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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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A FAMÍLIA E O CASAMENTO NO MINHO

A quem era pedida a mão da moça em casamento?

É recorrente no meio folclórico inventarem-se quadros alegadamente etnográficos, completamente desajustados da realidade de outrora na sociedade rural e apresentá-los ao público como tratando-se de representações fidedignas… sempre foi mais fácil inventar do que investigar porque isso exige trabalho e aturado estudo que não está ao alcance das mentes preguiçosas!

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A sociedade rural – ao contrário dos burgos – sempre foi constituída por pequenos aglomerados populacionais a que normalmente designamos por aldeias. No centro do país é mais frequente o termo casais e, entre as colónias de pescadores, a designação de póvoas.

Tem essas reduzidas comunidades origem nas primitivas tribos que agrupavam diferentes clãs unidos entre si, na maioria das vezes por laços familiares. Sucede que, nessas pequenas comunidades rurais – ou piscatórias – era frequente a prática da endogamia a fim de garantir a continuidade do mesmo grupo familiar, o que também era proporcionado pelo isolamento geográfico dos pequenos aglomerados populacionais no meio rural. De resto, era encarado com certa desconfiança o jovem que procurava noiva em terra alheia, deduzindo-se que por algum motivo era rejeitado na sua própria terra…

Assim se entende como, ainda nos tempos actuais, todos os habitantes de uma determinada aldeia mantenham relações de parentesco entre si, sendo tal realidade mais notória quanto mais reduzida é a sua população.

Os conversados – um dos termos que outrora se usava para designar os namorados – encontravam-se geralmente à saída da igreja ao fim da missa dominical ou na vila em dia de feira. Lá iam pondo as suas conversas em dia até que decidiam que estavam bem um para o outro, faziam juras de amor e planos para a vida futura. Mas, não era à noiva que o rapaz pedia em casamento e muito menos com aquele espectáculo espalhafatoso no qual, de joelhos prostrados no chão, oferecia o anel de noivado… isso só mesmo no cinema!

De resto, à época nem sequer existia anel de noivado e, a aliança de casados só mais tarde viria a entrar nos costumes dos aldeãos. Eram as três libras que, após o compromisso, a moça deixava de exibir no seu traje domingueiro, como sinal da sua nova condição. Noutras regiões do país usavam as moedas de vintém.

Não é raro vermos ranchos folclóricos apresentarem matriarcas com os mais garridos trajes de lavradeira minhota, exibindo as três medalhinhas…

Era ao pai da jovem que o rapaz devia pedir a mão da rapariga em casamento. Ela acertava com o pai a melhor altura para o receber. E, no dia aprazado, ele deslocava-se a casa do pai da namorada, o mais discretamente possível, por vezes metendo-se em atalhos a horas menos movimentadas.

Numa reunião familiar na qual a noiva e a futura sogra podiam ou não estar presentes, o jovem pretendente procurava dar a melhor impressão sobre si, mostrar ao futuro por palavras o quanto amava a sua filha e garantir a sustentabilidade futura da família. Apesar da notória influência do matriarcado, a sociedade minhota à semelhança do resto do país assenta no patriarcado. O que não assenta bem no meio disto tudo são as representações pseudo-folclóricas a que frequentemente assistimos e deveriam ser corrigidas!

PONTE DE LIMA DANÇA NO FOLKLOURES'20

Grupo Etno-Folclórico de Refóios do Lima vai a Loures participar no FolkLoures’20

Este Grupo Etno-Folclórico, esta situado na freguesia de Refoios do Lima concelho de Ponte de Lima. Refoios, terra cheia de beleza natural e de muita riqueza, desde as suas tradições á sua cultura, na arte e nos seus monumentos.

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O grupo nasceu com o objetivo de preservar e divulgar as tradições mais antigas da sua terra, entre elas o folclore.

Tendo feito a sua primeira atuação ao publico no dia 7 de agosto de 2005 e apresentado o seu primeiro cd. A partir dessa data o Grupo tem sido solicitado para várias atuações, tem corrido o país de norte a sul, contando com várias saídas ao estrangeiro. Atualmente o grupo é constituído por aproximadamente 48 elementos, que convivem em espirito de família e que tem enorme alegria a reviver e interpretar estas tradições, e pretende leva-las a todos aqueles que as queiram acolher e apreciar.

Desde então o grupo já gravou mais dois CDs com musicas tradicionais. Tem três dvds gravados um com a recriação tradicional da matança do porco. E os dois mais recentes gravados em dois mil e treze que retratam os “usos e custumes” dos anos 50/60. E na comemoração do seu décimo aniversário a presentou um livro (Década de Cor) que anuncia os dez anos de existência do grupo.

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LIMIANOS DANÇAM NO FOLKLOURES’20

Grupo Etno-Folclórico de Refóios do Lima vai a Loures participar no FolkLoures’20

Este Grupo Etno-Folclórico, esta situado na freguesia de Refoios do Lima concelho de Ponte de Lima. Refoios, terra cheia de beleza natural e de muita riqueza, desde as suas tradições á sua cultura, na arte e nos seus monumentos.

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O grupo nasceu com o objetivo de preservar e divulgar as tradições mais antigas da sua terra, entre elas o folclore.

Tendo feito a sua primeira atuação ao publico no dia 7 de agosto de 2005 e apresentado o seu primeiro cd. A partir dessa data o Grupo tem sido solicitado para várias atuações, tem corrido o país de norte a sul, contando com várias saídas ao estrangeiro. Atualmente o grupo é constituído por aproximadamente 48 elementos, que convivem em espirito de família e que tem enorme alegria a reviver e interpretar estas tradições, e pretende leva-las a todos aqueles que as queiram acolher e apreciar.

Desde então o grupo já gravou mais dois CDs com musicas tradicionais. Tem três dvds gravados um com a recriação tradicional da matança do porco. E os dois mais recentes gravados em dois mil e treze que retratam os “usos e custumes” dos anos 50/60. E na comemoração do seu décimo aniversário a presentou um livro (Década de Cor) que anuncia os dez anos de existência do grupo.

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS REALIZA CONGRESSO NACIONAL DE FOLCLORE

A Federação do Folclore Português encontra-se a preparar o Congresso Nacional de Folclore para os dias 23 e 24 de novembro de 2019, a ter lugar no Cine-Teatro Alba, em Albergaria-a-Velha, com o seguinte programa:

O movimento folclórico português: caminhos do futuro…

23 de novembro

09h30: Acolhimento

09h45: Momento cultural

10h00: Sessão de abertura

10h30: PAINEL - Os desafios postos ao movimento folclórico nacional

Moderador: António Gabriel - Análise da atual problemática social do movimento associativo português. (reflexão sobre os desafios presentes e futuros do movimento associativo num mundo em transformação e isolamento social. Exemplos de casos concretos e de práticas de sucesso.)

Orador: Dr. Artur Martins (representante da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto) - Associativismo, academia e estudo e preservação do património no mundo atual. Orador: Dr. Francisco Madelino (Presidente da Fundação INATEL)

11h30: Intervalo

11h45: Debate 12h30: Almoço

14h30: - Os caminhos da Federação. (balanço geral dos passos dados pela instituição para se “atualizar” no contexto de um mundo em transformação social.)

Orador: Inspetor Lopes Pires (Presidente da Assembleia Geral da FFP)

15h00: Debate

15h30: Intervenção dos congressistas com apresentações de 5 min relativos à problemática do congresso, mediante inscrição prévia. Cada 2 apresentações serão seguidas de debate.

Moderador: Dr. Ludgero Mendes

19h00: Jantar

21h00: Animação cultural com grupos da região

24 de novembro

10h00: PAINEL - O associativismo e a psicologia

Moderadora: Dra. Maria Emília Francisco O associativismo à luz da psicologia - ameaças e oportunidades (reflexão sobre a sociedade contemporânea, desafios aos grupos de folclore e propostas de atuação para minimizar o alheamento da sociedade perante o associativismo folclórico.)

Orador: Dr. Alfredo Leite

11h00: Intervalo

11h15: Debate

12h00: Almoço

14h00: Apresentação de conclusões do congresso

14h30: Sessão de encerramento do congresso. (Presidente da Assembleia Geral da FFP; Presidente da FFP; Presidente da CM Albergaria)

15h00: Apresentação dos resultados do processo eleitoral da FFP

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ÀGUEDA DANÇA NO FOLKLOURES’20

Grupo de Danças e Cantares de Vale Domingos - Águeda Vale Domingos é um pequeno lugar que fica situado a nascente de Águeda, mais propriamente no sopé da serra do Caramulo.

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A zona serrana é uma região muito rica, sobretudo pela sua floresta, pelas culturas do milho, batata e outros produtos agrícolas. A serra oferece-nos a sua beleza natural, com as suas aldeias acolhedoras que, são autênticos quadros de Galeria de Arte.

As suas gentes mantêm ainda as tradições das Romarias à Santa Eufémia, à Senhora do Livramento, ao Senhor da Serra, ao S. Geraldo e à Senhora da Guia. Naturalmente, uma região com um património cultural tão rico deveria ter, quase forçosamente, um grupo folclórico, que fosse recolhendo e preservando todas as tradições locais.

Assim, em 1981 surge o Grupo de Danças e Cantares de Vale Domingos, que através das suas recolhas não só de danças e cantares mas também de trajes, usos e costumes, se tornou no fiel representante da Zona Serrana de Águeda. Sócio desde quase a primeira hora da Federação do Folclore Português, encontra-se também filiado no Inatel.

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RIBATEJO DANÇA NO FOLKLOURES'20

Iniciou-se este agrupamento em 1937 pela primeira vez, com trajes e cantares da época, tendo como repertórios “ Verde Gaio Valseado, Valsa a dois Passos, Valsa das Carreirinhas, passo Largo, Remexida”, entre outras.

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Devido à mentalidade da época veio a findar em 1942.

Várias foram as tentativas de reiniciar o Rancho, mas foi nos anos 80, que este esteve no auge do mundo do folclore, em 1991 igualmente pelos mesmos motivos voltavam a terminar atividade.

Foi então que no ano 2006 um grupo de Forenses com muita dedicação e empenho fizeram um trabalho de recolha das Danças, trajes, Costumes e Tradições que caracterizavam os Forenses dos anos 30.

Sendo a atividade principal das nossas gentes, o trabalho do campo, empenhamo-nos para que toda a beleza que envolve o mundo rural da época, transparece-se aos olhos de quem visse o nosso Rancho.

Assim, demos vida novamente ao Rancho Folclórico Regional dos Foros de Salvaterra, após largos meses de trabalho, os nossos pares apresentam em palco um harmonioso conjunto de trajes e adornos que eram usados nos Arraiais, Romarias e nos trabalhos agrícolas, como complemento à garra com que dançam.