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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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EDUARDO GAGEIRO FOI O FOTÓGRAFO DA REVOLUÇÃO

Há quarenta e seis anos, mal o sol despontava no horizonte, o fotógrafo Eduardo Gageiro acompanhou as operações militares que levaram ao derrube do anterior regime político. Ele próprio o descreve quando afirma “Fui avisado e avancei”, lembrando que o capitão Salgueiro Maia o autorizou a segui-lo “com risco de vida”.

“O 25 de Abril foi uma esperança. Foi o dia mais feliz da minha vida. Senti que as pessoas iriam ter uma vida melhor, falar livremente. Mas é triste porque aquele dia magnífico foi uma esperança que não se concretizou. Muitas pessoas continuam a viver mesmo muito mal. Outros enriquecem e vivem no luxo. Deixou de haver vergonha", lamenta.

Eduardo Gageiro anda sempre com a máquina fotográfica, uma companhia permanente que hoje, como antes, "continua a ser um instrumento de denúncia e de protesto".

Chegou a ser preso pela PIDE, a polícia política da ditadura de Salazar, por exibir no estrangeiro "imagens dos humildes e da miséria do país", recordou.

"Ainda hoje penso que esta profissão (fotojornalismo) é muito nobre e pode ajudar as pessoas. O que está aqui [na exposição] foi feito com o coração e é o meu contributo", disse, manifestando um agradecimento aos habitantes de Sacavém, onde nasceu, em 1935.

Foi na antiga fábrica de cerâmica local que Gageiro começou a trabalhar, ainda muito jovem, e foi nessa altura que lhe despertou a paixão pela fotografia, captando imagens dos funcionários.

Como fotojornalista iniciou atividade no "Diário Ilustrado", e também colaborou com o "Diário de Notícias" e o "Século Ilustrado". Recebeu mais de 300 prémios de todo o mundo, incluindo o 2º lugar na categoria Retratos do World Press Photo. Em 2004, foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique.

Eduardo Gageiro nasceu em Sacavém, em 1935, tendo começado a sua atividade como repórter fotográfico em 1957 no Diário Ilustrado.

No momento em que se assinala o 40º aniversário do 25 de abril de 1974, é da mais elementar justiça lembrar aqui aquele a quem devemos porventura os melhores registos fotográficos do acontecimento histórico, publicando inclusive uma foto de nossa autoria.

Fonte: http://rr.sapo.pt/

Foto: Carlos Gomes

PALÁCIO DOS MARQUESES DE VALENÇA EM 1968

À excepção da imagem que mostra a construção em 1977 de um enorme prédio por detrás do Palácio dos Marqueses de Valença, todas as demais fotos datam de 1968.

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Situado na Alameda das Linhas de Torres, perto do Campo Grande, trata-se do Palácio que nos primórdios do século XIX pertenceu aos 2ºs Marqueses de Valença, tendo sido comprado ao conde de Vimioso por Pinto da Cunha.

A quinta era muito maior do que é hoje. O campo de futebol onde estiveram instalados primeiramente o Sporting e depois o Benfica, foi construído em terrenos que pertenciam ao Palácio.

Algumas das salas conservam-se como estavam no século XIX. O cruzeiro é Monumento Nacional e o Palácio, Imóvel de Interesse Público.

Também a Câmara Municipal dos Olivais esteve instalada neste palácio durante algum tempo Algumas destas imagens fazem parte de um conjunto que integra a monografia Dispersos, do engenheiro Augusto Vieira da Silva.

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

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