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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO SOMA E SEGUE NO PÓDIO DAS EXPORTAÇÕES

Publicação do INE confirma Famalicão com uma “locomotiva económica” de Portugal 

Em matéria de exportações nacionais, o município de Vila Nova de Famalicão mantêm-se imbatível a Norte, continuando a ocupar o pódio dos maiores exportadores do país. A publicação recente da edição 2017 dos Anuários Estatísticos Regionais por parte do Instituto Nacional de Estatística (INE), revela um novo crescimento das exportações famalicenses na ordem  dos 2,95 por cento relativamente ao ano anterior e mostra que Vila Nova de Famalicão por si só assegura 3,6 por cento das exportações nacionais.

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Com um volume total de exportações colado aos dois mil milhões de euros (1.998,077), e um volume de importações ligeiramente superior a mil milhões (1.156,366), o município famalicense mantem a proeza de exportar muito mais do que aquilo que importa o que mantêm também neste índice no pódio dos municípios com a balança comercial mais favorável do país.

A performance de Vila Nova de Famalicão impressiona ainda mais comparados os números da sua prestação com os números totais dos oito municípios da NUTIII Ave, com o município famalicense a assegurar praticamente metade das exportações globais desta sub-região estatística portuguesa a que pertence. 

A força exportadora do município famalicense não é propriamente uma novidade, mas “o crescimento constante ao longo dos anos, inclusivamente na altura da maior retração económica provocada pelas crises nacionais e internacionais, aponta para um força económica perfeitamente solidificada e em inovação constante” refere o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “muito orgulhoso do tecido empresarial famalicense e dos recursos humanos que o território empresta às empresas e as faz alavancar para estes registos fantásticos”. Refira-se a propósito que entre 2012 e 2017 as exportações famalicenses subiram todos os anos, representando um crescimento global de  27,5 por cento. 

Recorde-se que a tendência de crescimento do ímpeto empreendedor de Vila Nova de Famalicão ficou também recentemente bem patente nos dados provisórios lançados  pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos aos primeiros nove meses do ano passado (2018), que confirmaram um saldo positivo de 199 novas empresas criadas no concelho (nasceram 309 e fecharam 110), numa média de 34 por mês.

Também ao nível da taxa de desemprego, Vila Nova de Famalicão tem-se mantido sempre abaixo da média nacional.

Para estes resultados contribui um vasto universo de empresas multifacetado, com particular incidência no têxtil – a cidade assume-se mesmo com a Cidade Têxtil de Portugal em virtude de um cluster completo existente no território -, no agroalimentar e na metalomecânica.

Vila Nova de Famalicão é sede de algumas das maiores e mais conceituadas empresas a produzir em Portugal, como a  incontornável Continental Mabor – a 4.ª empresa mais exportadora do país, a ROQ  -  empresa mais rentável entre as produtoras de bens - a Têxtil Manuel Gonçalves, a Coindu, a Leica, a AMOB, a Riopele, a Primor, a Porminho, a Aco Shoes, a Salsa, a Olbo & Mehler, o grupo RNM e a Tiffosi, entre tantas outras. Muitas destas empresas têm sido notícia frequente pelos produtos e projetos inovadores que têm apresentado ao mundo a partir de Vila Nova de Famalicão.

FAMALICÃO: RIOPELE ADQUIRE CAPITAL DA IOTECH

Riopele adquire 10% do capital da IOTech

A Riopele acaba de adquirir 10% do capital da IOTech, startup tecnológica instalada na incubadora Famalicão Made IN, em pleno ambiente empresarial proporcionado pelo próprio gigante da indústria têxtil nacional, em Pousada de Saramagos, Famalicão.

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Esta aquisição atesta não só a qualidade dos projetos da incubadora, mas também os bons resultados da aproximação das startups famalicenses à indústria, objetivo central da criação desta estrutura de incubação e aceleração de ideias de negócio, em 2015, pelo Município de Famalicão, numa parceria com a Riopele.

A IOTech, que desenvolve soluções inteligentes e inovadoras e com valor acrescentado para a indústria, despertou o interesse da Riopele no showcase de apresentação de startups à indústria, perante uma plateia de empresários, mentores e potenciais investidores, em outubro passado, promovido pelo Famalicão Made IN.

“As conversas entre a Riopele e a IOTech avançaram e, na última semana de 2018, foi confirmada a aquisição de 10% do nosso capital pela Riopele”, explica Filipe Portela, CEO da IOTech, cujo grupo de acionistas passa assim a ser constituído pelo próprio Filipe Portela (90%) e pela Riopele, na pessoa do seu administrador Bernardino Carneiro, (10%).

Portela agradece a “confiança depositada” e vê a entrada da Riopele na estrutura da startup como “benéfica para ambas as partes”, porquanto possibilitará “mais cooperação, expansão de clientes, abertura a novos mercados e uma maior oferta de serviços”.

“Neste momento, falta apenas concluir a alteração da denominação social para IOTECHPIS - Innovation on Technology, Lda”, conclui o jovem engenheiro.

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EMPRESA FAMALICENSE INVESTE NA RECICLAGEM

Sasia investe dois milhões em nova linha de reciclagem

A Sasia investiu dois milhões de euros numa nova e moderna linha completa de reciclagem, que não só aumenta em 20% a sua capacidade produtiva como ainda melhora a eficiência energética da empresa.

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Esta nova linha de reciclagem entrou em funcionamento no início deste mês de dezembro e não contou com qualquer financiamento comunitário.

Fundada em 1952, a Sasia dedica-se à reciclagem de desperdícios da indústria têxtil, que transforma em ramas nas cinco linhas de reciclagem da sua fábrica em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão. A unidade fabril, que ocupa 15 mil metros quadrados, acolhe 30 trabalhadores, em três turnos.

“Importamos de todo o mundo América Latina e Ásia incluídas, resíduos pré-consumo de algodão ou fibras artificiais que desfibramos e reciclamos em ramas destinadas a segmentos de mercado muito diferentes. Tanto podem ser usadas na construção de pisos de autoestradas, no fabrico de algodão hidrófilo e colchões, ou como matéria-prima pelas fiações”, explica Miguel Ribeiro da Silva, administrador.

A empresa foi uma das parceiras da Riopele no projeto Tenowa, vencedor do Prémio Produto Inovação 2018 atribuído pela COTEC. “Temos sido muito solicitados a colaborar com o nosso know how em projetos sustentáveis. Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a escassez de recursos e as empresas procuram corresponder a essa preocupação. A economia circular está na moda, mas nós já somos sustentáveis desde 1952”, sublinha.

A Sasia prevê fechar o exercício de 2018 com um volume de negócios de cinco milhões de euros, dos quais cerca de 50% feito na exportação.

EMPRESA BRACARENSE RECONSTRÓI VILA DE MUXIMA EM ANGOLA

Empresa de Braga ganha obra de 145 milhões de euros para reconstruir vila angolana

O Grupo Casais, com sede em Mire de Tibães, Braga, venceu o concurso público lançado em julho pelo Governo de Angola para a construção de diversas infraestruturas em uma vila ao redor de um santuário mariano, a 130 quilómetros de Luanda, em Angola.

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No total, e em conjunto com uma empresa subsidiária [Omatapalo, DA] da Carlos José Fernandes & Co. Lda, de Viana do Castelo, irá receber perto de 145 milhões de euros pela empreitada de construção das infraestruturas da vila da Muxima durante os próximos dois anos.

De acordo com um de quatro despachos de 19 de dezembro do Presidente da República angolano, João Lourenço, citados pela Lusa, foi autorizada a contratação da construtora bracarense, que se uniu em consórcio com a Omatapalo, SA, dedicada a engenharia e construção.

Em outro despacho do PR com a mesma data, é ainda autorizada a contratação da Progest, que, ao que apurou o Semanário V, tem sede na Rua António Cândido Pinto, em Braga, como empresa fiscalizadora da obra, em contrato de 365 mil euros.

O projeto consiste em construir as infraestruturas necessárias para modernizar e requalificar a vila de Muxima, e acompanha outra obra, a construção de uma basílica no santuário mariano de Nossa Senhora da Muxima, que recebe perto de um milhão de peregrinos no início de setembro. A construção da basílica foi adjudicada à construtora portuguesa Somague.

Sobre as infraestruturas a edificar na vila de Muxima, ainda pouco se conhece, mas a basílica foi já apalavrada em 2008, durante a visita do Papa Bento XVI a Angola. O na altura presidente José Eduardo dos Santos assegurou a construção de uma basílica com capacidade para 4.600 pessoas sentadas, para além de uma praça pública com capacidade para 200.000 peregrinos e um parque para 3.000 viaturas.

O Santuário de Muxima é o maior centro mariano da África subsariana, cujo atual templo permite apenas lugar para 600 pessoas sentadas. Após as obras, será o primeiro santuário nacional em Angola reconhecido como tal pela Igreja Católica.

A vila foi ocupada pelos portugueses em 1589 que, dez anos depois, construíram uma fortaleza e a igreja de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida como “Mamã Muxima”.

Fonte: https://semanariov.pt/

EMPRESA TÊXTIL CRIA POSTOS DE TRABALHO EM ESPOSENDE

Grupo Becri investe mais de 3 milhões de euros em Esposende

Gubec i&d in Textiles, prevê que, a curto prazo, contar com mais de 100 trabalhadores

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O Grupo Becri investe em Esposende mais de 3 milhões de euros na aquisição e expansão de uma unidade industrial. A Gubec i&d in Textiles, que neste momento emprega mais de 70 pessoas, prevê que, a curto prazo, venha a empregar mais 30 a 50 trabalhadores, dedicando a sua produção exclusivamente à exportação e com objetivos de faturação a rondar os 13 a 15 milhões de euros.

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Já em laboração, a Gubec i&d in Textiles, prepara-se para avançar com obras de expansão e remodelação das instalações, reorganizando a disposição dos diversos setores (corte, acabamento, embalamento e exportação) e criando uma ampla área social, facultando melhores condições aos seus colaboradores.

“As nossas empresas são pessoas. Por isso, é política da empresa, canalizar a maximização dos investimentos para a própria empresa, para os trabalhadores e para a comunidade envolvente”, referiu Rui Costa, CEO da Gubec i&d in Textiles, durante a visita às instalações do presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, do vereador das Atividades Económicas, Sérgio Mano e Armando Santos, diretor do IEFP de Barcelos, durante a qual foi acompanhado pelos sócios da empresa, José Costa, Jorge Costa e Américo Alves.

“O Município de Esposende definiu fatores estratégicos e de estímulo à instalação de empresas, plasmadas no Regulamento de Concessão de Incentivos ao Investimento, que se traduzem na redução e isenção de taxas e concessão de benefícios fiscais, assegurando aos investidores e empreendedores a oportunidade para a concretização dos seus negócios no concelho”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Esposende. Por esta via, o Município pretende criar condições para fomentar o desenvolvimento económico do concelho, através da captação de empresas de diferentes ramos e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida da população, dando assim, mais um valioso contributo para o cumprimento do ODS8 – Trabalho digno e crescimento económico e ODS9 – Indústria, inovação e infraestruturas.

De resto, a importância conferida aos empresários, pelo Município de Esposende, enquanto parceiros do desenvolvimento económico do concelho, está na génese das medidas facilitadoras de incentivo ao investimento. “O país consegue exponenciar a criação de riqueza com as exportações e com o turismo. Por isso, o concelho de Esposende está muito bem posicionado nestas duas áreas e continuará a apontar estes eixos estratégicos como fundamentais para o desenvolvimento harmonioso do concelho”, adiantou o presidente da Câmara Municipal de Esposende.

O Grupo Becri, com um volume de negócios superior a 45.000.000,00 €, emprega mais de 400 trabalhadores diretos, divididos pelas suas três empresas, mas abarca um universo de 2 mil pessoas, se considerarmos aqueles que trabalham direta ou indiretamente com o Grupo.

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EMPRESA DE FAMALICÃO INVESTE NO TÊXTIL AUTOMÓVEL

TMG Automotive com apoio do Banco Europeu de Investimento para inovar nos têxteis automóveis

O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai emprestar 25 milhões de euros à TMG Automotive para implementar processos inovadores e sustentáveis de fabrico de têxteis automóveis. O plano de investimento da empresa de Vila Nova de Famalicão prevê o aumento da capacidade produtiva e permitirá criar 160 postos de trabalho, anunciou esta segunda-feira, em comunicado, a representação da Comissão Europeia em Portugal.

O empréstimo é feito ao abrigo do orçamento da União Europeia no âmbito do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, conhecido como Plano Juncker.

De acordo com o comunicado, a TMG Automotive utilizará o financiamento para “implementar a sua estratégia de investigação e inovação, centrada na utilização de novas tecnologias que reduzem o impacto ambiental dos processos de produção de têxteis para a indústria automóvel”.

Com o objetivo de estar preparada para concorrer num setor de elevada exigência e para satisfazer as necessidades do mercado no futuro, a empresa famalicense também irá expandir a sua capacidade produtiva. “O programa será implementado até 2020 e contribuirá para a preservação de empregos de qualidade: o grupo TMG conta atualmente com 1.400 trabalhadores e irá criar 160 novos postos de trabalho na mais recente unidade industrial da TMG Automotive”, pode ler-se no documento. “O programa de investimento irá promover a partilha de conhecimentos no seio da indústria automóvel europeia, onde a TMG é um interveniente destacado na produção de componentes”, sublinha, ainda, arepresentação da Comissão Europeia em Portugal.

O acordo sobre este empréstimo foi assinado pela vice-presidente do BEI, Emma Navarro, e pela Presidente da TMG Automotive, Isabel Furtado. A empresária famalicense explicou que, “enquanto membro do UN Global Compact, a TMG Automotive está profundamente empenhada em cumprir os dez princípios deste Pacto, centrados nos direitos humanos, nas práticas laborais, na proteção ambiental e no combate à corrupção, bem como em apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”.

“Aliar os direitos humanos ao crescimento económico sustentável e à proteção ambiental é crucial para o futuro da TMG Automotive”, assegurou Isabel Furtado.

NATAL DE FAMALICÃO PROMOVE CIDADE TÊXTIL

Decorações natalícias decoradas com tecido e com referência a uma das imagens de marca do concelho

O Natal em Famalicão tem marca têxtil ou não fosse esta a Cidade Têxtil de Portugal. As decorações natalícias acompanham aquela que é uma das imagens de marca do concelho e incluem o tecido como um dos materiais utilizados nas ornamentações. A ligação ao universo têxtil é particularmente evidenciada nas principais rotundas de entrada da cidade com cada uma das letras que compõem a palavra "Natal '18" produzidas em monobloco tridimensional e embrulhada em tecido com motivos de embrulho.

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Para se atingir o resultado que é visível nas ruas de Famalicão foi produzido mais de um quilómetro de tecido com os cinco padrões que fazem parte do lettering da campanha de Natal 2018 desenvolvida pela Câmara Municipal e pela ACIF – Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão.

A árvore de Natal, colocada no centro da cidade e ponto de paragem obrigatório para as selfies, é outro dos locais onde a presença da marca é mais sentida.

Recorde-se que o lançamento da marca Famalicão Cidade Têxtil aconteceu em Fevereiro último durante a realização da II Conferência Internacional do Têxtil e Vestuário que decorreu no  Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, com organização do CITEVE e da Associação Selectiva Moda. 

A marca Famalicão Cidade Têxtil veio dar força àquilo que o concelho já é há mais de um século – um importante centro de produção, de investigação e desenvolvimento do sector têxtil –, e impulsionar um conceito de produção e de atividade económica que vai muito além dos muros das empresas.

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CRESCIMENTO ASSINALÁVEL DESAFIA A LACTILOURO

A Lactilouro, empresa nascida há dois anos do seio da Lourofood, e que produz os queijos de alta gama da marca Dom Villas, prevê fechar o exercício de 2018 com uma faturação recorde de 1,25 milhões de euros, o que representa um crescimento de 50% face a 2016, ano em que foi constituída.

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2019 promete ser um ano ainda mais auspicioso com uma previsão de faturação de 2 milhões de euros, por via do reforço da capacidade industrial e do recurso a novas tecnologias, resultado de uma candidatura aprovada ao PDR 2020. A empresa possui departamento próprio de I&D e investiu, só este ano, cerca de 2 milhões de euros em novos equipamentos tecnológicos.

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A Lactilouro, que esta segunda-feira recebeu a visita do Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, acompanhados pelo Presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, é uma nova unidade vocacionada para a produção de queijos premium da marca Dom Villas, sendo gerida pela mesma administração da Lourofood, os irmãos Luís e Rogério Lourenço, ambas instaladas na freguesia do Louro, concelho de Vila Nova de Famalicão.

Com 28 colaboradores, a Lactilouro exporta para 10 países: Espanha, Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido, América do Sul, África do Sul, Estados Unidos, Canadá e Líbano. Dubai é o próximo mercado que a marca pretende conquistar.

Já a Lourofood completou recentemente 18 anos de existência. Luís e Rogério Lourenço encontraram na tradição da família uma oportunidade de negócio e arriscaram tudo. Os irmãos iniciaram a aventura de produzir o queijo Dom Villas no dia 15 de novembro de 2000 a partir de uma receita familiar e procurando dar valor acrescentado ao leite produzido na agropecuária dos pais. De lá para cá, o crescimento foi a pulso, mas constante. A Lourofood fixou a marca Dom Villas no mercado e depressa alargou a sua atividade a outros produtos que foi desenvolvendo.

Atualmente, a empresa conta com 87 colaboradores e prevê faturar 20,5 milhões de euros em 2018 e 23 milhões de euros em 2019.  

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FAMALICÃO LEVA A CUBA 7 EMPRESAS PARA SE DAREM A CONHECER NA FEIRA INTERNACIONAL DE HAVANA

Identidade industrial de Famalicão mostra-se em Cuba

Em Cuba ressalta por estes dias a identidade industrial de Vila Nova de Famalicão. Sete empresas famalicenses apresentam-se na FIHAV – Feira Internacional de Havana, integrando a comitiva portuguesa presente no Pavilhão de Portugal, numa participação organizada pela AEP – Associação Empresarial de Portugal, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Portugal - Cuba, e a que se associou também o Município de Vila Nova de Famalicão, na sequência dos protocolos de cooperação assinados recentemente com a AEP e com aquela Câmara de Comércio.

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A representação famalicense, dinamizada pelo Famalicão Made IN, é garantida pelas empresas Caixiave, Cup & Saucer, CM Socks, Hotelar, NH Clima, Raclac e Seara, o que traduz, na opinião do vereador Augusto Lima, “o apoio efetivo e permanente" do Município às PME de Famalicão, nomeadamente na perspetiva de entrada dos seus produtos ou serviços em novos mercados.

“Com esta presença, estamos a materializar os objetivos desses protocolos, proporcionando às empresas famalicenses, por via do acordo com a AEP, novas oportunidades para reforçarem a sua capacidade exportadora e, por via do acordo com a Câmara de Comércio Portugal-Cuba, a entrada em mercados ainda pouco explorados ”, explica Augusto Lima, que lidera a representação institucional do Município.

No caso concreto de Cuba, o vereador famalicense sublinha que “a FIHAV é um importante meio de entrada de produtos e serviços no país e uma excelente forma de contactar com potenciais parceiros comerciais”. De resto, Cuba é um espaço cada vez mais estratégico para a economia nacional. Enquanto fornecedor daquele país, Portugal subiu da 21ª para a 15ª posição, com as exportações a crescerem de 0,71% para 0,85%, no último ano.

Ontem, dia 30 de outubro, o Pavilhão de Portugal foi inaugurado pelo Secretário de Estado da Defesa do Consumidor, João Torres, acompanhado pelo Vice-Presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, pelo Embaixador de Portugal em Cuba, Fernando Figueirinhas, pelo Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal Cuba, Américo Castro, e por representantes do governo cubano, nomeadamente o Vice-ministro do Comércio Externo de Cuba, Roberto Martinez.

A FIHAV já vai na 36ª edição e termina na próxima sexta-feira, 2 de novembro.

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FAMALICÃO APOSTA NA INOVAÇÃO

Startups ligam-se à indústria com soluções inovadoras

Oito startups (cinco da UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e três do Famalicão Made IN) apresentam-se à indústria esta quinta-feira, 18 de outubro, numa iniciativa que pretende promover soluções inovadoras e com valor acrescentado.

A Kortex desenvolve soluções de hardware e software para a indústria

A partir das 17h00, na área de I&D da empresa Riopele, sob o formato de pitch (apresentação direta e curta), Agilis M2M, Foodintech, Healthy Road, Ideia.m e Sarkkis (pela UPTEC) e IOTech, Kortex e Swonkie (pelo Famalicão Made IN) mostram o que valem e medem forças perante uma plateia de empresários, mentores e potenciais investidores.

Continental ITA, TMG, Raclac, Samofil, Celoplás, Famasete, NH Clima e Hindu são algumas das empresas representadas neste encontro. É ainda aguardada a presença, como mentores, de responsáveis da Riopele, AMOB, Caixiave, Argatintas, ESI, Injex, Partteam, YouON e Famagrow.

Este showcase UPTEC/Famalicão Made IN integra a programação do 3º Festival Famalicão Visão’25.

FAMALICÃO DEBATE FUTURO DA INDÚSTRIA

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, abre amanhã terça-feira, 16 de outubro, pelas 9h30, a conferência Famalicão Circular que terá lugar na Fundação Cupertino de Miranda com futuro da indústria em cima da mesa. Contrariamente ao que estava previsto, em virtude do atual momento político, a Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, não estará presente na iniciativa.

Conferência realiza-se na Fundação Cupertino de Miranda a partir das 09h...

A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal no âmbito do projeto Famalicão Made IN e no enquadramento da realização do Festival Famalicão Visão 25, contando com um painel de conferencistas nacionais e internacionais que têm vindo a trabalhar e a desenvolver novas sinergias industriais e a redesenhar ciclos de produção alternativos que perspetivam uma mudança de paradigma para a indústria com benefícios para a economia, o ambiente e a sociedade.  

A conferência está particularmente centrada em três dos temas basilares para as indústrias famalicenses: o têxtil; a água; e os novos modelos de negócio e novos empregos, e abre com uma comunicação da investigadora e designer internacional  Anne Prahl, que tem gerado novos e inovadores conceitos para a indústria têxtil e do vestuário, sobretudo no âmbito do design e da sustentabilidade, trabalhando para grandes marcas internacionais como a Nike, Speedo, WGSN, Ellesse, Puma, Marks & Spencer, Animal, Topshop e Esprit.

O exemplo da Riopele que criou a marca TENOWA, resultante da metamorfose de resíduos têxteis e as simbioses industriais, e a experiência de António Lorena, Managing Partner da 3drivers  que tem desenvolvido projetos de avaliação técnica, ambiental e socio-económica e de natureza estratégica de sistemas de gestão de resíduos, fazem ainda parte do painel da manhã do evento. À tarde, depois das sessões de trabalho, ainda haverá espaço para a apresentação de exemplos práticos desenvolvidos em Vila Nova de Famalicão à volta da economia circular e para a apresentação das conclusões.

FAMALICÃO ESTÁ NA LINHA DA FRENTE NA TECNOLOGIA TÊXTIL

Mtex mostra tecnologia têxtil “disruptiva” a parceiros internacionais

Inovação e tecnologia têxtil foi o tema central da Mtex Summit 2018. O evento, dedicado ao futuro das tecnologias de Labeling, Packaging e Dye Sublimation, decorreu ontem e hoje e contou com a presença de representantes e responsáveis de empresas têxteis dos cinco continentes.

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“A Mtex Summit é o culminar de um fortíssimo ciclo de inovação que traz ao mercado um conjunto de disrupções têxteis”, explica André Jacques, vice-presidente de vendas e marketing da empresa, acrescentando que o evento representa também o arranque de um novo ciclo, bem como o fortalecimento das relações comerciais com parceiros globais (distribuidores, agentes e clientes de referência).

A par da apresentação das novas soluções tecnológicas da empresa, os participantes na Mtex Summit tiveram a oportunidade de visitar as instalações e os centros de produção e de desenvolvimento da Mtex, em Esmeriz, Vila Nova de Famalicão. “Partilhámos conhecimento de mercado e tecnológico, mas recolhemos também muito feedback. Foi um momento de aprendizagem mútua, tão importante numa indústria em constante mutação. Algo a repetir, não só porque foi um sucesso a vários níveis, mas também porque projetou a empresa para um novo patamar que faz parte de uma rota da liderança tecnológica e de afirmação a nível mundial”, enfatiza André Jacques. 

A Mtex é uma empresa do grupo New Solutions Engineering, que se dedica ao fabrico de máquinas de impressão digital têxtil, com tecnologia inovadora e ambições à escala mundial. Criada no início desta década para construir máquinas a partir de tecnologia importada, em menos de 10 anos passou a produzir e a desenvolver a sua própria tecnologia.

O ponto de viragem deu-se em 2017 com um investimento de cerca de 8 milhões de euros que aproveitou o know how da empresa e preparou as instalações para um novo futuro. 

O Centro de Inovação do Grupo New Solutions conta com 110 colaboradores, a esmagadora maioria altamente qualificados, e percebe-se a sua vocação à escala global. Como exemplo, a Dragon, uma máquina de sublimação com transfer para calandra que faz impressão digital de tecidos e malhas a uma velocidade superior a 500 metros por hora. Foi concebida pela equipa de engenheiros portugueses da New Solution Engineering e é fabricada na Mtex.

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ASSOCIAÇÃO TÊXTIL DE PORTUGAL E MUNICÍPIO DE FAMALICÃO CONQUISTAM PRÉMIO E INTENSIFICAM RELAÇÃO

Paulo Cunha e Paulo Teixeira de Melo assinaram protocolo que vai intensificar colaboração entre as duas instituições para maior internacionalização das empresas famalicenses

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) conquistaram o 2.º lugar nacional nos European Enterprise Promotion Awards 2018 na categoria Apoio à Internacionalização com o projeto Fashion From Portugal que durante os últimos dois anos disseminou a imagem de qualidade, vanguarda e inovação da Indústria Têxtil e Vestuário portuguesa em mercados estratégicos de exportação.

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A novidade foi avançada pelos presidentes das duas instituições, Paulo Cunha e Paulo Teixeira de Melo, respetivamente, durante a assinatura de um protocolo de colaboração que vem facilitar o acesso de empresas famalicenses do setor às dinâmicas e projetos de apoio à internacionalização desenvolvidas pela ATP. A formalização do acordo decorreu ontem, 2 de outubro, na Casa do Território, intensificando-se desta forma uma parceria que tem dado bons frutos para o território e para o setor.

Através do acordo agora celebrado, as empresas de Famalicão vão beneficiar de um conjunto de medidas de apoio que o ATP promoverá para benefício da Setor Têxtil e Vestuário do Município de Vila Nova de Famalicão no período compreendido entre outubro de 2018 e outubro de 2020, como a realização de ações que promovam a presença de empresas famalicenses em missões empresariais e feiras internacionais em mercados externos e a atribuição de Vouchers Internacionalização para  despesas não elegíveis em feiras internacionais. Fica também assegurada a permanência de realização em Vila Nova de Famalicão do Fórum da Indústria Têxtil.

O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, realçou “a genuína cumplicidade” que existe entre as duas instituições que potenciam “sinergias, forças e competências”. "Criar um contexto de apoio" para auxiliar as empresas na internacionalização é a matriz principal do acordo que pretende ajudar a criar conforto para as empresas de Famalicão, sobretudo as Startups e PME’S a “darem este passo”.

Este é um “avanço importante” no percurso “da grande parceria desenvolvida entre a ATP e a Câmara de Famalicão nos últimos anos”, disse Paulo Teixeira de Melo. “Estamos no epicentro do sector em Portugal e juntos podemos fazer muito mais pelas nossas empresas”, acrescentou.

Recorde-se que a ATP é uma associação patronal de âmbito nacional, que agrupa cerca de 500 empresas, as quais asseguram cerca de 35 mil postos de trabalho e quase 3.000 milhões de euros de faturação, sendo dois terços desse valor destinado aos mercados de exportação. A associação está sedeada em Vila Nova de Famalicão desde 2007, nas instalações do CITEVE, no epicentro da Indústria Têxtil e Vestuário portuguesa, próxima das empresas e dos centros de competências do sector.

O Município de Vila Nova de Famalicão assume-se como a Cidade Têxtil de Portugal, dado ser o epicentro de uma região que acolhe uma fileira completa, estruturada, flexível e dinâmica, onde, num raio de 60 quilómetros, a indústria têxtil tem todas as soluções necessárias dentro da cadeia de produção. Acresce que Vila Nova de Famalicão é considerado também o concelho onde o sector têxtil e vestuário tem a grande força do seu desenvolvimento, com grandes marcas e empresas produtoras e reconhecidas infraestruturas tecnológicas e de inovação.

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TRÊS EMPRESAS DE FAMALICÃO CELEBRAM DIA NACIONAL DA MANUFATURA

Três empresas de Vila Nova de Famalicão vão associar-se ao Dia Nacional da Manufatura, 4 de outubro, para celebrar a indústria e enaltecer todos os seus trabalhadores.

Marjomotex

Argantintas, Marjomotex e Partteam vão assim abrir as suas portas à sociedade civil para mostrar o que produzem e como produzem, ao mesmo tempo que exaltam os seus profissionais que diariamente estão no chão-de-fábrica a trabalhar para o crescimento económico do país.

“Sendo a indústria o verdadeiro ADN da nossa região, tem também ela de lutar pelo seu espaço, promover as virtudes das suas profissões e responder aos desígnios de novas gerações de jovens. Celebrar as profissões que se escondem atrás de um produto transformado e mostrar ao mundo de que somos feitos”, afirma André Vieira de Castro, CEO da Argatintas, um dos maiores fabricantes nacionais de tintas e vernizes, para explicar as razões que levam a empresa a assinalar o Dia Nacional da Manufatura.

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Já Mónica Afonso, líder da têxtil Marjomotex, destaca que este dia valoriza a indústria e permite alicerçar parcerias e contactos com outros empresários. E não esquece os trabalhadores. “São o nosso ativo mais valioso, pelo que cativar recursos humanos e mostrar a dinâmica do sector têxtil é muito importante para nós, para o nosso concelho e para nosso país”, enfatiza.

Por seu lado, Miguel Soares, entende que “a manufatura merece o devido reconhecimento e apoio”. Lembra que “Portugal é dos países que mais utiliza e implementa novas ferramentas e tecnologias de informação”. E, por isso, “queremos ‘jogar em casa’, estar perto destas transformações e assistir ao crescente desenvolvimento”. O CEO da Partteam, empresa referência mundial no fabrico de quiosques multimédia e mupis digitais, assume o propósito de “honrar o legado e reforçar a identidade de Portugal no mundo”.

No Dia Nacional da Manufatura, os três empresários visitarão, em conjunto, cada uma das três empresas, partilhando as respetivas experiências industriais e convivendo com os trabalhadores.

Argatintas

FAMALICÃO APOSTA NO TÊXTIL

Associação Têxtil de Portugal vai criar novas oportunidades para empresas famalicenses do setor. Paulo Cunha e Paulo Teixeira de Melo assinam protocolo amanhã, 2 de outubro, pelas 16h30, na Casa do Território, no Parque da Devesa

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha e o Presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, Paulo Teixeira de Melo, assinam amanhã, terça-feira, dia 2 de outubro, pelas 16h30, na Casa do Território, um protocolo de cooperação entre as duas instituições para o desenvolvimento da estratégia para a Economia, Empreendedorismo e Internacionalização das empresas famalicense ligadas ao sector do têxtil e do vestuário.

Alargar a base exportadora e diversificar mercados é um dos principais objetivos do acordo que vai ser firmado, através da criação e diversificação de oportunidades que promovam a capacitação das empresas e empresários e uma visão internacional da economia.

Recorde-se que a ATP é uma associação patronal de âmbito nacional, que agrupa cerca de 500 empresas, as quais asseguram cerca de 35 mil postos de trabalho e quase 3.000 milhões de euros de faturação, sendo dois terços desse valor destinado aos mercados de exportação. A associação está sedeada em Vila Nova de Famalicão desde 2007, nas instalações do CITEVE, no epicentro da Indústria Têxtil e Vestuário portuguesa, próxima das empresas e dos centros de competências do sector

GOVERNO DE CABO VERDE ELOGIA COMPROMISSO DO EMPRESÁRIO FAMALICENSE ARMINDO COSTA COM O SEU PAÍS

ICCO, do Grupo ACO Shoes, de Vila Nova de Famalicão, vai crescer na ilha de São Vicente

O Governo de Cabo Verde esteve representado ao mais alto nível nas comemorações dos 25 anos da ICCO – Indústria de Componentes e Calçado Ortopédico, a empresa que o famalicense Armindo Costa fundou em 1993, como estratégia de internacionalização da ACO, empresa-mãe do grupo com sede em Mogege, Vila Nova de Famalicão.

Armindo Costa com o Primeiro-ministro de Cabo Verde

O momento de cantar os parabéns aos 25 anos da ICCO, na presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, com bolo e champagne para todos, foi uma manifestação de grande alegria, numa comunhão fraterna entre os responsáveis da empresa, autoridades políticas e os 250 trabalhadores.

Líder em Portugal na produção de calçado de conforto para senhora, que é vendido em 37 países, a ACO entrou em Cabo Verde para produzir gáspeas, que correspondem à parte superior do calçado, representando, em média, 55% do processo de fabrico de um par de sapatos ou sandálias.

Para Cabo Verde, país que importa quase tudo aquilo que consome, uma fábrica que exporta tudo aquilo que produz é um bem raro e de alto valor estratégico para a economia. O ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, fez questão de conhecer a empresa de capital português, o que aconteceu na manhã de sábado, 15 de setembro, data que, em 1993, foi o primeiro dia de trabalho na ICCO.

A celebração do aniversário aconteceu ao jantar, no Hotel Porto Grande, em Mindelo, a cidade da eterna Cesária Évora. O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, presidiu à cerimónia, ao lado de Armindo Costa, do ministro do Comércio e Indústria, Alexandre Monteiro, e do presidente da Câmara de São Vicente, Augusto Neves, e todos os colaboradores da empresa. Armindo Costa, por seu turno, tinha com ele toda a família, com destaque para os filhos Paula Costa e Fernando Costa e para o neto Diogo Costa, que estão a trabalhar no grupo.

O primeiro-ministro de Cabo Verde declarou que o seu Governo atribui “particular importância” às empresas que operam no setor exportador, por se tratar de uma área “essencial para Cabo Verde”, também geradora de empregos e rendimentos.

Para o chefe do Governo, mais do que comemorar 25 anos de existência, o momento é de celebrar “a capacidade empreendedora, o compromisso com Cabo Verde e com São Vicente”, de um empresário que “acreditou em Cabo Verde e investiu”. Por isso, assegurou que o seu Governo continua “muito interessado” em desenvolver, em conjunto, as medidas que se “mostrarem necessárias para a ICCO continuar a crescer, a exportar, a investir e a criar postos de trabalho, emprego e rendimento” para os seus colaboradores.

Na ocasião, Ulisses Correia e Silva aproveitou para lembrar algumas medidas que tomou desde que assumiu a governação, entre elas as questões fiscais, mas deixou a garantia de que na área dos transportes vão chegar “diversas soluções”, com “regularidade e previsibilidade”. Da mesma forma, anunciou que no campo da energia, o seu Governo encontra-se a trabalhar “em diversas frentes” para melhorar a eficiência energética com impacto nas tarifas. E até final do ano será criado um figurino de janela única para as operações de comércio externo, precisamente para facilitar todos os procedimentos relacionados com os negócios de importação e exportação.

“Podem contar com o Governo porque aqui estamos a casar interesses, é win-win [ganhar-ganhar], pois o país precisa ganhar mais com a exportação, com o emprego, e a empresa precisa de condições para criar mais emprego e fazer exportações”, concluiu Ulisses Correia e Silva.

O administrador e fundador da ICCO, Armindo Costa, por seu lado, disse que abraçou o projeto empresarial, em 1993, com os objetivos de garantir, por um lado, o crescimento internacional da ACO, empresa-mãe sediada em Vila Nova de Famalicão, que fundou em 1975, e, por outro, a partir de Portugal, contribuir para o desenvolvimento económico de Cabo Verde.

O empresário, que disse querer continuar a contar com a “excelência da mão-de-obra” cabo-verdiana, numa empresa cujo calçado é vendido em 37 países dos vários continentes, nos mercados “mais desenvolvidos do mundo”, anunciou projetos para fazer a ICCO, que atualmente emprega 250 pessoas, crescer e aumentar o número de postos de trabalho. “Mas há problemas de infraestruturas e de logística que precisamos ultrapassar”, advertiu, ao mesmo tempo que se mostrava “convicto na sensibilidade” do Governo às questões relacionadas com a eficácia no escoamento dos produtos da empresa. “O nosso compromisso com Cabo Verde é cada vez maior”, reiterou Armindo Costa, para quem o futuro da ICCO em Cabo Verde será “aquele que o país quiser”.

Por fim, e como prenda de aniversário, Armindo Costa anunciou que vai ser processado um mês de salário extra a todos os trabalhadores que se encontravam na empresa em 31 de Dezembro de 2017.

Armindo Costa com o primeiro-ministro e o ministro da Indústria de Cabo Verde

O primeiro-Ministro de Cabo Verde foi chamado a cortar o bolo

NANOTECNOLOGIA DO CeNTI CATAPULTA INDÚSTRIA DO NORTE DE PORTUGAL PARA A VANGUARDA DA INOVAÇÃO

Da parceria entre as indústrias do Norte de Portugal e os projetos nanotecnológicos do CeNTI resultaram produtos únicos, que colocam Portugal no mapa dos descobrimentos do séc.XXI

Soluções têxteis capazes de promover efeitos de luz através da integração de LEDs, rodapés que detetam inundações oufios de pesca industrial com filamentos luminosos. Parecem ideias de um futuro distante, mas, na realidade, são apenas alguns dos inovadores produtos que incorporam nanotecnologia, produzidos por empresas do Norte de Portugal e que os investigadores do CeNTI, Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, têm ajudado a desenvolver.

CeNTI Centro de Nanotecnologia

E são já inúmeros os exemplos de sucesso da integração de nanotecnologia portuguesa. É o caso dos sistemas protótipo tecnológicos que conferem propriedades inteligentes e interativas aos laminados da Sonae Indústria de Revestimento (SIR), o desenvolvimento de peças interativas para o interior automotivo por parte da Simoldes Plásticos SA, ou o desenvolvimento de novas funcionalidades, testes de conforto e de utilização para a TMG Automotive,

A colaboração do CeNTI com o tecido empresarial levou também à criação de um sistema único, 100% amigo do ambiente, que substitui os sistemas atuais de iluminação na atividade pecuária por filamentos luminosos, utilizados atualmente em fios de pesca, sem a necessidade de uma fonte de energia adicional, propriedade da empresa Cadilhe&Santos. E ainda o exemplo de cortinas com iluminação LED incorporada, patente registada da Têxteis Penedo SA, que se estima gerar mais de um milhão de euros de faturação anual a curto prazo.

Esta utilização de matérias-primas com aditivos e novas aplicações, bem como a reformulação de produtos já existentes, permite não só abrir portas a uma série de novos mercados, mas reaproveitar de forma mais eficiente as tecnologias existentes e desenvolver novas soluções sem obrigar a alterações de larga escala nos tradicionais processos de fabrico.

Seja através da transferência direta de conhecimento dentro do mesmo setor - a Simoldes Plásticos SA procura aplicar as tecnologias interativasnoutros componentes automóveis, nomeadamente em painéis interiores e de instrumentos, e existem variadíssimos outros usos dentro do têxtil lar para a tecnologia de iluminaçãoda Têxteis Penedo – ou a comunhão tecnológica com outras indústrias – os filamentos luminosos da Cadilhe&Santos encontram-se em testes no setor agrícola. Os protótipos da Sonae Industria de Revestimentos deram origem, também, a um berço biométrico e a mesas interativas – os objetivospassam por aplicar a prática do conceito de economia circular, alargar a cadeia de valor de produto, criar sinergias entre indústrias e reforçar o seu posicionamento no mercado.

Ao longo de 12 anos, o CeNTItem vindo a desenvolver projetos de nanotecnologia ea transferir para a indústria os resultados da investigação, dando resposta a necessidades vigentes no mercado, dotando as empresas com soluções inovadoras o que, por consequência, aumenta a qualidade de vida das populações. Além disso, ao longo dos últimos anos, tem sido implementado, através do projeto Nanotech@NortePT, um trabalho de formação e consciencialização, relevando a importância da aposta na nanotecnologia para a indústria portuguesa, tornando assim mais fácil o acesso a mercados globais e criando um polo de atração em setores, tradicionalmente, conservadores.

O CeNTI - Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes

Intimamente ligado ao tecido empresarial e à indústria, o CeNTI foi fundado em 2006,contando atualmente com cerca de80 colaboradores e está vocacionado para o desenvolvimento de novos produtos e soluções, tendo por base a nanotecnologia, além de materiais funcionais e inteligentes.

Resulta de uma parceira entre três universidades – Aveiro, Minho e Porto – e três entidades tecnológicas, o CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal, o CTIC – Centro Tecnológico das Indústrias do Couro e o CEIIA – Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel.

Neste percurso de 12 anos de atividade, o CeNTIjá colaborou ativamente em mais de 170 projetos com a indústria, 20 projetos europeus, 111 projetos financiados a nível Nacional, 30 projetos diretos e 9 projetos em investigação fundamental, apoiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Atualmente, encontram-se em desenvolvimento em 40 projetos no âmbito do PT2020, 12 projetos H2020 e 50 projetos diretos com clientes, nas mais diversas áreas de aplicação.

A visão de mercado e de transferência de tecnologia, valeram ao CeNTIcerca de 57pedidos ativos de patente como requerente e/ou inventor.

FÁBRICA DE CALÇADO EM FAMALICÃO APOIA INDÚSTRIA DO SECTOR EM CABO VERDE

ACO, de Vila Nova de Famalicão, fabrica componentes de calçado na ilha de São Vicente. Grupo português é líder no calçado de conforto assinala 25 anos de presença em Cabo Verde

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, e o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Dias Monteiro, são dois dos convidados do empresário português Armindo Costa no jantar comemorativo dos 25 anos da presença do grupo de calçado ACO na ilha de São Vicente, que vai decorrer no próximo sábado, 15 de Setembro, a partir das 19h00, no Hotel Porto Grande, em Mindelo.

Armindo Costa _ presidente da ACO Shoes

Com 80 anos, Armindo Costa, que em 1975 fundou a ACO – Fábrica de Calçado, empresa líder em Portugal no segmento do calçado de conforto, e que, entre 2002 e 2013 foi presidente do Município de Vila Nova de Famalicão, a sua terra natal, ainda lidera o projeto empresarial, agora com o apoio dos filhos, Fernando Costa e Paula Costa, e de um dos netos, Diogo Costa.

Instalações da ICCO - Indústria de Componentes e Calçado Ortopédico _ Cabo Verde

Em 1993, Armindo Costa escolheu Cabo Verde para investir na internacionalização da ACO – Fábrica de Calçado, nascendo, assim, a ICCO – Indústria de Componentes e Calçado Ortopédico, que colocou o Mindelo e a ilha de S. Vicente na rota das exportações do calçado de conforto. Hoje, a ICCO gera riqueza para a sociedade cabo-verdiana, proporcionando emprego e integrando a lista restrita dos grandes contribuintes para as Finanças do país.

“A celebração destes 25 anos de trabalho, cooperação e sucesso vai acontecer com um jantar-convívio a realizar no próximo dia 15 de Setembro, a partir das 19h00, no Hotel Porto Grande, em Mindelo, que será um encontro fraterno com os nossos parceiros e colaboradores”, afirma Armindo Costa, orgulhoso e feliz.

“Estamos a gerar riqueza para a sociedade cabo-verdiana, consolidando a presença da ACO em Portugal e no mundo”, afirma Armindo Costa, fundador e administrador da ICCO, adiantando que integrar o grupo dos grandes contribuintes de Cabo Verde é motivo “de orgulho, como investidor e empresário, pela boa gestão dos recursos, mas também motivo de responsabilidade perante a comunidade de S. Vicente e de Cabo Verde”.

A empresa que Armindo Costa fundou em Cabo Verde há 25 anos é participada em 98% pela portuguesa ACO – Fábrica de Calçado SA, com sede em Vila Nova de Famalicão, no Norte do país, da qual o empresário é fundador e presidente.

A fábrica cabo-verdiana começou a laborar em 1993, depois de os seus trabalhadores recrutados em Cabo Verde, a maioria do sexo feminino, terem recebido formação profissional na fábrica-mãe, em Portugal.

Na ICCO, são produzidos componentes para calçado de conforto, que correspondem a 55 por cento do processo produtivo. O transporte para Portugal – onde a produção é finalizada –, é feito por via aérea, o que garante o cumprimento dos prazos de entrega nos mercados internacionais.

Fundado em 1975, o grupo ACO Shoes emprega um total de 810 pessoas em três fábricas: 400 na empresa-mãe, em Vila Nova de Famalicão; 160 na ECCO Conforto, em Ponte de Lima; e 250 na ICCO, em Cabo Verde.

Anualmente, o grupo ACO, que é líder nas exportações portuguesas de calçado de conforto, produz 1,5 milhões de pares de sapatos, gerando um volume de negócios na ordem dos 35 milhões de euros.

O calçado do grupo ACO é vendido em 37 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Áustria, Austrália, Bélgica, Bielorrússia, Canadá, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, EUA, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Israel, Japão, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Portugal, Quirguistão, República Checa, Roménia, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia.

Os primeiros trabalhadores de Cabo Verde tiveram formação em Portugal

DSTSOLAR IMPLEMENTA PROJETO DE 2 MW NO PARQUE INDUSTRIAL DO GRUPO POLOPIQUE

*Empresa do grupo dst prevê faturar mais de sete milhões de euros em 2018

A dst solar, empresa do dstgroup que opera no setor do solar fotovoltaico, foi a responsável pelo projeto, fornecimento, instalação e comissionamento de três centrais fotovoltaicas, atualmente em plena operação, no parque industrial do grupo Polopique, no Vale do Ave. Obra representa volume de negócios de cerca de dois milhões de euros. A empresa, que prevê faturar mais de sete milhões de euros este ano, teve a seu cargo a solução integrada, num conjunto de 2.1 MW de potência instalada, dividida por três unidades solares fotovoltaicas.

dst solar - fotovoltaico - Polopique

As soluções agora em operação têm como objetivo a produção de energia elétrica para autoconsumo, o que contribuirá, por um lado, para o aumento da competitividade da empresa e, por outro, pela diminuição da sua pegada ecológica. A produção estimada, em ano médio, ascende a mais de 2800 MWh, o que corresponde ao consumo anual de mais de 800 famílias e evita a emissão de mais de 500 toneladas de CO2 por ano.

A dst solar continua assim no seu caminho de afirmação no mercado do solar fotovoltaico, onde conta com um importante portfólio de clientes, entre os quais se destacam grandes unidades industriais de diversas áreas de atuação, nomeadamente na área têxtil, calçado, moldes e produção animal, entre outros, num sinal claro de que a competitividade das soluções solares fotovoltaicas está em crescendo quando comparado com os custos crescentes das empresas com consumo de energia elétrica.

Segundo José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do dstgroup, “a aposta do grupo desde há muitos anos na economia do ambiente, assente no desenvolvimento sustentável e num futuro mais ecológico, permitiu-nos estar na primeira linha da revolução energética causada pela produção descentralizada, numa lógica de autoconsumo”, acrescentando ainda que “a tecnologia fotovoltaica tem mostrado estar já num avançado estágio de concorrência com o valor da energia elétrica fornecido pelas comercializadora.

FAMALICÃO: WESTMISTER PREPARA AFIRMAÇÃO MUNDIAL

São vários os qualificativos que assentam bem à Westmister. Mas resumamos em quatro: qualidade, design, elegância e conforto. Todos juntos contribuem para que aquilo que para muitos pode ser um simples par de meias se torne numa distinta peça de vestuário.

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A WestMister é uma marca diferenciadora de meias masculinas para o segmento alto, criada pelo famalicense Luís Campos e instalada na incubadora de empresas Famalicão Made IN, e que foi protagonista da recente visita do Presidente da Câmara, Paulo Cunha, a pretexto do Roteiro pela Inovação, que registou também as presenças de responsáveis do IAPMEI e da AICEP.

O jovem marca apresenta já indicadores que orgulham: 15 mil pares fabricados, 40 modelos por confeção e uma faturação de 60 mil euros em 2017. “No mercado já foram colocados mais de 100 modelos, para agradar a todos os gostos e feitios”, revelou Luís Campos, que garante que a marca assina “as melhores meias”, de fabrico 100% português. Porque, justifica, “são feitas com matérias-primas de qualidade (mercerised cotton lisle) e produzidas pelos melhores meios técnicos (máquinas de 200 agulhas e biqueira sem costura)”.

A internacionalização da marca WestMister é agora uma aposta clara, associada aos passos já dados de afirmação nacional através da presença em eventos nacionais, com destaque para a última edição da Moda Lisboa, onde apresentou uma coleção que desenvolveu para o estilista Nuno Gama.

Recentemente a WestMister estreou-se em Liverpool, no International Business Festival, no final deste mês viaja até Nova Iorque, para o MRket, e em setembro ruma a Madrid, onde participará na Momad Metropolis.

A startup famalicense trabalha assim para ganhar escala, agora que completa dois anos, e, segundo Luís Campos, já se posicionou em 60 pontos de venda nacionais e em 15 lojas espalhadas pela Europa e pela América Latina, dispondo ainda de um showroom em Lisboa e de uma loja online.

“Pela sua criatividade e inovação, a WestMister é um sinal claro de que ainda é possível acrescentar muito ao que já somos hoje no têxtil e ao que seremos no futuro”, destacou o autarca famalicense, apontando a startup como “um dos melhores exemplos para sinalizar o enorme potencial de crescimento do concelho, numa área em que à partida ninguém diria que poderia inovar, mas que soube surpreender o mercado”. “Não basta produzir um produto de qualidade. É preciso também ter uma abordagem acertada ao mercado”, assinalou ainda Paulo Cunha.

Recentemente a WestMister foi escolhida pelo Primeiro-Ministro, António Costa, para presentear o seu homólogo canadiano, Justin Trudeau, na recente visita oficial, como um exemplo da qualidade da produção nacional.

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