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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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COVID-19 CONDICIONA RELAÇÕES TRANSFRONTEIRIÇAS

Covid-19 continua a condicionar relações transfronteiriças. Autarca apela ao civismo das populações

Com a proibição de circulação entre concelhos no continente decretada pelo Governo de Portugal, entre os dias 30 de outubro e 03 de novembro, como contenção da pandemia Covid-19, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira apela a que sejam cumpridas rigorosamente estas diretrizes. Face às imensas dúvidas levantadas por cidadãos galegos, dada a proximidade geográfica e a excelente relação de cooperação transfronteiriça, Fernando Nogueira interpreta que “a medida seja extensível a cidadãos estrangeiros”.

“Se não se pode circular entre concelhos portugueses, automaticamente os nossos vizinhos galegos, sendo de outro concelho, também devem seguir estas diretrizes”, apela o autarca cerveirense, acrescentando que, “apesar das fronteiras continuarem abertas, apenas devem aceder aqueles cidadãos que tenham autorização prévia por motivos profissionais ou outros aprovados na resolução do Conselho de Ministros, desta quinta-feira”.

O edil cerveirense relembra que, como forma de evitar este tipo de situações no futuro, o AECT Rio Minho reivindicou a criação da figura do trabalhador transfronteiriço, que foi recentemente enquadrado na Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço, anunciado na Cimeira Luso-Espanhola da Guarda.

Relativamente à Feira Semanal de Vila Nova de Cerveira, que se realiza todos os sábados e é bastante visitada por nuestros hermanos, a Câmara Municipal vai aguardar a comunicação de diretivas nacionais mais específicas e, “durante a próxima semana, será ponderada a sua realização ou não, mas é certo que não devem aceder cidadãos de outros concelhos, porque feirar não é uma atividade profissional e prioritária”.

A decisão divulgada esta quinta-feira de voltar a limitar a circulação surge pouco mais de uma semana, após o Conselho de Ministros ter anunciado o regresso do estado de calamidade.

ARQUITECTO CASSIANO BRANCO PROCUROU MONUMENTOS NA GALIZA EM 1959

Carta do arquitecto Cassiano Branco em 18 de Fevereiro de 1959, dirigida ao posto de informação da Direcção Geral de Turismo de Lugo, solicitando o envio de fotografias da ponte sobre o rio Minho, de ruínas, de muralhas, de termas romanas e de outros monumentos de valor arquitetónico e arqueológico da região de Lugo, a fim de serem reproduzidos no seu livro.

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

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AECT RIO MINHO ARTICULA POSIÇÃO COMUM TRANSFRONTEIRIÇA CONTRA MINERAÇÃO DE LÍTIO

O Movimento SOS Serra d’Arga reuniu, esta terça-feira, em Vila Nova de Cerveira, com a direção do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho (AECT) Rio Minho para solicitar o seu apoio na sensibilização de autarcas e de movimentos associativos galegos em prol de uma defesa consensualizada do território comum da Serra d’Arga, no âmbito do processo de mineração de lítio.

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Enquadrado no conjunto de reuniões solicitadas pelo Movimento SOS Serra d`Arga aos municípios do Alto Minho que integram o perímetro da Serra d’Arga, este encontro de âmbito transfronteiriço procurou valorizar a importância da bacia do rio Minho. O movimento cívico já tem vindo a promover, desde agosto, contactos diretos com várias associações galegas, no sentido de delinear ações de sensibilização e de apelo popular para o envolvimento nesta causa.

O diretor do AECT Rio Minho e presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira sublinhou que “não existem fronteiras na proteção do ambiente em defesa de um património comum que é o rio Minho”. Fernando Nogueira realçou ainda que “os problemas ambientais que afetam o rio Minho são comuns no Alto Minho português e no Baixo Minho galego e que em cima da mesa está uma causa justa, porque a defesa da Serra d’Arga em conjunto com os galegos é a defesa do património comum do Vale do Minho”.

Para o vice-diretor do AECT Rio Minho, a entidade vai articular um posicionamento transfronteiriço conjunto, “já que os recursos da região, ainda que estando em território administrativo português, são comuns ao Baixo Minho galego”. “Estaremos vigilantes aos possíveis impactos no rio, no território, nos recursos naturais da região e na qualidade da água. Antes, o Minho era um lugar que parecia que não era de ninguém, nem o defendiam de um lado nem do outro, mas agora existe o AECT e vamos defendê-lo conjuntamente com os concelhos galegos e as câmaras portuguesas”, sublinhou.

A representante do Movimento SOS Serra d’Arga, Ludovina Sousa, reafirmou que “tendo o rio Minho como elemento de união, este encontro teve como propósito sensibilizar a entidade transfronteiriça para os possíveis e nefastos impactos sobre as águas internacionais do rio Minho, caso o projeto de mineração do Governo Português se venha a concretizar nesta região do Alto Minho”.

No final do encontro, o AECT Rio Minho comprometeu-se a uma tomada de posição consensual com as já conhecidas de todos os autarcas de ambas as margens do rio Minho e as associações de defesa do ambiente relativamente ao dossier em questão, consubstanciado em iniciativas conjuntas com a participação da sociedade civil representada pelo movimento cívico.

Em curso está a criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d'Arga já aprovada pelos quatro municípios (Vila Nova de Cerveira, Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima), sendo o próximo passo a constituição de uma associação de municípios com fins específicos que garanta a respetiva gestão. Este projeto contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e, por conseguinte, no Noroeste Peninsular, perspetivando-se que sejam fomentadas condições que permitam o desenvolvimento socioecónomico sustentável da área, com benefícios para as comunidades locais e para a exploração do território do ponto de vista turístico, de educação e sensibilização ambiental.

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JORNADAS CERVEIRA-TOMIÑO DESTACAM IMPORTÂNCIA DA COOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA

II Jornadas Cerveira-Tomiño refletem sobre o papel da cooperação transfronteiriça na consolidação do projeto europeu

A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, a Secretária de Estado da Valorização Interior, Isabel Ferreira, a Comissária Europeia para a Coesão, Elisa Ferreira, e o Presidente da Xunta da Galicia, Alberto Nuñez Feijóo, são algumas das presenças confirmadas nas II Jornadas da Amizade Cerveira-Tomiño, agendadas para esta sexta-feira, 23 de outubro, no Centro de Apoio às Empresas de Vila Nova de Cerveira. Pelas circunstâncias provocadas pela pandemia Covid-19, as conferências e mesas de debate serão retransmitidas por streaming através do website da Eurocidade ( https://eurocidadecerveiratomino.eu ).

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Desde 2014 que o projeto “Agenda Estratégica para a Cooperação Transfronteiriça Amizade Cerveira-Tomiño”, cofinanciado pelo FEDER através do Programa Interreg V A España-Portugal (POCTEP), desenvolveu várias ações que contaram com o envolvimento de cerca de 10 mil pessoas, com o intuito de aprofundar e consolidar as relações institucionais através de uma programação e gestão conjunta e partilhada de distintos serviços públicos e da sensibilização para a cidadania na formulação de soluções para a resolução de problemas comuns.

A realização das II Jornadas Amizade Cerveira-Tomiño, em duplo formato (presencial e online), marcam a conclusão deste projeto, pretendendo fazer-se um balanço dos resultados alcançados. De acordo com o programa, o período da manhã, entre as 10h00 e as 12h45, está reservado para as apresentações dedicadas à visão global do projeto, ao Orçamento Participativo Transfronteiriço, à Provedoria Transfronteiriça e à Dinamização Local, assim como será efetuada uma apresentação da parceria da Eurocidade Cerveira-Tomiño com o Consórcio Bidasoa (País Basco – Espanha/França).

Além da transmissão em streaming, o acesso ao período da tarde também será presencial para oradores, instituições e entidades convidadas, e imprensa acreditada. A abertura da sessão da tarde está a cargo dos autarcas de Vila Nova de Cerveira e de Tomiño, Fernando Nogueira e Sandra Gonzalez, respetivamente, em torno de uma revisita pela estratégia de desenvolvimento da cooperação transfronteiriça concretiza e aspirada; seguindo-se as intervenções da Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, sobre a “Estratégia de Desenvolvimento Transfronteiriço Portugal-Espanha”; do diretor do AECT Galiza-Norte de Portugal, Xosé Lago, para abordar o “Plano de Reativação da Cooperação; e do vice-diretor do AECT Rio Minho, Uxio Benitez, que vai apresentar a “Estratégia Rio Minho Transfronteiriço 2030”.

O encerramento destas jornadas fica marcado pelo Debate “Europa Sem Fronteiras: o papel da cooperação transfronteiriça na consolidação do projeto europeu”, onde se pretende refletir sobre os principais desafios das políticas de coesão europeia no período pós COVID-19 e o papel da cooperação transfronteiriça na consolidação de um dos princípios fundamentais da União Europeia: a Europa Sem Fronteiras. O debate vai contar com a participação presencial da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa e de ambos autarcas, juntando-se, via streaming, a Comissária Europeia para a Coesão, Elisa Ferreira, e o Presidente da Xunta da Galicia, Alberto Feijóo. A moderação fica a cargo da jornalista da RTP, Fátima Campos Ferreira, e do jornalista da RTVE, Xabier Fortes.

De sublinhar que, de entre as várias ações afetas ao projeto “Agenda Estratégica para a Cooperação Transfronteiriça Amizade Cerveira-Tomiño”, destacam-se o Orçamento Participativo Transfronteiriço que, entre 2016 e 2019, contou com mais de 2000 votantes que escolheram 10 projetos, de um total de 25 candidaturas apresentadas, envolvendo quase 3000 participantes, em áreas como cultura, deporte, ambiente ou acessibilidade para todas as pessoas; as Provedoras da Cidadania Transfronteiriça, uma figura única na Europa, que desempenharam um papel muito importante com a recomendação para a eliminação das barreiras burocráticas à mobilidade infantojuvenil, problemática que foi alvo de análise no âmbito do projeto B-Solutions da Comissão Europeia; e no que diz respeito à gestão conjunta de equipamentos e serviços públicos, destaca-se o desenvolvimento em curso de uma Plataforma Tecnológica de Gestão de Serviços Partilhados, que facilitará o acesso de ambas as populações a vários serviços da Eurocidade Cerveira-Tomiño.

Dado o atual contexto de pandemia COVID-19, o evento será retransmitido por streaming, através do website da Eurocidade ( https://eurocidadecerveiratomino.eu ).

MINHOTOS E GALEGOS VÃO PARTILHAR BICICLETAS ELÉTRICAS

AECT Rio Minho avança com projeto piloto de partilha de bicicletas elétricas em três eurocidades

As eurocidades de Cerveira-Tomiño, Valença-Tui e Monção Salvaterra vão ter, a partir de março de 2021, uma gestão partilhada de bicicletas elétricas entre os seis núcleos urbanos de ambos os lados de fronteira, com ligação à rede transfronteiriça de percursos verdes do rio Minho transfronteiriço. Com um investimento de 90 mil euros, o projeto piloto de mobilidade sustentável transfronteiriço, promovido pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, foi apresentado esta manhã, no Parque de Lazer do Castelinho, em Vila Nova de Cerveira.

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No total, são 42 bicicletas distribuídas equitativamente pelos seis municípios, com GPS incorporado e um sistema baseado no uso de aplicação móvel (APP) e da utilização de cartão de utilizador RFID. O projeto prevê a instalação, em cada um dos concelhos de cada eurocidade, de uma estação de parqueamento virtual, sendo que cada bicicleta se encontra ainda equipada com sistema de fecho eletrónico que permite o bloquear em qualquer ponto e fazer uma interrupção temporária da viagem.

“Estamos a fazer história com um projeto pioneiro de mobilidade sustentável transfronteiriça”, disse o diretor do AECT Rio Minho e presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, sublinhando “uma iniciativa que releva as boas relações entre vizinhos, a crescente influência das eurocidades e o trabalho meritório que o AECT do Rio Minho está a fazer”. Fernando Nogueira reforça que este é um projeto inovador “porque junta sustentabilidade ambiental, tecnologia de ponta e, acima de tudo, vontades” e que, no final do primeiro ano de funcionamento, avaliado de forma a alargar a sua capacidade.

O vice-diretor do AECT Rio Minho, Uxio Benitez, afirmou que “este serviço se encaixa perfeitamente nos dois eixos estratégicos da Estratégia 2030, ao nível da mobilidade sustentável transfronteiriça e de turismo sustentável”. “Estamos a projetar e concretizar ideias com horizonte estratégico, pois sabemos para onde queremos ir e onde queremos chegar”, acrescentou.

Também presente nesta sessão de apresentação pública, a presidente da Deputación de Pontevedra, sublinhou o “extraordinário trabalho realizado pelo AECT Rio Minho de situar este território único, autêntico e especialmente com grandes valores”. Enaltecendo a “criatividade e a capacidade do poder local em concretizar projetos inovadores que respondem às orientações da Agenda 2030”, Carmela Silva aproveitou a oportunidade para insistir que os “fundos europeus não estarão em melhores mãos do que no poder local, onde cada projeto gerido é um êxito”.

A iniciativa ‘Bike Sharing Rio Minho’ integra-se no projeto “Estratégia de cooperação inteligente do rio Minho transfronteiriço” do programa ‘Smart Miño’, cofinanciado pelo Programa Interreg V A (POCTEP)e promovido por aquele agrupamento europeu, em parceria com as eurocidades de Cerveira-Tomiño, Valença-Tui e Monção-Salvaterra. Marcaram presença na sessão desta manhã os seis autarcas portugueses e galegos, além do representante da empresa concessionária.

CAMINHA: PORTO E BARRA DO RIO MINHO

Porto e barra do rio Minho : Caminha : plano hidrografico levantado em 1913 / Missão Hidrografica da Costa de Portugal ; lev. por E. T. de Almeida Carvalho e R. N. Frade. - Escala 1:20000. - [Lisboa] : Missão Hidrográfica da Costa de Portugal, [1913]. - 1 plano : color. ; 27,50x23,70 cm em folha de 36,40x29,50 cm

Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal

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MONÇÃO: APROXIMAR CULTURA MINHOTA E GALEGA

Delegação do Município de Monção reuniu com a direção da Faculdade de Belas Artes de Pontevedra e o diretor do Museu de Pontevedra.

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Com a finalidade de aproximar, ainda mais, as culturas minhota e galega, uma delegação do Município de Monção, liderada pelo seu presidente, António Barbosa, reuniu, na passada quinta-feira, com a direção da Faculdade de Belas Artes de Pontevedra.

Neste encontro com o diretor, Xosé Manuel Buxán, e o vice-diretor, Javier Tudela, analisou-se uma proposta de intercâmbio cultural que, em linhas gerais, visa a apresentação de projetos artísticos de alunos e professores daquela instituição de ensino superior, na Galeria de Arte de Cine Teatro João Verde, e em outros espaços municipais de Monção. 

Com total abertura e disponibilidade de ambas as partes, ficou, desde já, estabelecido que, no decorrer do próximo ano, Monção receberá dois projetos expositivos da Faculdade de Belas Artes de Pontevedra. Ponto de partida de um relacionamento que será reforçado nos anos seguintes.

Aproveitando a deslocação àquela cidade galega, a delegação monçanense visitou o Museu de Pontevedra, tendo reunido com o seu diretor, José Manuel Rey, ficando em aberto a possibilidade de cooperação futura com esta relevante instituição cultural.

ARCOS DE VALDEVEZ E PONTE DA BARCA REIVINDICAM MELHORIA DAS LIGAÇÕES ENTRE CONCELHOS E A FRONTEIRA DA MADALENA

Arcos de Valdevez e Ponte da Barca reivindicam Melhoria da ligação entre Arcos de Valdevez/Ponte da Barca e a Fronteira da Madalena/Ourense

As Câmaras Municipais de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca enviaram uma missiva ao Primeiro Ministro reivindicando mais uma vez a melhoria da estrada que liga o IC 28 à fronteira da Madalena com Ourense/Espanha.

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Esta via é muito importante e estratégica para a competitividade destes municípios e da região.

A melhoria da estrada permitirá colocar as pessoas e os produtos a menos de 30 minutos das redes rodoferroviárias principais de ligação a Madrid e ao centro da Europa, isto porque irá ligar com a autoestrada de acesso à Europa (A52).

A via também permitirá a ligação com o TGV uma vez que está em construção a sul de Ourense/Celanova a estação da Linha de Alta Velocidade entre Madrid-Galiza.

De referir que a obra faz parte do plano rodoviário português, bem como do plano da Junta da Galiza, que considera estruturante a conexão entre Celanova e a fronteira da Madalena. 

Estas Câmaras Municipais há mais de uma década que têm vindo a reivindicar esta ligação, nomeadamente junto do Governo antes da Cimeira Luso Espanhola, do passado dia 10 de Outubro.

As duas Autarquias pretendem que o Governo considere prioritária a execução desta via no Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, de forma a alavancar as relações económicas e transfronteiriças e a atratividade dos municípios e da região.

CERVEIRA E TOMIÑO (GALIZA) PROMOVEM JORNADAS DA AMIZADE

A ‘Agenda Estratégica para a Cooperação Transfronteiriça Amizade Cerveira-Tomiño’, projeto cofinanciado pelo FEDER através do Programa Interreg V-A Espanha-Portugal, desenvolveu, ao longo dos últimos anos, várias ações para potenciar um desenvolvimento sustentável do território, com repercussões positivas na melhoria da qualidade de vida e da coesão social da população, na partilha e otimização dos equipamentos e serviços públicos de utilização coletiva, dos recursos humanos e económicos num programa de cooperação virado ao futuro.

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Desde 2014, a Eurocidade Cerveira-Tomiño tem vindo a aprofundar e a consolidar as relações institucionais, através de uma programação e gestão conjunta, e com o envolvimento de mais de 10.000 participantes nas várias ações/atividades com vista à formulação de soluções comuns para a resolução de problemas comuns.

Para conclusão do projeto, a 23 de outubro são dinamizadas as II Jornadas Amizade Cerveira-Tomiño, no Auditório do CAE - Centro de Apoio às Empresas em Cerveira, para fazer o balanço dos resultados alcançados, mas também refletir sobre o futuro da cooperação transfronteiriça.

Dado o atual contexto de pandemia Covid-19, e de forma a cumprir com todas as diretrizes, a realização do evento terá formato misto, sendo que o presente email serve para lançar o convite para assistir presencialmente à sessão da tarde, com início às 14h15conforme Programacom destaque para o “Debate: Europa sem fronteiras: O papel da cooperação transfronteiriça na consolidação do projeto europeu”. *

Pelas circunstâncias excecionais que vivemos, o Auditório tem lotação limitada e lugares marcados, pelo que é necessária a confirmação de presença para receber a respetiva acreditação, até ao próximo dia 19 de outubro - comunicacao@cm-vncerveira.pt | 965 773 093

*No caso de agravamento das medidas de prevenção da Covid-19, o evento poderá ser realizado exclusivamente online.

CAMINHA: FERRYBOAT SANTA RITA DE CÁSSIA SUSPENDE TRAVESSIA AMANHÃ

Em virtude do VIII Triatlo Longo de Caminha

Amanhã, dia 3 de outubro, o Ferryboat Santa Rita de Cássia, que faz as travessias entre Caminha e A Guarda, vai suspender o funcionamento da carreira, em virtude da realização do evento desportivo Triatlo Longo de Caminha. Será igualmente encerrado o parque de estacionamento existente junto do cais de acostagem.

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O Concelho de Caminha vai acolher o VIII Triatlo Longo de Caminha no próximo sábado, dia 3 de outubro. Este evento de projeção nacional e internacional integra o Campeonato Ibérico Individual de Média Distância, o Campeonato Individual de Triatlo e de Grupos de Idade de Média Distância e o Campeonato Nacional de Clubes de Triatlo de Longa Distância.

Trata-se de um grande evento desportivo, com grande importância para o concelho, já que visa a dinamização da economia local e a prática desportiva.

CENTRO DE EXPOSIÇÕES TRANSFRONTEIRIÇO TRAZ AO CONCELHO DE CAMINHA INVESTIMENTO IMEDIATO DE MAIS DE OITO MILHÕES DE EUROS

Equipamento é uma alavanca para o Turismo e combate a sazonalidade
O Executivo aprovou ontem, por maioria, a minuta de contrato de promessa de arrendamento, que agora será submetida à Assembleia Municipal, e que viabiliza um investimento no concelho de mais de oito milhões de euros. Em causa está a construção e criação de um Centro de Exposições Transfronteiriço, em Vilarelho, um equipamento que dotará o concelho de uma infraestrutura que não tem paralelo nos concelhos vizinhos portugueses ou espanhóis e que permitirá dinamizar a economia de Caminha durante todo o ano, assumindo-se como uma ferramenta decisiva para o combate à sazonalidade e para a atração de grandes eventos nacionais e internacionais.

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Este investimento, inteiramente privado, passa pela aquisição de um imóvel, a Quinta do Corgo, com mais de 36 mil metros quadrados, localizada na freguesia de Vilarelho. O investidor explicou ontem na reunião, alguns pormenores do projeto e as razões que levaram à escolha do concelho. Para Ricardo Moutinho, representante da Green Endogenous, o território de Caminha possui um enorme potencial, pela sua ligação transfronteiriça, o que se enquadra na estratégia do próprio grupo, com larguíssima experiência a nível nacional e internacional.
O CEO explicou que os investimentos que realizam visam sempre infraestruturas estratégicas, que geram cash flow permanente. As caraterísticas do concelho e os estudos realizados levaram o grupo a acreditar que este será um investimento capaz de funcionar como âncora de desenvolvimento do território, ou seja, gerador de riqueza mesmo para além do concelho, uma vez que os equipamentos que serão construídos não têm paralelo no Alto Minho. “É um projeto preparado para ser rentável, mesmo no pior cenário”. O Centro de Exposições Transfronteiriço – sublinhou – poderá receber feiras internacionais, eventos desportivos, concertos, etc. - “é um projeto orientado para o mercado”, concluiu.
A decisão de investir no concelho consolidou-se após meses de negociações, já que o investidor quis saber se a Câmara estava interessada em dinamizar os equipamentos e a própria Câmara apresentou algumas condições que gostaria de ver incluídas, caso por exemplo do parque urbano, o que resultou no contrato de promessa de arrendamento, pelo valor de 25 mil euros mensais e por 25 anos, que foi aprovado com os votos da maioria PS e os votos contra dos representantes do PSD no Executivo.
Sendo um contrato de promessa, ele só será efetivo, ou seja, só começará a funcionar, quando o Centro de Exposições Transfronteiriço estiver construído e na posse de todas as licenças legais, o que estima que possa demorar cerca de dois anos. Até lá, o investidor terá de adquirir a Quinta do Corgo, processo em fase de desenvolvimento, fazer o projeto, construir e ultrapassar todas as fases até à conclusão e licenciamento da obra. Até lá, o investidor terá de pagar os impostos e taxas associados ao empreendimento, como qualquer outra pessoa ou entidade, o que desde já se vai traduzir em receita para os cofres do Município.

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Com a assunção do compromisso de aluguer do CET e findo todo o processo, o concelho de Caminha vai receber no seu território, mais especificamente na freguesia de Caminha (Matriz) e Vilarelho, um investimento privado superior a 8 milhões de euros. O Centro de Exposições Transfronteiriço prevê a construção de uma nave para albergar concertos, exposições, feiras nacionais e internacionais e todo o tipo de eventos, tendo capacidade para 5500 lugares sentados e 8000 visitantes de pé. Ao mesmo tempo, o espaço terá todas as infraestruturas viárias consideradas necessárias, especialmente o estacionamento de viaturas. Concomitantemente, por solicitação da autarquia, será construído um parque urbano com uma área mínima de 2000 m2 que será de acesso livre ao público e estará preparado com equipamentos para a prática de desporto e lazer, muito direcionado para as famílias e para as crianças.
A busca de parceiros e a atração de investimentos é um dos objetivos do Município e este caso enquadra-se perfeitamente na estratégia daquela que é uma das alavancas fundamentais da economia do concelho de Caminha, o Turismo. Permitirá, como frisou o presidente da Câmara, combater a sazonalidade, uma vez que existe um grande desfasamento entre o número de turistas que procuram o território no verão e durante os restantes meses do ano. “É preciso criar condições para atrair mais gente”, defendeu Miguel Alves, recordando o sucesso do setor, que os números oficiais comprovam.
O Turismo tendo vindo a criar emprego e a fomentar o desenvolvimento do território, principalmente nos últimos anos. “De facto, desde 2013 até 2019, o número de hóspedes e dormidas praticamente duplicou e o número de proveitos cresceu cerca de 120%, de acordo com os números do Instituto Nacional de Estatística. Neste tempo, o número de desempregados no concelho de Caminha baixou a níveis históricos e negócios ligados à restauração, animação cultural e hotelaria, com particular enfoque no alojamento local, cresceram para valores nunca alcançados”.
“O ano de 2020 ficou, no entanto, marcado pela travagem da economia mundial, nacional e também local, devido à ocorrência da pandemia por COVID-19. O desemprego aumentou, a rentabilidade das empresas diminuiu drasticamente e os próximos tempos não se afiguram fáceis. Perante uma situação de particular complexidade, cabe ao Município encontrar soluções para dinamizar a economia e encontrar pontos de ancoragem para um crescimento do número de postos de trabalho e do número de empresas. Sendo o Turismo a indústria principal do concelho de Caminha, e sendo este sector, no país e no mundo, muito condicionado pela sazonalidade provocada pelas condições climatéricas e pela dinâmica de férias associada às escolas e ao trabalho, o desafio de um território atrativo passa por criar condições que permitam que os visitantes diluam a diferença existente entre o número de visitantes nos meses do verão e em épocas como o Natal, o Carnaval e a Páscoa e os outros momentos do ano”.

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PARTIDO "OS VERDES" JUNTOU-SE AO PROTESTO CONTRA A MINERAÇÃO DA SERRA D'ARGA

Os Verdes Solidários com a população portuguesa e galega juntaram-se ao protesto contra a exploração de lítio

Na manhã de hoje, o Partido Ecologista Os Verdes, solidário com a luta em defesa da Serra d’Arga e contra a possível exploração de lítio neste local, nesta que é uma luta comum, e marcou presença na iniciativa promovida por movimentos e associações ambientais.

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Esta ação simbólica, e muito participada, reuniu movimentos, população e associações portuguesas e galegas que marcharam em direção à Ponte da Amizade sobre o rio Minho, manifestando a sua união e dizendo " Não à exploração de lítio na Serra d'Arga" onde estão em causa impactos danosos sobre rios e seus ecossistemas (Lima, Minho, Âncora, Coura), sobre a biodiversidade, incluindo diversas espécies protegidas, sobre a saúde e qualidade de vida das populações e sobre a economia local.

Estiveram presentes na iniciativa o Conselheiro Nacional Filipe Gomes e outros ativistas do PEV.

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