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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO: AFIFE INAUGURA ARRANJO URBANÍSTICO DA IGREJA PAROQUIAL

Foi inaugurado o arranjo urbanístico da Igreja Paroquial de Afife. Na cerimónia de inauguração marcaram presença o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, o Vereador da Coesão Territorial, Luís Nobre, representantes da Junta e da Assembleia de Freguesia, bem como representantes das associações e coletividades locais.

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A empreitada, que contou com o apoio da Câmara Municipal, aconteceu no âmbito do trabalho de cooperação e estreita parceria entre o Município e as Juntas e Uniões de Freguesia.

Recorde-se que, no âmbito do Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2021, a Coesão Territorial e o desenvolvimento das freguesias têm um acréscimo orçamental de 10%, em valor de investimento global, face ao ano passado, para obras de intervenção direta das freguesias.

“As Uniões e Juntas de Freguesia terão os meios necessários para poderem continuar a postar na qualidade de vida dos seus fregueses nomeadamente em obras de beneficiação de espaços públicos, arruamentos, equipamentos culturais, de utilização pública e desportivos”, pode ler-se no Plano de Atividades e Orçamento deste ano.

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ANCORENSES CHORAM A PARTIDA DO ZÉ LUÍS – MEMBRO DO ETNOGRÁFICO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

As palavras que constituem o elogio fúnebre pertencem a José Meira, dirigente do Etnográfico de Vila Praia de Âncora, que com a devida vénia transcrevemos da sua página no facebook.

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“Hoje o dia começou triste...

O Zé Luís deixou-nos!

Apesar de afastado do grupo nos últimos anos, o Zé foi para o Etnográfico uma das suas principais figuras durante mais de 20 anos.

O Zé, dançou, cantou, tocou ferrinhos, cavaquinho, concertina e qualquer outro instrumento que lhe aparecesse á frente (tinha uma noção de ritmo e um ouvido ímpar).

O Zé foi director, foi presidente da Assembleia geral, foi mero elemento, fez de tudo no Etnográfico e mesmo afastado nos últimos anos, nunca deixou de sentir no grupo de uma forma muito intensa.

Falávamos muitas vezes, telefonava frequentemente para saber do Etnográfico.

Prevìa o seu regresso ao Etnográfico para "depois da pandemia".

O coração traiu-o. Possivelmente esgotou as energias que deviam durar até aos 90 anos, nestes quase 50 intensamente vividos.

Por tudo o que foste para o Etnográfico, a teu lugar em falta, agora irrecuperável, será impossível de ocupar.

Obrigado Zé!

Foi um previlégio ter feito este desfile contigo!”

"CONVERSAS NA EIRA" NO AGROMUSEU DE LEIRIA QUESTIONA O FUTURO DO FOLCLORE APÓS A PANDEMIA

"Folclore: Que futuro após a pandemia?" é a segunda de várias tertúlias previstas e intituladas "Conversas na Eira" que o Município de Leiria, através do Agromuseu Municipal Dona Julhinha, está apromover com a parceria da Fundação INATEL, do Centro do Património da Estremadura (CEPAE), do Museu Etnográfico do Freixial e do Núcleo Museológico do Rancho Folclórico de São Guilherme (Santa Catarina da Serra).

As "Conversas na Eira" terão lugar em diversos museus etnográficos do concelho de Leiria e para o dia 24 de julho, pelas 15h30, a tertúlia será no espaço exterior do Agromuseu e terá como oradores Francisco Madelino, Presidente da Fundação INATEL, Daniel Café, Presidente da Federação do Folclore Português, Carla Raposeira, Diretora do Departamento de Cultura da Fundação INATEL e Adélio Amaro, Presidente do Centro do Património da Estremadura.

Durante a sessão haverá alguns momentos com a tocata do Rancho Folclórico da Barreira.

Com os respeitosos cumprimentos,

Adélio Amaro | Presidente

Centro do Património da Estremadura

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VIANA DO CASTELO: CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO "O TRAJE NO MUNDO INFANTIL" ESTÁ DISPONÍVEL NO MUSEU DO TRAJE

Está disponível para visitantes o catálogo da exposição “O Traje no Mundo Infantil”, no Museu do Traje de Viana do Castelo. Numa organização da Câmara Municipal, a mostra apresenta o uso de trajes regionais vianenses no imaginário do mundo infantil, que geralmente está associado a recreações fotográficas, brinquedos, ilustrações, ao vestuário das crianças no passado e ao uso atual destes trajes nas festas e romarias no concelho.

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A mostra apresenta uma variedade de vestuário utilizado pelas crianças nas aldeias vianenses, bem como de trajes à vianesa infantis. A exposição revela curiosidades, detalhes e registos variados, demonstrando a importância que o vestuário vianense sempre teve na infância das crianças portuguesas.

Assim, nesta exposição pode ser encontrada um coleção do Museu do Traje constituída por um conjunto de bonecas, datadas entre a década de 30 e a de 40 do século XX, que pertenciam à “Casa das Miudezas”, antiga loja de artigos e trajes regionais, bonecas “vestidas à Vianesa”, entre outros, que se situava no edifício que confronta com a Praça da República e a Rua Sacadura Cabral.

No que toca a brinquedos, da década de 60 do século passado podemos ver uma boneca de trapos, executada pela artesã Maria Helena, com um Traje à Vianesa de Areosa. Também estão expostas duas bonecas de celuloide, da década de 60/70, uma com um Traje de Domingar e a outra com um Traje de Noiva, doadas por Marie Françoise de Lima. Já dos finais do século XX estão expostas oito bonecas de porcelana doadas ao Museu do Traje por Ana Paula Meira, a envergarem diversos trajes típicos.

O traje infantil é também apresentado através dos Retratos, visto que desde o século XIX que surgem vários registos onde os trajes populares das aldeias vianenses dão corpo às interpretações do mundo rural alto-minhoto. Há mais de 100 anos que as famílias mais abastadas, por altura do Carnaval, para bailes e quermesses, ou apenas para registo fotográfico, trajavam os seus filhos “à moda do Minho”.

O traje infantil é ainda encontrado no Mundo das Miniaturas, com a existência de pequenas peças para vestir bonecas com trajes regionais vianenses. As peças, executadas por Gemeniana Branco, demonstram o rigor e a mestria que esta ilustre vianense dedicava às artes populares.

Também o traje infantil foi inspiração para a criação de postais ou simples desenhos. Um dos postais expostos é da 1ª Guerra Mundial e, para além de um menino vestido como um soldado português da época, utilizou uma menina com um Traje à Vianesa de Areosa.

Na atualidade, desde há vários anos que, na Romaria em Honra de Nossa Senhora da Agonia, muitas crianças vestem alguns dos trajes regionais vianenses. Especialmente no cortejo etnográfico, podemos ver centenas de crianças, com toda a chieira, a usarem estas roupas de tempos passados.

“O CANCIONEIRO DO ALTO MINHO” NO LUXEMBURGO E O TRAJE DE VILA FRANCA DO LIMA – FOTO DE UMBERTO DA SILVA

Segundo reza a tradição, o traje verde de Geraz do Lima foi pela primeira vez confeccionado por volta de 1850, e apresentado publicamente por ocasião da visita da rainha D. Maria II àquela localidade do concelho de Viana do Castelo. Desde então, pela sua singularidade, não mais deixou de aparecer, destacando-se de entre os demais trajes tradicionais da região. Mas, apesar de já possuir 170 anos de uso, há quem questione a sua autênticidade como traje tradicional de lavradeira. Mas ele aí está, sempre representado pelos ranchos folclóricos e desfilando na Romaria da Senhora d’Agonia, em Viana do Castelo.

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GRUPO ETNOFOLCLÓRICO RENASCER DE AREOSA DANÇA EM CANTANHEDE NO FESTIVAL DA REGIÃO DA GÂNDARA

O Grupo Etnofolclório RENASCER de Areosa, foi o grupo escolhido para encerrar o Festival Região da Gândara «Renascentia Folklore», em Cantanhede que pretendeu reativar o movimento da Etnografia e do Folclore em Portugal após praticamente 18 meses de paragem forçada.

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Foi um trabalho exaustivo de praticamente 3 meses, tempo necessário para a sua organização, aprovação, preparação e ensaio que veio provar a possibilidade de realizar eventos de folclore em segurança, cumprindo um elaborado e exaustivo plano de contingência sanitária que cumpriu com os mais altos padrões de segurança ao nível da saúde, que abrangeu não só o publico, mas também, os artistas e restantes intervenientes do espetáculo.

Além da presença do Grupo Etnofolclórico RENASCER de Areosa, este evento, contou com a participação do Grupo de bombos da Casa do Povo do Paul, Grupo Folclórico da Corredoura, Rancho Folclórico da Boidobra, Rancho Folclórico da Fajarda, Grupo de Cante Alentejano de Serpa, Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede; Adufeiras da Casa do Povo do Paul; Grupo Folclórico de Faro e o Grupo de Caretos de Lazarim, suportados por uma orquestra única, constituída por membros do Grupo de Cantanhede e reforçada com elementos dos grupos participantes e músicos profissionais, que juntaram aos instrumentos tradicionais outros mais contemporâneos, que lhe acrescentaram sem dúvida um valor artístico superior ao nível da sonoridade.

Destaca-se ainda a presença neste evento de 3 das mais importantes entidades ligadas ao folclore, nomeadamente a Fundação INATEL, Federação Portuguesa de Folclore e CIOFF Portugal que se fizeram representar ao mais alto nível, apadrinhando este evento que pretendeu realçar a importância do Folclore no panorama artístico e cultural em Portugal e no mundo.

Durante este dia, carregado de simbolismo para quem vive e acompanha o movimento do Folclore, ficou patente que todos os intervenientes sentiram que foi nos últimos 18 meses que tiveram a atuação mais importante da sua existência…a atuação de todos, de todas as cores, confinados em suas casas, cheios de saudades do passado e com imensas dúvidas sobre o futuro, em que o palco passou a ser a sala de jantar de cada um e os aplausos ficaram reservados para todos aqueles que diariamente lidaram com esta pandemia.

Ficou ainda bem vincada a necessidade de o folclore ter de se reinventar, pois a cultura e as tradições nunca podem morrer, cabendo aos grupos folclóricos e restantes associações culturais saber dar a volta a esta situação e proteger a sua identidade e herança cultural!

Este espetáculo provou mais uma vez que o Folclore existe e nunca desiste, e que aqueles que lhe dão corpo não precisam de dar as mãos para estarem unidos, destacando inequivocamente a resiliência e dedicação do Grupo Etnofoclórico RENASCER de Areosa, que foi escolhido e aderiu a este evento desde a primeira hora, provando que é possível voltar a ensaiar, dançar, cantar e tocar em segurança.

Este evento teve lotação esgotada e encerrou com todo o publico e restantes interveniente a cantar a música “Havemos de ir a Viana” ficando o desafio e a vontade de que este espetáculo seja repetido em outros palcos, nomeadamente em Viana do Castelo, terra que se autodenomina como a “capital do Folclore em Portugal”.

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MINHOTOS NO CANADÁ REPRESENTAM AS TRADIÇÕES DO MINHO

O Grupo Folclórico e Etnográfico Português de Montereal – Canadá – sediado na cidade de Laval, nos subúrbios de Montreal, na província do Quebec.

O “Coração do Minho” é o ramo minhoto do Grupo Folclórico e Etnográfico Português de Montreal. Este agrupamento é diferente de qualquer outro grupo no mundo. Com mais de 50 anos de existência, representa hoje o folclore e a etnografia do Minho. E, de outras regiões do país, mas de forma diferenciada.

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