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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ESPOSENDE: WEBCAM MOSTRA EM TEMPO REAL ESTUÁRIO E FOZ DO RIO CÂVADO

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Já é possível ver imagens, em tempo real, do Estuário e Foz do Rio Cávado, em Esposende.

Qualquer cidadão, a partir de qualquer parte do mundo, poderá aceder ao livestreaming captado através da webcam instalada no Farol de Esposende, através do link disponível no portal de turismo e no site do MEO Beachcam: https://www.visitesposende.com/pt/explorar/livecam/livecam-esposende-foz-do-cavado.

Este novo equipamento, instalado pelo Município de Esposende no âmbito do projeto da “Estação Náutica Esposende”, permite visualizar em permanência o Estuário e a Foz do Rio Cávado. Deste modo, é possível confirmar as condições meteorológicas e perceber o estado do rio, do mar e da barra do Cávado para a saída e entrada de embarcações de pesca e recreio, bem como as condições para a prática de modalidades desportivas e de lazer náuticas, como é o caso do kitesurf, windsurf, surf, canoagem e outras.

Atualmente, a costa de Esposende conta já com quatro webcams, nomeadamente nas praias de Suave Mar, Ofir e Apúlia e, agora, no Estuário e Foz do Cávado. Esta ferramenta é de extrema utilidade para os inúmeros praticantes de desportos náuticos, pescadores profissionais e recreativos e frequentadores destas praias.

Através da disponibilização desta ferramenta, Esposende está a contribuir para a divulgação e promoção do seu território enquanto Estação Náutica, neste particular na valorização da atividade pesqueira e desportos náuticos e praias costeiras. Esta ação insere-se, assim, no Plano de Ação para a Sustentabilidade, Crescimento e Competitividade do Turismo em Esposende – 2023_2027, e no Plano de Ação da Estação Náutica de Esposende 2023_2025.

Esposende é um destino balnear de qualidade, como, de resto, é comprovado pelas quatro praias com Bandeira Azul (Cepães, Suave Mar, Ofir e Apúlia), pelas cinco praias com “Qualidade de Ouro” (Cepães, Suave Mar, Ofir, Apúlia e Ramalha) e pelo elevado número de pessoas que elegem este território como destino de férias ou, simplesmente, para uma visita ao longo do ano.

São objetivos estratégicos da Estação Náutica de Esposende a oferta turística integrada, com base nas potencialidades da economia azul, sendo as atividades náuticas consideradas um produto turístico âncora. Pretende-se, ainda, potenciar uma oferta turística multipolar entre os distintos produtos: turismo náutico, turismo de sol e praia, turismo cultural e criativo, turismo de natureza, turismo de recreio e lazer, festas e romarias, turismo acessível e gastronomia e vinhos. Neste contexto, Esposende integra, ainda, a plataforma online para promoção da oferta da Rede das Estações Náuticas de Portugal. Com conteúdos em Português, Inglês, Francês e Espanhol, disponibiliza, de forma intuitiva e acessível, informação sobre as 23 Estações Náuticas certificadas e a oferta turística assegurada pelos respetivos parceiros, constituindo-se como uma “Rota do Náutico”, que percorre todo o território continental.

ESPOSENDE: CONCURSO DE FOTOGRAFIA CONVIDA A EXPLORAR LITORAL NORTE E A CAPTAR “UM OLHAR NATURAL”

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Decorre até ao dia 30 de junho, o concurso de fotografia “Litoral Norte - Um Olhar Natural”, promovido pela Comissão de Cogestão do Parque Natural do Litoral Norte (PNLN), onde se integra o Município de Esposende e o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas).

Inserida no Plano de Cogestão do PNLN, esta ação tem como principal objetivo promover a temática do património natural, designadamente, os ecossistemas, os habitats e as espécies da fauna e flora selvagens. Além de promover a fotografia de natureza e fomentar o seu crescimento e desenvolvimento, o concurso pretende fomentar o debate e a reflexão da sociedade para a necessidade de conhecer, promover e conservar o património natural do Parque Natural do Litoral Norte. Uma estratégia alinhada com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, cujo cumprimento o Município de Esposende assumiu e verteu para o seu plano de ação, o qual abrange também a gestão desta área protegida.

O regulamento do concurso, elaborado e aprovado pelo Município e, entretanto, publicado em Diário da República, encontra-se disponível online em https://concursocogestao.esposende.pt/, onde são feitas as inscrições e a submissão das fotografias.

Podem concorrer fotógrafos amadores ou profissionais, de nacionalidade portuguesa ou com residência em território nacional, com idade superior a 16 anos. Cada candidato pode enviar, no máximo, 3 imagens por categoria: “Paisagem e habitats naturais”, “Fauna (marinha/terrestre)” e “Flora e fungos”.

O Júri, constituído por um mínimo de três personalidades de reconhecido mérito na temática do concurso, avaliará as fotografias com base nos critérios “Enquadramento na temática do concurso”, “Originalidade da abordagem ao tema”, “Qualidade técnica da fotografia” e “Valor estético da fotografia”.

Quanto aos prémios, o primeiro classificado receberá 400 euros, o segundo 150 euros e o terceiro classificado 100 euros. Será, ainda, atribuído um prémio no valor de 200 euros para a fotografia mais votada pelo público como a melhor do concurso, acumulável com os anteriores.

Das fotografias apresentadas a concurso será feita uma seleção para exibir numa exposição sobre o património natural do Parque Natural do Litoral Norte.

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PAREDES DE COURA: FOTÓGRAFO COURENSE LEVA À MARGEM SUL RETALHOS DO ALTO MINHO

Tiago Paiva na 3ª edição do Festival de Fotografia Analógica com trabalhos dedicados ao corpo feminino sob o manto das paisagens minhotas

O fotógrafo courense, Tiago Paiva, foi selecionado para expor alguns dos seus trabalhos em fotografia analógica, este fim de semana, 11 e 12 de maio, na 3ª EDIÇÃO do FESTIVAL DE FOTOGRAFIA ANALÓGICA, organizado pela ADAO, Associação Desenvolvimento Artes e Ofícios, do Barreiro.

Este festival tem como principal objectivo divulgar e dignificar a fotografia e os seus autores, permitindo o contacto da comunidade com esta forma de arte.

Nesta 3º edição podemos encontrar expositores de venda de trabalho fotográfico de autor, photo-books e equipamento ligado à Fotografia Analógica; exposição de fotografias dos finalistas do Open Call; exposição de fotografia de artistas convidados; apresentações ou talks com artistas; exibição de filmes / documentários; formações/ workshops; passeios fotográficos e diversas actividades Infantis. 

O festival tem entrada gratuita e acontece entre as 14h e as 19h de sábado e domingo, no Barreiro. 

A série de trabalhos de Tiago Paiva, representa uma das grandes paixões do artista, a fotografia analógica e suas variáveis técnicas como, por exemplo, duplas exposições a preto e branco. 

Neste trabalho, o fotógrafo retrata as paisagens típicas do alto Minho delineadas no corpo feminino. 

A fotografia analógica representa tudo aquilo que eu acredito ser a verdadeira essência da arte de fotografar, onde é essencial dominar a técnica, o instante, toda a espera e tempos de laboratório e potencialidades e características de cada filme escolhido.”  refere Tiago Paiva.

O fotógrafo tem um vasto curriculum nas áreas da moda, fotografia de produto, música, desporto e eventos variados e abriu recentemente um espaço em Paredes de Coura, Titus Studio, onde pretende envolver a comunidade e toda a identidade das terras do alto Minho. 

Recuperar a verdadeira essência da arte de fotografar com o devido respeito e profissionalismo que esta merece, mostrando a importância da fotografia tanto analógica como digital e o tanto que esta pode oferecer à sociedade, são alguns dos objectivos do fotógrafo recentemente instalado em Paredes de Coura.

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CÂMARA DE VIZELA PROMOVE CONCURSO DE FOTOGRAFIA “UM OLHAR SOBRE A LIBERDADE” - 50 ANOS DO 25 DE ABRIL

No âmbito do programa comemorativo dos 50 anos do 25 a de Abril, a Câmara Municipal promove um Concurso de Fotografia, “Um Olhar sobre a Liberdade”, associado os 50 anos do 25 de abril.

O Concurso tem como tema os 50 anos do 25 de abril e visa valorizar e promover a Revolução de 25 de Abril de 1974, sendo este um dos momentos mais altos da História de Portugal, na concretização da vontade coletiva de pôr fim aos 48 anos da ditadura e à guerra colonial, tendo como objetivo construir um regime de liberdade e democracia para o povo e afirmar a soberania e a independência nacionais.

Os trabalhos devem ser entregues até ao dia 14 de junho, sendo atribuídos prémios às três melhores fotografias em cada um dos temas a concurso, a saber: 1.º classificado - 400 euros; 2.º classificado - 200 euros e 3.º classificado - 100 euros.

As fotografias premiadas, assim como as selecionadas a concurso farão parte de uma exposição pública em data a designar posteriormente.

O Regulamento do Concurso de Fotografia “Um Olhar sobre a Liberdade” – 50 anos do 25 de Abril pode ser consultado em https://www.cm-vizela.pt/wp-content/uploads/2024/05/CONCURSO-DE-FOTOGRAFIA-%E2%80%93-50-ANOS-DO-25-DE-ABRIL.pdf.

De destacar que se trata de uma atividade inserida no programa comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril, que integra um conjunto de iniciativas ao longo do ano, como teatro, livros, música, exposições, fotografia, entre outros.

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RUSGA DE SÃO VICENTE DE BRAGA VOLTA AOS “SERÕES NO BURGO / TERTÚLIAS RUSGUEIRAS” PARA FALAR DE FOTOGRAFIA

A Direção da Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho tem a honra e prazer de convidar V/ Ex.cia a participar na 103ª edição dos "Serões no Burgo/Tertúlias Rusgueiras", a levar a efeito no próximo dia 10, sexta-feira, pelas 21h30, na sede social desta associação, sita na Av. Artur Soares (Palhotas), nº 73, Braga.

É verdade, já lá vão 20 anos (2004/2024) de edições regulares dos "Serões no Burgo/Tertúlias Rusgueiras". No próximo dia 10, sexta-feira, pelas 21h30, levamos a efeito a 103ª edição dos "serões/Tertúlias", fora as edições especiais, as comemorativas e as "Entremeadas de S/Ts". Foram centenas de convidados das mais diversas áreas (cultura, ensino, investigação, associativismo, instituições universitárias, indústria e comércio, política, artes, comunicação social, artesanato, ciências da saúde, teatro, economia, religião, desporto..., até ao simples cidadão comum), e, mais de um milhar de artistas que se apresentaram nos três momentos artísticos que cada seranzada contempla. É obra!

Iniciamos as comemorações dos vinte anos de 'Seranzadas Rusgueiras', com um painel de convidados de excelência, para nos falar de fotografia, são eles: Abel Cunha, António Tedim, Armando Florêncio, José Maria Barroso, Luís Carvalhido e Manuel Correia.

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FOTÓGRAFO ALFREDO CUNHA APRESENTA EM FAMALICÃO LIVRO SOBRE O 25 DE ABRIL

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Apresentação do livro “25 de Abril de 1974, Quinta-feira” acontece amanhã, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco

“25 de Abril de 1974, Quinta-feira” é o nome do mais recente livro da autoria do prestigiado fotógrafo português Alfredo Cunha, desenvolvido com o contributo de Vhils, Rodrigo Leão, Carlos Matos Gomes, Adelino Gomes e Fernando Rosas.

A apresentação da publicação acontece amanhã, sexta-feira, 3 de maio, pelas 17h30, no auditório da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão, com a presença do autor, bem como do Capitão de Abril, Carlos Matos Gomes. Inclui a projeção de um filme composto por fotografias de Alfredo Cunha, com banda sonora do consagrado músico português, Rodrigo Leão.

Alfredo Cunha reuniu no livro “25 de abril de 1974, Quinta-feira” um conjunto de imagens, algumas delas inéditas, repartidas pelos temas: “Guerra Colonial”, com texto de Carlos Matos Gomes; “Dia 25 de Abril”, com texto de Adelino Gomes, repórter que acompanhou os acontecimentos; e “Depois de Abril”, com texto de Fernando Rosas, historiador e protagonista dos anos quentes de 1974-1975.

A obra, editada pela Tinta-da-China e com o apoio da Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril, inclui ainda gravuras criadas pelo artista Vhils sobre algumas das fotografias.

Recorde-se que está atualmente patente na Praça – Mercado Municipal de Famalicão uma exposição fotográfica também da autoria de Alfredo Cunha, composta por algumas das imagens mais icónicas do golpe militar de 25 de abril de 1974, com entrada livre.

A apresentação do livro "25 de Abril de 1974, Quinta-feira" está inserida no programa municipal das comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, desenvolvido pelo Município de Famalicão, através da Comissão de Honra e Científica das celebrações municipais, em articulação com a comissão nacional. A programação completa pode ser consultada no site oficial da autarquia, em www.famalicao.pt.

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MEMÓRIAS DA DITADURA PORTUGUESA REVISITADAS EM LIVRO – OBRA CONCEBIDA PELO HISTORIADOR FAFENSE DANIEL BASTOS A PARTIR DO ESPÓLIO FOTOGRÁFICO DE FERNANDO CARDEIRA

Na passada sexta-feira (12 de abril), foi apresentado em Lisboa o livro “Memórias da Ditadura – Sociedade, Emigração e Resistência”.

A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico inédito de Fernando Mariano Cardeira, antigo oposicionista, militar desertor, emigrante e exilado político, foi apresentada na Associação 25 de Abril.

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Mesa da sessão de apresentação do livro “Memórias da Ditadura – Sociedade, Emigração e Resistência” (Da esq. para dir.: o historiador Daniel Bastos, acompanhado do fotógrafo engajado Fernando Mariano Cardeira, do militar e antigo presidente da RTP, Manuel Pedroso Marques, e do tradutor Paulo Teixeira) – ©Marques Valentim

A sessão de apresentação, que encheu o auditório da Associação 25 de Abril, esteve a cargo do militar, antigo exilado político e presidente da RTP, Manuel Pedroso Marques, que enalteceu o percurso de vida de Fernando Mariano Cardeira na defesa dos ideais da liberdade e da democracia. Segundo o mesmo, o livro dado agora à estampa, no ano em que se assinala meio século da Revolução dos Cravos, assume-se como um importante contributo e testemunho histórico para se conhecer o país como era há 50 anos.

Refira-se que nesta nova obra, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira e prefácio do investigador José Pacheco Pereira, realizada com o apoio institucional da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, o historiador minhoto Daniel Bastos revela o espólio singular de Fernando Mariano Cardeira, cuja lente humanista e militante teve o condão de captar fotografias marcantes para o conhecimento da sociedade, emigração e resistência à ditadura nos anos 60 e 70.

Através das memórias visuais do antigo oposicionista, assentes num conjunto de centena e meia de imagens, são abordados, desde logo, as primeiras manifestações do Maio de 1968 em Paris, acontecimento icónico onde o fotógrafo engajado consolidou a sua consciência cívica e política. E, com particular incidência, o quotidiano de pobreza e miséria em Lisboa, a efervescência do movimento estudantil português, o embarque de tropas para o Ultramar, os caminhos da deserção, da emigração “a salto” e do exílio, uma estratégia seguida por milhares de portugueses em demanda de melhores condições de vida e para escapar à Guerra Colonial nos anos 60 e 70.

Nascido já depois da Revolução de Abril, e com vários livros publicados no domínio da História e da Emigração, o percurso do historiador Daniel Bastos tem sido alicerçado no seio das comunidades portuguesas. Fernando Mariano Cardeira nasceu em 1943, depois de uma trajetória marcada pela deserção, emigração e exílio, o antigo oposicionista regressou a Portugal após a Revolução dos Cravos, presidindo à Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória-NAM.

Saliente-se que a edição do livro se deve em grande parte ao mecenato de empresas que partilham uma visão de responsabilidade social e um papel de apoio à cultura, sendo que ao longo do ano estão previstas várias sessões de apresentação da obra noutros espaços do território nacional e da Diáspora.

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Fotos: ©Marques Valentim

BARCELOS COMEMORA 25 DE ABRIL COM EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DE ALFREDO CUNHA

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Exposição “25 de Abril de 1974, Quinta-Feira”, na Galeria Municipal de Arte

No âmbito das Comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, a Galeria Municipal de Arte inaugura, no próximo sábado, dia 13 de abril, às 17h00, a exposição “25 de Abril de 1974, Quinta-Feira”, com fotografias de Alfredo Cunha e gravuras de Alexandre Farto/ Vhils, resultado do livro “25 de Abril de 1974, Quinta-Feira”, de Alfredo Cunha.

A mostra é composta por 50 imagens do grande álbum de fotografia sobre o 25 de Abril de 1974, pela lente de Alfredo Cunha, o fotógrafo que há 50 anos, na madrugada de uma quinta-feira, ouvia” Riders in The Storm”, dos Doors, quando foi surpreendido por um comunicado do Movimento das Forças Armadas. Vestiu-se e decidiu dirigir-se para a redação do jornal O Século, de onde “saca o maior número de rolos possível. Uns 40" e passou aquele dia 25 de Abril de 1974 a fotografar e a correr. Alfredo Cunha fez algumas das imagens mais icónicas do golpe militar liderado por jovens capitães e que derrubou a ditadura.

Para celebrar os 50 anos de democracia, Alfredo Cunha concebeu, a partir das suas imagens, um livro em três partes: Guerra — com texto de Carlos Matos Gomes, militar de Abril e da guerra colonial; Dia 25 de Abril — com texto de Adelino Gomes, repórter que acompanhou os acontecimentos em Lisboa; Depois de Abril — com texto de Fernando Rosas, historiador e protagonista destes anos quentes. «Este dia 25 de Abril não me pertence. É o 25 de Abril do Alfredo Cunha, então com 20 anos e que logo no início da carreira tem inesperadamente o dia mais importante da sua vida de fotógrafo. Uma dádiva e uma maldição.”

A mostra vai ficar patente ao público até ao dia 23 de julho, na Galeria Municipal de Arte, podendo ser visitada nos seguintes horários: terça a sexta das 10h00 às 17h30 e, aos sábados, domingos e feriados das 14h00 às 18h00.

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Alfredo Cunha

“Alfredo Cunha nasceu em Celorico da Beira, em 1953. Em 1970, iniciou a sua carreira profissional em fotografia e, em 1971, entrou no jornal Notícias da Amadora. Desde então, tem colaborado com muitas publicações, como O Século, o Público ou o Jornal de Notícias, tendo exercido em algumas o cargo de editor de fotografia. Foi fotógrafo oficial dos presidentes da República Ramalho Eanes e Mário Soares, recebendo a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique em 1996. É autor das famosas séries fotográficas dedicadas ao 25 de Abril de 1974 e à descolonização portuguesa, entre outras. Já publicou dezenas de livros de fotografia e apresentou dezenas de exposições, tendo recebido vários prémios e distinções pelo seu trabalho.”

ARCOS DE VALDEVEZ REALIZA CONCURSO DE FOTOGRAFIA

Concurso de fotografia “Arcos pela Lente III”

Nesta 3º edição do concurso de fotografia “Arcos pela Lente” o Município de Arcos de Valdevez convida todos os que vivem e visitam o concelho a partilhar connosco as suas melhores imagens deste que é o maior concelho do Alto Minho.

O concurso “Arcos pela Lente III” tem como objetivo fomentar e despertar a curiosidade pelo património cultural, natural e paisagístico de Arcos de Valdevez, através da fotografia, desafiando todos os residentes e visitantes a descobrir o melhor que o concelho tem para oferecer.

Para participar os concorrentes deverão consultar o regulamento completo que está no website de turismo do município (www.visitarcos.pt) escolher até 3 fotografias de locais do concelho de Arcos de Valdevez e enviar para o email apoioturismo@cmav.pt com o nome da fotografia, local e data de captura até dia 30 de junho.

O prémio nesta edição é de 750 euros (em dinheiro) e o vencedor do concurso será anunciado no dia 14 de agosto.

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“MULHERES”: UMA EXPOSIÇÃO COLETIVA APRESENTADA PELA EDITORA GOD PUBLISHING QUE CONTA COM A PARTICIPAÇÃO DO FOTÓGRAFO VIANENSE SÉRGIO MOREIRA

NOVA DATA - de 4 a 30 de abril em Arronches no Convento de Nossa Senhora da Luz. Inauguração no dia 4 de abril pelas 18 horas.

- Mulheres é uma exposição de "retratos" apresentada pela editora GOD Publishing com a colaboração de onze fotógrafos portugueses que mostram uma vez mais a sua arte por meio da objetiva:

Américo Dias, Ana Abrão, Carlos Serre, DDiARTE, Jaime Silva, Jorge Oliveira, José Godinho, Manuela Seabra, Ricardo Gonçalves, Sérgio Moreira, Vítor Nogueira. Cada autor imprime a sua visão e deseja que ela seja a marca da sua identidade visual na fotografia.

Comemoramos o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, um dos momentos mais importantes do calendário global no mês de março. A data, criada em 1917 para a celebração da luta pelos direitos das mulheres, é um marco essencial para o reconhecimento e fortalecimento do feminismo - e, portanto, da luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

Esta exposição vem dar vida e outra expressão ao livro HOW YOU SEE ME, de vários autores, que reúne uma grande variedade de visões. O livro de retratos será lançado em abril/maio de 2024.

“MULHERES” vai poder ser visitada em várias cidades de Portugal entre 1 de março a 31 dezembro de 2024.

José Godinho

Editor

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BARCELOS APRESENTA EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA “SER MULHER É…” NO THEATRO GIL VICENTE

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Está patente, no Theatro Gil Vicente, a exposição “𝗦𝗲𝗿 𝗠𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿 É...”. Esta mostra resulta de trabalhos fotográficos realizados por alunos e professores da ETG, aquando da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

Estiveram na abertura da exposição os vereadores Mariana Carvalho (Educação) e António Ribeiro (Ação Social) e o Presidente da EMEC, Jorge Cruz, que deram os Parabéns aos alunos e professores envolvidos nesta ação. 

A exposição pode ser vista até ao dia 31 de março, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 18h00.

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ESPOSENDE FOI AOS FADOS E HOMENAGEOU O PESCADOR LUÍS ANDRÉ EIRAS – FOTOS DE LUÍS EIRAS

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Esta noite de fado em Esposende representou mais que isso, representou a união dos nativos esposendenses e as suas raízes ligadas ao rio e ao mar. Foi feita uma singela homenagem ao antigo pescador, Luis André Eiras e também atuaram a sua filha, Isabel Ferreira e bisneta Rute Ribeiro, entre outros como Pedro Pestana, Francisco Pestana, Manuel Cruz, Celina Maciel e neta Leonor Eiras, Álvaro Paquete e a conceituada fadista Fernanda Praia. Também com a declamação de poesia de Agostinho Pinto Teixeira e Academia de Bailado de Esposende.

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QUEM É O MESTRE LUÍS ANDRÉ EIRAS – O ESPOSENDENSE QUE COMEU O PÃO QUE O DIABO AMASSOU?

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Luís André Eiras nasceu em Esposende em 7 de agosto de 1937. Porém só foi registado o seu nascimento em março do ano seguinte. Nesse tempo, era necessário pagar para efectuar o registo e não havia dinheiro, sabe Deus para comer… era já o presságio das dificuldades de uma vida que o aguardava!

Estávamos em vésperas de eclodir a Segunda Guerra Mundial e, embora o nosso país não fosse directamente envolvido no conflito armado, às agruras da fome não escapou, nem aos perigos que para os pescadores representava afastarem-se da costa para pescar.

Luis Eiras, passou uma infância muito difícil, viveu numa casa alugada muito pequena com os irmãos e a mãe. Rapazes com raparigas dormiam todos no chão e o travesseio eram pedras ou tijolos. Filho de “pai incógnito”, embora na realidade o tenha conhecido e com ele vivido e sempre convivido.

O seu pai era marinheiro e esteve no Brasil. Mas, devido ao facto de se ter perdido para o alcool – um flagêlo nomeadamente entre pescadores e marinheiros – a sua espôsa separou-se dele.

Luís Eiras tem irmãos e meias-irmãs, todos filhos da mesma mãe. Segundo ele nos conta, a sua mãe era uma mulher formosa, muito bonita, o que a tornava bastante cobiçada.

Na sua infância, ajudou a sua mãe como podia a apanhar faúlha que depois era vendida para o sustento da família. Também andou na extracção do volfrâmio, em Vila Chã, o qual se destinava à construção de armamento para a Segunda Guerra Mundial.

Teve uma infância muito amarga. Recorria muitas vezes à porta de pessoas para a pedir um prato de sopa e, enquanto esperava na fila pela sua vez, não raramente desmaiava com a fraqueza devido à fome.

Quando ocasionalmente alguém ía na rua a comer uma maçã, a canalha seguia atrás para apanhar o carôço que era atirado ao chão e chegavam a andar à pancada entre eles para ver quem conseguia ficar com ele.

O seu primeiro casamento deu-se quando tinha 23 anos e conta que quando disse á sua mãe que ía casar, levou um valente estalo. A sua mãe contava com ele para ajudar a família. Não obstante. Luís Eiras foi muito feliz com o casamento. Dele tiveram 5 filhos: 3 raparigas e 2 rapazes.

O sol parecia raiar de novo e trazer-lhes novas esperanças. A sua vida melhorou. Chegou a ser mestre de uma das maiores embarcações de pesca de Esposende e sócio de outra. A partir de então, morou numa casa alugada no centro de Esposende, na Rua Conde Castro.

Teve ainda uma breve passagem por a França, quase um ano, na qual entrou por salto. Passado pouco tempo mandou ir ter com ele a esposa e duas filhas. Trabalhava então numa fábrica de tijolo. A vida até estava a correr muito bem até que a sua esposa adoeceu. O médico recomendou-lhes que voltassem ao paíis de origem pois onde se encontravam era muito frio e húmido, o que agravava o seu estado de saúde pois sofria muito de bronquite. A sua esposa acabaria por falecer passados dois ou três anos, vítima de doença oncológica.

Luís André Eiras voltou a casar. E, deste casamento nasceram 4 filhos: 1 rapaz e 3 raparigas.

No mar era ladino, desenrascado. Apesar de não ter andado na escola, sempre se revelou um homem inteligente, muito direto, honesto e honrado.

Actualmente é viúvo e vive com uma filha que é a sua âncora de salvação. Apesar dos seus 83 anos de idade, continua irrequieto. Sempre que o tempo e o mar o permitem, segue para a lota de manhã cêdo onde ajuda os pescadores que também lhe retribuem com a oferta de alguns peixinhos que depois distribui com os filhos.

Dos seus camaradas de mar que já partiram guarda grandes saudades. Houve um, porém, que a sua morte o marcou tão profundamente que chegou a ficar vários dias sem comer, beber e dormir, tão grande era a sua dor. Esse seu amigo – o seu mestre, José Nibra – era mais do que um irmão para ele.

Luís André Eiras é um homem sem posses. Mas recorda que se não fossem as agruras da vida, poderia estar muito bem de vida. Atualmente vive na companhia de uma filha com uma pequena reforma num bairro de Habitação Social. O que vale é a pequena renda e, apesar da idade, a felicidade de não ficar doente. Os seus genes continuam nas veias do seu neto Hugo Eiras que não desiste da pesca profissional em extinção em Esposende. Comeu o pão que o diabo amassou mas jamais se vergou perante as agruras da vida!

Texto e fotos: Luís Eiras

BRAGA ASSINALA O 25 DE ABRIL COM EXPOSIÇÃO E APRESENTAÇÃO DE LIVRO DA AUTORIA DO FOTÓGRAFO ALFREDO CUNHA

Apresentação do livro e inauguração da exposição “25 de Abril de 1974, Quinta-Feira” de Alfredo Cunha. Amanhã, Sábado, 9 de Março, pelas 15h00, na Galeria do Paço, em Braga

O Município de Braga promove a apresentação do livro “25 de Abril de 1974, Quinta-Feira”, seguido da inauguração da exposição de Alfredo Cunha, que se realizam amanhã, Sábado, 9 de Março, pelas 15h00, na Galeria do Paço da Universidade do Minho, sita no Largo do Paço.

A sessão conta com as presenças do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, do reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro e do fotografo Alfredo Cunha.

A iniciativa insere-se nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, promovidas pelo Município de Braga.

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