Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

VIANA DO CASTELO: ESCUTEIROS INICIARAM VIGILÂNCIA FLORESTAL EM SANTA LUZIA, SENHORA DO CASTRO E SÃO SILVESTRE

Os escuteiros iniciaram ontem a vigilância florestal em três locais do concelho vianense, para prevenir incêndios florestais e garantir a segurança. A vigilância decorre até 15 de setembro.

DSCF7302_escuteiros_baixa.jpg

O contacto destas equipas é realizado diretamente para as Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF) da GNR, através de rádios SIRESP fornecidos pela Guarda Nacional Republicana.

Também os militares do Exército estão, desde 1 de julho, a vigiar a Serra de Santa Luzia. Conforme protocolo com a Câmara Municipal para a vigilância florestal, a Escola de Serviços do Exército garante a vigilância da serra, para prevenção dos incêndios florestais e dissuasão de comportamentos de risco.

O protocolo com o Exército já se realiza desde 2011 e tem sido uma ação fundamental para a prevenção dos incêndios florestais ao longo destes últimos dez anos.

Os militares estão, assim, a promover operações de vigilância, mantendo permanentemente informadas as entidades responsáveis (CODIS - Comandante Distrital de Operações de Socorro, Bombeiros Municipais de Viana do Castelo) e comunicando, de imediato, qualquer ocorrência digna de registo.

A vigilância das áreas florestais é fundamental para a prevenção de incêndios, permitindo dissuadir eventuais atos de negligência ou mesmo criminosos e detetar eventuais ocorrências. Para além dos patrulhamentos das entidades competentes, como Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública, a Câmara Municipal tem, assim, promovido ações complementares de vigilância florestal, quer com Militares quer com Escuteiros.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo apela a todos os devidos cuidados como as limpezas e, em especial, o alerta dos incêndios florestais diretamente para o 117.

MUNICÍPIO DE BRAGA E REGIMENTO DE CAVALARIA Nº6 RENOVAM PROTOCOLO DE VIGILÂNCIA FLORESTAL

Vigilância sete dias por semana, incluindo fins-de-semana e feriados

O Município de Braga renovou o protocolo de colaboração estabelecido com o Regimento de Cavalaria n.º 6 (RC6) que permite, desde 2015, o patrulhamento e vigilância de parte dos espaços florestais do Concelho durante o período crítico de risco de incêndios.

CMB14072021SERGIOFREITAS002151383506.jpg

Esta medida vem complementar as acções de vigilância florestal desenvolvidas pelas diferentes forças de segurança já no terreno. O reforço da vigilância demonstra a preocupação acrescida por parte do Município em preservar o seu património florestal.

O RC6 fará uma vigilância durante sete dias por semana, incluindo fins-de-semana e feriados, numa vasta área florestal que compreende as freguesias de Pedralva, Sobreposta, União de Freguesias de Este, Bom Jesus do Monte, Sameiro, Falperra, Santa Marta das Cortiças e Morreira.

Este é um dos espaços florestais do Concelho de Braga que maior importância apresenta em termos florestais, paisagísticos, culturais, religiosos, turísticos e sobretudo ambientais, e cuja protecção e preservação são consideradas uma imperativa prioridade em termos de defesa da floresta contra incêndios.

Esta colaboração com o RC6 representa uma mais-valia na preservação da riqueza florestal do Concelho. O protocolo incluiu o patrulhamento diário por parte dos militares do RC6 por um período de duas a quatro horas, facto que permite alargar o período de vigilância, além de se constituir como um meio dissuasor. Ao Município cabe suportar os encargos financeiros associados a estas operações.

CMB14072021SERGIOFREITAS002151383501.jpg

CMB14072021SERGIOFREITAS002151383503.jpg

VOLUNTARIADO JOVEM PARA AS FLORESTAS ARRANCOU EM VIEIRA DO MINHO

Arrancou ontem, em Vieira do Minho, com as devidas medidas de segurança, mais uma edição do Programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas, uma iniciativa promovida pela APOSC, em colaboração com a Câmara Municipal de Vieira do Minho e com o Instituto Português do Desporto e Juventude.

voluntariadovieira.jpg

O arranque do programa decorreu, no Salão Nobre dos Paços do Concelho e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, António Cardoso, que aproveitou a ocasião para sublinhar, junto dos jovens, a importância do projecto para o concelho e para o meio ambiente.

Segundo António Cardoso “ os jovens voluntários vão, nos próximos meses, informar, vigiar, e sensibilizar a população que circula na Serra da Cabreira, para as boas práticas ambientais, limpar pontualmente os resíduos mais simples que as pessoas vão deixando pela floresta e, ainda, alertar as autoridades em caso de incêndio".

Até ao mês de setembro, os jovens voluntários que integram o programa vão proceder à realização de ações de sensibilização junto da população para a preservação da natureza, florestas e respetivos ecossistemas, efetuar vigilância na Serra da Cabreira, bem como a vigilância e manutenção em parques e áreas de lazer.

Os jovens ficam obrigados à prestação de 5 horas diárias, recebendo por isso um subsídio no valor de 200 euros, por projeto.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE ALERTA PARA O PERÍODO CRÍTICO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS

Tendo iniciado ontem, dia 1 de julho, o período crítico de incêndios florestais, o Município de Esposende alerta para a necessidade de adotar medidas e ações especiais de prevenção.

DSC03403-002.JPG

Estabelecido no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, o período crítico vigora até 30 de setembro, podendo a sua duração ser alterada em situações excecionais, por despacho governamental.

Assim, por força de circunstâncias meteorológicas excecionais, durante este período, é proibida a realização de queimadas e queimas de sobrantes em todos os espaços rurais. De igual modo, não pode ser efetuada a queima de resíduos verdes, sobrantes do jardim, agricultura ou floresta. Os sobrantes devem ser amontoados num local afastado das habitações e, se possível, fazer-se compostagem, podendo ser triturados ou ser utilizados nas camas dos animais, mas nunca eliminados com recurso ao fogo, durante este período.

Não é permitido o lançamento de balões com mecha acesa e de foguetes e está também interdito o uso de fogo para fumigação e desinfestação de colmeias, se os fumigadores não estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.

Ainda devido ao risco de incêndio, é igualmente proibida a colocação de velas acesas nas alminhas e cruzeiros junto da floresta e, em espaços rurais, não se pode fazer fogueiras para recreio ou lazer, bem como para a confeção de alimentos.

Considerando que todos têm o dever de proteger a floresta, o Município de Esposende apela ao acato e cumprimento destas determinações, sendo que esta estratégia se enquadra no cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, nomeadamente no que concerne ao ODS 13 – Ação Climática, ao ODS 15 – Proteger a Vida Terrestre e ao ODS 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade.

DSC05865.JPG

DSC07255.JPG

PONTE DE LIMA PREVINE INCÊNDIOS FLORESTAIS

Medidas preventivas – prevenção de incêndios florestais

No próximo dia 1 de julho entra em vigor o período crítico para a ocorrência de incêndios florestais, prolongando-se até o dia 30 de setembro.

Queima de Sobrantes .jpg

Assim, relembramos a todos os cidadãos que independentemente das condições meteorológicas, em todos os espaços rurais é expressamente proibido realizar fogueiras para a confeção de alimentos, queimar matos, silvas ou qualquer tipo de sobrantes agrícolas ou florestais, e lançar foguetes e balões com mecha acesa.

Também durante este período, o acesso, a permanência e a circulação no interior de determinadas áreas florestais é condicionado e nos trabalhos e outras atividades que decorram nos espaços rurais, é obrigatório que as máquinas de combustão interna e externa a utilizar, onde se incluem todo o tipo de tratores, máquinas e veículos de transporte pesados, sejam dotadas de dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas e de dispositivos tapa - chamas nos tubos de escape ou chaminés, e estejam equipados com um ou dois extintores de 6 kg, de acordo com a sua massa máxima, consoante esta seja inferior ou superior a 10 000 kg.

Tenha cuidado, um pequeno descuido pode causar um grande incêndio!

PROGRAMA VOLUNTARIADO JOVEM PARA A NATUREZA E FLORESTAS VIZELA + VERDE

O Município de Vizela, através do Gabinete Técnico Florestal, viu aprovado o seu projeto ao Programa “Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas” – Vizela + Verde, promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude.

Vizela+verde BANNER .jpg

Este é um programa direcionado para jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, que vai decorrer entre o dia 1 de julho e 15 de setembro de 2021. Ao todo, estão previstos o envolvimento de 40 jovens.

O projeto Vizela + Verde visa a preservação dos recursos florestais e seus ecossistemas através da prevenção e deteção de incêndios florestais, incentivando o voluntariado ambiental de jovens, preferencialmente residentes no concelho de Vizela, com vista à sensibilização, promoção e vigilância, nomeadamente na valorização da floresta e na diminuição dos riscos de fogos florestais. Pretende-se assim, efetuar a vigilância fixa em dois pontos estratégicos do Concelho de Vizela, no Monte do São Bento e Alto de Penabesteira, para deteção dos incêndios florestais e sensibilização das populações, ficando vigiada a totalidade da área do Concelho de Vizela.

As inscrições têm de ser efetuadas com um registo individual previamente no portal do Instituto Português do Desporto e Juventude, não existem custos de inscrição. Os jovens que reúnam os requisitos do programa são selecionados, por ordem de inscrição, pelas Direções Regionais do IPDJ.

Para mais informações sobre este projeto, bem como o formulário de inscrição encontram-se disponíveis em: https://www.cm-vizela.pt/vizelamaisverde/

Condições Obrigatórias:

- Sensibilidade e idoneidade para o exercício do voluntariado para a natureza e florestas

- Idade entre 18 e 30 anos

Funcionamento do Programa:

- 1 de Julho a 15 de Setembro

- Períodos de 15 dias

Horários das Tarefas:

- Manhã: 09H30 às 14H30 - Tarde: 14H30 às 19H30

Apoios:

- Subsidio diário de 12 €

- Identificação individual

- Seguro de acidentes pessoais

- Transporte aos locais de vigia

MUNICÍPIO DE ARCOS DE VALDEVEZ APOIA SAPADORES FLORESTAIS NO VALOR DE 120 MIL EUROS

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez celebrou protocolos com 4 equipas de Sapadores Florestais, nomeadamente com a Associação Florestal Atlântica, a Associação Florestal do Lima e as Assembleias de Compartes dos Baldios das Freguesias de Cabreiro e Gavieira, no valor de 120 mil euros, as quais realizarão a limpeza de cerca de 40km de estradas, duas vezes por ano.

celebração_protocolos_sapadores.JPG

Os referidos Protocolos têm como principal objetivo a prevenção de incêndios florestais, através da realização de ações de silvicultura preventiva, nomeadamente a criação de faixas de gestão de combustíveis, ações de fogo controlado, vigilância das áreas rurais, assim como ações de primeira intervenção, apoio ao combate e as subsequentes operações de rescaldo e vigilância pós-incêndio.

Considerando ainda que os sapadores Florestais são agentes da Proteção Civil, poderão apoiar em situações como queda de árvores, pequenos deslizamentos de terras, entre outras situações, assim como proceder ao espalhamento de sal na rede viária quando solicitado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil.

As equipas de Sapadores Florestais estão integradas no Dispositivo Operacional Municipal, conforme definido no Plano Operacional Municipal (POM), parte integrante do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) e procedem a ações de 1ª intervenção, vigilância e rescaldo.

celebração_protocolos_sapadores2.JPG

celebração_protocolos_sapadores4.JPG

SECRETÁRIO DE ESTADO DAS FLORESTAS E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO RECEBIDO EM PONTE DA BARCA

O Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Catarino, acompanhado pela Diretora Regional (Norte) do ICNF, Sandra Sarmento, foram recebido nos Paços do Concelho de Ponte da Barca, pelo Presidente da Câmara, Augusto Marinho e pelos Vereadores José Alfredo Oliveira e Inocêncio Araújo.

197970674_3472400352860923_4596573727816848031_n.j

Depois de um breve enquadramento sobre Ponte da Barca e deste território, seguiu-se uma reunião de trabalho onde estiveram presentes, além do executivo, alguns técnicos do município que deram nota ao governante de algumas preocupações e anseios. Foram abordadas as necessidades em diversas áreas, agora que os desafios tendem a aumentar, devido à procura destas paragens, cada vez mais apetecidas, para investimentos na agricultura, turismo, entre outros, reforçando-se a urgência, por parte do estado central, em olhar para este território, que pelas suas caraterísticas únicas, em termos de biodiversidade, há muito que anseia vários investimentos.

A reunião, que na opinião de todos foi muito proveitosa, serviu para aprofundar questões e debater medidas e ações que podem ser tomadas  para salvaguarda deste território e ao mesmo tempo, que respondam aos desafios que são colocados a esta região e encontrar os equilíbrios necessários entre a natureza e as necessidades humanas.

198572227_3472400682860890_4077863131295247410_n.j

199377699_3472399909527634_1148793314108578861_n.j

199548177_3472399656194326_7018189549507754927_n.j

PAREDES DE COURA PREVINE INCÊNDIOS FLORESTAIS

As queimas têm de ser registadas e apenas decorrem de manhã

Com o início do mês de junho, e ao abrigo da legislação em vigor, o Município de Paredes de Coura condiciona a realização de queimas de amontoados e de sobrantes, agrícolas ou florestais, ou de outra natureza vegetal. As queimas podem ser realizadas após registo e apenas da parte da manhã, sempre até às 11h00.

“É importante que as queimas de amontoados e sobrantes agrícolas sejam feitas com todos os cuidados. Segundo um relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas de 2019, um terço dos incêndios teve origem em queimas ou queimadas”, recorda Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, sustentando a importância de “tomar todos os cuidados. Como se costuma dizer, todos os cuidados são poucos”, insistiu.

À semelhança de anos anteriores, esta medida do Município de Paredes de Coura tem a ver com a proximidade dos meses de verão, cujas temperaturas são mais elevadas, mas também pela redução da humidade e das precipitações. Nesta perspetiva, os cuidados na prevenção de incêndios devem aumentar.

No sentido de todos colaborarmos na Prevenção de Incêndios Florestais, sugere-se que façamos amontoados de pequena dimensão. Quem tiver muitos sobrantes, deverá formar vários montes, queimando-os aos poucos.

Em todas as circunstâncias, tenham sempre um recipiente com água ou uma mangueira ligada. Façam também uma faixa de pelo menos meio metro de largura e molhem-na bem com água.

Nunca abandonem a queima e não deixem as borralheiras em combustão.

Uma vez concluída a queima, não pode haver fumo, pelo que deverão proceder ao seu devido rescaldo.

Recorde-se ainda que a partir do dia 1 de julho e até 30 de setembro as queimas manter-se-ão proibidas.

Mantenha-se informado sobre o risco diário de incêndio em: https://www.ipma.pt/pt/riscoincendio/rcm.pt/#0#1605

PONTE DE LIMA: PLANO MUNICIPAL DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS 2021-2030

Foi publicado em Diário da República no passado dia 20 de maio, o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios de Ponte de Lima, para o período de 2021-2030. Este plano, de âmbito municipal na sua área de abrangência, contêm as ações necessárias à defesa da floresta contra incêndios. Para além das ações de prevenção, incluí a previsão e a programação integrada das intervenções das diferentes entidades envolvidas perante a eventual ocorrência de incêndio.

O PMDFCI mereceu parecer positivo da Comissão Municipal de Defesa da Floresta (CMDF), a 31/01/2020 e parecer vinculativo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF, I.P.) a 7/12/2020, tendo sido posteriormente sujeito a consulta pública. Os documentos do referido Plano estão disponíveis, com caracter de permanência no sítio eletrónico do Município de Ponte de Lima (https://www.cm-pontedelima.pt), onde poderão ser consultados.

Parque Florestal - Area Paisagem_1_1280_720.jpg

PONTE DE LIMA: ESTADO NOVO SUBMETEU EM 1954 BALDIOS DE CABRAÇÃO E ARCOZELO AO REGIME FLORESTAL PARCIAL

O Ministério da Economia - Direcção-Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, através do Decrecto nº. 39764 publicado em Diário do Governo n.º 179/1954, Série I de 16 de Agosto de 1954, submeteu ao regime florestal parcial os terrenos baldios pertencentes às Juntas de Freguesia de Cabração e de Santa Maria de Arcozelo, concelho de Ponte de Lima.

Capturarbaldiocabr1.JPG

Capturarbaldiocabr2.JPG

VIZELA APRESENTA EQUIPA DE RECONHECIMENTO E AVALIAÇÃO COM DRONE E DA EQUIPA DE GESTÃO DE COMBUSTÍVEIS FLORESTAIS

A Câmara Municipal e a Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vizela vão apresentar a equipa de reconhecimento e avaliação com equipamento de drone e a equipa de gestão de combustíveis florestais, no próximo dia 16 de maio, às 11.00h, na Praça do Município.

Limpeza de caminhos florestais - bombeiros volunt

Nesta sessão será ainda assinado o protocolo de atribuição de apoio à Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vizela, no valor de € 5.000,00 para execução dos trabalhos de gestão de combustíveis nos de caminhos florestais e aquisição de um drone para apoio nas intervenções de incêndios rurais.

De destacar que, nos últimos quatro anos, o Município de Vizela apoiou financeiramente os Bombeiros do Concelho em cerca de meio milhão de euros, canalizados para o apoio à sua normal atividade, para assegurar o funcionamento regular e permanente das EIP’s – Equipas de Intervenção Permanente, para o desenvolvimento dos cursos de formação, para execução dos trabalhos de gestão de combustíveis de caminhos florestais, para aquisição de viaturas e agora de um drone, e ainda nestes últimos dois anos para o combate ao COVID-19.

Desde que assumiu funções, que este Executivo Municipal tem assumido a área do Proteção Civil como fundamental na ação autárquica, tendo procedido no início deste mandato ao reforço dos equipamentos da Proteção Civil, com a aquisição de uma viatura 4x4 com diverso equipamento e a constituição da equipa de prevenção de Proteção Civil, que foi também devidamente equipada com o fardamento respetivo.  

Assim, a Câmara Municipal, em parceria com várias entidades, como os Bombeiros Voluntários de Vizela, a Brigada de Sapadores Florestais, e a empresa contratada para o trabalho de gestão de combustíveis/limpeza florestal, têm trabalhado na preparação do período critico de incêndios rurais/florestais, através do planeamento municipal, acautelando uma intervenção mais rápida nos incêndios na sua fase inicial, para assim se limitar o seu desenvolvimento.

De destacar que este Executivo Municipal definiu a área de proteção civil como uma prioridade tendo implementado uma nova política, não apenas ao nível da reorganização do serviço municipal de Proteção Civil, nomeadamente na aquisição de equipamentos para reforçar a sua operacionalidade no terreno junto das populações, mas também no trabalho que tem sido feito em parceria com os Bombeiros Voluntários e a GNR de Vizela.

ARCOS DE VALDEVEZ APROVA PLANO OPERACIONAL DA DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS

A Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios de Arcos de Valdevez (CMDFCI), aprovou o Plano Operacional Municipal (POM), que visa fornecer informação de apoio ao planeamento das ações de prevenção e combate a incêndios rurais, estabelecendo procedimentos operacionais para os sistemas de coordenação e para os dispositivos de vigilância, deteção e combate.

incendioarc.jpg

O documento, que foi aprovado por unanimidade, encontra-se operacional para a época de prevenção de incêndios que se aproxima.

O POM é elaborado anualmente pelo Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal e elenca os recursos humanos e materiais disponíveis, sistematizando a informação, para que as entidades envolvidas possam ter acesso rápido à informação em caso de incêndio no concelho.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM CAMINHA, MELGAÇO E PAREDES DE COURA

O Presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, estiveram ontem à tarde nos estúdios da Rádio Caminha, onde referiu: “estou convencido de que nunca haverá uma mina na serra d’Arga”.

Hoje permanecerá no concelho de Caminha e tem agendadas deslocações a Melgaço e Paredes de Coura.

184641835_3899384293449404_5633468477740090389_n.j

185327225_3899384296782737_8248978426490965326_n.j

185253070_3899445166776650_3995106781567022989_n.j

184393256_3899384286782738_7577879234692330759_n.j

QUEM NÃO QUER SER LOBO NÃO LHE VISTA A PELE!

É frequente ouvirmos que o lobo ibérico é uma espécie animal em vias de extinção. Na realidade, é muito provável que ainda sobrevivam algumas espécimes deste animal na nossa região… a dificuldade de coexistência com o ser humano ditou o seu quase desaparecimento. Aliás, à semelhança da cabra geresã que já foi extinta nos começos do século XX em virtude das caçadas e do urso em relação ao qual apenas restam alguns exemplares nas serranias das Astúrias.

126995692_2808000279442491_6790849705186502753_o.j

A relação do Homem com o lobo nunca foi pacífica e deu origem a inúmeras lendas nas quais o lobo aparece quase sempre associado a uma personagem demoníaca, sugerindo algo mais relacionado com ancestrais ritos pagãos. Quanto à sua identificação como “ibérico”, surge para mim que sou leigo nessas matérias como uma novidade – com tal designação apenas conhecia o porco de Barrancos!

Sucede que outrora os povos possuíam enormes rebanhos comunitários que apascentavam nos montes, devorando praticamente tudo quanto aí nascia. Porém, em meados do século passado, o regime do Estado Novo adoptou uma nova política florestal, incrementando a plantação de pinho bravo com vista nomeadamente à obtenção de madeira e resina, esta fundamental para a produção de colas e tintas. Ainda não tinham inventado as sintéticas…e, com o seu aparecimento, extinguiu-se praticamente o ofício de resineiro e a floresta ficou mais inflamável!

Grande parte dos baldios transitaram para a tutela governamental e muitas pessoas foram contratadas pelos serviços florestais para proceder à plantação de pinheiros. Mas, havia que proceder à sua protecção a fim de que os rebanhos caprinos não os devastassem. E, eis que as florestas passaram a ser povoadas por uma nova espécie de “lobo”, quais cães tresmalhados que, ainda não habituados a sobreviver no novo habitat, desciam aos povoados, cercavam as habitações, fustigavam os animais domésticos e até atacavam os pobres camponeses. E, todo esse corportamento dos cães lançados ao monte veio contribuir ainda mais para a má-fama de um animal que é actualmente denominado por “lobo ibérico”… mas, é caso para dizer, quem não quer ser lobo não lhe vista a pele!

CABECEIRAS DE BASTO RECUPERA ESPAÇOS FLORESTAIS

Presidente da Câmara e responsáveis da Iberdrola visitam espaços florestais recuperados

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, e Sara Hoya responsável da Iberdrola pelo Meio Ambiente e Socioeconomia do Sistema Electroprodutor do Tâmega, visitaram ontem, dia 21 de abril, em Gondiães, os espaços florestais recuperados no âmbito do protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e a Iberdrola para a valorização da fauna e flora em território Cabeceirense, enquadrado no Programa de Medidas de Compensação pela construção da Barragem de Daivões.

Sobreiros - Moimenta.jpg

Nesta visita participaram também Jorge Cosme, em representação da Diretora Regional do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas do Norte, o presidente da Junta de Freguesia de Gondiães e Vilar de Cunhas, Manuel Ramos, o presidente do Conselho Diretivo de Baldios de Gondiães, Domingos Alves, os técnicos da Iberdrola, Juan José Dapena e Eugénio Carvalho, assim como demais técnicos do ICNF e o responsável pelo Gabinete Técnico Florestal do Município, Luís Freitas.

Nos termos do referido protocolo, assinado em novembro de 2018 e que vigora até 2023, as intervenções de valorização da fauna e flora em espaço florestal são da responsabilidade da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, financiadas pela Iberdrola e contam com a colaboração do ICNF, das Juntas de Freguesia, dos Baldios e das comunidades locais.

Durante esta visita a comitiva pode apreciar e tomar conhecimento ‘in loco’ do desenvolvimento das atividades relativas à fauna e flora, nomeadamente das plantações e respetiva manutenção e demais melhorias florestais, que aconteceram entre 2018 a 2020. Com efeito, foram intervencionados 113 hectares nos Baldios de Gondiães e nos Baldios da Uz e Vilar de Cunhas, no perímetro Florestal da Serra da Cabreira, com a instalação de povoamentos de sobreiros, castanheiros, pereiras bravas, medronheiros entre outras folhosas, num total de 29500 árvores autóctones plantadas. De referir que, para além dessas plantações, algumas das medidas ambientais foram pensadas e implementadas tendo em vista a melhoria do habitat da fauna local e da caça, pelo que se procedeu também à sementeira de campos de centeio, à plantação de árvores de fruto e à desmatação das linhas de água. O investimento realizado neste período ascendeu a 230 mil euros.

Relativamente aos trabalhos para 2021, entretanto já adjudicados pelo Município, num investimento de cerca de 70 mil euros, está previsto continuar a arborização, numa área de mais de 18 hectares, com a plantação de 12.200 árvores e a manutenção da área intervencionada nos anos anteriores.

Na oportunidade, o presidente da Câmara realçou que o sucesso destas intervenções se deve muito “à boa cooperação que tem existido entre todos os intervenientes neste processo, desde a Iberdrola, o ICNF, os Baldios, as Juntas de Freguesia e as comunidades locais e que a satisfação de todos resulta também deste plano prever não só a plantação, mas também, o que é muito importante, a manutenção das mesmas”. A este respeito destacou o “excelente trabalho que está a ser feito no terreno”. Francisco Alves falou também da importância da reflorestação das áreas ardidas, recordando os incêndios de 2016 que devastaram uma valiosa mancha florestal em Gondiães. “Estamos todos a trabalhar em prol do mesmo objetivo” que é a valorização da floresta, finalizou o presidente da Câmara Municipal.

A responsável da Iberdrola, pelo Meio Ambiente e Socioeconomia do Sistema Electroprodutor do Tâmega, Sara Hoya, disse que “a Câmara Municipal soube aproveitar, desde o primeiro momento, as medidas compensatórias da Iberdrola, bem como a possibilidade de executar ações de grande proveito para o concelho”, sublinhando que o “trabalho está a correr muito bem”. Fazendo referência às intervenções feitas em termos das medidas socioeconómicas implementadas em benefício dos territórios e das pessoas, Sara Hoya acrescentou: “começámos com um projeto em papel e agora temos barragens que estão a encher, o que é uma enorme satisfação. As populações veem hoje o projeto com outros olhos, como uma nova oportunidade, como uma mais-valia”, realçando os impactos positivos para a economia local designadamente para o turismo.

Visita a espaços florestais recuperados (6).jpg

Visita a espaços florestais recuperados (27).jpg

Visita a espaços florestais recuperados (33).jpg

Intervenção em Arosa.jpg

Intervenção em Gondiães.jpg

Sobreiros - Gondiães.jpg

ARCOS DE VALDEVEZ SENSIBILIZA PARA A FLORESTA

Atividade: “Porta em Família - Móbile Florestal”

Branqueados pelo sol, lavados pela chuva, roídos ou picados pelos animais, os galhos secos das árvores são belos elementos de decoração. Em conjunto com outros materiais, podem ser transformados em móbiles que recordam momentos e/ou paisagens naturais por onde passamos.

Nesta atividade as crianças farão um móbile que os recordará do Mezio.

Local: Porta do Mezio – Arcos de Valdevez

Data: 24 de Abril de 2021

Horário: 10h30 - 12h00

Público alvo: crianças a partir dos 6 anos

Preço: Atividade gratuita na compra do bilhete de entrada na Porta do Mezio*
* 2€/pessoa (gratuito até aos 6 anos)

Não é necessário inscrição.

Para mais informações:

Email: portadomezio@ardal.pt

Telefone: 258 510 100

móbil florestal.jpg

ELÍSIO PIMENTA – DEPUTADO À ASSEMBLEIA NACIONAL – ABORDOU NO PARLAMENTO A ACTUAÇÃO DOS SERVIÇOS FLORESTAIS NO POVOAMENTO DAS SERRAS DO MINHO

Na sessão de 12 de Janeiro de 1950 da Assembleia Nacional, o deputado Elísio Pimenta requereu, com o Sr. Domingos Bastos, pelo Ministério da Economia, que lhe fossem fornecidas certas informações respeitantes nomeadamente a aproveitamento de águas, pastagens, utilização de lenhas, árvores plantadas e apresentou um aviso prévio relativo à actuação dos serviços florestais no povoamento das serras da região do Minho.

Elísio de Oliveira Alves Pimenta nasceu no Porto. Era licenciado em Direito e foi Conservador do Registo Predial, tendo exercido funções nas conservatórias do Registo Predial em Monção, Melgaço, Braga e Porto.

Além de deputado à Assembleia Nacional em várias legislaturas pelos círculos eleitorais do Porto e Viana do Castelo, foi também Vice-presidente da Comissão Distrital de Braga da União Nacional; Presidente da Câmara Municipal de Braga; Vice-provedor e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga e Governador Civil do Porto (1957).

Capturarelisiopimenta.JPG

O Sr. Elísio Pimenta: - Sr. Presidente: muito, mesmo muito, se tem falado nesta Assembleia da crise da lavoura alentejana.

Vai ainda sor discutido o aviso prévio do Sr. Deputado Galiano Tavares sobre a matéria. Esta insistência, aliás justificada pela gravidade e pela periodicidade das crises, perante o silêncio dos homens que aqui representam o Norte, poderá dar a entender que lá por cima tudo corre pelo melhor e que as populações de Entre Douro e Minho vivem na abundância, sem sentir sequer os efeitos do mau ano, que a todos atingiu por igual.

As causas, as razões da maior acuidade da crise nos distritos de Portalegre, Évora, Beja e Setúbal tem sido expostas aqui largamente, exaustivamente, mas, embora a gente do Norte esteja convencida, talvez erradamente, de que na base dessa crise existem problemas de ordem moral a resolver, não serei eu a meter a foicinha de lavrador minhoto na seara alentejana.

Se as estimativas do Instituto Nacional de Estatística não falham, a produção do milho no ano de 1949 sofreu uma quebra de 40 por cento em relação à média dos anos de 1938 a 1947.

Isso quer dizer que, se levarmos em conta que essa média representa a produção normal, produção suficiente para satisfazer às necessidades do consumo, as populações .do Norte, para as quais aquele cereal constitui a base da alimentação, não terão milho para mais de meio ano e, como se está a verificar, parte delas nem para tanto o terão.

Em muitas casas já os espigueiros estão vazios e se vai vendo o fundo às caixas.

São os rendeiros ou caseiros, que não pagaram as rendas ou pensões, mal colheram para a semente e não possuem outros recursos.

São os proprietários, que não receberam as rendas, as pensões e que, vivendo delas na sua maior parte, não gastam, não compram o que vai além do estritamente necessário, pois antes de tudo está o Estado com as suas contribuições e o grémio penhora-lhes os prédios se não pagarem as quotas.

Acontece com o gado até um caso curioso. O gado ovino e caprino -reserva indispensável das populações serranas - tem sido vendido quase ao desbarato por virtude da seca, mas também pela ocupação dos baldios pelos Serviços Florestais; o gado bovino não encontra comprador, embora apareça nas feiras com abundância, porque o racionamento e o tabelamento da Junta Nacional dos Produtos Pecuários, lhe restringe a venda. Isto é, por um Indo a lei da oferta e da procura e por outro um organismo de coordenação económica não consentem que o lavrador tire do gado o preço que reputa justo para satisfazer as suas necessidades.

Quanto ao vinho, se é certo que a relativamente abundante colheita, de mais de 400:000 litros, de vinho verde poderia parecer suficiente para compensar a falta do cereal e a baixa do gado, a verdade é que está a ser vendido a preços que também não compensam o custo da produção. A preocupação do vinhateiro, neste momento, é vender, não só para fazer o dinheiro que precisa, como também com receio que se lhe estrague na adega, pois o amadurecimento das uvas foi prematuro, as vindimas fizeram-se com os calores do verão e, portanto, os mostos fermentaram a temperaturas inconvenientes. E os casos de vinho doente já vão aparecendo com frequência.

E cabe aqui, embora isso possa constituir assunto para mais largo desenvolvimento, uma justa referência à acção verdadeiramente notável exercida pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes na defesa deste vinho e dos viticultores o que ainda ultimamente se revelou no auxílio prestado aos técnicos do Ministério da Economia por ocasião da campanha de assistência à viticultura.

É certo, que, graças ao Governo, teremos este ano, e temos já e a tempo e horas, milho colonial em quantidade suficiente para compensar a quebra de produção continental.

Mas, embora parecendo um paradoxo, é aí que reside essencialmente o problema do momento.

A abundância do milho colonial é um facto, o seu preço mantém-se no nível do preço do milho continental, o Governo e, especialmente, o Sr. Subsecretário do Comércio, a quem por isso presto as minhas homenagens, tom muito louvavelmente procurado afastar todos os entraves burocráticos a que estávamos habituados nestas ocasiões difíceis e ainda há dias lavrou um despacho que faz terminar com os monopólios na venda do milho. Mas a verdade é que não há dinheiro para o comprar.

O lavrador, porque não vendeu, não pode comprar, e daí o reflexo que já se vai sentindo na indústria e no comércio, sobretudo das regiões agrícolas do Norte.

Parece-me que é altura de o Governo intervir e parece-me também que é esta a magnífica oportunidade de os grémios da lavoura prestarem o necessário auxílio aos lavradores seus associados, reabilitando-se do pouco que nesse sentido até agora têm feito.

O Sr. Melo Machado: - A questão é que queiram aproveitar.

O Orador: - É por isso que peço a intervenção do Governo.

Sr. Presidente: mas eu desejo focar hoje em breves palavras um aspecto da economia do Alto Minho que está a tomar carácter de verdadeira gravidade.

Não é a primeira vez que o abordo e pode dizer-se que nestes dois ou três anos últimos por ele, por a sua justa solução, tenho lutado, infelizmente sem o menor êxito. E comigo muita gente da minha região e creio que de outras regiões do País e também baldadamente.

Representações, exposições, ofícios, pedidos, e até súplicas, tudo tem ficado sem resposta. Em muitas câmaras municipais, e creio que até em governos civis, figura numerosa correspondência expedida sobre o assunto, mas julgo que nenhuma recebida em resposta.

É o argumento do silêncio, à falta de outro, que é o que mais perturba, o que mais irrita.

É a gente humilde e sofredora dessas serras da Peneda e do Soajo, das serras da Anta e da Arga, da serra Amarela, de Entre Vez e Coura e de outras partes mais, que, lutando heroicamente contra a ingratidão da terra e o desprezo dos outros homens, se mantém, apesar de tudo, fiel aos princípios eternos que nos guiam.

E por isso mesmo é que não são capazes de compreender que para se construir uma obra que se apregoa grandiosa, e à qual eles próprios reconhecem benefícios futuros -talvez para os seus filhos ou para os seus netos-, se destruam as riquezas do presente.

Eu já aqui ouvi falar que para o Sul os maus anos agrícolas o uma defeituosa organização económica e social estão a dar origem ao aparecimento da peste dos tempos modernos - o comunismo.

Pois nessas regiões nortenhas, onde acima de tudo se procura viver em paz e na graça de Deus, o comunismo que nos aparece é bem diferente e vem do tempos tão recuados que já as Ordenações do Reino o protegiam.

É um comunismo agrário e pastoril, que as condições da terra lhe impuseram, pela exploração colectiva dos montes baldios, em forma de logradouro comum, para pascigo e matos.

Pois é isso que se está a destruir, escusadamente, em ritmo acelerado, sem o menor respeito pelos direitos sagrados das populações e com prejuízo das suas economias e da própria economia nacional.

Em 1936, por virtude do Decreto n.º 27:207, procedeu a Junta do Colonização Interna ao reconhecimento dos baldios do continente, pertencentes ao Estado e aos corpos administrativos, tendo em atenção a natureza dos terrenos, a sua extensão e as regalias dos povos no que respeita à sua fruição. E no capítulo referente às características económicas classificou esse reconhecimento os baldios, em relação à economia local ou dos seus usuários, em indispensáveis, importantes, úteis e desnecessários.

A Lei n.º 1:971, que estabeleceu as bases do povoamento florestal, mandou proceder a inquéritos para averiguar dos usos, costumes e regalias dos povos relativamente ao trânsito, aproveitamento de águas, posição de pastagens e utilização de lenhas e madeiras nos terrenos onde se pretendia fazer a arborização. Havia, portanto, ao que parecia e os povos acreditaram, a melhor intenção de respeitar os direitos, usos e costumes tradicionais, porque eles eram indispensáveis à vida e à subsistência dos povos serranos.

E toda a gente que no assunto tinha interesse se convenceu de que a obra do povoamento florestal se iniciaria pelos baldios desnecessários ao aproveitamento desses povos, deixando de parte, pelo menos numa primeira fase, aqueles que servissem de logradouro comum para pastagens e roço de matos, e que são indispensáveis à conservação dos bens agro-pecuários explorados individualmente.

E mais se radicou no espirito dessas pessoas que assim necessariamente se fazia, pois o Código Administrativo do 1940, posterior à Lei n.º 1:971, é claro e terminante quando diz que os baldios aproveitados como logradouro comum pelos moradores de algum concelho ou freguesia, e se considerem indispensáveis à economia local, continuariam a ter o mesmo carácter e destino.

O Código Administrativo é, porém, letra morta, como letra morta foram as reclamações feitas pelos povos nos inquéritos, que de inquéritos só tiveram o nome, pois não passaram de pura formalidade.

O Sr. Pinto Barriga: - V. Ex.ª dá-me licença?

A autonomia dos Serviços Florestais vai mais longe do que uma simples autonomia administrativa: tornaram-se autónomos das próprias leis deste país, voltam as costas à economia agrícola regional e até portuguesa, desprezando mesmo os próprios ensinamentos da economia florestal. Na generalização do debate de um aviso prévio que V. Ex.ª deve anunciar o assunto será tratado mais largamente.

O Orador: - O assunto vai efectivamente ser tratado oportunamente em aviso prévio pelo Sr. Deputado Pinto Basto e por mim.

Tenho aqui à mão os originais e algumas cópias desses documentos, referentes a alguns concelhos do distrito de Viana do Castelo. Depois de uma exposição em que um senhor engenheiro silvicultor encareceu as vantagens da arborização dos baldios e dos grandes benefícios que com ela os povos viriam a receber, encontra-se em todos eles, pelas vozes dos presidentes das juntas, regedores e até de alguns párocos, o protesto de que estavam dispostos a receber tais benefícios desde que lhes fossem respeitados os direitos tradicionais indispensáveis à sua vida.

E quando se poderia julgar, ao menos, que o povoamento começaria pelos pontos altos das serras, na maioria dos casos sem interesse para a agricultura local, fez-se precisamente o contrário: ocuparam-se largas zonas dos terrenos mais férteis para mato e pastagens, fecharam-se, bloquearam-se povoações, retirando-se-lhes e tapando-se-lhes as vias de trânsito para os montes não ocupados e até para as propriedades particulares, cortou-se o acesso às águas, proibiu-se a apascentação dos rebanhos e condicionou-se o roço do mato e do tojo e estabeleceu-se o regime onde a lei o não autorizava, pois, tendo sido sujeitas ao regime florestal por decreto quatro freguesias do concelho de Vila Nova de Cerveira, os agentes dos Serviços ocuparam mais algumas e construíram até nelas casas para habitação dos guardas.

Isto é, olhou-se para a comodidade do serviço, da sua execução, e desprezou-se uma riqueza.

E as matas e pinheirais semeados e plantados com extremo carinho por sucessivas gerações e que constituíam o sustento dos mais pobres e o rendimento com que as juntas de freguesias iam melhorando as condições de vida dos vizinhos?

Ai não se promoveu o povoamento florestal, porque ele já estava feito há muitos anos - o que mostra bem que a solução do problema da arborização dos baldios deveria ter sido outra -, não foi necessário plantar ou semear árvores, porque os Serviços Florestais já as encontraram plantadas e nascidas.

É para mim um dos aspectos mais impressionantes do problema.

Aquilo que havia sido construído com o amor que o nosso povo tem às coisas da terra, que constituía o património colectivo, formado e criado através de dezenas de anos, e uma riqueza onde os pobres iam procurar o fogo e o calor, e os matos e os pastos, e todos eles os rendimentos para construírem e beneficiarem os caminhos, para explorarem águas de consumo e de rega e até, como na freguesia de Covas, do concelho de Vila Nova de Cerveira, para pagarem a electrificação da freguesia - de tudo isso os Serviços Florestais se apossaram.

O Sr. Carlos Borges: - V. Ex.ª dá-me licença?

Os baldios já estavam arborizados?

O Orador: - Já estavam arborizados.

O Sr. Pacheco de Amorim: - É o caso de Covas, do pinhal de Covas.

O Orador: - Foi precisamente dele que falei e tenho o maior prazer em saber que V. Ex.ª conhece o problema.

A verdade, sem o mais leve artifício ou exagero, é que a continuar a ocupação das serras do Alto Minho no ritmo destes três últimos anos, dentro em breve pouco restará para a subsistência dos seus habitantes, pois a produção das próprias terras de cultivo ficará reduzida a muito pouco, por falta de adubação.

Foi o próprio inquérito da Junta de Colonização interna que nos disse e tornou público que na zona serrana dos concelhos de Melgaço, Monção, Arcos de Valdevez, Paredes de Coura e Ponte da Barca - e eu acrescento: Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima:

Tem particular importância a criação de gados, em regime pastoril, nas terras baldias, que em muitos desses concelhos constitui o exclusivo recurso das populações serranas;

Que para a grande produtividade das terras contribuem fortemente as adubações orgânicas, feitas com mato recém-cortado ou transformado em estrume, que o minhoto aproveita com a maior diligência;

Que à bouça, ou ao monte, ou ao montado recorre o lavrador do Minho para obter o mato com que fabrica os estrumes indispensáveis à correcção física e ao enriquecimento químico-orgânico das terras de cultura, constantemente depauperadas pelo regadio;

Que na colonização ou aproveitamento florestal se deve atender às necessidades de mato e pastagens da economia local.

Pois a nada ou a pouco se atendeu.

Os rebanhos, e com eles o gado bovino e cavalar, estão a desaparecer, com grave prejuízo para a economia nacional.

Só num lugar de um dos concelhos em causa - e não vale a pena citar-lhe o nome, porque é o caso de muitos outros- consegui averiguar, com dados que me merecem a maior confiança, que de 600 cabeças de «rês» -gado ovino e caprino - restam pouco mais de 50 e que as 200 cabeças de gado bovino, que só no monte podiam viver, estão reduzidas a metade.

Os roços dos matos fazem-se em condições muito, precárias. Não só estão condicionados a licenças e autorizações, como, na maioria dos casos, torna-se impossível transportá-los, por haverem sido fechados com as plantações os caminhos dos montes.

Eu não quero referir-me hoje, o gostaria de não mais ter de voltar ao assunto, à maneira como o povoamento florestal se tem feito. Mais de 50 por cento das árvores plantadas morrem ou são plantadas como aspecto de já estarem mortas.

E não se repovoam as covas das que morreram.

Segue-se para a frente, ocupa-se mais terreno e os terrenos onde, no dizer dos técnicos, no fim de cinco anos os gados poderiam pastar novamente - eu duvido, e tenho razões para isso - só no fim de dez ou vinte anos servirão para tal.

Alguém que conhece bem o problema definiu-o assim: o povoamento florestal, tal como se está a fazer nos montes e serras do Alto-Minho, constituirá um dia uma riqueza conseguida, com largos meios financeiros, à custa de uma riqueza presente.

Ora, eu não tenho dúvida nenhuma em afirmar que o desperdício desta última riqueza é absolutamente escusado.

O que se está a fazer representa um verdadeiro atentado contra a economia nacional e briga com os princípios morais que nos orientam.

O Governo ignorava até este momento o que se está a passar, porque doutra forma não o consentiria.

Mas agora, que não o ignora, porque o problema foi tratado na Assembleia Nacional, vai com certeza ordenar a revisão do problema, com audiência dos representantes das populações interessadas, para que a paz e a tranquilidade voltem a reinar entre aqueles que através de tudo nunca duvidaram da justiça do Estado Novo.

Tenho dito.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O orador foi muito cumprimentado.

Capturardiasse.JPG

AUTARQUIA DE PONTE DA BARCA PROMOVE PROJETO DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NAS FREGUESIAS DO PNPG

A Câmara Municipal de Ponte da Barca, no âmbito de uma candidatura ao POSEUR - Plano de Valorização do Parque Nacional da Peneda-Gerês - Reserva da Biosfera Gerês/Xurês, está a proceder à execução de um projeto denominado de “Conservação e Gestão da Biodiversidade nas Freguesias do PNPG – Ponte da Barca”, que consiste na plantação de vegetação arbustiva e instalação de faixas de vegetação autóctone ao longo da rede viária florestal.

164655249_3261352927299001_8419920155749783305_o.j

A área de intervenção do projeto, a que o Presidente da Câmara, Augusto Marinho, juntamente com os Vereadores José Alfredo Oliveira e Inocêncio Araújo, o Presidente da Junta de Britelo, Estêvão Jesus Rodrigues, o Presidente do Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Britelo, António Silva e o Presidente da Junta da União de Freguesias de Entre-Ambos-os-Rios, Ermida e Germil, Francisco Lopes tiveram oportunidade de visitar, localiza-se nas freguesias de Lindoso, Britelo e União de Freguesias de Entre-Ambos-os-Rios, Ermida e Germil.

Este projeto, que abrange 65,19 hectares e tem um investimento de 188.450,95€, tem como objetivos principais a proteção de habitats naturais de espécies autóctones reduzindo as condições de ignição e propagação dos incêndios florestais; aumentar a área de povoamentos de espécies autóctones através do recurso à arborização de espaços desarborizados com espécies autóctones; reduzir o risco de incêndio promovendo a redução da carga combustível associada aos espaços florestais por via da introdução de espécies florestais resistentes ao fogo; e a valorização paisagística do território privilegiando a introdução de espécies autóctones identitárias da paisagem local em áreas atualmente desarborizadas.

164747744_3261353077298986_1583230355151275272_o.j

165165885_3261353110632316_554325808090937445_o.jp

165321637_3261352910632336_1413663904181240746_o.j

165458424_3261353007298993_2782394475530726160_o.j

165571149_3261352987298995_1116977772982646041_o.j