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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CASA MUSEU DE MONÇÃO EXPÕE SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MONÇANENSES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Exposição “A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)” na Casa Museu de Monção até 25 de agosto

Está patente ao público até ao próximo dia 25 de agosto, na Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e seus Jardins a exposição intitulada - A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918).

Abrigo

Nesta exposição é possível observar um acervo gentilmente cedido pelo Dr. Manuel Penteado Neiva, que foi usado por soldados portugueses que integraram o Corpo Expedicionário Português e mais propriamente a designada “Brigada do Minho”, composto por objetos originais tais como capacetes e invólucros de armas designados como a “arte das trincheiras”, espadas, revolveres, máscara anti gás, o telefone usado nas trincheiras, mapas, objetos do quotidiano como o cantil, o prato de marmita, o garfo e a colher, moedas e notas da época, condecorações, bibliografia essencial da Grande Guerra, entre outras.

Trincheira

Nos jardins da Casa Museu de Monção foi montada uma réplica de uma trincheira e um abrigo (ninho) de metralhadoras, sendo possível observar o armamento usado neste conflito, como espingardas e metralhadoras.

Para além deste espólio, muitos familiares de homens monçanenses que participaram neste conflito cederam o seu espólio e cadernetas militares que estão patentes ao público.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho com a Liga dos Combatentes - Núcleo de Monção e conta com a colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio), do Município de Monção e do Museu Militar do Porto e de Lisboa.

No sábado dia 25 de agosto decorrerá a cerimónia de encerramento com a conferência proferida pelo Tenente-General Alexandre Sousa Pinto O Exército Português e a Grande Guerra, pelas 16h00.

Organização:

Casa Museu de Monção/Universidade do Minho

Liga dos Combatentes – Núcleo de Monção

Colaboração:

Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio)

Município de Monção

Museu Militar do Porto

Museu Militar de Lisboa

Vitrina

CRIANÇAS CERVEIRENSES VIAJAM À IDADE MÉDIA

Festa da História 2018 com animação medieval alargada para crianças

Sob a temática “Rainha Santa Isabel, Rainha Peregrina Jacobeia”, a edição deste ano da Festa da História de Vila Nova de Cerveira apresenta um maior e diversificado conjunto de atividades lúdicas medievais destinadas às faixas infantil e juvenil, para além da habitual programação transversal a todas as idades. A área de exposição também é alargada de forma a acolher as dezenas de mercadores, artesãos e espetáculos de rua. De 16 a 19 de agosto, embarque nesta viagem à Idade Média cerveirense.

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Vila Nova de Cerveira propõe a recriação do reinado da Rainha Santa Isabel, pelo casamento com D. Dinis, evocando a sua intensa devoção jacobeia, cuja vida foi pródiga em factos piedosos dirigidos ao serviço dos pobres e necessitados, à Igreja e ao povo.

Com animação de rua a preceito, os quatro dias de feira medieval vão ser preenchidos com diversos momentos de interatividade com o público, num total de 50 animadores e 50 iniciativas, entre as quais espetáculos de teatro temáticos que relatam episódios da vida e da ligação da Rainha Santa Isabel a Santiago de Compostela. A programação é ainda complementada com música, falcoaria real, malabarismo e acrobacias, demonstração de serpentes, danças orientais e ofícios.

Um dos destaques desta edição vai para o cortejo medieval que marca o arranque da Festa da História e que conta com a participação de um grupo de 60 ‘príncipes’ e ‘princesas’, interpretadas por crianças do concelho de Vila Nova de Cerveira. O Torneio a Cavalo, agendado para sexta-feira às 22h00, e um espetáculo de Artes Circenses para sábado às 23h30, apresentam-se como outros atrativos a não perder.

Pelas diversas ruas do centro histórico e no Baluarte de Stª Cruz, cerca de 150 mercadores, artesãos e taberneiros, oriundos de várias regiões de Portugal e de Espanha, apresentam produtos e as iguarias, hábitos e ofícios da época. Para complementar este cenário medieval, não podia faltar o acampamento, os jogos tradicionais, os passeios a cavalo e, este ano, uma tenda com parque infantil e inúmeras atividades lúdicas medievais para usufruição dos mais pequenos, no Largo 15 de Fevereiro.

Com organização da Câmara Municipal e produção da Associação Velha Lamparina, a Festa da História de Vila Nova de Cerveira decorre de 16 a 19 de agosto, com o seguinte horário de funcionamento do mercado:

  • Dia 16, quinta-feira, das 17H00 às 24h00;
  • Dia 17, sexta-feira, das 11H00 às 24h00;
  • Dia 18, sábado, das 10H00 às 24h00;
  • Dia 19, domingo, das 11h00 às 23h00.

"ESPOSENDE, TERRA DE MAREANTES" CONVIDA A MERGULHO NA HISTÓRIA

O Município de Esposende, em parceria com a Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende (ACICE), promove, entre 30 de agosto e 2 de setembro, uma recriação histórica que remete os visitantes para a época dos descobrimentos, “Esposende, terra de mareantes”.

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Dando continuidade ao formato introduzido em 2017 e que sucedeu à denominada Feira Medieval, o Município de Esposende e a ACICE mantêm os objetivos de promoção turística do concelho e de dinamização do tecido económico local.

Esta Festa da História assume-se como evento cultural que procura, de uma forma muito própria, contar “estórias” da História de Esposende. Este ano será recordado o Rei D. Sebastião e as razões que levaram este monarca a atribuir, através de Carta Régia, o título de vila a Esposende, no longínquo ano de 1572.

As artérias e praças centrais de Esposende ganham nova arquitetura, ao longo destes quatro dias, animados com espetáculos de fogo e artes circenses, recriações de episódios históricos, sempre acompanhados com música e dança. Como tem sucedido ao longo dos anos, não falta espaço dedicado ao público infantil.

Depois do sucesso que marcou a edição deste ano da Galaicofolia, em que o Castro de S. Lourenço acolheu a recriação histórica dos tempos galaicos, antevê-se que a Festa da História consiga atrair um elevado número de visitantes.

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ARCOS DE VALDEVEZ ORGANIZA VISITA GUIADA AO FORTE DE BRAGANDELO

Dia Aberto com visita guiada à Intervenção Arqueológica no Forte de Bragandelo, Extremo, Arcos de Valdevez

Amanhã pelas 16h30, decorrerá uma visita guiada à intervenção arqueológica, realizada em Julho, no âmbito do projeto de Conservação, Estudo, valorização e Divulgação dos Fortes de Bragandelo e da Pereira, do séc. XVII, acompanhada pelos arqueólogos da Universidade do Minho responsáveis pela intervenção.

O ponto de encontro será na sede da Junta de Freguesia do Extremo e é aberto a todos os interessados.

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RESTOS MORTAIS DE SÃO GUALTER DESCOBERTOS EM GUIMARÃES HÁ 9 ANOS

Faz nove anos que os restos mortais de S. Gualter foram descobertos em Guimarães, dissimulados no interior de uma imagem que se encontrava na Igreja de S. Francisco. A descoberta ocorreu na sequência das obras de restauro realizadas naquela igreja e os achados encontravam-se envoltos em linho, no interior de uma imagem oca.

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Foto: Wikipédia 

Os registos deixados em actas do antigo mosteiro franciscano e noutros documentos existentes na Ordem de S. Francisco indicam que se trata efectivamente de S. Gualter, o monge franciscano que é venerado como padroeiro da cidade de Guimarães.

Nos começos do século XIII, S. Francisco de Assis enviou S. Gualter para Portugal com a missão de estabelecer no nosso país a Ordem dos Frades Menores, vulgo franciscanos.

A devoção popular a S. Gualter entre os vimaranenses faz das Festas Gualterianas que todos os anos se realizam em Agosto, em Guimarães, uma das mais concorridas e grandiosas romarias minhotas.

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ARCOS DE VALDEVEZ RECUPERA PATRIMÓNIO MEGALÍTICO

Vozes das Pedras - promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião

No âmbito do Projeto Vozes das Pedras- promoção e valorização da Área Megalítica do Mezio/Gião, apresentado pela ARDAL e aprovado pelo Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, financiado pelo FEDER, encontra-se concluída a recuperação da Mamoa 2 do complexo Megalítico do Mezio, integrada nas instalações da Porta do Mezio e o Mapeamento dos monumentos rupestres do Gião.

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O principal objetivo destas duas intervenções é garantir as condições de preservação destes monumentos, assim como dar continuidade ao estudo e valorização do património arqueológico da região.

A intervenção arqueológica da Mamoa 2 revelou uma câmara de planta poligonal alongada e aberta, apesar dos evidentes sinais de destruição que afetaram a estrutura ao longo dos tempos. Entre o espólio arqueológico recolhido, ainda que em reduzida quantidade, destaca-se uma pequena enxó votiva e um micrólito em sílex.

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Concluído o estudo, procedeu-se aos trabalhos de consolidação de forma a tornar o monumento apto à visita. O percurso implementado permite que o público veja a área da câmara, o anel de pedras periférico e a mamoa em terra, sem necessidade de interferir com o monumento, garantindo assim a sua preservação.

Em paralelo, decorreram os trabalhos de registo gráfico de arte rupestre na área arqueológica do Gião, incidindo sobre um conjunto significativo de afloramentos gravados. Mediante técnicas avançadas de digitalização 3D, criaram-se réplicas detalhadas da morfologia das superfícies pétreas, permitindo assim a observação e estudo dos painéis gravados em ambiente virtual. Desta forma está garantida a preservação das gravuras.

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ARCOS DE VALDEVEZ APRESENTA "JUÍZ DO SOAJO"

“Juiz de Soajo” teatralizado na Feira das Artes e Ofícios Tradicionais

A Feira das Artes e Ofícios Tradicionais de Soajo este ano, para além de toda animação habitual, como as rusgas ou as atuações musicais, proporcionou teatro aos visitantes, através da teatralização da sobejamente conhecida “Lenda do Juiz de Soajo”, no Largo Eiró.

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Este foi um momento de especial destaque, no qual participaram atores locais, de Soajo, encenados pelo Grupo de Teatro do Vez.

Lenda do Juiz de Soajo

“Lenda ou realidade, a história do juiz de Soajo, Ti Sarramalho, é por todos conhecida, sendo ele o símbolo da inteligência e justiça de todo o povo da Vila de Soajo.

O Juiz Sarramalho era um dos homens bons da terra, de passagem para a sua terra natal, deparou com um crime de morte de um indivíduo, sendo testemunha ocular.

O caso foi submetido a julgamento e face às provas testemunhais tinha de sentenciar. Proferiu então o seguinte veredicto: “Morra que não morra, dê-se-lhe um nó que não corra, ou degredado toda a vida e com cem anos para se preparar”.

É claro que esta decisão não foi entendida pela maioria das pessoas. A sentença subiu às instâncias superiores e por recurso. Foi então, chamado o Juiz de Soajo, para justificar e explicara sentença dada.

Cansado de tanto esperar de pé, pelos juízes do Tribunal da Relação, tirou a sua capa das costas e sentou-se nela, no chão.

Após ter justificado a sentença, retirou-se. Sendo chamado, quando descia as escadas, que se esquecera da capa. De maneira digna, respondeu com altivez: “O Juiz de Soajo, cadeira onde se sentou, nunca consigo a levou.”” - Excerto retirado do site da Junta de Freguesia de Soajo.

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ESPOSENDE: GENTES DE MARINHAS FESTEJAM A S. ROQUE

As gentes de Marinhas, no concelho de Esposende, sairam hoje à rua para festejarem a S. Roque que, conjuntamente com S. Sebastião, constitui um dos protectores contra a peste, sinal bem revelador das epidemias sofridas pelo seu povo em tempos idos.

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Desconhece-se a sua biografia exacta, incluindo a data de sua canonização. Porém, S. Roque de Montpellier não deixa de ser venerado pelos esposendenses, muito provavelmente devido à sua intercessão contra a peste e proteção do gado contra as doenças contagiosas, razão pela qual é patrono de várias profissões ligadas à medicina, sobretudo às relacionadas com o tratamento de animais.

Roque é frequentemente representado com os trajes de peregrino a Santiago de Compostela, com a característica vieira e o bordão com a sua cabaça pendente, mostrando a sua perna desnudada onde é visível o bubão, a ferida da peste. E foi assim que o santo saiu hoje da sua capela em Goios, na freguesia de Marinhas, seguido de muito povo.

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.com/

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MONÇÃO RECRIA ENCONTRO DE D. JOÃO I COM O DUQUE DE LENCASTRE

PONTE DO MOURO MEDIEVAL - RECRIAÇÃO HISTÓRICA DO ENCONTRO DE D. JOÃO I E O DUQUE DE LENCASTRE, EM 1386

Naquele encontro, acertaram-se os pormenores do casamento de Dona Filipa de Lencastre, filha do Duque, com o monarca português e estabeleceram-se as condições de cooperação militar entre os dois países. Com organização da Associação “Buraca da Moura”, programa prevê um conjunto diversificado de atividades alusivas àquela época.

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Pelo terceiro ano consecutivo, realiza-se, nos dias 10, 11 e 12 de agosto, em Ponte do Mouro, Barbeita/Ceivães, a Recriação Histórica do Encontro entre D. João l e o Duque de Lencastre, em 1386. Denominada “Ponte do Mouro Medieval”, a iniciativa, organizada pela Associação “Buraca da Moura”, com apoio do Município de Monção, consta de um conjunto de atividades alusivas à época medieval.

Em Ponte do Mouro, estabeleceram-se as condições de cooperação militar entre os dois países, acertando-se os pormenores do casamento entre o Rei D. João I e Dona Filipa de Lencastre, filha do Duque. Os visitantes poderão apreciar e viver todo o contexto histórico da época, participando nas animações/recriações e degustando sabores medievais.

Nestes três dias, Ponte do Mouro, lugar das freguesias de Barbeita e Ceivães, recebe várias recriações medievais alusivas àquele período histórico: música e danças da época, torneios, animadores de rua, espetáculos de fogo, falcoaria, cânticos à capela, demonstrações de ofícios e mercado medieval.

Do programa, diverso, apelativo e fiel à época, destaca-se, no domingo à tarde, o encontro do Rei D. João I com o Duque de Lencastre, onde definiram a parceria militar e os pormenores do casamento. Referência ainda para a novidade deste ano: realização de dois banquetes medievais.

Um na sexta-feira e outro no sábado. Preço por pessoa é 30,00 €. Pack familiar (casal com 1 filho, menor de 16 anos) é 80,00 €. Pack familiar (casal com 2 filhos, menores de 16 anos) é 100,00 €. Valores englobam empréstimo de trajes à época. A presença deve ser confirmada, até ao dia 6 de agosto, para pontedomouromedieval@gmail.com, apresentando o comprovativo de pagamento.

A abertura oficial realiza-se no dia 10 de agosto, sexta-feira, pelas 17h00, contando com a presença do Doutor António de Matos Reis, académico especialista da época medieval. Além da recriação de um momento relevante para Monção e para Portugal, este “regresso ao passado” é uma verdadeira lição de história.

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CAMINHA REGRESSA À IDADE MÉDIA DE 25 A 29 DE JULHO

Feira Medieval de Caminha para visitar até domingo

De 25 a 29 de julho, Caminha regressa à Idade Média, com a realização de mais uma edição da Feira Medieval, subordinada ao tema ‘Camina, Ars Nautica et Ejus Officia’ – ‘Caminha, a Navegação e seus Ofícios’. Espetáculo ‘Per Agrus Monstrum: As Tormentas do Encontro’; Cortejo Inaugural Camina, Ars Nautica et Ejus Officia’; trabalhos de carpintaria naval; exposição ‘Ars Nautica et Ars Piscatus’; aves de rapina; espetáculos equestres; torneio medieval; acampamento medieval; teatro de rua; mercado medieval e um programa de animação convidativo são as propostas para esta edição. O certame abre já na quarta-feira, pelas 18H00.

Feira Medieval Preparativos (1)

Em Caminha, já se ‘vive na idade média’. A organização ultima os preparativos para que a Feira Medieval continue a ser uma referência. Esta edição traz algumas novidades e conta com a participação das Juntas de Freguesia, Associações e Grupos do concelho de Caminha. Destacam-se a exposição ‘Ars Nautica et Ars Piscatus’, a encenação teatral ‘Per Agrus Monstrum: As Tormentas do Encontro’, a cargo da Krisálida – Associação Cultural e que vai juntar as associações locais e voluntários e, ainda, os ‘Trabalhos de Carpintaria Naval’.

A exposição ‘Ars Nautica et Ars Piscatus’ é composta por vários painéis: construção naval, embarcações, cartografia, o medo do desconhecido, ofícios ligados à construção naval, pesca de rio e artes de pesca. A acompanhar os painéis, a mostra vai exibir objetos e materiais utlizados na construção naval, como por exemplo: cavername de uma nau antiga; ferramentas de carpintaria naval; redes; artes de pesca (pesqueiras, fisgas, botirão e cabaceiro); formas utilizadas para construir os objetos; carocho; entre outros. Os materiais foram cedidos pelo Aquamuseu do Rio Minho; Centro de Memória de Vila do Conde e Estaleiros Navais de Vila do Conde. A exposição estará patente nas Arcadas dos Paços do Concelho.

Outra das novidades é a encenação ‘Per Agrus Monstrum: As Tormentas do Encontro’, a cargo da Krisálida – Associação Cultural. Este momento vai juntar as associações locais e voluntários e retrata ´A luta imemorial entre o Bem e o Mal onde se misturam os ideais franciscanos e o monstro marinho da Ínsua que provoca mares tormentosos, confrontando as gentes nas suas fragilidades humanas’.

Na Feira Medieval de Caminha, o mercado medieval é atrativo, composto por mercadores, taberneiros e artesãos. Aqui, o visitante vai encontrar os mais variados petiscos medievais, produtos aromáticos, bijuteria, artesanato, couro, brasões de família, brinquedos medievais, entre muitos outros artigos.

A zona de alimentação será distribuída pelas ruas S. João, Visconde Sousa Rego e Contestável Nuno Álvares Pereira; largos do Poço e Fetal Carneiro.

Os mercadores e artesãos espalhar-se-ão pelas ruas da Corredoura, S. João, Visconde Sousa Rego, Direita, 16 de Setembro, largos da Matriz e do Turismo e, ainda, pelo Terreiro.

As aves de rapina, um dos polos de atração da feira, estarão localizadas no Terreiro.

A envolvente da Igreja Matriz voltará a acolher o acampamento medieval.

Os jogos medievais encontrar-se-ão junto à Muralha, a sul da vila.

Durante os cinco dias, a programação é convidativa: animação de rua contínua com alquimistas duendes, saltimbancos, bufons e trovadores, música medieval, teatro de rua, oficina de caligrafia medieval, espetáculos equestres, espetáculos de fogo, artes e ofícios, acampamento militar, tendas de mercadores artesãos e regatões; jogos medievais e aves de rapina, são as pospostas para esta edição.

Na quarta-feira, a partir das 18H00, a animação é constante. Destacamos o Cortejo Inaugural ‘Camina, Ars Nautica et Ejus Officia’ que vai juntar, Cavaleiros, Músicos, Alquimistas, Bufons e Trovadores, Malabares de Fogo, Gentes do Povo e Nobres; seguido de um espetáculo Equestre no Acampamento Medieval e de um espetáculo de fogo.

Na quinta-feira, as propostas são muitas. Realçamos a encenação teatral ‘Per Agrus Monstrum: As Tormentas do Encontro’ e os trabalhos de Carpintaria Naval.

Na sexta-feira, a animação a partir das 18H00 é constante. Nas várias ruas destacam-se vários espetáculos: danças palacianas acompanhadas de sons medievais; danças do povo ao som de música medieval; danças orientais, cavaleiros em desfile pelas ruas do burgo. À noite, a partir das 22H00, decorrerão a encenação teatral ‘Per Agrus Monstrum: As Tormentas do Encontro’; seguido de um espetáculo Equestre no Acampamento Medieval e de um espetáculo de fogo.

No sábado, considerado o dia mais visitado da feira, o ponto alto é o torneio medieval com cavalos e cavaleiros, nas Muralhas do Convento de Santo António.

A feira encerra domingo, com a encenação teatral ‘Per Agrus Monstrum: As Tormentas do Encontro’, seguida dos espetáculos equestre e de fogo.

Feira Medieval Preparativos (2)

Programa:

Quarta feira - 25 julho

18H00 | Abertura das Portas do Reino, declara o clérigo de Santa Maria de Caminha

18H00 | Saltimbancos – Trupe nómada vagueia pelo reinado | Terreiro, Rua da Corredoura, Rua do Visconde, Rua de S. João

18H15 | Danças do Povo ao Som da Musica Medieval, no Largo da Misericórdia

19H00 | Exibição de voos de Aves de Rapina | Terreiro

19H00 | Sons Medievais e Danças Palacianas, no Largo do Marquês

19H30 | Cavaleiros em Desfile pelas ruas do Burgo

20H00 | Danças Orientais na Rua da Corredoura

20H30 | Alquimistas Viajantes espalham presságios na Praça d’El Rei | Terreiro, Rua 16 de Setembro, Rua D. Nuno Alves Pereira, Rua do Marquês e Adro da Matriz

21H30 – 22H30 | Trabalhos de Carpintaria Naval | Arcadas do Edifício Paços do Concelho

22H00 | Cortejo Inaugural Camina, Ars Nautica et Ejus Officia

23H30 | Espetáculo Equestre no Acampamento Medieval | Adro da Igreja Matriz

00H00 | Espetáculo de Fogo | Adro da Misericórdia

01H00 | Encerramento da Feira

Quinta-feira – 26 julho

18H00 | Abertura da Feira

18H00 | Trasgos, os Duendes Travessos, prontos a pregar partidas | Terreiro, Largo do Poço, Rua e Largo da Porta do Marquês

18H00 – 19H00 | Trabalhos de Carpintaria Naval | Arcadas do Edifício Paços do Concelho

18H30 | Desfile de Cavaleiros pelas ruas do Burgo

19H00 | Exibição de Voos de Aves de Rapina | Terreiro

20H00 | A Arte da Caligrafia Medieval - Oficina de Aprendizes | Largo da Porta do Marquês

20H00 | Espíritos da Peste, levados por seres de religiosidade latente | Rua 16 de Setembro, Terreiro, Rua do Visconde, Rua da Corredoura e Rua de S. João

22H00 | PER AGRUS MONSTRUM: As tormentas do Encontro |Terreiro.

23H00 | Espetáculo Equestre no Acampamento Medieval | Adro da Igreja Matriz

00H00 | Ignis Entia – Espetáculo de Fogo | Largo do Poço

01H00 | Encerramento da Feira

Sexta feira – 27 julho

18H00 | Abertura da Feira

18H00 | Cavaleiros em Desfile pelas ruas do Burgo

18H00 – 19H00 | Trabalhos de Carpintaria Naval | Arcadas do Edifício Paços do Concelho

18H30 | Orlok e Zancudo Negro vagueiam por terras D'el Rei | Rua de S. João, Terreiro, Rua da Corredoura, Rua Visconde, Rua 16 de Setembro, Largo D. Nuno Alves Pereira e Largo do Poço

19H00 | Exibição de Voos de Aves de Rapina | Terreiro

19H30 | Danças Palacianas acompanhadas de Sons Medievais| Rua da Corredoura

20H00 | A Arte da Caligrafia Medieval na Oficina de Aprendizes | Largo da Porta do Marquês

21H00 | Danças do Povo ao som da Música Medieval | Terreiro

21H30 | Zancudo Sombra e Homem Negro purificam o ar e encomendam as almas a deus | Rua do Marquês, Largo do Poço, Largo D. Nuno Alves Pereira, Rua 16 de Setembro, Terreiro, Rua o Visconde, Rua da Corredoura e Rua de S. João

21H30 | Danças Orientais | Rua de S. João

22H00 | PER AGRUS MONSTRUM: As tormentas do Encontro | Terreiro

23H00 | Espetáculo Equestre no Acampamento Medieval | Adro da Igreja Matriz

23H30 | Agni Lumen - Espetáculo de Fogo | Largo do Poço

01H00 | Encerramento da Feira

Sábado – 28 julho

11H00 | Abertura da Feira

11H00 | Cavaleiros em Desfile pelas ruas do Burgo

12H00 | Exibição de Voos de Aves de Rapina | Terreiro

13H00 | A Arte da Caligrafia Medieval na Oficina de Aprendizes | Largo da Porta do Marquês

14H00 | Zancudo Medieval e seus Malabares inundam as terras D'el Rei | Rua de S. João, Terreiro, Rua da Corredoura, Rua Visconde, rua 16 de Setembro, Largo D. Nuno Alves Pereira e Largo do Poço

15H00 | Exibição de Voos de Aves de Rapina | Terreiro

16H00 | Orlok e Zancudo Negro vagueiam por terras D'el Rei | Terreiro, Rua do Visconde, Rua 16 de Setembro, Rua D. Nuno Alves Pereira e Rua do Marquês

17H00 | O Rapto da Princesa do Reino, Peça de Teatro Infantil | Largo do Poço

18H00 | Danças do Povo ao som da Música Medieval, Largo da Misericórdia

18H30 O Rapto da Princesa do Reino, Peça de Teatro Infantil | Terreiro

19H30 | Danças Palacianas acompanhadas de Sons Medievais, no Largo do Marquês

20H00 | Danças Orientais na Rua de S. João

21H30 – 22H30 | Trabalhos de Carpintaria Naval | Arcadas do Edifício Paços do Concelho

22H00 | Torneio Medieval com cavalos e cavaleiros | Muralhas do Convento de Santo António

23H30 | Agni Lumen - Espetáculo de Fogo | Terreiro

01H00 | Encerramento da Feira

Domingo – 29 julho

11H00 | Abertura da Feira

12H00 | Desfile de Cavaleiros pelas ruas do Burgo

12H00 | Exibição de Voos de Aves de Rapina | Terreiro

13H00 | A Arte da Caligrafia Medieval na Oficina de Aprendizes | Largo da Porta do Marquês

15H00 | Orlok e Zancudo Negro vagueiam por terras D'el Rei | Rua de S. João, Terreiro, Rua da Corredoura, Rua do Visconde, Rua 16 de Setembro, Largo D. Nuno Alves Pereira e Largo do Poço

16H00 | Danças Palacianas e Orientais alegram as ruas do Burgo | Largo da Misericórdia

17H00 | Danças do Povo ao som da Música Medieval | no Largo do Poço

18H00 | Zancudo Medieval e seus Malabares inundam as terras D'el Rei | Terreiro, Rua 16 de Setembro, Largo do Poço, Rua da Porta do Marquês e Largo do Poço

18H00 – 19H00 | Trabalhos de Carpintaria Naval | Arcadas do Edifício Paços do Concelho

19H00 | Exibição de Voos de Aves de Rapina | Terreiro

22H00 | PER AGRUS MONSTRUM: As tormentas do Encontro | Terreiro

23H00 | Cortejo Régio de Encerramento |Terreiro

00H00 | Agni Lumen - Espetáculo de Fogo | Adro da Misericórdia

00H00 | Fecho das Portas do Reino

Feira Medieval Preparativos (3)

Feira Medieval Preparativos (4)

MONÇÃO: ARTEFACTOS DE PEDRA LASCADA (BIFACES E MACHADOS DE MÃO) DESCOBERTOS NA BELA

No âmbito do projeto de investigação transfronteiriço “Miño-Minho: Os Primeiros Habitantes do Baixo Minho”, foi descoberto, em Maio, durante trabalhos de prospeção, o Sítio Paleolítico da Bela. Seguiram-se, entre 25 de junho e 3 de julho, trabalhos arqueológicos, tendo-se identificado um número significativo de artefactos de pedra lascada: bifaces e machados de mão.

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A descoberta ocorreu num talude que ladeia um antigo caminho rural e na base de um muro que delimita um terreno agrícola. Com o objetivo de avaliar a sua importância, procedeu-se à limpeza e verticalização do referido talude, o que permitiu recolher, uma vez mais, uma amostragem expressiva de materiais de pedra lascada.

Os próximos trabalhos, a desenvolver em Abril e Maio de 2019, terão como principal objetivo a realização de uma escavação no referido terreno agrícola, onde foram recolhidos artefactos importantes, avaliando, com maior profundidade, a relevância deste sítio arqueológico.

Este projeto, participado por investigadores das universidades de Lisboa, Porto e Minho, e do CENIEH (Centro Nacional de Investigación sobre la Evolución Humana), contou com o apoio da Câmara Municipal de Monção e da Junta de Freguesia de Bela, bem como da disponibilidade do proprietário do terreno, onde decorreu a sondagem arqueológica.

Figura 2

Figura 3

FALECEU O LIMIANO JOSÉ DE ALMEIDA VIEIRA, VETERANO DA GUERRA DO ULTRAMAR

Faleceu, no dia 13 de Julho de 2018, o veterano José de Almeida Vieira, Capitão Mil.º de Infantaria, nascido no ano de 1933, em Ponte de Lima.

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Em 1 de Abril de 1960, licenciado em Direito e Aspirante-a-Oficial Mil.º de Infantaria na situação de disponibilidade, promovido a Alferes Mil.º e colocado no Regimento de Infantaria 8 (RI8 –Braga);

Em 26 de Junho de 1961, apresentado no Regimento de Infantaria 13  (RI13-Vila Real), juntamente com outros alferes milicianos, para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;

Dias depois embarca em Lisboa rumo a Luanda, a fim de comandar um pelotão de uma das subunidades orgânicas do Regimento de Infantaria de Luanda (RIL – Luanda);

Em 1 de Dezembro de 1962 promovido a Tenente Mil.º;

Em Setembro de 1963 regressa à Metrópole;

De 8 de Janeiro a 4 de Maio de 1968 frequenta na Escola Prática de Infantaria (EPI-Mafra) o curso de promoção a capitão do quadro de complemento;

De 06 a 18 de Maio de 1968 frequenta no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE-Lamego) o estágio de contra-insurreição;

Em 18 de Maio de 1968 promovido a Capitão Mil.º;

Seguidamente embarca em Lisboa rumo a Luanda, a fim de comandar uma subunidade da guarnição normal da Região Militar de Angola;

Em 09 de Agosto de 1970 conclui a 2ª comissão em Angola, regressa à Metrópole e ao Regimento de Infantaria 8 (RI8-Braga), onde é passado à situação de disponibilidade.

Informação do óbito do veterano João Vilela Cabeço, da CArt7250/72, e apoio de um colaborador do portal UTW

Fonte: http://ultramar.forumeiros.com/

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FOI A ATITUDE DO CÔNSUL ARISTIDES DE SOUSA MENDES UM CASO ISOLADO DE REBELDIA AO ESTADO NOVO?

Muito se tem falado acerca da iniciativa do Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, mas sem o rigor histórico que o estudo do caso exige.

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A atitude do Cônsul é positiva e humana. Colocar isso em causa está fora de questão.

Porém, existe uma apreciação histórica que creio propositadamente errada acerca do caso porque motivada por preocupações de natureza política do que propriamente pelo interesse em compreender os factos.

À época, era ainda incerto o desfecho da guerra, nada garantindo a derrota alemã. Apesar da neutralidade portuguesa, a Alemanha e a Itália com o conluio da Espanha planearam a operação Félix para tomar Gibraltar e, como complemento, a Operação Isabela para invadir Portugal e tomar Lisboa, impondo aos nossos aliados ingleses o “bloqueio continental”. E, apenas com a ajuda e financiamento destes foi possível demover a Espanha do seu intento de anexar Portugal com a ajuda dos nazis.

Apesar das simpatias mais germanófilas da Espanha – lembremo-nos a propósito a participação da Divisão Azul da Falange na invasão à URSS – puderam milhares de judeus atravessar a Espanha sem serem incomodados e passar a fronteira portuguesa fortemente vigiada pela PIDE.

Esses milhares de judeus fixaram-se -se em Lisboa, Mafra, Ericeira e Torres Vedras. E, ainda inseguros do desfecho da guerra, foi a partir do porto de Lisboa que embarcaram para os EUA. E, à luz das crónicas situacionistas, tudo isto ocorre como se o regime de nada soubesse e o próprio Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Doutor Oliveira Salazar – o ditador! – Ignorasse o que se passava debaixo dos seus próprios olhos… que raio de ditador que era ludibriado da forma mais ignóbil!

Mas vejamos: O que aconteceria a Portugal caso a Alemanha saísse vitoriosa?

E, que dizer da acção semelhante de diplomatas como Teixeira Branquinho e Sampaio Garrido?

Foi a acção de Aristides realmente um caso isolado?

Qual era verdadeiramente a origem da maior parte dos judeus que vieram para Portugal? Não eram eles descendentes dos judeus portugueses que, por pressão espanhola, foram forçados no século XVI a abandonar Portugal, fixando-se muitos deles na Flandres, precisamente os mesmos a quem Portugal concede agora a nacionalidade aos seus descendentes? E porque razão veio há cerca de vinte anos a Rainha da Holanda agradecer a Portugal o acolhimento dispensado aos judeus que viviam na Holanda?

Como se explica que, ao contrário de outras nações como a França, Portugal ao tempo do Estado Novo não criou campos de concentração para os judeus nem os entregou à morte, às mãos dos nazis?

E, uma vez que se teima em julgar a História aos olhos da actualidade, porque será que, antes do início da guerra, não aceitaram as “democracias ocidentais” receber os judeus que os alemães pretendiam expulsar do seu país? E, finalmente, porque não foram então os árabes e muçulmanos, agora tão idolatrados pelos países da União Europeia, perseguidos pelos nazis, não se registando a sua presença nos campos de concentração e de extermínio nem as suas mesquitas destruídas e incendiadas como se verificou com as sinagogas judaicas? E, entre tais minorias que, para além dos judeus, também foram sacrificadas nos campos de extermínio nazis, continuam os historiadores de serviço a apagar da História o sacrifício dos russelistas, actualmente mais conhecidas por Testemunhas de Jeová?

Conclui-se que a História continua ao serviço da política e, tal como no passado, os cronistas escrevem o que aos seus amos convém!

BRAGA EVOCA ARISTIDES DE SOUSA MENDES

Testemunhos da 2ª Guerra Mundial: de Aristides Sousa Mendes a Gerd Klestat, sobrevivente de Campo de Concentração. Dias 19 e 20 de Julho, pelas 18h00, no auditório do Museu D. DIogo

O Município de Braga informa que se realiza nos dias 19 e 20 de Julho, no auditório do Museu D. Diogo, às 18h00, a iniciativa ´Testemunhos da 2ª Guerra Mundial, de Aristides Sousa Mendes a Gerd Klestat, sobrevivente de Campo de Concentração´.

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Hoje, dia 19 de Julho, a conferência tem como tema Aristides Sousa Mendes, com a presença de Luísa Pacheco Marques, arquitecta do museu ‘Vilar Formoso – Fronteira da Paz’, um memorial aos refugiados da II Guerra Mundial e ao cônsul Aristides Sousa Mendes.

Amanhã, dia 20 de Julho, a iniciativa debruça-se sobre os campos de concentração nazis, com a presença de Gerd Klestat, um dos últimos sobreviventes vivos dos campos de concentração nazis que vem a Braga contar a sua história de vida.

Em 1936, então com apenas três anos, Gerd Klestat e a sua família judia fugiram da Alemanha nazi, indo viver para a vizinha Holanda. Após a invasão da Holanda, em Maio de 1940, a sua família instalou-se numa pequena vila a leste de Amesterdão.

Até à prisão da sua família, em 1943, viveram numa pequena casa a salvo dos nazis. Primeiro, a sua família foi deportada para o campo de concentração de Westerbork, na Holanda, tendo posteriormente sido enviada para o campo de Bergen-Belsen, no norte da Alemanha. Aqui viu o pai morrer em Fevereiro de 1945, tendo sido libertado, juntamente com a sua mãe e irmão pelos exércitos aliados em Abril do mesmo ano.

ARQUEÓLOGOS DA UNIVERSIDADE DO MINHO INVESTIGAM FORTES DO EXTREMO

Universidade do Minho já está a trabalhar nos Fortes do Extremo

A equipa da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho já se encontra no Extremo a levar a efeito o Projeto de Conservação, Estudo, valorização e Divulgação dos Fortes de Bragandelo e da Pereira, do séc. XVII, e que tiveram um papel relevante na Guerra da Restauração.

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A presente campanha, a desenvolver até ao final de julho, incide na prospeção sistemática do Sítio, realização de levantamentos pontuais e implementação de sondagens arqueológicas, avaliando assim os possíveis lugares que o exército espanhol usou para, em 1658, atacar as guarnições portuguesas que defendiam esta importante passagem.

A intervenção incide maioritariamente no Forte de Bragandelo, o melhor conservado. Estes fortins enquadrados no período da Guerra da Restauração, representam uma mais-valia para o turismo e a cultura do concelho, e em particular para a freguesia, uma vez que são exemplares superlativos no contexto de toda a Península Ibérica.

Este projeto insere-se no âmbito do Programa municipal de comemoração do Ano Europeu do Património Cultural, e conta com um investimento de cerca de 20 mil euros, sendo que terá igualmente continuidade no próximo ano com outras ações de estudo e valorização.

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‘SENTE A HISTÓRIA’ EM MELGAÇO

Sábado, 21 de julho, a partir das 17h00 | Entrada gratuita

Visita ao Espaço Memória e Fronteira e concerto no Mosteiro de Fiães

Este sábado, 21 de julho, há um bom pretexto para se Descobrir Melgaço: é dia de viver de perto a história e cultura do concelho. A proposta insere-se no programa cultural ‘Sente a História’, que convida para um encontro de música com o património histórico e natural da região: às 17h00 uma visita guiada ao Espaço Memória e Fronteira e, às 22h00, concerto da Banda de Tangil no Mosteiro de Fiães.

Banda de tangil

À Descoberta de Melgaço…

Mosteiro de Fiães

A 600 metros de altitude, a 7 km de Melgaço, o Mosteiro de Fiães é um imponente templo românico, classificado como Monumento Nacional.

A sua origem não é consensual entre os historiadores: alguns defendem que esta é uma construção da Ordem de Cister, outros acreditam que parte do monumento é mais antiga, datando da época em que a Ordem Beneditina aqui vivia, em meados do século XII. Quem o visita, fica encantado com a sua belíssima arquitetura e envolvente.

Espaço Memória e Fronteira

Dedicado à preservação da história recente do concelho, relacionada com o contrabando e a emigração, o Espaço conduz o visitante pelas histórias da História. Possui uma sala dedicada ao contrabando e uma rampa, ao longo da qual se vão retratando os diversos momentos relacionados com a emigração, como as causas, a preparação da viagem e a viagem, a chegada e vivência no país de acolhimento, sem esquecer os reflexos da emigração no concelho.

Horários: 9h30h – 13h00 / 14h00 – 18h00.

SENTE A HISTÓRIA

Desde maio e até julho de 2019, quinzenalmente, são muitos os pretextos para visitar ou passar um fim de semana no Alto Minho. Durante este período decorrerão 30 concertos em 30 locais históricos do Alto Minho, envolvendo mais de 1500 músicos e 10 municípios - Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira. O repentista Augusto ‘Canário’, natural do alto Minho, é o autor das letras que vão de encontro às lendas da região. As músicas, compostas por conhecidos compositores - Mário Laginha, Afonso Alves, Telmo Marques, Fernando C. Lapa, Carlos Azevedo e Eurico Carrapatoso, serão interpretadas por vários corais na última apresentação do ‘Sente a História’, em julho de 2019.

Mas, nem só de música vive o Sente a História. O programa pretende também dar a conhecer o Património da região. Assim, os dias em que ocorrem os concertos serão também de património aberto: visitas e tours guiados a locais de interesse do município em questão. Paralelamente, decorrerá um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar da magnífica gastronomia em restaurantes da região.

‘Sente a História’ quer proporcionar uma experiência de História ao vivo, através de uma nova abordagem e com novos talentos. A iniciativa pretende valorizar o Alto Minho enquanto dois ativos fundamentais para a sua atratividade turística: por um lado, os principais ativos patrimoniais de natureza material e imaterial, sendo inclusivamente a NUT III da Região Norte com o maior número de Monumentos Nacionais; e, por outro, a capacitação dos ativos culturais e artísticos associados à música, possibilitando a valorização e o reconhecimento de diferentes gerações de músicos oriundos ou residentes no Alto Minho, através do desenvolvimento de competências e de novas parcerias, criando ainda condições para valorização pública de novos talentos.

A iniciativa é organizada pela CIM Alto Minho, produzida pela Eventos David Martins e cofinanciada pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte e encontra-se integrada no Ano Europeu do Património Cultural em Portugal.

Todos os concertos são abertos ao público e as visitas guiadas gratuitas.

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ESPOSENDE VIVE GALAICOFOLIA NO CASTRO DE VILA CHÃ

Galaicofolia mostra 2000 anos de história galaica em Esposende

O Castro de S. Lourenço, em Vila Chã, Esposende, acolhe, entre 20 e 22 de julho, mais uma edição da “Galaicofolia – 2000 anos de festa”.

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Promovido pelo Município de Esposende, em parceria com a Junta de Freguesia de Vila Chã, este evento cultural que divulga o património arqueológico alia lazer e entretenimento, tendo como cenário o castro da Idade do Ferro sobranceiro à cidade de Esposende.

As portas do recinto abrem às 18 horas de sexta-feira, dia 20 de julho. A reorganização do espaço conferirá um novo figurino ao evento, mantendo as áreas temáticas que projetaram a Galaicofolia como uma das recriações histórico-culturais de referência.

Galaicofolia é sinónimo de música, dança e recriações histórias que contribuem para divulgar a importância arqueológica do Castro de S. Lourenço. Na zona envolvente ao Centro Interpretativo (cuja visita se aconselha), no miolo das casas do castro, pode apreciar alguns momentos da vida dos povos de há 2000 anos, numa verdadeira aula de História, ao vivo. Nas imediações do povoado, pode, ainda, visitar o acampamento romano, a quintinha dos animais, onde animais domésticos e aves de rapina mostram alguns dos exemplares que existiam na época, entrar no mercado e regatear os produtos com os mercadores, participar nos desafios de destreza, força e coragem do Desafio Galaico, ou deixar que os mais pequenos se divirtam no espaço Caturo, descobrindo a História local. A visita pode terminar no espaço alimentar, desfrutando de algumas das muitas iguarias que temos para oferecer, degustando uma queimada galaica, ou assistindo e participando numa recriação histórica, das muitas que preenchem o programa.

A Galaicofolia é uma festa constante, tal como há 2000 anos. Os Saltimbancos Lusitanos contribuirão para que essa animação perpasse o recinto, assim como a patrulha dos Legionários que anunciará os atos solenes. Música e dança galaicas, peças de teatro, workshops temáticos de ofícios (ferreiro, carpinteiro, tecelão e oleiro), demonstração de voo de aves de rapina, teatro, fantoches ou combates de gladiadores, entre muitas outras atrações.

A organização disponibiliza transportes gratuitos, a partir da cidade de Esposende (na paragem junto ao Mercado Municipal) até ao evento e, nas imediações, estarão disponíveis parques de estacionamento, também eles gratuitos.

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PETER FRANCISCO, O HERÓI PORTUGUÊS DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

  • Crónica de Daniel Bastos

No passado dia 4 de julho, assinalou-se o Dia da Independência dos Estados Unidos da América, um dos principais, senão mesmo o principal feriado da nação norte-americana, que evoca a Declaração de Independência de 1776, ano em que as Treze Colónias declararam a separação formal do Império Britânico.

Daniel Bastos

O processo de independência dos EUA, ao corporalizar as aspirações à emancipação dos povos, ao triunfo dos direitos inalienáveis do homem, designadamente o direito à vida, liberdade, felicidade e segurança, constituiu um marco indelével para a humanidade. Nesse arrojado processo, abalizado pela Guerra da Independência, iniciada em 1775 entre os colonos americanos e a Coroa Inglesa, e o reconhecimento da emancipação com o Tratado de Versalhes em 1783, destaca-se a figura heroica do português Peter Francisco, a quem chamaram “o Gigante da Virgínia”, “o Gigante da Revolução”, “o Hércules da Virgínia”.

Pedro Francisco ou Peter Francisco terá nascido a 9 de Julho de 1760, na freguesia de Porto Judeu, na Ilha Terceira, no Arquipélago dos Açores, de onde foi raptado ainda em criança por corsários que o abandonaram na costa norte-americana. Após passar pelo orfanato de Prince George County, foi acolhido pelo juiz Anthony Winston, magistrado que em março de 1775 participou na Convenção da Virgínia, acompanhado do seu protegido de raízes lusas.

Com uma imponente estampa física de mais de dois metros altura e cem quilos de peso, Peter Francisco, desde cedo decidiu combater pela independência dos Estados Unidos, alistando-se no 10º Regimento de Virgínia, às ordens de George Washington, que viria a ser o primeiro Presidente dos EUA, distinguindo-se nas várias baralhas em que participou pelos seus atos de heroísmo e bravura.

Quando ainda recentemente as comunidades portuguesas de Boston e Providence acolheram as comemorações oficiais do Dia de Portugal, e o Presidente da Republica, Marcelo Rebelo de Sousa, deslocou-se a Washington para uma visita oficial que contou com um encontro com o Presidente dos EUA, Donald Trump, a figura heroica de Peter Francisco é um elo histórico memorável dos laços entre Portugal e os Estados Unidos da América.

MUSEU DA GUERRA COLONIAL EM FAMALICÃO QUER CRIAR CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E ESTUDO

Repto foi lançado nas comemorações do 17.º aniversário do museu famalicense

O presidente do Museu da Guerra Colonial, Augusto Silva, manifestou hoje o desejo de criar um Centro de Investigação e Estudo inteiramente dedicado à Guerra do Ultramar. O desafio foi lançado ao ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, que esta segunda-feira de manhã se juntou ao presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, nas comemorações do 17.º aniversário do museu.

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No horizonte está a criação de um polo científico que chamará até si a autarquia, o mundo académico e, segundo manifestou hoje o representante do Governo, o próprio do Ministério da Defesa Nacional. “Se for o caso, o Ministério lá estará disponível para se envolver, para promover e sentar todas as pessoas à mesa para que possamos continuar a melhorar o trabalho deste Museu”.   

José Azeredo Lopes disse ainda que a “preservação da nossa história é condição indispensável para a construção da nossa identidade” e mostrou-se surpreendido pelo facto de Vila Nova de Famalicão concentrar “cada vez mais conhecimento sobre um período da nossa história recente que teve muitas consequências históricas”.

Para o edil famalicense esta é uma ambição legítima do museu. “O que se fez até agora, a forma como se conseguiu reunir documentos, artefactos, histórias, memórias e vivências faz com que a partir de agora surga esta ambição de darmos uma pouco mais de cientificidade ao projeto”.

A centralidade nacional que o Museu da Guerra Colonial confere a Famalicão foi outro dos aspetos realçados pelo autarca. “A sua unicidade no contexto nacional faz deste museu e do nosso concelho um ponto de passagem obrigatório para todos quantos querem investigar, descobrir e estudar este período da história nacional”.

Recorde-se que o Museu da Guerra Colonial foi inaugurado a 23 de abril de 1999, através de uma parceria entre a Câmara de Famalicão, a Associação Dos Deficientes das Forças Armadas e a ALFACOOP (Externato Infante D. Henrique de Ruilhe). Em 2012 foi transferido para as suas atuais instalações, no Lago Discount, na freguesia de Ribeirão.

A sua exposição permanente retrata o itinerário do combatente português nas três frentes da Guerra Colonial, na qual Portugal se envolveu entre 1961 e 1974. Mais do que um espaço museológico, é um local que pretende transmitir ao visitante um real conhecimento sobre este período da História de Portugal, contado por quem a viveu e sentiu na primeira pessoa.

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