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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA: PROJETO DO GRUPO CASAIS QUALIFICOU E JÁ CONTRATOU COLABORADORES DA GUINÉ-BISSAU

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Está a decorrer o projeto desenvolvido pelo Grupo Casais que tem o objetivo de oferecer formação e oportunidades de emprego no setor da construção a trabalhadores da Guiné-Bissau. Os formandos estão já a trabalhar em Portugal, onde, após uma semana de acolhimento e integração, continuarão também com formação.

O Grupo Casais está a levar a cabo um projeto cuja intervenção atua na formação, capacitação e mobilidade de Recursos Humanos, no universo CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), especificamente na Guiné-Bissau, em parceria com o Instituto de Formação dos Países de Língua Portuguesa (IFCPLP). A iniciativa pretende reforçar competências técnico-profissionais e qualificação para a integração na vida ativa. Após um processo de formação e de avaliação, o Grupo Casais estabeleceu, com os candidatos selecionados, um contrato de trabalho em Portugal.

Os formandos estão já a trabalhar em Portugal, depois de terem tido formação no país de origem durante três semanas e após uma semana de acolhimento e integração continuarão agora em formação.

Este projeto comporta três objetivos principais, que são: combater a imigração ilegal em Portugal; aumentar as qualificações dos cidadãos CPLP, nomeadamente os guineenses e combater a falta de mão de obra em Portugal, problema que tem vindo a ser muito marcante no setor da construção no país.

“É com muito orgulho que vemos este projeto avançar em parceria com a IFCPLP. O Grupo Casais está totalmente comprometido com o desenvolvimento do setor e a transferência tecnológica na construção. Um dos nossos objetivos é o caminho para a construção sustentável e para isso é fulcral uma mão de obra qualificada e a valorização daqueles que são os recursos humanos, um ponto fundamental para este desenvolvimento. De forma a contribuir para melhorias no setor, e também para promover a reversão da emigração de risco, e capacitar a força trabalhadora do setor da construção civil na Guiné-Bissau, damos este passo importante para a história do Grupo Casais. Os nossos recursos humanos são os nossos maiores ativos e por isso é tão importante apostar na formação”, afirma António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais. 

A iniciativa, composta por várias fases, teve início com a divulgação, seleção e recrutamento de recursos humanos na Guiné-Bissau, processo que exigiu requisitos mínimos para a candidatura a esta oferta de contratação e formação conforme critérios previamente definidos.  O Instituto de Formação dos Países de Língua Portuguesa(IFCPLP) foi responsável pelas questões de documentação e pedido de vistos de trabalho e existirá, ao longo do projeto, um acompanhamento social e profissional dos trabalhadores.

 A formação teórica e prática foi assegurada pelo IFCPLP em colaboração com o Grupo Casais. Após estes momentos, foi feita uma seleção com 60% dos candidatos, com os quais foi efetivado um contrato de trabalho. Os restantes 40% ficaram numa bolsa de trabalhadores criada para o efeito, com o intuito de que possam servir empresas locais, contribuindo este projeto para a qualificação dos trabalhadores Guineenses.

O programa de formação incluiu metodologia específica, com uma proposta personalizada ao projeto, onde foram transmitidos vários conhecimentos práticos como alvenaria, reboco, betonilha, ladrilho.

Foram identificados alguns parceiros, nomeadamente associações, organismos públicos e privados e centros de formação especializados na área da construção que tiveram um papel de auxílio no projeto, sobretudo na divulgação da oferta e pré-seleção de candidatos.

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EXPOSIÇÃO COLONIAL PORTUGUESA: UMA MINHOTA E UMA INDÍGENA GUINEENSE DA ETNIA BIJAGÓS

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Em 1934, realizou-se no Palácio de Cristal, no Porto, a 1ª Exposição Ultramarina Colonial Portuguesa.

O certame destinou-se a mostrar a grandeza de Portugal, incluindo os seus territórios ultramarinos. Para o efeito, reconstituiram-se no local aldeias indígenas, foi criado um jardim zoológico com animais exóticos e edificadas réplicas de monumentos ao mesmo tempo que se dava a conhecer os diferentes povos e grupos étnicos, a sua gastronomia e o empreendedorismo empresarial do país naqueles territórios.

Na prática, esta exposição viria a tornar-se um ensaio para a organização da Exposição do Mundo Português que veio a ter lugar em Lisboa apenas seis anos depois.

Na imagem vemos uma minhota com o seu traje domingueiro de lavradeira – vulgo traje à vianesa – junto de uma jovem indídegena guineense da etnia dos Bijagós, conhecida por Rosita.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

QUEM FOI ANTÓNIO LOBATO – UM MELGACENSE QUE FOI UM VETERANO DE GUERRA NA GUINÉ?

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António Lourenço de Sousa Lobato, nascido em 11Mar38 na aldeia minhota de Sante (freguesia de Paderne, no concelho de Melgaço): em 26Jul61, sendo 1º Sargento piloto-aviador da Força Aérea Portuguesa, chega à Guiné e fica colocado no AB2-Bissalanca; na manhã de 22Mai63, quando em missão operacional sobre a região litoral centro-oeste da Guiné, após forçada aterragem no mato, é capturado pelo PAIGC e mantido cativo na República da Guiné-Conackry, vindo a ser em 22Nov70 resgatado - com outros 25 portugueses - no decurso da Operação Mar Verde, após o que regressa a Portugal; actualmente Major da Força Aérea Portuguesa, na situação de reforma.

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"Liberdade ou Evasão"

título: "Liberdade ou Evasão - o mais longo cativeiro da guerra"

autor: António Lobato

editor: Erasmos

1ªed. Amadora, 16Dez1995

214 págs (incluindo anexo documental)

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preço: (original 2.500$00)

dep.leg: PT-96198/95

ISBN: 972-8301-07-3

Com o subtítulo "O mais longo cativeiro da guerra", este impressionante documento humano relata os longos anos em que o piloto aviador Lobato esteve prisioneiro na Guiné Conakry, após ser capturado pelas forças do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), durante a chamada "Guerra Colonial", que opôs Portugal às suas antigas colónias de África.

Ao longo de 200 páginas, o livro refere o drama físico e psicológico vivido por um jovem militar português, que durante mais de sete anos foi capaz de suportar um isolamento extremo num cubículo de dimensões exíguas, em condições sub-humanas, mas sem perder a esperança de alcançar de novo a liberdade. Aliás, por três vezes se evadiu, tendo a última escapadela durado ainda uma curta semana, mas tão longa para quem durante dias e meses a fio permanecia confinado numa fortaleza sombria e claustrofóbica.

Mas o aspecto talvez mais saliente neste testemunho heróico tem a ver com a reflexão interior que o protagonista deste drama nos dá a conhecer, durante as longas horas que era obrigado a permanecer quase estático num espaço acanhado de quatro por dois passos, na medida do próprio autor. Sem a vastidão ilimitada do céu por onde se habituara a voar, Lobato é forçado, para sobreviver psiquicamente a essa provação extrema, a explorar uma outra dimensão ainda ignota: a do seu próprio ser interior do qual vai aprender a conhecer os limites ou, melhor ainda, a sua infinita transcendência.

Recusando-se a desistir da vida e escudado na promessa que fez à sua jovem esposa, nos oito meses que ambos passaram na Guiné " "Se algum dia desaparecer não te preocupes, voltarei sempre." " o tenente Lobato estabelece consigo próprio um diálogo interior que lhe conserva a lucidez e o vai ajudar a passar os dias sufocantes e sempre solitários. Ao mergulhar nesta outra dimensão, comum afinal a todos nós, o prisioneiro revela não apenas a força inabalável do seu carácter, moldado também na dura disciplina militar, mas dá-nos sobretudo uma lição de sobrevivência e da admirável capacidade que o Ser Humano tem de se adaptar às condições mais inóspitas e adversas. Deste modo, e como ele próprio afirma, foi esta vitória sobre si próprio que o salvou e simultaneamente enriqueceu como Pessoa, fazendo jus às palavras milenares de Buda, que a proclamou como "a maior de todas as vitórias".

O livro baseia-se não só nas recordações do seu autor, mas também nos apontamentos que ele escreveu durante o cativeiro, quando outro preso importante de uma cela contígua lhe forneceu papel e lápis, o que permitiu inclusive o envio clandestino de algumas cartas para a família, e até informações sobre a prisão e várias outras de carácter militar. Parte destes documentos, incluindo desenhos da topografia local e um esboço do Forte de Kindia, encontram-se reproduzidos nas 26 páginas do anexo final do livro.

E é só em Novembro de 1970, que a operação secreta "Mar Verde", durante muito tempo não admitida oficialmente pelo governo português, põe fim ao longo cativeiro de Lobato e outros jovens militares portugueses, entretanto capturados pelos combatentes guineenses.

O regresso à Pátria e à família é apenas ensombrado por essa obrigação de não revelar o "modus operandi" da libertação, a qual é apresentada como uma fuga bem sucedida, já que o segredo de Estado assim o determina. Em suma, trata-se de um relato empolgante pela sua veracidade e que nos revela a faceta oculta da nossa própria humanidade, quando confrontados com situações limite em que apenas nos podemos valer de nós mesmos e de mais ninguém. Uns desistem e abandonam-se ao desespero e à negação, mas outros sempre acalentam o eterno sonho da liberdade recuperada, se não nos espaços exteriores, pelo menos na ampla vastidão do querer indómito de uma alma que não se verga a nenhuma adversidade, porque em si a Vida sabe!

Fonte: Dos Veteranos da Guerra do Ultramar

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BRAGA: ASSOCIAÇÃO DOS AUTARCAS MONÁRQUICOS HOMENAGEOU ANTIGOS COMBATENTES GUINEENSES DO EXÉRCITO PORTUGUÊS

  • Crónica de Ígor Lopes

A Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos (APAM) exigiu, em Bissau, “a devolução da nacionalidade portuguesa aos antigos militares nascidos na Guiné-Bissau que serviram o exército português”.

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“Eram portugueses e deixaram de o ser depois do 25 de abril de 1974. Quem defendeu e morreu pela sua Pátria, quem jurou a bandeira portuguesa, quem cantou o Hino Nacional, tem todo o direito de ser reconhecido como cidadão português”, disse Manuel Beninger, presidente dessa entidade.

A APAM, com sede em Braga, homenageou, numa cerimónia realizada na sede da Associação dos Ex-Combatentes das Forças Armadas Portuguesas (ADECOFARP), os antigos soldados nascidos na Guiné-Bissau, antiga Guiné Portuguesa.

O ato contou com a presença do representante do Ministério da Defesa do Governo do país, Carlos Costa, do Adido de Defesa da Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, Coronel Carlos Silvestre Oliveira, do representante da Liga dos Combatentes, Coronel Danif, e do presidente da ADECOFARP-GB, Amadu Jau.

Estiveram também presentes no evento, em Bissau, mais de duas centenas de antigos combatentes a quem foi entregue a “Medalha de Honra e Glória ao Mérito Militar” instituída pelo organismo monárquico.

Na sua comunicação, Beninger defendeu que “é imperioso que Portugal dignifique todos os portugueses nascidos na Guiné Portuguesa que lutaram do lado de Portugal”.

“Aproximadamente, 17 mil homens nativos da Guiné integraram o Exército Português, juraram fidelidade à bandeira, cantaram o hino e combateram na chamada ‘Guerra do Ultramar’. Uma guerra para onde Portugal recrutou 1.368 milhões de militares, sendo que 433 mil deles eram africanos nativos de Angola, Moçambique e Guiné”, acentuou Beninger, que recordou, ainda, que, “com a independência, e apesar do compromisso assumido no Acordo de Argel em 1974, os militares nascidos na Guiné Portuguesa, atual Guiné-Bissau, que ingressaram nas forças armadas portuguesas, foram “traídos” pelo país que juraram defender. Abandonados, foram obrigados a fugir e a procurar refúgio. Os que foram capturados por aqueles que lutaram pela independência sofreram torturas e muitos foram fuzilados”.

“Foi feita uma grande injustiça a estes militares que se consideravam e se consideram ainda portugueses. Foram humilhados, ostracizados, muito maltratados a todos os níveis. Roubaram-lhes a nacionalidade, e esse é um direito que nunca lhes devia ter sido retirado”.

“Afinal, em oposição à versão da história que é ensinada nas escolas portuguesas, na Revolução dos Cravos houve muito sangue derramado, só que no continente africano. Quase 50 anos depois, a APAM quer dar voz aos militares portugueses africanos que sobreviveram. Estes militares ainda lutam, mas já não é no campo de batalha. Agora, prosseguem o combate pela nacionalidade portuguesa e pelos direitos que lhes continuam a ser negados”, finalizou Beninger.

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PAREDES DE COURA: CENTRO MÁRIO CLÁUDIO EVOCA MEMÓRIAS DA GUERRA EM ÁFRICA

UM PIANO NA GUINÉ

Mobilizado para a Guiné, logo no início da guerra, CÂNDIDO LIMA levou consigo o inverosímil: um piano.

Serão as peças então criadas, em pleno cenário bélico, que o compositor nos dará a ouvir, no sábado, 28 de Janeiro, às 17,30 h., no Centro Mário Cláudio, em Venade, Padedes de Coura.

Trata-se de um evento mais, integrado no ciclo MEMÓRIAS DA GUERRA EM ÁFRICA

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PRESIDENTE DA CÂMARA DE VIZELA RECEBEU COMITIVA NO REGRESSO DE NOVA VIZELA NA GUINÉ

O Presidente da Câmara Municipal, Victor Hugo Salgado, recebeu esta tarde a comitiva que partiu de Vizela no passado dia 28 de outubro, rumo a Nova Vizela, na Guiné.

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O grupo, liderado por David Topete, trouxe de Nova Vizela uma carta do administrador do território de Bissorâ, Joel Malam Tchuda, onde o mesmo realça os laços históricos que unem as duas cidades, assim como a “necessidade de estabelecer um relacionamento de irmãos da mesma história e da mesma língua”, efetuando um pedido oficial de geminação com Vizela.

O Presidente da Câmara reiterou a sua posição já anteriormente manifestada de que esta geminação faz todo o sentido, pois o tempo tem provado que ao longo dos anos existe uma cada vez maior aproximação e relação entre o município de Vizela e Nova Vizela, daí que a Câmara Municipal demonstra a sua total abertura para o estabelecimento desta união.

O Edil destacou ainda que, quando assumiu funções, se verificava um afastamento das relações entre as diversas cidades que estavam geminadas com Vizela, tendo sido efetuada uma inversão de trajetória consolidando e fortalecendo os laços com essas cidades.

De relembrar que David Topete e um grupo de amigos lançaram uma campanha de solidariedade para apoiar aquela comunidade que vive na pobreza extrema e onde levaram, para além de outros bens de primeira necessidade, como roupa, material hospitalar, material escolar, medicamentos, levaram também um jipe/ambulância.

CCRB APOSTA NA APROXIMAÇÃO ENTRE PORTUGAL E O CONTINENTE AFRICANO

  • Crónica de Ígor Lopes

O antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, visitou a região das Beiras, Portugal, a convite da Câmara do Comércio da Região das Beiras (CCBR) nos dias 7 e 8 de setembro, com uma programação que incluiu encontros empresarias, diplomáticos, políticos e associativos.

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No dia 7, ao lado de membros da CCRB, Aristides Gomes almoçou com empresários no concelho do Fundão e aproveitou o momento para conversar sobre as relações entre os dois países com Paulo Fernandes, presidente da autarquia local.

Nesse mesmo concelho, o guineense conheceu a Incubadora e o Centro de Congressos locais. Houve ainda espaço para reuniões com Alcina Cerdeira, vereadora na Câmara Municipal do Fundão, e com Carlos São Martinho, presidente da MA e diretor da Escola Profissional do Fundão. Nos Paços do Concelho, a visita do ex-primeiro-ministro da Guiné Bissau visou “estreitar pontes e abrir corredores com os países da CPLP e de toda a América do Sul”.

Nas ruas do Fundão, um momento inusitado. Alunos guineenses da Escola Profissional do Fundão, que acabaram os seus cursos há cerca de dois meses, reconheceram Aristides Gomes e mantiveram com ex-governante “uma conversa amigável e franca” sobre “as suas preocupações por terem acabado o estágio, em áreas como o comércio, a metalomecânica e outros e, apesar da falta de mão de obra em Portugal, ainda não foram chamados para qualquer trabalho na região”.

No final do dia 7 de setembro, Aristides Gomes participou num jantar oferecido pela Casa do Brasil – Terras de Cabral, no Fundão, que serviu para celebrar o bicentenário da independência do Brasil e que reuniu diversos nomes integrantes da comunidade brasileira na região, com uma aposta forte na promoção da lusofonia. Neste jantar, estiveram presentes também Acácio Pereira, presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal, e João Morgado, presidente da Casa do Brasil – Terras de Cabral.

Todas estas iniciativas foram acompanhadas de perto por José Manuel Diaz, consultor da Câmara Municipal de Amarante, e por Ana Correia, presidente da Câmara do Comércio da Região das Beiras, que acredita que o encontro irá gerar boas conexões intercontinentais.

“Conversamos bastante sobre vários projetos que pretendemos colocar em ação. Teremos muitos trabalhos importantes a fazer em breve conectando a lusofonia e os mercados em África e na Europa”, disse Ana Correia.

EXPOSIÇÃO COLONIAL PORTUGUESA: UMA MINHOTA E UMA INDÍGENA GUINEENSE DA ETNIA BIJAGÓS

Em 1934, realizou-se no Palácio de Cristal, no Porto, a 1ª Exposição Ultramarina Colonial Portuguesa.

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O certame destinou-se a mostrar a grandeza de Portugal, incluindo os seus territórios ultramarinos. Para o efeito, reconstituiram-se no local aldeias indígenas, foi criado um jardim zoológico com animais exóticos e edificadas réplicas de monumentos ao mesmo tempo que se dava a conhecer os diferentes povos e grupos étnicos, a sua gastronomia e o empreendedorismo empresarial do país naqueles territórios.

Na prática, esta exposição viria a tornar-se um ensaio para a organização da Exposição do Mundo Português que veio a ter lugar em Lisboa apenas seis anos depois.

Na imagem vemos uma minhota com o seu traje domingueiro de lavradeira – vulgo traje à vianesa – junto de uma jovem indídegena guineense da etnia dos Bijagós.

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

GUINÉ-BISSAU PRETENDE ESTREITAR LAÇOS COM FAMALICÃO

O Secretário de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria da Guiné-Bissau, Augusto Nhaga, fez uma visita aos Paços do Concelho, ontem, dia 11 de julho, tendo sido recebido pelo Presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, com quem conversou, entre outros assuntos, sobre o estreitamento das relações institucionais destas regiões.

Refira-se que a Secretaria de Estado dos Combatentes já possui uma relação institucional com o Museu da Guerra Colonial de Famalicão, desenvolvida com o intuito de estudar e preservar a história associada a este momento marcante, numa perspetiva conjunta, e gerar conhecimento para as gerações vindouras.

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VIANA DO CASTELO RECEBE ENCONTRO DE ANTIGOS COMBATENTES DO ULTRAMAR

Almoço Convívio e Comemoração do 52.º Aniversário do Regresso da Companhia de Caçadores 816

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«JUSTIÇA E LUTA» - «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS». Serviu Portugal na Província Ultramarina da Guiné,

em Bissorã, Olossato e Mansoa

no período de 26 de Maio de 1965 a 8 de Fevereiro de 1967

Informação de Armando Santos

DATA DA REALIZAÇÃO DO EVENTO: 11 de Maio de 2019

HORA DE INICIO: Concentração às 10H00 na Igreja da Nossa Senhora da Agonia, Viana do Castelo

LOCAL DO EVENTO: Igreja da Nossa Senhora da Agonia, Viana do Castelo

DISTRITO DO EVENTO: Viala do Castelo

INSCRIÇÃO (TELEFONE, E-MAIL OU OUTRO CONTACTO): Telefone: 965060090

NOME DO RESPONSÁVEL PELO EVENTO: Armando Santos

TEXTO DO EVENTO: 25.º Almoço de Confraternização e Comemoração do 50.º Aniversário da Partida do Batalhão de Artilharia 2865 (CCS, CArt2476, CArt2477 e CArt2478) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS». Serviu Portugal na Província Ultramarina da Guiné, em Catió, Cufar, Cabedú e Gadamel, no período de 11 de Fevereiro de 1969 a 23 de Dezembro de 1970

Fonte: http://ultramar.terraweb.biz/

CAMINHA ACOLHE X CONFERÊNCIA DE MINISTROS DA JUVENTUDE E DESPORTO DA CPLP

Representantes dos governos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste reunidos de 28 e 30 de julho

Caminha acolhe, na próxima semana,a X Conferência de Ministros da Juventude e Desporto da CPLP, recebendo os representantes dos governosde Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O encontro terá lugar entre os dias 28 a 30.

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Na IXª Conferência, realizada na Ilha do Sal, em Cabo Verde, ficou acordado que a cimeira de 2017 teria lugar em Portugal e Caminha foi o concelho escolhido para receber este evento. Esta será, provavelmente, a mais importante cimeira setorial internacional realizada no concelho de Caminha, e que decorrerá no fim-de-semana em que aqui também ter lugar a Feira Medieval.

Na presidência desta Conferência estará oministro da Educação de Portugal, Tiago Brandão Rodrigues, que irá realizar a sessão de abertura.Esta conferência, decorre na sequência dos termos da Resolução 18/2016, de 17 de julho, em que os ministros participantes na IX Reunião acordaram, conforme referimos, realizar a próxima Reunião em 2017 e em Portugal.

A Conferência será uma oportunidade para apresentação e discussão de temas pertinentes e atuais comuns nas áreas da Juventude e do Desporto do espaço da CPLP.Entre os documentos estratégicos, serão analisados o relatório de atividade de 2016, o plano de atividades 2017/2018 e assuntos relativos aos Jogos Desportivos de 2018, bem como outros projetos estruturantes para o futuro da Conferência.

BRAGA CELEBRA PROTOCOLO DE GEMINAÇÃO COM BISSAU

Presidente da Câmara Municipal de Bissau reuniu com Ricardo Rio

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, reuniu hoje, dia 11 de Março, com o presidente da Câmara Municipal de Bissau, Adriano Gomes Ferreira.

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Durante o encontro foi acordada a assinatura de um protocolo de geminação entre Braga e Bissau, capital da República da Guiné-Bissau. Segundo Ricardo Rio, as duas Cidades têm vários pontos em comum e os munícipes podem beneficiar de um acordo estável e duradouro que permita desenvolver relações económicas e partilha de conhecimento entre os territórios.

“Este é mais um passo na afirmação internacional e de cooperação institucional que o Município de Braga tem vindo a realizar, com consequências muito positivas a nível político, económico, social e cultural. São já muitas as empresas de Braga com relações económicas com Bissau, especialmente nas áreas da construção civil e turismo, e esperamos que as oportunidades de investimento venham a aumentar no futuro”, realçou, sublinhando ainda que Braga recebe vários alunos de Bissau que vêm adquirir formação superior.

Por outro lado, sublinhou o Edil, Braga está totalmente disponível para contribuir para o desenvolvimento de Bissau nas vertentes onde é mais pertinente a replicação de boas práticas. “Queremos contribuir com o nosso ´know-how´ para desenvolver a rede de transportes públicos e de saneamento de Bissau, assim como para modernizar a administração pública, vectores considerados fundamentais pelos responsáveis de Bissau”, referiu.

Já Adriano Gomes Ferreira garantiu que esta é uma excelente oportunidade para intensificar os contactos entre as cidades, alinhavando os detalhes da geminação. “Temos a obrigação de identificar os pontos de contacto para conseguirmos uma parceria que seja do interesse dos munícipes de Bissau e Braga. O objectivo é que, com a geminação, se dê corpo a uma cooperação mais robusta e duradoura”, adiantou.

O presidente da Câmara Municipal de Bissau abordou ainda a importância da comunidade de estudantes da Guiné-Bissau que estão sediados em Braga em terem um interlocutor para exporem os seus problemas e ambições. "A necessidade de desenvolvimento da Guiné-Bissau faz com que seja fundamental o aumento do número de estudantes que vêm adquirir conhecimento nas Universidades de Braga. Queremos que o façam com todas as condições e com o apoio das entidades locais”, disse.

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GUIMARÃES E GUINÉ-BISSAU COOPERAM NO TURISMO

Domingos Bragança reuniu-se ontem com Secretário de Estado do Turismo da Guiné-Bissau

Encontro institucional permitiu estreitar relações com o país da costa ocidental de África. Périplo do governante incluiu visita a edifícios vimaranenses simbólicos.

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O Presidente do Município de Guimarães, Domingos Bragança, reuniu-se esta quinta-feira, 09 de outubro, com o Secretário de Estado do Turismo da República da Guiné-Bissau, Vicente Fernandes. O encontro, que decorreu na Câmara Municipal de Guimarães, teve como objetivo estreitar relações institucionais, tendo em vista a realização de eventuais parcerias com entidades, empresas e operadores turísticos vimaranenses.

Na deslocação realizada a Guimarães, o Secretário de Estado do Turismo da Guiné-Bissau, que recentemente entrou em funções, estando no cargo desde o passado mês de julho, visitou alguns dos locais mais emblemáticos da cidade, tendo estado no Centro Histórico, Castelo, Paço dos Duques de Bragança, Plataforma das Artes e da Criatividade.

«Guimarães quer contribuir para o desenvolvimento da região, sabendo que estamos inseridos numa escala global onde a nossa imagem identitária é uma referência. É um prazer e uma honra termos entre nós tão ilustre convidado, que nos visita em missão institucional e com o objetivo de criarmos laços num futuro próximo», afirmou Domingos Bragança, após a reunião.

«Estou muito satisfeito pela forma como fui recebido na cidade onde nasceu Portugal. Guimarães tem um património valiosíssimo e um elevado potencial turístico, com pessoas e um tecido económico muito empreendedor», referiu o Secretário de Estado do Turismo da Guiné-Bissau. «A oferta turística do nosso país, além do sol e da praia, também contempla a diversidade cultural, elementos históricos e a biodiversidade», acrescentou Vicente Fernandes.

Refira-se que, no final do último mês de julho, Portugal e a Guiné-Bissau assinaram um acordo que permitirá retomar as ligações aéreas entre os dois países, o que deverá acontecer, ao que tudo indica, a partir do próximo dia 28 de outubro. O protocolo de cooperação, formação e capacitação foi celebrado nas áreas das migrações e controlo de fronteiras.