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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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GUIMARÃES: "CURTIR CIÊNCIA" CONSTRÓI HOTEL DE INSECTOS

Um Hotel de Insetos com a marca Curtir Ciência

O Ecology Day (14 de setembro) é um dia dedicado à relação entre Ecologia e Sociedade. Respondendo ao desafio da Sociedade Portuguesa de Ecologia, o Curtir Ciência decidiu marcar a efeméride com a construção de um Hotel para Insetos, que constitui um aliciante extra da visita à sua exposição permanente.

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Daniel Ferreira, monitor científico do Curtir Ciência e coordenador deste projeto, lembra que “os insetos são o grupo de seres vivos mais abundante à face da Terra” e que muitos deles, como as joaninhas, crisopas e vespas parasitas, são “verdadeiros auxiliares da agricultura, ao contribuírem para o controlo das populações de pragas agrícolas e florestais”. Apesar de tudo, a sua diversidade está a diminuir e 40% das espécies estão ameaçadas de extinção. Uma das estratégias para minimizar esta diminuição passa por instalar os chamados hotéis de insetos em áreas urbanas. Estas estruturas ajudam a aumentar a diversidade de insetos e permitem observar de perto abelhas solitárias, joaninhas, borboletas, crisopas, moscas-das-flores, entre outras espécies.

Nos próximos dias, o Hotel de Insetos do Curtir Ciência receberá os primeiros “hóspedes”, permitindo uma observação de proximidade das espécies.

GUIMARÃES ENSINA A BORDAR

FORMAÇÃO EM BORDADO DE GUIMARÃES

INSCRIÇÕES ATÉ 01 SETEMBRO

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O Bordado de Guimarães é um ativo certificado da cidade de Guimarães desde 2010. Como forma de manter sustentável o conhecimento sobre esta forma particular de bordar, A Oficina • Guimarães e CEARTE irão promover uma formação sobre este tema.

Conhecer as técnicas, as matérias-primas e as ferramentas utilizadas são alguns dos pontos do programa desta formação. As sessões decorrerão de 18 de setembro a 24 de outubro, na Casa da Memória de Guimarães.

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas até ao dia 1 de setembro, através do formulário online, que está disponível no website d’A Oficina. O número de inscrições está limitado a 16.

Incrições ➞ https://cutt.ly/SdS434J

ESPAÇO GUIMARÃES PROMOVE UM AGOSTO CULTURAL E DE ACESSO GRATUITO

O Espaço Guimarães, do grupo Klépierre, oferece aos Vimaranenses duas exposições que destacam personalidades locais. Não perca as caricaturas dos jogadores do Vitória de Guimarães ou as telas de Isidro Ribeiro que são uma ode à cidade.  As duas iniciativas são de acesso gratuito.

Espaço Guimarães_exposição de caricaturas do V

O convite do Espaço Guimarães é imperdível e celebra a cidade e as suas personalidades mais destacadas.  Até ao final do mês, no piso 1, os adeptos do Vitória de Guimarães estão convocados a verem de perto os seus ídolos dos relvados interpretados por um caricaturista. Todo o plantel está representado. Será que reconhece cada um? Divirta-se a encontrar o seu jogador favorito e a tirar uma selfie. Não se esqueça de partilhar com o @espacoguimaraes!

Durante todos os dias de agosto e até 15 de setembro, no corredor do piso 1 é ainda possível admirar as telas de Isidro Ribeiro. O artista amador pintou 16 cenários da cidade de Guimarães que são “testemunhos de toda a beleza incomparável da cidade-berço”. O Espaço Guimarães continua assim a apoiar a sua comunidade ao proporcionar um ponto de encontro de grande expressão entre um artista local e os habitantes da cidade.

Desfrute das exposições para toda a família no Espaço Guimarães.

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NOVOS OLHARES, VELHAS CAUSAS: A OPINIÃO DE EDITE ANGUSTINHA SOBRE A PROBLEMÁTICA DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA SUBREGIÃO DO AVE

O projecto “Novos Olhares, Velhas Causas” foi desenhado pelo Centro Social da Paróquia da Polvoreira (www.cspolvoreira.com), uma das IPSS do concelho de Guimarães. Em conversa com a Assistente Social Edite Angustinha, tentamos perceber algumas especificidades daquele projecto.

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BLOGUE DO MINHO - Que "olhar" sobre a realidade despertou a necessidade de elaborar este projeto?

Edite Angustinha (Assistente Social):A violência doméstica e a negligência são as principais problemáticas que originam a abertura de processos na CPCJ” (PDSI de Guimarães: página 55), conforme refere o Plano de Desenvolvimento Social Inclusivo de GUIMARÃES (2015-2020).

Relativamente aos problemas identificados naquele Plano, neste âmbito, destacam-se os seguintes: Prevalência da desigualdade de género na violência doméstica; Dependência económica e emocional da vítima de violência doméstica relativamente ao agressor(a); Insegurança da vítima de violência doméstica relativamente à salvaguarda da segurança e protecção dos filhos; Dificuldade da vítima de violência doméstica em denunciar as agressões; Prevalência dos valores religiosos e culturais na tomada de decisão por parte das vítimas de violência doméstica; Desconhecimento dos direitos por parte das vítimas de violência doméstica; Falta de respostas sociais qualificadas de apoio às vítimas de violência doméstica. Falta de respostas de emergência social” (PDSI de Guimarães: página 56).

Neste enquadramento, o desenho do Projecto Novos Olhares, Velhas Causas teve como baluarte Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação — Portugal + Igual (ENIND), um Instrumento que prima por uma abordagem integrada, potenciando a colaboração e coordenação de esforços, valorizando uma visão comum que simultaneamente tenha um efeito mais estruturante e sustentável no futuro que se pretende construir.

As ONG`s, que surgiram com o objectivo de promover a cidadania, lutar pela defesa dos direitos humanos, democracia política e social, não poderiam ser excluídas da ENIND. De facto, as ONG`s têm um papel crucial e trabalham, direta e indirectamente, com várias problemáticas (ex: pobreza; deficiência; VDVM; tráfico de seres humanos, infância e juventude, etc), que acometem as diferentes fases do ciclo desenvolvimental.

A ENIND lançou um novo ciclo programático em 2018, alinhada temporal e substantivamente com a Agenda 2030 e apoiada em três Planos de Ação que definem objectivos estratégicos e específicos em matéria de não discriminação em razão do sexo e igualdade entre mulheres e homens (IMH), de prevenção e combate a todas as formas de violência contra as mulheres, violência de género e violência doméstica (VMVD), e de combate à discriminação em razão da orientação sexual, identidade e expressão de género, e características sexuais (OIEC).

O presente projeto centrar-se-á no Plano de Ação de prevenção e combate a todas as formas de violência contra as mulheres, violência de género e violência doméstica (VMVD), em concreto no 1º objectivo: Prevenir/erradicar a tolerância social às várias manifestações da VMVD, conscientizar sobre os seus impactos e promover uma cultura de não-violência, de direitos humanos, de igualdade e não discriminação.

BM - Qual é o público(s) alvo?

Edite Angustinha (Assistente Social): A comunidade em geral, bem como forças de segurança e técnicos/as que, no âmbito da sua actividade profissional, trabalhem com a comunidade, nomeadamente com jovens, vítimas de violência doméstica, agressores, entre outros.

BM - Que ações pretendem implementar? E em que consistem?

Edite Angustinha (Assistente Social): A 1ª AÇÃO do projecto contempla a realização de uma imagem corporativa, a qual irá reflectir a identidade do projecto, aludindo as temáticas da VMVD.

A 2ª AÇÃO contempla a participação do projecto na Feira de Artesanato de Guimarães, uma iniciativa dinamizada pela Câmara Municipal de Guimarães e que leva ao concelho turistas de todo o país. Trata-se de um evento que acarreta um elevado fluxo de pessoas e que, por isso, constitui uma oportunidade para divulgar o projecto “Novos Olhares, Velhas Causas”.

A AÇÃO 3, Ação Concertada: Violência no Namoro. Pretende promover a territorialização e a promoção de parcerias (duas das linhas transversais definidas na ENIND). Trata-se de uma plataforma de trabalho composta por ONG`s de Guimarães e de Vizela e orientada por um/a psicólogo/a especialista em VMVD. Pretende-se incitar o trabalho em rede, rentabilizando o tempo e recursos.

A AÇÃO 4ª, Ação Concertada: Violência contra Mulheres e Violência Doméstica pretende promover a territorialização e a promoção de parcerias (duas das linhas transversais definidas na ENIND).

Trata-se de uma plataforma de trabalho composta por ONG`s de Guimarães e de Vizela e orientada por um/a psicólogo/a especialista em VMVD. Pretende-se incitar o trabalho em rede, rentabilizando o tempo e os recursos.

Esta ação pretende potenciar a informação ao nível da intervenção junto das vítimas de VMVD, incentivando-as à denúncia, rompendo estereótipos, dando a conhecer os serviços e recursos existentes de apoio à vítima.

A AÇÃO 5, curta-metragem “Fim de Linha” (5 minutos) será realizada em parceria com a Licenciatura em Animação Sociocultural da UTAD.

Pretende-se explorar testemunhos e experiências da pessoa agressora, abordando a questão das consequências e sentimentos autocríticos, bem como da reabilitação.

Esta curta-metragem será exibida em 3 turmas (20 alunos/as por turma) de uma escola secundária da região e posteriormente será disseminada na internet.

A iniciativa “Arte contra a Desgraça” (AÇÃO 6) pretende, através da dinamização de um concurso no qual serão eleitos três vencedores/as, que os/as Artistas do Vale do Ave (Guimarães e Vizela) concebam um separador de livro e um calendário de bolso, versando os temas da VMVD.

É uma iniciativa que assenta numa lógica de territorialização e de promoção de parcerias (duas das linhas transversais definidas na ENIND), recorrendo à arte como forma de reestruturar cognições e comportamentos.

O estudo de avaliação das metas contratualizadas (AÇÃO 7) para o projecto terá como objectivo determinar o alcance das metas contratualizadas aquando do desenho do projecto, ação a ação; determinar e compreender as mudanças causadas na população alvo; mensurar o impacto social do projecto, ação a ação e delinear estratégias que permitam maximizar o valor social do projecto.

A iniciativa propõe a organização de um Ciclo de duas conferências (AÇÃO 8), destinadas a público potencialmente vulnerável, subordinadas aos seguintes temas: “Violência Doméstica e Machismo Cultural” e “Psicologia do Agressor”.

As forças de segurança, as CPCJ, educadores/as e outros/as técnicos/as de ONG`s são muitas das vezes a primeira linha de contacto das vítimas de violência doméstica e no namoro, assim como de outros fenómenos relacionados com a VMVD. Como tal, e sendo necessário e emergente promover a sensibilização destes/as, optou-se nesta iniciativa por organizar 2 workshops, destinados a estes/as profissionais. Estes workshops (AÇÃO 9) pretendem dotar os/as participantes de estratégias de “Primeiros Socorros Psicológicos”, tendo em vista um melhor acompanhamento das vítimas.

A ação “Estátuas humanas: não fique parado!” (AÇÃO 10) será implementada no centro de Guimarães e no centro de Vizela e será composta por um conjunto de 5 estátuas por ação, maquilhadas e vestidas de forma exuberante, as quais abordarão a necessidade de erradicar a tolerância social às manifestações da VMVD.

O Seminário Final do Projecto “Novos Olhares, Velhas Causas” (AÇÃO 10) pretende ser um espaço de balanço e reflexão das atividades realizadas pelo Projecto, nos concelhos de Guimarães e de Vizela, numa perspetiva de garantir uma maior disseminação dos resultados das ações.

- Estão previstas parcerias com outras instituições?

Sim, com a autarquia de Guimarães e Vizela, bem como com ONG`s regionais, agrupamentos de escolas, entre outros.

- Como será feita a sinalização? E encaminhamento para respostas sociais, se necessário?

A sinalização do público-alvo será realizada pelo Centro Social e pelas entidades parceiras. O encaminhamento (sempre que tal se justifique) será realizado pelo Centro Social, para as entidades competentes, em observância à legislação em vigor.

BM - Qual é a duração prevista nesta primeira fase?

O projecto iniciou em Novembro de 2019 e será concluído em Fevereiro de 2022.

BM - Que financiamento está assegurado?

O projecto “Novos Olhares, Velhas Causas” é uma iniciativa financiada pelo Programa Operacional Inclusão Social e Empreso (PO ISE), pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), pelo Portugal 2020 (PT2020) e União  Europeia/  Fundo Social Europeu (EU/FSE), que se enquadra na tipologia de intervenção 3.16 (Apoio financeiro e técnico a organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos). O valor aprovado foi de 69.942 €.

GUIMARÃES PROMOVE CIÊNCIA AO AR LIVRE

Curtir Ciência Agosto: oficinas ao ar livre em diferentes espaços de Guimarães

Há quem lhe chame “querido mês de agosto”. Mês de férias para muitos, de praia e de atividades ao ar livre. O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães propõe várias oficinas em agosto para públicos de diferentes faixas etárias e em diferentes locais de Guimarães. Uma forma de conciliar a descoberta da cidade com a prática experimental.

Estas oficinas dinamizadas pelo Curtir Ciência integram o programa Ciência Viva no Verão que decorre até 15 de setembro.

Ser um explorador da natureza, descobrir o centro histórico de Guimarães através da Ciência e da Geologia, observar e detetar morcegos no Castelo de Guimarães e observar as constelações com telescópio – são algumas propostas agendadas para o mês de agosto.

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DIAS 01, 15, 22 E 29 | 10H00 | À DESCOBERTA DE GUIMARÃES – PEDDY-PAPER CIENTÍFICO

Eis o desafio: seguir as perguntas e enigmas e partir à descoberta do Centro Histórico de Guimarães através da Ciência. Cada participante recebe, no ponto de partida, um mapa com o percurso e com a lista de locais que fazem parte do percurso. O objetivo é realizar as tarefas de forma correta e no mais curto espaço de tempo.

ENCONTRO: Entrada do CCVG | GPS: 41.439581 N, -8.291976 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIA 01 | 10H00 | PEQUENOS EXPLORADORES

O Curtir Ciência promove uma “missão” de exploração e identificação de insetos no Parque da Cidade de Guimarães. A identificação dos insetos é feita com recurso a chaves dicotómicas apresentadas em forma de “jogo” com fotos ilustrativas.

ENCONTRO: Parque da Cidade | GPS: 41.446251 N, -8.281689 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIAS 05 E 26 | 16H00 E 16:30 | CIÊNCIA NO JARDIM – VISCOSIDADE E BOLAS DE SABÃO

Duas das atividades que mais cati9vam as crianças: fazer “pega-monstros” (ou “slimes”) e bolas de sabão XXL. Pelo caminho os participantes exploram os princípios químicos que estão presentes nestas duas atividades.

ENCONTRO: Museu de Alberto Sampaio | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 3 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 07 | 20H15 | HÁ MORCEGOS NO CASTELO

Os morcegos são muito vulneráveis às alterações do meio ambiente e por isso muitas das suas espécies encontram-se ameaçadas. Este percurso de observação visa dar a conhecer melhor os morcegos e descobrir algumas das características deste grupo de seres vivos tão importante para o equilíbrio dos ecossistemas.

ENCONTRO: Junto à estátua de D. Afonso Henriques | GPS: 41.44671936873445 N, -8.29144299030304 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos DURAÇÃO: 1H00

DIA 08 | 10H00 | GEOLOGIA NA CIDADE

Um percurso pelo Centro Histórico de Guimarães, classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, com objetivo de explorar a sua história e os diferentes recursos geológicos usados na paisagem urbana.

ENCONTRO Entrada do CCVG | GPS: 41.43944092283038 N, -8.29169511795044 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 2H00

DIA 12 | 16H00 | CIÊNCIA NO JARDIM – JOVENS PALEONTÓLOGOS

Uma viagem ao passado. Uma viagem divertida para explorar a paleontologia. Como se formam os fósseis? Como desapareceram os dinossauros? No final cada participante pode levar para casa um modelo de fóssil criado durante a atividade.

ENCONTRO: Largo da Oliveira | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 19 | 16H00 | CIÊNCIA NO JARDIM – ARTPLANTS

Fazer impressões solares é uma atividade de arte ao ar livre perfeita para o verão. Há muito a aprender sobre como funciona a fotografia e como podemos replicar isso com a luz do sol. A constituição, morfologia e funcionamento das plantas são outros dos tópicos desta oficina.

ENCONTRO: Museu de Alberto Sampaio | GPS: 41.442637 N, -8.292419 O | IDADE MÍNIMA: 3 anos | DURAÇÃO: 1H00

DIA 29 | 15H00 | PONTOS BRILHANTES NO CÉU

As constelações são grupos de estrelas que aparecem na esfera celeste ligados por traços imaginários que formam uma imagem. A estes grupos de estrelas é dado o nome de animais, objetos e figuras mitológicas ou religiosas. Nesta atividade, os participantes são convidados a explorar as constelações e a elaborar pequenos modelos ilustrativos das mesmas.

ENCONTRO: Parque da Cidade | GPS: 41.446990 N, -8.280255 O | IDADE MÍNIMA: 6 anos | DURAÇÃO: 1H00

Como reservar? | Todas as atividades implicam marcação prévia no Portal Ciência Viva. https://www.cienciaviva.pt/veraocv/2020/

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GUIMARÃES PARTICIPA EM INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL

Curtir Ciência participa em investigação internacional sobre sons na cidade em tempo de pandemia

De que forma a pandemia afetou os sons da cidade? O que acontece quando o ruído produzido pelo homem é reduzido? Estas são algumas das principais perguntas às quais pretende responder o projeto internacional Silent Cities que conta com a participação de Daniel Ferreira, Monitor Científico do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães.

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O projeto internacional Silent Cities teve início quando um grupo de investigadores do projeto RENOIR (um coletivo que desenvolve trabalhos em torno de ambiente e territórios) apelou à comunidade internacional de eco-acústica para participar na documentação de ambientes sonoros urbanos. Investigadores do CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto) e do CEF-ISA (Centro de Estudos Florestais – Instituto Superior de Agronomia) uniram esforços para coordenar o projeto em Portugal, aproveitando o equipamento disponível e uma rede de voluntários, de que faz parte Daniel Ferreira, Monitor Científico do Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães. Desta forma foi possível obter uma cobertura geográfica com 55 dispositivos de gravação.

A pandemia do COVID-19 e as restrições associadas à atividade humana reduziram os níveis de ruído. Isso criou uma oportunidade única de ouvir os sons das cidades que parecem completamente diferentes daqueles que se conseguem identificar no bulício normal sem restrições e confinamentos. O seu objetivo do projeto é criar uma base de gravações de diferentes partes do mundo para aprender sobre os sons do nosso ambiente, que normalmente são abafados pelo ruído urbano.

Participar neste projeto, refere Daniel Ferreira, “é sempre algo aliciante, não só pela oportunidade de participar num projeto internacional muito interessante que irá criar uma vasta base de dados, mas também por constituir uma oportunidade de viver de perto as transformações operadas nas cidades em resultado de um facto singular como é a pandemia”.

A análise das gravações permitirá determinar as mudanças na relação entre os sons dos animais (por exemplo, o canto dos pássaros) e os antropogénicos (por exemplo, o ruído do transporte), bem como a relação entre o funcionamento do espaço social e económico e nível de ruído antropogénico. Posteriormente será realizada uma análise das gravações com vista a determinar as mudanças na relação entre os sons dos animais e os sons resultantes da ação humana.

Projeto: https://renoir.hypotheses.org/files/2020/03/Silent%C2%B7Cities-Project.pdf

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