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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PAREDES DE COURA PROMOVE DEBATE SOBRE “MEMÓRIAS DA GUERRA EM ÁFRICA”

Fernando Rosas + Jaime Nogueira Pinto + Jorge Teixeira da Cunha

sáb | 10 dez | 17h30 | CENTRO CULTURAL

É já este sábado, 10 de dezembro, pelas 17h30, que o Centro Cultural de Paredes de Coura reúne importantes personalidades do conhecimento, como Fernando Rosas, Jaime Nogueira Pinto e Jorge Teixeira da Cunha, para abordar as ‘Memórias da Guerra em África’, no âmbito do ciclo ‘A Guerra em África’, que até março de 2023 contempla também exposições, debates com escritores que estiveram na guerra, um ciclo de cinema, além de sessões de leitura de textos, e de troca de opiniões sobre os conflitos que se travaram nas três frentes, Guiné, Angola e Moçambique.

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Promovido pelo Município de Paredes de Coura e Centro Mário Cláudio, ‘Memórias da Guerra em África’ tem Carlos Magno como moderador, numa iniciativa que é precedida por uma visita guiada, pelas 16h30, à exposição itinerante do Museu Militar do Porto ‘Testemunhos da Guerra’. Esta visita será acompanhada por Alexandra Anjos, técnica superior daquela instituição militar, que facultou a exposição para este ciclo ‘A Guerra em África’.

Recorde-se que no Centro Mário Cláudio, no lugar de Venade, encontra-se também exposto um importante acervo documental facultado pelas gentes de Paredes de Coura, que responderam ao desafio colocado pelo Centro Mário Cláudio com a significativa disponibilização de fotografias, cartas e aerogramas, fardamento e condecorações, além de objetos ilustrativos do quotidiano das tropas.

‘A Guerra em África’ é um ciclo promovido pelo Centro Mário Cláudio e o Município de Paredes de Coura, que conta com as parcerias do Museu Militar do Porto, Editora Leya e Escola Superior de Media Artes e Design, do Politécnico do Porto. As iniciativas prolongam-se até março de 2023 e foram pensadas como pretexto de reflexão e relembrança, e de respeitosa homenagem à memória de quem morreu e sofreu. Daí que o critério adotado, no desenho desses momentos, fosse o do pluralismo ideológico, e o da harmonização democrática.

 

JOSÉ MILHAZES PASSOU PELA LOJA DOS CTT DE VALENÇA

A loja dos CTT de Valença recebeu, no passado dia 29 de novembro, uma sessão de autógrafos com José Milhazes, autor de variadíssima obras entre as quais, a última, ‘A MAIS BREVE HISTÓRIA DA RÚSSIA’.

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Durante mais de uma hora, José Milhazes autografou dezenas de livros de muitos fãs que se deslocaram a esta loja para uma breve troca de impressões com o autor.

José Milhazes nasceu e cresceu na Póvoa de Varzim. Em 1977, foi estudar para a União Soviética. Licenciou-se em História da Rússia na Universidade Estatal de Moscovo (Lomonossov) e estabeleceu-se naquele país enquanto tradutor de obras literárias e políticas.

Em 1989 começou a fazer trabalho jornalístico na TSF e depois noutros media portugueses. Em 2008, doutorou-se. Regressou a Portugal em 2015 com um conhecimento incomparável no panorama português sobre a sociedade, a política e a história russas.

É autor de vasta obra publicada, da qual destacamos As Minhas Aventuras no País dos Sovietes (2017) e Os Blumthal (2019).

Em 2013 foi distinguido com a Ordem do Mérito da República Portuguesa.

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JOAQUIM DIAS RODRIGUES – NATURAL DA PÓVOA DE LANHOSO – MORTO DURANTE A GUERRA CIVIL DE ESPANHA

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JOAQUIM DIAS RODRIGUES, NOM ESQUECEMOS!

Natural da Póvoa de Lanhoso [Portugal] onde nasce em 1907, era vizinho de Cavaleiros, Sam Martinho de Grou. Foi executado 6 de dezembro de 1936 em Carris, Santa Cruz de Grou, contando na altura com 29 anos.

Pola ata de defunçom do Registo de Lobeira sabemos que era filho de António e Ermelinda. Casado com Preciosa Rodríguez Amigo, da que tivérom umha filha chamada Benita, tal como consta no certificado de defunçom.

Além das tarefas agrícolas, Joaquim, complementava os seus ingressos exercendo de barbeiro polas aldeias do sul do Val do Límia.

Por meio do seu neto Silvano Rodríguez , que reside em Cavaleiros, soubemos que as suas ferramentas de barbeiro seguírom cortando cabelos e barbas nas décadas seguintes, na aldeia de Grou, primeiro no bar "La Recreativa" , e posteriormente na "Casa Mañoy".

A partida de defunçom, assinada por Manuel López Conde -juíz municipal de Lobeira-, e Teodomiro Araújo Paz -Secretário, e os vizinhos de Vilarinho e a Fraga, Jesús Vázquez López e José Fermín Pérez, certifica que faleceu a consequência de "hemorragia cerebral e fratura craneoencefálica por traumatismo".

Foi enterrado no cemitério de Santa Cruz de Grou, sem que se saiba exatamente onde foi depositado o seu corpo envolto num lençol branco.

Foi homenageado 8 de agosto de 2021, nas proximidades dos Infernos de Parada ou o Poço de Inferno, junto aos outros 11 antifascistas de Lobeira ou executados neste Concelho.

Val do Límia nem esquece nem perdoa!

A luita antifascista continua!

Fonte: Comité pola Memória Histórica do Val do Límia

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PAREDES DE COURA EVOCA “MEMÓRIAS DA GUERRA EM ÁFRICA”

Jaime Nogueira Pinto + Fernando Rosas + Jorge Teixeira da Cunha

sáb | 10 dez | 17h30 | CENTRO CULTURAL

Jaime Nogueira Pinto, Fernando Rosas e Jorge Teixeira da Cunha são os convidados da iniciativa ‘Memórias da Guerra em África’ agendada para este sábado, 10 de dezembro, pelas 17h30, no Centro Cultural de Paredes de Coura, no âmbito do ciclo ‘A Guerra em África’, promovido pelo Município e Centro Mário Cláudio.

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Carlos Magno é o moderador das ‘Memórias da Guerra em África’, que se insere neste ciclo ‘A Guerra em África’ que se prolonga até março do próximo ano, e que traz a Paredes de Coura exposições, debates e exibições, tendo por referência os conflitos que se travaram nas três frentes, Guiné, Angola e Moçambique.

Precede a iniciativa deste sábado, ‘Memórias da Guerra em África’, uma visita guiada, pelas 16h30, no Centro Cultural, à exposição itinerante do Museu Militar do Porto ‘Testemunhos da Guerra’, por Alexandra Anjos, técnica superior daquela instituição militar.

‘A Guerra em África’ é um ciclo promovido pelo Centro Mário Cláudio e o Município de Paredes de Coura, que conta com as parcerias do Museu Militar do Porto, Editora Leya e Escola Superior de Media Artes e Design, do Politécnico do Porto, dispondo paralelamente de um importante acervo documental facultado pelas gentes de Paredes de Coura, que responderam ao desafio colocado pelo Centro Mário Cláudio com a significativa disponibilização de fotografias, cartas e aerogramas, fardamento e condecorações, além de objetos ilustrativos do quotidiano das tropas, que estão expostos no Centro Mário Cláudio, no lugar de Venade,

As iniciativas do ciclo ‘A Guerra em África’ prolongam-se até março de 2023 e foram pensadas como pretexto de reflexão e relembrança, e de respeitosa homenagem à memória de quem morreu e sofreu. Daí que o critério adotado, no desenho desses momentos, fosse o do pluralismo ideológico, e o da harmonização democrática.

‘A Guerra em África’ contempla exposições, debates com escritores que estiveram na guerra, e com historiadores de vários quadrantes políticos, um ciclo de cinema, além de sessões de leitura de textos, e de troca de opiniões.

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BRAGA: NUNO MIGUEL MEDEIROS RECEBEU PRÉMIO DE HISTÓRIA ALBERTO SAMPAIO

Cerimónia decorreu esta Quinta-feira, 1 de Dezembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho

O Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu esta Quinta-feira, 1 de Dezembro, a cerimónia de entrega do Prémio de História Alberto Sampaio 2022 ao investigador Nuno Miguel Ribeiro de Medeiros, pelo trabalho “Edição para o Grande Consumo em Portugal: Um século de Romano Torres (1885/86-1990)”. A sessão de entrega do prémio, que resulta da parceria entre os Municípios de Braga, Guimarães e Famalicão e Sociedade Martins Sarmento, coincidiu com a data de aniversário de nascimento de Alberto Sampaio.

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Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, destacou a importância do prémio que “presta homenagem a um vulto da nossa história”. “Este é um prémio que visa manter viva a pessoa e a obra de Alberto Sampaio, promovendo o desenvolvimento de estudos científicos e de investigação nas áreas ligadas ao seu legado, em especial, nas disciplinas da História Social e Económica”, salientou o Edil durante a cerimónia.

Já Nuno Medeiros, vencedor do prémio, mostrou-se honrado pelo prémio atribuído ao seu trabalho de investigação que procura conhecer os processos sobre a produção editorial, a criação do livro e a sua circulação no mercado como objecto de consumo.

O júri, constituído sob a égide da Academia das Ciências de Lisboa, a quem está confiada a direcção científica do Prémio, deliberou, por unanimidade, atribuir o Prémio de 2021 ao investigador Nuno Miguel Ribeiro de Medeiros que apresentou um trabalho com o título “Edição para o Grande Consumo em Portugal: Um século de Romano Torres (1885/86-1990)”.

O Prémio de História Alberto Sampaio, inicialmente instituído em 1995 pelos Municípios de Guimarães e Vila Nova de Famalicão e pela Sociedade Martins Sarmento, foi renovado em 2016, contando a partir de então com o Município de Braga.

Segundo o júri, o trabalho agora premiado “concretiza-se no estudo do percurso de uma empresa centenária, a Romano Torres (1885/86-1990), aproveitando o acervo documental do Arquivo Histórico desta editora referencial no mercado da edição em Portugal destinada ao grande consumo da leitura”. “O trabalho configura-se como um exercício transdisciplinar enriquecedor para a historiografia nacional, ao mesmo tempo que se insere, em pleno, no quadro de objectivos que subjaz ao Prémio Alberto Sampaio”, acrescenta o júri, destacando ainda a elevada qualidade da generalidade dos trabalhos admitidos.

Conforme prevê o regulamento, o trabalho vencedor será publicado na Revista de Guimarães.

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VALENÇA ASSINALA O DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

Inserido nas comemorações dos 25 anos do Arquivo Municipal Alberto Pereira de Castro, Valença vai assinalar o Dia da Restauração da Independência, amanhã, dia 1 de dezembro.

O salão nobre do Arquivo Municipal recebe, às 15h00, a cerimónia "Conversas sobre a Restauração da Independência”, com a presença de Manuel Pinto Neves e Narciso Serra.

O 1 de Dezembro assinala o golpe revolucionário de 1 de Dezembro de 1640, que acabou com o domínio da dinastia filipina sobre Portugal, retirando o país do domínio espanhol e colocando no trono D. João IV. O golpe é designado como a Restauração da Independência. O feriado foi instituído em 1910, uma das primeiras medidas aprovadas na Primeira República, em função do seu grande simbolismo.

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JOSÉ MILHAZES VAI AMANHÃ A VALENÇA PARA UMA SESSÃO DE AUTÓGRAFOS

A Loja CTT de Valença recebe amanhã, pelas 11 horas, José Milhazes para uma sessão de autógrafos na apresentação do seu livro “A mais breve história da Rússia”.

Este livro leva-o numa viagem que atravessa séculos e séculos da história e da cultura russa, começando vários séculos antes de Cristo e acabando na atualidade com Putin.

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ESPOSENDE: HISTORIADOR ANTÓNIO BORGES COELHO É O VENCEDOR DO PRÉMIO RODRIGUES SAMPAIO 2022

O historiador António Borges Coelho é o vencedor da primeira edição do Prémio Rodrigues Sampaio, instituído pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto e patrocinado pela Câmara Municipal de Esposende, e destinado a distinguir personalidades que, pelo seu trabalho nas áreas da cultura e da comunicação social, contribuam para uma sociedade mais inclusiva e mais crítica. A cerimónia de entrega do prémio decorrerá em Esposende, em data a anunciar.

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O Prémio Rodrigues Sampaio foi instituído nos anos cinquenta do século XX pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto (da qual António Rodrigues Sampaio é patrono), com o apoio da Fundação Gulbenkian, tendo sido suspenso na década de oitenta, por falta de apoio.

Assinalando-se, este ano, os 140 anos da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto e os 140 anos da morte de António Rodrigues Sampaio, o Município de Esposende entendeu ser a oportunidade e o momento de se associar a este prémio, que passa a ocorrer com periocidade bienal e o valor monetário de 7.500 euros, com o patrocínio da Câmara Municipal de Esposende.

O júri desta nova edição do prémio foi constituído pelo Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, e por Francisco Duarte Mangas, Presidente da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto bem como por representantes da sociedade civil, nomeadamente, José Manuel Mendes, escritor e Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, Inês Cardoso, Diretora do Jornal de Notícias e Valdemar Cruz, jornalista do Expresso.

Apresentadas, por cada um dos membros do júri, as propostas das personalidades a considerar, o júri decidiu, por unanimidade, que o vencedor da primeira edição do Prémio Rodrigues Sampaio, neste ano de 2022, é o historiador António Borges Coelho. A ata da reunião do júri refere a decisão por se tratar de uma “personalidade ímpar da cultura e da cidadania, autor de inovadora e vasta obra no domínio da História, mas também poeta luminoso, exemplo de homem de coragem – mesmo nos tempos da dura repressão fascista, jamais traiu a luta por um Portugal de liberdade livre. Preso, perseguido, ou forçado a mergulhar na clandestinidade, sempre inventou tempo para a bondade e para avivar a voz dos silenciados”.

António Borges Coelho nasceu em Murça, Trás-os-Montes, em 1928. Historiador e investigador, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1967, e doutorou-se em 1984, na mesma instituição. A sua tese de doutoramento, referente à Inquisição Eborense, tornou-se numa das grandes referências na área. Contudo, ainda antes de elaborar a sua tese, António Borges Coelho levou a cabo outros trabalhos investigativos relativamente à Ocupação Muçulmana na Península Ibérica, com destaque para a coletânea de textos árabes referentes à sua presença no território português, publicada sob a designação Portugal na Espanha Árabe  (1972-1975), publicando ainda obras incidentes em episódios decorridos desde a Idade Média, (A Revolução de 1383, 1965), à Idade Contemporânea,  (O 25 de Abril e o Problema da Independência Portuguesa, 1975).

Autor consagrado de muitas obras de referência da História e Cultura como Raízes da Expansão Portuguesa (1964); Raízes da Expansão Portuguesa (1964); A Revolução de 1383 (1965); Questionar a História (1983); A Inquisição em Évora (1987); História de Portugal, 7volumes (2010 - 2022).

Ao nível da literatura, António Borges Coelho escreveu também algumas obras como Roseira verde (1962), Ponte Submersa (1969), No mar oceano (1981) e O Príncipe Perfeito (1991).

Na sua juventude foi membro da oposição ao regime do Estado Novo, integrou o Movimento de Unidade Democrática Juvenil e foi funcionário do Partido Comunista Português, do qual se desfiliaria em 1991, consequência da Dissolução da União Soviética. Na luta contra o Estado Novo foi preso político, na Prisão de Aljube e na Prisão de Peniche.

Das várias funções que exerceu ao longo da sua carreira é de referenciar o seu percurso pelo jornalismo a partir de 1968, sendo um dos cofundadores de A Capital, tendo colaborado com o Diário de Lisboa, o Diário Popular e, ainda, com as revistas Seara Nova e Vértice. Contudo, foi na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde exerceu as suas principais funções e cargos académicos: Professor Catedrático de História, membro do júri de diversas provas de Mestrado e de Doutoramento e Presidente do Concelho Pedagógico. Foi também Diretor do Centro de História da Universidade de Lisboa e Diretor da revista História e Sociedade.

António Borges Coelho jubilou-se em 1988, dando a sua última lição a 11 de dezembro do mesmo ano. Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago e com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade em 2019.

A instituição do Prémio Rodrigues Sampaio enquadra-se na política cultural do Município e nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

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ARCOS DE VALDEVEZ APRESENTA O VIII VOLUME DAS CASAS ARMORIADAS DO CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ E O FORAL NOVO DE ARCOS DE VALDEVEZ – TRÊS SÉCULOS E MEIO DE TENSÕES E DESAFIOS

VI Congresso Internacional Casa-Nobre: Um Património para o Futuro: Apresentados livros da coleção “Casas Armoriadas do concelho dos Arcos de Valdevez”. Entregue o prémio D. Fernando José de Mascarenhas, Marquês de Fronteira

No âmbito da realização do VI Congresso Casa Nobre foram apresentados dois livros da coleção “Casas Armoriadas do concelho dos Arcos de Valdevez”.

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O VIII volume das Casas Armoriadas do Concelho dos Arcos de Valdevez é dedicado à Casa e Quinta de St. º António de Faquelo, no lugar de Faquelo, em Arcos de Valdevez (São Paio), sendo os seus autores Armando Barreiros Malheiro da Silva, Luís Pimenta de Castro Damásio e João Carlos Gachineiro e editado pelo Município de Arcos de Valdevez.

Esta casa, construída cerca de 1660, permaneceu na família Magalhães Lançós, até 1868. A capela da casa, dedicada a Santo António, foi edificada no mesmo período de 1660. A casa é vendida pela família no ano de 1929, vendida de novo em 1944 e 1990. Recentemente, novos proprietários adquirem o imóvel, esperando-se a valorização e dignificação desse espaço habitacional condizente com a antiguidade e caracterização da mesma.

Durante o Congresso também foi apresentado o livro O Foral Novo dos Arcos de Valdevez – três séculos e meio de tensões e desafios, de autoria de Paula Pinto Costa, da Faculdade de Letras da Universidade do PortoUP, contando com transcrição paleografia de Joana Lencart e Bernardo Magalhães e Menezes.

Esta obra publica o foral novo dos Arcos de Valdevez, de 1515, anotado e completado por um conjunto de sentenças registadas ao longo dos séculos subsequentes (até 1715), o que atualiza e muito o conhecimento sobre o estudo da propriedade, direitos e deveres, compromissos e isenções da população arcuense e integra a coleção Documentação das Casas Armoriadas dos Arcos de Valdevez

O Presidente do Município de Arcos de Valdevez salientou que “temos de saber preservar e identificar o património para o podermos proteger e defender, sobretudo quando muito do passado está em acentuado esquecimento, degradação e destruição. A defesa desse conhecimento é uma missão que cabe a todos e a cada um dos arcuenses”.

No encerramento do VI Congresso Internacional Casa-Nobre: Um Património para o Futuro, ocorreu a divulgação pública e anúncio do agraciado com o prémio D. Fernando José de Mascarenhas, Marquês de Fronteira, momento que contou com a presença de Joel Moedas, Vice-Presidente da Fundação Casas de Fronteira e Alorna.

Este prémio, promovido pelo Município arcuense, destina-se a promover a investigação e comunicação com maior destaque, produzida por investigadores em fase de doutoramento ou mestrado ou simples investigadores, e corresponde a um incentivo e reconhecimento pelo trabalho realizado no âmbito do Congresso.

“Este Congresso é mais uma iniciativa de grande valor para a estratégia de valorização e promoção do património cultural do concelho, que tem cada vez mais um forte impacto no desenvolvimento socioeconómico de Arcos de Valdevez”, refere o Presidente da Câmara Municipal.

BARCELOS: DOAÇÃO DE CARTA DE RAMALHO ORTIGÃO AO PRESIDENTE DA CÂMARA - 1896

Arquivo Municipal de Barcelos enriquecido com documento histórico

A família de João Carlos Cruz doou hoje ao Município a carta de agradecimento de Ramalho Ortigão ao então presidente da Câmara Municipal de Barcelos (1896), João Carlos da Cruz.

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Na missiva entregue pelos seus netos, hoje, nos Paços do Concelho, lê-se o agradecimento de Ramalho Ortigão ao então presidente da Câmara, por aquele lhe ter oferecido uma coleção de paliteiros de barro colorido. Tudo isto porque o escritor, indo a um restaurante de Barcelos, ficou encantado com um paliteiro de barro, colocado na sua mesa. Não tendo, na hora, oportunidade para lhe oferecer algum, o então edil João Carlos da Cruz visitaria mais tarde alguns dos oleiros de Barcelos, a quem encomendou uma coleção de paliteiros de barro colorido que depois ofereceu a Ramalho Ortigão.

Esta é a história da carta que a partir de agora passa a fazer parte do espólio do Arquivo Histórico de Barcelos. A vereadora da cultura, Elisa Braga, agradeceu a doação à família e considerou este “gesto muito feliz e muito importante para Barcelos.

Quer saber mais sobre esta história? Leia o artigo de um dos netos do antigo presidente do Município de Barcelos. vozdapovoa.com/noticias/opiniao/ramalho-ortigao-e-o-paliteiro-de-barro

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BANDAS DE MÚSICA DESFILAM EM LISBOA NO PRÓXIMO DIA 1º DE DEZEMBRO

Pela primeira vez, o Minho não vai estar representado no desfile

Perto de duas dezenas as bandas filarmónicas, grupos de bombos e outros agrupamentos de música tradicional portuguesa em representação dos mais variados distritos do nosso país vão desfilar no próximo dia 1 de Dezembro, em Lisboa, na avenida da Liberdade, rumo à Praça dos Restauradores. Trata-se das comemorações da Restauração da Independência em 1640 após 60 anos sob o jugo de Espanha.

Este ano, não está prevista a participação de qualquer banda filarmónica do Minho. Porém, a entidade organizadora – o Movimento 1º de Dezembro – espera contar com a representação do Minho neste desfile.

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ESPOSENDE RECEBEU EM 1972 A VISITA DE BALTAZAR REBELO DE SOUSA – PAI DO ATUAL PRESIDENTE DA REPÚBLICA – QUE PROCEDEU À INAUGURAÇÃO DA SALA MATERNO-INFANTIL DO HOSPITAL VALENTIM RIBEIRO

Dr Baltazar Rebelo de Sousa foi em 1972 recebido nos Paços do Concelho de Esposende

Nas imagens vemos o Dr. Baltazar Rebelo de Sousa acompanhado pelo Dr. Bernardino Amândio, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Esposende, em visita ao Hospital Valentim Ribeiro, aquando da inauguração da sala materno-infantil "Maria da Soledade Rocha Gonçalves Brochado", a 2 de Fevereiro de 1972.

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O Dr. Baltazar Rebelo de Sousa, (1921-2002), na qualidade de Ministro das Corporações e Previdência Social e Ministro da Saúde e Assistência, pai do atual Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, presidiu à cerimónia, que atraiu um grande número de pessoas

Procedeu ainda à inauguração da sala materno-infantil "Maria da Soledade Rocha Gonçalves Brochado" no Hospital Valentim Ribeiro, onde o vemos junto de uma incubadora.

Participaram ainda nesta cerimónia o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Esposende Dr. Bernardino Amândio; Carlos de Oliveira Martins, presidente da câmara municipal de Esposende e  António Santos da Cunha, governador civil do distrito de Braga.

Fonte: Biblioteca Municipal de Esposende

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MUNICÍPIO DE VALENÇA APRESENTOU CANDIDATURA DAS FORTALEZAS ABALUARTADAS AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Os municípios de Valença, Almeida e Marvão, representados pelos seus presidentes, José Manuel Carpinteira, António Machado e Luís Vitorino, respetivamente, apresentaram ao Presidente da República o dossier da candidatura das “Fortalezas Abaluartadas da Raia” a Património Mundial da UNESCO.

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Numa audiência que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa, o Senhor Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se conhecedor desta candidatura conjunta e considerou que o dossier revela um trabalho muito coeso, completo e de grande valor cientifico.

O Presidente da República prometeu acompanhar de perto o processo da candidatura e revelou que a temática abordada será de grande interesse para Portugal.

Recorde-se que o património abrangido na candidatura integra a Fortaleza de Valença e de Marvão e a Praça-forte de Almeida, exemplares únicos da arquitetura militar dos séculos XVII e XVIII, sendo os mais representativos de sistema abaluartado e na defesa da linha de fronteira.

A Fortaleza de Valença é formada pelos polígonos da Magistral (mais antiga) e da Coroada, separados por um fosso, com falsas-bragas. Possui dez baluartes e dois meios baluartes, cinco revelins, cinco reparos, seis redentes, dois contraguardas, dois cobre-faces, um tenalha, 34 guaritas, 214 canhoneiras, seis fortes, três poternas, dois paióis e 10 casamatas.

A raia luso-espanhola é a faixa da fronteira mais antiga e estável do mundo, com cerca de 1319 km, e uma das mais fortificadas da Europa, com particularidades históricas e culturais únicas.

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