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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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GRUPO FOLCLÓRICO "SANTA MARIA DE CASSIS" FESTEJA 24 ANOS A DANÇAR EM FRANÇA

O Grupo Folclórico "Santa Maria de Cassis" foi criado em 1976 por Manuel Martins. É uma associação portuguesa que procura preservar e divulgar as tradições e costumes de Portugal através das suas danças, canções e costumes. É composto por cerca de quarenta pessoas, dançarinos, cantores e músicos que se esforçam todos os dias para representar da melhor forma esta arte popular herdada dos nossos antepassados. Para isso, ensaiam todos os sábados, dos 15 aos 15 dias, no centro cultural de Cassis, a partir das 21h.

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O Grupo encontra-se sediado no Centro Cultural de Cassis, a cerca de 30 quilómetros de Marselha, no sul de França.

Nosso grupo organiza vários eventos folclóricos. Participa em muitos festivais e também organiza noites portuguesas onde se podem reunir para jantar e depois dançar ao ritmo da música tradicional portuguesa.

A gentileza dos membros do nosso grupo, o seu talento excepcional, o seu sorriso e o seu bom humor não deixam ninguém indiferente e irão levá-lo à dança!

A dança ocupa um lugar importante na cultura portuguesa, especialmente as danças folclóricas. Essas danças variam por região e aldeia. Os mais antigos geralmente fazem parte de rituais realizados durante cerimónias religiosas ou para celebrar um evento como a colheita do outono ou a chegada da primavera.

Essas danças são dançadas com trajes tradicionais que variam de acordo com as danças mas também de acordo com a classe e a posição social.

QUEM É SÉRGIO MOREIRA, O FOTÓGRAFO VIANENSE QUE ATRAVÉS DA SUA OBJECTIVA REGISTA A BELEZA E AS TRADIÇÕES DAS GENTES MINHOTAS?

Sérgio Moreira nasceu em 1970 em França, mas reside em Santa Marta de Portuzelo desde a Infância.

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É Funcionário da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Frequentou cursos de formação profissional na área da fotografia e da imagem em diferentes instituições, de entre as quais o Instituto Português de Fotografia no Porto (IPF), ETAP – Viana do Castelo e Academia Olhares - Porto. É membro da Associação Portuguesa dos Profissionais de Imagem.

Participou em exposições nacionais e internacionais: “Sixth Expo ART IAPAJ” Oizumi Bunkamura (Japão, 2014/ Funchal, Portugal 2014); “Granada International At Fair” (Granada, Espanha 2015); “Word Black ¶ White” (Setúbal 2015/ Aveiro 2015); “X Rocnik Veletrhu Fotografie 25 (Praga, 2017); “United Photo Press | 26 Years of UPP Creative Artists” (Munique 2019).

Sérgio Moreira partilha o seu gosto pela fotografia com Sílvia Moreira, sua esposa. Professora e mestre em Estudos da Criança pela Universidade do Minho, Sílvia especializou-se na pós-produção fotográfica, edição e tratamento digital de imagem. Em simbiose, o casal tem abraçado diversos desafios tais como a realização de diversos

cartazes de festas e romarias de entre os quais: Festas de Perre (2013), Romaria de Santa Marta de Portuzelo (2013, 2015, 2016, 2017 e 2018); Festas de S. Pedro e S. Paulo de Serreleis (2016, 2017, 2018 e 2019); Festas da Sra. do Amparo – Cardielos (2019), FolkLoures 2020, bem como da grandiosa Romaria de Nossa Senhora D’Agonia 2015 de Viana do Castelo.

Apreciadores da cultura popular, têm igualmente difundido com as suas imagens a beleza da mulher e do traje e costumes minhotos através da página “Imagens da minha terra” e “Beleza e tradição”.

Apreciam e registam a beleza do mundo e das suas gentes, mas é no retrato que encontram a profundidade e a eloquência dos olhares que os fascinam.

Fotos: Sérgio Moreira & Sílvia Moreira

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RÁDIO ALFA, A EMISSORA DOS PORTUGUESES EM PARIS

  • Crónica de Daniel Bastos

No ar desde 5 de outubro de 1987, a Rádio Alfa, uma estação de rádio lusófona situada em Paris e dirigida à comunidade portuguesa em França, a maior comunidade de portugueses no estrangeiro, desempenha um papel fundamental na manutenção e promoção da identidade lusa em terras gaulesas.

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Localizada atualmente em Créteil, é consensualmente reconhecida como a emissora mais popular dos portugueses em Paris, para o que muito contribui o facto de ser a única rádio da comunidade portuguesa que abrange a região de França, 24 horas por dia.

Se tivermos em linha de conta que os dados mais recentes apontam para que vivam em França mais de meio milhão de portugueses e que, se considerarmos a comunidade contando com os descendentes de segunda e terceira geração, o número sobe para quase um milhão e meio, elevando-a assim à maior comunidade estrangeira a viver em França, percebe-se que a Rádio Alfa além de emitir para um enorme auditório, constitui-se como a voz de intervenção da comunidade portuguesa na Cidade Luz.  

Enquanto palco privilegiado de intervenção, a grelha da estação emite programas que dedicam espaços à resolução de problemas, à promoção da música, cultura e língua portuguesa, à divulgação das atividades realizadas pelo meio associativo e à difusão de notícias que visam a informação junto da comunidade portuguesa em França.

Como sustenta Carla Laureano, na tese “A rádio Alfa e a comunidade portuguesa em França: estudo de caso sobre a relação entre média e identidades”, a emissora ao desempenhar um papel importante junto da comunidade portuguesa em terras gaulesas, impulsiona a “partilha de uma identidade cultural portuguesa entre os emigrantes”. Particularmente junto da primeira geração, uma geração que se encontra intimamente ligada à Rádio Alfa, pelo que a emissora deve ter como uma das prioridades e desafios para o futuro a sua interligação com os lusodescendentes, de modo a conseguir “fazer um cruzamento de culturas e tentar direcionar-se para as diferentes expectativas dos seus diferentes ouvintes”.

Uma outra importante faceta da Rádio Alfa é a sua dimensão solidária, ainda recentemente expressa nestes tempos difíceis que atravessamos, devido aos efeitos da pandemia de coronavírus que gerou num curto espaço de tempo uma crise socioeconómica mundial sem precedentes, e que também afetou duramente a comunidade portuguesa em França. No decurso deste contexto, em meados do mês passado a emissora promoveu a iniciativa “Todos juntos”, tendo conseguido através da mesma recolher junto comunidade lusa na capital francesa, dez toneladas de alimentos, 50 caixotes de roupa e mais de 10 mil euros em donativos para ajudar compatriotas que neste momento sofrem os efeitos da covid-19 na região de Paris.

No passado, e sobretudo no presente e no futuro, a Rádio Alfa continuará a ser a antena da comunidade portuguesa em Paris, ou como salientou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no 30.º aniversário da estação, a “Rádio Alfa é Portugal”.

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MORREU EM FRANÇA O FAMALICENSE MANUEL CÂNDIDO FARIA, MECENAS DA COMUNIDADE PORTUGUESA

Morreu Manuel Cândido Faria, mecenas da comunidade portuguesa em França

O empresário português Manuel Cândido Faria morreu este domingo em Paris, tendo-se destacado pela sua "generosidade desinteressada" e apoio a projetos como as obras da Casa de Portugal ou a renovação da igreja da paróquia portuguesa de Gentilly.

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"Foi graças a ele que foi possível renovar as salas Fernando Pessoa e Vieira da Silva que acolhem mais de 100 eventos culturais por ano. Recentemente, durante a pandemia, ligou-me a perguntar se algum residente da casa precisava de algum tipo de apoio", afirmou Ana Paixão, diretora da Casa de Portugal na Cidade Universitária Internacional de Paris, em declarações à Agência Lusa.

Manuel Cândido Faria era originário de Riba d'Ave, no concelho de Famalicão, e chegou a França aos 12 anos. Começou a trabalhar no ramo da construção civil aos 16 anos e aos 22 comprou a empresa que o empregava. Com sucesso no mundo dos negócios, o empresário português dedicava-se nos últimos anos a apoiar projetos da comunidade portuguesa.

"Era uma pessoa extremamente interessada no apoio à cultura na comunidade portuguesa e apoiou imensos projetos nesse sentido. Mesmo após a conclusão das obras na Casa, manteve-se sempre disponível para continuar a ajudar", lembrou Ana Paixão, referindo que a Casa de Portugal fará, assim que possível, uma homenagem a esta figura da comunidade.

Em 2016, Manuel Cândido Faria foi reconhecido pelo Presidente da República na altura da celebração do 10 de junho em Paris, tendo o empresário recebido o grau de oficial da Ordem de Mérito. "É sempre bom ser reconhecido pelo trabalho que se faz pela comunidade", disse na altura Manuel Cândido Faria em declarações à Agência Lusa.

O empresário ajudou também na construção da Casa de Portugal em Plaisir, nos arredores de Paris, inaugurada a 25 de abril de 1995, que acolhe as atividades do Centro Cultural e Recreativo dos Portugueses de Plaisir, e ainda a Casa do Benfica em Paris.

"A generosidade desinteressada dele sempre falou mais alto e, ao mesmo tempo, era uma pessoa que não gostava de aparecer", contou Ana Paixão.

O seu mais recente projeto era a renovação da igreja da paróquia portuguesa de Gentilly, nos arredores da capital francesa, com a doação de mais de 5 toneladas de tinta e andaimes para a conclusão das obras.

Foto: Miguel Pereira/Global Imagens

Fonte: https://www.jn.pt/

OS MINHOTOS NAS PORTARIAS DE PARIS

A região de Paris constitui desde há muito tempo um dos destinos preferidos dos emigrantes naturais de Ourém e de outros concelhos vizinhos. Pode-se com relativa facilidade encontrar minhotos um pouco por toda a região parisiense, empregando-se sobretudo na construção civil.

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A sua sociabilidade leva-os a participar activamente nas associações portuguesas, integrar grupos folclóricos e a organizar festas de convívio juntamente com outros compatriotas oriundos de outras regiões do país.

A sua capacidade de integração é plenamente demonstrada pelos luso-descendentes que se fazem eleger para diversos cargos autárquicos. Apesar da emigração não constituir por si algo de agradável, distantes vão os tempos miseráveis de Champigny-sur-Marne, tão eloquentemente fotografados por Gérald Blouncourt.

Mas, em plena Paris, por entre aquele frenesi diário que marca o ritmo da cidade repleta de turistas, circulam discretas muitas portuguesas que asseguram o funcionamento das portarias dos prédios. São as concierges que recebem e distribuem o correio, abrem a porta ao empregado do gás e da electricidade, ao canalizador e ao distribuidor de encomendas. Pela sua proximidade e função vigilante, é a concierge que frequentemente zela pela segurança e bem-estar dos inquilinos, sobretudo dos mais idosos.

Após o término da Segunda Guerra Mundial, existiam em Paris cerca de quarenta mil concierges. Porém, com o aparecimento dos códigos digitais e dos videofones, a maior parte dos senhorios têm vindo a prescindir dos seus serviços, não existindo actualmente mais do que dez mil. Não obstante, elas existem em Paris desde os finais da Idade Média, tendo ficado celebrizadas nas obras de grandes escritores como Emile Zola, Eugène Sue e Robert Doisneau. Com efeito, a concierge parisiense é uma instituição cuja existência se encontra bastante ligada à emigração portuguesa em geral e das gentes da nossa região em particular.

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OS SOLDADOS PORTUGUESES QUE SE TORNARAM EMIGRANTES EM FRANÇA NO FINAL DA GRANDE GUERRA

  • Crónica de Daniel Bastos

A presença da comunidade portuguesa em França, a mais numerosa das comunidades lusas na Europa e uma das principais comunidades estrangeiras estabelecidas no território gaulês, rondando um milhão de pessoas, está historicamente ligada ao processo de reconstrução francês após o fim da segunda Guerra Mundial. Reconstrução, que em parte, foi suportada por um enorme contingente de mão-de-obra portuguesa que motivada pela procura de melhores condições de vida, e nas décadas de 1960-70 pela fuga à Guerra Colonial e à repressão política do Estado Novo, encontrou nos setores da construção civil e de obras públicas da região de Paris o seu principal sustento.

Mas originariamente, a emigração portuguesa para França está ligada à participação do Corpo Expedicionário Português (CEP) na frente europeia da Grande Guerra (1914-1918), acontecimento bélico que levou para França em 1917 cerca de 55 mil portugueses para lutar nas trincheiras dos aliados britânicos contra o inimigo alemão, e do qual milhares de soldados não regressaram, optando por se tornarem emigrantes em terras gaulesas.

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O historiador Daniel Bastos, cujo percurso tem sido alicerçado no seio das Comunidades Portuguesas, acompanhado em 2019 de Felícia Assunção Pailleux, filha do antigo combatente na I Guerra Mundial e depois emigrante em França, João Assunção, no Museu Nacional da História da Imigração em Paris

 

Ainda hoje, existem descendentes destes soldados e emigrantes lusos que preservam a sua memória e zelam o cemitério militar português de Richebourg, no norte de França, um cemitério militar exclusivamente português, que reúne um total de 1831 militares mortos na frente europeia. É o caso da nonagenária Felicia Assunção Pailleux, filha do soldado e depois emigrante João Assunção, um minhoto de Ponte da Barca, que fez parte da 2ª Divisão do CEP e que como outros compatriotas que optaram no final do conflito bélico por não regressar a Portugal, onde grassava uma profunda crise política, económica e social, fixou-se na zona onde combateu, no Norte-Pas de Calais, uma zona de minas de carvão que absorveu muita mão-de-obra.

Ao longo das últimas quatro décadas, Felicia Paileux tem sido a porta-estandarte da bandeira de Portugal nas cerimónias evocativas da Grande Guerra no cemitério de Richebourg e no monumento aos soldados lusos em La Couture, no Norte-Pas de Calais, honrando a memória do seu pai, soldado e emigrante português falecido em 1975, que muito antes da emigração maciça dos anos 60 escolheu como muitos outros antigos companheiros de armas a França para viver, trabalhar e constituir família.

O DINAMISMO DA COMISSÃO DE MIGRAÇÕES DA SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA

A Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL), cuja génese remonta ao último quartel do séc. XIX, então com o desiderato de promover em Portugal o ensino e a exploração científica na área da Geografia, com particular enfâse na exploração do continente africano, remanesce na atualidade, agora com novos horizontes e objetivos, uma das mais importantes instituições culturais do país.

Para isso, em muito contribui o seu ecletismo e organigrama assente em diversas comissões dedicadas à cultura e conhecimento, como é o caso paradigmático da Comissão de Migrações, ainda constituída aquando da criação da SGL.

Coordenada presentemente pela Professora Catedrática Maria Beatriz Rocha-Trindade, a primeira mulher antropóloga portuguesa, e autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as Migrações. A Comissão de Migrações da Sociedade de Geografia de Lisboa é constituída por membros oriundos de vários quadrantes da sociedade que têm estudado e refletido sobre o fenómeno migratório, emigração/imigração.

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No ocaso do ano passado, a comunidade portuguesa em França promoveu no Museu Nacional da História da Imigração em Paris, uma cerimónia pública de homenagem a Gérald Bloncourt, que contou entre outros, com a Presidente da Comissão de Migrações da SGL, Maria Beatriz Rocha-Trindade (centro), o historiador Daniel Bastos (dir.), e o dirigente associativo Parcídio Peixoto (esq.)

 

Ao longo dos últimos anos, a Comissão de Migrações da SGL tem sido responsável pela dinamização de relevantes iniciativas no campo do fenómeno migratório, uma constante marcante da sociedade portuguesa. Como por exemplo, no final do ano passado, quando realizou o colóquio “CPLP - que presente e que futuro?”, ou no anterior, o “Fórum Luso-Estudos/ Edição 2018”, o seminário “Enologia, Mobilidade e Turismo” e a conferência “Jornalismo para a Paz em contexto de mobilidade”.

Ainda para o final deste mês, a Comissão de Migrações da SGL, não fosse o atual contexto de isolamento social e medidas de contenção da pandemia do coronavírus, tinha previsto a promoção na capital portuguesa de uma cerimónia de homenagem póstuma a Gérald Bloncourt, consagrado fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos 60. A cerimónia, entretanto adiada, comportava inclusivamente o lançamento oficial do novo livro do escritor e historiador Daniel Bastos, intitulado “Comunidades, Emigração e Lusofonia”, que procura dignificar, reconhecer e valorizar as sucessivas gerações de compatriotas que, por razões muito diversas, saíram de Portugal, e que em datas oportunas tem previstas várias sessões de apresentação junto das Comunidades Portuguesas.

ATLETAS DO CRAV NUM JOGO HISTÓRICO EM PARIS

No passado sábado dia 7 de Março decorreu no estádio Jean Bouin, no Parc des Princes em Paris, a final do torneio das seleções regionais de rugby, que foi disputada pela Seleção Regional Norte contra a Seleção Regional Centro.

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Um evento de aplaudir, pois, numa iniciativa inédita, permitiu aos jovens atletas a realização de um sonho, jogar no estádio do Stade Français de Paris, do Top 14, um dos campeonatos nacionais mais competitivos do mundo. Esta deslocação da.equipa do Norte só foi possível com inúmeros esforços quer por parte da Associação de Rugby do Norte quer por parte das câmaras municipais e dos clubes representados nesta seleção.

A equipa norte era constituída por onze atletas do CRAV, dois do Braga Rugby, três do GRUFC e sete atletas do CDUP, com um treinador do CRAV.

Quanto ao jogo propriamente dito, foi vencido pela Seleção Centro por 31-18, resultado que não transparece a prestação da seleção norte. Com efeito,  esta dominou por completo a primeira parte, que venceu por 8-18, com um ensaio do Centro no último minuto. Porém, acusando alguma falta de frescura física, não conseguiu segurar o resultado vantajoso, com uma vitória merecida, ainda que algo sobrevalorizada, dos homens da zona Centro do país.

Por fim resta agradecer o apoio da ARCOP, que recebeu os atletas do CRAV em Nanterre, e agradecer também  ao presidente, o sr.Brito, pelo acolhimento e o excelente jantar que ofereceu à comitiva PortuguesaSeria também uma injustiça não referir os préstimos do Sr:João Caldas, pela disponibilidade que teve em receber os atletas no restaurante Latino, onde desempenha funções profissionais.

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RÁDIO ALFA: A EMISSORA DOS PORTUGUESES EM PARIS

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  • Crónica de Daniel Bastos

No ar desde 5 de outubro de 1987, a Rádio Alfa, uma estação de rádio lusófona situada em Paris e dirigida à comunidade portuguesa em França, a maior comunidade de portugueses no estrangeiro, desempenha um papel fundamental na manutenção e promoção da identidade lusa em terras gaulesas.

Localizada atualmente em Créteil, é consensualmente reconhecida como a emissora mais popular dos portugueses em Paris, para o que muito contribui o facto de ser a única rádio da comunidade portuguesa que abrange a região de França, 24 horas por dia.

Se tivermos em linha de conta que os dados mais recentes apontam para que vivam em França mais de meio milhão de portugueses e que, se considerarmos a comunidade contando com os descendentes de segunda e terceira geração, o número sobe para quase 1 milhão e meio, elevando-a assim à maior comunidade estrangeira a viver em França, percebe-se que a Rádio Alfa além de emitir para um enorme auditório, constitui-se como a voz de intervenção da comunidade portuguesa na Cidade Luz.   

Enquanto palco privilegiado de intervenção, a grelha da estação emite programas que dedicam espaços à resolução de problemas, à promoção da música, cultura e língua portuguesa, à divulgação das atividades realizadas pelo meio associativo e à difusão de notícias que visam a informação junto da comunidade portuguesa em França.

Como sustenta Carla Laureano, na tese A rádio Alfa e a comunidade portuguesa em França: estudo de caso sobre a relação entre média e identidades, a emissora ao desempenhar um papel importante junto da comunidade portuguesa em terras gaulesas, impulsiona a “partilha de uma identidade cultural portuguesa entre os emigrantes”. Particularmente junto da primeira geração, uma geração que se encontra intimamente ligada à Rádio Alfa, pelo que a emissora deve ter como uma das prioridades e desafios para o futuro a sua interligação com os lusodescendentes, de modo a conseguir “fazer um cruzamento de culturas e tentar direccionar-se para as diferentes expectativas dos seus diferentes ouvintes”.

No passado, e sobretudo no presente e no futuro, a Rádio Alfa continuará a ser a antena da comunidade portuguesa em Paris, ou como salientou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no 30.º aniversário da estação, a “ Rádio Alfa é Portugal".