Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

RELÍQUIAS DE SÃO GUALTER FORAM DESCOBERTAS EM GUIMARÃES HÁ 9 ANOS

Faz nove anos que os restos mortais de S. Gualter foram descobertos em Guimarães, dissimulados no interior de uma imagem que se encontrava na Igreja de S. Francisco. A descoberta ocorreu na sequência das obras de restauro realizadas naquela igreja e os achados encontravam-se envoltos em linho, no interior de uma imagem oca.

 

Guimarães44

Foto: Wikipédia 

Os registos deixados em actas do antigo mosteiro franciscano e noutros documentos existentes na Ordem de S. Francisco indicam que se trata efectivamente de S. Gualter, o monge franciscano que é venerado como padroeiro da cidade de Guimarães.

Nos começos do século XIII, S. Francisco de Assis enviou S. Gualter para Portugal com a missão de estabelecer no nosso país a Ordem dos Frades Menores, vulgo franciscanos.

A devoção popular a S. Gualter entre os vimaranenses faz das Festas Gualterianas que todos os anos se realizam em Agosto, em Guimarães, uma das mais concorridas e grandiosas romarias minhotas.

Guimarães (5)

VALENÇA VAI ENTREGA IMAGEM DE S. TEOTÓNIO AO PAPA

Valença Vai entregar imagem S. Teotónio ao Papa

Santo vai ser exposto e benzido na igreja onde Teotónio foi batizado

Valença vai entregar uma imagem de S. Teotónio ao Papa Francisco, no Vaticano, na próxima quarta-feira, 24 de outubro. A imagem de São Teotónio, primeiro santo português, vai passar a constar, pela primeira vez, na Galeria dos Santos, no Vaticano.

unnamed

São Teotónio vai ser levada, para o Vaticano, por uma delegação de Valença constituída pelo Arcipreste, presidentes da Câmara e Assembleia Municipal, presidente da Junta de Ganfei e pelo deputado valenciano Luís Campos Ferreira. A delegação valenciana vai ser recebida pelo Papa Francisco, em audiência, na próxima quarta-feira, 24 de outubro, às 10h.

Imagem Exposta em Ganfei

A imagem de São Teotónio, que vai ser entregue ao Papa Francisco, será benzida e exposta na celebração eucarística de domingo, 21 de outubro, às 10h, na Igreja Paroquial de Ganfei, na igreja onde São Teotónio foi batizado.

Promover a Figura de São Teotónio

Este ato insere-se no trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Valença no sentido de promover a figura e o legado daquele que é considerado a figura maior do concelho e uma referência para a fundação de Portugal.

1º Santo Português – O Inspirador e Protetor da Nacionalidade.

Para Portugal São Teotónio é o primeiro santo, para a Cristandade o padroeiro dos cristãos escravizados, para Valença a figura maior, para os tempos da nacionalidade o homem que deu força espiritual à fundação do país.

Nasceu em 1082 na freguesia valenciana de Ganfei e faleceu em Coimbra a 18 de Fevereiro de 1162. São Teotónio é o primeiro santo português, celebrado como o reformador da vida religiosa. Conhecido como padroeiro dos cristãos escravizados, por ter amparado 1000 moçárabes, capturados numa incursão à Andaluzia por D. Afonso Henriques.

FAMALICENSES DEBATEM INFLUÊNCIAS DO CINEMA NORTE-AMERICANO NO ESTADO NOVO

O cinema norte-americano no Estado Novo é tema de debate no Museu Bernardino Machado

“O cinema norte-americano sob o olhar do Estado Novo” é o tema de mais uma conferência do ciclo “As Relações entre Portugal e os Estados Unidos da América do Norte Séculos XVIII – XX” que vai decorrer já nesta sexta-feira, dia 12 de outubro, a partir das 21h30, no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão.

João Lopes

A iniciativa com entrada livre tem como orador convidado João Lopes, um dos maiores críticos do cinema em Portugal. João Lopes começou a trabalhar em cinema aos 18 anos, como assistente de realização de Eduardo Geada, tendo participado na escrita de dois filmes de Fernando Lopes: “Lá Fora” (2004) e “98 Octanas” (2006). Exerce regularmente a crítica de cinema desde 1973, tendo passado, entre outras publicações, pelas revistas “Seara Nova” e “Cinéfilo”, e pelos jornais “República”, “A Luta” e “Expresso”. Colabora actualmente no “Diário de Notícias” e na “SIC Notícias”. Em teatro, encenou Neil LaBute e David Mamet. Foi o responsável pela programação do Cinema de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, sendo atualmente professor da Escola Superior de Teatro e Cinema.

EM 1910, IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA LEVA OS MINHOTOS A ABANDONAREM AS SUAS TERRAS PARA SE JUNTAREM AOS MONÁRQUICOS

A implantação do regime republicano em 1910 provocou um autêntico êxodo sobretudo no Minho e em Trás-os-Montes. Descontentes com a nova ordem política, numerosos minhotos seguiram para a vizinha Galiza onde enfileiraram as hostes do comandante Paiva Couceiro que preconizavam a restauração da monarquia.

Visivelmente preocupados com tal situação, os republicanos procuraram adotar medidas que impedissem essa migração em massa. Com esse propósito, o deputado Álvaro Castro apresentou na sessão de 21 de julho de 1911 da Assembleia Nacional Constituinte uma proposta “no sentido de banir do territorio português todos os individuos que attentarem, attentem ou venham a attentar contra as instituições e se encontrem em territorio estrangeiro; de se criar um tribunal para julgamento rapido dos conspiradores que se encontrem em territorio português e de se autorizar os Ministros do Estado a demittirem os funccionarios, sob a sua dependencia, implicados em movimentos contra a Republica”.

Alguns deputados debateram a referida proposta, entre os quais Sousa Fernandes do qual transcrevemos a sua intervenção.

 

O Sr. Sousa Fernandes: - Sr. Presidente, eu podia deixar de tomar a palavra nesta altura da discussão, por isso que o assunto se acha por demais esclarecido. Entretanto, na minha qualidade de representante do circulo n.° 3, eu tenho obrigação de entrar neste debate.

Sr. Presidente, quando ouvi ler a proposta do Sr. Álvaro de Castro fui um dos primeiros que se levantaram a applaudi-la.

Pertenço á provincia do Minho, uma das que mais tem sido prejudicadas pelos maus patriotas, e foi devido a isso que o meu primeiro impulso foi approvar a proposta de S. Exa.

Sr. Presidente, sei que muitos habitantes das provincias do Minho e Trás-os-Montes abandonaram as suas terras e atravessaram a fronteira para se juntarem a estrangeiros e attentarem contra a integridade da nossa patria e sei, pela propria experiência, as enormes difficuldades com que as autoridades do norte do país teem lutado para reprimir esta criminosa tendência. Fala-se ahi na necessidade que temos de não imitar Governos oppressores que tanto nos perseguiram quando procuravamos implantar em Portugal o regime republicano.

Mas nem eu desejo em absoluto que tal imitação se dê, nem me parece que a nossa situação de hoje se possa comparar á d'esses dias ominosos que já pertencem á Historia.

Este momento, Sr. Presidente, é para nós um momento historico excepcional e extraordinario, um momento em que, como muito bem disse o Sr. João de Menezes, temos de defender o que hontem criámos, e envidar todos os esforços para garantir no novo estado de cousas mais harmónico com os nossos interesses, com o nosso progresso e com a nossa dignidade.

A nossa tarefa é uma tarefa de patriotismo, emquanto que a dos nossos adversarios de hontem era uma obra de tyrannia, de desmoralização e injustiça.

Quando nós tratavamos de fazer a nossa propaganda, estabelecemos sempre a nossa luta no terreno em que os nossos adversarios nos podiam combater, e a acção das leis do nosso país e a violência dos nossos maus Governos nos podiam attingir.

Nunca fomos para país estranho conspirar contra a monarchia portuguesa; isso nunca.

Não tem sido esta, Sr. Presidente, a conducta dos tristes restos de apaniguados que a monarchia brigantina nos deixou em Portugal. Nas provincias do Minho e Trás-os-Montes, nestas sobretudo, elles soccorreram-se de um exodo inexplicavel para deixarem a sua patria quando ninguem os perseguia, ninguem os ameaçava, ninguem pretendia molestá-los.

No primeiro momento todos suppusemos que elles fugiam acicatados pelo medo, corridos pela propria pusilaminidade.

Vimos depois que não era só isto: fugiam por poltrões em parte, mas em outra grande parte por perversos! Não era só a abjecção da cobardia que os levava a abandonar a terra em que nasceram e sentiam alma para trair: era tambem a tendencia da infamia que os impellia para terra alheia a fazer causa commum com a jesuitada estrangeira contra a sua propria patria e os seus proprios patricios! Que differença, pois, Sr. Presidente, entre nós que fomos revolucionarios de hontem e estes miseros que são hoje simplesmente traidores!

Então não é preciso castigo para semelhante gente? E e foi por isso que eu prestes applaudi a proposta em discussão.

Noto que alguns dos Srs. Deputados que me precederam na tribuna se deixam levar muito pela decantada brandura dos nossos costumes. E mau isto.

Recordemos que foi um excesso de sentimentalismo semelhante que era 1080 permittiu a venda da patria, só resgatada 60 annos mais tarde por uma geração cheia de heroica energia; relembremos que foi esse mesmo sentimentalismo que comprometteu a paz da republica brasileira, tornando necessaria, a poucos meses do seu advento, aquella sangrenta repressão de que Floriano Peixoto se soccorreu.

E necessario acompanhar a par e passo todos aquelles que, divorciados de nós, conspiram cobardemente contra a integridade do país, e castigá-los com a severidade que o seu crime reclama.

Mas desde que os Srs. Ministros dos Estrangeiros e do Interior dizem que ha dentro do direito commum meios de exercer tal punição, eu não ponho duvida em esperar e acceitar as modificações que se aconselham para a proposta do Sr. Alvaro de Castro.

Foi por tudo isto, Sr. Presidente, que eu me levantei, como meio de justificar o meu voto; e agora, extremadas as razões da minha situação em relação á proposta que se discute, sinto-me conformado com as promessas dos dois illustres membros do Governo. Conformo-me com ellas e com a boa vontade que S. Exas. mostram em castigar os que erram.

 

REPÚBLICA EM PORTUGAL FOI IMPLANTADA HÁ 108 ANOS!

Há 108 anos, José Relvas proclamou a implantação da República a partir da varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa. O novo regime político resultou de um golpe revolucionário executado pela Carbonária, braço armado do Partido Republicano Português, secretamente dirigido através da Loja Montanha da Maçonaria Portuguesa.

12107157_1062989690387647_4426576477019469262_n

 

Após duas tentativas falhadas – o levantamento do 31 de janeiro de 1891 na cidade do Porto e o plano que envolveu o regicídio de 1 de fevereiro de 1908 – eis que a revolta republicana logra sair vitoriosa na sequência de vários incidentes e equívocos, de entre os quais sobressai o que resulta do armistício destinado a proteger a retirada dos cidadãos estrangeiros, quando os revoltosos confundiram a bandeira branca que aqueles empunhavam com uma inexistente rendição das forças monárquicas instaladas no Rossio.

As imagens da época retratam algumas centenas de pessoas concentradas na Praça do Município, no momento da proclamação do regime republicano, sinal evidente de que a maioria da população recolheu a suas casas durante os confrontos.

 

12140765_1062989693720980_2216914116404084541_n

Entre as causas habilidosamente exploradas pelos republicanos salienta-se a humilhação britânica resultante do Ultimatum, a crise económica e financeira da monarquia constitucional, a instabilidade política e social resultante do sistema do rotativismo entre o Partido Progressista e o Partido Regenerador, e ainda as acusações que eram feitas em relação ao poder do Clero e os gastos da Família Real constituíram os condimentos do levantamento revolucionário então verificado,

A deslocação para a capital nos dias anteriores à insurreição de centenas de membros da Carbonária, vulgo “revolucionários civis”, as manobras de diversão traduzidas nas proclamações ocorridas no dia anterior, nas localidades de Loures e Montijo, as ações de sabotagem do telégrafo e da linha férrea, constituíram apenas alguns aspetos de uma revolução que foi inclusivamente seguida com atenção pelo revolucionário russo Vladimir Ilitch Ulianov (Lenine), da qual extraiu por certo ensinamentos para a revolução que haveria de desencadear na Rússia apenas sete anos mais tarde.

A hipótese de proclamação do regime monárquico em Portugal é todavia muito anterior à ocorrida em 1910: aquando da restauração da soberania face ao domínio filipino, os conjurados de 1640, confrontados com a hesitação demonstrada por D. João, Duque de Bragança, ameaçaram-no com a possibilidade de virem a implantar uma república de nobres, à semelhança da que existia em Veneza, o que colocava em causa o seu próprio poderio e as propriedades que detinha em todo o país, as quais faziam dele o homem mais rico de toda a Península Ibérica.

 

12144738_1062989797054303_8588558194019843868_n

 

O BANQUETE DA REPÚBLICA NO ACAMPAMENTO DA ROTUNDA ACONTECEU HÁ 108 ANOS!

Passam precisamente 108 anos desde a realização do grande banquete que, após os confrontos que levaram à implantação do regime republicano, teve lugar no acampamento da Rotunda onde um punhado de soldados e meia centena de carbonários se entrincheiraram às ordens do Comissário Naval Machado dos Santos.

A25800.jpg

 

A imagem mostra o reduzido número de militares e civis que permaneceram no acampamento da Rotunda nos dias da Revolução

 

Uma vez alcançado o cessar-fogo na manhã do dia 5 de outubro, as hostilidades republicanas dirigiram-se para alvos mais comestíveis e nutritivos. O acampamento manteve-se por mais cinco dias que foram preenchidos com a realização de um autêntico festim que, a avaliar pelas quantidades de alimentos digeridos, reuniu largas centenas de comensais que, não tendo embora participado nos combates, não quiseram deixar os seus créditos de bravura por mãos alheias.

Desse extraordinário sucesso que não deveria ser omitido nas páginas da nossa História contemporânea onde se inscrevem tão gloriosos feitos revolucionários, dá-nos conta a insuspeita revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 7 de novembro de 1910, sob o curioso título “Subsídios photographicos para a História da Revolução”:

O reducto da Avenida, que foi o verdadeiro baluarte da republica, offereceu aspectos deveras curiosos, mesmo depois de passados os combates. Durante os dias que os soldados e os civis ali se encontraram foi montado um serviço regular de subsistências, confeccionando-se em improvisadas cosinhas, rancho de que partilharam todos os que lá se tinham juntado nos dias da revolta. Na manhã do dia seis foram cozinhadas no acampamento duas mil pescadas em nove fogões de campanha e desde que se estabeleceu o serviço regular até ao dia 10, em que se retiraram os militares e paisanos, consumiu-se dez mil kilos de carne de vacca e quarenta mil kilos de pão, não sendo possível averiguar o numero de pessoas que foram alimentadas durante esse tempo na rotunda que se tornou um logar histórico”.

- Não mencionou o cronista com quantos litros de vinho regaram tão lauto repasto !

 

capture1

A confeção do rancho no acampamento da Rotunda. O corneteiro, ao centro, aguardando ordens para tocar para o rancho...

 

capture2

capture2

Os cestos com as duas mil pescadas. Um aspeto da confraternização. À esquerda vê-se um militar agarrado à sua namorada.

 

FORTE E ESTAÇÃO ARQUEOLÓGICA DE LOVELHE É SÍTIO DE INTERESSE PÚBLICO

Chega ao fim mais um longo processo administrativo de classificação de património de Vila Nova de Cerveira, encetado em 1977. O conjunto do Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe está, a partir de hoje, classificado como Sítio de Interesse Público, de acordo com uma publicação em Diário da República, assinada a 19 de setembro pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Mendes.

aro 01

 “Tínhamos dois processos em vias de classificação que já se arrastavam há 40 anos e, no espaço de dois anos, após muita perseverança, foram finalmente concluídos. O Fortim da Atalaia, em 2017, e agora o Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe estão classificados como de Interesse Público, dois desfechos de importância incalculável para a respetiva proteção, conservação e valorização futura”, reage o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

No caso concreto do conjunto do Forte e Estação Arqueológica de Lovelhe, o objetivo é torná-lo um espaço visitável e acessível à comunidade cerveirense e turistas porque, de acordo com Fernando Nogueira, “não há no Norte Peninsular uma estação arqueológica tão rica como o Forte de Lovelhe".

A classificação como Sítio de Interesse Público poderá viabilizar a criação do núcleo museológico de Lovelhe, a recuperação do Forte de Lovelhe e o aprofundamento da exploração das valências da Quinta do Forte de Lovelhe.

O Forte de Lovelhe e a Estação Arqueológica de Lovelhe localizam-se no lugar da Breia, na União de Freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe.

É formado por um amplo conjunto patrimonial que inclui a Fortaleza, mas também um vasto conjunto de ruínas arqueológicas que têm vindo a ser intervencionadas desde a década de 80 pelo Prof. Doutor Carlos A. Brochado de Almeida, dando a conhecer vários vestígios provenientes das seguintes ocupações – forte setecentista – igreja medieval – villa romana – habitat da idade do ferro.

DSC_0012

IRENE PULGA: A MULHER QUE SERVIU DE MODELO PARA O BUSTO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

* Crónica de Paulo Freitas do Amaral

Ilda Pulga é o nome que consta da mulher que serviu de modelo ao primeiro busto da República Portuguesa. Ainda com descendentes vivos, a família faz questão de afirmar que deveria ter sido uma mulher lindíssima e simultaneamente “atrevida” para servir de modelo naquele tempo.

 

42988643_10211928782072065_8017718968192073728_n

Ilda pulga faleceu em 1993 com 101 anos. O seu sobrinho bisneto Joaquim Pulga só desconfiou ser familiar de Ilda após à sua morte por ter lido uma notícia no jornal. Joaquim afirma que uma pessoa como Ilda que serviu de modelo aos 18 anos deve ter evoluído culturalmente de uma forma muito peculiar e intensa.

Ilda era natural de Arraiolos e não foi fácil encontrar o fio à meada das suas ligações familiares embora só haja uma família “Pulga” em Portugal. Foi através de moradores de Arraiolos que Joaquim veio a saber que Ilda era irmã do seu bisavô.

O sobrinho bisneto investigou sobre a sua familiar e ficou a saber que Ilda foi muito jovem para Lisboa, com os seus 13 anos e que as dificuldades económicas que se faziam sentir na altura no Alentejo terão  motivado a sua mudança para a capital levando o resto da sua vida como costureira.

rep

O busto da república portuguesa continua inalterado.Os bustos da República variam de país para país e até encontramos casos onde houve mudanças de modelos que serviram de bustos ao simbolismo republicano.

Como Republicano que sempre fui, não posso deixar de ter uma visão interessada sobre este assunto. O modelo mais icónico da República, tem a sua origem em França e foi sem dúvida “Mariana” ou “Marianne” representada, iconograficamente, por uma mulher, ostentando um barrete frígio, tendo como inspiração a imagem da Liberdade na obra A Liberdade guiando o Povo, pintada em 1830 por Eugène Delacroix.

No entanto a Associação dos Autarcas Franceses decidiu mudar periodicamente o busto de "Mariana", adoptando como modelos artistas de cinema e da música francesas contemporâneas, sendo a manequim e actriz Laetitia Casta o modelo actual da escultura.

A estátua da Liberdade nos EUA é também inspirada em Marianne e foi oferecida pelos franceses aos americanos.

No caso português atribui-se a autoria do busto a João da Silva que usava como peseudónimo João da Nova talvez porque também escrevia para a revista Seara Nova…

A comissão republicana que instituiu o busto em 1911 inspirado em Ilda teve muito bom gosto e a sua imagem fará companhia aos portugueses por muito mais tempo.

Ilda Pulga

Ilda Pulga, de pé, ao centro, na oficina de costura onde trabalhava

 

BARCELOS HOMENAGEIA MARTINS LIMA

Comemorações do 5 de Outubro dedicadas ao Dr. Martins Lima, antigo chefe local do Partido Republicano.

A Câmara Municipal de Barcelos vai homenagear o Dr. António Martins de Sousa Lima, barcelense ilustre, que foi médico do hospital da Misericórdia e subdelegado de saúde, presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, e chefe local do Partido Republicano Português, no próximo dia 5 de Outubro, quando se comemora o 108º aniversário da implantação da República.

MARTINS_LIMA2018_frente

Republicano histórico, com toda uma vida dedicada aos ideais democráticos e à República, o Dr. Martins Lima faleceu há cem anos, no dia 26 de agosto de 1918.

Da homenagem consta, pelas 16h00, o descerramento de uma placa na casa onde viveu e teve o seu consultório, na rua D. António Barroso, seguindo-se a conferência intitulada “Martins Lima: o primeiro republicano barcelense”, por Victor Pinho, Bibliotecário Municipal e Investigador, no auditório da Biblioteca Municipal.

As cerimónias terão ainda a participação do Coro de Câmara de Barcelos.

Informações adicionais:

Segundo o “Dicionário de Barcelenses”, António Martins de Sousa Lima nasceu em Barcelos, em 18 de julho de 1850 e faleceu, em 26 de agosto de 1918, na sua quinta, no lugar de Moreiros, freguesia de Tamel de S. Veríssimo – Barcelos. Era filho de Manuel Martins Gomes, da freguesia de Carvoeiro – Viana do Castelo e de Ana Júlia de Sousa Lima, natural de Barcelos, moradores que foram no Campo da Feira da então vila de Barcelos. Era neto paterno de Domingos José Martins e Susana Maria Gomes, da freguesia de Carvoeiro – Viana do Castelo e materno de Atanásio de Sousa Pereira Lima e de Maria Vitória de Sousa, da então vila de Barcelos. Foi casado, em primeiras núpcias, com Filomena dos Prazeres Ferreira de Macedo Lima, filha de José António de Macedo, natural de Cavalões, comerciante e de Maria Teresa Ferreira, moradores na rua Direita, em Barcelos, que faleceu, em 29 dezembro de 1879, com apenas 24 anos de idade. Casou, em segundas núpcias, com Ana Ferreira de Macedo Lima, sua cunhada, irmã da primeira mulher. Deste casamento houve descendência: Zoé Macedo Martins Lima (29.6.1882-19.10.1959), e Ana Macedo Martins Lima (04.08.1883-28.01.1933), solteiras, Célia Macedo Martins Lima (18.1.1885-18.8.1977) casada com o coronel Afonso Henriques Barbeitos Pinto e tenente António Macedo Martins Lima (1889 – 26.10.1963).

O Dr. Martins Lima foi fundador e diretor do jornal republicano "A Ideia Nova", colaborou em “A Lágrima”, com o pseudónimo de “Fabrício”, e na “Barcellos Revista”. Esteve ainda ligado à criação do Clube Democrático Barcelense (1.12.1883 - ?.2.1891), do qual que foi sempre seu presidente, à Liga de Instrução Barcelense e à Escola Municipal de Instrução Primária, que começou a funcionar no ano letivo de 1904/05, e  da qual foi diretor e professor e do Centro Republicano Barcelense.

A partir de meados de 1913, depois de uma contenda na estrutura local do Partido Republicano, com o Dr. João Cardoso de Albuquerque e os seus partidários, foi-se afastando progressivamente da política.

Reconhecendo os seus méritos como homem, como profissional e como político, a Câmara Municipal de Barcelos, em reunião de 22 de fevereiro de 1919, por proposta de Camilo Ramos, atribuiu o seu nome a uma artéria citadina, ao antigo largo do Teatro

BRAGA EXPÕE VIATURAS HISTÓRICAS DO RALLY DE PORTUGAL

Rally de Portugal Histórico chega a Braga a 3 de Outubro. Viaturas estarão expostas na Praça do Município

A 13ª edição do Rally de Portugal Histórico, uma das mais exigentes provas de regularidade histórica da Europa, sai para a estrada entre 2 e 6 de Outubro. Este ano, a prova chega a Braga na Quarta-feira, 3 de Outubro, com a exibição das viaturas em plena Praça do Município.

RPH2017_10_03_15 (1)

A chegada a Braga está prevista para as 18h45, com saída no dia seguinte pelas 8h00, com destino a Viseu. Os Bracarense terão a oportunidade de ver pilotos e máquinas que marcaram a história dos ralis e que regressam aos troços do Rally de Portugal dos anos 70 e 80.

Com nomes de peso do automobilismo internacional como Miki Biasion e Stig Blomqvist ao volante de um Lancia Delta Integrale e de um Audi Quattro, a prova conta com 87 equipas em competição.

Na edição deste ano participam 87 equipas de 13 nacionalidades com carros fabricados entre 1946 e 1985. Nesta prova, os participantes cumprem quase dois mil quilómetros, 600 dos quais em regularidade, organizados em quatro etapas com mais de 40 especiais e que atravessam 78 concelhos do País.

RPH2017_10_05-33

RPH2017_10_05-48

O FESTIVAL KUNCHI E OS LAÇOS ANCESTRAIS ENTRE PORTUGAL E O JAPÃO

30128522348_0068acc1a9_b

  • Crónica de Daniel Bastos

Uma vez mais, no âmbito de uma ancestral tradição japonesa, realiza-se nos próximos dias 7, 8 e 9 de outubro o Festival Kunchi, uma das festas populares mais conhecidas na cidade de Nagasaki, uma histórica metrópole da “Terra do Sol Nascente” fundada pelos portugueses na segunda metade do séc. XVI.

Portugal encerra a particularidade de o ser país europeu com a mais longa história de intercâmbio com o Japão, fruto de ter sido a primeira nação do “Velho Continente” a chegar e a estabelecer contactos com as gentes das “Terra do Sol Nascente”. Foi durante a expansão marítima quinhentista que se estabeleceram o início das trocas comerciais entre o Japão e os portugueses, à época chamados pelos japoneses “Nanban-jin”, isto é, “bárbaros do sul”, expressão que era nessa altura usada para identificar os povos ibéricos.

O intercâmbio comercial de há mais de quatrocentos anos, acarretava que os portugueses levassem para o território insular da Ásia Oriental, espingardas, pólvora, seda crua da China, entre outras mercadorias, e o Japão enviasse para a zona ocidental da Península Ibérica, prata, ouro e sabre japoneses, entre outros produtos. As vetustas relações comerciais entre as duas nações, estão na base de um conjunto expressivo de vocábulos de origem portuguesa que entraram na língua japonesa, como por exemplo, “pan” (pão), “koppu” (copo), “botan” (botão), “tabako” (tabaco) ou “shabon” (sabão).

A presença lusa no isolado Japão quinhentista e seiscentista teve igualmente uma conhecida dimensão missionária e evangelizadora, que redundou em ferozes perseguições movidas pelos xoguns aos missionários portugueses, receosos de uma eventual invasão por parte dos “bárbaros do sul” e temerosos da influência dos jesuítas nos nipónicos.

Ainda hoje uma das principais atrações do Festival Kunchi, celebrado todos os outonos desde o séc. XVI, e que depois também se tornou uma denúncia dos chamados cristãos-escondidos, é a “Nau Portuguesa”, apenas apresentada cada sete anos, e que constitui uma evocação histórica da expansão portuguesa até ao Japão. Assim como, um sinal perene que a história e cultura portuguesa são importantes e estratégicas para a afirmação do nosso país num mundo marcado pelos desafios da globalização, diversidade cultural e desenvolvimento.

BRAGA PROMOVE HISTÓRIA LOCAL

Município de Braga lança segunda edição do prémio Dr. Manuel Monteiro. Candidaturas abertas até 30 de Novembro

O Município de Braga apresentou esta Sexta-feira, 28 de Setembro, a 2.ª Edição do Prémio de História Local Dr. Manuel Monteiro, insigne Arqueólogo, Etnógrafo e Historiador da arte românica, nascido e falecido em Braga, cuja obra representa um património da mais elevada importância para a cultura nacional.

CMB28092018SERGIOFREITAS00000015167

Segundo Lídia Dias, vereadora da Cultura, o prémio pretende “fomentar o interesse dos investigadores pela história de Braga e honrar a memória de tão ilustre Bracarense”. “Podem concorrer ao Prémio de História Local cidadãos de nacionalidade portuguesa, maiores de idade, residam ou não na área do Município, com trabalhos de cariz historiográfico a nível administrativo, antropológico, arqueológico, artístico, cultural, económico, literário, patrimonial, político, social, religioso ou outro(s) que se insiram num quadro de aprofundamento da matriz comunitária”, adianta a vereadora Lídia Dias.

O valor do prémio é de 2.500 euros, ao qual acresce a publicação da obra vencedora. Os trabalhos distinguidos com menção honrosa terão reservada a possibilidade de publicação na Revista Bracara Augusta, reforçando assim o seu corpo editorial.

Os trabalhos a concurso deverão ser entregues pessoalmente ou enviados para o Arquivo da Câmara Municipal de Braga até 30 de Novembro de 2018. O júri, presidido pela vereadora da Cultura, é constituído três personalidades do meio académico.

O resultado do concurso é anunciado pelo Município de Braga no dia 18 de Janeiro de 2019, data do aniversário da morte do Dr. Manuel Monteiro. O Regulamento do Prémio está disponível para consulta no portal do Município em www.cm-braga.pt

Recorde-se que o prémio de periodicidade bienal foi instituído em 2016, tendo distinguido o trabalho de José Carlos Peixoto pela sua obra “Memórias do Couto de Tibães”.

CMB28092018SERGIOFREITAS00000015169

CMB28092018SERGIOFREITAS00000015170

“A AURORA DO LIMA”: UM JORNAL HISTÓRICO COM OS OLHOS POSTOS NO FUTURO!

O jornal vianense “A Aurora do Lima” é o periódico mais antigo de Portugal Continental e o segundo em todo o país, visto este palmarés pertencer ao “Açoriano Oriental”. O seu primeiro número foi publicado em 15 de Dezembro de 1855. Por conseguinte, deverá assinalar em breve 163 anos de existência!

A Aurora do Lima

O jornal não demorou muito tempo até começar a atingir notoriedade pois, escassos meses após o seu aparecimento, já ele marcava a ordem de trabalhos da Câmara dos Pares do Reino que era à época o parlamento. Na sessão de 11 de Abril de 1856, da referida Câmara dos Pares do Reino, presidida por António Sarmento Sáavedra Teixeira, fez o deputado Francisco de Oliveira Chamiço a seguinte intervenção: “Como vejo presente s. ex.' o Sr. ministro do reino, aproveito a occasião para dirigir a s. ex.ª uma pergunta. Tive conhecimento de um facto que vem referido em um jornal do Minho, a Aurora do Lima, onde se refere que, na occasião em que o administrador do concelho de Villa Nova da Cerveira, passava a bordo do vapor Rio Minho, pertencente á companhia Despertadora, encontrára grande quantidade de barcos lançando pedra em uma parte do rio. Este caso, a ser verdadeiro, de certo no verão impedirá o transito n'aquella localidade, e como estou seguro de que s. ex.ª não deseja que se ponham estes tropeços á navegação, pedia-lhe me dissesse se já teve noticia d'este facto, e sendo verdadeiro, se mandou proceder contra os culpados.”

Francisco_de_Oliveira_Chamiço_-_Diário_Illustrado_(23Mar1888)

O jornal “A Aurora do Lima” começou de início a publicar-se três vezes por semana para, a partir de 1915 ter uma periodicidade bissemanal e, em 2010, passar a semanário. Em 2006, o Dr Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da República, fê-lo Membro-Honorário da Ordem de Mérito, ordem honorífica que visa distinguir actos ou serviços meritórios que revelem abnegação em favor da colectividade.

Ao longo da sua existência, contou com a colaboração de nomes sonantes das Letras portuguesas como Camilo Castelo Branco que chegou a ser seu director.

tn_Program_Com_AL1955

O jornal atravessou épocas marcantes da nossa História como a Monarquia Constitucional e a Primeira República, o Estado Novo e o seu derrube em 25 de Abril de 1974. Pelo meio, um longo período de Censura Prévia que tolhia a liberdade de imprensa. Não obstante, procurou sempre prosseguir uma linha de total independência a nível económico, político e religioso, apesar dos períodos políticos atribulados resultantes das mudanças políticas que teve de vencer.

2774_442608985819620_1136201585_n

Em meados da década de oitenta do século passado, a Imprensa regional era colocada perante o desafio da sua modernização tecnológica, sendo-lhe colocada pelo governo do chamado Bloco Central a possibilidade de serem constituídos parques gráficos que servissem conjuntamente a feitura de vários jornais de uma mesma região. Os directores e outros responsáveis de jornais regionais de todo o país foram então convidados a reunirem-se com o governo nos jardins do Palácio de São Bento, junto à residência oficial do primeiro-ministro. O autor destas linhas marcou presença em representação do mensário “Jornal de Campo de Ourique”.

Por essa altura, tal preocupação foi debatida na Assembleia da República e, na reunião plenária que ocorreu no dia 9 de Janeiro de 1987, correspondente à 2ª Sessão da IV Legislatura, presidida por Fernando Monteiro do Amaral e secretariada por Reinaldo Ramos Gomes, Victor Caio Roque, Rui de Sá e Cunha e José Nunes de Almeida, o jornal “Aurora do Lima” foi evocado através da intervenção de vários deputados, as quais aqui reproduzimos, transcrevendo do Diário da Assembleia da República.

“O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Agostinho de Sousa.

O Sr. Agostinho de lousa (PRD): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Nasceu em 15 de Dezembro de 1855. Raros acreditariam na longevidade secular do projecto e, no entanto, em 15 de Dezembro de 1986, tornava-se o segundo jornal mais antigo do continente.

É difícil - e seria despropositada - uma inventariação do património acumulado no decurso de mais de um século pelo jornal «A Aurora do Lima», de Viana do Castelo.

Uma homenagem, mesmo quando sincera e justa, é, por via de regra, um arrastado fastio, que a chancela burocrática contribui para agravar. É uma chateza, meus senhores!

Mas aceitei o risco, porque a iniciativa corre à revelia de patrocínios de qualquer espécie e porque é fácil fazer a «prova da diferença».

Um jornal com a história, as responsabilidades comunitárias e a projecção regional de «A Aurora do Lima» merece que se recorde, ao menos uma vez cada ano.

A 15 de Dezembro de 1855 «A Aurora do Lima» foi uma aparição, que não quis ser salvadora de coisa nenhuma, mas se afirmou, com a velha dignidade de certos jornais locais, à volta de um projecto de defesa dos interesses regionais, sob muitos sacrifícios e com uma grande fé.

E para concluir que cumpriu o essencial da sua missão, para além dos testemunhos individuais insuspeitos, apoiamo-nos, sobretudo, na «sentença» de uma comunidade que continua a decretar-lhe a fidelidade, decorrido um século...

No seu laconismo, o aniversário de um pequeno jornal de província tende a diluir-se na massa dos outros acontecimentos, aparentemente mais relevantes, da vida diária do País.

Mas se um jornal atingiu já os 131 anos, num País de projectos adiados ou inacabados, se conseguiu sobreviver na lonjura dos grandes centros e do poder, com sensível escassez de apoios e de meios e sem protecções ou benesses especiais, penso que a homenagem perante esta Câmara não destoará da sua dignidade e exigências.

Camilo, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, Augusto de Castro, Álvaro Salema, José Caldas, Júlio de Lemos, Cláudio Basto e tantos outros, jornalistas, críticos e escritores de «muitos países e épocas» ou de uma região e de um período, honraram-no com a sua colaboração e por certo se terão sentido honrados com ela.

Não tem sido fácil, todavia, a gestão de uma vida centenária. Administrar um capital de penúria, de incerteza e de indiferença é o pão nosso de cada dia da imprensa regional e o «A Aurora do Lima» não foge à regra.

Mais de um século de vida significa tanto de experiência como de sacrifícios.

A história proporcionou-lhe a riqueza da primeira, com factos e épocas simultaneamente tumultuosos e decisivos, mas não lhe poupou, também, os segundos.

Enfrentou e resistiu a algumas graves e demoradas épocas de perturbação económica, social e política, cujos reflexos ainda hoje se fazem sentir a vários níveis.

Viver 50 anos de fascismo e de censura foi um dos episódios mais difíceis e atrozes da sua existência.

Os censores da época, cheios de salazaríssimo e inquisitorial zelo, fazem parte das suas páginas sombrias.

Relembrava há dias o seu administrador que para publicar um jornal tinha muitas vezes de compor dois.

Eu regozijo-me - e penalizo-me também... - por ter contribuído, ainda que involuntariamente, para algumas dessas duplicações, com uma colaboração ocasional.

Indo atrás, no tempo, com afã de memória museológica, à procura de curiosidades, notícias, nomes, estatísticas, feitos, proezas... não iríamos, com certeza, na direcção de uma tarefa inútil.

Mas hoje o grande problema e o grande desafio que se lhe põe e à imprensa regional em geral é o do futuro.

A modernização e a renovação são actos indispensáveis à sua sobrevivência e à necessária aproximação de cada época.

O aparecimento da rádio local e a perspectiva da TV regional acentuam a urgência destas tarefas.

Este é o saldo qualitativo da sua iniciativa e responsabilidade.

A análise do tema, ainda que sucinta, ultrapassa porém o âmbito desta intervenção, porque põe em causa todo o processo global de revisão de «fazer imprensa regional».

Estão em causa a inovação do apetrechamento gráfico ou a sua utilização mais rentável, a progressiva qualificação da informação e da produção jornalística

em geral, a aplicação de novos conceitos de gestão e de organização, a «reeducação» e o desenvolvimento da sua vocação e funções específicas, no quadro da época, assumindo-se como um instrumento de intervenção e como um interlocutor válido no debate e decisão dos grandes e dos problemas locais correntes; dos problemas de expressão nacional ou internacional com repercussões essenciais na região, como o poder local, a regionalização, os investimentos em grandes obras de, apetrechamento e de infra-estruturas, os reflexos da entrada na CEE em áreas sensíveis regionais - a agricultura, a indústria, o comércio, a educação, o trabalho...

A realização de cursos de jornalismo de imprensa regional com carácter de regularidade e o apoio oficial devem ser apressados.

Urge reforçar a comparticipação do leitor ou simples habitante no questionamento dos temas locais e a ligação com autarcas, deputados eleitos pelos círculos respectivos, gabinetes de estudo, associações culturais, recreativas, desportivas e de fomento regional em geral, cuidar da formação dos seus técnicos, jornalistas e directores, criar parques gráficos regionalizados, não esquecer a mobilização da juventude para a sua causa, estabelecendo, inclusive, a ligação com a «escola», atenuar os efeitos de uma «exportação» dominante, de informação local para alguns diários, de onde se importa depois, por retranscrição, por falta de capacidade realizadora própria.

Enfim, é preciso devolver a imprensa regional às suas raízes e vocação, no quadro das necessidades da época, provendo à sua reestruturação técnica, científica, ética, financeira e profissional.

Mas o ambicionado salto precisa necessariamente - do apoio oficial, de esse apoio ser encarado não como uma fonte de favores, de benemerência crónica ou circunstancial de actos discricionários, mas como o exercício de uma obrigação constitucional sujeita a critérios legais transparentes.

Para pôr cobro à indefinição e à insegurança reinantes aguarda-se a publicação do estatuto, clarificador de uma correcta inserção institucional, e faz-se votos para que, desde já, se responderem apoios e benefícios em função de requisitos e da capacidade, em cada caso, para o exercício eficaz das suas funções, sem todavia ignorarmos que a problemática da imprensa regional, é indissociável do quadro da imprensa em geral, apesar dos seus particularismos, e que qualquer solução de estrutura passa pela definição de uma política de comunicação social adequada.

Esse será, sem dúvida, o melhor prémio de aniversário.

E permitam-me, Sr. Presidente, Srs. Deputados, que termine fazendo minhas as palavras de um velho e ilustre colaborador do«A Aurora do Lima»: «Obrigado pela teimosia em continuar a existir.»

Aplausos do PRD, PSD, PS e MDP/CDE.

O Sr. Presidente: - Para formular pedidos de esclarecimento, tem a palavra o Sr. Deputado Horácio Marçal.

O Sr. Horácio Marçal (CDS): - Sr. Deputado Agostinho de Sousa, ouvi com muita atenção a sua intervenção e gostaria de aqui fazer algumas considerações.

Eu sou daqueles que sentem bastante o problema da imprensa regional e ao ouvir aqui falar do jornal «A Aurora do Lima», que agora fez 131 anos, recordo, também o jornal da minha terra, de Águeda, e que é «A Soberania do Povo», que só pelo facto do «A Aurora do Lima» deixar de ser semanário passou a ser, neste momento, o semanário mais antigo deste país, entrando, no dia 1 de Janeiro no seu 109.º ano de actividade.

Quem vive a imprensa regional sabe - e neste aspecto a sua intervenção foi muito feliz - os problemas que esta imprensa tem. Mas sabe também os serviços extraordinários que a imprensa regional presta ao povo e ao País, principalmente àquele povo que não tem voz, àquele povo que revê nessas páginas os problemas das suas terras, os problemas que se levam ao autarca, ao governante, ao deputado, aos que governam não só a região como o País.

Por isso, congratulo-me com o aniversário do «A Aurora do Lima» e felicito o Sr. Deputado Agostinho de Sousa pela sua intervenção, pedindo-lhe também que transmita ao referido jornal a minha satisfação.

Terminando este meu pedido de esclarecimento, queria perguntar ao Sr. Deputado, sabendo das dificuldades da imprensa regional - que, aliás, aqui referiu, e muito bem -, quais os meios que devemos accionar afim de obtermos apoios mais concretos para o apetrechamento do parque gráfico e para a formação dos jornalistas dos semanários.

Sei que o Governo tem anunciado medidas que, porém, não foram concretizadas. Mas, repito, gostaria que o Sr. Deputado me dissesse quais os, caminhos e as acções a desenvolver para que o Governo possa proteger mais, a imprensa regional, tão carecida de apoios governamentais.

O Sr: Presidente: - Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Agostinho de Sousa, ainda que já não disponha de tempo. Porém, a Mesa concede-lhe dois minutos.

O Sr. Agostinho de Sousa (PRD): - Antes de mais, Sr. Deputado, agradeço-lhe, as suas palavras e transmitirei pessoalmente o seu voto ao «A Aurora do Lima».

Quanto à questão da criação de parques gráficos regionalizados, devo dizer-lhe que ela deve ser sobretudo – penso eu - inserida numa política mais ampla. Na circunstância, entendo que deveria proceder-se imediatamente a um estudo que tomasse em linha de conta as possibilidades de cada jornal regional, as suas necessidades e também a sua capacidade de intervenção e de realização da sua função. Seria exactamente em função dos resultados obtidos que deveriam criar-se esses parques e bem assim reponderar-se, circunstancial e ocasionalmente, a atribuição de subsídios como medida conjuntural. Mas, sobretudo, dever-se-ia especialmente pensar na concretização de uma política de comunicação social definida, que também tivesse em conta a imprensa regional e abarcasse esses aspectos na globalidade.

Aplausos do PRD.

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, chegámos ao fim do período de antes da ordem do dia.”

Com mais de século e meio de existência, o jornal “A Aurora do Lima” tem certamente os olhos postos no futuro, preparando-se para enfrentar os problemas que se levantam com o aparecimento das novas tecnologias e as mais recentes formas de comunicação com recurso ao suporte digital. O jornal “A Aurora do Lima” tem o futuro à sua frente!

Capturar1

TALENTOS INTERNACIONAIS DO ALTO MINHO DÃO CONCERTO ÚNICO EM CERVEIRA

Iniciativa inclui a visita guiada ao castelo medieval

Evento: “Sente a História: Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos”

Tipologia: Alto Minho Ensemble

Data: 29 de setembro

Hora: 22h

Local: Igreja da Misericórdia – Vila Nova de Cerveira

Preço: Entrada gratuita e não sujeita a inscrição

Site: https://senteahistoria.com/2018/09/29/alto-minho-ensemble/

Evento: “Sente a História: Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos”

Tipologia: Visita Guiada ao Castelo de Vila Nova de Cerveira

Data: 29 de setembro

Hora: 21h30

Local: Castelo de Vila Nova de Cerveira

Preço: Entrada gratuita e não sujeita a inscrição

Site: https://senteahistoria.com/dias-de-patrimonio-aberto/

É um grupo que junta diferentes gerações de artistas, desde intérpretes, solistas e mesmo diretores musicais cujo talento é reconhecido a nível mundial e nacional e que têm em comum o facto de serem oriundos ou de exercerem funções no Norte país. Chama-se Alto Minho Ensemble e os seus protagonistas preparam-se para transformar a Igreja da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira, já este sábado, dia 29 de setembro, às 22h, num palco cujo reportório promete uma viagem de sons até ao período barroco.

Cartaz Sente a Historia

A iniciativa decorre no âmbito do projeto “Sente a História – Ação Promocional de Música & Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” que, até julho de 2019, está a realizar 30 concertos em 30 locais históricos do Alto Minho, envolvendo mais de 1500 músicos e 10 municípios. Este é o oitavo concerto da iniciativa, sendo que os espectáculos realizados até ao momento contaram com a presença de cerca de 3300 pessoas.

O Alto Minho Ensemble é uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, que visa a promoção do talento e valores artísticos da região. Acresce que o grupo é, precisamente, a entidade capacitadora para a área da música de câmara do “Sente a História”, estando a sua produção e coordenação a cargo de David Martins e a direção artística é liderada por Sergey Arutyunyan*.

Meia hora antes do concerto, pelas 21h30, vai realizar-se uma visita guiada ao Castelo de Vila Nova de Cerveira, uma estrutura medieval cujo interior contempla a antiga Igreja da Misericórdia, a antiga Casa dos Governadores, a cadeia e outros anexos, com especial destaque para o Pelourinho, a elegante porta da barbacã em arco ogival, a porta da traição e a Capela de Nossa Senhora da Ajuda.

Tanto o concerto como a visita guiada têm entrada gratuita.

Sobre o Alto Minho Ensemble

O Alto Minho Ensemble é uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), que visa a promoção do talento e valores artísticos da região. Este projeto, iniciou-se no ano de 2015 reunindo, a par de convidados de prestígio, diferentes gerações de artistas (intérpretes, solistas e diretores musicais), oriundos do Alto Minho ou que aqui exercem a sua atividade profissional, com reconhecido valor ou com créditos confirmados ao nível nacional ou internacional.

O repertório do Alto Minho Ensemble centra-se no período barroco, época da qual datam uma grande parte dos espaços monumentais desta região. A produção e coordenação artística está a cargo de David Martins e a direção artística é de Sergey Arutyunyam*. 

Para além dos concertos realizados desde 2015 nos 10 municípios do Alto Minho (Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), foi ainda convidado a atuar no festival Sons do Centenário, na cidade de Barcelos.

Gravou em 2015 um CD interpretando a obra “As quatro estações” do compositor barroco italiano Antonio Vivaldi.

 O Alto Minho Ensemble é a entidade capacitadora para a área da música de câmara do Projeto Sente a História.

*Sobre Sergey Arutyunyan

Sergey Arutyunyan é descendente da escola violinística de São Petersburgo, cidade de profundas tradições que remontam aos tempos do lendário violinista e profesor Leopold Auer. Nasceu no seio de uma família de músicos e começou muito cedo os seus estudos musicais com o seu pai, Anatoli Schwarzburg. Mais tarde prosseguiu os estudos com Aaron Knaifel e diplomou-se em 1990 no Conservatório Superior Estatal Rimsky-Korsakov em São Petersburgo, onde foi aluno dos brilhantes  Boris Gutnikov e Marc Komissarov. Em 1989 foi laureado no concurso Estatal de violino da Rússia. A partir de 1987 foi membro do conceituado ensemble 'Solistas de São Petersburgo' sob direcção de Mikhail Gantvarg, com o qual realizou inúmeras tounées em mais de 20 países da América e da Europa com gravações em CD para várias editoras de renome. Desde o ano 1995 reside em Portugal, onde tem vindo a desenvolver uma atividade concertista, sendo diretor artístico do Alto Minho Ensemble e também professor na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC) e no Instituto Piaget em Viseu.

Sobre o “Sente a História”

O programa cultural “Sente a História – Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” apresenta características inéditas no país. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, o programa decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e envolve os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.

No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita (Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques) compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas dedicadas a uma lenda de cada município e, ainda, um Hino do Alto Minho. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.

De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrerem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados.   Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar serão divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo irá decorrer um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.

A iniciativa é organizada pela CIM Alto Minho, produzida pela Eventos David Martins e cofinanciada pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte e encontra-se integrada no Ano Europeu do Património Cultural em Portugal.

FAFE COMEMORA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

Fafe assinala Implantação da República com sessão solene. Município presta homenagem a personalidades fafenses. Celebrações marcadas por várias inaugurações

O Município de Fafe vai comemorar o 108º aniversário da Implantação da República, no próximo dia 5 de Outubro, com uma sessão solene evocativa da efeméride, onde serão homenageadas personalidades fafenses com a Medalha de Mérito Concelhio.

WEB-5-OUTUBRO-SH-POST-05

As comemorações arrancam às 09h00, com a Alvorada de Morteiros, seguindo-se, às 10h00, o Hastear da Bandeira no edifício dos Paços do Concelho, com o desfile da Fanfarra dos Escuteiros de Regadas.

A partir das 10h15, tem lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Fafe, a Sessão Solene que homenageará três personalidades fafenses com a Medalha de Mérito Concelhio.

Posteriormente, a partir das 11h30, decorrerá a inauguração da Rua Ângelo Medon. Às 12h00, conheceremos a nova sede da ARPIFAFE (na antiga Escola de Trânsito).

Durante a tarde, decorrerá, na Rua Ângelo Medon, uma Corrida de Cavalo a Passo Travado, iniciativa que conta com a parceria da Cofafe.

As comemorações do 5 de Outubro encerram com a inauguração das obras de beneficiação da EM 615-2 entre a EN 207 e lugar da Telha (Antime, Silvares S. Clemente e Silvares S. Martinho).

BRAGA HOMENAGEIA ALBANO BELINO

Sexta-feira, 28 de Setembro, no Museu D. Diogo de Sousa

O Município de Braga organiza esta Sexta-feira, 28 de Setembro, uma sessão de homenagem a Albano Belino, iniciativa realizada no âmbito das Jornadas Europeias do Património que este ano decorrem sob o mote “Partilhar Memórias”.

Albano Belino_1

A iniciativa, que irá decorrer a partir das 21h30, no Museu D. Diogo de Sousa, conta com a reedição do seu legado historiográfico sobre Braga, cuja apresentação estará a cargo de António Amaro das Neves.

Albano Ribeiro Belino (1863-1906) é um dos nomes maiores na salvaguarda do património bracarense. Precursor das pesquisas sobre o legado de Bracara Augusta, devotou um conjunto significativo de estudos e publicações a Braga, tendo ainda reunido um valioso espólio arqueológico com a finalidade de criar um museu.

Desiludido com a falta de entusiasmo bracarense, acabou por deixar o seu legado à Sociedade Martins Sarmento. O Museu com que sonhara acabaria por nascer doze anos após a sua morte, embora só tenha realmente funcionado na contemporaneidade.

«Hoje, convictos da valia do seu contributo para a nossa memória colectiva, prestamos a melhor homenagem que Albano Belino desejaria: tornar novamente acessíveis as suas mais relevantes publicações sobre a cidade que tanto estimou», refere a Vereadora da Cultura, Lídia Dias, na nota de abertura do livro que será lançado esta sexta-feira.

A reedição das obras de Albano Belino, nas quais se contam, entre outras, a “Arqueologia Cristã” ou “Inscripções e lettreiros da cidade de Braga e algumas freguezias ruraes”, contou com a especial colaboração da Biblioteca Pública de Braga.

MESTRE GUALDIM PAIS ESTÁ DE VOLTA!

Comemoração dos 900 anos de D. Gualdim Pais com várias iniciativas. Programa inclui teatro, conferências, caminhada e lançamento de livro sobre o homenageado

Barcelos assinala o 9.º Centenário do Nascimento de D. Gualdim Pais, cavaleiro de D. Afonso Henriques e Mestre da Ordem do Templo, com várias iniciativas na sexta-feira e sábado, dias 21 e 22.

CartazComemoracao_GualdimPais_ProgramaBarcelos

O programa contempla a dupla apresentação do drama histórico “O Fronteiro de Deus – A Vida Heroica de D. Gualdim Pais, o maior monge-guerreiro de Portugal”, pela Nova Comédia Bracarense, na sexta-feira e no sábado, no Teatro Gil Vicente, às 21h30. Os espetáculos são de entrada livre, sujeita a reserva através do e-mail tgv@cm-barcelos.pt ou do telefone 253 809 694.

No sábado, às 9h30, realiza-se uma subida ao monte da Franqueira, com partida simbólica do lugar de Mereces, em Barcelinhos, local onde poderá ter nascido D. Gualdim Pais, sendo que, com vista a facilitar o estacionamento dos participantes, o ponto de encontro será na Escola Rosa Ramalho.

A caminhada tem a colaboração dos Amigos da Montanha, Barcelos Sénior e Grupo Alcaides de Faria. Às 11h15, há uma visita guiada às ruínas do Castelo de Faria.

Da parte de tarde, há um conjunto de conferências no Auditório da Câmara Municipal de Barcelos, que começa às 15h30, com o historiador Carlos Alberto Brochado de Almeida a dissertar sobre “A importância do Castelo de Faria na Fundação da Nacionalidade Portuguesa”.

Às 16h00, o professor e investigador António Afonso proferirá a palestra “D. Gualdim Pais – Um Herói Barcelense”.

Por fim, às 17h00, será apresentado o romance histórico “O Fronteiro de Deus – A Vida Heroica de D. Gualdim Pais, o maior monge-guerreiro de Portugal”, do escritor barcelense Fernando Pinheiro, obra em que, aliás, se baseia a peça de teatro apresentada pela Nova Comédia Bracarense, nestes dois dias, no Teatro Gil Vicente.

Além de Barcelos, outros cinco municípios associaram-se ao 9.º Centenário do Nascimento de D. Gualdim Pais. O programa arranca em Barcelos, passará por Braga, Coimbra, Tomar, Vila Verde e terminará em Amares.