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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CERVEIRA "SENTE A HISTÓRIA"

Cerveira ‘Sente a História’ com visita animada e concerto

De características inéditas no país, o programa cultural “Sente a História” chega, este sábado, 16 de fevereiro, a Vila Nova de Cerveira. Além de permitir uma experiência de história ao vivo, esta ação apresenta ainda um concerto com a Banda de Música de Ponte de Lima, que vai surpreender o público através de novas abordagens e talentos. Igreja da Misericórdia, às 21h30, e Igreja Matriz, às 22h00, são os pontos de encontro. Entrada livre.

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Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, o programa ‘Sente a História’ está a decorrer desde 13 maio de 2018 até 20 de julho de 2019, envolvendo os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, as bandas filarmónicas vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado. Em Vila Nova de Cerveira, a Banda de Música de Ponte de lima, sob direção do maestro Gaspar André Fernandes, vai interpretar, este sábado, um repertório composto por oito músicas.

Este programa cultural ‘Sente a História’ é uma organização da CIM Alto Minho, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira. A visita animada arranca às 21h30, na Igreja da Misericórdia, e o Concerto tem como palco a Igreja Matriz de Vila Nova de Cerveira, a partir das 22h00, com entrada livre.

HISTORIADOR DANIEL BASTOS PROFERE PALESTRA ACERCA DA RURALIDADE DE FAFE NA DÉCADE DE 70 DO SÉCULO PASSADO

Rotary Clube de Fafe abordou importância da História Local

Na passada terça-feira à noite (12 de Fevereiro), no decurso da reunião semanal do Rotary Club de Fafe, os membros desde movimento de estímulo a uma ação profissional e comunitária ética e responsável, presente no concelho de Fafe há mais de três décadas, refletiram sobre a importância da História Local.

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Os membros presentes na reunião semanal do Rotary Club de Fafe no decurso da palestra “Terras de Monte Longo – Uma abordagem à ruralidade de Fafe nos anos 70”.

 

A convite do presidente do Rotary Club de Fafe, Rodrigo Gonçalves, o historiador Daniel Bastos proferiu uma palestra intitulada “Terras de Monte Longo – Uma abordagem à ruralidade de Fafe nos anos 70”.

Através do espólio do consagrado fotógrafo José de Andrade, que nos anos 70 captou um conjunto expressivo e emblemático de imagens em povoados rurais de Fafe, acervo que esteve na base do livro “Terras de Monte Longo” concebido e realizado pelo historiador local, Daniel Bastos encetou uma viagem pelas memórias do passado, não muito distante, do concelho profundo e rural na transição da ditadura para a democracia.

Uma viagem guiada pela objetiva humanista de um fotógrafo que permaneceu quase incógnito até ao fim dos seus dias, e que encontrou em Fafe um palco privilegiado para revelar nessa época as agruras da vida quotidiana no interior norte de Portugal.

FAMALICÃO: MUSEU BERNARDINO MACHADO CONTA A HISTÓRIA DO PARLAMENTARISMO

É na casa de um dos maiores defensores do parlamentarismo, eleito por duas vezes Presidente da República, que os famalicenses vão poder conhecer um pouco mais sobre a história deste órgão de soberania nacional.

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Os visitantes do Museu Bernardino Machado podem desde ontem apreciar a exposição “Assembleia da República: Imagens do Parlamentarismo”, que ficará pelo museu famalicense até ao final deste mês de fevereiro.

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Composta por 25 painéis que retratam as evoluções políticas, desde o liberalismo até à atualidade, esta mostra itinerante do Museu da Assembleia da República recua à origem do Palácio de São Bento, que começou como um mosteiro, em 1598, até à transformação em Palácio das Cortes, em 1833. Descreve também as adaptações e acrescentos ao atual edifício, e dedica especial atenção à história do Parlamento, a partir de 1976, com a referência aos partidos políticos representados, mostrando ainda o seu modo de funcionamento.

“Estamos a trazer o Parlamento até às pessoas”, diz o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha. “Trazemos a memória, a história, a identidade, o traço arquitetónico e o percurso deste edifício, conhecido como a Casa da Democracia”, referiu.

E acrescenta: “É também uma forma de darmos um contributo para o aprofundamento da democracia, da intervenção cívica, do sentimento de pertença das pessoas a uma comunidade”.

O coordenador científico do Museu Bernardino Machado também marcou presença na inauguração desta segunda-feira. Norberto Cunha manifestou o seu agrado por ver este tema exposto no museu que dirige, sobretudo por se tratar de um tema que tanto diz a Bernardino Machado, que considerou ser “um exigente parlamentarista”.

A exposição é de entrada gratuita e estará patente até 28 de fevereiro, na Sala Júlio Machado Vaz, podendo ser visitada de terça a sexta-feira das 10h00 às 17h30 e aos sábados e domingos das 14h30 às 17h30.

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FAMALICÃO: CARDEAL CEREJEIRA REGRESSA A GAVIÃO

Reposição de padrão de homenagem restitui história à freguesia de Gavião

“Um exercício de respeito pela história” – foi desta forma que o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, classificou a decisão da Junta de Freguesia de Gavião em repor o padrão de homenagem ao Cardeal Cerejeira que foi erigido na freguesia no ano de 1947, no decorrer da inauguração do Bairro Cardeal Cerejeira, um conjunto de casas sociais conhecidas como Casa dos Pobres inauguradas nesse dia com a presença do próprio Cardeal Patriarca de Lisboa, e que entretanto foi retirado do espaço na década de 70 do século passado.

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“A nossa história é um dos nossos maiores patrimónios e é nossa obrigação criar condições para a preservarmos nos moldes em que aconteceram”, acrescentou o Presidente da Câmara Municipal, falando no dia como a devolução à população de um“marco identitário e histórico que faz parte de Gavião.”

A cerimónia de requalificação do Largo Cardeal Cerejeira, junto ao Bairro de S. Vicente, decorreu ontem, domingo, 10 de fevereiro, com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, do Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga e do presidente da Junta de Freguesia, António Emídio, entre muitos populares e amigos e familiares do Cardeal Cerejeira.  

Localizado no topo nascente da Rua de S. Vicente, que foi também alvo de requalificação no decurso desta intervenção, a praceta posiciona-se para ser “um ponto de encontro entre as pessoas, para que possam estar, partilhar circunstâncias atuais mas também a reviver a história”, como referiu Paulo Cunha. No conjunto (rua  e largo) a autarquia famalicense investiu cerca de 50 mil euros. “Este é o propósito da câmara municipal: articulando esforços com as juntas de freguesia, respeitar a memória e a identidade da nossa comunidade e valorizar o nosso território”.

O autarca da freguesia, António Emídio, falou na abertura de “uma janela da nossa história que se encontrava fechada de há uns anos para cá” e destacou que “nunca é tarde para corrigir as injustiças da nossa história”.

Recorde-se que D. Manuel Gonçalves Cerejeira nasceu em Vila Nova de Famalicão, na freguesia de Lousado. Foi Cardeal Patriarca de Lisboa durante mais de 40 anos (1929 -1972), tendo sido uma das mais destacadas figuras da Igreja Católica Portuguesa. Participou em três conclaves dos quais saíram eleitos o Cardeal Engenio Pacelli (Pio XII, 1939), o Cardeal Roncalli (João XXIII) e o Cardeal Montini (Paulo VI, 1963), bem como no Concílio Vaticano II (1962–1965). Mais nenhum Cardeal terá participado em tantos Conclaves.

PARLAMENTO LEVA EXPOSIÇÃO A FAMALICÃO

Museu Bernardino Machado acolhe exposição sobre o Parlamentarismo em Portugal. Exposição itinerante do Museu da Assembleia da República chega a Famalicão na próxima segunda-feira, dia 11.

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A história do Parlamentarismo em Portugal dá o mote para a próxima exposição do Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão.

“Assembleia da República: Imagens do Parlamentarismo” assim se chama a mostra itinerante do Museu da Assembleia da República que a partir da próxima semana vai estar patente no museu famalicense, onde ficará até ao final deste mês de fevereiro.   

A exposição será inaugurada na próxima segunda-feira, dia 11, às 17h00, pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, numa cerimónia que contará com a presença do coordenador científico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha, e de deputados famalicenses com assento na Assembleia da República.  

A exposição é composta por 25 painéis que retratam as evoluções políticas, desde o liberalismo até à atualidade. Recua ainda à origem do Palácio de São Bento, que começou como um Mosteiro, em 1598, até à transformação em Palácio das Cortes, em 1833. Descreve também as adaptações e acrescentos ao atual edifício, e dedica especial atenção à história do Parlamento, a partir de 1976, com a referência aos partidos políticos representados, mostrando ainda o modo de funcionamento deste órgão de soberania nacional.

PONTE DA BARCA LEMBRA QUE O HOLOCAUSTO NÃO É BRINCADEIRA DE CRIANÇAS

Exposição 'Isto não é brincadeira de crianças - Holocausto: criatividade e jogo'

'Isto não é brincadeira de crianças - Holocausto: criatividade e jogo' é o nome da exposição que está desde ontem patente no átrio dos Paços do Concelho de Ponte da Barca.

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Trata-se de uma exibição itinerante concebida pelo Museu YadVashem, de Israel e dinamizada pelo Projeto N.O.M.E.S. A Exposição, composta por cerca de 20 painéis que versam as temáticas dos ‘Campos de Extermínio’, ‘Campos de Concentração’, ‘Guetos’, ‘Esconderijos’, ‘Orfanatos’, entre outras, ilustra o mundo das crianças durante o Holocausto, expondo a sua luta diária para se manterem vivas e o esforço para conservar a sua infância na difícil realidade que as cercava.

De salientar que o título desta exposição se baseia numa citação do pediatra Janusz Korczak, diretor do Orfanato Judaico de Varsóvia, que morreu em 1942, em Treblinka, onde acompanhou duzentas crianças do seu orfanato do Gueto de Varsóvia, Alemanha, até às câmaras de gás.

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 09h às 12h30 e das 14h às 17h30.

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CABECEIRAS DE BASTO CONTA A HISTÓRIA DO PARLAMENTARISMO PORTUGUÊS

Vinte e cinco painéis que contam a história do parlamentarismo português para ver na Casa da Cultura até 6 de março

Foi inaugurada ontem, dia 4 de fevereiro, na Casa Municipal da Cultura de Cabeceiras de Basto uma exposição sobre o Parlamentarismo em Portugal, mostra que é composta pelas imagens captadas por Joshua Benoliel, considerado o primeiro repórter fotográfico em Portugal.

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Na iniciativa marcaram presença os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves e Eng. Joaquim Barreto, respetivamente, os vereadores Dra. Carla Lousada e Eng. Pedro Sousa, os presidentes das Juntas de Freguesia de Refojos, Outeiro e Painzela e de Abadim, Leandro Campos e Fernando Basto, respetivamente, e ainda os técnicos da Assembleia da República, Dr. João Gil, Dr. José António Martins e Dr. Francisco Lancastre e Távora, este que é o responsável pela exposição.

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Três turmas do Externato de S. Miguel de Refojos, do 7º, 10º e 11º ano, assistiram igualmente à abertura desta exposição na Casa da Cultura, acompanhados dos seus professores.

A mostra que estará patente ao público até ao dia 6 de março de 2019 é uma mostra itinerante da responsabilidade do Museu da Assembleia da República, constituída por 25 painéis que contam a história do parlamentarismo português e dos espaços que o parlamento ocupa desde 1934.

A exposição recua, ainda, à origem do Palácio de São Bento, que começou como um mosteiro, em 1598, até à transformação em Palácio das Cortes, em 1833. Nela se ilustram também as adaptações e acrescentos ao atual edifício e é dada especial atenção à história do parlamento, a partir de 1976, com referência aos partidos políticos representados e ao modo de funcionamento deste órgão de soberania nacional.

Esta exposição permite aos visitantes percorrer a história do Parlamento, abordando os órgãos constituintes da Assembleia da República, a sua competência política e legislativa e a Constituição.

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VIZELA RECONHECE LOJAS COM HISTÓRIA

Projeto ‘Lojas com História’ reconhece estabelecimentos de interesse histórico e apoia comerciantes

No seguimento da estratégia para a promoção e desenvolvimento do comércio tradicional no Concelho, a Câmara Municipal apresentou o Regulamento Municipal ‘Lojas com História’.

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O Regulamento Municipal de Reconhecimento de Estabelecimentos e Entidades de Interesse Histórico e Cultural ou Social Local – “Lojas Com História” tem como objetivo o reconhecimento de estabelecimentos e entidades de interesse histórico e cultural ou social local, que se destacam pelas suas características únicas e reconhecido valor para a identidade do território do Município de Vizela. Outro dos objetivos é a valorização da história do Município de Vizela, divulgando-a para o exterior, atraindo, desta forma, visitantes e promovendo o desenvolvimento do comércio tradicional no Concelho.

Na apresentação deste projeto, o Presidente da Câmara Municipal de Vizela destacou a importância que este Executivo Municipal tem atribuído ao comérciotradicional que faz parte da história de Vizela e que tem, ao longo dos anos, desempenhado um papel muito importante na vida dos Vizelenses, com traços característicos e identificadores da cultura e do imaginário dos Vizelenses e dos visitantes.

Victor Hugo Salgado destacou que esta não se trata de uma medida isolada de apoio ao comércio local, á qual se juntam outras como o Prémio Municipal de Reabilitação Urbana – “Vizela Reabilita”, que vai distinguir as três melhores iniciativas de promoção de reabilitação e regeneração urbana; o Roteiro pelas Empresas e Comércio para reforçar a proximidade entre a Autarquia e os investidores privados; o Regulamento Municipal de Incentivo à Natalidade – “Cheque Bebé”; a Área de Reabilitação Urbana (ARU) do centro de Vizela e o projeto de requalificação da Praça da República e Jardim Manuel Faria.

De destacar que podem candidatar-se estabelecimentos com longevidade reconhecida há pelo menos 25 anos, com significado para a história local, cujo objeto identitário assente na manutenção de uma função histórica, cultural ou social, assim como o facto de serem únicos no quadro das suas atividades, em função do seu uso original.

Assim, a Câmara Municipal vai atribuir um prémio monetário no valor de 3,000,00€ por ano aos primeiros 10 estabelecimentos e entidades reconhecidos como de interesse histórico e cultural ou social local, apostando num projeto de dinamização e de investimento no incentivo e apoio ao comércio local.

Todas as condições de acesso a este prémio podem ser consultadas em http://www.cm-vizela.pt/wp-content/uploads/2016/04/DRE_-Regulamento-Lojas-com-Historia.pdf.

MUSEU BERNARDINO MACHADO EM FAMALICÃO RECEBE NOVO CICLO DE CONFERÊNCIAS COM CASA CHEIA

Próxima conferência realiza-se no dia 15 de fevereiro com o tema “A I República Portuguesa no Brasil: do 5 de outubro ao 28 de maio de 1926”

Foi com “casa cheia” que o Museu Bernardino Machado acolheu a primeira conferência do ciclo dedicado às “Relações Portugal – Brasil na I República (1910-1926)”, que decorreu na passada sexta-feira à noite.

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A abrir a maratona de conferências que vai decorrer mensalmente, ao longo de todo o ano de 2019, esteve o professor catedrático Paulo Ferreira da Cunha, com o tema da “Lei fundamental brasileira e a Constituição Portuguesa de 1911”. De acordo com o orador convidado “na conferência apresentou-se uma tentativa de estabelecimento de pontes entre as “magnas cartas” das chamadas primeiras repúblicas ou “repúblicas velhas” dos países irmãos de Língua portuguesa nos dois lados do Oceano Atlântico. Primeiramente fez-se um enquadramento geral sobre o sentido, papel e noção de Constituição, porque frequentemente existem muitos mal-entendidos, depois fez-se ainda um enquadramento histórico-social e político de ambos os complexos normativos constitucionais. E finalmente desceu-se ao concreto do clausulado das constituições formais, para comentar alguns aspetos considerados mais salientes, não apenas para a época, como para o nosso próprio tempo, em Portugal e no Brasil.”

A próxima conferência decorre já no próximo dia 15 de fevereiro, com a professora Heloísa Paulo a debater o tema “A I República Portuguesa no Brasil: do 5 de outubro ao 28 de maio de 1926”.

Refira-se que ao todo irão decorrer nove conferências com a participação de investigadores e académicos especialistas na temática. Os encontros, de entrada livre, vão decorrer nos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, setembro, outubro e novembro, habitualmente às sextas-feiras, pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado, situado na rua Adriano Pinto Basto, na cidade famalicense.

Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adoção que foi Presidente de Portugal por duas vezes durante a I República, o Museu Bernardino Machado tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores, assumindo uma vocação de estudo académico.

O Museu Bernardino Machado que completou em 2017, 15 anos está instalado no Palacete Barão da Trovisqueira, um majestoso edifício do século XIX, localizado bem no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão.

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BRAGA É DESTINO TURÍSTICO NA REDE DE CIDADES ROMANAS DO ARCO ATLÂNTICO

Braga reforça papel de destino turístico dentro da Rede de Cidades Romanas do Arco Atlântico

O Município de Braga marcou presença na primeira Assembleia Geral e apresentação pública da Rede Cidades Romanas do Arco Atlântico, denominada de Agrupamento ‘Roma Atlantiaca’, que se realizou na Feira Internacional de Turismo (FITUR), em Madrid.

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Para além de Braga, actualmente a ‘Roma Atlantiaca’ é constituída por Condeixa-a-Nova e Marvão em Portugal, Lugo, Irun, Gijon e Castro Urdiales, em Espanha e Perigueux e Saintes, em França. Este agrupamento possui em comum um passado romano, que se pretende agora explorar economicamente, através das novas oportunidades turísticas decorrentes da valorização dos vestígios arqueológicos existentes em cada dos seus territórios.

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Nesta cerimónia de apresentação, que contou com a presença de Miguel Bandeira, vereador do Património da Câmara Municipal de Braga, foram explanadas medidas para aumentar a visibilidade desta Rede de Cidades Romanas e as medidas entretanto tomadas para a valorização do seu património cultural como destino turístico.

Foram ainda abordadas as actividades a desenvolver futuramente entre as cidades participantes, destacando-se entre elas, a realização de um plano de comunicação e divulgação comum, que se objectivará, principalmente, na criação de uma página Web e na produção e promoção de eventos culturais.

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ARQUIVO MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA ACOLHE PALESTRA DEDICADA A ARQUIVOS DE FAMÍLIA

O Arquivo Municipal de Ponte de Lima acolhe no dia 15 de fevereiro, às 18h00, uma palestra dedicada aos Arquivos de Família.

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A primeira comunicação intitulada “Epístolas e vozes silenciadas nos arquivos privados” será proferida pelo Prof. Doutor Henrique Rodrigues, docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e investigador do Centro de Estudos da População, economia e Sociedade (CEPESE).

Na segunda parte será apresentado o catálogo da correspondência da casa de Pomarchão que, a partir dessa data, passará a estar disponível para consulta online.

A palestra tem como principais objetivos dar reconhecer a importância da correspondência privada para a história da família e da sociedade envolvente assim como para a história local e, por outro lado, dar a conhecer a correspondência trocada no seio da família da Casa de Pomarchão entre o século XVIII e inícios do século XX.

Associada à palestra estará patente uma mostra documental com correspondência da Casa de Pomarchão.

FAFE EVOCA ANTÓNIO SÉRGIO

Núcleo de Artes e Letras de Fafe evoca 50 anos da morte do ensaísta António Sérgio

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe vai evocar o cinquentenário do falecimento de António Sérgio (1883-1969), um dos pensadores mais marcantes do Portugal contemporâneo.

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Nesse âmbito, na noite de 24 de Janeiro, promove, na Biblioteca Municipal de Fafe, que colabora na iniciativa, uma conferência intitulada “Evocação dos 50 anos da morte de António Sérgio: o Filósofo, o Historiador, o Educador, o Político”, a cargo de José Augusto Gonçalves, docente de Filosofia e Psicologia da Escola Secundária de Fafe.

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A anteceder a palestra, regista-se um momento musical pelo jovem cantor fafense Carlos Miguel. Na ocasião, estará também patente uma mostra bibliográfica do ilustre pensador.

Ensaísta, crítico, pedagogo, historiador, político, sociólogo, filósofo, António Sérgio foi um dos pensadores maiores do século XX em Portugal.

Ministro da Educação na I República, vê-se obrigado ao exílio, após o 28 de Maio, residindo em Paris de 1926 até 1933. Regressado a Portugal, tornou-se um dos principais nomes do movimento cooperativista e do socialismo democrático. Adversário do Estado Novo, participou no Movimento de Unidade Democrática e apoiou a candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República, em 1958. Sérgio foi preso em 1910, 1933, 1935, 1948 e 1958.

Deixou uma vasta obra, destacando-se Educação Cívica (1915), Breve Interpretação da História de Portugal, Cartas do Terceiro Homem (1954) e os oito volumes de Ensaios(1920-1958), além de literatura infanto-juvenil e intensa colaboração em revistas culturais e na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.

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Por seu turno, José Augusto Gonçalves é Mestre em Educação pela Universidade do Minho, com a dissertação "Para uma Escola Cidadã. Contributos da Obra de António Sérgio". Publicou, em consequência, a obra "A Educação Cívica Segundo António Sérgio: Sua Actualidade" (2003).

O autor editou até agora sete obras, nas áreas do ensaísmo, da ficção e do "conto rústico", além de colaboração em jornais e revistas.

A entrada é livre!

MONÁRQUICOS EVOCAM CENTENÁRIO DA MONARQUIA DO NORTE

A Real Associação do Porto, em parceria com a Causa Real e as Reais Associações de Lisboa, Braga e Viana do Castelo, vai promover a evocação do Centenário da Monarquia do Norte.

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No próximo dia 19 de Janeiro, Sábado, no Ateneu Comercial do Porto, pelas 18h00, haverá uma Conferência subordinada ao tema “Cem anos da monarquia do norte – uma história de resistência”, na qual serão oradores os historiadores Dr. Carlos Bobone e o Prof. Dr. Nuno Resende.

A conferência é de entrada livre, seguindo-se um Jantar sujeito a inscrição prévia até quinta-feira, dia 17 de Janeiro, ambos limitados à lotação do espaço.

O contributo para o jantar, no valor de 25,00 €, deverá ser efectuado por transferência bancária ou multibanco, para o nosso:

NIB: 0033 0000 0011 1128 3420 5

IBAN: PT50 0033 0000 0011 1128 3420 5

Agradecemos o envio do respectivo comprovativo para a nossa sede ou, preferencialmente, por email para realporto@realporto.pt, impreterivelmente até ao referido dia 17 de Janeiro.

Pelo interesse do tema e pela qualidade dos oradores, temos a expectativa de poder contar com a vossa presença!

VILA DE SALTO (MONTALEGRE) É TERRA MINHOTA E DEVERIA SER DEVOLVIDA A CABECEIRAS DE BASTO

Em 1 de Setembro de 1915, foi pelo deputado Augusto José Vieira apresentado ao Senado, em nome da Junta de Paróquia da freguesia de Salto, uma proposta solicitando que fosse colocado à discussão o projecto de lei que anexava aquela freguesia ao concelho de Cabeceiras de Basto em relação à qual, aliás, já havia pertencido. Também o governador civil de Braga apresentou idêntica proposta em nome dos paroquianos da freguesia de Salto.

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Sucede que, numa perspectiva histórica e etnográfica, os habitantes da vila de Salto – actualmente a maior freguesia do concelho de Montalegre – preservam a sua identidade e costumes minhotos, mau grado por razões políticas terem sido "transferidos" para um concelho transmontano.

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Rezava assim a proposta então apresentada:

“O Sr. Presidente :—Consulto a Câmara sobre a admissão à discussão do seguinte projecto de lei publicado no Diário do Governo de 8 do corrente:

Senhores Deputados – Vem de longos anos o desejo dos habitantes da freguesia de Salto, concelho e comarca de Montalegre e distrito de Vila Rial, a desanexação da sua freguesia desse concelho e comarca, para ser anexada ao concelho e comarca de Cabeceiras de Basto.

E esse desejo não é "por política, nem por capricho, mas tam somente por motivos de ordem económica para a freguesia de Salto c comodidade dos seus habitantes.

Com efeito, quási todo o comércio da freguesia é feito com a região de Cabeceiras de Basto, e muito principalmente com a sede do concelho, devido a haver mais facilidade de comunicação com esta vila, por virtude de serem melhores.

Mas, outros motivos há, e esses também muito de atender, quais sejam as distancias a que fica a freguesia dos dois concelhos.

Da freguesia de Salto à sede do concelho de Montalegre, a distância é de cerca de 35 quilómetros, cujos caminhos são de difícil passagem e de grande aspereza as regiões a percorrer, quase sempre cobertas de neve devido à vila do Montalegre ser situada nas serranias de Trás-os-Montes, ao passo que a distancia da sede do concelho de Cabeceiras de Basto, é apenas de 15 quilómetros cujo caminho, como se disse, é de fácil percurso.

E pelo que respeita às cabeças de distrito, a distância da de Vila Ilial é do 125 quilómetros e da de Braga de 65 quilómetros.

De notar é também que a freguesia de Salto fica muito mais perto da sede do concelho de Cabeceiras de Basto do que algumas freguesias que a este concelho pertencem, tais como: Gondiàes, Vilar, Samão e outras.

Pertenceu já a freguesia de Salto ao concelho de Cabeceiras de Basto, até o ano de 1834, tendo sido deste concelho desanexada para ser anexada ao do Montalegre, para satisfação de interesses políticos com absoluto desprêzo dos interesses e comodidades dos povos das duas regiões.

Pelo exposto, e ainda pelo desejo manifestado por 277 cidadãos naturais c residentes na freguesia do Salto, que assinam a representação dirigida à Câmara dos Deputados, no número dos quais se compreendem os representantes da junta de paroquia da mesma freguesia, pedindo a sua anexação ao concelho e comarca de Cabeceiras de Basto, pedido corroborado pela Câmara Municipal desse concelho em representação dirigida à mesma Câmara, tenho a honra de propor o seguinte projecto de lei:

Artigo 1.° E desanexada a freguesia do Salto do concelho o comarca de Montalegre para ser anexada ao concelho e comarca de Cabeceiras do Basto.

Art. 2.° Para a Câmara Municipal do concelho de Cabeceiras de Basto passam quaisquer encargos respeitantes à freguesia, de Salto e que sejam da responsabilidade da. Câmara Municipal de Montalcgre.

Art. 3." Fica a mesma freguesia de Salto pertencendo ao distrito do Braga, sendo desanexada do de Vila Rial de Trás--os-Montes.

Art. 4.° Fica revogada a legislação em contrário.

Sala das Sessões, em 7 de Maio de 1914. =0 Deputado, Augusto José Vieira.”

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O deputado Augusto José Vieira nasceu no Funchal em 19861, tendo militado no Partido Republicano Português. Foi ainda presidente da Associação do Registo Civil e secretário da Federação do Livre Pensamento, tendo exercido a carreira docente que escolheu em detrimento da carreira militar que inicialmente se propunha seguir.

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Como espaço habitado e evangelizado, Salto é já referido no Paroquial Suévico como uma das trinta paróquias já existentes, no último terço do século VI e pertencentes à catedral de Braga. As suas raízes históricas ligam-na ao Minho desde tempos muito remotos!

Fotos: Wikipédia e Junta de Freguesia de Salto

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PONTE DE LIMA EVOCA RODRIGUES ALVES - FILHO DE LIMIANOS FOI PRESIDENTE DO BRASIL

Município de Ponte de Lima relembra o Presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves

O Município de Ponte de Lima vai assinalar o centenário da morte de Francisco de Paula Rodrigues Alves (1919-2019) com uma exposição evocativa da vida e percurso político desta notável figura, de ascendência limiana, que foi duas vezes Presidente da República do Brasil.

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Intitulada “Presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves: Legado e memórias de um filho de limianos no Brasil”, a mostra de tributo - patente ao público na varanda interior da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima de 16 de janeiro a 30 de abril de 2019 - possibilitará aos visitantes o contacto com informação, fotografias e documentação alusivas a este distinto advogado e notável político, que conseguiu alcançar nobres cargos e exercer funções como Vereador, Deputado, Conselheiro do Império, Ministro, Senador e Presidente da República do Brasil.

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Associada à exposição dinamizar-se-á uma palestra intitulada “Brasileiros” de Ponte de Lima: histórias de afortunados no Brasil e de beneméritos em Portugal” orientada pela Professora Doutora Alexandra Esteves, a realizar no dia 16 de janeiro, pelas 18h30, no auditório da Biblioteca Municipal.

Associe-se as estas ações evocativas ao Presidente Francisco Rodrigues Alves, assista à palestra e visite a exposição que preparámos para si!

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EXPOSIÇÃO ‘DA BATALHA DE LA LYS AO ARMISTÍCIO’ JÁ RECEBEU MAIS DE MEIO MILHAR DE VISITANTES

Patente no Museu Municipal de Caminha até ao final deste mês de janeiro

O Museu Municipal de Caminha tem patente ao público, até ao dia 31 de janeiro, a exposição “Da Batalha de La Lys ao Armistício - Os Caminhenses na Grande Guerra”, que destaca e homenageia os soldados caminhenses que participaram na Grande Guerra. Esta exposição já foi visitada por mais de meio milhar de pessoas.

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A exposição “Da Batalha de La Lys ao Armistício - Os Caminhenses na Grande Guerra” é composta por três núcleos.  O primeiro dá enfoque à Batalha de La Lys; o segundo, dá a conhecer os caminhenses na Grande Guerra, onde se podem ver os rostos e percurso de vida dos cerca de 150 homens que combateram na Primeira Grande Guerra e, por último, existe um núcleo dedicado a Sidónio Pais, um Presidente da República natural de Caminha. Esta mostra está a ser um sucesso, uma vez que o número de visitantes já ultrapassa o meio milhar.

Recorde-se que esta exposição fez parte das comemorações “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais” promovidas pela Câmara Municipal de Caminha em parceria com o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, com o objetivo de assinalar dois factos históricos: o Armistício e o assassinato de Sidónio Pais.

Patente até ao final do mês, a exposição “Da Batalha de La Lys ao Armistício - Os Caminhenses na Grande Guerra” pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10H00 às 13H00  e das 14H00 às 18H00. A entrada é gratuita.