VIMARANENSES CANTAM OS REIS

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Nesta quadra natalícia, o Curtir Ciência expressa um caloroso e muito sentido OBRIGADO a todos aqueles que, ao longo de dez anos, ajudaram a afirmar este Centro como uma incontornável plataforma de promoção das atividades experimentais.
Reconhecido, o Curtir Ciência expressa votos de Boas Festas e um Ano Novo de 2026 marcado pela paz, pela concórdia e pelo espírito mobilizador da Ciência e do Conhecimento.
Com os melhores cumprimentos,
A Equipa Curtir Ciência

Marinha associa-se ao Encontro Nacional de Marinheiros 2026 em Guimarães
A Marinha Portuguesa vai uma vez mais associar-se ao Dia Nacional do Marinheiro e ao 46.º Encontro Nacional de Marinheiros, que estão previstos comemorar-se entre os dias 25 e 27 de junho de 2026, em Guimarães.
A apresentação dos objetivos e projeto de programa geral referente ao Dia Nacional do Marinheiro e ao 46.º Encontro Nacional de Marinheiros foi realizada no sábado, 13 de dezembro, pelo Presidente da Delegação de Fuzileiros do Minho, Fernando Almeida, no espaço do Círculo de Arte e Recreio (CAR), em Guimarães.
Nesta apresentação esteve presente o Comandante da Zona Marítima do Norte, Comandante Rui Silva Lampreia, em representação do Chefe do Estado-Maior da Armada, bem como o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, que aproveitou para lembrar a relação profunda e multifacetada do concelho com o mar através das dinâmicas económicas, sociais e culturais que a atividade marítima impôs sobre a cidade desde a Idade Média.
A escolha de Guimarães como palco do 46.º Encontro Nacional de Marinheiros, organizado pela Delegação de Fuzileiros do Minho com o apoio da autarquia, foi votada, por unanimidade, pelas Associações, Núcleos e Clubes de Marinheiros no decorrer do último encontro em Mértola.
Este evento tem como objetivo honrar os marinheiros portugueses, realçando o papel da Marinha ao longo da história, celebrar a camaradagem e sensibilizar a população sobre a importância da Defesa Nacional e do mar para a cultura e economia de Portugal, integrando um conjunto alargado de atividades culturais, educativas, desportivas e de entretenimento para todas as idades.
Fonte e fotos: Marinha Portuguesa







No 10º aniversário, o Curtir Ciência oferece oficinas científicas gratuitas
O Curtir Ciência assinala dez anos de atividade no dia 17 de dezembro. A festa inclui oficinas científicas gratuitas e o bolo de aniversário para todos. Em dia de festa o Curtir Ciência reforça a sua ligação à comunidade e o seu papel incontornável como promotor da atividade experimental.
Para assinalar o décimo aniversário o Curtir Ciência oferece oficinas gratuitas para famílias (crianças com adultos) ao longo do dia 17de dezembro (quarta-feira). O corte do bolo está marcado para as 16:30 horas, contando com representações do Município de Guimarães e da UMinho.
As oficinas gratuitas implicam marcação prévia pelo telefone 253 510 830, ficando sujeitas a disponibilidade de horário. O programa inclui as oficinas Mosaicos de Natal (10:00), Ornamentos 3D (11:30), Globos de Natal (14:00) e Postais Elétricos de Natal (15:30).
O Curtir Ciência abriu ao público em dezembro de 2015, na Antiga Fábrica de Curtumes Âncora, na Zona de Couros, classificada como Património Cultural da Humanidade pela Unesco em 2023. O edifício foi exemplarmente reabilitado pelo Município de Guimarães, deixando intacto o legado associado à transformação das peles em couros. O centro desempenha um importante papel de divulgador científico junto da comunidade escolar e do público, seguindo o princípio de que a Ciência ajuda a formar melhores cidadãos.

Guimarães assinalou, este sábado, dia 06 de dezembro, os 840 anos da morte de D. Afonso Henriques, rei fundador de Portugal e patrono do Exército Português, numa homenagem que reuniu autoridades civis, militares e representantes de diversas instituições vimaranenses. Perante a estátua do primeiro rei, em frente ao Paço dos Duques de Bragança, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, rendeu homenagem, depositou uma coroa de flores e sublinhou “a responsabilidade cívica de estar à altura do legado que nasceu em Guimarães e moldou a identidade nacional”.
A cerimónia, promovida pela Associação de Veteranos Lanceiros de Portugal, com a colaboração da Grã Ordem Afonsina, integrou uma deposição de coroas de flores junto à estátua de D. Afonso Henriques e uma guarda de honra, seguindo-se momentos de evocação histórica e discursos protocolares nos claustros do Convento de Santo António dos Capuchos. Um dos instantes mais marcantes foi a entrega da Medalha de Campanha à viúva de um vimaranense falecido no Ultramar, gesto que o Presidente do Município, Ricardo Araújo, qualificou como “um testemunho de que Guimarães não esquece os seus e honra o sacrifício de quem serviu Portugal”.
No seu discurso, Ricardo Araújo exaltou a figura do Rei Fundador como “símbolo de génio político, coragem militar e determinação inabalável”, lembrando que foi a partir de Guimarães que Afonso Henriques projetou Portugal “para além do seu tempo, pela inteligência estratégica, pela liderança e pela fé no futuro”. O presidente do Município enalteceu ainda o papel do Exército Português, “herdeiro direto da coragem afonsina”, destacando o profissionalismo dos militares que diariamente defendem a soberania e a segurança das populações, no país e em missões internacionais.
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães destacou também a importância do trabalho desenvolvido pelo Museu Militar - Casa do Lanceiro, instalado no Convento de Santo António dos Capuchos, classificando-o como “um caso único no país” pela preservação de memórias, valores e páginas vivas da história militar portuguesa.
Ricardo Araújo encerrou a sua intervenção assegurando que o Município de Guimarães está a trabalhar e fortemente empenhado em celebrar os 900 anos da Batalha de S. Mamede com grande destaque nacional enquanto "momento fundador da nossa nacionalidade". O autarca concluiu a celebração dos 840 anos da morte de D. Afonso Henriques, que simbolizam também a fundação da nação e a coragem militar, formulando o desejo de que seja mais do que um ritual: “Que seja um compromisso renovado com a coragem, o serviço, a lealdade e a fidelidade às nossas raízes, os valores que constituem a alma vimaranense e que continuam a definir Portugal”.
A homenagem prosseguiu ao longo do dia, culminando com a missa celebrada pelo Arcebispo Emérito de Braga, D. Jorge Ortiga, na Igreja do Carmo, em sufrágio de D. Afonso Henriques.



Painel de azulejos existente na cidade de Guimarães
As Nações sobrevivem à erosão do tempo e permanecem vivas na história dos povos se prosseguirem na fecundidade que lhes vem da sua espiritualidade e da sua cultura. A diluição espiritual e cultural de um povo significará inevitavelmente a perca da sua identidade e a sua fusão num hoje sem futuro.
A História de Portugal regista dois momentos altos na recuperação da sua independência: a Revolução 1383-1385 e a Restauração de 1640.
Na Revolução de 1383-1385 salienta-se o cerco de Lisboa, que durou cerca de cinco meses e terminou em princípios de Setembro de 1384, acentuando-se durante o assédio, o significado da vitória alcançada por D. Nuno Álvares Pereira em Atoleiros a 6 de Abril de 1384 e a eleição do Mestre de Aviz para Rei de Portugal, curiosamente a 6 de Abril de 1385. Em 15 de Agosto travou-se a Batalha de Aljubarrota, sob a chefia de D. Nuno Álvares Pereira, símbolo da vitória e da consolidação do processo revolucionário de 1383-1385.
No movimento da restauração destaca-se a coroação de D. João IV como Rei de Portugal, a 15 de Dezembro de 1640, no Terreiro do Paço em Lisboa.
A Solenidade da Imaculada Conceição liga estes dois acontecimentos decisivos na História da independência de Portugal e no contexto das Nações Europeias. Segundo secular tradição foi o Condestável D. Nuno Álvares Pereira quem fundou a Igreja de Nossa Senhora do Castelo em Vila Viçosa e quem ofereceu a imagem da Virgem Padroeira, adquirida na Inglaterra. Este gesto do Contestável reconhece que a mestiça que levou Portugal à vitória veio da devoção de um povo a Nossa Senhora da Conceição.
Aliás, já desde o berço, já a quando da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, havia sido celebrado um pontifical de acção de graças, em Lisboa, em honra da Imaculada Conceição.
A espiritualidade que brotava da devoção a Nossa Senhora da Conceição foi novamente sublinhada no gesto que D. João IV assumiu ao coroar a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha de Portugal nas cortes de 1646.
Esta espiritualidade imaculistas foi igualmente assumida por todos os intelectuais, que na prestigiada Universidade de Coimbra defenderam o dogma da Imaculada Conceição sob a forma de um juramento solene.
De tal modo a Imaculada Conceição caracteriza a espiritualidade dos portugueses, que durante séculos o dia 8 de Dezembro foi celebrado como "Dia da Mãe" e João Paulo II incluiu no seu inesquecível roteiro da Visita Pastoral de 1982 dois Santuários que unem o Norte e o Sul de Portugal: Vila Viçosa no Alentejo e o Sameiro no Minho.
O dia 8 de Dezembro transcende o "Dia Santo" dos Católicos e engloba indubitavelmente a comemoração da Independência de Portugal, que o dia 1 de Dezembro retoma. O feriado do dia 8 de Dezembro é religioso, mas é também celebrativo da cultura, da tradição e da espiritualidade da alma e da identidade do povo português.
Não menos importante, e em âmbito religioso e litúrgico, o tema da Imaculada Conceição da Virgem Maria é já abundantemente abordado pelos Padres da Igreja. Será o Oriente cristão o primeiro a celebrá-la. Festividade que chega à Europa Ocidental e ao continente europeu pelas mãos das cruzadas Inglesas nos séc. XI e XII. Vivamente celebrada pelos franciscanos a partir de 1263, será o também franciscano Sixto IV, Papa, que a inscreverá no calendário litúrgico romano em 1477.
De facto, o debate e a celebração desta festividade em toda a Europa são acompanhados pela história do próprio Portugal. Coimbra, como já vimos, tem um importante papel em todo este processo.
Em 8 de Dezembro de 1854, viverá a Igreja o auge de toda esta riqueza teológica e celebrativa. Através da bula "Ineffabilis Deus", Pio IX, após consultar os bispos do mundo, definirá solenemente o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria.
Não estamos diante de uma simples festa cristã ou de capricho religioso. O dogma resulta de tudo quanto a Igreja viveu até aqui e vive hoje em toda a sua plenitude. Faz parte da identidade da Igreja. Isso mesmo o prova o texto proclamado por Pio IX que apoia a sua argumentação nos Padres e Doutores da Igreja e na sua forma de interpretar a Sagrada Escritura. Ele, de facto, reconhece que este dogma faz parte, depois de muitos séculos, do ensinamento ordinário da Igreja.
Portugal, segundo Nuno Álvares Pereira, ou melhor, São Nuno de Santa Maria e D. João IV, isso mesmo o demonstram, não só como resultado da sua própria fé mas como expressão de um povo deveras agradecido pela sua Independência e Liberdade.
Fonte: O Dia 8 de Dezembro na História de um Povo. Padre Francisco Couto, ISTE, Reitor Santuário de Vila Viçosa; Padre Senra Coelho, ISTE, CEHR, APH

Uma comitiva da Grã Ordem Afonsina (GOA), associação cultural sediada em Guimarães, irá deslocar-se a Coimbra, no próximo dia 6 de Dezembro, para aí prestar mais uma vez a justa homenagem a Afonso Henriques, em dia do 840º aniversário da sua morte.
Os membros irão deslocar-se ao Mosteiro de Santa Cruz, por volta das 11h da manhã para, junto do Túmulo Real, deixar depositada uma coroa de flores e dedicar algumas palavras de circunstância.
Esta iniciativa ocorrerá em simultâneo com as cerimónias que decorrerão em Guimarães, onde os restantes membros da GOA estarão presentes juntamente como o Presidente da CM de Guimarães, Dr. Ricardo Araújo, para junto à famosa escultura de Soares dos Reis procederem a semelhante homenagem.
A direção
Florentino Cardoso
