Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

PCP PROPÕE PROGRAMA DE APOIO À COMUNICAÇÃO SOCIAL REGIONAL E LOCAL

Propostas do PCP no Orçamento de Estado: Apoios à comunicação social regional e local

No âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado, os deputados do PCP apresentaram três propostas que procuram valorizar o importante serviço prestado pelos meios locais e regionais de comunicação social.

Uma proposta de financiamento no valor de 10 milhões de euros para a criação de um Programa de Apoio à Comunicação Social Regional e Local, composto por uma componente de apoio a fundo perdido de 50% de alguns dos custos associados ao desenvolvimento da sua função (ver proposta 955C em anexo), e uma componente de apoio a título de empréstimo reembolsável, que permita suportar o remanescente, em caso de necessidade. Custos com a impressão, distribuição e aquisição de consumíveis nos jornais, ou a criação e funcionamento de plataformas digitais e energia elétrica consumida pelos centros emissores de rádio, são exemplos das despesas elegíveis. com o objetivo de promover a leitura de jornais, o PCP propõe que o Governo proceda à aquisição de publicações periódicas por entidades públicas e por entidades sem fins lucrativos. A proposta é a de criação de um programa dotado de 2 milhões de euros para a aquisição de publicações periódicas destinadas a entidades públicas, nomeadamente bibliotecas escolares, bibliotecas de instituições do ensino superior, unidades de saúde e por diversos serviços públicos com atendimento aos cidadãos. Um programa (ver proposta 957 em anexo) que se aplica também a entidades sem fins lucrativos, designadamente instituições particulares de solidariedade social e coletividades de cultura, desporto e recreio. Abrange as publicações periódicas de âmbito regional e local que não sejam detidas por grupos de comunicação social.

Sendo conhecidas as dificuldades sentidas pela imprensa local e regional, o PCP entende constituir um contributo importante a comparticipação a 100% do porte pago, garantindo às publicações periódicas melhores condições para chegarem aos seus  leitores (ver proposta 958C em anexo).

 A comunicação social local e regional tem uma importância unanimemente reconhecida, um papel social insubstituível na vida das regiões em que se inserem, divulgando um tipo de noticiário de interesse regional que habitualmente não tem expressão através de órgãos de comunicação social de expressão nacional. Especialmente, contribuem para a dinamização cultural e mesmo económica das regiões onde operam e são elemento de ligação com muitos cidadãos que, em Portugal ou no estrangeiro, vivem longe das regiões de origem. A atual realidade dos órgãos de comunicação social locais e regionais está marcada por diferentes dificuldades. Estas propostas procuram a sua defesa e valorização. A votação decorrerá na Assembleia da Republica nos próximos dias.

VISITA A VIANA DO CASTELO DO PRESIDENTE TEÓFILO BRAGA EM 1911 FOI NOTÍCIA NO JORNAL “A AURORA DO LIMA”

Edição do jornal “A Aurora do Lima” de 27 de janeiro de 1911, destacando o artigo "O então presidente do governo provisório" de Silva Campos, descrevendo um episódio da estadia de Teófilo Braga, Presidente do Governo Provisório, em Viana do Castelo em Julho de 1874.

Fonte: Museu da Presidência da República

mpr_aptb_cx052_doc073_001.jpg

mpr_aptb_cx052_doc073_002.jpg

mpr_aptb_cx052_doc073_003.jpg

mpr_aptb_cx052_doc073_004.jpg

VIANA DO CASTELO: JORNAL “A AURORA DO LIMA” – O JORNAL MAIS ANTIGO DE PORTUGAL CONTINENTAL E O SEGUNDO DO PAÍS – COMPLETA 170 ANOS DE PUBLICAÇÃO ININTERRUPTA NO PRÓXIMO MÊS DE DEZEMBRO

A Aurora do Lima

O histórico jornal vianense “A AURORA DO LIMA completa no próximo dia 15 de dezembro 170 anos de publicação ininterrupta, o que faz dele o jornal mais antigo de Portugal e o segundo do país logo a seguir ao “Açoriano Oriental”.

Pelo “A Aurora do Lima” passaram eminentes jornalistas e escritores de entre os quais destacamos Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão e Fina d’Armada.

O jornal é atualmente dirigido por Gonçalo Fagundes Meira, personalidade bastante conhecida e estimada na nossa região a quem o BLOGUE DO MINHO muito deve a publicação dos seus escritos e colaboração vária.

577005020_1401158592015555_1770417497625658789_n.j

O jornal não demorou muito tempo até começar a atingir notoriedade pois, escassos meses após o seu aparecimento, já ele marcava a ordem de trabalhos da Câmara dos Pares do Reino que era à época o parlamento. Na sessão de 11 de Abril de 1856, da referida Câmara dos Pares do Reino, presidida por António Sarmento Sáavedra Teixeira, fez o deputado Francisco de Oliveira Chamiço a seguinte intervenção: “Como vejo presente s. ex.' o Sr. ministro do reino, aproveito a occasião para dirigir a s. ex.ª uma pergunta. Tive conhecimento de um facto que vem referido em um jornal do Minho, a Aurora do Lima, onde se refere que, na occasião em que o administrador do concelho de Villa Nova da Cerveira, passava a bordo do vapor Rio Minho, pertencente á companhia Despertadora, encontrára grande quantidade de barcos lançando pedra em uma parte do rio. Este caso, a ser verdadeiro, de certo no verão impedirá o transito n'aquella localidade, e como estou seguro de que s. ex.ª não deseja que se ponham estes tropeços á navegação, pedia-lhe me dissesse se já teve noticia d'este facto, e sendo verdadeiro, se mandou proceder contra os culpados.”

Francisco_de_Oliveira_Chamiço_-_Diário_Illustrado_(23Mar1888)

O jornal “A Aurora do Lima” começou de início a publicar-se três vezes por semana para, a partir de 1915 ter uma periodicidade bissemanal e, em 2010, passar a semanário. Em 2006, o Dr Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da República, fê-lo Membro-Honorário da Ordem de Mérito, ordem honorífica que visa distinguir actos ou serviços meritórios que revelem abnegação em favor da colectividade.

Ao longo da sua existência, contou com a colaboração de nomes sonantes das Letras portuguesas como Camilo Castelo Branco que chegou a ser seu director.

tn_Program_Com_AL1955

O jornal atravessou épocas marcantes da nossa História como a Monarquia Constitucional e a Primeira República, o Estado Novo e o seu derrube em 25 de Abril de 1974. Pelo meio, um longo período de Censura Prévia que tolhia a liberdade de imprensa. Não obstante, procurou sempre prosseguir uma linha de total independência a nível económico, político e religioso, apesar dos períodos políticos atribulados resultantes das mudanças políticas que teve de vencer.

2774_442608985819620_1136201585_n

Em meados da década de oitenta do século passado, a Imprensa regional era colocada perante o desafio da sua modernização tecnológica, sendo-lhe colocada pelo governo do chamado Bloco Central a possibilidade de serem constituídos parques gráficos que servissem conjuntamente a feitura de vários jornais de uma mesma região. Os directores e outros responsáveis de jornais regionais de todo o país foram então convidados a reunirem-se com o governo nos jardins do Palácio de São Bento, junto à residência oficial do primeiro-ministro. O autor destas linhas e atual administrador do Blogue do Minho (na foto ao fundo, de pé) marcou presença em representação do mensário “Jornal de Campo de Ourique”.

Por essa altura, tal preocupação foi debatida na Assembleia da República e, na reunião plenária que ocorreu no dia 9 de Janeiro de 1987, correspondente à 2ª Sessão da IV Legislatura, presidida por Fernando Monteiro do Amaral e secretariada por Reinaldo Ramos Gomes, Victor Caio Roque, Rui de Sá e Cunha e José Nunes de Almeida, o jornal “Aurora do Lima” foi evocado através da intervenção de vários deputados, as quais aqui reproduzimos, transcrevendo do Diário da Assembleia da República.

“O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Agostinho de Sousa.

O Sr. Agostinho de lousa (PRD): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Nasceu em 15 de Dezembro de 1855. Raros acreditariam na longevidade secular do projecto e, no entanto, em 15 de Dezembro de 1986, tornava-se o segundo jornal mais antigo do continente.

É difícil - e seria despropositada - uma inventariação do património acumulado no decurso de mais de um século pelo jornal «A Aurora do Lima», de Viana do Castelo.

Uma homenagem, mesmo quando sincera e justa, é, por via de regra, um arrastado fastio, que a chancela burocrática contribui para agravar. É uma chateza, meus senhores!

Mas aceitei o risco, porque a iniciativa corre à revelia de patrocínios de qualquer espécie e porque é fácil fazer a «prova da diferença».

Um jornal com a história, as responsabilidades comunitárias e a projecção regional de «A Aurora do Lima» merece que se recorde, ao menos uma vez cada ano.

A 15 de Dezembro de 1855 «A Aurora do Lima» foi uma aparição, que não quis ser salvadora de coisa nenhuma, mas se afirmou, com a velha dignidade de certos jornais locais, à volta de um projecto de defesa dos interesses regionais, sob muitos sacrifícios e com uma grande fé.

E para concluir que cumpriu o essencial da sua missão, para além dos testemunhos individuais insuspeitos, apoiamo-nos, sobretudo, na «sentença» de uma comunidade que continua a decretar-lhe a fidelidade, decorrido um século...

No seu laconismo, o aniversário de um pequeno jornal de província tende a diluir-se na massa dos outros acontecimentos, aparentemente mais relevantes, da vida diária do País.

Mas se um jornal atingiu já os 131 anos, num País de projectos adiados ou inacabados, se conseguiu sobreviver na lonjura dos grandes centros e do poder, com sensível escassez de apoios e de meios e sem protecções ou benesses especiais, penso que a homenagem perante esta Câmara não destoará da sua dignidade e exigências.

Camilo, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, Augusto de Castro, Álvaro Salema, José Caldas, Júlio de Lemos, Cláudio Basto e tantos outros, jornalistas, críticos e escritores de «muitos países e épocas» ou de uma região e de um período, honraram-no com a sua colaboração e por certo se terão sentido honrados com ela.

Não tem sido fácil, todavia, a gestão de uma vida centenária. Administrar um capital de penúria, de incerteza e de indiferença é o pão nosso de cada dia da imprensa regional e o «A Aurora do Lima» não foge à regra.

Mais de um século de vida significa tanto de experiência como de sacrifícios.

A história proporcionou-lhe a riqueza da primeira, com factos e épocas simultaneamente tumultuosos e decisivos, mas não lhe poupou, também, os segundos.

Enfrentou e resistiu a algumas graves e demoradas épocas de perturbação económica, social e política, cujos reflexos ainda hoje se fazem sentir a vários níveis.

Viver 50 anos de fascismo e de censura foi um dos episódios mais difíceis e atrozes da sua existência.

Os censores da época, cheios de salazaríssimo e inquisitorial zelo, fazem parte das suas páginas sombrias.

Relembrava há dias o seu administrador que para publicar um jornal tinha muitas vezes de compor dois.

Eu regozijo-me - e penalizo-me também... - por ter contribuído, ainda que involuntariamente, para algumas dessas duplicações, com uma colaboração ocasional.

Indo atrás, no tempo, com afã de memória museológica, à procura de curiosidades, notícias, nomes, estatísticas, feitos, proezas... não iríamos, com certeza, na direcção de uma tarefa inútil.

Mas hoje o grande problema e o grande desafio que se lhe põe e à imprensa regional em geral é o do futuro.

A modernização e a renovação são actos indispensáveis à sua sobrevivência e à necessária aproximação de cada época.

O aparecimento da rádio local e a perspectiva da TV regional acentuam a urgência destas tarefas.

Este é o saldo qualitativo da sua iniciativa e responsabilidade.

A análise do tema, ainda que sucinta, ultrapassa porém o âmbito desta intervenção, porque põe em causa todo o processo global de revisão de «fazer imprensa regional».

Estão em causa a inovação do apetrechamento gráfico ou a sua utilização mais rentável, a progressiva qualificação da informação e da produção jornalística

em geral, a aplicação de novos conceitos de gestão e de organização, a «reeducação» e o desenvolvimento da sua vocação e funções específicas, no quadro da época, assumindo-se como um instrumento de intervenção e como um interlocutor válido no debate e decisão dos grandes e dos problemas locais correntes; dos problemas de expressão nacional ou internacional com repercussões essenciais na região, como o poder local, a regionalização, os investimentos em grandes obras de, apetrechamento e de infra-estruturas, os reflexos da entrada na CEE em áreas sensíveis regionais - a agricultura, a indústria, o comércio, a educação, o trabalho...

A realização de cursos de jornalismo de imprensa regional com carácter de regularidade e o apoio oficial devem ser apressados.

Urge reforçar a comparticipação do leitor ou simples habitante no questionamento dos temas locais e a ligação com autarcas, deputados eleitos pelos círculos respectivos, gabinetes de estudo, associações culturais, recreativas, desportivas e de fomento regional em geral, cuidar da formação dos seus técnicos, jornalistas e directores, criar parques gráficos regionalizados, não esquecer a mobilização da juventude para a sua causa, estabelecendo, inclusive, a ligação com a «escola», atenuar os efeitos de uma «exportação» dominante, de informação local para alguns diários, de onde se importa depois, por retranscrição, por falta de capacidade realizadora própria.

Enfim, é preciso devolver a imprensa regional às suas raízes e vocação, no quadro das necessidades da época, provendo à sua reestruturação técnica, científica, ética, financeira e profissional.

Mas o ambicionado salto precisa necessariamente - do apoio oficial, de esse apoio ser encarado não como uma fonte de favores, de benemerência crónica ou circunstancial de actos discricionários, mas como o exercício de uma obrigação constitucional sujeita a critérios legais transparentes.

Para pôr cobro à indefinição e à insegurança reinantes aguarda-se a publicação do estatuto, clarificador de uma correcta inserção institucional, e faz-se votos para que, desde já, se responderem apoios e benefícios em função de requisitos e da capacidade, em cada caso, para o exercício eficaz das suas funções, sem todavia ignorarmos que a problemática da imprensa regional, é indissociável do quadro da imprensa em geral, apesar dos seus particularismos, e que qualquer solução de estrutura passa pela definição de uma política de comunicação social adequada.

Esse será, sem dúvida, o melhor prémio de aniversário.

E permitam-me, Sr. Presidente, Srs. Deputados, que termine fazendo minhas as palavras de um velho e ilustre colaborador do«A Aurora do Lima»: «Obrigado pela teimosia em continuar a existir.»

Aplausos do PRD, PSD, PS e MDP/CDE.

O Sr. Presidente: - Para formular pedidos de esclarecimento, tem a palavra o Sr. Deputado Horácio Marçal.

O Sr. Horácio Marçal (CDS): - Sr. Deputado Agostinho de Sousa, ouvi com muita atenção a sua intervenção e gostaria de aqui fazer algumas considerações.

Eu sou daqueles que sentem bastante o problema da imprensa regional e ao ouvir aqui falar do jornal «A Aurora do Lima», que agora fez 131 anos, recordo, também o jornal da minha terra, de Águeda, e que é «A Soberania do Povo», que só pelo facto do «A Aurora do Lima» deixar de ser semanário passou a ser, neste momento, o semanário mais antigo deste país, entrando, no dia 1 de Janeiro no seu 109.º ano de actividade.

Quem vive a imprensa regional sabe - e neste aspecto a sua intervenção foi muito feliz - os problemas que esta imprensa tem. Mas sabe também os serviços extraordinários que a imprensa regional presta ao povo e ao País, principalmente àquele povo que não tem voz, àquele povo que revê nessas páginas os problemas das suas terras, os problemas que se levam ao autarca, ao governante, ao deputado, aos que governam não só a região como o País.

Por isso, congratulo-me com o aniversário do «A Aurora do Lima» e felicito o Sr. Deputado Agostinho de Sousa pela sua intervenção, pedindo-lhe também que transmita ao referido jornal a minha satisfação.

Terminando este meu pedido de esclarecimento, queria perguntar ao Sr. Deputado, sabendo das dificuldades da imprensa regional - que, aliás, aqui referiu, e muito bem -, quais os meios que devemos accionar afim de obtermos apoios mais concretos para o apetrechamento do parque gráfico e para a formação dos jornalistas dos semanários.

Sei que o Governo tem anunciado medidas que, porém, não foram concretizadas. Mas, repito, gostaria que o Sr. Deputado me dissesse quais os, caminhos e as acções a desenvolver para que o Governo possa proteger mais, a imprensa regional, tão carecida de apoios governamentais.

O Sr: Presidente: - Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Agostinho de Sousa, ainda que já não disponha de tempo. Porém, a Mesa concede-lhe dois minutos.

O Sr. Agostinho de Sousa (PRD): - Antes de mais, Sr. Deputado, agradeço-lhe, as suas palavras e transmitirei pessoalmente o seu voto ao «A Aurora do Lima».

Quanto à questão da criação de parques gráficos regionalizados, devo dizer-lhe que ela deve ser sobretudo – penso eu - inserida numa política mais ampla. Na circunstância, entendo que deveria proceder-se imediatamente a um estudo que tomasse em linha de conta as possibilidades de cada jornal regional, as suas necessidades e também a sua capacidade de intervenção e de realização da sua função. Seria exactamente em função dos resultados obtidos que deveriam criar-se esses parques e bem assim reponderar-se, circunstancial e ocasionalmente, a atribuição de subsídios como medida conjuntural. Mas, sobretudo, dever-se-ia especialmente pensar na concretização de uma política de comunicação social definida, que também tivesse em conta a imprensa regional e abarcasse esses aspectos na globalidade.

Aplausos do PRD.

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, chegámos ao fim do período de antes da ordem do dia.”

Foto_GFM.jpg

Gonçalo Fagundes Meira é atualmente o Diretor do jornal “A Aurora do Lima”. Personalidade sobejamente conhecida na comunidade vianense e minhota em geral, designadamente nos meios culturais e literários.

A sua atividade profissional passou, durante mais de 40 anos, pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Aqui desempenhou funções no domínio da Organização do Trabalho e com responsabilidades diretas na Formação Profissional. Foi membro dos órgãos sociais desta empresa, com desempenho de funções na comissão de fiscalização.

Foi fundador e o coordenador da revista Roda do Leme, órgão de Informação dos trabalhadores dos ENVC (1984/2008) que, até, foi considerado a melhor revista da empresa. Esteve na fundação da Associação Portuguesa da Comunicação de Empresa (APCE) e integrou os seus órgãos sociais.

Pertenceu à coordenadora nacional da indústria naval e foi membro do seu conselho técnico. Presidiu ao Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos ENVC e responsável pelo projeto editorial desta coletividade, com mais de uma dezena de obras publicadas.

Tem uma larga colaboração com várias publicações, em especial com: “Cadernos CER”, “Cadernos Vianenses” e a “Falar de Viana”. Tem, ainda, algumas obras editadas em parceria, com destaque para “Os Estaleiros Navais e a Sociedade Vianense”, “Areosa e o seu Grupo Etnográfico – da fundação à modernidade” e “Carolino Ramos – a pulsão pela arte”.

Trata-se, pois, de uma personalidade que conhece Viana do Castelo, nas suas diferentes facetas, e que os vianenses conhecem. Tem desenvolvido uma longa atividade em prol da Princesa do Lima, um currículo de longa experiência e profundo conhecimento que faz dele uma mais valia para A AURORA DO LIMA e o jornalismo minhoto em geral.

579351593_1401159462015468_619728555630403883_n.jp

ARCOS DE VALDEVEZ: FALECEU MÁRIO DE BARROS PINTO – DIRETOR DO “NOTÍCIAS DOS ARCOS”

579073741_1236433598511181_7979762908125390683_n.j

Falecimento de Mário Gaspar Leite de Barros Pinto

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez expressa o seu profundo pesar pelo falecimento de Mário Gaspar Leite de Barros Pinto, nascido em 1937 na freguesia de Arcos (Salvador).

Iniciou a sua carreira na autarquia em 1958, tendo exercido diversas funções até Diretor do Departamento Administrativo e Financeiro e, posteriormente, Assessor Autárquico. Foi Vereador entre 1990 e 1993, eleito pelo Partido Socialista como independente.

Destacou-se pela sua dedicação à vida pública, cultural e jornalística. Dirigiu o jornal Notícias dos Arcos, foi membro fundador de várias associações culturais e de comunicação social, e criou o Festival Internacional de Cinema de Expressão Ibérica (FICEI). Publicou diversos estudos sobre o património e as tradições arcuenses, contribuindo de forma notável para a valorização da identidade local.

MUNICÍPIO DE TERRAS DE BOURO EDITA BOLETIM INFORMATIVO

revista m 180.jpg

Edição nº 180 do Boletim Informativo da Câmara Municipal de Terras de Bouro  

A Câmara Municipal de Terras de Bouro já colocou à disposição dos munícipes, na sua página eletrónica e redes sociais, a sua mais recente publicação informativa.

Trata-se de uma edição trimestral, alusiva, neste caso, ao segundo trimestre de 2025 e que tem como principal finalidade divulgar as principais atividades do município, assim como prestar as mais diversas informações relacionadas com os vários serviços municipais.

ESPOSENDE APRESENTA NOVO NÚMERO DO BOLETIM CULTURAL

P1090241.jpg

Decorreu ontem, na Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, a sessão de lançamento de mais uma edição do Boletim Cultural de Esposende, a publicação mais identitária do Município de Esposende e que se enquadra numa ação continuada do conhecimento e, consequentemente, do desenvolvimento do concelho.

Trata-se do terceiro número da terceira série, iniciada em 2020, que integra dez trabalhos de 14 autores, e cuja diversidade temática configura investigação relevante sobre o território concelhio e contribui para o conhecimento da história local. A publicação segue a matriz gráfica dos números anteriores, sendo a capa ilustrada com o painel de azulejos instalado no mercado municipal, designado “Entre Mar e Moinho”, da autoria do artista plástico Juan Domingues.

Esta edição apresenta os seguintes textos: “A casa do arco, entre continuidade e criação: reconversão de uma casa senhorial na Biblioteca Municipal de Esposende (1979-1992)”, da autoria de David Ordóñez-Castañón, Teresa Cunha Ferreira, Poliana Marques da Silva; “A Casa da Barca - Restos de memória e devaneios partilhados...”, de Álvaro Campelo; “Ofir: A importância do equipamento como impulsionador na evolução do aglomerado urbano”, de Joel Capitão; “Apontamentos sobre a história de Apúlia e do seu território”, de Ana Carolina Gil; “Forjães no roteiro do teatro popular”, de Luís G. Coutinho de Almeida; “Para a história do associativismo comercial e industrial de Esposende”, de Manuel Albino Penteado Neiva; “Os Esposendenses e a pesca do bacalhau”, de José Eduardo Sousa Felgueiras; “Ver uma caravela em duas madeiras: o navio do varadouro do rio Cávado, Esposende (Norte de Portugal), de Ivone Magalhães; “Intervenções arqueológicas - Forte de São João Baptista - Esposende | 2023 & 2024”, de Ana Almeida, Francisco Raimundo e José Carvalho; “Página Solta | Tascas de Esposende: Recantos de saudade e convívio”, de Marino Carneiro.

Os dois artigos iniciais falam de Casas, casas habitadas e que, por si só, constituem um mundo de significados. O primeiro é referente ao atual edifício da Biblioteca Municipal e o outro resgata da memória o poeta Eugénio de Andrade e dos seus ilustres amigos, que habitualmente passavam férias na Casa da Barca, em Gemeses, num lugar imortalizado pelo poeta, chamado “Barca do Lago”.

Os dois textos seguintes versam o Território do concelho; o de Joel Capitão, escrito a partir da Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura (Universidade de Coimbra, Paisagem, Plano e Arquitetura. O caso de Ofir) dá a conhecer, de forma pormenorizada e intencional, a construção de Ofir como zona exclusiva de veraneio; o de Ana Carolina Gil tem por base a sua tese de mestrado em arquitetura da Universidade do Porto.

Referência depois para as vivências, nomeadamente relativas ao teatro amador no concelho e ao associativismo comercial e industrial de Esposende.

Outros textos registam aspetos menos conhecidos da história local, relacionados com a vida marítima, as intervenções arqueológicas efetuadas num passado recente no Forte de S. João Baptista também são dadas a conhecer nesta publicação, que, na rubrica “Página solta”, alude às “Tascas de Esposende”, onde se resgatam aspetos da memória coletiva recente, nem texto subjetivo de presenças e vivências.

Em representação do Município esteve presente na sessão de lançamento o Vereador da Cultura, Rui Losa, que realçou a importância do Boletim Cultural enquanto instrumento que possibilita um melhor conhecimento do passado e, consequentemente, do presente da história local. Notando que “é a cultura que nos dá identidade”, Rui Losa afirmou que esta publicação, cuja primeira edição remonta ao ano de 1982, “representa o melhor do que somos enquanto comunidade”. Agradeceu, por isso, aos autores que colaboraram nesta edição, pelo seu contributo para a preservação da história de Esposende, e aos demais envolvidos nesta edição.

Os autores presentes tiveram oportunidade de, sucintamente, explanar os estudos apresentados, despertando a curiosidade dos presentes para a sua leitura integral. O Boletim Cultural de Esposende, 3.ª série, n.º 3, estará, em breve, disponível para aquisição na Biblioteca Municipal.

P1090026.jpg

P1090038.jpg

P1090209.jpg

PONTE DE LIMA: QUANDO O EXÉRCITO MARCHOU SOBRE A VILA LIMIANA NA CAMPANHA ELEITORAL DE 1838 – UM ARTIGO NA REVISTA “O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS”

530655283_1176415277854241_6033819500341008636_n.jpg

Acaba de ser publicada a 42.ª edição do Anunciador das Feiras Novas, editada pela AEPL – Associação Empresarial de Ponte de Lima, sob a orientação de Alberto do Vale Loureiro, que celebra e dá voz à história, cultura e dinamismo da nossa terra.

Este ano, mantendo os princípios dos conteúdos que sempre nos acompanharam, a edição é especialmente simbólica:

- 120 anos da AEPL – mais de um século de compromisso com o tecido empresarial limiano.

- 900 anos do Foral de Ponte de Lima.

Esta publicação está disponível pontos habituais.

Captura de ecrã_10-9-2025_133032_.jpg

Captura de ecrã_10-9-2025_133058_.jpg

COMBOIOS QUE ESTAVAM DESTINADOS À LINHA DO VALE DO LIMA FORAM NOTÍCIA NA IMPRENSA ESPANHOLA

472183375_2611701492355387_4670885930035015158_n.jpg

Sob o título “Los automotores Wumag de València”, publicou a revista espanhola “Carril”, na sua edição nº 85, publicada em 1978, publicou um artigo muito detalhado acerca das automotoras que deveriam ter circulado na linha do Vale do Lima, entre Ponte da Barca e Viana do Castelo. O artigo inclui a história da construção da linha do Vale do Lima.

As imagens mostram a automotora FEVE 509 tipo Wumag com três reboques adequados, entretanto com linha eletrificada, numa das quais entrando em Valencia Puente de madera, em 19 de maio de 1978.

Entretanto, vamos-lhes comprando a sucata…

72099999_967795253561245_6376300957218635776_n.jpg

71530727_1165822063610011_2058116695809064960_n.jpg

ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PONTE DE LIMA FESTEJOU 120 ANOS COM ABRAÇO DE TAIWAN – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

PHOTO-2025-08-17-20-57-24.jpg

A Associação Empresarial de Ponte de Lima, fundada por alvará do rei D. Carlos de 11 de Julho de 1905 festejou posteriormente a efeméride com uma sessão solene e uma palestra evocativa do seu significado histórico, tarefa que nos foi confiada pelo amigo Presidente, Nuno Armada. Para além desse modesto contributo, a direcção entregou lembranças aos associados mais antigos, com o líder da autarquia Vasco Ferraz a encerrar os trabalhos.

Mas, a instituição representativa do comércio e indústria no nosso concelho, também constava da lista de encontros da recente visita da embaixadora de Taiwan – República Democrática da China, a Ponte de Lima. Deste modo, a diplomata Grace Chang recebeu os dois principais dirigentes da Associação Empresarial de Ponte de Lima: Nuno Armada e o Vice, João Pereira, trocaram impressões sobre uma possível cooperação com a pequena nação insular da Ásia, além de apresentarem à representante em Portugal, o retrato da entidade e suas mais recentes actividades.

Grace Chang não só se congratulou com as informações que lhe foram transmitidas, desejando á classe profissional continuação do bom trabalho que têm realizado, bem como deixou um abraço aos empresários Limianos pelo seu empenho na valorização e aposta desse sector da economia regional e nacional.

A embaixadora foi contemplada com o 42º número da revista – O Anunciador das Feiras Novas – para este ano de 2025, onde além de nossa colaboração, outros amigos assinam contributos de história local: José Sousa Vieira, Rui Maia, António Matos Reis, Carlos Gomes, José Aníbal Marinho, Daniel Campelo, Amândio Sousa Vieira, entre outros.

O Anunciador 2025.jpg