Reconhecendo a importância e eficácia da utilização do Fogo Controlado como medida de prevenção dos incêndios rurais, a Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais de Fafe aprovou um Plano de Fogo Controlado em reunião realizada a 10 de abril de 2025.
Este Plano de Fogo Controlado aprovado tem um período temporal de implementação de 2025 a 2029 e contempla 1695,93ha, distribuída por 228 parcelas, na sua quase totalidade de propriedade privada. Para a identificação das áreas consideradas prioritárias para a execução de ações de fogo controlado, foi efetuada uma análise detalhada do histórico do fogo, para desta forma conseguir identificar as zonas de intervenção prioritárias para a passagem do fogo e as áreas de extrema importância para operações de supressão ativa e passiva no controlo de incêndios. Também, foram consideradas as áreas de maior perigosidade de incêndio florestal e privilegiado o parcelamento em linhas de cumeada e em locais com formações vegetais com elevada a muito elevada resiliência ao fogo.
As áreas de intervenção previstas para a realização de fogo controlado, tem uma ocupação, maioritariamente arbustiva (matos, giestas, silvados, etc), e tem como principais objetivos:
Compartimentação do espaço florestal: localização estratégica de parcelas de gestão de combustível. Esta compartimentação do espaço florestal tem como objetivo impedir a propagação de grandes incêndios em dias de perigo extremo, diminuindo-se assim a área ardida e os grandes incêndios, com consequências graves para a segurança de pessoas e bens, além da perda do património florestal associado e o elevado número de meios envolvidos. A localização estratégica destas parcelas no espaço florestal tem em conta o historial de propagação do fogo na área, os rumos preferenciais de propagação destes incêndios e a atual ocupação do solo;
Renovação e melhoramento de pastagens: O fogo controlado permitirá renovar as formações arbustivas estremes, melhorando a palatibilidade e digestibilidade do alimento disponível, criando um mosaico de vegetação diverso. Esta medida permite ainda concretizar um dos objetivos previstos na sensibilização, ou seja, apoiar a atividade dos pastores, agricultores e produtores florestais, através da utilização do fogo de forma correta, adequada aos espaços, segura e de acordo com a legislação;
Proteção de povoamentos florestais: O fogo controlado será usado para diminuir a carga de combustível nas áreas envolventes aos povoamentos florestais;
Cinegética: Permitir a melhoria das condições dos habitats cinegéticos.
Na implementação das ações de fogo controlado pretende-se envolver as associações e a associativa de caça do concelho, as juntas de freguesia, as associações florestais com área de atuação no concelho de Fafe, assim como os produtores florestais, as empresas e os proprietários dos terrenos rurais, entre outros intervenientes na defesa da floresta contra incêndios.
No seguimento do atrás exposto divulga-se o Anúncio e respetivos Mapas com as áreas previstas para a implementação de fogo controlado no ano de 2026.
Semana da Floresta Autóctone – de 17 a 23 de novembro
O Município de Ponte de Lima vai assinalar a “Semana da Floresta Autóctone”, que decorrerá de 17 a 23 de novembro, com um conjunto de iniciativas dedicadas à valorização e preservação do património florestal do concelho.
Nesta semana, em que as ações previstas têm como principal objetivo sensibilizar toda a população para a importância da Floresta Autóctone, também será dedicada a devida atenção à manutenção dos bosques já criados ao Abrigo do Projeto “Ponte de Lima – Pulmão do Alto Minho”. Trata-se de uma oportunidade para refletir sobre o papel essencial das espécies autóctones na conservação da biodiversidade, na proteção dos solos e na mitigação das alterações climáticas.
Ao longo destes sete dias, para além de atividades de controlo de espécies invasoras, serão desenvolvidas diversas ações nos 10 bosques do Projeto “Ponte de Lima – Pulmão do Alto Minho”. As ações incluirão trabalhos de manutenção, reflorestação e ações de sensibilização ambiental, realizadas em estreita colaboração com as equipas de Sapadores Florestais, a Associação Florestal do Lima, o Gabinete Técnico Florestal, os Agrupamentos de Escuteiros e os colaboradores do Serviço Área Protegida.
Com esta iniciativa, o Município pretende reforçar o compromisso com a preservação do património natural e fomentar o envolvimento da comunidade na defesa e promoção das florestas autótones.
ARCOS DE VALDEVEZ, BARCELOS, BRAGA, CABECEIRAS DE BASTO, CAMINHA, CELORICO DE BASTO, FAFE, GUIMARÃES, MONÇÃO, PAREDES DE COURA, PONTE DA BARCA, PONTE DE LIMA, TERRAS DE BOURO, VALENÇA, VIANA DO CASTELO, VIEIRA DO MINHO, VILA NOVA DE CERVEIRA E VILA VERDE SÃO OS CONCELHOS ABRANGIDOS
Foi hoje publicado em Diário da República o diploma que reconhece como catástrofe natural, nos termos da alínea b) do artigo 3.º, e para os efeitos da alínea a) do n.º 1 do artigo 6.º, ambos da Portaria n.º 240/2025/1, de 27 de maio, o conjunto de incêndios rurais ocorridos entre 2 de maio e 15 de outubro de 2025, nos concelhos e respetivas freguesias constantes do anexo ao presente despacho, do qual faz parte integrante.
A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez aprovou a abertura de dois procedimentos para a contratação de serviços destinados à mitigação dos impactos dos incêndios rurais no concelho, no âmbito do Contrato-Programa – Medidas de Emergência de Apoio e Mitigação do Impacto de Incêndios Rurais.
O primeiro procedimento, com um valor base de 13.300,00€, destina-se à execução de medidas prioritárias de estabilização de emergência. Já o segundo, no montante de 30.000,00 euros, visa assegurar a concretização das restantes intervenções previstas.
As ações a implementar incluem a recuperação e manutenção da rede viária florestal, o corte e processamento de material lenhoso, a instalação de barreiras naturais, a realização de sementeiras e a execução de obras de correção torrencial em linhas de água. Paralelamente, serão também promovidas intervenções de silvicultura preventiva e trabalhos de recuperação ecológica em zonas afetadas pelos incêndios.
Com estas medidas, pretende-se acelerar a recuperação das áreas ardidas, controlar a erosão dos solos, reduzir o risco de novos incêndios e valorizar o património natural e paisagístico do concelho, contribuindo para a resiliência ambiental e a sustentabilidade dos ecossistemas locais.
A Câmara Municipal sublinha, assim, o seu compromisso com a proteção do território, a gestão sustentável dos espaços florestais e a salvaguarda do ambiente, garantindo respostas rápidas e eficazes face aos desafios impostos pelos incêndios rurais.
As Organizações Não-Governamentais de Ambiente que compõem a Coligação C7 receberam com profunda preocupação as notícias veiculadas pela comunicação social sobre uma possível intenção do governo de extinguir o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), transferindo as suas competências para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
Ainda que o governo não tenha, até ao momento, confirmado esta possibilidade, a Ministra do Ambiente e Energia infelizmente também não a afastou completamente quando confrontada pelos jornalistas. Mais, a redução drástica da verba a transferir do Fundo Ambiental para o ICNF, prevista na atual proposta de Orçamento de Estado, reforça esta preocupação face às responsabilidades do ICNF, nomeadamente com a implementação da Estratégia para a Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 (revista), o Programa Alcateia, a conclusão dos planos de gestão das Zonas Especiais de Conservação da Rede Natura 2000 e o Plano Nacional de Restauro da Natureza. Portanto, a C7 considera fundamental manifestar desde já o seu completo repúdio a qualquer ação que venha a ser tomada no sentido do desmantelamento do órgão nacional de conservação da natureza. Isto representaria um retrocesso grave na política de conservação da natureza em Portugal, com impactos negativos previsíveis na capacidade do país de cumprir compromissos internacionais, proteger a biodiversidade e garantir uma gestão eficaz e estratégica do seu património natural.
O ICNF, enquanto Autoridade Nacional para a Conservação da Natureza e Biodiversidade, tem desempenhado um papel essencial na execução das políticas públicas de conservação da natureza e das florestas, na gestão de áreas protegidas e na articulação com redes europeias e internacionais. A sua extinção fragmentaria competências críticas, dificultando a coordenação nacional e estratégica.
A redução da prioridade política da conservação da natureza já foi concretizada pelos dois mais recentes governos , e consideramos que dar mais um passo para o enfraquecimento de uma área tão relevante comprometeria ainda mais a capacidade do país em dar respostas à atual crise de perda de biodiversidade. A gestão eficaz da natureza exige uma visão integrada, estratégica e especializada, que só pode ser garantida por uma entidade nacional com conhecimento técnico acumulado e presença territorial. Transferir responsabilidades para entidades com vocações distintas pode configurar um risco de conflito de interesses, como no caso dos processos de licenciamento ambiental, e colocar em risco o cumprimento de compromissos assumidos e a credibilidade internacional do país.
Relembramos que a conservação da natureza é um pilar fundamental da sustentabilidade, da resiliência territorial e da qualidade de vida das populações. Enfraquecer esta missão é comprometer o futuro.
Assim, apelamos ao Governo que não avance com nenhuma proposta nesta direção, promova um debate público alargado e transparente, e reforce — em vez de desmantelar — a capacidade institucional do ICNF.
As organizações da C7 estão disponíveis para colaborar na construção de soluções que fortaleçam a proteção ambiental em Portugal, com base na ciência e na participação democrática.
Despacho n.º 11390/2025 do Ministério da Agricultura e Mar - Gabinete do Secretário de Estado das Florestas, declara a utilidade pública, com carácter de urgência, relativa à constituição de servidão administrativa necessária à execução da rede primária de faixas de gestão de combustível, correspondente ao troço 0042 do lote 1, na freguesia de Covas, do concelho de Vila Nova de Cerveira, na freguesia de Cabração e Moreira do Lima, do concelho de Ponte de Lima, e na União das Freguesias de Arga (Baixo, Cima e São João), do concelho de Caminha.
A Exm.ª Sr.ª Ministra do Ambiente e da Energia visitou, no passado dia 29 de agosto de 2025, as terras de Vilarinho da Furna, na sequência do incêndio que aí lavrou. O que me levou a enviar-lhe um e-mail, que aqui sintetizo: Só há uma maneira de acabar com os fogos de verão: é fazer fogos de inverno. Vivi vários anos em Vilarinho, fui até a última pessoa a sair de lá, por causa da barragem que destruiu a minha aldeia, e nunca lá vi um fogo durante o verão. Os nossos camponeses sabiam ler nas nuvens e nas estrelas quando vinha chuva. Por isso, dois ou três dias antes dela cair, deitavam fogo na serra, durante os meses de janeiro, fevereiro e março. Os gados regalavam-se com os pastos fresquinhos quando iam para a serra, em maio. Era a própria natureza que controlava os fogos. hoje está tudo mais simplificado com os serviços meteorológicos e com os bombeiros. Ainda quanto ao que se passou, não se entende porque o PNPG nos embargou à AFURNA a abertura de um caminho de acesso à nossa propriedade, fora do referido Parque, que muito teria facilitado o trabalho dos bombeiros.
Este é daqueles temas em que, infelizmente, só na desgraça é que vamos ver os interlocutores a correr, com as calças na mão.
Não quero ser mais um “especialista” em fogos, como tantos que aparecem na televisão, mas não posso deixar de partilhar algumas observações e preocupações.
Alguém tem dúvidas de que, aqui nos concelhos de 𝐂𝐞𝐫𝐯𝐞𝐢𝐫𝐚, 𝐂𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐞 𝐕𝐢𝐚𝐧𝐚 𝐝𝐨 𝐂𝐚𝐬𝐭𝐞𝐥𝐨, estamos à beira de enfrentar uma desgraça igual ou ainda pior do que aquilo que já está a acontecer noutras zonas do país?
Muitos de nós percorremos a 𝐀𝟐𝟖, 𝐍𝟏𝟑, 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐢𝐥 𝐫𝐮𝐧𝐧𝐢𝐧𝐠, 𝐁𝐓𝐓 𝐨𝐮 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐝𝐚𝐬 nestas montanhas. E quem anda no terreno vê bem: do monte de Cerveira até Viana do Castelo, a situação é alarmante.
O que mais me inquieta é a zona entre a 𝐟𝐫𝐞𝐠𝐮𝐞𝐬𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐀̂𝐧𝐜𝐨𝐫𝐚 𝐞 𝐚 𝐟𝐫𝐞𝐠𝐮𝐞𝐬𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐫𝐞𝐨𝐬𝐚.
O monte de Santa Luzia, sendo um santuário, pode estar mais protegido, com o protocolo com o exército, mas e o resto?
Já repararam como está o monte visível ao longo da 𝐄𝐍𝟏𝟑, 𝐝𝐞𝐬𝐝𝐞 𝐀̂𝐧𝐜𝐨𝐫𝐚 𝐚𝐭𝐞́ 𝐚̀ 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐕𝐢𝐚𝐧𝐚? Alguém pode, com seriedade, dizer que não estamos perante uma tragédia anunciada?
Foi nesse grande incêndio que quase se teve de evacuar o 𝐇𝐨𝐬𝐩𝐢𝐭𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐕𝐢𝐚𝐧𝐚 𝐝𝐨 𝐂𝐚𝐬𝐭𝐞𝐥𝐨 com o fogo a avançar desde Espanha / Cerveira, atravessando rios, autoestradas e vales. Muitos ainda recordam que as chamas terão cruzado o 𝐫𝐢𝐨 𝐌𝐢𝐧𝐡𝐨, 𝐚 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐀𝟐𝟖, 𝐨 𝐫𝐢𝐨 𝐂𝐨𝐮𝐫𝐚 𝐞 𝐨 𝐫𝐢𝐨 𝐀̂𝐧𝐜𝐨𝐫𝐚, num fogo que poderá ter tido origem em Espanha
E aqui está o essencial: 𝐮𝐦𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐠𝐞́𝐝𝐢𝐚 𝐧𝐚̃𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐫 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐧𝐝𝐚 𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.Se voltar a acontecer, não é azar nem fatalidade. É 𝐧𝐞𝐠𝐥𝐢𝐠𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚
Se não houver prevenção séria, vamos repetir a história. E desta vez pode ser pior.
Por estes dias têm sido vários os concelhos do distrito de Braga a ser atingidos por fogos florestais. Até ao momento, com níveis diferentes, foram atingidos os concelhos de Amares, Barcelos, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro e Vieira do Minho, incluindo território do Parque Nacional Peneda Gerês.
O País está novamente confrontado com a necessidade de reflectir muito seriamente sobre as causas desta situação que volta a abranger vários distritos.
O momento é de mobilização de esforços para o combate aos incêndios que continuam a lavrar, de manifestar toda a solidariedade às populações afectadas e a todos os que estão a combater os fogos. Mas impõe-se, também, não deixar por avaliar as razões e responsabilidades quanto a questões que agora se repetem depois das vagas anteriores de fogos, como os atrasos e incumprimentos nos apoios às vitimas dos incêndios ou as insuficiências identificadas no sistema de protecção civil. A destruição de importantes áreas florestais e de bens com origem nos fogos florestais é inseparável da falta de respostas às causas estruturais que estão na sua origem como o abandono do mundo rural e o ordenamento do território, a degradação dos serviços públicos, a destruição da pequena e média agricultura, a substituição de áreas de produção agrícola por matos ou monocultura de floresta, que resultam na desertificação e no despovoamento. Uma realidade bem sentida nesta nossa região que deve ser debatida e encarada com a elevada importância que tem.
A CDU continuará a intervir no plano político e institucional – quer a nível local e nacional – para que seja dada reposta cabal ao conjunto de questões que não podem continuar a ser ignoradas por omissão ou opção.
Pelo segundo ano, cerca de 10 jovens integrados/as no programa Juventude em Movimento dedicado à Proteção Civil iniciaram, no dia 14 de julho, a Vigilância Florestal do concelho da Póvoa de Lanhoso.
No início de funções, esta Brigada Jovem foi recebida, nos Paços do Concelho, pelo Presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro. Para além de dar as boas – vindas ao programa, o autarca Povoense centrou a sua intervenção na importância da “participação dos/as mais novos/as na proteção da natureza, das florestas e da comunidade, como parte de uma cidadania ativa, empenhada e comprometida”.
O Vereador de Proteção Civil, Ricardo Alves, tem acompanhado o grupo que, já sob orientação do Coordenador Municipal de Proteção Civil, Pedro Dias, visitou o Posto de Vigia da rede oficial, situado no Monte de S. Mamede, inteirando-se sobre as tarefas de Vigilância Florestal. De forma complementar, estes/as jovens deslocaram-se ainda ao Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Ave e ao Centro de Meios Aéreos, em Fafe, onde foram recebidos pelo comandante da sub-Região, Rui Costa.
A Brigada Jovem vai estar em funções durante o Verão, realizando vigilância florestal a partir do Monte do Pilar, bem como outras ações de sensibilização e dissuasão de comportamentos de risco, em diversos pontos do concelho.
A propósito da decisão do Governo de deslocalização de um helicóptero do heliporto de Arcos de Valdevez para Portalegre como forma de atenuar a ausência de cinco meios aéreos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2025, o Município de Ponte da Barca, cujo território integra 52% do Parque Nacional Peneda-Gerês, refere que é fundamental garantir todos os meios possíveis no território para salvaguarda das populações e do imenso património natural existente.
O distrito de Viana do Castelo registou, em média, mais de 1300 incêndios rurais por ano, com um índice de simultaneidade elevado. Em 2024, foi o segundo distrito com maior número de ocorrências, com 265 incêndios, e também o que registou maior área ardida.
Nesse sentido, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca faz um apelo público ao Governo, na pessoa da Ministra da Administração Interna, para reverter a decisão da retirada do segundo meio aéreo do distrito, mantendo todos os meios para garantir a maior e melhor resposta no combate aos incêndios.
No Salão Nobre da Câmara Municipal de Viana do Castelo foi celebrado um Protocolo entre a Escola dos Serviços e o Município com o objetivo de reforçar a vigilância na Serra de Santa Luzia.
O patrulhamento florestal assegura uma vigilância ativa das zonas de risco, permite a deteção precoce de focos de incêndio e garante uma resposta rápida e eficaz. Contribui ainda para dissuadir comportamentos de risco e monitorizar as condições ambientais propícias à propagação do fogo.
As patrulhas serão realizadas em estreita coordenação com a GNR, PSP, Bombeiros e outras entidades civis. Esta missão conjunta reforça a capacidade de resposta perante situações de risco, evidenciando que a segurança e o bem-estar da comunidade permanecem uma prioridade essencial.
Assinaram o Protocolo o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Arquiteto Luís Nobre, e o Comandante da Escola dos Serviços, Coronel Batista da Costa.
Com o objeto de incrementar a vigilância na fase mais crítica dos incêndios florestais, a Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, esta segunda-feira, a proposta Vigilantes da Floresta, que integra um protocolo de colaboração com o Corpo Nacional de Escutas para a Vigilância Florestal 2025.
Tal como tem sido habitual nos últimos anos, o protocolo tem por objetivo assegurar a vigilância florestal em pontos designados pelo Município, nomeadamente Serra de Santa Luzia, Senhora do Crasto, em Deocriste, e São Silvestre, em Cardielos. De acordo com o protocolo, “os escuteiros estão sensibilizados para este tipo de atividades de natureza ambiental, têm conhecimento do território e experiência na utilização de cartografia, possuindo ainda uma organização interna que permite que a vigilância seja efetuada nas melhores condições operacionais”.
“Dadas as alterações climáticas que se têm feito sentir, o aumento dos combustíveis vegetais e o agravamento de risco de incêndio tornam importante reforçar as ações de vigilância”, refere-se. Nos locais previstos, a vigilância será realizada por dois escuteiros por turno, todos os dias, incluindo fins-de-semana, das 14h00 às 19h00.
Para fazer face às despesas de deslocação, comunicação, complemento financeiro para os jovens escuteiros e outras despesas, a Câmara Municipal de Viana do Castelo irá transferir 12.500 euros para a Junta Regional do Corpo de Escutas de Viana do Castelo.
Ainda no âmbito da valorização dos seus recursos humanos em termos de Proteção Civil, o Comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, Ricardo Fernandes, participou, de 14 a 16 de junho, enquanto formador, no curso Medical Response to Major Incidentes (MRMI), que decorreu em Portimão, concorrendo para o treino de diversos operacionais e especialistas no âmbito da proteção e do socorro pré, intra e inter-hospitalar.
Esta participação do comandante da corporação de soldados da paz vianense reforça o prestígio do concelho no cenário nacional da proteção civil, refletindo o compromisso contínuo com a segurança e o bem-estar da população.
É de realçar que, em 2022, Viana do Castelo já organizou duas edições deste tipo de formação multidisciplinar e multiprofissional, com forças de segurança e de socorro, pelo que esta iniciativa evidencia a continuidade do compromisso do Município de Viana do Castelo na preparação dos seus quadros e na partilha da sua perícia técnica com outros intervenientes a nível nacional.
O Município de Braga e o Regimento de Cavalaria n.º 6 (RC6) assinaram esta segunda-feira, 16 de junho, um protocolo de colaboração no âmbito da prevenção e vigilância contra os incêndios florestais.
A cerimónia protocolar, realizada no quartel do RC6, contou com a presença do vereador da Proteção Civil, Altino Bessa, e do comandante do RC6, coronel de cavalaria José Pedro Mataloto.
Altino Bessa destacou a importância da colaboração do Exército, que vai ajudar a realizar ações de vigilância no território concelhio. “A presença dos militares no terreno é uma mais-valia na preservação da riqueza florestal do Concelho”, referiu o vereador. Os militares farão a vigilância das áreas florestais adjacentes ao Santuário do Sameiro, do Bom Jesus e de Santa Marta das Cortiças, numa extensão de 60kms.
Por seu turno, o comandante do RC6 lembrou que, a par do apoio ao Município de Braga, os militares farão ainda patrulhas de vigilância no âmbito do Plano de Apoio Militar da Emergência do Exército, em articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. “Nós somos uma das medidas de mitigação, em colaboração com o demais dispositivo de vigilância e de combate, mas procurando sempre ter uma ação de dissuasão”, afirmou José Pedro Mataloto.
Recorde-se que a par do RC6, o Dispositivo Municipal de Vigilância e 1.ª Intervenção integra meios da Divisão Proteção Civil, Direção Municipal de Obras e Serviços Municipais, Sapadores Bombeiros, Bombeiros Voluntários, Sapadores Florestais, Polícia Municipal, Unidades Locais de Proteção Civil de Pedralva, Sobreposta, Este (S. Mamede e S. Pedro) e Lomar e Arcos, PSP e GNR.
A atuação do RC6 vai, assim, complementar as ações de vigilância florestal desenvolvidas pelas diferentes forças no terreno.
Mais de cem profissionais do Distrito marcaram presença na comemoração do Dia do Sapador
Ponte da Barca prestou hoje homenagem aos verdadeiros guardiões da floresta: os Sapadores Florestais. A manhã começou na Praça da República, onde mais de uma centena de sapadores foram recebidos num ambiente de partilha e reconhecimento.
Seguiu-se uma sessão solene no Auditório Municipal, com palavras de abertura do Presidente da Câmara, Augusto Marinho, que enalteceu o papel dos Sapadores Florestais como elemento-chave na defesa do território, na proteção das comunidades e na preservação dos nossos recursos naturais. Sublinhou ainda que é fundamental valorizar quem está no terreno, com competência, coragem e sentido de missão.
A cerimónia contou ainda com a intervenção da Arquiteta Sandra Sarmento, Diretora Regional da Conservação da Natureza e das Florestas do Norte, que destacou a importância do trabalho em equipa, da formação contínua e da missão dos Sapadores Florestais como primeira linha de defesa na segurança das populações e do território.
A jornada incluiu também uma ação de formação promovida pelo ICNF, reforçando competências e boas práticas no terreno.
Foi uma manhã dedicada à floresta, ao conhecimento e ao reconhecimento de quem todos os dias cuida do nosso território.
O Vereador do Ambiente, Paulo Gago, e o Vereador da Proteção Civil, Ricardo Alves, bem como pessoal técnico do Município da Póvoa de Lanhoso visitaram, na manhã desta quinta-feira, os trabalhos tendentes à criação do Ecoparque Florestal, inteirando-se do andamento dos mesmos. Este recurso será um espaço polivalente para apoio à Gestão Florestal e à Proteção Civil.
Este foi um dos momentos inscritos no programa da Semana do Ambiente, que termina amanhã, sexta-feira, na Póvoa de Lanhoso.
Situado num terreno municipal na freguesia de S. João de Rei, o Ecoparque Florestal permitirá, por um lado, o depósito de sobrantes lenhosos e a sua transformação em estilha (biomassa) para posterior reutilização em jardins e espaços verdes bem como em produções agrícolas biológicas em território municipal. Esta possibilidade trará ganhos para o ambiente, pois levará à redução da realização de queimas e, por conseguinte, do perigo de ignições.
Numa primeira fase, irá funcionar de modo experimental através da recolha material lenhoso e vegetal resultante, por exemplo, das podas e manutenções efetuadas pelos serviços municipais. Posteriormente, assim que o Ecoparque Florestal esteja em pleno funcionamento, poderá vir a receber sobrantes provenientes de entidades locais ou até mesmo de particulares, mediante articulação com os serviços municipais.
Por outro lado, servirá para apoio a meios de socorro e de combate a incêndios, prevendo a criação de uma plataforma para aterragem de meios aéreos e assim como de um possível ponto de armazenamento de água (um reservatório metálico elevado para helicópteros). Aguarda-se resposta positiva a candidatura submetida a financiamento através do Norte 2030.
No próximo dia 6 de junho, o Município de Ponte da Barca acolhe as comemorações oficiais do Dia do Sapador Florestal, numa jornada que se pretende de reconhecimento, partilha e valorização de um dos pilares fundamentais da defesa e preservação do território.
A iniciativa, promovida em estreita colaboração entre a Câmara Municipal de Ponte da Barca, a Associação Florestal do Lima e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), reunirá dezenas de profissionais, técnicos e entidades ligadas à gestão e proteção da floresta, com um programa pensado para destacar a importância crescente do setor no contexto das alterações climáticas, da prevenção de incêndios e da resiliência dos ecossistemas naturais.
O programa tem início às 09h30, com a receção dos participantes na Praça da República. A sessão solene terá lugar às 10h00, no Auditório Municipal, com palavras de abertura pelo Presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho, e uma ação de formação promovida pelo ICNF, dirigida às Equipas de Sapadores Florestais (ESF), reforçando competências e boas práticas no terreno. A cerimónia encerra com a intervenção da Arquiteta Sandra Sarmento, Diretora Regional da Conservação da Natureza e das Florestas do Norte do ICNF.
O dia termina num ambiente de confraternização e proximidade, com um almoço convívio no Parque de Merendas da Senhora da Paz, em Barral (Vila Chã S. João), simbolizando o espírito de cooperação e comunidade que caracteriza a ação diária dos sapadores florestais.
Mais de 140 bombeiros de 5 dezenas de corporações dos distritos de Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real juntaram-se na Póvoa de Lanhoso para uma sessão sobre fogos florestais e segurança de infraestruturas elétricas organizada pela REN e pela Liga dos Bombeiros Portugueses. A aproximação da fase crítica dos incêndios esteve na base da organização da sessão, que contou ainda com um exercício prático de prevenção de incêndios na Subestação da REN, em Pedralva.
Com a presença do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa do Lanhoso, Frederico Castro, o evento contou com a participação de Domingos Xavier Viegas, do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, e um dos maiores especialistas no tema do país, que fez uma apresentação sobre a interação entre o fogo e a atmosfera. A sessão contou ainda com apresentações de especialistas da REN sobre gestão florestal e segurança e combate a incêndios em subestações na vizinhança de linhas elétricas.
António Nunes, Presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, encerrou a sessão, não sem alertar para a “indispensabilidade da formação e instrução dos Bombeiros, em particular para os riscos específicos de elevada complexidade”.
Segundo Frederico Castro, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, “o Município, ao longo dos últimos 3 anos, tem efetuado um grande investimento na Proteção Civil Municipal, não só apoiando os serviços municipais, mas também os Bombeiros Voluntários. Mas, para maximizar a proteção do nosso território, temos investido numa série de parcerias com diversos organismos e entidades”. “Gostaria de destacar neste campo a REN que, com o seu trabalho de gestão de combustível e limpeza das faixas de servidão, tem contribuído de forma decisiva para a segurança do nosso território”, concluiu.
Da parte da tarde, realizou-se um simulacro de incêndio na Subestação de Pedralva da REN com a participação das corporações dos Bombeiros Sapadores e dos Bombeiros Voluntários de Braga, que teve como objetivo testar a eficácia dos planos de emergência, treinar a coordenação entre equipas e avaliar a capacidade de resposta em situações de risco real.
Com 66% das suas linhas elétricas e gasodutos inseridos em espaços rurais, nos últimos cinco anos a REN fez a gestão e limpeza de mais de 50 mil hectares. Este trabalho é efetuado em terrenos que não pertencem à REN, o que implica um contacto com os proprietários antes de qualquer intervenção. Neste trabalho de prevenção, só no ano de 2024, foram contactados mais de 36 mil proprietários.
Em 2024, a nível nacional, a REN procedeu à gestão e limpeza de vegetação numa área de cerca de 10.200 hectares, tendo para esse efeito contactado mais de 36 mil proprietários. Ainda em 2024, e tendo em conta a adaptação dos usos dos solos das faixas de proteção das linhas, foram (re)arborizados 461 hectares, com o envolvimento de 1 900 proprietários.
A REN, através do seu programa de reflorestação das faixas de servidão, entre 2010 e 2024 já (re)arborizou 4 553 hectares, com a plantação de mais de 1,5 milhões de árvores. Neste processo foram envolvidos mais de 24 mil proprietários, sendo as espécies mais plantadas o medronheiro e o carvalho, aumentando a biodiversidade e a resiliência aos incêndios florestais das áreas intervencionadas.
Desde 2020, e durante toda a época de incêndios, a REN tem em operação seis equipas de prevenção e vigilância, disponíveis 24 horas/dia, 7 dias por semana. Estas equipas estão equipadas com equipamento de primeira intervenção, que lhes permite fazer uma primeira intervenção de combate aos focos de incêndio.
Desde 2009, a REN doou 95 veículos no âmbito da prevenção de fogos florestais. 65 veículos foram doados a corporações de Bombeiros Voluntários, 30 a equipas de prevenção de incêndios da proteção civil das autarquias.