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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO: DUNE BLEUE LANÇA MEIA A PARTIR DE PLÁSTICOS RECOLHIDOS NO MAR

A Dune Bleue está a adotar a sustentabilidade pela inovação, tendo acabado de lançar uma meia fabricada a partir de plásticos dos oceanos.

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O novo produto resulta de uma parceria com o projeto Seaqual, que procede à recolha no mar de detritos de plástico, desde linhas de pesca a garrafas e outras embalagens, e os transforma em fio reciclado. E é este fio reciclado que depois a Dune Bleue usa para produzir a nova meia que, de acordo com Ricardo Faria, CEO da empresa, “está a surpreender pela positiva com a qualidade”. 

O caráter inovador do projeto levou o Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, a visitar a empresa, em Cavalões, na passada sexta-feira, 14 de fevereiro, no âmbito do Roteiro pela Inovação.

Esta é a mais recente das apostas da Dune Bleue para se tornar progressivamente mais sustentável. Mas, recordou Ricardo Faria, “o tema da sustentabilidade tem acompanhado as coleções anteriores”, que já integravam algodão e lã reciclados na composição das peúgas.

“Estamos num contexto europeu de economia circular e o que está aqui a acontecer é um sinal inequívoco de que é possível introduzir essa circularidade na cadeia produtiva. Mas é também importante que o consumidor dê um sinal de adesão a este tipo de compra, influenciando o que é produzido”, sublinhou Paulo Cunha.

O autarca destacou ainda que a Dune Bleue é um exemplo de que é possível criar e desenvolver projetos em conjunto e ser competitivo. “Estamos perante um sinal de maturidade do setor empresarial do concelho de Famalicão. Não é por caso que somos a Cidade Têxtil de Portugal”, vincou.

Presente no mercado desde 2005, a Dune Bleue dedica-se à criação, desenvolvimento e comercialização de peúgas, reunindo um conjunto de onze segmentos. Desde a primeira hora que o desafio da empresa é acrescentar valor técnico a um produto simples como uma meia, preparando-o para um mercado específico. Meias para a Casa Real Inglesa, militares, hospitalares e de segurança para trabalho são alguns dos produtos que desenvolve e que são comercializados para todo o mundo com marca própria e em parceria com outras marcas.

Com um volume de negócios próximo dos dois milhões de euros, a empresa regista uma taxa de exportação que atinge os 98%. Sem produção dentro de portas, recorre a parceiros nacionais para fabricar os artigos e emprega nove pessoas.

De há dois anos para cá a Dune Bleue tem vindo a apostar no mercado norte-americano. Foi precisamente de uma recente deslocação aos Estados Unidos que surgiu o próximo desafio: incorporar fio de cannabis em meias para fins terapêuticos.

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EMPRESA DE FAMALICÃO SURPREENDE EM FEIRA INTERNACIONAL COM MEIAS QUE INTEGRAM PLÁSTICOS DOS OCEANOS

Roteiro pela Inovação de Famalicão na Dune Bleue, sexta-feira, 14 de fevereiro, 10h30, na Rua dos Pavilhões nº3, 4760-443 Cavalões (Coordenadas GPS: 41°25'05.2"N | 8°35'01.1"W)

Na mais importante feira de moda desportiva, a ISPO Munique, que decorreu em janeiro, Vila Nova de Famalicão brilhou em grande nível com a presença de têxteis técnicos inovadores desenvolvidos por empresas daquele que é o concelho têxtil de Portugal.

A Dune Bleue surpreendeu na ISPO com meias que integram plásticos retirados dos oceanos.JPG

Uma das grandes novidades foi uma meia técnica desenvolvida pela Dune Bleue que incorpora resíduos plásticos retirados do fundo dos oceanos. O projeto fez parte de uma parceria desenvolvida com um parceiro internacional que produziu o fio e desafiou a empresa famalicense a desenvolver uma peça de vestuário de todos os dias, cuja simples utilização ajuda a preservar o meio ambiente.

A inovação da Dune Bleue faz parte do seu ADN. A empresa nasceu há 15 anos em Cavalões e desde a primeira hora que o seu desafio é acrescentar valor técnico a uma meia básica preparando-a para um mercado específico. Meias para militares, para a Casa Real Inglesa, meias hospitalares e meias de segurança para trabalho são alguns dos produtos desenvolvidos pela empresa para necessidades específicas e que são comercializados para todo o mundo com marca própria e em parceria com outras marcas.

A inovação da Dune Bleue é o foco da próxima jornada pela Inovação de Vila Nova de Famalicão, amanhã, sexta-feira, 14 de fevereiro, pelas 10h30, na Rua dos Pavilhões nº3, em Cavalões.

LEICA LANÇA BINÓCULO 100% MADE IN FAMALICÃO

É o resultado de uma aposta vencedora. O Centro de Competências e Serviços da alemã Leica apresentou o primeiro produto 100% made in Famalicão. O investimento, de acordo com Pedro Oliveira, administrador da empresa, foi de 2,5 milhões de euros; o produto é um binóculo da gama Trinovi, inspirado no monóculo que a Leica desenvolveu para a Missão Apollo 11, que, como é conhecido, levou o astronauta Neil Armstrong a tornar-se o primeiro homem a pisar a Lua.

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O Presidente da Câmara Municipal de Famalicão conheceu, no âmbito do Roteiro Pela Inovação, que o levou às instalações da Leica em Lousado, no último dia do mês de janeiro, uma peça de tecnologia única, já disponível em todo o mundo, nas mais de 70 lojas da Leica (onde se conta a que podemos visitar na Rua de Sá da Bandeira, no Porto), e que tem um preço de cerca de 1100 euros. 

Paulo Cunha ficou também a saber que o novo Centro de Competências e Serviços é uma aposta que vai permitir “prender a empresa em Portugal” e “assegurar a próxima década ou até a próxima geração”, explicou Pedro Oliveira. Ao mesmo tempo, o engenheiro e gestor de 43 anos sublinhou a importância deste centro como sendo um dínamo para “alterar o rumo da Leica em Portugal”.

O Centro de Competências e Serviços responde por cerca de 20 jovens investidores e já está a trabalhar em novos produtos, existindo já protótipos ao nível de objetivas, lentes e produtos óticos. A ambição da Leica Famalicão é lançar novos produtos made in Portugal, provavelmente ainda este ano ou em 2021. Uma das atenções da empresa é a “smartphonização da fotografia”, o que Pedro Oliveira designou de “segunda revolução digital”. 

O autarca famalicense sublinhou a relevância de pela primeira vez haver “um produto Leica 100% made in Famalicão”, que é colocado no mercado mundial. 

Paulo Cunha destacou ainda a evolução da Leica no concelho, com a crescente aposta na inovação, no conhecimento e em trabalhadores qualificados. “A qualidade dos recursos humanos está a acrescentar valor ao concelho”, afirmou, acrescentando que esse “reconhecimento de competências tem levado à aposta na indústria de capital intensivo, sendo sinónimo de melhor produtividade e de melhor remuneração”. 

Em 2013, a Leica inaugurou as suas novas instalações em Famalicão. Dos cerca de 600 trabalhadores que emprega, 343 estão na empresa há mais de 20 anos e 142 há mais de 30. Encerrou o último ano fiscal com um volume de faturação de 52 milhões de euros.

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PONTE DE LIMA FIRME CONTRA A MINERAÇÃO DE LÍTIO

O Movimento SOS Serra d'Arga reuniu hoje, 30 de Janeiro, com o Presidente da Câmara de Ponte de Lima, naquela que foi a primeira das cinco audiências com os autarcas dos municípios ameaçados pela proposta de prospecção e exploração de lítio na Serra d'Arga, apresentada pelo Governo.

Da reunião, foi possível reter que o autarca Victor Mendes:

  1. Reafirmou a OPOSIÇÃO da autarquia a todos os projectos de prospecção e exploração de lítio.
  2. Explicou que tem sensibilizado associações, população e presidentes de junta para esta problemática, e que não compreende a insistência do governo central nesta medida, referindo que "Já demos o nosso contributo para o desenvolvimento nacional, por isso este concelho não está disposto a mais sacrifícios; o desenvolvimento local faz-se de outra forma".

Victor Mendes acredita que o futuro passa pela conservação e valorização da Serra d'Arga, o que pode implicar, nesta primeira fase, o alargamento dos limites da zona protegida. O presidente da Câmara de Ponte de Lima garantiu ainda que irá informar o Movimento SOS Serra d'Arga e as populações sobre o que dirá o ministro neste "roteiro de apresentação dos princípios base da nova lei das minas".

As próximas audiências marcadas pelo Movimento SOS Serra d'Arga com os autarcas são a 4 de Fevereiro às 11h, em Caminha, e a 6 de Fevereiro às 14:30, em Vila Nova de Cerveira.

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EMPRESAS FAMALICENSES NA ISPO MOSTRAM TÊXTIL INOVADOR E SUSTENTÁVEL

Na ISPO as empresas famalicenses dão cartas na sustentabilidade, apresentando os produtos e as matérias-primas têxteis do futuro e associando à inovação, tecnologia, design e moda os conceitos da economia circular.

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A Cidade Têxtil de Portugal está representada na maior feira têxtil mundial dedicada ao desporto, que decorre em Munique, na Alemanha, desde ontem e até à próxima quarta-feira, por sete empresas e dois centros tecnológicos. CM Socks, Dune Bleue, Fradelsport, Lusosocks, Oldtrading, Olmac e Scoop, a que se juntam o CITEVE e o CeNTI, integram a comitiva portuguesa de 41 empresas.

Esta é uma participação que a Câmara de Famalicão apoia através da atribuição a cada empresa de um ‘voucher internacionalização’, resultado do protocolo celebrado com a ATP - Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal, como forma de impulsionar a sua competitividade e internacionalização. 

“São empresas que representam o que de melhor se faz em Portugal na indústria têxtil e do vestuário de elevada tecnicidade para o segmento de desporto”, explica o Vereador dos Pelouros da Economia e Internacionalização, Augusto Lima, que está também de visita à ISPO, lembrando que os têxteis técnicos famalicenses representam já 156 milhões de euros de exportações.

Mas não é só a tecnologia e a inovação que dominam o certame. “As empresas famalicenses vieram à ISPO exibir também a sustentabilidade dos seus produtos, demonstrando assim uma preocupação cada vez maior com a responsabilidade social e ambiental. A sustentabilidade é a aposta de futuro e é muito positivo verificar que há cada vez mais empresas a abraçá-la”, refere Augusto Lima.

Esta segunda-feira, os Secretários de Estado da Economia, João Neves, e da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, visitaram os expositores portugueses na ISPO. A participação nacional é organizada pela Associação Selectiva Moda em parceria com o CITEVE.

Apostas das empresas famalicenses

Lusosocks estreia-se na ISPO e logo para apresentar uma nova marca de peúgas, “inovadora e com produtos diferenciados do mercado e da concorrência do setor”, diz Miguel Campos. A empresa vai também apresentar um novo artigo patenteado e já premiado pelo júri da ISPO.

Já a CM Socks volta a apostar na ISPO, depois de se estrear em 2019, sobretudo para dar a conhecer a meia Prevent Sprain, que previne entorses e cuja tecnologia está patenteada em 143 países.

O mesmo sucede com a Fradelsport que, na sua segunda participação, aposta na apresentação de uma coleção ecológica para a modalidade de running, “com tecidos sustentáveis e linhas produzidas através de um polímero reciclado de flocos de garrafa de plástico, numa parceria com a famalicense Crafil”, explica Paulo Reis, sócio-gerente.
Especializada no vestuário sem costuras, o chamado seamless, a Oldtrading está igualmente focada no futuro sustentável, expondo artigos que foram produzidos com fios reciclados, a partir de resíduos plásticos (redes, garrafas e outros) recolhidos no fundo do mar. “Os mercados e clientes do Norte da Europa são muito sensíveis à defesa e proteção do ambiente”, lembra Rui Gordalina, CEO da Oldtrading.

Especialista em meias técnicas, a Dune Bleue tem vindo a reforçar a sua presença em eventos internacionais. E na ISPO dá a conhecer as novas meias produzidas com fio reciclado proveniente dos resíduos recolhidos nos oceanos. “São artigos de valor acrescentado, graças a uma combinação vencedora entre o know-how da empresa e a confiança estabelecida com os nossos parceiros”, sublinha Ricardo Faria, CEO da empresa.

Olmac tem apostado no private label e na ligação a marcas de luxo associadas à moda com sofisticação técnica. “Sustentabilidade, pegada ecológica, responsabilidade energética. Conceitos na mente de muitos, realidade na Olmac”, aponta Olímpio Miranda, CEO da empresa, que dá a conhecer na ISPO novos artigo “mais em harmonia com a natureza e o ambiente. Responsabilidade de todos e de cada um”.

Recentemente reconhecida pela ONU pelas suas boas práticas empresariais, a Scoop levou para a ISPO o Musgo, o casaco tecnológico 100% português dotado de iluminação inteligente com fibras óticas, e outros artigos “altamente técnicos, mas que usam materiais ecológicos oriundos de fibras naturais”, sublinha Daniel Mota Pinto, Diretor de Desenvolvimento de Negócios.

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METALOMECÂNICA ACENTUA TENDÊNCIA DE CRESCIMENTO EM FAMALICÃO

O volume de negócios da indústria metalomecânica cresceu 17% em Vila Nova de Famalicão, acima dos 312 milhões de euros. Um crescimento superior a dois dígitos, em linha com a tendência dos últimos anos, e que atesta o peso cada vez mais significativo do setor na economia do concelho. Resulta, aliás, da aposta numa estratégia de expansão e modernização da capacidade instalada em infraestruturas e tecnologia de vanguarda, que tem sido decisiva para a afirmação da indústria metalomecânica famalicense no plano nacional e internacional.

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A robustez do setor encontra também leitura no valor acrescentado bruto, que cresceu 14%, para os 107 milhões de euros, de acordo com os mais recentes dados macroeconómicos divulgados pelo INE, no Anuário Estatístico Regional 2018, bem como no número de empresas existentes no concelho (288 contra 286) e no número de pessoas ao serviço (3031 contra 2782), um aumento de 9%.

Quanto às exportações, há a registar um ligeiro decréscimo para os 171 milhões de euros (face aos 174 milhões em 2017), correspondendo a 8% do total das exportações do concelho, sendo Espanha (23%), França (21%), Alemanha (9%) e EUA (6%) os principais mercados das vendas internacionais.

Em Vila Nova de Famalicão, empresas de dimensão mundial produzem o que outras não são capazes. Vantagem competitiva em todo o mundo e aspeto altamente diferenciador é precisamente o que estas empresas conquistam ao produzirem máquinas para setores tão diversos como o têxtil, naval, militar, químico, petrolífero e automóvel, entre outros.

Dados macroeconómicos 
• Número de Pessoas ao Serviço: 3.031
• Número de Empresas: 288
• Volume de Negócios: 312 M€
• Volume de Exportações: 171 M€
• Valor Acrescentado Bruto (VAB): 107 M€

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MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL LANÇA COLEÇÃO MONOGRÁFICA "ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL"

Conferência com visita realiza-se no próximo dia 14 de dezembro, pelas 14h30. A participação é gratuita

Depois do sucesso das últimas conferências do ciclo “Percursos e memórias da indústria na Bacia do Ave”, promovido pelo Museu da Indústria Têxtil, que tem levado os participantes a percorrer alguns dos marcos históricos do cluster têxtil da região, a iniciativa chega ao fim no próximo dia 14 de dezembro a partir das 14h30.

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A conferência arranca, no Museu da Indústria Têxtil, com a apresentação da coleção monográfica “Arqueologia Industrial”, a cargo do professor Lopes Cordeiro.  Fundada em 1987 como publicação periódica, é agora lançada, em 2019, no formato de livro, constituindo uma coleção monográfica nas áreas da arqueologia, património e museologia industrial, procurando acompanhar o desenvolvimento destas áreas no país e no estrangeiro.

A sua edição é da responsabilidade do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave/Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da APPI – Associação Portuguesa para o Património Industrial, representante em Portugal do TICCIH – The International Committee for the Conservation of the Industrial Heritage, sendo publicada pelas Edições Humus.

Segue-se o debate “O Contributo da Revista de Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”, com Paulo Ramos Nogueira, da Universidade de Coimbra.

A iniciativa termina com uma visita à exposição temporária “Industria Têxtil de Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas”, no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães. Os participantes são convidados a visitar a exposição, num autocarro disponibilizado gratuitamente. O regresso ao Museu acontece pelas 18h00.

A participação é gratuita, sendo que as inscrições e informações devem ser solicitadas junto do Museu da Indústria Têxtil ou através do email geral@museudaindustriatextil.org

Refira-se que estas conferências estão certificadas como Ação de Curta Duração para os professores pelo que as inscrições decorrem através de formulário online disponível em https://bit.ly/2mU3p92

Contactos:

Tel.: 252 313 986

geral@museudaindustriatextil.org

Programa

14 dezembro ‘19

14h30 Apresentação da coleção monográfica

Arqueologia Industrial

Professor Doutor J. M. Lopes Cordeiro

15h00 Conferência “O contributo da Revista de Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”

Paula Ramos Nogueira

Universidade de Coimbra, Instituto de Investigação Interdisciplinar, Centro de Física

Local Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

16h30 Visita à exposição temporária “Indústria Têxtil da Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas” (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, Guimarães)

17h15 Regresso ao Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

18h00 Encerramento

EMPRESAS DE FAMALICÃO APROVEITAM INCENTIVOS FINANCEIROS DO PORTUGAL 2020

340 milhões do Portugal 2020 para as empresas famalicenses

As empresas famalicenses têm sabido aproveitar de forma positiva os incentivos financeiros do Portugal 2020. 340 milhões de euros é o montante de investimento elegível dos projetos de empresas de Vila Nova de Famalicão já aprovados pelos programas operacionais que mobilizam os fundos europeus e estruturais para o período 2014-2020.

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O Compete 2020 (Programa Operacional de Competitividade e Internacionalização) e o Norte 2020 (Programa Operacional Regional do Norte) deram luz verde, até ao momento, a 380 novos projetos de empresas do concelho que se candidataram a verbas comunitárias do Portugal 2020, gerido pelo Governo.

Por partes: o Compete 2020 aprovou 115 projetos (243,2 milhões de euros de investimento) e o Norte 2020 deferiu 265 projetos (95,6 milhões de euros). E são estes 380 projetos empresariais que representam um investimento global elegível de 340 milhões de euros.

A atribuição dos incentivos financeiros europeus potenciou o desenvolvimento de projetos em domínios como a competitividade e internacionalização, a inclusão social e emprego, o capital humano e a sustentabilidade e eficiência no uso de recursos.

Este é assim mais um indicador que revela a determinação das empresas famalicenses em crescer, reforçando a sua competitividade e criando novos postos de trabalho em Vila Nova de Famalicão.

MUNICÍPIO DE CABECEIRAS DE BASTO TOMA POSIÇÃO EM RELAÇÃO À EXPLORAÇÃO DE LÍTIO NO SEU TERRITÓRIO

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O Executivo Municipal de Cabeceiras de Basto, sob a presidência de Francisco Alves, aprovou, por unanimidade, na sua reunião do passado dia 26 de novembro, uma tomada de posição referente à prospeção e pesquisa de depósitos minerais (ouro, prata, lítio e outros) em território Cabeceirense, documento onde se lê o seguinte:

“Considerando que a Câmara Municipal tomou conhecimento que o Governo da República pretende atribuir licenças de prospeção e pesquisa de depósitos minerais (ouro, prata, lítio e outros) em território Cabeceirense;

Considerando as dúvidas, diferentes posições e pontos de vista que temos observado na opinião pública, populações, poder autárquico, associações e outros intervenientes da sociedade civil, nos diversos territórios onde este assunto tem sido discutido;

Considerando a falta de informação precisa, fundamentada e sustentada, que permita, em consciência, formar uma opinião sobre as vantagens e desvantagens deste tipo de intervenção física no território, e consequentemente, a defesa do bem-estar das populações, a conservação e defesa da nossa fauna e flora, bem como dos recursos hídricos e dos solos;

A Câmara Municipal delibera: não aceitar qualquer intervenção no nosso concelho no que concerne a licenças que o Governo venha a conceder para a prospeção, pesquisa e exploração de lítio, sem que sejam conhecidos e apresentados estudos com o máximo de rigor, referentes às consequências dos factos de ordem económica, social e ambiental; comunicar esta tomada de posição à Assembleia Municipal; comunicar esta tomada de posição à Direção Geral de Energia e Geologia”.

Entretanto, a Tomada de Posição enviada à Assembleia Municipal foi apreciada por esse órgão no passado dia 29 de novembro e aprovada, também, por unanimidade.

Por unanimidade, o executivo municipal aprovou, ainda, nesta reunião dois pedidos de transporte do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto para visitas de estudo a Guimarães; um pedido de apoio à natalidade no montante de 500 euros; um pedido de redução de taxas a um munícipe para frequência na Piscina Municipal de Refojos; um pedido de certidão de desanexação, tendo sido também declarada a caducidade de um processo de licenciamento de obras.

De salientar igualmente que, no que se refere aos assuntos despachados pelo presidente da Câmara, em 12 dias foram despachados 15 projetos de arquitetura e duas licenças para obras, sinal de dinamismo económico na área da construção no nosso concelho, o que apraz registar.

FAMALICÃO LANÇA-SE NO TURISMO INDUSTRIAL PARA CATIVAR VISITANTES

Projeto envolve já onze entidades públicas privadas do concelho

Vila Nova de Famalicão, que ostenta a marca de “Cidade Têxtil”, vai abrir as portas do concelho ao Turismo Industrial, através de um produto diferenciador, para promover e valorizar a dinâmica da industrialização do território e proporcionar experiências únicas aos visitantes.

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O projeto que assenta no aproveitamento das potencialidades turísticas do sector, na preservação do património industrial e no envolvimento da indústria em atividade foi apresentado na passada quinta-feira, na Adega Casa da Torre, um projeto vitivinícola com vertente turística localizado na freguesia de Louro.

Inserido no eixo estratégico "Turismo Industrial e de Negócios", que emerge da Estratégia de Desenvolvimento Famalicão Turismo 2020, o projeto divide-se em Património Industrial, Indústria Viva, Centro de Investigação e Desenvolvimento e Enoturismo, envolvendo para já a cooperação de onze entidades famalicenses públicas e privadas, numa rota turística industrial.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “esta rota integra novas áreas onde há um enorme potencial turístico para ser conhecido e visitado. Não estamos a musealizar a industria, nem a fazer fotografia no tempo, mas queremos que quem nos visita possa ver um processo em curso, tendo contacto com o que está a acontecer no presente e no futuro da industria do concelho”.

“Trata-se de um projeto inovador e diferenciador num concelho industrial, que vai de encontro a novos públicos do ponto de vista turístico”, adiantou ainda o autarca, sublinhando que “este produto vai alimentar o setor, vai alimentar a industria, mas acima de tudo vai ser um argumento para que mais turistas nos visitem”.

Presente na sessão esteve também o vice-presidente do Turismo Porte e Norte, Inácio Ribeiro, que afirmou que “Famalicão sendo uma verdadeira referência a nível industrial, tem todas as condições para fazer desta nova aposta um projeto de grande sucesso turístico”.

“Cada vez mais o turismo desafia novos produtos e esta proposta do turismo industrial é uma ideia excelente que tem tudo para vingar”, destacou, acrescentado que é uma proposta que vai de encontro a um nicho muito especifico “um turista interessado que procura conhecer as competências do povo, conhecer a sua alma e muitas vezes conhecer como se fazem os produtos que chegam até si”.

Para já foi constituída uma rota com onze espaços que estão a celebrar protocolo de cooperação com a autarquia. Os espaços estão preparados para receber a visita de turistas e integram, no âmbito do Património Industrial, o Museu da Indústria Têxtil, o Museu do Automóvel e o Museu Nacional Ferroviário. No âmbito da Indústria Viva, a Empresa Têxtil Nortenha, a Troficolor Têxteis e a Fábrica de Chocolates Casa Grande. No âmbito da investigação e desenvolvimento, o Citeve. E no Enoturismo, a Casa de Compostela, a Castro – Vinhos de Portugal, a Adega Casa da Torre e Casal de Ventozela.

Neste âmbito, a autarquia avançou já com uma candidatura ao programa ´RegFin´ do Turismo de Portugal para a constituição de uma Rede Portuguesa de Turismo Industrial - RPTI, que será dinamizada nesta fase inicial pelos promotores da candidatura que integra para além de Famalicão, os municípios de S. João da Madeira, Vale de Cambra, Vila do Conde, Santa Maria da Feira e Santo Tirso.

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FAMALICÃO: INOVAFIL VENCE PRÉMIO INOVAÇÃO COTEC-BPI

A Inovafil é a vencedora do Prémio PME Inovação COTEC-BPI. A empresa têxtil famalicense, produtora de “fios inteligentes” para os mercados de moda e dos têxteis técnicos, foi distinguida no 9º Encontro PME Inovação promovido pela associação presidida por Isabel Furtado e que decorreu segunda-feira, 25 de novembro, na Póvoa do Varzim.

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O Prémio PME Inovação reconhece anualmente empresas que se destacam pelas suas práticas de gestão de inovação, com impacto no crescimento e na rentabilidade. O júri destacou os excelentes indicadores de desempenho empresarial da Inovafil e a dinâmica de crescimento médio anual do seu volume de negócios, superior a 15% nos últimos três anos. 

Rui Martins, CEO da Inovafil, sublinha que “o prémio é a prova do reconhecimento nacional e internacional dos elevados índices de performances que a unidade já atingiu, o que implica um comprometimento com a inovação, que passou a ser um dos pilares da sua produção”.

Em 2018 a Inovafil alcançou um volume de negócios próximo dos 22 milhões de euros, 41% dos quais resultantes de exportação, tendo como destino principal França, Espanha e Estados Unidos da América.

Empresa participada da Mundifios – o maior trader ibérico de fios têxteis –, a Inovafil surgiu em 2014, fruto de um investimento inicial de cerca de 10 milhões de euros, e tem-se distinguido pelos fios especiais, como os obtidos a partir de urtigas, onde a inovação tem um papel fulcral. Em 2017 criou o Nidyarn, um núcleo de investigação e desenvolvimento em parceria com a Universidade do Minho.

“A inovação na Inovafil terá que continuar forçosamente, porque a empresa vive do produto dessa inovação”, afirma Rui Martins, acrescentando que a fiação terá “obrigatoriamente que continuar a viver da inovação interna, da presença em feiras, da interação com universidades e com os centros tecnológicos”.

A inovação faz-se também pela tecnologia. Recentemente, a Inovafil foi selecionada, entre cerca de 20 empresas a nível mundial, para testar o novo sistema de fiação a jato de ar e que permite a produção de vários fios ao mesmo tempo.

O 9º Encontro PME Inovação 2019 debateu os desafios que se colocam à substituição dos materiais clássicos por alternativas com ciclo de vida mais favorável.

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FAMALICÃO LANÇA TURISMO INDUSTRIAL PARA ATRAIR VISITANTES AO CONCELHO

Sessão vai decorrer amanhã, quinta-feira, 28 de novembro, pelas 16h00, na Adega da Torre, na freguesia de Louro (Rua Dr. Carlos Araújo Chaves, 50)

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social para a apresentação pública do projeto “Famalicão Turismo Industrial”, que se vai realizar amanhã, quinta-feira, 28 de novembro, pelas 16h00, na Adega da Torre, na freguesia de Louro.

O projeto que se materializa através de uma rota turística que envolve diversos espaços do concelho – nomeadamente no âmbito do património industrial, indústria viva, investigação e desenvolvimento e enoturismo – visa a promoção e a valorização da dinâmica industrial existente no território.

A autarquia está a celebrar protocolos de parceria com as empresas e agentes que integram este projeto, materializando esta cooperação. Para já, fazem parte da rota onze espaços e empresas que podem ser visitados no âmbito do turismo industrial.

Refira-se que o Turismo Industrial e de Negócios foi apresentado no início deste ano como um dos eixos estratégicos do munícipio para o desenvolvimento da aposta Famalicão Turismo 2020.

Na altura, Paulo Cunha referiu que o concelho tem "condições para se atrever a ser uma cidade turística" defendendo que é necessária a "cooperação e interação entre os todos os atores de promoção turística que puxem pelo nosso potencial”.

BRAGA ESTÁ NA VANGUARDA DA INVESTIGAÇÃO INDUSTRIAL

Braga é “extraordinário exemplo” de ligação entre Indústria e Centros de Investigação

O futuro da indústria nacional, as oportunidades de inovação e a captação de investimentos para o Portugal 2030, foram temas em destaque esta Terça-feira, em Braga, durante um evento da Fibrenamics, a plataforma internacional da Universidade do Minho.

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No evento, que decorreu no Altice Forum Braga, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, lembrou a crescente relação entre os centros de conhecimento e as empresas do Concelho, tendo como ponto de partida a componente da inovação.

“Durante largos anos os centros de produção de conhecimento, como as Universidades ou os institutos de investigação, estiveram demasiado afastados do tecido empresarial. Felizmente, nestes anos mais recentes, essas barreiras têm vindo a ser diluídas, fruto de uma colaboração cada vez mais estreita entre esses domínios da nossa sociedade e, nesse campo, Braga é um extraordinário exemplo daquilo que essa colaboração pode potenciar”, referiu o Autarca, destacando os projectos desenvolvidos por empresas sediadas no Concelho, em parceria com a Universidade do Minho e com os institutos de investigação.

Durante a sessão de abertura, Ricardo Rio sublinhou que nos últimos anos, a Universidade do Minho e algumas das empresas do tecido económico Bracarense, com particular destaque para a Bosch Car Multimedia, demonstraram que “numa base de colaboração regular, é possível criar não apenas tecnologia, mas também produtos e serviços que fazem toda a diferença na competitividade de uma empresa”.

Dessa forma, continuou o Edil, com esse e outros projectos que têm vindo a marcar essa relação entre a Universidade e o tecido económico local, “Braga – que até aqui era um Concelho marcadamente comercial e virado para os serviços –, tornou-se num dos Concelhos mais exportadores do País e onde a indústria de vanguarda, com capacidade de transformar a realidade da nossa sociedade à escala global, está a fazer a diferença”, concluiu Ricardo Rio.

Neste evento, a Fibrenamics apresentou a sua nova plataforma digital e os resultados alcançados pelo projecto ‘Fibrenamics 4.0’. A plataforma assume-se como um espaço de networking e partilha de conhecimento entre especialistas, onde passaram a estar disponível novas ferramentas tecnológicas e um maior número de conteúdos técnicos.

Nesta iniciativa, a plataforma internacional da Universidade do Minho apresentou produtos inovadores de I&D, como produtos para protecção individual criados para o Ministério da Defesa já testados no terreno – com o contingente português no Afeganistão – ou as meias com electroestimulação desenvolvidas a partir de malhas tubulares de compressão, produto vencedor do prémio Inovação da NOS, e que foram utilizadas pela Selecção Nacional de Futebol no último Campeonato do Mundo.

Entre as novidades apresentadas estão também produtos inovadores para a área da alimentação e saúde, como membranas biopoliméricas reforçadas com nanomateriais de base natural para utilização em embalagens alimentares que utilizam materiais biodegradáveis para reduzir o consumo excessivo de plásticos não recicláveis; membranas naturais de nanofibras para tratamento de feridas e queimaduras, com propriedades antibacterianas e antifúngicas capazes de proteger e regenerar a pele ferida e ao mesmo tempo prevenir o ataque bacteriano e fúngico.

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FAMALICÃO: INOVAFIL COM NOVA TECNOLOGIA SEM FIOS

A aquisição de uma nova tecnologia, prevista para o próximo ano, vai permitir à Inovafil aumentar o portefólio de fios que comercializa, abrangendo todo o tipo de fios atuais. Mas este investimento vai também permitir à empresa de Vale S. Cosme complementar uma oferta centrada em fios técnicos e especiais e que para a próxima estação tem em destaque o algodão americano e de fibra longa Supima.

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A expetativa de Rui Martins, CEO da Inovafil, é a de que já em janeiro do próximo ano seja possível introduzir a nova tecnologia de fiação, que descreve como “nova, pelo menos para este conceito de diferenciação e de utilização de matérias-primas nobres como seda, lã, linho, caxemira”.

A Inovafil esteve à espera que a tecnologia atingisse um ponto em que fosse uma mais-valia para a empresa, ao permitir efetuar na mesma máquina vários tipos de fios em simultâneo e, no fundo, adaptar a máquina às necessidades do cliente e à dimensão das encomendas.

A capacidade produtiva da fiação famalicense, que emprega 120 pessoas e registou um volume de negócios de 21 milhões de euros em 2018, está estabilizada em 160 toneladas mensais.

Rui Martins aponta como principais objetivos aumentar a oferta de produtos e estabelecer parcerias, bem como o reconhecimento nacional e internacional da Inovafil como uma empresa realmente inovadora e capaz de fazer o suporte que os clientes necessitam nesta evolução que é constante.

As metas passam ainda por substituir alguns produtos por outros de maior valor acrescentado. “Produtos que deixem mais margem, que tenham menos concorrência e que nos diferenciem ainda mais”, remata Rui Martins.

A Europa, nomeadamente a França, a Alemanha e a Espanha, é o principal mercado de exportação da Inovafil, a que se seguem os EUA. Mas a empresa produtora de fios não quer descurar o mercado nacional, que representa ainda 60% das vendas.

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CONTRADIZER PARA ESCLARECER

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

A comentar a minha crónica de 31/10/2019, na qual abordava a insuficiente organização da nossa sociedade, um leitor teve a amabilidade de me “censurar” por email. Quando se escreve estamos sempre expostos à divergência, mas é na base do desacordo que fazemos debate e aprofundamos o esclarecimento. Quando criticamos e sugerimos devemos ser bem-intencionados e pedagógicos, nunca abdicando, contudo, de ter opinião.

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Voltando ao leitor, este acha que é uma realidade a nossa pouca organização no trabalho. Porém, ironicamente, foi dizendo que, em matéria de eficácia, os ENVC não devem figurar como o melhor exemplo, já que esta nunca foi uma empresa lucrativa, tendo por essa razão acabado nas mãos de privados, agora sem problemas e a funcionar bem.

É fácil contrariar esta teoria, mas não em artigo curto, que se deseja enxuto porque já ninguém tem paciência para densas e longas leituras. No entanto, deixo pequenas notas para reflexão de todos os que têm visão idêntica. Diz-me este interlocutor que “não basta saber construir bem os navios, já que as empresas têm como principal objetivo o lucro”. Não há verdade mais evidente. Uma empresa que acumula prejuízos, salvaguardando as de objetivo social, não tem futuro. É um conceito que interiorizei para a vida.

Constatando realidades, a crise na construção naval a nível mundial já era patente na década de 1970, portanto há mais de meio século. As razões, em boa medida, assentavam na distorção do mercado internacional, com uma oferta superior à procura, resultante da entrada forte no negócio, a baixo preço, dos países do continente asiático, situação que ainda prevalece. Daí que já se possa considerar um feito para os ENVC ter resistido tão longo tempo, sabendo contornar obstáculos incomensuráveis. Isto conseguindo períodos áureos como, por exemplo, os resultados financeiros de excelência na década 1980/1990.

A construção de um navio exige inteligência, conhecimento, organização, planeamento, esforço e, distintamente, interligação de atividades, para que resulte em obra superiormente qualificada. E isso, pelo menos noutros tempos, aqui fazia-se bem, todavia com custos que o mercado teimava em não suportar, sendo este um desafio de difícil superação. Quando trabalhava costumava dizer que, mesmo em crise, os ENVC poderiam ser a melhor empresa do mundo. Mantenho esta convicção. A história nos dirá se sim ou não.

goncalofagundes@gmail.com

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MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL REVISITA A DESAPARECIDA FÁBRICA DE LANIFÍCIOS DO BARÃO DA TROVISQUEIRA, EM RIBA DE AVE

Conferência com visita realiza-se este sábado, a partir das 15h00. A participação é gratuita

É já neste sábado, 16 de novembro, pelas 15h00, que se realiza a segunda conferência do novo ciclo de atividades, promovido pelo Museu da Indústria Têxtil, intitulado “Percursos e memórias da indústria na Bacia do Ave” que tem levado os participantes a percorrer alguns dos marcos históricos do cluster têxtil da região.

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Desta vez, o convidado é Mário Bruno Pastor da Universidade Católica Portuguesa, que irá falar sobre “A Fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira, a têxtil inaugural de Riba de Ave”. Depois de abordar a temática, os participantes são convidados a visitar o local onde esteve implantada a Fábrica, num autocarro disponibilizado gratuitamente. O regresso ao Museu acontece pelas 17h15.

A participação é gratuita, sendo que as inscrições e informações devem ser solicitadas junto do Museu da Indústria Têxtil ou através do email geral@museudaindustriatextil.org

Entretanto, no dia 14 de dezembro, o programa começa mais cedo com a apresentação da monografia Arqueologia Industrial. Fundada em 1987 como publicação periódica, é agora lançada, em 2019, no formato de livro, constituindo uma coleção monográfica nas áreas da arqueologia, património e museologia industrial, procurando acompanhar o desenvolvimento destas áreas no país e no estrangeiro.

A sua edição é da responsabilidade do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave/Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da APPI – Associação Portuguesa para o Património Industrial, representante em Portugal do TICCIH – The International Committee for the Conservation of the Industrial Heritage, sendo publicada pelas Edições Humus.

Às 15h00 debate-se “O contributo da Revista de Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”, com Paula Ramos Nogueira da Universidade de Coimbra. A visita guiada será ao Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães, à exposição temporária “Indústria Têxtil da Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas”.

Refira-se que estas conferências estão certificadas como Ação de Curta Duração para os professores pelo que as inscrições decorrem através de formulário online disponível em https://bit.ly/2mU3p92

Contactos:

Tel.: 252 313 986

geral@museudaindustriatextil.org  

Programa

16 novembro ‘19

“A Fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira, a têxtil inaugural de Riba de Ave”

Mário Bruno Pastor

Universidade Católica Portuguesa / CITAR / FCT

15h00 Conferência no Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

16h30 Visita ao local onde esteve implantada a Fábrica (Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão)

17h15 Regresso ao Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

18h00 Encerramento

A fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira

A têxtil inaugural de Riba de Ave

“O arranque industrial da produção têxtil no Vale do Ave é um fenómeno que começou a afirmar-se a partir dos meados do século XIX, quase sempre intimamente relacionado com o retorno de antigos emigrantes portugueses no Brasil. A primeira fábrica têxtil montada com aproveitamento hidráulico diretamente sobre o Rio Ave foi construída por José Francisco da Cruz Trovisqueira (1824-1898), barão da Trovisqueira. Precisamente um famalicense que emigrara, ainda menino, para o Brasil, onde fez fortuna e importantes contactos comerciais e políticos, que o levariam não só a ser eleito deputado às cortes constitucionais, durante um dos governos do marquês de Sá da Bandeira, em 1868, como também, por duas vezes, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Em 1873, Trovisqueira adquire, num leilão do Ministério da Fazenda, em Lisboa, as antigas azenhas e respetivos terrenos dos párocos de Riba de Ave, é a partir desse património que a sua fábrica de lanifícios começa a ser erguida. Em 1881, quando a fábrica é inscrita no registo predial de Famalicão, é já uma estrutura totalmente renovada, de feição inglesa, do tipo mill, especializada na fiação de telas e fazendas económicas de lã nacional, destinadas ao mercado local. É com esta configuração que a fábrica nos surge no Inquérito Industrial de 1890.

Hoje desaparecida, esta fábrica inaugural está diretamente relacionada com génese da paisagem industrial de Riba de Ave. Foi adquirida, no final do ano de 1900, por Narciso Ferreira, que a viria a inserir na sua emblemática Sampaio, Ferreira & Cia. Lda.

A visita do próximo dia 16 de novembro incidirá sobre a memória e o espaço da antiga fábrica em Riba de Ave, tal como sobre as instalações do que resta atualmente da Sampaio, Ferreira.”

Mário Bruno Pastor

14 dezembro ‘19

“O contributo da Revista de Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”

Paula Ramos Nogueira

Universidade de Coimbra, Instituto de Investigação Interdisciplinar, Centro de Física

Local Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

14h30 Apresentação da coleção monográfica

Arqueologia Industrial

Professor Doutor J. M. Lopes Cordeiro

15h00 Conferência no Museu da Indústria

Têxtil da Bacia do Ave

16h30 Visita à exposição temporária “Indústria Têxtil da Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas” (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, Guimarães)

17h15 Regresso ao Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave

18h00 Encerramento

FAMALICÃO RECEBE CONGRESSO MUNDIAL DO TÊXTIL

Maior congresso têxtil mundial de sempre começou em Vila Nova de Famalicão. Cidade Têxtil de Portugal recebeu congressistas de 30 países do ITMF 2019

Perto de 400 congressistas de 30 países deram em Vila Nova de Famalicão o pontapé de saída para a realização do maior congresso têxtil mundial que decorre no Porto até amanhã, 22 de outubro, com organização da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal. O encontro anual da International Textile Manufacturers Federation (ITMF) começou com uma deslocação dos participantes à Cidade Têxtil de Portugal com uma cerimónia de receção realizada neste domingo, 20 de outubro, no Palácio da Igreja Velha, em Vermoim.

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A Convenção ITMF é um congresso de partilha e troca de informações, debate de ideias e networking, sendo os temas escolhidos os mais emergentes na indústria têxtil, antecipando as estratégias e desafios de futuro. Segundo Mário Jorge Machado, presidente da ATP, a edição deste ano é “a maior convenção de sempre da ITMF e tem um foco muito especial no que se está a fazer no têxtil em Portugal”.

O Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, deu as boas vindas dos congressistas ao “coração do têxtil português” e apresentou-lhes um município preparado para acolher e fazer crescer novos investimentos internacionais do setor, hipótese que o sul coreano Kihak Sung, presidente do ITMF, não descurou, notoriamente entusiasmado pela forma como Vila nova de Famalicão recebeu os congressistas.

A ITMF é uma associação internacional para a indústria têxtil mundial, com sede na Suiça e com a filiação de 34 associações e 74 empresas. Dedica-se ao intercâmbio e partilha de informação entre os seus membros, empresas têxteis e de vestuário. Realiza as suas reuniões magnas desde 1904, sendo esta a terceira vez que Portugal  recebe a “ITMF Convention”, depois de 1969 e 1993. Uma clara demonstração da “dinâmica e importância que a indústria têxtil e vestuário portuguesa ganhou no negócio global do setor”, regista o diretor-geral da ATP, Paulo Vaz.

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CICLO DE CONFERÊNCIAS LEVA OS PARTICIPANTES PELOS PERCURSOS E MEMÓRIAS DA INDÚSTRIA TÊXTIL DA BACIA DO AVE

Iniciativa arranca a 12 de outubro, no Museu da Indústria Têxtil, com conferência e visita guiada à Fábrica do Ferro em Fafe

O Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave vai promover um ciclo de conferências intitulado “Percursos e Memórias da Indústria na Bacia do Ave”, com visitas guiadas a vários espaços industriais da região. A iniciativa conta com três conferências em outubro, novembro e dezembro.

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A participação é gratuita. As inscrições e informações devem ser solicitadas junto do Museu da Indústria Têxtil ou através do email geral@museudaindustriatextil.org.

A primeira conferência realiza-se já no próximo dia 12 de outubro, pelas 15h00, com a presença da arquiteta Luísa Sousa Ribeiro, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. A convidada irá falar sobre o “Paternalismo Industrial do Vale do Ave. O caso da Fábrica do Ferro”. Depois de abordar a temática, os participantes são convidados a visitar a fábrica de fiação e tecidos de Fafe (Fábrica do Ferro), num autocarro disponibilizado gratuitamente. A oradora propõe realizar um percurso ao lado do rio Ferro que conecta a fábrica e dois bairros e equipamentos. O regresso ao Museu acontece pelas 17h15.

No dia 16 de novembro, debate-se “A Fábrica de lanifícios do barão da Trovisqueira, a têxtil inaugural de Riba de Ave”, a partir das 15h00, com Mário Bruno Pastor da Universidade Católica Portuguesa. A visita guiada será ao local onde esteve implantada a Fábrica em Riba de Ave.

Entretanto, no dia 7 de dezembro, vai-se abordar o tema “O contributo da Revista Guimarães para a mudança do paradigma industrial local”, com a conferencista Paula Ramos Nogueira da Universidade de Coimbra, Instituto de Investigação Interdisciplinar, Centro de Física. A visita será à exposição temporária “Indústria Têxtil da Guimarães: do sistema antigo ao advento das máquinas” (Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, Guimarães).

Refira-se que a organização deste ciclo de conferências surge no seguimento das Jornadas da Primavera, uma iniciativa que decorreu ao longo de seis edições no Museu da Industria Têxtil. Com o mesmo objetivo, mas em formato diferente, este ciclo de conferências pretende proporcionar aos visitantes uma mais correta apreensão da história da indústria têxtil portuguesa, através das visitas guiadas aos espaços, permitindo também um melhor conhecimento da atual realidade industrial do sector e uma melhor noção do potencial que a indústria têxtil tem.

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