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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CASA DO MINHO: ARROZ PICA-NO-CHÃO JUNTA “PICAMILHOS” EM LISBOA

A Casa do Minho em Lisboa levou hoje a efeito mais um evento de promoção da nossa gastronomia tradicional, o arroz pica-no-chão, vulgarmente conhecido como arroz de cabidela. E os “picamilhos” não faltaram à chamada!

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Na sua monumental obra “Etnografia Portuguesa”, registou José Leite de Vasconcelos a alcunha de “picamilhos” como uma das que desde sempre foram atribuídas aos minhotos… naturalmente pela sua particular apetência pelos alimentos cozinhados à base do milho, aquele cereal que as naus de Cristóvão Colombo – aliás Salvador Fernandes Zarco! – trouxeram do continente americano e começaram a ser cultivadas no noroeste peninsular.

Na realidade e até ao surgimento do arroz, ele deverá ter sido inicialmente cozinhado com farinha de trigo ou de milho, sendo a expressão “pica-no-chão” originária sobretudo da nossa região, a que também não é estranha a alcunha de “picamilhos” para designar a nossa gente.

E, fazendo jus ao lema “Uma boa mesa para uma boa política regionalista”, criado pelo eminente regionalista Artur Maciel, levou a Casa do Minho em Lisboa, actualmente sob a liderança de Paulo Duque, mais um almoço a promover na capital os requintados paladares da gastronomia minhota, com especial destaque para o tão apreciado leite-creme queimado – especialidade rica de Ponte de Lima – e, como já referimos, o apetitoso “arroz pica-no-chão que tantos apreciadores tem trazido a terras como Vila Verde, Barcelos e Ponte de Lima.

Para não variar, a confecção de tão apreciado prato da nossa cozinha tradicional esteve a cargo de Paulo Duque que, como exímio cozinheiro, usou a colher-de-pau com a mesma mestria que um maestro usa a batuta para dirigir a orquestra, não fosse ele um dos melhores dirigentes do regionalismo minhoto na actualidade.

Cumpriu-se um minuto de silêncio em memória do Dr Nuno Lima de Carvalho. E, no seu discurso aos convivas, Paulo Duque lembro a importância que o ilustre vianense, como nóvel associado da Casa do Minho, teve na organização de conferências que realizou, levando o Minho a amigos como Jorge Sampaio, Jorge Amado, Amália Rodrigues, António Valdemar, Agostinho da Silva e João Soares. Salientou ainda a forma como a Casa do Minho organiza estes almoços, sobretudo com preocupação cultural e promoção da nossa região.

A Casa do Minho contou entre os convidados o Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar e deputado da Assembleia da República, vice da bancada parlamentar do PS, Doutor Pedro Delgado Alves e ainda o Pároco do Lumiar, Padre João Caniço.

E, para coroar o ambiente festivo, o fadista Rui Vaz interpretou quatro fados… acompanhados à tocata pelo Rancho Folclórico da Casa do Minho!

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GASTRONOMIA DE CABECEIRAS DE BASTO SERVIDA EM GUIMARÃES

‘Mesa de Cabeceiras’ n’A Cozinha por António Loureiro

O renomado Chef António Loureiro recebeu ontem à noite, 14 de maio, na sua ‘Cozinha’, em Guimarães, a ‘Mesa de Cabeceiras’ evento de exaltação da carne cabeceirense integrado no programa cultural Mosteiro de Emoções.

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A iniciativa teve como objetivo a promoção dos melhores sabores Cabeceirenses, bem como a afirmação de Cabeceiras de Basto como destino gastronómico pela qualidade dos seus produtos endógenos. Nesta mesa os convivas apreciaram e debateram o conceito de sustentabilidade no prato.

O Chef António Loureiro, galardoado com uma estrela Michelin, aceitou o desafio da Câmara Municipal, preparando uma ementa com produtos endógenos das terras de Basto, recriando sabores beneditinos inspirados nas ementas daquela Ordem Religiosa, aliando-as à criatividade e inovação. Pão de ervas, presunto, caldo de cebola, favas com chouriço, porco bísaro, churra do Minho, raízes e verdes, ovos doces e pão de laranja integraram a ementa desta primeira ‘Mesa’.

A ‘Mesa de Cabeceiras’ é um evento dirigido a críticos gastronómicos, bloggers, jornalistas, associações de promoção de gastronomia e vinhos, diretores de escolas de hotelaria, líderes de opinião, imprensa, entre outros, que terão um papel preponderante na promoção e visibilidade dos produtos locais e da gastronomia tradicional.

Até junho acontecerão mais dois momentos distintos, em que críticos e empresários se sentarão à ‘Mesa de Cabeceiras’. Na próxima semana o destino é Braga e, em meados de junho, o Porto, onde os chefs convidados Paula Peliteiro e António Costa, respetivamente, trabalharão as carnes barrosã, maronesa e minhota, entre outros.

Até junho, Cabeceiras de Basto pretende dar destaque aos produtos locais, bem como ao receituário beneditino característico dos Mosteiros da Ordem de S. Bento, designadamente do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, afirmando Cabeceiras de Basto como destino gastronómico.

O ‘Mosteiro de Emoções’ resulta de uma candidatura a fundos comunitários, através do NORTE 2020, que integra, para além de um conjunto de obras de reabilitação do Mosteiro, um programa cultural que se materializa em múltiplas manifestações artísticas.

COZIDO... SÓ À MODA DE COURA!

‘Cozido à Moda de Coura’: sáb : dom | Paredes de Coura

O ‘Cozido à Moda de Coura’ vai à mesa este fim de semana, 11 e 12 de maio, em oito restaurantes de Paredes de Coura, que elegeram este suculento e saboroso prato courense como a mais nobre das iguarias para estes dias em que o sol ainda teima em esconder-se.

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O Barbaças, Romântica, Albergaria, O Furão, Miquelina, Xisto, Abrigo do Taboão e Os Mouras são os oito restaurantes aderentes a esta iniciativa promovida pelo Município de Paredes de Coura, que complementa este fim de semana gastronómico com outras iniciativas que trazem por estes dias maior animação e procura por esta bonita vila no coração do Alto Minho.

Por exemplo, o sábado à noite tem o Encontro de Rusgas e Concertinas, enquanto a tarde de domingo é preenchida pelo Encontro de Folclore. A manhã de sábado e domingo ainda contempla uma Mostra de Sabores das Terras de Coura, estando reservado para a tarde de domingo as sempre entusiasmantes ‘Corridas de Carrinhos de Rolamentos’ com os bólides que fizeram o encanto de outras gerações a proporcionarem um colorido diferente nas sinuosas ruas courenses, desde a estrada de Sequeiró até à Avenida de Cenon.

O Encontro de Folclore, no domingo, tem por palco o Largo Visconde de Mozelos e por lá vão passar o Rancho Folclórico da Associação Cultural Recreativa de Paredes de Coura, o Grupo Etnográfico de Paredes de Coura, o Grupo Folclórico e Etnográfico da Vimieira (Mealhada) e o Rancho Folclórico Etnográfico de Ramalhais (Marco de Canaveses), numa iniciativa sob a organização do Rancho da Associação Cultural Recreativa e desportiva de Paredes de Coura.

A gastronomia é uma expressão de cultura e de bem viver. Os saberes e sabores tradicionais evidenciam os produtos locais de que o Homem dispunha para a sua alimentação, os modos e as formas que foi apurando para os tornar mais úteis, mais saborosos e agradáveis.

Paredes de Coura possui um vasto e rico património gastronómico, assente em produtos naturais e ecológicos de uma sã economia rural. Destacamos a truta do rio Coura, os deliciosos enchidos, as carnes de cabrito, anho e de cachena criados nos nossos montes, assim como a mítica batata da boalhosa e a saborosa couve galega. Toda esta variedade de pratos regionais e de cozinha tradicional torna-se um deleite para o nosso palato.

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