O Átrio dos Paços do Concelho de Ponte da Barca acolheu, ontem, a inauguração de uma exposição fotográfica da autoria de Rosalina Santos. A mostra reúne 39 peças fotográficas que procuram transmitir as sensações e os momentos vividos pela autora durante o percurso realizado na mina de Freixo de Numão, em Vila Nova de Foz Côa. Durante a sessão inaugural, Rosalina Santos explicou que as imagens foram captadas em 2018, salientando que, até então, “nunca ninguém tinha fotografado aquela mina”, acrescentando ainda que todas as fotografias foram registadas com o seu telemóvel.
O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Martinho, deixou uma palavra de agradecimento à autora pela disponibilidade em apresentar o seu trabalho no concelho e pela confiança depositada na sua divulgação, sublinhando que a colaboração dos artistas é essencial para afirmar Ponte da Barca como um território atento à cultura e à criatividade.
A sessão foi ainda abrilhantada por um momento musical protagonizado por uma aluna da Academia de Música de Ponte da Barca, contribuindo para um ambiente de celebração artística e cultural.
A exposição estará patente ao público até ao dia 13 de fevereiro, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, das 09h às 12h30 e das 14h às 17h30.
Nos Paços do Concelho de Ponte da Barca, entre 13 de janeiro e 13 de fevereiro, serão apresentadas 39 peças fotográficas que tentam transmitir e melhor expressar os momentos que o percurso então feito na mina de Freixo de Numão, em Vila Nova de Foz Côa, permitiu experienciar.
A inauguração está marcada para as 17h00.
Sobre a autora:
Rosalina Santos, natural de Matosinhos, reside em Vila Nova de Gaia. Fotografa desde que se lembra. Como qualquer pessoa, inicialmente fazia fotografias de família, viagens, etc. Com o advento da fotografia digital, intensifica esta paixão e, sempre que pode, dispara a tudo o que mexe ou ao que está quieto. Agora, com mais experiência, gosta especialmente de registar a intervenção humana no mundo, seja pela arquitetura, paisagem humana ou arte. Não tem formação na arte fotográfica, nunca quis. Quer manter-se como é, mostrar a sua visão limpa de artifícios ou técnicas mais ou menos intrusivas. A sua ferramenta é a câmara do telemóvel, sem complexos. A sua galeria preferencial é o Facebook. Aí expõe o seu trabalho, principalmente as suas visitas a exposições de arte que partilha com o maior prazer. Já participou em várias exposições coletivas, por exemplo, Artistas de Gaia, Cooperativa Árvore, Fundação PT, Galeria Almad’arte, e foi artista convidada na Bienal Internacional de Arte de Gaia.
4ª edição do "Registo Fotográfico - A Rusga desce ao Terreiro"
Eis mais uma iniciativa com a chancela da Rusga de S. Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho.
É já no próximo domingo, dia 16, às 15:00h, no Terreiro da Torre de Menagem em Braga que a Rusga de S. Vicente de Braga leva a efeito mais uma edição, "A Rusga desce ao Terreiro" - o Magusto anual Rusgueiro, aberto à comunidade bracarense e a quem nos visita, turistas e não só. Decorrente desta iniciativa, teremos a 4ª edição do 'Registo Fotográfico', um encontro dos amantes da fotografia (profissionais e/ou amadores), cujo objetivo visa; recolher e/ou captar os melhores momentos desta atividade comunitária para 'memória futura', e ainda, divulgar e promover o evento, dentro e fora de portas. Estamos em crer que este desiderato foi alcançado. Dos registos captados na edição anterior, três fotógrafos foram premiados ao longo deste ano 2025. Ângela Magalhães, vencedora do prémio Mundial 'Alpha Female/2025 da Sony, Adelaide Sá, no concurso de fotografia de Lisboa 'INSTANTA' e Carlos Teixeira, teve em exibição uma foto sua, na famosa Times Square de Nova York, USA, através dos emblemáticos painéis eletrónicos daquela praça.
Todos os meios, canais de comunicação e divulgação, tornam-se nos dias de hoje, imprescindíveis para a difusão da nossa cultura popular de tradição. Há que saber deles usufruir e rentabilizá-los. De referir a propósito que, a iniciativa "A Rusga desce ao Terreiro (da Torre de Menagem)", vai já na sua 14ª edição, vindo a relevar-se uma referência das atividades culturais públicas, realizadas em pleno casco urbano bracarense.
Se está interessado em participar, poderá inscrever-se até ao próximo dia 14, sexta-feira, através do email: <rusgasv@gmail.com> ou do Tlm: 961203178
O repto está lançado. Se gosta de fazer bons registos fotográficos, "A Rusga desce ao Terreiro", proporciona momentos e ambientes únicos, de pura magia fotográfica e de sã convivialidade e folguedo.
No ocaso deste mês assinalam-se sete anos do falecimento do saudoso fotógrafo franco-haitiano Gérald Bloncourt (1926-2018), um dos grandes nomes da fotografia humanista, cujas amplamente conhecidas imagens que imortalizam a história da emigração portuguesa para França, representam um contributo fundamental para uma melhor compreensão e representação do nosso passado recente.
Colaborador de jornais de referência no campo social e sindical, o antigo fotojornalista que esteve radicado em Paris mais de meio século, teve o condão de retratar a chegada das primeiras levas massivas de emigrantes portugueses a França nos anos 60. A lente humanista do fotógrafo com dotes poéticos captou com particular singularidade as duras condições de vida dos nossos compatriotas nos bairros de lata nos arredores de Paris, conhecidos como bidonvilles, como os de Saint-Denis ou Champigny, com condições de habitabilidade deploráveis, sem eletricidade, sem saneamento nem água potável, construídos junto das obras de construção civil.
Igualmente relevantes são as imagens que Bloncourt captou durante a sua primeira viagem a Portugal nos anos 60, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves. Assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes além Pirenéus, e as dos primeiros dias de liberdade em Portugal, como as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa, acontecimento que permanece ainda hoje como a maior manifestação popular da história portuguesa.
O trabalho e percurso de vida do fotógrafo francês de origem haitiana, que durante mais de vinte anos escreveu com luz a vida dos portugueses em França e Portugal, foram em 2016 distinguidos pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. No âmbito das Comemorações do 10 de Junho em Paris, Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas, cujas comemorações oficiais nesse ano aconteceram pela primeira vez numa cidade fora do país, o aclamado fotógrafo foi condecorado na cidade simbólica de Champigny, com a ordem de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Recentemente, no decurso do mês de setembro e no âmbito da 35.ª edição dos Encontros da Imagem - Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, um dos eventos culturais, com epicentro em Braga, mais importantes de Portugal. O programa, que procura refletir a contemporaneidade, o mundo e a sociedade que nos rodeiam, incluiu nas suas várias mostras, a exposição “A emigração portuguesa a salto”, com imagens de Gérald Bloncourt, e curadoria do historiador da diáspora Daniel Bastos.
Inaugurada no espaço exterior do Arquivo Municipal de Braga, a exposição, patente ao público até ao início de novembro, exibe cerca de duas dezenas de fotografias de grande formato. Oferecendo um testemunho visual impactante sobre a pobreza a todos os níveis da ditadura salazarista, a viagem “a salto”, isto é, de forma ilegal, dos emigrantes além-Pirenéus, e as condições miseráveis de alojamento dos “filhos dos grandes descobridores” nos bairros de lata, conhecidos como “bidonvilles”, nos arredores de Paris.
No texto de curadoria, o historiador Daniel Bastos, autor de obras de referência sobre o espólio do fotojornalista franco-haitiano, sustenta que “numa época em que Portugal, tradicionalmente país de emigração, tem assistido a um incremento de fluxos de imigrantes, a expressividade das imagens a preto-branco de Gérald Bloncourt, ao evocarem a miséria rural e a ausência de liberdade, que impeliram nos anos 60 e 70, a saída maioritariamente clandestina, de mais de um milhão de portugueses em direção a França, sussurram um dever de memória para com todos que demandam além-fronteiras o direito a uma vida melhor”.
A Associação ACB – Albergue Cidade de Barcelos inaugura a exposição de fotografia resultante da 3.ª Edição do Concurso Internacional de Fotografia “Barcelos no Caminho de Santiago”, que terá lugar no próximo sábado, 11 de outubro, pelas 17h00, no Posto de Turismo de Barcelos.
Esta iniciativa, realizada com o apoio do Município de Barcelos, tem como propósito promover a participação cívica e artística em torno do Caminho Português de Santiago, valorizando os temas da peregrinação, hospitalidade jacobeia e identidade local. Pretende, igualmente, divulgar Barcelos no contexto do Caminho de Santiago e fortalecer a ligação da comunidade barcelense a este património cultural e espiritual de relevância internacional.
A inauguração realiza-se no âmbito das comemorações do Dia Nacional do Peregrino, celebrando o espírito de encontro, partilha e descoberta que caracteriza o Caminho.
O Museu dos Biscainhos acolhe até 26 de Outubro a exposição de fotografia “Um ensaio visual”, da autoria do fotojornalista bracarense Hugo Delgado.
Trata-se de um trabalho criado a convite do Município de Braga no âmbito do Concurso Municipal de Fotografia, que soma já 20 edições. A edição de 2024 teve como tema o património arquitetónico e arqueológico classificado do Concelho, servindo de inspiração para esta exposição fotográfica.
Com esta iniciativa pretende-se abrir as portas à comunidade, dando a conhecer o património classificado de Braga através do olhar peculiar de Hugo Delgado.
A exposição estará patente no Museu dos Biscainhos até 26 de outubro.
A Praceta Honório de Lima, na vila do Gerês, transformou-se num palco de luz e natureza com a exposição “Garranos do Parque Nacional da Peneda-Gerês”, da autoria do fotógrafo António Cunha. Integrada no Festival Iris, a mostra apresenta-se em cubos retroiluminados, que oferecem um brilho singular às imagens, especialmente ao cair da noite, conferindo-lhes um encanto especial que tem surpreendido e emocionado os visitantes.
O Garrano (Equus caballus celticus), protagonista da exposição, é uma das mais antigas raças de cavalos da Europa e símbolo vivo do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Pequeno, robusto e ágil, acompanha o homem há milhares de anos: dos guerreiros lusitanos e reis fundadores, ao labor agrícola e às rotas marítimas, sempre reconhecido pela sua força e resistência. Hoje, desempenha um papel crucial na preservação dos ecossistemas, ajudando a controlar a vegetação, a prevenir incêndios e a manter o equilíbrio natural da montanha.
As fotografias de António Cunha revelam não apenas a beleza e imponência destes cavalos autóctones, mas também a sua dimensão simbólica, como guardiões da paisagem cultural e natural do noroeste de Portugal. O autor, natural de Terras de Bouro, vive desde sempre em contacto íntimo com a montanha e com a natureza. Há mais de duas décadas dedica-se a captar instantes que são memória e poesia visual, procurando sempre, como descreve, “poetizar com a luz”.
Na exposição, os garranos surgem em liberdade, selvagens e serenos, integrados nas serras e vales do Gerês. Cada imagem transporta o visitante para esse encontro íntimo com a essência da vida selvagem, onde a paciência e o respeito se tornam condições para captar o instante puro.
Mais do que um registo fotográfico, a mostra é um tributo à resiliência desta espécie e ao património natural que importa proteger. Ao cruzar arte, ciência e memória coletiva, a exposição consolida-se como um dos momentos mais marcantes desta edição do Festival Iris e como um convite à contemplação e valorização da natureza em estado livre.
A exposição permanecerá patente na Praceta Honório de Lima, permitindo que residentes e visitantes continuem a desfrutar desta homenagem à espécie emblemática do Gerês.
Nos dias 27 e 28 de setembro de 2025, a vila do Gerês volta a ser palco de celebração da fotografia e do cinema de natureza com a realização da 5ª edição do Iris – Festival de Imagem de Natureza do Gerês.
O programa arranca na sexta-feira à noite com a inauguração de uma exposição exterior dedicada aos garranos do Parque Nacional da Peneda-Gerês, da autoria do fotógrafo António Cunha.
Ao longo do fim de semana, o Auditório Professor Doutor Emídio Ribeiro receberá palestras de alguns dos melhores fotógrafos de natureza portugueses, assim como a participação especial de um palestrante espanhol, embaixador da marca OM System.
Na manhã de domingo, os participantes terão ainda oportunidade de integrar um passeio fotográfico orientado pelo fotógrafo de paisagem Mário Cunha, que partilhará técnicas e segredos da arte de captar imagens nas paisagens únicas do Parque Nacional.
O Festival encerra com a cerimónia de entrega de prémios do concurso internacional de fotografia de natureza, que na sua 5ª edição recebeu centenas de imagens de todo o mundo, e da 2ª edição do concurso de curtas-metragens de vídeo de natureza.
Em paralelo, os visitantes poderão usufruir de duas exposições:
Amostra exterior sobre os garranos do PNPG, de António Cunha;
A exposição de Mário Cunha, ligada ao lançamento do seu mais recente livro “Barba del Diablo”.
Com entrada livre, mediante inscrição prévia, o Festival Iris constitui uma oportunidade única para amantes da natureza e da fotografia visitarem a vila do Gerês e mergulharem na riqueza do património natural do Parque Nacional.
O historiador da diáspora Daniel Bastos no decurso da inauguração da exposição “A emigração portuguesa a salto” na 35.ª edição dos Encontros da Imagem
No decurso do mês de setembro arrancou a 35.ª edição dos Encontros da Imagem - Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais, um dos eventos culturais, com epicentro em Braga, mais importantes de Portugal.
Sob o mote “Manifestação de Interesse” e com direção artística de Vítor Nieves, a 35.ª edição dos Encontros da Imagem, que ao longo de três décadas e meia junta autores clássicos, consolidados e emergentes, do panorama local ao nacional e internacional, num programa que procura refletir a contemporaneidade, o mundo e a sociedade que nos rodeiam, mostra este ano trabalhos de mais de 350 artistas.
Entre as exposições, destaca-se “A emigração portuguesa a salto”, com imagens de Gérald Bloncourt, saudoso fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa em França nos anos 60 e 70, e curadoria do historiador da diáspora Daniel Bastos.
Inaugurada no passado dia 19 de setembro, no espaço exterior do Arquivo Municipal de Braga, a exposição, patente ao público até ao início de novembro, exibe cerca de duas dezenas de fotografias de grande formato. Oferecendo um testemunho visual impactante sobre a pobreza a todos os níveis da ditadura salazarista, a viagem “a salto”, isto é, de forma ilegal, dos emigrantes além-Pirenéus, e as condições miseráveis de alojamento dos “filhos dos grandes descobridores” nos bairros de lata, conhecidos como “bidonvilles”, nos arredores de Paris.
No texto de curadoria, o historiador Daniel Bastos, autor de obras de referência sobre o espólio do fotojornalista franco-haitiano, sustenta que “numa época em que Portugal, tradicionalmente país de emigração, tem assistido a um incremento de fluxos de imigrantes, a expressividade das imagens a preto-branco de Gérald Bloncourt, ao evocarem a miséria rural e a ausência de liberdade, que impeliram nos anos 60 e 70, a saída maioritariamente clandestina, de mais de um milhão de portugueses em direção a França, sussurram um dever de memória para com todos que demandam além-fronteiras o direito a uma vida melhor”.
Iniciativa do fotógrafo Rúben Vilas Boas acontece amanhã na “Noite Vermelha”, no quartel da corporação
Integrado no evento “Noite Vermelha” dos Bombeiros Voluntários de Esposende, o fotógrafo esposendense Rúben Vilas Boas, com a colaboração da Casa da Juventude de Esposende, vai promover uma Exposição de Fotografia Solidária a favor desta corporação.
Intitulada "Por Entre Nortadas e o Azul do Mar", a exposição-venda vai acontecer no decurso da “Noite Vermelha”, amanhã, 30 de agosto, a partir das 21h30, no Quartel dos Bombeiros de Esposende.
Composta por 30 fotografias, esta mostra fotográfica é um tributo visual à beleza e identidade do território concelhio. Entre o sopro constante das nortadas e o azul profundo do mar, Ruben Vilas Boas conseguiu captar, através da sua lente, paisagens, momentos e emoções que fazem de Esposende um lugar único.
Todas as obras expostas estarão à venda, sendo que o valor angariado reverterá, na totalidade, para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Esposende, em reconhecimento pelo seu papel crucial na proteção, segurança e apoio à população.
Esta exposição tem, assim, o duplo propósito de partilhar um olhar artístico sobre o território e reforçar o espírito solidário da comunidade.
Sob o mote “Ajude-nos a ajudar”, os Bombeiros Voluntários de Esposende promovem anualmente a “Noite Vermelha”, que vai já na oitava edição, com vista à angariação de fundos. As pulseiras do evento têm o custo de 5 euros e podem ser adquiridas junto da corporação ou nos locais habituais. Este ano, a animação musical estará a cargo do intérprete esposendense Nuno Casais e dos DJ’s Rui e Cirilo e Ruy Vercetti.
De 20 de agosto a 30 de setembro, o Núcleo Museológico de Campo do Gerês recebe a exposição de fotografia “Gerês: A Terra Fala”, da autoria do Professor e fotógrafo Luís Borges. A mostra apresenta um conjunto de registos visuais que captam a essência natural e cultural do território, revelando ao público a beleza inconfundível das paisagens, da fauna e da identidade que caracterizam o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
“Integrada no programa MEMORAR – Mediação Cultural do Arquivo Municipal de Braga, a mostra convida os visitantes a percorrerem as paisagens naturais do Parque Nacional da Peneda-Gerês, através de imagens que resgatam a memória coletiva das comunidades que ali viveram. Mais do que um simples registo fotográfico, este trabalho propõe um diálogo entre o território e as pessoas que o nomearam ao longo dos séculos, recuperando topónimos como Currais, Medas, Mariolas, Fojos do Lobo ou Silhas dos Ursos. Palavras que, muitas vezes de origem celta ou latina, são testemunhos da relação ancestral entre o ser humano e a natureza, uma herança cultural que resiste ao esquecimento”, segundo a organização.
No próximo dia 31 de agosto, integrado na sessão de apresentação do livro “A Região do Gerês e a Estrada da Jeira”, o autor estará presente para realizar também a apresentação oficial da exposição, proporcionando aos visitantes uma oportunidade especial de contacto direto com a sua obra.
A exposição constitui mais um contributo para a preservação da memória e para a valorização do património natural da região, estando aberta ao público durante todo o período em exibição.
O Minho foi desde sempre uma paisagem viva de cores alegres e vivas. As minhotas resplandecer com a sua beleza única, os seus trajes garridos, os seus sorrisos e olhos belos e cativantes. A fotografia, de invenção recente, não conseguia ainda descrever a beleza da terra e das gentes. Mas o Minho não era – nunca o foi! – a preto e branco.
É a beleza da cor e a alegria o que melhor descreve o Minho, tanto no passado como no presente. Mas, as novas tecnologias levaram os novos retratistas a vasculhar os baús que os seus ancestrais legaram e passaram a falsificar a realidade, a produzir imitações do passado e a pintar o mundo a preto e branco. E assim surgiram os trajes de lavradeira pintados em tons cinzentos ou de sépia que um dia irão confundir os investigadores. Perante o progresso optam por recuar ao passado numa espécie de nostalgia por um tempo que nunca viveram.
Essa epidemia contagiou os gráficos que têm como missão produzir e conceber os melhores cartazes e material de divulgação em geral. E, no entanto, apesar das ferramentas que passámos a ter ao dispor, salvo honrosas exceções, os designers estão presentemente a conceber material gráfico de inferior qualidade artística em relação ao que era produzido em meados do século passado.
Deixe-se o cinzento e o sépia para um tempo que já não volta e aproveitemos a beleza que a natureza nos proporciona, nas suas cores vivas e alegres, tal como a vida é na realidade!
São do poeta limiano Teófilo Carneiro estes versos:
Pintores de Portugal, ajoelhai!
Isto é um milagre, não é cor nem tinta!...
Mas não pinteis, pintores!
Orai, rezai!
Uma beleza destas não se pinta!..
Sérgio Moreira, conceituado fotógrafo vianense, respeitou escrupulosamente o que o poeta determinou: não pintou! Mas fotografou…
E retratou como o mais notável dos pintores a mulher vianense em toda a sua beleza e esplendor. E fê-lo de uma forma tão exímia que jamais um dos mais consagrados pintores renascentistas seria capaz de igualá-lo.
Através da objetiva da sua câmara fotográfica executou as mais belas obras de arte. Transportou para a tela a beleza das mordomas a pinceladas de cores álacres como só ao Minho convém.
Natural de Santa Marta de Portuzelo, à sua terra natal dedica muito do seu labor. A ele se deve inúmeras produções gráficas, entre as quais muitos cartazes de festas e romarias da nossa região.
Sérgio Moreira frequentou a Academia dos Olhares, no Porto, e o Instituto Portuguesa de Fotografia. É fotógrafo da United Photo Press e trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Esta paixão e arte é ainda partilhada com Silvia Moreira, sua esposa e companheira também nesta área da fotografia, transmitindo-lhe naturalmente a sua sensibilidade e perspetiva.
Através da fotografia, Sérgio Moreira presta uma verdadeira homenagem ao Minho e à mulher minhota, considerada a mais bela de Portugal!
Exposição “De Fio a Pavio” inaugura a 10 de agosto nos Paços do Concelho
A tradição ancestral do linho ganha nova vida na exposição “De Fio a Pavio: Tecendo Memórias”, de Marta Alves, que será inaugurada no dia 10 de agosto, às 17h, nos Paços do Concelho de Ponte da Barca, onde ficará patente até 31 de agosto.
Fruto de um trabalho documental da fotógrafa Marta Alves, a mostra resulta de um percurso pelas freguesias de Sampriz, Azias, Bravães, Cuide Vila Verde e Crasto, realizado no início de 2025. Com a sensibilidade da sua lente, Marta Alves procurou os últimos guardiões de um saber antigo: o ciclo do linho, desde a sementeira até ao fio tecido.
Mais do que um registo etnográfico, a exposição é um convite à contemplação da identidade local e à valorização da memória coletiva. “De Fio a Pavio” recorda-nos o valor do que somos quando lembramos o que nos fez ser.