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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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LAMPREIA DO RIO MINHO – UM PRATO DE EXCELÊNCIA

Com a participação de 47 restaurantes do Vale do Minho, 11 do concelho de Monção, a 12ª edição funciona em regime takeaway, todos os fins de semana, até 15 de abril.

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A ADRIMINHO, a Confraria da Lampreia do Rio Minho, e os seis municípios do Vale do Minho (Melgaço, Monção, Valença, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira e Caminha), promovem a 12ª edição da “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência”, decorrendo entre 15 de fevereiro e 15 de abril, aos fins de semana.

Devido ao surto pandémico que vivemos, os restaurantes participantes nesta iniciativa intermunicipal vão funcionar em regime de takeaway, cumprindo todas as normativas e recomendações da Direção Geral de Saúde, bem como as medidas restritivas constantes no estado de emergência.

Participam 80 restaurantes dos seis concelhos, contando-se, entre estes, 12 restaurantes do concelho de Monção. Primando pela qualidade, requinte e tradição, convidam os habitantes da região do Vale do Minho e os amantes da boa gastronomia a manterem esta tradição, levando para casa os diferentes pratos de lampreia para degustação em contexto familiar.

A “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência” constitui um importante contributo para a promoção deste prato típico da região, assumindo-se, neste período adverso, como a manifestação de um ato de solidariedade com todas as pessoas que, direta ou indiretamente, estão envolvidas na preservação e valorização deste recurso singular do nosso território.

A organização desta iniciativa, cuja programação tem reforçado a componente cultural, histórica e turística dos municípios envolvidos, revela, na presente edição, uma carga de enorme simbolismo retratada na firmeza e resiliência de quem se recusa a desistir: pescadores, vendedores, restaurantes, unidades de alojamento, empresas de animação e outros profissionais ligados ao setor.

O que diz António Barbosa

“A iniciativa Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência constitui um valioso cartão-de-visita da região num período de época baixa. Com tradição, inovação e profissionalismo, os restaurantes de Monção disponibilizam a afamada e saborosa Lampreia do Rio Minho. Este ano, devido à pandemia, vão funcionar em regime de takeaway.

Louvo a determinação, perseverança e capacidade de adaptação dos nossos empresários de restauração, desejando-lhes sucesso neste período difícil.  Convido os monçanenses a encomendarem este prato tradicional num dos nossos restaurantes, apoiando a gastronomia local e todos os profissionais do setor”.

Catálogo em https://tinyurl.com/yqqmmdlc

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MONÇÃO: RALI À LAMPREIA NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

Este ano, a emoção é virtual. Entre os dias 22 e 28 do corrente, serão exibidos, na página do Facebook e conta do Youtube, sete vídeos alusivos àquele acontecimento gastronómico e automobilístico.

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O Rali à Lampreia, que junta perícia automóvel no centro da vila e sabores divinais nos restaurantes do concelho, com os nossos cozinheiros e cozinheiras a confecionarem o famoso ciclóstomo com esmero e requinte, é um dos momentos festivos mais emblemáticos da Terra de Deu-la-Deu, Alvarinho e Termas.

Este ano, devido ao contexto pandémico que vivemos, aquele acontecimento gastronómico e automobilístico não se realiza. Apesar disso, a autarquia monçanense não quer deixar a prova em “ponto morto” e reprogramou o evento para as plataformas digitais.

Assim, entre os dias 22 e 28 de fevereiro, serão exibidos sete episódios, um por dia, mantendo vivo este espetáculo de perícia na memória de todos. Desta vez, sem a praça a abarrotar de gente, o cheiro a pneu queimado ou as emoções do momento presente, mas com a sensação de visualizar um espetáculo que não deixa ninguém indiferente.

Siga-nos: http://www.facebook.com/ralialampreia

http://www.youtube.com/municipiomoncao

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AMARES VIRA CAPITAL DAS PAPAS DE SARRABULHO

Papas de Sarrabulho de Amares não deram tréguas à pandemia e foram procuradas por centenas de amantes desta iguaria

Centenas de litros de Papas de Sarrabulho foram em Amares, no fim de semana em que, não fosse a pandemia, se realizaria o maior evento gastronómico do Minho. Fazendo jus à tradição, foram centenas os comensais que acorreram aos restaurantes do concelho para se deliciar com esta iguaria.

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“Este ano correu muito bem. Para dizer a verdade não estava à espera de tanta afluência”, revelou Manuela Carias, propretária de um dos restaurantes com presença habitual no Festival de Papas de Sarrabulho de Amares. “Tivemos filas muito longas porque as pessoas não quiseram deixar de comer as famosas Papas de Sarrabulho de Amares, como já é costume por esta altura”. Os acompanhamentos, a tripa e o farinhado esgotaram mesmo e houve gente que já só conseguiu levar papas e que diz que vai voltar este fim de semana”.

Para Paulo Vieira, proprietário de outro restaurante, o balanço também foi “muito positivo”. “Apesar de vivermos tempos dificeis, as pessoas não quiserem deixar passar em branco esta tradição de comer Papas de Sarrabulho no fim de semana de Carnaval”, referiu. “Tudo decorreu, cumprindo todas as normas de higiene e segurança, e penso que isso também leva a que as pessoas procurem os nossos restaurantes”, acrescentou.

“Sendo o Festival de Papas a nossa maior bandeira gastronómica é com muita satisfação que percebo que, apesar de termos sido levados a cancelar a edição deste ano do Festival de Papas de Sarrabullho fruto da pandemia, os amarenses não deixaram morrer esta tradição”, refere o presidente do Municipio de Amares, Manuel Moreira. Amares é uma terra onde se come bem e se bebe bem, e é importante agora mais do que nunca que todos saibamos apreciar aquilo que é nosso. A economia local ganha com isso. Todos ganhamos com isso”, acrescenta.

Já o vice-presidente do Município de Amares, Isidro Araújo, aproveita o momento para deixar uma palavra de incentivo a todos os empresários da restauranção pelo empenho e brio que tiveram em fazer jus ao Festival de Papas de Sarrabulho de Amares, mantendo a tradição de bem servir à mesa, ajustando-se às exigências dos novos tempos”.

Em 2022, o Festival de Papas de Sarrabulho estará de regresso com toda a qualidade, segurança, tradição e animação com que a todos sempre brindou.

COMEÇOU A ÉPOCA DA LAMPREIA NO ALTO MINHO

Começou a época por excelência da pesca à lampreia, uma iguaria com muita tradição no Alto Minho e que todos os anos atrai muita gente à região.

Este ciclóstomo que nasce no rio, cresce e desenvolve-se no mar, regressa mais tarde ao seu local de origem para procriar onde acaba por morrer. A pesca da lampreia é feita através de várias artes, as estacadas, as lampreeiras (rede de emalhar), ou as antigas e famosas pesqueiras. São várias as regras e condições para a sua pesca com referências, por exemplo, às Ordenanças Manuelinas ou Filipinas. O governo central bem como o local sempre tiveram especial atenção na regulamentação da pesca desta e de outras iguarias que “saíam” dos rios, impondo épocas e apetrechos para a sua pesca.

Partilhamos as imagens de dois Processos do Fundo Secção Hidráulica de Viana do Castelo.

O processo sobre o pedido de licença requerida por Jorge Pereira de Queirós Lacerda e Melo em 1886, para colocar estacada para pesca de lampreia, no sítio denominado de Canal da Mata de Baixo, no rio Lima em Ponte da Barca. (https://digitarq.advct.arquivos.pt/details?id=1080796)

O processo de 1897 sobre a “resolução sobre a pesca de noite, das lampreias e enguias, segundo o §1º do art.º 47 do regulamento dos serviços aquícolas, e de toda a pesca em geral”, relativo a licenças de pesca nocturna de enguias e lampreias e à posterior proibição de pesca nos rios, ribeiros e demais águas interiores daquelas espécies e todas as restantes, excepto truta, salmão e peixes que vivem interpolados em água doce e salgada. (https://digitarq.advct.arquivos.pt/details?id=1083461)

Pode encontrar estas e outras referencias à pesca da lampreia em https://digitarq.advct.arquivos.pt/results...

Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

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AMARES NÃO ESQUECE O FESTIVAL DAS PAPAS DE SARRABULHO

 

19º Festival de Papas de Sarrabulho: Câmara de Amares mantém viva a tradição do maior festival gastronómico do concelho

A Câmara Municipal de Amares e a Associação Comercial, embora tenham decidido suspender o Festival de Papas de Sarrabulho, dada a grave situação epidemiológica que se vive no país, não querem deixar passar em branco aquela que seria a 19ª edição do maior evento gastronómico a que tem habituado, anualmente, milhares de comensais. No fim de semana em que se realizaria este evento gastronómico, a organização mantém vivo o espírito deste festival, convidando os amantes das melhores Papas de Sarrabulho a ver e a partilhar alguns conteúdos alusivos ao Festival, através das redes sociais.

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“O Festival de Papas de Sarrabulho é a nossa maior marca gastronómica e que junta dezenas de milhares de pessoas em Amares todos os anos por altura do Carnaval. Este ano, não é possível à organização assegurar o cumprimento das regras de prevenção estabelecidas pelas autoridades de saúde no que diz respeito ao combate à Covid-19, pelo que ponderadas várias opções entendemos suspender esta edição”, refere o presidente do Município de Amares, Manuel Moreira. Este Festival acarreta uma forte tradição, de uma gastronomia de excelência e outros produtos exclusivos na sua qualidade, pelo que vamos procurar, de alguma forma, que esta grande sala de convívio que é o Festival de Papas de Sarrabulho se mantenha viva na lembrança de todos, através de alguns pequenos momentos dedicados a esta iniciativa, enquanto aguardamos todos pela edição de 2022”, acrescenta, o autarca.

Em 2022, o Festival de Papas de Sarrabulho estará de regresso com toda a qualidade, segurança, tradição e animação com que a todos sempre brindou.

A HERANÇA DO CHEFE SILVA EM LIVRO APOIADO PELA CÂMARA DE AMARES

A Câmara Municipal de Amares vai adquirir 50 exemplares do livro de receitas “Chefe Silva Memórias gastronómicas (em Lafões)”, pela importância que a publicação tem na promoção de Amares, do seu património gastronómico e, ainda, desse ilustre amarense. A publicação, da responsabilidade da Confraria dos Gastrónomos da Região de Lafões, divulga um rico património gastronómico dividido por regiões: região de Lafões (cuja gastronomia foi muito divulgada pelo chefe), Amares e Caldelas, incluindo, ainda, receituário da Campoaves.

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“O Chefe Silva foi um dos fundadores da Confraria de Gastrónomos da Região de Lafões onde muito se envolveu e onde criou também numerosos amigos. Em 2020, a Confraria de Gastrónomos da Região de Lafões, em contactos contínuos com a Câmara de Amares começou a preparar um livro de homenagem ao Chefe Silva, que desde a primeira hora contou com a nossa colaboração e parceria no sentido de aí apresentarmos um conjunto de 12 receitas que promovem Caldelas e Amares”, explicou o vice-presidente e vereador da Cultura do Município de Amares, Isidro Araújo.

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Chefe Silva sempre dignificou as origens

“A figura do António Silva, entre nós mais conhecido pelo Chefe Silva, é incontornável não só como amarense ilustre mas também como figura nacional que lançou uma nova corrente de fazer e olhar para a cozinha, através da edição da Tele-Culinária da qual foi diretor técnico durante 30 anos, e dos seus programas de televisão percursores da arte culinária em televisão que hoje observamos”, pode ler-se na proposta para aquisição dos exemplares.

Autor de vários livros de culinária, o Chefe Silva nunca esqueceu a sua origem minhota e o seu berço na vila termal de Caldelas.

Durante muitos anos, sempre que a saúde e a vida lhe permitiram, o Chefe Silva foi uma das presenças assíduas na abertura do Festival Gastronómico de Papas de Sarrabulho e, ainda, na promoção da gastronomia amarense.

Câmara apoia também publicação alusiva ao Mosteiro de Rendufe

“Apontamentos para a História do Mosteiro de Rendufe”, uma publicação da autoria de José Antunes, baseada na interpretação deste monumento ao longo do tempo, vai contar também com o apoio do Município de Amares, através da compra de 50 exemplares.

“O Mosteiro de Sto. André de Rendufe é um património inconfundível pela sua grandeza histórica e cultural no concelho de Amares” sublinha Isidro Araújo. “Porque se trata de um documento importante e porque nos parece também importante apoiar esta edição que certamente reverterá para a Associação dos Amigos do Mosteiro, propus a compra de 50 exemplares”, acrescenta o vereador.

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CÂMARA DE AMARES CANCELA 19º FESTIVAL DE PAPAS DE SARRABULHO

A Câmara Municipal de Amares e a Associação Comercial de Braga informam que o 19.º Festival de Papas de Sarrabulho, que deveria ocorrer no mês de fevereiro, não se vai realizar, dada a grave situação epidemiológica que se vive no país.

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Apesar de ser o maior evento promocional do concelho, que é já uma marca da gastronomia nacional e que junta dezenas de milhares de pessoas em Amares, não é possível à organização assegurar o cumprimento das regras de prevenção da Covid-19 estabelecidas pela Direção Geral da Saúde, nomeadamente no que diz respeito ao distanciamento social e à interdição de ajuntamentos.

A decisão de cancelar o Festival de Papas de Sarrabulho 2021, após ponderadas várias opções é, assim, uma resposta à necessidade de protegermos a população, salvaguardando a sua saúde, num momento tão crítico para o nosso país e para o mundo.

Esperamos a compreensão de todos, conscientes de que esta é a melhor salvaguarda dos interesses dos nossos Munícipes e de todos aqueles que nos visitam.

Em 2022, o Festival de Papas de Sarrabulho estará de regresso com toda a qualidade e tradição a que todos habituou.

VILA VERDE VAI TER CENTRO DE PROMOÇÃO DA GASTRONOMIA

EPATV: Alunos de Restauração no lançamento da primeira pedra no Centro de Promoção da Gastronomia e Ciências Gastronómicas

Irina Silva e Francisco Lopes, alunos dos Cursos Técnico de Restaurante/Bar e Técnico de Cozinha/Pastelaria, respetivamente, estiveram hoje, dia 8 de janeiro, presentes no Lançamento da Primeira Pedra do Centro de Promoção da Gastronomia e Ciências Gastronómicas de Vila Verde.

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Esta ação faz parte do plano de Requalificação do Edifício da Antiga Escola Primária de Vila Verde e contou com a ilustre presença da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, bem como do Presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, do arquiteto deste projeto municipal, Luís Peixoto, e ainda vários membros da autarquia e da GNR de Vila Verde.

A abertura da sessão foi dinamizada pela Academia de Música de Vila Verde e os alunos da EPATV colocaram na Primeira Pedra o Auto assinado pela Ministra e o Presidente do Município.

António Vilela agradeceu a participação dos alunos da EPATV, relembrando o nível e boa reputação que os cursos de restauração mantêm ao longo dos anos, enquanto Ana Abrunhosa enalteceu a presença da Escola Profissional Amar Terra Verde e deixou o desejo de que, no futuro, esta instituição possa desenvolver várias investigações gastronómicas neste Centro.

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PRODUTORES DE FUMEIRO REÚNEM EM VIEIRA DO MINHO

Decorreu na tarde de hoje, dia 7 de janeiro, a reunião de produtores de fumeiro de Vieira do Minho.

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Esta reunião de trabalho que juntou à mesma mesa os produtores, o Executivo e o Veterinário Municipal, serviu para determinar que dada a situação pandémica,  provocada pela Covid -19, não se encontram reunidas as condições  sanitárias para a realização da Feira do Fumeiro de Vieira do Minho, que iria acontecer de 5 de 7 de fevereiro.

Contudo, o presidente da Câmara Municipal, António Cardoso, garantiu que o evento realizar-se-á, nos meses subsequentes,  logo que estejam reunidas todas as condições sanitárias necessárias para que o evento possa decorrer em segurança.

Caso não seja possível a realização do evento até ao mês de Maio, o presidente da Câmara comprometeu-se com os produtores de fumeiro, no sentido de estes poderem vender os seus produtos, no primeiro evento que a Autarquia venha a realizar.

Os produtores de fumeiro foram unânimes e solidários com a decisão tomada pelo Município, por entenderem que não estão reunidas as condições para que um evento desta envergadura possa realizar-se em segurança.

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VALENÇA JÁ TEM LAMPREIA - ESTÁ DIVINAL!

Chegou o momento dos apreciadores da lampreia. Está oficialmente aberta a temporada da lampreia à mesa, em Valença. As primeiras redadas do ano, no rio Minho, já presentearam os pescadores com exemplares de excelente qualidade.

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A época da lampreia, na restauração valenciana, prolonga-se até finais de abril.

Lampreia de Tantas Formas

A tradição apresenta a lampreia, em Valença, à bordalesa, em arroz de lampreia, recheada, assada no forno ou na brasa. Tantas formas para saborear, deliciar-se e encantar-se com os sabores únicos da lampreia do rio Minho. Às tradicionais os chefes da restauração valenciana vão acrescentando novas formas de apresentação e confeção.

Lampreia em Valença Tem Fama e Tradição

Há séculos que a lampreia é um verdadeiro petisco em Valença, tem tradição, fama e serve-se à mesa como um manjar.

Por esta época saborear a lampreia, em Valença, é um verdadeiro prazer, no mínimo uma vez por ano, assim manda a tradição. Os segredos da preparação, confeção e apresentação tem passado de geração para geração pelas mãos sábias das cozinhas das aldeias que a restauração local recria.

Lampreia do Rio Minho

As primeiras lampreias da época já estão a sair nas redadas dos pescadores das comunidades de São Pedro da Torre e Cristelo Côvo e segundo os mesmos é de excelente qualidade.

A lampreia é um prato de época e é entre janeiro e abril que se apresenta na plenitude dos seus sabores.

Festival Sabores da Lampreia

Este ano, devido à situação pandémica não se vai realizar o emblemático Festival da Lampreia na comunidade de pescadores de São Pedro da Torre. Contudo, o Município de Valença tem em perspetiva a realização de várias ações de promoção deste produto gastronómico.

BARCELOS QUALIFICA PROFISSIONAIS DA RESTAURAÇÃO PARA PROMOÇÃO DA GASTRONOMIA LOCAL

O Município de Barcelos, em parceria com o Turismo de Portugal e através da Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo, promoveu três ações de formação tendentes a melhorar a qualificação do setor da restauração e do turismo, nomeadamente ao nível da ligação dos vinhos com a gastronomia local, com enfoque na especialidade gastronómica tradicional que é o galo assado.

A formação, que se realizou na modalidade de formação à distância, na qual o Turismo de Portugal se especializou, incidiu na área das línguas (em concreto, o Inglês técnico) e no marketing. Integra o programa "Amar o Minho" e "Minho Região Europeia da Gastronomia 2016".

Estas ações de formação contam com mais de meia centenas de profissionais do setor do turismo e restauração locais e têm como objetivo qualificar e melhorar as competências dos recursos humanos do setor, por forma a melhorar a qualidade da experiência de quem visita Barcelos, aumentar os níveis de qualidade do serviço e diversificar as estratégias de promoção gastronómica.

Integra este conjunto de acções a criação de um caderno de especificações do galo assado, enquanto iguaria gastronómica, no sentido de sustentar a sua classificação como produto tradicional português, alavancado nos produtos das terras e nas raças de galináceos mais comuns no Minho, ou seja, os argumentos que fazem desta iguaria um elemento diferenciador do território de Barcelos.

Está também a ser criado um storytelling do galo assado, individualizado para cada peça vendida nos restaurantes de Barcelos, que conta a história associada a esta iguaria e ao Caminho de Santiago, estruturando-se, assim, uma ferramenta que a diferencia e lhe confere um caráter individualizado em termos de promoção, na medida em que cada storytelling será assinado pelo chefe do restaurante onde o consumo é efetuado. Trata-se de um certificado de experiência gastronómica único e inovador.

Está ainda prevista a realização de workshops técnicos sobre esta iguaria, a realizar no primeiro trimestre de 2021, envolvendo todos os que ao longo dos últimos 15 anos fizeram do Concurso Galo Assado uma referência de qualidade em termos nacionais.

Pretende-se encetar o processo de qualificação do Galo Assado, de acordo com um caderno de especificações da iguaria que contemple a sua base e as variantes existentes e, ao mesmo tempo, qualificar os agentes da restauração que promovem esta iguaria.

De notar que já em fevereiro de 2020 foi realizado, no âmbito deste programa, um workshop promocional do Galo Assado, na Feira de Gastronomia e Turismo – Xantar, em Ourense, Espanha, promovido pelo Chefe Nuno Amorim, do restaurante Pedra Furada, que promoveu a excelência do prato e a sua ligação à lenda do Galo e ao Caminho de Santiago.

CARNE DE VINHA-D’ALHOS OU VINDALHO: A GASTRONOMIA MINHOTA VIAJOU PARA A MADEIRA E A ÍNDIA PORTUGUESA

À semelhança do sarapatel, o vindalho é uma especialidade goesa com origem na gastronomia minhota, à qual foram acrescentadas especiarias como as malaguetas, muito ao gosto local.

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Vindalho (Foto Wikipédia)

 

O vindalho é confeccionado com carne de porco cortada aos cubos e temperada com sal e vinagre. Depois de frito, é feiro um refogado de cebola com malagueta moída, alhos, coentros, cominhos, açafrão-da-terra, tamarindo e vinagre. Depois de bem misturados estes ingredientes e bem fritos, adicionam açúcar, a carne, a marinada e água de tamarindo. É apurado num tacho fechado a fim de que o molho fique suficientemente expesso. É geralmente servido com arroz.

Esta especialidade espalhou-se para outras regiões da Índia e Paquistão onde é denominado por vindaloo. Porém, em virtude da proibição religiosa do consumo de carne de porco, esta foi substituída por carne de frango, borrego e até peixe. Em virtude da emigração indiana para o Reino Unido, também aqui o vindalho adquiriu bastante popularidade e tornou-se muito apreciado.

Também na Madeira, em virtude do povoamento do território pelos minhotos, a carne de vinha-d’alhos tornou-se um prato típico da quadra natalícia, o qual está naturalmente relacionado com a matança do porco. Aqui é feita com carne de porco que, após ser temperada com vinagre, vinho branco, alho, louro, segurelha, sal e pimenta, é deixada a marinar pelo menos durante dois dias. Depois é cozida na própria marinada e guardada. Na altura de comer, é frita com banha de porco e servida com pão frito na mesma gordura da cozedura.

A culinária minhota é apreciada nos mais diversos recantos do mundo e adaptada ao gosto dos diferentes povos.

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Carne de Vinha-d'Alhos à moda da Madeira. (Foto: https://www.receitasemenus.net/)

FAMALICÃO: MASSAS EM ESTILO CONTEMPORÂNEO SÃO A NOVA ATRAÇÃO NOS DIAS À MESA

Iniciativa decorre de 26 a 29 de novembro em vários restaurantes do concelho

O que se deve comer antes ou depois de correr uma meia maratona? As massas sendo um prato simples, de origem vegetal e que podem ser combinadas com outros alimentos, enchendo o prato de cor e de sabor, são uma excelente opção. De resto, foi assim que surgiram os Dias à Mesa dedicados às massas, associando-as à Meia Maratona de Famalicão.

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Este ano, mesmo sem Meia Maratona, as massas estão em destaque em doze restaurantes de Famalicão entre 26 e 29 de novembro, com uma ementa saudável e tradicional, reinventada num estilo bem contemporâneo. A variedade de cores, sabores e produtos convida a uma experiência gastronómica repleta de energia.

Os restaurantes aderentes à iniciativa são o Alfa; Attrevidu; Bis- Pasta & Risotto; Bisconde, Bubbles; Casa dos Frangos de Baltar; Caso; El Vagabundo; Fusilli, Massa & Café; Moutados, Príncipe e Refresco.

Esta é a última edição do ano dos Dias à Mesa. Refira-se que depois de um interregno de vários meses devido à pandemia da Covid 19, os Dias à Mesa regressaram no passado mês de julho, atraindo muita gente aos restaurantes de Famalicão. Apesar da não realização dos eventos culturais que acompanham habitualmente a iniciativa, o regresso dos Dias à Mesa tem sido um sucesso.

Uma das novidades desta edição é o “Passaporte Gastronómico”, que oferece um desconto de 10% nos restaurantes aderentes. Para além disso, o passaporte dá a oportunidade de jantar ou almoçar gratuitamente num restaurante à escolha.

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PONTE DA BARCA: SOLAR DO VINHÃO RECEBEU SEGUNDA AÇÃO DE FORMAÇÃO DIRIGIDA AO SETOR DA HOTELARIA E RESTAURAÇÃO

Foi com Chef Rúben Silva, vencedor do programa televisivo MasterChef Portugal 2019, que decorreu o segundo workshop de culinária, no Solar do Vinhão. O Chef confecionou dois pratos inovadores, um tartare de peixe e outro de carne, inseridos no tema “Cozinha Criativa”, e demonstrou ainda várias formas de reduzir o desperdício alimentar.

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Este conjunto de ações de capacitação e desenvolvimento de qualidades, conhecimentos e técnicas profissionais decorrem no âmbito da candidatura EEC-PROVERE Minho INovação Norte 2020, que o Município de Ponte da Barca levou a cabo, com o apoio da EPRALIMA e são dirigidas tanto aos Empresários como aos colaboradores do sector da restauração e hotelaria locais.
Estas ações, designadas "Sabores e Inovação – Investigação e Desenvolvimento sobre o Produto ou Gastronomia Tradicional”, irão decorrer durante os meses de novembro e dezembro e serão conduzidas por Chefs de renome nacional. Pretende-se que os agentes de restauração de Ponte da Barca e os chefs troquem experiências e conhecimentos, num ambiente informal e criativo.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, “este projeto é uma mais-valia para os empresários de hotelaria e restauração, pois assim conseguem evoluir e aprender para desenvolver cada vez mais a sua área.” Lembrou ainda que “com esta Pandemia este setor foi um dos mais afetados, por isso é necessário estas estratégias de apoio através do conhecimento, de modo a aumentar a qualidade dos serviços prestados e, consequentemente, a atratividade turística.

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DOCES DE NATAL ENCERRAM PROGRAMA ANUAL DE GASTRONOMIA EM BARCELOS

A Câmara Municipal de Barcelos promove, no fim de semana de 5 e 6 de dezembro, o concurso Barcelos Doce. Durante estes dias, no Posto de Turismo, 11 pastelarias e padarias do concelho que participam neste concurso mostram a doçaria típica da época de Natal, como o bolo-rei, o pão de ló e o tronco de Natal, confecionados de acordo com as tradições gastronómicas da região.

A 11ª edição do Concurso Barcelos Doce promove a excelência dos doces tradicionais de Natal, confecionados em Barcelos, e possibilita, a quem visita a cidade nesta altura, uma experiência de sabores muito típica da quadra natalícia.

Esta iniciativa encerra o programa anual dos “7 Prazeres da Gastronomia”, promovido pelo Pelouro do Turismo da Câmara Municipal de Barcelos e que, de fevereiro a dezembro, apresentou o melhor da gastronomia local e regional, destacando os pratos típicos, como a lampreia, o bacalhau, o galo assado, o arroz “pica no chão” e, agora, a doçaria tradicional de Natal.

As pastelarias aderentes ao Concurso Barcelos Doce de 2020 são as seguintes: Padaria e Pastelaria Mercado do Pão (Barcelos), Padaria e Pastelaria Nata Selvagem (Lijó),Padaria e Pastelaria Santa Luzia (Barcelinhos), Pastelaria São Bento (Várzea), Padaria Flor de Durrães (Durrães), Padaria Pacheco (Viatodos), Pastelaria Chá e Nata (Rio Côvo Santa Eugénia), Pastelaria Campinho e Amaro (Vila Seca), Pastelaria Doce da Consolação (Vila Seca), Pastelaria Minnelli (Barcelos) e Pastelaria Rosa Cintilante (Gilmonde).

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO: OS MINHOTOS NÃO BAIXAM OS BRAÇOS... MESMO QUANDO NÃO DANÇAM O VIRA!

O Grupo Folclórico Verde Minho celebrou este ano as suas Bodas de Prata de forma atípica. As comemorações tiveram lugar no dia 2 de Fevereiro com a realização do Almoço de Sarrabulho à moda de Ponte de Lima, o qual contou com a participação de representações dos dois municípios entre outras entidades.

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Porém, para além daquela iniciaiva, o Verde Minho tinha programado a realização de um vasto leque diversificado de iniciativas de entre as quais salientamos o Almoço do Arroz Pica no Chão, vulgo cabidela, o qual deveria contar com a presença de autarcas do concelho de Vila Verde.

A pandemia do coronavírus e as regras sanitárias daí decorrentes vieram inviabilizar o planeado, forçando o "Verde Minho" a alterar as suas prioridades. E, porque a actividade de um grupo folclórico não se resume à sua actuação em palco, o "Verde Minho" tem vindo a centrar-se no estudo e recolha documental com vista à melhoria do seu desempenho e representação, bem como a concretização de outros objectivos que possibilitem o incremento das suas actividades.

E, porque os minhotos não baixam os braços – mesmo quando não dançam o vira! – o Grupo Folclórico Verde Minho prepara-se para retomar a sua actividade com toda a sua energia, mal as condições sanitárias o permitam.