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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA APRESENTA A ESCOLA DO ESTADO NOVO

EXPOSIÇÃO “A Escola Primária do Estado Novo: da sala de aula ao recreio”. 11 de outubro e 13 de dezembro 2019. Museu do Brinquedo Português em Ponte de Lima

Entre os dias 11 de outubro e 13 de dezembro de 2019, o Centro Local de Aprendizagem (CLA) da Universidade Aberta (UAb) em Ponte de Lima, em colaboração com o Museu do Brinquedo Português e o Município de Ponte de Lima e com o apoio do GRUPOEDE do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), irá apresentar a Exposição “A Escola Primária do Estado Novo: da sala de aula ao recreio”, a decorrer na sala de exposições temporárias no Museu do Brinquedo Português em Ponte de Lima.

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A Exposição pretende proporcionar uma revisitação ao passado ligado à ideologia do sistema educativo do Estado Novo, a fim de fomentar a partilha de conhecimentos sobre as vivências escolares de diferentes épocas, dando a conhecer aos mais jovens o funcionamento da Escola do Ensino Primário. Por outro lado, trazer à memória dos mais velhos as vivências de tempos passados, onde se inseriu a sua formação escolar no período da infância.

 A iniciativa consiste na apresentação de objetos e materiais utilizados numa sala de aula do Ensino Primário do Estado Novo, permitindo ao público explorar a história dos objetos e seu papel social na família e na escola: as carteiras dos alunos, secretária do professor, mapas didáticos, material didático (pesos, ábacos, balança, conjuntos de letras e algarismos, material de medição, livros, canetas de aparo, lousas, tinteiros, carimbos, diploma e prova da 4ª classe, regulamentos, inventários, etc.), caixa métrica, livro de ponto, os instrumentos de castigo, o relógio, o crucifixo e as imagens de António Salazar e Óscar Carmona. Desta forma, estimula-se a participação da comunidade no resgate e preservação da memória, valorizando o património material e imaterial do concelho.

A inauguração está agendada para as 18:30 do dia 11 de outubro, seguindo-se a realização de uma tertúlia com o título “A escola do meu tempo”, com a presença de Professoras de Ensino Primário que lecionaram na época do Estado Novo e também alunos que vivenciaram o Ensino dessa época.

A Exposição estará disponível para o público em geral, mas também se destina à comunidade escolar. Caso pretenda inscrever alguma turma para uma visita guiada, entre os dias 11 de outubro e 13 de dezembro, deve manifestar o seu interesse através do formulário e posteriormente será contactado(a) para agendar a visita.

Informações e inscrições:

CLA da UAb em Ponte de Lima

Contactos: 915676349/cla_ponl@uab.pt

Formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdyYiL9iIlmgVseG84UWitrVkupvgSrP7rdOI5vdQO3QkWtkQ/viewform?vc=0&c=0&w=1

PRESIDENTE DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO PRESENTE NAS COMEMORAÇÕES DO 70º ANIVERSÁRIO DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA

O Presidente do Grupo Folclórico Verde Minho, sr Teotónio Gonçalves, participou hoje nas comemorações do 70º aniversário da Fundação da República Popular da China que tiveram hoje lugar na embaixada daquele país, em Lisboa.

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Em 1 de Outubro de 1949, Mao Tse-Tung proclamou a República Popular da China, sob a liderança do Partido Comunista da China, colocando termo ao regime republicano criado em 1912 pelo Dr. Sun Yat-Sem e o Kuomintang (Partido Nacionalista) ao qual sucedeu Chiang Kai-shek.

Sob a égide do Grupo Folclórico Verde Minho, a comunidade minhota radicada na região de Lisboa vem aprofundando os laços de amizade com a laboriosa comunidade chinesa, nomeadamente através da participação mútua em eventos de ambas as comunidades.

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A “CÊPA VELHA” QUE SOBREVIVEU À MORTE DE SALAZAR ESTÁ AGORA NO MUSEU DO ALVARINHO

Gerado numa família opositora ao Estado Novo, José Ribeiro, nascido em Valença, no dia 3 de dezembro de 1938, cedo rumou à capital, onde começou por trabalhar num laboratório de cinema, seguindo-se a Rádio Renascença e o Rádio Clube Português.

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Desse período guarda muitas recordações. Uma das mais fortes, situa-se na madrugada de 25 de abril de 1974. Como habitualmente, estava a “passar discos” quando assistiu, com agrado, à ocupação da emissora por militares afetos ao Movimento das Forças Armadas.

De sorriso aberto e alma renovada, passou os dias seguintes a colocar no ar músicas proibidas pelo Estado Novo. Estavam guardados num armário fechado que José Ribeiro arrombou para lhes dar vida. Ficou ainda célebre a marcha militar que escolheu, como indicativo, para os comunicados do Movimento das Forças Armadas.

Depois desse período conturbado, que viria a instituir a democracia no nosso país, José Ribeiro reformou-se (1993) e deixou a capital, passando a residir em Odemira, no Alentejo. Com a morte da sua esposa, decidiu visitar Monção, onde se encontra há dois meses.

A escolha da nossa terra deve-se à simpatia e hospitalidade da gente local, que José Ribeiro ouvia falar e tem agora a oportunidade de vivenciar, mas também ao desejo deste em oferecer uma garrafa de Alvarinho Cêpa Velha, datada de 1958, ao Município de Monção.

A garrafa já se encontra no Museu do Alvarinho e, como refere José Ribeiro, tem uma história associada com mais de seis décadas. Quer conhecê-la? Claro que sim. Diz José Ribeiro que a garrafa foi comprada pela família para, um dia, comemorar o falecimento de António Oliveira Salazar ou a destituição do Estado Novo.

Tanto num caso como em outro, distanciados por um período aproximado de quatro anos, não foi possível fazer o tal brinde em honra da liberdade, ficando a garrafa de Cêpa Velha à espera de uma ocasião propicia à “juntança” do maior número de familiares.

Os anos foram passando, trazendo com eles o saber empírico que talvez o melhor destino a dar à garrafa seria oferecê-la e não bebê-la. Esta ideia foi ganhando forma, amadurecendo a vontade, quando tal fosse possível, de a oferecer ao nosso município.

A oportunidade surgiu agora. A Cêpa Velha que sobreviveu à morte de António Oliveira Salazar e ao 25 de abril de 1974, encontra-se no Museu do Alvarinho para apreciação de viticultores, enólogos ou simples apaixonados pelo vinho com qualidade.

Um exemplar único, engarrafado em 1958, pela primeira empresa produtora de vinho Alvarinho do nosso concelho, com o mesmo nome, fundada em 1938, precisamente o ano em que nasceu José Ribeiro. Uma feliz coincidência de um gesto que o Município de Monção reconhece e agradece.

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LIVRO DE ALEXANDRA PEREIRA DE CASTRO

Resgatar bracarenses do breu da ingratidão

  • Costa Guimarães

O Hotel do Elevador, no Bom Jesus do Monte, acolheu hoje à tarde a apresentação do novo livro de Alexandra Pereira de Castro que se assume como um gesto de homenagem a “Grandes vultos de Braga dos séculos XVIII e XIX” que se libertam do breu da ingratidão e  a “cidade desamou”.

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A sessão, promovida pela Confraria do Bom Jesus do Monte, decorreu  numa sala Cónego José Marques, repleta de amigos e convidados e enriqueceu a celebração deste Património Cultural da UNESCO.

Trata-se de uma obra com mais de 250 páginas que evoca a vida e obra de Manuel Rebello da Costa, grande benfeitor do Bom Jesus, e de outros bracarenses que se libertaram da lei da morte através de obras valerosas: D. Jerónimo José da Costa Rebello, Bispo do Porto, e os Comendadores Joaquim José da Costa Rebello, Barão da Gramoza, e José Narcizo da Costa Rebello, Cónego de Braga.

Braga tem uma grande dívida de gratidão para com estes benfeitores” que foram monárquicos liberais, proprietários abastados mas solidários com inúmeras instituições da Cidade dos Arcebispos — acentuou a autora da obra

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Na sala podiam-ver-se o Reitor da Basílica dos Congregados, Paulo Terroso, o director adjunto do Colégio Dom Diogo de Sousa, AntónioAraújo, o ex-ministro da Economia, Manuel Braga da Cruz, a mãe e irmã da autora, César Valença, ex-director do Museu Nogueira da Silva, Luís Costa, director do Lar D. Pedro V, e Varico Pereira, vice-presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte, a quem coube a  tarefa de apresentar o livro e a autora.

Quanto ao livro, Varico Pereira definiu-o como “um tributo aos benfeitores e antepassados que foram membros da Confraria do Bom Jesus do Monte, o que constitui um motivo de inspiração para o futuro”.

O Vice-presidente da Confraria destacou o “eminente relevo desta obra para os bracarenses, para a nossa Confraria e para Braga”, enquanto a autora agradeceu a oportunidade dada pela Confraria do Bom Jesus para acolher a apresentação deste livro, ganhando mais relevo porque foi escrito antes da Declaração do Bom Jesus do Monte como património da UNESCO. Recorde-se que o Hotel Elevador era um antigo quartel destinado a acolher os romeiros do Bom Jesus.

Depois, Alexandra Pereira de Castro apresentou uma síntese da sua obra que é mais um esforço para trazer o passado ao presente e fazer com que os  antepassados estejam connosco, numa tentativa de falar antecipadamente do futuro — parafraseando o Padre António Vieira.

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Com uma bela encadernação, a obra tem o valor inexcedível de reproduzir a cores dezenas de fotos que estavam escondidas em arquivos particulares e de instituições, às quais acresce a numerosa e vária documentação que confere a este trabalho um rigor científico inquestionável pelos críticos mais eruditos. Foi um esforço para que os bracarenses não conheçam estes seus antepassados “apenas de retrato” mas os conheçam “de verdade” como se o sangue deles bulisse no sangue bracarense.

O prefácio do livro é da autoria de Artur Anselmo Pereira de Castro faz-nos viajar a um tempo em que duas facções que, “além de se digladiarem, ultrapassavam pelo ódio mútuo a civilidade e a tolerância”, em que o “esbulho dos bens, a prisão, o assassinato, a convocação da turba para por e depor eminências políticas, o exílio dos sucessivos derrotados, satisfaziam à época, o ideal do domínio e da vingança” (cf. pág. 13).

É neste tempo, da rainha D. Maria II, que se verifica a ascensão de três grandes vultos e irmãos, D. Jerónimo, Bispo do Porto, Barão da Gramoza e Cónego José Narciso da Costa Rebello, cuja vida o prefaciador resume, lembrando que na génese destes três grandes vultos se encontra Manuel Rebelo da Costa, que “foi tão só o segundo benfeitor e zelador do Santuário do Bom Jesus do Monte, nascido ainda no século XVII e falecido no século seguinte” (cf. p. 16) porque o primeiro foi o Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles.

A ele se deve um vasto conjunto de obras naquele Santuário e assim se “compreende o carinho e orgulho da Autora no destapar do esquecimento de tão relevantes antepassados, benfeitores, religiosos, políticos e escritores que a cidade de Braga desamou mas que deixaram obras e benemerência que se estendem muito para além da memória menos grata da cidade” (cf. p.17).

Esta é mais uma obra de historiografia da genealogista bracarense e Membro da Academia de Letras e Artes de Portugal,  Alexandra Maria Ferreira Braga de Sousa Louro Pereira de Castro que, nos últimos sete anos ofereceu aos bracarenses as obras “História e Genealogia Familiar — Famílias Convergentes do Visconde de Vila Nova de Famalicão” (2012), “Memorial do Cemitério de Monte d'Arcos de Braga — Arte Tumular e seus eméritos” (2016), “Jerónimo de Sousa Louro — In Memoriam — e o Monumento de S. Frutuoso de Montélios” (2018).

Alexandra Pereira de Castro não esconde que esta investigação apresenta um tronco da sua família que não “estava totalmente estudado e que passa agora a estar reunido numa só publicação” e resulta da sua dedicação à Genealogia.

Nesse trabalho, a autora descobriu que, no século XVIII, um seu antepassado “foi uma figura respeitada e importante nesta cidade de Braga, não só por ser um abastado proprietário, mas também por ter sido o segundo maior benfeitor do Bom Jesus do Monte”. Foi um “tesouro encontrado que me deixou emocionada e orgulhosa” — assegura a autora, na página 20.

Trata-se de Manuel Rebello da Costa, um dos grandes temas deste livro, que, apesar de ter tido “dezoito filhos também teve a infelicidade de ver falecer prematuramente nove deles e os outros nove seguiram a vida religiosa”, pelo que a descendência deste rico ramo não foi devidamente assegurada.

O livro abre com um capítulo dedicado ao tronco comum da família bracarense descendente de Manuel Pinto e de D. Antónia Costa, onde se incluem os nomes que dão corpulência ao livro: Manuel Rebello da Costa, D. Jerónimo José da Costa Rebello (Bispo do Porto), Comendador Joaquim José da Costa Rebello (Barão da Gramoza), Comendador José Narcizo da Costa Rebello (Cónego de Braga), António José Pinto da Costa Rebello (1.º Visconde da Gramoza), Joaquim Augusto Pinto da Costa Rebello (2.º Visconde da Gramoza), Joaquim Guilherme da Costa Rebello Cunha Reis (3.º Visconde da Gramoza), D. Maria Adelaide Justina da Costa Rebello Cunha Reis (Senhora da Casa das Goladas), Dr. César da Costa Araújo Valença (Senhor da Casa da Sarola de Baixo) e a autora, Alexandra Maria Ferreira Braga de Sousa Louro Pereira de Castro, proprietária da Casa de Juste (Santa Lucrécia de Algeriz) e co-herdeira da Casa de Galvão (Melgaço).

Os capítulos seguintes são dedicados aos “grandes vultos bracarenses”, sempre bem documentados os aspectos pessoais, profissionais, testamentários e solidários de cada um deles, sem cortes e bem contextualizados.

Alexandra Pereira de Castro pretendeu apenas “relembrar filhos de Braga”, sem manifestar alguma pena “que a cidade  não os valorizou e esqueceu”. Deu exemplo de uma cidade brasileira, Tiradentes, perto de S. Paulo, onde existe uma rua com o nome do Barão da Gramoza, enquanto em Braga nada existe, apesar de ser verdade que, “sem eles, a História de Braga e desta Confraria não ficaria completa”.

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ESCRITOR, BISPO E COMBATENTES

Nesta sequência são lembrados os filhos de Manuel Rebello da Costa, como é o caso de José Rebello da Costa, Cónego secular que se notabilizou na escrita e insubstituível para conhecer a História do Porto e da Região de Entre Douro e Minho, no século XVIII, ou avó e mãe da autora.

A vida e obra de D. Jerónimo José da Costa Rebelo, Bispo do Porto, está espectacularmente documentada em 52 páginas com documentos e fotos que nos elucidam sobre os tempos difíceis que se viveram no século XIX.

Ficamos a saber que a escadaria da Capela de Guadalupe  — “Água de Lupe, sítio mais lindo de Braga” — foi custeada pelo 1.º Barão da Gramoza, Comendador José Joaquim da Costa Rebello, nascido em finais do séc. XVIII, tornando-se um abastado proprietário, capitalista e fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Morava numa casa do Campo de Sant'Ana (hoje Avenida Central), antigo hospício dos Religiosos Capuchos de S. Frutuoso e foi Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Braga e ocupou o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Braga, em 1846. É um dos beneméritos do Bom Jesus do Monte e da Ordem Terceira de S. Francisco (cf. p. 157) mas o seu testamento é a prova eloquente da sua generosidade com inúmeras instituições, familiares e amigos (cf. pp. 160-167).

Dotado de uma personalidade de combate, surge-nos o Comendador José Narcizo da Costa Rebello, cónego da Sé de Braga, nascido em 1791, merecedor do tratamento de “Senhoria” pelo Rei D. João VI, mas nem isso evitou ter sido preso político, passando vinte dias na Cadeia do Aljube do Porto, em 1830. Em 25 de Agosto “foi absolvido por não haver prova necessária para a condenação” (cf. p. 175).

Foi nomeado Cónego da Sé de Braga em 1826 mas teve a Oposição de outros capitulares que lhe negaram a posse. O Arcebispo teve apresentar queixa ao Rei que censurou e obrigou os capitulares opositores a darem-lhe posse. O testamento mostra a sua grandeza de alma, sendo singular a disposição de doar três mil cruzados para a Câmara Municipal de Braga construir uma estátua a D. Pedro V, na Alameda de Sant'Ana (cf. pp. 193-207).

Estranhamente, em 1913, a Câmara Municipal de Braga “desrespeitou o testamento e transferiu a estátua para o Campo Mouzinho de Albuquerque” — sustentou Alexandra Pereira de Castro, antes de uma animada sessão de autógrafos.

As páginas finais — coroadas com índice onomástico — são dedicadas à família de Costa Rebelo da Cunha Reis, a partir do Coronel Caetano Maria da Cunha Reis, filho do Senhor da Casa Grande do Campo das Hortas e das Casas de Alvação e Torre de Alvite, em Cabeceiras de Basto, sempre na perspectiva de olhar para a posteridade, inspirada na experiência dos seus antepassados.

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QUEM É A AUTORA?

Monárquica assumida, Alexandra Maria Ferreira Braga de Sousa Louro Pereira de Castro, nasceu em S. João do Souto, Braga, em Outubro de 1963.

Esta investigadora na área da Genealogia, é Dama de Mérito da Sacra e Militar Ordem Constantiniana de S. Jorge e membro da Associação da Nobreza Histórica de Portugal e da Academia Portuguesa de Ex-Libris, sendo Delegada no Minho desta Academia.

É também membro da Associação Portuguesa de Genealogia, do Instituto Português de Heráldica, da Academia de Letras e Artes de Portugal e “Academico d'Onore” da Real Academia Sancti Ambrosii Martyris de Itália.

No seu curriculum consta ainda a filiação no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (Brasil), e Confraria dos Vinhos Verdes. Nos últimos sete anos, brindou os bracarenses e amantes de temas históricos com quatro livros.

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QUATRO BRACARENSES SAEM DO BREU DA INGRATIDÃO

LIVRO DE ALEXANDRA PEREIRA DE CASTRO

O Hotel do Elevador, no Bom Jesus do Monte, acolheu hoje à tarde a apresentação do novo livro de Alexandra Pereira de Castro que se assume como um gesto de homenagem a quatro “grandes vultos de Braga dos séculos XVIII e XIX” que se libertam do breu da ingratidão.

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A sessão, promovida pela Confraria do Bom Jesus do Monte, decorreu  numa sala Cónego José Marques, repleta de amigos e convidados e enriqueceu a celebração deste Património Cultural da UNESCO.

Trata-se de uma obra com mais de 250 páginas que evoca a vida e obra de Manuel Rebello da Costa, grande benfeitor do Bom Jesus, e de outros bracarenses que se libertaram da lei da morte através de obras valerosas, como são os casos de D. Jerónimo José da Costa Rebello, Bispo do Porto, e os Comendadores Joaquim José da Costa Rebello, Barão da Gramoza, e José Narcizo da Costa Rebello, Cónego de Braga.

Trata-se de mais uma obra de historiografia da genealogista bracarense e Membros da Academia de Letras e Artes de Portugal,  Alexandra Maria Ferreira Braga de Sousa Louro Pereira de Castro que, nos últimos sete anos ofereceu aos bracarenses as obras “História e Genealogia Familiar — Famílias Convergentes do Visconde de Vila Nova de Famalicão” (2012), “Memorial do Cemitério de Monte d'Arcos de Braga — Arte Tumular e seus eméritos” (2016), “Jerónimo de Sousa Louro — In Memoriam — e o Monumento de S. Frutuoso de Montélios” (2018).

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MONÇÃO: “SENTE A HISTÓRIA” PROJETOU A CULTURA NO ALTO MINHO

O balanço do projeto cultural “Sente a História”, promovido pela CIM Alto Minho, produzido pela Eventos David Martins e cofinanciado pelo Norte 2020 – Programa Operacional Regional do Norte, foi apresentado, ontem à tarde, na Biblioteca Municipal de Monção.

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A iniciativa, que integrou uma programação de 30 concertos em 30 locais históricos dos 10 concelhos do Alto Minho, envolveu mais de 1500 músicos, tendo-se afirmado como motor de desenvolvimento cultural, turístico e económico da região do Alto Minho.

Com recurso ao vídeo, foram apresentados os resultados alcançados nesta iniciativa cultural, destacando-se a programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), as ações de capacitação nos vários municípios, bem como o impacto cultural e económico que trouxe à região.

O programa implicou um investimento de 314 mil euros, sendo que 82% desse valor (273 mil euros), foi aplicado no distrito de Viana do Castelo através da contratação de músicos e empresas da região. Um dado interessante acompanhado por outro igualmente relevante para a promoção cultural da região: transmissão de competências artísticas e criação de novos talentos.

Presente na conferência de imprensa, o autarca monçanense, António Barbosa, realçou o papel de rejuvenescimento artístico associado ao programa e a sua importância enquanto elemento potenciador e dinamizador do território tanto na vertente cultural e patrimonial como turística. “Quem nos visita procura uma simbiose ente o património, as pessoas e as histórias de cada território. Este programa contribuiu para garantirmos essa oferta” acentuou.

Por sua vez, o presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, sublinhou a articulação entre todas as entidades envolvidas no projeto, a capacitação de jovens músicos, fomentando o aparecimento de novos talentos, e o legado que deixa para o futuro com a introdução de práticas de aprendizagem diferenciadoras e a criação de novas composições musicais.

Refira-se que o projeto “Sente a História” contemplou ainda visitas guiadas aos locais dos espetáculos, valorizando os tesouros patrimoniais do Alto Minho ao proporcionar um contacto aberto entre as pessoas e os monumentos que marcam a história da nossa região.

PROFESSORES DE CELORICO DE BASTO ARRANCAM ANO LECTIVO A RECEBER LIÇÃO DE HISTÓRIA

Professores do Agrupamento de escolas de Celorico de Basto recebem lições de história do concelho antes do arranque do Ano letivo. 300 anos das comemorações da passagem da Villa de Basto para a Vila Nova de Freixieiro e os 500 anos do Foral foram o mote para este aprofundar de conhecimento.

Os docentes que irão lecionar no ano letivo 2019/2020 no Agrupamento de Escolas de Celorico de Basto foram recebidos hoje, 05 de setembro, no Centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, pela Diretora do Agrupamento de Escolas, Eduarda Alves, depois de ouvirem o hino do Agrupamento, numa sessão de boas vindas que contou com apresentação do plano de atividades proposto para este ano letivo, com ações, objetivos e projetos, e uma apresentação da história do concelho pelo professor de história, Pedro Gonçalves.

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Segundo a Diretora do Agrupamento, “o objetivo é envolver os docentes nas comemorações destas datas históricas para o concelho, com um aprofundar de conhecimentos que permitirão que participem de forma ativa, juntamente com os alunos, com atividades múltiplas e alusivas às referidas comemorações promovidas pelo Município de Celorico de Basto. A escola não vive mais na esfera privada é um assunto público e é nosso objetivo trazer os demais setores da comunidade para dentro de Agrupamento, promovendo o sentido da responsabilidade e do cuidado de um bem que é de todos.

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Um envolvimento na história que o Agrupamento adotou no logotipo “que assenta no Castelo de Arnoia, cabeça de terra, símbolo paradigmático do poder, do conhecimento, da defesa e da liberdade, a liberdade de aprender e a liberdade de ensinar demonstrando assim, o orgulho que temos na nossa história” em consonância com o lema e missão “Com Celorico, Educar e Inovar” “insígnia que procura chegar a várias vertentes e que reforça a missão educativa da escola pública que somos, cabendo-nos a honrosa missão de preparar o futuro das nossas crianças e jovens, num paradigma de inclusão onde todos podem aprender”. Efetivamente, “crescemos como escola adepta à mudança, cimentada numa matriz holística na educação para um futuro cheio de possibilidades e oportunidades. 

Eduarda Alves reconhece que ser diretora de uma unidade orgânica com a dimensão e o contexto deste Agrupamento de Escolas “exige um conhecimento das múltiplas realidades que o compõem e das especificidades de cada um dos 18 atuais estabelecimentos de ensino, uma missão que conta com a coadjuvação dos coordenadores de Escola, que têm exercido as suas funções com rigor, disponibilidade e lealdade, garantindo um serviço de qualidade em cada estabelecimentos de ensino. Conta também, este ano letivo, “com as recém instituídas coordenações de ciclo na coordenação de equipas pedagógicas e mantém a articulação e gestão curricular supervisionada pelos Coordenadores de Departamento eleitos no início deste mandato pelos respetivos pares, sem esquecer o trabalho desenvolvido pela equipa da Biblioteca Escolar. De facto, a escola pública com todos os seus constrangimentos, com todas as suas dificuldades, figura-se hoje como campo de aprendizagem abrangente, não desenhando apenas como lugar de pedagogia, mas como um espaço privilegiado onde se aprende a viver e a conviver com os outros, numa lógica democrática, na procura de formar cidadãos plenos, conscientes dos seus direitos e deveres”. Nesse sentido, deixai-me dar-vos uma palavra de agradecimento por todo o empenho que colocam na vossa missão diária em prol da educação dos “nossos” alunos, uma tarefa nem sempre fácil, nem sempre valorizada.

A Diretora do Agrupamento de Escolas foi cabal no seu discurso priorizando o empenho de todos para o sucesso continuo deste agrupamento.

Relativamente à comunicação histórica de Pedro Gonçalves priorizaram-se alguns dos momentos relativos à História de Celorico de Basto, contribuindo, desta forma, para a construção do conhecimento da História Local.

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FÁTIMA APRESENTA CHÁ COM ARTE

A segunda temporada da iniciativa "Chá com Arte" terá início já na próxima semana: 11 e 14 de setembro!

Este projeto, resultado de uma parceria entre o Consolata Museu e a sua Liga de Amigos, decorre habitualmente numa das salas da exposição permanente, onde após a degustação de chá e biscoitos, num ambiente intimista,surgirá um momento de tertúlia com convidados especiais de reconhecido mérito do mundo das artes e da cultura.  Uma das particularidades do evento é não haver recurso a imagens projetadas, privilegiando-se a palavra.

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Assim, no dia 11 de setembro, quarta-feira, pelas 18h00, teremos como convidada especial Elisabete Paiva,Diretora Artística da Materiais Diversos. A partir do tema "Pôr em comum" as nossas diferenças, abordar-se-ão assuntos relacionados com o seu percurso profissional, as artes no mundo atual, bem como o Festival Materiais Diversos a decorrer entre os dias 27 de setembro e 5 de outubro.

https://2019.materiaisdiversos.com/

NOTA BIOGRÁFICA ELISABETE PAIVA

Elisabete Paiva é Directora Artística da Materiais Diversos desde 2015.

Foi entre 2006 e 2014 responsável pelo Serviço Educativo d’A Oficina, em Guimarães, designadamente do Centro Cultural Vila Flor e do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Colocou nesta programação para públicos jovens a experiência artística ao centro de   uma     prática de questionamento sobre o mundo e sobre a relação entre o individual e o colectivo. Neste contexto criou e editou o LURA – jornal de artes e educação e concebeu o Programa Mais Dois – Programa de Aprendizagem em Artes Performativas para o 1º ciclo.

Criou e programou o Serviço Educativo de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura.

Enquanto produtora independente colaborou com o Teatro O Bando, o Teatro do Vestido, Pedro Sena Nunes e Luís Castro e, entre 2003 e 2005, com o CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas, momento fundador da sua actividade actual.Neste contexto        desenvolveu vários projectos artísticos com as comunidades locais, donde se destacam, por serem pioneiros, o Programa de Formação Artística Contínua para o 1º ciclo e o Projecto (R)Existir, com Filipa Francisco, um dos primeiros, a nível nacional, de formação e criação com            reclusos.

Actualmente, lecciona o módulo de Estratégias de Programação, no curso de Gestão e Produção nas Artes Performativas, no Forum Dança, em Lisboa. Leccionou a disciplina de Programação Cultural – Cidade e Território e a disciplina de Públicos das Artes, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, entre 2017 e 2019.

É Mestre em Estudos de Teatro, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com a dissertação “Teatro para Crianças: do impulso de jogo ao desejo de ser espectador”, e licenciada em Teatro/ Produção pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.

Já no dia 14 de setembro, sábado, às 16h00, estará connosco Adelino Pais, autor do livro “Poesia & Sonho”.

Adelino Pais nasceu em Canas de Senhorim. Em criança ouvia o avô a ler e declamar textos de grandes poetas, cujos livros se alinhavam com muito carinho, nas estantes da sua biblioteca.

Aos nove anos escreveu a sua primeira poesia que lhe valeu um prémio. Com a mesma idade, declamou a “Cantata de Dido”, de Correia Garção, numa festa escolar. Mantém hoje a paixão pela declamação, elegendo o poema Cântico Negro, de José Régio.

Tendo sido dispensado do serviço militar que estava a cumprir em Coimbra pela morte de seu pai, rumou para Angola. Lá, colaborou em páginas poéticas do jornal de Benguela “O Intransigente” e a Rádio Clube de Benguela, onde António Freire lia os seus poemas com a sua inconfundível voz.

Participando em tertúlias das “Publicações Imbondeiro”, conheceu o poeta angolano Ernesto Lara Filho, irmão da grande poetisa Alda Lara.

Profundo devoto de Nossa Senhora de Fátima, residiu na Cova de Iria onde criou laços e profundas amizades, pelo que fez questão de vir a Fátima apresentar este livro de poesias dispersas, com temas diversos, deixando mensagens à sociedade, sobretudo de Amor.

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CAMINHOS DE SANTIAGO DÃO MOTE À FESTA DA HISTÓRIA DE ESPOSENDE

Evento decorre até domingo, 1 de setembro

Sob a temática dos Caminhos de Santiago, a cidade de Esposende vive, entre hoje e domingo, a Festa da História, um evento de animação cultural e turística, promovido pela Câmara Municipal de Esposende, em parceria com a ACICE – Associação Comercial e Industrial de Esposende.

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O cortejo de boas vindas pelas ruas da cidade, com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, e do Presidente da ACICE, José Faria, entre outras individualidades, marcou a abertura da festa, que promete repetir o sucesso das edições anteriores.

Com a cidade “vestida” a rigor, a Festa da História prevê dias de intensa animação, com espetáculos de fogo, animação musical, dança, artes circenses e recreações históricas ligadas a este caminho de peregrinação, com longa tradição do concelho de Esposende. Não falta também o indispensável espaço infantil para os mais pequenos e, como não podia deixar de ser, a gastronomia, com alargada diversidade de sugestões. Amanhã, sábado, o evento decorrerá entre as 12h00 e as 00h30, e no domingo, das 11h00 às 23h00.

A Associação Via Veteris associa-se também ao evento, tendo realizado já uma palestra sobre os Caminhos de Santiago e uma sessão de cinema com o filme The Way. Para domingo tem prevista uma caminhada entre Fonte Boa e a cidade de Esposende. O Serviço Educativo do Museu Municipal promove também a oficina “A Festa de Santiago no Museu Municipal”, com sessões para crianças acompanhadas de adultos. Toda a informação sobre a Festa da História – Caminhos de Santiago está disponível no portal www.visitesposende.com

O Presidente da Câmara Municipal sublinha que este evento se encaixa na estratégia de promoção e valorização de Esposende, um destino intrinsecamente turístico, mas que garante eventos e animação ao longo de todo o ano. “No Verão, essa aposta é, naturalmente, reforçada com um cartaz recheado de iniciativas para todos os tipos de público”, refere Benjamim Pereira, notando que “a Festa da História contribui também para enriquecer, ainda mais, o Verão em Esposende”.

O autarca sublinha que, para além da promoção turística do concelho e da dinamização do tecido económico local, este evento tem associada a promoção e valorização dos Caminhos de Santiago, concorrendo também para evidenciar o Caminho Português da Costa, que atravessa o concelho. Realça, por outro lado, que “esta iniciativa é da maior relevância tanto para o comércio local, como para as instituições concelhias que têm neste evento uma oportunidade de promover e divulgar as suas atividades, além da angariação de fundos, importante suporte para as suas dinâmicas”. Benjamim Pereira deixa, por isso, o convite para que “venham a Esposende e desfrutem deste evento”.

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FESTA DA HISTÓRIA COMEÇA AMANHÃ EM ESPOSENDE

A abertura da Festa da História – Caminhos de Santiago, vai ter lugar amanhã, sexta-feira, dia 30 de agosto, pelas 18h00, no Largo Dr. Fonseca Lima, junto aos Paços do Concelho, em Esposende.

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Promovida conjuntamente pela Câmara Municipal de Esposende e Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende (ACICE), a Festa da História é um conceito de animação cultural e turística da cidade, propondo-se para este ano novamente a temática dos Caminhos de Santiago. Ao longo do evento, de 30 de agosto de 1 de setembro, haverá recreações históricas ligadas a este caminho de peregrinação, com longa tradição do concelho de Esposende. O espetáculo está garantido com a realização de espetáculos de fogo, animação musical, dança, artes circenses, espaço infantil e, como não podia faltar, a gastronomia.

FESTA DA HISTÓRIA EM ESPOSENDE SENSIBILIZA PARA VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS

Tal como na edição de 2018, a componente ambiental vai estar presente na Festa da História, evento que a Câmara Municipal de Esposende, em parceria com a ACICE – Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende, leva a efeito, entre os dias 30 de agosto e 1 de setembro, na cidade de Esposende, este ano sob a temática “Caminhos de Santiago”.

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A Esposende Ambiente e a Resulima, entidade responsável pelo tratamento e valorização de resíduos urbanos de 6 municípios da zona do Vale do Lima e Baixo Cávado, voltam, deste modo, a associar-se ao Município de Esposende numa campanha de sensibilização ambiental, que visa fazer desta festa um evento mais sustentável - EcoEvento.

Assim, no dia 29, será feita a abordagem aos comerciantes, sensibilizando-os e distribuindo equipamentos (contentores, sacos e material informativo) que permitam uma melhor separação dos resíduos. Ao longo da Festa da História, além dos comerciantes, será abordado o público em geral, no sentido de promover a melhoria da separação de resíduos durante o evento, bem como fomentar a implementação destas práticas no dia-a-dia de cada um dos cidadãos.

Esta campanha de sensibilização ambiental, apoiada pelo Fundo de Coesão da União Europeia através do POSEUR - Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, enquadra-se no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, nomeadamente ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis, ODS 13 – Ação Climática e ODS 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade.

A Festa da História é um conceito de animação cultural e turística da cidade, propondo-se para este ano novamente a temática dos Caminhos de Santiago. O evento integra recreações históricas ligadas a este caminho de peregrinação, com longa tradição do concelho de Esposende, bem como espetáculos de fogo, animação musical, dança, artes circenses, espaço infantil, não faltando também a gastronomia.

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VILA NOVA DE CERVEIRA: ARQUEOLOGIA PÕE A DESCOBERTO MINAS ROMANAS EM COVAS

Iniciadas escavações arqueológicas para tornar visitável complexo mineiro da época romana

Classificado em 1997 como Imóvel de Interesse Público Nacional, o Couço do Monte Furado - complexo mineiro que remonta à época romana, localizado nas margens do rio Coura, na Freguesia de Covas, concelho de Vila Nova de Cerveira - está a ser alvo de uma intervenção arqueológica que visa a sua recuperação e valorização para o transformar num polo de turismo cultural e de natureza aberto ao público. Os trabalhos de escavação arrancaram, esta segunda-feira, num investimento municipal a rondar os 30 mil euros, com prazo de execução até ao final do presente ano.

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Procurando potenciar e ampliar a valorização turística da Freguesia de Covas, na Serra d’Arga, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira decidiu avançar com uma intervenção importante naquele complexo mineiro votado ao abandono até à data, após acordo com a Junta de Freguesia e parecer favorável da Direção Geral do Património Cultural.

O conjunto arqueológico do Couço do Monte Furado é formado por três estruturas complementares: a presa de derivação, o canal de captação e a galeria. Esta última apresenta-se como a mais importante pelo seu caráter atrativo do ponto de vista patrimonial, pois trata-se de um túnel escavado a pico, e que ainda conserva os lucernários onde os trabalhadores colocavam as lâmpadas que os iluminavam durante o processo de construção.

O túnel, com cerca de 150m, serviu para desviar as águas do rio Coura, de forma a permitir a exploração de ouro nas áreas do troço fluvial que ficava seco, durante os trabalhos de minério realizados entre os séculos I e III d.C. por parte do Império Romano no noroeste da Península Ibérica e que tinham em comum o uso da energia hidráulica como elemento fundamental.

O projeto em curso encontra-se dividido em duas fases: uma primeira abordagem de compilação documental e exploração arqueológica que defina e clarifique os elementos que integram os restos mineiros, nomeadamente a sua cronologia cuja data previsível é a época romana; e uma segunda para a limpeza do terreno, a criação de acessibilidades e a marcação do trilho que ligará a velha Central Hidroelétrica (a 2ª mais antiga de Portugal) até ao Couço do Monte Furado, numa extensão de aproximadamente 2km, sempre junto às margens do rio Coura, completado com painéis informativos que incluirão reconstruções gráficas do processo de exploração do ouro.

Com o intuito de preservação e partilha, a presente intervenção permitirá mostrar aos visitantes, de forma clara, didática e visual, todo o processo romano de exploração de ouro no leito do rio Coura, através de um sistema baseado num desvio do caudal de água pela escavação de uma galeria.

O arranque das escavações arqueológicas aconteceu, esta segunda-feira, sob direção de Brais Currás, investigador do CEAACP da Universidade de Coimbra, com um investimento municipal na ordem dos 30 mil euros e uma previsão de conclusão até ao final do ano.

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FESTA DA HISTÓRIA EM ESPOSENDE TEM CAMINHOS DE SANTIAGO COMO REFERÊNCIA

O Município de Esposende, em parceria com a Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende (ACICE), promove, entre 30 de agosto e 1 de setembro, a “Festa da História: Caminhos de Santiago”, durante a qual serão recriadas passagens históricas associadas às peregrinações a Santiago de Compostela.

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Depois de, no ano passado, ter registado uma afluência que rondou as 30 mil pessoas, a “Festa da História” conduzirá os visitantes por uma viagem ao passado. As ruas e praças da cidade vão acolher as tendas de almocreves, bufarinheiros e mesteirais e muita animação com música e teatro.

Às 18 horas de 30 de agosto, o cortejo de boas vindas percorre as ruas do burgo, com leitura do auto de abertura. Estão previstos espetáculos de demonstrações de falcoaria, de artes circenses, teatro e adestramento de novos cavaleiros. Fazendo jus ao epíteto de ponto obrigatório no Caminho de Santiago da Costa, Esposende promoverá uma recriação da Chegada dos Peregrinos e acolhimento pelos freires da Ordem, incluindo cerimónia do lava Pés.

Os Bobos da Corte de Afonso V deambularão pelas tabernas e os músicos da Corte animarão os peregrinos e os forasteiros. Sábado, dia 31, realiza-se uma procissão noturna, em honra dos pescadores, peregrinos e suas famílias, entoando-se cânticos religiosos, em devoção a Nossa Senhora dos Navegantes.

“Peças e Peripécias de um bando de marinheiros perdidos em terra” abre a programação do último dia, com as ruas a receberem a animação itinerante de “Os Druidas”, enquanto mestres de falcoeiros aplicam-se nos treinos da caça com os seus mais nobres exemplares.

O teatro prossegue com “Tudo por uma donzela” e “A fuga”, havendo espaço para o espetáculo de artes circenses “Amorus Bobus”. O encerramento, pelas 23 horas, contará com a presença de todos os grupos e associações participantes.

A cerimónia de abertura oficial da Festa da História é na sexta-feira, às 18 horas, encerrando às 24 horas; sábado, abre às 12 horas e encerra às 00h30 horas de domingo; e domingo abre às 11 horas e encerra às 23 horas.