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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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JORNAL “A CAPITAL” EM 1982 NOTICIAVA A “GUERRA DA LAMPREIA” ENTRE FANGUEIROS E ESPOSENDENSES

Sob o título “Entre fangueiros e os de Esposende: “Guerra da lampreia” agita foz do Cávado”, a edição do jornal “A Capital” de 14 de Março de 1982 fazia notícia de uma disputa entre os pescadores de Esposende e Fão pela pesca da lampreia no rio Cávado, colocando em questão os métodos e aparelhos que uns e outros usam nesta arte.

Fonte: Biblioteca Digital do Cávado

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CASA DO MINHO EM LISBOA: HÁ 40 ANOS INICIOU A PUBLICAÇÃO DO BOLETIM “MINHO VERDE”

No início de 1983, a Casa do Minho em Lisboa iniciou a publicação do “Minho Verde”. Tratava-se de um boletim com periodicidade bimestral, especialmente destinada aos associados daquela instituição regionalista.

De aspeto gráfico modesto, o seu primeiro número, relativo aos meses de janeiro e fevereiro, dispunha de 8 páginas em formato A4, sendo totalmente impresso a verde.

Para além da informação das atividades realizadas, o boletim incluiu uma secção dedicada aos poetas minhotos, algumas crónicas revivalistas, a revista da imprensa regional e incluía alguns anúncios comerciais.

Benigno da Cruz era o seu diretor e A. Barros Gonçalves o Diretor Adjunto. Colaboraram ainda neste número Albérico Fernandes e Godinho Ribeiro.

A sua publicação teve curta duração. Porém, as novas tecnologias poderiam dar-lhe continuidade em versão digital.

CHAMADA DE ARTIGOS PARA A REVISTA “ESTUDOS REGIONAIS” (Nº 17, 2023)

O Centro de Estudos Regionais publicará, no final do segundo semestre de 2023, o 17º volume (2ª série), da revista Estudos Regionais. Convidam-se os interessados em publicar a remeter um resumo do artigo ou proposta de recensão até ao dia 25 de fevereiro de 2023.

Aceitam-se propostas de estudos, ensaios, notas de investigação, recensões e leituras que sejam inéditos e se enquadrem no domínio das ciências sociais e humanas, sendo dada preferência a temas relacionados com a região do noroeste de Portugal. Os autores devem enviar um resumo até 15 linhas (150 palavras), que se refira ao objeto de estudo, enfoque teórico e às fontes ou sustentação empírica, acompanhado de 3 a 4 palavras-chave, para estudosregionais@sapo.pt.

A comunicação da aceitação dos artigos propostos ocorrerá até ao dia 20 de março de 2023, após apreciação pela Equipa Redatorial e Coordenação Científica. O envio do texto completo, pelo(s) autor(es), deve acontecer até ao dia 5 de maio. Os artigos poderão ser escritos em português, em galego e castelhano. Todos os artigos serão sujeitos a avaliação independente de pelo menos dois especialistas, sob condições de anonimato.

As normas para os autores estão disponíveis no website do CER (https://cer.pt/revista-estudos-regionais/normas-para-os-autores/) e publicadas nas páginas 261-262, da edição de 2022.

A Direção do Centro de Estudos Regionais

BOLETIM MUNICIPAL DE FAMALICÃO RESUME “TRABALHO INTENSO E GRATIFICANTE”

A nova edição do Boletim Municipal já começou a ser distribuída gratuitamente pelo concelho de Vila Nova de Famalicão. A publicação, a primeira de 2023, tem como principais temáticas o novo Centro Urbano, o projeto ‘Famalicão MadeIN’, que comemorou oito anos de existência, assim como, iniciativas municipais no âmbito da eficiência energética, defesa animal, habitação e educação, e um ‘Olhar com História’ sobre os painéis de azulejos da Fundação Cupertino de Miranda.

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“É apenas uma súmula de um trabalho diário intenso e gratificante que desenvolvemos em prol de Famalicão”, como é possível ler-se no editorial assinado pelo presidente da Câmara Municipal, Mário Passos. “Governar deve ser também um ato de partilha”, acrescenta o autarca, realçando que os conteúdos refletem “dinâmicas concretas para gente concreta”.

À semelhança das últimas edições, este boletim conta também com uma separata, desta vez, dedicada ao Museus de Famalicão. Um suplemento especial que dá a conhecer, de forma sucinta, as onze unidades museológicas e coleções visitáveis que compõem a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão.

Com uma tiragem de 25 mil exemplares, o Boletim Municipal está a ser distribuído por todo o território famalicense. Para além do formato físico, também é possível consultá-lo em formato digital em: https://issuu.com/municipiodefamalicao/docs/boletim_municipal_janeiro_2023 .

VIANA DO CASTELO: CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS APRESENTA MAIS UMA EDIÇÃO DA REVISTA “ESTUDOS REGIONAIS”

No próximo dia 29 de dezembro (quinta-feira), o Centro de Estudos Regionais apresenta o número 16, da 2ª série, da revista Estudos Regionais. O lançamento público terá lugar no Salão Senhora do Carmo, no Convento do Carmo (Viana do Castelo), às 17.30 horas. A apresentação estará a cargo do Pe. Joaquim Teixeira, Superior da Comunidade dos Carmelitas Descalços da Domus Carmeli, em Fátima, e Delegado Provincial para a Ordem Secular dos Carmelitas Descalços em Portugal.

A revista Estudos Regionais é uma publicação de periodicidade anual, editada pelo Centro de Estudos Regionais, que conta com a colaboração de investigadores de diferentes áreas no domínio das Ciências Sociais e Humanas. Coordenada cientificamente pela Profª Doutora Glória Solé, docente e investigadora na Universidade do Minho, a publicação do corrente ano é composta por 264 páginas e apresenta estudos, artigos, registos e recensões da autoria de Ana Carolina Pereira, António Matos Reis, António Viana da Cunha, Carlos Branco de Morais, Carlos Subtil, Gonçalo Maia Marques, Henrique Rodrigues, José Carlos Loureiro, Manuel Costa Pereira, Maria de Lurdes Carreira, Maria João Pires, Noé Castro, Ricardo Torres, Rui Maia, Sara Silva e Vitor Mattos. A revisão das traduções coube a “The British Academy” e o design é da responsabilidade de Rui Carvalho.  

A edição do presente ano dedica a capa e um artigo à comunidade carmelita de Viana do Castelo, associando-se, dessa forma, à comemoração dos 400 anos da fundação do Convento de Nossa Senhora do Carmo, que teve lugar em 2021, e à evocação dos 90 anos do regresso da Ordem a Viana do Castelo, que decorreu este ano.

A sessão de apresentação é pública.

Os associados do Centro de Estudos Regionais, com as quotas atualizadas, recebem um exemplar da revista. Os exemplares podem ser recolhidos na sede da associação a partir do dia 30 de dezembro de 2022, no horário de funcionamento, ou solicitados para envio por correio postal. Para o efeito, os interessados devem enviar uma mensagem para a morada de correio eletrónico (estudosregionais@sapo.pt), indicando o endereço de expedição. Os envios terão lugar a partir do dia 3 de janeiro, mediante o pagamento dos custos associados.

A Direção do Centro de Estudos Regionais

JORNAL CAMINH@2000 E PAULO TORRES BENTO JUNTOS EM MAIS UMA OBRA SOBRE A HISTÓRIA DE CAMINHA E DA REGIÃO

Novo livro apresentado no dia do 22º aniversário do jornal digital

Em dia de aniversário, o jornal Caminh@2000 apresentou um novo livro, numa parceria com o professor e historiador Paulo Torres Bento, autor desta edição e de mais cinco obras, editadas também pelo jornal digital. Com o título "Alexandre Vieira (1884-1973) De Viana a Caminha. Um tipógrafo, jornalista operário e sindicalista revolucionário com o Alto Minho no coração", o jornal continua a “escrever” a história do concelho de Caminha e da região. O lançamento, ontem, na Biblioteca Municipal de Caminha, contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Caminha, Rui Lages, o Vereador da Cultura, João Pinto e o Presidente da Assembleia Municipal de Caminha, Manuel Luís Martins.

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O jornal Caminh@2000 resolveu “inverter” a tradição e foi ele a presentear a comunidade e a contribuir, com o autor, para o enriquecimento do conhecimento. Este é o sexto livro com a autoria de Paulo Torres Bento, e resulta de uma investigação desenvolvida pelo autor. A ocasião escolhida para o lançamento da nova obra foi o 22º aniversário da fundação do Jornal Digital Caminh@2000, ontem, sexta-feira. Apesar da tarde chuvosa, a sala da Biblioteca Municipal de Caminha encheu-se para ouvir falar de uma personagem que marcou a história da região e cuja vida e ação são agora partilhadas através destas páginas.

Para o diretor do jornal Caminh@2000, Luís Almeida, estas iniciativas comprovam a harmonia entre o jornalismo digital e o jornal tradicional, “evidenciado mais uma vez que o jornalismo digital não é incompatível com as impressões em papel”. Ao contrário, sustenta, “ambos se complementam num trabalho vocacionado para a região que se tornou na razão de ser deste projeto editorial”.

“Cemitérios de Caminha - Fragmentos de memória”, de Lurdes Carreira; “Há estórias de casas e casas com história - Externato de Santa Rita de Caminha”, de Rita Bouça; “República em Tumulto”, de Paulo Torres Bento; “História Nossa - Crónicas de Tempos Passados por Terras de Caminha e Âncora”, de Paulo Torres Bento; “Do Coura se fez luz - Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)", de Paulo Torres Bento; “Da Monarquia à República no Concelho de Caminha - Crónica Política (1906 - 1913)”, de Paulo Torres Bento; “O Estado Novo e outros sonetos políticos satíricos do poeta caminhense Júlio Baptista (1882 - 1961)”, com organização e estudo biográfico do autor por Paulo Torres Bento; “Rota dos Lagares de Azeite do Rio Âncora”, de Joaquim Vasconcelos, e “Memórias da Serra d'Arga”, de Domingos Cerejeira, são os outros nove títulos com edição do jornal Caminh@2000.

"Alexandre Vieira (1884-1973) De Viana a Caminha. Um tipógrafo, jornalista operário e sindicalista revolucionário com o Alto Minho no coração" conta a história de “um dos grandes nomes do sindicalismo revolucionário português da primeira metade do século XX, dos tempos pioneiros nos finais da Monarquia à oposição ao Estado Novo, passando pelos anos conturbados da Primeira República. Fundador e diretor de jornais tão importantes como A Greve, O Sindicalista, O Movimento Operário e A Batalha, passou pelas prisões por mais de uma ocasião e participou na criação da União Operária Nacional (1914) e da Confederação Geral do Trabalho (1919)”.

Quanto ao autor, importa dizer que Paulo Torres Bento é licenciado em História pela Universidade do Porto e Mestre em Educação pela Universidade do Minho. É professor de História e bibliotecário na Escola Básica e Secundária de Caminha. Tem-se dedicado à investigação sobre a história do concelho de Caminha e do Alto Minho, tendo publicado diversas obras.

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MUNICÍPIO DE CAMINHA RESPONDE AO JORNAL “PÚBLICO”

A Câmara Municipal de Caminha tomou conhecimento da “notícia” vertida no Jornal Público, assinada pelo Jornalista José António Cerejo, cujo título é: "Secretário de Estado faz pagamento duvidoso, quando era autarca".
Cumpre esclarecer o que o referido Jornal não o fez, por mera distração.
Assim, no dia 19 de setembro do corrente ano, recebeu a Câmara Municipal de Caminha um email por parte do Sr. Jornalista, no sentido de a Câmara responder a um conjunto de perguntas relacionadas com o Centro de Exposições Transfronteiriço.
A Câmara Municipal respondeu a todas as questões levantas. Ato contínuo, recebemos mais um conjunto de emails (três no total) tendo a autarquia respondido e esclarecido todas as questões levantadas.
O Centro de Exposições Transfronteiriço foi tema de debate público no concelho de Caminha, sendo o projeto aprovado em Reunião de Câmara (onde o promotor marcou presença e esclareceu todos os contornos do contrato) e posteriormente aprovado, por larga maioria, em reunião da Assembleia Municipal (onde marcou presença o promotor e dois ilustres professores de Direito).
O que está em causa é um contrato-promessa de arrendamento para fins não habitacionais, onde o Câmara Municipal, procede ao pagamento, a título de adiantamento, o montante de 300,000.00 euros, correspondente às rendas, dos últimos doze meses do contrato, o que perfaz 1/25 avos da totalidade do valor em causa ao longo da vigência do contrato.
Caso o equipamento não seja construído, haverá lugar à devolução na íntegra do valor pago antecipadamente, tal como sucede num típico contrato de arrendamento.
Como referimos nos esclarecimentos prestados, deu entrada na Câmara Municipal de Caminha um PIP (pedido de informação prévia), relativamente ao projeto que os promotores privados pretendem executar. A Câmara Municipal deu conhecimento do PIP e das peças que o instruíam ao Sr. Jornalista.
Os serviços municipais do urbanismo fizeram a análise preliminar do PIP e o mesmo encontra-se neste momento para consulta a diversas entidades, nos termos legais.
A decisão tomada por esta autarquia prende-se exclusivamente com o afirmar do concelho de Caminha na região Norte e Galiza, atraindo investimento, potenciando o emprego e diversificando a economia local.
Admitimos, nesta como em todas as questões, que pode haver mais do que um ângulo e interpretação jurídica sobre o mesmo facto mas, cumpre reiterar, para que não restem dúvidas, que o posicionamento do Município se sustentou no parecer escrito e oral do Doutor Licínio Lopes, Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, que marcou presença na reunião da Assembleia Municipal onde se aprovou, por larga maioria, o contrato que o então Presidente de Câmara se limitou a cumprir.
Como resulta claro do supra exposto, estamos no âmbito de um contrato-promessa de arrendamento para fins não habitacionais, dentro da legalidade jurídica. E, tanto assim é, que o referido Jornal faz questão de, no seu título, utilizar a expressão “duvidoso” em detrimento da expressão “ilegal” e fá-lo, por mera convicção da não existência de nenhuma ilegalidade, querendo meramente fazer um ataque à honorabilidade de um ex-autarca com provas dadas quer no seu concelho, quer na região norte, quer no país.

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MUNICÍPIO DA PÓVOA DE LANHOSO APOIA AADVDB NA CRIAÇÃO DE RÁDIO INCLUSIVA

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso vai apoiar a criação da rádio a cargo da Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga (AADVDB), entidade que tem sede no concelho Povoense.

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O assunto foi levado pelo Presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, à reunião de Câmara, que teve lugar nos Paços do Concelho, no dia 11 de outubro. A proposta, aprovada por unanimidade, prevê a atribuição de um subsídio financeiro no valor de 2.100 euros para fazer face a despesas inerentes à criação desta rádio digital, que irá designar-se Rádio União – A Nossa Voz.

Trata-se de um projeto que tem a finalidade de promover a inclusão plena das pessoas com deficiência e populações seniores que estejam em situação de exclusão social, pretendendo-se criar uma rádio com uma linha programática abrangente e diversificada para alcançar todo o tipo de populações.

Continuidade dos projetos do Plano de Combate ao Insucesso Escolar

Outro dos assuntos que esteve em análise foi a continuidade da dinamização dos projetos no âmbito do Plano Inovador Integrado de Combate ao Insucesso Escolar (PIICIE) em todas as Escolas do Concelho. Para tal, foi autorizada, por unanimidade, a realização da despesa, no valor de 8.581euros, associada a este Plano, o que vai permitir que a comunidade escolar, como um todo, possa continuar a beneficiar destes recursos.

Importa lembrar que, entre 2018 e 2022, o Plano Inovador Integrado de Combate ao Insucesso Escolar promoveu a dinamização, em contexto escolar, no Município, de um conjunto de projetos educativos implementados à escala intermunicipal da região do Ave, financiados pelo FSE (Fundo Social Europeu), no âmbito do Norte 2020.

Não estando ainda previstas ações a candidatar a um novo quadro comunitário, mas reconhecendo-se a necessidade de ser assegurada a continuidade de alguns projetos que mereceram uma avaliação positiva, quanto ao impacto produzido na melhoria dos resultados escolares dos alunos e das alunas, foi discutida, em sede de reunião do Conselho Intermunicipal de Educação da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave, a pertinência de disponibilizar os projetos Hypatiamat, Plataforma + Cidadania pré-escolar, Plataforma + Cidadania 1º ciclo e No Poupar está o Ganho, tendo a mesma sido unanimemente assumida. Nesta sequência, esta proposta foi apresentada em reunião do Conselho Intermunicipal da CIM do Ave, na qual foi deliberada a continuidade da implementação dos projetos referidos, no ano letivo 2022/2023, com a imputação da respetiva despesa a cada Município.

Este e outros assuntos integraram a Ordem de Trabalhos, composta por oito pontos, que esteve em análise na referida reunião de Câmara.

CELORICO DE BASTO MOSTRA-SE PARA JORNALISTAS E BLOGGERS

Camélias, Turismo rural, Agroturismo e Enoturismo são o reflexo desta viagem alucinante pelo território com Celorico de Basto com potencialidades altamente apelativas e demarcadas.

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Press Trip passou por este concelho no dia 28 de setembro no âmbito da promoção do Roteiro Enogastronómico Verde sentido, integrado no projeto BT INOVA 2.0. Uma iniciativa organizada pela Ruris com o apoio do Município de Celorico de Basto, nas ações promovidas neste concelho.

Para o Município de Celorico de Basto “esta é mais uma forma de mostrar as potencialidades deste território à beira Tâmega plantado que apresenta as condições ideais para a produção do vinho verde, um produto endógeno, de excelência, altamente premiado e que nos enobrece. Ao mesmo tempo, damos destaque às nossas camélias, aqui na Capital das camélias e mostramos que este é também um produto que se caracteriza pela multiplicidade de experiências que pode proporcionar” referiu a Vereadora do Turismo do Município, Maria José Marinho.

A Press Trip teve em consideração a disponibilidade dos operadores aderentes ao projeto.

No dia 28 de setembro decorreu uma visita à Quinta da Chouza com degustação de Vinhos Verdes e uma visita a um jardim de camélias com degustação do Flor Camélia, ações comentadas e apresentadas pela técnica de Turismo do Município, Maria das Dores Vieira, que procurou “arrebatar” a atenção dos jornalistas e bloggers especializados com uma apresentação apelativa em demarcasse “ a grandiosidade do nosso território por tudo aquilo que tem para oferecer a quem nos visita e a quem cá vive, sempre com a máxima de que é qualidade que nos distingue”.

QUEM FOI O JORNALISTA LIMIANO SEVERINO COSTA?

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Severino Costa nasceu em Ponte de Lima, em 1912 e foi viver para Viana do Castelo, onde concluiu o Curso Geral dos Liceus.

Em 1918, assume a direcção do semanário "Correio do Minho" e em 1920 subscreve o primeiro editorial no "Correio do Minho", defendendo as suas convicções democráticas e republicanas. Neste mesmo ano é admitido como funcionário do Banco Nacional Ultramarino, produzindo vários trabalhos ligados a esta área: "A Conversão da Dívida Pública Portuguesa", "Crédito Documentário" e "Operações da Bolsa".

A partir de 1925, passa a correspondente regional do diário "O Século".

Em 1945, torna-se Delegado Distrital do Jornal "Comércio do Porto", com as colunas: "Flagrantes do Momento", "Documentos Limianos", "Vinhetas Vianenses" e "Dia a Dia no Cidade".

Colaborou ainda no "Faro de Vigo", "Pueblo Gallego", "Diário de Valladolid", "A Aurora do Lima", "Notícias de Viana" e na Revista "Cadernos Vianenses".

Fundou a Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Alto Minho e o Cine-Clube em 1955. Foi 2º Secretário do Instituto Histórico do Minho e membro da secção vianense do Rotary Clube (do qual também foi presidente).

Em 1976, publicou um ensaio "Eça de Queiroz - Subsídios Biográficos" no qual analisou a ligação de Eça com Viana e em Abril deste mesmo ano, a Câmara Municipal de Viana do Castelo atribui-lhe a Medalha de Ouro da Cidade.

Faleceu em 14 de Abril de 1990, tendo o seu nome perpetuado numa artéria da cidade, por deliberação da Câmara Municipal, em 16 de Novembro de 1992.

O Arquivo Privado de Severino Costa foi oferecido ao Arquivo Municipal em 1997, pelo seu filho Carlos Eurico da Costa e em 2006, por sua nora D. Maria Bernardete Moreira da Cruz.

Este espólio é uma referência única da história etnográfica e monumental contemporânea vianense, constituído por cerca de 1400 fotografias (da sua autoria e colecionadas de outros autores) e 3100 negativos.

Fonte: Arquivo Municipal de Viana do Castelo

O QUE SE PASSA COM O "JORNAL DE BARCELOS"?

  • Crónica de Paulo Vila

Está consumado o fim do Jornal de Barcelos depois dos cooperantes que detêm a posição maioritária na CBC – Cooperativa Barcelense de Cultura, CRL., que editava aquele título, terem aprovado, na passada quinta-feira, 29, a apresentação da sociedade à insolvência.

A proposta mereceu a oposição do vice-presidente da Assembleia-Geral, Luís Manuel Cunha; e dos jornalistas Zita Fonseca e Paulo Vila (último director do Jornal de Barcelos), que apresentaram individualmente a declaração de voto que se anexa.

Votaram favoravelmente Carlos Augusto Brito Nunes de Pina (administrador-único); Duarte Nuno Cardoso Amorim Pinto (presidente da Assembleia-Geral), José Paulo Maia Matias e Manuel José Cardoso Ribeiro.

Entretanto, depois de anunciado e fecho e consumado o encerramento do Jornal de Barcelos, que teve a sua última edição em 29 de Junho último, os três cooperantes que agora se opuseram à insolvência da CBC registaram a seu favor no INPI a marca “Jornal de Barcelos”. Esta decisão resulta do facto da administração da empresa ter permitido que tal direito fosse declarado caducado pelo INPI (BPI de 25/10/2021), o que poderia resultar na perda do seu maior activo a favor de terceiros.

Paulo Vila

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DECLARAÇÃO DE VOTO

Considerando que:

A decisão de encerramento do Jornal de Barcelos contraria em absoluto a estratégia que estava em marcha com vista à cooptação de novos cooperantes, novos mecenas e novos assinantes;

Tal decisão contraria em absoluto o inscrito no Relatório da Administração ao Exercício de 2021, da CBC – Cooperativa Barcelense de Cultura, CRL., nomeadamente quanto à alínea VI), “perspectivas futuras”;

Nenhuma outra hipótese de continuidade do Jornal de Barcelos foi discutida, proposta ou, sequer, aceite pelo presidente da Mesa da Assembleia-Geral da CBC – Cooperativa Barcelense de Cultura, CRL, que é o administrador de facto da Cooperativa;

A opção pelo encerramento do Jornal de Barcelos, bem como a data precisa em que este fecharia as portas foi uma iniciativa pessoal e intempestiva do cooperante Duarte Nuno Pinto, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da CBC – Cooperativa Barcelense de Cultura, CRL;

Os motivos que verdadeiramente subjazem à extinção do Jornal de Barcelos são políticos e não financeiros ou de qualquer outra ordem, porque financeiramente o Jornal de Barcelos há muito que tinha dificuldades e prova disso são os créditos laborais em dívida;

Foram, antes, as notícias, os artigos de opinião e os editoriais relacionados com a condenação por corrupção do vice-presidente da Câmara de Barcelos, assim como aqueles que visaram o prior de Barcelos na sequência de um inexplicável subsídio atribuído pelo Município à paróquia de Santa Maria Maior que precipitaram o encerramento do Jornal de Barcelos;

Neste processo, em momento algum foram acautelados os direitos dos trabalhadores da CBC – Cooperativa Barcelense de Cultura, CRL., nomeadamente quanto ao pagamento dos salários em atraso e demais créditos laborais reconhecidos;

Até ao momento, o administrador-único da CBC – Cooperativa Barcelense de Cultura, CRL., não se dignou prestar qualquer informação sobre o pagamento de tais créditos aos trabalhadores;

Anteriormente ao dia 4 de Agosto de 2022 e durante cerca de dois anos, o administrador-único da CBC – Cooperativa Barcelense de Cultura, CRL., nem por uma vez se deslocou às instalações do Jornal de Barcelos, fazendo sempre a administração à distância, em conluio com o cooperante Duarte Nuno Pinto;

A decisão de encerrar apressadamente o Jornal de Barcelos foi um acto imponderado que não previu as consequências daí resultantes;

Estão bem conscientes os administradores de direito e de facto que, a ser declarada a insolvência da CBC - Cooperativa Barcelense de Cultura, CRL., saem fortemente prejudicados créditos de natureza laboral;

Após ter sido comunicado o fim do Jornal de Barcelos, foi admitido de forma irregular, pelo menos, um novo cooperante;

Abundam as provas documentais (e outras) que, por certo, levarão a que a insolvência ora pretendida, uma vez declarada judicialmente, possa vir a ser considerada uma insolvência culposa;

Na qualidade de cooperante da CBC – Cooperativa Barcelense de Cultura, CRL., voto contra a proposta de apresentar a sociedade à insolvência, acreditando que a mesma deveria, primeiro, ser sujeita a processo especial de revitalização, atendendo às condicionantes favoráveis que estavam a acontecer, designadamente, o aumento da publicidade, o aumento de assinantes e de assinantes empresa, ser o único jornal barcelense capaz de publicar toda a comunicação emitida pela Câmara Municipal de Barcelos, os funcionários estarem dispostos a auferirem os ordenados com atraso e em prestações.

Mais se informa que o presente documento deverá ser junto à acta da Assembleia-Geral que decorre e o mesmo será enviado para todos os meios de comunicação, locais, regionais e nacionais, para que todos saibam o que e quem está por detrás do encerramento do Jornal de Barcelos.

Barcelos, 29 de Setembro de 2022

ARCOS DE VALDEVEZ NO JORNAL “THE TIMES”

Kate Humble, correspondente desta publicação inglesa de referência fez relato de excelência sobre Arcos de Valdevez, as nossas paisagens, a nossa cultura e gastronomia

Num artigo intitulado “Kate Humble hikes the timeless Portugal that tourists miss” (Kate Humble percorre o Portugal intemporal de que os turistas sentem falta), o jornal The Times apresenta um roteiro de férias, escrito por Katherine Mary Humble, onde a apresentadora de televisão inglesa, que trabalha principalmente para a BBC, canal especializado em programas de vida selvagem e ciência, realizou em Arcos de Valdevez, Soajo e Peneda.

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Aqui em Arcos de Valdevez a apresentadora aproveitou para fazer trilhos, que deixaram boas memórias.  Os dois puderam observar a vegetação e usufruir da frescura das sombras das árvores; observar os animais que encontravam pelo caminho (pássaros, vacas cachenas, borboletas ou cavalos), banharem-se nos ribeiros e lagoas de água fresca, bem como sentir os cheiros da natureza circundante. De igual modo tiveram a oportunidade provar o nosso vinho verde e gastronomia, gabando inclusive, a ótima gastronomia do restaurante Saber ao Borralho em Soajo, onde “Rosa serve receitas herdadas dos seus familiares como o bacalhau e a carne cachena, cozinhada lentamente e servida com arroz de feijão tarreste”.

Kate descreve também a Vila do Soajo, onde ficou hospedada, deixando curiosidade a quem a lê “O Soajo tem uma história longa e algo régia e embora hoje vivam lá menos de 1.000 pessoas permanentemente, é muito mais uma “aldeia viva” com um supermercado, uma igreja ativa, um pequeno mas espetacular museu e uma das melhores lojas de ferragens que já conheci. (…) Os jardins e os terrenos são cultivados e pastados; há vasos de flores coloridas, gatos sonolentos e cães latindo nos quintais. Pilhas de lenha aguardam o inverno. E num afloramento de granito exposto na borda da aldeia estão 24 celeiros semelhantes a sarcófagos – pequenas construções de pedra usadas para armazenar milho, encimadas por cruzes para proteção divina.” E a Peneda, onde também realizou trilhos. “Fizemos o nosso piquenique junto a um santuário no topo de uma colina, à sombra de pinheiros e na companhia de libélulas e papa-moscas, olhando para a Peneda ao longe com o seu enorme Santuário de Nossa Senhora da Peneda do século XVIII pairando sobre as casas. Algumas horas depois, tendo subido as centenas de degraus até a igreja, nadamos numa espetacular lagoa escondida graças a um habitante local que nos revelou a sua existência”.

“Esta é uma parte do mundo com paisagens deslumbrantes” afirma a jornalista no seu artigo.

Este artigo publicado no Jornal The Times, enche-nos a todos de orgulho, pois demonstra que Arcos de Valdevez cada vez mais se afirma como destino de excelência e consegue atrair visitantes das mais variadas partes do mundo.

O artigo completo pode ser lido aqui: https://www.thetimes.co.uk/article/348a73b0-34f4-11ed-9709-e13153ef454b?shareToken=e527f4caefefb9156a69685456ee6a10