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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MINHOTOS FESTEJAM A S. SEBASTIÃO – PROTETOR CONTRA A EPIDEMIA, A FOME E A GUERRA

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Escultura de S. Sebastião em Travassós, Fafe

Um pouco por todo o Minho, celebra-se no próximo dia 20 de janeiro a festa litúrgica a S. Sebastião, advogado contra a epidemia, a fome e a guerra. Tais festividades, na maioria dos casos, tiveram origem precisamente em ocasiões que se verificaram a propagação de pestes muito recorrentes durante a Idade Média e que, quase sempre vitimavam uma parte considerável da população. Em Portugal, foi sobretudo a partir do século XVI que o culto se desenvolveu, não sendo alheio o facto de seu nome ter sido atribuído ao Rei D. Sebastião por este ter nascido a 20 de Janeiro, dia que é consagrado ao mártir S. Sebastião.

O culto a S. Sebastião alcançou tamanha popularidade que, só na Diocese de Braga é padroeiro de quinze confrarias e, em todo o Minho, dá o nome às freguesias de Vile, em Caminha; São Sebastião, em Guimarães; Chafé e Darque em Viana do Castelo. Em Ponte de Lima, realiza-se por esta altura a “mesa dos quatro abades” à volta da qual se reunia o povo de quatro paróquias, precisamente na confluência dos seus limites geográficos.

Reza a lenda que S. Sebastião nasceu em Narbonne, no sul de França – ou terá sido em Milão – oriundo de uma família nobre. Atingida a idade adulta, terá ido viver para Roma onde se alistou no exército romano, ao tempo de Dioclesiano, altura em que se intensificaram as perseguições aos cristãos. Desconhecendo, porém, a sua fé cristã, o Imperador chegou a promovê-lo capitão da guarda pretoriana.

Mas, a sua fé e conduta branca em relação aos prisioneiros acabaram por atrair sobre si a ira do imperador que o julgou como traidor e condenou à morte, tendo sido cravado de flexas e o seu corpo lançado ao rio. Tendo, no entanto, sobrevivido ao ser sobrevivido por Santa Irene, viria a ser de novo condenado à morte por espancamento e o seu corpo atirado aos esgotos de Roma. O seu corpo veio a ser resgatado por Santa Luciana que o depositou nas catacumbas da cidade.

Para além da data do seu martírio e local do seu sepultamento, a narrativa histórica é inexata e pouco consistente. Não deixa, contudo, do seu culto ser um dos mais celebrados entre os cristãos, tanto católicos como ortodoxos.

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Escultura de S. Sebastião em Travassós, Fafe

PONTE DE LIMA VAI HOMENAGEAR O BEATO FRANCISCO PACHECO NOS 400 ANOS DO SEU MARTÍRIO NO JAPÃO – 28 DE FEVEREIRO

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Em 20 de Junho de 1626, em Nagasáqui, o padre Francisco Pacheco foi martirizado a fogo lento juntamente com dezassete companheiros da Companhia de Jesus.

Francisco Pacheco era natural de Ponte de Lima e procedia de nobre linhagem. Era filho de Garcia Lopes Pacheco e Maria Borges de Mesquita.

Em 1585, ingressou na Companhia de Jesus e, dois anos depois, partiu para a Índia, de onde passou ao Japão. Sobreveio às perseguições ocorridas em 1614, tendo sido desterrado para Macau, após o que, mudando o trajo, introduziu-se disfarçadamente no Japão, tendo sido nomeado governador do bispado e Superior dos religiosos da Companhia de Jesus que prosseguiam clandestinamente a sua actividade missionária no Japão.

Em 1625, na sequência de denúncia, foi preso e encarcerado em Timabara, tendo posteriormente sido conduzido a Nagasáqui onde foi queimado vivo. Pio IX procedeu à sua beatificação em 7 de Julho de 1867.

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PONTE DE LIMA: JOSÉ PACHECO PEREIRA E O BEATO FRANCISCO PACHECO

Se eu não fosse incréu e quisesse rezar pelos meus múltiplos pecados e pelo destino do mundo, podia fazê-lo para um familiar, o Beato Francisco Pacheco, jesuíta, mártir do Japão e “Pacheco”.

Recordo-me de minha tia-avó Helena conduzir uma campanha para obter a canonização do Beato, sem sucesso, nem mesmo orando na Igreja Matriz de Ponte de Lima, onde há um altar que lhe é dedicado.

Todos os anos também a sua estátua, num andor, vai em procissão pelas ruas de Ponte de Lima, dado que é filho da terra. Mas nem a minha perseverante tia, – e perseverante era ela que ajudou a salvar o filho Esteban do pelotão de fuzilamento, por ter ficado fiel à República na guerra civil espanhola, – o conseguiu.

De uma coisa tenho a certeza, caso o meu familiar Beato me convertesse, milagre maior não havia, e merecia passar a Santo.

Texto: José Pacheco Pereira / https://ephemerajpp.com/

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PONTE DE LIMA: REUNIDOS 5 MILAGRES AO BEATO FRANCISCO PACHECO – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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No âmbito do processo de canonização do Beato Francisco Pacheco (1585?-1626), a decorrer no Vaticano, o Postulador da Causa, o Padre João Caniço recolheu cinco milagres, intenções de santidade provenientes de Ponte de Lima, Custóias, Fornos de Algodres e Toronto (Canadá).

A notícia foi revelada durante um encontro realizado recentemente em Loures com aquele sacerdote, e consta do relatório a enviar pelo ex-Pároco do Lumiar, Lisboa, à Santa Sé. Na reunião, elencamos também as acções realizadas nos últimos dez meses pelo grupo dinamizador do desejo de santificar o ilustre jesuíta e conterrâneo, o Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, que no decorrer de seus eventos na Europa, incluiu a capital italiana. O Padre João Caniço, satisfeito com as actividades já realizadas, salientou ainda que “necessitamos de obter a canonização, daí a existência de milagres a justificar a sua intercessão”.

Assim, recordemos que entre o trabalho de divulgação do missionário, realizou-se na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, uma exposição bio-bibliográfica, com apoio do município e do Pároco, agora também Vigário Geral da diocese de Viana do Castelo, Mons. José Caldas. Igualmente, a devoção ao mártir português no Japão tem sido intensificada, com a entrega da sua imagem, uma escultura de marfinite pintada, na sede da NATO em Bruxelas; na embaixada de Portugal junto da Santa Sé, Roma, e posteriormente a entidades portuguesas nos sectores da diplomacia, cultura e indústria, com sede no Brasil, Canadá e França. A primeira representação iconográfica do mártir foi colocada em Outubro 2021 na Igreja de S. António dos Portugueses em Roma, oferecida pelo grupo limiano ao seu Reitor, Mons. Agostinho Borges, adido eclesiástico de Portugal junto da Santa Sé, e ex-Prelado de Honra do Papa João Paulo II, recorde-se.

Entretanto, um novo encontro terá lugar em Itália com o embaixador de Portugal no Vaticano e outros membros do Dicastério Romano, para balanço de actividades e agendamento de outras. Aqui, podemos informar que está em curso o agendamento duma reunião em Agosto próximo em Ponte de Lima com os ilustres intervenientes na Causa de Canonização, vindos de Roma, de Lisboa e Braga. O programa incluirá ainda uma recepção pelo chefe da edilidade, Vasco Ferraz, pois o município pretende colaborar nos 400 anos do martírio do Beato Pacheco e seus companheiros (1626-2026). A finalizar, podemos ainda referir, que a tradução portuguesa do latim do poema PACIECIDOS, nas mãos da latinista conimbricense Carlota Urbano deverá ser concluída no corrente ano.

CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO RECEBEU IMAGEM DO BEATO PACHECO – MÁRTIR NO JAPÃO NATURAL DE PONTE DE LIMA – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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A Presidente da Casa do Minho do Rio de Janeiro, instituição regionalista centenária, fundada a 8 de Março de 1924, recebeu ontem das mãos de Mons. José Caldas, Vigário Geral da diocese de Viana do Castelo e Pároco de Ponte de Lima, uma imagem do Beato Francisco Pacheco (1565?-1626). Fátima Gomes participou da missa paroquial na Matriz Limiana, tendo o sacerdote salientado a sua presença e colaboração no divulgar do mártir de Ponte de Lima, no decorrer da bênção da estatueta na capela que lhe foi dedicada no templo e grande imagem fabricada em 1938.

            Trata-se do primeiro acto do nosso grupo (foto 2) para a canonização do Beato Pacheco na América do Sul, depois de em Maio de 2023 uma outra escultura ter sido entregue à Casa do Minho no Canadá, Winnipeg, começando assim a divulgação naquele continente. Participaram da cerimónia, o antigo membro da direcção comercial da TAP em Bruxelas, o conterrâneo Joaquim Gomes, e alguns fiéis e devotos do mártir jesuíta.

Como uma breve retrospectiva, podemos alinhar parte das acções desenvolvidas, mormente a promoção do culto do popular Santo dos Limianos. Tudo começou com a colocação da imagem na Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma, acolhida pelo Reitor e Prelado de Honra do Papa João Paulo II, Mons. Agostinho Borges e o capelão da embaixada de Portugal junto da Santa Sé ou Vaticano, Mons. Sebastião Matos, seguindo-se entregas da imagem nas embaixadas de Portugal em Itália, na Bélgica e na Suécia. O próximo passo deverá ser Nova Iorque, na sequência dos contactos já estabelecidos, e seguidamente em outras entidades oficiais e representativas da comunidade portuguesa e Pontelimense no mundo.

Entretanto, é possível já conhecer Detalhes sobre o Processo com o Padre João Caniço, ex-Pároco do Lumiar, Lisboa, como Postular da Causa nomeado pela Santa Sé: Martírio: Beato Francisco Pacheco foi martirizado em Nagasaki, Japão, em 20 de junho de 1626, junto com outros companheiros jesuítas, sendo queimado vivo. Beatificação: O Papa Pio IX beatificou-o em 7 de julho de 1867, reconhecendo o seu martírio. Causa de Canonização: Atualmente, há um movimento para a sua canonização, com grupos de fiéis e autoridades de Ponte de Lima a trabalhar junto da Santa Sé para promover o processo, apresentando pedidos e a história do mártir.

Milagres: A canonização exige a comprovação de um milagre atribuído à sua intercessão após a beatificação, sendo que já foram relatados casos de graças alcançadas por fiéis, como mencionado num dos sites.

Também, já foi agendado para 28 de Fevereiro do próximo ano, no âmbito das celebrações dos 900 anos da concessão do foral a Ponte de Lima (1125-

2025) a realização dum congresso internacional sobre o Beato Francisco Pacheco. O município, designadamente o Presidente e vice, Vasco Ferraz e Paulo Sousa, juntamente com o historiógrafo João Abreu e Lima, que há anos identificou o Lar do Beato Pacheco (Quinta de Barrô, na Correlhã), lideram a organização do encontro. Paralelamente, também se preparam cerimónias civis e religiosas dos 400 anos do seu martírio ocorrido em Nangazaki, Japão, para 20 de Junho, a decorrer em Ponte de Lima e Roma.

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HOJE É DIA DE SANTA LUZIA – CELEBRAÇÃO REMONTA EM PORTUGAL AO SÉCULO XV SOB A INVOCAÇÃO DE NOSSA SENHORA DA LUZ - O ESCRITOR LIMIANO MANUEL GOMES DE LIMA BEZERRA DESCREVEU-NOS O CULTO EM ARCOZELO

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Sob as mais variadas evocações e datas de celebração, o Dia de Santa Luzia – santa Lúcia de Siracusa – celebra-se a 13 de Dezembro de acordo com a tradição cristã de confissão católica. Não obstante, possui bastantes tradições na Escandinávia e nalgumas partes dos Estados Unidos da América, o que denuncia a sua influência protestante.

A sua celebração ocorre próximo do Solstício de Inverno, o que a relaciona com o Natal ou seja, o nascimento do Sol e consequentemente da Luz. De resto, antes da reforma do Calendário Gregoriano que ocorreu no século XVI, a data da sua celebração encontrava-se no calendário ainda mais perto do Solstício de Inverno.

Entre nós, o culto a Nossa Senhora da Luz remonta ao século XV, altura em que, segundo reza a tradição, na localidade de Carnide, um devoto a Nossa Senhora encontrou, graças a uma estranha luz, uma imagem da Mãe de Deus.

A sua ocorrência veio a dar origem à construção de um convento e uma igreja em torno da qual ainda se realiza uma das feiras mais pitorescas dos arredores de Lisboa. O culto expandiu-se um pouco por todo o país graças ao patrocínio da Infanta D. Maria e de D. Leonor de Áustria, respetivamente a filha e a terceira esposa do rei D. Manuel I.

O culto a Nossa Senhora da Luz propagou-se ainda a todo o Império Português e é ainda invocado, consoante os lugares, sob os nomes de Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Purificação e Nossa Senhora das Candeias, ocorrendo geralmente a 2 de Fevereiro a data da sua celebração.

A respeito da veneração a Nossa Senhora da Luz praticada na vila de Arcozelo, em Ponte de Lima, Manuel Gomes de Lima Bezerra * descreve-nos o seguinte: “Esta capela é notável na nossa História devido a uma bela imagem, que tem em Nossa Senhora o seu título. O Padre Carvalho recomendada desta maneira: "Aqui mesmo - diz ele falando da freguesia - está na capela de Nossa Senhora da Luz, a mais formosa imagem da Virgem, que pode haver: grandes diligências fizeram os religiosos da Ordem de Cristo para a levarem para o convento de Nossa Senhora da Luz de Lisboa, e que foi evitado pelo Cónego Baltasar de Araújo Franco". Ora se aqueles religiosos que possuem uma imagem muito perfeita da Senhora no seu convento da Luz em Carnide, junto a Lisboa, cujo aparecimento, beleza e milagres descreveu em difusão o Rev. Fr. Roque de Soveral na História, que compôs e imprimiu no ano de 1610; se aqueles religiosos, digo, julgaram a imagem desta capela de tal perfeição que a queriam levar para o seu convento de Lisboa, onde veneram a sobredita; parece-me que bastantes provas nos deixaram com o seu projecto da excelência da imagem, que se venera nesta freguesia e nesta capela. O certo é, que os naturais da terra, para perpetuarem o culto da Senhora, erigiram uma devota confraria com estatutos, que confirmou o bispo de Uranapolis, coadjutor do Arcebispado Primaz, por provisão de 27 de Agosto de 1723.”

Manuel Gomes de Lima Bezerra, in Os Estrangeiros no Lima, Tomo 1, 1785

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Santuário de Santa Luzia e a Foz do Rio Lima em Viana do Castelo numa pintura de Mota Urgueiro

QUEM FOI O BEATO REDENTO DA CRUZ – NATURAL DE PAREDES DE COURA?

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Redento da Cruz (Cunha (Paredes de Coura), 1598 - , Achém, 29 de Novembro de 1638) é o nome que Tomás Rodrigues da Cunha adoptou a quando da sua entrada para a Ordem do Carmo, foi um nobre português que foi beatificado por ter sido martirizado e não negar a fé católica.

Era filho de Baltazar Pereira e Maria da Cunha, que pertencia a uma família nobre e abastada e, em 1598, nasceu numa sua casa situada no Lugar de Lizouros, na freguesia da Cunha, em Paredes de Coura.

Com 19 anos embarcou para a Índia e notabilizou-se como soldado, cabo de esquadra e finalmente como capitão da praça de Meliapor.

Mas apesar dos seus feitos militares optou antes por aceitar a sua vocação cristã e entra na Ordem dos Carmelitas Descalços de Goa, tendo sido enviado para uma residência que esta mesma Ordem tinha em Tatta (hoje território do Paquistão), onde recebeu o nome de Redento da Cruz.

Nos finais de Setembro de 1638, foi enviado com o Padre Dionísio da Natividade a Achem, na Samatra (actual Indonésia), onde chegou a 25 de Outubro. Aí foi denunciado como espião e posto a ferros. Os mouros decidiram negociar a libertação dos cativos, mediante a sua conversão ao Islão. Perante a recusa de abjurarem da sua fé, foram condenados a atrozes suplícios e à morte a golpes de azagaia e depois decapitado.

Foi beatificado, junto com o seu companheiro Dionísio da Natividade, pelo Papa Leão XIII, em 10 de junho de 1900.

Fonte: Wikipedia

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Beatos Dinis da Natividade e Redento da Cruz

DIOCESE DE BRAGA COMEMORA DIA DE SÃO FRUTUOSO – ARCEBISPO DE BRAGA E FUNDADOR DO MOSTEIRO DE SÃO JOÃO D’ARGA

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No próximo dia 18 de outubro comemora-se o Dia de São Frutuoso, uma figura maior do monaquismo peninsular do século VII, fundador de mosteiros e bispo de Dume e de Braga.

Este ano assinalam-se os 1160 anos da sua morte e os 60 anos da devolução das suas relíquias a Braga – um episódio fascinante, conhecido como o “Pio Latrocínio”, que apenas agora chega ao fim.

A Capela de São Frutuoso de Montélios, um dos mais notáveis monumentos da Alta Idade Média, afeto ao Património Cultural, Instituto Público, contará, a partir desta data, com um dispositivo museográfico interativo que permitirá aos visitantes descobrir a história do santo, a incrível viagem das suas relíquias e as características singulares da capela-mausoléu que mandou construir.

Fonte: Património Cultural, IP

A Capela de São Frutuoso é um “monumento de grande valia no contexto da arte paleocristã, prevalecendo uma série de questões sobre a sua origem e enquadramento artístico”. Supõe-se que este monumento seja o primitivo mausoléu de São Frutuoso, bispo de Braga entre os anos 656 e 665.

Descoberta por entre as paredes do Convento de S. Francisco, por intermédio de Ernesto Korrodi em 1897, foi alvo de um longo processo de restauro, que levantou grandes polémicas entre os investigadores bracarenses.

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Frutuoso de Braga ou Frutuoso de Dume (em latim: Fructuosus) foi um monge e bispo godo do século VII, venerado como santo.

A história da sua vida chega-nos via São Valério, um dos seus discípulos, monge copista e escritor, que a escreveu imediatamente após a sua morte. Na obra Vita Sancti Fructuosi destacam-se quase exclusivamente os aspectos da vida monástica do biografado, omitindo a sua actuação como bispo e sua intervenção na vida civil e religiosa do Reino Visigótico que, certamente, terão tido grande importância no seio dos godos hispânicos.

O arcebispo de Compostela Diego Gelmírez, no ano 1102, foi o responsável pelo roubo do corpo enquanto relíquia, de Dume, em Braga, para Santiago, onde foi enterrado solenemente na cripta da catedral. A catedral de Compostela celebra a solenidade litúrgica dessa transladação, acto que veio a ser designado por "Pio latrocínio", a 16 de dezembro.

Actualmente, as relíquias podem ser veneradas no seu local original, tendo sido apenas devolvidas por Santiago de Compostela em 1966, 864 anos depois.

A importância de Frutuoso para compreender a espiritualidade da Hispânia visigótica é fundamental. Foi padre no monasticismo hispânico, viajante infatigável, fundador de inúmeros mosteiros, venerador de duas regras monásticas, a Regra Monachorum e a Regra Monastica Communis - que se podem considerar como as mais tipicamente hispâncias do monasticismo peninsular. Depois dele, ainda persistiram outras regras europeias, mesmo nos próprios centros frutuosianos, particularmente a Beneditina; não obstante, muitos dos mosteiros fundados por Frutuoso subsistiram até épocas recentes. Frutuoso, conhecedor do monasticismo oriental, das regras europeias e das normas isidorianas, refundiu-as todas dotando-lhes uma originalidade tal que, frente ao latente latinismo da Regra de Santo Isidoro, podem ser consideradas reflexo de um carácter hispânico que se identificou com o espírito bárbaro dos visigodos.

Em Braga, é venerado na Capela de São Frutuoso bem como na Sé Catedral.

Fonte: Wikipédia

CAMINHA E A LENDA DE SANTO AJINHA – O SALTEADOR DA SERRA D’ARGA!

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Há muitos, muitos anos, vivia na Serra d’Arga um perigoso salteador de estradas e casais, de seu nome Aginha. Por entre os arvoredos, caminhos e casas da Serra corria o temor de algum dia ser-se confrontado com tão perigoso meliante. A sua fama corria por todos os recantos, espalhando um misto de pânico e admiração. Já ninguém se atrevia a cortar a serra sozinho e, muito menos, de noite. Contavam-se histórias e histórias dos seus feitos, durante os serões da serra, ao calor das fogueiras. Os mais velhos, querendo o respeito e a obediência das crianças, ameaçavam com a presença do Aginha. Mas estas, depois da repreensão, preferiam brincar recriando as aventuras do malvado.

Quando menos esperava, o viajante via aparecer-lhe pela frente, de punhal em riste e chapelão, o malfadado Aginha! E se não levasse consigo fazenda ou moeda, passava um mau bocado, porque o assaltante só desistia da presa depois de a esbulhar, nem que tosse da roupa que trazia. Qualquer gesto de autodefesa era suficiente para a aventura não ficar apenas pelo roubo. Ao maltratar as vítimas mais intimoratas, Aginha marcava a fronteira do medo, e justificava a impunidade conquistada. Descia um dia, ainda noite alta, um frade do convento de S. João para a missa da matina em Arga de Baixo, quando o meliante lhe saltou ao caminho. A escuridão confundiu-se no hábito do frade. Aginha só reconheceu o homem de Deus quando o confrontou em pleno caminho. Mas Aginha não era homem de grandes rezas, e seria muito mau para a fama conquistada, se não fizesse o que sempre fazia nestes casos. Por isso, apontando o grande facalhão ao pobre do frade atónico, exigiu o salteador:

- A bolsa ou a vida!

A normalidade da sua exigência deu com a anormalidade do caminhante. O frade nem tinha bolsa, nem se preocupava muito com a vida terrena: 

- Ó meu filho, não tenho nada de valor comigo, a não ser as pobres vestes de frade e a cruz que trago ao peito!

De que lhe serviam tais «trastes»? Nem umas botas ele trazia! Aginha não sabia o que fazer, pois tal nunca lhe havia acontecido. Vendo-o assim sem jeito e mudo, o pobre do frade lá foi conversando com o salteador, usando palavras mansas e sábias, às quais, perplexo, o Aginha, sentado agora, respondeu com um longo silêncio. Ainda hoje ninguém sabe o que o frade lhe disse! O certo é que, em puro milagre, decidiu abandonar aquela vida de salteador! Caindo aos pés do frade, banhado em lágrimas de arrependimento, confessou os seus crimes e converteu-se. Como penitência, impôs-lhe o frade a missão de permanecer na serra, ajudando agora aqueles que antes havia maltratado.

Poucos dias depois, passou por ali um lavrador, decidido a atravessar a serra com um carro de lenha. Ainda não era noite. Por isso, apesar de receoso, o nosso lavrador foi avançando apressado, como sempre fazia quando passava por tão mal afamado sítio. Na pressa não reparou numa grande pedra do caminho que, repentinamente, lhe tombou o carro em tremenda barulheira.

Não podia o dia ser tão azarado! Como podia aquilo acontecer mesmo ali! Depois de soltar dois ou três palavrões, sempre olhando em volta, assustado, decidiu o lavrador que a única solução era levantar o carro e atrelar novamente os animais o mais depressa possível. Mas como podia fazê-lo sozinho?

O estrondo do acidente atraiu Aginha. Vendo a incapacidade do lavrador, decidiu ir ajudá-lo, e assim dar cumprimento à penitência prescrita pelo frade.

Quando os olhos do lavrador deram com a figura conhecida do Aginha, sentiu que o sangue lhe fugia pelas pernas, e, por momentos, ficou petrificado, pois desconhecia a intenção do penitente. Julgava o lavrador que Aginha vinha para o maltratar, já que não o sabia convertido. Mais refeito da surpresa, e vendo-o sem guarda, pegou na machada de cortar a lenha, e desferiu-lhe um golpe na cabeça, que o matou.

Angustiado por tão hediondo crime, apesar de se julgar em autodefesa, arrastou o cadáver para o matagal mais próximo, e regressou, ainda assustado, à aldeia.

Passados dias, chegou à Serra d’Arga uma ordem do rei que prometia grande prémio a quem terminasse as aventuras do temível salteador, O lavrador, ao ter conhecimento desta ordem, e desejando fazer-se ao prémio, logo denunciou o seu feito heróico. Porém, chegados ao local onde tinha lançado o cadáver, povo e autoridades ficaram estarrecidos ao ver o corpo intacto! Aproximaram-se mais um pouco e, segundo dizem, sentiram que o corpo exalava um suave cheiro de flores silvestres, não obstante terem decorrido já alguns dias após o trágico desfecho. A estupefação só ficou mitigada quando souberam, pelo frade, da conversão do ladrão. Imediatamente o povo aclamou Aginha como santo, construindo ali uma capela em sua honra.

Fonte: https://www.altominho.pt/

RELÍQUIAS DE S. GUALTER FORAM DESCOBERTAS EM GUIMARÃES HÁ 16 ANOS

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Faz dezasseis anos que as relíquias de S. Gualter foram descobertas em Guimarães, dissimulados no interior de uma imagem que se encontrava na Igreja de S. Francisco. A descoberta ocorreu na sequência das obras de restauro realizadas naquela igreja e os achados encontravam-se envoltos em linho, no interior de uma imagem oca.

Os registos deixados em actas do antigo mosteiro franciscano e noutros documentos existentes na Ordem de S. Francisco indicam que se trata efectivamente de S. Gualter, o monge franciscano que é venerado como padroeiro da cidade de Guimarães.

Nos começos do século XIII, S. Francisco de Assis enviou S. Gualter para Portugal com a missão de estabelecer no nosso país a Ordem dos Frades Menores, vulgo franciscanos.

A devoção popular a S. Gualter entre os vimaranenses faz das Festas Gualterianas que todos os anos se realizam em Agosto, em Guimarães, uma das mais concorridas e grandiosas romarias minhotas.

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PONTE DE LIMA: BEATO FRANCISCO PACHECO, HÁ 1 ANO VENERADO NO CANADÁ – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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Completou-se ontem um ano da nossa deslocação ao Canadá, convidado juntamente com o Chef Paulo Santos, para celebrar os 50 anos da Casa do Minho, fundada a 5 de Maio de 1974 na cidade de Winnipeg, centro desse grande e desenvolvido país.

No âmbito da cerimónia e intervenções oficiais, entregamos a um dos fundadores daquele prestigiada instituição regionalista lusíada, uma estatueta do Beato Francisco Pacheco, na promoção de seu culto, no seguimento da reabertura do processo de canonização aberto pela Vaticano. A escultura foi entregue a Manuel Rodrigues Sousa, um Limiano de São Martinho da Gândara, (foto) casado com a conterrânea Maria da Conceição, da sede do concelho. Os pais do actual Presidente, Samuel Sousa, emocionaram-se então com a lembrança do santo mártir da sua terra distante sete mil quilómetros e treze horas de voo, com duas paragens até ao destino final.

O momento, de alto significado para as mais de três centenas de participantes num Sarrabulho á Moda de Ponte de Lima confecionado por uma dúzia de gente de cozinha, liderados pelo Chef Paulo, reuniu então alguns convidados especiais como a governadora da província, Maritoba, Anita Neville; o cônsul de Portugal, Paulo Cabral; Presidente da Câmara de Winnipeg, Scott Gillingham e o vice da de Viana do Castelo, Manuel Vitorino.

A representação iconográfica do missionário Francisco Pacheco (1565? 1626)  foi também distribuída por outras representações lusas no mundo, como a Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma, as embaixadas de Portugal na Bélgica e na Santa Sé, Itália e na NATO, Bruxelas.

Para um balanço da actividade do último ano, aguardamos um novo encontro com o Postulador da causa para a canonização do ilustre Pontelimense, o Padre João Caniço, ex-pároco da freguesia do Lumiar, em Lisboa.

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MONÇÃO VENERA A SÃO JORGE CUJA FESTA LITÚRGICA HOJE SE CELEBRA

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Hoje é o dia que os cristãos consagram a S. Jorge. De acordo com a tradição, terá sido um soldado romano do exército do Imperador Diocleciano, altura de grandes perseguições aos cristãos, mandado degolar por não ter renunciado à sua fé e, consequentemente, venerado como mártir cristão.

Durante a Idade Média surgiram à sua volta, diversas lendas, uma das quais relata ter existido em Silene, cidade da Líbia, um terrível dragão ao qual o povo oferecia sacrifícios humanos. Tendo em dada altura caído a sorte à filha única do rei, S. Jorge, que acabava de chegar àquela cidade na altura precisa em que a vítima ia ser imolada, prestou-se para a libertar, o que conseguiu. Uma vez derrotado o dragão, rei e povo converteram-se de imediato ao Cristianismo.

Remonta ao século XII a introdução do culto a S. Jorge em Portugal, através dos cruzados que vinham combater nas hostes de D. Afonso Henriques nomeadamente a quando da tomada de Lisboa aos mouros. Porém, a sua invocação em forma de grito de guerra começou contudo durante o reinado de D. Afonso IV e teve como objetivo demarcar-se da invocação de S. Tiago Mata-mouros que era feita pelos exércitos leoneses. Até então, nas suas batalhas de Reconquista contra os mouros, os cavaleiros portugueses também invocavam: Por S. Tiago!

Mas foi sobretudo a partir do reinado de D. João I que este culto veio a adquirir verdadeira dimensão nacional, passando a partir de então a sua imagem a integrar a procissão do Corpo de Deus. Ainda hoje, a sua simbologia é empregue nos meios castrenses, principalmente para representar o exército português.

O culto a S. Jorge adquiriu verdadeira feição popular e nacionalista, conservando-se nos dias que correm algumas manifestações culturais que evocam a lenda de S. Jorge e, por seu intermédio, as lutas travadas pelos portugueses contra o invasor castelhano-leonês, numa reconfiguração da luta entre o Bem e o Mal.

Nas margens do rio Minho onde as veigas verdejantes da Galiza se alcançam em duas braçadas, as gentes minhotas do concelho de Monção mantêm um velho costume que consiste em celebrar todos os anos, por ocasião dos festejos do Corpo de Deus, o lendário combate travado entre S. Jorge e o Dragão.

A luta tem lugar na Praça de Deu-La-Deu cujo nome consagrado na toponímia local evoca a heroína que com astúcia conseguiu que as forças leonesas levantassem o cerco que impunham àquela praça. Perante uma enorme assistência, a coca - nome pelo qual é aqui designado o dragão! - procura, pesadamente e com grande estardalhaço, escapar à perseguição que lhe é movida por S. Jorge que, envolto numa longa capa vermelha e empunhando alternadamente a lança e a espada, acaba invariavelmente por vencer o temível dragão.

O dragão é representado por um boneco que se move com a ajuda de rodízios, conduzido a partir do exterior por dois homens e transportando no seu bojo outros dois que lhe comandam os movimentos da cabeça. Depois de o guerreiro lhe arrancar os brincos que lhe retiram a força e o poder, a besta é vencida quando S. Jorge o conseguir ferir mortalmente introduzindo-lhe a lança ou a espada na garganta, altura em que de uma bolsa alojada do seu interior escorre uma tinta vermelha que simula o sangue da coca.

- Por S. Jorge!

AMANHÃ É DIA DE SANTA LUZIA – REMONTA EM PORTUGAL AO SÉCULO XV SOB A INVOCAÇÃO DE NOSSA SENHORA DA LUZ - O ESCRITOR LIMIANO MANUEL GOMES DE LIMA BEZERRA DESCREVEU-NOS O CULTO EM ARCOZELO

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Sob as mais variadas evocações e datas de celebração, o Dia de Santa Luzia – santa Lúcia de Siracusa – celebra-se a 13 de Dezembro de acordo com a tradição cristã de confissão católica. Não obstante, possui bastantes tradições na Escandinávia e nalgumas partes dos Estados Unidos da América, o que denuncia a sua influência protestante.

A sua celebração ocorre próximo do Solstício de Inverno, o que a relaciona com o Natal ou seja, o nascimento do Sol e consequentemente da Luz. De resto, antes da reforma do Calendário Gregoriano que ocorreu no século XVI, a data da sua celebração encontrava-se no calendário ainda mais perto do Solstício de Inverno.

Entre nós, o culto a Nossa Senhora da Luz remonta ao século XV, altura em que, segundo reza a tradição, na localidade de Carnide, um devoto a Nossa Senhora encontrou, graças a uma estranha luz, uma imagem da Mãe de Deus.

A sua ocorrência veio a dar origem à construção de um convento e uma igreja em torno da qual ainda se realiza uma das feiras mais pitorescas dos arredores de Lisboa. O culto expandiu-se um pouco por todo o país graças ao patrocínio da Infanta D. Maria e de D. Leonor de Áustria, respetivamente a filha e a terceira esposa do rei D. Manuel I.

O culto a Nossa Senhora da Luz propagou-se ainda a todo o Império Português e é ainda invocado, consoante os lugares, sob os nomes de Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Purificação e Nossa Senhora das Candeias, ocorrendo geralmente a 2 de Fevereiro a data da sua celebração.

A respeito da veneração a Nossa Senhora da Luz praticada na vila de Arcozelo, em Ponte de Lima, Manuel Gomes de Lima Bezerra * descreve-nos o seguinte: “Esta capela é notável na nossa História devido a uma bela imagem, que tem em Nossa Senhora o seu título. O Padre Carvalho recomendada desta maneira: "Aqui mesmo - diz ele falando da freguesia - está na capela de Nossa Senhora da Luz, a mais formosa imagem da Virgem, que pode haver: grandes diligências fizeram os religiosos da Ordem de Cristo para a levarem para o convento de Nossa Senhora da Luz de Lisboa, e que foi evitado pelo Cónego Baltasar de Araújo Franco". Ora se aqueles religiosos que possuem uma imagem muito perfeita da Senhora no seu convento da Luz em Carnide, junto a Lisboa, cujo aparecimento, beleza e milagres descreveu em difusão o Rev. Fr. Roque de Soveral na História, que compôs e imprimiu no ano de 1610; se aqueles religiosos, digo, julgaram a imagem desta capela de tal perfeição que a queriam levar para o seu convento de Lisboa, onde veneram a sobredita; parece-me que bastantes provas nos deixaram com o seu projecto da excelência da imagem, que se venera nesta freguesia e nesta capela. O certo é, que os naturais da terra, para perpetuarem o culto da Senhora, erigiram uma devota confraria com estatutos, que confirmou o bispo de Uranapolis, coadjutor do Arcebispado Primaz, por provisão de 27 de Agosto de 1723.”

Manuel Gomes de Lima Bezerra, in Os Estrangeiros no Lima, Tomo 1, 1785

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Santuário de Santa Luzia e a Foz do Rio Lima em Viana do Castelo numa pintura de Mota Urgueiro

PAREDES DE COURA: MEMÓRIA DO BEATO REDENTO DA CRUZ

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A 29 de Novembro celebra-se a memória do Beato Redento da Cruz, courense, religioso e Mártir. Lembrado na Diocese de Viana do Castelo, na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços.

O Beato Redento da Cruz, nasceu no lugar de Lizouros, freguesia de Cunha, com o nome de Tomás Rodrigues da Cunha, sendo filho de Baltazar Pereira e de Maria da Cunha.  

Faleceu, sofrendo martírio,  a 29 de Novembro de 1638, em Achém, na ilha de Samatra, na Indonésia.

Beatificado pelo Papa Leão XIII a 10 de Junho de 1900.

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Monumento em honra do Beato Redento da Cruz, inaugurado em 1998 no lugar de Abróteas, freguesia de Cunha, aquando as Comemorações do IV Centenário do seu nascimento.

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Da pagela publicada pela Igreja:

"Vida do Beato Redento da Cruz

Redento da Cruz, no século Tomaz Rodrigues da Cunha, português, nobre por ascendência, nascido em 1598, era filho de Baltasar Pereira e D. Maria da Cunha, e natural da povoação de Lizouros, freguesia de Santa Maria de Cunha, concelho de Paredes de Coura.

Ainda adolescente partiu para as Índias orientais e, seguindo a carreira das armas, foi Capitão da guarda da cidade de Meliapor; porém depois tomou o hábito dos irmãos conversos na Ordem dos Carmelitas Descalços.

Como fosse insigne na piedade e suavidade de costumes, foi destinado aos lugares de porteiro e sacristão em vários conventos.

Tendo desempenhado estes cargos com a maior perfeição, foi finalmente, por ordem dos superiores, dado como companheiro ao Beato Dionísio, que partia para a Ilha de Samatra, missão que recebeu de ânimo tanto mais alegre que, por uma inspiração quase divina, pressentira que lhe era seguro caminho para o martírio.

Chegando porém à ilha, foi carregado de ferros com o Beato Dionísio e todos os companheiros, e reduzido à escravidão. Coube-lhe em sorte um senhor feroz que depois de o ter atormentado com todas as espécies de vexames e tormentos, rapada a cabeça, barba e sobrancelhas, o expôs ao ludíbrio dos infiéis; ligou-lhe os pés com ferros de arestas vivas e pôs-lhe a vida em grande risco com acerbíssima fome.

Tudo isto, Redento sofreu intrepidamente, e não temeu resistir ao próprio rei que pretendia abalar a sua constância.

Levado finalmente à praia do mar com os restantes confessores da fé, foi o primeiro de todos que, alvejado com setas e trespassado com espadas e lanças envenenadas, morreu mártir.

Sobre os corpos dele e dos restantes mártires, que conjuntamente pereceram, enquanto estiveram insepultos, várias vezes durante a noite, com grande admiração dos infiéis e hereges, foram vistos brilhar esplendores de luz e ouvidos celestes concertos.

O que tudo devidamente provado, o Sumo Pontífice Leão XIII, no ano do jubileu de 1900, inscreveu Dionísio da Natividade e Redento da Cruz no catálogo dos Bem-aventurados Mártires.

(Do antigo Breviário Bracarense)."

Oração

Ó Deus, que por admirável disposição conduziste os bem-aventurados Dionísio e Redento, através dos perigos do mar, à palma do martírio, concedei-nos, pela sua intercessão, que entre as dissipações e desejos deste mundo, permaneçamos fiéis até à morte na confissão do vosso nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Ámen

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Painel de azulejos existente na Casa Grande de Paredes de Coura

Fonte: Paredes de Coura – Território com Alma

QUEM FOI O BEATO REDENTO DA CRUZ – NATURAL DE PAREDES DE COURA?

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Redento da Cruz (Cunha (Paredes de Coura), 1598 - , Achém, 29 de Novembro de 1638) é o nome que Tomás Rodrigues da Cunha adoptou a quando da sua entrada para a Ordem do Carmo, foi um nobre português que foi beatificado por ter sido martirizado e não negar a fé católica.

Era filho de Baltazar Pereira e Maria da Cunha, que pertencia a uma família nobre e abastada e, em 1598, nasceu numa sua casa situada no Lugar de Lizouros, na freguesia da Cunha, em Paredes de Coura.[1]

Com 19 anos embarcou para a Índia e notabilizou-se como soldado, cabo de esquadra e finalmente como capitão da praça de Meliapor.

Mas apesar dos seus feitos militares optou antes por aceitar a sua vocação cristã e entra na Ordem dos Carmelitas Descalços de Goa, tendo sido enviado para uma residência que esta mesma Ordem tinha em Tatta (hoje território do Paquistão), onde recebeu o nome de Redento da Cruz.

Nos finais de Setembro de 1638, foi enviado com o Padre Dionísio da Natividade a Achem, na Samatra (actual Indonésia), onde chegou a 25 de Outubro. Aí foi denunciado como espião e posto a ferros. Os mouros decidiram negociar a libertação dos cativos, mediante a sua conversão ao Islão. Perante a recusa de abjurarem da sua fé, foram condenados a atrozes suplícios e à morte a golpes de azagaia e depois decapitado.

Foi beatificado, junto com o seu companheiro Dionísio da Natividade, pelo Papa Leão XIII, em 10 de junho de 1900.

Fonte: Wikipedia

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Beatos Dinis da Natividade e Redento da Cruz

EVOCANDO O PRIOR S. TEOTÓNIO – O SANTO VALENCIANO QUE É PADROEIRO DA CIDADE E DA DIOCESE DE VISEU

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Desde Fernando Magno, a D. Afonso Henriques, a Sé Catedral de Santa Maria de Viseu foi governada por priores, subordinados ao bispo de Coimbra, tendo sido o de maior relevância S. Teotónio, nascido em Tardinhade, freguesia de Ganfei, do concelho de Valença do Minho, sendo papa Gregório VII e rei de Leão e Castela Afonso VI.

Foram seus pais D. Oveco e D. Eugénia, "pessoas de vida, piedosas e das mais notáveis daqueles sítios.

Com 10 anos de idade (1092), partiu para Coimbra para junto de seu tio D. Crescónio, bispo daquela Diocese, que confiou a sua educação ao arcediago D. Telo "varão virtuoso e douto", que tinha a incumbência da educação dos mancebos, filhos dos nobres.

Teotónio era muito aplicado aos estudos das letras e do canto litúrgico, de tal modo que, no espaço de três anos, aprendeu Latim, Música e Retórica, com perfeição.

À medida que crescia em sabedoria crescia também em santidade.

No ano de 1098, faleceu D. Crescónio, vindo então para a Sé de Viseu o Prior Teotónio, onde se professava o instituto canónico de Santo Agostinho e onde era prior outro seu tio, D. Teodónio, a quem, por sua morte (1112), a instância do bispo de Coimbra, veio a suceder nesta dignidade.

Por muitos anos, residiu na nossa cidade, nas salas onde hoje se instala o cartório do Cabido da Sé.

Como se escreve algures a sua casa era um abrigo de peregrinos e por isso a denominaram o "Seio de Abraão".

Todos os sábados celebrava a Missa a Nossa Senhora, e às sextas-feiras a celebração era na Igreja de S. Miguel do Fetal, por todos os fiéis defuntos. Ao acto, assistia quase toda a população da cidade. No final da procissão em redor do cemitério, distribuía pelos pobres, "que sempre em multidão ali acorriam, o pão, o vinho e a cera das ofertas"

Ao impulso da sua Fé, fez duas peregrinações a Jerusalém, tendo renunciado o priorado da Sé de Viseu, antes de efectuar a primeira dessas peregrinações.

Com o seu dileto amigo e antigo mestre D. Telo, e outros companheiros, fundou, em Coimbra, o Mosteiro de Santa Cruz, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, do qual foi o primeiro Prior

O Conde D. Henrique, "querendo erigir o bispado de Viseu, ofereceu ao Prior S. Teotónio a dignidade episcopal, que ele recusou". Como testemunho dessa recusa, a imagem de S. Teotónio figura ao centro do corpo intermédio do frontispício da Catedral, sob o frontão angular, vestido com a indumentária dos cónegos regrantes de Santo Agostinho, empunhando na mão direita o báculo, enquanto a mitra jaz a seus pés, em sinal de que, por humildade, não usou.

A sua morte ocorreu no dia 18 de Fevereiro de 1163, e um ano depois foi a sua canonização. Decorridos 830 anos, essa efeméride foi comemorada com várias cerimónias, realizadas no Salão Nobre da Câmara Municipal, na Catedral e após elas com o descerramento da lápide que dá o nome ao "Largo de São Teotónio", uma homenagem muito sentida que a Cidade e a Diocese prestaram a essa notável e veneranda figura da Igreja e da Pátria.

O clero e o povo de Viseu elegeram-no por padroeiro da cidade e de todo o bispado, tendo sido esta eleição aprovada pelo papa Clemente VIII

Desde o dia 18 de Fevereiro de 1603, que existe na Catedral, como relíquia, um braço de S. Teotónio, sendo então Bispo de Viseu D. João de Bragança, que tinha feito este pedido com muito empenho a D. Lourenço Prior do Mosteiro de Santa Cruz.

  1. Teotónio continuará a abençoar, a nossa cidade e a nossa Diocese!

R.C. 1999

Conta-se que, em certo dia que a Rainha D. Teresa ouvia Missa na Sé, mandou pedir, pelo seu pagem, ao prior S. Teotónio "que abreviasse a Missa, porque necessitava de tempo para outros negócios" e que o Santo Prior deu as seguintes respostas:

"Dizei à Rainha que no Céu há outra Rainha, muito mais excelsa, a quem eu determino oferecer esta Missa, com suma veneração e pausa e que, se Sua Alteza tem necessidade do tempo, em sua mão está ausentar-se, quando for servida".

Terminada a Missa a Rainha foi à sacristia pedir perdão, como refere o Pe. Leonardo de Sousa

  • o Prior S. Teotónio, num dos nichos do frontispício da Catedral
  • vendo-se a Mitra a seus pés o braço de S. Teotónio, relíquia exposta na Catedral

Autor: Ana Ernestina Figueiredo

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CAMINHENSES FESTEJAM A SANTA RITA DE CÁSSIA

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As festividades a Santa Rita de Cássia remontam pelo menos a 1844, atraindo anualmente a Caminha milhares de visitantes.

Nascida em Roccaporena, na Úmbria, em 1381, com o nome no século Margherita Lotti, Santa Rita de Cássia foi uma monja agostiniana da diocese de Espoleto, em Itália.

Os seus milagres e virtudes levaram à sua beatificação pela em 1627, tendo sido canonizada pela Igreja Católica em 1900. É tida como “advogada das causas perdidas”, a “santa do impossível” e considerada a protetora absoluta das mães e esposas que sofrem maus-tratos dos maridos.

RELÍQUIAS DE S. GUALTER FORAM DESCOBERTAS EM GUIMARÃES HÁ 15 ANOS

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Faz quinze anos que as relíquias de S. Gualter foram descobertas em Guimarães, dissimulados no interior de uma imagem que se encontrava na Igreja de S. Francisco. A descoberta ocorreu na sequência das obras de restauro realizadas naquela igreja e os achados encontravam-se envoltos em linho, no interior de uma imagem oca.

Os registos deixados em actas do antigo mosteiro franciscano e noutros documentos existentes na Ordem de S. Francisco indicam que se trata efectivamente de S. Gualter, o monge franciscano que é venerado como padroeiro da cidade de Guimarães.

Nos começos do século XIII, S. Francisco de Assis enviou S. Gualter para Portugal com a missão de estabelecer no nosso país a Ordem dos Frades Menores, vulgo franciscanos.

A devoção popular a S. Gualter entre os vimaranenses faz das Festas Gualterianas que todos os anos se realizam em Agosto, em Guimarães, uma das mais concorridas e grandiosas romarias minhotas.

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VIANA DO CASTELO: S. BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES FALECEU HÁ 434 ANOS – CELEBRA-SE HOJE A SUA FESTA LITÚRGICA

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Passam 434 anos da morte de S. Bartolomeu dos Mártires. Para além da imagem que retrata a estátua em sua memória erigida no largo de S. Domingos em Viana do Castelo, bem na frente do convento com o mesmo nome que lhe era tão querido, recordamos a sua vida com duas imagens do livro de Assentos de Casamentos (misto: 1553 a 1583) da paróquia de Monte Redondo no concelho de Arcos de Valdevez.

Foi lançado neste livro, a 8 de outubro de 1564, a ata da execução do decreto do Concílio de Trento, proibindo os casamentos clandestinos. Como participante no Concílio de Trento, Bartolomeu dos Mártires causou admiração, inclusive no Papa, pela sua ação empolgante durante o mesmo. No mesmo livro também se encontra registada a visitação feita por Dom Bartolomeu, enquanto Arcebispo de Braga, à referida paróquia.

Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

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Dom Frei Bartolomeu nasceu em Lisboa, em 1514, na freguesia de Nossa Senhora dos Mártires, e entrou na Ordem Dominicana em 1528. Foi professor nos Conventos de S. Domingos de Benfica, Batalha e Évora. Foi depois também Prior do Convento de Benfica e finalmente Arcebispo de Braga (1559 1582). Encontra-se sepultado em Viana do Castelo no Convento de S. Domingos que ele próprio mandou construir e onde se recolheu até à sua morte em 16 de julho de 1590.

Foi decisiva a sua contribuição, na última sessão do Concílio de Trento (1561 1563), para reformas na Igreja que, no seu dizer, «estava para cair». Entre as Petições que apresentou neste Concílio, destacam-se duas, pela sua atualidade: a obrigação dos Pastores permanecerem próximos dos fiéis que lhes estão confiados, um dever para o qual o Papa Francisco repetidamente tem chamado a atenção; a criação de seminários, como obrigatórios para a formação humana e espiritual, teológica e pastoral dos sacerdotes, tão urgente naquela época e necessária nos dias de hoje.

O próprio Papa Pio IV, que ele visitou pessoalmente em Roma durante uma interrupção da sessão conciliar, qualificou assim, em carta enviada ao Cardeal Dom Henrique, a sua participação no Concílio: «Tal satisfação nos deu, no tempo em que participou, com a sua bondade, religião e devoção, que o ficámos tendo em grande conta, com tamanho conceito da sua honra e virtude que não poderão alterá-lo queixumes de ninguém».

Regressado à sua Arquidiocese, prosseguiu com reformas já antes iniciadas e, pelo menos algumas delas, confirmadas e oficializadas por decisões conciliares:

– Fundou o Seminário, o primeiro em toda a cristandade, para a formação dos presbíteros, uma novidade que o Papa S. João Paulo II fez questão de mencionar na celebração da sua beatificação.

– Para formação e uso dos sacerdotes, designadamente no seu ministério de instruir os fiéis e os consolidar na fé e prática de vida, escreveu o «Catecismo ou Doutrina Cristã e Práticas Espirituais», dois anos antes de ter sido publicado o Catecismo do Concílio de Trento pelo Papa S. Pio V.

– Promoveu e impôs uma rigorosa administração dos bens eclesiásticos, para os repartir equitativamente, «sem entesourar nada», como ele escreveu, fomentando e pondo em prática uma especial solicitude para com os mais pobres e desprotegidos. Costumava dizer que «em sua casa só ele era o estranho e os pobres eram os verdadeiros e naturais senhores dela».

– A sua proximidade ao povo que lhe estava confiado levou-o a calcorrear repetidamente toda a Arquidiocese de Braga, em periódicas visitas pastorais, percorrendo, com os limitados meios de então, um território cuja extensão compreendia também a atual Diocese de Viana do Castelo e partes das atuais Dioceses de Vila Real e Bragança-Miranda.

– Primariamente para sua própria orientação espiritual e pastoral, escreveu o famoso «Estímulo dos Pastores» que viria a ser editado por S. Carlos Borromeu, seu discípulo e apreciado amigo, e que, séculos mais tarde, iria ser oferecido pelo Papa Paulo VI a cada um dos bispos no encerramento do II Concílio do Vaticano.

Em todas estas e outras iniciativas e atividades mostrou a audácia, o ardor apostólico, a generosidade, a simplicidade e a santidade que fizeram dele um pastor exemplar para todos os tempos, incluindo os nossos. Assim o reconheceu explicitamente o Papa S. João Paulo II, ao beatificá-lo, a 4 de novembro de 2001, isto é, poucos dias depois de terminar o Sínodo dos Bispos que se dedicou à reflexão sobre a vivência do ministério episcopal, e ao referir-se às visitas pastorais do Beato Bartolomeu na Exortação Apostólica Pós-sinodal Pastores Gregis (n.º 46).

A sua vida e obra transpiram aquele dinamismo missionário sem fronteiras, aquela profunda convicção cristã que nascem da «Alegria do Evangelho» e são muito acentuadas pelo Papa Francisco: «O entusiasmo na Evangelização funda-se nesta convicção. Temos à disposição um tesouro de vida e de amor que não pode enganar, a mensagem que não pode manipular nem desiludir. É uma resposta que desce ao mais fundo do ser humano e pode sustentá-lo e elevá-lo. É a verdade que não passa de moda, porque é capaz de penetrar onde nada mais pode chegar. A nossa tristeza infinita só se cura com um amor infinito» (Evangelii Gaudium, n.º 265).

Nota Pastoral da CEP sobre “Bartolomeu dos Mártires, Modelo para a renovação da Igreja”. 1 DE Maio de 2014. Por ocasião das comemorações dos 500 anos do seu nascimento.

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RELÍQUIAS DE S. GUALTER FORAM DESCOBERTAS EM GUIMARÃES HÁ 15 ANOS

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Faz quinze anos que as relíquias de S. Gualter foram descobertas em Guimarães, dissimulados no interior de uma imagem que se encontrava na Igreja de S. Francisco. A descoberta ocorreu na sequência das obras de restauro realizadas naquela igreja e os achados encontravam-se envoltos em linho, no interior de uma imagem oca.

Os registos deixados em actas do antigo mosteiro franciscano e noutros documentos existentes na Ordem de S. Francisco indicam que se trata efectivamente de S. Gualter, o monge franciscano que é venerado como padroeiro da cidade de Guimarães.

Nos começos do século XIII, S. Francisco de Assis enviou S. Gualter para Portugal com a missão de estabelecer no nosso país a Ordem dos Frades Menores, vulgo franciscanos.

A devoção popular a S. Gualter entre os vimaranenses faz das Festas Gualterianas que todos os anos se realizam em Agosto, em Guimarães, uma das mais concorridas e grandiosas romarias minhotas.

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398年前に日本で殉教したリミアーノの福者フランシスコ・パチェコは誰でしたか?

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1626年6月20日、長崎でフランシスコ・パチェコ神父はイエズス会の17人の仲間とともに、ゆっくりとした火で殉教しました。

フランシスコ・パチェコはポンテ・デ・リマで生まれ、高貴な家系に生まれました。彼はガルシア・ロペス・パチェコとマリア・ボルヘス・デ・メスキータの息子でした。

1585年にイエズス会に入会し、2年後にインドに渡り、そこから日本に渡った。1614年にマカオに追放された迫害を生き延びた後、着替えて変装して日本に入国し、日本でひそかに布教活動を行っていたイエズス会の司教区長と修道会の修道院長に任命されました。

1625年、糾弾を受けてティマバラで逮捕・投獄され、その後長崎に連行され、生きたまま火あぶりにされた。ピウス9世は1867年7月7日に彼を列福した。

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QUEM FOI O BEATO FRANCISCO PACHECO – UM LIMIANO MARTIRIZADO NO JAPÃO HÁ 398 ANOS?

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Em 20 de Junho de 1626, em Nagasáqui, o padre Francisco Pacheco foi martirizado a fogo lento juntamente com dezassete companheiros da Companhia de Jesus.

Francisco Pacheco era natural de Ponte de Lima e procedia de nobre linhagem. Era filho de Garcia Lopes Pacheco e Maria Borges de Mesquita.

Em 1585, ingressou na Companhia de Jesus e, dois anos depois, partiu para a Índia, de onde passou ao Japão. Sobreveio às perseguições ocorridas em 1614, tendo sido desterrado para Macau, após o que, mudando o trajo, introduziu-se disfarçadamente no Japão, tendo sido nomeado governador do bispado e Superior dos religiosos da Companhia de Jesus que prosseguiam clandestinamente a sua actividade missionária no Japão.

Em 1625, na sequência de denúncia, foi preso e encarcerado em Timabara, tendo posteriormente sido conduzido a Nagasáqui onde foi queimado vivo. Pio IX procedeu à sua beatificação em 7 de Julho de 1867.

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PONTE DE LIMA: REUNIDOS 5 MILAGRES AO BEATO FRANCISCO PACHECO

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  • Crónica de Adelino Tito de Morais

No âmbito do processo de canonização do Beato Francisco Pacheco (1585?-1626), a decorrer no Vaticano, o Postulador da Causa, o Padre João Caniço recolheu cinco milagres, intenções de santidade provenientes de Ponte de Lima, Custóias, Fornos de Algodres e Toronto (Canadá).

A notícia foi revelada durante um encontro realizado recentemente em Loures com aquele sacerdote, e consta do relatório a enviar pelo ex-Pároco do Lumiar, Lisboa, à Santa Sé. Na reunião, elencamos também as acções realizadas nos últimos dez meses pelo grupo dinamizador do desejo de santificar o ilustre jesuíta e conterrâneo, o Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, que no decorrer de seus eventos na Europa, incluiu a capital italiana. O Padre João Caniço, satisfeito com as actividades já realizadas, salientou ainda que “necessitamos de obter a canonização, daí a existência de milagres a justificar a sua intercessão”.

Assim, recordemos que entre o trabalho de divulgação do missionário, realizou-se na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, uma exposição bio-bibliográfica, com apoio do município e do Pároco, agora também Vigário Geral da diocese de Viana do Castelo, Mons. José Caldas. Igualmente, a devoção ao mártir português no Japão tem sido intensificada, com a entrega da sua imagem, uma escultura de marfinite pintada, na sede da NATO em Bruxelas; na embaixada de Portugal junto da Santa Sé, Roma, e posteriormente a entidades portuguesas nos sectores da diplomacia, cultura e indústria, com sede no Brasil, Canadá e França. A primeira representação iconográfica do mártir foi colocada em Outubro 2021 na Igreja de S. António dos Portugueses em Roma, oferecida pelo grupo limiano ao seu Reitor, Mons. Agostinho Borges, adido eclesiástico de Portugal junto da Santa Sé, e ex-Prelado de Honra do Papa João Paulo II, recorde-se.

Entretanto, um novo encontro terá lugar em Itália com o embaixador de Portugal no Vaticano e outros membros do Dicastério Romano, para balanço de actividades e agendamento de outras. Aqui, podemos informar que está em curso o agendamento duma reunião em Agosto próximo em Ponte de Lima com os ilustres intervenientes na Causa de Canonização, vindos de Roma, de Lisboa e Braga. O programa incluirá ainda uma recepção pelo chefe da edilidade, Vasco Ferraz, pois o município pretende colaborar nos 400 anos do martírio do Beato Pacheco e seus companheiros (1626-2026). A finalizar, podemos ainda referir, que a tradução portuguesa do latim do poema PACIECIDOS, nas mãos da latinista conimbricense Carlota Urbano deverá ser concluída no corrente ano.