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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO: INJEX PRODUZ OS PRIMEIROS ÓCULOS DE PROTEÇÃO DE MARCA PORTUGUESA

Looksafety é o novo produto da empresa famalicense impulsionado pela covid-19

A Injex, empresa industrial de Vila Nova de Famalicão especializada na produção de componentes técnicos em plástico pelo processo de injeção para todo o tipo de máquinas, começou a produzir os primeiros óculos de proteção individual de marca portuguesa.

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Looksafety – que significa “olha com segurança” – é a marca já registada que designa o novo produto português nascido em Vila Nova de Famalicão e impulsionado pela necessidade de proteger da pandemia da covid-19 muitos profissionais de diversos setores de atividade.

Os novos óculos de proteção, que se distinguem por várias particularidades, sendo uma delas o facto de permitirem o uso em simultâneo dos óculos de leitura, têm como público-alvo em especial os trabalhadores do setor da saúde e proteção civil – hospitais, bombeiros, laboratórios, recursos humanos de lares, autarquias, etc. – mas também trabalhadores cujo trabalho implique uma proteção ocular eficaz e segura.

Os óculos Looksafety são totalmente portugueses e o projeto foi construído de raiz, auscultando quem mais deles necessitava, e por isso, desde o formato, ao design, matéria-prima utilizada, permitir a reutilização, o conforto, tudo foi aperfeiçoado tendo em conta o “feedback” de quem todos os dias depende destes equipamentos de proteção individual.

Esta é a história de como uma empresa aproveitou a pandemia para criar um produto cada vez mais necessário em muitas empresas e nos serviços de saúde e proteção civil, que são os óculos de proteção individual para profissionais – cuja produção, até agora, era quase um exclusivo asiático.

Aproveitando aa sua capacidade instalada, a Injex começa agora a produzir os primeiros óculos de proteção individual para profissionais totalmente portugueses e devidamente certificados para a Europa sob a marca Looksafety.

No primeiro momento em que se apercebeu que a covid-19 se estava a instalar com um grande impacto em Portugal, o empreendedor José Duarte Pinheiro de Lacerda, fundador e CEO da Injex, juntamente com um parceiro, a 4Valve, da Maia, uniram o know-how existente nas duas empresas e lançaram mãos à obra da criação do novo produto.

“Foi o nosso contributo para minimizar os efeitos nefastos e ainda imprevisíveis da pandemia junto dos hospitais, bombeiros, laboratórios, recursos humanos de lares, assim como nas empresas cujos trabalhadores precisam de uma boa proteção ocular”, explica Pinheiro de Lacerda.

Foi assim que nasceram os óculos Looksafeety, marca portuguesa agora lançada no mercado. “Não existia oferta nacional em número suficiente para dar resposta às necessidades mais urgentes e continuadas”, observa o CEO da Injex.

Mesmo a nível europeu, a oferta deste tipo de material de proteção individual “é muito escassa”, afirma Pinheiro de Lacerda, restando apenas os equipamentos que vinham dos países asiáticos, mas que, em termos logísticos, não permitiam uma resposta rápida.

“Deixa-nos orgulhosos que hoje possam adquirir um produto de qualidade, português, desenhado a pensar em todos os que precisam de proteger uma área tão sensível e valiosa como é a nossa visão”, comenta, a propósito, José Duarte Pinheiro de Lacerda.

E acrescenta: “Estamos a falar de um equipamento que pode não só ser usado como proteção à covid-19, mas também em tantas outras atividades e tarefas em que no dia-a-dia exige proteção suplementar.”

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REVISTA "VISÃO": FÁBRICA DE VACINAS EM PAREDES DE COURA JÁ DAQUI A UM ANO

Fábrica de vacinas em Paredes de Coura já daqui a um ano, um projeto que “declara morte à geografia”

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Ao captar para o seu território a farmacêutica galega Zendal, Paredes de Coura pode ser o único sítio onde se fabricarão vacinas víricas em Portugal, com a porta aberta ao combate à Covid-19.

 

É com entusiasmo que o presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vítor Paulo Pereira, tem mostrado a sua mais recente conquista: a construção, no parque industrial de Formariz, da primeira etapa de uma fábrica de vacinas víricas que começará a produzir em janeiro do próximo ano. O autarca ostenta “adrenalina” pelo investimento captado e orgulho por ver que “a paixão que se põe nas coisas” proporciona a tão ambicionada “rapidez nos processos”. E este investimento pode ser uma grande mais-valia para o seu município. “Isto aqui a trabalhar é a Champions League. E ganhamos 5 a 0”, atira, mais tarde, já no seu gabinete, satisfeito pelo trabalho realizado pela sua equipa. “O festival não nasce aqui por acaso. A primeira coisa que digo aos empresários é a verdade. Não se brinca. Se não posso, não posso. Se não consigo, não consigo.” Desta vez, conseguiu.

A seu lado, mais discreto, está o galego Andrés Fernández, CEO da Zendal, a farmacêutica que será uma das que, na Europa, fabricarão as vacinas Covid para a multinacional norte-americana Novavax e que ali investiu agora 15 milhões de euros. Valor que pode crescer até aos 80 milhões quando completar as cinco fases do seu plano de expansão. Para já, a vacina contra a Covid-19 não passa por Paredes de Coura, mas a porta fica aberta para o futuro. É visível a cumplicidade, as “relações de lealdade” e a “familiaridade” que unem o gestor a Vítor, sobretudo quando sorri com o olhar a cada momento em que o autarca fala. “Somos uma companhia familiar” – vai explicando – “e, por isso, é muito mais fácil investir num lugar como este, de baixa densidade, do que ir para Madrid, com quatro milhões de habitantes. São pequenas coisas que parece que não têm importância, mas para nós têm.”

Paredes de Coura, para onde muitos rumam durante o festival de verão, tem 9 198 habitantes e, por isso, o estatuto de baixa densidade que lhe proporciona alguma competitividade na captação de investimento estrangeiro. Do ponto de vista fiscal, os impostos são mais baratos, quer em relação a concelhos vizinhos quer em relação a Espanha. Mas Andrés Fernández rejeita liminarmente ter sido essa a razão da escolha. “Isso está sempre a mudar. Hoje é 23, amanhã 25, depois passa para 29… E eu que faço? Vou embora?”, questiona, argumentando de seguida que “uma das vantagens das unidades industriais é que se enraízam nas povoações”, sendo difícil mudá-las de lugar depois. “Finalmente a Europa está a mudar e a perceber que é importante ter indústria e que esta é um benefício para a comunidade. Não podemos desenvolver territórios de baixa densidade só com agricultura.”

O “namoro” entre Vítor e Andrés tem dois anos. Foram apresentados por “amigos em comum” quando a Zendal, uma PME espanhola, instalada em Porriño, a meia hora de distância de Paredes de Coura, começou a procurar um novo lugar para erguer uma segunda fábrica de vacinas. Procurou em França, Espanha, noutros concelhos portugueses. Acabou por se fixar em Paredes de Coura.

“Começámos a falar em setembro de 2018. Estabelecemos uma relação de confiança. E o primeiro acordo de cedência do terreno foi no seu escritório, em Espanha, em agosto de 2019”, conta à VISÃO o autarca de Paredes de Coura. Andrés Fernández recorda: “A primeira coisa que lhe disse foi: ‘Vítor, preciso de água, muita água.’ E ele disse que aqui teria toda a que quisesse. A água é o mais importante para o fabrico de vacinas. Depois acrescentei: ‘Preciso de gás natural.’ E ele disse: ‘Gás não tenho, mas arranjo’.”

“Vamos ter gás em agosto”, atira Vítor Paulo Pereira, satisfeito e divertido. “A Portgás, que tem a concessão, tinha obrigações e prazos legais para cumprir connosco, até para trazer o gás para consumo doméstico. Mas como não era apetecível, tinha-se esquecido”, ironiza. “Quando lhe falámos desta empresa, já foi ouro sobre azul. E a partir do momento em que o gás chega à zona industrial também chega aos consumidores domésticos.”

O autarca sente que este foi mais um golo baliza adentro. Assim como tem o compromisso de ter uma via rápida construída até ao final do ano que ligará a zona industrial à A3, evitando as duas dezenas de quilómetros da estreita estrada recheada de curvas e contracurvas do presente. “Mas, atenção. Vendemos-lhe o terreno de cinco hectares por 300 mil euros. Não foi dado, como muitos julgam. E vai pagar derrama, que aqui não perdoamos.”

O edifício agora construído ocupa 2 800 metros quadrados. “Temos um plano a longo prazo, em cinco fases. Inicialmente, empregaremos 30 pessoas, mas a intenção é chegar às 250. Começaremos com a produção de vacinas víricas de três tipos diferentes. Se levarmos tudo adiante, haverá poucas instalações na Europa deste nível. E com investigação própria”, promete o CEO galego.

E os olhos de Vítor brilham novamente, fazendo conta à contribuição do município para os valores da exportação: “Em 2013, tínhamos sete milhões, dois anos depois já tínhamos 50. Hoje estamos nos 100 milhões e, com a Zendal, vamos aumentar ainda mais.” Atualmente, a fábrica de calçado Kyaia, da portuguesa Fly London, e a Doureca, ligada à indústria automóvel, são alguns dos exemplos das indústrias exportadoras da vila.

Com a Zendal, fica também a promessa da criação de um “centro de empreendimento biotecnológico”, para a Galiza e o Norte de Portugal, atraindo assim emprego qualificado. “Estamos em contacto com as universidades para desenvolver projetos: com o laboratório ICVS-3B’s da Universidade do Minho, o politécnico de Viana do Castelo, e o i3s, ex-Ipatimup, do Porto”, adianta Andrés Fernández, explicando que investem cerca de 10% das vendas em investigação, tendo a tradição de criar sempre parcerias.

Tal exigirá um novo perfil de licenciados, muito centrados no conhecimento. O autarca sonha: “É também uma forma de fixar talento no território. Por isso, já temos um projeto de 27 casas a custos controlados e a construção de mais 50 noutra zona. É preciso criar condições para habitação, assim como criar um ambiente cultural.” Ele bem sabe que “o emprego é a única forma de as terras sobreviverem”. Remata: “Trazer esta empresa é uma declaração de morte à geografia e ao discurso triste do ‘estamos aqui e ninguém nos liga’.”

Cesaltina Pinto / Visão

Foto: LM

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APROVOU PROJETO DE REGULAMENTO DO PÓLO INDUSTRIAL DO GRANITO DAS PEDRAS FINAS

A Câmara Municipal de Ponte de Lima, na reunião de 25 de janeiro aprovou o projeto de Regulamento do Pólo Industrial do Granito das Pedras Finas.

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Dotado de condições ímpares, este é o único Pólo Industrial dedicado exclusivamente à transformação de pedra. Dispondo de uma área de cerca de 22 hectares, dividido por 28 lotes, cujas áreas variam entre os 900m2 e os 20.000m2, o Pólo Industrial do Granito das Pedras Finas, localiza-se no lugar da Presa, no Monte de Antelas, em Arcozelo, nas proximidades das áreas de extração de granito.

A criação deste Pólo Industrial assenta num espírito de desenvolvimento integrado e autossustentado, com o objetivo de valorizar e induzir externalidades do que é "natural". Esta lógica de sustentabilidade está assente em projetos que permitem criar simultaneamente riqueza e bem-estar às comunidades locais, permitindo o reordenamento e deslocalização das empresas dispersas, permitindo-lhes o uso partilhado de infraestruturas e serviços, passando a dispor de condições para se reorganizarem na modernização e inovação.

Como entidade gestora do Polo Industrial do Granito das Pedras Finas, o Município de Ponte assume a prestação de serviços comuns no interesse direto dos operadores económicos a instalar no Pólo Industrial.

Assim, o regulamento do Pólo Industrial do Granito das Pedras Finas, aprovado por unanimidade pelo Executivo Municipal, tem como objetivo o estabelecimento das condições de alienação dos direitos de propriedade sobre os lotes que constituem o Polo Industrial do Granito das Pedras Finas, uso, ocupação e transformação do solo.

O projeto de Regulamento do Pólo Industrial das Pedras Finas, será submetido para apreciação e aprovação da Assembleia Municipal de Ponte de Lima.

FAMALICÃO: TURISMO INDUSTRIAL TEM "ENORME POTENCIAL" PARA REERGUER O SETOR

Estratégia promovida pela Câmara Municipal de Famalicão elogiada em “Webinar: Turismo industrial: Partilha de boas Práticas - Desafios e Oportunidades”

O presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, apontou Vila Nova de Famalicão como exemplo de um município onde se desenvolve o Turismo Industrial assente numa estratégia diferenciadora, que privilegia experiências autênticas e descobertas originais. O responsável falava durante o “Webinar: Turismo industrial: Partilha de boas Práticas - Desafios e Oportunidades”, que decorreu na passada sexta-feira e contou ainda com a intervenção da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que encerrou o evento.

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Luís Pedro Martins referiu que “o turismo industrial que se desenvolve em Vila Nova de Famalicão no âmbito da marca “Famalicão Cidade Têxtil”, é  complementado, numa perspetiva de ‘cross selling’ , com o enoturismo e com os produtos locais ‘made in Famalicão – Produto que é Nosso, que inclui mais de 80 produtos reconhecidos”.

O responsável defendeu que a região tem um “enorme potencial” para se afirmar como destino do turismo industrial, podendo ser um caminho para reerguer o setor pós covid-19. “O Norte de Portugal tem um enorme potencial para se afirmar como destino por excelência do turismo industrial, contribuindo para o seu prestígio e notoriedade. Estamos a trabalhar em rede, a nível nacional em estreita ligação com o Turismo de Portugal, e também a nível regional de forma muito próxima e com o envolvimento direto e ativo dos municípios e parceiros, para edificarmos e consolidarmos um produto devidamente estruturado com o contributo de todos”, afirmou.

Isso mesmo salientou também, o Vereador do Turismo de Famalicão, Augusto Lima, que também participou no webinar, destacando o papel ativo e imprescindível de cada um dos agentes que integra o Roteiro Famalicão Turismo Industrial, tendo afirmado que “a Câmara Municipal é um facilitador neste processo de estruturação de produto, com um importante papel na animação da rede e promoção do produto”. O vereador referiu que esta rota integra áreas onde há um enorme potencial turístico para ser conhecido e visitado e sublinhou que sendo Famalicão sendo uma verdadeira referência a nível industrial, detentora da marca Cidade Têxtil, tem todas as condições para fazer desta nova aposta um projeto de grande sucesso turístico.

Refira-se que o Turismo de Portugal, IP., lançou, em janeiro de 2020, o Turismo Industrial - Programa de estruturação da oferta 2020, pretendendo dar um impulso à consolidação da rede de Turismo Industrial. Neste enquadramento, promoveu a constituição do Grupo Dinamizador da Rede Nacional de Turismo Industrial. O Município de Vila Nova de Famalicão foi convidado a integrar este Grupo Dinamizador logo na sua génese, a par de mais cinco Municípios, atendendo ao trabalho que tem vindo a realizar no âmbito do produto Turismo Industrial e por ter sido reconhecido com o Prémio ALA+T.

O Grupo Dinamizador da Rede Nacional de Turismo Industrial tem vindo a trabalhar na estruturação da oferta, na capacitação dos agentes e na sinalização e partilha de boas práticas. Foi neste âmbito que se realizou este Webinar que contou ainda com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de São da Madeira, Luís Araújo, na qualidade de presidente do Turismo de Portugal, do diretor do Turismo de São Bernardo do Campo (Brasil), entre outros.

A iniciativa contou com mais de 600 participantes, nacionais e internacionais, sendo de destacar as participações internacionais do Brasil, de várias regiões de Espanha, do Canadá.

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DIÁRIO DE NOTÍCIAS DESTACA NA SUA EDIÇÃO DE HOJE: PAREDES DE COURA VAI PRODUZIR VACINAS ANTI-COVID 19

Exclusivo "Fábrica de vacinas é boa vitória para Paredes de Coura e uma boa conquista para o país"

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A empresa espanhola de biotecnologia Zendal vai criar uma unidade de produção industrial de vacinas na vila minhota. Presidente de câmara destaca a importância do projeto, num investimento de 15 milhões de euros.

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CANDIDATO JOÃO FERREIRA VISITOU ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO

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Hoje estive em Viana do Castelo, onde me encontrei com ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais.

A história destes estaleiros é o retrato acabado da acção dos maiores liquidacionistas da Constituição da República Portuguesa, em confronto com os seus obreiros e guardiões.

Uma empresa pública de construção e reparação naval que foi alvo, com auge no governo PSD-CDS, de um assédio orquestrado para um único fim: liquidá-la e entregá-la — porque o mesmo trabalho que lá se fazia, foi necessário continuar a fazer — de bandeja aos privados.

Este chão molhado foi palco de uma brava resistência dos trabalhadores, carregando o peso histórico dos seus antepassados que, com o mesmo corpo faziam o mesmo trabalho e que, com aquelas mãos, alavancavam o futuro: seu, das suas famílias, desta cidade, do nosso país.

Os liquidacionistas conseguiram concretizar os seus objectivos. Mas este compromisso histórico, de cumprir em pleno o desígnio dos ENVC, não foi derrotado: vive, enquanto viver a memória deste povo.

Hoje trabalham nos estaleiros entre 800 a 1000 trabalhadores, sob a alçada da empresa privada West Sea. São, na maioria, trabalhadores com vínculos precários e subcontratados. Nos quadros da Martifer (empresa proprietária da West Sea), estão apenas cerca de 200.

João Ferreira

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ASSEMBLEIA CONSTITUINTE DEBATEU EM 1976 A SITUAÇÃO DA NACIONALIZAÇÃO DA EMPRESA HIDRO-ELÉCTRICA DO COURA

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Requerimento

Considerando que uma das graves carências de que sofre grande parte da população do distrito de Viana do Castelo diz respeito à falta de energia eléctrica;

Considerando que sem a satisfação dessa principal necessidade não é possível às camadas mais desfavorecidas daquela região obter o início dos benefícios sociais, culturais e económicos que condicionam a construção de uma sociedade rumo ao socialismo democrático;

Considerando que a empresa que fornece energia eléctrica ao distrito em referência é hoje uma empresa nacionalizada;

Considerando ainda, que em vários concelhos do distrito de Viana do Castelo é essa empresa que explora directamente a distribuição de energia;

Considerando finalmente que as condições de vida das classes mais desprotegidas devem constituir a preocupação prioritária dos órgãos do poder político:

Os signatários requerem ao Governo que através da entidade competente os informe do seguinte:

  1. Quais as freguesias dos concelhos dodistrito de Viana do Castelo com obras de instalação eléctrica em curso a cargo da referida empresa nacionalizada;
  2. Quais as freguesias dos concelhos docitado distrito em que presentemente se executam aquelas obras de instalação eléctrica, mas já a cargo das câmaras municipais;
  3. Quais as freguesias dos concelhos doreferido distrito ainda por electrificar, mas com processos pendentes nos respectivos serviços;
  4. Quais as freguesias dos concelhos domencionado distrito em relação às quais não foi até hoje solicitada a instalação de energia eléctrica;
  5. Quais as datas das petições que motivaram a organização dos processos referidos na parte final dopedido n.º 3;
  6. A quem se deve e cabe a responsabilidade da existência de muitas freguesias por electrificar, em cada um dos concelhos docitado distrito de Viana do

Sala das Sessões, 31 de Outubro de 1975.-Os Deputados do PPD: António Joaquim da Silva Amado Leite de Castro-Abel Augusto de Almeida Carneiro-António Rateira Marinho.

Resposta do Ministério da Economia - Secretaria de Estado da Indústria - Gabinete do Secretario de Estado.

Excelência:

Em referência ao vosso ofício n.º 258/75, junto se envia a resposta que nos foi dada pêlos serviços competentes relativamente ao requerido pêlos Srs. Deputados António Joaquim Amado Leite de Castro, Abel Augusto de Almeida Carneiro e Roleira Marinho.

2 de Abril de 1976. - O Secretário de Estado da Energia e Minas. (Assinatura ilegível).

ANEXO

MINISTÉRIO DA INDUSTRIA E TECNOLOGIA

DIRECÇÃO-GERAL DOS SERVIÇOS ELÉCTRICOS

Acerca do pedido formulado pêlos Srs. Deputados à Assembleia Constituinte António Joaquim da Silva Amado Leite de Castro, Abel de Almeida Carneiro e António Roleira Marinho respeitante à electrificação rural do distrito de Viana do Castelo, tenho a honra de informar:

A Empresa Hidro-Eléctrica do Coura (empresa nacionalizada) distribui nos seguintes concelhos:

Caminha, Melgaço, Monção, Ponte de Lima e Valença.

As câmaras municipais, ou seus serviços municipalizados, distribuem, por sua vez, nos seguintes concelhos:

Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Viana do Castelo (Serviços Municipalizados) e Vila Nova de Cerveira

Respondendo às perguntas dos Ex.mos Deputados pela ordem com que foram formuladas, diremos:

1 - Na zona concessionada à EHC estão em curso obras comparticipadas pelo Estado nas seguintes freguesias: Castro Laboreiro, Roussas e S. Paio, no concelho de Melgaço, Feitosa e Rebordões (Souto), no concelho de Ponte de Lima;

2 - Nos concelhos situados fora daquela concessão estão em curso obras comparticipadas pelo Estádio nas seguintes freguesias:

Águiã, Monte Redondo, Oliveira, Paçô, Parada, Prozelo, Rio de Moinhos, Vale e Vila Ponche, no concelho de Arcos de Valdevez;

Cossourado, Cristelo, Ferreira, Formariz, Insalde, Linhares e Porreiras, no concelho de Paredes de Coura; Ermida e Germil, no concelho de Ponte da Barca. Neste último concelho estão também comparticipadas obras nas freguesias de Entre Ambos-os-Rios e Vila Chã (S. João Baptista), as quais se encontram já adjudicadas (a primeira), ou em concurso para adjudicação (a segunda);

3 - Com processsos «pendentes» nestes Serviços, mas sem que conste o início das obras, citam-se as seguintes freguesias:

  1. 1 - Com pedido de comparticipação já atendido;

3.1.1- Nos concelhos concessionados:

Cristoval, Fiães, Penso e Prado, no concelho de Melgaço; Badim, Longos Vales, Merufe, Sá, Tangil e Valadares, no concelho de Monção; Arca (S. Mamede), Arcozelo, Brandara, Calheiros, Calvelo, Friastelas, Gaifar, Gemieira, Mato, Rebordões (Santa Maria), Ribeira, Sandiães e Vilar das Almas, no concelho de Ponte de Lima; Fontoura, Sanfins, S. Julião e Silva, no concelho de Valença,

3.1.2-Nos concelhos não concessionados.

Entre Ambos-os-Rios e Vila Chã, no concelho de Ponte da Barca (v. n º 2);

3.2 - Com pedido de comparticipação não atendido ainda:

3.2. 1 - Nos concelhos concessionados:

Cousso, Cubalhão e Lamas de Mouro, do concelho de Melgaço; Lordelo e Parada, do concelho de Monção;

Beiral do Lima, Gondufe e Serdedelo, do concelho de Ponte de Lima; Boivão, do concelho de Valença;

3.2.2 - Nos concelhos não concessionados:

Alvora, Cabana Maior, Cabreiro, Cendufe, Ermelo, Extremo, Grade, Miranda, Padroso, Portela, Rio Frio, Sonharei, Sistelo, Soajo e Vale, do concelho de Arcos de Valdevez; Agualonga, Bico, Castanheira, Cunha, Parada, Rubiães e Vascões, do concelho de Paredes de Coura.

Nota. - A maioria das freguesias citadas neste ponto 3 não está propriamente por electrificar, pois têm lugares já electrificados, referindo-se os pedidos pendentes, acabados de discriminar, à electrificação de lugares ainda desprovidos. Se se pretende, como parece ser o caso, a indicação das freguesias cujos pedidos correspondem às primeiras electrificações a efectuar nas mesmas, segue-se a sua discriminação:

  1. a) Nos concelhos concessionados:

Cousso, Cubalhão e Lamas de Mouro, do concelho de Melgaço;

Lordelo e Parada, do concelho de Monção;

Beiral do Lima, Gondufe e Serdedelo, do concelho de Ponte de Lima;

Boivão, do concelho de Valença;

  1. b) Nos concelhos não concessionados:

Cabana Maior, Cabreiro, Ermelo, Extremo, Miranda, Padroso, Sonharei e Sistelo, do concelho de Arcos de Valdevez; Agualonga, Bico, Cunha, Parada e Vascões, do concelho de Paredes de Coura;

4 - São as seguintes as freguesias que, não tendo lugares electrificados, não possuem também qualquer pedido de comparticipação do Estado:

Gave e Parada do Monte, do concelho de Melgaço;

Abedim, Anhões, Luzio e Portela, do concelho de Monção;

Labruja, Labrujó, Queijada, Rendufe e Vilar do Monte, do concelho de Ponte de Lima;

5-As datas de entrada dos pedidos mencionados em 3.2 (pedidos não atendidos ainda) são, para os concelhos em regime de concessão: Setembro de 1975 para os do concelho de Melgaço;

Setembro de 1973 para os do concelho de Monção; Setembro de 1973 e 1975 para os do concelho de Ponte de Lima, e 31 de Agosto de 1967 o referente a Boivão, no concelho de Valença (a situação actual deste pedido dependeu, por um lado, de a Câmara não ter considerado esta obra entre as prioritárias e, por outro lado, de o pedido de licenciamento da linha de alta tensão ter sido mais tardio, só tendo tido resolução em Fevereiro de 1976. A comparticipação vai, pois, ter o seguimento final).

Para os concelhos situados fora da concessão, as datas vão de 1968 a 1974 para os pedidos respeitantes a Paredes de Coura. Contudo, embora com bastante dificuldade, dadas as deficiências que os projectos apresentados por esta Câmara geralmente apresentam, já foram concedidas às licenças de estabelecimento para cinco (Agua-longa, Castanheira, Cunha, Parada e Rubiães) das sete indicadas em 3.2.2, contendo-se que seja possível a comparticipação dentro de pouco tempo, se, ao proceder-se ao estudo dos respectivos orçamentos, estes não apresentarem deficiências notáveis.

Quanto ao concelho de Arcos de Valdevez os pedidos, na generalidade, não tiveram seguimento por razões análogas às indicadas para Paredes de Coura e ainda porque a Câmara pediu a devolução (em fins de 1972) de todos os pedidos que então tinha pendentes, para os corrigir e reestruturar. A devolução efectuou-se em princípios de 1973. A câmara só muito lentamente foi procedendo a essa reestruturação, tendo os pedidos de comparticipação respeitantes a algumas freguesias reentrado somente em meados de 1975;

6-No número anterior já se indicaram motivos de alguns atrasos,

É às câmaras municipais que compete a electrificação dos respectivos concelhos, promovendo o projecto e a execução das obras pêlos seus serviços ou solicitando-os aos respectivos concessionários. Dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, metade está no primeiro caso e a outra metade no segundo.

Em qualquer caso, às câmaras cabe um encargo financeiro na execução das obras. Na totalidade, no caso de serem elas as distribuidoras, e de 70 % a 90 % no caso das distribuições concessionadas.

As câmaras podem recorrer à ajuda financeira do Estado (sob a forma de comparticipações) quando não disponham de meios financeiros para a cobertura daqueles encargos. É isto que geralmente sucede; as comparticipações, contudo, não cobrem totalmente o encargo camarário.

Há pois três entidades a custear as obras: a câmara, a concessionária (nos concelhos em que exista) e o Estado. São conhecidas as dificuldades financeiras em que se encontram as câmaras.

No caso da única concessionária do distrito, 6 conhecido o facto de há uns três anos para cá se ter verificado uma quase paralisação das obras, alegando a empresa dificuldades de mão-de-obra e financeiras. Estas, inclusivamente, já foram apresentadas superiormente, constando neste momento que se está em vias de ver concedido um empréstimo à empresa.

Quanto ao Estado, é também conhecido o facto de ter aumentado substancialmente os seus auxílios nos últimos anos, o que, contudo, não deixa de ter limites que impõem normas de distribuição das comparticipações que se traduzem por um rateio, mesmo nos casos dos concelhos cuja electrificação se pretende mais incrementar. Parece, no entanto, que no respeitante ao distrito de Viana do Castelo, o rateio não está a ser limitativo, dado o grande número de obras já comparticipadas e que estão por realizar, sobretudo na zona da concessionária. Nesta zona, mais pedidos poderiam talvez ser atendidos, mas o ritmo das comparticipações para os concelhos abrangidos encontra-se um tanto diminuído pelas razões invocadas.

Observação final:

Os quadros anexos auxiliam a formar uma ideia mais geral da situação, devendo, porém, ter-se em conta, o que já acontece nesta informação, que as freguesias de Arga de Baixo, Arga de Cima e Cristelo, no concelho de Caminha, Feitosa e Rebordões (Souto), no concelho de Ponte de Lima, Cossourado, Insalde, Linhares e Porreiros, no concelho ele Paredes de Coura, e Ermida e Germil, no concelho de Ponte da Barca, terão já as obras iniciadas, embora nos serviços não existam ainda autos de medição. As informações de que as obras foram iniciadas são muito recentes, dadas telefonicamente, quer pela concessionária quer pelas câmaras.

Repartição de Fomento da Electrificação, 6 de Março de 1976. - O Engenheiro Chefe da Repartição, (Assinatura ilegível.)

DE NOVO NO GIL EANNES

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

Passei por lá para observar nova exposição de fotografia, desta vez do José Pastor, que tal como a anterior do Egídio Santos, é uma exposição de visita aconselhada. Também esta tem, em boa parte, como tema central o mar: os estaleiros, o porto e a costa marítima. São imagens captadas e trabalhadas por alguém que tem um grande domínio da arte de fotografar, daí a grandeza do trabalho que se mostra, mercê dos pormenores e ângulos fotografados, jogos de luzes, em função das horas em que as imagens foram conseguidas, do realce que se dá às pequenas coisas, da grandeza dos planos e tantas outras combinações. Mas o livro do José Pastor recentemente apresentado diz bem do seu mérito.

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A entrega ao Armador do Gil Eannes aconteceu a 20/03/1955. Provavelmente, esta imagem é do dia anterior. Limpava-se a doca nº 1 (151 x 18,5 metros), ordenavam-se e enfeitavam-se os espaços por onde as autoridades e o povo iria circular e colocava-se cordas nos toros que equilibravam o navio, para retirar estes na hora da flutuação. Seria a última tarefa a que obrigaria o Gil Eannes antes da sua saída.

 

Vista a exposição, eu e o Carlos Vieira, ambos tocados pelos navios, tivemos o grato prazer de sermos acompanhados em mais uma visita ao Gil Eannes pelo homem que se tem empenhado na sua recuperação. Nicolau Alves, prestavelmente, mostrou-nos o resultado do trabalho árduo desenvolvido, surpreendente para quem conheceu este Navio Hospital quando ele, em adiantado estado de degradação, entrou novamente nos ENVC para uma primeira solidária recuperação.

Com o objetivo de alertar na revista “Roda do Leme” para a lenta agonia do Gil Eannes, acompanhado pelo António Basto, tive a oportunidade de visitar o navio em setembro de 1996, quando o mesmo apodrecia no Cais de Alcântara. Pessoalmente, confesso que tinha poucas esperanças de que o apelo publicado resultasse em ação alguma com vista à sua recuperação. No entanto, mercê da iniciativa do nosso Município, presidido por Defensor Moura, Viana, com muitos entusiastas, onde também me integrei, fez regressar esta nobre embarcação ao local em que foi construída.

Hoje, ao visitar este “Hospital Marítimo”, não posso deixar de admirar quem tão bem o tem tratado, respeitando escrupulosamente as funcionalidades que tinha quando partiu para a Terra Nova. Não falta muito, talvez, cerca de 30% de todas as áreas, para que se apresente tal como era em 20 de março de 1955, quando deixou Viana. Para mais, enriquecido com pormenores da sua atividade hospitalar. Recuperadas brilhantemente, na parte de assistência hospitalar, lá estão a sala de operações, a enfermaria, os gabinetes de atendimento dos doentes, o Raio X, a farmácia, etc. Depois, os aposentos de todo o pessoal que dava vida a este “Anjo do Mar”, do comandante e pessoal médico ao capelão, passando pelas mais diversas especialidades, onde tudo foi resposto, para que tudo fosse como há meio século passado. Mas há muitas outras áreas recuperadas que se torna exaustivo citá-las. Referência obrigatória para a estação do TSF, uma obra de arte. Trabalha-se agora na recuperação da casa das máquinas, com boa parte já realizada, um mundo grandioso que encanta quem ama os navios. A tudo isto temos que juntar um sistema de proteção que foi montado, para que os visitantes tudo possam ver, mas em nada mexer, degradar ou roubar, como regularmente acontecia.

Ao felicitar Nicolau Alves por tão brilhante serviço prestado, este logo teve o cuidado de afirmar que com ele está mais gente, que são especialmente os colegas, que durante o dia não regateiam esforços para o êxito que está à vista de todos. Vale a pena visitar de novo o Gil Eannes. E quem nunca lá foi tem agora mais razões para o visitar.

MUNICÍPIO DE CERVEIRA REITERA PARECER DESFAVORÁVEL À ATRIBUIÇÃO DE DIREITOS DE EXPLORAÇÃO DE RECURSOS GEOLÓGICOS EM COVAS

Em resposta à notificação enviada pela Direção Geral de Energia e Geologia para pronúncia sobre as condicionantes que possam interagir com o desenvolvimento das atividades de revelação e de aproveitamento dos recursos geológicos em duas áreas da freguesia de Covas, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira volta a dar um perentório ‘não’ a esta possibilidade de concessão. Proposta do edil Fernando Nogueira acolheu unanimidade na reunião do executivo realizada esta sexta-feira.

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A existência de, pelo menos, uma empresa interessada, com requerimento já submetido às instâncias competentes, para a concessão de exploração de depósitos minerais de quartzo, feldspato e lítio, especificamente em Ledo e em Vilarinho, na freguesia de Covas, suscitou mais uma tomada de posição da autarquia sobre a intervenção que visa uma área global de 261.1ha, alargada também a zonas dos concelhos limítrofes de Caminha, Paredes de Coura e Ponte de Lima.

Reiterando o parecer desfavorável dado em junho de 2019, a autarquia cerveirense enumera um conjunto de condicionantes afetas às duas áreas objeto do requerimento de concessão pela empresa. Um primeiro argumento assenta na estratégia conjunta dos municípios intervenientes para a classificação de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, pelo seu papel preponderante nas vertentes económico-financeira, social, ambiental e de ordenamento do território, com especial enfoque no desenvolvimento do turismo de natureza e a alavancagem do sector do turismo regional.

Uma outra condicionante apresentada para justificar a não implantação da indústria extrativa incide na proteção rigorosa de espécies classificadas, em perigo ou vulneráveis, e de interesse comunitário, como é o caso do lobo ibérico, cujo avistamento é frequente na Serra d’Arga, mais concretamente, nas áreas de Vilarinho, de Ledo e das Chãos, na freguesia de Covas. Não obstante, os perímetros propostos intercetam, em parte, com a Reserva Ecológica Nacional, destruindo uma continuidade ecológica que integra um sistema de salvaguarda e proteção da valorização ambiental municipal. É imperioso que o interesse da conservação da natureza deve sobrepor-se ao interesse privado de atribuição dos direitos de mineração.

O parecer da edilidade levanta ainda outras questões de diversa índole, nomeadamente a existência de captações de água para fornecimento da rede pública de abastecimento e que implicou investimentos avultados (2ME já executados na última década, e cerca de 1,5ME para empreitada com início de execução prevista ainda este ano); um conjunto de investimentos de atratividade e valorização da componente de turismo de natureza, touring cultural e de aldeia, de cerca de 900 mil euros, uns já executados e outros com previsão de execução para 2021; a requalificação da Antiga Estrada Nacional 302 (Candemil - Covas), no valor previsto de 2ME, e cuja 1ª fase já tem empreitada lançada a concurso no valor de 250 mil euros; a existência do Regime Florestal Parcial ou total para as áreas em causa, concebido com o intuito de criar, explorar ou conservar a riqueza silvícola, mas também para garantir o revestimento florestal dos terrenos cuja arborização seja de utilidade pública; o facto de serem áreas classificadas como percorridas por incêndio, dotadas de povoamentos de pinheiro bravo consumidos pelos incêndios de 2016 e, consequentemente, com interdição para a instalação da indústria pretendida, pelo período de dez anos; a existência de uma declaração prévia de Projeto de Interesse Público Municipal, para o Projeto do Golfe de Covas, num investimento privado na ordem dos 10ME, e que seria inviabilizado pela proximidade às áreas previstas para a exploração mineira; e ainda o impasse administrativo, dado os terrenos e a respetiva rede viária serem propriedade do Baldio da Freguesia de Covas.

O parecer desfavorável salienta ainda os impactos que uma exploração de minério tem na população e no meio ambiente, relembrando a anterior exploração de volfrâmio em Covas que, ainda hoje, mantém repercussões e ocorrências de poluição no principal curso de água da freguesia (rio Coura), apesar de todas as intervenções já realizadas.

CÂMARA DE CAMINHA AVANÇA COM PARECER NEGATIVO A DOIS PEDIDOS DE EXPLORAÇÃO DE MINAS DE LÍTIO NO CONCELHO

Os processos em causa têm por base contratos de prospeção e pesquisa celebrados em 2014. Trata-se de dois pedidos de exploração de feldspato, quartzo e lítio que abrangem áreas das freguesias de Dem, Argela e União de Freguesias das Argas

O Presidente da Câmara Municipal de Caminha vai apresentar na Reunião de Câmara agendada para a próxima segunda-feira, dia 16 de novembro, proposta de parecer negativo ao pedido de exploração de depósitos minerais de feldspato, quartzo e lítio apresentados pela empresa José Aldeia Lagoa & Filhos S.A. para duas áreas localizadas no concelho que abrangem território das freguesias de Dem, Argela e União de Freguesias das Argas (Arga de S. João, Arga de Cima e Arga de Baixo), bem como zonas dos concelhos limítrofes de Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira.

Os pedidos iniciais de exploração de minério foram formulados em março de 2016, tendo por base um contrato de prospeção e pesquisa celebrado em 11 de março de 2014. Estes pedidos nada têm a ver com o concurso nacional de prospeção e pesquisa lançado pelo atual Governo, sendo muito anteriores e estando numa fase final de atribuição de direitos de prospeção. Para a Câmara Municipal de Caminha, no entanto, não existem dúvidas. Segundo o parecer que Miguel Alves se propõe aprovar no Executivo, “a pretensão não garante a preservação da qualidade ambiental do território nem a qualidade de vida das populações afetadas (….) colidindo com as estratégias que o Município de Caminha e os Municípios de Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima têm definidas para a valorização daquelas áreas”. Em causa está um pedido de atribuição de direitos de exploração para uma área de 92,50 hectares que abrange área dos territórios da União de Freguesias das Argas, das freguesias de Dem e de Argela e um outro, que abrange uma área de 170,90 hectares, percorrendo território da União de Freguesias das Argas (em Caminha), das freguesias de Cabração e Moreira do Lima (em Ponte de Lima) e de Covas (Vila Nova de Cerveira).

Na mesma reunião da próxima semana, Miguel Alves propõe aos seus vereadores a constituição da Associação dos Municípios da Serra d’Arga e a participação do concelho de Caminha, como peça fundamental da estratégia de valorização do património natural, cultural e paisagístico daquele território, tendo em vista a criação de uma Área Protegida de Interesse Regional que dê continuidade ao projeto intermunicipal “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” que já apresentou resultados.

FAMALICÃO EXPÕE SOBRE A INDÚSTRIA TÊXTIL DO VALE DO AVE

Indústria Têxtil de Guimarães: do Sistema Antigo ao Advento das Máquinas

Entrada gratuita | Terça a sexta: 10h00 - 17h30 | Fim-de-semana 14h30-17h30. Encerra às segundas e feriados | Sábado 24, às 17H00 - inauguração.

A Exposição Indústria Têxtil de Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas tem como ponto de partida a coleção documental da Fábrica do Castanheiro (1885-2013) e desenvolve uma leitura em torno dos principais acontecimentos, personalidades e fábricas têxteis que estiveram no centro de um movimento industrial transformador do século XIX - Fábrica dos Castanheiro, Fábrica do Moinho do Buraco, Companhia de Fiação e Tecidos de Guimarães. Documentos, objetos e imagens compõem a narrativa de uma industrialização tardia que despertou com a mecanização e a eletrificação, definindo o perfil industrial de Guimarães.

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COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS DE FAFE

A Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, localmente designada por fábrica do Ferro, por se encontrar instalada numa queda de água do rio Ferro, resultou da iniciativa do emigrante do Brasil «Brasileiro» José Ribeiro Vieira de Castro, que em 15 de Dezembro de 1886 propôs a remodelação dos objetivos da Companhia Industrial de Fafe, que se dedicava à moagem de cereais, passando a dedicar-se ao ramo têxtil. Em 17 de Janeiro de 1887 eram aprovados os estatutos da Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe. Em 1914, dispõe de cantina, e em 1926, possui uma creche, escolas infantil e primária com professores pagos pela empresa. A empresa cresce que nos anos 50/60 tinha 2000 trabalhadores, que tinham além da cantina, do lactário com 200 leitos, apoios sociais com subsídios de reforma por doença, velhice e invalidez.Em 1994 sofre um violento incêndio que destruiu parte das suas instalações. A partir do ano de 1999, com a nova administração, a empresa passou a designar-se de “Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro, Lda.

Fonte: Centro Português de Fotografia

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FAFE: BAIRRO OPERÁRIO DA COMPANHIA DE FIAÇÃO E TECIDOS DE FAFE

A Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, localmente designada por fábrica do Ferro, por se encontrar instalada numa queda de água do rio Ferro, resultou da iniciativa do emigrante do Brasil «Brasileiro» José Ribeiro Vieira de Castro, que em 15 de Dezembro de 1886 propôs a remodelação dos objetivos da Companhia Industrial de Fafe, que se dedicava à moagem de cereais, passando a dedicar-se ao ramo têxtil. Em 17 de Janeiro de 1887 eram aprovados os estatutos da Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe. Em 1914, dispõe de cantina, e em 1926, possui uma creche, escolas infantil e primária com professores pagos pela empresa. A empresa cresce que nos anos 50/60 tinha 2000 trabalhadores, que tinham além da cantina, do lactário com 200 leitos, apoios sociais com subsídios de reforma por doença, velhice e invalidez.Em 1994 sofre um violento incêndio que destruiu parte das suas instalações. A partir do ano de 1999, com a nova administração, a empresa passou a designar-se de “Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro, Lda.

Fonte: Centro Português de Fotografia

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