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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FORJANENSES DANÇAM EM ESPOSENDE

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Na passada terça-feira, o Município de Esposende apresentou a segunda sessão do “Folclore na Praça”, no Largo Dr. Fonseca Lima, contando com a participação do Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães. A cor, a alegria e as tradições da nossa etnografia têm encontro marcado com o público todas as terças-feiras, no mesmo Largo, até ao dia 30 de julho.

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GRUPO ASSOCIATIVO DE DIVULGAÇÃO TRADICIONAL DE FORJÃES DANÇA AMANHÃ EM ESPOSENDE

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De acordo com a programação “Folclore na Praça” que levará ao Largo Dr. Fonseca Lima todos os grupos folclóricos do concelho de Esposende até ao próximo dia 30 de Julho. Cabe ao Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães atuar no próximo dia 18 de Junho.

De acordo com o seu historial, O Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães, na freguesia de Forjães, no concelho de Esposende, distrito de Braga, foi fundado a 5 de Maio de 1995. É sócio efetivo da Federação do Folclore Português.

O grupo é composto na sua totalidade por cerca de 65 elementos, estando mais ligados á área do canto cerca de 28/30, sendo maioritariamente mulheres e divide os seus cantares por Cantigas de campo, de serão ou romaria, e cantigas de ciclo natalício.

O grupo designa às suas vozes: "voz de fora" ou "descante" feito por Arminda Sá, Fátima Ferreiro, Ana Amorim e Carlos Pereira.

São alguns exemplos do seu repertório "Infante Suavíssimo", Oiçam a voz dos Sinos", "Reis Magos"; das cantigas de campo ou serão: "O canário", "Chora a Videira", "Velho", "As praias", "Trazes Cordões ao Pescoço", "Maroquinhas", "Se eu morrer não botes dó", "Loureiro", "Coradinha" e "Andorinha".”

Numa celebração e encontro de diversas culturas, o Município promoverá ainda, no dia 4 de agosto, mais uma edição do Festival Internacional de Folclore de Esposende, em coprodução com o Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães.

No ano em que se celebra o 21.º aniversário da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO, o Município continua assim empenhado, em parceria com as coletividades locais, na valorização e dinamização da etnografia, dando cumprimento aos Objetivos de Desenvolvimento Local (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

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FORJÃES ACOLHE JORNADA DE ABERTURA DO CAMPEONATO CONCELHIO DE FUTEBOL DE VETERANOS 2024

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Arranca no próximo sábado, dia 20 de janeiro, no Estádio Horácio Queirós, em Forjães, a edição 2024 do Campeonato Concelhio de Futebol de Veteranos do Município de Esposende.

A competição será disputada ao longo de seis meses, por doze equipas, num total de mais de duas centenas de atletas, em representação do ADRC Fonte Boa, AD Esposende, CF Fão, CSJ Mar, DR Estrelas Faro, Esposende Surf Team, FC Marinhas, Forjães SC, Gandra FC, GCDR Gemeses, GD Apúlia e UD Vila Chã.

Os jogos, com entrada livre, decorrerão ao sábado à tarde, em formato de jornadas concentradas, repartindo-se pelos diversos estádios do concelho, conforme programa a disponível no Portal do Desporto do Municipio de Esposende, em: https://www.desporto.esposende.pt/campeonato-concelhio-de-futebol-de-veteranos---2024.

O Campeonato Concelhio de Futebol de Veteranos integra o Plano Estratégico de Desenvolvimento Desportivo de Esposende (PEDDE) e tem como objetivo o incremento da prática desportiva regular. É direcionado para maiores de 35 anos e tem vindo a afirmar-se como uma oferta complementar ao desporto federado no concelho, dando cumprimento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

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ESPOSENDE LEVA “ARTE DO JUNCO DE FORJÃES” EM EXPOSIÇÃO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

De 11 a 13 de outubro, a “Arte do Junco de Forjães” vai estar representada numa exposição no Palácio de São Bento, em Lisboa, edifício que foi sede do Parlamento de Portugal de 1834 até 1976, altura em que passa a sede da Assembleia da República.

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A “Arte do Junco de Forjães” é uma das 22 produções certificadas em Portugal continental patente nesta mostra organizada, a convite do deputado Carlos Brás, pela A.Certifica, o único organismo de certificação das produções artesanais,

A produção artesanal das esteiras de Junco na Vila de Forjães, no concelho de Esposende, é um dos patrimónios culturais, a nível material e imaterial, mais estimados e queridos pela população local, que aqui foi introduzido ainda no século XIX, dando origem a um grupo de artífices à época designado por “esteireiros”.

O apogeu que teve no século XX deve-se a uma extraordinária conjugação de fatores: desde logo um saber fazer histórico; o impacto da adesão de um número significativo de famílias do lugar da Pedreira a este artesanato, aumentando a produção, especializando-se nela, junto com uma capacidade de criação e redes de comércio para territórios bem distantes da freguesia; o ter aproveitado os recursos naturais existentes na proximidade, mas não tão próximos como seria expectável, pois podiam usar o junco do rio Neiva, de águas doces, mas procuraram o junco de água salgada, o junco marítimo. A genuinidade e diferenciação das esteiras e cestas de junco dos artesãos de Forjães, assentes na sua qualidade e salinidade, sempre se distinguiram relativamente a artes similares que utilizam a mesma fibra vegetal.

Assiste-se, nos tempos mais recentes, a um ressurgimento desta produção artesanal, mercê do interesse suscitado quer pelos saberes tradicionais envolvidos, quer pela sustentabilidade das matérias-primas utilizadas.

Numa estratégia de preservação e valorização deste património, o Município de Esposende tem em funcionamento, desde julho de 2022, o Centro Interpretativo do Junco, instalado na antiga Escola Rodrigues de Faria, atual Centro Cultural de Forjães.

Já em julho deste ano, naquele local, decorreu a cerimónia de certificação do artesanato do Junco de Forjães. Ficou, assim, formalizado o processo de certificação da Unidade Produtiva Artesanal (UPA) de Isa Joana Silva, tornando-se, até ao momento, a única artesã/UPA certificada. No âmbito deste processo de reconhecimento do Junco de Forjães, foram ainda entregues Cartas de Mérito pelo CEARTE a Rosa Maria Pinto Brochado dos Santos, Maria Celina dos Santos Teixeira e Maria Filomena Mendanha da Rocha, cujo legado e testemunhos muito contribuíram para a emancipação desta arte, indo mais além da sua própria sobrevivência.

Refira-se que o artesanato do junco de Forjães configura uma das estratégias, do Plano de Ação para a Sustentabilidade, Crescimento e Competitividade do Turismo em Esposende: 2023_2027, pelo que o Município tem vindo a investir na sua preservação e promoção, ao abrigo da estratégica de valorização e potenciação do seu território, associado ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE AVANÇA COM 1ª FASE DA REQUALIFICAÇÃO DA ESTRADA ANTAS-FORJÃES

O Município de Esposende vai avançar com a 1.ª fase da requalificação e alargamento da Estrada Municipal (EM) 546, que liga as freguesias de Antas e Forjães, num investimento muito próximo de 1 milhão de euros.

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Neste sentido, a autarquia acaba de lançar o concurso público da empreitada, com o valor base de 983,807 euros e um prazo de execução de um ano. Nesta primeira fase, vai ser intervencionado o troço compreendido entre a rotunda da Igreja de Antas e o limite da freguesia de Forjães, numa extensão de 1400 metros.

Face ao volume de investimento, o Município optou por executar o projeto de requalificação em duas fases. Nesta primeira fase, proceder-se-á ao alargamento da via, criando uma faixa de rodagem com 6 metros e largura de passeios de 1,60 metros, e serão executados os respetivos muros de suporte/vedação.

Esta intervenção reveste-se da maior relevância, na medida em que a Estrada Municipal 546 regista um elevado fluxo de trânsito, impondo-se a necessidade de melhorar as condições de segurança e de circulação rodoviária e pedonal.

Esta obra constituiu um anseio antigo das populações das duas freguesias e encontra-se há muito sinalizada como uma intervenção prioritária, tanto pela Câmara Municipal como pelas Juntas de Freguesia de Antas e de Forjães, lideradas pelos autarcas José Viana e Vítor Quintão, respetivamente, que saúdam o anúncio da obra e pedem compreensão para os condicionalismos que advirão da sua execução.

O Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, refere que “apesar de prevista há muito, a intervenção de requalificação e alargamento da EM 546 só agora será possível, uma vez a mesma não tem qualquer apoio de fundos comunitários”.

“Trata-se de um investimento muito significativo, razão pela qual tivemos de optar por realizar a obra faseadamente”, refere, evidenciando a “enorme melhoria que resultará da intervenção, ao nível da segurança e da circulação”.

“Estamos a cumprir os compromissos assumidos com a população do concelho, visando a melhoria da sua qualidade de vida e o crescimento e desenvolvimento do nosso território, em linha com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU”, afirma o autarca.

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ESPOSENDE: ARTESANATO DO JUNCO DE FORJÃES JÁ DETÉM SELO DE CERTIFICAÇÃO

Isa Joana Silva é, a partir de hoje, a primeira, e para já a única, UPA/artesã certificada do junco de Forjães.

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Em sessão realizada, esta tarde, no Centro Cultural de Forjães, teve lugar o processo de certificação da Unidade Produtiva Artesanal (UPA) desta artesã. Garantindo a qualidade e o vínculo do território da cestaria em junco de Forjães, as peças da sua autoria são devidamente reconhecidas através de etiquetas de certificação, numeradas sequencialmente e com o nome da UPA, atribuídas pelo organismo de certificação (A.CERTIFICA).

O ato ficou também marcado pela entrega das Cartas de Artesão de Mérito pelo CEARTE a Rosa Maria Pinto Brochado dos Santos, Maria Celina dos Santos Teixeira e Maria Filomena Mendanha da Rocha, que, não obstante já não se dedicarem à atividade, viram reconhecido o seu trabalho em prol do artesanato de junco.

“É um prazer enorme estar aqui neste momento pleno de significado”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, expressando satisfação por ver dar frutos o investimento do Município na preservação e promoção do artesanato do junco de Forjães. Em causa está, assinalou o autarca, o reconhecimento do património de Forjães e da sua comunidade, sendo, pois, de toda a justiça a concretização do processo de certificação, assim como ver reconhecido publicamente o trabalho de artesãs seniores. “O importante são as pessoas”, vincou, apontando o exemplo do Coro Sénior de Esposende como um projeto que dá palco e visibilidade à comunidade idosa, a quem muito se deve o desenvolvimento e o crescimento do concelho.

“Temos dado passos muito significativos na valorização do nosso património”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal, dando como exemplo o trabalho que vem sendo desenvolvido com vista à classificação de Património Imaterial da Romaria de S. Bartolomeu do Mar e da Procissão do Senhor aos Enfermos, em Belinho. Benjamim Pereira referiu também o investimento efetuado pelo Município na preservação da tradição do sargaço em Apúlia, materializada através da recente instalação do Museu do Sargaço. Neste contexto, deu ainda nota dos apoios concedidos aos ranchos folclóricos do concelho e às bandas de música, e do impulso do teatro amador, numa estratégia de valorização das tradições e da cultura locais, a par do investimento ao nível das infraestruturas, onde se enquadra, para além do Museu do Sargaço, o Centro Interpretativo do Junco de Forjães, o novo Arquivo Municipal e a recente requalificação da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura. Em Esposende, afiançou o autarca “a cultura acompanha o desenvolvimento do território”.

“Estamos felizes. Hoje, uma vez mais, faz-se história em Forjães” afirmou o Presidente da Junta de Freguesia de Forjães, Vítor Quintão, sublinhando que o processo de certificação da arte do junco fica associado às comemorações do 34.º aniversário da elevação de Forjães a Vila. Felicitou a recém certificada artesã pelo selo de autenticidade conquistado e manifestou a expetativa de que outras artesãs possam seguir os seus passos. Notando que falar de junco equivale a falar deste património tão representativo de Forjães, Vítor Quintão agradeceu a intervenção do Município para dar maior visibilidade a esta arte. A terminar, revelou que a Junta de Freguesia concebeu e produziu um saco para acomodar as cestas adquiridas no Centro Interpretativo do Junco de Forjães.

O investigador Álvaro Campelo, a quem coube abordar o processo de elaboração do Caderno de Especificações e sua importância para a certificação, afirmou que “hoje é um dia histórico para Forjães”, na medida em que há um “reconhecimento da arte do junco”, e revelou o objetivo é que esta venha a ser classificada como Património Imaterial Nacional. Álvaro Campelo agradeceu ao Município o empenho no processo de cerificação do junco de Forjães e manifestou também o desejo de que outras artesãs possam associar-se ao processo. Conhecedor desta arte e das suas raízes, o investigador não tem dúvidas de que este é “produto com futuro”, atendendo a que “as pessoas o valorizam cada vez mais”, e afirmou que Esposende deve ter orgulho neste artesanato”, sobre o qual foi projetado um filme alusivo a esta atividade, com testemunhos de algumas artesãs de outrora.

Teresa Costa, da A.CERTFICA, entidade que atribuiu o selo de qualidade e autenticidade ao artesanato do junco de Forjães, explicou o processo de certificação e, com a colaboração do Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, fez a entrega da primeira etiqueta à artesã Isa Joana Silva, sendo que a entrega da segunda etiqueta coube ao Presidente da Junta de Forjães, Vítor Quintão, e a entrega da terceira ao Presidente da Assembleia Municipal de Esposende, Carlos Silva. Teresa Costa notou que “este é o 22.º produto certificado no Continente e o 2.º produto certificado na área de produção de fibras vegetais”.

Fernando Gaspar, do CEARTE - Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, enquadrou a atribuição das Cartas de Artesão de Mérito às três artesãs de Forjães que já não estão no ativo, assinalando que configuram o reconhecimento do “saber fazer, da experiência e do conhecimento”. Trata-se, explicou, de um processo paralelo ao reconhecimento das UPA - Unidade Produtiva Artesanal.

Refira-se que o artesanato do junco de Forjães configura uma das estratégias, do Plano de Ação para a Sustentabilidade, Crescimento e Competitividade do Turismo em Esposende: 2023_2027, pelo que o Município tem vindo a investir na sua preservação e promoção, ao abrigo da estratégica de valorização e potenciação do seu território, associado ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

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ESPOSENDE: CERTIFICAÇÃO CONFERE AUTENTICIDADE AO ARTESANATO DO JUNCO DE FORJÃES

No âmbito das comemorações dos 34 anos da elevação de Forjães a Vila, e um ano após a abertura do Centro Interpretativo do Junco de Forjães, terá lugar, no próximo dia 1 de julho, a cerimónia de certificação do artesanato do Junco de Forjães.

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Na sessão, agendada para as 15h00, no Centro Interpretativo do Junco de Forjães/Centro Cultural de Forjães, será formalizado o processo de certificação da Unidade Produtiva Artesanal de Isa Joana Silva, que se torna assim na primeira, e para já única, UPA/artesã com produção certificada, garantindo a qualidade e o vínculo do território da cestaria em junco de Forjães. As peças serão devidamente reconhecidas através das etiquetas de certificação fornecidas nesta cerimónia, numeradas sequencialmente e com o nome da UPA, pelo organismo de certificação (A.CERTIFICA).

No âmbito deste processo de reconhecimento da Arte do Junco de Forjães, serão ainda entregues Cartas de Mérito pelo CEARTE a Rosa Maria Pinto Brochado dos Santos, Maria Celina dos Santos Teixeira e Maria Filomena Mendanha da Rocha.

Rosa Maria Pinto Brochado dos Santos, a “Rosa Maria - Lita” como é conhecida popularmente, nasceu em 1948, tendo iniciado as suas lides no junco com 9 anos apenas. Foi com o seu pai, “Manuel António Esteireiro”, filho do “Tio Albino Esteireiro” - referenciado no Caderno de Especificações para a Certificação do Junco de Forjães - que aprendeu a trabalhar esta fibra vegetal. Ao longo dos anos, foi a única entre cinco irmãos que adotou esta arte como atividade principal.

Maria Celina dos Santos Teixeira, a Celina Teixeira, nasceu em 1935 e, desde muito nova, começou a trabalhar no junco. Foram precisamente os seus pais, Domingos Teixeira e Rosa Faria dos Santos, que lhe transmitiram o saber fazer, pese embora a profissão de esteireiro tivesse proveniência do lado materno. Transmitiu este saber fazer à sua filha, Alexandrina, que, por sua vez, passou este ensinamento à Isa Joana, neta da Celina Teixeira, hoje uma artesã no ativo e a tempo inteiro, testemunhando a tenacidade e a sobrevivência da arte ao longo das gerações.

Maria Filomena Mendanha Rocha Fernandes, conhecida como “Mena do Rio” nasceu em 1944, filha de Ernesto Pereira da Rocha e de Maria da Glória Martins Mendanha. Aprendeu a trabalhar o junco desde os sete anos de idade, com a sua irmã Rosa e com a sua prima Irene, na casa do seu tio “Cravo”, irmão de seu pai - referenciado no Caderno de Especificações para a Certificação do Junco de Forjães. Ao longo dos anos, adotou esta arte como atividade principal, tendo representado o Município de Esposende em várias feiras e exposições nacionais e internacionais, perfazendo um notável percurso que muito contribuiu para o engrandecimento desta arte e do nome de Esposende. No 19 de agosto de 2004, foi distinguida com a medalha de Mérito Municipal.

A produção artesanal das esteiras de Junco na Vila de Forjães, concelho de Esposende, é um dos patrimónios culturais, a nível material e imaterial, mais estimados pela população local, que foi introduzido ainda no século XIX, dando origem a um grupo de artífices à época designado por “esteireiros”. Assiste-se nos tempos mais recentes a um ressurgimento desta produção artesanal, mercê do interesse suscitado quer pelos saberes tradicionais envolvidos, quer pela sustentabilidade das matérias-primas e processo de produção utilizados.

Ciente da importância e mais-valia desta arte, o Município de Esposende, no âmbito do Plano de Ação para a Sustentabilidade, Crescimento e Competitividade do Turismo em Esposende: 2023_2027, tem vindo a investir na sua preservação e promoção, ao abrigo da estratégica de valorização e potenciação do seu território, associado ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

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ESPOSENDE ENSINA A FAZER ESTEIREIRAS – A ARTE DO JUNCO À MANEIRA DE FORJÃES

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No próximo sábado, dia 18 de março, realiza-se mais uma sessão do Café Memória de Esposende, na Casa da Juventude de Esposende, entre as 10h00 e as 12h00.

A sessão contará com a presença das Esteireiras que nos darão a conhecer a arte do junco de Forjães, património cultural imaterial que se transmite de geração em geração, da sua interação com a natureza e da sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para a promoção e o respeito pelas nossas raízes culturais.

ESPOSENDE: SINFONIETTA DE BRAGA REALIZA CONCERTOS EM FORJÃES

O Município de Esposende, em parceria com a Sinfonietta de Braga, inicia no mês de março o ciclo “Falando de Música”, que contará com três concertos até ao final do ano.

Trata-se de um formato de concertos comentados, que darão a conhecer algumas das criações mais famosas da história da música.

O ciclo de concertos inicia no dia 3 de março, às 21h30, no Centro Cultural Rodrigues de Faria, em Forjães.

Entrada livre, mediante reserva na bilheteira online da Esposende 2000, nas Piscinas Foz do Cávado e na Junta de Freguesia de Forjães.

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ESPOSENDE: CAMPEONATO CONCELHIO DE FUTEBOL DE VETERANOS 2023 ARRANCA A 21 DE JANEIRO EM FORJÃES

Integrado no Plano Estratégico de Desenvolvimento Desportivo de Esposende (PEDDE), o Município de Esposende vai promover mais uma edição do Campeonato Concelhio de Veteranos - Futebol 7.

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A competição arranca no próximo dia 21 de janeiro, no Estádio Horácio Queirós, em Forjães, e decorrerá até ao próximo mês de junho, envolvendo a participação de doze equipas/clubes associações desportivas do concelho, num total de aproximadamente duas centenas de atletas.

Esta edição será, assim, disputada pelo Clube Futebol de Fão, Desportivo Recreativo Estrelas Faro, Associação Desportiva de Esposende, União Desportiva de Vila Chã, Centro Social da Juventude de Mar, Esposende Surf Team, Grupo Desportivo de Apúlia, Grupo Cultural Desportivo e Recreativo de Gemeses, Forjães Sport Club, Associação Desportiva Recreativa Cultural de Fonte Boa/Rio Tinto, Futebol Clube de Marinhas e Gandra Futebol Clube.

O quadro competitivo desenvolve-se ao longo de 11 Jornadas Concentradas, que decorrerão quinzenalmente, ao sábado, das 16h00 às 20h00, em diversos estádios do concelho, com entrada livre.

O Campeonato Concelhio de Futebol de Veteranos é direcionado para maiores de 35 anos e insere-se numa estratégia abrangente de promoção da prática desportiva, sendo que a Câmara Municipal disponibiliza equipamentos de jogo, suportando também 50% dos custos dos exame médico-desportivo dos atletas.

Trata-se de uma competição que tendo vindo a afirmar-se como uma oferta complementar ao desporto federado no concelho, encontrando-se alinhada com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da ONU, assumidos pelo Município.

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ESPOSENDE: FORJANENSES DANÇAM NA PRAÇA – AMANHÃ É A VEZ DA RONDA DE VILA CHÃ

No passado dia 16 de Agosto, coube ao Grupo Associativo de Divulgação Tradicional de Forjães animar a noite de Esposende com mais uma edição do “Folclore na Praça”.

Os próximos grupos a atuar serão a Ronda de Vila Chã (23 de agosto), terminando este ciclo com o Rancho Folclórico Sargaceiro da Vila de Apúlia (30 de agosto).

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE AFIRMA CENTRO CULTURAL DE FORJÃES COMO ESPAÇO DE CULTURA E DE HISTÓRIA

33.º aniversário de elevação de Forjães a vila

No dia em que festeja o 33.º aniversário de elevação a vila, Forjães recebe um novo impulso cultural, que eleva e promove a sua história, cultura e identidade. O dia 30 de junho fica, assim, marcado pela inauguração do Centro Interpretativo do Junco, pela abertura da Exposição “Rodrigues de Faria” e pela reativação do polo da Biblioteca Municipal – Sala Professora Irene Faria do Valle, no Centro Cultural de Forjães – Escolas Rodrigues de Faria.

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O Município de Esposende aposta, deste modo, em “três espaços que, embora distintos, muito contribuirão para a preservação da memória coletiva dos forjanenses e de todos os esposendenses”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, assinalando que tal se traduz numa “homenagem permanente, sustentada e esclarecedora à figura maior de Forjães, o patrono do Centro Cultural, António Rodrigues de Faria”. Um “visionário”, afirmou, que entre outros investimentos na sua terra natal, financiou a construção das Escolas Rodrigues de Faria, em 1934, considerada, à data, a melhor escola do país, possuindo auditório, ginásio e cantina, e enriquecida com painéis de azulejos de Jorge Colaço, alusivos aos grandes feitos da pátria portuguesa.

O Centro Interpretativo do Junco corresponde à concretização de um sonho antigo, referiu Benjamim Pereira, acrescentando que o espaço “abre horizontes para novas descobertas em torno desta matéria-prima” e possibilitará “dar corpo às novas dinâmicas do artesanato e do turismo criativo”.

Criado há 20 anos, o polo de leitura é reativado e disponibilizado à comunidade. Dispõe de um fundo documental composto por fundo local, literatura portuguesa e estrangeira, bem como literatura para crianças e jovens, destinados ao empréstimo domiciliário ou leitura local. Apetrechado com mesas de leitura e trabalho presencial, dispõe de um catálogo on line e de um espaço com computador de acesso à internet e wi-fi.

A reativação do polo de leitura, referiu o Presidente Benjamim Pereira, decorre do projeto maior que consistiu na requalificação da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura e na criação do espaço para acolher o acervo do Padre Franquelim Neiva Soares, e no reforço do trabalho de proximidade com todas as bibliotecas escolares. Em jeito de desafio, o autarca exortou a comunidade a tirar o melhor partido deste espaço, aproveitando para conhecer a vasta produção literária de Forjães, e desafiou outros a evidenciar o seu talento nesta área.

Sustentando que o investimento camarário é abrangente a todo o território concelhio, Benjamim Pereira lembrou os mais recentes investimentos concretizados pelo Município em Forjães, num valor próximo de 1 milhão de euros, sem qualquer apoio de fundos comunitários.

Em dia de festa, o Presidente da Câmara Municipal saudou todos quantos estiveram na génese da elevação de Forjães a vila e felicitou a Junta e a Assembleia de Freguesia de Forjães pelo programa comemorativo e pela dignidade das iniciativas, deixando, ainda, um abraço a todos os emigrantes e forjanenses espalhados pelo mundo. Expressou um agradecimento final a todos quantos trabalharam para a concretização dos espaços hoje disponibilizados.

“O nosso Centro Cultural respira mais cultura a partir de hoje. Forjães fica uma vila mais rica”, afirmou o Presidente da Junta de Freguesia de Forjães, Vítor Quintão, numa intervenção em que realçou a importância das valências disponibilizadas agora no Centro Cultural. Afirmou o compromisso da Junta de Freguesia de tornar este espaço mais próximo das crianças, dos estudantes e da comunidade em geral, procurando parcerias para a sua dinamização. Para Vítor Quintão é primordial dar a conhecer às crianças o valor patrimonial do Centro Cultural de Forjães, mas também à demais comunidade do concelho. Neste contexto, apelou ao Presidente Benjamim Pereira para integrar o imóvel nos roteiros concelhios de forma a promovê-lo ainda mais.

Num dia marcante para Forjães, o Presidente da Junta anunciou que as placas identificativas da vila passarão a ostentar uma nova imagem alusiva ao junco, assinalando a sua identidade diferenciadora.

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