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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO CIDADE TÊXTIL GANHA PROJEÇÃO INTERNACIONAL EM LIVERPOOL

Município está presente no Festival Internacional de Negócios de Liverpool

O Município de Vila Nova de Famalicão apresentou, pela primeira vez, a marca Famalicão Cidade Têxtil num evento internacional. Foi esta quarta-feira, 20 de junho, no Festival Internacional de Negócios de Liverpool. Uma apresentação que contou ainda com a presença das cinco startups famalicenses que acompanham a comitiva liderada pelo vereador Augusto Lima, responsável pelos pelouros da Economia, Empreendedorismo e Inovação e da Internacionalização na autarquia famalicense.

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WestMister, Art’Sartorial, Tex Hub, Moovexx e Nalmok Consulting são as novas empresas que se mostram em Liverpool com a ambição de acumular conhecimento, perspetivar novos negócios e estabelecer conexões essenciais que lhes permitam chegar ao próximo nível. Com esta primeira participação no Festival Internacional de Negócios de Liverpool, o Município não só fortalece a projeção internacional da marca Famalicão Cidade Têxtil, contribuindo para o reconhecimento da sua importância capital para o sector têxtil e do vestuário nacional, como também apoia o crescimento e a robustez de startups com relevância no ecossistema empreendedor concelhio.

Esta manhã, após uma reunião com Gary Millar, Vice Mayor de Liverpool, Augusto Lima deu a conhecer a marca Famalicão Cidade Têxtil, nomeadamente a sua visão e missão, recordando desde logo a identidade industrial do concelho, que hoje é o epicentro regional da indústria têxtil em Portugal.

Foi um profícuo encontro de diplomacia económica entre Augusto Lima e Gary Millar com o Mayor a deixar em aberto a possibilidade de colaboração futura, nomeadamente no desenvolvimento de projetos conjuntos.  O Festival Internacional de Negócios de Liverpool reúne 30 mil profissionais da indústria, 200 oradores e 55 sessões paralelas e decorre até ao final da semana.

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FAMALICÃO VAI TORNAR-SE NA MAIOR PRODUTORA DE LUVAS NA EUROPA

Produção vanguardista de luvas traz investimento de 20 milhões para Famalicão

A Raclac vai investir 20 milhões de euros em Vila Nova de Famalicão na primeira fábrica da Europa de luvas de exame descartáveis. A nova unidade industrial está inserida no projeto NITRO, que a empresa classifica como “inovador” e “vanguardista”, e viu ser lançada a primeira pedra na passada sexta-feira, 8 de junho, na freguesia de Cruz, com as presenças da Secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann, e do Presidente da Câmara, Paulo Cunha.

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Serão produzidas luvas de exame descartáveis para a área da saúde de forma inovadora através de uma tecnologia desenvolvida pela própria empresa durante cerca de três anos. Trata-se de uma linha de produção 100% automatizada, com 48 robôs e sem intervenção humana, do princípio ao fim. A produção será feita em “sala limpa”, tal como o embalamento, garantindo luvas totalmente seguras, e todo o processo possibilitará o reaproveitamento e a poupança de água e de energia.

“Não existe outra linha de produção semelhante no mundo”, assegurou Eduardo Rocha, presidente do Conselho de Administração da Raclac.

Com um investimento global de 20 milhões de euros, o projeto NITRO teve um custo total projetado e submetido ao Compete 2020 de 13,9 milhões de euros, dos quais 5,5 milhões serão financiados pelo FEDER. A nova unidade vai permitir criar 60 postos de trabalho e deverá estar concluída em abril do próximo ano.

Ana Lehmann, manifestando a sua satisfação por ver os fundos comunitários serem “tão bem aplicados”, sublinhou que este projeto “vanguardista e sensacional contribui para o robustecimento da indústria 4.0 e corporiza da melhor forma esta quarta revolução industrial”.

A governante salientou também a importância de Famalicão para a economia nacional. “É um concelho que orgulha Portugal. Tem das economias mais saudáveis e diversificadas do país e está em franco crescimento”.

Por seu lado, Paulo Cunha disse que o projeto NITRO “é, inequivocamente, o melhor que se pode fazer a nível mundial”, sendo “mais uma oportunidade para reter e cativar talentos”.

A Raclac, cujo volume de faturação ultrapassou os 10,5 milhões de euros em 2017, registando um crescimento de 30% face ao ano anterior, emprega 14 profissionais e está presente em mercados como Espanha, França, Inglaterra, Angola, Moçambique, Marrocos, Tunísia e Cabo Verde.

O grupo Vallis adquiriu 50% do capital da Raclac em 2016, tendo os restantes 50% ficado nas mãos dos fundadores da empresa, Pedro Costa e Susana Fernandes.

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FAMALICÃO ESTÁ NA VANGUARDA DA INDÚSTRIA E INOVAÇÃO

Tenowa, da Riopele, vence Prémio Produto Inovação 2018

Tenowa, a marca de tecidos sustentáveis e ecológicos da Riopele, é a grande vencedora do Prémio Produto Inovação 2018 atribuído pela COTEC Portugal. O galardão foi entregue a José Alexandre Oliveira, Presidente do Conselho de Administração da Riopele, esta terça-feira, 22 de maio, em Évora, no 15º Encontro Nacional da Associação Empresarial para a Inovação.

José Alexandre Oliveira na entrega do Prémio Produto Inovação 2018

Tenowa é uma inovadora marca de tecidos concebidos através da valorização de resíduos têxteis e agroalimentares, com design atrativo e elevada qualidade e conforto. Este produto utiliza 80% de matéria-prima reciclada e é feito com recurso a equipamentos têxteis tecnologicamente avançados, com um elevado nível de automação e que substituem o olho humano, visando identificar defeitos nos tecidos fabricados.

A marca é o resultado do projeto R4Textiles, desenvolvido pela empresa famalicense com a colaboração do CITEVE – Centro Tecnológico das Indústria Têxtil e do Vestuário e do CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, igualmente sediados em Vila Nova de Famalicão, e da Escola Superior de Biotecnologia do Porto.

Ao Prémio Produto Inovação 2018 estavam nomeados sete projetos finalistas, dois dos quais de empresas de Vila Nova de Famalicão: a Riopele, com a Tenowa, e TMG Automotive, com o Artificial Leather Cork.

Destaque-se também que nesta terça-feira Isabel Furtado assume a presidência da COTEC Portugal, sucedendo a Francisco de Lacerda, Presidente Executivo dos CTT. A gestora famalicense tem pela frente um mandato de três anos e o seu nome foi consensual dentro da associação. Isabel Furtado, líder da TMG Automotive, empresa do Grupo Têxtil Manuel Gonçalves, é a sexta presidente da COTEC Portugal, e primeira mulher, a desempenhar o cargo.

Vídeo promocional da marca Tenowa: www.youtube.com/watch?v=sw-FVLB83rc&feature=youtu.be

FAMALICÃO: INOVAÇÃO NA TRADIÇÃO AFIRMA ART’SARTORIAL

A Art’Sartorial é sinónimo de inovação na tradição. A marca de moda masculina, criada por Artur Santos, apresenta uma nova tendência que recupera o vestuário clássico, feito à medida de cada corpo e ao gosto de cada cliente, refletindo um estilo muito próprio, que o jovem criador famalicense bem personifica.

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O sucesso da Art’Sartorial despertou a atenção do Presidente da Câmara, Paulo Cunha, que, na sexta-feira passada, 4 de maio, realizou um Roteiro pela Inovação dedicado a esta startup instalada na incubadora Famalicão Made IN (polo Edifício Globus, em Vilarinho das Cambas).

Blazers, calças, coletes, camisas e sapatos, para além de acessórios, produzidos de forma artesanal e a partir das melhores matérias-primas, são garantia de qualidade, autenticidade e exclusividade.

A marca, apesar de só ter chegado ao mercado há cerca de um ano, já vendeu cerca de 30 fatos (o preço médio ronda os 680 euros) para clientes portugueses e estrangeiros. “Esta é uma paixão que ganhei nestes últimos anos, muito por força de ter sido convidado para o movimento Portuguese Dandys, para reinventar o vestuário mais clássico”, explicou Artur Santos.

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Recentemente, a Art’Sartorial atraiu os italianos da Trussardi, que desafiaram Artur Santos para uma parceria. “Vou desenvolver algo para ser comercializado em simultâneo com um produto da conceituada marca”, adiantou.  

E, qual é o perfil do cliente da Art’Sartorial? “Não está definido. Estou perfeitamente habilitado a vestir tanto uma pessoa super extravagante, como um cliente com um estilo clássico. E de todas as idades”.

Artur Santos começou por ser jogador profissional de futebol, mas os salários em atraso do clube obrigaram-no a procurar trabalho. Encontrou-o numa empresa de componentes eletrónicos, onde ainda trabalha, dividindo o tempo com o seu projeto de negócio.

“A Art’Sartorial é um magnífico exemplo de determinação pessoal e ilustra bem a importância do trabalho feito pelo Famalicão Made IN, nomeadamente na sua faceta de incubação”, sublinhou Paulo Cunha. O autarca destacou ainda “a imaginação e a abordagem enriquecedora” de Artur Santos num sector-chave da economia famalicense.

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EXTINÇÃO DOS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO: A HISTÓRIA REGISTA, NÃO ESQUECE E TUDO RECORDARÁ!

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* Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Sob o signo da esperança, nasceram em Junho de 1944. Animaram sobremaneira os poderes e as forças vivas locais; mobilizaram as gentes de Viana, com uma relação de afecto sem paralelo; encorajaram o comércio local como jamais tinha acontecido; instituíram a cultura do trabalho com direitos, caso raro nesta região subdesenvolvida, que só tinha como escapatória a emigração; socializaram a comunidade de trabalho que constituíam, construindo, ainda na década de 1950, um refeitório moderno para substituir com vantagens a magra refeição da marmita; instituíram, na década de 1960, as festas e os cabazes de natal e criaram um grupo desportivo e cultural para valorizar social e intelectualmente cada trabalhador; ligaram-se a toda a vida social da cidade, não descuidando ninguém que servisse causas (que o digam o SCV e as Festas d’Agonia).

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Foram em tudo pioneiros: na conquista dos mercados internacionais, ainda na década de 1950, na formação profissional, preparando milhares de operários oriundos do campo e das profissões mais rudimentares em artífices qualificados, que tantas vezes se tornaram donos do mundo; na aplicação de grande parte dos lucros na evolução tecnológica e na criação de meios para proteger o trabalho duro da construção naval; na ponderação com que sabiam apostar no crescimento, alargando e alongado docas e montando novas oficinas para estarem aptos a construir cada vez mais navios sofisticados. Depois, foi a conquista de grande parte do planeta para exportar navios admirados e gabados como construções exemplares, com vivas felicitações para quem os edificava. Durante décadas os ENVC e Viana do Castelo estiveram nas bocas do mundo pelas melhores razões.

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Mas bastou um tempo limitado para que tudo passasse do céu ao inferno. Porquê? Tudo já foi demasiado escalpelizado. A história é por demais conhecida. Os ENVC criaram-se por gente que só conhecia o trabalho duro, que subiu a corda a pulso, que investiu todas as suas economias para criar riqueza na região. Quem eram João Alves Cerqueira, Vasco d’Orey, Jacques de Lacerda e os grandes mestres de Lisboa, gente semianalfabeta, mas com um conhecimento técnico incomensurável? Foi esta gente que soube criar um conceito novo do trabalho na região vianense e soube conjugar sinergias para manter e consolidar um projecto que foi a verdadeira alma de Viana.

Contrariamente, no passado dia 24 do corrente mês, quase de certeza, que foi um apparatchik, um desses moços encartados com o cartão partidário, essa verdadeira praga que desde há muito tempo, para nossa desgraça, inunda o país (consulte-se as redes sociais e veja-se os recentemente nomeados para o conselho de administração da APDL) a dar o tiro de misericórdia na liquidação efectiva duma empresa que faz parte da história da nossa cidade, como seu vulto maior. Só podia ser assim. Esta gente que, regra geral, nunca trabalhou, que se remunera principescamente, que inverte o direito para agradar aos chefes que os nomearam (veja-se o folhetim do navio Atlântida, com a capitulação total ao “príncipe dos Açores”), esta gente está disposta a tudo.

Mas a honra terá eterno valor e jamais deverá ser vendida. É esta mensagem que devemos legar às gerações futuras. Nada poderá ser mais decente, e nada deverá contribuir mais para melhorar a nossa auto-estima do que circular na rua de cara levantada e saudar olhos nos olhos a gente séria, que serão para sempre os nossos melhores amigos. Dos videirinhos não reza nem se ocupará a história.

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FAMALICÃO CONTINUA NA VANGUARDA DA INDÚSTRIA TÊXTIL

Novo dragão para a indústria têxtil imprime velocidade e qualidade

O dragão da Mtex impressiona. Além da velocidade, também a qualidade de impressão é revolucionária. Não se trata de um animal, mas sim de uma máquina, que tem como objetivo conquistar o mercado global da indústria têxtil através do inovador processo que utiliza na impressão digital. E quem a concebeu e construiu foi a equipa de engenheiros da empresa Mtex, do grupo New Solution Engineering, instalado em Esmeriz, Famalicão.

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A Dragon é uma máquina de sublimação com transfer para calandra que faz impressão digital de tecidos e malhas a uma velocidade superior a 500 metros por hora.

A apresentação mundial desta obra de engenharia e tecnologia made in Famalicão ocorrerá a 15 de maio, em Berlim, na maior feira mundial de máquinas de impressão digital e têxtil, a FESPA. Mas nesta segunda-feira, 26 de março, foi já possível conhecer os bastidores da conceção desta e de outras máquinas durante uma visita do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, ao Grupo New Solution, no âmbito do Roteiro pela Inovação.

“Aqui desenham-se e desenvolvem-se projetos de engenharia, experimentam-se protótipos e constroem-se máquinas de impressão digital têxtil de última geração. Somos os melhores. E estamos já a preparar outras máquinas, com tecnologia idêntica à da Dragon, para apresentar em 2020”, enfatizou Eloi Ferreira, o administrador.

A Mtex está sobretudo centrada na exportação, dispondo de distribuidores nos cinco cantos do mundo. Em 2017 o grupo realizou um investimento de oito milhões de euros que preparou as instalações da empresa para os desafios do futuro. Foi o ponto de viragem. De tal forma que ao visitar-se hoje o centro de inovação da New Solution se percebe que aquela unidade não destoaria se estivesse no Silicon Valley.

A Mtex teve em 2016 um volume de negócios de 16 milhões de euros. A expectativa para 2018 é atingir os 22 milhões. O grupo tem atualmente 110 trabalhadores, entre os quais 22 engenheiros, a chamada equipa de protótipos e tecnologia, e prevê fechar 2018 com um total de 150 efetivos.

Paulo Cunha enalteceu a expansão do grupo e a verticalidade de todo o seu processo de produção. “Estou impressionado”, expressou, continuando: “Percebe-se que estamos perante uma empresa de ambições à escala global. A empresa foi criada no início desta década para construir máquinas a partir de tecnologia importada, mas em menos de 10 anos passou a produzir e a desenvolver a sua própria tecnologia [com o apoio da PANASONIC]”.

O autarca fez ainda questão de elogiar a estratégia de crescimento das empresas famalicenses. “As nossas empresas estão a crescer no bom sentido e, como hoje constatei neste grande exemplo, estão a atrair recursos humanos para o nosso concelho e a disponibilizar trabalho altamente qualificado para os jovens famalicenses”, concluiu.

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FAMALICÃO: RIOPELE JÁ É EXEMPLO DE INDÚSTRIA 4.0

Uma indústria tradicional que muito bem ilustra a adaptação ao paradigma da indústria do futuro. A Riopele é, nas palavras da Secretária de Estado da Indústria, “um excelente exemplo dainovação na tradição”.

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Ana Lehmann marcou ontem presença no Open Day Indústria 4.0 da Riopele – organizado em parceria com o IAPMEI, o CeNTI e o CITEVE – que pretendeu transmitir às empresas o conhecimento produzido e os projetos em curso no domínio dos têxteis técnicos e funcionais. Esses projetos são o Nano.Smart, o R4Textiles e o TextBoost e fazem com que a empresa famalicense, fundada em 1927 e com um milhar de colaboradores, assuma uma posição de liderança tecnológica ao nível dos princípios indutores da economia circular.

O objetivo do Nano.Smart é fazer, por exemplo, com que os tecidos sejam fáceis de limpar ou tenham boa solidez à cor. Com o R4Textiles a Riopele trouxe à luz do dia a marca Tenowa, para vestuário feito com tecido produzido com matéria-prima 100% reciclada. De resto, ontem assistiu-se a uma passagem de modelos com peças desenhadas por Nuno Baltazar, utilizando tecidos da Riopele inteiramente fabricados com materiais recicláveis e com propriedades funcionais de vanguarda. Já o projeto mobilizador Texboost, que a empresa lidera e que envolve um investimento próximo dos 10 milhões de euros, traduz o esforço ímpar para concretizar um elevado número de novas soluções de I&D.

Três projetos que “estão na vanguarda da inovação e estão na fronteira do que melhor se faz a nível internacional, sendo desenvolvidos com centros tecnológicos de excelência, como o CeNTI e o CITEVE”, classificou Ana Lehmann. 

O Open Day, que teve lugar na fábrica na presença de 300 convidados, na maioria gestores de PME, mostrou assim o que é que a especialista em tecidos está a fazer para impulsionar a investigação e o desenvolvimento nos seus produtos. Mas sem nunca perder o contacto com as origens. “Estamos a reinventar este modelo de negócio que é muito antigo, mas que está sempre muito moderno”, disse o Presidente da Riopele, José Alexandre Oliveira.

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ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO SÃO EXTINTOS NO FINAL DESTE MÊS

Estaleiros de Viana do Castelo. Extinção marcada para dia 31 de março

Empresa apresenta prejuízos acumulados de mais de 700 milhões de euros.

A extinção dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) está marcada para 31 de março, após um último leilão de 1.200 toneladas de perfis de aço, com um saldo negativo superior a 700 milhões de euros.

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"O prazo que está definido pelo acionista para o encerramento dos ENVC é o dia 31 de março. Espero, antes dessa data, entregar na conservatória a ata para a extinção da empresa pública de construção naval", revelou o presidente da comissão liquidatária, João Pedro Martins.

O responsável explicou que antes do encerramento dos ENVC, "com prejuízos acumulados de mais de 700 milhões de euros", a comissão liquidatária irá realizar, no próximo dia 14, às 16h00, em Lisboa, o "último procedimento público para a venda de 1.200 toneladas de perfis de aço".

O período para a apresentação de propostas de aquisição daquele material termina às 15:00 horas, seguido de um leilão.

"O melhor preço servirá de base para o início do leilão. Os interessados têm de fazer um depósito bancário de 10 mil euros para poder apresentar propostas", especificou João Pedro Martins.

Segundo o presidente da comissão liquidatária dos ENVC, com a alienação daquele material "restam poucos bens para vender".

O material que vai ser leiloado destinava-se à construção dos dois navios asfalteiros encomendados, em 2010, pela Petróleos de Venezuela, SA (PDVSA), empresa petrolífera venezuelana, cuja construção foi iniciada mas nunca concluída.

Fonte: https://sol.sapo.pt/

FAMALICÃO ASSUME-SE COMO A CIDADE TÊXTIL DE PORTUGAL

Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão apresentou nova e ambiciosa marca para o território no decorrer da II Conferência Internacional do Têxtil e Vestuário

“A marca Famalicão Cidade Têxtil vem formalizar aquilo que o concelho já é há mais de um século – um importante centro de produção, investigação e desenvolvimento do setor têxtil –, e vem impulsionar um conceito de produção e de atividade económica que vai muito além dos muros das empresas”. Foi com uma homenagem a todos os famalicenses que deram “um enorme contributo para que chegássemos até aqui” e um apelo a todos para o “quão longe podemos chegar” que o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, apresentou a marca registada “Famalicão – Cidade Têxtil”.

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A apresentação pública foi feita em primeira mão ao ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e a quem o acompanhou no jantar de gala e conferência da II Conferência Internacional do Têxtil e Vestuário que decorreu ontem, quarta-feira, 28 de fevereiro, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, com organização do CITEVE e da Associação Selectiva Moda.

Na presença de muitos dos maiores empresários nacionais do setor têxtil e do vestuário e das associações representativas do setor, Paulo Cunha disse que “o têxtil corre nas veias da comunidade famalicense há muitos anos por via da sua centralidade, dos seus recursos humanos, das suas empresas e pelas instituições que acolhe como o CITEVE, o CENTI e a Associação Têxtil de Portugal, a que se juntou mais recentemente a sede do Cluster Têxtil de Portugal”.

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Para além disso, Paulo Cunha lembrou que o concelho apresenta números esclarecedores ao nível da produtividade do setor: “Mais de 11 mil pessoas ao serviço de 856 empresas, que garantiram, segundo relatório do INE de 2017, um volume de negócios de 771 milhões de euros, 236 milhões dos quais representado valor acrescentado e 475 milhões de euros para exportação”.

Tudo somado, são razões de sobra para Vila Nova de Famalicão se assumir como a Cidade Têxtil de Portugal, marca alicerçada no triângulo “pessoas, empresas e cidade”.“Queremos valorizar e rentabilizar esta marca de referência e acrescentar dimensão, notoriedade e reconhecimento para o território e paras as empresas famalicenses”, referiu Paulo Cunha.

Valorizar as profissões associadas ao Têxtil, atrair talentos, promover a inovação, atrair investimento, aumentar a internacionalização e exportações, valorizar a cidade a partir da indústria do concelho e do seu potencial cultural e turístico, são algumas das estratégias assumidas por Vila Nova de Famalicão nesta estratégia de reconhecimento nacional e internacional como uma cidade de importância capital para o setor, tanto a nível nacional como mesmo internacional.

A imagem que corporiza esta orgulhosa identidade têxtil de Vila Nova de Famalicão é traduzida através da força de um novelo de fio tradicional, redesenhado com os inputs tecnológicos e de inovação que o setor desenvolveu nos últimos anos.  

Partindo do exemplo de Vila Nova de Famalicão e reconhecendo “o papel muito importante dos municípios que hoje trabalham ao lado dos empresários para conseguir soluções e ajudar as empresas a serem mais fortes, a investirem mais, e a criarem mais emprego”, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, aproveitou a oportunidade para “deixar um elogio ao trabalho dos presidentes das Câmaras que, como Famalicão, alavancam e dão força às empresas portuguesas”.

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FAMALICÃO APOSTA NAS EXORTAÇÕES DE TÊXTEIS E VESTUÁRIO

Têxteis técnicos valem 111 milhões de exportações

Vila Nova de Famalicão vale 9,1% das exportações do sector têxtil e vestuário em Portugal, com 475 milhões de euros de vendas para o exterior em 2017, o que representa 23,8% do total das exportações do concelho (1,9 mil milhões de euros).

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Mas há outro bom indicador do Instituto Nacional de Estatística (INE) que ressalta: os têxteis técnicos assumem 111 milhões de euros de exportações, ou seja, 23,3% do total do sector. De resto, entre 2013 e 2017, as exportações de materiais ou produtos têxteis que se distinguem pela sua elevada tecnicidade e diferenciação cresceram 11,9% em Vila Nova de Famalicão.

Os dados macroeconómicos INE confirmam, assim, a importância das empresas famalicenses para a robustez do sector em Portugal, que em 2017 aumentou 4% as exportações, para um total de 5.237 milhões de euros, superando o anterior recorde absoluto fixado em 2001. 

A indústria têxtil e vestuário conta, em Vila Nova de Famalicão, com 856 empresas, dá emprego a 11.093 pessoas e é responsável por um volume de negócios de 771 milhões de euros, dos quais 236 milhões de euros de valor acrescentado bruto, segundo dados retirados do anuário estatístico regional, edição de 2016, divulgado pelo INE. 

Os principais mercados de exportação dos têxteis famalicenses são Espanha (19,78%), Alemanha (16,09%), França (11,72%), Países Baixos (5,12%), Suécia (4,28%) e Reino Unido (4%).

Vila Nova de Famalicão é o epicentro de uma região que acolhe uma fileira industrial completa e dinâmica – um cluster que é já considerado o maior da Europa. Num raio de 60 quilómetros, esta indústria pode oferecer ao cliente todas as soluções necessárias dentro da cadeia de produção. Destacam-se grandes marcas e empresas produtoras, como a Louropel (líder mundial na produção de botões), a Salsa, a Tiffosi, a TMG e a Riopele, e infraestruturas tecnológicas e de inovação, como o CITEVE e CeNTI, para além da ATP – Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal e do Museu da Indústria Têxtil.

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Dados macroeconómicos

  • Número de Pessoas ao Serviço: 11.093*
  • Número de Empresas: 856*
  • Volume de Negócios: 771M€*
  • Valor Acrescentado Bruto: 236M€*
  • Volume de Exportações: 475M€ (2017)**

INE, 2016

INE, 2017

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FAMALICÃO ESTÁ SOLIDÁRIO COM OS TRABALHADORES DA RICON

Câmara de Famalicão aprova voto de solidariedade com trabalhadores da Ricon e revela desenvolvimentos. Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, anunciou que bolsa de emprego está a crescer e que já há eventuais interessados nas instalações da empresa

O executivo municipal de Vila Nova de Famalicão aprovou, por unanimidade, um voto de solidariedade para com os trabalhadores da Ricon que viram os seus contratos de trabalho interrompidos na sequência do encerramento da empresa. Simultaneamente a autarquia famalicense expressou publicamente a gratidão e apreço às empresas famalicenses que“manifestaram de imediato e na sequência do anunciado despedimento coletivo”, disponibilidade para acolher parte desses trabalhadores. A proposta apresentada pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, foi debatida e aprovada durante a reunião do executivo municipal desta quinta-feira.

Há muitas empresas de Famalicão a precisarem de costureiras

O documento surge na sequência dos desenvolvimentos da última semana com várias empresas a contactarem o programa de promoção económica da autarquia e de apoio à atividade empresarial, o Famalicão Made IN, manifestando a sua disponibilidade e necessidade no preenchimento de novos postos de trabalho.

Neste momento são já 400 os postos de trabalho disponibilizados por cerca de três dezenas de empresas famalicenses, mais de 70 por cento deles ligados ao sector têxtil. “É um sinal do reconhecimento por parte dos empresários de Vila Nova de Famalicão da qualidade e do valor dos recursos humanos que trabalhavam na Ricon e por outro lado sinal da pujança económica e indústria de Vila Nova de Famalicão no caso particular do sector têxtil que tem vindo a bater recordes atrás de recordes ao nível das exportações”.

Esta bolsa de empregos está já na posse o Centro de Emprego de Vila Nova de Famalicão que está a a gerir o processo do desemprego criado na sequência da declaração de insolência do grupo Ricon. Entretanto, o presidente da Câmara Municipal em declarações aos jornalistas no final da reunião de câmara adiantou que o município está a trabalhar também no sentido de valorizar a unidade industrial que fechou e a sua capacidade instalada, tendo adiantado que “já existem interessados numa eventual aquisição ou aluguer das instalações”.

Da proposta aprovada pela autarquia surge ainda uma recomendação ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para a “urgência na cobertura deste processo com o objetivo de assegurar todos os direitos aos trabalhadores despedidos.”

MUNICÍPIO DE FAMALICÃO CRIA LINHA DE APOIO PARA OS TRABALADORES DA RICON

Pacote de medidas inclui apoio social, ajuda na procura de novos empregos e melhoria das qualificações profissionais

A Câmara de Vila Nova de Famalicão tem a funcionar uma linha de apoio destinada aos trabalhadores da têxtil Ricon, que receberam cartas a comunicar a cessação dos seus contratos de trabalho devido à possível liquidação da empresa.

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A liquidação do grupo têxtil instalado em Ribeirão, no concelho de Vila Nova de Famalicão, que emprega cerca de 600 trabalhadores, a grande maioria famalicenses, começa a ser discutida na terça-feira, com as três primeiras assembleias de credores. A administração da Ricon anunciou, entretanto, que enviou cartas aos colaboradores dando conta da cessação dos respetivos contratos de trabalho.

Neste sentido, o cenário mais provável é que dentro alguns dias, os trabalhadores deste grupo entrem em situação de desemprego.

Para esses famalicenses e seus familiares, a Câmara Municipal tem um conjunto de respostas que estão já a ser reunidas e implementadas. São essencialmente medidas de caráter social e económico que são apostas da autarquia no combate ao desemprego e no incentivo à inovação e ao empreendedorismo no concelho.

Em primeiro lugar, destaque para a retaguarda social que envolve ajudas imediatas ao nível da alimentação, da educação, ou nas despesas com a habitação. Os famalicenses que necessitem de ajuda devem dirigir-se ao departamento de Ação Social da Câmara Municipal para obter informações sobre os apoios concretos existentes nestes casos.

Por outro lado, a autarquia está a trabalhar em sintonia com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, coordenando os meios para encaminhar os trabalhadores para outras oportunidades de emprego. Sabendo que Vila Nova de Famalicão é um concelho com uma forte presença industrial, onde o sector têxtil está em crescimento e onde existe escassez de mão-de-obra, é preciso saber dirigir estes trabalhadores para outras empresas.

Entretanto, através do programa Qualifica os trabalhadores são incentivados a apostar na formação profissional ou adquirir novas competências para se inserir noutros setores profissionais ou relançar a sua carreira profissional.

Recorde-se que Vila Nova de Famalicão tem atualmente uma taxa de desemprego de 6.5 por cento, bastante abaixo da média nacional. No concelho, existem hoje em dia cerca de 4.500 desempregados, quando há quatro anos existiam cerca de 12 mil desempregados.

Vila Nova de Famalicão é um concelho que tem dado sinais claros de que tem capacidade para vencer o flagelo do desemprego. E se no período mais difícil soube vencer as dificuldades e criar condições para estar na linha da frente dos concelhos mais empreendedores e inovadores do país, é natural que a resiliência e a persistência, caraterísticas dos famalicenses, ajudem mais uma vez o concelho a ultrapassar este obstáculo.

Refira-se que a autarquia famalicense tem vindo a acompanhar o processo desde o início, em Dezembro de 2017, quando a empresa apresentou o pedido de insolvência. Nessa altura, o município desenvolveu diligências com a administração da empresa para perceber o que estava a acontecer, acompanhando desde então a situação.

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FAMALICÃO DESTACA-SE NA PRODUÇÃO DE ARTIGOS DE DESPORTO ESCOLAR

Famalicão na ISPO é farol de inovação com presença destacada. Dez empresas e dois centros tecnológicos famalicenses participam na maior feira mundial de artigos de desporto e outdoor

Vila Nova de Famalicão lidera a representação portuguesa na ISPO Munich 2018, com dez empresas e dois centros tecnológicos, prova da capacidade inovadora e vocação global das empresas têxteis famalicenses e da elevada tecnicidade dos seus produtos.

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Impulsionadora da inovação e internacionalização das empresas famalicenses, a Câmara Municipal associou-se à maior feira mundial de artigos de desporto e outdoor através da presença do Vereador da Economia, Empreendedorismo e Inovação, Augusto Lima.“Famalicão está aqui com uma presença forte e com empresas de grande qualidade, que se afirmam pela sua capacidade tecnológica, de design e de inovação”, sublinha, enaltecendo que representam “o que de melhor se faz em têxteis técnicos, desportivos e inovadores, num sector em que Portugal é dos países mais reconhecidos e prestigiados internacionalmente”.

Na ISPO, montra privilegiada para os têxteis técnicos, a indústria têxtil nacional marca presença destacada com um número recorde de 44 empresas. Dune Bleue, Garbo, Fitor, Inovafil, Joaps, Moovexx, Olmac, Oldtrading, SIT - Seamless Industrial Technologies (Sonicarla) e Manuel Fernando Azevedo, a que se juntam o CITEVE e o CeNTI, são as empresas e os centros tecnológicos famalicenses presentes na feira alemã, que acolhe 2700 expositores e receberá 80 mil visitantes profissionais.

Tanto a Oldtrading como a Moovexx assinalam a sua estreia na ISPO, no que se traduz numa aposta pela internacionalização e pelo consequente incremento das exportações.

Este domingo, no primeiro de quatro dias de certame, o Ministro da Economia visitou os expositores portugueses, acompanhado pelo embaixador português na Alemanha, João Mira Gomes, o representante do AICEP em Berlim, Pedro Macedo Leão, e por Augusto Lima.

A participação portuguesa é organizada pela Associação Selectiva Moda, em parceria com o CITEVE, sob a designação “Sport Textile Village From Portugal”.

INDÚSTRIA METALOMECÂNICA CRESCE EM FAMALICÃO

O sector metalomecânico tem um peso considerável na economia de Vila Nova de Famalicão e vem mantendo uma tendência de crescimento em indicadores como o número de pessoas ao serviço e de empresas, o volume de negócios e de exportações e o valor acrescentado bruto.

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Os dados macroeconómicos, divulgados recentemente pelo INE no Anuário Estatístico Regional 2016, revelam que as 283 empresas do sector existentes em 2015 no concelho tinham 2450 pessoas ao serviço (eram 2364 em 2014) e registaram um volume de negócios de 246 milhões de euros (216 milhões em 2014, mais 13%). As exportações foram de 151 milhões de euros (139 milhões em 2014, mais 9%) e o Valor Acrescentado Bruto de 75 milhões de euros (64 milhões em 2014, mais 9%).

Um conjunto alargado de empresas com tecnologia de vanguarda e reputação mundial produzem o que outras não são capazes e exportam cada vez mais. São disso bons exemplos a ROQ (principal fabricante mundial de máquinas de estamparia têxtil e reconhecida em 2017 como a empresa mais rentável do país no sector da produção de bens) e a AMOB (conceituada mundialmente por produzir máquinas customizadas para vários sectores industriais e distinguida em 2016 por apresentar a melhor performance exportadora e de emprego criado).

A aposta numa estratégia de expansão e modernização da capacidade instalada em infraestruturas e tecnologia tem sido decisiva para a afirmação da indústria metalomecânica nos contextos nacional e internacional.

Vantagem competitiva em todo o mundo e aspeto altamente diferenciador é precisamente o que estas empresas conquistam com o facto de produzirem máquinas para sectores tão diversos como o têxtil, naval, militar, químico, petrolífero e automóvel, entre outros.

Dados macroeconómicos

  • Nº de Pessoas ao Serviço: 2450
  • Nº de Empresas: 283
  • Volume de Negócios: 246M€
  • Exportações: 151M€
  • Valor Acrescentado Bruto (VAB): 74M€

ACO SHOES CRESCE NA EUROPA DE LESTE

Empresa do ex-Presidente da Câmara de Famalicão exporta calçado de conforto para 35 países

As exportações de calçado de conforto para a Rússia, diversos países da antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e outros da Europa de leste são responsáveis pelo crescimento global de oito por cento da faturação de 2017 da ACO – Fábrica de Calçado, SA, a empresa de Armindo Costa, antigo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Armindo Costa _ presidente da ACO Shoes

“Cinco anos depois de termos entrado nos mercados do leste da Europa atingimos a consolidação, sendo de salientar as exportações para a Rússia e diversos países da antiga URSS”, revela Armindo Costa, o presidente do conselho de administração da empresa, explicando que essa consolidação foi o fator responsável por uma subida de oito por cento na faturação de 2017.

A ACO foi fundada por Armindo Costa, em 1975, na freguesia de Mogege, concelho de Vila Nova de Famalicão, onde atualmente emprega 400 pessoas, tendo duas unidades de apoio à produção suas participadas, a ECCO Conforto, no município de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, e a ICCO, na ilha de S. Vicente, em Cabo Verde, que contam com 150 e 260 trabalhadores, respetivamente.

Especializada em calçado de conforto, a ACO produz 1,5 milhões de pares de sapatos por ano (mais de 5 mil pares por cada dia útil), gerando um volume de negócios na ordem dos 35 milhões de euros.

PRESENÇA EM 36 PAÍSES

“Numa época que foi de crise nos mercados tradicionais, o investimento feito pela ACO nos mercados no leste da Europa foi uma aposta ganha. Conseguimos manter as exportações para os mercados tradicionais e conseguimos subir as nossas vendas na Europa de leste”, explica Armindo Costa, manifestando-se “muito satisfeito com os resultados obtidos pela ACO Shoes” no ano que terminou.

“Países do leste da Europa, como a Letónia, a Eslovénia, a República Checa, a Bielorrússia, a Moldávia ou a Lituânia são mercados em crescimento, onde o poder de compra tem aumentado e cujos consumidores começam a valorizar o conforto e a qualidade do calçado produzido pela ACO”, afirma, por seu turno, Fernando Costa, responsável pelas vendas internacionais.

Além de estar disponível em Portugal, o calçado da ACO é vendido em 35 países de cinco continentes (Europa, Ásia, África, Oceania e América do Norte). Assim, os sapatos produzidos em Vila Nova de Famalicão podem ser encontrados na África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Áustria, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Emiratos Árabes Unidos, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos da América, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Israel, Japão, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Quirguistão, República Checa, Roménia, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia.

NOVOS PRODUTOS E FEIRAS INTERNACIONAIS

Dando continuidade ao trabalho permanente de investigação e desenvolvimento, a ACO tem reservada para 2018 uma aposta em novos produtos de alto valor acrescentado, designadamente com a criação de “um calçado mais técnico”, que se insere numa estratégia virada para o mercado português.

Entre 13 e 16 de janeiro, a ACO Shoes esteve representada ao mais alto nível na Expo Riva Schuh International Shoe Fair, na cidade de Riva Del Garda, naquela que é uma das mais importantes feiras de calçado em Itália.

O mês de fevereiro também será marcado por uma intensa atividade de contactos com clientes na Europa. Entre 7 e 9 de fevereiro, será a vez de a ACO participar na Nordig Shoe & Bag Fair, na cidade de Nacka, na Suécia. E entre 11 a 14 de fevereiro, a empresa de calçado de conforto de Vila Nova de Famalicão voltará a estar presente em Itália, desta vez em Milão, na Micam Shoevent 2018, que é considerada a maior feira de calçado do mundo.

FAMALICÃO: FIOS INOVADORES TRAÇAM O FUTURO DA INOVAFIL

Fios têxteis capazes de transformar a luz solar em energia térmica, fios com libertação de vitamina E, retardadores do envelhecimento da pele e aceleradores do processo de cicatrização, fios com capacidade de gestão de humidade e fios termorreguladores com capacidade de regular a temperatura corporal. Eis alguns dos resultados da estratégia de inovação da Inovafil.

Roteiro pela Inovação(1)

A aposta crescente nos fios diferenciadores e de alto valor acrescentado é notória: nos próximos anos a empresa pretende dedicar até 50 por cento da sua produção aos têxteis técnicos e funcionais, elevando assim a fiação para um novo patamar.

Foi precisamente com este enquadramento que a Inovafil lançou o Nidyarn – Núcleo de I&D para fios funcionais de elevado desempenho, em colaboração com o 2C2T – Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil e a Fibrenamics, ambos da Universidade do Minho, e cujo principal objetivo é a investigação e o desenvolvimento de fios de elevado desempenho térmico, mecânico e biológico para aplicação em vestuário high-tech.

“A nossa estratégia é sermos não só moda, mas também desporto, técnicos e funcionais, porque são têxteis que vão deixar de ser um nicho de mercado quando essas funcionalidades começarem a ser introduzidas naquilo que é o nosso vestuário do dia-a-dia”, realçou Rui Martins, administrador da Inovafil, na sexta-feira passada, 19 de janeiro, numa visita do Presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, a pretexto do Roteiro pela Inovação.

De resto, a Inovafil tem vindo alargar os horizontes das opções sustentáveis na produção de fios com a utilização de matérias-primas ecológicas como urtigas ou algas marinhas. 

Para Paulo Cunha esta é uma empresa que “reforça a garantia de que o futuro da indústria têxtil e do vestuário passa inevitavelmente por Famalicão”. “Se no passado tínhamos já razões de sobra para nos regozijarmos com o trabalho feito no têxtil, a Inovafil é claramente um grande contributo para fortalecer essa imagem a nível nacional e internacional”, enfatizou.

Empresa participada da Mundifios – o maior trader ibérico de fios têxteis –, a Inovafil instalou-se em Famalicão em 2015, num investimento de 10 milhões de euros, ocupando parte das instalações da Têxtil Manuel Gonçalves, em Vale S. Cosme, que arrendou. Emprega 115 pessoas e tem uma capacidade produtiva de 160 toneladas de fio mensais, 20% das quais têm como destino a exportação direta.

A nova coleção de fios funcionais da empresa famalicense será apresentada mundialmente, no final deste mês, em Munique, na ISPO, a principal feira internacional dedicada à área do desporto e outdoor. 

Roteiro pela Inovação(2)

FAMALICÃO É LÍDER NAS EXPORTAÇÕES DA FILEIRA AUTOMÓVEL NO NORTE

4996 pessoas ao serviço, 39 empresas, 1,061 mil milhões de euros em volume de negócios, 905 milhões de exportações e 488 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto. Estes são os números da indústria automóvel em Vila Nova de Famalicão, tão competitiva e heterogénea como cada vez mais forte e com um efeito multiplicador na economia portuguesa. O concelho é já, de resto, o principal exportador de produtos desta fileira na Região Norte.

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Os dados macroeconómicos constam do Anuário Estatístico Regional, edição de 2016, divulgado recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística.

O sector automóvel assegura quase metade do total das exportações locais (1,9 mil milhões de euros) e representa 22% do volume de negócios total do concelho (4,8 mil milhões de euros). Espanha é o principal mercado de destino dos bens transacionados.

A Continental Mabor ostenta o título de quarto exportador nacional e o principal do Norte. Mas outros players de referência nacional e internacional formam um cluster com forte impacto na economia nacional, com destaque para a TMG Automotive, a Coindu, a Olbo&Mehler, o Grupo Celoplás, a Tesco, a Vishay e a Injex.

A localização mais dispersa, a presença de grandes exportadores disseminados pelo território e a importância da atração de I&D explicam a força da fileira automóvel neste concelho.

Da metalurgia aos moldes, passando pelo fabrico de pneus e outros elementos em borracha e plástico, até aos têxteis e à eletrónica. São cada vez mais as pequenas e médias empresas famalicenses que acrescentam valor a um sector estratégico, que exporta, gera emprego, incorpora tecnologia de ponta e aposta na inovação e no desenvolvimento.

Cluster automóvel

  • Número de Pessoas ao Serviço: 4996
  • Volume de Negócios: 39
  • Volume de Negócios: 1,061 mil milhões de euros
  • Exportações: 905M€
  • Valor Acrescentado Bruto (VAB): 488M€

FAMALICÃO: INOVAFIL ELEVA FIAÇÃO TÊXTIL PARA NOVO PATAMAR COM DESENVOLVIMENTO E PRODUÇÃO DE FIOS INTELIGENTES

Nova coleção de fios funcionais de alto desempenho apresentada sexta-feira, 19 de janeiro, pelas 10h30, em S. Cosme, na Rua Comendador Manuel Gonçalves (Complexo industrial da TMG)

O universo dos têxteis técnicos e funcionais está na ordem do dia, mas para haver malhas de valor acrescentado tem que haver fios funcionais de alto desempenho. É este pressuposto que está na base do projeto “NIDYARN – Núcleo de I&D para fios funcionais de elevado desempenho”, promovido pela Inovafil Fiação, S.A. em parceria com o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil - 2C2T - e a Plataforma Internacional Fibrenamics, ambos da Universidade do Minho.

Fábrica da IINOVAFIL em Famalicão

Na ótica da Inovafil, a constituição deste núcleo significou o alicerçar das bases e a real implementação da cultura de inovação e desenvolvimento na sua estrutura. Os resultados não tardaram em aparecer e do trabalho desenvolvido resultaram as coleções apresentadas, em 2017, nas feiras ISPO (principal feira internacional dedicada à área do desporto e outdoor) e Techtextil (principal feira internacional de têxteis técnicos). A Inovafil foi a única fiação presente nos certames.

Entretanto, no final deste mês de janeiro, entre os dias 28 e 31, será apresentada a nova coleção na ISPO 2018 que engloba novos produtos com diferentes propriedades funcionais. Nomeadamente,  fios resultantes da mistura entre fibras eco-friendly combinadas com fibra à base de carbono, capaz de transformar a luz solar em energia térmica, aumentando, assim, a temperatura corporal; fios tendo por base fibra com libertação de vitamina E (Cell Solution SKIN CARE®), retardadores do envelhecimento da pele e com capacidade de aceleração do processo de cicatrização; fios termorreguladores (Cell Solution CLIMA®), com capacidade de regular a temperatura corporal, proporcionando excelente conforto a nível térmico; e  fios com capacidade de gestão de humidade resultantes de uma tecnologia patenteada: drirelease.

Antes da apresentação mundial em Munique, as inovações desenvolvidas pela Inovafil vão ser apresentadas no decurso do próximo roteiro pela inovação de Vila Nova de Famalicão, através de uma visita do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, à Inovafil, em S. Cosme, na Rua Comendador Manuel Gonçalves (Complexo industrial da TMG), nesta sexta-feira, 19 de janeiro, pelas 10:30.

GRUPO DESPORTIVO E CULTURAL DOS TRABALHADORES DOS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO INAUGURAM EXPOSIÇÃO SOBRE “O MAR E A CONSTRUÇÃO NAVAL"

Exposição “O mar e a Construção Naval”: Um público generoso marcou presença para ver artes conjugadas

A arte da Paula Pereira já não constitui surpresa, já que o seu talento é suficientemente conhecido e está abundantemente testado. Já se contava por isso com uma exposição que a todos tocaria. Surpresa foi a pequena artista, que poderá certamente ser grande, a Raquel Viana, que a Paula fez questão de apresentar para interpretar três belas canções, entre elas a melodiosa e tocante “Canção do Mar” de Dulce Pontes, bem enquadrada no evento que se inaugurava.

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Foi na passada sexta-feira, dia 12, na Galeria da Santa Casa da Misericórdia de Viana, pelas 21,30 horas. O público foi abundante e o espaço insuficiente para proporcionar um acolhimento condigno a todos. Tratava-se de mais um evento integrado nas comemorações do cinquentenário do Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos ENVC, mas, acima de tudo, de um trabalho que se previa especial desta artista que não cessa de arrecadar prémios, extrafronteiras.

E ninguém se considerou defraudado. O mar e a construção naval vianenses ali estão, de forma tocante, artisticamente alegorizados. Com o espaço dividido em salas com e sem luz, é possível ver e sentir, nas mais diversas artes (escultura, pintura, e sonoridade), a força do trabalho e o resultado deste. O movimento e a segurança, a destreza e a orientação precisa, a determinação e a persistência de quem constrói navios ali se representam, especialmente em pincelada segura, com pouca cor, a explorar bem espaços brancos e a emparceirar com a geometria naval, tendo sempre presente a figura humana, que tudo determina e que tudo constrói. Na sala escura não faltam os sons do mar que ora se afasta ora nos toca, da saída e entrada de navios, das gaivotas que esvoaçam animando fainas, etc, com complemento das imagens que se reflectem, evidenciadas pela força da luz, do trabalho activo, dos navios e apetrechos, das docas e das gentes.

Não podia a vida marítima, a que historicamente nos ligamos, ter tão sublime representação, como muito bem salientaram, quer os responsáveis do GDCTENVC, quer a Provedora da Misericórdia, em breves e concisas palavras. Até ao dia 2 de Fevereiro, têm os vianenses a oportunidade de observar uma exposição diferente, que representa uma vida de mar de que a cidade nunca abdicou nem jamais abdicará.

Texto e fotos: Gonçalo Fagundes Meira

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CABECEIRAS DE BASTO INAUGURA FÁBRICA DE ESTOFAGEM DE VOLANTES

O Secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Ferreira, visitou no passado sábado, dia 16 de dezembro, a fábrica de estofagem de volantes ‘EstofaBasto’ no momento em que a mesma foi inaugurada. Acompanharam o Secretário de Estado, os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, Francisco Alves e Eng. Joaquim Barreto, os vereadores Dra. Carla Lousada e Eng. Pedro Sousa, presidentes de Junta de Freguesia, entre outras individualidades e demais convidados.

Fábrica de estofagem de volantes inaugurada em Cabeceiras de Basto (3)

Constituída em junho de 2017, a EstofaBasto Lda. é uma sociedade por quotas que se dedica à estofagem de volantes e cuja produção atual atinge os 220 volantes por dia. A empresa conta com mais de 60 trabalhadores, quase na sua totalidade jovens do concelho Cabeceirense alguns que concluíram já a formação específica e outros que continuam a tê-la através do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), formação de capacitação para a atividade, praticamente artesanal, de estofagem de volantes.

A EstofaBasto surgiu para dar resposta às necessidades da multinacional ZF/TRW, com sede em Vila Nova de Cerveira, que necessitava de parceiros para a produção (estofagem) de volantes de automóvel. Assim nasceu a EstofaBasto que alugou instalações no Parque Industrial da Ranha, na freguesia de Abadim, onde labora desde junho deste ano.

Durante a visita à empresa, o Secretário de Estado Paulo Ferreira enalteceu a capacidade empreendedora dos sócios da EstofaBasto que procurou especializar-se na estofagem de componentes automóvel, dando um impulso ao emprego jovem na região.

Os autarcas do Município, elogiando o empenho e a vontade dos empreendedores Cabeceirenses que abraçaram uma indústria inovadora no concelho e muito exigente que se destacará pela qualidade e pelo nível de produtividade, fizeram votos de sucessos à empresa, desejando que possa crescer em dimensão e volume de negócios, destacando e enaltecendo também a confiança depositada pela multinacional em Cabeceiras de Basto e nos Cabeceirenses.

O diretor da multinacional ZF/TRW, Jorge Castro, por sua vez, felicitou os jovens empresários Cabeceirenses desejando-lhes sorte e sucesso para o futuro, desafiando os trabalhadores desta empresa a aproveitarem esta oportunidade de trabalho na sua terra.

De referir que esta empresa tem um potencial de crescimento expectável, no médio prazo, que poderá atingir os 170 trabalhadores.

Durante a passagem por Cabeceiras de Basto, onde foi recebido no edifício dos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal e onde assinou o livro de honra, o Secretário de Estado Adjunto e do Comércio visitou também o Mercadinho de Natal, na Praça da República, iniciativa que se destacou este fim de semana do programa de Natal do Município ‘Cabeceiras de Basto: um lugar mágico’ que decorre até janeiro.

Durante a visita ao Mercadinho, a comitiva assistiu à bela atuação de alguns dos alunos da Academia de Música de Cabeceiras de Basto e de músicos da Banda Cabeceirense.

Fábrica de estofagem de volantes inaugurada em Cabeceiras de Basto (1)

Fábrica de estofagem de volantes inaugurada em Cabeceiras de Basto (2)