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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE REABILITA RIBEIRAS DO LITORAL

O Município de Esposende vai proceder à reabilitação ecológica das ribeiras do litoral concelhio. A medida corresponde a um investimento na ordem dos 474.000 euros, que será comparticipado a 85% por fundos comunitários, através do POSEUR – Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, correspondendo ao montante de 412.074,49 euros.

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Esta ação enquadra-se numa estratégia de conservação e de adaptação às alterações climáticas e abrange as linhas de água que desaguam no mar e que se encontram inseridas em zona protegida e em Rede Natura 2000 (Parque Natural do Litoral Norte), sendo elas o Ribeiro do Peralta, em Marinhas, e o Ribeiro da Fonte Velha e a Ribeira da Ramalha (incluindo o Rio Alto), em Apúlia.

Esta operação pretende contribuir para o aumento da resiliência aos efeitos das alterações climáticas, através de intervenções de reabilitação fluvial, cujas principais ações são recuperar os perfis naturais dos troços das ribeiras litorais; recuperar e valorizar as galerias ripícolas, incluindo os habitats associados; criar corredores ecológicos, aumentando dessa forma a conectividade transversal e longitudinal; e recuperar dunas secundárias importantes para espécies vulneráveis.

A intervenção consiste no uso de técnicas de engenharia natural, promovendo a instalação de bosque ribeirinho e o restauro dos habitats naturais, sempre recorrendo a espécies autóctones. Está assim prevista a redução das fontes de poluição e consequente melhoria do estado ecológico da linha de água e sistema dunar envolvente; a recuperação da galeria ribeirinha e de espécies vulneráveis às alterações climáticas dependentes de ecossistemas aquáticos, com consequente melhoria da funcionalidade dos sistemas naturais ribeirinhos e dunares, promovendo a conetividade com as áreas envolventes; e, ainda, a recuperação das dunas embrionárias, primárias e secundárias e habitats naturais associados, com ações que visem a promoção de habitats para fauna-alvo.

Na mesma estratégia de conservação e de adaptação às alterações climáticas, o Município de Esposende vai concretizar o projeto denominado de Proteção e Gestão de Riscos, Cheias e Inundações – Construção de Sistema Intercetor e de desvio da Área Urbana de Esposende, num investimento de 4,9 milhões de euros. Em causa está a construção de um sistema intercetor e de desvio da área urbana de Esposende como sistema de drenagem e controlo de cheias, desenvolvendo um programa de gestão para diminuir o risco de cheias e aumentar a segurança de pessoas e de bens, realizando a correção torrencial das ribeiras por via do desvio das águas excedentes para um canal naturalizado a céu aberto.

Importa referir que estas intervenções irão contribuir positivamente, e de forma direta, para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) constantes da Agenda 2030 das Nações Unidas, nomeadamente para o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ODS13 (Ação Climática), ODS14 (Proteger a Vida Marinha) e ODS15 (Proteger a Vida Terrestre).

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ARRANCARAM AS OBRAS DE REABILITAÇÃO DO MOLHE NORTE DA EMBOCADURA DO RIO CÁVADO

Arrancaram esta semana as obras tendentes a reabilitar o Molhe Norte da Embocadura do Rio Cávado, inseridas no plano de proteção do litoral, desenvolvido no âmbito do Programa Polis Litoral Norte. Constituindo um investimento de 600 mil euros, a obra prevê a intervenção nos cerca de cem metros de comprimento que tem o paredão de proteção da zona da Praia de Suave Mar e contempla, ainda, a dragagem de aproximadamente 350 mil metros cúbicos de areia.

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O arranque da obra do molhe norte da barra responde a uma proposta avançada pelo Município de Esposende, após muitos anos de reclamações corroboradas pela Associação de Pescadores de Esposende. Em causa está a garantia de segurança na entrada da barra e a manutenção do areal na Praia de Suave Mar.

“Esta obra é da maior importância quer por motivos de segurança da cidade quer para segurança das embarcações. Em dois anos dragamos a doca de pesca e estamos a fazer a reconstrução do molhe, numa atitude, entre outras, de claro apoio aos pescadores deste concelho”, vincou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira.

O concurso desta obra foi lançado em janeiro, pela Polis, sociedade que gere o programa que está a desenvolver a requalificação e valorização do litoral entre Caminha e Esposende. De resto, esta intervenção já integrava o Aviso do Programa Operacional para a Sustentabilidade e Uso Eficiente de Recursos (POSEUR), publicado a 1 de outubro de 2015, em resultado da reivindicação feita pelo Município, junto do anterior Governo.

Benjamim Pereira sublinha a importância com que o problema foi tratado pelo atual Governo, em particular pelo ministro do Ambiente, Matos Fernandes, “principalmente pela sensibilidade revelada, ante a argumentação do Município de Esposende e ter percebido a necessidade e prioridade desta intervenção, dado que está em causa, sobretudo, a segurança da navegação”.

INVESTIGADORES DA UTAD ESTUDAM ALTERNATIVAS A BARRAGENS PARA CONTROLO DAS CHEIAS

As soluções passam por infraestruturas verdes com menor impacte ambiental e igualmente eficazes.

Um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveu um modelo de redução de cheias com base em bacias de retenção com o objetivo de minimizar o impacto das cheias. O trabalho foi elaborado para a bacia hidrográfica do rio Vez, principal afluente do rio Lima, um dos mais problemáticos do País pela recorrência deste tipo de eventos.

Efeito das cheias na bacia do rio Lima/Vez

O local escolhido para este estudo faz parte das 22 regiões sujeitas a inundações do continente português, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Aqui equacionaram-se vários locais para implantação de bacias de retenção, onde foram tidas em conta a proximidade aos locais de jusante, a densidade populacional e atividades humanas com implicações de poluição difusa ou pontual.

“Os resultados mostraram que são necessários mecanismos de menor impacte para diminuir escoamentos superficiais, alicerçados em infraestruturas verdes, focadas para o aumento de retenção de água pelos aquíferos, solo e ecossistemas aquáticos, em vez de obras de grande porte como barragens”, explica Luís Filipe Fernandes, investigador do CITAB - Centro Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas da UTAD.

Estes sistemas melhoram em simultâneo o “estado ecológico das massas de água, reduzem a vulnerabilidade a cheias e secas, restauram o caráter funcional e maximizam o serviço de ecossistemas”, acrescenta o investigador.

Para chegar a este modelo foram aplicadas equações de engenharia acompanhadas de análise multicritério e tratamento espacial de dados através de Sistemas de Informação Geográfica. Através desta metodologia foi aplicado um modelo de redução de cheias com base em bacias de retenção, tendo em conta três módulos (hidrológico, geomorfológico e ambiental) que entram em linha de conta com o volume de armazenamento e localização apropriada bem como com aspetos como ações do homem, qualidade da água, entre outros.

As cheias urbanas são um problema mundial que afeta também Portugal. Já em 2016 ocorreram, de norte ao sul do país, vários eventos com elevados prejuízos materiais, causados por picos de cheias que, no caso do rio Vez, podem chegar aos 550 m3/s com fluxos associados a uma topografia escarpada e a alta pluviosidade.

Por estas razões os investigadores deste estudo indicam como solução um “extenso programa de reflorestamento para aumentar a evapotranspiração, reduzindo, consequentemente, o escoamento”, uma abordagem que passa pela descentralização do sistema de retenção em várias bacias mais pequenas “facilmente integradas na paisagem natural, com baixo impacto ambiental”.

Este estudo foi recentemente publicado no prestigiado Journal of Hydrology e apresentado no 13º Congresso da Água. O método está neste momento a ser aplicado em outros locais considerados críticos pela APA.

GUIMARÃES APRESENTA PROJETOS SOBRE CURSOS DE ÁGUA

SEXTA-FEIRA, 01 DE ABRIL

Apresentação dos resultados do Projeto de Caracterização dos Cursos de Água do Concelho de Guimarães

Câmara solicitou realização do estudo à Universidade do Minho. Laboratório da Paisagem recebe apresentação pública na próxima sexta-feira à noite.

A Câmara Municipal de Guimarães vai proceder à apresentação pública dos resultados do Projeto de Caracterização dos Cursos de Água do Concelho de Guimarães, solicitado ao Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território do Departamento de Geografia da Universidade do Minho.

A sessão de apresentação decorrerá na próximo sexta-feira, 01 de abril, pelas 21:30 horas, no Laboratório da Paisagem, em Creixomil.

Neste encontro, serão igualmente apresentadas as premissas de um novo estudo, a iniciar em breve, que visa analisar as áreas do domínio público hídrico degradadas no Concelho de Guimarães, particularmente no rio Ave, rio Selho e ribeira de Nespereira.

PARTIDO PAN VISITA REGIÃO DO TÂMEGA PARA DEBATER LOCALMENTE PLANO NACIONAL DE BARRAGENS

  • Construção destas barragens estão envoltas em contradições, sendo necessário repensar seriamente os seus eventuais benefícios
  • O PNBEPH aumentará cerca de 8% a fatura elétrica das famílias portuguesas
  • Procura de alternativas que respeitem o património natural, que dinamizem a economia local e que criem empregos estáveis
  • Mesa redonda subordinada ao tema "Rios Livres - Repensar o Plano Nacional de Barragens" - 21 de Março na Casa da Juventude em Amarante

O deputado do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, André Silva, visita nos próximos dias 20 e 21 de Março, início da Primavera e Dia Mundial das Florestas, vários locais na região do Alto Tâmega para uma observação concreta e diálogo com várias entidades sobre as barragens previstas para a Cascata do Tâmega: Alto Tâmega, Daivões, Gouvães e Fridão, no âmbito do Plano Nacional de Barragens.

A construção das Barragens da Cascata do Tâmega estão envoltas em inúmeras contradições, sendo necessário repensar seriamente os seus eventuais benefícios, contrapondo com soluções para o território que sejam mais congruentes com a riqueza e com o presente e futuro das populações locais.

De acordo com a apreciação do GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) as novas barragens são inúteis para cumprir os objetivos oficiais definidos no Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH). Representam apenas 0,8 % do consumo de energia primária do País, 4,3 % do consumo de eletricidade e 3,2 % do potencial de poupança energética economicamente interessante.

EM 1914, DEPUTADO JOAQUIM DE OLIVEIRA APELOU NA CÂMARA DOS DEPUTADOS PARA A REGULARIZAÇÃO DAS MARGENS DO RIO LIMA E RECOLOCAÇÃO DOS ANTEPAROS NA PONTE MEDIEVAL DE PONTE DE LIMA

As cheias do rio Lima verificadas em 1909 danificaram gravemente a ponte medieval de Ponte de Lima e derrubaram os anteparos. Decorridos cinco anos, estes ainda não haviam sido recolocados. Na sessão da Câmara dos Deputados realizada em 21 de dezembro de 1914, interveio o deputado Joaquim de Oliveira para lembrar a necessidade de se proceder à regularização das margens do rio Lima e à colocação dos referidos anteparos. A interpelação teve resposta por parte do Ministro do Fomento em representação do governo.

Relativamente à alusão feita à freguesia de Sarzedas, relacionando-a com o distrito de Viana do Castelo, o orador deveria provavelmente querer referir-se ao distrito de Castelo Branco.

Transcrevemos do Diário da Câmara dos Deputados as intervenções efetuados, respeitando a grafia da época.

“O Sr. Joaquim de Oliveira: — Sr. Presidente: referiu-se há dias o Sr. Ministro do Interior a uma catástrofe sucedida na freguesia de Sarzedas, distrito de Viana do Castelo, por motivo das últimas chuvas. Apoiou S. Ex.a as providências tomadas pelo ilustre chefe do distrito e prometeu adoptar ainda outras que se julgassem convenientes. Esqueceu-se, porém, S. Ex.a de fazer referência a outras inundações também grandes, embora de consequências menos lamentáveis, que se deram na vila de Ponte de Lima.

Devido às mesmas causas, o rio engrossou de tal maneira, que arrastou na sua impetuosa corrente os anteparos da ponte que tanto formoseia a vila, e que é o encanto de todos quantos amam a povoação de Sarzedas.

Também por ocasião das memoráveis inundações que, há cinco anos atormentaram grande parte do país, deu-se em Ponte do Lima, precisamente o facto semelhante àquele que acabei de dizer: os anteparos da ponte foram derrubados, e foi a instâncias de Manuel de Oliveira que a ponte foi reconstruída de novo.

A ponte é de muito trânsito, quer de piões quer de veículos, e é, portanto, indispensável que se mandem colocar os anteparos com a brevidade que o caso requer.

Primeiro que tudo é absolutamente indispensável mandar proceder ao desassoreamento do rio, porque se há dois ou três anos ele se tivesse feito, certamente que os anteparos não teriam sido arrastados pela corrente como agora aconteceu.

Eu já falei casualmente com o presidente da Junta Administrativa do distrito de Viana do Castelo, e S. Ex.a informou-me de que essa Junta está na melhor das intenções de, no mais breve espaço de tempo possível, talvez em Março do próximo ano, mandar proceder à ratificação das margens do rio.

O que é certo, porém, é que a Junta precisa do auxílio do Governo, consistindo esse auxílio em donativos ou em ordenar á Repartição da Hidráulica Agrícola e à dos Serviços Fluviais e Marítimos que coadjuve essa obra.

No entanto, Sr. Presidente, porque realmente a falta dos anteparos é uma cousa perigosa, e que pode acarretar graves desastres, pois, como já disse, se trata duma ponte de grande trânsito e que, para mais, é muito estreita, eu peço ao Sr. Ministro do Fomento que dê imediatas providências, mandando colocar os anteparos na ponte a que me referi, os quais devem ser de pedra para não desfigurarem a harmonia do resto da ponte que é uma obra artística.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Ministro do Fomento (Lima Basto):— Sr. Presidente: quero declarar ao Sr. Deputado Joaquim de Oliveira que tomo na devida consideração as suas palavras e que, com a possível brevidade, darei as necessárias providências sobre o caso a que S. Ex.a se referiu.

De resto, já foram dadas as competentes ordens para se proceder aos estudos das causas que concorreram para a destruição da ponte.

O orador não reviu.”

BRAGA: SALVEMOS AS SETE FONTES!

Na cidade de Braga, um Movimento de Cidadãos promoveu uma petição que há dois anos apresentou na Assembleia da República com vista à salvaguarda do Complexo Hidráulico das Sete Fontes. Os bracarenses temem que o seu abandono e o avanço de construções em seu redor coloquem em risco a preservação de um equipamento que desde 2003 encontra-se classificado como monumento nacional.

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Manifestação de bracarenses exigindo a preservação do monumento.

Foto: http://salvemosassetefontes.blogspot.com/

As origens do sistema hidráulico de abastecimento de água conhecido por “Sete Fontes” remontam ao tempo do Império Romano e da cidade de Bracara Augusta. Localizado na Freguesia de S. Vítor, trata-se de uma complexa rede de condutas e galerias subterrâneas em pedra que outrora abastecia a cidade à semelhança do Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa. De resto, o atual sistema foi mandado construir em pleno século XVIII, por arcebispo D. José de Bragança, irmão do rei D. João V.

Ao longo dos anos, algumas das estruturas deste grandioso equipamento têm sido danificadas, vandalizadas e até liminarmente destruídas como sucedeu com a mãe-de-água da rua do Arial para dar lugar à construção de blocos habitacionais ou ainda no Largo de São Francisco onde atualmente se situa um edifício de escritórios.

Este movimento cívico de bracarenses que apenas desejam que seja preservado o património histórico e monumental da sua cidade não baixa os braços e, através da Internet, no endereço http://salvemosassetefontes.blogspot.com/, mantém os cidadãos e os poderes públicos informados e sensibilizados para uma causa que, afinal, é de todos nós!

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A imagem mostra duas mães-de-água com marcas de vandalismo

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Fonte Gémea do Dr. Alvim

Mina do Dr. Sampaio

Fotos: Wikipédia