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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS APRESENTA REVISTA "ESTUDOS REGIONAIS" EM VIANA DO CASTELO

Apresentação pública da Revista Estudos Regionais

No próximo dia 15 de novembro (quinta-feira), o Centro de Estudos Regionais apresenta o número 12, da segunda série, da revista Estudos Regionais. O lançamento público decorrerá na Sala Couto Viana, da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.00 horas. A apresentação estará a cargo da Profª. Doutora Alexandra Esteves, doutorada em História pela Universidade do Minho, docente na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa e investigadora do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT).

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A revista Estudos Regionais é uma publicação de periodicidade anual, editada pelo Centro de Estudos Regionais, que conta com a colaboração de investigadores de diferentes áreas no domínio das Ciências Sociais e Humanas. Coordenada cientificamente pela Profª Doutora Glória Solé, docente na Universidade do Minho, a publicação é composta por 260 páginas e apresenta estudos, artigos e recensões da autoria de António Cardoso, António Matos Reis, António Pimenta de Castro, Aurora Rego, Goretti Barros, Henrique Rodrigues, Horário Faria, Ivone Magalhães, José Carlos Loureiro, José Rodrigues Lima, Liliana Neves, Maria Olinda Rodrigues Santana, Pedro Pereira e Rui Maia. O design é da responsabilidade de Rui Carvalho. A edição é apoiada pela Fundação Caixa Agrícola do Noroeste. A revista Estudos Regionais é um projeto editorial duradouro (perfaz, com a presente edição, 37 anos de publicação consecutiva, considerando a 1ª série), do Centro de Estudos Regionais que completa este ano 40 anos de atividade em prol do estudo, divulgação e defesa do património regional.     

Alexandra Esteves é doutorada em História Contemporânea pela Universidade do Minho. Professora Auxiliar com Agregação também em História Contemporânea, exerce funções docentes na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, de cuja Direção também faz parte, e onde tem assumido a coordenação de cursos de licenciatura e mestrados.

Lecionou na Universidade do Minho, no Instituto Politécnico de Viana do Castelo (Escola Superior de Educação) e na Universidade Unisinos (Brasil). É investigadora integrada do Centro de Investigação Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT), do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, investigadora colaboradora do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos da Universidade Católica Portuguesa e membro do Instituto de Estudos da Religião desta instituição, fazendo parte do seu Conselho Científico.

Nos últimos anos, a sua atividade investigativa tem-se desenvolvido nas áreas da História Social e da História da Assistência, centrando-se nas questões relacionadas com a saúde, a doença, a marginalidade, a violência e as prisões, bem como da História do Turismo, do Lazer e das Sociabilidades, entre os séculos XVIII e XX. É autora, coautora e coordenadora de diversas obras e capítulos de obras e tem dezenas de artigos científicos publicados em livros e em revistas da especialidade de diversos países.

A sessão de apresentação é pública.

Os associados do Centro de Estudos Regionais, com as quotas atualizadas, recebem um exemplar da revista.  

A Direção do Centro de Estudos Regionais

EURODEPUTADO INÁCIO FARIA APROVA 4,65 MILHÕES

O eurodeputado português José Inácio Faria, eleito pelo Movimento Partido da Terra / PPE, aprovou no plenário de 23 do corrente reunido em Estrasburgo, a atribuição de 4,655 milhões de euros para os “ trabalhadores despedidos no sector têxtil em Portugal” no decorrer deste ano.

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A verba atribuída no âmbito do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização, destina-se á reintegração de 1161 trabalhadores daquela área da indústria nacional, no seguimento de insolvência das unidades industriais.

Em causa, estão, principalmente, 709 trabalhadores do grupo Ricon na freguesia de Ribeirão, Vila Nova de Famalicão, uma unidade fabril onde mais de 70% da sua produção destinava se á Gant, marca americana com vinte lojas em Portugal; outros 452 empregados abrangidos por aquele Fundo comunitário, foram os despedidos da Gramax Internacional, que operava em Loures, como compradora da antiga Triumph, outrora uma conceituada fabricante de roupa interior feminina.

Recorde-se, que ambas as empresas fecharam portas no início deste ano, causando prejuízos económicos e sociais no seio dos empregados, pois quase 89% deles eram mulheres, acentuadamente com mais de 55 anos de idade! No caso da empresa do interior minhoto, centena e meia de operárias foram integradas numa fábrica de vestuário no vizinho concelho de Barcelos – Sonix – liderada por Conceição Dias, empresária desse caso de sucesso com larga exportação para vários países europeus.

Ainda no decorrer da sua intervenção, o eurodeputado natural de Viana do Castelo, salientou que uma parte daquela verba ora disponibilizada por Bruxelas, permitirá uma “ Formação e Requalificação Profissional dos desempregados “ e abrir portas ao empreendedorismo. Outra quantia orçamentada, destina-se ao apoio de 730 jovens portugueses com menos de 30 anos, que não trabalha, não estuda e nem seguem formação (NEET), mas que de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) estão em trajectória de descida em todo o espaço geográfico em análise.

Fonte: Tito Morais / https://www.luso.eu/

FERNANDO CRUZ GOMES, DECANO DOS JORNALISTAS DA COMUNIDADE PORTUGUESA EM TORONTO

  • Crónica de Daniel Bastos

No decurso deste mês, fomos surpreendidos com a triste notícia do falecimento, aos 78 anos, do decano dos jornalistas da comunidade portuguesa em Toronto, Fernando Cruz Gomes, um dos rostos mais conhecidos da numerosa prole luso-canadiana que vive na quarta maior cidade da América do Norte. 

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Natural da vila de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, Fernando Cruz Gomes, iniciou nos finais dos anos 50 a sua vida profissional como jornalista, no vetusto “Primeiro de Janeiro”, um jornal diário que se publicou na cidade do Porto. Mas foi em solo africano, mais concretamente em Angola, antiga província ultramarina portuguesa, onde residiu durante 25 anos, que o seu trabalho jornalístico ganhou amplitude e profundidade, através do desempenho de funções em diversos meios de comunicação, jornais e rádios, como o "ABC Diário de Angola", a "Rádio Eclésia", no diário de Luanda "O Comércio", "A Província de Angola" (atual “Jornal de Angola”), no "Rádio Clube de Benguela" e na "Emissora Oficial de Angola".

No início da Guerra do Ultramar em Angola, a 15 de março de 1961, Fernando Cruz Gomes, chegou a acompanhar sozinho os combates entre as Forças Armadas Portuguesas e os Movimentos de Libertação deste território da costa ocidental de África. Durante o seu percurso jornalístico por terras africanas, o profissional de comunicação social, foi ainda presidente da secção de Angola do Sindicato Nacional de Jornalistas, onde se manteve até finais de 1974.

 A sua chegada ao Canadá ocorreu em 1975, ano do conturbado processo de descolonização. Na nova pátria de adoção, foi fundador e diretor de jornais comunitários, como "Popular", "Comércio", "Mundo", ABC Portuguese Canadian Newspaper e "A Voz", e editor e repórter na CIRV Rádio e na FPTV.

As suas multifacetadas funções jornalísticas em Toronto, inclusive de correspondente durante vários anos da Lusa, foram fundamentais para a promoção e conhecimento da língua, cultura e pulsar da comunidade luso-canadiana. E estiveram na base do justíssimo reconhecimento de que foi alvo em 2014, com a atribuição da Ordem do Infante D. Henrique pelos serviços relevante que prestou à pátria de Camões.

SARRABULHO JUNTOU 300 LUSO – PORTUGUESES EM VANDOEUVRE (NANCY)

Cidade francesa geminada com Ponte de Lima

Em menos de quinze dias, restaurantes de Ponte de Lima confeccionaram nada menos do que 600 refeições em França, com o prato típico do concelho como ementa, contribuindo assim para uma maior divulgação da gastronomia deste concelho altominhoto.

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Depois de Drancy, no passado dia 7 de Outubro, município da periferia de Paris, situado a duas dezenas de quilómetros da capital, evento com coordenação da Casa de S. Sebastião, em S. Pedro de Arcos, desta vez foi no norte da França, a cidade de Vandoeuvre – Les – Nancy, localidade com 30 mil habitantes e geminada com Ponte de Lima, quem organizou o jantar – convívio de Sábado último, 21 do corrente.

A iguaria limiana – Arroz de Sarrabulho – foi confecionada naquela localidade que dista uma centena de quilómetros do Luxemburgo pelas proprietárias / cozinheiras dos restaurantes: Fátima Amorim, cujo espaço comercial tem o seu nome; Goretti Bezerra, do Sonho do Capitão, ambos na freguesia da Correlhã, e Cassilda Quezado, do Solar do Taberneiro, na sede do concelho.

Mas, para garantir a autenticidade da receita, foram transportados para França as miudezas ou ingredientes: mais de trinta quilos de belouras, tripa de farinha, chouriça sanguínea, outra de carne e paio do lombo, tudo produzido em freguesias limianas e de forma artesanal pela Minhofumeiro, estabelecida na Correlhã.

Também para que todo o trabalho das mestras e atendimento às mesas fosse rápido, foi necessário improvisar uma segunda cozinha, cuja segurança e funcionamento mereceram a supervisão do Chefe Armando Melo, dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.

A coordenação de todo o evento esteve a cargo de Mário Lourenço, presidente da Associação de Amizade Portugal – França e também do grupo Ronda Típica de Vandoeuvre, coadjuvado por outros elementos directivos. De salientar a colaboração do município francês, em cuja sala de Festas decorreu a festa, com três centenas de apreciadores sentados, e no palco o conjunto musical – Enigma – que para a sua actuação percorreu quinhentos quilómetros, pois tem a sua sede em Orléans.

Entre o público participante no jantar, uma representação municipal, designadamente os vereadores Jean Pierre Becker, com os pelouros da Cultura, Geminações e Relações Internacionais, e Jean – Paul Bernard, da Animação, Mercado e Relações Públicas, para além do Presidente do Comité de Geminação Vandoeuvre – Ponte de Lima e vogais. Pelas restantes mesas, saboreavama iguaria, emigrantes e familiares originários do norte de Portugal, afincadamente de Monção, Valença, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Vila Verde, Braga, Guimarães e Vila Real.

Tito Morais / https://www.luso.eu/

BOLETIM MUNICIPAL DE TERRAS DE BOURO JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NO SITE OFICIAL DA AUTARQUIA

Edição nº 152 do Boletim  Informativo da Câmara Municipal de Terras de Bouro

A Câmara Municipal de Terras de Bouro já colocou à disposição dos munícipes, na sua página eletrónica, a sua mais recente publicação informativa.

Trata-se de uma edição trimestral, alusiva, neste caso, ao segundo período de 2018 e que tem como principal finalidade divulgar as principais atividades do município, assim como prestar as mais diversas informações relacionadas com os vários serviços municipais, estando também prevista para os próximos dias a distribuição em papel do boletim municipal.

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FAMALICÃO LANÇA NOVA EDIÇÃO DO BOLETIM CULTURAL E DEBATE “WHAT’S IN A NAME?”

Nova edição do Boletim Cultural é lançada amanhã, quinta-feira, pelas 17h30, no Arquivo Municipal. Sessão fica marcada pela conferência “Famalicão. What’s in a name?”

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão convida os órgãos de comunicação social para o lançamento da nova edição do Boletim Cultural e para a conferência do ciclo “Conta-me a História” subordinada ao tema “Famalicão. What’s in a name?”, que se vai realizar amanhã, quinta-feira, 18 de outubro, a partir das 17h30, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio.

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O volume com os números 10 e 11 da IV série do Boletim Cultural é composta por 556 página, e divide-se em três capítulos, “História Nacional. História Local”, “Memória. Património. Identidade” e “História do Presente”. A obra reúne um conjunto de trabalhos de investigação sobre a história, cultura e património famalicense da autoria de Adília Fernandes, Álvaro Santos, Amadeu Gonçalves, Ana Bela Morais, António José Queiroz, António Freitas, A. Martins Vieira, Armando Coelho Ferreira da Silva, Artur Sá da Costa, Elzira Machado Rosa, Felisbela Oliveira Leite, Henrique Barreto Nunes, Jorge Manuel Vieira Pamplona, J. Viriato Capela, João Afonso Machado, Jorge Fernandes Alves, José Manuel Lages, José Manuel Lopes Cordeiro, José Manuel Tengarrinha, Luís Gonzaga Cardoso de Almeida, Maria Amália Sequeira Braga, Norberto F. Cunha, Odete Paiva, Rogério Bruno Guimarães Matos, Teresa Maria Fernandes Valente e Vítor Ribeiro.

Refira-se que o Boletim Cultural de Vila Nova de Famalicão teve a sua primeira edição em 1980, a acompanhar o primeiro grupo de boletins culturais publicados por algumas autarquias portuguesas após as primeiras eleições autárquicas nacionais de 1976.

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FAMALICÃO LANÇA NOVA EDIÇÃO DO BOLETIM CULTURAL E DEBATE “WHAT’S IN A NAME?”

No próximo dia 18 de outubro, pelas 17h30, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio

 “Cada edição do Boletim Cultural do município de Vila Nova de Famalicão consubstancia o nascimento de um documento histórico de enorme relevância para a cultura e história local que, como se reconhece, é essencial para o conhecimento da história nacional”. É desta forma que o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, inicia o texto de abertura de mais uma edição do Boletim Cultural de Famalicão que já é publicado há 38 anos.

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O volume com os números 10 e 11 da IV série do Boletim Cultural vai ser apresentada no próximo dia 18 de outubro, pelas 17h30, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio. A cerimónia vai ficar marcada pela realização de uma conferência baseada no trabalho de abertura da publicação “What’s in a name?” de Armando Coelho Ferreira da Silva. A iniciativa insere-se no ciclo de conferências “Conta-me a História” que o município de Vila Nova de Famalicão tem vindo a promover à volta da sua História e das suas figuras mais proeminentes.

A este propósito, o coordenador do Boletim Cultural, Artur Sá da Costa afirma que“Famalicão: uma Terra - Vila – Nova – com mais de oito séculos de história, selados em 1205, pelo Foral D. Sancho I, vive na angustia de não ser capaz de decifrar o enigma que ensombra o seu nome! Deste vazio, como sabemos, emergiu a lenda popular do “Famelião”, inconsistente e absurda. Há anos que está absolutamente desacreditada e enterrada.”

Com 556 páginas, a publicação divide-se em três capítulos, “História Nacional. História Local”, “Memória. Património. Identidade” e “História do Presente”. A obra reúne um conjunto de trabalhos de investigação sobre a história, cultura e património famalicense da autoria de Adília Fernandes, Álvaro Santos, Amadeu Gonçalves, Ana Bela Morais, António José Queiroz, António Freitas, A. Martins Vieira, Armando Coelho Ferreira da Silva, Artur Sá da Costa, Elzira Machado Rosa, Felisbela Oliveira Leite, Henrique Barreto Nunes, Jorge Manuel Vieira Pamplona, J. Viriato Capela, João Afonso Machado, Jorge Fernandes Alves, José Manuel Lages, José Manuel Lopes Cordeiro, José Manuel Tengarrinha, Luís Gonzaga Cardoso de Almeida, Maria Amália Sequeira Braga, Norberto F. Cunha, Odete Paiva, Rogério Bruno Guimarães Matos, Teresa Maria Fernandes Valente e Vítor Ribeiro.

Refira-se que o Boletim Cultural de Vila Nova de Famalicão teve a sua primeira edição em 1980, a acompanhar o primeiro grupo de boletins culturais publicados por algumas autarquias portuguesas após as primeiras eleições autárquicas nacionais de 1976.

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VIZELA ENSINA A IDENTIFICAR NOTÍCIAS FALSAS"

Oficina Notícias falsas: pensar antes de partilhar

A Câmara Municipal de Vizela, através da Biblioteca Municipal, em parceria com o Centro Qualifica da Escola Secundária de Vizela, promoveu a oficina Notícias falsas: pensar antes de partilhar, com o objetivo de sensibilizar para os perigos das notícias que parecendo verdadeiras não  passam de propaganda, boatos e  desinformação, muitas vezes transmitidas deliberadamente. 

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Estas notícias falsas, que geralmente visam assuntos de interesse geral, notícias graves, novas leis, acidentes, são partilhadas massivamente nas redes sociais  e acabam por criar uma desinformação geral que chegas às conversas do dia-a-dia, sem que as pessoas tenham consciência de que estão a falar de mentiras e irrealidades.

A oficina estará ainda disponível para grupos durante o mês de outubro e novembro e é dirigida a jovens, adultos ou seniores.

Numa altura em que uma grande percentagem da população lê as notícias nas redes sociais urge alertar para o fenómeno e consciencializar o público para a adoção de posições críticas face ao que leem e veem e esse é um dos novos papéis das bibliotecas municipais.

As inscrições podem ser feitas pelo email bmvizela@cm-vizela.pt ou pelo nº 253585812.

“A AURORA DO LIMA”: UM JORNAL HISTÓRICO COM OS OLHOS POSTOS NO FUTURO!

O jornal vianense “A Aurora do Lima” é o periódico mais antigo de Portugal Continental e o segundo em todo o país, visto este palmarés pertencer ao “Açoriano Oriental”. O seu primeiro número foi publicado em 15 de Dezembro de 1855. Por conseguinte, deverá assinalar em breve 163 anos de existência!

A Aurora do Lima

O jornal não demorou muito tempo até começar a atingir notoriedade pois, escassos meses após o seu aparecimento, já ele marcava a ordem de trabalhos da Câmara dos Pares do Reino que era à época o parlamento. Na sessão de 11 de Abril de 1856, da referida Câmara dos Pares do Reino, presidida por António Sarmento Sáavedra Teixeira, fez o deputado Francisco de Oliveira Chamiço a seguinte intervenção: “Como vejo presente s. ex.' o Sr. ministro do reino, aproveito a occasião para dirigir a s. ex.ª uma pergunta. Tive conhecimento de um facto que vem referido em um jornal do Minho, a Aurora do Lima, onde se refere que, na occasião em que o administrador do concelho de Villa Nova da Cerveira, passava a bordo do vapor Rio Minho, pertencente á companhia Despertadora, encontrára grande quantidade de barcos lançando pedra em uma parte do rio. Este caso, a ser verdadeiro, de certo no verão impedirá o transito n'aquella localidade, e como estou seguro de que s. ex.ª não deseja que se ponham estes tropeços á navegação, pedia-lhe me dissesse se já teve noticia d'este facto, e sendo verdadeiro, se mandou proceder contra os culpados.”

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O jornal “A Aurora do Lima” começou de início a publicar-se três vezes por semana para, a partir de 1915 ter uma periodicidade bissemanal e, em 2010, passar a semanário. Em 2006, o Dr Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da República, fê-lo Membro-Honorário da Ordem de Mérito, ordem honorífica que visa distinguir actos ou serviços meritórios que revelem abnegação em favor da colectividade.

Ao longo da sua existência, contou com a colaboração de nomes sonantes das Letras portuguesas como Camilo Castelo Branco que chegou a ser seu director.

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O jornal atravessou épocas marcantes da nossa História como a Monarquia Constitucional e a Primeira República, o Estado Novo e o seu derrube em 25 de Abril de 1974. Pelo meio, um longo período de Censura Prévia que tolhia a liberdade de imprensa. Não obstante, procurou sempre prosseguir uma linha de total independência a nível económico, político e religioso, apesar dos períodos políticos atribulados resultantes das mudanças políticas que teve de vencer.

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Em meados da década de oitenta do século passado, a Imprensa regional era colocada perante o desafio da sua modernização tecnológica, sendo-lhe colocada pelo governo do chamado Bloco Central a possibilidade de serem constituídos parques gráficos que servissem conjuntamente a feitura de vários jornais de uma mesma região. Os directores e outros responsáveis de jornais regionais de todo o país foram então convidados a reunirem-se com o governo nos jardins do Palácio de São Bento, junto à residência oficial do primeiro-ministro. O autor destas linhas marcou presença em representação do mensário “Jornal de Campo de Ourique”.

Por essa altura, tal preocupação foi debatida na Assembleia da República e, na reunião plenária que ocorreu no dia 9 de Janeiro de 1987, correspondente à 2ª Sessão da IV Legislatura, presidida por Fernando Monteiro do Amaral e secretariada por Reinaldo Ramos Gomes, Victor Caio Roque, Rui de Sá e Cunha e José Nunes de Almeida, o jornal “Aurora do Lima” foi evocado através da intervenção de vários deputados, as quais aqui reproduzimos, transcrevendo do Diário da Assembleia da República.

“O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Agostinho de Sousa.

O Sr. Agostinho de lousa (PRD): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Nasceu em 15 de Dezembro de 1855. Raros acreditariam na longevidade secular do projecto e, no entanto, em 15 de Dezembro de 1986, tornava-se o segundo jornal mais antigo do continente.

É difícil - e seria despropositada - uma inventariação do património acumulado no decurso de mais de um século pelo jornal «A Aurora do Lima», de Viana do Castelo.

Uma homenagem, mesmo quando sincera e justa, é, por via de regra, um arrastado fastio, que a chancela burocrática contribui para agravar. É uma chateza, meus senhores!

Mas aceitei o risco, porque a iniciativa corre à revelia de patrocínios de qualquer espécie e porque é fácil fazer a «prova da diferença».

Um jornal com a história, as responsabilidades comunitárias e a projecção regional de «A Aurora do Lima» merece que se recorde, ao menos uma vez cada ano.

A 15 de Dezembro de 1855 «A Aurora do Lima» foi uma aparição, que não quis ser salvadora de coisa nenhuma, mas se afirmou, com a velha dignidade de certos jornais locais, à volta de um projecto de defesa dos interesses regionais, sob muitos sacrifícios e com uma grande fé.

E para concluir que cumpriu o essencial da sua missão, para além dos testemunhos individuais insuspeitos, apoiamo-nos, sobretudo, na «sentença» de uma comunidade que continua a decretar-lhe a fidelidade, decorrido um século...

No seu laconismo, o aniversário de um pequeno jornal de província tende a diluir-se na massa dos outros acontecimentos, aparentemente mais relevantes, da vida diária do País.

Mas se um jornal atingiu já os 131 anos, num País de projectos adiados ou inacabados, se conseguiu sobreviver na lonjura dos grandes centros e do poder, com sensível escassez de apoios e de meios e sem protecções ou benesses especiais, penso que a homenagem perante esta Câmara não destoará da sua dignidade e exigências.

Camilo, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, Augusto de Castro, Álvaro Salema, José Caldas, Júlio de Lemos, Cláudio Basto e tantos outros, jornalistas, críticos e escritores de «muitos países e épocas» ou de uma região e de um período, honraram-no com a sua colaboração e por certo se terão sentido honrados com ela.

Não tem sido fácil, todavia, a gestão de uma vida centenária. Administrar um capital de penúria, de incerteza e de indiferença é o pão nosso de cada dia da imprensa regional e o «A Aurora do Lima» não foge à regra.

Mais de um século de vida significa tanto de experiência como de sacrifícios.

A história proporcionou-lhe a riqueza da primeira, com factos e épocas simultaneamente tumultuosos e decisivos, mas não lhe poupou, também, os segundos.

Enfrentou e resistiu a algumas graves e demoradas épocas de perturbação económica, social e política, cujos reflexos ainda hoje se fazem sentir a vários níveis.

Viver 50 anos de fascismo e de censura foi um dos episódios mais difíceis e atrozes da sua existência.

Os censores da época, cheios de salazaríssimo e inquisitorial zelo, fazem parte das suas páginas sombrias.

Relembrava há dias o seu administrador que para publicar um jornal tinha muitas vezes de compor dois.

Eu regozijo-me - e penalizo-me também... - por ter contribuído, ainda que involuntariamente, para algumas dessas duplicações, com uma colaboração ocasional.

Indo atrás, no tempo, com afã de memória museológica, à procura de curiosidades, notícias, nomes, estatísticas, feitos, proezas... não iríamos, com certeza, na direcção de uma tarefa inútil.

Mas hoje o grande problema e o grande desafio que se lhe põe e à imprensa regional em geral é o do futuro.

A modernização e a renovação são actos indispensáveis à sua sobrevivência e à necessária aproximação de cada época.

O aparecimento da rádio local e a perspectiva da TV regional acentuam a urgência destas tarefas.

Este é o saldo qualitativo da sua iniciativa e responsabilidade.

A análise do tema, ainda que sucinta, ultrapassa porém o âmbito desta intervenção, porque põe em causa todo o processo global de revisão de «fazer imprensa regional».

Estão em causa a inovação do apetrechamento gráfico ou a sua utilização mais rentável, a progressiva qualificação da informação e da produção jornalística

em geral, a aplicação de novos conceitos de gestão e de organização, a «reeducação» e o desenvolvimento da sua vocação e funções específicas, no quadro da época, assumindo-se como um instrumento de intervenção e como um interlocutor válido no debate e decisão dos grandes e dos problemas locais correntes; dos problemas de expressão nacional ou internacional com repercussões essenciais na região, como o poder local, a regionalização, os investimentos em grandes obras de, apetrechamento e de infra-estruturas, os reflexos da entrada na CEE em áreas sensíveis regionais - a agricultura, a indústria, o comércio, a educação, o trabalho...

A realização de cursos de jornalismo de imprensa regional com carácter de regularidade e o apoio oficial devem ser apressados.

Urge reforçar a comparticipação do leitor ou simples habitante no questionamento dos temas locais e a ligação com autarcas, deputados eleitos pelos círculos respectivos, gabinetes de estudo, associações culturais, recreativas, desportivas e de fomento regional em geral, cuidar da formação dos seus técnicos, jornalistas e directores, criar parques gráficos regionalizados, não esquecer a mobilização da juventude para a sua causa, estabelecendo, inclusive, a ligação com a «escola», atenuar os efeitos de uma «exportação» dominante, de informação local para alguns diários, de onde se importa depois, por retranscrição, por falta de capacidade realizadora própria.

Enfim, é preciso devolver a imprensa regional às suas raízes e vocação, no quadro das necessidades da época, provendo à sua reestruturação técnica, científica, ética, financeira e profissional.

Mas o ambicionado salto precisa necessariamente - do apoio oficial, de esse apoio ser encarado não como uma fonte de favores, de benemerência crónica ou circunstancial de actos discricionários, mas como o exercício de uma obrigação constitucional sujeita a critérios legais transparentes.

Para pôr cobro à indefinição e à insegurança reinantes aguarda-se a publicação do estatuto, clarificador de uma correcta inserção institucional, e faz-se votos para que, desde já, se responderem apoios e benefícios em função de requisitos e da capacidade, em cada caso, para o exercício eficaz das suas funções, sem todavia ignorarmos que a problemática da imprensa regional, é indissociável do quadro da imprensa em geral, apesar dos seus particularismos, e que qualquer solução de estrutura passa pela definição de uma política de comunicação social adequada.

Esse será, sem dúvida, o melhor prémio de aniversário.

E permitam-me, Sr. Presidente, Srs. Deputados, que termine fazendo minhas as palavras de um velho e ilustre colaborador do«A Aurora do Lima»: «Obrigado pela teimosia em continuar a existir.»

Aplausos do PRD, PSD, PS e MDP/CDE.

O Sr. Presidente: - Para formular pedidos de esclarecimento, tem a palavra o Sr. Deputado Horácio Marçal.

O Sr. Horácio Marçal (CDS): - Sr. Deputado Agostinho de Sousa, ouvi com muita atenção a sua intervenção e gostaria de aqui fazer algumas considerações.

Eu sou daqueles que sentem bastante o problema da imprensa regional e ao ouvir aqui falar do jornal «A Aurora do Lima», que agora fez 131 anos, recordo, também o jornal da minha terra, de Águeda, e que é «A Soberania do Povo», que só pelo facto do «A Aurora do Lima» deixar de ser semanário passou a ser, neste momento, o semanário mais antigo deste país, entrando, no dia 1 de Janeiro no seu 109.º ano de actividade.

Quem vive a imprensa regional sabe - e neste aspecto a sua intervenção foi muito feliz - os problemas que esta imprensa tem. Mas sabe também os serviços extraordinários que a imprensa regional presta ao povo e ao País, principalmente àquele povo que não tem voz, àquele povo que revê nessas páginas os problemas das suas terras, os problemas que se levam ao autarca, ao governante, ao deputado, aos que governam não só a região como o País.

Por isso, congratulo-me com o aniversário do «A Aurora do Lima» e felicito o Sr. Deputado Agostinho de Sousa pela sua intervenção, pedindo-lhe também que transmita ao referido jornal a minha satisfação.

Terminando este meu pedido de esclarecimento, queria perguntar ao Sr. Deputado, sabendo das dificuldades da imprensa regional - que, aliás, aqui referiu, e muito bem -, quais os meios que devemos accionar afim de obtermos apoios mais concretos para o apetrechamento do parque gráfico e para a formação dos jornalistas dos semanários.

Sei que o Governo tem anunciado medidas que, porém, não foram concretizadas. Mas, repito, gostaria que o Sr. Deputado me dissesse quais os, caminhos e as acções a desenvolver para que o Governo possa proteger mais, a imprensa regional, tão carecida de apoios governamentais.

O Sr: Presidente: - Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Agostinho de Sousa, ainda que já não disponha de tempo. Porém, a Mesa concede-lhe dois minutos.

O Sr. Agostinho de Sousa (PRD): - Antes de mais, Sr. Deputado, agradeço-lhe, as suas palavras e transmitirei pessoalmente o seu voto ao «A Aurora do Lima».

Quanto à questão da criação de parques gráficos regionalizados, devo dizer-lhe que ela deve ser sobretudo – penso eu - inserida numa política mais ampla. Na circunstância, entendo que deveria proceder-se imediatamente a um estudo que tomasse em linha de conta as possibilidades de cada jornal regional, as suas necessidades e também a sua capacidade de intervenção e de realização da sua função. Seria exactamente em função dos resultados obtidos que deveriam criar-se esses parques e bem assim reponderar-se, circunstancial e ocasionalmente, a atribuição de subsídios como medida conjuntural. Mas, sobretudo, dever-se-ia especialmente pensar na concretização de uma política de comunicação social definida, que também tivesse em conta a imprensa regional e abarcasse esses aspectos na globalidade.

Aplausos do PRD.

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, chegámos ao fim do período de antes da ordem do dia.”

Com mais de século e meio de existência, o jornal “A Aurora do Lima” tem certamente os olhos postos no futuro, preparando-se para enfrentar os problemas que se levantam com o aparecimento das novas tecnologias e as mais recentes formas de comunicação com recurso ao suporte digital. O jornal “A Aurora do Lima” tem o futuro à sua frente!

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NO NORTE TÊM TUDO – DIZ MIGUEL ESTEVES CARDOSO NA SUA CRÓNICA PUBLICADA NA EDIÇÃO DE HOJE DO JORNAL “PÚBLICO”

Vai-se ao Norte e vem-se de lá com a alma lavada e os olhos a brilhar de tanta coisa bonita que lá têm. A Maria João nunca tinha ido a Braga, a Guimarães e ao Gerês e desatava a chorar cada vez que era surpreendida por uma beleza.

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Chorei quando vi o rio Minho do alto do Gerês e chorei quando vi dezenas de famílias em lautas merendas com geleiras gigantes, garrafões de vinho, pessoas a dormir com a cabeça em cima da mesa, crianças a brincar, homens a cantar, mulheres a falar alto, a fazer-nos rir.

Foi a sensação de inocência que se desprendia daquela gente, a certeza que não sabiam o que aí vinha: a massificação do turismo, a expulsão dos pobres, a destruição da simplicidade, disfarçada pela falsidade do cute e do typical para consumo de ignorantes apressados que usam o Instagram para validar o encontro deles próprios com as várias pseudoculturas pelas quais passam ao de leve.

No Norte são as pessoas do Norte que nos endireitam. Quando comecei uma longa descrição do vinho que eu queria, o empregado exasperou-se: “Já está a complicar muito, porra! Fique-se com esta garrafa e não me fale mais de vinho”.

Escusado será dizer que era um vinho verde magnífico, sem indicação do ano de colheita, sem a maldição da madeira e sem desvario alcoólico. Tinha 11 graus e um bocadinho de açúcar residual. Custou nove euros.

Os nortenhos são honestos, sinceros, directos, bem-humorados e generosos. Não se importam de ser desconcertantes. Dizem o que lhes vai na alma e incitam-nos a fazer como eles, a sermos livres.

Fonte: Miguel Esteves Cardoso / https://www.publico.pt/

SÃO AS “FAKE NEWS” O NOVO CAMINHO DO JORNALISMO?

Fartos da informação autêntica – embora nem sempre verdadeira! – os leitores da imprensa tradicional e também das redes sociais parece terem virado subitamente para o consumo desenfreado e acrítico das notícias falsas, vulgo “fake news.

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À realidade parecem estar a preferir a mentira e a fantasia, às notícias fabricadas e ao sensacionalismo. E, para quem as produz, o que importa é tão-somente o interesse que elas despertam para as fazer render no mercado publicitário em função das audiências. A notícia – verdadeira ou falsa – virou mercadoria e perderam-se valores éticos do jornalismo. Até recentemente, diríamos que se tratava apenas de propaganda e manipulação…

Para não perder o comboio das novidades, alguma imprensa corre atrás de tudo quanto nas redes sociais dá à costa, mesmo em época de maré baixa. Quem não o fizer arrisca-se a ter de encerrar a edição em papel como recentemente sucedeu a um histórico jornal diário do nosso país, o “Diário de Notícias”. E, tudo leva a crer que em breve outros o seguirão!

Mas, por mais incrível que pareça, a maioria dos consumidores de “fake news” é levada a acreditar nas mais inacreditáveis falsas notícias que lhes apresentam… o excesso de informação e as novas tecnologias apenas têm vindo a contribuir para o embrutecimento das mentalidades!

É importante que continue a existir uma imprensa credível, seja em que suporte for, mas honesta, remando mesmo contra a maré: o BLOGUE DO MINHO está nesse barco!

CORTEJO ETNOGRÁFICO DAS FEIRAS NOVAS EM PONTE DE LIMA É O MAIS GRANDIOSO DE PORTUGAL

Cortejo etnográfico das Feiras Novas mostrou a magia, paixão e alegria de ser limiano

As Feiras Novas de Ponte Lima viveram este sábado um dos momentos mais marcantes da festa com o cortejo etnográfico, no qual participaram 28 das 39 freguesias do concelho.

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Durante mais de três horas, milhares de pessoas puderam assistir ao desfile das mais típicas tradições de Ponte de Lima num momento que se assume como a exaltação do orgulho limiano.

A pesca da lampreia no rio Lima, o Samiguel de Cabaços, a Romaria de Santa Justa, os ferreiros, as furnas de carvão, o linho, a recolha do leite e a matança do porco foram alguns dos 28 quadros temáticos que compuseram o cortejo.

Várias horas antes do início do desfile já havia festa rija pelas ruas da vila. Na central de camionagem, um grupo com 30 pessoas de Cucujães abancou para almoçar e começou a tocar concertina e a dançar. "Representamos uma escola de concertinas fundada há doze anos e há sete que vimos às Feiras Novas. O ponto de encontro é na central de camionagem, começamos aqui a festa e daqui seguimos para a romaria", explicou António Neves, porta-voz do grupo.

E a festa já pulsava junto às escolas onde se começa a formar o cortejo. Trajados a rigor, centenas de figurantes organizavam-se junto aos carros para cumprir o epílogo de várias semanas de trabalho, a maior parte do qual feito por carolice de quem espera um ano inteiro por esta festa. De Arcozelo veio uma comitiva com 24 pessoas representar a pesca da lampreia e o trabalho artístico na pedra. "Esperamos um ano para esta explosão de alegria e cor", assegurou Susana Luciano, uma das figurantes de Arcozelo.

Ana Machado, presidente da Associação Concelhia das Feiras Novas, salientou o envolvimento das freguesias no cortejo e considerou-o como "a maior manifestação de cultura popular e tradição" da festa.

As Feiras Novas começaram na quarta-feira prolongam-se até à próxima segunda-feira e, para a responsável, o feedback até agora está a ser "muito positivo". "Este está a ser mais um ano de sucesso e achamos que foi conservado o mais importante em termos de limianismo, tradição e de bem-receber", afirmou Ana Machado.

O cortejo etnográfico das Feiras Novas foi presidido pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, que evidenciou as tradições limianas no contexto da diversidade cultural do país. "O turismo da Ribeira Lima sempre foi de grande qualidade que se afirma com manifestações como esta", considerou o ministro, admitindo que também tem raízes minhotas. "Vim várias vezes às Feiras Novas quando era novo, não como ministro e não à tarde. Era mais à noite, quando andava na faculdade", acrescentou, entre risos.

O presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes, considerou que a "valorização do mundo rural é fundamental para o desenvolvimento sustentável do concelho", designadamente do ponto de vista turístico.

Ao longo do desfile não faltou o que comer e beber e foram muitas as gargalhadas que se ouviram à passagem de determinadas encenações. "As Feiras Novas são magia, paixão, amor e alegria. Viva esta romaria", disse Laurinda Cunha, uma limiana do rancho de S. Martinho da Gandra antes do início do cortejo, vincando um sentimento que é comum à população de Ponte de Lima durante estes dias.

No domingo, a programação tem como pontos altos o cortejo histórico e a tourada. A segunda-feira é dedicada às cerimónias religiosas dedicadas à Senhora das Dores.

Fonte: Idalina Casal / https://www.jn.pt/

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CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO ESTEVE EM VIANA DO CASTELO POR OCASIÃO DAS FESTAS DA SENHORA D'AGONIA

Casa do Minho do Rio vai a Viana do Castelo e vê multidão durante festa da Agonia

Perto de um milhão de pessoas estiveram presentes este ano na tradicional festa em honra de Nossa Senhora da Agonia em Viana do Castelo. A festividade, considerada a “Rainha das Romarias de Portugal”, aconteceu de 17 a 20 de agosto e contou, além da diversificada programação, com outro grande atrativo: a edição 2018 homenageou a Casa do Minho do Rio de Janeiro. Agostinho dos Santos, presidente dessa entidade luso-brasileira, foi recebido em Viana pelas autoridades portuguesas na condição de presidente da Comissão de Honra das Festas.

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O evento ficou marcado por momentos únicos e de emoção, como o Desfile da Mordomia, que apresentou número recorde de participantes; a Festa do Traje, apresentação única de toda a cultura da região; a Procissão ao Mar, que completou 50 anos de realização; e o Cortejo Histórico e Etnográfico, uma verdadeira mostra da história, usos e costumes do Minho.

Programação eclética

A cidade minhota proporcionou várias atividades no âmbito da festa, como a XVII Exposição e Feira de Artesanato, espetáculos e concertos musicais, Grande Feira, a imponente Revista de Gigantones e Cabeçudos, Festival de Grupos Folclóricos, terceira Regata Internacional, Festival de Concertinas e Cantares ao Desafio, Procissão Solene e a colorida apresentação dos Tapetes Floridos.

Um dos momentos mais aguardados pelo público, a Serenata, foi adiada devido à Declaração de Situação de Alerta decretada pelo Governo português, em virtude das elevadas temperaturas no País, já que havia risco de incêndios florestais com consequências graves. Dessa forma, a Serenata foi realizada no dia 25 de agosto, à meia-noite, num grande espetáculo pirotécnico.

O cartaz da Romaria de 2018, de autoria de Helena da Costa Morais Soares e de Sara Moreira da Costa, foi também um ponto alto da festa. O trabalho apresentou como modelo a jovem Maria João Mimoso Soares, que se trajou de mordoma. Em entrevista à nossa reportagem, Maria João contou estar “muito feliz com essa oportunidade e que é uma honra ser um dos destaques na famosa Romaria”.

Cortejo memorável

Utilizando carros alegóricos, trajes folclóricos, muitas cores, música, alegria e até petiscos locais, o Cortejo Histórico e Etnográfico mostrou uma sociedade unida na preservação da sua cultura. Durante um longo desfile, cada freguesia e grupo folclórico teve a oportunidade de revelar o seu passado, a sua arte e a sua forma de ser, tudo num ambiente de muita descontração e seguido de perto por centenas de pessoas.

Presente nessa celebração, o ministro da Cultura de Portugal, Luís Filipe Castro Mendes, elogiou o Cortejo e destacou que essa é uma oportunidade de ver “parte importante dos maravilhosos trajes de Viana e do patrimônio extraordinário da região”.

Já o presidente da Câmara Municipal de Viana, José Maria Costa, referiu ter assistido ao Cortejo com muita alegria e entusiasmo, uma vez que este é um momento magnífico da rainha das romarias, marcado por uma grande participação popular. Este responsável assegurou ainda que a estimativa de visitantes ao longo dos quatro dias de festa foi de 1 milhão de pessoas.

Por sua vez, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viana e presidente da empresa Vianafestas, Maria José Guerreiro, destacou a presença de mais de três mil pessoas somente no Cortejo, que durou mais de duas horas.

Recorde de participantes

O Desfile da Mordomia bateu, este ano, todos os recordes, com a participação de 636 participantes. Pela primeira vez, as inscrições para o Desfile foram feitas através de uma plataforma online, o que permitiu perceber que a idade que garantiu o maior número de inscrições foram os 16 anos, demonstrando o fato de a rainha das romarias ser, cada vez mais, uma festividade que atrai a juventude.

As mais de seis centenas de mulheres participantes são provenientes de Portugal, França, Luxemburgo, Reino Unido e Brasil. De território nacional participaram mulheres de nove distritos: Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu.

Segundo fontes, o Desfile da Mordomia é o “cumprimento” da organização da Romaria às entidades oficiais e à população, acontecendo sempre na sexta-feira da festa. As mordomas desfilam pelas principais ruas da cidade, mostrando os mais belos trajes das freguesias de Viana do Castelo. Neste dia, as mordomas usam também variadas peças de ouro, algumas seculares, para admiração de todos aqueles que assistem ao Desfile. Desde 2013 que as mulheres da Ribeira de Viana do Castelo, com os seus trajes de varina, participam também no Desfile da Mordomia, com a mesma postura e orgulho.

Reconhecimento

A nossa reportagem acompanhou Agostinho dos Santos durante o seu deslocamento a Viana do Castelo. Na condição de presidente da Comissão de Honra da Festa, e debaixo de forte calor, Agostinho participou em todos os principais pontos da programação. Acompanhou, a pé, todo o percurso do Desfile da Mordomia, da Procissão Solene e, em terra, da Procissão ao Mar, além de seguir viagem numa embarcação ao lado das autoridades portuguesas. Apesar do cansaço, o presidente da Casa do Minho estava orgulhoso e emocionado com a honraria recebida. Agostinho foi saudado por autarcas, ministros, vereadores e pelos responsáveis religiosos da festa da Agonia. Assistiu na primeira fileira à imponente Festa do Traje, no Centro Cultural de Viana do Castelo, e, da tribuna de honra, ao famoso Cortejo Etnográfico.

Por onde andava, Agostinho encontrava amigos, empresários, membros da comunidade luso-brasileira e nomes ligados ao folclore minhoto. Ouviu diversos elogios sobre a importância da Casa do Minho no cenário de promoção da cultura portuguesa no Brasil.

“Foi muito bom estar em Viana e vivenciar, de uma forma diferente, a festa da Agonia. Poder participar ao lado das autoridades e ver o público reconhecendo o potencial da Casa do Minho no Rio não tem preço. Estou feliz e grato pela oportunidade”, sublinhou Agostinho.

“Agostinho dos Santos é uma pessoa muito querida por nós, já que promove, e bem, a imagem do Minho, em especial a de Viana do Castelo, no Brasil”, sublinhou José Maria Costa.

“Foi importante termos em Viana, durante a festa da Agonia, a presença do senhor Agostinho”, finalizou a vereadora da cultura vianense.

Em visita à Fundação Santoinho, Agostinho dos Santos foi recebido com festa pelo proprietário e empresário Valdemar Cunha, e pela sua família, num encontro de amigos. Valdemar reconhece em Agostinho um defensor contundente da cultura minhota.

“Sei que na Casa do Minho do Rio existe uma grande festa em homenagem à Quinta de Santoinho e isso nos deixa orgulhosos e alegres”, comentou Cunha.

Interesse turístico

A Romaria d’Agonia junta-se à história da igreja d’Agonia. Data de 1674 a história da igreja em honra da padroeira dos pescadores. Na altura, foi edificada uma capela em invocação ao Bom Jesus do Santo Sepulcro do Calvário e, um pouco acima, uma capelinha devota a Nossa Senhora da Conceição.

Hoje, o nome da Santa está associado à rainha das romarias e às múltiplas tradições da maior festa popular de Portugal: a romaria em honra de Nossa Senhora da Agonia, nascida em 1772 da devoção dos homens do mar vindos da Galiza e de todo o litoral português para as celebrações religiosas e pagãs, que ainda hoje são repetidas anualmente na semana do dia 20 de agosto, feriado municipal. A Romaria d’Agonia recebeu em 2013 a Declaração de Interesse para o Turismo.

“A Procissão ao Mar e as ruas da Ribeira, enfeitadas com os tapetes floridos, são testemunhos da profunda devoção religiosa. A etnografia tem o seu espaço nos desfiles do Cortejo Etnográfico e na Festa do Traje, onde se pode admirar os belos trajes de noiva, mordoma e lavradeira, vestidos por lindas minhotas que ostentam peitos repletos de autênticas obras de arte em ouro. A festa continua. Tocam as concertinas e os bombos, dançam as lavradeiras. A grandiosa serenata de fogo de artifício ilumina toda a cidade, começando pela ponte de Gustave Eiffel, passando pelo Castelo de Santiago da Barra, até ao Templo, Monumento de Santa Luzia. É um abraço dos vianenses a todos que nos visitam no mês de agosto”, referiram os responsáveis pela festa.

“A Romaria traz-nos, ano após ano, um variado conjunto de momentos únicos, de festa, tradição e amor à nossa cidade e região. Em 2018, para além de assinalarmos os 140 anos da célebre Ponte Eiffel sobre o Rio Lima, que veio reforçar a união entre ambas as margens do concelho, também esta serve como uma ponte entre a romaria do presente e as festas do passado; este ano recordamos também os 50 anos da Procissão ao Mar. Foi no ano de 1968, que se realizou a primeira Procissão ao Mar em Honra de Nossa Sr.ª d’Agonia, no dia da padroeira, a 20 de agosto. A gênese de um dos momentos de maior fé e devoção da romaria atual surge como resposta à imposição de realizar a Procissão Solene na sexta-feira mais próxima ao dia da Santa. Assim, após a iniciativa do Monsenhor Daniel Machado, de organizar a ida ao mar da imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima em 1962, as gentes da Ribeira tomaram a iniciativa de no dia 20 de agosto de 1968 levarem também a sua Santa ao mar. E assim começou a Procissão ao Mar”, contaram os organizadores.

Ligação com outras cidades

Como forma de aproximar Viana do Castelo de outras cidades do mundo com linhas culturais semelhantes, José Maria Costa assinou, durante a festa da Agonia, um acordo de geminação com o Rio de Janeiro, na presença da vereadora luso-brasileira Teresa Bergher.

“A ideia é apostar no intercâmbio em diversos setores, como no turismo, além de ampliar os laços entre as duas cidades e promover programas e projetos de intercâmbio cultural, artístico, musical e desportivo para desenvolver o conhecimento recíproco de atividades que aproximarão os cidadãos”, revelaram José Maria Costa e Teresa Bergher.

O presidente da Câmara de Viana considera a geminação uma “diplomacia entre cidades irmãs” e afirma ser necessário um aprofundamento do setor turístico, identificando formas de cooperação para que “os cariocas visitem Viana do Castelo”.

Esse acordo de geminação foi também assinado no Rio de Janeiro no último mês de março, na Casa do Minho carioca.

Na opinião de Teresa Bergher o encontro em Viana aconteceu numa “fase excepcional no turismo” do concelho e “tem tudo para que haja uma aproximação entre Viana do Castelo e a cidade maravilhosa”.

Ainda durante a festa da Agonia, o município de Viana assinalou os 20 anos de geminação com Hendaye, na França, numa sessão comemorativa na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal da cidade, com a presença do maire de Hendaye.

Imagens feitas na festa da Agonia deste ano serão tratadas em formato de documentário no Brasil e também numa exposição de fotografias no Rio de Janeiro.

Fonte: Igor Lopes / https://www.mundolusiada.com.br/

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“RIO LIMA ENCANTADO” ABRE AS FEIRAS NOVAS DE PONTE DE LIMA

As Feiras Novas de Ponte de Lima começam esta quarta-feira com um espectáculo multimédia chamado "Rio Lima encantado" que combina luz, música, pirotecnia e água.

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A ponte medieval, ex-libris de Ponte de Lima, vai estar interdita ao público durante o espetáculo, que poderá ser apreciado do areal e Largo de Camões. Este momento precede a abertura oficial da iluminação, um dos momentos mais aguardados pelas centenas de visitantes que já começam a encher as ruas de Ponte de Lima a cantar e dançar ao som de concertinas.

As Feiras Novas decorrem até à próxima segunda-feira e atraem milhares de pessoas. Considerada a "romaria de noite e de dia", a festa tem como um dos pontos altos o cortejo etnográfico no próximo sábado à tarde, que contará com a presença do ministro e secretário de Estado do Ambiente. Neste desfile participam as freguesias limianas numa mostra do que mais genuíno existe no concelho.

Esta quinta-feira realiza-se o primeiro concurso de galinhas de raça autóctones em Ponte de lima, na Expolima, e a noite é dedicada à música filarmónica com a atuação da Banda de Música de Estorãos.

O grupo Fado ao Centro é o protagonista desta sexta-feira à noite dedicada ao fado de Coimbra, no Largo da Lapa, seguindo-se o concerto de tunas académicas. Em simultâneo, a vila fervilha com as bandas de música no Largo de Camões e com a festa dos cantares ao desafio com Zé Cachadinha, na Expolima.

No domingo, o destaque vai para o cortejo histórico subordinado ao tema "Ponte de Lima: Fragmentos da história de uma vila", seguido de tourada e festival de folclore. A segunda-feira é dedicada às solenidades religiosas em honra da Senhora das Dores e à noite a verbena popular será protagonizada pelo Real Combo Lisbonense.

Fonte: Idalina Casal / https://www.jn.pt/

Foto: Rui Manuel Fonseca / Global Imagens

AGENDA CULTURAL DE LISBOA DESTACA O TRABALHO QUE O VIANENSE JOÃO ALPUIM BOTELHO ESTÁ A DESENVOLVER COMO DIRECTOR DO MUSEU BORDALO PINHEIRO

“Estamos muito orgulhosos! O nosso excelente director, João Alpuim Botelho, está na Agenda Cultural de Lisboa a sublinhar o trabalho a que se dedica, à cabeça de uma equipa igualmente empenhada em estudar e divulgar, incansavelmente, a obra de Bordalo Pinheiro!

Porque, como nota, "acontece que o Bordalo tem relação praticamente com tudo: através da sua postura e da variedade das suas intervenções no jornalismo, na cerâmica, no desenho e no humor, é muito fácil encontrar pontes para falar de situações actuais".” – é com estas palavras que a equipa de museólogos que trabalha no Museu Bordalo Pinheiro felicita o seu director, o vianense João Alpuim Botelho.

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O Dr. João Alpuim Botelho é actualmente o director do Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa. Antes foi o responsável pelo Museu do Traje, em Viana do Castelo. Sempre disponível para colaborar com as gentes minhotas na promoção da nossa região, proferiu no ano passado, em Loures, a convite do Grupo Folclórico Verde Minho, uma conferência subordinada ao tema “O Uso do Traje à Lavradeira: os Afectos e as Regras”.

Editada pela Câmara Municipal de Lisboa, a edição de Setembro da Agenda Cultural de Lisboa – portanto acabadinha de sair! – confere o merecido destaque ao vianense Dr. Alpuim Botelho.

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João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989), possui o Mestrado em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007).

Desde 1991, trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

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