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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CONTRAFAÇÃO É UM NEGÓGIO EM QUE TODOS PERDEMOS

Conferência Famalicão Made In, 6 de junho, 14h30, na Casa do Território

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, em parceria com a startup tecnológica Monttra, promove no próximo dia 6 de junho, a partir das 14h30, na Casa do Território, Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão, uma conferência alusiva ao Dia Mundial Anticontrafação, subordinada ao tema “Contrafação: um negócio em que todos perdemos”.

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Pretende-se identificar os impactos da contrafação na economia portuguesa e analisar tendências, bem como as razões da compra de produtos contrafeitos pelos consumidores portugueses. Moderado pelo jornalista e comentador de assuntos económicos na TVI e no ECO, Paulo Ferreira, a conferência contará com a presença do Inspetor Geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, de Diretor da Direção de Marcas e Patentes do INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial, André Robalo e da autora da tese de mestrado “Determinantes da (intenção de) compra de marcas de luxo contrafeitas”, Neuza Silva.

As incrições gratuitas estão disponíveis no portal do Famalicão Made IN (www.famalicaomadein.pt), sendo limitadas à capacidade da sala

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MINHO UNE-SE EM DEFESA DAS SERRAS DA PENEDA E SOAJO

"Em Defesa das Serras da Peneda e Soajo"

Municípios de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção uniram-se em caminhada contra a prospeção e exploração de minério da serra da Peneda e do Soajo.

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No passado domingo, 12 de maio, a população destes três concelhos uniu-se para realizar uma caminhada contra a ameaça de prospeção e exploração de minério da serra da Peneda e do Soajo.

Esta iniciativa juntou-se às deliberações de rejeição já levadas a cabo pelas Câmaras Municipais e Assembleias Municipais dos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço, Monção, assim como às reclamações conjuntas e individuais dirigidas à Direção -Geral de Energia e Geologia, a que se juntam cerca de 10 000 assinaturas na petição que se encontra na Internet.

Com partida individual de cada um dos concelhos o ponto de encontro foi o vértice, (situado junto ao Rio Vez).

Foi uma caminhada que uniu centenas de pessoas em prol da defesa da Natureza e de um território que é de todos, onde se pôde conviver e apreciar as paisagens envolventes, atestando mais uma vez a beleza e riqueza natural das mesmas.

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BLOCO DE ESQUERDA DEBATE SOBRE OS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO

A Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Viana do Castelo leva a cabo, amanhã, pelas 17:30 horas, uma sessão politica subordinada ao tema “O QUE ACONTECEU NOS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO”.

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A iniciativa tem lugar na sua sede, sita na Rua de Santo António, nº 100 - 1º, em Viana do Castelo, ", e contará com a participação de João Vasconcelos, deputado do Bloco de Esquerda na Comissão Parlamentar de Defesa Nacional e António Costa, ex-coordenador da Comissão de Trabalhadores dos ENVC.

EXECUTIVO E ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MONÇÃO ESTÃO CONTRA A PROSPEÇÃO DE LITIO E OUTROS MINERAIS

A presente deliberação vem de encontro à opinião de António Barbosa, cujo comunicado público, no dia 18 de abril, referia que o Município de Monção está atento e vigilante ao desenrolar do processo, sublinhando que “a identidade ambiental do nosso território é um bem inestimável que tudo faremos para proteger” e “os interesses da população monçanense estarão sempre em primeiro lugar em detrimento de qualquer interesse económico”.

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O Executivo Municipal de Monção, reunido no passado dia 29 de abril, em Abedim, aprovou, por unanimidade, uma tomada de posição, onde se manifesta contra a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de lítio e outros minerais numa área, denominada “Fojo”, localizada nos concelhos de Monção, Melgaço e Arcos de Valdevez.

A decisão, objeto de apreciação e votação na Assembleia Municipal, realizada no auditório da Escola Profissional, no dia 30 de abril, sob a forma de proposta de oposição, foi igualmente aprovada, por unanimidade, pelos membros daquele órgão deliberativo.

Entretanto, está a ser ultimada uma reclamação conjunta dos três municípios, devidamente fundamentada e documentada, para apresentar à Direção-Geral de Energia e Geologia, até 6 de maio, conforme Aviso nº4722/2019, publicado no Diário da República.

A presente deliberação vem de encontro à opinião de António Barbosa, cujo comunicado público, no dia 18 de abril, referia que o Município de Monção está atento e vigilante ao desenrolar do processo, sublinhando que “a identidade ambiental do nosso território é um bem inestimável que tudo faremos para proteger” e “os interesses da população monçanense estarão sempre em primeiro lugar em detrimento de qualquer interesse económico”.

Naquele documento, é mencionada a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade, aprovada pela resolução de Conselhos de Ministros nº152/2001, de 11 de outubro, onde são assumidos como objetivos gerais, entre outros, a promoção da utilização sustentável dos recursos biológicos e a prossecução dos objetivos de cooperação internacional em que Portugal está envolvido.

Referência ainda para um conjunto de adversidades que afetarão o ecossistema local, a área de influência de uma das alcateias de lobo ibérico, a produção do vinho Alvarinho, importante recurso económico de muitos monçanenses, bem como algumas intervenções previstas no âmbito patrimonial e paisagístico com efeitos nefastos ao nível do turismo.

A saber:

- Qualquer tipo de pesquisa e prospeção e uma eventual extração de algum ou alguns tipos de minerais existentes na zona delimitada, afetará irreversivelmente todo o ecossistema local, devastando espécies autóctones e protegidas, paisagens e habitats, biodiversidade e recursos naturais e culturais.

- A intervenção localiza-se em área de influência de uma das alcateias de lobo ibérico que, desde 1990, apresenta o estatuto de “Em Perigo” (EN), segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, abrangido também por legislação Nacional e Comunitária (Convenção de Berna).

- A zona de intervenção encontra-se numa área onde se localizam pontos de importância geológica e geomorfológica, bem como pontos de interesse arqueológico e energético (parque eólico).

- A plantação de vinha da casta Alvarinho e a produção do singular vinho Alvarinho, símbolo máximo da sub-região de Monção e Melgaço, estão comprovadamente associadas aos solos de origem granítica, devidamente drenados, e à agricultura de regadio adequada, favorecendo a qualidade das uvas e o extraordinário toque mineral que será afetado por uma intervenção de extração mineira.

- A zona abrangida integra terrenos baldios, possuídos e geridos pelas comunidades locais, com fruição efetiva dos compartes para apascentação de gado, recolha de lenhas e de matos, produção de culturas e de zonas de caça, bem como das demais potencialidades económicas, nos termos da lei e dos usos e costumes locais, afetando as populações rurais da zona.

- Para a mencionada zona estão previstos projetos de intervenção em áreas protegidas, designadamente, o Plano de Salvaguarda de Santo António de Vale de Poldros, aglomerado habitacional típico de montanha da região do Alto Minho onde predominam as cardenhas, tendo este instrumento como finalidade preservar este núcleo com história de eventuais pressões construtivas, in casu, pressões destrutivas.

- O Turismo de Natureza define-se como um produto estratégico no Concelho de Monção, devido ao valor dos recursos endógenos e às infraestruturas criadas, como trilhos, caminhos ou percursos de montanha, que aliados a outros sectores do turismo, como o enoturismo ou desportos de natureza, potenciam e dinamizam o território.

- A intervenção requerida sobrepõe-se a “Sítio de Importância Comunitária PTCON0019 - Rio Minho”, também integrante da Rede Natura 2000, cujos valores naturais e patrimoniais devem e tem de ser assegurados.

- Na região e na zona delimitada para a intervenção, é absolutamente impossível compatibilizar o desenvolvimento de uma exploração mineira com a preservação do vasto património ambiental, patrimonial e social que a mesma contém.

EMPRESAS QUE SE INSTALEM NOS POLOS EMPRESARIAIS E INDUSTRIAIS DE PONTE DE LIMA BENEFICIAM DE ISENÇÃO DE IMT

Município de Ponte de Lima concede isenção de IMT às empresas que se instalem nos Polos Empresariais e Industriais

A Câmara Municipal de Ponte de Lima deliberou por unanimidade aprovar a proposta, apresentada pelo Senhor Presidente da Câmara, Eng.º Victor Mendes, relativa à isenção do pagamento do IMT para as empresas na aquisição de terrenos ao Município para se instalarem nos seus Polos Industrias, a mesma foi entretanto aprovada pela Assembleia Municipal no passado dia 26 de abril. A medida, que tinha sido já implementada para os Polos da Gemieira e da Queijada, foi agora alargada para o futuro Polo Industrial de Calvelo e para o Polo Industrial do Granito das Pedras Finas.

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O investimento realizado pelo Município nos Polos Empresariais e Industriais pressupõe o ordenamento da atividade industrial, mas teve como principal objetivo a criação de condições infraestruturais, de eficiência coletiva e de acessibilidade atrativas para a localização de novas empresas no concelho na perspetiva do desejado desenvolvimento económico e criação de emprego.

Fora das áreas empresariais mencionadas, a Câmara Municipal poderá ainda vir a propor à Assembleia casuisticamente, de modo nominativo e de forma devidamente fundamentada, a isenção ou redução do pagamento do IMT para investimentos empresariais considerados de manifesto interesse estratégico para o desenvolvimento económico e criação de emprego no concelho.

Estas medidas vêm de encontro à estratégia assumida pelo Executivo, reforçando as condições de atratividade para a localização de empresas e qualidade de vida das famílias, das quais destacamos a não aplicação da taxa de Derrama Municipal para as empresas do Concelho, bem como, a definição da taxa de IMI de apenas 0,32% para os prédios urbanos e a redução da Taxa de IMI, atendendo ao número de dependentes em relação ao imóvel destinado à habitação própria e permanente.

Relembramos, ainda, que Ponte de Lima é um dos poucos municípios do país que abdicaram dos 5% de IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares) que reverte para as autarquias, a favor dos seus munícipes.

MUNICÍPIO ARCUENSE É CONTRA A PROSPEÇÃO E PESQUISA DE MINERAIS EM ARCOS DE VALDEVEZ

A Câmara Municipal manifestou na última reunião de Câmara, realizada esta sexta-feira, 26 de abril, a sua posição CONTRA o pedido de atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de ouro, prata, chumbo, zinco cobre, lítio, tungsténio, estanho e outros depósitos minerais ferrosos e minerais metálicos associados, numa área denominada “Fojo”, localizada nos concelhos de Melgaço, Monção e Arcos de Valdevez, conforme Aviso nº 4722/2019, publicado no Diário da República n.º 56/2019, Série II de 2019-03-20, tornado público pela Direção-Geral de Energia e Geologia.

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O projeto não tem em consideração os impactes na Reserva Mundial da Biosfera e na Rede Natura 2000; e que a intervenção se localiza em área do Sítio de importância comunitária PTCON0001 Peneda/Gerês, área contígua ao Parque Nacional Peneda Gerês, e em área da Zona de Proteção Especial PTZPE002 Serra do Gerês.

De igual modo não são considerados os impactes negativos em áreas classificadas como RAN-Reserva Agrícola Nacional e REN-Reserva Ecológica Nacional; e que a intervenção se localiza em área de influência de uma das alcateias do lobo ibérico em perigo de extinção;

O projeto também não tem em consideração que a intervenção se localiza em área de elevado valor patrimonial, que resultou da conjugação das atividades agro-silvo-pastoris, como é o caso das brandas.

O PDM de Arcos de Valdevez não prevê este tipo de intervenção mineira nesta área, pelo que a DGEG não poderá autorizar o uso do solo em desconformidade com este instrumento de gestão do território.

Também não tem em conta que a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e as freguesias estão a promover diversos projetos, nomeadamente o “Rochas que Contam histórias”, que prevê a valorização desta área com a criação de um geoparque, a Ecovia/passadiços do Rio Vez, o Museu da Água ao Ar Livre e a rede de trilhos, tudo projetos de enorme importância ambiental, turística e económica para este território de baixa densidade.

Por outro lado, os Compartes dos Baldios onde está previsto o projeto, legítimos proprietários da quase totalidade do terreno, manifestaram a sua posição contra o projeto e não autorizam a realização de intervenções na sua propriedade.

De referir ainda que o desenvolvimento de uma exploração mineira nesta região é totalmente contrário ao modelo de desenvolvimento que o Município arcuense tem vindo a desenvolver ao longo dos anos, que aposta na preservação e valorização do seu património natural como um dos pilares de desenvolvimento sustentável para o concelho.

No âmbito da Consulta Pública tem havido uma fortíssima contestação por parte de milhares de cidadãos, Autarquias de Freguesia, Baldios, Associações e demais entidades, relativamente à implementação do projeto.

O Município está empenhado em fomentar a implementação de políticas de desenvolvimento sustentável em parceria com as populações e como tal considera que não se identificam razões que justifiquem que o projeto seja considerado de interesse nacional, pois tem impactes negativos relevantes e irreversíveis no território.

Por fim, a Câmara Municipal considera que a Direção-Geral de Energia e Geologia deve recusar liminarmente esta proposta e apelou ao Ministério do Ambiente e Transição Energética para que impeça a concretização deste projeto de prospeção mineira.

MELGAÇO ESTÁ A PREPARAR RECLAMAÇÃO FUNDAMENTADA À QUESTÃO DA PROSPEÇÃO E PESQUISA DE DEPÓSITOS MINERAIS

PRESIDENTE DA EDILIDADE GARANTIU HOJE, DURANTE A REUNIÃO DE CÂMARA, QUE A RECLAMAÇÃO SERÁ SUSTENTADA E CONSTRUÍDA EM ARTICULAÇÃO COM OS MUNICÍPIOS ENVOLVIDOS

Durante a reunião de câmara, hoje realizada na antiga sede da Junta de Freguesia de Roussas, o edil Manoel Batista tranquilizou todos os presentes quanto ao aviso publicado em Diário da República, no passado dia 20 de março, em que se anuncia que uma empresa australiana requereu a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais, entre os quais lítio, para a área de Fojo, localizada nos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção.

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Manoel Batista foi perentório ao assegurar que o tema está a ser objeto de análise técnica por forma a fundamentar uma reclamação junto da Direção Geral de Energia e Geologia, no prazo estabelecido no aviso: 3 de maio. O Presidente da Câmara assegurou ainda que todas as diligências a desenvolver sobre este assunto serão sempre em articulação com os municípios de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção. O Edil assegura que não permitirá que um bem único como a paisagem do território seja colocado em causa.

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ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO: ONTEM E HOJE

A cerimónia do passado sábado, dia 6, nos Estaleiros Navais em Viana do Castelo, para além da sua real importância, particularmente pela animação económica que traz à região, levantou, aparentemente, mais uma cortina de fumo no tocante à privatização dos ENVC, onde o arranjismo foi mais que evidente, com enfoque na paralisação da empresa durante quase três anos, quando havia navios para construir e reparar. Isto sem esquecer a denúncia recente do Presidente da Empordef (holding onde se enquadravam os ENVC) de que as contas desta empresa foram falseadas em 327 milhões de euros para facilitar a sua entrega ao capital privado.

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Em Portugal há o hábito de cavalgar ondas, apostando-se euforicamente no laudatório, mas cultivando o silêncio de chumbo quando a vaga amaina. Esqueceu-se rapidamente os navios tecnologicamente avançados que nos ENVC se construíram para quase todo o mundo, muitos deles premiados. Mais de 60, só para a RFA. Seria bom que não fossem criadas falsas expectativas, porque a construção de navios sofisticados, tal como acontecia, mesmo até para as necessidades do país, será hoje pouco viável, dado a destruição do know-how existente na empresa, direcionando-se esta para um pequeno nicho de mercado, a partir de uma capacidade produtiva mínima instalada.

A imprensa local, contrariamente à nacional, não foi convidada para estar presente neste evento e assim informar convenientemente os vianenses. Não é de admirar. Hoje, na vida social da região, da prática dos ENVC nada resta. Estamos agora perante uma empresa virada para si mesma, que faz do alheamento da cidade a sua normal postura. Outros tempos, outras práticas.

Gonçalo Fagundes Meira

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FAMALICÃO: ENGRAXAT ABRE LOJA PRÓPRIA E QUER CHEGAR A TODO O PAÍS

A Engraxat acaba de abrir uma loja própria, em Vila Nova de Famalicão, sinal da sua vitalidade e vontade de crescer. Alexandre Marques, 25 anos, o engraxador dos tempos modernos, como é já apelidado, é o rosto da marca.

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A Engraxat é um bom exemplo da reinvenção de uma arte antiga que, de quase condenada ao desaparecimento, surge agora rejuvenescida por ideias novas que a projetam para um futuro risonho.

O conceito é idêntico ao de engraxador de rua. De forma original, propõe dar uma nova vida às sapatilhas que, com o uso, perdem o seu encanto. Apenas não existe aquele momento de espera durante a limpeza. “Os clientes deixam as sapatilhas aqui na loja ou nos locais parceiros que fazem também recolha. Depois de dois ou três dias, recebem uma mensagem indicando que a limpeza está concluída, podendo levantar as sapatilhas na loja ou nesses locais”, explica Alexandre. 

Toda a ideia da Engraxat surge graças à sua experiência como funcionário em lojas de desporto, em que muitas vezes era confrontado pelos clientes com a pertinente questão “como devo limpar as minhas sapatilhas?”.

Recorrendo às informações que foi adquirindo - e respeitando um legado familiar, já que o seu avô era engraxador -, Alexandre começou a estruturar o plano de negócios da Engraxat em setembro de 2016, com o apoio da equipa do Gabinete de Apoio ao Empreendedor do Famalicão Made IN, lançando-o ao público em março de 2017.

Engraxando todos os tipos de sapatilhas, dando especial atenção às camurças, que requerem mais cuidado, Alexandre introduziu na Engraxat dois métodos de limpeza: a limpeza clássica, relativa apenas ao exterior da sapatilha e a limpeza profunda, que inclui limpeza exterior, interior, serviço de fragrância e desodorização.

A evolução natural do negócio tornou-se inevitável: “Comecei com as parcerias, agora abri a loja física em Famalicão (Rua Alberto Sampaio, 43, Loja 3) e vou também trabalhar com uma transportadora a nível nacional para recolher as sapatilhas em qualquer ponto do país, sem a pessoa sair de casa, com um preço de apenas 8 euros, ida e volta”, revela Alexandre. 

As expectativas são as melhores. “Tenciono fazer com que a Engraxat cresça cada vez mais, com passos sustentáveis”, remata.

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CORAÇÃO DE VIANA JÁ BRILHA NO PEITO DE CARLA BRUNI

O Coração de Viana já brilha no peito de Carla Bruni, ex-modelo e mulher do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy que, este sábado, se transformou na madrinha do primeiro paquete construído em Portugal, o MS World Explorer. O colar de filigrana foi oferecido pelo empresário Mário Ferreira. e pela mulher na cerimónia de batismo do navio.

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Depois da cerimónia de batismo do navio, apresentada por Manuel Luís Goucha, Carla Bruni autou para os cerca de 400 convidados presentes numa tenda gigante que o empresário do Porto instalou mesmo ao lado do paquete. O concerto, o primeiro da ex-primeira dama de França em Portugal, contou ainda com a participação de Pedro Abrunhosa.

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Antes do espetáculo, o primeiro a discursar foi Mário Ferreira. O empresário do Porto referiu que o paquete tem "126 metros de comprimento, 19 metros de largura e 4,7 metros de calado, oito pisos, sendo que seis são para os passageiros".

O navio "foi construído por 3.500 trabalhadores das mais diversas especialidades, de 32 nacionalidades, sendo que na construção do casco foram despendidas 800 mil horas de trabalho".

"Foi preciso unir 75.250 peças, como num puzzle, foram necessárias 2.860 toneladas de aço, usados mais de 500 quilómetros de fios", especificou, sendo que "os primeiros cinco anos do navio estão já vendidos".

O navio 'MS World Explorer', que zarpa de Viana do Castelo em maio, tem capacidade para 200 passageiros e 110 tripulantes, representando um investimento de 70 milhões de euros, parte daquele montante financiado pela banca portuguesa.

Em novembro de 2018, a empresa de Mário Ferreira encomendou mais dois novos navios da mesma série, o MS World Voyager e o MS World Navigator, que deverão começar a operar em 2020 e 2021, respetivamente.

A construção daqueles dois navios representa um investimento de 165 milhões de euros, financiado pelo ICBC Leasing, Banco Industrial e Comercial da China.

Presente na cerimónia, o primeiro-ministro, António Costa disse hoje que os estaleiros da WestSea são "uma referência da capacidade de renovação da indústria naval do país", apontando como exemplo o primeiro navio oceânico "integralmente concebido e fabricado" em Portugal.

"Nunca tinha sido construído um paquete em Portugal", afirmou António Costa durante a cerimónia de batismo do MS World Explorer, um investimento de 70 milhões de euros do grupo Mystic Invest, do empresário Mário Ferreira.

O primeiro-ministro destacou ter sido informado pelo Almirante António Silva Ribeiro, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, presente na cerimónia, que, "em Portugal, há 45 anos que não era construído um navio com as dimensões do paquete" hoje batizado nos estaleiros da subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

"O meu profundo agradecimento e reconhecimento pela excelência do trabalho que vem desenvolvendo em prol da economia nacional. Sem a WestSea isto não seria possível", sublinhou, aplaudido pelas cerca de 400 pessoas presentes na tenda gigante montada nos estaleiros e onde marcaram presença, entre outras personalidades, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, o presidente do PSD, Rui Rio, e os presidentes da Câmaras de Viana do Castelo, José Maria Costa e do Porto, Rui Moreira

António Costa adiantou que "se tudo correr bem" o Governo encomendará "mais seis novos Navio Patrulha Oceânico (NPO) e outros navios previstos na Lei de Programação Militar", recordando que, nos estaleiros de Viana do Castelo, outros quatro NPO já foram construídos para a Marinha portuguesa, dois dos quais pela WestSea.

António Costa referiu-se a Mário Ferreira como "um exemplo extraordinário da qualidade dos empresários do setor do turismo", pela capacidade de "diversificar a oferta e quebrar a sazonalidade,".

"Mais do que isso, Mário Ferreira tem contribuído muito significativamente para a internacionalização da indústria do turismo", sublinhou.

Costa adiantou que o "turismo não é uma atividade que viva para si própria e de si própria," mas "é um fator imenso de atração em toda a cadeia da economia nacional", apontando o caso do primeiro dos três paquetes que a Mystic Invest vai construir.

"Por um lado, a indústria naval, mas também a do mobiliário, têxtil, loiças, cutelaria. A indústria nacional está aqui presente. Presente estarão também os produtos agroalimentares servidos a bordo, desde a excelência dos nossos vinhos à excelência do nosso café. Cada um destes navios será uma grande embaixada de Portugal um pouco por todo o mundo", defendeu.

Texto: Andrea Cruz / Fotos: https://radioaltominho.pt/

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PCP RECOMENDA AO GOVERNO MEDIDAS URGENTES PARA PROTEGER SECTOR TÊXTIL E DO VESTUÁRIO NAS REGIÕES DO AVE E CÁVADO

Projecto de Resolução do PCP recomenda ao Governo a adopção de medidas urgentes para defesa do sector têxtil e do vestuário nas regiões do Ave e Cávado

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Muitas das micro, pequenas e médias empresas dos sectores têxtil e de confecções e vestuário do Ave e do Cávado estão confrontadas com as consequências que decorrem da sua dependência económica de grupos multinacionais.

As quebras de encomendas já obrigaram ao encerramento de várias destas empresas nos concelhos de Fafe, Guimarães e Vizela, e, como foi admitido pela CEDRAC – Conselho Empresarial da Região do Cávado e Ave, as dificuldades sentidas “no Ave já começam a sentir-se também no Cávado”.

Acrescem ainda outros problemas estruturais que afectam a generalidade das micro, pequenas e médias empresas, desde logo os elevados preços dos factores produtivos, como a energia, telecomunicações, transportes, os custos administrativos e fiscais, e as dificuldades de acesso ao financiamento.

O PCP tem vindo a alertar para este situação, tendo o seu Grupo Parlamentar questionado em Dezembro de 2018 o Ministro Adjunto e da Economia sobre a situação difícil das micro, pequenas e médias empresas do sector da confecção de vestuário destas regiões face à insuficiência de regulamentação do regime de subcontratação. Em resposta, o Ministro limitou-se apenas a registar que o Governo está a acompanhar e continuará a fazê-lo com “toda a atenção”. Resposta claramente insuficiente face à gravidade da situação.

Foi neste contexto que o Grupo Parlamentar do PCP apresentou hoje na Assembleia da República uma iniciativa legislativa que insta o Governo a tomar medidas que apoiem as micro, pequenas e médias empresas que estão a braços com este problema.

O Projecto de Resolução intitulado “Recomenda ao Governo a adoção de medidas urgentes para defesa do setor têxtil e do vestuário nas regiões do Ave e Cávado” recomenda ao Governo que:

«1-Proceda ao recenseamento urgente das micro, pequenas e médias empresas do sector têxtil e vestuário sitas na região do Ave e Cávado que atravessem dificuldades económicas fruto da diminuição de encomendas. O recenseamento deve incluir, entre outros, o número de trabalhadores afetados, o registo de abusos de poder económico dominante e as práticas comerciais restritivas.

2-Crie um plano de emergência destinado às micro, pequenas e médias empresas, particularmente do setor do têxtil e do vestuário, das regiões do Ave e Cávado, que contemple um Fundo de Segurança de Subcontratação.

3-Desenvolva, em articulação com as associações empresariais representativas dos setores têxtil, vestuário e confeções e dos trabalhadores, um modelo de contratualização que permita estabelecer, entre outros:

  1. a) dimensão da encomenda, o preço por peça, prazos, normas de qualidade, e condições sociais da subcontratada;
  2. b) a caução mínima (adiantada) a prestar pela multinacional para o risco de qualquer desistência e corte da encomenda e seguro de risco;
  3. c) que os contratos tenham obrigatoriamente cláusulas de cumprimento, por parte das entidades subcontratadas, da legislação laboral e regras ambientais.

4-Crie   uma comissão de gestão de diferendos contratuais com a presença do IAPMEI, representante das subcontratadas e representante das multinacionais, para decidir de forma rápida e acessível os conflitos, sem pôr em causa o recurso a tribunais.

5-Crie um programa de intervenção nas regiões do Ave e Cávado direcionado para trabalhadores do sector do vestuário em situação de desemprego, que inclua apoio social, requalificação profissional e diversificação da indústria.

6-Crie um programa específico de apoio às micro e pequenas médias empresas que têm sido responsáveis pela formação de trabalhadores, nomeadamente, costureiras.»

O Gabinete de Imprensa da DORB do PCP

FAMALICÃO APOSTA NA INOVAÇÃO TÊXTIL

Scoop vencedora dos iTechStyle Awards

A Scoop é uma das vencedoras dos iTechStyle Awards, os mais prestigiados prémios de inovação da indústria têxtil nacional. Musgo, o casaco tecnológico 100% português dotado de iluminação inteligente com fibras óticas, valeu à empresa famalicense especialista em têxteis técnicos o prémio na categoria de produtos.

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Numa edição com dezenas de candidaturas, de que resultaram cinco empresas premiadas, uma por cada categoria, o concurso promovido pelo Citeve e pela Seletiva Moda deu mais uma prova de como a indústria têxtil nacional respira tecnologia e está a dar passos firmes rumo ao futuro.

Os vencedores foram anunciados esta segunda-feira, 2 de abril, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, num jantar de gala enquadrado no iTechStyle Summit 2019.

Daniel Mota Pinto, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Estratégia da Scoop, recebeu o prémio das mãos de António Amorim e Braz Costa, presidente e diretor-geral do Citeve, perante uma plateia de empresários e investigadores da indústria têxtil nacional.

O casaco tecnológico Musgo incorpora fibras óticas e muda de cor e intensidade de luz a partir de uma aplicação móvel. A peça de vestuário destina-se a quem anda a pé, faz corrida ou circula de bicicleta e pretende ajudar a combater a sinistralidade de peões e ciclistas, a partir da ideia de controlar o escuro, ou seja, o ambiente em que acontecem 75% dos acidentes com peões.

Para além dos vencedores, esta edição dos iTechStyle Awards fica também marcada pela forte participação de todo o sector. 60 tecidos, 35 produtos e 65 acessórios foram apresentados a concurso cujos finalistas são selecionados através do iTechStyle Showcase e iTechStyle Green Circle que têm lugar nas duas edições anuais do MODtissimo.

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PRESIDENTE DA EMPORDEF DENUNCIOU “ALTA CORRUPÇÃO” NOS ESTALEIROS DE VIANA

O presidente da Empordef, João Pedro Martins, revelou hoje que participou ao Ministério Público suspeitas de ilegalidades e irregularidades na gestão dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), classificando os atos como "alta corrupção".

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Questionado na comissão parlamentar de Defesa Nacional, João Pedro Martins disse que "alguém mandou duplicar o valor do registo contabilístico dos auxílios do Estado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo".

"Mas eu, porque não obedeço a funcionários públicos, mas à lei e à jurisprudência do tribunal de Justiça da União Europeia e à doutrina das comunicações da União Europeia, fiz aquilo que tinha de fazer, repor na medida do possível a vantagem que os Estaleiros indevidamente obtiveram no passado", declarou.

João Pedro Martins descreveu uma sucessão de dificuldades com que se deparou quando iniciou funções como presidente da comissão liquidatária da Empordef, em setembro de 2017, destacando que pediu uma "auditoria forense" à Inspeção-Geral das Finanças que lhe terá sido recusada "por falta de meios".

O presidente da comissão liquidatária disse que encontrou "registos indevidos" na contabilidade dos ENVC e que acabaram por ser corrigidos, sublinhando que as contas, que estão auditadas e entregues no Tribunal de Contas, "traduzem a realidade".

"Um valor de 751 milhões de euros de capital próprio negativo nos ENVC e fechei as contas em 27 de abril de 2018 com um valor de 424 milhões de euros", frisou.

João Pedro Martins referiu que encontrou "muitas situações" irregulares, "de natureza criminal, que foram reportadas às autoridades competentes".

"E foram muitas, do passado e do presente muito recente", advertiu, deixando um elogio ao anterior ministro da tutela, Azeredo Lopes que, sobre o que fazer face às irregularidades encontradas, lhe terá dito "faça o que a sua consciência manda e o dever exige".

O administrador recusou, contudo, identificar quem ou qual o organismo que "mandou" duplicar o valor dos auxílios nas contas dos ENVC.

"Eu fiz o trabalho de casa e partilhei informações com quem tinha de partilhar. Viana do Castelo foi alta corrupção", declarou.

Para além das contas dos ENVC, João Pedro Martins alertou ter verificado uma "descativação na conta de gerência de 2017" da Empordef de 35,3 milhões de euros e frisou: "não fui eu que pedi, nem o ministro da Defesa Nacional".

"Essa descativação ocorreu", assegurou.

No Orçamento do Estado para 2018 "quiseram meter no orçamento da Empordef 12 milhões de euros e eu disse que não, não devíamos nada a ninguém", acrescentou.

Perante as situações descritas pelo gestor, o deputado do BE João Vasconcelos e do PCP Jorge Machado falaram em "crime político" nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, considerando que houve uma intenção clara de má gestão para depois privatizar.

Pelo PS, o deputado Diogo Leão disse esperar que quaisquer "práticas de má gestão e irregularidades detetadas tenham sido transmitidas quer à tutela, quer às autoridades competentes".

Fonte:

https://www.noticiasaominuto.com/

FAMALICÃO: NA SASIA A ECONOMIA CIRCULAR COMEÇOU EM 1952

Na Sasia a economia circular é uma prática industrial com quase sete décadas. A empresa dedica-se desde a sua fundação, em 1952, à reciclagem de desperdícios da indústria têxtil, que transforma em ramas nas cinco linhas de reciclagem automatizadas da sua fábrica em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão.

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Mensalmente, a Sasia transforma 900 toneladas de resíduos têxteis em matérias-primas para aplicação em diferentes setores e subsetores industriais: têxtil, hidrofilia, fiação, colchoaria, horticultura, automóvel e geotêxtil, entre outros.

“Importamos de vários países de diferentes continentes, América Latina e Ásia incluídas, resíduos pré-consumo de algodão ou fibras artificiais que desfibramos e reciclamos em ramas destinadas a segmentos de mercado muito diferentes. Tanto podem ser usadas na construção de pisos de autoestradas, no fabrico de algodão hidrófilo e colchões, ou como matéria-prima pelas fiações”, explicou Miguel Ribeiro da Silva, o administrador, durante uma visita à empresa por parte do Presidente da Câmara, Paulo Cunha, na passada sexta-feira, 15 de fevereiro, a pretexto do Roteiro pela Inovação.

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Cerca de metade do volume da nova matéria-prima é absorvida pela indústria nacional; os restantes 50% têm como destino a Europa.

A Sasia acabou de realizar um investimento de dois milhões de euros numa nova e moderna linha de reciclagem, que aumentou em 20% a sua capacidade produtiva e melhorou a eficiência energética da empresa. “Esta nova linha de reciclagem entrou em funcionamento em dezembro de 2018 e com ela conseguimos fazer o que não conseguíamos até então”, apontou Miguel Ribeiro da Silva, destacando assim o seu caráter diferenciador.

Paulo Cunha enalteceu o pioneirismo da Sasia com as questões da sustentabilidade e sublinhou o facto de a empresa contribuir para a afirmação de Famalicão como Cidade Têxtil. “Quando em Famalicão se fala do têxtil não se fala só da qualidade do produto acabado. No têxtil há uma enorme dependência de matérias-primas e muitas delas estão fora de Portugal. Com a Sasia, conseguimos também mostrar ao país e ao exterior como é possível ser o mais autónomos possível”, explicou.

Ao mesmo tempo, para o edil, “apostar na Sasia significa um contributo muito relevante para que Famalicão continue a crescer enquanto Cidade Têxtil que é, atingindo novos patamares e novos produtos, muito ligados aos reciclados”.

A unidade fabril, que ocupa 15 mil metros quadrados, acolhe 30 trabalhadores em três turnos.

A empresa foi uma das parceiras da Riopele no projeto Tenowa, vencedor do Prémio Produto Inovação 2018, atribuído pela COTEC. “Temos sido muito solicitados a colaborar com o nosso know-how em projetos sustentáveis. Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a escassez de recursos e as empresas procuram corresponder a essa preocupação”, disse.

A Sasia fechou o exercício de 2018 com um volume de negócios de cinco milhões de euros, dos quais cerca de 50% feito na exportação, prevendo crescer entre 15 a 20% em 2019.

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FAMALICÃO: VIEIRA DE CASTRO COM EMBALAGENS 100% RECICLÁVEIS

Na Vieira de Castro a sustentabilidade não é só um conceito, é já uma prática industrial. A comprová-lo estão as embalagens de bolachas produzidas na sua totalidade com recurso a materiais recicláveis, conforme acaba de anunciar a empresa famalicense.

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Este é apenas o primeiro passo de um plano alargado de alterações tendo em vista um mundo melhor, sendo que a próxima aposta será a redução do consumo de plástico.

A marca está à procura de materiais que protejam os produtos da mesma forma que o plástico. Em comunicado, a Vieira de Castro indica estar a trabalhar com parceiros para desenvolver soluções mais ecológicas que mantenham as características organolépticas dos artigos e que poderão passar pelo ecodesign das embalagens, sem colocar em causa a qualidade dos produtos.

“A preocupação com o meio ambiente não deve ser moda ou artifício, mas uma motivação real e consciente por um planeta sustentável para todos os seres que o habitam. Não há outro caminho”, sublinha a Vieira de Castro, acrescentando que “esta abordagem insere-se na política de sustentabilidade da empresa: eliminar, reduzir, substituir e transformar, dando seguimento à estratégia europeia para os plásticos”.  

Fundada em 1943 e sediada em Vila Nova de Famalicão, a Vieira é o maior fabricante português de bolachas, amêndoas e rebuçados. Chegou aos 75 anos e está a investir 12 milhões de euros, projetando uma nova fábrica de bolachas nos próximos três anos.

A empresa está a viver uma “revolução interna” e as prioridades são a reorganização, o aumento da capacidade de produção e a inovação. Isto significa registar um crescimento de mais de 30% em dois anos, dos 35,5 milhões de euros faturados em 2017 para os 38 milhões de 2018 e os 49 milhões previstos em 2019.

A exportar 50% do que produz para meia centena de mercados, a empresa tem no Brasil, Irlanda, Inglaterra, Angola, Cabo Verde, França e Japão o seu núcleo duro no exterior.

FAMALICÃO: SETE DÉCADAS PARA RECUPERAR OS SOBEJOS DO TÊXTIL

Roteiro pela Inovação de Famalicão à Sasia, Reciclagem de Fibras Têxteis, sexta-feira, 15 de fevereiro, pelas 10h30, na Rua Escola da Portela, em Ribeirão.

O conceito de Economia Circular está na ordem do dia na Sasia há 67 anos. Esta empresa famalicense de reciclagem de desperdícios devolve a vida a 900 toneladas de resíduos têxteis por mês e transforma-os em matérias primas para aplicação em novos produtos para a indústria têxtil, hidrofilia, colchoaria, automóvel e geotêxtil.

Recentemente a Sasia investiu dois milhões de euros numa nova e moderna linha de reciclagem, que aumentou em 20% a sua capacidade produtiva e melhorou a eficiência energética da empresa. Os mais variados sobejos dos diversos ramos da indústria têxtil chegam de Portugal, América Latina e Ásia. Depois de transformados em matéria prima, cerca de metade é absorvido pela indústria nacional e os restantes 50% têm como destino a Europa, incorporando produtos novos do dia a dia.

A empresa, que foi uma das parceiras da Riopele no projeto Tenowa, vencedor do Prémio Produto Inovação 2018 atribuído pela COTEC, vai ser incluída no Roteiro pela Inovação de Famalicão com uma visita do Presidente da Câmara Municipal, esta sexta-feira, 15 de fevereiro, pelas 10h30, na Rua Escola da Portela, em Ribeirão.

FAMALICÃO GERA 9,4% DO VOLUME DE NEGÓGIOS DA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL NACIONAL

É na indústria automóvel que assenta a fatia de leão do notável desempenho económico do Município de Vila Nova de Famalicão. As empresas especializadas no fabrico de componentes fazem desta fileira o principal dínamo exportador do concelho, com um efeito cada vez mais multiplicador na economia nacional.

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Em 2017, o volume de negócios cresceu para os 1,066 mil milhões (9,4% do total nacional) e as vendas para mercados internacionais atingiram os 920 milhões de euros (8,9% do total nacional), de acordo com a mais recente edição do Anuário Estatístico Regional do INE.

De resto, o concelho continua a liderar as exportações de produtos desta fileira na Região Norte, sendo a Alemanha o principal mercado de destino, seguido de Espanha e do Reino Unido.

A indústria automóvel reforçou assim a sua robustez, atribuindo a Famalicão o segundo lugar nacional quer em volume de negócios, quer em exportações.

Há ainda outros indicadores do INE a ter em conta: a indústria automóvel representa 46% das exportações e 22% do volume de negócios do concelho. Dá emprego a 5206 pessoas, contabiliza 40 empresas e 473 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto.

A Continental Mabor, quarta exportadora nacional, é a empresa que mais contribui para a performance económica de Famalicão, mas o seu peso está a diminuir no volume das exportações do concelho. Outros players de referência nacional e internacional formam um cluster com forte impacto na economia nacional, com destaque para a TMG Automotive, a Coindu, a Olbo&Mehler, o Grupo Celoplás, a Tesco, a Vishay e a Injex.
Da metalurgia aos moldes, passando pelo fabrico de pneus e outros elementos em borracha e plástico, até aos têxteis e à eletrónica, são cada vez mais as pequenas e médias empresas famalicenses produtoras de componentes para automóveis que acrescentam valor a um setor estratégico, que exporta, gera emprego, incorpora tecnologia de ponta e aposta na inovação e no desenvolvimento.

Dados macroeconómicos

  • Número de Pessoas ao Serviço: 5206
  • Empresas: 40
  • Volume de Negócios: 1,066 mil milhões de euros
  • Exportações: 920M€
  • Valor Acrescentado Bruto (VAB): 473M€

TÊXTEIS TÉCNICOS DE FAMALICÃO JÁ VALEM 124 MILHÕES DE EXPORTAÇÕES

Os têxteis de aplicação técnica já somam 124 milhões de euros de exportações em Vila Nova de Famalicão, representando 26% do total das vendas internacionais do setor neste concelho, de acordo com a mais recente edição do Anuário Estatístico Regional elaborado pelo INE.

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Famalicão, que se autodenomina Cidade Têxtil de Portugal, assume 9,1% das exportações da indústria têxtil e vestuário em Portugal, com 474 milhões de euros de vendas para o exterior em 2017, o que corresponde a 23,7% do total das exportações do concelho (1.998.077 mil milhões de euros). Os principais mercados de exportação dos têxteis famalicenses são Espanha (21%), Alemanha (16,5%) e França (12%).

A performance exportadora dos têxteis técnicos e/ou funcionais está em crescendo: de 111 milhões em 2016 para 124 milhões de euros em 2017. Sublinhe-se que, entre 2013 e 2017, as exportações de materiais ou produtos têxteis que se distinguem pela sua elevada tecnicidade e diferenciação cresceram 24,1% no concelho.

Mas há, ainda, outros indicadores macroeconómicos referentes ao setor que ressaltam: em 2017, o volume de negócios cresceu 5,3%, para os 812 milhões de euros, e o valor acrescentado bruto subiu 7,6% para os 254 milhões de euros.  

A indústria têxtil e do vestuário conta, em Vila Nova de Famalicão, com 827 empresas e regista um total de 11.245 pessoas ao serviço.

Os dados do INE confirmam assim a importância das empresas têxteis famalicenses para a robustez desta atividade económica em Portugal.

Famalicão lidera há uma década as exportações na região Norte e ostenta o título de terceiro exportador nacional.

Dados macroeconómicos

  • Número de Pessoas ao Serviço: 11.245
  • Número de Empresas: 827
  • Volume de Negócios: 812M€
  • Valor Acrescentado Bruto: 254M€
  • Volume de Exportações: 475M€ (têxteis técnicos, 124M€)