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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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III FEIRA DO LIVRO LUSO-GALAICA ABRAÇA AS DUAS MARGENS DO RIO MINHO

Livros, música, poesia e tertúlias, entre outros, em Caminha e A Guarda, de sexta-feira a domingo 

No final da próxima semana, os livros e a literatura vão estar em primeiro plano nas duas margens do Rio Minho. De 19 a 21 agosto vai decorrer a III Feira do Livro Luso-Galaica da Ribeira Minho. Em Caminha estará na Praça Conselheiro Silva Torres, enquanto em A Guarda o local escolhido foi a Praça do Relógio. A organização é conjunta, envolvendo a Câmara Municipal de Caminha, Concello de A Guarda, Freguesia de Caminha e Vilarelho e Jornal Caminha2000. O evento conta ainda com o apoio dos municípios da Ribeira Minho.

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Dando continuidade ao que aconteceu nas duas edições anteriores, as câmaras de Caminha e A Guarda, Freguesia de Caminha e Vilarelho   e o jornal Caminha2000 voltam a juntar-se este ano à volta dos livros e da literatura. Este é naturalmente o motivo central da Feira do Livro, mas o evento vai bem além desta área, trazendo para os três dias outras artes e outros setores, com destaque para a música, que preencherá diversos momentos do programa.

Aos dois municípios, Freguesia de Caminha e Vilarelho e ao Órgão de Comunicação Social caminhense juntam-se os municípios da Ribeira Minho, num apoio que também se repete em relação às duas edições. No conjunto, só em relação aos municípios, o evento congrega, do lado português, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Paredes de Coura, Monção, Melgaço, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Viana do Castelo. Do lado de lá do Rio Minho juntam-se A Guarda, O Rosal, Oia, Tomiño, Tui, Salceda de Caselas, As Neves.

PROGRAMA

III FEIRA DO LIVRO LUSO-GALAICA

CAMINHA – Praça Conselheiro Silva Torres

19 Agosto

Sexta-feira | 15:00 – 23:00

15:00

Abertura da Feira

17:00

Abertura oficial

Presidente da Câmara Municipal de Caminha

Alcalde do Concello de A Guarda

Presidente da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho

Diretor do Jornal Digital Caminha 2000

Com a presença dos municípios participantes: Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Paredes de Coura, Monção, Melgaço, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima, Viana do Castelo, A Guarda, O Rosal, Oia, Tomiño, Tui, Salceda de Caselas, As Neves

21:15

António Pedro Canções e Outros Poemas 1926 - 1929

Apresentado pelo Doutor José Rui Teixeira

Com a participação da Krisálida

Local:  Praça Conselheiro Silva Torres, Caminha

22:30

“Lirolai” do Rosal

Concerto Música Popular

Local:  Praça Conselheiro Silva Torres, Caminha

20 Agosto

Sábado |15:00 – 23:00

18:30

Apresentação do livro “Serões Vilarmourenses. Vidas, usos e costumes de um mundo que se perdeu”

Autores: Manuel Renda, Plácido Souto e Alice Fontes Rocha

Editora: GEPPAV - CIRV

16.30h – 18h30

“Não há festa sem Palmitos”

(Oficina criativa de Palmitos)

Com Fernanda Sales e Pamela Campelo

21:00

 “Acordes Poéticos” de Poesia com Música

Produção: Expresso Alma

Local: Praça Conselheiro Silva Torres, Caminha

22:00

Rui Massena

Concerto - Vilas People

Local: Largo Calouste Gulbenkian, Caminha

21 Agosto

Domingo | 15:00 – 23:00

18:30

Apresentação do livro “Sexades Mar”

De Manuel Álvarez e Helga Cabíddu

Editora: Chan da Pólvora

20:00

“Acordes Poéticos” de Poesia com Música

Produção: Expresso Alma

Local: Praça Conselheiro Silva Torres, Caminha

21:30

Apresentação do livro A Porta do Inferno. O Campo de Concentración de Camposancos na Guarda (Pontevedra)” 

De José António Uris e Victor Manuel Santidrián Arias

Editora: Fundación 10 de Marzo

III FEIRA DO LIVRO LUSO-GALAICA DA RIBEIRA MINHO

A GUARDA – Praza do Reló

19 Agosto

Sexta-feira | 18:00 – 22:00

18:00 – Apertura da Feira

19:00 – Concerto “Cantaxoga” de Migallas

20:00 – Inauguración oficial a cargo de:

Presidente da Câmara Municipal de Caminha

Alcalde do Concello da Guarda

Presidente da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho

Diretor do Jornal Digital Caminha 2000

Coa presenza dos municípios participantes: Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Paredes de Coura, Monção, Melgaço, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima, Viana do Castelo, A Guarda, O Rosal, Oia, Tomiño, Tui, Salceda de Caselas, As Neves

21:00

TREIDES COMIGO!, cantigas medievais en clave contemporánea

Concerto de XOÁN CURIEL en banda.

Local: Praza do Reló

20 Agosto

Sábado |11:00 – 14:00 | 18:30 – 21:30

11:30

Contacontos “Pepiña maruxiña quere voar”

De Barafunda Animación

20:30

“Minho … o río que nos aproxima”

Concerto da Banda Musical Lanhelense, Caminha

Local: Praza do Reló

*Horas de Espanha

CASA MUSEU DE MONÇÃO EXPÕE ESCULTURA DE EMÍLIO FILGUEIRA E PINTURA DE PUSKAS

Está patente ao público na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, a exposição de escultura do escultor galego Emílio Filgueira e de pintura do pintor monçanense Puskas.

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A exposição estará patente ao público nos meses de agosto e setembro.

Sinopse segundo os artistas:

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Emílio Filgueira, Vigo 1965.

«Mis obras están muy vinculadas a la superviviencia y cuidado del medio ambiente ya que los materiales que utilizo, la piedra y el hierro, son reciclados, mi objetivo es darle una segunda oportunidad.

Mis obras son un grito de alerta al planeta, reflejan una llamada a la superviviencia de la naturaleza y en todas ellas la piedra siendo materia inerte tiene vida propia y expresa su sentimiento.

Socio de " EspaçoQ /QuadraSoltas" entidad sin animo de lucro cuyo objetivo es divulgar el arte y la cultura.

Socio de la Fundacion Atlas Violeta».

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José de Barros, Puskas, Monção, 1954.

«Autodidata convicto, no sentido absoluto do termo, sem ter frequentado escolas de arte oficiais, públicas ou privadas, Puskas fez uma aprendizagem gradual num curto espaço de tempo, através de muito trabalho de pesquisa e uma forma natural e intuitiva para aplicação de regras de ouro desta modalidade.

Os seus temas preferidos fixam-se em panoramas diurnos, prefigurados nos mistérios das sombras iluminadas, nos espaços urbanos e rurais, onde emprega uma linguagem plástica plena de referências humanas. Retrata com frequência cenas históricas e lendas, realiza obras de caráter abstracionista com mestria e mistura com destreza as várias correntes artísticas nas suas criações, dotando-as de um cunho muito pessoal de rara singularidade. Um dos raros pioneiros da arte em Monção e não só, referindo que a sua primeira exposição data de 1973, passando pelo alto Minho, península Ibérica, da Galiza ao Sudoeste Francês».

Não perca esta exposição!

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:

De terça a sexta feira: das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00;

sábado das 14h00 às 19h00;

domingo e segunda feira: encerrada

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ARCOS DE VALDEVEZ: E A GALIZA AQUI TÃO PERTO!

Em Neves, na província de Pontevedra, o ritual antropolóxico dos cadaleitos que chegou ao longo dos séculos posibelmente desde ritos precristiáns, acaba de ser prohibido polo novo párroco que classifica de “bruxería, superstición e paganismo”.

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Nesta aldeia espanhola, os caixões transportam pessoas vivas

Próximo da fronteira com Portugal, à beira do rio Minho e a 40 km de Vigo, os espanhóis celebram uma das festas mais originais do mundo. Uma vez por ano, a aldeia de Santa Marta de Ribarteme, perto de Las Nieves, Galiza, recebe milhares de pessoas que ali afluem para presenciar um ritual insólito.

Às dez da manhã de 29 de julho, depois da missa matinal, os sinos da igreja repicam para dar início ao cortejo que percorrerá o caminho até ao cemitério. Aos ombros, os fiéis carregam caixões abertos, em cujo interior jaz não um morto, mas um vivo:mais exatamente uma pessoa que escapou à morte por pouco. Chamam-lhes ‘os oferecidos’.

Ao seu lado, os familiares entoam preces para mostrar a sua gratidão: «Virgem deSanta Marta, rainha da glória/tudo o que se oferece, sai com vitória; / Virgem Santa Marta, estrela do norte,/ que deu a vida ao que esteve à morte».
Aqueles que não têm familiares que fintaram a morte também participam, mas transportando caixões vazios.

A ligação de Santa Marta a este estranho ritual não é fruto do acaso. Inspira-se no episódio da Bíblia (Evangelho segundo S. João), em que Cristo se dirige a Betânia, onde fica a casa de Marta e Maria Madalena, que choram a perda do seu irmão Lázaro, morto há quatro dias: «Disse, pois, Marta a Jesus: ‘Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá’.
Disse-lhe Jesus: ‘Teu irmão há de ressuscitar’.
Disse-lhe Marta: ‘Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia’.
Disse-lhe Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?’».

Festa até ao dia seguinte

A primeira referência escrita à procissão dos mortos em Santa Marta de Ribarteme remonta ao ano de 1700 mas as origens da festividade perdem-se na noite dos tempos.

Chegado ao cemitério, o cortejo dá meia volta e regressa à igreja:os caixões são então colocados contra uma parede e, com a ajuda dos familiares, os ‘oferecidos’ saem pelo seu próprio pé, como Lázaros contemporâneos que regressam ao mundo dos vivos. Normalmente, a participação implica uma oferenda à igreja:a gratidão mede-se também em numerário.

Apesar do caráter algo macabro, a procissão de Santa Marta, também conhecida popularmente como Festival da Quase-Morte, tem uma ligação profunda à celebração da vida. A escassos metros dos fiéis que transportam os caixões ao ombro, há crianças que brincam em insufláveis. Depois da procissão, a festa faz-se com muito vinho, música popular e polvo à galega, e dura até às primeiras horas do dia seguinte.

Outrora, os portugueses do outro lado da fronteira eram os únicos estrangeiros presentes, mas nos dias que correm – sobretudo depois de o Guardian ter classificado a procissão dos mortos como um dos cinco festivais mais bizarros do mundo – os forasteiros afluem aos milhares. À saída da procissão, é vê-los a apontar os telemóveis de último modelo e objetivas aos ‘oferecidos’. 

Pode-se fotografar à vontade e ninguém leva a mal o atrevimento. Neste ritual de faz de conta, até os mortos são a fingir.

Já foi classificada como uma das cinco festas mais estranhas do mundo: em Santa Marta de Ribaterme, na Galiza, aqueles que escaparam por pouco à morte são levados em procissão dentro de caixões abertos. As origens desta tradição galega perdem-se na noite dos tempos.

Fonte: https://sol.sapo.pt/

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ARCOS DE VALDEVEZ: ANTIGAMENTE OS ROMEIROS QUE PAGAVAM AS PROMESSAS ÍAM METIDOS DENTRO DE CAIXÕES

Ao que se crê, em 5 de Agosto de 1220, terá ali aparecido a Senhora da Peneda sob a forma de pomba branca a uma jovem pastorinha que apascentava o seu rebanho de cabras, voando em seu redor e ordenando-lhe que dissesse às gentes do lugar da Gavieira que ali lhe edificassem uma ermida. A criança falou aos seus pais acerca da aparição da Senhora mas estes não lhe deram crédito.

Voltando a criança àquelas paragens para apascentar o seu rebanho, eis que a Senhora lhe voltou a aparecer. Porém, desta feita, já sob a forma na qual é atualmente venerada. E, vendo que a pastorinha não era bem-sucedida, ordenou-lhe o seguinte:

“-Filha, já que te não querem dar crédito ao que eu mando, vai ao lugar de Roussas (que fica na mesma freguesia de Gavieira, no mesmo termo do então concelho de Soajo) onde está uma mulher entrevada há dezoito anos e diz aos moradores do lugar que tragam à minha presença, para que ela fique de perfeita saúde, e assim te darão crédito ao que eu te ordeno.”

A criança assim o fez e, trazendo a enferma que se chamava Domingas Gregório ao local indicado, esta imediatamente se recompôs, ficando livre de todos os males de que padecia. A partir de então, a Senhora da Peneda passou a ser bastante venerada pelo povo das redondezas que, por baixo da Rocha da Meadinha, lhe ergueram a partir dos finais do século XVIII um imponente santuário de estilo neoclássico, com alguns traços caraterísticos da arquitetura barroca, que é atualmente um dos mais concorridos de toda a região, atraindo milhares de romeiros do Minho e da Galiza.

Até meados do século passado, era frequente os romeiros que pagavam promessas serem levados à igreja metidos dentro de caixões. Algumas pessoas mais antigas ainda se recordam de tão estranho ritual o qual, secundo se crê, constituiria uma forma dos miraculados exprimirem a sua gratidão pela graça recebida, sugerindo através da sua teatralização o destino que lhes estaria traçado caso a Senhora não intercedesse a seu favor.

Tais cortejos “funerários” percorriam em regra um longo e acidentado trajeto que ia do pórtico situado ao fundo das capelas até ao interior da igreja, incluindo o longo escadório, sucedendo nalguns casos prolongar-se até ao próprio cemitério. Uma vez no interior do templo, era celebrada missa de “corpo presente” a que o “defunto” geralmente assistia ainda deitado na urna geralmente já aberta no local. Por vezes, o “funeral” era acompanhado de banda de música.

O padre Bernardo Pintor, autor do livro “Uma Joia do Alto Minho”, relata-nos a propósito: “Tudo isto observei de pequeno e lembra-me de ouvir falar de uma pessoa que foi até à beira da sepultura, mandada abrir no cemitério, onde lançou a sua roupa exterior, e, também de uma outra que seguia em caixão aberto mas que se impressionou de tal modo ao entrar no templo que saltou fora e rachou a cabeça de encontro aos umbrais da portaria”.

Com efeito, todo este ritual a que muitos devotos se submetiam produz um efeito psíquico de tal intensidade que pode despertar na mente efeitos perturbadores perante novos estados de consciência e meditação acerca da nossa própria existência.

Entretanto, há muito tempo que tal costume desapareceu, não havendo mais lugar a cortejos “fúnebres” de mortos-vivos. Agora, a festa faz-se de alegria sem perda de devoção, bem à maneira das gentes do Minho!

VIANA DO CASTELO CELEBRA DIA DE SANTIAGO

No próximo dia 25 de julho realizar-se-á uma caminhada em honra do Apóstolo Santiago.

A atividade irá permitir percorrer a pé o percurso do Caminho Português da Costa, desde a freguesia de Castelo do Neiva até ao Centro Interpretativo do Caminho Português da Costa, contando também, com uma pequena oração ao Apóstolo, um momento de convívio acompanhado de alguns petiscos tradicionais e terminando com uma visita a alguns locais do Centro Histórico da cidade relacionados com o Caminho.

Consulte o programa em: http://www.cm-viana-castelo.pt/.../dia-do-apostolo-santiago

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CAMINHO DA GEIRA APROXIMA-SE DOS TRÊS MIL PEREGRINOS E DISTINGUE PERSONALIDADES

O Caminho da Geira e dos Arrieiros “pode alcançar este ano” os três mil peregrinos, no somatório dos cinco anos que tem de existência, o que significa uma média anual de 600 pessoas a percorrerem este itinerário jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela.

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“Este caminho foi feito por mais de 2.775 peregrinos desde maio de 2017 e pode alcançar agora os três mil até dezembro”, afirmou o presidente da associação fundadora do projeto (AJCMR) e da Plataforma Berán no Caminho, Abdón Fernández, durante o 1º Encontro Internacional de Peregrinos do Caminho da Geira e dos Arrieiros, que decorreu no concelho de Leiró, na Galiza.

Este ano já foi percorrido por 531 peregrinos - no ano passado foram 904 –, considerando apenas os dados do livro de registo existente em Codeseda. “Basta repetir-se o número de 2021 para se atingirem os três milhares, e sem considerar os peregrinos que não se registam”, refere Abdón Fernández, adiantando, no entanto, que “mais do que estes dados, importante é a consciência que se consolida sobre as potencialidades deste caminho”.

Este foi, aliás, um dos temas centrais do encontro sócio-cultural que decorreu, nos dias 16 e 17 de julho, no largo do monólito do KM100 do Caminho da Geira e dos Arrieiros, nomeadamente na cerimónia de “agradecimento” com que a organização distinguiu três portugueses e um galego “pela sua contribuição e entrega incondicional ao crescimento do projeto do caminho”.

Os distinguidos foram o irmão maior da Arquiconfraria Universal do Apóstolo Santiago, Manuel Rocha; o delegado a Associação Espaço Jacobeus em Braga, António Devesa; o jornalista Carlos Ferreira, e o secretário geral da associação AJCMR, Dario Angel Rodriguez.

Na cerimónia, Abdón Fernández destacou o facto de Manuel Rocha e António Devesa “estarem presentes neste caminho desde a primeira hora”. “A humildade de estarem sempre com as pessoas e trabalhando o caminho é muito importante”, frisou o presidente da Plataforma Berán no Caminho, também escultor e autor da peça em pedra entregue aos agraciados e que simboliza o Caminho de Santiago.

O delegado da Associação Espaço Jacobeus em Braga referiu ter-se apercebido, “desde início, que este seria um caminho difícil, com muitas pedras fictícias, mas quem faz o caminho é o peregrino, não é a imposição de alguém, podem até fazer autoestradas de setas, mas é o peregrino que faz o caminho”.

O presidente do Conselho Regulador da Denominação de Origem Protegida do Ribeiro e da Associação Rota do Vinho do Ribeiro, Juan Manuel Gándara, considera que “os caminhos de Santiago são fundamentais, porque são pontos de chegada de visitantes à região, hoje como ao longo da história”.

“Estes caminhos eram a grandes autoestradas do desenvolvimento em que circulavam os arrieiros com o vinho do Ribeiro para Santiago de Compostela. Hoje em dia continuam a ser fundamentais, porque se supõe que os peregrinos que passem pelo território fiquem com um maior conhecimento das nossas qualidades”, adiantou Juan Manuel Gándara, considerando que o Ribeiro “está a viver uma nova primavera” e, neste contexto, tem como objetivos “aumentar a sua base territorial e potenciar-se como destino enoturístico de qualidade durante o ano inteiro”.

O 1º Encontro Internacional de Peregrinos do Caminho da Geira e dos Arrieiros incluiu ainda a bênção do novo sino da Capela de São Roque, oferecido por um casal recém-chegado a Berán (Fernando e Lúcia) e uma missa no último dia do evento, além de jogos tradicionais e música ao vivo.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, reconhecido pela associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico em 2020 e é um itinerário oficial da Peregrinação Europeia de Jovens do Ano Santo Jacobeu 2021/22.

Este percurso de 240 quilómetros destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira Romana, a via do género mais bem conservada do mundo, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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COMUNIDADE GALEGA DE LISBOA FESTEJA O APÓSTOLO SANTIAGO

A Xuventude de Galicia vai receber, no dia 24 de julho, por ocasião do Dia de Santiago, um concerto da cantora luciaperezmusic

Este evento conta com o apoio da Xunta de Galicia

Concerto:

Domingo 24 junho - 20h

Xuventude de Galicia - Rua Júlio de Andrade, 3 - Lisboa

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DOMINGO, 24 DE XULLO DE 2022

Veñan a celebrar connosco o Día do Apóstolo Santiago na Xuventude de Galicia-Centro Galego de Lisboa

18.00h- MISA CAMPAL (Rdo. D. José Carlos Fernández Otero)

20.00h- CONCERTO DE LUCÍA PÉREZ (REPRESENTANTE DE ESPAÑA EN EUROVISIÓN 2011)

Entrada libre

 [POR]

DOMINGO, 24 DE JULHO DE 2022

Venha celebrar connosco o Dia do Apóstolo Santiago na Xuventude de Galicia-Centro Galego de Lisboa

18.00h- MISSA CAMPAL (Rdo. D. José Carlos Fernández Otero)

20.00h- CONCERTO DE LUCÍA PÉREZ (REPRESENTANTE DE ESPANHA NA EUROVISÃO 2011)

Entrada Livre

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UN CANTO A GALICIA HEY / TERRA DO MEU PAI / UN CANTO A GALICIA HEY / MIÑA TERRA NAI – XULIO IGLESIAS, CÉLEBRE CANTOR DESCENDENTE DE GALEGOS DE OURENSE

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Eu quero che tanto
E ainda non lo sabes
Eu quero che tanto
Terra do meu pai

 

Quero as tuas ribeiras
Que me fan lembrare
Os teus ollos tristes
Que me fan me chorare

 

Un canto a Galicia, hey
Terra do meu pai
Un canto a Galicia, hey
Miña terra nai

 

Teño morriña, hey
Teño saudade
Porque estou lonxe
De eses teus lares

 

Eu quero che tanto
E ainda non lo sabes
Eu quero che tanto
Terra do meu pai

 

Quero as tuas ribeiras
Que me fan lembrare
Os teus ollos tristes
Que fan me chorare

 

Un canto a Galicia, hey
Terra do meu pai
Un canto a Galicia, hey
Miña terra nai

 

Teño morriña, hey
Teño saudade
Porque estou lonxe
De eses teus lares

 

Teño morriña, teño saudade
Porque estou lonxe
De eses teus lares
De eses teus lares
De eses teus lares
Tenho morriña! Teño saudade!
Teño morriña! Teño saudade!

 

Porque estou lonxe
De eses teus lares
De eses teus lares
De esos teus lares
Teño morriña! Teño saudade!

 

Un canto a Galicia, hey
Terra do meu pai
Un canto a Galicia, hey
Miña terra nai

 

Un canto a Galicia, hey
Terra do meu pai
Un canto a Galicia, hey
Miña terra nai

 

Miña terra nai

EURORREGIÃO GALICIA-NORTE DE PORTUGAL APOIA MATOSINHOS E VILAGARCÍA PARA RELANÇAR AS ATIVIDADES CONJUNTAS NO ÂMBITO DO SEU ACORDO DE GEMINAÇÃO

A presidente da CM de Matosinhos, Luísa Salgueiro, recebeu hoje o seu homólogo de Vilagarcía de Arousa, Alberto Varela, e ao subdiretor do AECT da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal, Xosé Lago, para reativar o acordo de geminação entre ambos municípios e definir um plano de desenvolvimento turístico a partir do projeto ‘O mar que nos une’. Aprovado recentemente pela Comissão Europeia, com apoio deste AECT, no âmbito do programa “Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores".

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Dois municípios relevantes da franja litoral da eurorregião Galicia - Norte de Portugal, Vilagarcía de Arousa e Matosinhos, geminados desde os anos 50 do século passado, vão colaborar intensamente e definir um plano de desenvolvimento turístico partilhado, após a aprovação de um novo projeto europeu, ‘Mar que nos une’, com o apoio do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia - Norte de Portugal no âmbito da convocatória do programa CERV (Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores).

Por este motivo, a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos e da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), Luísa Salgueiro, recebeu hoje ao seu homólogo de Vilagarcía de Arousa, Alberto Varela, e ao subdiretor e ao gerente do AECT Galicia – Norte de Portugal, Xosé Lago e Alfonso Rubio. Alberto Varela, que é também presidente da Federação Galega de Municípios e Províncias (FEGAMP) chegou a Matosinhos acompanhado por uma ampla delegação do concelho galego.

No encontro institucional e na posterior reunião técnica, entre as equipas dos concelhos de Matosinhos e Vilagarcía de Arousa e do AECT da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal, foi definido um intenso programa de atividades a realizar durante 2022, em Matosinhos, com a participação ativa do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galicia – Norte de Portugal e do concelho galego.

O projeto ‘O Mar que nos Une’ foi recentemente aprovado pela Comissão Europeia, no âmbito do programa Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores, destinado a financiar a reaproximação de ambos os municípios através de um programa conjunto de atividades a realizar durante 2022, em Matosinhos, com a participação de várias instituições, associações e cidadãos de Matosinhos e de Vilagarcía de Arousa.

Dois municípios geminados desde 1959

Para os dois municípios da Eurorregião Galicia - Norte de Portugal, geminados desde 1959, esta é uma oportunidade única de se reaproximarem e colaborarem, graças ao novo projeto da Comissão Europeia, no âmbito da convocatória do programa CERV, que conta com o apoio e assessoramento do AECT da Eurorregião Galicia - Norte de Portugal.

O mar que nos une

A cidade galega de Vilagarcía de Arousa partilha relações históricas e culturais com Matosinhos, uma ligação que se concretizou em 1959 através do programa de geminação de cidades criado pelo Conselho dos Municípios e Regiões da Europa.

Ambos os concelhos têm um grande interesse em desenvolver iniciativas que visem o conhecimento mútuo dos seus habitantes, otimizando o potencial de cada uma das duas localidades, criando sinergias e favorecendo o encontro entre os agentes sociais e económicos envolvidos no desenvolvimento económico local e na promoção do turismo. O projeto ‘O Mar que nos une’ centra-se no mar como fonte de recursos naturais e económicos para as duas cidades geminadas, condicionando a sua cultura e tradição.

Com o apoio ativo do AECT Galicia - Norte de Portugal, foi encontrado o financiamento adequado e necessário para desenvolver um grande número de atividades culturais e socioeconómicas, o que reforçará e consolidará os laços de geminação entre Vilagarcía de Arousa e Matosinhos.

As principais atividades a desenvolver no próximo mês de setembro estarão centradas no mar, turismo e a sua relação com o Caminho de Santiago, gastronomia, colaboração empresarial, bem como várias atividades culturais.

Os dois municípios geminados, juntamente com o AECT da Euroregião Galicia - Norte de Portugal, dão um passo em frente numa relação cada vez mais cooperativa, dialogante, participativa e sem barreiras, trabalhando para um futuro comum.

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GALIZA PROMOVE PROGRAMA REENCONTROS CO XACOBEO 2022

A Secretaria Xeral da Emigración da Xunta de Galicia, igual que o pasado ano 2021, con motivo do Ano Xacobeo, convoca unha subvención para o PROGRAMA: RECONTROS CO XACOBEO para promover que persoas maiores de 65 anos vinculadas ás entidades galegas do exterior fomenten os lazos con Galicia e coa súa cultura a través do Camiño de Santiago, de xeito que, unha vez vivida esta experiencia, poidan colaborar como axentes activos na promoción e difusión do Camiño de Santiago e do fenómeno do Ano Santo Xacobeo nos lugares en que as entidades teñen a súa sede.

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Esta subvención será solicitada pola Xuventude de Galicia-Centro Galego de Lisboa, que xunto coa Secretaría Xeral da Emigración organizarán as viaxes e o aloxamento para cada un dos seleccionados.

As prazas son limitadas, os participantes deben:

  • TER A NACIONALIDADE ESPAÑOLA
  • 65 OU MÁIS ANOS DE IDADE

O programa, que se desenvolverá, previsiblemente, na primeira quincena de outubro, consiste en realizar pequenas etapas do Camiño de Santiago e un achegamento ao patrimonio cultural e natural das respectivas zonas visitadas.

Quen estiver interesado, ten que enviarnos os seguintes datos:

  1. COPIA DO PASAPORTE OU DNI
  2. NOME E APELIDOS, ENDEREZO/MORADA, TELÉFONO, EMAIL, DATA DE NASCIMENTO,
  3. UNHA FOTOGRAFÍA RECENTE TAMAÑO CARNÉ/TIPO PASSE

Tem que pasar pola secretaria do centro para asinar o anexo 2

A Secretaría Xeral da Emigración farase cargo dos traslados das persoas participantes mediante o financiamento do custo dos billetes desde o seu lugar de orixe ata Galicia e dos de regreso. Así mesmo, encargarase dos desprazamentos terrestres en Galicia e do seu aloxamento e manutención.

O tempo de estadía en Galicia das persoas participantes financiado pola Secretaría Xeral da Emigración limitarase exclusivamente ao de duración do programa.

Non poderán resultar seleccionadas as persoas que participasen neste programa con anterioridade.

Para mais información pode consultar o seguinte link:

http://emigracion.xunta.gal/es/actividad/linea-de-ayuda/reencuentros-xacobeo-ano-2022

40 RELATOS BREVES DO NORTE DE PORTUGAL E DA GALIZA A CONCURSO NA 8ª EDIÇÃO DO PRÉMIO LITERÁRIO NORTEAR PARA JOVENS ESCRITORES DA EURORREGIÃO GALICIA – NORTE DE PORTUGAL

Um total de 40 jovens escritores da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal candidataram-se à 8ª Edição do Prémio Literário Nortear. O certame é uma iniciativa do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal, da Consellería de Cultura, Educación e Universidade da Xunta de Galicia e da Direção Regional de Cultura do Norte de Portugal.

Tendo decorrido o prazo de apresentação dos originais na Plataforma Nortear: https://nortear.gnpaect.eu/ o júri, constituído por cinco membros, selecionados entre representantes das entidades promotoras e personalidades do mundo literário português e galego, avaliará as obras a concurso, entre os 40 originais recebidos.

O nome do vencedor/a será conhecido no início do mês de setembro. O galardão será entregue na próxima edição da feira de indústrias culturais de Galiza, Culturgal, no final do ano.

O prémio literário Nortear tem uma dotação financeira de três mil euros e contempla a publicação da obra vencedora em galego e em português. Distingue anualmente obras literárias originais, para estimular o lançamento de novos escritores, incentivar a criatividade literária entre os jovens residentes na Eurorregião Galicia - Norte de Portugal e promover a distribuição de obras literárias além-fronteiras. Podem candidatar-se todas as pessoas com plena capacidade jurídica, nascidas e/ou residentes na Região Norte de Portugal ou na Galiza, entre os 16 e os 36 anos, com obras originais e inéditas, escritas em língua portuguesa, segundo o novo acordo ortográfico, e em língua galega, segundo a normativa ortográfica vigente publicada pela Real Academia Galega, sobre o género do relato curto. Os sete vencedores nas anteriores edições foram: Lara Dopazo, Rui Cerqueira Coelho, Cecília Santomé, Sara Brandão, Sabela Varela, Célia Fraga e Pedro Rodríguez Villar.

O projeto Nortear é um pólo cultural de referência na Europa no âmbito da Cooperação transfronteiriça. É cofinanciado pelo Programa Interreg V A España – Portugal (POCTEP) – Projeto 0457_EGNP_AECT_1_E”

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O AECT RIO MINHO E AS EUROCIDADES POEM A CIRCULAR AS BICICLETAS ‘E-BIKE RIO MINHO’, O PRIMEIRO SERVIÇO DE GESTÃO VERDADEIRAMENTE TRANSFRONTEIRIÇO NA PENÍNSULA

O AECT Rio Minho, em parceria com as eurocidades Tui-Valença, Tomiño-Cerveira e Salvaterra-Monção colocaram hoje em circulação as ‘e-bike Rio Minho’, um serviço de partilha de bicicletas elétricas que nasce como o primeiro serviço de gestão verdadeiramente transfronteiriço em toda a Península Ibérica. Graças a esta iniciativa qualquer pessoa residente ou visitante poderá cruzar de um país a outro nas 46 bicicletas disponíveis de forma gratuita, simplesmente criando um cartão de utilizador ou descarregando a APP criada para este serviço.

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Para a inauguração do serviço realizou-se um circuito no qual estiveram presentes, não só representantes institucionais (do AECT Rio Minho, Deputación de Pontevedra, CIM Alto Minho, concelhos e CCDR-N), mas também residentes de todos os concelhos. Partiram comitivas desde Monção e Salvaterra e também de Tomiño e Cerveira, que se juntaram a Tui-Valença no Largo dos Comboios de Valença a meio da manhã. Desde aí fizeram um trajeto conjunto que passou simbolicamente pela ponte de ferro até à alfandega de Tui, onde se realizou os discursos oficiais.

O diretor do AECT Rio Minho, Rui Teixeira, sublinhou que este projeto é “um passo pequeno, mas muito importante no âmbito da sustentabilidade e do turismo. Temos as bicicletas da ‘Amizade’ e vão dar a conhecer o território a quem o visite”.

Por sua vez, o vice-diretor Uxío Benítez destaca que o serviço ‘e-bike Rio Minho’ é o primeiro projeto que realmente é gerido de forma partilhada entre os dois países, Galiza e Portugal. Sublinhou que se trata de uma iniciativa piloto que tem intenções de ampliação, pelo que se está a trabalhar na captação de mais fundos comunitários para aumentar o número de bicicletas disponíveis, o número de estações de carga e ancoragem, e também a inclusão de mais localidades do Rio Minho para além das eurocidades.

A presidente de Deputación de Pontevedra, Carmela Silva, destacou a “experiência única” que foi “sair de Valença e chegar a Tui” passeando com as bicicletas transfronteiriças “por essa ponte que é um símbolo internacional”. A presidente realçou a importância de “trabalhar juntos e juntas” para posicionar o território do sul da Galícia e o norte de Portugal “em projetos que vão trazer visitantes e que permitirão demonstrar os valores ambientais, culturais e patrimoniais que são um orgulho para todas e todos nós”. Estes projetos de futuro começam com “ideias concretas” como esta “e-bike Rio Minho” promovida pelo AECT Rio Minho, “uma das mais ativas que existem” e que “transforma o território para melhorar as vidas das pessoas”. 

O alcalde de Tui, Enrique Cabaleiro, manifestou a sua esperança de que a velha ponte de Tui seja no futuro um percurso onde circulem unicamente bicicletas e pessoas a pé, ideia de que pressupõem um grande “desafio”. Assim o sublinhou o presidente de câmara de Valença, Jóse Manuel Vaz Carpinteira, que assegurou que o desejo “não será fácil”, contudo servirá para potenciar a mobilidade suave e usufruir da paisagem e do património, assim como “fortalecer a relação entre eurocidades”.

A alcaldesa de Salvaterra, Marta Valcárcel, sublinhou no ato de hoje deu-se a conhecer o trabalho importante feito a partir do AECT Rio Minho e das Eurocidade sobre o meio ambiente e o turismo. “Esta mobilidade suave fomentará o atrativo e a visita aos nossos municípios”, disse, assegurando que desde Monção-Salvaterra está-se a trabalhar num projeto de modificação da sua ponte internacional (a 3ª com mais trânsito de toda a fronteira peninsular) para garantir um melhor espaço para as bicicletas e o turismo. O presidente de Monção, António Barbosa, por sua vez, salientou que haverá “um espaço com condições para circular em bicicletas e ir a pé” para potenciar o proveito da natureza, assim como destacou o importante papel do “AECT Rio Minho como mecanismo de transformação e afirmação deste território”.

Finalmente, a representantes de Tomiño, Sandra González, referiu o trabalho transfronteiriço. “Não podíamos ter passado mais obstáculos: a pandemia, a crise de bicicletas e a crise de microchips, contudo mesmo assim este projeto seguiu adiante. Não foi singelo, contudo fomos capazes de o fazer”, destacou, ao mesmo tempo, que lembrou que a iniciativa une duas peças que marcam o ADN da eurocidade, a mobilidade suave e a cooperação transfronteiriça: “Cada vez mais a UE valoriza mais estes projetos que cozem a fronteira e unem a povos vizinhos. As bicicletas vão ser muito usadas e os residentes vão se sentir mais próximos.”

O presidente da CIM Alto Minho, Manoel Batista, sublinhou, por sua vez, o projeto extraordinário que é o ‘e-bike’ que “marca uma ligação entre o território” e que permite a cada um de nós diminuirmos a nossa pegada ambiental. Salientou “o dinamismo extraordinário que o AECT Rio Minho está a conseguir levar aos territórios também com este projeto”.

Finalmente, o vice-presidente da CCDR-N, Beraldino Pinto, sublinhou a alegria de ver este projeto de partilha das bicicletas transfronteiriças reforçando a ligação entre o Norte de Portugal e Galiza. “Este projeto deve ser replicado em outros territórios porque vai em benefício das populações e ultrapassa barreiras que muitas vezes surgem e que aqui foram vencidas. O exemplo do AECT Rio Minho e dos municípios é de facto muito grande e temos de o usar para concretizar projetos como este. Um projeto que é evidência de uma boa utilização de fundos comunitários.”

O orçamento do projeto é de 90.000 euros, sendo financiado em 75% pelo FEDER através do POCTEP e o resto do AECT Rio Minho (Deputación de Pontevedra e CIM Alto Minho) e eurocidades. adicionalmente, o estado português, através do fundo ambiental conseguiu financiamento para a instalação de estações físicas de ancoragem na parte lusa, que pressupôs um investimento doutros 75.000 euros.

Como funciona o serviço?

As bicicletas do serviço ‘e-bike’ podem ser utilizadas de forma gratuita por qualquer pessoa, desde que resida num dos concelhos pertencentes ao território do AECT Rio Minho ou seja visitante pontual, podendo-se mover por todo o território ribeirinho das eurocidades durante um máximo de três horas diárias. Para usar uma bicicleta é necessário dirigir-se a um balcão de atendimento (Casa do Concello de Tomiño, Posto de Turismo de Cerveira, Oficina de Turismo de Tui – Corredera, Piscinas Municipais de Valença, Casa do Concello e Museo de Ciência de Salvaterra, Loja Interativa de Turismo e Posto de Informação de Turismo de Monção) e criar um utilizador ou descarregar a aplicação fazendo um deposito com um cartão de crédito que será devolvido passado 48 horas após a entrega da bicicleta caso esta não apresente danos.

As bicicletas disponíveis estão situadas em estações virtuais, no caso dos concellos galegos e em estações físicas no caso dos municípios portugueses. No caso da eurocidade de Tui-Valença existem estações na Praza da Inmaculada, na Estação de Comboios ou na Piscina Municipal, respetivamente. Esta eurocidade dispõem de 14 veículos que agora no verão podem circular entre as oito da manhã e as oito da noite (hora portuguesa). No caso de Tomiño-Cerveira existem 16 bicicletas com uma estação virtual em Tomiño na Praza do Seixo, por sua vez em Cerveira as estações estão na Praça do Município e na Avenida das Comunidades Portuguesas. Em Salvaterra existem 16 bicicletas a estação virtual onde se pode retirar e devolver as bicicletas está no Parque de A Canuda, e em Monção na Lodeira e a Praza Deu la Deu.

Mais informações em www.aectriominho.eu/e-bikeriominho

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