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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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O ACERVO BIBLIOGRÁFICO SOBRE A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

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  • Crónica de Daniel Bastos

No decurso dos últimos anos o acervo bibliográfico sobre o fenómeno emigratório nacional tem sido profusamente enriquecido com o lançamento de um conjunto diversificado de documentos que ampliam o estudo e conhecimento sobre a relevância da emigração portuguesa.

Neste conjunto diversificado de trabalhos, onde se cruzam os olhares interdisciplinares das ciências sociais, encontram-se livros, capítulos de livros, artigos em revistas científicas, artigos em atas de congressos, conferências e outros tipos de encontros científicos, relatórios, assim como dissertações de licenciatura, mestrado e doutoramento. 

Como sustentam os vários investigadores sociais responsáveis pelo levantamento bibliográfico “Emigração portuguesa: bibliografia comentada (1980-2013)”, este relevante acervo documental “constitui um contributo importante para o conhecimento da emigração”.

Dentro da categoria temática dos livros, que na linha de pensamento do ensaísta Jorge Luis Borges, são “a grande memória dos séculos... se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem”, são vários os exemplos que asseveram a importância que muitas publicações têm tido na compreensão e enriquecimento do fenómeno emigratório nacional.

É o caso, por exemplo, da obra “Portugal Querido”, um livro da autoria do argentino Mario dos Santos Lopes, filho de um português emigrante, que foi lançado em 2014 na Argentina. Uma edição que tem o condão de retratar as vivências dos portugueses no segundo maior país da América do Sul, através de testemunhos reais, e que recupera a memória de milhares de compatriotas provenientes na sua maioria dos distritos do Algarve e da Guarda, que durante a primeira metade do séc. XX se estabeleceram na Argentina, à época dos países mais ricos do mundo, em busca de uma vida melhor.

Ainda nesta esteira, enquadram-se dois livros lançados em 2015, designadamente, “A Vida numa Mala – Armando Rodrigues de Sá e Outras Histórias”, e “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, que resgatam da penumbra do esquecimento, respetivamente, a epopeia da emigração portuguesa para a Alemanha e França nos anos 60.

VIKINGS INVADEM FAMALICÃO E COMEM BACALHAU À MESA

Iniciativa gastronómica decorre de 4 a 7 de julho em 14 restaurantes do concelho. O bacalhau à mesa com os vikings em Famalicão

Já é mais que sabido que, durante a idade média, a costa portuguesa foi invadida por Vikings. Aquilo que se vai sabendo cada vez mais é que foram eles que trouxeram o famoso bacalhau para Portugal. Os Vikings foram os grandes pioneiros no consumo do bacalhau, sendo que costumavam comê-lo seco e aos pedaços nas suas longas viagens marítimas, pois este era o seu alimento predileto.

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Isso mesmo levou a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão a associar o bacalhau à Feira Medieval e Viking, em mais uma sessão dos Dias à Mesa. Entre 4 e 7 de julho, o bacalhau é rei em Vila Nova de Famalicão, conjugando-se com um evento cultural histórico que atrai habitualmente muitos milhares de pessoas até ao concelho. Este é, de resto o principal objetivo da iniciativa Dias á Mesa, que arrancou no Carnaval, com o Cozido à Portuguesa e nas Festas de Maio, com os Rojões.

Ao longo do ano, contam-se oito fins-de-semana gastronómicos sempre associados a eventos culturais e desportivos do município.

Desta vez, são 14 os restaurantes aderentes – Alfa, Bisconde, Colina do Ave, Combinação de Sabores, Craazy’s, Dona Maria Pregaria, El Vagabundo, Ganesh Club, Moutados de Baixo, Páteo das Figueiras, Porta-Enxerto, Praça, Tanoeiro, Vinha Nova. Assado no forno ou na brasa, cozido, frito, de cebolada, com natas... são vários os formatos de confeção do bacalhau disponíveis, em função da especialidade e do saber fazer de cada um dos restaurantes aderentes.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “qualquer altura do ano é boa para degustar um bom prato de bacalhau, no entanto, ao conjugar esta iguaria gastronómica com a sua história, estamos a proporcionar uma experiência enriquecedora do ponto de vista cultural e gastronómico aos visitantes que nos procuram por esta altura do ano”. Para o autarca “Os Dias à Mesa são um projeto turístico com dimensão horizontal, que junta a gastronomia com outros atrativos, enriquecendo a nossa agenda cultural e desportiva e chamando até Vila Nova de Famalicão mais pessoas”.

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VIKINGUES INVADEM FAMALICÃO

Feira Medieval Viking de Famalicão está a chegar. Evento decorre de 4 a 7 de julho, na Praça D. Maria II

Os vikings estão de volta a Famalicão! Entre 4 e 7 de julho, em toda a extensão da Praça D. Maria II, realiza-se a Feira Medieval Viking, que é já o mais extenso evento evocativo da presença viking na Península Ibérica.

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Tal como é habitual, são esperadas milhares de pessoas no espaço central da cidade de Vila Nova de Famalicão que são convidadas a conhecer um facto histórico que já completou um milénio mas que ainda é desconhecido de muitos. De facto, foi em 2016, que se cumpriram 1000 anos sobre a incursão normanda/viking que foi enfrentada, no ano de 1016, no então Castelo de Vermoim.

A Feira Medieval Viking é uma oportunidade de todos poderem fazer a festa mas também de partilhar saberes diversos, num ambiente familiar, acolhedor e divertido. A organização está a cargo da Escola Profissional CIOR, com o apoio do Município.

A realização deste evento justifica o apoio do Município já que cumpre a premissa da afirmação territorial e da projeção cultural e turística do concelho de Vila Nova de Famalicão, através de projetos, iniciativas e eventos com valor acrescentado e diferenciador da oferta regional e nacional, apostando numa marca/temática Viking singular.

Há mil anos, o território que hoje é Vila Nova de Famalicão já era estratégico no contexto de toda a região e nem os Normandos (Vikings) deixavam de por aqui passar e deixar marcas.

A envolvência da temática Viking no nosso concelho acompanha também, ao nível gastronómico, o bacalhau, alimento que vários especialistas apontam como popularizado em Portugal pela presença normanda no território. Por este facto, a Feira Medieval Viking liga-se, em complementaridade, com a iniciativa “Dias à Mesa” que, neste particular, promoverá o consumo do bacalhau em diversos restaurantes do concelho.

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BARCELOS CIDADE MEDIEVAL ARRANCA ESTA QUINTA-FEIRA

O centro histórico de Barcelos veste-se a rigor e recua à Idade Média de 13 a 16 de junho

É já hoje que começa o Barcelos Cidade Medieval, com a abertura oficial do evento às 18h00, no Largo do Município.

Durante os próximos dias, fazer o percurso pelo centro histórico da cidade será como viajar no tempo até à Idade Média com artesãos de várias artes e ofícios, mercadores e taberneiros onde não faltará a animação com arautos, o torneio medieval (justas), este ano na sexta-feira e no sábado, os torneios de tiro com arco, diversões e jogos, cortejos, demonstrações de falcoaria, cavalaria e cuspidores de fogo.

Ao longo do evento, o Largo Dr. José Novais será palco de três torneios medievais a cavalo/justas (14, 15 e 16 de junho) e haverá lugar para demonstração de falcoaria (14, 15), no acampamento militar, situado na Torre Medieval, bem como a queimada galega (14 e 15), no Largo do Município. Além disso, do programa constam momentos de animação inéditos no evento.

Como momentos altos, destacam-se o desfile das escolas, na sexta-feira (dia 14), às 15h, e o grande cortejo medieval, no domingo, às 17h, com o envolvimento de todos os atores do evento e mundo associativo.

Este ano são mais de 120 mercadores de várias áreas (artesãos, gastronomia, místicos, etc.) que irão promover a melhor recriação do ambiente que se vivia no Burgo em tempos medievais.

Todos os barcelenses e os inúmeros visitantes que nesta altura do ano se deslocam à cidade terão a oportunidade de embarcar numa autêntica viagem no tempo e reviver a história.

Uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Barcelos com a Associação Burgo Divertido que tem como objetivo o envolvimento do comércio barcelense e uma verdadeira viagem no tempo, onde poderá ver e percorrer os espaços onde outrora estavam localizadas a judiaria, a gafaria e as ruas dos mercadores. 

VILLA DE BASTO REGRESSA À IDADE MÉDIA

Villa de Basto Medieval um evento que valoriza a história de Celorico de Basto

Nos dias 8 e 9 de junho, a Villa de Basto situada na freguesia de Arnoia, junto ao Castelo de Arnoia, foi o local de eleição escolhido por centenas de pessoas que quiseram ver de perto a II edição da Villa de Basto medieval, uma festa caracterizada pela animação e convívio entre participantes e visitantes.

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Um certame que começa a ganhar notoriedade e que procura valorizar um dos locais mais históricos do concelho de Celorico de Basto. Durante dois dias, público residente e visitantes assistiram à recriação de usos e costumes da Idade Média.

“É muito importante que espaços históricos como este sejam, das mais variadas formas, valorizados. Um local que em tempos foi sede do concelho, com o Castelo de Arnoia como cabeça de terra, é agora um marco turístico no território, património nacional, que tem vindo a ganhar ainda mais visibilidade com a recriação destes eventos culturais, cada vez mais atrativos e apelativos para residente e visitantes” disse Joaquim Mota e Silva, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto.

Ao longo de dois dias foi apresentado um vasto programa que procurou, com o máximo rigor histórico, fazer uma recriação das tradições, de carácter local e regional, feitas por artesãos, mercadores, regatões e artífices locais e vindos dos mais diversos lugares. Um regresso à época medieval onde não faltou a dança, música, falcoaria, manjares, dramatizações e outras atividades de animação de rua.

O alcaide da freguesia de Arnoia, Pedro Machado, mostrou-se satisfeito com a adesão ao evento. “É a 2ª edição de uma recriação medieval que pretendemos aprimorar, imprimindo em cada apresentação o rigor histórico da Idade Média. Estamos muito satisfeitos com a evolução deste certame, cada vez mais atrativo para residentes e visitantes e por isso, muito procurado durante estes dois dias.”

Grande parte da iniciativa decorreu junto ao Centro Interpretativo do Castelo de Arnoia com o Castelo ao fundo.

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PONTE DE LIMA EVOCA CONDE D'AURORA E SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

Conde d’Aurora e Sophia de Mello Breyner Andresen recordados em sessão de Poesia à Sexta

A próxima sessão de Poesia à Sexta – projeto do Município de Ponte de Lima dedicado à exaltação desta expressão literária - será realizada no dia 14 de junho, pelas 21h30, na Casa de Nossa Senhora d’Aurora e integralmente consagrada ao Conde d’Aurora – José de Sá Coutinho, que assinala este ano o 50.º aniversário de falecimento – e a Sophia de Mello Breyner Andresen, cujo primeiro centenário de nascimento se comemora também este ano.

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A Casa de Nossa Senhora D’Aurora que serviu de farol cultural a inúmeras e relevantes figuras intelectuais, que a convite do Conde d’Aurora visitavam Ponte de Lima, vai servir, agora, de palco para a dinamização de “Conversas de Poesia”. Sophia de Mello Breyner Andresen era uma dessas referências culturais e frequentava habitualmente esta Casa, a convite do Conde d’Aurora, tendo-se associado à homenagem efetuada ao Conde d’Aurora, por ocasião das comemorações do seu nascimento, no dia 7 de dezembro de 1996, regressando, assim, à Casa d’Aurora.

Esta edição contará com a participação dos grupos de teatro locais - Art’In Facha, GACEL, Gorilas e Pequenos Actores do Lima - e com a colaboração especial de Luís Dantas, que atuarão e notabilizarão esta sessão evocativa organizada em parceria pelo Município de Ponte de Lima, GACEL – Grupo de Ação, Cultural e Estudos Limianos - e a Casa de Nossa Senhora d’Aurora.

Marque presença no encerramento de “Poesia à Sexta” e associe-se a este tributo.

PONTE DA BARCA PREPARA COMEMORAÇÕES DO V CENTENÁRIOD A VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO DE FERNÃO DE MAGALHÃES QUE SE PROLONGAM ATÉ 2022

O Presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho presidiu hoje à primeira reunião de preparação do programa comemorativo dos 500 Anos da Viagem de Circum-navegação de Fernão de Magalhães.

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Nesta sessão de trabalho em que estiveram ainda presentes o Historiador Amândio Barros, o Professor Jaime Ferreri e ainda o Engenheiro e Presidente da ADRIL - Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Lima, Francisco Calheiros e técnicos da autarquia, discutiram-se algumas propostas que visam assinalar o V centenário da Circum-navegação comandada por Fernão de Magalhães, que tem em Ponte da Barca o seu berço, que começaram já este ano e se prolongam até 2022, a lembrar o feito extraordinário do navegador português que, a serviço do rei de Espanha Carlos V, organizou a primeira viagem de circum-navegação ao globo.

DANIEL BASTOS APRESENTA EM BRAGA NOVO LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E O NASCIMENTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA

Na passada sexta-feira à noite (7 de junho), foi apresentado em Braga o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

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O historiador Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação do livro “Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”, na FNAC em Braga, acompanhado da Professora de Ciência Política da Universidade do Minho, Isabel Estrada Carvalhais, e do tradutor da obra, Paulo Teixeira

 

A obra, concebida e realizada pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, e prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, foi apresentada na no fórum da FNAC na capital minhota.

No decurso da sessão muito concorrida, a Professora de Ciência Política da Universidade do Minho, Isabel Estrada Carvalhais, académica a quem esteve a cargo a sessão apresentação do livro, caracterizou o olhar de Bloncourt expresso no novo livro de Daniel Bastos, que representa um relevante contributo para a memória coletiva nacional sobre a revolução democrática, como “um olhar de esperança e dignidade sobre os portugueses”.  

Refira-se que, neste novo livro realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa, mas que retratou também a explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o historiador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

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CERVEIRA RECORDA IMPACTO DA PNEUMÓNICA NO CONCELHO

Impacto da Pneumónica no concelho é o mote para conferência e exposição

Como forma de assinalar o Dia Internacional dos Arquivos (9 de junho) e o centenário sobre o fim da ‘Gripe Espanhola’, o Município de Vila Nova de Cerveira, através do Arquivo Municipal, vai inaugurar, este sábado à tarde, a exposição intitulada “Vila Nova de Cerveira: Entre a Guerra, a Fome e a Pneumónica (1916-1919)”, precedida de uma conferência de reflexão e debate sobre a temática.

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À semelhança de outros concelhos, o cenário vivido em Vila Nova de Cerveira foi dramático. Com a seca prolongada no ano de 1918, a produção agrícola de cereais foi ruinosa. A falta de salubridade e de higiene, a falta de hospitais e de médicos, a conjuntura política e económica decorrente da entrada de Portugal na Grande Guerra, a inflação da moeda e, principalmente, a falta de subsistências, de açambarcamento e de contrabando de bens, estarão entre as múltiplas causas que afetaram a normalidade da vida das populações.

A Pneumónica foi considerada a epidemia mais mortífera do século XX, pelo que a presente exposição reveste-se de um importante cariz informativo para a população em geral, mas sobretudo pedagógico e educativo para os jovens estudantes de Vila Nova de Cerveira e dos concelhos vizinhos, dado ser uma das temáticas abordadas em contexto de sala de aula que pode ser complementada com uma visita de estudo ao Arquivo Municipal.

Através de um vasto espólio documental, de alguns registos fotográficos e de vários indicadores demográficos e económicos à data, uma visita à exposição permite conhecer os episódios, os acontecimentos e as personalidades mais marcantes desse período conturbado, sobretudo a nível concelhio. Complementarmente, e fruto de um protocolo celebrado entre a Câmara Municipal e a Escola dos Serviços – Exército Português, os visitantes poderão ver in loco dois exemplares de uniformes da Grande Guerra, um respeitante ao ‘Teatro Europeu’ e um outro ao ‘Teatro Africano’, disponíveis apenas até 28 de junho.

Para lançar a reflexão e o debate em torno da Grande Guerra, da fome e da pneumónica, o Auditório da Biblioteca Municipal recebe, este sábado, às 15h30, uma conferência aberta ao público, tendo como oradores a Dr.ª Aurora Botão Rego, Doutorada em Demografia Histórica e Investigadora do Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, que vai analisar “A Incidência da Pneumónica no Concelho de Vila Nova de Cerveira (1918-1919)” e a participação de três jovens estudantes da Escola Básica e Secundária de Vila Nova de Cerveira - André Neves, Catarina Afonso e João Oliveira - que, sob orientação da Profª Emília Lagido, vão fazer uma apresentação intitulada “A Grande Guerra, a pneumónica e seu impacto em Vila Nova de Cerveira”.

A conferência está agendada para as 15h30, deste sábado, na Biblioteca Municipal, seguindo-se a inauguração da exposição no Arquivo Municipal, que pode ser visitada até 27 de dezembro, em horário normal de funcionamento daquele serviço.

BARCELOS CIDADE MEDIEVAL CONDICIONA TRÂNSITO

A partir do dia 11, à noite, será proibido estacionar e o trânsito automóvel estará encerrado a partir das 21h00 do dia 12 de junho, até ao final da Feira (dia 16), nos seguintes arruamentos: Rua Cónego Joaquim Gaiolas, Rua Infante D. Henrique, Rua Visconde de Leiria, Rua J. Garcia de Guilhade, Largo do Município, Largo D. António Barroso, Rua Dr. Miguel da Fonseca, Largo Dr. José Novais e Largo Guilherme Gomes Fernandes (Barcelinhos).

A única exceção será o autocarro do Barcelosbus, que funcionará neste circuito apenas até às 17h00 do dia 13 (quinta-feira). Daí em diante funcionará no percurso alternativo: o circuito do autocarro terá um desvio junto ao Tribunal em direcção à Escola Secundária de Barcelos e daí para a ponte sobre o rio Cávado em direção a Rio Covo Santa Eugénia, retomando o circuito normal junto ao hipermercado Leclerc.

O trânsito será proibido durante o horário de funcionamento da Feira nos restantes arruamentos: Rua Duques de Bragança, Rua Barjona de Freitas, Rua D. Diogo Pinheiro e Ponte Peregrinos de Santiago (ponte medieval).

O acesso ao parque de estacionamento subterrâneo da Câmara Municipal de Barcelos faz-se pela Rua Dr. Miguel da Fonseca, no sentido oeste-este.

Será salvaguardada em toda a área da recriação medieval a circulação de veículos de emergência.

É permitida a circulação a moradores, cargas e descargas fora horário do evento.

Itinerários alternativos (desvios):

Com origem da Póvoa do Varzim (ER205), Esposende (EN103-1), Viana do Castelo (EN103), Braga (EN103) e Famalicão (ER204), Fontainhas (END306) e com destino ao centro da cidade deve ser seguido o seguinte itinerário: variante com destino à rotunda Norte (rotunda do galo), rotunda do Professor, Av. Paulo Felisberto, Av. D. Nuno Álvares Pereira e estacionamento no Campo da República (campo da Feira).

Procedência de Vila Verde (EN 205): seguir para a rotunda das pirâmides, Av. Dr. Sidónio Pais e estacionar no Campo da República (campo da Feira).

Procedência de Ponte de Lima (END306): Rua de Olivença, Av. Alcaides de Faria e estacionar no Campo da República (campo da Feira).

À semelhança de outros eventos, aconselha-se o estacionamento em parques periféricos e a utilização dos transportes coletivos urbanos (Barcelosbus) para as deslocações urbanas (com destino à Feira ou ao trabalho).

CABECEIRAS DE BASTO APROFUNDA CONHECIMENTO DA HISTÓRIA DO MOSTEIRO DE S. MIGUEL DE REFOJOS

Cabeceiras de Basto continua a aprofundar conhecimento sobre a história do Mosteiro de S. Miguel de Refojos. IV Seminário Internacional Ora et Labora arrancou esta manhã na Casa do Tempo

O Diretor Regional da Cultura do Norte, Dr. António Ponte, presidiu esta manhã, dia 6 de junho, à sessão de abertura do IV Seminário Internacional Ora et Labora ‘Refojos de Basto: Natureza e meio natural na vida, linguagens e imaginário da vida monástica’ na Casa do Tempo, em Cabeceiras de Basto. A sessão de abertura teve lotação esgotada, juntando mais de 100 pessoas.

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Nesta sessão marcaram também presença o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves e vereadores, a Dra. Paula Gonçalves, em representação do presidente da Assembleia Municipal, o Dr. Luís Fardilha, em representação do CITCEM/FLUP - Centro de Investigação Transdisciplinar ‘Cultura, Espaço e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, presidentes de Juntas de Freguesia, entre outros convidados e público em geral.

O evento decorre até amanhã no auditório da Casa do Tempo, onde investigadores, historiadores e outros especialistas integrarão os diferentes painéis como oradores. Serão dois dias de troca de conhecimentos, experiências e sensações que contribuirão, certamente, para o enriquecimento cultural de todos.

Na oportunidade e depois de cumprimentar os conferencistas, participantes e restantes convidados, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, começou por agradecer “todo o empenho do Diretor Regional da Cultura na construção da ‘Rede dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas’ que, a partir de hoje, integra mais um Mosteiro, o Mosteiro de Paço de Sousa, Penafiel”.

O presidente da Câmara agradeceu, igualmente ao Centro de Formação de Basto e ao seu diretor Dr. João Carlos Sousa, que tornaram possível a acreditação deste Seminário pelo Conselho Científico.

Reafirmando o desígnio de “ver o Mosteiro de S. Miguel de Refojos classificado como monumento nacional”, o presidente da Câmara disse que “este Seminário é mais um passo” nesse sentido.

Refira-se que este Seminário é uma das maiores iniciativas que integra o vasto programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’ que, desde o início de 2018, tem vindo a ser cumprido pela Câmara Municipal no âmbito da candidatura ‘Mosteiro de S. Miguel de Refojos - Património Cultural Ímpar’, apoiada pelo Norte 2020, programa cultural este que se prolonga até ao final do próximo mês de julho. Na oportunidade o edil fez um balanço “muito positivo” do que tem sido a concretização deste projeto cultural ao longo destes últimos dezassete meses no que se refere à participação e envolvimento dos Cabeceirenses.

Na sua intervenção, o Diretor Regional da Cultura do Norte, Dr. António Ponte, enalteceu o papel da Câmara Municipal no processo de intervenção e valorização do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, salientando que o importante desafio do processo de valorização patrimonial passa pela “produção, transmissão e transformação do conhecimento” para a população em geral. “Só assim serão reconhecidos os valores do Património”, disse António Ponte, enaltecendo o papel dos investigadores neste processo de transmissão de conhecimento.

O Diretor Regional da Cultura fez o ponto de situação da ‘Rede dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas’, cabendo aos técnicos desta mesma Direção Regional apresentar a Rede, designadamente as linhas gerais de atuação, as ações desenvolvidas até ao momento, bem como fazer uma breve apresentação de cada Mosteiro integrante.

Na oportunidade, o Dr. Luís Fardilha em representação do CITCEM/FLUP, felicitou a organização do Seminário pela escolha do tema, manifestando “a disponibilidade e o interesse do CITCEM em continuar a colaborar com a Câmara Municipal” na organização deste Seminário Internacional, parceria que tem dado já “bons frutos”, considerou. 

Por seu turno, a Dra. Paula Gonçalves, em representação do presidente da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, louvou a iniciativa, o seu interesse histórico e cultural, desejando um trabalho profícuo a todos os participantes neste IV Seminário Internacional Ora et Labora.

No decorrer desta sessão de abertura do IV Seminário Internacional, o Município de Penafiel, representado pela vice-presidente da Câmara e vereadora da Cultura, Dra. Susana Oliveira, assinou o Memorando de Entendimento de Adesão à ‘Rede dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas’, juntando-se, assim, o Mosteiro de Paço de Sousa de Penafiel ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, Cabeceiras de Basto; ao Mosteiro de São Martinho de Tibães, Braga; ao Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, Felgueiras; ao Mosteiro de Santo André de Rendufe, Amares; ao Mosteiro de São Bento da Vitória, Porto; e ao Mosteiro de São Bento, Santo Tirso, estes que assinaram o Memorando em 2017 com a Direção Regional de Cultura do Norte. Esta Rede tem em vista a elaboração de proposta de inscrição dos Mosteiros e Paisagens Culturais Beneditinas na lista do Património Cultural da Humanidade, como bem em série.

A finalizar os trabalhos desta manhã, foi inaugurada na Sala da História da Casa do Tempo a exposição de fotografia ‘Monges e Rostos’ da autoria de Miguel Louro, com curadoria de Adriana Henriques.

A quarta edição do Seminário Internacional Ora et Labora ‘Refojos de Basto: Natureza e meio natural na vida, linguagens e imaginário da vida monástica’ organizada pelo Município de Cabeceiras de Basto e pelo CITCEM/FLUP vem, assim, de novo colocar em evidência a importância patrimonial e cultural do Mosteiro Beneditino de Refojos de Basto às escalas regional, nacional e internacional.

Note-se que o programa cultural do evento destaca esta noite o Concerto de Canto Gregoriano com o grupo Aeternus Cantabile na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, a partir das 21h30.

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FAFE FOI PALCO DE APRESENTAÇÃO DE OBRA COLETIVA SOBRE HOSPITAIS E SAÚDE ENTRE BRASIL E PORTUGAL

No passado dia 4 de junho (terça-feira), foi apresentada na cidade de Fafe, o livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”.

A sessão de apresentação da obra coletiva de referência na área da História e Saúde, resultado de um conjunto de trabalhos elaborados por investigadores luso-brasileiros sobre arquitetura, urbanismo, património cultural e saúde no séc. XIX, decorreu no salão nobre da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, uma das maiores instituições sociais do Norte de Portugal.

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O historiador fafense Daniel Bastos (dir.), na sessão de apresentação do livro “Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal”, na Santa Casa da Misericórdia de Fafe, acompanhado da vice-provedora da instituição, Maria da Conceição Castro, e do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa

 

A apresentação da obra, uma publicação da editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, e uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública, localizada no Rio de Janeiro, esteve a cargo do historiador fafense Daniel Bastos. E do arquiteto e urbanista brasileiro Renato Gama-Rosa, do Departamento de Património Histórico da Casa de Oswaldo Cruz, um dos organizadores do livro, em conjunto com a docente brasileira Cybelle Salvador Miranda, da Universidade Federal do Pará.

Refira-se, que um dos sete capítulos do livro, onde os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de associações de beneficência fundadas por emigrantes portugueses na transição do séc. XIX para o séc. XX, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil, principal destino da emigração lusa na época, é assinado pelo historiador Daniel Bastos com o título “O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX”.

No decurso da sessão, que contou com a presença de vários membros da instituição social e da sociedade local, entre eles, da vice-provedora da instituição, Maria da Conceição Castro, em representação do provedor Vítor Ferreira Leite, dada a sua presença numa reunião da trabalho na capital portuguesa, e do vereador da Cultura do Município de Fafe, Pompeu Martins, todos foram unânimes em considerar que este novo livro é mais um contributo para o estreitar dos laços históricos e culturais luso-brasileiros. E em particular, no caso da Misericórdia de Fafe, sublinha a herança dos “brasileiros de torna-viagem” na instituição, assim como no concelho onde ainda hoje se encontram as suas marcas na cidade.

Refira-se que esta foi a primeira apresentação do livro em Portugal, após o seu lançamento no Brasil no início do ano no Rio de Janeiro, na Fundação Oswaldo Cruz, e posteriormente em Belém, na Universidade Federal do Pará.

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AMARES APRESENTA A HISTÓRIA DO PARLAMENTARISMO PORTUGUÊS

Exposição “A Assembleia da República – Breve História do Parlamentarismo Português e do Palácio de São Bento” para visitar em Ama História do Parlamentarismo Português e do Palácio de São Bento” para visitar em Amares

A Galeria de Artes e Ofícios de Amares acolhe, a partir de hoje, a exposição itenerante“A Assembleia da República – Breve História do Parlamentarismo Português e do Palácio de São Bento".

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A respetiva exposição conta a história do parlamentarismo português e dos espaços que o parlamento ocupa desde 1834 e é composta por 25 painéis queevidenciam as evoluções políticas deste órgão de soberania desde o liberalismo, bem como as transformações do seu edifício-sede, desde as origens como mosteiro beneditino.

A mostra já percorreu mais de 90 concelhos e vai estar patente em Amares até ao final do mês de agosto.

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VISITA À SINAGOGA DE LISBOA DÁ A CONHECER OBRA DO ARQUITETO CAMINHENSE MIGUEL VENTURA TERRA

Neste evento vamos ficar a conhecer, através de uma Visita Guiada, a Sinagoga de Lisboa, a sua origem e a história da comunidade israelita no nosso país. Venha daí e não perca mais este evento do Caminhando.

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História da comunidade israelita em Lisboa:

A actual comunidade judaica de Lisboa tem a sua origem nos grupos de judeus sefarditas que se instalaram em Portugal no inicio do séc. XIX. Eram na sua maioria negociantes, provenientes de Gibraltar e Marrocos (Tânger, Tetuão e Mogador) e alguns dos nomes ainda exprimiam uma ligação às suas terras de origem ibérica, antes do período da expulsão. É o caso de CONQUI (de Cuenca, provincia de Cuenca) ou CARDOSO (de Cardoso, Distrito de Viseu).

Eram pessoas com nível cultural acima da média, sabendo ler e escrever e falando, para além do hebraico litúrgico, o árabe ou o inglês e o Haquitia, dialecto judeu-hispano-marroquino. Tinham numerosos contactos internacionais, devido não só às actividades comerciais mas também aos laços familiares espalhados pelo mundo. Estes factores explicam o rápido florescimento económico e cultural não só, aliás, dos judeus de Lisboa mas também dos grupos que se foram instalando nessa primeira metade do séc. XIX, nos Açores e em Faro.

Paralelamente à sua integração rápida e bem sucedida na vida portuguesa, os primeiros grupos de judeus procuraram logo organizar-se como tal, criando salas de oração e adquirindo terrenos para enterrar os mortos segundo o ritual judaico. A primeira sepultura é a de José Amzalak, falecido a 26 de Fevereiro de 1804 e enterrado num terreno pertencente ao Cemitério Inglês da Estrela, sem dúvida devido à nacionalidade inglesa dos primeiros judeus de Lisboa, originários, como vimos, de Gibraltar.

Nessa altura os judeus ainda eram considerados como uma colónia estrangeira e a comunidade ainda não tinha existência legal. A Carta Constitucional de 1826 reconhecia apenas o catolicismo como a única religião permitida aos cidadãos portugueses, remetendo os outros cultos para os estrangeiros. Daí que nessa altura se fale de “colónia” israelita, tal como se falava de colónia inglesa ou alemã.

Não podendo obter a legalização da comunidade, os judeus de Lisboa foram criando, sobretudo na segunda metade do sec.XIX, instituições de beneficência sob a forma de associações autónomas, cujos estatutos eram submetidos á aprovação do Governo Civil ou sob a forma de fundações privadas, geralmente dirigidas por senhoras. Estas instituições desempenharam um papel decisivo na união e organização do judaísmo português.

Outro passo decisivo para a constituição da actual comunidade judaica de Lisboa é dado em 1894 com a realização de uma Assembleia Geral dos judeus de Lisboa com o fim de unificar os serviços de Shehitá (abate ritual e aprovisionamento de carne cacher). Sob o impulso de Isaac Levy e Simão Anahory, inicia-se um processo que culmina na criação, em 1897, de uma comissão para a edificação de uma sinagoga única e com a eleição do Iº Comité da Comunidade Israelita de Lisboa, cujo Presidente Honorário é Abraham Bensaúde e o Presidente EfectivoSimão Anahory.

A construção da Sinagoga Shaaré Tikvá

Existiam em Lisboa, desde 1810, várias casas de orações, mas dificilmente reuniam as condições necessárias ao culto, pois situavam-se em modestos andares. Assim apesar das dificuldades ocasionadas pela falta de reconhecimento oficial, a comunidade consegue comprar, em nome de particulares, um terreno para a construção de um edifício de raíz, próprio e condigno.

O projecto da sinagoga foi da autoria de um dos maiores arquitectos da época,Miguel Ventura Terra. Situada no nº 59 da Rua Alexandre Herculano, teve de ser construída dentro de um quintal muralhado, dado que não era permitida a construção com fachada para a via pública de um templo que não fosse de religião católica, então religião oficial do estado.

Lançada a Primeira Pedra em 1902, a Sinagoga Shaaré-Tikvá é finalmente inaugurada em 1904, culminando um esforço de mais de 50 anos dos judeus de Lisboa.

Fonte: https://caminhando.pt/

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VIZELA REGRESSA À OCUPAÇÃO ROMANA

Vizela recua à época Romana de 7 a 9 de junho

A Comissão de Festas de Vizela, com o apoio da Câmara Municipal, promove a oitava edição da Vizela Romana, nos dias 7, 8 e 9 de junho, na Praça da República e Jardim Manuel Faria.

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Ao longo dos três dias da Vizela Romana terão lugar animações, música, dança, espetáculos de fogo, área pedagógica com os ofícios, mercado, acampamento militar, tudo aquilo que remete para o ano 82 d.C., na civitas “Oculis Calidarum”.

No dia 07, realiza-se o desfile dos romanitos, com a participação de cerca de 1000 crianças das escolas de Vizela, a partir das 17.00h. Às 22h00 tem lugar o espetáculo em Honra do Deus Bormânico. No sábado, dia 08, às 22h00, terá lugar o grande desfile da chegada do imperador e o espetáculo comemorativo. O espetáculo de encerramento realiza-se às 22h00 do dia 09 de junho. Terão ainda lugar espetáculos itinerantes durante o período de abertura do Mercado e visitas guiadas pelo acampamento militar e ofícios.

Recua no tempo e vem viver o tempo dos romanos!

Programa - Principais destaques

Sexta 07 [17-24h]

» 17h Desfile dos Romanitos (Participação Escolas de Vizela)

» 21h30 Espetáculo em Honra do Deus Bormânico

Sábado 08 [12-24h]

» 21h30 Grande desfile da chegada do imperador e espetáculo comemorativo

Domingo 09 [12-24h]

» 21h30 Espetáculo de encerramento

DANIEL BASTOS APRESENTOU EM BRUXELAS NOVO LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E O NASCIMENTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA

Na passada sexta-feira (31 de maio), foi apresentada na capital da Europa o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

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O historiador Daniel Bastos (ao centro.), na sessão de apresentação do livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”, na livraria portuguesa em Bruxelas “La Petite Portugaise”, ladeado de Elisabete Soares, representante da livraria luso-belga, e de Paulo Pisco, deputado eleito pelo círculo da emigração na Europa

A obra, concebida e realizada pelo historiador minhoto Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, e prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, foi apresentada na livraria portuguesa em Bruxelas “La Petite Portugaise”.

No decurso da sessão, a representante da livraria luso-belga, Elisabete Soares, caracterizou o historiador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, como um fautor de várias iniciativas cívicas para a cidadania ativa, e Paulo Pisco, deputado eleito pelo círculo da emigração na Europa que apresentou a obra, destacou o trabalho desenvolvido por Daniel Bastos em prol do conhecimento e valorização da emigração portuguesa. E em particular, este novo livro como um importante contributo para a preservação da memória do fotógrafo humanista Gérald Bloncourt, recentemente falecido em Paris, um homem que amou e honrou os portugueses.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa, mas que retratou também a explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o historiador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

Refira-se que durante o presente mês de junho, o livro vai ser apresentado no dia 7 de junho (sexta-feira), na FNAC em Braga, às 21h00, e no dia 10 de junho (segunda-feira), Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na FNAC-Santa Catarina no Porto, às 17h00. Ainda no dia 22 de junho (sábado), no âmbito das comemorações do Dia de Portugal no Canadá, será apresentado às 10h00 na Galeria dos Pioneiros Portugueses em Toronto.

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