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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA PROMOVE EMPREGO DE QUALIDADE

Braga integra projecto transfronteiriço para criação de emprego de qualidade. Programa destinado às Pequenas e Médias Empresas

O Município de Braga apresentou esta Sexta-feira, 18 de Janeiro, o projecto GEMCAT – Geração de Emprego de Qualidade Transfronteiriço com o qual se pretende estimular a criação e manutenção de emprego de qualidade, no âmbito da Inclusão de Responsabilidade Social e Empresarial (RSE) nas PME’s.

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Segundo Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, o objectivo do projecto passa por encontrar boas práticas de estímulo à geração de emprego de qualidade no território transfronteiriço do Norte de Portugal e Espanha. “Com a participação neste projecto queremos não apenas dar a conhecer o que já existe em matéria de responsabilidade social empresarial, mas estender esta realidade para o máximo de empresas possível”, salientou o Autarca, destacando o compromisso que Braga e as suas empresas têm vindo a assumir nesta área.

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O Programa de Inclusão de RSE tem como objectivo dar a conhecer e apoiar a implementação de medidas de igualdade de oportunidades a favor da conciliação trabalho-família, bem como incentivar as PME’s a assumirem uma postura social, ambiental e económica mais responsável, concorrendo, deste modo, para a melhoria da competitividade das regiões em que se inserem e da qualidade de vida do emprego.

O projecto, financiado pelo Interreg, vai incluir sete empresas, que se devem inscrever na página da internet da Câmara Municipal de Braga. Para fazer parte do grupo pioneiro, as empresas devem ser de Braga, do sector privado, e ter entre 10 e 250 colaboradores.

As empresas seleccionadas vão usufruir de mentoria que inclui um diagnóstico preliminar sobre a empresa e a construção de um plano de acção com medidas concretas a implementar e impulsionar no âmbito da RSE. No decurso do programa de mentoria, as empresas terão ainda a oportunidade de participar em sessões de partilha de Boas Práticas de RSE com outras empresas.

Com o objectivo de estimular a criação e manutenção de emprego de qualidade e, assim, construir um quadro de cooperação institucional de onde advenham resultados concretos e melhorias tangíveis no mercado de trabalho transfronteiriço entre Portugal e Espanha, através do intercâmbio conjunto de experiências, este projecto conta com a participação de parceiros da Euroregião Galiza – Norte de Portugal.

Para além do Município de Braga participam na dinamização das actividades do GEMCAT a Comissão Intermunicipal do Alto Minho, a Universidade do Porto, a Consejeria da Educação e Emprego da Junta de Extremadura, a Consejería de Emprego da Junta de Castela e Leão e a Secretaria Geral de Emprego da Junta da Galiza, que actua como líder do projecto.

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GRUPO ANAQUIÑOS DA TERRA FAZ HOJE 62 ANOS – COMUNIDADE GALEGA EM LISBOA ESTÁ DE PARABÉNS!

Há precisamente 62 anos, o Grupo Anaquiños da Terra procedia à sua primeira apresentação pública na Xuventude da Galiza – Centro Galego de Lisboa. Inicialmente constituído apenas como grupo coral, veio posteriormente a incorporar a dança tradicional do povo galego.

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A sua denominação, “Anaquiños da Terra”, significa literalmente “pedaciños da nosa terra”, o que nos remete directamente para a preservação e divulgação dos usos e costumes das gentes da Galiza. De resto, como se indica no seu site oficial, “Os Anaquiños da Terra acaban por ser o principal vehículo de expresión da tradición galega”.

Conforme a sua própria descrição, “os cantares son esencialmente femininos, os instrumentos, entre os cuais destacan as pandeiretas, as cunchas, como as utilizadas pólos peregrinos a Santiago de Compostela, as piñas, o tambor, o bombo, o pandeiro, a zanfona (instrumento de cordas medieval) e a gaita, entre outros.

Na danza tradicional galega, onde destaca especialmente a muiñeira, a xota e a pandeirada, características dos bailes tradicionais, tamén existén danzas asociadas a eventos específicos, como son: a danza de Maio, a danza dos paos ou a danza da regueifa, típica de bodas. Existe tamén otyro tipo de danza mais recente produto de interaccións com outras tradicións, normalmente traídas por emigrantes galegos, como son: a polca, o valse galego ou a mazurca.

Os traxes dos “Anaquiños da Terra” son típicos de Galícia, de varias rexións e com diversas aplicacións”.

Ao Grupo Anaquiños da Terra – e à Xuventude da Galiza – endereça o BLOGUE DO MINHO os parabéns!

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VALENÇA RECEBE CAVALGATA DOS REIS MAGOS

Reis Magos Chegam à Eurocidade a 5 de Janeiro. Cavalgata de Reis A Magia da Pequenada

Os Reis Magos do Oriente chegam à Eurocidade Tui Valença, sábado, 5 de janeiro, numa Cavalgata Real com duas horas de magia, 3,5 Kms de extensão e 1,5 toneladas de caramelos.

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Reis Magos Chegam de Comboio

Os Reis Magos chegam à Estação de Valença, às 15h15 (PT), vindos do Oriente. No Largo da Estação prepara-se a Cavalgata que sairá às 16h(PT), num percurso de 3,5 Kms até ao centro de Tui.

3,5 Kms da Cavalgata

A partida, este ano, será do Largo da Estação de Valença, às 16h (PT). Daqui a Cavalgata segue um percurso de 3,5 Kms que se desenvolve pela avenida do Colégio Português, Miguel Dantas, rotunda da Trapicheira, avenida de Espanha e  atravessa a Ponte Internacional. Já em Tui o percurso prosseguirá pela avenida de Portugal, rua Martínez Padín, Augusto González e terminará no Passeio da Corredoira, com a Receção dos Reis Magos aos pequenotes.

Cavalgata com Carros Alegóricos

As três carroças alegóricas, magnificamente adornadas, dignas de levar suas majestades os Reis Magos vão sobressair numa cavalgata que contará, ainda, com carros alegóricos de várias instituições de Tui e Valença.  Como manda a tradição a Cavalgata abrirá com a Rondalla do Centro Cultural O Mosteiro de Pexegueiro. No total serão 150 os figurantes que darão corpo à decima Cavalgata Internacional de Reis da Eurocidade Tui Valença.

1500 Kgs de Caramelos Adoçam os Pequenotes           

A magia dos caramelos é o delírio dos mais pequenotes que ao longo do percurso vão apanhando os caramelos oferecidos pelos Reis Magos. No total será mais de 1,5 toneladas de caramelos, sem gluten e lactose, a dar a alegria a um fim de tarde e início de noite que promete ser único no ano.

Reis Magos Vão às Instituições Socias

Sexta-feira, 4 de janeiro, os Reis Magos vão visitar as instituições de solidaredade social de Valença de Tui.

OS PORTUGUESES QUE NÃO AMAM A GALIZA, TAMBÉM NÃO AMAM PORTUGAL!

Galiza e Portugal: Um só Povo e uma só Nação!

Por um compreensível desconhecimento que tem sobretudo a ver com a conveniência de se manterem boas relações entre Estados, grande parte dos portugueses ignora as verdadeiras afinidades que existem entre a Galiza e Portugal e, no âmbito deste, particularmente em relação ao Minho. Essa falta de conhecimento estende-se a vários domínios, mormente às raízes étnicas comuns de minhotos e galegos e até ao entendimento errado do idioma galego frequentemente confundido com o castelhano e impropriamente designado por “espanhol”. Mesmo entre pessoas que deveriam ser entendidas no domínio do folclore minhoto é recorrente ouvi-las referir-se a uma dança tradicional galega designando-a como “vira espanhol”.

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Na realidade e para além dos portugueses, a Península Ibérica é habitada por gentes de culturas e idiomas tão distintos como os vascos, os catalães, os asturianos e finalmente, os galegos e portugueses que possuem uma língua e uma identidade cultural comum, apenas separados em consequência das vicissitudes da História. A Espanha, afinal de contas, não representa mais do que uma realidade supranacional, cada vez mais ameaçada pelas aspirações independentistas dos povos que a integram.

Com as suas quatro províncias - Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra - e ainda alguns concelhos integrados na vizinha Astúrias, a Galiza constitui com Portugal a mesma unidade geográfica, cultural e linguística, o que as tornam numa única nação, embora ainda por concretizar a sua unidade política. Entre ambas existe uma homogeneidade que vai desde a cultura megalítica e da tradição céltica à vetusta Gallaécia e ao conventus bracarensis, passando pelo reino suevo, a lírica galaico-portuguesa, o condado portucalense e as sucessivas alianças com os reis portugueses, as raízes étnicas e, sobretudo, o idioma que nos é comum - a língua portuguesa. Ramon Otero Pedrayo, considerado um dos maiores escritores do reintegracionismo galego, afirmou um dia na sua qualidade de deputado do parlamento espanhol que "a Galiza, tanto etnográfica como geograficamente e desde o aspeto linguístico, é um prolongamento de Portugal; ou Portugal um prolongamento da Galiza, tanto faz". Teixeira de Pascoaes foi ainda mais longe quando disse que "...a Galiza é um bocado de Portugal sob as patas do leão de Castela". Não nos esqueçamos que foi precisamente na altura em que as naus portuguesas partiam à descoberta do mundo que a Galiza viveu a sua maior repressão, tendo-lhe inclusivamente sido negada o uso da língua galaico-portuguesa em toda a sua vida social, incluindo na liturgia, naturalmente pelo receio de Castela em perder o seu domínio e poder assistir à sua aproximação a Portugal.

No que respeita à sua caracterização geográfica e parafraseando o historiador Oliveira Martins, "A Galiza d'Aquém e d'além Minho" possui a mesma morfologia, o que naturalmente determinou uma espiritualidade e modos de vida social diferenciados em relação ao resto da Península, bem assim como uma diferenciação linguística evidente. Desse modo, a faixa atlântica e a meseta ibérica deram lugar a duas civilizações diferentes, dando a primeira origem ao galaico-português de onde derivou o português moderno e a segunda ao leonês de onde proveio o castelhano, atualmente designado por "espanhol" por ter sido imposta como língua oficial de Espanha, mas consignado na constituição espanhola como "castelhano". Não foi naturalmente por acaso que Luís Vaz de Camões, justamente considerado o nosso maior poeta possuía as suas raízes na Galiza. Também não é sem sentido que também o poeta Fernando Pessoa que defendeu abertamente a "anexação da Galiza", afirmou que "A minha Pátria é a Língua Portuguesa".

De igual modo, também do ponto de vista étnico as raízes são comuns a todo o território que compreende a Galiza e o nosso país, com as naturais variantes regionais que criam os seus particularismos, obviamente mais próximas do Minho, do Douro Litoral e em parte de Trás-os-Montes do que em relação ao Alentejo e ao Algarve, mas infinitamente mais distanciados relativamente a Castela e outras regiões de Espanha.

No seu livro "A Galiza, o galego e Portugal", Manuel Rodrigues Lapa afirma que "Portugal não pára nas margens do Minho: estende-se naturalmente, nos domínios da língua e da cultura, até às costas do Cantábrico. O mesmo se pode dizer da Galiza: que não acaba no Minho, mas se prolonga, suavemente, até às margens do Mondego". Torna-se, pois, incompreensível que continuemos a tratar o folclore e a etnografia galega como se de "espanhola" se tratasse, conferindo-lhe estatuto de representação estrangeira em festivais de folclore que se pretendem de âmbito internacional, quando na realidade deveria constituir uma participação assídua nos denominados festivais nacionais. Mais ainda, vai sendo tempo das estruturas representativas do folclore português e galego se entenderem, contribuindo para um melhor conhecimento mútuo e uma maior aproximação entre as gentes irmãs da Galiza e de Portugal. O mesmo princípio aliás, deve ser seguido pelos nossos compatriotas radicados no estrangeiro, nomeadamente nos países da América do Sul onde as comunidades portuguesas e galegas possuem uma considerável representatividade numérica. Uma aproximação e um entendimento que passa inclusivamente pelo cyberespaço e para a qual a comunidade folclórica na internet pode e deve prestar um inestimável contributo.

Afirmou o escritor galego Vilar Ponte na revista literária "A Nossa Terra" que "os galegos que não amarem Portugal tão pouco amarão a Galiza". Amemos, pois, também nós, portugueses, como um pedaço do nosso sagrado solo pátrio, essa ridente terra que se exprime na Língua de Camões – a Galiza!

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PROVA SOLIDÁRIA S. SILVESTRE UNE MONÇÃO E SALVATERRA DO MIÑO

A Eurocidade Monção – Salvaterra do Miño promove no próximo dia 29 de dezembro, sábado, mais uma edição da Prova Solidária S. Silvestre com um percurso de cinco quilómetros pelas ruas e praças das duas localidades fronteiriças ligadas por uma ponte internacional sobre o rio Minho há mais de duas décadas.

S. Silvestre

A partida tem lugar na Praça Deu-la-Deu, em Monção, e a chegada na Praza do Concello, em Salvaterra do Miño. Quem quiser participar nesta prova solidária apenas terá de entregar um alimento não perecível que, numa fase posterior, será distribuído pelas famílias com dificuldades económicas de ambos os municípios.

Com início às 19h00 (hora portuguesa), esta iniciativa transfronteiriça pretende sinalizar um momento de carinho e solidariedade para quem mais necessita, assumindo-se, em paralelo, como mais um reforço no bom relacionamento existente entre as duas localidades.

Pelas 18h30, realiza-se uma Mini S. Silvestre para crianças até aos 12 anos que consiste em duas voltas à Praça Deu-la-Deu. A prova tem como objetivo incutir nos mais jovens o gosto por esta iniciativa desportiva e solidária. O lema é fazer exercício físico, ajudando o próximo.

A organização “convoca” a população das duas margens a participarem nesta prova solidária, convidando as pessoas de todas as idades a praticarem desporto enquanto fazem o bem em benefício das famílias mais desfavorecidas de ambos os lados da fronteira.

Inscrições online https://goo.gl/fuyHYb ou, no secretariado, 30 minutos antes do início da prova.. Durante o percurso, os participantes terão apoio dos bombeiros locais, encontrando-se o trânsito condicionado à ação de segurança da Guarda Nacional Republicana e Guarda Civil.

GALIZA / LUGO. O DRAMA DOS ANCARES: O ABANDONO DO PATRIMÓNIO ETNOGRAFICO

Manuel Rodríguez, veciño de Cervantes, leva quince anos divulgando os tesouros etnolóxicos dos Ancares, e aspira a mudar a comarca en Parque Nacional ou Natural

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Palloza en Cervantes | Miguel Núñez

Manuel Rodríguez Blasco, Antonio Álvarez e a Asociación Castaño y Nogal

A comarca dos Ancares integra a serra do mesmo nome, que se estende dende o pico Miravales, na triple fronteira entre Galicia, León e Asturias, ata o porto do Portelo, nas inmediacións dos Montes do Cebreiro. Este espazo natural comprende os Ancares lucenses e os Ancares leoneses. No ámbito ten refuxio preto do 93 por cento da flora de Galicia, proba obxectiva do interese ambiental.

A zona fora declarada no seu día Reserva da Biosfera, Reserva Nacional de Caza, Rede Natura 2000 da Unión Europea, Zona de Especial Protección para as Aves (ZEPA) ou Lugar de Interese Comunitario; mais o certo é que ningunha destas declaracións administrativas aporta protección real e efectiva ao patrimonio cultural, natural, flora e fauna ancaresa, ao non incluír plans de actuación sobre o territorio nin aportar fondos, co efecto negativo de percibilas a poboación local como negativas, ao ter a sensación de vivir baixo restriccións proteccionistas sen alcance nin efecto.

Os Ancares é un espazo xeográfico de montaña único en Europa, que irmanda parte dos últimos bosques primixenios da cordilleira cantábrica, con algún dos patrimonios etnográficos máis importantes do continente. Isto débese a unha ortografía senlleira, que propiciou a conservación deses bosques e dos usos milenarios de habitantes, que quedaron conxelados no tempo, mentres desaparecían en moitos outros lugares de Europa, feito pouco coñecido e divulgado.

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Pallozas de Piornedo | Turismo de Galicia

Entre os elementos máis importantes de carácter etnográfico e cultural dos Ancares, achamos construccións de teito vexetal, de arquitectura redonda; algunhas datan da Idade de Bronce, polo que falamos dun legado de máis de dous mil anos. As pallozas son a súa máxima expresión: vivenda redonda, de teitume vexetal, onde habitaban persoas e animais, que compartían estancia e calor, sen compartimentos de saída para o fume, que se filtraba entre as varas de centeo do teito.

Vencellado a isto atopamos adheridos, tanto nas vellas pallozas coma nas casas máis modernas, os hórreos, de colmazo vexetal. Trátase dun celeiro aéreo, de herdo celta, de planta cadrada ou de tipo asturiano, a catro augas. Ademais da arquitectura vexetal, observamos outra de corte tradicional, un pouco menos arcaica, como é a arquitectura da lousa, da que se conservan bastantes exemplos.

Desgraciadamente, todas as administracións, a Xunta de Galicia –máximo responsable do patrimonio galego– o Estado español e a Unión Europea, fixeron ouvidos xordos ás peticións de rescate do patrimonio único ancarés. Hogano estímase que quedan apenas un cento de pallozas do lado galego da serra, das que tan só unha ducia atópase nun estado medianamente aceptable. O resto, ou ben atópanse baixo protexcores metálicos coma a uralita ou o fibrocemento, ou ben perderon total ou parcialmente a teitura vexetal, en estado de ruína total ou parcial, o que resulta incomprensible en pleno século XXI e nun dos estados da Unión Europea, por falta dun plan de rehabilitación e conservación.

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Restos en Cervantes dun rexio pombal de planta circular | Patrimonio dos Ancares

No caso dos hórreos, apenas poderían contabilizarse entre cincuenta e cen hórreos con teito de palla, pouquísimos tendo en conta que hai apenas cincuenta anos a totalidade das casas contaban cun destes celeiros aéreos para a súa subsistencia. Canda a iso, cómpre engadir a perda de centos de vivendas de lousa tradicional, debido á enorme despoboación da comarca, máis dun 73 por cento no último século.

O caso ancarés é un extremadamente grave para a realidade etnográfica en Europa, pois algúns dos seus conxuntos son dos máis numerosos do continente. O Piornedo, Vilarello de Donís, Pando, Robledo, Moreira, Deva, Degrada… son algúns dos exemplos máis importantes e que contan cuns poucos anos de esperanza para evitar esta enorme perda, da que todos somos herdeiros e propietarios. Os Ancares urxen a que as administracións fagan algo xa, é unha loita contrarreloxo.

Non é abondo dotar a devandita comarca histórica de títulos chamativos e merecidos –Reserva da Biosfera, Rede Natura 2000 da Unión Europea, Lugar de Interese Comunitario, etcétera–, senón que hai que aplicar as medidas axeitadas, actuando con eficacia e responsabilidade, para frear o lapidario deterioro de dito patrimonio. Menos distincións, e máis accións e subvencións.

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Pallozas en A Pedriña, parte do patrimonio en forma de itinerarios que propón o Instituto de Estudos do Territorio | As Nogais

Suxiro que o mellor xeito de sensibilizar aos responsábeis políticos comprometidos coa tarefa é que deixen de pisar a moqueta dos despachos, e acodan ao escenario natural dos Ancares, a sentir a suavidade do céspede verde e centenario, a respirar aire puro, non contaminado pola toxicidade burocrática, a escoitar o rumor do vento e recollerse nas sombras das árbores. É posible que unhas horas de acougo e soidade en tan solemne e cautivador escenario estimulasen a súa sensibilidade e xenerosidade durmidas.
Non só as persoas son titulares de dereitos, como proclama a doutrina oficial, tamén o son os territorios cando reúnen determinadas características sociais e culturais, e cando constitúen un espazo histórico e patrimonial acreditado. No caso dos Ancares, é obriga das administracións públicas o conservar e preservar dito ancestral patrimonio.

Fonte: Óscar Bernárdez / http://lugoxornal.gal/

VIZELA DÁ A CONHECER NA GALIZA AS SUAS POTENCIALIDADES TURÍSTICAS

Câmara assinou protocolo com Expourense para intensificar potencial turístico de Vizela

No âmbito da iniciativa dezembro - mês do Turismo, o Presidente da Câmara Municipal, Victor Hugo Salgado, e o Diretor Gerente da Expourense, Alejandro Rubin, assinaram esta manhã um protocolo de colaboração, no edifício-sede do Município.

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O protocolo assinado estabelece a parceria entre o Município de Vizela e a Expourense, no sentido da intensificar o potencial turístico de Vizela, através da presença em diversas feiras relacionadas com o turismo.

Assim, e porque a Câmara Municipal considera de enorme importância a promoção das atividades e eventos do Concelho na Galiza, Vizela irá estar presente nas feiras XANTAR e TERMATALIA, num casamento perfeito entre gastronomia e Termas, atendendo à história termal e à riqueza gastronómica de Vizela, que merecem ser devidamente valorizadas.

À assinatura do protocolo seguiu-se uma visita às Termas de Vizela, passando depois pela Loja Interativa de Turismo com uma visita à exposição do projeto de requalificação da Praça República e Jardim Manuel Faria, terminando com uma prova de Bolinhol numa pastelaria local.

De destacar que esta iniciativa foi acompanhada por jornalistas espanhóis e portugueses, que tiveram oportunidade de descobrir alguns locais de interesse turístico do nosso Concelho.

Com a assinatura deste protocolo desta iniciativa, a Câmara Municipal pretende potenciar dinâmicas de reforço que permitam a consolidação da nova imagem e identidade do Concelho de Vizela, como destino turístico privilegiado, experienciando os segredos de um vale recheado de saberes, sabores, prazeres e tradições caraterísticas.

De destacar que a assinatura deste protocolo enquadra-se numa das medidas do Plano Municipal de Turismo que visa desenvolver esforços no sentido de criar parcerias com novas entidades, públicas ou privadas, que permitam exponenciar o potencial turístico de Vizela, através da divulgação eficaz, em todo o território nacional e, sempre que possível, internacionalmente, da agenda turística de Vizela.

CERVEIRA E TOMIÑO VOTAM ORÇAMENTO PARTICIPATIVO TRANSFRONTEIRIÇO

OPT 2019: Populações de Cerveira e Tomiño elegem atividades comuns para crianças

A realização de dois programas infantis comuns, que promovam uma maior aproximação entre as crianças dos dois concelhos vizinhos, venceu a edição 2019 do Orçamento Participativo Transfronteiriço Cerveira-Tomiño. Os projetos “Atividades Artísticas e Ambientais para a População Infantil” e “Atividades Lúdico-Educativas para umas Férias Ativas e Criativas” arrecadaram a maioria dos 800 votos contabilizados. 3ª edição do OPT ficou marcada por uma maior mobilização de entidades parceiras.

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Após cerca de 20 reuniões exploratórias de eventuais alianças ou desenvolvimento de projetos, a dinâmica entre as associações galego-portuguesas tornou-se intensa, através da troca de conhecimento e da partilha dos mesmos interesses e objetivos, culminando com a apresentação de seis propostas por 18 entidades dos dois lados da fronteira.

Concluído o período de votação, já são conhecidos os dois projetos vencedores com execução em 2019 e que tem como denominador comum o intercâmbio de crianças em ações lúdico-pedagógicas e os mesmos promotores - Associação de Pais do Centro Escolar da Vila, Associação de Pais do Centro Escolar do Norte, Mesa de Anpas dos Centros Educativos de Tomiño.

Um dos projetos vencedores foi as “Atividades artísticas e ambientais para a população infantil de Vila Nova de Cerveira e Tomiño” dirigidas a um limite máximo de 300 crianças entre os 3 e os 12 anos, mediante a dinamização de ações de acordo com a faixa etária. Com concretização entre abril e junho, esta iniciativa visa sensibilizar a população infantil para a ecologia através da vivência e do contacto com o meio natural e rural do território em causa.

A segunda proposta, eleita por ambas as populações vizinhas, intitula-se “Atividades lúdico-educativas para umas férias ativas e criativas” a executar entre julho e agosto do próximo ano, procurando envolver cerca de 100 crianças. Um dos objetivos deste projeto consiste na oferta de alternativas de conciliação profissional para famílias e de atenção a crianças ao terminar o período escolar, através de iniciativas de lazer ao ar livre nas férias do verão.

Apesar de não terem sido eleitas, as restantes quatro propostas – “Pensar o Corpo. Mover a Mente”; “Sustentabilidade”; “Pontes de Arte”; “AMIZ'ARTE Sem Fronteiras” – são reveladoras da vontade das diversas entidades participantes e das sinergias que podem vir a ser constituídas no futuro em prol da potenciação deste território comum.

Totalizando cerca de 800 votos, o número de participação não pode ser medido de forma transversal às diferentes edições, uma vez que todos os anos a metodologia de envolvimento da população é diferente. No OPT 2019 foram eliminadas as três áreas temáticas, permitindo um maior envolvimento e diálogo entre as associações e entidades, para além de se colocar o limite de dois votos obrigatórios por pessoa. Após a divulgação de resultados, o Comité de Gestão Estratégica Cerveira-Tomiño vai reunir informação e proceder à avaliação de todo o processo no sentido de preparar a quarta edição.

Dotado com 20 mil euros, o Orçamento Participativo Transfronteiriço é uma iniciativa inédita que integra a Agenda Estratégica de Amizade Cerveira-Tomiño, com a qual se pretende potenciar a participação pública e o poder de decisão da cidadania de ambas margens do rio Minho. O OPT é um projeto cofinanciado em 75% pelo programa INTERREG VA POCTEP de cooperação transfronteiriça, através de fundos FEDER da União Europeia.