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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO CRIA "COMÉRCIO COM HISTÓRIA" COM BENEFÍCIOS ECONÓMICOS E RECONHECIMENTO PÚBLICO

Programa Municipal é assinalado simbolicamente esta sexta-feira, dia 30, pelas 10h30, loja centenária Alcino Freitas, sita na rua Adriano Pinto Bastos

A casa de comércio Alcino Freitas & Filho; a Casa Marinheiro, a Chapelaria Oliveira, a Confeitaria Moderna, entre tantas outras lojas, cafés, ourivesarias, restaurantes…, são apenas alguns exemplos do comércio de Vila Nova de Famalicão que já faz parte da história do concelho, que acompanhou a evolução dos tempos e preserva em si marcas da identidade coletiva do território.

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Com o objetivo de promover e salvaguardar o comércio tradicional do concelho nas suas dimensões patrimoniais, históricas, culturais e sociais, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão criou o programa municipal “Comércio com História”, do qual fazem já parte 23 estabelecimentos, nove localizados na cidade, 4 na freguesia de Antas, 4 na vila de Joane, 3 na vila de Ribeirão e 2 na vila de Riba de Ave.

Quem passeia habitualmente pelas ruas comerciais do concelho de Vila Nova de Famalicão já reparou certamente na colocação de placas identificativas em vários espaços comerciais que sinalizam o “Comércio com História”.

Esta sexta-feira, 30 de julho, pelas 10h30, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, assinala a colocação das placas identificativas, através de um momento simbólico, que irá acontecer na loja centenária Alcino Freitas, sita na rua Adriano Pinto Bastos.

Para além do reconhecimento público e valorização destes espaços comerciais, o programa municipal “Comércio com História” associa-se ao inventário nacional promovido pela Direção-Geral das Atividades Económicas, e consequentemente os estabelecimentos reconhecidos beneficiam das medidas de proteção previstas na Lei n.º 42/2017, de 14 de junho.

Neste sentido, outros estabelecimentos que se enquadrem nos critérios de reconhecimento de interesse histórico, cultural ou social local, previstos no Regulamento Municipal da Urbanização e Edificação, podem apresentar a sua candidatura através do preenchimento de formulário disponível em https://www.famalicao.pt/comercio-com-historia

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MUNICÍPIO DE ARCOS DE VALDEVEZ APRESENTA VALORIZAÇÃO DOS FORTES DO EXTREMO (SÉCULO XVII)

O Município de Arcos de Valdevez apresentará ao público no próximo dia 1 de agosto, pelas 9h00, a sinalética de visita dos Fortes do Extremo, datados do século XVII, resultantes do projeto de conservação, valorização e divulgação destas importantes estruturas patrimoniais, que a Câmara Municipal, em parceria com a Universidade do Minho, implementa desde 2018, coincidindo com as intervenções/campanhas arqueológicas e os levantamentos científicos realizados.

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A intervenção incidiu maioritariamente no Forte de Bragandelo, o melhor conservado dos dois existentes, tendo recebido sinalética interpretativa, com modelos tridimensionais e informação gráfica de apoio ao visitante, permitindo uma experiência nova e única no seu género em todo o território nacional.

Estes Fortes, enquadrados no período da Guerra da Restauração da independência portuguesa do século XVII, representam uma mais-valia para o turismo e a cultura do concelho e da região, uma vez que são exemplares únicos no contexto de toda a Península Ibérica, não só pelo estado de conservação, mas sobretudo pelas preciosas informações que trouxeram sobre esse conflito histórico e a importância do Extremo no contexto dessa Guerra Peninsular.

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ARCOS DE VALDEVEZ: ALTERCAÇÕES NA CÂMARA MUNICIPAL EM 1926 FORAM CONDENADAS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS... DOIS MESES DEPOIS ERA INSTAURADA A DITADURA MILITAR!

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Deputado José Domingos dos Santos

A propósito de uma altercação na Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, o deputado José Domingos dos Santos interveio na sessão de 12 de Março de 1926 da Câmara dos Deputados, fazendo referência aos factos ocorridos.

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"O Sr. José Domingues dos Santos: - Sr. Presidente: Há cêrca de quinze dias já que eu pedi a presença do Sr. Presidente do Ministério e Ministro do Interior para tratar de alguns casos que reclamam a intervenção de S. Exa. Lamento que só hoje os possa tratar e espero que, de futuro, S. Exa. seja mais atencioso para com os representantes da Nação, que têm o direito e o dever de formular na Câmara as reclamações que entendem.

Sr. Presidente: quero principiar por apresentar ao Sr. Presidente do Ministério o meu protesto, que é também o da Esquerda Democrática, contra mais uma arbitrariedade cometida por um representante do Poder. Parece, Sr. Presidente, que não vivemos numa terra civilizada, onde impera a lei; parece que vivemos em pleno sertão africano, onde dominam os caprichos e as contingências do acaso.

O caso a que me vou referir é bem sintomático disso.

Em Arcos de Valdevez foi anulada a eleição camarária por despacho proferido por um juiz auditor, de onde não houve recurso, tam graves tinham sido as irregularidades praticadas. Automaticamente, como determina a lei, devia tomar posse a vereação anterior. De facto, assim sucedeu. Mas um dia, em que essa vereação estava tratando sossegadamente de negócios municipais, o administrador do concelho, à frente do alguns díscolos, entrou na Câmara, agrediu os vereadores e pô-los fora do edifício. Sabe V. Exa. Sr. Presidente do Ministério, quem presidia à sessão na Câmara?... O antigo Deputado Sr. Germano de Amorim, que, violentamente, como os outros, foi, pelo delegado de V. Exa., pôsto também fora, insultado e agredido.

Podemos continuar neste regime, permitindo que as piores arbitrariedades, os piores abusos, sejam praticados pelos representantes do Poder? Compete aos representantes do Poder manter a ordem ou são êles, afinal, os próprios a fomentar a desordem ? Já mais do uma vez temos chamado a atenção do Govêrno para várias irregularidades que vêm sendo praticadas pelos administradores dos concelhos que, há tempos a esta parte, parecem não ter outra missão senão a do avivar conflitos e comprometer o Poder.

Espero, Sr. Presidente, ser desta vez mais feliz na minha reclamação do que quando há dias protestei também contra um analfabeto, que administra o concelho do Barreiro. Desse caso tratará o meu ilustre colega, Sr. Pestana Júnior.

E indispensável pôr termo a esta forma de lazer administração. Ou vivemos num País onde a luta legal é permitida, ou temos de ir dizer aos nossos correligionários que assim é impossível viver.

Chamo ainda a atenção do Sr. Presidente do Ministério para outro facto. Há tempos, formulei as minhas reclamações contra o jôgo o não o fiz por mero capricho, nem por má vontade pessoal contra quem quer que fôsse. Desconheço os homens que jogam; não entro nessas casas; mas sei que há uma lei que considera como crime o jôgo e que puno severamente es homens que jogam. Prometeu-me o Sr. Presidente do Ministério que tomaria enérgicas medidas contra o jôgo. Sei que há dias se procedeu a uma rusga nos vários clubes; simplesmente, três ou quatro horas antes de a rusga lá chegar, já ela era esperada. E desta vez, tinham tanto a certeza da hora a que lá apareceriam os homens da polícia para fazer a rusga que, ao chegarem êles, tinham sido tomadas já todas as precauções devidas.

Mas há mais: essas precauções tinham sido tomadas de tal forma, que, ao chegarem êles, nem sequer tiveram de interromper o jôgo e continuaram tranquilamente a jogar!... O Govêrno desconhece êstes factos?... Só os desconhece, para que serve então toda essa aluvião de polícias, que por toda a parto aparecem? Se os conhece, porque não castiga severamente os culpados?...

Sr. Presidente: não queremos continuar a tiver neste regime de mentira, sabendo que o jôgo é um crime, que se joga em Lisboa e que não se tomam as devidas providências.

Espero não ter do voltar a êste assunto, porque, se tiver de fazê-lo, tratá-lo hei por outra forma mais enérgica, e porventura mais eficaz."

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Antigo deputado Germano de Amorim presidia aos trabalhos camarários

Monçanense de nascimento, Germano de Amorim exerceu as funções de Notário no Cartório Notarial de Arcos de Valdevez, vindo a falecer neste concelho. Foi jornalista, jurista e político, tendo militado no Partido Democrático. Fundou em Arcos de Valdevez o Centro Republicano Teixeira de Queirós, o qual viria a ser substituído pelo Centro Republicano Democrático Arcoense. Foi presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, tendo em 1925, no exercício das suas funções, conseguido trazer a luz eléctrica para o concelho.

Foi director de diversos jornais, Provedor da Misericórdia de Arcos de Valdevez, iniciado na Maçonaria e membro da Carbonária.

DIA NACIONAL DA GALIZA JUNTA MILHARES DE PESSOAS EM COMPOSTELA

Miles de persoas defenden en Compostela unha nación galega “sen límites”

Unha maré volveu percorrer a capital galega, da Alameda ao corazón da zona vella, convocada polo BNG. Máis unha vez, a defensa da soberanía do pobo galego foi a cerna dunha mobilización que reivindicou o vello verso de Celso Emilio Ferreiro: “Común temos a Patria”.

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Miles de persoas reivindicaron este domingo en Compostela unha “Galiza sen límites”, convocados polo BNG. A organización nacionalista convocara a se mobilizar na capital galega este Día da Patria Galega para defender o dereito a decidir do pobo galego e a resposta foi clara: unha maré de xente procedente de toda as as comarcas galegas, acudiu a Compostela. “Creo que había anos que non vía tanta xente”, confesaba Carme, de Vigo, que axiña engadía que “e levo vindo desde os 80, eh?”.

A precaución ante a Covid e a a anulación de Festigal e xantares e actos post-manifestación na Carballeira de Santa Susana semellan que non desanimaron á hora de acudira Compostela neste Día da Patria Galega. As estritas medidas contra o coronavirus fixadas polo BNG para esta mobilización levaron a que, ademais da tradicional da Quintana, se habilitase tamén a Praza de Praterías para o remate da mobilización. Tamén ficou pequena e houbo xente que non puido entrar nin nunha nin noutra. Problema? Ningún. Os que non puideron entrar pola limitación de capacidade ficaron na Rúa Nova: gaitas, bandeiras e cánticos para seguir a sumar festa e reivindicación.

“Non era para vir...pero vimos”. Iria e Miguel, de Ourense, recoñecen que até hai uns días non estaban moi convencidos de acudir á manifestación. Mais finalmente, “sabiamos que de non estar aquí iámonos arrepentir”, e acudiron.

Fonte: https://www.nosdiario.gal/

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ARCOS DE VALDEVEZ: CALHEIROS E MENEZES ARRENDOU TERRA EM RIO DE MOINHOS POR 6 MIL RÉIS NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX

Carta enviada por José [Lopes de Calheiros e Meneses] a Clara [Carolina Malheiro Lobato Teles de Meneses] sobre os dois barris de vinho que transportou o barqueiro e sobre o emprazamento de uma terra a um homem de Santa Eulália de Rio de Moinhos [Arcos de Valdevez], arrendada por 6000 reis dando de foro 8000 reis.

Data indeterminada entre 1810 a 1833

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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PONTE DE LIMA / PAREDES DE COURA: PROVISÃO DE D. AFONSO VI SOBRE QUEIXAS CONTRA FERNANDO DANTAS, CAPITÃO DO CONCELHO DE COURA

Carta de Gaspar Pacheco de São Paio, escrivão da Câmara de Sua Magestade na vila de Ponte de Lima, pela qual certifica que existe no cartório da câmara uma provisão de D. Afonso VI sobre as queixas da câmara de Ponte de Lima contra Fernão Dantas, capitão do concelho de Coura, por ter tomado as águas de S. Romão e Bretea

Contem: o traslado da provisão de D. Afonso VI pela qual manda que o capitão Fernão Dantas não bula com as águas de S. Romão e Bretea sob pena de 5 anos de degredo em África e 1.000 cruzados aplicados para as despesa da Mesa do Desembargo do Paço (1665 Mai. 22, Lisboa); Traslado da certidão passada por João Maciel Vidal, escrivão da correição de Viana Foz do Lima, de que Fernão Dantas foi notificado do conteúdo da provisão régia (1665 Dez. 12, Ponte de Lima); Traslado do termo de desistência que fez Fernão Dantas Barbosa, juiz ordinário do concelho de Coura, das águas do carvalhal pertencentes aos moradores da Labruja, termo da vila de Ponte de Lima (1665 Dez. 30, Coura).

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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PONTE DE LIMA: CERTIDÃO DA ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA DA JUNTA DE FREGUESIA DE MOREIRA DO LIMA EM 1934 RECONHECENDO TERRENO PERTENCENTE À CASA DO BÁRRIO

Certidão em pública-forma da ata da sessão ordinária da Junta de Freguesia de Moreira do Lima de 6 de Maio de 1934, da parte referente ao reconhecimento do terreno junto à coutada de São Cipriano, no monte de Antelas, como terreno particular da Casa do Bárrio, representada por Rita e Joaquina Mendes Norton de Matos.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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PONTE DE LIMA: EM 1928, GOVERNO MANDOU DEVOLVER A MOREIRA DO LIMA BENS DO CULTO CATÓLICO APROPRIADOS PELO ESTADO DURANTE A PRIMEIRA REPÚBLICA

O Ministério da Justiça e dos Cultos - Direcção Geral da Justiça e dos Cultos - 2.ª Repartição (Cultos), através da Portaria nº. 5536, publicada em Diário do Govêrno n.º 180/1928, Série I de 1928-08-08, mandou fazer a entrega de bens arrolados por virtude da Lei da Separação à corporação encarregada do culto na freguesia de Moreira do Lima, concelho de Ponte do Lima.

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ANTÓNIO NORTON DE MATOS – UM TESTEMUNHO DO DR. JOSÉ RIBEIRO E CASTRO

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Estava doente há já algum tempo. Hoje, deixou-nos. Que Deus o guarde, como merece. Foi um homem de mão cheia, um encanto de pessoa: sereno, discreto, generoso, amigo, bem humorado.

Conheci o António Norton de Matos – o “senhor engenheiro”, como os mais novos o tratávamos -, quando ele foi deputado do CDS na Assembleia Constituinte, em 1975/76. Depois, fiquei a conhecê-lo muito bem, quando foi meu diretor na “Democracia 76”, o órgão oficial do partido, durante o período de um ano e oito meses em que se publicou (1976/77). Esta fotografia é desse período, em 1976, quando ele tinha pouco mais de 40 anos – é tirada do n.º 8 da revista, Agosto/Setembro 1976.

O órgão inicial do CDS, o jornal “Democracia 74”, foi literalmente soterrado pelos dois assaltos ao “Caldas”, a sede nacional do partido, no 4 de Novembro (1974) e no 11 de Março (1975). Os assaltos dos extremistas de esquerda vandalizaram a sede e com particular intensidade o rés-do-chão, onde o jornal era produzido. O parque de máquinas foi destruído e houve perda de muitos materiais. Recomeçar era difícil e o CDS tinha poucos recursos. À segunda foi pior. A seguir ao 11 de Março, só sairiam mais dois números, produzidos fora. Esse quinzenário original acabou ao fim de dez edições.

A seguir ao 25 de Novembro, formei uma pequena equipa de gente nova que propôs a retoma do jornal, agora em formato de revista mensal. O projecto foi aprovado pela direcção do CDS, nascendo, assim, a “Democracia 76”, composta e impressa (ainda a chumbo) numa tipografia – a Neogravura – ao pé da Basílica da Estrela.

Eu tinha 22 anos. A direcção do partido escolheu o Eng.º António Norton de Matos como uma espécie de nosso tutor. Era o director. Fiquei como sub-director e o resto da equipa na redacção.

Foi um projecto que nos realizou e nos ajudou a crescer: o João Mattos e Silva, o José Pedro Barretto, o Jaime Almeida Ribeiro e o José Theotónio (mais tarde, o António Câmara de Oliveira) – a que acresciam, o José Almeida Ribeiro (cartoonista), o José Manuel Vasconcelos (fotógrafo) e Luís Moreira (gráfico). Destes, já morreram três. Além da revista, todos asseguravam em permanência o funcionamento do mítico DOP, que conduzia toda a comunicação do partido, sob a supervisão do Vice-Presidente, o Adelino Amaro da Costa.

O António Norton de Matos era um director amigo e encorajador. Não houve uma única divergência e, quando as dificuldades apertavam, lá estava a dar-nos ânimo. Com formato modesto, que os recursos eram muito escassos, a revista era apreciada pelos militantes e simpatizantes e houve algumas edições que marcaram, embora sem nunca alcançar o impacto da “Folha CDS”, que também produzíamos no DOP, de que eu era director. Da “Democracia 76” publicaram-se 22 números, até ter de deixar de publicar-se por falta de capacidade financeira. Passámos a ver-nos menos a partir daí.

Ficámos amigos para a vida. Cada encontro foi sempre uma festa, nas andanças minhas ou nas do “senhor engenheiro”, fosse em Lisboa, fosse em Ponte de Lima, terra a que realmente pertencia e de onde era originária a sua família.

Norton de Matos é um nome ilustre da vida portuguesa. E ele nunca o desmereceu. Pelo contrário, ficou como um seu príncipe, que é o que esta foto (por certo do José Manuel Vasconcelos) instantanamente nos lembra.

Fonte: https://www.facebook.com/jose.ribeiroecastro

NOTA DE PESAR DO CDS PELO FALECIMENTO DO ENGº ANTÓNIO NORTON DE MATOS

Foi com profunda consternação que no CDS recebemos a notícia da morte do Eng. António Norton de Matos.

Formado em engenharia química, foi fundador do CDS e deputado na Assembleia Constituinte, eleito pelo círculo de Viana do Castelo, tendo sido ainda diretor do jornal do CDS ‘Democracia 76.

António Norton de Matos foi um homem generoso e de fortes convicções: foi detido no cerco do Palácio de Cristal e votou contra a Constituição em 1976.

Para além da vida política, Norton de Matos desenvolveu extensa atividade profissional em diversas empresas nacionais, integrando a equipa que liderou a Expo 98.

À sua família, o CDS apresenta os sentimentos de pesar, saudade e gratidão pelos serviços prestados ao Partido e ao País.

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MORREU ANTÓNIO NORTON DE MATOS

António Norton de Matos foi um dos fundadores do CDS

O fundador do CDS-PP António Norton de Matos, que foi também deputado à Assembleia Constituinte, morreu aos 86 anos, informou hoje o partido, que lamenta a morte e recorda-o como “um homem bom” e de “fortes convicções”.

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Numa nota enviada à Lusa, a direção do CDS-PP, liderada por Francisco Rodrigues dos Santos, indica que “António Norton de Matos foi fundador do CDS e Deputado na Assembleia Constituinte, eleito pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, tendo sido diretor do jornal do CDS Democracia 76”.

“Nascido a 15 de fevereiro de 1935, em Lisboa”, o histórico dirigente era “formado em engenharia química” e, “para além da vida política, desenvolveu extensa atividade profissional em diversas empresas nacionais, como administrador, e destacou-se também por integrar a equipa que liderou a Expo 98”.

A nota dá também conta que “nos últimos anos, desenvolveu atividade agrícola em Moreira do Lima, na propriedade da sua família”.

Fonte: https://sintranoticias.pt/

ARCOS DE VALDEVEZ: GOVERNO AUTORIZOU EM 1919 A CONFRARIA DE NOSSA SENHORA DA PENEDA A PROCEDERA GASTOS COM A REALIZAÇÃO DE OBRAS

O Ministério do Trabalho - Instituto de Seguros Sociais Obrigatórios e de Previdência Geral - Direcção de Serviços da Tutela da Assistência, através da Portaria nº. 1880, publicada em Diário do Govêrno n.º 134/1919, Série I de 9 de Julho de 1919, autorizou a Confraria de Nossa Senhora da Peneda, erecta na freguesia da Gavieira, do concelho de Arcos de Valdevez, a levantar do seu capital uma determinada quantia para construção e conclusão dos edifícios complementares das obras do Asilo de Inválidos.

Naquele tempo, era o Governo quem decidia sobre a utilização dos dinheiros da Confraria...

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FAMALICÃO: MUSEU DA GUERRA COLONIAL DÁ SALTO TECNOLÓGICO

Comemoração do 20.º Aniversário da Associação do Museu da Guerra Colonial celebrada com novidades

O Museu da Guerra Colonial, em Famalicão, tem um novo portal na internet e uma nova aplicação móvel que inclui uma ferramenta de realidade aumentada com recurso a códigos QR, distribuídos pelo espaço expositivo. O salto tecnológico que esta unidade museológica, que pertence à Rede de Museus de Famalicão,  acaba de dar, foi lançado no âmbito das comemorações do 20.º aniversário da Associação do Museu da Guerra Colonial, entidade gestora do espaço.

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“Um salto qualitativo” para o museu, referiu na apresentação Leonel Rocha, vereador da cultura do Município, numa cerimónia que decorreu no dia 9 de julho com a presença de Augusto Silva, presidente da direção da Associação do Museu da Guerra Colonial, Luís Ângelo, secretário da Assembleia Municipal, Adelino Oliveira, presidente da junta da freguesia de Ribeirão, e José Manuel Lages, diretor científico do museu.

José Manuel Lages destacou que o Museu da Guerra Colonial tem "a missão de divulgar não só a história, mas também os aspetos ocultos da guerra colonial". Nesta perspetiva, acredita que o acréscimo de um elemento audiovisual ao itinerário, através de realidade aumentada, permitirá tornar a experiência mais interessante para quem visita. "As imagens aumentadas, que foram criadas para o museu, têm associados documentos, filmes pessoais e depoimentos que podem completar a visita ao museu", referiu o diretor científico.

A aplicação, desenvolvida pela empresa RM Pro, está disponível para Android e iOS, podendo ser descarregada logo à entrada do museu, através da leitura, com o telemóvel, de um código QR. Dentro desta, há informação sobre o Museu da Guerra Colonial, assim como uma opção denominada “Experiência RA” que possibilita o acesso a vídeos explicativos, sempre que o visitante apontar o telemóvel para cada código QR existente nas 10 placas temáticas espalhadas pelo museu.

Recorde-se que o Museu da Guerra Colonial nasceu no ano de 1999, através de uma parceria entre o Município de Vila Nova de Famalicão, a ADFA (Associação dos Deficientes das Forças Armadas) e ALFACOOP (Externato Infante D. Henrique), tendo por base um projeto pedagógico intitulado “Guerra Colonial, uma história por contar”. Todo o acervo museológico foi cedido ou doado por antigos combatentes ou seus familiares, delegações da Associação dos Deficientes das Forças Armadas e pelos vários ramos das Forças Armadas Portuguesas. O museu encontra-se instalado no Lago Discount, na freguesia de Ribeirão.

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