Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

O ARTESANATO E A INDÚSTRIA NA PRODUÇÃO DO TRAJE TRADICIONAL

Numa época em que ainda não existiam os modernos teares industriais e a industria dava os primeiros passos, muitas eram as modestas casas nas nossas aldeias que possuiam o tear artesanal nos quais se produzia parte do vestuário e outras peças de roupa que nos agasalhavam. Ainda actualmente se pode encontrar muitos desses teares arrumados a um canto, quase sempre sem uso e em deteoração acelerada.

Ourem30JUL11 069

Nos campos semeava-se o linho com que se fazia parte da roupa que se usava. Planta que entre nós caiu em desuso, apesar de em muitos países prósperos na Europa ser cultivado em virtude das suas inúmeras vantagens, nomeadamente no fabrico do pão. Para além do linho, muitos dos tecidos eram adquiridos nas feiras cujos comerciantes se encarregavam de fornecer, panos trazidos por vezes de paragens muito distantes como sucedia com a chita.

Quem na área da geneologia consulta os assentos paroquiais de baptismo – no século XIX ainda não tinha sido instituído o registo civil! – constata com grande frequência a profissão de tecedeira. Porém, é sabido que para assegurar a economia doméstica, jamais a moça se podia dar ao luxo de uma profissão exclusiva. E, apesar de todos os talentos que lhe eram reconhecidos como também o de bordadeira, ela trabalhava na lavoura e governava a casa, tratava dos animais e cuidava das crianças… e, claro, produzia a roupa que agasalhava a família, sem fantasias ridículas que impossibilitassem o seu uso prático, como sucede com muitos trajes que agora nos são vendidos por alguns grupos folclóricos como se genuínos se tratassem. Casacos com filas intermináveis de botões e sem casas para abotoar, fatos incompletos, chapéus de marmita, camisas com golas modernas, aventais com brasões municipais, calças vincadas e com braguilha…

Mas neste jogo trafulha há também quem apresente camisolas produzidas em teares industriais com a malha muito perfeitinha, assegurando tratar-se de vestuário produzido artesanalmente, quando se sabe que a confecção manual não assegura esse grau de perfeição que só a máquina consegue satisfazer. Imagine-se, a título de exemplo, uma camisola de pescador poveiro produzida num tear industrial…

A confecção manual é imperfeita porque reproduz a inteligência e o talento de quem realiza o trabalho e é por essa razão que o artesanato é aquilo que melhor reflecte o grau de desenvolvimento dos povos. E, daí, a sua importancia do ponto de vista etnográfico, a tal ponto que deveria ser a escolha preferida pelos ranchos folclóricos na sua troca de lembranças. Mas, há sempre quem prefira vender gato por lebre!

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE FOMENTA DIVULGAÇÃO DA HISTÓRIA E CULTURA LOCAL

A Câmara Municipal de Esposende vai realizar uma campanha natalícia de venda de publicações do Município, de acordo com deliberação aprovada, por unanimidade, em reunião de Câmara.

IMG_20191213_142320.jpg

No âmbito da sua política editorial, a autarquia tem editado várias publicações abordando temas de cultura local, nomeadamente história, arqueologia, arte, antropologia, etnografia, arquitetura, educação, geografia, entre outros, destacando os valores históricos e culturais do concelho. Estas ficam disponíveis para aquisição, tanto na Câmara Municipal como nas livrarias locais.

Considerando o conteúdo e o interesse das publicações, e dado que o Município não trabalha com distribuidoras do setor do livro, a Câmara Municipal entendeu promover uma campanha de desconto, entre os 10% e 60%, em aproximadamente 30 títulos, que vigorará até ao próximo dia 10 de janeiro. Deste modo, pretende-se incentivar a compra e leitura de livros de História e Cultura local, numa época em que é habitual a compra de presentes. As publicações do Município podem ser adquiridas na Biblioteca Municipal, Centro de Informação Turística de Esposende e Centro Interpretativo de S. Lourenço.

Na mesma reunião, o Município deliberou igualmente tabelar um conjunto de publicações que não têm preço, ou porque foram financiadas e a legislação não permitia, ou porque foram adquiridas aos autores com objetivo de os apoiar.

Como o Município entende que estas publicações devem estar acessíveis ao público em geral e uma vez que as questões legais de financiamento estão ultrapassadas, nomeadamente as publicações de 2016, foi definido o preço de venda das seguintes publicações: Atas do Seminário “Educação e Leitura” (2006) – 5.00€; 25 de Abril – O Renascer da Esperança (1999) – 5.00€; Belemino Ribeiro (2019) – 25.00; Escola Primária de Vila-Chã:1995-2009, (2009) - 5.00€; Gerações da Fundação da Vila de Esposende (2004) – 10.00€; Histórias (Re)Contadas (2006) -10.00€; A Santa Casa da Misericórdia de Fão (2000) – 8.00€; Sob céus estranhos, uma artista chamada Ilse (2013) - 10.00€. A aquisição destas publicações é feita na Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura.

Estas medidas enquadram-se no âmbito dos eixos de intervenção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, que o Município de Esposende assumiu para o seu plano de ação.

ARROLAMENTO DOS BENS CULTUAIS DA FREGUESIA DE ARCOS DE VALDEVEZ

Entre 7 de Setembro e 5 de Dezembro de 1911, procedeu-se ao arrolamento dos bens cultuais da freguesia e concelho de Arcos de Valdevez, constando da Igreja Paroquial de São Salvador.

Capturarav1.PNG

Tratou-se de um procedimento imposto pela Comissão Jurisdicional dos Bens Cultuais, um organismo criado a seguir à implantação do regime republicano no ano anterior destinado à expropriação do património eclesiástico.

Refira-se que desde a reforma administrativa de 18 de Julho de 1835 foram criadas as juntas de paróquia para se destacarem da estrutura eclesiástica que remonta à Idade Média, muito embora os seus limites geográficos fossem coincidentes com esta. Com a Lei nº 621, de 23 de Junho de 1916, a estrutura civil das juntas de paróquia passaram a designar-se por juntas de freguesia – de filius ecclesiae – que, ironicamente, quer dizer “filho da Igreja”.

São designados por bens cultuais porque se destinavam ao culto, não devendo serem confundidos com “bens culturais”.

Fonte: ANTT

Capturarav2.PNG

Capturarav3.PNG

Capturarav4.PNG

Capturarav5.PNG

Capturarav6.PNG

Capturarav7.PNG

O MERCADO EM CABECEIRAS DE BASTO EM 1912

As imagens mostram o mercado de Cabeceiras de Basto por ocasião da presença das tropas republicanas que em 1912 foram deslocadas para o Minho a fim de combater as incursões monárquicas chefiadas por Paiva Couceiro. Numa das fotos vemos um grupo de raparigas que foram ver as tropas, vigiadas de perto pelos seus pais e outros familiares.

As fotos, da autoria de Joshua Benoliel, integraram uma reportagem do jornal O Século, sob o título “Ainda a defesa da Pátria", subtítulo "Cabeceiras de Basto volta à normalidade”

Fonte: ANTT

PT-TT-EPJS-SF-008-00376_m0001.JPG

PT-TT-EPJS-SF-008-01347_m0001.JPG

PT-TT-EPJS-SF-008-10038_m0001.JPG

FAMALICÃO EVOCA JÚLIO BRANDÃO

Exposição dedicada a Júlio Brandão está patente na Biblioteca Municipal

A Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco de Vila Nova de Famalicão tem patente até 4 de janeiro a exposição dedicada a “Júlio Brandão: Recordações dum velho poeta|150 anos do nascimento”. A mostra está inserida no programa comemorativo dos 150 anos do nascimento de Júlio Brandão, que o município está a assinalar. Júlio Brandão, ilustre poeta, cronista, crítico literário, crítico de arte, publicista, dramaturgo, jornalista, professor e museólogo, nasceu a 9 de agosto de 1869, na rua de Santo António, no coração da cidade famalicense.

Exposição Júlio Brandão.jpg

Entre as várias homenagens à memória de Júlio Brandão, promovidas e apoiadas pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, a título póstumo, destacam-se a atribuição do seu nome a uma escola do centro da cidade, a Escola Básica Júlio Brandão; a homenagem promovida em 1950 pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, com a instalação de uma glorieta em granito e bronze no topo norte do Parque 1º de Maio, e as comemorações do centenário do seu nascimento, através do denominado “Ciclo Comemorativo do 1º Centenário do nascimento do Escritor e Poeta Júlio Brandão, em agosto de 1969.

Entre outras mais recentes, enquadradas agora nas comemorações dos 150 anos sobre o seu nascimento, destacam-se a colocação de uma placa identificativa na rua onde nasceu, a Rua de Santo António, e uma intervenção artística comemorativa no mural da fachada da escola de que é patrono, a Escola Básica Júlio Brandão.

Refira-se que na inauguração da exposição que decorreu no passado sábado, a Biblioteca Municipal lançou a edição comemorativa fac-similada da obra poética da autoria de Júlio Brandão “O Livro de Aglaïs”.

FAMALICÃO APRESENTA OBRA DE BERNARDINO MACHADO

Novo volume da obra política de Bernardino Machado é apresentado sexta-feira

O Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, vai lançar na próxima sexta-feira, 13 de dezembro, pelas 18h00 o tomo VII (2ª Parte) da Obra Politica de Bernardino Machado. A iniciativa tem entrada livre e gratuita e todos os presentes irão receber a oferta do livro.

Obra de Bernardino Machado.jpg

Este volume da Obra Politica de Bernardino Machado mostra um dos períodos menos conhecidos do seu percurso politico, ou seja, o que decorre entre 1921 e 1926. Durante esse período, Bernardino Machado chefiou, durante alguns meses, um Governo trans-partidário (que foi derrubado em Maio de 1921, através de um golpe militar) e exerceu o seu segundo e último mandato presidencial (1925-1926), interrompido pelo Golpe Militar do 28 de maio de 1926 que o conduziu a um segundo, doloroso e longo exílio político (1927-1940). Este é, certamente, um dos mais interessantes volumes da sua Obra Politica.

Apresentação:

Prof. Doutor Norberto Cunha – Coordenador Científico do Museu Bernardino Machado

Local: Sala Júlio Machado Vaz, Museu Bernardino Machado

Data: 13 de dezembro, 6ª feira

Horário: 18h

ARROLAMENTO DOS BENS CULTUAIS DA FREGUESIA DE SÃO JORGE, DE ARCOS DE VALDEVEZ

Em 21 de Novembro de 1911, pouco tempo decorrido desde a implantação do regime republicano, procedeu-se ao arrolamento dos bens cultuais situados na freguesia de São Jorge, concelho de Arcos de Valdevez e distrito de Viana do Castelo, constando de: Igreja Paroquial de São Jorge; Capela Paroquial de São Mamede, em Gração.

Capturarjorg1.PNG

Refira-se que desde a reforma administrativa de 18 de Julho de 1835 foram criadas as juntas de paróquia para se destacarem da estrutura eclesiástica que remonta à Idade Média, muito embora os seus limites geográficos fossem coincidentes com esta. Com a Lei nº 621, de 23 de Junho de 1916, a estrutura civil das juntas de paróquia passaram a designar-se por juntas de freguesia – de filius ecclesiae – que, ironicamente, quer dizer “filho da Igreja”.

São designados por bens cultuais porque se destinavam ao culto, não devendo serem confundidos com “bens culturais”.

Fonte: ANTT

Capturarjorg2 (1).PNG

Capturarjorg3 (1).PNG

Capturarjorg4 (1).PNG

Capturarjorg5 (1).PNG

Capturarjorg6 (1).PNG

Capturarjorg7.PNG

VILA NOVA DE CERVEIRA: DILIGÊNCIA DE HABILITAÇÃO PARA A ORDEM DE CRISTO DE DOMINGOS FERNANDES DE SOUSA, NATURAL DE COVAS

Domingos Fernandes de Soura, natural de Outeirinho e batizado na freguesia de Covas, termo de Vila Nova da Cerveira, filho de Tomás Pires e de sua mulher Ângela Fernandes, naturais da mesma freguesia neto paterno de António Pires, apresentam diligência de habilitação para a Ordem de Cristo, em 21 de Fevereiro de 1754.

Fonte: ANTT

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0001_derivada (2).jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0002_derivada (3).jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0003_derivada (3).jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0004_derivada (3).jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0005_derivada (4).jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0006_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0007_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0008_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0009_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0010_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0011_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0012_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0013_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0014_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0015_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0016_derivada (2).jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0017_derivada (1).jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0018_derivada (1).jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0019_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0020_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0021_derivada (1).jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0022_derivada (1).jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0023_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0024_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0025_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0026_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0027_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0028_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0029_derivada.jpg

PT-TT-MCO-A-C-002-004-0001-00009_m0030_derivada.jpg

ARROLAMENTO DOS BENS CULTUAIS DA FREGUESIA DE VILA NOVA DE CERVEIRA

Em 15 de Julho de 1911, pouco tempo decorrido desde a implantação do regime republicano, procedeu-se ao arrolamento dos bens cultuais situados na freguesia e concelho de Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo, constando de: Igreja Paroquial de Vila Nova de Cerveira; Capela de São Roque; Capela de São Sebastião; Capela de São Gonçalo; Capela de Nossa Senhora da Ajuda.

Capturarcerv1.PNG

Refira-se que esta decisão situa-se numa fase imediatamente após a instauração do regime republicano em Portuga, bens estes que em regra geral viriam mais tarde a serem restituídos na fase de transição da Ditadura Militar instaurada em 1926 para o Estado Novo que se estabelece definitivamente com a aprovação da Constituição de 1933.

De sublinhar que desde a reforma administrativa de 18 de Julho de 1835 foram criadas as juntas de paróquia para se destacarem da estrutura eclesiástica que remonta à Idade Média, muito embora os seus limites geográficos fossem coincidentes com esta. Com a Lei nº 621, de 23 de Junho de 1916, a estrutura civil das juntas de paróquia passaram a designar-se por juntas de freguesia – de filius ecclesiae – que, ironicamente, quer dizer “filho da Igreja”.

São designados por bens cultuais porque se destinavam ao culto, não devendo serem confundidos com “bens culturais”.

Fonte: Arquivo do Ministériod as Finanças

Capturarcerv2.PNG

Capturarcerv3 (1).PNG

Capturarcerv4.PNG

Capturarcerv5.PNG

Capturarcerv6 (1).PNG

Capturarcerv7.PNG

Capturarcerv8 (1).PNG

Capturarcerv9.PNG

Capturarcerv10.PNG

Capturarcerv11.PNG

Capturarcerv12 (1).PNG

Capturarcerv13 (1).PNG

Capturarcerv14 (1).PNG

Capturarcerv15 (1).PNG

VILA NOVA DE CERVEIRA: ARROLAMENTO DOS BENS CULTUAIS DA FREGUESIA DE COVAS

Em 17 de Julho de 1911, pouco tempo decorrido desde a implantação do regime republicano, procedeu-se ao arrolamento dos bens cultuais situados na freguesia de Covas, concelho de Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo, constando de: Igreja Paroquial de Covas; Capela do Senhor dos Aflitos; Capela da Senhora da Conceição; Capela de Santa Marinha; Capela de Santa Maria Madalena; Capela da Senhora da Piedade; Capela de São Gregório; Capela de São Sebastião.

Fonte: Arquivo do Ministério das Finanças

Capturarco1COVAS (1).PNG

Capturarco1COVAS (2).PNG

Capturarco1COVAS (3).PNG

Capturarco1COVAS (4).PNG

Capturarco1COVAS (5).PNG

Capturarco1COVAS (6).PNG

Capturarco1COVAS (7).PNG

Capturarco1COVAS (8).PNG

Capturarco1COVAS (9).PNG

Capturarco1COVAS (10).PNG

Capturarco1COVAS (11).PNG

Capturarco1COVAS (12).PNG

Capturarco1COVAS (13).PNG

Capturarco1COVAS (14).PNG

Capturarco1COVAS (15).PNG

ARCOS DE VALDEVEZ: ARROLAMENTO DOS BENS CULTUAIS DA PARÓQUIA DE MIRANDA

Em 8 de Novembro de 1911, pouco mais de um ano decorrido desde a implantação do regime republicano, procedeu-se ao arrolamento dos bens cultuais da freguesia de Miranda, concelho de Arcos de Valdevez e distrito de Viana do Castelo, constando de Igreja Paroquial de Santa Maria de Miranda.

Na mesma ocasião, o respectivo Pároco, Padre Gaspar Himalaya da Rocha Fernandes, reclamou por escrito junto do Presidente da Comissão dos Inventários dos Bens Eclesiásticos, pelo facto de pretenderem “tirar à Igreja a legítima posse dos bens, aliás muito reduzidos, que ainda possue”.

Fonte: Arquivo do Ministério das Finanças

Capturarmi1.PNG

Capturarmi2.PNG

Capturarmi3.PNG

Capturarmi4.PNG

Capturarmi5.PNG

Capturarmi6.PNG

GOVERNO RESTITUI EM 1931 OS BENS CULTUAIS E PATRIMONIAIS DA PARÓQUIA DA CABRAÇÃO

Em 17 de Janeiro de 1931, o Governo, através do Ministro da Justiça e dos Cultos, mandou proceder à entrega de bens nos termos do Decreto n.º 11887, e 6 de Julho de 1926, na freguesia de Cabração, concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, nomeadamente a igreja paroquial, dependências e objectos de culto, e passal composto de casa de habitação, lojas, terreiro, terra de cultivo, vinha e árvores de fruto.

Refira-se que esta decisão situa-se numa fase de transição da Ditadura Militar instaurada em 1926 para o Estado Novo que se estabelece definitivamente com a aprovação da Constituição de 1933.

Fonte: Arquivo do Ministério das Finanças

Capturarcabr1 (1).PNG

Capturarcabr2 (1).PNG

Capturarcabr3.PNG

Capturarcabr4.PNG

Capturarcabr5.PNG

Capturarcabr6.PNG

Capturarcabr7.PNG

Capturarcabr8.PNG

Capturarcabr9 (1).PNG

Capturarcabr10 (1).PNG

Capturarcabr11.PNG

Capturarcabr12.PNG

Capturarcabr13.PNG

Capturarcabr14.PNG

Capturarcabr15.PNG

Capturarcabr16 (1).PNG

Capturarcabr17 (1).PNG

Capturarcabr18.PNG

Capturarcabr19.PNG

Capturarcabr20.PNG

Capturarcabr21.PNG

Capturarcabr22 (1).PNG

Capturarcabr23 (1).PNG

Capturarcabr24 (1).PNG

Capturarcabr25 (1).PNG

Capturarcabr26.PNG

Capturarcabr27.PNG

Capturarcabr28.PNG

Capturarcabr29.PNG

PELOURINHO DE PAREDES DE COURA PERTENCE AO MUNICÍPIO DESDE 1909

Em resposta à Direcção Geral da Fazenda Pública, relativamente à pertença do Pelourinho de Paredes de Coura, a Direcção de Finanças do Distrito de Viana do Castelo respondeu em 16 de Novembro de 1942  ao Director Geral da Fazenda Pública - Repartição do Património, que o referido Pelourinho de Paredes de Coura está afecto à Câmara Municipal do referido concelho desde 1909 ou 1910, data em que foram reunidas as diferentes peças de que é constituído e se encontravam dispersas por várias localidades, o colocou no local onde hoje (1942) se encontra, isto é, no largo em frente dos Paços do concelho. Direcção de Finanças de Viana do Castelo.

O pelourinho, outrota também designado por picota, consistia numa coluna de pedra onde era exercida a justiça a justiça sobre aqueles que eram punidos por actos criminosos, sendo por tal considerados símbolos da liberdade municipal. Situam-se geralmente frente aos paços do concelho das diversas municipalidades pelo menos desde o século XII,tendo desde o século XV servido para a execução de penas capitais.

De estilo românico, gótico ou manuelino, os pelourinhos são geralmente constituídos por uma base cobre a qual assenta a coluna que é encimada por um capitel on apresentavam uma espécie de guarita, com grades de ferro.

Em relação especificamente aos pelourinhos de Paredes de Coura, o site https://www.visitarportugal.pt/ refere-nos o seguinte:

“Com a honra de obtenção de dois Pelourinhos, o primeiro obtido em 1257, outorgado por D. Afonso III, e o segundo através do documento do novo foral em 1515, por D. Manuel I, mantendo-se assim como concelho até à atualidade através dos seus dois elementos como o Pelourinho e a Antiga Prisão.

Contudo, o Pelourinho esteve perdido e desmantelado durante muitos anos, vindo a ser reconstruído em 1909, com materiais de fragmentos da picota original, integrando também elementos datados da reconstrução.

De uma simplicidade, ergue-se sobre um pedestal de três degraus quadrangulares, também quadrangular o plinto em que assenta a base da coluna. O fuste cilíndrico e liso, rematado no topo também por uma moldura lisa, como indicação de capitel. Este é encimado por dois cilíndricos de faces côncavas, rematados com tabuleiros quadrangulares, um sobre o outro. Aqui pousa o remate propriamente dito, constituído por uma grande esfera lisa com o escudo nacional adossado e coroado por um cone esguio.

No decorrer do ano de 1933, este monumento foi classificado como Imóvel de Interesse Público.”

Capturarpel1.PNG

Capturarpel2.PNG

Capturarpel3.PNG

PONTE DE LIMA: CABRAÇÃO RECLAMOU DO ARROLAMENTO DOS BENS CULTUAIS EFECTUADOS EM 1911

Em 21 de Março de 1916, a Junta de Paróquia de Cabração, do concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, apresentou reclamação sobre o arrolamento considerado indevido de 11 inscrições do valor nominal de 100$00 cada, bem como títulos particulares no valor de 131$59.

Capturarr1.jpg

Refira-se que desde a reforma administrativa de 18 de Julho de 1835 foram criadas as juntas de paróquia para se destacarem da estrutura eclesiástica que remonta à Idade Média, muito embora os seus limites geográficos fossem coincidentes com esta. Com a Lei nº 621, de 23 de Junho de 1916, a estrutura civil das juntas de paróquia passaram a designar-se por juntas de freguesia – de filius ecclesiae – que, ironicamente, quer dizer “filho da Igreja”.

Fonte: Arquivo do Ministério das Finanças

Capturarr2.PNG

Capturarr3.PNG

Capturarr4.PNG

Capturarr5.PNG

Capturarr6.PNG

Capturarr7.PNG

Capturarr8.PNG

Capturarr9.PNG

Capturarr10.PNG

Capturarr11.PNG

Capturarr12.PNG

Capturarr13.PNG

Capturarr14.PNG

Capturarr15.PNG

Capturarr16.PNG

Capturarr17.PNG

Capturarr18.PNG

Capturarr19.PNG

Capturarr20.PNG

Capturarr21.PNG

Capturarr22.PNG

Capturarr23.PNG