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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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EPATV APURA PRÉTICA DE ACOLHIMENTO DE REFUGIADOS

Erasmus+ - EPATV apura práticas de acolhimento a migrantes e refugiados em Itália

Entre os dias 18 e 24 de março de 2019, a EPATV participou numa reunião de tipo Evento de Formação conjunta do projeto Erasmus+ "Refugees and Migrants seeking their future in the United Europe - past-present-future" que decorreu em Mascalucia, Itália. Este projeto integra uma parceria estratégica entre escolas de 8 países: Portugal, Chipre (coordenador), Grécia, Itália, Roménia, Bulgária, Eslováquia e Turquia.

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Nesta mobilidade, participaram coordenadores, professores e membros da direção das escolas parceiras. Visitaram-se quatro centros de acolhimento de refugiados menores desacompanhados onde houve oportunidade de assistir a palestras e debates informais com os menores, que permitiram contactar realidades longínquas dos países de origem.

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Os participantes assistiram, ainda a dois workshops, um sobre o tema do ensino em duas línguas (país de origem-país de acolhimento) que muniu os participantes de importantes ferramentas para a integração de estudantes refugiados e requerentes de asilo e outro subordinado à temática das diferenças entre hemisférios Norte e Sul, as razões que lhes estão subjacentes e que conduzem ao avolumar dessas diferenças e de que forma as podemos combater.

Posteriormente, os coordenadores reuniram no sentido de aprovar as minutas da reunião, efetuar um balanço das atividades do projeto e de preparar a reunião final, a decorrer em Chipre, em junho de 2019.

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BRAGA ENSINA A LÍNGUA PORTUGUESA AOS IMIGRANTES

Na sequência de uma candidatura efectuada ao Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração, o Município de Braga vai organizar a segunda edição da formação sobre Língua Portuguesa, dirigida a cidadãos de países terceiros.

As acções de alfabetização visam dotar os participantes de competências de leitura e escrita, que contribuam para a sua autonomia enquanto cidadãos imigrantes, com vista à integração plena.

Mais informações e esclarecimentos podem ser solicitados ao Gabinete de Apoio ao Emigrante e Imigrante, através do telefone 253 203 150/ext.1425/1113 ou pelo e-mail gam@cm-braga.pt

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias. A ficha de inscrição pode ser obtida em http://goo.gl/sMBvSB

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A HERDADE VALE DA ROSA E O RECRUTAMENTO DE LUSO-VENEZUELANOS

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  • Crónica de Daniel Bastos

A grave crise política, económica e social que tem assolado a Venezuela nos últimos anos, tem impelido o retorno de milhares de luso-venezuelanos ao território nacional, sobretudo à Madeira, região autónoma de onde é oriunda a maioria do quase meio milhão de emigrantes portugueses que vivem neste país da América do Sul.

Estima-se que no ano passado, tenham chegado à “pérola do Atlântico" quase quatro mil lusodescendentes vindos do país liderado por Nicolas Maduro, e que se encontrem inscritos mil lusodescendentes no Instituto de Emprego da Madeira.

Com mais ou menos dificuldades, são públicos e notórios os esforços que as autoridades, e os serviços públicos regionais e nacionais, têm encetado na tentativa de procurar apoiar os cidadãos portugueses que regressaram ao país vindos da Venezuela, designadamente nas áreas da educação, da saúde, da segurança social e da inserção profissional.

Estes esforços não se esgotam nas esferas públicas regionais e nacionais, antes pelo contrário, têm colhido também apoio e recetividade na sociedade civil, mormente nos meios associativos e empresariais, que têm procurado dentro das suas possibilidades contribuir para a integração dos compatriotas que regressam da Venezuela em contexto de precariedade.

Um dos melhores exemplos desse apoio foi recentemente expresso pela Herdade Vale de Rosa, uma empresa agrícola do Baixo Alentejo que produz e comercializa uva de mesa, particularmente uva sem grainha, que através de um protocolo assinado com o Governo Regional da Madeira permite a emigrantes luso-venezuelanos terem acesso a oportunidades de emprego. Esta parceria imbuída de uma meritória responsabilidade social da Herdade Vale de Rosa, que já tem a trabalhar na sua estrutura cerca de 30 luso-venezuelanos, permite desde logo ao maior produtor nacional de uva de mesa suprir falta de mão-de-obra que não encontra na região onde se encontra implantada.

A necessidade de recrutamento da empresa, que prevê poder empregar cerca de 100 luso-venezuelanos, constitui um importante sinal de apoio à inserção socioprofissional de compatriotas regressados da Venezuela, assim como um sinal de esperança num futuro e uma vida melhor.

A IMIGRAÇÃO DOURADA EM PORTUGAL

Daniel Bastos

* Crónica de Daniel Bastos

Comumente conhecido como uma nação de emigrantes, e com uma necessidade imperiosa de resolução do saldo migratório negativo que entrava o futuro coletivo, Portugal tem assistido nos últimos anos a um fluxo de “imigração dourada” que tem tornado o país um destino de refúgio de celebridades.

Atraídas pela segurança, tranquilidade, gastronomia, cultura, natureza e praias, assim como pela fiscalidade, existência de boas escolas internacionais e hospitais, são várias as personalidades além-fronteiras que têm decidido na última década viver em Portugal.

A mais conhecida por estes tempos é a cantora pop Madona, que se mudou para Lisboa em agosto do ano passado, quiçá a mais famosa habitante da capital portuguesa, e que tem partilhado assiduamente fotografias e vídeos por onde passa no território nacional nas redes sociais.

Numa dessas várias publicações nas redes sociais a sexagenária cantora norte-americana comentou assim a sua mudança para a ponta ocidental do continente europeu: “A energia de Portugal é tão inspiradora. Sinto-me muito criativa e viva aqui, onde espero trabalhar no meu filme ‘Loved’ e em fazer música nova. Este vai ser o próximo capítulo do meu livro. É altura de conquistar o mundo de um ponto vantajoso diferente”.

Na lista de celebridades internacionais a viverem atualmente em Portugal encontramos ainda, entre outras, nomes como o do ator irlandês Michael Fassbender, o designer francês de sapatos Christian Louboutin, o antigo futebolista gaulês Éric Cantona, ou a atriz italiana Monica Bellucci que se mudou para Lisboa em 2016 e que durante o passado mês de agosto foi a convidada do Museu de Arte Antiga, onde traçou um roteiro através de 12 peças que escolheu.

A capacidade de atração que Portugal tem conseguido exercer sobre várias celebridades que se estão a mudar para o território nacional, tem naturalmente um impacto positivo na atividade económica, em particular no mercado imobiliário, e na promoção turística internacional do país.

No entanto, para que esta atração perdure geradora de um impacto positivo na sociedade portuguesa, é indispensável regrar a especulação imobiliária advinda desse fluxo, e procurar aliar a essa dinâmica uma promoção transversal das potencialidades do território nacional que vão para além do eixo Lisboa, Sintra, Cascais e Comporta.

"PORTUGAL RECEBEU-NOS DE BRAÇOS ABERTOS!"

- Afirmou Rodica Gherasim, ao jornal romeno “Jurnal de Chisinau”. Rodica é dirigente da Associação Cultural dos Imigrantes Moldovos MIORITA, que actuou no FolkLoures’17 e espera-se que venha este ano a participar no mercado intercultural que terá lugar no âmbito do FolkLoures’18. Recorde-se ainda a representação que fizeram do nosso país e sobretudo do Minho na Moldávia. Com efeito, as gentes do Minho e da Moldavia têm vindo a estreitar os seus laços de amizade.

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 Apesar de terem sido forçados a emigrar do seu país à procura de uma vida melhor, não esquecem as suas raízes e identidade, ao mesmo tempo que se integram no país de acolhimento, respeitando os seus usos e costumes . Os mais jovens já se exprimem num Português fluente conforme já tivémos oportnidade de observar. Para melhor compreender os sacrifícios porque passam os imigrantes moldavos e romenos que escolheram Portugal para viver e como connosco se relacionam, deixamos aqui a peça publicada no referido jornal da Republica Moldova .

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A OUTRA BASARABIA: “MOLDOVA PERDE A SUA INTELECTUALIDADE”

Diz que é romena da Bessarábia, nascida na localidade Valea Mare , distrito Ungheni. Rodica Gherasim (43 anos), professor universitário, editora e apresentadora de rádio , tradutora e professora de língua e  literatura romena, ele saiu do pais há 18 anos. Vive em Portugal, mas nossa entrevista fez como que ela voltasse no passado, nos anos quando sua carreira estava em ascensão .Porque as memórias tocaram-na na corda mais  sensível , durante a discussão apareceram também as lágrimas .

  A Rodica disse não foi fácil deixar tudo e ir para o estrangeiro. Com a idade de 26 anos, ela teve quatro postos de trabalho que adorava .

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Gostaria de rever sobre a Dorina .

  Cresceu nas margens do Rio Prut, e até ao 5 º ano escreveu em cirílico ,assim como outras crianças de sua geração. Mas durante as férias de verão na localidade Rădenii Vechi ,tornou-se amiga de uma menina , Dorina, da Paşcani (Roménia), com quem continuou a manter correspondência, e para isso ele aprendeu a escrever em latim.

"Então em 1989, quando foi aprovada a grafia latina na R Moldova , eu já sabia escrever e ler. E agora quando alguém me pergunta qual é a minha terra , não posso dizer-lhes sobre este caso. O meu sonho e encontrar esta minha amiga da infância , a Dorina  ", diz Rodica Gherasim .

Em Portugal com o livro de Mihai Eminescu .

Ela sabia que queria ser um filólogo desde a infância, desde o dia em que ela encontrou no sótão da casa do avô , que  foi professor, um livro muito antigo com letras de Mihai Eminescu. Ela ainda mantém este livro  em sua impressionante biblioteca em Portugal.

Depois de se graduar no colégio "Alexei Mateevici", em Chişinău, ela continuou seus estudos na faculdade de letras do USM, paralelo estudando durante na faculdade de Belas Artes da mesma Universidade,  com a produtora Lidia Panfil.

Ela emigrou para reintegrar a  sua família

   Após o  mestrado na faculdade de letras,  ela  teve que desistir . Chegou numa altura quando tinha que tomar uma decisão - continuar os estudos ,ou ir ter com o marido que entretanto emigrou para Portugal .  Tinha sido casados há dois anos e entendeu que se ela optar por continuar seus estudos, sua família iria desmoronar .Então ela escolheu a família, às custas de sua carreira.

"Quando saí do pais tinha uma bela atividade que gostava muito. Considero-me sortuda, e agradeço ao Deus que trouxe no meu caminho boas pessoas . Tenho que admitir, foi difícil para mim tomar a decisão de sair . Você me tocou a parte mais sensível da alma. Confesso com lágrimas nos olhos que agora, se eu fosse voltar no tempo, eu não sei se  iria emigrar …” confia a Rodica . 

Quando ela  deixou R. Moldávia, único alívio era para ter com o marido , que ambos trabalham em Portugal, onde pensava que em apenas um ano eles poderiam reunir a quantidade de dinheiro necessário para comprar uma habitação.

A vida de imigrante não é fácil, e no caso de Rodica, começaram antes de sair da terra. No dia da partida ela entendeu que tinha sido enganada pela  agência de viagens fantasma através do do qual ela iria   chegar em Portugal.

"Foi numa manhã de segunda-feira, 6 de novembro. Quando eu vi que eu não obtive o visto para qual tinha pago , compreendi que eu devo viajar ilegalmente  . Mas pensei que não tinha escolha , porque entretanto já rescindiu todos os contractos de trabalho e estava um pouco envergonhada de voltar. Decidi arriscar e ir em frente. Levei três semanas para chegar ao meu marido. Todo esse tempo, não comemos quase nada . A última  semana  foi a mais difícil. Éramos cerca de 40 pessoas  no grupo, a grande maioria foi para a Itália, só eu e três outras meninas - para Portugal. Atravessamos  uma floresta onde, nem de dia era capaz de entrar. Uma noite, eu estava com sede, e pedi para o guia para me dar pelo menos uma gota de água . Ele me disse que não tem muita água ... ", seguiu uma ruptura, então o protagonista do artigo começou a chorar. Ela  pediu desculpa por esse momento de fraqueza, porque  aqueles dias deixaram uma ferida profunda em seu coração. Então ele continuou sua história.

"Meu marido estava exausto do trabalho e de  preocupações."

"De repente começou a chover, levantei meus olhos para o céu ...pensei que é um sinal de Deus. Abri a boca e a chuva extinguiu a minha sede. Não desejo  que ninguém passasse por tantos sofrimentos como aqueles que passei não só eu, mas também centenas  de moldavos , ucranianos ou romenos . A minha história tem um final feliz, mas houve casos trágicos.

Quando voltei a ver o meu marido, encontrei-o fraco e perturbado. Ele tinha mudado muito-ele estava exausto do trabalho e preocupações …”

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Como ele começou a trabalhar no Call Center

 Já são 18 anos desde que a Rodica Gherasim está em Portugal e 20 anos desde que seu marido emigrou da terra natal .

Quando ele fala sobre o país que os adotou , a moldava Rodica tem apenas palavras de louvor.

"Portugal recebeu-nos de braços abertos e ofereceu-nos um emprego. É o país onde nós conseguimos um crédito habitação com uma taxa muito conveniente. Porque não sabíamos falar Português, foi muito difícil no início , mas como tinha conhecimento do latim- em apenas dois meses, eu poderia manter um diálogo em português. Meu primeiro trabalho foi numa padaria , onde tive a sorte de conhecer um português que nos ajudou a legalizar a nossa estadia. E depois de três anos, contratei-me como assistente de Call Center ,onde trabalhei entre 2003 e 2017. Atendia em russo e português, mas porque os nossos compatriotas nos telefonaram, a meu pedido, obteve  autorização a responder em romeno também. Neste serviço foi útil a experiência de trabalho no  rádio, porque já tinha  uma boa dicção ", diz Rodica.

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Sobre seu trabalho voluntário

Durante um ano, a mulher está à procura de um emprego, e para não cair na depressão, ela faz o trabalho voluntário. Todas as semanas, no sábado, oferece aulas de língua  e de literatura romena, ensina dança tradicional moldava , canções e poemas a cerca de 24 crianças de naturalidade moldava ou romena . Rodica também é presidente da Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos  "Miorita" do Barreiro , está ativamente envolvida  na atividade da diáspora e na organização de ações de caridade para ajudar as famílias carentes da Moldávia.

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"Decidimos não voltar a terra para o bem da nossa menina, que tem agora 16 anos de idade. Queremos um futuro mais brilhante para ela.. Na Moldávia, voltaria amanhã, desde que me ofereçam o salário mínimo que está aqui em Portugal. Mesmo os portugueses não vivem no luxo, mas eles podem pelo menos mínimo para as crianças  . Quando viajo a terra só vejo pessoas com rostos dispersos, preocupados , tristes  e frios. "diz Rodica .

Ela  tem um pedaço da Moldávia em Portugal .

Ao longo dos anos, a moldava , juntou objetos que lembra de seus lugares nativos: ícones, jarros (incluindo um de sua avó), sino, manjericão, trigo, lavanda, garrafas de vinho, girassóis, tapetes feitos a tiar , toalhas de mesa , mais  os livros que ele trouxe de casa. Ele também tem 30 blusas tradicionais , saias , bem como camisas de homem -, todos trazidos da Moldávia.

Ela lamenta de ter deixado  o seu país e desistir das coisas que a fizeram feliz, mas ela está feliz  em Portugal porque  pode oferecer a sua filha o que ela certamente não teria sido capaz de dar-lhe se ela ficava na Moldávia. 

"Em ca asa não é lugar para pessoas inteligentes"

Acredita que a maioria dos emigrantes da Moldávia optam por não voltar a terra por causa de  baixos salários .Os jovens licenciados  emigram porque não encontram um emprego, de acordo com a habilitações .Decepção faz com que eles tomam o caminho da migração .

“Tenho a impressão de que não há espaço e nem lugar  para pessoas inteligentes no país, que o governo, com conhecimento, cria condições para que as pessoas preferem sair. A Moldávia perde a sua intelectualidade ", considera Rodica Gherasim .

Lena NEGRU-AFTENII

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Central

A REALIDADE DOS PADRES ESTRANGEIROS EM PORTUGAL

  • Crónica de Daniel Bastos

Num país onde a Igreja Católica continua a desempenhar um papel estruturante, a sociedade portuguesa tem assistido nos últimos anos à chegada ao território nacional de um cada vez maior número de sacerdotes estrangeiros que têm vindo a assumir responsabilidades paroquiais junto das populações.

Daniel Bastos

A tendência, que se tem espalhado pela Europa, deve-se em grande medida à falta de padres em Portugal, como revela nas últimas décadas a diminuição acentuada do número de seminaristas, cuja formação por estes tempos se concentra principalmente em Lisboa, Porto e Braga.

Ainda no final do ano passado, a Agência Ecclesia, no âmbito da Semana dos Seminários 2017 que teve como lema “Fazei o que Ele vos disser”, revelava que a Arquidiocese de Braga tinha 37 seminaristas, Lisboa 32 e o Porto 30, num total de 196 em todas as dioceses. Segundo a agência de informação da Igreja Católica em Portugal, existiam no termo do séc. XX, 547 seminaristas no território nacional, e apenas 474 em 2012, o mínimo então do séc. XXI.

É nesse entrecho de falta de sacerdotes, contexto que inclusivamente já se sente nas comunidades portuguesas emigrantes, e numa época de crescente pedido de apoio nas missões católicas, que se enquadra a chegada a Portugal de padres da Ucrânia, Brasil, Angola, Itália, Polónia ou Espanha.

Este fenómeno de imigração sacerdotal está longe de ser um contexto que abrange somente a Igreja Católica em Portugal, antes pelo contrário, são vários os setores da sociedade portuguesa que têm recorrido ao movimento de entrada de diversos profissionais. É por exemplo, o caso dos médicos estrangeiros a trabalhar no território nacional, profissionais de saúde sobretudo naturais de países da União Europeia, em particular de Espanha, mas também de Angola e do Brasil, que têm desempenhado um papel relevante na prestação de cuidados de saúde à população portuguesa.

A Igreja Católica, principal instituição de religião em Portugal, tanto que como suportam os últimos censos a larga maioria dos portugueses identificam-se como católicos, ao adaptar-se à realidade dos novos tempos dá um sinal claro que Deus não tem fronteiras, e que por isso mesmo não podem existir barreiras físicas a dividir países, sociedades e culturas.

A REALIDADE DA IMIGRAÇÃO NO SUDOESTE ALENTEJANO

Tradicionalmente um país de emigrantes, Portugal tem conhecido nas últimas décadas novas realidades de fluxos regulares de imigrantes, como é o caso do sudoeste alentejano, uma região onde coabitam entre outras múltiplas nacionalidades, tailandeses, siques, nepaleses, bengalis, vietnamitas, paquistaneses, cambojanos, ucranianos, bielorussos, búlgaros, romenos e moldavos.

Daniel Bastos

Tratam-se nomeadamente de trabalhadores agrícolas, que vivem nos seus países de origem com grandes dificuldades económicas, mas que encontram nas explorações hortofrutícolas do sudoeste alentejano um meio de melhorar as suas condições de vida e das suas famílias. A presença destas comunidades, que estão a transformar a realidade sociocultural alentejana, em 2011 a Associação de Horticultores do Sudoeste Alentejano registava a presença de 2500 cidadãos estrangeiros nas culturas intensivas, e no concelho de Odemira os imigrantes são já 12% da população local, é fundamental para os empresários agrícolas suprirem as necessidades do mercado de trabalho da região em mão-de-obra menos qualificada.

Sendo uma mais-valia para o desenvolvimento do sudoeste alentejano e para o país, mas também reveladora de uma realidade laboral marcada em muitos casos por baixos salários, o que leva a que mesmo com taxas de desemprego elevadas as populações locais rejeitem estas oportunidades profissionais, este fluxo migratório impõe às autoridades político-administrativas e aos agentes socioeconómicos nacionais, regionais e locais uma estratégia simultaneamente capaz de analisar problemas e encontrar soluções para diversos desafios. Como sejam, as políticas e práticas de acolhimento e integração, as necessidades de alojamento, as condições de habitabilidade e de trabalho, os direitos sociais e as remunerações salariais, ou as barreiras linguísticas e culturais.

Como sustenta o Pe. António Vaz Pinto, antigo Alto Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, “A palavra imigração, é bom lembrá-lo, não é uma palavra neutra e fria, é uma realidade que encerra pessoas, muito concretas, com as suas vidas, alegrias, esperanças e desejos. Por outro lado, é uma realidade viva, em movimento contínuo que não se deixa fixar nem parar. É um puzzle humano colorido, de inumeráveis cores, línguas, sabores, tradições, culturas, religiões. Por isso mesmo, não pede apenas uma resposta, mas respostas variadas e sucessivas, um puzzle que se vai construindo com o esforço de todos”.

Daniel Bastos

BRAGA DÁ FORMAÇÃO A CIDADÃOS ESTRANGEIROS QUE VIVEM NO CONCELHO

Acção sobre ‘Empregabilidade e Empreendedorismo’: Município promove formação para cidadãos estrangeiros

O Município de Braga promove no próximo mês de Outubro uma acção de formação sobre ‘Empregabilidade e Empreendedorismo’ dirigida a cidadãos estrangeiros residentes no Concelho.

Braga, 25/11/2014 - Balcão único..(Sérgio Freitas)

A iniciativa, que resulta de uma candidatura realizada ao Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração, visa contribuir para a integração plena destes cidadãos na comunidade a nível social e profissional, bem como potenciar a criação do próprio emprego.

A formação terá início em Outubro, estando a decorrer o período de inscrições. Mais informações sobre esta formação poderão ser obtidas junto do Gabinete de Apoio ao Emigrante, instalado no Balcão Único, através do telefone 253 203150 (extensão 1425/6) ou através do e-mail gip@cm-braga.pt.

TELERADIO MOLDOVA: PORTUGAL FOI UMA DAS MAIS COLORIDAS TENDAS DA EXPOSIÇÃO DA DIÁSPORA MOLDÁVA

A diáspora participou da exposição-feira "em qualquer lugar"

Tradições, costumes e cultura de muitos países do mundo situou-se em uma tabela. A exposição-feira sob o título "Moldávia em qualquer lugar" diáspora apresentou seus pratos e artesanato de países em que vivem, relata a transportadora.

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Os visitantes que passaram hoje no Festival "Gustar" de velho Orhei tinham a oportunidade de chegar a Portugal Itália, no Canadá ou Geórgia. Este ano, pela primeira vez nos representantes de exposição participam na diáspora na Geórgia e no Cazaquistão.

Os Moldavos que voltaram por uns dias a sua casa têm pratos tradicionais preparados e também trouxeram itens e mascotes que refletem a especificidade de cada país. Uma das mais coloridas tendas foi o de Portugal. Outro campeonato Obtido em países ultramarinos e símbolo do estado de acolhimento.

Os hóspedes do evento tiveram a oportunidade de saborear pratos tradicionais, mas também para comprar guloseimas. Os organizadores estão propondo que através de tais eventos para fazer amizade com as comunidades da Moldávia.

"Temos o mundo pessoas bonitas que têm integrado perfeitamente com amor e voltar para casa," disse Olga Carrillo, chefe do gabinete de relações com a diáspora.

Diáspora na Moldávia dias começou na sexta-feira e terminará domingo. Os eventos são organizados sob o patrocínio do governo.

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MOLDAVOS EM PORTUGAL LEVAM O MINHO NO CORAÇÃO

Os moldavos radicados em Portugal participam na Festa consagrada à Diáspora Moldava que se realiza na sua Pátria e consigo levaram os trajes tradicionais do Minho, além de diversos produtos tradicionais portugueses, incluindo da nossa região.

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O Grupo de Folclore da Associatia Miorita Portugália participou na última edição do Encontro de Culturas que o Grupo Folclórico Verde Minho organiza anualmente em Loures, agora com a designação genérica “FolkLoures”. A amizade que desde então tem vindo a ser construída entre os minhotos e a comunidade moldava está na origem desta representação do Minho na Moldávia, por parte dos próprios moldavos que vivem em Portugal.

E, quais minhotos de adopção, assim vemos os moldavos exibindo com garbo os nossos trajes mais característicos,a começar pelo próprio traje à vianesa: de regresso à Moldávia, levam consigo o Minho no coração!

Também a Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz prestou apoio à comunidade moldova que levou consigo os vinhos e outros produtos típicos que estão a ser muito apreciados na Moldávia.

Fotos: Simion Croitoru / https://www.facebook.com/croitoru.croitoru.7

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FAMALICÃO INCENTIVA EMPREENDEDORISMO DOS IMIGRANTES

Famalicão ajuda a “Empreender sem Fronteiras”

“Empreender sem Fronteiras”. Este é o nome do projeto de promoção do empreendedorismo imigrante ao qual o Município de Vila Nova de Famalicão acaba de se associar.

Apresentado no passado dia 19 de junho, em Braga, no espaço TOCA – Trabalho de uma Oficina Cultural e Associativa, o projeto visa a capacitação de comunidades imigrantes para a criação de soluções de emprego e empreendedorismo. Procura também criar propostas de valor no desenvolvimento local, facilitar o acesso a conhecimentos e práticas empreendedoras e potenciar o impacto social e económico nas comunidades locais.

O Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, que marcou presença na apresentação do "Empreender sem Fronteiras", dará o seu contributo quer na divulgação, quer na identificação de jovens e adultos que pertençam a comunidades imigrantes famalicenses e que pretendam ter formação de apoio à criação de negócios. 

"Empreender sem Fronteiras" é promovido pelo Alto-Comissariado das Migrações, em conjunto com o Fundo para o Asilo, Migração e Integração, e está a ser implementado pela A SYAJ – Associação Juvenil Synergia. 

FOLKLOURES É A GRANDE FESTA DA CULTURA TRADICIONAL PORTUGUESA E DAS COMUNIDADES IMIGRANTES

O Folclore contribui para o conhecimento mútuo, paz e amizade entre os povos

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

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Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:

FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição Temporária "Concertinas no Folclore". Museu Municipal de Loures.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

MUNICÍPIO DE BRAGA PROMOVE ALFABETIZAÇÃO PARA IMIGRANTES

No âmbito da candidatura efectuada ao Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração (FAMI), o Município de Braga está a promover uma acção de formação de alfabetização para imigrantes.

FOTO ALFABETIZAÇÃO

Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Firmino Marques, a iniciativa “é uma forma de promover a integração plena destes cidadãos na comunidade portuguesa, uma vez que a língua é um dos principais veículos de comunicação entre povos”.

Firmino Marques realça ainda o facto de os portugueses perceberem o que é ser emigrante e enfrentar desafios como cultura e línguas diferentes nos países de acolhimento.

Na ocasião, este responsável sublinhou igualmente a importância do Gabinete de Apoio ao Imigrante, criado pelo Município, que todos os dias acolhe e promove estratégias de integração na nossa sociedade e cultura.

BRAGA PROMOVE INTEGRAÇÃO DE REFUGIADOS

Projecto ‘SPEAK’ promove a integração de migrantes e refugiados. Cursos têm início a 20 de Fevereiro

A 20 de Fevereiro arranca, em Braga, um programa linguístico e cultural criado para aproximar pessoas. O ‘SPEAK’ é um projecto de partilha de línguas e culturas entre migrantes e locais, com o intuito de quebrar barreiras e promover o multilinguismo e a igualdade.

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O método pressupõe uma troca cultural e linguística inovadora que junta portugueses e estrangeiros no mesmo espaço, dando-lhes oportunidade de aprenderem outro idioma ou ensinarem a sua língua.

É um projecto que complementa a oferta de serviços aos migrantes em Braga de uma forma bastante inovadora, uma vez que, além da aprendizagem da língua, promove a criação de redes de suporte, assim como a integração social de migrantes.

Os cursos no ‘SPEAK’ são diversificados e inspiradores. Ao longo deste processo de aprendizagem, os participantes conhecem o “outro”, aprendem e exploram interesses comuns, quebram preconceitos e equívocos e promovem ainda a compreensão e a cooperação. Além das aulas, há eventos sociais destinados a criar uma ligação entre os participantes e onde há espaço para o diálogo, festa e amizade.

O modelo do ‘SPEAK’ é simples e oferece duas experiências aos seus participantes: sessões de línguas e eventos de integração. Os eventos são gratuitos para todos e para os grupos de aprendizagem de língua são cobrados 25 euros por 18 horas de formação.

No entanto, quem está a ensinar no ‘SPEAK’ ou enfrenta dificuldades financeiras (sejam refugiados ou locais) o acesso a todos os cursos é gratuito.

As inscrições estão abertas a quem estiver disponível para aprender ou ensinar uma língua ou cultura, incluindo a do país onde reside. Para tal, deverá efectuar a inscrição online no site do projecto em: https://goo.gl/O4A7BS

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BRAGA PROMOVE INCLUSÃO SOCIAL E CULTURAL DE IMIGRANTES

Bolsa de Mediadores promove a inclusão e a coesão social

Firmino Marques, vice-presidente do Município de Braga, apresentou ontem, dia 2 de Fevereiro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, o projecto de Mediação Intercultural na Inclusão de Migrantes no Concelho de Braga. Trata-se de um programa de formação de mediadores comunitários, certificado pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho, e que marca o arranque das actividades de 2016 referentes ao “Plano Municipal para a Integração de Imigrantes do Concelho de Braga”.

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Esta acção, integrada nos eixos de intervenção do Plano de Desenvolvimento Social do Concelho de Braga 2016/2020, resulta de um protocolo de estágio do Município Bracarense com a Universidade do Minho e, segundo Firmino Marques, revela-se “extremamente importante no enriquecimento destas parcerias para ambas as instituições”.

O projecto, que será orientado por Ana Maria Silva, docente do Instituto de Educação da Universidade do Minho, tem como principal objectivo a criação de uma bolsa de mediadores que promovam a inclusão e a coesão social; a autonomização dos migrantes e a sua participação social e a promoção da comunicação entre os diversos protagonistas da comunidade local.

Esta acção, da responsabilidade do Gabinete de Acção Social e do Serviço de Apoio ao Emigrante e Imigrante do Município de Braga, prevê um calendário de actividades para o presente ano na tentativa de suprir algumas necessidades nas áreas prioritárias de intervenção.

As inscrições no projecto podem ser efectuadas através do endereço electrónico: mediacaointercultural.braga@gmail.com até Segunda-feira, dia 8 de Fevereiro. O programa será implementado nos meses de Abril e Maio e prevê a certificação pela Universidade do Minho.