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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CERVEIRA RECEBE SIMPÓSIO IBÉRICO SOBRE A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MINHO

Quarenta comunicações sobre o rio Minho apresentadas no IX Simpósio Ibérico

Cerca de uma centena de investigadores e técnicos portugueses e espanhóis voltam a reunir-se, entre esta sexta-feira e sábado, em Vila Nova de Cerveira, para debater e sensibilizar para a importância da preservação do património natural associado ao rio Minho. IX Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho cativa um maior leque de entidades de Portugal e de Espanha que vão apresentar cerca de 40 comunicações, algumas de projetos nacionais e europeus em curso.

IX simpósio

Com periodicidade bienal, o Simpósio Ibérico procura ser um espaço de encontro e de intercâmbio de conhecimentos e experiências sobre o rio Minho, destinado a investigadores, professores, alunos do ensino universitário e politécnico, estudiosos, autoridades marítimas e profissionais da atividade da pesca dos dois lados da fronteira.

Esta 9ª edição reúne cerca de 40 comunicações em áreas como os Recursos Naturais, Atividade Humana e Educação Ambiental que vão ser explanadas ao longo de dois dias no Auditório da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira.

A sessão de abertura acontece esta sexta-feira, 9 de novembro, às 10h00, com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal, Fernando Nogueira, seguindo-se a apresentação das várias comunicações ao longo dos dois dias. O evento culmina, no sábado à tarde, com um espaço reservado à comunidade em geral e no âmbito do projeto POCTEP MigraMiño-Minho é discutida a conectividade fluvial e a harmonização da legislação luso-espanhola da pesca, com a presença de agentes regionais.

O Simpósio Ibérico sobre a Bacia hidrográfica do Rio Minho é organizado pelo Aquamuseu do Rio Minho (Município de Vila Nova de Cerveira), com coorganização do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) – Universidade do Porto.

Simposio iberico dia 9 (2)

Simposio iberico dia 10

PORTUGUESES E ESPANHÓIS ESTUDAM BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MINHO

Inscrições abertas para o IX Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho

Vila Nova de Cerveira acolhe, nos dias 9 e 10 de novembro, o IX Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho. Encontro bienal visa a divulgação de projetos em curso ou já concluídos, para além do debate em torno da gestão dos recursos naturais e preservação da biodiversidade associada ao rio Minho. Receção de comunicações termina no próximo domingo.

IX simpósio

Dinamizada pelo Aquamuseu do Rio Minho, através da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, em coorganização com o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) – U. Porto, esta 9ª edição versa temáticas multidisciplinares na área de intervenção da bacia hidrográfica do rio Minho, nomeadamente Ecologia, Educação Ambiental, Exploração de Recursos, Legislação e Turismo.

Desde a sua abertura ao público em 2005, o Aquamuseu tem vindo a desenvolver um trabalho de divulgação do património natural e etnográfico associado à pesca artesanal do rio Minho. Para além das parcerias com instituições portuguesas e galegas, nomeadamente Universidades e Centros de Investigação, o Aquamuseu tem por missão divulgar a informação científica, dando a conhecer ao público em geral, a estudantes, a professores, a investigadores, a pescadores, às autoridades locais, entre outras, o ponto de situação de investigações e estudos realizados na bacia hidrográfica do rio Minho.

A realização do Simpósio Ibérico Sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho, com uma periodicidade bienal, é uma das vias para atingir esse objetivo, ao reunir participantes de ambos os países, no sentido de atualizar informação e promover a discussão sobre temas pertinentes para a região.

As comunicações orais e posters devem ser enviadas até ao próximo domingo, dia 21 de outubro, através do email: aquamuseu@cm-vncerveira

O IX Simpósio Ibérico decorre no Auditório Biblioteca Municipal, cuja participação é gratuita, mas sujeita a inscrição para o mesmo correio eletrónico. O programa específico para os dois dias pode ser consultado no website do Aquamuseu do rio Minho.

PARA QUANDO O DESASSOREAMENTO DO PORTINHO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA?

Assoreamento dificulta entrada das embarcações no Porto de Pesca criando graves riscos à segurança de pessoas e bens

O assoreamento deste “porto de mar” é constante e representa uma falta de segurança à navegação no local. De resto, junto ao porto de pesca, uma placa da Direcção Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos do Ministério da Agricultura e do Mar, já debotada pelo tempo, anuncia a realização de obras de dragagem no Portinho de Vila Praia de Âncora e menciona custos de orçamento. Porém, não refere prazos de execução!...

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Ainda recentemente, uma embarcação de pesca, a “Nova Jerusalém – Vila Praia de Âncora”, encalhou esta manhã à entrada do Porto Novo em virtude do excessivo assoreamento do local. Procurando navegar em águas mais profundas, junto ao molhe norte, a embarcação acabou por ficar atolada naquele sítio a aguardar a subida da maré.

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VIEIRA DO MINHO QUER REGULARIZAR MARGENS DO RIO CÁVADO

100 mil euros para projetos de Regularização Fluvial

António Cardoso, presidente do Município de Vieira do Minho, assinou com o Estado Português um protocolo de colaboração que vai permitir o financiamento de projetos de Regularização Fluvial no valor de 100 mil euros.

Município de Vieira do Minho

A formalização deste apoio, que ficou traduzida na assinatura de contrato programa para execução de projetos de regularização fluvial, realizou-se, no último sábado, no Auditório Municipal de Alijó, numa cerimónia presidida pelo Ministro do Ambiente, João Pedro Fernandes.

Por ocasião da assinatura do presente protocolo, António Cardoso disse “que o Município de Vieira vai receber cem mil euros, que serão aplicados no corte de remoção de material vegetal arbóreo e arbustivo ardido, limpeza das linhas de água, e na consolidação e limpeza das margens”.

“O objetivo deste protocolo é concretizar intervenções que permitam o bom funcionamento da rede hídrica afetada pelos incêndios de 2017, no sentido de acautelar constrangimentos de escoamento e arrastamento anormal de solos em período de chuvas”, sustentou o edil vieirense.

Segundo António Cardoso, “ o apoio disponibilizado vai permitir recuperar parte daquilo que os incêndios destruíram, respondendo, de forma positiva, ao trabalho político e técnico  levado a cabo pela autarquia, no que diz respeito ao levantamento dos prejuízos e na ação preventiva efetuada junto das populações”.

Além do nosso concelho, a dotação financeira governamental, feita ao abrigo do Fundo Ambiental e por intermédio da Agência Portuguesa do Ambiente, contemplou  18 distritos da região norte, 4  deles da região minhota: Arcos de Valdevez, Braga, Fafe e Monção.

ADMINISTRADOR DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO NORTE MOSTRA-SE SATISFEITO COM TRABALHO DO MUNICÍPIO DE BARCELOS NA LIMPEZA DO RIO CÁVADO

Ministério do Ambiente segue com interesse ação de remoção de jacintos e projetos municipais para o Cávado

O administrador da Região Hidrográfica do Norte, departamento descentralizado da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, esteve em Barcelos no dia 22 de fevereiro, para se inteirar do programa do Município de Barcelos de combate aos jacintos no Rio Cávado.

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Nos Paços do Concelho, Pimenta Machado teve um encontro com o Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, e com a equipa que está a executar o programa de ação de limpeza do Rio, designadamente, o Vereador do Ambiente, José Beleza, de Pedro Teiga, especialista em recuperação e valorização de rios, do Chefe Armando, dos Bombeiros Voluntários de Barcelos e de técnicos da autarquia.

Este responsável da ARH teve oportunidade de verificar a evolução dos trabalhos realizados no Rio Cávado e a qualidade da intervenção levada a cabo pelos Bombeiros, sob orientação dos responsáveis municipais. Uma intervenção que acolhe o interesse da APA, atendendo à existência de situações de proliferação de jacintos noutros cursos de água em Portugal.

Miguel Costa Gomes foi mais longe e adiantou que “com a remoção dos jacintos, e para podermos ter “um rio navegável, é importante a recuperação dos açudes”, salientando a necessidade de colaboração da APA nesta matéria, no sentido de salvaguardar a viabilidade e celeridade deste grande objetivo para o concelho de Barcelos.

Pimenta Machado mostrou satisfação “neste novo olhar pelo rio Cávado, num momento de crise do rio, com os jacintos na água”, manifestando abertura para a “APA agilizar com a Câmara na recuperação dos açudes e criar condições para acabar com o problema”.

O Vereador José Beleza explicou que “o objetivo central da primeira fase, que finaliza no dia 31 de março, é atuar no leito do Rio e nas lagoas, a chamada maternidade, e o grande aglomerado dos jacintos”. Na “segunda fase, vamos ter a colaboração do especialista Pedro Teiga, no sentido de elaborar um estudo global das necessidades do Rio, quer nas linhas de água, quer na problemática das cheias a jusante da ponte medieval”.

Pedro Teiga fez um ponto de situação das ações já executadas e na possibilidade de, nesta segunda fase, intervir nas lagoas em Areias de Vilar.

A visita terminou com um percurso de barco, que permitiu constatar o sucesso desta primeira fase de intervenção de remoção dos jacintos do Rio Cávado.

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BENJAMIM PEREIRA CONVOCA ENTIDADES PARA DEBATER A BARRA DE ESPOSENDE

Tratando-se de uma preocupação permanente do Executivo Municipal, realizou-se na passada quinta feira, pelas 10 horas, na Câmara Municipal de Esposende, uma reunião onde foram debatidas todas as medidas já assumidas e seus resultados, obras em curso, assim como foram ponderadas as ações futuras a desencadear na embocadura do Rio Cávado.

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“O que pretendemos é a estabilização do sistema dunar que forma a restinga, assim como a melhoria das condições de navegabilidade no rio e na Barra em particular, que colocam em perigo todos aqueles que nele navegam. No momento e condições atuais da restinga, acresce assegurar a defesa da população e seus bens nesta zona mais exposta à ação do mar”, vincou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, que até disponibiliza recursos da autarquia para “patrocinar o avanço imediato de uma solução com caracter definitivo para este local”.

Para tal, o Município de Esposende vai criar um grupo de trabalho para acompanhar as obras de proteção assim como o plano de intervenção e monitorização da orla costeira, constituído pelas entidades presentes na reunião, nomeadamente: representantes do Município, da Proteção Civil, das corporações de bombeiros, da Autoridade Marítima, dos pescadores, das juntas de freguesia, da APA e do ICNF, mas também da comunidade científica.

O atual estado de conservação da restinga constitui enorme preocupação para o Município de Esposende que, por sua iniciativa, elaborou e apresentou nesta mesma reunião um Plano de Contingência para Galgamentos Costeiros que visa prevenir situações de risco e definir procedimentos de proteção de pessoas e bens, em caso de catástrofe.

“A destruição da restinga faz com que a ondulação chegue já junto à avenida marginal. As medidas de autoproteção contemplam a intervenção, em último recurso, de engenharia pesada, para colocação de barreiras junto à marginal”, disse o responsável pela Proteção Civil de Esposende, Carlos do Carmo.

De resto, Benjamim Pereira assegurou que “o município não apoiará soluções experimentais que continuem a consumir recursos financeiros e que não resolvam o problema”. Porque, enfatizou, “no dia em que acontecer uma catástrofe em Esposende, a obra avançará de imediato e serão ultrapassados os obstáculos que agora vêm sendo colocados, só que aí será tarde demais para alguns.” A atual situação da Barra de Esposende é um enorme problema para o desenvolvimento do concelho, um risco enorme para os pescadores e agora também para a própria cidade de Esposende. Cabe-me alertar as entidades responsáveis, e trabalhar com elas no sentido de encontrar soluções” adiantou Benjamim Pereira.

O presidente do conselho de administração da Polis Litoral Norte, Pimenta Machado explicou as razões que fizeram com que não tivesse resultado a solução anteriormente adotada, apontando como principal problema “o incumprimento da especificidade dos geocilindros, por parte do fornecedor”. “Vários aspetos fragilizaram a situação que ali foi desenvolvida”, adiantou Pimenta Machado que anunciou, para março, o arranque das obras de recomposição da restinga, a dragagem da Barra com deposição das areias nas praias adjacentes, assim como a reconstrução do molhe longitudinal ao rio. De resto, a intervenção prevista para a praia da Bonança, em Fão, também arrancará em março.

 “Os pescadores vão continuar a ir ao mar, seja qual for a situação da embocadura. E nós, autoridades de salvamento, também continuaremos a ir em seu auxílio. É bom que todos tenham consciência que as vidas vão estar em risco”, alertou o comandante Raúl Risso, capitão de Fragata e responsável máximo pela capitania de Viana do Castelo.

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DRAGAGEM NO RIO MINHO MOTIVOU REUNIÃO ALARGADA PARA COORDENAR TRABALHOS E GARANTIR CONDIÇÕES À PESCA

Sedimentos a retirar têm qualidade e vão ser aproveitados para reforço do cordão dunar

A embarcação que vai realizar a dragagem do canal dos pescadores em Caminha já se encontra há alguns dias no Rio Minho, estando a ser ultimados os trabalhos de montagem. A intervenção vai melhorar as condições de navegabilidade para os pescadores e os sedimentos retirados serão posteriormente aplicados na proteção, reabilitação e reforço do cordão dunar entre Camarido e Moledo, tendo as análises previamente efetuadas assegurado a qualidade destes sedimentos. Os pormenores da dragagem foram discutidos no local, num encontro em que participaram Câmara, responsáveis pela obra e pescadores, sobretudo com o intuito de acautelar a pesca durante a execução dos trabalhos.

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O assoreamento do Rio Minho é um problema recorrente e a dragagem que vai ser iniciada trará grandes benefícios aos pescadores, permitindo-lhes sair e entrar no cais, em breve completamente requalificado, em condições de segurança. O encontro, esta semana, foi de extrema importância, uma vez que permitiu coordenar com os pescadores, representados por Augusto Porto, presidente da Associação de Profissionais de Pesca do Rio Minho e Mar, as condições em que vão realizar a sua faina durante a dragagem, tendo sido feitas algumas sugestões por parte deste último.

Na reunião participaram tambémGuilherme Lagido e Rui Lages, respetivamente vice-presidente e vereador da Câmara Municipal; o capitão-tenente Cervaens Costa, comandante da Capitania do Porto de Caminha; e os empreiteiros e técnicos responsáveis pela obra, quer da empresa responsável pela dragagem quer da entidade que vai proceder à fiscalização dos trabalhos.

Esta intervenção tem um duplo impacto, vindo não só beneficiar os pescadores, mas também contribuir para a proteção, reabilitação e reforço do cordão dunar entre Camarido e Moledo, numa extensão de cerca de 700 metros, com areias provenientes de dragagens de manutenção do canal de navegação no troço final da zona estuarina do Rio Minho. Trata-se de um investimento global associado da ordem dos 500 mil euros, com uma taxa de cofinanciamento comunitário de 85%.

Recorde-se que, para avaliar a qualidade dos sedimentos, a Polis Litoral Norte submeteu e viu aprovadapelo POSEUR - Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, uma candidatura para realização do levantamento batimétrico e análise de sedimentos na Foz do Minho.

Esta candidatura permitiu recolher informação bastante valiosa para o concelho de Caminha, que constituiu o primeiro grande passo para a dragagem do canal dos pescadores que agora se vai iniciar.

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CERVEIRA ACOLHE SIMPÓSIO IBÉRICO SOBRE A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MINHO

Simpósio Ibérico quer melhor articulação entre investigação científica e grupos que usufruem do rio Minho

Mais do que um espaço para a divulgação de projetos em curso ou já concluídos, a VIII edição do Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho assenta num conceito de compromisso futuro dos participantes, na definição de uma estratégia de maior conjugação entre científicos e os grupos que vivem o rio Minho. De grande referência no contexto ibérico, o evento está agendado para os dias 4 e 5 de novembro, em Vila Nova de Cerveira.

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Cerca de 80 participantes portugueses e espanhóis voltam a reunir-se, em Vila Nova de Cerveira, para promover um debate de dois dias em torno da bacia hidrográfica do rio Minho, com o objetivo de sensibilizar para a importância da preservação da biodiversidade associada aquele troço de água internacional.

Investigadores, professores, alunos do ensino universitário e politécnico, estudiosos, autoridades marítimas e profissionais da atividade da pesca. Desde o cidadão que tem interesse por estas questões até às instituições que trabalham em prol do conhecimento, como as Universidades do Porto, Lisboa, Vigo e Santiago de Compostela, assim como aquelas que comunicam ciência como o Aquamuseu, o CMIA Viana, e associações de educação ambiental como a ANABAM e a RAIA. Esta edição do Simpósio Ibérico reúne 25 comunicações em áreas como o Turismo, enquanto recurso potencial da região à monitorização da qualidade de organismos aquáticos, o Património Arqueológico e Geológico da região, a Educação Ambiental e a avaliação dos Recursos Biológicos do rio Minho.

A sessão de abertura acontece na sexta-feira, 04 de novembro, às 10h00, com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal, Fernando Nogueira, seguindo-se a apresentação das várias comunicações ao longo dos dois dias. O evento culmina, no sábado à tarde, com um espaço reservado para um debate alargado na tentativa de definição de uma estratégia para conjugar a investigação científica com os interesses de grupos que usam o rio Minho, seja numa perspetiva de lazer (pesca desportiva) ou como recurso económico (pesca artesanal). De forma a envolver o maior número de interessados, serão convidados pescadores desportivos e profissionais, a título individual ou associativo.

O Simpósio Ibérico sobre a Bacia hidrográfica do Rio Minho, com uma periodicidade bienal, é organizado pelo Aquamuseu do Rio Minho (Município de Vila Nova de Cerveira), com coorganização do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) – Universidade do Porto.

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ARTICULAÇÃO ENTRE MUNICÍPIO DE CAMINHA, APA E POLIS PERMITIU NORMALIZAR SITUAÇÃO NA FOZ DO RIO ÂNCORA

Câmara manterá vigilância apertada, temendo-se consequências dos últimos incêndios

Fica hoje normalizada a situação na foz do rio Âncora, com o restabelecimento da comunicação entre rio e mar. O assoreamento da zona, devido à insuficiência de caudal, foi prontamente comunicado pela Câmara à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que interveio de imediato, através da Polis Litoral Norte. A ocorrência recente de incêndios, que tornou o rio torrencial, poderá originar outras situações num futuro próximo, pelo que o Município manterá uma vigilância constante e continuará a diligenciar, com os baldios, para que a floresta possa ser olhada de forma estratégica, nomeadamente através da urgente criação das Zonas de Intervenção Florestal – ZIF.  

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Terminam hoje os trabalhos que estão a ser desenvolvidos junto à foz do rio Âncora, em Vila Praia de Âncora,  onde a areia fechou esta semana o canal de comunicação entre o rio e o mar. Alertada pela Câmara, a APA, através da Polis Litoral Norte, deslocou para o local algumas máquinas e técnicos, com vista a uma intervenção que permitisse repor o rio Âncora no seu leito normal. Os trabalhos foram acompanhados pelo vereador do Ambiente, Guilherme Lagido Domingos, que ontem reuniu no local com os responsáveis da Polis.

A insuficiência de caudal é um dos problemas da bacia hidrográfica do rio Âncora. No entanto, como explica o vereador Guilherme Lagido, a situação poderá ainda agravar-se em consequência dos incêndios, que tornaram o rio torrencial, ou seja, tem água apenas quando chove. A destruição da vegetação/floresta impede que a água seja retida e que seja posteriormente libertada, numa gestão natural e equilibrada que agora não se verifica.

O Município está preocupado e desenvolverá esforços em dois sentidos. Por um lado, manterá uma atenção especial em relação aos fenómenos naturais que vão ocorrendo, de maneira a que se possa, se disso houver necessidade, acorrer imediatamente a eventuais situações que sejam geradas, como agora aconteceu.

Ao mesmo tempo, conforme sublinha Guilherme Lagido, é cada vez mais urgente olhar para a floresta de forma estratégica e apoiar os baldios na constituição das ZIF, que permitirão uma gestão adequada dos recursos florestais, com escala suficiente para prevenir situações como as ocorridas no último verão.

CIENTISTAS DE PORTUGAL E ESPANHA DEBATEM EM CERVEIRA HIDROGRAFIA DA BACIA DO RIO MINHO

Inscrições abertas para o VIII Simpósio Ibérico Sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho

A 4 e 5 de novembro, Vila Nova de Cerveira volta a ser palco de mais um encontro científico em torno da bacia hidrográfica do rio Minho, reunindo investigadores, professores,estudantes, pescadores, autoridades locais e público em geraldo lado português e galego. O período de inscrições para esta oitava edição do Simpósio Ibérico já está a decorrer até 15 de outubro.

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Promovido pelo Aquamuseu do Rio Minho com coorganização do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) – Universidade do Porto, este evento agrega a apresentação de trabalhos e projetos em curso ou já concluídos, abrangendo diferentes temáticas e tendo a bacia hidrográfica do Rio Minho como área de investigação.

Tendo como oradores convidados Maria Paz Ondina (Universidade de Santiago de Compostela), José Brilha (Universidade do Minho), Fernando Cobo (Universidade de Santiago de Compostela) e Sandra Touza(Diplomada em Turismo), o programa deste ano distribui-se em quatro painéis temáticos, nomeadamente os Recursos Naturais, a Atividade Humana, a Gestão e a Educação Ambiental.

A realização do Simpósio Ibérico Sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho, com uma periodicidade bienal, é uma das vias para atingir missão divulgar a informação científica junto do público em geral, estudantes, professores, investigadores, pescadores, autoridades locais, entre outras, reunindo participantes de ambos os países, no sentido de atualizar informação e promover a discussão sobre temas pertinentes para a região, tendo por base os recursos naturais.

Desde a abertura ao público em 2005, o Aquamuseu do Rio Minho tem vindo a desenvolver um trabalho de divulgação do património natural e etnográfico associado à pesca artesanal do rio Minho.

As inscrições são livres e podem ser efetuadas via e-mail fornecendo os dados solicitados na ficha de inscrição, disponível em http://aquamuseu.cm-vncerveira.pt/

PONTE DE LIMA GARANTE INTERVENÇÕES NO RIO LIMA

Município de Ponte de Lima garante intervenções no rio Lima no âmbito do combate às cheias e inundações na Região Norte

A garantia da concretização das intervenções preconizadas pelo Município de Ponte de Lima para o rio Lima, foi assumida, no passado dia 30 de maio, em Esposende, na Sessão Pública de Apresentação dos Projetos de Combate às Cheias e Inundações na Região Norte, que serão desenvolvidos ao abrigo do POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

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A cerimónia, que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima e do Vice-Presidente e Vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, entre outros autarcas da região, foi promovida pela Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH-Norte) e presidida pelo Ministro do Ambiente, Eng.º João Pedro Matos Fernandes.

A apresentação das intervenções a realizar no rio Lima, a saber: a estabilização das margens do rio Lima em Fontão, Arcozelo e Correlhã, numa extensão total de 415m, e o combate e controlo de seguimento de invasoras lenhosas nas ilhas e nas zonas de sedimentação existentes no rio Lima, numa área total próxima dos 110ha, foi da responsabilidade do Eng.º Pimenta Machado, Diretor Regional da ARH-Norte, entidade a quem caberá a submissão e a execução física e financeira da candidatura que atinge o montante total de 308.515,48€, com IVA.

A concretização destas intervenções, que deverá ser iniciada ainda em 2016 e terminada em 2017, permitirá, por um lado, controlar as situações de degradação identificadas nas margens, agravadas pelas cheias dos últimos anos, nomeadamente as de 2016, permitindo, em paralelo, garantir a continuidade das ecovias do rio Lima e minimizar o risco, em termos de segurança, decorrente da utilização destes equipamentos por pedestrianistas, ciclistas e pelos proprietários de terrenos agro-florestais situados nas suas imediações.

Por outro lado, no que respeita ao combate e ao controlo de seguimento de invasoras lenhosas, será conferido um forte contributo ao nível da renaturalização do curso de água e, por conseguinte, para o seu melhor desempenho do ponto de vista dos vários serviços dos ecossistemas. Esta ação é ainda determinante, por via da redução de densidade do coberto vegetal existente, uma vez que serão eliminados todos os indivíduos as espécies invasoras lenhosas, na melhoria das condições de escoamento dos caudais do rio Lima.

No encerramento da sessão pública de apresentação anteriormente referida, o Ministro do Ambiente, Eng.º João Pedro Matos Fernandes, fez questão de felicitar os Municípios porque “acreditaram, nunca perderam a convicção e o sentido da necessidade destas intervenções e por isso fizeram e apresentaram os projetos em tempo útil”, garantindo as condições de elegibilidade e a consequente concretização dos mesmos, ao abrigo do POSEUR, que inicialmente não incluía qualquer montante para prevenir e minimizar os efeitos das cheias e das inundações.

FAMALICÃO QUER CRIAR CORREDORES NATURAIS NAS MARGENS DOS RIOS

Paulo Cunha apresentou projeto “Os Nossos Rios”

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão quer criar corredores naturais e ecológicos nas margens dos rios que atravessam o concelho, respeitando e valorizando a fauna e a flora existentes. “Queremos recuperar os antigos caminhos de pescadores, tornar os rios visitáveis e permitir à população usufruir destas magníficas paisagens, sem ferir o ecossistema existente”. O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, apresentou, desta forma, o novo projeto municipal “Os Nossos Rios”, que tem em vista a requalificação fluvial no concelho.

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No passado sábado, cerca de 100 voluntários deram o pontapé de saída para o arranque do projeto, com uma ação de limpeza que decorreu no açude do Romão, em Nine. Para além do presidente da Câmara Municipal, estiveram presentes o vereador do Ambiente, Pedro Sena, o diretor da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado e ainda o engenheiro ambiental Pedro Teiga, que explicou a importância e a função da vegetação existente nas margens do rio.

O projeto promovido pela autarquia em colaboração com a APA tem como principal objetivo a requalificação e reabilitação dos rios e das margens ribeirinhas, envolvendo a população em ações de sensibilização e educação para a limpeza, preservação e manutenção dos espaços.

“É um projeto envolvente e convocante, onde todas as pessoas e instituições são chamadas a participar”, afirmou Paulo Cunha, relembrando a importância da figura dos guarda-rios. “É fundamental que as pessoas tenham o cuidado de serem zeladoras dos rios, assumindo elas próprias o papel de guarda-rios, agora num contexto de voluntariado e de responsabilidade cívica”.

Para isso, a autarquia vai avançar com um conjunto ações de sensibilização e educação ambiental junto dos proprietários e restante comunidade para a sua responsabilidade em cuidar das margens seguindo as boas práticas necessárias e também incentivar a comunidade a fiscalizar e preservar os rios.

Para já a autarquia vai iniciar um conjunto de trabalhos de requalificação das linhas de água e margens ribeirinhas. “Será um processo para muito anos, que irá envolver muitas gerações de famalicenses, mas que queremos avançar desde já”, sublinhou.

Visivelmente satisfeito com a adesão da população à iniciativa, o autarca mostrou-se confiante no sucesso do projeto, ainda mais, porque existem alguns sinais positivos que começam agora a revelar-se. “O facto de se terem descoberto lontras no rio Este, significa que estamos no bom caminho e dá-nos o incentivo para continuarmos a preservar e a cuidar dos nossos rios”.

De resto, Paulo Cunha, começou já este trabalho plantando uma árvore ribeirinha, um Fraxinus angustifolia (nome comum: Freixo angustifólia), que batizou de Açude do Romão.

Também Pimenta Machado plantou uma árvore da mesma espécie, que apelidou de APA, e salientou “a importância da qualidade da rede hidrográfica” para que as pessoas possam usufruir dos rios. “Neste momento, temos bons indicadores que nos dizem que a água tem mais qualidade. No entanto, este é um trabalho exigente e difícil que é para continuar”, referiu.

Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia de Nine, Paulo Oliveira, realçou que “o Açude do Romão foi já um local muito frequentado pela população”, por isso, é com bons olhos que vê a reabilitação deste espaço. “Este é um excelente projeto para a valorização das freguesias”, acrescentou.

Refira-se que o concelho de Famalicão é atravessado pelos rios Este, Pelhe, Pele e Ave.

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INVESTIGADORES DA UTAD ESTUDAM ALTERNATIVAS A BARRAGENS PARA CONTROLO DAS CHEIAS

As soluções passam por infraestruturas verdes com menor impacte ambiental e igualmente eficazes.

Um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveu um modelo de redução de cheias com base em bacias de retenção com o objetivo de minimizar o impacto das cheias. O trabalho foi elaborado para a bacia hidrográfica do rio Vez, principal afluente do rio Lima, um dos mais problemáticos do País pela recorrência deste tipo de eventos.

Efeito das cheias na bacia do rio Lima/Vez

O local escolhido para este estudo faz parte das 22 regiões sujeitas a inundações do continente português, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Aqui equacionaram-se vários locais para implantação de bacias de retenção, onde foram tidas em conta a proximidade aos locais de jusante, a densidade populacional e atividades humanas com implicações de poluição difusa ou pontual.

“Os resultados mostraram que são necessários mecanismos de menor impacte para diminuir escoamentos superficiais, alicerçados em infraestruturas verdes, focadas para o aumento de retenção de água pelos aquíferos, solo e ecossistemas aquáticos, em vez de obras de grande porte como barragens”, explica Luís Filipe Fernandes, investigador do CITAB - Centro Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas da UTAD.

Estes sistemas melhoram em simultâneo o “estado ecológico das massas de água, reduzem a vulnerabilidade a cheias e secas, restauram o caráter funcional e maximizam o serviço de ecossistemas”, acrescenta o investigador.

Para chegar a este modelo foram aplicadas equações de engenharia acompanhadas de análise multicritério e tratamento espacial de dados através de Sistemas de Informação Geográfica. Através desta metodologia foi aplicado um modelo de redução de cheias com base em bacias de retenção, tendo em conta três módulos (hidrológico, geomorfológico e ambiental) que entram em linha de conta com o volume de armazenamento e localização apropriada bem como com aspetos como ações do homem, qualidade da água, entre outros.

As cheias urbanas são um problema mundial que afeta também Portugal. Já em 2016 ocorreram, de norte ao sul do país, vários eventos com elevados prejuízos materiais, causados por picos de cheias que, no caso do rio Vez, podem chegar aos 550 m3/s com fluxos associados a uma topografia escarpada e a alta pluviosidade.

Por estas razões os investigadores deste estudo indicam como solução um “extenso programa de reflorestamento para aumentar a evapotranspiração, reduzindo, consequentemente, o escoamento”, uma abordagem que passa pela descentralização do sistema de retenção em várias bacias mais pequenas “facilmente integradas na paisagem natural, com baixo impacto ambiental”.

Este estudo foi recentemente publicado no prestigiado Journal of Hydrology e apresentado no 13º Congresso da Água. O método está neste momento a ser aplicado em outros locais considerados críticos pela APA.

ESTUDO A REALIZAR PELA POLIS VAI FORNECER SUPORTE PARA EXECUÇÃO DE CANDIDATURA COM VISTA À DRAGAGEM DO CANAL DOS PESCADORES NO RIO MINHO

Em causa a informação a conseguir através do levantamento e análise de sedimentos da Foz do Minho

A Polis Litoral Norte submeteu recentemente ao POSEUR - Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, uma candidatura para realização do levantamento batimétrico e análise de sedimentos na Foz do Minho. Esta candidatura vai permitir recolher informação bastante valiosa para o concelho de Caminha, constituindo o primeiro grande passo para que, dentro de algum tempo, se possa realizar uma outra candidatura, esta para a dragagem do canal dos pescadores.

Foz do Minho

Conforme explica o presidente da Câmara, “agora fazemos o levantamento do leito do rio e percebemos a qualidade da areia, porque a mesma vai ser encaminhada para a praia de Moledo. Depois, avançamos com a candidatura para a dragagem, uma reivindicação antiga dos pescadores de Caminha que trouxe já o presidente da APA a Caminha para reunir com a associação e a Câmara”.

“Levantamento hidrográfico e análise de sedimentos na foz do rio Minho com vista à alimentação artificial da praia de Moledo, enquanto intervenção de proteção costeira” é a designação da candidatura que a Polis Litoral Norte submeteu ao POSEUR. Estes trabalhos permitirão reforçar o cordão dunar na Praia de Moledo enquanto primeira linha de defesa costeira, de forma a impedir o avanço do mar sobre a área urbana de Moledo e sobre a Mata Nacional do Camarido.

Para além disso, segundo Miguel Alves, os resultados deste levantamento hidrográfico e a análise dos sedimentos vão contribuir para uma melhoria da navegabilidade na foz do rio Minho além de permitir, como referimos atrás, avançar com uma candidatura para a dragagem do canal dos pescadores.

É importante referir também que o levantamento hidrográfico e a análise de sedimentos na Foz do Rio Minho são ações complementares que possibilitarão, no futuro imediato, intervir nesta linha de costa tão fragilizada por ação do avanço do mar e da ocupação desregrada e abusiva do homem, de forma estruturada e resiliente.

De acordo com o relato técnico, “a elaboração do levantamento hidrográfico na foz do rio Minho com vista à alimentação artificial da praia de Moledo, enquanto intervenção de proteção costeira será realizado através de um levantamento à escala 1:500, comreferenciação ao sistema de coordenadas Hayford-Gauss, Datum 73 e será acompanhado de um relatório descritivo dos trabalhos com indicação da metodologia de execução, vértices geodésicos utilizados e marcos de apoio estabelecidos. Estes marcos serão materializados de forma a garantir a sua perenidade”.

Por outro lado, conforme consta do processo, estes trabalhos enquanto intervenção de proteção costeira, “visam a execução da campanha deamostragem aos sedimentos a dragar na Foz do Rio Minho, em 15 (quinze) estações de amostragem (EA), com a colheita de amostras de sedimentos compósitas e a consequente realização de ensaios laboratoriais de caracterização físico-química daqueles sedimentos, em cumprimento da Portaria 1450/2007, de 12 de Novembro (para os limites de deteção indicados no diploma legal). Em cada estação de amostragem será recolhida uma coluna de sedimentos com cerca de 2 m”.

Esta candidatura de proteção do litoral – ações e materiais e ações que visam a produção de conhecimento, gestão da infirmação e monitorização foi submetida ao Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) cujo eixo prioritário e objetivo temático é promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos.

AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE APRESENTA PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGR´FICA DO MINHO E LIMA

Plano de gestão da Região Hidrográfica do Minho e Lima apresentado em Arcos de Valdevez

Teve lugar na Casa das Artes de Arcos de Valdevez a sessão pública de apresentação e debate do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Minho e Lima (PGRH Minho e Lima), promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente, Administração da Região Hidrográfica do Norte (APA/ARH do Norte), contando com o apoio do Município de Arcos de Valdevez.

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O PGRH é um instrumento de planeamento das águas que visa a gestão, a proteção e a valorização ambiental, social e económica das águas, ao nível da bacia hidrográfica, neste caso dos rios Lima e Minho.

Neste quadro, a sessão pública ocorrida, de apresentação/debate da proposta de PGRH da Região Hidrográfica do Minho e Lima, foi dedicada ao tema “Os recursos hídricos e a biodiversidade”, com enquadramento no processo de participação pública dos PGRH que se encontra em curso até dezembro de 2015.

Esta sessão iniciou com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves e do Diretor Regional da APA, Pimenta Machado, cabendo a apresentação do plano às técnicas da ARH do Norte, Maria José Moura e Susana Sá.

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Neste plano estão contempladas medidas, distribuídas por nove eixos de atuação tais como, a Promoção da sustentabilidade das captações de água, a Redução ou eliminação de cargas poluentes, a Minimização de alterações hidromorfológicas, o Controlo de espécies exóticas e pragas, a Recuperação de custos dos serviços da água, a Minimização de riscos, a Promoção da sensibilização, o Aumento do conhecimento e a Adequação do quadro normativo. O investimento total estimado é da ordem dos 105 milhões de euros para o período de 2016-2021.

O Município enviou as suas propostas de intervenção ao nível de medidas que visem garantir uma maior proteção e melhoria nas massas de água contribuindo para a valorização das áreas hidrográficas e melhoria das condições de vida dos arcuenses.

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DESNÍVEIS DO CAUDAL DO RIO MINHO CAUSAM IMPATE AMBIENTAL

Uniminho preocupada com impacte ambiental provocado pelos acentuados desníveis do caudal do rio Minho

Atenta à redução significativa do nível da água do rio Minho nas últimas semanas e às graves consequências ecológicas subjacentes, a Uniminho – Associação do Vale do Minho Transfronteiriço – solicitou à Gas Natural Fenosa, concessionária da barragem da Frieira (Galiza), um conjunto de “informações precisas” sobre o cumprimento dos parâmetros estipulados ao abrigo do Regime de Caudais Ecológicos entre Portugal e Espanha. Preocupações foram igualmente manifestadas às várias entidades responsáveis pelo rio Minho, portuguesas e espanholas.

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A regulação de caudais no rio Minho faz-se sentir em todo o troço a jusante da barragem de Frieira, mas principalmente na área que percorre os concelhos de Melgaço e Monção, onde são verificados desníveis significativos da altura da água. Dados recolhidos no site da Confederación Hidrográfica do Miño-SIL revelam que o rio Minho tem sido alvo, em particular aos fins-de-semana, de uma “preocupante” redução do nível da água, indiciando o risco de degradação dos ecossistemas existentes. A título de exemplo, a 29 de abril passado foi registado um caudal do rio de 53,36m3/s na Estação de Registo de Salvaterra do Miño, quando o caudal ecológico mínimo do Embalse da Frieira para este período está estipulado em 84,972 m3/s.

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Apesar de não ser possível estabelecer uma conexão entre o caudal ecológico do Embalse da Frieira e o caudal natural instantâneo registado em Salvaterra do Miño, esta associação transfronteiriça denuncia a existência de indicadores que extrapolam para uma gestão do caudal ecológico do rio Minho. O presidente do Conselho Diretivo da Uniminho explica este processo provoca “um conjunto de perturbações ecológicas difíceis de quantificar em termos de impacte ambiental e sustentabilidade dos ecossistemas presentes no Rio Minho, nomeadamente o elevado risco de exposição de ovos, larvas e alevins de espécies de peixes migradoras, quando áreas do leito ficam expostas ou quando a profundidade é mínima, permitindo a predação destas fases mais vulneráveis dos seus ciclos de vida”.

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Manoel Batista sublinha que as perturbações induzidas nos ecossistemas a jusante de uma barragem, pela ausência de um regime natural de caudais, instigam uma degradação da qualidade ambiental, com repercussões ao nível dos recursos/valores naturais e dos próprios serviços do ecossistema. “O caudal ecológico, entendido como volume de água mínimo capaz de satisfazer as necessidades do ecossistema aquático e ribeirinho, é, muitas vezes, feito em função das necessidades de gestão de produção de energia pela empresa hidroelétrica e não em função das exigências ecológicas”, assegura.

De relembrar que, no contexto ibérico, o rio Minho é um dos troços de água mais importantes no que diz respeito às espécies de peixes migradoras (algumas das quais sustentam a pesca artesanal), como o salmão, o sável, a savelha, a truta-marisca, a lampreia e a enguia. Entre maio e julho/agosto ocorre a reprodução de espécies de peixes como a lampreia e o sável, estando inventariados vários locais de postura para a lampreia no troço Monção/Melgaço, enquanto para o sável é, particularmente, importante a área próxima da barragem (Melgaço/Cevide).

Procurando uma intervenção e resolução deste problema presente e com impacto futuro, a Uniminho deu igualmente a conhecer estas preocupações à Confederación Hidrográfica do Miño-SIL, à Conselleria do Medio Ambiente da Xunta da Galicia, à Agência Portuguesa do Ambiente, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Norte e ao Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia de Portugal.

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PORTINHO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA ESTÁ ASSOREADO

O elevado assoreamento do portinho de Vila Praia de Âncora está a tornar a sua utilização impraticável. As embarcações que ali se abrigam ficam a seco, aguardando que a subida da maré possibilite a sua saída do local.

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A acumulação de inertes é mais acentuada no lado sul do portinho, tudo levando a crer que a mesma é favorecida pelo posicionamento em que se encontra o cais flutuante.

Os pescadores e outros utilizadores do portinho esperam ver a situação resolvida, nomeadamente com a extração das areias naquele local.

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PRESIDENTE DO MUNICÍPIO CERVEIRENSE ELOGIA CONTRIBUTO DO SIMPÓSIO IBÉRICO PARA UMA MAIOR VALORIZAÇÃO DO RIO MINHO

Na abertura do VII Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, a decorrer entre esta sexta-feira e sábado, em Vila Nova de Cerveira, o presidente da Câmara Municipal realçou o papel deste evento no reforço do conhecimento sobre um troço de água que, ao nível da biodiversidade, “é dos mais importantes da Península Ibérica e que tem de ser potenciado”.

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Com a presença de vários especialistas portugueses e galegos na temática, Fernando Nogueira relembrou que o rio Minho deixou de pertencer ao grupo de rios em que a informação mais básica era insuficiente. “A tendência inverteu-se dada a consciência do valor patrimonial existente e a vontade na sua conservação e valorização”, afirmou, acrescentando: “O Aquamuseu, projeto municipal, tem sido, desde a sua constituição, um excelente meio de divulgação e promoção dos recursos naturais do rio Minho e de todo o património etnográfico associado à pesca artesanal”.

O autarca cerveirense não tem dúvidas de que, no futuro, será importante manter e, se possível, aumentar o esforço nesta estratégia de atuação, não só pela participação de vários grupos da sociedade com intervenção no território, mas sobretudo implicar um maior envolvimento da população, de modo a proporcionar um relacionamento equilibrado e duradouro com os recursos naturais da região.

O Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, que já vai na sétima edição, representa um meio de comunicação da ciência e experiências pessoais, numa perspetiva multidisciplinar, e que contribui para a atualização de conhecimentos em áreas de interesse aos decisores, à comunidade científica, aos agentes educativos e à população da região.

Depois deste primeiro dia dedicado aos Recursos Naturais, Atividade Humana, à Educação Ambiental e à Gestão, o evento continua durante todo o dia de amanhã, sábado, com mais um painel a incidir sobre os Recursos Naturais, uma sessão especial ECO-IAS – Impactos ao nível do ecossistema de espécies invasoras, um Workshop dedicado às espécies invasoras, e a perceção dos impactos pela sociedade e formas de gestão, estando prevista a sessão de encerramento para as 17h30.

CERVEIRA ACOLHE SIMPÓSIO IBÉRICO SOBRE O RIO MINHO

VII Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho arranca amanhã

Vários especialistas portugueses e galegos concentram-se, entre esta sexta-feira e sábado, em Vila Nova de Cerveira para participar na VII edição do Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, um espaço de debate abrangente com a apresentação de diferentes perspetivas.

O objetivo desta iniciativa passa pela divulgação de projetos em curso ou já concluídos, abordando diferentes temáticas e tendo a bacia hidrográfica do rio Minho como área de intervenção, para além de promover a discussão sobre a gestão dos recursos naturais e sensibilizar para a importância da preservação da biodiversidade associada ao rio Minho.

Os temas propostos para reflexão neste VII Simpósio versam os Recursos Naturais (ecossistema estuarino e limnológico; qualidade da água e sedimentos; florestas, recursos físicos, biológicos e geológicos); a Atividade Humana (Pescas e aquacultura; agricultura; Lazer e meio ambiente e poluição); a Gestão (ordenamento do território e conservação da natureza; cooperação luso-espanhola; ação das autarquias e comunidades locais; legislação e ambiente) e a Educação Ambiental.

Numa organização do Aquamuseu do rio Minho e o Município de Vila Nova de Cerveira e colaboração do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental e a Escola Superior Gallaecia, este evento ibérico que decorre na Biblioteca Municipal prima pela vertente dinâmica e interativa ao aceitar comunicações orais e posters que serão, posteriormente, publicadas em Actas do Simpósio.