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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO: INOVAFIL COM NOVA TECNOLOGIA SEM FIOS

A aquisição de uma nova tecnologia, prevista para o próximo ano, vai permitir à Inovafil aumentar o portefólio de fios que comercializa, abrangendo todo o tipo de fios atuais. Mas este investimento vai também permitir à empresa de Vale S. Cosme complementar uma oferta centrada em fios técnicos e especiais e que para a próxima estação tem em destaque o algodão americano e de fibra longa Supima.

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A expetativa de Rui Martins, CEO da Inovafil, é a de que já em janeiro do próximo ano seja possível introduzir a nova tecnologia de fiação, que descreve como “nova, pelo menos para este conceito de diferenciação e de utilização de matérias-primas nobres como seda, lã, linho, caxemira”.

A Inovafil esteve à espera que a tecnologia atingisse um ponto em que fosse uma mais-valia para a empresa, ao permitir efetuar na mesma máquina vários tipos de fios em simultâneo e, no fundo, adaptar a máquina às necessidades do cliente e à dimensão das encomendas.

A capacidade produtiva da fiação famalicense, que emprega 120 pessoas e registou um volume de negócios de 21 milhões de euros em 2018, está estabilizada em 160 toneladas mensais.

Rui Martins aponta como principais objetivos aumentar a oferta de produtos e estabelecer parcerias, bem como o reconhecimento nacional e internacional da Inovafil como uma empresa realmente inovadora e capaz de fazer o suporte que os clientes necessitam nesta evolução que é constante.

As metas passam ainda por substituir alguns produtos por outros de maior valor acrescentado. “Produtos que deixem mais margem, que tenham menos concorrência e que nos diferenciem ainda mais”, remata Rui Martins.

A Europa, nomeadamente a França, a Alemanha e a Espanha, é o principal mercado de exportação da Inovafil, a que se seguem os EUA. Mas a empresa produtora de fios não quer descurar o mercado nacional, que representa ainda 60% das vendas.

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CONTRADIZER PARA ESCLARECER

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

A comentar a minha crónica de 31/10/2019, na qual abordava a insuficiente organização da nossa sociedade, um leitor teve a amabilidade de me “censurar” por email. Quando se escreve estamos sempre expostos à divergência, mas é na base do desacordo que fazemos debate e aprofundamos o esclarecimento. Quando criticamos e sugerimos devemos ser bem-intencionados e pedagógicos, nunca abdicando, contudo, de ter opinião.

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Voltando ao leitor, este acha que é uma realidade a nossa pouca organização no trabalho. Porém, ironicamente, foi dizendo que, em matéria de eficácia, os ENVC não devem figurar como o melhor exemplo, já que esta nunca foi uma empresa lucrativa, tendo por essa razão acabado nas mãos de privados, agora sem problemas e a funcionar bem.

É fácil contrariar esta teoria, mas não em artigo curto, que se deseja enxuto porque já ninguém tem paciência para densas e longas leituras. No entanto, deixo pequenas notas para reflexão de todos os que têm visão idêntica. Diz-me este interlocutor que “não basta saber construir bem os navios, já que as empresas têm como principal objetivo o lucro”. Não há verdade mais evidente. Uma empresa que acumula prejuízos, salvaguardando as de objetivo social, não tem futuro. É um conceito que interiorizei para a vida.

Constatando realidades, a crise na construção naval a nível mundial já era patente na década de 1970, portanto há mais de meio século. As razões, em boa medida, assentavam na distorção do mercado internacional, com uma oferta superior à procura, resultante da entrada forte no negócio, a baixo preço, dos países do continente asiático, situação que ainda prevalece. Daí que já se possa considerar um feito para os ENVC ter resistido tão longo tempo, sabendo contornar obstáculos incomensuráveis. Isto conseguindo períodos áureos como, por exemplo, os resultados financeiros de excelência na década 1980/1990.

A construção de um navio exige inteligência, conhecimento, organização, planeamento, esforço e, distintamente, interligação de atividades, para que resulte em obra superiormente qualificada. E isso, pelo menos noutros tempos, aqui fazia-se bem, todavia com custos que o mercado teimava em não suportar, sendo este um desafio de difícil superação. Quando trabalhava costumava dizer que, mesmo em crise, os ENVC poderiam ser a melhor empresa do mundo. Mantenho esta convicção. A história nos dirá se sim ou não.

goncalofagundes@gmail.com

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MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL REVISITA A DESAPARECIDA FÁBRICA DE LANIFÍCIOS DO BARÃO DA TROVISQUEIRA, EM RIBA DE AVE

Conferência com visita realiza-se este sábado, a partir das 15h00. A participação é gratuita

É já neste sábado, 16 de novembro, pelas 15h00, que se realiza a segunda conferência do novo ciclo de atividades, promovido pelo Museu da Indústria Têxtil, intitulado “Percursos e memórias da indústria na Bacia do Ave” que tem levado os participantes a percorrer alguns dos marcos históricos do cluster têxtil da região.

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Desta vez, o convidado é Mário Bruno Pastor da Universidade Católica Portuguesa, que irá falar sobre “A Fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira, a têxtil inaugural de Riba de Ave”. Depois de abordar a temática, os participantes são convidados a visitar o local onde esteve implantada a Fábrica, num autocarro disponibilizado gratuitamente. O regresso ao Museu acontece pelas 17h15.

A participação é gratuita, sendo que as inscrições e informações devem ser solicitadas junto do Museu da Indústria Têxtil ou através do email geral@museudaindustriatextil.org

Entretanto, no dia 14 de dezembro, o programa começa mais cedo com a apresentação da monografia Arqueologia Industrial. Fundada em 1987 como publicação periódica, é agora lançada, em 2019, no formato de livro, constituindo uma coleção monográfica nas áreas da arqueologia, património e museologia industrial, procurando acompanhar o desenvolvimento destas áreas no país e no estrangeiro.

A sua edição é da responsabilidade do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave/Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da APPI – Associação Portuguesa para o Património Industrial, representante em Portugal do TICCIH – The International Committee for the Conservation of the Industrial Heritage, sendo publicada pelas Edições Humus.

Às 15h00 debate-se “O contributo da Revista de Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”, com Paula Ramos Nogueira da Universidade de Coimbra. A visita guiada será ao Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães, à exposição temporária “Indústria Têxtil da Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas”.

Refira-se que estas conferências estão certificadas como Ação de Curta Duração para os professores pelo que as inscrições decorrem através de formulário online disponível em https://bit.ly/2mU3p92

Contactos:

Tel.: 252 313 986

geral@museudaindustriatextil.org  

Programa

16 novembro ‘19

“A Fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira, a têxtil inaugural de Riba de Ave”

Mário Bruno Pastor

Universidade Católica Portuguesa / CITAR / FCT

15h00 Conferência no Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

16h30 Visita ao local onde esteve implantada a Fábrica (Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão)

17h15 Regresso ao Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

18h00 Encerramento

A fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira

A têxtil inaugural de Riba de Ave

“O arranque industrial da produção têxtil no Vale do Ave é um fenómeno que começou a afirmar-se a partir dos meados do século XIX, quase sempre intimamente relacionado com o retorno de antigos emigrantes portugueses no Brasil. A primeira fábrica têxtil montada com aproveitamento hidráulico diretamente sobre o Rio Ave foi construída por José Francisco da Cruz Trovisqueira (1824-1898), barão da Trovisqueira. Precisamente um famalicense que emigrara, ainda menino, para o Brasil, onde fez fortuna e importantes contactos comerciais e políticos, que o levariam não só a ser eleito deputado às cortes constitucionais, durante um dos governos do marquês de Sá da Bandeira, em 1868, como também, por duas vezes, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Em 1873, Trovisqueira adquire, num leilão do Ministério da Fazenda, em Lisboa, as antigas azenhas e respetivos terrenos dos párocos de Riba de Ave, é a partir desse património que a sua fábrica de lanifícios começa a ser erguida. Em 1881, quando a fábrica é inscrita no registo predial de Famalicão, é já uma estrutura totalmente renovada, de feição inglesa, do tipo mill, especializada na fiação de telas e fazendas económicas de lã nacional, destinadas ao mercado local. É com esta configuração que a fábrica nos surge no Inquérito Industrial de 1890.

Hoje desaparecida, esta fábrica inaugural está diretamente relacionada com génese da paisagem industrial de Riba de Ave. Foi adquirida, no final do ano de 1900, por Narciso Ferreira, que a viria a inserir na sua emblemática Sampaio, Ferreira & Cia. Lda.

A visita do próximo dia 16 de novembro incidirá sobre a memória e o espaço da antiga fábrica em Riba de Ave, tal como sobre as instalações do que resta atualmente da Sampaio, Ferreira.”

Mário Bruno Pastor

14 dezembro ‘19

“O contributo da Revista de Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”

Paula Ramos Nogueira

Universidade de Coimbra, Instituto de Investigação Interdisciplinar, Centro de Física

Local Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

14h30 Apresentação da coleção monográfica

Arqueologia Industrial

Professor Doutor J. M. Lopes Cordeiro

15h00 Conferência no Museu da Indústria

Têxtil da Bacia do Ave

16h30 Visita à exposição temporária “Indústria Têxtil da Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas” (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, Guimarães)

17h15 Regresso ao Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

18h00 Encerramento

FAMALICÃO RECEBE CONGRESSO MUNDIAL DO TÊXTIL

Maior congresso têxtil mundial de sempre começou em Vila Nova de Famalicão. Cidade Têxtil de Portugal recebeu congressistas de 30 países do ITMF 2019

Perto de 400 congressistas de 30 países deram em Vila Nova de Famalicão o pontapé de saída para a realização do maior congresso têxtil mundial que decorre no Porto até amanhã, 22 de outubro, com organização da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal. O encontro anual da International Textile Manufacturers Federation (ITMF) começou com uma deslocação dos participantes à Cidade Têxtil de Portugal com uma cerimónia de receção realizada neste domingo, 20 de outubro, no Palácio da Igreja Velha, em Vermoim.

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A Convenção ITMF é um congresso de partilha e troca de informações, debate de ideias e networking, sendo os temas escolhidos os mais emergentes na indústria têxtil, antecipando as estratégias e desafios de futuro. Segundo Mário Jorge Machado, presidente da ATP, a edição deste ano é “a maior convenção de sempre da ITMF e tem um foco muito especial no que se está a fazer no têxtil em Portugal”.

O Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, deu as boas vindas dos congressistas ao “coração do têxtil português” e apresentou-lhes um município preparado para acolher e fazer crescer novos investimentos internacionais do setor, hipótese que o sul coreano Kihak Sung, presidente do ITMF, não descurou, notoriamente entusiasmado pela forma como Vila nova de Famalicão recebeu os congressistas.

A ITMF é uma associação internacional para a indústria têxtil mundial, com sede na Suiça e com a filiação de 34 associações e 74 empresas. Dedica-se ao intercâmbio e partilha de informação entre os seus membros, empresas têxteis e de vestuário. Realiza as suas reuniões magnas desde 1904, sendo esta a terceira vez que Portugal  recebe a “ITMF Convention”, depois de 1969 e 1993. Uma clara demonstração da “dinâmica e importância que a indústria têxtil e vestuário portuguesa ganhou no negócio global do setor”, regista o diretor-geral da ATP, Paulo Vaz.

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CICLO DE CONFERÊNCIAS LEVA OS PARTICIPANTES PELOS PERCURSOS E MEMÓRIAS DA INDÚSTRIA TÊXTIL DA BACIA DO AVE

Iniciativa arranca a 12 de outubro, no Museu da Indústria Têxtil, com conferência e visita guiada à Fábrica do Ferro em Fafe

O Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave vai promover um ciclo de conferências intitulado “Percursos e Memórias da Indústria na Bacia do Ave”, com visitas guiadas a vários espaços industriais da região. A iniciativa conta com três conferências em outubro, novembro e dezembro.

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A participação é gratuita. As inscrições e informações devem ser solicitadas junto do Museu da Indústria Têxtil ou através do email geral@museudaindustriatextil.org.

A primeira conferência realiza-se já no próximo dia 12 de outubro, pelas 15h00, com a presença da arquiteta Luísa Sousa Ribeiro, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. A convidada irá falar sobre o “Paternalismo Industrial do Vale do Ave. O caso da Fábrica do Ferro”. Depois de abordar a temática, os participantes são convidados a visitar a fábrica de fiação e tecidos de Fafe (Fábrica do Ferro), num autocarro disponibilizado gratuitamente. A oradora propõe realizar um percurso ao lado do rio Ferro que conecta a fábrica e dois bairros e equipamentos. O regresso ao Museu acontece pelas 17h15.

No dia 16 de novembro, debate-se “A Fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira, a têxtil inaugural de Riba de Ave”, a partir das 15h00, com Mário Bruno Pastor da Universidade Católica Portuguesa. A visita guiada será ao local onde esteve implantada a Fábrica em Riba de Ave.

Entretanto, no dia 7 de dezembro, vai-se abordar o tema “O contributo da Revista Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”, com a conferencista Paula Ramos Nogueira da Universidade de Coimbra, Instituto de Investigação Interdisciplinar, Centro de Física. A visita será à exposição temporária “Indústria Têxtil da Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas” (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, Guimarães).

Refira-se que a organização deste ciclo de conferências surge no seguimento das Jornadas da Primavera, uma iniciativa que decorreu ao longo de seis edições no Museu da Industria Têxtil. Com o mesmo objetivo, mas em formato diferente, este ciclo de conferências pretende proporcionar aos visitantes uma mais correta apreensão da história da indústria têxtil portuguesa, através das visitas guiadas aos espaços, permitindo também um melhor conhecimento da atual realidade industrial do sector e uma melhor noção do potencial que a indústria têxtil tem.

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FAMALICÃO: NA CRAFIL ACONTECE INOVAÇÃO EM LINHAS TÊXTEIS

O segmento denim é o tabuleiro onde a Crafil assenta todo o seu jogo. Nele tem desenrolado toda a estratégia comercial e apresentado as melhores e mais inovadoras soluções de linhas têxteis para denim, em que é líder de mercado, seja ao nível das matérias-primas, dos processos de tingimento ou até de acabamentos especiais. 

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A empresa famalicense disponibiliza soluções que aliam a inovação à diferenciação e à moda. De resto, a aproximação ao universo dos designers de marcas conceituadas tem vindo a crescer e é uma aposta para continuar. O mesmo acontecendo com o investimento no desenvolvimento de novos produtos. “Somos cada vez mais contactados pelas nossas inovações do que pelo preço. Esta é já a nossa imagem de marca no mercado nacional e internacional”, revela o diretor de vendas, Vitor Alves.

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A Crafil iniciou a sua atividade em 2004 e faz parte da geração de empresas que continua a acreditar no futuro da indústria têxtil portuguesa, “fruto de uma mentalidade jovem e enérgica que quer marcar presença no mundo”.

Com 15 anos de história e 16 colaboradores, exporta 65% do que produz, essencialmente para a Tunísia, Marrocos, Turquia e Paquistão, e tem em curso um ambicioso plano de internacionalização, desenhado para incrementar as vendas. “A nossa aposta forte tem sido a presença assídua em feiras da especialidade onde apresentámos produtos que suscitam o interesse do cliente premium”, sublinha Vitor Alves, adiantando que, em 2018, a empresa de Oliveira S. Mateus atingiu um volume de negócios na ordem dos 2,3 milhões de euros. 

Ao mesmo tempo, os investimentos não cessam. Depois da construção de uma nova unidade industrial, em 2018, a Crafil investiu, no início deste ano, na aquisição de um programa de gestão de stocks e de uma nova máquina de etiquetar os cones. Em breve vão chegar também novas máquinas de bobinar de última geração.

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FAMALICÃO CRESCE NA ÁREA EMPRESARIAL

Geração Made IN já ultrapassou a meia centena de empresas

São conhecidas como empresas Geração Made IN e no total são já 53, fruto dos 15 novos projetos empresariais que acabam de integrar este lote de novas ideias de negócio que nasceram com o apoio do Famalicão Made IN e são acompanhadas pelo seu Gabinete de Apoio ao Empreendedor.

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A startup tecnológica IOTech – alvo de recente interesse por parte da Riopele, que adquiriu 10% do seu capital –, o restaurante vegetariano Na Boca e as unidades de alojamento local Casa das Cortinhas e Wake Up são alguns desses novos projetos empresariais que contam com o contributo conhecedor do Famalicão Made IN, materializado através da oferta de um conjunto alargado de serviços, que vão desde o desenvolvimento da ideia de negócio até à participação em programa de aceleração de startups, passando pelo apoio na elaboração de candidaturas a financiamento, consultoria e acompanhamento da gestão operacional do negócio, entre outros.

“São pequenas empresas lideradas por jovens empresários, talentosos e entusiasmados, que muito nos orgulham”, disse Augusto Lima, Vereador da Economia Empreendedorismo e Inovação, na recente sessão de entrega de certificados de reconhecimento às 53 empresas da Geração Made IN. O autarca lembrou que “foi a necessidade de uma estrutura que contribuísse para a valorização e promoção de novos e pequenos projetos empresariais, bem como para a atração de projetos de valor acrescentado para a indústria, que motivou a criação do Famalicão Made IN”.

O trabalho estratégico que realiza junto de empreendedores, empresários e investidores, pelo contributo de uma equipa experiente e qualificada, confere ao Gabinete de Apoio ao Empreendedor um papel crucial na estratégia global do Famalicão Made IN, reconheceu o Vereador, revelando que, desde que foi inaugurado, em outubro de 2014, o gabinete já recebeu 868 ideias de negócio, estando neste momento a acompanhar 285 e, destas, 93 evoluíram para empresas.

“Estes números refletem a dinâmica do concelho e um trabalho importante e credível do Famalicão Made IN também na vertente de incubação, um dos seus três eixos de atuação”, sublinhou, concluindo que este é um projeto que ganha cada vez mais pertinência e demonstra uma capacidade, mais robusta que que nunca, para dar resposta às solicitações apresentadas. “O Famalicão Made IN continua com todas as portas abertas para ajudar estes projetos a integrarem-se nesta dinâmica”.

Empresas Geração Made IN

Continuidade: 2BNATUR, A Camionete, Another Life, Bag4Days, Bike Shower, Burnoutline, CRH Sónia Teixeira, Clínica do Operário, Centro Colibri, Dermashop - Saúde e Beleza, EatTasty, Elicastro Photografhy, Engraxat, Enigmind - Real Life Games, Escritório de Sabores, Estima't - Centro de Desenvolvimento e Intervenção Social, FitDance - Escola de Dança, Haus Groppe, KT Kortex Technologies, Lord Jack & Friends, Maison Decor, Marupiu Pâtisserie, Mimos D'Aldeia, Nalmok Consulting, Oldcare, Pão-de-ló Burguês, Pluma Barber Shop, Poreto - Men's Accessories, Comer e Beber - O Guia de Restaurantes em Portugal, PowerME - unlimited you, Prestige Health, ProgramArt, Rissolândia, Sim Bombons - Chocolates Artesanais, Swonkie, Twenty Fit, WestMister, Yogan Vegan.

Novas: IOTech, AS - Lean Financial & Business Consulting, Bohemian State, Casa das Cortinhas, Cindinha Bulk Store, Cornucópia Doces & Salgados, DéliFit, El Vagabundo Street Food & Wine Bar, Fernando Vale – Design, Fusilli, Massa & Café, Multiclic - Cooperativa Terapêutica de Intervenção Psico-Social, Na Boca - Cozinha Saudável, Saniterra International, SEGI - Engineering Consulting, Wake Up Famalicão.

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INDÚSTRIA CRESCE EM FAMALICÃO

Injex abraça Indústria 4.0 com parceria inovadora

O paradigma da Indústria 4.0 está a revelar sinergias empresariais profícuas e exemplares em Vila Nova de Famalicão. A Injex, empresa de desenvolvimento e produção de componentes técnicos para a indústria automóvel, e a Kortex, startup focada na transformação digital da indústria, ilustram da melhor forma a adaptação aos desafios da indústria do futuro. 

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A colaboração entre ambas deu já os seus frutos com a Injex a avançar para a digitalização, desmaterializando processos e ganhando eficiência e rentabilidade. Desta ‘revolução’ a novidade que mais fascina Pinheiro de Lacerda, CEO da Injex, é a eliminação do papel no processo de gestão de armazenamento do produto final, com a digitalização de todo o envio de encomendas. “Atirámo-nos ao trabalho, reformulámos todo o processo e estamos a operar com dispositivos móveis que recebem e enviam informação, tornando a preparação das cargas muito mais expedita, segura, simples e económica”, explica. 

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A transformação digital Injex by Kortex foi o foco do Roteiro pela Inovação, realizado pelo Presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, na passada sexta-feira, 26 de julho, sendo um bom exemplo do ecossistema industrial do concelho, em que empresas jovens estão a ajudar à revolução industrial de empresas com processos produtivos tradicionais.

A Injex produz componentes técnicos em plástico, designadamente símbolos das principais marcas de automóveis. Os seus produtos estão presentes nas linhas de montagem dos grandes fabricantes do exigente cluster automóvel.
A Kortex nasceu com a incubadora Famalicão Made IN, em 2015, e centra a sua atividade na transformação digital da indústria, desenvolvendo software que permite às empresas desmaterializar processos, controlar fluxos de produção e processar informação. 

Para os engenheiros Rui e Ricardo Abreu, fundadores da startup tecnológica, não fazia sentido, num tecido empresarial como o de Famalicão, criar outro negócio que não fosse um ponto de fusão na indústria. Assim surgiu o Kortex Industrial Hub, “uma plataforma que impulsiona a dinamização de ecossistemas industriais para a economia circular”.

Paulo Cunha enalteceu esta “parceria inovadora e muito virtuosa no universo empresarial”. “A Injex, em vez de comprar uma solução, foi à procura de um parceiro que lhe proporcionasse uma solução costumizada, assim demonstrando que as empresas podem ser parceiras num contexto competitivo e concorrencial”, argumentou.

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EXPLORAÇÃO DO LÍTIO NO ALTO MINHO: ALGUMAS CASAS REGIONAIS VIRARAM AS COSTAS À NOSSA REGIÃO!

A generalidade das casas regionais minhotas existeentes na região de Lisboa – aliás à semelha das demais associações regionalistas – inscreveu no preâmbulo dos seus estatutos entre outros aspectos, a defesa dos interesses das suas próprias regiões. E foi nesse pressuposto que o BLOGUE DO MINHO convidou recentemente todas as casas regionais minhotas, sem excepção, a pronunciarem-se acerca da exploração do lítio na nossa região.

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Atendemos ao facto de alguns concelhos não virem eventualmente a ser abrangidos pelos contratos de mineração. Porém, apenas responderam ao nosso convite a Casa do Minho, a Casa do Concelho de Arcos de Valdevez e a Casa Cerveirense em Lisboa.

Algumas das casas regionais que supostamente representam concelhos que irão ser esburacados para extraírem o lítio e tudo o mais que vier por arrastamento, com todas as consequências para a agricultura, a paisagem e o património, parecem indiferentes ao destino a que as suas regiões estão votadas… por ignorância ou manifesto desinteresse!

Aproveitando alterações estatutárias, algumas já se encontram infiltradas até aos seus órgãos directivos por pessoas estranhas à região que dizem representar. A maior parte delas regressou aos tempos dos antigos grupos “almoçaristas” que se reuniam nas velhas tabernas… em ambos os casos, desviaram-se dos objectivos para que foram criadas!

O que mantém estas associações ditas regionalistas ligadas aos concelhos que dizem representar? – Para além do subsídio municipal que anualmente lhes é atribuído, mais nada!

Na prática, esse financiamento que é feito com o dinheiro dos contribuintes apenas serve para pagar os seus lautos banquetes quando certamente teria melhor aplicação em projectos de outras associações locais. É que a gula que os acomete não lhes deixa margem para sequer se pronunciarem acerca de um problema que aflige as populações da nossa região – a exploração do lítio!

Uma vez que mencionamos as casas regionais cujos dirigentes se pronunciaram a este respeito, por exclusão de partes estão identificadas aquelas que viraram as costas à nossa região!

Carlos Gomes

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A propósito da exploração do lítio no Minho, o BLOGUE DO MINHO questionou os dirigentes das várias casas regionais minhotas acerca da sua posição relativamente a esta questão que está a preocupar seriamente as nossas populações. Entre as associações contactadas, apenas a Casa do Minho e a Casa do Concelho de Arcos de Valdevez deram a conhecer a sua posição. Por parte da Liga dos Amigos do Concelho de Valença, da Casa do Concelho de Ponte de Lima, da Casa Courense e da Casa Cerveirense não obtivemos até ao momento qualquer resposta, o que pode indicar que não têm qualquer opinião ou interesse acerca deste assunto.

Da parte de Paulo Duque, Presidente da Direcção da Casa do Minho em Lisboa, obtivemos a seguinte resposta:

“Discordo plenamente, quer em termos ambientais quer em termos paisagísticos. Sendo a Serra D’Arga um local de eleição e também protegida, continua a ser um dos locais mais genuínos do Alto Minho.

Não entendo como protegem o Lobo Ibérico (concordo com a sua protecção) que tem causado grande prejuízo a toda a população, que a sua sustentabilidade continua a ser a pastorícia e não querem proteger a própria serra.

No passado, vejamos as minas de Covas, em Vila Nova de Cerveira, que a poluição até hoje afectou muito em termos ambientais, nomeadamente o Rio Coura.

Como presidente da Casa do Minho, não gostaria de ver a Serra D’Arga de outra forma da que está hoje ou seja, sem poluição.”

Este e muitos outros de interesse para a nossa região não têm merecido a preocupação de muitas casas regionais como deveria, apesar de inscreverem no preâmbulo dos seus estatutos a defesa dos interesses locais. Este é um bom exemplo daquilo para que deve servir uma casa regional!

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Por sua vez, Joaquim Cerqueira de Brito, Presidente da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, esclareceu o seguinte:

“A Casa do Concelho de Arcos de Valdevez discorda completamente. Temos que defender e preservar aquilo que é mais belo no nosso País, a Natureza

Além de tudo isso, é preciso defender o bem estar das populações , que começa pela qualidade de vida.”

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A casa Cerveirense afirma-se contra a prospecção de lítio na Serra D’Arga, juntando-se assim à posição assumida pela Camara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

Sabemos através de informação disponibilizada pelas entidades ambientalistas, tais como a Associação Ambientalista QUERCUS, no caso da prospecção de lítio para o Alto Minho, que nos diz, e passo a citar, “que este tipo de actividade é extremamente danosa para o ambiente e para as populações, contribui para a destruição das zonas agro-silvo-pastoris de enorme relevância e para a degradação de zonas de excelência algumas únicas no Pais e que tem sido alvo de trabalhos de conservação da Natureza, alem da destruição de habitats e ecossistemas de elevada importância de conservação, que contêm espécies ameaçadas”.

Afirma ainda esta entidade, que quanto às populações envolventes, seriam vítimas desta actividade, uma vez que seriam afectadas pela poluição do ar, da água e pela degradação dos solos, importantíssimos para o pastoreio e para a agricultura, principais sustentos e contributos para a fixação da população local.

Para além disso, o turismo rural, factor que contribui para a fixação da população e crescimento da economia local, seria também gravemente afectado.

A nossa posição prende-se com todos os factores atras mencionados e com a preocupação de este tipo de actividade poder em muito ser prejudicial para o nosso concelho, partilhando também as preocupações da Camara Municipal de Vila Nova de Cerveira, tais como a dimensão do projecto, a falta de estudos de impacto ambiental para o local, o conhecimento do processo em si e as concretas implicações para as populações locais.

Drª Rosa Brito

Presidente da Direcção da Casa Cerveirense

FAMALICÃO ESTEVE PRESENTE NA TEXWORLD USA COM INOVAÇÃO TÊXTIL

Presença de empresas em evento de referência internacional facilitado pela atribuição dos vouchers internacionalização

O Município de Vila Nova de Famalicão e quatro empresas têxteis famalicenses (Dune Bleue, Marjomotex, Olmac e Scoop) mostraram o seu potencial têxtil ao mundo a partir de Nova Iorque com a participação  na Texworld, que decorreu de 22 a 24 de julho, e que reuniu os maiores e melhores atores internacionais da área têxtil e do vestuário.

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O município de Famalicão ocupou um stand do evento com a marca Famalicão Cidade Têxtil e a presença das empresas famalicenses no certame foi apoiada pela autarquia através da atribuição de Vouchers Internacionalização, que resultam da parceria estabelecida com a ATP – Associação Têxtil e do Vestuário. De resto, esta participação foi preparada em colaboração com a Associação Selectiva Moda, através do projeto From Portugal.

O vereador da Economia, Inovação e Internacionalização, Augusto Lima, acompanhou a participação famalicense e não teve dúvidas em traçar um balanço muito positivo da comitiva “com o estabelecimento de inúmeros contatos com fabricantes e fornecedores das mais diversas proveniências que estão na linha da frente do desenvolvimento e da inovação têxtil”. Foi precisamente inovação tecnológica e técnica associada ao setor que Vila Nova de Famalicão mostrou nos Estados Unidos como, por exemplo, o casaco Musgo desenvolvido pela Scoop equipado com iluminação inteligente com fibras óticas destinado a quem anda a pé ou de bicicleta.

“Foi uma experiência fantástica do ponto de vista dos expositores. Sentimos que a nossa presença naTexworld ajudou a  reforçar o desenvolvimento dos nossos negócios com os Estados Unidos”, testemunhou Daniel Pinto, diretor da Scoop.

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PORQUE NÃO SE EXPLORA O PETRÓLEO EXISTENTE AO LARGO DE VIANA DO CASTELO?

O que esconde a exploração e extracção do lítio na nossa região?

No início da década de 80 do século passado foram descobertas jazidas de petróleo ao largo de Viana do Castelo. A descoberta chegou a ser noticiada em primeira mão pelo semanário “Cardeal Saraiva”, de Ponte de Lima.

As pesquisas foram feitas mas a exploração nunca chegou a efectuar-se, alegadamente por não existir em quantidade suficiente que compense o investimento… ou por ser mais conveniente às empresas petrolíferas conservarem as reservas de petróleo a fim de poderem controlar os preços do mercado!

Numa altura em que as indústrias extractivas parecem “esfomeadas” de lítio a pretexto da exploração de energias alternativas que preservarão o ambiente – que absurdo! – a exploração das reservas petrolíferas em Portugal parece um mito… tanto quanto a teoria segundo a qual o predomínio do sector primário (agricultura, pescas e indústrias extractivas) sobre o sector secundário (indústrias transformadoras) e principalmente o sector terciário (comércio e serviços) era revelador do atraso social e económico de um país!

O petróleo existente em Viana do Castelo não constitui caso único em Portugal mas a sua extracção ao menos não poria em causa a sobrevivência de muitas comunidades e a existência das paisagens e de localidades rurais na nossa região, como sucede com a extracção do lítio e, sob a sua capa, o ouro e outros minerais que irão arrasar por completo as nossas aldeias.

Há cerca de oito anos, a empresa canadiana Avrupa Minerals Ltd anunciou no seu site oficial ter encontrado nas antigas minas de Covas, em Vila Nova de Cerveira, ouro e tungsténio, vulgo volfrâmio, em quantidade “significativa” para ser explorada. As prospecções decorrem numa área de cerca de 900 metros de comprimento por 100 metros de largura, tendo-se registado a presença de ouro em quase todas as amostras recolhidas. O melhor resultado obtido representou 10,2 gramas de ouro por tonelada de terra e rocha removida.

Com efeito, o ouro encontra-se disperso no subsolo em ínfimas proporções pelo que é necessário proceder à remoção de grandes quantidades de solo para se poder obter uma pequena quantidade de metal precioso. Mais ainda, a sua extracção é efectuada com recurso a lixiviantes com cianeto, mercúrio e metais pesados de elevado teor tóxico e altamente prejudiciais para a saúde e o meio ambiente.

Com a extracção de ouro, na freguesia de Covas, os recursos naturais ficarão contaminados e os solos agrícolas destruídos, a paisagem não será mais a mesma e a população perderá a sua qualidade de vida a troco de uma miragem cujo brilho do ouro jamais enxergarão. Há muitas décadas, também na vizinha Freguesia da Cabração, em Ponte de Lima, se extraiu ouro e estanho sem que a população alguma vez tivésse recebido qualquer benefício da exploração. A própria energia eléctrica só chegou em 1975, muito tempo decorrido desde a suspensão da actividade mineira naquela localidade.

Afinal de contas, o que esconde a pesquisa e extracção do lítio na nossa região?

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MUNICÍPIO DE VIEIRA DO MINHO ESCLARECE QUE É TOTALMENTE CONTRA A EXPLORAÇÃO DO LÍTIO

Esclarecimento público sobre a prospeção de Lítio

Face a algumas questões levantadas a propósito da realização de uma sessão de esclarecimento sobre a exploração de lítio e os seus impactos, promovida pelo partido socialista local, o Executivo da Câmara Municipal vem clarificar o seguinte:

O Executivo é TOTALMENTE CONTRA a prospeção, pesquisa e a exploração de depósitos minerais, tendo-se pronunciado contra a atribuição dos direitos de exploração do lítio, em Reunião de Câmara e de Assembleia Municipal, decisão que foi comunicada à Direcção-Geral de Energia e Geologia, organismo tutelado pelo Governo

A iniciativa é da inteira responsabilidade do PS local, e de uma forma democrata e responsável o Município apenas cedeu um espaço público para a realização da mesma.

Este Executivo tudo fará para defender Vieira do Minho e os Vieirenses no que a esta matéria diz respeito.

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