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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO: MOVIMENTAÇÕES OPERÁRIAS EM DESTAQUE NO III CICLO DE CONFERÊNCIAS DO MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL

Museu da Indústria Têxtil recebe conferências nos dias 16 de outubro, 13 de novembro e 11 de dezembro

Subordinado ao tema «Percursos e memórias: Indústria e operariado nos séculos XIX – XX», o III Ciclo de Conferências do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave (MITBA) decorre ao longo do último trimestre de 2021, com três sessões, divididas pelos dias 16 de outubro, 13 de novembro e 11 de dezembro. Cada uma delas decorre ao sábado à tarde, a partir das  15h00, no MITBA, e inclui a visita guiada a uma unidade museológica famalicense no final da conferência.

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Tendo como pretensão apresentar alguns dos aspetos mais significativos das movimentações operárias ocorridas na Bacia do Ave naqueles séculos, entre os assuntos abordados serão apresentadas reflexões sobre as lutas reivindicativas do operariado, a questão do trabalho feminino na indústria têxtil e a primeira grande greve operária da região.

O ciclo de conferências inicia com Paula Ramos Nogueira, do Centro de Física da Universidade de Coimbra, a explorar o tema «Mulheres de Fábrica – Apontamentos sobre a feminização da indústria têxtil em Guimarães», a 16 de outubro, que inclui, no final, a visita ao Museu do Automóvel, em Ribeirão.

Já a segunda sessão, a 13 de novembro, terá como assunto «As lutas reivindicativas do operariado bracarense durante a I República (1910-1926)», e contará com a presença de Débora Duarte Val Escadas, doutoranda da Universidade do Minho. Desta vez, a visita será ao Núcleo de Lousado do Museu Nacional Ferroviário.

A terceira, e última conferência, prossegue os estudos das lutas operárias, com «As lutas dos operários têxteis da Bacia do Ave, 1956 -1974», tema que será explorado por José Manuel Lopes Cordeiro, Coordenador Científico do MITBA e professor na Universidade do Minho. A derradeira visita do ciclo, será ao museu anfitrião do Ciclo de Conferências.

Refira-se que as sessões são abertas ao público em geral, sendo necessária inscrição prévia, gratuita, através do link: https://bit.ly/cicloconferenciasmitba. O evento está acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, na modalidade de Curso de Formação, para professores, com a duração de 10 horas.

Para mais informações, consulte: www.museudaindustriatextil.org

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VIANA DO CASTELO: “GIL EANNES – O ANJO DO MAR” – UM LIVRO DE JOÃO DAVID BATEL MARQUES EDITADO PELA FUNDAÇÃO GIL EANNES

“Gil Eannes – O Anjo do Mar” é a mais recente obra do escritor João David Batel Marques, o mesmo autor da coleção “A Pesca do Bacalhau”. Trata-se de uma edição bilingue – em Português e Inglês – com excelente apresentação gráfica e profusamente ilustrada, que transporta o leitor a uma época cuja missão do navio consistia em prestar apoio à frota bacalhoeira nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

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Qual “Anjo do Mar”, com os costados de branco vestidos, o navio Gil Eannes irrompia por entre as brumas, como um ano emergindo das águas gélidas, acudindo aos pescadores nas horas mais difíceis e temidas.

O Navio-Hospital Gil Eannes foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955. Navegou em muitos mares cumprindo as mais variadas missões. E, quando o seu destino já parecia traçado, eis que os vianenses se uniram e resgataram ao seus destino inglório de ser transformado num monte de sucata. E, em Janeiro de 1998, o navio regressou à cidade onde foi construído – Viana do Castelo!

José Maria Costa – Presidente da Fundação Gil Eannes – descreve com satisfação o acolhimento do navio Gil Eannes: “Em Viana do Castelo, temos o privilégio de acolher, na nossa antiga doca comercial, um navio que representa uma parte importante da história da nossa cidade e até do nosso país”.

O navio Gil Eannes tornou-se entretanto um importante pólo museológico, exemplar único de um navio hospital onde, por vezes através de delicadas intervenções cirúrgicas, foi possível salvar numerosas vidas de quem, na faina do mar, ousava enfrentar as situações mais perigosas para garantir um dos alimentos que durante muitas décadas foram o principal sustento do povo português.

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EMPRESA DE FAMALICÃO PRODUZ COMPONENTES EM PLÁSTICO INJETADO

Injex certificada para a indústria automóvel mundial

A Injex, empresa especializada na produção de componentes técnicos em plástico, obteve uma certificação internacional que lhe permite entrar nas listas de fornecedores regulares dos fabricantes de automóveis.

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A equipa Injex

Com sede em Vila Nova de Famalicão, a Injex, que desenvolve e produz peças em plástico injetado, foi certificada de acordo com o referencial IATF 16949, que é obrigatório no mercado exigente e competitivo em que se enquadram os fabricantes da indústria automóvel e os seus fornecedores.

“É um momento de grande alegria, que consolida a Injex como fabricante de peças para a indústria automóvel mundial, de acordo com as exigências mais avançadas do setor”, afirma José Duarte Pinheiro de Lacerda, fundador e CEO da empresa.

“Hoje podemos dizer aos nossos ‘stakeholders’ que o sistema de gestão da qualidade da Injex se encontra num plano altamente especializado, de acordo com os mais elevados padrões da indústria automóvel mundial”, acrescenta Pinheiro de Lacerda, informando que se trata de uma condição que coloca a fábrica de Vila Nova de Famalicão “num grupo muito restrito de empresas no contexto da totalidade dos fabricantes e fornecedores da indústria automóvel em Portugal”.

A IATF (The International Task Force), entidade que auxilia a indústria automóvel a desenvolver produtos de qualidade, lançou a sua primeira edição da IATF 16949 em outubro de 2016. Estabelecendo o padrão para um sistema de gestão da qualidade avançado no setor automóvel, a IATF 16949:2016 substitui a norma ISO/TS 16949.

A certificação IATF 16949:2016 – que está alinhada com a norma ISO 9001, respeitando a sua estrutura e requisitos –, harmoniza a avaliação e a certificação em toda a cadeia de fornecimento automóvel global, garantindo que os detentores da certificação adotam sistemas de gestão da qualidade orientados para a melhoria contínua, para a redução de variações na produção e do desperdício, bem como para o foco na prevenção de defeitos, numa perspetiva global e ao longo de toda a cadeia de valor.

Uma empresa da indústria automóvel que procure a certificação IATF 16949 também deve cumprir com a ISO 9001, que a Injex começou a cumprir em 2008 – cinco anos após a fundação da empresa.

Desde então, desenvolveu-se a relação comercial da Injex com a indústria automóvel, que agora se consolida com a certificação IATF 16949.

Para chegar até aqui, a Injex percorreu um longo caminho, tendo ultrapassado os diferentes níveis de geração de valor, designadamente a produção de componentes, a construção de moldes, o desenvolvimento de processos, o estudo e design de produtos, a impressão 3D, o produto certificado (serviço de certificação finlandês) e o crescimento contínuo das exportações.

A trabalhar há muitos anos para o setor automóvel, a Injex produz anualmente milhões de peças para diversas marcas, nomeadamente a Peugeot, Alfa Romeo, Jaguar, Volkswagen, Audi e Mercedes Benz.

José Duarte PInheiro de Lacerda _ fundador e CEO

José Duarte Pinheiro de Lacerda, fundador e CEO da Injex

VIANA DO CASTELO: AutoValverde AVANÇA COM INVESTIMENTO DE 1 MILHÃO DE EUROS E CRIA 10 NOVOS EMPREGOS

Foi ontem assinado um contrato de investimento entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e a AutoValverde - JN Automóveis, Lda. no âmbito de um investimento de 1 milhão de euros por parte da empresa, que vai gerar 10 novos postos de trabalho.

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A empresa vocacionada para a área da manutenção e reparação de veículos automóveis pretende aumentar a oferta de postos de trabalho e levar a cabo o crescimento e dinamização do tecido empresarial do respetivo ramo, pelo que este contrato de investimento acontece no âmbito do Regime de Incentivos da autarquia.

O Presidente da Câmara, José Maria Costa, destacou, na apresentação pública deste novo contrato, “a política amiga do investimento” que o município tem desenvolvido “para atrair novas empresas e para que empresas de Viana do Castelo se possam ampliar e reforçar”. O edil destacou este segundo investimento da AutoValverde, que surge no seguimento “de um notável trabalho da empresa no que toca à dinamização económico e à criação de postos de trabalho”.

Já Nuno Rodrigues, gerente da empresa, assegurou que a nova unidade, que será implementada num terreno contíguo às atuais instalações, na Zona Industrial do Neiva, será uma área exclusiva para reparação e manutenção de carroçarias.

O investimento de 1 milhão de euros representa uma aposta na aquisição de terreno, infraestruturas e equipamentos, para a criação de um Centro de Colisão AutoValverde.

O Regime de Incentivos de Viana do Castelo prevê reduções e isenções de taxas para investidores de empreendimentos turísticos e acolhimento empresarial, atividades económicas relacionadas com as fileiras da agricultura e floresta de base regional, regeneração urbana e modernização de espaços comerciais e espaços de restauração e bebidas.

As medidas visam assegurar aos investidores mecanismos e políticas impulsionadoras de desenvolvimento em atividades relacionadas com produtos endógenos, reabilitação e imobiliário.

Recorde-se que, desde 2010, a Câmara Municipal implementou um conjunto de medidas, incentivos e programas, como isenções e reduções nas taxas de licenciamento, de IMT, e disponibilização de crédito - em condições mais favoráveis que as disponibilizadas pelo mercado financeiro - através do Finicia e Microcrédito, as quais proporcionam a afirmação e consolidação dos atuais Clusters empresariais, promovem e incrementam condições para a criação de emprego, alargamento do tecido industrial a áreas e setores complementares aos atuais Clusters e reforço da atratividade, competitividade e inovação do território como espaço de localização empresarial qualificada.

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PAREDES DE COURA: GOVERNO AUTORIZOU EM 1968 A INSTALAÇÃO DE UMA TRITUCULTURA INDUSTRIAL

O Ministério da Economia - Secretaria de Estado da Agricultura - Direcção-Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, através da Portaria nº. 23552, publicada em Diário do Governo n.º 198/1968, Série I de 1968-08-22, autorizou a instalação de uma truticultura industrial, a cargo da firma Castro & Cabero, Lda., devendo a mesma situar-se nas margens do rio Coura, a montante de Penizes, em Montelães, no concelho de Paredes de Coura.

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GOVERNO TRANSFORMOU EM 1976 A SOCIEDADE ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO EM EMPRESA PÚBLICA

Os Ministérios do Plano e Coordenação Económica, das Finanças e da Indústria e Tecnologia, através do Decreto-Lei nº. 850/76, publicado em Diário da República n.º 293/1976, Série I de 1976-12-17, transformou em empresa pública Estaleiros Navais de Viana do Castelo E. P., a sociedade Estaleiros Navais de Viana do Castelo e aprovou o seu estatuto.

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Decreto-Lei n.º 850/76 de 17 de Dezembro

Tornando-se necessário instituir como empresa pública os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, nacionalizados nos termos do Decreto-Lei n.º 478/75, de 1 de Setembro, e dotá-los dos respectivos estatutos:

O Governo decreta, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 201.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 1.º - 1. É criada a empresa pública Estaleiros Navais de Viana do Castelo, E. P., abreviadamente designada por ENVC, a qual se regerá pelo estatuto publicado em anexo a este decreto-lei e que dele faz parte integrante.

  1. A ENVC é uma pessoa colectiva de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, a qual se rege pela lei aplicável às empresas públicas, pelo estatuto anexo, que faz parte integrante do presente diploma, e subsidiariamente pelas normas de direito privado.

Art. 2.º - 1. É transferida para a ENVC a universalidade dos bens, direitos e obrigações da empresa que, nos termos do Decreto-Lei n.º 478/75, de 1 de Setembro, assumiu a posição jurídica da sociedade Estaleiros Navais de Viana do Castelo, S. A. R. L., nacionalizada pelo mesmo diploma.

  1. As transmissões previstas no número anterior operam-se por virtude do presente diploma, que servirá de título suficiente para todos os efeitos legais, inclusive o do registo.
  2. As mesmas transmissões serão registadas mediante averbamento e ficam isentas de todos os impostos, taxas e emolumentos.

Art. 3.º - 1. Transitam para a ENVC, independentemente de quaisquer formalidades, os trabalhadores que, de harmonia com o Decreto-Lei n.º 478/75, de 1 de Setembro, hajam transitado para a empresa nacionalizada ou tenham sido admitidos por ela posteriormente a esta data e estejam efectivamente ao serviço da empresa à data da publicação do presente decreto-lei.

  1. Os trabalhadores de que trata este artigo transitam para a ENVC integrados nos quadros de origem e com os direitos e obrigações emergentes da respectiva situação nesses quadros.
  2. Os direitos mencionados no número anterior não prejudicam a faculdade de o conselho de gerência proceder à conversão dos quadros que se vier a considerar conveniente.

Art. 4.º Os poderes de tutela do Governo sobre a ENVC são exercidos pelo Ministério da Indústria e Tecnologia.

Art. 5.º As dúvidas que suscitarem a interpretação à aplicação do presente diploma e do estatuto a ele anexo serão resolvidas por despacho do Ministro da Tutela ou por despacho conjunto deste e dos Ministros competentes em razão da matéria quando a dúvida a resolver respeitar a mais de um Ministério.

Art. 6.º O presente decreto-lei entra em vigor e tem plena eficácia na data da sua publicação.

Visto e aprovado em Conselho de Ministros. - Mário Soares.

Promulgado em 30 de Novembro de 1976.

Publique-se.

O Presidente da República, ANTÓNIO RAMALHO EANES.

VIANA DO CASTELO INVESTE NOS ESTALEIROS NAVAIS

Assinado contrato de investimento que irá permitir investimento de 3.5 milhões de euros à West Sea

O Presidente da Câmara Municipal e o responsável pela West Sea assinaram um contrato de investimento que irá assegurar um investimento de 3.5 milhões de euros no estaleiro naval, criando até 400 postos de trabalho diretos e indiretos num período de três anos. Para tal, a autarquia isenta de pagamento todas as taxas devidas pelos licenciamentos e demais taxas, ao abrigo do regime de incentivos em vigor desde 2010.

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Assim, o contrato de investimento assinado obriga a Câmara Municipal a efetuar a isenção total de pagamento de taxas devidas pelos licenciamentos e demais taxas do processo de obras, tendo como contrapartida a obrigação da West Sea de concretizar o investimento previsto, no valor superior a 3.5 milhões de euros, num período de três anos; a manter as instalações em funcionamento por um período nunca inferior a 10 anos; não suspender a atividade, exceto num período máximo de um mês por ano; empregar nos seus quadros de pessoal um número de trabalhadores diretos ou indiretos igual ou superior a 400 em três anos; e manter a sede social da West Sea em Viana do Castelo.

A West Sea – Estaleiros Navais LDA é uma sociedade do Grupo Martifer e dedica-se à atividade de construção e reparação naval em Viana do Castelo e pretende tornar-se num “dos mais importantes player no mercado mundial da reparação e construção naval”. Para tal, tem um plano de investimentos num valor superior a 3.5 milhões de euros que prevê a criação de mais de 50 postos de trabalho mas permitindo atingir, nos primeiros três anos, os 400 postos de trabalho diretos e indiretos.

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  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira

Apoiar o desenvolvimento da região é apostar no progresso futuro

E a Indústria Naval, pela sua história de séculos em Viana, e como realidade presente, não deve desmerecer em relação aos outros investimentos na região.

Vale a pena repetir o que se escreveu quando, na manhã de 10 de Julho de 1948, se fez a entrega dos três primeiros navios construídos nos ENVC:

“As palmas estrondosas daquela mole de povo anónimo, associadas ao estralejar de inúmeras salvas de foguetes e à música festiva que harmoniosa banda tocava, criaram um ambiente que muitos jornalistas presentes consideraram como irrepetível. Viana do Castelo sentia que regressava de novo aos seus bons velhos tempos do mar. Por isso, se entende bem o discurso inflamado do Governador Civil do Distrito que, momentos antes dos navios saírem, afirmou então: “... O evento que se celebra dá-nos a conhecer, não apenas a existência de três grandes e bem apetrechadas unidades de pesca, mas também a realização de uma grande obra industrial, inconcebíveis há meia dúzia de anos e de um valor económico e social que se reflecte já na vida de Viana, com ocupação de centenas de homens, a maior parte filhos desta famosíssima região, onde abundam as vocações para as artes e ofícios e que aqui se tem revelado, com a prática quotidiana, sob a direcção inteligente de mestres competentes, óptimos artistas, bons profissionais e dedicados operários…”. E Carlos Machado definiu esta proeza com as seguintes palavras: “… e a furar com o saca-bocados à manivela, e a arrastar com tiradas de bois as chapas para as oficinas, assim a feijão encarnado, se construíram os três primeiros navios cravados. Com eles prontos, pintados e bonitos, disse-me na altura o Sr. Américo Rodrigues: ‘Oh Machado, isto é, como a sopa de pedra. Foram-se arranjando os temperos e cá estão os três primeiros feitos, e mais se seguirão’…”

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CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO LAMENTA MORTE DO FUNDADOR DA EnerconPor

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo vai propor hoje, em reunião de executivo, um voto de pesar pelo falecimento, ontem, de Aloys Wobben, presidente e fundador da multinacional do sector eólico Enercon, com várias empresas instaladas em Viana do Castelo e também cidadão de honra do concelho.

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O empresário e engenheiro, pioneiro no sector eólico, foi um dos responsáveis pelo forte impulso dado em Portugal nesta área, instalando em viana do Castelo cinco empresas em duas zonas empresariais. Da Enercon saem, desde 2006, geradores para produção de energia em todo o mundo, transformando Viana do Castelo num dos principais exportadores.

Foi por essa razão que, em 2014, a Câmara Municipal de Viana do Castelo lhe atribuiu o título de Cidadão de Honra de Viana do Castelo, no âmbito das comemorações do 166.º aniversário de elevação de Viana do Castelo a cidade.

“Pela importância para a economia e pela história de relação de Aloys Wobben a Viana do Castelo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo aprova um voto de pesar em reunião de Câmara, a endereçar à família e aos responsáveis da empresa”, refere o documento.

Foto: https://www.focus.de/

FAMALICÃO: INJEX APOSTA NO MERCADO ALEMÃO

Empresa de Famalicão entra na Câmara de Comércio Luso-Alemã

A Injex, empresa portuguesa especializada na produção de componentes técnicos em plástico pelo processo de injeção para todo o tipo de máquinas, foi aceite como associada da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã.

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“É mais um passo importante na internacionalização da Injex, dado que a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã favorece o contacto com empresas potencialmente compradoras dos nossos produtos em especial no mercado alemão”, explica José Duarte Pinheiro de Lacerda, fundador e CEO da Injex, empresa com sede e fábrica na zona industrial de Vilarinho das Cambas, em Vila Nova de Famalicão.

A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã funciona como plataforma de informação e apoio à internacionalização de empresas portuguesas no mercado alemão. Além disso, proporciona informação sobre a participação em feiras e eventos importantes que poderão abrir portas de outras mercados europeus e não só.

“A nossa adesão à Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã surge no decurso de uma aproximação que vinha decorrendo há alguns anos”, adianta Pinheiro de Lacerda, que acaba de ingressar numa organização onde estão empresas já clientes da Injex, como a Leica, do setor ótico, ou potencialmente clientes, como a Lufthansa, do setor da aeronáutica.

Com presença de destaque no mercado da indústria automóvel, a Injex produz anualmente milhões de peças para marcas como a Peugeot, Alfa Romeo, Jaguar, Volkswagen, Audi e Mercedes Benz.

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INDÚSTRIA AUTOMÓVEL VAI CRIAR MAIS 500 EMPREGOS EM VIANA DO CASTELO ATÉ FINAL DO ANO

O cluster automóvel de Viana do Castelo vai criar mais 500 empregos em Viana do Castelo até final de 2021. A garantia foi dada por empresários da indústria automóvel durante o seminário “Glocal: Pensar global, agir local”, promovido pelo Jornal de Negócios em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Castelo.

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As empresas apresentaram novos projetos de investimento no concelho, nomeadamente a nova unidade fabril da Borgwarner e a nova unidade da Serratec, bem como a Aludec que já está a entrar na fase de laboração e que, até ao final do ano, preveem gerar cinco centenas de novos postos de trabalho.

Na conferência marcaram presença representantes da Borgwarner, Bontaz, Serratec, Aludec e Viana Plásticos, que fizeram referência à centralidade de Viana do Castelo para a instalação e ampliação de investimentos, destacando também o facto de encontrarem, no concelho, trabalhadores com a formação adequada. Os empresários realçaram ainda a boa articulação com as instituições de formação profissional e o apoio de entidades públicas como a Câmara Municipal de Viana do Castelo, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

A evolução do cluster automóvel foi o grande destaque da conferência, já que o setor triplicou o volume de negócios no concelho entre 2009 e 2018, aumentando cerca de 20% as exportações totais do município e o emprego cerca de 7%, valores reforçados em 2019.

O Presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, anunciou que está a ser preparada a instalação de um Centro de Formação Profissional, em parceria com o IEFP, para reforçar a mão de obra especializada, que deverá surgir na Zona Industrial Alvarães Norte.

“Temos tido o apoio da AICEP, IAPMEI e CCDR-N, mas é igualmente importante a articulação com as nossas instituições de formação, universidades e politécnicos. Nesse sentido, orgulho-me em destacar um acordo com o IEFP, onde avançaremos para a construção de um centro de formação profissional em Alvarães que vai dar resposta a projetos e criar mão-de-obra especializada que é fundamental para o ramo da indústria automóvel”, indicou, explicando que este será um centro em parceria com o IEFP, com as escolas e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).

José Maria Costa realçou ainda que o crescimento do cluster automóvel no concelho é para continuar, dando conta de que há “um ambiente favorável para a instalação de mais empresas” de um sector que já emprega 2.300 pessoas no concelho.

Já o Secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves, disse que Viana do Castelo “é claramente um exemplo de que é possível fazer diferente e que fazer diferente pode dar resultados”. “Esperamos que esta captação de investimento com resultados acima da média possa manter-se nos próximos anos”, frisou.

O Presidente da CCDR-N, António Cunha, assegurou que “em nove anos, um município que cresce três vezes os indicadores de um determinado sector é notável”. “Passar dos 84 milhões para 266 milhões tem de ser felicitado”, considerou o responsável.

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BRAGA: PROJECTO DE AMPLIAÇÃO DA BOSCH RECONHECIDO COMO EMPREENDIMENTO ESTRATÉGICO PARA O CONCELHO

Projecto prevê um investimento de mais de 15 milhões até 2025

O Executivo Municipal avançou com uma proposta de reconhecimento de empreendimento estratégico para o projecto de ampliação da unidade industrial da Bosch Car Multimedia, localizada na União de Freguesias de Lomar e Arcos S. Paio. A proposta será analisada em sede de Reunião do Executivo, a realizar na próxima Segunda-feira, dia 28 de Junho, e posteriormente sujeita a discussão pública e a aprovação da Assembleia Municipal. 

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A Bosch Car Multimedia pretende realizar um investimento superior a 15 milhões de euros, até 2025, na construção de dois novos edifícios - para aumentar a sua capacidade produtiva e tecnológica, assim como a sua actividade de Investigação e desenvolvimento - e num parque de estacionamento e arranjos exteriores. Este investimento irá contribuir para a valorização da estrutura económica e empresarial do Concelho e estima-se que gere cerca de 50 novos postos de trabalho no período de três anos.

O Município de Braga e a InvestBraga reconhecem a importância estratégica do projecto para o desenvolvimento do Concelho. Nos termos do regulamento do PDM, o reconhecimento de interesse público implica a dispensa de avaliação ambiental estratégica e a submissão do projecto a um procedimento de discussão pública por um período não inferior a 20 dias úteis. 

O reconhecimento de interesse público no âmbito do empreendimento estratégico é enquadrável em projectos de elevado carácter inovador na área da indústria e que contemplem valores superiores a 2 milhões de euros. 

“A Bosch é uma empresa de vanguarda extremamente importante para a economia do Concelho e para as populações. Mantém ainda um carácter inovador e uma parceria estratégica que valorizamos bastante com a Universidade do Minho e que contribui para a produção de conhecimento a partir de Braga”, realçou Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga. 

FAMALICÃO: TRÍADE TÊXTIL UNIDA EM PROCESSO COMPLETO DE ECONOMIA CIRCULAR

Há décadas que as empresas têxteis famalicenses se dedicam à reciclagem têxtil numa evidência do pioneirismo nas questões da sustentabilidade. Em Vila Nova de Famalicão surge agora um projeto que junta o conhecimento, a experiência e as competências de três empresas com esse passado, desenhado e desenvolvido como um modelo da sustentabilidade assente na economia circular.

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Recutex, Fiavit e Lurdes Sampaio são os players do projeto Rfive, movidos pelo desafio de tornar o velho em novo e de criar um processo baseado no conceito “zero waste (lixo zero)”.  

Assim, a primeira empresa faz a reciclagem de fibras têxteis a partir de peças de vestuário sem uso ou em fim de vida que recebe de marcas e desperdícios da confeção; a segunda produz novo fio já reciclado a partir dessas fibras; a terceira usa esse fio com alta percentagem de fibras recicladas na produção de novas malhas que introduz nas suas coleções e que darão origem a novas peças de vestuário.

“A consciência social e ambiental nas empresas tem revelado iniciativas de sucesso na indústria têxtil e do vestuário e este projeto pretende ser um grande contributo para uma cadeia têxtil sustentável e um consumo mais consciente, minimizando o impacto ambiental em todo o seu processo”, explica Conceição Sampaio, CEO da empresa fundada pela mãe, Lurdes Sampaio.

“Trata-se de um projeto chave na mão que incorpora mais de meio século de experiência na produção de fibras recicladas num projeto global”, aponta, por seu lado, João Valério, administrador da Recutex e da Fiavit.

O nome do projeto Rfive remete para cinco dos princípios basilares da sustentabilidade e economia circular: reduzir, reutilizar, reciclar, renovar e restaurar.

O processo inicia-se com a recolha de resíduo têxtil, seguindo-se a escolha, separação e preparação das fibras têxteis recicladas e depois a fiação da fibra reciclada, terminando na produção de malha com algodão reciclado. “Consequentemente, obtemos uma produção sem emissão de CO2, sem consumo de água e sem uso de produtos químicos. Conseguimos, dessa forma, fechar um ciclo de economia circular”, enfatiza João Valério.

A ideia surgiu com o propósito de antecipar as normas e os objetivos da União Europeia relacionados com a reciclagem têxtil para 2025, envolvendo desde já as principais marcas no processo, o que, nas palavras daquele responsável, deu lugar a um produto final de qualidade que este consórcio pretende disponibilizar a todos os agentes nacionais e internacionais do setor.

“Agora pode dizer-se, literalmente, que a reciclagem está na moda por força da sua incorporação cada vez maior na cadeia têxtil. Só assim contribuímos para mundo melhor e, nesta matéria, o concelho de Famalicão dá o exemplo”, remata João Valério.

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GUIMARÃES: ETIQUETA DA EMPRESA “COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS

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Etiqueta para indicação de metros, série e número. / Fábrica da Avenida e Fábrica de Campelos

A Companhia de Fiação e Tecidos de Guimarães foi constituída por escritura pública celebrada no dia 7 de maio de 1890.

Entrou em atividade no dia 1 de junho do mesmo ano, sob orientação dos seus primeiros diretores, o Visconde de Sendelo, Domingos Martins Fernandes e Pedro Pereira da Silva Guimarães.

Os fundadores compraram cerca de 140 mil metros quadrados de terrenos na margem esquerda do rio Ave, assim como todas as rodas e moinhos ali existentes.

Com o capital inicial (trezentos e cinquenta contos de reis) construíram o edifício fabril que ocupava 19 mil metros quadrados.

Os estudos, plantas, obra hidráulica exterior e montagem técnica foram realizados por Alexandre Rea, engenheiro da companhia John Hetherington & Sons, de Manchester. A obra, de grande dimensão e complexidade, foi dirigida pelo engenheiro James Lickfold, outro inglês bem recomendado pelo trabalho realizado com a montagem e gestão da Fábrica do Bugio (Fafe).

Em fevereiro de 1893 a gigantesca fábrica foi inaugurada. Em 2 de junho de 1897, James Lickfold fundou a Fábrica a Vapor de Tecidos de Linho de Guimarães (Fábrica da Avenida), que poucos anos mais tarde seria incorporada na Companhia, resultando na maior unidade industrial de Guimarães.

As duas fábricas apoiavam-se nas duas mini-hídricas construídas no rio Ave: uma em Campelos, junto à ‘fábrica-mãe’, a outra em Ronfe, onde ainda hoje funciona uma estação para produção de energia elétrica.

Fonte: Arquivo Municipal Alfredo Pimenta

VIANA DO CASTELO: QUEM AINDA SE LEMBRA DA CELNORTE?

A Presidência do Conselho e Ministério da Economia - Secretaria de Estado da Indústria, através do Decreto-Lei nº. 48469, publicado em Diário do Governo n.º 158/1968, Série I de 5 de Julho de 1968, declarou a utilidade pública e a urgência da expropriação requerida pela firma Celnorte - Celulose do Norte, S. A. R. L, das parcelas de terreno necessárias à instalação de uma fábrica de pasta de celulose na região de Viana do Castelo.

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FAMALICÃO: RACLAC CADA VEZ MAIS FORTE

A Raclac, fabricante de dispositivos médicos descartáveis, está a preparar uma nova fase de investimento que poderá ascender a 50 milhões de euros com a criação de duas novas linhas de produção.

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A concretizar em Vila Nova de Famalicão, mantendo assim a matriz de forte ligação local, este projeto pretende reforçar, através da expansão da capacidade produtiva instalada, a vocação exportadora da empresa, “criando emprego, gerando riqueza, estabelecendo parcerias e valorizando o território”, afirma Pedro Miguel Costa, fundador e CEO da Raclac.

Em 2018, com a nova unidade sediada na freguesia de Cruz e que custou 30 milhões de euros, a Raclac tornou-se na primeira fábrica da Europa de luvas de exame em nitrilo sem pó, de uso único, capaz de produzir 830 milhões de luvas por ano.

Em causa está um processo produtivo “inovador e único no mundo”, de acordo com aquele responsável, baseado numa tecnologia desenvolvida pela própria empresa ao longo de cerca de três anos, e que “revolucionou por completo a indústria de produção de luvas de exame a nível mundial”. Desde logo, porque é 100% automatizado, sem intervenção humana desde a entrada da matéria-prima até ao embalamento do produto acabado.

Todo o processo produtivo é feito em ambiente controlado e a embalagem onde as luvas são acondicionadas, impermeável e estanque, contribui para a eliminação do risco associado a contaminação cruzada.

Pedro Miguel Costa afirma que a automatização da produção e o elevado nível técnico de todo o processo assentam em políticas de sustentabilidade ambiental. “Temos uma estação de pré-tratamento de águas residuais que possibilita o reaproveitamento de, pelo menos, 60 por cento da água tratada para reutilização no processo produtivo, bem como a reutilização de águas pluviais”, explica.

O ano de 2020 foi de crescimento tanto em volume de negócios como em número de colaboradores, com a faturação a ultrapassar os cinquenta milhões de euros, o que representa um valor cerca de quatro vezes superior ao do ano anterior, e o efetivo de profissionais a fixar-se nos 90. A estes resultados não é alheio o facto de a empresa ter fornecido o país com luvas descartáveis, imprescindíveis no combate contra a Covid-19.

A Raclac tem os seus produtos presentes em vários mercados internacionais, nomeadamente na Europa, estando focada na expansão para a América do Norte e o Japão. “Vamos dar passos importantes para concretizar a visão estratégica que temos e a ambição de transformar a Raclac numa empresa global”, remata.

Este novo projeto de investimento foi dado a conhecer presencialmente ao Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e ao Vereador da Economia, Empreendedorismo e Inovação, Augusto Lima, na passada quinta-feira, 27 de maio.

Para o edil o novo projeto de investimento da Raclac contribuirá para o robustecimento da indústria 4.0, corporizando da melhor forma esta quarta revolução industrial, ao mesmo tempo que será mais uma oportunidade para cativar e reter talento no concelho de Vila Nova de Famalicão.

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PONTE DE LIMA: HABITANTES DA CABRAÇÃO FORAM EM 1942 EXPROPRIADOS EM BENEFÍCIO DA EMPRESA QUE EXPLOROU A MINA DOS MONTEIROS

O Ministério da Economia - Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos, através do Decrecto 32109, publicado em Diário do Govêrno n.º 147/1942, Série I de 26 de Junho de 1942, concedeu à Compagnie Française des Mines, concessionária da mina denominada Monteiro, situada no concelho de Ponte do Lima, a expropriação por utilidade pública de vários terrenos para assegurar o abastecimento de água à lavaria e construir uma barragem destinada a reter as areias provenientes da oficina de tratamento do minério.

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PONTE DE LIMA VAI TER POLO INDUSTRIAL EM CALVELO

Câmara Municipal de Ponte de Lima aprova Empreitada de Construção do Polo Industrial de Calvelo num investimento superior aos 3 milhões de euros

A Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou a Empreitada de Construção do Polo Industrial de Calvelo, que representará um investimento no valor de 3.200.000€. Com uma área total de 141.673,0 m2, será composto por 42 lotes destinados à construção de armazéns industriais, com possibilidade acessória de comércio e serviços.

A dinamização do Polo Industrial de Calvelo assenta num espírito de desenvolvimento integrado e autossustentado, sendo admitidas atividades industriais e de armazenagem não poluentes e que não impliquem a armazenagem ou manipulação de produtos perigosos, assim classificados de acordo com a legislação em vigor.

Enquanto entidade gestora do Polo Industrial de Calvelo, o Município de Ponte de Lima assume a prestação de serviços comuns no interesse direto dos operadores económicos a instalar nesta nova área industrial, sendo da sua competência o licenciamento de construção e de utilização.

Localizado na rua do Couto, na freguesia de Calvelo, este Polo vem dar continuidade e fortalecer o propósito do Município de Ponte de Lima, de incrementar a atividade económica no concelho, promovendo uma dinâmica capaz de atrair investimento para o território, assim como a fixação empresas e trabalhadores.

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VIANA DO CASTELO: ESTALEIROS NAVAIS CONSTRUÍRAM NAVIOS TANQUES QUÍMICOS PARA A NORUEGA EM 1974

Os Ministérios das Finanças e da Economia, através da Portaria n.º 922/73 de 28 de Dezembro, publicada no Diário do Governo n.º 300/1973, 1º Suplemento, Série I de 28 de Dezembro de 1973, autorizou o Fundo de Fomento de Exportação a garantir a Companhia de Seguro de Créditos dos riscos comerciais, de fabrico e de crédito, relativos à exportação de dois product chemical tankers a efectuar por Estaleiros Navais de Viana do Castelo, S. A. R. L., para a empresa Westfal-Larsen and Co., A/S, da Noruega.

Na mesma ocasião, foi pelos mesmos ministérios publicada a Portaria n.º 923/73 de 28 de Dezembro, relativa a dois product chemical tankers a efectuar por Estaleiros Navais de Viana do Castelo, S. A. R. L., para a empresa A/S Rederiet Odfjell, de Minde, Noruega.

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  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira

NOVOS DESAFIOS

Com a política expansionista e de evolução técnica e tecnológica, outros e novos desafios se deparavam aos ENVC, entre eles, a conquista dos mercados internacionais. O conseguido até à data era pouco mais que residual, considerando a sua real valia no domínio da arte da construção de navios, forjada numa experiência de quase 30 anos de existência e mais de 100 embarcações construídas, sem esquecer mais de 400 reparadas. Esta realidade não passou despercebida aos grandes armadores, em especial aos dos países europeus.

A confirmação deste facto aconteceu em 30 de Março de 1974, com a celebração de um contrato gigante para a construção de dois navios químicos, com 170,7 metros de comprimento e 23.300 toneladas de porte, para o armador norueguês Stolt-Nielsen, pela verba de 1.300.000 contos, valor considerado histórico para a época. Atente-se que o resultado bruto da produção da Empresa, em 1973, foi de 200.000 contos. Este contrato apresentava-se como o maior desafio que aos ENVC se tinha deparado até à data. Não faltava quem internamente considerasse este um mau negócio, pelo espremido valor de custo e pela exigência técnica destas construções, destinadas ao transporte de produtos refinados e produtos químicos.

E o acordo revelou-se deveras complicado, porque, por imposição do Governo, foi realizado em moeda portuguesa e o escudo depreciou-se profundamente na sequência da revolução de Abril de 1974 e também porque o período da construção dos navios se desenrolou em período agitado, por força da mesma revolução. Resultou num contrato significativamente deficitário (cerca de 550 mil contos), mas a Empresa saiu profundamente enriquecida no plano do conhecimento e da experiência para um tipo de navios demasiado complexo e, por isso, mal dominado, facto que se confirmaria no futuro com a conquista dos grandes mercados internacionais.