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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PAREDES DE COURA: DILIGÊNCIA DE HABILITAÇÃO A FAMILIAR DO SANTO OFÍCIO DE ANTÓNIO LUÍS DE FREITAS

Pretendente a familiar, proprietário, solteiro, natural e morador de Infesta, concelho de Paredes de Coura. Obteve carta de familiar a 12 de Julho de 1747.

Na impossibilidade de publicar todo o extenso processo de habilitação, deixamos aqui as páginas iniciais do mesmo.

Convém lembrar que os factos devem ser comreendidos no seu contexto histórico. Como referiu Oliveira Marques em “História de Portugal”, tomo I, página 393: “(…) a Inquisição surge como uma instituição muito complexa, com objetivos ideológicos, económicos e sociais, consciente e inconscientemente expressos. A sua atividade, rigor e coerência variaram consoante a época.”

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Fonte: ANTT

VISCONDES DE VILA NOVA DE CERVEIRA E MARQUESES DE PONTE DE LIMA EM PAREDES DE COURA: “ROL DOS PAPÉIS QUE ESTÃO NOS BUFETES PEQUENOS DA SECRETARIA QUE PODEM EMPRESTAR ALGUM DIA” PROVAVELMENTE DO SÉCULO XVIII

Refere "escritura de dote que meus avós deram a minha mãe quando casou com meu pai, uma petição de meu avô o senhor visconde a el rei para que lhe mande paasar uma tuitiva para a Igreja de Santa Maria de Insalde, concelho de Coura [Paredes de Coura], uma quitação de 375$475 reis e que se pagaram na alfândega um maço de quitações as mais delas das missas que se dizem em São Lourenço e em Santa Cruz do Castelo e das tenças de minhas tias freiras na Rosa, um maço de escrituras da fazenda da Índia, um maço com testamentos de meu avô o senhor visconde; uma transação de minha avó a senhora D. Maria feita a meu pai e algumas escrituras de fazendas de Alfândega da Fé e um papel dos linhos de Torres Vedras, um maço de feitos sobre a fazenda de Alfândega da Fé e uma sentença contra o marquês de Gouveia para se lhe pagar jugada da Alfândega da Fé e umas cartas de partilha de meus avós e a doação dos linhos de Torres Vedras". Em baixo está escrito: "igoanha". Na segunda folha está está escrito "Corte do Lobo / róis".

Fonte: ANTT

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PAREDES DE COURA: DILIGÊNCIA DE HABILITAÇÃO A FAMILIAR DO SANTO OFÍCIO DE ANTÓNIO SOARES BRANDÃO

António Soares Brandão, casado com Ana Maria dos Reis pretendente a familiar, cirurgião, natural de São Pedro de Rubiães, concelho de Paredes de Coura, morador em Lisboa. Obteve carta de Familiar do Santo Ofício a 27 de Junho de 1732.

Na impossibilidade de publicar todo o extenso processo de habilitação, deixamos aqui as páginas iniciais do mesmo.

A pertença à família do Santo Ofício representava um privilégio uma vez que conferia estatuto social aos seus membros. Para ingressar na família do Santo Ofício ou na vida religiosa os candidatos eram submetidos a um processo de habilitação através do qual tinham de justificar a sua pureza de sangue. Os seus antepassados não podiam ser negros, judeus, mouros ou ciganos e a sua conduta cívica, moral e religiosa deveria ser irrepreensível.

As principais funções dos Familiares do Santo Ofício encontravam-se ligadas à sua máquina, cabendo-lhes executar as prisões de suspeitos de heresia, sequestrar os bens dos condenados, nos crimes em que coubesse confisco, e efetuar diligências a mando dos inquisidores. Havia ainda Familiares médicos, que examinavam os presos e avaliavam sua resistência à tortura. Exerciam, também, função precípua nos célebres Autos-de-fé, trajados com pompa, ladeando os penitentes em procissão e os condenados até o cadafalso.

Fonte: ANTT / Wikipédia

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PONTE DE LIMA E OS CORRELEGIONÁRIOS DO PARTIDO REPUBLICANO

Em 29 de Março de 1911, Eusébio Leão, na qualidade de membro do Directório do Partido Republicano Português, pediu a António José para ouvir os correlegionários de Ponte de Lima, portadores do cartão.

No verso, tem apoio ao pedido por parte de Magalhães Lima, à altura membro do Directório do Partido Republicano.

Fonte: Fundação Mário Soares

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PAREDES DE COURA: IRMANDADE DA MISERICÓRDIA APROVOU EM 1905 VOTO DE PESAR PELO FALECIMENTO DO CONSELHEIRO MIGUEL DANTAS

Em 9 de Junho de 1905, a Irmandade da Misericórdia de Paredes de Coura reuniu em sessão e lavrou em acta um voto de pesar pelo falecimento de Miguel Dantas Gonçalves Pereira, provedor da Misericórdia.

A cópia está assinada por Tomás Joaquim Alves, secretário da Irmandade.

Fonte: Fundação Mário Soares

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QUEM É MANUEL TINOCO – UM DOS FUNDADORES DA CASA COURENSE EM LISBOA E ACTUAL DIRECTOR DO "NOTÍCIAS DE COURA"?

Manuel Tinoco – personalidade bastante conhecida e estimada da comunidade courense e minhota em geral radicada na região de Lisboa - foi um dos fundadores da Casa Courense em Lisboa e seu vice-presidente. E é actualmente director do jornal "Notícias de Coura".

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Foi também investigador durante três décadas da presença da comunidade courense na capital, tendo efectuado o levantamento dos courenses na indústria hoteleira em Lisboa, trabalho vertido em livro editado pela ADASPACO (Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura).

Manuel Tinoco nasceu em Rubiães porque era tradição as mães virem ter os filhos à terra, a casa de seus pais. E, com pouco mais de um mês já estava em Lisboa. A mãe levou-o ao colo e, já sem pai que morreu de doença súbito no dia do seu baptismo em Rubiães (veio cá ver-me pela primeira vez, deixando a taberna de Santa Marta por uns dias, e morreu). E, juntamente com a sua mãe, Manuel Tinoco transformou a velha taberna no conceituado restaurante Alto Minho, um estabelecimento muito visitado  pelos minhotos que residem em Lisboa.

O jornalismo foi sempre a sua grande paixão o que levou a acalentar a vontade de regresso às origens – Paredes de Coura! – sonho que acabou por concretizar por volta dos quarenta anos de idade.

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Manuel Tinoco, ao lado do Dr. Jorge Sampaio, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante um almoço da Casa Courense em Lisboa

 

Fruto dessa paixão pela terra, não obstante ser já de uma geração diferente dos cabouqueiros da Casa Courense em Lisboa, e tendo uma ligação à terra cimentada por uma veia romantizada, ao contrário de quem por cá comeu o pão que o diabo amassou, integrou a equipa fundadora daquela instituição regionalista.

E, ao voltar para Paredes de Coura, a chama do jornalismo que lhe corria nas veias concretizou-se com a fundação do jornal “Notícias de Coura”, uma referência da Imprensa da nossa região. Mas, pelo caminho não lhe faltou a veia poética

Além das suas ligações nomeadamente à Casa Courense e ao jornal “Notícias de Coura, Manuel Tinoco foi presidente da Associação Cultural de Rubiães e também vice-presidente do Núcleo de Andebol do Liceu Pedro Nunes – clube federado português que movimentava mais atletas na década de oitenta.

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CARMINDA GONÇALVES DA COSTA – A MÃE DE MANUEL TINOCO

Foi para Lisboa em 1957, após o casamento. Nada sabia do ramo; tudo aprendeu num abrir e fechar de olhos, mal o marido faleceu, corria 1959. Com pouco mais de vinte anos de idade, com o bebé ao colo, passou então a manobrar o leme da taberna e carvoaria que era do casal. Trabalhou, trabalhou sempre, sete dias por semana, dezoito horas por dia, foi mulher, foi Mãe e Pai ao mesmo tempo, minha Heroína, gestora de uma vida de negócios de sucesso, uma vida da qual tinha um nunca disfarçado orgulho. Fez da taberna de Santa Marta a mais afreguesada da zona; mais tarde, nos idos de 1981, transformá-la-ia em restaurante. O trabalho redobrou e o talento para a cozinha ganhou asas de tamanho desmedido, de tal forma que do restaurante Alto Minho fez um verdadeiro santuário gastronómico da nossa terra. A sua terá sido das primeiras cozinhas, mesmo ainda no período anterior ao restaurante (pela década de sessenta acima), a reabilitar a culinária das casas dos lavradores de Rubiães, isto, sublinhe-se, num tempo em que um certo preconceito evitava preservar e dar importância à mesa do mundo rural. As receitas da sua avó Josefina tiveram então palco para brilharem às mãos milagrosas de minha Mãe. Em 2001, minha Mãe haveria de regressar à sua Rubiães, à sua Costa, ao Crasto. E nunca viria a morrer porque foi sempre muito maior do que a vida. Apenas passou a viver dentro de mim desde o mais gelado de todos os Janeiros, já lá vão quatro anos.

Texto: Manuel Tinoco

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MONUMENTOS AOS COMBATENTES DA GUERRA DO ULTRAMAR NAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

  • Crónica de Daniel Bastos

No decurso do mês de fevereiro assinalam-se os 60 anos do início da Guerra do Ultramar (1961-1974), um período de confrontos bélicos entre as Forças Armadas Portuguesas e os Movimentos de Libertação das antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, que constitui um dos acontecimentos mais marcantes da história nacional e africana de expressão portuguesa do séc. XX.

Um conflito bélico dramático, trágico e traumatizante para mais de um milhão de portugueses, que prestaram serviço militar nas três frentes de combate, onde tombaram cerca de 8.300 soldados, assim como para as populações angolanas, guineenses e moçambicanas, cujo número total de vítimas, entre guerrilheiros e civis, terá sido superior a 100 mil mortos.

A densidade vivencial e o impacto da também conhecida como Guerra Colonial na sociedade portuguesa têm sustentado ao longo das últimas décadas a inauguração no território nacional de inúmeros monumentos de homenagem aos militares mortos, e que rondam já cerca de três centenas.

No cômputo da lista de monumentos alusivos aos Combatentes da Guerra do Ultramar, que se encontram assinalados pela Liga dos Combatentes (LC) no livro “Monumentos Aos Combatentes da Grande Guerra e do Ultramar”, grande parte deles construídos no séc. XXI, e que segundo o tenente-general Chito Rodrigues, Presidente da LC, são “a expressão de um sentimento profundo nacional acerca do que foi a guerra colonial e dos sacrifícios que o povo português fez nesse conflito", destaca-se ainda a existência de quatro monumentos construídos no seio das comunidades portugueses no Canadá e nos Estados Unidos.

No Canadá, onde se estima que na atualidade vivam mais de meio milhão de luso-canadianos, o primeiro monumento a ser erigido em memória dos combatentes que tombaram na guerra do Ultramar foi inaugurado em 2009, na cidade de Winnipeg, capital da província de Manitoba.

Projetado pelo arquiteto português Varandas dos Santos, o memorial impulsionando pela Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra de Manitoba e Núcleo da Liga dos Combatentes de Portugal em Winnipeg, e concretizado com o apoio da Província de Manitoba, da Liga dos Combatentes, da Comunidade Luso-Canadiana, da Associação Portuguesa de Manitoba e da Chapel Lawn Memorial Gardens, invoca os militares do passado, presente e futuro.

Em 2012, a cidade de Oakville, junto a Toronto, capital da província de Ontário onde se estima que vivam mais de 20 mil antigos combatentes da Guerra do Ultramar, assistiu à inauguração, no cemitério Glen Oak Memorial Garden, de uma estátua em homenagem aos militares portugueses e canadianos mortos em situações de guerra.

O monumento, concebido em conjunto pelo arquiteto Varandas dos Santos e pelo comendador José Mário Coelho, e impelido pela Associação dos Ex-combatentes do Ultramar Português no Ontário, foi instalado no talhão denominado “Nossa Senhora de Fátima”. O monumento, que contou com apoios financeiros da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e da Liga de Combatentes de Portugal, sobressai pela existência de vários elementos, dos quais se destacam uma Cruz de Cristo e um capacete de um soldado, tendo ainda a inscrição: “Sacrificados em vida, respeitados na morte”.

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O historiador Daniel Bastos (dir), com um percurso alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, visitou em 2019 o monumento de homenagem aos antigos combatentes da Guerra do Ultramar na cidade de Oakville, junto a Toronto, na companhia do ex-combatente e Presidente da Assembleia Geral da Associação Cultural 25 de Abril em Toronto, Artur Jesus (esq.)

 

Também no território canadiano, designadamente em Laval, cidade da província do Quebeque, região onde o número total de portugueses e lusodescendentes deverá ser superior a 60.000 pessoas, foi inaugurado, no dia 1 de Novembro de 2014, o Monumento aos Combatentes Portugueses. Erigido num espaço fornecido pela Associação Portuguesa de Laval, e impulsionado pelo Núcleo do Quebeque da Liga dos Combatentes, antiga Associação Ex-Combatentes do Ultramar (Angola, Guiné e Moçambique) do Quebeque, o monumento invoca singelamente a memória dos militares caídos no cumprimento do dever.

Ainda na América do Norte, mas já nos Estados Unidos, mais concretamente em Lowell, cidade do condado de Middlesex em Massachusetts, estado que alberga uma grande comunidade luso-americana de origem açoriana, foi inaugurado em 2000 um monumento em memória dos falecidos e ex-combatentes do ultramar português e dos participantes da Revolução de 25 de Abril de 1974. Impulsionado pela numerosa comunidade luso-americana, com especial destaque para Dimas Espínola, uma referência no mundo comunitário luso de Lowell, o monumento teve o apoio resoluto, entre outros, do Portuguese American Center, do Portuguese American Civic League e da Associação de Veteranos de Lowell.

Disseminados pelo território nacional e pelas comunidades portuguesas no mundo, mormente na América do Norte, os Monumentos aos Combatentes da Guerra do Ultramar, observam um dever de memória, pois como relembra o ensaísta francês Joseph Joubert “A memória é o espelho onde observamos os ausentes”.

VALENÇA: SÃO TEOTÓNIO NASCEU EM GANFEI

Desde 1977 que o concelho de Valença celebra o seu feriado municipal no dia 18 de Fevereiro, dia de St. Teotónio.

St. Teotónio, o primeiro santo português, nasceu em Ganfei, Valença, por volta de 1082, numa família nobre do Alto Minho, figura cimeira na sociedade portuguesa de então, foi amigo e aliado de Afonso Henriques. Foi um dos fundadores do Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, onde foi prior, e onde foi sepultado, perto do seu amigo. Ficou para a história como um grande reformador da vida religiosa no recém nascido reino de Portugal.

Em 1258, na lista das igrejas de Entre Lima e Minho, que foi efectuada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Ganfei, padroado real, é referida como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.

Em 1546, tinha abade e 4 monges, sendo as rendas do primeiro avaliadas em 100 mil réis. Cada monge tinha 2 mil réis em dinheiro, 2 pipas de vinho e 112 alqueires de pão e o vigário da igreja 15 mil réis.

Em 1569, a congregação de São Bento tomou posse do Mosteiro. Para isso teve, contudo, de sustentar demandas com os Marqueses de Vila Real que terminaram por uma composição em 1617.

O que resta da igreja do antigo Mosteiro de Ganfei é um dos mais elucidativos testemunhos da relação que a arte românica nacional do rio Minho estabeleceu com a vizinha e galega margem direita deste rio.

A imagem que partilhamos é do livro de assentos de casamentos, 1732-09-24 a 1770-10-20, do fundo paróquia de Ganfei (São Salvador).

Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

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VALENÇA RELEMBRA FIGURA DE SÃO TEOTÓNIO – O PRIMEIRO SANTO PORTUGUÊS!

Valença evoca hoje o Dia de São Teotónio, primeiro santo português, establecido como feriado municipal naquele concelho.

Este ano, pelas limitações existentes, os atos oficiais constarão da deposição de uma coroa de flores na estátua de São Teotónio, na Coroada, Fortaleza de Valença, e de outra estátua de São Teotónio, em Ganfei.

Os tradicionais atos comemorativos, nomeadamente a sessão de reconhecimento de Mérito Municipal às instituições e personagens que se destacaram em prol do concelho, foram adiados para um momento em que seja possível a sua realização.

A 18 de fevereiro, Feriado Municipal, Valença evoca a sua figura maior São Teotónio. Para Portugal o primeiro santo, para a Cristandade o padroeiro dos cristãos escravizados, para Valença a figura maior, para os tempos da nacionalidade o homem que deu força espiritual à fundação do país.

D. Telo, aliás São Teotónio, foi canonizado em 1163, um ano após a sua morte, pelo Papa Alexandre IV, tornando-se desse modo o primeiro português a subir aos altares. Nasceu em Ganfei, no Concelho de Valença, em 1082 e faleceu em Coimbra em 18 de Fevereiro de 1162. No próximo ano, assinalam-se 930 anos sobre a data do seu nascimento e 850 anos do seu falecimento.

Em 1112, S. Teotónio tornou-se Prior da Catedral e Administrador Apostólico da Sé de Viseu. Por essa razão, a Diocese de Viseu iniciou já os preparativos para as celebrações jubilares de São Teotónio a terem lugar durante o próximo ano, tendo já celebrado um acordo de colaboração com o Museu Grão Vasco para celebrar os 900 anos da sua ida para Viseu.

O valenciano S. Teotónio foi ainda um dos fundadores do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, local onde se encontra sepultado, perto do local onde repousam os restos mortais de D. Afonso Henriques de quem foi aliado em vida, tendo contribuído para a afirmação da independência de Portugal face ao rei de Leão.

PONTE DE LIMA: JOSÉ COSTA LIMA LEVA-NOS ATÉ AO MUSEU DOS TERCEIROS ATRAVÉS DA SUA OBJECTIVA

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O Museu dos Terceiros encontra-se instalado em duas casas religiosas associadas à Ordem Franciscana: o extinto Convento de Santo António dos Capuchos e o edifício da Ordem Terceira de São Francisco. A parte remanescente do convento, fundado em finais do século XV pelo alcaide de Ponte de Lima, D. Leonel de Lima, é formada pela igreja, capela da Senhora da Graça e pela sacristia.

Igreja dos Terceiros - Museu de Arte Sacra - Ponte de Lima

A igreja conventual apresenta alguns vestígios do período inicial mas recebeu importantes modificações entre os séculos XVII e XIX, sobretudo a nível do recheio. A Igreja da Ordem Terceira, edificada entre 1745-1747, foi recheada nas décadas seguintes com retábulos, púlpitos e sanefas de desenho rococó.

Mais tarde, nos inícios do século XIX, foram acrescentados o cadeiral e o órgão de tubos, ambos de feição neoclássica. O museu foi constituído na década de 70 do século XX, com a criação do Instituto Limiano - Museu dos Terceiros. Em 2002 a Autarquia e o referido Instituto celebraram um protocolo para o restauro e gestão conjunta do espaço. Reabriu ao público em 2008, sendo uma referência na arte sacra do norte do país

Fonte: Google

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COMEÇOU A ÉPOCA DA LAMPREIA NO ALTO MINHO

Começou a época por excelência da pesca à lampreia, uma iguaria com muita tradição no Alto Minho e que todos os anos atrai muita gente à região.

Este ciclóstomo que nasce no rio, cresce e desenvolve-se no mar, regressa mais tarde ao seu local de origem para procriar onde acaba por morrer. A pesca da lampreia é feita através de várias artes, as estacadas, as lampreeiras (rede de emalhar), ou as antigas e famosas pesqueiras. São várias as regras e condições para a sua pesca com referências, por exemplo, às Ordenanças Manuelinas ou Filipinas. O governo central bem como o local sempre tiveram especial atenção na regulamentação da pesca desta e de outras iguarias que “saíam” dos rios, impondo épocas e apetrechos para a sua pesca.

Partilhamos as imagens de dois Processos do Fundo Secção Hidráulica de Viana do Castelo.

O processo sobre o pedido de licença requerida por Jorge Pereira de Queirós Lacerda e Melo em 1886, para colocar estacada para pesca de lampreia, no sítio denominado de Canal da Mata de Baixo, no rio Lima em Ponte da Barca. (https://digitarq.advct.arquivos.pt/details?id=1080796)

O processo de 1897 sobre a “resolução sobre a pesca de noite, das lampreias e enguias, segundo o §1º do art.º 47 do regulamento dos serviços aquícolas, e de toda a pesca em geral”, relativo a licenças de pesca nocturna de enguias e lampreias e à posterior proibição de pesca nos rios, ribeiros e demais águas interiores daquelas espécies e todas as restantes, excepto truta, salmão e peixes que vivem interpolados em água doce e salgada. (https://digitarq.advct.arquivos.pt/details?id=1083461)

Pode encontrar estas e outras referencias à pesca da lampreia em https://digitarq.advct.arquivos.pt/results...

Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

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VILA NOVA DE FAMALICÃO: EM 1915, JOSÉ MARIA DE ALPOIM REFUGIOU-SE EM CASA DE BERNARDINO MACHADO

Carta manuscrita assinada datada de 25 de Maio de 1915. José Maria de Alpoim agradece a preocupação manifestada pela sua segurança. Escreve a José de Azevedo e Menezes, da casa de Bernardino Machado onde se refugiou quando na madrugada de sábado anterior a sua vida correu risco. Comenta o procedimento de alguns políticos revolucionários que contribuem para a indisciplina que reina. Referência a Machado dos Santos e ao "sanguissedento" Leote Rego que de franquista exaltado passou a jacobino.

José Maria de Alpoim Cerqueira Borges Cabral, mais conhecido por José de Alpoim, foi um político progressista da última fase da monarquia constitucional, que desempenhou as funções de ministro da Justiça e depois assumiu um papel de relevo durante a primeira fase da República portuguesa.

José de Azevedo e Meneses foi um famalicense ilustre, José de Azevedo e Menezes (1849-1938), como ficou conhecido, mas de seu nome completo José de Azevedo e Menezes Cardoso Barreto, foi um erudito que colaborou em variadíssimos jornais: Novidades, O Primeiro de Janeiro, Nova Alvorada, Correio do Minho, Progresso Católico e A Palavra, do Porto, de que foi um dos fundadores.

Exerceu cargos importantes como o 2.° provedor do Hospital de S. João de Deus (1880-1881), presidente da Câmara Municipal (1896-1898), presidente e fundador da Conferência de S. Vicente de Paulo, tendo sido um dos inspiradores da reconstrução da casa de São Miguel de Seide, destruída pelo incêndio de 1915, e que é hoje a Casa-Museu de Camilo.

Fonte: Arquivo Municipal de Vila Nova de Famalicão

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PRÉMIO DE HISTÓRIA ALBERTO SAMPAIO 2021

Os Municípios de Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão, juntamente com a Sociedade Martins Sarmento, com o objectivo de homenagear e manter viva a pessoa e obra deste vulto da historiografia portuguesa, voltam a unir-se para promover o Prémio de História Alberto Sampaio.

Com a atribuição deste prémio, no valor de 6.000 euros, visa-se promover o desenvolvimento dos estudos científicos e de investigação nas áreas relacionadas com o legado do historiador minhoto, especialmente nas disciplinas da História Social e Económica, competindo à Academia das Ciências de Lisboa a organização, a direcção científica do prémio e a designação do júri.

Os estudos concorrentes, a enviar para a Academia das Ciências de Lisboa até 31 de Maio de 2021, podem resultar ou ter por base trabalhos académicos, nomeadamente dissertações de mestrado ou teses de doutoramento, desde que respeitem o Regulamento.

Recorde-se que Alberto Sampaio nasceu em Guimarães no ano de 1841, fez os estudos liceais em Braga e veio a falecer na freguesia de Cabeçudos, em Vila Nova de Famalicão, a 1 de Dezembro de 1908.

Para mais informações pode consultar o regulamento do Prémio de História Alberto Sampaio 2021: https://bit.ly/37Oaiw4

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CAVALO GARRANO É RAÇA AUTÓCTONE DO MINHO QUE URGE PRESERVAR! – FOTOS DE JOSÉ MARIA PYRRAIT

Nas montanhas do Minho, desde o Gerês à Serra d’Arga, de Ponte de Lima a Paredes de Coura, no Soajo e na Cabreira, o cavalo de raça garrana é criado em liberdade e a sua espécie constitui um património da nossa região que importa proteger.

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De cor acastanhada e crinas pretas, trata-se de uma das mais antigas raças de equídeos domesticadas pelo Homem, constitui um animal bastante resistente às intempéries e escassez de alimento, sendo a montanha o seu habitat natural. Dele descende o “baixadeiro brasileiro”, assim designado por ser criado no Maranhão, muito provavelmente resultante do cruzamento dos garranos levados pelos portugueses com o cavalo berbere.

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ANTÓNIO FEIJÓ: O POETA LIMIANO QUE MORREU DE AMOR

António Feijó casa com D. Maria Luísa Mercedes Joana Lewin, em 1900, durante a sua estadia no Norte da Europa - Suécia e Dinamarca - onde desempenhou funções diplomáticas.

Mercedes de Castro Feijó morre prematuramente aos 37 anos, depois de um prolongado e doloroso sofrimento. Nessa altura, António Feijó emoldura o gancho que Mercedes trazia no cabelo na véspera da sua morte com a seguinte legenda: "Épingle des cheveux de ma femme, qu'elle portait la veille de sa mort."

Dois anos mais tarde, em 1917, morre António Feijó que não resistiu à profunda dor causada pela morte da sua amada.

«Morte que, sem piedade, uma a uma arrebata,

Como um tufão que passa, as nossas afeições,

E deixando-nos sós lentamente nos mata

Abrindo-lhes a cova em nossos corações.» (Hymno à morte, António Feijó)

Em 1927, os restos mortais de ambos são transportados para Ponte de Lima e sepultados lado-a-lado no cemitério da vila com a seguinte inscrição "O amor os juntou e nem a morte os separou".

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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