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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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HISTORIADOR DANIEL BASTOS VAI A FRANÇA APRESENTAR LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT

Paris vai ser palco de apresentação de livro sobre Gérald Bloncourt e o nascimento da democracia portuguesa

No próximo dia 2 de maio (quinta-feira), é apresentado em Paris o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

A obra, concebida pelo historiador português Daniel Bastos a partir do espólio de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido na capital francesa, é apresentada às 18h30 no Consulado Geral de Portugal em Paris.

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O historiador Daniel Bastos (ao centro) foi em 2015 o responsável pela realização do livro de Gérald Bloncourt (dir.) “O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, que retrata a emigração portuguesa para França nos anos 60 e 70, e que contou com prefácio de Eduardo Lourenço e tradução de Paulo Teixeira (esq.)

A apresentação da obra, uma edição trilingue (português, francês e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, e prefácio do coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, estará a cargo do livreiro e editor João Heitor.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, uma das instituições de referência do Portugal democrático, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa em França nos anos 60 e 70, mas que foi também um espectador privilegiado da explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

A publicação do livro, que contou com a colaboração de Isabelle Repiton, viúva de Gérald Bloncourt, e é enriquecida com memórias e testemunhos do fotojornalista franco-haitiano, representa cerca de meio século após a Revolução de Abril um novo contributo e oportunidade para revisitar a génese da democracia portuguesa.

Segundo Vasco Lourenço, esta obra ilustrada pela lente humanista de Bloncourt, fotógrafo que em 2016 foi agraciado pelo Presidente República Portuguesa com a Ordem do Infante D. Henrique, constitui uma viagem ao “tempo dos sonhos cheios de esperança, da afirmação da cidadania, da construção de uma sociedade mais livre e mais justa, do fim e do regresso de uma guerra sem sentido com a ajuda ao nascimento de novos países independentes, onde a língua portuguesa continuou a ser o principal factor congregador”.

Refira-se que a apresentação do livro realiza-se simbolicamente 45 anos depois do regresso, a 2 de maio de 1974, de Bloncourt da capital portuguesa a Paris, após fotografar os primeiros dias de liberdade em Portugal. E que, em função disso, a sessão, que conta com o apoio da Associação Memória das Migrações, constitui a título póstumo, uma homenagem a Gérald Bloncourt, um homem que amou e honrou os portugueses.

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"MEMÓRIAS DA DEVESA" FAZEM A HISTÓRIA EM FAMALICÃO

O Parque da Devesa lança hoje, neste Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o seu novo projeto intitulado “Memórias da Devesa”, com o objetivo de salvaguardar o passado e o legado daquele espaço que sofreu profundas alterações com a construção do parque, valorizando as suas memórias, as vivências de quem lá morou, trabalhou ou utilizou para o seu lazer, etc.

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Para isso, desafia todas as pessoas que detenham em sua posse fotografias, documentos, artigos, objetos, sobre aquele lugar, sobre as famílias que lá habitaram, as casas, sobre factos e acontecimentos relacionados com o espaço. Será reunido espólio material, mas também imaterial através de testemunho oral.

De resto, pretende-se com este projeto construir um arquivo de memória on line “Memórias da Devesa”, acessível a todos; estimulando e apoiando trabalhos de investigação; mantendo vivo o legado da “Devesa” e produzindo conhecimento histórico.

Para além deste trabalho, será desenvolvido paralelamente um levantamento de informação já conhecida e, eventualmente, já sistematizada, nomeadamente através da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco (Fundo Local), Arquivo Municipal, Gestão Urbanística do município, entre outros.

Trata-se, por isso, de um projeto aberto no tempo, sendo que, em qualquer altura, se poderá fazer a incorporação e atualização de informação.

HISTORIADOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTOU EM LISBOA NOVO LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E O NASCIMENTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA

Na passada terça-feira, dia 16 de abril, foi apresentada na capital portuguesa o livro Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

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O historiador Daniel Bastos (o primeiro a contar da esquerda), na sessão de apresentação do livro trilingue “Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”, na sede Associação 25 de Abril em Lisboa, acompanhado do coronel Vasco Lourenço, e do tradutor Paulo Teixeira (à direita).

A obra, concebida e realizada pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, e prefaciada pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, foi apresentada na sede da instituição de referência do Portugal democrático.

A sessão muito concorrida foi abrilhantada com canções de abril interpretadas pelo artista musical Manuel Jorge, e contou com a presença de militares de abril, políticos, antigos exilados políticos, dirigentes associativos, órgãos de comunicação social da diáspora e conterrâneos do investigador da nova geração de historiadores portugueses, como o conhecido comentador noticioso, Luís Marques Mendes.

A sessão de apresentação esteve a cargo do militar de abril e presidente da Direção da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, que assegurou que a obra ilustrada pela lente humanista de Bloncourt, constitui uma viagem ao “tempo dos sonhos cheios de esperança, da afirmação da cidadania, da construção de uma sociedade mais livre e mais justa, do fim e do regresso de uma guerra sem sentido com a ajuda ao nascimento de novos países independentes, onde a língua portuguesa continuou a ser o principal fator congregador”. Segundo o mesmo a apresentação do livro é “uma das melhores formas de iniciar as comemorações do 45.º aniversário do 25 de Abril”.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa, mas que foi também um espectador privilegiado da explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o historiador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Como a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

Refira-se que a edição da obra deveu-se em grande parte ao mecenato de empresas da diáspora que partilham uma visão de responsabilidade social e um papel de apoio à cultura, e que no dia 2 de maio, às 18h30, o livro será apresentado no Consulado Geral de Portugal em Paris, junto da numerosa comunidade portuguesa em França.

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HISTORIADOR GUILHERME KOEHLER CONSIDERA QUE D. PEDRO I DO BRASIL JAMAIS FOI REI DE PORTUGAL

Na sequência das várias discussões que se têm proporcionado nos grupos monárquicos do Facebook, enviei, no dia 2 de Setembro de 2012, à Academia Portuguesa de História a seguinte exposição pedindo provas documentais.

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Exmos. Senhores

Pedro I do Brasil

Na sequência de vários anos de estudo e de muitas horas de discussões, peço a V. Exas. se dignem apresentarem-me documentos confirmando que, na realidade, Pedro I do Brasil foi Rei de Portugal.

No que diz respeito ao período que vai desde a morte de D. João VI até à aclamação de SMF El-Rei D. Miguel I, o melhor que consegui encontrar, em termos genéricos diz isto:

No dia 6 de Março de 1826, D. João VI, doente, nomeou uma regência presidida pela Infanta D. Isabel Maria, sua filha, a qual vigoraria, mesmo com a morte do rei, até que o legítimo herdeiro e sucessor da Coroa aparecesse. (como se vê nem o Rei sabia quem era o herdeiro), D. João VI morreu 4 dias depois.

Logo D. Isabel Maria envia ao Brasil uma representação com a missão de convencer o Imperador a aceitar o trono de Portugal. Estaria o Imperador inclinado a aceitar, mas, perante a total e radical discordância e oposição dos brasileiros, "o Senhor D. Pedro mesmo positiva, e expressissimamente declarou que nada queria de Portugal, e até reconheceo mui solenemente que, sendo Imperador do Brasil, não podia ser Rei de Portugal."

  1. Pedro desde 1819 que não pisava solo português, não esteve em Portugal no ano de 1826, logo, como obrigavam as Leis Fundamentais da Monarquia a aclamação não podia ter acontecido, mais não tendo reunido as Cortes para o efeito.

Também, segundo as Leis Fundamentais da Monarquia, o Senhor D. Pedro não reunia os requisitos necessários e obrigatórios para poder suceder na Coroa de Portugal porque:

- "o Senhor D. Pedro, Filho, e Vassallo do Senhor D. João VI Rei de Portugal, não só aprovou, e favoreceo a Rebellião do Brasil, mas se apresentou á testa dos Rebeldes, e Revolucionários, como seu Chefe; desmembrou do Reino de Portugal aquella importantíssima Colónia, elevada por seu Pai á qualidade de Reino; e até se declarou a si próprio solemnemente perpetuo Defensor do paiz rebellado."

- "muito por seu querer e escolha se fez Estrangeiro a Portugal, passando a ser Soberano independente, e Imperador do Brasil, tendo-se por isso desligado este absolutamente de Portugal."

- "o Senhor D. Pedro, como Imperador do Brasil, se obrigou a residir sempre no Brasil, e não pode vir residir em Portugal; residência esta absolutamente indispensável para poder succeder na Coroa de Portugal."

- "O Senhor D. Pedro nem em Portugal, nem no Brasil foi acclamado Rei de Portugal."

- "O Senhor D. Pedro não... prestou o Juramento de guardar aos Portuguezes seus Privilégios, Liberdades, Foros, graças e costumes, que as Leis Fundamentais da Monarchia mandão que os Reis de Portugal prestem antes de serem levantados Reis, e antes que os Estados do Reino lhe prestem o Juramento de preito, e homenagem."

- "Ainda no caso de se poder suppôr legitimada pelo Senhor Rei D. João VI no Tratado de 29 de Agosto de 1825 a usurpação, e levantamento do Brasil em Império independente: caso puramente ideal, e de mera supposição, esse caso seria justamente o que previrão as Côrtes de Lisboa de 1641, dizendo: que se acontecer succeder o Rei deste Reino em algum Reino, ou Senhorio maior... e tendo dous, ou mais filhos varões, o maior succeda no Reino estranho, e o segundo neste de Portugal; e este seja jurado Príncipe, e Legitimo Sucessor."

- na outorgação da Carta Constitucional, verdade que ele assinou "... Rei de Portugal e dos Algarves". ELE assinou, mas não tinha qualquer legitimidade para o fazer porque tinha de ter sido legitimado pelas Cortes para o ser. Era a mesma coisa que o sr Rosário Poidimani se lembrar de fazer uma Carta, assinar como Rei de Portugal dos Algarves e passar a sê-lo, nem que fosse por um dia.

Em relação ao período pós-Convenção de Evoramonte, não há qualquer dúvida de que não foi Rei porque a acta das Cortes de 1834 é bem explícita e mostra que D. Pedro apenas foi Regente como vou expor:

Agosto, 15 – Abertura das primeiras Cortes, de acordo com a Carta Constitucional, após o fim da Guerra Civil. As sessões decorreram no Convento de S. Bento da Saúde, que passou a denominar-se Palácio das Cortes.

Agosto, 18 - Primeira sessão parlamentar, com discussão da proposta do ministro do Reino para que D. Pedro conservasse a regência até à maioridade da Rainha.

Agosto, 30 - D. Pedro prestou juramento solene como Regente, na sala do trono do Palácio da Ajuda.

Setembro, 18 - D. Pedro enviou uma mensagem às Cortes a pedir escusa da Regência, devido ao seu estado de saúde.

Setembro, 20– Juramento solene de D. Maria II da Carta Constitucional, depois de ter sido declarada a sua maioridade.

Conclusões:

Se o Ministro do Reino propõe que conservasse a regência, era porque não era Rei; se fosse Rei, não prestava juramento solene como regente; se a coroa era sua não pedia escusa da regência.

Pelas razões apresentadas concluo que D. Pedro do Brasil jamais foi Rei de Portugal e que só mesmo a História dos liberais vencedores fez dele isso.

Estamos num país livre que deve ter orgulho no seu passado, logo a mentira e a traição não podem sobrepor-se à verdade e à honra.

Os melhores cumprimentos

Guilherme Koehler

Fonte: https://www.facebook.com/guilherme.koehler.3?eid=ARAq-kF0m8kHg3eiCVWq14JC_ZpPBMJOI8RXGpuGbqJzqkwhR3zVvYBLCfOwXzpd3PPXLFIL0kRYh2m3 (Via: Bandeira Branca)

GASPAR MOREIRA: UM ARCUENSE NO CONCELHO DE OURÉM

Conta a lenda que “No dia 4 de Agosto de 1578, ficou prisioneiro dos mouros, Gaspar Moreira, Moço de Câmara de El-Rei Dom Sebastião, Filho de Pedro Alves Bandeira, 4º Neto do Grande Gonçalo Pires Bandeira, era natural de Arcos de Valdevez, Nossa Senhora da Natividade, que se venera nesta Igreja, livrou-o da prisão e cativeiro”. Esta descrição consta num painel de azulejos existente na escadaria que dá acesso à Igreja Paroquial de Rio de Couros, no Concelho de Ourém, reproduzindo uma antiga gravura que outrora existiu na sacristia da antiga igreja que entretanto foi demolida, dela atualmente não restando mais do que a torre sineira.

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A LENDA DE RIO DE COUROS

A secção “Lendas de Portugal” que o Jornal “O Século” publicou em 25 de dezembro de 1970 narra-nos o seguinte:

“Porque, antigamente, abundavam, abundavam ali os curtumes, a terra passou a denominar-se Rio de Couros. Ao que se afirma, lá deve ter existido uma cidade ou grande povoação cujo nome se ignora, sendo também, de anotar que houve, nessa terra, uma capela consagrada a Nossa Senhora de Rio de Couros, ou Radecouros, como noutros tempos se dizia, e que, por fim, mudou para o título de Nossa Senhora da Piedade. Em escavações várias, feitas nas próximidades da igreja, foram encontrados não somente ossos de homens de grande estatura, crânios ainda com dentes, cipós, ou seja colunas próprias para a afixação de instruções de interesse público ou decisões do Senado romano, alicerces, pedaços de telha, tudo denotando grande antiguidade.

A fama do santuário da bonita e pitoresca localidade chegava longe, muita gente admirando o fervor religioso da população, de velhos e novos.

Em Rio de Couros passou a viver um dia, um homem, natural de Arcos de Valdevez, chamado Gaspar Moreira, que foi moço de câmara do rei D. Sebastião. Estava na corte de Lisboa quando o “Desejado” se encaminhou para África e travou com os mouros a célebre batalha de Alcácer Quibir, infausto combate ocorrido em 4 de Agosto de 1578, e no qual, entre outros portugueses e bons cristãos, intervieram, não só aquele monarca, como Gaspar Moreira, que ali ficou prisioneiro. A sua presença irritava constantemente os agarenos, que alimentavam o desejo de lhe dar morte violenta. Poucos cativos, como é da história, foram resgatados, e outros ali morreram em consequência de ferimentos que tiveram no duro combate, e, depois, cheios de fome ou maltratados. Os carcereiros mouros revelavam com as atitudes tomadas contra eles o seu rancor à Pátria lusitana.

Gaspar Moreira era tratado de maneira diferente pois estava preso à parte e às ordens de um oficial da moirama. Beneficiava de certo conforto na masmorra e de boa alimentação.

Numa noite luarenta, quando meditava sobre a sua vida, viu o tal oficial andar passeando perto dos muros da prisão. Na mão direita levava uma espada, e, com a esquerda, segurava uma forte corrente de ferro, a que prendia um grande e domado leão.

O lusitano, continuando junto das grades, ouviu, estupefacto e atemorizado, ele falar com a fera, dizendo que não tardaria muito que não lhe proporcionasse um farto banquete, pois o cristão estava engordando e ía atirar com ele para a sua boca para que o devorasse. Queria vingar-se dos portugueses, que tendo expulso os mouros das Espanhas, ali em Marrocos, os tinham, depois, atacado, mas sido vencidos por graça de Alá. Ante tal facto, atemorizado pela ideia de que o leão o mataria, recordou-se das suas romagens ao Santuário de Nossa Senhora de Rio de Couros, lembrando-se também da Batalha de Alcácer Quibir, dos seus companheiros de armas e de D. Sebastião, que ali tinha perdido a vida. No dia seguinte, viu entrar na prisão o oficial mouro que levava um pensamento: verificar se, com efeito, ele estava em condições de satisfazer o seu inclemente intento. Então, o agareno perguntou-lhe se desejava ficar liberto, ao que logo respondeu, afirmativamente. Nova atitude do oficial o deixou perturbadíssimo, pelo que fez uma prece a Nossa Senhora da Natividade para que, milagrosamente, o livrasse do cativeiro e o conduzisse para Portugal.

De repente, uma luz raiou na prisão, aparecendo-lhe a Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços, fazendo-lhe sinal para que a seguisse. Então, as portas do cárcere abriram-se e ele acompanhou a sua libertadora, que, momentos após, desapareceu. De joelhos, tendo reconquistado a liberdade, agradeceu-a ao Céu e à Senhora da Natividade. Logrou, depois, regressar a Portugal, nessa altura já sob dominação castelhana, logo se dirigindo à ermida de Nossa Senhora de Rio de Couros para se lhe mostrar grato pelo seu milagre. Mais algum tempo passou e, quando sentiu a morte aproximar-se, rogou que o seu corpo – e assim se fez – fosse metido num caixão de pedra e sepultado junto da capela. Isso fortificou, justificadamente, a fé que já se tinha na miraculosa Senhora”.

A imagem mostra a igreja de Rio de Couros, em 1961, pouco tempo antes de ser demolida. Foto restaurada em Foto Vítor, de Caxarias, a partir de original cedido por Joaquim Gaspar, de Sandoeira, a quem agradeço a sua amabilidade.

A LENDA DE RIO DE COUROS

A secção “Lendas de Portugal” que o Jornal “O Século” publicou em 25 de dezembro de 1970 narra-nos o seguinte:

“Porque, antigamente, abundavam, abundavam ali os curtumes, a terra passou a denominar-se Rio de Couros. Ao que se afirma, lá deve ter existido uma cidade ou grande povoação cujo nome se ignora, sendo também, de anotar que houve, nessa terra, uma capela consagrada a Nossa Senhora de Rio de Couros, ou Radecouros, como noutros tempos se dizia, e que, por fim, mudou para o título de Nossa Senhora da Piedade. Em escavações várias, feitas nas próximidades da igreja, foram encontrados não somente ossos de homens de grande estatura, crânios ainda com dentes, cipós, ou seja colunas próprias para a afixação de instruções de interesse público ou decisões do Senado romano, alicerces, pedaços de telha, tudo denotando grande antiguidade.

A fama do santuário da bonita e pitoresca localidade chegava longe, muita gente admirando o fervor religioso da população, de velhos e novos.

Em Rio de Couros passou a viver um dia, um homem, natural de Arcos de Valdevez, chamado Gaspar Moreira, que foi moço de câmara do rei D. Sebastião. Estava na corte de Lisboa quando o “Desejado” se encaminhou para África e travou com os mouros a célebre batalha de Alcácer Quibir, infausto combate ocorrido em 4 de Agosto de 1578, e no qual, entre outros portugueses e bons cristãos, intervieram, não só aquele monarca, como Gaspar Moreira, que ali ficou prisioneiro. A sua presença irritava constantemente os agarenos, que alimentavam o desejo de lhe dar morte violenta. Poucos cativos, como é da história, foram resgatados, e outros ali morreram em consequência de ferimentos que tiveram no duro combate, e, depois, cheios de fome ou maltratados. Os carcereiros mouros revelavam com as atitudes tomadas contra eles o seu rancor à Pátria lusitana.

Gaspar Moreira era tratado de maneira diferente pois estava preso à parte e às ordens de um oficial da moirama. Beneficiava de certo conforto na masmorra e de boa alimentação.

Numa noite luarenta, quando meditava sobre a sua vida, viu o tal oficial andar passeando perto dos muros da prisão. Na mão direita levava uma espada, e, com a esquerda, segurava uma forte corrente de ferro, a que prendia um grande e domado leão.

O lusitano, continuando junto das grades, ouviu, estupefacto e atemorizado, ele falar com a fera, dizendo que não tardaria muito que não lhe proporcionasse um farto banquete, pois o cristão estava engordando e ía atirar com ele para a sua boca para que o devorasse. Queria vingar-se dos portugueses, que tendo expulso os mouros das Espanhas, ali em Marrocos, os tinham, depois, atacado, mas sido vencidos por graça de Alá. Ante tal facto, atemorizado pela ideia de que o leão o mataria, recordou-se das suas romagens ao Santuário de Nossa Senhora de Rio de Couros, lembrando-se também da Batalha de Alcácer Quibir, dos seus companheiros de armas e de D. Sebastião, que ali tinha perdido a vida. No dia seguinte, viu entrar na prisão o oficial mouro que levava um pensamento: verificar se, com efeito, ele estava em condições de satisfazer o seu inclemente intento. Então, o agareno perguntou-lhe se desejava ficar liberto, ao que logo respondeu, afirmativamente. Nova atitude do oficial o deixou perturbadíssimo, pelo que fez uma prece a Nossa Senhora da Natividade para que, milagrosamente, o livrasse do cativeiro e o conduzisse para Portugal.

De repente, uma luz raiou na prisão, aparecendo-lhe a Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços, fazendo-lhe sinal para que a seguisse. Então, as portas do cárcere abriram-se e ele acompanhou a sua libertadora, que, momentos após, desapareceu. De joelhos, tendo reconquistado a liberdade, agradeceu-a ao Céu e à Senhora da Natividade. Logrou, depois, regressar a Portugal, nessa altura já sob dominação castelhana, logo se dirigindo à ermida de Nossa Senhora de Rio de Couros para se lhe mostrar grato pelo seu milagre. Mais algum tempo passou e, quando sentiu a morte aproximar-se, rogou que o seu corpo – e assim se fez – fosse metido num caixão de pedra e sepultado junto da capela. Isso fortificou, justificadamente, a fé que já se tinha na miraculosa Senhora”.

ONDE SE SITUA RIO DE COUROS?

A Freguesia de Rio de Couros situa-se a norte do Concelho de Ourém, a poucos quilómetros de Fátima e da estação ferroviária de Caxarias.

Todos os anos, por ocasião do dia 15 de agosto, realizam-se naquela localidade os tradicionais festejos em honra de Nossa Senhora da Natividade, sendo uma das mais concorridas que ocorrem na região.

A atual igreja, de traça bastante moderna, foi construída em 1964 em substituição da antiga igreja matriz que foi demolida por se encontrar em adiantado estado de degradação, não se verificando à época sensibilidade suficiente para preservar o património edificado.

A anterior igreja era de uma só nave, com dois altares laterais, tendo na sua construção sido empregues fragmentos de cipos e outras pedras romanas, algumas das quais com inscrições. Do monumento desaparecido apenas resta a torre sineira, de construção setecentista. Na atual igreja de Rio de Couros guarda-se uma imagem em pedra, de Nossa Senhora da Natividade, com o menino ao colo, remontando muito provavelmente á época em que Gaspar Moreira ali viveu.

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QUEM ERA GASPAR MOREIRA?

Gaspar Moreira, o herói da Lenda de Rio de Couros, era 4º neto de Gonçalo Pires Juzarte (Bandeira). Narra a História que, durante a Batalha de Toro, Gonçalo Pires Juzarte e outros portugueses, ao avistarem na escuridão da noite um grupo de cavaleiros castelhanos que, capitaneados por Pedro Velasco e Pedro Cabeza de Vaca, levavam o pendão de D. Afonso V como troféu de batalha, acometeram contra eles logrando recuperar a bandeira. Uma vez na sua posse, Gonçalo Pires levou o estandarte ao príncipe D. João que ainda se encontrava no campo de batalha com a sua ala.

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A bandeira em questão tratava-se da que os castelhanos haviam arrancado ao nosso porta-estandarte, o alferes D. Duarte de Almeida que haveria de ficar conhecido pelo “decepado” em virtude de a ter segurado com os dentes após lhe terem decepado os braços.

Como é sabido, o Príncipe veio a suceder a seu pai, o rei D. Afonso V, passando a reinar com o nome de D. João II. Então, como recompensa pelo feito de bravura, atribuiu a Gonçalo Pires Juzarte a tença de cinco mil reais e, tal como nos descreve o cronista Damião de Góis na sua “Crónica do Príncipe D. João”, foi ainda “satisfeito de armas de brasão, misturadas com fidalguia, que lhe o mesmo rei D. João concedeu, com alcunha e sobrenome de Bandeira”. Com efeito, o rei D. João II ordenou que Gonçalo Pires Juzarte e os seus descendentes passassem a usar o apelido de Bandeira e concedeu-lhe armas novas, datadas de 1483, as quais são as seguintes:

De vermelho, bandeira quadrada de ouro, hasteada do mesmo, perfilada de prata e carregada de um leão azul, armado e linguado de vermelho”. O timbre é constituído pelos móveis do escudo.

Gonçalo Pires Juzarte era natural de S. Martinho de Mouros que fica no concelho de Resende e tornou-se escudeiro honrado da casa do rei D. João II.

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A LENDA DE RIO DE COUROS

 

A fama de Rio de Couros

Já vem de há muitos anos;

Talvez do tempo dos Mouros

Ou do tempo dos Romanos.

 

Seria vila ou cidade

Antes da era dos Mouros?

Qual o nome de verdade:

Rio de Couros ou Radecouros?

 

Porque abundava o curtume

De peles nessa região

Daí proveio o costume

Do nome que hoje lhe dão

 

Numa bonita capela

Acima doutros tesouros

Havia a imagem bela

Da Senhora de Rio de Couros.

 

E este povo humilde e crente

Pelo seu fervor diário

Atraía muita gente

Ao bonito Santuário!

 

Entre a gente forasteira

Que a sua vida ali fez

Conta-se Gaspar Moreira

De Arcos de Valdevez.

 

Viveu nesta região

Até que teve de partir

Com o rei Dom Sebastião

Para Alcácer Quibir.

 

Na batalha contra os Mouros

Morreu Dom Sebastião

E o homem de Rio de Couros

Foi metido na prisão.

 

Embora que bem tratado

Dentro da dita prisão

Estava a ser engordado

Para alimento de um leão.

 

Certa noite à luz da lua

Olhando as grades em frente

Viu um oficial na rua

Com o leão preso à corrente

 

Falando então para a fera

Disse em voz de “mandarete”:

Só mais uns dias de espera

E terás um bom banquete.

 

Ao meditar que seria

Vítima de instintos mouros

Rezou à Virgem Maria

Senhora de Rio de Couros.

 

À Senhora da Natividade

Fez uma prece afinal:

Que lhe desse a liberdade

E o trouxesse a Portugal.

 

Nisto um milagre se deu:

No meio dum mar de luz

A Virgem lhe apareceu

Trazendo ao colo Jesus.

 

Então a porta se abriu

E com a sua libertadora

Para a saída seguiu

Desaparecendo a Senhora.

 

Voltando ao local de origem

Livre do jugo dos mouros

Prostrado agradece à Virgem

Da ermida de Rio de Couros.

 

O resto da sua vida

Foi de pura santidade

Orando no altar da ermida

À Senhora da Natividade.

 

E quando velho e cansado

Já prestes ao fim da vida

Pediu para ser sepultado

Junto da bonita ermida.

 

E assim desta maneira

Se ordenou e se fez:

Ali jaz Gaspar Moreira

De Arcos de Valdevez.

 

Daí cresceu mais a Fé

Nesse povo e nos vindouros

Vindo muita gente a pé

De romagem a Rio de Couros.

 

Muita Fé o povo tem

À Senhora da Natividade

Que outrora era também

Nossa Senhora da Piedade.

 

Há lindas recordações

Que valem grandes tesouros

Achados em escavações

No adro de Rio de Couros.

 

A graça desta região

É obra da natureza

Em que a nova geração

Não reparou com certeza.

 

Esta história se comenta

No “Século” de Dia de Natal

De mil novecentos e setenta

Em Lendas de Portugal!...

in INÁCIO, Manuel. Brincando com coisas sérias. 1995

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ESPOSENDE COMEMORA O 25 DE ABRIL

Esposende com programa alargado para comemorar os 45 anos do 25 de Abril

Na passagem dos 45 anos da revolução de 25 de Abril de 1974, o Município de Esposende promove um programa comemorativo, sob o lema “Viver Abril”, com os objetivos de evocar tão importante momento da nossa história coletiva, enquanto país, e promover a reflexão sobre os valores de Abril, a saúde da nossa democracia e os desafios colocados à sociedade contemporânea. Neste sentido, estão previstas iniciativas de diferente índole, procurando abranger todos os públicos.

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O programa inicia, no dia 24 de abril, com a tertúlia “45 anos de Abril: conquistas e novos desafios”, que terá lugar no Auditório Municipal, às 21h30. Serão convidados José Ribeiro e Castro, Presidente da Associação por uma Democracia de Qualidade, que recentemente apresentou na Assembleia da República uma proposta de reforma do sistema eleitoral, Raquel Varela, Historiadora e docente na Universidade Nova de Lisboa, com vasta produção científica sobre a Revolução dos Cravos e seus efeitos no país, Bernardo Branco Gonçalves, fundador da Plataforma MyPolis, que tem como grande objetivo aproximar os jovens da política, numa sessão que contará, ainda, com a presença de Benjamim Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Esposende e com moderação da jornalista da RTP, Sandra Sá Couto. A tertúlia será precedida pela performance “Sopro de Liberdade”, pelo Coro de Pequenos Cantores de Esposende.

No dia 25 de abril, a evocação da efeméride inicia-se com uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Esposende, que terá lugar no Auditório Municipal, às 10h. A sessão será precedida pela encenação da peça “Espozende, tempos difíceis…”, pelos alunos do 4.º ano de escolaridade da Escola Básica de Mar. Pelas 11h, terá início um Ateliê de Papagaios de Papel, no Parque Radical, que se prolonga até às 13h, numa organização conjunta das empresas municipais Esposende Ambiente e Esposende 2000, atividade lúdico-pedagógica dirigida às crianças e famílias, que vai já na sua 7.ª edição.

Ainda no dia 25, pelas 12 horas, será inaugurada a exposição de rua “25 de Abril: o virar da página”, que ficará patente ao público, na Praça do Município, até ao dia 10 de maio. A exposição tem como objetivo mostrar o ambiente vivido na época, através da imprensa nacional, regional e local, de acordo com uma orientação cronológica, salientando o importante papel destes órgãos informativos. Pelas 18h, terá lugar no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio o concerto “O que nos dizem os ventos de Abril?”, pelo Coro de Câmara EME e pelo Ensemble EME, agrupamentos da Escola de Música de Esposende. Serão interpretadas obras de consagrados autores (música e poesia) como Zeca Afonso, Carlos Paredes, Fernando Lopes-Graça, António Gedeão, Fernando Tordo, Ary dos Santos, entre outros. A terminar o dia, no mesmo espaço, realiza-se, às 21h30, o Painel “O Dia da Revolução: memórias e vivências”, com a presença do Sargento Manuel Silva, comandante da Chaimite “Bula” que transportou Marcelo Caetano do Quartel do Carmo em direção ao Quartel da Pontinha, às 19h30 do 25 de Abril de 1974, após rendição do chefe de Estado. Será também convidado o Cabo José Alves Costa, cabo apontador do blindado M47, que protagonizou, pelas palavras de Salgueiro Maia, “a insubordinação mais bela do 25 de Abril”, ao desobedecer às ordens do brigadeiro Junqueira dos Reis para disparar sobre a coluna de Santarém, em pleno Terreiro do Paço. A moderação será assegurada por Manuel Albino Penteado Neiva.

No dia seguinte, 26 de abril, pelas 17h30, a Casa da Juventude acolhe a sessão “O Poder da Participação: pensar o território”. Trata-se de um workshop de ativação da participação democrática, aberto a toda a comunidade, mas com particular destaque para as Associações Juvenis, Juventudes Partidárias, Associações de Estudantes e outros grupos de jovens. A dinamização estará a cargo de Sofia Marques da Silva, docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto e coordenadora do programa do Governo INCoDe.2030. São objetivos da sessão promover a reflexão sobre os modelos e práticas de participação cívica, em particular dos mais jovens, e a sua importância para o cultivo da democracia e para um maior envolvimento e apropriação dos assuntos que marcam a agenda das comunidade, com vista à procura coletiva de um contínuo desenvolvimento sustentável, que potencie a qualidade de vida, a coesão social e o bem-estar dos cidadãos, alicerçados num processo de educação e formação ao longo da vida.

Ainda no dia 26 de abril, às 21h30, o Auditório Municipal acolhe “QUATRO CINCO, DOIS CINCO”, um espetáculo performativo criado e executado por GÃRGOOLA e GEME (Grupo Experimental de Música Exploratória do Projeto AMAReMAR – Arte e Comunidade). Com direção artística de João Miguel Fernandes e Filipe Miranda, o espetáculo exalta, essencialmente, a Liberdade: a liberdade de fazer acontecer, de experimentar, moldar, desconstruir, decompor, soltar, criar.

A encerrar o programa comemorativo, e igualmente integrado nas comemorações do Dia Mundial da Dança, realiza-se no dia 27 de abril, às 21h30, no Auditório Municipal, o Espetáculo “Solta as Amarras”, protagonizado pela Academia Ás do Saber, sob direção artística de Hugo Fernandes.

Durante os dias comemorativos, estará patente no foyer do Auditório Municipal uma exposição de painéis de azulejo alusivos ao 25 de Abril, realizados por crianças das Escolas Básicas de Forjães, Rio de Moinhos, Mar, Guilheta e do Jardim de Infância de Cepães, do Agrupamento de Escolas António Rodrigues Sampaio.

No âmbito da programação “Viver Abril”, o Município conta com a especial colaboração da Oficina de Costura Criativa do projeto AMAReMAR - Arte e Comunidade, sob coordenação de Ana Silva, através da conceção e realização de elementos decorativos que estarão patentes no Auditório Municipal, Fórum Municipal Rodrigues Sampaio e Praça do Município.

O presente programa enquadra-se no âmbito dos Princípios da Carta das Cidades Educadoras e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas, nomeadamente os referentes à “Educação de Qualidade”, “Cidades e Comunidades Sustentáveis” e “Paz, Justiça e Instituições Eficazes”.

FEIRA MEDIEVAL REGRESSA AO CENTRO HISTÓRICO DE CAMINHA DE 24 A 28 DE JULHO

Inscrições terminam a 5 de maio

A Feira Medieval de Caminha regressa ao centro histórico de 24 e 28 de julho. Subordinada ao tema “CAMINHA MONÁSTICA”, esta edição tem como objetivo a recriação histórica de um ambiente medieval através do comércio, das artes, ofícios, divertimentos, sabores e hábitos alimentares da Idade Média. As inscrições já estão a decorrer e terminam a 5 de maio. 

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Sobre a temática escolhida para esta XVI Feira medieval de Caminha, o Departamento de Ciências Sociais e Humanas — Grupo de História Departamento de Ciências Sociais e Humanas — Grupo de História Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, Caminha escreve: ‘O concelho de Caminha albergou ao longo da sua história secular, com destaque para a época medieval, diversas comunidades monásticas, masculinas e femininas. Do primevo Mosteiro de São João de Arga, beneditino, de fundação incerta em inícios do século XII, aos conventos franciscanos na vila-sede do município, Santa Clara (1571) e Santo António (1618) — este último prosseguidor do Convento de Santa Maria da Ínsua (1392) —, sem esquecer o mais recente convento das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras (1898), que subsiste a meia-encosta de Santo Antão.  O mundo monástico, apesar de traduzir na origem uma opção de recolhimento espiritual e de fuga ao mundo, evidente nos locais isolados e inóspitos dos primeiros cenóbios, de que a Serra de Arga e a ilha da Ínsua são bons exemplos, evoluiria depois para uma relação mais próxima do século. Para além das conexões económicas — dos produtos da terra cultivados nas suas cercas à exploração dos frutos do mar nas camboas e mexilhoeiras —, a caridade e a assistência religiosa, o magistério das letras e a prestação de cuidados de saúde, constituíram-se como fortes elos de ligação entre regulares e populações locais.  Os conventos de Caminha foram ainda albergue de peregrinos a caminho de Santiago de Compostela — alguns notáveis, como o rei D. Manuel I, em 1502, ou o príncipe italiano Cosme III de Médici, em 1669 — e, à imagem de tantas outras localidades conventuais, alfobre de manjares e doçarias, como os “deliciosos papos de anjo ou pastéis de Santa Clara”, que perduraram até finais de oitocentos. Receitas esquecidas, mundos perdidos, resta hoje da Caminha Monástica do passado a sua rica e fecunda história, estudada em recolhimento nos arquivos ou celebrada em festa nas ruas’.

À Feira Medieval de Caminha podem concorrer artesãos, mercadores não alimentares e mercadores exóticos que promovam a venda e/ou demonstração de produtos que recriem a época medieval. As inscrições terminam a 5 de maio. As propostas de participação deverão remetidas, exclusivamente, via formulário https://forms.cm-caminha.pt/

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MIGUEL VENTURA TERRA FALECEU HÁ 100 ANOS!

No próximo dia 30 de Abril, passa precisamente 1 século sobre a data do falecimento de um dos mais proeminentes arquitectos portugueses – o ilustre caminhense Miguel Ventura Terra.

Natural de Seixas, a ele se deve a construção dos mais magníficos exemplares da arquitectura portuguesa do seu tempo, entre os quais salientamos a sua própria casa, na rua Alexandre Herculano, em Lisboa, onde veio a falecer. Edifício, aliás, que constitui um dos distinguidos com o Prémio Valmor. Por detrás, fica a magnífica Sinagoga Shaaré-Tikvá daComunidade Judaica de Lisboa, cuja inauguração ocorreu há 115 anos.

Mas, a ele se deve também, entre inúmeras outras obras e projectos, o edifício do Banco Totta & Açores, na rua do Ouro, em Lisboa, o Museu de Esposende, a renovação do Palácio de São Bento, a Maternidade Alfredo da Costa, o Liceu Camóes, o Liceu Pedro Nunes, o Santuário de Santa Luzia e o Hotel, em Viana do Castelo, o Hospital de Esposende e o Banco de Portugal, no Porto.

Fotos: CML

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CELORICO DE BASTO: DOS 300 ANOS DA SEDE DO CONCELHO AOS 500 ANOS DO FORAL

Município de Celorico de Basto reúne comissão científica para as celebrações dos 300 anos da mudança da sede do concelho da Villa de Basto (Castelo) para a Nova Vila de Freixieiro (abril de 2019) e dos 500 anos da atribuição do Foral (março de 2020).

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Faz neste mês de Abril de 2019, 300 anos que a sede do concelho de Celorico de Basto se transferiu da aldeia do castelo (antiga Villa de Basto) para a atual sede, então designada por Vila Nova de Freixieiro.

No próximo ano (Março de 2020) celebrar-se-á os 500 anos de atribuição do foral ao concelho de Celorico de Basto.

Atenta a estas datas, a Câmara Municipal pretende lançar um amplo programa cultural envolvendo a comunidade local e desencadear um conjunto de iniciativas com a finalidade de aprofundar o conhecimento e divulgação da história do concelho. Neste sentido foi criada uma “comissão científica” composta pelo Prof. Doutor Pedro Vilas Boas, Profª Doutora Isabel Freitas, o Arqueólogo Jorge Sampaio, o professor de história, Pedro Gonçalves e o médico e autor literário, Eduardo Teixeira Lopes, a qual terá por missão dar contributos para a elaboração do programa e sua concretização. Colaborando, sempre que solicitada pelo Município, para a indicação de informação histórica pertinente, relevante e fidedigna a integrar nas celebrações. A primeira reunião ocorreu no sábado, 30 de março, num almoço de apresentação da equipa, conjuntamente com o Vereador da Cultura do Município de Celorico de Basto, Fernando Peixoto, e o Diretor de Departamento deste Município, José Peixoto Lima.

“A valorização da nossa história passa por torná-la conhecida e reconhecida por todos os Munícipes e por isso contamos com uma comissão científica altamente capacitada, com um percurso profissional e académico invejável, que nos ajudará na elaboração do programa das celebrações dos 300 anos da mudança da sede do concelho da Villa de Basto para a Nova Vila de Freixieiro e dos 500 anos de atribuição do foral” disse Fernando Peixoto, Vereador Municipal.

Para as celebrações dos 300 anos da transferência da sede do concelho da Vila de Basto para a Nova Vila de Freixieiro estão a ser ultimadas algumas cerimónias simbólicas que retratarão da melhor forma este momento histórico e que marcará o início da implementação do Programa Cultural das celebrações.

PRÉMIO LITERÁRIO A. LOPES DE OLIVEIRA DISTINGUE OBRA DE ARTUR FERREIRA COIMBRA SOBRE OS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE FAFE

O Júri do Prémio Literário A. Lopes de Oliveira/Câmara Municipal de Fafe – Estudos Histórico-Sociais de Âmbito Local ou Regional e respeitante a obras publicadas nos anos de 2017 e 2018, deliberou, por unanimidade, atribuir o Prémio à obra historiográfica Bombeiros Voluntários de Fafe – Uma História de Heroísmo desde 1890, de Artur Ferreira Coimbra, “pela qualidade de escrita e imagem e carácter abrangente e exaustivo da obra”, decisão aprovada pela Câmara Municipal de Fafe, na sua última reunião.

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O Júri integrou os Professores José Viriato Capela, docente da Universidade do Minho, José Carlos Meneses e João Carlos Pascoinho, ambos docentes do Instituto de Estudos Superiores de Fafe.

Bombeiros Voluntários de Fafe – Uma História de Heroísmo desde 1890 é uma obra de investigação que tece todo o historial de quase 130 anos da humanitária associação fafense e que foi publicada em Novembro de 2017, tendo sido apresentada no âmbito de um sarau solidário, ao qual esteve presente o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Comandante Jaime Marta Soares.

Por essa mesma obra, o historiador Artur Coimbra foi agraciado há um ano com o Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses, a mais alta condecoração desta entidade.

O Prémio Literário A. Lopes de Oliveira/Câmara Municipal de Fafe, instituído em 1983, é atribuído de dois em dois anos e visa estimular a publicação de estudos histórico-sociais das realidades de determinada localidade ou região portuguesa, no quadro do aprofundamento da matriz regional e local do nosso país.

A cerimónia de entrega do Prémio ocorre no próximo dia 25 de Abril, no âmbito da sessão solene comemorativa da efeméride.

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HISTORIADOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM LISBOA O LIVRO “GÉRALD BLONCLOURT DIAS DE LIBERDADE EM PORTUGA

O historiador fafense Daniel Bastos apresenta em Lisboa o seu novo livro intitulado “Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”. A cerimónia tem lugar no próximo dia 16 de Abril, pelas 18 horas, na Associação 25 de Abril sita na rua da Misericórdia, 95.

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A obra, uma edição trilingue (português, francês e inglês), foi concebida a partir do espólio singular de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, e que foi um espectador privilegiado da explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974, conta com prefácio do coronel Vasco Lourenço.
A sessão de apresentação do livro, que aborda o nascimento da democracia portuguesa através de imagens até aqui praticamente inéditas sobre o reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa, estará a cargo do presidente da Direção da Associação 25 de Abril, coronel Vasco Lourenço.

HISTORIADOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM LISBOA OBRA DE GÉRALD BLONCOURT

Livro sobre Gérald Bloncourt e o nascimento da democracia portuguesa apresentado em Lisboa

No próximo dia 16 de abril (terça-feira), é apresentada em Lisboa a obra Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal”.

O livro, concebido pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio singular de Gérald Bloncourt, um dos grandes nomes da fotografia humanista recentemente falecido em Paris, é apresentado às 18h00 na Associação 25 de Abril.

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O historiador Daniel Bastos (ao centro) foi em 2015 o responsável pela realização do livro de Gérald Bloncourt (dir.) “O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”, que retrata a emigração portuguesa para França nos anos 60 e 70, e que contou com prefácio de Eduardo Lourenço e tradução de Paulo Teixeira (esq.)

A apresentação da obra, uma edição trilingue (português, francês e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, e prefácio do coronel Vasco Lourenço, estará a cargo do militar de abril e presidente da Direção da Associação 25 de Abril.

Neste novo livro, realizado com o apoio da Associação 25 de Abril, uma das instituições de referência do Portugal democrático, Daniel Bastos revela uma parte pouco conhecida do espólio de Gérald Bloncourt, afamado fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa em França nos anos 60 e 70, mas que foi também um espectador privilegiado da explosão de liberdade que tomou conta do país após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Através de imagens até aqui praticamente inéditas, o investigador cujo percurso tem sido alicerçado no seio da Lusofonia, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. Designadamente, a chegada do histórico líder comunista Álvaro Cunhal ao Aeroporto de Lisboa, a emoção do reencontro de presos políticos e exilados com as suas famílias, o caráter pacífico e libertador da Revolução de Abril, e as celebrações efusivas do 1.º de Maio de 1974, a maior manifestação popular da história portuguesa.

A publicação da obra, que contou com a colaboração de Isabelle Bloncourt, e é ainda enriquecida com memórias e testemunhos do fotojornalista franco-haitiano, representa cerca de meio século após a Revolução de Abril um novo contributo e oportunidade para revisitar a génese da democracia portuguesa. Assim como, um dever de memória e um contributo cívico que procura dar vida à democracia através da importância da história na compreensão do presente e na construção do futuro.

Segundo Vasco Lourenço, este livro ilustrado pela lente humanista de Bloncourt, fotógrafo que em 2016 foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da República, constitui uma viagem ao “tempo dos sonhos cheios de esperança, da afirmação da cidadania, da construção de uma sociedade mais livre e mais justa, do fim e do regresso de uma guerra sem sentido com a ajuda ao nascimento de novos países independentes, onde a língua portuguesa continuou a ser o principal factor congregador”.

Refira-se que a edição da obra deveu-se em grande parte ao mecenato de empresas da diáspora, que partilham uma visão de responsabilidade social e um papel de apoio à cultura, e que ao longo do ano estão agendadas várias sessões de apresentação do livro no território nacional e junto das comunidades portuguesas no mundo.

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