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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BLOCO DE ESQUERDA QUER RETIRAR ESTÁTUA DO GENERAL GOMES DA COSTA EM BRAGA

Bloco quer fomentar discussão sobre a estátua de Gomes da Costa

Ativistas do Bloco de Esquerda, na madrugada deste 25 de Abril, taparam a estátua do Manuel Gomes da Costa, situada na Praça Conde de Agrolongo, em Braga.

De acordo com Alexandra Vieira, historiadora e deputada na Assembleia Municipal de Braga pelo Bloco de Esquerda, este militar foi responsável, a 28 de Maio de 1926, pela implantação da ditadura militar, que mais tarde deu origem à ditadura fascista.

A escultura está em Braga desde 1966, representa a implantação do fascismo em Portugal e mantém a cidade de Braga associada a este período da história portuguesa.

“Como é que 44 anos depois a cidade de Braga ainda existem estas esculturas simbólicas numa praça pública no centro da cidade?”, questiona a deputada do Bloco.

“O objetivo desta ação é pôr os bracarenses a pensar e a discutir a razão pela qual a escultura foi hoje tapada”, de modo a perceberem “quem é esta personagem e o que ela representa”, explica.

Fonte: https://www.esquerda.net/

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PROF. DOUTOR MANUEL ANTUNES VAI A LOURES FALAR DA ALDEIA SUBMERSA DE VILARINHO DA FURNA

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho no âmbito do FolkLoures’18

Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada” é o tema da conferência que o Professor Dr. Manuel Antunes vai proferir no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A iniciativa insere-se no âmbito da próxima edição do FolkLoures e deverá ser apoiada pela projecção de interessantes imagens que retratam os usos e costumes das gentes de Vilarinho da Furna, antes da aldeia ter ficado submersa nas águas da albufeira da barragem.

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Vilarinho da Furna era habitada em 1970 por cerca de 250 pessoas, que tiveram de abandonar a povoação devido à construção de uma barragem. A barragem foi inaugurada a 21 de Maio de 1972 e encontra-se localizada no concelho de Terras de Bouro, sendo alimentada pelo Rio Homem. Submersa pelas águas, as ruínas da aldeia são visíveis sempre que a barragem está vazia.

Manuel de Azevedo Antunes é doutorado em Ciência Política (2009). Estudante nas Universidades de Lisboa (1966-1976) e Paris – Sorbonne (1976-1977), desenvolveu atividade docente nas Universidades de Lisboa (1975-1992) e Maputo (1979-1987). Foi Consultor das Nações Unidas (1989), em Moçambique. Na Guiné- Bissau (1988-1992), participou, como coordenador, metodólogo e estatístico, no Inquérito Demográfico e Sanitário, para o Ministério da Saúde, com apoio do Banco Mundial. É, atualmente, Professor Associado e Investigador na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Preside a AFURNA – Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, tendo publicado “Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Regra do Jogo, 1985), “Requiem por Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Biblioteca da Universidade Lusófona, 1994) e “Vilarinho da Furna, Memórias do Passado e do Futuro” (Lisboa: Centro de Estudos da População, Ambiente e Desenvolvimento, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, 2005).

PONTE DA BARCA CELEBRA FERNÃO DE MAGALHÃES

“Pontapé de saída” ao Ano Magalhânico: Tertúlia "Reais Conversas: Fernão de Magalhães, as Terras da Nóbrega e outras histórias" em Ponte da Barca a 27 de Abril

Ponte da Barca promove na próxima sexta-feira, 27 de abril,  às 21h30, na Casa da Cultura, a Tertúlia "Reais Conversas: Fernão de Magalhães, as Terras da Nóbrega e outras histórias" com o intuito de valorizar e promover, junto da população, o aprofundamento do conhecimento sobre um dos mais ilustres filhos das Terras da Nóbrega, Fernão de Magalhães. É dado, assim, o “pontapé de saída” para o Ano Magalhânico, que celebra os 500 anos da viagem de circum-navegação que Fernão Magalhães fez entre 1519 e 1522.

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A iniciativa vai contar com um painel de convidados do qual fazem parte o Eng. António Borges Taveira, que vai abordar a questão da naturalidade de Fernão de Magalhães, e os Eng. José Mattos e Silva e  António Mattos e Silva que versarão a sua intervenção com base no seu livro/estudo Fernão de Magalhães: Um Agente Secreto de D. Manuel I?.

Fernão de Magalhães, que morreu nas Filipinas, em 1521, aos 41 anos, notabilizou-se por ter organizado e comandado a primeira viagem de circum-navegação ao globo, ao serviço do rei de Espanha, alcançando o extremo sul do continente americano e atravessando o estreito que veio a ser batizado com o seu nome.

MINHOTOS CAMINHAM PELA GEIRA EM AMARES

XI Ultra Geira /Via Nova Romana juntou mais de 700 participantes

Amares, acolheu, durante o dia de ontem, mais uma edição da mítica prova Ultra Trail da Geira /Via Nova Romana, iniciativa que juntou, no total, mais de 700 pessoas, que participaram nas várias modalidades da prova. Bruno Ferreira, do Águias de Alvelos, foi o grande vencedor da prova longa, de 50km, e que integra o Campeonato Nacional Ultra Trail Serie 100 TU (Grau 1). O atleta completou o percurso em quatro horas, nove minutos e 54 segundos.

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Diogo Fernandes, representando a Dr. Merino/4Moove (04:12:11h) e Vítor Cordeiro, a EDV-Viana Trail (04:14:29h) completaram o pódio da prova principal, que decorreu entre Campo do Gerês, Terras de Bouro, e Caldelas, percorrendo parte da via romana que ligava Bracara Augusta e a Astúrica Augusta.

Em feminino, Catarina Fernandes, da Viriathus Runners Viseu, foi a primeira mulher a cortar a meta em 05:33:45h. Seguiram-se Susana Simões, da EDV-Viana Trail (05:40:40h) e Adriana Gomes, da Minho Aventura (05:42:26h).

Já no trail curto, com distância de 18km e a integrar o Campeonato Nacional de Trail Serie 100 TC (Grau 1) Victor Costa, da AD Amarante Trail Running, com 01:20:50h foi o primeiro atleta a finalizar o percurso entre S. Sebastião da Geira e Caldelas.

No segundo e terceiro lugares ficaram dois atletas da equipa Oralklass – Amigos do Trail:  António Braziela e Nuno Alves, com os tempos totais de 01:20:55 e 01:21:04 respetivamente.

Em femininos a vitória sorriu a Carla Moreira, da A.D. Amarante, com o tempo de 01:40:57, seguida de Maria Areias, da Oralklass - Amigos do trail, com o tempo de 01:42:38 e, finalmente, Alexandra Fernandes, da F50, com o tempo de 01:52:13.

Simultaneamente decorreu uma caminhada de 10 quilómetros nas imediações da Vila Termal de Caldelas.

Recorde-se que a Via Nova Romana constitui um património histórico, cultural e turístico único. As ruínas, as pedreiras ou os muitos marcos miliários da região – quantidade incomparável a outras áreas do Império Romano – são apenas alguns dos atrativos da Via Nova Romana.

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CABECEIRAS DE BASTO COMEMORA O 25 DE ABRIL

Comemorações do 25 de Abril arrancaram com a tertúlia sobre o antifascista José Guilherme de Sousa

O Município de Cabeceiras de Basto celebra o 25 de Abril com um programa de atividades que arrancou no dia 20 e que termina no dia 25 repleto de iniciativas.

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O programa arranca hoje à noite, 20 de abril, com a tertúlia ‘José Guilherme de Sousa - Transição da ditadura para a democracia em Cabeceiras de Basto’ a decorrer na Casa do Tempo. A iniciativa contará com a participação especial do escritor José Manuel Mendes, do presidente da Assembleia Municipal Eng. Joaquim Barreto, da Dra. Cristina Azevedo e do Dr. Raúl Peixoto, que será moderada pelo bisneto da personalidade em questão, Guilherme de Sousa.

José Guilherme de Sousa (1918 - 1991), natural do Arco de Baúlhe, foi uma figura marcante na história da luta antifascista em Cabeceiras de Basto e no país. Combateu o regime de Salazar por mais de 20 anos enquanto militante do Movimento Democrático Português (MDP) e, mais tarde, do MDP-CDE.

De salientar, ainda, que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, em 1999, homenageou a título póstumo José Guilherme de Sousa, atribuindo-lhe a Medalha de Mérito Público - Grau Ouro, celebrando-se, neste ano de 2018, o centenário do seu nascimento.

No dia 24, como vem sendo habitual, realiza-se o Jantar Comemorativo do 25 de Abril, organizado pela ADIB - Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto.

No dia 25 de abril, dia de Feriado, o dia será dedicado a diversas iniciativas políticas, culturais e desportivas, com destaque para a Sessão Solene da Assembleia Municipal.

Pelas 9h30 do dia 25, no Parque do Mosteiro, arrancam as provas desportivas organizadas pela ADIB e às 10h45 tem lugar no edifício dos Paços do Concelho o Hastear da Bandeira Nacional com guarda de honra pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses. Pelas 11h00 na Sala de Sessões da Assembleia Municipal realiza-se a Sessão Solene da Assembleia Municipal, seguida da entrega de prémios das Provas Desportivas, a partir das 12h30 no Parque do Mosteiro.

Às 15h00 será inaugurada a ‘Pintura Mural’ produzida pelo CTCMCB - Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto no Centro Escolar Padre Dr. Joaquim Santos, sito na Alameda Camilo Castelo Branco.

As Comemorações Municipais do 25 de Abril encerram no dia 25 de abril com um magnífico Concerto da Banda Cabeceirense, a partir das 16h30, nos Claustros do Mosteiro, em caso de bom tempo, ou no Auditório da Casa da Juventude, em caso de mau tempo.

CASA DA EIRA EM LANHELAS RECEBE O MAIO DE 68 DE FRANÇA

Maio de 68, uma França convulsa: cartazes, fotos, livros

No decurso do último meio século multiplicaram-se as teorias avançadas por sociólogos, especialistas em psicologia e política, historiadores e pensadores de outras áreas, relativamente às ocupações de universidades, às sucessivas manifestações estudantis e aos desacatos que, a partir de Paris, alastraram por diferentes povoações francesas nos meses de Maio e Junho de 1968. Movimento de contestação conseguindo transmitir um surpreendente ímpeto subversivo, de norte a sul do país, ao conjunto do sector operário e a um variado naipe de grupos sociais. E neste clima pré-revolucionário, a dar origem à greve de maior expressão sindical e potencial político da história de França, bem como à mais longa paralisação dos sectores nevrálgicos da sua economia. 

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Perante as palavras de ordem e as proclamações de cariz revolucionário dos representantes dos grupúsculos e grupos políticos que instigaram e conduziram o processo, perfilou-se a ameaça de uma profunda fractura social e política, a queda do governo e uma grave explosão de violência colectiva. É pois, sobre esta inesperada, convulsa e histórica primavera que abalou os pilares institucionais de um dos mais prósperos e dinâmicos países do Ocidente, e alvoroçou, de forma positiva ou negativa, muitas outras sociedades à roda do globo, que à passagem do cinquentenário dos retumbantes “acontecimentos”, a Casa da Eira, em Lanhelas, decidiu promover uma exposição de centenas de cartazes, fotografias e livros, entre outra e vária documentação. Materiais associados ou alusivos aos sucessos e que deverão apoiar um debate sobre esta tentativa de viragem radical de sistema político, obviamente à margem da ordenação jurídica e dos valores democráticos vigentes. Processo que poderia levar à implantação de um regime de contornos imprecisos e comprometer as liberdades resultantes dos triunfos do Ocidente europeu sobre os regimes totalitários que o tinham asfixiado ou ameaçado na primeira metade do século.

Visando o habitual debate sondar as consequências que advieram do desenlace do movimento insurrecional francês, quer no sentido positivo de arejamento e rectificação de diversas anomalias do sistema, quer no tocante à actual deriva neoliberal, ao hiperelativismo globalista e à degenerescência dos valores antropológicos que, outrora, asseguraram a relevância económico-social, ética, cultural e política da Europa.

Na sequência de uma tradição já consolidada, proceder-se-á também à análise iconográfica dos materiais expostos, com destaque para a vasta colecção de cartazes que deram visibilidade aos objectivos e palavras de ordem da insurreição,  e que um dos seus mais directos protagonistas define como "a explosão poético-mural de Maio". Como será problematizado o impacto dos meios audiovisuais de comunicação de massas no avolumar do psicodrama contestatário, tal como os contágios emocionais que facilitam a manipulação das multidões à revelia da razão individual. 

Igualmente, e para finalizar, serão evocados alguns testemunhos de portugueses que participaram na estrepitosa movimentação social, sem esquecer a onda emotiva vivenciada por aqueles que, várias centenas de milhar, na região parisiense e em outros lugares, se viram directa ou indirectamente envolvidos nestes perturbadores “événements”.

ALUNOS DE MELGAÇO VIAJAM ATÉ À ÉPOCA MEDIEVAL

Esta quarta-feira, dia 18 de abril

No âmbito da iniciativa REDITUS – I Jornadas sobre Património Cultural de Melgaço

Melgaço assinala o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, no dia 18 de abril, com uma visita guiada ao Centro Histórico da Vila: os alunos do 10º ano, da área de Humanidades, do Agrupamento de Escolas de Melgaço serão o público alvo da iniciativa, inserida no REDITUS - I Jornadas sobre Património Cultural de Melgaço, desta vez sob a temática ‘Época Medieval’.

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O melgacense José Domingues, professor auxiliar da Faculdade de Direito, na Universidade Lusíada - Norte (Porto), vai conduzir a atividade, com início pelas 10h15, num espaço de enorme valor para Melgaço: o Solar do Alvarinho, uma casa seiscentista, casa Mãe da Rota do Vinho Alvarinho e também apelidado de ‘Edifício dos Três Arcos’ - em tempos albergou a Câmara Municipal e a cadeia. Durante a ação, o professor fará uma contextualização do Património construído de Melgaço, seguindo-se uma visita ao centro histórico.

A atividade, de vertente pedagógica, dá a conhecer a riqueza patrimonial de Melgaço, bem como a sua história, para que a mesma possa ser divulgada junto da comunidade e de quem visita o concelho. Assim, também os colaboradores do Município, que desempenham funções de atendimento ao público na área do Turismo e Cultura, integrarão a ação.

APOSTA NA DIVULGAÇÃO DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Estas jornadas enquadram-se num projeto de quatro encontros culturais que assentam numa retrospetiva histórica sobre o Património Cultural de Melgaço, percorrendo, cronologicamente, as seguintes temáticas: o Paleolítico (decorreu em novembro de 2017), o Neolítico (decorreu em fevereiro de 2018), a Época Medieval e a Época Contemporânea. ‘O intento é promover o conhecimento do vasto Património Cultural existente no concelho, criando uma sequência de ações que permitam a melhor interpretação destes valores e da sua contextualização histórica.’, salienta a organização.

O CARDEAL CEREJEIRA ERA “COMPLETAMENTE INDEPENDENTE DE OLIVEIRA SALAZAR”

Luís Salgado Matos apresentou novo livro sobre famalicense que é uma das mais destacadas figuras da Igreja Católica Portuguesa

“Muitas das história à volta das relações entre o Cardeal Cerejeira e o Salazar são do âmbito do mito Urbano”. A convicção é do Prof. Luís Salgado Matos, autor da recém editada obra “Cardeal Cerejeira – Um Patriarca de Lisboa no século XX português” e foi proferida numa conferência realizada, na última quinta-feira, em Vila Nova de Famalicão, terra natal do Cardeal Cerejeira.

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A sala do Arquivo Municipal Alberto Sampaio encheu para ouvir Luís Salgado Matos a defender que  o cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira era “completamente independente” de Oliveira Salazar e desafiar qualquer historiador a provar-lhe o contrário, “com factos”. “Escrevi um livro objetivo sobre “a figura mais marcante da Igreja em Portugal no Séc. XX devido à sua obra de reestruturação eclesial e de reforma das relações da Igreja com o Estado”, afirma na sua obra, não hesitando em dizer que “o Patriarca dava a prioridade absoluta ao que estimava ser a separação entre a Igreja e a política.”

A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e do Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, que elogiou a “coragem” de Luís Salgado Matos pela publicação de um livro que “faz justiça” ao Cardeal Cerejeira e à História.

O debate, que foi moderado pela investigadora em direito da Universidade Católica Portuguesa, Inês Granja Costa, esteve inserido no âmbito do ciclo de conferências “Conta-me a História”, que o município de Vila Nova de Famalicão tem vindo a promover à volta da sua História e das suas figuras mais proeminentes.

Recorde-se que D. Manuel Gonçalves Cerejeira nasceu em Vila Nova de Famalicão, na freguesia de Lousado. Foi Cardeal Patriarca de Lisboa durante mais de 40 anos (1929 -1972), tendo sido uma das mais destacadas figuras da Igreja Católica Portuguesa. Participou em três conclaves dos quais saíram eleitos o Cardeal Engenio Pacelli (Pio XII, 1939), o Cardeal Roncalli (João XXIII) e o Cardeal Montini (Paulo VI, 1963), bem como no Concílio Vaticano II (1962–1965). Mais nenhum Cardeal terá participado em tantos Conclaves.

A obra de Luís Salgado Matos tem prefácio de D. Manuel e foi publicada pela Gradiva.

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PARABÉNS, DIÁRIO DO MINHO!

O jornal bracarense “Diário do Minho” – uma das mais importantes referências da Imprensa regional minhota! – faz hoje 99 anos de publicação.

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De âmbito regional e inspiração cristã, o “Diário do Minho” foi fundado em 15 de abril de 1919, num contexto político particularmente complexo e sobretudo difícil para a Igreja Católica. As aparições em Fátima haviam ocorrido em 1917 e a Primeira Grande Guerra tinha terminada escassos meses antes. Porém, a participação dos capelães junto dos militares que combatiam na Flandres veio apaziguar de certo modo o anticlericalismo dos partidos republicanos que viam na Igreja um aliado da Monarquia.

Apesar de ser propriedade da Diocese de Braga e ter durante quase toda a sua existência sido dirigido por sacerdotes, nas últimas duas décadas tal missão foi atribuída a leigos.

O “Diário do Minho” é presentemente o jornal mais lido no Distrito de Braga e um dos diários regionais portugueses com maior número de leitores.

Ao invés de constituírem um obstáculo, as novas tecnologias da comunicação foram encaradas como um desafio que soube ultrapassar, publicando-se actualmente também em formato digital.

A caminho do seu centenário, o BLOGUE DO MINHO felicita o jornal “Diário do Minho” pelos seus 99 anos de publicação, desejando-lhe uma longa vida plena de êxitos!

Carlos Gomes

(Administrador)

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DANIEL BASTOS LEVA A BRUXELAS “TERRAS DE MONTE LONGO”

No dia 28 de abril (sábado), é apresentada em Bruxelas o livro Terras de Monte Longo”.

A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio de um dos mais aclamados fotógrafos portugueses da sua geração, José de Andrade (1927-2008), fotógrafo de renome internacional, premiado e exposto em vários cantos do mundo, é apresentada às 15h00 na livraria portuguesa “La petite portugaise”.

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A apresentação da obra, uma edição trilingue traduzida para português, francês e inglês com prefácio do conhecido fotógrafo franco-haitiano que imortalizou a história da emigração portuguesa, Gérald Bloncourt, estará a cargo de Francisco Barros Castro, Economista na Comissão Europeia.

Neste novo livro, realizado com o apoio do Centro Português de Fotografia, instituição pública que assegura a conservação, valorização e proteção legal do património fotográfico nacional, Daniel Bastos esboça um retrato histórico conciso e ilustrado do interior norte de Portugal em meados dos anos 70.

Através de imagens até aqui inéditas, que José de Andrade captou nessa época em povoados rurais entre o Minho e Trás-os-Montes, o historiador e autor de livros sobre a emigração, aborda as memórias do passado, não muito distante, do Portugal profundo e rural na transição da ditadura para a democracia, um período fundamental da história contemporânea portuguesa, marcado por décadas de carências, isolamento, condições de vida duras e incontáveis episódios de emigração “a salto”.

Segundo Gérald Bloncourt, neste livro ilustrado pela objetiva humanista de José de Andrade, são-nos reveladas “fotografias sentidas de Portugal, do seu povo, da sua história”, repletas de “sentimentos de dignidade evidenciados por uma forma de estar serena e humana”.

Refira-se que esta iniciativa cultural na livraria “La petite portugaise”, um novo espaço cultural de referência da comunidade portuguesa em Bruxelas, junto das instituições europeias, enquadra-se num conjunto de várias sessões de apresentação da obra que serão realizadas, ao longo do ano, no seio das comunidades portuguesas residentes no estrangeiro.

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DANIEL BASTOS APRESENTA EM BRAGA O SEU LIVRO “TERRAS DE MONTE LONGO”

O historiador Daniel Bastos apresentou ontem em Braga o seu mais recente livro “Terras de Monte Longo” na capital do Minho. A obra, concebida a partir do espólio de um dos mais aclamados fotógrafos portugueses da sua geração, José de Andrade (1927-2008), fotógrafo de renome internacional, premiado e exposto em vários cantos do mundo, foi apresentada no fórum da FNAC em Braga.

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A contar da esquerda, o deputado Joaquim Barreto, presidente da Comissão Permanente de Agricultura e Mar da Assembleia da República, e o historiador Daniel Bastos, na mesa da sessão de apresentação na FNAC-Braga

 

A apresentação da obra, uma edição trilingue traduzida para português, francês e inglês com prefácio do conhecido fotógrafo franco-haitiano que imortalizou a história da emigração portuguesa, Gérald Bloncourt, esteve a cargo do deputado Joaquim Barreto, presidente da Comissão Permanente de Agricultura e Mar da Assembleia da República.

No decurso da sessão de apresentação, o deputado Joaquim Barreto, presidente da Comissão Permanente de Agricultura e Mar da Assembleia da República, enalteceu as raízes do investigador da nova geração de historiadores portugueses à terra onde nasceu e que alimentam o entusiasmo do seu trabalho. Segundo Joaquim Barreto, o novo livro concebido e realizado por Daniel Bastos representa uma valorização da memória coletiva do interior norte de Portugal, preservando um passado de tradições expresso nas suas gentes, cultura, usos e costumes, assim como na ruralidade e genuinidade das suas povoações.

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Refira-se que neste novo livro, realizado com o apoio do Centro Português de Fotografia, instituição pública que assegura a conservação, valorização e proteção legal do património fotográfico nacional, o historiador minhoto, cujo percurso tem sido alicerçado das Comunidades Portuguesas, esboça um retrato histórico conciso e ilustrado do interior norte de Portugal em meados dos anos 70.

Através de imagens até aqui inéditas, que José de Andrade captou nessa época em povoados rurais entre o Minho e Trás-os-Montes, o historiador e autor de livros sobre a emigração, aborda as memórias do passado, não muito distante, do Portugal profundo e rural na transição da ditadura para a democracia, um período fundamental da história contemporânea portuguesa, marcado por décadas de carências, isolamento, condições de vida duras e incontáveis episódios de emigração “a salto”.

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MUSEU DE MARINHA EXPÕE SOBRE A GRANDE GUERRA

O Museu de Marinha vai inaugurar no próximo dia 18 de abril, às 17 horas, uma exposição dedicada à participação da Marinha Portuguesa na I Guerra Mundial, intitulada “A Marinha na Grande Guerra”.

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Com o deflagrar do conflito armado que se generalizou entre as principais potências europeias em 1914, Portugal viu-se perante o desafio de manter uma posição de não-beligerância, assegurando de igual modo a soberania sobre os territórios nacionais. À Marinha Portuguesa competiu a salvaguarda dos interesses do Estado nas águas nacionais, na metrópole e nas colónias, garantindo a defesa e vigilância dos portos, da navegação e das principais vias de comunicação marítima.

E, passados cem anos, o grande desafio da exposição passa por manter a memória de todos aqueles que, em terra e no mar, intervieram e participaram na Grande Guerra, entre 1914 e 1918, alguns inclusive com o sacrifício da própria vida, garantindo dessa forma a defesa de Portugal.

A exposição é temporária e estará em exibição entre 18 de abril e 11 de novembro de 2018. De salientar que a exposição é gratuita, na medida em que visitar a exposição permanente do Museu de Marinha, que custa entre 3,25€ e 6,50€, dará também acesso a visitar a exposição temporária, sem qualquer custo adicional.

FAFE EVOCA CENTÉSIMO ANIVERSÁRIO DA BATALHA DE LA LYS

Cerimónia Militar homenageou Combatentes

Fafe assinalou, esta manhã, o Centésimo Aniversário da Batalha de La Lys, com uma missa na Igreja Nova de S. José e a Cerimónia Militar de Homenagem aos Combatentes, junto ao Monumento aos Mortos Combatentes da Grande Guerra.

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Durante a Cerimónia, presidida pelo Coronel da Cavalaria José D. A. Graça Ralambas, comandante do Regimento de Cavalaria Nº6, foi lida a mensagem do Presidente da Liga dos Combatentes, General Chito Rodrigues, na qual se enalteceu “o sacrifício e valor daqueles que se bateram durante a grande Guerra em África e na Flandres. Ao pronunciarmos a expressão ‘La Lys’ evidenciamos respeito e profunda homenagem ao sacrifício de um povo e dose seus soldados., a coragem e a determinação de uma juventude que, ao serviço das Forças Armadas Portuguesas.

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A Batalha de La Lys pode ser considerada um ex líbris do combatente português do séc. XX e XXI.”

A nossa terra é conhecida por ser a terra da justiça e, nesse sentido, não poderíamos deixar passar em claro uma data com o peso que a Batalha de La lys possui na nossa história contemporânea.

O monumento que temos junto a nós e que, desde o dia 12 julho 1931, evoca os soldados mortos em combate na primeira Guerra Mundial, é um símbolo vivo e diário que nos relembra os fafenses que perderam a vida durante esta batalha mas também os demais que não regressaram com vida desta Guerra hedionda.”, revelou o Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha.

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O Autarca revelou ainda que “foram 36 os fafenses que tombaram em combate. Dezanove no continente europeu, onze em Moçambique e seis em Angola. Só na Batalha de La Lys faleceram nove. O nome de cada um deles e a sua proveniência estão registados para sempre neste momento. Permitam-me que evoque, também hoje, um dos mais notáveis militares desta nossa terra e que o país sempre reconheceu como patriota exemplar, como democrata convicto e como incansável defensor dos direitos humanos. Refiro-me ao Major Miguel Ferreira, também ele interveniente neste conflito Mundial.”

Que batalhas como esta se não repitam e que a paz seja duradoura no quotidiano das nações é o nosso maior desejo e a ambição por que trabalhamos em nome do bem comum.”, concluiu.

A cerimónia terminou com o Hino da Liga dos Combatentes. Esta foi uma comemoração promovida pelo Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes com o apoio do Município de Fafe.

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LUÍS SALGADO MATOS CONTA EM FAMALICÃO A HISTÓRIA DO CARDEAL CEREJEIRA

Luís Salgado Matos conta a história de Cardeal Cerejeira, esta quinta-feira, pelas 21h00. Apresentação do livro "Cardeal Cerejeira - Um Patriarca de Lisboa no século XX português", acontece no Arquivo Municipal Alberto Sampaio

O historiador Luís Salgado Matos vem à terra natal do Cardeal Cerejeira, Vila Nova de Famalicão, provocar o debate em torno do seu novo livro intitulado “Cardeal Cerejeira – Um Patriarca de Lisboa no século XX português”. O debate acontece já nesta quinta-feira, 12 de abril, pelas 21h00, no Arquivo  Municipal Alberto Sampaio, e insere-se no âmbito do ciclo de conferências “Conta-me a História”, que o município de Vila Nova de Famalicão tem vindo a promover à volta da sua História e das suas figuras mais proeminentes.

D. Manuel Gonçalves Cerejeira nasceu em Vila Nova de Famalicão, na fregu...

No seu novo livro, Luís Salgado de Matos defende que o cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira era “completamente independente” de Oliveira Salazar e vem explicar os seus argumentos numa sessão que conta com a presença do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e do Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga. A moderação será assumida pela investigadora em Direito da Universidade Católica do Porto, Inês Granja Costa.

Manuel Gonçalves Cerejeira nasceu em Vila Nova de Famalicão, na freguesia de Lousado. Foi Cardeal Patriarca de Lisboa durante mais de 40 anos (1929 -1972), tendo sido uma das mais destacadas figuras da Igreja Católica Portuguesa. Participou em três conclaves dos quais saíram eleitos o Cardeal Engenio Pacelli (Pio XII, 1939), o Cardeal Roncalli (João XXIII) e o Cardeal Montini (Paulo VI, 1963), bem como no Concílio Vaticano II (1962–1965). Mais nenhum Cardeal terá participado em tantos Conclaves.

A obra de Luís Salgado Matos tem prefácio de D. Manuel Clemente e foi lançada no Museu de São Roque (Lisboa) neste mês de março, com a chancela da Gradiva, e “pretende provocar debate”, como referiu o autor. É precisamente isso que vem fazer à terra natal do Cardeal Cerejeira numa sessão de entrada livre.

Luís Salgado de Matos nasceu em Lisboa (1946). É investigador principal com agregação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É formado em Direito (1969) e doutor em Sociologia Política (2000) pela Universidade de Lisboa. Tem o Diplôme d’Études Approfondies em Análise Comparativa dos Sistemas Políticos pela Sorbonne (Universidade de Paris I, 1979). É autor de numerosa bibliografia sobre a Igreja, o Estado e as Forças Armadas.

ESPOSENDE HOMENAGEIA OS SEUS FILHOS QUE COMBATERAM NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Município de Esposende homenageou combatentes da 1.ª Grande Guerra no centenário da Batalha de La Lys

No dia em que se assinala o centenário da Batalha de La Lys, 9 de abril, o Município de Esposende prestou homenagem aos combatentes esposendenses da 1.ª Grande Guerra, numa evocação que integrou a celebração de uma missa e visitas aos cemitérios de Marinhas e de Esposende, para deposição de uma coroa de flores e onde se fizeram ouvir os toques do silêncio, de homenagem aos mortos, e de alvorada.

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Na celebração, que teve lugar na Igreja Matriz de Esposende, o Arcipreste de Esposende, Padre Delfim Fernandes, aludiu à memória dos 197 combatentes do concelho que combateram na 1.ª Grande Guerra e aos 15 esposendenses que perderam a vida na Batalha de La Lys, lembrando o seu heroísmo e agradecendo “a vida que deram por nós”.

Na visita que se seguiu ao Cemitério de Marinhas, ao Talhão dos Combatentes da Grande Guerra, o Presidente da Junta de Freguesia de Esposende, Marinhas e Gandra, Aurélio Neiva, referiu que mais de três dezenas de marinhenses estiveram na “fatídica” Batalha de La Lys, um dos quais morreu em combate e ficou sepultado em França. Considerando a homenagem extensiva a todos os combatentes portugueses, Aurélio Neiva saudou a Câmara Municipal por mais esta iniciativa do programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra.

“Temos obrigação moral de não deixar passar estas datas em branco”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, numa breve intervenção, onde lembrou os “milhares de jovens” que foram mobilizados para a guerra, 197 dos quais do concelho de Esposende.

“O Município empenhou-se e continuará empenhado na preservação da memória e na defesa daquilo que é mais importante”, referiu Benjamim Pereira, lembrando que, no âmbito do programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra, falta cumprir a promessa da edificação do Monumento aos Combatentes. Assumiu, contudo, que este projeto será uma realidade e anunciou que, no próximo mês de novembro, se realizará a anunciada Conferência sobre o Armistício, acrescentando que decorrerá, ainda, uma vigília pela paz. Benjamim Pereira espera que esta iniciativa mobilize a comunidade esposendense, particularmente, os jovens, envolvendo a todos num “sentimento de partilha e de união em torno de causas”.

Benjamim Pereira agradeceu a todos quantos se associaram a estas cerimónias evocativas e referiu que, também hoje, o Presidente da Comissão das Comemorações do Centenário da 1.ª Grande Guerra para Esposende, Manuel Albino Penteado Neiva, depôs uma coroa de flores e uma placa evocativa, no cemitério de Richebourg, em França, junto dos túmulos dos combatentes esposendenses aí sepultados.

No Cemitério de Fão, no Talhão dos Combatentes da Grande Guerra, o Presidente da Junta da União das Freguesias de Apúlia e Fão, Luís Peixoto, destacou a pertinência e a importância de lembrar e homenagear os “heróis” que estiveram em frentes de batalha.

Em jeito de enquadramento, Ivone Magalhães, do Museu Municipal de Esposende, deu nota da participação dos esposendenses na 1.ª Grande Guerra, 6 dos quais se encontram sepultados no Cemitério de Fão e 17 no de Marinhas, cemitérios onde o Município criou talhões oficiais aos combatentes, razão pela qual esta evocação apenas englobou visitas a estes cemitérios, como explicou o Presidente da Câmara Municipal.

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FAMALICÃO NÃO ESQUECE “LIGAÇÃO FORTE” A LA LYS

Autarquia famalicense lança obra e inaugura exposição alusivas à Batalha de La Lys

“Até que se ia aproximando o 9 de Abril, esse dia horroroso em que se travou um dos mais terríveis combates com os Portugueses”. José Gomes Pereira não poupou nas palavras para descrever o que viveu na Batalha de La Lys, em 1918, em plena Grande Guerra. “Pelas 03h30 da madrugada se travou este terrível combate, ouvindo-se os primeiros tiros. Os alemães começaram bombardeando as trincheiras fortemente e com os canhões de grosso calibre, cercando lá ao largo com milhares de granadas. Os carros de munições de artilharia portuguesa andaram num sarilho, enquanto puderam transportando granadas por debaixo do fogo inimigo. O bombardeamento era terrível por toda a parte, cortando as estradas e as comunicações telefónicas das trincheiras. Aonde quer que se viam soldados espedaçados pelos estilhaços da artilharia que se entrelaçavam por entre nós”.

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O diário deste soldado natural de Vila Nova de Famalicão, que integrou o corpo expedicionário português que participou na Batalha de La Lys, foi um dos vários objetos doados por familiares e amigos de expedicionários naturais do concelho para integrar a exposição “A I Grande Guerra e a sua repercussão em Vila Nova de Famalicão”, inaugurada esta segunda-feira no Museu Bernardino Machado, no âmbito das comemorações do centenário do combate.

A inauguração da mostra, que vai estar patente até inícios de junho, foi um dos pontos altos das celebrações promovidas hoje pela autarquia de Vila Nova de Famalicão, marcadas por duas palavras de ordem: memória e gratidão.

“É importante não esquecermos os que sacrificaram a sua vida a defender, com dignidade, a nossa bandeira e a nossa pátria. De Vila Nova de Famalicão partiram para França cerca de quinhentos homens, temos uma ligação forte com este momento da nossa história e, por isso, não podíamos deixar passar em branco este primeiro centenário da Batalha de La Lys”, referiu a propósito o vereador da Cultura da autarquia, Leonel Rocha.

O dia ficou ainda marcado pela celebração de uma missa em honra dos ex-combatentes, pelo descerramento de uma lápide comemorativa no monumento “Aos Mortos da Grande Guerra”, localizado na Praça 9 de Abril, e ainda pelo lançamento e apresentação do “Dicionário dos expedicionários famalicenses (1914-1918)”, obra lançada pela Câmara de Famalicão da autoria do investigador Amadeu Gonçalves e que desvenda os nomes dos cerca de 500 famalicenses que combateram em La Lys e que responde a perguntas como: “O que lhes aconteceu?” “Quem foi feito prisioneiro?” “Onde?” “Quem sobreviveu?” “Quem morreu?”.  

Recorde-se que a Batalha de La Lys foi considerada um dos maiores desastres militares da História de Portugal.

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