eleições Autárquicas e são estes que estão representados na assembleia intermunicipal e no conselho executivo das Comunidades intermunicipais. Pelo menos parcialmente, aponta Patrícia Silva, “esta questão ajuda a explicar o pouco interesse dos cidadãos relativamente às atividades das Comunidades intermunicipais”.

A única exceção identificada é o caso das empresas da região que “têm revelado maior interesse pelas atividades das comunidades do que revelam pelas atividades dos seus municípios”.

Para além das questões de legitimidade que o estudo refere, “esta incapacidade de envolver outros atores pode limitar a capacidade das comunidades intermunicipais de mobilizar outros recursos e outras competências e capacidades que as regiões têm”. Além disso, “a capacidade de envolver e de obter consensos com outros atores (políticos, empresariais, da academia, etc.) também poderia ser uma forma de evitar a duplicação de funções e, muitas vezes, de estruturas”.

O trabalho do DCSPT da UA procurou analisar a capacidade de governação das comunidades intermunicipais, considerando  cinco dimensões específicas: âmbito de cooperação (motivos para a cooperação e áreas de intervenção); o compromisso dos municípios e o seu contributo para os objetivos da comunidade; a sua arquitetura (em termos de número de funcionários e financiamento), democracia (a forma como as comunidades se relacionam com os cidadãos e com outros atores regionais) e estabilidade (considerando a perceção dos benefícios da cooperação, a capacidade de tomada de decisões e a vontade expressa dos municípios de alargar o âmbito de cooperação a outras áreas).

PONTE DE LIMA RECEBE O CHAMPIMÓVEL

Champimóvel em Ponte de Lima. Alameda de S. João /27 e 28 de outubro

Ponte de Lima recebe este fim de semana o Champimovel – um semi –reboque que apresenta um filme interactivo 4D e que nos reporta para uma viagem através do corpo humano.

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Com o objectivo de divulgar a investigação científica biomédica junto dos mais novos, a Fundação Champalimaud lançou este projeto, numa acção a realizar nas escolas. Para o efeito produziu um conteúdo interactivo de formação dirigido aos jovens. A apresentação do projeto é feita num simulador móvel, transportado por um camião, denominado Champimóvel.

Despertar o interesse dos jovens estudantes pelos temas científicos e incentivar talentos nessa área; bem como captar a sua atenção e envolver toda a comunidade escolar na iniciativa através de um conjunto de actividades que ultrapassem a apresentação do show, de maneira a manter o interesse dos jovens pela ciência, são os objetivos deste projeto, que este fim de semana, 27 e 28 de outubro está em plena Alameda de S. João em Ponte de Lima.

Para além da comunidade escolar, toda a população está convidada a visitar o Champimóvel, que apresenta um show animado interactivo em 4D com cerca de 25 minutos: uma viagem através do corpo humano, apresentada pela personagem Champi.

Champi começa por apresentar o mecanismo da visão, seguido da apresentação da célula e do seu material genético, da acção dos vírus, da terapia genética e finalmente das investigações recentes em células estaminais e nanotecnologias.

Uma apresentação dinâmica e divertida que pretende despertar a curiosidade dos jovens estudantes para os temas científicos. A acção, designada por Champimóvel teve início em Abril de 2008 e está a percorrer escolas dos 2º e 3º ciclo de todos os distritos.

Visite o Champimóvel na Alameda de S. João, entre as 10h e as 12.30h e das 14.30h às 18h; no dia 28 o "Champimóvel" encerra às 16h.

FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD APRESENTA “CHAMPIMÓVEL” EM VIANA DO CASTELO

Data:

3 a 6 de setembro de 2012

Local:

Campo da Agonia

Horário:

10h00 – 12h30 e 14h30 – 18h00

Experiência inédita, tri-dimensional e interativa através do corpo humano

Entrada gratuita

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O “Champimóvel” da Fundação de Champalimaud é uma experiência tridimensional, interativa e móvel com base num filme que transporta tecnologia de ponta cientifica-médica para o coração e a mente de todos os que o visitam. O filme interativo 4D apresentado pelo Champi é exibido na cápsula, um simulador de cerca de 20 lugares com 2 portas laterais, acessível por rampa e por escada.

O anfitrião desta viagem, o"Champi”, guia o espectador através do corpo humano a fim de testemunhar os problemas mais relevantes e mais contemporâneos na ciência médica tais como as células estaminais, nanotecnologias, DNA e a terapia genética.

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