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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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JORNAL “A AURORA DO LIMA”: CARTA DE JOSÉ ROSA DE ARAÚJO AO GENERAL NORTON DE MATOS PROCURANDO SABER A LOCALIZAÇÃO DA “CASA AMARELA” EM VIANA DO CASTELO

Carta enviada por José Rosa de Araújo, da "Aurora do Lima", com data de 6 de abril de 1944, ao General Norton de Matos a questionar a localização da Casa Amarela, referida na sua obra "Memórias e Trabalhos da Minha Vida" como centro de ideias liberais, propondo dois locais: na Rua da Bandeira ou junto do Rio Lima, casa possuidora de uma "graciosa e ingénua aguarela representando «Um dia de feira em Viana em 1841»".

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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VIANA DO CASTELO: ENVIO O JORNAL “A AURORA DO LIMA” PARA O PORTO EM 1858

Carta enviada por Fernando José Martins a José Lopes de Calheiros e Meneses, a residir no Corpo da Guarda, nº 107, Porto, a informar a remessa do dinheiro referente aos alqueires de milho vendidos, e das folhas da Nação e Povo e da Aurora do Lima. Escreve sobre o centeio velho, plantas, um damasqueiro seco e sobre as videiras.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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QUEM É GONÇALO FAGUNDES MEIRA – O NOVO DIRETOR DO SEMANÁRIO VIANENSE “A AURORA DO LIMA”?

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Gonçalo Fagundes Meira tem prestado valiosa colaboração ao BLOGUE DO MINHO

A partir desta edição, A AURORA DO LIMA figura com um novo diretor. Trata-se de Gonçalo Fagundes Meira, uma figura conhecida na comunidade vianense, designadamente nos meios culturais e literários. Já há décadas que colabora com o nosso jornal, substituindo, regularmente, o diretor, na ausência deste.

A sua atividade profissional passou, durante mais de 40 anos, pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Aqui desempenhou funções no domínio da Organização do Trabalho e com responsabilidades diretas na Formação Profissional. Foi membro dos órgãos sociais desta empresa, com desempenho de funções na comissão de fiscalização.

Foi fundador e o coordenador da revista Roda do Leme, órgão de Informação dos trabalhadores dos ENVC (1984/2008) que, até, foi considerado a melhor revista da empresa. Esteve na fundação da Associação Portuguesa da Comunicação de Empresa (APCE) e integrou os seus órgãos sociais.

Pertenceu à coordenadora nacional da indústria naval e foi membro do seu conselho técnico. Presidiu ao Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos ENVC e responsável pelo projeto editorial desta coletividade, com mais de uma dezena de obras publicadas.

Tem uma larga colaboração com várias publicações, em especial com: “Cadernos CER”, “Cadernos Vianenses” e a “Falar de Viana”. Tem, ainda, algumas obras editadas em parceria, com destaque para “Os Estaleiros Navais e a Sociedade Vianense”, “Areosa e o seu Grupo Etnográfico – da fundação à modernidade” e “Carolino Ramos – a pulsão pela arte”.

Trata-se, pois, de uma personalidade que conhece Viana do Castelo, nas suas diferentes facetas, e que os vianenses conhecem. Tem desenvolvido uma longa atividade em prol da Princesa do Lima, um currículo de longa experiência e profundo conhecimento, pelo que será, agora como diretor, uma mais valia para A AURORA DO LIMA.

“A AURORA DO LIMA” – O JORNAL MAIS ANTIGO DE PORTUGAL CONTINENTAL – REJUVENESCE E INICIA UMA NOVA ETAPA EDITORIAL

Gonçalo Fagundes Meira é o novo director do semanário vianense “A Aurora do Lima”

O jornal “A Aurora do Lima” acaba de surgir com aspecto gráfico inteiramente renovado e atraente a acompanhar as tendências da actualidade. Sem esquecer a sua presença na internet e redes sociais.

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Fundado em 15 de Dezembro de 1855, o semanário vianense é já um monumento no contexto da comunicação social em Portugal. Porém, apesar do seu valor histórico, consegue rempre rejuvenescer-se, diversificando os conteúdos e melhorando a comunicação, sem contudo perder a sua identidade e a sua ligação a Viana do Castelo, ao seu concelho e à região.

Há 3 anos, publicou o BLOGUE DO MINHO um artigo sob o título “A AURORA DO LIMA: UM JORNAL HISTÓRICO COM OS OLHOS POSTOS NO FUTURO!”, o qual agora recuperamos devido à sua oportunidade.

O jornal vianense “A Aurora do Lima” é o periódico mais antigo de Portugal Continental e o segundo em todo o país, visto este palmarés pertencer ao “Açoriano Oriental”. O seu primeiro número foi publicado em 15 de Dezembro de 1855. Por conseguinte, deverá assinalar em breve 166 anos de existência!

A Aurora do Lima

O jornal não demorou muito tempo até começar a atingir notoriedade pois, escassos meses após o seu aparecimento, já ele marcava a ordem de trabalhos da Câmara dos Pares do Reino que era à época o parlamento. Na sessão de 11 de Abril de 1856, da referida Câmara dos Pares do Reino, presidida por António Sarmento Sáavedra Teixeira, fez o deputado Francisco de Oliveira Chamiço a seguinte intervenção: “Como vejo presente s. ex.' o Sr. ministro do reino, aproveito a occasião para dirigir a s. ex.ª uma pergunta. Tive conhecimento de um facto que vem referido em um jornal do Minho, a Aurora do Lima, onde se refere que, na occasião em que o administrador do concelho de Villa Nova da Cerveira, passava a bordo do vapor Rio Minho, pertencente á companhia Despertadora, encontrára grande quantidade de barcos lançando pedra em uma parte do rio. Este caso, a ser verdadeiro, de certo no verão impedirá o transito n'aquella localidade, e como estou seguro de que s. ex.ª não deseja que se ponham estes tropeços á navegação, pedia-lhe me dissesse se já teve noticia d'este facto, e sendo verdadeiro, se mandou proceder contra os culpados.”

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O jornal “A Aurora do Lima” começou de início a publicar-se três vezes por semana para, a partir de 1915 ter uma periodicidade bissemanal e, em 2010, passar a semanário. Em 2006, o Dr Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da República, fê-lo Membro-Honorário da Ordem de Mérito, ordem honorífica que visa distinguir actos ou serviços meritórios que revelem abnegação em favor da colectividade.

Ao longo da sua existência, contou com a colaboração de nomes sonantes das Letras portuguesas como Camilo Castelo Branco que chegou a ser seu director.

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O jornal atravessou épocas marcantes da nossa História como a Monarquia Constitucional e a Primeira República, o Estado Novo e o seu derrube em 25 de Abril de 1974. Pelo meio, um longo período de Censura Prévia que tolhia a liberdade de imprensa. Não obstante, procurou sempre prosseguir uma linha de total independência a nível económico, político e religioso, apesar dos períodos políticos atribulados resultantes das mudanças políticas que teve de vencer.

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Em meados da década de oitenta do século passado, a Imprensa regional era colocada perante o desafio da sua modernização tecnológica, sendo-lhe colocada pelo governo do chamado Bloco Central a possibilidade de serem constituídos parques gráficos que servissem conjuntamente a feitura de vários jornais de uma mesma região. Os directores e outros responsáveis de jornais regionais de todo o país foram então convidados a reunirem-se com o governo nos jardins do Palácio de São Bento, junto à residência oficial do primeiro-ministro. O autor destas linhas marcou presença em representação do mensário “Jornal de Campo de Ourique”.

Por essa altura, tal preocupação foi debatida na Assembleia da República e, na reunião plenária que ocorreu no dia 9 de Janeiro de 1987, correspondente à 2ª Sessão da IV Legislatura, presidida por Fernando Monteiro do Amaral e secretariada por Reinaldo Ramos Gomes, Victor Caio Roque, Rui de Sá e Cunha e José Nunes de Almeida, o jornal “Aurora do Lima” foi evocado através da intervenção de vários deputados, as quais aqui reproduzimos, transcrevendo do Diário da Assembleia da República.

“O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Agostinho de Sousa.

O Sr. Agostinho de lousa (PRD): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Nasceu em 15 de Dezembro de 1855. Raros acreditariam na longevidade secular do projecto e, no entanto, em 15 de Dezembro de 1986, tornava-se o segundo jornal mais antigo do continente.

É difícil - e seria despropositada - uma inventariação do património acumulado no decurso de mais de um século pelo jornal «A Aurora do Lima», de Viana do Castelo.

Uma homenagem, mesmo quando sincera e justa, é, por via de regra, um arrastado fastio, que a chancela burocrática contribui para agravar. É uma chateza, meus senhores!

Mas aceitei o risco, porque a iniciativa corre à revelia de patrocínios de qualquer espécie e porque é fácil fazer a «prova da diferença».

Um jornal com a história, as responsabilidades comunitárias e a projecção regional de «A Aurora do Lima» merece que se recorde, ao menos uma vez cada ano.

A 15 de Dezembro de 1855 «A Aurora do Lima» foi uma aparição, que não quis ser salvadora de coisa nenhuma, mas se afirmou, com a velha dignidade de certos jornais locais, à volta de um projecto de defesa dos interesses regionais, sob muitos sacrifícios e com uma grande fé.

E para concluir que cumpriu o essencial da sua missão, para além dos testemunhos individuais insuspeitos, apoiamo-nos, sobretudo, na «sentença» de uma comunidade que continua a decretar-lhe a fidelidade, decorrido um século...

No seu laconismo, o aniversário de um pequeno jornal de província tende a diluir-se na massa dos outros acontecimentos, aparentemente mais relevantes, da vida diária do País.

Mas se um jornal atingiu já os 131 anos, num País de projectos adiados ou inacabados, se conseguiu sobreviver na lonjura dos grandes centros e do poder, com sensível escassez de apoios e de meios e sem protecções ou benesses especiais, penso que a homenagem perante esta Câmara não destoará da sua dignidade e exigências.

Camilo, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, Augusto de Castro, Álvaro Salema, José Caldas, Júlio de Lemos, Cláudio Basto e tantos outros, jornalistas, críticos e escritores de «muitos países e épocas» ou de uma região e de um período, honraram-no com a sua colaboração e por certo se terão sentido honrados com ela.

Não tem sido fácil, todavia, a gestão de uma vida centenária. Administrar um capital de penúria, de incerteza e de indiferença é o pão nosso de cada dia da imprensa regional e o «A Aurora do Lima» não foge à regra.

Mais de um século de vida significa tanto de experiência como de sacrifícios.

A história proporcionou-lhe a riqueza da primeira, com factos e épocas simultaneamente tumultuosos e decisivos, mas não lhe poupou, também, os segundos.

Enfrentou e resistiu a algumas graves e demoradas épocas de perturbação económica, social e política, cujos reflexos ainda hoje se fazem sentir a vários níveis.

Viver 50 anos de fascismo e de censura foi um dos episódios mais difíceis e atrozes da sua existência.

Os censores da época, cheios de salazaríssimo e inquisitorial zelo, fazem parte das suas páginas sombrias.

Relembrava há dias o seu administrador que para publicar um jornal tinha muitas vezes de compor dois.

Eu regozijo-me - e penalizo-me também... - por ter contribuído, ainda que involuntariamente, para algumas dessas duplicações, com uma colaboração ocasional.

Indo atrás, no tempo, com afã de memória museológica, à procura de curiosidades, notícias, nomes, estatísticas, feitos, proezas... não iríamos, com certeza, na direcção de uma tarefa inútil.

Mas hoje o grande problema e o grande desafio que se lhe põe e à imprensa regional em geral é o do futuro.

A modernização e a renovação são actos indispensáveis à sua sobrevivência e à necessária aproximação de cada época.

O aparecimento da rádio local e a perspectiva da TV regional acentuam a urgência destas tarefas.

Este é o saldo qualitativo da sua iniciativa e responsabilidade.

A análise do tema, ainda que sucinta, ultrapassa porém o âmbito desta intervenção, porque põe em causa todo o processo global de revisão de «fazer imprensa regional».

Estão em causa a inovação do apetrechamento gráfico ou a sua utilização mais rentável, a progressiva qualificação da informação e da produção jornalística

em geral, a aplicação de novos conceitos de gestão e de organização, a «reeducação» e o desenvolvimento da sua vocação e funções específicas, no quadro da época, assumindo-se como um instrumento de intervenção e como um interlocutor válido no debate e decisão dos grandes e dos problemas locais correntes; dos problemas de expressão nacional ou internacional com repercussões essenciais na região, como o poder local, a regionalização, os investimentos em grandes obras de, apetrechamento e de infra-estruturas, os reflexos da entrada na CEE em áreas sensíveis regionais - a agricultura, a indústria, o comércio, a educação, o trabalho...

A realização de cursos de jornalismo de imprensa regional com carácter de regularidade e o apoio oficial devem ser apressados.

Urge reforçar a comparticipação do leitor ou simples habitante no questionamento dos temas locais e a ligação com autarcas, deputados eleitos pelos círculos respectivos, gabinetes de estudo, associações culturais, recreativas, desportivas e de fomento regional em geral, cuidar da formação dos seus técnicos, jornalistas e directores, criar parques gráficos regionalizados, não esquecer a mobilização da juventude para a sua causa, estabelecendo, inclusive, a ligação com a «escola», atenuar os efeitos de uma «exportação» dominante, de informação local para alguns diários, de onde se importa depois, por retranscrição, por falta de capacidade realizadora própria.

Enfim, é preciso devolver a imprensa regional às suas raízes e vocação, no quadro das necessidades da época, provendo à sua reestruturação técnica, científica, ética, financeira e profissional.

Mas o ambicionado salto precisa necessariamente - do apoio oficial, de esse apoio ser encarado não como uma fonte de favores, de benemerência crónica ou circunstancial de actos discricionários, mas como o exercício de uma obrigação constitucional sujeita a critérios legais transparentes.

Para pôr cobro à indefinição e à insegurança reinantes aguarda-se a publicação do estatuto, clarificador de uma correcta inserção institucional, e faz-se votos para que, desde já, se responderem apoios e benefícios em função de requisitos e da capacidade, em cada caso, para o exercício eficaz das suas funções, sem todavia ignorarmos que a problemática da imprensa regional, é indissociável do quadro da imprensa em geral, apesar dos seus particularismos, e que qualquer solução de estrutura passa pela definição de uma política de comunicação social adequada.

Esse será, sem dúvida, o melhor prémio de aniversário.

E permitam-me, Sr. Presidente, Srs. Deputados, que termine fazendo minhas as palavras de um velho e ilustre colaborador do «A Aurora do Lima»: «Obrigado pela teimosia em continuar a existir.»

Aplausos do PRD, PSD, PS e MDP/CDE.

O Sr. Presidente: - Para formular pedidos de esclarecimento, tem a palavra o Sr. Deputado Horácio Marçal.

O Sr. Horácio Marçal (CDS): - Sr. Deputado Agostinho de Sousa, ouvi com muita atenção a sua intervenção e gostaria de aqui fazer algumas considerações.

Eu sou daqueles que sentem bastante o problema da imprensa regional e ao ouvir aqui falar do jornal «A Aurora do Lima», que agora fez 131 anos, recordo, também o jornal da minha terra, de Águeda, e que é «A Soberania do Povo», que só pelo facto do «A Aurora do Lima» deixar de ser semanário passou a ser, neste momento, o semanário mais antigo deste país, entrando, no dia 1 de Janeiro no seu 109.º ano de actividade.

Quem vive a imprensa regional sabe - e neste aspecto a sua intervenção foi muito feliz - os problemas que esta imprensa tem. Mas sabe também os serviços extraordinários que a imprensa regional presta ao povo e ao País, principalmente àquele povo que não tem voz, àquele povo que revê nessas páginas os problemas das suas terras, os problemas que se levam ao autarca, ao governante, ao deputado, aos que governam não só a região como o País.

Por isso, congratulo-me com o aniversário do «A Aurora do Lima» e felicito o Sr. Deputado Agostinho de Sousa pela sua intervenção, pedindo-lhe também que transmita ao referido jornal a minha satisfação.

Terminando este meu pedido de esclarecimento, queria perguntar ao Sr. Deputado, sabendo das dificuldades da imprensa regional - que, aliás, aqui referiu, e muito bem -, quais os meios que devemos accionar a fim de obtermos apoios mais concretos para o apetrechamento do parque gráfico e para a formação dos jornalistas dos semanários.

Sei que o Governo tem anunciado medidas que, porém, não foram concretizadas. Mas, repito, gostaria que o Sr. Deputado me dissesse quais os, caminhos e as acções a desenvolver para que o Governo possa proteger mais, a imprensa regional, tão carecida de apoios governamentais.

O Sr: Presidente: - Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Agostinho de Sousa, ainda que já não disponha de tempo. Porém, a Mesa concede-lhe dois minutos.

O Sr. Agostinho de Sousa (PRD): - Antes de mais, Sr. Deputado, agradeço-lhe, as suas palavras e transmitirei pessoalmente o seu voto ao «A Aurora do Lima».

Quanto à questão da criação de parques gráficos regionalizados, devo dizer-lhe que ela deve ser sobretudo – penso eu - inserida numa política mais ampla. Na circunstância, entendo que deveria proceder-se imediatamente a um estudo que tomasse em linha de conta as possibilidades de cada jornal regional, as suas necessidades e também a sua capacidade de intervenção e de realização da sua função. Seria exactamente em função dos resultados obtidos que deveriam criar-se esses parques e bem assim reponderar-se, circunstancial e ocasionalmente, a atribuição de subsídios como medida conjuntural. Mas, sobretudo, dever-se-ia especialmente pensar na concretização de uma política de comunicação social definida, que também tivesse em conta a imprensa regional e abarcasse esses aspectos na globalidade.

Aplausos do PRD.

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, chegámos ao fim do período de antes da ordem do dia.”

Com mais de século e meio de existência, o jornal “A Aurora do Lima” tem certamente os olhos postos no futuro, preparando-se para enfrentar os problemas que se levantam com o aparecimento das novas tecnologias e as mais recentes formas de comunicação com recurso ao suporte digital. O jornal “A Aurora do Lima” tem o futuro à sua frente!

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ARCOS DE VALDEVEZ: SISTELO NA NATIONAL GEOGRAPHIC

A revista National Geographic – edição especial viagens, apresenta, em grande destaque, Sistelo o “Xangri-Lá no Minho”.

Referido como sendo um dos “segredos mais bem guardados do Minho”, a publicação faz referências à classificação da Paisagem Cultural como Monumento Nacional, classificação até então limitada ao património edificado; aos socalcos criados pelo homem,“(…)que facilitam a rega do milho e dos feijão por gravidade, muito antes de alguém aqui ter ouvido falar em permacultura”; à recentemente inaugurada Casa Castelo “(…) uma subtileza, provando que no Sistelo, nada é o que parece(…)” e à ecovia do Vez, “(…) com parte do bonito percurso realizado em passadiços e a outra parte num encantador trilho, sob as copas florestadas e em tonalidades que nunca se repetem. Pisando raízes, folhas soltas e musgo, o visitante é recompensado com um banho retemperador na praia fluvial local.”

É com grande satisfação que voltamos a ver Arcos de Valdevez nesta publicação de referência, de renome nacional e internacional, que tem como missão o incentivo e a difusão do conhecimento geográfico, bem como oferecer aos seus leitores informação atualizada sobre a produção científica no estrangeiro e em Portugal.

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NOVA AGENDA DE BARCELOS JÁ ESTÁ DISPONÍVEL

Plataforma centraliza principais eventos do Município e das instituições do concelho
O Município tem uma nova Agenda Barcelos. Com uma linguagem mais apelativa, um design e um grafismo mais arrojados e novos motores de busca, a nova plataforma digital mantém-se, no entanto, fiel à premissa de divulgar e promover os eventos e as atividades da Câmara Municipal, assim como de todas as instituições e associações concelhias, que desenvolvam atividades de interesse público no concelho.

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Mais intuitiva e dinâmica, a Agenda Barcelos oferece mais conteúdos e permite uma nova roupagem sobre o que de mais relevante acontece no concelho.
Cultura, Gastronomia, Natureza, Desporto, Festividades, Eventos e Espaços. São estes os principais temas a pesquisar numa plataforma que pode ser consultada em https://agenda.barcelos.pt

Cada temática albergará, depois, diversos subtemas, podendo o munícipe, mas também o turista, filtrar e orientar as suas pesquisas.
Por forma a manter a agenda o mais transversal possível a todas as iniciativas a acontecer em Barcelos, as instituições e as associações poderão ter acesso à plataforma, sendo convidadas para o efeito.
Esta ferramenta irá, por isso, ser o ponto de encontro da programação do concelho, centralizando o que se passa em Barcelos, de forma a manter munícipes e turistas informados. Saber o que fazer ao fim de semana, ficar a conhecer as próximas atividades desportivas ou culturais, saber onde comer ou pernoitar, escolher o roteiro turístico a fazer e planear, com toda a comodidade, uma visita a Barcelos será agora mais fácil e cómodo.

REVISTA "NATIONAL GEOGRAPHIC" DESTACA PATRIMÓNIO HISTÓRICO DE ARCOS DE VALDEVEZ

𝐅𝐨𝐫𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐄𝐱𝐭𝐫𝐞𝐦𝐨, 𝐞𝐦 𝐀𝐫𝐜𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐕𝐚𝐥𝐝𝐞𝐯𝐞𝐳, 𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐚𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚 𝐮́𝐥𝐭𝐢𝐦𝐚 𝐞𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐯𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐍𝐚𝐭𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐆𝐞𝐨𝐠𝐫𝐚𝐩𝐡𝐢𝐜 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥

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A última edição da revista National Geographic Portugal deu destaque ao património histórico e arqueológico de Arcos de Valdevez ao dedicar um artigo à importância dos Fortes do Extremo, recentemente valorizados e abertos à visitação pública pelo Município, como elementos de importância superlativa no âmbito das manobras militares aqui ocorridas no século XVII durante a Guerra da Restauração da independência, e onde Arcos de Valdevez, no Alto Minho, teve papel fundamental na inversão do conflito em favor de Portugal.

O destaque maior é dado, como natural, ao Forte do Bragandelo, o mais bem conservado do seu género na Península Ibérica, com pormenorizada ilustração tridimensional deste fantástico monumento e explanação dos seu múltiplos espaços e estruturas defensivas; a referência é igualmente feita a um outro reduto defensivo, o Forte da Pereira, que o confronta, e que em conjunto asseguravam um complexo defensivo do qual ainda não se conhece a total extensão, num projeto que o Município quer ver continuado e consolidado, e que conta com a coordenação cientifica da especialista neste período histórico, a arqueóloga Rebeca Blanco-Rotea, e a parceria desenvolvida com a Universidade do Minho.

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