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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PAREDES DE COURA: CASA DO OUTEIRO VAI DAR LUGAR A POUSADA RURAL DE ALTO PADRÃO

“Levamos 25 investidores a ver a Casa do Outeiro. E tu foste o único sonhador”, reconheceu Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura ao dirigir-se a Marcelo Murta, da AGNT- Gestão e Mediação, a entidade que ganhou a concessão da Casa do Outeiro, um solar setecentista na freguesia de Agualonga, e que agora viu formalizado o contrato de concessão por 50 anos ao abrigo do Programa Revive.

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Na presença da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, o autarca courense defendeu a ideia de um “modelo de hotel que ofereça pormenores de carinho, de paixão, que ofereça motivos diferenciadores à medida das pessoas. Defendemos um modelo de turismo inteligente e estamos aqui ao teu lado para em conjunto lutar por esta paixão em que acreditamos”.

Uma ideia também partilhada por Marcelo Murta, para quem o processo em que acredita “assenta no desenvolvimento local e em que o turismo pode agregar”. Este responsável da AGNT promete na Casa do Outeiro “uma pousada rural de alto padrão”, que não proporcione só alojamento, “mas que também se diferencie pelo seu envolvimento. Não será um espaço fechado, mas uma pousada de alto padrão aberta ao diálogo com a comunidade e agendas culturais locais e regionais”, acrescentou.

Na recuperação deste solar setecentista, a AGNT está a ser assessorada pela Florêncio Pedro – Arquitectos, estimando um investimento de 3M€ para os dois primeiros anos de intervenção, acreditando que no período de oito meses poderão ultrapassar as metas de licenciamento e alvarás.

Nesta cerimónia de assinatura do Contrato de Concessão da Casa do Outeiro, Vitor Paulo Pereira ofereceu simbolicamente à entidade concessionada a primitiva chave do solar. “É a chave que materializa o sonho”, reforçou a secretária de Estado Rita Marques, que na sua intervenção sublinhou que o turismo “permite alavancar outros setores da atividade e é o farol para outros setores da economia”.

A Casa do Outeiro, um solar setecentista enquadrado em meio rural, em Agualonga, integra um conjunto notável de solares do concelho de Paredes de Coura, que na região são preferencialmente denominados “Casas Grandes”. Teve a função agrícola como atividade predominante, face à extensão dos dois espigueiros existentes no terreno fronteiro à casa. A propriedade possui uma área total de 10.443,30 m² e uma área edificada de 2.353,54 m², a que acresce ainda uma área de possível ampliação.

Atualmente pertence ao município, depois de durante séculos ter sido propriedade, bem como as quintas vizinhas, da família d’Antas. No séc. XIX, por casamento, os seus proprietários passaram a usar o título de Viscondes do Peso de Melgaço. Apresentando um amplo corpo de construção de diferentes épocas, a arquitetura da Casa do Outeiro vagueia pelo maneirismo, pelo barroco, e numa fase mais tardia, pelas linhas simples e direitas de finais do século XIX.

Os investidores a quem vai ser concessionada a Casa do Outeiro apresentaram uma proposta com vista a transformar o local num estabelecimento hoteleiro ou de vocação turística. Para esta concessão por 50 anos está prevista uma renda mínima anual de 13 800 euros (1150€ mensais). A fase de licenciamento do projeto, bem como a realização das obras devem estar concluídas no prazo máximo de 4 anos.

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JOVENS CHEFS PROVENIENTES DE TODA A EUROPA VISITAM PONTE DE LIMA

Ponte de Lima vai receber, no dia 25 de novembro, a visita dos jovens Chefs finalistas dos concursos regionais ao European Young Chef Award 2021, que se realizará na cidade de Braga.

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O concurso visa juntar os mais dotados jovens Chefs de toda a Europa, num evento dedicado à gastronomia e às suas regiões. A organização do evento está a cargo do Instituto Internacional de Gastronomia, Cultura, Arte e Turismo (IGCAT), em colaboração com instituições de artes culinárias das Regiões de Gastronomia.

No final do concurso, os jovens Chefs, provenientes de toda a Europa, passarão pelo Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde onde, para além de uma visita guiada ao espaço, será feita uma prova de vinhos de Ponte de Lima com degustação de produtos locais.

EPATV: PAF DE EMPREGADOS DE RESTAURANTE/BAR OFERECE RECITAL DE CORES E PALADARES

Os finalistas do Curso de Educação e Formação (oitavo e nono anos de escolaridade) da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) ofereceram aos seus convidados um recital de sabores, repletos de cor através de um “brunch” que constituiu a sua Prova de Avaliação Final (PAF).

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Com apoio dos Professores Olga Martins (Diretora de Curso), Marco Alves (Diretor de Turma) e António Igreja, ao longo da manhã deste dia 15 de julho, os finalistas prepararam uma alternativa de refeição, misturando os pratos matutinos com as receitas para o meio dia. O nome é uma fusão entre as palavras "breakfast" (café da manhã, em inglês) e "lunch" (almoço, em inglês).

Perante um júri que incluiu a Diretora Pedagógica da Escola, Sandra Monteiro, um representante da APHORT (Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo) e José Antunes (docente e proprietário do Restaurante Churrasqueira de Caldelas), os jovens, apesar de viverem idades e um contexto difícil “estiveram bem” — assinalou Camilo Sousa.

O representante da APHORT elogiou o trabalho dedicado, empenhado e competente dos professores da EPATV, uma vez que os alunos “se desembaraçaram bem nas suas tarefas”.

O brunch era constituído por uma paleta diversificada de cores e sabores que incluiu iogurte grego com mirtilos, chocolate e granola, panquecas, papas de aveia, ovos mexidos sobre tosta e abacate, tosta de queijo fresco com salmão fumado, cogumelos salteados, bolo de laranja, seleção de frutas, pão de espinafres, águas aromatizadas, sumo natural de frutas, café, leite e chá.

Sandra Monteiro não escondeu a sua alegria: “Está espetacular! Isto nem no Sheraton. Está um luxo, cinco estrelas”.

Olga Martins, diretora de curso, lembra que o percurso de um CEF requer outro tipo de ensino para a aprendizagem, mas todos concluíram com muito sucesso”. A Diretora de Curso revelou que a avaliação final onde cada um teve tarefas específicas permite-nos saborear um balanço muito positivo, pelo empenho, dedicação com que demonstraram os seus conhecimentos nas FCT's (Formação em Contexto de Trabalho). Todos continuam na Escola (agora no Ensino Secundário Profissional) e a maioria quer seguir esta área de atividade”.

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VALENÇA REFORÇA OFERTA HOTELEIRA

Aumento de 39,2% em 2 Anos

A oferta hoteleira de Valença está nas 71 unidades de alojamento. Face a 2019 verifica-se um aumento de 39,2%, fruto sobretudo das novas unidades de alojamento local.

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A dinâmica crescente dos Caminhos de Santiago, o turismo patrimonial e comercial focado na Fortaleza, o de natureza na Ecopista do Rio Minho e o gastronómico, numa restauração emblemática atrai cada vez mais turistas. Fatores que tem motivado a confiança dos empresários em investir no setor do turismo no concelho.

Para o Presidente da Câmara, Manuel Lopes, “Os empresários do turismo investem em Valença confiantes nas elevadas potencialidades de um setor que é estratégico para o concelho. A Fortaleza de Valença é dos monumentos que mais turistas recebe a diário em Portugal, em média 10 mil, e estamos confiantes e com muita esperança na recuperação pós pandemia”.

Unidades Por Todo o Concelho

Valença tem 71 unidades de alojamento distribuídas por todo o concelho, com mais significado na cidade e nas freguesias atravessadas pelo Caminho de Santiago (Central e da Costa). Pelo concelho encontramos 26 unidades em Valença, 9 em Cerdal, 7 em Fontoura, 6 em São Pedro da Torre, 6 em Ganfei, 3 em Cristelo Côvo, 3 em Gandra, 3 em Gondomil, 2 na Silva, 2 em Friestas, 2 em Arão, 1 em Taião e 1 em São Julião. A oferta pode ser consultada no site www.visitvalenca.com.

Espera-se para breve a abertura de novas unidades que se encontram, de momento, em fase final do processo de licenciamento.

Registo Obrigatório dos Alojamentos Locais

As unidades de Alojamento Local, para poderem operar, tem obrigatoriamente de ter um número de registo. O registo deverá ser formalizado nos Serviços Técnicos de Obras, do Município de Valença, na Rua Mouzinho de Albuquerque, ou através do e-mail: sop@cm-valenca.pt ou telefone 251 809 513.

RESTAURANTE "O CONFRADE" DE PONTE DE LIMA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO "PLATO DE ORO"

O restaurante típico “O Confrade” recebeu o prémio "Plato de Oro", promovido pela Radio Turismo de Espanha, em Ourense - Espanha.

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Na entrega de prémios, organizada em junho pelo “Comité Nacional de Radio Turismo”, estiveram presentes os representantes de “O Confrade”, e o Vereador da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Dr. Paulo Sousa, em representação desta, que foi a única região portuguesa a ser distinguida.

O restaurante “O Confrade” alia a tradição gastronómica a uma paisagem deslumbrante da Vila de Ponte de Lima. Este nome é precedido por uma reputação única na confeção de gastronomia portuguesa, em particular, na representativa do Alto Minho.

Ponte de Lima é polo e referência nas esferas gastronómicas do país e da Euroregião Galiza-Norte de Portugal, e como tal tem vindo a afirmar o seu nome como marca substancial num meio que exige capacidade de adaptação aos novos desafios emergentes.

A aposta do Município no turismo enogastronómico assume grande relevo enquanto fator de desenvolvimento económico e social, constituindo-se como uma alavanca de incentivo para que os empresários do setor apostem continuamente em produtos e serviços de qualidade.

O Município de Ponte de Lima congratula “O Confrade” pela distinção, que vem reafirmar a qualidade e a visibilidade dos projetos enogastronómicos e turísticos do concelho de Ponte de Lima, que têm resultado na obtenção de vários prémios nacionais e internacionais de referência mundial por diversos empresários do concelho.

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ESTÁGIOS: HOTELARIA E RESTAURAÇÃO APOSTAM NOS ALUNOS DA EPATV

Quase dezena e meia de alunos do terceiro ano do Curso Técnico de Restaurante/Bar da EPATV (Escola Profissional Amar Terra Verde) iniciaram em abril os seus estágios profissionais — anunciou a Prof. Olga Martins.

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A Diretora do Curso agradece às empresas que acolheram os alunos da EPATV “numa altura de enormes dificuldades para elas, com graves limitações à sua atividade, o que aumenta o reconhecimento delas pela qualidade dos nossos alunos e da sua formação”.

A EPATV destaca a sua trans-municipalidade, tendo em conta que todas as empresas que acolhem durante três meses estes alunos têm a sede fora de Vila Verde, tornando os seus alunos apetecidos por instituições da capital de distrito e de Amares.

Assim, se o Alberto está a estagiar no Migaitas Salão Champagne, a Ana Isabel e a Andreia foram escolhidas pelo Hotel Elevador do Bom Jesus, enquanto a Liliana e a Vanessa estão a concluir o seu estágio no Café Vianna e o André no Hotel Porta Nova Collection House e o Restaurante Chef Vinagre recebe o Hélder.

Por sua vez, o Hotel Meliã acolhe os estagiários Ricardo e David, enquanto o Café Colinatrum completa a formação do Simão e do José, o mesmo acontece com a Churrascaria Caldelas que recebe de braços abertos a Irina, a Patrícia e a Cristina.

Finalmente, a Casa do Professor acolhe o César e o Hotel Porta Nova Collection House ajuda o André a terminar a formação.

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MUNICÍPIO DE VIEIRA DO MINHO CELEBRA PROTOCOLO COM ESCOLA SUPERIOR DE HOTELARIA E TURISMO

Câmara Municipal de Vieira do Minho assinou protocolo de estágio com Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Cávado e Ave

O  Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso, assinou ontem, dia 6 de abril, um Protocolo de cooperação com a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Cávado e Ave, tendo em vista o acolhimento de jovens finalistas estagiários na área do turismo.

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A cerimónia decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e contou com as presenças  da Diretora da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Professora Doutora Alexandra Malheiro, do Orientador da Academia, professor Abílio Vilaça e das novas estagiárias e finalistas da Licenciatura de Gestão de Atividades Turísticas, Diana Machado e Bruna Miranda.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso, este protocolo é o mais um passo na estratégia de desenvolvimento da área do turismo”, lembrando o aumento do número de quartos de alojamento turístico disponíveis, um bom indicador para afirmar o município como um destino de turismo único no panorama europeu. Segundo António Cardoso “Vieira do Minho é uma região com vários atrativos turísticos, dos quais podemos destacar a  Serra da Cabreira, as quatro Albufeiras, o Teleski, o Barco Turístico de Vieira do Minho, entre muitos outros pontos”.

Este protocolo assume-se como a continuidade daquele que foi firmado pela primeira vez em 2018 e que já permitiu a dois finalistas da Escola Superior de Hotelaria e Turismo realizar os seus estágios de conclusão da licenciatura no departamento do turismo do município. Durante esse período, os estudantes Marta Martins defendeu o tema - A Importância da qualificação dos eventos locais no desenvolvimento do Destino Turístico de Vieira do Minho - O caso do Cabreira Challenge, e o Pedro Vilela que defendeu o tema - A qualificação turística dos eventos de Vieira do Minho: O impacto do Rally de Portugal em Vieira do Minho.

Segundo António Cardoso, “ a assinatura deste protocolo  vai certamente trazer mais valias para ambas as partes, desta forma abre novos espaços/horizontes de conhecimento da realidade aos seus alunos, da Escola Superior de Hotelaria e Turismo preparando-os para serem profissionais de excelência e a Câmara Municipal,vai beneficiar de novas leituras do seu território do ponto de vista do desenvolvimento turístico, mediante o contributo fornecido pelo estagiários”.

OS COURENSES E AS “CASAS DE PASTO” EM LISBOA

De entre os minhotos em geral, são os courenses aqueles que porventura têm uma maior presença no comércio de restauração na região de Lisboa. A eles seguem-se os limianos e os cerveirenses, alguns monçanenses e barquenses.

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O desenvolvimento industrial registado na segunda metade do século XIX – designado por Fontismo ou Regeneração – foi determinante para a deslocação das populações do interior sobretudo para Lisboa à procura de trabalho e melhores condições de vida. A esse fenómeno também não é alheio a construção da linha-férrea a encurtar distâncias outrora difíceis de vencer. E, quem não migrava para Lisboa, fazia-o para o Brasil.

Antes, porém, dos modernos restaurantes, marisqueiras e cervejarias, apenas existiam as velhas tabernas, carvoarias, retiros e casas de pasto, a maior parte das quais pertencentes aos nossos irmãos galegos.

A taberna – termo de origem latina que significa abrigo ou oficina – constitui um local de venda a retalho de vinho e outras bebidas alcoólicas, razão pela qual se tornou local de acolhimento de mercadores e viajantes à mistura com ébrios e outros vagabundos em virtude da regulamentação insuficiente da hora de encerramento, prolongando-se não raras as vezes pela noite fora. Para acompanhar o vinho, serviam-se geralmente uns petiscos para afagar a fome dos miseráveis clientes. Nos meios rurais, geralmente integrados na venda, constituía um local de convívio dos habitantes locais.

A par das tabernas, existiam as chamadas casas de pasto, assim designadas por serem destinadas a darem o pasto aos animais enquanto os seus donos feiravam, razão pela qual a maior parte situava-se em locais de realização das feiras ou no trajecto dos almocreves e outros mercadores faziam. O antigo “Retiro do Quebra Bilhas” no Campo Grande, junto à velha feira e da linha-férrea do Laramanjat, é disso um exemplo.

Com o tempo, os donos das casas de pasto viram aí uma oportunidade de também servirem o pasto aos donos dos animais. E, as velhas manjedouras dos animais cederam espaço às toscas mesas onde à sua volta se reuniam os novos clientes…

Entretanto, muitos lisboetas procuravam no ambiente rústico e pitoresco que a cidade não lhes proporcionava. Surgião então o costume da ida às hortas ou seja, aos retiros dos arredores da cidade onde se almoçava e ouvia-se cantar o fado, daí derivando o termo alfacinha pelo qual os lisboetas são identificados.

Também a organização das “excursões” às hortas foram sendo organizadas nas velhas tarbernas com a criação de grupos excursionistas e almoçaristas, com número limitado de membros e direito à exibição do respectivo quadro na parede do estabelecimento. Da fusão de destes grupos vieram a nascer algumas das colectividades de bairro que ainda perduram.

Geralmente associadas às tabernas, funcionavam separadamente as carvoarias com as suas grandes tulhas onde além do armazenamento também se faziam as “bolas” com o aproveiramento do cisco para alimentar os fogareiros. E também se vendia o petróleo para os pequenos fogões em uso à época.

Com o tempo e a adopção de novas regras de salubridade, o fim das antigas feiras e das romarias dos arredores da cidade, foram desaparecendo os antigos pregões e alterando os costumes dos lisboetas que passaram a virar-se para o futebol dominical e as matinés de cinema – o teatro de revista sempre foi mais caro! – os passeios nos jardins a ida à Feira Popular.

Entretanto, os enormes tóneis de vinho e as cartolas de aguardentes outrora existentes foram removidas e o vinho – e os seus consumidores! – deixaram de ser enxofrados. As sombrias tabernas e casas de pasto deram lugar aos novos restaurantes e cervejarias. E, durante algumas décadas, a cerveja chegou a destronar o hábito de beber vinho, tendência que tem vindo a ser revertida com a exigência e conhecimento dos novos consumidores.

Como protagonistas desta história que também faz parte da História de Lisboa e da sua vida social encontram-se os courenses e muitos minhotos em geral.

Texto: Carlos Gomes / Foto: Propriedade do autor (Família de limianos em Lisboa)

QUEM É MANUEL TINOCO – UM DOS FUNDADORES DA CASA COURENSE EM LISBOA E ACTUAL DIRECTOR DO "NOTÍCIAS DE COURA"?

Manuel Tinoco – personalidade bastante conhecida e estimada da comunidade courense e minhota em geral radicada na região de Lisboa - foi um dos fundadores da Casa Courense em Lisboa e seu vice-presidente. E é actualmente director do jornal "Notícias de Coura".

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Foi também investigador durante três décadas da presença da comunidade courense na capital, tendo efectuado o levantamento dos courenses na indústria hoteleira em Lisboa, trabalho vertido em livro editado pela ADASPACO (Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura).

Manuel Tinoco nasceu em Rubiães porque era tradição as mães virem ter os filhos à terra, a casa de seus pais. E, com pouco mais de um mês já estava em Lisboa. A mãe levou-o ao colo e, já sem pai que morreu de doença súbito no dia do seu baptismo em Rubiães (veio cá ver-me pela primeira vez, deixando a taberna de Santa Marta por uns dias, e morreu). E, juntamente com a sua mãe, Manuel Tinoco transformou a velha taberna no conceituado restaurante Alto Minho, um estabelecimento muito visitado  pelos minhotos que residem em Lisboa.

O jornalismo foi sempre a sua grande paixão o que levou a acalentar a vontade de regresso às origens – Paredes de Coura! – sonho que acabou por concretizar por volta dos quarenta anos de idade.

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Manuel Tinoco, ao lado do Dr. Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante um almoço da Casa Courense em Lisboa

 

Fruto dessa paixão pela terra, não obstante ser já de uma geração diferente dos cabouqueiros da Casa Courense em Lisboa, e tendo uma ligação à terra cimentada por uma veia romantizada, ao contrário de quem por cá comeu o pão que o diabo amassou, integrou a equipa fundadora daquela instituição regionalista.

E, ao voltar para Paredes de Coura, a chama do jornalismo que lhe corria nas veias concretizou-se com a fundação do jornal “Notícias de Coura”, uma referência da Imprensa da nossa região. Mas, pelo caminho não lhe faltou a veia poética

Além das suas ligações nomeadamente à Casa Courense e ao jornal “Notícias de Coura, Manuel Tinoco foi presidente da Associação Cultural de Rubiães e também vice-presidente do Núcleo de Andebol do Liceu Pedro Nunes – clube federado português que movimentava mais atletas na década de oitenta.

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CARMINDA GONÇALVES DA COSTA – A MÃE DE MANUEL TINOCO

Foi para Lisboa em 1957, após o casamento. Nada sabia do ramo; tudo aprendeu num abrir e fechar de olhos, mal o marido faleceu, corria 1959. Com pouco mais de vinte anos de idade, com o bebé ao colo, passou então a manobrar o leme da taberna e carvoaria que era do casal. Trabalhou, trabalhou sempre, sete dias por semana, dezoito horas por dia, foi mulher, foi Mãe e Pai ao mesmo tempo, minha Heroína, gestora de uma vida de negócios de sucesso, uma vida da qual tinha um nunca disfarçado orgulho. Fez da taberna de Santa Marta a mais afreguesada da zona; mais tarde, nos idos de 1981, transformá-la-ia em restaurante. O trabalho redobrou e o talento para a cozinha ganhou asas de tamanho desmedido, de tal forma que do restaurante Alto Minho fez um verdadeiro santuário gastronómico da nossa terra. A sua terá sido das primeiras cozinhas, mesmo ainda no período anterior ao restaurante (pela década de sessenta acima), a reabilitar a culinária das casas dos lavradores de Rubiães, isto, sublinhe-se, num tempo em que um certo preconceito evitava preservar e dar importância à mesa do mundo rural. As receitas da sua avó Josefina tiveram então palco para brilharem às mãos milagrosas de minha Mãe. Em 2001, minha Mãe haveria de regressar à sua Rubiães, à sua Costa, ao Crasto. E nunca viria a morrer porque foi sempre muito maior do que a vida. Apenas passou a viver dentro de mim desde o mais gelado de todos os Janeiros, já lá vão quatro anos.

Texto: Manuel Tinoco

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RESTAURANTES DO MINHO EXIGEM ENCERRAMENTO DO RESTAURANTE DA ASSEMBLEIA DA REÚBLICA

A União de Restaurantes do Minho interpôs hoje uma providência cautelar para exigir o encerramento do restaurante da Assembleia da República, enquanto estabelecimentos similares "estiverem impedidos de abrir" como medida de combate à covid-19.

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O representante da associação Tiago Carvalho disse que a referida providência cautelar, entrada no Tribunal Administrativo de Lisboa, visa a Assembleia da República e a Nordigal – Indústria de Transformação alimentar, S.A., empresa que explora o restaurante autorizado a funcionar para “responder, durante o mês de janeiro, às necessidades, em particular, de deputados que, estando deslocados, têm dificuldade em encontrar soluções para jantar”.

O decreto do Governo que regulamenta o novo estado de emergência devido à pandemia de covid-19 entrou em vigor às 00:00 do dia 15 e decorre até 30 de janeiro e prevê o encerramento do comércio e restauração, sendo que esta pode, no entanto, funcionar em regime de ‘take-away’ ou entregas ao domicílio.

“Entendemos que os excelentíssimos senhores deputados não são nem mais nem menos que todos os outros trabalhadores que procuram um restaurante para satisfazer exatamente as mesmas necessidades”, afirmou Tiago Carvalho.

“Por isso, e por uma questão de justiça e equidade, se os restantes trabalhadores têm que encontrar outras soluções para se alimentar, se nós temos que encerrar e assim ficarmos privados do nosso ganha-pão, nem os deputados são mais do que os restantes trabalhadores, nem é justo que haja um restaurante privilegiado”, acrescentou.

Para Tiago Carvalho, “o exemplo tem um efeito sanitário e devia vir de cima, por isso, se é pedido aos cidadãos que encontrem alternativas, o mesmo deviam os senhores deputados fazerem”.

Por outro lado, salientou, “se a restauração e os restaurantes são um foco de infeção ou transmissão da infeção, os próprios deputados colocam-se em risco ao frequentarem o local e podem passar a ser agentes de contaminação.

O grupo lembrou que “desde o início da pandemia a restauração tem sido uma área particularmente afetada e que estão em causa milhares de postos de trabalho e situações sociais muito complicadas”.

Com esta ação, adiantou o representante, a União de Restaurantes do Minho, que agrega estes estabelecimentos “de todos” os concelhos do Minho, “quer sobretudo chamar a atenção para a particular situação de dificuldade da restauração e para uma injustiça”.

“Ou todos podem, ou não pode nenhum”, afirmou.

Fonte: Pedro Xavier / https://radiogeice.sapo.pt/

OFERTA HOTELEIRA CRESCE EM FAMALICÃO

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, participou esta quarta-feira, dia 30 de dezembro, no lançamento da primeira pedra do futuro B&B Hotel Famalicão, uma nova unidade hoteleira que nascerá junto ao Estádio Municipal 22 de Junho.

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O empreendimento vai contar com oito pisos, 98 quartos e tem conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2022.

Na cerimónia desta manhã, que assinalou o arranque do processo de construção do novo hotel, o autarca famalicense não escondeu a satisfação pela aposta da cadeia hoteleira francesa B&B Hotels no concelho.

“Famalicão precisa de mais respostas como esta para que possa ser um concelho capacitado também ao nível da hotelaria”, referiu Paulo Cunha, que hoje se fez acompanhar pelo vereador da Economia e Turismo, Augusto Lima.

Já o representante da cadeia hoteleira em Portugal, Torcato Faria, agradeceu a confiança demonstrada pela Câmara Municipal e espera que este novo investimento venha ajudar a alavancar ainda mais o concelho de Vila Nova de Famalicão.

Refira-se que a B&B Hotels é uma cadeia de hotéis que nasceu em França em 1990 e conta com cerca de 600 hotéis repartidos por 14 países. O grupo está presente em Portugal desde 2018.

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RESTAURANTES DE ARCOS DE VALDEVEZ VÃO RECEBER OFERTA DO MUNICÍPIO

O Município de Arcos de Valdevez e a AVVEZ – Associação de Vinhos de Arcos de Valdevez unem-se para apoiar a restauração e produtores/engarrafadores locais, nesta época natalícia.

Restaurantes de AVV vão receber oferta do Municí

A Câmara Municipal tem desenvolvido várias iniciativas de apoio às famílias e às empresas, e agora está a apoiar dois dos setores mais afetados pela pandemia, a restauração e a produção vinícola.

De modo a apoiar a restauração e os produtores/engarrafadores locais, o Município de Arcos de Valdevez celebrou uma parceria com a AVVEZ – Associação de Vinhos de Arcos de Valdevez com o objetivo de promover os produtos locais, nomeadamente vinhos, e apoiar a restauração e os produtores arcuenses, nesta época natalícia.

Esta iniciativa dinamizada pelo Município, surge no seguimento da campanha “Vinhos de Arcos de Valdevez – Restaurante Aderente” e pretende presentear todos os 25 restaurantes aderentes com uma caixa de vinho de cada um dos oito produtores/engarrafadores, associados da AVVEZ.

Numa época de dificuldades acrescidas para a restauração, devido aos efeitos resultantes da pandemia Covid-19, o Município de Arcos de Valdevez desenvolve esta iniciativa para apoiar a economia local, promovendo diversos produtos e produtores locais, a restauração, o comércio e o turismo em Arcos de Valdevez.

Restaurantes de AVV vão receber oferta do Municí

EPATV: BONS SABORES E DOÇURAS EM PROVAS DE COZINHA E PASTELARIA

Os sabores da cozinha e as doçuras da pastelaria de vários continentes “ecoaram” ontem, dia 27 de julho, com a arte que a Covid permitiu, na prova de aptidão profissional (PAP) realizadas por 19 finalistas da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), em Vila Verde.

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Ao longo da manhã e da tarde, o Júri — constituído por Sandra Monteiro (Diretora Pedagógica da EPATV), Rodolfo Melendrez Rodriguez (Director do Curo de Restauração Cozinha e Pastelaria), o prof. Feliciano Silva, a prof. Márcia Pitães (Diretora de Turma) e Vítor Sousa (proprietário do restaurante Alma d'Eça) — pôde certificar a aprendizagem durante três anos de 19 alunos que concluíram o 12.º ano e levam o bónus de um curso profissional muito procurado. Todos eles estão empregados, dois vão prosseguir estudos superiores e dois mudam de área profissional por razões familiares.

No entanto, na retina dos jurados ficou a prova de Marta de Jesus, uma jovem de Cabanelas, que estagiou na Churrasqueira de Caldelas e aí vai continuar a trabalhar, com uma lição de cátedra sobre a história, a cultura e a gastronomia do povo cigano, em teoria e em prática de confeção dos diversos pratos, o que não menoriza a qualidade das outras provas.

Ana Vilela foi a primeira a apresentar a sua prova sobre peixes magros, com um prato de garoupa, peixe de águas profundas, menos rico em calorias e vitaminas, que chega a atingir um metro de comprimento e 50 quilogramas de peso, mas possui elevado valor nutritivo, em minerais, ferro e vitaminas.

Ana Vilela — que trabalha no restaurante do pai na Apúlia, — descreveu este peixe que é fêmea na juventude e macho a partir dos seis anos, com 160 espécies, chega a ter a longevidade dos dez anos e produz um milhão de ovos dos quais apenas cem mil escapam dos predadores.

Em contraponto, Daniela Cunha trouxe para a mesa um exemplo de peixes gordos, como é o carapau, em filetes, um peixe combatente das doenças cardiovasculares e da diabetes. No seu caso, estava acompanhado de uma salada de pimentos ornamentados com tomilho, alecrim, limão, coentros, manjericão e vinho tinto.

Andreia Neves surpreendeu — e com classe – com várias iguarias da pastelaria angolana que já testou no seu estágio na Torre de Gomariz, em Cervães, como um creme de abacate, um bolo de mandioca, um diungo de banana, bolinhos de baunilha e um bolo de chocolate.

Após o estágio no Restaurante Martinho, no Alívio, António Oliveira preferiu entusiasmar os jurados com a cozinha francesa, oferecendo como proposta um Paupiuttes de linguado com camarão, explicando tim-tim-por-tim-tim como se confeciona.

Joana Ramôa escolheu a pastelaria francesa e teve como ajudante o pai — chapeiro — para lhe fazer uns tubos de metal, para apresentar o seu Soufflé, uma criação de Vincent Chapelle popularizada por Marie Antoine Carême. E o seu futuro?  “Gostava de ir para a Marinha” — respondeu.

As sobremesas francesas foram escolhidas pelo terra-bourense Jorge Araújo que aposta num prato com chocolate ornado com frutos que possam convencer os seus futuros empregadores em Braga.

Jorge Correia escolheu o coelho como tema central da sua PAP, com vários exemplos de marinada para esta carne saudável, mas esquecida dos restaurantes portugueses. Domesticado pelos romanos, que aproveitavam a pele para vestuário, foi na idade média que os monges os colocaram em gaiolas e desenvolveram a sua produção de modo a ser mais acessível às cozinhas, devido aos seus ácidos gordos e valor nutricional preventivo de doenças cardiovasculares. Os cortes, as formas de o cozinhar foram explanadas por este estagiário do Restaurante Alma d'Eça, um homem de fibra que faz depender o seu futuro dos horários que permitam acompanhar a avó que o criou desde tenra idade e vive só. 

Os cozinheiros sabem que a calma é a trave mestra de um bom profissional porque o “lume máximo e o relógio são os nossos maiores inimigos” e esta regra foi testemunhada por Leandro Mendonça que sugeriu um exemplar da gastronomia inglesa: Beef Wellington. É um prato “muito ingrato na combinação do tempo com a temperatura do forno” — lembrou o prof. Feliciano Silva.

A cozinha do mar — um mundo com 67 mil espécies só de mariscos — foi trazida por Lucas Domingues, ensinando que devem ser comprados vivos, para se centrar na elaboração de uma receita com carabineiro, um crustáceo com 30 centímetros de tamanho que custa 50 euros por quilograma e existe sobretudo em Portugal, Marrocos e Cabo Verde. A receita pede o acompanhamento de cenoura bebé, milho, ervilhas. Tomates cherry (cereja) e tinta de choco. Este jovem pretende seguir os estudos superiores e trabalhar, se for possível.

Márcia Reis centrou a sua PAP nos moluscos, escolhendo uma receita de vieira com puré de abóbora e massa folhada Vol-au-vent. Esta foi a oportunidade para falar aos jurados do maior filo com maior diversidade de espécies divididas em quatro grupos, entre eles, os bivalves e os cefalópodes (polvo, lula, navalhas, chocos, berbigão) enquanto dos primeiros temos o mexilhão, a amêijoa e a conquilha.

A gastronomia minhota inspirou Miguel Mota acompanhado de uma carne de vinha d'alhos e um coelho à caçador, ao passo que Patrícia Dias foi mais além, na Madeira, para falar da doçaria madeirense e apresentar um pudim de maracujá, um bolo de mel, uma broa de mel, queijada à Madeira, sem esquecer uma Poncha. A sua prova consistiu num Bolo de caco, com batata doce, farinha e trigo, água e sal, antecedida de uma espetada madeirense, acompanhada de milho frito.

Paulo Cunha, “filho de peixe”, quer inovar a cozinha do restaurante do pai, mas deixou algumas dúvidas aos jurados com a sua proposta de vitela assada no forno, com carne da pá, o mesmo sucedendo com Pedro Lopes que sugeriu uma “punheta de bacalhau” mas se esqueceu que “ela tem de ser feita à mão” e não com uma faca para cortar o bacalhau em lâminas.

Rafael Vidigal foi o embaixador da “American Pastry” com uma aposta difícil que coroava com uma Magic Chocolate Ball, a partir desse produto descoberto pelo Olmecas, no México, e depois diversificado pelos Maias e Aztecas, como uma bebida sagrada. A “neve doce” da árabe (Sberbeth) trazida para a Europa foi incluída na sua proposta que os jurados consideraram muito arriscada devido à sua complexidade.

Ricardo Vinagre foi fiel às suas origens e trouxe um prato à base da sua Feijoca de Manteigas, nos contrafortes da Serra da Estrela, onde se produzem também excelentes licores, queijos de leite da Bordaleira, morcelas, calda de castanhas e a feijoca com carnes de porto.

Soraia Pires virou a sua bússola para Itália, escolhendo uma sobremesa de Semifrio (Semifreddo), deixando um sabor doce e fresco na sala, a culminar uma fase difícil devido às limitações da Covid para a apresentação das provas práticas.

ECO-EMENTA E ECO-COZINHEIROS DA EPATV RECEBEM MENÇÃO HONROSA

A Escola Profissional Amar Terra Verde está de parabéns com o prémio no projeto “Alimentação Saudável e Sustentável” - Menção Honrosa no escalão profissional das Eco-Ementas e Eco-Cozinheiros. Apesar das adversidades, foi mantido o empenho e qualidade no trabalho desenvolvido!

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Pelo 5º ano consecutivo, o Programa Eco-Escolas, continua a desafiar as Eco-Escolas a trabalharem o tema da Alimentação Saudável e Sustentável. Neste ano letivo, 702 escolas aceitaram o desafio e realizaram 762 trabalhos, participando nas diferentes atividades propostas, que visaram motivar a investigação sobre os alimentos que consumimos e os nossos hábitos alimentares e incentivar à divulgação de atitudes saudáveis e sustentáveis que pudessem vir a fazer diferença na alimentação quotidiana das crianças e dos jovens, não só em contexto escolar, mas também em casa.​

A 6 de março realizou-se uma única Prova ao vivo Eco-Cozinheiros. Devido à situação de Pandemia não foi possível realizar as restantes 3 provas. Por isso, as Eco-Ementas acabaram por ser avaliadas com base nas evidências enviadas – fotografias, vídeos, análise nutricional.

EPATV PARTICIPA NAS ECO-EMENTAS

O projeto Alimentação Saudável e Sustentável, lançado pelo Programa Eco-Escolas | ABAE em parceria com a Agrobio concretiza-se através de um conjunto de desafios, que pretende motivar as crianças, jovens, professores e família para um maior conhecimento acerca das questões que se relacionam com a alimentação saudável e sustentável por forma a que estes se tornem recetivos à introdução de mudanças de hábitos no dia-a-dia.

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A Escola Profissional Amar Terra Verde participou mais uma vez nesta iniciativa com muito empenho e dedicação de todos os alunos. Infelizmente, devido ao Covid 19, o projeto foi suspenso.

A nossa proposta de ementa sugere uma distribuição equilibrada dos diferentes tipos de ingredientes que devem compor uma refeição saudável (proteínas, hidratos de carbono, gorduras saudáveis, vitaminas, minerais).

A turma do 2ºano do curso de cozinha iniciou este projeto pesquisando os produtos mais adequados à população juvenil, quer a nível calórico quer a nível nutricional. Após a elaboração das ementas, por grupos, cada um defendeu a sua escolha com os argumentos da sazonalidade, da regionalidade dos produtos, das opções de saúde (celíacas, por exemplo), do preço dos produtos e da exequibilidade numa cantina escolar.

Após o debate, a turma decidiu escolher a ementa apresentada, como sendo o melhor de todos os grupos.

Proposta da Ementa Primavera/Verão:

Entrada: Duo de cremes de legumes;

Prato Principal: Quinoa, ratatouille e espetada de frango;

Sobremesa: Delícia de morango;

Bebida: Limonada de frutos vermelhos.

Consulta do projeto no link:

https://alimentacaosaudavelesustentavel.abae.pt/trabalhos-2019-20/eco-ementas/trabalho/?school=1533&activity=5&work=1

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