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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO LANÇA LIVROS SOBRE AS MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL

A freguesia de S. Romão do Neiva recebeu uma cerimónia em honra dos Ex-Combatentes do Ultramar, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, e onde foi apresentado um livro do jovem Rodrigo André Vitorino Vaz sobre as memórias da Guerra Colonial.

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A edição “Só o não saber se Regressava”, com prefácio do Coronel Luís Gonzaga Coutinho de Almeida, é da autoria de um jovem de 22 anos, que escreveu e apresentou outro livro em Castelo do Neiva recentemente, denominado “Como fazer história a partir de quem a viveu?” com prefácio de Fernando Tavares Pimenta.

Para Luís Nobre, a iniciativa demonstra que a história recente pode ser o mote para a investigação, valorizando o papel de um jovem que se mostrou interessa do e recolher testemunhos sobre um episódio que ainda está na memória de muitos portugueses. Por isso, lançou o desafio ao autor para que escreva sobre os ex-combatentes do concelho.

A Guerra Colonial foi o período de confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação das antigas colónias — Angola, Guiné-Bissau e Moçambique — entre 1961 e 1974, altura em que ocorreu a Revolução dos Cravos.

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CDU VISITOU EM BRAGA OS COMANDOS DA GNR E DA PSP

A CDU visitou o Comando Territorial de Braga da GNR e o Comando Distrital de Braga da PSP. Nas visitas participaram os candidatos Torcato Ribeiro e Carmo Cunha, e o Mandatário Regional Agostinho Lopes.

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Nas reuniões, a delegação da CDU teve oportunidade de conhecer melhor a realidade das forças de segurança que servem a região de Braga. Quer no caso da GNR, quer da PSP, foram partilhadas as situações dos edifícios dos respectivos Comandos, cujas instalações se verifica não corresponderem às necessidades. faltando espaço e condições, quer para os próprios militares e agentes, quer para o atendimento aos cidadãos. Pese embora, esta seja uma questão há muito suscitada, continuar a tardar a sua resolução.

No final das reuniões, em declarações prestadas, Torcato Ribeiro expressou que "A segurança e tranquilidade dos cidadãos são valores inseparáveis do exercício das suas liberdades e exigem uma forte aposta na prevenção e no policiamento de proximidade, com a adopção de programas específicos eficazes, em que a videovigilância não substitui a presença física, capazes de promover o envolvimento das populações e o seu relacionamento próximo com as forças de segurança."

Carmo Cunha enfatizou o trabalho notável das forças de segurança, que, e apesar da falta de meios humanos, dão uma resposta muito importante no serviço às populações.

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO RECEBE NOVO COMANDANTE DA ESCOLA DE SERVIÇOS DO EXÉRCITO

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, recebeu, esta semana, o novo comandante da Escola de Serviços do Exército, Coronel Coelho dos Santos. Nesta receção, o edil vianense recordou as boas relações entre o Município e a Escola de Serviços, que tem permitido, desde 2011, a vigilância da Serra de Santa Luzia por parte dos militares.

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Ao longo da última década, a Escola de Serviços tem assegurado o patrulhamento de Santa Luzia no período do Verão, numa ação que tem sido fundamental para a prevenção dos incêndios florestais. Nesse período, os militares promovem operações de vigilância, mantendo permanentemente informadas as entidades responsáveis e comunicando, de imediato, qualquer ocorrência digna de registo.

A Escola dos Serviços da Póvoa de Varzim, sediada em Beiriz, Póvoa de Varzim, é, desde o final do ano, liderada por António Manuel Jesus Coelho dos Santos. O Coronel de Administração Militar tem 51 anos e é natural da cidade angolana de Luanda, sendo licenciado em Ciências Militares e em Direito.

Coelho dos Santos possui vários cursos na área e já prestou serviço em diversas unidades e equipamentos do Exército, sendo este um regresso à Póvoa de Varzim, agora em funções de comando.

A Escola dos Serviços concebe e ministra cursos de formação inicial, progressão na carreira e formação contínua, e participa, de acordo com as orientações superiores, na elaboração de doutrina, estudos técnicos e em projetos de investigação e desenvolvimento, e apronta a Companhia de Reabastecimento e Serviços (CReabSvc) das Forças de Apoio Geral e Apoio Militar de Emergência (FApGer e AME).

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QUEM FOI O ARQUEÓLOGO VIANENSE MANUEL AFONSO DO PAÇO?

Manuel Afonso do Paço nasceu há 126 anos

Manuel Afonso do Paço (Outeiro, Viana do Castelo, 30 de novembro de 1895 — 1968) foi tenente-coronel do Exército Português e um dos mais prestigiados arqueólogos portugueses.

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Nasceu em 30 de Novembro de 1895 na freguesia de Outeiro, Viana do Castelo. Tirou o curso do Liceu em Viana do Castelo e Braga de 1908 a 1915 matriculando-se de seguida no curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Porém, em 15 de Maio de 1917 foi incorporado no exército como Aspirante a Oficial Miliciano. Tomou parte na Batalha do Lys, em 9 de Abril de 1918, pertencendo já ao 4º Grupo de Metralhadoras Pesadas. Foi aprisionado pelo Alemães e libertado em 28 de Dezembro de 1918.

Regressou a Portugal em 16 de Janeiro de 1919. De 1919 a 1921 serviu como oficial na Guarda Nacional Republicana tendo sido ajudante de campo do Coronel Francisco António Baptista e do General Ernesto Maria Vieira da Rocha. Foi, em 1925, professor provisório no Colégio Militar (Portugal) passando de seguida por desempenhar funções como Tesoureiro da Inspecção do Serviço Telegráfico Militar. Foi ainda Chefe da Contabilidade do Batalhão de Telegrafistas (Braga). Reformou-se da vida militar como o posto de tenente-coronel.

Foi em 1929 que deu início à actividade que seria a sua verdadeira paixão que durou até ao fim da sua vida. Deve-se ao Tenente-Coronel Afonso do Paço uma série de investigações arqueológicas que são hoje padrões indispensáveis para e poder aquilatar da vida de populações remotas que habitaram o solo português. As explorações arqueológicas no Castro de Vila Nova de São Pedro projectaram-no internacionalmente e colocaram o seu nome na lista dos melhores arqueólogos de campo da época.

Ficaria conhecido também pelas duas expedições arqueológicas (1958 e 1960) no sítio onde se deu a Batalha de Aljubarrota, Campo de São Jorge, e onde, segundo alguns relatos de cronistas históricos, teriam existido algumas estruturas de defesa acessória no terreno de batalha. Identificaram-se cerca de 830 estruturas denominadas "covas de lobo", junto à Capela de São Jorge, num total de quarenta filas, entre os 60 e 80 metros de comprimento. Para além destas armadilhas para a cavalaria, identificaram-se também quatro grandes fossos principais.

Encontra-se colaboração da sua autoria na Revista de Arqueologia (1932-1938).

  • Gírias Militares Portuguesas, Porto: (1926)
  • Cartas às Madrinhas de Guerra, Porto: (1929)
  • Da necessidade da criação do Museu de Etnografia, in Trabalhos do 1º Congresso Nacional de Antropologia Colonial, Porto: (1934)
  • As Comunicações Militares de Relação em Portugal - Subsídios para a sua história, Lisboa (1938)
  • Necrópole de Alapria, Lisboa: Academia Portuguesa da História (1955)
  • Tesouro Monetário da Citânia de Sanfins, Lisboa: Academia Portuguesa da História (1955)
  • Castro de Vila Nova de S. Pedro : campanha de escavações de 1956, Lisboa: Academia Portuguesa da História (1955)

Fonte: Wikipédia

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LANCHA DE FISCALIZAÇÃO "NRP RIO MINHO" JÁ REGRESSOU A CERVEIRA

Concluído o longo processo de manutenção e renovação de certificado e licenças de navegabilidade, a lancha de fiscalização da Marinha Portuguesa NRP Rio Minho já se encontra novamente operacional em Vila Nova de Cerveira.

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Como forma de assinalar este regresso e retribuindo a visita do novo comandante, o Tenente Santos Nascimento, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, esteve, esta quarta-feira, na embarcação, dando as boas-vindas e desejando os maiores sucessos no desempenho das suas funções. 

Os trabalhos de reforço da operacionalidade do NRP Rio Minho decorreram entre agosto de 2020 e setembro de 2021 nos estaleiros de Vila de Conde. Esta lancha de fiscalização foi concebida para a patrulha da fronteira fluvial norte de Portugal, principiada em 1864, tendo como missão fiscalizar e controlar as águas do Troço Internacional do Rio Minho, a jusante de Valença, e, ocasionalmente, a área costeira adjacente à sua foz, exercer presença naval, executar atos de representação e contribuir para o sistema de salvamento marítimo.

COMANDANTE SILVA RIBEIRO – UM AMARENSE QUE FOI MAESTRO DA BANDA DA ARMADA

O Maestro Capitão-de-fragata Carlos da Silva Ribeiro nasceu em Santa Maria de Bouro, Amares, tendo vivido a sua infância em Vidago onde iniciou e desenvolveu os seus estudos musicais, sob a orientação do seu pai, então maestro da Banda Filarmónica local.

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Em 1971 ingressou na Banda da Armada, após concurso nacional, onde desenvolveu a sua carreira como executante solista em Saxofone Alto, tendo-se apresentado várias vezes como concertista, até ascender a Maestro Oficial Músico da Armada.

Paralelamente, prosseguiu e concluiu a sua formação Militar/Académica/Artística, concluindo os cursos do Conservatório Nacional: Complementar de Saxofone, Acústica, História da Música e Superior de Composição, assim como os Estágios Técnico-Navais inerentes ao desenvolvimento da carreira na Armada.

Em 1983, frequentou o 1º Curso de Direção de Orquestra promovido pela Associação Portuguesa de Educação Musical e patrocinado pelo Conselho da Música da Alemanha Federal no qual foi lecionado pelo Maestro Hans Herbert Joris.

Integrou como executante as várias orquestras sinfónicas de Lisboa (Gulbenkian, Emissora Nacional (Sinfónica e Ligeira) e S. Carlos), alguns grupos de Música de Câmara no âmbito do Conservatório Nacional e ainda outros grupos de Música Ligeira, destacando-se neste âmbito a digressão que, em 1974, realizou ao Canadá e aos Estados Unidos da América, onde, a par de espectáculos realizados em várias cidades, participou em programas de televisão em Toronto e Nova Iorque.

A sua atividade no meio civil divide-se pela Direção de Bandas, de Coros e pelo ensino da Música em várias Academias, sendo repetidamente convidado a presidir aos júris de Mestrado em Direção de Banda pelo Instituto Superior PIAGET de Almada.

É autor de várias composições ligeiras inéditas com edição discográfica e diversos arranjos para Banda e pequenos agrupamentos.

É membro da Internacional Military Music Society.

Fonte: https://ccm.marinha.pt/

COMANDANTE ARAÚJO PEREIRA – UM CAMINHENSE QUE FOI MAESTRO DA BANDA DA ARMADA

O Maestro Capitão-de-fragata José Joaquim de Araújo Pereira iniciou os seus estudos musicais com a professora Emília Fão, em Seixas-Caminha, sua terra natal, fazendo ainda parte da Filarmónica local sob orientação de João da Costa e do maestro Rafael Alves.

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Após ingressar na Marinha, concorreu à Banda da Armada, onde fez toda a sua carreira até ascender a Oficial, prestando as respetivas provas públicas no Conservatório Nacional de Lisboa (Provas Técnicas) e na Escola Naval (Ciências Sócio-Militares).

Como componente do famoso agrupamento “Os Náuticos”, percorreu Cabo Verde, Guiné, Angola e Moçambique e participou em várias gravações para a rádio e televisão.

Entretanto, prosseguiu os seus estudos académicos, completando o Curso Complementar dos Liceus e a admissão à Universidade, ao mesmo tempo que no Conservatório Nacional de Lisboa completava os Cursos de Acústica, História da Música, Educação Musical e o Curso Superior de Composição.

Em 1983, frequentou o 1º Curso de Regência de Orquestra, promovido pela Associação Portuguesa de Educação Musical e patrocinado pelo Conselho da Música da Alemanha Federal, o qual foi lecionado pelo Maestro Hans Herbert Joris.

Em 1986, participou num Curso de Interpretação e Direção de “Big-Band”, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Fez parte do Conselho Pedagógico da Escola de Música e Bailado de Linda-a-Velha, como Diretor dos Cursos ali ministrados aos alunos da Banda da Armada.

Autor de vários arranjos de música ligeira gravados pela Banda da Armada no disco “Anos 90” e de algumas marchas militares, das quais se destaca “Na Terra e no Mar”, inserida no Long-Play “Cantando o Mar”.

É membro da International Military Society.

Fonte: https://ccm.marinha.pt/

QUEM FOI O ANCORENSE ARTUR FERNANDES FÃO – MAESTRO E DIRECTOR DA BANDA DA ARMADA?

Artur Fernandes Fão nasceu em Vila Praia de Âncora, a 27 de abril de 1894.

Matriculou-se no Conservatório de Lisboa, onde foi um aluno distinto. Ali dirigiu por várias vezes a orquestra na execução de obras suas e fez o curso de italiano. Terminou o curso superior de violino, em 1917, e o curso superior de contraponto, fuga e composição em 1919, ambos com distinção.

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Tomou parte como 1º violino nas orquestras sinfónicas e da ópera.

Em julho de 1920, após brilhante concurso de provas públicas, foi nomeado Diretor da Banda da Armada.

Escreveu várias obras para canto, com acompanhamento de orquestra e piano, tendo algumas delas sido executadas pelas orquestras sinfónicas de David de Sousa e Pedro Blanch.

Dedicou-se a obras de didática musical, publicando um valioso trabalho intitulado «Teoria Musical», que foi aprovado por despacho superior, quer no Conservatório (Secção de Música), quer nos Ministérios da Guerra e da Marinha.

Em 1921, atendendo ao valor das suas obras, foi condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de S. Tiago da Espada. Recebe, em 30 de janeiro de 1939, o grau de Oficial da Ordem Militar de Avis.

Acompanhou Sua Excelência o Presidente da República ao Rio de Janeiro, por ocasião do Centenário da Independência do Brasil, tendo ali realizado concertos que foram aplaudidíssimos.

Foi maestro durante mais de 35 anos da Banda da Armada, tendo terminado o mandado com o posto de Capitão-tenente, conferido em 18 de janeiro de 1955.

Músico de talento, muito contribuiu para elevar o nível musical do país. Compositor versátil, cheio de sensibilidade, chefe de banda distinto, diretor de orquestra, notável pedagogo, Artur Fernandes Fão recebe no fim de tantos anos dedicados à música e à «sua» banda a recompensa merecida, bem expressa, aliás, no louvor do Corpo de Marinheiros da Armada de 10 de dezembro de 1955: «…Nos termos do art.º 118 do Regulamento de Disciplina Militar louvo o Capitão-tenente Artur Fernandes Fão pela sua grande dedicação, competência profissional, interesse e esforço empregados para conseguir fazer da Banda um agrupamento musical de valor e categoria para prestígio da Armada, durante o tempo que serviu a mesma.»

Fonte: https://ccm.marinha.pt/

BANDA DA ARMADA ADOPTOU EM 1935 OBRA DE ARTUR FÃO PARA O ENSINO DA MÚSICA

O Ministério da Marinha - Comando Geral da Armada - Repartição do Pessoal, através da Portaria nº. 8045, publicada em Diário do Govêrno n.º 60/1935, Série I de 1935-03-15, mandou adoptar para o ensino de música na Armada as Noções rudimentares de música, Exercícios para caixa de guerra, Exercícios para corneta e clarim e Solfejo, de Artur Fão.

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VIANA DO CASTELO E O BATALHÃO DE CAÇADORES 9 MANDADO CONSTRUIR PELA RAINHA D. MARIA I - CRÓNICA DE GONÇALO FAGUNDES MEIRA

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Estamos perante um edifício de expressivo significado, já que se trata do quartel onde esteve sediado até à sua extinção o Batalhão de Caçadores 9. Está situado no Largo 5 de Abril, espaço denominado Largo de Monserrate até 1916, por aí se ter situado a igreja de Monserrate.

Edifício datado de 1790, aqui se abrigou o bem conhecido Regimento de Infantaria 3 (R. I. 3), ao qual pertenciam as tropas que constituíram a Brigada do Minho que se destacou com heroísmo na batalha de La Lys, França, em 1918. Mas este aquartelamento tem outras gratas recordações. No tempo em que abrigava o R. I. 3, este regimento dispunha de uma banda de música, muito apreciada na cidade pela sua qualidade, que era requisitada frequentemente para cerimónias públicas e presença regular no Jardim público, especialmente aos domingos à tarde, para concertos a que que os vianenses, em grande número, aderiam com satisfação.

NRP RIO MINHO PREPARA-SE PARA RETOMAR POSTO OPERACIONAL EM CERVEIRA

Alvo de um longo e exigente período de manutenção e renovação de certificado e licenças de navegabilidade, desde os finais de agosto de 2020, a lancha de fiscalização da Marinha Portuguesa NRP Rio Minho tem regresso marcado a Vila Nova de Cerveira, para os inícios de outubro, após os trabalhos sofrerem uma prolongação de mais umas semanas do que o inicialmente previsto.

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Concluído este reforço de operacionalidade nos estaleiros de Vila do Conde, prevê-se que um primeiro ato oficial do regresso da lancha NRP Rio Minho a Vila Nova de Cerveira seja a habitual assinatura das atas de reconhecimento de fronteiras.

Entretanto, a partir de 1 de setembro, há um novo comandante a iniciar funções e que fez questão de apresentar cumprimentos, esta terça-feira, ao Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira. O Tenente Santos Nascimento vai substituir o Tenente João Pedro da Cruz Basso, que termina a sua comissão de serviço de dois anos, em Vila Nova de Cerveira.

A ambos, o autarca Fernando Nogueira deixou votos de sucesso no percurso profissional e pessoal, agradecendo ao comandante cessante a colaboração franca e a interação profícua com a Câmara Municipal.

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VIANA DO CASTELO E O BATALHÃO DE CAÇADORES 9 MANDADO CONSTRUIR PELA RAINHA D. MARIA I

Nesta fotografia é visível a sentinela na Porta de Armas do quartel do Batalhão de Caçadores 9 (BC9), edifício situado no Largo 9 de Abril, em Viana do Castelo, que foi mandado construir por D. Maria I, em 1790.

O Batalhão de Caçadores 9 (BC9) foi extinto em 18 de Outubro de 1976.

Desde 1995 que o edifício do antigo quartel do “Batalhão de Caçadores 9” acolhe os serviços do Centro Académico do Instituto Politécnico de Viana do Castelo – IPVC.

Fonte: https://www.olharvianadocastelo.pt/

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  • Comentário de Gonçalo Fagundes Meira

Estamos perante um edifício de expressivo significado, já que se trata do quartel onde esteve sediado até à sua extinção o Batalhão de Caçadores 9. Está situado no Largo 5 de Abril, espaço denominado Largo de Monserrate até 1916, por aí se ter situado a igreja de Monserrate.

Edifício datado de 1790, aqui se abrigou o bem conhecido Regimento de Infantaria 3 (R. I. 3), ao qual pertenciam as tropas que constituíram a Brigada do Minho que se destacou com heroísmo na batalha de La Lys, França, em 1918. Mas este aquartelamento tem outras gratas recordações. No tempo em que abrigava o R. I. 3, este regimento dispunha de uma banda de música, muito apreciada na cidade pela sua qualidade, que era requisitada frequentemente para cerimónias públicas e presença regular no Jardim público, especialmente aos domingos à tarde, para concertos a que que os vianenses, em grande número, aderiam com satisfação.

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QUEM FOI RAIMUNDO ENNES MEIRA – MAJOR DE ARTILHARIA – NATURAL DE AFIFE?

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Fonte: Arquivo Histórico-Militar

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Raimundo Enes Meira (Viana do Castelo, Afife, 25 de Maio de 1866 — Viana do Castelo, Afife, 30 de Junho de 1946) foi um coronel da Artilharia do Exército Português e político ligado ao Partido Democrático de Afonso Costa. Eleito deputado e senador no Congresso da República entre 1915 e 1926, foi o principal organizador do Partido Democrático no Alto Minho.

Nasceu em Afife em 25 de Maio de 1866, filho de Joaquim Alves Meira e Custódia Enes Ramos Bezerra.

Alistou-se como voluntário no Regimento de Infantaria N.º 3 em 1886.

Foi 1.º Sargento Graduado Cadete no Regimento de Artilharia N.º 2. Concluiu o curso de Artilharia da Escola do Exército em 1893, sendo promovido a 2.º Tenente no mesmo ano. Serviu nos Regimentos de Artilharia N.º 3 e N.º 5.

Promovido a 1.º Tenente em 1895. Foi destacado, em missão de serviço, para o Estado da Índia em Maio de 1896 na brigada de artilharia de montanha, num corpo expedicionário comandado por S.A.R o Infante D. Afonso de Bragança e onde faziam parte Norton de Matos e Alfredo de Sá Cardoso. Retornou à metrópole em Novembro de 1897 para o Regimento de Artilharia N.º 3.

Promovido a Capitão em 1908 e no mesmo ano contrai matrimónio com Laura Pinto de Lemos Pereira. Recebeu a Medalha de Prata Rainha D. Amélia.

Em 1911 é destacado para o grupo de artilharia de montanha que é colocado na Serra do Gerês por motivos da 1ª incursão de Paiva Couceiro.

Nomeado em Junho de 1913, Governador-Civil do Distrito de Viana do Castelo, é destacado durante o mês de Julho para Governador-Civil do Distrito de Coimbra, por motivos de uma greve geral da cidade. Retorna em Agosto a Viana do Castelo, e exerce o cargo até Março de 1914

Eleito deputado por Viana do Castelo em 1915 pelo Partido Democrático.

Promovido a Major em 1916, é colocado no 1º Batalhão de Obuses de Campanha, embarca para França em 1917, integrado na 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português comandado pelo General Simas Machado. Em França passa pelos Regimentos de Artilharia N.º 6 e N.º 11. Promovido a Tenente-Coronel em Fevereiro de 1917, é transferido para o Estado-Maior de Artilharia de Campanha.

É desmobilizado em Outubro de 1918. Regressado a Portugal é nomeado 2.ºcomandante do Regimento de Artilharia N.º 6 (Serra do Pilar). A 17 de Maio de 1919 é feito Comendador da Ordem Militar de Avis e a 28 de Junho do mesmo ano Comendador da Ordem Militar de Cristo.

É eleito Senador por Viana do Castelo, nas listas do Partido Democrático em 1919, sendo reeleito em 1923 e 1925.

Promovido a Coronel em 1922, assume o comando do Regimento de Artilharia N.º 6 (Serra do Pilar). A 5 de Outubro de 1923 é elevado a Grande-Oficial da Ordem Militar de Avis. Recebeu ainda a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar.

Nomeado em 16 de outubro de 1924 governador de Timor, reorganiza as finanças da colónia, conseguindo equilibrar o orçamento. Cria o Imposto Predial rústico e urbano, o Imposto Industrial, cria em Díli a primeira feira agrícola-industrial naquela colónia e atribui as primeiras concessões para a prospecção de Petróleo naquela colónia.

Exonerado do cargo em junho de 1926 pelo governo saído da Revolução Nacional, é passado à reserva em fevereiro de 1927. Faleceu em Afife em 30 de junho de 1946.

Fonte: Wikipédia

MUNICÍPIO DE BRAGA E REGIMENTO DE CAVALARIA Nº6 RENOVAM PROTOCOLO DE VIGILÂNCIA FLORESTAL

Vigilância sete dias por semana, incluindo fins-de-semana e feriados

O Município de Braga renovou o protocolo de colaboração estabelecido com o Regimento de Cavalaria n.º 6 (RC6) que permite, desde 2015, o patrulhamento e vigilância de parte dos espaços florestais do Concelho durante o período crítico de risco de incêndios.

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Esta medida vem complementar as acções de vigilância florestal desenvolvidas pelas diferentes forças de segurança já no terreno. O reforço da vigilância demonstra a preocupação acrescida por parte do Município em preservar o seu património florestal.

O RC6 fará uma vigilância durante sete dias por semana, incluindo fins-de-semana e feriados, numa vasta área florestal que compreende as freguesias de Pedralva, Sobreposta, União de Freguesias de Este, Bom Jesus do Monte, Sameiro, Falperra, Santa Marta das Cortiças e Morreira.

Este é um dos espaços florestais do Concelho de Braga que maior importância apresenta em termos florestais, paisagísticos, culturais, religiosos, turísticos e sobretudo ambientais, e cuja protecção e preservação são consideradas uma imperativa prioridade em termos de defesa da floresta contra incêndios.

Esta colaboração com o RC6 representa uma mais-valia na preservação da riqueza florestal do Concelho. O protocolo incluiu o patrulhamento diário por parte dos militares do RC6 por um período de duas a quatro horas, facto que permite alargar o período de vigilância, além de se constituir como um meio dissuasor. Ao Município cabe suportar os encargos financeiros associados a estas operações.

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VIANA DO CASTELO: MILITARES DO EXÉRCITO INICIAM HOJE VIGILÂNCIA DA SERRA DE SANTA LUZIA

Os militares do Exército começam esta quinta-feira, 1 de julho, a vigiar a Serra de Santa Luzia. Conforme protocolo com a Câmara Municipal de Viana do Castelo para a vigilância florestal, a Escola de Serviços do Exército garante a vigilância da serra, para prevenção dos incêndios florestais e dissuasão de comportamentos de risco.

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O protocolo com o Exército já se realiza desde 2011 e tem sido uma ação fundamental para a prevenção dos incêndios florestais ao longo destes últimos dez anos.

Os militares estão, assim, a promover operações de vigilância, mantendo permanentemente informadas as entidades responsáveis (CODIS - Comandante Distrital de Operações de Socorro, Bombeiros Municipais de Viana do Castelo) e comunicando, de imediato, qualquer ocorrência digna de registo.

A vigilância das áreas florestais é fundamental para a prevenção de incêndios, permitindo dissuadir eventuais atos de negligência ou mesmo criminosos e detetar eventuais ocorrências. Para além dos patrulhamentos das entidades competentes, como Guarda Nacional Republicana (GNR) e Polícia de Segurança Pública (PSP), a Câmara Municipal tem promovido ações complementares de vigilância florestal, quer com Militares quer com Escuteiros.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo apela a todos os devidos cuidados como as limpezas e, em especial, o alerta dos incêndios florestais diretamente para o 117.

BRAGA: PRESIDENTE DA REPÚBLICA VISITOU O REGIMENTO DE CAVALARIA Nº 6

O Presidente da República visitou esta manhã o Regimento de Cavalaria n.º 6, em Braga.

Durante a visita, acompanhado pela Secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Catarina Sarmento e Castro, pelo Chefe de Estado-Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca e pelo Comandante do RC6, Coronel José Miguel Freire, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa assistiu a uma demonstração de capacidades do Grupo de Reconhecimento e dos meios de apoio à contenção do SARS-CoV-2.

Texto: Presidência da República

Fotos: Rui Ochoa / Presidência da República

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