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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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QUIM BARREIROS E PEDRO CACHADINHA ANIMAM FESTAS EM FREXIANDA, NO CONCELHO DE OURÉM

Em junho a Freixianda assinala dia da freguesia e 24º Aniversário de elevação a vila

De 21 a 23 de junho decorrem em Freixianda, no norte do concelho de Ourém, as suas tradicionais celebrações de evocação de elevação a vila. No programa há animação musical, tasquinhas, folclore, desfile da Charanga da GNR, exposições de artesanato e ainda uma exposição de maquinaria agrícola e automóvel.

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Participam nas tasquinhas oito coletividades da freguesia com pratos que vão desde a “Chanfana à moda da Ribeira” à “Perna de Porco no espeto com migas”. No que toca à animação está prevista uma sardinhada popular, jogos escutistas, marchas populares, Festival de Ranchos, e um Passeio Pedestre.

O programa musical é encabeçado por Quim Barreiros, dia 22, sábado, pelas 23h00.Foka Energie sobe a palco pelas 22h00 de dia 21, sexta-feira; “Só Ritmo”” atua antes e depois de Quim Barreiros dia 22 , sábado dia 23; o Grupo PA 3 encerra as festas dia 23, domingo, a partir das 22h00. Destaque também para a presença dia 21 de Pedro Cachadinha e seus amigos na sexta feira ás 20h00. No Sábado dia 22 ás 21h00 atuará a Marcha da Pelmá. No Domingo dia 23 haverá um desfile pelas ruas pela Charanga a Cavalo da GNR que depois atuará no Largo do Mercado. Também no domingo ás 18h30 haverá uma tarde de folclore.

Programa

Sexta feira dia 21 (dia da Freguesia)

19h30 – Sardinhada Popular

20h00 – Atuação de Pedro Cachadinha e seus amigos

22h00 – Atuação de Foka Energie

Sábado dia 22

21h00 – Atuação da Marcha da Pelmá

22h00 – Atuação do Grupo “ Só Ritmo”

23h00 – Atuação de Quim Barreiros e sua Banda

00h30 – Continuação da atuação do Grupo “ Só Ritmo”

Domingo dia 23

09h00 – Passeio Pedestre

17h00 – Desfile da Charanga a cavalo da GNR pelas ruas da vila

17h30 – Atuação da Charanga a cavalo da GNR no Largo Juvêncio Figueiredo

18h30 – Tarde de Folclore

22h00 – Atuação do Grupo PA3

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CABECEIRAS DE BASTO ASSISTE A CERIMÓNIA DO JURAMENTO DE BANDEIRA DE PRAÇAS DO EXÉRCITO

Juramento de Bandeira do 3º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2019.

Realiza-se no próximo dia 10 de maio, em Cabeceiras de Basto, a cerimónia de Juramento de Bandeira do 3º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2019, totalizando dezanove militares masculinos e sete femininos. Este acontecimento repleto de simbolismo e relevância na tradição castrense, momento inolvidável e do mais profundo significado na vida dos jovens que um dia optaram por servir Portugal como militares do Exército.

A cerimónia do Juramento de Bandeira terá início às 10h45, com a apresentação das Forças em Parada a entidade que preside à cerimónia seguindo-se:

  • Integração do Estandarte Nacional;
  • Alocução alusiva à cerimónia, realizada pelo Comandante da Companhia de Formação;
  • Imposição de condecorações;
  • Leitura dos Deveres Militares;
  • Fórmula do Juramento de Bandeira;
  • Imposição das Boinas;
  • Hino do RI19;
  • Desfile das Forças em Parada em continência à Alta Entidade;
  • Atuação da Banda Militar do Exército-Polo do Porto;
  • Visita à exposição estática VBR Pandur II.

A cerimónia será presidida pelo Tenente General, Ajudante Geral do Exército, José António da Fonseca e Sousa

VILA PRAIA DE ÂNCORA: QUEM FOI O ALMIRANTE RAMOS PEREIRA?

O Contra-almirante Ramos Pereira foi um dos filhos mais ilustres do Concelho de Caminha. Nascido em Vila Praia de Âncora, era casado com D. Maria da Graça Lopes de Mendonça, neta do poeta Henrique Lopes de Mendonça, autor do Hino Nacional.

A identificação da família Ramos Pereira com Vila Praia de Âncora é bem patente na toponímia que chega a criar alguma confusão devido à atribuição do seu nome a numerosas artérias desta vila. 

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Filho do médico Luís Ramos Pereira, nasceu em Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha, a 6 de Abril de 1901.

Frequentou o Colégio Militar e, após dois anos de serviço no Exército, ingressou na Escola Naval, onde concluiu o curso de Marinha como primeiro classificado.

Promovido a Guarda-Marinha em Fevereiro de 1924, efectuou vários embarques como oficial subalterno, dos quais se destaca uma comissão no Extremo Oriente, entre 1930 e 1932, a bordo do cruzador "Adamastor". Nessa comissão começou a revelar um grande interesse pelas radiocomunicações, tendo sido louvado pela sua acção técnica na direcção da instalação eléctrica e dos equipamentos rádio do navio.

Foi colocado na Direcção do Serviço de Electricidade e Comunicações em Outubro de 1932. Ali viria a passar cerca de 21 anos, apenas interrompidos por duas comissões de embarque como Imediato dos contratorpedeiros "Lima" e "Douro", entre 1935 e 1936. Durante esse longo período, desenvolveu um significativo trabalho no desenvolvimento das comunicações rádio, dirigindo a construção e experimentação de novos equipamentos (actividade em que se valeu da sua experiência de radioamador) e organizando cursos para oficiais, sargentos artífices e praças. Entre as várias publicações técnicas que elaborou, destaca-se um compêndio de radioelectricidade editado em 1952, que serviu de base de apoio a vários cursos. Foi também responsável pela reorganização e modernização, em equipamento e instalações, da rede de estações radionavais da Marinha.

Passando, sucessivamente, pelos cargos de Secretário, Subdirector e Director, deixaria a Direcção do Serviço de Electricidade e Comunicações em Fevereiro de 1954, já como Capitão-de-Fragata, para exercer o comando do aviso de 2ª classe "João de Lisboa", enviado em missão de soberania à Índia portuguesa, por ocasião das graves perturbações ali ocorridas naquele ano.

Regressado à Metrópole em 1956, ano em que foi promovido a Capitão-de-Mar-e-Guerra, passou pelo Estado-Maior Naval, antes de ser enviado a frequentar o Naval Command Course no United States Naval College.

Em Junho de 1958 foi nomeado Subdirector do Instituto Superior Naval de Guerra, ascendendo a Director, já no posto de Comodoro, no início de 1960. Empreende, então, profundas alterações na organização e nos curricula daquele Instituto, tendo sido responsável pela sua mudança para as instalações definitivas, na Rua da Junqueira. Promovido a Contra-Almirante em Julho de 1960, viria a pedir a sua demissão na sequência de um discurso do Ministro da Marinha, aquando da abertura solene do ano lectivo 1961-62, que considerou atentatório do seu brio profissional.

Passa à Reserva em Abril de 1966, tendo, ainda, exercido as funções de Director do Museu da Marinha, entre 1968 e 1971. Em Outubro de 1969 chega a ter alguns assomos de actividade política, candidatando-se a deputado por Viana do Castelo na lista da Oposição Democrática.

Nos últimos anos da sua vida desenvolveu uma intensa actividade intelectual, quer na vertente técnico-científica quer, principalmente, na vertente cultural. Foi um dos dez fundadores do Centro de Estudos de História Marítima, mais tarde designado por Centro de Estudos de Marinha, que daria, em 1978, origem à Academia de Marinha.

Entre os vários trabalhos que publicou, maioritariamente de cariz técnico, avulta, no campo da História, um estudo sobre a vida de Gago Coutinho, que publica em 1973. Também se debruçou sobre a figura de Fontoura da Costa, sendo ainda de mencionar o seu interesse pelo património arquitectónico da Marinha.

Faleceu em Lisboa, no Hospital da Marinha, na sequência de um carcinoma estomacal, no dia 16 de Março de 1974.

Em 1982 foi, a título póstumo, agraciado pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem da Liberdade. A sua memória foi ainda homenageada com a atribuição do seu nome à estação radionaval da Apúlia (na sua terra natal), hoje desactivada.

Jorge M. Moreira Silva | 2009

Bibliografia

  • A Propagação das Ondas Electromagnéticas em Torno da Superfície da Terra, sep. Anais do Clube Militar Naval, Lisboa, Imprensa Nacional, 1934 Radioelectricidade Elementar, Lisboa, Livraria Luso-Espanhola, 1952
  • Radioelectricidade, Lisboa, Livraria Luso-Espanhola, 1955
  • A Educação e a Ciência na Competição Comunista, Lisboa : Tip. da L. C. G. G., 1959
  • A Preparação dos Oficiais Superiores da Nossa Armada, sep. Anais do Clube Militar Naval, Lisboa, Tip. da L. C. G. G., Outubro-Dezembro 1959
  • A Carreira Naval na Era Nuclear, sep. Anais do Clube Militar Naval, Lisboa, L.C.G.G., Janeiro-Março 1960
  • O Ministério da Marinha e as suas Precárias Instalações, sep. dos Anais do Clube Militar Naval, nºs 10 a 12,Lisboa, Tip. L.C.G.G., 1961
  • "As Instalações da Marinha", Revista de Marinha, v. 25, nº 457, Lisboa, Abril de 1961, pp. 13-22
  • As Longas Comissões de Serviço da Marinha de Guerra nas Águas da Índia Portuguesa, palestra proferida no Rotary Clube de Viana do Castelo em 19 de Setembro de 1962, Porto, Ed. do Rotary Clube de Viana do Castelo, 1962
  • "Subsídios para a História dos Cursos de Radioelectricidade e de Comunicação da nossa Armada", Anais do Clube Militar Naval, Lisboa, Of. Graf. Minerva, 1965, pp. 691-752
  • Divagando sobre o Passado e o Futuro do Clube Militar Naval, sep. Anais do Clube Militar Naval, ed. especial comemorativa do centenário 1866-1966, Lisboa, Instituto Hidrográfico, 1966
  • A Instrução: Base do Progresso dos Povos, Braga, Rotary Club, 1967
  • "Subsídios para a História do Instituto Superior Naval de Guerra", Anais do Clube Militar Naval, v. 97, t. 1-3, 4-6, 10-12, Lisboa, 1967
  • Gago Coutinho: Geógrafo, Lisboa, Ministério da Educação Nacional, 1973
  • Fontoura da Costa: Professor Insigne, Matemático Categorizado, Marinheiro Brioso mas Inconformado que muito Dignificou a Marinha e Honrou a Pátria, Lisboa, Centro de Estudos da Marinha, 1973

Estudos

  • ANTÓNIO, Joaquim Félix, "Sessão Solene Evocativa do Vice-Almirante Jorge Maia Ramos Pereira por Ocasião do 1º Centenário do seu Nascimento", Revista da Armada, nº 342, Lisboa, Maio de 2001, pp. 14-17

Nota do NRA

Foi sócio honorário da REP;

Foi distinguido em 1932 com o Certificado WAC, conforme atesta o documento da IARU em anexo;

Em Lisboa e a bordo do Cruzador Vasco da gama, teve o indicativo CT1CN e a bordo do Cruzador Adamastor, no extremo Oriente, teve o indicativo CR9CN

Casou em 11 de Maio de 1939, com D. Maria da Graça Lopes de Mendonça não tendo o casal deixado descendência

Fonte: Núcleo de Radioamadores da Armada http://www.nra.pt/ 

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CHEFE DO ESTADO-MAIOR-GENERAL DAS FORÇAS ARMADAS VISITA PONTE DA BARCA

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA),  Almirante António Silva Ribeiro deslocou-se em visita a Ponte da Barca no passado fim de semana, tendo sido recebido pelo Presidente da Câmara, Augusto Marinho. Foi nos Paços do Concelho de Ponte da Barca que, ao final da manhã do passado Sábado, foi recebido tendo procedido o CEMGFA  à assinatura do Livro de Honra do Município.

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Durante a deslocação a Ponte da Barca, o  CEMGFA teve oportunidade de visitar alguns pontos do concelho, nomeadamente o Mosteiro de Bravães, o Centro Interpretativo Fernão de Magalhães e o Castelo de Lindoso, tendo feito ainda uma intervenção sob o tema: “A missão das Forças Armadas: o caso particular do empenhamento das Forças Nacionais Destacadas". 

Perante uma vasta plateia, a mais alta patente militar portuguesa falou sobre o papel e as missões de mais de 2000 militares nos diversos contextos do contributo das Forças Armadas para a paz, a segurança e a estabilidade internacional, seja no âmbito da NATO, União Europeia, ONU ou missões bilaterais, destacando e realçando o reconhecimento Internacional dado aos militares Portugueses pela competência e eficácia no cumprimento das suas missões. No período de intervenção do público foi o CEMGFA desafiado a pronunciar-se sobre temas tão diversos como o caso de Tancos, as Messes e a Situação na Venezuela entre outros.

Augusto Marinho estava visivelmente satisfeito com a presença do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro e com a adesão do público à iniciativa realçou, no discurso de receção “motivo extra de alegria e orgulho em receber o CEMGFA em Ponte da Barca, sendo ele um Almirante da Marinha de Guerra, na terra onde nasceu Fernão Magalhães".

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CHEFE DE ESTADO-MAIOR-GENERAL DAS FORÇAS ARMADAS VISITA PONTE DA BARCA

A Câmara Municipal de Ponte da Barca procede à Recepção Oficial do Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), Almirante António Silva Ribeiro, no próximo sábado, dia 16 de Fevereiro, às 18:30h, nos Paços do Concelho, a que se seguirá uma comunicação apresentada pelo Sr. Almirante CEMGFA subordinada ao tema, “A missão das Forças Armadas: o caso particular do empenhamento das Forças Nacionais Destacadas”.

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COMANDO DE BRAGA DA GNR COMEMORA EM FAFE O 10º ANIVERSÁRIO

Fafe acolhe 10º aniversário do Comando Territorial de Braga da GNR. Ministro da Administração Interna destacou diminuição dos índices de criminalidade no distrito.

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O 10º aniversário do Comando Territorial de Braga da GNR foi celebrado, na tarde de ontem, em Fafe.

Eduardo Cabrita, Ministro da Administração Interna, e Isabel Oneto, Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna,marcaram presença na cerimónia que condecorou também vários militares que se destacaram no exercício das suas funções, pelo seu empenho, dedicação, coragem, lealdade e espírito de sacrifício.

Eduardo Cabrita revelou “particular honra por poder participar neste dia do Comando Territorial de Braga, no qual saudamos o esforço dos mais de 900 oficiais, sargentos, guardas e proteção civil da GNR que asseguram a segurança das populações neste distrito, afirmando-a, assim, como um elemento essencial na afirmação da qualidade de vida das populações. Os resultados muito positivos que Portugal tem nesta matéria devem-se também ao esforço das mulheres homens que servem o país na Guarda Nacional Republicana.”

O Distrito de Braga é, neste contexto, uma região muito especial, porque carateriza-se pelo seu dinamismo económico, a capacidade exportadora e pela juventude das populações. Fafe é um município em que a competência territorial, em matéria de segurança, é integralmente pertencente à GNR. E é por isso que é tão relevante aqui afirmar como o fator segurança é importante para a qualidade de vida dos portugueses e para aqueles que aqui querem trabalhar e investir.

Portugal foi, este ano, qualificado como o 4º país mais seguro do mundo e isso é essencial para o bem estar dos portugueses, mas também para atrair turistas, promover investimento e para a confiança coletiva nas instituições.”

Eduardo Cabrita revelou ainda que “a criminalidade geral, entre 2015 e 2018, baixou em 25 por cento, no distrito de Braga, e a criminalidade violenta e grave desceu de 225 ocorrência, em 2015, para 154, em 2017, mantendo-se esta tendência de redução em 2018. É, por isso, importante concentrar-nos nos vários domínios de ação da Guarda Nacional Republicana, combate ao crime e na segurança das populações e ver nela um amigo, permanentemente disponível para apoiar.”

O Ministro da Administração Interna destacou ainda “o papel fundamental da GNR depois dos trágicos acontecimentos de junho e outubro de 2018”, com o flagelo dos incêndios florestais.

O investimento em segurança é um investimento em qualidade de vida e, por isso, iniciaremos um processe de reequipamento da Guarda Nacional Republicana. Teremos até ao final do ano 187 novas viaturas, a acrescer às centenas de veículos destinados ao reforço dos GIPS. Este esforço continuará em 2019, também com o reforço em armamento e instrumentos tecnológicos”, rematou.

O Coronel Paulo António Pereira Soares, Comandante do Comando Territorial de Braga explicou, na ocasião, “a comemoração do 10º aniversário do Comando Territorial de Braga em Fafe é reveladora do sentido de abrangência que defendemos. A cidade de Fafe foi, desde logo, a primeira opção, por se tratar da única cidade no distrito de Braga onde detemos exclusiva responsabilidade de assegurar a segurança de pessoas e bens, dotada de um conjunto de valências que abrangem a competência territorial, a investigação criminal e proteção da natureza, programas especiais para crianças e idosos e um posto de trânsito.”

O Comandante do Comando Territorial de Braga alertou ainda “a forma profissional como os militares da GNR atuam não é isenta de esforço e sacrifico, principalmente a nível pessoal, aqui agravados pela falta de efetivos da Unidade. Esta situação viu-se agravada no corrente ano.”

Paulo António Pereira Soares registou ainda a “redução do índice de criminalidade no distrito”, alertando, no entanto, para a necessidade, de “reforçar a atenção e ação no que à criminalidade violenta e grave diz respeito”.

Outra preocupação que não devemos esquecer, para além da necessidade de formação dos nossos militares nas valências de investigação criminal, SEPNA e trânsito, prende-se com o garantir as melhores condições de acesso e trabalho aos utentes e militares deste Comando Territorial. Cientes do muito que já foi feito, continuamos a manter as expectativas de ver iniciadas as obras de requalificação no Posto de Territorial das Caldas das Taipas, Lordelo e Braga.”

As celebrações, abrilhantadas por uma companhia de militares, banda musical e meios auxiliares de policiamento, incluíram ainda um desfile, pelas principais artérias da cidade, da Charanga da Unidade de Segurança e Honras de Estado, única no mundo que executa peças musicais em evoluções a galope.

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ARCOS DE VALDEVEZ RECEBE COMEMORAÇÕES DO 10º ANIVERSÁRIO DO COMANDO TERRITORIAL DA GNR DO DISTRITO DE VIANA DO CASTELO

Comando Territorial da GNR do Distrito de Viana do Castelo assinala aniversário em Arcos de Valdevez

Arcos de Valdevez foi palco, esta segunda-feira, dia 1 de Outubro, das celebrações do 10º Aniversário do Comando Territorial da GNR do Distrito de Viana do Castelo.

Para a autarquia a escolha do concelho para o festejo desta data é de realçar e motivo de orgulho. O autarca João Esteves felicitou o Comando Territorial por estes 10 anos em prol da região, desejando “muitos mais anos com êxitos para a vossa ação, que se manifestará em proteção e salvaguarda de pessoas e bens, de segurança e tranquilidade tão importante para os alto-minhotos e para quem nos visita, investe ou vem morar”.

O reforço da parceria e o estreitar de laços entre a GNR e os Município, também foi referido, adiantando que o mesmo se encontra bem patente nas muitas ações desenvolvidas em conjunto em prol dos territórios e das populações, “quer seja na segurança, na educação, ação social, proteção civil, ambiente, saúde ou desenvolvimento local”, bem como quando foi estabelecido um protocolo para a requalificação do Quartel do Posto Territorial e Destacamento.

Aproveitando a oportunidade solicitou o reforço do contingente e meio logísticos para melhorar a segurança dos arcuenses e para fazer face ao aumento da presença de visitantes, já que hoje em dia a segurança é um dos fatores determinantes na escolha do local de férias; o reforço das equipas dos programas Escola Segura; o reforço do apoio à população idosa; o reforço das equipas de SEPNA e GIPS.

O Presidente da Câmara Municipal deixou ainda uma referência ao Comandante de Destacamento, ao Comando do Posto de Arcos de Valdevez e a todos os agentes das mais diversas unidades da GNR no território, agradecendo-lhes o trabalho realizado, garantindo também o apoio para o desempenho das suas missões.

Por fim, ao General Comandante do Comando da Doutrina e Formação da GNR, afirmou contar com o seu empenho na resolução das sugestões dadas, deixando certo que poderá contar com os Municípios como parceiros no desempenho do seu cargo.

FALECEU ONTEM O CORONEL DE INFANTARIA ANTÓNIO FEIJÓ DE ANDRADE GOMES, NATURAL DE PONTE DE LIMA

Faleceu, no dia 29 de Maio de 2018, o veterano António Feijó de Andrade Gomes, Coronel de Infantaria (na situação de reforma)

António Feijó de Andrade Gomes, Coronel de Infantaria, nascido a 22 de Setembro de 1948 em Ponte de Lima.

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- em 14 de Outubro de 1963 ingressou na Academia Militar;

- em 21 de Março de 1966 cadete-aluno do curso deinfantaria, promovido a aspirante-a-oficial e colocado na Escola Prática de Infantaria (EPI-Mafra) para tirocínio;

- em 28 de Agosto de 1966 concluído o tirocínio (51º lugar com 12,71 valores), classificado "oficial de infantaria (B)" e transferido para o Regimento de Infantaria 6 (RI6-Porto);

- em 13 de Janeiro de 1967, tendo sido mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, embarca em Lisboa com destino a Morrumbala, a fim de ser integrado na Companhiade Cavalaria 1508 do Batalhão de Cavalaria 1880 (CCav1508/BCav1880);

- em 07 de Fevereiro de 1968 regressa àMetrópole, concluindo a sua primeira comissão ultramarina;

- em 01 de Dezembro de 1968 promovido a tenente;

- desde 06 de Janeiro até 20 de Março de 1969 frequentouno Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE-Lamego) o 1º Curso de Operações Especiais / 1969;

- em 28 de Agosto de 1969 promovido a capitão;

- no último trimestre de 1969, frequentou um "Estágio de Actualização do Ultramar";

- em 25 de Abril de 1970, tendo sido mobilizado para servir Portugal novamente na Província Ultramarina de Moçambique, embarcou em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' como comandante da Companhia de Caçadores 2705 do Batalhão de Caçadores 2914 (CCac2705/BCac2914), unidade destinada ao sector centro fronteiriço distrital do Niassa;

- em 09 de Junho de 1971 substituído no comando da sua subunidade e deslocado para o Dondo (Beira), como instrutor de Grupos Especiais de Pára-Quedistas (GEP) no Centro de Instrução de Grupos Especiais da Região Militar de Moçambique (CIGE/RMM);

- em 24 de Maio de 1972 regressou à Metrópole, ficando colocado no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE - Lamego) como instrutor;

- em 09 de Setembro de 1973 co-subscritor da "Contestação das Alcáçovas";

- em 20 de Março de 1974 transferido para o Regimento de Infantaria 3 (RI3-Beja);

- em 09 de Maio de 1974 colocado no Regimento deInfantaria 6 (RI6-Porto);

- em 20 de Novembro de 1974, tendo sido "nomeado por imposição" para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarcou no Aeródromo Base n.º 1 (AB1-Figo Maduro) com destino à Base Aérea n.º 9 (BA9-Luanda), a fim de ser integrado na estrutura do Comando Operacional de Luanda do Comando-Chefe das Forças Armadas em Angola (COPLAD/CCFAA).

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- de Setembro a Outubro de 1975, encontrando-se já regressado definitivamente à Metrópole e ao Regimento de Infantaria 6 (RI6 - Porto), a convite do brigadeiro Pires Veloso, fez parte da organização e instrução de três companhias destinadas a constituir um "batalhão operacional da Região Militar Norte (RMN)".

- desde 27 de Fevereiro de 1997 até 21 de Setembro de 2000, coronel comandante do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE-Lamego).

- em 22 de Setembro de 2008 passou à situação de reforma e passou a presidir à direcção da «Associação para o Monumento de Homenagem aos Militares do Porto que Combateram no Ultramar».

- em 04 de Junho de 2017 mantinha funções de presidente da mesa da assembleia-geral da Associação de Operações Especiais.

Fonte: http://ultramar.terraweb.biz/

Informação do veterano Júlio Pinto, e

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

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EX-MILITARES DO REGIMENTO DE ENGENHARIA 2 DO PORTO VISITAM MUNICÍPIO DE CELORICO DE BASTO

Município de Celorico de Basto recebeu a visita de ex-militares do Regimento de Engenharia 2 do Porto

Cerca de 60 ex-militares do Regimento de Engenharia 2 do Porto, de 1957-58-59, estiveram de visita ao concelho de Celorico de Basto no dia 14 de abril, tendo sido recebidos no salão nobre dos Paços do Concelho, pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal, Carlos Peixoto.

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“É uma honra receber estes homens, alguns dos quais participaram na longínqua campanha da Índia, e que viram Celorico de Basto como um dos locais de visita obrigatória, para celebrar o aniversário da sua incorporação. Estamos agradecidos e honrados com a vossa visita” disse o Vice – Presidente da Câmara Municipal, durante a receção do grupo.

O grupo de ex-militares em jeito de comemoração do aniversário da sua incorporação tem vindo a visitar várias cidades e concelhos. Este ano, escolheu passar por Celorico de Basto, sobretudos por causa da gastronomia e dos espaços turístico.

Depois de almoçar num dos restaurantes de Celorico de Basto, o grupo dirigiu-se aos Paços do Concelho onde foi recebido pelo Vice – Presidente culminando a receção com uma troca de lembranças entre os ex-militares do regimento de Engenharia 2 do Porto e o autarca. No fim da visita aos Paços do Concelho, o grupo prossegui a sua viagem com paragem no Castelo de Arnoia, um dos ex-libris patrimoniais de Celorico de Basto.

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PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE AMARES ACOMPANHA DE PERTO JOVENS AMARENSES CONVOCADOS PARA O DIA DA DEFESA NACIONAL

Mais de 300 jovens foram chamados a participar nas atividades

Manuel Moreira, presidente da Câmara Municipal de Amares, deslocou-se, esta manhã, até ao Centro de Divulgação da Defesa Nacional situado no Regimento de Cavalaria nº 6 (RC6), em Braga, para acompanhar de perto os jovens amarenses (rapazes e raparigas) convocados para o Dia da Defesa Nacional.

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No total 307 jovens oriundos do concelho foram chamados a esta iniciativa que tem como objetivo central sensibilizá-los para a temática da defesa nacional e divulgar o papel das Forças Armadas, a quem incumbe a defesa militar da República.

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Esta não é a primeira vez que o autarca de Amares se associa a esta ação que se reveste na sua opinião de "grande importância" pelo contacto privilegiado que proporciona aos jovens com a dinâmica e trabalho levado a cabo pelas Forças Armadas Portuguesas, procurando sensibilizá-los para a importância do seu papel e contributo para com a sociedade civil.

Durante o Dia da Defesa Nacional, são desenvolvidos um conjunto de atividades e ações de formação que dão a conhecer aos participantes as missões essenciais das Forças Armadas, a sua organização e os recursos que lhes estão afetos, bem como as formas de prestação de serviço militar e as diferentes possibilidades de escolha para quem queira prestar serviço efetivo.

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ESTANDARTE DO NRP VIANA DO CASTELO DESFILA NAS COMEMORAÇÕES DOS 700 ANOS DA MARINHA PORTUGUESA

Entre os numerosos estandartes que hoje desfilaram em Lisboa no âmbito das comemorações dos 700 anos da Marinha Portuguesa, chamou-nos particularmente a atenção o relativo ao NRP Viana do Castelo.

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Trata-se de um Navio Patrulha Oceânico que foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e aumentado ao efetivo dos navios da Armada em 30 de dezembro de 2010.

De acordo com o site oficial da Marinha Portuguesa, foi concebido como navio não combatente, e destina-se prioritariamente a exercer funções de autoridade do Estado e a realizar tarefas de interesse público nas áreas de jurisdição ou responsabilidade Nacional.

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MARINHA PORTUGUESA COMEMORA 700 ANOS DE EXISTÊNCIA COM DESFILE NAVAL E PARADA MILITAR EM LISBOA

As armas e os barões assinalados

Que, da ocidental praia lusitana,

Por mares nunca de antes navegados

Passaram ainda além da Taprobana,

Em perigos e guerras esforçados,

Mais do que prometia a força humana,

E entre gente remota edificaram

Novo reino, que tanto sublimaram.

Os Lusíadas, Canto I, estrofe 1

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PARABÉNS, MARINHA PORTUGUESA!

Perto de meia centena de navios nacionais e estrangeiros participam hoje no rio Tejo nas comemorações dos 700 anos da Marinha Portuguesa

O rio Tejo de onde há mais de quinhentos anos partiram as caravelas e naus portuguesas que, parafraseando o imortal poeta Luís Vaz de Camões, “Novos mundos ao mundo irão mostrando”, serviu hoje de cenário a um acontecimento de com uma grandiosidade jamais vista na cidade de Lisboa. Perto de meia centena de navios de guerra, nacionais e estrangeiros, perfilaram-se perante a cidade das sete colinas para celebrar o 700º aniversário da Marinha Portuguesa.

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Defronte, na Praça do Comércio – local que antes do Terramoto de 1755 fora o Terreiro do Paço – os marinheiros de Portugal formaram em parada e desfilaram perante o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas e à vista do arco triunfal onde a Glória coroa o Génio e o Valor e se inscreve a divisa “VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS COCVMENTO PPD”*

Por seu turno, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante António Silva Ribeiro, evocou o passado glorioso da Marinha Portuguesa, enaltecendo as virtudes militares e o espírito de servir que a todos irmana no cumprimento do dever.

Passam 700 desde a data da criação formal da Marinha Portuguesa. Em 1 de Fevereiro de 1317, celebrava o Rei D. Dinis com o genovês Manuel Pessanha, um contrato de vassalagem, tendo este sido nomeado por Diploma Régio o primeiro Almirante do Reino de Portugal, conferindo a partir de então à Armada Portuguesa um carácter permanente.

Não obstante o simbolismo da data, a Marinha Portuguesa possui origens bem mais remotas, sendo de acordo com uma bula papal considerado o ramo das Forças Armadas mais antigo do mundo. Regista-se nos anais da História de Portugal, regista-se a batalha travada com êxito em 1180, ao largo do Cabo Espichel, comandada por D. Fuas Roupinho, contra uma esquadra muçulmana. A referida batalha ocorreu ao tempo do reinado de D. Afonso Henriques. Mas, foi o Rei D. Dinis quem decidiu conferir à Marinha Real o carácter de organização permanente que mantém até aos nossos dias.

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À Marinha se deve ainda as navegações quinhentistas e à expansão marítima que lhe sucedeu, estendendo o seu domínio a todos os mares, desde o Oceano Atlântico ao Pacífico, unindo os cinco continentes sob a égide da Cruz da Ordem de Cristo.

Entre as suas maiores glórias conta-se a Batalha do Cabo Matapão, travada em 1717 contra a poderosa esquadra turca que no Mediterrâneo ameaçava o sul da Europa. A sua função foi adaptando-se às mudanças dos tempos e cumpre actualmente importantes missões no domínio internacional e também na salvaguarda da nossa soberania no mar.

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Conta uma velha lenda que Lisboa terá sido fundada pelo herói grego Ulisses (Odisseu) que a baptizou com o seu próprio nome, o qual viria mais tarde com a presença romana a ser corrompido para Olissipona. Para tal, iludira a rainha de Ofiusa – a terra de Serpentes como mitologicamente era conhecido o local – fingindo levar-se pelos seus encantos. Uma vez cumprida a tarefa, Ulisses partira logo que os navios estavam abastecidos e a marinhagem repousada, deixando atrás de si a rainha de Ofiusa que, desesperadamente, procurava alcançá-lo até ao mar e, serpenteando, dera origem à formação das colinas da cidade.

Foi, pois, nesta vetusta cidade de tão antigos e nobres pergaminhos que Portugal fez nascer a mais antiga Marinha do mundo, a qual hoje desfilou na sua melhor sala de visitas – o Terreiro do Paço – banhada pelas águas do rio Tejo que em tempos idos viu partir com as velas enfunadas, as naus que levaram a Cruz de Cristo às cinco partidas do mundo.

* “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”.

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Carta Régia do Rei D. Dinis, de 1 de Fevereiro de 1313, nomeando Manuel Pessanha como primeiro Almirante do Reino

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MARINHA PORTUGUESA COMEMORA 700 ANOS DE EXISTÊNCIA COM DESFILE NAVAL E PARADA MILITAR EM LISBOA

As armas e os barões assinalados

Que, da ocidental praia lusitana,

Por mares nunca de antes navegados

Passaram ainda além da Taprobana,

Em perigos e guerras esforçados,

Mais do que prometia a força humana,

E entre gente remota edificaram

Novo reino, que tanto sublimaram.

Os Lusíadas, Canto I, estrofe 1

PARABÉNS, MARINHA PORTUGUESA!

Perto de meia centena de navios nacionais e estrangeiros participam hoje no rio Tejo nas comemorações dos 700 anos da Marinha Portuguesa

O rio Tejo de onde há mais de quinhentos anos partiram as caravelas e naus portuguesas que, parafraseando o imortal poeta Luís Vaz de Camões, “Novos mundos ao mundo irão mostrando”, serviu hoje de cenário a um acontecimento de com uma grandiosidade jamais vista na cidade de Lisboa. Perto de meia centena de navios de guerra, nacionais e estrangeiros, perfilaram-se perante a cidade das sete colinas para celebrar o 700º aniversário da Marinha Portuguesa.

Defronte, na Praça do Comércio – local que antes do Terramoto de 1755 fora o Terreiro do Paço – os marinheiros de Portugal formaram em parada e desfilaram perante o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas e à vista do arco triunfal onde a Glória coroa o Génio e o Valor e se inscreve a divisa “VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS COCVMENTO PPD”*

Passam 700 desde a data da criação formal da Marinha Portuguesa. Em 1 de Fevereiro de 1317, celebrava o Rei D. Dinis com o genovês Manuel Pessanha, um contrato de vassalagem, tendo este sido nomeado por Diploma Régio o primeiro Almirante do Reino de Portugal, conferindo a partir de então à Armada Portuguesa um carácter permanente.

Não obstante o simbolismo da data, a Marinha Portuguesa possui origens bem mais remotas, sendo de acordo com uma bula papal considerado o ramo das Forças Armadas mais antigo do mundo. Regista-se nos anais da História de Portugal, regista-se a batalha travada com êxito em 1180, ao largo do Cabo Espichel, comandada por D. Fuas Roupinho, contra uma esquadra muçulmana. A referida batalha ocorreu ao tempo do reinado de D. Afonso Henriques. Mas, foi o Rei D. Dinis quem decidiu conferir à Marinha Real o carácter de organização permanente que mantém até aos nossos dias.

À Marinha se deve ainda as navegações quinhentistas e à expansão marítima que lhe sucedeu, estendendo o seu domínio a todos os mares, desde o Oceano Atlântico ao Pacífico, unindo os cinco continentes sob a égide da Cruz da Ordem de Cristo.

Entre as suas maiores glórias conta-se a Batalha do Cabo Matapão, travada em 1717 contra a poderosa esquadra turca que no Mediterrâneo ameaçava o sul da Europa. A sua função foi adaptando-se às mudanças dos tempos e cumpre actualmente importantes missões no domínio internacional e também na salvaguarda da nossa soberania no mar.

Conta uma velha lenda que Lisboa terá sido fundada pelo herói grego Ulisses (Odisseu) que a baptizou com o seu próprio nome, o qual viria mais tarde com a presença romana a ser corrompido para Olissipona. Para tal, iludira a rainha de Ofiusa – a terra de Serpentes como mitologicamente era conhecido o local – fingindo levar-se pelos seus encantos. Uma vez cumprida a tarefa, Ulisses partira logo que os navios estavam abastecidos e a marinhagem repousada, deixando atrás de si a rainha de Ofiusa que, desesperadamente, procurava alcançá-lo até ao mar e, serpenteando, dera origem à formação das colinas da cidade.

Foi, pois, nesta vetusta cidade de tão antigos e nobres pergaminhos que Portugal fez nascer a mais antiga Marinha do mundo, a qual hoje desfilou na sua melhor sala de visitas – o Terreiro do Paço – banhada pelas águas do rio Tejo que em tempos idos viu partir com as velas enfunadas, as naus que levaram a Cruz de Cristo às cinco partidas do mundo.

* “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”.

Texto e fotos: Manuel Santos

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Carta Régia do Rei D. Dinis, de 1 de Fevereiro de 1313, nomeando Manuel Pessanha como primeiro Almirante do Reino

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GUIMARÃES RECEBE COMEMORAÇÕES DO DIA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS

Dia do Exército em Guimarães com “programa vasto” e “orientado” para o recrutamento

O Dia do Exército de 2017 vai ser comemorado em Guimarães, de 18 a 22 de outubro, com um "programa vasto" que inclui consultas médicas à população, momentos culturais e mostras de capacidade, "atividades também orientadas" para o recrutamento.

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Apresentadas esta tarde, em conferência de imprensa, pelo general Fonseca e Sousa, chefe de gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército, as celebrações daquele dia alastram-se ainda a "todos as unidades" do Exército, que vão estar abertas ao público.

O responsável salientou ainda o "espírito de sacrifício" necessário para servir aquela estrutura, afirmando acreditar que "esse espírito existe" entre os portugueses mas que não tem sido posto à prova, estando aí uma explicação para a falta de jovens a aderir ao Exército.

"A escolha de Guimarães [para as celebrações deste ano] é uma escolha natural", explicou o General, explicando que "é política do Exército fazer este tipo de eventos de forma descentralizada".

Em 2017, a celebração do Dia do Exército será feita com "um programa vasto que se inicia na semana de 16 a 20 de outubro com uma política de porta aberta em todas as unidades do Exercito do país", pelo que, explicou, "a população pode visitar aquelas unidades".

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Segundo explicou o General Fonseca e Sousa, o objetivo do Dia do Exército é "mostrar ao público o conjunto de meios" de que o Exército português dispõe, "seja em equipamento, em viaturas ou em armamento, pesado e ligeiro".

Com esta efeméride pretende-se ainda mostrar "a velha comunhão" entre o povo e o Exército: "Porque o Exército emana do povo e nós também somos povo", explicou o responsável.

Questionado sobre se com esta abertura e demonstrações pretende o Exército aumentar o recrutamento de jovens, o General anuiu.

"Vocês sabem que, neste momento, em termos de efetivos e no que concerne ao regime de voluntariado e contrato, não temos conseguido ter aquele que desejávamos. Neste momento, não há nenhuma atividade do Exército que não esteja orientada para o recrutamento, que não seja feita procurando passar uma mensagem do género vem defender Portugal connosco", afirmou.

Sobre as razões que levam à assumida falta de efetivos, o general apontou o espírito de sacrifício necessário para servir no Exército, salientando acreditar que esse espírito existe mas não tem sido necessário.

"É muito sacrifício e não temos tido ameaças que levem a que esse espírito que existe, porque somos uma nação independente há muito séculos, seja necessário ser colocado na ordem do dia, porque os portugueses hoje são iguais aos portugueses do século XII", assegurou.

Quanto ao programa de festas, a destacar as consultas à população que tem início dia 18, no Paço dos Duques de Bragança e que abrangem as especialidades de oftalmologia, cardiologia, ortopedia, medicina interna, endocrinologia, neurocirurgia, cirurgia geral, cirurgia plástica, otorrinolaringologia, cirurgia vascular, gastroenterologia, urologia, dermatologia e anestesiologia.

De referir também a "vertente cultural" da efeméride, preenchida com uma Exposição de Coleção de Armas Manuel Francisco Araújo (patente de 19 a 25 de outubro), a conferência "Dom Afonso Henriques, Patrono do Exército" (dia 19) e a apresentação do livro "Museus do Exército em Portugal: História, Cultura e Memórias", assim como a atribuição dos Selos de Qualificação (20 de outubro).

O "ponto alto das comemorações" será no domingo, dia 22, com a realização de uma missa de Ação de Graças e Sufrágio, na Igreja de São Francisco, às 10.00 e, depois, às 12.00 a Cerimónia Militar, no Campo de São Mamede.

Haverá ainda, dia 20, uma mostra de atividades militares complementares e, nos Jardins do Castelo e uma demonstração de capacidade, pelas 11.00.

Fonte: http://24.sapo.pt/

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D. MIGUEL PEREIRA FORJAZ NASCEU HÁ 248 ANOS E FALECEU HÁ 190 ANOS

Um limiano que foi um dos mais distintos generais do Exército Português

Miguel Pereira Forjaz Coutinho Barreto de Sá e Resende nasceu em Ponte de Lima em 1 de Novembro de 1769. Foi um dos mais distintos generais do Exército Português, porventura a quem mais devemos a recuperação da soberania nacional na sequência das invasões francesas.

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Membro do Conselho de Regência em 1807 e 1809, este órgão estava incumbido de governar o Reino de Portugal enquanto a corte permanecia no Brasil a fim de salvaguardar a integridade física da Família Real e, consequentemente, evitar a imposição de qualquer acto de capitulação, como aliás sucedeu noutros países.

O escritor Raul Brandão, na sua obra El Rei Junot, faz uma descrição bastante exaustiva do seu envolvimento na organização da resistência popular aos invasores, nomeadamente através da constituição e armamento de ordenanças, termo com que então se designavam as milícias populares.

O seu nome veio posteriormente a ficar associado ao julgamento e execução dos membros do Sinédrio – organização para-maçónica que planeava destinada a desencadear uma revolução com vista à implantação de uma monarquia constitucional – entre os quais se incluía o seu primo, o General Gomes Freire de Andrade. É, aliás, a si atribuída a célebre frase “Felizmente há luar!” que mais tarde serviu de título a uma obra teatral da autoria de Luís de Stau Monteiro. E é porventura essa a razão pela qual, em edições mais recentes da obra de Raul Brandão, foram suprimidas as passagens acerca de D. Miguel Pereira Forjaz… a História é escrita pelos vencedores!

Em 1820, recebeu o título de Conde da Feira e, em 1826, por ocasião da outorga da Carta Constitucional por D. Pedro IV, foi eleito par do Reino.

Estes e outros aspectos a respeito do ilustre limiano que foi D. Miguel Pereira Forjaz constam de um artigo inserto na revista “O Anunciador das Feiras Novas” que anualmente se publica em Ponte de Lima.