Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

FAMALICÃO CRESCE NA ÁREA EMPRESARIAL

Geração Made IN já ultrapassou a meia centena de empresas

São conhecidas como empresas Geração Made IN e no total são já 53, fruto dos 15 novos projetos empresariais que acabam de integrar este lote de novas ideias de negócio que nasceram com o apoio do Famalicão Made IN e são acompanhadas pelo seu Gabinete de Apoio ao Empreendedor.

Restaurante Na Boca.jpg

A startup tecnológica IOTech – alvo de recente interesse por parte da Riopele, que adquiriu 10% do seu capital –, o restaurante vegetariano Na Boca e as unidades de alojamento local Casa das Cortinhas e Wake Up são alguns desses novos projetos empresariais que contam com o contributo conhecedor do Famalicão Made IN, materializado através da oferta de um conjunto alargado de serviços, que vão desde o desenvolvimento da ideia de negócio até à participação em programa de aceleração de startups, passando pelo apoio na elaboração de candidaturas a financiamento, consultoria e acompanhamento da gestão operacional do negócio, entre outros.

“São pequenas empresas lideradas por jovens empresários, talentosos e entusiasmados, que muito nos orgulham”, disse Augusto Lima, Vereador da Economia Empreendedorismo e Inovação, na recente sessão de entrega de certificados de reconhecimento às 53 empresas da Geração Made IN. O autarca lembrou que “foi a necessidade de uma estrutura que contribuísse para a valorização e promoção de novos e pequenos projetos empresariais, bem como para a atração de projetos de valor acrescentado para a indústria, que motivou a criação do Famalicão Made IN”.

O trabalho estratégico que realiza junto de empreendedores, empresários e investidores, pelo contributo de uma equipa experiente e qualificada, confere ao Gabinete de Apoio ao Empreendedor um papel crucial na estratégia global do Famalicão Made IN, reconheceu o Vereador, revelando que, desde que foi inaugurado, em outubro de 2014, o gabinete já recebeu 868 ideias de negócio, estando neste momento a acompanhar 285 e, destas, 93 evoluíram para empresas.

“Estes números refletem a dinâmica do concelho e um trabalho importante e credível do Famalicão Made IN também na vertente de incubação, um dos seus três eixos de atuação”, sublinhou, concluindo que este é um projeto que ganha cada vez mais pertinência e demonstra uma capacidade, mais robusta que que nunca, para dar resposta às solicitações apresentadas. “O Famalicão Made IN continua com todas as portas abertas para ajudar estes projetos a integrarem-se nesta dinâmica”.

Empresas Geração Made IN

Continuidade: 2BNATUR, A Camionete, Another Life, Bag4Days, Bike Shower, Burnoutline, CRH Sónia Teixeira, Clínica do Operário, Centro Colibri, Dermashop - Saúde e Beleza, EatTasty, Elicastro Photografhy, Engraxat, Enigmind - Real Life Games, Escritório de Sabores, Estima't - Centro de Desenvolvimento e Intervenção Social, FitDance - Escola de Dança, Haus Groppe, KT Kortex Technologies, Lord Jack & Friends, Maison Decor, Marupiu Pâtisserie, Mimos D'Aldeia, Nalmok Consulting, Oldcare, Pão-de-ló Burguês, Pluma Barber Shop, Poreto - Men's Accessories, Comer e Beber - O Guia de Restaurantes em Portugal, PowerME - unlimited you, Prestige Health, ProgramArt, Rissolândia, Sim Bombons - Chocolates Artesanais, Swonkie, Twenty Fit, WestMister, Yogan Vegan.

Novas: IOTech, AS - Lean Financial & Business Consulting, Bohemian State, Casa das Cortinhas, Cindinha Bulk Store, Cornucópia Doces & Salgados, DéliFit, El Vagabundo Street Food & Wine Bar, Fernando Vale – Design, Fusilli, Massa & Café, Multiclic - Cooperativa Terapêutica de Intervenção Psico-Social, Na Boca - Cozinha Saudável, Saniterra International, SEGI - Engineering Consulting, Wake Up Famalicão.

IOTech.jpg

INDÚSTRIA CRESCE EM FAMALICÃO

Injex abraça Indústria 4.0 com parceria inovadora

O paradigma da Indústria 4.0 está a revelar sinergias empresariais profícuas e exemplares em Vila Nova de Famalicão. A Injex, empresa de desenvolvimento e produção de componentes técnicos para a indústria automóvel, e a Kortex, startup focada na transformação digital da indústria, ilustram da melhor forma a adaptação aos desafios da indústria do futuro. 

image61505.jpeg

A colaboração entre ambas deu já os seus frutos com a Injex a avançar para a digitalização, desmaterializando processos e ganhando eficiência e rentabilidade. Desta ‘revolução’ a novidade que mais fascina Pinheiro de Lacerda, CEO da Injex, é a eliminação do papel no processo de gestão de armazenamento do produto final, com a digitalização de todo o envio de encomendas. “Atirámo-nos ao trabalho, reformulámos todo o processo e estamos a operar com dispositivos móveis que recebem e enviam informação, tornando a preparação das cargas muito mais expedita, segura, simples e económica”, explica. 

image61499.jpeg

A transformação digital Injex by Kortex foi o foco do Roteiro pela Inovação, realizado pelo Presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, na passada sexta-feira, 26 de julho, sendo um bom exemplo do ecossistema industrial do concelho, em que empresas jovens estão a ajudar à revolução industrial de empresas com processos produtivos tradicionais.

A Injex produz componentes técnicos em plástico, designadamente símbolos das principais marcas de automóveis. Os seus produtos estão presentes nas linhas de montagem dos grandes fabricantes do exigente cluster automóvel.
A Kortex nasceu com a incubadora Famalicão Made IN, em 2015, e centra a sua atividade na transformação digital da indústria, desenvolvendo software que permite às empresas desmaterializar processos, controlar fluxos de produção e processar informação. 

Para os engenheiros Rui e Ricardo Abreu, fundadores da startup tecnológica, não fazia sentido, num tecido empresarial como o de Famalicão, criar outro negócio que não fosse um ponto de fusão na indústria. Assim surgiu o Kortex Industrial Hub, “uma plataforma que impulsiona a dinamização de ecossistemas industriais para a economia circular”.

Paulo Cunha enalteceu esta “parceria inovadora e muito virtuosa no universo empresarial”. “A Injex, em vez de comprar uma solução, foi à procura de um parceiro que lhe proporcionasse uma solução costumizada, assim demonstrando que as empresas podem ser parceiras num contexto competitivo e concorrencial”, argumentou.

image61502.jpeg

EXPLORAÇÃO DO LÍTIO NO ALTO MINHO: ALGUMAS CASAS REGIONAIS VIRARAM AS COSTAS À NOSSA REGIÃO!

A generalidade das casas regionais minhotas existeentes na região de Lisboa – aliás à semelha das demais associações regionalistas – inscreveu no preâmbulo dos seus estatutos entre outros aspectos, a defesa dos interesses das suas próprias regiões. E foi nesse pressuposto que o BLOGUE DO MINHO convidou recentemente todas as casas regionais minhotas, sem excepção, a pronunciarem-se acerca da exploração do lítio na nossa região.

65969429_1352358388253775_2750419987465240576_n.jpg

Atendemos ao facto de alguns concelhos não virem eventualmente a ser abrangidos pelos contratos de mineração. Porém, apenas responderam ao nosso convite a Casa do Minho, a Casa do Concelho de Arcos de Valdevez e a Casa Cerveirense em Lisboa.

Algumas das casas regionais que supostamente representam concelhos que irão ser esburacados para extraírem o lítio e tudo o mais que vier por arrastamento, com todas as consequências para a agricultura, a paisagem e o património, parecem indiferentes ao destino a que as suas regiões estão votadas… por ignorância ou manifesto desinteresse!

Aproveitando alterações estatutárias, algumas já se encontram infiltradas até aos seus órgãos directivos por pessoas estranhas à região que dizem representar. A maior parte delas regressou aos tempos dos antigos grupos “almoçaristas” que se reuniam nas velhas tabernas… em ambos os casos, desviaram-se dos objectivos para que foram criadas!

O que mantém estas associações ditas regionalistas ligadas aos concelhos que dizem representar? – Para além do subsídio municipal que anualmente lhes é atribuído, mais nada!

Na prática, esse financiamento que é feito com o dinheiro dos contribuintes apenas serve para pagar os seus lautos banquetes quando certamente teria melhor aplicação em projectos de outras associações locais. É que a gula que os acomete não lhes deixa margem para sequer se pronunciarem acerca de um problema que aflige as populações da nossa região – a exploração do lítio!

Uma vez que mencionamos as casas regionais cujos dirigentes se pronunciaram a este respeito, por exclusão de partes estão identificadas aquelas que viraram as costas à nossa região!

Carlos Gomes

33696530_1873248869378480_4787462172106031104_n.jpg

A propósito da exploração do lítio no Minho, o BLOGUE DO MINHO questionou os dirigentes das várias casas regionais minhotas acerca da sua posição relativamente a esta questão que está a preocupar seriamente as nossas populações. Entre as associações contactadas, apenas a Casa do Minho e a Casa do Concelho de Arcos de Valdevez deram a conhecer a sua posição. Por parte da Liga dos Amigos do Concelho de Valença, da Casa do Concelho de Ponte de Lima, da Casa Courense e da Casa Cerveirense não obtivemos até ao momento qualquer resposta, o que pode indicar que não têm qualquer opinião ou interesse acerca deste assunto.

Da parte de Paulo Duque, Presidente da Direcção da Casa do Minho em Lisboa, obtivemos a seguinte resposta:

“Discordo plenamente, quer em termos ambientais quer em termos paisagísticos. Sendo a Serra D’Arga um local de eleição e também protegida, continua a ser um dos locais mais genuínos do Alto Minho.

Não entendo como protegem o Lobo Ibérico (concordo com a sua protecção) que tem causado grande prejuízo a toda a população, que a sua sustentabilidade continua a ser a pastorícia e não querem proteger a própria serra.

No passado, vejamos as minas de Covas, em Vila Nova de Cerveira, que a poluição até hoje afectou muito em termos ambientais, nomeadamente o Rio Coura.

Como presidente da Casa do Minho, não gostaria de ver a Serra D’Arga de outra forma da que está hoje ou seja, sem poluição.”

Este e muitos outros de interesse para a nossa região não têm merecido a preocupação de muitas casas regionais como deveria, apesar de inscreverem no preâmbulo dos seus estatutos a defesa dos interesses locais. Este é um bom exemplo daquilo para que deve servir uma casa regional!

44460872_2133163440069274_3494356199132889088_n.jpg

Por sua vez, Joaquim Cerqueira de Brito, Presidente da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, esclareceu o seguinte:

“A Casa do Concelho de Arcos de Valdevez discorda completamente. Temos que defender e preservar aquilo que é mais belo no nosso País, a Natureza

Além de tudo isso, é preciso defender o bem estar das populações , que começa pela qualidade de vida.”

45494884_891548607709054_7805728917288910848_n (1).jpg

A casa Cerveirense afirma-se contra a prospecção de lítio na Serra D’Arga, juntando-se assim à posição assumida pela Camara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

Sabemos através de informação disponibilizada pelas entidades ambientalistas, tais como a Associação Ambientalista QUERCUS, no caso da prospecção de lítio para o Alto Minho, que nos diz, e passo a citar, “que este tipo de actividade é extremamente danosa para o ambiente e para as populações, contribui para a destruição das zonas agro-silvo-pastoris de enorme relevância e para a degradação de zonas de excelência algumas únicas no Pais e que tem sido alvo de trabalhos de conservação da Natureza, alem da destruição de habitats e ecossistemas de elevada importância de conservação, que contêm espécies ameaçadas”.

Afirma ainda esta entidade, que quanto às populações envolventes, seriam vítimas desta actividade, uma vez que seriam afectadas pela poluição do ar, da água e pela degradação dos solos, importantíssimos para o pastoreio e para a agricultura, principais sustentos e contributos para a fixação da população local.

Para além disso, o turismo rural, factor que contribui para a fixação da população e crescimento da economia local, seria também gravemente afectado.

A nossa posição prende-se com todos os factores atras mencionados e com a preocupação de este tipo de actividade poder em muito ser prejudicial para o nosso concelho, partilhando também as preocupações da Camara Municipal de Vila Nova de Cerveira, tais como a dimensão do projecto, a falta de estudos de impacto ambiental para o local, o conhecimento do processo em si e as concretas implicações para as populações locais.

Drª Rosa Brito

Presidente da Direcção da Casa Cerveirense

FAMALICÃO ESTEVE PRESENTE NA TEXWORLD USA COM INOVAÇÃO TÊXTIL

Presença de empresas em evento de referência internacional facilitado pela atribuição dos vouchers internacionalização

O Município de Vila Nova de Famalicão e quatro empresas têxteis famalicenses (Dune Bleue, Marjomotex, Olmac e Scoop) mostraram o seu potencial têxtil ao mundo a partir de Nova Iorque com a participação  na Texworld, que decorreu de 22 a 24 de julho, e que reuniu os maiores e melhores atores internacionais da área têxtil e do vestuário.

Famalicão na Texworld.jpg

O município de Famalicão ocupou um stand do evento com a marca Famalicão Cidade Têxtil e a presença das empresas famalicenses no certame foi apoiada pela autarquia através da atribuição de Vouchers Internacionalização, que resultam da parceria estabelecida com a ATP – Associação Têxtil e do Vestuário. De resto, esta participação foi preparada em colaboração com a Associação Selectiva Moda, através do projeto From Portugal.

O vereador da Economia, Inovação e Internacionalização, Augusto Lima, acompanhou a participação famalicense e não teve dúvidas em traçar um balanço muito positivo da comitiva “com o estabelecimento de inúmeros contatos com fabricantes e fornecedores das mais diversas proveniências que estão na linha da frente do desenvolvimento e da inovação têxtil”. Foi precisamente inovação tecnológica e técnica associada ao setor que Vila Nova de Famalicão mostrou nos Estados Unidos como, por exemplo, o casaco Musgo desenvolvido pela Scoop equipado com iluminação inteligente com fibras óticas destinado a quem anda a pé ou de bicicleta.

“Foi uma experiência fantástica do ponto de vista dos expositores. Sentimos que a nossa presença naTexworld ajudou a  reforçar o desenvolvimento dos nossos negócios com os Estados Unidos”, testemunhou Daniel Pinto, diretor da Scoop.

Famalicão na Texworld 2.jpg

PORQUE NÃO SE EXPLORA O PETRÓLEO EXISTENTE AO LARGO DE VIANA DO CASTELO?

O que esconde a exploração e extracção do lítio na nossa região?

No início da década de 80 do século passado foram descobertas jazidas de petróleo ao largo de Viana do Castelo. A descoberta chegou a ser noticiada em primeira mão pelo semanário “Cardeal Saraiva”, de Ponte de Lima.

As pesquisas foram feitas mas a exploração nunca chegou a efectuar-se, alegadamente por não existir em quantidade suficiente que compense o investimento… ou por ser mais conveniente às empresas petrolíferas conservarem as reservas de petróleo a fim de poderem controlar os preços do mercado!

Numa altura em que as indústrias extractivas parecem “esfomeadas” de lítio a pretexto da exploração de energias alternativas que preservarão o ambiente – que absurdo! – a exploração das reservas petrolíferas em Portugal parece um mito… tanto quanto a teoria segundo a qual o predomínio do sector primário (agricultura, pescas e indústrias extractivas) sobre o sector secundário (indústrias transformadoras) e principalmente o sector terciário (comércio e serviços) era revelador do atraso social e económico de um país!

O petróleo existente em Viana do Castelo não constitui caso único em Portugal mas a sua extracção ao menos não poria em causa a sobrevivência de muitas comunidades e a existência das paisagens e de localidades rurais na nossa região, como sucede com a extracção do lítio e, sob a sua capa, o ouro e outros minerais que irão arrasar por completo as nossas aldeias.

Há cerca de oito anos, a empresa canadiana Avrupa Minerals Ltd anunciou no seu site oficial ter encontrado nas antigas minas de Covas, em Vila Nova de Cerveira, ouro e tungsténio, vulgo volfrâmio, em quantidade “significativa” para ser explorada. As prospecções decorrem numa área de cerca de 900 metros de comprimento por 100 metros de largura, tendo-se registado a presença de ouro em quase todas as amostras recolhidas. O melhor resultado obtido representou 10,2 gramas de ouro por tonelada de terra e rocha removida.

Com efeito, o ouro encontra-se disperso no subsolo em ínfimas proporções pelo que é necessário proceder à remoção de grandes quantidades de solo para se poder obter uma pequena quantidade de metal precioso. Mais ainda, a sua extracção é efectuada com recurso a lixiviantes com cianeto, mercúrio e metais pesados de elevado teor tóxico e altamente prejudiciais para a saúde e o meio ambiente.

Com a extracção de ouro, na freguesia de Covas, os recursos naturais ficarão contaminados e os solos agrícolas destruídos, a paisagem não será mais a mesma e a população perderá a sua qualidade de vida a troco de uma miragem cujo brilho do ouro jamais enxergarão. Há muitas décadas, também na vizinha Freguesia da Cabração, em Ponte de Lima, se extraiu ouro e estanho sem que a população alguma vez tivésse recebido qualquer benefício da exploração. A própria energia eléctrica só chegou em 1975, muito tempo decorrido desde a suspensão da actividade mineira naquela localidade.

Afinal de contas, o que esconde a pesquisa e extracção do lítio na nossa região?

 VC_VNC_COVAS_A_00233

MUNICÍPIO DE VIEIRA DO MINHO ESCLARECE QUE É TOTALMENTE CONTRA A EXPLORAÇÃO DO LÍTIO

Esclarecimento público sobre a prospeção de Lítio

Face a algumas questões levantadas a propósito da realização de uma sessão de esclarecimento sobre a exploração de lítio e os seus impactos, promovida pelo partido socialista local, o Executivo da Câmara Municipal vem clarificar o seguinte:

O Executivo é TOTALMENTE CONTRA a prospeção, pesquisa e a exploração de depósitos minerais, tendo-se pronunciado contra a atribuição dos direitos de exploração do lítio, em Reunião de Câmara e de Assembleia Municipal, decisão que foi comunicada à Direcção-Geral de Energia e Geologia, organismo tutelado pelo Governo

A iniciativa é da inteira responsabilidade do PS local, e de uma forma democrata e responsável o Município apenas cedeu um espaço público para a realização da mesma.

Este Executivo tudo fará para defender Vieira do Minho e os Vieirenses no que a esta matéria diz respeito.

aaaaaaa-1.jpg

PROSPECÇÃO DO LÍTIO NA SERRA D’ARGA: VAMOS SABER QUEM ESTÁ COM AS POPULAÇÕES NA DEFESA DO AMBIENTE!

O BLOGUE DO MINHO endereçou a todos os partidos políticos com representação na Assembleia da República e organização no Distrito de Viana do Castelo, o pedido para darem conhecimento público da sua posição a respeito da exploração do lítio na serra d’Arga.

Queremos saber quais os seus pontos de vista – o que respeitamos! – e quem está com as populações na defesa do património natural e da sua qualidade de vida. Consoante as respostas que recebermos – ou não recebermos! – ficaremos a saber de que lado estão, as suas razões e, sobretudo, se têm opinião e interesse em relação a esta temática que é do maior interesse do Minho e dos minhotos.

- Os minhotos vão saber com quem poderão contar!

SERRA D’ARGA VENCEU – O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

Governo retira Serra de Arga dos sítios onde pode haver prospeção de lítio

O Governo reduziu para oito os locais onde poderá ser feita prospeção de lítio.

Litio-Serra-d-Arga.jpg

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, anunciou esta quara-feira no Parlamento que o numero de localizações possíveis onde poderá haver propecção de lítio diminuiu para oito.

O responsável adiantou que das 12 localizações iniciais, tinham já sido excluidas três por serem áreas naturais, tendo o Governo reduzido agora de nove para oito com a exclusão da Serra de Arga.

"Vamos retirar os sítios da Rede Natura 2000. É um. A Serra de Arga", afirmou, acusando por seu lado o Governo de PSD de ter precisamente aprovado três contratos de prospeção para a Serra de Arga.

No parlamento, Matos Fernandes voltou a garantir que nenhum projeto de prospeção de lítio em Portugal avançará sem avaliação de impacte ambiental aprovada.  

Fonte: Maria João Babo https://www.jornaldenegocios.pt/

PONTE DE LIMA É DESFAVORÁVEL À PROSPEÇÃO DE LÍTIO NA SERRA D'ARGA

Câmara Municipal de Ponte de Lima emite Parecer Desfavorável à Prospeção e Pesquisa de Depósitos Minerais de Lítio e Minerais Associados na Zona Identificada como “Arga” no âmbito da Audição aos Munícipes pela Direção Geral de Energia e Geologia

IMG_2571_Paços do Concelho_Miguel Costa (4).jpg

A proposta aprovada por unanimidade na reunião de Câmara, realizada ontem 2 de julho, consta que “A qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável que se ambiciona para o concelho de Ponte de Lima e para a Região, partem do aproveitamento equilibrado, articulado e sustentável dos grandes valores naturais, culturais e paisagísticos que caracterizam o nosso território, introduzindo-se simultaneamente novos valores ao nível da preservação e educação ambiental, acreditando ser este o caminho para a diferenciação que irá contribuir, certamente e à imagem do que já tem vindo a acontecer, para o aumento da qualidade de vida e da atratividade territorial, para quem aqui vive e para quem nos visita.

Estes são incontornavelmente os principais recursos endógenos deste território, economicamente valorizáveis na perspetiva da sua atratividade turística, nos quais assenta a estratégia de desenvolvimento sustentável e durável, na qual acreditamos convictamente.

Um meio ambiente equilibrado é um direito das gerações futuras, devendo os nossos atos e decisões serem sempre pautados pela garantia desse legado, promovendo um desenvolvimento económico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro.

Em consonância com a estratégia definida no Plano Estratégico Nacional para o Turismo, com a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e a Carta Europeia do Turismo Sustentável, o município de Ponte de Lima num trabalho conjunto com os restantes municípios do Alto Minho, tem vindo nos últimos anos a apostar fortemente na criação de infraestruturas de apoio ao turismo da natureza enquanto mercado de fortes perspetivas de crescimento e na implementação de ações de educação ambiental para a preservação e conservação da natureza e da biodiversidade.

A Região do Alto-Minho, pela diversidade de recursos naturais e pelo conjunto de espaços de conservação e proteção da natureza (cerca de 18% do território integra a rede NATURA 2000), assume-se, atualmente, como um dos principais destinos do turismo de natureza no contexto nacional e internacional. No Alto-Minho, a quota mais importante do turismo tem como motivação a visita itinerante ao património cultural e natural.

No anterior período de programação de fundos comunitários, as entidades públicas, em particular os municípios e suas associações e demais instituições do Alto- Minho investiram de forma significativa na qualificação e estruturação deste destino para a prática do Turismo Natureza.

Estas dinâmicas são fundamentais para promover e alavancar o investimento privado, gerador de emprego qualificado, podendo ser auscultado o efeito multiplicador do investimento público no investimento privado, através do número de empresas relacionadas com o sector do turismo que surgiram nos últimos anos e que desenvolvem as suas atividades neste território.

Assim, considerando que:

A Direção Geral de Energia e Geologia, no âmbito do procedimento legal e de acordo com o princípio da transparência, publicitação e difusão pública dos pedidos de revelação ou de aproveitamento de depósitos minerais, procede à audição dos municípios em cujo território se insere a área objeto desse pedido;

Nessa senda, a Direção Geral de Energia e Geologia informou a Câmara Municipal, a 14 de junho de 2019, por ofício, que irá ser aberto concurso público para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de lítio e minerais associados numa área situada no Concelho de Ponte de Lima, no âmbito do qual se encontram acauteladas e salvaguardadas as questões técnicas, ambientais, territoriais, económicas e sociais;

Informou ainda a Direção Geral de Energia e Geologia, da possibilidade de a Câmara Municipal apresentar, caso entenda, pronúncia, apresentando em anexo ao ofício a configuração da área que irá ser objeto de concurso público para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de lítio e minerais associados;

Dadas as características de grande dispersão dos aglomerados populacionais no concelho de Ponte de Lima com expressão na zona referenciada, este tipo de exploração mineral irá também afetar fortemente as populações residentes nestas zonas, nomeadamente com o aumento do trânsito de pesados, consequente degradação das vias, agravamento do ruído, degradação da qualidade do ar, o enorme impacto visual, bem como todos os impactos tecnicamente conhecidos;

A zona de prospeção prevista abrange 19 freguesias afetando uma área considerável do concelho;

Acresce a esta questão, só por si determinante da degradação ambiental irreversível em toda a área do concelho onde se prevê a exploração do Lítio, nomeadamente na Serra d’Arga, zona de excelência ambiental e paisagística de grande relevância para a região.

Neste contexto, o Executivo Municipal aprovou por unanimidade um parecer desfavorável ao desenvolvimento deste projeto no concelho, por não concordar com a consignação de direitos de prospeção e pesquisa na zona identificada “Arga” na medida em que este tipo de exploração irá provocar um severo e irreversível impacto ambiental ao nível dos ecossistemas e da biodiversidade existentes, da contaminação dos aquíferos sendo ainda extremamente prejudicial para as populações locais não estando em consonância com os padrões e valores naturais que defendemos.

A presente deliberação será enviada ao Ministro do Ambiente e da Transição Energética, Secretário de Estado do Ambiente, Secretário de Estado da Energia, APA – Agência Portuguesa do Ambiente e Direção Geral de Energia e Geologia.