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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ENTRE MARGENS NO RIO MINHO – ENCONTRO DE TOCADORES COM ABERTURA A BORDO DO FERRYBOAT

De 30 de maio a 2 de junho, Caminha e A Guarda vão ser a capital da música tradicional e da dança, com a promoção de mais uma edição do Entre Margens – Encontro de Tocadores, este ano duas margens do rio Minho e com muitas novidades. Concerto em A Guarda, travessias do rio Minho com tocadores portugueses e galegos, mostra de construtores, apresentação de publicações, cds e livros, concertos, foliadas e bailes ao improviso, oficinas, palestras, animação de rua, cinema, exposições são algumas das iniciativas que vão dar o mote a esta edição do evento. A abertura oficial vai decorrer a 31 de maio, pelas 17H00, a bordo do ferryboat com a participação de tocadores galegos e portugueses.

ferry boat

Esta edição traz muitas novidades. O Entre Margens vai realizar-se pela primeira vez nas duas margens do Rio Minho.  A Guarda vai receber o primeiro espetáculo do certame. Assim, no dia 30 de maio, terá lugar um concerto com Sérgio Mirra e Pan de Capazo, na Praça do Relógio. Outra das novidades prende-se com a abertura oficial. Este ano, vai realizar-se a bordo do ferryboat com a participação de tocadores galegos e portugueses. E, nos dias 1 e 2 de junho, as travessias do rio Minho serão acompanhadas com tocadores de Portugal e da Galiza.

De facto, nesta edição a organização está a ultimar os preparativos para que esta edição fique na memória de todos. Os vários espaços da vila preparam-se para receber tocadores de instrumentos tradicionais de diferentes gerações, que irão partilhar saberes, repertórios e técnicas instrumentais antigas e contemporâneas, possibilitando desta forma o perdurar no tempo, das tradições musicais de várias regiões de Portugal, com particular incidência na região do Minho e da Galiza, em Espanha.

À semelhança de anos anteriores, esta edição conta com um programa vasto e eclético, que inclui oficinas de aprendizagem, com a presença de tocadores de vários instrumentos e um responsável por facilitar a dinâmica da oficina e a troca de informação entre o tocador antigo e a assistência. Em Caminha, vão decorrer as seguintes oficinas: construção de instrumentos musicais com Xavier Blanco e Inocêncio Casquinha; combo de cordofones/Tocata Popular com Carlos Batista; murgas e charangas com Fernando Abreu; cantos Polifónicos com Segue-me à Capela e oficina de dança Carvallesa com Montse Rivera. As inscrições já estão a decorrer. Os interessados podem efetuar a respetiva inscrição em http://www.encontrodetocadores.pedexumbo.com/2019/05/03/inscricoes-abertas-para-as-oficinas-do-encontro-de-tocadores-2019/

Além das oficinas, esta edição conta com os concertos de Carlos Batista, Segue-me à Capela; Obal, Roncos do Diabo. O programa inclui um Encontro de Grupos de cavaquinhos da Ribeira Minho; animação com o Rancho de Reis de Riofrio; Foliada e Baile ao Improviso e exposição itinerante “Os Cinco Hermanos; Gaiteiros das margens do Minho”. Estão igualmente previstas várias palestras, cinema e apresentações de livros e cd,s.

O Entre Margens-Encontro de Tocadores é organizado pela PédeXumbo - Associação para a Promoção da Música e da Dança, aCentral Folque - Centro Galego Música Popular, Câmara Municipal de Caminha e Freguesia de Caminha e Vilarelho.

Programa:

30 de Maio

19H30 | CONCERTO com Sergio Mirra Trio e Pan de Capazo

Praça do Relógio em A Guarda

 

31 de Maio

10H00 | ZAMPADANÇAS com Mercedes Prieto e SergioCobos
(atividade lúdica dirigida aos alunos do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais)
Pavilhão Municipal de Caminha

16H00 – 24H00 | MOSTRA DE CONSTRUTORES DE INSTRUMENTOS MUSICAIS TRADICIONAIS (Luthiers)
Largo Calouste Gulbenkian

17H00 | ABERTURA DO ENCONTRO DE TOCADORES – ENTRE MARGENS

no Ferryboat St. Rita de Cássia, com a participação de tocadores galegos e portugueses

19H00 | INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO ITINERANTE “OS CINCO HERMANOS: GAITEIROS DAS MARGENS DO MINHO”. Curadoria de Francisco Caldas e Napoleão Ribeiro

Edifício Paços do Concelho

 

21H30 | CONCERTO com Carlos Batista
Largo Calouste Gulbenkian

23H00 | CONCERTO com Segue-me à Capela
Largo Calouste Gulbenkian

Pela noite fora… | FOLIADA E BAILE AO IMPROVISO

 

01 de Junho

09H00 | RECEÇÃO AOS PARTICIPANTES DAS OFICINAS
Edifício Paços do Concelho

10H30-13H00 | OFICINAS
CANTOS POLIFÓNICOS com Segue-me à Capela
Sede da Academia Sénior de Caminha

COMBO DE CORDOFONES/TOCATA POPULAR com Carlos Batista
Biblioteca Municipal de Caminha

CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS SINGELOS com Xabier Blanco e Inocêncio Casquinha

Museu Municipal de Caminha

MURGAS E CHARANGAS com Fernando Abreu e Manuel Lima
Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Caminha

DANÇA TRADICIONAL: CARBALLESAS com Montse Rivera
Valadares, Teatro Municipal

10H30 | PALESTRA “CHARANGAS. O CLARINETE NA MÚSICA POPULAR URBANA NA MUDANZA DO SÉCULO XIX AO XX” por Fernando Abreu
Auditório do Museu Municipal de Caminha

11H30 | APRESENTAÇÃO DO LIVRO “LA NUOSSA GAITA” por Abílio Topa e Daniel Pina Cabral

Auditório do Museu Municipal de Caminha

12H00 | ENCONTRO DE ZÉS PEREIRAS: GRUPOS DE PORTUGAL E GALIZA

Praça Conselheiro Silva Torres

14H00-24H00 | MOSTRA DE CONSTRUTORES DE INSTRUMENTOS MUSICAIS TRADICIONAIS (Luthiers)
Largo Calouste Gulbenkian

15H00 - 18H00 | TRAVESSIAS DO RIO MINHO COM TOCADORES DE PORTUGAL E GALIZA

Ferryboat St. Rita de Cássia

15H00 – 18H00 | OFICINAS
(nos locais anteriormente assinalados)

15H00 | PALESTRA “ESCALA CURTA, CORPO PEQUENO. ESTÓRIAS DO CAVAQUINHO” por Carlos Batista e “PROJETO ATLAS” por Jorge Castro Ribeiro e Ivan Vilela
Auditório do Museu Municipal de Caminha

16H30 | APRESENTAÇÃO LIVRO CD “SINDO DE OLELAS – CONCERTINA GALEGA” por Xurxo Souto
Auditório do Museu Municipal de Caminha

18H00 | PALESTRA “ENCONTRO(S) COM A(S) DANÇA(S)” por Mercedes Prieto e Maria João Alves
Auditório do Museu Municipal de Caminha

19H00 | ENCONTRO DE GRUPOS DE CAVAQUINHOS DA RIBEIRA MINHO

Largo Calouste Gulbenkian

 

21H30 | CONCERTO com OBAL
Largo Calouste Gulbenkian

23H00 | CONCERTO com Roncos do Diabo
Largo Calouste Gulbenkian

Pela noite fora… | FOLIADA E BAILE AO IMPROVISO

 

02 de Junho

10H00-13H00 | OFICINAS
(nos locais assinalados)

11H00-19H00 | MOSTRA DE CONSTRUTORES DE INSTRUMENTOS MUSICAIS TRADICIONAIS (Luthiers)
Largo Calouste Gulbenkian

11H00 | ANIMAÇÃO: Rancho de Reis de Riofrio

Praça Conselheiro Silva Torres

 

11H30 | APRESENTAÇÃO: publicação “OS DANZANTES DOS REIS” por Eutrópio Rodriguez e Rancho de Reis de Riofrio
Auditório do Museu Municipal de Caminha

12H00 | CINEMA: “DA TERRA AO CÉU”, documentário PédeXumbo sobre a tradição dos mastros tradicionais no concelho de Odemira. Realizado por Pedro Grenha e Rui Cacilhas

Auditório do Museu Municipal de Caminha

15H00 | APRESENTAÇÃO FINAL DOS TRABALHOS REALIZADOS NAS OFICINAS
Largo Calouste Gulbenkian

15H00 - 18H00 | TRAVESSIAS DO RIO MINHO COM TOCADORES DE PORTUGAL E GALIZA

Ferryboat St. Rita de Cássia

18H00 | ENCERRAMENTO
Largo Calouste Gulbenkian

REGATA INTERNACIONAL UNE O MINHO À GALIZA

14ª Regata Internacional Ponte da Amizade marcada pelo sucesso

Mais um ano e mais um sucesso dentro e fora de água. Cerca de 500 jovens atletas de vários escalões, mais de 200 embarcações de 17 clubes (9 portugueses e 8 espanhóis) invadiram, este domingo, o rio Minho, para participar em mais uma edição da reconhecida Regata Internacional Ponte da Amizade. Ao caráter competitivo da prova junta-se o intercâmbio de princípios e valores desportivos.

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Organizada pela Associação Desportiva e Cultural Juventude de Cerveira, com o apoio da Câmara Municipal, esta regata de referência ibérica tem como singularidade o troféu “Ponte da Amizade” atribuído à prova de 8+ juvenil masculino, que apenas é entregue após a conquista de três vitórias consecutivas pelo mesmo clube ou de cinco vitórias intercaladas.

Na presente edição, a embarcação do Viana Remadores do Lima saiu vencedora no 8+juvenil masculino, somando mais uma vitória que, no entanto, não chegou para a erguer o tão ambicionado troféu.

Em pleno rio Minho e nas suas margens, centenas de jovens atletas competiram e outras centenas de pessoas assistiram a mais uma prova desportiva de grande êxito no concelho de Vila Nova de Cerveira, e que proporciona o desfrute de toda a beleza natural envolvente.

Satisfeita pelo impacto positivo, a direção da ADCJC agradece a todos as pessoas, entidades e patrocinadores envolvidos na concretização deste evento desportivo, com a expetativa de em 2020 assinalar a 15ª edição.

QUEREMOS GALEGO!

Miles de persoas saen á rúa en toda Galicia para gritar 'Máis que nunca, Queremos Galego!'

Unhas 14 localidades de dentro e fóra da comunidade acollen protestas e actos en defensa do idioma 

Miles de persoas percorreron as rúas de toda Galicia con motivo deste 17 de maio para defender a lingua propia e advertir ás administracións públicas que 'Máis que nunca, Queremos galego!'. A pesar do mal tempo, a plataforma en defensa do idioma conseguiu congregar a centenares de persoas nas 14 marchas convocadas para a xornada deste venres, Día das Letras Galegas, co obxectivo de estender aos diferentes municipios a tradicional manifestación que cada ano acolle a cidade de Compostela.

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Precisamente, Santiago acolleu unha das mobilizacións principais do día, que estivo apoiada por numerosos representantes do panorama social e político, como a portavoz nacional do BNG, Ana Pontón, o secretario xeral do PSdeG, Gonzalo Caballero, Lidia Senra de En Marea ou Antón Sánchez de Anova, entre outros.  A comitiva saíu da Alameda pasadas as 12.00 horas ao berro de 'Na Galiza, en galego', tras unha pancarta na que se lía 'Máis que nunca, Queremos galego!'.

Sobre a mesma hora, a imaxe repetíase na Coruña, Ferrol, Carballo, Lugo, Burela, Monforte, Ourense, Pontevedra, Vigo, A Estrada, Cangas e Lalín. 

A convocatoria da plataforma Queremos Galego, buscando estender a forza da mobilización a nivel comarcal e achegar os seus consignas aos municipios con motivo das próximas eleccións municipais, chega mesmo máis aló das fronteiras da comunidade, ao celebrarse unha protesta de apoio no Ateneu Roig de Barcelona. 

Na capital galega, centos de persoas percorreron as rúas nun ambiente lúdico e festivo e acompañadas dunha breve tregua das condicións climáticas, coreando consignas e portando pancartas de todo tipo para reivindicar o seu dereito a usar a lingua con normalidade no seu día a día. 

A marcha percorreu a rúa Senra e bordeou a Praza de Galicia antes de introducirse no Casco Antigo compostelán. A pesar de que estaba prevista a súa finalización no Toural, a organización decidiu trasladar o acto final á Praza de Praterías, ante a sede do Museo das Peregrinacións, debido á gran afluencia de simpatizantes que acudiron a apoiar a convocatoria e que superaron as expectativas da plataforma. Alí, representantes de diversas entidades, como 'Defende a Galega', a CIG ou a asociación cultural 'O Galo', entre outras, deron lectura ao manifesto da protesta, que concluíu coa intervención do portavoz da plataforma, Marcos Maceira, e co canto do himno galego por parte de todos os manifestantes.

Estamos ao lado do galego, a democracia e os dereitos humanos. Sen liberdade, igualdade, e xustiza para o galego, a democracia neste país estará moi limitada

10 ANOS DE REIVINDICACIÓN. En declaracións ao comezo da marcha, o portavoz da Mesa e de Queremos Galego, Marcos Maceira, lembrou que se cumpren 10 anos de acción desta entidade na que a cidadanía demostrou coa súa "vontade" que se pode "manter un galego vivo" e "rehabilitar a lingua", en contraposición a unha administración "que está a ser absolutamente contraria" a estes intereses. 

"Vímolo na campaña electoral", denunciou, na que "regresou a agresividade manifesta" cara á lingua coa esixencia da súa "prohibición para o acceso á función pública", o que iría en contra do Estatuto de Autonomía ao representar "o mesmo" que a "eliminación do dereito a ser atendidos en galego". 

"Hoxe o galego é a única lingua de todo o Estado español que perde falantes", criticou Pontón

Nun contexto de eleccións municipais, Maceira lembrou as dificultades para levar unha vida con normalidade usando a lingua galega, en casos como o pago de taxas "porque os bancos non o permiten nas súas xestións", cun 1 por cento de seguros que se poden tramitar neste idioma, ou no ámbito da infancia, estando presente nun 0,6 por cento de xogos e xoguetes, ademais de na xustiza, na sanidade ou a educación.  "O problema é que temos que estar permanentemente mobilizándonos para que os éxitos conseguidos se manteñan", lamentou Maceira, quen advertiu ao presidente da Xunta, Alberto Núñez Feijóo, que ten "dúas opcións: ou é leal a Galicia e por tanto ao galego, como factor de desenvolvemento económico e de cohesión social, ou é leal a Casado e a súa campaña de odio", sinalou. 

"Nós estamos ao lado de Galicia, do galego, a democracia e os dereitos humanos. Sen liberdade, igualdade, e xustiza para o galego, a democracia neste país estará moi limitada".

Lidia Senra (En Marea) esixiu á Xunta "que deixe de poñer paus nas rodas" e poña en marcha "políticas activas"

"ESCRACHE" DO PP. A portavoz nacional do BNG, Ana Pontón, denunciou o "escrache que o PP de Feijóo" mantivo "nos últimos anos á lingua galega", e que impide á sociedade poder usala "con normalidade" e con consecuencias "evidentes".  "Hoxe o galego é a única lingua de todo o Estado español que perde falantes", criticou Pontón, insistindo na ausencia deste idioma nos diarios escritos, nas matemáticas, a redución da edición ou a súa exclusión no 90% das escolas de infantil das cidades. 

Por iso, esixiu "cambios a favor do idioma", pasando por derrogar "o decreto da vergoña" e avanzar "para ter galego nos medios públicos, en xustiza, nas escolas" e, en definitiva, cara a un futuro construído "sobre o orgullo de ter unha identidade". 

Gonzalo Caballero defendeu que Galicia conta cunha "riqueza" e unha "lingua hermosísima" que necesita que a defendan

Nesta liña, Lidia Senra (En Marea) esixiu á Xunta "que deixe de poñer paus nas rodas" e poña en marcha "políticas activas" para protexer os dereitos lingüísticos.  "Porque queremos desenvolver a nosa vida con total normalidade en galego todos os días do ano", insistiu, para reivindicar ademais ao Goberno central que "dun paso adiante" e expoña ás institucións europeas que o galego "sexa lingua oficial tamén no Parlamento europeo".

DEFENDER A "RIQUEZA". Tamén presente na marcha, o secretario do PSdeG, Gonzalo Caballero, defendeu que Galicia conta cunha "riqueza" e unha "lingua hermosísima" que necesita que a defendan e promovan "todos os días", sobre todo nun momento "no que a extrema dereita supón un risco de recentralización" e un "ataque á diversidade".  "Hai moitas formas de celebrar o Día das Letras Galegas e hoxe estamos nas rúas de Santiago de Compostela dicindo que 'Queremos galego'". 

Xunto a el, o deputado socialista Xaquín Fernández Leiceaga celebrou a "vitalidade" da cultura galega e animou a traballar para que "siga sendo vehículo de expresión para centos de miles de persoas no mundo". 

Fonte: https://www.galiciae.com/

Foto: Manifestación en Compostela. LAVANDEIRA JR.

ASSOCIAÇÕES FAZEM “REVOLUÇÃO” NO CAMINHO BRAGA-SANTIAGO

- Afirma professor espanhol, especialista em história da arte

Um professor catedrático de história da arte espanhol comparou o trabalho desenvolvido pelas associações envolvidas na valorização do Caminho da Geira Minhoto Ribeiro (ou dos Arrieiros) “à revolução” provocada pelo padre do Cebreiro que começou a pintar os trajetos jacobeus com setas amarelas na década de 1980.

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“Estamos a falar de uma revolução que estão a pôr em marcha”, disse Xavier Limia de Gardón durante a conferência “Berán no Caminho”, que decorreu no sábado, 11, nesta freguesia do município de Leiro, em Espanha, explicando: um dia perguntaram ao padre Elias Valiña Sampedro, quando pintava setas amarelas, o que andava a fazer? Ao que “O Cura do Cebreiro”, como gostava de ser chamado, respondeu: “Estou a pôr em marcha uma revolução”.

Na perspetiva professor especialista em história da arte, o trajeto que liga Braga a Santiago de Compostela na distância de 240 quilómetros “é de recuperar porque se baseia em caminhos diretos e indiretos muito antigos e possui de maravilhoso o maior conjunto romano do mundo cheio de miliários, que o norte de Portugal e a Galiza devem reivindicar como um lugar patrimonial a nível da UNESCO”.

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Quanto à passagem de peregrinos, procurou sensibilizar a audiência para a necessidade dos acolher sem receio: “Não são uns arruaceiros ou uns ladrões, são gente de cultura, que movimenta muito dinheiro, podem ser médicos ou advogados. São como pioneiros, gente que tem tempo e ter tempo é ser rico, ter tempo para fazer o caminho e descobrir-se”.

O diretor da revista espanhola “Vinos y Caminos”, Antón Alonso, referiu que “ter pessoas a passar à porta é uma oportunidade de negócio fabulosa, porque é complicado ir buscar os clientes, mas “é preciso valorizar o património e facilitar o acesso aos recursos, porque há pessoas que querem vir, que pagam para os conhecer”.

“O impacto económico de cada peregrino é equivalente ao de dois ou três turistas”, salientou Antón Alonso,  explicando que não resulta apenas da sua passagem, mas de voltar com a família e os seus amigos, e da divulgação que fazem pelo mundo. Estatisticamente, cada peregrino gasta em média 45 euros por dia.

“O nosso petróleo é este, temos que o valorizar. Temos de aproveitar esta oportunidade: a de ter um cliente que passa por diante da nossa casa, o que constitui uma oportunidade única”, adiantou o diretor da “Vinos y Caminos”.

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Esta ideia também foi defendida pelo presidente da Associação Jacobeia do Caminho da Geira Minhoto Ribeiro (ACJMR), Abdón Fernández, segundo o qual “o importante agora é começar a prestar serviços, a estar atento e tomar consciência da existência deste caminho”. “Portanto, vamos assegurar-nos que os peregrinos nos passam à porta, porque a repercussão não vai ser só em Berán, mas também nas povoações à volta”, frisou.

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Ainda no decurso da conferência, o secretário da ACJMR, Darío Rodriguez, descreveu o traçado do Caminho da Geira Minhoto Ribeiro, destacando a existência de oito igrejas de Santiago, quatro das quais na área do Ribeiro; sete hospitais para peregrinos e seis estâncias termais, assim como de outros elementos documentados que provam a existência histórica deste caminho.

A iniciativa, organizada pela Entidade Local de Berán, com a colaboração da ACJMR, da associação Plan B e da Deputacion Provincial de Ourense, estendeu-se por dois dias, o segundo dos quais, domingo, 12, foi dedicado a uma caminhada num troço do caminho que passa por Berán, que envolveu 70 pessoas, e a espetáculos.

O objetivo das diferentes organizações que investigam a história, património, traçado e outros recursos necessários à validação deste caminho [ainda não possui albergues, nem está marcado, pelo que deve usar-se GPS] é a oficialização do itinerário até ao Ano Santo Jacobeu de 2021.

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CERVEIRA PROMOVE NA GALIZA OLIMPÍADAS INTERGERACIONAIS

Olimpíadas Intergeracionais disseminadas junto da população sénior de Sanxenxo

No âmbito da 5ª Reunião Transnacional “In Common Sports”, realizada nas cidades de Pontevedra e Sanxenxo nos dias 2 e 3 de maio, os representantes dos cinco países parceiros fizeram um balanço da implementação do projeto, assim como tiveram a oportunidade de assistir à sessão de treino no concelho de Sanxenxo. Objetivo é dar a conhecer o evento “Olympics4All” junto dos seniores galegos, de forma a ser replicado naquela localidade.

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Sob liderança do Município de Vila Noiva de Cerveira, a equipa internacional que executa o projeto - Espanha, Itália, Hungria e Bulgária – aproveitou a presente jornada de trabalhos para focar os programas de exercício físico que se desenvolvem em cada um dos países, expondo as diferentes condicionantes sentidas pelos participantes durante os treinos.

Durante o encontro, os diversos parceiros partilharam a evolução das tarefas afetas a cada um, nomeadamente no que diz respeito ao dossier da Gestão Administrativa e Financeira do Projeto (Vila Nova de Cerveira); à análise do plano de comunicação do projeto (Zöldpont); à identificação dos limites/erros da plataforma e apresentação e soluções para a gestão de dados (Universidade de Vigo); à apresentação dos dados do estudo no momento atual – 3ª avaliação (Escola Superior de Desporto e Lazer – IPVC); à definição dos meios de comunicação associados ao Guia de Boas Práticas WP5 (Cesena); à análise do inquérito realizado aos participantes nos treinos dinamizados em todos os países envolvidos (Aksakovo) e à apresentação do primeiro esboço do vídeo que será utilizado como ‘Open Educational Resource’ das Olimpíadas Intergeracionais.

Além desta vertente mais técnica afeta ao bom desenvolvimento do projeto, a equipa internacional assistiu à sessão de treino no concelho de Sanxenxo, no seguimento do interesse manifestado por aquele concelho em replicar o evento “Olympics4All” junto da comunidade sénior, tornando-se mais um parceiro ativo.

O 6º Meeting Internacional “In Common Sports” está agendando para o mês de setembro (23, 24 e 25) em Vila Nova de Cerveira, sendo um dos destaques do programa de trabalhos a abertura da 5ª edição da competição “Olympics4Al”’ que, este ano, decorre no concelho de Melgaço.

TEATRO DE BALUGAS LEVA "PÃO NOSSO" A CARBALLIÑO (OURENSE)

“Pão Nosso” do Teatro de Balugas selecionado para o Festival Transfronteiriço de Teatro Amador PLATTA

O espetáculo “Pão Nosso” do Teatro de Balugas, de Balugães (Barcelos), sobe ao palco do Auditório Manuel María, no dia 10 de maio, às 20h30, em O Carballiño (Ourense), integrando o programa do festival que apresenta três espetáculos de teatro nos três idiomas das organizações que compõem a plataforma: português, galego e castelhano.

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Com três edições por cada membro (Castela e Leão, Galiza e Portugal), o Festival Transfronteiriço é promovido pela PLATTA - Plataforma Transfronteiriça de Teatro Amador, criada há nove anos para "fomentar o diálogo do teatro amador transregional e transnacional como uma realidade dentro do espaço cultural nacional e europeu". A plataforma é constituída pela Federación Galega de Teatro Aficionado, pela Erreguete - Revista Galega de Teatro, pela Federación de Grupos Aficionados de Teatro de Castilla y León e pelo Teatro do Noroeste - CDV/TEIA - Teatro em Iniciativa Associativa.

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O diretor artístico do Teatro de Balugas, Cândido Sobreiro, disse que esta participação "é uma oportunidade para mostrar o trabalho teatral desenvolvido pelo grupo” e também  “um intercâmbio cultural transfronteiriço para uma nova visão do teatro amador”.

O espetáculo do Teatro de Balugas resulta de uma residência artística de teatro comunitário que foi uma das premiadas pelo Programa de Apoio ao Associativismo da Fundação INATEL, tendo a peça arrecadado o prémio de Melhor Espetáculo no Festival de Teatro de Barcelos, bem como os prémios de Melhor Cenário, Melhor Sonoplastia, Melhor Iluminação Cénica e Melhor Guarda-Roupa.

O texto fala-nos da aldeia de Balugães, situada entre o Alto e o Baixo Minho, que foi terra onde já se amassou muito pão e onde se talharam muitas gamelas de pinho. O pão era o sustento, as gamelas também. Uma relação de pequenas histórias que contam mais do que o artefacto, o alimento, o labor. Uma recolha de memórias, ladainhas, cantigas e ofícios, recuperando utensílios e ligando artisticamente com a comunidade a criação do espetáculo. A partir daqui, o Teatro de Balugas aborda de uma forma teatral e poética o ciclo do pão na aldeia, reconstruindo-o a partir de princípios diferentes não tradicionais e quase oníricos.

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SERVIÇO DE PEREGRINOS DA CATEDRAL DE SANTIAGO DE COMPOSTELA REVELA ESTATÍSTICAS REFERENTES AO CAMINHO QUE LIGA BRAGA À CAPITAL DA GALIZA

Estatísticas incluem pela primeira vez o Caminho Braga-Santiago

O Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela acaba de revelar, pela primeira vez, as estatísticas referentes à atribuição da compostela em referência ao Caminho da Geira e dos Arrieiros, que liga Braga à capital da Galiza na distância de 240 quilómetros.

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Segundo os dados publicados no site do serviço, a compostela foi entregue em abril a 18 peregrinos que completaram o caminho (referido como Braga C.G.A.) e a três em março. A entrega formal do documento começou no final de março, embora haja pessoas que o tenham recebido antes.

Além destes peregrinos, há outros 145 que partiram de Braga e receberam a compostela, mas as estatísticas da Catedral de Santiago não especificam qual o caminho que seguiram.

As associações ligadas à valorização do Caminho da Geira e dos Arrieiros referem que o itinerário foi percorrido por 300 pessoas desde a apresentação do primeiro traçado, há dois anos, em Braga, devendo  ultrapassar o meio milhar no corrente ano.

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“A nossa experiência no apoio aos peregrinos diz-nos que muitos não pedem a compostela, pelo que, como acontece com outros caminhos, os números das estatísticas são inferiores à realidade”, explica Abdón Fernández, presidente da Associação Jacobeia do Caminho da Geira Minhoto Ribeiro.

A associação tem registo da passagem de peregrinos a pé, de bicicleta e a cavalo, mas reconhece que há muitos que não se anunciam, pelo que “é muito difícil” saber com certeza quantos cumpriram o percurso desde maio de 2017.

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Por outro lado, há peregrinos que fizeram o Caminho da Geira e dos Arrieiros, mas porque começaram noutras cidades ou em localidades intermédias do percurso não estão contabilizados. Para isso acontecer, é preciso que o seu número mensal justifique a designação de itinerário seguido (incluindo assim todos e não apenas os que partem de Braga). Para constar no relatório anual do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela é necessário que seja feito por mais de 500 pessoas.

Nos primeiros quatro meses deste ano, os caminhos de Santiago foram percorridos por 43.051 pessoas, a grande maioria a pé (40.842). Os portugueses foram 4.675 e a cidade do Porto o principal ponto de partida nacional, com 3.892 peregrinos. Em Portugal, a maioria escolheu os caminhos Central e da Costa, que justificaram a atribuição de 10.963 e 584 compostelas, respetivamente.

A Compostela é um documento entregue aos peregrinos que completem o Caminho de Santiago, percorrendo no mínimo os últimos 100 quilómetros a pé ou a cavalo, ou 200 quilómetros em bicicleta, e que declarem tê-lo feito por motivos religiosos ou religiosos/espirituais.

A validação dos quilómetros faz-se através da Credencial do Peregrino, que deve ostentar no mínimo dois selos por dia, nos últimos 100 ou 200 quilómetros, conforme o método utilizado, obtidos de preferência em estabelecimentos ou instituições ligados à Igreja e ao Caminho de Santiago.

O Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela emite, em iguais condições, o Certificado de Distância, um documento que certifica o número de quilómetros feito pelos peregrinos.

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ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DA GALIZA VISITAM AQUAMUSEU DO RIO MINHO

Visita de um grupo universitário no âmbito do “Life Invasaqua”

Integrada no projeto “LifeInvasaqua”,um grupo de estudantes da Universidade de Santiago de Compostela visitou, a 27 de abril, o percurso internacional do rio Minho e o Aquamuseu do Rio Minho, com o propósito de aprofundar conhecimentosrelacionados com o problema das espécies exóticas aquáticas de água doce existentes neste rio.

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A falta de conscientização sobre os problemas das Espécies Exóticas Invasoras (EEI) dificulta qualquer política de gestão proposta pela administração pública e pelas partes interessadas, contribuindo para a falta da estratégia de gestão das EIC nos dois países.

Com dados sobre invasões e impactos disponíveis e completos, regista-se uma lacuna de informações importantes para melhorar a conscientização e a gestão. Neste sentido, o projeto “LifeInvasaqua”, que funcionará entre 2018 e 2023 na Península Ibérica, tem como principal objetivo aumentar a conscientização do público ibérico e das partes interessadas para os problemas das espécies exóticas invasoras nos ecossistemas aquáticos e desenvolver ferramentas que melhorem uma estrutura eficiente de Alerta Rápido e Resposta Rápida (EWRR) para novas espécies exóticas invasoras em habitats de água doce e estuarinos.

Os objetivos específicos são: 1) Apoiar a implementação do Regulamento da UE sobre EEI, envolvendo e criando sinergias entre as partes interessadas na gestão na Península Ibérica. 2) Melhorar a capacidade ibérica de deteção precoce e resposta rápida (EWRR) através do aumento da consciencialização e formação dos principais grupos-alvo. 3) Aumentar a conscientização do público em geral sobre as ameaças causadas pelas espécies exóticas aquáticas.

CERVEIRA PROMOVE CAMINHO DE SANTIAGO

Autarquia dinamiza percurso por etapas entre Santiago de Compostela e Finisterra

Após o sucesso, em 2018, do Caminho Português da Costa, entre Vila Nova de Cerveira e Santiago de Compostela, a pé e por etapas, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira propõe a realização de uma nova rota: de Compostela a Finisterra. Dada a perspetiva de grande afluência, a iniciativa vai desenvolver-se em duas edições, entre maio e julho, cada uma com quatro etapas distribuídas por dois fins-de-semana. Interessados devem efetuar inscrição.

Seguir os passos dos discípulos de Santiago e caminhar até ao “fim da terra” à descoberta de uma região encantada repleta de tradições. Esta é a mais recente sugestão do Município de Vila Nova de Cerveira, integrada no programa ‘Cerveira Saudável’ 2019: fazer o Caminho Jacobino de Finisterra, entre Compostela e Finisterra, a pé e por etapas.

É certo que a Catedral de Santiago de Compostela é o destino de todos os peregrinos que caminham até ao Apóstolo Santiago, mas para muitos não é o destino final. Esse fica a cerca de 90kms a oeste de Santiago, na mística Costa da Morte. Trata-se do Caminho de Santiago até ao Cabo Finisterra que, na Idade Média, era considerada a ponta mais ocidental da Europa, o Fim da Terra (Finis Terrae), antes de Cristóvão Colombo descobrir a América.

Para proporcionar esta experiência inesquecível a pessoas interessadas que de outra forma não a conseguiriam concretizar, o Município de Vila Nova de Cerveira, em estreita colaboração com o Clube Celtas do Minho, avançou com a realização faseada dos 90kms que ligam Santiago de Compostela a Finisterra, assegurando transporte do ponto de partida e o respetivo regresso.

No total são quatro etapas realizadas em dois fins-de-semana, e cujo arranque acontece já neste primeiro fim-de-semana de maio, com a etapa entre Santiago-Negreira (dia 4) e Negreira-Olveiroa (dia 5); terminando no fim-de-semana de 1 e 2 de junho, com as etapas Olveiroa-Muxia e Muxia-Finisterra. 

Dado a sugestão ter sido tão bem acolhida, e a 1ª edição se encontrar lotada, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira já calendarizou uma 2ª edição nos mesmos moldes, e para as seguintes datas: no fim-de-semana de 18 e 19 de maio estão agendadas as etapas Santiago-Negreira e Negreira-Olveiroa, e para os dias 6 e 7 de julho, as etapas Olveiroa-Muxia e Muxia-Finisterra. 

Integrada no ‘Cerveira Saudável’ 2019, a participação nesta atividade está sujeita a inscrição através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSehVSUMHtruVAeBMhlpb89iQGmBo3EHvf2EoHbkZ2fbDaTPpw/viewform e para mais informações pelo contacto telefónico: 251 70 80 71 ou celtasdominho@gmail.HYPERLINK "mailto:celtasdominho@gmail.com"com A participação tem um custo associado e é limitada a 50 pessoas por etapa.

ENCONTRO PROMOVE CAMINHO BRAGA-SANTIAGO DURANTE DOIS DIAS

A Entidade Local de Berán, em Espanha, promove no segundo fim de semana de maio uma conferência para assinalar a passagem dos 12 anos do nascimento do projeto que originou o Caminho da Geira, que liga Braga a Santiago de Compostela na distância de 240 quilómetros.

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A iniciativa, que conta com a colaboração da Associação do Caminho Jacobeu da Geira Minhoto Ribeiro (AGMR), está marcada para os dias 11 e 12 de maio, e inclui uma conferência sobre o itinerário, uma caminhada num dos troços que o compõem e um espetáculo.

“O objetivo é divulgar o Caminho da Geira Minhoto Ribeiro, sobretudo o troço Ribadavia-Pazos de Arenteiro, passando por Berán, região onde nasceu o projeto”, explica Abdón Fernández, presidente da AGMR, constituída em 2006 para estudar este itinerário histórico de peregrinação e de comércio. 

O primeiro traçado do Caminho da Geira Minhoto Ribeiro (ou dos Arrieiros, como também é conhecido) foi apresentado em Ribadavia e Braga, em fevereiro e abril de 2017, respetivamente. Em dois anos, estima-se que foi percorrido por 400 peregrinos e a Catedral de Santiago já está a registar a sua chegada, entregado-lhes a Compostela ou o certificado de conclusão.

Para Abdón Fernández, “é evidente que o Caminho da Geira é uma realidade que não volta atrás”, mas “é importante que todas as organizações se esforcem por trabalhar em conjunto o mais possível”, criando “melhores condições para os peregrinos e para as populações locais, as principais razões da sua existência”.

“A nossa ideia é criar uma cultura do caminho, por isso queremos dar a conhecê-lo às populações locais e sensibilizá-las para a receção aos peregrinos, para a interação entre ambos, o que contribuirá também para valorização cultural e social, além da económica”, adianta o presidente da AGMR.

O encontro organizado pela Entidade Local (freguesia) de Berán (Leiró) intitula-se “Berán no caminho”. No sábado, 11, pelas 20 horas, é apresentado o Caminho da Geira Minhoto Ribeiro na sede da freguesia, seguindo-se uma descrição mais detalhada do troço Ribadavia-Pazos de Arenteiro, passando por Berán, e uma análise das suas potencialidades sócio-económicas.

No domingo, 12, o dia começa com a caminhada “Berán no caminho”, pelas 11 horas, entre as termas de Berán e Caldas, com passagem por Carreira e regresso na área de San Roque, pelas 14 horas. O percurso tem seis quilómetros e aconselham-se mantimentos como água, sandes ou empadas. A organização promete uma brinde surpresa para os participantes.

O fim de semana de divulgação deste caminho jacobeu, uma iniciativa de participação gratuita, que conta com a colaboração da associação Plan B e da Deputacion Provincial de Ourense, termina com um espetáculo em que os atores interagem com o público, marcado para as 17 horas de domingo.

O objetivo das diferentes organizações que investigam a história, património, traçado e outros recursos necessários à validação deste caminho [ainda não possui albergues, nem está marcado, pelo que deve usar-se GPS] é a oficialização do itinerário até ao Ano Santo Jacobeu de 2021.

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28 DE ABRIL NA ESPANHA: UM PROGRAMA ELEITORAL

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* Crónica de Isabel Rei Samartim

Que galego e português são a mesma língua é uma evidência filológica historicamente enunciada por eruditos galegos e portugueses, mais tarde estudada pela Linguística Românica e, finalmente, formulada com clareza pelos filólogos Celso Cunha e Lindley Cintra em 1984 na sua Nova Gramática do português contemporâneo[1]. A atual divisão concetual em duas “línguas” é um fenómeno político moderno que responde a interesses diferentes do estudo da realidade linguística. O movimento reintegracionista tem lutado, especialmente desde a década de 70 até ao momento atual, pelo direito da população galega a que a nossa língua e cultura sejam respeitadas e promovidas como parte do mundo lusófono.

Esse fenómeno que concetualmente divide galego e português é produto da política peninsular: Primeiro, a criação unilateral do Estado espanhol em 1812, depois o centralismo canovista e a corrupção borbónica que dominou esse Estado e, nos últimos tempos, a longa noite de pedra franquista, onde o galego foi proibido, o progressivo afastamento de um Portugal independente e uma Transição espanhola antigaleguista. O galego-português é uma língua atrapada entre vários Estados. Na parte galega, o distanciamento político de Portugal favoreceu a máfia do localismo isolacionista que hoje vigora nas instituições e couta os nossos direitos, a nossa educação e o nosso desenvolvimento nacional.

Visto que este é um problema político, a solução terá de ser política. Agora que conhecemos, graças à bravura catalã, aonde é que levam os confrontos jurídicos sobre direitos fundamentais no Estado espanhol, a via política revela-se como a única frutífera para a mudança de paradigma linguístico. Neste sentido, em abril de 2019 produz-se um caso inédito na nossa história: Um partido político de âmbito estatal, na sua rama galega, En Común-Podemos, propõe no seu programa eleitoral a identidade galego-portuguesa e toma em consideração uma entidade que vem do movimento popular reintegracionista, a Academia Galega da Língua Portuguesa. Assim pode ler-se nos seus artigos 141 e 145, que reproduzimos a seguir:

  1. 141 Recoñecemento da lingua galega como lingua internacional. Declaración e definición da lingua galega como lingua internacional pola súa conexión co mundo da lusofonía e por compartir a mesma linguacunha comunidade de falantes de máis de 200 millóns de persoas, permitindo a comunicación e interconexión sen necesidade de que exista mediación.
  2. 145 Creación dunha Casa da Lusofonía. Crear a casa da Lusofonía con sede en Galicia como forma de estimular as relacións de Galicia e o Estado español co conxunto de países que integran a lusofonía. Establecer contacto coas institucións precisas para a súa posta en marcha, ademais do Ministerio de Asuntos Exteriores e a AECID, a Xunta de Galicia e o ámbito municipal galego onde se determine a sede para constituir o consorcio para a súa posta en funcionamento. Implicar as institucións relevantes para garantir o desenvolvemento deste proxecto: Consello da Cultura Galega, Real Academia Galega, Academia Galega da Língua Portuguesa, Instituto Galego de Análise e Desenvolvemento Internacional (AGADI).

Naturalmente, depois de quase cinquenta anos de reintegracionismo ativo, estas medidas podem parecer insuficientes e mesmo mal formuladas. Por exemplo, uma voz distante adverte que a marca “Casa da Lusofonia” está atualmente registada, em prevenção da possível usurpação que noutra altura aconteceu com as Galescolas. Falta uma referência explícita à Lei Paz-Andrade. Outros pontos desse mesmo programa empregam a expressão “cooficial”, conceito fantasma que serve para ocultar a verdadeira situação subordinada das línguas do Estado diferentes do castelhano, e, por cima, nomeiam o Instituto Cervantes como referência para o galego sem ter em conta o Instituto Camões.

O programa do Podemos não é perfeito, possivelmente nem seja aproximado, de facto o partido não leva na prática a teoria que expressa no ponto 141. Mas, é um documento acordado, público e comprometedor para o partido. Seria bom que a necessidade não nos deixasse incapazes de perceber o que ele representa: 1) O reconhecimento político, a nível estatal, de todo o movimento reintegracionista, 2) O sucesso da via lusista, que hoje sofre o apartheid linguístico brutal por parte do governo da Xunta e do âmbito editorial e 3) A vontade política, partilhada por boa parte da população, de formar e desenvolver a cidadania galega dentro do espaço internacional lusófono.

Lembremos que este paulatino crescimento das propostas reintegracionistas nos programas eleitorais galegos tem começado nas eleições municipais de 2015, onde os grupos Compostela Aberta e Ourense en Común propuseram claramente a implementação nos seus concelhos da Lei Paz-Andrade, lei autonómica para o aproveitamento dos vínculos com a Lusofonia. Agora, quatro anos mais tarde, vemos que um partido de âmbito estatal propõe também claramente vários pontos nessa mesma linha. O que estão a fazer estes novos partidos é o lógico e o normal, o qual num país como o nosso pode chegar a ser insólito.

Um amigo insiste-me: “Isabel, pode ser oportunismo, não confies”. Só o facto de pensarmos o reintegracionismo como alvo de oportunismos já diz muito do valor político do nosso movimento. Ninguém vê oportunidade num fracasso. Portanto, se for oportunismo, será porque estamos a ter sucesso. Aqui entra no jogo o medo à traição tantas vezes experimentada. O pessoal não quer ser traído, não quer decepcionar-se e tira importância ao facto de ver reconhecido o alvo principal de todo o seu trabalho diário e vital, a identificação linguística de galego e português. Nesse sentido decepcionar-se antes de tempo é como uma vacina, assim as pessoas ficam tranquilas, sem esperar Ítacas, nessa estranha zona de conforto onde domina o apartheid.

Um outro sintoma do valor do reintegracionismo é a sua presença em todas as formações políticas galeguistas. É preciso esperar as Ítacas! O surpreendente é que nenhum dos outros partidos reflete no seu programa eleitoral os objetivos reintegracionistas. Eu, como defensora da língua comum, fico atónita do pouco caso que nos fazem essas formações, algumas delas nada novas e que arrastam uma longa história, mesmo académica, de desencontros com a Lusofonia. Solidarizo-me com as companheiras e companheiros que trabalham nesses âmbitos e veem as suas demandas sistematicamente ignoradas nos objetivos programáticos. É paradoxal que sejam aqueles considerados “afins à Espanha” os que reconheçam abertamente a identidade linguística galego-portuguesa. Mas, o que nos deve espantar de verdade é a falta de reconhecimento dos ditos partidos “soberanistas”.

O programa é um contrato social. Não temos que confiar nos partidos. Aliás, eles dão-nos numerosas provas de não podermos confiar neles. Temos é de trabalhar socialmente sempre. Depois, votar num programa. E, finalmente, exigir e vigiar o cumprimento desse contrato social. O incumprimento do programa é motivo de revogação fulminante, de crítica dura e perda de apoios. Se EC-P somente lançou essas propostas para pescar votos sem intenção de as cumprir, a réplica terá de ser contundente e o fracasso será deles. O que nós podemos fazer é estarmos aí, como sociedade civil, primeiro pressionando para que estas iniciativas existam em todos os partidos, depois exigindo o seu cumprimento uma vez no governo. Assim é como se avançou na aquisição de direitos humanos, sexuais e reprodutivos, assim é como funcionam as manifestações de pensionistas, e assim terá de ser com os direitos ambientais, nacionais e linguísticos. Perdemos os direitos se não os defendemos, e os direitos que ainda não conseguimos há que os reclamar com paciência, constância e inteligência. As Ítacas nunca chegam porque é preciso caminhar. E já sabemos que vamos devagar e sem atalhos.

A cada dia mais gente fora do âmbito reintegracionista sabe da potencialidade da língua portuguesa, os benefícios económicos, culturais e humanos que o seu conhecimento e emprego traz para as gentes galegas. Boa amostra disso foi a aprovação por unanimidade, em março de 2014, da vigorante Lei Paz-Andrade. Agora é preciso que esse reconhecimento tenha o espaço que merece nas instituições galegas, portuguesas e espanholas. Leiamos e comparemos os programas dos partidos para estas eleições estatais e que cada quem tire as próprias conclusões.

[1]A formulação inicial desta evidência linguística foi em 1971 pelo filólogo português Lindley Cintra no seu artigo “Nova proposta de classificação dos dialectos galego-portugueses”, publicado no Boletim de Filologia, 22, p. 81-116, disponível em http://cvc.instituto-camoes.pt/hlp/biblioteca/novaproposta.pdf.

Anexo. Programas para as eleições estatais de 2019:

Fonte: https://pgl.gal/

ATLETAS PORTUGUESES E GALEGOS PEDALAM EM ESPOSENDE

Luso-Galaico de BTT levou 1300 atletas a Esposende

Esposende voltou a centrar as atenções dos praticantes de BTT, com a realização do Encontro Luso-Galaico, organizado pelo Município de Esposende, e que nesta 17.ª edição contou com a participação de 1300 atletas, distribuídos pelas categorias de Maratona, Meia Maratona, Passeio Júnior e Passeio Traquina.

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Este evento que se insere no plano anual de desporto do Município de Esposende, assume-se como prova de excelência no panorama ciclista nacional, vocacionado para conciliação do fomento da modalidade, aliado ao incentivo da prática da atividade, principalmente junto dos mais novos, razão pela qual inclui os passeios Júnior e Traquina.

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Desta forma são incutidos hábitos de prática desportiva, associando uma cultura ecológica e potenciando as excelentes condições que o concelho apresenta, vocacionado para a mobilidade suave.

Dando forma a essa componente pedagógica, o primeiro dia do Luso-Galaico foi preenchido com o Passeio Traquina, envolvendo cerca de 80 crianças, dos 5 aos 11 anos. Durante a tarde realizou-se o Passeio Júnior, com a participação de 220 jovens, dos 11 aos 16 anos.

Associada à mensagem de incentivo à prática desportiva, o Município de Esposende prosseguiu com a campanha de segurança associada à prática do BTT. Tal como sucedeu na edição anterior, este ano foram igualmente distribuídos capacetes aos participantes.

O segundo dia do evento foi inteiramente dedicado à vertente competitiva, com a realização da Meia Maratona, de 40 quilómetros, e a Maratona, de 70 quilómetros, provas que, no conjunto, registaram a participação de 1000 atletas, oriundos de 42 município, nacionais e espanhóis.

O Encontro Luso-Galaico de BTT de Esposende, evento de relevo no calendário de provas, contribui, também, para a divulgação turística do concelho, sendo meio para divulgar a rede de ciclovias e percursos pedestres locais.

Resultados
Em termos classificativos, na Meia Maratona (40 Km), o primeiro foi Manuel Pereira, da equipa Lobos Ver-o-Mar BTT (1:40:44); seguido por Artur Amorim, da equipa Lobos Ver-o-Mar BTT (1:40:44); e Filipe Carias, da equipa Malhos Team (1:41:53). 

A primeira classificada na geral feminina foi Isabel Sousa, LaSalle Sports Team (2:30:48), seguida por Mónica Vale, BikeMarket.pt (2:36:22); e Ilda Calheiros, BIKESEVEN Esposende KTM (2:56:49).

O primeiro classificado no escalão sénior masculino foi Artur Amorim, da equipa Lobos Ver-o-Mar BTT (1:40:44), seguido por Ângelo Vieito, Individual (2:01:06); e João Santos, Arada Atlético Clube (2:02:14).

Na classificação de seniores femininos, venceu Márcia Ferreira, da equipa X PAR (03:03:47); seguida por Catarina Caramalho, BIKESEVEN ESPOSENDE KTM (03:17:34); e Catarina Faria (04:07:22).

O primeiro classificado na categoria de veteranos masculinos foi Manuel Pereira, da equipa Lobos Averomar BTT (1:40:44); seguindo-se Simão Costa, da equipa Matos Mobility (1:46:51); e António Assunção (1:46:52).

O topo da classificação de veteranos M 30 feminino foi alcançado por Isabel Sousa, LaSall Sports Team (02:30:48); seguida por Mónica Vale, da equipa BikeMarket.pt (2:36:22) e Ângela Freitas (2:57:35).

O primeiro classificado na categoria de veteranos M30 masculino foi Filipe Carias (01:41:53); seguido por Ricardo Fernandes (01:50:44); e Sérgio Valentim (01:50:48).

A prova de veteranos M 40 feminino foi vencida por Ilda Calheiros, BIKESEVEN ESPOSENDE KTM (02:56:49); seguindo-se Marta Reis (4:19:26) e Mafalda Basílio (4:41:55).

Em veteranos M 50 masculino venceu Fernando Soares (01:58:50), seguindo-se Joaquim Lage (02:03:43) e Sisenando Costa (02:06:57).

Em veteranos maiores de 60 anos, José Andrade (02:24:01) foi o vencedor, seguindo-se Fernando Araújo (02:40:28) e José Neto (02:46:03).

Na maratona de 65 quilómetros, o primeiro classificado da geral masculina foi Filipe Ramos, da equipa BMC/Póvoa de Varzim/CDC Navais (02:59:57); seguindo-se Sérgio Ribeiro, da equipa Ribeiros Bike  Shop (03:08:35) e Filipe Brito, da equipa Controlsafe (03:11:56). Na classificação geral feminina venceu Beatriz Faria (4:15:06).

Em seniores masculinos, Tiago Correia venceu (03:15:24), seguido por Hugo Veloso (03:23:52) e José Ferreira (03:24:35).

Já em veteranos M 30, o vencedor foi Filipe Ramos (2:59:57), seguindo-se Sérgio Ribeiro (3:08:35) e Daniel Marques (3:15:24).

Na competição de veteranos M 50, o primeiro classificado foi Arlindo Gomes (3:44:18), seguido por António Veloso (3:48:28) e José Gonzalez (3:53:04).

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