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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO LANÇA LIVROS SOBRE AS MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL

A freguesia de S. Romão do Neiva recebeu uma cerimónia em honra dos Ex-Combatentes do Ultramar, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, e onde foi apresentado um livro do jovem Rodrigo André Vitorino Vaz sobre as memórias da Guerra Colonial.

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A edição “Só o não saber se Regressava”, com prefácio do Coronel Luís Gonzaga Coutinho de Almeida, é da autoria de um jovem de 22 anos, que escreveu e apresentou outro livro em Castelo do Neiva recentemente, denominado “Como fazer história a partir de quem a viveu?” com prefácio de Fernando Tavares Pimenta.

Para Luís Nobre, a iniciativa demonstra que a história recente pode ser o mote para a investigação, valorizando o papel de um jovem que se mostrou interessa do e recolher testemunhos sobre um episódio que ainda está na memória de muitos portugueses. Por isso, lançou o desafio ao autor para que escreva sobre os ex-combatentes do concelho.

A Guerra Colonial foi o período de confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação das antigas colónias — Angola, Guiné-Bissau e Moçambique — entre 1961 e 1974, altura em que ocorreu a Revolução dos Cravos.

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"FERNÃO DE MAGALHÃES E A VOLTA AO MUNDO" NO REGRESSO DO FESTIVAL DE TEATRO DE PONTE DA BARCA

O Festival de Teatro de Ponte da Barca (III edição) está de volta com diversas apresentações que terão lugar no último sábado de cada mês, no renovado Auditório Municipal Santo António do Buraquinho. Esta é uma iniciativa do Município de Ponte da Barca em parceria com a Associação Movimento Incriativo, que envolve diversos grupos de Teatro da região.

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Este sábado, dia 29 de janeiro, às 21h30, o Projeto Expressar Braga apresenta "FERNÃO DE MAGALHÃES E A VOLTA AO MUNDO"

ENTRADA GRATUITA.

Sinopse:

“Uma simples visita ao Museu transforma-se numa viagem no tempo, que nos leva 500 anos atrás. A "Armada da Especiaria" parte para o desconhecido e apenas a sabedoria e a coragem destemida ditam o rumo da Primeira Volta ao Mundo”.

PAREDES DE COURA ACOLHE A CONFERÊNCIA “ELZIRA DANTAS MACHADO – PÁTRIA E REPÚBLICA”

sábado :: 29 jan :: 11h00 | Casa do Conhecimento

“Elzira Dantas Machado - Pátria e República” é o tema da conferência que vai ser proferida este sábado, 29 de janeiro, pelas 11h00, na Casa do Conhecimento em Paredes de Coura, no âmbito do Ciclo de Conferências “Estórias do Minho – Narrativas no Feminino de uma Geografia Identitária”.

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A conferência, a ser proferida pelo Prof. Doutor António Pires Ventura, Professor Catedrático do Departamento de História da Faculdade de Letras de Lisboa e diretor da Revista da Faculdade de Letras de Lisboa e do Centro de História da Universidade de Lisboa, abordará o percurso biográfico de Elzira Dantas Machado, com destaque para o seu relacionamento com Bernardino Machado e sua inserção nos movimentos femininos e republicanos da I República.

Seguir-se-á a mesa redonda moderada pelo Presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vitor Paulo Pereira, e contará com a participação de um reputado painel de investigadores, constituído pelo Doutor Aquilino Machado, professor assistente convidado do IGOT e investigador do Centro de Estudos Geográficos, Universidade de Lisboa, Laboratório TERRA, pelo Doutor José Cândido Oliveira Martins, Professor Associado da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa e também pelo Prof. Doutor António Pires Ventura.

Esta sessão terminará com uma visita à exposição no Arquivo Municipal de Paredes de Coura com curadoria do Doutor Aquilino Machado “Mantelães: uma Geografia Sentimental de Elzira Dantas Machado”.

A conferência “Elzira Dantas Machado - Pátria e República” será transmitida online através do linkhttps://www.facebook.com/municipiodeparedes de Coura

O Ciclo de Conferências “Estórias do Minho – Narrativas no Feminino de uma Geografia Identitária” que percorre os 24 municípios do Minho pretende valorizar um olhar inovador sobre a herança cultural do Minho rememorada no feminino, enquanto sociedade de forte tradição matriarcal, propiciando uma narrativa congregadora de saberes e valores identitários que importam estudar, conhecer, cuidar, preservar, valorizar e divulgar. 

O Ciclo de Conferências “Estórias do Minho – Narrativas no Feminino de uma Geografia Identitária” surge no âmbito do projeto âncora “PA2. Touring Cultural – Identidade Cultural do Minho”, cofinanciado pelo Norte 2020.

A HERANÇA PORTUGUESA EM MALACA

Daniel Bastos

  • Crónica de Daniel Bastos

A presença pioneira dos portugueses na Ásia no séc. XVI e XVII, catalisadora dos primeiros contactos entre a Europa e o Oriente, apresenta ainda nos dias de hoje marcas vivas dessa Era dos Descobrimentos.

É o caso de Malaca, uma cidade e porto da Malásia, uma nação situada no sudeste asiático, que preserva desde a centúria quinhentista, época em que por ação de Afonso de Albuquerque, vice-rei da Índia nomeado por D. Manuel, o então sultanato se tornou numa base estratégica para a expansão portuguesa nas Índias Orientais, um singular legado luso.

Simultaneamente, Malaca tornou-se no mesmo período histórico, por ação de São Francisco Xavier, jesuíta e apóstolo do Oriente, um importante centro da atividade missionária, contexto que se alteraria a partir de 1641, ano em que a antiga possessão portuguesa caiu nas mãos dos holandeses.

A história de Malaca, onde ainda hoje vivem cerca de mil a dois mil descendentes de portugueses em mais de uma centena de casas, no chamado bairro português, concorreu para que a cidade malaia tenha sido, em 2008, classificada como património mundial da UNESCO. Distinção, que levou nesse ano o então Presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d’Oliveira Martins, a asseverar que Malaca merecia ser classificada como património mundial da UNESCO por três razões: “pelo valor memorialístico, pela monumentalidade (em especial o que resta do forte português e a célebre porta que mantém a designação de “A Famosa”) e pela ligação entre o património histórico e o diálogo intercultural com a língua portuguesa (o papiar cristan)”.

A herança portuguesa em Malaca é desde o início da década de 2010 singularmente preservada e difundida pelo Portuguese Settlement Heritage Museum (Museu da Herança do Povoado Português). Um espaço museológico, situado no bairro português, que graças a lusodescendentes como Christopher De Mello e Jerry Alcântara, conta com um espólio de largas centenas de peças, objetos e coleções pessoais, como fotografias, carpetes, quadros, pratos e uma réplica da nau "Flor de la Mar" (Flor do Mar), que naufragou em 1511 no estreito de Malaca, com um imenso tesouro, que nunca foi encontrado.

Como evoca António de Abreu Freire, investigador do CLEPUL - Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Portugueses pelo Oriente, são “muitos os testemunhos da presença portuguesa pelo Oriente, que aparece hoje aos olhos dos estudiosos como um projeto desmedido de um povo pequeno e distante. Movido por uma utopia arrasadora, o povo português ultrapassou imprevistos e obstáculos que a natureza e os adversários armavam. Feita de coragem e de utopia, de conhecimento e de ambição, a expansão portuguesa pelo Oriente foi uma das maiores proezas civilizacionais da humanidade”.

PONTE DE LIMA NO SÉCULO XIX

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Largo de Camões com a Capela de Nossa Senhora do Rosário.Poderá trata-se de uma fotografia de 1883, ano em que se procedeu a intervenções para o calcetamento e a construção de passeio no Largo de Camões.Refere no verso: "Ponte de Lima Praça do Mercado".Fotografia: Phot. Abreu.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

CONGRESSO NA UNIVERSIDADE DO MINHO ASSINALA OS 650 ANOS DA ALIANÇA LUSO-BRITÂNICA

CONGRESSO INTERDISCIPLINAR 650 aniversário da Aliança Luso-Britânica, 6-9 Julho 2022

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“Balanço do Passado e perspectivas de futuro” 

Por ocasião dos 650 anos do Tratado de Tagilde, 6-9 de  Julho de 2022, Universidade do MInho, Braga.

Os fundamentos jurídicos da aliança Luso-Britânica encontram-se no Tratado de Tagilde (10 de julho de 1372), e no Tratado de Londres (16 de junho de 1373).

O Tratado de Tagilde, firmado na Igreja de S. Salvador de Tagilde (município de Vizela, distrito de Braga), entre o rei D. Fernando I de Portugal e os representantes de João de Gante, Duque de Lencastre e quarto filho do rei Eduardo III de Inglaterra, é considerado o preâmbulo da aliança que ainda hoje vigora. Durante mais de seis séculos de existência, a aliança Luso-Britânica superou as mais desafiantes contingências históricas, incluindo duas Guerras Mundiais, a ascensão e queda de impérios, revoluções e descolonização, multilateralização das relações internacionais, integração europeia e o fim da Guerra Fria.

A Conferência Interdisciplinar “A Aliança Luso-Britânica: Balanço do passado e perspetivas de futuro”, que terá lugar na Universidade do Minho (Braga, Portugal) de 6 a 9 de julho de 2022, assinala o 650º aniversário do Tratado de Tagilde com um espaço criativo de diálogo e de intercâmbio de conhecimentos entre investigadores de diversas áreas do saber. O encontro deverá permitir uma compreensão mais profunda do passado e do presente da aliança, assim como perspetivar possíveis reverberações futuras.

Este Congresso é organizado pela Universidade do Minho  – Centro de Investigação em Justiça e Governação e pela Escola de Direito, em parceria com Portugal-UK 650.

Instituiçoes Parceiras

Universidade de Oxford, Universidade de Coimbra, Centro de  História da Sociedade e da Cultura; Universidade de Évora/Universidade do Minho, Centro de Investigação em Ciência Política; Universidade Católica – Lisboa, Instituto de Estudos Políticos.

Veja detalhes da chamada para comunicações e painéis aqui (até 30 de Janeiro de 2022):

Portugues

Inglês

Coordenação Científica

Alexandra M. Rodrigues Araújo (JusGov/Universidade do Minho), João Sérgio Ribeiro (JusGov/Universidade do Minho), Mário Ferreira Monte (JusGov/Universidade do Minho)

Comité Organizador

Alexandra M. Rodrigues Araújo (JusGov/Universidade do Minho), Allan Tatham (JusGov)

Comissåo Científica

Anabela Gonçalves (JusGov/ Universidade do Minho), Carlos Abreu Amorim (JusGov/ Universidade do Minho), Cristina Dias (JusGov/Universidade do Minho), Joana Aguiar e Silva (JusGov/ Universidade do Minho), João Carlos Espada (IEP, Universidade Católica – Lisboa), Joaquim Freitas da Rocha (JusGov/ Universidade do Minho), José Pedro Paiva (CHSC, Universidade de Coimbra), Liam Gearon (Universidade de Oxford), Marco Gonçalves (JusGov/ Universidade do Minho), Maria de Assunção Vale Pereira (JusGov/ Universidade do Minho), Maria João Rodrigues de Araújo (Universidade de Oxford), Maria José Azevedo Santos (CHSC, Universidade de Coimbra), Maria Miguel Carvalho (JusGov/ Universidade do Minho), Owen Rees (Universidade de Oxford), Pedro Madeira Froufe (JusGov/ Universidade do Minho), Silvério Rocha e Cunha (CICP/Universidade de Évora), Teresa Pinto Coelho (Universidade Nova), Thomas F. Earle (Universidade de Oxford).

Fonte: https://portugal-uk650.com/

ALIANÇA LUSO BRITÂNICA: “PACTO DE TAGILDE” FOI CELEBRADO HÁ 650 ANOS EM VIZELA

O Tratado de Tagilde foi um tratado firmado em 10 de Julho de 1372 em Tagilde, freguesia do concelho de Vizela. Foi um dos mais importantes acordos políticos de Portugal. O rei D.Fernando I de Portugal assinou com os delegados de João de Gante, duque de Lencastre, o chamado “pacto de Tagilde”. Esse acordo constituiu o primeiro fundamento jurídico do futuro tratado de aliança Luso-Britânica, que ainda hoje perdura.

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Naquele pacto, Portugal comprometia-se a ajudar João de Gante, Duque de Lencastre, por mar e por terra, contra Henrique II de Castela e/ou o Rei de Aragão. O rei português não poderia adquirir quaisquer terras nos senhorios de Castela. Já no reino de Aragão as terras seriam daquele, D. Fernando ou João de Gante, que primeiro as conquistasse.

Junto à igreja matriz de Tagilde, encontra-se desde 1953 um elegante padrão em pedra que memoriza o acto entre os dois países.

Fonte: Wikipédia

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MUNICÍPIO DE BRAGA ASSOCIA-SE ÀS COMEMORAÇÕES DOS 650 ANOS DA ALIANÇA LUSO-BRITÂNICA

Em 2022 comemoram-se os 650 anos da Aliança Luso-britânica, a mais antiga aliança diplomática do mundo em vigor. O Município de Braga é uma das entidades que está envolvida na organização de um vasto conjunto de iniciativas que irão decorrer entre Portugal e o Reino Unido nos próximos dois anos.

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A primeira iniciativa que Braga vai receber irá ter lugar já no próximo sábado, dia 22 de Janeiro, às 21h00 no Auditório Vita, com a Gala de Ano Novo, promovida pela Escola de Dança Ent´artes. Ao longo deste ano, diversas entidades da cidade irão acolher iniciativas para celebrar esta efeméride, que contará com a cidade de Braga e de Vizela como sedes das comemorações portuguesas. Diversas entidades do município estão envolvidas em vários projectos, como a Universidade do Minho, o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian ou o Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, além da já citada escola de dança Ent’Artes. O ponto alto destas celebrações terá lugar no fim de semana de 9 e 10 de Julho, com a realização de uma gala no Theatro Circo, uma cerimonia religiosa na Sé Catedral e actividades comemorativas no concelho de Vizela, sendo que haverá também um Congresso Interdisciplinar na Universidade do Minho de 6-9 Julho.

O início da formalização da Aliança, baseada na amizade perpétua entre os dois países, ocorreu com a assinatura do Tratado de Tagilde a 10 de Julho de 1372 no município de Vizela, distrito de Braga e a sua concretização com a assinatura do "Tratado de Paz, Amizade e Aliança", a 16 de Junho 1373 em Londres. Esta Aliança foi posteriormente reforçada de várias formas pelos Tratado de Windsor de 1386 e por outros tratados ao longo da história.

Um programa de comemorações intitulado Portugal-UK 650 está já decorrer em ambos os países, e conta com o apoio das autoridades civis, militares e religiosas, incluindo de Sua Santidade, o Papa Francisco e do Arcebispo de Canterbury e Primaz da Igreja Anglicana, Justin Welby. As Comemorações iniciaram-se com um evento no Palácio de S. James em Londres, com a presença de autoridades de ambos os países. Portugal-UK 650 é dirigida por uma comissão coordenadora de ambos os países, da qual faz parte, entre outras personalidades, o Presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio ou o Presidente da Câmara de Vizela, Victor Hugo Salgado, e é liderada por Maria João Rodrigues de Araújo da Universidade de Oxford.

Para além da celebração das datas mais importantes - os 650 anos do Tratado de Tagilde, a 10 de Julho de 2022 e do Tratado de “Paz, Amizade e Aliança”, a 16 de Junho de 2023 - Portugal-UK 650 engloba outras iniciativas tais como actividades de investigação, educação, cultura, de cooperação e sociais.

As actividades podem ser consultadas no site https://portugal-uk650.com

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GUIMARÃES: O QUE É O MOSTEIRO DE SANTA MARINHA DA COSTA?

Sobre um primitivo estabelecimento romano, de ocupação continuada pelo período suevo-visigótico, construíram os colonos vinculados ao reino das Astúrias, nos finais do século IX, um templo relativamente modesto, de nave e ábside únicas, esta última aparentemente mais elevada que a primeira, rematado ocidentalmente por um narthex, cuja dimensão as escavações arqueológicas não puderam determinar (REAL, 1985, p.13).

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Sensivelmente meio século depois, aqui se instalaram os condes portucalenses, à frente de cuja família se encontrava Mumadona Dias, e seu marido, Hermenegildo Gonçalves. A amplitude e a qualidade da campanha construtiva então patrocinada, cuja monumentalidade ultrapassa, em muito, o que então se fez em outros pontos do Entre-Douro-e-Minho, levou a que se considerasse estar em presença de vestígios do Paço ducal portucalense do século X (REAL, 1985, p.24).

A relação artística destes materiais com outros das décadas anteriores ao ano mil não motivam grandes dúvidas em matéria de cronologia. Por outro lado, a sua qualidade revela tratar-se de uma obras bastante cuidada. A torre quadrangular, que se adossa ao topo Sudoeste do corpo da igreja, com os seus grandes silhares, de talhe bastante regular, e o seu arco em ferradura, que segue o modelo cordovês deste tipo de vão, é um dos melhores testemunhos da relevância historico-artística da campanha condal. Uma relevância que continua pela igreja. Ao contrário do templo asturiano, situado onde mais tarde se edificou o claustro, a igreja pré-românica rompeu com essa anterior opção, e localiza-se sob os alicerces onde sucessivamente se foi reformulando a igreja, até à actualidade. Para além da nova ordem urbanística, a construção revelou-se bastante grande, mesmo gigantesca, para o panorama da arquitectura religiosa pré-românica em território nacional. Todos estes factos, ainda que sem a devida certificação absoluta, apontam para que o planalto da Costa tenha sido o local dos paços condais portucalenses, e a sua igreja a capela palatina do complexo.

Desconhece-se a data certa em que este conjunto passou a mosteiro, mas tudo leva a crer que a falência do modelo condal, na viragem para o século XI, tenha determinado essa alteração. No século XII, o mosteiro foi entregue aos cónegos agostinhos, que então patrocinaram a primeira grande reforma do local. No templo, a capela-mor foi deslocada para nascente, ganhando-se, assim, mais espaço na nave, esta mantida quase integralmente. No convento, deram início a quase todos os espaços, muito provavelmente edificados sobre o anterior paço. Também o claustro foi construído nessa época, com grande probabilidade já no século seguinte, conforme alguns materiais arqueologicamente identificados o levam a supor (BARROCA, 2000, p.88).

Novas obras tiveram de esperar pelo século XVI. De 1535 era o novo retábulo-mor, assinada por uma das mais importantes figuras da nossa pintura renascentista: Frei Carlos. Por essa altura, mais concretamente em 1537, D. João III determinou a passagem do mosteiro para a ordem de São Jerónimo, que aí instalou um colégio. A campanha construtiva então efectuada, dentro dos cânones maneiristas, revela a importância regional que o cenóbio ainda detinha. Ela foi conduzida pelo mestre pedreiro vimaranense Pedro Alonso de Amorim, que construiu um novo claustro e reformulou a fachada da igreja.

Bastante mais importantes foram as obras barrocas. Estas, determinaram a parcial destruição das anteriores dependências conventuais e sua substituição por alas mais modernas. Praticamente todo o complexo foi sujeito a obras, desde a nova capela-mor (1713), à actualização estética do interior, passando pela definição da cerca.

Já no século XX, a pretensão de converter o antigo mosteiro em pousada, com projecto dos arqts. Lixa Felgueiras, Fernando Távora e Conceição e Silva, proporcionou a realização de uma das mais importantes campanhas arqueológicas, em edifícios medievais, no nosso país.

PAF

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

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OFÍCIO-PRECATÓRIO DO JUÍZO CRIMINAL DO PORTO AO JUIZ DE DIREITO DE VILA NOVA DE FAMALICÃO

Ofício-Precatório do Juízo Criminal da comarca do Porto ao Juiz de Direito da comarca de Vila Nova de Famalicão, datado de 20 de Março de 1950, a ordenar a citação dos arguidos José Casimiro da Silva e Armando Filipe Cerejeira Pereira Bacelar, acusados do crime de imprensa e crime contra a segurança do Estado, a propósito da publicação de "Eleições Livres" editada pela Comissão Distrital de Braga dos Serviços de Candidatura do General Norton de Matos.Contém a cópia da queixa deduzida no processo de corpo de delito contra: 1) José Casimiro da Silva; 2) Dr. Armando Filipe Cerejeira Pereira Bacelar; 3) Dr. José Graça, 4) Miguel Augusto Alves Ferreira; 5) Dr. Fernando Marques Coelho Correia Simões; 6) Joaquim Vítor Batista Gomes de Sá.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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