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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO É O EPICENTRO DAS COMEMORAÇÕES EM PORTUGAL DOS 400 ANOS DO NASCIMENTO DE MOLIÉRE

Festival de Teatro «400 anos do nascimento de Molière» decorre de 5 a 7 de maio de 2022

Amanhã, dia 15 de janeiro, celebra-se os 400 anos do nascimento de Molière, dramaturgo francês, além de ator e encenador, considerado um dos mestres da comédia satírica. Para o efeito, a França está mobilizada para assinalar a efeméride a nível mundial e, em Portugal, Vila Nova de Famalicão é o centro destas comemorações, com a realização do Festival de Teatro «400 anos do nascimento de Molière», iniciativa que decorre de 5 a 7 de maio de 2022.

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O projeto, que está a ser preparado desde setembro de 2021, arrancou com uma ação de formação, na Casa do Território, que se prolonga por 2022, dirigida a professores de Francês e ministrada pelo formador Jan Nowak («Drameducation – dispositivo 10 sur 10»). Nesta ação estão a ser preparados cerca de duas dezenas de professores do ensino básico, de instituições de ensino da região Norte, que vão encenar com os seus alunos do 3.º ciclo uma das peças de teatro de Molière, na língua francesa, para o Festival de Teatro.

Para além das Escolas do Ensino Básico, também os alunos do Curso de Teatro da ACE Famalicão estão mobilizados para estas comemorações, e vão apresentar um espetáculo baseado numa peça de Molière, nos dias 5 e 6 de maio, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. Estes mesmos alunos terão oportunidade de participarem, previamente, numa masterclass com um ator da Comédie Française.

No dia 7 de maio, decorre no Teatro Narciso Ferreira, com a presença da comunidade escolar, a representação em francês, pelos alunos do 3.º ciclo, das peças selecionadas no âmbito da ação de formação, e onde serão eleitas as três melhores representações pelo júri do festival. Nesse mesmo dia, à noite, terá lugar o encerramento da iniciativa na Casa das Artes de Famalicão com a representação a solo de um ator da Comédie Française, seguida da atribuição dos prémios às turmas vencedoras, numa cerimónia com representação diplomática e a presença dos parceiros envolvidos.

As comemorações dos 400 anos do Nascimento de Molière em Portugal são uma iniciativa que envolve o Município de Vila Nova de Famalicão, o Instituto Francês de Portugal/Embaixada de França em Portugal, a Alliance Française de Guimarães-Braga, o E.Leclerc Famalicão (Culturissimo France), a ACE Famalicão - Escola de Artes,  a APPF - Associação Portuguesa de Professores de Francês, o «Drameducation – dispositivo 10 sur 10», o Agrupamento de Escolas D. Sancho I, o Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado e o Agrupamento de Escolas de Gondifelos.

Refira-se que, paralelamente a esta iniciativa, com o objetivo de dinamizar a internacionalização das artes e da cultura portuguesa, através do fomento da presença de projetos internacionais no território nacional, a Casa das Artes de Famalicão associa-se à «Temporada Cruzada França-Portugal 2022», projeto desenvolvido pelos dois países entre fevereiro e outubro do corrente ano.

Desta forma, a Casa das Artes de Famalicão promoverá duas estreias nacionais na área da dança contemporânea, ambos em coprodução com o Centro Coreográfico Nacional Malandain Ballet Biarritz: «A Bela Adormecida» de Fábio Lopez da Cie. Illicite - Bayonne e INTRANZYT Cia.® a 4 e 5 fevereiro; e «Triplo» de Kale Companhia de Dança a 18 março, com coreografias de Daniela Cruz (PT), Hamid Bem Mahi (FR) e Igor Calonge (ES).

A Temporada Portugal-França 2022 é organizada em Portugal pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. – Ministério dos Negócios Estrangeiros, e pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC) – Ministério da Cultura, com o apoio da Presidência do Conselho de Ministros e da Embaixada de Portugal em França.

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UMA VIDA LUSO-FRANCESA

Daniel Bastos

  • Crónica de Daniel Bastos

Os últimos anos têm sido pródigos na conceção e realização de obras de autoras nacionais ou lusodescendentes residentes no estrangeiro dedicadas às mundividências femininas no contexto migratório, umas das dimensões da emigração portuguesa que por via destes contributos literários começa a ser mais conhecida e estudada.

Um desses contributos literários, intitulado Uma vida luso-francesa, deu à estampa no final do ano passado e tem o cunho de Margarida Poças Serrano, educadora especial que trabalhou em França com refugiados e jovens com deficiência.

Natural de Reguengo do Fetal, Batalha, Margarida Poças Serrano emigrou para França, nomeadamente para Saint-Maur des Fossés, uma comuna a sudeste de Paris, em 1966, ainda criança, na companhia da mãe e de outras duas irmãs, ao encontro do pai e da irmã mais velha que tinham partido para o território gaulês três anos antes.

Formada em educação especial, uma educação organizada para atender específica e exclusivamente alunos com determinadas necessidades especiais, já depois de casada e do nascimento dos três filhos, a autora batalhense assina nesta obra, que tem a chancela da Chiado Books, um romance social inspirado livre­mente na trajetória de filha de emigrantes que partiram nos anos 60 em demanda de melhores condições de vida, na esteira da larga maioria da população que durante a ditadura portuguesa vivia na pobreza.

O livro aborda também, e sobretudo, a luta de uma menina para escapar ao destino que o seu pai lhe tinha traçado, mormente de mulher submissa ao chefe de família, e aos homens em geral. Rompendo assim com o ideal feminino preconizado na ditadura de Salazar, que advogava que a mulher existia para ser mãe, esposa e dona-de-casa, e desde cedo era educada para ser submissa ao poder patriarcal do pai, do irmão e, mais tarde, do marido.

A obra é igualmente é um testemunho pessoal da importância dos livros enquanto instrumento insubstituíveis para a formação, como foi o caso paradigmático de Margarida Poças Serrano, cuja trajetória e trabalho literário relembra a máxima de Gabriel García Márquez: “A vida de uma pessoa não é o que lhe acontece, mas aquilo que recorda e a maneira como o recorda”.

GÉRALD BLONCOURT: O FOTÓGRAFO QUE IMORTALIZOU A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

  • Crónica de Daniel Bastos

No ocaso do mês de outubro, assinalaram-se três anos do falecimento do saudoso fotógrafo franco-haitiano Gérald Bloncourt (1926-2018), um dos grandes nomes da fotografia humanista, cujas amplamente conhecidas imagens que imortalizam a história da emigração portuguesa para França, representam um contributo fundamental para uma melhor compreensão e representação do nosso passado coletivo.

Colaborador de jornais de referência no campo social e sindical, o antigo fotojornalista que esteve radicado em Paris mais de meio século, teve o condão de retratar a chegada das primeiras levas massivas de emigrantes portugueses a França nos anos 60. A lente humanista do fotógrafo com dotes poéticos captou com particular singularidade as duras condições de vida dos nossos compatriotas nos bairros de lata nos arredores de Paris, conhecidos como bidonvilles, como os de Saint-Denis ou Champigny, com condições de habitabilidade deploráveis, sem eletricidade, sem saneamento nem água potável, construídos junto das obras de construção civil.

Igualmente relevantes são as imagens que Bloncourt captou durante a sua primeira viagem a Portugal nos anos 60, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves. Assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes além Pirenéus, e as dos primeiros dias de liberdade em Portugal, como as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa, acontecimento que permanece ainda hoje como a maior manifestação popular da história portuguesa.

O trabalho fotográfico de Bloncourt sobre a emigração e a génese da democracia portuguesa constitui um valioso repositório do último meio século nacional, que resgata das penumbras do esquecimento os protagonistas anónimos da história nacional que lutaram aquém e além-fronteiras pelo direito a uma vida melhor e à liberdade.

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Gérald Bloncourt, em 2016, durante uma visita ao Museu das Migrações e das Comunidades

O trabalho e percurso do fotógrafo francês de origem haitiana, que durante mais de vinte anos escreveu com luz a vida dos portugueses em França e Portugal, e cujo espólio faz parte do arquivo do Museu das Migrações e das Comunidades, sediado em Fafe, foram em 2016 distinguidos pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. No âmbito das Comemorações do 10 de Junho em Paris, Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas, cujas comemorações oficiais nesse ano aconteceram pela primeira vez numa cidade fora do país, o reputado fotógrafo foi condecorado na cidade simbólica de Champigny, com a ordem de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Numa mensagem na página oficial da Presidência da República, aquando do falecimento de Gérald Bloncourt, o mais alto magistrado da nação portuguesa asseverou que "há um dever de memória" em evocar o trabalho com a emigração lusa do fotógrafo francês, “uma das testemunhas do duro quotidiano dos compatriotas que viveram os primeiros anos da maior vaga de emigração para França, sendo simultaneamente amigo e companheiro de tantos portugueses que ali construíram o seu futuro”.

FUNDAÇÃO NOVA ERA JEAN PINA ABRE PORTAS A PARCERIAS NO CONCELHO DE FAFE

Na passada segunda-feira (18 de outubro), o Presidente da Fundação Nova Era Jean Pina, um dos mais dinâmicos e beneméritos empresários portugueses em França, João Pina, administrador do Grupo Pina Jean, sediado nos arredores de Paris, um grupo empresarial com atividades em áreas como a construção civil, limpeza e reciclagem de resíduos, que tem dinamizado relevantes iniciativas no território gaulês e nacional, esteve de visita ao concelho de Fafe.

Acompanhado do historiador fafense Daniel Bastos, embaixador da instituição junto das comunidades portuguesas, e atualmente consultor do município minhoto na área da emigração, o empresário luso-francês manteve vários encontros e reuniões de trabalho com dirigentes de instituições do concelho de Fafe, tendentes ao lançamento de bases para parcerias e protocolos culturais empresariais e sociais.

Durante a manhã, os responsáveis da Fundação Nova Era Jean Pina foram recebidos pelo Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Antero Barbosa, a quem foram apresentadas as atividades e missão da instituição, e a sua disponibilidade para o estabelecimento de parcerias locais. Assim como,  pelo Presidente da Direção da Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, José Hernâni Costa, numa reunião de trabalho que permitiu o lançamento de um futuro protocolo que visa a promoção de produtos e empresas de Fafe num dos mais importantes mercados da diáspora portuguesa.

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Encontro nos Paços do Concelho com o Presidente do Município de Fafe

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Reunião com o Presidente da Direcção da Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto

Na parte da tarde, os responsáveis da Fundação Nova Era Jean Pina foram recebidos pelo Presidente da Delegação de Fafe da Cruz Vermelha Portuguesa, António Manuel Fernandes, na sede da instituição de assistência humanitária e social, e com a qual foram alinhavados os termos de uma parceria que irá assegurar o envio regular de diversos donativos em espécie. A agenda de trabalhos computou ainda uma visita ao Museu das Migrações e das Comunidades, tendo sido asseverado junto da Vereadora do Município de Fafe, Paula Nogueira, a disponibilidade da Fundação Nova Era Jean Pina para promover o espaço museológico junto da comunidade portuguesa em França.

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Visita à Delegação de Fafe da Cruz Vermelha Portuguesa

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Visita ao Museu das Migrações e das Comunidades

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Reunião com responsáveis da Associação de Defesa dos Direitos dos Animais e Floresta

Refira-se que ao final da tarde, os responsáveis da Fundação Nova Era Jean Pina, estiveram ainda reunidos com dirigentes da Associação de Defesa dos Direitos dos Animais e Floresta – ADDAF, com quem delinearam um protocolo de colaboração que permitirá o envio regular de ração para aninais a esta associação responsável pelo trabalho de voluntariado no Canil Municipal.

GALA DA CAP MAGELLAN: O ENCONTRO DA COMUNIDADE PORTUGUESA EM FRANÇA

  • Crónica de Daniel Bastos

Uma das mais antigas e numerosas comunidades lusas no estrangeiro, a comunidade portuguesa em França, que ronda um milhão de pessoas, tem-se destacado ao longo dos anos pela sua notável dinâmica associativa, económica e sociopolítica, que muito tem contribuído para o desenvolvimento das pátrias de Victor Hugo e de Camões.

Essa intensa atividade tem impelido, desde 2010, ano em que a propósito do centenário da proclamação da Primeira República Portuguesa, os então presidentes da Câmara de Paris e Lisboa, Bertrand Delanoë e António Costa, acordaram receber a comunidade franco-portuguesa numa noite especial no Hôtel de Ville de Paris, a realização anual de uma Gala oferecida pela Câmara de Paris à comunidade luso-francesa.

Gala Cap Magellan 2021 – Entrega do Prémio Jean

Gala Cap Magellan 2021 – Entrega do Prémio Jean Pina Entreprise

 

Organizada pela Cap Magellan, uma associação de jovens luso-descendentes, fundada no princípio dos anos 90 em Paris, e que ao longo das últimas décadas tem assumido um papel ativo no desenvolvimento das relações entre a França e Portugal, a iniciativa tem como principal propósito homenagear as pessoas ou instituições que se têm distinguido no seio da comunidade luso-francesa.

No início deste mês, após as restrições impostas pela pandemia, realizou-se a 11.ª celebração desta Gala no Salão de Honra da Câmara de Paris, que uma vez mais computou a presença das forças vivas da comunidade portuguesa em França. Mais de 650 pessoas, entre elas, vários artistas, empresários, dirigentes associativos, políticos e estudantes, aplaudiram numa constante atmosfera de exaltação da cultura pátria, os diferentes premiados.

Foi o caso do jovem Hugo Augusto, distinguido como melhor aluno de liceu, Adeline Afonso, reconhecida como melhor estudante universitária, a associação “Dona Beatriz”, considerada a melhor associação, a coletividade “Des ailes pour le Portugal”, enaltecida como melhor projeto associativo, Christophe Paredes, realçado como melhor jovem empresário, ou Carlos Lopes, nomeado o artista revelação.

Uma das particularidades dos prémios da Cap Magellan, é que estes são apoiados por empresas lusas em França, como as seguradoras Império e Fidelidade, e por empresários lusodescendentes, como é o caso de Jean Pina, que robustecem assim o associativismo, a participação e o espirito comunitário dos portugueses no território no território gaulês.

DKC DE VIANA: LUCAS JACOB SELECIONADO PARA DISPUTAR AS TAÇAS DO MUNDO DE SLALOM EM ESPANHA E FRANÇA

As provas continuam para Lucas Jacob da DKC de Viana pela selecção nacional portuguesa.

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Desta vez foi convocado para disputar as duas Taças do Mundo de slalom que vão decorrer em La Seu D’Urgell em Espanha e em Pau em França.

Depois de Antoine Launay é a vez deste atleta da DKC entrar em ação na alta roda internacional.

Recorde-se que Lucas Jacob fez o 23º lugar Sub 23 nesta especialidade olímpica na sua estreia, este ano, na Eslovénia à escassas semanas atrás.

Este atleta do clube vianense compete agora nas Taças do Mundo como sénior embora seja ainda sub23.

O Presidente da DKC de Viana,

Dr. Américo Castro

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CLUBE DE RUGBY DE ARCOS DE VALDEVEZ RECEBEU EQUIPA FRANCESA

Entre 6 a 11 de julho, o Clube de Rugby de Arcos de Valdevez recebeu uma comitiva da parceria entre clubes liderada pelo Stade Langonnais, de que também fazem parte o Stade Réolais e o Cadillac Rugby.

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Com o objetivo de mitigar a devastação trazida pela pandemia nas equipas de formação dos clubes em causa, deslocou-se em Portugal um grupo de 45 atletas sub 16, e o respetivo enquadramento logístico e técnico.

Sendo um dos objetivos a criação de laços entre os elementos da equipa e o aperfeiçoamento de questões técnicas, o programa teve uma componente lúdica e outra mais desportivas.

Relativamente à primeira, várias atividades foram levadas a cabo: canoagem, passeios na ecovia e banhos no rio Vez, para além de uma visita ao Paço de Giela, esta numa perspetiva histórica a cultural, de modo a que os visitantes pudessem entender melhor o contexto do clube que os recebe. Acresceu ainda uma visita à cidade do Porto e um passeio de barco no rio Douro.

Da parte desportiva ficaram os treinos em regime bi-diário, coroados no final com um jogo contra as equipas do CRAV e do Braga Râguebi, que voluntaria e entusiasticamente se associaram à ocasião.

Para além deste intenso programa, uma comitiva reduzida foi oficialmente recebida pela Câmara Municipal e também participou no aniversário do CRAV celebrado no dia 10 de julho.

Acabadas as atividades, os participantes fizeram um balanço francamente positivo, agradados com a hospitalidade do anfitrião e com a qualidade das infraestruturas realizadas. Para além disso, foi estabelecido um diálogo entre os clubes envolvidos, no sentido de se estenderem pontes de cooperação entre os clubes na obtenção de vantagens mútuas.

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EQUIPA FRANCESA DE RUGBY "STADE LANGONNAIS" EM ESTÁGIO EM ARCOS DE VALDEVEZ

A equipa de rugby Stade Langonnais, uma comitiva formada por três clubes franceses da zona de Bordéus, liderados pelo Stade Langonnais: UA Cadillac e Stade Réolais, fez um estágio em Arcos de Valdevez de 6 a 11 de Julho.

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A escolha do nosso concelho para este estágio prendeu-se com as ótimas condições de treino existentes e porque o UA Cadillac já cá tinha estado e tinha boas referências, assumindo assim, a equipa, o sucesso de um estágio realizado em Arcos de Valdevez.

O CRAV vez as honras da casa e acompanhou a comitiva ao longo da sua estadia, organizando várias atividades para realizarem em conjunto como canoagem, visitas a espaços culturais, entre outras, bem como a realização de um jogo amigável.

Assim, devido às boas condições de prática desportiva que apresenta, o recinto tem vindo a ser procurado por outras equipas de rugby, nacionais e estrangeiras, para a realização de estágios.

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POBREZA, PANDEMIA E SOLIDARIEDADE NA COMUNIDADE PORTUGUESA EM FRANÇA

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  • Crónica de Daniel Bastos

O impacto da pandemia que assola o mundo tem agravado e desvendado várias situações de emigrantes portugueses envoltos nas dificuldades do isolamento, das malhas da pobreza, do flagelo do desemprego e da precariedade.

Nos últimos tempos, têm sido conhecidos, por exemplo, no seio da comunidade portuguesa em França, a mais numerosa das comunidades lusas na Europa, rondando um milhão de pessoas, vários casos de emigrantes que viram a pandemia reduzir os seus salários ou ficarem mesmo sem trabalho, não conseguindo por via disso pagar a renda da casa e consequentemente soçobrar perante o espectro da pobreza.

Ainda no final do mês de junho, o Presidente do Conselho Fiscal da Misericórdia de Paris, Manuel Antunes da Cunha, revelou no decurso das XI Jornadas Sociais da Santa Casa da Misericórdia de Paris, que seis portugueses, entre os 38 e 82 anos, encontram-se entre as 535 pessoas que morreram nas ruas de França em 2020. Segundo o dirigente da instituição de assistência social lusa em Paris, região onde pereceram cinco mendigos portugueses no ano passado, muitas das vezes olvidamos os compatriotas “cujos percursos de vida não foram os desejáveis para eles e, portanto, em situações de pandemia, aqueles que estão no limiar da pobreza ou têm uma vida remediada rapidamente se encontram em situações de precariedade”. No entendimento do mesmo, a “pandemia põe à vista as dificuldades de uma população que está na fronteira do limiar da pobreza. Há um conjunto de pessoas da nova migração para França que vieram em condições difíceis e não têm retaguarda familiar”.

Este cenário de intrincadas dificuldades decorrentes do cenário pandémico tem sido essencialmente mitigado no seio da comunidade portuguesa em França através de um enorme espírito entreajuda e solidariedade, que tem inclusivamente contribuído decisivamente para a prossecução da missão da instituição de assistência social lusa em Paris. Ainda no ocaso do mês de junho, o coletivo “Todos Juntos”, voltou a mobilizar-se para ajudar a Santa Casa da Misericórdia de Paris numa campanha de recolha de géneros alimentícios, produtos de higiene e outros bens essenciais destinados a apoiar famílias portuguesas carenciadas

Este espírito de entreajuda e solidariedade tem sido igualmente profusamente dinamizado ao longo dos últimos anos pela ação benemérita do empresário luso-francês João Pina, instituidor da Fundação “Nova Era Jean Pina”, e que tem sido responsável pela promoção de projetos de cariz sociocultural em prol das pessoas mais desfavorecidas ou vulneráveis, como idosos, crianças institucionalizadas e desempregados. Ainda recentemente, a Fundação Nova Era, assinou um contrato de aluguer de um apartamento que albergou um lusodescendente, residente em França, que se encontrava há vários meses a residir num espaço sem as condições mínimas de habitabilidade.

Estes exemplos inspiradores de entreajuda e solidariedade, e muitos outros que estão a ser dinamizados no seio da comunidade portuguesa em França, assim como um pouco toda a diáspora lusa, têm sido fundamentais para mitigar os efeitos adversos da pandemia, e dão sentido à citação do afamado advogado Clarence Darrow: “O homem que luta por outro é melhor do que aquele que luta por si próprio”.

GRUPO FRANCÊS B&B HOTELS INICIOU HOJE A EMPREITADA DE CONSTRUÇÃO DE UMA UNIDADE HOTELEIRA COM 116 QUARTOS EM VIANA DO CASTELO

O grupo francês B&B Hotels iniciou hoje a empreitada de construção de uma unidade hoteleira na cidade de Viana do Castelo, num investimento de 5,240 milhões de euros que conta com um prazo de execução de 18 meses. O novo hotel contará com 116 quartos e deverá estar concluído em setembro do próximo ano.

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O B&B Viana Hotel, que vai ocupar uma área de 4.000 metros, ficará situado na Estrada da Papanata, reforçando assim a oferta hoteleira da cidade e do concelho. A empreitada permitirá criar 120 postos de trabalho em fase de obra, sendo criados outros 46 (30 diretos e 16 indiretos) quando a unidade hoteleira em funcionamento.

Em outubro passado, quando foi assinado o contrato de investimento com o promotor Rendimo, o autarca vianense, José Maria Costa, considerou que esta é “uma prova de confiança na cidade, no concelho e no Alto Minho”.

“Este novo hotel vem preencher uma lacuna existente no que toca à oferta hoteleira. Sendo um hotel de uma cadeira internacional, vem aumentar e potenciar a internacionalização da cidade através da própria rede”, referiu o edil, frisando que Viana do Castelo “começa a ser olhada com muito interesse pelas cadeias internacionais”.

Também Celso Ferreira, da Rendimo, indicou que a assinatura do contrato de investimento desta unidade hoteleira “mostra a competitividade do território”. “O cruzamento de clusters na região dá-nos a garantia que este é um projeto sustentável e rentável a nível do turismo de lazer e do turismo de negócios”, reforçou o responsável, assegurando que o hotel vai “levar a bandeira de Viana do Castelo a todo o mundo”.

Torcato Faria, da B&B HOTELS, referiu que este será uma unidade “techno-chic” que corresponde a um “smart hotel”, moderno, confortável e atrativo para o cliente.

A B&B Hotels é uma cadeia de hotéis que teve início em França em 1990. Para além de quatro hotéis em Portugal, a B&B Hotels conta com mais de 500 hotéis e mais de 40 mil quartos, repartidos por 12 países: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Polónia, República Checa, Brasil, Áustria, Suíça, Eslovénia e Bélgica.

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A PRESENÇA PORTUGUESA NO MUSEU DA IMIGRAÇÃO EM PARIS

  • Crónica de Daniel Bastos

A presença da comunidade portuguesa em França, a mais numerosa das comunidades lusas na Europa e uma das principais comunidades estrangeiras, estabelecidas no território gaulês, rondando um milhão de pessoas, ocupa um papel de destaque no Museu Nacional da História da Imigração em Paris.

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Fundado em 2007 e inserido no projeto da Cidade Nacional da História da Imigração, a exposição permanente do Museu da Imigração em Paris, composta por documentos de arquivo, imagens, obras de arte, objetos da vida diária e testemunhos visuais e sonoros que demandam (re)conhecer o contributo da imigração em França, é enriquecida por diversos fragmentos alusivos ao contributo da emigração lusa no desenvolvimento do território e da sociedade gaulesa.

Entre eles, destacam-se as peças cedidas pelo saudoso conselheiro das comunidades portuguesas José Batista de Matos, mormente o passaporte, a marmita do almoço e o capacete que este usou nas obras do metro de Paris, onde trabalhou trinta anos e ajudou a construir mais de duas dezenas de estações na capital francesa.

O espólio alusivo ao papel e importância da comunidade portuguesa é ainda ilustrado por vários esquemas de diapositivos, uma entrevista a um emigrante luso realizada nos anos 60, recordações, malas e fotografias, como a de um grupo de ranchos do Alto Minho que se encontra inserida na secção "vida de cá, vida de lá".

Refira-se que desde a sua génese, um dos membros do Conselho Científico e de Orientação do Museu Nacional da História da Imigração em Paris, é o sociólogo português Manuel Dias, Presidente do Comité Francês Aristides de Sousa Mendes e da Associação Aquitânia, que ao longo das últimas décadas tem dinamizado relevantes iniciativas em prol das relações culturais luso-francesas.

Como foi o caso em 2016, do centenário do acordo de mão-de-obra franco-português e a participação portuguesa na Grande Guerra, efeméride que computou a dinamização, no espaço museológico, de um colóquio e de uma exposição de fotografia sobre "Os Portugueses na Grande Guerra". Ou em 2019, da homenagem póstuma que a comunidade portuguesa em França prestou, no mesmo espaço, a Gérald Bloncourt, fotógrafo franco-haitiano que imortalizou a história da emigração lusa para o território gaulês.

Mais de que um estabelecimento cultural, científico e educacional dedicado à história e às culturas da imigração em França, o Museu Nacional da História da Imigração em Paris, como sustenta a etnóloga e antropóloga social Andréa Delaplace, é “um espaço borbulhante de discussões e espetáculos vivos no qual as diferentes culturas da imigração podem se expressar. Um verdadeiro fórum, uma verdadeira Cité, pólis, no sentido grego do termo”.

ARCUENSES, VILAVERDENSES E COURENSES PEDALARAM DE PARIS ATÉ AO MINHO

De Paris a Portugal de bicicleta: Câmara Municipal de Arcos de Valdevez recebeu trio vindo de França em bicicleta

A Câmara Municipal recebeu os três amigos, naturais de Arcos de Valdevez, Vila verde e Paredes de Coura, que saíram no passado dia 1 de Maio de Paris, em bicicleta, com destino a Codeceda, Vila Verde.

O trio completou etapas diárias de 150 a 200 quilómetros antes da chegada a Codeceda, Vilaverde, tendo feito paragens em Arcos de Valdevez e Paredes de Coura, onde foram recebidos pelas respetivas Câmaras Municipais.

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REVISTA "LUSOPRESS" DISTINGUE DANIEL BASTOS COM O PRÉMIO "PORTUGUESES DE VALOR"

Daniel Bastos novamente distinguido “Português de Valor” em França

No âmbito da 11.ª edição do prémio "Portugueses de Valor", uma iniciativa organizada pela revista da diáspora Lusopress, um relevante meio de comunicação social da comunidade lusa em França, o escritor e historiador Daniel Bastos, que tem vários livros publicados no domínio da História e Emigração, e cujas sessões de apresentação o têm colocado em contacto estreito com as Comunidades Portuguesas, foi nomeado pelo terceiro ano consecutivo como um dos “Portugueses de Valor 2021”.

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A iniciativa, que tem o Alto Patrocínio do Presidente da República, demanda valorizar anualmente 100 portugueses que se encontram espalhados pelo mundo, e cujo percurso profissional, pessoal ou associativo se tem destacado em prol das Comunidades Portuguesas.

Refira-se ainda, que de 5 a 7 de agosto, será realizada na cidade de Bragança uma gala que vai premiar seis portugueses de França, dois do resto do mundo e dois de Portugal, a partir da seleção de cem pessoas, que levam o nome de Portugal mais longe, no campo cultural, empresarial, associativo e solidário, e cujas histórias vão ser reunidas no livro "Portugueses de Valor 2021".

FRANÇA / ANGLET: GRUPO FOLCLÓRICO FLORES DE PORTUGAL COMEMORA HOJE O SEU 13º ANIVERSÁRIO

Sediado em França na região de Anglet, o Grupo Folclórico Flores de Portugal assinala 13 anos a representar as tradições da nossa região, contribuindo desse modo para a preservação da identidade da nossa comunidade radicada naquele país.

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Melhor do que as nossas palavras, transcrevemos o seu próprio historial oficial.

“Fundado a 21 de fevereiro de 2008, o Grupo Folclórico Flores de Portugal localizado em Anglet (64), tem como objetivo divulgar a cultura portuguesa em França e é hoje um dos mais conhecidos e representativos da região.

O grupo folclórico Flores de Portugal colabora nomeadamente com os grupos de Viana do Castelo, Meadela, Areosa, Sta Marta de Portuzelo, de forma a representar de forma idêntica em danças, canções e música o património cultural da cidade caracterizada como capital do folclore português , Viana do Castelo.

No respeito pelas tradições, todos os trajes são feitos à mão em Viana do Castelo por profissionais formados pela Federação de Folclore Português e pela Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Premiado a 20 de janeiro de 2016 com o título de instituição de mérito pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, o grupo folclórico Flores de Portugal é conhecido pelo seu trabalho de valorização das tradições e que atravessa o país além fronteiras com o objetivo de transmitir esta paixão pelo folclore português.

Particularmente durante festivais como em Paris, Albi, Clermont-Ferrant, Périgueux, Brive la Gaillarde; Bordéus e Portugal.”

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