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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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TRAJE À VIANESA APRESENTADO NA EXPO 2020 DUBAI

O Traje de Viana do Castelo vai ser apresentado no Pavilhão de Portugal durante a EXPO 2020 DUBAI. O Museu do Traje irá ceder temporariamente exemplares dos trajes típicos vianenses à mostra internacional, sendo que os exemplares serão apresentados num programa de uma televisão local sobre trajes e culturas de vários países.

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O Traje à Vianesa é um produto múltiplo, composto por um conjunto de peças, todas manufaturadas artesanalmente na região do Minho (à exceção dos lenços), cujo resultado final se deve à combinação poliédrica entre elas e ao modo como os adornos em ouro o enfeitam e sublinham. É, hoje, um símbolo local e nacional, sendo também motivo de orgulho da diáspora onde existem inúmeros grupos folclóricos que primam pela arte do bem trajar e que sentem uma grande chieira nas suas raízes e nas tradições vianenses.

Considerado um dos maiores valores culturais do concelho, o traje está certificado mediante um documento que é o instrumento onde estão definidas as caraterísticas do “Traje à Vianesa”.

O caderno de especificações define as caraterísticas do “Traje à Vianesa” e lista, fundamentando, todos os parâmetros que pesem para a sua certificação, nomeadamente o nome que identifique o produto e que neste caso terá derivações; referenciais histórico-geográficos que contextualizem a ocorrência e a continuidade da produção; e a caraterização do produto: caraterísticas físicas (forma, dimensões, padrões, cores e desenhos predominantes); matérias-primas utilizadas; modos de produção (técnicas, saberes, ferramentas e equipamentos).

Com o "Portugal, um mundo num país", o Pavilhão de Portugal conta com uma área de 1.800 metros quadrados, com produtos típicos nacionais e uma ‘concept store’, que pretende ser uma 'embaixada' transacional de promoção de marcas e produtos portugueses, com mais de 170 produtos distintivos.

A Expo Dubai, que termina em 31 de março de 2022, é o primeiro grande mega evento desde o início da pandemia onde são esperados 25 milhões de visitantes. Reúne mais de 200 participantes, incluindo 192 países e também organizações multilaterais, empresas e estabelecimentos de ensino durante 182 dias.

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VIANA DO CASTELO: FALECEU JUDITE CARDOSO - FUNDADORA DO GRUPO DE DANÇAS E CANTARES DE PERRE

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Nota de Pesar pelo falecimento de Judite Cardoso

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, em seu nome e em nome do executivo, lamenta o falecimento de Judite Cardoso e apresenta as mais sentidas condolências à família e amigos daquela que foi uma das figura carismáticas da etnografia vianense.

Nascida em Perre, a 17 de fevereiro de 1929, Judite Cardoso rumou a Angola em 1961, de onde regressou em 1975. Com a ajuda do grupo de teatro existente, organizou um grupo de recolha para criar um museu polivalente, que se mantém até hoje, exposto no Centro Social e Paroquial de Perre.

Impulsionou o Grupo Teatral de Danças e Cantares de Perre, dando início ao que é hoje o Grupo de Danças e Cantares de Perre e é da sua iniciativa a construção de uma sede para o grupo e a recolha de informação que levaram a um melhor conhecimento do folclore do Alto Minho.

Recebeu um voto de louvor da Assembleia de Freguesia de Perre pelos serviços de promoção e representação cultural da freguesia. Foi presidente da Comissão de Honra das Festas d’Agonia em 2015 e recebeu o galardão de cidadã de mérito em 2016 pelo seu papel de destaque na cultura popular etnografia vianense.

GRUPO DE FOLCLORE CASA DE PORTUGAL REGRESSA AOS PALCOS COM ATUAÇÃO NA FIRA DE ANDORRA LA VELLA

No próximo fim-de-semana irá decorrer a 42ª edição da Fira de Andorra la Vella, evento que este ano irá reunir na capital do Principado de Andorra 150 expositores numa superfície de mais de 10.000 metros quadrados. A inauguração está prevista sexta-feira, dia 22, pelas 11 horas, depois do parêntesis devido à crise sanitária que afetou a atividade económica e cultural do país durante mais de um ano.

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O Grupo de Folclore Casa de Portugal retoma a sua atividade nos palcos com atuação prevista para sábado, dia 23, pelas 17h40, no palco do recinto da feira multi-sectorial, proporcionando aos visitantes momentos de cultura tradicional portuguesa através das danças e cantigas do cancioneiro popular do alto Minho.

Além da atuação, o Grupo participa também durante os 3 dias que decorre o evento, na Feira de Associações formada por cerca de 50 entidades, com um stand onde os visitantes poderão adquirir produtos alimentares portugueses, artesanato e merchandising do Grupo. Devido às medidas sanitárias, esta edição não permite a degustação de produtos alimentares como era habitual o Grupo apresentar.

Este ano o Grupo de Folclore Casa de Portugal está a celebrar as bodas de prata da coletividade e nesta edição da Fira o stand estará especialmente dedicado a todos os elementos que compõe a entidade portuguesa sediada no Principado de Andorra.

Jose Luis Carvalho

Diretor Artístico

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VIANA DO CASTELO: RANCHO DAS LAVRADEIRAS DE SANTA MARTA DE PORTUZELO ATUOU EM 1954 PARA O DIRETOR DE TURISMO DO SUL DE FRANÇA

Ofício enviado pelo Dr. António Maria Pinheiro Torres, chefe da delegação do Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo, ao Dr. José da Rocha Coelho, a agradecer a cedência da casa agrícola que possuía em Santa Marta de Portuzelo, para a exibição do Rancho das Lavradeiras dessa localidade, durante a visita ao norte do Diretor de Turismo do Sul de França, o Comandante Marcel Prat. O ofício é datado de 24 de agosto de 1954.

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

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BESIKTAS NÃO É SÓ FUTEBOL – HÁ 10 ANOS LEVOU FOLCLORE A VILA PRAIA DE ÂNCORA

O Besiktas Belediyesi Oyun Youth and Sport Club, de Istambul (Turquia) actuou em Vila Praia de Âncora há dez anos no ÂncoraFolk, a convite do Etnográfico de Vila Praia de Âncora. Para quem não saiba, aquele clube da Turquia não se dedica apenas ao futebol – também é folclore e tradição!

Foto: Carlos Gomes

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MINHOTOS CANTAM EM LOURES AO MENINO JESUS

À semelhança de anos anteriores à pandemia, os minhotos vão regressar a Loures para recriar os tradicionais cantares ao menino Jesus.

A iniciativa, do Grupo de Folclore Verde Minho, está agendada para o próximo dia 18 de Dezembro, contando-se já com o programa encerrado. O Blogue do Minho divulgará em breve os participantes no evento.

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André Gonçalves (1686-1762). Adoração dos Pastores

MINHOTOS RUMAM A LOURES AO TOQUE DA CONCERTINA

O Grupo de Folclore Verde Minho leva a efeito no próximo dia 13 de Novembro o habitual Encontro de Tocadores de Concertina “Zé Cachadinha”, assim denominado em homenagem póstuma ao popular tocador e cantador limiano. E a adesão ao evento revela bem a nostalgia com que os minhotos vivem a tradição.

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Até ao momento, estão asseguradas a participação do Grupo de Bombos Arrufarte, Afinados do Catujal, Somos do Norte(João Mota), Mestre João Tomaz, Concertinas de Carenque, Concertinas da Gracieira, Grupo Montes Hermínios, Amigos da Portela, Ruben Rodrigues, Sons da Concertina Alverca da Beira, Escola Filipe Oliveira, Tocata da Casa do Minho e Tocata Alegria do Minho.

Entretanto, os tradicionais cantares ao menino Jesus, a ter lugar também em Loures, está marcado para o próximo dia 18 de Dezembro, esperando em breve podermos divulgar o seu programa.

O PRIMEIRO GRUPO FOLCLÓRICO EM PORTUGAL NASCEU EM PONTE DE LIMA EM 1892 – ASSINALA-SE 130 ANOS EM 2022!

Dia 4 de Setembro é o dia histórico do folclore português

Data de 4 de setembro de 1892, a mais antiga referência escrita acerca da existência de um grupo de folclore em Portugal. Trata-se de um artigo com ilustração de Sebastião de Sousa Sanhudo, publicado no jornal humorístico “O Sorvete”, nº 123, dando conta da deslocação à cidade do Porto de “Grupo de Lavradeiras de Ponte de Lima”. Este é o dia histórico do folclore português.

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Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima

Durante muito tempo, considerou-se o antigo Rancho das Lavradeiras de Carreço, fundado em 1904, como o mais antigo agrupamento folclórico constituído em Portugal. Contudo, um documento que data de mais de dez anos anteriores à sua fundação leva-nos a concluir que, até novas provas em contrário, foi em Ponte de Lima que pela primeira vez surgiu um grupo folclórico devidamente organizado e trajado, o que não significa que não seja o Rancho das Lavradeiras de Carreço actualmente o mais antigo em actividade.

E, com o título “O grupo de lavradeiras de Ponte de Lima no Porto”, fá-lo nos seguintes termos: “Graças à iniciativa dos generosos Bombeiros Voluntarios tiveram os portuenses occasião de vêr com os seus proprios olhos o que é uma esturdia no Minho. Lavradores e lavradeiras de puro sangue. Musica genuina da aldeia, cantadores e cantadeiras de fina raça; danças e cantares, tudo, enfim que o Minho tem.

Lourenço, o director da musica, tornou-se a figura mais saliente entre o seu grupo, pois que, ás primeiras gaitadas adquiriu logo as simpatias do publico que o chamou repetidas vezes e o cobriu de aplausos delirantes.

O sympathico Lourenço, quer na flauta, que toca bem – quer no sanguinho de Nosso Senhor Jesus Christo – mostrou-se um bom beiço. Das raparigas: a Thereza, a Rita e a Maria, muito alegres e folgazonas, as outras tambem muito pandegas. E p’ra que viva Ponte do Lima!

A notícia vem acompanhada de uma ilustração que constitui um desenho assinado pelo próprio responsável da publicação, o conceituado caricaturista Sebastião de Sousa Sanhudo, também ele natural de Ponte de Lima. A gravura mostra as lavradeiras com o seu traje característico incluindo os lenços de franjas, os aventais de quadros e as chinelas enquanto os homens com seus coletes e casacas de botões negros e, como não podia deixar de suceder, o inconfundível chapéu braguês por vezes bastante esquecido entre os grupos folclóricos minhotos da actualidade. Uma particularidade que nos salta à vista é o facto do sympathico Lourenço que aparece com a sua flauta e era o director da música ser um negro cuja origem se desconhece, aparecendo aqui integrado naquele que se julga ter sido o primeiro grupo folclórico português.

Em 14 de janeiro de 1966, o jornal limiano “Cardeal Saraiva” transcrevia uma crónica produzida pelo jornalista Severino Costa no “Comércio do Porto” na qual asseverava ser o “grupo de lavradeiras de Ponte do Lima” originário da freguesia da Correlhã, dizendo a dado passo: “Lembrava-me muito bem do simpático Lourenço. Era um exímio tocador de flauta que na minha infância ouvi diversas vezes, não podendo porém, dizer como nem onde. Mas da pessoa lembro-me muito bem. Era um homem de fala muito suave, muito educado, alegre, e tinha uma prosóide curiosa… Nada sei da sua família e de como veio para Ponte de Lima”. De resto, não sabemos o que levou o autor a concluir a proveniência daquele “grupo de lavradeiras”, a não ser porque ainda deverá ter conhecido ou obtido informações a respeito de algumas pessoas mencionadas na notícia publicada em “O Sorvete”. E conclui: “Mas do que parece não ficarem dúvidas, depois do aparecimento deste documento autêntico, é que Correlhã tinha, em 1892, um rancho folclórico. Não se concebe que alguém se tenha lembrado, por acaso, da freguesia de Correlhã.

Se dali foi levado ao Porto, pelos Bombeiros Voluntários, tal grupo, é porque ele existia constituído, com suas danças próprias, com nome firmado, com indumentária”.

Em todo o caso e qualquer que seja a proveniência exacta do primeiro grupo folclórico, a referida edição do jornal “O Sorvete” vem documentar ter sido em Ponte de Lima a sua origem, informação essa que vem corrigir uma opinião que durante muito tempo foi sustentada nomeadamente pelas vozes mais autorizadas. Não obstante, o eventual aparecimento de novas provas poderá reservar-nos mais surpresas e inclusive contrariar as conclusões a que até agora chegámos, pelo que nunca devemos dar por definitivo os resultados da nossa investigação.

- Carlos Gomes, Correlhã, Berço do Folclore Português. O Anunciador das Feiras Novas, nº XX, 2003, Ponte de Lima

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Foto do sympatico Lourenço, o “director da música” do Grupo de Lavradeiras de Ponte de Lima. (Colecção particular de Ovídio de Sousa Vieira)

VIEIRA DO MINHO: RANCHO FOLCLÓRICO DO MOSTEIRO REALIZA DESFOLHADA TRADICIONAL E MAGUSTO

O Rancho Folclórico do Mosteiro vai promover no próximo, sábado, dia 16 de Outubro, uma Desfolhada Tradicional e um Magusto.

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O momento, vai decorrer na Sede do Rancho Folclórico do Mosteiro, sito na antiga escola primária daquela freguesia, pelas 19h30 e tem por objetivo preservar os usos e costumes da cultura popular associada à ruralidade do concelho.

Trata-se de um atividade marcante da faina agrícola, mas também um momento de festa, onde a vertente social, o trabalho e o festim estão de mãos dadas.

Do programa consta, para além da faina agrícola,  animação musical, porco no espeto e caldo verde.

Será, portanto, uma noite que vai aliar usos e costumes à animação e boa disposição.

Venha reviver tempos antigos, participe nesta desfolhada tradicional.

ENCONTRO DE TOCADORES DE CONCERTINA “ZÉ CACHADINHA” ESTÁ DE REGRESSO A LOURES

O Grupo Folclórico Verde Minho está vivo! No próximo dia 13 de Novembro leva a efeito o habitual Encontro de Tocadores de Concertina “Zé Cachadinha”, assim denominado em homenagem póstuma ao popular tocador e cantador limiano.

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Entre os participantes já confirmados encontram-se João Tomaz, Escola Filipe Oliveira, Os afinados do Catujal e João Mota.

Entretanto, os tradicionais cantares ao menino Jesus, a ter lugar também em Loures, está marcado para o próximo dia 18 de Dezembro.