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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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O “NOSSO TRAJAR” EM TEMPOS DE CONFINAMENTO

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  • Crónica de José Luís Carvalho

A sociedade em geral, a cultura em particular e muito especialmente o movimento folclorico estão emersos neste fenómeno global chamado Covid-19 obrigando ao confinamento em casa e à anulação ou adiamento sine die das suas atividades culturais.

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Não significa isto que o movimento folclorico esteja parado ou inoperativo, pelo contrário, muitos dos Grupos, utilizando as redes sociais, aproveitam para publicar vídeos das suas atuações ou tutoriais para bem trajar, fotografias de momentos do trajar, das viagens, recolha de novas peças, etc., etc.

Pessoalmente este confinamento tem-me afetado diretamente já que durante vários dias a sala de casa transformou-se numa autêntica feira de farrapos como vulgarmente se pode considerar a um monte de tecidos do “ano da velha”. Por isso quero partilhar esta feliz “angustia” de ver como as peças guardadas nos guarda-fatos saíram para arejar e de passagem converterem-se em modelos por um dia.

Esta dedicação vem de parte da Mireia e da Cami, filha e esposa respectivamente, que longe do nosso país durante anos tem dedicado parte da sua paixão pelo folclore à recolha, pesquisa e restauro de peças do trajar tradicional do Alto Minho. Saias, saiotes, meias e chinelas, socos, coletes e algibeiras, blusas e camisas, casaquinhas, lenços e xailes passearam por casa e também saem à rua quando o Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ apresenta a cultura tradicional ou representa a portugalidade no Principado de Andorra e não só.

A ambição de ambas na obtenção de peças pertencentes ao trajar minhoto que poderiam ir para a fogueira ou para o caixote do lixo, já que para muitos dos seus proprietários carecem de qualquer valor cultural, leva a que grande parte das férias no Alto Minho sejam dedicadas ao folclore.

Não podemos esquecer o valor monetário dispendido para adquirir a maioria dos objetos já que muitos dos seus proprietários não se desfizeram gratuitamente das peças e outros, sabendo que os “farrapos” viraram “moda”, procuram obter importantes sumas monetárias. Estamos portanto na presença de um investimento económico e num investimento cultural e numa preservação histórica que reforça um melhor conhecimento no trajar e no dia-a-dia da sociedade rural de finais do século IXX e primeira metade do século XX.

Para terminar, não podemos obviar o valor sentimental de algumas das peças. Algumas pessoas que conhecem esta dedicação da Mireia e da Cami na recolha, restauro, preservação e utilização das peças, tem-las oferecido com a certeza de que continuarão “vivas” e não acabarão abandonadas ou “mortas” na fogueira. Várias delas guardam histórias de vida, momentos solenes, mas sem dúvida destacaríamos o traje de Noiva datado de 1915 que desempenhou essa função e que contrariamente ao que acontecia com a maioria dos trajes pretos de Noiva, este, não serviu de mortalha e apresenta impecável estado de conservação.

Em tempos de emergência que a todos afeta direta ou indiretamente, não deixa de ser também uma emergência a salvaguarda, nos tempos vindouros, do patrimônio imaterial dos nossos antepassados.

José Luis Carvalho

Principado de Andorra

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O QUE É E PARA QUE SERVE A FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS?

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  • Crónica de Carlos Gomes

Fundada em 28 de maio de 1977, a Federação do Folclore Português tem por missão “Preservar, Estudar e Divulgar a Etnografia, o Folclore e a Cultura Tradicional Portuguesa”.

De acordo com os seus próprios estatutos, a Federação do Folclore Português tem, entre outros aspetos, por objetivos “a pesquisa, recolha, defesa, estudo e divulgação de todas as formas da tradição cultural popular dos portugueses” e “o prestígio da temática relativa aos seus objetivos e a cooperação com todas as entidades que com a mesma estejam relacionadas”.

Entre as categorias de sócios estatutariamente definidas no seu artigo 5º contam-se os sócios efetivos que são “todas as coletividades que, dedicando-se à actividade do Folclore, o façam de forma verdadeiramente representativa” e os sócios aderentes que são “todas as colectividades que se dediquem à actividade do Folclore e a quem ainda não foi reconhecida a posse de todos os requisitos indispensáveis a uma verdadeira representatividade”. Por sua vez, no que aos direitos e deveres dos associados diz respeito, os artigos 7º e 8º dos Estatutos da Federação do Folclore Português não estabelece qualquer distinção entre sócios efetivos e aderentes.

A Federação do Folclore Português foi durante muito tempo criticada pelo seu excesivo comportamento selectivo, a falta de apoio técnico aos grupos folclóricos que o solicitavam e até a ausência de resposta. Porém, nos tempos mais recentes e sobretudo desde a tomada de posse dos actuais corpos sociais – é justo reconhecê-lo! – tem vindo a assumir uma maior abertura e proximidade com os grupos folclóricos e todas as pessoas e entidades que se relacionam nesta área. E isso faz toda a diferença!

Como qualquer outra instituição, também a Federação do Folclore Português é constituída por pessoas e, como tal, falíveis nos seus actos e decisões porque nada existe de mais humano do que a capacidade de errar… e corrigir! Confesso que eu próprio também evoluí na forma como tenho encarado esta entidade, corrigindo gradualmente anteriores apreciações, parte das quais também resultantes da forma fechada como outrora funcionava.

A Federação do Folclore Português pode ter muitas limitações e, naturalmente, erros que terá de corrigir. Mas não será certamente advogando a sua destruição que se prestará um bom serviço ao folclore. Antes pelo contrário, será contribuindo para o seu engrandecimento que ele pode adquirir maior representatividade e reconhecimento por parte dos organismos públicos e prestar um melhor serviço aos grupos folclóricos, a todos – sejam eles federados ou os que o desejem vir a adquirir esse estatuto. Sem a Federação do Folclore Português o movimento folclórico ficaria mais pobre!

OS FESTIVAIS DE FOLCLORE DE HOJE E OS DE AMANHÃ…

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  • Crónica de José Ramos Vaz

Parafraseando o Senhor Presidente da Federação do Folclore Português, Dr. Daniel Café no  “Jornal Folclore” (N.º 285) na Nota Editorial, ao falar dos festivais de folclore dizia: “ Trata-se de uma prática cultural e popular tão nossa, tão portuguesa, que por vezes nos passa despercebida a real importância que os Festivais de Folclore assumem no nosso país e nas nossas comunidades”. (sic)

… É recorrente no meio folclórico, ouvir dizer-se pelos próprios componentes e responsáveis de ranchos/grupos de folclore, que o movimento é o “parente pobre da cultura”…

Não deixarão de ter razão. Porém, há em tudo isto, agrupamentos que em meu entender, contribuíram/contribuem para essa denominação do movimento. Uma percentagem dessa “culpa” é de todos nós, por não Lhe darmos a dignificação que merece.

Senão, reflictamos: os agrupamentos deslocam-se largas centenas de quilómetros, para se apresentarem condignamente a representar as suas gentes, seus usos e costumes d’antanho.

Pessoas há, que em cima do tablado apresentam e explicam o que os seus companheiros vão representar, reportando-se a uma sociedade dos finais do Séc.: XIX e primeiro quartel do Séc XX. Todos temos um orgulho incomensurável na representação e respeito pelos nossos antepassados, o seu decoro e recato que, preservavam, não só as mulheres, mas também os homens.

Há no entanto, lacunas (que facilmente serão resolvidas) que em nada dignificam o esforço de todos nós, e que muitos inadvertidamente (ou não), cometem:

Reportemo-nos hoje ao que no trajar diz respeito. Trata-se pois do local de trajar dos componentes… Há que apelar às organizações para que tal postura seja revertida, já no próximo ano de actividade! As organizações, têm por obrigação facultar locais recatados, onde os agrupamentos se possam trajar. Falo, como é óbvio, onde esta prática não existe, havendo casos, e não poucos, onde esta prática já é uso corrente.

É com muita tristeza que se tem visto pessoas trajarem-se na via pública (!!!) A realização de festivais de folclore, coincide (ou faz-se coincidir) numa época estival, onde o turismo (internacional ou não) é rei e senhor. Logo, esse comportamento, deve ser de acordo com a época que os ranchos/grupos representam, ou seja, em recato e com decoro, evitando assim, a exposição pública a quem visita este jardim à beira-mar plantado.

Não será nada dignificante para quem defende o folclore, que um mero turista, leve nas suas recordações para além-fronteiras, as cuecas, os soutiens, as meias, as botas e sapatos, etc. nos seus registos fotográficos. Não podemos continuar a dar esta deplorável imagem ao trajarmo-nos no jardim público onde estendemos os trajos (por cima dum provável “alívio” dum qualquer animal), no olival, à beira da estrada, por detrás do palco, junto à parede onde o autocarro estacionou, etc. Não podemos colocar a dignidade dos antepassados de quem tanto dizemos respeitar e preservar a sua memória, e logo em seguida, termos comportamentos menos dignos a essa mesma memória. Ao trajar, o agrupamento não se deve expor aos transeuntes. Deve fazê-lo, tal como os seus antepassados recatadamente.

Numa última hipótese, sugere-se que se trajem no interior da viatura que transporta o grupo, com uma prévia concordância de quem deverá fazê-lo primeiro (homens ou mulheres, se assim o entenderem) …

Urge exigir à organização do evento, condições para a cedência dum local apropriado para se trajarem, assim como boas condições do palco, e nunca, jamais, descurar a qualidade da aparelhagem de som (som de retorno, quantidade de microfones, potência de som e a colocação de microfone sem fios e, quando possível a feitura de teste de som com a devida antecedência do festival, ente outros…).

Este, um breve apontamento (sugestão), agora que estamos todos (infelizmente com tempo para uma cuidada reflexão), com o desejo para que todos os intervenientes nestes eventos, possam melhorar o seu próprio evento, assim como aquele em que irão participar, esperando que assim, possamos todos contribuir para um melhoramento do movimento folclórico. (perdoem-me o que ficou esquecido acerca deste mundo do folclore e da etnografia. … Mas dignifiquem-no s.f.f..

Termino, parafraseando o Senhor Vice-Presidente da Federação do Folclore Português, Dr. Ludgero Mendes no mesmo número do “Jornal Folclore” (N.º 285) que no seu artigo de opinião disse: “… não ignoramos que ainda há muitos grupos que continuam a fazer as coisas à maneira antiga, ou seja, às três pancadas, mas, estamos certos de que cada vez serão menos os que continuam a não fazer bem…” (sic).

O autor escreve sem seguir o AO.

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ADIA ALMOÇO DO ARROZ PICA NO CHÃO

COMUNICADO

Na sequência do surto da nova estirpe de Coronavírus (COVID-19), foi decretado o Estado de Emergência Nacional, através do Decreto Presidencial nº 14-A/2020, de 18 de março, tendo sido decretadas pelo Governo medidas de ordem preventiva, para evitar a transmissão da doença na comunidade.

Assim, em face de tais determinações e ainda no seguimento das recomendações da Direcção-Geral da Saúde e anunciadas pelo Ministério da Saúde, o Grupo Folclórico Verde Minho adia o evento “Almoço do Pica no Chão”, inicialmente previsto para o próximo dia 10 de Maio, em Loures, devendo realizar-se em data oportunamente a anunciar.

O Presidente,

Teotónio Gonçalves

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EPIDEMIA CANCELA FESTIVAIS DE FOLCLORE

Covid-19 cancela festivais de folclore, festas e romarias

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM) acaba de suspender todas as festas e romarias no distrito de Viana do Castelo, até ao dia 30 de junho, foi anunciado em comunicado.

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Desde já, este ano não haverá Vaca das Cordas em Ponte de Lima, Festa das Rosas em Vila Franca do Lima nem a Coca em Monção. Pelo meio ficará cancelada a realização de dezenas de festivais de folclore em todo o Minho. De igual modo, também na região de Lisboa foram já cancelados todos os festivais de folclore que se encontravam anunciados e suspensa a actividade de todas as associações regionalistas que ainda funcionavam.

O pico estatístico da epidemia encontra-se previsto venha a ter lugar durante o próximo mês de Maio. Porém, isso não significa que a epidemia se encontre de imediato debelada e não sejam necessárias mais medidas de precaução. De resto, o estado de emergência pode vir a prolongar-se para além do previsto, até porque o tratamento dos infectados e as medidas de contigência deverão prolongar-se para além do corrente ano.

Para além dos eventos já cancelados, é bem provável que outros venham a ser de igual modo suspensos, nomeadamente algumas das festas e romarias mais emblemáticas da nossa região, como a Romaria da Senhora d’Agonia em Viana do Castelo, as Feiras Novas de Ponte de Lima, os festejos em honra de Nossa Senhora da Bonança em Vila Praia de Âncora, a romaria ao São João d’Arga ou a Senhora da Peneda em Arcos de Valdevez. Mas também importantes eventos no domínio do folclore como o FolkMonção.

As organizações de tais eventos devem preparar-se para o pior cenário e aproveitarem a situação para os fazerem regressar ainda com maior pujança e atracção. Os grupos de folclore podem aproveitar a ocasião para fazerem o trabalho de casa nomeadamente ao nível da investigação e da correcção do seu desempenho. Não há tempo a desperdiçar!

Foto: José Carlos Vieira

O MITO ESTÁ DESFEITO: EM PONTE DE LIMA TAMBÉM SE DANÇAVA A TIRANA NOS FINAIS DO SÉCULO XIX

O “Cancioneiro de Músicas Populares” constitui uma obra rara e de elevado interesse sobretudo para os estudiosos da nossa etnografia. Publicada em três volumes, compilando uma colecção de fascículos editados entre os anos 1893 e 1899 e impressos na Typografia Occidental, da cidade do Porto, contém “letra e musica de canções, serenatas, chulas, danças, descantes, cantigas dos campos e das ruas, fados, romances, hymnos nacionaes, cantos patrioticos, canticos religiosos de origem popular, canticos liturgicos popularisados, canções políticas, cantilenas, cantos maritimos, etc. e cançonetas estrangeiras vulgarizadas em Portugal”, recolhida por César A. Das Neves, coordenada a parte poética por Gualdino de Campos e prefaciada pelo Dr. Teophilo Braga.

Uma Tyrana recolhida em Ponte de Lima constitui uma das preciosidades do “Cancioneiro de Músicas Populares”. Esta obra pode ser consultada na Biblioteca Nacional de Portugal.

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PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA, ENGº VICTOR MENDES, SAÚDA FOLKLOURES’20

Em artigo expressamente oferecido para a próxima edição da revista “FolkLoures” que acompanha o evento com o mesmo nome a ter lugar no próximo dia 4 de Julho – caso as medidas de contenção do novo coronavírus não venham a prejudicar a sua realização este ano! – e que contará com a participação do Grupo Etno-folclórico de Refoios do Lima, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Engº Victor Alves, saúda a organização do evento. O BLOGUE DO MINHO tem o privilégio de poder transcrever antecipadamente a referida mensagem.

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É com grande honra que Ponte de Lima se associa ao FolkLoures’20 – XXVII Encontro de Culturas, organizado pelo Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares “Verde Minho”. E fá-lo de uma maneira dupla, quer através destas minhas singelas palavras, quer, sobretudo, através da participação, na edição deste ano, do Grupo Etno-folclórico de Refoios do Lima.

Estou certo que este grupo limiano, com a sua alegria contagiante e a variedade dos seus trajes, será um notável embaixador das tradições e costumes deste território e contribuirá de modo brilhante para a dignificação e engrandecimento deste excelente evento cultural organizado em Loures, que contará, de resto, com uma presença significativa da região do Alto Minho.

A nós, enquanto representantes do Poder Local, cabe-nos incentivar e apoiar todo este fervoroso movimento associativo e felicitar os envolvidos na organização deste certame, que constitui uma excelente oportunidade para o convívio fraterno entre a comunidade portuguesa, para a troca de experiências culturais e para levar ao público o trabalho desenvolvido sempre com afinco e persistência pelas nossas associações.

Convicto já do assinalável êxito que vai ser este Encontro de Culturas, resta-me agradecer o convite endereçado pela organização a Ponte de Lima e desejar uma vida longa ao FolkLoures.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima

Victor Mendes

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ORGANIZA FOLKLOURES'20

Câmara Municipal de Loures apoia a iniciativa

O Grupo Folclórico Verde Minho leva a efeito no próximo ano mais uma edição do FolkLoures – Encontro de Culturas, iniciativa que incluirá palestra, exposição, tasquinhas, venda de artesanato e culminará com um grandioso espectáculo de folclore e recriações tradicionais de várias regiões do país, das comunidades imigrantes e a participação de representações estrangeiras.

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O MINHO É VERDE – FOLCLORE É VERDE MINHO!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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TINERII DIN ROMANIA DANSEAZA LA FOLKLOURES'20

Grupul Folcloric al Asociației Doina – Asociația Imigranților Români și Moldoveni din Algarve – va participa pe 4 iulie, va participa la FolkLoures'20 al cărui festival are loc în Parcul Orașului, în Loures, la inițiativa Grupului Popular Green Minho care are sprijinul municipalității Loures.

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Asociația Doina din care face parte acest grup popular a fost fondată în 2007 și are ca misiune "Protejarea drepturilor și intereselor specifice ale imigranților și descendenților acestora care locuiesc în Portugalia" și organizarea de evenimente socioculturale și promovarea schimburi lor culturale", printre alte aspecte de natură socială.

De remarcat că, separate de granițele politice, românești și moldovenești, sunt de fapt aceiași oameni cu o cultură comună, motiv pentru care sunt grupați în aceeași asociație.

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O Grupo Folclórico Juvenil da Associação Doina – Associação de Imigrantes Romenos e Moldavos do Algarve – vai no próximo dia 4 de Julho participar no FolkLoures’20 cujo festival se realiza no Parque da Cidade, em Loures, numa iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

A Associação Doina de que este grupo folclórico faz parte foi fundada em 2007 e tem como missão “Proteger os direitos e interesses específicos dos imigrantes e dos seus descendentes residentes em Portugal” e a realização de eventos socioculturais e promoção de intercâmbios culturais” entre outros aspectos de índole social.

Refira-se que, separados embora por fronteiras políticas, romenos e moldavos constituem na realidade o mesmo povo com uma cultura comum, razão pela qual se agrupam numa mesma associação.

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MINHOTOS EM LOURES ORGANIZAM ALMOÇO DO ARROZ PICA NO CHÃO - E O GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ANIMA A FESTA!

Almoço do Pica no Chão – Dia 10 de Maio, 12h30 – Refeitório da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho leva a efeito mais uma importante jornada gastronómica de divulgação da cozinha tradicional minhota – o Almoço do Arroz Pica no Chão, vulgo Cabidela de Galo!

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A iniciativa tem lugar no próximo dia 10 de Maio, pelas 12 horas, no refeitório da Câmara Municipal de Loures, e deverá contar com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Dr. António Vilela, entre outras entidades minhotas e do concelho de Loures.

A confecção estará a cargo de conceituados mestres na arte de bem cozinhar como o Chef Fernando Torres, de Vila Verde, vencedor do Prémio Nacional de Gastronomia e o vianense André Rodrigues, justamente reconhecido como o Melhor Cozinheiro Jovem.

Refira-se que o concelho de Vila Verde acaba de ser reconhecido no Festival Nacional de Gastronomia realizado em Santarém como a “Capital do Arroz Pica no Chão”.

O cartaz do evento tem como base uma excelente fotografia cedida pela Câmara Municipal de Vila Verde propositadamente para o efeito e reúne elementos da gastronomia e o figurado dos lenços de namorados que Vila Verde tem vindo com enorme êxito a dele fazer moda através da iniciativa "Namorar Portugal".

Trazido do continente americano nas naus de Cristóvão Colombo, o milho passou a ser cultivado na nossa região e em todo o noroeste penínsular desde há aproximadamente cinco séculos. E, desde então enraizou-se de tal modo nos nossos hábitos alimentares que os minhotos passaram a ser conhecidos por “pica-milhos”.

“Pica-milhos” era uma das designações pelas quais os minhotos eram outrora apelidados, sendo também nas terras mais a sul conhecidos por “galegos”. De igual modo, o “pica no chão” é a designação que no Minho se atribui ao que genericamente designamos por arroz de cabidela, realçando-se porém a criação caseira das aves que está na origem da expressão.

- O Folclore também serve-se à mesa – venha provar o Património!

CÂMARA DE CAMINHA CANDIDATA ROMARIA DE S. JOÃO D’ARGA AO CONCURSO 7 MARAVILHAS DA CULTURA POPULAR

Autarquia minhota apresenta também candidaturas da Festa de Nossa Senhora da Bonança em Vila Praia de Âncora e a Góta da Serra d’Arga em diferentes categorias

A Câmara Municipal de Caminha apresentou a candidatura da romaria de S. João d’Arga ao concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular, projeto de caráter privado e de interesse público que vem na sequência de outros lançados nos últimos anos e que conta com a parceria da Rádio Televisão Portuguesa. Neste concurso está em causa a valorização do património cultural material e imaterial e a divulgação do que de melhor há em Portugal em categorias tão diferentes como o artesanato, as lendas e mitos, as festas e feiras, músicas e danças, rituais e costumes, procissões e romarias e artefactos.

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A candidatura de São João d’Arga está enquadrada na categoria procissões e romarias e pretende valorizar não só o património imaterial associado às tradições, às manifestações de fé, à música e às danças e à ligação das festividades com o profano mas também dar a conhecer o património do local, nomeadamente o Mosteiro de São João d’Arga cuja data de fundação é imprecisa e varia consoante as fontes mas cujas primeiras referências provém de 1252 através do testemunho dos frades beneditinos que restauraram e ocuparam o edificado.

Para Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, “esta candidatura tem dois objetivos que são complementares entre si. O primeiro é dar a conhecer a mais singular romaria do Alto Minho, a sua história, as suas tradições, o que significa para as populações de toda a região e o que vale em termos históricos pelo património que alberga e pela natureza que marca todo o local. O segundo objetivo é ganhar: esta candidatura quer que Portugal conheça melhor a Serra d’Arga, perceba os tesouros que ainda esconde, mas também quer ser escolhida como uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular”. O autarca de Caminha não tem, por isso, ilusões quanto ao que irá acontecer. “Preparamos a candidatura com todo o rigor e contamos passar os primeiros níveis de avaliação que são feitos por especialistas mas a romaria de S. João d’Arga só vencerá se o povo do concelho de Caminha todo se mobilizar na votação popular que se seguirá e se conseguirmos atrair também os votos das gentes do Alto Minho, de todos os concelhos que partilham connosco a Serra d’Arga e de todos os outros que tem esta festa, a sua fé e o som das concertinas no coração”, remata Miguel Alves.

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A Câmara Municipal de Caminha avançou também com as candidaturas da Festa de Nossa Senhora da Bonança, em Vila Praia de Âncora, na categoria festas e feiras e da Góta da Serra d’Arga na categoria de música e danças. A ideia desta candidatura é não afunilar a valia do património popular do concelho em apenas uma candidatura de modo a que possam existir mais possibilidades de passar os projetos a fases mais adiantadas dos concursos. De acordo com o regulamento das 7 Maravilhas da Cultura Popular, haverá um painel de especialistas que irá eliminar candidaturas nas duas primeiras fases de modo a que se possa chegar a 7 patrimónios finalistas em cada um dos distritos do país e regiões autónomas. Só depois haverá votação pública de candidaturas, processo que será acompanhado pela RTP como tem vindo a acontecer nos últimos anos.

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ÀGUEDA DANÇA NO FOLKLOURES’20

Grupo de Danças e Cantares de Vale Domingos - Águeda Vale Domingos é um pequeno lugar que fica situado a nascente de Águeda, mais propriamente no sopé da serra do Caramulo.

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A zona serrana é uma região muito rica, sobretudo pela sua floresta, pelas culturas do milho, batata e outros produtos agrícolas. A serra oferece-nos a sua beleza natural, com as suas aldeias acolhedoras que, são autênticos quadros de Galeria de Arte.

As suas gentes mantêm ainda as tradições das Romarias à Santa Eufémia, à Senhora do Livramento, ao Senhor da Serra, ao S. Geraldo e à Senhora da Guia. Naturalmente, uma região com um património cultural tão rico deveria ter, quase forçosamente, um grupo folclórico, que fosse recolhendo e preservando todas as tradições locais.

Assim, em 1981 surge o Grupo de Danças e Cantares de Vale Domingos, que através das suas recolhas não só de danças e cantares mas também de trajes, usos e costumes, se tornou no fiel representante da Zona Serrana de Águeda. Sócio desde quase a primeira hora da Federação do Folclore Português, encontra-se também filiado no Inatel.

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TINERII DIN ROMANIA DANSEAZA LA FOLKLOURES'20

Grupul Folcloric al Asociației Doina – Asociația Imigranților Români și Moldoveni din Algarve – va participa pe 4 iulie, va participa la FolkLoures'20 al cărui festival are loc în Parcul Orașului, în Loures, la inițiativa Grupului Popular Green Minho care are sprijinul municipalității Loures.

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Asociația Doina din care face parte acest grup popular a fost fondată în 2007 și are ca misiune "Protejarea drepturilor și intereselor specifice ale imigranților și descendenților acestora care locuiesc în Portugalia" și organizarea de evenimente socioculturale și promovarea schimburi lor culturale", printre alte aspecte de natură socială.

De remarcat că, separate de granițele politice, românești și moldovenești, sunt de fapt aceiași oameni cu o cultură comună, motiv pentru care sunt grupați în aceeași asociație.

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O Grupo Folclórico Juvenil da Associação Doina – Associação de Imigrantes Romenos e Moldavos do Algarve – vai no próximo dia 4 de Julho participar no FolkLoures’20 cujo festival se realiza no Parque da Cidade, em Loures, numa iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

A Associação Doina de que este grupo folclórico faz parte foi fundada em 2007 e tem como missão “Proteger os direitos e interesses específicos dos imigrantes e dos seus descendentes residentes em Portugal” e a realização de eventos socioculturais e promoção de intercâmbios culturais” entre outros aspectos de índole social.

Refira-se que, separados embora por fronteiras políticas, romenos e moldavos constituem na realidade o mesmo povo com uma cultura comum, razão pela qual se agrupam numa mesma associação.

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