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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DA BARCA: …E, D. DINIS, “LOGO LINDOSO O CHAMOU”!

Reza a lenda que o rei D. Dinis, de “tão alegre e primoroso o achou, que logo lindoso o chamou”. E, daí adveio o nome de Lindoso!

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Na realidade, o topónimo Lindoso deriva do latim “Limitosum” ou “Limesitis”, termo que significa limitador e fronteira.

Com efeito, trata-se de um ponto estratégico, inserido na cintura defensiva ao longo da raia seca e de importância crucial na defesa da passagem pela portela da Serra Amarela e pelo vale do Cabril. Nessa perspectiva inscreve-se o castelo de Lindoso, tendo a sua construção iniciado-se ao tempo de D. Afonso III, muito provavelmente nos começos do século XIII.

A seus pés aninham-se os espigueiros tradicionais formando um vasto campo em torno da eira comunitária, motivo que suscita a visita de inúmeros forasteiros.

Lindoso foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX, sendo actualmente uma das freguesias do concelho de Ponte da Barca.

Fotos: Fernando Araújo

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PONTE DE LIMA: BAMOS À BILA QUE HOJE É DIA DE FEIRA!

A feira quinzenal de Ponte de Lima é a mais antiga de que existe registo escrito em Portugal.

Consta do foral atribuído por D. Teresa – mãe de D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal – em Carta de Foral datada de 4 de Março de 1125. Tal não significa esta e outras não tivéssem lugar antes dessa data. De resto, uma interpretação errónea deste foral parece estar na origem do equívoco quanto à antiguidade do concelho limiano.

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Ponte de Lima possui pergaminhos suficientes para reclamar o seu lugar na História de Portugal – e a sua feira de origem medieval, como uma das mais genuínas que se realizam no nosso país!

Quem nunca visitou a feira quinzenal de Ponte de Lima que se estende ao longo do areal do rio Lima e as principais artérias da bila, jamais experimentou a sensação de mercadejar numa feira minhota onde tudo se compra e vende, os namoricos, a contratação dos jornaleiros e o pitoresco que caracteriza os nossos mercados onde se preservam alguns traços característicos da Idade Média.

E, porque hoje é dia de feira em Ponte de Lima, é dia de ir à bila. E, munido da sua máquina fotográfica, José Costa Lima respondeu ao apelo que lhe vai na alma e através da sua objectiva registou detalhes interessantes que só engrandecem a sua terra. Ponte de Lima não será certamente a mais antiga mas é seguramente uma das mais belas vilas do Minho e de Portugal!

Fotos: José Costa Lima

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BRASIL: RANCHO FOLCLÓRICO MARIA DA FONTE DA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO FEZ AS HONRAS AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MARECHAL CRAVEIRO LOPES

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Esta fotografia é do ano de 1956 e mostra um desfile para recepção do presidente da República Portuguesa Craveiro Lopes, na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro. Vemos o Rancho Maria da fonte ainda com seus trajes de fundação. Arlindo, um dos componentes do grupo à época, é quem leva a bandeira. Mais ao fundo, o grande acordeonista Alberto Camilo.

O senhor Benjamin Pires e a dona Fernanda Pires, recém chegados de Portugal, vestem os únicos trajes autênticos do Alto Minho que vemos na imagem. O casal soube da realização do desfile pelos jornais e foi trajado até o local. Quando os dois viram a placa com o nome da Casa do Minho, não tiveram dúvidas: entraram no meio do Rancho e participaram do desfile juntos com os demais. Foi o primeiro contato do casal que tanto ensinou ao Rancho Maria da Fonte.

O presidente da Casa do Minho na ocasião era Manoel Fernandes de Brito Filho e o diretor artístico do rancho, Luciano Lopes de Almeida.

Fotografia: Acervo da Casa do Minho do Rio de Janeiro

Fonte: Agostinho dos Santos

Pesquisa e texto: Diretoria Artística do Rancho Maria da Fonte

PAÇOS DO CONCELHO DE PONTE DA BARCA ACOLHE EXPOSIÇÃO "OLHARES SOBRE FERNÃO DE MAGALHÃES"

Exposição dos trabalhos elaborados no ano letivo 2019/2020 pelos alunos do 7º ano da disciplina de Educação Visual do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca, no âmbito das comemorações dos 500 anos da viagem de Circum-navegação de Fernão de Magalhães.

A mostra vai estar patente no átrio dos Paços do Concelho até ao final do mês de novembro e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 09h às 12h30 e das 14h às 17h30.

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PONTE DE LIMA: PAÇO DOS CONDES DE BERTIANDOS NOS COMEÇOS DO SÉCULO XX

Fachada principal, Palácio de Bertiandos, formado por dois corpos (em cada lado de uma torre do século XVI), sendo um deles mais antigo, com pedra de armas. A construção revela características maneiristas, apresentando uma imponente e nobre escadaria exterior. Já o seu interior revela o gosto setecentista, possuindo um rico espólio, nomeadamente na biblioteca. O conjunto arquitectónico é composto ainda por uma capela do século XVIII.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

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QUEM FOI O TRAIDOR MIGUEL DE VASCONCELOS?

Dizei-lhe que também dos Portugueses/ Alguns traidores houve algumas vezes

- Luís Vaz de Camões. Os Lusíadas. Canto IV, Estrofe 33

Miguel de Vasconcelos e Brito (c.1590 — 1 de Dezembro de 1640), Senhor do Morgado da Fonte Boa,  foi um político português.

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Miguel de Vasconcellos e Brito era filho do Dr. Pedro Barbosa de Luna, famoso jurisconsulto e Lente da Universidade de Coimbra, e de sua mulher D. Antónia de Melo e Vasconcelos ou de Vasconcelos e Brito, Senhora do Morgado de Serzedelo, de Alvarenga e do Morgado da Fonte Boa, e irmão de D. Frei Pedro Barbosa de Eça e de Mariana de Luna.

Desempenhou no Reino de Portugal os cargos de Escrivão da Fazenda e de secretário de Estado (primeiro-ministro) da duquesa de Mântua, vice-Rainha de Portugal, em nome do Rei Filipe III (Filipe IV de Espanha) e valido do conde duque de Olivares. Era odiado pelo povo por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Tinha alcançado da corte castelhana de Madrid plenos poderes para aplicar em Portugal pesados impostos, os quais deram origem à revolta das Alterações de Évora (Manuelinho) e a motins em outras terras do Alentejo. Foi a primeira vítima do golpe de estado do 1º de Dezembro de 1640. Depois de morto, foi arremessado da janela do Paço Real de Lisboa para o Terreiro do Paço, pelos conjurados.

Entre seus ancestrais famosos, estão D. Sancho I de Portugal, Henrique II de Inglaterra, Roberto II de França, Carlos Magno, entre outros.

Um esconderijo apertado

Depois de entrarem no palácio, os conspiradores procuraram Miguel Vasconcelos, mas dele nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcelos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nada.

Ora acontece que Miguel de Vasconcelos, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num armário e fechou-se lá dentro, com uma arma. O que finalmente o denunciou foi o tamanho do armário. O fugitivo, ao tentar mudar de posição, remexeu-se lá dentro, o que provocou uma restolhada de papéis. Foi quanto bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora.

O corpo caiu no meio de uma multidão enfurecida que largou sobre ele todo o seu ódio, cometendo verdadeiras atrocidades, sendo deixado no local da queda para ser lambido pelos cães, símbolo da mais pura profanação.

Fonte: Wikipédia

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Aspeto geral da Casa dos Barbosa de Luna, chamada «Casa de Miguel de Vasconcelos», que foi Secretário de Estado do Duque de Olivares e da Condessa de Mântua, morto em 1640, também conhecida por Casa dos Medalhões, na Rua do Poço e Largo da Matriz; mandada construir por Jácome Rodrigues, comendador de Brito, e por sua mulher, Maria Barbosa. Vendo-se mulheres e crianças, com bancas no passeio, a vender.

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Pormenores da Casa dos Barbosa de Luna

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Fotos: Arquivo Municipal do Porto