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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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SOCIEDADE BRASILEIRA DE HERÁLDICA E HUMANÍSTICA VISITA BRAGA E GUIMARÃES – CRÓNICA DE ÍGOR LOPES

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Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística prepara missão oficial a Portugal em novembro

A Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística, com sede em São Paulo, Brasil, regressa a Portugal em novembro deste ano, no âmbito de uma missão oficial que se estenderá de 14 a 22 de novembro. A comitiva, composta por chanceleres, comendadores e patronos, terá passagem por diversas cidades portuguesa, como Lisboa, Porto, Coimbra, Fátima, Tomar, Braga, Guimarães, Covilhã, Belmonte, Santarém e a região do Douro.

Segundo apurámos, a iniciativa integra o calendário do Jubileu de Ébano da entidade, que, em 2025, completa 66 anos de atividade cívica e cultural desde a sua fundação em 13 de março de 1959. A Sociedade, reconhecida de utilidade pública pelo Governo e pela Prefeitura de São Paulo, é hoje uma “referência no estudo e divulgação da ciência heráldica, vexilologia, história e humanismo”, aliando tradição a causas contemporâneas, como a “defesa da paz, a promoção da educação de base e a preservação ambiental” alinhada com os “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”.

Em declarações à nossa reportagem, o presidente da Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística, Professor Galdino Cuchiaro, sublinhou a importância deste reencontro em solo português.

“Portugal e Brasil partilham uma história que nos une profundamente. A nossa missão em Portugal é mais do que protocolar, é simbólica. Trata-se de reforçar laços históricos, culturais e espirituais, reconhecendo que honrar o passado é dignificar o presente. A expetativa é de que esta vivência seja nobre e transformadora para todos os envolvidos”, disse este responsável, que recordou que a passagem pelo país europeu não é uma novidade, já que a “Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística já esteve anteriormente em Portugal em várias ocasiões, realizando encontros e sessões solenes em diversas cidades, sempre com o objetivo de valorizar a memória comum e promover o intercâmbio cultural entre os dois países”.

“A Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística tem presença frequente em Portugal, em datas simbólicas entre os dois países, tendo como base as cidades de Santarém e de Belmonte, que guardam parte importante da história dos nossos países. Estas ações reforçam a sua missão de aproximar Portugal e Brasil através da cultura, da história e da cooperação académica e institucional”, comentou Galdino Cuchiaro.

O programa em solo luso prevê visitas a locais emblemáticos da história luso-brasileira, momentos de caráter espiritual, como a passagem por Fátima, e solenidades oficiais de outorga, em que serão entregues distinções honoríficas a personalidades e instituições que se destacam em diversas áreas.

A participação está aberta ao público do Brasil e de Portugal. As reservas estão abertas até setembro. Informações estão disponíveis em: www.heraldica.org.br ou através do contacto oficial da Chancelaria, através do e-mail: chancelaria@heraldica.org.br

“Esta iniciativa internacional pretende unir diplomacia, cultura e espiritualidade, numa programação desenhada com curadoria histórica e institucional. Quem estiver no Brasil, terá apoio na organização da sua ida a Portugal”, finalizou Galdino Cuchiaro.

A EXIBIÇÃO DE BRASÕES MUNICIPAIS NOS AVENTAIS DOS TRAJES TRADICIONAIS REPRESENTA UMA ADULTERAÇÃO AO FOLCLORE

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Os símbolos heráldicos das cidades, vilas e freguesias foram normalizados pelo Estado Novo durante a década de 30 do século passado. Por conseguinte, a sua inclusão no traje tradicional não constitui mais do que um anacronismo e uma adulteração à autenticidade do nosso folclore.

Remonta muito provavelmente à Idade Média a origem da heráldica destinada a identificar o estatuto social de famílias nobres, parte das quais distinguidas por actos de bravura e serviços prestados ao rei. Os brasões – ou cotas de armas – eram geralmente pintados ou cosidos sobre as cotas de malha dos guerreiros medievais também como forma de identificar o cavaleiro em combate uma vez que a armadura o tornava irreconhecível.

Com o declínio da nobreza e a ascenção da burguesia a partir do século XIX, os brasões medievais foram perdendo importância e reconhecimento para, sobretudo a partir do século XX, regressarem com o objectivo de distinguir os municípios.

Estes brasões, criados inicialmente de forma arbitrária, foram a partir de 1930 normalizados por decisão da Direcção Geral da Administração Pública, atribuindo à Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses a competência de dar o parecer compulsório.

E assim, entre outras regras, foi estabelecido que as cidades, vilas e freguesias fossem representadas através de uma coroa mural de prata com cinco, quatro e três torres respectivamente, também estas de prata. São escassas as excepções que confirmam esta regra. Os brasões municipais são ainda compostos do escudo português e de um listel com o nome do respectivo município.

No século XIX, ainda a missa era celebrada em latim pelo que as imagens possuíam uma especial função catequética, destinada a transmitir os ensinamentos ao povo que participava na celebração mas não entendia o que o padre dizia. Por conseguinte, atraídas pelos motivos decorativos e revelando elevado dote artístico, as moças copiavam o que viam para embelezar os seus trajes nomeadamente na aplicação dos bordados. Não admira, pois, que o traje minhoto revele nalguns casos uma certa expressão da arte barroca que caracteriza muitas das nossas igrejas. O mesmo sucede com o brasão real que adorna o avental do traje de noiva e de mordoma enriquecido de vidrilhos.

Mas, os brasões municipais eram praticamente inexistentes à época e, sobretudo, com as formas normalizadas como actualmente conhecemos. Por essa razão, o aprecimento dos brasões municipais nos trajes de alguns grupos folclóricos constitui um anacronismo e uma adulteração do traje tradicional que deve a todo o custo ser corrigida.

PONTE DE LIMA: CASA DOS CONDES DE AURORA – CRÓNICA DE LEONOR ESPECIAL

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Trago hoje a Casa de Nossa Senhora de Aurora ou Casa dos Condes de Aurora, como é mais conhecida por ser Propriedade dos Condes de Aurora, situada na Rua do Arrabalde de S. João nº 33 – 43, actual Freguesia de Arca e Ponte de Lima, na Vila e Município de Ponte de Lima em Viana do Castelo. A Casa está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 26 de Setembro de 1977.

In diversas fontes, AJH, Manor Houses e SIPA.

A Casa remonta a uma construção erguida no século XIV e que terá sido objecto de intervenções durante o século XVII.

O actual Edifício é fruto de uma remodelação que teve lugar entre os anos de 1714 e 1730, com traça atribuída a Manuel Pinto de Vilalobos.

No século XIV, provável construção da 1ª Casa;.

Em 1612, data da Fonte do Jardim com a imagem de Nossa Senhora da Aurora.

Em 1617, data da Fonte adossada exteriormente ao Muro.

Entre 1714 / 1718, período em que se efectuou a Reconstrução total da Casa.

A 4 de Agosto de 1723, Escritura da Fundação do Desembargador João de Sá Sotomaior.

Em 1730, conclusão das obras.

Em 1731, data da Capela.

Em 1741, Instituição do Vínculo de Nossa Senhora da Aurora pelo Desembargador e esposa, D. Maria Joana de Castro Barreto, a Casa conservou-se sempre na Posse da mesma Família por Linha Varonil.

A 3 de Junho de 1756, falecimento do Arcebispo de Braga, D. José de Bragança na Casa da Senhora de Aurora, onde estava então hospedado, mais propriamente no Salão junto da Capela.

No século XVIII, introdução de Camélias no Jardim.

Em 1875, Projecto do Jardim de Traço Romântico.

Descrição:

De Arquitectura Residencial Barroca, Casa Nobre, integrada na Tipologia da "Casa-Comprida", o modelo mais frequente na altura, de 2 Pisos divididos por Friso Horizontal, com Escadaria desenvolvida no interior e uma Capela junto a uma das Fachadas.

Esta é uma das Casas mais imponentes e majestosas de Ponte de Lima.

De Frontispício harmonioso e ritmado pela Fenestração do Andar Nobre e da regularidade esquemática do 1º Piso.

O facto da Capela não ser adossada, mas ter a Cornija encostada ao Corpo Lateral da Casa, faz pensar em 2 campanhas de obras distintas, com um possível hiato temporal.

A Talha do Retábulo é do Estilo Nacional e os Azulejos de Padrão são Barrocos.

Os Jardins foram igualmente organizados segundo o Estilo Barroco, como Espaço de Lazer, com Jardins de Buxos, Bancos, Lagos, e diferentes Fontes, tendo para lá uma Mata.

Casa de Planta Rectangular, composta por Vários Corpos Irregulares, na Fachada Posterior, com Alçados de 2 Pisos, separados por Friso Corrido no Frontispício que também integra a Capela num dos extremos.

Volumes Articulados com Coberturas Diferenciadas em Telhados de 2 e 4 Águas.

Capela, sensivelmente Recuada e Fechada no Alinhamento da Casa por Muro.

Frontispício seccionado por Pilastras, formando 3 Corpos, com Fenestração distinta no 1º Piso, ritmado em aba / cbabc / aba, correspondendo o “a” a Janela pequena, o “b” a Porta de Verga Recta e o “c” a Janela de Guilhotina, todas elas Emolduradas a Cantaria e encimadas por Bandeira.

2º Piso com Janelas de Sacada, sobre Modilhões em Voluta de Verga Recta encimada por Frontão Triangular e Varandim de Ferro.

No Cunhal Noroeste Pedra de Armas. Brasão do Cunhal da Casa com Escudo Esquartelado tendo no 1º Quartel xadrezado de preto e azul dos Sás, o 2º Quartel com 3 faixas xadrezadas de prata dos Sotomaior, 3º Quartel com 3 faixas de ouro carregadas de flor-de-lis dos Rebelos e 4º Quartel com 5 cotos de asa de águia dos Abreus. Timbre dos Sás e largo Paquife.

À Fachada Lateral esquerda com 1 Janela no 1º e 2º Piso, encosta-se a Capela com Pilastras nos Cunhais, terminando em Empena e Portal de Verga Recta com Cornija sobre Pilastras ligando-se à Janela Superior, encimada por Frontão Interrompido, em baixo, 2 Janelas com Grades.

Fachada Posterior de Linhas Simples, mas com alguns Corpos Avançados, um deles com Aletas marcadas e outro com Pilastras e dupla Cornija Irregular de Fenestração, com Portas de Verga Recta e diferentes alturas no 1º Piso e Janelas de Brinco ou de Sacada no 2º Piso Interior, Vestíbulo com Escada de acesso ao Andar Nobre de 1 Braço, Salas com Paredes Lisas ou Pintadas por motivos florais e Tectos de Masseira ou organizados em Caixotões.

Interior da Capela com Lambril de Azulejos, Coro-Alto e Retábulo de Talha.

Junto da Fachada Posterior existe um pequeno Pátio com Chafariz Central de Taça Redonda.

Este Pátio é limitado pelo Muro de Suporte da zona de Dependências Agrícolas e tem na extremidade uma Escadaria que a esta acede.

O Pátio abre para o Jardim com Canteiros de forma irregular de Buxo e onde se distingue pequeno Recanto limitado por Murete onde se inserem Bancos ladeando a Fonte de Espaldar com Pilastras apoiando Cornija encimada por Pináculos e Remates Curvos ao centro, ladeada por Pilastras, Volutões e Nicho com Imagem de Nossa Senhora da Aurora, brasonado e inferiormente com uma Bica em Carranca.

Uma Zona de Estadia sob um Caramanchão situado junto ao Muro de Limite e que antecede o Lago Grande de forma Orgânica com um Abrigo para patos.

Neste lugar existe uma Amoreira-do-Papel, de grande porte e raridade.

A Nordeste está uma zona de Cameleiras de variadas sub-espécies e cultivos que termina num Muro de compartimentação com Porta de acesso a uma zona agrícola com Laranjal .

Esta área é dividia por um Caminho que liga o Portão do Muro de Vedação à Mata e junto ao qual existe uma Fonte com Tanque Rectangular com Bica em Carranca, também com Inscrição.

Legenda da Fonte do Muro: "ESTA AGOA HE DESTA QUI/NTA DE N. S. DA AVRORA/DO DZOR JOAO DE SÃ SO/TOMAIOR Q. SÕQVANDO/LHE SOBRAR DARA /AO POVO".

A Mata está implantada na zona mais declivosa da Quinta, sendo estruturada por Caminhos sinuosos entre várias espécies de Árvores centenárias e locais de estadia com Mesas e Bancos de pedra.

Na transição entre a Mata e a Casa estabelece-se um núcleo construído constituído por Palheiro, Espigueiro, Casa de Caseiros e Pombal em construção rústica de pedra e madeira.

Leonor Especial

Fonte: Política, História e Património de Portugal

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QUEM FOI O LIMIANO CRISTÓVÃO SOARES DE ABREU QUE ENTRE OUTROS CARGOS QUE EXERCEU FOI VEREADOR DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA NO SÉCULO XVII

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O Ex-Libris de Cristóvão Soares de Abreu, gravura a buril de Nicola de L'armessim, apresenta o Escudo Esquartelado: I e IV – Sequeiros; II e III - Abreu. Sobre-o-todo: Soares de Albergaria. Timbre: Abreus, e pendente da cadeia, a insígnia da Ordem de Cristo.

O dr. Cristóvão Soares de Abreu, filho do dr. Francisco Soares de Abreu e de D. Catarina Luísa Brandão, nasceu em Talharezes, lugar da freguesia de São João da Ribeira, concelho de Ponte de Lima (1601).

Foi moço-fidalgo da Casa Real (1615); genealogista; poeta; prosador; bibliófilo; formado em Direito na Universidade de Coimbra; magistrado; especialista em Jurisprudência; proprietário em Lisboa, Ponte de Lima e Alenquer; Senhor da Casa de Vale de Flores, em Cadafais, Alenquer, pelo seu casamento; cavaleiro da Ordem de Cristo (Janeiro de 1641); Juiz Desembargador Extravagante da Casa da Relação do Porto (18 de Janeiro de 1641); diplomata; secretário da embaixada especial enviada ao rei Luís XIII de França, para ajudar a defender os esforços da Restauração da Independência (3 de Fevereiro de 1641 – 22 de Julho de 1641); o Rei Dom João IV explica aos embaixadores Francisco de Melo, monteiro-mor do Reino, e dr. António Coelho de Carvalho, desembargador do Paço, que «os papéis e negócios da embaixada correrão por mãos de Cristóvão Soares de Abreu, que envio por secretário dela, com cuja pessoa vos recomendo que tenhais particular conta, e o ouçais sobre os mesmos negócios» (1641); desembarca em Lisboa para avisar El-Rei Dom João IV do fim da embaixada a França (8 de Agosto de 1641); 2.º Senhor do Morgadio de Soares de Abreu, de Lisboa, como sucessor de seu pai (1641); 2.º padroeiro da Capela de São Francisco do Convento de Santa Ana, em Lisboa (1641); recusou o posto de secretário da embaixada a França (1642); escreve uma carta com recomendações e advertências a D. Vasco Luís da Gama, Conde da Vidigueira, embaixador de Portugal em Paris (1642), Juiz Desembargador da Relação do Porto (1643); Juiz Ouvidor do Crime na Relação e Casa do Porto (6 de Fevereiro de 1645); Juiz Desembargador dos Agravos da Casa da Suplicação, de Lisboa (14 de Novembro de 1646); nomeado enviado plenipotenciário à Alemanha (Novembro de 1646); comendador da Comenda da Ordem de Cristo, do lote de 120$000 réis (13 de Dezembro de 1646); mercê de 120$000 réis de tença (15 de Dezembro de 1646); partiu de Lisboa com destino à Alemanha (19 de Dezembro de 1646); em Haia escreve ao Rei Dom João IV queixando-se que «eu me não acho com forças e capacidades para residir em Alemanha assistindo e agradando aos Principes della» pois «eu me não posso conformar por me aver criado no rigor da sobriedade Portuguesa» (9 de Agosto de 1647); enviado plenipotenciário ao Congresso de Osnabruck, na Alemanha, que preparou a Paz de Vestefália, a fim de terminar a Guerra dos Cem Anos (1647 – 1648); ministro residente de Portugal em França (1648 – 1651); escreve uma carta com recomendações e advertências a Francisco de Sousa Coutinho, novo embaixador em França (19 de Setembro de 1651); vereador do Senado da Câmara Municipal de Lisboa (Maio de 1652 – Setembro de 1671); D. Francisco Manuel de Melo dedica-lhe a obra A Visita das Fontes: Apólogo Dialogal Terceiro (1657); fidalgo da Cota de Armas, com armas de Sequeira, Abreu e Soares de Albergaria (1660); juiz conservador da Casa da Moeda de Lisboa (1666 – 1675); por ser o vereador mais antigo foi incumbido pela Câmara Municipal de Lisboa de pronunciar o discurso oficial de recepção ao rei Dom Afonso VI e à rainha D. Maria Francisca de Saboia, a quando da régia entrada na capital (29 de Agosto de 1666); o gravador Nicola de L’Armessin desenha e grava, a buril, o seu ex-líbris heráldico (1670); exonerado das funções de vereador do Senado da Câmara de Lisboa (5 de Setembro de 1671); apostila para que os 120$000 réis de tença que possui se juntem nos Almoxarifados do Reino (28 de Outubro de 1671).

Escreveu e publicou:

– Officium in Laudem Sacrosanti Eucharistiae Sacramenti Cum Litania, Lisboa, 1630.

– Nobiliário de Christovão Soares de Abreu, 1641, manuscrito.

– Advertências ao Conde da Vidigueira, Dando Instruções Para Sua Embaixada em Paris, 1643.

– Diário, manuscrito, 1648.

– Advertências a Francisco de Sousa Coutinho, 1651.

– Oração de Christóvão Soarez d’Abreu em Presença das Majestades d’El Rey D. Afonso VI e da Rainha D. Maria Francisca Isabel de Saboya, Lisboa, 1666.

Casou com D. Maria de Almeida do Amaral, natural de Alenquer e falecida em 27 de Junho de 1676 na freguesia do Socorro, cidade de Lisboa, e foi sepultada no Mosteiro dos Capuchos da Carnota, em Alenquer.

Faleceu numa casa na Rua das Parreiras, freguesia de Nossa Senhora do Socorro, cidade de Lisboa, faz agora 341 anos (4 de Junho de 1684); foi sepultado na Capela de São Francisco do Convento de Santa Ana, das Religiosas Franciscanas, na freguesia da Pena, cidade de Lisboa (4 de Junho de 1684).

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves | https://iluminura.blogs.sapo.pt/

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PONTE DA BARCA: AS OFERTAS DO REI D. MANUEL I À BARCA TERRA DA NÓBREGA NO SÉCULO XVI – CRÓNICA DE MANUEL BENINGER

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As ofertas do Rei D. Manuel I à Barca Terra da Nóbrega no século XVI

Em 1515 o rei D. Manuel I veio à Barca atribuir o foral à Terra da Nóbrega. Ficou uns dias com a rainha na casa situada na praça de poesia e foram colocados dois bustos em granito na parede da casa. O rei resolveu oferecer à Barca uma ponte para o rio Lima entre a Nóbrega e Valdevez. Ofereceu também para a Páscoa uma cruz de cristo em prata e um escudo de Portugal em pedra de granito com uma barca por baixo que está exposta na parede da praça Diogo Bernardes em frente ao Museu Fernão Magalhães e ao restaurante Gomes.

Esse brasão de Portugal, que já esteve exposto na antiga câmara municipal, está agora suposto a ser coberto pelas plantas que o rodeiam e ninguém sabe que é um monumento com mais de quinhentos anos e havia interesse em documentar na base do brasão histórico a história monumental.

Curiosamente os turistas estrangeiros que habitam a Casa Nobre do Correio-Mor, perguntam por vezes o que representa a Barca por baixo do brasão de Portugal, existente no Largo Diogo Bernardes e explicamos que o rei D. Manuel I de Portugal pôs uma barca debaixo do brasão porque era o nome da terra e só depois de o rei ter produzido a ponte passou a ser Ponte da Barca, cerca de cem anos depois.

​Por todo este motivo histórico propúnhamos que, tal como existe junto à igreja românica de Bravães e com muita competência e uma explicação do monumento, um dito por baixo do brasão de Portugal falando do efeito do rei D. Manuel I no século XVI. Seria um monumento histórico muito apreciável.

BRASÕES DE BRAGA E VIANA DO CASTELO FIGURAM NA CALÇADA DA PRAÇA DO IMPÉRIO EM LISBOA – FOTOS DE JOSÉ VERÍSSIMO

Os brasões florais da Praça do Império, em Lisboa, que representavam os distritos de Portugal Continental, os arquipélagos insulares e os territórios ultramarinos foram substituídos pela calçada portuguesa.

Os novos brasões, inaugurados em 14 de Fevereiro de 2023, mantém os brasões de Braga e Viana do Castelo.

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SANTA MARTA DE PORTUZELO E A SUA CONSTITUIÇÃO HERÁLDICA

O Ministério do Interior - Direcção Geral de Administração Política e Civil, através da Portaria n.º 8123, de 1 de junho, publicada no Diário do Govêrno n.º 125/1935, Série I de 1935-06-01, designou a constituição heráldica das armas, bandeira e sêlo da Junta de Freguesia de Santa Marta de Portuzelo, concelho e distrito de Viana do Castelo.

Refira-se que vários grupos folclóricos da nossa região têm vindo nos últimos tempos a inserir de forma errada os brasões municipais nos trajes femininos, algo que não corresponde à época em que tais trajes eram usados.

A título de curiosidade histórica, a Assembleia da República, aprovou a Lei 59/2003 de 22 de Agosto, através da qual procedeu à alteração da designação da freguesia de Portuzelo, passando esta a designar-se Santa Marta de Portuzelo. Não obtante o diploma que designou a sua constituição heráldica já a tratar com essa denominação.

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