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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FALECEU O CANTADOR GONÇALVES DE GUIMARÃES

Morreu Gonçalves de Guimarães, um dos mais antigos cantadores ao desafio do país

Morreu Joaquim Gonçalves, figura carismática no cancioneiro popular minhoto através da desgarrada e do cantar ao desafio. O anúncio foi feito esta noite pela filha, através das redes sociais, e multiplicaram-se as homenagens dos nomes mais conhecidos da área como Augusto Canário ou Pedro Cachadinha.

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Conhecido pelo nome artístico de Gonçalves de Guimarães, o cantador era presença habitual em feiras e romarias um pouco por todo o Minho, assim como em outras regiões do país onde deixa muitos amigos ligados à música. Alguns dos últimos registos em vídeo de Gonçalves de Guimarães em romarias passaram-se na Feira dos 20, em Prado, Vila Verde, no ano de 2017.

Augusto Canário lamentou a morte do amigo através das redes sociais: “Mais do que exaltar os seus dotes e os seus feitos de distinto cantador, importa neste momento, apresentar sentidas condolências à família, aos amigos mais chegados e à ‘família dos CANTARES AO DESAFIO”.

“A ele, que tanto cantou os Santos e o Sagrado, que Deus tenha em sua presença. Até um dia, AMIGO GONÇALVES”, pode ler-se na publicação.

Também Pedro Cachadinha, de Ponte de Lima, marcou o momento com uma publicação onde desejou um eterno descanso a “um dos mais velhos cantadores ao desafio” do país.

De acordo com fonte da família, o funeral realiza-se na terça-feira, a partir das 17:30, na Igreja de S.Tiago de Candoso, em Guimarães.

Fonte: https://ominho.pt/

GUIMARÃES HOMENAGEIA ANTIGOS COMBATENTES

Caldas das Taipas inaugurou memorial em homenagem aos antigos combatentes. A Cerimónia decorreu este sábado e contou com a presença da Secretária de Estado do Antigo Combatente, Catarina Sarmento e Castro, do Presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, do Presidente da Liga dos Combatentes, Chito Rodrigues e do Presidente da Junta de Caldelas, Luís Soares.

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A proposta de construção do memorial aos combatentes foi uma iniciativa de um grupo de antigos combatentes de Caldas das Taipas (Luís Miguel Rodrigues, José Oliveira, Cirilo Silva), concretizada pela Junta de Freguesia de Caldelas - Caldas das Taipas.

Fonte: Município de Guimarães

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GUIMARÃES VAI RECEBER COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

O programa das comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser anunciado em conferência de imprensa, a realizar na próxima terça-feira, 13 de abril, pelas 14h30, no Museu Alberto Sampaio, em Guimarães, numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Guimarães e Universidade do Minho.

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O Dia Mundial da Língua Portuguesa comemora-se a 5 de Maio e foi proclamado pela 40.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em novembro de 2019.

A escolha do dia está articulada com a resolução de 2009 do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre a Instituição do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

A CASA DOS POBRES DE GUIMARÃES

A ideia original de "Cozinha Económica" para os trabalhadores na origem da criação do Lar de Santo António em Guimarães

A Casa dos Pobres de Guimarães, mais conhecido por Lar de Sto.António teve uma ideia original na origem dos seus estatutos em Guimarães de "fazer inveja" a muitas instituições sociais dos dias de hoje.

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A criação de uma "Cozinha Económica" que não seria mais de que uma cozinha destinada a fornecer alimentação a preços módicos às classes proletárias fazia parte do seu projeto social em Guimarães.

Embora anexa à Casa dos Pobres teria um carácter independente com regulamento próprio e funcionamento próprio autónomo da Casa dos Pobres.(art.7, 2- dos estatutos de 1934).

Esta ideia apareceu com a sua fundação em 1934 e surgiu da cabeça de três membros efectivos de uma Comissão Fundadora; João Teixeira de Aguiar, Ricardo de Freitas e o Padre Augusto José Borges de Sá e por mais três substitutos: Joaquim Laranjeiro dos Reis, Adelino Jorge e o Padre Luís Gonzaga da Fonseca.

Fonte: https://www.facebook.com/correiodahistoria.pt/

A OBRA DE MARQUÊS DE POMBAL EM GUIMARÃES

Todos reconhecemos o estilo pombalino nas fachadas dos prédios do Largo do Toural em frente à Basílica de S. Pedro.

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Esta foi a grande obra do Marquês de Pombal, a mando do seu Rei D. José I, em Guimarães.

Quer acreditemos ou não, a influência muçulmana na península ibérica originou uma vitalidade urbana maior no sul do país do que no norte, onde Porto, Braga e Guimarães eram excepção. No entanto o grande aumento populacional durante a segunda metade do Século XV ocorrido no norte do país em cidades como Lamego, Viseu e Guimarães veio trazer a necessidade mais tardia de Marquês de Pombal criar estruturas para habitação da população e de marcá-las com o estilo semelhante ao que se fazia no resto da Europa, o nosso urbanismo.

A edificação dos prédios pombalinos por volta do ano de 1791 em Guimarães não foi no entanto fácil, a nível do consentimento da comunidade vimaranense.

Os médicos da cidade de Guimarães, apoiados em certa medida pela Igreja que administrava o hospital da Santa Casa situado no Terreiro da Misericórdia, não achavam correcto a edificação de prédios com uma altura "gigante" que iria retirar a luz do dia e o ar, aos doentes de sífilis, tuberculose e outras doenças contagiosas que se encontravam no rés do chão do Hospital (onde hoje é a livraria ideal e a Adega dos Caquinhos).

No entanto, este estilo pombalino tem muita inspiração estrangeira e marca de forma determinante aquilo que se consideram de cidades de influência cristã e de influência muçulmana.

Contudo a obra de Pombal é impressionante, não só pela qualidade arquitectónica mas também pela densidade de quantidade de construções; edificações por todo o Portugal Continental e nos países de língua portuguesa, com enfoque no Brasil.

Marquês de pombal promove por certas cidades do país, espaços urbanos geometrizados e esclarecidos, com uma produção em série de materiais completamente inovadora.

Faz reformas na Universidade criando a especialização em arquitectura.

Guimarães não é excepção das suas políticas e realmente é fantástica a visão deste primeiro ministro iluminado que num vasto Império, não se esqueceu de Guimarães.

Paulo Freitas do Amaral / https://www.facebook.com/correiodahistoria.pt

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PONTE DE LIMA É O ÚLTIMO REDUTO DO ESPECTÁCULO TAUROMÁQUICO NO MINHO

Braga, Guimarães e mais recentemente Viana do Castelo colocaram termo ao espectáculo tauromáquico na nossa região, mais concretamente às touradas uma vez que outras tradições como as Chegas de Bois e a Vaca das Cordas continuam a realizar-se.

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Apenas em Viana do Castelo – cidade onde inclusivé existe o centenário Viana Taurino Clube – o fim desta tradição que ocorria habitualmente por ocasião dos festejos em honra de Nossa Senhora d’Agonia, tem origem em contestação que até ao momento não foi referendada pela população.

Em Ponte de Lima, a realização de uma tourada por ocasião das Feiras Novas mantém-se como um costume muito antigo, fazendo desta vila minhota o último reduto do espectáculo tauromáquico no Minho. E, pela adesão que o mesmo anualmente regista, nada indica que tal tradição tenha ali os dias contados…

Fotos: Carlos Vieira / Tourada nas Feiras Novas em Ponte de Lima

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QUEM SÃO OS NOSSOS CANTADORES AO DESAFIO? – LILIANA OLIVEIRA – A JOVEM VIMARANENSE QUE GARANTE O FUTURO DAS NOSSAS TRADIÇÕES!

A cantadeira vimaranense Liliana Oliveira é uma das mais jovens e promissoras intérpretes dos tradicionais cantares ao desafio. E não é apenas cantadeira como ainda uma exímia tocadora de concertina.

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Liliana Oliveira possui uma voz portentosa e agradável que contrasta com o seu ar juvenil, doce e aparentemente frágil. Mas é uma minhota, da terra dos nossos primeiros reis que fizeram de Portugal uma nação soberana.

Ela é a alma da banda “Coração Minhoto” em que se encontra inserida desde Janeiro de 2014. Liliana Oliveira foi fazendo coros e tocando percursão. Entretanto, em 2016, assumiu a responsabilidade na gerência do Projecto banda e, em Junho de 2017, iniciou-se nas cantigas ao desafio. Desde então, tem levado as nossas tradições de norte a sul do país e às comunidades Portuguesas no estrangeiro.

COMO GUIMARÃES VIVEU O 25 DE ABRIL DE 1974?

Através da rádio e da televisão – à época ainda só existia a RTP – no dia 25 de Abril, as notícias resumiam-se aos comunicados do Movimento das Forças Armadas apelando a que as pessoas permanecessem em casa. O golpe militar desenrolava-se em Lisboa.

Porém, no dia seguinte, os estudantes do Liceu Nacional de Guimarães manifestavam-se como a foto documenta.

Fonte: https://www.facebook.com/correiodahistoria.pt

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FERREIRA DE CASTRO EM GUIMARÃES

FERREIRA DE CASTRO (foto de Santos Simões e Ferreira de Castro num jantar no Teatro Jordão a seguir à inauguração do seu bustono dia a 17 de Abril de 1971). Texto de Álvaro Nunes.

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José Maria Ferreira de Castro (1898-1974), insigne escritor e conceituado jornalista, encontra-se imortalizado no concelho vimaranense, quer na sua toponímia local, quer pelo busto inaugurado nas Caldas das Taipas, em 19 de Abril de 1971, já lá vão 50 anos.

Com efeito, naquela data, o Círculo de Arte e Recreio, presidido por J. Santos Simões, promoveria uma homenagem ao escritor, que assiduamente veraneava naquela amada vila taipense. Realmente, “A terra onde a lua fala”, assim a denominou e titulou o escritor em artigo publicado do “Notícias de Guimarães” de 29 de Setembro de 1963, foi um dos seus espaços sentimentais em que “o senhor do chapéu” conviveria e faria amizades, quer entre o povo anónimo rendido à sua simplicidade e bonomia, quer entre admiradores da sua obra, ora pelo poder cativante da sua mensagem em prol dos deserdados ora pelo seu humanismo social novo.

Evocar Ferreira de Castro (FC) neste terno preito de há 50 anos, é por conseguinte não só um modo de ressuscitá-lo para além da sua (re)leitura, como também presentificar a história local mais recente, que o busto do escultor António Duarte perpetua. De facto, nesse dia, presente na cerimónia, acompanhado da sua esposa, Ferreira de Castro, sempre avesso a homenagens, comover-se-ia com as palavras alusivas de Santos Simões, José de Oliveira (Presidente da Junta de Caldelas) e do crítico Arsénio Mota, bem como da mensagem de saudação do grande amigo e escritor brasileiro Jorge Amado, que não pudera estar presente.

Ora, Ferreira de Castro foi de facto um dos proeminentes escritores portugueses do século XX, que soube ficcionar e plasmar como poucos a sua experiência pessoal de lutador e deserdado. Com efeito, nascido de pais pobres em Ossela (Oliveira de Azeméis) e órfão de pai ainda criança, cedo seria forçado a emigrar para o Brasil, com o objetivo conquistar o pão que o diabo amassou. Aí, no inferno verde da selva amazónica, no seringal do Paraíso e posteriormente em Belém do Pará, subsistindo em biscates como a colagem de cartazes ou embarcadiço da carreira fluvial do Oiapoque, cresceria e se fez homem. Um crescimento que faria a pulso e às suas próprias custas, com a simples instrução primária no alforge e muita vontade de se autoeducar, de moldes a almejar com anelo o seu sonho de ser jornalista.

Autodidata por educação, lutador determinado por natureza e sonhador sem limites, Ferreira de Castro acabaria por publicar no Brasil os primeiros textos jornalísticos e o primeiro livro “Criminoso por Ambição” (1916), que distribuiria porta a porta.

Vicissitudes similares passaria também em Portugal, quando regressa em 1919. Na verdade, como ilustre desconhecido nos meios jornalísticos, onde pretende trabalhar, vive os anos iniciais com dificuldades, em esporádicas colaborações dispersas em revistas e jornais nacionais que, como diz, representavam “ o forno de onde me vinha o pão(…) me punha a mesa sóbria, substituía os fatos e os sapatos quando muito usados, me pagava os cigarros e os cafés”.

O jornalismo seria porém, além de fonte de sobrevivência, o caminho inicial para a literatura, em especial a partir de meados da década de 20 e inícios dos anos 30. Efetivamente após colaborações diversas no jornal “O Luso” e na revista “A Hora”, na qual escreve um artigo elogioso sobre Raul Brandão, bem como no suplemento literário do jornal operário “A Batalha” da Confederação Geral do Trabalho, FC passaria em 1927 a integrar a seção internacional do jornal “O Século” e a assumir a presidência do Sindicato de Profissionais da Imprensa de Lisboa; e, anos mais tarde, a assumir a direção do hebdomadário “O Diabo”, periódico de crítica literária e artística de oposição ao Estado Novo, no qual colaboraria também o vimaranense Abel Salazar, editando o seu “Pensamento Positivo Contemporâneo”, que divulgaria paulatinamente, em 51 artigos, os novos ideias do empirismo lógico europeu.

Ora, seria esta faceta de jornalista excelente, engajado e interventivo, que seria também motivo de outra homenagem nas Caldas das Taipas em 26 de Novembro de 1983, por parte do Gabinete de Imprensa de Guimarães, presidido por Luís Caldas, no âmbito do XII Encontro de Imprensa Regional.

Deveras, como Jornalista, legar-nos-ia peças imemoriais como as Constituintes da II República Espanhola, a Revolta da Andaluzia e o plebiscito da Catalunha, ou a entrevista ao líder republicano irlandês Eamon de Valere, assim como preciosos trabalhos sobre o mutualismo, os albergues noturnos, as condições de vida nas minas de S. Domingos, ou as prisões portuguesas, como o Limoeiro, onde se infiltrara com a conivência dos reclusos. Peças únicas que muitas vezes seriam proibidas pela censura, ainda que algumas hajam sido recuperadas postumamente na obre “Os Fragmentos – um romance e algumas evocações” (1974).

Aliás, o combate à censura foi um dos seus porfiados cavalos de batalha, que o levaria anos mais tarde, desencantado, a abandonar o mister de jornalista. Reconhece-lhe todavia algo positivo; “ a censura tem, porém, uma virtude: é demonstrar quanto vale ser homem livre, um povo livre”

No entanto, a luta de Ferreira de Castro passaria também pela sua intervenção política em torno do Movimento de Unidade Democrática (MUD), em prol da democracia, pela defesa testemunhal de antifascistas perseguidos pelo salazarismo, bem como pelo apoio a várias candidaturas oposicionistas, que inclusive o levariam a ser sondado para a candidatura à Presidência da República em 1958, que humildemente recusaria.

Todavia, é na sua obra que FC melhor espelha a sua matriz ideológica. De facto, embora defenda que “a literatura não tem obrigação de lutar e nem de salvar ninguém (…) não tem de estar vinculada a qualquer ismo”, ela assume-se do ponto de vista ético-social, na obra do autor, como um espelho fiel dos sentimentos e inquietações da época, numa expressão precursora do humanismo social, em prol dos humilhados e ofendidos.

E de facto assim seria com as obras de consagração. Em primeiro lugar, “Emigrantes” (1928) que através do protagonista Manuel da Bouça, se torna “ o romance de todos os emigrantes”, e também dele próprio, que o sentiu na pele, pois como disse “o problema da emigração é dolorosamente familiar e que eu fui mesmo, porventura, o primeiro romancista português a tratá-lo com experiência própria”. Depois “A Selva” (1930), livro de duas pátrias (Portugal e Brasil),” pelo muito que sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu pra o resto da vida (…) que há de registar a tremenda caminhada dos deserdados através dos séculos em busca do pão e da justiça”.

Livro que teria adaptações a cinema e série televisiva que a UNESCO anunciaria, em 1973, encontrar-se entre os dez romances mais lidos em todo o mundo.

No mesmo rumo seguir-se-iam “Eternidade” (1933) centrado na luta dos camponeses, operários e bordadeiras da Madeira, “Terra Fria” (1934), galardoado com o Prémio Ricardo Malheiro, focalizado nas pobres condições de vida das gentes barrosãs sujeitas à canga do “feudalismo” dos poderosos ou “A Lã e a Neve”(1947) que se assume como uma epopeia do trabalho do povo têxtil e do pastoreio da Serra da Estrela.

A este ciclo segue-se ainda um período de literatura de viagens, entre as quais se destacam “Pequenos Mundos e Velhas Civilizações”(1937), “A Volta ao Mundo” (1944) e “As Maravilhas Artísticas do Mundo”(1959), que em 1963 seria distinguido pela Academia de Belas Ares de Paris.

A esta fase segue-se uma outra direcionada para as realidades sociais e históricas, entre as quais publica obras como “A Curva da Estrada” (1950), “A Missão” (1954) e “Instinto Supremo” (1968) que o faz regressar à amazónia e que presumivelmente terá sido escrito parcialmente nas Caldas das Taipas.

Porém, uma vida e uma obra ímpar que o levaria à presidência da Sociedade Portuguesa de Escritores (1962), à receção de galardões como o Grande Prémio Águia de Outo do Festival do Livro de Nice (1970), cujo valor pecuniário investe na Biblioteca de Ossela, e ao Prémio da Academia do Mundo Latino (1971) em parceria com Eugenio Montale e Jorge Amado. Ademais, a ajuntar, duas indigitações para o Prémio Nobel da Literatura: em1951 e em1968, este último em companhia de Jorge Amado, apresentado pela União Brasileira de Escritores.

Em súmula, uma vida e obra que se complementam coerentemente e que terminaria em 29 de Junho de 1974. Porém, uma existência vivida em plenitude que perenemente se evoca nas Caldas das Taipas, quer na simples condição de homem apaixonado pela terra, quer como cidadão exemplar dos valores de Abril, que ainda viveria o primeiro 1º. de Maio a gritar: ”Escrever é lutar! Escrever é lutar”.

Assim, como afirmaria o poeta José Gomes Ferreira, no decurso do seu elogio fúnebre “Quando um amigo morre, que nos resta senão ressuscitá-lo?

A evocação histórica do 17 de Abril de 1971, nas Caldas das Taipas, é uma forma de ressuscitação, que a leitura da sua obra e visita às suas casas-museus em Ossela e Sintra poderão complementar.

Fonte: https://www.facebook.com/correiodahistoria.pt

OS VIMARANENSES NA BATALHA DE LA LYS

(participação vimaranense na 1 ªGuerra Mundial por Álvaro Nunes - Foto da Bandeira do regimento vimaranense )

No próximo dia 9 de Abril perpassa mais um ano sobre a ocorrência da trágica Batalha de La Lys, ocorrida em 1918, que as tropas do Regimento de Infantaria nº. 20, aquarteladas nos Paços dos Duques de Bragança, em Guimarães, travaram fatidicamente na região da Flandres.

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De facto, La Lys foi para as tropas portuguesas um enorme desastre, talvez e apenas superável por Alcácer Quibir, em 1578. Efetivamente, “La Lys resultou numa verdadeira tragédia para o Batalhão de Infantaria nº. 20, que num só dia viu o seu número de efetivos reduzidos para 300 homens”, como escreve o major Dorbalino Martins no seu “Estudo de pesquisa sobre a intervenção portuguesa na I Guerra Mundial (1914-1918), na Flandres”.

Com efeito, rezam as crónicas que neste confronto e defesa do sector de Fauquissart terão perecido 21 oficiais e 725 praças de infantaria 20, nos dois dias do embate.

Não foi porém por falta de coragem que tudo correu mal. Com efeito quer infantaria 20, quer os demais regimentos de Braga e Viana do Castelo que constituíam a denominada “Brigada do Minho”, bateram-se valentemente na frente de combate, apesar da inferioridade numérica e deficientes meios e apoios. Além disso, neste combate desigual, os portugueses não puderam contar com os ingleses, que recuaram as suas posições e desguarneceram os flancos. Ademais, encontravam-se completamente desanimados e exaustos, pois a sua substituição na linha da frente tardara e havia sido adiada por falta de barcos. Provavelmente estes fatores teriam sido do conhecimento do inimigo, que matreiramente desencadeou esta ofensiva poderosa e desesperada, antes da chegada das tropas americanas à Europa.

Mas Guimarães sempre esteve com o seu regimento, ao qual pertencera Raul Brandão, anos antes. Orgulhou-se até do louvor que as autoridades militares lhe tributaram, dias antes, durante a investida alemã de 12 de março, no qual se ria exarado: “que o batalhão de infantaria nº. 20 seja louvado pela disciplina, coragem e bravura com que repeliu o inimigo no violento ataque de 12 do corrente, não permitindo que ele tomasse um só elemento da linha A”.

Com efeito, a cidade sempre esteve com o coração nas mãos pelo seu regimento, desde o dia da despedida na estação de caminho de ferro de Guimarães, em 22 de maio de 1917, rumo ao porto de Brest., assim descrito no Comércio de Guimarães:

“(…) A partida destes 1200 homens, na sua quase totalidade tirados à lavoura, ao comércio e à indústria, como era de esperar, encheu de emoção a cidade de D. Afonso Henriques. Durante horas e horas Guimarães parecia mergulhada nas trevas dum grande luto, duma grande dor. Para cima de vinte mil pessoas assistiram à partida (…)”-

E chorou igualmente as perdas dos seus entes queridos, como o noticia o citado periódico, a propósito do falecimento em combate do capitão José Vieira Faria, militar das campanhas de África e “estimadíssimo conterrâneo”.

Realmente vários vimaranenses tombaram para sempre na Flandres, cujos nomes estão hoje perpetuados no monumento e mausoléu erigido no cemitério da Atouguia e recordados na toponímica local, como são o caso a Rua dos Combatentes da Grande Guerra e da Rua Capitão Alfredo Guimarães (1884-1918), vimaranense cujo corpo repousa no cemitério português de Richebourg, em França, entre muitos dos cerca de 7 mil portugueses falecidos em combate.

Todavia, a cidade nunca se esqueceu do seu regimento a quem sempre prestou preito. Assim foi, em 1924, no decurso das Festas Gualterianas com a organização do cortejo que do Toural seguiu até ao Paço dos Duques, aí descerrando uma lápide evocativa, removida em 1940, após as obras de restauro no palácio. Assim foi também em 1927, com a condecoração da bandeira de infantaria 20, pelos feitos dos seus soldados.

Condecorações a que se acrescentaria a Cruz de Guerra de 1ª. Classe que o Ministério da Guerra também lhe atribuiria em 21 de abril de 1923 e 31 de março de 1926, “atendendo aos brilhantes feitos” e “forma brilhante e corajosa firmeza e resistência “ demonstradas na frente de combate.

A paz chegaria porém a 9 de novembro de 1918 e a cidade rejubilaria em manifestações de rua, casas embandeiradas e repiques de sinos, abrilhantados pelos acordes da Nova Filarmónica Vimaranense.

No entanto, o Regimento de Infantaria nº. 20 tão querido à cidade, quer nas festas quer nas horas de luto, acabaria por não resistir às guerras políticas internas. Deste modo, acabaria por ser extinto por Salazar, em 1927, após longos anos de prestimosos serviços prestados, que recuam à data da sua criação por carta régia de 5 de novembro de 1884: o chamado ano de ouro de Guimarães.

Quanto às razões subjacentes para esta extinção, especula-se que terão “fundamentação” na rebelião que esta unidade militar assumiu contra a ditadura militar, em fevereiro de 1927. Porém, segundo um documento manuscrito do alferes Silvestre José Barreira (1876-1929), um dos sobreviventes de La Lys, porque na altura estava ausente da frente de combate devido a internamento hospitalar, parece não haver dúvidas sobre outra eventual causa da extinção: a recusa do regimento de infantaria 20 em aderir ao golpe militar de 28 de maio de 1926, desencadeado a partir de Braga.

Transcrevemos o citado apontamento desse diário, facultado pelo seu neto Silvestre Barreira, datado de 28 de maio, para que dele se retirem as devidas ilações:

“ Dia em que teve início um movimento revolucionário militar, chefiado pelo general Gomes da Costa que para tal veio para Braga em 27. Fui convidado para entrar neste movimento na noite de 27; recusei-me, bem como todos os oficiais de infª. 20, recusa que todos mantiveram até final exceto o cap. Machado, tenente Matos e alferes Pinheiro, que por motivos de última hora foram levados a aderir”.

La Lys e infantaria 20 seriam evocados nesse mês e ano do centenário na Casa da Memória de Guimarães. Recordações de um passado mais recente, mas obviamente relevante, que os vimaranenses deverão evocar, porque , apesar de disfóricos, estão na primeira linha da nossa história

Fonte: https://www.facebook.com/correiodahistoria.pt

GUIMARÃES DESTACA-SE NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

  • Entrevista conduzida por Cristina Gonçalves

Guimarães: Centro Social da Paróquia da Polvoreira concebe recurso didático inovador, na prevenção da violência doméstica Curta Metragem: Fim de Linha

A curta metragem “Fim de Linha” versa a temática da violência doméstica, com incidência no testemunho da pessoa agressora.

Pretende-se explorar os sentimentos, pensamentos e comportamentos e, assim, concorrer para uma maior sensibilização da comunidade em geral, relativamente ao crime de violência doméstica.

Este recurso pedagógico é da autoria do Projeto “Novos Olhares, Velhas Causas”, desenvolvido pelo Centro Social da Paróquia da Polvoreira e financiado pelo Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE), pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), pelo Portugal 2020 (PT2020) e União Europeia/Fundo Social Europeu (EU/FSE).

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Blogue do Minho: Qual o objetivo da curta metragem “Fim de Linha”?

Inês Oliveira: A curta metragem pretende trazer à discussão pública o crime de violência doméstica, explorando testemunhos e experiências da pessoa agressora e abordando a questão das consequências e sentimentos autocríticos. Pretende-se ainda potenciar uma reflexão sobre formas de reabilitação da pessoa agressora por forma a garantir a não reincidência face a este crime. A curta metragem “Fim de Linha” pretende incentivar à reestruturação atitudinal e comportamental dos/as destinatários/as, ou seja, dos/as alunos que irão assistir ao mesmo.

Blogue do Minho: Porquê o título “Fim de Linha”?

Inês Oliveira: Todos os casos de violência doméstica têm que ser repudiados e denunciados. A violência doméstica não pode ser o “Fim de Linha” para ninguém.  

Blogue do Minho: Apesar de todos os avanços civilizacionais, considera que a violência doméstica ainda é um problema social grave?

Inês Oliveira: A violência doméstica contra a mulher é considerada, atualmente, um grave problema social, presente em todas as nações e grupos sociais. Não há, por conseguinte, nenhuma sociedade em que este problema não se manifeste. De facto, apesar de todos os esforços no sentido de erradicar a violência de género, estamos ainda longe de uma solução, pelo que são inúmeros/as os/as investigadores/as que revelam a necessidade de desenvolver estratégias de prevenção efetivas.

Blogue do Minho: A curta metragem “Fim de Linha” faz menção à pessoa agressora. Considera que a prevenção da violência doméstica pode passar pela intervenção na pessoa agressora?

Inês Oliveira: Uma das estratégias de prevenção e de intervenção no âmbito da violência doméstica que começa a ter visibilidade noutros países (ex: Espanha) é a reeducação de agressores através da psicoterapia individual e de programas de intervenção grupal.

A intervenção com os agressores tem como principal objetivo a proteção da vítima, incentivando a mudança de condutas e de atitudes dos agressores, de forma que se reduza a probabilidade de reincidência.

A estruturação deste recurso didático baseou-se no modelo ecológico, tal como recomenda a Organização Mundial de Saúde no W.W.P (“Work With Perpetrators of Domestic Violence in Europe”:2006-2008). Este marco teórico leva-nos a destacar as variáveis clássicas de intervenção (variáveis individuais, interpessoais ou socioculturais), mas também o papel desempenhado por variáveis situacionais e contextuais (tais como por exemplo as redes de apoio, os níveis de violência nos locais de residência e a tolerância social à violência, entre outros). Assim, na conceção da intervenção dever-se-ão ter em linha de conta estas variáveis.

Blogue do Minho: Considera que o modelo ecológico é pertinente na concetualização do fenómeno em análise?

Inês Oliveira: Sim, porquanto não defende uma intervenção no agressor “per si”, mas também no seu enquadramento contextual.

De acordo com o modelo ecológico, a intervenção no agressor deve desenhar-se tendo em conta distintos níveis de análise: pessoal, interpessoal, contextual e social. Assim, aquando da intervenção teremos em consideração os principais fatores de risco e fatores protetores existentes em cada um dos quatro níveis de análise. Além disso, a intervenção basear-se-á na ideia de que a violência contra a mulher é um problema social que se mantem, em boa medida, pela tolerância das pessoas implicadas, direta ou indiretamente. Partindo dessa ideia, um dos elementos que se consideram centrais na intervenção é o contexto social do sujeito, as suas redes sociais. 

Blogue do Minho: A intervenção no contexto social é um dos baluartes do Projeto Novos Olhares, Velhas Causas?

Inês Oliveira: Sim. De facto, o projeto pretende promover a intervenção no terreno ou territorialização, através do envolvimento das entidades locais/regionais com especial relevo no âmbito da prevenção da Violência Doméstica, em diferentes ações do projeto. São envolvidas, diretamente no projeto, ONG`s dos concelhos de Guimarães e de Vizela. Para além de fomentar a territorialização, a promoção de parcerias promove a corresponsabilização, a partilha de conhecimentos (ex: Ação Concertada) e parcerias estratégicas (ex: escolha de IPSS`s com elevado potencial disseminador), sendo que tudo se refletirá numa maior sustentabilidade do projeto, na medida em que garante uma mais profícua disseminação, noutros contextos e noutras entidades.

Como referi anteriormente a violência contra a mulher perdura porque há tolerância das pessoas implicadas, direta ou indiretamente; porque há uma naturalização do fenómeno que tem, de facto, de terminar.

ESPAÇO GUIMARÃES PURIFICA O AR DE GUIMARÃES ATRAVÉS DE TELA PUBLICITÁRIA INOVADORA

O centro comercial acaba de instalar uma tela inovadora numa das artérias mais movimentadas da cidade de Guimarães. Um projeto no âmbito da responsabilidade social que, durante 3 meses, vai contribuir para a redução de poluentes atmosféricos, equivalente ao obtido por mais de 100 árvores. 

O ar da cidade de Guimarães está mais respirável graças ao novo projeto de responsabilidade social do Espaço Guimarães, do grupo Klépierre, que instalou uma tela publicitária inovadora com um tratamento especial que permite purificar o ar. Este é mais um projeto do centro comercial na área da responsabilidade social, que visa a melhoria da qualidade de vida e combate à poluição atmosférica.

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Utilizado pela primeira vez na Cidade Berço numa campanha outdoor de grande formato, este sistema é reproduzido numa tela que possui um tratamento especial de dióxido de titânio o qual, ao receber a luz solar, ativa um processo de fotocatálise que permite desintegrar até 85% dos elementos poluentes presentes na atmosfera e que contribuem para o efeito de estufa, como é o caso do dióxido de nitrogénio (NO2), dióxido de enxofre e outros compostos orgânicos voláteis. O tratamento de dióxido de titânio utilizado nesta superfície está homologado pela Associação Ibérica de Fotocatálise.

Todo o processo de produção e implementação pode ser seguido no vídeo https://www.instagram.com/p/CMKAHqogGbo/

Durante 3 meses, a tela contribuirá para a purificação do ar dos Vimaranenses, num equivalente ao obtido por mais de 100 árvores. Terminado o período de campanha, a mesma irá ganhar vida ao ser transformada em diversos artigos, como sacos de compras, numa parceria com associações e entidades locais.

“No Espaço Guimarães estamos muito focados em fazer o melhor pela nossa comunidade. Ao longo dos anos, temos apostado em diversas iniciativas que promovem o bem-estar geral, quer através de iniciativa dirigidas à população como à cidade que, indiretamente, beneficiam os cidadãos. Esta tela purificadora de ar é o mais recente projeto que promete uma melhoria na qualidade do ar respirado pelos Vimaranenses. Mas a sua vida não termina aí e a tela vai ser transformada em artigos utilitários do dia a dia e amigos do ambiente. Este projeto está integrado no ActForGood, um dos pilares da Klépierre, e deixa-nos muito orgulhosos do nosso percurso enquanto influenciadores de mudança positiva na comunidade.” Refere Joana Rocha, Marketing Manager do Espaço Guimarães.

Esta iniciativa é a mais recente ação promovida pelo Espaço Guimarães no âmbito do ActForGood ao qual se juntam ainda as recentes ações de 2021 de estacionamento gratuito para bicicletas e trotinetes como um incentivo ao uso destes veículos ecológicos e a instalação de eco-pontas e papa-chicletes nas duas entradas principais do centro. Estes dois depósitos foram criados pela cidade de Guimarães, numa parceria com o Laboratório da Paisagem, uma unidade de investigação e educação ambiental partilhado pela Câmara Municipal de Guimarães e a Universidade do Minho, e o Centro de Valorização de Resíduos (CVR), e contam com o total apoio do Espaço Guimarães que, desde logo, se disponibilizou a implementar nos seus espaços. O objetivo é incentivar os clientes a depositarem chicletes e beatas em recipientes próprios que promovem a redução de lixo gerado pelos mesmos.

O Espaço Guimarães volta a estar ao lado dos Vimaranenses. Atreva-se a respirar melhor!

PRÉMIO DE HISTÓRIA ALBERTO SAMPAIO

As candidaturas ao Prémio de História Alberto Sampaio decorrem até 31 de maio.

O prémio, instituído na Academia das Ciências de Lisboa, pelos Municípios de Guimarães, Braga e Famalicão e pela Sociedade Martins Sarmento

Sociedade Martins Sarmento, destina-se a galardoar, com um valor monetário de 6 mil euros, um estudo de investigação histórica, no âmbito da história económica e social portuguesa, ou no âmbito de outros domínios historiográficos associados ao legado de Alberto Sampaio.

Os estudos devem ser inéditos, em língua portuguesa, com uma extensão compreendida entre 20 mil palavras (mínima) e 40 mil palavras (máxima).

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E-REDES CONSTRÓI DOIS POSTOS DE TRANSFORMAÇÃO NO CONCELHO DE GUIMARÃES

Obra contemplou também a construção de rede de Baixa e Média Tensão

A E-REDES, empresa do Grupo EDP responsável pela operação da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental, construiu dois Postos de Transformação (PT), bem como rede de Baixa (BT) e Média Tensão (MT) no Concelho de Guimarães.

Um dos Postos de Transformação (PT) tem uma potência instalada de 400 kVA, e fica localizado em Pinheiro. Nesta intervenção, foram construídos ainda cerca de 50 metros de rede subterrânea de Média Tensão (MT) e 200 metros de rede aérea de Baixa Tensão (BT), em Pinheiro.

A Empresa construiu ainda um segundo PT, com uma potência instalada de 160 kVA, assim como cerca de 340 metros de rede aérea de Média Tensão (MT) e 800 metros de rede aérea de Baixa Tensão (BT) em Tabuadelo.

As duas obras implicaram um investimento de cerca de 100 mil euros e vieram reforçar a qualidade de serviço na zona. Com a entrada em exploração dos referidos Postos de Transformação, foi ainda melhorada a rede de Iluminação Pública.

Desta forma, ficou também assegurada a disponibilização de potência para a satisfação de novas solicitações de energia elétrica para esta zona, garantindo igualmente um bom nível da qualidade de serviço.

A E-REDES continua, assim, a investir e inovar na modernização das suas infraestruturas, de forma a otimizar os seus serviços e contribuir para o desenvolvimento das regiões.