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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PRESIDENTE DA EMPORDEF DENUNCIOU “ALTA CORRUPÇÃO” NOS ESTALEIROS DE VIANA

O presidente da Empordef, João Pedro Martins, revelou hoje que participou ao Ministério Público suspeitas de ilegalidades e irregularidades na gestão dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), classificando os atos como "alta corrupção".

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Questionado na comissão parlamentar de Defesa Nacional, João Pedro Martins disse que "alguém mandou duplicar o valor do registo contabilístico dos auxílios do Estado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo".

"Mas eu, porque não obedeço a funcionários públicos, mas à lei e à jurisprudência do tribunal de Justiça da União Europeia e à doutrina das comunicações da União Europeia, fiz aquilo que tinha de fazer, repor na medida do possível a vantagem que os Estaleiros indevidamente obtiveram no passado", declarou.

João Pedro Martins descreveu uma sucessão de dificuldades com que se deparou quando iniciou funções como presidente da comissão liquidatária da Empordef, em setembro de 2017, destacando que pediu uma "auditoria forense" à Inspeção-Geral das Finanças que lhe terá sido recusada "por falta de meios".

O presidente da comissão liquidatária disse que encontrou "registos indevidos" na contabilidade dos ENVC e que acabaram por ser corrigidos, sublinhando que as contas, que estão auditadas e entregues no Tribunal de Contas, "traduzem a realidade".

"Um valor de 751 milhões de euros de capital próprio negativo nos ENVC e fechei as contas em 27 de abril de 2018 com um valor de 424 milhões de euros", frisou.

João Pedro Martins referiu que encontrou "muitas situações" irregulares, "de natureza criminal, que foram reportadas às autoridades competentes".

"E foram muitas, do passado e do presente muito recente", advertiu, deixando um elogio ao anterior ministro da tutela, Azeredo Lopes que, sobre o que fazer face às irregularidades encontradas, lhe terá dito "faça o que a sua consciência manda e o dever exige".

O administrador recusou, contudo, identificar quem ou qual o organismo que "mandou" duplicar o valor dos auxílios nas contas dos ENVC.

"Eu fiz o trabalho de casa e partilhei informações com quem tinha de partilhar. Viana do Castelo foi alta corrupção", declarou.

Para além das contas dos ENVC, João Pedro Martins alertou ter verificado uma "descativação na conta de gerência de 2017" da Empordef de 35,3 milhões de euros e frisou: "não fui eu que pedi, nem o ministro da Defesa Nacional".

"Essa descativação ocorreu", assegurou.

No Orçamento do Estado para 2018 "quiseram meter no orçamento da Empordef 12 milhões de euros e eu disse que não, não devíamos nada a ninguém", acrescentou.

Perante as situações descritas pelo gestor, o deputado do BE João Vasconcelos e do PCP Jorge Machado falaram em "crime político" nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, considerando que houve uma intenção clara de má gestão para depois privatizar.

Pelo PS, o deputado Diogo Leão disse esperar que quaisquer "práticas de má gestão e irregularidades detetadas tenham sido transmitidas quer à tutela, quer às autoridades competentes".

Fonte:

https://www.noticiasaominuto.com/

FAMALICÃO: NA SASIA A ECONOMIA CIRCULAR COMEÇOU EM 1952

Na Sasia a economia circular é uma prática industrial com quase sete décadas. A empresa dedica-se desde a sua fundação, em 1952, à reciclagem de desperdícios da indústria têxtil, que transforma em ramas nas cinco linhas de reciclagem automatizadas da sua fábrica em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão.

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Mensalmente, a Sasia transforma 900 toneladas de resíduos têxteis em matérias-primas para aplicação em diferentes setores e subsetores industriais: têxtil, hidrofilia, fiação, colchoaria, horticultura, automóvel e geotêxtil, entre outros.

“Importamos de vários países de diferentes continentes, América Latina e Ásia incluídas, resíduos pré-consumo de algodão ou fibras artificiais que desfibramos e reciclamos em ramas destinadas a segmentos de mercado muito diferentes. Tanto podem ser usadas na construção de pisos de autoestradas, no fabrico de algodão hidrófilo e colchões, ou como matéria-prima pelas fiações”, explicou Miguel Ribeiro da Silva, o administrador, durante uma visita à empresa por parte do Presidente da Câmara, Paulo Cunha, na passada sexta-feira, 15 de fevereiro, a pretexto do Roteiro pela Inovação.

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Cerca de metade do volume da nova matéria-prima é absorvida pela indústria nacional; os restantes 50% têm como destino a Europa.

A Sasia acabou de realizar um investimento de dois milhões de euros numa nova e moderna linha de reciclagem, que aumentou em 20% a sua capacidade produtiva e melhorou a eficiência energética da empresa. “Esta nova linha de reciclagem entrou em funcionamento em dezembro de 2018 e com ela conseguimos fazer o que não conseguíamos até então”, apontou Miguel Ribeiro da Silva, destacando assim o seu caráter diferenciador.

Paulo Cunha enalteceu o pioneirismo da Sasia com as questões da sustentabilidade e sublinhou o facto de a empresa contribuir para a afirmação de Famalicão como Cidade Têxtil. “Quando em Famalicão se fala do têxtil não se fala só da qualidade do produto acabado. No têxtil há uma enorme dependência de matérias-primas e muitas delas estão fora de Portugal. Com a Sasia, conseguimos também mostrar ao país e ao exterior como é possível ser o mais autónomos possível”, explicou.

Ao mesmo tempo, para o edil, “apostar na Sasia significa um contributo muito relevante para que Famalicão continue a crescer enquanto Cidade Têxtil que é, atingindo novos patamares e novos produtos, muito ligados aos reciclados”.

A unidade fabril, que ocupa 15 mil metros quadrados, acolhe 30 trabalhadores em três turnos.

A empresa foi uma das parceiras da Riopele no projeto Tenowa, vencedor do Prémio Produto Inovação 2018, atribuído pela COTEC. “Temos sido muito solicitados a colaborar com o nosso know-how em projetos sustentáveis. Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a escassez de recursos e as empresas procuram corresponder a essa preocupação”, disse.

A Sasia fechou o exercício de 2018 com um volume de negócios de cinco milhões de euros, dos quais cerca de 50% feito na exportação, prevendo crescer entre 15 a 20% em 2019.

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FAMALICÃO: VIEIRA DE CASTRO COM EMBALAGENS 100% RECICLÁVEIS

Na Vieira de Castro a sustentabilidade não é só um conceito, é já uma prática industrial. A comprová-lo estão as embalagens de bolachas produzidas na sua totalidade com recurso a materiais recicláveis, conforme acaba de anunciar a empresa famalicense.

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Este é apenas o primeiro passo de um plano alargado de alterações tendo em vista um mundo melhor, sendo que a próxima aposta será a redução do consumo de plástico.

A marca está à procura de materiais que protejam os produtos da mesma forma que o plástico. Em comunicado, a Vieira de Castro indica estar a trabalhar com parceiros para desenvolver soluções mais ecológicas que mantenham as características organolépticas dos artigos e que poderão passar pelo ecodesign das embalagens, sem colocar em causa a qualidade dos produtos.

“A preocupação com o meio ambiente não deve ser moda ou artifício, mas uma motivação real e consciente por um planeta sustentável para todos os seres que o habitam. Não há outro caminho”, sublinha a Vieira de Castro, acrescentando que “esta abordagem insere-se na política de sustentabilidade da empresa: eliminar, reduzir, substituir e transformar, dando seguimento à estratégia europeia para os plásticos”.  

Fundada em 1943 e sediada em Vila Nova de Famalicão, a Vieira é o maior fabricante português de bolachas, amêndoas e rebuçados. Chegou aos 75 anos e está a investir 12 milhões de euros, projetando uma nova fábrica de bolachas nos próximos três anos.

A empresa está a viver uma “revolução interna” e as prioridades são a reorganização, o aumento da capacidade de produção e a inovação. Isto significa registar um crescimento de mais de 30% em dois anos, dos 35,5 milhões de euros faturados em 2017 para os 38 milhões de 2018 e os 49 milhões previstos em 2019.

A exportar 50% do que produz para meia centena de mercados, a empresa tem no Brasil, Irlanda, Inglaterra, Angola, Cabo Verde, França e Japão o seu núcleo duro no exterior.

FAMALICÃO: SETE DÉCADAS PARA RECUPERAR OS SOBEJOS DO TÊXTIL

Roteiro pela Inovação de Famalicão à Sasia, Reciclagem de Fibras Têxteis, sexta-feira, 15 de fevereiro, pelas 10h30, na Rua Escola da Portela, em Ribeirão.

O conceito de Economia Circular está na ordem do dia na Sasia há 67 anos. Esta empresa famalicense de reciclagem de desperdícios devolve a vida a 900 toneladas de resíduos têxteis por mês e transforma-os em matérias primas para aplicação em novos produtos para a indústria têxtil, hidrofilia, colchoaria, automóvel e geotêxtil.

Recentemente a Sasia investiu dois milhões de euros numa nova e moderna linha de reciclagem, que aumentou em 20% a sua capacidade produtiva e melhorou a eficiência energética da empresa. Os mais variados sobejos dos diversos ramos da indústria têxtil chegam de Portugal, América Latina e Ásia. Depois de transformados em matéria prima, cerca de metade é absorvido pela indústria nacional e os restantes 50% têm como destino a Europa, incorporando produtos novos do dia a dia.

A empresa, que foi uma das parceiras da Riopele no projeto Tenowa, vencedor do Prémio Produto Inovação 2018 atribuído pela COTEC, vai ser incluída no Roteiro pela Inovação de Famalicão com uma visita do Presidente da Câmara Municipal, esta sexta-feira, 15 de fevereiro, pelas 10h30, na Rua Escola da Portela, em Ribeirão.

FAMALICÃO GERA 9,4% DO VOLUME DE NEGÓGIOS DA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL NACIONAL

É na indústria automóvel que assenta a fatia de leão do notável desempenho económico do Município de Vila Nova de Famalicão. As empresas especializadas no fabrico de componentes fazem desta fileira o principal dínamo exportador do concelho, com um efeito cada vez mais multiplicador na economia nacional.

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Em 2017, o volume de negócios cresceu para os 1,066 mil milhões (9,4% do total nacional) e as vendas para mercados internacionais atingiram os 920 milhões de euros (8,9% do total nacional), de acordo com a mais recente edição do Anuário Estatístico Regional do INE.

De resto, o concelho continua a liderar as exportações de produtos desta fileira na Região Norte, sendo a Alemanha o principal mercado de destino, seguido de Espanha e do Reino Unido.

A indústria automóvel reforçou assim a sua robustez, atribuindo a Famalicão o segundo lugar nacional quer em volume de negócios, quer em exportações.

Há ainda outros indicadores do INE a ter em conta: a indústria automóvel representa 46% das exportações e 22% do volume de negócios do concelho. Dá emprego a 5206 pessoas, contabiliza 40 empresas e 473 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto.

A Continental Mabor, quarta exportadora nacional, é a empresa que mais contribui para a performance económica de Famalicão, mas o seu peso está a diminuir no volume das exportações do concelho. Outros players de referência nacional e internacional formam um cluster com forte impacto na economia nacional, com destaque para a TMG Automotive, a Coindu, a Olbo&Mehler, o Grupo Celoplás, a Tesco, a Vishay e a Injex.
Da metalurgia aos moldes, passando pelo fabrico de pneus e outros elementos em borracha e plástico, até aos têxteis e à eletrónica, são cada vez mais as pequenas e médias empresas famalicenses produtoras de componentes para automóveis que acrescentam valor a um setor estratégico, que exporta, gera emprego, incorpora tecnologia de ponta e aposta na inovação e no desenvolvimento.

Dados macroeconómicos

  • Número de Pessoas ao Serviço: 5206
  • Empresas: 40
  • Volume de Negócios: 1,066 mil milhões de euros
  • Exportações: 920M€
  • Valor Acrescentado Bruto (VAB): 473M€

TÊXTEIS TÉCNICOS DE FAMALICÃO JÁ VALEM 124 MILHÕES DE EXPORTAÇÕES

Os têxteis de aplicação técnica já somam 124 milhões de euros de exportações em Vila Nova de Famalicão, representando 26% do total das vendas internacionais do setor neste concelho, de acordo com a mais recente edição do Anuário Estatístico Regional elaborado pelo INE.

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Famalicão, que se autodenomina Cidade Têxtil de Portugal, assume 9,1% das exportações da indústria têxtil e vestuário em Portugal, com 474 milhões de euros de vendas para o exterior em 2017, o que corresponde a 23,7% do total das exportações do concelho (1.998.077 mil milhões de euros). Os principais mercados de exportação dos têxteis famalicenses são Espanha (21%), Alemanha (16,5%) e França (12%).

A performance exportadora dos têxteis técnicos e/ou funcionais está em crescendo: de 111 milhões em 2016 para 124 milhões de euros em 2017. Sublinhe-se que, entre 2013 e 2017, as exportações de materiais ou produtos têxteis que se distinguem pela sua elevada tecnicidade e diferenciação cresceram 24,1% no concelho.

Mas há, ainda, outros indicadores macroeconómicos referentes ao setor que ressaltam: em 2017, o volume de negócios cresceu 5,3%, para os 812 milhões de euros, e o valor acrescentado bruto subiu 7,6% para os 254 milhões de euros.  

A indústria têxtil e do vestuário conta, em Vila Nova de Famalicão, com 827 empresas e regista um total de 11.245 pessoas ao serviço.

Os dados do INE confirmam assim a importância das empresas têxteis famalicenses para a robustez desta atividade económica em Portugal.

Famalicão lidera há uma década as exportações na região Norte e ostenta o título de terceiro exportador nacional.

Dados macroeconómicos

  • Número de Pessoas ao Serviço: 11.245
  • Número de Empresas: 827
  • Volume de Negócios: 812M€
  • Valor Acrescentado Bruto: 254M€
  • Volume de Exportações: 475M€ (têxteis técnicos, 124M€)

EMPRESA COSTA & REGO INAUGURA NOVAS INSTALAÇÕES EM VIANA DO CASTELO

Mais um passo em frente na valorização do trabalho

Fundou-se em 1982. E, como boa parte das pequenas e médias empresas do país, partiu do nada. A Costa & Rego começou em Areosa, com pequenas instalações, dispondo apenas do equipamento necessário para produzir obra de qualidade no âmbito da metalurgia.

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Seis anos depois instalou-se na Zona Portuária, dispondo já de oficinas qualificadas e dotadas de mais e melhor equipamento, para responder de forma mais satisfatória às imposições do mercado e de empresas exigentes, como era o caso, entre outras, dos ENVC e da Portucel. Preparada para a execução e reparação de trabalhos em todas as áreas metalomecânicas, foi fazendo o seu caminho, especialmente na metalurgia específica, trabalho a exigir mão-de-obra habilitada, particularmente para peças torneadas e mandriladas, precisão e acabamento acreditado, exigindo boa leitura dos elementos informativos.

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José Rego, o timoneiro, que soube sempre inovar e apostar, ciente de que os desafios são para vencer, nunca baixou os braços perante adversidades e soube criar uma cultura de empresa de “todos por um e um por todos”, que julga fundamental para a estabilidade de todas as unidades industriais. Foi assim que, chegados a 2019, no passado dia 11, um novo salto foi dado na Costa & Rego, com a criação de novas e modernas instalações, agora na Zona Industrial do Neiva, com uma área de terreno de 12.000 m2e uma área de construção de 4200 m2 (podendo ainda crescer mais 3000 m2).

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Esta nova realidade aconteceu porque, nos últimos anos de atividade da empresa, muitos objetivos foram alcançados, especialmente o crescimento do volume de vendas, o aumento das exportações, a melhoria de meios técnicos e o aumento dos postos de trabalho. Pelo caminho, a Costa & Rego obteve, em 2000, pela APCER, a sua certificação através da norma EN1090 para marcação CE de estruturas metálicas; foi reconhecida, em 2009, como PME Líder pelo IAPMEI; e foi considerada, em 2017, Instituição de Mérito pela Câmara Municipal de Viana.

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Alicerçada neste historial, dotada de instalações de grande dignidade, respondendo a todas as exigências que são próprias de uma empresa moderna, onde os trabalhadores são a componente maior, a Costa & Rego quer bater-se por um futuro promissor, tendo como objetivo reforçar a atividade comercial junto de novos mercados, para aumentar o volume de negócios. Para o efeito, pretendemelhorar os processos internos de fabrico e continuar a sua aposta nos investimentos em novas tecnologias e sistemas de informação. No quadro atual, a empresa revela condições para tal, tanto mais que o ambiente de trabalho é exemplar.

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Na cerimónia de inauguração destasnovas instalações, com a presença do Presidente da Câmara de Viana do Castelo, de variadíssimas instituições e de um numeroso grupo de convidados, a Costa & Rego homenageou todos os seus colaboradores com mais de 20 e 30 anos de trabalho. Mas o Coletivo de Trabalhadorescorrespondeu com a entrega de uma lembrança àquele que é, entre eles, o trabalhador com mais responsabilidades, o que comoveu sobremaneira José Rego.

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A 11 de janeiro de 2019, foi dia de festa no trabalho na Costa & Rego, mas particularmente de muita esperança no crescimento de uma empresa que se quer alargar cada vez mais para o exterior. Todos quiseram felicitar os cooperadores desta obra que bem marcante já é na nossa região, em especial José Rego e o seu filho André Rego, a quem cabem as responsabilidades maiores na condução dos destinos desta unidade industrial. A Aurora do Lima, pugnadora desde 1855 pela causa do desenvolvimento do Alto Minho, felicita a Costa & Rego, desejando que todos os seus objetivos agora dados a conhecer se concretizem.

Gonçalo Fagundes Meira

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FAMALICÃO SOMA E SEGUE NO PÓDIO DAS EXPORTAÇÕES

Publicação do INE confirma Famalicão com uma “locomotiva económica” de Portugal 

Em matéria de exportações nacionais, o município de Vila Nova de Famalicão mantêm-se imbatível a Norte, continuando a ocupar o pódio dos maiores exportadores do país. A publicação recente da edição 2017 dos Anuários Estatísticos Regionais por parte do Instituto Nacional de Estatística (INE), revela um novo crescimento das exportações famalicenses na ordem  dos 2,95 por cento relativamente ao ano anterior e mostra que Vila Nova de Famalicão por si só assegura 3,6 por cento das exportações nacionais.

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Com um volume total de exportações colado aos dois mil milhões de euros (1.998,077), e um volume de importações ligeiramente superior a mil milhões (1.156,366), o município famalicense mantem a proeza de exportar muito mais do que aquilo que importa o que mantêm também neste índice no pódio dos municípios com a balança comercial mais favorável do país.

A performance de Vila Nova de Famalicão impressiona ainda mais comparados os números da sua prestação com os números totais dos oito municípios da NUTIII Ave, com o município famalicense a assegurar praticamente metade das exportações globais desta sub-região estatística portuguesa a que pertence. 

A força exportadora do município famalicense não é propriamente uma novidade, mas “o crescimento constante ao longo dos anos, inclusivamente na altura da maior retração económica provocada pelas crises nacionais e internacionais, aponta para um força económica perfeitamente solidificada e em inovação constante” refere o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “muito orgulhoso do tecido empresarial famalicense e dos recursos humanos que o território empresta às empresas e as faz alavancar para estes registos fantásticos”. Refira-se a propósito que entre 2012 e 2017 as exportações famalicenses subiram todos os anos, representando um crescimento global de  27,5 por cento. 

Recorde-se que a tendência de crescimento do ímpeto empreendedor de Vila Nova de Famalicão ficou também recentemente bem patente nos dados provisórios lançados  pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos aos primeiros nove meses do ano passado (2018), que confirmaram um saldo positivo de 199 novas empresas criadas no concelho (nasceram 309 e fecharam 110), numa média de 34 por mês.

Também ao nível da taxa de desemprego, Vila Nova de Famalicão tem-se mantido sempre abaixo da média nacional.

Para estes resultados contribui um vasto universo de empresas multifacetado, com particular incidência no têxtil – a cidade assume-se mesmo com a Cidade Têxtil de Portugal em virtude de um cluster completo existente no território -, no agroalimentar e na metalomecânica.

Vila Nova de Famalicão é sede de algumas das maiores e mais conceituadas empresas a produzir em Portugal, como a  incontornável Continental Mabor – a 4.ª empresa mais exportadora do país, a ROQ  -  empresa mais rentável entre as produtoras de bens - a Têxtil Manuel Gonçalves, a Coindu, a Leica, a AMOB, a Riopele, a Primor, a Porminho, a Aco Shoes, a Salsa, a Olbo & Mehler, o grupo RNM e a Tiffosi, entre tantas outras. Muitas destas empresas têm sido notícia frequente pelos produtos e projetos inovadores que têm apresentado ao mundo a partir de Vila Nova de Famalicão.

FAMALICÃO: RIOPELE ADQUIRE CAPITAL DA IOTECH

Riopele adquire 10% do capital da IOTech

A Riopele acaba de adquirir 10% do capital da IOTech, startup tecnológica instalada na incubadora Famalicão Made IN, em pleno ambiente empresarial proporcionado pelo próprio gigante da indústria têxtil nacional, em Pousada de Saramagos, Famalicão.

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Esta aquisição atesta não só a qualidade dos projetos da incubadora, mas também os bons resultados da aproximação das startups famalicenses à indústria, objetivo central da criação desta estrutura de incubação e aceleração de ideias de negócio, em 2015, pelo Município de Famalicão, numa parceria com a Riopele.

A IOTech, que desenvolve soluções inteligentes e inovadoras e com valor acrescentado para a indústria, despertou o interesse da Riopele no showcase de apresentação de startups à indústria, perante uma plateia de empresários, mentores e potenciais investidores, em outubro passado, promovido pelo Famalicão Made IN.

“As conversas entre a Riopele e a IOTech avançaram e, na última semana de 2018, foi confirmada a aquisição de 10% do nosso capital pela Riopele”, explica Filipe Portela, CEO da IOTech, cujo grupo de acionistas passa assim a ser constituído pelo próprio Filipe Portela (90%) e pela Riopele, na pessoa do seu administrador Bernardino Carneiro, (10%).

Portela agradece a “confiança depositada” e vê a entrada da Riopele na estrutura da startup como “benéfica para ambas as partes”, porquanto possibilitará “mais cooperação, expansão de clientes, abertura a novos mercados e uma maior oferta de serviços”.

“Neste momento, falta apenas concluir a alteração da denominação social para IOTECHPIS - Innovation on Technology, Lda”, conclui o jovem engenheiro.

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EMPRESA FAMALICENSE INVESTE NA RECICLAGEM

Sasia investe dois milhões em nova linha de reciclagem

A Sasia investiu dois milhões de euros numa nova e moderna linha completa de reciclagem, que não só aumenta em 20% a sua capacidade produtiva como ainda melhora a eficiência energética da empresa.

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Esta nova linha de reciclagem entrou em funcionamento no início deste mês de dezembro e não contou com qualquer financiamento comunitário.

Fundada em 1952, a Sasia dedica-se à reciclagem de desperdícios da indústria têxtil, que transforma em ramas nas cinco linhas de reciclagem da sua fábrica em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão. A unidade fabril, que ocupa 15 mil metros quadrados, acolhe 30 trabalhadores, em três turnos.

“Importamos de todo o mundo América Latina e Ásia incluídas, resíduos pré-consumo de algodão ou fibras artificiais que desfibramos e reciclamos em ramas destinadas a segmentos de mercado muito diferentes. Tanto podem ser usadas na construção de pisos de autoestradas, no fabrico de algodão hidrófilo e colchões, ou como matéria-prima pelas fiações”, explica Miguel Ribeiro da Silva, administrador.

A empresa foi uma das parceiras da Riopele no projeto Tenowa, vencedor do Prémio Produto Inovação 2018 atribuído pela COTEC. “Temos sido muito solicitados a colaborar com o nosso know how em projetos sustentáveis. Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a escassez de recursos e as empresas procuram corresponder a essa preocupação. A economia circular está na moda, mas nós já somos sustentáveis desde 1952”, sublinha.

A Sasia prevê fechar o exercício de 2018 com um volume de negócios de cinco milhões de euros, dos quais cerca de 50% feito na exportação.

EMPRESA BRACARENSE RECONSTRÓI VILA DE MUXIMA EM ANGOLA

Empresa de Braga ganha obra de 145 milhões de euros para reconstruir vila angolana

O Grupo Casais, com sede em Mire de Tibães, Braga, venceu o concurso público lançado em julho pelo Governo de Angola para a construção de diversas infraestruturas em uma vila ao redor de um santuário mariano, a 130 quilómetros de Luanda, em Angola.

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No total, e em conjunto com uma empresa subsidiária [Omatapalo, DA] da Carlos José Fernandes & Co. Lda, de Viana do Castelo, irá receber perto de 145 milhões de euros pela empreitada de construção das infraestruturas da vila da Muxima durante os próximos dois anos.

De acordo com um de quatro despachos de 19 de dezembro do Presidente da República angolano, João Lourenço, citados pela Lusa, foi autorizada a contratação da construtora bracarense, que se uniu em consórcio com a Omatapalo, SA, dedicada a engenharia e construção.

Em outro despacho do PR com a mesma data, é ainda autorizada a contratação da Progest, que, ao que apurou o Semanário V, tem sede na Rua António Cândido Pinto, em Braga, como empresa fiscalizadora da obra, em contrato de 365 mil euros.

O projeto consiste em construir as infraestruturas necessárias para modernizar e requalificar a vila de Muxima, e acompanha outra obra, a construção de uma basílica no santuário mariano de Nossa Senhora da Muxima, que recebe perto de um milhão de peregrinos no início de setembro. A construção da basílica foi adjudicada à construtora portuguesa Somague.

Sobre as infraestruturas a edificar na vila de Muxima, ainda pouco se conhece, mas a basílica foi já apalavrada em 2008, durante a visita do Papa Bento XVI a Angola. O na altura presidente José Eduardo dos Santos assegurou a construção de uma basílica com capacidade para 4.600 pessoas sentadas, para além de uma praça pública com capacidade para 200.000 peregrinos e um parque para 3.000 viaturas.

O Santuário de Muxima é o maior centro mariano da África subsariana, cujo atual templo permite apenas lugar para 600 pessoas sentadas. Após as obras, será o primeiro santuário nacional em Angola reconhecido como tal pela Igreja Católica.

A vila foi ocupada pelos portugueses em 1589 que, dez anos depois, construíram uma fortaleza e a igreja de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida como “Mamã Muxima”.

Fonte: https://semanariov.pt/

EMPRESA TÊXTIL CRIA POSTOS DE TRABALHO EM ESPOSENDE

Grupo Becri investe mais de 3 milhões de euros em Esposende

Gubec i&d in Textiles, prevê que, a curto prazo, contar com mais de 100 trabalhadores

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O Grupo Becri investe em Esposende mais de 3 milhões de euros na aquisição e expansão de uma unidade industrial. A Gubec i&d in Textiles, que neste momento emprega mais de 70 pessoas, prevê que, a curto prazo, venha a empregar mais 30 a 50 trabalhadores, dedicando a sua produção exclusivamente à exportação e com objetivos de faturação a rondar os 13 a 15 milhões de euros.

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Já em laboração, a Gubec i&d in Textiles, prepara-se para avançar com obras de expansão e remodelação das instalações, reorganizando a disposição dos diversos setores (corte, acabamento, embalamento e exportação) e criando uma ampla área social, facultando melhores condições aos seus colaboradores.

“As nossas empresas são pessoas. Por isso, é política da empresa, canalizar a maximização dos investimentos para a própria empresa, para os trabalhadores e para a comunidade envolvente”, referiu Rui Costa, CEO da Gubec i&d in Textiles, durante a visita às instalações do presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, do vereador das Atividades Económicas, Sérgio Mano e Armando Santos, diretor do IEFP de Barcelos, durante a qual foi acompanhado pelos sócios da empresa, José Costa, Jorge Costa e Américo Alves.

“O Município de Esposende definiu fatores estratégicos e de estímulo à instalação de empresas, plasmadas no Regulamento de Concessão de Incentivos ao Investimento, que se traduzem na redução e isenção de taxas e concessão de benefícios fiscais, assegurando aos investidores e empreendedores a oportunidade para a concretização dos seus negócios no concelho”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Esposende. Por esta via, o Município pretende criar condições para fomentar o desenvolvimento económico do concelho, através da captação de empresas de diferentes ramos e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida da população, dando assim, mais um valioso contributo para o cumprimento do ODS8 – Trabalho digno e crescimento económico e ODS9 – Indústria, inovação e infraestruturas.

De resto, a importância conferida aos empresários, pelo Município de Esposende, enquanto parceiros do desenvolvimento económico do concelho, está na génese das medidas facilitadoras de incentivo ao investimento. “O país consegue exponenciar a criação de riqueza com as exportações e com o turismo. Por isso, o concelho de Esposende está muito bem posicionado nestas duas áreas e continuará a apontar estes eixos estratégicos como fundamentais para o desenvolvimento harmonioso do concelho”, adiantou o presidente da Câmara Municipal de Esposende.

O Grupo Becri, com um volume de negócios superior a 45.000.000,00 €, emprega mais de 400 trabalhadores diretos, divididos pelas suas três empresas, mas abarca um universo de 2 mil pessoas, se considerarmos aqueles que trabalham direta ou indiretamente com o Grupo.

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EMPRESA DE FAMALICÃO INVESTE NO TÊXTIL AUTOMÓVEL

TMG Automotive com apoio do Banco Europeu de Investimento para inovar nos têxteis automóveis

O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai emprestar 25 milhões de euros à TMG Automotive para implementar processos inovadores e sustentáveis de fabrico de têxteis automóveis. O plano de investimento da empresa de Vila Nova de Famalicão prevê o aumento da capacidade produtiva e permitirá criar 160 postos de trabalho, anunciou esta segunda-feira, em comunicado, a representação da Comissão Europeia em Portugal.

O empréstimo é feito ao abrigo do orçamento da União Europeia no âmbito do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, conhecido como Plano Juncker.

De acordo com o comunicado, a TMG Automotive utilizará o financiamento para “implementar a sua estratégia de investigação e inovação, centrada na utilização de novas tecnologias que reduzem o impacto ambiental dos processos de produção de têxteis para a indústria automóvel”.

Com o objetivo de estar preparada para concorrer num setor de elevada exigência e para satisfazer as necessidades do mercado no futuro, a empresa famalicense também irá expandir a sua capacidade produtiva. “O programa será implementado até 2020 e contribuirá para a preservação de empregos de qualidade: o grupo TMG conta atualmente com 1.400 trabalhadores e irá criar 160 novos postos de trabalho na mais recente unidade industrial da TMG Automotive”, pode ler-se no documento. “O programa de investimento irá promover a partilha de conhecimentos no seio da indústria automóvel europeia, onde a TMG é um interveniente destacado na produção de componentes”, sublinha, ainda, arepresentação da Comissão Europeia em Portugal.

O acordo sobre este empréstimo foi assinado pela vice-presidente do BEI, Emma Navarro, e pela Presidente da TMG Automotive, Isabel Furtado. A empresária famalicense explicou que, “enquanto membro do UN Global Compact, a TMG Automotive está profundamente empenhada em cumprir os dez princípios deste Pacto, centrados nos direitos humanos, nas práticas laborais, na proteção ambiental e no combate à corrupção, bem como em apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”.

“Aliar os direitos humanos ao crescimento económico sustentável e à proteção ambiental é crucial para o futuro da TMG Automotive”, assegurou Isabel Furtado.

NATAL DE FAMALICÃO PROMOVE CIDADE TÊXTIL

Decorações natalícias decoradas com tecido e com referência a uma das imagens de marca do concelho

O Natal em Famalicão tem marca têxtil ou não fosse esta a Cidade Têxtil de Portugal. As decorações natalícias acompanham aquela que é uma das imagens de marca do concelho e incluem o tecido como um dos materiais utilizados nas ornamentações. A ligação ao universo têxtil é particularmente evidenciada nas principais rotundas de entrada da cidade com cada uma das letras que compõem a palavra "Natal '18" produzidas em monobloco tridimensional e embrulhada em tecido com motivos de embrulho.

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Para se atingir o resultado que é visível nas ruas de Famalicão foi produzido mais de um quilómetro de tecido com os cinco padrões que fazem parte do lettering da campanha de Natal 2018 desenvolvida pela Câmara Municipal e pela ACIF – Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão.

A árvore de Natal, colocada no centro da cidade e ponto de paragem obrigatório para as selfies, é outro dos locais onde a presença da marca é mais sentida.

Recorde-se que o lançamento da marca Famalicão Cidade Têxtil aconteceu em Fevereiro último durante a realização da II Conferência Internacional do Têxtil e Vestuário que decorreu no  Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, com organização do CITEVE e da Associação Selectiva Moda. 

A marca Famalicão Cidade Têxtil veio dar força àquilo que o concelho já é há mais de um século – um importante centro de produção, de investigação e desenvolvimento do sector têxtil –, e impulsionar um conceito de produção e de atividade económica que vai muito além dos muros das empresas.

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CRESCIMENTO ASSINALÁVEL DESAFIA A LACTILOURO

A Lactilouro, empresa nascida há dois anos do seio da Lourofood, e que produz os queijos de alta gama da marca Dom Villas, prevê fechar o exercício de 2018 com uma faturação recorde de 1,25 milhões de euros, o que representa um crescimento de 50% face a 2016, ano em que foi constituída.

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2019 promete ser um ano ainda mais auspicioso com uma previsão de faturação de 2 milhões de euros, por via do reforço da capacidade industrial e do recurso a novas tecnologias, resultado de uma candidatura aprovada ao PDR 2020. A empresa possui departamento próprio de I&D e investiu, só este ano, cerca de 2 milhões de euros em novos equipamentos tecnológicos.

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A Lactilouro, que esta segunda-feira recebeu a visita do Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, acompanhados pelo Presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, é uma nova unidade vocacionada para a produção de queijos premium da marca Dom Villas, sendo gerida pela mesma administração da Lourofood, os irmãos Luís e Rogério Lourenço, ambas instaladas na freguesia do Louro, concelho de Vila Nova de Famalicão.

Com 28 colaboradores, a Lactilouro exporta para 10 países: Espanha, Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido, América do Sul, África do Sul, Estados Unidos, Canadá e Líbano. Dubai é o próximo mercado que a marca pretende conquistar.

Já a Lourofood completou recentemente 18 anos de existência. Luís e Rogério Lourenço encontraram na tradição da família uma oportunidade de negócio e arriscaram tudo. Os irmãos iniciaram a aventura de produzir o queijo Dom Villas no dia 15 de novembro de 2000 a partir de uma receita familiar e procurando dar valor acrescentado ao leite produzido na agropecuária dos pais. De lá para cá, o crescimento foi a pulso, mas constante. A Lourofood fixou a marca Dom Villas no mercado e depressa alargou a sua atividade a outros produtos que foi desenvolvendo.

Atualmente, a empresa conta com 87 colaboradores e prevê faturar 20,5 milhões de euros em 2018 e 23 milhões de euros em 2019.  

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FAMALICÃO LEVA A CUBA 7 EMPRESAS PARA SE DAREM A CONHECER NA FEIRA INTERNACIONAL DE HAVANA

Identidade industrial de Famalicão mostra-se em Cuba

Em Cuba ressalta por estes dias a identidade industrial de Vila Nova de Famalicão. Sete empresas famalicenses apresentam-se na FIHAV – Feira Internacional de Havana, integrando a comitiva portuguesa presente no Pavilhão de Portugal, numa participação organizada pela AEP – Associação Empresarial de Portugal, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Portugal - Cuba, e a que se associou também o Município de Vila Nova de Famalicão, na sequência dos protocolos de cooperação assinados recentemente com a AEP e com aquela Câmara de Comércio.

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A representação famalicense, dinamizada pelo Famalicão Made IN, é garantida pelas empresas Caixiave, Cup & Saucer, CM Socks, Hotelar, NH Clima, Raclac e Seara, o que traduz, na opinião do vereador Augusto Lima, “o apoio efetivo e permanente" do Município às PME de Famalicão, nomeadamente na perspetiva de entrada dos seus produtos ou serviços em novos mercados.

“Com esta presença, estamos a materializar os objetivos desses protocolos, proporcionando às empresas famalicenses, por via do acordo com a AEP, novas oportunidades para reforçarem a sua capacidade exportadora e, por via do acordo com a Câmara de Comércio Portugal-Cuba, a entrada em mercados ainda pouco explorados ”, explica Augusto Lima, que lidera a representação institucional do Município.

No caso concreto de Cuba, o vereador famalicense sublinha que “a FIHAV é um importante meio de entrada de produtos e serviços no país e uma excelente forma de contactar com potenciais parceiros comerciais”. De resto, Cuba é um espaço cada vez mais estratégico para a economia nacional. Enquanto fornecedor daquele país, Portugal subiu da 21ª para a 15ª posição, com as exportações a crescerem de 0,71% para 0,85%, no último ano.

Ontem, dia 30 de outubro, o Pavilhão de Portugal foi inaugurado pelo Secretário de Estado da Defesa do Consumidor, João Torres, acompanhado pelo Vice-Presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, pelo Embaixador de Portugal em Cuba, Fernando Figueirinhas, pelo Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal Cuba, Américo Castro, e por representantes do governo cubano, nomeadamente o Vice-ministro do Comércio Externo de Cuba, Roberto Martinez.

A FIHAV já vai na 36ª edição e termina na próxima sexta-feira, 2 de novembro.

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FAMALICÃO APOSTA NA INOVAÇÃO

Startups ligam-se à indústria com soluções inovadoras

Oito startups (cinco da UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e três do Famalicão Made IN) apresentam-se à indústria esta quinta-feira, 18 de outubro, numa iniciativa que pretende promover soluções inovadoras e com valor acrescentado.

A Kortex desenvolve soluções de hardware e software para a indústria

A partir das 17h00, na área de I&D da empresa Riopele, sob o formato de pitch (apresentação direta e curta), Agilis M2M, Foodintech, Healthy Road, Ideia.m e Sarkkis (pela UPTEC) e IOTech, Kortex e Swonkie (pelo Famalicão Made IN) mostram o que valem e medem forças perante uma plateia de empresários, mentores e potenciais investidores.

Continental ITA, TMG, Raclac, Samofil, Celoplás, Famasete, NH Clima e Hindu são algumas das empresas representadas neste encontro. É ainda aguardada a presença, como mentores, de responsáveis da Riopele, AMOB, Caixiave, Argatintas, ESI, Injex, Partteam, YouON e Famagrow.

Este showcase UPTEC/Famalicão Made IN integra a programação do 3º Festival Famalicão Visão’25.

FAMALICÃO DEBATE FUTURO DA INDÚSTRIA

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, abre amanhã terça-feira, 16 de outubro, pelas 9h30, a conferência Famalicão Circular que terá lugar na Fundação Cupertino de Miranda com futuro da indústria em cima da mesa. Contrariamente ao que estava previsto, em virtude do atual momento político, a Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, não estará presente na iniciativa.

Conferência realiza-se na Fundação Cupertino de Miranda a partir das 09h...

A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal no âmbito do projeto Famalicão Made IN e no enquadramento da realização do Festival Famalicão Visão 25, contando com um painel de conferencistas nacionais e internacionais que têm vindo a trabalhar e a desenvolver novas sinergias industriais e a redesenhar ciclos de produção alternativos que perspetivam uma mudança de paradigma para a indústria com benefícios para a economia, o ambiente e a sociedade.  

A conferência está particularmente centrada em três dos temas basilares para as indústrias famalicenses: o têxtil; a água; e os novos modelos de negócio e novos empregos, e abre com uma comunicação da investigadora e designer internacional  Anne Prahl, que tem gerado novos e inovadores conceitos para a indústria têxtil e do vestuário, sobretudo no âmbito do design e da sustentabilidade, trabalhando para grandes marcas internacionais como a Nike, Speedo, WGSN, Ellesse, Puma, Marks & Spencer, Animal, Topshop e Esprit.

O exemplo da Riopele que criou a marca TENOWA, resultante da metamorfose de resíduos têxteis e as simbioses industriais, e a experiência de António Lorena, Managing Partner da 3drivers  que tem desenvolvido projetos de avaliação técnica, ambiental e socio-económica e de natureza estratégica de sistemas de gestão de resíduos, fazem ainda parte do painel da manhã do evento. À tarde, depois das sessões de trabalho, ainda haverá espaço para a apresentação de exemplos práticos desenvolvidos em Vila Nova de Famalicão à volta da economia circular e para a apresentação das conclusões.

FAMALICÃO ESTÁ NA LINHA DA FRENTE NA TECNOLOGIA TÊXTIL

Mtex mostra tecnologia têxtil “disruptiva” a parceiros internacionais

Inovação e tecnologia têxtil foi o tema central da Mtex Summit 2018. O evento, dedicado ao futuro das tecnologias de Labeling, Packaging e Dye Sublimation, decorreu ontem e hoje e contou com a presença de representantes e responsáveis de empresas têxteis dos cinco continentes.

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“A Mtex Summit é o culminar de um fortíssimo ciclo de inovação que traz ao mercado um conjunto de disrupções têxteis”, explica André Jacques, vice-presidente de vendas e marketing da empresa, acrescentando que o evento representa também o arranque de um novo ciclo, bem como o fortalecimento das relações comerciais com parceiros globais (distribuidores, agentes e clientes de referência).

A par da apresentação das novas soluções tecnológicas da empresa, os participantes na Mtex Summit tiveram a oportunidade de visitar as instalações e os centros de produção e de desenvolvimento da Mtex, em Esmeriz, Vila Nova de Famalicão. “Partilhámos conhecimento de mercado e tecnológico, mas recolhemos também muito feedback. Foi um momento de aprendizagem mútua, tão importante numa indústria em constante mutação. Algo a repetir, não só porque foi um sucesso a vários níveis, mas também porque projetou a empresa para um novo patamar que faz parte de uma rota da liderança tecnológica e de afirmação a nível mundial”, enfatiza André Jacques. 

A Mtex é uma empresa do grupo New Solutions Engineering, que se dedica ao fabrico de máquinas de impressão digital têxtil, com tecnologia inovadora e ambições à escala mundial. Criada no início desta década para construir máquinas a partir de tecnologia importada, em menos de 10 anos passou a produzir e a desenvolver a sua própria tecnologia.

O ponto de viragem deu-se em 2017 com um investimento de cerca de 8 milhões de euros que aproveitou o know how da empresa e preparou as instalações para um novo futuro. 

O Centro de Inovação do Grupo New Solutions conta com 110 colaboradores, a esmagadora maioria altamente qualificados, e percebe-se a sua vocação à escala global. Como exemplo, a Dragon, uma máquina de sublimação com transfer para calandra que faz impressão digital de tecidos e malhas a uma velocidade superior a 500 metros por hora. Foi concebida pela equipa de engenheiros portugueses da New Solution Engineering e é fabricada na Mtex.

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ASSOCIAÇÃO TÊXTIL DE PORTUGAL E MUNICÍPIO DE FAMALICÃO CONQUISTAM PRÉMIO E INTENSIFICAM RELAÇÃO

Paulo Cunha e Paulo Teixeira de Melo assinaram protocolo que vai intensificar colaboração entre as duas instituições para maior internacionalização das empresas famalicenses

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) conquistaram o 2.º lugar nacional nos European Enterprise Promotion Awards 2018 na categoria Apoio à Internacionalização com o projeto Fashion From Portugal que durante os últimos dois anos disseminou a imagem de qualidade, vanguarda e inovação da Indústria Têxtil e Vestuário portuguesa em mercados estratégicos de exportação.

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A novidade foi avançada pelos presidentes das duas instituições, Paulo Cunha e Paulo Teixeira de Melo, respetivamente, durante a assinatura de um protocolo de colaboração que vem facilitar o acesso de empresas famalicenses do setor às dinâmicas e projetos de apoio à internacionalização desenvolvidas pela ATP. A formalização do acordo decorreu ontem, 2 de outubro, na Casa do Território, intensificando-se desta forma uma parceria que tem dado bons frutos para o território e para o setor.

Através do acordo agora celebrado, as empresas de Famalicão vão beneficiar de um conjunto de medidas de apoio que o ATP promoverá para benefício da Setor Têxtil e Vestuário do Município de Vila Nova de Famalicão no período compreendido entre outubro de 2018 e outubro de 2020, como a realização de ações que promovam a presença de empresas famalicenses em missões empresariais e feiras internacionais em mercados externos e a atribuição de Vouchers Internacionalização para  despesas não elegíveis em feiras internacionais. Fica também assegurada a permanência de realização em Vila Nova de Famalicão do Fórum da Indústria Têxtil.

O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, realçou “a genuína cumplicidade” que existe entre as duas instituições que potenciam “sinergias, forças e competências”. "Criar um contexto de apoio" para auxiliar as empresas na internacionalização é a matriz principal do acordo que pretende ajudar a criar conforto para as empresas de Famalicão, sobretudo as Startups e PME’S a “darem este passo”.

Este é um “avanço importante” no percurso “da grande parceria desenvolvida entre a ATP e a Câmara de Famalicão nos últimos anos”, disse Paulo Teixeira de Melo. “Estamos no epicentro do sector em Portugal e juntos podemos fazer muito mais pelas nossas empresas”, acrescentou.

Recorde-se que a ATP é uma associação patronal de âmbito nacional, que agrupa cerca de 500 empresas, as quais asseguram cerca de 35 mil postos de trabalho e quase 3.000 milhões de euros de faturação, sendo dois terços desse valor destinado aos mercados de exportação. A associação está sedeada em Vila Nova de Famalicão desde 2007, nas instalações do CITEVE, no epicentro da Indústria Têxtil e Vestuário portuguesa, próxima das empresas e dos centros de competências do sector.

O Município de Vila Nova de Famalicão assume-se como a Cidade Têxtil de Portugal, dado ser o epicentro de uma região que acolhe uma fileira completa, estruturada, flexível e dinâmica, onde, num raio de 60 quilómetros, a indústria têxtil tem todas as soluções necessárias dentro da cadeia de produção. Acresce que Vila Nova de Famalicão é considerado também o concelho onde o sector têxtil e vestuário tem a grande força do seu desenvolvimento, com grandes marcas e empresas produtoras e reconhecidas infraestruturas tecnológicas e de inovação.

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