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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CHINESES EM LISBOA FESTEJAM AMANHÃ ANO NOVO CHINÊS E OS MINHOTOS VÃO À FESTA

O Grupo Folclórico Verde Minho vai amanhã participar nas festividades do Ano Novo Chinês que se realizam em Lisboa. Às 10 horas tem início o desfile a partir do Jardim António Feijó – insigne poeta limiano – com direcção à Alameda D. Afonso Henriques – o minhoto que foi fundador da nossa nacionalidade. Às 16 horas, os nossos conterrâneos subirão ao palco para, numa demonstração de amizade fraterna, efectuarem uma representação do nosso folclore.

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O vermelho – símbolo da felicidade, da fortuna e da alegria na cultura chinesa – constituiu a cor predominante nos festejos, quer nos trajes tradicionais chineses como ainda nos trajes à vianesa que os minhotos. De resto, é tradição as famílias chinesas reunirem-se para jantar pelo Ano-novo Chinês, além de limparem a casa para afastar qualquer má sorte e abrir espaço para a boa sorte. As janelas e portas são decoradas com papéis vermelhos, entre outras tradições registadas neste dia.

As celebrações em Portugal do Ano Novo Chinês antecipam-se uma semana uma vez que, na realidade, o primeiro dia do calendário chinês recai no próximo ano a 25 de Janeiro, sendo o Rato o animal do zodíaco associado à prosperidade e, por isso, espera-se sucesso em investimentos, desenvolvimento rápido e crescimento profissional.

O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

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PONTE DE LIMA: BAILARINA MARGOT FONTEYN DANÇOU O VIRA EM 1952, NA CASA DE NOSSA SENHORA DA AURORA EM PONTE DE LIMA

Nas imagens vemos entre outras personalidades, o Conde d’Aurora José de Sá Coutinho e Margot Fonteyn

Margot Fonteyn ou Margaret Evelyn Hookham (nome de baptismo); 18 de maio de 1919 – 21 de fevereiro de 1991) foi uma bailarina inglesa. Considerada uma das maiores bailarinas de todos os tempos, por toda sua carreira dançou com o Royal Ballet, sendo apontada como Prima Ballerina Assoluta da companhia pela rainha Elizabeth II.

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Filha de pai inglês e de mãe irlandesa descendente de brasileiros, sendo filha de um industrialista chamado Antonio Fontes. No começo de sua carreira, Margaret transformou Fontes em Fonteyn e Margaret em Margot. Em 1931 entrou para a escola de balé do Sadler's Wells. Ninette de Valois e seu coréografo, Frederick Ashton, investiram em suas qualidades excepcionais: lírica, dramática, musical e suas proporções físicas perfeitas. Em 1935, Fonteyn tornou-se a primeira bailarina com apenas dezesseis anos, dançando juntamente com Robert Helpmann. Em A bela adormecida, Margot interpretou a Princesa Aurora, conduzindo o futuro Royal Ballet a um período de glória em sua nova sede, no Convent Garden (1946), e à sua primeira e famosíssima temporada em Nova Iorque (1949).

Sua maior contruibuição artística deu-se ao lado de Ashton, pois era sua musa inspiradora e uma intérprete ideal a inúmeras criações do coréografo, entre as quais se destaca Ondine, de 1958. O ápice de sua parceria de dança com Michael Somes aconteceu durante a primeira visita do Royal Ballet à Rússia, em 1961.

Logo depois, Margot Fonteyn começou a dançar com o bailarino soviético exilado Rudolf Nureyev, vinte anos mais jovem do que ela. Fonteyn e Nureyev eram idolatrados até Margot se aposentar em 1979.

Em 1955, Margot casou-se com o diplomata panamenho Roberto Arias, filho de um ex-presidente panamenho. Arias ficou paralítico após ser baleado em 1964 por um antigo colega de partido que o suspeitava de ter um caso com a sua mulher. Depois que se afastou do palco, ela dedicou-se ao marido até a morte dele, em 1989, vivendo em sua fazenda no Panamá.

Antes de morrer, Margot Fonteyn foi homenageada, junto com Nureyev, como a grande dama do balé do século XX.

Fonte: Wikipédia

Fotos: http://lugardoreal.com/

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AMARANTE É MINHO!

Na sequência da publicação acerca do espaço geo-etnográfico da região de Entre-o-Douro-e-Minho em <https://bloguedominho.blogs.sapo.pt/sera-que-ja-existia-a-provincia-do-13754191>, o BLOGUE DO MINHO recebeu a seguinte mensagem de um dirigente do associativismo folclórico em Amarante, acompanhado das imagens que junto reproduzimos e que retratam a Romaria de São Gonçalo.

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“Bom dia Sr Carlos Gomes.
Sou de um grupo folclórico do concelho de Amarante e confirmo tudo o que o escreveu em relação a esta região de entre Douro e Minho
Aliás, até nos registos paroquiais Vila Meã- Amarante está inserida na província do Minho, comarca de Guimarães arquidiocese de Braga
Obrigado por esta publicação
Um bem haja!”

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SERÁ QUE JÁ EXISTIA A PROVÍNCIA DO "DOURO LITORAL" NOS FINAIS DO SÉCULO XIX QUE ALGUNS GRUPOS FOLCLÓRICOS DIZEM REPRESENTAR?

O Grupo Folclórico de Penafiel representa a região que compreendia a vetusta Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho.

Os penafidelenses cantam e dançam o malhão e o vira, ao som da concertina e das violas braguesas e amarantinas, cavaquinhos e reco-recos, ferrinhos, bombos e tabuinhas. E vestem-se com trajes de trabalho mas também de romaria como as fotos documentam.

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Penafiel situa-se na verdejante encosta do Vale do Sousa, fazendo parte do Distrito do Porto. O seu grupo folclórico foi constituído em 1980, assinalando no próximo mês de Novembro quatro décadas de existência.

O Grupo Folclórico de Penafiel afirma que representa o folclore da região d’Entre-o-Douro-e-Minho. E é com toda a legitimidade que o afirma até porque, quanto mais não fosse, o chamado Douro Litoral jamais existiu no século XIX e começos do século XX, época cujas tradições representam. De resto, a província que dá por esse nome foi uma invenção administrativa do Estado Novo em 1936 e que, à semelhança das demais províncias, pouca utilidade tiveram.

Além de que, Penafiel é um dos concelhos que não fazendo parte dos distritos de Braga e Viana do Castelo, integra o mesmo espaço geo-etnográfico do Minho.

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INVERNO | COMPANHIA DE DANÇA DE ALMADA: UM ESPECTÁCULO TOTALMENTE IMPERDÍVEL PARA OS APRECIADORES DE DANÇA CONTEMPORÂNEA, DA CULTURA POPULAR, DA ETNOGRAFIA E DO FOLCLORE

17 de Janeiro – 22h00 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Sexta-feira à noite, dia 17 de Janeiro, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, a Companhia de Dança de Almada apresenta Inverno, a sua mais recente produção, com criação de Bruno Duarte e que estreou muito recentemente, a 28 de Novembro, em Bragança.

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Um espectáculo que faz a simbiose entre a ancestralidade e o vanguardismo, o sagrado e o profano em terras de Trás-os-Montes, no qual podemos beber imensas semelhanças com o viver do nosso Alto Minho e compreendermos as mudanças e adaptações a que muitas das nossas tradições são obrigadas, devido à nossa contemporaneidade.

Podemos mesmo afirmar que se trata de um espectáculo obrigatório para todos aqueles que se dedicam ao folclore e à etnografia, bem como, todas as pessoas que se encontrem ligadas a associações de lazer e cultura, numa altura em que se prevê para breve o arranque da execução de uma candidatura no âmbito do Aviso Cultura Para todos.

O criador, Bruno Duarte, sobre o presente espectáculo, afirmou o seguinte:

"Desde criança tenho muito presentes as imagens a que, fascinado, assistia na televisão e que me davam a conhecer um pouco do que são os costumes de inverno transmontanos – caretos, chocalheiros, diabos, figuras que sempre exerceram sobre mim um magnetismo especial. Vi na criação deste espectáculo, uma oportunidade para explorar cenicamente o cruzamento da sacralidade ritual destas celebrações ancestrais, com uma linguagem de dança contemporânea. Situado entre o sagrado e pagão, ancestral e contemporâneo, humano e sobrenatural, “Inverno” procura transmitir a magia que se vive por estes lugares na altura do solstício de inverno, retratando o pulsar da terra, a emancipação dos jovens, as arruadas, a postura de transgressão – mas tão regrada por práticas fixas – e o forte misticismo cultural. Este é um trabalho sobre o que está vivo, mas também sobre a memória. Sobre aquilo e aqueles que já viveram os locais que hoje experimentamos."

Bruno Duarte

Segundo Amadeu Ferreira, in “O Diabo e as Cinzas” (2013):

“Estes são rituais de juventude, cheios de vida e de futuro, por onde perpassam todas as actividades dos povos (…), rituais que a cada ano renovam a confiança na continuidade da vida, bem simbolizada no fogo e outros deuses pagãos.

Nunca realçaremos suficientemente o papel que os rituais (…) tiveram na evolução das nossas sociedades e lhes transmitiram um carácter de sanidade ética que consegue manter a dignidade no meio da maior pobreza e de dificuldades sem fim.”

Criação: Bruno Duarte | Cocriação e Interpretação: Bruno Duarte, Carlota Sela, Francisco Ferreira, Joana Puntel, Luís Malaquias, Mariana Romão e Raquel Tavares | Coprodução do Teatro Municipal de Bragança e Companhia de Dança de Almada

Bilhetes à venda (5,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.

MINHOTOS PARTICIPAM EM LISBOA NAS FESTIVIDADES DO ANO NOVO CHINÊS

O Grupo Folclórico Verde Minho vai no próximo dia 18 de Janeiro participar nas festividades do Ano Novo Chinês que se realizam em Lisboa. Às 10 horas tem início o desfile a partir do Jardim António Feijó – insigne poeta limiano – com direcção à Alameda D. Afonso Henriques – o minhoto que foi fundador da nossa nacionalidade. Às 16 horas, os nossos conterrâneos subirão ao palco para, numa demonstração de amizade fraterna, efectuarem uma representação do nosso folclore.

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O vermelho – símbolo da felicidade, da fortuna e da alegria na cultura chinesa – constituiu a cor predominante nos festejos, quer nos trajes tradicionais chineses como ainda nos trajes à vianesa que os minhotos. De resto, é tradição as famílias chinesas reunirem-se para jantar pelo Ano-novo Chinês, além de limparem a casa para afastar qualquer má sorte e abrir espaço para a boa sorte. As janelas e portas são decoradas com papéis vermelhos, entre outras tradições registadas neste dia.

As celebrações em Portugal do Ano Novo Chinês antecipam-se uma semana uma vez que, na realidade, o primeiro dia do calendário chinês recai no próximo ano a 25 de Janeiro, sendo o Rato o animal do zodíaco associado à prosperidade e, por isso, espera-se sucesso em investimentos, desenvolvimento rápido e crescimento profissional.

O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

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MINHOTOS PARTICIPAM EM LISBOA NAS FESTIVIDADES DO ANO NOVO CHINÊS

O Grupo Folclórico Verde Minho vai no próximo dia 18 de Janeiro participar nas festividades do Ano Novo Chinês que se realizam em Lisboa. Às 10 horas tem início o desfile a partir do Jardim António Feijó – insigne poeta limiano – com direcção à Alameda D. Afonso Henriques – o minhoto que foi fundador da nossa nacionalidade. Às 16 horas, os nossos conterrâneos subirão ao palco para, numa demonstração de amizade fraterna, efectuarem uma representação do nosso folclore.

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O vermelho – símbolo da felicidade, da fortuna e da alegria na cultura chinesa – constituiu a cor predominante nos festejos, quer nos trajes tradicionais chineses como ainda nos trajes à vianesa que os minhotos. De resto, é tradição as famílias chinesas reunirem-se para jantar pelo Ano-novo Chinês, além de limparem a casa para afastar qualquer má sorte e abrir espaço para a boa sorte. As janelas e portas são decoradas com papéis vermelhos, entre outras tradições registadas neste dia.

As celebrações em Portugal do Ano Novo Chinês antecipam-se uma semana uma vez que, na realidade, o primeiro dia do calendário chinês recai no próximo ano a 25 de Janeiro, sendo o Rato o animal do zodíaco associado à prosperidade e, por isso, espera-se sucesso em investimentos, desenvolvimento rápido e crescimento profissional.

O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO COMEMORA BODAS DE PRATA COM SARRABULHO À MODA DE PONTE DE LIMA

No próximo dia 2 de Fevereiro, passam precisamente 25 anos desde a data da fundação do “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho” – vulgo VERDE MINHO – ao longo dos quais tem representado o folclore e as tradições da nossa região, no concelho de Loures onde se encontra sediado e um pouco por todo o país onde actua nos mais diversos festivais e encontros de folclore.

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Ao longo de todo o ano de 2020, levará a efeito uma série de iniciativas visando a comemoração das suas bodas de prata, as quais estão já a ser minuciosamente preparadas. Desde logo, está já agendada a realização do Almoço do Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima a ter lugar em Loures, no dia 2 de Fevereiro, precisamente o dia em que celebra o seu aniversário.

Também a organização da próxima edição do FolkLoures já se encontra em marcha, devendo o programa ficar preenchido até ao final do próximo mês de Outubro, encontrando-se já algumas representações confirmadas. Mas, muitas surpresas irão ocorrer, as quais o BLOGUE DO MINHO espera oportunamente vir a divulgar.

A cada dia mais reconhecido pela nossa região a qual procura servir com espírito de missão, o Grupo Folclórico Verde Minho afirma-se como um guardião das nossas tradições e do folclore minhoto na região de Lisboa, colocando-se nomeadamente ao serviço do concelho de Ponte de Lima na cidade onde se encontra sediado – Loures!

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O MINHO É VERDE – FOLCLORE É VERDE MINHO!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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